Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08438


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Full Text

Anno de 1847.
Quiuta-feiip 10
nuRIO publica-se todo os di, que nao
de RuVrd, o proco da .gustar, h. de
"* Uiatitrtel, pagos adianlados. Os an-
"00. "'. .Mnnta s inseridos rsso de
e.os d *, em lTpo difTereirte, as
M-.P.or,'n,, euHe. Os que no forem ajsR-
r*P!"^..r5o 80 r. por linba,. e 160 em typo
PHASES DA LA NO MEZ DE JONHO.
o I hora e 40 min. da manhSa.
MinRo.oie, aj (0 hmis e J2 mjn da |ard<
'"" te alo, 5 hont ,0 mia- d' Urd-
PARTIDA DOS CORREIOS.
(oiannae Paralivba, a' segundasesextas felrts.
Uio-Grande-dn-Norte quinta feiras omeio-di.
Cabo, Serinhem, Rio-Formoso, Porto-Calvo e
Mcela, no l., n e 11 dcada mei.
Garanliunse Bonito, a' 10 e 21.
Boa-Vista e Flore, a II e 18.
Victoria, as quinta (eirai.
Oliuda, todo os dia.
PREAMAil DE HOJE.
Primelra, i 2 horas 0 minuto da Urde.
Segunda, 2 llora JO minuto da maula.
de Jiinho.
Anno XXIII.
N. M8.
das da semana.
7 Segunda. S. Roberto. Aud. do J. dos or-
phios, doJ.doc. da?r. edoJ. M. da : T.
8 Terca. S. Salnsliano. Aud. do J. do civ. da
I. r. e do i. de pal do 2 dist. de t.
9 Quarta. S.' Prinro. Aud. do ). do civ. 2 v.
e do J. de paz do 2 dist.de t.
10 Quinta. S. Margarlda. Aud. do J. deorph.
e do J. municipal da I. rara.
11 Sexta, iffiff O S3. Coraco de Jess. S. Bar-
nabe
12 Sablwdo. S. Onofre ; Aud. do J- do Clf.
da 1. t. e do J. de pal do I dit. de t.
13 Domingo. S. Antonio.
CAMBIOS NO DA DB HIHO.
Cambio sobre Londre a 27 d. por l>r. a 0 d .
Paris I40 rs. por franco.
Lisboa 106 de premio.
Desc. de leltras de boa firmas 3/ Va 0 m*x.-
Oro-Oiic.sbespanholes....28&oe a i9f"KO
Moedas de flf 100 velli. lefWO
de 81100 nov.. 161200 a I6|IOO
. de4|00O..... 9O0O a #lOO
Prnla Patacoe.......... l|90 a l|V7
Pesos columnares... 1*960 a lf!80
a Ditos mexicano.... i|760
Miuda............. 11920 a II-
Acedesdacomp.do UeberibedeMf 000 rs.ao pr
PERNAMBUCO
,'_^t*\- i ys. ','
INTERIOR.
PARLAMENTO BlUSILElRO.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS-
SESSAO Di 1S DE KAIO DE 1 DISCfSSAO SOBRB A M0DIF1CACAO B RORGA.NISA(:Xo DO
MINISTERIO DB 2 DB IIAIO.
( Continuafai do numero antecedente. )
O Sr. Ilebovca: Eu voto pelo requerlinento, eja na
hvpothese do Ilustre autor delle, seja na hypothcse con-
traria : o resultado do reqneritncnlo nao dever deixar
de er conveniente. Na hypothesc amrmativa do reque-
rinienlo, ser muito bom saberse o que he tao coinino-
> 'jo aos individuo, nao o poder ser causa publica,
coin economa e vantagem delta. Slm, se os juizes de
direito e municlpaes podein a seu comuiodo deixar de
lervlr os lugares em que se achain prvidos, passando
csteB a ser exerddos por pessoas nao habilitadas para
exerc-los naconfonnidade da le: talvez seja conveni-
ente que esses inesmo qne o excrcerem para commn-
dldade particular do juizes municlpaes ede direito de-
vam servi-los por conveniencia e economa publica. No
caso contrario, rectificando-se a ideia, licatr a cmara
convencida deque ogoverno tem procedido em confor-
midade das le existentes, e que, se ella nao sao boas,
cuinpie tratar da sua reforma. Els-aqui os fundamentos
em que me estabeleco votando pelo requerimento.
Sahindo, porm da oidein, como todos os illustres
preopinantes tcem feito, dfrei alguina cousa sobre a po-l
litica geral. Tenho repetidas vezes ouvido nesta casa,
que os ministerio devem ser parliriehtannente orga-
nisados. Ora, parlamentarmente organisado, a exemplo
dos outros paizes cultos no systema representativo, he
que os ministerios se formem das preeminencias das c-
maras do parlamento. Como se conhecem estas prec-
mineucias do parlamento ? Mediante as discusscs. Co-
mo se deinonstram mediante as discussdes ? Apresen-
tando ineios Idneos para verificar o bem da nacao, a-
quillo de que ella na actualidade carece de direito na-
cional e de direito internacional. Temos nos visto isto ?
