Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08443


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Full Text
Anuo de 1847.
Quinta-feira 17
DIARIO pol>le-9e todos os rila, que nao
-d c"1 Pr5<> d" "i8nVura h<1 de
n r ooi quTlel, fagos adiantadot. Os n-
4 jOO j"" a'ss,,antcs san inseridos i rasio de
nuncios "40 n em ,ypo arente, e ,
"-y.",i, metade. Os que no fnrem assR-
r'Pl,'u" ^ so rs. por un., e 100 eu. tjpo
PllASES DA'LOA. NO MEZ DE JDNHO.
i. 6 I hora e 46 min. da manliiia.
MinR<^ 12', 5 0 ora e 3 mi. da larde.
rC.. I", a I ''ora. e 10 min. da tarde.
r^Ai ti, *> "Orase I ">. daiuauliaa.
Lu cne >
'
PARTIDA DOS CORREIO?.
Goranae Parahyba, as segundase sextas feiras.
Rio-rande-dn-.Vorl quintas feiras aomeio-dia.
Cabo, Serinhem, ftin-Kormoso, Porto-Calvo t
Maceid. no I.", a 11 c 11 de cada mez.
Garanhuns e Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores. II e 28.
Victoria, as quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
PREAM-AR RE HOJE.
Primeira, s 8 horas t SO minutos da Urde.
Segunda, as 8 horas e 64 minutos da manilla.
dev Junho.
Ann XXIII.
N. 155.
DAS DA SEMANA.
14 Se .mida. S. Baliteo. Aud. do J. dos or-
plios, doJ.doc. da 2 V. e do J. M. di t v.
15 Terca. S. V W^Aud.doJ. do dv. da I. v.
e do i. de pas do 2 dist. de t.
IC Quarta. S. Aurelianc. Aud. do .'. do civ.
1. ciInJ. de paz do 2 dist. de t.
17 Quinta. S. Kainero. Aud. do J. dcorph.
e do J. 1n11nicip.il da I. vara.
18 Sexta. S. Leoncio. And do J- do civ. da I.
v.e do J. de paz do I. dist. de t.
19 Sabbdo. S. Ursicino. Aud. doJ. do civ.
da I. v. e do J. de paz do 1 dist. de t.
20 Domingo. S. Silverio.
CAMBIOS NO DA 10 DE JNIO.
Cambio sobre Londres a 27 d. por I) rs. a 6 d .
i a Pars 45 ri. por franco,
i) v Lisboa 105 de premio.
Dcsc. de lettras de boas lirms de 7,a I % o,"1"
Ouro-Oncasl'espanholas.... 28*000 a 28/50"
a Moedas de 8f tno velli. I8f000 10*100
11 de ijoun..... 9^000 a 9*10
Prala l'atacoes.......... 1*940 1*06"
a Pesos columnares... I#920 a 1#940
Uitos ineiiciiius ... lf'60
Miuda............. I920 a ll30
Acedes da comp.do lleberibe de SOfOOO rs. ao par.
DIARIO DE PERPJAMEUCO
PARTE OFriCTAL
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO CORRENTE.
(iflii'in Ao inspector da thesouria das rondas pro-
vinciaes, ordenando o pagamento de 20,120 rs., des-
pendidos com os presos da cadeia do Cabo, do l. de
bril ao ultimo de maio prximos passados. Parli-
cipou-se ao choto de polica.
Dito Aojuiz de direito interino da comarca da
Boa-Vista, declarando-se sci.ento do fallecimento do
barharel Amaro Baptista Cuimares, que so achava
orneado juiz municipal o de orphos dessa co-
marca.
Dito Aojuiz do paz da freguom do Jaboatao,
significando que deve cumprir os despachos do con-
rcilio municipal de recurso, visto como, segundo in
forma o juiz que o presidir, os eliminados niio re-
corrern! para o tribunal da relacio.
Dito Ao administrador das obras publicas, de-
clarando quedevom ser dirigidos pelo ongenheiro
CarvalhQ do Mondonga, e de conformidade com o dis-
posto em ofllcio do 12 do marco deste anno, os con-
certosda estrada da Tacaruna, e a plantacHo de gra-
ma, que se lem a fazor nos taludes da mesina es-
trada.
Portara Nomeando escrivito da 1.* secc3o do
consulado provincial a Joflo Ignacio do Rogo. Par-
ticipou-se ao inspector da thesouraria das rendas
provinciacs e ao nomeado.
Archivo militar.
Illni. c Exm. Sr. Nn officio do capillo do porlo de
Pernambuco, cun data de 18 de fevereiro ultimo, quea-
companhou o aviso de i do corro uto inez, pelo qual V.
Exc. determina que eu emita a inhiba opinio a res-
peita do seu objecto, participa aquello funecionarjo, que
o porlo do Mosqueiro da cidade do Recife contina a
peiorar, e pedeprovidencias, para que, miando niiopos-
sa ser no todo, ou em grande escala melhorado, receba
ao menos algum beneficio de que ainda he susceptivo!;
e refere-se aoden. 4 de 18 de setembro do anno (indo,
que tambem acnmpanhou pur copla o mencionado avi-
so, e no qual propoz a nomeacao de uina cominisjio de
cngcuhelros, que, examinando escrupulosamente o es-
tado em que se achao dito porlo, aprsente as medidas
eflicaes que se devam adoptar para se conseguir o seu
inrlliorameiito, acompauhadas do plano das obras e seu
orcanicnto, e indica como a primeira que se deva fazer,
urna estacada que obste a pssagem para o Mosqueiro
das ardas destocada*, da llha do Nogueira, que o dito ca-
pitio do porlo suppoe a causa nica que tcni poderosa-
menlc concorrido para o mo estallo em que se ocha
aquelle porto; e acensa, alm disto, a remetsa de una
memoria do engenlieiro civil L. L. Vautbier sobre o seu
nclhoraniento. Cumprindo, pois, as ordens de V. Kxc.
tcnlio a bonra de declarar-llie que, na minha opnuao
diversas causas tcem coucorrido e concorrem para o cn-
tupimento e fnrmacao das coras do interior do porto do
Recife-em Pernambuco, sendo as priocipaes: 1., a indi-
cada deslocajao da reas de que he formada a liba do
Nogurira, que fecha pelo lado do sul a sua bacia; 2.
os grandes, continuados e mal dirigidos aterios que se
teeiufdto uas margens.desta bacia ao norte e ao sul da
ponte do Recife, e seguidamente pelo rio Capibanbe
cima, o? qiiae por uin lado, diinlnuindo considcravcl-
menteo cspar.0 destinado a receber as agoas da inare de
endiente, fatem que o volume deslas seja menor do que
convm para ter a fr^a de correnlc netessaria. para le-
var na vasante as aras fura da barra, e por outro lado
fornecem cllcs mesuios uina boa porjSo dessas aras,
sendo fcitos sem reparo, e por isso cnigrande parte re-
movidos pela mesma niar; 3., as dirccc6cs dos dous
liracns do rio Caplbarlbc, que despejan! no porto, viudo
uin do norte Junto com o rio Beberibe, c o outro do su-
doeste, formando urna especie de delta entre a pona do
Forte-do-Matlos e a ilba do Nogueira; 4., a distraccao,
na vasante das mares, de parte das agoas do braco que
vcmdo sudoeste, pelos canaes de oeste e de leste da
dita ilha, e pela pequea e quasi inulil barretinba das
aneadas, e de ambos os bracos por- cima do arrecife
que fecha o port a Leste, at quasi meia inare de va-
sante; 5., as direcedes dadas a alguns dos caes que teem
sido construidos, alterando e perturbando as das cor-
rentes; .", embarcares, inadeiras e oulros objeclos
doixados afundaos no canal, e encalhados as mar-
gena; 7.. servir o porlo e as suas immediacocs de depo-
sito dos lastros das embarcares, e de todos os despejos
da cidade; 8., a grande quanlidade de materias trazidas
lelo rio em suspenso, lias occasioes das suas grandes
endientes, etc. Sendo estas as principacs causas que
eooperam para o mo estado em que se aclia o porto co
lleclfe, be consequencla necessaria que se dcvein cin-
iirrhcnder as obras e'trabalKos que mals ellicazmenic
reinavain aquellas que o poderem ser, e allenuein
iiuaiuo fr possivel os effeitos dasoutras, o que deman-
da um aecurado e minucioso estado sobre as circiuns-
tancias daquclle porto, e por isso me parece de necessi-
tlade anoiiieajo da comiiilssu de engenlieiros, indica-
da no rnelo a queme refiro, para organltar o plano ge-
ral das obras e iraballios que se devein pratlcar. A pri-
meira obra que provavelmcnte propora essa coimnissao,
por ser de uina necessidade evidente, he a conslrucfao
de una estacada, ou de um muro na ilba do Nogueira
desde o arrecife al onde for conveniente para conseguir
os dous grandes lins: 1.*, de obstar a contluuatao da de-
i.iollcao da ilba, cessandoassim o fornecimento de gran-
de parte das aras que se deposllaui no porto; %', evi-
tar a distraccao das agoas da inare, que na vasante pas-
an, agora para o Sul da ilba, e que virao augmenlar o
voume das que se despejain pelo canal do port. Outra
obra que me parece deveria seguir immedlatamente es-
u Mriaaclevacaodo arrecife, 1.' tanto quanto fosse
necessario para evitar a distraccao das agoas no comeco
pois quanto con
defesa do porto
necessaria promptido; eu aconselharia duas machinas
trabalhando eHectivamente, uina desde o banco da bar-
ra at a ilba do Nogueira, outra da ponte do Recife, ou
talvez da bacia ao norte desta ponte, at a mesma ilha,
ou sendo distribuidas de outro modo que se julgasse
finis conveniente. Estas machinas devem ser munidas
de suflicien te numero de pranchas ou barcas de conduc-
co para transportar {inmediatamente, para os lugares
queserao designados, os depsitos extrahidos do fundo,
para que nao aconteca perderem dous trros, c talvez
ni.lis do tciupo que se poderla empregar na excavadlo,
por nao haverem cinbarcaces suflicientes para receber
o producto della, como observei quando estive naquella
provincia. Conjuntamente com estes trabalhos deve
ser estabeiecida a mais activa, severa e rigorosa polica
para evitar que se i'.icam aterros e caes sem ser debaixo
do plano gcral meditad), que se deve trac .ir, e que a-
q no lies se elleeiuei n sem sei em cobertos de caes ou mu-
ros, ou de estacadas revestidas de taboas ou fachina, de
sorte que o aterro uina vez laucado niio seja maU levado
pelas mares; que as embarcaces lancem o lastro no
porto ou as suas iinmediaedes dentro d'agoa; para nao
consentir embarcaces encalhadas senao nos lugares pa-
ra esse in destinados, e bem assim mastros e oulros
paos. Ainstitui(fio das capitanas dos portos inulto pode
cooperar para o bom xito deslas medidas. Oque talves
seja mais difflcil, mas que be de absoluta necessidade,
he nao consentir tambem que os despejos da cidade se
facam no porto e suas iinmediaedes, por ser esse um
habito inveterado de imineinoriacs annos, e imporlar
essamedida ua inudinca completa no systeina dos
despejos daquellacidade. Porm toca ao governo e a
cmara municipal della euiprchcnder essa mudanca,
tao til a conservacao do bom estado do porto, quanto
necessaria para a salubridade da atmosphera.
Da memoria do engenheiro civil L. L. Vauthier, que
o sobredito capitao do porto reinetteu a V. Exc., existe
um exemplar nesta repar^ao, mandado por V. Exc.
com o aviso de 11 de marco de 184, para ser archivado.
Ella conlm, na minha opiniao, vistas multo interessan-
les, e pa rece -me digna de ser consultada quando se pre-
tenda orgauisar o svstema de trabalhos para o nielhora-
mento do porto de Pernambuco,porm nao he possivel
formar um juizo exacto do merecimento de cada urna
das obras que propc, ncm sobre as vantagens e incon-
venientes aellas, por ser para isso necessario esluda-la
com cuidado e aitenco em presenja das plantas gcral
c parciaes a que se refere c nao aconipanharaiii, como a
V. Exc. parlicipei em ofncio de 18 do referido mez e an-
no, no qual pedi essas plaas como parte complementar
da dita memoria; falla que niio pode ser suppnda pelo
appcndice que com esse llm Ihc addicionouo seu autor,
anexar de elle asssim o asseverar. Outra memoria deve
existir sobre o melhoramento do porto do Recite, pre-
sentada em 1817 ou 1818 pelo Exm. general Andras,
O Sr. Vunei Machado: Contra esse mlseravel calum-
niador !
