Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08450


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Full Text
Anno de 1^47.
Sabbado 20
.. pi^RlO pnlilic-e todos o dns, que n3o
m ,|C guarda i o prep d aisisnatilra h'e de
ffnaa ti poi ju"-'. VS' adiantades. Os ao-
. Am asigniiles siin inseridos i rnslo ci
TSorSi''. ,n em ,yp0 Hirren,- "
..'oes P^ nwtade. < qu nilo forem au%-
Cs osear! 0 porliuha, e 100 em trpo
PHASES DA LA NO MEZ DE JDNHO.
.. _>! i 0 a I 'ora e 40 ma. da manha.
I "'""S 12, s 10 horas e Si min. da Urda.
ceWnl.. 5 l,or" e ,0 mi,D- d* Urdf .
i",cheia a J8, I llora e I mo. damanhSa.
PARTIDA DOS CORREIS.
Goianna e Paraliyba, ai sagitadas escitas feirai;
Rio-Grande-dn-Norte quimas Cairas aomeio-dia.
Cabo, SerinliHflin, Rio-Formoso, Pono-Calvo c
Macelo, no l .*, a II e i i de cada mez.
(aranliuns e Bonito, a 10 e 21.
Roa-Vista e Flores, a l< e 28.
Victoria, s quintar fciras.
Olinda, todos os das.
PREAMAri DE HO.IF..
Primeira, s 3 horas 42 minutos da larde.
Segunda, s 4 lloras 0 minutos da manha.
de Junho.1 Annd XXIV.
S. i*6.
das da semana.
51 Secunda. 2. Alliano. Aud. do J. dos or-
fh'os, do J. doc. da ? e do J. M. da 2 .
erca. A Paulino. Aud. do J. do ct. da IV
Y v. do depst do2 dist. de t.
23 Quarta. S. Agrpina. Aud. do I. do ci.
r. 5 e do J. de paz do 2 dist. de t.
24 yuinla. ^fifr N'asclmento de S. Joo Uap-
ii.tr.
25 SeiU. S. Giiillierme. And do J- do ct. da
I. v.eda J. de pat do I. dist da t.
20 Sabbado. S. Virgilio. Aud. do 1. do civ.
da I. t. a do J de pat do I dist. de t.
27 Domingo. A l'ureade Nossa Seuliora.
CAMBIOS NO DA J DE JDNHO.
Cambio sobre Londres 27 d. por t$ r$. a 6 H.
u Pars 145 rs. por franco.
Lisboa IOS He premio.
Oesc. de leltra* de boas lirmis de /t % mez
(Juro(incas haspanholas.... 28*400 a 2#00O
Moedas de 6|I00 vell.. t#000 a 10410*
, de 1400 no.. I000 a |0|05I)
de 4*000..... f 000 a 9*100
Prala Pataces.i........ I#930 a l#M>
a Pesos columoares... I|J0 a l#4
Ditos mexicano*.... '#'0 "8nft
Miuda............. 11910 a l#'0
Acedes da comp.do Hebaribe de SOfOOO r*.ao par.
affasai
DIARIO DE

PARTE QFFICUL
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 15 DO C0RRENTE.
OfllcioAo desembargador juiz relator da junta
de justiga, acensando remessa dos processos de Jolo
de Araujo e Cryspiano Figueira da Silva.
Dito-A' caniara municipal da villa do Cabo, or-
denando ponte a disposicSo do respectivo deleitado,
para quartel do destacamento, a casa onde ella fa-
zia as suas sessoes.Participou-se ao chefe de po-
,'icia.
DitoA' cmara municipal de Goianna, validan-
do a transferencia da cwdeira do primeiras latirs de
Tijucupa#o para a povoacSo de Ponta-de-Pedra.
DitoAo inspector da (hesouraria da fazenda, en-
viando copia do imperial aviso que autorisa a des"-
peza da conclusto dos reboques e outros servicos
do palacio dos antigos governadores de Olinda.
Particfpou-.seao oncarregado da obra.
DEM DO DA 16.
OflicioA desembargador juiz relator da junta
de justiga, 0-ansmittindo o processo de Joaquim Pe-
dro..
DitoAo commissario-pagador, determinando a-
boneao brzadoiro Antonio Correa Sera a ajifta de
custo de volla, a que tiver direito segundo a tabella
DitoAo uiesmo, ordenando pague ao agento da
comnanhia das barcas de vapor a quantia de 367,500
ris pela passagem do brigadeiro Sera, sua senho-
ra e tres filhos.Participou-se ao mencionado a-
gente.
DEM DO DA 17.
oflicio Ao juiz de direilo da segunda vara do
crime, approvando a nomcagflo dos peritos que Srnc.
designara para proceder, no livro da receita do sel-
lo do anno financeiro de1843-18W, o oxame reque-
rido por Antonio Comes Villar; e declarando que
esse exame deve ser verificado no cartorio da the-
souraria da fazenda s 11 horas da mantilla do dia
19 do corrento.OfJieiou-so respeito ao inspector
da thesouraria da fazenda.
PortaraNomea.ndo a Jos do Azevedo Souza J-
nior para oceupar o lugar de substituto da cadeira
de primeiras lettras e escriturario do collogio dos
orphaos, emquanto nfio-for definitivamente prvi-
do.Participou-se administradlo do patrimonio
dos orphaos o ao director do respectivo collogio.
DitaConcndendo a Joaquim Justino Goncalves
Guerra a deinissfo que elle pedir do omprego.de ins-
pector do assucar.Nomeou-se o cidadlo Francisco
lionies Pereira Guimarfic ,>ara substituir 6 dispen-
sado fe participou-se ao inspector da thesouraria
das retidas provinciaea.
DEM DO DA 18.
OfllcioAo inspector da thesouraria das rendas
provincias, ordenando faca pagar n Firmino llorcu-
lano da Silva a quantia de 72,000 ris por urna duzia
de cadeiras que-vender pnra a repartigao da vacci-
a.Participou-se ao presidente do concelho geial
do salubridado."
Ditos-.-Ao mesmo, determinando o pagamento dos
nlugueis voncidos da casa que serve de quartel ao
destacamento policial de Nossa-Scnhora-do-O" ; c a
indemnisaco de 64,920 ris que se leem despondido
con) o* presos pobres da cadeia do Limo'eiro.Parti-
cipou-se ao chefe de polica.
DitoA' ndministracfio dos estabelecimentos de
enrdade, rocommendando que, do seis em seis mc-
zes, remella ao presidente do concelho geral de sa-
lubrida'de tm mappa eslalistico das molestias que
Silo curadas nos mesmos estabelecimentos, com re-
flexflcs sobre a frequencia dellas, o o Iratanienlo que
iiiaislhes*(>roveita ; cdeterminando que, com bre-
vidade, eiivcm ao referido presidente um mappa
idntico ao que fica mencionado, que diga rospoito
ao anuo de 1846.Parlicinou-so ao presidente do
concelho geral de saltibridade, cuja roquisico deu
lugar expedico desle ofllcio.
DEM DO DIA 19
OflicioAo inspeclor da thesouraria das rendas
provinciaea, ordenando faca ndemnisar Jos de tiri-
t Salgueiro do que despendeu com fornccioiento
lo Itizes ao corpo da guarda'da cadeia do Bonito, do
1. de dezembro do anno (indo ao ultimo do maio
prximo passado.Participou-se ao chefe de polica.
DitoAo juiz de direitO da segunda vara do crmo
desla comarca, declarando-sescienle da nomeacilo
de Manuel Jos Domingues Codaccira para exercer
interinamente o cargo de promotor publico dos ter-
mos de Olinda e Iguarass.
DitoAo juiz privativo tos Africanos, approvan-
do seja entregue a D. Maria Francisca da Costa It. R.
Moiileiro a Africana da arremataciio de cujos servi-
cos desistir Jos Joaquim Bezerra Cavalcanti.
DitoAo jui/. de paz do Jaboato, significando
que em addilamcnto lista afixada.deve mandar pu-
blicar a rclacSo nominal dos cidadaos, cujos recur-
sos forara attendidos pe|o concelho municipal.
DEM DO DIA SI.
'.- *
OflicioAo inspector da thesouraria das rendas
provincies, declarando que, na forma da lei pro-
vincial n. 200, de 8 de maio desle anno, conceder
jubilacSo a JoSo Izidro Concalves da Luz, professor
de primeiras lettras de Caruar.
DitoAo commissario-pagador, ordenando po-
-Tia disposicSo do administrador da obra do quar-
tel d'artilharia d'Olinda os 3:000,000 de ris que
anda restam da quota que para semelliaule obra f-
ra destinada.Participou-se ao referido adminis-
trador.
EXTERIOR.
AMEK1CA SEPTENTRIONAL
EXTRACTOS DO TIMES.
Noticias recibida* de Nexo-York, al 7 de abril inclu-
sivamente.
VorarCruz foi cercada por mar e por trra, som con-
flicto, pelas tropas e esquadra americanas. Eslava m
cortadas todas as communicacOns martimas daquel-
la cidade, fechadas to las as sabidas para o'campo ; e
previa-seque a guarnicifo, composta de 4,500 to-
mens, seria em breve co.npellida a render-se. O cer-
co levo lugar no da 15 do marco. Asdatas, recebi-
das de Vera-Cruz em New-York a 3 do abril, chega-
vam a 20 de marco.
Tinliam havido algumas escaramuzas em frente de
Vera-Cruz, nasquaes selTreram os Americanos algu-
ma insignificante perda; porm emquanto ao mais
flcavam as cousas no mesmo pe.
Fallava-se n'outra victoria alcancada sobre os Me-
xicanos no Novo-Mexico.
D NEW-YORK-HERALD DE 7 DE ABRIL.
Publicamos hontem demanhila algumas noticias
que recebemos por expresso de Philadelphia, annuu-
ciando que Vera-Cruz havia sido tomada pelas nos-
sas torgas, depois de urna desesperada resistencia
custa de 800 dos nossos.
Todava, urna ou duas horas depois que aqu se
recebeu essa noticia, chegou o vaporSoMAerner;
segundoelle, n3o havia chegadoa Ch.irlestown, lu-
gar onde teve origem o rumor, noticia crivel da to-
mada de Vera-Cruz. N3o duvidamos de que tal boa
toseja prematuro; mas podemos esperar a cada mo-
mento noticia fidedigna daquella parte.
lie pro va ve I que Vera-Cruz j esteja em nosso
poder; porm, ajulgar-se pela fortaleza dos muros
que circumdam a cidade e pela resoluguo em que es-
tilo os Mexicanos de defend-la, a sua tomada deve
do ter custado grande peda de vidas. .
Noticias recebidas de Neio-i'ork, at 8 de abril inclu-
sivamente.
Constava quo oexercito do general Taylor estova
acampado no ultimo campo de batalha, e que o mes-
mo general, frente de 1,000 homens de cavallaria,
chegra a Ccrralvo em pcrseguigiio do general Urroa;
e que, sabendo este da approximagiio daquclle, fugi-
ra com a sua fdrea na direcgo de Victoria, deixando
assim franca a conimunicacoo entre Camargo e Mon-
terey.
Dizia-sequcS. Anna ia em complola retirada para
San-Luiz-Potosi. Muilos dosMexicanos, que foram
aprisionados, diziam que tres das antes das bata-
llins no haviam comido cousa alguma, que -o exer-
cito de S. Auna acliuva-se u'um oslado de inteira pe-
nuria,c que, se elle nflo con^eguisse provisOes dentro
em 4 dias, uebandar-se-hia o seu exercilo; alias pe-
recera infallivelinente defoine.
Nos oflicios rocobidos doMonteroy era corrente que
S. Anna perder um brago e recebra um tiro n'um
quadril; que os generaos Ampudia, Mejia e Orliga fo-
ram mortost e aprisionado o general Salas.
De Vera-Cruz constava que, tendo-s.econcluido al
linha do cerco, escoriado toda a communicagao do
interior para a cidade, fizera o general Scott aviso
aos ostra nuciros, all residentes, para qtiese retiras-
sem della ; c que elles linbam ido geralmenlo para
bordo dos navios do guerra eslrangoiros que esta-
vam fra tabarra. Muilos cidadSos do Vera-Cruz
opnavam por urna prompla captulago ; mas os mi-
litares oppunham-se violentamente a quolquer movi-
menlo dosse genero. Referiam os residentes estran-
geiros, quo muilos cidados tinham sido fuzilados
por propdrcm a entrega. O fogo da cidade o do cas-
tello era continuo; massem elfeito algtim.
O coronel Percifor F. Smith, com os seus atirado-
res, linha tido um ataque com urna torca de cerca
de 800 homens da cidade, e obrojou-os a rotirarem-
se, com perda do cerca de 25 morios e muilos fli-
dos, soffrondo ello a de dous outros soldados rasos
morios e feridos.
Todava, dous navios francezes haviam podido es-
capar ao bloqucio.
