Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08441


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Full Text
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de J847.
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Teija-feira 15
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n* L, qiiarlel, pagos adiantadas. Os en-
jnon "^ asJgn,tes inseridos i reso de
"""C"" r lilil em 'yi10. dlffareole, e as
'" "''" oI nwtae' ^* tu "P4"- ..'o 80 rs porlinha, e 160 em Ivpo
n^P;e^rC^pn^o_
HASES DA LA NO MEZ DE JMIO.
,., 0, n I liora e 48 min. da manlu'a.
MioBonm (J> bj |0 horaJ e 32 ra|n ^ ^^
>;" w' jo, as i lioras e 10 min. da-tarda. ,
^'"IhtU ,8i '' *,ora* m,a- dauaoli.
PAHTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paraliyha, segundas esextas felras,
Rio-Granile-Jn-Norte quintas feiras aomelo-dia.
Cal, Serinhem, Rio-r-'onnoso, Porto-Calvo e
Macelo, no I .*, a 11 e 11 de Cada moj.
Garanhuns e Bonito, a I0e2l.
Roa-Vista e Floras, alie.
Victoria, s quintas feiras.
Oliurla, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primira, a 8 horas a &i minutos da tarda.
Segunda, s T horas a 18 minutos da otanhaa.
de Junho.
Ann XXIII.
N. 151.
DAS da semana.
14 Segunda. 8. Bazuco. A.ud. do J. dos or-
;ios, doJ. dc. da ? V. e do J. M. da i v.
erea. S. V to. Aud. do J. do Ir. da I. t.
o do I. depat dodiat. le t.
18 Quarta. S. Aureano. Aud. ilo'.dociv.
r. I e do J. de paz do J d'ist. de t.
17 Quinta. S. Rainero. Aud. do J. deorph.
e do i. municipal da I. tara.
18 Slala. S. Leoncio. And do J- do e. da I.
.e do J. de pal do I. dist. de t.
i Sablieito. S. Ursicino. Aud. do J. do dr.
da 1. t. e do J da paz do 1 dist. de t.
10 Doaak>go. S. Silterio.
CAMBIOS NO DA 14 DE JUNHO.
Cambio solire Londres a J7 d. por l| r*. a G d .
i Pars I6 ri. por franco.
a Lisboa IOS de premio.
Desc. de leurai de boas firm.s de / V "J?**
Oare-Oncas bespanhol.s.... maoo a a#60i.
MoedasdeOjlOOrtlh. I000 a IW
a da Ofioo nov..
a a de 4 009.....
PralJ Pataco* .... ..
u Pesos columnares...
t Ditos mriicanof ...
> Miuda.
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Accoes da comp. do Hebnibede 68f Oo r. ao par.
DIARIO DE PERHTAMBUCO

I II I ilMTT
I"'" ~
PARTE OFFICUL.
--------------
Governo da provincia.
O presidente da provincia, era vlrtude do artigo 4. da
|ei provincial n. 195, de 20 de abril ultimo, determina que
na mesa do consulado provincial se observe e segulnte
CAPTULO I. f-
pa organiiac"o da ripartico e atlribuif/Sii doi empregados.
Artigo 1.* A mesa do consulado provincial teril os em-
pregados seguintes : um administrador, dous escri-
ves uin thesoureiro, um fiel do dito, um primeiro, um
secundo, tres tercelros escrlpturarlos e um portelro.
A". 2 Esta reparticao ser dividida em duaa secces,
oreanisadas da manelra seguinte :
1 S i. a prlmelra compor-se-ha de um chefe que sera
o administrador, um eicrivito e dous terceiros escrlptu-
rarios. ,
2. A segunda de um chefe que sera um dos escri-
ves, unt primeiro escripturario, um segando e um
terceiro.
Art. 3." A* prlmelra seccao compete especialmente a
arrecadacao dos direitos provinciaes de exportacao.
Art. 4." A' segunda a arrecadacao dos impostos que
estavam' cargo dacxtincta meta de rendas internas.
Art. 5. A inspeccao do assucar e algodao fica annexa
primira seccSo.
Art. 6." Alcm dos pontos actuaes de Inspeccao taave-
ro mals dous na ra do Apollo.
Art. 7.' Em cada trapiche, ouarmatem haver um ins-
pector, um fiel e um marcador, os quaes revesaro a ar-
bitrio do administrador. Ilaverao mals quatro conti-
nuos, ou crrelos.
Art. 8. O administrador he o chefe da reparticao, e
estar immediatainente subjeito ao inspector da the-
sourara das rendas provinciaes, por intermedio do qual
se corresponder com a presidencia e mals autoridades
da provincia. Todos os emprrgados da mesina repart-
cao Ihe sao subordinados.
Art 9." Compete-lhe exercer as attrlbulcfles marca-
das no art. 36 1,2, 3, 4, 6, 9 e 10 do regulamento do
consulado geral, de 30 de majo de 1838, que nao forera
de encontr ao que neste se disp<5e.
Art. 10. Competen) ao escrivo e escriturarios da
prlmelra seccao as attribuicSes designadas no art. 37
1,3, 4, 5 e 8 do citado regulamento.
Art. II. O thesoureiro ter os segulntes deveres : .
I. Receber os rendlinentos que se arrecadarein por
ambas as scccOes, e guarda-Ios o"b sua responsabillda-
decm cofre de tres chaves, das quaes elle ter urna, o
administrador outra, e o escrlvao da primira seccao
oulra.
^ 2. Entrar com os rendiinenlos no fim de cada sema-
na, ou em prazo n.ali breve, se assim fr determinado
pela tlicsouraria, s ndo suspenso no dia inimediato, se
nao apresentar ao administrador o respectivo conheci-
iiiciilo da ini'siiia thesnuraria.
3. Pagar as despeza da reparticao, competente-
mente provadas e autorisadis por despacho do admi-
nistrador.
Art. J2. Os escripturarlos da inspeccao do assucar c
algodao, alin da escripturafao dos livros.doslancamen-
tosdas listas, ou notas da inspeccao, farao lodo o Iraba-
llio que Ihes fr determinado pelo administrador, em
caso de urgencia, ou nluencia de negocios.
Art. 13. Os fiis, alin das funeces que Ihes compe-
tem pelo regulamento da inspeccao. serio os ejecuto-
res de todas as diligencias, tendentes a acs'Uelar extra-
vos dentro e fiira dos trapiches, devendo aconipanhar
o administrador e mals empregados as dirigencias, la-
vrandoos auto e termos precisos; liscalisarao, a entra-
da e sahida, os gneros subjeitos aos dlrcitos de exporta-
cao, e permanocerio nos trapiches eniquauto houverem
embarques a fazer, e desde que elles tomecarem.
. Art. 14. O portelro, alin do servico que Ihe he pro-
prio, tomar o ponto dos empregados.
Art. 15. Os continuos ou conejos levarao a corres-
pondencia dos inspectores para o consulado provincial,
c farao o servico que Ihes for determinado pelo admi-
nistrador.
CAPITULO II.
Doi impcdimtnoi e mbtlilui(6ei-
Art. ili. No impedimento do administrador, far as
sua* vezes o escrlvSo da prlmelra seccao ; e no impedi-
mento dos cscrivaes,os respectivos escripturarlos, segun-
do as suas graduacoes e antigiiidades ; mas o adminis-
trador, quando se adiar tambera impedido o escrivno
da prlmelra seccao, ser substituido pelo escrivo da
Art. 17. No impedimento do thesoureiro, servir o fi-
el no impedimento de ambos, aquelle que, sob pro-
posta e responsabllldade do thesoureiro,for nomeado pe-
lo administrador.
Art. 18. Os inspectores serao substituidos uns pelos ou-
tros, mas uin inspector nao noder accumular a fiscali-
sacoo e inspetco de mais de dous trapiches, de ve ndo
neste caso o inspector da tbesourarla, sob proposta do
administrador, nomear pessoa idnea, para substituir
os impedidos, vencendo o que estes perderem, ou urna
giatilicacode30/rs. mensaes, quando os meamos na-
ta percani.
Art. 19. O portelro ser substituido por um dos con-
tinuos, nomeado pelo administrador.
Art. 20. O ponto dos emprrgados ser feito perauteo
administrador, que seu juizojulgar asfaltas: no prin-
cipio de cada inez se reuictlerao ao inspector da the-
souraria duas notas do rcfcriuVponto, para ser una en-
viada presidencia.
CAPITULO III.
Va iiuptcfo.
Art 81. Oprocesso da inspecSo ser o meamo csta-
belecido pelos regulainenlos provinciaes de 30 de se-
tembro de 1836 e 23 de dezembro de 1846, com as se-
cuintes alteracSes .
6 1 A inspeccao ser feta por uin o inspector, de cu-
to arbitramento haver recurso para o administrador.
S 2 Na iuspeccao das barricas e saccas de assucar, o
fiel pesar sempie un ou dous voluntes, tomados ao
"Ts! O fiel do armazem lancar as duas lit'ut da ina-
cceso as Dualidades de cada um dos volunte*.
outra remettlda mesado consulado, para ser registra-
da, ou lineada no livro respectivo e depois entregue ao
administrador.
Art. 22. O administrador, logo que para elle recorre-
rem do arbitramento do Inspector, mandar, que o ins-
pector do outro ponto se dirija ao em que appareceu a
duviJa, para dar o seu arbitramento.
Art. 23. Se o arbitramento do novo inspector fr con-
corde com o do primelroj a quallficacao se haver por
fcita, se for discrepante, a duvlda ser decidida por uin
terceiro inspector.
CAPITULO IV.
Vot dapachoi de exportacao para fura, do imperio.
Art. 24. O despacho ser feito pelo dono do genero,
seu caixeiro, ou proposto.
Art. 25. Logo que fr feito pelo consulado geral o exa-
me dos gneros que *e houverem de exportar, e frem
entregues parte as notas do deipacho, esta levara ditas
notas ao consulado provincial, para o calculo e paga-
mento dos direitos.
Art. 26. O calculo ser feito pda paula semanal do
consulado geral, a qual reger no consulado provincial.
Art. 27. Apresentadas as notas ao escrlvao da primi-
ra seccao, e estando conforme urna com a outra, e feito
o calculo pelos escrlpturarlos, lancar cada qual em sua
nota a importancia dos direitos provinciaes, c depois de
rubricadas por ambos serao entregues ao thesoureiro, o
qual receber a importancia, e lasar as notas o mes-
mo numero e a verba Reccbl F. o Appellido e
nO seu caderno a Importancia respectiva, passando-as
depois ao escrivo para carregar em receita e laucar as
notas a verba Lancado F. o Apellido feito o
que serao as notas devolvidas parte para o despacho
KrL ,
Art. 28. Nao se embarcar genero algum, sein que do
despacho conste o pagamento do* direitos provinciaes.
Arl. 29. Os gneros, que te acharen) embarcando, ou
que forein effectivamenle embarcados, sem o pagamen-
to dos direitos provinciaes, serao apprehendidos, proce-
dendo-se a respelto dclles, na formado disposto no art.
198 do regulamento do consulado geral.
Art. 30. Compele ao administrador do cousulado pro-
vincial a inesina attribuico que teni o administrador
do consulado geral pelo art. 171.
Art. 31. Ostraplchelros, que delxarem embarcaros
gneros sem o pagamento dos direitos provinciaes, pa-
earao a multa de200>000 rs. imposta pelo administra-
dor do consulado provincial, cora recurso para a tbe-
sourarla das rendas provinciaes.
Art- 32. Quando der a hypothese do art. lbl ao re-
gulamento do consulado geral, e for devldo o excesso
d direitos pelo augmento do preeo dos gneros, em ra-
saoda tardanca do embarque, este nao se effectura, e os
gneros serao apprehendidos, se nao fr pago o excesso
dos direitos provinciaes. __
Art. 33. Para est fim a pnrte dirigir urna peticao ci-
tando o numero do despacho, ou nota, e pedindo que
se faca o-calculo do excesso dos direitos, a qual despa-
chada pelo administrador, se proceder pela lorma esta
belecldanoart. 38 e legrante.
CAPITULO V.
Doideipaehoi de txporlacAo para dentro do imperio.
Art. 34. Quando 0 assucar, algodao, caf e fumo f-
rem exportados para as outras provincias do imperio, o
despacho se far pela forma segrate:
Art. 35. Logo que a parte conseguir da mesa do con-
sulado geral o despacho de embarque, na furnia do art.
177 do rrculainento geral anreseutnra, o despacno cora
as respectivas notas ao adii-.I-trador do consulado pro-
vincial, o qual mandar que o inspector do trapiche
proceda aoexame, que sera feito conforme o art. 1j4 e
secuintes do dito regulamento.
Art 36. Feito o exame, calculo c pagamento dos di-
reitos, se dar a nota parte para se poder verlhca o
embarque: quando os volraues ja tiverem sido uspecta-
dos, o exame versar smenle sobre a verilicacao do nu-
mero.
