Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08449


This item is only available as the following downloads:


Full Text
O fIAK10 puhlc->e todos 03 da*, o^ie no
de cu*rda 1 o preeo 'da assicnatura he do
S. rs. po> I*"161- P^,* <>di<>ntd>>y Os o-
" ^ j, Mtignaiitai jo lusernln a rijjode
Cporli-I". o.eu.iy|.od,ir,r.nt.,
-li-oes Pla "ieU<,e- f 1ue n'10 l"re,> ""-'g-
' "^ n,.irlio 80 Pr ,i'1'1"' 8 ,6|) eln lJP
PHASES DA LA NO MEZ UE JDNIlO.
u .lie. O, tome sS mii. da roanliXa.
.* a 12, 1 horas i"- < tarda.
cente,.20, "a. VhW O -i?- d Urde..
,' cheii a 5, flor "">. deiuamiaa
Sexta-feira 25
PARTID* DOS C0RKE108.
i
(toianoa e Paralijha, s segundas e sextas reirs.
Rio-Grande-dn-Noil.: quintas feiraj aomcio-dia.
Cabo, Sei-iuhem, llio-l'ormoso, Poito-Calvo e
Macelo, no l.0, a II c 2i de cada mei.
Garanliuns a Bonito, a 10 e H.-
Boa-Vista e Flores; a lltll,
Victoria, as quintas feira.
Olind, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primaira, s 2 lloras a 64 minutos da larde.
Segunda, as 1 lioras < 81 minutos da raaaha.
tje Ju nh o. Ann 'XXIII.
N. 159.
das da semana.
21 Segunda. 9. Alliano. Aud. do J. dos or-
phios, do J. doc. da 1 i. e do J. M. da .
22 Teros. Paulinp. Aud.do J. do civ. da I.
r. e do i. de pat do3 disl. de t.
23 Quarta. S. Agripine. Aud. do .'. do civ.
t. 2 e do J. da paz do 2 dist. de t.
2s Quinta, f/fi/f [^aiclmeuto de S. Joo Hab-
lista.
25 Setta. S. G-uilherrae. And do J do d. da
I. v.e do J. de pea do I. dist. do t.
20 Sabbado. S. Virgilio. Aud. do J do civ.
da 1. v. e do J. de pax do I dist. de I.
72 Domingo. A l'urexa de Nona Seuliora.
CAM8KW NO DA 23 P0JDH!1O.
Cambio sobre Londres a 2T d por l) rt.'a 0 d .
a Paris I > rs por franco.
Lisboa 105 de premio.
Dase, de lettr de boas firm-s de '/ Va "*
OisroOoc.sl.espanboles.... 280 a I#o0
Modas de DltO) relh lfOOO
a detiftOtt nov.. I6JOO0 a
desfOOfl..... |00O a
Prola Patacoes.......... ll930 a
a Pesos columiiares... 1#20 a
Ditos mexicanos ... '#180 a
Hiuda............. 1*910 a
16*10
|6|04(>
9*100
0
140
1*800
IfMO
Accea da comp. do Hebaribe de SOfOOO rs.eo per.
ZHUJTJ
DIARIO DE PERMAMBUGO
pahte orriciAL,
GoY^rno da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 12 DO CRREME.
Ofllcro Ao Exm. eommandante das armas, exi-
gindo, para ti ansmittr secretaria de estada dos ne-
gocios da guerra, a guia do 1.* tenente do 2. bata-
lliilodeartilfnira a p, Manoel Lones Maciel ; o de-
clarando que os tres mezes de tcenla que foram
concedidos a esto official-, chegado nacerte a 17 de
maio ultimo, deven ser contados do dia em que elle
daqui parti.
Dito Aomesmo, solicitando, para remettor ao
Exm. presidente das Alagos, os assentamentos dos
soldados Mathias Jos da Trindade, Domingos Mo-
fera, Jo3o Francisco 1." e Antonio Freir Vital; es-
tes do 2. bala Inflo de aflilharia a p, e aquello do
6,'decacadorcs.
Dito Ao mesmo, transmittindo tres inquirirles
deteslemunbas, remcllidas pelo Exm. presidente das
Alagos, e relativas aos soldados do 2." balalhSo do
artilharia a p. Francisco Antonio de Araujo, Flix
Jos de Araujo e Francisco Antonio.
Dito AO mesmo, prevenindo-o de tor de vir para
esta provincia o alferes reformado Alexandrino Cae-
ftnodeljnda.
Dito ao presidente interino da rclac3o, scionli-
licando-o de haversido proragada por qualro mezes
licenca com vencimentos, de que gozava o tles-
eftibargador da raesma relapso, Antonio da Costa
Pinto.
DitoAo inspector da Ihesouraria da fa/enda, de-
terminando que em cumprimento d'ordem imperial
informe acerca do requerimcnlo que Ihe remelle, e
em que o juzde direito dcGarauliuus, Jo i o Quirino
Rodrigues da Silva, pede o pagamento do ordenado
que deixou de receber por oito mezes o quinze dias.
Ditos Ao mesmo e ao director do curso jurdico
deOlinda, scionliflcaodo-os\do acbar-so licenciado
por seis mezes com vencimentos o lente do mesmo
curso, Joo Capistrano Bandcira de Mello.
Ditos Aocommissario-pagador, intolligencian-
tlo-o de ter o Exm. ministro da guerra requisilado
do da fazenda a expedico das precisas ordeua para
que da quota destinada para o pagamento dos ven-
cimentos dos olliciaes da A." Classe ncsla provincia
se tire a quantia necessaria para os to 2. tenente de
engonheiros, Jos Basilio Neves Gojiznga.; c bem as-
sim a soturna de 1:200,000 rs. para augmento do cr-
dito aberto, no correntc exercicio, para a rubrica ~
tstado-maior la primtira e segunda claises do exer-
cito.,
Dito Ao inspector da Ihesouraria das rendas pro-
vinciaes, ordenando que compre os trastes e utensi-
lios que precisos selizerem mesa do consulado
provincial, afim deque seja installada no dia i." de
julho prximo futuro.
DitosAo provedordasodc,ao presidente docon-
cellio geral de salubridade e ao inspector da alfan-
dega, iuleirando-os de haver cessado a enfermidade
que acommettera os habitantes das ilhas Canarias.
DEM do da u.
Oficio Ao desemhargado'r juiz relator do junta
do juslica, transinillindo os procesaos do Eduardo
Daniel dos Santos, Jos Flix Con eia o Jos l'ereira
da ConeeieSo,
Dito ~ Ao procurador da cora, soberana c fazen-
da nacional, exigindo seu parecer sobre um rcqtie-
riment do i.' tenente Manoel de Mello e Albu-
querque.
Dito Ao inspector da Ihesouraria da fazenda, de-
terminando que en cumprimento d'orem imperial
foca reformar a habilitaco, quo Antonio Filippe de
Barros juntou ao requerimento em que pedia ser
incluido com 627,000 r. de muios sidos-divididos a
sua liuda mili, a viuva do brigadeiro V. de A. C B.
I atoTorresuo, em o crdito que so houver desoli-
cit-r do corpo legislativo para o pagamento de seme-
ntantes dividasr
Dito Ao inspector da Ihesouraria das rondas pro-
vinciaes, declarando que, sob as condi^Oes constan-
tes doofficio quelheenv,ia, aceilou o offerecimento
gratuito que o ncgociatfc Angelo Francisco Carnei-
ro fizera da casa n. 1 da ra de Apollo para os Iraba-
lhoa da .piaaa do consulado provincial. Olliciou-
se a rspeito ao referido negociante.
Dito Ao inspector interino do arsenal de roari-
nba, significando que no 1.' vapor que seguir para
o sul pude remetter o grumeu do hriguu de guerra
nacional Bratilciro, d itome Antonio Manoel, que s
acha na enfermara do mesmo arsenal. Officiou-se
a rspeito ao agente da companhia das barcas do
vapor.
Portara Ordehahdo quo as autoridades do Seri-
nhAem e Rio-Formoso se nSo opponham a que Joflo
da Molla Uolelhocorteas maltas daquelles lugares
cincoenta duzlas de pranxOes de amarello, oleoe
cedro, que o goveno imperial Ihe permiltio tirasse
para o seu estabeleciiuento nesta provincia.
EXtERIOR.
FRANGA:
O* jornaes e cprres
mente recebidos pelo
nencias de Paris, ultima-
, alcancam a 29 de abril
prximo passado.
O Journal dei D'baU, sob a fe da Gauta de Augt-
bwgo, aoounoiara que no 1." do abril ceaaana toda a
coi responOencia diplomtica enjje a Porta e a Gre-
cia. 0 cnsul grego, residealo naTapitalda Turqua,