OSr. Peixoto de Prio : He Intriga que nos querem
armar, igual a cst'outra, de que no momento em que
foram escull idos os senadores de Pernambuco, que no
momento em que se retirouo ministro que nos era hos-
til, he que nos apresenlainos em opposivao, querendo-
se assim offuscar a posicao honrosa e digna que oceu-
pamos na casa, quando he certo que desde o principio
da sesso teums dado minios signaes de opposicao....
O Sr. .Viiu. Machado : Desde o liin da sesso do au-
no passado. <
O Sr. Pcixolo di Brilo: Depois de termos presencia-
do a conducta do gabinete em todo o anno passado, nao
era possivel que continuassemos aapoia-lo.
O Sr. Lope Sello : O gabinete sabia disto.
OSr. Urbano : Sr. presidente, desde hontem que V.
Exc, ea casa deviam ter observado o proposito em que
eu me achava de nao tomar parle nesta dlscussao. Eu
entend, e ainda entendu, Sr. presidente, que o lugar
mais proprio para discussao desta oideni era o voto de
gracas. Eu lamento que um discurso na casa proferido
por um nobre deputado da minha provincia provocas-
se os incus amigos a tomarem parte, c parte tao activa,
em uina discussao anticipada ; pens iiiesmo que nao
era preciso responder a esse discurso ; c se eu tivesse
de rcspoiidrr-lhc, liinitar-me-hia'a aconsclhar ao no-
bre deputado que adoptasse essa lingoagcni depois de
resignar o lugar que Ihe deu nesta casa o partido a que
dirige boje tao graves accusaces (apoiado)- Esta seria a
minha resposta
O Sr. Nunes Machado : L est a sua chronica.
OSr. Urbano : Mas, Sr. presidente, j que tomei a
palavra, nao posso dcixar de dizer mais alguma cousa.
Acciisam-nosdefazermos opposicao a um ministerioque
segu a mesma poltica do 9 de fevereiro. Eu julgo que,
"se outros lacios nao existessem para que duvidassenios
desta as.sercao, bastara o espectculo que boje nos dao
os iiobres deputados (apoiadot). O ministerio de 2 de fe-
vereiro mereceu da parte dos nobres depuladus una op
posicao a mais violenta : boje dao o scuapolo ao minis-
terio actual; ser porque tenha a mesma poltica do 2
de fevereiro?
OSr. Jos Pedro : Os argumentos que apresentam
contra nos servem para cllcs.
O Sr. t'rfcano: Os tactos, porni.provamlquc se os no-
Sr. presidente, seja-mc lcito, J que tomei parte na
discussao, fazer mais algumas observacocs. Ha na casa,
senhores, quem estoja convencido da conveniencia pu-
blica na continuaro, por excmplu, do Sr. ministro dos
negocios cstrangeirns nesta repartlcao.' (Pama).
O Sr. Ferras : He iinpossivel.
USr. Sunet Machado: Espere pela resposta.
O Sr. Urbano i Sejam quaes frem as eonslderafOes
que eu tenha prlo nobre ministro da faienda, poderei
negar que o nobre ministro nao est habilitado paraexcr-
cer esta pasta? Que possa exercer com proveito a da jus-
tica, nao oduvido; mas corto nao est habilitado para
a da fazenda.
O Sr. farbosa : J examinou-o?
O Sr, Urbano : 0 nobre deputado inesmo o sabe sem
ter examinado.
O Sr. ). Manuel d um aparte que nao ouvimos.
O Sr. Urbano: Est engaado o nobre deputado.
O Sr. JVioMf Alachado : Nao d resposta.
O Sr. Urbano : Est engaado ; ape/.ar do fazer uina
grande ideia de si, ncm todos tcem o mcsinoorgiillio e
amor proprio do nobre deputado.
O Sr. 1). Manoel : Nao aspiro ao poder.
O Sr. Peixoto de Bi Ho --Nao desea, Sr. Urbano; nao
responda.
OSr, Urbano : Da parto do nobre deputado nao seria
censuravel aspirar ao poder.
O Sr. />. Manoel: Nao posso ; nao tenbo fnreas.
O Sr. Presidente : Attencao !
O Sr. Urbano- Sr. presidente, foi smente para dar
estas explicacoes, e sobretudo para arredar as impresses
de una Intriga inesquinlia o vil, qual a que veiu boje no
Mercantil, que eu lomei a palavra. Fique a cmara con-
vencida de que nos estamos dispostos a apolar qiialquor
ministerio, sejam quaes (orea) aspessoas de que elle se
compoiilia, comtanto que essas pessoas representemos
principios da maioria da cmara, e touhaiu uina tal con-
nexao entre s, que forinem um iiiinistcri-o compacto, ca-
paz de fazer a felicidade publica. Eu nao enlendo o mi-
nisterio cujos iiiembros dizein:-- Isto nao be da minha
repai ti{ao Nao cntondo ministerio cujos membros
di/i ni que nao tcem partido; nao comprrhcndo governo
representativo sem partido (apoiadoi), ncm parlamento
sem partidos um governo representativo sem partidos
na cmara seria una vcrdadelracrise (apoiadoi). Oque he
governo representativo? He governar segundos iute-
resses c senlimentos nacionaes; e como se podem estes
II lllilllil i i" i *- *- J-~~ -~--------- ?
cuja habilidade he bem conhecida para que eu tcnlia
nada a accresccntar esta declaracao, senao que inulto
anroveitar essa memoria oos offlciaes oue frem uo-
meadosparaa eonmlasfa cima indicJaaa-1cns'*-'"e
que outra memoria fra folla pelo tinado chele de es-
quadra Diogo Joige de Brilo, em 1815 ou 18lb, a qual
nunca chegou ao meu conhecimento.
Outros trabalhos haverao as secretarias de estado
coucernentrs ao inesmo objeclo, que ..mito auxiliarao
a coiiiH.issfio para apresentar o nicllior plano geral das
obras neeessarias e litis quellc porto.
O.pie fica exposto he quanto so me nllerccc Poi_agora
dizer a V. Exc. sobre o objecto dos oflicios que acoin
panharam o citado aviso de i do correte mez, os quaes
tenho a honra de devolver. ,.,,
Archivo militar, 12 de niaico
Sr. Antonio Francisco de
Dos guarde aV. Exc
de 1847. lllm. e Exm.
Paula c HollandaCawIcanU.de Albuquerque n.inist.o e
secretario de estado dos negocios da n1"- ~ r
mino Herculano de Maraes Ancora, br.gade.ro g.aduado,
director.
PARLAMENTO BHAS1LE1RO.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS-
SESSO 19 DE MAIO D3B 1847.
DISCUSSAO SOBRE A MODIFICACAO E RKORGAM9ACAO DO
MINISTERIO DE 2 DE MAIO.
(Continuacao do n. anlecedenU.)
O Sr. Peixoto de Brilo : Ninguem dir que esta dis-
cussao foi occasionada por uin simples roqii.M .meiito pc-
dndo-sc ao governo, que pela secretaria 'P""*^
mettesse a ella casa a llsU dos iuizcs. quer de 4 mo,
qur municinaes. que teem pcJdo l.ceoSas e "M'^-f
com ordenado, ou sem elle. Senhores, a discussao de-
nota mais alguma cousa. denota a anxiedade em que es-
lava acamara de manifestar suas ideias, seus senlimen-
tos a respeilo do gabinete actual: pode ser que esta ma-
.ifestaco ainda podesse ser demorada al a discussao
do proiectodo vol de gracas ; mas quem nao sabe que
urna ocurrencia extraordinaria leve lugar, e que de-
pois della foi que appareceu a discussao que tcm sido
evada ao ponto que temos presenciado ?
Quanto aos quatro membros do gabinele. cu tenho a-
ponas de dizer que me conformo intciramentc coin aopi-
nio einitlida pela deputao de P""""0- _.
Feita esta declaracao, tenho uefa"'maoulia ehe
: de bastante que n'um objecto de iuriah*r'
deputacao de Pernambuco ; e he sobre isto principal-
mente que tenho de dirigir ao nobre deputado algumas
palavras.
Obteve-se um trluinplio, dlz-se, com a cscolha de dous
ecuadores pela provincia-de Pernambuco. Os nobres de-
putados nao soi se sabem que o ministerio tem a opiniao
de que a cscolha de senadores he urna attribulf o do po-
der moderador, na qual nao tem de intervir o ministe-
rio : portanlo, que tem a escolha com o ministerio ? A-
gradocemos em suinmo grao, Kr presidente, (anotados),
agradecemos com a mais pura sincoridade (apoiadot) a
escolha feita, c sobretudo quando todos os esforcos, to-
dos os meios, lodos os embaracos se pozeram em prali-
ca para obslarrin esse triuinplio.
U Sr. Sanes Machado : Apoiadssmo .
O Sr. Urbano ; Quanlos mais foram os embaracos,
tanto maior he a nossa gratido....
O Sr. A'unfj Machado: Apoiadssmo! c da provincia.
OSr. l'rfMino :.... e da provincia.
O Sr. A'unei Machado : Excepto aqucllcs que d.zcm
que por esse facto deixam de ser Pernambucanos.
O 6'r Urbano : E nao conlenlcs com esta aecusa-
cao dizemquequereremos ministerio a nossogcito.quc
uucremos governar o palz exclusivamente e a nosso gci-
lo auaes os fados que encontrao nobre deputado para
afirmar na casa uina tal proposito .' O nobre deputado
tcm visto que o nosso dcsinteresse he tal, que teios a-
noiado o ministerio, tendo nelic ininiigos decididos
(avalados), o nobre deputado sabe que anda o anno pas-
sado ns apoimos o ministerio e declaramos que nao
tinhamosconlianca senao em dous membros que del le
faziaui parte; apezar de nao existir um s incmbro da
deputacao de Pernambuco nrsse ministerio nos o apo.a-
mtis; sbc que apelamos o ministerio de 2 de fevereiro
com todo o cnthusiasnio, e o acompanlinios inesmo dc-
noisde largar o poder, c ainda estamos promptos para
mostrar gratido a esse ministerio que increccu o nosso
apoio e corresponden a nossas esperancas.
O Sr Netlo : E as esperancas do pala.
O Sr. Urbano: ... mas boje queremos urna organisa-
cao a geito. .
O r. Nunes Machado: Para que?
O Sr Urbano : Consta ao nobre deputado, que algu-
ma orcansacao se fltesse? Consta que algn, club liou-
vesse no qual se resolvesse que so se apoiaria un. minis-
terio organisado com taes o tacs pessoasj Donde deriva,
pois, esta sua assercao? Do fado de nao se tere.n pro-
nunciado os meus a.i.igospela continuacao do ministerio
actual? Eu. senhores,aproveilo aoccaslao para msn.fes-
?a. ainda hoje os meus rcspeilo* e considcraS6es por dous
os nobres.ninistros; mas, ape.ar de estar... cllcs no
Urna voz: A iuativa.
O Sr. I7r6oiio : A juslica, quando se considera em rc-
lacao aos individuos, he sem duvida sagrada e necessa-
ria; mas oque he ajustifa sem poltica?
11 a ira ros: y So ha i...
O Sr. Urbano He uiuilo abstracta: nao se pode em
poltica faier inteira absraeco da justlca, mas nao he a
juslica que dirige apoltica, a qual repousa esseucia/-
mente as conveiiienci.is publicas.
Tcriiiinarci aqui as observacoos que linha a razer.
OSr. Coelho: Sr. presidente, se eu remont ao objec-
to que serve de base discussao, isto he, materia do re-
queriinento, vejo que elle nao' lem alcance poltico; nao
obstante, toda a discussao se tcm desviado da direccao
que devia terem rclacoa essa base, pois nao se tem
tratado senao de examinar as causas de roorganisafio do
ministerio, o em seguida se tem discutido sobre a poltica
que lero gabinete assim reorgauisado, e finalmente se
tcm procurado indagar se o niesino gabinete poder al-
cancar a maioria da cmara. Mas qual sera o resultado
de toda esta discussao? Poder, por ineio de una vota-
ciio, fazer-sc desde j senlir ao paiz. que o gabinete con-
tinua ou nao a merecer a conliaoca do corpo legislativo?