Art. 37. Nao se delxara embarcar os gneros de ex-
portacao, em que o dono aprsente o despacito do pa-
gamento dos direitos provinciaes; e os gneros embar-
cados, ou que se estiverem embarcando, sem o dito pa-
gamento, serao apprehendidos.
CAPITULO VI.
Da capatatia.
Art. 38. Para o transporte, tnovlmento das saccas de
alcodo eexameno ponto da inspeccao no Forte-do-
Mattos, haver urna capatatia que ser administrada,
se nao fr arrematada por quem por menos fizer esse
trabalbo. ,
Art. 39. O precodo transporte, movimento e demais
despezas de cada sacca de algodao, ser de 320 rs. sa-
tlsfcito na mesma occaslo, e pela manelra porque b
paca a laxa da Inspeccao.
Art. 40. Quando fr administrada; por nao poder, ou
nao convir ser arrematada, o administrador da capatatia
vencer o ordenado de selsceutos mil ris por anno, e
tres contose quatro centos mil ris para pagar a um
feltor e dezaseis jornaleiros, que dever ter ettectiva-
mente no servico da mesma, e assim as despezas com
remeiulos. fios, asselo, etc.; sendo redutldo o uuinero
dos jornaleiros dez na poca era que ha menos afllii-
enca de trabalbo, e que designar o administrador do
consulado.
Art. 41. Quando fr arrematada, o arrematante se-
r obrigado a preeneber as mesma* condiedes, impos-
tas ao administrador da capatatia, recebendo mensal-
niente do respectivo thesoureiro a duodcima parte da
quantiaporque contratar, sendo a arreinaUco feita
perantea tbesourarla.
Art. 42. Tanto ao adminislrador da capatazia, como
ao arrematante da mesma, impor o adminislrador do
consulado a mulla de cem a tresentos mil rlj por qual-
quer falla que cominetler, com recurso pra a tbesou-
rarla.
CAPITULO VIL
Da eicripturafo.
Art. 43. A escrlpturacao do lanjamentoe receita dos
Impostos cargo da mesa de rendas interna* er clt
pela segunda seccao, do iiiesmo modo e nos inesmos 11-
vros, sendo os priuclpaes abertot, rubricados c encer-,
rados pelo adminislrador.
Art. 44. Na primira seccao havera um llvro do pon-
to, que ser escrlpto pela mesma manelra cgulda no
consulado geral.
cao os seguintes: um da receita dos direitos de expor-
taco; uin da receita da laxa, capatazia, e inultas; um
das despezas da reparticao, uin do reglsto das ordens e
correspondencia; e um do lancainento das not.-.s, ou lis-
tas da Inspeccao.
Art. 46. O administrador dar o modelo para a escrlp-
turacao dos referidos livros, e dos mais que entender
necessarios comappiovacao do inspector da thesouraria,
sendo os principaes abertos, rubricados e encerrados
pelo contador da thesouraria.
ArU 47 Na p'rlinelraieccao se formaruo as folhas dos
ordenados c porcentagem dos empregados, e demais
despezas cargo da reparticao, para screm pagas pelo
respectivo thesoureiro, depois do pague-se do ad-
ministrador.
CAPITULO VIIL
Do$ vencimenlos.
Art. 48. O administrador ter de ordenado annual
seiscentos mil ris, os escrives quatrocentos rail n is
cadaum, o thesoureiro quatrocentos mil ris, o hel du-
zentos mil ris, o primeiro escrlplurarlo tresentos e
vintc mil ris, o segundo dito duzentos c sessenta mil
ris, os tercelros duzentos e quarenta mil ris cela um,
os inspectores do assucar e algodao setecentos mil ris
cada uin, os escripturario* da inspeccao quinheutos mil
ris cadaum, os fiis das balancas exentos e sessenta
mil ris cada uin, os marcadores trezentos mil reis cada
uin, oporteiro trezentos e sessenta mil ris. c os conti-
nuos ou corrcios tretentos mil ris cada um.
Art. 49. Aporcentagem de tres por cento, dcdutida
da arrecadacao, ser dividida segundo a tabella annexa
este regulamento. .
Art. 50 A porcentagem 80 compete ao administrador,
escrives, thesoureiro, fiel, primeiro, segundo e tercei-
ro* escripturarlos das duas seccAes.
Art. 51. Os empregados, que faltarcm por qualquer
motivo, excepto molestia provada a julzo do chefe, e
servico publico gratuito, perdero todo o vencimenlo, o
qual passar para o que ttier as suas vezes, se fr dille-
rente classe de emprego, nao podendo accumular outro:
os casos de licenca com vencimeulo perdero a por-
centagem.
Art. 52. O vcnciinento do emprego vago compete a-
[ueiie que servir interinamente, no accumulaudo
outro.
CAPITULO IX.
iipOiifOei ijcraet.
Art. 53.' O presente regulamento ter vigor do 1. de
julho prximo futuro ein dlante, e as duvidas que se
suscitaren) na sua execucao serao resolvldas pela presi-
dencia.
Palacio de Pernambuco, 4 de junho de 1847.
Antonio Pinto Chicharro da dama.
TABELLA AQUE8E REFERE O RTICO 49.
1 administrador. .
2 escrives.....
1 thesoureiro .
1 fiel do dito. .
1 I. escripturario
1 2. dito......
3 terceiros ditos. .
QUOTAS.
13
13
12

8
7
6
13
26
12
6
8
7
18
90

INTERIOR.
^^JSSS&l^^^^i!^^^^ T"-t*"*"Uvro ***na prlffie,rs 5CC-
PABLAMENTO BHAS1LE1R.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS-
XSSlO DX 19 DE MAIO DI 1847.
D1SCISSA11 SOBRE A MODIPICAgAO B RUOS6AN1SAQA0 DO
MINISTERIO DE 2 DB MAIO.
IConlinuac do n. 129.)
O Sr. Villela Tavare: Sr. presidente, a questao sus-
citada hontem na casa relativamente reorganisaco do
gabinete nao me sorprenden, porque era preciso que
cu dcsconheccsse todas as condices do svstema consti-
tucional representativo ; era preciso mesmo que eu li-
vesse multa simplieldade para deixar de ver desde mul-
to lempo, na physlonomia da cmara, laivos de opposi-
50 (iipoiarfot). O indifl'erenllsmo cora que a cmara se
tem conduzido a respeitn das medidas reclamadas pelo
gabinete ; a apresentaco de muitos e diversos reque-
rimentos de exigencias, alguns dos quaes al me pare-
cern) impertinentes, mas que passarain por grande
maioria da casa ; a discussao e votaeo da lei do recru-
lamento, sustentada pelo nobre ministro da guerra.^e
sobretudo, Sr. presidente, a demora na apresentafo
do voto de gracas, me deixavam convencido .de que o
gabinete actual nao linha, nao poda ter maioria na ca-
sa (aorados); isto, nao obstante, Sr. presidente, a espe-
ranza que d hoje o Mercantil de que o ministerio pode
obter maioria, ou, por outra, nao obstante a esperanca
que o governo inculca ter de obter esta maioria, espe-
ranca nial concebida, atiento o que hontem se passou
na casa quando fallaram os Sis. ministros da fazcoda e
guerra. Scnhores, eu nao me envolvere! ncslas ques-
tes locaes que leem oceupado por lano lempo a at-
leneao da casa ; entendo mesmo que ellas nao veein
muito ao caso, e por islo apresenlarel consideraces gc-
raes para fundamentado meu voto sobre questao ver-
tente. ,
No desenvolvimento das Ideias apresentadas pelos no-
tares depulados que me precederam, se me antolham
tres quesles. Prlmelra questao : o ministerio de 1
de inaio he continuador da politlca do ministerio de2
de fevereiro? Tem elle deseiupenhado o programma que
escreveu neasa bandelra que apresentou cmara ?
Segunda questao : a escolba de senadores pela provin-
cia de Pernambuco foi a causa da inodificacao c reor-
ganisaco do gabinete actual ? Esta rasao pode ser a-
ceita pela cmara ? Procede ella ? Terceira queatao: o
ministerio actual, reorganisado como se ada, pude ob-
ter a maioria das cmaras ? Eis-aqu, Sr. presidente, em
meu fraco entender, as quesles importantes que cuin-
pre ventilar.
Senhores, eu entendo que um ministerio qualquer se
pode dlzer continuador da poltica do seu antecessor,
quando recebe, quando lenla mesmo todos os seus prin-
cipios, o seu programma governainental; quando por
factos bem demonstrados executa esses principios e esse
programma Mas ter o ministerio de i de raaio mos-
trado, pelos factos de sua adininistracao.quc recebeu es-
ses principios eesse programma governamcntal ? Ter
provado que cuniprio a promossa de conriliacSo,escripia
na lia iiil.ii a rsfarrapada, como o disse o nobre deputa-
do o Sr. Ferraz, que aqui foi levantada para illudiros
incautos e para arranjar cinco ou seis dos mar* esper-
to? Eu creio que posso pruvar o contraro. Nem em rc-
laro aos negocios externos, nein'.in relaco aos ne-
gocios internos, eu posso admltlir que o ministe-
rio de 2 de main seja continuador da [poltica abra-
cada e seguida pelo ministerio de 2 de fevereiro (apoll-
aos). Em relarao aos negocios externos, como recebeu
o ministerio de 2 de malo o paiz ? Sem tropeco, sem
embaracos, e, oque he mais anda, sustentada (Ilesa a
honra e dignidade brasilelra. Na acliia'lidadc o que vejo?
Nao sao presentes cmara e ao paiz inteiro os graves
embalaros em que lula a adininstracn para com o ga-
binete de Washington, para com a Inglaterra, para com
diversos vizinhos nossos que ficain pela parte dosul .'
Porventura a questao com o Sr. Wise pode ser tao in-
di'erente que no deva ser posta na orden) daqucllas
que merecaiu umasolucao digna do paiz? Podero mi-
nisterio justificar-se da maueira por que sabio dessa
questao smentc com a demissao do Sr. Lisboa? A nota
apresentada pelo ministro inglez Mr. Iludson, nota em
que se ameaca da maneira a mais positiva a nacao bra-
silelra, no caso de nao ser paga a divida imaginaria de
Gulilierme Young, nao lie um outro facto que revela de
uin modo bem claro os embaracos c tropeos em que se
v a ailininistiai ao actual, embaracos c troperos que
nao forain dcxados pelo ministerio de 2 de fevereiro ?
Se a respelto dos negocios estrangeiros o ministerio de
2 de inaio no tem seguido a poltica do seu anteoessor,
nao tem rrspeilado os principios por elle proclamados,
eu creio que tambem posso provar que nao lein segui-
do a niesnia poltica em relaco aos negocios internos.
Sr. presidente, lancemos rana visla d'olhospara as pro-
vincias do sul; e perguntarei: Tem o ministerio conse-
guido nessas provincias a exacta observancia do eu pro-
gramiua ? Kstao acabados os partidos, estao extinelos?
Esto estas provincias salisl'eilas com a adminlstraco
actual ? Eu creio que nao ; os factos provam o contra-
ro, porquanlo V. Exc- acaba de ver que mullos deputa-
dos dessas provincias seapresentam na casa einoppos-
cao franca c leal ao gabinete actual. Pelo que respeita as
provincias do norte, o ministerio, longe de seguir os
principio* do de 2 de fevereiro, longe de ser fiel pro-
messa que nos fes, ao contrario, tem proporcionado to-
dos os Hielos de fazer baquear os vencedores e levantar
os vencidos (apoiadoi) Senhores, he bastante attender-
mosparaoque se passa na provincia de Sergipe, para
que se 11 un la a exactido do que acabo de diter. O que
fez o ministerio actual na provincia de Sergipe ? Conci-
liou all os partidos, sustenlou a poltica, os principios
do ministerio de 2 de fevereiro ? Nao, eu fallo perante
os Sis. ministros, tralou de faier baquear o partido que
tinha ti umpliado em 2 de fevereiro, que tinha manda-
do para a casa seus representantes, e procurou elevar
aquellcsqucsempre lioslilisaran essa poltica; raas.em-
lim, Sr. presidente, ero negocios de familia....
O Sr..Nnei Mochado e oulro Sri. deputudoe: A-
poiado.
O Sr. Villela Tavaret: ,... era preciso que oSr. mi-
nistro do imperio dsse toda a importancia sua familia
de Sergipe; isto, nao obstante a contradicc tao tl.igran-
iceinque-aahio, duendo que era seguidor da inesma
poltica, dB8 inesmos principios do 2 de fevereiro. Se is-
to se opefou na provincia de Sergipe, que explicaco
pode dar casa o gabinete da sua conducta, do seu pro-
cedimento a respeito dos negocios das Alagas ? Eu siu-
lo tocar netachaga, porque entenda que esta discussao
cralnas propria do voto de grabas; cu sinto tocar nesta
cbaga, tanto mais quanto so acliam na casa representan-
tes da provincia das Alagas, que devein tratar inuitose-
riaiuiite desla qucstSo. Mas o que vejo eu a respelto das
Alagas ? Senhores, eu vejo que o presidente da pro-
vincia no tem podido conseguir do ministerio as pro-
videncias que reclama (apoiadoi), os meios que iudica co-
mo necessarios para levar a provincia ao seu estado nor-
mal.
