Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08444


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Full Text

' Anua
Sexta-fera 18
O PIJKO puhlicVee todos os das, que lo
poeni da guard ; o preco da assignutura ha de
4J00O rs. por quartel, ptgoi adinntadox. Os an-
' nuncios doa aaagoantea sao inseridos i raso de
jura, por linha, 40 rs. enUypo difireme, a as
-/rp*f*e* P*'" B,t*r'e. f I"8 "5<> forero ajsig-
nantas pagario 80 rs. por Imba, e ffO em tjpo
cnflersnts, porcada publicacio.
PHASES DA LA O MEZ, DE JDN1IO.
Minnoaote, a 8, a I horae 40 rain, da manha.
I.ua nova, a 15, al 10 horas e 32 min. da tarde.
Crescente, a Jo, s 5 horas a 10 min, da tarde.
laia cheia a 8, as 21 horas e I aan. daiuanUa.
PAMIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paralivba, s segundas eSextas feiras.
Ro-tirande-d.Sprt quintas Tetras aomeio-dia.
Cabo, Seriohem, Rio-Formoao, Porto-Cairo e
MuceiA, no I .*, a 11 e i l de cada mes.
Can
Roa-
Victoria
Olinda
mto, a 10 e SI,
res, a lie l.
uiulas feiras.
das.
i
PREAMAri DB HOJE.
Primeira, is 9 horas a 18 minutos da larda.
Segunda, s 8 aorai 4) minutos da maahia.
de Ttinho.
Anno IXXIII.
N. 154.
das da semana.
14 Segunda. S. Baliteo. Aud. r)o J. dos
phos, do .1. do c. Ha ? v. e do J. M. da I v.
16 Terca. S. V to. Aud.doJ. do oiv. da I. .
e do I. de pai do 1 dist. de t.
8 Quarta. S. uraliano. Aud. do'.dociv.
. o J. de paz do 1 dist. det.
17 Quinta. S. Raioero. Aud. do J. deorph.
' e do J. municipal da I. ara.
18 Seita. S. Leoncio. And do J- do civ. da I.
v.edo J. de paa do I. dist. de t.
v Sabbado. S. l'rsicino. Aud. doJ. do civ.
da l.r. e do J. depaido.ldiat.de t.
10 Dominio. S. Silveio.
CAMBIOS NO DA 17 DK JHBO.
or-fCamblo sobre Londres a 7 d. por If rt. a 88 d.
Ptris SIS rs. por franco.
Lisboa 104 de premio.
Dse, de leltras de boas firma de /, a I / o mtt
(JureOne Hespanholas-----J8i600 a Jifa*
a MoedasdeOlOOvelh. ItiOflO a I8JI0
I foso
00
o
40
a Moedasdet00relli. ItiOflO a ll
de 6|40i> or.. infnin a l#0!
de 4J00O...... |000 a II(
Prata Patacoe.......... llto a lf<
a Pesoscolumnarea... I#M a if'
Ditos naexicauo ... '#700
Miuda............. IIM0 a l*M0
Acedes dacorap.do BeberibdeMfo00r.aoper.
DIARIO DE PEMTAMBUCO
T~J i:'-'-;
PARTE OFFICIAL
.
CAPITANA DO PORTO.
N. 8. Hlm. e Exm. Sr. Continuando o mosquel-
rn do porto detta cldade a peiorar rpidamente, como
ln'i observado desde que cstou. nesla provincia, seja
(gor isso necessario promptas providencias pura que
quando nao possa ser no ledo, ou ciu grande escala me-
lhnrado, recebaao menos algum beneficio de que ainda
lie susceplvel; tenlio, pots, em cuinpi ment do meu
dever, de trazer isto agora ao conheciinento de V. Exc.
para'dar aquellas que eiu sua sabedoria julgar conveni-
ente, e mala acertarlo. No oflicfb-desta capitana de 18
de setembro do anno prximo passado, aob n 4, da co-
pia inclusa, dirigido essa secretarla de estado, ver V.
Kxc. as rasSea que, segundo minha opinio, teem con-
corrido poderosamente para o msqueiro estar boje no
estado que cima declaro; beiu como as que em primei-
ro tugar me parece deverem er adoptadas para o seu
exame, e obra precisa para inelhora-lo, ou conseguir-
se que ao menos nao fique de todo obstruido.
Dos guarde a V. Exc. Capitana do porto de Pernam-
buco, 18de fevereiro, de 1847. lllni. e Exiu. Sr. Anto-
nio Francisco de Paula e Hollanda Cavalcanti de Albu-
querqu, ministro e secretario de estado dos negocios
da marinha. Rodrigo Theodoro de Frcius, captao do
porto.
Oficio a que te refere.
N 4. lllm. e Exm. Sr. Achaids**e o ms-
queiro do porto desta cidadeein estado pouco lisongei-
ro.devido isto, segundo minha opinio, progresslva ac-
ciimulaco nclle das arias dcslocadas da ilha do Noguci-
ra, sendo por esta causa, que, a nao haverem prnmptas
providencias para crita-lo, licar elle em poucos anuos
de todo obstruido; venho, pois, cuinprindo o art. 9. do
rrgwlameiito das capitanas, propor V. Kxc. a uomea-
cao deuma commissao de engenlieiros.que, examii>viido
escrupulosamente o estado em que presentemente est
o msqueiro ou o porto, aprsente em resultado as me-
didas elfloaies quede prnmpto se devam adoptar para
se conseguir o mclhoramento de que elle ainda he sus-
ceptivel, aconipanliando a esse traballio o plano das o-
bras e orcamento de suas despezns. Uina estacada feita
de maneira tal que obste a passagein para o msqueiro
das arias deslocadas da referida ilha, lie, ng mcu .enten-
der, a primeira obra que nclle se eleve, fazer, poique so
cora lsso se obter o seu inclhoraiiiento real, por ficar
assjm evitada a nica causa que teiu poderosamente
concn ido para o porto estar no mo estado ein que se
ac'ha; sendo todas as inais obras que nelle se f.icaiu se-
cundarias, e apenas serriudo para aperfeicoar esse me-
llioiamento cformosearo porto. Junta a este tenho a
honra de pausars uios de V. Exc. a memoria impres-
sa doengeuheiroem chele das obras publicasdesia pro-
vincia Luiz Leger Vuiilhicr, na qual estilo consignadas
algunras dessas ubras secundarlas de que trao.
Dcos guarde a V. Exc. Capitana do porto de Pernain-
btico, S de setembro de 1840. lllm. e Exm. Sr. An-
tonio Francisco de Paula c Hollanda Cavalcanti de Al-
buquerque, ministro c secretario de estado dos negocios
da inaiiiilia. Rodrigo Theodoro de Frtilat, capito do
porto, Conforme, o secretario Alexandre Rodrigue! dot
Anjot.
"SS5S+
INTEt.10?.,
I'AKLAMENTU HASILE1U.
CMARA BOS SEUHORES DEPUTADOS-
SESSCT DE 19 DE MAIO DZ 1847.
disccssao sobre a HouiFictgAo v. Ru'organisacao no
muir'Ioob.2 DE MAIO.
(Tonlinuorro do n. antecedente.i
O Sr, Souxa Franco : He dillicll fallar em qualquer
queslo, depois do nobre deputado por Minas-Geraes,
sem parecer iinita-lo; tao completamente elle as discu-
te, quenada deixa a drsejar. Cointudo, neste caso ouso
fallar nicsm depois do nobre deputado, e talvcz mesino
tenha de o contestar em alguna pontos do seu discurso,
Ku poda scrvir-inc da posico tomada pelo Oobre depu-
tado por Santa-Catharina, que be alias competente nes-
tatatnaterias, e, pola que elle sustenlou que a dlscussan
nao tlnha alcance poltico, concluir que era, portanlo,
intil c aeni influencia sobre a poltica ou coniervaco
do iiilnisleiio Neste ponto de vista, dispensados esta-
vam os amigos do ministerio de tomar sua defesa, por-
qdb qucsiao nio tinlia alcance, nao Ihcs poda ser no-
civa.
Eu crelo, cointudo, que nao obstante versar b rrque-
limento sobre iuformaedes de factos de importancia
simplcsincnte administrativa, todava o modo por que
fo apresenlndo,' ou antes a urgencia votada pela casa,
Ihe cleu milita importancia poltica. E para que a ur-
gencia rin discussao de materias dr'stas, se nao se tiitfia
em vistas mu prononciamento da cmara, inmediato e
promijio sobre a ei ise ministerial e formacao do novo
gabinete ?
Eu quero, porlanto, tomar antes a posico do honra-
do deputado por Pernainbuco, que fallou por ultimo', e
deu loda a importancia questo. Segundo elle, em fren-
te de um governo fraco, que mais fraco se tornou coni
a modiHcacio do ninsterio, he preciso que a cmara
lenha toda a altenco.Segundo o nobre depiilndo, o go-
verno. fraco como est, deve relrar-se, e dar lugar a
outi-o inaisbfin organlsado-, e capaz de sntisfazer as ne-
cesaidaoVs do paiz. Neste poni de vista da questao, he
preciso examinar dons facto : I.', se o ministerio lein
perdidjf a conlianca do corpo leglslativ.; 2., se ha una
outra eumbinacn, como j tamben! dlsse.o nubre dc-
putadq por Minas-Ceraes, prompta para o substituir, e
coin todas as uondices neerssarias.
Examinando a primeira questSo, dseram alglins no-
brerdepulados, nne a gabinete actual, leudo abandona-
do a poltica de 2 de feverero, que era ainda a da cn-
rtiaTfl, nao poda merecer mais a sua conlianca, e o no-
bre deputado por Pernainbuco, que fallou em tereciro
lugar nesla discussao, exempliflcou os desvos desla po-
llina entre factos idnticos coin a duvida que ressuni-
bi a do tlatorio do ministerio da jnstica, de que a par-
ticipada icniaiiva de det ordena na provincia da Ala-
gas causara grandes males. Exempliflcou mal coma
proteccao que disse se tem dado na corte aos l'oragidos
daquella provincia.
Senhores, mol pouco comprehendido tem sido o ea-
blnete de 2 de feverero, e especialmente pelo nobre de-
putado, quando assiin o invoca para aggravar a posicao
desses Brasileiros expatriados de sua provincia; e nella
perseguidos por motivos que teremos occasiao de mos-
trar infundados O 2 de fevereiro nao leve nunca este
espirito de intolerancia e de condemnaco dos adversa-
rios todos, que Ihe suppz o nobre deputado.
Ha duas pocas, senhores, no gabinete de 2 de feve-
rero: primeira, quando, chamado para tomar parte nos
concelhos da corda," se vio cercado de embaracos que
obstavam a sustentaco de outro ministerio que nao
tosse tirado do partido al entoo doniinante. Era geral-
mente reconhecido que a organisaro olflclal era tal,
que outro minslei > que nao sahisse das fllelras do par-
tido dominante, ou antea, que naofosse compostoneseus
cheles, nao lerla apoio as cmaras, nao consegiiiria
urna eleicao favoravel. Era, porlanto, necessario dissol-
ver a cmara, tirar ao partido dominante as posiefies em
que se iinpuuha ao palx, tornar possivel a manifeslacSo
de seu voto, e tornar possivel urna eleicao regular. As
medidas tomadas, que foram classiAcadas de violencias
inauditas, comprehendem esto primeiro periodo.
Restabelcidas, porm, as posleSes offl'ciaes, colloca-
dos os Brasileiros uns em frente de outros coin direitos
guaes, promulgada urna le de eleicoe, que, sein ser
perfelta, tornou mais livre a votaca e escnlha dos re-
presentantes da iiafao, necessario era lser chegar es-
tas vanllgens a lodos, quanto o permittem os principios
do tystema represen{ati(%, quanto he compativelcom a
existencia dos partaos, e supponho que neste sentido
dirigi o 2 de fevereiru a admlnistraco publica. E te-
nho por injostica attribuir ao gabinete desvio dos prin-
cipios do 2 de fevereiro, por no dar oeeasiao a que pc-
Pe sobre os expalriados (>as Alagas todo o rigor dos
odios e rancores de scus adversarios polticos.
Wao pretendo sustentar agora a bondade dos actos to-
dos do ministerio de 5 de malo ; he tarefa que compete
principalmente a seus membros, e que ter occasiao e
lugar proprlo na discussao da resposta falla do thre-
no. Mas, quando se discute em gcral o espirito da poli-
tica do gabinete, e se compara cun a do 2 de fevereiro,
quero arredar de um gabinete, a quem apoiel coin todas
at'ininhas forcas, a pecha de violento sem neccssldade,
de reactor ainda fra da occasiao.
Considerada a segunda questao, supponho que, ten-
do esta discussao por fim urna manfestaco Inimediata
sobre a opinio que a malorla tem do gabinete, tem ella
j passado da occasiao, dcixando de ser concluida hon-
tem. Supponho tambem que, leudo sido apresentada
sem cautelas e fa I liad o na execuco, era occasiao de re-
tira-la ao menos em frente da attitude da cmara, des-
confiada da possibilldade da formacao inmediata do no-
vo gabinete.
Vm Sr. Deputado : Quem Ihe encuininenaou o ser-
mao?...
O Sr Soma Franco : Nao he serinao de encommen-
da, mas effeito da convlcyao proprla de quem nao he
nunca guiado por oplnloes alhelas, e as eniitte sempre
proprlas, e nunca confessou jurar as palavras de ou-
trem; E rstou pago....
OSr. Ferrat : Apoiado.
O Sr. Souta Franco: E estou pago conr o tcstemu-
nhn de minha conscieela, e me, nao importa o apoiado
irnico do nobre deputado. Mas, senhores, se fo, como
pens, ataque que lalhoii, e nao lera mais resultado a
discussao e votos, para que continuar nella, quando na
discussSo do voto de gracas he occasiao mais proprla do
exame da adminislracao publica? Para ah deve guardar
aopposicaoseus ataques, e como Ihe nao he negado o
dlrelto de examinar a administrarlo do paiz, de censu-
rar o gabinete, de indicar meios mais proprios para di-
rigir o Imperio, entao teiao mais cabimento suas vozes,
e o paiz e a cora Ihe faro justica.