Seguramente que niio. Logo, esta lula, que parece trova-
da entre a cmara e o ministerio, tiara um resultado es-
le I ; he sini um estado do lula, mas que se assemclha
n de dous combatcnles, que gastam todas as municOes
dando un contra o outro tiros fura do alcance, c depois
licam ambos os combatcnles nas mesmas posicoes sobre
o campo da batalha. Esta questo sobre a poltica do ga-
binete, esse came dos actos por elle praticados, a con-
frontncao desses actos com o prograuina por elle ou-
ir'ora apresentado, para sabermos se e|le o satisfez, e
para eml'.in conhecer.nos se o gabinete fo. helaos princi-
pios legados pela poltica do 2 de fevereiro, deve essa
questao ser removida ou adiada para occasiao opporluna.
sutliciente para'responder cabalmente ao deputado que
nos chama para a discussao dp laes objecto. _____
Considerando de multa conveniencia o que a respei-
to tcm de dizer o meu nobre collega e eslimavol amigo.
o Si-. nfbafto Sabino Pessoa de Mello, nlo adlantarci urna
SifntSrSrm. de assentar-me, lenho de fazer uina de-
claracao: protesto perante acamara e perante o paii
inlirorque he fnlsk a assercao AoMereanlil quando diz
me en un. club formamos a lista dos individuos que de-
vLcompo. o novo minislerio; com vchmcoex.)** urna
V

ven- I ser para a discussao do voto de gracas ;
ic se deve incluir louvor ou censura ao gabinc
ucte; en-
iiuc se deve inc.u.
l'io sobre esta censura ou louvor una volacao da cma-
ra decidir categricamente se o gabinete tem M nao
lao i
mu que ella se acha.
Podia-paUvra smenle para rectiliear uinfaCW, do
ez hontem mencao na cmara. M nobre OTpu-
podrr. o ministerio nao pude continuar. NSo vem os no-
bres deputados, nao rcconhcce.n a fraqueza em que se
acha o minister o actual pelas divlsdes e divergencias en.
n" etao os seus membros ? E nao he esta fraqueza. sem
d vida que chama o apoio dos nobres deputados Os OO-
bies ministro, ...os.no, hao de reoonheccr que elles nao
eslao no caso de fazer o bem do paiz.
O Sr Vunei Machado Mullo bem .
OSr.' Urbano : Um ministerio fraco, sobretudo com
i coninlicaces externas que ns temos, nao. pdc dos-
cnpenhar a alta missao d que se acha cncarregado.
Orea.Hse-se um ministerio composto de pessoas que re-
0X0^11. fielmente os principios da maioria.da casa,
nue seia "ort pela sua homogneidade, e lera o nosso
Spoio ornis franco, sejam quaes frem os individuos
que o comppnbam (poiado). _____
OSr I) Hanoel:Quero ver paiacrcr. .
O Sr Urbano : Ns nao escomemos pessoas, e nao sao
nessoas que dirigem os nosos votos; organisc-sc um
SedoCompactoe ecJdldo,,ueexlren.eacam.ra V,e
mostr qual he a opposico, qual a maioria; um minis-
terio que governo con. as condicocs do governo repre-
sentativo, que nao trate de chamar a s. todos o apotos, e
apoios dubios que nada significan!, e este ministerio lera
a nossa coadjuvacafraca, mas multo sincera, sejam, re-
pito quaes frcm aspessoas que delleracain parle (apoia-
dos). Se um proccdiniciito contrario os nobres deputados
nhiervarcm da narte dcste banco, lancem entao sobre B--------------.......
notas accsaccs que boje sem nenhu.n fundamento Para explicar as circu.nslancla, dessa nouieacao, re-
"! "irit'm I montarei a urna poca mals atrasada.
buco, a saber : que aui se conserva" -------1-.-
meiras autoridades da provincia em hostilidadc mani-
fesla--, dizendo que o commandanle das arma, Di7
gadeiro Sera, como que soba tomado desobediente a
autoridad.- do presidente da provincia. C.landocste &c-
to nativa existente, o nobre deputado ainda avancou mais
que por una repartlcao se dirigan! censuras ao presi-
dente da provincia, entreunto que por outra reparticao
censuras eram foitas ao conimandaiitc das armas-. O
nnbrc ministro da guerra, respondeu ao nobre deputa-
do, meu amigo.a quem me refiro, e tratando desuirapu-
taco que Ibc era feita, disse que nao so lhe nao consta-
va olBcialmente que o presidente cstiVcsse em hosUli-
dade com o general commandanle das armas, msate
que muito se maravilhava que os nobres deputados de
Pernambuco se aprcscnussein censurando a conducta
desse general, quando elles tinhain solicitdo a nomea-
cao desse Individuo ao depuudo de SanU-Calharina,
que nesse lempo era ministro da guerra. Ora, he para
rrcllHcar este facto, e para explicar o modo.por que le-
ve lugar essa nomeacao, e tambem para arredar de
meus amigos a imputacao que Ibes he feiu de terem so-
licitado tal nomeacao, que tomei immediaUmente a pa-
lavra. O laclo nao se passou como er o nobre ministro,
e eu attribuo a inexaelidao que cominetteu neste pon-
to circumstancla de nao esUr entao o Sr. ministro da
guerra na corte, mas sim na presidencia de Minas.
nos dirigem.
MUTILADO


Shc a cmara dos aconteclmento deplorareis que ti-
veram lugarna provincia das Alagoa, guando parte da
populacao daquella provincia, por causa que me nao
cumpre agora examinar, se sublevou contra a autorlda-
dc legitima do governo. A noticia de taes aconteclmen-
to cnegou a esta corte a 17 de oulubrode 1844, e no dia
seguinte, mal e completaran! 24 horas, j para l sahia
urna expedif ao de 420 prajas proinptas de tudo, c con-
ducidas pelo mesmo vapor que linna traxido a noticia
entrando no numero dessaspracas o general Sera, com-
iii.inil.inii- da expedicao. Chegando all esse general, a
ordem publica foi promptamentc restabelecida, o gru-
pos sedicioso se debandaram por toda o parte era pre-
senta das Curcas regulares do governo, c o ataque da A-
talaia em 21 de novembroe logo em seguida o de Mu i-
cl restabeleccrain completamente a ordem na provin-
cia. Entendeu entao o governo, qne se aehavacouclnido
-uin de seu prinveiros devere comprimir de prompto
a desordein e firmara aeco legal da autoridade publi-
ca. Ma, tendo astim concluido a pacificacao material
daquella provincia, julgou que amda outro dever Ihe
incumba, era tratar da pacificacao moral, c que o dig-
no presidente da provincia c csic general commaudan-
le das tropas, que alias linliain sido muito habis e id-
neo para conseguir a pacificacao material, nao pode-
11 un por isso mcsino ser muito prnprios para continuar
essa pacificacao na parte moral, porque auturidade, que
teem figurado activamente em certos acto com cm-
prego da forja, podem nao ser muito proprias para
outros cm que convenha a blandura. Podia mesmo a
autoridade publica, niio por si, mas por outros, ver-se
embancada com exigencias que retardassem as vistas
ulteriores do governo para o fun da pacificacao moral.
Poder-se-ha, pnrlm, di/.erque, depois de comprimi-
do por lucio da l'rca esse inovlmcnlo, devia couircar a
'poca da ponicao ; mas a poltica desse gabinete de que
tii parle foi semprc moderada, foi a que pr.oclainou des-
de que tomn conta da administraco. Considerou,
pois, o gabinete que nao era poltico punir grande inas-
sas, o que be mesmo conforme pinino de todos os
publicistas. Quando un grupo consideravcl de indivi-
duos se torna criminoso, pralicar com rigor a punicao
ha de ser inuita vezes impoltico. Estas punices em
grande escala, as punices em massa podein inuilas ve-
zcs degenerar em perseguicao e crucldade. ISesla parte,
Ji.i algiima d'crrnca entre a poltica do gabinete de 2
de fevereiro, e a de outros gabinetes que o precedern).
Ma entendeu o governo que devia mudar estas duas
autoridades da provincia das Alagas, slo he, o presi-
dente da provincia, o nobre deputado do Para, nieu a-
migo c collcga, e o general Seara, que tlnha coiiunan-
dado as loicas victoriosas da ^egnlidade. Entao cm no-
vembro de 1844 (chamo a altcnco para as datas) o go-
verno nomeou para presidente o inulto digno senador o
Sr. Lope Gama (proferndo este noine, elle serve de ga-
ranta ao que passo a avancar, pois o Sr. Lopes Gama he
boje collega do nobre ministro da guerra;, que pelo
seus conliecimentos, sua itluslraco, sua probidade c
pratlca de negocios pblicos, e miIii eludo pelas suas
maneiras conciliadoras, entendeu o governo que era o
ni.11 proprio para substituir dignamente ao nobre de-
Hilado do Para, que enliio presidia a provincia. Esse no-
bre senador, na conferencia que coinnosvo leve, com-
binando sobre varias medidas que elle julgava conve-
nientes para o bom deseiiipenho da missn de paz que
Un- era confiada, ponderou a uceessidade de um ofhcial
superior que substiluisse ao Sr. brigadeiro Sera, pelas
inesmas rases de que uin general victorioso nao seria o
mais idneo para coadjuva-lo na pacificacao por meio
de brandura, c lancou as vistas sobre o Sr. brigadeiro
Marques Lisboa, hoje nosso collega, e entao coinninii-
dontc das armas de Pernambuco. Foi, pois, assim resol-
vida a exoneracao do Sr. Sera do conunando das forjas
das Alagas. Ora, como Ucasse entao vago o commando
das armas de Pcrnainbucu, e nao seria de juslica dar
exoneracao pura e simples a esse gcucral que as Ala-
gas tinna prestado bous servicos a favor da causa da
legalidade com drmonslracdes de pericia c bravura, foi
esse general, por conveniencia poltica, deiuittido da
Alagoa, passando por troca para coininandante das ar-
mas de Pernambuco.
O Sr. A un, s Alachado: Agora a parle que tveinos.
Or. Cocino: Ora, em tudo is(o nao poderiam os
Sr. deputados por Pernambuco ter parte : Indo foi deci-
dido em algumas horas em uovemhro de 1844, quando
os nobres deputados de Pernambuco nao estavam na cor-
te, e quando mesmo eu nao tiuha a honra de couhecer
individualmente toda a deputacao de Pernambuco, que
linje me honra com a sua ainiade. Eu conhecia entao
os Sr. Mues Machado, Carvalho de Mendonca, Urbano
e Peixoto de Brilo, e nenhuui deste seuhores se achava
na corte. Portanto, nao poda ser pelo pedido de meus
amigos, que o governo fizesse a nomeaco do general
Sera para coinniandante das armas da provincia de
Pernambuco. Foi nina nomeaco puramente militar
e deconveniencia poltica; c nada mais.
Julguei do meii dever fazer esta explicaco, para res-
tabclccer o Tacto e para arredar de meus amigos urna
iiiipiitaco, que de alguiii moao poda parecer odiosa. -
Sr. presidente, quanto ao l'acto, cu me lenho explica-
do ; quanto discusso, cu j dase quenojulgo que
ella possa produzir uin resultado til, oupor oulra, esta
dlscussao far apenas presumir que a maioria da cma-
ra poder ser hostil ao governo ; mas o requerimento em
ditcusso, que tem por fim pedir ao governo urna rcla-
co dosjuize municipaes e de dircto licenciados, posto
volacao, nao define nada c nao tem alcance poltico;
nao vejo no que occorre senao auxedadc de combater,
mas sem esperanca de victoria ncm de derrota. O cam-
po da batalha deve ser o voto degracas. Nao digo que
tomare parte nessa dlscussao ; talve< seja obrigado a
isso, re i iintiiiii.il iiii as impulaces odiosas poltica do
gabinete de 2 de fevereiro ; entao, por dever de honra,
em proprla defesa, cu procurare! repellir a aecusaeo
'injusta de que o gabinete de 2 de fevereiro pretendeu
plantar a poltica da diviso, e repartir o paiz em dous
grupos de vencedores e vencidos, sendo uns considera-
do como reprobos condemnado ao inferno do Dante,
e outros como puros e bemaventurados. Por agora direi
que, quando esse gabinete entrou na direceo dos nego-
cios publico, ni-liiui tres proviucias importantes abala-
das, e nellas tres processo abertos imitaco de tres'
sorvedouros, onde, como no inferno do Dante, se lanca-
vam o infelizcs sem esperanca de salvaco; e o gabinete
de 2 de fevereiro, conhecendo que a primeira necessida-
de do paiz era a paz publica, nao teve outro empenho
seno o de fazer cessar esse anathema de proscripeo que
pesava sobre urna grande parte de familia brasilea.
lie o que (onho a dizer.
O Sr. I.impo de Abreu (profundo silencio): Direi pou-
cas palavras. Eu sinto em extremo que fosse chamado a
esta discusso; mas, como o nobre deputado por Per-
nambuco ineattribuio palavras nao proferidas por mi ni
no anno paliado, iou obrigado a protestar contra esta
asserco do nobre deputado.