OSr. D. Manoel (rindo-ie) Ah ah ah!
O Sr. Villela lavara: Parcce-mc que o presidente
das Alagas est em una lula continua com o ministe-
rio, que tem de rana maneira escandalosa apadnnhado,
protegido mesmo aquclles que quiteiam levantar o es-
tandarte da revol la. ,
O Sr. D. Manat (rindo-ie) : Ah ah! ah .
0 Sr. Villela Tavare: Para provar esla mlnna as-
sercao, nao he preciso recorrer a muitos arguiiienlos,
basta o rdatorio do nobre ex-ininlslro da juslica. O no-
bre ex-mlnlstro da justiya e aclualnicnle da fazenda.
cia uin attenta-
e'tal-
vezdoqual" """
va tramada
n0Se'hores, no he um particular quera ditque^^as-
sassinato do presidente de una provincia,
das Alagas, consta que naquclla provincia um au
ffo contra o mesmo presidente e ...ais autoridades, .
- amado, ctJ. para 29 de Janeiro do crrente an-
do chefe de
"o a4 e de'i'airauloidades. pdc produ.lr tai,-,* gra-
ves resultados; nao, be o ministro da Justica que di. em
seu rrlato.io, que os alternados commetlidos contra a
primira autoridade de una provincia pdc produur
talvtt graves resultados: logo, o nobre ministro adinitte
a livpuIhesc de que haveria occasiao era que csses atlen-
tados nao podessem ter resultado grave*. Desla ma-
neira tenlio eu justificado o meu dito, asseverando a
casa que o gabinete, longe de executar o programma de
conciliaco aqui apresentado, a respeito de diversas pro-
vincias ao imperio, tem fomentado, pde-sc dizer sein
erro, a discordia.' tem autorisado mesmo a anarchla ..._,
com o fim de fazer levantar o partido vencido e ani-
quilar o vencedor (apoiadoi) '.
Nao he so na provincia das Alagas que Islo se tem
realisado ; eu posso recorrer a outras provincias era que
o governo tem commetlido iguaes desvarios. Sabe V.
Exc. o que tem occorrldo na provincia do Pauhy? O
pait todo sabe que tem sido conservado na presidencia
dessa provincia o Sr. Zacharias de Goes e Vasconcellu*,
em que tenlia. merecido lli apoto de partido lgum po-
y


.^PP^1
Utico, iirm meimo dique lie que apoiou o nobre deputa-
do o Sr. Souza Ramos. O paiz todo sabe que este presi-
dentr be guerreado quaii por toda a popularn, que t-
mente li'in o apoio de urna familia i|iie quer fundar sen
predominio para o flin primario e nico da eleico de
mu de seus membros .' Pode o nobre ministro do impe-
rio, que se acha presente, negar-me estes fados? Eu
suppoiihoj[iie o governo est mais habilitado paraasse-
: vera-Ios. Folhas que leuho recebido do Piauhy e cartas
minuciosas depessoas de coaceito a'sseveram o que aca-
bo dedizer. O nobre depotado que alli ib i presidente
nao me pode contestar nesta parle.
Sr. presidente, o que tem feito o ministro actual para
a provincia do ('raa Tem tanihein exenitado all o
programma de conciliacao ? Mostra pelos Tactos, que
elle, ou por si ou por seus delegados, tem praticado na-
quella provincia, que tem desempenhado csse program-
ma que diz que recebeu, esses principios que herdou do
ministerio de 2 defevereiro ? Durante a administrado
do S de fevereiro, na provincia do Cear baviam dous
partidos, um governistae outro oposicionista; mas boje
o ministerio tem tido a habilidade de apretentar alli
quatro ou cinco partidos. Era preciso que na provincia
do Cear se couservasae, como na maior parle das pro-
vincias, urna poltica dubia e equivoca, que tenda e
tendea animar os diverso partidos que se guerreara de
mor te. He preciso a conservaran do presidente do Cear,
|iM|iu- iiiiii o annohe climatrico..
O Sr. Ii. Manuel: Apoiado.
O Sr. VHela lavares: A crise he grande, o senado
tem mullas eadeiras vagas..... (apoiados e risadas).
O Sr. D. Mannel: Kis a causa da opposico.
O Sr. Nutus Hachado: Queremos ver este casamea-
to dos senhores coin o ministerio; ser como o casa-
mento do gato com o ralo (risadas).
OSr. Presidente: Attencao!
% O Sr. filela Taares: Sr. presidente, talvez esta lin-
goagem nao agrade a alguem.
O Srs. Lopes Neltot V. Manoel dirigem-se apartes que
nao podemos rolher.
O Sr. Presidente : Eu reclamo a attencao dos nobres
diputados; desta maneira nao pude continuar a dis-
russo.
(' Sr. Lapes ,\etio: He preciso comer a quem nos
provoca.
OSr. Presidente: En nao me dirijo a ninguein em
particular ; peco a attencao de todos.
O Sr. filela Tavares : Sr. presidente, talvez que es-
ta lingoagem nao agrade a alguem ; estou mesmo con-
vencido de que desagrada aos nobres ministros que se
a. h un na casa ; mas eu peco licenca aos nobres minis-
tros para dizer-lhes que nao posso sullbcar nesta occa-
sio as ininhas couvieces, aquellas que me devem diri-
gir nesta casa. Tenho, pois, segundo o desenvolvimento
que hei dado primeiraquesto, mostrado que o gabi-
nete de 2 de malo, embora nos promettesse a continua-
co da poltica do 2 de fevereiro, nao cumprio esta pro-
messa (apoiados).- embora desenrolasse na casa a bandei-
ra da conciliacao, todava, tem obrado em sentido dia-
metral mente opposto (Votes! Uuito lirm).
Vamos segunda questo da eleico de senadores por
Pernanibuco.
Alguns Srs. : Apoiado ; vamos a ella.
OSr. Villela Tavares: A eleico de senadores por
Pernanibuco foi a causa da reorganisaco dogablte ac-
tual ? Estaraso pode ser aceita pela casa, procede ella ?
Senhores, eu creio que, desde que una provincia tem
elegido para senadores taes e taes individuos, quir se-
jaui eiies liidos da provincia, quer nao, porque a consti-
iiii,'.io do imperio, o pacto fundamental da uaco, cssa
lei primaria, base e reguladora de todas as oulras, nao
admitte entre os cidados do paiz outra difl'erenca, un-
ir dislinccao que nao seja a de seus talentos c virtudes,
he livre rorua cscolber de entre os propostos os que
lbreni desua vontade (apoiados). O paiz e acora exer-
cem ambos o seu direito; aquelle elegendo os cidados
emquein deposita confianza para representar to altos
interesses, e esta escolhendo de entre esses cidados os
quemis lheaprouverem. lslohe nina attribuico, urna
prerogativa, que nao pude ser contestada, O ministerio,
pois, que d ao parlamento como rano de sua. reorgani-
sacao, tomo lasan explicativa da retirada de um de seus
membros, e membro organisador, a escolha de senado-
re, nao conliece as coudicocs do systcina icpresenlalivo
(apoiados), d a entenda que esse memoro, que se reli-
rou do gabinete, quizera contrariar a vontade do monar-
c/ia, nao quiz respeitar as atlribuces, as prcrogalivas
da cora. A cmara, pois, nao pude aceitar esla raso
(ii;'ia'in/(,. eu declaro alto e bom soiu que a nao aceito,
e tanto mais quanto vejo que ella he improcedente, por-
que contina no gabinete o Sr. ministro do imperio,
inenibro preeminente delle, mas ciijo voto foi sempre
hostil aos nobles senadores cscolhidus (apoiados). Reti-
rou-se o Sr.llollanda Cavalcanll por case motivo ; como
lirn o Sr. Marti limo de Bl'ito ?
O Sr. Lopes A'eilo: Assignou o decreto.
O Sr. filela Tavares: Euio nao procede a raso da-
da pelo nobre ministro da guerra outros lu am os mo-
tivos que deram lugar .i retirada do nobre ex-uiinlstro
da fazenda: cu pude-los-liia apreseiilar, mas nao tenho
o i os i o o, de levantar a ininha voz coutra qucui inorrcu,
parce sepvltis.
O Sr. Nunes lachado : Apoiado. Muito bem.
O Sr. Villela Tavares : Si. presidente, se o ministe-
rio actual nao he continuador do 2 de feverriro, se a ra-
sao dada pelo nobre ministro da guerra para a modifica-
cao ou reorganisaco do gabinete actual nao pude ser
aceita pela cmara e nao procede, pareoc-me quo a
consequencia necessaria he que_o ministerio, organsa-
do da maneira por que est, nao pude obter a maioria
das cmaras, e nao pude oble-la, porque em vi rinde de
seus Tactos, em virtude da sua poltica, elle nao tem
correspondido expectativa em que mais de um anuo
deixou o pait.
Senhores, seja-ine licito dizer de passagem que nao
inepaicceu honesto,que, tirando-se do gabiuete aquel-
le membro que o tinha organisado, aquelle membro que
linha impos'.o, por assim dizer, apoltica que o gabine-
te devia seguir, continuassein seus companhelros, Eu
quizera que o gabinete actual procedesse pela inesina
maneira porque procederam os membros do ministe
rio de 2 de fevereiro. Logo que oSr. Jos Carlos pedio a
sua demisso, os ministros por elle convidados, que
courpartilharam a sua poltica, a pediram lambem. Eu
me record anda, que o Sr. Lmpo de Abreu disse naca
niara, que, tendo-se retirado o Sr Almclda Torres escus
companhelros, nao Me pareca honesto conservar-sc no
ministerio, e pedir sua demisso.....
OSr. Ampo de Abreu: Peco a pala vi a.
O Sr. filela Tavares: Pore'in, conservando-se o mi-
nisterio dcst'arte, eu cnxergo desejo desmarcado de con-
servar as pastas (apoiados e ruadas), eu enxergo este de-
sejo, tanto mais quanto o nobre ministro da guerra, coiu
a ainaliilidadt que Ibe he propria, disse-nos hontem,:
= Eu imploro a vossa benevolencia em favor, de quatro
pobres ministros (risadat gernes).
OSr. Ministro da Guerra (com frca): Nao dis'se tal.
Muilos Senhores: Disse, disse (susurro).
O Sr. Presidente: Alientan !
OSr. Villela Tavares: Eu imploro a benevolencia da
casa em favor de quatro pobres ministros (ruadas) Eu,
Sr. presidente, um dos orgos mais fracos da opposi-
(fa... aproveito tambem esta occasio solemne para
pedir ao Sis. ministros :=l)eixai as pastas (muio apoia-
dos e ruadas), retiral-vos do poder, visto que nao podis
preencher os altos lns para que fustes chamados.
Voto contra o requeriinento pelos motivos e rasoes
presentadas pelo Sr. Ferraz.
Continuar-sc-ha.)
. Bj^OTPEIlilJMOT
uoira, i* o* romo de iw?,
H,^Ifemh^d,> n.r,e Tanor /Porador. com 26 da,
.?fnn.:,.en %terL0fado Rio-Crande-do-Norte,
Iieni tao pouco na Parahiba,
A' vista do que nos informam, demorou-se elle Unto,
por ler estado 15 dias no Maranho a concertar duat das
principaes pecas do engenho, que se Ihe partiram ao de-
mandar os baixns do Para : deixou de corretponder-se
com o Bio-Grande, porque, quando se achara em frente
do respectivo porto, faltaram-lhe quatro para fu sos de
certa chapa que ahr.itava urna das ditas prcas, e nesse
estado nao podia resistir ao perign que era para receiar,
se para ahi aproaste, visto que o vento aoprava sul, e ha
via mullo mar: nfiocommuniceu, emflm, com a Parahi-
ba, porque, tendo sido o engenho desmontado,' na noite
de 13 dcste mes, por ae nao achar em circumstancias de
continuar a trabalhar, e havendo o commandante em-
pregado todos o esforcos para, amanhecer a barlavento
dessa provincia, aconteceu que, ao alvorecer do dia de
boje, estivesie a barca ao norte de nosso porto, ccom
venina E. N. E.
Explicada assim a causa da demora do vapor, e. a da
sua nn-cominunlcacao com o dous por tos que apon-
lados ficam, resta noticiar aos leitores o ijue Colhemos
nosjornaes que nos elle trouxe.
Desles, os do Cear thegain a 8 do corrente; os do
Maranho a 31 e os do Para a "5 do passado.
Na primeira dessas provincias nada havia occorrido de
extraordinario.
