Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08463


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Full Text
Anuo de 1847.
Teifa-feira 4
de Maio
O DIARIO pOblica-sc todos os dias, que nlo
roem de guarda i o preeo da asignatura he de
4,000 rs. poi quarlel, pagos adiantados. Os an-
nuncios do assifloantes sao iuseridos i raso de
jo tapor linlia, 40 rs. em typo diflerente, e as
...pclijes pal metade. Vs que niio f.>rem sssig-
.nlrtpagarSo 80 rs. por liaba, e 180 em tjpV
jan-rente, porcadi. uublicacJo.
diflerente, porc
PIIASES DA LOA NO HEZ. D MAIO.
Mincoante, a 7, os 1 min, da Urde.
| ua oo. I*, 4 1 oras e 3 min. da tarde.
(rescente. a 51, as 11 hora e 30 mo. da larde.
|.aclieia, a JO, s i horas e SS miau, da larde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Golanna e Paralivba, s (guadas esextas feiru,
Rio-Graode-do-Slorte quintas tiras aomeio-dia.
Cabo, SerinhSem, 'Rio-Formoso, Porto-Calvo a
Maceid. no I,, a 11 e I de cada mez,
Garanhunse Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores, a II e 18.
Victoria, i quintas felras.
Olinda, todos'os dias.
PLEAMAR DE HOJE.
Prmeira, 7 horas (42 minutos da manilla.
Segunda, i 8 boras 8 minutos da tarde.
Ai.no XXIII.
N.W.
DIA8, DA SEMANA.
3 Segunda. >{>{< Inven rio da Santa Cruz. 3.
ftodopiano.
Terca. 8. Moaica. Aud.do J. do di. alai .
e do J. de pal o 2 dist. de t.
Quarta. S. Pi. Aud. do J. do civ. da
2 v c do i. de paz do 2 dist. de I.
Quinta. S.'Jofo Damasceno. Aud. do J, de
orph., edo i. municipal da I vara. ,
Seita. S. Estanislao. Aud .lo J. rio civ. da
I. v. e do J. de paz do I. din. 8 Satinado. 5. Heladio. Aud. do J do civ. da
I. v. e do J de pai do I dist de t.
8 Domingo. S. Gregorio Naxianzeno.
CAMBIOS NO DA I DE MA10.
Cambio sobre Londres a ^8 d. por l#r. a 6!>d.
Pars II rs. por franco.
Lisboa S de premio.
Dase, de leltras de boas (irin.s I '/ p.'/s ""*
Ouro-Oucas l-eipinholas.... JSJaflO a I"M
MoedasdeOflOOvelh. 18(1300 a ISfiOO
o de Cft00 nov iGJilOO a UfiOO
de IfOnn..... SIMO a
Prala PaUcoes........ 2f>)10 a
u Pesos col mimares... 2/UI0 a
Ditos mexicanos.... i|760 a
Miuda............. I*W0 a
Acedes da comp.do Ueberibe de SOf 000 rs. ao par.
BJIOO
11040
fol
Ijtlt
DIARIO DE PERIHAMBUCO
*
PAHTE OFFtCIAL.
ministerio do imperio.
DECRETO N. 511, PB 18 DE MAttQO DB 187.
PraeriM as formalidades que te devem obtervar para a
inlerpoiico dot recurso iitableoido pelo artigo 35
r 38 da lei regulamenlar das eleicSts.
Siiscitamlo-se duvidas, tifio s sobre as formalida-
dos que devem preceder a nterposicSo dos recursos
cstabelecidospelos artigos trila ecinco etrintac
oito da lei regulamentar das eleiges, mas lambem
sobre o lempo e modo de os interpr; e convindo
regular esta materia, afini de que a mencionada lei
seja uniformemente ejecutada, hoi porbem, con-
furmando-me com o parecer da secg.lo do conceHio
de estado dos negocios do imperio, exarado em con-
sulta de dezaseis docorrente, decretar o seguinte :
Art. 1. as actas das juntas de qualificaco sero
transcriptos os despachos- sobre reclamacoes, quei-
xas e denuncias do art. 22 da lei de 19 do agosto do
1846, e os requerimentos que as contiverem serflo
mencionados nos ditas actas, como o devom ser as
dos concelhos municipas de recurso em observan-
cia do art. 36 da mesma lei.
Art. 2. As copias das listas quo contiverem as al-
teracOes feitasomvirtudedas queixas, reelamages
ou denuncias, segundo os arts. 21,23 e 24 da le das
eleiges, serSo aliixadas no interior da igreja ma-
triz, em lugar conveniente e vista do todos, den-
tro de quaronta e oito* horas, contadas da emquea
junta uver encerrado, os trabalhos da sua segunda
reunido. a^aLa
Art. 3. As parles tileressadas poderilo recorrer
dos despachos sobre recJamagOes, queixas e denun-
cias do art. 22 da lei de 19 de agosto de 1846 ati Hez
dias dopois do em que tivercm concluido^eus traba-,
Ihos as juntas do qualiflcacfo.
Art. 4. Partes'lnteressadas sfo as pessoas em cujo
favor ou contra quem s3o feitos os requerimentos
de queixas a denuncias, e qualquer cidadilo sobre
cujaqualilicagao nenhuma iluvidaoccorra.
Art. 5; A interposicao dos rocursos, tanto tas dc-
cisfis da junta como das do concellio, far-se-ba cons-
tar porum simples termo asslgnado pelo recorrente
onorduas testomunhas, sem outra algumaJirinaT
lldade; e este termo ser lavrado pelo oscriVBo.no
livro das actas dos trabadlos da junta ou doconce-
Iho, haja ou nao despacho do juiz prosidente da mes-
ma junta ou concelho.
Art. 6 0 cscrivfio franquear s partes inleressa-
das, quo o pedirem, o exame dos recursos interpos-
tos, e no dia seguinte aos dez do arligo tereciro
urna lista delles, assignada pelo presidente da jun-
ta de qualiflcacno, sera alllxada na matriz em lugar
seguro, e em que se ofTereca coramodidade para ser
lida.
Art. 7. Os recursos intcrposlos das juntas de.qua-
lificaraoseraoapreseiitados nosprimeiros cinco dias
dareunino dos concelhos municipas de recurso,
os quaes uvirSo os recorridos, se o requererem,
mandando communicar-lhes, ou a seus procurado-
res, asallegaces o documentos, semajue saiain do
cartorio do escrivflo competente.
Art. 8. Os concelhos municipas mo conheccr3o
de recursos sem que conste que foram interpostos
como esl prescripto neste decreto. Ksta disposi-
c3o s lera lugar quando llies consto que asdispo-
sicOes delle jerdo conheeidas ao tempo da inter-
posigao do- recurso, mas n0o.deixar3o Os mesmos
concelhos de ouvir as partes ou recorridos, quando
o requeirao. cabondo om lempo.
ArL 9. Os concelhos municipas do recurso nao
poderlopermittir mais de tresdias aos recorridos
paradeduziretn sousdireitos.
Art. 10. Os tfoncelhos municipas de rocurto, nos
<|iiinzcdias uleisde sua rcuhiao, decidirao todos os
recursos que Ihes forcm apresentados ; e quando o
dAo facam, observar-sc-ha a seu respailo .o que est
determinado no artigo 9. do decrete n. 500, de 16 do
feveroiro de 1847.
Art. 11. Os requerimentos 0 documentos, que os
arligos22 e 36 da lei citada mandam restituir s par-
tes, Ibes serao entregues s depois-do vinte e cinco
dias, contados do cni que terniinarcm os trubalhos
il.isjuntas de qualiicatjao e dos conoelhos munipi*
pacs de recurso. B
A'rl 12. Berilo passadasascertidOesquo a parles
i<(|ucrorom, tanto dos requerimentos e documentos
sobre reciomacOes, quoixas e denuncias, como da
doclara^fles quo por oslo decreto devem sCrfoitas
as actas, e dos recursos nos livros dellds men-
eionados.
ML. 13.
concelho
O presidonto da Junta de qualificaQao o do
observa^
Joai
ininistr:
lacio do Rj
1847, vigesimorse
porto,
Com a rubrica de Sua Magostado o Imperador.
Joaguim Martellina de lirito.

EXTERIOR.
'OnSflpENCIA DO DIARIO de PERNAMBUCO
Lisboa, 6 de mareo de 1847.
OwjPtodoCoVfrrto lem continuado n insinuar que
o gMNral miguelist Povoas so acha frente das tro-
pas eda junta do Porto, e que o conde das Antas,
exonerado do commando das frcas e da presidencia
da junta, pedir licencapara ge retirar para fra do
reino, seudo-lhc esta recusada.
Todos ospcravam com anciedade chegada do va-
por inglez do norte para saber a veraeidado dcstes
boatos; porm o vapor j chegou, mas nAo tocou no
Porto, e por conseguinte nao trouxe dalli noticias
directas. Entretanto pelas que se receberam de Y'igo
consta n.lo serem exactos os taes rumores; pelo con-
trario, paroce quo o conde das Juilas continuava a
commandar as tropas, e que havia ahulo frente de
2,500 hpmens para Tras-os-Montes, para onde o ma-
reehal saldanha havia mandado alguma frga. Diz-
se que Povoas se acha presidente da junta, e que
tem sido muito victoriado no Porto. Isto comtudo
'nlodcixa do ser urna occurrencla notavel para os
quequerem estudarnos acontccitnentos polticos a
ndole e condicao social de um povo.
Todos sabem que o general Povoas seguio o parti-
do da usurpacao desdo o principio que comman-
dava as tropas miguelistasem 18-28, as quaesbatoram
o exercito constitucional na Cruz-de-MarouQos
quo entrou entao no Porto fronte do um exercilo
que victoriava D. Miguel omflm que commando
em chofe o exercito miguelist om Santa rto. Porem
a sua ho|radcz e pareca militar, ltimamente com-
provada por urna hbil inarcha, om quo illudio as
frcas combinadas de Lapa e Sola, tem inspirado tal
confianca aos revoltosos, quo nao hesitatu em sub-
melter-se s ordons daquelleque ha 12 annos olha-
vam como seu mortal inimigo. Alem de quo Povoas
jlke um dos grandes propietarios do paiz, e lauto elle,
como butros muilosda mi*ma classe que seg ira m
I). Miguel, conhecem que o rostahelocimento do go-
vernoileste principe em Portugal ha impossivel:
l.0, porque n3o posstie as virtudes requisitos pro-
,prios ppra governar: 2., porque a sua vinda c
reslabelecimento lesaria muitos interesses o direi-
los adquiridos, sobre ludo daquclles quo eslao na
posse mansa c pacilica dos heos dos extinetos con-
ventos, os quaes I). Miguel mais tardo ou otis cedo
rehabilitara. Assim, Povoas, como auIros muitos
Icavalleiros miguclislas, tem reconhecidoa nova or-
dam de cousas como factos consummados quo j
nilo he -possivel destruir. ^
,.4)t jornaes francezes e inglezes contiuam a fallar
deevasaodel). Miguel de Roma. SagjMplo o Consti-
tucional de Pars, D. Miguel embaroW h um navio
inglez com direccao a Malta, e dalli Inglaterra ou a
Portugal. Ajunta quo fra convidado.a vir a Portu-
gal, a tomar do novo posse do gtflWiaO^ dando una
constitulijao democrtica.
Tanto a cmara dos lords, bonio na cmara dos
communsde Inglaterra tem-seoccapado do cstailo dos
negocios de Portugal. Segunda as respostas dadas
pelo niarquez dd Linsdowne s intcrpcllaces que a
este respeito llie fez Lord Beaunsout, a Inglateara
tem procurado conservar-so neutral na lula dos
dous partidos quo combatom em Portugal; porem
no caso de I). Miguel apparecer na Pennsula a In-
glaterra tomara o lugar que Ih compete pelos tra-
tados existentes.
Na cmara-dos cnmmuns lord Palmerslon deu
quasi as mesmasexplicacesa-Mr. Mannrs, e tratan-
do do desterro do conde de llnmlim o demais dester-
rados dtsse, que segundo as inforthaces que tinba,
esses individuos tinham ido "nicamente para a ilha
du Maderra, que, como todos sabem, he na costa d'A-
fiica; mas cujo clima lio excedente.
Contina a fallarle da derrota que soffrera o ma-
rechal Saldanha no rocohhecimento que ft/.cra s II-
nhas do Porto. Diz-se que prdra 600 homens, e
que se retirara novamente paraOliveira-de-Azemeis.
Entretanto nada ha queconlirme taes boatos.
O que, porm, se assegura, posto que noolllcial-
menle, he que as frcas revoltosas do Alemlejo con-
segliiram n'um segundo ataque hpossar-se de Estre-
moz,apprchcndendo o general Salazar o a tropa toda
qOe alli so achava ; e juco viscoride de Setubal, re-
cejando ser derrotado, ou abandonado pelas suas
frcas, utravessfa o Tejo, c entrara em Santarem.
Porjenuquaitto esta noticia careco de confirmacSo .
apezar de que cortos indicios parecem manifestar
que Iiouvb alguma cousa desagradavel. Desde que
se espalharam taes.boatos tcom tido maisaetivas as
prises para soldado, e pareceter-se dado ordem aos
do nos das quintes por onde pn'ssa a Multa tlcdefrsa,
para immediatamente enlregarem as chaves das
mesmas quintas o governo civil Diz-se tambem
que a tropo existente em Lisboa tem ordem de mar-