O nobre deputado por Pernambuco diise que, quando
ge dissolveu o gabinete de 2 de fevereiro, de que u liz
parte, declarei na cmara, que me pareca pouco hones-
to, qne, tendo sahido do ministerio o membro que tinna
para elle convidado os outro, licassein esses membro
?ue linham sido convidados pelo ministro que sahia.
ara mostrar que o nobre deputado de Pernambuco se
enganou completamante, nao lerei o discurso que pro-
fer .ni 12 de malo de 1846, para nao tomar o tempo ,i c-
mara ; mas peco ao nobre deputado, que lea com vagar
este discurso, e ver que eu nao avaucei tal proposicao.
Eu o que diise foi que, tendo-se os ministros do neg
co csirangelro e da fazenda as3ociado ao ministro do
imperio na opinio deque um do notsos ofliciaes de
marinha havla desrespeitado a autoridade do governo
e que convinha que elle nao fosie elogiado, como foi por
i gum quac* conl*Ua ea falta de res-
pello, nao se podendo recolhcr o aviso que e eanedira
nesse sentido, julgarain csses dous membro do niini-
urio.que se tinham associado estaopinlao.que deviain
reurar-ie, acompanhando o mlnislio do imperio Si-
porveniura cu Uvera dito essas palavras que proferto o
obre dcpuudo por Pernambuco, dellas se podia dedo."
zirquecucensurava que osuilnijlros que fatem parte
de um gabinete se con.erva.sem, quando se retirava
aquelle que o tinha chamado. Isto nio he exacto; eu
nao diste essa palavras; nem eu crelo que do facto da
conservaco de tre ministros que foram convidados
pelo ex-minltro da fatenda para fazercm parte do ga-
binete de 5 de malo, Ihei possa resultar algum desar.
Sr. presidente, foi este o fim principal por que ped
a palavra; porm, como pedi a palavra, justo he que eu
oft'ercca algumas consideraefles geraes sobre adiscuuSo
que tem havido.
Eu entendo, como me parece que entende toda aca-
mara, que esta discusso nao ter resultado algum til.
Pode ser que esta discusso tivesse por fim a manifesta-
do da opinio de algum grupoi ou fraeces da cmara
acerca do actual gabinete; mas destas manifestaces
que teein havido nao pode concluir-ie : 1.a, se o governo
actual ter ou nao tera maioria: 2., le, nao tendo maio-
ria o gabinete actual, exiate organisada urna oppo.icao
tal que seja licito esperar que do selo della possa orga-
nsar-se um ministerio que offereca maores garantas
de conservaco e de forja, para dirigir os negocios do
Eaiz com maior vantagein do que os poder dirigir o ga-
inetc actual. Se tlvcrinos de attender s manifeata-
coesque teem apparecido..... permitlam-me os nobres
deputados,quccu Ibes faja notar urna parte do discurso
do illustre deputado pela Parali y ha do Norte. Esse no-
bre deputado aecusou o minutarlo, entre outras cou-
sas, porque elle tem conservado os presidentes da
provincias de Minas, Sau-Paulo, Pernambuco, Rio-de-
Janeiro.
O Sr. Franca Ltile: Nao fallei em Mina.
O Sr. I.impo de Abreu: Ha de perdoar: eu ouvi men-
cionar esse presidente. Prescindirci, porm, da provin-
cia de Minas, mas o nobre deputado fallou nella. Urna
das rases por que o nobre deputado da Parahyba do
Norte censurou com mais frca o gabinete actual, foi
porque persiste e tem persistido em conservar o presi-
dentes das provincias de San-Paulo, Rio-de-Janeiro e
Pernambuco; entretanto, he evidente, pela manifesta-
ran de outros grupos ou fraeces da cmara, que a con-
servaco destes tres presidentes foi e he urna das con-
dices, sem a existencia da qual nao ? prestarla apoio
a governo algum. Se, pois, como be natural, alguns
ni i-i ii l> i os. que acompanham o nobre deputado da Para-
hyba do Norte nos motivos por que fazcni opposijo ao
gabinete actual, concordaren) com o nobre deputado
nesta raso, un novo gabinete que se formar poder
contar com urna maioria a seu favor? Pelo menos he
para mi m duvidoso. S. presidente ; alm disso, eu direi
que os ministros que teem feilo deelaraede perante a
cmara, depois da modilicacao por que passou o gabi-
nete, disseram que o gabinete actual pretenda seguir
.i poltica do gabinete de 2 de fevereiro. Se esta polti-
ca he a que tem sido sustentada pela maioria da cmara,
se esta for apoltica que o gabinete actual tiver de se-
guir, cu creio que a maioria,que sustentou o gabinete de
2 de fevereiro, devia sustentar o gabinete actual.
Mas ilis.seic que o gabinete que succedeu ao de 2 de
fevereiro nao foi fiel a esta poltica: depois examinarei
esta outra questuo quando for occatio. Eu admiti, po-
rm, anda uiiiahypolhesc; admitto que a modificaco
que s.iili cu o gabinete de 5 de maio importa una modi-
ticajao poltica ; resta a saber se esta modificaco polti-
ca, qualquer que seja, poder ser sustentada pela maio-
ria da cmara. O que dever fazer o gabinete no caso de
que esta poltica, assim modificada, nao seja sustentada
pela maioria da cmara? Eu entendo, Sr. presidente,
que a maioria da cmara he necessaria para que uin ga-
binete possa marchar, dirigir os negocios pblicos ;
ni.is, se no paiz nao dominaran as opinies da maioria
da cmara, se o gabinete eativer conscio.cstiver conven-
cido deque assim acontece, i o lenlio que o ministerio
nao est obrigado a submelter-se deciso da maioria
da cmara: ha outro juiz competente, eeuaccusarei de
ni ni .menle fraco, eu aecusarei de desrespeitador das
prerogalivas da croa a todo o ministerio, que, tendo
aceitado, com a confianca da corda, a incumbencia de
governar o paiz, se retirar, sem que cnsaie todas as
provas coustilucionae para se assegurar (muitos apoia-
doi).
O Sr. Junqueira: Pejo a palavra para responder.
O Sr. limpo de Abreu: ..... de qual he a opinio do
paiz.....
O Sr. Nunei Machado: Muito bem, consulte-se a
opinio dopaiz.
OSr. Limpo de Abreu : .....'para decidir entre o ga-
binete e a opinio das cmaras (apoiaiot).
OSr. Peixoto de llrilo: Nos nao recuamos.
O Sr. y unes Machuelo He preciso ver com quein es-
t o paiz.
O Sr. Junqueira: Dssolver cada dia a cmara!!.
Nada melhor (com rea)'. Vou responder ao nobre de-
putado.
O Sr. Limpo de Abreu : Para que eu aeja bem enten-
dido, repetir! (apoiadot).....
O Sr. .Y mi, < tachado: Esses argumentos nao pegata
em 1847.
OSr. Limpo de -46ru(com frca): ..... repetrei as
ultimas palavras que disse. Eu aecusarei de nimiamen-
te fraco, e at de desrespeitador da prerogalivas da co-
ra, a todo o ministerio, que,leudo a confianza da cora,
tem ensaiarat provas conslilucionacs, resignar o poder,
nao direi j, diante da manifestaco de diU'erentes gru-
pos, mas iiiesmo na presenca de urna votajao da cma-
ra. O j ni/ competente entre as cmaras e o governo he
a naco (npoiodos), qual todos deven) eurvji-.se.
Terminare!, Sr. presidente, aqu as ininhas observa-
res.....
O Sr. Wanderley: He doiitrua geral. E a appli-
cacao ?
O Sr. D. Uanoel: Nao he preciso.
O Sr. Limpo de Abreu : Terminar! as ininhas obser-
vacOes.....
O Sr. Rodrigue! doiSanios: A applicacao ?
O Sr. Junqueira : Eu a faca.
O Sr. Limpo de Abriu: Terminare! as ininhas obser-
vares, dizendo que nao vejo motivo para que alguns
nobres deputados tenbamestranhado que una dasfrac-
. iies da cmara, que constantemente fez opposicao ao
gabinete de 2 de fevereiro, tenha promettdo apoio a esla
adininistraco (apofarfai). Nao he facto que as sesses
passadas essa frac(o da cmara votou minias vezc com
una grande fraccao da maioria da cmara? O que resta
sain-r lie se a fraejo da cmara, que, unida a essa outra
fraccao, deu por diversas veze maioria ao gabinete
passado, tem renunciado aosseus principios, tem admit-
lido principios diverso; ou se a outra fraccao, que nesr
sa occasio votou contra a ministerio, tem na sua mar-
cha transposto os priucipiot que havia sustentado. Eta
heijue teriaaquesto.
Aqui terminarei asobservajes que tiuha a faier.
O Sr. Preiiden declara que nao pode dar a palavra ao
Sr. Junqueira cao Sr. Franca Lelte, por j tereni fallado
urna vez. Em discusso de requerimentos, o regiment
nao permute fallar mais de urna vez.
(Confinuar-ie-Aa).
CMMEftCIO.
Alfaiitlega.
RENDJMEJiTO DO DIA 16........
Detcarrega Hoje, i7.
Calera --Seraphina mercadorias.
4:381,537
Consulado.
RENDIMENTO 1)0 DIA 16.
Geral......................... 705,320
Provincial..........-........., 318,430
Diversas provincias............... 50,053
1:073,803
Moviuento do Porto.
Navios enradoi no dia 16.
Calbo-de-Lima ; 6" da, galera dinamarquesa Wodin,
de 223 toneladas, capitao B. Handixon, equipagem 14,
carga guano ; ao capitao. Vein refrescar e segu pa-
ra Baltimore.
Htmburgo ; 52 das, escuna hamburguesa Chrisiini, de
140 toneladas, capitao ChrUtian Faggenbrock, equi-
pagem 8, carga fazenda e ferragens ; a Kalkman
Rosenmund. Passageiro com destino ao Para, A.
Neuyebaner, sua mulher, 4 filhos menores e ulna
criada ; Eli/.abeth Waidinann.
Navio tahidono mesmo dia.
Rio-Grande-do-Sul; brlgue braslleiro Jpiter, capitao
Antonio Jos dos Rei, carga vario genero e A escra-
vos a entregar.
DeclaraQoes.
0 vapor Imptratrit foi transferido para
seren fechadas as malas, hoje, 17 do
corrente as 11 horas da manhSa im-
preterivelmento.
O arsenal de inarinha compra, no dia 19 do corrente
met, pelas 11 hora da manha, 500 folha de cobre de
24arrobas; 200ditas de 18arrobas; 700 libras depreco
de cobre, de forro; 350 varas de algodo entroncado;
4,500 pregos de costado, de forro; 14,000 prego de batel
grande; e 4,000 dito de cobre, de56pollegada.
As pessoas, que semelhante genero qulzerem vender,
sao convidadas pelo Illm. Sr. Inspector a comparecerem
nesta secretaria, no indicado dia e hora, com as sua pro-
postas em cartas fechadas, acompanhadas da competen-
tes amostras.
Secretaria da iuipecco do arsenal de mariuha de Per-
nembuco, 1(5 dejunhode 1847.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O Illm. Sr. Inspector interino do arsenal de marinha
.nanda fazer publico, que, em cuinprimenlo da ultimas
orden do Exin. Sr. presidente da provincia, receber
nesta secretaria propostas para o fretamento de nina ein-
barcaeo com commodoi tuflicientes para levar ilha de
Fernando os gneros e mais objectos a ella destinados,
anteriormente annunciados; sendo o recebimento das
propostas de hoje em diante, desde as 8 horas da manha,
at as 3 da tarde, at ser ellectuado o referido fretamen-
to.
Secretaria da inspecjo do arsenal de mariuha de Per-
nambuco, 16 de juuho de 1847.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dot Anjos.
A administracSo geral doestabelecimentosde
caridade manda fazer publico a quem cnvier, que
no dia 21 do corrente, pelas 4 horas da tarde, na sa-
la das suas sessOes, se contratar o forneciment dos
vveres de que precisaren) os mesmos estabelecimen-
los no semestre de julho a dezembro do corrente ati-
no, a saber: farinha de mandioca, manteiga frau-
ceza, cha hysson, assucar refinado e de caroco, tou-
qinho de Santos, vinagre de Lisboa, vinho branco,
aletria, macando, talharim, arroz pilado branco, le-
nlia de mangue d'achas regularos, azeite doce e de
carrapato, sabilo preto, pilo o bolacha, sendo o pilo
de qualro oncas cada ma. Os prctendentes compa-
recam no lugar e hora aprazada, munidos do suas
propostas.