Na segunda, continuava a assembla 'em seus traba -
Ihos, que, d7. Revifta. nao marchavam multo regula-
res, e deixavam aperceber que os ininigos da poltica
de conciliacao esto mais que dispostos a fazer opposl-
co aclntosa ao Sr. Franco deS, que tanto a recommen-
da c aconselba.
Fublicavoes a pedido.
Ka
#.v atino do JExm. Sr. Thomaz Jtttonio
llacipl m-TfoHteiro. tio conreino de S. JVt'
o I.. fdalpo caralleiro de ma imperial
rafia, romtnendador da ordena de
1'hrinto Ministril do nupremo tribunal
dejuslit^t.ebaro da ritla de tama-
ran.
POR
Joo de Ilarrs Falelo de Albuguerque Maranho, ba-
charel formado em sciencias jurdicas e soeiaes so-
cio correspondente da sociedaie\Auxiliadqra da Indus-
tria Nacional, do instituto histrico de Franca, e eu-
menio ella diense na academia dos Arcades de Roma.
O) i .' a ni i zade oh dadiva divina! ,
Tu s ininha ambicao, c meus thesouros :
Em iiitii corarn puro crgui-te altares ,
Por li mor er quizera.
Nao te conhecem res e nao te aninam
Esses ingratos celebre que o vulgo
Felices chaina sem jamis o serem ,
llcm que arbitros da trra.
J. F. Cnuto nr Tomo'.
Egregio Maciel, da toga uxemplo !
i.'nr.-ieii bemfazcjo humano eterno ,
Sublime antemural da honestidado ,
Tu s da patria esmalte.
Da lvida ambicHo e da baixeza ,
As denegridas vestes espezinhas :
Sobre teu leito estende noite amiga
0 manto do sucego.
No regaco da honra independencia ,
Sem do torvo remorso o espectro horrivel
Teus prazeres honestos inquietar-te,
Tu vives, caro amigp.
K's o sol refulgente da virdudo ,
Delicias do Brasil c seu renome ,
Protector da innocencia desvalida ,
Seu norte, seu santelmo.
Doce beneficencia silo leus foros
Da gratiilfloeternos monumentos ,
Tu s rival dos Deoses saertfanctos ,
Thesouro da indigencia.
Esses peitos gelados insensiveis
A' ventura de amar c ser amado,
Em ocio vil prostrados nao penetrain
Umbraes da elernidade.
Magistrado fiel Paririto le gloria
N'um seculo infeliz, fecundo em crimes ,
Jamis torpe traicilo manchou-te as faces,
Tu foste sempre um anjo.
Cega vaidade, orgiilhodeleslavel,
Enroscada poltica manhosa ,
Teus brios generosos nito quebraram :
Tuaalmaso no torco.
Que dotes immortaes preclaros, bellos,
Fazem teu ornamento e gloria excelsa !
De teus avs, modestia, probidade ,
Hcrdaste venturoso.
-KealQa mais o quadro ineslimavel,
Ser o teu coraQflo benoficenie ,
Asylo das virtudes e das Musas ,
Escudo da innocencia.
Tu s da nturezaoseu mimoso.
Vives nos coraces, nos cos na fama ,
Es brjjho dos mortaes, da patria esteio ,
E seu floro de gloria.
Se a existencia dos mos assombra espanta
He dndiva dos cos dimanan) delles
Os das do mortal, que he virtuoso ,
Prestante humanidade.
Narrar tilas aeros lie celebrar-te ,
0 mais he vilo tu bastas a ti mesmo;
llymnos tecer ,-louvar las virtudes
He decantar teus annos.
CONGIUTlJLACO.
i
anu*
SOCIEDADE
NO DIA 12 DE JNHO DE 1847.
Depois de longo espaco, c dias largos
De inaceSo e de tregoas, de silencio,
Leda resurge, ufana e graciosa.
Esmaltando a moral, polindo os homens,
A scena que risonba o crime esptica,
E asevera virtude acolite, incensa.
Ei-la. toda em fulgor vibrando ralos,
Coroada de estrellas coruscantes,
De ocanos de lux enebendo a trra,
K a sisuda rasao reudendo cultos.
Ei-la, ornada outra vei, i>os atavos seus, dos seusencauto.
Bein como, em longos cCos, o rei dos astros,
Das sombras melanclicas do eclipse,
Surge em mares de luz, mais vivo e ledo,
Vingando-se, por novos resplandores,
De um su momento de ligeiras tretas ;
Assim dispona agora, assim progrlde,
A acea que abalada ou quasi extincta
Pareca volver ao cabos, ao nada.
(iracas a idade, a poca das artes.
Da raso, do saber, da luz, do genio!
Gracas aos bomens que a moral cultivam,
E a ti, phiiotophia, a ll se entregam,
Costuuics amestrando, e as lela polindo,
as liedes da moral, nos brincos d'eila,
Espargidos na acea, e seus prodigios!
Gracas aos poucos, que, arrestando, azares,
N'um mar de conlratempos, de infortunios,
Ora quasi submersos, flticttiantes,
Fortes bracejaiu no escarceo, nai vagas,
Librados entre as ondas, que te enrolam,
gue se curvam, sealteiam, que se cncontrain,
in voragem medoiiha, horrendo abysmo I
Eis-nos em trra llitne, eis-noi segaros,
Em serena inanha em porto amigo.
Daqui i sombra de ridentes quadros,
Ou entregues aos lgubres accentot,
Aos gestos, ao terror, ao susto, s anclas,
De dolorosos, lgubres successos,
Levaremos aos peitos, puros, ternas,
Moviinenlos da doce humanidade,
Que se compraz no bem, e aos crimes Jbge.
Umiorrlso da publica indulgencia
Para nos se desuse em vossos labios:
Uin sorriso nos basta, es nossos loiros.
Podemos pouco,_ e he tudo o que podemos:
Se basta o coraco, nos vo-lo damos,
Sinceridade be tudo, e o pouco he multo.
De um golpe perfeico nao sobe o genio:
Tudo tornera, a infancia he para todos.
Se lioje rasteiros, adejando frAxos,
Pairando, sem vigor, nao remontamos
A's regies da luz, rocando os astros ;
Talves, em breve, enrgicos voemos
A demandar no Olvmpo a gloria nossa.
Ajudados por vos que honris a scena ;
Sem temer o porvr, nem seus estragos,
Honran anos com vosco a grata Olinda,
Faremos inda mais, se ha mais ainda.
COMMEBCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 14........... 2:1M,773
Ikscarregam hoje, 15.
Barca Mary-Queen-of-Scoli- machinismo e carvSo.
Barca Rhein morcadorias.
V----------
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 14.
Geral......................... 1:329,592
Provincial..................... 497,559
Diversas provincias............... 306,385
2:133,536
ilfovment do Porto.
Jos Joaqun) Dias Fernandos.
>i Mauricio de Olivcira Maciel.
da Silva Mendonca Vianna.
Francisco Antonio de Brito.
Coronel Jos Bernardo Salgueiro.
Tenente Joo Manoel Miguis.
Jos Alexandre Ribeiro.
Capito Jos Francisco Pires.
Manoel Jos Martins da Costa.
Joio Manoel Ribeiro do Couto.
Constancio da Silva Neves.
Manool Jos GarvSo,
Del fino Condal ves Pereira Lima.
Jeronymo Pereira de Moraes Porlella.
Doutor Jolo Capistrano Bandeira de Mello.
Rufino Jos Ferreira de Figueiredo.
Joaquim Jos da Silva Castro.
Rento Jos da Costa.
Manoel Jos deOliveira Lima.
Alexandre Norborto dos Santos.
Os quaes hflo de sorvir durante a referida sesaSc-
para o que sflo pelo presente edital convitlados, dc-
vendo comparecer, assim como os interessados, no
di: c hora designados, sob as penas da lei se fal-
taren).
K para que cheguo noticia de todos mandei pas-
sar o presente, que ser publicado pela imprensa e
nfiixado nos lugares mais pblicos desle termo. Re-
tife, 44 de junho de 1847. Eou, Jote Ajfonso Guedtt
Alcanforado, cscrivflo o subscrevi.
Joaqun Luis de Mello Carioca.
mmssmm
Deca ra<;ao.
= O IIIni. Sr. inspector da thesourarla da fazenda, ein
cumprimento da ordein do tribunal do thesouro publico
nr.cional, do 1.a de maio ultimo, manda fazer publico,
que a substtncao das notas de 20^)00 rs. encarnadas, da
segunda estampa, contina na corte pela caxa de'amor-
tisapao al o ultimo de dcienibro do correle auno ; mas
do 1.a de Janeiro de 1848 em diante, principiarn a ter
mentalmente o descont progressivo de lo por cento, li-
ta ndo assim de neulium valor as que nao se apresenla-
reiii at 31 de outubro do mesmo anno.
Secretaria da ihesouraria da fazenda de Pernanibuco,
14 de junho de 1847. No impedimento do offlcial-
maior, o oflicial da secretaria Antonio Luis do Amoral i
Silva.
Aviso martimo.
Navioi sahidos no dia 12.
Araeaij ; hiatc brasieiro JVovo-Olinda, capito Antonio
Jos Viaua, carga varios gneros. Passageiros, Eslevo
fos Barbosa de nina, Antonio de PaduaCeiar, Joo
Rodrigues Pinheiro, Joo Rodrigues Pinhciro Jnior,
Manoel Neto Neves, Manoel de SoUza Marfim, Manbel
Jos de Sou/.a, Antonio Jos de Oliveira, Jos de Hoilan-
da Barrciros Cavalcautc,Joo Lilis Gontal ves Viana com
1 cscravo, e 1 dito a entregar.
Parahiba ; hiate brasieiro Purgxa-de-Jliaria, capitoBer-
nardno Jos Bandeira, carga varios gneros. Passa-
geiros, Antonio Fernandes da Silva, Jcaquim Jos de
CarvalhoSiqueira Varejo, Antonio Alves Carvalho J-
nior, Fr. Filippeda Aiiiiuuciacn, Jacinlho Jos de Me-
deiros Crrela, Cyprlano Antdflio Rodrigues.
dem ; biate brasieiro nnia-Crus, capito Manoel An-
tonio Alfonso, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 14. '
Para o Rio-de-Janeiro pretende sahir, em pou-
cos das, a j bem conhecida escuna Galante-Marta,
de superior marcha; recebe cscra vos a frete e pas-
sageiros para o que tem os mais asseiados comino-
modos : a tratar com Silva & Grillo, na ra da Moe-
ila n. 11.
Leudes*
Liverpool; 41 dias, galera inglcza Serapaina, de 299 to-
neladas, apilan John Taylor, equipagem 18, carga
Luanlas; a Johnston Patn & Compauhia. Passagei-
ros, Mr. e Miss Hogg com urna filha e urna criada pre-
ta, Miss Latham, Dr. Pwriiell, Mr. Josling, Miss Ross
coro um liilio iiieuor, Miss Monge com urna crianca.
Para, Maranho e Cear; 26dias e do ultimo por.to 4
das e 3 horas, vapor brasieiro Imperatrix, de 460 to-
neladas, commandante o capito-tenente Jezuino La-
mego Costa, equipagem 31. Passageiros, o segundo
tenente Jos Hernardo de Santarm, segundo dito Ja-
comeRosaGabagla, Joaquim de Souza Ribeiro, 50
ittrutas para o exercito e 64 escravos de ambos os se-
xos para serein entregues no Ro-de-Jaueiro.
O Exm. Sr. general Sora far leilflo, por inter-
venefio do corretor Oliveira, de toda a^splondida
mobilia du casa de sua actual residencia, na ra No-
va, consistindo em riquissimoS Iremos, safas, urna
linda mesa de meio de sala, um soberbo guarda-ves-
tidos, de mogno, marquezas, eadeiras 6 toucadores,
tudo no molhor estadoe do gosto mais moderno, e
do um ptimo piano de oxcellentes vozes, um ora-
torio de (indo gosto, urna grande mesa de jantaro
outras pequeas, ditas para jogo, urna ca i xa com-
pleta para voltareto com fixas, toucadores, jarros
de porcellana lina, para o adorno de salas, lam-
peos deglobo, lanternas, com mangas, milita lou-
a de mesa, apparelhos para cha, esleirs de sala,
1 carro coberlo, de 2 rodas com arreios e seu com-
petente cavallo, scllins e perlences para montara, e
multiplicados outros artigos, (auto necf.ssano.s,como
proprios para qualqucr casa, inclusive obras do
prata, etc. : quinta-fera, 17 do corrente, s 10
horas damanh3a, no lugar supradestinatlo.
Jones Patn & Companha farfio leilSo,, por in-
lerven^ito do corretor Oliveira, de variado sortitncn-
to de fazendas nglezas, as mais proprias deste mer-
cado : hoje, 15doeorrente, as 10 horas ilamanliaa,
no seu ai mazem da ra do Trapiche-Novo.