recebra aviso dequedahi em diante devia corres-
Snnder-so sobre ohjectos commerciaes com Muklar
y, director das alfandegas.
A Presieasseverovaque o'Time ostava em(erro(
quando veneflo activa do governo britannico entre a rainha
D. Maria eos insurgentes do Porto, a qual Ihe fOra
prnmettida por S r Hamilton Seymour.
A Inglaterra, accrescentava a Prtuu, promelte se-
ment proteger o ihrono e a pessoa da rainha D. Ma-
ria, e na M. Cuilbert (candidato conservador) foi eleito di-
putado om Marchiennes, em lugar de M. Marlin du
Nord, por 180 votos de 181 votantes.
Todas aa noticias sobre a quesillo cerca de vive-
res, contidas nos jornaes de Paris, eram satisfacto-
rias. As chegadas de navios carregados decoreaes
em todos os portos do Franca erara incensantes, eo
aspecto das colheitas, sem embargo da oceurrencia.
de nevo e geada, prometti muilo. De Baviera havi-
am chegado a Paris noticias idnticas, datadas de
deRatisbon a 1de abril. Chegava diariamente a
Franca consideravel numero de Belgas em busca de
pfm e tle em prego. O Echo Agrcola Am que a alea
impreco dos cereas, que se tinha manifestado nos
(liffcrentes mercados do Franca, nto tinha foito ulte-
rior progresso. No norte e noroeste os presos eram
estacionario ; mas no nordeste, onde ellos tinham
subido tanto, e omOrleans, Tours, Angers, Nantes,
etc., tinham clles soffrido urna notaveldiminuicSo
Lyon, Dijon e Besantjon estavam abundantemente
providas, e osperava-se que a immensa quantidado
lecereaos quechegaram ltimamente a Marselha
contribuira para reduzir os presos, que eram anda
muito firmes em todo o sul da Franca.
0 Moniteur annunciava que a cmara de commor-
cio, desejosade tomar parte n'unia grande emproza
summamente til, tinha votado urna somma de cin-
co mil francos para pagar parte da despeza da explo-
rado do islhmo de Suez, preparatoria para a abertu-
ra do canal que devo de unir o Mediterrneo ao Mar-
Vermelho.
Havia chogado a Paris o principe Frederico do Di-
namarca.
A t3 fle abril chegra a Tonlon a fragata Sueca, a
bordo da qual servo como lente o principe Osear,
terco i ro Hlho de el-roi da Succia. Apresentou-so o
veneiavel conde do LewenhQim, ministro plenipo-
tenciario da Suecia junto corto de Franca, para fa-
zer os seus cumprmentos ao joven principe. Aiud
eslava em Hyres a esquadra franceza, composta de
tres vasos de linha, o urna corveta de vapor, com-
mandadas pelo principe de Joinvillo.
A cmara dos deputados continuou no dia 20 do
abril a discussflo sobre a proposta de M. Roinusat, re-
lativa conveniencia de declarar cercas classes de
funecionarios pblicos inclegiveis para a cmara. A
medida apoiada por M. Si. Marc Girordin fra com-
batida por M. Desmousscaux deGivie, e anda pro-
segua a discussao a hora da partida do corroio da-
quelledia. .
A commissilo eleita pela cmara dos deputados,
para examinar o projeclo de loi sobro a instruxcJU)
secunJaria, constava de dous membros da oppoai-
cBo MM. Thlers o Odillon Barrot, e sele conserva-
dores -MM. d'HauSsonvill, l.iadires, Bounart, Ro-
alland, Martin, Daguenete Thil.
M. Guizot atacou no dia 21 a proposta de M. Kemu-
zat para a reforma parlamentar, queoecupou a at-
teneflo da cmara por espaco de* dias; e o resulla-
do correspotidcu as esperabas dos ministros que so
dizia haverem recobrado toda a sua conlianca na c-
mara, e mostravam-se satisfeilos com a siluacilo dos
negocios qur interna, qur externamente. Com ef-
feilo, no dia 22 fez M. Guizot um discurso quo produ-
ro a rejeicSe dd proposla por 219 votos contra 170.
Maioria a favor do ministerio 49. Elle havia abando-
nado toda a ideia de tentar recuperar o terreno per-
dido na Despalilla, confiando no capitulo de acciden-
tes para reslituir-lho a sua influencia; o exprima a
conviccao de quo Colelli se sustentara frente do
governo grego, prevendo urna pacifica terminacho
das dissideucias que se haviam suscitado entre a
Porta e a Grecia.
A I'retie, com o talento que ain'da nos seus mo-
mentos de exaltaeao nioslra aquello jornal, e com
grande copia de moderacilo e franqueza, para o quo
os seus antagonistas nao esta'vam preparados, pasta-
ra em elaborada resenta a falla de S. SI. cl-roi da
Prussia, eao passo que expunha osdefoitos dftsys-
tcma proposto, reconhecra o louxra asboasinten-
COcs de F'rederico Guilherme.
A f'ronce Meridionale annuncra urna tendencia
pfira dcclinacSo no preco de todas as especies de
grSo no mercado de Tolosa. O preco medio do Irigo
naquella cidade era de 29 Ir. a 3o tr. por hectolitro.
Urna carta do Havre, com data de 19, publicada no
Journal ds Dibatt, dizia que se tinha experimentado
considoravel deelinacao impreco doscereaesemio-
dos os mercados daquella circumvizinbanca. Em
Caen havia o preco medio do trigo baixado fr. e 19
c. por hectolitro. Em Fecamp e Fauvillo tinha liavi-
do uinasemelbanledeelinacao.
O Toulonnais de 18 aununcira que a junta de sau-
de de Toulon recebra orden), por um despacho teie-
grapbico de Pars, para admltir livre pratica os
navios da esquadra do principo Osear, da Suecia.
O principe de Joinville, quo cruzava no golplio de Ju-
an, tambem Uvera ordeni para voltar imatodiala-
mente a Toulon, cornos tres vasos de linha que-es-
tavam sobeu commndo.
A ndministrac.a'o deconlribucOes indirectas havia
publicado os mappas da produccBo e consumo de
assucar fabricado no paiz durante a estacao; tos
nuaes constava quo uoi.' de abril estavam traba-
Ihando 298 fabricas; que o assucar fabricado mon-
lava a 49,264,678 kilogrammos, o vendido para con-
sumo a 41,099,581 ; e que o imposto arrecadado
delle, durante o primeiro trimestre de 1847, fra de
6,590,432 ir.
A Gauta de Weitr annirncira que o imperador
da Russia dcmorar-se-hia apenas 8 ou 10 dias om
Varsovia, e que dahi tria a Stutgard, para assistr
ao parto de sua (llha, a princeza real Olga. O im-
perador nao visitara Vionn nem Berlim, o dowa
de ser acompanhado em sua jornada pelo grao-du-
que Constantino.
A Preste referir havor recebido pola China noti-
cias do Tahiti, de 9 do janoiro ultimo, annuncan-
doqueos insurgentes tinham feito a sua subinisso
ao novo governador francez, logo depois da sua che-
gada quolla ilha. Em toda a parto reinaran, a paz
e harmona, mas a rainha Pomar ainda recusava
voltar a Tahiti, n5o obstante os genorosos oQereci-
montos do governador, e continuava a rosidr na
ilha da Raialoa.
O Uaiters asseverra quo a rainha de llespanha
achava-se n'um estado quo promeltia he'rdeiro ao
throno. Urna carta de Paria dizia, que esta as-
sercao podia sor ou niio exacta ; mas que o facto in-
controverso era que a augusta mS de S. M., a rai-
nha ex-regeute, so achava no mesmo estado in-
toressante era quo o. Untveri ligurava estar a rainha
I). Isabel, o quo da sua data a 6 mezes se poderia
esperar um novo accrescimo sua j numerosa fami-
lia. O annuncio desto facto dcyia ser feto official-
mente dentro em um ou dous dias.
A Union Monarchique afllrmra positivamente quo
o general Narvaez abandonara de todo o seu desig-
nio de oceupar o cargo de ombaixador em Franca.
Diza-se quo o general tomara cssa resoluc3o por
instante solicitacSo.dos Srs. Mon, Pidal o Mart-
nez de la Rosa, os quaes Ihe doclararam que a sua
partida seria o signal nfallivel para a completa rui-
na do partido conservador, o isso no mesmo mo-
mento om quo, com alguns enrgicos esforcos, po-
deria esse partido esperar aleaneara victoria.
Pareca que a maioria ministerial na cmara dos
deputados mo era considerada como firme, e em
toaos os casos valiosa.
O Journal des Debis annuncra a reconcliacao
da rainha I). Isabel com o seu real consorte, e agou-
rava por isso um futuro mais satisfactorio para a
llespanha do que (na opiniSo daquello jornal) de-
monstravam as precedencias. A Union Monarchique
dizia que o governo francoz eslava resolvido a no-
mear um embaixador a Madrjd, na pessoa de M. Bois-
le-Comle, entilo ombaixador na Suissa. Corra que
o barflo Billingiria a llague; mas que a grande dif-
ficuldade era anda o que se faria com o conde Bres-
son.
Os artigos, que versavam sobro aquestaodos v-
veres, eram consoladores c satisfactorios. Com-
q uanto a geada anda vedasso as chegadas do Blti-
co, o numero de navios carregados de graos, ari-
nlia e outias prov,sOes, que entravam diariamente
nos portos de Franca, era inmenso, e as noticias
de crescentes oolheilascontnuavam a ser t3o satis-
factorias quanlo se podia desojar.
Cartas particulares de Pars, datadas a 26, diziam
_ : -~MnJAH ViA'Jnn fiu itrtcil Vlim(*lil A A Slllt-
CiOmmiiniCido.
ue o imperador Nicolao iria positivamente a Stut-
gard, c que os duques de Nemours e d'Aumale lh
riam convidar S. M. I. para chegar a Paris : mas a
svmpatliia manifestada pelas cmaras francezas pa-
ra com a Polonia, posto que mera larca animal,
julgava-sc ser um obstculo aceilaeflo de tal con-
vite. Todava, observavam-so ultmamenlo tantas
excentricidades no carcter imperial e no proccdi-
mento do sabio monarcha das Tulhenas, quo nao se
classificava entre os impossiveis a visita do impe-
rador a Paris.
O Sicle referir que os crditos extraordinarios
pedidos pelos ministros cmara dos deputados re-
gulara nos annos ordinariostermo mediopor
150,000 fr. Este anuo montavam enorme somma
de 880,000 fr.
O IBonileur Algtrien de 20 de abril annuncra a
chegada do Bou Maza em Argel, a 19. Esto celebre
chefe nao fra capturado, mas entregra-so volun-
tariamente as maos do coronel SI. Amaud. Fra
elle tratado em Argel como prisioneiro de guerra,
e devia embarcar a bordo do prximo paquete de
vapor para Toulon. Segundo as ultimas noticias
de Tlemccn voltra Abd-el-Kador ao sou deira, que
ainda eslava acampado na visinhanca do Ain /obra.
No Galignani's !Ueseger apparecra o seguidle
paragrapho :
eAnunriamos com profundo pozar o morle do mul-
to honrado lord Cowley, ex-cmbaixador da Ingla-
terra na corto das Tulherias. S. Exc. ostevealgum
tempo'enfermo, e o lastimoso successo leve lugar a
noitepassada na sua residencia, em a pracai Vend-
me. Onobrc lord tinha os seus 75 annos, havendo
nascido em 1773. S. Exc. era rm3o do duque do Wel
lington, e 4 annos mais moco do que esto.
A esquadra do Mediterrneo, sob o commndo do
principe de Joinville, ainda ostava ancorada a vista
das libas Hyres, esperando a chegada do tnedland
e Descartes para azer-se ao mor. Nilo seisabia o seu
destino ; mas cria-se que, e continuasse a desintel-
iigencia entre a Grecia o a Turqua, seguira para o
L0 Moniteur Judiciaire de Lyon fazia a mais conster-
nante descripcao da miseria que reinava entro os Ha-
bitantes do Beaujolais. A sua stuacao i.ssemelhava-
so a dos Irlandezcs. Km grande numero de familias
cstava destituido de alimentos e sem esperance al-
guma deobtft-los. Viam-so nos das de feira bandos
dessas pobres creaturas mendigando urna migalba
de fareloou de farinha avariada. De urna populac3o
de 1,600 almas havia 1,100 a quem faltav? o necessa-
rio para viver. Os dislrictos circumvizinhos nSo es-
tavam demelhorcooJic3o.
NKCUOLOGIA.
O E.rm. e Krui. Sr. B>. Thomnx de
JYoroHtta, hispo miigHtitnrin
de Olinda.
Mais urna nobreoxistenea acaba, um servidor do
estado dosapparece, um homem honosto, justo e'rir-
tuoso dexa a snciodade, om que serva de exemplo
til o saudavel; queremos fallar do Exm. o Rvm. Sr.
I. Tliomaz de Noranha, hispo resignalaro de Olin-
da, e ltimamente director do respectivo curso ju-
rdico. Acommettido de longa o pesada moles-
tia, para a qual foram inulois todos os recursos da
medicina, e os incessatitos c intelligenles esforcos
e cuidados dos Srs. Dr. Antonio Perigrino Maciel
Monteiro e Manoel PjroiraToixcira, que o tratavam,
oSr. D. Thomaz tovoilesuocuinbir no da 9 do cr-
rante pelas 4 horas da larde, denois do ter mostrado
a maior placidez o resignaco, recebido todas as con-
solares ila roligiilo, feto o seu testamento cerrado,
c odificado a todos com a sua huinildado o roligiSo.
Fazia elle setenta e sele annos, qtiatro mozos o sois
tlias to tlade.
Narrara vida do um homem que oceupra na so-
ciedade e na igreja as mais altas posiQos, principi-
ando-a, por assim dizor, desde o horco at o ultimo
dia que Ihe outorgra a Provdoncia; descrovor todas
as iihros aeces que olle pratcra no seu longo
curso; apresentar todos os relevantes servicos que
elle lizera ao estado e igreja; mostrar, n'uma pa-
lavra, todos os ttulos que o recotnmendaram con-
sderac3o dos seus contemporneos, o que devem
tornai a sua lerabranca chara e saudosa aos que o
sobreviveram, heempreza, sem duvida, dilllril para
nos. que quasi suecumbimos dr de perde-lo, e te-
mos os olhos arrasados de lagrimas, o coracflo ulce-
rado do pungentes angustias; e por isso hmitar-
nos-hemos a dar urna rpida resonha de sua rida,
cingiudo-nos mais rigorosa exactidSo, a mais es-
crupulosa verdade.
Nascido em Lisboa a 2 de fevereiro de 1770, e des-
cendente da nobilissima familia dos condes dos Ar-
cos, o Sr. D. Thomaz de Noronha entrou no convon-
to de San-Domingos de Lisboa, da ordom dos prega-
dores, e depois de ter professado, passou-se poucos
annos depois para a India, a fazer sua assistencia no
convenio que cssa Ilustre ordom all possuio; o co-
mo so tivesso seriamente applieado ao estudo das
bollas-lcllras e da tbcologia, o fosse ornado do vor-
dadeiros talentos cdo ulil saber, foi escomido para
ensillar os principios da philosophia racional e rao-
ral, e a theologia, om quo era insigne. Seu mrito
itterario, seu zelo pela disciplina religiosa, a auste.-
ridado dos seus costumes, o fizerara ainda passar
successivanicntc por todos oS cargos de sua ordom,
como prior, provincial, e vigaro geral, c finalmente
por provisao do inquisidor geral de 6 de maio do 1801
para o de depuladodo santo odicia, nslituic3ojulga-
da ent3n muilo til echrisUla, e cujos dereitos sem
duvida se tornariam menos sensiveis, alientas as
virtudes e o saber que ornavam a pessoa do novo
empregado, que nella tinha de servir, pois he inn-
gavei que os hoinens sabios e virtuosos silo sempre
uteis em qualqucr poslo, todas as vezes que teem
os meios necessarios para aquello lim. Em todo este
lempo, foi o Sr. D. Thomaz incumbido de difroren-
tesconiniisses pelo governo do roi I). Jo3o VI. o
13o bom desempeuho Ibes deu, que recobeu por isso
elogios, tanto do mesmo governo, como dos seus
contemporneos. .
Crescendo com o lempo a fama das suas virtudes e
talentos, e o numero dos seus servicos a igreja e au
estado, o governo porluguez conferio-Iho.em 1818,a
nomeac3ode hispo da diocesc do Cochim na India,
o a santa s confirmou-lh'a por carta apostlica de 17
ile dczeinbro de 1819; e foi logo sagrado.
Ser intil dzernios que as novas funccOcs do
episcopado oceuparatn d'entSo em diante todos os
momentos do prelado enchnense, e que nada csca-
pou ao seu zelo pela reforma dos costuraos, pela
educac3odoc'cro, pela deslruiQilo dos abusos, pelo
lustre e gloria da religiSo, como cumpna aos seus
deveres, e o requeriam os seus mais ardentes yotos.
Pelos annos, porm, de 1820 urna revolucnp pol-
tica se fazia na raetropolo porlugueza, que devia re-
percutir era todas as suas colonias, c adquirir as
sympathias dos'homens honestos, que, interessando-
sc pelo engrandecimento da patria dos Gamas o Al-
buquerques, desejavam vor cortados os onvelliecidos
abusos polticos e administrativos, que raziara a sua
decadencia o fraqueza, qur absolutamente >"">-
do, qur em relac3o as potencias europeas. Vbr.
D. Thomaz roi um desses homens, o taes erara os
seus sentimentos acerca da necessidade de acabar
com essesabusos,e de applicar-lhes remedios seguros
e promptos; 13o incontestaveis eram os seus conhe-
cimentos c saber para as grandes funeces. a que
eram chamados de todas as partes os procuradores
do novo ; tanta pratica tinha elle das cousas da In-
dia porlugueza, c das suas mais urgentes necessi-
dades, que, por unanimidade de votos de lodos os
subditos portuguezes no Oriente, foi escolhido depu-
tado s cortes extraordinarias e constituidles da
nac3o porlugueza. Honrado com os sufragios dos
Portuguezes d'Asia por urna ilemonslrac3o nflo equi-
voca de sua conlianca, aguilhoado demais pelo de-
sejo to tomar parte nos nteressantes e gloriosos
trabalhos que se deviam encelar para rogeneraco
da monarchia, o Sr. I). Thomaz de Noronha nHo he-
sitou comparecer no honroso posto, em quo o col-
locavam, e que n5o fra por elle solicitado, gracas
o pudor de sua consciencia, e moralidado da
poca.
Nem a extens3o da viagem, nem os seus traba-
i
i ;
___________