Especialmente notei que, em questao de tanta m-
porlancia, quando se tralam ein geral os factos, vies-
sem pequeas cens.nas rebaixar o alcance da questao,
c nolel Igualmente que o nobre derlutado pela Baha,
que chamou a questao ao grao de aniniafio a que che-
gou, se nao esatiecesse de trazer para ella todo o peso de
suas indisposlcOes particulares.
O Sr. Ferrat : Vejo l que temos comas que ajuslar
OSrfica mal.
O Sr. Souza Franco: O nobre deputado me ameaca
coin a discussao, c a ella me desafia, c eu tenho mu
grande medo do nobre deputado (rela). Desde que co-
mecou a sessao, que o nobre deputado medesaou pa-
ra a discussao, e disse : Estoja promplo na estacada
para defender a adminlstracSo -, c confesso que o nao
ouvi. Segunda vez j me desaflou, e agora trreeira, e o
nobre deputado tao forte, too valente, nao querter pie-
dade de mim-
0 Sr. Ferrat: O paiz lie que ha de ter piedade.
O Sr. Soiira Franco : Naturalmente pelo orgao do
npbre deputado.
O Sr. Pretidente : Attencao!
0 r. Sousa Franco : Deixo esta parte da queslao, e o
rfebre deputado sabe que entro sempre as discusses,
e que se pode encontrar commigo quando quizer.t E,
Sr. presidente, se falhou a questao, para que continuar
nella agora? Ha anda una outra rasao, cheque, ver-
sando principalmente a questSo sobre a poltica do no-
vo membro do gabinete, e leudo dito o Sr. ministro da
uerra que elle se ldcntlficava cora os mais membros
Ja adminlstracSo, o que resiava era ouvir o nobre mi-
nistro da justica e julgar depois. No voto de gracas exa-
minaremos enlfio os factos, c ser occasiao de prestar ao
ministerio apoio, ou fazer-lhe opposicao, conforme o
entrnderem os nobre deputados. Eu para alii le re-
servo, e a preslacSo do meu voto...
O Sr. Ferrat : Qual he o ministerio que nao merece
o voto do nobre deputado ?
Sr. Simia Franco E qual he o partido ou Indivi-
duos qirt- podem contar tres dias seguido coin a opi-
jiio do nobre deputado ?
OSr. Preidenle: Ordeni, Sra. deputados, ordein !
V Sr. Souso Franco: Obedeco a V. Exc, nao obstan-
te que eou eu quem tem sido provocado, e nao he a pri-
meira vez que o nobre deputado entra na discussao pa-
ra me censurar de declamador, ou me desafiar para a
discussao. E no me tem elle adiado sempre na esta-
cada ? O nobre deputado e outro nao teem querido no-
tar que, atrandn-aT.t|o duramente sobre o ministerio
justamente na occaaio em que sabio delle um membro
preeminente, niofazei mal do que resaltara sua glo-
ria ? N3o faiem sean crer no reapeltoque Ihe linliam, e
na supposicao de que ht to importante sua sabida, que,
ella s produz a grande crise em que estamos e a oppo-
slclto que apparece? He o inaior testeununho que se
poda dar ao Sr. cx-mlnistro da lasenda (apoiado}.
Para Andar, visto que tenho sido lo interrompido,
diroi que votarei pelo requeriinentocoino simples ques-
tao administrativa, mas que voto contra elle como ques-
tao poltica e pelo alcance que se Ihe deu.
SSSSiO EM 30 DK MAIO DB 1H7.
O Sr. Nunet Machado i (pela orden): -- Sr. presiden-
te, ped a palavra para farer urna simples recllficacao na
publicaciio dos trabalhos de hontem.
Quando oruva o nobre deputado que nao sel por onde
he, c dza que una graude maioria da provincia de Per-
uambuco, nao os proletarios mas os abastados, eslava
contra o presidente, nessa occasiao eu disse do meu ban-
co Esaes proletarios sao os que o collocaram ueste
lugar O nobre deputado refera-se ao partido a que
lenho a honra de pericnccr, e que teve generosi,dadc de
Ihe dar umacadelra nesla casa, e eu qui fazer ajente a
cmara que esse partido foi que fez dejmtado t esse se-
nhor.
O Sr. Munit Tavaret: Sr. presidente, o que appare-
ceu no jornal da casa hoje foi o meaiiio que eu refer, sen
iieuliuiiia alteracao.
O Sr. Nunet Hachado : He o meu aparte.
O Sr. Munit Tavaret: Eu disse que eslava rcvoltada
a mxima parte da provincia contra^sse presidente, nao
da populaco proletaria, mas da abastada. Nao ouyi o a-
parte do nobre deputado: se o ouvisse, Ihe dira que
proletarios nao leen votos ; asalin como nao ouvi o me
hoje apparece nos apartes do nobre deputado, isto he,
queopprobrio era o estar eu aqu. Se ouvisse, repellua
o insulto dzcndo-lhe que tiiiha toda a rasao; eu nao
deveria estar aqu, mas slir um estranho, un que nao
fosse Pernambucano.
O Sr. Pretidente. Contina a discussao do requeri-
mento, adiada na sessao de hontem.
O Sr. Rodriguei dot Sanlot: Sr. preaidente, no pre-
tenda tomar a palavra neatc prologo do debate ou da
dcuss.to do voto de grajas.' poique linha antes aunuu-
clado qual era a minha Intcncao a este respeito; reserva-
va-mc para enunciar coin toda a clareza e decsao a mi-
nha opinio aobre acanducta do governo, cotejando-a
coin o prograinina por elle enunciado, quando se inslau-
rassfi um certamen em campo mais vasto. Mas, Sr. pre-
sidente, o nobre deputado pela provincia de Minas-Ge-
raes, com cujas opinoes eu inulto sympalhiso, e coin
quem estou de accordo na nialor parte das occasics,
obrigou-me hontem a desistir do meu proposito para
protestar, como hojefaco, contra algumasconclusocs que
aae nobre dapialado pretr-ndeu tirar da occurrencias
que teemhavldo na casa, e contra os principios dodireito
:constltuclonal que elle tentou fazer admittir para regu-
lar os factos que todos nos presenciamos.
Est claro, Sr. presidente, que nao me intemare no
debate de modo que me incumba de apreciar todas as
proposices que se leen emttdo na casa; isto nos leva-
rla multo longe, e nao seria multo proprio na aclualida :
llnitar-mc-liei, poia. a contestar o discurso do.nobre
deputado pela provincia de Mnas-Geraes na parte em
que elle obscurece a verdade dos factos e da sluacao, na
parte em que se se cncoiitrou com os principios do di-
reilo constitucional e con as pralicas geralmente rece-
bidas do systeirra parlamentar
O nobre membro a quem me retiro, Sr. presidente,
procurando julgar da importancia do incidente que 00-
correu por occasiao do requei ment que-tata em dis-
cussao, disse que etn aua opinio csses incidentes nao ti-
nhaui o mnimo preslimo; que as maiiircstace.es, que se
tinliam produzldo na casa, nao podiam servir para deter-
minar qualquer conducta, nem do ministerio, lien da
oplnilo do pala, c accrescentou mais, que anda mesiiio
que una maioria se pronunciasse nesla casa en opposi-
cao ao ministerio, elle o aecusaria de cobarde e raco, e
quasi de traidor cora....
O Sr. Ferros : Dcsrespeitador.
OSr. fodriguet dot Sanlot: .... se este ministerio nao
ensaiasse lodos os recursos constituclonacs para conue-
cer se essa maioria formada eu opposicao constituira
slinplcsmente urna maioria offlcial, 00 se era una maio-
ria real do paiz. Sao estas as proposices que me propo-
nho contestar. .
Ein primeiro lugar, Sr. preaidente. nao poaso dcixar de
dar devida importancia ao incidente que tem occorrido
na casa ; quando nenhum outro preatimo elle liveaac, cu
cuido que nao me poderla negar a slgnificarao que eu
passo a assignalar. ...
0 ministerio actual formn-se no seio de una maioria
que eslava de accordo com elle, em todos os ponlos prin-
Cipaes, sobre poltica interna eexterna, que nao tinliaem
al nenhum elemento de dissencao, e o ministerio actual
est hoje cni preaeuca deasa ineama maioria, mas coin
um i maioria fraccionada, desmantelada, que nao preata
para governar, que nao pode aervir de apoio para un
ministerio parlamenlarmentc organlsado. Consignado
este faci, e dando-se-lhe toda a importancia de que pe
digno, perguntarei: Nao se revela um vicio na adimnia-
tracao, que cumprc quanto antea extirpar.' Nao aignin-,
ca este fraccionainento. que alguma occurrencia nova
houvc que produzio lo fataes resultados? Nao significa
que alguna acto deste ministerio teem concorrido para
elle perder um apoio'tao franco, tao decidido, tao liel de
seus numerosos amigos (apoiado.)? Creio que esta siginfi-
caco nao pode ser contestada: e dcade que este lacto
tem as consequencias a que me tenho referido, e que o
nobre deputado pela provincia de Minas quiz attenitar,
nao pode dcixar de ser olhado com mulla attencao, he
apreciado como um incidente de grave Importancia. Nao
teropauodhclto de perguntar ao ministerio: Oque
flaestea de vossa maioria? Por que razao a dispersasles,
quando antes eslava unida ecompacto?
fio me faco cargo, Sr. presidente, de investigar hoje
ciuars srjamos factos praticados pelo ministerio, que te-
nliain produzldo estaoccurrenclalao deploravel; contcn-
Ur-ine-hei com assignala-lps, para que posaam orientar
o naii e os outros ramos do poder publico, chamados pc-
constituico a avalla-loa. Chegando a este ponto, senho-
res eu perguntarla a case mcu distincto amigo, se elle
presente eslivera : Poder-seha porventura passar dea-
apercebido aobre factos tao graves Poder-se-ha por-
ventura olhar com indifl'erenca urna occurrencia lao sig-
nificativa ? Eu cuido que o nobre membro, a quem me
retiro, nao se atrevera a responder pela allirmativa. Mas,
Sr presidente, aur.ponhaiuos que, apejar de todos estes
Incidentes, vindoapronunciar-se urna maioria contra o
ministerio, elle tivesse d* permanecer ainda no peder;
nao posso defxar de inquirir qual serla a rasao, quaes sc-
riaiu os meios que empregara o ministerio para desviar
oa resoltados que ae originaran dos reveses que elle
soft'resse no parlamento. Ku cuido que acria a presump-
co de que a maioria offlcial nao corresponda a maioria
real do paiz que o induziria a conaervar o poder, e que
ncale caao o ministerio teria, como disse o nobre depu-
tado, de ensatar os meios, constiluconaes para oonhe-
cer se a maioria offlcial eslava de ancordo com a maioria
real.
Sr. presidente, nfio desconhejoquaes aao aa tticonas
do aystema repreaenlatvo, acerca doa meios que tem
ministerio para reconhecer este facto; euaou ineamo o
primriroa apreciar esaes recursos dexadosao poder con-
servador da sociedade para poder trazer a uina necessa-
ria harmnnia todos os ramos do poder social; porm,
Sr. preaidente, no que difliroda opinio do meu nobrea-
migo he na applicacao de laea principios. Se.eu procuro
estudar a conducta dos estadistas da primeira ordein pa-
ra saber quaes sa os casos em que he licito empregar
taes meios, eu acho l9des mui proficuas para conteatar
a opportunidadc da applicacao deases meioa insinuados
pelo meu nobre amigo, as circiimstanciaa acluaea.
Nao quererci percorrer a historia doa "dlversoa gover-
noa conatltucionacs da Europa,nSo tentarei esquadrinhar
todos os factos que teem occorrido desde a antiguidade
mais remota; cuchamarci a attencao desse meu nobre
amigo, da caaa e do paiz, sobre um facto de moderna
data. Estou conveneido de que esae meu nobre amigo
rrconhecer que as dissoluedes so, na sociedade, or
facto extraordinario.quc sao un recurso extremo de que
ae lauca mao, em casos extremos (apoiado). A noasa eon-
tituico, querendo limitar a mui poucos caaoa o exerelelo
deaie poder extraordinario, declara mui explcitamente
que elle sse poria em pratica quando a aalvacaodo ea-
tado o cxlgisse. Est, pols, claro que a nosaa coustituicao
limita, de alguma maneira, o principios gerae de direito
publico constitucional, resumindoem um circulo muito
eaircito os caaoa em que se poda dar essa dlasoluco.
Pergunto agora ao nobre membro: A aalvacao do ea-
tado exigir que, na actualidade, o ministerio dissalva a
cmara? Quando elle tivesse contra si a maioria, a que
principios recorrera o ministerio para convencer o paiz
de que a aalvacao do estado eatava ligada sua conaer-
vaco?
O Sr. Villela Tavaret: A senatoria do Leara.
O Sr. Rodriguet dot Sanio:--Quaes serlam os argumen-
tos poderosos a que recorrera o gabinete para provar que
o excrclco desse recurso extroordinaro era indlspensavel
e que a conarrvacao dos nobrea miniatros he um princi-
pio desalvaco do eatado (apoiado)? Eu, ir. preaidente,
nao poderla annuir applicacao daa theoriasconatltu-
cionaes neste caso, emquanto nao se me convenceaae da
necesaidade da conservacSo dos miniatros, apezar de te-
rem contra ai o voto de uina maioria que antea os apoia-
va, eque ellea proprios fraccionaran e dlvidiram(apoia-
do). Se recorso, Sr. preaidente, a pratlcaa do syatema
reprcsenUlivo, eu vejo que noa paiie, que noa devem
servir de modelo, o meio da diasoluco f seemprega
quando est en luta um principio que aUectaprofund*-
menle os interesses da sociedade, quando o ministerio
pugna por um principio cuja adop{ao ou rejeico prtde
modificar o modo de existir a sociedade (poiado;. He,
poli, em preaeuca de urna grande cauaaque a dlsaolucao
pode veriricar-ac ; mas os grandes eaudistas teem tanta-
repugnancia de cominover e abalar o paiz por uieidda
dlsaolucao, que militas vrzes, tendoa conviccao deque
a sua opinio cstii em maioria na populaca.-'sacrlrtcan
suas posicoes, e generosos se oll'erecem em holocausto
pela iranqulllldade do seu paix (apoiado n|Maroo).