Ai-visos diversos
u
DO
t'-.al.
O cidado Joaquim Lu* de Mello Carioca, tuit muni-
cipal supplente da 1.' vara do termo do Ricife, por S.
N-1, e Constitucional, que Dos guarde, etc.
Faco saber que pelo doutor Gervazio Goncalves da
Silva, juiz do direito interino da 2." vara do crime
desta comarca, me foi felta a particpaefio de haver
nesto termo convocado para o dia 30 do corrente
mez, pelas 9 horas da manhffa.a 2." sessfio ordinaria
do jury desle anno, para, a qual sahiram sorteados
os 48 senhores, que seseguom :
Manoel Antonio Nunes Machado.
Major Justino Pereira de Faria.
Coronel Jos Peres Campello. '
Marcolino Goncalves da Suva.
Antonio de Faria BrandSo Cordeiro.
Tenente Ignacio dos Reis Campello.
Jos Cuneguifdes da Silva.
Francisco Xavier e Silva.
Secretario Domingos Aflbnso Forrera.
Joo Antonio de Figueiredo.
Joaquim Pereira Bastos.
Manoel Filippe da Fonseca Candi.
Ignacio Francisco Martins.
Antonio Martins de Carvalho.
Jo3o Cancio Pereira Freir.
Capitfio Joaquim de-Pontos Marinho.
Doutor Simplicio Antonio Mavignier.
Tonente Joaquim da Silva Reg.
Francisco Lucia de Castro.
Jolo Nepomuceno Barrozo.
Luiz Antonio de Siqueira.
Joaquim Canuto de Figuoiredo.
Francisco Jos dos Santos.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Jos Antonio Gomes Jnior.
Capito Firmianno Jos Rodrigues Ferrei..
Tenente quartel-mestre Manoel Lopes Maciel
Jos Joaquim de Mosquita. F C,W'
THEATRO PUBLICO
O thesoureiro desta lotera aiTirma-
que as respectivas rodas andam infallivel-
merle no dia i de juilio prximo futuro,
como tem mui terminantemente declara-
do. O resto dos bilhete que existem, ser
vendido smente at1 o dia 17 do correnle
mez, no qual devem os pessoas que teem
apartado bilhetes vir. receb-los, certos
de que, se assim o nao izerem, sero el-
Ies, com os que ainda restarem, entre-
gues, no dia 18, a urna sociedade que os
toma por sua conla.
Aluga-so osogundo andar da ra da Cadeia-Vc-
lha, n. 3, o o primeiro da casa n." 5 : a tratar names-
ma ra, n. 5. Na mosma casa vende-so o nreconisa-
do oleo para fazer nascer e conservar o cabello, viu-
do de seu autor, da chinde du Braga.
= Constando ao abaixo asslgnado, que o miseravcl
Joaquim Marcellino da Silva, que, smente, por attencao
ao seu irmo Jos Antonio da Silva, admittra como csi-
xeiro, e que depois despedir, porque a sua conduela
pessima c incorrlgvel fez esqnecer egsa atleofSo. bus-
ca intriga-lo com algumas pessoas por ipeio de em-
bustes grosseiros e bem proprios de um individuo
quem, a todos os respdlos. cube o epteto de proleta-
rio! o mesmo abaixo assignado apressa-sc ein rogar a
ira.
essas pessoas, que nenbum peso de,m a taes embustes,
tanto menos merecedores de considraco, quanto par-
tem deum desgracado que Ihe vota odio, por bav-lo
elle despedido de casa, e redu/do-o iriste posi?o em
que por mais de anno se conservara, como hpublico
nesta cdade. = Jos Maa Goiealves Ramos.
O-se urna propriedade.denominada Utinga, pa-
ra quem quizer levantar engenho, por lempo de no-
ve annos, freguezia de Iguarass, a qual j foi en-
genho, com trras sufllciontea : quem a pretender,
dirija-so a casa docapito JoSo deAraujo Pinheiro,
morador no dito lugar, que achara com quem tratar.
Prccisa-se de uma.aina de leito, forra ou cap-
tiva o que tenha bastante leito na ra do Amo-
nm, n. as.
/



-
Francisco Joaquim Duarte comprou por con-
. 7 Sr Amorim Aivel, de Macoi ,-um meio bilhe-
te do Rio-de-Janeiro n. 843 da sexta lotera da casa
decarid.de. ATTBNgA0P.
nuera quizer d,,r 100>000 rs- nesta Praca a receber
nm crande-do-Sul, dando-so alguma conver
n ,' drja-sea ra eHorlas n 16.
*lu-se a casa da ra da Cruz, no Recita, de 3
rires soiSo armazem aonde inora Colombiez
ridiar&C.-, por-commodo preco: a tratar'na.rua
Z Livramento n. 6, segundo andar.
A preta Aona Benedicta que rugi no dia pri-
moiro de junho, tendo roubado a senhora em quan-
lis grande de dinheiro anda nao appareceu : quem
aeoita-l em sua casa ser responsavel por todo rou-
bo ese lhe porfo aspenas da Ici.
_ 3o se 509,000 rs. a juros de-2 por cenlo ao
mez, sobre penhorcs do euro e prata : na ra es-
tregado Rozario n 16
Precisa-sa'alugar, por anno para urna fami-
lia estrangora um sitio que tenha boa casa co-
cheira, capim para dus cavallos e boa agoa pre-
ferindo-se no Manguinho Cruz-de-Almas Ponte-
da-Magdalena 3 al Estrada-Nova: quem tiver an-
Furtaram, na noito do dia 13 do corrente, da
algibeira da casaca de Jo8o Francisco dos Santos,
una rarteira encarnada contendo urna moeda de
ouro de 4 oitavaa ;. um patacilo brasleiro o 14,000
rs.cm cdulas ..sendo duas de 5,000 rs., urna de
1,000 rs. da nova estampa e duas de 1,000 rs. Roga-
soencarecidamente a quem tal taz realmente ou
por graca, atientas as circunstancias do annuncian-
te restitua-lheesse dinheiro em sua morada na
ra de S.-Jos.
Scientihca-se ao Sn proprietario da proprieda-
de Chacn que mande botar 50 arrobas de capim
para sement no sitio dos Afllictos confronte a
igreja casa pintada de azul : isto por'esta semana.
--Roga-se ao Sr. Antonio /anuario de Carvalho
queira amiuncinr a sua morada ou ir a ra da Au-
rora n. 54, segundo andar atim do se tratar de
negocio de interesse.
Socierade Pho-Terpsichore.
O primeirosecretario avisa aos Srs. socios, que
boje ha sess.To do concelho administrativo, e que
ser esta a ultima reuniSo para proposta dos convi-
dadados ao sarao de 19 do crrante.
Hojc, pelas 4 horas da tarde, perante o Sr. dou-
torjuizdocivc! da primeira vara, a porta do mes-
mo, se ha do arrematar um sitio com casa de vi-
venda, no lugar de S.-Anna penhorado por exe-
cuqIo do Luiz Gomos Forreiracontra os herdelros de
Francisco Xavier da Fonscca Coulinho, escrivilo
Reg.
Ncgociam-se 30 acQfies da companbia do Bebe-
ribe, pela entrada de 80 por cinto : a quem esto
negocio convier, pode dirigir-se a ra da Cedeia-
Velha, n. 17, segundo andar.
A pessoa que nesta cidade seassignaporMa-
noel Pires Ferreir, scm ser o filho do fallecido Ger-
vazio Pires Fcrreira, queira dirigir-so a casa da ra
da Aurora, n. 22, para receber urna carta que foi a-
berta, equo pelo seu contedo nSo pode ser para o
til lio do dito fallecido Gervazio.
AVISO PARA AS PESSOAS QUE TENCIONAREM
SEGUIR V1AGEM.
Na ra do Rangel, sobrado n. 9, continuam-se a ti-
rar passaportos para dentro, e forado imperio, e a
despacharem-se esci'avos: tildo com muita brevida-
de e por prero muito commodo; do que se tem j
dado exuberante prova.
Aluga-se, por 8,000 rs. mensaos, urna boa casa
que tem duas salas, seis quartos, cozinha e copiar,
no Aterro-dos-Afogados, n. 187: trata-se na ra Di-
reita, n. 82, primeiro andar.
Existe urna carta para o Sr. Antonio Joaquim
Cardozo que est, ou estove na illia de Fernando:
por tanto o mesmo senhor, ou pessoa por elle intc-
ressada, queira procurar a dita carta no Aterro-da-
Boa-Vista, n. 6, primeiro andar.
-'- Offercce-sc para ama do leite urna parda casa-
da escmfilhos, por seu msrido se achar enfermo:
na ra da Penda, n. 23, segundo andar.
Aluga-sc o primeiro andar da propriedade n.
49, da ra da Cruz do Recita, preparado de novo e
proprio para pouca familia: a tratar na ra da Sen-
zalla-Nova, n. 40, primoiro andar.
Perdeu-so um brinco de ouro com o taUiode
pabaca, o qual tem um diamante na roseta, e pen-
gcnles embaixo, do lugar do Manguinho ale a Boa-
Vista: quem o achou ou o apprehender.queira leva-Io
ao Aterro-da-Boa-Vista, lojade ourives, n. 23.
FURTO.
Furtaram, na madrugada da ra da Cadcia-Vclha, urna peca de bnm liso do
quadroscc de cinza, assim como dous soberanos de
ouro, e urna calca de casimira vclha cor de cinza,
tendo o ladrioarroinbado tres portase duas gave-
tas, e pola fallatalvez detempo n3o tendo levado ou-
tras cousas que deixou: a pessoa que tiver noticia de
algum desses objcclos, queira toma-Ios e levar na
mesma casa cima, que se pagar toda a despeza, o
dar-se-ha urna boa recompensa, atim de tirar-se urna
suspeila em que se est de una pessoa.
___A pessoa que levou trocado um chapeo, da
sacrista do Divino Espirito-Santo, na occasiSoda
sabida do enterro de um irmflo que l sesepultou
na noitedodia 12 do corrente, querendo-o destro-
car pelo Seu, queira dirigir-se praca da Indepen-
dencia, loja n. 3, pelo queso lhe ficara agradecido.
__Perflo-se, desde aloja do Sr. Jos Carlos Fer-
rcira Soarcs Jnior at casa de cambio dos Srs.
Lourenco Bastos & C.'uma cdula branca de duzcij-
tos muris a pessoa qne a tiver robado, querendo
restituir, receber cem mil rcis de gratificado, pa-
gos nesta typographia.
Vemlc-se um bonito e corpolento moleque de
ii8c3o, do idade de 16 a 17 annos, de cxemplar con-
ducta, sabe conzinhar o diario de urna casa, he mui-
to humilde, o proprio para fazer parelha para palan-
qun, ou cadeirinha por ser muito corpolento : na
ra doVigario, n. 24.
O Silva, sangrador e dentista, que morava na
traVessa dos Expostos, n. 8, mudou-se para a ra das
Larangciras n. 14, primeiro andar : ahi o acharo
sempre prompto a toda hora do dia que for procu-
rado para esse im. ...
Roga-se ao Sr. que, no da 3 do correte lovou ,
da casa n. 29-da ra da Praia, um chopeo trocado o
favor da-ir ou mandar desmanchara troca na ra
ra do Quemado leja do Sr. JoSo Uaptista Vieira
"'''sr. Antonio Jos Alves de Vasconcellos tem
urna carta vnda de LisbOa na ra larga do Roza-
rio, sobrado n. 28, segundo andar.
D-se dinheiro a premio em pequeas quanuas,
sobre penhorcs de ouro, ou prata : na ra Direita ,
depoaito de assucar, n. 78, se dir quem da.
Aluga-ae ura proto ou preta oozinheira para
cozmhar e fazer todo o mais servico do urna casa de
nomem solteiro : na rga da Cadeia do Recita n. 40.
Quoro quizer a quanlia de 500,000 at 1:000,000
de rs. a premio com segranos de boas firmas ou
de ouro e prata dirijase a ra estroita do Rozario ,
n. 30, primeiro andar.
-- Quom quizer arrendar uta terreno na ra da
Praia, proprio para qualquer armazem ou serra-
na dinja-se a ra estreita do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
,---. Precisa-se de urna de lejto : na praca da Inde-
pendencia, n. 19.
Precisa-se de urna costureira, pa-
ra traba Miar por dia, d-se almocoe jan-
tar, e urna pataca diario: na ra Nova,
tn.6.
-* Quem precisar de urna criada pardinha, para
todo o servico de urna casa dirija-se ao becco da
Lingoeta, n. 14.
0 Sr. Dr. Lourenco Bezerra Car-
neiro da Cunha, morador que era do Po-
d'Alho, queira dirigir-se a ra Direita,
n. 2Q., a negocio.
Fazem-se quaesquer cortinados de janellas ou
de camas, com toda a perfeicQo i na ra do Aragflo,
na Boa-Vista, n. 4.