^"
o viver em Pernambuco, como particu-
Nesta pretencto, novas contradlcooes.se lhes
cmbarcand-se para l.is-lolTereceram ; e como se Ihe fosse tornando o go-
"" verno do hispado cada vez mais oneroso, 8
proporcflo que ia conhecondo a profondeza dos
males quo quera extirpar, largou-o' elle, dele-
Raudo os scus poderes em tres capitulares por let-
trns le (O de Janeiro do 1829, e rotirando-se para a
Ponte-de-L'eha, um dos mais gradavois nrrahal-
des desta cidade, am de tratar all de sua sade,
e dando de tudo fiel conta pira a corto. Foi entilo,
que veio a aceitacto da renuncia, tantas vezes e
rom taman|ia instancia implorada, sendo logo dc-
pois seguida de ordem para que olio fosse pa>a a cOr-
te, cumprindo-nos accrescentar que o cabido oln-
dense, sabendo quo o digno prelado solicitara cssa
renuncia, representou e pedio ao govcrho imperial
para que nflo a aceitasso, atientas as qualidades e
virtudes queornavam a sa pessoa, e a satisfacto
que tinlia a igreja pernambucana em ser por elle go-
vernada. Vendo, porm, o prelado quo o clima do
Rio-de-Janeiro'nSo seria proficuo sua sade, co-
mo observara por experiencia propria; nlo so a-
chando com frcae animo de fazer o papel decor-
tezflo, o nlo tendo pretencOos que apresentar pa-
ra o scu particular engrandecimento, nem para
os seus, porque contente viveria como regular,
c nenhuns prenles tinha no Brasil, resolvcii-so a
ir para Lisboa, donde se ausentara ha tantos an-
os. Para cssa resolucto influio tambem multo a
lgubre previsto, de que a marcha dos negocios po-
liticos do imperio se encaminhava a p-lo em urna
cohflagracflo geral, altentos os elementos que sea-
chavam em luta na tribuna parlamentar, na impren-
sa, noseio da sociedade inteira, conflagracflo que
logo depois se verificou pela revolueflo de 7 de abril
de 1831, e que, abalando a monarchia at os sous
fundamentos, a teria expedido da America, se a Di-
vina Providencia em primeiro, c o bom sonso nacio-
nal em segundo lugar, nlo livessem embarazado os
principios por ella proclamados. Talvez mesmo con-
corresse para ella esse amor da patria, que nunca
morro nos coracOes tem formados, esse desejo ar-
dente que nos arrastra, mo grado nosso, rever-
mos os lugares de nossa primeira infancia. Sejam,
porem, quaes fossem os motivos por que o prelado
ainda pela terceira vez pa^ssava o Atlntico, a sua re-
solucflo foi levada a execueflo, embarcando elle para
Lisboa no dia 24 de agosto de 1829, e levando minias
saudades do Rrastl.ecom especialidadedoseu charo
Pernambuco, cujo clima sempre lite parecer aben-
coado, apezar de algitmas cxpressOes que a malig-
nidade Ihe attribuio, ou interpreto! odiosamente, e
que os factos seguintes demonstraram falsas.
Antes de partir para Portugal, o Sr D. Thomaz,
movido dos nobres impulsos da caridade, fez impor-
tantes doacOes ao sominario e a s catltcdral de 0-
linda, reservando apenas urna parva quantia pura
prover as suas limitadas despezas, visto que, na i ti
tencto de recolher-se ao seu convento, e de nelle vi-
ver como simples religioso, de pouco poderia care-
cer. A doagSo do seminario consisti em dez contos
de ris, e a da s em dezaseis. Aquella docto foi
ainda augmentada, estando elle jem Lisboa, com a
quantia de qualorze contos de ris, cuja entrega nao
se verificara por morte do coronel Antonio Marques
da Costa Soares que os tinha em seu podrir, e sendo
preciso intentar demandas para obte-los, que a ad-
ministraeflo do seminario se recusara, o Sr. 1. Tho-
maz vendeu a divida por nove contos do ris, e ap-
plicou-os depois para as obras da matriz da Boa-
Vista.
Chegado a Lisboa, oSr. D. Thomaz recolheu-seao
scii- atttigo convento de San-Domingos, c ahi seon-
tretinha em ensinras scicncias theologicas aos re-
ligiosos que recorriam s suas luzes, a inspirar-lheso
amor do esludo, e a dar-lhcs o cxemplo de suas re-
conhecidas virtudes, com o qual grangera a estima
e respeito de todos os seus confrades. Estando livre
dobulicio do inundo, allieiointeiramcnte aos nego-
cios que iii-ll'.' se discutem, separado das pesadas
funccOes, com que o sobrecarregra o episcopado, o
Sr. D. Thomaz abencoava diariamente a Provinden-
cia por lite ter concedido um asylo, o achar-se assim
habilitado a dedicar-so aos seus estudos do predilec-
cto. EsU felicidado, porm, durou pouco.
Tendosido restaurada a caita constitucional quo
fra dada aos Poiluguezes pelo fundador do imperio,
o restablecida I). Hara II no throno a esforcos des-
te, forain exmelas infelizmente as ordens religio-
sas, e, com a violenta cxpulsilo dos fiados, leve elle
de-rocolher-se a unta pequea quinta que com an-
tecedencia havia comprado. No se pense, porm,
que o digno prelado nosso asylo estovo inactivo, ou
intil religiflo. Pelo contrario; parece quo o seu
zcloseaugmcntuu, e tornou-so anda mais proficuo
pelos grandes fins que tinha em vista, e pelos con-
sideraveis resultados queobteve. Mediante os seus
cuidiidos, eslabeleceu-so c generalisou-sc cm Portu-
gal a associaco denominada da Propagando da
Fe-- e com titula felicidado se houvo, que, apezar das
difiiculdades que Ihe oppunham ascircumstaiicias do
lempo, j cm fins do 1838 se achava olla admittida
em todos os bispados daquello reino, e preonchendo
ia os (ins religiosos de seu instituto.
Por estes tempos.cra desgracadissimo o estado de
Portugal, cmquanlo que o do Brasil prosperava sob
o governo do regente Araujo Lima. Km Portugal cx-
tinguiam-so as ordens religiosas, tomuvam-so-lhe os
bens, fazia-se desles um jogo, alim do enriquecer aos
dominadoresda poca; perseguiam-se bispos,eoclcro
em parto, ponto de se expalriarem alguns; no Bra-
sil o movimento da opinliio publica e do governo se
fazia no sentido opposU). As assemblas provinciaes
permittiam a entrada de novigos, augmentavam os
vencimentos do cloro, chamavam missionarios, con-
certavam igrejas, etc. Km Portugal as revolucOes se
succediam rpidamente urnas as outras ; no Brasil o
sentinionto da ordem pareca arraigar-se em todo*
osespiritos, a monarchia se consolidava cada vez
mais, e una esperance de prximo e brilhanle utu-
ro parocia oceupar o fundo de todos os coracOes. Tes-
tcmunha do tristes scenas no velho Portugal, dota-
do, por outro lado, da mais exquisita sensibilidade,
o Sr. D. Thomaz de Noronha manifestou o desconten-
tamento profundo, em que so achava mcrgulhado na
trra em que pretender morrer, o que por entilo Ihe
parecer inhspita. Boatos lambem seespalharam,
deque, em consequencia do roubos quo Ihe haviam
eito em Lisboa, se achavam sobremodo delinhados
os scus meios de subsistencia. Nestas oircuinstan-
cias um seu amigo, cujo nome calamos por modes-
tia, convidou-o por vezes, e com a maor instancia,
para que Viesse para Pernambuco, assegurando-lhe
que uello encontrara a natural hospitalidad de
seus habitantes, e demonstraces do mais sincero a-
more da mais respetosa consideraeflo, offerecendo-
llte um agradavol retiro as margeos do Capibaribe,
que elle lano apreciuva. Ecoiitefjuito, resolvendo-
se elle a enTpreliender a viagem, deixou Lisboa a 26
ue dezembro de 1838, depois de 26 das do urospo-
Ihos o riscos, nem os annos ja orescidos, nem asYmitlisso
saudades de deixar trra o amigos, que Ihe eramflar. Ne
churos, o desacorocoariim
boa cm marco de 1829. Nessa longa viagem leve
o Sr. D. Thoma de tocar no porto do Rio-de-Ja-
neiro, escala m uitas vezes obrigada dos navios que
da India se diri^-om para a Europn, rail i encontrou
as sympathias nflo somonte do ministerio, de quo
entilo fazia parto o sabio e mui dislincto Brasileuo
Jos Bonifacio de Andrada o Silva, como do Sr. D.
Pedro I, entflo principe regente do Brasil. A in-
dependencia do imperio proclamou-se logo depois,
oSr. D. Thomaz a adherio ejurou; e como esli-
Vesse vaga a s de Pornambuco, o governo brasiloi-
roo obrigou a aceitara nomeacto de governador
episcopal com o desejo deapresenta-lo bispoda mes-
ma s, logo que fosse alcancada da santa s de Ro-
ma a renuncia do hispado de Cochim. Kssa no-
meacilo teve logar por caria im|terial de 10 de maio
de 1823. Como bispo, e portanto como grande do
imperio, Iho foi conferida a carta de concelho pelo
mesmo Sr. D. Pedro em 25 de setombro de 1825.
Carril o anno de 1824, e a revolucto do Equador
tinha sido proclamada as provincias septentrionaes
do Rrasil, emconsQfluencia da dissoluco da assem-
l'lra constituinte. Para obstar a propaganda dos
principios que ella difunda, e oppOr-lhe forte
insuperavel barreira, diversos expedientes emprc-
gou o governo do,Rio-dc-Janeiro, c enlre ellos foi o
do insinuar e pedir ao novo governador episcopal
do Pernambuco, que fizesse por torra a viagem do
Rio-de-Janeiro ao Rccifo, e nclla exhortasseos po-
vos a obediencia, ao lempo que o governo usava da
nutordade para os rcduzir ella. Klle devia em-
pregar os meios de brandura e de porsuasflo, quan-
do o governo so valia dos da frco e do mando.
l.xigio-se delle um novo e pesadissimo sacrificio de
tempo c de socego, qual o de porcorrer a exten-
siTo de mais do scisccnlas legoas, por sertes deser-
tos, inhspitos e sem abrigo; mas tal ora a sua
dcvotac,flo oo governo, quo elle nflo sefurtou ao de-
ver do Servi-Io, e partindo do Rio-de-Janciro em
1821, quando ainda na corte se ignorava a restau-
rago de Pernambuco, chogou c^ta cidade cm junho
de 1825. Nesse longo trajelo, em que o digno pre-
lado leve de passar por quatro provincias, Rio-de-
Janeiro, Minas-Ceraes, Bnnia e Pernambuco, gran-
des lonunos servicos que elle prestara igreja e
ao estado ; jii chamando obediencia do governo
central os povos abalados com falsas ideias do li
licrdade, incertos do futuro do imperio,, ignorantes
do syslcma representativo, suspeitosos dos senti-
mentos e tendencias da corte; j concertando igre-
jas, advertindo aos parochos deveres o obriga-
cries, do que pajeciam esquecidos ; j corrigin-
do os maos costumes do povo por frequentos
predicas, o pola Torga maisellicaz do exempio ; j,
enifim, entregando-se assiduamcnle todas as func-
cOes do santo ministerio episcopal. As pessoas, (|iie
oacoinpanharam nessa ardua visita,admiraram-se da
iirdenciu ilo seu zelo, de sua nfatigavel actividade,
oda promptidilo do sou espirito, com as quaes re-
mrdiava todos os males, curava todas as chagas
do espirito o do cocaeflo, applicando o balsamo
mais apropriado, ou a providencia mais adequada.
Todos presenciaram com espanto a conquista,
quo smenlo com a espada espiritual fazia o Sr. D.
Thomaz nos coracOes dos habitantes do sertio de
Pernambuco favor da causa du noeflo, e do thro-
no do Sr. D. Pedro I, a quem, em urna pastoral
que mandou imprimir na cidade do Ouro-Prcto, dc-
dicou um hymno.que em terna meloda elle fazia ro-
soar cm todas as igrejas quo visitava, ecomegava
polos seguintes versos :
AaO lemas, oh monarcha pai da patria,
Que do Brasil o Dos omnipotente
Com seu broc/iel te cobre, &c.
So nos livessemos a descripeflo minuciosa dessa
visita, encontraramos factos da maior edificaefio
religiosa, e nao a julgariamos inferior s dos Bran-
dos, e de outros dignos pastores do imperio. Foi
durante esta viagem, quo o prelado creou na villa
da Barra do rio de S.-Francisco urna cantara ecle-
sistica com.um provisor c vigario goral, alim do
remediar as necossidades espirituaes daqucllcs po-
vos longinquos, que elle bom condeca nflo poder
govornar com fruclo. Depois de sua chegada a Per-
nambuco, estando j reconhecida a independencia,
c destruidas us difiiculdades que a cOrle de Roma
oppunha a iiomeacflo dos bispos no Brasil, foi o Sr.
D. Thomaz nomoado em 1826 bispo de Pernambuco,
e assim se Ihe parlicipou poi aviso do 12 de oulu-
bi'o iicsse auno, para que mandasse tratar de suas
habilitarles, o expedieflo da bulla confirmatoria.
A paciencia, porm, s vozes cansa; ozclo esmo-
rece com as contradic^Ocs que nos oppOem nflo s
:i maledicencia e a inveju, o espirito de intriga e de
viuganca, mus os proprios abusos que pretende-
mos coirigir e arrancar pela ruiz, quaes horvas pa-
rsitas, que, debilitando o terreno, impedem que nel-
le cres^am as virtudes civis e religiosas, primeiro
c principal fundamento da sociedade. (ira, era tflo
pessimo o estado de disciplina do clero do Pernam-
buco, conforme ello reconhecra com os seus pro-
prios olhos ; tantas lutas leve de travar, no princi-
pio de seu governo, com aquclles de scus membros,
q\ic lucrovom com a relaxoslo e fraseara em que
viviam, e davam com ellas exomplos do imniorali-
dade aos povos; tal, cmfim, se mosliava o desprezo
que se fazia da religiflo, nuo tanto os horneas do s-
culo, como mesmo muitos ecclcsasticos, que o
prelado cnlendeu do seu dever pedir por militas ve-
zes ao governo imperial, que aceitasso a sua renun-
cia ao bispado, e que se negasso inteiramente a so-
licitar as bullas pontificias.
A' este motivo um outro vinha unir-se-lhe para
o firmar nessa inlcncto,como fosse a constanteoppo-
sieflo que sqffreu da parte da mesa da conscioncia e
ordens em ohjecto's tendentes ao seu ministerio; a