Vejamos qual Ib i a conduela desse estadista de gigan-
tescas proporces, que causa a admiracno da Europa,
vejamos qual foi o comportamento de Pecl (apoiado.)
Sil' Robert Pecl combata um bil da coercao da Irlanda ;
elle linha en seu favor o volos de loda a Inglaterra ;
mas ein um bello da para elle, quando acabava de tri-
umphar na cmara dos lords. fazendo passar a le do
nereaea, sofl're um revez na cmara dos cominuns. Sa-
bia ette distncto ettadista, que a sua causa era apoiada
pela maioria da uaco, e nao obstante ter tniunphado na
cmara doa lorda, Peel se retirou diante de um pequeo
revez, porque Peel nao quera aacribear o intereaae
bem averiguados do povo brtannico (apoiado), a sua con-
servacao no poder (apoiado.) Conservou-sc na altura de
auagrandeaa, e descendo do poder mais seelevounao-
piniao do paiz (apoiado.) Eis os exemplos que nos dao o
hoinens que nos devem servir de modelo no syatema re-
presentativo : nao he em lodos os casos que se deve en-
saiar os recursos constitucionacs ; este ensaio be mul-
las vejes perigoso, c produz resultados muito maiores
do que poda esperar aquelle que oa einprebendease.
Baixando, Sr. preaidente, dealas Iheonas inconteala-
vels, descamo a avallar a sua applicacao na actualidade.
ual sera este grande interesse nacional que pbdesae
legitimar a dioluco do parlamento braaileiro, no au-
no em que a eleicao tem de er renovada? Quando pou-
cos ineiea faltam paiaopovobrasilelro reunir-see de-
positar lias urnas a ina.iifcslacao do sen voto? Se por-
ventura mis estivessemes en principio da legislatura,
se fosse multo longo o espnco que decorrease entre o
presente e a reunan dos rletores, entao cu concoii darla
noa alguma utilidade poderla haver em uina dissollucao,
quando se dsse a sua neceasidade ; inaa quando aetein
de fazer a reunan dos colleglos em breve prazo, e a ua-
cao tem de ser, daqu a niezes, convidada para e ni tur^a
5ua opinio, qual seria esta conveniencia que just ca-
ria o acto que jubjeitasse o pai a um repetido abalo de
eleices ? Serla nicamente para saber-se se um min *-
tirio que nao pleitea por urna grande causa tem a maio-
ria da cmara dos deputados.
O Sr. Villela Tavaret: Aa cadelras do senado. >
U Sr. Rodriguet dot Sanlot: Sr. presidente, tenho di-
to o que devia dlaer sobre esla materia ; mas aindadlici
urna cousa que me parece essencial e he que minU
ronlrarirdade s opinioes do nobre deputado de Minas-
Jeraea nao he determinada, de modo algum, pelo m-
nimo recro deque dellaa resulte urna disso, ucao (a-
poiado,); nao, senhor, en estou muito tranquillo a esto
respeito. Se o meu paiz nao softresse om essa diasolu-
co, talvez que eu livease tentacao de proywa-la,.para
ter o prazer de contemplar, na manifesucao da opinio
nacional. qUal era a polllica que ella abraca ejulg. ine-
Ihor (opoiado.). Mas, acnhores, urna a>!ue* n" ?
brindo, nao se pode jogar einum dado lao ralhfele*
deslinos do imperio (apoiado.1: osinteressea >"-
de nao devem aer barateadoa para decidlrem pequeas
questea ; portante, neata parte nSo concordo cania-
pinio do nobre membro, nao porque recele a sua pra-
tica, porque aci avallar oa inconvenientea cjue reauIU-
riamdesuaadopcao. Setal theoria fosse abracada, en-
tao nenhnm ministerio ae devta retirar sem ter previa-
mente dissolvido a cmara, quando ella no o sosten-
taaae. Nao me demorarei em fazer notar oa mao erre
tos do eatragamento deate recurso, que deve ser reser-
vado para casos de summa gravidade. Nao recorro ao
arcumenios que a sciencla ensina para determinar
ques sao as circumstanciaa em que se^sve aconselhar o
eiuprego da disaolujao mas appello topleiaeBle par*




^^
w
*
!"
"experiencia dos novo*, cuja historia ttos he multo co-
nhecida.
Olhal, senhores, para oque acontece na Hespanha e
Portugal : vede aili qual be o andamento do systcma
representativo desde que fpl plantado nesses palie*. O
abuso inconsiderado, o lux com que se empregarain
estes mcios lemprc extraordinarios, os prejudicou e fci
perder estes recursos toda a importancia, e hoj urna
dissojucao na Hespanha c Portugal, he um felo que
nao serve de recurso para o'governo formar/qualquer
poltica, neni imprimir urna nova marcha /f sociedade.
Equerer algucm, porvenlura, queomesmo aconter.a no
Brasil ? Que o poder conservador da sociedade lique des-
armado destes recursos para defende/o imperiosas
erises inais importantes, c os empregue em questoes
tao pequeninas f Creio que nao, c sin lie inais nina ra-
so para eu protestar contra os enrllanos que se po-
dem tirar da opinao do met .nobre amigo, deputado
por Minas-Gcracs.
Nao cncluirei. Sr. presidente/, sem consignar nutro*
laclo*. Dise o nobre deputado, que anda nao tiuba ap-
parecido na casa urna inaiiilV>i.iciio que podeise de-
monstrar onde estava a inaiora. Eu convenbo nisto,
anda nao houve urna votaco ; mas o que-eu posso af-
flrmar noincu nobre amigo, he queinfeliiinentea maiq.-
ila que o ministerio formasse para suslenta-lo nao e-
ria una maioria governainental (apoiadot); com ella o
ministerio nao poderla dirigir os destinos do paiz, por-
que nao poderia nunca existir entre elle c ella essa bo-
mngeneidade de principio* que he sempre neoessaria
(apoiadot), c nimio inais as gravissimas ciroiiiiistancias
cin que nos achataos (apoiadot). Nao vemos una fraeco
desta casa, sempre em hostilidade cornos principios e
interesses do ministerio, procurar hoje a sua allianca,
oll'erecendo-lhe o seu apoio Quem observar csse lacio
nao estar autorisado a prrguntar quem d'entre elles
sacrificau sua opinlo (npoiodot) ?
Alguns Senhores: Milito bein.' Muito bem.
O Sr. Rodrigues dos Santos: Seria o ministerio? Eu,
fin honra do ministerio, cuido que posso dzer que nao.
Conbcco alguns dos individuos deque se compc o ga-
binete, em cuja probdade particular e poltica lenho
tanta confianca, que estou persuadido que Ihes ser inais
fcil rotnperem com o resto {apoiadot) do que sabirciii
dos seus principios (apoiadot). Confio, porlanlo,que osa-
crilicio nao podia partir do gabinete. Pergiinto : Seria da
parte dos nobfts membros? (Pauta) Elles nao me res-
ponden)..... Sr. presidente, parece-me que tcem nicdo
de comproinetler-se.
O Sr. D. ManteJ: Coitado!.....
O Sr. Rodriguei dot Sanlot:+- ?>e elle fizcrain algum
sacricio, estou autorisado para diier-lhes: = Vos vos
sacrificaste* vs nao leudes direito a representards no
lirasll um partido polilleo; tendes resignado vossos prin-
cipios, porque tendes prestado apuio quelles a quem
contratis (apoiadot).
lias qual ser o talismn, o fei'.ico que produzio essa
liga tao extraordinaria?
Um Sr. Deputado : Das victimas com os algozes.
OSr. Rodriguen dorSantot:Ah! Sr. presidente, es-
tou lembrado que, fin um painel de-um grande pintor
da antiguidnm-, eu vi Satanaz querendo divertir-se em
pregar pecas humanidade, condiizir um pobre ceg
por um ca ni i n lio escabroso, e quando o misero cuidava
que era conduzido pela niSo de mu amigo, prrcipitou-
se, e Satanaz leve una alegra verdaderamente satan-
ea (apoiadot e ritadat).
Sr. presidente, es averdadera sil" ico em que uos
adiamos. Anda nao fui demonstrado, he certo, por una
votaco, de que lado est a maioria mas, quando exista
maioria a favor do ministerio, cu estou autorisado a
errr que esta maioria nao he governainental, que nao
ne-propria para guiar actualmente os deslinos do paiz,
e tira-lo com dignidade e-decoro dessa especie de abati-
iienio em que nos adiamos peante o estrangeiro. K es-
ta maioria de que partidos se formar ? Com ella se po-
der sustentar una admnistraco que satisfar as cir-
cunstancias da actualidade?
Eu nao sei se me engao, Sr; presidente, mas eu cui-
do poder allirinai' que, se se removerem os motivos que
teem producido a (Icsiutclligcncia moinenlanea que ob-
servamos, a maioria se tornar a abracar no inesmo ins-
tante (apoiadot).
Nao cncluirei, Sr. presidente, sem lembrar o dito de
um dos ornamentos do parlamento britauuico, na ulti-
ma sessao. Quando coalirors se formaran! entre princi-
pios opposlos, entre grupos que nao tinliaiu entre si o
mnimo grao de affinidadr, este illustre parlamentar di-
zia ao ministerio : Nao ha simarn inais alllicliva do
queavossa. Tus viris pelo favor que vos fazein vbs-
so ininiigos, c "elemento nico de apoo que vos po-
u dem prestar he a eompaixiiu. > Dos me lvre que um
ministerio em que estilo hoinens, cujas qualldade sou o
prlmeiro a apreciar, se achc em to triste siluaco
(apoiadot) '
Sr. presidente, V*Ex. nao sabe a violencia que faro
aos indis senlimenlos mailifeslaiido-uie por esta inanei-
ra. Entre inini elguns mombros deste ministerio ha to-
da a rela(3o de afliuidade, ba una especie de compene-
trarn moral, l'aitilliainos os mrsinos principios. Entre-
tanto, porin, as clrcumstaucias da actualidade sao taes,
3ue nao posso ca regar com a rcspunsabilitlade de til-
os os seus actos. Aralia, senhores, pela greudr/.a do
sacrificio que eu faro, a magnitudc das rases queme
delcrminam a obrar desta uianeira. Eu cuncluo, senho-
res ; creio que tenho feito o que estava em mim para
explicar o estado do meu paiz. Ficarei contente se os de-
ferentes poderes do estado acharcm, as rerdade que
tenho rmitlidocom toda a franqueza, algum auxilio para
determinar qual be a conducta que conviu seguir
na actualidade para bein dirigir os destinos do paiz
(apoiadot)
Algum Senhores: Muito bein, muito bem.
(Conltnuar-se-ha).
HUMO M l'Kli \ A ti liUCO.
XlECira, 16 DE JUHO DX 1847.
Pela galera Seraphina recebemos jornaes ingle/es at
o 1.'de malo ultimo.
A rainha Victoria, o principe Alberto, a real familia
ea corte achavam-se no palacio de Bucklngbain.
O Hornin-j-l'ott annuuciou que S. M. a raiulia acha-
va-se outra vrz naquellc estado interessante que teudc
a augmentar a felicidade domestica da sua soberana e
do principe, scu consorte; edlzla-se, que o parto teria
lugar em agosto prximo futuro.
No dia 2S de marco, vei ilieou-se a inauguraran de S.
A. K., o principe Alberto, no se novo cargo dechanccl-
lcr da universidade de Cambridge.
No dia 24 do inesmo mrz houve na capilal da Ingla-
terra um jejiiui geral, ordenado pela rainha, para se im
penar da divina clemencia a mhioraco das calamida-
des que oppi'iiui'in a Irlanda.
Mr. O'i.ounell, que e achava gravemente enfermo,
havia partido a 22 de Folkestone para lioulogne, em via-
gem para a Italia, a tratar da sua sade, acompanhado
pelo sen tillio inais velho. Os outros seus filhos acompa-
ziharam-no*alc Fdlkestone; mas voltaram para Londres
a cumplir os seus deveres no parlamento. Mr. O'Con-
iicll paulo no dia 26 de llouloguc para Pars.
O Freeman't Journal (da Irlanda) de24 de abril publi-
cou varios extractos de cartas, que demonstravam ser ni-
miamente assustador o esiado da saude de Mr. O'Con-
nell, segundo as ultimas noticias ; a sua debilidade geral
la em grande augmento ; c em consequenca da extra-
ordinaria severiilade do lempo em Lyon de Franca, ti-
nha-se renunciado por einijiiaiito a lodaideia de pro*-
seguir em sua jornada. Segundo o tom dessas commu-
jiicaces, era InUiaiiieiUe evidente que os amigos do
honrado e douto cavalheiro receavam nina fatal icrini-
jiaco da molestia com que tciu elle hilado ha tanto
tempo. Entretanto o Debat em Franca dwia que a 22
de abril, sll horas da manhaa, tinhi Mr. O'Connell em-
barcado em Lyon, com a sua comitiva composta deseo
/illo Daniel O' Oancll, (lu seu capellao, do seu medico,
e de um criado, a bordo do vapor que navega aquella
cldadc para Valence; e que em Ljon se tlnna assenta-
do que o Ilustre Invalido se deuiorassc em algunia cida-
de do sul da Franca, at que adquirisse frcas para con-
tinuar a sua jornada para Roma.