Circulavamem Philadelphia, a 7 de abril, boatos
de que so recebra de Vera-Cruz noticia de que o ge-
neral Scott (ora morto, e o general Worth fondo.
Comtudo, laes boatos nao eraja cridos.
' Deviam abrirle a 10 propoSlas para o novo em-
prestimo do 18,000,000 de dolais. Prcvia-se que 0
secretario do lliosouro exigira immediatamento urna
grande parto delte.
DO BOSTON JOURNAL DE 26 DE ABRIL.
< O general Taylor. Do N. O Tropic copiamos
o se,guintc paragrapho:'
< Mr. Lynde parti de Monterey a 29 de margo.
Aquella praga Hcou guarnecida pola iegiSodeLoui-
ville.
< O general Taylor esteva acampado em .Walntit
Springs, cerca de 4 militas distanle de Monle-
roy. A sua froa coiutata de um esquadrflo de dra-
gues, commandado pelo coronel Fauntleroy e do re-
giment de voluntarios de Mississipi, sob ocomman-
o do coronel Jefferson Davis, contando esto apenas
248 homens. O coronel May esperava visitar breve-
mente os Eslados-Unidos.
O general Wool, com cerca de 5,000 homens, es-
tava acampado em Buena-Visla. Corra que o gene-
ral Urrea eslava em Linares, frente de 2,000 ho-
mens de cavallaria, o do um corpo de artilheiros.
Havia alguma probabilidade de choque entre as fr-
gas desles dousgeneraes.
Tambem dzia Mr. Lynde, que os feridos em
Monterey e Saltillo padcciam muito, o que muilos
delles estavam a expirar; que a estrada de Monte-
rey para Camargo j eslava aherta, tanto por Cer-
ralvocomo por China, o quo Gnalos seguio os pas-
sos.do sen Ilustre predecessor, Urrea, c retirou-se
pelo Passo-dc-Tula, para alm das moiitanhas. O nos-
so exercilo, como meio de necessaria procaugilo,
incondiou todas as povoagOes o ranchos entre Monte-
rey e Camargo.
O general Taylor publicou um bando, oxigindo
que Tatnaulipas, Nova-Loon e Coahuila (zessem boa
a pilhagein dn propredade publica c particular do
nosso rom de carretas o doscidadios particulares,
ou em dinheiroou om gneros do paiz, pagando cu-
da districto a sua quta parle.
MXICO.

A ultima noticia da cidade do Mxico'veto por va
deHavana. O Diario daquella prag.t fornecia ase-
guinte infbrmagiio.segundo a qual inn pareca que
S. Anna fosse particularmente favoravel paz.
O Diario dizht quo, a 31 de margo, se publicara no
Mxico a capitulagflo do Vera-Cruz. O presidente S.
Anna publicara urna proclamagAo aosseus concida-
daos, na qual dizia enlre outras cousas :
Mexicanos, Vera-Cruz est em poder donimi-
go. Ella nflo cedeq ao valor dos Americanos nema
influencia da sua boa fortuna. >Ns mesmos para
vergonlia nossaseja dito) atlrahiinos esta fatal des-
honra sobre as nossas armas pelas nossas intermina-
veis dissensoes...... Estou resolvido a ir procurar o
inimigo..... Se a sorte permiltir que o sberbo exer-
cilo americano tome a capital do imperio, Aztec, eu
nflo verei esse desastre, porquo primeiro hei de aca-
bara vida na lula..... Todava a nagflo n3o perece-
r, juro que o Mxico ha de triumphar, se os meus
desejos from ajudatlos por um esforgo sincero e
unnime. Mil vezes feliz ser para nos o revez de
Vera-Crux, se a queda dessa cidade despenar nos
paitos mexicanos o enlhusiasmo, a dignidade e o
generoso ardor de um verdadero patriotismo. Ella
fara sem duvida a salvagflo da patria.
A 27 de margo, ja se reuniam algumas tropas no
Ponte-Nacional, sob o commondo do general U Ve-
ga e do governador do estado, Donjun de Sato.
De 27 a 30 marcharam da capital duas brigadas de
iulanlariae urna de cavallaria em dirccgfo aponte,
om as.suas competentes bateras, que montavam oo
todo a 2,000 homens.
No 1." do abril partira do Mxico o general S.
Auna em pessoa, com mais 2,000 homens, para illri-
irusoperagOes militares no estado de Vera-Cruz,
resolvido, como elle dizia, a disputar o terreno pol-
egatla por pollegda, emorrer antes do que consentir
na paz proprias palavras suas, quaes se liam, as-
sim em cartas como om documentos impressos. Pro-
gredia o alistamenlo do tropas em varios pontos.
Oexercito do norte voltou aSan-Luiz-Polosi, onde
licou na dala das ultimas noticias.
(ggaaamasaaMpiaaBaaaBBsaaaBBCjai', !* "JLJ.'L ,?'j^^?*jf^'
Commuiiicado.
No empenhoem que est o Nasareno de tlnestar por
lodosos meios a seu alcance o digno juiz da I.'vara
do crime, o S. Dr. Vicento Ferreira Gomes, no tre-
pidou em alcunhar de escandalosa a absolvigflo que
aquelle juiz proferir em favor do Sr. Diniz Antonio
do MoraeseSilva, e de tambem envolvor esto Sr.
na censura que procuiot revestir das mais negras
cores, assoverando cousas, cuja falsidado lio paten-
te, o inculcando o Sr. Diniz, como convicto do cri-
me deque fra smenlo absolvido morc dos meios
reprovados, que diz o Nazareno liaverelle emprega-
do para com aquelle juiz. Anda que perfetamciite
saibamos quo o Naxareno po'uco se importa do scra-
credilado, e que o seu nico intuito he denegrir a
bent merecida roputagfl do Sr. Ferreira Gome, epor
este meio, que nflo desojamos, nem queremos qua-
l.ificar, cevar o tlespeito e odio que nutre, nflo po-
demos deixar de profundamente lamentar que assim
se baratem objectos do tamanha veneragflo e res-
peito como a consciencia e probidade do un ma-
gistrado, e a reputacSo de um cidadao, que sempre
respoitou as leis, o por ollas tem regulado constan-
temente o seu procodimento; e que se aventurom ac-
cusagOes desta ordem sem a menor prova, ou antes
com certeza do sua injusliga e falsidade; quo se di-
ga com o maior desfacamento, que um magistrado se
deixou corromper, para deixar da fazer a justiga
que era devida; que um cidadflo commetteu um cri-
me, e s conseguio a absolvigao delle por meios re-
provados, quando lio geralmente reconliccida a in-
teireza desle magistrado, a honestidade dosteci-
dadflo, quando, om urna palavra, essa absolvigflo nflo
foi mais do que o resultado de urna consciencia I-
lustrada, quando a innocencia deste cidadflo resulla
das mesmas provas do processo; e seja qual ff a im-
zes em favor da justiga ultrajada, o menos como
um protesto que estabelega urna inlerrupgilo con-
tra a prescri peflo do objectos tito sagrados, como a
honra e probidade. Assim, nflo tanto em dofosa dos
Srs. I'erreira Gomes o Diniz, cujas reputagOs feliz-
mente estilo sobranceiras s iras do Nazareno, como
em homenagem justiga, farcinos algumas ligeiras
observagOes para restabelecer a yerdade dos Tactos,
o demonstrar a falsidado a arguigflo de que nos oc-
eup;.ino>. .
Nenhum homem desprevenido acreditar que o
Sr. Ferreira Gomes propalasse que nflo podia deixar
de confirmar a pronuncia, em quo pelo Sr. Brito Ma-
cedofora comprehendido o Sr. Diniz; porquo semo-
Ihante leviandade repugnarte com seu carcter sisu-
do e circumspecto, o iria contrariar as intengOes
que Iho suppOe o Naxareno: depois disto, he falso
que o Sr. Ferreira Gomes tivesse os autos em sua con-
clusfio pelo espago de 11 mozos, como, pnra cohones-
tar a argtiigfio, asseverou o /Votaren: do documento
notado sob n. I se v quo, sendo-lho conclusos os au-
tos em 3 de fevereiro de 1817, foram despachados
em iodo maio do mesmo anuo ; por- ah ja se podo
avaliar da consciencia' coih que escrevou o Na-
zareno.
FOra de rasflo qne o Nazareno publicasse, so nflo to-
das as pegas do processo, ao menos as allegagOes do
urna coutra parte, afim de que se podesse avaliar
do fundamento com quo aecusou o Sr. Ferreira Go-
mes, e do desemharago com quo assevera que oSr.
Diniz mandava arrancar marcos; mas, como isto ten-
dera a dar nina justa ideia da queixa c do julgamen-
lo,.ec*onseguinteihente patentearia aos olhos de lo-
dos acalumnia, deixou de faze-lo para abrigar-so
no vago, em que cnvolveu o artigo do que nos oceu-
pamos. Podemos assovorar quo qnalquer mitro juiz,
que com reflexilo o mparcialidado examinsso os
autos, nflo deixaria, se quizesse fazer juslig.i, de ab-
solver o Sr. Diniz, como o absolveu o Sr. Ferreira
Gomes; e o assoveramos com as provas dos autos,
que tvemos o cuidado do compulsar, e n3o com as-
sergOes vagas e falsas, como fez o Nazareno.
I'undava-sc a queixa em que o Sr. Diniz arrancara
marcos enflacados desJo 1753 : procodondo-se vis-
loria nos lugares em quo dizia a qtieixosa exislirom
os marcos quo so diziam arrancados, o a requeri-
montoda mesma quexosa, verlicou-se pelos depoi-
montos do suas proprias tostomunhas, e das prodti-
zidas polo Sr. Diniz, queem aquollos lugares apon-
lados nunca existirtn marcos, a exccpgflo do urna
testemunha da queixosa, quo sobre jurar cogamen-
te, o sor prenla da mesma queixosa, foi contrariada
por todas as outras, como se v do documento n. 2 :
convencida assim de falsa a base da queixa,' esta fi-
cou prejudicada, porque fdra absurdo dizer que so
n minea rain marcos que nunca existiram e foram in-
ventados para formular-so una queixa fraudulenta
e calumniosa.
Ainda nflo he ludo; as testemunhas da formagflo
de culpa, que foram tambem indicadas pela queixo-
sa, c algumas das quaescram partes interessadas,
referir.im-sc o dizer da oWxosa, c confssaram que,
havciido ella arrancad' marcos quo o Sr. Diniz
mandava collocar ou urna rficada aberta por con-
scnlimcnto e approvagflo da queixosa, o mandado
esta enfincar nos lugares vistoriados os marcos as-
sim arrancados, Diiu/ os mandara entilo arrancare
quebrar.
Por estas dccIaragOcs lio evidento quo a queixosa
Wra a agressora, Mra quem mandara, de propria au-
toridade, arrancar marcos, e que Diniz nada mais fi-
zera do que desforgar-se incontinonle do esbulho
quesoffrra : o como assim ser pronunciado Diniz?
Como sor pronunciado por urna queixa, cuja baso
era falsa, e por depoimentos, que o isentavam de
toda a culpa, c moslrovatn a sua f, o fraude da que-
relanlc.y Outras considerag>s ainda so davam em
favor do Sr. Diniz, bom como a allegagflo quo fi-
zera a quorolanto om tinao queixa de que elle abrir
sem ella o saber picadas, entretanto-que elle exhi-
bi [trova documental do sOu consentimento.e de ha-
ver a mesma querelante requerido autorisagfto ao
juiz de orphaos por parto de-seus lilhos menores pa-
ra fazcr-soamigavelmcnteademarcacio pelos mes-
mos lugares, om quo fora aberta a picada, ebndo
ja tinliam sido enlincados os marcos, que depois e
fraudulentamente arrancou a mesma querelante ;
mos.como isto seria demasiadealongo de desenvolver-
se, nos contentamos de offerecer os jurdicos funda-
mente* da sentenga do absolvigao, que vai sob ti.
3., o que plenamente justifican! a mosma absolvi-
gao.
Por esta simples e verdica <*xposigflo temos de-
monstrado que o Sr. Diniz nenhum enmocommet-
tra, epor isso nflo linha nocessidade d ompregar
meio algum illicito ou reprovado para obter a ab-
solvigflo, que fura proferida com toda a mparciali-
tlade, e de conformidade com a prova dos autos, se-
gundo as quaes se revera guiar O juiz, o nflo pela
condigao das partes, ou suas paixOes : que o Sr.
