Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08439


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Full Text
Annodel847.
Sabbado 12
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epttr-Mi | g() ^ pofnht, e 100 em typo
nant"* pag ,,) nubltcaco.
ditlcreole, porw^j-__________
ASES D* tlL N0 "^ DE JN,,'
0 i i horat 48 mi. da manha.
Mingo ,,' 10 horas e 32 mi. da tarde.
''"iaV a JO* 5 hora ,0 n,in- d* trde-
'"'*' horas e I mi. daiuaoUa.
EES..-
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahyha, s segundas esextas Tetas.
Rio-Graode-dn-Norte quintas feiras aomeio-dia.
Cabo, SernhSem, Rio-Vormoso, Pono-Calvo e
Hacei. no I.", a II e 21 de cada mez.
Garnt.hi.ns e Bonito, a 10 c 2 I.
Boa-Viata e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Ulinda, todos os das.
PBEAMAR DE HOJE.
Primeira, 2 horas M minutos da larde.
Segunda, lloras e 18 minutos da aaaoha.
de Junho.
Ann XXIII.
mmmmmmmmmgsaseeem

DUS DA SEMANA.
1 Segunda. S. Roberto. Aud. do J. dos or-
phios, doJ.doc. Ha 2 Y. e do J. M. da 2 .
8 Tere. S. Salnstiano. Aud. do .1. do civ. da
I. e do i. de pal do 2 dist. de t.
9 Quarta. S. Priiro. Aud. do i. do civ. 2 v.
e do J. de paz do 2 dist.de t.
10 Quinta. S. Margarida. Aud. lo J. de orph.
e do J. municipal da I. vara.
11 Seita. >fc O SS. Coracao do Jess. S. Bar-
nab ,
12 Sabbado. S. Onofre ; Aud. doJ. do civ.
da I. v. e do J de paz do 1 dial de t.
13 Domingo. S. Antonio,
CAMBIOS NO DA 10 DE JWIjp.
Cambio obre Londres a 27 d. por I* rs. a 61 d.
Paris 40 rs. por franco.
Lisboa 105 de premio.
Desc. de lettrai de bou firmas i // "?
Oro-Oncas hespanholas.... 28*500 a 29JW0
Moedas de 81100 velli. 16J300
.i He 61400 nov.. 161200 a IBfJOO
, !, toOO..... 9000 a 9JI00
IWl-Pataco........... i 0. IM"
a Pesos columoares... I 0 a I/*0
Ditos mexicanos... I '00
Miuda............. <#M0 **
Acedes da comp. do Beberibe de 50|000 rs. a* par
DIARIO DE PERMAMBUCQ
J..L..I U
,:,.-. --" i'^"'
INTERIOR.
PARLAMENTO BRASILEIRO.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS-
SESSAO DE 19 DE MAIO BZ 147.
BISCUSSO SOBRE A MOIHFICAgio B ItORGANlSAgAO no
MINISTERIO DB 2 DB MAIO.
0 Sr. Munit Tavares (profundo silencio) : Nem sem-
nrc tic possivel, Sr. presidente, observar restrictamen-
te o que anos mesmos nos impomos! Eu tinha feiio
proposito firme de nao proferir urna so palavra na ses-
,5o doste anuo nao tinha intencao de tomar parte na
discusso que houtein se eneetou, julgando-a toda des-
ecada, toda extempornea [apoiados) : nfio obstante, pe-
\\ a palavra. He inulto difflcil resistir, quando trata-se
de prestar teatemunho verdade ; o met silencio seria
mal ou diversamente interpretado na niinlia provincia,
pas tratava-se de seus negocios nao quererei em lem-
po nenhum arrepender-me, como o propheta que na
tita dr exclamava : Vie milhi qui lacui 1 Ouvio a cmara
a apolheosc do actual presidente de Pcriiambuco feita
por un nobre deputado pernambucano....
O Sr. Nunes Machado : Ainda nfio foi.
0 Sr. Munit Tavarts : Quanto pude o espirito de par-
tido ,
O Sr. JVtuifr Machada : Apoindo !
0 Sr. Jfunir Tavara : Se nesta casa tivesse assento
un Inlinign encarnlcaflo desse presidente, e apresen-
tasse o seu quadro histrico, todos recuariam de hor-
ror! Eu, porm, age me julgo extremado....
AImm icnhore ai Pernambuco : Nao apoiado.
0 Sr. Munit Tav'aui: Eu rogo a V, Exe., que quelra
reclamara auroran ; eu ouvirei aosnobre deputados,
quando fallarem, com toda a attencao....
(>Sr. l'reitienU: Eu seuipre reclamo a attenjao,
quando vejo que o orador he interroinpido.
USr. Munit lavara: Eu, porm, como iadizendo,
que me jtilgo extremado de um e outrolado posso d-
icr: inler ulrumquc mt, medio IhIimoiui idi.
Dircl niais que cuinm e outro partido, que desgraca-
damente dividem a nilnha provincia, teem liavido erros,
tcein havido excessos que cumpre reprimir, nunca ap-
provar, e muito menos exaltar.
Hr triste, he tarefa bem desgostosa descer a individu-
alidades ; mas j agora nao ba remedio ; alirou-se com
a discusso para este terreno, frca he entrar nella.
Affirmou o Sr. deputado por Peroambuco.que, giayas
Providencia, a sua e miuha provincia boje prospera
O Srt. de remomOuco : Apoiado.
O Sr. Munit Tavartt : .... que esta prosperldade he
devida ao actual presidente....
O meimosirnnorr* : Apoiado, apoiadlsslmo.
O Sr. Munit Tavartt: Eu dei um nSo apoiado; o no
l>r deputado nao gostou, ecreio que multo menos gos-
tari quando cu Ibc dlsser, como digo, que nao foi exac-
ta a sua assrrco. Pcrnambuco nao prospera; se gemeu
na administracao pastada, boje geme ainda uiais....
OiSri. dt Pcrnambuco : Nao apoiado.
OSr. Munit Tavartt: O que fez Reg Barros, tem
feito Chichn n da Gama em grAo muito malelevado....
O meimot itnhoru : Nao apoiado.
O Sr. Lopes (lama : Vamos aos lacios
O Sr. Munit Tavartt: L vou. Un era aecusado por
dissapar as rendas publicas, confiando a factura de
obras publicas a homens lem consclencia ; mas ao me-
nos essas obras appareciam; outro dissipa igualmente....
O Sr. Urbano : Nao dizia Isto em algum lempo
O Sr, Presidente : Attencao !
USr. Munit Tavartt : .. montando a mesma repar-
tiese- das obras publicas com um numero excessivo de
empichados, dos quaes o que menos lem de ordenado ne
1:000/rs. para viver em santo ocio!...
O ir, AW Machado : Toda a repai llcao he paga
com o ordenado do engenheiro.
O Sr. Muni Tavvet : -:.... e as obras nao apparccem
Um Sr. deputado por Pernaubuco, que me ouve, e cu-
ja affeicao e amlzade ao actual presidente he a torta a
jirova, confessou o anuo passado na assemblea provln-
rial, que estava inulto contente com a administra;no, me-
nos na parte finan,ce(ra. Este testemunho he mu va-
lioso.
O Sr. Lopes Nelto: Eu Ihe respondcrel.
O Sr. funis 1'atiare : D'antes dizia-se que o direito
de propriedade i nao era reconhecido, que os senhures
J nao contavam com seus escravos que eram roubados
publicamente. Hoic desgracadamente ainda se rouDa
i ouba-e at d dentro dos navios, como succedeu a es-
te que arribou ao porto de Galllnhas
O Sr. Nunes Machado : Hoje ?
0 Sr. Munit Tavares : Na administracao do br. cni
chorr. Aautoiiddc policial do lugar, qucjulgou-se
connivente, foi demittida ; mas ah limilou-se tildo ;
os ladrfles nem forain punidos, nem perseguidos, b co-
mo poderiaiii ser, se um dos mais afamados, um dos
mal* amigos, o celebre Chico Macho, preso, he logo ab-
aolvido pelo jury, composto todo de praiciros. D antes
commettiam-se assassinios publicamente ; os assassinos
licavam impune ; mas por ventura anda hoje nao se
cominelte este horroroso cijmc ?
O Sr. Kunts Machado : Alguns_ desgracadamente .
OSr. Munit Tavarts: Entre oulros factos, rcierirc o
que ha pouco leve lugar em urna povoaco nao distan-
te da cidade ( a povoacfio de Aplpucos). Ao ineio-dia,
dous Irmaos, nao podendo matar com bacamart a scu
proprio cunhado, foram apunhala-lo nos bracos de sua
propria esposa. A victima era anda prenla do Sr. che-
fe depoliela ; pode elle prend-los? Nao sabe onde se
achaiu ? Ignora que um driles alguinas veles tem appa-
recldo no Secifc 7 Senheres, antes de ludo, be necessa-
rlo ser justo ; o que cumpre a cada um de no he laier
todos os esforcos para que cessein laes calamidades. E
podero ellas cessar, continuando a governar o actual
>reidenle de Pcrnambuco ? Digo que nfio.
OSr. Lopes Sttlo Mostr agora a rrfacao que tein
a residencia com isto. _____
O Sr. Munit Tavartt : Digo que nao ; elle al agora
nao o tem podido podido conseguir, apezar de ter ob-
ldo o dobrn da frca policial que dantes tinha o scu an-
ecwr(800ho.ne.).Pcom desfalque do mirrado the-
ial. Nao o poder conseguir, torno a dizer,
actual presidente, apenas chegou aPernambuco, arre-
dou de si todos os agentes policiaes. Nao Ihe disputo es-
te direito ; aponto o facto nicamente para fazer ver
que os demiltidos erin em grande numero, que nao po-
dan* Hcar contentes, mxime sendo substituidos por
oulros (*ue nfio traziain coinsigo o cunho da rectldo c
iinparcialidadc, antes desejavam vlugar-se. Dos bala-
llies da guarda nacional enxotou elle desde o alferes at
o coronel de leglao. Nao sei se convinha este excesso de
poder, estando ceno que quasi todos os ofltciaes esla-
vaui dispostos a sustentar o delegado do governo, fosse
elle qual fosse : os seus sentimentos de ordein, as suas
riquezas, a sua honestidade, eram garanta suflicientc
para delles nada recear-se; sei, porm, que aOYoulaj nao
sefesquecein fcilmente, que todos estes ufticlaes enso-
tados nao podem deixar de odiar pessoa que os af-
frontou.
Nao para anda aqu a inania de ludo inverter. Esgo-
tadas as demisses naquellas duas elasses, passou elle a
dos empregados pblicos assalariados. He aqu, senho-
res, que apparece o procedimento mais revollante. pa-
ra nao dizer brbaro! Empregados pblicos encaneci-
dos no servico, prestando com honra c exaclidao os
seus deveres, carregados de anuos, de familia, pobres,
sao lancados na ra para irem com seus desgrafados fi-
llios mendigar o pao dacaridade E isto s para satisfa-
zer s exigencias impertinentes, e accommodar alguna
patriotas Improvisados!
O Sr. Lopes Afelio:D'antes o nobre deputado nfio pen-
sava assim.
l'm'Sr. Deputado : Excellentc Tem rasao!
OSr. Pretidcnlc : Attencao !
O Sr. Muntt Tavartt : Na secretaria da presidencia
.So ficousenSo o ofncial-maior, porque sem elle nao se
poderla dar um s passo, e um officiai velho e doeute, e
este mesmo nSo se acha seguro Deu-se por pretexto
que na secretaria redigiam-se arligos contra a presi-
dencia....
O Sr. Lopes (Jama : Eu que vi. .
OSr. Munit Tavartt:-... mas todo o mundo sabia
que era um officiai que a tanto se atrevia, e este mesmo
nSo o oceultava ; esperava a sua demissao, e nao se a-
balxou a pedir a pessoa alguma que f terceder.... ,
O Sr. Lopes iYcllo: -- O nobre deputado porque nao fal-
lou isto o anno passado 7
O Sr. Munit Tavares: Estava na cadclra. Os demais
nenhuma parle toinavam nesses artigos ; alguns erao
incapazes deescrev-los. No lyco, na tbesouraria pro-
vincial, na recebedoria das rendas, na reparticao das
obras publicas, no collegio dos orphos, por toda a par-
le ceifou a fouce presidencial! Eu appello para a con-
scienlfe doa,nohres deputdos : dlgain se no que retiro
ha a monor exageracao. E ser este um bm aysiciua ac
cove no ? Diga-o a cmara ; mas lembre-se que, se se
autorisaun tal systema, aulorisa-se tainbem aqun,
succeder ao Sr. Chichorro a ir pralicar omesmo. E on-
de irao parar tantas reacefles ? He fcil de prever.
Senhores, o ministerio de 2 de fevereiro nomcou al-
guns presidentes, que, chegando s suas provincias, li-
zeiam muilas demissdes pa' moularem essas provin-
cias a seu modo; o que nao approvo, porque meus
principios Soque, quando se muda de poltica, as altas
sojninidades, os grandes empregados sao os que se de-
ven, retirar ; mas cmpregadoszinhosaue compren, com
suas obrlgacOes, nenhum mal podem fazer. Mas, ao me-
nos, esses outros Srs. presidentes cessaram logo ; o de
Pernaubuco ainda boje continua, naocessa ; de manei-
ra que os seus mesmos escolhidos Ireincm que sobre el-
le veuha igualmente o ralo.
Tanto furor de demlttir, Sr. presidente, eu nso quero
atli ibuir pe versidade de coracSo, atlribuo a cureim-
dade chronica. Nao hesito cmallirmar que o actual pre-
sidente de Pernaubuco he muito e muito enfermo, e
para prova referir! que commigo se passou Eslava
cu sentado com o senador Almeida Albuquerquc em um
dos salOes do palacio de San-Chiistovo, no dia em que
allttevc lugar o cortejo pelo nascimento do principe o
Sr. D.Attbnto: aop daquelle senador veio seniar-sc um
homein decapa negra eespadim, que cu nao conhccia.
Sen. que nenhum de nos o interrogaste, principiou elle
a lainentar-se dlzendo que havia das em que so deseja-
va morrer, que tinha consultado a todos os mdicos e
nada Ihe havia aproveitado; desceu a especificar o gene-
ro de sua molestia, que me pareceu horrlvel: umita pe-
na causou-me, compungio-me. Pcrguntei quemeraes-
se homein, disscram-ineque era o desn.bargador con-
celbeiro Amonio Pinto Chichorro da Gama. Dous ou tres
mezes depois. fazendo-me o Sr. Almeida Torres a dis-
tlncla honra de ce .imunlcar-me em particular que es-
tava resolvido a enviar para Pcrnambuco, na qualidade
de presidente, a uin senhor desembargador, cu com in-
genuidade contei-lhc a historia que acabis de ouvir,
acci escentando que para governar a provi ncia nao me pa-
reca aquel le homein o mala proprio; a isto respondeu-
mc o Sr. Almeida Torres : = Elle est inelbor, ja val a
relacao ; e como he do norte, l adquirir saude.= Des-
eracadaincnte assim nao aconteceu, porque, quando
oualquer chega-se aoSr. Chichorro da Gama e Ihe per-
sonta como est, elle responde : = Muito doente: pade-
co de continuo vertlgeus, soliro grande rritatao ner-
vosa. = Eslou convencido que, se oSr. Almeida Torres
continuasse no ministerio, o Sr. Almeida Torres, que en.
poneos mezes demillio tres presidentes de Pernan.buco,
leria tido coinpaixao desle, ba mullo lempo o tena cha-
mado para a corle. E por esta occasiSo eu nao poderC
deixar de censurar no actual ministerio tanta dureza de
coracao! Ha mais de un anno que elle se acha no po-
der eouhece os padecimentos daquelle pobre homem
e persiste em conserva-lo! A carldadc oh.isuia, nde-
nendent de motivos.polticos, condemna semelhante
procedimento. Nett parte os Srs. ministros peccaram.
O Sr. Lapes Nelto: Quem o impoz?
O Sr. Munit Tavares: O Sr. Chichorro da Gama, ate
. nlao indilTercnte a esta elclcao, appareceu de repente
como can.peao enrag. declarando que tinht recebido
cartas dos senhores que coinpiinhim o ministerio dei
de fevereiro, recoininendandqardenteinenle esse candi-
dato.'e ao mesmo lempo oceultava que uin dos ministros,
que por fortuna havia niscldu cin Pernaubuco, nao era
deste accordo, tanto que quando esse candidato, esque-
cldo de si mesmo, auimou-se a r pedir-lhc cartas de rc-
commendacao para seus parentes e amigos, com fran-
queza Ihe diste: = Sr. fulano, persuida-sc que anda
que eu escrevesse aos meus prenles e amigos para vo-
tar no senhor, de certo nao voiariam, porque cstao per-
suadidos, assim como eu, que Pcrnambuco tem capaci-
dade para formar um senado inteiro. quanto man para
dar dous senadores. Senhores, commemorando estas
palavras.cu encho-mc de nobre orgulho.....
O Sr. Lnptt Setto: -- Por ser patricio do Sr. Hollanaa
OSr. Munit Tavarts: Honra, mil louvores a esse
dignissimo Pcrnimuucano, c a maldicao de Dos padre
caia sobre aquellesque cobriram seu paiz de opprobrio,
que o fizeram tragar o fel da vergonha, que o degrada-
rain aos olhos das mais provincias .....
O Sr. Nunts Mathado: Opprobrlo he le-lo posto ah.
O Sr. Pretidente : Attencao!
O Sr. Nunes Machado: Opprobrio he t-lo aqu, sen-
do a sua historia bemeonhecida ein Pernaubuco.
O Sr. Munit lavara: Attencao! attencao I.....
O Sr. Lopes Ketio: J nao he mais presidente.
O S'r. Presidente : Attencao, Sr. deputado.
0"AV. *fuai: Tauari: O que eu acabo de dizer, dis-
se-o em Pernambuco em urna reuniao, quando se trata-
va se se devia ou nao subjeiur a esta insolentissuna iui-
posicao..... ,..,.
OSr. .funes Machado: E quando o dizia. iucluia-sc
na chapa. -,
OSr. Munit Tavares: Desafio aqucmqur quefr,
diga-o ; jamis pedi a ninguem que votasse em mi.ii para
senador; conheco que em Pernaubuco havia e lia ou-
lros mullos mais dignos do que eu; desalo que apparc-
ca um a quem pedisse votos. Sera isto bairrisuio he :
euglorio-ine de ser balrrista : o espirito de Bairro he
muilo bem entendido, julgo-o mesmo absolutamente
necessario para estimular a lluslracao e progresso de
cada u.na das provincias. R nesta parle acoresce urna ra-
sao desumma importancia,,c. he que, sendo escolhidos
para o senado individuos nascidos nat respectivas pro-
vincias, a o. den. publica, a integridade do imperio, te-
rao mais forte garanta : pelo contrario, se as provincias
.Irem que un.! quer sobrepujara todas asoutras, que o
senado compOe-se de individuos que nao "ceram
cada una das provincias, procurarao sacudir o jugo, nao
raslo, porquanto, aquello que nasceu em urna provin-
cia, e tem nella propriedade parentes saimH, lem
mais interesse em dcfend-la do que aquelle a quem alli
""seVhors, como eu pens, pensam gualmenteos yer-
dadeirosPeinambucanos quedesejam ver sobresal o
seu paiz. Daqui vera a cmara quantas violencias, quan-
to. abuso, quanla arbitrariedades "WUmfMllM
para fazer Incluir na lista dous Home "","" '*""
latorio desta, violencias, deslas rb'traHedade.. deste,
abusos, nao lie preciso que eu aponte aqu; estacan
ra nao he o juiz competente i
nado.....
O Sr. Lopes Nelto:
ludo sera patente ao sc-
- O nobre deputado est na obriga-
cao de "aprsenlar estes factos. ..... .,..
O Sr. hunit Tavares: O senado decidir. Mas pare-
ce
que
me que be tudoemvao'. Dizem-me asseguram-me
,e he senador por Pernambuco o Sr. (MMoIMlta
Franca, nuche senador"Uinbem por Pcrnambuco oSi.
A:,lon,c, Pialo Chichorro da Gama Nao me resta enao
dizer = liat Episcopal, el ruedal a nobxs. Vao-sc embora,
relire.n-se rii do-e da bonhomia dos Perr.ambucai.os ;
un d'achorarao, .na, se.n remedio, aauclle, que co. -
correr... para esu degradaVao. Nao chorar* HH*
nisiro da fazendaque nao ouiz ,ubscrev-la, ';
e no seu retiro oacompanham as be.n.os de^todos_o
seus verdadeiros compatriotas. Na inhiba opiniao tein
elle conquistado mais lilulos a estima e rcspeito ge-
ral; bastir este facto para ligar-n.e com elle el
mente. ,
O Sr. Lopes Nelto: Antes o nobre deputado nao pen-
sava assim. _
OSr. funi: Tavares: Nao deverel esnuecer-mc, Sr.
presidente, do que bonteu date o nobre dePu'^.aoccpu-
sando ao Sr. ministro da guerra por ter conservado era
Pernambuco o actual commandan e das armas. Senho-
res, en. regra nos somos victimas de nossos propros ac-
tos desordenados. Estecommandante das armas vio que
o presidente eslava ein guerra declarada com um dos
Srs. ministros de estado, aponto de emprega. sdon,
individuos que o mesmo ministro acabara de den. ttir.
quiz lamben en.ita-lo; nSo approvo W^Wff
o ..obre deputado que o m.uiste-
trlga de procurar o predominio da familia. Nao sel ex-
plicar este procedimento, nso sei mesmo a que attribui-
lo, excepto se os nobres deputados nao quercm mais que
um Pernambucano seja nem ministro de estado, nem
senador; oucntao seqiterein, coiriodisse uin nobre de-
patado pela Babia, ministros miis amaveis, veremos te
a eora os satisfaz lambcm nesta parte. Quinto a mim,
direi, que nemsempre os ministros mais amaveis sao
os melhores ; ludo saerilicam para conservar a sua ama-
bilidade.
Tcnho concluido.
O Sr. Lopes Xctlo : Sr. piesidente, atsimcomo o no-
bre deputado que acaba de sentar-te, eu nao tinha ten-
ca de entrar nesta discusso, entenda que nos a ames-
quinliariainos de alguma maneira. se porventura dei-
laitemos de discutir as quest"s de interesse geral que
foram aventadas na casa para nos oceuparmos de outras
inteiranienteproviiiciaes (jpoiadotl. Qui/.era que apro-
vetassemos a ocoasiSo.que o requrimento do oobre de-
putado pela Parahyba nos foraeceu, par declarar as
eausas.ipie tinham'iins para continuaren, o seu apolo ao
actual ministerio, e oulros para o retiraren!, quaudo el-
le acabava de solfrcr modic.ico no seu pessoal. e la cu-
mecar a ultima iesSo da presente legislatura ; e noquo
respeita deputacao de Pernambuco, apenas desejava
que so repellissc a Insinuacao odiosa com que proeurou
alguem desvirtuar a sua franqueza c lealdade, attri-
buindo a motivos alhelos aos interesses do paiz a re-
pugna ncia que mostramos em apoiar este anuo os nobres
ministros que permanecern! nogabinete depois daquel-
la l 111 j 111 i i i ni.
Desviou-me desse proposito o facto do nobre deputa-
do por Peinainbuco.'que pedio a palavra no n.onientoeui
que per arrident se tcou honlein nos negocios daquella
provincia, pois oenlhusiasmo com que o fez, revelou-
ne logo a nrcrssidade de o acouinaiihar. Eslava certo do
stado de irritacao ein que se achara o animo do nobre
deputado, irritacao tao profunda, que, riscando-lhc da
memoria todos os factos por elle platicados na provin-
cia cuesta corte, at o auno passado, sufl'oeou mesmo
em scu coracao o germen dos sentimentos generosos que
eolio manifestara as nossas rcuuiOes polticas, quando
n ii .cunos de apreciar as circuinstancias do paiz, e ap-
plaudiainos a poltica sabia do actual administrador de
Pernambuco ; mas esperava que, ao menos em attencao
ao motivo que o arredou das nossas filenas, o nobre de-
putado procurasse batear as suas obscrvafcs ein acios
posteriores a essapoca; e sobreludo que as discutisse
coma inoderacao necessaria.
Assim nao succedeu. Factos que outr'ora mereeeram
aapproracao do nobre daputado por Pernambuco aca-
ban, de ser quallficados como outros tantos attenUdos j
e o que mais he, os adversarios, cuja influencia em Per-
namhuco rnn.iiH""'-, .....nr tuirnlrln l^.nc-----
dclle o mais complet elogio _,.,_
Fiel politica que sustentamos na provincia, ealnelo
s prevencOesqueani.uviam a rasao do nobre deputa-
do, entendi dever responder a cada uin dos tpicos ao
seu discurso, e para o fazer lome! os apontamentos pre-
cisos, 'Entretanto, lendo-o concluido com oque diste a
espelto da ultima elcicSo de senadores que all se fez,
dispeuson-mc poreerlo da mor parte do trabalho, de-
clarando o nico motivo do seu desgosto.
Alqunt Srt. Deputados: Est respondido.....
O Sr. Munit lavara : Dahi data com cffeito a nimba
onnosicao. .
OSr Lopts .Vello : Mas depois dessa poca o nobre
deputado concoma s nossas reuniocs, e conmosco sol-
licilava do governo a sub.tiliiicao deoutrot emprega-
dos subalternos, acbando-se jdemitlidos osque met-
cionou como victimas da supposla parcialidade do pre-
sidente de Pernambuco. Nrga o nobre depnUdo este
OSr. Munit Tavares: De empregados assalariados
foi este anno que passou..... ,i,
O Sr. Presidente : A discussao nao pode continuar
por esta maneira. Nao he peroilttldo interroinper ao
orador; os Srs. deputados poden pedir a palavra, e res-
ponder quando Ihcs couber a suavet.
OSr. Lopes Netto : Porunlo, Sr. presidente, fellat
estas obscrvacOes, estou dispensado de alguma maneira
de responder ao nobre deputado.....
O Sr. Nunes Machado : Muito bem; basta.
OSr. Lopes Netto : -.....tanto mais, quanto a occasuo
nao he a ...ais competente. Bel de anda "*.
com o nobre deputado nesta arena, c d agora o previno
para que con. anticipacao se prepare para a lula, mu-
nindo-sc do relatorio que citou, e de quaetquer provas
m,e possa alcafar para juslificar as asseredes oio-
sas que lancou sobre o digno presidente de Pernam-
ba0Sr. Munit Tavaree: Bem sabe que nao tou me-
droso. ..
O Sr. Lopes Nelto: Bem o vejo; mas dundo que,
approvando o que affirmou, mostr que MW accMl ago-
ra estao em harmona com a solidez do principios, que
cu considerava no nobre deputado. .
O Sr. Munit Tavares: Pude ter. -
O Sr. Lopes Netlo: Isto posto, Sr. presidente, ma-
nifestando a casa a rasao por que deixo de re,p0der.
Nao concluirei, Sr. presidente, sein fallar na miseravcl
campanha que leve lugar em Pcrnambuco o anno pas-
sado, por occasio da eleico de senadores.....
O Srs. de Pernambuco: Apoiado!
O Sr. Munit Tavarts: Fallo, porque foi uessa campa-
nha que o home.n j eftfariiio, compellldo a fazer es-
forcotiobrenaturaes. exhaurio o retto de suat frcas,
a ponto de nfio podar dar mais um s passo sem con-
"Todos sabein que houre quem outasse Imnr nobre,
briosa provincia de Pernambuco, um candidato estra-
nho, un candidato que nella nao tinha nascido, nem
possuiaumpal.no de trra, Jgn rea9aes de parentes
nem de amieos, sem ter prestito all serviOs, em urna
souro provincial. Naoopoderaconseg r, sor.. ...., ne m H lraordinario
t^ss^mA isxs&ff&- 2^Nun-MaehJo ~H inexac, '"
ra, mat da abastada... N-.,.flr I 0 Sr. Munit Tavares: -.....tem titulo algum extraor-
OTKA'ErT- D S-Xtou revolta. o|din.rio que o recommenda.se tanta bonra.....
d;;nac7.Va:Vonde"po-derian. provlr multa, desordena.
Fni Uto entretanto, oque nao se lez.
Se .ore. eu declaro, nunca tive -^<2"
commandante das armas, nen, mesmo anda osaudu
denois que all est; masconfesso quedocu-me %cr no
oTn.o'nSe apparece o expediente do governo. enxova
hado este oUlcfal-fencral que oceupa un 1 ttJgW*
ver enodoado uin militar que ten. pies lado e>l*
servicos a seu paiz..... e Isto por mandado ou consenti-
mento do Sr. Chieborio!
O r Lopm A'Ho : E nfio se doeu de ver o Sr.
mniftro dTmperio insultar em um aviso ao prea.-
deOSr. Munit Tavares: -Dereria t-lo demitlido.
rnnclulrel Sr pretidente, confesando que ....uto
,eh fazer parte do gabinete, Pernambucano culos nre-l pr
Medentes sao bem conhecidos. culas virtudes, cuja illus- ju
sentimentos e principios moderados sao de
miesiai.uu a a> .>. ^ i._.,i,rf ron-
pomo po. ponto, ao discurso do nobre dejmiado con
rabindo mesmo o co.npromlsso de combat^le re
futa-lo completamente aqu, talvez em Pju*",^K*:
so a tratar das questoes geraes que^n tt: o. deve
riam ter oceupado na discussao dorequerimeiiio
UrodS?Tut^Woa,'---Mc um candida. derrotado
[rUaiti).
\saaas. Fnirarei nesta discussao com
O Sr. Lopes V"0, oT-aiJv o nacasa um nobre ...inls-
alguinaconl.anca, poique vejo n^ ^^^ 0 aue you
tro i
dizer, quanio -^ ^ po>so dcixar de re.
a quein homem
vas, deixasse de
"S""" ,-----1"'.' s Exc. apreciara o que vou
trodacoroa; espero que: b. fcw. noMiHd^ SM. .
dizer, quanloa conduela '""" ^,m. ,_
era do scu dever, continuasse com o tyttema terrlvel de
nao apre,enIr-,e peran.e a cmara, de nac> dm'Ulr
discussao alguma sobre os negocios do pais, de ei.lrin-
cheirar-sc no mutismo inexplicavel que s pode ter in-
terpretado como urna prova exuberante de que a cupa-
ctdade do nobre minittro eati iquem da iinporUncla de
sua poaicao tocial, ou urna conlitsao muittr-direcU de
que o seu procedimento nao pode ter justificado peran-
le a naci. Apezar da sua ausencia, nao tenho outro re-
-nedio senao referir alguns actos do nobre ministro do
nperio; so'cllct indispcnsaveis jara a orgtaiaacao ao
ocetso em que estamus envolvidos, e que o pais tem de
Igar dentro de pouco lempo.
O nobre deputado, que se acabade sentar, maravlinou-
':
\
lod^affi^rnun^^Pein^^^


*
2
r i F .

I
i


l
e at houve quem, assegurando que o haviamos franca-
mente apoiado na sesso passada, deixasscperccberque.
sem quebra da nossa dignidade, nao podemos nesta scs-
So proceder de modo diverso. Qucriam que estivesse-
mos pi-i l r i .i 11 r M t. atados ao carro ministerial, quaes*-
quer que fossem as aborrajos do governo Esse desejo.
p.rm, sosera admissivel nocaso de se mostrar que ac-
tos posteriores se nao deram capazos de esmorecer a
confianja.quc pnrvontura livesscmos cutan no ministe-
rio, pois o contrario seria erigir em principio o absurdo
de nao poder o parlamento negar o seu apnio ao gabine-
te que urna ve/, o alcancasse, rnibora atacasse depoias
instituijes, uu, de outroinodo, semostrasse menos aza-
do para promover a prosperidade publica.
Devia, pols, o noble deputado. que to grave censura
nos for, procurar as causas dessa deslntrlligouci, antes
dequalicaro nosso procedimento a respeitodo minis-
terio. Conheceria assim, que llie faltara rasao para ina-
ravilhar-se, porque, sem desattendcnnos s mais palpi-
tantes necossidades do paii que representamos, nao nos
era licito significar porum apolo directo ao ministerio a
considerajo individual que nos uterecesse este ou a-
quellc iliKsens mrmbros 'ipoiadoi).
No principio da arma! legislatura, governava o minis-
terio do 2 de fi vcrclro, de cuja poltica o actual se pro-
clama herdeiro. Era ella franca e leal; nos a abracamos
coin o cntliusiasmo de quem esperara da sua appltcajau
u mclhoramcntoda condicn do palz. Tenda a repral-
os males que a aciutosa poltica dos gabinetes auterio
res hava causado, rasgando a terrlvel bandeira do ~ ou
nos ou vos, at rnlo basteada, c reslabelecendo a
benfica influencia das Icis nos lugares em que uin par-
tido vencedor a aniquilara, para em nonie dola, e eom
os meios governatvos sacrificar aos odios, que o donii-
iiavam, uina grande porcao do Imperio.
Esta poltica nao poda dexar de merecer o assenti-
mento de Ulna cmara formada dos elementos que esta
tein em seusc. Kazia parte desse gabinete uiu minis-
tro, que nos no mereca conlianca: nos o toleramos em
altciijaoa seus colleg.is, cuja aduiinistraco Sustnta-
me, semprc nosta casa cora a lcaldade de bous cava-
Iheiros. Mas nunca procuramos oceultar a opinin que
filiamos desse ministro; na casa o em toda a parte noa a
manifestamos: ah estao as discusscs da asscinbla pro-
vincial, all estn os actos desta cmara; appcllo para a
consciencla daquello ministro.
0 Sr. Junqueira : --Em sahindo ello, liea mellior.
O Sr. Lopti A'tlto: Ficava mellior se olhassrtnos
para interesses particulares; o nobre deputado dore en-
trar nesta discusso lealineutc comnosco para demons-
trar so porventura estamos em erro.
Sr. presidente, logo no cornejo da sessio do anuo pas-
sado este ministerio modificou-se; licou o cutio minis-
tro da l ize ma como organisador do gallineto, c chaniou
para scu lado un liomcni que por uriibum titulo mere-
ca a nossa cotiauja: fallo do Sr. niinistrn do imperio;
nos o nao podamos considerar como liel ailiado do gabi-
nete de 2 de foveroro, tinliamos rasos mais que surlici-
entes para emndennos que o novo ministro do imperio
era inteirniuonte intenso essa poltica, no procedimen-
to do gabinete de 2 de fevereiro e na conducta do mi-
nistro do impprio na provincia de I'ernainbuco naquella
poca. Quando elle admiiiistrava a provincia, acorojoa-
va as esperanja i dos adversarios os mais rancorosos da
ailiinnisli ><,a.i daquelle tempo. do gabinete de 2 de feve-
reiro. Pozo ministerio em urna alternativa cruel, de-
nunciando o Sr Alfonso Fon oir, chefe de polica, co-
mo director ou chefe do partido que elle qualilieav.i
coin expressoes as mais severas, exlgindo a sua deinissu
ou a desse digno magistrado.
O ministerio, juiz competente na materia, pronunci-
ndose por esse partido., c deniuiudo o presidente da
provincia, deniinciou-o ao paiz comb infiel, ou, pelo me-
nos, COUIO contrario sua poltica, que o ebefe de poli-
ca tuitentara. A sua eleijo pela Babia, promovida
principalmente pelos adversarios da administrado,
confirmou o juizo que a este respeito geraliucntc se fa-
lla. Serios recoiosuos inspirnii, portanto, a entrada doSr.
Uareellino .le linio no gabinete de 2 de maio, c os nos-
sos recelos, que caiaram tainbem nos nimos da inr
parte dos honrados Miembros desta cmara, aviiltavam
rom a convii-jnu de |ue fura cscnlhldo pelo ex-minislro
da fazenda, organisador do novo ministerio, talvez ni-
camente em rasao do odio profundo que votava ao par-
tido dominante de Pemambuco; declaramos aos nossos
amigos que nao podiamos npoiar un ministerio assim
orgauisado. Os uobres ministros da fazenda e da guerra
forain tres das depois designados para completar esse
ministerio; ellos que digam se nao se constituirn! ga-
rantes da conducta dos seus dous coHocas, e se nao foi
smente sob a f desta garanta que podemos tolerar a-
quelles dous ministros oiu quem nao podiamos confiar.
Como, pois, dizer-se que nos apelamos os Srs. I d II un.i
Cavalcanti c Marcellino de llrito, o auno passado, e que
boje sem motivo ponderoso nos pronunciamos contra o
ministerio? Rao obstante aquellas garantas, orgauisa-
do o ministerio, apenas o nobre ministro do imperio a-
prrsrnlou-sc na casa pela prmeira vez, o nobre depu-
tado por Pornambueo pedin-lbe o programma da sua
adtuinisirajo; ao nobre ministro da Juslica se fez igual
pedido. Ambos declararan! perante a cmara o peante
o pan que eram seguidores liis da poltica do 2 de feve-
reiro; appell.iram para os faclosque leriain de platicar
e aceitaratri o compromisto de nunca contrariar esta
politica benfica, nica capaz de promover a prosperi-
dade do imperio.
Nos que lindamos apoindo coin rasao a politica do
ministerio de 2 de fevrrciro, loriamos motivo legitimo
para retirar o nosso apoio ao ministerio que nos alian-
cava a coiilinuacao della c appellava para os Tactos P Po-
leriamos suppr nossa occasio, que o nobre ministro
do imperio faltara aoscompromissos que tinlia contra-
ludo? Nao, porque csperavaincs que, se tentasse faze-ln,
seus collegas di justija e da guerra llie fossem n nno a
este respeito. Entretanto as nossas esperanjas foram I-
ludi.las. Os uobres ministros da Hienda e do imperio
divldirain-se, sopararam-se de seus collegas em partes
milito essenciaes da poltica interna; e pelo que respe-
ta provincia do Pernainbuco, esta dissenjao deplorare)
produzio terriveis efleilos. O presidente da provincia,
cuja demisso era desojada pelos dous ministros, tein
sido contrariado, eal mismo desacatado por autorida-
des da parcialldadc delles; e quando receba do nobre
ea-mlnistro da juslica, hoje da fazenda, elogios pola
sabedoria do seu procedimento na administracao, o ex-
iuini-.lio dafazcniia c seu collega do imperio llie raziara
os mais inloleraveis aeintos para provoca-lo a dcmillir-
se do cargo que por si sos nao llie podiam tirar. Anima-
do por este excmplo, o cominandantc das armas, al em
tima ordem do dia, inostrou-sc hostil ao presidente de
Pornambueo, atrevendo-se a censurar as suas deci-
ses
He verdade que liontem o nobre ministro da guerra
disse que o presidente de Pornambueo nao llie dirigir
Siueixa alguma a este respeito, mas pnuco denols foi
oreado a declarar que, tondo conhociiueiito ollicial de
taes Tactos, cstranhiira ao coiumaiidntc das armas de
Pemambuco esse procedimento.
Em compensajo, o nobre ministro do imperio, era
uin aviso, ao passo que declarava acertada tima deciso
do digno presidente de Pornambueo relativa execujo
daleieleitoral, a este inesmo respeito Ihe fazia crueis
imputajes, srm sedar ao trabalho de investigar pri-
meramente a conducta desse presidente, ou de ouvi-lo,
cotno devia, para bein aprecia-la. Islo pelo que rospeita
a Pemambuco ; quanto a nutras provincias nada direi
para encunar a discusso; appcllo para a consciencia
tos nobres deputados que as representam; digam riles
se estn saliseitcs com apoltica do ministerio actual.
libamos um ponto Importante para que converaiam
as nossa. valas todas, e era a poltica externa, era a
dignidade do paiz. A soberana do Brasil foi porvenlu-
r respeuada pelas nacoea ? O ministerio tratou as nos-
sas questes diplomticas cora o zelo e a habilidadcuuc
sua imporncla requera P Niio, decididamente nao O,
nosso. navios continuara apprcbendldos e Julgado. en,
paites estrangerros por forjas da Franca, da Inglaterra,
e ate de Portugal, que nao pode cora.lgo. Duzento. bo-
jnetis da pequea repblica de Bolivia invodirara ba
me/es o nosso territorio, e anda occupain as salinas de
Jaur que nos pertencem ; as nossas relaeoes cora Uue-
nos-Arres se complicara cada vez mais ; e al acjui na
corte os agentes de algumas najos nos insultara com a-
meacas..... Entretanto o governo vai vivendu urna vida
de expediente, e parece inquictar-se pouco cora as con-
sequencias della.
O tcnente Davis, da esquadra dos Estados-Unidos, ten-
tn, com a espada na inao, tirar do poder da guarda do
pacoalguus marinheiros da corveta Sarotoga, presos em
flagrante. O Sr. Wlse -reclama a soltura dessos indivi-
duos, entregues enlaos autoridades judiciarias que ti-
nham do conbecer do scu delicio ; e, a despeito da gra-
vidade do facto c da independencia do poder judicial,
garantido pela constltuicao ; a despeito dos termoa em
que foi redigida essa reclamacao e a do comodore Rous-
seau, em que ella apoia; antes de terminado o proces-
so respectivo o governo mandn soltar o tcnente eos
marinheiros reclamados ... Transpoz sem duvida os li-
mites das suas atlribuicoes ; e para que, Sr. presidente?
Para humilhar-nos dame de urna nacSo estrangeira. A
mpressao que este acto de fraqueza ortraordinaria
causa nos coracca de todos os braslleiros se aggrava
com a contempiaeao do motivo com que se procurou
dosculpa-lo. Era inister que na corveta partlssem o l-
ente Davis eos marinheiros americanos, e o governo
do Brasil espciava que os dos Estados-Unidos se cons-
tiliiissem depos cxccutorcs da sentcnca que o jury da
corle honvi--.se de mpraos ros !!!
Sr. presidente, a deputaco de Pemambuco, quando
nao tivesse as rasoes que pondere!, quando niesnio hou-
vosse apoiado francaiuoiite todas as medidas exigidas
pela admiiiisirncao de 2 de maio, niio poda continuar
a apniar o gabinete que assim proceda. Nao entrare
por ora a este respeito era inaior desenvolvmento, por-
tpie sou o pi'iiiieiro a reconheccr que a discusso be uin
pouco deslocada, c se me entiolve'coni olla, foi pela
necessidade que tinha de justificar a deputaco de Per-
nambuco das aceusactfcs que temerariamente alguem
llie quiz fazer. Aindaoutras rases tullamos paradizer
i|tiea conducta do ministerio a respeito de relaciVs es-
tiangViras foi menos conforme s nossas esperancas.
Temos o decreto de Oribe, quo manda fuzllar lodosos
Brasileiros que na costa da Itepublica Oriental embar-
caren! gado sem liceuca especial. Dilacerados no interior
pelos actos que acabo de citar, e enxovalbados no ex-
terior, vendo a legacao britannica a respeito do paga-
mento i!' niMiei no- Young, om que o ministro liritanni-
co, a excmplo do que o ministro da fazenda disse na
cmara no anuo passadonao quero discusso, mas que-
ro votosdizor que nao quer mais rasos, quer diiihcl-
ro, senao a sua naco ha do cuiprogar os meios de vio-
lencias que livor sua disposico, nos nao podemos
dcixar de recriar pela sorle do paiz, se o actual minis-
terio continuar a dirigir os seus destinos. As rclaces
particulares que tivemos com qualquor de seus meui-
bros, c o facto de os havermos apoiado quando elle nos
convida a esperar pelos seu actos para avaliarmos as
suas moneos, nao nos deve enibaracar de dizer boje :
relirai-vos do poder vossa fraqueza c a pouca babili-
dado com que haveis dirigido osjnegocos pblicos teein
coiiipromellido a sorle do paiz ; Brasileiros como nos,
deixai que mo mais idnea repare as vossas faltas.
E se porventura forera Minias as nossas vozos, einpro-
gueinos os ineos legtimos que teios nossa disposi-
co para os obrigarmos a reconheccr esta necessidade.
En creio, Sr. presidente, quo demonstre! que nom os
nobres ministros, iiem os uobres deputados que hontem
f.illarain ueste sentido," nom esses folicularios que pro-
curan! iii(igai"-nos actualmente, tccni motivo rasoavcl
para considerar menos generosa, monos legitima, me-
nos digna a conducta dos deputado. de l'ernambtico
; ii.i... .u'-ii /. Se nos demos o nosso apoio aos minis-
tros na sessao passada c deixamos de os apeiar agora
por estas rasoes, que motivos leudos VOS para conside-
rar nos ingratos? Nao demos um apoio desinteressado?
Algiim de nos exigi dos ministros alguma cousa pa-
ra si '!
O Sr. D. Manat : Logo, logo....
O Sr. I.ope Ketio : Convido ao nobre deputado pa-
ra entrar nesta discusso.
O Sr. ti. Manotl: Logo, logo (ri>a O Sr. oum AVlto- A deputaco de Pemambuco ti-
nlia muilo em vista, c ainda tcm hoje, o espero que tora
cmquanlo merecer a conlianca de seus compatriotas, os
interesses do paiz c de sua provincia ; olla est disposta
a concorrer coin todos para que estes interesses se pro-
iiiovam da mancha a mais conveniente. E euloudendo
que osles interesses se cruzara coin a permanencia no
governo dos ministros que reduzrain o paiz'a to de-
ploravel estado, he do seu dever retirar-Ibes, como
lies retira, a sua conlianca o fazer votos para que sejam
substituidos por outros. fcnlio concluido.
(i'onlinuar-se-ha.)
As folhas de Montevideo annunciatn que o Sr. Pimen-
ca Bueno chegra cidade do Rio-Grande no dia 10 do
torrente.
Pela corveta dlnamarqueza (ialahea recebemos fo-
lhas de Montevideo at i4 do correte (malo).
Os novos ministros de Franca e de Inglaterra chega-
ram a Buenos-Ayres c deseinbarcaram, aquell* no din
9 e este no dia 10 do corrente. l)izia-se geralmcnte que
feriara a sua audiencia de recepcao ao dia 12.
O Sr. D. Francisco Magarinos, nomcado ministro ple-
nipotenciario da Itepublica do Uruguay juntoesta cor-
le, sabio de Montevideo para o Rio-de-Janeiro no da
11 do corrente.
O Comercio del Piala annuncia que o Sr. Ouselev feria
asua audiencia de despedida dentro de poucos dias, e
que, segundo se dizia, sahiria logo-Jepois para o Rio-
de-Janeiro no vapor Rattler. O Sr. DeOaudi* eslava a
bordo da fragata Afrie.iini com o almirante Lain ; um
e nutro ficavam a sabir para Franca.
As noticias de Corrientes, recebidaspor va de Buenos-
Ayres, pdem fra de duvida,diz o Comercio del Plata, que
ogoveruador Madarlaga. recusou definitivamente admit-
tir iiiodiflcaedej it tratado de Alcaraz.
Recebemos ante-hontein (23 de malo) folhas de
allimorc at 2 de abril, com importantes noticias do
titea tro da guerra. A sorte das armas contina a ser la-
voravcl aos Americanos ; na bataiha de que havia no-
ticia, entre Santa-Anua c o general Taylor, triumpbou
este.
No dia 21 de fevereiro, soube o general Taylor que os
Mexicanos cstavam reunidos era frca na Encarnacin,
e, levantando logo o seu campo, oceupou uina posicao
forte em i'renfe de Buea-Vista, sete inilhas distante de
Saltillo. No da 22, recebeu o general Taylor irtna in-
tiniacaodo general Sant'Anna para render-se discri-
co, qual responden negativamente. Neasa inestna tar-
do, i-.....>(i>u o ttroleio entre as duas frcas, o na ma-
nba-do dia23enipenhou-se a aeco seriamente, ten-
lando os Mexicanos romper o llauco esquerdo dos Ame-
ricanos. Sustentaran! estes lodo o dia um conflicto obs-
tinado o sanguinario, ropcllindn finalmente os Mexica-
nos de todos os pontos da sua llnha. Depois de anoite-
eor, retirarain-sc os Mexicanos do campo da bataiha pa-
ra Agoa-Nueva, a do/.e niilhis de distancia.
No dia27, avancaran os Americanos para a frente, e
nesse inesmo dia se retiraran! os Mexicanos para San-
I.ui-doTPotosi.
Segundo a parlicipacao official do general laylor, en-
traram os Americanos em acea com 6,400 hoinens e
perdern! 700. A forja mexicana he avahada em 20,000
hotnens, e juppc-scque perderam multa gente.
O exordio do general Scott, destinado ao ataque de
Veraz-Cruz, desembarcou em Sacrificios, em forja de
11,000 honiens, no dia 9 de marjo.
(Jornal do Commercio.)
DIARIO HE riillWIIIIIHltl.
HIO-D1L-J ANIilUO.
NOTICIAS DIVERSAS,
nninrado o capilo-tenouteS Francisco
Foi nnmeado o capitao-tenentol Francisco Pereira
Pinto para o comniando da barca llerenicc. qual se pas-
sar mostra dcnrmamenlo.
Foi exonerado o primeiro-lenente honorario Joa-
qiiim dos Santos Malliado do coiniiiando da escuna 6'ua-
hiba, c iioiueado para o substituir o scgundo-tenenle
Theotonio llajinundo de llrito.
Foram nomeados o capito-tenentc Francisco Lui..
da Gama Rosa o o piimeiro-tenente Manoel Luiz Perei-
ra da i tinha para coiniiiandaiom, o primeiro o patacho
Argot, e-ii segundo a barca de vapor Fluminense.
O Sr. i'iiiienta Bueno, encarrogado de negocios do
Brasil no Paraguay, de quem ha dias dissemos que nao
hava noticias, eslava eiii S.-Borja no dia 13 demarro
prximo passado, e tencionava seguir d'alli para Porto-
Alegre no dia 20. A viagem do Sr. Pntenla Bueno que
vera corte com licenca, tinha sido demorada entre a
Assumpco e a ltapuapnr ter adoecido S. S. Durante a
sua ausencia, lica encarrogado da legacao o addido Cae-
tano Parla de Almeida e Albuqucrujuc.
Polo paquete nglez Grifn recebemos liontem (2'J
de maio) folhas de Buenos-Ayics at 14 e de Montevideo
at 19 do corrente.
Nada se sabia aluda sobre as condices propnstas ao
general Rosas por lord Howden e pelo conde Walcski.
As dill'crentrs vendes, que corriaiu em Hueuos-Ayres c
Montevideo, nenhum fundainento tinham.
No dia 17 propozoram os cheles das estaedes novaos a
suspensao de hostilidades entre os sitiados c sitiadores
de Montevideo, durante as negocacoes enlaboladas era
Buenos-Ayres. O gove,ruo de Montevideo annuio mnie-
diatamenie, com a deelaracao de nao haver coinmnnica-
yo entre o campo e a praca, e fez ao inesmo tempo al-
gumas observaces sobre os pontos que devefu oceupar
as duas forjas durante o armisticio. Aceita a suspensao
por parto do governo oriental, foi um ollicial iuglet ao
campo do general Oribe fazer igual proposta. Oribe
eoncordoii quanto ao armisticio, dando logo ordem para
suspender as hostilidades; c quanto s posices que dc-
vem oeeiipar o. dous cxercitos, disse que responderla
no dia 19. A' sabida do paquete no tinha chegado essa
resposta.
Quando no da 18 vollou o ollicial inglez do campo de
Oribe, cspallitut-sc que naquelle mesura da recebra es-
te oicios de Buenos-Ayres communlcando-lhe que Ro-
sas aceitara as bases propostas pelos interventores, c
que no dia 18 seria levantado o bloqueio fie Bueuos-Ay-
res. Esta noticia foi gcralmentc acreditada a principio,
porque o ollicial inglez dizia te-la ouvido ao proprio O-
i'ibe; mas como.at o dia 19, ao meio-dia, nao tinha sido
continuada por noticias directas, comecava-se a crer
que era destituida de fundamento.
A fragata franceza /[ricaine, a bordo da qual se achara
os Srs. Delfaudis e Laiue, eslava Tundeada a oito inilhas
de distancia de Montevideo espera de alguns mari-
nheiros que tinha no Uruguay. Logo que estes cuegas-
sema|,ra para o Ro. O Sr. Ouselev devia partir no
ma u ou JO do corrente no vapor JtaUler. S S. vera
n!..<;,.,,.e, UoQde Tuira l>ara Inglalerr* 48 horas d<
pois da sua chegada, na corveta Curacoa.
IVECIFE, 11 DE JCNHO DE 18*7.
Alcntara o 31 de malo prximo findo os jomaos do
Rio-de-Janeiro que recebemos pelo vapor /*rnam6uea-
iiii. chegado hoje dos portos.do sul.
S. M. o Imperador, sua augusta esposa e a prnceza im-
perial non!.mu incoilllliodo havijiu sollndo ein sua
satide.
S. A. o Sr. principe D. Alfonso tinha sido acomraetti-
do d'tim ataque cerebral, de que se achava quasi resta-
bclecido.
A 24 do predito mez coraplelra-sc o ministerio, en-
trando para a pasta da marraba o Sr. Candido llaplista
de Oliveira ; para a da guerra o Sr. Antonio Manoel de
Mello ; a lie.indo anda a cargo do Sr. Alves Rranco a dos
urgocos do imperio.
Os dous ministros, cuja nomeaeo noticiamos agora,
sao lentes da academia militar.
A 22 foram litios na cmara dos Srs. deputados os 2
soguintos prnjectos de rosposla falla do throno :
o Senhor. A cmara dos deputados ficou penhorada
do mais sincero reconhccinenlo ao ouvir as benvolas
exprrsscs cora que V. M. I. se dignou manifestar a viva
satisfacao que sent, semprc que comparece po scioda
representado nacional : nesta satisfacao, Senhor, reco-
nhece a cmara dos deputados uin mui firme apoio das
inslituiedes do imperio.
A cmara ouvio coin prazer a grata coran unicaf o
de haver V. M. 1. observado, ora sua viagem ao norte da
provincia do Rio-de-Janeiro,'progressivo inellioramen-
t ein varios ramos de sua industria ; e as provas de ati-
be-.,m, dadas por seus leaos habitantes sagrada pessoa
de V. M. I c conslituico do estado, sao o voto unni-
me do povo brasileiro, que tributa o mais puro amor e
veneraco ao seu mona i cha, e s espera gloria e prospe-
ridade na inaiiiiteiu.-ao do governo inonarchico-consli-
tucional representativo.
x A cmara v cora jubilo a tranqtiillidade .que feliz-
mente reina eiu todas as provincias, resultado da escla-
recida poltica adoptada pelo governo de V. M, I. no ('.la
2 de fevereiro de 1844.
Deplora a cmara com V. M. I., que ainda contine a
secca as provincias do l'rar e Rio-Grande-do-Nortc ;
ella dirige aos cos ardemos supplicas pelacessaco des-
so terrlvel llagello, e nao potipar esforcos para mino-
rar as desgraeas que (cen assolado aquellas provincias.
ii Senhor: a cmara dos deputados tera no mala alto
aprreo as gene rosas ntencc.es de V. M. 1. era procurar
cultivar as relaccs de harmona e boa intelligencia coin
osgovernos do novo e ni lio mundo, e prnsa que o go-
verno imperial poder n staliclec-l.is por meio de nina
poltica Ilustrada, franca e enrgicamente empenhada
em sustentar a dignidade e Interesses do paiz. O BiaS',
Senhor, desoja a paz cora todas as uaces do mundo,
masnfio.a quer com o sacrificio de sua honra e sobe-
rana.
ti A cmara acompanba respeilosamentc V. M. I. no
pezar que llie causa a continuaco da lula entre as re-
pblicas do l'i.ita, e i eceiiln i c cora ilr que graves ma-
les leeni sollridoos subditos brasileiros no meio desla
guerra inhumana ; ella afianra a V. M. I. a mais decidi-
da coad juvaco na esperanca de que o governo imperial
seguir com pvevisoe fortaleza, em todas as emergen-
:ias dessa luta.'a politica que mais convier dignidade
e interesses da najan.
ii A oceurrencia, sobrevindao anno passado coin a le-
gajan dos Estados-Unidos da America, por occasio da
priso de alguns individuos pertencentes marinha de
guerra daquella naco, he sumuiaiiicnte dolorosa aca-
mara dos depulados,que nao poder sepultar no esque-
ciincnto as oll'ensas recebldas, sera que sejam devlda-
i mu te reparadas, como con vm ao decoro d cora e dig-
nidade nacional.
A cmara reconbece a necessidade de providenciar
sobre a reforma judlciaria, colonisajo, commercio, rc-
crutaiuenlo c organlsajo da guarda nacional, e empre-
gar uestes importantes objectos todo o seu zelo o so-
licilude.
He multo lisongeira acamara a seguraiija dada por V.
M. I.,de que a receita do estado j ebega para asua des-
pea ordinaria, e a esperanja que nutre V. M. I., em
vista das "medidas adoptadas pelo governo, da breve ap-
paiijaodesobras cora que se possa ir occorrendo a-
morlisajao da divida publica.
ii A cmara examinar os relatnos dos ministros
secretarios de estado, e os tomar na devida conside-
rajao.
Senhor: manter as nstituijdcsjuradas epromover
eflicazmente a gloria e prosperidade do imperio tem si-
do e confinar a ser o pensamcuto e a volitado da ca-
inara'dos deputados, a qual, correspondeudo alta con-
fianja de V. M. I. semptf coadjuvar os esforjos do
governo ein to patriotitPt'mpenho
V. S. Pntoa di Millo. ionio Franca.
ii Senhor. A cmara dos deputados ficou penhora-
da do mais sincero reconheciracnto, ao ouvir as benvo-
las expresses com que V. M. I. se dignou manifestara
viva satisfajao que sent, sempre que co mparece no sei0
da ropiesci.tajo nacional; sto sal/af/o, Senhor, he un
m'wi firme penhor dae intUtuieu do imperio.
Ifuilo agrdate I fot camaya a comraunlcajo de ha-
ver V. M, I. observado, ein sua viagem ao norte da pco[
vincla do Rio-de-Janeiro, progressivo melhorainento
era varios ramos desua industria; e as provas deadhe-
so, dadas por seus leaes habitantes sagrada pessoa de
V. Al. 1'. e constiluijao do estado, sao o voto unnime
do povo brasileiro, qu? tributa o mais puro amor c ve-
neraco ao scu monarcha, e que s espera gloria e pros-
peridade da manrtenjao do governo mouarchico coni-
tltticional representativo.
Acamara vi cora praser a tranquillidadc que Tcll/..
monte reina era todas as provincias, nert< faeto reetmht-
ce o boni retulladot da esclarecida politica proclamada pe-
lo governo de V. M. I. no dia 2 de fevereiro de 1844,
Deplora a cmara com V. M. I., que aluda continu
a secca as provincias do Cera e Rio-Grande-do-Norte
Ella dirige aos cos ardentcs supplicas pela ceijaca'
desse terrlvel llagello, c tlao poupar esforjos para in'|.
norar as desgranas que teein assolado aquellas provlnl
cias.
Acamara dosdcpuldos, Senhor, tem no mais alto
apiojo as maynnnmat intenjcide V. H< I., proeMranrfo
cultivar as relajdes de harmona c boa Intelligencia
com os governos do novo e velho mundo; eparamanU-
lai e rettabelec-lai onde lenhum tido alteradas. A enmara
coi/la que o gocerno de V. M I. empregar urna pnlirj
franca e enrgica; de tortc que, tem lanificio da honra e a
dignidade nacional, te mantenha a paz com loda ai nacei da
mundo: netle empenho pode o governo- de V. M. I. contar
com unnime e decidido apoio da nacSo.
A cunara aeouipanlia a V. M. I. no pezar que Ihe
causa a continuajo da lula entre as repblicas do Pra-
ta, e nos detejoi di vi-la terminada, no ti a bem da nunant-
dade, como do imperio: a cmara est certa que o governo de
V. M. 1. leguir em to grave objecto, com previtho e forta-
lea, a poltica qui maii convier aoi inttreitci do pai:, .//,-
gravemente compromellidoi pela proximidade titile m> theatrv
da yuirra. -
\ ni-eiii i-i-n eia, sob revi uda no anno passado com a
legajo dos Estados-Unidos da America, por occasio da
priso de alguns individuos pertencentes i marinha de
guerra daquella najo, he suuimamente dolorosa c-
mara dos deputados, cujo petar lmenle luavia a cerina
que V. M. I. Ihe da de que ai o/fensas recebidat lero dni-
damente reparadas, e como conrm ao decoro da' corda e
dignidade nacional. i
A cmara reconhece a urgente necenidade da rs/onai' I
judiciaria, da lei de organisaco da guarda nacional e de pro-
videncial a reipeito da coloniacio, commercio e recrutamen-
to, i neitei importantes objettot empregar lodo o uu tilo t
lolicitude.
lie mtiito lisongeira acamara dos depuiadot a segu-
ranja, dada por V. M. I., de que a receita do estado j
chega para a sua despesa ordinaria, e a esperanja que
nutre V. M. I., em vista das medidas adoptadas pelo go-
verno deque brevemente haja sobras coin que se pos-
sa ir occorrendo amortsajo da divida publica.
ti Acamara examinar os relatorlos dos ministrse
secretario de estado, e tomar na devida considerajo
as medidas que forem indicadas.
Manter as Instituijdes juradas, senhor, e promo-
ver eflicazmente a gloria e prosperidade do imperio tem
sido e continuar a ser o pensatnento e a vontade da c-
mara dos dcpiitad-.is, a qual, correspondeudo alta con-
liatiea de v M. I., sempre coadjuvar os esforjos do go-
verno em to patritico empenho.
ciJ. A. Marinho.'
Depois d'uraa discusso qne se prolongou at o dia26,
ilcliliei mi a cmara, a requerimento do Sr. Lopes Netto,
que voltasscm os dous projectos coinnisso respecti-
va, para seren considerados de novo.
Era consequeucia desta deliberajao, foi apresentadoa
27 um terceiro projecto de voto de grajas, que he o que
abaixo vai transcripto:
Senhor. A cmara dos deputados ficou penhora-
da do mais sincero reconhecimento ao ouvir as benvo-
las expressoes, com que V. M. I. se dignou manifestara
viva satisfacao que sent, sempre que comparece noseio
da representajao nacional: nesla satisfajo, Senhor, re-
conhece a cmara dos deputados um dos mais firmes pe-
iihorrs das instltuijdes do imperio.
A cmara ouvio com prazer a grata corainunicajo I
de haver V. M. I. observado, era sua viagem ao norte da |
provincia do rjIo-de-Janeiro, progressivo mclhpramento
em varios ramos de sua Industria ; e as provas deadhe-
sio, dadas por seus leaes habitantes SJgrada pessoa de |
V. M. I. e constitu jan do estado, sao o voto unnime
do po*'o brasileiro, que tributa o mais puro amor e ve-
nerajo ao seu monarcha, e s espera gloria e prosperi-
dade da maiiuteiijo do governo inonarchico.constilu-
cion.il i'opresentalivo.
A cmara v cora jubilo a tranqulllidade quefelii-
mente reina ein todas as provincias.
k Deplora a cmara cora V. M. I que ainda continu
a secca as provincias do Cear e Rlo-Grande-doNorlc:
ella dirige aos cos ardentes supplicas pela cessajo des-
se terrlvel llagello, e nao poupar esforjos para mino-
rar as desgrajas que teein assolado aquellas provincias
te Senhor, a cmara dos deputados tem no mais alto
aprejo as generosas Intenjes de V. M. I. em procurar
cultivar as relajos de harmona o boa inlelllgencla coiu
os governos d noy e velho mundo, e confia que o go-
verno Imperial conseguir restabclec-las por nielo de
uina politica Ilustrada, franca e enrgicamente eiupc-
nhada em sustentar a dignidade e interesses do paii.
A cmara acoinpanha respetosamente a V. M. I. a
pezar que Ihe causa a continuaco da lula entre as re-
publicas do l'i ata, e reeonhece com dflr que graves nia-
les teem soflrido os subditos brasileiros por sua proximi-
dade ao thoatro da guerra : ella a lian ja a V. M. i. a nials
decidida cnadjuvajo, na esperanja de que o governo
imperial seguir coin previsao e fortaleza, em loda as
emergencias dessa lula, a poltica que reclamaren! a liu-
inaninade e interesses do Brasil.
A leitura da correspondencia relativa oceurrencia
sobrevinda, o anuo passado, coin a legacao dos Estados-
Unidos da America, por occasio da pristi de alguns in-
dividuos pertencentes marinha de guerra daquella na-
jo, causn no animo da cmara dos deputados a man
profunda mngoa, a'qual lmente suavisa a cettcia que
he d V. M. I., de que esse negocise concluir da nia-
nelra que convui a dignidade nacional.
A cmara reconhece a necessidade de providenciar
sobro a i .Turma judiciaria, colonisajo, commercio, rf-
crularaento e organisajo da guarda nacional, e empre-
gar uestes importantes objectos todo o seu leloesoll-
lictude.
Me milito lisongeira acamara a seguranja dada por
V. M. I., de que a receita do estado j chega para a sua
despeza ordinaria, e a esperanja que nutre V. M. I., coi
vista das medidas adoptadas pelo governo, da breve ap-
parijo de sobras, com que se possa ir occorrendo a a-
inorlisajo da divida publica.
.i A cmara examinar os relatorlos dos ministrse
secretarios de estado, e os tomar na devida conside-
rajo.
enhor, inantrr as instituijes juradas c promover
eflicazmente a gloria prosperidade do imperio tein si-
do e continuara a ser o pensatnento e a vontade da ca-
ntara dos deputados, a qual, eorrespondendo alia con-
lia o ja de V. M. I., semprc coadjuvar os esforjos do go-
verno era tao patritico empenho. ,
.'Paco da cantara dos deputados, em 27 de maio de
1847., V. S. Vetioa de Mello.-Sout Franca. -J. A.Mi-
rinh.
At a ultima data, ainda.no linham terminado os de-
bates sobTC este ultimo projecto.
A mesma cmara, a que cima nos referimos, approva-
ra em prlincira discusso, para palsar segunda, o pro-
jecto do Sr. Reboujas, que fixa em 8 por cont o juro
das convenjes counnerciaes, e Ira 6 o das el vi*: c> en'
ir nutras, as seguintes resolujfles :
A que concede quatro loteras de 120:000/000 de r*l
.
V


*m
_. favor das obras da matriz de San-Jos desta
cada um
cidade ; ia) conc(gss0 ao Hospital de Pedro II, que
V>U/. cha constando;
aqu s< inanja adoptar na academia jurdica deOlin-
da
mnneodio de economa poltica composta pelo Sr.
"* pVdro Autran da Malta e Albuquerque, e vota-
doutor re^ de gflQ^ooo r, |iara indemnisaco dasdes-
ilieaqu 0|n a impiessiio do mesiun compendio.
'r'h sido presente ao senado, e fra remettido a
,,s.io de constituiciio e poderes, o diploma que no-
llieaq
P
5
""""endoTpor esta provincia anSr. Ernesto Ferrelra
l'lKMin expedidas as convenientes ordens, para que
i' de agosto prximo futuro se proceda eleicao dos
"Liiorrt especiaes, que, na forma da lei de 19 de agosto
le 1848 derem nomear dous cidadaos para preenche-
r-in ascadelras que vagaran) na cmara vitalicia pelo
(linimento de dous senadores por Minas ; c bem assiin
iliraquea renniao dos respectivoscollegios scefl'ectue
L i odesetembro desteanno.
NnRio-Graiidr-do-SuI, tinliain apparecido multas no-
ta, falsas de 1/000, 2/000 e 30/000 res.
0 Sr. Faustino Jos" dos Santos foi nmneado para o lu-
, de feitor conferente da alfandega desta provincia
e o Sr Francisco de Salles de A buquerque, que abl oc-
cuoa o emprego de amanuense, para o de 2. escritura-
rio, cujas funecoes cram exercjdas pelo mesmo Sr. Faus-
' aparte interior deixa-.nos transcriptos alguns arti-
gos do Jornal do Ctmmercio, cuja materia nos parece dig-
na da attencao dos leitores. .
As folua da Bahia, que nos trouxe este vapor, chegain
a 7 do corrente.
A provincia goiava de tranquillidade.
Em das do inez passado, houve quem tentasse enve-
nenar os religiosos italianos da Piedade, misturando
com oassucar, de que elles tinhain de servirse, urna
avultada porcao de sublimado corrosivo.
A polica esforcava-se por dcscobrir o autor de lao
horrivel criine, que feliimente se nao consummra ;
purque aquelles dessea conobitas, a quem o veneno fra
ministrado, apenas Ihe reconheceram os efl'eitos, trata-
ran) de inedicar-se devldamentc
Em os nmeros 88, 89, 90, 93 e 94 do Diario do (averno
de Lisboa, de abril prximo Ando, que com utios l-
timamente recebemos, deparamos com diversos artigos
. sobre noticias- scientirlcas, e dous Boletitu do mundo re-
ligioio, que os redactores dessa follia publicaran) como
se os houvessem traduzldo'da Prtsu ; mas que sao cx-
trahidns do Diario de Pernambuco de 21 de detembro de
1840, 2, 9, (5 e 21 de Janeiro deste anno, e 5 de fevereiro
ultimo.
Para logo, formamos proposito de fazer sentir a esses
collegas, que, comquanto nos regozijassemos de ter con-
corrido com parte do nosso lavor para o apreciavcl jor-
nal que rrdigeii), estranhavamos, todava, que, ao ter-
minaron esses artigos, nao houvessem elles_citado o
nono peridico ; tanto mais quanto ainda nao pass-
iiicis das su.-is para nossas paginas urna llnha aequr,
seni que abaiio deisa linha inscrevessemos o titulo do
seu Diario.
Mas, como era esse um negocio que smentc tocava
aos nobres redactores, adiamos a reclamacao para po-
ca mais opportuna, que suppunhamos ser a da sahida
dcalgum navio para o porto (aquella curte.
Tendo, porin, o Diario-novo, transcripto dous dos
predilos artigos einV> numero 122, de 9 do correte, uin
sob a rubrica astronoma-- c outro sob a cpigraphe ~
Chimica, declarando que os copiara da prenotada fo-
lli.i ; entendemos dever apreSsar o nosso reparo : o
que fazemos, advertindo redacciio da gazeta brasilei-
ra, que tambem sao de lraduc;ao nossa as variedades
que ella publica a 8 10 deste mez; e que as encontra-
r, a primeira em o nosso numero 279 de 12 do citado
dezembro de 1846, e a segunda em um dos que cima
ficam apuntados, isto he, no de 9 de Janeiro do anno que
vai enrrendo.
Ao Uertantil do Rio-de-Janeiro, que, em diversas oc-
casidrs, tem tido para comnosco procedimento igual ao
do Diario do (iovernn, convidamos nos a aconipaiiliar-nos
neste reparo; pois que nesse Diario tam,bem vrin, co-
mo obra de caa, a noticia biographica de Descartes, que
elle der luz, e nos transcreveramos sem procurar a-
presenta-la como trabalho nosso.
Correspondencia,
Sn. Redactores. Como alguns collegas rneus me
tenhain dito que j o Sr. presidente da provincia de-
signou dous nonios de embarque na ra de Apollo,
sendo um o armazem do meu amigo Vellozo, eo
outro do meu collega Hollino na qualidade de ss-
sucareiro venho pelo scu Diario aventurar al-
gumas observarles a este respeito. Nada direi sobre
a escolha foita no armazem do collega Dclfino por
ser espacoso, e al ni disso, de esquina, onde so po-
do formar um trapiche para atracaren! duasou mais
alvarengas de urna s vez e dar muito expediente ,
lor rnuitas portas ; mas, emquanto ao do collega e
amigo Veljozo vejo no meu fraco entender que foi
por ser mal informado quoS. Exc. dcsigriouostelu-
garCque ostou corto que o meu amigo para esto fin
nflo seempenliou), visto que no fundo lera urna
s porta e nflo tem um trapiche sufiicicnto para
atracar urna slvarenga pois basta que os uozc
vizinhos dos lados queiram passar unas estacadas
; o que llio nflo pode ser prohibido ) para que as
alvarengas s possam atracar de popa ou proa, o
que de cerlo no permiltir embarcar-se. E ser
isto conveniente ao expediente, havendo na ra de
Apollo o espacoso armazen do llego & C., que tom
boje um trapiche em que francamente carrogam
3 alvarengas de urna s vez ? He-de esperar, portan-
lo, que vista destas expcacOes S. Exc, examinan-
do melhor os ditos armazens, veja que o do collega
Vellozo nio est no caso do servir para porto de em-
barque ; e niesmo elle segundo me dizem reco-
nhereisso, porquejdeclarou ao collega Folhalo,
que tal cousa nflo llio convinh8 porque nflo teria
entilo lugar bastante no armazem para cnsaccaro
assucar que prepara para a enorme freguezia quo
tem.
Seu assignanle
Domingo Rabeclo.
algodSo, 6 fardos fazendas de algodao e de laia, 26 cai-
xas ditas de dito ; a Adamson U C.
33 fardos fazendas de algodao, 60 gigos louca, 4 ca-
xas linhas de algodao, 7 ditas fazendas de dito, 1 fardo
pecas de panno, 1 barrica louca e vidros, 1 calxa com
tamposparapratos. i barrica cerveja, e barrllinho com
(incoas ; a Deane Youle & C.
25 toneladas de ferro bruto, 18 calxas fazendas de al-
godao, 3 ditas chales de algodSo e seda, 6 fardos fazen-
das de algodao ; aTtidguay Jamissou A *'
3 caixas e 23 pecas de macliinismo, 33 taixas de ferro,
2caixas fazendas de algodao; a Me. ("almont 8tC.
4 caixas faiendas de algodao, 5 fardos ditas de dito ;
a Jobn Stuart.
1 cala e 4 pecas contendo um guindaste ; a Viuva
Hamos.
20 fardos fazendas de algodao, 10 caixas ditas de dito;
a G. Kenworthy & C.
4 fardos fazendas de algodio, 2 caixas ditas de linho ;
a Fox Brothers.
1 quartola ago'ardente de Fran9a, 1 caixa cha; ao ca-
pilao.
2 caixas Unhas de algodao; aU. Gibson.
72 taixas c 134 pecas inachinismo ; a S. P. Johnston
k C.
5 '/i toneladas de ferro em barra,e feixcs ; a Brender
a Hrandisic C,
5 fardos fazendas de linho ; a Jones Patn tfi,
15 caixas fazendas de algodao, 3 fardos ditas de laa, A
ditos ditas de laia, 1 dito ditas de algodao ; a Uusscll
StC.
23 caixas fazendas de algodao ; a Rosas Braga 8t C.
3 caixas moeda de ouroeprata, 1 barrica louca e vi-
dros ;, a N. O. Bieber & C.
4 caixas conservas, 20 presuntos, lOquojos e 1 man-
ta de touclnho ; a John Carroll &C.
3 caixas conservas, 20 presuntos c 20 queijos; a Dowolj
Ravmond.
5 caixas conservas, 2 barris sal, 12 presuntos c20 quei-
jos ; a Josi! Gonfalves da Fontc- -
1 caixa llvros e barrllinho farinha de aveia ; a E.
Feotn.
1 barrica ignora-se ; a Gustavo.
1 caixa bandeijcis, 1 barrilinho farinha de avcia ; a
C'orbett.
1 caixa ignora-se; a Comber.
Consulado.
UE Geral........................
Provincial....................
Diversas provincias..............
1:846,440
768,516
71,554
2:686,510
RIO-DE-JANEIRO.
CAMDOS NO DI A 30 DE MIO.
TVero da ultima ora da prata.
Cambios sobre Londres ..... 27 1/4
Paris......Ha
Metaos. On^slIeSmXs \ \ \ &. .3^000
r, da patria .... 29/300
Pesos hespanhoes..... ii*'n
i! Pe^asdeSSvelhas- '. '. ifco a 17^000
Prata........ a
Apolises de 6 por cento..... 83 3/4 a 84
" r.'vinciae.....(JoniaidoCommmio.)-
BAHA.
CAMSIOS NO DU 6 DE IONBO DE 1847.
.......27 1/2
. 335 o franco.
RST ; : : : : : :: : ^^r^
n9as hespauhlas.......JKto 30*000
Mof,.da,de#4/tK)0...... ffM
Apolices d seguro Lealdkde 19 a 20 por cento de premio
nominal. ,
Ditas do governo 55 por cento de descomo.
Accoet do banco 20 por cento de premio ""JJJ^"^
Londres
Paris
"ilovimenlo do Porlo.
t/avio entrado no dia 10.
Babia ; 6 dias, brigue brasilciro Sanla-Marla-Hoa-Sorle,
de 222 toneladas, capilao Jos Joaqun) Dias dos Pra-
teres, equipagem 15, carga carne ; a Amoiim Irmaos.
Passageiros, a familia do capilao.
Xavio entrado no dia 11.
Rio-de-Janeiro, Bahia e llacei ; 10 dias e 4 horas, e do
ultimo porlo 20 horas, vapor brasileiro IVrnamoucana,
coii.mandanle Joao Henrique Otlon. Passageiros, pa-
ra Ptrnambuco. i Dr. Manuel Paulino da Cunha Gou-
veia com un escravo, Jos de Alenquer Simctea do A-
maial, Francisco Joaquim Duartc, llrasilciros ; Joo
Doiisley, Ingle, cftm um esclavo a entregar: para o
Maiauliao, Frei Apolonio dcM.Menole, Italiano.
Navio saludos no meimo dia.
Genova ; polaca sarda Carolina, capilao Pedro Avigne,
carga assucare couros.
Londres ; galera inglesa 'a/m Thorne, carga a mrsuia que trouxe.
l&tites.
COWIME
Alfandega.
HENDIMENTO DO DA 10.;......... 5:038,111
Deicarregam hoje, 12.
Barca inglcza Mary-Queen-of-Scot morcadorias.
Barca llhein idem.
lAlFllTACAO'.
Uary.Qutrnof-Seoli, barca inglesa, viuda de Liver-
pool, entrada no correte mes, consignada a James
Crab'tree & C., nianileslou oseguinte : ,
1 toneladas de carvao de pedia ; a conipanha de pa-
niieirs de vaiior brasilelros. .,
q 75 fardos fazendas de algodao, 98 caixas ditas de dito.
4ditas melase camisas de dito ; a JamesCrabtreekC
4 fardos fa.endas de algodao, 8 caixas ditas de dito ; a
R b'fardosVasendas de linho, 6 caixas chapeos de sol de
O Dr. Joi Thomai Nabuco de Araujo Jnior, frlaUjocaval-
Itiro da caa imperial, cavalleiro da ordemdehrulo,
juil de direilo da tegunda vara do eivel nata cidae lo -
cife, provincia de Vernambueo por S. M. I. e C, o Ae-
naor D. r*dru //, oh Do guarde, etc.
Mando faier publico os seguimos da lei de 20 de
junho de 1774, relativos sarrematacocs
S 6. Ordeno que na piaca se nao adnuttan laucos de
pessoas desconhecid.s. se nao fr ou trazendo comsi-
co.ou dando na pracaoutras de que baja conhecimcn-
to, que com ellas assigncm os ditos laucos, ou mos-
trando procuracao Icgitiina de pessoa, de cujo esUbele-
cimentoc idoneldade baja cabal noticia.
S 16. Mando que, findos os dias da lei e do eslylo, i.a-
vendo lanco que chegue ao preco da avaliajao ou exce-
da, o ministro, que presidir a praca, se informe se oan
cador tem prompto o preSo do lanSo. e tendo, ordenara
ao porteiro Ihe entregue o ramo, e ao esenvao que la-
vre o termo dearrematacao. Iinraediataiiiente lara en-
trar o preco della no cofre do deposito com a precisa
distinccao e clareza do devedor a que perlence.No ten-
do o lancador prompla a quantia do lauco, dar ah mes-
mo pessia capaz que o abone por tres dia/, e nao satis-
fazendo, o ministro o mandar prender a sua ordem, e
nao ser solt sem ellecLva eutrega do preco porque
arrematou. ,
E para que chegue noticia de todos mandei passar
o presente qoe ser publicado pelas folhas, e arxado no
luirar do costume mais publico. Dado e passado nesla
cidade doRccifede Pernambuco, aos9 de junho de 1747.
E eu, Francisco Jo*! do rao. eacriyo. o escrevi.
J. T. N. de Araujo Jnior.
O Dr. Jote Thomai, etc. _
Fas saber que as arrematares pelo sc.i julio""
lugar desd'oraporu de sua residenciaa 4horada Ur-
de. Recife, 10 de Junho de >847f ff ^ ^^ J-i(for
Declaradlo.
O vapor Pernambucana, commandante
Otton, sabe para os portos do norte, lio-
jo (12) s 4 horas da tarde, e fecha a
mala no correio a 1 liora.
Olllm.Sr. inspector da alfandega desta cidade
manda annunciar que a arremataQ.lo das 97 figuras
de louca dourada o p de pedra e das 9 duzias de
bonecas, licou transferida para boje, 19do corfcnle.
A administroslo geral dos estabelecimentos do
caridade manda fazer publico, que no dia 14 docor-
reno, pelas 4 horas da tarde, na sala das suas ses-
ses, ir |n- iqi o rendimento do furo das caixBS c
fechos do assucar, do 1." de jullio prximo futuro a
30 de junho de 1848.
AdministracHo geral dos estabelecimentos de ca-
ridade, 7 de junho do.1847.
Oescripturario,
Francisca Antonio Catalcante Cousseiro.
Aadministracffo goral dosostabelecimentos do
caridade manda fazer publico, que no dia 14 do cor-
rente, polas horas da tarde, na sala das suas ses-
sOes, ir a praca, a quem mais der, o rendimento das
casas n. 3 da ra do Gabug, 5 da rua da Alegra, 29
da ra Nova e 65 da rua da Gloria, pelo lempo que
decorrer do 1." de julho prximo futuro a 30 do ju-
nho de 1850.
Administrado geral dos estabelecimentos de ca-
ridade, 7 de junho de 1847.
O escriptutario,
Francisco Antonio Cavalcante Cousseiro.
ivisos martimos
-- Para Lisboa sabe, no dia 13 do corrente, a barca
portugueza Tejo: para passageiros, para o que tem
os mais assciadoscommodos, entendam-se cornos
consignatarios, Oliveira Irmos & C., ou com o capi-
tilo, Silverio Manoel dos Res, na pra?a do Conimer-
cio.
Para o Rio-de-Janeiro sahir em poucos das
o brigue-escuna masnos; ainda pode receber algu-
ma carga miuda, passageiros e esclavos, para o que
tem bous commodos: trala-se na rua do Vigario, n.
Para o Rio-de-Janciro pretendo sahir com toda
a brevidade a bem conhecid'a o voleira barca Firme-
a: para carga passageiros e escravos a frote, ajus-
ta-so com Gaudino Agostinho de Barros na praci-
nhado Gorpo-Santo, n. 66.
-- Para o Rio-de-Janeiro pretende sabir, em pon-
eos dias a jbam conhecida escuna Galante-Marta,
de superior marcha ; recebe escravos a frete o pas-
sageiros para o que tem os mais asseiados commo-
modos : a tratar com Silva & Grillo, na rua da Moe-
da,!). 11.
Para o Rio-de-Janciro pretende seguir, cm pon-
eos dias, o brigue Tentador, to breve como o lempo
o permita. O mesmo recebe escravos c passageiros,
para o que tem bons commodos. Quem pretender
pdeentender-se com o'capililo abordo, ou cornos
consignatarios, Amorim Irmflos rua da Cadeia ,
n-45- ...
--Para o Aracaly segu viagem com brevidade o
hiate Duoidoso, mestre Jos Joaquim Alves: para car-
ga ou passageiros, trata-se com o mestre a bordo,
ou no lado do Gorpo-Santo, armazem de massames,
n. 28.
- OSr. Antonio Jos Alves ^^f^KHl
urna carta vinda de Lisboa na rua larga do Hoz
rio, sobrado n. 28, segundo andar. .
- Quem precisar de um caixc.ro brasie.ro, com
idadodenpara 14anno, dir.ja-se a rual'
do Rozarlo, venda do Sr. Manoel Martins de A'mei
da, que o mesmo Sr. dar as informales da sua cou
duela, ouaoseu vizinhoconfronte. Oca.xciro,que
se oflerece, j tem tres annos de prat.ca.
- O padre Joaquim Manso Maciel val a aceo.
-OSr. DernadinoF. S. Oliveira queira fleowrar,
pelo mesmo Diario de Pernambuco ondo aprese i-
tou umannuncio dirigido a nm Sr. L. A. A. al. qu"
no falla com Luiz Alfonso de Albuquerque ara-
nhlo residente em Olinda. .
-- D-so dinheiro a premio em pequeasquantias,
sobre ponhores de ouro.ou prata: na rua Direiw ,
deposito de assucar, n. 78, se dir quem da.
-Aluga-seum pretoou prota cozmhoira para
cozinhar e fazer todo o maissorvico de urna casa ne
hnmiMii salteiro : na rua da Gadeia do Recife ,n. *"
-Quem quizer a quantia de 500,000 ate 1:000,000
de rs. a premio com seguranza de boas (firmas, ;ou
do ouro e prata dirija-se a rua estreita do Rozano ,
n. 30, primeiro andar.
Quemquizer arrendar um terreno na rua da
Praia proprio para qualquer armazem ou serra-
ra dirija-se a rua estreita do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
Joaquim Martins A y res faz vera todos os ir-
mflos da irmandado do Senhor das Chagas da reja
do N. S. doParaizo que desde o dia 8 do corrento
deixou de ser irmfloda mesma irmandade e para
isso remetteu dentro de um ollicio o seu quaderno ,
a mesa regedora, para ser riscado nolivroda matri-
cula da mesma.
Jos Francisco Ribeiro de Souza embarca para
o Itio-Grande-do-Suloseu escravo I.uiz, do nac,flo
Congo.
No dia 6 do corrente perdeu-se, desde o Cortu-
me das Ginco-Pontas at a rua do Agoas-Verdes, urna
correntinha com soloinflo e urna liga ; assiin como
um annel/.inho para menina, tudo do ouro: quem
estes objectos livor adiado ou tiver noticia, partici-
pe noGortume, casa, n II, ou na rua do Crespo a
Manoel Jos de Souza, que ser generosamente re-
compensado.
Aluga-se o segundo andar da rua daCadcia-\c-
Iha, n. 3, c o primeiro da casa n. 5: a tratar na mes-
ma rua, n. 5. Na mesma casa vende-so o preconiza-
do oleo para fazer nascer e conservar o cabello, vin-
do de seu autor, da cidade de llraga.
Avisos diversos
ONAZARENON. 43
esl a venda na praca dn Independencia, ns. 6 e 8.
Heve ser procurado, principalmente para verem-se u-
mas notas as rases do um recurso feitas por o Sr.
Sampaio.
O LIDADOR n. 184 acha-se a venda nos lugares
do costume. .
-0 presidente do Instituto-Lilterar.o-Olindense
tem marcado o dia 15 do corrente para rcuniflo ge-
ral dos socios na casa do costume pelas 4 horas da
tarde ; observando que dadoo numero recommen-
dado nos estatutos llavera sessio em cuja occa-
siflo serflo resolvidos negocios do interesse da so-
cieilade : o que fez, para intclligeiicia dos mesmos
socios. ,.
OsSrs., que pretendem escrever no peridico
Polymalhico, queiram ter a bondade de mandar, o
mais breve possivel os seus artigos ao presiden-
te do Instituto a fin de que este, os fazendo presen-
te a cummissiio collaboradora os possa mandar,
imprimir .aligeirando deste modo a publicarlo do
quinto uuniero, que deve de ficar prompto em o
primeiro de julho prximo.
-I!m cslrangeiro quer alugar um andar de um
sobrado em urna das ras seguintes: Aterro-da-Boa-
Visla Hospicio o Aurora : nesla typographia, se
dir quem lie.
Socicdade Fhilo-Tcrpsichore.
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios quo
hoje lia sessflo do concelho administrativo para
propostas de convidados ao sarao de 19 do corrente.
O abaixo assignadn avisa ao respeitavel publico,
que no dia 10 de corrente dissolvou amigavelmente a
sociedade quo tinha com o Sr. Jos Francisco Garnei-
ro, t>a loja de selleiro.sita na rua Nova.n. 47, da firma de Brilo&Garneiro; cando a seu cargo a
cobranca de lodasas dividas pertcncetilesa dita so-
ciedade as quaes smente ao abaixo ass.gnado de-
verflo ser pagas. Herile, 12 de junho de 1847.
Jos1 llernardino Peretra de Brito.
Vende-sc um bonito c corpolento moleque de
nacflo, de idade de 16 a 17 annos, de exemplar con-
ducta, sabe conzinhar o diario do urna casa, he mul-
to humilde, e proprio para fazer parclha para palan-
qun), ou cadeirinha por ser muito corpolento : na
rua do Vigario, n. 24.
O escrivao da irmandade do Santissimo sa-
cramento da freguezia de San-Jos convida a todos
os irmflos de mesa para reuniflo no consistorio do
Terco para tratarem do negocios tendentes a mesma
irmandade, domingo, 13 do corrente, as 9 horas da
"--OSilvi. sangrador e dentisla que mora va na
travessa dos Kxpostos, n. 8, mudou-se.para a rua.das
laranceiras.n. 14, primeiro andar: ah o acbauo
sempre prompto a toda hora do dia que for procu-
rado para esse m. nUl.
Antonio Jos dos Reis embarca para o H.o^.ran-
do-do-Sula escrava crioula de iiomeMax.mianna,
pertencentoa Francisco Teixeira Guimarfles ua-
qU- Roga-so ao Sr. que, no dia 3 do corrente levou ,
da casa n. 29 da rua da Praia, um chapeo trocado o
favor do ir, ou mandar desmanchar a troca na rua
ruado Queimado tejado Sr. Jo3o Baptista Vieira
Ribeiro.
Compras.
~-Gompram-se, para urna encommenda, escravos
de ambos os sexos, prclos e pardos, de 10 a 40 an-
nos de idade: agradando, pagam-se bem: na rua es-
treita do Rozario, primeiro andar, ti. 31.
Gompra-se um moleque de naQflo, de 16 annos,
de bonita gura sem viciosnem achaques; paga-
se bem : na ra da Madrc-de-Heos, n. 9.
Compram-so escravos uj: ambos os sexos: na rua
Nova, loja do ferragens, n. 16, so dir quem com-
n r 8
Compiam-se escravos do ambos os sexos de l'J
a 20 anuos ; sendo do bonitas figuras, pagam-se
bem e alguns ofliciaes de sapateiro na rua da
Concordia passando a pontezinha a ',direita se-
gunda casa terrea.
Compra-se urna escrava parda de pouca idade,
de boa gura, de conducta regular, e que tenha
algumas habilidades ; paga-sebem, no caso de agra-
dar : na rua da Gadeia, loja de fazendas, n. 41.
Compra-se a obra Myterios do Pars : na rua
Direita n. 93.
Compra-se um moleque que soja bom copeiro,
e sem vicios : na rua da Cadeia-Velha, n. 52.
Compram-sc escravos de ambos os sexos (para
urna encommenda): no segundo andar do sobrado
n. 20, no fundos da matriz do Santo-Antonio, por
cima da venda do Celestino.
Gompra-se um moleque de 14 18 annos do
Idade, com ollicio, ou sem elle, de bonita figura, e
sem vicios nem achaques: paga-se bem: quem o
tiver dirija-so casa das aferiedes, a fallar com o ar-
rematante das mesmas.
Vendas.
Vendc-se um moleque peca, de 17 annos, bom
canociro; um lindo negro da Costa, proprio para
armazem de assucar; duas negnnliasde 20annos,
com militas habilidades; urna dita coznhetra; um
moleque de 10 anuos: Indos de bonitas figuras : na
rua Nova, n. 40. .
Vende-sc um chapeo de setim, novo, da ulti-
ma moda, chegado de Lisboa, o qual so mandou va-
nara una scnliora, o como esta se acha de luto nao
pode usar delle e vende por commodo prego : na
travessa do Queimado, venda n. 3.
Vende-so una linda negrinha de naijao, do ida-
de de 9 a 10 annos, pouco mais ou menos, muito
esperta e com principio de costura ; urna dita de 18
a 20 annos, que sabe conzinhar e vender na rua, e
be de boa conducta : ao comprador se dir o motivo
por que se vendem: na rua do Vigario, n. 24.
_ Wtcli Bravo & C. acabam de receber directa-
mente de Paris urna porcflo de frascos da famosa a-
goa hemosttica de Urouhieri, de .^ujas virtudea. o
Jornal do Vommercio do llio j tem tratado emaii-
ferentes artigos niui circuinstanciadamenie. r-sto
singular medicamento he verdaderamente especi-
fico c infallvel no curativo de todas as fondas, se-
jam ellas pelo instrumento corlante jan^
mas de fago, ou provenientes de queimauunis.
Ouaesauer qu sejam os accidentes que as com-
DlSanta lodos elles desapparecenicomsumma fa-
c lado arando a ferida dentro de poucos das sem
s noraco fsem nflamacflo e sem or. A.nda que
haia pe da'do substancia e forimentos das mais con:
I veis artcr.as, como a cartida ou outra, nao,...
a nenia de substancia se recopera, mas a hetnorrha-
iaar erial esta curada dentro do 30 a 40 minutos,
Kerando-seas tnicas da arteria offend.da por
meio de um trabalho orgnico particular. Mo he
menor a eflicacia do mesmo medicamento as ne-
morrhagias internas como sangue pela bocea, ou
proveniente da bexiga, e sobretudo nashemorrha-
gas do tero, que fazem a desesperarlo dos mdi-
cos e otormento dos doentes. .as instruccOes pra-
ticas, que se vendem como remedio, se ver com a
exlensflo necessaria a mancira de applich-lo e os-
casos enuque convm. O preco de cada frasco he de
2,000 rs., edas instruccOes 2,000 rs.Os pretenden-
res dirijam-se rua da Madre-de-Deos, botica, n. 1.
Ycndem-8e pas para filtrar agoa :
na rua da Praia de Santa-Hita, n. i5.
-
"TI-----r


-
^
iflU^
Ven4em-se mocadas Qe ferro para engenbos de as-
mear, para vapor, agoa e beatas, de dler*os tamanho>
por preco commodo ; e Igualmente t.iixas de ferro coado
e batido, de todos oa tamandoa: na praca do Corpo-Sao,
lo, n. 11, en casa de Me. Calmont & Companhla, ou na
ra de Apollo, armazein, n. 6.
Na ra do Crespo, n. 12, toja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos cortos do cambraia para vestidos de
senhora; ditos de bauzulnas, para vestidos : fazon-
da esta milito propria para a ostagUo de invern, por
ser de cores oscuras; uro rico sortiment de mantas
de seda o de seda e ISa para senhora; mantinbas para
meninas a duas patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos goatos e diferentes lmannos; metas de
seda brancas e pretas, para senhora e honieni, as
mais superiores que (eem vindo a esta praga ; pan-
no fino preto e de cores ; alpaca a 800 rs. o cova-
do, e muito fina a 1,600 rs. ; cambraias para cor-
tinados de camas e janollas, assim como franjas pa-
ra os mesmos ; cortes de calcas de casimira france-
za elstica o muito superior, a 5,800 rs. cada corte ;
cortes de cadetes de velludo, gorgurSo, setim e de
fustSo por prego muito barato; panno de linho a
400 rs. a vara ; cobertores para escravos, e outras
muitas fazendas que todas se vcndero por precos
mu i lo baratos.
Na ra da Senzalla-Nova, n. 4i,
contina a haver um completo sortimento
de tai xas de ferro, batido e coado; rao-
endas, e machinisnio de vapor para en-
gonbo.
f Vendem-se superiores chapeos de
JByL.caslor, pretos e brancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
i a, de Jos Joaquim da Silva Maya:
A i 60 ps.
de ; cora decarnaba de primeira sorte : na ra da
Madre-de-Deos, armazem de Vicente Eerreira da
Costa.
- Vende-se, por preco commodo um lindo e
elegante urub-rei, muito novo c manso na ra
da Cruz, n. 26, primeiro andar.
Gaz.
' bonetes de palha Jelastica e pala de lustro
dem-sti nu ra larga do Rozario n. 24
ven-
-- Vende-so aeDgonhoca Hiacho-das-Bess, sita
na freguezia de Nossa-Senhora-do-, do Altinho, da
comarca do Bonito, em Panellas-de-Miranda, por
preco commodo, e vende-se a prazo : trata-se na ra
JJireita, sobrado n. 29.
t^ EM PRIMEIRA MAO', 3
vendem-se caisas com velas de cera do Ro-de-Ja-
nciro e de Lisboa i na ra da Scnzalla, armazem
n. fio.
Vende-se um piano forte, de muito boas vo-
zes: na ra da Cadeia loja de chapeos n. 36.
Laiispcrcnne do I.o/ario.
Vende-se na praca da Independencia livraria ns.
6e8, por mil rs., um livrinho con tendo o novo
Mez do Mara novena da Concedo, e o Lauspere-
nne do Rozario de N. Senhora.
Vende-se cal rirgem em meias barricas chfgada
ltimamente.; calas vasias para assucar ; urna porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas ; ierras grandes para
serrar madeira ; tudopor preco commodo: na ra da
Moeda, armazem n. i?.
A' &SHH) o corte.
Na loja de GuimarSes Serafn & C, confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes do cassa dos padrees mais modernos que teem
vindo a este mercado, e lindos desenhos pelo bara-
to prego de 4,500 rs. cada corte; chapeos de sol, de.
panninho francez a mitacno de seda, com lindo
cabos, a 3,200 rs. cada um.
O verdadeiro
e finissmo panno de linho do Porto, a 800 rs. a
vara, as pecas so de 15 a 16 varas, e estilo se aca-
bando ; lencos de seda carmizim fazenda inteira-
mente nova proprios para algibeira e pescoco a
1,280 rs.; cortes de cassa-chta preta, muito bonitos
padres e muito baratos; e um completo sortimento
de fazendas finas de todas as qualidades: na ra
do Queitnado n. 11, loja nova de Ravmundo Car-
los Lcite.
Vende-se ferro da Sueca ; falla de ("landres;
cobre para forro de navio; dito para caldeireiro, em
porcOes grandes e pequeas : na ra de Apollo, ar-
mazem n. 6.
Vende-se umal casa terrea, com a frente e reta-
guarda de lijlo, eo mais de taipa, sita na ra de
Motocolomh, nos Afogados, por 120,000 res : ella
rende 2,000 rs. por mez, e se da a prazo : trata-se na
ra Direita, n, 29.
-Vende-se urna preta de nagSo, de 26 annos ,
de bonita figura que engonima muito bem cozi-
nha de Torno o rogSo, cose e faz lavarinlo; um mo-
Jeque de nagSo, de 16 annos, de bonita figura, sem
victos hem achaques, e que cozinha o diario de
urna casa : na ra da Concordia, passando a ponte-
zinba., a direita segunda casa terrea, se dir quem
vende. '
Vende-se urna parda de 30 annos, que cose
engomma lava desabito e varrella, cozinha e faz
renda,tudo com perfeca"o, e he propria para o gover-
no domestico de urna casa de familia : em casa de
Manoel Jos Goncalves Braga junto aoarco de S.-
Anionio.
Vende-se urna balanga de conchas e correntes
de lalflo muito fornida c com brago de patente : na
ra estrellado Rozario padaria ao peda botica.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangciras, n. 14, segundo andar: um
mulatinho de elegante ligura sem vi-
cios proprio para pagem ; um preto de
_ 40 annos por 300,000 rs., muito forte
sadio; urna negrinha de 16 annos, de nacSo; urna
dte de 20 annos; urna preta d 36 annos, muito
forte sadja e sem vicios por 330,000 rs.: dous
molecotes de elegantes figuras um com ollicio de
Jlfaiat>: estes dous, escravos vendem-se para" fra
a provincia ou para algum engcoho bastante lon-
88 i imais alguna escravos que eucommendarem.
endom-e chitas limpas, bons -pannose cores
xaa, a sete vinteuao covado, e a pega a 5,300 rs.
algodSozinho muito largo, fino e tapado, a sete vin-
tn a jarda, com pequeo toque de avaria; sarja pre-
ta supenqr, ljmpa, a 1,280 rs.; um Cuarda-livros tno-
d?WR: na ra estreita do "ozaro, n. 10, terceiro
<*- Vende-se almooaga de muito superior qualida-
L'oja de Foao Cliarclon ,
\ leiro-da-l.oa-Visla, n.5.
Nesta loja acba-se um rico sortimento de LAMPEOES
PARA CAZ com seus competentes vidros accendedo-
res c abafadores.
EslCS CaildiCrOS'io os memores e
mais modernos queexlstein boje : recommendam-se ao
publico, tanto pela seguranca e bom costo de sua boa
confreco como pela boa qualidade da luz, economia e
asseiodeseu servleo.
JVa IlICSina ]0J consumidores sem-
pre a din rao um deposito de GAZ de cujo se atiajif a
qualidade, e em porco bastante para consumo.
Casa da F
na na estreila do Kozarjo, n, C.
Neste estabelecimcntoachani-sca venda as cau-
telas da bem acreditada lotera do tbeatro publico
desta cidade, cujas rodas andarSo infallivclmente no
da 2de julho, li quem ou nio bilhetes. A ellas, que
poucas sito.
Vendem-se dous escravos, bons para o servico
de campo ; um dito, bom marinheiro de governo ;
um dito, bom cozinheiro; 4 escravas 2 das quaes
engommam, cosem ecozinham ; urna parda de 20
annos de muito boa figura, que coso, engomma e
faz lodo o maisservgode urna casa; um preto de
meia dado por 250,000 rs., bom para o servico de
urna casa na ra do l'asseio, loja de fazendas ,
n. 19.
Vende-se um banherode madeira, grande e
novo : em Fra-de-Portas, n. 145.
Nao se squccam, freguezes ,
do bara tetro que est torran-
do por pouco dinheiro, na
sua nova loja do Passcio-Pu-
plicp, n. 19,
as seguites fazendas : madapolOes finos a 2,000
2,200 2,400, 3,0000, 4,000, 5,200 e 6,000 rs. : cortes
(Je cambraia a napolitana, a 1,600, 2,000 e 2.400 rs. ;
cambraia branca lisa a2,500rs. a peca; cortes de
chita, a 1,6001g e 2,400 rs. e em covado a 100, 120,
140, 160,180, 200 e 280 rs.; lencos de cambraia para
grvala s 200 e 320 rs. ; ditos para senhora a 320
e400rs.; brinsde quadros e lislras, para caigas, a
800 1,000 e 1,200 rs.; ditos a 360 e 400 rs-; bre-
tanha de puro linho a 800 e 900 rs.; lencos de re-
tro/., da ultima moda de Paris, para senhora a
3,500 rs. ; primor para vestidos, a 320 rs.; lengos
de seda de bonitos padrees ,a 1,440 e 1,600 rs.; me-
tns para jaquelas de todos os padrOes, a 240 rs.,
fazenda esta de inulta dura ; cortes de fustes para
collete a 1,120 rs.; pannos para cima de mesa a
1,600 rs.; chitas para cobertas, de muito lindos pa-
drOes a 160 e 220 rs., e em peca a 6,000 rs.; risca-
dos francezes? a 240 rs., o outras muitas fazendas
que pelo seu diminuto prego nao desagradarflo aos
seus reguezes. Vcnham logo freguezes, antes que
se acabem as pee-hinchas : ao depois nflo briguem
com o baratelro.
Vende-se, para engenho, ou fra da provincia,
ummoleque de 14 anuos: na ra do Nogueira,
n. 19.
-- Vende-se urna preta que cozinha o diario de
urna casa engomma soflrvel e lava de varrella :
na ra do Hospicio, casa terrea nova, com sitio ,
defronte do latnpeflo.
Vende-se ua ra do Crespo, n. 11, Dicciona-
rio portuguez e inglez e inglez porluguez 2 v., por
20,000 rs.; Historia de Inglaterra 1 v., 2,500 rs.;
Novo mestre inglez, 3,000 rs.; Visitas ao SS. Sacra-
mento 1 v., encadernagno dourada por 2,500 rs. ;
Arithmollca de Besout, em bom uso, por 1,000 rs.;
Sintaxe de Dantas, por 800 rs.; c outros muitos li-
vros por barato prego.
Na ra de Agoas-Verdes,
i.. 46,
vende-sc-a escrava Mara crioula, de 22 annos,
sem achaques nem vicios, que engomma com
perfeicio, e he de bonita figura : Cosma moleca de
14de annos, qde cose e faz lavarinlo i Hollina de
13 annos : Francisca, de 11 annos: Mara de nagflo
Rengela boa qutandera, d 23 annos : Rosa ,
crioula de 25 annos, por 200,000 rs. : Bouifacia, da
Costa, para engenho por 220,000 rs ; Faustina ,
ptima escrava : um bonito escravo, de 23 anuos ,
oflicial decarpina : Luiz bonito escravo, de 24 an-
nos paru todo o servigo.
Vendem-se bichos de inassa, de to-
das as qualidades e tamaitos, por bara-
o preco ( por se querer acabar cora os mes
moa): na ra da Cadeia do Hecife, n. 5
- Na propriedade Chacn vende-se
capim para sement, a too ra. a arroba pe-
sada, mandande-se levar casado com-
prador : quem precisar dirjanse mesma
propriedade, a fallar com Jos Francisco
Carneiro Monteiro.
No sobrado n. 8, na ra larga do Rozario, ao
pedos quarteis vendem-sephosphoros, muito ba-
ratos, quem comprar de duas libras para cima se
ensinara perfeilamente a fezer mechas de tirar
rogo.
'SBDUBJJ
oHjas sbjjsouib sy l\ ubaou
eb| "ooiiqnj-odssBj ou 3 '} *u
'dsajfj.op boi bu 'H *l *f op
-jBoiy ap b|oj bu : ouisaiu uiissc
' sopoi BJcd anSaqa bu anb Jas
apod 'ogijod Bfasaub epate siod
'aiaqcDB as anb sajUB'tuB.uoouo^
sj OO05 B c3(^ B8 <0PBAOC)0 SJ
q^j .b sazaauBjj saojpad assx
y oiiniu saioo souy opniu sou
-uBd Bisa >8BpBqB0B '0BJ3A as
su tiiiI nauuu anb SBuy SB,iq[)
ofsj o^I ^opeA
-oo o oi 911b uiaqio
Vende-se'um sitio no lugar dos Afogados,
com proporgoes para grande vivero, ja tendo um
principiado : no pateo do Tergo, n. 9.
Vende-se tima parda moga prendada na ra
largado Rozario, n. 46, primeiro andar, se dir
quem vende.
Vende-se, por preco muito commo-
do, por seu dono querer largar, urna canoa
grande de conducir agoa, e com pouco uso;
urna dita mais pequea, usada ; urna dita
grande, aberta, propqa para aterro?, on
para o trafico de otarias, por carregar um
milheiro de alvenaria de cada vez ; os pre-
tendentes n3o deixarao de fazer negocio,
vista dos objetos cima de clarados : na
ra de Sanzalla-Nova, venda de Jos Fe-
reira se dir quem vende.
as mais superiores que he possivcl,tanto parajhomem
como pora senhora muito novas ; bem como de se-
da, de todas as qualidades : na ra larga do Rozario,
n. 4
Vendem-se podras de amolar da melhor qua-
lidade que teem vindo do rio de S.-Francisco a
rctal.bo e em porges dar-se-lilo por prego com-
modo : na ruada Praia, armazem n. 18.
Vende-se sal de Lisboa fino e alvo, a 1,600
rs. o alqueire da medida vclha e sendo porgSo se
dar por menos: ua ra da Praia, n. 18, aonde tam-
bem se vendem pipas com ago'ardcnle.
kIUia do Oucimado, n. 10,(
nova loja dcsirgueiro.
Urna
vende uniformes militar/s, para to-
das as patentes de legilo cavallaria e
infamara da guarda nacional; galoes
de ouro e prata ; chapeos nverniza-
dos para pagens.
Vende-so farnha de Trieste, e da;
verdadeira marca SSSF, do ultimo carre-
gamento chegado a esta praca, muito no-
va e freseal: no armazein por detrs do
tbeatro, de Joaquim Lopes de Almeida.'
Atteneao.
Na roa do Crespo, loja n. \%
de los floaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, e mais modernos que teem vindo a esta
praga; assim como se vendem chapeos de seda e de
palhinha para meninasde dous a 12 anuos; toacas pa-
ra criangas, de muito lindos gostos. Tudo chegado
del-'ranga pelo ultimo navio, o por milito commodo
prego.
-- Vende-se um trancelim com passador e cor-
rente para relogio, um alfenete de peto com dia-
mante, um botao de abertura e um annelilo : tudo
de bom. puro e por prego commodo : na ra do
Queitnado, n. 57.
Vendem-se 8 escvvos, sendo : umo parda de
18 annos; <4 pretas de 20 a 30 annos, de bonitas fi-
guras, e cqui habilidades; 2 ditas de 35 annos
cozinheiras ; um molequo do 17 annos : todos sem
vicios nem achaques; no pateo da Matriz do S.-An-
lonio sobrado n. 4.
Ven,dero-se: superiores queijos Iondrinos e pre-
suntos ingleies muito frescos; latas de seidlitz
tanto grandes como pequeas : na ra do Trapiche'
n.44.
Vende-se urna carro de 4 rodas, fefto de encom-
menda nos Estados-Unidos, com muito pouco uso
todo patente, e que arma a caleche e a faetonte, pa-
ra um e 2 cavados : trata-se na cocheira do Augus-
to na ra Nova onde se podara examinar.
Vende-se um plano de armario que precisa de
algum concert, ou tambem troca-se por outro
sendo inglez, horizontal, com pouco uso, de boas
vozes, e estando perfeito : no Aterro-da-Boa-Vista ,
n. 37 terceiro andar. Na mesma casa precisa-s
alugar um sobrado de dous andares sendo no racis-
mo Aterro.
0 NQVO BARATEIRO DA RA'NOVA.
Tinoco & Rocha vendem seda lavrada com uni
Eequenotoquedemfo,a 6Q0 rs. e'covado ; sarja
ranea lavrada com strasassetinadas, a 1,280 rs.
o covado ; riscadinhos francezos, a 220 rs. o cova-
do ; riscadinhos de lindissimos padrOes e cor segu-
ra a 290 rt. : tambem avisam aos seus freguezes,
que.recdneram novo sortimento de chitas det20e
180 rs. ,e tambem vendem por 160 rs. chitas escu-
ras de cor segura ; madapoiSo largo e soffrivel, a
160 rs., alm de um completo e variado sortimento
que sompre teem em sua loja da ra Nova n. 26.
O Elixir Tnico de M,r. Dr. Guilli,
anunciado nos Diarios, como muito espe-
cifico,se aclta tambem na botica de Bartho-
lomeo Francisco de Souza, por Ihe ter
vindo de Franca : quem delle precisar,
pode procurar que o achara doproprio
autor.
JVende-se arroz branco, tanto em saccas conio
cm alqueire da medida vclha ; dito vermelho ; dito
com casca ; farinha de mandioca muito nova ; sal
do Ass, tantom po'rcff como a rctalho : tudo por
barato prego : na ra da Praia, venda n. 39. Na mes-
ma venda compra-sc urna mesa de jantar, de abas
de cahir, usada.
Vnde-se um negro pe?a, de t8 a
so annos, de mu elegante (gura ; assim
como urna mulata da mesma idade, com
habilidades que se diro ao comprador; c
otitra com urna cria de um anuo,pouco mais
ou menos \ um mulatinho de 7 para 8
annos, muito proprio para andar com me-
ninos em casa : na ra da Cadeia do bairru
de S.-Antonio, n. a5.
'
Escravos Fgidos.
Em 16 de maio passado, fugio de bordo do pa-
tacho nacional Esperanza um preto, de nomo Da-
miSo, gento do Cambinda, escravo do fallecido An-
tonio Raymuodo Franco de Sa, com os signaes se-
guites: bem retinto, cara riscada, estatura bai-
xa e falla muito bussal; quem o aporehender, leve-o
a casa de Manoel Joaquim Ramos e Silva, na ra da
Cadeia do Recife, n. 38, que ser bem recompensado.
Fugio, no da 7 do corrale, um
moleque de nome Antonio, porm s res-
ponde (.]tiaudo se o chama por Fulaf que
tem nariz grande e cliato, licitosgrossos,
falla muito gaga, pouca barba ; representa
ter de ao a a3 annos de idade ; tem um
dos dedos do p sem caheca, cara redonda,
estatura baixa ; he grosso do corpo ; tem
urna carnosidade em urna das orelhas ; le-
vou vestido camisa e calca de algodSo da
matta. Hoga-se s autoridades policiaes
e pessoas particulares o favor de o apprc-
henderem, e remetterem roa de San-
Francisco, no primeiro andar do sobrado
n. i3, junto ao thcatro velho, que se pa-
garSo asdespezasque tiverem fetto, c se
recompensar generosamente.
Tem boa gratificacilo
3uem leva r ra Direita sobrado n. 29 da viuva
e Rurgos & I'ilhos, os seus 3 escravos seguinlvs,
que fugiram a 24 para 25 do passado do lugar de
Api pucos, ondese ucliavam trabalhando : Caetano,
crioulo ; representa 45 annos, cor fula, estatura re-
gular, cheio do corpo.cara larga olhos aperlados; he
muito serio, levou a mulher, Ignacia, parda que p-
reco cabocla ; representa 40 annos; temps cabellos
alguma cousa crespos, pannos oscuros no rosto,olhos
fundos, est magra ; costuma sempre andar de ca-
begao e saia de chita sobre os hombros, chales, ou
panuo da Costa ; levaj-am um filho cabra .bonito,
de idade de<8 mezes; elles levaram surrSo.ou trouxa
do roupa, em que levavam urna rede; ha toda proba-
bilidade que seguiram para o Apod y da provin-
cia do Rio-Grande-do-Norte d'oiidc sao naturaes;
tendo sido o marid escravo de Leandro Bandeira de
Moura, boje assistente em S.-Anliio, e a mulher, es-
crava de Antonio Januario da Rocha, que, ha pouco,
parti para o Rio-Grande: quem os pegar, conta-
r com grande recompensa levndoos ao dito so-
brado.
Fugio, no dia 25 do passado de Tiriry trras
de Algodoacs, um pardo, de nome Faustino, de 30
annos pouco maisou menos ,-secco, estatura regu-
lar rosto comprido, cabellos encarapinhados, pou-
ca barba ; desconfia-sn ter ido par Pa]ah-de-Flo-
res, donde vcio para aqu ser vendido: quem o pe-
far leve a seu senlior, Gaspar da Silva Freg, n ra
ella, n. 40, que receber alvgaras.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, de San-Thomc, estatura baiiii
rosto redondo esem barba, com feridasnas perno,
vestido com camisa e caiga azul e barrete inglez.
Este escravo pertence a Joflo Jos Pereira do Azera,
do Rio-d-Janeiro. Quem o appreliender, qeira le-
va-lo rua-da Cruz n. 66, sasa de Gaudino Agosti-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
PEBN. : NA TYP. DEM. F. D FARIA. 1947*
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