supposigflo de que ambiciosos havia, que se jul-
gavam com direito a mitra >le Pernambuco,' cuja
importancia ello era o primeiro a reconhecer na hu-
mildade do seu espirito; eato profundo desejo de
entregar-se exclusivamente vida contemplativa c
Iliteraria, para que tinha summo gosto, e conforme
j Ihe requera o peso dos propios annos. O go-
verno imperial recusou-se, porem, annuir seme-
ntante supplica, naoquerendo sem duvidu dc.sapro-
vcitar os servicos que elle podra fazer no seu mi-
nisteno ; o ate, afim de fazc-la cessar, tomou o ox-
pediente de estranhar-lho semelhante procedimen-
to, motivado alias em fundamentos justos e rasoa-
vms, c de ordenar-ihe quo tratasse de fazer as dili-
gencias necessarias para quo se obtivessem as bullas
em Roma. Obedeceu o prelado a tflo terminantes
oruens ; mas, apenas conseguida a sua trasladacto
e conrmasto na diocese, que foi dada em Roma
no anno de 1827, o conhecida nesta cidade em o
anno seguinte, comeSou elle a pedir que Ihe fosse
acoiU a resignacSo do bispado, e quo se Iho per-
ra travessia ehegou i esta cidade a M de Janeiro de
1839, onde fra recebido com todas as demonstra-
cOesdo consideracSo, de verdadeiro amor, e at di-
remos de sincero e desinteressado enthusiasmo. Os
Pernambucanos pareciam ufanar-se dorecoberem o
seu antigo pastor; todos porfa pronurrarn mani-
festar-lho os seusreape|os; todos tinham sempre
urna lemhranca suscitar-lhe, de que elle prempta-
mente se recordava. Recebou-oem seu palacio e com
a maior urbanidde o sen digno sucoessor ; e bem
que este muitas" vezes instasse para quo ficasseem
sua companhi, somonte all permaneceu cmquanlo
nSo se passou para outro sitio.
Conhecida, como era, a capacidade p illustraQflo
do Sr. D. Thomaz, foi ella inmediatamente apro-
veitada pelo Sr. Francisco do Reg Barros, entilo
presidente da provincia, nomendo-o, om 1839, di-
rector interino do curso jurdico, lugar quo servio
por espaco de oito mezes; e por provisto de 22 de Ja-
neiro de 1841, director do novo lyceu pernambuca-
no, que o mosmo presidente organisra para melho-
rar a instruecto publica, e que necessilava de um
homom digno, Ilustrado e altamente collocado na
sociedado, que, conciliando-lhea attencto publica,
assogurasse igualmento o seu bom rgimen e o seu
futuro. NSo poda de cerlo fazer-se mais acertada
escolha. Como director do lyceu servio at mela-
dos do anno de 1843, em que obteve demissto a ins-
tancias suss. Finalmente o ministerio de 2 de feve-
reiro de 1844, nomeou-o director do curso jurdico
do Olinda, por carta imperial do 26 de julho de 1844,
lugar quo exerceu at a sua morte. Releva, porem,
declarar que no mesmo anno de sua chegada esta
cidade a lei do 26 de maio de 1840, n. 108, mandou-
Ihe dar para sua congrua a quantia de 1:2OO,O0O rs.
Alm das funeces publicas em que se oceupou em
Pernambuco, entreteve-se o Sr. D. Thomaz em esta-
blecer a Associscto daF, principiando por pregar
um sermilo na igreja de S. Cruz, eslabelecendo de-
pois um jornal que divulgasso as sas doutnnas re-
ligiosas, e conseguindo finalmente a approvacilo des-
sa associacto pelo governo imperial, e pela santa s
de Roma, a qual lem lancado em nossa opiniSo raizes
profundase numerosas, para nflo cessar fcilmente.
Elle fez ltimamente imprimir urna obra de sua
composigto, intitulada Tratado da Doutrina Chris-
ta, com o fnn de divulgar pelo povo o conheci-
menlo dos mysterios, das verdades e da historia da
nossa santa religiflo, e applicar depois opreco da
venda a obras de caridade, como fez.
Antes de fallecer, fezoSr. I). Thomaz de Noronha
o seu testamento, em que, instituindo por seu univer-
sal herdeiro a seu familiar Francisco Goncalves-da
Silva, e por seu primeiro testamenteiro ao Sr. Dr.
Jos Bento da Cunha cFigueiredo, fez entre outros
legados a pessoas que Ihe eram charas, alguns mui-
to importantese valiosos matriz da Boa-Vislo e'ao
seminario de Olinda, dando este quatro moradas
de casas terreas na importancia de* 5 contos de
ris, e aquella 20acc0cs da companhia de Beberi-
be, dous contos de ris em dinheiro; tendo-lhe antes
dado, por escriptura publica, dous contos doris em
dinheiro, e tres no valor de 750 volumes da obra
supramencionada, com a condicto de que se ihe da-
ra sepultura na sacrista ou altar-mr, conformo ello
escolhesse. Por estas doacOes tilo generosamente
feitas, quanto digna o religiosamente applicadas,
v-se que o Sr. D. Thomaz de Noronha dcixra em
Pernambuco tudo quanto nelle ganhra no espaco
de oito annos, quatro mezes odezanove das: e que
toda a economa, com que passava, tinha por fim
tornar til religiflo ehumanidade os bens que
fosse adquirindo. A sua caridade era, portanto, ar-
donte e esclarecida. Para nflo diminuir as doacOes
que fazia ao seminario e matriz da Boa-Vista, nem
a pequea heranca quedeixava ao seu fiel familiar,
e dando mais urna prova da sua humildade e carida-
de, o Sr. D. Thomaz de Noronha determinou, positi-
va e formalmente, que o seu enterro se lizesse sem
pompa, equeoutra msica nelle se noadmittisse,
que a do canto gregoriano.
Durante o longo periodo de sua dolorosa enformi-
dade pareco que mais se apuraram as virtudes do Sr.
I). Thomaz. A sua paciencia era extrema, a sua re-
sigitaeflo a mais edificante. Nunca fallava dos seus
padecimenlos, sem tor um pensamento para a Divin-
dade, como qual lheagradecesso os sous beneficios.
A sua rasflo nunca o desamparou um s momento at
ultima hora do seu trespasso.
. O enterro do Sr. D. Thomaz levo lugar no dia 11 do
corrente na igreja matriz da Boa-Vista, onde concor-
reram com as pessoas mais gradas da provincia gran-
de numero do cdadios de todas as classes. vir-
tuoso prelado pornambucano, o Sr. D. JoflodaPu-
ricacto Marques Perdigflo, que em too\p lempo da
molestia do seu antecessor se mostrou cheio da mais
viva solicitude pelo seu restabeleciment, dignou-se
voluntariamente ofilciar nessedia, tendo ja no dia
antecedente foito a caridade docarregar os seus res-
tos moraos desde o convento de San-Francisco at a
mesma matriz da Boa-Vista, apezar do "seu estado de
sade, o sendo neste acto acompanhado pelas com-
munidados religiosas de San-Francisco odoCarmo,
pela irnlandade do SS. Sacramento da Boa-Vista,
pela corporagflo do seminario, e por numeroso con-
curso de cidadflos, entre os quaes se contavam mui-
tos clrigos e conegos.
Rom que o scu testamenteiro as tivesse requerido,
nflo so Ihe fizara ni honras fnebres militares, por-
que a presidencia entendeu que Ihe nflo compe-
liam como bispo de dioceso estranha.
Era o Sr. D. Thomaz de olhos penetrantes e de phy-
sionomia Iflo expressiva, que os menores senlmon-
tos do seu corado nella so eslampavam inmediata-
mente. O seu espirito era sobremodo Ilustrado, e
tfl recto, que se revollava contra as- injuslicas que
se praticavam. O seu coracto era cheio de bondado,
de gralidflo e de generosos sontimontos; as suas ma-
m-iras graves o severas; seu trato fino edelicudo; a
sua conversaeflo instructiva, agradavel, espirituosa,
o s vozes jovial e sarcastica, sem nunca ser baixa qu
despropositada; a sua lingoagem elegante, sempre
correcta e castiga. Elle gostava de entreler-je na
conversaran dos honions instruidos; agasalhava, ani-
mava e elogiava a todos.os mocos talentosos, ou de-
dicados a estudos proficuos. Sua vida era inteira-
mente regular, seu passadio o mais frugal possivel;
seu trage o mais modesto echflo. Asna religiflo foi
sempre esclarecida, a sua piedado sem fanatismo,
sua caridade sem ostentacto. O Sr. D. Thomaz cul-
livava nflo smenlc as sciencias theologicas, em'que,
como j dasemos, era eminente, mas tambem as
bollas-Ultras. Elle tinha especial predilecciio polo
estudo da geographia, eoseu quarto eslava ornado
sempro de mappas. Ello dedicava-se lambem s
musas. Kxislom dalle muitos versos dispersos; entre
ellos citaremos a epstola dirigida a um Pernambu-
cano, om que procura censurar os que cscrevem
mal a lingoa patria, c d regrus de bom gosto em
materias litterarias. Na India dofendeu couclusOes
magnas.
'-------------i
Foi geral o sentimento que appareceu em torios os
coracOes pernambucanos, quando se divulgou a tris-
te noticia de sua morte. Ninguem deixou de sentir
que as lettras perdiam um assiduo culto, o estado*
um ptimo servidor, a religiflo um extrenuo athleu
a sowedade um exemplar vivo de virtudes civis
christflas. Os pobres soffreram a falta de um pai, 0s
que ofroquentavam adeum amig o conseihoi'ro
todos, cnitim, a de umcidadflo ofllcioso e bom. rj
sentimento de sua perda mpressionoil particular-
mente a mocidade acadmica, com quera elle gosU-
va de vivor, e que nelle sempre enxergra um defen-
sor, um amigo. Assim morre o homenf justo : sflo-
Ihe menos pesadas as dr*s pela resignaeflo; acom-
panham-o alm do tmulo as vivas lembraqcaa da-
quelles, poreritro quem passou derramando bene-
ficios; e pode sem remoraos appacj^^Drante o
Juiz Supremo a flar eonta de suas aflMi;,. 4 tra
Ihesejalevel!
C0MMERC80.
Alfadega.
RENDIMENTO DO DIA 33........... 6 761,386
Desearregam hoje, 25.
Patacho Chri$lina mercadorias.
Brigue-escima .-E.-Hidgxnay farinha.
Escuna Henrigueta barricas vasias.
Galera Seraphina -'- mercadorias.
IMPRTAGAO'.
Esperanto, brigue hespanhol, vindo de Barcelona
entrado no corrente mez, consignado a N. O. Bieber
& Companhia, manifestou oseguinte :
181 pipas vinho, 38 barris dito, 76 cascos azeite-
doce, 1 fardo com mantas do lila para,cama; a N. 0.
Bieber & Companhia.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 23.
Geral........................
Provincial....................
Diversas provincias..............
931,838
417,973
47,639
1:397,450
JMoriniento do* Porto.
Navio tahido no dia 23.
Rio-de-Janeiro; barca brasileira Firmeza, capitn
Narcizo Jos do Sant'Auna, carga assucar e maii
genoros. Passageiros. Antonio HenriquedeOliveJ
ra, Brasileiro ; Luiz Paulino, sua senhora edous
lillios menores, Genovezes ; e seis escravosa en-
tregar.
Navio entrado no dia 24.
Babia e Macei, 30dias, e do ultimo porto 2, brigue
de guerra nacional imperial Caliope, comman-
danto ocapitflo-tonente Elisiario Antonio dos San-
tos. -- Conduz 7 presos de justica, e dous deserto-
res do exercito.
EDITA L.
------r-
Miguel Archanja Monteiro de Andrade ,- oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo, e ins-
pector da alfadega de Pernambuco, por S. M. 1. ,
o Senhor D. Pedro II, que feos guarde, etc.
Faz sabor que no dia 25 (hoje) do corronte se hilo
de arrematar ora praca publica, na porta da mesma,
ao meio-dia, 10 duzias de caixinhas com perfuma-
ras, no valor de 420,000 rs., impugnadas pelo guar-
da Antonio Lopes Pcreira de Carvalho, no despacho
por factura de Didiez Colombier & Companhia : sen-
do dita arremataefio subjeita a direitos.
Alfadega, 23 deiunho de 1847. ,
Miguel Archanjo Honttiro de Andrade.
'Declarncoes,
AaJministracflo geral dos estabolecimentos do
caridade, cm cumprimento do artigo 160 do regu-
lamento dos mesmos estabeocimentos, tendo de
solemnisarodia 2 de julho prximo futuro ani-
versario da Visitacflo de N. Senhora, padioeira da
casa dos expostos manda fazer publico, que no
mencionado dia se franquear entrada as pessoas
que quizerom visitar a predita casa das 4 horas da
tarde as 8 da noito, segundo dispOe o artigo 161 do
mesmo regulamento ; e avisa as pessoas que tive-
rem em sua companhia expostos de qualquer dos
sexos e dado que os deverflo apresentar pelas 3
horas da tarde do mencionado dia na revista geral
que so lem de proceder sob pena de Ihes seren os
mesmos tomados se assim o nilofizerom. Adininis-
traeflo goral dos cstabelecimentos de caridade21 do
junho ue 1847. O escripturario Francisco Amo-
nio Catalcanti Cousseiro.
A admnstracflo goral dos estabolecimentos do
caridade manda fazer publico, que, nflo se tendo
cffectuado hoje a arromataco do fornecimento
dos vveres de novo convida as pessoas que o qui-
zcrem fazer a comparecerem no dia 28 do corrente,
pelas 4 horas da tarde, na sala do suas sessocs,
munidas das competentes propostas. Admnstra-
cflo geral dosestabelecimentos de caridade, 21 <
junho do 1847.--O escripturario, Francisco Anto-
nio Cava I can ti Cousseiro.
O abaixo assignado, tabelliflo do registro gerai
das liypolhccas desta comarca do Recife, faz scenle
a quem convier, queja se acha no exercicio do re-
ferido lugar e que tom estabelecido 'seu carlono
em casa de sua rcsldoncia sita na ra Nova n. 68.
Fulgencio Infante de Albuqutrqne e Mello.
Avisos man tunos
- Para a Rabia segu, em poucos das, a sumaca
5an/o-/lniono-f-Paatta, pregada e forrada de cobre:
quem pretender carregar ou ir de passagem, dirja-
se a ra do Vigario, 11. 5.
-- Para o Rio-Grande-do-Sui pretende seguir, em
poucos das, o brigue Victoria, por ter o seu car-
regamento prompta; pode recober alguns passa-
geiros e escravos: para osles podem entender-secom
Amorim lrmflos, ra da Cadoia, n. 45.
I.eila.
O corretorOliveira, nflo podendo, em consequen-
cia da multiplicdadedosobjectos, concluir o leilao
7