Administraco geral dosestabelecimentos de cari-
dade, 14 de junho de 1847. O escripturario,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousstiro.
Publica^oes Litterarias.
Sabio a luz, e vende-se na prae,a da Independen-
cia, liviana, ns. 6 e 8, pelo preco de 160 rs. cada
cxemplar, o
CATECHISMO
EXPLICADAS
A' PRIMEIRA INFANCIA-
Claras e succintas perguntas e respostas, adapta-
das s capacidades novis, acerca de diversos objec-
tos, com o conhecimento dos quaes devem os meni-
nos sabir das escolas de primeiras lettras, para quo,
aotransporem o limiardas aulas maiores, nfo en-
trem nellas scegas, eem estado do nao perceberem
a linguagem dos preceptores : eis o quo conten esse
apreciavel Iivrinho.
Lciam-no os directores das preditas escolas; e de
ccrlo o adoptarSo, de preferencia a outros muitos
que estilo em voga, sem que tcnbam o mrito do que
ora se aimuncia.
Aos pais de familia, martimos, faztndeiros e a lodos os
interessados na sade propria e alheia.
Organon de llahnemann, ou cxposicSo das doutri-
nas homoepathicas e notas ao mesmo, 2 folhetos ;
noticias elementares da homcapathia, ou manual do
fazendeiro, do capitao de navio e do pai de familias,
1 folheto -. vende-se na ra da Cruz, Casa n. 7, segun-
do andar.
No armazem de Fernando Jos Braguez, junto
ConceicHo, se far leudo de cento e "antas Utas
de mermelada de 4 e 2 libras,' hoje, 17 do corrente,
as 10 horas da manhda, por conta e risco de quem
pertencer.
Avisos diversos.
Avisos martimos
~ Para o Rio-de-Janeiro segu no dia 17 do cor-
rente a veleira escuna Calante-Mara : para oscra-
vosafrete, ou passageirs tiata-se com Silvact
Grillo na ra da Moeda, n. II.
- Para a Baha seguir por estes dias o hiato
S. Benedicto; ainda pdc receber alguma carga miu-
da : a tratar com Silva & Grillo, na ra da Moe-
da, n. n.
mmmsmsmmm
Leudes.
O Exm. Sr. general Sera far leildo, porinter-
venQlo do corretor Oliveira, de toda a esplendida
mobilia da casa de sua actual residencia, na na No-
va, consistindo em riqusimos Iremos, sofs, urna
linda mesa de meio de sala, um soberbo guarda-ves-
tidos, de mogno, marquezas,cadoiras e loucadores,
tudo no melhor estado o do gosto mais moderno e
de um ptimo piano de excellentes vozes, um ora-
torio de lindo gosto, urna grande mesa de jantare
outras pequeas, ditas para jogo, urna caixa com-
pleta para voltareto com (xas, loucadores, jarros
de porcellana fina, para o adorno de salas, lam-
peOes de globo, lanternas, com mangas, muita lou-
ca de mesa, apparelhos para che, esleirs de sala ,
1 carro coberlo, do 2 rodas com arreios e seu com-
petente cavallo, sollins e perlences para montara, e
multiplicados outros artigos, Unto necessarios,como
propnos para qualquer casa, inclusive obras de
prata, etc. : hoje, 17 do corrente?, s 10 horas da
manhda, no lugar supradestiuado.
DO
THEATRO PUBLICO.
O thesoureiro desta lotera alrma-
que as respectivas rodas andar infalvel-
mente no dia a de julho prximo futuro,
como tem mui terminantemente declara-
do. O resto dos bilhetes que exislem, ser
vendido smente at o dia 17 do corrente
mez, no qual devem as pessoas qu teem
apartado bilhetes vir receb-los, certos
de que, se assim o nSo lizerem, serao el-
les, com os que ainda restarem, entre-
gues, no dia 18, a urna sdciedade que os
toma por sua conta.
10 NAZARENO N. 45,
est a venda as duas horas na praca da Independencia,
livraria ns. 6 e 8. Hecommenda-se a leitura deste nu-
mero, qne est muito interessante.
Precsa-se de urna ama estrangeira, para to-
mar conta da administrando de urna casado um ho-
mem solteiro, que saiba coser e engoinmar : na
ra Nova, n. 28, defronte da Conccicilo.
Perdeu-se um brinco deouro, que cahio da
orelha de urna senhora, desdo o becco doEspinheit-'
ro at a ra do Sebo : quem o achou levo a ra do
Sebo, n. 38, quesera bem recompensado.
Quem annunciou no Diario de 15 do crten-
le, querer alugar um sitio, por anno para urna fa-
milia dirija-se a ra da Praia, n. 46.
Precisa-se de urna ama de leite : na ra do Se-
bo n. S.
O distribuidor deste Diario na cidade de Olin-
da faz publico que elle se encarrega da entrega do
cartas, papis o pequeas encommendas para a mes-
ma cidade, mediante urna pequea gratificando, a-
lem das cartas serem franqueadas; imcmbe-se do
tirar provisOes para oratorio, confissdo e qualquer
outras; de obter despachos das autoridades da mesma
ciilaile e tirar cerlidoes de qualquer repartiendo ; as-
sim como de conduzir papis de importancia : ello
partir lodos os dias das 6 as 7 horas da manha,e no
dia seguinte s inesmas horas dar solucdo do que
Ihe for encarregado.As pessoas, que se quizerem uti-
llsar de seu prestimo, dirijam-se, no Recite praca
da Independencia, livraria ns. 6 e 8, a qualquor hora
do dia, e em Olinda, na sua residencia, ra do Am-
paro.
Agencia depassaportes.
Narua do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa -
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como parafra do imperio; assim
como despacham-se escravos : tudo com brevidado.
SOCIEDADE IINIAO' l'ERNAMBCANA.
O primoiro secretario desta sociedada convida a
todos os Srs. socios para sessdo extraordinaria, sex-
ta-feira, 18 do corrente, as 6 horas e meia da
tarde.
Quem annunciou querer empenhar um niole-
que de 14 annos. dirija-se a ra Nova n. 16.
Offerece-se una mulher para ama de urna casa
de familia, que cose e corU todas as costuras perten-
centes a senhora, eftambem cose costuras para ho-
mem e corU algumas cousas : quem de seu presu-
mo se quizer utilisar dirija-se a ra do Rangel, ven-
da n. 4.
Aluga-se a casa n. 42 da ra -da Alegra, com
commodos bstanlos, e preco commodo: na ra
da Aurora n. 44.
I)-se, para morar de graga, casa alguma mu-
lher capaz, quo seja s para fazer companhia a
urna senhora: na ra das Larangeiras, n. 14,. pri-
meiro andar.
Hoje, pelas4 horas da Urdo, a porU do Sr.
juiz deorphdos ha de ser arrematado um escravo
penhoradp a vuva de Antonio Yaz de Oliveira.
0 dono do sitio Chacn, na conformidade de seu
aviso pode mandar botar, desdeagora, no sitio da
Piedade, em Cruz-de-Almas, ao p da Umarinera,
50 leixes de capim de sement e a proporedo da
planta se r comprando mais.
-- Quem annunciou querer empenhar ou vender
um moleque dirija-se a casa das aferic/Jes, na ra
das Larangeiras.
Os Srs. assignanlcs do Echo dos Folhetns po-
dem mandar receber na ra do Crespo .primeiro
andar do sobrado n. 14, os nmeros de 17 at 40da
dita publicando e ao mesmo tempo satisfazor o im-
porto de 6 mezes de assigntura que hoje devem.
(7,680 rs.) ,
O numero 17 do Echo vem a sor o primeiro do
romance Piquill) Alliaga.
Quem annunciou querrer arrendar um sitio pa-
ra urna familia estrangeira dirija-se ao Aterro-ua-
Boa-Vista primeiro andar da casa onde mora o Sur.
doutor Sabuco ; cujo sitio he na estrada do Mangui-
nho e tem muito mais commodos do que os que
so exigem.
Mara Gomes de Oliveira embarca para o Rio-
de-Janeiro o sou escravo crioulo de nome Jos.
Quem annunciou querer empenhar, ou vender
um moleque, dirija-se a Camboa-do-Carmo, n. 4.
Quem annunciou querer hypolbecar, ou ven-
der um moleque dirija-se a ra do Rangel, n. 36,
primeiro andar.
Precisa-se de um caixeiro portuguez, de idado
de 14 a 16 annos : na ra da Senzalla-Nova, n. 7.
Vingueni compre e nem faga negocio eom An-
tonio Francisco Alves, arespeito de urna catraia que
ellecomprotiaoSr. Araujo, porque se ach embar-
gada pelo juizo do civel da primeira vara: e ste an-
nuncio servir de cautela a quem ndo quizer ser
prejudicado.
Manoel Maximiano Cucdes embarca para o Rio-
de-Janeiro o escruvo Antonio, por ordem teseu se-
nhor, Bernardo Paes de Vasconcellos.
Joaquim Jos de Souza Serrano d lines de
rhetorica e geographia. As pessoas que se quizerem
utilisar de seu prestimo dirijam-se as Cinco-Pou-
Us sobrado do fallecido Peixoto.
Precisa-se de urna ama para casa que 'saiba
cozinhar, para um homem solteiro: ua Liugoela,
casa n. 3, se dir quem precisa.
/


^^
^
n coronel Manoel Cavalcanli de Albuquerque
"* h,rca nara o Rio-de-Janeiro o seu escravo
Mello e.mbarj0Buf0
Tibur.Cl^Asa-so do um feitor para urna olaria perto
'. raga 1ue en tonda be m daquelle trafico,
- Aluga-se a casa da roa da Cruz, no Recife, de 3
andares, sotOo e armazern aonde inora Colotnbiez
lv:.l:nn o *.- --_____a. .____. *__4.. -.> ma
na ra
jesia i *-.' ada e d fiador a sua conducta : na
^readoRozario.n.lS.
rua ., .m-so de urna preta escrava para o servico
" a do pouca familia : no Aterro-da-Boa-
XB,'nprimeiro"d,r.-
Vl D,.pis-se de costurciras : na casa de modas
JEu. no Atterro-da-Boa-Vista n. 1.
tuiz Paulino vai ao Rio-de-Janeiro com sua fa-
mlairrenda-8eo sitio Jacar, perto da Cruz-de-
iima com boa casa de vitanda, grande cavalla-
muitosarvoredos devanas quahdades, o ex-
entes baixas circuladasd'ago* quem o preten-
Z diS-se a rua do Qucjmado toja n. 18.
Na norte do lllin. Sr. doutor juiz do c.vel da pr.-
v. vra no dia 18 do corrento, pelas 4 horas da
"Xa DOr ser a ultima praga se hilo de arrematar
"!:!Va eguintes : una bois mansos de-carro :
totas','co"mfilhas; quartos e garrotes: por exe-
Sodo CaeUno Pereira Connives da Cunha con-
"R^p'SrS^AS-QW.TraCIOIIAllEll
A SEGUIR VlaGEM.
Na rua do Rangel, sobrado n. 9 continuam-se a ti-
rar oassaportes para dentro e fra do imperio, e a
inJacl.arcm-se escravos: tudo com rnuvta brevida-
e e por r?0 mUt commodo5 d0 *w 8 lem j*
^SSSSmS^ andar da rua da Cadeia-Ve-
II n 3, o o primciro da casa n. 5: a tratar na mes-
Ka, n. 5. Na raosma casa vende-se o preconisa-
Z oleo para fazer nascer e conservar o cabello, vin
Jodeseuautor.dacijdede^raga.
Rua da Cruz, n. 7, primeiro andar.
n W naviion, cirurgiaodentista dos Estodos-Uni-
.kisda America doNorte.tendo-seresoividoficarmais
. Cum lempo na cidado de Pernambuco, pelo pre-
ntt participa aosscus amigos e ao publico em go-
al que elle sempre se achara prompto a qualquer
liara para fazer qualquer operacSp que scja sobre os
enes cmo seja chumbar liropar e extrah.r;
Srma? denles sobre pino e sobre chapa da me-
llm naneiraccoma raaior pcrfe.go, conforme as
ultimas descobertas tanto na America como na Eu-
ropa.
Anfficlna de encadernavao que o padre F. C. de
L? no* c Silva dlrije na" rua de S.-Franc.sco, an-
tamenleMundoNovo, n 66, acba-sc prvida
de todo o necesario para o bou. descinpcnho de
ucr obra de encadernajao.por mal. rica que seja:
Scomo.cn e aprompta quae.quer emblema, p-
nropriado a mesmas obras. !
