Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08457


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Full Text
^a^
Lno de 1847.
Sabbad 8
q DIARIO puMica-se todos o di, que nao
de guarda I""*?" da a rj'li ts. ><" qr'. POT"' ndiantadnt. Os ati-
nen ''os assiunanlos i* inseridos i roso de
!,", porliolia, 40rs.em tvpo.dinereole, tas
,'0,, pila metnde. Os que nao f-renvsvi;-
"XtJmi'r'O 80 rs por lin'.a, e 10') cin ijpo
diffennW- porcada publiclo.
PHASES DA LA N MF.Z DE MAIO.
Iliatoinie, '. aos 1T rain. d. larde
i no. a 14, I horas e 3 min, da tarde,
pcenle, a fI. I' horas e 3* a, da tarde.
Lu el"". ,9> "' :' ''Oras e Ji minu, da larde.
PARTID\ DOS CORB.EIOS.
#
Goiatma e Paral) vba, as s Rio-Urnude-dn.Nort quimas feiras ao meio-.lia.
Cali, Seroliem, Rio-I''ormoso, Pinto-''alvo c
Macelo no 1.a, a II e li dcada mes.
(aara'ihuns e Rnnlln. a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores a 13 e 18.
Victoria, t quintas fciraj.
Ulinda, lodos os dias
PREAMAA DE I10JE.
Primeira, in hoias t i minutos da ambas.
Segunda, i II horas e i 8 minutos da larde.
g"r~^
de Malo
Armo XXITT.
N. 103.
OAS DA SEMANA.
3 Secunda. >>;< Inve rao da Sania Cruz. j.
Rodopiauo.
4 Terca. S. Mnica. Aud.do J. do civ. da I y.
e do i. de pax do I (Hst, de t.
i. Quarta 5. I'io And du 1. do civ. da
J e do J. de paz do J din. de t.
G Quinta, S Jowo Dnmascenn. And rio '. de
orpli., e c!o I, iruniripal da I var*.
7 Sesta. S. Estanislao. And ilo J. dociv. da
t. e do i. de paz do I. dlsl. de l
s Saldado. S Heladio. And. do I do civ. da
I. Y. e do J de paz do I dial, de I.
9 Domingo. S. (irtgon* Naiianieno.
CAMblOS NO DA 7 DE MAIO.
Camino solire landres a VS d. por IJ rs.
a a P.ns SIS rs. por franca,
a a Lithoa 96 de pre-nio.
Desc. delellrai de boas (irm.s I ", p.'/a
OuroOnrks I cspndiolas.... ?8JM>0 a
Mcdas de c| 00 velli I630O a
i de afino nov.. 16^000
a de I uno..... )000 a
Pro-fU Palacoes..'........ 3|010
Pesos columnares... jtHO a
Ditos nieticauos ... i#740
a Miuda............ tjyi'ii a
Aerosda coinp.do llrlxrtic de OfOfl rs,
a6id.
ao mes.
jofnn
|f4M
I6f>*
9JI00
J/040
fn?o
l/no
I,!"
ao par.
DIARIO DE FERHTAMBUCO.
PAnT 0FF1CIAL.
4aaaa' asn ai.......- II IBBM^
IIIMSTKR10 DOS NEGOCIOS ESTRANCEIItOS.
3,'sfccaon. 7. mo-OE-Ja.NEiiio. mimsteiwo dos
KRtfOCIOS ESTBANGBIROS, 12 DE ADUIL DE 1847.
[Continuado do numero antecedente.)
0 governo imperial j renden os deviilos agrade-
cimentosHO argentino polas benvolas congratula-
cestiue Ihe dirigi ao completar-sea pacicticio ta
provincia do Rio-Grande-do-Sul, coincidindo os in-
teresses do imperio com os da Confederadlo em tilo
plausive) resultado; o ero nfio tor sido l'avoravel
rebcllifioa guerra qae ogovomo argentino levou o
territorio oriental do Uruguay. Mas Ion ge est o go-
verno imperial de pensar quo por isso (cava cons-
tituido na ohrigacio de tolerar ludo, de formar sem-
|ire n mais favoravel conceito da poltica argentina,
tle nunca omprear os mcios admiltidos pelo diicito
das gentes para fazer cessar calamidades como as
actuaos do Kio-da-Prata, s porque he a Coufedcra-
cao urna d5 potencias belligcranlcs. Tanto nao po-
tlt'in cumprehender os deveres da gratitltlo !
O governo imperial roconbeceu a legitioiidatle da
guerra" entro as repblicas do l'rala, o por conse-
gu i uto os scus diroitos de belligcranle; igual reco-
nltccimento lizeram as duas potencias inlcrvenlonrs,
segundo assevera o Sr. Guido. Entomle, porm, o go-
verno imperial qtfc por estu reconhocimento no so
constiluio o Brasil na obrigagfio de testeinunhar iui-
passivel os majes e horrores de umn guerra que, ao
mesmo tnmpo que tem causado aos interesses com-
merciaes do imperio prejuizos immensos, tem toda
a tendencia a derrnncar os espiritos pela secna de
horrores callentados que aprsenla.
O Sr. ministro da GonfdencfiO concordar em'
que ao governo imperial interessa ecumpre inlervii-,
para que, reparados os dmnos causados, tenha essa
lula lamenlavel prximo termo; oemqu nosta in-
terveneno se n.lo irrogue a mais leve injuria aos di-
reilos do nolligorante que ncontestavolmeiite com-
pelQJIl CouretleracaO.
Nein podo modificar estes principios e sua applica-
c/TO o concurso dos dous estados indcpendenles em
umitas as margeos to l'i ata, para combaler umafac-
cfJoqnooSr. Cuido diz ler entregue sen paiz n In-
glczese Frauce/.es, nem a declarac.no a queallude,
feita pelo governo imperial, deque a existencia de
Rivera no Estado Oriental he incompativcl com a
seguranca o repouto do imperio. Suppondo exactas
estas assercOes, nfio hcadiriissivel que sejiun prete-
ridos osditeilos ta humanidade, e desatlendidas as
exigencias da civUisacilo, para que os governos li-
milroplies eamigos nao se empeulieni com todos os
meios a scu alcance em fazer cessar 13o cruenta
guerra.
plausivel para manifestara inconveniencia de somo-
hante siluaQilo, ltenla a sua poltica com os esta-
dos limitroplies.
O governo imperial nlo far injustic, disciplina
do excrcito argentino, reconhecendo que os horro-
res contra que brama a humanidade na guerra to
Uio-da-Prala, silo os resultados inseparaveis da itti-
tude que lomaram as ftircas da Confederac.ilo em fa-
vor do utn partido, depAis que iuvatliram o territorio
oriental; e por mais este motivo se Jeve empenhar
na pacillcacflodaqtiollcsestados, e evitar assim, que
ganhem proselytosos propugnadores ta humanida-
de e civilisacotlo Rio-da-Prata. '
lie, porm, summamente injurioso ao govorno im-
perial, quo por.sua poltica Ihe recuse o Sr. ministro
da Confedcracilo Argentina ttulos a pronunciar-se
contra guerra lT.o desastrosa. O mumlo sabe al on-
tlc lem chegado o espirito de moderacHo e de con-
descendencia do governo imperial, principalmente
com os vunhose conterrneos; o que, se algum re-
paro cabe fazer contra elle, ser o tle nilo poucas ve-
res sacrificar preciosos interesses conservaclo da
paz. Nilo sepdoduvidar, e o governo imperial so
tlosvanece de ,juc em suas relacOes com as outras na-
t,oes presta-se a quanlos bons oQicios estas solicitan)
'como se diroitos perfeilos fossem, e que as proprias
exigencias nem sempre comprehende o que Ihe ho
rigorosamentedevido ;o a un governo tal nilo qua-
dra a increpacilu de mal conduzir-se tom sous vi-
zinhos.
O ^r Guido reputa umverdadeiroaltonlado polti-
co a solicita;lo feita no memorndum as duas corles
tle Inglaterra o da Franca, para o rocoiihccimento da
repblica do Paraguay; tanto porque considera una
queslo interna em que nilo deve ler parle o eslran-
geiro, como porque nunca o governo da Confedera-
clo cousiderou absolutamente iudependente o Para-
guay desdo a rcvolucilo de 1810. I'ens o abaixo as-
signado que em materia tle reconheciment da inde-
pendencia de um estatlo lio permitlido appellar para
os governos eslrangeiros, o o Paraguay o lem jeito
solicitando do imperial sous bous Quicios. Muito ap-
plattdc o governo imperial, que o argentino baja do-
clarado que nao impor Jamis pelas armas a entra-
da oii couservac/io do Paraguay na fedoraeflo nacio-
nal, commettciiilo ao tempu e > negoeaces a solu-
cilo da quesiao : soni duvida que o/feroce nesteseu
O Sr. Cuido parece entender queogoverno impe-
rial est inhibido tle pralicar idus deque possu re-
sultar algum beneficio, anda indirecto, aos projeclos
de Rivera, visto que esl elle declarado perigoso a
lianqtillidaile do imuerio e da Conl'oilei'ai,Tiii. O con-
teito queogoverno imperial faz de Rivera o guiar
nas medidas que a seu respeito tiver de adoptar; o
espera que nellas nfio se desviar jamis da senta
da raaflo e da juslica; mas nilo se considera tolhitlo
para proceder segundo os interesses 0 diroitos do
imperio, s porque Rivera podo colher dahi algum
proficuo resultado. Verdades tilo co'nu-siolas nfio se
podeni esconder ao Sr. Guillo, e pois he ditBcil ati-
nar com o proposito com que tem reiterado lanas
vezes em auaji notas a sobredita tleclaracilo.
OSr. Cuido repele que ninguem lem respeilatlo
mais a independencia da llanda Oricnlal do que o
governo argentino; que esta he soberana com todas
as immunidades, gozos edireitos. tanto polticos co-
nt terriloriaes, c nao sobei ana ficticia sob a tulella
tle terceiro; que sua soberana e independencia sem-
pre defender a Confedcracflo, nimia quando o Brasil
recose cumprir qiialquer das eslipulacOes da con-
veneflo, nilo podendo lal iifraclo ler outro cjTeilo
que o de produzir novoi, pato que inoppeleciieit di-
reiim, para o governo argentino. Estas expresses
justifican) ao governo imperial, contra quem alias
parece que sfio dirigidas. Se o governo argenlincr se
considera com direilo contra o do brasil, por qual-
quer nfraocfiodacoiivcncflodo 1828, uflo o negar
ao governo imperial quando reccia pela ndepcnlen-
cia doEslado Oriental, em cuja poltica interna pare-
ce ngerjr-se o argentino.Os direilos das duas na-
Cflesa este respoito sflo iguaes.
Record o Sr. niinistrodaConfederacao, que, quan-
do o governo argentino' se empenhou na prsenle
''la do Rio-da-l'ralaem 1836, nao eslava amoacada
ii iudependentia do Uruguay; nfio Itavia mais do quo
ii rebelliao de Rivera conlr'a o enlOo presidente I.
Manool Oribe; c que, seo estrangeiro tem interviinlo,
osle successo se veiilieou sele ou oito anuos, depois
de comecada tflo ruinosa guerra. Sem novoa deseu-
volvimentQS ser dillieil geneitilsar-sc a convicclo
tle que os sacrificios feilos desde 1830 pelo governo
argentino c que continan) a $er uecessarios, no es-
tado do Uruguay, nao serilo iiipulatlos ao intuito tle
niant'er sua soberana e independencia. Kntretauto
nfio duvida o governo imperial recon'bccer que a
sugloutacflo desla indepeudeiicia mais que nunca es-
ta boje vinculada a honra da Repblica Argenliiyt, e
que cabe nao saei'iliea-la s insanas tentativas de um
engraiideeimenlo individual. Por fortuna sao dema-
siado debis pora desfigurar esta verdad* os uieios
tle tlecepcJo.
OSr. Guido qunlifica de enorme injuria a impula-
ciloqueao governo argentino julga fazer o memorn-
dum dos desastres da guerra ; e nota que o ltrasil,
lenos que qxialquer outra nago, n3o tem titulo
jrocedimenlo urna assignalada pro va do inoderaefu,
moa vez quo so considera com direilo sobre, aquella
do paraguayo coruo parto intogranto da nacionalida-
de argentina.
A circular do governo de lltienos-Ayrcs, de 2 de
julho.de 1825, aos govoruadores das provincias uni-
das, demonstra quo, na propr.ia_correspoiidenoia in-
terior daquelle governo com astutas provincias, o
Paraguay era qualificndo como repblica distincta,
da iitesm'a forma quo Chile, Per, Costa-Firme, &c.
Kinliiii, nilo fallam documentos que altestem que
o governo de Buenos-A fres, nilo s dava ao do Para-
guay o tralainontodo Exm. Sr. dictador eupremo da
repblica do Paraguay, mas tambotn que a curie tle
Portugal nfio considera va as repblicas do Prata
como formando ums estado, ositn diversos.
lie. pois, de esperar que o Sr. Cuido nfio continu
a exigir do governo imperial a retractadlo de um ac-
to ha tantos anuos pralicado, e que o quena assim
fa/.er apparucer contradictorio com seu proced mon-
to anterior.
(Coninuar-ie-Ao).
repblica.