j, mobili do Erra. Sr. general Sera, continuar o
mesmo, sexta-feira,-27 do corrente, s 10 horas da
manliSa. na ra Nora, aproveitando a occasiSo para
laualmente vender a mobilia de urna familia respei-
tnvel prximamente retirada desta provincia; e as-
sever'n serom os artigos existentes do referido Exm.
r os m'3 valiosos, como sejam: um rico piano,
" osasdojgod(>exqusto gosto, mesas do meiode
' l guarda-vestidos, loucas superfinas, c> ystaes,
rtr'assim como sRo ptimos e de bom gosto os do-
mis artigos, que constituem a dita ultima mobi-
lia.'
,4visos diversos
LOTERA DO TIIEITRO.
ASSORTES DE SAN JOAO ESAN PEDRO.
Quein escapo d pilhair as boas sortes
de Santo Antonio deve procurar obter as
de San Joao e San Pedro: que dias ex-
cellentes nao sao os das vesperas destes
grandes Santos, par tentar urna fortuna
segura ? Oh isto he urna verdade to ex-
perimentada, que ninguem deve perder a
occasiao. Portanto concorram os -fregue-
zes a comprar os poucos bilhetes que res-
tam, expostos a venda porconta dasocic-
dade, para que nao tenham de arrepen-
der-se depois, por terem desprezado a
fortuna que deviam ter procurado. A el-
les, nos lugares queja foram antiuuciados,
e emquanto be lempo.
A(JS6:ooo'ooo DE RS.
Na praca da Independencia loja n. 5,
vendem se ineios bilhetes da lotera do
tlieatro, a 4,l5oo rs que corre impre-
terivelmente no dia annunciado. A elles,
antes que se aeabem.
ATTENCAI!!
Manoel Jos Vieira da Silva faz publico, que os bi-
lhetes do Rio, que ltimamente lem vendido, silo os
da 6 lotera concedida a casa de caridade da corte,
como tem Annunciado, e nffo os da 14.* da casa de
rorreCQo, pois que esta lotera foi extrahida em o
dia 29 do mez de maio prximo passado, tres dias an-
tes da partida do vapor: conf isto aclis ter esclareci-
do a duvida npparecida a respeito de lacs bilhetes.
Dflo-se 100,000 rs. a juros por 6 mezes, sobre
penhores de ouro ou pratu, ou hypotheca om algum
predio quem quizerannuncie.
Precisa-se alugar urna mulher que saiba cozi-
nhar : na ra do Trapiche-Novo, n. 8.
Ascrioulas Leaudra Maria da Conccigao e Ro-
mana Hoza Maria da Conceigo declaram que sito li-
bertas, por carta que lhes conferiram seus senhores
JoBo Manoel Casimiro de Menezes e 1). Roza Lins de
Menezes, em 9 de Janeiro de 18*2, cujas cartas estilo
reconhecidas, selladas e laucadas em notas; c para
que nflo hajam engaos se faz o presente annuncio.
--Precisa-se de um homem branco que entenda
bem de tratar de um cavallo, como tambert do urna
noria : na ra da Cadeia-Velha, n. 52.
km Na ruadlo Vigario, n. 2*, se dir quem ven- S
* de urna preta de 16* 18 annos, que cose mui 50
SK bem faz lavarinto o renda engomma e faz fl
y/J todo o mais servigo de urna casa por ser S
muito desemoaracada; he do boa conducta, "
humildee sem viciosnem achaques; porm flS
fy soso vende para fra da provincia, ou para
algum engenho distante desta praca: a com-'
J-prador se dir o motivo da venda.
Aluga-se um pequeo sitio na es-
trada que vai da Soledade para o Pom-
baj, sendo o da esquina que vei para c
sitio do Sr. coronel Joaquim Bernardo de
Figueiredo com casa para pequea fa-
milia cacimba com boa aga de beber ,
bastantes fructeiras, jaqueiras laran
geiras, oiticor e outras diversas fructas,
por.preco commodo: a tratar com Joa-
quim Lopes de Almeida caixeiro do Sr.
Joao Matheus.
A preta Anna Benedicta, que fugio no dia pri-
meiro de junho, tendo roubado a sua senhora em
quantia grande do dinheiro anda nao apparecou :
quem a tiver acoitada em sua casa ser responsa-
vel por todo roubo e se Ihejiorao as penas da loi;
e quem a levar a ra do l.ivramento, por cima da
loja de louca, segundo andar, ser recompensado.
A Senhora D. Rita de Cassia dos Prazeros Vian-
na annuncie sua morada, parase lhe fallar a negocio
do seu interesse.
Os Srs. Gaspar Antonio Vieira GuimarKes e Joa-
quim de Andrade t'essoa Pimentel annunciem suas
muradas, para so lhes entregar urnas encommendas
viudas do Porto.
OsSrs Joaquim Francisco de Pau
la Esteves, Clemente Agostinbo da Sil-
va Guima rese Christovao Pereira Pin-
to queiram ir a ra larga do hozario ,
ii. i4-
S. H. I
O I."secretario da drecejo da sociedade Harmo-
nico-Theatral avisa aos Srs. socios, signatarios do
liaile para a noite de 28 do corrente mez, que esse
divertimento ficou transferido para o dia 3 do pr-
ximo julho; e porconsequencia, sirvam-se smes-
mos Srs. mandarem a ra do Apollo, n. 2, em carta
fechada, suas proposlas para familias, at 26 do an-
dante, s 6 horas da tarde, alim de seren competen-
temente approvadas e depois convidadas.
Precisa-se de um rapaz portugus, de 12 a 1*
annos, para caixeiro de urna loja de charutos dan-
do conhecimento de sua capacidade : na ra larga
do Rozario n. 32, se dir quem precisa, -
~ Aluga-so o primeiro andar da casa n. 49 da ra
da Cruz, no Recife proprio para escriptorio ou
pouca familia : a tratar na ra da Senzalla-Nova ,
n.40, primeiro andar.
- Precisa-se de nm forneiro : quem estivor nestas" Aluga-se o primeiro andar e armazem da casa
Procisa-so de um caixeiro porluguez que te-
nha suficiente pratica de venda, e que de fiador a sua
conducta: nao se repara dar um ordenado vantajoso :
quem ostiver nestas circunstancias, dirija-so a ra
Direila, n. 16.
Hojo, 25 do corrente, pelas 4 horas da tardo ,
vai ser arrematada por venda, om hasta publica a
casa terrea n. 19 da ra dos Pescadores, grande, no-
va e de muitos commodos por um cont de ris : os
prctendentes, vondo-a comparecam porta do Sr.
doutor juiz do civel da primeira vara no mesmo da
e horas, que he o proprio da execug3o pela qual se
vai arrematar.
Aluga-se*o segundo andar do sobrado n. 34 da
ra do Trapiche, com varanda de ferro na frento, e
com a entrada pela ra do Torres a tratar no ar-
mazem do mesmo sobrado.
Lima, alfaiate,
circumstancias, dirija-se a ra da Guia, n. 58.
~ Precisa-se de um llho, dos chegados prxi-
mamente, para feilor de um sitio, na provincia do
Rio-Crandc-do-Norte; no pateo do Carmo, n. 16, se
dir quom precisa.
Quem tiver urna escrava para alugar, e que se-
ja fiel para o servigo do urna casa annuncie.
Quem precisar de Um homem capaz para co-
branzas de dividas, e que tem dado algum lempo
praca dcstenegocio, tanto nesla praca como to-
ra dclla, annuncie.
0 Sr. que annunciou querer comprar urna pre-
ta que saiba vender bem na ra, dirija-se ao Ater-
ro-da-Boa-Vsla n.'72, loja de pintor, que se dir
quem vende.
" Precisa-se de um Porluguez idoso que saiba
tratar bem de horta para um engenhq, distante
desta praga 8 legoas : a tratar na ra Direita, sobra-
do n. 29.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Conceigao ,
com bastantes commodos, quintal e cacimba; um
primeiro andar na ra larga do Rozario : a tra-
tar no Aterro-da-Boa-Vista casa da viuva do dou-
tor Brlto, n. 43.
Quom annunciou no Diario n. 138, dar 500,000
rs. a premio sobre hypotheca em urna casa nesta
praga, annuncie sua morada.
Precisa-se do um Porluguez que saiba tratar de
borla e que. tenha alguma habilidadede barbear,
para um engenho distante desta ridade 16 legoas :
nesta typugrapbia.
Acaba de chegar de llamburgo, na barca 6'Ar*-
tina, urna porcSodocanosdcpedra para condcelo
d'agoa :quemdelles precisardirrja-sea ruada Cruz,
n. 40.
Bailar & Oliveua compraram, por ordem ile
Antonio Jos Soares & Companhia c por contado
Manoel Dias Braga ambos do Maranhio, o bilhete
da primeira parte da 17.* lotera do theatro publico
de n. 455 cujo bilhete fica em poder dos annun-
cianles.
Precisa-se de um feitor que saiba plantar, para
um sitio pequeo perto desta praca no lugar da
Ca punga: quem cstiver uestas circumstancias diri-
ja-sea praca do Commercio loja de cabos>"17.
Aluga-se urna casa terrea, com um
grande sotao, na ra de Agoas-Verdes ,
tendo a loja armacao pjra venda ; alu-
ga-se por preco commodo: a tratar na
ra do Crespo n. i5
Aluga-se urna mei'agoa no becco
do Peixoto pelo preco de 5' rs. men-
facs : a tratar na ra do Crespo, n. i5.
Oi.lDADORn. 189sahir s 2 horas da larde :
trz a narragaodo Tacto mais horroroso dos nossos
dias, praticado pela polica do Limoeiro, com a
morte dos infelizes irmaosdo SebastiSo Lins: urna
chronica,naqualsoanalysa a escandalosa obra da
Sonle da Boa-Vista, que est fazendo a reparliclo
as obras publicas, etc.
-Hoie. porta do Sr. juiz da primeira vara do
civel as 4 horas da tarde, tem de ser arrematada
urna escrava a requerimento de Maria Jos de Je-
ss* outrosherdeiros do finado Aloxandre Manoel
da CircumcisSo, da provincia do Rio-I
Norte, por ser a ultima praca.
n. 63 na ra da Cruz,oiido mora o cnsul bollan-
dez: a tratar com Antonio Pires Ferreira, na ra
da Aurora, aop de Francisco Antonio de Olivoira.
Precisa-so de um caixeiro pequeo, que tenha
pratica de venda : na ra da Senzalla-Velha n. 50.
Aluga-se urna escrava cozinheira : quem tiver
annuncie, ou dirija-se a ra do Gollegio, n. 4.
O NAZARENO DIARIO.
Pensando que venceremos todas as difilculdades
at o fim di mez, comecap a publicado diaria no
I. do julho: teremosum Diario da tardo, pois quo te-
mos resolvido publica-lo sempre regularmente as
5 horas, e ser assim um supplcmento aos dous Dia-
rios. O Natartno se oceupar tambem com as cousas
commerciaes. F.speramos que concorram as assig-
naturas na praca da Independencia, livraria ns. 6 c
8, a 6,000 rs. por seis mezes pagos adiantados, como
heestylo, eisto logo, afim de que nilosejamos emba-
razados na reasacflo deste projecto, 13o ulil pro-
vincia.
Furtaram, na noite do dia 18 para 19 do corren-
te, do primeiro andar da casa da ra da Cruz, n. 45 o
seguirte: urna casaca de panno prcto, urna sobre-
casaca de merino preto, urna caiga de casimira azul
ferrete, urna dita de casimira cor de flor de nlecrim,
urna dita de casimira preta, dous colletes de setim
preto, com suas fivellas de prata, um dito de fustSo
amarello, umdito de fustlo branco, um chapeo de
cabega, de seda preta, um lengode pescogo de Seda
preta e azul, um par de suspensorios com fivellas de
prata, duas chaves em una corrente de prata, um
par de sapatos novos.de couro do lustro, dous len-
gos de seda, umdito branco do cambraia de linho,
mora na ra do L'.vramento, sobrado n. c preci-
sa de bons officiacs de seu ofllcio.
Alugam-se, por pre^o commodo, as tojas de um
sobradinho na ra da Praia, com commodos para pe-
auena familia, e para negocio : na livraria da praca
a Independencia, ns. 6 o 8.
Na ra Nova n. 7, primeiro andar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modernas, por meio de om remodio nSo mer-
curial.
O engenheiro Milet tem aberto na sua casa na
ra do Crespo n. 14, um curso completo tlieori-
co e pratico de arilhmetica e geometra c pretende
abrir outro de algebra.
Aluga-se a casa terrea da esquina da ra do
Nogueira, com oitilo para a de San-Jos, com duas
camarinhas, duas salas, cozinha fra, quintal, ca-
cimba e portSo; um sotffb com duas camarinhas, sa-
la e pequen cozinha; de sorte que podem morar
dous moradores independentes, ou com communica-
gao. Na praga da Independencia, livraria ns. 6e 8.
Curam-se radicalmente as dores de dentes, mes-