0 Dr. Casanova, medico francez, morador na
ra Nova, n. 7, primeiro andar, offerece seu presti-
mo aos habitantes desta cidade e provincia, e de-
clara que sempre oacharam prompto a receitar, e
fazor todas as peraces de cirurgia.
Curam-se radicalmente as dores de denles, mes-
mo estando cariados, em cinco minutos na na
Nova n. 7, primoiro andar.
Aluga-se a casa terrea da esquina da ra do
Nogueira, com oitflo para a de San-Jos, com duas
camarnhas, duas salas, cozinba Tora, quintal, ca-
cimba eportlio; um sotflo com duas camarinhas, sa-
la c pequea cozinha; de sorte que podem morar
dous moradores independentes, ou com communica-
Cflo. Na pfaga da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
'-:j/',\.;: '
[iii
r \\\\
O engenheiro Milet tem aberto na sua casa na
ra do Crespo n. 14, um curso completo theori-
co e pratico de arithmetca e geometra c pretende
abrir outro de algebra. '
Offorece-se para caixeiro de cobranca, ou ou-
tra qualquer arrumacSo, excepto venda, um rapaz
brasleiro, de muito boa conducta, qual d fiador.
Djrigir-searuadeHortas, n. 142, primeiro andar.
Offerece-se um homem para taitor de algum si-
tio, ou mesmo para engenho, u qual d fiadora quem
precisar, annuncie, ou dirija-se ao largo do Tenjo,
vendan. I.
O abaixo assignado faz publ ico,que em junho do
anno prximo passado se evadiram de seu onge-
nbo os escravos Pedro Angico Bernardo, Cathari-
naeMaria, dos que f o rain apprehendidos a Luiz
Candido Carneiro da Cunta ; e segundo as informa-
les das pessoas, que os segu rain, soubo que fo-
ram para a casa do D. Joaquina Maria Pessoa de
Mello sogra do dito Luiz Candido era cuja casa
entilo este se achava; e que em 29 do mez passado
evadio-sc tambem o escrvo Alexandre quo tam-
bera fo para casa do dito Luiz Candido, pos que .
alm do outras informacos, o oscravo Pascoal,
que tambom evadio-see foi pegado prximo casa
do referido Lulz-Candido declarou que fugira por
insinuacOcs do dito Luiz Candido, que o mandara rc-
duzr para o mesmo todos os outros que tinham
sido tirados de seu poder pela Justina. E como a
policia de Goianna nSo offereca actualmente a me-
nor garanta para que sejam os ditos escravos tira-
dos de onde se acham o entregues ao sou senhor e
o mesmo Luiz Candido seja actualmente coronel de
legiilo o delegado, e assim nada se possaconse-
guir contra elle; o abaixo assignado desde j pro-
testa baver os seus escravos, e usar dos meios que
as leis facultan), esperando smento que a justica
em Goianna possa ser administrada imparcialmen-
le e que a polica se preste execuc3o das leis e
nao a proteger aos que a infringem e procuran) reter
oquo nflo he seu. Estoscrdiaramente publicado em
o Diario, emquanto me ii3o forem restituidos, qur
amigavol, qur judicialmente, os escravos assim
extraviados e seduzidos. Recita, 2 de junho de
1847. Jo/lo Vieira da Cunha.
Alugam-se, por preco commodo, as lojas de um
sobradinho na ra da Praia, com commodos para pe-
3uena familia, e para negocio : na livraria da praca
a Independencia, ns. 6 o 8.
Oftareco-se um homem quo tem muita pratica
em vnhos, para engarrafar vinho, etc., por pre-
co rasoavel : quem deseu presumo se auizer til i
sar annuncie.
-Precisa-se alugarum preto que cnlenda desitio,
para delta tratar ; quem o quizer alugar por mez ,
dirija-se a ra da Cadeia do Recita, n. 25, segundo
andar.
serfeita todos os das e com esmero ; ^J0"-
fe moido o melhor possirel, e ordinario para quem
quizer o barato. .... ja,
-Vende-seuma cama de ferro para casal, .do.i-
rada, moderna, a maiseleganteque temappare-
cido nesta praca; um relogio do sala, com ua
competente custodia : tudo novo : para se w"0'
ditos objectos na ra do Trapiche-Novo, n. 10, tor
ceiro andar. Advcrte-se qne o dono so retira para
tara da provincia, o por isso se venderflo os anos
objectos o mais em conla possivel. _
Vende-se urna casa pequea na ra ua rraw
tratar na mesma ra armazem n. 41. .
Vende-se o jogo dos dotes ou livros de sones
para as noites de S. Joo e S. Pedro, I volume de
308 paginas a 2,000 rs.: na ra da Cadea-veina ,
livraria n. 31, de Joflo Cardozo Ayrea. .
Vende-se por precisflo a escrava Mana, uo
23 annos, bonita figura, de boa Conducta e oom
excellontes habilidades: Maria, Bngiiela, boa es-
crava para todo o servico : Faustina de 2* annos,
sorve bem a urna casa enSo tom o menor-vicio :
Delfina, moleca do 1* annos. j faz todo o servico :
Rosa, de 26annos, para o ser.vico ordinario, e quo
lava bem por 200,000 rs -. Rosa boa para enge-
nho : urna parda boa costureira de 23 annos : Be-
nedicto de 20 annos boin carpina Luiz de 2*
annos ptimo para armazem do assucar de boa
figura e conducta na ra de Agoas-Verdes, n. 46.
LOTF.RIA-DO-RIO-DE-JANEIRO.
Vendem-sebilhetese meios ditos, ehegados pelo
ultimo vapor: na ra da Cadeia, loja do cambio, n.
38.
-- Vendem-se 6 escravas, sondo : 4 mocas, de bo-
nitas figuras, com as habilidades quo se dirflo aos
compradores ; urna negrota de naeilo Angola com
habilidades; urna linda mulatinha do 10 annos,
para sor educada : na ra das Cruzes n. 22, segun-
do andar.
Vende-se cera em velas ; sarca-parrilha por
preQO muito commodo para tachar contas : na ra
da Mooda, n. 11.
Na-loja da ra do Quemado, n. i,
que outr'ora pertencia a Francisco Jos
Teixeira Bastos & Gompanliia, ehojehe
de Gaspar Antonio Vieira GuimarSes &
Companhia, existe um completo sorti-
mento de fazendasque serSo vendidas
segundo o costume, ja sabido, desta casa,
por mdicos precos, tanto por junto,como
a retalbo.
Vendem-so dous pardos mocos de bonitas 11-
sendo um delles bom carreiro; um moleque
Compras.
Trancelins de qualquer modelo, anneis, flores,
fitas aderecos, pulceiras, brincos etc. ; tudo o
mais bem feito possivel, por precio mdico.
Na ma Nova n. 7, primeiro andar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modernas, por meio do um remedio nSo mer-
curial.
Lima, alfaiate,
mora na ra do Livramento, sobrado n. 1, o preci-
sa de bons officiaes de seu ofcio.
Offerece-se urna mulher viuva de boa conduc-
to para ama de qualquer casa de familia ou' mes-
mo de homem solteiro a qual sabo bem cozinhar,
cosot e engommar: quem a pretender dirija-se ao
Forte-do-Mattos, na ra do Amorim, em casa d
Caetano Jos Coelho.
Precisa-sede um taitor para um sitio, perto
desta praca : na travessa do Veras na Boa-Vista
n. 15.
Joaquim Lucio subdito porluguez retira-se
para o Rio-de-Janeiro.
O Sr. Miguel Rodrigues Gonqalves Franca quei-
ra resgatar um seu cordflode ouro qiie empenhou
na ra do Collegio em setembro de 1846, coma
condieflo de o resgatar at o lim de Janeiro de 1847 :
ecomo i)3o tenha cumpridocom o quo tratou se
Ihefazsciente.que, senflo resgatar o mesmo pe-
nhor at o lim do conente mez ser vendido pa-
ra pagamento do proprio e juros vencidos ; ticando
o mesmo Sr. Franca obrigado ao restante, nfio che-
gando o dito penhor para o pagamento de proprio e
juro vencidos.
Na ra daS.-Cruz venda n. 3 precisa-se de
um caixeiro. Na mesma venda se dir quem d di-
nheiro a juros com penhores de ouro.
Ainda estSo para s alugar, por prego muito
commodo, as casas do ns. 27, 29 e 31, sitas na ra
Jteal, prxima ao Manguinho, as quaes teein bastan-
tes e bons commodos, com quintal, cacimba, portao
para os fundos e porto de embarque: a tratar com
Manoel PcreiraToixeira, morador prximo aquello
lugar.
Fugio o moleque do Sr. Thome.de nome Li-
no hontem noite, no niesmo momento em que
vinha da fuga antes annunciada ; levou calcas
brancas e foi som chapeo ; pode ser que tenha ido
para os Afogados; tem 15 annos; falla-lho um den-
te na frente peinas um pouco arqueadas e he um
tanto rcforQado do corpo : quem o pegar, love a ra
Augusta defronte do delegado, ou na ra das Cru-
zes, n. 28. _
Furtaram, na madrugada do domingo do Lspi-
pirilo-Santo, de um sitio da estrada de S.-Amaro pa-
ra Bclm urna vacca, cor lisa rajada por baixo aa
barriga .afrenteda cara branca, armacHo larga :
quem della der noticias, dirija-so ao Aterro-da-Boa-
Vista fabrica de licores que ser gratificado.
Quem quizer trocar a moradia de um primeiro
andar, ou segundo em boa ra cujo andar tenha
cozinha no mesmo correr da sala de detrs, pela
moradia de um sobrado de um andar, no paleo de
S.-Pedro com mu i tos commodos dirija-se ao
mesmo sobrudojunto ao em que mora oSr. Leal., ci-
jurgiSo.
--AoSr. Joo Francisco dos Santos Siqueira avi-
sa Paulo de Amorim Salgado,'proprietario do en-
genho Cocal, que n3o paga juro algum da lettra de
2:000,000 rs. que lhe aceitou por conta da qual j
recebeu oSr. Siqucira 700^00 rs., antes do venci-
mento e cuja lettra venceu-se em 9 de abril prxi-
mo passado desde quandoeslo dinheiro promp-
to em casa de Manoel Concalves da Silva.
Precisa-sc do um rapaz de 10 a 12 annos para
um buhar : na ra do Torres n. 46.
Precisa-se de um bom oTicial de
alfaiate, para trabalbar por dia: na ra
i^va, n. 60.
Compram-se Ordenarles do reino ; Dicciona-
rio de Constancio; Manual do fazendeir ; LicOes
de oloquencia nacional por Francisco Freir de
Carvalho, ultima edc5o com algum uso e tam-
bem o primeiro tomo da UccreaQ3o philosophica.-
narua doCabug, n. 11.
Gompram-se 4 travetas de 25 palmos .e palmo
e coito de grossura ; 6 enchameis do 20 sendo de
massaranduba sapucai, piti-marflm louro-de-
cheiro : quem tiver annuncie.
Compram-se para fra da provincia, 2 escra-
vas que tenham boas figuras, o com algumas ha-
bilidades : na ra Nova loja de tarragens n. 16.
Compra-se.uma clarineta em meio uso: quem
tiver annuncie.
Compra-se um quarto para carga na ra lar-
ga do Rozario botica de Manoel Filippe da Fonseca
Candi.
Compra-se um moleque de nac3o, de 16 anuos,
de bonita figura sem viciqs nem achaques; paga-
se bem : na ra da Madre-de-Deos, n. 9.
f.ompram-se escravos de ambos os sexos fpara
umaenrommenda): no segundo andar do sobrado
n. 20, nos fundos da matriz do Santo-Antonio, por
cima da venda do Celestino.
Compra-se um moleque de 14 18 annos de
idade.com officio, ou sem elle, do bonita figura, o
scm vicios nem achaques: paga-sc bem: quem o
tiver dirija-se a casa das aferiqOes, a fallar com o ar-
rematante das mesmas.
Compram-se 600 milos de embiriba, quo
tenham de 12a 20 palmos de comprimento; quem
tiver annuncie.
V mamMsmmmmmsMmmmmsmm
LIVROS BE SUTES,
PARA
Vendem-se na praca da Indepen- |
I Jen na, livraria ns. 6c 8.
CBnijTLij[nM^[miffijnQ!iiQiirinffl[miflSa
-- Vcndc-se urna pequea parte de urna morada
de casa de 3 andares e sot3o sita na ra da Cruz ,
no Recita, n. 17, ondo mora o Sr. Lazari, a qual par-
te lio do valor de 535,714 o lio consenhor da maior
parte Jos Joaquim de Mcsquita : na travessa da
Gloria n. 11 casa que tem lampeao na porta, to-
dos os das depois das 3 horas da larde.
Vende-se urna porcSo do fio de algodao, para
rdese luzes na ra Nova, venda n. 65.