A Caseta de Lyon ditla: = Vimos 0' Connell descer da
ca ni igein que o trouxe ao vapor, e experimentamos um
Inexplicavel sentiiueutade tristeza. Que! dissemos com-
nosco, he este o bomcn que cuchen o mundo com o seu
n o ni e, e que fez tremer a Inglaterra ? A vida parece ba-
ver fgido do semblante do libertador. Elle caininhava
vagarosamente, apoiado no seu medico e no eu capel-
lao, sem reparar as pessoas que o cortejavam em signal
de respeito, e que tinham vindo fazer as ultimas despe-
didas as pessoas da sua comitiva. Pareeia-nos como que
linhamos diante de nos & Irlanda anda forte na sua po-
derosa organisaco catholica, mas decadente e nmii-
bunda. Qiteira o co proteger 0'Connell e a Irlanda!
Os DO. Ilonnet e Viriccl, que asslstlram a O' Connell
durante a sua estada em I.you, rccomniendaram que el-
le fosse acompanhado por um medico, e foi para isto
rscolhido o l)r. Lacour. Asslin, he a um medico de Lyon
que est confiada tao preciosa vida.
Na sessao da casa dos coinmiins, de 21 de abril, foi 11-
do o parecer sobre obill das fabricas, por indlcacaode
Mr. Flelden.
Mr. Trelawny fez-lhe a mais decidida opposieo, tob
o fundamento de ser una perfeita hurla propr-se um
tal bil, sem que a casa tainbem estlvesse preparada
para llxar a rasan dos salarios e o preco das provi-
soes.
Mr. Hume censurou o governo por dar alguina s.inc;ao
a esta medida, dizehdo que as usurpacOes j feitas pe-
los manufactureiros da America aos Ingletes eram to
grandes, que era nada menos que insania o approva-la.*1
Elle, pois, propoz que o parecer fosse recebido daquclle
dia a (i me/es.
Mr. Brown apoiou a emenda.
Dcpois de alguinas observates de Mr. M. Philips con-
tra o bil, apoiaraoi-no tanto Mr. P. Howard como Mr.
S. (; ra w i'n i d. Este denunciou a opposieo como desleal
c acintosa, duendo que no jornal do dia nao se deu
noticia .lignina della, e que todava se lata una tentati-
va para derrotar o bil, tomando de sorpreza os amigos
da medida.
Mr. I!. Escolt negou que a opposieo a este bil fosse
desleal ; e imploren casa, que por commiseraco para
com as classes operaras houvesse de rejeitar a me-
dida. '
Mr. Feand exnrobroit a Mr. U. Escott a incoherencia
das suas opinldcs acerca deste bil. Outr'ora o apoira ;
i'iiin op]iiiuha-sr-lhe.
Uepois de uiua breve ennversaro confessou lord J.
Russell.que houvcra preferido que ueste bil se limitas
se o te ni im de trabalho a 11 horas em vet de 10; mis,
como nina grande maioria da casa havia approvado um
bil de dez horas, cria-se elle justificado em prestar Ihe
u seu apoio.
Mr. I!nebn. I, aeoiiiiou a ((induca de lord J. Russell,
em apoiar esta medida, de fraca, vacillante e indigna de
um estadista.
A casa dividio-se ento, e appareceram a favor da emen-
da 46 votos, c contra ella 104, Em consequenca foi o
parecer approvado.
Mr. lirown propoz rntao que se addici'inasse ao hill
una clausula ; mas depois de alguna conversaran foi
induzdo a retirar a sua proposta.
Lord Ebringtou tambem propoz que.ee additassein
duas clausulas ao bil, mas urna dellas foi rejeiiula
sem discusso, e a outra nem inesmo acbou quema
apniasse
Sobre una clausula proposta por Mr. Leader, aliui de
habilitar os.....h iros a supprir o tempo perdido, nos ra-
sos rm que por desarranjo da machina fossein obliga-
dos a suspender o trabalho, teve lugar urna votaran, na
qual foi ella rejelada por nina maioria de 91 votos so-
bre 31.
Ordenou-sc en tao que o bil fosse passado a limpo,
e que fosse lldo pela terecira vei na sexta-felra seguinte.
Houve todava una nlclligencia geral, deque isto era
smente para se designar naquellc dia outro para ulte-
rior discusso da medida.
Lcu-se depois pela seguuda vez o bil sobre os seguros
de vidas.
Passou entao por commlssao o bil sobre as prises na-
vaes, mas nao sem discusso sobre aseveridade dos cas-
tigos imposlos ua armada.
O assumplo inais importante,que nos dias subsequen-
tcs cunti mni a oceupar a atienrao da cmara dos coin-
inuns, foi o projecto do governo para a educaco popu-
lar, ciijo debate havla sido adiado.
Na sessao de 22, versou a discusso sobre nina ndica-
{Sode Mr. T. Ducombe, oll'erccida ao mesmo projecto;
c depois de longo debate manHestou elle o desejo de re-
tirar a ultima parte da sua indicaran que se entende-
r envolver tima censura ao governo de S. II. B decla-
rando que nao era essa a sua IbtencSu.
p presidente adverllo ao honrado cavalheiro, que Ihe
nao era licito retirar parte alguma da sua inlcarose.iu
o conseiitimento da casa.
Por p. i niissao desta, foi ento retirada a segunda par-
te da Indicarn, c passou ella a votar sobre a primeira
que era concebiua uestes termos: = Que antes de fa-
zer a casa alguma coneesso pecuniaria, para se levar
a eileiio o plano de educaco nacional, como se achava
desenvolvido as minutas da commissao do concelho so-
bre a educaran, de agosto e dezemliro do auno passado,
(asquaes minutas foram presentes a ambas as casas do
parlamento por ordem de S. M.) se nomeasse una com-
missao especial para examinar a justica e convenien-
cia de un tal plano, e osen provavclcusi annual.
A votaco foi ento de 47 votos a favor da indicarn, e
372 contra : maioria, 325. ,
Na sessao de 23, manifestou SU W. Clay o seu pezar de
que ii vi sm a casa ratificado nascsso anterior a projios-
ta do governo por una maioria extraordinariamente
grande, porque estava convencido deque produzha
grande exasperaco e auimosidade no paiz. Que todava
elle se levantara para propr a emenda de que havia
dado noticia casa no dia antecedente, e que apoiava
as mesmas rases que entao offerecra; e conclu
propoudo, que era conveniente que cmqualqucr pla-
no para se promover a educaco do povo, com siippii-
mento pecuniario do estado, se inserisse una disposi-
(o para que as aulas, que recebessem um tal suppi i-
mento, se desse lugar a participarem de qualquer outra
instruccao, excepto a religiosa, quelles rapazes cujos
paes objectassem s doiitrinas religiosas ensilladas pes-
ias aula*. *
Aiiual, posta a emenda a votaco, appareceram a favor
della 74 votos, e contra 210, sendo rejeltada por una
maioria de 136 votos.
A casa resclvcu-sc ento em commlssao de suppri-
nienio, na qual se votaram 100,000 libras para flns con-
cern ntcs educaco.
Na sessao de 20, propozSir \V. Molesworth a seguinte
resol ora n: = que quaesquer minutas da couimissn
do coi.eelho piivadn solire a educaran, ol outros reg-
lame utos, que exeliiiasein os catholicos romanos de par-
ticiparen! de qualquer coneesso pecuniaria para tins
concerncutes educaco,exigindo em todas as aulas,que
recebem taes concrsscs pecuniarias,o uso da versaoau-
thentica das escripturas, eraui inconvenientes e deviaui
de ser abrogadas.
Passando-se depois de algum debate votaran, de-
clararan!-se a favor da inocuo22 votos, e contra 203.
Mr. Ewart propoz ento esta resoluco, que nos dis-
trictos, onde houvesse una s aula que recebesse sup-
primeiito do estado, fossein aduiitlidos os discpulos
cujosjiaes hSo se couforiiiassemcom a especie de Ins-
trnecau religiosa ministrada india, sem que cassem
sulijeitus a Ulna tal iuslruei ao. s
Mr. Agliouby apoiou-a, e SirG. Grey.oppoz-se a olla,
sob fundamento de que o principio, que llie servia de
base, era precisamente o incxqto da resuluco proposla
porSir. W. C'lnj ii'unia das. sesSes anteriores, e que en-
to fra rejeitada porgrande maioria.
Segulo-se depois alguma discusso sobre ella, na qual
toinaraui parte muitos iiieinbrbs ; c ltimamente pou-
derando Mr. Ewart, que depois da .discusso que- hou-
vcra lugar, bem poda o negocio ser delxado conslde-
raco daquelles que tivessema uperintendenciade taes
aulas, retlrou a sua mojn, com permissSo da cantara.
Na casa dos lords, em sessao de 23 de abril, deu-'se
por commissao a sanceo real a varios bilis.
O conde de Clarendon propo ento a .segunda leitura
do bil sobre os direitos datalfandegas, c depois de ex-
por as rasdes que haviam levado o governo a lxar o di-^
reto dill'erencial sobre a.ago'ardeiite colonial em 9 J. ,
cm vet de 6 d. como a principio tenclonaya, exprimi o
eu pezar de que algum dos nobres lords pensasse que
os interesses dos dlstllladores escocera exleiam_ maior
exame:' reclamava-se a seu favor especial protecco, mas
elle nao via que elles tivessem esclarecido caso algum
que a cmara devesse considerar.
Oduquedc Montrose levantou-sejiara prrpr que se
reincttesse o negocio a umacominissao especial, e n'uin
discurso muito extenso considerou ludo quanto dizia
respeito aos distilladorei escoceies, cuja principal quei-
x pareca ser a pe da que sofl'riain pelos reguiamentos,
ftscae*.
E anal, depois de alguinas' nbservacAes de lord
Monteagle em apoio da indica;ao, passou a casa a votar
sobre ella; foi a mncao npprovada por 57 contra 48 vo-
tos, e passou o bil em segunda leitura.
Na sessao de 26, lvantou-se o conde Grey para pro-
pr a segunda leitura do bil sobre o servico militarle
tendo alludidn s objecfSes oppostas n'outra occasio
contra a medida pelo marquez de Londonderry, que pa-
reca pensar que o systema militar, qual o referir, du-
rante a guerra era perfeito, appellava para o testemu-
nho do duque de Welllngtnn quanto s imperfeicoes,
com que tivera de hitar na Pennsula.
E depois de .ligninas ohservaces do inesmo duque e
do marquez de Lansdowne a favor do bil, pronuncian-
do-se contra elle o viscoude Comberinerc, os duques
de Rlchmond c de Cleveland, e os lords Stanly e Brou-
gliam, respondeu-lhes o conde Grey em breve discurso;
e foi ento lido obill segunda vez, por 108 votos a favor, e
94 contra. '
Nos jornaes, cuja recepeo cima aecusmos, nao vem
memorada a nolica de tentativa contra a vida do Papa
Po IX ; mas urna pessoa, que uos houra com a sua ami-
aade, proporcionou-nos a leitura de um artigo do Eeono-
mitt do 1. de inaio ultimo, em que se trata dessa tenta-
tiva.
Segundo este artigo, o Papa fura avisado pelo embai-
sador francez, de que havia quem conspirasse contra
sua existencia, c recebara una lista nominal dos indivi-
duos que cntravain no horrivel plano.
Achavam-se as cousas neste estado, quando, em certo
dia, foi annunciado ao Soberano Pontice um capuchi-
nho que Ihe solicita va audiencia particular. Sua San ti-
dade, que, vista dos antecedentes, deviaarreccar-se de
sementantes audiencias, ordenou que se exlgisse do an-
ii iniciado a dectaraco do respectivo noinc: obtido este
e levado ao Papa, Sua Santidade foi examinar se esse no'-
me estava contemplado ni lista, que havemos niqjieiona-
do, e tendo-o achado ah, deternoinon que o capuchinho
fosse corrido por seta carabineiros que foram mandados
chamar, e postos na en t rada da sala da audiencia, para que
Ihe dessem a busca, antes deseradmitlidg iuesraa sala.
Frita a busca, enconti aram-se, sob as roupas do capu-
chinho, duas pistolas carrrgailas e um punlial envenena
do. Ento, o desgranado, que'trazia estes instrumentos
inortiferos, foi imiiiediatamente levado pristi.
Maravilha-nos, na verdade, qup o Tima, que nao delta
escapar lacio algum importante, se nao tvesse oceupado
dessa oceurrencia, cuja gravidade niguem desconhe-
cer ; e por isso inclinamo-nos a crer qucsrmelhaute
noticia he um pouco destituida de fundamento-
No entretanto, se ella he exacta, se esse individuo ten-
tn, de feito, contra os preciosos das do prngressisla.do
eminentemente liberal Pi IX, nao podemos deixar de
suppr-llie a ousadla do consuminado assassino, ou a
fascinarn do lonco; pois que he preciso que algucm se
achc em um dos dous casos figurados para que Intente
praticar semelbapte acto, quando por forma alguma
pode escapar punirn,quando deve contar que Ihe es-
to tomadas todas as avenidas, que Ihe podem facilitar
os melos de furtar-se justa punirn, como succede
no palacio papal, onde nos iiiforinam que desde o pr-
tico at sala que inmediatamente antecede aquella em
que o Suuimo Pontfice costuma ouvir s partes, ha
tuna retorcida guarda de Suissos, alm de outra deno-
ininada iIds cavalltirot romanos, que se conservain lirnies
na primeira das citadas salas, com obrigacao de terem
constantemente dsus dos seus eompanheiros porta da
segunda;e donde, por consegulnte, era impossivel eva-
dir-se o scelerado quesearrojasse aferir.o priinern vi-
garlo de Jesus-Christo na trra, o successor de San
Pedro.
Seja, porin como Cor, estamos persuadidos que, se
feito se passra, o preso nao perlcnce ordem dos ca-
puchinlios italianos, mas que se servio do habito des-
ses respeitaveis cenobitas, para inais fcilmente obter
ingrrsso no palacio ; porquanlo sabemos que o Sr. car-
acal Midiera, den do sagrado collegio, e o mais preemi-
nente dos membros dessa ordem, he amigo devotado
do Santissimo Papa, e he de crer que tenha procurado
inspirar a todos os seus rmos os mcsuios sentimien-
tos de qu se aclis possnido a respeito de Sua San-
tidade cnsinando-lhes a ama-lo, acata-lo e reveren-
cia-lo.
nisa
odei
I na carta eseripta em Hamburgo aos 23 de abril pr-
ximo passado, e que por certo amigo nos lora confiada,
noticia que em Berlin tcem havido mullas desordens por
causa do sub do'preco a que bao chegadu os cereaes;
preco to extraordinario, que exclue os pobres da possi-
liilidade de adquiriremos aquillo de que necessltam pa-
ra o seu parco alimento.