mo estando cariados, em cinco minutos : na ra
Nova n. 7, primeiro andar.
Quem annunciou ter urna olaria com oitoes-
cravos canoas e mais pertences, para arrendar, ou
vender, dirija-se a ruada Gloria, sobrado n. 89.
~ No dia 18 do corrente pelas duas horas da tar-
de na ponte da Boa-Vista, desembestou, da mo
de um moleque um cavallo alazo magro, com
alguns rasges na anca, eduas sobre-cannas em urna
m8o; tomou o caminho do Mondego. Roga-se a
qualquer possoa que o pegou ou tiver noticia aon-
(io elle se acha de participar na ra larga do Roza-
rio n. 18, que se gratificar com generosidade.
~ Quem perdeu um livro intitulado Epitome
Serfico, ou regra dos irmfios da ordem terecira de
S. Francisco junto com uns oclus ealgumas ora-
go>s, dirija-se a ra da l'raia, armazem n. 18, que,
dando os signaes certos o pagando as despezas des-
te annuncio, Iho ser entregue.
Offerece-se para fra desta praga um rapaz bra-
sileiro, branco, casado, com pouca familia, para cn-
sinar primeras lettras, grammatica ofrancez, por ter
j dado os seus alumnos promptos aonde o dito foi
chamado para ensinar, e costuma aensinar como
melhor zelo possivel, e a sua senhora tambem ensina
meninas: a pessoa que quizer utilisar-aj do seu pres-
umo, dirija-so a ra da l'raia, n. 35, a tratar com o
mesmo, o qua*l dar conhecimento de sua conducta e
atlestados dos pais de seus alumnos.
-- Precisa-se de um feitor: no Atorro-da-Boa-
Vista n. 37, terceiro andar.
Precisa-sede um rapaz que queira aprender
a pharmacia : na Boa-Vista, ra do Araglo boti-
ca nova n. 10.
Precisa-se de um menino porluguez, ou de um
pardinno para criado; paga-se bem e se exigem in-
formages de sua conducta : no Collegio S.-Anto-
nio.
Um homem chogado do Rio-Grande-do-Norte
tem urna carta de importancia para cntrogar ao Sr.
Jeronymo Cabral Rapozo da Cmara: o como igno-
ra-se sua morada, espera-se que a annuncie.
Antonio Joaquim da Silva Castro vai provincia
das Alagas, e deixa por seu bastante procuradora
Joaquim de Albuquerquc e Mello.
Joaquim Rufino do Reg faz scienlo aos credo-
res do sua casa, que vai proceder a inventario dos
bens de seu casal, pelo fallccimento de sua mulher:
porta uto, legalisem seus dbitos.
Na ra da Cadeia do Recife, n. 25, se diz quem
tem imagensde pedra feitas na Babia, da Senhora
da Conceigilo, de Silo JoHo Baptista, Santo Antonio;
e de pao, Santa l.uzia, Santa Anna, e crucifixos: oque
ludo se troca por commodo prego.
Precisa-se da urna mulher de mais de meia i*t
de, para ama dohomein soltelro, oque tenha ha
lidade para tratar de doente : quem cstiver pestn*
circumstancias dirija-se ra da Cadeia, armazem
de louga n. 4.
Jo8o Francisco Poreira retira-se para o Rio-
Grande-do-Sul, com seus escravos Antonio o Fran-
cisco.
Aluga-seurna casa terrea, na ra da
Soledade, muito larga, com seisquartos,
duas grandes salas, corredor ao lado, com
um grande quintal murado e outro cerca-
do, com muito boa agoa de beber : trata-
se na ra da A urora, casa n. 58. .
~ ODr. Casanova, medico francez, morador na
ra Nova, n. 7, primeiro andar, offerece seu prest-
rnosos habitantes desta cidado e provincia, o de-
clara que sempre o acharam prompto u receiar, 6
fazer todas as opcragOus de cirurgia.
OSr. quedeixou vinte mil res por signa) para
dez duzias de laboas de pinho de forro, atrs do the-
atro velho, queira ir no prazo deoito dias tirar; do
contrario serao vendidas.
Compras.
- Compra-se um papagaio que seja sublime : na
ra da Cruz, venda n. 66.
Compra-so um braco do balanga pequea, de
Romao& Companhia : quem tiver annuncie.
Com pra m-sc escravos do ambos os sexos, do
12 a 40 annos; sendo do bonitas figuras, pagam-se
bem : tambem se conipram alguns olliciaos de aapa-
teiro : na ra da Concordia, a direita, passando a
pontczinha segunda casa terrea.
Compram-sc, para urna cncommenda escra-
vos; sendo do bonitas figuras, pagam-se bem : na
ra das Urangciras, n. 14, segundo andar, ou atrs
da matriz do S.-Antonio u. 18, segundo andar.
Compram -se, para fra da provincia, duas es-
cravas que tenham boas figuras e alguinas habilida-
des : na ra Nova, n. 16, se dir quem as compra.
Compra-seurna carteira pequea, de cscrip-
turagtfo que seja usada: quem tiver annuncie.
Vendas.
-- Francisco Pinto da Costa
Lima, alfaiate, morador na
ra larga do Rozario, n. 40, precisa de oiciaes de
seuofiicio e costureiras: tem para vender pannos
pretos, azues o verdes; bons brins, velludo e cha-
malote; botos de osso preto e branco; hnha de car-
retel, de cabega preta e branca; hollandas para forros
c algumas obras feitas.
__ Precisa-se alugar urna mulher forra, de regular
conducta, que saiba engommar e conzinhar alguma
lo mui pequea fa-
diri-
atar
que comprou urna cama de vento na ra da Cadeia
de Santo-Antonio, para pagar no dia 4 de margo,
queira ir paga>-la, pois j he lempo: do contra-
rio, ver o seu nomo por extenso. O pagamento de-
ve ser feito na mesma ra da Cadeia .de Santo-An-
tonio, n. 18, a Antonio Teixeira dos Santos.
- OlTerece-se um rapaz chegado ltimamente
do Porto: quem deile precisar dirija-so ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n. 18.
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DM PER-
NAMBUCO.
Tendo sido distribuidos muitos cxemplares do 1.
tomodestas memorias,.sem a respectiva estampa
lythographada, por nao ter esta anda chegado do
Rio-de-Janeiro quando comegou a distribuyo;
roga-se aos Srs. subscriptores quo receberam o dito
1. tomo'sem a sua estampa, que tenham a bondade
demando-lo loja de cncadernagBo, n. 12; da pra-
ga da Independencia,- aflm de nessa loja ser encai-
xada no lugar competente a estampa que lhe falta.
Nesta mesma loja encaderna-mse as ditas memo-
rias, meia encademagao, mui segura, lombo de
couro e titulo dourado, pelo prego de 500 rs. cada
volume, em virtude do um ajuste feito com o au-
tor.
- D3o-se 500,000 rs. a premio do 2 por cento, se*
bro hypotheca em urna casa nesta praga : quem qui-
zer annuncie.
- Aluga-se o sotao do sobrado n. 7 da ra Nova ,
defronte do oitao da matriz por prego commodo :
a tratar no segundo aadar do mosmo sobrado.
Agencia depassaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, c'no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaporles tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham-se escravos : tudo com brevidade.
~ O abaixo assignado, morador presentemente
no engenho Anjo, termo deScrnhaom, faz scionto
ao publico, que no dia 15 do corrente lhe fugira o
seu escravo de nomc Joo, crioulo, de 30 anuos pou-
co mais ou menos, estatura nao muito baixa, crtr
bem preta, grosso do corpo, ps pequeos e bem fei-
tos,cara redonda, com muito pouca barba, bonito de
feig<5es,dcntes muloalvose iguaes,eque Talla muito
bem edesembaragado: levou vestido carniza de al-
calga ejaquota do algodao azul,
1.1VR0S BARATOS.
Vendem-se os seguintes livros, um bom missal,
Cuarda-livros moderno, philosophic Laromiguire,
Tenue des livres, Mathirc pbilosophie, e outros mais
e de muito diminutos pregos : na praga da Indepen-
dencia, loja de encademagao.
-- Vende-so manteiga ingleza muito superior, a
720 rs. a libra, propria para bolos de San Jo3o : na
travessado Queimado, venda n. 3.
Vende-se sal do Ass a bordo da
sumaca Carlota, fondeada na volta doFor-
te-do-Maltos, ou na ra da Cruz, n. 26.
Vendc-seuma moenda de ferro muito maneira
o toda prompla, posto que j servida ; assim como
trinta animaes ptimos para roda, sendo quartos
capados e bestas, no engenho Abiti, termo da villa de
Alhandra, provincia da Parahiba do Norte: trata-so
com o propietario do mesmo engenho.
Vende-se urna porgSo de trastes anda em bom
estado; urnas poucas de raixas grandes de louro ,
que servem para padaria ; algumas podras grandes
j lavradas ( do Lisboa ), que se podem aproveitar
para soleiras ; una porglode caixilhos,j com vi-
dros: todos estes objectos se vendem muito 0111
conta porque se pretende desoecupar o armazem :
eu ra da Gloria n. 3, das 2 at as 6 horas da tarde.
Batatas.
Superiores em qualidade : no armazem de Guima-
raes confronte escadinha da alfandega.
- Vtndcm-se duasvarandas
de ferro, com 30 palmos cada urna, por commodo
prego; um bergo de Jacaranda, de muito bom gosto,
e a moderna tambem por prego commodo : ludo
em bom oslado c quasi novo : na ra da Cadeia de
S.-Antonio n. 17 armazem de lijlos.
Refrescos.
e duas
Xaropede groselho feito doverdadeiro summo,
viudo de Franga a 1000 rs. a garrafa ; dito de no-
res de larangeira ,a 1,000 rs. a garrafa ; dito feito da
verdadeira resina de angco, que he muito conheci-
do e approvado por as pewoas que padecem do pei-
to porj ter feito ptimos beneficios, a 1,000rs. a
garrafa ; ditos do maracujaj tamarindos, liir.noe ta-
ra nja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-Boa-Vista,
fabrica do licores, n 17.
Vendem-sc chitas mpenraes chogadas lti-
mamente doltio-de-Janeiro a fazenda a mais mo-
derno daquella corte : esWo-se retalhando a 320 rs.
o covado na nova loja de Francisco Jos Teixeira
Bastos nos quatro-cantos da ra doQueimadp n.
20. nno-sc amostras francamente para os freguezos
molhoreonheccrcm o bom gosto o boa qualidade.
Vende-se urna preta cozinheira engomma-
dera e que cose ch8o o lava : na ra do Hospicio ,
casalterrea que tem sotao, defronto do lampeao.
Vendem-se os seguintes escravos : tres pardas,
sendo duas muito boas costuaers c engommadei-
ras e a outra com urna cria de 8 para 9 mezes ; um
lindo molequo do 14 annos poueo mais ou menos ;
um prelo proprio para todo o servico; um par-
dinho .le 7 a 8 annos : todos de boas (iguras : na ra
da Cadeia de S.-Antonio n. 25.
A 2,500 RS.
Vendem-se pegas do madapoln limpas com 20 va-
ras,a2 5Wrs., ea retalho, a seto vntens, proprio pa-
ra camsas do meninos, por ser oncorpado; pegas^o
chitas limpas, bons pannos, de cores (xas, a 5,00 rs.,
o a retalho, a seto, vnicos; algodaoz.nho larg e en-
cornado, muito tapado, com pequeo toque do avana,
asetevintonsajarda; saija preta limpae superior, a
godao americano.
alm de urna troxa com mais alguma roupa
faccas, sendo urna de arrasto, propria de carreiros, f 280 rs 0 COVado: na ra estrella do Rozario, n
e a outra do mesa, de cabo de osso. l)esconlia-so ter trcejroandar,
o mesmo escravo seguido para as bandas de Una, ou
seus arrabaldes ; e por isso roga-so encarecidamente
a todas as autoridades policiaes, qur civis, quer mi-
litares, capitaes do campo, ou oulas quaesquer pes-
soas, n3o s daquelle lugar, como de outros. quaes-
quer da provincia, ou do fra delta, de o agarrarom
o trazerem-noa este engenho Anjo, queserBo recom-
pensados de seu trabalho.e pagos de qualquer despe-
za que o dito escravo tenha feito, ou levem-no nes-
sa praga a seu mano Jos Clemente dos Santos Si-
queira, no caso de assi m convir a quem o capturar
Joo trancitco dos Sanios Siqueira.
Vonde-se ou perniuta-se por urna
casa pequea nesta praca, ou por escravos,
e finalmente faz-se qualquer negocio com
urna grande morada de casa, sita no Mon-
teiro, e que tem 4 salas, 6 quartos, dous
quintaes, cozinha, quarto para escravos, e
estribara : a tratar na ra Direita, padaria
n. 69.
i