char a guarnecer dita Itnha ao pVimeiroaviso.
. O Otarte tto 6'onerntf pulieou tima le, pela qual he
etevdO'O.a'alor das pflas do 7,560 a 8,000-ri "f em
cotieequOffcia toque he dobrado daquclles quo teem os soberanos
inglezes de 4>00 rs. lie medida vantajosa paraos
possuidores das peca 0 para o paiz, nao s porque
se loncaram no mercado bastantes destas moedas ,
mas tambem porque se evitar a sua sabida paru
forado reina.-'
J comecam a aparecer algamas patacas colum-
bianas, peruviaaase brasileiras. Das mexicanas ha
com abundancia, e preco que a casa da moeda faz
destas urna cora del.OOO rs. do todas as que la v3o,
ou dua& mehis'corBs de 500 rs.; lucrando assim en
cada pataca 80 rs.
? O mesmo Diario publica tambem um decreto.pelo
qualhe abolida urna dasdeeimas imposte nosvon-
oimetito dos emparedes pblicos. Com esta mo-
dida desappareceu completamente a economa de
,000 coulots feit pefii ailmnistraeao presidiaa pe-
lo duquo de Palmilla, o queauccumbio pela reac-
gilo da noito de 6 de oulubro; I a economa de
ra
2,000 coiitoa compu**a>ee dos- 600 contos- para os
estradas,' e das '"
divida esternas
c nos vencimentos dos empregados. Tudo isso ia
desappareceu, e o thesouro acha-se hoje onerado
com mais 1,400contos pelo menos, porque os 600
contos das estradas, que os povos deviam pagronlo
se podo contar com elles. Entretanto o.funciona-
lismo exulta com ter de menos urna docima, embo-
ra s receba 6 mezes em cada um anno.
Esperava-se quo este ultimo paquete inglez trou-
xesse alguma noticia acorca do emprestimo do 1,000
contos, que O banco do Portugal annunciot ia effec-
ituar om Inglaterra; mas parece que nada se reali-
sou, porque nada so diz a este respeito.
. O condedo Tojal contina a trabalhar, com o hm
do verse reslabcrcce o crdito; comtudo os seus ex-
pedientes nao teem tido at hojo resultado satisfac-
torio. Diz-se que S. Exc. tinba proposto ao banco
de Lisboa amortisar todos os mezes 50 contos de no-
tas, emiltindo 2,000 contos do inscripcOes da junta
do crdito publico; porm o banco nao annuio a es-
ta proposta, por nao estar no caso de fazer esta a-
mortisacao,
Pareco que o mesmo ministro la fazenda nao lem
frca para destruir groginha, formada pela junc-
;3o do banco do I jsboa companhia Contonea, con-
tra a qual tanto blaSphomava; o nao tem remedio se:
nao aceila-la como facto onsummado. O banco ja
annunciou a entrega das inscripcOes do novo esta-
beleciment aos accionistas.quetenham pago as suas
prestaces. Estas inscripQessBo mais procuradas do
que as antigs aeces do baheo do Lisboa, em con-
;sequencia dos dividendos, que devem ser maioros.
A partida do ministro da fazenda para Inglaterra
anda nfln se realisou, neta se diz quando lera lu-
gar. As olas coBtinuam a perder 1,440 rs. do seu
valor.
O governo approvou o regulamonlo provisorio pa-
a assembla extraordinaria do banco do Portugal.
Div.-se que chegra a*Porto um navio, proeedeh-
te da ilha do San-Migue!, commandado pelo capitao-
teneitte Saltor, conduziado 30. contos de res que a
junta do Porto sacou sobre a^e San-Miguel, o que
estapagou.
Teem entrado barra do Lisboa muitos navios sa-
bidos do Porto, o aprozados pela esquadra que blq-
queia aquella barra. Veem guarnecidos por olliciaes
e tripolacao dadita osquadra. A maior-parto delles
so Inglezes, elsuacarregacao he vinho. Veremos
?que se dispOe destos navios. ,
Segundo urna participado transcripta no Diario
de hontem, as frcas da rainha, commandadas pelos
governadores militare civil da guarda, entraramem
Almeida, tundo feitodepras armasaohatalhao mo-
vel daqtiella prac, que podio so lhe conservassem
as vidas, o que foi concedido. Ogovcrnador civil da
guarda, diz que com oste feliz aconlccimcnto hcava
o seu distrcto livre de rebeldes.
No mesmo Diaria vom o desmentido das desintcl-
ligcncias que a mesma folha ofllcial tem tanto insi-
nuado, occorrdas entre o conde das Antas o ajunta
do Porto. O redactor ministerial, querendo apresen-
tar o general revoltoso como um brbaro, diz que a
26 e a 27 do passado mandara chibatar paisanos por
alliciadoros, niloselembrando que na vespera o ti-
uha dado como demittldo, e pedindo liconca para se
retirar para rra do reino. Estas contradicqOes fa-
zem duvidar da exactidao de varios factos escanda-
losos que a dita folha olllcial transcreve como pra-
ticados pela junta do Porto, ou por sua ordem, con-
tra habitaqtcs, ou pessoas residentes naquella ci-
dade. ,
Tem-se publicado a demssao eexoncragao de va-
rios oiTiciaos demarinha, que teem tomado parto na
rvoltH.
dem, 9 de marco.
Chegou hontem do Porto um brigue de guerra ata
Slez, o trouxe a mala. Pareco que chegaram tam-
em dous expressos. do quartcl-general doduque do
Saldanha. Diz-se que este genera! se dispOe a passar
o Douro;para o quo j tem prompta urna parlo de
barcas;, afim de fazer a sua jnceo com as frcas dos,
condes do Casal e Vinhaes, e atacar o Porto.
Em eonsequencia disso paroce que os revoltosos'
moveram as sas frcas para se Iheopprem a passa-;
gem. Diz-se que em Barcellos, Villa-Nova-de-lama-
licao, Draga, Caimaraes, Penafiel, Caryoeiroc Amel-
las, esto uns 5,000 homens, commandados pelo ba-
gum expediente quoremedeie dealgum modo, ou
minore a actual e terrivel crise monetaria.
rao' do Almargc'm, fazendo frente ao conde do Casal.
Que o general Guedes com urna fr?a esta em Amaran-,
te, cn/observac3o de Casab->iuo cm Trente de Salda-,
illia estilo Cesar e Bcrnardfho, e^ue se espera va Po-
voas e Antas com mais Torca. Que urna columna de
2,500 porcunas e algtimas-boccafc de fogo palito- pa-
ra a estrada do Viseu a tomar pesIcOes. Diz-se tim-
ben) que parte das frcas revoltosas do Alemlejo,
que parece terctn sido reforjadas com 1,000 homens
viudos do Algarve, vilo passar Beira-Baixa, para
flanquear Saldanha. -
Secundo os boletins revoltosos, houve no Porto
urna revista a que assislio Povoas e Anta, na qual se
'"^^fa. O marque/, do Loulo he
a nacional; c o viaconde de
apresentaram 25 bala!
o conamandante da gu-_.
Agcnlia commanda urna brigada de populares. u>~,
tno agora vem vindo o boro, lempo, parece que a
nuestao va tocando ao sou desenlace. Oxala que em
breve-tonbmos paz, alim do verseaste alfadadrV
paiz pode ir-se recobrando dos grandes males e per,-,
dasquotem soffrido.
Do Alemlojo nada sesabo de certo, nem sequei*
ondoexiste o viscoode de Setubal. Suppe-no entro
EstiemozeMontemor.
No aepubiicouhontem, contusa esporava,o ac
creto para a publicado de peridicos com censura
previa. As garantas foram suspensa pox raais um
Os accionistas do banco foram convocados hoje)
da'TuCrls *5*.7 os O S ^ ^no extrao^nar*- de^icnlirenl
rnas ..^cr^cOeTda divida interna, sobro propostas do govorno. \ eremos se appareco al-
PORTOGAL;
LISBOA, 21 DE MARCO.
A propria rcbel.lo se envorgonha de si mesma:
horrorisa-so dos principios que tem estabelec,ido, o
de vez em qjjando como que para abafar os remar-
sos da conscioncia l faz urna invocaefo i carta
constitucional.
Mas nffo acreditis sincera; porque os seus ac.
tos estilo em diametral opposi?So com esse affectado
cullo. .
Seo fosse, quercria, como nos, o reinado daSe-
nhora D. Maria II defendera como nos os ilreito
da sua rcaldynastia; porque assim esl expressa-
mente decretado na carta
Arl. 86. ASenhoraD. Maria II...... reinar sem-
prc em Portugal: a -
Art. 87. Sua descendencia legitima succedor.
no throno......
Se a dirigisso o amor pela carta, naosooppbria
ao exorcicio do dreito concedido ao imperante,
como chele Supremo da nac,3o, pela disposicflq da
mesma carta no
Art. 71. O re exerco o poder moderador-.
5.* Nomeando c damittindo livromentoos m-
nistros de estado.
Se a erenca da rcbelliflo fosse a da carta constitu-
cional, respailara o principio da mesma carta, con-
signado no
o Art. 72. Apcssoa do re he inviolavel esagra-
da : elle nao esta subjeito responsabilidade al-
ia guma.
Mas, cm lugar disso, a augusta pessoa deS. Magcs-
jtude tem sido chamada constantemente para.Tido
cruelmente motejada indignamente insultada
ambarada directamente com o punhal ou com o
exilio.
Horror!
>ao os acreditis, que n3o s.lo sincoros. Se oos-
sem ;
RespeUaiiam odircilo do poder oxoquti|o como
est defcfiido no
Art 75. Orei lie o chele do poder executivo.....
S3o sas prncipaesattribuices:
'.* Nomoar os conimandanlos da frca deler-
ra e mar, e romove-los quando assim o pedir o hem
do estado.
Obscrvariam o disposto na mesma caria
a Art. 115. A linca militar heessencialmento ohe-
diente; jamis se poder reunir, sem quo lhe seja
ordenado pola autoridade legitima.
N3o usurpariam as attribuiges privativamente
concedidas pela caita ao poder executivo
Art. 116. Ao poder executivo compete priva-
tivamente empregar a frca armada do mar e
trra.
Querem a carta, c rasgam urna c urna todas as fa-
llas da carta Dcstroem toda a oiganisac3o social
invadem todas as attribuiges dos poderes da carta,
e querem caria I
RoUbam aoscidadaos os direitos polticos que a.
lei do estado Ibes garanta levantan! frcas por
toda a parte que podem despejam os cofres p-
blicos recebem e applicam os rendimehtos da fa-
zenda nacional extraviam os objectos da meima
fazenda; e querem a carta I
Alacaui a seguranea dos cidadaos apoderam-se
da propriodade lbeia, seja de parliculares oq seja
de cstabelecimcntos, e querem a carta !
IncendOam roubam e matam, c qtiecem a carta
que o nao consenle !
Vendom o throno e a patria ao seu tyranno prc-
mca m os seus mais liis servidores lancam para
sobro todo o partido constitucional o anathema de
reprovagfio a quanlo praticou no longo intcrvallo do
18 annos, e querem a carta !
K aecusam o governo legitimo os ministros da
rainha e a propria soberana de n3b quererem
a carta, s porque Ihos noTouscnlio que a sombra
das garantas conslitucionaes melhor dcsenvolves-
sem seos horriveis planos; s porque suspeudeu es-
sas garantas com o poder que lhe concede o 34
do artigo 145 da carta, legislando para os casos do
rebelliao !
Dcponham as armas os hipcritas prestem obe-
diencia rainha conslitucional busquem em seu
maternal coraefio o refugio que procurara desespe-
rados na resistencia intil, c ver3o para logo vigo-
rar om toda a sua plenitudc a carta constitucio-
nal.
Sejam capazos de urna virtude, e BprcnderSo a co-
nbecer -que o mesmo amor pela caria se d aiuda
puro c arraigado na soberana c seu augusto esposo
na grande maioria da cmara dos dignos pares do
reino poucos'dos quaes agora s uniram aos tni-
guelistas, como algunsera 1H2cKHhau podido para
ret o usurpador. Que o mesmo Mfto por esaa dadiva
preciosa do coraoBo magnnimo d-lanmortal D. Pe-
dro reina ainda no peilo dos Ilustres cavalbenros.
cbamadM pela soberana aos seus concelho, aob a
presidencia do vencedor de Bromont do heroo do
Almoster.
Conhecerao linalmenle que as mesmas espadas,
com excepefio de poucas, que despedacaram a ty-
ranniado D. Miguel e plantaram a caria ao paiz por
elle subjugado, ostao empunhadas para (Mandar
aquellp cdigo sagrado; e que boa peitoa da grande
maioria sensata da nagito arde ainda activo ottMoU-
bcra!, que sejnpro n* Srigio uos degredos e M*ar-
cores nos oadafaisos o uos comba tes.
Est na sua mfio o complemento dpaeuajaMwnf :
deixem derealiaara hypotheaao eit^do^ IH^aT-
tigo 145 da carta, e o estado excepcional em que o