Dessas desordens a mais saliente he a que tivera lugar
a 21 do predito mez, por occasio de seren roubados di-
versos acalugues, pallaras e armazens de comeslivcis.
Temosa vista os diversos jornaes que recebemos pelo
vapor Paraense, chegado boje do norte.
Os do Cear alcancam a 9 do correute.
Iain ser, ou estavam expedidas as ordens para a elcl-
rode dous senadores por essa provincia.
Os lioiiiens laboriosos d'ahi, quelles que s por forca
de circunistanclas iudependentes de sua vontade, e por-
venlura com rubor as faces e lagrimas nos cilios, es-
molaram o pao com que deviam aliiiieular-sc csses ho-
inens, dizemos.j se acliam liabllitados para darcm Cos-
tas siluaco to alllicliva, e adquirirem a abastanza em
(pie s6em viver os que seriamente se dedcaut agricul-
tura, nic, como todos saliem, lie una das Imites peren-
nes da riqueza das naedes. A terri.vel secca, que por
tanto tempo os flagellra, fora ahiiu substituida por um
invern bcalgno, que, aproveitado como ciimpria, j fa
couique nao su os mercados ceutraes, como os da capi-
tal aiiiiudeiii de todos os graos, de cuja falta la uto se re-
sentlain.
Mas, se a esse respeito, temos que eomprazer-iios com
osUearenscs, vmo-uos toreados a chorar com elles pela
marcha punco regular dos seus negocios pblicos.
A i ni prensa hita com o poder, c este com ella : o Pe-
dio II, echo estridente do lado opposiciousta, fura cha-
mado responsabilidad!- por oflcnsas a S. M. olinpera-
tlor; olivosas que a redarn do peridico asaagura nao
haver feito, mas queenj alguus dos seus artiga* foram
enxergados pelo orgo dajusiica.
O lyco est longe de preenciier o nobre flm, que, sem
duvida, livcraiu em vista os legisladores que deoretaram
a sua ci cacao: a mocidade que, vida de instrucro a el-
le concorre, teui de ver contrariados o seus ardentes e
Ioiiv.im-s ilesejos ; pois que, segundo all una a gazeta
responsablisada, sem que alguem n contrare, smente
dous dos professores desse rstabrlecintento seacbam
euiexerc'icio; os deinais, ou esto (gfh partes de docn-
processos monstruosos contra.as pessoa a quem
a, ao pasao que protege e asyla na propria'residericla
os crimlooso que Ihe merecem symptalhias, como pra-
ticra com certo snjeitp que roubra varia .pecas de "
prata com o peso total de 400 a508 oitavas, e fra puso
em occasio, em que venda algutuas deSsas pecas; ijh.e %
~*~iegas> detxa de tomar em consideracao as' de-
_t, dehelos chegam ao seu conlieclinento; que o julz
Blto interino c o municipal ostentam igual proce-
diniento, eque, assini, ha Cutre a polica e a justica da
comarca um bem combinado preitp para inutilisarem
os actos da promotoria, em que elle, representante nao
pode nem quer continuar, se o governo nao adoptar me-
didas capa/.es de acabareittJpom esse* abusos, que sao
nutras tantas drriculdadct com que tem. de hilar no
ctnnpiiincnlo dos penososaeveccsqueseiiielhaut'com-
misso Ihe impoe.
As fojhas do Maranho chegam a 5 deste mez.
Os niiiiiRos da liga anda conservavam na assembla
una maioria de tres votos; m* os redactores do Pro-
nretso nutrlatn esperancas de ver desapparreer, dentro
em breve, essa insignificante maioria, porque sabiatn que
tinham de toniarassento alguns deputado* que adherein
s ideias de eouciliacao.
Verificadas que sejam as rsperaucasdos lllustres colle-
gas, os bons Maranhenses, o* que deaejain que caminM
desempeyada a adminislraco do Sr. Franco de S, te-
ro de ver autorisada* as medidas que esse prestante ci-
dado prope em scu relatorlo, eque tendem todas a
promover o mellioraioento material e moral da provin-
cia, em que nascera, e de cujo futuro, to seriamente se
oceupa.
Em dias de malo ultimo fallecern!, na cidade de
San-Lulz, os negociantes Antonio Jos Soares Duarte e
Manoel Ferreteada Silva Croan.
Em Guimare*, Policarpo Antonio de Souaa fra as-,
sassinado a tiro por um preto liberto, que a polioja^po-
de aprisionar efaxer recolher cadeia. m
Em Ignara appareccra crivado de facadas o cadver
do fe i tur de unta fazenda. Suppitnha-se que o infeliz
cahlra victima dos golpes dos prelos da inesma fazeula
que feitnrizava.
O frese de Main do Para, cuja ultima data he de 9 do
mez lindo, nada contcin'dc interesse fiara os nossos lel-
torea.
Puhlicncao a pedido.
Illin. e Exm. Sr. Tendo sido menos re-
flectida a dellberaco constaate do aviso, que na data de
8 de marco do anuo passado se dirigi essa presidencia,
a respeito do tratainenlo que e deve dar aos vicepre-
sidentes; manda S. M. o Imperador declarar a -V. Kxc.
que s compele aos vlce-presidentes o de Exccllen-
cla, quando se acharcm no exercicio de presidentes das
mesmas provincias.
Dos guarde;a V. Exc. Palacio doBio-de-Janeiro, em
16 de maiof l843. Jos Antonio da Silva Mana.
Sr. presidente da provincia do Cear. Cumpfa-se e
registe-se. Palacio do governo do Cear, em 8dejunho
de 1843. Bitancourl.
COMMEClOa
Aldtidega.
RENDIMENTO DO DIA 17........... 5:241,339
Descarregam hoje, 18.
Galera Seraphina carvo.
Patacho Chrittina mercadorias.
Consulado.
RENDIMF.NTO DO DIA 17.
Geral.........................
Provincial ..'................
Diversas provincias..............
1:039,602
?32,997
44,255
1:516,854
Sov.iii'M.io Navios entrados no dia i 7.
Para, Maranho, Illo-Graiide-do-Norte e Paraltiba 14
dis, e do ultimo porto 12 1/2 horas, vapor brasileo
Paraense, de 300 tonelada, coiiimandante ocapltaode
fragata Manoel Francisco da Costa Perclra equipagem
30. Passageirtis para csU provincia : lente de enge-
nbeiros Bernardo Perchado Carino Jnior, Lu An-
tonio d Siqueira com um estravo, Rayinundo No-
nato ledo, Francisco Dutra &lacedj com dous )'era-
vos, Tlioinar. Candido Lerague de S, Pedro Antonio
Bernardino, Jos JachitliQ^dos Res, anoel Marques
Cninacho, Joo de Souza Gttniares, Manoel d-jlva
Ferrcira, um soldado desertor e 7 escravtw a entregar:
para o sul, 25 reerntas para oexercilo, 2 praca de
iinpe iaes marinhelros, 1 Africano remettido polica
c 3 escravos a entregar. /
Camaragibe ; 24 horas, hiate brasllairo San-Jos-Olorh-
so, de 30 toneladas, caplto Muitoei David, equipagem
' J, carga assucar ; ao capito. Passageiros, Antonio
Joaquim Fabiao, Lourenco da Fonseca Soares, Sllves-
trePerelra de Jess, Bernardina de Soma ijuiilia com
una escrava.
te, ou licenciados.
.
A importante comarca do Ico Jai 'ob o dominio de
autoridades lo desregladas, que o respectivo promotor,
rompendo emfim o culpavel silencio, representa pre-
sidencia contra ellas, e dlz-lhe: que o delegado orga-
quera. Passageiro, Jos Domingues Perclra Mallos,
Brasilcirn.
Navios sahidosno mesmo dia.
Ulo-de-Janciro, -Rio-Giande-dd-Sul e Porto-Alegie ;
briguc braslleiro Tentador, capito Antonio Pessoa.
Passageiros Jos Antonio de Lima rom sua senlinra,
I'oituguezes : Teles Ferrcira da AunuAciaco, Brasi-
leiro, e 12 csv.ravos a entregar.
ilaltimoi e ; galera diiiainarqiie/a Hdiiiii, capito I'. Ban-
dixon, carga a inesma que trouxe.
Macei, I'alna e Hio-dc-lancho ; vapor brasilcirn Impe-
ralrit, coiniiiaiidanle o capilao-teiienlc Jezuino Lamc-
go Costa. Alin dos passageiros que trouxe para
esta provincia leva a se" bordo : para o Macei, Dr.
Joan Rodrigues da Silva Jnior, Joaquim Malicio de
Aran jo, JosGoncalves Malaura e um desertor;; para
a Baha, Joaquim Lopes da Cosa Maa, Stiro da Sil-
va Campos, Manoel Goncalves da Jilva, Jaiaquim Gon-
calves da Silva", Fre Clemeiiiino de Santa-Thereza ;
para o Rio-de-Jancir, Dr. Jos Bento da Cuuha F-
gueiredocom seu filbo e um cscravo, Octaviano de
Soma Sranca, Dr. Fcrnand,! Aflbnso-dc Mello, com um
cscravo remettido pelo desembargado!- Emeliaiio de
Lio ao desembargador Lua Antonio Barboza deOli-'
velra, Jos Pedro Soares.'Antonio llorges Leal com um
escrava, o brigadeiro Antonio Crrela Scra com sua
familia, segundo cadete Joan Piales Fanistcm, Joo
l'ereira Mouteiro com sua srnhora e urna escrava, um
grumete da armada ; Joo Dousley, inglez.
Baha patacho belga, eo-Rhein, capito F. Hcydabe,
carga parte da que trouxe.
m

0 vapor raraense fecha as malas para
os portos do sul hoje (18), a urna Roa
da tarde.
...


^
_ a admipistregfio geral dos estabelecimentosde
aridade manda fazerpublico a quem convier, que,
no di 21 do corrente, pelas* horas da tarde, na sa-
n das suas 6essfles, se contratar o fornecimento dos
veres de que precisaren os mesmose,slabelecimen-
JL ni semestre de jullnr a dozembro do corronle an-
\n a saber:'-- farinha de mandioca, manteiga fro
' c|i hysson, assucar refinado e de caroco, tem
rinh'o de Santos, vinagre de Lisboa, vinho branco,
ilatra macarrfio, taiharim, arroz pilado branco, le-
onado mangue d'achas regulares, azeile doce e d
rirrapato, sabSo preto, pilo o bolacha, sendo o p3o
,1 austro oncas cada um. Os. pretendemos compa-
recam no lugar e hora aPjBfc. munidos de suas
|r\Sministrac gral dos estabelecimentos de cari-
dada 1* de junhQ.de 18*7. O escriturario,
: Francisco Antonio CavQlcanii Coutseiro.
___*r-----"
THEATRO PUBLICO.
BENEFICIO DE UMA JOVEN
Domingo, 20 do correute, se representara a gran-
Peqa > JOANNA DE FLANDRES ,
eagr,C05arTMESTRAABEU.A.
delega
Pubcfl^lo Lrtteraria.
~ Quem tiver um methodo de jfiolSo do autor
Carulli e da sexta edicto, annnnoie
Policarpo Nunes Crrela morador no bairro
da Boa-Vista na trayessa do Veras sobrado n. 13,
participa ao publico e especialmente aos seus ami-
gos que nas suas aulas (tanto do seno masculino
cpmofeminino ) pode anda admittir alguns meni-
nos internse externos para o quea_osa de sua
residencia he bastante fresca e offerco decoftles
con modos. A preferencia que at. o presente teem
gozado as suas aulas da mor parte das pessoas gra-
das deste paiz, em conflar-lhe a educagflo primaria
de seus ilhos e ao mesmo tempo o crescido nu-
mero de alumnos quo tem deitado prmptos, he
quanto basta para garantir nSo s a sua conducta,
zelo e assduidade, jomo o solido rgimen das suas
referid* aulas no decurso de nove annos, queso
tom dedicado a este importante magisterio-
Aluga-so, por 8,000 rs. mensacs, urna boa casa
quo temduas salas, seisquartos, cozinha ecopiar,
no Atcrro-dos-Afogados, n. 487 : trata-se na ra Di-
rcita, n. 82, primeiro andar.
Aluga-se om sitio bastante grande, com boa
casa, c urna dita mais pequea, com muitos arvore-
dosemuitas frutas de varias qualidades, boa agoa
para beber, boas baixas para capim, trras para
plantar vontade, sito no Manguinho, estrada dos
Afflictos: trata-se na ra da Praia, n. *6.
Roga-se ao Sr. Antonio Januario de Camino
queira annuneiar a sua morada ou ir a ra da Au-
rora n. 5*, segundo andar afim de se tratar de
negocio de interesso.
- Negociam-se 30 aeges daoompanhia de Bebe-
ribe, pela entrada de 80 por cento : a quom esto
negocio convier, ple dirigir-so a ra da Cadoia-
Vcllia, n. 17, segundo andar.

Aot'pail de familia, martimos, fasendeirox e a todos os
intertssades na sade propria e alheia.
Organon de Hahnemann, ou expsito dasdoutri-
nas homcepathicas e notas ao mesmo, 2 folhetos ;
HUicias elementares da homcepathia, ou manual do
fazendeiro, do capitao de navio e do pai de familias,
* _. ----- _" __ ...... <'> nafa n 1 corrilti-
do'
ideiro, uo capuuo uo un, c u y*t .......-..,
folheto : vendu-se na ra da Cruz, casa n. 7, segun-
i Ihdar.