Em qualqner das discusscs que teem lido lugar nesta
casa sobre quaesquer dos projectos aqui offereoidos de
natureza vital para o paiz, que tenham relacao aos pal-
ies estrangeiros, coin os quaes estamos em contacto so-
bre niuitos negocios importantes, jase marfrfe.'.t.iu nes-
ta casa um Indo que dlssessc em contraste coin a ad-
ministraco ministerial existente, nos fareino* me-
llior nos farcinos inellior por este, este, e este mel
e modo ? Entao he que o pal apreciando a's duas
optnies que assim se contrastan!, nianifesta-se cm fa-
vor da conservado do actual gabinete, ou se decide em
favor dos aspirantes a succed-los, ua confianca de que
riles ao timao do estado verifiquem elflcaznifnle suas
vistas benficas e reformadoras, sempre conducente-
mente oo bem da patria. Mas isto nao temos nos visto.
llesmo a rc9peito dos ditt'erentes tpicos aqu trazidos
em resenha, coin referencia falla do ibrouo, aos re-
latorios dos ministros actuaes, principalmente no que
ifspeita no direito internacional, porventura jalgttem
se pronunciou de inaneira a poder-sc dizer : aqui es-
tao os liomens dignos def"airigir os negocios nacionaes t
mii rii.-icimiurs, rfc desvanecer o estado critico de nus-
sas cousas? Anda nao vi isto. Como, poi, formar-se
um ministerio parlamentar ? Nao sequer utn ministe-
rio parlamentar, seno Individual nem pode deixar de
assim ser, emquauto assim formo vvendo, ate que ,
conscios de uossos verdadeiros iuteresses, por lrca de
imperiosas e insiirmontivels circumstancias, cliegue-
nos pralica dee methodo real e verdadeiro.
Ouvl daquclla lado e desfoutro que o ex-miiiistro da
1.1/.nila tiulia maorla nesta Casa, e que apenas era >-
lerado e accrescentou-se que elle no senado dssera
xjue, se a le i do orcamento passasse com emendas, seria
aqu rejeitada. Scnhores, que mudanca houve ? Que
un (irreu de novo que podesse fundamentar seinelliante
supposifSo ? O que eu vi com intensa diir de ininlia al-
ma to que a esse ministro nao se concedeu una dicta-
tura envfinancas, porque dictadura suppde urna liinita-
cSo do lempo c exercicio do illimitado poder e autori-
dade; concedeu-se-llie um poder absoluto em linancas,
sem nenhum lmite, sem reserva alguma Cuido que
nao se poda, nem se pode dar mais! Esse ministro, pola,
aahio do poder porque qulz.
Voto pelo requeriiiienlo. .
O Sr. Nunti Machado: Sr. presidente,parece-meque
a investigaco da causa do nobre ex-mlnistro da fazen-
da, que reslgnou o poder, nao vem nesta conjunctoraa
proposito, nem he disto que a cmara deve tratar. Se o
nobre ex-minlstro correspoudeu expectativa da c-
mara, ae satislez cssa coulianca a que alludem algn
nobre depulados, he questau para urna oulra occasioo;
nos nao tratamos agora de ajusur sonta coin esseTnem-
bro do gabinete de malo. A questao, scnhores, he que'
se deu uinfacto importante no paiz, a retirada de um
inembro do gabinete, que era tldoe aceito como o che-
fe delle, que cobria com o scu noiue ou com a coadju-
vaco dos seus amigos alguns membros desse gabi-
nete.... .
O Sr. Ministro da Guerra : Est engaado.
O Sr. Nunes Hachado : .... que cobria coin o teu no-
ine, quesustentava com o voto de seus amigo alguns
membros desse gabinete.. .
O Sr. Franca Ltite : Apoiado .'
O Sr. JVune Machado : Portanto, Sr. presidente, a
sabida desse nobre ex-ministro deverla por sem duvida
ter muito influido sobre a sorte daquelles coinpaiihei-
ros, que, nao o imitando em una questao tao grave, se
coniervarain no poder ; e cssa influencia anda mal re-
salta da necessidade de completar-sr, de organiaar-sc &
gabinete.
Aquelles taphores que argumentan) contra estes re-
celos, contefitando-se com a ficada da maioria d ini-
pisterio, apegam-se umarasio toda material, e que
nao pdc safaei nem indicar a cor actual do minis-
terio, pois nao he a primelra vez que a entrada de um
shomem uogoverno lein modicado a opinlao da mai-
oria desse gabinete (apoiadei). Pouco nos Importa, pola,
saber se ficaram dous, tres ou quatro ministros, verda-
deira maioria do outro gabinete ; a questao he pesar a
importancia'do novo ministro, e avaliar ascircumsian-
cias que o levarain ao ministerio. He desta apreciacao
que nos poderemos conhecer se porveotura a entrada
le, sabe apenas do faci da retirada do chefe do gabi-
nete, oque torna esse aoonteclinento iiiipovtantissiino ;
mas at hoje a cmara e o paiz dcsconhcccm o motivo
politico que trouxe semelhaote resultado, e anda me-
nos se conhece o meto e as condicOes com que so casou
coin o membros que flearam o novo ministro. A cma-
ra acabou de ouvir o nobre ministro da guerra confes-
sar, com a ingenuidade c frasknueza que Ihe sao pro-
prias, que anda nao tinha entrado em conferencia com
o novo membro do gabinete....
O Sr. Ministro da Guerra : A respeito do que se n-
terpellava.
O Sr. Nunes Machado : Sr. presidente, se me he li-
cito usar de urna expreisao muito vulgar, se pelos do-
mingos se conhecem os dias santos, por esta ingenua de-
claracao do nobre ministro da guerra, eu devo ohegar
cnnviccaodeque, no smente a este respeito, como so-
bre toaos os outro assumptos do gabinete, o nobre mi-
nistro nao teve lempo de conferenciar com o novo mem-
bro do gabinete, a quem apenas vio bou tem tarde na
occasiao em que Ihe levou o decreto de sua nomcaco
para ministro! Se nao se pode negar que questdes de
alta montase disputara no paiz, que Inleresses extraor-
dinarios es tao comproinettidos, e ontros pendentes, o
nobre ministro nao poderla tratar desses objectos de re-
pente com esse seu companhelro, nem este poderla dar-
ihe urna decisao definitiva que podesse por o nobre mi-
nistro habilitado para affirmar no parlamento,que o go-
verno estava unisono com esse novo membro. Portan-
to, senbores, a verdade he aquillo que escapou inge-
nuidade do nobre ministro anda nao iiveram confe-
rencias !