Ferreira Gomes nflo so deixra levar por motivo al-
gum cstranho justica e contrario honra com
quosempro tem excrcido o seu emprogo, e quecon-
sequentemente lio fra de toda a rasflo, e calumnio-
sa a olhos vistos, a aecusagao que Iho fez o A'atarc-
no e aqu terminaremos, deixando aos homens ho-
nestos a apreciagiio que merece urna semelhanto
censura, ecm objecto tflo grave e melindroso, co-
mo o de que se trata, c abslendo-nos de outra qual-
quer observagflo que o caso pedia, para n8o exce-
dermos o din que nos propozomos, quo foi smento
defender a pro-
1

moralidade, a que infelizmente tendamos attingido,
o homem honesto nflo pode deixar de sentir urna I mostrar a falsidade d'accusagfo, e
justa indignarlo pela perversflo de lodos osrespei-lbidade dos Srs. Diniz e Ferreira Gomes, tilo injusta
tos e consitlerages sociaes, e do levantar as suas vo- j e indevidamente oflendtdas o ultrajadas.
MUTILADO


DOCUMENTOS.
N. i.
Francisco Ignacio de Attahyde cicrivdo vitalicio do
juizo municipal da segunda vara do termo detta ci-
dade do Recife de Pemambuco, por S. M.'o Impera-
dor que Dos guarde, etc.
Certifico que, vendo os autos de que faz mencflo a
petigflo retro, del les consta que ditos autos subiram
para a conclusiodo Dr. juz de direito da primeira
vara do crimo Vicente Ferreira Comes no dia 3 de
Fevcreiro do corrente anno, e que a sentenca nol-
les proferida pelo dito lr. juiz de direito foi dada
no dia lOde maio'do dito corrente anno que
a referida sentenca e auto de vistoria pedidos por
oerlidflo, sflo do teor seguinte:
N. 2.
Auto de vistoria e exame. Anco do nascimen-
to do Nosso Senhor Jestis-Christo de 1846, aos 21 dias
do tnez de abril do dito anno, sendo na freguezia dos
Afogados, tcrmoda cidado do Itecife, em o sitio deno-
minado Esliva-de-Cima, pertencento a I). Auna Joa-
quina do Nascmcnto, aonde foi viudo o Dr. juiz
municipal supplente da segunda vara, Jos Raimun-
do da Costa Menezes, commigoescrivfio do sen car-
go, para effeito de se proceder vistoria requerida
por aquella D. Anna, em sua pelicao do queixa que
dirigir a este juizo, e sendo em o lugar indicado
por a querente, o dilo juiz nomeou para servircm de
peritos na vistoria ao Dr. Lutz de Carvalho Paes de
Andradee Manoel Estoves da Costa, que, estando
presentes, logo pelo dilo juiz Ibes foi deferido o ju-
ramento dos Sanios Evangelhos, encarrcgando-llies
quedebaixodo mesmo, com sfla consciencia o sem
altongflo nenhuma das partes, examinassem os
pontos que Ihe iam ser indicados para serem vis-
loriados; c recebido por clleso juramento, assim
o prometteram de cumplir: e depois dos cxnmcs
respectivos em prcsenca das partes interessadas, de-
clararam que no lugar que fira junio a um alagadi-
zo, e um p de ginipapo macaco, e onde havia urna
picada aborta pela autora, que foi indicada pela
parle, e ah cavundo-se forain adiados alguns
pedagos de pedra sollos, e logo mais abaixo um pe-
dsco de pedra que tinba de giossura, na parte em que
estava nncada, dous a tres dedos: dito pcdaco de
pedra eslava pouco adherente ao terreno, e foi tirado
com racilidade, sendo ah dito terreno arenoso; e aue
a rea que cercava a esta pedra pareca extrahida'da
niesma por ter a niesma cor. I'elo perito Carvalho
foi diloque Uve pareca queopedagoda pedra quees-
tava ultmamentecnlerrado, e de que se trata, nflo fa-
zia parte dos outros pedacos; porque, sendo iguaes as
duas faces,era muito pequena a parle superior da dita
pedra que deva estar ligada ao todo:e pelo perito Cos-
ta foi dilo o contrario, por Ihe oarecer aos outros pe
dagosscmclhante. Disseramanibos.quena parte mais
comprida tinha a (lila podra de nove a dez pollegadas,
l'azendooassentoaconliguraeaodeum quarto de cir-
culo, assim como que os pedacos de pedra pareciam
formar um todo, fazendo o perito Carvalho oxcepgao
ilo pedacode pedra ltimamente adiado. Declararam,
finalmente, que este pedaco pareca alguma cousa
gasto do lempo, e que a pedra em alguns lugares
pareca antiga. E d'ah indo-sea outro lugar indi-
cado pela parle, entro urna niangabeira e um cajuei-
ro, em seguimento da picada cima mencionada,
cavou-se ueste lugar, e achou-se urna poreflo de pe-
damos de pedra, d'entreos quacs, quatro que unidos
apresentavam um risco que denotava ter sido mar-
co, porque unidos formavam o risco de una s li-
nda: quo todos os pedacos da pedra pareciam da
mesma nalureza, mus que nao podiam asseverar
< que fossein parte de marco e equo os pedagos de
pedra pareciam anligos. E sendo ahi presentes as
lestemunhasda autora.depois de juramentadas, foi
i inquirido Joaquim da FonsecaSoaresde Figuciro-
do f que o reo diz ser seu inimigo por ter sido de-
sallado por elle reo e disso que, sendo chama-
do pela autora para examinar urna picada, que ti-
nha sido aberta pelo reo, e verificando que nao esta-
va conforme o auto da demarcacio que Ihe aprc-
sentou do sitio Estiva, abri outra picada para a
qual nilo concorreu Diniz, e sahindo a dita pi-
cada seto bracas, pouco mais ou menos, ao norte do
lugar examinado c cavado, e nio adiando all
marco, disse-Ihe a vhuh, que Diniz o havia arran-
cado, c transferido paiy a picada que abrir.
Andrade.-Manoel Estevesda Costa.-Joaquim da Fon-
seca Soaresde Figueircido.Joaquim Jos Alves Lima.
Filippe Paes Barrete Antonio Marcellino Xavier.-
Antonio Tavarcs d Mello.Francisco Antonio de Sal-
les. ~ A rogo de Miguel dos Anjos Bezorra, Jos Xa-
vior I.ins Wanderley. Anna Joaquina do Nascirncn-
to. Diniz Antonio de Moraes e Silva.
N. 3.
S>nlenca.-- Vistos estes autos, depoimentos das
testemuuhas, documentos, etc. : attendendo'quenflo
est provada a existencia do crime de que he aecu-
sadno recorrente, visto que pelo exame de folha se
evidencia que nos lugares vistoriados nilo exisliam
os marcos que a recorrida diz terem sido colloca-
dos em mil sotecentos ecincoenla otros, e arran-
eados pelo recorrente, sendo que tres testomu-
nhas offerecidas pela reeorrida, e quatro pelo re-
corrente aflirmain a mo-existencia dos marcos nos
lugares vistoriados, indicados pela recorrida ; o pos-
to que fallen) as tres primeiras testemunhas da exis-
tencia de um marco citi pequena distancia do lugar
em queso procedeu vistoria, affirmam, comtudo,
que nunca tivoram noticia de marco algum no lugar
vistoriado. indicado pela recorrida : altendendo que
os depoimentos das testemunhas inquiridas no sum-
mario, sobre serem su.speitas de parcialidade, j.pe-
lo interesse que algumas das testemunhas teem na
causa, j pelas contradiccOes cin que ourras se a-
cham, nilo podem destruir a prova subministrada
pela vistoria de folha: altendendo, aim disto, que o
dcpoimenlo das testemunhas sobre o arrancamen-
lo dos marcos anligos he fundado em noticias vagas,
e inforniacoes dadas pela recorrida ; que oque de-
lOcm as testemunhas com sciencia propria he sobre
o arranca monto daquelles marcos, que, lendo sido
pelo recorrente collocados na picada por elle fcita,
foram arrancados pela recorrida, e collocados nos
lugares vistoriados, sem consentimento do recorren-
te, nem auloridade da Justina; que em tal conjun-
tura ore crrenle, destruindo marcos, usou do mes-
mo direito de que se soccorreu a recorrida, quando
arrancn os marcos poslos pelo recorrente sem con-
sciitiincnlo ilolle, o da autoridade judicial; oque
esse desforco he permiltido pelas leis em vigor; jul-
go procedente o recurso, e improcedente o summaa
rio : portanto, reformando o despacho de pronunc-
de folha, comlemno a recorrida as cusas. Recife,
10 de mnio de 18t7. Vicente Ferreira Gomes.
E mais se nilo continha em dito auto de vistoria c
senlenca, pedidos porcertidao dos proprios origina-
es, aos quaes me reporto, o vai sem cousa que duvida
laca, conferida e concertada na forma do estylo, por
mini subscripta c assignada uesla cidado do Itecife
de Pernanibuco, aos 12 dias do mez dejunho de 1847,
vigesimo-sexlo da independencia c do imperio do
Brasil. Kiz escrever eassignei.
Em f de verdado, o escrivo Francisco Ignacio de
Athaide.
RENDIMENTO DO DIA 25.
Geral.........................
Provincial .............' .
Diversas provincias..............
Moviiuento do Porto.
No dia 25 nflo entrn, nom sahio embarcacilo al-
guma.
EDITA ES.
VAltlEDADU.
Disso mais que elle vio o marco na picada aberta por
Diniz, o qual, pela conUguragao o limo que linha,
pareca marco antigo; c qqe, mandando a autora ar-
rnnca-lo p.'ira ser collocado no lugar em que dizia
ter existido, ao abrir-se o InnUco achou se um peda-
co que pareca ser a pona do mesmo marco, que
se diz arrancado, e que esta ultima picada fra abor-
ta pela autora. Disse mais a testeniunlia, que no
acto de se collocar o marco no lugar vistoriado coin-
cidi a parle superior da pedra, que eslava enterrada,
com a parte inferior da pedra adiada na picada a-
bcrla por Diniz, e conheceu fazer parte della; c que
o dito marco era comnoslo de urna s pedra, e duas
testemunhas. As teslemunhas Filippe Paes Brrelo,
Jos Francisco Xavier, Joaquim Jos Alves Lima e
Joaquim Bezerra da Cunha declararam: a primeira
segunda e quarta, que nao sabiam da existencia
u de marco no lugar vistoriado, e sim que havia um
marco no segundo lugar vistoriado, nilo no lugar
em que se cavou, mas ao p da mangabeira, urna
braca, pouco mais ou menos, deste lugar; a ter-
ceira disse que tinhavisto, ha dous anuos pouco mais
or menos, quando o sitio da Ibura era do Marcellino
Antonio, urna pedra no primeiro lugar, que Ihe dis-
seram ser marco, oque conhecia o marco da man-
gabeira, nilo saliendo se estava no mesmo lugar
que lora cavado; dizendo todas que nao sabiam.
i] iino havia arrancado os marcos, e que a piolada, em
que se estava. tinha sido feita pela autora, e dizeudo a
quarta terouvido dizer que Diniz lora quem arran-
cara os marcos. Pela parte do reo foram apresen
o ladas as testemunhas Antonio lavares de Mello,
Francisco Antonio de Salles e Miguel dos Anjos
Bezerra, as quaes, depois dejuranientadas, disse-
i.mi quo nuncaIhos conslou que existisse marco
no primeiro e segundo lugar vistoriados, e que,
porouvirem dizer, sabemqHea picada.emquees-
i tavam, linha sido aberta pelaa utora;ea terceira
disso que depois de aberta a picada nunca mais pas-
sra por all. A requerimento da autora, declarou-se
havero reo dito, na occasiao da vistoria, que tinha I
mandado arrancar um marco,no primeiro lugar vis-
toriado. E nada mais havendo a declarar-se, houve o
juiz a yistoria por linda, e maudou fazer o'presente
auto, ue que deu f, em o qual assigua com os peri-
tos, partes o testemunhas ; e por as testniu.ihas J-
se i rancisco Xavier eJoaquim Bezerra da Cunha no
.,.^mwscrevtr-Pr ellBS e a seus r>gt>8 assiRua
5eAttahXCell,,,\XaVer"Eu' F,al,ci*co 'B
..p vJ& e,scnva?. *crevi. ~ Escrevi o assig-
^T.'.?i e verdade, o escrivflo Francisco Igna-
cio de AtUl.yde.-Menezes.-Luiz de Carvalho Paes de
ORGANISACAO MILITAR DO REINO DAS DliAS-
SICILIAS.