Avisos martimos
Trancelinsdequalquer modelo, anneis, flores,
litas aderecos, pulceiras, brincos etc. ; ludo o
mais bom foito possivel, por prego mdico.
Hielos: trata-se na ra da Praia, n. *6. ._ Na ra Nova, n. 7, primeiro andar, trata-se r>-
Nanoite do 16para 17 do corrente, furtaram I ,jcaimente das molestias venreas, tanto antigs
de dentro da arcada da Alfandega, estando fechada, I como modornas, por meio do um remodio nao mcr-
c entregue a chave guarda, tres caixas do. cha do curai. .
- Contina-se a vender boa manteiga pa* M
a 320, *00, 500, 600, 800 e 1,000 rs. ; ch^ate novo
a 280 re. ; cafe moido a 160 rs.; dito em grao,
1*0 rs.; velas do carnauba do 6 7 e 9 em libra
:20 rs. espermacele, do 6em libra, a.800 re., ha,
I.vsson, bom-, a 2,000 o 2.560 rs; banha dporco,
a 360 rs. a libra; lingoicasJo Porto a*O0rs-, bo
lachinha ingleza a220r#R touc.nho de Santos, su
Pcrior,a2i0rs. ; cartas do traques fortes, <
rs.; milho-al pista a 6*0 rs. a cura Iha's arroz do casca, a 3,200 re. c.alque.rc d, me-
dida velba; queijosnovos.a 1,600 re. umbe
uma.marqueza nova por prego commodo no p
too de-Carmo, esquina da ra de llortas do lado
dheilo, n 2.
girjQriQnynfinrirfflnn
L1VK0S BE MES:
l'AIU
!4lff4@
Para o Rio-de-Janeiro segu no da 17 do cor-
rente^ dPveleira escuna Galante-Marta : para cscra-
vosafreto, ou passageiros trata-se com Silva &
Grillo, na ra daMoeda, n. II.
Tara a Baha seguir por estes das, o mate
S -Benedicto; ainda pode receber ajgu ma carga miu-
da : a tratar com Silva & Grillo, na ra da Moe-
Para o Rio-de-Janeiro pr&endo sahr, em pou-
co dias, o patacho brasileiro Kicterohy, que tem a
maior parte do seu carregamento prompta : para al-
gunia carga, passageiros eescravos afrete, enten-
dam-se com Gaudino Agostinho de Barros, na praci-
nhado CorpoSanto, n. 66- .
A bem conheoida o veleira barca Ftrmeia sahe
no da 21 do corrente; oque so annuncia aos Srs.
passageiros, e para flearem os escravos a bordo n
yTo patacho ni'o tehe, no dia 21 do correle
mez.paraes portos de Angola : quem Tuizerjrdc
passagem. para oque tem bonscom modos* ente n-
Pda-seoomGabdino Agostinf.o de Barros, na praci-
nha do Coipo-Santo, n 66.
X\sos diversos
A CARRANCA N. 15.
Km poltica corisea, em devocSo canta o DeosBar-
riaa: traz epigrammaso urna espiga potica. ..
5--Aluga-seumaescrava : quem a t.verd.nja-sea
r^^JOSr.npCSn0o rJho Bahia tem umacarta, vin-
da da Babia em Olinda subindo o \aradouro no
lCr--tje,pbeffS0* horas da tarde perante o Sr. dou-
toriiz do civel da primeira vara a porta do^ mes-
moJdoutor, naruaNova, se ha *. ""' "m
sitio com casa de vivenda, no lugar de S.-Anna pe-
I orado por execucao do l.uiz Gomes..Ferreira con-
ira os herdeiros de Francisco Xavier da Fonseca
r.nalinho, escrivilo Reg.
D-sednhciro a premio com penhores, mes-
mo em pequeasquantias: na ra do Rangel. n. 11.
--JosdeFieitas Bibeuo, Portuguez retira-se
dosta nrovinciu para o llio-Grande-do-Sul.
!-0 Sr Jos lopesGuimaines lenha a bomlade do
vslaSo con, Jos Duarlc das Neves ate 22 do cor-
re-eluga-se urna grande casa junto a ponte da
Maeda ena com bom banho no fundo da casa, com
2 salas! Squartos, c soao com vista para o no : a
^'Al^gSllS.'Ao'-.nd.r da casa da ra da
Moeda n 9, com muitos commdos, con. v.sta
plTraomar,equeacl.a.senovamente pintado: quem
rSeSni)nAnna Joaquina (.oe.ho queira an-
nUncsrsuT morada, para se Ihe entregar urna
"-^Arrenda-se urna fazenda, com urna legn^qua-
drada de extensao distante desta praca,2 ego.s
sita na comarca do moeiro perto do cuialoao
tomVrZt, com urna .".ule safra no campo tan-
to de algodo como de -m.lho roijao e rocas a tra
torno eacriplorio de F. A. de Oliveira, na la da
esc Ihe porao as penas da le. mihn Fran-
nBi lose Antn odos Santos Coeiuo, i ran i
d'.VrnciscoJosVianna Ja Cuolia l'o.luguez.
C CUiril^u n chuyo a (uoiui, un ------ -- v
12 libras cada urna, e de marca L de umlado eao
outrocom o letreiro seguinte:
FLFNA
NI&GG
HYSON
FSHlNG
c ha certeza de que foram soldados da mesma guar-
da, para o queja se deram as providencias, e se pro-
testa usar com todo o rigor contra quem ascomprou,
ou as acoitou ; premiando-se ao .mesmo tempo a
ouem as entregar, ou dernoticias dellas,polo que so
guardar todo o segredo; podendo dingir-sc a mes-
ma arcada, a fallar, com Joaquim Francisco Franco.
- Precisa-se Jo. urna ama estrangeira para to-
mar conta da admnistragao do urna casa de um ho-
mem solteiro, que saiba coser e engommar na
ra Nova, n. 28, defronte da ConceicSo
-Quemanuunciou, no Oiorio de 15 do crlen-
te, querer Mugar um sitio, por anno para urna fa-
milia dirija-se a ra da Praia n. *6.
- Olorece-se urna mulberpara ama de urna casa
de ramilla, que cose e corta todas as costuras porten-
centes isenhora^e lambem cosCosturas para, ho-
mem olorta alg.mias causas : quem toJ
mo se quizer utilisV dinja-ee a ra do Rangel, ven-
tl'i ni
-Alugafceacasan *2 *rua da Alegra, con.
commodo?bastantes, e pre}o commodo: na ra
8-n-se.para morar do graga, casaa algumai mu-
lher capaz que seja s, para fazer companhia a
umaseihora: na ra dasLarangeiras, n. 1* pn-
m-0 d^o do sitio Chacn, na conformidade de seu
aviso pode mandar botar, desde agora, no sitio da
Piedad em Cruz-de-Almas ao pe da-tamarine.ra
0 leixes de capim de sement o a proporcio da
planta se ir comprando mais. ,ir
P Quem annunciou querer empeabar ou vender
um moleque dirija-se a casa das arenques, na ra
^^-'Q'u'eTannunciou querror arrendar um sitio pa-
ra urriafamilia estrangeira, d.nja-se ao Atorro-da-
Boa-Vista primeiro andar da casa onde mora o Snr.
douto NabucO; cujo sitio he na estrada do Mangui-
nho o tem muito .nais commodos do^que os quo
SOrQgueem' annunciou querer hypothecarou ven-
der um moleque dirija-ee a ra do Rangel, n. 36,
pr^eNngauenTcompre e nem faca negocio com An-
tonio Francisco Alvcs, ar/speito Jumaca rara que
elle comprou ao Sr. Araufo, porque se echa embar-
cada ne o iuizo do civel da primeira vara: e este an-
nuncio seVvira de cautela a nuem n3o qu.zerser
^olaqfm Jos de Souza Serrano d licoes de
rhetorica e geographia. As peesoas que se qu.zerem
nlisar de son pVsVtmo dirijam-se as C.nco-Pon-
tas sobrado do fallecido Peixoto.
-1 Precisa-so do urna ama para casa que sa ba
cozinhar. para um homcm soltero :.na L.ngota ,
oboo n i a ilir (lucia precisa.
--Ocoronenia'noel Cavalcaali de Albuqucrque
Mello embarca para o Rio-de-J.nciio o seu cscravo
^^'SiSceumapietaescrava para o servico
de urna casa de pouca familia n0((Aterro-da-Boa-
Vista* n. 1, primeiro andar. L*
-Trecisa-se d costurenas : na casa de modas
francezas no Atterro-da-Boa-Vista n. 1.
_Lu.z Paulino vai ao Rio-de-Janeiro com sua fa-
m-arrenda-seo sitio Jacar, perto da Cruz-de-
Alma, com boa casa de vivenda, grande cava, a-
rica mui.osarvoredos de vanas qua d d s o ex
curial. .
OengenbeiroMilettem abertona sua casa na
ra do Crespo n. 1*, um curso completo theori-
co e pratico de arithraetica e geometria e pretende
abrir outro do algebra.
Liniii.aUaiatc,
mora na ra do l.ivramento, sobrado n. 1, o preci-
sado bons ofllciaes de seu ofciq.
Ainda cstao para se alugar, por preco muito
commodo, as casas do ns, 27, 29 e 31, sitas na ra
Iteal, prxima ao Manguinho, asquaestecni bastan-
tos e bons commodos, com quintal, cacimba, portao
para os fundos e porto de embanque: a tratapcom
Maooel Percira Toixeira/ morador prximo quelle
lugar. .
Alugam-se, por prego commodo, asrojas de um
sotradinlio na ra da Praia, com commodos para pe-
quena familia, e para negocio : nalivrana da praca
da Independencia, ns. 6 o 8. -
Precisa-so de um caixeiro para venda e que te-
tilla pratica do mesmo negocio : defronte da ribci-
ia da Boa-Vista venda n. 60.
Na larde de 12 do corrente, furtaram aoabai-
xoussignadoumaporquinhalnaco, muito gorda,
com os ps, maos, barriga, pescoco e a frente da ca-
neca brancas; e a poucos dias antes, um carnciro
grande, mocho, capado, com o pescogo vermelbo :
quem destes a'dlmae der rfoticia, receber 10,000 re.
iodo da Cunha Reis.
__Furtaram, no dia 12 do corrente, do lugar do
Monteiro, um caballo castanho rozilho. andador de
meioa i'squiparsoffrivelmcnte, com o sabugo cor-
tado, um calo secdb no racio do espinhago, um taino
sao atravs da mao dir.eita, e do mesmo lado um ta-
co de menos no beco, de seto para oito anuos, em
boas carnes o um pouco pequeo : roca-so em ge-
ral a.quem do meSmd 'der noticia, o queira appre-
hender. participando, ou entregando ao abaixo as-
signado, no Monteiro, que ser generosamente re-
compensado; ebem assim as autoridades policiaes.
pois que, ha om aHno, que o annunciante tem sotln-
do cioco furtos com esto, sem podor remediar some-
lhante mal. -- lodo da Cunha Reis.
Vendem-se na praca da Indepen-
I deucia, livraria ns. Ge 8, a 64 w.
^" Tin i i i [i! i(ii < i 11 ui ii mi i 111' 11111 ui 11 l 11 w ai:LaiIi^
Vende-se una grando olaria perto desta prega,
com bom porto de embarque, tres canoas de inilhei-
ro em bom estado, barro porto, casa do vivenda, boa
cacimba, com oito a dez escravos, e sem elles; par-
te vista o outra ao prazo quo se coiivencionar: os
prctendentes podom annuneiar por esta follia, pai .i
serem procurados o mostrar-se-lhes a p-oprieda-
Ainda so acham para vender ajguns tcii.-nns
de 30 palmos de rente e 150 de fundo, no meio ,i
ra da Concordia, junto a travessa do Me"'<
uns com alicorees, outr.isj beneliciados, c os mais
ainda alagados; vendem-so por procos: tilo em conl,
quo s quem rulo tiver paix5o pela ed.Hcacao de.xara
de comprar: na ra larga do Rozano, n. 18, acharao
com quem tratar.
Vende-scaunia parda de 25 anno,
sem vicios nem achaques, do muito
boa conducta que engouimn, Cose/
e cozinha o diario do urna casa, mul-
to bem ; vende-s muito em conta :. na
ra das Larangciras, n. 1* segundp
andar.
Compras-
____
- Comnra-se um escravo de boa conducta que
seja sapateiro : na ra da Cruz n. 10, ou na ra da
C-- Conipra-se o terceiro tomo dos Lances da Aven-
tura : na ra da Praia, n. 2*. Na mesma casa ha lo-
do anno superior marmelada para vender, a melhor
que ten apparecido em qualidade, tonto branca
como encarnada. ..
- Compra-se urna cadeira da Babia, nova, ou
com pouco uso: na ra do Crespo, n. 11.
- comnrani-sc para fora da provincia, 2 escra-
vasquo tenham boas figuras e com algumas ha-
bilidades : na ra Nova loja de ferragens n 16.
-Compra-se, cm segunda mao um par de ata-
cas de ouro, do chapa um alinelc de senhora um
trancelim do meia grossura tudo de ouro urna con.moda em bom uso : na ra da Cade a do
Recife esquina do Becco-Largo primeiro andar.
- Compram-se 3 ou carrinhos de mo de con-
duzirmateriacs, ainda nao sendo novos; estando,
porm.em bom eslado : quem tiver annuncie.
Marmelada,
superior em qualrdade e por prego commodo, em la-
tascrandes e pequeas: no armazem do Braguez^ao
p do arco da ConcQgrp:
rotera do Km-de-Jane'"
Aos 20:000.^000 de rs.
*Na lojado cKmfiiOTlo Sr.Vieire, na ra iaCadeiado
Recife, vendem-so bilhctcs e me.os dito da lotera
da casa decaridade oR^fJaDte'r 2te Ze
ser extrahida om 15 do torrente. A elles *ntes que
se acabem e chegue o vapor (om a lisia.
=,Venden.-.c escravos. sondo: onv moleque
de nagao bom co/inbelro ; urna parda do t annos
debonila'figura ; urna prelado ,\; ^''"m'sX e\o
lavarinto marca e cose bem ; duas prctas (le u.
gantes figuras, para o servico te**Wgg*_
que cozinha e em-omma : no pateo da matNz-
Antonio .sobrado n. *. i.oadai ulti-
_ Vendem-se chitas impericaei, el.egadas iM"
mmente do Bio-de-Janeiro, a Wzeoda mai mo
derno daquella corle : estao-se rc.tafliando a 320 -
o covado na nova loja de. Francis Jo' Jerle.ra
Bastos, nos quatro-cantosda ra doQuern ado, n^
20. nao-se amostras rrancainenWpara N
melhorconhccerem o bom gosto o bo.fv^T,d,a_Vle,
Vende-se o jogo dos lotes .ou livros^de t sortea
para as noiles de>Jo:"io e S. Pedro 1 volume de
308 paginas a 2,000 rs.: na ra da Cadea-veina,
livraria n. 31 do foBo Cardozo Ayres.
Vendem-se escravos baratos ,^n ra uas
a Larangciras n. 1* segundo anda ,, *
.V molecotes de elegantes figuras um dito
JSff de 23 annos.com ofllcio de alfa.to, o qoal
' $LL vende-sc para fra da
A 2,500 RS.
Vendem-se pegas de madapolo limpascom 20 v^-
venuLiii o |<*y __,_.. Liui,ion. nrnurio na-
PigaTmuos arvoredos de varas qua d des, ex- ^.Kh, a sete vintens propr.o a-
cellentes baixas circuladas dagoa : quem o preten- rs;;3se'meninos, por ser encornado; pegas de
der dirija-se a roa do Queimado loja, n. 18. m a n dc c,.es fisas a 5,00 rs
-Na orla do lllm. Sr. doutor juit do civel da^pri ch to I i P v a, laozinh- largo e en
bestas.comlillias; quartaos o garrotes por exe-
cugao de Caetano Percira Gongalvcs da Cunliacon
tra Marcos Bezerra Campello. rideia-Va-
4iiiirn-sa'iscL''iindoTandarda ra da c.iuea-ve-
Iha' To o pr meiro da casa n. 5?a tratar na mes-
ma'ra, n J.Vmosh.a cusa vende-se o preooniaa-
do oleo para fazer nascer e conservar o cabello, vin-
dO de Sfiu autor, da cidade de Braga.
- Ot)r Casanova, medico francez, morador na
ru Nova n. 7, primeiro andar, offerece seu presti-
outro de igual nnme. cV T habitantes desta cidado e provincia, e der
7* h7^ib8 tratade'parreir s e'de me.oeiros,Kr^Ue1'sempre o acliaram promplo a recetar, o
sado que sai na tratar m. jju.. 0i,iCctos cm fa7cr todas as operagOcs de cirurgia.
c queira cncarregar-se de ^'^^'rande L '".Guam-seradicalmeiileaa. dores de denles, mes-
lot sWaS AntoJ: lo ColSf para I cinco minutos : na ra
C0-Trecisa-sedeuml.on,emra^torde^m^
queno sitio perto da -praca e tfuo e.uu.ua .
L plantas : no CorporSalo lo 1? a
-Um mogobrasile.ro, de 18 annos i v i
ser -caixeiro de 1J' de fazendas en ge i, esorip-
torio, armazem de assucar ou fJeM,0
quem de seu prestimos.! iiuter ulilisai inja
fate dc S.-Pcdro, n. 7. a.dpni
- J B. da Fonseca Jnior comprou, poi oiun
dos Srs JosFerreira da Silva & Irmno e Anlm.io
Gomes Percira, do Maranhao o b.lbote n. 1
a mo estando cariados em cinco minutos
Nova ,_n.7, primeiro andar.
*ue-se a casa terrea da esquina da ra do
Nogueira, com oiWo para a de-San-Jose, com duas
camurinhaWas salas, cozinha fora, quintal, ca-
ri." ha e Prtao; um anulo com duas camar.nhas, sa-
Kcuiuuena cozinha; de sorte que podem morar
dous^orWs independen.es, W inmon,ca-
r Na praca da Independencia, liVrWia ns. 6 e8.
S -1 Qoem annunciou querer empenhar, uu vender
um molcquedqj4e.im, dir.j.-so a ra do-Coto-
Ve-Na M daCcruz venda n. 3 ^precisa-M de
Gomes Percira do M u'ie'fica unv caixeiro. Na mesma venda se dir quem da di-
prin.tira parlo da 17/ loUtia do thealro que w JJ.^ a juroscom penhores de ouro.
em seu poder.
c a retaho, a sete vintens; algodaoz.nho largee.en-
\ .ado muilo tapado, com pequeo toque .le avaru
IXintonsa jarda; sai ja preto limpa e aupennr a
,,2^0 reo covado: na ra. estreita do Rozano, n. 10,
^Vedtseuma cscrava dc 18 anuos: na ruada
Cale. da Beci"e esquina do Becco-Largo, pnme-
r ,n Vernde-sc um pardo de 20 a 30 annos, de boa
fln-re oxccMeide carreiro : na ra da Cruz n. 3.
nlU.?VenSc urna cabra (bicho), boa le.leira e cr.a-
dC?. ^eSrsc res^os,ru1'.onrohustos Pro-
nrins nara o mallo ou para qualquer scrvigo ; sac-
Ls com farn"'a de mandioca .por prego commodo:
^^endem-sc SBXA- do Crespo, n. 11,
-ic nara interno o conhecimentos.
^'.^Vendem-sduaspretos mogas o propnas.par.
lodo oservigodeumacasa : na ra da Cadera-ve
,ha_'vCndem-se 100 meos desoa: no Aterro-da-
V-avede-se unta morada de casa no neceo d
Dique? qne rende .enslmente.6,000 rs., por 450/
rs naruadoS.-Thereza, n. 48.
desta cidado.
provincia
p;,, B5. cngeVno ^J^jT!u^
um pardo com oOicio do sapate.ro, sem vic'oj
boa conducto e que esta acostumado a ser en
um preto de *0 annos, que sabe mu to traba!jar e
sitio, por 300,000 re ; "mna "sSvel; urna pre'-
de nagao que cose e?ngomma BJ wbi v^
ta muito forte o sadia por 330,000 re., e
guis escravos que encommendarom.
^Xd^.Te^aTiria.gadoRo-
zario quarto andar, vende-so 'urna
escrav'a crioula.de20 annos, l.ndis-
sima figura propmp 1^T0
vico por ser muito boa pessoa e
dar-se muito a respeito.

^vende-se um sobrado no largo do Terco, em
chaos prpros, n. 26 : a tratar no mesmo sobrado.
LOTEHU DO RIO-DE^
JANEIRO.
Vcndem-se bilhetes e meios
por: naiua da Cade.a, loja de
lambi de Manoel Gomes.
melada ; condeces com "^^doiboa e
muito freacaes^raHCM^nn^ muilo
^rlid^rV^^^
no Recife, n. *6-


* Vend>m-se moenJas de ferro para engenhoi de as-
fcar, para vapor, agoa e beatas, de diversos taannos'
por prejo commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os lmannos: na praca do Corpo-Sao.
I*, 11, em casa de Me. Caltnont S Companhia, ou na
made Apollo, arinazem, B. 6.
Pa rua do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos cortes do cambraia para vestidos de
senhora; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
daesti muito propria para a estacSo de invern, por
ser de cores oscuras; um rico sortimento de manas
de seda e de seda e la para senhora; mantinhas para
meninas a duas patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos gostos e difTerentes tamanhos; meias de
seda brajicas e pretas, para sonhora e homem as
mais superiores que teem vindo a esta praca; pan-
no fino preto e do cores ; alpaca a 800 rs. o cova-
do ,e muito lina a 1,600 rs. ; cambraias para cor-
tinados awcanMse jamelas assim como franjas pa-
ra os mesmos ; cortes do calcas de casimira franec-
r.a clstica e milito superior, a 5,000 rs. cada corte ;
cortes de collcte de velludo, gorgurSo, setim o de
fustlo por preso muito barato; panno de linho a
?00rs, a vara; cobertores para escravos, contras
mutas Tazendas que todas se vonderflo por procos
muito baratos. r T
Vendem-se superiores chapeos de
^, castor, pretos e braticos, por preco
multo barato : na rua do Crespo, loja n.
la, de Jos Joaquim da Silva Maya
A160ps.
bonetes de palha elstica e pala de lustro : ven-
dem-se na rua larga do Rozario n. 2*.
Vende-se a engenhoca Riacho-das-Bestas, sita
na reguezia d Nossa-Senhora-do-, do Allinho, da
comarca do Bonito, em Panellas-de-Miranda, por
Preso commodo, e vende-se a prazo : trata-se na rua
Direila, sobrado n. 29.
Z&* EM PRIMEIRA MAO', ^J
veadem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
aetro e de Lisboa : na rua da Scnzalla, armazcm
n. fio.
Veide-se um piano forte, de muito boas vo-
ze: na rua da Cadeia loja de chapeos n. 36.
Lausperenne do Hoza rio.
Vende-se na praca-da Independencia livraria ns.
e8, por mil rs., um livrinho contemlo o novo
Mea de Mana, novena da Conceico, e o Lauspere-
nuedo Rozario de H. Senhora.
A'#800 o corte.
Na toja do Gu i maraes Serafim C, confronte ao
arco de Santo-Antonio, i. 5, vendem-se ricos cor-
tes do cassa dos padrfles mais modernos que te'om
yindoa este mercado, e lindos desenhos pelo bara-
to preso de 4,500 rs. cada corte; chapeos de sel, de
panninho francez a imitasao de seda, com lindos
cabos, a 9,20o rs. cada um.
NSo se esqurcnii), freguezes ,
du har tetro que est torran-
do por pouco dinheiro, na
sua nova loja do Fasscio-tfu-
plico, n. 19,
JS!81Un,es *,zen(l8 = madapolfles finos a 2,000
2,200 2,400, 3,00, 4,606, 5,200 e 0,000 rs. : cortes
do cambraia a napolitana, a 1,800, 2,000 o 2,400 rs. ;
cambraia tranca lisa ,.a 2,500 rs a peca; corles de
chita, a 1,660a#e 2,400 rs. e-cm covado a 100,120,
140, 168, 180, 204 tf 280 ts.; lensos de cambraia para
grvala,, s 200 e320 rs. ; ditos para senhora a 3-20
e400rs.; brins-de quadros e listras, para calcas, a
800 1,000 o 1,200 rs ; ditos a 360 o 400 rs. ; bre-
tanha de puro linho a 800 e 900 rs.; lensos do re-
troz da ulUmu moda de Pars para senhora a
3,500 rs. ; primor para vestidos a 320 rs.; lensos
de sed de bonitos padrOes a 1,440 o 1,600 rs ; me-
tms para jaqwelas, de todos os padrOcs, a 240 rs
jL esla de ,nuita dur8 > corlcs de fustOes para
Cotrete a 1,120 rs. ; pannos para cima de mesa a
1,600 rs.; chitas para cobertas, de muito lindos pa-
droes a 160 o 220 r.s. e em pesa a 6,000 rs ; risca-
dos Trancezos, 240rs., o outras umitas fazendas
que pelo sou diminuto preso nSo desagradado sos
scus freguezes. Venham logo freguezes, antes que
se acabem as pechmchas ; ao depois nSo briguem
com o barateiro.
Vende-se fio da ludia proprio para coser sac-
eos : na rua do Trapiche, n. 8.
Casa da F
na na estreita do Kozario, n. C.
fosteestaberecimentoacham-sea venda as cau-
telas da bm acreditada lotera do theatro publico
desta cidade cujas rodas andarao infallivelmonte no
diasde Julho, 11 quem ou nflo bilhetes. A ellas, que
poucas sito.
Vende-se um preto de nacSo, de 36 annos ,
proprio para o servio de ebgenho, por j ter estado
emdit occupasSo, ou para servente de pedreiro ,
por ser muito diligente, e tambem porj se ter oc-
cvpado em tal servido : as Clnco-Pontas, n. 30.
contina ahaver um completo sortimento
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e machinismo de vapor para en-
genho.
Vende-se cal virgem eu meias barricas cliegada
ltimamente ; caixas vasias para assucar ; Alina porejo
decesos de ferro, de duas arrobas; serras grandes para
serrar madeira ; tudo por preco commodo : na rua da
Hoeda, armazem n. 17.
Vonde-se ferro da Suecia ; folha de Flandres"}
cobre para forro de navio; dito para caldeireiro em
poredos grandes e pequeas : narua de Apollo, ar-
mazem n. 6.
'seouexj,
ORJ3S SBJ,$OUIC y 'H UI.'AOU
efo| "ooifqnj-iassBj otia cf *a
'ods9.i3 op em bu *>J J 'f op
-jboi\} ap efoj ou : oinsaiii uiisse
' sopoj c.icd antotp obu onl) .ios
apod ,OB5jod efasarib epuie siod
'UiaqeOB OS Onb SOJUB'tUB.!JO0U03
s.i 000^9 B c03.^ Ba 'opeAooo -sj
OH 8 saza3BJJ saojpad oscx
y o)inm sojoo souij opimi son
UBd SB1SO SI.'pHCjlJOl! 'OBJ3A 99
sibiubI' Bounu anb SBuy bbiiu^
passando a
rea ge di
izinha a direila segunda casa ter-
vende.
-oo o aq an'b iuoi|o
Vende-se, por preco muito commo-
do, por seu dono querer largar, urna canoa
grande de condimragoa,e com pouco uso;
urna dita mais pequea, usada; urna dita
grande, aberta, propria para aterros, on
para o trafico de olarias, por carregar um
milbeiro de alvenaiia de cada Vez ; os pie-
tendentes nao deixaffio de fatCr negocio,
vista dos objetos ciria de clarados : na
rua de Sanzalla-No'va, venda de Jos IV
rira se dir qnem vende.
AO BARATO.
Na nova loja de Francisco Jo-
s Tcixcira Bastos na rua
doQticimado, n. 20, que faz
esquina para rua estreita do
Rozorio, vende-se
brim pardo do listras de puro linho a 200 rs. o
covado ; meias curtas para meninos, a 80 rs. ; ditas
para menina, a 200 rs.; ditas pTetas, para bomein ,
a 120 rs.; ditas para senhora, de lodas as qualida-
des; lensos de chita de tintas fixas ,a 160 rs. ; di-
tos de cambraia, fe res ponas, bordados, a 210
rs. ; mantas de lit de linho, a 2,000 rs.; chitas os-
curas o do tintas lisas, a 160 e 200 rs. o covado ; ris-
cados francezes a 200 o 240 rs,; cambraias lisas,
a 320. 480, 640 o 720 rs. a vara ; cassa branca escam-
pinada propria para babados e cortinados a 400
rs- a vara ; mursulina branca a 480 rs.; madpolflo
fino, a 160,200 o 240 rs. a vara ; bretanha de puro
linho, a 320 rs. a vara; algodo transado azul ame-
ricano a 240 rs.; dito de listras escuras, a 200
rs.; cassa-chita a 200 o 320 rs. o covado ; merino
preto e fino, a 1,600 rs. o covado; alpaca encorpa-
da, a800rs.; brins transados do crese de puro
linho, o melhor possivel, a 1,500 rs. a vara ; brjns
de forro e sargelinas ; o alm destas um com pleto
sortimento, do fazendas por preso commodo.
O BAEATEIEO
DA
No A terro-da-Boa-Vista,n. 84
vendem-se borzeguins, a 2,800 rs.; Sapatos inele-
zes o americanos 2,500 rs.; botins e meios ditos-
francezes, a 2,800 rs., o do Lisboa a f ,280 rs.: sa-
patos de marroquim e tapete para homem, fsoa
rs.; ditos de relo, aSOors.; ditos de cabra, a
400rs.;ditosdesotira,a800rs. ; tosouras de cos-
turas a 220 rs.; ditas para barbeiros, a 300 rs
chapeos francezes, de pello curto, a 3,900 rs lu-
vasde pellica, a 1,300 rs ; bicos de todas as largu-
ras e outras muitas miudezas baratas; sapatos do
meninos a 100 e 160 rs. e borzeguins de marro-
quim, a 400 rs. j
(c
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2 si|ss i -!"*
s-^^G "-5-3
^ ..s **Se
5 e-o s.'
co.
BOA-VISTA
G
a/.
Loja de Joo Chardon ,
\terro- Nfe* loja aelia-seut rico sui limen lo de LaMPEOES
PAHAGA7.com seos competentes vidros accendedo-
ret e abafailoi-e.
Gsftcs candiel ros &> os mcihoies <
inail moderna qMeeristem hoje : recommendom-se o
pobllco, tanto pea segaranja e bom goato de sua b'oa
asfcio de ou servico.
Va mesilla loja consumidores sem-
K^HU.'Jl^!.os-i,ode'GAZ' de CUJ "e aau*a
juanaatn e em w>rSao basiante para consumo. r
fTii ra da Senzala-Nova, n. 4a,
0)3 paaaao^
as mais superiores que he possivel.tanto parajhomem
como pora senhora muito novas ; bem como de se-
da, de todas as qualidades : n rua larga do Rozario,
n. 24
Vende-se un negro peca, de 18 a
ao annos, de mu elegante figura \ assim
como urna mulata da mesma idade, com
habilidades que se dirSoao comprador; e
outra com urna cria de um anno,pouco mais
ou menos ; um mulatinlio de 7 para 8
anuos, muito proprio para andar com me-
ninos em casa : na rua da Cadeia do bairro
de S.-Antonio, n. 25.
Atlencao.
Na rua do Crespo, loja n. VI,
de Jos luaquin da Silva
Haya,
vendem-se chapeos de seda para cabesas de senhora,
os mais ricos, o mais modernos que teem vindo a esta
prsa; assim como se vendem chapeos de seda e do
palhinha para meninas de dous a 12 annos; toncas pa-
ra criausas, de muito lindos goslos. Tudo chogado
de Fransa pelo ultimo navio, e por muito commodo
preso.
est vendendd na sua loja do Aterro-da-Boa-Vista,
n. 10, nrimeira, indo da ponto fazendas que cau-
sam adniirasito, porseu baratissimopreso e quali-
dade. Ahi acharloos freguezes as seguintes pechin-
chas : chitas de pannos muito linos a 120, 140 e
160 rs.; gamhrcoes para calsas, de padresque pa-
recem casimiras, a 040 rs. o corte de tres covados e
meio; ditos mais finos, a 1,000 rs. cortes de casi-
miras do (fia, com 3 covados t- meio a 1,000 rs. ;
pesas de' madapolfio que tem quasi 4 palmos de
largura a 2,400 rs ; corles de cambraia lisa para
vestido de senhora a 2,240 rs.; pesas di bretanha
de rolo, com 10 varas, a 1,4*0 rs.; riquissimos cor-,
tes de primor, fazenda son igual, para vestidos de
senhora, a 5,000 rs. e muito fortes algodes ame-
ricanos azues a 200 rs. o covado.
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\a loja nova do Pa-
seio-PuWico,n.l7,
vende-se alpaca muito fina, cor de caf, a 800 rs. o
covado; merino preto muito finp do duas largu-
ras, a 1,200 rs. o covado; cortes de cambraia liga
branca muito fina, a 2,000 rs. o corte; chales de
fil branco, com barra azul, muito grande as500
rs. cada um ; bom cotno urna porso d*>chitas mui-
to finas, e de cores lixas, a MO, 120 o 140 rs. o co-
vado.
Vendem-se bahuszitihos cobertos de tartaruga,
de differentes tamanhos, proprios para senhora
guardarem sua costura obras de ouro, etc. por
preso Commodo : na rua da Cadeia do Recife Iota
11.19. *
"liseravos Fgidos.
"ii- -.
Cfttia do (Ultimado, n. 10,^
^ nova loja de sirgueiro.
Lima
vende uniformes militares, para to-
das as patentes de legflo cavallaria e
infanlaria da guarda nacional; galOes
de ouro e prata; chapeos invern iza-
dos para pagens.
Vendem-so 8 escravos, sendo : urna parda de
18 annos; 4prctasde20a 30anngs, de bonitas fi-
guras, e com habilidades; 2 ditas de 35 annos,
cozinheiras ; um moleque do 17 annos : todos seni
viciosnem achaques ; no paleo da Matriz de S.-An-
tonio sobrado n. 4.
Vende-se cha preto muito superior, em caixas
de 16 libras, proprio para familia : na rua do Tra-
piche, ii. 8.
Vendc-6e o lttcreio, jornal das familias obra
muito interessante c instructiva em 5 volume,
ornado de numerosas estampas : narua doQueima-
do, botica n. 15.
Vende-se urna preta erioula de 24 annrlk de
liiiil.. hgura que cose bem enf omina e cozinlra
o diario de una casa, lava de sabiio e varrella, e nSto
tem vicios nem achaques : na rua da Concordia ,
Na rua do Trapiche, n. 43,
vende-se urna porsilo de dinheiro de cobre vindo
do Kio-de-Janeiro, no ultimo vapor.
---Vonde-semetado de una casa terrea, narua
de S.-Jose n. 22 ; o tambem una porsilo de doce de
goiaba lino caixesde 7 lifcras a 1,000 rs. : no pa-
leo doCarmo, esquina da rua do llortas n. 2. do
lado esquordo.
- Vendem-se3canoas de 25 a 30 palmos, por
preso commodo : na rua da Praia n. 62.
- Vendem-s'asMil e urna noiles, em 8 volumes,
em muito bom estado, por preso commodo : na rua
das Cruzes, n.40.
, T, Vo.nrte-c estopa, propria para saceos : na rua
do Trapiche, n. 8.
-~ Vendem-se qualfo mastros de pinho : na rua
uo Trapiche, n. 8.
- Vende-se carne de vacca salgada, em barris :
na rua do Trapiche, n.8.
" Vendem -se 191 pesas de cabo de Cairo : na rua
do Trapiche, n.8.
- Vende-se urna cabra ( bicho; que d muito, leito
que a vista do comprador se tirar : as Cinco-Pon-
tas n. 16.
i ""Vende-S0 uma negrinha do nasilo, muito linda,
e 20 annos; um moleque do 12 anuos, de nasilo ;
ilous pardos mocos, ptimos pura todo o servico; 4
escravos de 20 a.30 annos ; f scravas de 16 a 38
annos ; urna parda de 22 anuos, que cose engom-
nia lisoeco/inha : na rua Direila, n. 3
- Vende-se um moleque de 17 annos, official de
pedreiro : na rua Nova loja n. 14.
- Vendem-se 50 acsOes da companhia d Behe-
nbe : no pateo da Matriz de S.-Anlonio, n. 4 se-
gundo andar. '
- Vend-se um moleque de boa figura de 20 an-
nos ; dous pretos, proprios para qoalquer servico ,
ae s* annos ; urna parda de 22 annos com hul>-
nuaues; 3 pretos com algunias habilidades, du 24
a JO anuos: na rua do Collegio n. 3, segundo ao-
dar, se dir quem vende.
- Vendem-ao duas vaccas paridas.de oohco tem-
po : a tratar com o Pimcnlel na rua Nova.
.wZVende."S0 cera e,n vel*s > S'Tfi-i-parrilha por
preso muito commodo para fecliarcontas : na rua
uaMooda, n ti.
- Vendo-se ama linda preta do nas?o, de oj an_
nos.queengommaecozinha bem, n*o tem defei-
lo algum ; vende-se por necessidad I na rua estrei-
wdo Kozario, n. 31 primeiroant.-
-- Vende-sc urna preta de meia idade de naciio
boa quitandeira : ao comprador se dir o motivo d
venda : na rua do Kozario de Boa-Vista, i, 2.

-- Fugio, no dia 16 de maio de 1847 o moleque
Manoel, crioulo de 18 annos, estatura ordinaria a
proporslo da idade ; tem cicatriz de um talho em
urna das faces, olhos francos o grandes denles da
frente pe rfe i los pernas finas, nariz chato, alguma
cousa fula da cor, cabellos pretos ; levou urna pega
de ferro na peina direila; est principiando a bar-
bar; tem osbeisos'grossos; suppOo-se tor furtado
um cavallo russo, grande, dos canis oscuros, di-
nas grandes, capado ha 6 das e com ferro. Esto
escravohe pertencenle ao tenente-coronel Manoel
Soares Cortes morador na povoacloda Novn-Cruz,
provincia do Rio-Grande-do-Norte. Quem o pegar
leve ao dito tenente-coronel, que bom recompen-
sar.
-- Fugio, no dia 25 do passado de TirirjT, trras
de Algodoaes um pardo, de nomo Faustino de 30
annos pouco maisu menos secco, estatura regu-
lar rosto comprido, cabellos encarapinhados, pou-
ca barba ; desconfia-se ter ido para Pajah-de-Flo-
res, donde veio para aqu ser vendido: quemo pe-
gar leve a seu senhor, Gaspar da Silva Fres, na rua
Bella, n. 40, que receber alvisaras.
Fugio de bordo do patacho Velicano um escravo
de nome Roque, do San-Thom estatura baixa,
rosto redondo esem barba,.com feridasnas pernas,
vestido com camisa e calsa azul e barrete inglcz.
Este escravo pertcnce a JoSo Jos.i Pereira do Azeiraj
do Kio-de-Janeiro. Quem snpprehender, queira le-
va-lo rua da Cruz n 66, rasa de Gaudino Agosti-
nho de Hunos, por quem ser recompensado.
Fugiram Aloxandre, cabra, e Marcellina. pre-
ta que pertencem a Manoel Ignacio do Albuquor-
queMaranhlo.senhr doengonho novo da Concei-
Siio ; j foram presos, -ou demorados em Iguaras-
su (Inhaman ) cd'ahi tornaram a fugir". Pede-se as
autoridades policiaes e capitfles de campo a captu-
ra dos mencionados escravos que osleverri rua da
Cndcia-Vclha n. segundo andar, onde serio re-
compensados c se pagario todas as despeza que
porventura se lenhan fito.
- Fugio, pela primeira vez, no dia 15 do corrente,
o pardo Albino, escravo do juiz de direito da co-
marca do Brejo-da-Areia Antonio Joaquim de Al-
ina] uorque Mello que ora se cha nesla prasa. O
dito escravo ter 26annos de dado ; lio pardo nfio
muito escuro de estatura ordinaria, rosto com-
prido barbado e do suissas largas e baxas cabel-
los annelados olhos granes nariz comprido e
pontudoy beisos e fallas grossas ; tein um lobinho
no hombro esquordo; lio sapateiro, cozinhoiro,
serve de pagem e anda calcado ; Tevou calsas e ja-
queta do melim preto sobre outra do panno de qua-
dros oscuros chapeo preto voltio: consta ter dito a
algum.as pessoas que .quera procurar senhor, e a
outras que procurava urna subscripslo para se liber-
tar. Quem o pegar leve ao dito seu seu senhor, na
ruado Jardim casada aula de primeiras ledras,
. 43, que sera bem recompensado.
TEM BOA GRATFICAO'
quem pegar o moleipie Jos, crioulo de 18 a 20 an-
nos, corpo regular, bem parecido cor um poUco
fula p.eseosojallo, falja.branda ehumilde ; tem um
denle dos da frente, do lado superior partidoao meio,
que a primeira vista parece.que Ihc falta um denle;
levou calsas do casimira azul do quadros camisa do
madapolo fino Desapparecou da casa do seu se-
nhor sem molivo algum c por isso julga-so ter sido
desencaminhado como de Macei, que foi furtado
e eonduzido para 0 llio-Foi nioso. Rogu-so as auto-
ridades policiaes, que deilem asisuas vistas sobre es-
ta calila de ladrSes flagcllo da humanidade.
PURIN : WA TVP. Dr. F. DErAMA. l847.

-1.


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