Vende-se urna ptima moleca de 17 annos, de
elegante figura : na ra da Madre-de-Deos n. 36 ,
primeiro andar das 6 as 9 horas damanhfla.o das
4 as 6 da tarde. .
Na padaria de urna s porta junto ao sobrado
da esquina da ra Velha na pra^a da S.-Cruz, e no
deposit da travessa da Madre-de-Deos, n. 13, ha con-
tinuadamente a venda, alm de excellente pilo,
bolacha dequatroem libra at 20 e mais, de muito
boa farinha o torrada propria para caf e cha por
=Vcndem-ae 6 escravos, sendo : um moleque
de nac^o, bqm cozinheiro ; urna parda do 18 annos,
de bonita figura ; urna preta do 13 anuos que faz
lavarinto, marca e cose bem ; duas pretas de ele-
gantes figuras, para o servido de campo; urna dita
que cozinha aangomma : no palco da matriz de S.-
Antonio sobrado n. 4,
guras ,--------------------
denacilo. de 12 annos; um escravo de nacao
20 annos ; seis escravas do 16 a 40 annos. na
do
ra
Direita, n. 3. .
-- Contina-se a vender boa manleiga para oios,
a 320, 400, 500, 600, 800 e 1,000 rs.; chocolate novo,
a 280 rs. ; cata moido a 160 rs.; dito em grao, a
140 rs.; velas de carnauba de 6 7 o 9 em libra a
320 rs.; espermacelo, do 6 em libra, a 800 rs.; cha
hvsson bom a 2,000 o 2.560 rs. ; banhado porco,
a '360 rs. a libra ; lingnQas do Porto a 400 rs. ; oo-
lachinha ingleza a 220 rs.; toucinho de Santos, su-
portar a 240 rs. ; cartas do traques fortes., a 180
rs.; milho-alpista a 640 rs. a cuia da .medida ve-
lha ; arroz de casca 3,200 rs. o alqueire da me-
dida velha ; queijos novos a 1,600 rs. ; e tambem
urna marqueza nova por preco commodo no pa-
teo do Camo .esquinada ra de Hortas, do lado
(iirrito, n. 2. K_m
Vonde-se um moleque peca, de 17annos, bom
canociro; um lindo negro da Costa, proprio para
armazem de assucar; duas negrinhas de 20annos,
com muitas habilidades; urna dita coziiheira; um
moleque do 10 annos: todos de bonitas figuras : na
ra Nova, n. 40. .
Vende-se um chapeo do setim, novo, da ulti-
ma moda, chegado de Lisboa, o qual so mandou vir
para una senhora, o como esta seacha do luto nao
podo usar delle e vende por commodo pr^o : na
travessa do Queimado, venda n. 3.
Vende-se, por preco commodo, um sobrado ao
um andar, junto a San-Pedro-Novo de Olinda, o qual
rende mentalmente 17,000rs.,otamhem troca-sopor
escravos, sendo a melado do valor om dinheiro : na
Camboa-do-Carmo. sobrado de um andar, n. 21, se
adiar com quchi tratar.
Lotera do Km-dc-Janeiro.
Aos 20:000#000 de rs.
Na loja de cambio do Sr. Vieira, na ra da Cadeiado
Recita vendem-so bilhetes emeosditos da lotera
da casa decaridade doRio-de-Jane.ro quedever
ser oxtrahidaem 15 do corrente. A elles antes que
se acabem e chegue o vapor com a lista.
Vendem-se livrinhos com a novena e oilicio do
San Jo3o Raptista, a pataca cada um : na liviana da
praca da Independencia, ns. 6e8.
Witch Bravo & C. acabam de receber directa-
mente de Paria urna porcSo de frascos da famosa a-
goa hemosttica de llrouh.cn, do cujas v.rtudes o
Jornal do Commercio do Rio j tem tratado em dif-
ferenlea artigos mui circumstanciadamente. fcste
singular medicamento he verdadeiramente especi-
fico o infallivel no curativo de todas as tandas, se-
jam ellas pelo instrumento cortante, "JPorar-
mas de fogo, ou provenientes do que.maduras.
Quaesquer que sejam os accidentes quo as com-
pliquem, todos ellos dcsappareceni comisumnia fa-
cilidadc, sarando a ferida dentro de muco, d as sem
suuoraco sem infiamacSo c sem dor. Anula que
hafa pe?.da'desubstanciad^i^'"t^"nioa
sideraveis arterias, como a cartidahbu, oulra, naoi so
a perda de substancia so recopera^^as a hemorrha
eia arterial esta curada dentro de 30 a 40 minuios,
f gean rando-so as tnicas da, arter ofendida por
meio de um trabalho orgnico particular. Nao ne
menor a elUcacia do mesmo medicamento na* he-
menor a eineacw sanguo pe a bocea, ou
morrhag.ns .te as cmo|);etlo nas hemorrha-
KTu'So "qreXf^em adesesperacao dos medi-
te ot ment dos doentes. Nas instruccoos pra-
K venden, com o remedio, ^ ver. com a
extenso necessaria a mane.ra de applich-lot.os
caos em que conv.n. O preco de cada frasco he de
200rs das instrucctos2,00 rs dirija'm-so ra da Madre-de-Deos, botica, n. 1.
Vendem-se 50 casaes de pombos de boa raga :
na ra Augusta sobrados novos do Sr. los Mana
de Jess Mnniz, chegandoao Aterro-dos-Afogados.
__ ]Sa ra da Senzalla-Nova, n. o,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porfo e a retalbo, e por
menos do que em outra qualquer partej,
.



^

A
* Vendem-ie moendas de ferro para engenhos de M-
fDcar, para vapor, agua c bes tai, de direraos tamanhoi
por prreo commodo; e Igualmente taixai de ferro cundo
batido, de todo os (amanbos: na praca do Corpo-Sau
lo, n. II, eni casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ra de Apollo, armazm, n.6.
Na ra do Crespo, n. 12, lo ja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos cortes de cambraia para vestidos de
sonhora; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a estacSo de invern, por
ser de cores escuras; utn rico sortimentn de mantas
de seda e de seda e lila para sen hora; man t i n has para
meninas a duas patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos gostose difieren tes tamaitos; meias de
seda brancas e protas, para senhora e homcm as
mais superiores que teem vindo a esta praca; pan-
no fino pretoe de cores ; alpaca* a 800 rs. o cova-
do,e muito fina a t.flOO rs. ; cambraiaspara cor-
tinados de camas e janollas, assim como franjas pa-
ra os meamos ; cortes do raleas de casimira france-
za elstica o muito superior, a 5,000 rs. cada corto ;
cortes de colletes de velludo, gorgurflo, setim c de
fustSo por preco muito barato; panno de linho, a
400 rs. a vara; cobertores para escravos e outras
muitas hiendes que todas se venderflo por procos
muito baratos.
- Na ma da Senzalla-Nova, n. 4a,
contina ahaver um completo sortiinento
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e machinismo de vapor para en-
genho.
f Vendem-se superiores chapos de
.JiaVcaslor, pretosebrancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
de Jos Joaquim da Silva lava
13
A 160 rs.
oonetesde palha lelastica e pala de lustro : ven-
dem-se na ra larga do Rozano n. 2i
Vende-se a ongenboca Biacho-das-Bestas, sita
na freguezia de Nossa-Senhora-do-tf, do Allinho, da
comarca do Bonito, em Panellas-de-Miranda, por
preco commodo, e vende-se a prazo : trata-so na ra
Direita, sobrado n. 29.
#3* KM PRIMEIRA MAO', *%
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa : na ra da Scnzalla, armazem
n.110.
Vende-se um piano forte, de muito boas vo-
zes i na ra da Cadeia loja de chapeos n. 36.
Lauspcrcnne do Itozario.
Vende-se na praca da Independencia liviana ns.
6e8, por mil rs., um livrinho con leudo o novo
Mez de Mara, novena da Conceioao, o o Lauspere-
nne do Rozario do N. Senhora.
Vcpde-se cal vrgem eui meias barricas chegada
ltimamente ; caixas vasias para assucar ; uina porco
de pesos de ferro, de duas arrobas; sorras grandes para
serrar madeira ; ludo por preco commodo: na ra da
Horda, armazem n. 7.
A9 /iStUHi o corte.
Na loja de Guimarles Seralira & C, confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes de cassa dos padrfles mais modernos que tcem
vindo a esle mercado, o lindos desenlios pelo bara-
to preco de 4,500 rs. cada corte; chapeos de sol, de
panninhn francez a imtac1o de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
Nao se esquecam, freguezes,
do baraleiro que esi torran
do por pouco dinheiro, na
sua nova loja do l*asCo-Pu-
plico, n. 19.
as seguintes fazendas : madapolflcs linos a 2,000
2,200 2,400, 3,0000, 4,000, 5,200 e 6,1)00 rs. : cortes
de cambraia a napolitana, a 1,600, 2,000 e 2,400 rs.
cambraia branca lisa a 2,500 rs. a peca ; cortes d
chita, a 1,600 2# e 2,400 rs. e etn covado a 100,120,
140, 160,180, 200 e 280 rs.; lencos de cambraia para
grvala, a 200 e 320 rs. ; ditos para senhora a 32
e400rs.; brinsdequadros e listras, para caigas,
800 1,000 e 1,200 rs.; ditos a 360 e 400 rs.; bre-
tanha de puro linho a 800 e 900 rs. ; lencos do re-
troz da ultima moda de Pars, para senhora a
3,500 rs. ; primor para vestidos a 320 rs.; lencos
de seda de bonitos padrfles a 1,440 e 1,600 rs.; me-
tros para aquetas de todos os padrOcs, a 240 rs.,
fazenda esta de inuita dura ; cortos do fustes para
collele a 1,120 rs. ; pannos para cima de mesa, a
1,600 rs.; chitas para cobertas, de muito lindos pa-
drOea a 160 e 220 rs. e em pega a 6,000 rs.; risca-
dos francezes, a 240 rs., o outras muitas fazendas
que pelo seu diminuto preco n8o desagradarlo aos
seus freguezes. Venham logo freguezes, antes que
- as pechinchas i ao depois nOo briguem
se acabem
com o barateiro.
Vende-se ferro da Suecia ; folha de Flandres;
cobre para forro de navio ; dito para caldeireiro em
porcoes grandes e pequeas : na ra de Apollo, ar-
mazem n. 6.
Vende-se na ra do Crespo n. 11 Dicciona-
rio portuguez e inglez e inglez portuguez 2 v., por
20,600 rs.; Historia de Inglaterra 1 v., 2,500 rs.;
Novo mestre inglez, 3,000 rs.; Visitas ao SS. Sacra-
mento 1 v., encadernacao dourada por 2,500 rs. ;
Ariihmetica de Besout, em bom uso, por 1,000 rs.;
Sintaxe de Dantas, por 800 rs.; e outros mu i tus li-
vros por barato prego.
Vende-se urna preta que cozinha o diario de
urna casi, engomma soffrivel e lava de varrella
na ra do Hospicio, casa terrea nova com sitio ,
defronte do lampean.
Vendem-se dous escravos, bons para o servico
de campo ; um dito bom marinheiro do governo ;
um dito bom cozinheiro ; 4 escravas 2 das qoaes
engommam, cosem e cozinham ; urna parda de 40
fn,D^i' mu,l boa ^u que cose, engomma e
,L S_mai8 ^o de urna casa ; um preto de
meta idade por 250,080 rs., bom para o servico de
urna casa: na ruado Passeio, loja de fazendas,
XI. 15%
Vendem-se bichos de massa, de to-
das as qualidades e tamaitos, por bara-
to preco ( por se querer acabar com osmes
mos): na ra da Cadeia do Recife, n. 5
Gaz.
Loja de lodo Chardon ,
Aterro-da-Boa-Vista, n.S.
Nesta loja acba-seum leo sortimento de LAMPEOES
l'ARA GAZ com seus competentes vidros accendedo-
res e abafadores.
Estes candiel ros **o os memores e
mal modernos que existem hoje : rrcommendam-sc ao
publico, tanto pela segurauca e bom rosto de sua boa
confeceo como pela boa qualidade da luz, economa t
asseio de seu servico.
Na m'Sma lOJrt os consumidores em-
pre acharan um deposito de GAZ de cujo $e a llanca a
qualidade, c em porco bastante para consumo.
Casa da F
na ra estreita do Rozario, n. 6.
Nesteestabelecimentoacham-sea venda as cau-
telas da bem acreditada lotera do thoatro publico
dcsta cidade, cujas rodas andarlo infallivelmenle no
dia 2de julho, ti quem ou nfio bilhetes. A ellas, que
poucas silo.
No sobrado n. 8, na ra larga do Rozario ao
pedos i|iiartcis vendem-sephosphoros, muito ba-
ratos, quem comprar de duas libras para cima se
ensinar perfeitamente a fezer mechas de tirar
logo.
'SBOUBJJ
ORJ9S sejjsome sy *j 'ucaoii
efo' ooijqn -oassej otia ef *u
'odsaj^ op eru bu *yj "J 'f op
-jooiy op bI'oj en : ouisaiu uiisst?
'sopoj BJBd on^aip ot?u atib jos
apod 'oedJod B3sanb cpuin siod
'uiaqeoe asanb sajuB'mB.uoouo^)
'w 000^5 B B5at^ Ba 'opBAOOO SJ
OH b sazaoiiBjj saojpod 9sbx
y ojinm sajoa soujj. ojmm sou
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siBiiiBf Bounu anb seuy SBjiqf)
*sj $> e edad u
0'#SJ 0^1 EOpi?A
-03 o oq 911b tuJi||0
Vende-se, por preco muito commo-
do, por seu dono querer largar, urna canoa
grande de conducir agoa, e com pouco uso;
urna dita mais pequea, usada; urna dila
grande, aberta, propria para aterro, on
para o trafico de olarias, por car regar um
milbeiro de alvenaria de cada vez ; os pre-
tendentes nao deixarao de fazer negocio,
visla dos objetos cima de clorados : na
ra de Sanzalla-Nova, venda de Jos l'e-
reira se dir quem vende.
Vendem-se 8 escravos, sendo : urna parda de
18 annos; 4 pretasde20a SOannos, de bonitas fi-
guras, e com habilidades; 9 ditas de 35 annos,
cozinheiras ; um moieque de 17 annos : todos sem
vicios nem achaques ; no pateo da Matriz do S.-An-
tonio sobrado n. *. #
Vende-se urna casa feita a moderna com duas
salas, 2 quartos, cozinha fraecacimba a dinhei-
ro ou a prazo: no principio do Aterro-dos-Afogados,
n. 59.
Vende-se a venda da ra do Codorniz, n. 8, no
Forte-do-Mattos : a tratar na mesma venda.
Vende-se urna escrava crioula que cozinha o
diario de urna casa engomma liso e lava de sabSo :
na ra Direita, sobrado de um andar n. 56.
Ra do Oueimado, n. 10,(
nova loja de.sirgue.ro.
Lima
vende uniformes militares, para to-
das as patentes de legiio, cavallaria e
infantaria da guarda nacional; galOes
de ouro e prata; chapeos inverniza-
dos para pagens.
AO BARATO.
Na nova loja de Francisco Jo-
s Tcixeira Bastos, na na
doQueimado, n. 20, que faz
esquina para ra estreita do
Ro/orio, vende-se
brim pardo de listras ede puro linho a 200 rs. o
covado ; meias curtas para meninos, a 80 rs.; ditas
para menina, a 200 rs ; ditas pretas, para homem ,
a 120 rs.;ditas para senhora, de todas as qualida-
des ; lencos de chita de tintas (xas, a 160 rs. ; di-
tos de cambraia, de tres puntas bordados, a 240
rs.; mantas de fil de linho, a 2,000 rs.; chitases-
curas c do tintas lisas, a 160 e 200 rs. o covado ; ris-
cadosfrancezes, a200e 240rs,; cambraias lisas,
a 320, 480,640 e 720 rs. a vara ; cassa branca escam-
pinada propria para babados e cortinados, a 400
rs- a vara ; murseliha branca a 480 rs.; madapolilo
fino, a 160, 200 e 240 rs. a vara ; bretaulia de puro
linho, a 320 rs. a vara; algodSo trancado azul ame-
ricano a 240 rs.; dito de listras escuras, a 200
rs.; cassa-chita, a 200 e 320 rs. o covado ; merino
preto e fino, a 1,600 rs. n covado ; alpaca encorpa-
ila a800rs.; brins trancados do crese de puro
linho, o nielImr possivel, a 1,500 rs. a vara ; brins
de forro e sargelinas ; e alm destas um com pleto
sortimento de fazendas por pre^o commodo.
Vende-se urna preta crioula de 24 annos de
bonita figura que cose bem engomma e cozinha
o diario de urna casa, lava de sabio e varrella, e nflo
tem vicios nem achaques ; na ra da Concordia.
passando a pontczinha a direita segunda casa ter-
rea so dir quem vende.
DA
BOA-VISTA
est vendando na sua loja do Aterro-da-Boa-VisU,
n. 10, primeira, indo da ponte fazendas que cau-
sara adniiracflo, porseubaratissimopreeo e quali-
dade. Ahi acharfio os freguezes as seguintes pechin-
chas : chitas de pannos muito finos a 120,140 e
160 rs.; gambrees para calcas, de padrOe&que pa-
recen! casimiras, a 640 rs. o ctte de tres contse
meio ,- ditos mais finos, a i,000
miras de 13a, com 3 covados o meio a l,oo.
pe^as de madapolilo que tem quasi 4 pal
largura, a 8,400 rs. ; cortes de cambraia lisa par,
vestido de senhora, a 2,240 rs.; pecas de bretinha
de rolo, com 10 varas, a 1,440 rs.; riqujssimo
tes de primor, fazenda sem igual, para vestidos dr
senhora, a 5,000 rs. e muito fortes algodOes ame-
ricanos azues a 200 rs. o covado.
Vende-se, para lora da provincia, urna escra-
va, com muito boas habilidades; o motivo da ven-
dase dir ao comprador: na ra estreita do Roza-
rio, n. i (i,
O
a
a>3 5>3aaa(3&
as mais superiores que he possiveI,tanto para|homem
como pora senhora muito novas ; bom como tle se-
da, do todas as qualidades : na ra larga do Rozario,
n. 24
Vende-se farnba de Trieste, e da
verdadeira marca SSSF, do ultimo carre-
gamento chegado a esta praca, muito no-
va e freseal: no armazem por detrs do
tbetro, de Joaquim Lopes de Almeida.
Vende-sc um negro peca, de 18 a
ao annos, de inui elegante figura ; assim
como urna mulata da mesma idade, com
habilidades que se diroao comprador; e
outra com urna cria de um anuo,pouco mais
ou menos ; um mulatinbo de 7 para 8
aiiiios?-tmiito proprio para andar com me-
ninos em casa : na ra da Cadeia do bairro
de S.-Antonio, n. a5.
Attenoao.
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de los Joaquina da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabecas de senhora,
os mais ricos, e mais modernos que teem vindo a esta
pra^a;. assim como se vendem chapeos de seda e de
palhinha para meninas de dous a 12 annos; toucas pa-
ra enancas, de muito lindos goslos. Tudo chegado
de Pranga pelo ultimo navio, e por muito commodo
preco.
Vende-se um estfravo muito bonito e moco :
na ra do Crespo esquina que volla para a ra de
S,-Francisco.
Vende-se carne do sertao, mdHb boa : na Boa-
Vista armazem de sal, n. 6. I
5*


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DEG PORTAS Ncl2
Ne.sla loa vendem-se chitai
as, a 5,ooors a peca, e o cova- i
do a i4o. rs. Declara-se que s5o fi-
nas e de cores fixas e para a cer-
teza dos compradores,franqueiam-
se as amostras.
Escravos Fgidos.
Refrescos.
Xarope de groselhe feito do verdadeiro summo,
vindo de Franca a 1000 rs. a garrafa ; dito de flo-
res de larangeira, a 1,000 rs. a garrafa; dito feito da
verdadeira resina de angico, que he muito conheci-
do eapprovado poras pessoas que padecem dopei-
to, por j ter feito ptimos beneficios, a 1,000 rs. a
garrafa ; ditos de maracuja, tamarindos, limfle la-
ranja, a 00 rs. a garrafa : no Aterro-da-Boa-Vista,
fabrica de licores, n 17.
IMPERIAL
DE RAPE FINO
rw
FABRICA
NACIONAL
A grande extraceno que tem tido este rap, depois
que foi exposto a venda heprova incontestavel do
bom acolhimento que tem merecido. O nico de-
posito he na ra do Trapiche, n. 34, e a retalho
vende-senas lujas dosSrs J. J. de CarvalhoMoraes,
A. F. Pinto & Irmo A. B. Vaz de Carvalho Cu-
nta & Amorim Ponles & Sampaio, na ra da Ca-
deia do Recife ; A. D. deOliveira Reg na' ra da
Madre-de-ueos; Campos & Almeida, na ra do
Queimado; T. A. Fonseca, Umbelino Maximino
de Carvalho, na ra do. Cabug ; C. G. Breckemfeld,
praca da Independencia; Caetano \.. Ferreira Tho-
maz P. M. -Estima e Antonio Pereira da Costa o
Gama, Aterro-da-Boa-Vista.
Vndem-se 40 e lautos alqueires de trra na
iba de S.-Miguel, na villa Franca, quintas de vi-
uda laranja e lenha : na ra da l'raia-do-Caldei-
reiro, n. 27.
- Vendem-se 50 accOes da companhia de Behe-
ribe: no pateo da Matriz deS.-Antonio n.4, se-
gundo andar.
Em 1 do maio passado, fugio do bordo do pa-
tacho nacional Esptranfa um preto, do nomo l)i-
miSo, gontio do Cambinda, escravo do fallecido An-
tonio Raymundo Franco dcS, com os signaos se-
guintes: bem relinto, oara riscada, estatura bai-
xa e falla muito bussal; quem o apprehender, love-o
a casa deManoel Joaquim Hamos Silva, na ruada
Cadeia do Recife, n. 9, que ser bem recompensado.
Tem boa gratificacao
3uem levar ra Direita sobrado n. 29, da viuva
e Burgos & Filhos, os seus 3 escravos seguintes,
que fugiram a 24 para 25 do passado do lugar tle
Api pucos onde se achavam trabalhando : Caetano,
crioulo; representa 45 annos, cor fula estatura re-
gular, cheiodo corpo.cara larga olhos apertados; lio
muito serio, levou a mulher, Ignacia, parda que pa-
rece cabocl; representa40anuos; temos cabellos
alguma cousa crespos, pannos escuras no roslo.olhos
fundos, est magra ; costuma sempre andar de ca-
becoe saia de'chita sobre os hombros, chales, ou
panno da Costa; levaram um filho cabra, bonilo,
de idade de!8 mezes; elleslevaram surrflo.ou trouw
de roupa, em que levavam urna rede; ha toda proba-
bilidade, que seguiram para o Apody da provin-
cia do Rio-Grande-do-Norte d'onde sao naturacs;
tendo sido o marido escravo de Leandro Bandeira ue
Moura, hoje assistente em S.-AntOo, e a mulher, es-
crava de Antonio Januario da Rocha, que, ha pouco,
parti para o Rio-Grande: 'quem os pegar, conta-
r com grande recompensa levndoos ao dito so-
brado
Fugio, no dia 25 do pass*Jo de Tiriry, Ierras
de Algodoacs, um pardo, de no me Faustino, de 30
annos pouco maisou menos secco,' estatura regu-
lar rostOMomprido, cabellos encarapinhados, pou-
ca barba ; res, donde veio para aqui ser vendido: quem o pe-
gar leve a seu sennor, Gaspar da Silva f roes, na ra
Bella, n. 40, que receber alvicaras.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, de San-Thom estatura bais,
rosto redondo esem barba, com rendas na. nemas,
vestido com camisa e calca azul e barrete inglez.
Este escravo pertcnce a Joflo Jos Pereira do Azeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem o apprehender, queira le-
va-lo ra da Cruz n. 66, rasa de Gandmo Agosli-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no dia 7 do corrento, a iireta Mara do
Carmo que andava vendendo azeiUL de nacfloRe-
ch signaes na
bolo; representa ter meia idade, _.
macUa do peitodo lado dircilo da forma de uuns
chaves o urna dita no lado osquerdo ; leVqu missan-
ga encarnada no pescoco camisa de algediozinno,
vestido de chila com flores encarnadas, panno da
Costa, ordinario ; descoua-se que lenha ido P1*
o Catuc, por ter sido do l : quem a pegar, lev
ra largado Rozario, n. 37, que ser recompen-
sado generosamente.
Fugio, do engenho Gongacary, freguezia de
Iguarass o moieque Zacaras, de 14 annos, !?u'
ra ordinaria; tem um lallio ao correr da canella,
feito ha pouco : quem o^gar leve ao dito engenho,
ou na ra Imperial, n. 39.
Fugio, no dia 11 de junho um escravo de no-
me Antonio vindo do Maranho de 40 annos de
56 pol legadas de altura, rosto comprido cabello
encarapinhado, olhos protos, com um ponto no
preto dos olbos e os branco's amarellados nariz
chato bocea regular com falta de denles na fren-
te cor preta pouca barba; levou camisa "de al-
godilozinho e ccroulas urna rede e um bonete de
di Aferentes cores calcas novas ; costuma a trazer
porb&ixo da roupa urna correia em roda da cintura :
quem o pegar leve a ruado Rangel, n. 64, flue se-
r generosamente recompensado. Dizem que anda
pelo Recife.
99!
EB\. t NA TVP, DEM. F. DE FAW*. ttJ47*


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