T
ti

P
a
t
r
j
j
V
i
.
i- assembla privada de tomar urna resoluto que, no
seu pensar, hedo lodaajustic.
Julgada a materia discutida, e gubmettido vota-
Cflo o requerimento doSr. Barroso, ficaemputado e
Recordar-se-hfiooslcitorcsdequcprognosticmos por consequencia adiado.
ORREH DO DA.
Paiz est pela autorissQfio da mesma carta, immedia
tamente cessar.
Mas de tanto nfio s3o elles capazos.
aos miguelitlat da liga dura necessidade da torna
rem a por em scena o valente conde do Casal.
Nfio nos engaamos. Aquellclbcnemerito general
illudimlo os planos concertados na altamente dossec
tarios do usurpador, conduzio a brilhanto div.sao
do aeucommando-por sobre todas asdilliculda-
des qu llie tinham preparado ate ao ponto a que
se dirigi uo seu movimenlo.
listamos informados de que a Trente dola entrou o
nobro conde em Villa-Real no dia 16 do crreme, c
la so acha reunido s Torcas das columnas dos dis-
tinctos conde de Vinhaes, e bario de Villa-Nova de
Ourem. ,
E eis-aqui a re-apparicTo do proTugo do condedo
Almnrgem e ofuiitado da chronica ehorense eda
junta miguellsta do Faro nos seus boletins.^eguen.
se podern. u....
Tambcm podemos annunciar aos nossos le toros
que no di 18 chegou ao quartcl general do inciuo
duque de Saldanha o general conde do Vinhaes co.n
o seu estado maror. .
Esperamos ouvir a interpretado deste Tacto dos
inmiaos da patria, assim como a da resuneicno de
que Tallamos. N0o deixar de no-la dar algum
phanlasma, desscs que acompanlisram a l.cspanna
o conde do Casal apenas seguido de oitenla dos
seus
He forcoso conTessar que, em fallar verdade, nin-
guem iguala a rrbtlliS migueliita o os seus orgfios
E nfio baja medo <}ue deslisem um so ponto do ca-
minho em que se lancaram ; ludo quanto se quei-
ra n.ehos versalilidado. a nOo ser para renegar a
legitimidade constitucional ; porque o tyranno, a
quem se vendern), tudo merece.
ConsU que os rebeldes do Algarve -que instados
pela junta de Evora para os virem proteger .desce-
ran! daquella provincia nSo se atreveram anda a
passar de H*rtola. Parece que o motivo desta inde-
cisfio, que to mal flca ao fervor dos valorosos guer-
rilheirosque os commandam, provom da grande des-
ercfio que tem experimentado dos honrados Algar-
vios, que por frca e violencia arrastaram para as II-
leiras. Na hora em quca marcha IhesToi annuncia-
da comecou logo a desercfio em ponto grande, e
toro continuado at aquella villa, da qual nao passa-
rio nem com a terca parle da enteque tinham.
Enem assim se desenganam! Breve sera. 0 6'
vernooccupa-se de providenciar a respeilo de ludo
quanto carece de providencias inteiessado como
esla em salvar a causa nacional que hea do thro-
no, a da carta constitucional, e a da felicidade pu-
blica do nosso malfadado paiz.
Cansani-se de balde os miguelistas da liga em re-1
correr hvpocrisia intriga -- o aos demais ma-
nejos, cujossydiplomas por muilo quedisTarga-
dus -- i o-ahi sodcxarn couhecer.
Ao governo nfio fallam meios de Ihe desconcertar
os planos -- de qualquer natureza que elles sejam.
Bom era que disto se nfio esquecessem.
Sabemos que ainanhfia se repelira a reuni.lo que
tem por oujecto accordar em medidas, que produ-
zam a diminucfio necessaria no agio das notas.
{Diario do Governo)
PERNAMBUCO.
SESSAO EM DE ABRIL DE 1819.
I'RESIDEKCIA DO SR. a MU MACHADO.
(Confinuado do n. anlectdenlt).
He lido o seguinte parecer:
A'commissilode ornamento e fazenda foi pre-
sente o reque'rimento dos arrematantes do contrato
do imposto sobre as carnes verdes consumidas no
municipio do Recife, noqual pedem a reforma do
seu ultimo pagamento que se hade vencer no 1. de
julho do corrente auno, -em qutro leltras, sendo a
primeira a vencer no referido dia, a segunda no 1.
de ouluhro do mesmo anuo, a terceira no 1.J de Ja-
neiro, caquarta no i.' do abril do auno vindouro;
c attendendo a commissfio s rasOes ponderadas pelos
arrematantes, de que foram ponluaes no pagamento
de suas leltras, a ponto de nflo ser nina so aponlada,
es peritas que solTreram no corrente auno, segun-
do o documento que apresentaram, cxlrahdo do ar-
chivo da cmara municipal; attendendo tambem que
a moratoria que elles pedem he dentro do exercicio
do anuii financeiro futuro, e qu se nfio acha bjniza-
da a referida lettra, por nao estar ainda vencida, jul-
ga que os supplicantcs podem ser deferidos favora-
velmenlc: mas para que nfio soffram as despezas
decretadas o'iueuor.retardamento, he de parecer que
os arrematantes do referido municipio nfiocnliem
coui todo o pagamento no referido dia I .de julho,
e sim com a inetade dello, sendo a outra metade re-
formada em 2 leltras, com o prazo de 3 e 6 me/es,
contados daquelle dia 1.a de julho vindouro : prali-
cando-se as muis diligencias do eslylo.
Sala das commisscs, 29 de abril de 1847.
Joaqun Jote da (osla. amonio da Cotia Hego Mon-
eiro. Antonio da Attumpcdu Cabral (vencido;. '
O Sr. fundente declara que o parecer lica adiado,
por estar assignado vencido um dos membros da
commissfio.
Sfio lidas e approvadas as rcdacccs dos projeclos
ns. 10eS2.
O Sr. Barroto, depois dealgumasieflexOes, man-
da mesa o seguinte requeriinento:
Requero a urgentia para entrar em discussfio o
parecer que so acha sobr a mesa.
Apoiado, entra em discussfio.
O Sr. Cabral pronuncia-so contra a urgencia, al-
legando agravidade da materia para que he ell
pedida, e a necessidade de considera-la atienta-
mente.
O Sr. Barroto nfio desconhece a gravidade da ma-
teria, mas euleude que essa gravidade de maneira
atgutr.a prejudica seu requerimento ; pois quo toda
a casa est mleirada do negocio que tem de itrovi-
Segunda discutido do projecto n 23 queitva a 700/rs.
o ordenado do profettor do collegio dos orpMot.
He approvado sem discussfio.
trimeira discutido doprojeclo n. 2* que fas *",,'B0
aot compradores dm ramot do tmpoilo de 2/o00 rt.
tobre cabeca de gado comumido o abale qut*e concedeu
aot arrematantes do meimo impotto.
He approvado sem discussfio.
Segunda discutido do projeclo n. 22 que manda pagar ao
arrematante do 13." lanco da eitrada da ftetoaa o
que Ihedereathesourarta, con* o abale de 13 por cerno,
por elle offerecido.
Entra om discussfio o artigo 1.
OSr. Tiburtino observa que na lei do orcamenlo
que este anuo se volou toram rconhecidas duas di-
vidas semelhantes a esta do que trata o projecto ;
entende quo semelhanle medida deve ser extensiva a
todos os arrematantes de estradas, e declara que vai
mandar mesa urna emenda nestcsentido.
He lida e apoiada a seguinte emenda :
A todos oscredores da divida provincial creada
pela lei n. 115 do 8 de maio; preTerindo-se asmis
enligas. S. R. Pinto de Atmeida.
OSr. Reg Mnteiro vota contra a emenda, porque
entende que se nfio devem obrigar a soffrer um aba-
te nos seus crditos aquellos dos arrematantes que
elle se nfio quizerem subjeitar.
O Sr. Tiburtino sustenta a emenda com diversas
rasos, c conclue volando por ella.
OSr. Neg Mnteiro combate as rases do prece-
dente orador, e contina a votar contra a emenda.
O Sr. .Mampato declara que assignou o projecto em
discussfio, por entender que a qualquer he conveni-
ente pagar suas dividas, mxime quando o credor Ihe
ofleroceum abate; mas, como pensa que a medida
proposla pelo mencionado projeclo deve ser exten-
siva a todos os arrematantes que como este a que se
elle refere, quizerem soffrer um abatimenlo na quan-
lia aquetivercm direito, vai mandar mesa urna
emenda ueste sentido.
He lido e apoiado o seguinte artigo addilivo.
Torne-so extensiva, a disposi?fio do artigo 1. aos
credores queteem requorido actualmente. S. R.
Sampaio Jnior a
Tambem lio lida e apoiada a seguinte emenda :
u A todos os credores da divida provincial at en-
tilo recouhecida. Pinto 4'Almeida.
OSr. Reg Mnteiro opp3e-se s emendas presen-
tados, pela mesma rasfio por que se pronunciou con-
tra a primeira do Sr. Tiburtino. ^
O .">r. Prttidente: Em virtude'do artigo 1*5 do
regiment deixode por votado este projecto, vis-
to que nfio ha casa ; o peticionario he dos membros
della.quc se acham presentes, nfio pode pois votar, e
nao podendo volar, Re a casa reduzlda a 18 mem-
bros, o que a imposibilita do funccionar; portan-
lo a votaefio deste projeclo est adiada. .
Terceira discutido do projetto n. 19 qntautoritm al per-
mutas entre o profesores deprtmtirat. lelrut deam-
botossexoi.
Ho approvado sem discussfio.
Terceir* discuts o do profmlo *. 1*5 que Irantfere a tidt
da freguetia de Ipojnca para Noua-Senkora-do-U .
da rainha senhor de qussi todo o reino; os te-
temhristasestfio circunscriptos ao Porto Evora,
PortaleRre e Faro ; todos os mais restos s So nada.
O condo de Vinhaes chegou aoquartel -general
doSaldanha, para alli (Oliveira-d'Azemt iis> ficar
commandando as Torcas do sul; e o mare chai pas-
ic sa para o norte.
------------- ~
CCMMERCIO.
Alfandega.
RENDIMENTODDIA 1. .........10;189,318
Deicarregam hoje, 4.
Brhrue dinamarquez AnnaA. Cieilia ct Brigua portuguez 7aru>o-/'nm.ro-rnercadorias.
Briguebrasileiro--Laura-dem.
Ilrigue austraco- Buona-Amicilla-tr inhtftfiapcl.
Calora ingleza Columbut mercadoi-ias.
Consulado.
RFNDIMENTONO HEZ DE ABRIL DE 1847.
Consulado de 7 por cenlo.......
Dito de 9...................
Dito de 1 ...*'"' "
Ancoragem para fora do imperio .
Dita para dentro do dito........
Sollo fixo.................
Dito do ttulos------. ........
Emolumentos de certidoes.......
Siza de 5 por ceuto.......N....
Reittui?ao......
57:902,144
1,232
27,726
5:404,940
265,547-
711,200
9,000
25,200
500,000
64:837,989
5,040
. 64:832,949
Diversas provincial.
Dizimo do assucar da provincia das Ala-
goas..................
Dito do algodfio da dita............
Restituido
Dizimo do algodfio da Parahiba ...,.,
Dito do assucar da dita.........., .
Dito do dito do Rio-Craqde-do-Norte .
Dito do algodfio do dito,...........
Depsitos existentes. ., /..........
Rendimento provincial.
Dizimo do a|godfio....
Dito do assucar,..,,,
Dito do caf..... .. t
Dito do fumo .......
......
1:401,434
____ ,H
1:462.035
2,160
1:459,875
670*084
51,000
49,101
2,507
2:368,649
2:517,569
23:992,450
17,979
16,245
Restituido
Taxa de 40 rs. por sacca de algodfio.. .
Dita de 160 rs. por caixa de assucar... .
Dita de 40 rs. por fecho de dito
Dita de 20 rs. por barrica e saceos de dito.
26:544,24
6,000
26:538,243
85,680
393,560
2,800
1:263,900
97:717,748
491,834
Depsitos restituidos.............
Pernambuco, SOdeabril de 1847.
O administrador.
Joto Xavier Carneiro da Cunha.
Queijos......dem de 1,850 a 1,450 rs. cada um
dos flamengos.
Salitre ....... dem, de 200 a 220 rs. a libra do
refinado.
Sal?a parrilha.. -dem de 20,000.a 22,000 rs*. a ar-
roba'.
Toucinho .'.. dem do 7,000 a 8,000 rs. a arro-
ba do de Lisboa.
Vinhos.......Wem" de 80,000 a 120,000 rs. a pi-
pa do tinto de Lisboa de autores de
secunda nota, e drf 85,000 a 86,000
rs. a dita do de Hespanha.
Entraram depois da nossa iillima revisla 19 em-
barcaces, e sahiram 17, existindo hoje no porto 41,
sendo.: 3 americanas, 2austracas, 25 brasileiras,
I franceza.1 hespanhola, 3 inglezas, 2 portugueus,
3 sardas e 1 dinamarqueza.
1U ovia)en lo do Por lo.
PRAC DO RECIFE, 1.DEHA10 DBj4847,
AS 3.HORAS DA TARDE.
Tambem he approvado sem discussfio.
Terceira ditcutiodo proieclo n. 9 tabre a divisdo judi-
ciaria da comarca di Santo-Anido.
Vfio mesa, e sfio apoiadas as seguintes emendas i
\rtigo addilivo. Todo o territorio do termo de
Iguarass, que faz parte da l'reguezia dacidadede
Goianna, licar d'ora emdiante pertencendo ao ter-
mo da mesma cidade, csubjeito a respectiva junsdi-
Qfio civil. S. R. Barroto.
Artigo addilivo. Ficam desligados da comar-
ca do Recife, e incorporados aos de Pao-d'Alho os ter-
renos dos engenhos San-Jofio, Maciape, llodizio e
Una da freguezia de Sanlo-Amaro-de-Jaboatuo. -
S. R. Barroto.
Emenda ao artigo l.'-do projeclo n. 9. Suppri-
mam-se as palavras Conlro-Acude Leite. Depois
da palavra l'imenta diga-se Hundo-oco, r
Arariba-da-l'edra: o mais como est no ai ligo. -
S. R. finio d~Atmeida, s
OSr. Reg Mnteiro pcd xplicaces acerca das
emendas apresenladas.
Dadas as explicaqOes pelos Srs. Barroso e Tiburti-
no, he a materia julgada discutida, e sfio approvadas
as emendas doBr. Barroso, licando adiada a votaefio
quanto a emenda do Sr. Tiburtino, por falla de nu-
mero legal.
OSr. 'rendente levanta a sessfio quasi s 2 horas
da tarde, depois de haver dado para ordem de d)a da
seguinte : continuaefio da de hoje, leilura de pro-
jecios e pareceres, e primeira discussfio dos projec-
los ns. 15 e 17. ^^____^
Siciffl, que
a, fz<
Revilla lemanal.
Cambio......Pelo paquete inglcz
sabio hoje para Inglaterra, fizeram-
se bastantes transacQfles aos cam
bios de 29 i a 28 d. por 1,000 rs-; c
inesmo a este ultimo cambio nfio
ha mais sacadores.
Algodfio...... Entraram 304saccas,econtinuou
a vender-se a 5,600 rs. a arroba de
primeira sorte, o a 5,000 rs. a de se-
gunda.
Assucar.......- Pnr falta de navios est mais
frouxo, tendo.havido vendas a 900
rs. por arroba sobre o ferro do
brancoencaixado,eal,000rs.a di-
ta dito dito do mascavado dito ;
de 1,900 a 2,100 rs. a arroba do
branco embarricado e ensaccado;
ede 1,600 rs a dita do mascavado
dito: tendo entrado 462 caixas.
Couros......Sem alteracfio.
Azeite doce .. Vnndeu-se de 2,500 a 3,550 rs. o
galfio.
Bacalho..... Exislem no mercado 950 barricas
de qualidadn inferior, lendo-se re-
talbado de 6,000 a 10,000 rs. a bar-
rica. *
Barricas vasias Vendcram-se a 1,120 rs. abatidas.
Navio entrado no dia 1.
Acarac; 13 dias, hiato brasileiro IHaria-Fermina,
de 123 toneladas, capitn Joflo Bernardo da Rosa,
equipagem 10, carga sola ; a Jos Antonio Bastos.
Passageiros, Alcxandre Rodrigues Mnteiro Bar-
reto, Brasileiro; Francisco Antonio de Oliveira,
Portuguez.
Navioi tahidot no mermo dia.
Baha porMacei; liiale brasileiro San-Jo4o, eapitfio
Urbano Jos dos Santos, carga varios gneros. Paj.
sigeiros, Antonio Francisco Collares, BrasileiV
Cactano Jos Riboiro, PortuRuez.- (I
Liverpool; barca ingleza WilHam-Rtutel, capilHof.
Coulding, carga assucare algodfio. Fez-sede ve-
la, do LamcirficT.
dem ; barca ingleza J?<(Ar-4nii, eapitfio Thomas
llunter, carga assucar, milho, arroz ealgodfio. Pas-
sageiros, Kalkmann e sua filha.
Crenock ; brigue inglez JToie'ay, eapitfio John Camp-
bell, carga assucar e algodfio.
Lisboa; litigue portuguez Robim, eapitfio Jos dos
Sanios Lapa, carga assucar e mais gneros. Passa-
geiros, Antonio Rodrigues Sette,Carlos Augusto de
Moraes, Brasiloiros; Jos Narcizo Alves, Antonio
Jos de Araujo Borges, Ray mundo Florencio Viz,
Portuguezes
Falmoulh; paqueto inglez Siciffl, commandante
Lory.
Navio entrado no dia 2.
Val-Paraizo; 62 dias,.barca ing'eza Aary, de 259 to-
neladas, eapitfio John Connell, equipagem 14, car-
ga cobre, lila e dinhero ; ao eapitfio. Vem re-
frescar e segu para Liverpool.
Navios tahidot no meimo dia..
Havre-de-Grace, brigue francez Nil\e-Mathilde,n$\-
tfioGuilbertJ. B. Adriand, carga assucar, eouros
e a.lggafTip:' Passageiros, LufeBrouguire e sua se-
^ftiora, M4uverney, Franczes.
Trieste; barca sarda, lUaria-Eugenia, eapitfio Carlos
Lazzola, carga assucar.
Rio-de-Janeiro ; patacho brasileiro San-Joif-Ameri-
cano, eapitfio Jos Antonio Matozinho, c*rga assu-
car e mais gneros, e l8escravos a entregar.
Navio entrado no dia 3.
Costa de Chile, tendo sabido de Nautuckt ha 41 mc-
zes. galera americana FftiaAtNoton, de 309 tonela-
das, eapitfio Stephen Bailey,- equipagem 20, carga
azeite de peixe; ao eapitfio.
Kdilal.
Miguel Archanjo Mnteiro deAndradt, offlcial da im-
perial ordem da Rota, cacalleiro da de Chritlo, e ins-
pector da alfandega, etc. etc.
Faz saber que, o dia 8 do corrente, se hilo de ar-
rematar em hasta publica, porta da alfandega,os se-
guintes objectos, apprcnhendidos-a bordo da polaca
sarda Conttantina pelos empregados da visita, a sa-
ber; urna caixmha comvidrosde sobrcsalentes pa-
ra barmetros, no valor de 3,000 rs ; nutra di la com
ditos para relogios; seis Ihcrmomelros c onze \iilros
azogados para os meamos, no valor de 12,000 rs;
doze barmetros, cada nm no valor de 4,000is; li-
vres de direitos ao arrematante.
Alfandega, 1." de maio de 1847.
Miguel Archanjo Mnteiro de Andrade.
Deca ru oes.
DIAKI U miUilBliCU.
RECIFK, 3 DE MAIO DE 1M7.
Os artigos do Diario do Governo de-Lisboa, que na
parte exterior fleam transcriptos, sfioextrahidos de
um dos nmeros do prodilo jornal, que, datados de
22 a 24 de marco prximo pastado, nos foram pres-
tados por um amigo obsequioso.
Al a ultima lata, S. M. a Kunha de Portugal e a
real familia estavam no paco das Necessidades, c
uenhum ncommodo baviain soDridoIem sua'sade.
Conlinuavam a receber condecorarles e ppstos os
bravos que mais se distinguirn! no ataque doTor-
res-Vodras. ,
O governo tomava medidas para allenuar os males
denciar, e ha pesado as rasOes em que se fundamos resultantes do elevado agio .das notas lioBantude
peticionarios, e quo Toram desenvolvidas pelo pare- WiiMa; o eslava' quasi sennoT de lodo o reino, se-
cer, para que elle orador pedio urgencia. I Kundo'allrmam o citado peridico euma carta parti-
.' pedio urgenci-.
OSr. Laurentino he leopiuiuo que ac approve o
requerimento em discussfio, e hoje mesmo se apre-
cio o parecer que se declarou adiado; porquanlo iul-
ga que se pode conceder a moratoria solicitada pelos
peticionarios, sem offenaa dos-i ulereases da Tazen-
da, e receia queamanhfia nfio baja casa, e fique a
gundo alllrinam o citado peridico euma carU part.
cular, cuja leilura nos Toi facultada peto bondoso
amigo, a quem cima nos referimos, e da qual co-
j.iamua hc|ui os dous parajraptios relativos a nego-
cio polticos : f>
Hoje (24 do niar^o) est, com effeito, o governo
-Mi
oUchinha.... dem a 4,100rs. a barriquinha
Carne secca. ... O deposito* esta elevado a 50,000
arrobas, por terem chegado tres
ca recmenlos; tendo-se vendido
de 1,600 a 9,500 rs. a arroba.
Dita salgada Vendeu-se a 22,000 rs. o barril
da de vacca, e a 30,000 rs. da de
porco.
Carneras......dem a 20,000 rs. a duza das de
Franca.
Cha hysson dem de 1,600 a 1,900 rs. a libra.
Chumbo.....dem a 14 000 rs. o quintal em
barra, e de 18,000 a 18,500 rs. o de
muniefio.
Enxadas....... dem de 530 a 680 rs. urna.
Espingardas dem a 4,000 rs. as lazarinas.
Farinha de trigo Chegaram 1.900 barricas, sendo
1,500 de Trieste, e 400 do Rio-de-
Janeiro, licando o deposito eleva-
do a 5,500 barricas, e londo-so ven-
dido de 24,000 a.5,000 rs. a barri-
ca da do Trieste, e de 1,000 a 23,000
rs. da americana.
Folha de Flandres-Vendeu-se de 20,000 a 21,000 rs.
acaixa.
Genebra......So ha em botijas.
Louca.......Vendeu-se de 210 a 940 por cen-
lo do premio sobre a factura da in-
gleza.
Manleiga.....dem de 460 a 480 rs. a libra da
ihgieza, e de 440 a 440 rs. a da
f -Trajiceza.
agofc. ?;-. dem d.e 9,400 a 2,500 rs. o mi-
llieiro do ca.iMr.
:
O medico do municipio d laminas enmpuz
vaccinieo sendo para Tora da cidado : as pessoM
que quizerem drjam-se a ra Dircita n. 26, pri-
me i ro andar.
O arsenal dcgueira compra azeite de carrapato
c de coco fio de algodfio c pavios c 72 varas do
brim : quem taes gneros qui/er Torneccr, manda-
r sua proiostacm carta Techada e a amostra do
brim a directora do mesmo arsenal, al o da 5jo
maio prximo Tuturo. ArsennT de guerra 29 de
abril de 1847. Joo Rioardo daSilra.
0 lllm. Sr. inspector interino do arseaal de ma-
rnha manda fazer publico que, no dia 5 do prxi-
mo mez, contratar o fornecimento de carne veril
para as embarcares da armada o enfermara de ma-,
riuha, pelo tempe que decorrer at o fim dejuiioj
prximo, ou por mais lempo, sea isso convidar o
preco pelo qual offeieca-se fazer o furnecimenlo.
devendo os pretendenles apresenlar as suas pro-
postas em cartas fechadas, no referido dia ale as n
horas da manhfia. .
Secretaria da inspeceo do arsenal do marinna ae
Pernambuco, 30 de abril do 1847.
O secretario,
Alexandre Rodrigue! doi .J'
. ^* ** -flkv rr
BBBEDB
A adminislraQilo da companbia de eberibe [^
scenle aos Srs. accionistas cujas entradas se sen
etu atraso quo na prxima raunifio, em assenioj
geral de accionistas apresenlai urna relaeflo u
que nfio tiverem completado 80 por cenlo, ain,Tj
so tomar urna resoluQfio deTcnitva .a ,aemellini|j
respailo : a qual nodo ser m prejuizo dees, I.1"1')
do'hecerto que a'companhia tem sido prejudica
com a Taita das entradas em devido lempo. Escri-
torio da companbia 29 de abril de 1847. 0**"
cretario B. J. Fernanda Barroi.
*