1 --JoSoJos de Carvalho Moraes, agente, res a
praca, do contrato do tabaco do reino.J P^1'
participa ao reapeitovel, publico que'Pelo ultimoi a-
Vio chegado de Lisboa recebeu ordem daquelle
contrato para de boje em diante poder vender a re-
talhoo rap princeza de Lisboa a 3,200 rs cada
bote, e om caixas a 3,000 rs. a dirAe.ro a vista
bem como declara que nao troca rape a pessoa al-
guma poroutro motivo que n8o seta morado.
Aluga-se o primeiro andar da propnedado n.
49, da ruadla Cruz do Recife. prepsdode novo e
proprio para pouca familia: a Iralar na rua da Sen
zalla-ftova, m 40, primeiro andar.
Perdu-se um brinco de ouro com o rel,
cabaca, o qual tem um diamante na roseta, e pen-
gentes'embaixo, do lugar do Manguinho ale: aBoa-
Viste: quem o achou ou o apprehendcr.queira leva lo
aoAterVo-da-Boa-Vsta,lojadc our.ves, n.23.
-ODr. Casanova, medico t?>ZfnrJl
rua Nova, n. 7, primeiro andar, offerece seu prest,
moaos habitantes desta c.dade e provincia, eue
clara que sempre o acharam prompto a receitai,
fazor todas as operares de cirurgia.
-Curam-so radicalmente as dores de denles, mes
montando cariados em cinco minutos na rua
Nova n.7, primeiro andar. ,
Alug-se a casa terrea da esquina da rua do
Nogueira, com oit5o para a de San-Jose com duas
camarinhas, duas salas, coz.nba tora, .ju n al, ca
cimba e poriao; um solOo com duas camarinlias, sa
la e pequea cozinl.a; de sorte que 1^"
dona moradores indepondentes, ou com.co"""unIc'
53o. Napraa da Independencia, livrarm *e"
v__Aluea-se oor 8.000 rs. monsaes, urna loa casa
quetemduasllS s^quartos cozinha e copia
noAterro-doa-Afogados,.n. 187: trata-se na rua u.
re^^cSe?arr0.amardo leite urna pard^sa
da esem0lho8,pbrsou marido se adiar enlorn.o.
na rua da Penha, n. 23, segundo andar
-- Precisa-so alugar, por anno P um" Wm_
li. estrangeira um sitio que tenha boa asa co
cheira capim para dous cavallos e boa agoa ,, pre
ferindo-seno Manguinho, Cruz-de-Almas I onte
da-Magdalena, 3 at Estrada-Nova : quemt.ver an-
nUnC- ATTENCAtf.
Ouem quizer dar 100,000 rs. nesta praa a recebe.-
no Rio Gande-do-Sul dando-se aguma conve-
ie..cia.diriia-soaruadeHortos,n 16.
Na rua da S.-Cruz venda n. 3, prec.sa-se de
um ciixe^o Na mesm venda se jira quem d dW
'^mXTJSrS?.0propSS da proprieda-
mmmm
"T^odL'm-TeTo aceces da companhiadcB.jjj-
ribe .pila entrada de 80. por cento a ouem st
negocio convicr, pode dir.gir-se a rua da Cade.a
Velha, n. 17, segundo andar.
Bidier&C., por commodo prego: a tratar
do Livramento, n. 6, segundo andar-
Lima, alfaiate,
mora na rua do Livramento sobrado n. 1, o preci-
sare bons ofllciaes de seu officio.
Ainda estfio para se alugar, por prego muito
commodo, as casas de ns. 27, 29 e 31, sitas na rua
Real,.prxima ao Manguinho, as quaes teem bastan-
tes e bons commodos, com quintal, cacimba, porUlo
Sara os fundos e porto de embarque : a tratar com
anoel Pereira Teixeira, morador prximo quelle
lugar.
Na rua Nova n. 7, primeiro andar, trato-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tonto antigs
como modernas, por meio de um remedio nfio mer-
curial.
-- 0 engenheiro Milet tem aberto na sua casa na
rua do Crespo n. 14, um curso completo theori-
co e pratico de arithmetica e geometra e pretende
ahriroutro de algebra.
O abaixo assignado faz publico.que em junho do
anno prximo passado se evadiram de seu onge-
nho os escravos Pedro Angico, Bernardo. Cathari-
na eMara, dos que foram apprehcndidbs a Luiz
Candido Carneiro da Cunha ; e segundo as informa-
ges das pessoas, que os seguiram, soubo que fo-
ram para a casa do D. Joaquina Mara Pessoa de
Mello sogra do dito. Luiz Candido. em cuja casa
entao este se chava ; e que em 29 do mez passado
evadio-se tombem o escravo Alexandro que tam-
bero foi para casa do dito Luiz Candido, pois que ,
alm de outras informagoos, o escravo Pascoal,
que tombem evadio-see foi pegado prximo casa
do referido Luiz Candido, declarou que fugira por
insinuages do dito Luiz Candido, que o mandara re-
duzr paraomesmo e todos os outros que tinham
sido tirados de seu poder pola justiga. E como a
polica de Goianna n8o offerega actualmente a me-
nor garanta para que sojam os ditos escravos tira-
dos de onde se acham o entregues ao sou- senhor e
o mesmo Luiz Candido seja actualmente coronel de
legiao, o delegado, e asam nada se possaconse-
guir contra elle; o abaixo assignado desde ja pro-
testa haveros seus escravos, e usar dos meios que
as leis facultom esperando somonte que a justiga
cm Goianna possa ser administrada imparcialmen-
le, e que a polica se preste a exepugSo das leis e
nS a proteger aos que a infr.ngerri e procuram reter
oque nao he seu. Este sera diariamente publ cadoem
o Diario, emquantome n3o forem restituidos, quer
amigavcV, qur judicialmente, os escravos ass.m
extraviare seduzidos. Recite, 2 de junho de
1847. Joto Titira da Cunha.
- Alugam-se, por prego commodo, as tojas de um
sobradinho na rua da Praia, com commodos para pe-
quena familia, e para negocio: nal.vrar.a da praca
da Independencia, ns. 6 o 8.
-Precisa-se alugar um preto que entenda.de sitio,
para delle tratar ; quem o qu.zer alugar poi'mez ,
dirija-se a rua da Cadeia do Recite, n. 25, segundo
- Precisa-se de om caixeiro para venda e.quete-
nha pratica do mesmo negocio : defronte da ribei-
ra da Boa-Vista venda n. 60.
-Joaqun, alarerillno da Silva, vendo o insultante: an-
nunciolo Sr. Jos Marta Goncalves Ramos, no Ourto d,
Pernambuco, n. 131, de 15 do correte junho. emprau ao
meTmTsr Jos Mara GoUalves Bamos, para que haja
de publicar pelas gaietas dcsta cidade uf"'* 4d'";
S^iS^-.^Srat^rn^
e^pudoTeto lumnldor mai. vil e infame, se.n que
xo assiKnado urna porquinha macao, mu.to gorda ,
oomosps, maos barriga, pescogoea frente da ca-
beca brancas? e aponeos das antes, umcarne.ro
grande mocho, capado, com P^^riloTo"'?,
qem destes animaes der noticia,receberaW rs.
. Fnrtaram.no da 12 do-corrente, do lugar do
MoTleiroum vallo castanho rozilho. andador de
meto esqtoar soflrivclmente. com o sabugo, cor-
Udo umTato seceo no mio do espinhago um talho
so atravs da maodireila, e do mesmo lado um ta-
co dmenos nobeigo, de ele para oannos, em
Las rarnes e um pouco pequeo : roga-se em ge
ral a quem do mesmo der noticia, o que.ra apprc-
under Participando, ou entregando ao abaixo as-
nenutr, paiucii generosamente re-
signado, n0"0""1' 'Jj ,, autoridades policiaes.
compensado; o bem ass.m a ame, ^ ^^
Tc^S^^iSU poder remediar seme-
Ihante mal. -- Jo*> da Cunha .
- Vende-se urna casa pequea na rus da Praia .
a tratar na mosma rua armazern "*'. r[ps
- Vende-se o jogo dos dotes .ou l"f*re0
para as noites de S. Jo5o e S. Pedro 1 voto meao
308 paginas, a 2,000 rs.: na ruada t.adea-Velna ,
livraria n. 31, do Jo3o Cardozo Ayros.
Na loja da rua do Queimado, n. i,
que outr'ora pertencia a Francisco Jos
Teixeira Bastos fc Companhia, e hoje he
de Gaspar Antonio Yieira Guimar5es &
Companliia, existe um completo sorti-
mento de fazeudas qu serao vendidas
segundo o costume, j sabido, desta casa,
por mdicos precos, tanto por junto,como
a retalho.
Vendem-se iO accSes da companhia
?!lC' Vende-se, por 5'ooo ris, urna ex- Je Bcberibe, segundo as entradas : na rua
ceente requinta:'na praca da indepen- P, ^^^ZSZS^
dencia, n. i>.
i LIVROS DE SURTES, i
~ Contina-se a vender boa manteiga para bolos,
a 320,400, 500, 600,800 e 1,000 rs.; chocolate novo,
a 280 rs.; caf moido, a 160 rs.; dito em grSo, a
140 rs.; velas de carnauba do 6 7 e 9 em libra a
320 rs.; espermacete, de 6em libra, a 800 rs.; cna
liysson bom a 2,000 e 2,560 rs.; banha de porco,
a 360 rs. a libra; lingoigas do Porto a 400 rs. ; bo-
lachinha ingleza a 220 rs.; toucinho de Santos, su-
perior, a 240 rs. ; cartas do traques fortes, a 180
rs.; milho-alpista a 640 rs. a cuia da medida ve-
lha ; arroz de casca a 3,200 rs. o alquoire da me-
dida velha ; queijos novos, a 1,600 rs.; e tombem
urna marqueza nova, por prego commodo: no pa-
teo do Carmo, esquina da rua do llortas do lado
direito, n 2.
Na rua da Florentina, n. 16, vemdem-se mu
bem feitos vasos para flores; pia para preservar as
formigas; pequeos vasos proprios para vender flo-
res; panellOes o jarros, para doce: tudo muito bem
feito, e or menos do que nos armazens de louga
desta ciclado.
PARA
t>
'e
Yendem-se na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6e8.
[rp i i11 (M111 ti 11 li 11 i iLiHiimnU Vende-se urna grande olaria perto desta praga,
com bom porto de embarquo, tres canoas de milhei-
ro em bom estado, barro perto, casa de vi venda, boa
cacimba, com oito a dez escravos, e sem elles; par-
te a vista o outra ao prazo quo se convencionar: os
prctendentes podem anounciar por esta folha, pa'a
serem procurados e mostrar-se-lhes a propneda-
de.
Ainda so acham para vender alguns terrenos
do 30 palmos de frente o 150 do fundo, no meio da
rua da Concordia, junto a travessa do Caldereiro,
unscomalcerccs, outros j beneficiados, o os mais
ainda alagados; vendem-se poj- pregos taoem conta,
que s quom nao tver pax3o pela edilicagao dcixara
de comprar, na rua larga do Rozario, n. 18, acharao
com quem tratar.
Lotera do Kio-de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de rs.
Na lojade cambio do Sr.Vieira, na ruadaCadeado
Recito vendem-se bilhetes o meios ditos dalolena
da casa decaridade do Kio-de-Janeiro que devera
ser extrahida om 15 do corrente. A elles antes que
se acabem e cheguo o vapor com a lista.
Vendem-se escravos baratos, na rua das
Larangciras, n. 14, segundo andar: *
molecotes do elegantes figuras; um dito
de 23 aniios.com offlcio de alfaito, o qual
vende-so para fra da provincia ou
para algum engenho islantc longo dosta praga :
um panto com oflico de sapateiro, sem vicios do
boa conducta, oque est acostumado a serfeitor;
um preto do 40 annos, que sabo muito trabalhar om
sitio por 300,000 rs ; urna ucgrinha de 16 annos ,
de nacao quo cose e engomma sofTrivol; urna pre-
ta muito torio e sadia por 330,000 rs.; e mais al-
guns escravos queencommendarem.
Deposito de vinagre da fabrica
da rua Imperial, n. 7.
na fabrica do licores, do Fredorico Chaves, no Ater-
ro-da-loa-Vista, n. 17, ondo so achara sempre
grande porgSo e por prego commodo.
No sobrado n. 36, na rua larga do llo-
zario quarto andar, vende-se urna
escrava crioula, de 20 annos linds-
sima figura propria para todo o ser-
vgo por ser muito boa pessoa e
darsemuilo a respeito.
Compras.
.. Compra-so um escravo de boa ndocU .^u.
_.jn sapatei
Penha, n. I.