Oquadro movel, quo a poltica quotidiana apre-
senta a nossosolhos, nao deixa o tempo necessario
para escudar as transfonoages e os progressos, que
se verilicam fra do paz em que habitamos. Quan-
do qualquer rhega a formar um juizo, fixa-se nclle
sem reflexionar que roinmuininentc as opinOcsde
honlem se convertem em urna preoccuparao no dia
seguinte. Esta idea no-la teem suggeridoas mudan-
cas que ha alguns anuos se teem verificado nos cos-
tumes, o principalmente na organisacfto militar e
martima do reino das Duas-Sicilias, do qual sem-
pre se falla como de um estado que tem licado im-
movel ha 50 annos. He verdado que j nao s acre-
dita nos lat:ai mu, ui'iii na pregui^a proverbial de um
povo, que conlm boje urna populacho composla de
marinheros c lavrailorcs, que trabalhain da mesma
mancira que nos outros paizes ; porm est udmini-
cio que o reino de aples carece de urna frca mili-
tar respelavel, o de urna frca maritiina sullicente
para guardar as suas costas, lie esta urna preoecu-
paoHo que julgamoi til destruir.
rei Fernando II, desde os primeros dias do seu
reinado, conheceu que necessitava ter uina esquadra
o um exerclo para rcslabelecer na Europa a impor-
tancia que deviam ter os seus estados por sua silua-
BOfl por uina populacilo do sete milhes de almas.
A reforma militar e martima tem sido o nico ob-
jecto de seus desvelos; lem-se dedicado a ella com
louvayel*perseveranca, e hoje aples possue um
exercito numeroso, e bem instruido e disciplinado,
um boni systcma de reserva e urna esquadra propor-
cionada as suas neressidades e.ITcclivas. Talvez nao
baja urna potencia de segunda ordem, quo possa a-
presentar um equilibrio tao'bem combinado entre
as suas lorias de mar o trra, um systema melhor
dorecrutamentos, umaapplicagao mais bem enten-
dida e mais econmica do exercito aos trabadlos de
utilidade publica.
Exporemos succinlamentea organisacao do exer-
cito napolitano, dando principio pelo quadro das dif-
ferentes armas com a sua frca respectiva, e em se-
guida diremos alguma cousa sobre o andamento ma-
rtimo.
A infantaria napolitana compSe-se de 31 regi-
inentos de infantaria de linha, de tres regimentos
da guarda real, de sele balalhes de cacadores, aos
quaes devem aggregar-se quatro regimentos suissos,
cada um de 1,500 horneas, o que compe um efiec-
tivode 31,000 hoinens.
A cavallaria li propoVcionalmenle mais fraca ;
mas esta inferioridade explica-se pela situaQ&o geo-
grfica das Duas-Sicilias. Compe-se de seis re-
gimenlos c de urna companhia de guardas de Corps,
que fazcm um total de 3,700 cavallos. Neste nume-
ro nao se comprehende a cavallaria dos corpos es-
peciaos a saber : os esquadres de gendarmera, os
Ideartilharia e do Irem debagageus, cuja frca he
pelo menos-igual. .
O primeiro dos corpos especiaes, a arlilharia,
comprehende dous regimentos de l,G00homens ca-
da um, um esquadra o e a batera suissa montada.
Ajuiitandil a isto os cinco esquadres do Irem Je
arlilharia, e as qualro companhias de artfices, d
urna turca i'tl'ccii\a de 5,000 honiens. Podem ag-
grogar-se-lho dous batalhes de sapadores, minei-
J ros e pontoueiros, dos quaes a frca tola i o de 1,500
Todas estas frcas reunidas fazem subir o exeroi-.Brigue Felis-Vmtura -- dem.
to napolitano a perto do 50,000 homens, que em ca- J Brigue Esperanca vmho e azeile
so de guerra podom duplicar-se em olio dias 9y* -----------" ''
meioda reserva. Consulado.
O soldado deve semr o paz 10 annos ; porm s;
passa cinco sob as suas bandoiras: de modo que es-
ta reserva, a ser necessario chama la s armas, se
comporia desoldados j formados, e em disposicilo
de entrar em combate. Deyemos advertir de pas-
sagem, quo toda esta organisaQflo lie nova, que antes
nflo tinha aples nem exercito disciplinado, nem
reserva, nein arlilharia instruida o bem dirigida. O
re Fernando encontrou um verdadeiro organisador
no principe de Satriano, maisconhecldo.com o no-
me do general Filangieri, ea quem recomendavam
seus brilhantes servicos no tempo do imperio e suas
militas feridas : elle he quem ha collocado a artu
Diaria, tanto a respeito do material como da sua
organisacao, n'um estado de progresso Igual 4 das
outras naces, o que tem chamado a atlencflo dos
principes franeczes durante a sua permanencia em
aples.
A tctica e os uniformes sflo intoiramento fran-
ceza. O rei tem introduzido a gymnastia no s cslu-
dosdos olliciaes; fortalece a constituieflo das suas
tropas com largos passeios militares que duram
dez horas, e aos quaos as mais das vezes assiste em
pessoa. Sflo estes verdadeiros esforcos que teem da-
do j fructos.
Porm sobrotudo ha dous pontos quo merecem
se (ixo nclles por um momento a atten^Ao; taes sflo
o systema de recrutamentos, ea applicacflo do ex-
ercito aos trabalhos de utilidafle publica. Os re-
crulamentos para o servico do exercito nflo estilo
abandonados a oxploracflo da industria,que em Fran-
ca aprsenla um espectculo do qual a immoralida-
Je tem chamado muitas vezes a attenQflo das cama-
ras. Todo o quo nflo quer servir no exercito paga
no ministerio da guerra a quanlia do 200 ducados.
A autoridade militar elege d'entre os soldados que
teem completado o seu lempo de servico os preten-
dentes que por meio desto premio conlrahem novo
empenho. Paga-seo rondimento dos200 ducados, o
entrcga-sc-lhes o titulo do capital quando sahemdo
servico. Por este ineo se ovilam a maior parte dos
vicios de quo se aecusam os recrutamentos, e o exer-
cito conserva bons soldados j acostuinados ao tra-
h&lho e disciplina, em vez de so ver invadido por
individuos ignorantes o corrompidos pela maior par-
le, como os que geralmente apreseutam as nossas
assoeiaces de recrutamentos.
O mesmo aconteces respeito do problema econ-
mico da applicacflo do exercito aos trabalhos do es-
tado. Este problema est resolvido em aples. As
tropas de linha empregam-se nos trabalhos (
1:537,176
606,350
99,445
2:243,971
tropas do linha empregam-se nos trabamos das
grandes vias de communicaeflo; teem feito urna par-
te do caminho de ferro quo vai de aples a Cppua;
os pontoneirosnivclam os passeios/e os sapadores
construem os edificios pblicos, e actualmente cstflo
acabando o grande armzem real de Pielrarso, no
qual o rei Fernando ordenou que se elaborem as
machinas de vapor destinadas sua esquadra e ao
seu caminho de ferro de Capua.
Isto nos conduz a dizer urna palavra da esquadra
napolitana. A n'iarinha de vela so conta urna nao de
80 pecas, o Vesuvio, porque o Capri foi recentemen-
te desmanchado ; e cinco fragatas, duas dellas de 60
pecas, e as rstanles de 44. Os navios pequeos, cor-
vetas e brigues chcgain ao numero do sete, eestflo
armados de 20 pecas.
Conservando a sua niarinha do velas, quo quasi
sempreesl armada, o rei Fernando tem abandona-
do inteiramento a idea do construir naos de linha,
o toda a sua atlencflo est fixa na sua esquadra de va-
por. Presentemente possue seis fragatas da frca de
300cavallos; a saber : Rogerio, Tancredo, Guiscardo,
lloberto, Hercules e Archimedes, que estflo constante-
mente armadas- ou podem esta-lo em vinle e qua-
tro horas : quatro barcos da frca do 200 cavallos,
Stromboli, Palinuro, lUiseno t temando II : um de
150, o Neptuno, e outros sete de fnja inferior, O seu
plano he possuir urna esquadra de 20 navios da fr-
a de 300 cavallos. Dous deviam sabir, no anno de
1845, dos estaieiros deCastellamare, o Samnia eo
Carlos III; e os outros j bastante adiantados, o ve-
rilicarflo no corrente anno ; c sflo o'/'asco eoTiera-
mosca.
As fragatas ne 300 cavallos estflo armadas na popa
e na proa com douscanhes Paixhans, do 80 o 118,
c nos costados de quatro pcqas de 30.
A esquadra he guarnecida por umeorpo de niari-
nha, talvez um pouco escasso. O corpo de marinhe-
ros arregimentados monta a mais de 3,000, e o regi-
ment de niarinha compe-se de 1,666 homens.
Tamhem a niarinha est uniformisada franceza.
Este desenvolvimcnto martimo, que s data do
iins quatro annos a esta parle, he um acontec ment
que faz poca nos aunaos das Duas-Scilias, e com-
pleta os servicos que podo prestar ivexercito de Ier-
ra; porque, por meio da sua esquadra,o rei de ap-
les pode conduzir 20,000 homens a um ponto qual-
quer dos seus estados no decurso de 36 horas, e dis-
so deu urna prova em 1840, durante as suas dlffei en-
eas com a Grflo-Bretanha. Em tres dias enviourii
reforco Sicilia de 15,000 homens.
Tanibcm o govemo napolitano concebeu a. laeia
de imitar aguarda nacional franceza, organisando
em milicia os proprietarlos e os commcrcianlcs da
cidade ; porm evitou dar-lhe o nomede guarda na-
cional, e denominou-a guarda de seguranca interna
sicuretsa interiori). O principe de Salomo he o com-
mandente em chefe desta milicia cidadaa, da qual
nomeia os olliciaes, com approvaco do rei.
Temos julgado de alguma utilidade odarconhe-.
cimento desles pormenores acerca dos progressos
das insliluices militares e martimas do um estado
de segunda ord,em,instituQcs que nflo podemos dei-
xar de elogiar, ludo q na uto leuda a augmentar na
Europa a ii\-a das potencias ital ianas, contribue
Miguel Archanjo-Monleiro dt Andrale tficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Chrislo, e ini-
pxtor da alfsndega de l'ernantbuco, 'por S. SI. (
o Senhor D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faz saber que no dia 26 (hoje) do corrente, ao
meio-dia, na porta da mesma, se hflo de arrematar
em hasta publica, 101 massos, contendo cada um 80
taboinhas para chapeos, impugnados pelo guarda
Manoel da Fonseca d'Araujo Luna, no valor de 140/
rs., no despacho por factura del. D.Wolphopp, n.
4,903 : sendo dita arremataeflo subjeila a direilos.
Alfandega, 25 de junho de 1847.
; Miguel Archajo Monteiro de Andraie.
Miguel Archajo, etc.
Faz saber que no dia 26 (hoje) do corrente se ho
de arrematar, em hasta publica, na porta da mesma,
tilOcadeiras de faa, no valor de 1:250,000 rs., im-
pugnadas pelo amanuense Domingos da Silva Gui*s
marfles, na nota para despacho do Kalkmann & Ro-
senmund : sendo a arremataQflo subjeila a direilos.
Alfandega, 25 dejunho de 1847.
Miguel Archajo Monteiro de AndraAe.
eclaraces.
Olllm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rinha manda fazer publico, que.contratar, no dia 28
do corrente mez, pelas 11 horas da manhfla, osfor-
necimentos de pflo, bolacha e caf moldo, para as
embarcares da armada e enfermara 'de marinha,
pelo tempo de tres mezes, contados do 1." dejulhu
prohno, ou por mais lempo, seos precos a issocon-
vidarem ; devendo os protendentes a presentar oes-
te secretaria as suas propostas em cartas fechadas,
al o indicado dia e hora.
- Secretaria da inspecgflo do arsenal de marinha de
Pemambuco, 25 de junho de 1847.- O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
A administraban geral dos estabelecimenlosde
caridade em cumpriment do artigo 160 do regu-
lainento dos mesmos estabelecimentos, tendo de
solemnisaro dia 2dejulho prximo futuro, anrii-
versarioda Visita^flode N. Senhora, padroeira d
casa dos expostos manda fazer publico, quo no
mencionado dia se franquear entrada as pessoas
que quizerem visitar a predita casa das 4 horas da
larde as 8 da noite, segundo dispo o artigo 161 do
mesmo regulamento ;-e avisa as pessoas que tive-
rememsua companhia expostos de qualquer dos
sexos e idado7queos deverflo, apresenlar pelas :i
horas da tarde do mencionado dia, na revista geral
que se tem de proceder sob pena de lhes serem os
mesmos lomados se assim o nflo lizerem. Adminis-
treflo geral dos estabelecimentos de caridade21 do
junho de.1847. "O escriturario Francisco Anto-
nio Caralcanli Couuejro.
A administradlo geral dos estabelecimenlosde
caridade manda fazer publico, que, nflo se tendo
effectuado boje a arremataeflo do fornecimento
dos vveres de novo convida as pessoas que o qui-
zerem fazer a comparecercm no dia 28 do correlo ,
pelas 4 horas da larde, na sala de suas sessos,
munidas das competentes propostas. --Administra-
eflo geral dos estabelecimentos de caridade, 21 de
junho de 1847.-- O escripiurario Francisco Anto-
nio Cava/canii Cousseiro.