Mas, Sr. presidente, dou nobre depulados parece-
ram esaranliar que entre os bancos onde outr'ora appa-
receram vozes em defesa do ministerio, hoje apparecam
voies contrarias. Que pouca conta em que teem os noli res
disputados' o teinpo Que epigraimna ? Nao se fe cousa
alguna cm todo o tempo de oito mezes,que decorreram
da sessao passada at a abertura da actual sessao Que
pouco que di Itere iiei.un OS nobresdeputados as e i i cu ins-
tancias de se dar ao gabinete um voto de confianca, e a
necessidade c dever mesmo de examinar se este voto de
confianca foi satiifcito! Podia a cmara, Sr. presiden-
te, levada ou por consideraces de respeito individual
desse ministro, ou de alguns ministros, honrar todo o
gabinete com urna lei de confianca ; mas por iss esta-
r fra da aleada da cmara examinar se esta le foi exe-
culada tal qual o desrjra a cmara? Certamen te que
nao. Como, pois. estranhar-se que os depulados que con-
cedern! ao governo na sessao do anno passado um voto
de confianca, hoje, que pelos facto teem oonhecido que
a sUa expectativa nao foi satisfeila, se lcvantem emop-
posicao 7 Creio que nao ha nada mais trivial, principio
mais corrente no systema representativo ; be una das
llieses da constituico do imperio, que nos iinpOe a o-
brigacao de examinar annualinente a conducta polilica
e administrativa do governo. Se os nobre membros do
actual gabinete se dflo cont continuacao do mesmo ga-
binete; se este gabinete nao.se pode suppor dormindo
desde o anno passado at hoje, existem m ni tos facto, r
estes Tactos dcvein ser examinados por nos, como ja
teem sido examinados pelo paiz.
Um nobre depulado pela Parahyba apresentou alguns
argumentos, para provar que o governo ou nao tem se-
guido exactamente essa tal poltica da concihacao, ou
tem delxado-de satlsfazer a poltica da cmara; lembrou
o procedimenlo do governo armando empregados infe-
riores contra uperlores. O nobre ministro da guerra pa-
recen pedir factos Senhores, nesta questao >u me rc-
firo oonscicncia do nobre ministro. O nobte ministro
sabe que cm algumas provincia do brasil existeinein-
piegados subalternos que se tcem apresentado, ja nao
digo com desmarcada desobediencia, mas com inaudito
atrevimiento, com arrojada rebelda, procurando cntra-
var acintemente a accio de seus superiores. Repito, re-
nre-nie, louvo-me na consci'encia do nobre ministro da
guerra ...
0 Sr. Ministro da Gusrra : Peco a declarado de um
(acto.
O Sr. Nunes Machado : Refiro-ine, Sr. presidente,
ao aviso do nobre ministro da guerra, mandando repre-
hender ao actual comniandanle das armas de Pernam-
buco, pelo'seu daaregrado procedimento em apreseniar-
ein opposicao despeitosa aos actos do presidente da
provincia. ,
Senbores, nao he lmente isto; ee deconchavo d
oplnlei, essa divergencia de seutlinentos, essa desbar-'
uiona incnmprehensivel, daqual nSo podia resultar si-
nfio graves Inconvcnienfcts para o servico publico, appa-
recia, dava-se entre os proprio actos do gabinete {apoia-
Peca a cmara os avisos do nobre ministro da guerra;
peca os avisos do nobre ministro do Imperio, e acamara
pasmar que no mesmo crrelo, que no ihesuio aviso,
que no mesmo papel eih que se louvava conducta do
nobre presidente de Pernainbuco, nesse mesmo aviso
foe elle com desusada Talla de dellcadeta estranhado .
Pareca que o nobre ministro da guerra coniprchendia
de um modo as conveniencias do servico publico, que,
militar como he, conhecia a necessidade de chamar t-
seus deveres um militar que desregradamente se oppu-
oha s ordensdeseu superiorjjwim miUlar que estava
collocado testada frya armaSa. O nobre ministro pa-
reca coinprehender melhor as convenienci do servico
publico, qiiando fior esta maneirn procurava dar toda a
frca moralaumadminislradordc provincia, que, con-
tando sioente com os recurso da lei, e rnente apoia-
do pela lrca de grande opinio publica, encontrando
na marcha do scu governo todos os tropecos, conseguio,
gracas Divina Providencia que o tem ajudado, levar a
mlnhaprovlnciaao estado do projperidade deque est
gozando (apaiados). ..
O Sr. Munis Tavam : Nao apoiado! Peco a pala-
vra.
0 Sr. Nunes Machado : Sr. presidente, eu me feli-
cito neste momento pelo nao apoiado do nobre debuta-
do, porque elle ir deixar esta guerra de emboscada (a-
poiados), esta guerra de mexcrlcoa, para se aprcseniar
em campo franco a couteiur frente a frente comnosco.
Ue aqui, senhores, que os representante do pal devem,
com o acatameoto que devem ao Sr. presidente, c-
mara c ao publico, ventilar o factos, examinar a con-
ducta publica de cada um dos funecionarios que coan-
pOem o governo do paiz....
O Sr. Wanderlty : A' questSo.
O Sr. Nunes Machado : Vou a ella.
Duda u que a divergencia, a desbarmonia ejislia no
salo mesmo do gabinete, porque o nobre ministro da
suerra eloniavaao presidente de Pemambuco.a quem i
i >. -_.i.i _.u>a.. _>1n nnntiarln cent
pria de um ministro da tfara. Portanto, nao se pode es
Iranhar cmara, quando, ouvindo o nobre ministro da
guerra declarar com toda a ingenuidade nao ter confe-
renciado com seu novo companhelro sobre negocios im-
portantes, procura saber qual he a poltica que porven-
tura seguir o ministerio modificadu.