ass
nislribuo-se agoa gratuitamente at o da 10
"" Liiip nos chafarizcs do Carmo, Paraizo e
do CPrre""''
RicC'rfVnloro da companhia, 3 do maio do 18*7.
Escf'P1 O secretario,
B. J. Fernandos Barros.
pii!)IPfl<;ao Litteraria.
As SETE CORDASDA LYRA, romance, por Geor-
"^nd sabe luz por livrsgOesdo 16 paginas, nili-
f *_, jmpressas em lindo papel e lypos no'vos; o
nde cada livragilo he do 900 rs. Vendc-se no
Kfe-loMdoSr Curdozo Ayres ; em S.-Antonio,
.3.
>j*
loriada praca
Boa
-Vista
da Independencia ns. S e 8; na
loj do S. E Chardon. As primcira
""un,la'livra^Oesacham-so- venda nos lugares
MiM indicados.
Avisos martimos.
No dia 15 do corrento pretende seguir para o
nto-Grande-do-Sut o brigue Independerse : quem
o mesmo quizer carregar carga ouescravos, on-
eii.la-sc com o capitflo Fructuoso Jos l'ereira
Dulra ou com Manoel Alyes Guerra.
O NAZARENO N. 27.
Est a venda na praga da Independencia, livraria,
ns. 6e 8, um resto deste numero, bastante procu-
rado.
-Um rapaz, ltimamente chegadoda ilha deSan-
Migucl, se oftereee para raixeiro de pallara, ou pa-
ra vender pilo na ra: quem ,o pretender dirija-se a
ra dos Copiares, venda n. 12.
i-A luga-se o grando sitio da Tacaruna pertencen-
toa I). Mara Rosa da Assumpgflo, viuva de Manuel
Rodrigues do l'asso : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 47.
-Jos Ribeiro da Silva, Portuguez, retira-separa _[ya rua ,j0 crespo, loja n. 8, de Campos &
pira o Araraty seguir brevemente o hiate Noto-
Olinda, mestre Antonio Jos Vianna quem nejlc
pretender rarregar, se entender com o mesm mes-
tro, no trapiche novo -
.. Para Rio-Grande-do-Sul san ira.,, em poneos
das o brigue nacional D.-I'edr o-Segundo : quem no
1 wgmoquizor embarcar carga e escravos, ou ir de
Sagem pera o que tem excedentes commodos,
dirija-se a Joilo Francisco da Cruz, na rua da Cruz J
n. 16, ou ao capitflo a bordo.
Para o Pjo-ile-Janeiro sahe em poucos dias o
prigue nacional Lisia; recebe alguma carga miuda :
quem no mesmo quizer embarcar escravos, ou ir
de pasSagcm,para o que tem relien tes com modos,
dirija-se ao capilflo.na praga, ou a Novaos & C, rua
di Cruz, n. 34.
a
-Me. Calmont & Companhia fjiflo lefllo, por
intervengo do corretor Oliveira de gratule, p
Co le fazendas uiglezas proprias ilO mercada
quarla-feira 5 de malo,- as 10 horas da .mantilla, no
cu armazein do largo do Corpo-Sanlo.
Avisos diversos.
LOTERA DOTIIEjyTRO PUBLICO.
Continuam.a estara venda osbilhetes desta lote-
ra cujas rodas teem andamento no dia 12 do cor-
renlc; e pela concurrencia que lem havido na com-
pra dos meamos bi I heles, O respectivo thesoureirn
nutre esperanzas de qu O lia marcado nfio sera
transferido. Quanto niais rpida for a venda com
pleta dos bilhetes, mais rpida ser a extracto da
lotera.
Quarla-feira, 4 de maio, ha arrematico da
parle de um sitio no lugar do Arraial, por execugilo
pendente por o juizo da segunda vara do civcl, de-
pois da audiencia, e no lugar do coslume.
Aluga-se una mnia-agoa no liecco do areial
das Ciico-Pontas, n. 30 --A por 6,000 rs. men-
saes: quem a pretender alugar entenda-sc com o seu
proprietario, na rua da Cruz do Recite, n. 12, que he
Joflo Leite Pita Orligucira.
Precisa-se de urna ama de leile sadia.e nllo se
olha a prego; no Alerro-da-Boa Vista, n. 49, primei-
ro andar.
O 8r. Manoel Ignacio, proprietario do cngnivho
Cavaco, mande ver no engenho Inhamfl dous escra-
vos scus que alli foruin parar: um paj-do, e uina prc-
ta.
Altengao.
Jos Joaquim de Novacs participa ao respeitavel
publico.que mudou o seu estabelecimentodealfaiato
da casa dos 4 cantos da rua do Queimado para a lo-
ja n. 30 da mosma rua oade so acha prompto a
ervlr os seus freguozescom aquella promptidflodo
costume e a todas as pessoas que sua casa so qul-
serem dirigir; assim romo vendo pannos, casimiras,
madapolOes, sarja para vestidos, cortes de cohetes,
luvas de todas asqualidades, lengos de seda o de
cassa, Imtocs de lodas as qualidades, retrozes, li-
nhas, e muitos outros objeclos que sempreha de
havervenda; assim como havera sem pro obras
feitas do todas asqualidadcs.com a mesma perfoigflo
das do cncoinmenda.
Aluga-se um urna cscrava para dentro de casa,
que sabe bem engommar e cozinhar : a pessoa que
a quizer annuncio para ser procurada.
=Na lypographia Nazarena precisa-so de mais um
compositor : quem quizer trabalhar procure na
mesma typographia ao administrador della,Sanl'An-
na Barros, a qualquer hora do dia.
o Rio-Crande-doSul.
~-Perdeu-se ha mezes um annel de ouro esmalta-
do, tendo no centro a lettraR: quem otivera-
chadoou comprado, leve-o rua da Cruz, n. 43,
que se Ihe darflo 10,000 rs., que he mais do que ello
YflIO,
ADVERTENCIA.
encarregarlo da venda,
Alcriocfa-Boa>Vista, n.
Pommaleau, culileiro,
5.
tem a honra do prevenir ao respeitavel.publico, que
acaba de recebor pela ultima embarcarlo vinda de
Franca um rico e completo sorlimouto de cutiler'ia
liiM, a saber: caivetes de mola de urna e mais fo-
Ihas, apparelhados de prala facas e garfos de mesa
c sobre-mesa, e trinchantes de diversos modelos ;
caivetes o tesituras para jardineiros; um lindo sor-
limouto de lesouras de todos ostamanhos e mode-
los para senhoras; dito de ditas para alfaiatcs c bar-
Iteiros ; estojos do ditas e sete navalhas (estes mui-
to finos, por se afianzar a qualidade;; atiadores c
massa para os meamos; caivetes de urna e.4 folhas,
de aparar ponas; ca i xas e estojos para I un par tirar
denlos; escarificadores para ventosa ; fainas de ma-
thematieas; chicotes o bengalas do ultimo gosto ;
bridas do differentes modelos ; lapcelas para sangrar
cavado; esporas de latflo c de seo, ile dTerentca
modelos; furnias de ambos os lados; baleiras; sacatra-
pos; espoletasicemineos, etc.,etc.Concorta espingar-
das e loa qualidade de ferragem lina. Amla sem-
pre as quartas e sahbados; e osSrs. ourivesque
precisaren! de folhas de faca e garfos para apparc-
Iharem de pinta, podem-so dirigir ao mesmo.
Agencia depassapoiles.
Na rua do Cllegio, n. 10, o no Aie'rro-da-Bba-
Vista, loja n. 48, conlinuam-se a tirar passaportes
tanto para dentro, como para Tora do imperio; assim
comodespacham so escravos : tudocom brevidado.
Um rapaz portuguez de boa conducta se eflo-
rece para ca i xciro de loja do couros, do que tem
pratica : quem do seu prestimo se quizer utilisar
annuncio.
Furlaram da-rua Nova, da cocheira n. 54, dous
relogios saboitetes, com caixas de pialo, sendo um
patente Jnglcz, de John Moncos a Liverpool, 0.-9297,
c outro horizontal : quem delles der noticias-,
generosamente recompensado.
para as pessoas que tenci0nam segur
vaGem.
Na rua do Rangel sobrado n. 9, conlinuam-se a
tirar passaportes pai dentro o fra do imperio, e
despacham-se escravos ludo com milita luevlda-.
Je ,e por prego mudo commodo, do que j se tem
dado exuberante prova.
Alugam-se as seguihtes casas : um sobrado de
dous andares e lojas na rua estreita do Rozario, n.
20 ; urna casa terrea com quintal, cacimba e mais
commodos para grande familia, na rua da Unilo,
n. 4 por 14,000 rs. mensaes ; outra dita, novamen-
,-*e rectificada o caiada com iguaes commodos para
grande familia, na rua da Solcdade n. 29, por
12,000 rs. mensaes ; outra dita pequea na rua do
Sebo n. 52, por 8,000 rs. mensaes : os pretenden-:
tesdirijam-se a rua da Aurora n. 26, escriptorio
do F. A. de Oliveira & Filhos.
sera
A commissfio administrativa marcou o dia 11 do
corrente mez, pelas 6 horas-da tarde, para receber
as propostns de convidados que deverfloler ingres-
so na partida do dia 22 tt corrente ; o adverte que
sdo dia marcado n!lo admittir proposta al-
i.
--Delfina Rosa da Fonseca e Joaquina Izahel de
Jess vendo um annuncio no Diario-Noto do 30 de
abril prximo passado, no qual se declara que o
Sr. Francisco Sancho Ribeiro do Amaral pretende
vender o sobradinho do nm andar, na ruada Pe-
nda-, ii.1l declaran! que ellas silo usufructua-
rias das lojas do mesmo sobrado, rom Joaquim
Miguel da Fonseca : que o'mesmo sobrado esta
obligado a pagar mais de C00,000 rs. de rendimen-
to das lojas que o dito Sr. Sancho o seu sogro guan-
do admiatrador do sua (ilha mulher do inesino ,
dcsfruclaram sobre o que correm artigosde liqui-
da^o, que se estilo disputando na primeira vara do
pvel eserivilo Reg cjalfncados de prova; o o
que esta litigioso nao pode ser vendido.
I ~ Antonio de Souza Lefio segu para o Aracaty e
Cear levando em sua companhia seus dous escra-
vos, de nomes Balhino o Joaquim Antonio o um
criado branco de nomo Vicente Ferr ira dos San-
tos.
A casa de modas fi ancezas de
A. Al lloclla u no Aterro-
da-Boa-Vsta, n. I ,
recebeu pelos navios Ziliae Nilie-Mathilde, um lin-
do escolhimentoilc chapeosdesenhora de urna das
mais afamadas modistas de Pars; chapeos de pa-
Iha de lodos as qualidades, lisos.aberlos e bordados;
ditos para meninas e meninos^ de forma Joinvillo
redondos, de pal ha da Italia ; lindas lojicas para se-
nhora; manase visitas do bico ; lentos bordados
le cambraia de linho ; ditosde linho (no, lisos ; di-
tos de cambraia, o todas as qualidades ; cambraias
linas, lisas e bordadas; sedas para chapeos; flores
linas ; luvas do nialhas e abortas para senhora e
meninas; ditas do pellica, curtas e compridas,
para senhora ; iimsoilimento do collaiiul.os e ca-
misinhs bordadas ; ricas litas de todas as larguras;
bicosde linho; ditos do hlonde; espartilbos; filo
de blondo e de linho, da ultima moda ; rendas lisas;
entre-mcios bordados; cambraia de linho puro
baleias para vestidos o esparlilhos e muitos outros
objeclos do moda que so venderflo por prego eom-
modo. Na mesma casa fazem-se chapeos e vestidos
de senhora, da ultima moda.
--Aluga-se una casa de 3 andares, na rua do
Amorm n. 13: a tratar no cites da Alfandcga ,
armazcm n. 5.
i'ei ileit-se, no dia 14 do orenle, urna ordem
do 400,000 rs. sacada por Antonio Paes da Silva a
favor de l.uiz Antonio Anncs Jacome contra Tibur-
co Valerianno Baplista. Roga-se a pessoa que ti-
verachadoe a quizer restiluii, a*leve a casa de
Antonio Aunes Jacome Pires, no caes da Alfandega,
queso ficara obrigado : ctamhem provine aoSnr.
Tiburcio Valerianno Baplista para que a nao paguo.
~ Qualquer Sr. sacerdote quo queira ser capel-
Lio e enslnar priincitas lettras grammatica latina e
mais alguna preparatorios em um engenho distan-
te desta praca lOlegoas na regue/ia de S.-Antilo,
dirija-se a rua da Cadeia do Recife, a fallar com
Jos Gomes Leal.
I'rccisa-so de urna mulher parda de 30 a 40 an-
uos, sem familia demudo boa conducta, hbil e
diligente, para ama de urna casa de homem sol lo r-
ro,e incumbir-se do tralamento o assistencia de
alguns escravos em um sitio distante desta praca
12 legoas : quem estiver nestas circuinstancias an-
nuncie.
Na rua das Cruzcs, n. 40, existem cartas para
os Sis. Jos de MedeirosCabral Rosado, Rento Jos
da Costa Guimarfjes, Manoel de Souza Paes,Jo<1o
Francisco do Souza o Jos de Modeiros.
Precisa-se de urna mulher idos para ama de
urna casa do pouca familia: na rua da Calcada ,
n.2.
--l)-se dinheiro a premio com penhores : na
ruado Rangel, n. II. .Na mesma casa compra-se
ouro mesmo em obras quebradas.
O encarregarlo da venda, nesfa
provincia, do rap fino, grosso e meio-
(irosso da fabrica de Estcvao Gasse
do Rio-de Janeiro, declara ao publico
consumidor desle rap, que n9o confun-
da o mesmo com' um outro fabricado
na Bahia com a imitacSo do frmalo ,
papel, rotulo cnome de seu commitente,
e*que se acha espalhado por alguma* lo-
jas e vendas desta cidade;o qual fcil-
mente pote ser dilferencado, por nao
Irazerem um dos lados do boleo sello de
que usa este deposito, e porvir nos r.o-
lulos do mesmo -Bahia- c nlo Bio-de-
.liiiciro--; differenca nica que existe ,
alm da qualidade que dilTere do ver-
padeiro Gasse do Hio-de-Janeiro e que
laz com que vendam mais bunio.
0 nico deposito deste rap he na rua
da (ladeia do Becife n. 3-j ,. onde se
vende pelos precos j annunciados.
Manoel da Silva Sanios, ven-
de farihlia marca SSSF, chegada ultimaincn-
le a esle mercado.
--Quem annuncioujauerer comprar o tanque de
amarello, dirija-se a la noel Antonio da Silva Mol-
la na rua de Apollo, n. 27 primeiro andar.
Compras.
C'ompram-se cdulas de aoooo rs.
da estampa encarnada, com algum abate ,
at 6 do corrente : na loja de miudezas
nauta da Cadeia do Becife, n. 37.
Compra-se urna prela com habilidades, eque
lenha boa figura sem vicios ncm achaques : quem
a tiveraniiuncie.
Compra-se urna taholeta que tenha 15 palmos
para cima e dous de largo : na travessa do Rozario,
deposito 11 39.
Cdulas enramadas de'iO,^ rs.
Cnnliiiuam-so a comprar at o lint do mez com
pequeo ahalimenlo cdulas encarnadas de virile
mil rs : na rua da .Cadeia loja de cambio 11. 24,
de Francisco Antonio Vieira da Silva.
3r*~ Coinpram-se os cxcniplares que houverem do
l'rogresso ns. 1 e 2, publicados em julho o agosto do
auno prximo passado : na rua estreita do Rozario,
n. -JS, segundo andar.
Compra-se um sellim de mola, quo nilo esteja
roto: ns rua da Cruz, n. 43.
Compram-se 100 pea de larangeiras sendo da
trra melhor; 10 ps do frucla-pAo : na rua da
Concordia, sobrado do um andar n. 5.
Compram-se eTectivameute escravos de ambos
os sexos, de 12 a 20 anuos sendo alguns ollieiaes
de sapateiro ; sendo de bonitas figuras, pagam-se
bem : na ruada Concordia passandoa ponle/iiiha,
a direila segunda casa torrea.
vendas
Casa da F
na rua estreita do Bozario, n. 0.
Nesle eslahelecimentoacham-so a venda as cau-
tlasela bem acreditada lotera do theatro publico
doata ciliado, para cujas rodas est annunciado o an-
damento para o dia 12 do maio prximo futuro.
Nesle cstahelccimentoUmbem se acha ni venda tres
trancelinsdeourodo lei sem feitio: a el les que silo
de mudo bom gosto.
Na loja de Jos Manoel Monlei-
ro bra^a, na rua do Crespo, n.
16, esquina que vira para rua
das Cni/.es, vende-se
nova fazenda intituladadonzelas- para vestidos
de senhoras,de muito ricos gostos e padrOes os mais
modernos que teem apparecido; vende-so tanto a ce
vado como a vara pare mais commodidade dos com-
pradores ; e bem assim mudas fazendas de muitas
qualiiiades.tanto linas como grossas.
Vcndem-se8 escravos, sendo: 2 prolos mo-
cos, de bonitas figuras; una prcta de 16 annos; urna
cabra com una lilha do 10 anuos ; 2 prelas do ser-
vico de casa c que silo boas cozihheiras; 2 ditas
sem habilidades: no paleo .la Matriz deS.-Antonio,
sobrado n. 4.
AO BARATO, FREGUEZES.
Vendom-se chjlaslinas, de hondos padres, c que
nflo largama cor.180 rs. o covado ; riscadinhos
francezes, Je padrees modernos a 220 rs. o cova-
do ; lencos de chita imitando seda a 320 rs. ; ricas
mantas de sclim matizadas, a 10,000 rs. cada una;
um vestido de sclim lavrado j prompto enfeitado
i com ricas litas o flores por 24,000 rs. vestido este
Precisa-so de urna preta captiva quo saiba co-.| que vale mais de 60,000 rs : na rua Nova, loja n.
zinharolralarde meninos: quema tivcrdirlja-so 26, do Tinoco & Rocha. .
Vende-so 014 porcao de pedacos de pcara de
a praga da Independencia livraria ns. 6 o 8, a
fallar com o caixeiro da mesma livraria.
|j= Hcuriquo Julio Catulino da Silva Pontos ensi-
na a tocar flauta violfio e cantar, por preco com-
cantaria quo estilo 110 'quintal da ordem terceira
do S.-Francisco na rua das Cruzes, n. 30.
Vende-se um excedente piano perpendicular,
novo.jjioi* preco commodo: amado VigaTio n.
Maya ha um novo sortimento do corles de cassa-
philas de gosto muito moderno pelo mudo com
modo precc> de 2,210 o 3,500 rs.; corles do cambraia
haregp, de delicados uoslos, imitando seda a 7,000
rs. ; selim prelndo Maco do superior qualidade ,
a 2,000 rs. o covado ; chitas francozas largas. de co-
res escuras, pelo muito barato preco de 200 rs. o
covado; e outras muitas fazendas por commodo
proco.
A I.0JAN0VA N. 17, DO PASSEIO PUBLICO DA
PRAIA UO CLLEGIO.
Este novo estabelecimonto, fazend hojo a sua a
herlura, o estando de anlemo prvido e completa-
mente sonido de pechinchas e fazendas inteiramen-
to novas quo mcrocem particular attencilo aos ama-
dores da economa, e disposto a patentoa-las pelo
mais mdico proco, eompativel com suas boas com-
pras feitas a dinheiro,e sem competidores no merca*-
do, espera que o presento annuncio, soando aos 011
yidos dos amantes do bom e barato, faga a devida
impressao para que com sua enrgica concurrencia
ao estabelecimonto ppssam devida mente conheoer o
apreciar ludo quanto levo dito. E para que com mais
garantia possam ajuizar o fazer mais acertada conei-
derago abaixo levam os presos algumas dessas que
a memoria traz acollecqilo.Pegaste mapapolSosof-
frivel, a 2,000 rs., o a vara a 100 rs.; riscados de 4
palmos de largura, fazenda mudo boa para escra-
vos, a 200 rs o covado; dito muito proprio para ca-
misas, a 140 rs., o covado; chitas, as melhores que
at boje teem apparecido, or 160 rs. o covado, e a
5,800 rs. a pega; ditas proprias para cobertas, a 4,800
rs a pega, o a 140 rs o covado; ditas francezas mui-
to largas,a 360 rs. o ciivadojcot les de chitas do mudo
lindos padrOes, a 2,000 rs.; ditosde cassa, os mais
modernos, a 4,000, 4,500 e 5,000 rs.; cortos de calca,
fazenda mudo superior o de lindos padrOes. a 1,280
o 1,440 rs.jerles do colletes de fustilo, muito lindos,
a 800 rs.; ditos de lita e seda, a 1,000 rs ; ditos do
fiui ;:ttfao de seda, a 3000 rs.; cssa lisa com una va-
ra de largura, a 240rs a vara, e 3,500 rs a pega com
17 varas; lengua de seda para meninos, a 500 rs. ca-
da um; ditos proprios para homem, a 1,440 rs ; pan-
nos proprios para mesa, a 1,600rs.; mantasde ISae
seda, muito honitas.a 5,000 rs.; brins de puro linho,
padrOes mudo modernos, a 1,000 a vara; dito bran- '
co de listras, a 240 rs. o covado; ditu trangado bran-
co, a 360 rs. a vara; assim cuino una porgUo dosa-
pates muito proprios para a estagfto presente, a
1,440 rs. o par.
Na loja de Jos Manoel Montei-
ro l.irij;a, rua do Crespo, es-
quina que vira paia rua das
Cruzes, vendem*se
ricos corles de vestidos de seda, e muitas outras fa-
zendas linas.
Vende-so una venda na rua do A pollo, n. 19,
que se da por prego commodo.
Na piimeira casa passando oquarlel do Hos-
picio vendem-so quarliiihas da llahiu em quan
lidadc, por prego commodo.
Vende-se,papel branco para escrver, fogue-
teiros cigarro amostras de assuear ou cariucho,
pelo prego de 1,700 rs a rosma : na rua dos Quar-
teis boje larga do Rozario n. 22.
= Vende-se'uma parda de muilo bonita figura,
que cozinha bem o diaria do urna casa lava
do sahJo e varrella Cose ehilo ello muilo boa pa-
racasa de familia : na rua do Cllegio, n. 16, ter-
ceiro andar.
O modernismo no sen auge
Enlre os ltimos espectculos, saraos,
balese divertimentos, em que abunda
varadamnulo a capital da Franga ( Paris),
que em modas, lougas, onfojtes do lu- 1
xo o brlhantes atavos leva a primazia,
na variodade esublmidadedegostoa to-i
das as cidades europeas, tins riquissimos [
vestidos d'uma fazenda composta e fabri- I
cada do seda e lila denominada Cha- ,
niarim serviam de elegantissimo atlor- (
no aos bellos deludios do madamismo I
7 parisiense, que so tornavadignode.ge-,
df ral atlengao. Esta preciosa fazenda com-1
I posta dasduas mais preciosas teias,-seda t
, o hla, tem uns lislrados do seda, atraves-
' sados uns, outros assentes sobro um te- 1
I cido parecenilo merino, que'Ihe d um |
realce quo a torna mais digna de atlen-
| gln do que so fra seda s ; pois he urna |
i maravilha o seu bem desenhado e real- 1
gado gosto. O madamismo pernambuca-
nocom justa raso apreciador do tilo |
boas qualidades, em urna fazenda intei- ,
ramente nova para seus vestidos de bai-
les, nflo deixar do receber com particu- |
lar altengflo a noticia do que o achama-
rirosfl vende Iflo smente na loja nova
n. *, de Ricardo, ao p do arco de S.-An- (
tonio, a troco de 1,200 rs., cada covado.
Aprega, leva lonjea fama,
Levanta o som meu clarim;
Esbeltos" eorpos das bellas cinge
C'os lindos vestidos dochamarim.
\ende-se, em
Sanlo-Amaro,
na
modo, na rua das Flores, n. 20. As pessoas que _
duizerom aprender manhfla.odomeio-diaasduasda tarde. Ve^de-se urna duzia de cadoirasdeangico
-- Na rua do Sebo, n. 3, empresta-se dinticio a'novas ,?muito baratas: na --ua do Rangel, n. 7.
juros com penhores de todas as qualidades, em jte-l -Vende-se um negro de 25 annos de iddf : nollosdc 40 annos, proprios para o campo qarua
quenas porgOcS. | becco do Lobato, .?, M Ciuco-PonUs, |da Gru, n.5l.
travessa do Lima par.o Veigas, o cax3o
de.una .casa em respaldo, com alicerce*
para um primeiro andar, com Irinla pal-
mos de frente, *ciim de fundo e cenlo e
viole de quintal, tendo promptas mu-las
obras de carpina, como porlas, janellas,
ele. ; assim como mais cenlo e quarenla
palmos de frentes, em respaldo, com pro-
poixSes pira sete casas terreas, e com du-
zentos c vinle de fundo j ludo junio ou
separado, a dinliciro ou a prazo : a tra-
tar na rua Nova, n 3, com Antonio Fer-
reir Lima.
Vendo-se urna parda prenhe e com urna cria
de 3 annos; urna negrinha de 8 annos ; dous pre-