^7ruad.OCrz,n7l0,ounarua
Vende-se, na rua da
Cruz, n. 23, cera em ve-
las, de superior qualida*
de, fabricadas no Rio-de'
Janeiro, ero caixas pe-
quenas, sortimentos ao
goslo do comprador,
e por preco mas barato
do que em outra qualquer
parte.
seja sapateiro
,nhronirlra-se o terceiro tomo dos Lances da Aven-
-Compiaseo mesma casa ha to-
COrS'n-?e urna cadeira da Baha nova, ou
"8 r CodmpamU-fea 4 Travetas de 25 palmos e palmo
hifi ladea na rua Nova toja de ferragons n 16.
b--Compra-so urnaelar'inelaem meto uso: quem
tivor annuncie
Vendas.
"ndelo, anneis, flores
iranceiura""-!;-'-.- hrineos etc. ; luuo o
Otos nderegos puIceiras brincos
mais bem feito possivd, por prego
Trancelins de qualquer
A 2,500 RS.
v^ndem-ce pecas do madapolfio limpascom 20 va-
2 500?s fea retalho, a seto vinlens, proprio pa-
5SEB.ffifi-Wf
r'Vetaiho^sete^Ugo^n^torgo^e^ -^.
.. padaria de urna s porta junto o sobrado
da esauina da rua Velha na praga da S.-Gruz, e no
deposito da travessa da Madre-de-l)eos, n. 13, ha con-
tinna amento a venda, alm de excellente pac-,
"lacha dequatro em libra at 20 e mais de mu.to
oa farinha o torrada propria para cafe e cha, por
ser "ta todos os dias c com esmero ; bem como ca-
?moido ; o melhor possivol, e ordinario para quem
quizer o barato. .
Frederico Chaves, fabricante
de licores, chocolate e es-
pirites, no A terro-da-Boa-
Vista, n. 17,
tema honra de participar ao respeitavel publico o
com par culariiade aos seus Iroguezes que tem
semiiVe erando sortimento do bem conhecidp cho-
cototodesaude.canella.baunilha o ferruginoso,
mo hnie participe as pessoas que anda n.1o tizeran
usode le e igualmente aos seus freguozes que o
?iS bonito figura; urna preto do 13 annos, que faz
mardecose bem; duas pretas de ele-
para o aervigo de campo; urna d
Vende-se um sobrado no largo do Torgo em
chaos proprios, n. 26 : a tratar no mesmo sobrado.
LOTERA DO RIO-DE-
JANEIRO.
Vendem-se bilhetes e meios
ditos, chegados pelo ultimo va-
por : na rua da Cadeia loja de
cambio de Manoel Gomes.
_ Vendem-se caixas de cha hysson, do 6, 12el3
libras om porgOes ou a retalho ; caixas de velas
do espermacete de 5 e 6 em libra na rua dai Alton-
doea- Velha n. 36, em casa do Matheus Austin & C.
!L Vendem-se 7 escravos, sendo : 4 pretas mogas,
de bonitas figuras, com habilidades; urna negrinlia
de 14 a 15 annos, que cozinha bem e lava do sabSo;
urna mulatnha de 10 annos; um oscravo do boa
finura, denaclo Angola, ptimo para o servicode
campo : na rua das Cruzes n. 22 segundo andar.
Vende-se urna venda na rua da Concordia, n.
26, com poucos fundos: a tratar na mesma venda.
_ Vende-so cera do carnauba em porgo e a re-
tilho- latas com biscoutnho inglez; ditos com mar-
melada ; condegas com peras ; queijos do prato ,
muito frescaes; frascos com conservas de Lisboa o
Sttezas: chocolate do Lisboa, do canda, muito
superior: tudo por prego commodo : na rua da Cruz,
no Ilocife, n. 46.
-Ouemannunciou queror emponhar, ou vender
um molcquedc 14 annos dirija-so a rua do Coto-
vello n. 83.
.. O Sr Francisco Augusto de Oliveira queira
mandar receber do crretor Olivera uina carta, v.n-
da do Lisboa ou declarar a sua residencia.
_ Witcb Bravo mente de Paris urna porgflo do frascos da famosa a-
Joa hemosttica de Urouhieri do cujas virtudes o
Jornal do Aunan* do Rio ja tem tratado em d.f-
rerenlcs arligos mui circu.nstanc.adamento. Este
togular medicamento he verdaderamente especi-
coeinfallivcl no curativo de todas as frulas, Be-
amellas polo instrumento cortante, sejem por ar-
ini de Tobo, ou provenientes de que.maduras.
Ouaesauer que sejam os accidentes quo as com-
?! quem, iodos elles dosapparecem com aumma fa-
c idad. sarando a ferida dentro do poucosdias sem
sporago sem inflamaco o sem dor Anda quo
hajP Jerda* de substancia e ferimentos das na con-
sit/eraveia arterias, como a cartida ou outra, nao so
a perda de substancia se recopera, mas a l.emorrha
Jia arterial est curada dentro de 30 a W m"nutos.
regenerando-seas tnicas da arler a^ffondid .por
meio de um trabalho orgnico part^ular. Mo he
menor a ellicacia do mesmo medicamento as lie
morrhagias internas como sanguo pela bocc ; ou
Teas, que se venden. a^rJ ^d aP"ich-lo e os
extensno necessana rnn0addocadpapfrasco he de
casos em "^"^-^ToOO rs.-Os pretenden-
ffliSrirrX^Dms, botica, n. 1.
_ Vende-se sal de Lisboa, fino e alvo, a 1,60o
r< c, alaueire da medida velha e sendo porgSo s-
Sr por menos : na rua da Praia. n 18, .onde Um
bem se vendem pipas com ago ardente.
__ Na rua da Seiualla-Nova, n. 3o,
(nadara) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porc3o e a retalho,. e por
menos do que em outra qualquer partea
_ Vendem-se pedras de amolar da melhbr qua-
LfrCov&^
| terceiro andar.

I


11'1
I '
= Vendem-ie moendas de ferro para engenbot de at-
racar, para vapor, ago e beata*, de diversos tamanhoa>
por prefo coramodo; e igualmente taixas de ferro coado
e balido, de todoa oa tamaoboa: na praca do Corpo-San
to, n. 11, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Na ra do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendom-se ricos cortes do cambraia para vestidos do
senhora; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a ostaeflo de invern, por
ser de cores oscuras; um rico sortimento de mantas
do seda e de seda e 1.1a para senhora; manlinhas para
Vende-se ferro da Sueca ; folha de Flandres;
cobre para forro de navio; dito para caldeireiro, em
porgfles grandes e pequeas : na ra de Apollo, ar-
mazcm n. 6.
Vende-se fio da India, proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.
Casa da F
na ra estreita do Uozario, n. C.
Neste eslabeleoimento acham-se a venda as cau-
telas da bem acreditada lotera do theatro publico
desta cidade, cujas rodas andarao iofallivelmente no
da 2de julh, 11 quem ou n8o bilhetes. A ellas, que
poucas sao.
-- No sobrado n. 8, na na larga do Uozario, ao
n.
ratos, ,quem comprar de duas
ensinara perfeitamente a '
fogo.
* i
ORJ9S
ftr
ibras para cima se
mechas de tirar
moninas a duas patacas cada urna ; chales de seda pe dos .arlis vendem-se phosphoros, muitQ ba-
de bonitos gostos e diferentes tamanhos; meias de "
soda brancas epretas para senhora e homom as
mais superiores quo teemvindo a esta praca: pan-
no fino preto e de cores; alpaca, a 800 rs. o cova-
do, e muito fina a 1,600 rs.; cambraias para cor-
tinados de camas e janollas, assim como franjas pa-
ra os mesmos ; cortes do caigas de casimira france-
7 elstica o muito superior a 5,000 rs. cada corte
cortes decollles de velludo, gorgurSo, setim < d
fusto por prego muito barato; panno de linho a
400 rs. a vara ; cobertores para escravos e oulras
muitas fazendas que todas so vndenlo por precos
muito baratos.
Pa na da Senzalla-Nova, n. 42,
contina ahaver um completo sortimento
de tai.xas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e machinismo de vapor para en-
genho.
V Veridem-se superiores chapeos de
JHL,caslor, pretos e brancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja
ia, de Jos Joaquim da Silva Maya
ven-
I Al 60 rs.
bpnetes de palha elstica e pala de lustro
dem-se na ra larga do Rozario n. 2*
Vende-se a engenhoca Uiacho-das-Beslas. sita
na freguezia de Nossa-Sonhora-do-O, do Altinho, da
comarca do Bonito, em l'anellas-de-Miranda, por
preco commodo, e vende-se a prazo : trata-se na ra
Direita, sobrado n. 29.
3 EM PRIMEIRA MAO', ^J
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa : na ra da Scnzalla, armazem
, II 11''.
Vende-se um piano forte, de muito boas vo-
zes na ra da Cadeia loja de chapeos n. 36.
Lauspercnne do Itozario.
Vende-so na praca da Independencia livraria ns.
608, por mitra., um livrinho contendo o novo
Mez de Meria, novena da Conceigflo, e o Lauspere-
nne do Rozario de N. Senhora.
Vende-se cal virgem em lucias barricas ebegada
ltimamente ; caixas vaslaspara assucar ; urna porfao
de pesos de ferro, de duas arrobas; trras grandes para
errar inadeira; tudo por preco commodo : na ra da
Moeda, armazem n. i7.
I A' #500 o corte.
Na loja de Cuimaraos Serafim & C, confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes de cassa dos padres mais modernos que teem
vindo a este mercado, e lindos descnlios pelo bara-
to preco de 4,500 rs. cada corte; chapeos de sol, de
pannmho francez a imitaglo de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
Nao se esquecam, freguezes ,
ilo barateiro que est torran-
do por pouco dit.h( iro, na
sua nova ioja do Passcio-Pu-
plco, 11. 19,
as seguintes fazendas : madapolflcs finos a 2,000
2,200, 2,00, 3,0000, 4,000, 5,200 e 6,000 rs. : cortes
do cambraia a napolitana, a 1,600, 2,000 e 2,400 rs. ;
cambraia branga lisa ,a2,500rs. a peca; cortes de
chita, a 1,600 2/ e 2,400 rs. e em covado a 100, 120,
140, 160,180, 200 e 280 rs.; lencos de cambraia para
grvala s 200 e 320 rs. ; ditos para senhora a 320
e400rs..; brins. dequadros e listras, para calcas, a
800 1,000 e 1,200 rs.; ditos a 360 o 400 rs. ; bre-
lanha de puro linho a 800 e 900 rs. ; lencos do re-
tro* > da ultima moda del'aris, para senhora a
3,o00 rs.; primor para vestidos a 320 rs.; lencos
de seda deltonitos padrOes a 1,440 e 1,600 rs.; me-
tins.parajaqaetas.de todos os padrOes, a 240 rs.,
fazenda esta de inuita dura ; corles de fustOes para
collclo, al,l20ra.j pannos para cima de mesa, a
1,600 rs.; chitas para cobertas, de muito lindos pa-
drOes a 160 e 220, r., e em pega a 6,000 rs.; risca-
dos /ranceze. a240rs., e outras muitas fazendas
quo pelo seu diminuto preco nao desagradado aos
sous freguezes. Venham logo reguezes, antes que
seacabem as pechinchas : ao depois nao briguem
com o barateiro.
Vendem-se bichos de massa, de to-
das as qlidades e tamanhos, por bara-
10 preco ( por se querer acabar com osunas
moa): na ra da Cadeia do Recife, n. 5.
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ij Ojintu sajoa souy oiinra sou
-UBd SBJS9 SBpBqB3B 'OBJ9A 9S
sibuibI' BOtinu anb seujj st:nrp
-oa o oq 911b moqio
Vende-se, porpreco muito commo-
do, por sen dono querer largar, urna canoa
grande de c'onduzir agoa, e com pouco us.oj
urna dita mais pequea, usada ; urna dita
grande, abei-ta, propria para aterres, on
para o trfico de blarias, por carregar um
milbeiro de alvenaria de cada vez ; os pre-
bndenles nao deixarSo de fazer negocio,
vista dos objetos cima declarados : na
ra de Sanzalla-Nova, venda de Jos Pe-
rcha se dir quem vende.
de 16 libras proprio para familia : na ra do tra-
piche, n. 8.
Vende-se o Reereio, jornal das familias, obra
muito interessante o instructiva em 5 volumes,
ornado de numerosas estampas : na roa do Queima-
do, botica n. 15.
AO BARATO.