O abaixo assiguado, labelliflo do registro geral
das bypothccas desta comarca do Recife, fai scienfe
a quem convier, queja se acha.no exercicio do re-
ferido lugar e que tem eslabelecido seu cartorio
em casa de sua residencia sita na ra Nova n. 68.
Fulgencio Infante de Albuquerquee Mello.
AVISO AOS SENHORES CAIXE1ROS ESTRANGEIROS
DOBAIRRO DO RECIFE.
O administrador da mesa da recebedoria do rendas
geraes internas avisa, pela primeira e ultima vez, aos
caixeiros eslrangeiros, para que venham pagar o im-
posto de 120,000 rs. em que foram collectados, no
prelixo prazo de cinco dias da data deste ; pena deso
proceder executivamente : e para que cheguo a no-
ticia a todos faz o presente aununcio. Recebedoria,
25 de junho de 1847.
Francisco Xavier Cavalcanli de Atbuquerque.
TBEATAO publico.
DOMINGO, 27,
se representar a grande peca
VI UU v UAIOME,
ornada de coros e hymno portugue?. do povo do Mi-
nho terminando com a famosa larca
APRENDIZ DE LADRAO'.
homens.
A arlilharia possue [20 baleras montadas com os
seus tiros completos, o quo aprsenla um total de
160 pegas : tem alm disso/10 bateras de montauha
ou 80 pecas, e qualro Iml-erias de posieflo ou 32 pe-
gas de sitio. '
A gendarmera napolitana compe-se de oito
batalhes a p, que contam com una frca total de
6,50o homens; o de 10 esquadres de cavallaria,
apresenUudo um efelo completo de 1,000 cavallos :
total 7,500 homens.
man ter o equilibrio geral pela parte da Austria e da
Grao-llretauha. O reino de aples em particular,
pela sua situaeflo no meio do mar Mediterrneo, tem
urna importancia que nao devo olhar-se com indilTe-
renea. A sua esquadra, osou exercito, o seu tysle-
ma de alliangas com a Hcspauha, tranca e o Brasil,
e sobrotudo as suas cosas tflo favorecidas pelos par-
tos de descanso e de refugio quo possue, Ihcprepa-
ram um papel nos acontecimentos que possam occor-
rer no fuluro.
(Preses). .
l-Cil.H).
CK3MERCIO.
Alandega.
RENDIMENTO DO JMA 25.. f......
bescarregam hoje, 26.
Galera Seraphina mercadorias. ,-
Brigue-escuna I.-E.-Ridgteay farinha.
4:761,905
O correlorOliveira, nflo podendo, em consequen-
cia da mullplcidade dosobjeclos, concluir o Ieililo
da mobilia do Exm. Sr. general Sera, continuar o
mesmo, hojo, 26 do corrento, s 10 horas da
manhfla, na ra Nova, aproveitando a occasiflo para
igualmente vender a mobilia de urna familia respei-
tavel, proximamento retirada desta provincia; e as-
severa serem os artigos existentes do referido Exm.
Sr. os mais valiosos, como sejam: um rico piano,
mesas de jgo de exquisito gosto, mesas de meio de
sala, guarda-vestidos, lougas superfinas, c-ystaes,
ele; assim como sflo ptimos o de bom gosto os de-
mais artigos, que constituem a dita ultima mob-
lia.
Avisos diversos
Precisa-so de urna ama do leile: na ra do Quei-
mado n. 42, segundo andar. '. ~y


lotera do theatro.
AS SORTES DE SAN JOAO E SAN PEDRO.
Queni rscapou de pilliar as boas sortes
Je Sanio Antonio (leve procurar obter as
de San Joao fe San Pedro: .que das ex-
cedentes nao sao os das Nsperas destes
grandes Santos, para tentar una fortuna
segura ? Oh isto he urna verdade to ex-
perimentada, que ninguem deve perder
occasiao. I'ortanto concorram os fregue-
zes a compraros poucos bilheies que res-
tam, expostos a venda porconta dasocic-
dade, para que no tenham de arrepen-
der-se depois, por terem. desprezado a
jbrtuna que deviam ter procurado. A el-
Jes, nos lugares queja forana annunciados,
e emqaanto he lempo".
A OS 6:ooo'ooo DERS.
Na praca da Independencia lo ja n. 5,
vendem-se raeios bilhetes da lotera do
Iheatro, a 4'5oo rs que corre impre-
teiivelmente no dia annunciado. A elles,
antes que se acabem.
A CARRANCA N. 16
mo diz nada, porm desenganem-se lendo-a o ve-
rilo : soneto e opigrammas de bom tom o Tactos a
granel.
O NAZARENO N. 49
esl a venda as duas horas dn tarde na praca da In-
dependencia, livraria ns. 6 e8. Traz um supplimcn-
to a viagem de S. ftf, muito interessantc, o varios ar-
tigos de interesso, principalmente um aosannos de
San Jo3o Baptista, cuja leilura sq recommenda.
Precisa-se entregar urna carta ao Sr. Francisco
Jos Rodrigues, lilho do fallecido Jos Francisco da
Praca, natural da illia de San-Miguel, o dar-se-lhe
noticia de sua familia: o mesmo Sr., ou alguem que
delle souber, queira dirigir-so praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 c8.
Os lenles do 2.* batalli.lo de artilharia inter-
pellam ao Sr. Antonio Teixeira dos Santos a decla-
rar o nome do que lhe comprou a cama de vento, a-
fim de que o publico lique na intelligencia deque
taes ofliciaes nao costumam praticar da maneira que
est inserta no Diario de 23dejunho; e caso o nio
faga ser reputado calumniador, e subjeito s penas
impostas a que'm insulta urna corpora^o.
No dia 19 do corrente, dcsappareceu urna canoa
decarreira, pequea, aborta, que nopaneiro tem a
taboa do meio falta, com um S. na proa e um traves-
sSo de ferro na mesma, corrente nova, e um poda-
co velho ao p da dita : quem della ti ver noticia
dirija-so a Fra-de-Porlas, venda n. 92, quesera re-
compensado.
Precisa-se de quatro contos de ris a premio
de nm por centoao mez, por pruzo de um anuo, ou o
que convier aos contratantes, com hypothcca era
propriedades de casas nesta proco, livres e desemba-
razadas, a toda prova: quem quizer fazereste nego-
cio dirija-se ajrua Imperial, n. 25, que achara com
tratar, ou annuncie.
Guilhcrme Red, subdito inglez, vai a Babia.
Existe na ra da Cadeia do Recife, n. 45, em
casa Je Amorim Irmios, urna carta para Jos Carlos
Borromeu, onde o mesmo Sr. a poder procurar.
Quem annunciou, no Diario de 25 do corrente,
precisar de um ilbco, diga seesse ilheo he natural
das Canarias, das de Cabo-Verde, ou de que ilha he.'
J. 0. Campos comprou, por ordem de Ignacio
Jos Teixeira, dous meios bilhetes da t parte da 17.'
lteiia a favor das obras do Ihoatro, ns. 1893 e 2306,
cujos bilhetes rcmetteu ao mesmo Sr. para Porto-
Calvo.
Pelo juizo da segunda, vara do civel escrivflo
Santos se hao de arrematar, cm praca publica, uns
objectos de ouro penhorados a Francisco Jos de
Mello, por execueflo que lhe move Antonio da Silva
Reg.
-- lioje, pelas oilo horas da mantilla cstario a
venda, na praca da Independencia, uns quartos ,
ebegados do serlao, de pessoa que se retira embar-
cada.
J. C. R. da Cmara declara a cssa pessoa que
lhe quer entregar urna caria viuda do Rio-Grandc-
do-Norte que, a nflo querer dar-se ao trabalho' de
ir a ((linda, onde resido, o poder procurar, no dia
26 do corrente, no Aterro-da-Boa-Vista, sobrado
n. 63.
Hoje 26 do corrente, pelas 4 horas da tardo ,
porta da residencia do Sr. doutorjuiz do civel da
segunda vara se diremataro, por ser a ultima
praca, os bensseguintes : urna casa terrea no Ater-
ro-dos-Afogados, n. 104, avaliada por 800,000 rs. ,
porexecusfio deBcnlo Jos da Silva Magalhacs con-
tra Jos dos Santos Falcilo e sua mulher: urna casa
e sitio no lugar do Caldeireiro avaliada em 9:000/
-- Precisa-se alugar um preto possante, para ven-
derfazendasem um Uboleiro mesmo na praca,
inda que nSo seja muito'ladino : na ra Impe-
rial, n.37.
ATTENCAO!!!
ih a Jos lhetes do Rio, que ltimamente tem vendido, sao os
da 6..' lotera concedida a casa de candado da corte,
como tem annunciado, e niSo os a 14.' da casa do
correccSo, pois que esta lotera foi eitrahida em o
da 29 do mez de maio prximo passado, tres dias an-
tes da partida do vapor: com isto acha ter esclareci-
do a duvida apparecda a respeito de taes bilhetes.
Da-se 1:000,000 rs. a juros por 6 mezes, sobre
penhores do ouro ou prata, ou hypotheca om algum
predio : quem quizer annuncie.
Precisa-se alugar urna mulher que saiba cozi-
nhar i na ra do Trapiche-Novo, n. 8.
Ascrioulas l.eandra Mara da Conceico e Ro-
mana Roza Mria da Conceiclto deelaram que sao li-
bertas, por carta que lhes conferiram seus senhores
Jofo Manoel Casimiro de Menezes e O. Roza Uns de
Mcnezes, era 9 de Janeiro de 1842, cujas cartas estilo
reconhecdas, selladas e laucadas em notas; e para
que nao hajam engaos se faz o presente annuncio.
Precsa-se do um forneiro : quem estiver nestas
circunstancias, dirija-se a ra da Guia, n. 58.
Precisa-se de um Portuguez idoso que saiba
tratar bem do borla para um engenho distante
desta praca 8 legoas : a tratar na ra Direita sobra-
do n. 29.
Aluga-se urna casa terrea na na da Concedo ,
com bastantes commodos, quntale cacimba; um
primeiro andar na rua larga do Rozario : a tra-
mo Aterro-da-Boa-Vsta casa da Viuva do dou-
Ifc
Furtaram, na noite do dia 18 para 19 do corren-
te, do primeiro andar da casa da ra da Cruz, n. 45, o
segrate: urna casaca de panno preto, urna sobre-
casaca de merino preto, urna calca de casimira azul
frrelo, urna dita de casimira cor do flor de alecrim,
urna dita do casimira preta, dous colletes do setim
preto, com suas fivellas de prata, um dito de fuslflo
amarcllo, um dito de fustilo branco, um chapeo de
eabeca, de seda preta, um lenco de pescoco de seda
preta e azul, um par do suspensorios com fivellos de
prata, duas chaves om urna corrento de prata, um
par de sapatos novos, de couro de lustro, dous len-
cos de seda, um dito branco do cambraia de lnho,
duas calcas de brim branco, urna tesourado unhas.
Quem souber deste roubo, eo descobrir mesma
casa, ser bem recompensado. ,
O lente do segundo batalhao do artilharia,
que comprou urna cama de vento na ra da Cadeia
de Santo-Antonio, para pagar no dia 4 de marco,
queira ir paga-la, pois j he tempo: do contra-
rio, ver o seu nome por extenso. O pagamento de-
ve ser feito na mesma ra da Cnrtnia de Santo-An-
tonio, n. 18, a Antonio Teixeira dos Santos.
Dilo-se 500,000 rs. a premio de 2 por cento, so-
bro hypotheca om urna casa nesta praca : quem qui-
zer annuncie.
Lima, a I faiate.
lor Brito, n.43.
Precisa-se de um Portuguez que saiba tratar de
horta e que tenha alguma habilidadede barbear,
paro um engenho distante desta cidado 16 legoas
nesta typographa.
Acaba de chegar de Hamburgo, na barca Chris-
tina, urna porgo decanosdepedra para con doce, fin
d'agoa : quem delles precisar dirija-se a ra da Cruz,
n. 40.
Precisa-se de um feitor que saiba plantar, para
um sitio pequeo perto desta praca no lugar da
Capunga quem estiver nestas circunstancias diri-
ja-se a praca do Commercio loja de cabos n. 17.
Aluga-se urna casa terrea, com um
grande solao na roa de Agoas-Verdes ,
lendo a loja armacSo pira venda ; alu-
ga-se por preco commodo: a tratar na
roa do Crespo n." i5
-- Aluga-se urna mei'agoa no becco
do l'eixoto pelo preco de S rs. men-
sacs : a tratar na ra do Crespo, n. i5.
Precisa-so do um homem branco que enlonda
bem de tratar de um cavallo, como tambem de urna
horta : na ruada Cadeia-Velha, n. 52.
m '- t
S Na ra do Vigario n. 24, se dir quem ven-
de una preta de 16 a l&annos, que cose mui
{U bem faz lavarinto e renda engomma e faz
KM todo o niais servido de urna casa por ser
muito desenmaraada ; he de boa conducta,
humilde esemviciosnem achaques; porm
s se vende para tora da provincia ou para
algum engenho distante deslapraca; ao com-
prador se dir o motivo da venda.