Para corroborar esta sua assercao, cita oSr. Guido
a ordem que leve o general argentino l'rquza para
nilo invadir o Paraguay nem commelter hostilida-
des se nfio fosso atacado.
Nilo pode, pois. deixar de ser muito agradavel ao
governo imperial, que fosso esta a consoquencia im-
tuodiala daacoitacflo da mediaefio dos Kslatlos-Un-
dos pelo governo de Ruenus-Ayrcs a respeito da con-
trovertida independencia do Paraguay, como so do-
prehende da notado governo do Paraguay, dirigida
ao encarregado de negocios da America do N'orto
junto ao governo argentino, com datado 15 de se-
Icmhro to auno prximo pretrito.
Cre todaviao abaixo assignado, que assim cumpria
ao governo argentino proceder'com .repblica do
Paraguay, porque he indepemlente destle a rcvolu-
cilo que separou de melropolo sex-colonias des-
palilllas, e esla independencia tem ja sido reconhe-
cida pelo incsmo governo argenlino, como por ve-
zes o tem largamente demonstrado o imperial, cain-
ita vai agora produzir novos argumentos em seu
favor.
A credencial cas instrucOes dadas pelo governo
argentino no I." de agosto de 1841 aos I60S plenipo-
tenciarios cnceiram nfio s a conlissfo mais solem-
ne do que nilo havia vnculo algum de nacioualida-
do cutre o Paraguay eas provincias imillas do Itio-
da-Pi'ata, senflo lambein a autorisaQfio formal c ex-
pressissima de celebrar, como celehraram, o iratatlo
deldeoutubro de 1811,sobren basedalotal eabso-
luta independencia do Paraguay, urna vez que re-
solvcssem o dever de auxiliar a einaneipat;fio com-
ino m.
- Estas instruccOes evdenciam que o governo ar-
gentino, depois de insinuar a seos plenipotenciarios
que vissem se podfam obter um nexo nacional entre
o Paraguay c as provincias unidas, recommenda no
artigo 7.*, que, se reconhecercm que lal intento ora
mal recebido ou poda causar conlradiccAcs, o aban-
donasseni c Iralasscm de conseguir urna ailiauoa.
A credencial (c G de marco de 1813, ea nota de
Herrera de 15 de oulubro do mesmo auno, manifes-
tad! categricamente o reronhecimento da dissolu-
Qilo do dito Untado de 1811, depois do qual (lenhuma
convencAo houve.
Um processo proposto o ni Buenos-Ayres, por occa-
siilo das reprezas do barcos paraguayos feilas a cor-
sarios de Montevideo, autbeiilica que os ti ibunaes o
autoridades argentinas reconbeciam, como facto so-
lemne, a total c absoluta independencia da repblica,
do Paraguay.
.Nellosele que as prolongos paraguayas nlo p-
dem ser ou repul*r-se nsconaes, porque um e outroi
povos, por sua actual conslituico e retardes polticas,
nao fm mam urna naci, urna t*S que nio he reconheci-
do um centro de governo superior ou de suprema repre-
senlucio, que lie o fundamento da unidade, e que conse-
quelilemente wlo podem ser consideradas como urna t fa-
milia, um s corpo poltico ou estado, sem manifest coa-
tradieco dos principios que o l'araguay repetidas vezes
tem proclamado por sua teparaedo das provincial uni-
das, n'So havendo seni'o intima allianca entre elles, em
rirtudt do referido tratado de \i de ontubro de 18M.
A nota do governo argentino, de 20 de Janeiro de
1815, dirigida ao Exm. >r. I). Gaspar Francia, dicta-
dor supremo do l'araguay, faz visivcl a incompatibili-
dadeque havia de pretender considerar o governo
LE N. 196, !>!: 20 III-: ABRIL OE 1847.
Cria urna caixa econmica provincial.
Antonio Pinto Chichorro tia Gama, presdanlo da
provincia de Pornambuco. Faco saber a todos os
sous habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decrelou eeu sanecionei a resoluco segundo:
Art. 1. Criar-se-ha nosta cidade urna caixa tle eco-
noma ou de aoceorro da provincia, cujos fundos ou
capitaosserfio formados ito modo segundo :
S 1. Da contribuirlo animal du cinco por cont,
tleduzida dos ordenados, honorarios, congruas e
quaesquer oulros vencimentos, monos emolumen-
tos dos empreados provinciaes c municipaos de
toda a provincia, podendo os contribuiutes elevar
aldez por ecuto as suas entradas ou coutiahincos.
Fcam cmprehendidos nosta disposQio os jubi-
lados e, aposentados, e bem assim osestrangeiros
engajados, o os embregados de eommissilo durante
o eugajamento ou a eommissilo, lindo o que loma-
rilo o carcter de accionistas particulares.
$ 2. Da contribuioSO do Iros por cenlo da renda
provincial animal.
3. Da contribuitjilo de qualro por cenlo da ronda
municipal das cmaras do len fe edeOlinda.
da patrimonial e animal de ld"S os cstabelcoimcn-
tos de caritlade, qualquer que seja a suadeiromi-
nacfio.
S S. Da contribuiclo dn cinco por cenlo da renda
patrimonial tas corporacOcs de milo-morta.
^ 6. Da contribuiQilo voluntaria,em qualquer tem-
po", dos particulares de qualquer condicio- que se-
jam, desde mil ris eseus mltiplos ataquaplifi que
Ibes aprouver.
7. Para representar a importancia dos capitaes
dos contribuintes, e Ibes servir tle titulo haver nc-
ccs do valor dedez mil res cada una, nilo poden-
do o contribuateperceber lucro algum, se nfio quan-
do a sua entrada corresponder a urna achilo.
i 8. Os contribuiitesiiflo voluntarios poderftoac-
cumular assuas entradas o que fallar para o prchen-
cliiinenlo de nina artvlo.
;. '.). A tleduccilo da contribui^ilo dos cmprcgatlos
provinciaes, o dos municipaos do Recife e Olinda lar-
se-ha no acto do pagamento dos respectivos orde-
nados, honorarios, etc., e sera rccolhda caixa pelos
competentes thesoureiros com urna rclatjilo nomi-
nal dos conliibiiintes, e seus empregos atc dia dez
flecada mez. A dos einpregados das tle mais muni-
cipalidades da provincia ser rcrolhid caixa todos
os trimestres.
A rcalisaciio das contribucOcs dos demais accio-
nistas ter lugar clfcclivamcntcna forma dosestaln-
tos da raixa-
Arl. 2. Logo que houvcr accumulada aquanliado
vintc enntos de ris, principiaro as operacOes da cai-
xa : as quaes em concurrencia serilo preferidas, se-
gundo a ordem seguinle :
$ 1. Descont tic lellras das thesourarias gcral e
provincial, da cmara municipal do Recife, bilbeles
da alfandega, ede quaesquer oulros ttulos do gover-
no gcral, ou provincial, pagaveis a prazos lixos
}j 2. Descont de lellras da trra que liverem tros
firmas do mais solido c reconhecido crdito, etlas
quaes duas ao menos sejam de pessoas residentes
nesta cidade.
As lellras firmadas por qualquer dos memhros da
gerencia ou adniinstracflo da caixa niio pdenlo ser
descontadas.
3. Emprcstimo de dinhero sobre pcnbores do
ouro, prata, diamantes ejoias, por mein de leltras.
i 4. Empreslimo de dinbeiro sobro bcus de raz
sitos nesta cidade ou seus arrabaldes at urna legoa
de distancia, por meio de hypolhecas e de leltras.
5. Empreslimo de dinbeiro sobre gneros per-
feilos c incorrupliveis, depositados em armazens al-
fandegados, por meio de lellras firmadas pelo pro-
prieta rio dos gneros, dono doarmazem.quesocons-
11 luir depositario responsavel.c garantidas poruma
outra firma de pessoa abastada c residente nesta
cidade.
C. Empreslimo de dinbeiro sobro apoliccs da di-
vida publica, e da companbia de Kcberibe, que lica-
i'an depositadas, na caixa, por mein tic leltras passa-
das na confoimidadc do ;-, antecedente.
7. Compra e venda de moeda de ouro o prata, se-
gundo o estado do mercado.
< 8. Compra de apolces da divida publica at o
valor de dez por cento do capital effcclivo da caixa.
9. Recebercm deposito ouro, prata, joias preci-
osas, dinhero c ttulos de valores, mediante a eom-
missilo de um por cento emeadaanno; os ttulos da
caixa, porm, serilo guardados gratuitamente.
10. Cobrar, porconta de terceiro, quaesquer va-
lores, o fazer dellcsrcniessa ou pagamentos eindi-
nheiro, ou em leltras, mediante a commissSodo es-
tylo, nfio sendo por meio judicial.
(ti. Reccber, mediante o premio deum p meio
por cento ao anuo, dinhero de quaesquer pessoas,
para Ibes abrir cotilas correles, e verificar os res-
pectivos pagamentos e transferencia por meio do
cautelas cortadas dos talos, quodevem existima
caixa com ^asignatura do propietario na tarja, com
tanto que tacs cautelas nilo sejam du quunlia menor
de cincuenta mil ris.
S 12. Emittirnntas de valor de vinte o cinco mil
ris at uinheiilos mil ris a quinzoc trinta dias li-
xos, pagaveis ao portador, nilo podendo aemissao
exceder a cincoonta por cento do capital elTectivo da
caixa.
$ 13. Eslas notas serilo recebidas nas estacos pro-
vinciaes.
Art. i. Ser somonte na raso de seis por cento ao
anuo o premio que a caixa tem do perreber pelo em-
preslimo de seu iiinheiro ou descont de leltras. (Art.
*S ,2,3, 4, 5 c 6.)
Nao80 far descont de ttulos, lellras, c nem so
emprestar dinhero por menor prazo que o deum
mez, u nem maior que de quatro. Os prazos venci-
dos poderilo ser reformados t tres vezes, sendo,
porm, realisados os juros vencidos na occasiSoda
reforma das loltras ou ttulos.
Art. 4. Para que tenha lugar o emprcstimo do di-
nbeiro sobre qualquer penhor, bens de raz, ttulos e
gneros, arl. 2. *$ 1, 2, 3,4,5 e 6: o dono provar pre-
viamente a legitiiuidaile da sua posse : c sondo o pe-
nhor predios, ou gneros alfandegados, exhibir cer-
tidilo das hypolhecas, com a qual provo quo sobre os
momos predios, ou gneros, nilo existe, at aquello
momento, em vigor emponho algum.
O* pcnbores, de qualquer natureza que sejam, se-
rilo previamente avaliadoa pelos avaliadores da cai-
xa ; depois do que se realisara o empreslimo que se-
r al dous tercos do valor dos objeclos, sendo es-
tes ouro, prata c predios; e at melado, sendodia-
ntantcs, joias e gneros alumdcgados.
Art. 5. Os penlioros de qualquer natureza, inclu-
svelnienle os bens de raz e gneros alfandegados,
nao sendo resgalatlos no devido lempo, serilo, inde-
peo ionio de lide judciaiin, vendidos em lelilo mer-
cantil para pagamento docapilal, juros edeapezas
do loilfio, podendo o dono resgalar o sau-DOiihor at
omoiiieiito de ser aflVontado o lanco, mas pagando
as dospezas feilas O remanoecnte Ihe sera entregue,
quainlo ello o*reclamar. *
0 mximo do dinbeiro a emprestar inosma pes-
soa, c de urna vez, ser de quatro con tos de ris, e o
mnimo de dez mil ris.
Ait. 6. Todos os semestres so dar balance gcral
na caixa : c depois dcdeduzidas as dospezas dcsta,
do lucro liquido se far o dividendo pelas acc/Jes ou
COntrlbiiices, tirando-so primeramente cinco por
cento para formar um fundo de reserva. O lucro do
rada BCffiO sera contado conforme o art 1., 7.
$1. Os dividendos mo retirados era tempo serilo
capilalsados em favor do conlribunlc quem per-
tencom.
,J 2. Os capitaes entrados para a caixa nunca se-
rilo dalla retirados.
3. O capital c os lucros das acgrtes dos accionis-
tas mo voluntarios nao eslao subjeitos ao paga-
mento de suas dividas.
* 4. As arcos da caixa serfo Iransmissiveis se-
gundo as regr'as de direilo, mas as da thesourara
provincial, das cmaras municipacs e dos hosplaes
deearidaile, s com aulorisacilo da assembla pro-
vincial poderilo ser transmitidas.
*i 5. As cmaras miinicipaes vccionislas dexarfio
capitalisar os lucros, at que osles prefacam urna ren-
da animal de mais de oito contos de ris ; s entilo
poderilo reccber os dividendos o que Ihos nilo dis-
pensa do continuar a contribuic,ilo marcada. ( Art.
1., 3.)
Ji 6. S depois de oito anuos, e por lei, poder a
Ihesouraria provincia) receber os seus dividendos.
Art. 7. A gerencia da caixa ser confiada a urna ad-
ministradlo bicnnal de seto membros, eleita d'cn-
tre os mais fortes contribuinles particulares polos,
accionistas reunidos em assembla gcral, que so
congregar do seis em seis mezes para lomar contas,
inspeccionar a adminislrarilo, e providenciar se-
gundo as necessidades.
S l. Dos sele membros, dous serilo directores, o
um caixa.