JXh nova loja de Francisco Jo-
S Tcixeira Bastos, na ra
do Queimado, n. SO, que faz
esquina para ra estreita do
Rozbri, vende-se
brirn pardo de listras e de puro linho, a 200 rs. o
covado ; meias curtas para meninos, a 80 rs.; ditas
para menina, a 200 rs.; ditas pretas, para homem ,
a 120 rs.; ditas para senhora, de todas as qlida-
des lencos de chita de tintas lisas, a 160 rs.; di-
tos de cambraia de tres pontas bordados, a 240
rs.; mantas de fil de linho, a 2,000 rs.; chitas es-
curas e de tintas fixas. a 160 o 200 rs. o covado; ra-I
cados Trancares a 200 e 240 rs,; cambraias lisas,
a 320, 480, 640 e 720 rs. avara ; cassa branca escam-
pinada propria para babados e cortinados, a 400
rs- a vara ; murselina branca a 480 rs.; madapoLto
lino, a 160, 200 e 240 rs. a vara ; bretanha de puro
linho, a 320 rs. a vara; algodo trancado azul ame-
ricano a 240 rs.; dito de listras escuras, a 200
rs.; cassa-chita a 200 e 320 rs. o covado; merino
preto e fino, a 1,600 rs. o covado; alpaca encorpa-
da, a800rs.; brins trancados do crese do puro
linho, o melhor possivel, a 1,500 rs. a vara ; brins
de forro e sargelinas; e alm destas um com pletO
sortimento de fazendas por prego commodo.
Vende-se umapreta crioula de 24 annos de
bonita figura que cose bem engomma e cozinha
o djaro de urna casa, lava de sabao e varrella, e nOo
tem vicios nem achaques: na roa da Concordia ,
passando a pontezinha a direita, segunda casa ter-
rea se dir quem vende.
lyonde-seum proto denacSo, do 36 annos
proprio para o servicode engenho, por j tere aun
em dita occupacjlo, ou para servente de pedreim
por ser mito diligente, e tambem por j se ter nV
cvpado em tal serviso : nasCinco-Pots, n 30
- Vendo-se urna cabra ( bicho) que d muito, kin
que a vista do comprador se tirara 1 as Cincolpon-
r-Vende-so urna, negrinha de na53o, muito linda
de20annos;ummolequedel2 annos.de nann.'
dous pardos mocos, ptimos para todo o servico i
escravos de 20 a annos; 6 escravas, de 16 a V
annos ; urna parda de 22 annos, que cose eneom
na liso e cozinha : na ra Uireita, n. 3
Vende-se ummolequede 17 annos, offlcial d*
pedreiro : na ra Nova, loja n. 14. aa
_'- Vendem-se 00 ac^oes da companhia do finh
r.be : o pateo da Matriz d S.-Antonib, n 4 "
gundoandar. ? se-
- Vende-so um moleque de boa figura da 20 an
nos; dous pretos,, proprios para qualquer servco
de 24 annos; urna parda de 22 annos.com hibi'
lidades; 3 pretos com algumas habilidades da 04
a 30 annos : na ra do Colegio, n. 3, segundo an-
dar se dir querrf venMe.
Vendem-se duas vaoqas paridas do pouco tem-
po : a tratar com o Pimental, na ra Nova
-Vende-so cera em velas : sarga-parrilha por
prego muito.commodo para fochar contas nft na
da Moeda, n 11. ,u"
IVa loja nova do Pas-
seo-Pubco,!!.!*?,
vende-se alpaca muit fina, cor do caf, a 800
covado
rs. o
G;
raz.
fcoj de Joao Chardon ,
Aterro-da^Boa-Vista, n. 5.
PAR !*? Lv* acha-,eum r,co sortimento de LAMPEOES
ae4.bhor..,e,U COmpelenles vidro accendedo-
lEStes Cl'lldiirOS So o. melhore. e
mAU?o0dunninSt,ee,Utem hoje : 'ommendara-seao
*ya. niesiua lo 'tiSiAStktlu .eh
?^dder%Uemte,,0hde?iAa e cu> *(
1 e em Pr$ao baslaute para conmino.
2)3 3&&a(j&
as mais superiores quehcpossivol.tanto para'homem
como pora senhora muito novas ; bem como de se-
da, de todas as qualidades : na ra larga do Rozario,
Vcnde-se um negro peca, de 18 a
ao annos, de mu elegante figura ; assim
como uma mulata da mesma idade, com
habilidades que se diraoao comprador; e
outra com urna cria de urnanno,pouco mais
ou menos ; um mulatinho de 7 para 8
annos, muito proprio para andar com me-
ninos em casa : na ra da Cadeia do bairro
de S.-AnIonio, n. a5.
Attencao.
Na ra do Crespo, loja n. I,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, o mais modernos que teem viudo a esta
praga; assim como se vendem chapeos do seda edo
pallimba para meninasde dous a 12 annos; toucas pa-
ra cnangas, de muito lindos gostos. Tudo chegado
de Franga pelo ultimo navio, e por muito commodo
prego.
Vendc-so um escravo muito bonito e moco :
na ra do Crespo esquina que volla para a ra do
fs.-Francisco.
-Vende-se carne do sertio, muito boa na Boa-
visla armazem do sal, n. 6.
.0,vOOI.IVAAftVv
^ LOJA -A^o
DEG PORTAS N^
Nesta loja vndem-se chitas fi-
nas, a 5,ooo rs a peca, e e cova-
do a i4o rs. Declara-s que sSo fi-
nas e de cfes fixas, e para a cer-
teza dos compradoreSjfranqueiam-
se as amostras.
merino preto muito ifi>, de duas targu-
ras.a 1,200 rs. o covado; cortea de cambraia lisa
banca, muito fina, a 2,000 rs. o corte; chale de
filo brinco, com barra azul, muito grande a 500
E'! U"!.; bT Cr'no uraa Porgao de chitas mui-
to finas e de cores fixas, a loo, 120 o 140 rs. o co-
vado. vu
EScravs F^fdos.
r
BOA-VISTA
est vendendo na sua loja do Aterro-da-Boa-Vista,
n. 10, primeira, indo da ponte fazendas que cau-
sam admirago, por seu baratissimoprego e quali-
dade. Ah iclnirflo os freguezes as seguintes pechin-
chas : chitas de pannos muito finos a 120, 140 e
160 rs.; gambrfOcs para caigas, de padrOes quo pa-
recem casimiras a 640 rs. o corte de tres CQvados e
meio; ditos mais finos, a 1,000 rs.; cortes de casi-
miras de 19a, com 3 covados e meio, a 1,000 rs.
pegas de madapoiSo que tem quasi 4 palmos d
largura a 2,400 rs. ; cortos de cambraia lisa para
vestido de senhora a 2,240 rs.; pegas de bretanha
de rolo, com 10 varas, a 1,440 rs.; riqusimos cor-
tes de primor fazenda snm igual, para vestidos de
senhora, a 5,000 rs. e muito fortes algodOes ame-
ricanos azucs a 200 rs. o covado.
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2
^I\ua do Queimado, n. I
nova loja de sirgeiro.
Lima
vende uniformes militares, para to-
das as patentes de legiflo, cavallari e
infantina da guarda nacional; galOes
de ouro e prata; chapeos inverniza-
dos para pagens.
Vendem-se 8 escravos, sendo : uma parda de
18 annos; 4prtasde20a 30annos, de bonlUs fi-
guras, ecom habilidades; 2 ditas de 35 annos,
cozinhoiras;um moleque de 17 annos: todos seni
VT nem ac ,aque8; no Paleo da Matrlz de S.-An-
tonio sobrado n. 4.
-Vende-se cha preto muito superior, em caixas!
S 2 .5 E 3
^a rui do Tra'picne, n. 4%
^nn?; j T" p,or?n e ""huiro de cobre, vindo
do llio-de-Janeiro, no ultimo vapor.
^-b ilni,c"seS6lad.e d. Uma ca8a te > na ra
ae_a.-Jose n. 22 ; o tambem uma porglo de doce de
goiaba fino caixfle.de 7 libras a 1,006 rs.: no pa-
teo doCarmo, esquina da ra de Horlas n. 2 do
ladoesquerdo. '
nrr:Vendem^3canoas de 25a 30 Palmos, por
prego commodo '. na ra da Praia, n. 62
T >(:ndm-soasMile uma noites, em 8 volumes.
u Cni'zwn" 40 P-r PreC commodo : n" r"a
-- Vende *e estopa, propria para saceos: na fu
uo Trapiche, n. 8.
j ~ZT vpndeni-se quatro mastros do pinito : na ra
uo Trapiche, n. 8.
Vende-ao carne de vacca salgada em birria
na ra do Trapicha n.8.
-- Vendem-se 191 pegas de cabo de Cairo: na fu I
do Trapiche, n.8.
-- Fugio, no da 16 do maio de 1847, o molequo
Manoel, cr.oulo de 18 annos, estatura ordinaria, a
proporgflo da idade; tom cicatriz de um talho em
urna das faces, olhos hian^os o grandes denles da
frenteperfeitos pernasfinas, nariz chato, alguna
cousa fula da cor cabellos protos ; lovu uma pega
de rorro na perna direita; est principiando a bar-
bar; tem os beigos grossos ; suppfle-se tor furtarfo
um cavallorusso, grande, dos canis oscuros, di-
nas grandes, capado ha 6 dias e com ferro. Esto
escravo he pertencente ao tenente-coronel Manoel
Soares Cortes morador na povoagSoda Nova-Cruz
provincia do RJo-Grande-do-Norte. Quem o pegar
leve ao dito tonente-coronol, que bem recompen-
Fugio, no da 25 do passado deTiriry, trras
de Algodoacs, um pardo, de nome Faustino de SO
annos pouco maisou menos secco, estatura regu-
lar, rosto comprido, cabellos cncarapinhadqs, pou-
ca barba; desconfia-se ter ido pafa Pajah-Se-Flo-
res, donde veio para aqui ser vendido: quera o pe-
garleve a seu senhor, Gaspar da Silva rrl-s, na ra
Bella, n. 40, que receber alvigaras.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, de San-Thom estatura baixa
rosto redondo e sem barto, com feridas as pernas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete inglez
Este escravo pertcnco a Jo3o Jos Pereira de Azeira'
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprehender, queira le-
va-'o ra da Cruz n. 66, casa de Caudino Xgosti-
nho, de Barros, por quem ser recompensado*
Fugio,-do-peder doabai-
XO assgnado, Um escla-
vo, de nome Domingos, Je 20 a 22 an-
nos, cor parda, baixo, musculoso,
barbado e de suissas fechadas, cabel-
los pequeos,-nariz grosso c um p'ouco
chato, denles alvos, com uma cica-
triz semicircular no anti-brago direi-
to> de uma canivetada que levou ; h
muito esperto e Ioquaz, trabalha de
difierentes fficios e l alguma cousa.
Como estivesse no Rio, Baha e Ala-
goas donde ho natural, conta historias
lestec lugares; esendo possivol que
tenha sabido da cidade pode Iludir a
qualqucr de que- he forro. Desappa-
receu na noiledo dia 10do correte;
levon camisa de chita azul, caigas de
brirn pardo trangado, chapeo de pel-
lo velho e sapatos, pois anda calgado,
nlem de uma trouxa com roupa. Quem
o pegar leveari larga do Rozario, n.
30, segundo andar, que ser bem re-
compensado.-!*. lU.A.da Silva Pontet.
Fugio, no dia 11 de j un lio um escravo de no-
me Antonio vindo do Maranhflo de 40 annos de
56 pol legadas de altura, rosto comprido, cabello
encarapinhado, olhos pretos, Com um ponto no
preto dos olhos e os brancos amarelfados, nariz
chato, bocea regular com falta de dentesna fren-
te cor preta pouca barba; levou camisa de al-
god.tozinho e ceroulas uma rede e um bonete de
difierentes cores caigas novas ; costuma a trazer
porbtixo da roupa uma corrciaem roda da cintura :
quem o pegar leve a ra doRangel, n. 64, quesea-
ra generosamente recompensado.' Dizem que anda
polo Rocife.
-Fugiram Alexandre, cabra, e Marctfj^Btoe-
ta oue pertencem a Manoel Ignacio de AlbJHUer-
queMaranhflo, senhor do engenho novo da Concei-
gjlo,; jforam presos ou demorados ^^^^Ew-
s (Inhaman ) cd'ahi tornaram a fugir. Peaun as
autoridades policiacs e capitSes de campo a Captu-
ra dos mencionados escravos que os levem ra da
Cadeia-Velha n. segundo andar, onde serflo re-
compensados e se pagarSo todas as despezas que
porventura se lenham feilo.
S
PERN. X KA TYP, DElU. r. RETAMA.18^7.
;


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