%

H


J
I

Vendem-se superiores chapeos de
JBLcastor, pretos e brancos, por preco
njuito barato : ua ra do Crespo, loja 1.
i a, de Jos Joaquim da Silva Maya
* KM PRIMEIIIA MAC, ^9 ,
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa s na ra da Sonzalla. ormazeni
n. HO.
= Vend m-se mocadas de Trro para engenhoa de ai-
ucar, para vapor, agoa e beatas, de diversos taroanho-
por preco commodo; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todo os tamaitos : na praca do Corpo-San
tu, n. 11, em casa de Me. Calmont A Companhia, ou na
ruade Apollo, armazem, n. 0.
Vcnde-se fio da ludia proprio para coser sac-
eos : na na do Trapiche, n. 8.
Casa da F
na ra estrell do Hozario, n. 6.
Ncsteestabelecimontoacham-sea venua is cau-
telas da bom acreditada lotera do tboatro publico
tiesta cidade, cujas rodas anda rilo nfallivelmente no
dia2de julho, flquem ou n3o bilhetes. Na mesma
casa vendem-se meis bilhetes com ganho.
Attencao,
Na ra rio Crespo, loja n. VI,
ele os Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabecas de sen hora,
os ruis ricos, o mais modernos que teein viudo a esta
praga; assira pomo se vendem chapeos de seda e de
palhinha para meninas de Jpus a l_'anuos; toucas pa-
ra criancas, de muito lindos gostos. Judo chogado
de Franca pelo ultimo navio, e por muito commodo
preco.
Vcnde-se cha preto muito superior, em caixas
de 16 libras proprio para familia i na ra do Tra-
piche, n. 8.
Na ra da Senzalla-Nova, n. 42,
contina a haver um completo soi timeiito
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e macliinjsnio de vapor para en-
genlio.
Vende-se ferro da Suecia ; folha de 1 landres ;
cobre para forro de navio ; dito para caldeireiro em
porches grandes e pequeas : na ra de Apollo, ar-
mazem 11. 6.
Vendem-se os tres insignes roman-
ces Conde de Monte-Chriso, Mys-
terionle Pa/is eJudeu Errante, encader-
nados, e por preco commodo ; na 1 ua do
ftangcl, n. 45, primeiro andar.
&/&m
vas de pellica, a 1,200 r. ; bicos de todas, ss largu-
ras e outras muitas riudezas baratas; sapatos de
meninos, a 100 e 160 rs.', e borzeguins de marro-
qu m a 400 rs.
Vcnde-se urna mesa do Jacaranda com 7 pal-
mosde comprimentoe 3e meio de largura, forrada
do panno por cima com gavetas na Trente e tres
pelo lado opposto, e que serve para escriptorio :
na na da Cadoa de S.-Antonio n. 14, primeiro an-
dar.
e

o
I
u
o
1*1
o #
o _

c
V
'2 .a-a
ce

Q fc
m A.
- s
(A
S
a.
n
a
es
s-S Sis
o c-P 5 3
"> o _
"2 *
a ni
O P E
TI -J S i
S 3
M
o
E
o
03 o
-o "2
S c =
u
ai
Sil
I ||
J2 .5 S 3
re c
-g
3__
to oj
8.
o
t.az.
Loja de Joo Charrion ,
Ucrro-da-lloa-l isla, 11.5.
Nesta loja acba-ae um i ico sortintento de LAWPE0ES
PARA GAZ com seus coutpelentes vidros, accende do-
res e abafadores.
Estes candieiros <> os memores
mais modernos que esistein boje : recoiniiicndam-se ao
publico, tanto pela segurai^a e bom goslo de sua boa
eonrecco, como pela boa qualidade da luz, ccoiiomia e
assciodeseu servico.-
IVa llieSIlla loja consumidoressem.
prcachariioiim deposito de GAZ, de cujo se afianja a
qualidaiU', c em porcao bastante para consumo.
\OBAS.\TO.
Na nova loja de B;,raoc>co Jo-
s Teixeira Bastos, ns qua-
tro eantos da ra do Quci-
mado, n.lO, que faz esquina
para a ra estrella do Roza-
rio, vendem-se
cortes de cambraia de lindas coros, muito modernas,
a 3,200 rs. ; pegas de chita escura do muito bom
panno e cores fixas a 5000 rs. e o covado a 140
rs. ; ditas, a 120, 160 c 200 rs. o covado ; pecas de
algodfiozinho com 17 varas, a 2,000 rs. ; ditas de
madapolflo largo, a 2,700 rs., e de outras quulidades
e precos; ditas de bretanha, a 2,000 rs.; dita de pu-
rolnho,a320 rs. a vara ; merino preto e lino, a
1,600 rs. o covado ; dito rxo, proprio para vestua-
rio de meninos e vestidos de montara, a 1,280 rs.
alpaca muito encorpada, a 800 rs.; brim trancado
depurolinho, a 200 rs. o covado; algodSznho
trancado mesclado a 200 rs. ; dito de listras, escu-
ro eamericano a 240rs.; meias para meninos a
80rs.upar; ditas para meninas, a 200rs.; ditas
pretas, curtas, a 120 rs. ; ditas para senhora a 240,
320, 400 e 480 rs. o par; lencos do cambraia de tres
ponas, a 240 rs.; mantas de fil de linho a 2,000
rs.; brins trancados de cores e listras a melhor fa-
zenda possivel, a 1,500 rs ; cassas brancas, proprias
para cortinados a 3,200 rs. a peca ; cassa-cliitas ,
a|320 rs. o covado ; riscados fraurezes, padrOes mo-
dernos a 200 e 240 rs. o outras muitas fazenas
do bom goslo por preco commodo.
Vende-so estopa propria para saceos : na ra
do .Trapiche, n. 8.
Vendem-se qualro mastros do pinho : na tua
do Trapiche, n. 8.
Vende-se carne de vacca salgada em barrs :
na ra do Trapiche n. 8.
--Vendem-se 191 pecas de cabo do Cairo: na ra
do Trapiche, n. 8.
lYa loja nova do Pas-
seio-Publico,n. 17,
vende-se alpaca muito Tina, cor do caf, a 800 rs. o
covado ; merm preto muito fino de duas largu-
ras, a 1,200 rs. o covado; cortes de cambraia lisa
branca muito fina a 2,000 rs. o corte; chales de
tilo branco, com barra azul, muito grande a 500
rs.cada um ; bem como urna porcilo de chitas mui-
to nas, e de cores (xas, a 100,120 e 140 rs. o co-
vado.
Vendem-sc meios bilhetes da lotera do thea-
tro a 4,500 rs. : ua ra da Cabug, loja junto a bo-
tica.
Vende-se a venda da ra da Concordia, u. 15
bem afreguezada para a trra ; urna casa terrea
nova, com commodos para urna grande familia,
quintal mur*do com una grande cacimba : ludo
so vende por scu dono retirar-so para tora da pro-
vincia com sua familia: a tratar na mesma venda.
Chapeos finos de
massi, francezes.
Vendem-se os melhores o mais modernos chapeos
de massa francezes para homem t as loias da
ra do Crespo n. 4, ao p do arco do S. Antonio ,
enoPasseo-Puhhco, n. 17, por preco mais com-
modo do que em parte algu'ma : bem como um rico
sortimcnlo de casimiras franeczas e elsticas de
gostos inteiramcntc novos, por preco que convida
aos freguezes.
Vendem-se escravos barato*, a ra das
Larangoiras, n, 14, segundo andar: 2
molecotes de elegantes figuras ; um dito
olficial de alfaiate; um pardo, com olli-
cio do sapateiro ; um preto, por 300,000
rs.; urna preta por 280,000 rs.; urna jgriuha de
16 annos, denacao; .urna dita do 9 anos ; urna
parda, de muito boa conducta qu engomma, cose
o cozinha o diario do urna casa e mais alguns es-
cravos que se mostrarao aos pretendentes.
Aia loja da ra d Queimado,
n. 1, de Gaspar Antonio Vi-
cha Guimaraes & C,
vndem-se brins trancados, pardos, llstrados e de
puro linho, a 320 rs. a vara ; ditos de cores, a 900 e
1,600 rs a vara; panno preto deodrela branca, com
algum mofo, a 2,500 rs. o covado; dito perfeito e su-
perior a 4,500, 5,500, 6,000 e 7,500 rs. o covado ;
dito azul, a 4,000, 5,500 e 7,000 rs. o covado bem
como verdeo cor de rap, muito superior; chitas,
a 140,160, 180, 200 e 240 rs. o covado; madapolflo,
a 160,180, 200e 240rs. a vara; meias para meni-
nos a 60 rs. o par; ditas para meninas, a 160 rs.;
ditas para senhora a 280, 320,400 e 500 rs. o par ;
bretanha de puro linho, a 300 rs. a vara; dita su-
perior, a 640 rs.; riscados teciilos, para vestidos ,
muito linos, a 220 rs. o covado; lindeza, a 240 rs.;
meias dla ia preta curtas, a[640rs. o par; ditas
compridas a 1,000 rs., e com algum mofo, a 400
rs. ; cortes de cassa-chila, fazenda muito boa, a
3,000 rs; ditos superiores, a 3,500 rs. ; cassas pa-
ra babados tanto de listras como de quadros, a
320 rs. a vara ; exguiSoino a 1,280 rs.; dito su-
perior, a 1,80.0 rs. a vara; manteletas pretas de
fil de linho, para senhora a 1,000 rs.; mursuli-
na estampada muito encorpada propria para toa-
Ihas, a 500 rs. a vara ; sargelina de todas as cores ,
a 240 rs., c outras militas fazendas que serito ven
didas por diminuto preco,o das q uaes'sc tlarao amos-
tras a qualquer ppssoa que as quizer.
- Vende-se, por preciso urna preta de 95 an-
nos encllente cozinheira doceira e com outras
habilidades : no pateo da S.-Cruz, o. 4.
Na casa de Alanoel Joaquim Ha-
mos e Silva 1)0 para vender-se, por com-
modo preco, pregos caixares do Porto,
e bezerros de lustro, de superior quali-
dade
Vcnde-se superior sal do Asa, muito grado:
W IHsh
s
-3
2
-
aften
i *
s
a
es
i o re
fas
S2o5
l
i