2. O inspector o procurador-fiscal da Ihesoura-
ria provincial representado a fazenda provincial, e
lerfio assento e voto, tanto na assembla geral, como
ha administraefio,
$ 3. O presidente da provincia nomcar quanto
antes urna eommissilo de chico cidadilos braslciros,
abastados de bens, a que queiram ser accionistas,
para dar oprimeiro andamento,,o fazer installara
caixa, a assembla geral e a adminislrarilo.
Arl. 8. Os'admiiirslradores torio a gratificado que
Ibes fin- marcada ocla assembla gcral dos accionis-
tas; sardo responsaveis pela boa ou mji gerencia dos
negocios, e pelos prejuizos que causarem. O caixa
dar tres fiadores idneos, que por ello respondan).
Art. 9. Os estatutos da oaixa scrSo feilos em har-
mona com a.presento lei pela assembla geral dos
accionistas, c subniollidos approvacio do presi-
dente da provincia, que dar as instrueces que Ihe
frem de misler.
Art. 10. A caixa nao poder ser dissolvida senfio
no fim de quarenta anuos, em virlude de lei provin-
cial ou \ oiac.it) dos accionistas reunidos em assem-
bla geral.
Art. 11. Ficam revogadas todas as lois o disposi-
c,0es em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem .
o conhecimnto c cxecucOo da referida rcsolucSo



\
rertenccr, que a cumpram o fagam eumpnr tflo n-
eirameote como nella se contm. O secretario inte-
rino desta provincia a faga imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Recife de Pernambuco, ero vintc de
abril de mil oitooentose quarentae sete, vigesimo-
sexto da independencia o do imperio.
Antonio Pinto Chichorro da Gama.
L. S.
Carla de lei, pula gual V. Fxc. manda execular a re-
sohicdo da assembla legislativa provincial, pie houve
por bem sanecionar, criando tiesta cidade do Itecife urna
caixa de economa ovsoccorro da provincia, ludo como
cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Theodoro Machado Freir Vereiru da Silva a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 20 de abril do 18*7.
. Antonio Jos de Ollceira.
Registrada a folhas 24 do liyro segundo do registro
deleis, que serve nesta secretaria da provincia de
Pernambuco, aos 20 de abril de 1847.
Manuel Jos de Sorna Luna.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE] DO DA 20 00 PASSADO.
Ofllcios-Ao presidente da rclacffn, ao inspector da
thesouraria da fazenda, ao juiz de direito do crimo
o ao municipal da comarca de Nazaroth, scientili-
condo-os le haver provisoriamente encarregado ao
talielliilo Jos de Souza Rangel o servigo do'regis-
tro das bvpothecas da mesma comarca.
Hilosao inspector da tliesoutaria das rendas pro-
vinciaes, ordenando que faca entregar adminstra-
cfiodoscsUbclecimentos de caridade a quanlla de
4:000,000 de ris, designada para a collocagflo da
primeira pedra do hospital l'tdro II; o ao carrerci-
ro da cadeia da villa do Cabo a somma do 31,240 rs
para pagamento das despo/as feitas com o sustento
dos respectivos presos Participou-se administra-
do dos estabelecimenlos de caridade eaocbefode
polica.
Portara Momeando promotor publico dos ter-
mos de Olinda e Iguarass ao bacharcl Jos Theo-
doro CordeiroCommcoicou-sc ao presidente da
relagflo aos juizes do dirolla docrme do Recife,
aos municipaes deOlimla c Iguarass, as cmaras
respectivas, c ao nomcado.
Dita Nomeando primeiro snpplentedo juiz mu-
nicipal e de orplilos do termo do Bonito a Luiz Jos
de Vasconcollos.Participou-se ao presidente da.re-
lagflo, no inspector da thesouraria da fazenda, a c-
mara municipal do Bonito, ao juiz de direito res-
pectivo e ao promotor publico do termo.
impressos na tvpografia Nazarena, desdo que Iraba-
llm nesta cidade at hoje; e que foi so depois de ter
aprsentadn o Sr. vereador Barata o seu requerimcn-
lo, para que viesse olivro dos termos competentes,
que foi entregue una follia de pape u titulo de part-
oipaco.que.eoiu data de 24 de marco ultimo, diriga
o nmpriotario da typografia Nazarena a esta camaja
municipal, c em que diz que Francisco Antonio Xa-
vier he o impressor da sua typpgraphia; nflo se omit-
tindoque essa folha de papel veioaberta, sem que
a enyolvesse sobrescripto, como cnsturaam trazer os
"ficios. Sala dassessOes, 8 de abril de 1847.
Aquino, u
Foi lida o licou adiada, requerimento doSr. Ba-
rata, a potcjlo de alguns moradores e donos do osta-
belecimentos as ras confrontes ao arco do San.o-
Anlonio, em que pediam providencia sobre o pcssi-
mocostumo de se fazerem despejos toda horado
din, por aquellos lugares.
Dospacharam-se as pelices de Domingos Antonio
Comes Guimares, Dr. Filippe Lopes Netlo, lleori-
que Jorge, dos socios do contrato do imposto
.1.
que <'i_i-, \tua .-*#*,."- ---------- ,
dous mil ris porcabeca de gado vncoum, e de Jos
Ignacio do Monte; c levantou-so asessao. EU, Joao
Jote lerrtira de Aguiar, secretario a subscrevi. -
Cnrneiro Monteiro, pro-presidente. Egidio herra-
ra, )r. Aquino. llrala. Gaudino.
JUIZO DOS FRITOS DA FAZENDA.
Illm. Sr.--l!emelto V. S., para sua intelligencia,
e a fin de o azer constar quem convier o aviso
por copia incluso, que me foi expendido pela se-
cretaria de eslailo dos negocios da jostiga, em dala
de 1(5 do mez lindo, acerca do contador do juizo
dos feitos da fazenda. .
Dos guarde V. S. Palacio de Pernambuco, 5 de
o de 1847.Antonio Pinto Chichorro da Cama.
CcmsurvacJo.
RENDIMENTO DO DA 7.
Provincial......
Diversas provincias
1 391,302
796,538
17,893
2:205,733
lloviiiiciilo do l'ortin
Navios sahidos no dia 7.
Trieste; escuna austraca Menighin. capitflo JoSo
Marenegh, carga assuear e-couros.
dem; brguc sardo Homac, capitflo Antonio Demoro,
carga assuear.
Portos do sul; vapor brasilciro San-Salvador, com-
inandante o 1. lente Antonio Carlos de Azore-
do Coutinho. Alm dos passageiros que trouxo
dos portos do norte, lova a seu bordo-. para Ma-
cei, o 1. lente Amerco Fernandes daCunha
com sua sua senhora, um filho menor, um cama-
rada e tres escravos, Manoel Gomes da Cruz, Ma-
unel Antonio Supardo : para a Baha, James Accu-
zegt, Frnncio Sacders, madame Cotl do Chapront
com um escravo : para o Rio-de-Janeiro, os depu-
tados Antonio da Costa Kego Monteiro com um es-
cravo, llanncl Mendos da Cunha Azcvcdo, Alvaro
Barbalho Ucha Cavalcant com um escravo ; Fran-
cisco de Paula Caroeiro Lefio, Jos Alexaodre Fer-
rera.Manool Lopes Maciel, o 48 pravas de pret.
|>arahiha ; hiate brasilero Conceicao-Flor-dai-Jtrlu-
des, capitflo Elias do Rosario, carga carne seca.
PERNAMBUCO.____
Cmara municipal do Recife.
SESSA0 EXTRAORDINARIA DE 8 DE ABRIL DE 1847.
PRESIDENCIA. DO SR. CARNEIHO MONTEIBO.
Presentes os Srs. EgidioFerreira, Dr. Aquino, Ba-
rata e Gaudino, abro-sc a sessflo, c foi lida c appro-
vada a acta da antecedente.
O secretario leu um cilicio doExm. presidente da
provincia, remetiendo por copia os tres avisos expe-
didos pela secretaria d'cstado dos negocios do impe-
rio, solvendo varas duvidas sobre a lei regulameo-
tar das^leices. Inleirada, aecusou-se orecehi-
menlo e expedram-se as necessarias communica-
efles.
Outro, enviando copia das duvidas pmposlas por
diversas autoridades acerca da lei de elevos, odas
decses dadas pela presidencia. Inloirada, acru-
sou-se a recepeflo elizeram-se as necessarias parli-
cipagoes.
Outro, exgindo copias de todo o processo hnvidn
poroccasiflo da desappropracflo da pequea casa da
ra do Hospicio, perteneciite aos propros nacionaos,
cuja desnppropriagfofra intentada pela cmara,alim
dse poder solicitar da assembla geral cdo gover-
no imperial a concessflo da referida casa para ofim
indicado. Inleirada ecumprio-so.
Outro, instando pela nformacflo que foi exigida
pela presidencia, em oflcio de 9 de nnvemliro ulti-
mo, acerca do requerimento dos propietarios de si-
tios do lugaf da Capunga, em que pediam a dero-
gagflo da postura de 14 de marco de 1815, afim de ser
satisfeta a exigencia da assembla legisluliva pro-
vincial. Inleirada e cumprio-sc.
Outro, exgindo informado da pelillo de Caelano
Theodoro Adunes Villnga, arrematante que foi das
rendas das pragas das ribeiras de San-Jos e Boa-
Viala, casas daSoledade e da plvora, em que implo-
ra a desoneragflo da quanla de 1;699/i50 ris que se
acha a dever cmara, ou entilo um piazo rasoavel
para efiecluar o pagamento em prestnges, afim de
poder a presidencia salisfazer a requisigflo ila assem-
bla provincial a tal respeito. Inleirada e ofticiou-
seaoExm. presidente na forma da nformacAo que
sobre este objecto deu o respectivo procurador.
Outro do juiz. presidente do concelho municipal de
recurso, saliendo da cmara so seda algum incon-
veniente' em reunr-se na casa das sessOcs della o
mesmo concelho, para ah funecionar. Que lie ad-
mcssivel a reunflo do concelho na casa da cmara,
eque ahiestarao os objectos necessarios.
Ouiro do fiscal de San-Jos, apresentando o map-
pa do gado morto para consumo, cm lodo mez de
marco ultimo. Inleirada.
OSr. vereador Barata declarou que, comquanto
assignaasc sem restriceflo o ollicio dirigido ao Exiu.
presidente da provincia, informando a pelicao do al-
guns moradores na Capunga, seu pensamento esla-
va em desharmonia com as ideias coulidus na mesma
infrmamelo.
Tcndo o Sr. vereador Barata requerido que viesse
mesa o livro cm que sfo lancados os termos de
responsabilidade dos mpressores das typographias,
segundo o disposlo no artigo 303 do cdigo crimi-
nal,encontroa-se no mesmo livro um ollicio.ein que
Antonio Borges da Fonceca, proprelario da typogra-
tia Nazarena, participava a cmara ser Francisco An-
tonio Xavier seu impressor, declaj'aude o porleiro
Luiz deFranqa e Mello Jnior, que Ihc tintn sido en-
tregue, ha pouco Lemjio por urna pessoa que logo se
relirpu ;>! depois de algumas rutlexes dos Srs Bara-
ta e Aquino, sobre a noo existencia de termo assig-
nadopeloimuressordaquella typographia,e daremes-
a* do dito ollicio sem envoltorio, o ultimo vereador
fez o seguinte requerimento que foi approvado, vo-
tando contra o Sr. Gaudino, que antes propozera o
adiamenlo que foi rejeilado por quatro votos.
< Requeiro que seja laucado na acta, que nenhum
termo existe assignado pelos editores dos peridicos
UiaiO 110 1*/. nnnm'u >>" .-...v,... ----------
Sr. Jeronvmo Mnrliniano Figuejra de Mello juiz
dos feitos'da fazenda.
Tcrceira sec^flo.lio-de-Janeiro, ministerio dos
negocios da juslica, em 16 de abril de 1847Illm.
e Esm Sr.Tendo sido presente a S. M.olmpcra-
dor.com o cilicio de V. Exc, em data de 27 de Janei-
ro ullimo, a informneflo dada pelo juizo dos feitos
dessa provincia sobro o rcquerimenlo de Jos Joa-
quim PereiradeOliveira, contador das varas-do ci-
vel, crimee municipaes da comarca do Itecife, hou-
ve o mesmo Augusto Senhor por bem approvar o
procedimento do dito juiz, qunnilo fez cessar a to-
lerancia que Uvera cm consentir que o lupplioanle
oiit.isscosreitosfiscaes, pois que, lio regra geral,
rumiada as disposicOes de direito que nosauhlo-
rios de juslica privilegiados e separados do frocom-
mum sejam contadores os propros juizes, ou a-
quelles a quem elles commeltem, por delegagflo,
esse encargo, salvo quando ha contadores especial-
mente creados para laes auditorios, o he por sso
que nenia corlo o juiz dos feitos he o contador do
seu juizo sem embargo de liavcr um contador geral
para osjuizos de primeira instancia. Conseguinlc-
le, seo mencionado Jos Joaquim Pereira deOlivei-
a nflolem nomear;flo especial para servir no juizo
los feitos, nenhum fundamento Iheassisle para dis-
putar iu) juiz as 1'uucc.Oes de contador desse audito-
rio, embora seja contador geral do todos os outros.
O que cominunlcoa V. Exc, para seu conheciincn-
Dcclaraces.