I


MUTILADO


7
.A
>
Novos gambreoes.
I Na loja ile Guimar/res Serafim & C, confronte ao
arco de Santo Antonio, n. 5, vndcm-se novos gam-
breOes a 1,40o rs. o corte de trea novados e meio;'os-
ta la/coda turna-se recommondavol pura a eslagfio
preseiite, por ser fazenda piicoi paila e escura; e Unge
a casimira frniiccza por ter padroes imitantes ;i chi-
tas a 10 e 140 rs. o covado, ealeni disto um com-
pleto sortimento do toda aqualidadedo fazendas.
Veude-se urna canda a berta grande,
j usada, que pega em un milheiro de t-
jolos de alvenana., por prcco commodo :
a Iralar narua de Apollo com Jo3o Esle-
ves da :m Iva.
Vendem-se acgoes da ex
linda companliia de Pernanibuco
e Parahyba: no escriptoro de Oli-
veira Irmos & C, na da Cruz,
Vendcro-se 40 aceces da companhia de Bebe-
ribe': no pateo da Matriz de S.-Amonio, n. 4, se-
gundo andar.
*- Ha, na ra da Cadeia-Velha,
loja de miudezas, n. 9, um comple-
to sortimento de eslojos finos, e
caixinlias proprins para as senlio-
ras guardaren) as suas galanteras.
Vendem-se ceblas che .idas pelo
ultimo navio: no armazcm do liraguez,
junto a Conceicao.
Vendem-se, por preco commodo,
duas canoas de conduzir agoa ; e nma
dita meia aberta : na ra de Apollo ,
a fallar com J->ao Esteves da Silva.
Aviso a ni cus freguezes e aos
inais que quizercfii ser,
fc* sendo bem servidos. &
Joaquim Antonio Carneiro de novo avisa a todos
osseus freguezes que hoje recebeu uma grande
porcodaquellas verdadeiras bichas hamburguezas,
que est vendendo aos ceios e a relalho, por me-
nos preco do que em outra qualquer parte; assim
como lamhem aluga e vai applicar a quulquer hora
do dia, ou da noile para commodidade dos pro-
tendentes. Venham, freguezes, poisaqui he so onde
ha boas bichas que dflo sade a queni a nao tem.
Vende-se um tronco em bom es-
tado : na ra da Senzalla-Nova ,0.7.
Vende-se uma caixa de ouro para relogio com
6 oitavas \ a 3,500 rs. a oilava : na ra do Crespo ,
loja do miudezas, n. 11.
Veude-se um rico apparelho de
metal, todo praleadoe bordado : narua
Nova Joja de ferragens, n. 15.
A' 800 rs. o corle.
Na loja de Guima'rfles Sorafim & C, confronto ao
arco de Santo Antonio, vendem-se lindos cortes de
fustilo, cores (has, pelo barato prego de 800 rs. o
corle; cassa-chitascom flores, linas o largas, suecas
o inglezas, a 240 rs. o covado.
Vende-se urna casa terrea de taipa cncha-
meada de lijlo e cal com 3 quurtos, 2 salas co-
zinha fra o quintal de 64 palmos de frente e 500 di-
tos de fundo, com variosarvoredos de fructoe mais
bemfeitorias sita entre as duas pontes da Magda-
lena em clnlos foreiros ofTerccendo grando van-
tagem ao comprador, porse fazer todo o negocio,
tanto no aforamenlo com por venda : na ra do
Queimdo,n 15.
Vendem-se chitas I ipas, do bons pannos, a
sele vintens o covado e a peca a 4,800 rs.; ditas
mnis Finas entre as quaes algumas para luto bons
padroes a meia pataca o covado, e a peca a 5,600
rs.; sarja prota limpa superior e de boa seda a
1,280 rs.: narua estrella do Rozario, n. 10, ter-
ceiro andar.
Vendem-so pellos de guaras, vindas prxima-
mente doMaranhflo : no armazem do liraguez, ao
p do arco da Conceigfio.
A' 12^000 rs.
Na loja n. 5, confronte ao arco de Santo Antonio,
vendem-se ricos cortes de chaly de lila e seda, pa-
drees modernos, pelo barato preco de 12,000 rs. ca-
da corte; riscados francezes linos e modernos, a 240
rs. o covado; zuarte azul encorpado, da fabrica por-
tugueza, a 200 rs. o covado: esta fazenda he propria
para escravos. '
A' 7^000 rs. cada uma mana.
NalnjadeCuimariles Serafim t C, confronte ao
arco deSanto Antonio, n.5,vendem-se mantas de seda
modernas para senhora, pelo barato preco de 7,000
rs. cada uma; riscados francezes linos, padroes mo-
dernos, a 240 rs. 0 covado.
Vende-se ou arrenda-se o sitio do Cajuciro ,
com varias casas que se acham dentro : a tratar no
mesmo sitio.
Vendem-se superiores vinhos engarrafados,
moscatel de Selubal Madeira-secca o Porto; agoa-
ardenle de Franca; latinhas eom biscoulb inglez e
conservas : tudo por prego commodo : na venda do
Miguel Joaquim da Costa & Companhia na ra da
Cruz, d.66.
i- Vendem-se, na ruados Tanoeirus, n. 24, por
prego muito commodo os seguintos instrumentos ,
em meio uso : 4 clarineUa, duas tromiiaa, um pis-
tn una corneta de chaves e um clarim.
Vende-se um escravo que entende de cozinha ,
porgao de barricas do sebo; esleirs em porgOes;
caixas que parecem ser de tartaruga milito em
conta ; sola e couros miudos : na ra da Cruz no
Jteciie, n. 26.
- Vendem-se caixas de fo-
Ihas de f landres e a retalho por prego commodo :
na loja de ferragens do Joflo Jos de Carvalho Mo-
raes oa ra da Cadeia-Velha n. 53.
Vendem-so duas casas terreas combosa quin-
taese cacimbas independentes, sitas defronte da
fortaleza das Cinco-Pontas; uma dita na ra Au-
gusta com uma mei'agoa no fundo, que fez fren-
te na ra do Alecrim um pequeo sitio na Torre.
a margem do Cabibaribe com cen palmos de fren-
te e 700 ditos de fundo, casa de pedra e cal, boa
cacimba d'agoa de baber, o todo o arvoreojo plan-
tado; uma casa pequea na tiavessa do Marisco; a
posse de un terreno na ra do Alecrim com dous
mil palmos Je fundo: na ru da Concordia, n. 25,
primeiro andar.
Vende-se na ra do Passeio, loja nova n. 19 ,
um completo sortimento de fazendas de linho Ifia
e algodflo ; tudo pelo menos prego possivel.
NA VEJNDA b0 PATEO DO TERCO, N. 7,
conlinia-se a vender tinta de escrever ingleza ,
engarrafada om gaarafa grande, a 320 rs. e meia
garrafa a 200 rs/; graxa n. 97 a 160 rs.; oleo de
liuhaga em garrafa e a libra a 260 rs. ; espermacete,
a 720 rs. a libra ; velas de carnauba, a 240, 280 e 320
rs. a libra ; sebo do l'orlo e banha de porro a 320
rs. a libra; toucinhode Lisboa a 240 rs. a libra;
manteiga a 480c 640 rs. a libra; cha hysson a
2,000e 2,560 rs. a fibra ; dito perola.em caixinhas
de duas libras,ca relalho, a 2,240 rs. ; chocolate,
a 280 rs. a libra ; caf moido a 160rs. a libra, e em
grflo a 140 rs. a libra ; cevada a 120 rs. a libra ;
farinha do Maranhflo, a 80 rs. a libra ; dita de ara-
ruta a 200 rs. a libra ; arroz a 80 e 60 rs. a libra ;
aletria ; talharim ; passas; lingoigas; paiosjamen-
doas; pregos de todas as qualidades, a retalho por
prego commodo ; eoutros muilos gneros, de todos
quaes se alianga a boa qualidade.
Vende-se arroz branco de superior qualidade,
em saccas a peso e alqueire vclho ; dito vermelhq:
ludo por prego muito commodo: na ra da Praia,
venda n. 39
Vende-se salitre refinado de mui-
to boa qualidade, por menos prcco do
que emoulra qualquer parle : no escrip
torio de Claudio Dubeux,. na ra das
karangeiras n. 18
Vendem-se charutos da Bahia regala, non-
plus-ultra e de varias marcas de superior qualida-
de, ejuntamente deS.-Fr|x#a 2,000 rs. a caixa:
na ra do Crespo, loja de miudezas n. 11.
Vende-se uma sohiecasaca de panno verde-gar-
rafa, feita a moderna, com gola de velludo, por es-
trear, e por menos de seu valor : na ra da Cruz ,
n. 43.
Vendem-se 4 escravas mogas do boas figu-
ras com boas habilidades; urna inulatinha boa
liara ser educada ; 3 escravos, bons para o traba-
Ihodocampo; um dito bom cozinheiro: na ra do
Passeio loja nova n. 19.
,- Vende-be a verdadeira e su-
perior polassa da Hussia, branca
e em barris pequeos; na ra da
adeia do Kecife, armazem n. 12,
de Bailar & Oliveira.
Polassa da Hussia,
pelo prego de 180 rs. a libra em barris pequeos :
na ra da Cruz n. 10 armazem de Kalkinann &
liosenmiind.
Veude-se uma excellente casa terrea, com com-
modos para uma grande familia sita fcesla praga :
a Iralar no principio da ra Imperial, n. 9.
Gaz.
Loja de fono C.hardnn ,
Aterro-da-lloa-Visla, n.3,
Nesta loja acha-se um rico sorliinertto de LAMPEOES
PARA GAZ com icus competentes vidro, acceudedo-
i'cs e abafadores.
EslCS Caildit'irOS So o. memores e
inaij modernos queexistem hoje: rrcommendam-se ao
publico, taiitu i" la sogiiniip e bom gusto de sua boa
confeceo como pela boa qualidade da luz, economa e
asieio de seu servido.
\'a UU'SUia loja consumidores tem-
pre arharao um deposito de GAZ de cujo se afianca a
qualidade, e em porcao bastante para consumo.
PANNOS FRETOS FINOS-
e novos na loja ; velludo prelo ; chama-
loledeseda, para colletes e gollas ; se
tiin macau ; o verdadeiro brim trancado
de lis!ras de cores: na ra do Queimado,
loja nova, n. u,de Hay mundo Carlos
Leite.
Barateiro da loja nova.
O novo barateiroRicardo, da loja nova n. 4ao
p do arco de S.-Antonio, est vendendo pegas de
chitas muito finas, cores muito lisas e novos pa-
drOes a 5,800 ris.eo covado al 60 ris casimiras de
algodilo, padroes inteiramente modernos, o cortea
1,600 ris; lencos de seda muito modernos para ho-
rnela 1,440 ris ; ditos de cambraia muito fina, a
400 ris; cortes de chaly muito moderno, a 5,000
ris; mantas de seda, padiOeschinezcs, no mais
moderno gosto, a 10 e 12 mil ris; algodilo azul e
riscado para escravos,de 4 palmos de largura, muito
encorpado, a 200 ris o covado. Tem un lindo sor-
timento de sedas modernas no gosto chinez, rere-
billas c desembarcadas honlem, da ultima moda de
Pars, para vestido de bailes, &c e que vende niuio
har lo, assim como todas as fazendas de luxo,
asseiado gnslo, notando-se uns lencos com franja
para senhora, da melhorseda degros de Kaples, pa-
drOes nunca nesta praga vislos.a 6,000 ris.
>a luja de Jos Manocl Mor
tetro Braga, na uta po, n. 1<, esquina que vira
para a ra das Ou/es,
yendeni-se ricos cortes de veslidos de seda de cores e
brancos, para casamento*; ditos de cambraia de
seda com nore adamascadas; ditos de cambraia,
com barra; chales e mantas de seda, o mais rico pos-
sivel ; lengos de tiubo para: mko; toatherdo adamas-
cado para toalhes guardanapos do mesmo adamas-
cado tud de puro linho; casimiras francezas de
listrase lisas, as mais modernas e de melhor pos-
to ; brim trancado de listras, de linho; chapeos
prrtos francezes, os mais modernos ; coutras mui-
las fazendas tanto finas como grossas.
__Vrnde-se cal virgrm rni nielas barrica* chfgada
ltimamente ; caixas valas para assucar ; urna porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas ; ierras grandes para
serrar inadeira ; tudo por preeo commodo: na ra da
Uoeda, armaxem n. 17.
P0TASSA DA RUSSIA, A 18OE200RS,
Cunta & Amorim vendem potassa russiana nova e
de boa qualidade, pelo diminuto prego de nove vin-
tens e dous tustOes a libra : na ra da Cadeia-Velha,
n. 50.
Vendem se TELAS de cera do
Ho-de-Janciro e de Lisboa grande e
completo sortimento : na ra da Seiual-
la-Velha armazem n. no, de Alvea
Vianna
t= Vendem-ie moendas de ferro para engenhos de as-
mear, para vapor, agoa e be sus, de diversos tamanho.
por preco commodo; e Igualmente taixas de ferro coado
e balido, de todos os tamaitos: Da praca do Corpo-San
to, n. 11, em casa de Me. Calmont & Coinpanhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
NA RA DO QUEMADO, N; n,
Vrndcm-sc lindas mantas de seda ,
muito finas asmis modernas que ha ,
prpriss para senhora e meninas, a 3,10o
rs. ; cortes decassa de cores fixs, ede
lindos padroes, a 4000 rs- 'i SBrja l,es~
panhola ; dita franceza ; los pretos ; lu-
do por menos* de seu valor, por ter aca-
bado a Quaresma : na loja nova de B*
C. Lcile.
Vendem-se varias obras de-ouro para homem
e senhora ; urna serafina de encllenles vozes pro-
pria para menina aprender ou para igreja ; appa-
rolhos para cha a 3,200 rs.; pro tos de vidro ; ga-'
Iheteiros ; copos ; sardinhas e outros inuitosohjec-
los, por prego commodo : narua doRaugel, n. 11
He verdadeque todos hoje sao
novos harateiros, mas ellcs
nAo quciiamcomo oah-
, tigo barateiro da ra do
Collegio!
0 antigo barateiro est torrando por todo o dt^
nheiro, na sua nova loja de miudezas da ra do
Collegio, n.9. Cheguoro asriquissimas e mimosas
fitas, chegadas do llio-ile-Janeiro, que ellas j estilo
no fim, depois nao venham dizer quo o barateiro nlo
avisou e que ellas se acabaram : filas de velludo
prelo de varias larguras ; filas asMtinadas de to-
das as cores c larguras; pentes do tartaruga, para
marrafas, a 960 rs.'a parelha ; ditos de tartaruga
com enfeites dourados para prender cabello, a
2,000rs. cada um;.agiilhas francezas, muito linas,
a 280 rs. a caixinha ; luvas pretas de seda, compri-
das, com dedos e sem ellcs, e com flores de cor;
ditas curtassem dedo, para, senhora ; brincos atar-
tarugados, a polka ; lequos de seda com enfeites
dourados, a 2,400 rs cada um ; luvas do pellica
pretas para homem a 480 rs. o par ; chapeos de sol,
de seda para senhora., a 2,880 rs. cada um de cores
escuras; luvas de algodflo decores e brancas, a 320
rs. o par ; bengalas de canna da India a 1,920 rs.
cada uma ; linha de Carretel, branca e de cores, a
320 rs. a duzia e sendo de 50 duzias para cima so
dar maisem conla ; riquissimos caivetes finos e
decabodechifre de viado de 1, 2, 3 o 4 folhas;
lesouias fines, tanto de unha como para costura.
A ellas, que estilo no resto, ao depois o barateiro
nao aceita desculpas duqucllcs freguezes que nio
chegarem a lempo.
FABRICA
NACIONAL
IMPERIAL
DE RAPE FINO
Haff
A grande extracgflo que tem tido esto rap/depois
que loi exposlo a venda, he prova inconteslavel do
bom iicoliiimenro que tem merecido. O nico de-
posito he na ra do Trapiche n. 34 e a retalho
vende-se as lujas dosSrs J. J. de Carvalho Moraes,
A. F. Pinto & Irmflo A. B Vaz de Carvalho Cu
nlni & Amorim Pontea & Sampaio, na ra da Ca-'
dein do Recife ; A. I), de Oliveira Reg na ra da
Madre-de-eos; Campos & Almeida, na ra do
Queimado; T. A. Konseca, Umbelino Maximino
de Carvalho, na ruado Cabug ; C. G. Breckemfeld,
praga da Independencia; Caetano I,. Ferreira Tho-
maz P. M. Lstima e Antonio Pereira da Cosa o
Cama Alerro-da-Uoa-Vista.
Vendem-se para o primeiro e segundo anno,
postilas, cKanl:en> Olinda, loja do Sr. Domin-
gos.
Vcndcm-se alguns terrenos com 30 palmos de
frentec 150 de fundo, no alinhamenlo da ra da
Concordia junto a Iravessa do Hitado Monleiro ,
com lenle para qualquer dos rumos que agradar
ios compradores assim com tem aleados, com
alicorees, beneficiadose alagados, por pregos tilo
cominodos, que so quem nSo liver bom gasto
deixiirn de aproveilar esta quadra tilo favoruvcl a
quem compra ; tambem se vendem a prazo com fir-
mas a contento : na ra larga do llozario, n. 18.
LIVR0S KM CONTA
Vendem-so os seguidles livros: um missal em
muito bom estado completo e bem encadernado,
por 12,000 rs ; um Laromiguire por 2,000 rs.;
Arillimelica pratica 1,000 rs.; Colme chretienne,
1,000 rs. Malhite philosophie, 1,500 rs ; Tratado
deopcragOes do banco, 1,000 rs.; Manual cncyclo-
pedico, 1,000 rs. j partidas dohradas 1,000 rs. ;
Vision de I). Rodrigue, 1,000/s.: na ra estreila
do Rozario loja de encadernagflo.
Vendem-se duas moradas de casas Je taipa,
uma na Cabanga e outra na ra Imperial, esta em
chfioa proprins e aquella em chaos foreiros ; todas
muito em conta : na ra das Cinco-Pontas, n. 65.
Na mesma casa compra-se o livro Guilherme Tcll
em bom uso ; paga-se bem. '
Vendem-so escravos baratos na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar, a sa-
ber : um bonito molecote do t8anpos
sem vicios nem o menor achaque, pro-
prio para pagem por entender alguma
cousade bolear; um mulatinho de 20 annos, do
bonita figura, sem vicise do boa conducta um
molcque de 15 annos, com alguns principios de
cozinha j 3 molecotes de 18 annos, sem achaques
duas pretas, ptimas para o campo por 700,000 rs. '
uma preta muito moga por 350,000 rs.; um dita
do 20 annos por 450,000 rs.; e mais alguns escra-
vos que se moslrarflo a quem os pretender.
DE 6 POKJ&S Vm
Nesta loja vendem-se
cortes decassa de bom*.
tos padrdes tintas (has,
a !^>00 rs.
Trocam-so imagensem vulto pequeo,eestam-1
as de de ditas proprias para quadro, ludo de muito I
liom gosto, c por muito barato prego.por ser o resto, I
e o annuncianle estar a retirar-se para Quipap: na|
ra da Calgada, n. 16.
Escravos Fgidos.
-
Fugio, no dia' 21 do paisado uma preta de
nome Josopha do gentio de Angola ; repre-
senta ter 40 annos, de estatura alta bastante
goHft cara larga andar descansado; levou vestida
de metim parto ainda novo, panno da Costa azul
com listras brancas; a qual se suspeita steja es-
condida na outra. .banda pois ja foi vista no
pateo de S.-Pedro e na ra do l.ivramento, com saia
de chita branca e panno da Costa. Esta preta foi
escrava doSr. Joaquim Antonio de farias Barhoza,
a quem foi Comprada o mez.passado : quem a pegar
leve a ra das Larangeiras, u. 18, que ser recom-
pensado.
-- Fugio o preto JoKo, escravo de Luiz da Costa
Leite morador na roa Nova, loja n.58;o prelo
tem una ferida no peilo do p direito no qual llio
faJtaodedo grande; tem um boceado da cabeca
pelladoqunsi cima da orelha.
I'm escravo de nome Innocencio crioulo ,*de
16 a Phnnos, alto, secco do corpo, bragos o dedos
das nulos finos e compridos pernas tamhem finas e
na direita tem uma chaga pelo lado de fra no meio
da perna cabellos alguma cousa vermelhos, olhus
grandes e brancos., denles tambem brancos e li-
mados os de cima desappareceu, ou foi furtado no
principio de margo prximo passado. Roga-se a
qualquer pessoa que o nflo compre, e no caso con-
trario ficara responsavel por tudo a seu legitimo
dono que oflerece boa paga a quem o levar a prnga
de Pcmambuco ao Sr. brigadeiro Anlonio Rodrigues
de Almeida e na provincia do Rio-Grandc-do-Noi-
te,na povoagflo da Nova-Cruz, ao lente coro-
nel JoseSo.ires de Mello.
No dia 29 do prximo passado pelas 7 horas
da tarde fugiram dous escravos com os signacs
seguintes : Alexandro crioulo, cor acinzentada,
altura pouco mais que regular, corpo regular, na-
riz chalo ps apalhetados ; representa ter 18 a 20
annos: Miguel, cabra meioacaboclado de 16 a 18
anuos altura menos, que mediana reforgado do
corpo mordiente para os pedos rosto chato e ali-
ado para baixo. listes escravos fugiratn juntos, c
foram vistos pelas mesmas horas na ra da Cadeia
do bairro do Itccifo calcados, e dirigiram-se ao ca-
miuho da cidade de Olind caminho por ondo vic-
ram, ha poucosdias, da villa do Ciato dislriclodu
Cear ; foram escravos de Joaquim Lopes Itaymun-
do do Bilhar. Roga-so a polica e os capules do
campo de os apprehendercm e levarem a ra da
Praia, n. 39,a Joaquim Folix Machado, que re-
compensar.
Fugio no dia 28 de abril prximo passado a
Creta Thereza que reprsenla ter 25 a 30 anuos;
e alta reforgada bem parecida ; levou saia do-
cilita vermelha e panno da Costa ; tem algumas ci-
calrizesem um dos bragos. Esta escrava eslava nes-
ta praga apenas ha 12 dias tendo sido remcllida de
Macei pelos Sis. Luiz Antonio Alves Monleiro &
Compaiihia, para, por sua conta, ser vendida aqu
pelos annuneanles, A. O. dos Santos & Companhia,
moradores na ra do Crespo n. 11. Recommeiida-
se a sua apprehensflo a todas as autoridades puli-
ciacs e quem a pegar sora recompensado.
Fugio no da 3oe dezembro do anuo passado,
do ongenhb Aripih um pardo de nome Ignacio,
de altura regular, urosso do corpo, ps chatos,
cabello pichaim oihos brancos pouca barba ; le-
vou roupa lina camisa o ceroulas do algodilo di
Ierra; levou mais em sua companhia a mulher,de
nome Delfina crioula bonita figura denles li-
mados bem preta muito regrisla : quem os pe-
gar leve ao dito engenho freguezia da Kscada o"
na ra da Cadeia du Itecilc n. 43.
Na man lula do dia 3 do correle, das 7 para >s
8 horas, sendo conduzida para casa do Sr. niajor
An touio da Silva Cusnnlo urna sua escrava preta, do
no me Romana, esta, no Aterro-da-Boa-Vista, deixun-
do-se-ficaratras do portador que a conduzia, lug'u'
A referida preta he de Angola, bem ladina, e rep-
senla lerdo idade 30 annos pouco mais ou menos
esutura ordinaria, corpo cheio, poiin magro; Icui
0 dedo grande do p direito aleijado, e em aiiillj
as pernas algumas chagas bstanle grandes, e le-
vou vestido escuro de chita com flor brancas c en-
carnadas, e por cima saia preU de lita, e foi embru-
1 liada em um chale cor de vinhocom barra branca:
levou mais-uma trocha, con leudo um langol de al-
godilo, c outros vestidos e roupas. Quem a descu-
brir e pegar leve-a a casa do ditoSr. Gusmilo, na ra
do Queimado, ou ua ruado Arago, n. 87, quesera
recompensado.
wsr
PERN
. : NA tTP, DEM. F. DEFARIA. &47*
MUTILADO L