M
B8:95S5S.9s: :s:g:s:e:
Aluga-se um pequeo sitio na es-
trada que vai da -oledade para o Pom-
bal, sendo o da esquina que vai para o
sitio do Sr. coronel Joaquim Bernardo de
Figueired com casa para pequea fa-
milia cacimba com boa agoa de beber ,
bastantes fructeiras, jaqueiras laran
geiras, oilicore oulras diversas frnctas,
por preco commodo: a tratar com Joa-
quim Lopes de Almeida caixeiro do Sr.
Joao Matheus.
A preta Anua Benedicta, que fugio no dia pr-
meiro dejunlio, leudo roubado a soa senhora em
quantia grande de dinheiro anda nao appareccu :
quem a tver acoilada om sua casa ser responsa-
vel por todo roubu e so lhe porfo as penas da lo
e quom u levar a ra do-Livramenlo, por cima da
loja do louca, segundo andar, ser recompensado.
A Senhora l>. Rita de Cassia dos Prazercs Vian-
naannuncie suu morada, parase lhe fallar negocio
do seu interosse.
Os Srs. Gaspar Antonio Vicira Cuimarics e Joa-
quim de Andrade l'cssoa Pimentcl annunciem suas
moradas, para se Ihes entregar urnas encommendas
viudas do Porto.
OsSrs Joaquim Francisco de Pau
der8.,porexecucSodeMc.Calmont & Companhia ja |Tsleves Clemenle, Aeostinbo da Sil-
contra o coronel Francisco Jacinlho Pereira: um es
cravoe alguns movis de casa em bom uso, por
execuc-1o de Jones Patn contra Manoel Antonio
Ribeiro : alguns em bom uso, por execucSo de
Gaudno Agostinho de Barrse outros contra Sera-
lim Joaquim Vinbas do Moronval.
~0 Sr. que, no Diario de quarta-feira, 23 do cor-
rente, pede a um lente do segund batalhlo de ar-
telharia, que lhe v satisfazer o importo de urna
cama de vento queira declarar se se entende com o
lenle Pedro Aibnso Forroira.
Hoje, pelas 4 horas da tarde, porta do Sr.
doutor juiz do civel da segunda vara se lio de ar-
rematar dous escravos sendo um.crioulo deLoan-
da, e outro pardo penhorados por execuQo de
DyneYoule&C. contra Manoel Cardozo Ayres, cs-
crv8o Santos.
Precisa-se de um feitor portuguez pessoa de
toda conliauca, ou ilheo para cuidar em um sitio
pequeno.e tomar contados mais arranjos externos
da casado um estrangeiro : na ra do Trapiche-No-
vo n. 10.
i Precisa-se de dous trabalhadores de masseira ,
para una padaria: na ra Direita dos Afogads,
n. 66.
Precisa-se de um feitor para um pequeo sitio,
que trabolhe, o entenda de horta e jardm : na ra da
Aurora, n. 15.
Aluga-se um preto que trabalhe em padaria :
na ra da Gloria, n. 55, ou annuncie.
Precisa-se de um homem para feitor de enge-
nho preferindo-se Portuguez, e que d fiador a sua
conducta, e soja solteiro : na ra Direita n. 93.
va GuimarSes c Cbristovao Pereira Pin-
to queiram ir a ra larga do Kozario ,
u.
A-
S. II. T.
0 1." secretario da direcco da socedado llarmo-
nco-Theatral avisa aos Srs. socios, signatarios do
baile para a noite de 28 do corrente mez, que esse
divertmento ficou transferido para o dia 3 do pr-
ximo julho; e porconsequencia, sirvam-se osmes-
mos Srs. mandarem a ra do Apollo, n. 2, em carta
fechada, suas proposlas para familias, at 26 do an-
dante, s 6 horas da tarde, afim de serem competen-
temente approvadas e depois convidadas..
O NAZARENO DIARIO.
Pensando que venceremos todas as difflculdades
at o fim do mez, coineca'- a publicaciTo diaria no
1.* de julho: leremos um Diario da tardo, pois que te-
mos resolvido publica-lo sempre regularmente as
5 horas, e ser assim um supplcmento aos dous Dia-
rios. O fiaiartno se oceupara tambem com as cousas
cominercaes. Esperamos que concorram as assig-
naluras na praca da Independencia, livraria ns. 6 e
8, a 6,000 rs. por seis mezes pagos adiantados, como
heestylo,e isto logo, afim de que nOo sejamos emba-
racadoa na realisacSo dcste projecto, tSo til pro-
vincia.
' OTerece-se um rapaz chegado ltimamente
do Porto: quam delle precisar dirija-so ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n. 18.
mora na ra do' Livramento sobrado n. 1, o preci-
sa de bons ofllciacs de seu ofilcio.
Na ra Nova n. 7, primeiro andar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modernas, por meio de um remedio n.lo mer-
curial.
OengcnheiroMilettem abertona sua casn na
ra do Crespo n. 14, um curso completo theori-
co e pratico de arilhmetica e geometra e pretendo
abrir outro de algebra.
Curam-sc radicalmente as dores de dentes, mes-
mo estando cariados em cinco minutos : na ra
Nova n. 7, primeiro andar.
Precisa-se de um feitor : no Atorro-da-Boa-
Vista n. 37, tercoiro andar.
Precisa-sede um rapaz que queira aprender
a pharmacia i na Boa-Vistu,. ra do Arago boti-
ca nova n. 10.
Precisa-so de um menino portuguez ou de um
pardinho para criado; paga-so bem e se exigem in-
IbrmacOesdo sua conduela: no Collogib S.-Anto-
nio.
Um homem chegado do Rio-Grandc-do-Norto
tem urna carta de importancia para entregar ao Sr.
Jeronymo Cabial Rapozoda Cmara: c como ig-no-
ra-se sua morada, csT>era-se quo a annuncie.
Antonio Joaquim da Silva Castro vaha provincia
das Alagas, e deixa por seu bastante procuradora
Joaquim do Albuquerque e Mello.
Na ra da Cadeia do Recife, n. 25, se diz quem
tem imagensde pedra feitas na Babia, da Senhora
da Conceicilo, de Silo Joo Raptista, Sanio Antonio;
e de pao,Santa l.uzia, Santa Auna, e crucilixos: oque
tudose troca por commodo preco.
- Francisco Pinto da Costa
j Lima, alf'aiate, morador na
ra larga do Rozario, n. 40, precisa de ofliciaes de
seu ofiicio e costureiras: tem para vender pannos
prelos, azues c verdes; bons brins, velludo e cha-
malote; bolOes de osso prelo e branco; linha de car-
retel, de eabeca preta e branca; hollandaspara forros
c algumas obras feitas.
A luga-se urna casa terrea, na ra da
Soledade, muito larga, com seisquartos,
duas grandes salas, corredor ao lado, com
um grande quintal murado e outro cerca-
do, com muito boa agoa de beber : trata-
se na ra da Aurora, casa n. 58.
ODr. Casanova, medico francez, morador na
ra Nova, n. 7, primeiro andar, offerece sen prest-
rnosos habitantes desta cidado e provincia, e de-
clara que sempre o acharara prompto a receitar, e
fazer todas as operaefles de cirurgia.
Arrcnda-se urna fazenda, com urna lgoa qua-
drada de cxlcnsflo, distante desta praca 27 legoas,
sita na comarca do l.imoeiro, perto do curato do
Rom-Jardim, com unia grande safra no campo, tan-
to de algodflo como de milho, feijio crocos: a Ira-
lar no escriptorio de F. A. de Olivcira, na ra da Au-
rora, n. 26.
DENTISTA.
Ra da Cruz, n. 7, primeiro andar.
D. W. Rayiion, cirurgiilo dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte,tendo-sc resolvido Picar mais
algum tempo na cidade do Pernambuco, pelo pre-
sente participa aos sens amigos e ao publico em ge-
ral, que elle sempre se achara prompto a qualqucr
hora para fazer qualqucr peracSo que seja sobre os
tientes, como seja chumbar limpar, e exlrahir;
emformar dentes sobre pio esobre chapa da me-
Ihor maneira c com a malor perfeicBo, conforme s
ultimas dcscobertas tanto na America como na Eu-
ropa.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, com
copiar, gradara na frente e muitas accomniodaces;
varias casinhas lano na campia e ra da Casa-
Forte como na estrada do Poco ; o segundo andar
do sobrado amarello da ra Augusta, com muilos
commodos ; duas casinhas no becco do Dique; os
terceiro e quarto andares 6 o armazem do sobrado
da ra do Amorim n. 15 : a tratar no primeiro an-
dar do mesmo sobrado.
Compra-so, ou aluga-se um moleque, que aej
reforcadoesadio, emhora ji3o tenha habilidades
na ra da Cruz, no Recifo n. 21.
Compra-se urna masseira em bom estado : na
ra da Gloria, n 55.
Vendas.
Compras.
Compram-se escravos de ambos os sexos da
l-. a io anuos; sendode bonitas figuras, pagam-se
bem : tambem se compram alguns ofliciaes de sapa-
teiro : na ra da Concordia, a direita passandoa
pontezinha segunda casa terrea.
Compram-se, para urna encommenda, escra-
vos; sondo de bonitas figuras, pagam-se bem : na
ra das Larangoiras, n. 14, segundo andar, ou atrs
da matriz de S.-Antonio n. 18, segundo andar.
Compram-se, para fra da provincia, duas cs-
cravas quo tenham boas figuras e algumas habilida-
des : na ra Nova, n. 16, se dir quem as compra.
Compra-se um sollim inglez, em meio uso>
na ra Nova, loja n. 21.
Compra-so a Historja Sagrada, por Bernardi-
no Froiro de Figueiredo Abreu e Castro: na oosa dos
expostos ra da Roda.
Compra-se os nono e dcimo tomos do Judeu Er-
rante por Eugene Sue segunda edicio impressa
no Rio-de-/atieiro no anno de 1846", na typogra-
pha de ViHeneuve : na ra da Cadeia de S.-Antonio,
n, 14, primeiro andar.
LIVROS BARATOS.
Vendem-so os seguinlcs livros, um hom missal,
Cuarda-livros moderno, philosophie Laromiguiore,
Tenuo des livres, Mathce. philosophie, e outros mais
ede muito diminutos pregos na praca da Indepen-
dencia, loja de encadernae.io.
Vende-se sal do Ass a bordo da
sumaca Carlota, fondeada na volta doFor-
te-do-Maltos, ou na ra da Cruz, n. 26.
Vende-se urna mnenda'de ferro muito maneira
etoda prompta, posto que j servida ; assim como
trinta animaes ptimos para roda, sendo quartos
capados o tiestas, no engenho Abiai, termo da villa do
Alhandra, provincia da Parahiha do Norte: trata-so
com o proprietario do mesmo engenho.
Vende-se umu porcilo de trastes aimia om bom
estado; urnas poucas de caixas grandes de rouro ,
que servem para padaria ; algumas pedras grandes
j lavradas ( de Lisboa que se podem aproveitar
parasoleiras; una porc-lodo caixilhos.ja comvi-
dros: todos esles objectos so vondera muito em
conta porque so prolende desoecupar o armazem :
en ra da Gloria 11. 3, das 2 at as 6 horas da tarde.
Raalas.
Superiores em qualidade : no armazem de Guima-
rSes confronte a escadinha da alfandoga.
Vtndem-sc dua ; varandas
de ferro, com 30 palmos cada urna, por commodo
preco; um berco de Jacaranda, da muito bom goslo ,
e a moderna tambem por preco commodo : tudo
cm bom estado e qiiasi novo : na ra da Cadeia do
S.-Antonio 11. 17 armazem de tijolos.
Vendem-so chitas imperiracs chegadas lti-
mamente do Rio-de-Janeiro a fazenda a mais mo-
derno daquella corte : ostao-se rotalliando a 320 rs.
o eovado na nova loja de Francisco Jos Teixeira
Rastos nos quatro-cantos da ra do'Queimado n.
20. DSo-se amostras francamente para os froguezes
melhorcoiihecereni o bom gosto o boa qualidade.
Vendem-so os soguintes escravos : tres pardas,
sendo duas muito boas costuaeiras e engommadoi-
ras e a outra com nina cria de H para 9 mezes ; um
lindo moleque de 14 annospouco mais 011 menos ;
um preto proprio para lodo o sorvico; um par-
dinho de 7 a 8 annos : todos de boas figuras : na ra
da Cadeia de S.-Antonio n. 25.
A 2,500 RS.