A adniinistrncjfo da companhia de Bobenhe fz
scienle aos Srs. accionistas cujas entradas se achnm
em atraso, quo na prxima reuntflo, em assembla
geral de accionistas, apVesenlar urna relac> d.,s
que nno liverem completado 80 porcenlo afim de
so tomar urna resolucflo defenitiva a semelhante
respeito ; a qual podo sercm prejuizo delles, quan-
do ho cerlo que a companhia- tom sido prejudicada
com a Taita das entradas em devido tempo. Escri-
torio da companhia, 29 do abril do 1847. o se-
cretario II. J. Fernandes farrot.
Theatro publico.
DOMINGO, 9 DO COIllENTE
se representa a beneficio de 7.ebe4eo Cezir, a sem-
pre applaudida o muito aprociavol pe?a
FA1EL;
dando flm o espectculo com a famosa farsa
MANOEL MENDES.
Avisos mrilinio^.
to, e para o fazer constar a quem convier. Dos
guarde a V. Exc.--Jos Joaquim Fernandes Torres.--
Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio de Pernambuco, 5 demaio
de i%M.l'intoChichorro.Conforme Francisco Xa-
vier e Silva, ollicial-maior interino.
Communicado.
O arsenal de guerra compra oitocentas saccas
de farinha de mandioca; quatro milheiros de telhas;
assuear branco, 10 arrobas; azeito-doce, 1 barril do
20 caadas; bolacha, 8 arrobas; cha hyson, 2 ciixas
de 13 libras; gomma de araruta, 1 arroba; vicho
branco, 10 caadas; vinagre superior, 10 caadas;
sabflo, 1 arroba; sag, 1 arroba; oleo de linhaQa, 1
barril; arcos de ferro para ancorlas, arrobas; ac
para mola de granadeira, 8 libras; rame de latflo
sorlido, 8 libras; dito de ferro sortido, 16 libras ;
bombas menores para serralheiro, 2; cravos de fer-
ro sonidos, 5,000; cabo de Manillia do quatro e
meia pollegadas, 1 peca; carvflo de podra, 2 tonela-
das; chaprOes do sicopira, 2 ; dito de amarello, 1 ;
corquite para tanoeiro, 1; colheres de podreiro, 24;
enxcse goivas pequeas para tanoeiro, 2; ditas in-
glesas pequeas para tanoeiro, 2; folio de forroiro
coinalgaraviz, 1; formos eslreilos, 12; l: roen
barra, da Suecia, 5 cuintaes; goivas largas, 4; dilas
deenxova, 6; giz lino, 8 libras; junco para concor-
to de cadeiras, 1 arroba; tengo! de latflo lino, 1 ;mar-
telos sorlidos para carpina, 6; ditos de podreiro,
12; ditos de ferreiro, 12; ditos para funiieiro, 6;
marretas de ferro de 20 a 40 libras, 8; pregos cai-
braes, 10.milheiros; ditos do guarcieflo, 6 milhei-
ros; poitas do embira branca, de 20 a 30 bracas, 50 ;
pegas de cordas para nudeimes, 400; paos de jangada
para balsa, 12; parafuso de puxar fundos, para ta-
noeiro, 1; plainas com capa ecepo. 4; dilas peque-
as, 4; pa com os perlences, 1; pixe, 1 barril;
ripas, 200 duzias; serrotes grandes, 2; ditos peque-
nos, 4; ditos do costas lixas, 4; Irados de lanoeiros
para pipas, 2; ditos linos sorlidos para carpinteiro,
2; travadeiras, 4 ; tarracha para ferreinj, I; 'verru-
mas cavilhares pequeas, 2; ditas caixares, 6; dilas
caibraes, 12; alvaiade, 1 arroba; ail, 1 libra; broxas
d
- 0 briguc portiignez Tarup-Primelro, forrado
e encavilhado de cobre, de excellente marcha, pre-
tende sahir para Lisboa, com a maior brevidaile
possivel, por ter a maior parte de sua carga ongajada;
quem no mesmo quizer carregar, ou ir de passagem,
para o que offereco asseiadcs commodos e tratamen-
los trate com-o consignatario, Firmino J. F. da Roza,
na ra do Trapiche, n. 44, ou com o capitflo, Manoel
de Oliveira Faneco. /* *_
- Os Snrs. carregadores da barca Boa-Viagem
quoiram entregar osconhecimentos para serom as^
signados.
- A barca N.-S.-da-foa-Yiagem sahepara a cida-
de do Porto, impreterivelmento no dia 12 do corra-
lo ; anda recebe alguma carga e passageiros, pura
o que tom ssseiados commodos : os pmendenle
dirjam-so'ao seu consignatario, Francisco Alves
da Cunha na ra do Vigario, n. II ou ao capitflo
da mesma Joflo Jos Rodrigues, a bordo, ouna
praca do Comercio.
- No dia 15 do corrento pretende seguir para o
Rio-Grande-do-Sul o brigue Independente : quem
no mesmo quizer carregar carga ou escravos cn-
lenda-se com o capitflo Fructuoso Joso Pereira
Dulra, ou em Manoel Alves Guerra.
- Para qualquer dos portos do norte at o Acara.-
c segu imprelerivelmontecom a carga que liver
a bordo, al-o dia 14, o hiato Aguia: quem no mesmo
quizer carregar, ou ir de passagem, dirjase aoes-
criptorio de Manoel Concalves da Silva, na ra di
Cadeia do Recife.
_ Para o Havre sahir, no dia 14 do correle, a
barca franceza Zilia, capitflo Dclounay :"*quem qui-
zer ir de- passagem, para o que tem excedentes com-
modos, dirija-se a tratar com os coosigcaUnos, Di-
dicr Colombiez & C, na ra da Cruz, n. 15.
I.clao.
AS SETE. CORDAS DA LYRA.
Nflo podemos deixnr de recommendar ao publico
a traduceflo d'csto excellente romance, producto da
frtil imaginando dessa mallier, cuja intelligencia de
anjo parece nflo ter limites, e cujo coraoflo de demo-
nio arde constantemente como urna pyra, M.roe l)u-
devanl, ronhecida sol) o come deCeorge Sand, des-
sa mullier a quom se podem applirar estas palavas
de Balzac : anjo pelo amor, demonio pela phanlasiii,
menino pela l.nncio pela experiencia, homein pe-
lo cerebro, mullier pelo CoracRo, mili pela djr e poe-
ta pelos sodios O grande numero de tradurces que
nos invadem de todas as partes, c que tacto bflocoii-
corrido para desalinhar a nossa bella lingoa, Iflo
rica de propros alavios, nos leem posto cm alalaa
contra todas asliaducces; mas a liaducgflo deste
romance oita polo Sr. A. P. de Fgueredo he urna
exce'pcUo, pois a par da inas reslricta exaclidflo
quanlo ao pensamento tem um meilo de lingoagem
que nflo podemos dosconher; a ndole da lingoa
porlugueza acha-se ah severamente respetada, eo
aroma.qucdslillao romance na sua lingoa nalal,na-
da perdeu passando pela retorta do Sr. Figueiredo.
Eia, pojs, aceite o Sr. Figueiredo esta homena-
gem loda espontanea e filha do nosso coraeflo, que
acompanhamos de rogos |>ara que eflo pare no Miniar
d'essa lu ilhncte carreira que cncetou : bem falta te-
mos nos de lilteralos, o bem grande mereciinenlo ja
he o piocurar abrir urna poca ca cossa litleralura.
A traducgflo.se ncha precedida de um prefacio, no
qual, em poucas linhas, o traductor, descrevendo o
estado de miseria om que nos achamos acerca de lit-
leralura, demun.slra a necessidade de agugarmos o
gosto por meiodas traiiuccOes dos primores d'obras
estrangeiros : este prefacio do Sr. Figueiredo he urna
amostra de suas ambigOes, o do quanto temos a es-
perar do traductor de Georgo Sacd.
Assim, coevidamos o publico para que eflo deixe
sem alecto o mancebo que procura eslreiar tilo ar-
dua quflo desusaila carreira ; que nflo sejamos al
cissoos imitadores dos cossos avs, que boje se ec-
vergocham, embora som enienda, do terem visto fi-
nar ca miseria os genios que maisus cncobrecernm
As HcracOes dadas pelo Sr. Figueiredo so achain im-
pressas com gosto quacto ao typo e papel,' e nin-
guem dove recusar-se aleitura do tflo bello, enge-
nhoso e potico romaneo para economisar a insigni-
ficante quantia, que apenas peder dar para cobrir
as despezas da impressflo. Cumpre que a formosa ly-
ra do alaudeiro Adalslreit nflo deixo de fazer ouvir
ossousharmoiiiosossonspor falta de apreciadores.
iV. /'.
G. Ferreira & C. farflo leilflo, por interveneflo
por cont o risco de quem
CWiW.EiiCIO.
Albndega.
RENDIMENTO DO DIA 7......
12.003,045
mandara sua proposla em carta fechada o as amos-
moslras d'aquelles gneros, quo for possivel maeda-
rem-se directora do mesmo arseoal, at o dia
12 do correle me/..
Arsenal de guerra, 17 de maio de 1847.
JoaO Ricardo da Silva.
O arsenal de guerra compra alcool rctilkado,
agrralas; acido nitroso alcoolisado, 1 libra; dito
vclriolico alcoolisado, 1 ibra, assuear candi, 4 li-
bras; balsamo peruviano liquido, 4 oncas ; cevada,
32libras;canfora, 2 libras ; cremorlartaro, 2 libras;
extracto de beladooa, 1 ocea ; emplastro confortati-
vo, 4 libras; llores de sahugueiro, 8 libras; ditas de
rusas, 4 libras; graicma, 3i libras; gomma sufeti-
da, 2 libras; hidriodalo de potassa, 1 oega; jalapa,
4 libras; man, 32 libras; oleo de amecdoa-doco, 8
libras; dilo de cravo,! ooga; dito de caccllu, 1 onga;
dito de rosas, 1 onga; dito de llor de laranjas, 1 onga;
dilo de horlelfla-pintenta, 1 onga; dito dealfa/.ema,
i inigns; papoilas brancas, 4 libras; ponas de vi mo
calcinadas, 4 libras; oleo de rocino, 6 garrafas,; raiz
dealleia, 32 libras; cerveja pela, 12 garrafas; sal
d'Epsom, 32 libras: raiz de chicoria, 4 libras; se-
ment de linho, 32 libras; tridaci, 1 onga; xarope
peiloral, agrralas; dilo deespargo, 12 garrafas;
ivros em braceo pautados, pequeos, de 50 a 100
fiilhis, 8; dilo grande de 400 folhas, 1; folhinlia du
algibeira do prsenle anuo, 1; t)onecas do gomma-
graxa, 2; papel almago, 4 resmas; dilo de mala-lior-
i u, i resma; compasso, I; lira-linhas, 1. Quem taes
gneros quizer forcecer, mandara sua proposla em
carta fechada direcioria do mesmo arsenal, al o
dia 12 ilo cor.rento mez.
Arsenal de guerra, 7 do maio de 1847.
Jnuo Ricardo da Silva.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO.
Joaquim llaplisla Moreira, commendador da ordem de
Chrisloe cnsul de Portugal nesta provincia, por S.
~tt. F., a Senhora I). Marta II, que Dos guarde.
Fago saber ao corpo do commercio desla praga,
ea quem mais possa icleressar, que por ordem su-
perior nflo se legalisarflo d'ora cm dianlo por este
consulado mais despachos de embarcages cnciocaes
e estiaegeiras desta para a cidade do Porto, cm-
quanto a mesma cidade estvor bloqueada pelas fOr-
cas de mar de S. M. F. a rainha ou emquanto o
o governo da mesma augusta Senhora nflo mandar o
contrario.
E para quechegue noticia de todos, fiz publicar
o presente nosjornaes desta cidade.
Consulado de Portugal em Pernambuco, aos 5 do
maio de 1847.
Joaquim Baptisla Moreira,
. Cnsul.
lerga-f_..
10 horas da mantilla, oo armazem do Sr. Joflo Vrllo-
zo Soares, ra de Apollo.
_____-______-Ti-.-:rzzrr~_. .
Avisos diversos.
LOTERIA DO THEATRO PUBLICO.
Coctinuam a estara venda os hilhetes desta lote-I
ra cejas rodas lecm andamento no dia 12 do cor-I
rente; c pela concurrencia que tem havido ni coai-l
pra dos mesnios bi I he tes, o respectivo fhcsourcirol
cutre esperangas de que o dia marcado nao senl
tracsfcrido. Quanto mais rpida for a venda comj
pleta dos bilhetcs, mais rpida ser a oxtracgflo i|
lotera.
Arrpndam-se barreiras para tirar narro para i
a qualidadedo obra queso fabrica cm olariaf; tanvl
bem se vendo por canoas e igualmente lia Dinj
excellente para se trabalhar m obras ; assun cowj
ca mesma barreia ha barro proprio para so rp'l
litar em terrenos eutulhados do area, destinado I j|
ra plantagOes, por Tazer produzr loda a auali:iwk
de lavoura, havendo vantagem cas ditas barreira)
descrec muito maisperlo do que as do Mnnwiroi
com a maior commodidado possivel, de a cano enj
costar junto ao barro e poder na mesma piare q
sahir rupgocs das cheias do Capibaribe: a tratar no:
lirado que lem olaria, airas dos Remedios.
I'i-ecisa-se de um moco de boft c
duela que entenda de escripia c i
activo para cobr.iuja: quem |ireleniw
annuncic para ser procurado.