CORRESPONDENCIA.
?
Sem cr.mcS, Trincados dos bracos de nossas mulliercs e filhos para u pristes, e as orisfles
dando-nos por felizes quando emalgumai.no encontravamoa o^ braco assassinnlMs'
arado: e carrcgando anda com a imputacflo'horrorosa de tcrmosTarte no assainlf H
h T- T/and0 d?T Snrcl'2cri"o amigos, eTJotnZTd^Ll
sua mortp; vendo ( pifa mor martirio nosso ) nr-se com riso infernal, e Ogurar da MrL-
lor do criminosos o proprlo assassino do infeliz, que so por errar o golpe que nos E
rtimabllrssimo Joffo Alves Vujnoa; com o wracao ulcerado, e o W.ritqTorSo'
uJ USr* J^OT 8e p0l-em- tocr com a,JuelIe acontecimeito desgraSdo!
Odelles e breves reflexOes, que aventuraremos, esperamos que o pu^Kos
^ de nos recnhocer innocentes, eque somos martyrisados por erras d'um, e
s em Portugal, mas habitando este bcllo.paiz ha mais de trinta annos casados a
com muitosfilnoa, vhrerido d'agiicultura nos centros, e reconhecendo que he mister viver cm
todo o lino para liyrar-nosdcssa arena perigosa, deque os mal intencionados seservem quando
se qoerem deiabafar Contra O nascidb cm Portugal, vivamos no Brejo-do-Faeindes sete le-
coas ao sui da villa de Campia, oceupados somonte n'agrlcultura para sermos ulil'a nossos
blBOs, quando alguns criadores de gado das proximidades do Brujo, lugar de nossas plaiiUcOcs
pertubaram nosso socego, destrumdo nossas lavouras d'algodo, e ameacando nossa vida!
qu, as >sato plantas dalgodlo e crreaaa, em um tempo que as seccas nos reduza pobreza,
miseria, cnosexpunha amorrer fome, forzoso foi que, rompend todas asdiDiculdades de rioaaa
podleSo, representassemos aoExm. presidente da Parahyba para remediar nossas aftices o di-
os malee da secca. S. Ex. tilo fundadas achou as nossas razes que immedialmenU!
ptwMenciOu, ordenando acamara respeclivn que (Izesso cumplir namunicipio a lei provincial
n. 5 de 7 de junh de 1845, que prohrbe cHar gado los lugares designados para plantaces, como
he o Brejo-do-Fagundes (1). r^ y
Olllm. eExm.Sr. Diz Joo ManoeldeSauza Vianna, que, tendo o supplicante coutros agri-
cultores, moradores no Brejo-do-Fagundes, representado a V. Exc. contra a infracto da lei pro-
vincial n. 6, de 7 de julho de 1845, que prohibe a criacSo de gados no mesmo brejp e lugares
prximos, precisam por cerlidilo o tcor da mesma representaeflo, nssiin como tamban o oflicio
que S. Exc. dirigi, em data de 3de marco de 1846, cmara da villa de Campia-Grande, rela-
tivamente a dita representaefio, e assim. Pede a V Exc. seja servido mandar passar dita certidao.
a R M. Joto Manoel de Sonsa Vianna.
Despacho, Passe. Palacio do Govarno da Parahyba, 8 de margo de 1847.
Francisco Carneiro de Campos.
Felisardo Toscano de Brito, Secretario do governo da provincia da Parahyba do Norte, por Sva Magci-
tade o Imperador Constitucional oSenhor Dom Pedro ligue Dos guarde, &c.
Certifico que, examinando o archivo da secretaria, encontrei o oflicio do Excellentissimo Se-
nho'r presidente da provincia, e a representacSo deque faz moncho a peticSo retro, que ludo ho
do leor e forma seguinle
. lllustrisssimo e Excellentissimo Senhor. Os habitantes da povonco do Brcj do-Fagundes
e seus suburbios, abaixo assignados, veem respetosamente submissos implorar de Vossa Excelen-
cia todas as providencias que possam animara agricultura, que tio enflaquecido, e decahida se
aclia nestes lugares, pela faltado cumprimenlo a lei que a assembla provincial decretou, e V.
Exc. sanecionou, tendente a retiradas de animaos vaceum, cavallar, ovelhum, cabrum, para
1
(MUTILADO \
':


M 3


A cmara, por qualqur razflo que nos he dado explicar, deixou as cousas no mesmo estado,
e a nossa sorte se aggravou consideravelmente. 11 um de nos denunciou de varios criadores)
aquelles lugares designados pela cmara desta villa, para criagoes. Porm, Exm. Sr., a maior
parterdos criadores que se acham com fnzendas situadas junto destas povoagflo e seus .suburbios,
nenhum caso tem fcitoda dita lei, continuando a flagellar o misero povo com as destruiges que
os gados e mais animaes fazem as lavouras, devorando todo, pondo o povo no ultimo desespero,
a ponto de desamparar seustraballios, e procurar abrigo em oulra provincia, afim de nflo morrer
de fome. Exm. Sr., nesta Serra-do-Fagundes, o anno prximo passado, se achavam para mais de
oilocentas mil covas de' mandioca, c os criadores, para remiren! vida de seus gadose itinis
animaes, osencaminharam para todos os lugares de lavoura, queem pouco lempo ludo dvoraram,
preferindo desta forma a vida de seus gados das creaturas. A' vista de tfl grande deshumaniJade,
o povo vendo se desesperado, sem esperanca do saciara fome, quandoa Providencia nos soccorresse
com algumas chuvas, os que tiveram meios, se retiraram, e os que Ihe faltaram, se viram na nc-
cessidadede procurar alliraento em raizesde mallo, para nao suecumbirem tilo de pressa ; equan-
tos teem suecumbido, por se terem sustentado de comidas agrestes, que, pela suaconlinuagflo, ad-
quiriram molestias, que por llm vieram a morrer? I Outro tanto nflo acontecera, se os gados e
mais animaeS nlo tivessem destruido as lavouras, deixando ludo em trra, que nem capim ficou
para se sustentarem os animaes cavallares, indisponsaveis para oservico decampo, sitado por esto
motivo preteridos deconduzir n.antimentos para sustentacSo de suas familias: e qunlas fami-
lias, anda hoje, se sustentam de comidas agrestes, porlhesfallarem os meios de .comprar manli-
mentos!!! Exm. Sr., esta serra tem para mais dequatro legoasdecomprido, epouco menos de
meia para cada lado; quasi em todos os lugares he bastante frtil de olhos d'agoa, e muito pro-
ductiva em tudo quanto nelIa se planta, bem como, mandioca, mlho e feijo, verduras e fruc-
tas, o todas as mais, tanto pela parte do sul, como do norte, sflo mu productivas de algodflo, m-
lho, feijSoe niamona; e podemos certificar a V. Exc, que, havendo exactas providencias, anda
havendo um, ou dous annosseceos, o povo nflo padece, e disto damos a razflo. Nestes lurjpes,
emquanto haviam mattas vrgens, os plantadores faziam seus rogados, e com as madeirasvque
o fogo n3o queimava, cercavam os mesmos rogado, afim de nflo serrn destruidos no todo, e em vez
de fazerem um rogado, que levasse urna quarta de semenleira, nflo faziam senflo que levasse meia,
laucando as vistas em que haviam de gastar mais lempo em fazerem a cerca, do. que tinham gasto
em fazer o rogado, esta cer"ca, emquanto nfo cliuvia, se lhefazia muito dilTicil em fazer, pela trra
estar muito dura, e por tanto esperavam pela chuva c.quando principiava o invern, se plantavam
antes de fazer a cerca, o gado^ mais animaes Ihe comiam a lavoura, ese cuidavam d fazer acerca
antes de plantar, neste caso o rogado so encina de mallo, e se viam na necessidade de primera-
mente o alimpar, para entflo o aplantar; e acontecendo ser o invern curto, lica o pobre planta-
dor com oseu trabalho perdido, por Ihe nflo ter sido possivel fazer suas plantagOes, quando prin-
cipiaran! as chuvas : se planta emtempo, quando chegaacolheitale, se o anno he frtil em manti-
mentos, estes no mercado se poem muito baratos, e sflo pouco procurados, o agricultor cuida pri-
meiro em colher su algodflo, para o vender, e remir as necessidades de sua familia; quando lina-
lisa a colheita do algodflo, trata de fazer rogado para o anno vindouro para entilo tratar de
recolher o milho, lempo em que, pela estagSo, os capins vflo seccando, e o gado prompto em devo-
rar os milhos,- e o pobre agricultor, em vez de recolher o suor de seu rosto, recolhe lagrimase mi-
zerias, e entregue aos horrores da fome. Pelo contrario acontecera, se nflo houvesse criagOea de
gados por estes lugares proprios de agricultura, porque, nflo recelando os agricultores destruiges
de animaes, c nflo se fazendo preciso ditas cercas; as sementeras eram em dobro, e ateos proprios
escravos faziam suas plantas; as Ierras vegetavam muito melhor, por nflo serem calcadas pelo gado:
outro sim os milhos no campo resistem muito mais lempo corrupgflo, do que sendo recomidos
em armazem. e como nos annos feriis pouco consumo tem o milho, nflo havendo destruigflo nellc
no campo, pod aturar dous annos, e neste caso, offerecendo-se um anno estril, vale-se o agri-
cultor do milho que contava nflo precisar. O thesouro, tanto geral, como provincial, muito lu-
crar com as sal uta res providencias que V. Exc. der a beneficio da agricultura, porque estas tr-
ras por mais dobrado valor se vendem do que aquellas que s servem para a cnagio. Os gados
que por esles lugares se cram, s servem de atraso agricultura, e pouco, ou nenhum interesse ao
thesouro, porque os dizimos so muito diminutos, em comparagflo do que resulta da agricultura.
Exm. Sr., faz-se muito diflicil aos povos procurar abrigo na lei, que assembla proviticiardecretou,
V. Exc. sanecionou ; porque estes lugares ficam distantes da villa, seis legoas, o ordenando dita
lei, que se denuncio dos animaes que forem encontrados em lavoura, ou em terreno alheio, sem
licenga de seu dono, todava se faz isto muito difficultoso para os povos, porque muitas vezes en-


V "
para oblar reparaqSo as destruibles que sofTreraos, e evitar a continuado dos estragos (9 )._ Foi
este procedimento um rebate que armou a certos criadores, e entfio tivcmos revelacjio d'estar
contram os animaos em suas lavouras, ou trras, porm n.lo achara testemunhas, para poderem pro-
var a denuncia; ootros, offerecendo-se*lhcs os mciosdas testenuinhas, nilo tcem mcios de sustntal-
as despias, e muito menos para requcrerem urna visloria, por terem de pagar justica p-
renla e lanos mil ruis: todos estes inconvenientes (azem comque o misero povo esteja soffrendo este
lagello, e dislose toeni originado dissenses, ataques pessoaos, a poni de haver ameacas de assas-
os, de maneira anie os pnvos se teem desgolado, que a maior parte se tem retirado, e o restante
nerain as providencias de V. Exc. Nesla povoacHo havia urna reir todos os sahbados, muito
ffrivel, que appareccria, digo, apparecia no mercado abundancia de todos os gneros, eso con-
igue, seis oito bois, e de presente,'cojn a retirada dos povos, nao existe maisleim,
ese passam cinco escis mezes, que se nlo mata ums boi. Distante desla povoacOo meia legn,
se acha o patrimonio desla capella, que, podendo render para mais de duzentos mil res de roros
pbr anno, est quasi inutilisada por causa da criado, o a capella arruinada, e sem M poderazer
os reparos ncessarios, por falla de meios. Portanto s V Exc. podera dar o remedio a fsWIJ-
calculaveis. males que tanto nos flagellam, pois que V. Exc. nlo ignora que, agricultura he inex-
harivel manancial de riquezas para os habitantes de todos os paizes, e em havendo descuido ne|ia,
seiam quaes forem oslhesauros que venham de fra, assolla.lo ser este paz de pobreza e mi-
sra fat. J. Joo Pereira de Aroajo, late Andr Pereira de Albuqueraue, propnetai 00
agricultor. -JoOoManol de Souza Vianna, proprictar.o e agricultor. ^(***^N*
proprietario e agricultor. Dminos Martin Vereira, proprielar.o e agricullor. Joe ^nunr.o
Gome de Silqueira, proprietario e agricultor. -JosJonquim Ribe.rol,r?Pr,eU,r,.0,ea?n^ir--t' ro
FeTreira do \ moral, propietario e agricultor. Dionizio Uve* detona propr.etar lo eag uUor.-
Filivpe flerg do, Santo,, proprietario e agricultor. A rogo de Gabriel Jose Barbota, prop"eJ"0J
agr&uUor. "jerema* Pinto de Miranda. -Firmino Henriques da Silva, proprictar.o cRagnculto-
X^Barbota Coitinho, proprietario e agricultor. Por meu.pa... ^X^ZSo ,aZ-
krtJ'feoltor. Jos Jeronymo Pereirada Silm, agricultor e proprietario. Jos Consta> mo de Aiou-
oJrVne, agricultor e proprietario. Domina Jos Rodrigues proprietario, e'agricultor --Benta
llosMorcir, proprietario* e agricultor. Jos Vicente de Ohve.ra, R^ o **
Freitas, proprietario e agricultor. Francisco Coelho de Brito, proprietario e agrmullor. raw
,1 Brito Lira, agricultor A rogo de Manoel de BrtloUn.eJoaqmmli^^Brtlo.ynvrwUrime
agricultores francisco Coelho de Brito Gregorio. los da Silva, propr.eUr.oe agricultor. lose
jforges da Rocha, agricultor. Jerema* Pinto de Miranda, agricultor o negocia, -/W" *
Pereira agricultor A rogo de los Mara Pereira, agricultor, Joaquim Nunes Pere,r?-
tmdeMflloP--
sem que os possam privar: cumpro me, Vmcs ^^nZvs^o. Dos uarde a Vmcs. Palacio
ooZmnolCa^ cJ"<- ~ Sc"hores presi-
UeX adores daycmara^unicidal da villae ^ jj"^ plissar pre8enle certidflo.
Secre^r^^^ - de Brito.
nV^.piUX pe?. J*"* ^u* fi *$ d. .. pubii...... n-


.
decretado o nosso assassinato por......Nossa vida correu imminenteperigo, e foi-nos neces-
sario andar armado l 8). Vendo comprometlida nossa existencia sem podermoe do prompto
nos fugares destinados agricultura, tem decorrido mais de anno depois da publcacAo des-
sa lei -salutar, e a sua execuefio anda est por vir, baldaodu-se dest'arte os beneficios que
ella prometi agricultura, dus quaes tcm do provir o inelhoraraonlo dosta villa, tanto de-
cadente pelo flagello do gado.
A povoacilo e serra do Brcjo-do-Fagundes, que est dentro da linha tragada para agri-
cultura, tem sido, e contina a ser, por desnrezo lei, o centro, onde vflo ter i
dos gados e animaes deste termo, que, attrahidos da frescura e amenidade do terreno, \
abi fazer a sa paslagcm,
O ceg inlercsse que corta por todos os respeitos e considerares, ainda ahi faz m%
ter essa peste da agricultura, para tormento e intrigas do abaixo assignado c
que, recelosos o amedrantados, calam cm seus coraces a dor que os opprime; mas, nfloco
viudo que por mais lempo dure esse estado desgranado e perturbador do soreg das
lias agrcolas daquelle lugar, vem o abaixo assignado trazer i consideraefio de'
posto, para que V. S., no desempenho de sua nobre obrigaco, so digne mandar.I
eircumslanciado do facto exposto, e notificar as testemunhas Manoel Goncalves de Frailas,
Innocencio Lopes Das, Trajano Alves Pessoa, goslinho Ordonno da Silva e Mannel Jo*
do Castro, as quaes anda no da 12 de setembro do corrento anno presenciaran) varios ani-
maes vaceum e cavallar dentro das trras do abaixo assignado, cujos dorios pelos ferros fo-
ram bem conhecdos, a saber: Jos dos Santos Marques, Francisco Martina de Oliveira, Do-
mingos Francisco de Macedo, Filippe de S. TiagO de Andrade, e D. Mara, filha de Francisco
Jos de Andrade, os quaes todos devem ser citados para o da da inquirirlo das testemu-
nhas, de conformidade com o artigo 206 do' cdigo do processo, do que ludo E R. M.
Joto Mtmoel dt Sonsa Vianna.
(3) Publica forma. Alvar de iiecnca. Jos Jcrontjmo de Albuqverque Borburema, cavalleirn
da imperial ordem da Kosa, tenentc-coronel da guarda nacional da villa de Campia-Grande, na
mema dele'jado, presidente da cmara municipal e juis municipal segundo supplene; ludo por
Sua Magestade Imperial Constitucional, o Senhor D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber a todas as autoridades civis e policiaes, que Jofio Manoet de Souza Vfarna,
morador ueste termo, me enviou a dizer em sua petieflo por cscrpto o seguinte: |||m,
Sr. delegado. Diz JoSo Jos de Souza Vianna, branco, casado, morador no Brejo-do-Fa-
gunde; agricultor e proprietario, que, sendo senhor e possuidor de urna propredade no lu-
gar denominado Quati, deste municipio, no qual faz sua fortuna em planlacoes de algodSo
milho fejfio e mais semenleiras, terreno este dentro dos limites designados phra agricultura'
distante da linha devisoria que marca os dous terrenos para leste agricultura, e para oeste
criaeflo, quiltro ou cinco legons distante desta mesm linha: accontece. quo vagam continua-
damente animaes vaceum e cavallar soltos, destruindo excessvamente s planlacoes do suppli-
cante, dcixando-o sem recurso da sustentado do sua onerosa familia; e tendo o supplcaofc
procurado todos os meos que a lei marca a favor da agricultura, e tornando-se surdos os
criadores dos" mesmos gados s leis e posturas da respectiva cmara, se vio o supplcante
na precisflo de denunciar a autoridade competente dos mesmos contraventores: o como por
este motivo tenham aquellos contraventores espalhado boatos, que hflo de ofender pnVsica-
mente ao supplcante, o qne nfio se pode duvidar, por ter-se muito recente, quasi por se-
melhanle mouvo, assassnado o infeliz Francisco Coelho de Brto ; receiando-se o supplcan-
te de tilo fnebres consequencias, vem supplcar V. S, se digne mandar.presar alvar de
liccnca para trazer comsigo qualro ou seis pessoas armadas para guarda do supplcante. afim
de repelhr qualquer tentativa, commetlda por alguns maleitores, quando houver de tran-
sitar no termo desta delegatura: portante Pede a V. S., Illrn. Sr. delegado do termo <*e Cam-
pina-Grande, se sirva deferir ao supplcante na Trma requerida; E R. M. oaO Manoet
de Souza Vianna. E depois de no ser aprosentada, o por mim aceita, lida e examinada, pro-
fen o meu despacho do teor seguinte, mandando se Ihe passasse alvar de licenca para poder
o supplcante andar armado com quatro homens para sua defesa e de sua familia : para o
que, ordeno a todos os meus ofliciaes subalternos desta municipalidade o deixem trositar
Uvremeute, visto lho ser concedido por esta delegatura o presente alvar de liceuca por seis
:~
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ttz^^jz^jsss ^gtsr* rnfio tinha ^^
Alves. Vhwn., pessoas indulte* no lujr" de nZ antig. religo T.mffi' 1 M. i"22S
pira inUrvir em urna accommodagao entre os criadoras di m^m1 am'"do! e leitou delle
vidas: eram nossas lavouras destru da^ ncav.mo, 5, nnnI tan.?ique Mlvas8e"'~
ontados da data desla. Dada e passada nesla diU deles-atura dn r.mni, r..j.
rrtcu tonal e sello, e vaina sen, sello -ra.ua, om 24 de outffro deiW PE ro
da Rocha Athaidee Mello, oscriviio da dele-atn* o escrevi Cn!' i 'i* ro"
Ao sell 200 ris: va.ha sern'8^^-^ "l ^
,! 5 eM\ d-to alvara de l.cenc. que eu Antonio Henrique de Albelda, escrivflo do g!
.co e uMI.no publico dojudje! o notas nesla cidZ.lo da Parahyb.'do Norte Tu
I., o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde, bem o fielmente coniei em oubli-
.. do p.oprio ongmal que me foi apresentado por Joflo Manoel de ZVSni
l1 TJTI10' Va'* nVe"H- couaa que divida faca, escripto e assign.do em nu
razd de que uso nesta dita cidade da Parahyba, aos 9 de marco Ae 1847 E?creV
assignei. Em leslomunho de verdade, o tabelliflo publico, e-screvi
<4Uono Henriqv de Almeida.
! Joflo Manoel de Souza Vianna, morador na povoacflo do Fagundes, que, sendo senhor
I aor de urna propriedade denominada Quati, deste municipio, na qual faz sua fortu-
1*y. llC dos lmites designados para agncultar; acontece que vagam continuadamente animaes va-
euiae cayallar sollos dentro da propriedade do supplicante, pertencentes a liento Francis-
co ^ acedo, Jos dos Santos Marques, Francisco Marlins de Oliveira, Filippe de Santia-
go de Andrade, e de oulros muitos mais, destruindo excessivamente as plantaces do sud-
phcanto, deixando-a este sem recurso de sustentculo de sua numerosa familia, e vendo o supplican-
te que os douos dos ditos animaes se faziam surdos aos avisos que por differontes vezosIhes
fez, tratou o supplicante de procurar o recurso da loi, e como se achassem incursos na le
provincial n. 5, de 7 de julho de 1845, e contravencOes do posturas da cmara municipal
re1}S ; por icio de pelieflo, o supplicante ao subdelegado, para que este, vista do ar-
ligo'. do cdigo do proeesso criminal, mandasse formar auto circunstanciado do facto
i as teslemunhas que o supplicante otereceu, e citar os delinquentea, para na pri-
men* audiencia comparererem, como de facto comparoceram c viram jurar as testemunhas, e
logo que se fndnu o depnimento destas, requorersm ao subdelegado a dilacilo de 8 das
para "a presentaren) sua defesa e testemunhas que contestassem aquellas; o que por despacho
lhe.s foi concedido; e no da aprazado-se apresentaram os ielinquentes, com 5 testemunhaa,
para contestar as 4 que o supplicante offereceu, como do facto conlestaram, prestando jura-
mento em como desde o mez de Janeiro do corren te anno at a presente data nfio tinham
tinham ouvido dizer que dentro da propriedade do supplicante, e de suas
plantacfles, tivesse transitado animaes pertencentes aos delinquenles: ora. a visU de un tal
juramento, he bem do suppr que o publico faga juizos tomcranos a respeito do supplican-
te e de suas testemunhas, por nflo saber na realidadb quaes das testemunhas perjuram :
lio por isso que o supplicante, para bem de sen direito o justica, se lhc faz preciso que V. S.,
por si lespacho, mande que Manoel Ooncalves de Fretas, Innocencio Lopes de Araujo, Do-
mingo! Jos Rodrigues, Manoel Jos de Castro, Trajano Alvos Pessoa, Agostinho Ordonho
da Silva, Ihe attestem, debaixo do juramento dos Santos Evangelbos, quanlos animaes viram
dentro da propriedade do supplicante, no dia 12 do setembro do corfonte anno, assim como
tamben) attestem lodos os habitantes deste municipio, que saben) e teem noticia das destrui-
rles que o supplicante te.in soffrido em suas plantacOes, o dos animaes que continuadamen-
te vaBTn por sua propriedade: porUnto Pede a V. S., lllm. Sr. juiz municipal, seja servido
deferir ao supplicante na forma requerida. E R. M. load Manoel de Sousa Vianna.
Despacho. Attestem. Alagoa-Nova, 31 de outubro de 1846. Frqpcisco Gavia.
(mutilado


e
assasstnos i procuravam a um de ris, JoSo M.noel, e que cente di.to, peoM entr.de. em
" diremos aos Srs. Viannas queconvnh. ter a porU feichada, e fe.chou-se. Infe izmente o
m?oVjo3a Alves nao podando sotTrer o culor abri a porta, eulendcndo que nada hav.a a
Sr sendo elle subdelegado, e mu bcm quisto entro todos, e seu irmSo que era anda res-
SocZohomem forte O nr.diz nflo s abri a porta, mas t.rou a jaquel*, fo. dos tres
Tue so z a fresca : parecou por isso ser o dono da casa, segundo o estilo do sorteo : poucos
momentos' depois dispar'ou o lircT que foi empregado no infeliz : e,s a cus. da no*, pmflo e
perseguicfio 1! ( 4j
Attesto que, no da 19 de seterabro .le 18*6, me achei na propriedade, de que trata o
supplicante, qe fui teslemunha de vista dos ditos animaes quo trata a pet.cSo, o juro uos Santos
Evangelhos, se preciso fr. Manoel.Goncabesde trertas, ..... ___ .._
Heliro-me ao mesmo juramento, por eMar presente no mesmo di*( 12 de que trata o supli-
cante. Innocencio Lopes de Araiijo. ,. ,
Atiesto e juro aos Santos Evangelhos, que. achando-mc no da 12 de selembro do anm
passado, na pmpriedade doSr. Joflo M.u.ovl deSouza Vianna, para presenciar sua dita propri .de
ndavam animaes vaccum e cavallar, ah vi n.uito gado dos supphc.dos, c do que ma.s vi c
mesmo medisse.foidofe.ro de Jos dos Santos Marques; e se fr preciso em todo tempo juro aos
Santos Evangelhos. -- Dominijos us Rodrigues. ..,,,. ,.
Atiesto que, no<|ia 12desetenibro, me achei na propriedade do dito supplicante, e vi a m.cs
tanto vaccum como cavallar; o por isso que sendo preciso, juro aos Santos Lvange
Trujano Alaes Pessoa.
Atiesto que, no da 12 de setombro, me achei na propriedado do supplicante, c vi tan-
to vaccum como cavallar, por isso que sendo preciso, juro aos Santos Evangelhos, e por rulo saberler,
iweoaoSr. Joflo Goncalves de Arruda pormim assigne. A rogo de Agostmho Ordonho Silva,
r T ouO Goncalves de Anuda
Attesto que, de viva voz, ouvi Francisco Martins de Oliveiradi/.erem mintia presenta, que, nflo
obstante ser ello um dos delinquentes, jamis ceria capaz de apresentar testemunhas fulsas, como
os outros praticaram, porque nflo havi de conilemuar a sua alma, visto que era publico aniniaes
delle e de todos os criadores daquellas fazendas; e por isso que juro aos Santos Evangelhos, qiujj^lo
me fr pedido. ieremias Vinlo de Miranda.
Attesto que lenho ouvido no geral se dizer que asi&vouras do Sr Joflo Manoel de Souza Vian-
na teem sido devoradas por animaes vaccum e cavallar; e pela attestacflo me sulijeito a. ar, se pre-
ciso fr, o pedi ao Sr. Jeremas Pinto de Miranda pormim escrevesse, onde me assigno.
Domingos Martins Vereira.
Rcfiro-me em ludo aos attestados supra, por me constar por ouvida. JJrejo-do-Fagundes, 8 du
fevereiro de 1847. Bento lose Mornira.
Itefiro-me aos mesmostteslados cima, declarando-me.quo, se preciso frjurarc ai tamos
Evangelhos. -- Jone eronymn Vereira da Silva. ..
Atiesto que tenho ouvido dizer no geral, de viva voz, que tocm sido as lavouras do dito suppli-
cante devoradas de animaes,tanto vaccum como cavallar; e por isso que, se fr preciso, jure aos
Santos Evangelhos. leronymo Vaes Barbosa.
Atiesto que tenho ouvido dizer no geral, de viva vz, que teem sido as lavouras do dito si pen-
cante devoradas de animaes, tanto vaccum como cavallar, e por isso se fr preciso, juro aos SWilos
Evangelios. JJrejo-do-Fagundos, 9 de fevereiro de 18*7 oa Vereira de Hraujo.
Keconheco as firmas retro o supra seren dos iiroprios assignantes, pordellas ter rallen o
conhecmento, dequedou f. Villa de Campia-Grande, 10 de fevereiro do 18*7. Effl tesiooiu-
nlio du verdade, o tabclliflo publico, Marcettino da locha Athaide e Mello.
(4) Amigo eSr.JoSoManoel. -- Ha dias que por atalidade achei urna sua carta s reuma
mesa, o por mais que perguntasso quem a trouxe, e como veio parar a esse lugar, nni| uemiine
soube responder; finalmente a l, e o seu conledo me deixou bem penalisado pelos seusSotTn-
mentos, em que lomo grande parte, e bcm poda Vm. eslar livre, se tivesse dado ere Jilo as
repetidas cartas que Ihe fiz, aconselhando-o que u md.sso de opiniflo sobre o negocio d .dos,
ou se relrasso de tal lugar; mas Vm. desprezou os meus conselhos que eram ben dados;
emflm de grabas a Dos estar anda cort vida, e pela sua pertinacia aconleee-lhe o rifSo que diz
preso por ter cao, e preso pelo nflo ter; escapou demorrer, e se acha preso sem culpa-: eu.tenlio
padecido muilo de meus achaques, e por isso nflo lenho j sahido a ver se solicito recommendagao
a seu favor, e.ssimque eu possas.hirj vou promover, e lhe remelterei a cria.


wr

Acora dinara os aaohorea que nos lem, cora os dados que se offerocem nesta narnjfe,lados
flrmiT^mXWocumenUdoa, quem haver com enso comraum perfe.to, que attr.bua esta
l^f j^oaunoll ouHacido JoAo lUnoel e Placido, avisados de serem assass. nados pelos
de Ka"o o que por evitaren, tao trale aorta se v3o valer do infeliz Joto Alves Van na,
rRSSoUo Uo Jos AlJ Vianna, pcaaoas raportaotissiraas no lugar, por sua. riquezas pe as
i outra carta sua com data de 13 do corren* que {*r tUXtl
orreira da Silva, e muito estniei por me proporcionar a resposU, e a que "">
rrsrxc;f".=^S, -"-fes:
nelle pela llborda.le com que eslava en, sua casa, ^^'tSX.dmiri que conservera
^uKfiSto*Wff^^inforlunios; e conte
com os meusTcos servias, por ser com estima seuara.gocerlo-
Anlonio Uanoel de Moraes da Mesquila Pimmtel.
fflictos, 20 de Janeiro "de 1847.
de, dislricioda villa de Campina-Grandc, comarca uoiirejo bdesle municipio, quedo
Norte, que4lle suplicante se llie faz n'guXstemZ desboque lhcs constar de boa ou
supoJic. a tivereni intimo nhecmien o '^"^Xo periodo do lempo que tem residido
m.c duela, cora ^oMCOtauwomp^^^nwov ,t0 Pede a v s., Illm. Sr.
Detpacko. Attastem querendo. Carapina-C.rande, 20 de ra.rc.de 18*6. f Franca <**.
'"'"rotme'a^Uestacaodo Sr. delegado. C.rapin.-Grande, 20 de marco de 1846. Franco
. Amta* P ?f agestado supr. do Sr. delegado. Carapina-Crande, 20 de raarco de 1846.-
\^XVr"e debaixoda palavr. de honra, que o cidadto constante da pe-
(mutilado
.'


-r-
=3
r
preM era mi* cm, e outro, ( Joffo Manoel) recelando a morte nesaa prisOo; porque ptwi atan-
ti?flo he digno do toda consideradlo, pois que desde que existe neste municipio lem tido sempre
uma conducta exemplar ; e s*o por me ser pedido. Villa da: Campia-Grande, 20 de marco de
1818. $etcrino Jos ile Arauju.
Rpfiro-mc ao attcstadosupr.i retro do Sr. delegado. Campia-Grande, 20 de marc-o de 1846.
O padre Joio Francisco dos Sanios Uonteiro, coadjutor pro paracho.
Rfiro-me da jnesina sortc ao altesrado supra retro do Sr. delegado. Campia-i .Sude
marco de 1840. -- Agostinho Murenco Porto.
Atiesto que o cidadno constante d pctltflo retro fie de uma conducta miiit
civil como moral, pois nada sei at o presente de materia que deslustre sua
Villa de Campina-Crande, 20 de marco de 1846. Joto Antonfo~l'into dos Son/os, ji ub-
delegado.
Atiesto que o supplicante JoSo Manocl de Snica Vianna tem-se eonduzido ate o iie
termo de Campia-Grande, sem nota, e he de bous costumes. Villa de Canipiia-Grui
marte do 184C. Joo Altes Vianna, mejor.
Iteliro-mo ao attestado do delegado. Villa de Campia-Grande, 2a de marco de i*
Jos Aloes Vianna, coinraandante superior.
Retirme em tudo satteslacOes suprar; para constar niandci passar a presente. Brete
Fagundej, 23 de marco de 1846. JoaO fretro, de Aravjo.
Hcliro-ine em tudo s atlestacOes supra : para constare ser pedido, passei a prese
Constantino Cavalcante de Albvquerque, lente da guarda nacional da coinpauhia do Fag
llelro-me ao attestado do delegado. Brejo-do-Fagunde, 25 de marco do 1848. -
saga de Aravjo, alferes.
Refiro-me ao alicatado supra do delegado. Brejo-do-Fagundes, 25 de marco de 1846. Jos
Andr tireira de Albuquerque, espituo e commandanle da segunda comnanhia da guarda.
Rcconheco verdadeira* as lettras e assignaluras dos atteslads retro. Parahvba, 6 de marco
de 1847. Em testemunho de verdade o tabelliao publico, Antonio intrigues de Aimeida. (Gata-
va o sello nacional.) K nada mais se continha em dita pelicio, despacho e attestin
Antonio henriguet de Almeido, esciivilo vitalicio do geral e tabellto publico do judicial notas
nesta cidado da Parahyba do Norte e seu termo, ppf Sua Mageslade Imperial e Constitucional 1i
Senhorl). Pedfo II, que Decs guarde, bem e fielmente copiei em publica forma do pro ie '*>J
foi apresenlado, ao qual me repoito, e va i na verdadesem cousa queduvida faca conferid con-
certada, escripia e assignada em publico raso de que uso nesta dita cidade da Parahyba do Norte
ao*8dc marco de 1847 unos. Escrevi e assignei. Em testemunho de verdade, o tabellie ou-
blico, Antonio Henriqves de Almtida.
lllm. Sr. Diz JoAo Manool. de Souza Vianna, branco, casado, de nacflo porlugueza, e aniiaa-
mente moraaor no lugar do Riacho-Secco, hoje freguezia de Bonito e termo da villa e tomar
mesmo Bonito, que precisa a bem de seudireito. que osescrivflesdo crime dcsla coman
lem a folhas com enme ou sem elle ; para o que Pede ao lllm. Sr.- juiz d iljreito do crime e c-
yel interino, assim Ihe defira E recebera merc. Como procurador de Jotlo Manoel ( > Souza
Vianna, Jos Gomes.Cabral.
Despacho. Fallero a folhas. Uezerros, 23 de fevereiro de 1847. -- Vascoucellot,
A f. 18 do liyro de receila lica laucada a quantia de quindenios e quarenta ri, uue rffllfllt
JoiJo Manoel de Souza Vianna, de novos e velhos dircitosde sua petieo dfolha crriUaTBoi
27 de fevereiro de 1847. ~ Jos Victorino de Vascoucellos. Carvalho. '
O capitaO Luiz Jos, de Yasconcellos, juiz segundo svpplenle, e interinamente de direito de <
cicel fasta villa e comarcado JJonito, provincia de J/ernuubueo, per sua liage.itc.de h"
titucional, que Dos guarde, &c.
Mando aos escriviles desto juizoqu costumam fallara folhas dos culpados, que avistadas
seua roes de culpados fallen) a folha do supplicante com as culpas que tiver ou sera ellas, na forro
do estylo; assim o cumpram. Bonito, 27 de fevereiro de 1847. -En, Vicente Ferreirade Assump-
CSa, senvao o escrevi. -- VasconceiloA.


t
smh afreetrrtaoaa toMindo m MMel Beato, que elle por torea tinha porto na norte,
Nada do supplicapte pelo mcu carlorio. Bonito, 87 do fevereirode 1847. 0escrivSo privati-
vo do jury, Antonio de Sonsa Bril:
Nada do *upplicai pelo meu carlorio. Benito, 27 de iarereiro de 1847. 0 eecrivlo da sub-
delegada, Mnael da Cunta Lint.
Nada do supnlcante peto arfen rol de culpado*. K certifico nflo haverem mais escrivfles teste
a folhas doa culpados. Boeito, 27 de fevereiro de 1847. 0 escrivSo, Vicente
torrera iMmtpf*.
lllrti. Sr. Diz JoSo Manoel de Sema Viaena, era morador na povoaeflo do Brejo-do-Fagundes,
lemo da villa de Campia-Grande, comarca da cidade do Brejo-d'Ara, provincia da Parabyba
iio Norte, que precias bem de seu direito, que V. $ ,' eeaie proprelario r Hempre rraideule desta
comarca, ial a conducta do aupplieante em vinte annos que tamben aqui fui proprelario
e morador; o 0a*tirt-*a4eao lllm. ,Sr. juiz de direito da crime c civel interino, lite altala cerno
for justo; d* <|ue -- E recebera erce. Como procurador de JoSo Manoel de Souza Vianna, Jom
Come Cabrai.
Despacho. Atiesto que desde o lempo que commandei a terecira companhia da sexta meia
brigada de cavallaria, e o supplicante foi meu soldado, sempre o conheci debas conducta, e nun-
ca aune de i i sua, prestando-se, portento, quaruloera preeieo, e por isto servio sem nota a sem-
pre i sta classe. Comarca do Bonito, 83 de fevereiro de 1847. Lui; Jos de Yteom-
celea.
lado supra do juii de direito interino. Bezerros, 83 de (evereiro de 1847.
Jos* Faustino Paes de Ota, j de paz e subdelegado de Bezerros.
[testados supra. Bezerros, 23 de feveroiro de 1847. -- Manoel JoaS da Silva
Forraz, juiz de paz da povoaeflo de Cravat.
Ltestadoa cima. Bonito, 26 de fevereiro de 1847. Pedro Ferreira Leite, col-
lertor das rendes provinciaes.
. Befinvaie aos attesladqa supra, por ler intimo eonbeciment de Joflo Manoel de Souza Vianna,
por ser meu vizinlio vinte annos. Boa Vista, termo da comarca do Bonito, 87 de fevereiro de 1847.
-V>MCMBe t Salle, Villn.il/on.
vRefiro-me aos atteslados supra, por eonheeor o Sr. Manoel de Souza Vianna. Bonito, 27 de
fevereiro de 1847. -- Jote Antonio da Poreiuneuln Laage, inajor reformado.
Tenho perfeito conhecimenlo desta pessoa, e nao me-ronsta que em lempo algum haja com-
motiido a menor aceflo que deslustre a aua probidade. Bonito, 28 de fevereiro de 1847. Candido
Jmida&lea, alteres da guarda nacional.
Atiesto, em fe de verdade, que Joto Manoel de Souza Vianna he homem de bem, e helio nflo lia
mael lima vinte annos que foi meo vizineto. Boa-Vista, termo da villa do Bonito, 27 de fe-
vereiro de #847. Jas Gome Cabrai, voreailor.
i no itlfstado cima, por ler inteiro conheciment de Joflo Manoel do Souza Vianna,
por ser mcu vizinlio vinle anuos. Boa-Vista, termo da villa do Bonito, 27 de fevereiro de 1847.
Jote Gom Cabra! Juntar, alferes coOlirmado da guarda nacional.
Recenheco as leltras e firmas supra e retro serem dos-proprios assignantes, por ter vistooutras
semelhantes, de que dou fe. Villa de Campia-Grande, 12 de marco de 1847. Em testemunlio do
verdade 0 labelliflo publieo, Marcellino da Rocha Athaide e Mello.
Manat Clemente Torres Gallinde, pretbilero teeular, vitmrio eollai* na freguesia de S.-Jos- tos, por Sua Matestade Imperial Conititueional, que Dos guarde, iu.
Certifico, qu sendo capelUto e administrador na capella de N. S. da Conceicflo de Bonito, filial
deato mrsma freguezie de Bezerros, boje villa, fregueaia e comarca do Bonito, vinte e tres annos
reeii, aonde foi milito de meu conhecimenlo eamizade Joflo Manoel de Souza Vianna, onze annos
completos: Europeo, tusado em urna familia honesta, religiosa e principal d'aquelle lugar, ho*
mem probo, religioso, bom pai de familia, obediente as leis divinase humanas, manso, pacifico o
humano, amante da boa orJora: nunca obrou e nem commetteu a obrar accoes impas e deshu-
manas t sempre foi tido e conheeido um homem de bem, e ana conducta sempre por tal a reconhe-
ci pelas suas boas maneiras: he o quanto atiesto; e por me ser cata pedida, altalo e aflirmo em fe
de yeroebe BorerrMj 84 de fevereiro de 1847. O vigario, Manoel Clamante Torre* Gnlltno.
MUTILADO



,'*

1#
fol apre.ent.r-* em Cmpina .o comm.nd.ute do detacamento pediodo qe Ibe -gura.
ReOro-mcao .estado supra do Sr. 'Z^XtcZ^^S nnfTrl'ec
ordenanc.s. mo'rador no,mesmo lermc.da>v,11. e coma ll^0^crve^AaoqvtiaooMo
Refiro-me ao sttesUdo ac.ma do mere 'd.%/,"r'0alnoH deSouz. Vi.i.na, por wr*hi-
* ts^ss isas sr^sa'su*.* -**
r>A vereadord. cmara municipal do Bonito. '.** .._ w./. b^/
Renro-me aos attestados retro e suPra. Bonito, 27 da fevereiro do 1847 Vtcene Fen-Hra
d'Auwpcai, vereador da cmara, eempregado publico nesta comarca. rnrrm,r.,VinAn
HTcerttudoQuanto diz oaltestado do reverendo vigario Manoel .lemente Torres r.i hndo,
por ir inUiro conSecimento de Jofio M.noel de SoA. VUhna. Bonito, 27 de fevere.ro de 47. -
*'* eXe* ITSm retrosunra serem dos ^^^^^^^^^^fl
visto nutras semelhantes, de que oh fe. Villa ie Ca.np.n.-Graode, ^demarco de 184*. Cm
testemunh'o de verdade o tabellflo pablico, Marcelino da Rocha Atonde e mello.
Illm Sr. -Diz Placido Pinto da Conceicflo, morador neste termo, que por beta de en d ireito
selhefT; preciso que V. S. P..r seu respeitavel despacho mande que as p^soas ma.s probasdesto
termo que do suplicante tiverem inteiroconhecimnto, Ihn atiesten. ^.u.m* ^"S^"'
oue m tem conduzido o supplicante durante o periodo do tempo que tem residido nesle muii po,
Zt he desde o anno d 18.7 at o presente ; e assim Pede a V S., 1 Im. Sr ]'C'P'. **
servido defirir-lhe na forma implor.J.. E receber. merc. tacido Vinlo da.Lonccco.
Despacho. -Alteslem querendo. Villa de Campina-rande, M de marco de 1847.-i*-
querque.
Atiesto oueconheco Placido Pinlo da Conceicflo ha vinlee cinco ennos, o sempre o conheci
por pSco e comSos em boa harmona, e nunca ouvi tratar que ^^X^ZZ^-l
Iguma, antes bom pai de familia, e encarregado da fazenda 'he.a com mu lo boa P**5*
que jurarei aos Santos Evangelios se necess.no fr. Hgundes, 18 de marco de 1847. Joi imw
""tuesto oue conheco a Placido Pinto da Conceicflo desde 1841, e em todo esto tempo nSo vi
tratadeMrdens"\%?\l feilaa oudeau. de.,her2co, antes^* "* Ipac.ncocoinO Pa,
de familia, ecom lodos muito bemquisto; oquejorarc, se preciso fr. F.gundM, 18 de marco
de ""nr^ml^u^TcmTeu declarado. F.gunde, 18 de marco de 1847. Dionisio Io da
^'""Atiesto que conheco Placido Pinto d. Conceicflo desde o anno de 1832, eemitodo, este tempo
nunca ouvi tratar em desorden* por elle feit.aou de sua deliberado, otes vivendo "" Pc.H
camente como pai de familia, e como na admioiatraco que teve da fazenda de cultora do eorooei


II
a Yida o remettessem para a capital, porque seus Inlmlgos, os que ha pouco o ameacavam
__________________________________ ... _-
Antonio Alves Vianna; e por ser vcrdade, jurarei, se preciso fr. Fagundes, 18 de marco de 18*7.
l0fe AUosto'quc. coticco a Placido Pinlo da Conceicfio, desde a minlia infancia at o presente, o
n, vi notar i sim por boro pe de familia, e durante a administracHo da fazenda do coro-
Antoaio Alves Vianna, agigantado a'sua probidade o obediente a le. jurarei, se fr necessario.
ik de marco de 1817 ManoelGoncalVe de Freitas. .
Atiesto auo lia dez anuos conheco ao Sr. Placido Pinto da Conceicflo, morador neste munici-
n rtn ^moiua-Grande, e sempre usando dos deveres de uompai de familia, e nos tratos humanos
n*n Tnacineo. obediente a lei; e consta-me pelos maiaanligos do lugar, ter sido pessoa proba
,?aadmin.st.acaodafazenJa doSr coronel Antonio Alves Vianna : e como esteja de ludo moral.sa-
do, Sw o presente, e jurarei, se preciso fr. Brejo-do-Fagundes, 18 de marco de iUl.-Jenmn
rtn/AUe5o uconheco a Placido Pinto da Conceic3o, e nunca ouvi tratar era desordem poAlle
r*ii FMUIldcs. 19de margo de 1847. Franrro Ferreira do Amaral.
Uca ie conheco a Placido Pinto da f.onceieflo desde o anuo de 1840: em todo este lempo
nunca Juvi tratar cm desordem por elle feita, ou de sua deliberaco, antes mendo manso o pac.h-
on unto como pai de familia, como na administraco que leve na fazenda de cultura do coronel
Tnna : e por ser verdade jurarei, se preciso fr. Fagundes, 19 de maico de 1847.-
'"^So^ao'attcstado supra, atiesto por me nao constar, desde que conheco o supplicaante
que e j "aticasse acto algum em desar su. pessoa. Fagundes, 1 de marco de 1847. Inno-
""llKteno bastante conhecimento de Placido Pinto da ConceicRo, .i nunca me con*tou
nota algSma, antes manso e pacifico com a administracao da faionda alhe.a, e pai de urna nume-
T0Stt^iTlGsZZ7uT^ Parque, durante o teropo que .conheco a Placido Pinto da
^yr"o Paes<,rbo:a ha bastantes annos, sempre foi manso e pacifico,
nunca ouvi tratar em desorden, por_ elle^i^a'i01^c^0%U^,,eVOVde cultura do coronel Antonio
AtesUvSnT^^^ ,9 ^ mar0 *""-*-
Margues defla'-mtttlUllnl 8Ura e retro serem dos proprios sssignantcs, por dellas ler ver-
ftcconhcco as firmasle tras su pra e r Campna.rande, SO de marco Je 1847. -- tm tes-
SSISo u.rao PuUbnco. Mareetlino toe* MHaide e Mello.
lllm. sr H.ei;*Pff J 2^
a bem de seu K X^tl^mS quortim.menll, conheccrem ao suplicante Ihe attestem
pessoas ma.s te,ra"ta* 't8"elt em' haVido durante o lempo, em que tem residido naquelle, e
a boa, ou ma conducta, com que se wmii anuo de 1817 aleo presente; e nestes
TmmmX^^^9^^^^^^^ se siva era donrir-lhe n"frma
equerid. E R !. mZdo Ptueifo Pinto da Concelcao, procurador.
f MUTILADO


ta
Despacho. Altesto, querendo. Villa do Inga, 17 de marco do 18*7. Travaua d'Arruda.
los ioaquim de Brito luni'ir, subdelegado supplente rusia villa e seu ttrmo, em virtvde da le, tic.
Atiesto que conllevo a Placido Pinto da Conccicjlo desde q anno de 1832, c.em todo este tempo
nunca ouvi tratar cni desordem por elle feita ou de sua deliberacao, antes vivotido manso e na
cemente, como pai de familia. Villa do Inga, 17 de marco de 18*7. los loajHim de Di
Attesto que conhoco a Placido Pinto da Conocico ha l* anuos, e nlo me consta que
disturbios com pessoaalguma; sempre tem sido bem comportado: he o quanto tenhoa dizer. Villa
do Inga, 17 de marco de 1847. Domingos Trigueiro Castillo-Illanco.
Atiesto que conheco a Placido Pinto da Coeeicflo desde o anno de 1837, eno me consta que
elle uzease desordem. Villa do Inga, 17 de marco de 18*7. los Trigueo Castelo-tironeo.
Attesto que desde o terrino que conheco a Placido Pinto da ConceicHo, nao mo consta que ou-
visse tratar em desordem que. elle a uzease; sempre o lenlio conheeido porbom. Villa do Inga, 18 de
maij|ude 18*7 Domingos Trigueiro Castello tironeo l'inior.
~ltestnque.de pouco tempo live conhocimento de Placido Pinto da Conceicito, me rtflo consta
desordem feita por elle. Villa do Inga, 18 de margo .le 18*7. Antonio Goncalves de tirito.
Attesto que desde que conheco Placido Pinto da Concciclo, nao sei que tenha feito matafrom :
De quanto sei a seu respe i lo. Villa do Inga, 18 de marco de'18*7 tiento los fabre rer eir.
Attesto que desde que conheco Placido Pinto da Concento, tem sido sempre digno ntreos
homens, e nunca vi fallar em mos feitos dclle. Villa do Inga, 18 de marco de 18*7.
... Manoel da Costa Travasso lunior.
Attesto que desde que conheco a Placido Pintoda Conceicilo, Tol sempre obrando bem e nunca
soubequefizesse desordem em parte alguma. Villa do Inga, I8.de marco de 1847.
.... *"n0 fi'une* Trigueiro de Anttrade Arroche,
Ji"me ao attCTVd0 SUDra' Por cnecer ao mesmo Placido Pinto da Conceicilo desde o anno
de 18*0, sem nota que deslustre s'ua reputacao. Villa do Inga, 18 do marco de 18*7.
_ B lienioo los de Torre.
neconliecoas Armas e letlras supra e lettra redro dos proprios ass;gnantes, por dolas ter
verdadero rpnhccynrnlo de que dou f. Villa de Campia-Grande. 30 de marco Ye 18*7. Em.
teslemOnno de verdade. O tabelliao publico, Harcellino da Rocha Athaide e Wello. %
Antonio de Brito Lira, capildo de guardas ncionaes do batathdo d"Ataga-Nova, e subdelegado primeiro
supplente por Sm Magestade Imperial e Constitucional, &c.
Attesto que conheco b Placido Pinto da Conceiefo desde o anno de 1839, eem todo este tomno
nunca ouvi tratar en. desordem por elle feila, ou de sua delibcracfin, antes vivendo mansa e pncifi-
camenie tanto como pai de familia, como na administraciloque leve, da fazenda'do cultura do c^
ronei Antonio AI ves \ lamia e por ser verdade, jurarei se preciso fr. Subdelcgatra d'AlaRoa-No-
va, 13 de marco de 18*7. Antonio de tirito Lira.
Por conhecer a Placido Pinto da ConceieSo desde o anno de 1817, entSo anda soltoiro, e depois
m,v?A-, S',tnn"'C f01 manso,e Pcifico, nfl s com sua familia, como com os cstranhos: nunca
nuTi dizerquefizessc mal a alguem, e mesmo conviesse emruinasde oulra qualquer pessoa. K por
ser verdade jurarei, se preciso r. Alagoa-Nova, 13 demarco de 18*7.
r>r. i padre /lento los de Jiarros Brando.
...V- me 8.0S (1ou.s al!esta',os supra, altesto, por me nao constar desde que conheco o
\\X& .U10 >"l,casse ,ac' a|S,m indino a sa pessoa. Villa de Campina-Crande,
13 de marco de 18*7. looqutm da Costa-Romos.
n.,aeMlJ?",n0 '\S .al,esl"d08 abaix. mencionados, attesto, por nio me constar desde o tempo
que d||e lonho conhec.ment ; o que juro se preciso fr. Villa de Campina-Grando, 15 de marco
ae 18*7. tranetsco Domingues da Cruz. *
semntt1 TocXtU ',astantes an.nos conl,eco '""do Pinto da ConceieSo. morador nesle termo, e
fin.Z i SlT^1,P'C,l'0, presentando boa conducta e boa moral. Villa do Campia-
c.rane, 1j de marco de 18*7. Agostinho Lourenco Porto
tanto*Tn0n,T a0VLl^ad?.SU.pri.' Por connecer' a mesmo Placido Pintoda Conceicilo ha bas-
m\?-M?A!5%^VT SUa repUtla- V"a de C"PS-C-. d -^0 de
mde^M^im'Sn^H^hE.- Por conhfe;<><> mesmo Placido Pintoda Concedo desde o an-
S&K!SX^^SSS^SSS^.quejurose preciso fr- Alaga'16de mar
-:
ILEGIVELJ


auaiaintr pela* cootendas das lavouras, flguraram como vingadores da morte do infclfs (6).
F ouem tem crimes procede assim ?! Nflo seria fcil evadir-se para qualquer parte, e zombar
dosanerlos, arrouxos, torturas o outros martyrios por que passaram Untos que estiveram pre-
os em casa do corohel Bento?! Presos na cidade, solicitamos o motivo de nossa prisflo, e o
nrocesso e tres nl0zes decorreram asameacas, e-leudo diantc de nsosmais horriveis qoadros!!
Oue oersguicao! Quanta gente pobre e innocente oprimida por phantasticas suspeitas! Vendo
nrolongar-so nosso soffri mente sem termo, requeramos ao superior tribunal da relac3Ae cortrn nossos adversarios, scientes desse passo, prepararam pressa um proeesso sem formali-
dide alguraa de direito, para o qual n3o Tomos ouvidos estando presos, nem assistimOs ao
noimento dastestemunhas, nem tomos interrogados; feijuiz do proeesso um prente eon-
iunclo do coronel Bento, e casado com sua sobrinha- toram testemunhas assassinos o cnmi-
uosos de muitas mortes, e com essa tenebrosa arma so pretende perder a dous pas de Tamilia,
e pacficos agricultores !! (7 ) Que duvida e temor podemos ter de responder por esse proeesso,
(61 Hlm. e Exm. Sr -- Diz Joflo Manoel de Souza Vianna, morador no Brejo-do-Faguudes, e ora
nreso na de deata cidade, quo a bem de seu direito se Ihe faz preciso que V. Ev, poru
Uneitavel despacho, naja de manda, que o capito Jenumo Antonio de Almnida AlbuquerqUe,
nimmandante do destacamento estacionado na villa de Campia-Grande, lhe atieste ao pe deflo
o motivo porque o supplicante se entregou prisllo, ea mancira como, no da ISdedczembro
do anno prximo passado, e quaes as condictes con quo se entregou a priado e o pedido que,
lhe fez o coronel Manoel Pereira de Araujo a vista delle capitlo e de um hlho do dito coronel
Arauio, e de Joflo Antonio Pinto dos Santos, e por sso Pede a V. Exc. haja de dcfinr-lheomb
pede. E R. al. Joa6 Manuel de Souza Vianna.
Despacho. ~ Atieste, querendo. Palacio do governo da Parahyba, 9 de abril de 187. F. G*-
nei de Campo.
atiesto em conseqgencia do igaspeitavel despacho do Exm. Sr. presidente destaProvincia
datado de nove do corfento mez, que o supplicante disse que se entregan aj>r.so temendo se.
tambem assassinado, com acondieflo de ser conduz.do para a capital poi^M^tadoedo fea-
mente de polica estacionado em Campia-Grande : e em quanto ao pedido do coronel Manoel
iWadeCuTo, fol aconselhar ao supplicante que elle produzisso ';}';'W
pessoa alguna. Es o que aflirmo sob palavra de honra. Cidade da Parahyba, 9 de abril de
1847. Jenumo Antonio de Almeida e Albvquerque.
(7) lllm. Sr. Joo Manoel de Souza Vianna.--Um destes dias lhe escrevi, 4zendo-lhei quo
eslava o subdelceado tomando testemunhas; porm pareca quo fosse informaces, porque,
como'erVemsuaCa, um tanto occulto, nte sPe poda saber: Ihontem en 13o ,ue se OH
peu osegredo, que tinha sido um proeesso contra Vm. eoSr. Placido, TtoOCO >>W"
de frmaque saniram pronunciados Vm. eos mais tres. Vanas nessoas solMkmwbM
ictn noniue as testemuhas sflo : l. Severno de Paiva Matos, guarda-cosas do Bento Vianna ,
$\^KtMTX?M\r do finado Joflo. Alvos; 3.- Paulo Francisco de Arraja, morador
auatbUn. o contrario : veja a que ^^1^*$^ : juro Severino de Paiva,
dfiBeSBSri-attfcftWW
MUTLDO
- 1
*


14
se nBo temos erimea t! Hasah! osassassinos noa esperan) no caminbo o antes que cheguemos
ao lugar lo julgamento seremos morios! .He esta a sentenca que tememos, e que razoes nflo
temos para reconhecor que he esse o plano los nossos adversarios.' Que desgracado que he quem
mora nos centros da Parahyba, e por desventura incorre as iras de cenoso que,,nflo
conbecendo mrito em se fazer amar, acilam toda a vantagem em se Tazer
que se teme nos centros,? Obacamarte e a faca de ponUl E a justua he apenas muda l mh*
de tanto horrores, que se augmentam, eaggravam com sua importancia, e alguma
com a sua connivencia! Quom habita aquellos centros, que contestar o que aqu referimos'
Grabas Dos, nem toda a provincia est assim embrutecida, e em muitos pontos do Brasil a
vida e a propriedade encontra abrigo. ....
A rapidez com que escrevemoa.esta narraefio e breves reflextes, nos nflo parmeltio tud
zef; mas do expendido e da leitura dos nossos documentos esperamos conseguir o que mipUwa-
mos ao publico. Voltaremosaqui, se nos contesUrem os factos que narramos.
Recite, M de abril de 18*7. Joto Manoel de Souse, Vianna. Florido Pinto da ConcHs/b.
linha re'eeio: porm que lies Ihe disseram que nada temesse, que tinha por si a Joflo tonio,
primeiro supplente do subdelegado, e que elle entflo aceitou; porm que elle nflo foi quem ) tirou,
que foi sim um tal Miguel: o outro jurou o mesmo, que Umbm fo levar carta : osoutros joraram
que foram os marinheirqs, de forma que desta factura podem com taos testemunhas criminar a ti'-
Santo Antonio, que he marinheiro; de forma que ludo isto se veio a saber por ir oprocesso aojuiz
municipal para sustentar a pronuncia, porque tudo foi de forma que.so el les he quem sa-
P. S, -- E devo suppr que o Dr. chefe de polica flcar mal satisfeito, pof pretender vir tirar
este processo, e he quem tem todas as pecas de inquirieres ; e este subdelegado se adiantar, eu
nao entendo.
\
Pernambuco. NaTyp. de M. F. de Faria. 1847-
MUTILADO I
Bkk"kMMHMBHBMBPI


Full Text
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