Vendem-se pecas de madapoln limpascom 20 va-
ras, a 2,500 rs., e a rclalho, a sele vintens, proprio pa-
ra camisas de meninos, por ser encorpado; pecas de
chitas limpas, bous pannos, do cores lixas, u 5,00 rs ,
ea rclalho, a seto vintens; algodaozinho largo e en-
corpado, muito Upado, com pequeo toquo de avaria,
a sete vintens a jarda; satja prela limpa c superior, a
1,280 rs. o covudo: na rua cstreita do Rozario, n. 10,
terceiro andar.
'Vende-se ou permuta-se por urna
casa pequea nesta praca, ou por escravos,
e finalmente faz-se qualqucr negocio com
urna grande inorada de casa, sita no Mon-
teiro, e que tem '\ salas, 6 rjuartos, dous
quinfaes, cozinba, quarto para escravos, e
estrujara :a tratar na rua Direita, padaria
n.69.
Witch Bravo & C. acabara de receber directa-
mente de Paris nina porclo de frascos da famosa a-
goa hemosttica do lirouhicri, de cujas virtudes o
Jornal do Commercio do llio j tem tratado em dif-
ferentcs artigos mui circiiinstanciadamonte. Esto
singular medicamento he verdaderamente especi-
fico e tifallivcl no curativo de todas as feridas, se-
jam ellas pelo instrumento cortante, sejam por ar-
mas de fogo, ou provenrentes de queimaduras.
Quaesqucr que sejam os accidentes quo as coin-
pliquem, lodos elles dcsapparecem com summa a-
cilidadc, sarandoa ferida dentro de poucos dias sem
suporaco, sem inflamacilo e sera dor. Anda quo
naja peda de substancia e ferimentos das mais con-
sideraveis arterias, como a cartida ou outra, nao s
a penla do substancia so recopera, masa hemorrha-
gia arterial est curada dentro de 30 a 40 minutos,
regaerando-se as tnicas da arteria QlTciidida, por
meio de um trabalho orgnico particular. No lio
menor aculeada do niesnio medicamento as he-
mori hagias internas como sangue pela bocea, ou
proveniente da bexiga, e sobreludo as hemorrha-
giasde ulero, que fazem a desesperacio dos medi-
cse otormenlo dos doentes. as inslruccOes pra-
ticas, quo se vendem como remedio, se ver com a
extenso necessaria a maneira de applich-lo o os
casos em que convm. O preco de cada frasco he do
2,000 rs., odas inslruccOes 2,000 rs.Os pretenden
les dirijam-so rua da Madre-de-Deos, botica, n. I.
Vendem-se caixas do cha hysson, do6, 12el3
libras om portjOcs ou a relalho ; caixas do velas
deespermacctedc5e6em libra : na rua da Alfan-
dega-Velha, n. 36, emeasa de Matheus Austin &C.
UPEIIIAL
FUIRMI
DE RAPE FINO '
A grande extraccIo quo tem tido esto rap, depois
que foi exposto a venda he prova incontcstavel do
bom acolliimenlo que tem merecido. W nico de-
posito he na rua do Trapiche n. 34 y\e a retalho
vende-so tas lojas dos Sis I. J. de Carvalho Moraes,
A. F. Pinto & Irnilo A. B. Vaz de'Carvalho Cu-
nta & Amorim Ponles & Sampai na rua da Ca-
deia do Recife ; A. D. deOliveira .Reg na rua da
Madre-de-Deos; Campos & Almeida, na rua do
Queimado; T. A. Fonseca, Umbelino Maximino
de Carvalho, na rua do Cabug ; C. G.>Breckemfeld ,
praca da Independencia ; Caetano L. Ferreira Tho-
maz P. M. Eslima e Antonio Pereira da Costa o
Gama, Aterro-da-Boa-Vista.
Vende-se urna venda muito afreguezada, tanto
para a trra, como para o multo, sita era Fra-de-
| Portas : na rua do Pilar, o. 36.
I


we&m
A
XV#ndem-e superiores chapeos de
castor, pretosebrancos, por preco
muilo barato : na ra do Crespo, loja n.
i a, de Jos Joaquim ila Silva Maya
B^> EM PRIMEIRA MAO', ^J
vcnilem-se caxas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro o de Lisboa : na'ra da Senzalla, armazem
n. no.
= Vcudem-se inoradas de ferro para cngenlios de a
tucar, para vapor, agoac beatas, por pre;o coinmodo ; e Igualmente talxas de ferro coado
e batido, de todos os tamanbos: na praca do Corpo-San
to, n. 11) em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ruade ApHo, artnazem, n.8.
Vende-se fio da India proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.
Casa da F
na ra estrella do l'ozsrio, n. 6.
Nesteeslabelecimenloacham-sea venda as cau-
telas da bem acreditada lotera do theatro publico
desta cidade, cujas rodas andarflo infallivelmcnte no
da 2 de julho, (quem ou nflo bilhetes. Ka mesma
casa vendem-sc meios billictes com ganho.
Atten$ao.
Na ra lo Crespo, loja n. A%
de los Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para caberas de senhora,
os niais ricos, e ma9modoriios.quetecni vindoa esta
praca; assim como se vendem chapeos de soda e de
palhinha para meninasde dous a 12 annos; toucas pa-
ra enancas, de muito lindos goslos. Tudo chegado
de Franca pelo ultimo navio, e por muito commodo
preco.
Vende-se cha preto muito superior, em caixas
de 16 libras proprio para familia : na ra do Tra-
piche, n. 8.
Na na da Senzalla-Nova., n. /ja,
contina a baver um completo sortimento
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e macbinismo de vapor para en-
genho.
Vende-se ferro da Suecia ; folha de Flandres ;
cobre para forro de navi.0 ; dito pera caldcireiro em
poreocs grandes c pequenas : na ra de Apollo ar-
muzcm n. 6.
Vcndem-seescravos baratos, na ra das
Larangciras n. 14, segundo andar: 2
molecotes de elegantes figuras ; um dito
p&f/ official de alfaiate ; um pardo, com olli-
^i-. ci do sapateiro ; um preto, por 300,000
rs.; urna preta por 280,000 rs.; urna negrnha de
16 annos dcnar.1o; urna dita de 9 annos; urna
parda, de muilo boa conduda que engomma. cose
e cozinlia o diario de urna casa c man alguns cs-
cravos que se mostrarflo aos prctendentes.
Gaz.
I>ojrt de Joo <:Jiardoii ,
Alerro-da-Hoa-Vista, n.8.
fiesta leja aclia-se um rico sortimento de I.AMPKOF.S
PARA GA7. com scus competentes vidros, accende do-
res e abafadores.
Estes candieiros 3o u9 mrihores
nini< modernos que existen! hoje : rrcommeudam-se ao
publico, tanto pela scgur.inca e bom gosto de sua boa
coufecco, como pela boa qualidade da luz, economa e
asseiodeseu servio.
Na CUrSllia loja os consumidoressem-
pre acharan nm deposito de CAZ, de cujo se ali.inr.an
qualidade, c em porc.Ao bastante para consumo.
AOB'iit.ATO.
Ka nova loja de francisco Jo-
s Tcixcira Bastos, nos qun-
tro cantos da ra do Quei
mado, ii. 160, que faz esquina
para a ra estrella do Bo/a-
rio, vendem-se
corles de cambraa de lindas cores, muito modernas,
a 3,200 rs. ; pecas de chita escura de muito bom
panno e cores nxns a 5,000 rs. e o covado a 110
rs. ; ditas, a 120,160 c 200 rs. o covado ; pecas de
algodOoznho com 17 varas a 2,000 rs.; dlas de
madapolao largo, a 2,700 rs., e de outrasqualidades
e precos; ditas de bretanha, a 2,000 rs.; dita de pu-
ro lirrno, a 820 rs. a vara ; merino preto e tino a
1,600 rs. o covado ; di lo roxo, proprio para vestua-
rio do meninos e vestidos de montara, a 1,280 is.;
alpaca muilo encorpuda a 800 rs.; brim trancado
depuro linho, a 200 rs. o covado; algodflozinho
trancado mesclado a 200 rs. ; dito de listras, escu-
ro e americano a 240 re.; mcias para meninos a
80 rs. upar; ditas para meninas, a 200 rs.; dlas
pretas, curtas a 120 rs. ; ditas para senhora a 240,
320, 400 o 480 rs. o par ; lencos do cambraa de tres
ponas a 240 rs,; mantas de fil de linho a 2,000
rs.; brins trancados de cores e listras a melhor fa-
zonda possivel, a 1,500 rs ; cassas brancas, propras
para cortinados a 3,200 rs a peca ; cassa-chitas ,
a 320 rs. o covado ; riscados francezes, padrOes mo-
dernos ,.a200e240 rs. e outras muitas fazendas
de bom gosto por preco commodo.
Vende-se estopa propria para saceos : na ra
do Trapiche, n. 8.
r Yondem-se qualro mastros de pinho : na na
do Trapicho, n.8.
Vende-se carne de vacca salgada em barris :
na ra do Trapiche n.8.
Vendem-se 191 pecas de cabo de Cairo : na ra
do Trapiche, n 8.
Venderse urna mesa de Jacaranda com 7 pal-
mos de coinprimopto e 3 e meio de largura, forrada
de panno por cima com 4 gavetas na frente, e tres
pelo lado opposlo, oque serve para esciiptorio:
na ra da Cadeia de S.-Antonio n. 14, primeiro an-
dar.
Na casa de ftjanocl Joaquim Ha-
mos e Silva ha para vender-se, por com-
modo preco, pregos caixares do Porto,
e bezerros de lustro, de superior quali-
dde.
Vende-se superior sal do Ass, muito grado:
a bordo do brigue-cscuna Henriqueta fondeado de-
fronte do Forto-do-Mattos ou na ra da ,Cadea-Ve-
lha, n. 17, segundo andar.
Vendom-se 4 arrobas de cevada muito boa : na
travessa da ra da Madre-de-Dcos armazem n. 5.
Vende-se urna parda muito propria para o
campo, ou para casa de familia : a fallar na ra da
Cadeia do Recife, loja d Joflo Jos de Carvalho Mo-
raes.
Vende-se urna preta de 30 annos, por 250,000
rs., que cozinha lava e vende na ra; urna dita de
20, que engomma cozinha e cose; um preto de
meia idade, por 220,000 rs., bom para trabalhar
emum sitio; um dito bom carreiro e trabalhador
de campo: n ra do Passeio-Publico, loja n. 19.
Vende-se urna armaefio propria para qualquer
negocio, em um bom armazem : na ra Nova, n. 56.
Vende-so um preto crioulo, que representa ter
40 annos, bom marinheiro por ter sido por mu-
tos annos sua prolissflo e ter andado em canoas de
cabotagens o qual nflo tem vicios : na ra das Cru-
zes, n. 30, ou as Cinco-Pontas, padaria n. 63.
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-- Vendem-se meios bilhetes da lotera do Ihca-
tro a 4,500 rs. : na ra da Cabug, loja junto a bo-
tica.
Vende-se um escravodenacSo Angola, de 3a
annos poco tnais ou menos; urna escrava de nacflo,
de 20 annos : na ra da .Cruz, n. 52.
-- Vndemrse acedes da ex-
tiocta companhia de Pernambuco
e Parahyba : no esciiptorio de
Olive ira limaos & Cr, na ra da
Cruz do Recife, n. 9.
. O BARATEIRO D\ RA NOVA N. 26,
anda vendechitas a 120 rs. muito bous pannos
o. cores escuras ; rscadinhos francezes a 220 rs. o
covado; chitas a 160,180 e 200 rs., que em tm-
po algum largam a er; madapolfo largo, a 160
rs. a vara, e muitas outras fazendas que se vendem
por preco commodo.
AVISO
ao madaroismo per*
nambiicano.
Na loja da ra do Crespo n. 4, ao p do arco de
S.-Anlonio de Ricardo J. F. Riboiro e na loja do
Passeio-Publico, n. 17,'ha um rico sortimento do
chapeos de crep de seda, tanto para meninas como
para senhoras", o igualmente os hade crep de al-
godflo todos no mais moiierno modelo e asseiado
gosto, de variase lindas edres, que se vendem por
preco mais commodo possivel ; advertindo-se que
sflo dos ltimos chegados de Pars, e por isso os
mais ricos.possiveis : ha ignalmente enfeiles de ca-
beca, para bailes e utn completo sortimento de
objectos de luxo.

materiaeg para acabar algumas cousas que faltam
na praca da Boa-Vista, botica n. 6.
Vende-se um carro de rodas para um e dous
cayados, quasi novo, por se ter usado dclle 3 vezes;
lem 3 assentos', carrega 6 pessoas ,.e he puxado por
um s cavallo: tambm se vendo o cavallo do dito
carro, que he bonito, gordo o forte: no Aterro-da-
Boa-Vista cocheira do Sr. Luiz", n. 52.
Vende-se urna escrava de nacjio, de <4 a 15 an-
nos que cozinha, engomma e cosej-sem vicios
nem achaques, e que he muito linda para ama muca-
ma : na ra Nova n. 18.
Vende-se um escravo de 24annos murto forte,
eque h bom carreiro ; um moleque peca, de 14
annos ; um escravo proprio para todo o sorvico ;
urna parda, insigne costureira, de 29 annos, que en-
gomma bem e cozinha ; duas negrinhas de 12 a 13
annos ; duas escravas de 92 a 23 annos, que ndo sflo
viciosas cfazem todo o seryigo de urna cas; duas
ditas, propras para o sorvi$o de campo, por 500,000
rs. ambas ; um moleque de 13 annos: na ra de
Agoas-Verdes, n. 46.
Vendem-se duas escravas sendo m!t e (llha :
na ra do Queimado, n. 14, segundo andar.
Vende-se a padaria da ra Direitn, n. 24 que
foi do Caotano sita em bom lugar, bastante afre-
guezada para a praca e para o matto : a tratar na
ra das Cinco-Pontas, padaria de Manoel Joaquim
Soares das 6 as 9 horas da manhfla, e destas as 2
no largo da Alfandega armazem do Bacelar. Avi-
sa-se as pessoss que tem fallado sobre compra da
mesma padaria hajam de entender-so ate o da 3o
do corronte que iuipretervel'mente se feixa o ne-
gocio.
-- Vendem-se, por preco commodo 4 moradas
de casas 3 nos Afogados na ra do Motocolomb ,
ns. 5, 6 e 7, e urna em linda. na ra do Varadouro,'
n. 15 confronte a S.-Sebastflo : no pateo deS.-l'e-
dro, n. 6, esquina que volta para a ra de Hortas
segundo andar.
Vende-se umatmorada de casa terrea de pedra
e cal, l>ita a moderna e bem pintada, sita na ra do
Molocolomb, da'povoagflo dos Afogados : quem a
prctendpr, dirija-sc a ra Imperial, n. 25.
Vende-se urna parda moca prendada ; urna
preta de nacfio boa cozinheira,; um lindo moleque:
lodos chegados prximamente do mallo: no largo
do Carmo loja n. 7.
Vendem-se 6 escravos sendo: 3 pretas mo-
cas, de bonitas figuras.com habilidades que sedi-
rflo ao comprador ; una negrinhade nacflo Angola ,
de 15 annos, que cozinha o diario de urna casa e
lava do sabflo ; urna mulatinha do 10 annos; um es-
cravo de Angola de 26 annos, para o servco de
campo: na ra d/is Cruzes n. 22, segundo andar-
Chapeos lisios de
massa, francezes.
Vcndem-se os melhoresc mais modernos chapeos
de massa francezes para homcm ns lojas da
ra do Crespo n. 4, ao pedo arco de S. Antonio ,
e no Passeio-Publico, n. 17, por preco mais com-
modo do queem partealgumn : bem como um rico
sortimento de casimiras fraucezas o elsticas do
goslos inteiramente novos, por pretjo que convida
aos freguezes.
Vendem-se duas ptimas fechaduras grandes ,
de pouco uso propras para porta de ra ou ar-
mazem por preqo commodo : na roa da Madre-
de-Deos, n. 18.
Na loja nova do Passeio-Publico, n. 19, de
Manoel Joaquim Pasconl Ramos, vcndem-se pecas
de chiia a 2,000 rs., e o covado a 100 rs. ; ditas do
chita de assento coborto, a 4,500 rs., e a 120. rs. e
covado; ditas para cubera a 6,000 rs., eo cova-
do a 160 rs.; chitas para vestidos, de lindos pa-
drOes a 160,180, 200,220, 240 e 280 rs.; cortes de
chita a 2,400 rs. ; peQns de cambraa branca, a 2,500
rs. e a vina a 400 rs. ; cortes de fuslfies para colle-
les a 1,000 rs. ; ditos de sarja lavrada a 1,000 rs.;
lencos de seda, a 1,440 c 1,600 rs.; bretanha de
puro linho a 800 c 900 rs ; corles du meia casimi-
ra a 2,400 o 2,600 rs. ; dlos de castor a 1,600 rs. ;
lencos para grvala a 200 e 320 rs. ; madapolo a
2,400 rs. a peca e a 120 rs. a vara c muito fino, a
3, 4, 4,800, 5,200 e 6,000 rs ; primores para vestidos,
a 320 rs. o covado ; cassa lisa muito lina a 500 rs ;
lencos de retroz muilo modernos, a 3,500 rs.;
bons brins decores a 1,000, e outras muitas fa-
zendas que pelo seu diminuto preco nflo desagra-
dara aos scus freguezes. .
Vende-ge urna clarincta em muito liotn uso : na
praca da Independencia n. 34
Ka loja nova do Pas-
seio-PubIieo,n.lf7,
^vende-se alpaca muilo fina, cor de caf, a 800 rs. o
covado ; merino prelo muito fino de duas largu-
ras, a 1,200 rs. o covado; corles de cambraa lisa
branca muito fina a 2,000 rs. o cite; Chalos de
fil branco, com barra azul, muito grande a 500
rs.cnda um ; bem como urna poreflo de chitas mui-
lo linas o de cores I'ixbs a 100,120 e 140 rs. o co-
vado.
Vendem-se duas casas terreas, com boas com-
modidades quintaos n cacimbas, o u: a dolas
com estribara sitas na travessa do Marisco, outr'o-
ra becco do Peixoto ; urna dila por todo o pru^o ,
sita ua ra de Motocolomb nos Afogados esta he
de taipa, c smente tem a frente e rctiiguarda de
lijlo; 2 escravos do servido decampo; urna pedra
quadrada c polida para se moer tinta i tudo por prc-
,o muito commodo: na ra Dircila sobrado n. 29.
os
MARTYRES
ou o Iriumpho da religifl clirislfa poema pelo vis-
conde de Chateaubriand traduzido em verso por-
luguez por Kilinto Klysio : na ra do Queimado ,
botica n. 15.
Vende-se rico fil de linho bordado e
liso o mais tino possivel; casimiras o
mcias ditas de ricos padrOes ; lencos
do seda de cor, a 1,280 rs.; ditos supe-
riores e de gostos novos; alpaca mu- f*fa
lo lina ; pannos finos de cores e pretps ; gn
cassas de cores para vestido, das mais
modernas que ha presentemente j mur-
sulinasilecores, para vestido, do no-
vos padrOes; bramante do puro linho e
muito fino; bem como um sortimento
de fazendas finas e grossas: tudo por
menos preco do que em oulra qualquer
parte : na nova loja de Jos Moreira
Lopes & Companhia na ra do LQuoi-
mado, casa atnarclla n. 29.
__Vcndem-se meios bilhetes da- lotera do Thea-
tro, que corre a 2dq julho infallivelmente: na ra
Dircila, n. 12.
Na ra Nova, loja n. 18, dcM. A. Caj, vendo-so
panno fino verde, a 2,000 rs. o covado, por ler gran-
de poreflo c se querer acabar com elle. Na mesma
loja ha um sortimento de toda a qualidade de roupa
feita lauto de fazendas finas como mais ordinarias,
c fazenda para fazer qualquer obra.
Na padaria de urna s porta junto ao sobrado
da esquina da ra Velha na pra?a da S.-Cruz, e no
deposito da travessa da Madre-de-Deos, n. 13, ha con-
tinuadamente a venda, alm de encllente pflo,
bolacha dequatroom libra at 20 e mais de muito
boa farinha o torrada propria para caf e cha por
ser feita todos os das e com esmero ; bem como ca-
fe moido o inelhor possivel, e ordinario para quem
quizer o barato.
__Vendem-se pedras de amolar da melhor qua-
lidade que teem viudo do rio de S.-Francisco a
rclalhoeem ponjes dar-se-hflo por preco com-
modo : na ran da Praia, armazem n. 18.
Vende-se sal de Lisboa lino e alvo a 1,600
rs. o alqueire da medida velha e sendo poreflo se
dar por menos : ua ra da Praia. n. 18, aonde tam-
ben! se vendem pipas com ago'ardente.
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Vende-se urna p'reta do 22 annos, de bonita
figura que engomma, cose e cozinha algunia cou-
sa, enflo tem vicios nem achaques : na ra da Con-
cordia passando a pontczinha a ii'eita segun-
da casa terrea.
Vendem-se 6 accOes da companhia dcllcbcribo ,
com as entradas de 80 por cento : na ra do Quei-
mado loja n. 19.
Vendem-se 3 molequesde 12 a 14 annos mui-
to lindos; um mulatinho,do 12 annos ; urna ne-
grnha de nacflo de 12 anuos, ptima-para mu-
cama; urna parda de 22 annos qu cose e engom-
ma liso ; urna escrava, perita cozinheira e que et.-
gomma liso; 4 pretos de nacflo mocos; 10escra-
vas sendo algumas do nacflo e com habilidades,
de 16 a 30 annos : na ra Diroita n. 3, defroute do
becco de S.-Pedro.
Vende-se a casa terrea n. 3, sita na ra do Bom-
Suoesso ,m Olinda com um sitio sofTrivel e casa
reedificada de novo, existindo dentro della varios
Vende-se, na ra da
Cruz, u. 23, cera em ve-
las, de superior qualida-
de, fabricadas no Rio-de-
Janeiro, em caixas pe-
' quenas, sorlimenlos ao
goslo do .comprador,
e por preco mas barato
do que em oulra qualquer
parle.
Escravos Fgidos.
Fuglo de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, do San-Thom estatura baixn,
rosto redondo esem barba, Com feridasnas nemas,
vestido com camisa p calca azul e barrete inglez.
Kslc escravo pertcnce a Joflo Jos Pereira do Azoira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprehender, queira le-
va-lo ra da Cruz n. 66, rasa de Gaudino Agosti-
nlio de Barros, por quem ser recompensado.
Fugiram Alcxandre cabra, eMarcellna, pre-
ta, que pcrtcnceih a Manoel Ignacio de Albuquer-
que Maranhflo, senhor do engenho novo da Concei-
?flo: j foram presos ou demorados em Iguaras-
s (Inhaman ) c d'ahi tornaram a fugir. Pede-se as
autoridades policiacs e captlfles de campo a'captu-
ra dos mencionados escravos qtie oslcvem ruada
Cadeia-Veiha n. segundo andar, onde serSo rr-
compensados e se pagarflo todas as despezes auc
porventura se.tenham feito.
Fugio, no da 19 do corrente urna preta crou-
la de nome Joanna, de 35 a 40 annos ; comprada ha
poucosdias. e das viudas do sertflo; altura legular,
enca do corpo fci?fles grossas peilos grandfs
o descidos ; tem urna cicatriz em cima do olhocs-
querdo; Icyou sala de chlaazul de quadrinhoseca-
beeflo do madapolo : quem a pegar leve a ra Im-
perial n. 25, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio, no da 21 do corrente, um escravo criou-
lo de nome Joto de 20 a 22 annos, alto, bem pre-
to, com urna das pernas alguina cousa zambea,
olhos grandes e como abotoados; levou calcas de
algodo azul, e camisa de dito branco ; j esleve
mu tos annos no sertflo, por ler sido furtado desla
cidade pequeo : quem o pegar leve a praca ila Boa-
Vista n. 37, segundo andar, que ser generosamen-
te recompensado.
Fugio, no dia 16 de maio passado, de bordo uo
patacho Esperanza, um preto, do nome Hami5o,
de nar,flo Cambinda, escravo do fallecido Antonio
Ray mundo Franco de Sil; cujo escravo tem os sig-
naessecuinles: bem retinto, cara riscada esta-
tura balsa falla muito bucal : quem o pegar leve a
casa de Manoel Joaquim Ramos o Silva na ruada
Cadeia do Recife n.S8, que ser bom recompen-
sado.
Fugio, no da 20 do corrente o escrtvo Jost,
cabra acaboclado de estatura regular, muito ladi-
no, trabalha de carpina e domis oflicis por ser
muilo habilidoso; foi escravo de Antonio do Albu-
querque Monte-Negro na cidade da Paradina ; up-
pOe-se tor seguido para a cidade da Victoria, ou Cam-
pia-Grande : quem o pegar leve a ra da Madrc-de-
l)eos n. ",'que sera recompensado-.
Fugio um molequo, de nome Zcferino cor pre-
ta ; mal fqilo de corpo, alto orelhas muito peque-
as nariz chato, sem barba, peitos arqueados;
tem um dos joelhos um tanto mcllidopara dentro ,
p's chatos, largos e clieios do "bichos ; lem urna das
pernas um tanto masgrossa do que oulra; levou ca-
misa de algcdflo da trra, de mangas curtas e cprou-
lasdomesmo panno, tambem curtas: quem o pe-
gar leve a sua senhora, D. Maria da t.onceiQflo Pe-
reira uoCiqui que aer generosamente recom-
pensado.
PSRIS.: KA TtP. PE. F. DE I ARIA
.^-187}
wm


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