-- -Precisa-se de um caixeiro para padariM^
nha alguma pralica de negocio: na rdDn'e'
n. 82. '
No dia 9 do correnle, tom de se eleger a "
mesa da rmandade do Sechor Rom Jess dos *\
tyrios, da igreja nova desta cidade, e para col*"!
vida o actual escrvflo presidente, abaixoassign1'
a lodos os irnios em geral, para naquelle di, P
9 horas da inanhfla, acharem-se ca mesma lfl
para o lim indicado. .
Joaquim Zeferino d''AtsumpC^
Hoje, 8 do correte, se hilo de arrematar
presenga doSr. juiz do civel da segunda '^L-
sala das audiencias, ao meio-dia, os restos dos j]
que foram pechorados a Jos Firmino Alvos aev u
la I, por exccugflo do Joflo Baptisla Fragow
09r.... que no.dia 6 do correnle foi ao ^
maior do corpo de polica, e lovou um guarda-0
seda preta novo, deixando em seu lugar um oet
oo vellioe quebrado, naja d'o ir entregar no W
Iestado-maor, do contraro publicar-se-hi 'I*
que fez semelhante graga, pois nflo se ignora
he.
L


V
.3,
rUNDICAO
D/i ylOP^i.
VM!lll proprietarios rleste
^M>0ostsbolecrncnto,avisarn aos seus freguezeseao
, liooe"" cera I que elles sompro teem um gran-
i.sortimenlodemocnilas > lodosos, tamaitos ,
rh,iradas em suas oflicinas, leudo, perianto, a
'rtidlo solidez, boa construcco e melhoramen-
n ..una nralica de longos ornos lem mostrado
'';;, necessarios o que as obra de carregaeflo
.florecidas aqu com tanlo einponho, nunca se
,.ha possuindoosannunciantes para apcrfeicoar
suas obras os anparelhos mais modernos o com-
pletos que a sciencia va indroduzindo, nada deixam
desciar: e lendo adquirido com grandes despezas
um ereseido o indispensavel numero de offlciacs pe-
ritos as suas profissOes e oscolliidos de enlre os
mentores da Europa acham-se verdaderamente
habilitados para ofTerecercm com perfeita conlian-
ca aos Snrs. de engenho a grande vantagem do po-
Mercni sem receio apromplar qualquer obra com
unidlas brcvidadeepontualidado tao indispcnsa-
veis aos scus importantes inleresscs. "esta fabrica
tambero fazem-se rodas d'agoa todas de ferro ,
moendas machinas Jo vapor o toda qualidade
de marinismo por maior ou mais dilTicil que se-
ja Advertiiido-se que todas as obras silo garanti-
das, oflerecendo desta maneira a mais ampia se-
curnca de sua boa e fiel execucSo.
|'rceisa-se de um forneiro e de um preto que
trabalbo de masseira : na ra da Gloria, n. 55.
--Antonio Augusto Das retirase para fora da
provincia : por isso quem se julgarseu credor apr-
sente suas contas at o dia 18 do corrente.
Precisa-so de 1:400,000 re. a premio dando-se
em hypotheca urna prnprieda.lea escolher nesta ci-
dade : quem quizer dar annuncie.
Prccisa-se de urna ama para casa do pouca fa-
milia que entenda de cozinbar e engonrmar, e
que tambom fa?a o servico interno : na Soledade,
ra do JoSo-Fernandea-Vieira n. 42,
Iloje, 8 do corrente, se hilo de arrematar,ao
mcio-dia, depoisda audiencia do Snr. doutor Na-
btico, os movis seguintes: unamos de amarel-
lo nova ; urna dita pequea ; 3 bancos do louro ;
1 armnefa de cama do vento ; 2 cadeiras de Jacaran-
da vclhas : una dita de rouduru sem Miento ;
una armaefo do commoda de amarcllo ; urna mesa
deamarello velha.emais utensis de nina lenda de
marcenciro;. cujos movis vilo a praca por exe-
cucilo contra Joaquim Ualdno da Paz.
Furlaram no da 5 para 6, una manta de seda,
un parde sapatos e dous lencos de seda ; ludo nor
vo, sondo um lenco anda por ombainhar: a quem
for offerecido este roubo Cuca o favor de apprehen-
de-lo e lavar a praca da Independencia n. 19 quo
se gratificar.
A negocio de particular inlcresse do Sr. Ignacio
Laiola dos Santos Pulquerio natural da cidado de
Guarilinguet, da provincia de S.-I'aulo precisa-so
saber se elle existe nesta provincia; c roga-re a qual-
quer pessoa quo do mesmo Laiola possa informar,
de se dirigir a Fra-de-l'ortas ra do Pilar, n. 1*5,
a fallar rom Jos Concahes Bellrflo. .
-- Dcsapparccen, da casa n 1* da ra do Hospicio,
um carneiro mocho de cor preta com a lila um
tanto crescida : quem o pegar rev ao lugar indi-
cado.quo sera recomLensadogenerosamente.
Anlcro Jacques da Silva retira-se para fora da
provincia.
Prccisa-so de urna ama do leite : na ra das
Flores n. 11.
-- Precisa-sc.dc 2officiacsde marcenciro : na ra
da Cadeia do S.-Antonio n 18.
Aluga-se o sobrado de un andar no pateo de
N.-S.-do-Terco, n. 26 : a tratar na ra das Tr.n-
cheiras sobrado ti. 46.
do
Manoel Jos de Aguiar participa ao publico que
lixou Je ser caixeiro do Sr. Joflo Le te de Azeveuo,
desde 31) de abril prximo passado.
Precisa-so .le nina auia para 0 servico de urna
casa de pouca familia: na ra de llorlas, n. 16, pn-
meiro andar. .
Precisa-se de um caixeiro pura marcador uc
bilha*, e qo este d conhecimciilo de sua conduc-
ta: no botiqun! ao p do.theatro.
B. Diuier retira-se para a Fu/opa.
Altenco.
Jos Joaquim de Novos participa ao respoitavel
puhlico.que mudou o scu estabeloe.men o de alfa.alc
na casa dos cantos da ra do Queunado para a lo-
ja n- 10 da mes.na ra onde se aclis pn.ir.pto
servir os seus freguezescom aquella promplid.K. do
costume e a todas as peaaoas que sua casa seinui-
sere.n dirigir; assin. como vendo pannos, aMM as,
madapoles, sarja para vestidos, corles de col leles
luvns de todas anualidades, lencos de seda o de
cassa, botos de ludas as quai.dades, rctrozes -
unan, e muilos oulros objeclos que sempre ha de
haver venda ; assim como havera tempreobras
feilas de todas asqualidades.com a mesma perfcicao
das do eucominenda. .
Francisco Cameiro da Silva, arrematante do
mpostodogadovaci.il. de toda a provine.i no.trie-
nio BnanceiKo de 18*7 a 1830 nflo leudo cITccluado
as vendas dos municipios de fora, novamcnlc con-
vida a todas as pessoas que quizercm arrematar
qualquer dos municipios de Tora, c bem assim as
fregnezias dcsto municipio do Recite, a com pa re-
ccrcmas 10 horas do .lia 15 do ntrente, munidos
de suas competentes garantas, em casa de seu so-
cio Anacido Jos de Mendoi.cn, na Boa-Vista, casa
dos Coelhos.n. 2.
:\ mesa regedora, da irman-
dade do I vino-Espirit-Santo
convida a lodos os irmts para,
domingo 9 do conenle, s 8 llo-
ras da manlifia, reunirem-se em
mesa geral no-consistorio da r-
inandade afim de ellegerem aj
mesa regedora para o anuo de
1847 a 1848.
Aluga-se por 8,000 rs. mensaes urna casa com
nommodns para grande familia, com 2 salas, 6 quar-
tos, cozinha, copiar e quintal murado, sita na ra
Imperial, n. 187: trata-sena ruaDireita, n. 82, pri-
meiro andar.
F. II. Luttkcns mudou o scu escriplorlo o ar-
rriazem para a na da Cruz, n. 40.
Na ra do Sebo, n. 3, empresta-se dinhei.o n
juros com penhores do Indas as qualidades, em pe-
quenas porcles.
- Manoel da Silva Santos, ven-
de far
n,n
a de trigo da verdadera
marca SSSF, cliegada ltimamen-
te a este mercado.
OSr. queajustou umaduzia de cadeiras deps
torneados, de Jacaranda o umjogo do mesas de
columna da mesma ma.lcira e qu deu por ennta
27,000 rs. (de signal), em o inez de fovereiro deste
annn intooito dias depois do ajusle, na loja do
trastes da ra da Cadeia de S.-tntonio, n. 18,quci-
ra ir buscar o que ajustou por esles 15 dias o pa-
gar o resto; do contrario se vender, o perder a
quantia que deu de signal.
Na rus das C.ruzes, n. 39, precisa-se do offi-
ciaes dealfailc tanto de obras miudas como gran-
des.
OSr. Antonio Pcixoto de Carvalho tem cartas
na ra da Cruz, n. 23.
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel Marcellino de
Olivoira Guimariles : na ra da Cruz, n. 7, segun-
do andar. s
Francisco Martinsde l.emos faz saber a todas
as pessoas que com elle teem transaccocs que o Sr.
Antonio Jos Malheiro deixou de ser seu caixeiro,
desde o dia 5 do corrente.
Offerecc-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de engenho ou mesmo nesta praca : quem de seu
preslimo se quizer ulilisar dirija-so a ra Dirci-
ta, n. 9.
Precisa-se de urna mulhcr honesta que se
queira subjeitar ao servido de urna casa de pouca
familia: na ra de S. -Rita, n. 85.
Aluga-se umn pela que saiba cozinhar e com-
prar ; a.lvete-seque he para casa do pouca fami-
lia : na ra de S-Rila n.85.
Precisa-se de una ama para o servico de cozi-
nha : na run do Fugo n. 38.
los Valcnlini da Silva ( bem conhcci.lo lu.jc em
dia por ensinar ha 11 anuos, e seus alumnos sa-
hirem sempre approvados plenamente) avisa a quem
convier, que a sua aula de lalim acha-se aberla na
ra da Alegra n. 40 c recebe alumnos.
Aluga-se um grande quarlo do una loja mul-
to proprio para alaiatc ou oulro qualquer cstabe-
lecimento pois que he em muilo bom local : a tra-
tar na ra do Cabugi, loja de Joaquim Jos da Cos-
ta Fajozes.
Precisa-so de officiaes de alaiale : na ra da (.a-
doia-Velha, n.41. Na mesma loja so tomam apren-
dizes para se ensinar o incauto olhc.o.
luga-so o terceiro andar e sutio do sobrado
darua daCadeiade Santo-Antonio, n. 16: a tratar
na mesma ra, sobrado n. 14, no primeiro andar.
Precisa-se de um homem para feitor do enge-
nho na freguezia do S.-l.ourcnco-da-Matta prere-
rindo-se Portuguez : na ra do Vigario, armazem,
n. 22, se dir quem o pretende.
= Kduardo Bolli, estandoja relirar-se por algiim
lempo para Tora da praca, para tratar da sua saude,
deixaencanegado dos negocios da sua casa de
boje em diante, durante a sua ausencia, o Br. r.
II. I.utlkens, aoqual passou dila procurado bastan-
te a esse respeito.
Oabaixo assignado, capiUo da galera /lazar,
presentemente fazendo reparos ueste porto, precisa
tomar tres mil pesos a risco, afim de poder seguir
para Ncw-Yotk. As propostasa laliespeito podem ser
dirigidas aoabaixo assignado, o entregues no con-
sulado do Eslados-Lnidos. "
T. C. Simpton.
Joaquim Pacheco de Sa faz publico, queD. An-
tonio do T.neio o Silhis foi BUS taberna, sita na pra-
ca da Boa-Vista, n. 26, no dia 25 de abril prximo
passado, o proveitando-se do sua ausencia tiesta
praca, pedio ao sen socio, Joaquim Lopes da Cruz,
um Irancelim grosso com qnalorze oitavas e in.'ia o
seis graos, a pretexto de fazer com quo a dono deSSC
Irancelim, quo he Francisco Geraldo, pagasse a
quantjj por queodilo tranrclim'csl empcnha.lo, e
aproveitando- se da boa f do referido socio o lovou
do sua cas, e agora nenhumii conla d delle; por on-
de so v quo illicitamente o levou. F, como lio de
suppor que o trancem paro em mito de alguem era
boa f, pelo prsenle so faz publico para quem qur
quo o tenha fazor delle entrega 'ao annunciante;
protestando-se usar do todo o rigor da lei contra u
autor de semelhante procedmeiio.
PermuU-se por casas nos bairros do Sanlo-An
nio.ou B.ia-Vista, e ainda mesmo por um silu
ic tenha pasto para 4 vaccas de leite, sendo es le u.
)zarinhoeAmictos, um sitio na ra Ja Soledade
,m uuia grande e agiadavel casa, bem arejada, .1.
nedra e cal, coma frente emvidracad; acabada a ca-
sa ha pouco, com paredes dobradas, e poco d agoa de
haber accrescei.do um grande soto bem arejado, e
com commodos para tumi familia, de modo que
tanto acasa como o sotrioaccon.modaniduas ramillas
grandes, silio ten. dous purreiracs de uvas mosca-
teis, que do cada podada dio 4 arrobas: o primeiro
paireiral tem 80 palmos de cor
comprdo, c 28 pes de
parreiras; o segundo tem 50 palmos do compr.do,
12 psele parreiras, porm mo d1o anida por se-
r m novas; o bem assim 30 pes de larangei.as que
todas silo novase Ja dflo fructo; 30 goiahciias, duas
jaqueiras. romeiras 20 ps, e oulros arvoredos que
se dcixam de mencionar. Os pretendentes dirijam-se
Joaquim Jos Ferreira, na prensa do algodOo, ou
a seu procurador Carvalho.
Manoel Antonio Lcssa, nio podendo pela rapi-
dez de sua viagent despc.lii -se das pessoas, que nes-
ta cidade se dignaram honra-lo rom sua annzado o
faz por mcio do presente, e pedindo dcsculpa ties-
ta falla involuntaria Ibes olTercce seu diminuto
.>.estimo no Rio-de Janeiro, para onde segulo no pa-
tacho 5. -iut-Aratricano.
-I)eseja-se fallar ao Sr. Jcronymo Cabral Itapozo
da Cmara para o que se llie roga do annunciar ,
por esta folha, a sua morada.
Precisa-se de um caixeiro que seja hbil e en-
tenda de ferragens : quem estiver nestas circuns-
tancias annuncie.
Panorama.
Na ra do Qudma loja n. 11, continuam-se a
receber assiguafuras para o ianoruma, a 3,000 rs.
por anuo, em 52 nmeros.
OSr. SebastiioJosede Barros Brrelo dirja-
se a praca da Independencia n. 37 que se lite de-
soja fallara negocio do scu inleresse.
S^* S S Davenport, administrador liquidante
da casa de negocio de Mclladew& Ca dner, na cida-
de ,1a Babia vende os gneros existentes no arn.a-
zem de fornecimentos para navios situado no lu-
garde Corpo-Santo assim como os utensilios e
bemfeitorias do dito armazem : a tralar com o mes-
mo liquidante na dita cidade.
Ilidguay Jamisson & Companhia mudaram
seu escriptorio c armazem de fazendas, da ra da
Cruz para a ra do Trapiche-Novo, n. 12.
A pessoa que estiver de possedo urna lottra da
auantia de 700,000 rs., a vencer no da 21 de maio do
crrente auno, aceita pelo tcnente-coronel Jos
Francisco Lopes Lima, e eudossada pelo coronel Jos
Maria do Barros Brrelo, quera apresenla-la no
da do seu vencimento ao Sr. Jos Mondes de r ret-
as morador na ra do Crespo.
A commissflo administrativa marcou o dia 11 do
corrento mez, pelas 6 horas da tarde, para receber
as propost.s de convidados que deverfio ter ingres-
so na partida do da 22 do corrente ; o adverte quo
lepois do dia marcado nao admiltir proposta ai-
guma.
S. H. T.
A direccodo theatro do Apollo, cm conformitla-
socios, quo se acha marcada a recita para o dia 12 do
corrente, e que, portanto.'queiram mandar receber
osbilheles nos thas 9, lOe II do mesmo, desdo as
* lloras s 6.1a tarde, no salilo do mesmo theatro,
onde nicamente serflo distribuidos pelo, respectivo
thesou.eiro, quo se acha aulorisado para isso, bom
como para receber nesse acto as mensalidades, eo
que os mesmo Sis. mais estivere.n devendo. Igual-
mente queiram mandar, al o mesmo dia 12, ao
mein-dia, suas propostas para convidados em carta
fechada, incluindo os bilhctes, ao Sr. director, na
ra do Apollo, afim to jue, em lempo competente,
sejam legalisados, livre do atropellos Tambem a
mesma direccio, em consequencia do 9 do referido
art. 38, faz constar aos mencionados Srs. socios a
ilelorminagflo dos dous arls. 1* e 15, abaixo trans-
criptos, de regulamonto geral que provisoriamente
seacltaniemeffeclividade.dcsdea ultima recita inclu-
sive, e islo para tiucom lempo algiim se chamen a
gnorancia, sobre tal disposiClto.
Art. 1*. Em quanto nao for precnchido o n. dos
socios que os estatutos determinan!, s por duas ve-
zes o convidado poder participar dos divertimenlos
da sucieda.lo. .
o Art 15. Silo exceptuados das disposices to art.
antecedente o disposto no art. 9; os pas tos socios
e lillios destes, nio emancipados; os seus hospedes
que nio tiverem domicilio no rRUOJcipio; oseslran-
geiros quo visitaren! 0 paiz, o os inloiessados com
os socios accionislas na sua parte, declarando estes
o nome d'aquolles.
Compras.
Compra-so um alambique de cobro, para des-
tillar ago'ardente que j tenha servido mas que
esteja om bom estado :na ra Augusta, n. *8.
__Compram-scdouspsdo fructa-pfio de mass.i,
plantados em caixflo ou em qualquer vasillia : i.a
ra ireila, n. 82, primeiro andar.
Conipiani-se ceilulas da eslampa enicarnada, com algiiui aba-
le, al 8 na iim da Cndeia do Hecife, n. 37
Compra-se una Biblia portugueza usada : na
ra do Crespo loja do miudezas n. II.
Comprani-seescravos do ambos os sexos: na
ra Nova loja do icrragens, n. 16, se dir quem
compra.
Compra-se urna espada um par de dragonas,
nina banda rica ludo em mcio uso para ollicial de
ileira da guarda nacional quem livor annuncie.
Compra-so una prola que seja mogo e de boa
gura, que saiba cozinhar o engoinmar, nao leudo
vicios tem achaques : na ra da Apollo, 11. 23.
Compra-se um diccionario poiluguezde Cons-
tancio o Ahrens tlireito natural; ludo em bom
uso : no Aterro-.la-lloa-Visla n. 38.
Couiprani-seelfecliviimenleescr.ivos de ambos
OS sexos le 12 a 20 anuos sendo alguns ofliciaes
de sapateiro ; sen.lu d bonitas figuras, pagam-sfl
bem : na ra da Concordia passando a ponlezinhd,
a direita segunda casa terrea.
\ i-iid.is.
Cuan da F
na ra eslieila do Hozario, n. 6.
Nesle esUbclecimentoachairi-so venda asean-
telas da bem acreditada loleria do theatro publico
desta cidade, para cujas rodas esl annuiiciado o an-
damento para o dia 12 tic maio prximo roturo.
Nesle estabelecimento lamben se acliam a venda tres
trancelinsdeourode lei sem feilio: ades quesflo
de muilo bom gosto.
-- Contina-se a ven.'.er chocolate novo por pro-
co commodo; caf moido a J80 rs. ; dito em grflo,
a 1*0 rs.; cha liyssun 11 2,000 2,2*0 e 2,560 rs.;
velas de carnauba de 6, 7 e 9 em libra a 320 rs,;
espermacele, de 6 em libra a 800 rs ; bolilchinha
ingleza, a 220 rs. ; passas, a 2*0 rs.; touc.nlio de
Lisboa a 2*0 rs. ; manlelga ingleza a *00. 500 e
70rs. ; quoijos novos 1,*00rs. ; una porcilo de
arroz decasca bom, pela medida velha porpreco
commodo: no pateo do (armo, esquina da ra do
Hortas, ladodireilo, n.2.
Vende-so urna negrinha do 12 a 1* annos que
faz lavarinto solftivclmente : na ra estrella do Bo-
zario.n. Il.segunduandar.
Veride-se urna espada um lalim o 1 banda de
borlas de ouro; ludo com muito pouco uso : no
Aterro-da-Boa-Vista n. 8*.
Vende-se urna arroba de oleo de cupabiba ,. a
560 rs. a libra com mais de um anno tirado : as
Cinco-Ponlas,n.70.
Vende-se muito bom azcile de coco, muilo cla-
ro a 400 rs. a garrafa : na travessa da ra das Cru
zes,n. 4,
Vende-se um sitio distanto da praca 3quai-
tos de legoa, com casa de podra c cal, com commo-
dos para grande, familia, terreno proprio, com fruc-
leiras, osulllcioneia para plantarse o ler 12 vaccas
tle leite, todo cercado com cerca nativa e vallo, uin
viveiro cavado faltando-lho smonto ptV a pnrla
d'aga. com urna vertonto d'agoa corrente lodo an-
no, onde so faz banheiro pelo verilo; tem urna ota-
ria bem afreguezada pelo bom barro que (om i>*ra
toda a qualidade do obra e com vantagem do poder
vender barro para outras olarias que o nilo tem o
para obras, com bom porlo do embarque : a tratar
110 sobrado quo tom olaria airas tos Remedios.
Ventlc-so Repertorio .las or.lenacoes; Digosto
portuguez; l.obo, segundas linhas; Carduzo, cdi-
go civil; Lindas orphanalogias; Manoal do tabelliflo;
lioutrina das aceces; Synopse chronologica, por
Jos Anastacio; Borges Carneiro; Kronomia polti-
ca ; dila synthologia; Benlhain, penase recompen-
sas, em portuguez ; na pra^a da Independencia, li-
vraria, ns. 608.
Vende-se urna poreao de lages de
pedr.i, proprias para hdrilho de arma-
zem on calcada ; e dnas portadas de pe-
dra mul.ilinlia, da tem naiua'da Sen-
Mlli-Nova, n. 7.
Na loja de Jos Manoel Montei-
ro Braga, na ra do Crespo, n.
16, esquina que vira para ra
das Cruzes, vende-se
nova fazenda intituladadonzelas-Jpara vestidos
de senhoras.de muito ricos gustos e padres os mais
modernos que teem apparecido; verftle-so tanlo a co-
vado corno a vara para mais commodi.lado dos com-
pradores ; e bem assim muilas fazendas de muitas
qualidades,tanlo linas como grossas.
=^ Vende-se urna parda tle muito bonita figura ,
que cozinha bem o diario de um casa lava
do sabilo c varrella cose chao o he muito boa pa-
racasa de familia : na ra do Collcgo 11. 16, ler-
cciro andar.
Vende-sc urna porcao de pedacos de pedra de
cantara, que estilo no quintal da ordem Icrccira
de S.-Francisco : na ra tas Cruzes 11. 30.
A' 2#000 rs. o corle.
Na loja do Guimarfles Seralim & C, confronte ao
arco tle Santo Antonio,11. 5, vendem-se corles de cas-
sa do padroes agra.laveis e ciares fixas, pelo diminuto
preco de 2,000 rs. o corte; lencos francezes grandes
e finos liiigindo seda, a 480 rs. cada um; loncos do
cambraia com bico, a 6*0 rs. cada um; dilos de tilla
muilo linos com renda o bico, a uno rs. cada um.
Vende--se una preta, propria para
0 servico de campo, por muito barato pre-
co ; na roa do Crespo, loja n. io,de Jo-
s Joaquim de Frcilas Cuimares.
Vendem-se 6 cadeiras, 1 marqueza, do angico,
1 par de mangas do vidros o oulro de lanternas, 2
mesas do aiuarcllo o mais outras cousas, ludo cm
muito bom estado e por pre<;o commodo. na ra
Bella, casa da esquina, n. 45.
Calcado.
Vendem-se botins c borzeguins iuglezes; sapatos
e meios botins, ditos; sapatos de urna o duas palas de
Nantes; ditos de costura; ditos de Ires solas, todos
proprios para o invern, e chegados polos ltimos
navios: na ruada Gadeiu do Itecfe, n. 35, loja do
Morcira.
Vendem-so bolins e meios dilos Trancezes, a
3,000 rs. ; ditos de Lisboa, a 2,000 rs. ; borzeguins e
sapatos americanos do duas palas, a 2,800 rs. ; sa-
patos de cabra; dilos de tamanco, a 500 rs.; 110 A-
lerro-da-Boa-Vista, n. 8*. '
-Na roa da Cruz, n. 26, vendem-sodous uons es-
cravos, proprios para todo o servico.
Na loja de Jos Manoel Montei-
ro Braija, ra do Crespo, es-
quina que vira paia ra das
Cruzes, vendem-se
ricos cortes de vestidos do seda, c muilas oulras fa-
zendas linas.,
Vendem-se 8 escravos, sendo : 2 pretos mo-
cos, do bonitas figuras; una preta do 16 annos; urna
cabra com una lillia do 10 annos ; 2 pretas de sor-
vico do casa o que silo boas cozinbeiras ; 2 ditas
sem habilidades: 110 palco Ja Matriz deS.-Autonio,
sobrado n *.
Vendem-se 7 escravos sendo : um sapateiro,
de 19 annos ; um dito de nacflo Angola, de 90 annos,
que cozinha o diario do una casa ; um dito crioulo,
de 25 anuos proprio para o servico' do campo ; 3
lindas, negrinhas de 12 a 16 annos, com principios
de habilidades c que silo proprias para mucamas ;
urna mulatiiiba tle 10 anuos propria para mucama
de qualquer menina : todos de bonitas figuras, e sem
vicios nem achaques : na ra das Cruzes, n. 92, se-
gundo andar. nl
Vendem-se dous prclos sondo um delles olli-
cial de ca pina ; urna preta c una parda com urna
cria do8mezcs; urna linda negrinha de 7 annos,
propria para andar cm casa com enancas: na ra
da Cadeia do S.-Antnio n. 25.
-Vende-se ou trocarse por ca-*
sas terreas, ou algum sitio uerto
la praga, urna casa desobrado de
Jous andares (a excepeo de urna
parte de dous cotilos de ris que
perlence u oulra pessoa), cuja ca
sa lie feita de muito poucos an*
nos, e repartida moderna; tem
urna excellente vista, bem como
um bom desembarque para o mar:
quem esta compra ou troca qui-
zer iazer, dirija-se ra do Cres-
po a fallar com Jos Joaquim' da
Silva Maya.


Novos gambreoes.
Na loja 1)0 Guimnr.Tes Seraflm&. C, confronte no
arco de Santo Antonio, n. 5, vendem-se novos gam-
breoes a 1,400 I*, o corte de tres covados o meioj'es-
ta fazenda torna-so recommondavcl para a estogflo
presente, por ser fazenda encorpada c escura; e tinge
a casimira franceza por ter padres imitantes ;i cin-
tas a 120 140 rs. o covado, e alein disto tim com-
pleto sorlimento de toda a qualidade do fazendas.
' Vendem-se acyoes da ex-
lincta companla de Pernambwco
e Parahyba : noescriptorio de Oli-
veira lrmos & C, ra da Cruz,
D.9.
Vendem-se por preco commodo,
duas canoas de conduzir agoa ; c una
diln meia aberta : na ra il; Apollo ,
a fallar com Joo Estevcs da Silva.
Aviso a mcus freguezes c no
mais que cjuzcrein ser,
&> sendo bem servidos, ^a
Joaquim Antonio Carneiro de novo avisa a todos
osseus freguezes que hoje recebeu
porgilodoquellas verdadeiras bicha
que est vendendo aos ceios e n
nos preco do que em outra qualqner parte"; ussim
como tainhem uluga e vai applicar o qualqucr hora
do da, ou da noite, para commodidodo dos prc-
tendenles. Venhiyn, freguezes, poisaqui he so onde
ha boas bichas que dflo sade a quem a nao lem.
Ycude-se un rico apparelho de
metal, lodo praleado e bordado
Nova loja de lerragens, n.
do 0 minos por450,000 rs. ; e mais alguns e.-cra-
vos que so mostrarlo a quem os pretender.
--- Vcnde-se cal virgem em nielas barricas chrgda
ltimamente calxns vasias para assucar ; nina porciio
de pesos de ferro, de duas arrobas serras grandes paro
serrar inadcira tudo por preco commodo: na ra da
tlocda, anna/.ciii n. 17.
Barateiroda loja nova.
O novo barateiroRicardo, da loja nova n. 4ao
pe do.arco de S.-Antonio, est vendondo pegas de
chitas muito finas, cores muito lisas e novos pa-
dres a 5,800 ris.e o covado a 160 ris ; casimiras de
olgodflo, padres inteiramente modernos, o cortea
1,600 ris; lencos de soda muito modernos para ho-
mem, a 1,440 reis ; dilos decambraia muito fina, a
400 ris; cortes de chaly muito moderno, a 5,000
ris; mantas de seda, padres chinezes, no mais
moderno gosto, a 10e 12 mil ris; algodflo azul c
riscado para esclavos,de 4 palmos de largura, muito
encorpado, a 2O0 ris o covado. Tem um lindo sor-
timento de sedas modernas no gosto chinez, rece-
blas o desembarcadas hontem, da ultima moda de
Pars, para vestido de bailes, &c, e que vende ntuio
barato, assim como (odas as fazendas de luxo .
asseiado gosto, notando-se uns lencos com franjt
para senhora, da melhorseda degros de Na pies, pa-
dres nunca nesta praca vislos.a 6,000 ris.
= Vrudein-se inoendas de ferro para engenbos deas
siinr, para vapor, agua c beslas, de diversos tamanhoi
por preco com modo ; c igualmente taixas de ferro coado
na ra
15.
A' 800 rs. o corle.
Na loja de Guimarfles Sera (i m & C, confronte no
reo de Santo Antonio, vendem-se. lindos corles de
fuslflo, cores lisas, pelo baralo prego de 800 rs. o
corte; cassa-chitas com flores, linas c largas, suecas
o inglezas, a 240 rs. o covado.
Vendem-se chitas I i ipas de bons pannos, a
sele vintcns o covado o a pega a 4,800 rs.; ditas
mais finas entro as quaes algumas para lulo bous
padres a meia pataca o covado, e a peca a 5,000
rs.; sarja preta limpa superior o de boa seda a
1,280 rs.: na ra estreila do Itozario, n. 10, ter-
cetro andar. .
Vender se cnixns de fo-
Ilias de Flandrese a retalho por prego commodo :
na loja de ferragens de Joo Jos de Carvalho Mo-
racs na ra da Cadeia-Vclha n. 53.
A' 12^000 rs.
Na loja n. 5, confronte ao arco de Santo Antonio,
vendem-se ricos corleado chaly deba e seda, pa-
dres modernos, pelo barato preco de 12,000 rs. ca-
da corte; riscados francezes linos e modernos, a 240
rs. o covado; zuarte azul encorpado, da fabrica por -
tuguczM, a 200 rs. o covado: esta fazenda he propria
para eseravos.
Vende-se ou nrrenda-se o sitio do Cojuciro,
com varias casas que se acham dentro: a tratar no
mesmo silio.
Vendo-se arroz bronco de superior qualidade,
cmsaccas.a pesoc alqueire velho ; dilo vermelliu:
ludo por prego muito commodo: na ruu da l'raia,
venda n. 39-
Vende-se um tronco em
na ra da Senzalla-ISova
lado
liom
n. 7.
es-
Polassa da Bussia,
libra em barris pequeos
armazem de Kalkinann &
pelo prego de 180 rs. a
na ra da Cruz 11. 10
ltoscnniund.
Vende-se urna escolente casa lerrea, com cotri-
niodos para urna grande familia sila nesta pragu :
a tratar no principio da ra Imperial, n. 9.
Gaz.
Loja de Joo Chardoi) ,
Wcrro-da-ltoa-Visln, n.5.
Nesta loja aclia-teum rico aoi tmenlo de LA.MPEOE8
TARA GAZ com scus competentes vidros acccmlcdo-
res e abafadores.
Estes eandieiros o os neihorea
mais modernos que existen) hoje : recoinmendam-se ao
publico, tanto pela segralas e bom gosto de sua boa
confccao como pela boa qualidade da luz, economa e
asscio de seu servico.
Nft meStlia loja os consumidores (en.
pre acharar um deposito de GAZ de cujo se afianca a
qualidade c em porciio bastante para consumo.
PANNOS 'UETUSriMJS
loja ; velludo pelo ; cli
para col le I es e gollas ; se
e novos na
lote de seda
tim macan ; o verdadeiio liriin (raneado
de lislras de cores : na ra do Queimado,
loja nova, n. |, de liayniundo Carlos
Leilc.
Vendem se VELAS de cera do
l'io-ilc-Janciio e de Lisboa grande c
completo sorlimenlo : na ra da Sen
la-V,
Vianna
la-Vellia armazem n. 110. de A lves
Vendem-se eseravos baratos na ra das
Larangeirjs, n. 14, segundo andar, 1 sa-
f. bcr : um bonito molccote do 18 anuos ,
sern vicios nem o menor achaque pro-
prio para pagem por entender alguma
cousado bolear; um mulalinho de 20 annos, de
bonita tigura sern vicios e tic boa conducta ; um
uioteque de 15 annos, rom alguna principios de
oznha ; 3 molecotcs de 18 annos, sern achaques ;
duas pretas, ptimas para o campo, por 700,000 rs.;
una preta muito moga por 350,000 rs.; nota dita
I I M# I ] \ *ii*H*Mj*, l^ll lilil lili .' 1 1 1 I 1 W "il"'
cebeu urna grande (, loJ os ,aiIIlnhos. na ra a do orpo-Sark
has hamburguesas,' ,,' ,. i..' ,'
a retalho uor IMS- "' H. em casa dewc. Lalmont 01 Companhia, ou na
ra de Apollo, ainiazem, 11.6.
NA BU A DOQUI-I.UaDO, N. i i,
Vendem-se lindas mantas de seda ,
muito finas as mais modernas que lia,
pioprias para senliora e meninas, a 3,>oo
rs. ; cortes decassade cores lisas, ede
lindos padres, a 4>000 r-s- i sarja lies-
panliola ; dita franceza ; los pretos ; lu-
do por menos de seu valor, por ler aca-
bado a Quaresma : naloja nova de li-
li, licile
-- Vende-se o restante da superior farinha, a
3,200 rs. sacca : na ra Direita n. 9.
21#000 rs.
Vende-se folha de Flandres de superior qualidade,
a 21,000 rs. cada caixa o o 100 rs. cada folha a re-
talho : na ra .Nova, loja de ferragens de Teixcira &
Andrado.
Vendem-se eseravos de ambos os sexos de 10
a 30 annos, com habilidades o sern ellas, e de, bo-
lillas figuras : na ra Nova n. 40.
DKI'ftESSA. UEI'RESSA, FREGUEZES,
ao Passeio-I'ublico, na loja nova de (azconas ,11.19,
de Manoel Joaquim Pascual Hamos aonde se acha
um completo sorlimenlo de fazendas finas e ordina-
rias com sejam : ricas chitas para vestidos de se-
nhora a 240 e 280 rs.; ditas o 140; 160,180, 200 ,
220 e240 rs. ; lilas para cobei tas a 140, 160 200 ,
220e240rs. ; bieanha-de puro linho, a 600 rs ;
dita de Franca ,a 800 rs. ; longos ilc seda de muito
boa qualidade a 1,440 e 1,600 rs. ; primores para
vestidos de senhora de minio bom gosto a 320 rs.
ornxado; cortes de chitas finas com 14 covados, a
2,400 rs. ; dilos decambraia a 4,200 c 4,500 rS. ;
riscados francezes lano para jaquclas como para
vestidos a 180, 200,220, 240 e 2G0 rs. ; picotes de
duas larguras muilo folies para roupa de eseravos ,
a 220 e 240 rs. 0 covado ; algodilo de lislras a 160,
220 e 240 rs. ; dilo azul a 200 e 240 rs.; dilo mes-
ciado a220e 240 rs. ; uiadaporjto muilo fino a
2,400 3,600 4,000, 4,500, 5,000 C 5,200 rs.; cam-
braias lisas finas de vara de largura, pegrs com 8
varas e meia a 4,600 e 5,000 rs.; bons brins blan-
cos para caigas, a800el, 120 rs.; dito pardo francez,
a 800 o 1,200 rs ; dito de lislras e de quadros a
1,000 e 1,120 rs. ; corles de meia casimira, a 2,400
rs., c em covado a 640 is. ; c outras muilas fazen-
das por muilo diminuto prego que muilo agrada-
rlo aos seus freguezes.
A' 7#000 rs. cada urna mana.
Na loja de Guimarfes Serafim & C, confronto ao
arco deSanloAntonio,n.5,vendem-se mantas modernas para senhora, pelo baralo prego de 7,000
rs. cada urna; riscados francezes finos, padres mo-
dernos, a 240 IS. o covado.
Vendem-se 2 niolcciues pegas de 18 a 20 an-
uos bons para o tiabalho do campo e da juaga ; 1
dilo bom cozinheiro; 4cscravas mogas sendouma
tlnllaa boa cosluiciru e eiiginmadcira ; urna mula-
liuha de 16 annos boa para ser educada: na ra
do l'asscio loja nova n. 19.
Na loja de Francisco Jos Perei-
ra Braga ,
na ra do Crespo n. 3, ao p do arco de S.-Anto-
nio vende-so panno filio azul proprio para far-
das a 4,000 rs. o covado ; pegas de cassa de lislras,
a 2,600 rs. ; ditas de cambraia lisa a 3,500 rs. ; cor-
les de caigas de lirim blanco de linho do mais su-
perior que tem apparecido a 3,600 re. o corle.
- Vende-so una pela de bonita figura, de 17 a
18 annos : na ra larga do Itozario, 11. 32, se dir
quem vende. '
Vende-se um.diccionario de Moraes da quarla
cdigio por 16,000 rs.; urna caixa de ouro para re-
logio com 6 oilavus a 3,200 rs. a oitava ; urna
caixa de msica glande com ricas pegas, por 3,200
rs. com caixa de chalilo : na ra do Crespo, loja
de miuilezas 11. 11.
Vende-se nluito em cpnta um lileiro de por-
ta paia nviudezas com os competentes vidros : na
ruado Cotovello, n. 31.
-- IVa rcstillagilo da ruado S.-Rita vende-se es-
pirito de vinlio ago'ardenle do reino, aniz gene-
bra ago'a: dente de canna dita branca, o licores
mais barato do que em oulra qualqucr parte,. e rc-
cebem-secm troca botijas, grrafas, pipas, barris,
o lambcrn so compran) a dinheiro continuada-
mente.
Vende-se urna parda moga de bonita figura ,
com algumas habilidades : na praga da Indepen-
dencia, loja n. 3.
Na botica da ra do Rango), vendem-sc os re-
medios^eguintes, dos quaes a experiencia tem con-
firmado os melhuros efieilos : deutilico que tema
propriedade de limpar os dentea cariados e* resti-
tuir-lhes a cor esmaltada em muito poucos dias ;
o uso do dito remedio fortifica as gengivas e tira o
mocheiroda bocea provenientenflos da cario,
cmodo trtaro que se une ao pescoco destes or-
glosj o remedio he designado polos nmeros pri-
meiro e segundo : orchata purgativa mui til as
criango-s e as pessoas de toda e qualqucr idado; he
composla de substancias vegetaes, nflo conlm
mercurio, nem droga alguma quo possa prejudicar :
remedio para curar calos, em poucos dias; dito pa-
ra curar dores veneras antigs, e que tcem resistido
ao I calamento feralmente applicado ; dito para pro-
vocara menslruagao e' accelerar a acgfo do ulero
idade de20 annos, muilo forte; um dilo do 18 annos/
nos partos naturaes em quo nflo se precisa das ma-
nobras scicntificas da arto ; dito para resolver tu-
mores lymphaticos vulgo glndulas; ditos para
curar baubas e cravos seceos, o mais efllcaz que se
conhece at aqui; dilo oximel de ferro, muito til
naschlorozes, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anli-biliosos de Manoel Lopes, capsulas de ge-
latina cociendo balsamo de CUpnlliba : (lilas ele
oleo de recinospurificado; ditas do cubebas en p
fino ; ditas de assafelida ; ditas com pos purgantes ;
ditas de ruibardo da China; ditas de sulphato de
qiiininn de 1 e 2 graos cada capsula ; alga leas ; ve] i-
nhas elsticas : pilulas de sal de cahacinho; agoa
das Caldas chegada prximamente ; remedios que
curam a frialdade dentro de 40 dias, mesmo estan-
do inchado; oleo muito bom para conservar o ca-
bello, que, alein de nflo deixar cahir o cabello, lim-
pa a caspa e cujo uso continuado faz reapparecer o
cabello perdido ; pilulas especificas para curaras
gonorrheas chronicas qqando a Icso nflo passa da
urcta ; igualmente um xaropo anti-hemorragico ,
applicado nos casos em que se deitasanguc pela boc-
ea. (1 prego de todos os remedios he mui rasoavel ,
e os bons resultados da sua applicagflo he que devom
fazersua apologa.
Vendem-so ptimas ervilhasechixaros, che-
gados prximamente no brigue Oliveira proprios
para semear, por seren muito novas; pedias de
moinho de moer milho : na ra larga do Rozario ,
n. 29.
Vendem-se superiores chapeos de
Jb&.castor, pretos e broncos, por preco
muilo baralo : na ra do Crespo, loja n.
12, de Jos Joaquim da Silva Maya.
. CA IJEI.I.OS PRETOS.
Continua-se a vender agoa de Ungir os cabellos
esuissas: na ra do Queimado, n. 31. Oniethodo
de applicar a dita agoa ecompanha os vidros.
ya ra do Crespo, n. 2, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-sc ricos cortes de cambraia para vestidos de
senhora ; dilos de batizulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a estagflo de invern, por
ser de cores escuras; um rico sortimonto de manas
de seda o de seda e Ifla para senhora; mantinhas para
meninas a duas patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos gastos e dilTerenles lmannos ; meias de
seda brancas e pelas, para senhora e homem as
mais superiores que leem vindo a esta praga; pan-
no fino preto e de cores ; alpaca a 800 rs. o cova-'
do, e muilo fina a 1,600 rs. ; cambraias para cor-
tinados de camas e jmilas, assim como franjas pa-
ra os meamos ; cortes do caigas de casimira france-
za elstica emuito superior, a 5,000 is. cada corte ;
cortes de colletes de velludo, gorgurlo, setim o de
fuslflo por prego muilo baralo; panno de linho a
400 rs. a vara ; cobertores para eseravos e outras
muitas fazendas que todas se venderflo por pregos
muilo baratos.
Vendom-so 8 tomos das obras do grande juris-
consulto portuguez, Manoel Alvos Pes?as quoirjl
tm de varias materias do foro judicial, 'por prpCo
commodo,com muito bom uso; urna geometra
de Euclides; umacollegflodocarapucoiro, conipie.
la ; urna dita do Popular; urna dita do Guarda \a^
cional; Consideragos sobro a legislagflo civil-j"
criminal : na praga da Independencia, loja deefi.
c.idernago n. 12.
~ Vendem-se os seguintcs objectos em muito bom
estado, para oulcial da guarda nacional : um par
do dragonas, urna banda taliin canana, barreti-
na, barretflo fiel de espada etc. por prego com-
modo : na ra Nova loja n. 21.
Vendem-se varios trastes, a saber*: cadeiras
canap marqueza mesas mangas de vidro i
outros objectos ; tudo em bom oslado e por pre.
go commodo
do n.46.
na ra das Trincheiras
sobra-
Lotcria do Rio-de Janeiro.
Na loja de Cambio do Snr. Vieira vendem-se bi-
Ihetesda lotera a beneficio das obras publicas do
Rio-de-Janeiro. A elles antes quo chegue vapor
Vendem-se dous pretos ptimos para o iral
halho de campo; urna preta ; urna parda com al-
gumas habilidades : na ra da Cruz, no Rccife. n
28, segundo andar.
Vende-se urna venda com poucos fundos, sila
na ra do Vlgario : a tratar na ra da Cruz n. 2g
com Lima Junior& Companhia.
Vende-se urna prcla be'm vistosa qozinhci-
ra layadeira e que he muito boa engommadeira
sern viejos nem achaques : na ra da Cadeia doKe'-
cife, a fallar com Jos Gomes Leal.
-- Acha-se eflectivamentea venda nos domingos
na ruado Rangcl, n. 41 .carne decarneiro: aspo*-'
soasquesequizerem afreguezar, dirijam-se a men-
cionada casa.
Eseravos Fgidos.

Nesta loja vendem-se cliapeos de
sol de seda .suprior, a SsoOOrs.
Vende-se ou arrenda-sco engenho Mogambi-.
que, silo na fregticzia do S.-Lourengo-da-Multu ,
distante desta praga 3 legoas : na ra d Vigario,
11. 22, armazem de Jos Xavier dono do mesmo
engenho
Vende-se para fra da provincia ou para en-
genho um csciavo do nagflo Congo de 28 annos
pouco mais ou menos que cozinha o diario de urna
casa e refina assucar : em Olinda ladeira do Vara-
domo lelinagflo de assucar.
A casa de modas francesas de
A. lillocliati do Aterro-
da-lfoa-Yisla, n. i ,
recebeu pelos navios Xilia e Nelie-lilalhilde, um lin-
do escolliimcnl de chapeos de senhora de urna das
mais afamadas modistas de Pars; chapeos de pa-
Iba de lodos as qmilitladcs, lisos.abei los c bordados;
ditos jiara meninas e meninos de forma Joinville e
redondos, de pallia da Italia ; lindas toncas paia se-
nhora; mantas e visitas de lico ; lencos bordados
de cambraia de linho ; dilos de linho lino, lisos ; di-
tos de cambraia, de todas as qualidades ; cambraias
linas, lisas o bordadas ; sedas para chapeos ; flores
linas; luvas de inalhase abortos, para senhora e
niel, oas ; ditas de pellica, cuitas e comprlas,
para senhora ; um soitiinento de collarn!,os e ca-
misinhas bordadas ; ricas fitas de todas as larguras;
bicosde linho; ditos de blonde; csparlilhos; fil
de blonde e de linho, da ultima moda ; rendas lisas;
culie-meios bordados ; cambraia do linho puro ;
baleias para vestidos e csparlilhos, e nimios outros
objectos de moda que se venderflo por prego com-
modo. Na mesma casa fazem-sc chapeos e vestidos
de senhora, da ultima moda.
Vendem-se dous eseravos, sendo um pardo de
bonita figura e um prelo doservigo do campo ; um
optimol::ioleque de 12 anuos ; urna negriiihu de na-
gflo de 1C annos ; duas dilos de 20 annos pijadas,
que cosein eengommam ; 4-ditas de bonitas figu*
ras ptimas para o servico do campo; 3 ditas de
meia idade : lodos.por prego commedo ; na ru Di-
reita, 11. 3.
= Na tarde do da 3 do corrente, fugio do sobrado
junto ao em que mora o professor de pritneiraslet-
trasna ra de .Malinas Eerreira, em Olinda, a preta
Maris, Je Angola, com mais do 40 annos de idade.
Tem os signaos seguintcs : estatura ordinaria, cor-
pulento, desdentada, e a mflo direita como aleijada
por ler 3 dedos sem acgfo; levou vestido roto de
chita desbolada, urnas coalas encarnadas no pesco-
co, urnas argolas d'ouro lisas as orcllms, c panno
da Costo velho nos hombros He condecida em Olin-
da por Mara Cabro, l-'oi, no lempo de outros ss-
nbor.is, marisca,leira, lavadeira e quitandeira. Tom
conhecimentos para a Casa-Forte e outros arrabal-
des da cidade. Recommenda-se a aprenlieusflo dessa
escrava, e a entrega seu Sr., o abaixo assiguado,np
sobrado apuntado, O qual gratificara a conten lo do
opprctihensnr.
l.uiz Paulino Cavalcanli Vtlltz de Guetaro.
Na manlifla do dia 3 do correte, das 7 para as
9 horas, sendo conduzida para casa do Sr. major
Antonio da Silva Giismflo urna sua escrava preta, do
nome Romana, esla, no Aterro-darBoa-Vista.dcixan-
do-se licor atrs do portador quo a conduzia, fugio.
A-referida preta he do Angola, bem ladina, e repre-
senta ter do idade 30 anuos pouco mais ou menoii-,
estatura ordinaria, corpo cheiOj porm magro; tem
o dedo grande do p direito aleijado, e em ambas
os pernos algumas chagas bastante grandes, e le-
vou vestido escuro de chita cotn llores broncas e en-
carnados, c por cima saia preta de lila, e fui cinbru-
lhoda>cm um chale por de viudo com borra branca:
levou mais una Irocbu, contando um lengoldenl-
godflo, c outros vestidos c roupas. Quem a descu-
brir pegar leve-a a casa do diloSr. Cusmflo, na ra
do Queimado, ou na ra do Aragflo, n. 27, quesera
recompensado.
Fugio no dia 28 de abril prximo passado a
preta Thereza que representa ler 25 a 30 anuos;
he olla reforgodo bem parecida; levou saia do
chita vermelha e panno da Costa ; lem algumas ci-
eotrizes em um dos bragos. Esla escrava eslava nes-
la praga apenas ha 12 dias tendosido remellida de
Macei pelos Sis. Luiz Antonio Alves Monte,n> &
Companhia, pora, por sua cont, ser vendida anu
pelos annuncianlcs, A. D. dos Santos* Companlin,
moradores na ra do Crespo n. 11. Reconiirendn-
se a sua apprehensflo a todas as autoridades poli-
ciaes e quem a pegar seta recompensado.
Dcsappareceu, no primeiro do abril, a preta Jo-
sepha de 18 a 20 annos baixa grossa ; tcni um
signal no beigo superior c outro no inferior, sendo ,
este muilo apagado do urna dentada de cachorro,
fulla que parece crioula por ler viudo pequea:
quem apegar leve oo lorgo do Livramento, pada-
ra 11. 32, que ser recompensado.
Fugirom no dia 8 de Janeiro do auno prximo^
passodo, do engenho S.-Anna do Antonio Dias,
5 eseravos com signoes seguintcs pertencer.tes ao
lllm. Sr capililo Antonio Joaquim Litis Piraa ter-
mo da villa de Porto-de-Pedras, provincia dasAli-
goas : Antonio, cabra, de 30 annos. alio, grosso*
acaboclado da cor, cabello aberto rosto compndo^j
nariz chato denles limados fallo grossa pouc
barba : Bazilio cabra de 26 anuos boixo de
bom corpo cabello aberto ,' rosto redondo denle
limados nariz choto muito brando na falla pou-
co barba .- Manoel, criolo, fulo da cor, de 28 an-
nos olio corpo regular rosto redondo olhos pe-
queo olllcial desapalciro, loca guitarro muiW
pachola pouco barba : Antonio, crioulo de 25 an-
uos cor fula rosto redondo, nariz, chato 1'|C1|S
groases ; tem uns pnlmes pelas cosas que parecom
tenido de rclho ede pouca barba: Luiz, criou-
lo de 28 annos cor Tula pouca figura, rosto cotn-
prido iiuriz choto, hocco e beigos regulares pou-
co barba ; lem um p mais grosso do que o oulro.
Estes eseravos forom comprados a Antonio Francis-
co da Silva Carneo e Jos Concia dos Santos, mo-
radores no cidade do Aracoty; seguirn! os dilos n-
cravos paro o mesmo lugnrdeonde for.-'m cotp||rnd||S
na occosifio da fgida rotibaram do seu senhor uin
jogo de pistolas de. bronze e outros diflerentcs af-
inas, o vflo iiititulando-se forros. Quem os peg*
leve a praga de. l'eriiambnco a entregar o Lourenc11
Jos das Neves, que ser recompensado, ou ao men-
cionado engenho, ondo nflo s se recompensar co-
mo se pagoiflo todas as despeas.
- Fugio, no dia 5 do corrente, urna prelado Cos-
ta, de nome Ilativa, alta, meio corpo, com um dedo
de 1101a das mitos cortado, e urna orclha cncolbidjii
que representa metade : quem a pegar traga a esla
lypogrophia, quo ser recompensado.
PEnr.. : NA TTP. DE M. F.BE TARU.-
^iH4>
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADOl


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