Ore-
23
m
- c
) t-
I 9
lili
v s
re
' 3
A 3-
~
Id

O'
se

" u .
i
o *_ *
o re ge:
= fe
c fe .<
o o i: re
a -s.2
5 re g
& N ai i
. 9) V ~
re 3 3 i = = -
5 -S -g5-i
J a re S
= =5 e = i.
o o i? i- c re
^bre-^eiSre
E re 2 O
= ja _J c w
Q.H
J
y
= re v r 5
y s
c fe o
S o
!
E c
re go
fe te
ureo
No Aterro-da-Boa-Vista,n. 8-5
vendem-se borzeguins, a 2,800 rs.; sapatos incle-
Mb c americanos a 2,500 rs ; botina e meios ditos
2T' 2'800 rs- de Lisboa .280 rs. sa-
pat9s ue marroquim e tapete para homem, a 800
IVrl .f. 8.0rel0' *"*; ditos de cabra, a
tuW"' X ,eMlV?'*r"- ; lWu Je cos-
JhXLr.! M-: .'las Para barbeiroa.a 300rs.;
chafe* francezes, de pello curto, a 3,200 rs. ; lui
---\ende-seuma porejo de lapes de podra, de
Lisboa com alguns deleitos de pedacos por preco
con. modo: na ra do Brum do Recife n. 22, fa-
brica de caldeireiro.
-- Venderse urna preta de bonita figura de 40 an-
nos que engomma muito bc.i, lava e cozinha o
diario do urna casa: na ra da Cadeia de S -Anto-
nio confronte a ordem terceira de S. Francisco ,
n. 9. '
~ Vendem-se varios escravos, entro os quacs
urna preta de 20 anuos de bonita figura e com
muitas habilidades ; um lindo mulatinho de 15 an-
uos ptimo pagem, e que cozinha alguma cousa :
na ra [Nova n. 40.
Vende-so urna vendajnuito afreguezada, tanto
para a tena, como para o .natto, sita em Fra-do-
Poi tas.: na ra do Pilar, n. 36.
AVISO
ao madaimsmo per-
nambucano.
Na loja da ra do Crespo, n. 4, ao p do arco de
S.-Antonio de Ricardo J. V. Riboiro e na loja do
Passeo-I'ublico n. 17, ha um rico sortimenio de
chapos de crep de seda, tanto para meninas como
para senhoras e igualmente os hade crep de ai-
godflo todos no mais moderno modelo e asseiado
gosto, de varias cundas coros, que se vendem por
prer,o mais commodo possivel ; advcrlindo-so que
sSo dos ltimos chegados de I'aris, o por isso os
mais ricos possiveis : ta igualmente onfeiles de ca-
bega, para bailes e um completo sortimenio de
objectos de luxo.
-- Vcndem-se sementcs de hortaliga de todas as
qualidades chegadas prximamente do Porto, por
prego muito commodo : na ruaestreita do Hozario,
n. o.
- i i -" OUI/VI IVI NI <> n^BUi UtUIlU KlflUUU
a bordo do brigue-escuna Henriqueta fundeado de-
fronte do Forto-do-Mattos ou na ra da Cadeia-Ve-
llia n. 17, segundo andar.
Vendem-se 4 arrobas de cevada muito boa : na
travessa da ra da Madre-de-Dcos armazem n. 5.
Vende-se urna parda muito propria para o
campo, ou para casa de familia : a. fallar na ra da
Cadeia do Recife, loja de Joflo Jos de Carvalho Mo-
raes.
Vende-se urna preta de 30 annos, por 250,000
rs., que cozinha lava e vendo na ra; urna dita de
20, que engomma cozinha o cose; um preto de
meiaidade, por 220,000 rs., bom para trabalhar
em um sitio; um dito bom carreiro e trabalhador
de campo : na ra do Passeio-Publico, loja n. 19.
Vende-se urna armagflo propria para qualquor
negocio, em um bom armazem : na ra Nova, n. 56.
Vondc-seum preto crioulo, que representa ter
40 annos, bom marinheiro por ter sido por min-
ios annos sua profissflo e ter andado em canoas de
cabotagens o qual no tem vicios : na ra das Cru-
zes, n. 30, ou as Cinco-Pontas, padaria n. 63.
Vendem-se6 escravos, sendo: 3 pretas mo-
cas, de bonitas figuras, com habilidades que sedi-
i !io ao comprador ; una uegriuha de nag;1o Angola ,
do 15 annos que cozinha o diario de urna casa e
lava de sab.lo : urna mulatinha do 10 annos ; um es-
cravodeAngola de 26 annos, para o servigo de
campo: narua dasCruzes n. 22, segundo andar.
Vendem-se duas ptimas fechaduras grandes ,
de pouco uso proprias para porta de ra ou ar-
mazem por prego commodo : na ra da Madre-
de-Dcos, n. 18.
Na loja nova do Passeio-Publico, n. 19, de
Manoel Joaquim Pascoal Ramos vendem-se pegas
de chila a 2,000 rs., e o covado a 100 rs. ; ditas do
chita de assentocoberto, a 4,500 rs., o a 120 rs. e
covado; ditas para cubera a 6,000 rs., e o cova-
do a 160 rs.; chitas para vestidos de lindos pa-
drOes a 160,180, 200,220, 240 o 280 rs.; corles de
chila, a.2,400 rs.; pegas de cambraia branca, a 2,500
rs., e a vara a 400 rs. ; cortes de fuslOes para colle-
tcs a 1,000 rs. ; ditos de sarja lavrada a 1,000 rs.;
lengos do seda a 1,440 o 1,600 rs.; bretanha de
puro linho, a 800 e 900 rs cortes d meia casimi-
ra a 2,400 e 2,600 rs. ; ditos de castor a 1,600 rs. ;
longos para grvala a 200 e 320 rs. ; madapolSo a
2,400 rs. a pega e a 120 rs. a vara e muito fino, a
3, 4,4,800, 5,200 e 6,000 rs; primores para vestidos,
a 320 rs. o covado ; cassa lisa muito fina a 500 rs ;
lengos do rotroz muito modernos, a 3,500 rs.;
bous brins decores a 1,000, o outras muitas fa-
zendas que pelo seu diminuto prego ndesagra-
darflo aos seus freguezes.
Vendo-se urna clarineta em muito bom uso : na
praga .la Independencia fx\. 34
Vende-so urna parda moga prendada ; urna
preta de nagflo, boa cozinheira ; um lindo molequo:
lodos chegados prximamente do mallo: no largo
do Carmo loja n. 7.
Vcnde-se rico fil do linho bordado e
liso o'mais lino possivel; casimiras e
monis ditas ; do rieps padrOes ; lengos
de seda de cor, a 1,280 rs. ; ditos supe-
I riorose de gostos novos; alpaca mui-
to fina ; pannos linos de cores c pretos ;
cassas de corea, para vestido, das mais
modernas que ha presentemente ; mur-
sulinas decores, para vestido, de no-
vos padrOes ; bramante de puro linho e
muito fino; bem como'um sortimenio
de fazendas finas e grossas: ludo por
menos prego do que em uulra qualquer
parte : na nova loja de Jos Moreira
Lopes & Companhia na ra do IQuoi-
inado casa umarella n. 29.
corpstrtbara,.>Una tftvessa do Marisco, outr'o-
ra becco do Peixoto ; urna dita por todo o preco
sita na ra de Molocolunwj, nos Afogados esta h
tijolo; 2 escravos do servigo de campo; urna pedr
quadrada e polida para se moer-tinta : tudo por pre-
go muito commodo: na ra Diroita sobrado n. a.
VENDEM-Sfe
os
MARTYRES
ou o tnumpho da regio christfla poema pelo vis
conde de Chateaubriand, Iraduzido em verso nnr
tuguez porFilinto Elysio : na ra do Queimado
botica n. 15.
Vende-se um escravo de nagfio Angola de 3.1
annos pouco mais ou menos; urna escrava de nacSo
de 20 annos : na ra da Cruz, n. 52. '
-- Vendemse acedes da ex-
tincla companhia de Pernambuco
e Parahyba : no escriptorio de
Oliveira limaos & C., na ra da
Cruz do Recife, n. 9.
O BARATEIRO DA RA NOVA K 26,
anda vende chitas, a120rs. mu'tt bons pannos
o cores escuras ; riscadinhos francezes a 220 rs o
covado; chitas a 160,180 e 200 rs., que em tem
poalgum largam a cor; madapohfo largo a 16(1
rs. a vara e muilas Outras fazendas qua se vendem
por prego commodo.
Vende-se urna mulatinha de 15 annos, prendi-
da sem vicios nem achaques: as Cinco-Pontas
n.71.
Vepd'em-se sapates do lustro, para hornera
a 4,000 rs.; borzeguins gaspoados a 3,000 rs ; sa-
patos de marroquim para senhora a 1,000 rs.; sa-
patos de bezerro, 3,000 rs.: na praga da Indepen-
dencia ns. 13 e 15, loja do Arantes, *
Vendem-se meios bilhetes da lotera do Thea-
tro,que corre a 2do julho infallivolmente: narua
Direita, n. 12.
Escravos Futidos.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escra
de nome Roque, do San-Thomc estatura baixa,
rosto redondo e sem barba, com feridas as pernas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete inalez
Este escravo pertence a JoSo Jos Pereira do Jaeira-
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprehender, quoira le-
va.-lo a ra da Cruz n. 66, casa do Gaudino Agosli-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
-Kugiram Alcxandre, cabra, e Marcellina, pre-
la que perlencem a Manoel Ignacio do Albuquer-
que Maranho senhor do engenho novo da Cpncei-
gito; jforam presos, ou demorados em Iguaras-.
su (Inhaman) o d'ahi tornaran) a fugir. Pede-se s
autoridades policiaes ecapilaes de campo a captu-
ra dos moncionados escravos que os levem arpada
Cadeia-Velha n. segundo andar, onde serillo rr-
compensadose se pagarilo todas as despezas uue
porvontura se tenham feito.
-- Fugio, no dia 19 do correnle, urna preta crioli-
ta de nome Joanna, de 35 a 40 annos ; comprada ha
poucosdias, o das vindas doscrtSo; altura egular,
chcia do corpo, foigos grossas peitos grandes
e desodos; teimuma cicatriz em cima do olho es-
querdo; levou saiade chila azul de quadrinhoseca-
bcglode mailapolSo : quem a pegar leve a ra Im-
perial n. 25, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio, no dia 21 do correte, um.escravo criou-
lo de nome Joio, de 20 a 22 annos, alto, bem pre-
to, com urna das pernas alguma cousa zambea,
olnos grandes e como abotoados ; levou caigas de
algodilo azul, e camisa de dito branco ; j*eslevo
:nuitos.annos nosei'tilo, porter sido furtado deala
cidade pequeo.: quem o pegar leve a praga da Bo-
Vista n. 37, segundo andar, que ser generosamen-
te recompensado.
Fugio, no dia 16 de maio passado, de bordo do
patacho Esperanca, um preto, de nome Damio,
de nagSo-Cambinda, escravo do fallecido Antonio
Raymundo Franco de S ; cujo escravo tem os sig-
naos seguimos: bem retinto cara riscada esta-
tura baixa falla muito hugal : quem o pegar leve a
casa de Manoel Joaquim Ramos o" Silva na ruada
Cadeia do Recife, n. 38, que ser bem recompen-
sado.
Fugio, no dia 20 do correnle o escravo Jos,
cabra acahoclado, de estatura regular, muito ladi-
no Irabaiha de carpina e domis oflicios por ser
muilo habilidoso; foi escravo de Antonio de Albu-
qu.erque Monte-Negro na cidade da Pnrahiba ) sup-
pe-se ter seguido para a cidade Ja Victoria-, ou Cam-
pia-Grande : quem o pegar leve a ra da Madrc-do-
Deos, n. 7, quesera recompensado.
Vendem-se duas casas terreas, com boas com-
rnodidades quintaos e .cacimbas, e urna dolas
Fugio, do pder doabai-
XO aSSguado, Ulll escra-
vo, do nomo Domingos, la 20 a 22 an-
uos cor parda baixo, musculoso ,
barbado e de suissas fechadas, cabel-
los pequeos, nariz grosso e um pouco
chalo, denles alvos, oom una cica-
triz semicircular no anti-hrnco direi-
lo, de una canivetada que levou ; he
muito esperto o loquaz, trabalha de
diferentes oflicios e l alguma cousa.
Como estivesse no Rio, Baha e /\la-
gas donde- he natural, conta histories
uestes lugares; e sendo possivel que
Icuha sahido da cidade podo illudrr a
qualquor de que he forro. Desappa-
receu na noitedo dia 10do correnle;
levou camisa do chita azul, caigas de
b.-im pardo Irangado, ohapo ote pel-
lo velhoe sapatos, pois anda calcado,
alem de urna trouxa com roupn. Quem
ftPegar leve a ra larga do Rozario, n.
30, segundo andar, que ser bem re-
compensado.-r. lU.A.ia Silva Pona.
&&
PBKW.; ^A Tvr. oe m. f.de Varia. ity7'
.^~


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ECP1DWFMW_PKAFEG INGEST_TIME 2013-04-26T22:07:22Z PACKAGE AA00011611_08449
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES