Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08456


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Full Text
Anno de 1847.

Sexta-feira
O VtAMO pul>Icrse todos os das, iiu nS0
tm ,|C: guarda i o prrro da ai.nturn lie ric
wiiol> ts. r' Tl"r"1' P"-"' *9iHAtadnt. Os an-
llnCoj dos s^"-"ites inferidos i rns-io de
,(,,. nnrlinl'. '" tvp diMVrentc, e as
...pstic" P'1" mttade. l'* q"^"o f remassig-
' .,TpaSr3o W> rs por liniia, e IGu cui ijpo
dillerente, po. cd publicado.
PHASES DA LOA NO MEZ DE MAIO.
gineOMM, 1> P """ '' '
I nano ,4' '* l",r"* e S min- d" tar,le-
CrescanM.a M. *s I' llon" 6 "'. d tarde.
Lu chei. "> "* :' horas e 16 mfou. d urde.
PAUTID* DOS CORREIOS.
C.oianna e Paraliyba, si secundas estatal Teii-ks
Riu.lJramle-.in.Noiie rpimia* flras ilYiVeo-riia.
< alm, SeriiiliSem, HJo-Ptirmoin, Poilo-C
Macelo no I.*, a 11 J ,
Oara iliuns e Rnniln, a 10 ^T
Roa-Vista e Floivs a 13 e Jt^
Viclnria, i% quii foris.
Olinda, todos os das.
PREAMA.l DE ttOJE.
Primcira, in limas s 0 minutos di minlii.
Segunda, 19 liors a Ju minutos da tanW.
de Maio
Anito XXriT.
N. **.
DI AS DA SEMA* A.
5 Segunda. >J>J< Invc rio da Santa Cruz,
ftoriopiano.
4 Terca. S. Monica. Aud.do J. do iv. da I
e do 1 de pal do 2 riisl. de I.
i, Ouara. S. O. Aud rio J. do C.
1 e do .'. de paz do 5 riisl de t.
6 Ouini*. S. Joo Damasceno. Atid. do J.
orph., edo J. municipal da I vara.
7 Sesla. 8 Estanislao. Aud doJ.doci.
I. v. e do J. de paz do I. dial, de t
> Sabliado. S Heladio. And do J do cir.
I. v. do J de paz rio I dial dr t.
9 Dominio. S. Gregorio Naziaoseno.
CAMulOS NO DIA, DE MAIO.
Cambio sol.. Londres a IS d. por IJ r. 61 d.
u a P.nsSlbrs por franco,
a Lisboa 95 de premio.
Desc. de leltrai de boas firin.s I */ P-'/a ,0 meI-
OvioO.ioas l-espantiolas-------}4C0 a J8|"'(<
a Mocdas dtCsIOOTclli. lefio a I8|40n
a a de 6*l0i> no.. 10*010 a lOftOr)
> (ii4fO00..... Ofoo a 9JI0O
Prnla Pataco*......... .">0 a JIOiO
PiMSOatiimnirei... 2JniO a JloJO
u Hilos mexicanos ... ifTIO a l/00
Usada............. 14900 a IjJn
\ croes da comp. do Hefnribe de aOfOOfl rs. ao par.
PAUTE'OFFICUL
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRA.N'CEIUOS.
RIO-DR-JA.\CIRO. MIMSTIIWO DOS
tai abril ni: 1817.
S.'srcgAN. 7.
SKOOCIOS
0 abaixo assignado, do conoelho deS. M. o Im-
perador, ministro e secretario do oslado dos uego-
ciososlrangciros, receben a ola que o Sr. I). Tho-
niaz Guido, enviado extraordinario o ministro pleni-
potenciario da Confederago Argentina, Iho dirigi,
comdata do 22 de noven bro ultimo; eiendo-a luva-
doao conheciment do governo imperial, ncha-so
hoj; nutorisado para respondern seu contexto.
Tcm a referida nota por objecto essencial solicitar
o Sr. (nido, em nome o por ordem positiva do seu
Pyerno, que o de S. M. o Imperador declare cate-
ricamente se approva oti rejeia o memorndum que
o Sr. viseonde de Atoradles dirigi is cortes do In-
glaterra o Frangu sbreos negocios do Hio-ila-Prala;
epara cale llm repele o Sr. Guido os argumento:,
relativos oo mesmo memorndum, de que j so tcm
oceupado em oulras notas, apresentando-os agoru
como provu d le.ildndo e benevolencia do seu go-
verno para com o imperial, afim de ofTeraer ao mi-
nislerin uiua occasiilo propicia de revelavh sua. ver-
dadeira poltica nesto episodio.
Estando j refutadas por varias vozes todas as ar-
guicoesqueora reproduzoSr Gnid, deixaria o a-
baixoassignado satisIVita cssencialmentea exigen-
cia do governo argentino com a si uipfes resposta de
Jue a naturas o efTeilos de um memorndum, dirigi-
o n govern diverso do argentino, nao oluigamo
du Brasil a semelhanle declaragilo, maximt qu:i ido,
pelo contedo ila mesma nota, se evidencia que o
governo da Conl'ederaco est sufllcicnlcnicnte infor-
mado do que pelo dito memorndum niio buscou o
do Brasil alijados para vircm inlervir com fiVga ar-
mada na con tonda dasduas repblicas do l'rala. Mas,
pnra que o Sr. ministro da Confodcraciio Argentina
posan preciar a rtcUdfio, lealdade e benevolencia
venios, assim como o seu desvelo em manter inc-
lume n propria digiiidadc e seusdireilos, vai o abai-
XOissigoadt, oceupc-se anda dos principaes tpi-
cos da mencionada nota, revelando assim mais urna
vez a sua poltica nesto episodio, para lirmar a opi-
niao da America, que Me favoiavel, o rcstabelccer a
coultanga a que lem iuqucstionavcl direilo. se he
qucloi jamis alluida por manejos de seus inini-
eos.
Asscvera o Sr. Guido que o gabinete de 2 de fi've-
reiro, autor ila misslo do Sr. viseonde de branlos,
sempro Ibe negara que tivesse este sido cncarregado
de solicitar inlervengflo armada aos govej'nos da
Frnifca e da Inglaterra; que o ministei o, que'succe-
ilcii ao de 2 de foveroiio, Ihe dra o mesmo seguro; c
Irnnscrevo as palavras pelas quaes de nccor-.lo com
soiis nnteeossoios, conlirmii o abaixo assignado es-
tas ili'Clarages na sua nota verbal de 12 de agosto
prximo passado. I'orm tilo positivas ileclaragoos,
ntiosfioa pura expressfloda verdade, repetidas suc-
ccssvamciile por tros ministres durante mais de duus
linos, parece que nlto niorocem no Sr. Guido to-
ma-las como ponsa'rento do governo imperial, c sini
un acto de solidariidade minisloi ial, segundo oes-.
lylo om pnizes constitucionaes, ou como proprias
convicefie* dos ministros.
Tambcm nojulga sudiciento loro cx-mnistro o
Sr. Lmpo de Abreu dudo coiibeciniento dnquelle
memorndum aos representa utos da nago-brasileira,
liiiulanilo-se a lor a sua conclusfio, coma qual se
coiilcjitaram por abiangor o essencial do memorn-
dum, e nilo por nenliuns outros motivos ostensivos
ou secretos. E Ufo obvia be n intelligencia desla
parto do metnorandum, que o mesmo Sr. Guido, bein
que consideie este acto da diplomacia do Brasil ins-
pirado pur lamentare! impreciso, niTo euxerga nelleo
proposito de suscitar urna gurra.
Dopois de fer este docuniento exposto que a causa
da liiimaiiidade, o os inleresses commcrciaes, exi-
giam imperiosamente um termo guerra do Itio-du-
l'iata, e tondo dailo os dous governos de Inglatoi ra o
da Franca, por multiplicados celos, provas uiequi-
viicas dequetinliam lomado jieito a mencionad
pncilicagno, era de esperar que, inteirados da acqui-
secncia do Brasil a seu philantbropico einponlio,
se resolveriofli a coinmunicar-llie o sou pensainen-
lo, ese dignnriam expedir suas instrucgOes aos ros-
l'rclivos ministros plenipotenciarios nesta corle para
*e onlendercm com o governo imperial sobre os ne-
gocio aciinies c conlicidos, o sobre todas as uceur-
rrncios que no futuro possari lor lugar as repbli-
cas do Piala. Eis esscncialmentc o memorndum.
Em verdade, quando a Inglaterra oflerecou sua
niediacila em 18*1 para obler a pacificago do Itio-
'la-l'rala; quando esta mesma potencia so uni com
"Ira nga para o mesmo (im em 1812, ninguom en-
leinlcu que essas duas potencias violeram a neutra-
lidadc. Tanibom nenhum fundamento se aprsenla
para se julgr.r infringida cssa neutralidad^ porque
leiitouonrasilunir-scoFranga e Inglaterra, para
conseguir sobicaita pacificago.
Em apoio do direito que ao Brasil compete, do
Pugnar pela integridade o independencia do Estado
"lienlol, o Sr. viseonde do Amantes mu> succinta-
ihente niemortiu osfnclosque nreccdorui a erecglo
desta nova nacionalidad.'equanto nella interessava
Brasil. QSr. Guido aprOeila esto ensojo para rc-
""dar o plano que diz faMfttB|p soba iiilluoncia
t'o Sr. D. Joo VI, c cofim Velo Sr. Pedio
1 a cusa do territorio da rflh do Uruguay; sus-
Pi'ita que o Sr. viscondoJmbrou a occupagilo- mili-
tar de Montevideo para deaTOrdolfa direitos, quau-
-trf-
docstosuccesso Wra urna infracglo manifosta dos
lialados de 1777 o 1778, que estnboleceram o direito
da llespanha s duas micTgns do Bio-da-Prata; altri-
bue influencia das hainnetas do viseonde da Lagu-
na a incorporacoda Banda Oriental no reino unido
de Portugal, Brasil e Algarvos; ncorporago que
nao acnilaram as cortes do Lisboa, e apezar desta
solemne desapprovago, no desisti o Sr. II. Pe.lro
do suas prolongos quelle oslado seno depnis do
urna guerra com a Coufudcrago.'que lerminou pela
fundago da repblica do Uruguay.
Ksta simplesexposigao manifestaa improcedencia
das cnnjecluias do Sr. Guido; tem hocomprohensi-
volquoo imperio, pugnando pola Independencia
do estado do Uruguay, intente doduzir dimites da
suceirila narrativa do memorndum, direitos que uo
estejam consagrados nt couvengo ile 1828. Uaravi-
|ba quo o Sr. Guido interpreto os acontecimentos
anteriores convengfo do 1828 do maneira que in-
culque nao ter tido at entilo o Brasil direito algum
sobre o territorio hoje Estado-Orienlal.
Podru lambom o governo Imperial produzir faotos
(Itio attcstassem planos de ambiguo da llespanha para
se engrandecer com o territorio do Brasil,o luspoitar
que S da Confedciagao ora o continuador desta pol-
tica, porquo inculca, uo som inexaclidilo histri-
ca, a existencia om vigor dos tratado., do 1777 e
1778, rAos pola guerra do 1801, e nao instaurados
pelo de paz do 6 de jtiufco do mesmo anno, tratados
que esbulhavam o Brasil de nao pequea porgan do
seu territorio : mas nada dislo vom hoje a propo-
sito.
Os direitos que ao Brasil o Confederagoconfere
o titulo de fundadores dj> Estado Oriental, nilo de-
pendom daavoiiguago dos fictos que precedoraui
e acompauharam a sobredi la incorporagilo. O go-
verno imperial talve ganhasse concordando com o
argentino, em quefoi extorquido pela frca ovlo
i|iie uni a Banda Oriental quelle reino eao impe-
rio do Brasil. Advirta, porm, o Sr. Guido que se nilo
ha dcliberagiolivrc onde exisle Jorga armada, este
seu argumento prova contra a propria inlcngo. Com
elfeito, no cessa o goverqo ergenlino de preconisar
a aifcbesao dos Orientaos ao general Oribe, e sua es-
treita liga coih a Confederagilo para debellar essa
faegao que, segundo sua lingoagom, entrSga om Mon-
tevideo a patria uierc do estrangeiro; mas esta
adhesfo e esta liga se manifestaran! sdepois que
pisou o territorio do Uruguay o general Oribe, a
frente de um exercito argentino numeroso, aguer-
rido e enthusiasmado con a victoria. Por certo que
o Sr. Guido uo previo que suas palavras tivessem
semelhanle alcanco.
Aos sous proprios argumentos responde o Sr. Gui-
do, quando allesta que a nacionalidmlo do Uruguay
he obra do governo do Brasil o da Gonfedoragno ; o
quesuppunha naquclle direito sobre o Estado Orien-
tal. So o governo imperial uo linba direito Ban-
da Oriental ;-se este direilo s competa a Confede-
racffo, uo lie fcil explicar como a convengo de
1828 o considere, pelo menos tanto quanlo a Con-
federagilo, ulorisado a constituir n soberana do
Uruguay. Nem o.Sr. Guido pode justificar tao deslo-
cada negativa do direilo que o imperio linba sobre
o Banda Oriental, pHa .consderag.lo de que dopois
do tratado uo caba oulra lingoaeem ; porquanto,
he depos do tralado que o Sr. ministro da Confede-
ragilo Argentina vem disputar os direitos que o Bra-
sil linba antes quo elle fsse celebrado; debate que
s podottv o prestmo do azeilarosaniino.se do pro-
mover dssenses, que lauto convm prevenir.
Importa vindicar aqu a memoria do Sr. D. Joilo
VI, que o Sr. Guido acensa do ter oceupado militnr-
menle o territorio oriental com inanifesla trons-
grossao dos (rulados de 1777 e 1778, Alm_dequc
taes tratados nilo subsistan desde 1801, ninguem
contestar a um governo o direilo de oceupar mili-
tarmente lodo ou parle de um estado para fazer cos-
sar nelle a anarrhia, que perturba, desmoraliza e al-
bamente projudica seus subditos.
Kquivocou-sc, pois, oSr. Guido, quando inculcou
na sua dita nota qne urna oceupagao militar que lem
de durar temporariamente, e s einquanto as cir-
cumstancins oexigiren, uo podo ser feta por urna
nago que tcnlia reconbccidu por tratados uo per-
lencorom-lhe os ponlos occHpados. Em voz de ex-
pmbri-so, o governo do Sr. D.Joo VI a.lquino ttu-
los gralidao dos Orientaos e dos outros povos vi-
zinhos, sulfocando a anarc.hia dos Artigas, que tan-
tas fui tunas consumi, o. lauto sangue derramou.
Arge o Sr. Guido ao diplmala brasileiro de altri-
buir ao actual chore da Confederagilo o inlenlo de
recompr como eslava no lempo do dominio lies-
panbol, o antigo vice-reinado de Biienos-Ayres ,
ooiiiprehendcndo no territorio delta Monlevadeo e
Paraguay. ., .
OSr. viseonde de branles fara sem duvida ode
vidoaprego do carcter e qualidades doSr. gover-
nador I) Juan Manoel de llosas, bom como da sua
poltica americana ; masas rasos de estado obli-
gan uo raras vezes a sacrificar o entliusiasmo e ou-
lras aficiges nobres no aliar do bein puuiico oda
patria.
No padece dlIVida que urna das mximas da po-
ltica daquellofovernador hoque a diviso dos es-
tados americanos deve ser, c mesmo no podo dei-
xar de ser, a dos.vcc-reinados e capitanas geraes
duranto a dominogo hespanhola. Daqui a sua reluc-
tancia em reconhecera repblica do Paraguay. Urna
poltica cautelosa, pois, bom quo respeite a honra o
indcfeclivel probdade dodto governador, podo a-
hi gar o receio de que elle queira incorporar a.Con-
federagilo Argentina Montevideo, que d'ella fez ou-
tr'ora parte.
ri>m todos verSo nos esforgos do Sr. governador
Bosas, para reintegrar ao general Oribe na presi-
dencia da Repblica Oriental, sacrificios feitos in

prol de sua independencia antas no natural quo os
atlrihuam mxima de que os oslados omorcanos de
lingos hespanhola leom os inosmos limites quo os
antigns vice-ronados.
A verdade inpe o dever do desenvolvmenlo do
algnns faclos. 0 general Oribe renunciou a presi-
dencia dfrUruguay livroinente, sem coago nem
protesto; seguio-se-lhe um governo obedecido em
lodo o estado, edepoiso eleito emcouformdade da
constituigo da repblica, o nem urna s voz so le-
vantou contra essea governos dentro do territorio
oriental al 1813. Merece, pois, escusa qnom prosu-
miraallianga que cercein a soberana autoridado do
Uruguay, observando a persoveranga com que o ac-
tual governador de Buenos-Ayros considera anda
presidente ao general Oribe, inormonte rcflecliiido
que s Ibe ral lavara poucos inczes para acabar o pe-
riodo governativo quo liie marca a constituigo; quo
esteexnirou, ha mtiilosannos, oque no hoadmit-
tida pela mesma constituigo sua reeleigao linmedi-
ata. A posigo de Montevideo allra|io asi a maior
parto do commercio do Prala, c projudica militos
interesses argentinos; circuinstancias quo ppdanam
fazer desojar a unido de Montevideo a lluonos-Ayrcs
Aulolha-se ao Sr Guido que, so o governo imperial
no acolho a iilervengo europea no Itio-da Prala,
a v com indiffereiiga. No er o abaixo assignado
quo con esta infundada accusago, so intente mal-
quistar o governo imperial con os conterrneos, in-
culcando-o como ellos infenso, o influido por sen-
tiinentos e interesses incouciliavcis com os seus ;
|iois embora no seja fcil atinar com o motivo quo
levou o Sr Guido a fazer tal julio, he evidonto que
depois de ter declarado mui terminantemente em
nome do governo argentino, que os Inglezes e Fran-
cezes no Bio-da-Prata teem designios pacficos, no
lora para exprobrar-se no hostilsa-ios o governo
dii Brasil.
Todava, o abaixo assignado, como interprete do
pensamento de um governo que se desvanece de ser
justo e franco, no hesita expressar nesla occasio a
sua crenga, de que o governo imperial nada tcm a
temor da influencia da interveiigo europea na pro-
genie lula do Rio-da-Prala. No lia governo no anti-
go mundo, que se arroje a vir no Bo-da-Prata avassa-
Inr seus habitantes ; a Torga poder coustraiig-los
poaalgum teinpo, mas a sua coragem o patriotismo
esearnientarianr prompto uquelle que tal altcntado
eomnieltesse. Mais de pressa estados conterrneos c
vzinhos lontaro debilitar e mesmo absorver una
ou oulra naeionalidade desprevenida : eslo receio
comparti o.Sr. governador Rosas quando levou a
guerra Bolivia, para obstar, segundo asscvera, ao
rompmonlo do equilibrio dos estados sul-ameri-
cunos.
Km verdade, sendo ameagado o general Orbegoso
por um rebelde quo emprehendeu prva-lo da legiti-
ma autoridade de presidente do Per, uvocou a S.-
Cruz, presidente de Bolivia, para o coadjuvar a inan-
ler a legaliriado, o S.-Cruz entra no Peni com um
cxoicito boliviano; o cingido logo dopois con os
lomos deSocabago, divide aquella repblica om dous
estados, e os federa com Bolivia, proclamando-seo
protector da nacionalidad' quo vinha do fundar.
I.ongc est o abaixo assignado de fazer qualquerap-
plicagodesla occurrcncia as duas repblicas do Pra-
ta, porque no suppo quo o actual chefe do gover-
no de Buenos-Ayros arrisque a sua reputago aug-
mentando o territorio argentino a cusa da sobora-
niu do Uruguay, desmenlindo suas solemnes e es-
pontaneas derlaragoM.
Purera visivol lio a analoga entre as occurroncias
do Pe o Bolivia, cas da Confederagilo Argentina o
Uruguay. Tamben aqui a rebellio so levantou con-
tra a legitima autoridade do presidente I). Manoel
Oribe ; timbn este recorreu ao governo do lluenos-
Avres para o auxiliar na derrota da rebollilo ; tain-
bin um exercito da Confederagilo depois'de assig-
naladus victorias, occu|ia quusi lodo o territorio ori-
ental. E dado que o carcter do Sr. governador Bo-
sas seja urna garanta contra um resultado final se-
melhaiite ao do Per com- Bolivia nfio sera es-
tranbavol poltica que se inquictecom a proba-
bilidade do que as meamos oceurrencias npresen-
lei resultados idnticos,' mimente tendo-se por
dante que a frga rrcsistivel das circmslancias
faz curvar a rontade mais decidida e forte, e com-
prometi as intenges as mais puras. Nem ato-
litis he patento a causa da guerra quo o governo do
Buenos-Avres declarou ao prolector da Confedera-
gOo Per-Boliviana;-o no llavera all poucos que
recusem altribiii-la ao juslo einpenho de obstara
quo so rompesse o equilibrio dos estados ameri-
canos. .
. Quera livor lido a nota quo o Sr. Guido dirigi ao
abaixo assignado, om ISdeoutubro do auno prxi-
mo passado; quem tiver prsenle que nessa nota no
roconbece o Sr. Cuido o direito do inlervir um esta-
do as disseiigesdos oulros estados sen previo Ira-
lado que o eslabelega ; quem liver avista o mani-
fest de guerra declarada a Santa-Cruz, no merece
ter i'slranbo se no imputar essa guerra a receio de
que com o eslabelecimcnto da rtova Confederago
Per-Boliviana se tmnslornasse o equilibrio da Ame-
rica doSul.
(Conlinuar-se-ha.)
1-RANGA.
Os jornacs de Pars, ltimamente recebidos em
Londres, alcangavam a 9 de margo prximo pas-
sado.
A Gazeite de France, de81 de ferereiro, annunciou
que M. Martin do Mord partir do palacio do ministe-
rio da jusliga nodia antorior _0 n'um estado do
saiido inuilo assnslaJor. Segundo o mesmo jornal,
resignara elle o seu assento uo^ahincte, e dopois de
liaver-se despedido dos seos amigos, se retirara para
o castalio dej-urmoy. Adar-sc crdito a Patrie, de-
viso (funeral Molino"deSt. on sor brevemnnto subs-
tituido na reparligo da guerra pelo general Despana
Cubires. Todava, esto ultimo boato no era acre-
ditado. 0 Commerce aecrescentava que Messrs. Laca-
ve-Laplague oCunn-Grdano estavan fatigados do
poder, e do muito boa vonladc doixaram vagos os
seus assenlos no gabinete.
Dizia-se que o general Polo, cunhado de Cabrera,
quo linha sido detido era Avgnor, se evadir para a
Hespaulia.
A cmara dos doputodns ronredeu no da 21 ao mi-
nisterio autorsago para augmentar cora 10,000 lio-
mens a frga effecliva do exercito, por urna maioria
do 205 votos contra 29.
O jornal ministerial .'lpoque linha dcixadodeap-
parecer, c u l'resse lluvia emprehondido sunprir os
seus subscriptores.
0 Echo de l'griculture dizia quo as noticias dos
departamentos contiguos a Paris annunciavam maior
alga no prego do trigo.
0 Sicle de 24 observava que,so o ministerio francez
eslivesse lirnicinenlo resolvido a resistir as exigen-
cias do gabinele iuglcz, referira larguinonle o faci,
em ez de djsfarga-lo ; mas lauta conscionca linha
ello da sua fraquoza que illudia o seu partido iliin
de aniina-lo.
0 correspondente do Times em Paris escr-via na
mesma data com considera vol cxtensOo sobro os apu-
ros l i na neo i ros do governo francez, os quaes cresciam
a cada momento ; o calculava o dficit actual que ello
linha do spprir era 970,000,000 do francos.
O concelho "municipal de Paris votara no dia 23
urna ..omina do 600,000 francos para pagar a divida
contrahida pela cmisso de bilheles para se dar po
por um prego mais baixo uos indigentes daquclla ca-
pital.
M. Kmilo do Girardin, editor da l'resse, linha cora-
prado a propriedade do jornal L'Epoque por" 50,000
francos.
O tribunal de G'sia rigo ea. bol ico romano que havia doixado deexercer
por alguns omos as funeges do seu ministerio,
o que at so lizora protestante, no poda todava
casar.
Por expresso do Pars de 27, recebcu-se em Lon-
dres a noticia do bom xito obtido pelo re dos Bel-
gas, como medianero entre M. Guizot e lord Nor-
manby, sobre a questo do casamento Montpcnsicr
(ja se sabe,, a favor do ministro inglez; isto he, ex-
plicando M. Guizot o sentido das suas palavras quo
aquello parecern! offensvas, e aceitando ello a ex-
plicago.
O National lio de opino que cmquanto houver
probabilidade de subir a duqueza de Montpcnsicr ao
thiono da llespanha, uo pode dar-so paz, allianga,
nem mesmo intelliyencia cordial entro a Inglaterra e a
franca. Anda.mais, o fralional considera a posi-
go actual dos dous paizes como ledente a urna
guerra aborta.
Segundo a Patrie, linha-se lavrado o decreto no-
meando M. Ilebort ministro da jusliga, oqualdevia
de ser assignado no dia 27; mas na tarde do dia an-
terior foi chamado ao pago M Duinou, ministro das
ojiras publicas, com quem londo a rainha i listado
muito para cncarregar-se da reparligo da jusliga,
cria-se que elle a aceitara. Fallava-se em M. de Lia-
dires.ajudante de campo d'el-rei, para o ministerio
das obras publicas.
Parece que a nomcago de M. Ilebcrt para a repar-
ligo da justiga, qual est annexa a das obras pu-
blicas, no era popular scnflo para o proprietario da
l'resse. Cria-se ser elle inimigo do clero; edaqui a
interferencia da rainha. Corri que a Preste faria
opposigo aos ministros por causa daquclla no-
mcago.
Os jornaes de Paris do I." de margo, repetiam a as-
sergo do dia antecedente, isl he, que se tinha ve-
rificado a roconciliago entro a!. Guizot elordNor-
manby. A tVnton Monarchique dizia que clles se en-
contraran! no dia 28 .de evereiro noite en casa
do conde Appony, e conversaram juntos amigavel-
mente.
lima das cartas do correspondente do Time dizia
que este grande negocio deviu concluir-se oscreven-
do lord Normauby urna caria a M. Guizol, o qual res-
pondera; cque Jepoistcria lugar una troca do vi-
silas (ou de cartas) entre clles: mas quo M. Cuizot
exigi quo o conde Appony lavrasae e assignasso un
auto disso, para mostrar, sondo preciso, que a ini-
ciativa linha partido de lord Normanby.
Todava, u l'resse centradizia todas as assergfles re-
lativas inlcngo de M. Guizol de dar na tribuna,
em afprmeira occ:iso, a satisfago exigida pelo
marquez de Normanby.
O Ktional dizia que M. Guizot desejava promover
M. lieberl, actual procurador gcral da cora, dig-
nidade de ministro da jusliga, e que a Presse, que
ale enlo tinha-sc opposto sua elevogo, havia reti-
rado a sua opposigo; masque M. l'ornari, nuncio
do papare prolector dos jesutas, recusara o seu as-
sonso. '
Os jornaes opposicionistas de 2 de margo estavam
cheios de commentarios acerca da concluso d dos-
intclligencla entro M. Guizot o lord Normanby, e de
sarcasmos Prwse (ou o Anglopkobo; como Ihe cha-
mara o Sicle,, que no seu numero do 28 de evereiro
declarou que tal reconciliagSo era impossivel, e nSo
devia ter lugar
O National chamava a altengflo publica par oa
preparativos quo se faziain em toda a Europa contra
a Franca, e que se adirma sercm destinados a ex-
ADOL


fia
ci'arom desconfiangas contra as potencias euro-
Peas-
A correspondencia do Timei dizia em data de 3 que
o ministro do interior aprcsentra acamara dos de-
putadns un projectodo lei, pedindo um crdito ex-
traordinario de 4,000,000 de francos, para screm em-
preados em obras emprehendidas nos departamen-
tos para dar trahalhn populacho indigente.
O concilio de ministros linha decidido quo nao
era conveniente ins-rir-se no MonHtur consa alu-
ma a respeito eomarquez dcNormanby. O nobre marquez dovia
assistir ao soire do duque do Nemours.
A'exeopgflo de Marselha, tintn o trigo subido de
prego em todas as cidades e povoados de Franca ;
c na Blgica ainda era mais elevado o preco do
trigo.
A Heformt iMzia qno os metaes preciosos eslavam
emigrando d Franca por todos os lados. Em Marse-
lha, assim como no Havre, os navios mercantes cs-
t rango i ros so carrgavam moeda do prala, recu-
sando recober fazondas de que diziam nSo ca-
recer.
Osjornaesde niloconlinham noticias polticas
de importancia.
A l'reste mostrava-se muilo indignada do haver
lord John Russell annunciado na casa dos communs
que se desiguaria um dia para umjejum geral por
causa das lerriveis calamidades com que ha apra-
zido Divina Providencia afflgir a blanda.
He urna calumnia Providencia, diz a Pretse,
attribuir-lhe a deploravel miseria que desoa a Irlan-
da, llovemos buscar a verdadeira causa da penuria
existente na poltica seguida ha sceulos pelo govor-
no inglez para com aquello paiz. Foi cssa poltica
que a privou da sua liberdade religiosa, de suas ma-
nufacturas, do suas franquezas polticas, n'uma pa-
lavra, de toda a parlicipacfo nesso progrosso social
que temos visto realisado n'outros paizes. Foi essa
poltica violenta, Iliberal, injusta, oppressiva, eccr-
lissimamenle opposla aos designios da Providencia,
que reduzio a Irlanda a urna siluacHo tal, que a sua
populadlo, miscravcl ainda em lempos prsperos,
morro de fome, todas as vezes que faina urna colhei-
ta. Outros paizes ha alm da Irlanda que teem expe-
rimentado mingoa na colheita das batatas. Esses
paizes soffrem, sem duvida; mas de nerrbuma sorto
como a Irlanda soffic. E porque? Porque elles nflo
toem sido systeniatcaniente exhaurdos e enervados
pela poltica do governo. Vos, pois, que ides jejuar
um dia em proveito dessa Irlanda que tcm jejuado
anuos inteiros pelos vossos actos, uo deveis limitar
os vossos esforcos asupplicar Providencia que llie
conceda para o futuro colheitas mais abundantes.
Meditai sobre a vossa divida para com aquello paiz,
a qual vos resta ainda apagar! Keflecti sobre isto
por amor de vos mesmos; tanto mais quanlo a sua
miseria est gravando as vossas Imancas, e em lugar
de urna provincia que-poderia augmentar os recur-
sos do estado, vos pnssus ahi um simples hospital
em grande escala, cuja sustentaco demanda sacri-
ficios cada dia mais consideraveis
Pareca ser certo que anda que se confiasse a M.
Hebert (procurailor da cora) o ministerio da justica,
comtudo separar-se-hia delle a reparlico do culto
religioso que seria dada a M. Carn, de cujos princi-
pios religiosos niuguem duvidava em parle alguma;
enlrctanto que a repulago de M. Hebert como hostil
igreja linha suscitado contra si lodo o corpo do
clero e lodosos devotos.
O jubilen concedido pelo papa Pi IX na sua elev-
oslo ao throno pontificio linha docomecar em Paris
a 14 demarco, e havia do lindar a 4de abril (do-
mingo de Pascoa.)
Occupava a attcnco do gorerno um plano de co-
lonisacilo para rgol; mas ainda n3o tinha sido des-
envolvido. Era provavel que fosse de nalureza mili-
tar, vendo-se que outros systemas teem 13o singu-
larmente falhado naquclla parte d'Africa.
Joman de 5. A Ueforme -dizia que o governo
que ere sem duvida eslar assenlado sobre um vol-
can, est tranqiiillameute armaudo os fortes que
rodeam Paris, sem embargo das terminantes dispo-
sicoes da lei que Ih'o prohibe.
Noticias de Montauban, em data de 28 de foverciro
annunciavaui, que houvora naquella cidade um mo-
lim a 26, em consequencia dse haver fechado urna
casa de beneficencia e de trabalho, e de nio pode-
rem os padeiros fornecer a quanlidade de pilo ne-
cessara. A multidAo atravessou as ras, quebrando
as vidracas das casas do uiairo, e de muilos coolrala-
dores de trigo, mas a tropa, conseguio dispersaros
desordeiros, antes que elles comineltessem maores
excessos. A 27, que era dia de feira, perturbou-so
oulra vez a tranquillidade, c foram presos muilos
individuos quu levavam trigo sem o pagar, ou que
pediam procos exorbitantes pela sua prodcelo.
O tribunal d'Assizes ue Chateauroux pmlerio a 4
de margo a sua deciso na causa los dtasor Jeiros de
Buzangais, no departamento do Indre. Essas desor-
den*, occasionadas pela caresta dos vveres, oram
accompanbadas doassassinato de um proprietario
daquelle distrelo, e do saque-de militas casas. Con-
seguiiteinenle julgou o tribunal conveniente ap-
plicar a lei em todo o sen rigor. Tres dos aecusados
foram condemnados morte, quatro a gales perp-.
tuas, e todos os outros, a excepto de um que foi
absolvido, foram condemnados a gales ou prisao por
dulcientes periodos, e ao pillouriuho.
Jornaes de 6. Tendo lies das nove commissOes
permanentes da cmara nos depulados tomado em
considerag.to, naquellodia, a proposta dcM. Duvcr-
gier de Hauranne relativa a reforma eleitoral, havia
de ser lula publicamente na seguintesessfio das c-
maras. Rcuniram-so depois os depulados na sua
sala para ouvirem o desenvolvimentu da proposta de
M. Fould, a respeito da conveniencia de riscar-se do
(rand Livre da divida publica a somma te 11,584,983
francos do tres por cento de renda, nello inscripta,
e que foi remida por aquella adminslrngao do I do
julbo de 1833 a 31 dedezembro de 1846. M. Fould
disseque o seu lim, ao propr aanuullaefio dessas
rendas, era dar ao governo tneios sullicientes para
cobrir o dficit existente que elle calculava em
250,000,000 de francos, sem ser obrigado a recorrer a
um novo emprestimo, ou emissao de bondi do llie-
souro at essa somma.
O conde Bressor, embaixador francez na Hespa-
nha, passou por Baionna, a 2 de margo, de Via'gem
para Paris.
A bolsa de Paris mostrou no dia 6 urna leve ten-
dencia para melhoramento. Isto proveio da conclu-
s'io da liquidando, da conviego de que so na Hcspa-
nha se divisava alguma cousa amcacadra para a
paz, c de que havia alguma probabilidadu de obvi-
ar-se falta de vveres, posto que com grande cusi.
Alm disto frequenlcs entrevistas do conde d'Ar-
gout, ^director do banco de Franga), com M. Cuzot,
tjnham dado origem ao boato de que esse dislinclo
personagent eslava prestes asi* nrmeado ministro
da fazenda, em lugar de M. jScave-Laplagne, que
desejava retirar-se.
Os jornaes de 7 occupvam-se principalmente com
questes financeiras acerca da proposta deM. A.
Fould na cmara dosdeputadog. Em resnostn ao dis-
curso o em opposic-lo proposla de M. Fould, apro-
veitou o ministro da fazonda a occasiflo para referir
boatos que circnlavam, de que o thesourb n.lo poda
pagar o dividendo semostral de 5 por cento, devido
a 22, c apresentou s cmaras relages dos recursos
do Ihosouro, durante osultimns26 annos, at 5 de
marco do caifa annn, e demonstrou que em nenhum
periodo daquelle intervallo tinham os recursos do
thesouro sido Ido abundantes como.no corrente an-
uo, montando o dinheiro em oaixn al 5em 45 mi-
Ihoes de francos, alm de 73,000,000 em papel;
somma total 118.000.000. Pelo que dizia respeito a
necessidade de conUrahir-se um emprestimo, que
M. Fould considerava eminente, obser'vou o minis-
tro da fazenda que a adopciio da medida proposta em
tal caso produzfii urna fatal Influencia sobro o cr-
dito publico, o privara o govefno da possihilidade
docontrahi-losob condgfles vantajosas. Comtu-
do nlo ha, accrescentou elle, necessidade alguma
de emprestimo por ora ; mas ninguem podo asse-
verar que no decurso de alguns annos nao sobreve-
nha urna tal necessidade.
Depois de ouviro ministro da fazenda adiou-se a
cmara at o dia 8. .
O Journal dei Debis annunciava que a rainha
Chrstna era esperada em Baionna a fl de margo,
e em Paris a 15.
A l'lotle referia que o vapor Cauim, que se eslava
armando em Toulon para urna missilo particular ao
Prata, devia fazer-se de vela no dia 15. O novo com-
mandante da estagilo franceza n'aquelle ponto, o
qual commandante devia seguir de passagem no Cas-
lini, havia de igai a sua bandeira na fragata Charle,
queselangaria aomarem abril. Segundo o mesmo
jornal eslava designado o dia 7 para a partida do
principe de Joinville para Toulon.
Joman de 8. Annunciando a prxima chegada
da rainha Christina e do conde Bressor a Paris, ob-
servava o National:
He muito natural que depois de tito longa au-
sencia, depois da eonsuinmago dos casamento, o
em presenga das dilliculdades da situaeflo, sinlam
ambas as partes anxiedade por se vorem, a lim de
concertar medidas, e de renovar lodos os los d'uma
pol tica, -- ou anlcs de urna intriga, -- que lein pro-
duzido tilo bullanles resultados.
l.ia-sc no Courrier Francait o seguinle :
Tem circulado o rumor de que o gabinete in-
glez communicra ao nosso ombaixador em Londres
nina nota relativa ao augmento do estabolecimcnto
naval, mencionado no parlamento. Declara-se n'es-
sa nota, que esses armamentos silo exigidos pelas
circunstancias, e que alm disto, elles nao trans-
gridem a differenga proporcional que, segundo as
convengOes secretamente estabelccidas ha alguns
annos, deve de existir entre as arrpadas de Frauga e
do Inglaterra. NSosediz queresposta dera 0 nosso
embaixador a essa nota
A cmara dos depulados continuou no dia 8 o de-
bate sobre a proposta de M. Fould. M. de Lasteyrio
contestn a exactidao das assergOes proferidas a 6
pelo ministro da fazenda, e sustenlou que havia um
dficit de 180,000,000 fr. M. Fould ofterecen depois
algumas observages para demonstrar a necessidade
da medida que elle propunba. O ministro da fazenda
repeli, em resposta a sua asseveragflo de que em
nenhum periodo anterior tinham os recursos do the-
souro sido mais abundantes do que no presente.. Ne-
gou a existencia do dficit mencionado porM. Las-
teyrie, e declarou quo nilo havia necessidade de con-
trahir-scomprestimo. Depois que elle concluio, foi
a proposta posta a votos, c rejeilada por urna grande
maioria.
Osjornaesde9 nflocontinham noticias de maior
inleressc para leilorvs eslrangeiros.
Correspo.MlentMa.
Consulado.
REND1MENT0 DO DIA
6.
(eral..........
Provincial......
Diversas provincias
1:695,987
712,269
3,001
2:411,257
Movmonto do l*orto.
iVdBo entrado no dia 6.
Rio-Grando-do-Sul; 14 lias, brigue sueco George, de
186 toneladas, capitflo O. F. Itoampke, equipagem
10, carga lastro : a N. O. Bieber.
Navio eahido no mesmo Ha.
Baha ; sumaca Santo-Anlonio-dt-l'adua, capitIoMa-
noel /os llodrigues, ca/ga vafios gneros._______
leclaraedes.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUGO.
Joaquim faplisla Moreira, commendadnr da ordem de
Chrislo e cnsul de Portugal nesta provincia, por S.
M. /'., o Senhora D. Mara II, que Dos guarde.
, Fago sabor ao corpo do commercio desta praga,
ea quem mais possa interessar, que por ordem su-
perior no se legalisarflo d'ora em dianto por este
consulado mais despachos de embarcagoes nacionaes
e cstrangeiras desta para a cidade do Porto, em-
olanlo a mesma cidade estiver bloqueada pelas Tor-
gas de mar de S. M. F. ; a rainha ou emquanto o
o governo da mesma auyusta Senhora nHo mandar o
contrario.
E para quechegue noticia de todos, liz publicar
o presente nos jornaes dosta cidade.
Consulado de Portugal em Pernambuco, aos 5 de
maio de 1847.
Joaquim faptisla Moretra,
Cnsul.
BEBEBD03B
A adminislraglo da companhia de Beberibe faz
sciento aos Srs. accionistas cujas entradas se acham
em atraso, quena prxima reunido, em assenibla
geral de accionistas apresenlar jjma relagflo dos
que nlo tiverem completado 80 por cento afim de
se tomar urna resulucilo defenitiva a someihante
respeito ; a qual pode ser em prejuizo delles, quan-
do he Certa quo a companhia tcm sido prejudicada
com a falta das entradas em devido tempo. Escrip-
lorio da companhia 29 do abril de 1847. O se-
cretario II. J. Fernanda fanos.
contram-sejiencadernadas as
LigSos de dircito criminal
redigidas pelos Srs. Coutoe Caryalho segindo as
prelecgfles oroes do doulor Bazilio Alberto de Snuza
Pinto, lente da uqiversidadcde Coimbra, n me'mbr*
do concelho superior de inslrucco publioa : eifjt0
brasileira mais correcta que a de Coimbra ujmea-
tada d' notas e retnissOes ao cdigo criminal, 1 vohinio
em formato de oitavo francez.
Avisos marilimos.
Srs. Iledaclores. Seguindo o excmplo lo tantos
martyres, sou deopiniilo quo devenios offerecer a
Dos as premicias de todas as cousas, como sejam as
primeiras proilucgOes do engenho humano. Assni
me explico para patcntear miiiha gralidflo ao aman-
to da boa msica que tilo bons senlimentos mostrara
em sua correspondencia exarada u'um dos nmeros
desle Diario.
O compositor, sem conlestagao insigne quo ha
pouco se rccolheu a esta cidado para escrever urna
grande missa a ilous coros com solos de lodos os
prmeipaes instrumentos, quiz honrar sua partitu-
ra com o precioso e augusto nome do Senhor D. II,
nosso adorado monarcha, talvez para indicar de ma-
neira mais solemne sua gralidno aos bous Brasilei-
ms, e o grande respeito e acatamento que a sagra-
da pessoa de S. M. o Imperador enaugura. Se bom
me lembra parecc-me ler puvido dizer que essa
composigio fra onlenada por pessoa que Ilustre
rmnndado do Corpo-Santo pertence, eque o brioso
thesoureiro do Senbor dos Passos, e Nossa Senhora
do Rozario tencionva po-la em execugfio nasduas
primeiras festividades.
Muilo folgamos com o bom desompenhodessn pro
ducgiloecclesiastica, !o que he do esperar atiento o
brio e gosto declarado que caracterisa esse digno
thesoureiro, certo de quo os bous Itrasiluiros jamis
deixarQo desellar com sua approvagnot.1o orthodo-
xa empreza, toda destinada ao culto do nosso Dos,
e cxallacAo do nossa santa religiilo. Sou Brasileiro
nato, e desde j dou meu vol por csia acertada em-
preza,e parabensao Sr. ihesoureiro quo nd deixara
de conseguir, envidando lodos os seos esforcos, le-
va-la a execugo; o bem assim aos Srs meslresde
msica desla cidade, que, como he de suppor, gus-
tosa nente concorrerilo para seu completo brilhan-
tismo, nno s pelo lim a quo he destinada, como pe-
lo nlcrcsse que devem de ler no bom desompenbo
de urna producgilo de sua arle.
Com a publicagilo dcslas liulius muito lites agra-
decer o
, A mante da msica ecclesiastica.
Thealro publico.
DOMINGO, 9 DO CORRENTE,
so representa a beneficio de Zebedeo Cezar, a sem*
pre applaudida e muito apreciavol pega
FrlIEL;
dando fim o espectculo com a famosa farsa
MANOEL MENDES.
Piihlicn^es Litterarias.
Sahio luz, e vende-se na praga da Independen-
cia, livraria, ns. 6 e 8, pelo prego de 160 rs. cada
exemplar, o CATECHlsMO
A barca N.-S.-da-fna-Viagem sahe para a cida-
de do Porto, impreterivelmenlo no dia 12do corren-'
te ; ainda recebo alguma carga o passageiros, y,n
o que tem asseiados commodos : os pretendentas
dirijam-so ao seu consignatario, Francisco Alvcs
da Cimba na ra do Vigario, n. 11 ou ao capiis0
da mesma Jolo /os Rodrigues bordo, ou na
praga do Comercio.
Recebo carga para Macei a barcaga S.-Ctettw,-
Diligente, deque he mestre e dono Patricio Gui-
Iherme do Carmo.
-- No dia 15 do corrento pretende seguir pan n
Rio-Grahde-do-Sul 0 brigue Independenie i quPm
no mesmo quizercarrogar carga ou escravoa, en-
lenda-se com o capillo Fructuoso Jos Perelra
Dulra, ou sam Manoel Alves Guerra.
Para Rio-Grande-do-Sul sahir, em poucaa
das, o brigue nacional />.-Pedro-Segundo: qunm un
mesmo quizor embarcar carga e escravos, ou ir de
passagem para o que lem excedentesconunnilos
dirija-sea Jolo Francisco da Cruz, na rtuvdCrm',
n. 46, ou ao capililo a bordo.
Para o Rio-de-Janeiro sajie em poutM das o
brigue nacional Lisia; rocehe alguma carga rniud
3uem no mesmo quizer embarcar escravos, ou ir
e passagem,para o que tem excedentes commodos,
ilirija-seao capilflo,ua praga, ou a Novaes & C, ra
da Cruz, n. 34.
Paraqualqucr dos portos do norte aleo Acara.-,
cu segu imprelerivelmente com a oarga que tlver
a bordo, al o dia 14, o hiato Aguia: quem no mesmo
quizer carregar, ou ir d passagem, dirija se ao es-
criptorio de Manoel Gongalves da Silva, na ruada
Cadeia do Rccife.
Para o Havre sahir, no dia 14 do corrente, t
barca franceza '/.iba, capitilo Dclounay : quem qui-
zer ir de passagem, para o qu tem excellentes com-
modos, (rja-se a tratar com os consignatarios, Di-
dier Colombiez & C, na ra da Cruz, n. 15.
J LJ i.im
Avisos diversos.

Albndega.
RENDIMENTO DO DIA 6........... 8:039,738
fescarregam hoje, 7.
Brigue dinamarquez Anna & Cicilia carvilo.
Polaca au.sli acliuona-Amicilia caixascom papel.
Brigue. brasileiro Lua mercaduras.
BXPtICADAS
ti
A' PRIMEIRA INFANCIA-
Claras esuccintas perguntas e respostas, adapta-
das s capacidades novis, acerca ileilivcrsos objec-
tos, com o conhecimento dos quaes devem os meni-
nos sabir dasescolas de primeiras lettras, para que,
ao transporem o limiar das aulas maiores, nBo on-
trem nellas s cegas, e em estado de nflo percebe re ni
a linguagem dos preceptores : eisoque contm esse
apreciavol livrinho.
Lciam-no os directores das preditas escolas ; e de
certo o adoptarilo, de preferencia a outros muilos
que estilo em voga, sem que tenham o mrito do que
ora se annuncia.
O Phileidemon, peridico instructivo e liltrrario
da^iociedade Pliileiilemica-Olindeiise, sahir de
ivo lume. 0 benvolo acolhimenlo quo leve el-
le a fortuna de merecer geralmente do publico I-
lustrado, ea Firme convircilo em que ainda presis-
tem Hincados os seos codaboradores, de que a sua
publicagilo nilo ser intil ao paiz, alentaram-nos
no assenlado proposito de proseguir a obra comega-
da por elles eseus antecessores, dando comego ao
scguido anuo de sua carreira peridica, altamen-
te isperangados de alcangar a nnmma generosidade
e auimagfio.
Constar este segundo tomo de 6 numeros de 24
32 paginas, em oilaVo francez, i goal mente que o pri-
meiro. Dar-se-ha no prplo Cada numero urna vez por
inez, co'meganite de malo, e terminando em oulu-
bro.
Subscrcve-sc para elle por semestre rasflo de
2,000 rs. para os assiguantes de Olinda e llecife, e
a 2,500 para os do intei ior ou de outras provincias.
Itecebein-se assignaturas as casas dos Srs. Dr.
Bernardo Jos Vieira Coulinho, ma do Collegio, e
Santos Nevos & Gu i manes, ra do Crespo.
Acha-se sobre o prclo o resumo de arilhmetica
de Lacrois e a segunda cdigfio do epitomo de geo-
metra pralica composta pelo professor publico S.
II. de Albuqoerquc Recubem-se assignaturas para
stas obras na loja de livros da praga da Indepen-
dencia ns. 6 e 8, e na da esquina defronte do Col-
legio ; cada assignatura 1,000 rs.
ruhlicacao juiidica.
Na livraria da esquina defronte do Collegio, en-
0 NAZARENO N. 29,
est venda s duas horas na livraria da praga da
Independencia, ns 6e8. Truz cousas nteressantis-
simas, tomo a correspondencia do Rio-de-Janeiro,
e unas perguntas ao mestro Braz.
LOTERA DOTHEATRO PUBLICO.
Continuam a estara venda os bilhetes desta lote-
ra cujas rodas teem andamento no dia 1i do cjr-
j-cntc; e pela concurrencia quo lem havido na com-
pra dos mesmos- bil heles, o respectiva thesoureiro
nutre esperanzas de que o dia mateado n4> sera
transferido. Quanto mais rpida for a venda com-
pleta dos bilhetes, mais rpida ser a extracgfiola
lotera.
Ajuga-so o terceiro andar e solilo do sobrado
da ra da Cadeia do Santo-Antonio, u. 16: a tratar
na mesma cua, sobrado n. 14, no primeiro andar.
Precisa-so de um homem para feilor de ent
nlio na frguezia do S.-l.ourengo-da-Matla prefi
rindo-sePorluguez : na ra do Vigario, armazem,
n. 22, se dir quem (.pretende.
O Sr. Miguel Rodrigues Gongalves Pranga quei-
ra vir resgalar um crdflo do ouro que cmpeuhou
na ra do Collegio, em setembro de 1816, para res-
galar em Janeiro de 1847: o como at agora naoa-
par'ecesso mais, o annunciante dio faz saber que,
nflo resgatando o dito cord.1o at o fin do crrenle
mez, ser vendido para pagamento do principal o
juros.
Tem de sor arrematado em praga publica do
Dr. juiz do civftl da primeira vara, na casa do sua
residencia, na ra Nova, boje 7 do corrente, pela
4 horas da tarde, por ser a ultima praga, um sitio
com trras de plantagoes, no lugar do Arcaial, com
casa depedra e cal, foroiro, por exccuglo de Ma-
noel Jos Fernandos Juras contra Joaquim Miguel
Estoves Souto, Antonio Moreira da Costa e sua mu-
Iber. Os presidentes dirija-m-se ao lugar e hora em
dicatlos. ,
Eduardo Bolli, estandoja retirar-se por a I g un
lempo para Tora da praga, para tratar da sua sade,
deixa encarregado dos negocios da sua casa de
boje em diante, durante a sua ausencia, o Sr. r.
II. Luttkens, aoqual passou dita procuragao bastan-
te a esse respoilo.
Fugio, no dia 5 do corrente, una prelada (.os-
la, de'nome Dativa, alta, meio corpo, com unidi-uo
de urna das miios cortado, e una orelha encollmia,
que reprsenla melado : quem a pegar traga nesia
lypographia, que sera recompensado.
Oabaixo assignado, capilo da galera/io:r,
presentouiento fazendo repatos ueste porto, precisa
tomar tres mil pesos risco, alm de poder seguir
para Ncw-Yoi k. As proposlas a lal respeito pmlem ser
dirigidas ao abaixo assignado, e entregues no con-
sulado do Eslados-Unidos.
T. C. Simpson.
Permuta-so por casas nos bairros de Santo-An-
tonio, u Boa-Vista, e ainda mesmo pr anv s'll.
que tenba pasto para 4 vaccas de leile, sendo esle uq
llozaiiiiheAfflictos, um sitio na ra da Sotedade,
com una grande e ag advel casa, bem arejada, del
pedra e cal, com a frente emvidwgada; acabada a ca-
sa ha pouco^com paredes dobradas, e pogo d'ago* de
beber, accrescendo um grande slito bem arejado, e
com commodos para una familia, de modo que
tanto a casa como osotSo accommodam duasfamili"
grandes. Osilio tem dnus parreiracs de uvas mosca-
teis, que de cada podada dito 4 arrobas: o priniciro
parreiral lem 80 palmos de compndo, c 28 ps ue
parreiras; o segundo tem 50 palmos de. compriuo,
e 12 ps de parreiras, porm n9o d;to ainda poi se-
ren novas; e bem assim 30 ps de larangcirasqu
todas sao novas e J dflo fruclo; 30 goiabeiras, uuaa
jaqueiras. romeiras 20 ps, e outros arvoredos que
sedeixam de mencionar. Os pretendentes dirijam-
a Joaquim Jos Fcrrcira, na,prensa do algodilo, ou
a'seu procurador Carvamo. .
Manoel AntonioLessn, nao pddendo pela rap
dez de sua viagem despedir-se das pessoas, _qn "e>
ta cidade se dignaramhonra-lo com sua annzadei
faz por meio do presento e pedindo desculpa ow
la falla involuntaria Ibes offerece seu diminu
prestmo no Rio-de-Jaoeiro, para onde seguio n f*'
tacho S.-JoerAmerieemo.


^^
*
I .',________l_ I i
-Pcseja-se fallarao St. Jeronymo Cabralltapozo
,!n Cmara 'parn o qne se Iho roga do annunciar ,
or osla folha, a sua inorada.
.. prccisa-sa de um caixeiro quo seja hbil o en-
tonela d ferragens : quem eslivor nests circum-
jlanciaH annuncio.
_ Jos dos Santos Fortunato participa ao puhli-
c0 que doixou do sercaixoiro do Snr. Jos Rodri-
gues de Araujo Porto deudo o dia 30 do abril pr-
ximo passado.
bilheten. 441, da primeira parte da 17.'lote-
ra a favor das obras do Iheatro publico des La cilia-
do portence O Sv- Jos Flix da Cmara |>i-
mente!, eficaem poder do Antonio Alvcs Teixeira
Bastos.
I*-) ii o rain a.
Na ra do Queimado loja n. II, continuam-so a
receberassiguaturasparn o l'anorama, a 3,000 rs.
por anno em 52 nmeros.
_-OSr. SebastifloJoscdo Barros Brrelo dirja-
te a praca da Independencia n. 37 quo se Iho de-
soja Tallara negocio de seu inleresse.
Proeisa-se do urna preta dosa que seja forra e|n'
aaiba alguma cousa co7.inhar para servir cm urna
casa de fnuio pequoua familia : ua ra das Cruzes,
n.4t, primeiro an.lar.
Augusto Leal de Menezes passando pela honra
de ler sillo approvado socio da sociedade Phleide-
mica-Olindenso, por6m no podondn della se apro-
yolar, porque motivos poderosos Ihe n.ln consen-
t' m agradececom toda enrdialidade no seu amigo
e collega Fernandos da Cunha, a generosa dislinc-
co que sedignou dar ao seu nenbum mrito lil-
. (erario.
fjp S. S. Davcnporl, administrador liquidante
da casa de negocio ele Melladen ct Carduer, na cida-
de da Baha, vendos gneros existentes no arma-
zem de fornecimontos para navios, situado no lu-
gar de Cnrpo-Santo assim como os utensilios e
bomfetoras do dito armazem : a tratar com o mes-
nio liquidante,, na dita ciliado.
i A|ugase ucna casa (errea no
ra das Agoas-Verdes, com um
grande soto e a loja com ar
niaco pora venda por prego
commodo : a tratar na ra do
Crespo, n. 15v
-- Ridguay Jamisson & Companhia mudaram o
seu escrptorio o armazom de fazondas, da ra da
Cruz para a ra do Trapiche-Novo, n. 12.
X>Sr.... que no dia 6 do crlenle foi ao estado-
maior ilocorpo de polica, e levou um guarda-sol- do
seda preta novo, deixando em seu lugar um de pan-
no velhoe quebrado, haja d'o ir entregar no mesmo
eslado-maiur, do contrario publicar-so-ha a pessoa
que fez soinelhaiite graca, pois nao se ignora quem
he.
Perdeu-se urna bengala de caima vermelha, e
muito leve, com ponteira de ferro, e caslilo de chifre:
quem neliou-a, querendo restituir, dirija-se a ra
Augusta, casa n. 20, ondo ser recompensado.
Agencia de passaporlcs. .
Na ra do Collegio, n. 10, c no Aterr-da-Boa-
Vista, loja n. 48, continuam-se a tirar passaportes
tanto para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachan) be escravos : tudocom brevidado.
Arrenda-se, para levantar engenlio, una gran-
de propriedado de trras de muito boa produccilo ,
denominada Conccicflo na ribeira de Po-do-Alho,
em cuja propriedade j se arlia, no lugar que ha de
ser engolillo, todas as maderas promptas, lijlo e
telha: quem pretender dirija-se a seu dono, Francis-
co Cavalcanto dos Santos residente na mesma
propriedade.
A pessoa quo esti ver de possede urna lettrn da
quanlia de 700,000 rs., a vencer no dia 21 de maio do
corrente anno, aceita pelo lenente-coronel Jos
Francisco Lopes Lima, e endossada pelo coronel Jos
Mara do Barros Brrelo, queira apresenta-la no
dia do seu vencmonlo ao Sr. Jos Mondes do Frai-
las morador na ra do Crespo.
Aluga-se por 8,000 rs. inensaes urna casa rom
commodos para grande familia, com 2 salas, 6 quar-
tos, cozinlia, copiar e quintal murado, sita na ra
Imperial, n. 187: tratu-sena ruaDirela, n. 82, pri-
meiro andar.
-- Precisa-so de um caixeiro para lomar conla de
urna venda : na ra de S.-Ililu n, 85.
Aluga-se urna mei'agoa no
becco do rVixolo, pelo preco de
cinco mil rs. mensaes : a tra-
tar na ra di> Crespo, n. 15.
AO PUBLICO.
Jos de Barros Faleflo de Lcenla c mais herdeiros
da hilada D.-alaria Magdalena do Sa e Mello julgam
.de stmi devor ralilicar agora os annunoios, que fo-
ram publicados nosDIarioi de l'trnambaco ns. 189 ,
190, 191, 193, 195 o 196 de 27, 28 e 29 do mez de
I agosto e do l., 3 e4 descteriibro, lodos do anno
[de 1845 relativamente ao direito que Ibes assist*
[no engeubo Uhaquuha ou Ubaca-de-BBixn, silo
?m Scrinhlem em consequoncia de so lerjulghilo
Tullo por tres scnlaucas o vinculo (i en virtude do
1 na I se aohava o pai do Snr. Iioavonlura de Mello
jCasIcllo-Brai|CO na adminislraQao (lo dito engcnbo :
protesta ni os mesmos herdeiros usar ilc se direi-
i,e ha ver o que legtimamente Ibes perteiiccr,
Ivislo que o dito Sr. Caslello-llranco mo lem lilulus,
[que o i'ossam auloiisar | ara dispor do supramen-
cionado engeubo. '
J. i. Tasso Jnior embarca a sua escrava Julin-
la pura fra da provincia.
Aluga-se urna casa terrea no
[Aterro-dos-Afogados, deionte da
[fabrica de sabio pelo prego de
18^330 rs. mensaes : a tratar na
ua do Crespo, n. 15.
F. II. I.uUkens mudou osen esciiplorloo ar-
Ima?em para a ra da Cruz, n: 40.
--- Pelo juizo da segunda vara docivel, no dia 8
|de maio, se lia de arrematar um cscravo sorrador,
[penhoiado a Jos F-gino de Miranda, por exceucito
Iquelhemove Joaqun) Alves dos Iteis, na sala das
audiencias, as 9 horas do dia, depois da audiencia.
I'recisa-se de um caixeiro para marcador de
Ibiloa-, e quo este d conhecimeulo de sua condue-
jta: no botiqun) o p do Iheatro.
Aluga-ve urna casa terrea na
ra Augusta, com bastantes com-
modos para gran (Je familia por
preco mdico: a (ratania tua do
Crespo, n. 15.
B. Didier retira-se para a Europa.
Altenco.
Jos Joaqiiim de Novaes participa ao rpspetavel
publico.que mudou o seu estabelecimento de alfaale
da casa dos 4 cantos da ra do Queimado para a lo-
ja n 30 da mesma ra, onde se acha promplna
servir os seus rregtiezescom aquella promplidilodo
costume e a todas as pessoas que sua casa so qui-
serem dirigir; assim como vendo pannos, casimiras,
madapolOes, sarja para vestidos, cortes de colletes,
luvas de todas as qualidades, lencos de seda o de
cassa, hotoes de todas as qualidades, retrozes, li-
ndas, e muitos outros objeclos que sempreha de
fiaver venda; assim como haver sempre obras
eitas de todas as qualidados.com a mesma perfoi?flo
das de encoinmenda.
Francisco Cameiro da Silva, arrematante do
imposto do gado vaoum de toda a provincia no trie-
nio linanceiro de 1847 a 1850 ,' nflo leudo,elTectuado
as vendas dos municipios do fra, novaiente con-
vida a todas as pessoas que quizerem arrematar
qualquer dos municipios de fra, e bem assim as
freguezias deste municipio do ltecife, a comparc-
ceromas 10 horas do ia 15 do corrento, munidos
de suas competentes garantas, em casa de seu so-
cio Adelo Jos dcMendoncn, na Boa-Vista, casa
dos Coelhos.n. 2..
/\ mesa regedora da irnian-
dade do Divino-Espirito-Sanlo
convida a lodos os rmos piara,
domingo 8 do correte, s 8 lio-
ras da manba, reuniremse em
mesa gcr.il no consistorio da ir-
mandade a fin de ellegerem a
mesa rege dora para o anno de
1847 1848.
' y Precsa-se de offlcaes'de alfaiate : na ra da Ca-
dea-Velba n. 41. Na mesma loja so tomam apron-
dizes para so cnsinaro mesmo officio.
Compras.
vroj.Li\i:\
Compram-sedouspsdo frurta-|>lo do massa,
plantados em caixilo, ou em qualquer vasilha : i.a
ra ireta, n. 82, primeiro andar.
Comprain-se cdulas de ao'ooo rs.
da estampa emearnada, com algum aba-
le, al 8 na na da Cadeiado Recife, n. 3t
Compra-se urna Biblia porlugueza usada : na
ra do Crespo loja de miudezas n. II.
Compram-so escravos do ambos os sexos: na
ra Nova loja do ferragens, n. IR, se dir quem
compra.
~ Compra-so urna espada um par do dragonas,
urna banda rica ludo em meo uso para ollicial de
fileira da guarda nacional quem tver annuncc.
Compra-so urna preta que seja moca o do boa
gura, que saina eozinhar e engommar, no tendo
I vicios nom achaques : na ra da Apollo, n. 23.
~ Compra-se um diccionario portuguezdc Cons-
tancio e Ahrens direito natural; ludo em bom
uso : no Aterro-da-Boa-Vista n. 38.
Compra-se um casal de porcos bahs, o um ma-
caco de Angola : no armazom de moldados, por bai-
xo do sobrado do reverendo vlgario do Recife.
Compra-se um sellm do mola, quo nlo esteja
roto: na ra da Cruz, n. 43.
Compram-se 100 ps delarangeras sendo da
trra molhor ; 10 ps de frucla-p.lo : na ra da
Concordia sobrado deum sudar n, 5.
Coinpram-sceITcctivamente escravos de ambos
os sexos, de 12 a 20annos sendo alguns oflleiaes
de sapateiro ; sendo de bonitas figuras, pagam-se
bem : na ra da Concordia passando a pontezinlia,
a direita segunda casa terrea.
Vendas.
A commissilo administrativa marcou odia II do
corrento mez, pelas 6 horas da tarde, para recbel-
as propostas do convidados que dnverflo Icr ingres-
so na partida do dia 22 do corrente ; oadve le que
depois do dia marcado nlo admiltira proposta al-
guma.
Na ra do Sebo, n. 3, empresta-so dinhc'uo a
juros com penhores de todas as qualidades, en) pe-
queas porches.
l'crdeu-sc ha mozos uni annel de ouro esmalta-
do, tendo no centro a letlra R: quem o liver a-
chadoou comprado, leve-o a roa da Cruz, u. 43,
que se Ihe da rilo 10,000 rs., quo he mais do quo elle
vale.
Mauoel da Silva Sanios, ven-
de farii.ba de trigo da verdadera
marca SSSF, chegada ltimamen-
te a esle mercado.
OSr. que ajustou urna duzia de caderas de ps
torneados do Jacaranda c um jogo do mesas de
columna da mesma madeira o que dou por conta
27,000 rs. (de signal), em o mez de feverero dcsto
anno, istooito dias depois do ajuste, na loja de
trastes da rna da Cadeia de S.-.lnlonio, n. 18, quei-
ra ir buscar o que ajustou por estes 15 dias, o pa-
gar o rosto; do contraro so vender, e perder a
quanlia que deu do signal.
Na ra das Cruzes, n. 39, precisa-so de ofll-
eiaes doalfailo Unto de obras niudas como gran-
des.
--OSr. Antonio Peixoto de Carvalho tem cartas
na ruada Cruz ,n. 23.
I'recisa-se fallar ao Sr. Manoel Marcellino do
Hivoira Cuimarfles : na ruada Cruz, n. 7, segun-
do andar.
-- Francisco Martinsde Lomos faz saber a todas
as pessoas que com elle teein Irausacccs que o Sr.
Antonio Jos Malheiro doixou de ser. seu caixeiro,
desde o dia 5 do correlo.
OITerece-se um ra"paz brasileiro para caixeiro
ile engolillo ou mesmo ncsla praca : quem de seu
preslnio se quizer ulilisar, dirija-so a ra Direi-
ta, n. 9.
I'iecisa-se de urna niulher honesta quo So
queira suhjeitar ao servico do urna casa de pouca
familia: na ra de S. -Bita, n. 85.
Aluga-se' nina preta quesaibaeozinhar ecom-
prar ; adveite-sc que he para casa de pouca fami-
lia : na ra de S -Rila n. 85.
-- Precisa-sede urna ama para o servico do cozi-
nha : na ra do Fogo n. 38.
Jos Yalonlni da Silva ( bem ennhecido boje em
lia por ensinar ha 11 anuos, e seus alumnos i-
hirem sempre approvados plen.imeule J avisa a quem
convii-r, que a sua aula de lalim acha-se aborta na
ra da Alegra ,-n. 40, c recebe alumnos.
Antonio de Souza l.eflo segu para o Aracaty e
Ccar levando em su.) companhia seus dous escra-
vos, de nomes Balhino o Jnaquim Antonio, n un
cria no bra neo do nomo Vicente Ferreira dos San-
tos.
Aluga-se um grande quarto de urna loja mui-
to proprio para alfaiate ou outro qualquer estabu-
lecimcuto pois que ho em muito bqm local : a tra-
tar na ra do Cabuga, loja de Joaqun) Jos da Cos-
ta Fajozes.
Alugam-seas seguntes casas: un sobrado de
('asa da F
na ra eslreita do Kozario, n. ti.
Nesle estabelecimento aeham-se venda as ca
lelas da bem acre.litada loleria do Iheatro publico
desla cidade, parn cujas rodas est Annunciado oan-
lamenlii para o da 12 de maio prximo futuro.
Nesle eslabelecimenlo lambein se acliam a venda tres
trancelins ileonrodo lei sem feilio: a ellcs que silo
de muito bom gosto.
Vemle-.se urna negrinha de 12 a 14anuos quo
faz lavarinlo sotfrivolmenle : na ra cstroila do Ito-
zario n. II, segundo andar.
Vende-so urna espada um lalim o 1 banda de
borlas de ouro; ludo com muito poueo uso : no
Alerro-da-Roa-Vista n. 84.
Voudoni-se 7 escravos sendo : um sapnlclro,
de 19 anuos ; un) dito de nae.'io Angola, de 20 anuos,
3ue cozinba o diario de una casa ; um dito crinlo,
e 25 anuos, proprio para o servico do campo : 3J
lindasnogrinhas de 12a 16annos, com principios
de habilidades, c que silo propras para mucamas ;
urna itiitl.it inda de 10 annos propria para mucama
de qualquer menina : todos de bonitas figuras, e ser
vicios nem achaques : na ra das Cruzes, n. 2,
gundo andar.
Vendem-se dous pretos^sendo um delles olli-
cial de carpna ; urna preta e urna parda com una
cria do 8 mezes; urna linda negrinha de 7 anuos
propria para andar em casa com enancas : na ra
da Cadeia de S.-Antonio n. 25.
- Vende-se um preto mogo,
de bonita figura proprio para
todo o servico, especialmente pa-
ra o de campo por preco -ba-
rato : na ruado Crespo, n Ib.
Vende-se muito bom azeit6 de coco, muito cla-
ro a 400 rs. a garrafa : na travessa da ra das Cru-
zos,|n. 4.
Vendem-so duas cscravas para todo o servico;
urna dita boa quitandeira clavadeira, dc26annos,
por 200,000 rs ; urna dita para o mallo, por 240,000
rs. ; una boni la parda com urna linda f I ta do 10
annos por 700,000 rs. ; duas lindas mqlccas do 12
b 14 anuos; um bonito molcque de nacflo de 18
anuos; um dito,* ptima peca do 20 annos, bom
carreiro; um honilo escravo de 22 -annos, perito
ollicial de alfaiate ; um bonito pardo do 18 annos
oplimo pagem ; umescravude nacfto para todo o
servico, do 23 annos : na" ra do Agoas-Verdes ,
n. 46.
- Vendem-se baszinboscohertos de tartaruga,
de diferentes la manilos proprios para as sonhoras
guardaron sua costura pelo mdico preco de 2,500
rs. cada um : na ra da Cadeia do Recife li. 19.
Vcndo-se urna duzia de cadeiras de Jacaranda ,
o um canap ; ludo novo com pouco uso o a gosto
uimienio: na travessa do Lobato, rt. 2,'s dir quem
vende.
Vendem-so dous sitios, um delles denominado
lloinge na estrada do mesmo nomo pouco adian-
to dos Kemedios com casa do vivenda terreno
bstanle extenso tanto para plantages como paral
pmUgem de 10 a 12 vaccas do leite de invern e
verio para o quo otterece militas proporcOes ; e o
outro no Lea, lugar dos Torros, com as, mes-
mas commodidades que o primeiro ; ambos so ven-
dem por prec.n commodo e tambem se trocam por
escravos, ou casas nesta praga : na ra do Vigario ,
armazem doassucar, n 22.
. Vende-se una preta, propria para
o servico de campo, por muito barato pre-
co ; na na do Crespo, loja n. lo, de Jo-
s Joui|uiin de Freilas Ciitmaraes.
Vende-se um cavalM alas.to, gordoe bom car-
regador : na ra, da Paz, n. 40.
Na ra da Cruz, n. 26, vendom-se dous bons es-
cravos, proprios para todo o servido.
Vende-se ou trca-se por ca^
sas terreas, ou al;um sitio perto
da praca, urna casa de sobrado de
dous andares (a excepeo de urna
parte de dous coritos de ris que
perlence a ou(ra pessoa), cuja ca-
sa li feita de muito poucos an
nos, e repartida moderna; tem
urna excedente vista, bem como
um bom desembarque para o mar:
quem esta compra ou troca qui-
zer fazer, dirija-se ra do Cres-
po a fallar com Jos Joaquim da
Silva Maya.
A LOJA NOVA N. 17, DO PASSF.IO PUBLICO DA
PBAIA DO COLI.KC.in.
Rslcnovo oslabolecimcnlo, fazendo hojo a sua a-
heriura, e estando do, antemflo prvido e completa-
mente sortido de pechinchas e fazendas inteiramen-
te novas quo merecern particular attoncito aos ama-
dores da economa, o disposto a patenloa-las pelo
mais mdico pre^o, compativcl com suas boas com-
pras fetas adinboiro.e sem competidores no morca-
do, espera que o presente anuuucio, sonndo aos no-
vlos dos amantes do bom e barato, faca a devida
impressJo para que com sua enrgica concurrencia
ao csUbeleciinonto possam dovidamenle conhecer e
apreciar tudo quanto levo dito. Kpara que com mais
garanta possam ajuuar o fazer mais acertada conci-
derac.lo abaixolevamosprecos algumasdessas que
a memoria traz colleccflo.Pecas'de mapapolflosof-
frlyel, a 2,000 rs., o a vara a 100 rs.; riscados de 4
palmos de largura, fazenda muito boa para escra-
vos, a 200 rs ocovado; dito muito proprio para ca-
misas, a 140 rs. o covado; chitas, as nielhorcs que
at boje leen) apparecido, nor 160 rs. o covado, e a
5,800 rs. a peca; ditas proprias para cobcrlas, a 4,800
rs. a peca, ea 140 rs o covado; ditas franeczas mui-
to.largas,a J60rs. ocoy,ido;ooi les de chitas de minio
lindos padrees, a 2,000 rs.; ditos do cassa, os mais
modernos, a 4,000, 4,500e .OOO rs.; cortes de calca,
fazenda ntiiito superior ede lindos padrOs. a 1,280
c 1,440 rs.;crles de colletes de fustflo, muito lindos,
a 800 rs.; ditos do Ua o seda, a 1,000 rs ; ditos de
gorguro de seda, a 3000 rs.; cassa lisa com urna va-
ra de largura, a 210 rs a vara, o 3,500 rs a poca com
17 varas; lencos de seda para meninos, a 500 rs. ca-
da um; ditos proprios para bomcni, a 1,440 rs ; pan-
nos proprios parn mesa, a 1,600 rs.; mantas de lilao
Soda, muito lnulas,a '1,111111 rs.; lirios de purolinho,
padrOes muito modernos, a 1,000 a vara; dito bran-
co do listras, a 240 rs. o covado; dito ti aneado bru-
en, a 360 rs a vara; assim como urna porc/lodcsa-
pates muito proprios para a estacm presente, a
1,440 rs. o par.
Na loja de Jos Manoel Montei-
ro Braga, ra do Crespo, es-
quina que vira para ra das
Cruzes, vendem-se
reos cortes de vestidos do seda, c militas oulras fa-
zendas linas.
Calcado.
Vendem-se botins o borzeguns inglezes; sapatos
dous andares c Injas ua ra cstroila do lio/ario, n. e ineios botins, ditos; sapatos de urna e duas palas do
20; urna casa terrea com quintal, cacimba e mais Nanles; ditos de costura; ditos de tres solas, todos
commodos para grande familia, na ruada L'nifio, proprios para o invern, e c bogados polos ltimos
n. 4 por 14,000 rs. mensaes ; outra dila, novamen- navios: na ra da Cadeia do llocife, n 35, loja do
le rectificada o caiada com guaes commodos para Moreira.
grande familia, na tua d Solcdade n. 29, por Vendem-so botins o meios ditos francezes, a
O modernismo no seu auge.
Knlre os ltimos espectculos, saraos,
balese di vori unen los em que abunda
variadamente a capital da Franca ( Pars),
quo em modas, loucas enfeites do lu-
xo o brilhantes atavos leva a primazia,
na variedade csuhlimidadedcgostoa to-j
das as cidudcs europeas, uns riquissmos jj
vestidos d'uma fazenda composta o fahri-
cadado seda o lila denominada Cha- '
marrmsorviam do elegantissimo ador-
no aos bellos iloialhes do madamismo '
,-j parisiense que so lornava digno de ge- ,
(3 ral altenco. Ksla preciosa fazenda com-1
posta dasduas mais preciosas leas,-seda '
. o la, tem uns listrados deseda.atraves-
[fA sados uns, outros assontes sobro um le-
jjp3 cido parecendo merino, que Ihe da um !
realce que a loma mais digna do alten-
cao do que se fra seda s ; pois he urna |
maravilha o seu bem desenliado e rcal-
cado gosto. O madamismo pernambuca-
no com jusla rasan apreciador do tan 1
boas qualidades, em una fazenda ntei-.
Mnenlo nova para seus vestidos de bai-
les, nflo deixara de recebercom particu- (
lar allcncilo a noticia do quo o aebama-
rim se vende tilo Rmento na loja uova
p,7. 11. *, de llicardo, ao p do arco de S.-An-
54 Ionio, a troco de 1,200 rs. cada covado.
Apregda, leva lonjea fama,
Levanta osom mcu clarim;
Esbeltos corpos das bellas cinge
(."os lindos vestidos dechamarim.
Vende-se cera cm velas, vinda de
Lisboa, sorlimento vonlade, em caixotes
pequeos ; mercurio doce, em caixinlias
de 3 libras ; vinho tinto, do l'orto, mui-
to superior, em barr* de oitavo ; dito en-
garrafado, em caixotes de 18 garrafas ca-
da um : ua ra da Cruz do Recife, n. 54,
escrptorio de Alendes ck Tarroso.
Vendem-se 8 escravos, sendo : i pro tos mo-
cos, de bonitas figuras; urna preta de 16 annos; urna

I
12,000 rs. mensaes : oulra dila pequea 04 ra do (3,000 rs.; djtos de Lisboa, a 2,000 rs.; borzeguns e I cabra com urna filba de 10 annos ; 2 relas de ser-
Scbo n.52, por 8,000 rs. mensaes : Os pretenden- sapatos americanos de duas palas, a 2,800 rs.; sa-l vco de casa c que s3o boas cozinbeiras; Sditas
tes dirijam-se a la da Aurora, 11. 26, escrptorio .patos de cabra;- dilos de lamauco, a 500 rs.; noA-Iscm habilidades 110 pateo Ja Matriz deS. -Antonio,
I leiro-da-Uoa-Vista, 11. 84.
do F. A. de Oliveira & Filhos.
I sobrado n. 4.
ILEGIVEL


Novos garobreoes.
Na toja ilo Guimarfles Seram & C., confronte ao
arco de Santo Antonio, n. 5, vendem-se novos gam-
breoes a 1,400 rs. o corte de tres covadose meiirjes-
1,1 fazenda lorna-se recommondavel para a eslagflo
presente, pnr ser fazenda encorpada e escura; o lingo
a casimira francesa por ter padrflcs imitantes;) 'Chi-
tas a 120 e 140 rs. o covado, e alcm disto um com-
pleto sorl i ment de toda a qualidadedo fazcndas.
Vendem-se acyi>es (neta companhia de Pernambuco
e Parahyba: noescriptoriotleOli-
veira limaos & C, na da Cruz,
n.9.
Yendem-se por preco commodo,
duas canoas de conduzir agoa ; e urna
dita meia aberta : na na de Apollo ,
a fallar com Jo3o Estoves da Silva.
Aviso a mcus fregueses e aos
mais que quzereru ser,
83- sendo beiii servidos, -&a
Joaquim Antonio Garneiro de novo avisa a todos
os seus freguezes que hoje recebou urna grande
porgiodaquellas verdadeiras bichas haniliurguezas,
que est vendando aos centos e a retalho por me-
nos prego do que em outra qualquer parte; assim
como tamhcm aluga e vai.applicar a qualquer hora
ilii dia oii ilii noitc para commodidade dos pro-
tendentes. Venham, freguezes, poisaqui he sonde
ha boas bichas que dflo sade a quem a nao tem.
Vende-se um tronco em bom es-
tado : na ra da Senzalla-Nova n. 7.
Vcnde-se um rico apparelho de
metal todo prateado e bordado : na ra
Nova loja de ferragens, n. t5.
A' 800 rs. o corle.
Na loja de Guimarfles Serafim & G., confronte ao
arco de Santo Antonio, vendem-se lindos cortes de
fustfio, cores llxas, pelo barato prego de 800 rs. o
corle; CBSsa-chitas com flores, linas o largas, suecas
e ingczas, a 240 rs. o covado.
- Vendem-se chitas limpas do bons pannos, a
sele vintens o covado o a pega a 4,800 rs.; ditas
mais linas entro as qtiaes algumas para luto bons
padrOes a meia pataca o covado, e a pega a 5,600
rs. ; sarja preta limpa superior e de boa seda a
1,280 rs. : na ra eslreita do Hozario, n. 10, ler-
ceiro andar.
Vcnde-se urna sobrecasaca de panno verde-gar-
raf.i, feita a moderna, com gola de velludo, por es-
trear, e por menos de seu valor : na ra da Cruz ,
n 43,
" Vendem-sc caitas de fo-
lhasdc Ha mires e a relallio por prego commodo :
na loja de ferragens de J010 Jos de Garvalho Mo-
racs na ra da Gadeia-Velha n. 53.
A' 2$000 rs.
NaJoja n.5,confronte ao arco de Santo Antonio,
vendem-se ricos cortes de chaly de lila e seda, pa-
drOes modernos, pelo barato prego de 12,000 rs. ca-
da corte; riscados francezes linos e modernos, a 240
rs. o covado; zuarte azul encorpado, da fabrica por-
tugueza, a 200 rs. o covado: esta fazenda he propria
para escravos.
Vende-se ou arrendarse o sitio do Cajueiro ,
com varias casas que se acham dentro: a tratar no
niesmo sitio.
Vendem-se superiores vinhos engarrafados,
moscatel de Sctubal Madeira-secca e Porto ; agoa-
ardonle de Franca ; latmhas com biscouto inglez e
conservas : ludo por prego commodo : na venda de
Miguel Joaquim da Gosta & Gompanhia na ra da
CrOz, n. 66.
Vende-se arroz branco de superior qualidade,
em saccas a peso e alqueire vellio ; dito vermelho:
linio por prego muito commodo : na ra da Praia ,
venda n. 39
Vende-se salitre refinado de mili-
to boa qualidade por menos preco do
que em outra qualquer parte : no cscrip
torio de Claudio L)ubeux, na ra das
Larangeiras n. 18.
Potass da Bussia,
polo prego de 180 rs. a libra em barris pequeos :
na ra da Cruz n. 10 .armazcm de Kalkmann &
Rosenmund.
Vende-se urna excedente casa terrea, com com-
niodos para urna grande familia sita nesta praga :
a tratar no principio da ra Imperial, n. 9.
Loja de Joo Clinrdon ,
A trrro-da-lJoa-Visla, n.5.
Nesta loja aclia-so uin rico iortimento de LAMPEOES
PARA GAZ com seus compelentes vidros accendedo-
res e abafadore*.
Estes eandieiros so meihorp e
mais modernos queexlstem hoje: recommendam-sr ao
publico, tanto pela seguranca c bom gosto de tua bou
confeccao como pela boa qualidade da luz, economa e
asseio de seu tervleo.
K IIIeSIHa loja o consumidores sein-
pre acharao um deposito de GAZ de cujo se alianca a
qualidade, e em porco bastante para consumo.
PANNOSPflETOSFINOS
e novos na loja 5 velludo preto ; chama-
Rio-de-Janeiro e de Lisboa grande e
completo sortimento : na ra da Senzal-
la-Velha armazcm n. 110, de Alves
Vianna
Vendem-sotescravos baratos na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar, a sa-
ber : um bonito molecote do 18annos ,
sem vicios nem o inonor achaque pro-
prio para pagem por entender alguma
cousa de bolear; um mulatinho de 20 minos de
bonita figura, sem vicios e do boa conducta ; um
moleque do 15 annos, com alguns principios de
cozinna ; 3 molecolesde 18 annos, sem achaques ;
duas pretas, ptimas para o campo por 700,000 rs. ;
urna preta muitQ moga por 350,000 rs.; urna dita
do 20 annos por 450,000 rs.; e mais alguns escra-
vos que so mostrarlo a quem os pretender.
Vende-se cal virgein em melas barricas chrgada
ltimamente ; caixas vaaias para assucar ; una porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas; trras grandes para
serrar madelra ; ludo por prepo commodo : na ra da
Hoeda, armazcm n. 17.
Barateiro da loja nova.
O novo barateiroRicardo--, da loja novtfn. 4ao
p do arco de S.-Antonio, est vendondo pegas de
chitas muito finas, cores muito (isas e novos pa-
drOes a 5,800 ris.e o covado a 160 ris ; casimiras de
algodilo, padrOes inteiramente modernos, o cortea
1,600 ris; lencos de soda muito modernos para ho-
rneen, a 1,440 res ; ditos decambraia muito fina, a
400 ris; cortes de chaly milito moderno, a 5,000
ris; mantas de seda, padrOes chinezes, no mais
moderno gosto, a 10 e 12 mil ris; algodfio azul, c
riscado para escravns,de 4 palmos de largura, muito
encorpado, a 200 ris o covado. Tem-um lindo sor-
timento de sedas modernas no gosto cliinez, rece-
bulas c desembarcadas hontem, da ultima moda de
Paris, para vestido de bailes, &c., e que vende muio
barato, assim como todas as fazcndas de luxo ,
assciado gosto, notando-se uns lengoscom franja
para senhora, da melhorseda degros do l\aples, pa-
drOes nunca nesta praga vistos.a 6,000 res.
= Vi nilini- se morullas de ferro para engenbos de as
mear, para vapor, agoa c beatas, de diversos tamanhot
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos: na praca do Corpo-SaiK
to, n. II, em casa de Me. Calmont i Gompanhia, ou na
ra de Apollo, armazcm, n. 6.
NA HA DO QUEIMADO, N. i i,
Vendem-sc lindas mantas de seda ,
muito finas as mnis modernas que ha,
proprias para senhora e meninas, a 3,?oo
rs. ; cortes decassa de cores fixas, ede
lindos padrSes, a 4i000 rs- i sarja bes-
panbola ; dita franceza ; los pretos ; lu-
do por menos de seu valor, por ter aca-
bado Quaresma : na loja nova de l\-
C. I.cile.
Vendem-se dous lindos molcqnes do, na^flo
de 16 a 18 annos ; um pardo de 18 annos bom car-
reiro e que lie proprio para pagem ; 3 prolos de 20 a
24 annos sendo um delles bom carreiro ; urna par-
da le 24 annos com habilidades ; 4 pretas le 20 a
30 annos sendo algumas dolas do nag&o, e com
algumas habilidades : na ra do Gollcgio n. 3, se-
gundo andar, se dir quom vende.
Vendem-se rolas do llamburgo casaos e sol-
teiras muito barato : as Ginco-I'onlas 11. 71.
DF.PRESSA. DEPRESSA, FBEGUF.ZES,
ao Passeio-Publieo na loja nova de fazendas n. 19,
de Manoel Joaquim l'ascoal Ramos, aonde se acha
um completo sortimento de fazcndas finase ordina-
rias com sejam : ricas chitas para vestidos de se-
nhora a 240e 280 rs. ; ditas a 140, 160,180, 200 ,
220 e 240 rs. ; ditas para cobertas, a 140, 160, 200 ,-j
220e-240rs. ; breanha de puro linho, a 600 rs ;
dita del'ranqa ,a 800 rs.; lengos de seda do muito
boa qualidade ,a 1,440 e 1,600 rs. ; primores para
vestidos do senhora de muito bom gosto a 320 rs.
o covado; cortes dechitas linas com 14 covados, a
2,400 rs. ; ditos decambraia a 4,200 c 4,500 rs. ;
riscados francezes tanto para jaquetas como para
vestidos a 180, 200, 220, 240 e 260 i*s. ; picotes de
duas larguras muito fortes para roupa de escravos ,
a 220 c 240 rs o covado; algodfio de listras a 160.
220e -'Ors ; dito azul a 200 e240 rs.; dito mes-
ciado a220e 240 rs. ; madapoln muito fino, a
2,400, 3,600 4,000, 4,500, 5,000 e 5,200 rs.; cam-
braias lisas finas de vara de largura, pegas com 8
varas e meia a 4,600 e 5,000 rs.; bons tirina bron-
cos para caigas, a800el,120rs.; dito pardo francez,
a 800 e 1,200 rs ; dito de listras o de quadros a
1,000 e 1,120 rs ; cortes de meia casimira, a 2,400
rs., e em covado a 640 rs. ; c oulras muitas fazcn-
das por muito diminuto prego que muito agrada-
rflo aos seus freguezes.
Vendem-se dous escravos um de 30 annos e
o outro de 12 : na ra Velha sobrado n. 18.
e 1,500 rs. e dfo-se por menos, conforme a porgo;
e entras muitas qualidades, que se mostrarfo aos
compradores, e por menos quo em outra qualquer
parte. ,
Vende-so urna escrava do nacfio perfeita en-
gommadeira ocozinheira, o que he propria para
casa de familia por nflo ter vicio algum : no pa-
teo do Carino loja n. 7.
Vende-se#m bonito cscravo de 18 annos, com
ofiiciode sapaleiro, eque he proprio paro pagem ;
um e vigo decampo; urna linda mulnliuha de 10 annos ,
propria para ser educada ; um lindo moleque de 7
annos, proprio para offlcio: na ra das Cruzes n.
22, segundo andar.
Vende-se o restante da superior fannha, a
3,200 rs. a sacco : na ra Dircita n. 9.
21#000 rs.
Vende-se folha de Flandres de superior qualidade,
a 21,000 rs. cada caixa e a 100 rs. cada folha a re-
talho : na ra Nova, loja de ferragens de Teixeira &
Andrade.
Vende-se um terreno com 60 palmos de Trente,
0 260 ditos de fundo com caes de nedra, e um quar-
lo para caixeiro ou ferramenta, sito por detrs na
ruade S.-Rita: na serrara por detrs da mesma
ra n.21.
Vendem-sc uns alicerces no Aterro-dos-Arega-
dos, com frente para duas casas : na ra da Praia-
dc-S.-Rita .serrara n 21.
Vende-ae urna preta de bonita figura de 17 a
18 annos na ra larga do Rozario, n. 32, se dir
quem vende.
Vendcm-se escravos de ambos os sexos de 10
a 30 annos, com habilidades o sem ellas, ede bo-
nitas figuras : na ra Nova ; n. 40.
Vonde-se, muito em conla um Jlleiro de por-
ta para miudezas, com os competente vidros : na
ra do Gotovello, n. 31.
Vende-se um diccionario de Mores da quarta
edigflo por 16,000 rs. urna caxa de ouro para re-
logio com 6 otavas a 3,200 rs. a oilava ; urna
caixa ile msica glande coin ricas pegas, por 3,200
rs., com caixa de chariio : na ra do Crespo, loja
do miudezas n. 11.
Vende-se um batclfio que carrega 6 pessoas ,
por muito commodo prego : na praga da Indepen-
dencia, n. 19.
ya na do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se reos cortes de cambraia para vestidos de
senhora; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a ostagflo de invern, por
ser decores escuras; um rico sortimento de mantas
de seda ede seda e Illa para senhora; inanlinhas para
meninas a duas patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos gostos e diffeientes tamanhos; meias de
seda brancas e pretas para senhora homem as
mais superiores que leem viudo a esta praga ; pan-
no lino preto e de cores ; alpaca a 800 rs. o cov-J
do, p muito fina a 1,600 rs. ; cambra aspara cor-
tinados de camas ejanellas, assim como franjas pa-
ra os mesmos ; cortes do caigas de casimira france-
za elstica e muito superior, a.5,000 rs. cada corte ;
cortes decollles de velludo, gorgurSo, stimo de
fust.to por prego muito barato; panno de linlio a
400 rs. a vara ; cobertores para ucravos e mitras
muitas fazendas que todas so vcnderSo por procos
muito baratos.
~ Na restillagfio da ruado .-Rita vende-se es-
pirito de vnho sgo'ardenle do reind biiz, ge ne-
bro ago'aidcnte de can na dita branca o licores
mais barat do que em outra qualquer parte, e re-
cebem-seom troca botijas, garrofas, pipas, barris,
o tambem so conipram a dinheiro, continuada-
mente.
Vende-se urna parda moga de bonita figura ,
com algumas habilidades : na praga da Indepen-
dencia, loja n. 3.
1 Veh ,j^a_."""..... pretos ebroncos, por puro
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
i 2, de Jos Joaquim Ja Silva Aiaya.
CABELLOS PUETOS.
Gontina-se a vender agoa do fingir os cabellos
o suissas : na ra do Queimado n 31. O melhodo
dcapplicara dita agoa acompanba os vidros.
Vendem-se ptimas ervilhas ochxaros che-
gados prximamente no brigue Oliveira proprios
paro semear por seren muito novas ; podras de
inoinho de moer milito : na ra larga do Rozario ,
n. 29.
Na ra da Senzalla-Nova, n. 3o,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em .porcao e a retalho, e por
menos do que em outra qualquer parte.
Vende-ae um methodo de piano de Voguerij
em bom uso e por prego Commodo : na prica a
Independencia loja de miudezas, n. 4.
___Vendem-se navas cartas paro aprender |
as quaes se moslra que no lio preciso o esludo i|,
syllabas soladas dosnomes, compostas pelo profv
sor publico S H. d Albuqucrque : na loja da esqu
ua defronto do Collegio prego 80 rs.
DC6 PORTAS Nd8
supeior,
Vcnde-se, ou arrenda-se o ongenho Mozambi-
que sito na fregunzia de S.-Lourcngo-da-Jlm,
distante desta praga 3 legoas: na ra do Vigario'
n. 22, armazem de Jos Xavier, dono do mesm
engenno.
Escravos Fugidos.
A' 7^000 rs. cada urna manta.
Na loja de Guimarfles Serafim & C, confronte ao
arco deSanto Antonio, n.5,vendem-se mantas de seda
modernas para senhora, pelo barato prego de 7,000
rs. cada urna; riscados francezes finos, padrOes mo-
dernos, a 240 rs. o covado.
Vendem-se 2 moleaues pegas de 18 a 20 an-
nos, bons para o trabalho do campo o da praga; 1
dito bomcozinheiro; 4escravas mogas sendo urna
dallas boa costmeira o engommadeira ; urna mula-
linha de 16 annos boa para ser educada : na ra
do Passcio loja nova n. 19.
Na loja de" Francisco Jos Perei-
ra Braga ,
IMPERIAL
DE IUPE FINO
FABRICA
MACIONAI.
= Na tarde do dia 3 do correte, fugio do sol.nulo
junto aoem que mora o profeasor dapriineiraslet-
tras na ra de Mathias Kerreira, em Olinula, a preta
Maria.de Angola, com maia do 40 annos de idade.
Tem os signaosseguintes : estatura ordinaria, cor-
polenta, desdentada, o a mflo direita enmn alcijail
por ter 3 dedos sem aceito; levou vestido roto >|(
chita dcsbolada, urnas contas encarnadas no pesco- \p
Su, urnas argolas d'ouro lisas tas orelhas, o panno
a Costa vclho nos hombros He condecida em Olin-
da por Mara Cabrio. Foi, no lempo deoutros st-
nhoras, mariscadeira, lavadeira e quitandeira. Tem
eonhecimentosparaa Casa-forle e outros arrabal-
des da cidado. Ueconimenda-se a aprenhensflo dessa
escrava, e a entrega seu Sr., o abaixo assignado.no
sobrado apontado, o qual gratificar a contento do
apprenhensor. (
Lu: Paulino Cavalcanli Vellez de Guetara.
Na mantilla do dia 3 do corrente, das 7 para as
8 horas, sendo conduzida para casa do Sr. majnr
Antonio da Silva Gusmflo urna sua escrava pret, de
nome Romana, esla, no Ate.rro-da-Bua-Visla.deisan-
do-se ficar atrs do portador que a conduzia, fugio.
A referida preta he do Angola, bem ladina, e repr-
senla ter de idade 30 anuos pouco mais ou menos,
estatura ordinaria, corpo clteirf,form magro; tem
o dedo grande dop lireito aleijado, o em ambas
as pomas algumas chagas bastante grandes, e le-
vou vestido escuro de chita com flores brancas e en-
carnadas, o por cima saia preta de-lila, e foi oinbru-
Ihada em um chale cor de vinhocom barra branca:
levou mais urna trocha, contendoum lengol de al-
godfio, c outros vestidos e roupas. Quem a descu-
brir e p^ter leve-a a casa do ditoSr. GusmSo, ni roa
do Queimado, ou na ra do Aragflo, n. 27, quesera
recompensado.
Fugio no dia 2fi de abril prximo passedo, a
preta Thereza, que reprsenla ler 25 a 30 annos;
he alta reforgada, bem parecida; levou saia de
chita vermelha e panno da Costa ; tem algumas ci-
eatriiea em um dos b"rogos. Esta escrava eslava nes-
ta praga apenaB ha 12 dias tendo sido remedida de
Macei polos Sis. l.uiz Antonio Alvos Moiitoiro ti
Gompanhia, para, porsuaconta, ser vendida aqu
pelos annunrianles, A. D. dos Santos & Gompanhia,
moradores na ra do Crespo, n. II. Kecommeiida-
so a sua apprehcnsfio a todas as autoridades poli-
ciaes e quem a pegar sern recompensado.
Ainda contina a estar fgido desde a noite
de sabbado, 29 de agosto de 1846, o molecote Fran-
cisco, de 18 annos, pouco oibs ou menos, ollto;
grandes, beicos grossos, nariz chato, denles lima-
dos semprc muito risonho o apezar de ser de r.a-
gfiff, falla corto crioulo por ter vindo pequeo; le-
vou camisa de algodfiozintio caigas de'/liarle azu.j
uns suspensorios de meia do-r-dr, urna jaqueta e
panno verde rota no cotuvello esquerdo, chapeo ue
palhaeuma trouxa com o resto de sua roupa ; per-
tcnco ao Sr. Francisco Lourengo da Fonscca, no inu-
;rande-do-Sul: pFomelte-se generosa rectmyM
a quem o pegar c levar a ruada Senzalla-^uii,
n. 110, casa de Alves Vianna. .
Dcsappareceu, no prlmeiro de abril, a preta m-
sepha de 18 a 20 annos baixa grossa ; tem iw
signal nobeigo superior e outro no inlVTior, sen
este muito apagado de urna dentada de "''0,r":
falla que parece crioula por ler viudo .equ
quem a pegar leve ao largo do Livramento pan
ria n. 32, que ser recompensado. .-.mn
Futrirm, no dia 8 de Janeiro do anno 'i ""'
passado, do engenho S.-Anna de Antonio nas,
5 escravos com signaes segundes perlencer.tes
film. Sr capilfio Antonio Jo a q u i m_ Li ^ "'.^'u."' A |..
na ra do Crespo n. 3, o p do arco de S.-Anto-
nio vende-so panno fino azul proprio para far-
das a 4,000.rs. o covado ;-pegaj de cassa de listras,
a 2,600 rs.; ditas de cambraia lisa a 3,500 rs.; ctr
tes de caigas de brim bronco de liiiho, do mais su-
perior que tem apparecido, a 3,600 rs. o corle.
lote de seda para colletes e gollas ; se-
m macau o verdadeiro brim trancado
de listras de cores na ra do Queimado,
luja nova, n. ti, de tayinundo Carlos
.'fT i tjl'i e i j j de extra'egfto pela sua bnndadee diminuto prege deirin.ioe aranja, a 500 rs. a 'garrafa : no Alerro-da:
Vendem se VLLAJJ de cera ao|i,t00e8,o0 re. ; forma-regalia superfino, a 1,8001 Boa-Vista, fabrica de licoroa, n. 17.
Ra ra larga do Hozario, n. 3,
vendem-se charutos da Baha de todas as qualida-
des, a saber: regala, de superior qualidade, a
A .grande extracgflo que tem tido este, rap, depois
que foi expnsto a venda he prova'Snconlestavel do
bom acolliintenlo que tem merecido. O unico,de-
posito he na ra do Trapiche n.34, e a retalho
vende-senas lojas dos Srs J i. de Garvalho Moraes,
A. F. Pinto & Iriiiflo A. B. Vaz de Garvalho 'Cu
nha & Amorm Pontes & Sampaio, na ra da Ca-
lleja do Recife ; A. t>. de Oliveira Beso, na ra da
Madre-de-lleos; Campos & Almeida, na ra do
Queimado; T. A. Fonseea,, Umhelino Maximino
de Garvalho, na ra do Cabug ; C. G. Breckemfeld,
praga da Independencia ; Caelano L. Ferreira Tlio-
maz l>. M. Estima e Antonio l'ereira da Costa
Gama, Aterro-da-lloa-Vista.
11 efreseos.
Xaropede groselho feilo do verdadeiro surnmo,
vindo de Frange a ICOO'rs. agarrara ; dito de flo-
rea de larangcira,a 1,000 rs. a garrafa; dito feito da
verdadeiro resina de angico, que he muito conheci-
lo e approvado por as pessoas que padecem do pei-
1,600 rs. a caixinha para cima ; marca de fogo delto, por ja ter eito ptimos benelirios a 1,000 rs. a
S.-Folix; cigarros de la Havana, que teem tido gran- garrafa ; ditos de maracuja, tamarindos, ananazes ,
moda villa de I'orto-de-Pedras, provincia
oas : Antonio, cabra, de 30 annos. alto gros*
acaboclad da cor, cabello aberto rosto com
sa P--
baixo. 'le
arillo.
nafa chato, denla limados, falla grossa, |'
barba
de 26 annos
Bazili cabra ue hhv ----- .
bom corpo ."cabello aberto, rosto redondo dewf
lima
ca barba
dos nariz chato muito brando na falla I
. arba : Manoel, crioulo fulo da cor ,loh*'
nos alto corpo regular rosto redondo om I
quono .oicial de sapaleiro, toca guitarra, m u
pacltola p'ouca barba : Antonio, crioulo de sw'
nos, cor fula rosto redondo nariz chalo W"
grossos ; '.om uns polmOos pelas costas que V3nl.
ter sido de relho e de pouca barba : Luir cr
lo.de 28 annos, cor lula pouca (gura, rosto cu.
prido nariz chato bocea e beigos regulares ,
ca barba; tem um p mais grusso do que o' "'. .
Estes escravos foram com [irados a Antonio rran
CodaSilva Garrigo e Jos Gorreia dosSanto,
radoresna cidade do Aracaty; scguiram osa,l"*dos.
Pravos |iara O mesmo lugardeonde foram con pr .
na occasio da rugida roubaramdo seu senimr
jogo de pistolas de bronzo e outras mas, e vilo intitulando-se forros. Que.n osi pife
leve a praga de Pernambnco a entregara J^m*"'v
Jos das (Neves, que sera recompensado, oaoine
cionado engenho onde nflo so se recompensara
mo Se pagarflo-todas as dspotas.
PEHN. : VA TTP. DE F.DE FAW*-
iW7'
MUTILADO].
!
mM


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