Sr. presidente, anda ha urna proposlcao enigmtica
do nobre ministro da guerra. Dissc o nobre ministro que
j se qualificou o ministerio com sua poltica, pelo facto
de existir desde o anno passado. Eu, aproveilando-mc
das palavras do nobre ministro, o considerarei como en-
carnacao do ministerio de 2 de fevereiro; mas os factos
lesde o anno passado para c esto em concordancia
do ministerio de 2 de fevereiro ? Nao de
coma poltica i__ .
re to. Senhores, quem ignora o estado do pal ? Nao es-
capou ha poneos dias ingenuidade do nobre ministro
da guerra, quando se discuta a lei do rccrutamcnlo, a
proposicao de que elle deveria ser armado ooin meos
suHicietes, pois que eramos ameacados ?Quem leu nos
jornaes una quasi declaraco de guerra da parle do mi-
nistro inglez ; quem vio posta margem a dgnidade do
paiz sem immediatamente appa'rccer ao menos um hu-
milde protesto, pode ser ettranhado por examinar a con-
ducta do governo, por perguntar qual he a cor poltica
do gabinete que neslas circunstancias se subjeila urna
odlficaco ?
O nobre ministro di que concordou com seu compa-
nhelro; e aceitn elle toda a responsabllidade?..
O Sr. Ministrada Guerra : Aceilou.
O Sr. Nunes Machado: Ah Sr. ministro, que nao
esteja aqui esse seu companhelro para retorquir-lhe
com uina expressao, que se usava amigamente as es-
colas, dislingo. Por ora, como ainda nao ouvi a esse no-
bre ministro, como o simples facto da sua entrada para
o ministerio nSo explica que elle tenha tomado sobre
eu hombros responder por todas estai causas perdi-
das...
O Sr. Ministro da Guerra i Ninguem responde por
factos alheios.
O A'r. .Viinei Machado : Tome nota a cmara, nin-
guem responde por factos alheios '. He isto dito pelo nobre
ministro da guerra, que ainda boje nos affirmou que o
ministerio era parlamentar, que o ministerio era o mes-
mo; entretanto que nao quer osrrcgarcom a responsa-
bllidade dos actos de seus companhelros. Scnhures, es
mais uina rasao para provar que os nobres ministros
uno fizeram sendo completar-sc numricamente; as con-
ferencias, acredito, anda hao.de principiar uoje.
Eu deixo de responder ao nobre deputado pela Babia,
quando trouxe casa um facto, porque espero que o
nobre ministro que se declarou encarnacSo do2de feve-
reiro, o explique, o facto denm chefe de polica cm di-
vergencia coin o presidente da provincia, c ter-se. o ga-
binete decidido pela conservacao do chefe de polica c
demino do presidente. O documentos sobre os factos,
que motivaran! o desfecho desta questao, devem estar no
gabinete; elle que os examine. O dito do nobre minis-
tro, m'ngum responde por factos alheios, he una Uboa de
salvacao, a bola que elle ha de traier sempre debaixo
do braco para poder navegar nesse mar insondavel de
difflculdadcs de que est rodeado. O nobre ministro ha
de se adiar boiando cm mil difliculdades; he bom dizer:
este facto nao he mea, he de outro, ninguem res-
ponde por factos alheios!
Disse-se que aqui se votava pelo que o ministro da la-
zenda quera...
O Sr. IMoucas d um aparte que nao ouvimos.
O Sr. .Vimei ofarnado : Mas o que fazeis vos quan-
do confiis ao vosso proposto os vossos negocios? Pas-
sados lempos, nao o chamis a conta ? Pois porque vo-
tasseis laes les, estis dispensado de examinar qual foi a
' Nao votou a cmara a lei mais imporlan-
lei de
'^^^^^^"tt^^oi^;^^^ oksjSdo imperio, n.u.to pelo confie..censura
niel, nTpolSlica do ministerio. V. Exc, Sr. presiden-lcom Injustica.de um modo.com urnal.ngoageui impro-
sua cxccucao
fin?
te que pode baverno systema representativo, a b
eleicoes ? Querero nobre deputado, que nao entr
ueste exame, quando vemos o governo eslender esta lei
a martelo ? '
A cmara voto esta lei, que se pode considerar a vi-
da do systema representativo. Una discussao prolonga-
da, regular, instructiva precedeu votacao dessa le ;
nao houve quem ignorasse qual era o genuino pensa-
mento do corpo legislativo; porm com esses imniensos
avisos, decretos, e nao sci mais oque do nobre ministro
do imperio, pde-se dizer que subsiste o pensainenlo
genuino da lei ? Pdc-se dizer isto, quando o nobre mi-
nistro se considerou autorisado para revogar arligos
expresaos, positivos ? Quando o nobre ministro entendeu
Suena restricta altribuicao de explicar o modo pratico
| execucao da le estava incluida a autorisayao de am-
pliar o sentido n'uma parte, e rcstringi-lo em outra ? lie
Isto questao de pouca monta? Quando mesmo o go-
verno se apresentasse todo unido, nao deveriamos an-
tes de manifestar a continuado da nossa confianca, rc-
ceb-lo cain este exame ? Como, pois, estranhar-sc a
cmara por querer saber que poltica deveapoiar/ Por
Suercrsabersco gabinete armado com todos os votos
e confianca a que alludio o nobre deputado, cumpli
exactamente com seus deveres, salisfez os desejos da c-
mara quando Ihe deu votos ?
Sr. presidente, quem pensa seriamente sobre o esta-
do do nosso paiz, quem como todos os Srs. dejiulados
sinceramente deseja a prosperidade de sua patria, nao
dr quando olha para a
que nao podein escapar perspicacia esabedoria da c-
mara, nao se es,tranhar a anxifldade com que cada um
de nos se aprsenla dcspjoso de saber que poltica diri-
ge hoje o ministerio, em que foi modificada essa polti-
ca ; seheposi.ivel acreditar que um cidado, que tem
urna posicio no paii, entrasse como um automato para
fazer parte de um ministerio enredado no meio de to
grandes difflculdades, um ministerio que tem de dar
conta i cmara dos votos de confianca a que aliadlo o .
nobre deputado.
O Sr. Sanio. Brrelo (ministro da guerra): ~ Parece-
iiip que muitas das questfles. que se teem suscitado, sao
mais proprias da discussao da resposta i falla do throno.
Sr. presidente, eu rceonhee.o o direito da cmara de ln-
terpellar os membros do ministerio em todas as ques-
tes relativas i poltica e administrado, porm eu nao
podia esperar tanta acrimonia por occasiao de um facto
ordinario, como he a retirada de um ministro porque
nao Ihe convelo contiuuar na adniinistracao, e a entrada
de outro, conhecidaniente hbil, da confianca da corda
e de seus collegas, e que na poca critica, em que se
aehava a provincia das Alagoas, foi escolliido e mandado
cm rasao de seu espirito conciliador, c de ptimas qua-
lidades e saber, para presidir aquella provincia, onde
fe/ importantes servicos. Donde nascer ludo isto? Es-
tou certamente admirado Senhores, qnantas vezes nao
se teem modificado os nosso ministerios? He cousa tio
natural que nao esperava que dsse lugar a toda essa dis-
cussao.....
OSr. VuneiJfaenado: He o nobre ministro que diz
que Isto he indift'erente, ordinario. Nao sou eu.
O Sr. Santos Uarrelo (ministro da guerra): Agora he
3uc percebo a rasao porquefallou na ninhalngenuida-
e; porm passemos outra cousa. O nobre deputado
pela Parahyba diise que este ministerio declarou nesta
casa, que era o continuador da poltica do de 2 de feve-
reiro. e que era conciliador, c acerescentou: Como tem
elle sido continuador da poltica de 2 de fevereiro, como
tem elle sido conoiliador? E para provar que nem urna
nem outra cousa tinha sido, apresentou a conservacao
de empregados subalternos que estavam em opposicao
com as autoridades primarias; por exemplo. a conserva-
cao de subdelegados em opposicao a chefes de polica,
a de chefes de polica.....
O Sr. Franca hite: Eu n5o dissc tal.
O Sr. Ministro do erra: Eu vou percorrendo a es-
cala a de chefes de pollcia, e juizes municlpaes e de di-
reito cm opposicao aos presidentes: einfim a desnarmo-
' na entre as autoridades secundarias e as autoridades
primarias. Assim, scnhores, oque se entenderla pela
poltica de conciliacao? Seria porventura dividir a na-
cao em duas secces, edizerauma: vos reprobos, vos
vencidos..... ,
O Sr. Franfa I.rile: Peco a palavra para responder.
OSr. Ministro da Guerra: .....vos, ilotas, estis no in-
ferno de Dante.....
O Sr: Franca Leilt: Eu responder!.
OSr. Ministro daGusrra: ....... nao ha esperanca
para vos. A cmara e o paiz nao querero urna tal po-
ltica.
Muitos Senhores do apartes.
OSr. Presidente: Atlcncao.
OSr. Ministro da Guerra: Vamos adlante. Quando
nossos adversarios politicos estavam no poder, o que dl-
ziainos nos? Nos clainavamos : somos tratados como
vencidos somos ilotas, Jtc. Nnte-se que elles nao tl-
nliain proclamado como nos a conciliacao : elles seguam
o principio = ou nos ou vos = ; porm nos que nao di-
zemos: = ou nos ou vos, devenios ser coherentes com
os nossos principios ; devenios ser conciliadores.
Scnhores, onde cstao os presidentes que se tenham
mudado porque pertcuceni polillcadominante?
U Sr. Franca Lsite: Eu o mostrare!.
O Sr. tarros Pimentel: De se nomear gente da op-
posicao para o Rio-Crande-do-Sul.
O A'r. Ministro da Guerra': Se nos continuarmos na
admfnistraco com o programmacom que nos apresen-
tamos nesta casa em niaio do anno passado, nao podere-
mos deixar da seguir a marcha que temos encelado, e
que convm ao paiz.
O Sr. Lopes Netlo: Vamos aos facto.
OSr Ministrada Guerra: Ninguem pode estar mais
o feito do programnia e dos factos do que o nobre depu-
se dcmlttam todos
pdc deixar de sentir alguma dr .
actualidade De-iuc a mim exprimir de certo modo;
tudo se decide ex absurdo! Quando eu pela primelra vez,
matulo l dos meus sertfles, assentei-me nesta casa, e
que tive dever um ministro em frente da cmara, hquei
chelo de pezar, nunca \\ posicao tao alUictiva Qual
seria o ministro que viesse entao no parlamento dizer
que governava sem maioria, que maiorias se laziam
Em que paiz do mundo um governo dira: Quero
votos, nao quero rases ? Entreunto estas proposi-
cocs passaram, e foram toleradas. ....
O Sr. Suta Ramo: E o nobre deputado nao lana
reparo sobre isto?
O Sr. Nunes Machado: O nobre deputado sabe o
me eu faria neste nieu potto de honra; se o nobre de-
Miitado nao sabe por si, sabe por seus companheiros de
poltica, que muitas vezr procuraram com Jiabiliuaue
argumentar com a conducta que eu liiiba nessa occa-
,iaMas tudo Isto, Sr. presidente, tem apparecido entre
nos He quando na cmara braslleira um ministro disse
aiie sabia laxcr maioria, be quando o nobre deputado
ainda nos vem aqui fallar em ministerio parlamentar?
Ministerio parlamentar, diz o nobre deputado, que be a-
tiuelle que e aprsenla no parlamento sustentando os
altos inleresses do estado. Cite o nobre deputado um
lado. Querero porventura que se aemutam iouui
aquelles que nao pensaren! como os nobresdeputados,
e que voltemos ao exclusivismo? Se he esta a politica
que se prctehde imp6r ao governo, declaro que o gover-
no nao a aceita.
O Sr. Manoel: He a politica que elles querem.
O Sr. Ministro da Guerra: Tenho declarado cons-
tantemente nesta casa, que o ministerio segu a poltica
administrativa do ministerio de 2 de fevereiro.
OSr. Nunes Machado: Poltica, administrativa s nao
me satisfaz. '
O Sr. Ministro da Guerra: D-me outra deflnlcao qne
o salisfaca.
Pela imprensa tem feito o ministerio declarar o seu
pensameiito ; quando o ministerio declarava que segua
a polltica,;o principios administrativo do ministerio ele
2 de fevereiro, o ministerio mereca o apolo dos nobres
depulados.
O Sr. Lopes Netlo: Apoiado.
OSr. Nunes Machado : O nobre ministro sabe Den
dlSr. Ministrada Gusrra: Nao basta que se; declare
me a poltica do ministerio actual nao he a continuado
3"polU,en do de 2 de fevereiro ; pedi um facto mullo de-
ciduamente. O nobre deputado apreaentou urna attto-
r dad mi itar na sua provincia em desharmonia. ou em
desobe enciacomapri.neiraautorldade. Declaro pe-
ramea cmara (tome nota, Sr. tachygrapho), e perante
o nr, inte.ro. que esse presidente ainda nao me fez urna
rpnresentacao contra esse militar.
OSr Nunes Machado: Honra Ihe seja fella!
O Sr.' Peixoto de IIrilo: He mais um louvor que loe-
OSr. Presidenje: Atiencto.
OSr. Ministro da Guerra: Este individuo deque se
trata nao he da nomeaco deste ministerio.
m Sr. Deputado: Mas o conserva.
O Sr. Ministro da tuerro: Foi nomeado a pedido dos
nobres depulados,
Alguns Srs. Depulados por Pernambueo: No apoiado.
O Sr. Ministro da Guerra : Elle foi nomeado por ura
met antecessor, o nobre deputado por Santa-Catha-
rina.
Alguns Srs. Diputados por Pernambueo: Sem termos
j, um exemplo; quaes foram entre os inmensos in- nisto a menor parle.
teresses urgentes necessidades, os que o anno passado I O Sr. Ministro da Gawa: Amigo dos nobres depu-
roram trazidos cmara pelo governo ? Eu oro me lem-1 tados, nao era posstfcl que o nomeasse un que alguma
bro de outro seno a celebre reforma judiciarla. I intelligencia houvesse com elles. Mas, senhores, sto co-
Sr. presidente, em vista destas rases, e de outras | nhecimento do governo nao ebegou urna simples repre-
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sentarJo contra este individuo, e como proceder o go-
verno sera urna accusafo ?
O Sr. lope Nelto d mu aparte.
O Sr. Ministro da Guerra: Eu dlrel como o governo
uve conheciniento deste Tacto pelo qual julgou com
justica dever declarar ao presidente da provincia, que
elle tlnba rasa o no seu modo de pensar, tina nomcacao
fui fella pelo coininandaiite das armas, o presidente pe-
dio explicar.-in ao governo, que, .-i vista das leis, resolveu
favorarelmentc ao presidente. Piislo, senhores, niio hou-
ve acciiiacao algunia, e conseguinteinentc nenhuma ne-
cessidade de qualquer outro procedimento.
Outro nobre deputado disse que liavia desobediencia
entre uin chefe de polica e mu presidente, creio que fo
iitu nobre deputado pela Babia.
O Sr. Junqurira: Eu me refer a Pernambuco.
(> Sr. Miniltro da Guerra: Como dar esclareclmen-
tos sobre uin facto que nao se passou durante a minha
adminlstracao, de que nem mesmo tenho conheci-
mento ?
O Sr. I.opn fftllo : O Sr. ministro do imperio pode
responder.
Sr. Minitm da Guerra : Se elle souber e quizer.
O Sr. Lope Vello : Sabe.
O Air. Miniltro da Guerra: IWuitas outras cousas se
disseram, mas eu s tenho a declarar que os meus prin-
cipios politicos rstiio manifestados na minha vida publi-
ca, c ein milis actos como ministro da cora.
USr. Franra l.eite: ~Apoado.
O Sr. Miniltro da Guerra: As nnssas acedes sao jus-
tamente as que depem de nos ; expressdes vagas, pro-
nrssas banaes, programlas ungidos, tudo isto nao he
de mcu carcter ; sou militar, sou decisivo e sou inge-
nuo, como o nubre deputado me fes ahonrade caracteri-
al r-me.
Passcmns agora ao que dli respeito modilicacao do
ministerio, que creio ser a cousa que mais oceupa a at-
tenfao dos nobres deputados, e he ao que nos nos (leve-
i mmus limitar desde o principio, porque todas as outras
'luestOcs licam para a discusso do voto de gra9as que
lie o campo proprio onde todos devem expender suas
opinrs acerca da administraco.
O Sr. Franca Leite: Mas eu semprc responder! al-
c mu cousa boje iiii'sini i (riada).
O Sr. Miniltro da Guerra: Senhores, nao he dcsco-
nheeido tiopaiz, que havia urna dcsintclligencia a respei-
to da ilri i-ao de una eleico ; esta eleir,ao era a de sena-
dores por Pernambuco. i) nnlii i- iimimIh ii do gabinete
que se retirou suppunha que outra deveria ser a esco-
lli.i; os uieinbros que se conservaram suppozeram que
a que foi feita era a que convinha ao paiz.
Algum Sri. Deputados por Pernambuco Todos ?
0 Sr. MniKtro da Guerra : Todos.
0 Sr. Lope Netlo : Aceito esta declaracao.
OSr. Miniltro da Guerra : O uobre membro que esia-
va eni divergencia relirou-se, porque se julgava coin-
promettido.
dencia, na* promocOea de omciacs-generaes, se teein
guiado pelos principios da escolha Nem repute o nobre
deputado que eu seja lao Insenslvel honra e justica
3ue quizesse de proposito preterir ofciaes que tlvessein
irefto aospostos.
O Sr. Franca Leite da um aparte.
O Sr. Miniltro dbfCintrra: Proposta he lei ?
O Sr. Franca Liitt: He principio.
OSr. Atinilroda Guerra: Ella era anda fol posta
em discusso. -
O Sr. Franea Leite: Oh! como se entendem'princi-
pios !
O Sr. Miniltro da Guerra: Eu bein sel que a respeito
de principios nlngucra pode disputar com o nobre de-
putado.
Senhores, julgo do meu dever terminar o meu discur-
so com a expllcacao que del a respeito da inodificacao
do gabinete ; se percorrl atguns outros pontos, foi por-
que me vi forjado por tantas incrpales feilas aos po-
bres quatro meinbros do ministerio successor do de2 de
fevereiro.
O Sr. Ilarroi l'imenlel: Comproinettido com quem ?
O Sr. Miniltro da Guerra: ~ Com$\go mesmo, com a
sua ennscieocia.
O Sr. Franca rile : Apoiado.
O Sr. Miniltro da Guerra : Procurou-se outro mem-
bro, porque nao cstavamos resolvidos a dellar o poder,
nerecendo aconfianca da cora.
O Sr. Wanderley : Apoiado (risadas).
Algum Sri. Deputados por I'ernambuco: Apoiado.
0 Sr. MniKtro da Guerra: Agora vejo que temos de
entrar em luta,porque os nobres deputados, que nos da-
vam o seu apoio ate agora, acabam de declarar que nao
podem apoiar esta adminislracao pela raso que ellos
deram. Sahindo un inrnibro da atlmnistracao, natural
era aos que licaram, que procurassein outro para o subs-
tituir : procurou-se com rfTeilo um boiiicm preeminen-
te no paiz, cujas qualidadrs ja a principio referi.
1 ni Sr. Deputado: l'm homein de poltica opposta ao
ministerio,
O Sr. Ministro da Guerra: Poltica opposta! O mi-
nisterio nao tem uin s facto desse uobre senador em
oppos;ao aos seus priucipos ; cte-se o facto, eu o ad-
miti.
O Sr. Barros Pimeulel: Seus actos uo se casam com
os actos do ministerio.
O Sr. Miniltro da Guerra : ~ Esse nobre senador inere-
ceu a con li,inca do ministerio a que succedemos foi no-
meado presidente para a provincia das Alagas, em 0"po-
ca bein critica; cumprio dignamente esta importante
coinmissfio; era amigo do gabinete de cutan, conservou-
se amigo do actual: nunca deu urna prova de opposi;ao
politica dominante.Quaes sao, pois,esscs actos em que
falla o nobre deputado?
Na retirada, pois.do uobre ex-ministro da fazenda nao
tem havido senao o que acontece em todos os outros
lelos d osla n a tu i-i va; nao sel donde nascem csses re-
crios, todas essas uianifeslaccs liosls que aqu se tcem
apresenlado : podem os nobres deputados tlcar certos
de que eu nao me conservare! na adminislracao seuo
einquauto merecer a coniianca da cora, e o apoio do
parlamento; porin entendamo-nos, lleve isto ter lugar
consiiiiii ionaliiieiite, e nao voutadc'dos nobres d.pu-
tadns. Niio duvido que os nobres deputados possam fazer
11 mi i i o i,i bin,cao de individuos que inelhor os satisfaca,
e mesmo as conveniencias do paiz ; eu serci o primeiro
a Ihes ceder o lugar, porque desejo que o mrito, oc-
< upe os lugares preeminentes do meu paiz; poriu seja
isto frito constitucionalinenle.
Nao obstante ser este o meu pensamento, e creio que
de todos os meus collrgas,perimltam-me os nobres depu-
tados que nos esforc mos para conservar aquelle apoio
que nos teem at agorajdado ; perinittain-mc mais que
ihes diga que por ora nao tem raso de se moslrarem to
lio,ii, como se apicscnlain hoje nesta casa : eu mesmo
mo esperava ouvir dos nobres deputados algumas ex-
]u i'sso s que ouvi com magoa. Senhores, eu sci que
aquellos individuos que se julgam habilitados para o
exercicio de grandes funeces, nao podem nem devem
tolerar que a nicdiocridade osexcrca ; he Isto da ndole
do nosso systcma e proprio do coiaco humano : ainda
lia pomo o nobre deputado pelas Alagas declarou que
elle julgava parlamentar o ministerio, que era tirado das
Miiiimidadcs do-paiz, que inelhor podessein satisfazeras
jiccessidades doiui'smo paii. Eu tainbem eslou de ac-
ooi do com o uobre deputado i as suminidades polticas,
as sumindades scientilicas sao justamente a quem per-
tence o governo do paiz. Eu desejarei, entretanto, que se
aprsente a serie de meus actos, porque me quero justi-
ficar perante o parlamento, perante o paiz. Um nobre
deputado j me citon para isso : disse = Vos apresentas-
tes nesta casa urna proposta do governo para a promoco
doexercito baseada em mcrecimento, mas vos tendes
ioito promoces preteriudo o inericimonto eaanligui-
dade. =
O Sr. Franca Lrile: Apoiado.
Sr. Miniltro da Guerra ; Taivez que quando o no-
bre deputado tenlia de formular os seus argumentos di-
ga: Engae i-mr.
O Sr. Franca Leite : Terei multo prazer.
O Sr. Ministro ita Guerra : Este ministro da guerra
nao preterio a ninguem, declaro-o mui positivamente.
Taivez o nobre deputado alludaa4 ou 6graduaces de
lirigadeiros dadas a4 ou 6 coronis, leudo o governo pe-
la lei o direilo de escolhcr para ofliciaes-generacs aquel-
les que julgar mais convenientes.
O Sr, Franca Leite: Com preferencia os que livcrem
estuaos.
O Sr. Ministro da Guerra-. Se a lei existente d ao go-
verno a autoridade para nomear para ofnciaes-gcneraes
aquelles que julgar mais convenientes.....
n?.fn;.Fr"f.a UiU : ~~ Hc e5te arbilr' <|ue nos exami-
ni e lempo opportuno.
ir ui h.'l"" da ^uerra: O nobre deputado quando
ni! .? de ro>necer que isto be verdade
ro *jus,rCeU'' : -' Ter' Pra"'" qU "0bre "**
ciaSnu!!Tn<'r'.r0daGi'':rra: Alm de,t" ou 6
0^obrVnPn,,MH8ra,lu,a O i obre deputado que Ji luha assento nesta caa, quan-
do igu.es grtduacoe. se der.irf.spBrqu, nao fe. i, c epa-
ST? T0n({f"8.?,0eeC"S?'M qe Pecaran, actos denli-
eos? Todos o meus antecessores, desde nossa indepen-
0 Sr. llanos Pimenlel: -- Quaes pobres-? Isto he mo-
destia.
O Sr. Minitlro da Guerra Se a discusso progredlr,
nao terei remedio senao acompanha-la.
O Sr. Franca Leite : Sr. presidente, eu nao tornarla
a tomara palavra nesta questo, porque me reservo pa-
ra liein examinar a poltica do ministerio actual em tem-
po competente; mas o nobre ministro em seu discurso,
tratando de refular a este pobre deputado pela provin-
cia da Parahiba-do-Norlc, pareceu querer torna-lo odio-
so para com aquelles que em outro tempo governaram
o paiz por una poltica que cu semprc condemnei, e que
eu ai iija condemno. Eu vi nesta imputaran que o no-
bre ministro da guerra me faiia una injustipa clamo-
rosa. A i .unai a tem visto qual tem sido a minha con-
ducta desde o primeiro dia que tive de fallar nesta casa;
a cmara sabe que eu nao quero governo exclusivo, nao
reconhcfo nem admiti este principio ; eudefendi mes-
mo a causa dos que seguiram essa politica por mim
condemnada neste parlamento, eu disse entao quanto
interessava aos negocios pblicos que elles aqui tlves-
sein asjento. a cmara vio nasesso passada quanto de-
fend a poltica da concillarlo ; que eu condemnei toda
a politica absoluta, toda apoltica de exclusivo; como,
pois, hnje se poder f.i/er errr ao paiz que esta hc a
politica que eu adopto)1 O meu procedimento parla-
mentar, a minha conducta como individuo, como par-
ticular contrara semclhanleassercao. Eu condemno, Sr.
presjdente, a poltica do ministerio actual, porque nao
foi una politica de conciliacao, mas unta poltica de
desordena) que o ministerio qulz plantar no paiz.
O Sr. Miniltro da Guerra O paiz que Ihe responda
com a prosperidade, com oadianlamento da industria.
O Sr. Franca Leite : Eu terei occasio de examinar
essa dignidade defendida como deve ser defendida.
O Sr. Ministro da Guerra : O paiz que Ihe responda.
O Sr. Franca l.eil' Como segua elle a poltica de
conciliacao nomeando duas autoridades que secomba-
tiam.que se contrariavam ? Como queria seguir esta
politica de conciliacao conservando presidentes que
condeuinam a sua politica, e cu citare) os presidentes do
II i o-1 lo-. la in-i lo, de San-Paulo e Pernambuco? Isto mos-
Ira umita falta de principios ou umita fiaque/.a. Eu
sou instruido que em Pernambuco um empregado pro-
vincial, que hc demittido pelo governo provincial, he
empregado pelo goveruo geral, c que um empregado
geral, que he demittido pelo governo geral,he emprega-
do pelo governo provincial Eu nao sigo o principio da
excluso, mas quero nexo e ordcin. Se vos conheceis do
lado nppostouin liomem debem, apresentai-o em um
emprego, dexa-o obrar..nao se embarace sua admi-
nistraran para fazer com que as vantagens, que se es-
perara deste hoinem que se havia escollado nao se pos-
sam realisar pelos (inhalaros que VOS luesnios Ihe levan-
tais ao desenvolviraento de sua capacidade, execuco
de suas vistas.
Disse o nobre ministro que a politica de hoje he a
continuaran da politica passada ; be esta politica que cu
condemno. Eu nao condemno se tire do lado opposto
un liniuem que julgue capaz de ocenpar um emprego ;
mas o que eu condemno he que ueste emprego se mos-
tr insubordinado autoridade superior, e que a isto
nao isdein providencias.
Eufallei.Sr. presidente, a respeito de um inspector
le iliosoiir.il ia cora o presidente da provincia : o presi-
dente representou todos os das ao governo sobre o pro-
cedimento acintoso desse inspector, e o governo o con-
servou.
O Sr. D. Manocl: Tomramos nos mesmos como o
senhor...
OSr. Franca Leite: Nao naquUe lugar. Eu nao tra-
to do mrito pessoal : se elle he capaz, aproveite-sc a
sua capacidade onde nao baja este con Hielo.
Kmquanto s promoedes era que p nobre ministro fal-
lou, a mulita censura nao est no arbitrio que tem o go-
verdo de promover gencraes, mas na contradicfo de
principios. Vos propozestes aqui urna lei to absoluta,
que quail tudo era promovido por estudos. Eu seique
para ofliciaes-generacs lia arbitrio no governo, mas eu
sei tambera que a lei manda que se < 1 ." preferencia -
quellcsquc tem estudos completos. Se taes ir.un as vs-
. as npiniries, os lacios de viam ser conformes aos vossos
principios. .
O Sr. Ministro da Guerra : Os que derramaran! o seu
sangue 9 annos no Ro-Grande, para defender o Imperio,
nao deviam ter recompensa?! ...
O Sr. Franca Leile : Triste do governo que para pa-
gar um servico nao ten senao violar urna lei, e comet-
tciunia injusiira !
O Sr. Ministro da Guerra : Le! que nao existe.
O Sr. Franca Leite : He nrstas occasies que o go-
verno se aprsenla no parlamento pedludo penses pa-
ra rsses militares que tcem derramado seu sangue em
defesa da patria.
Eu me reservo para a discusso do voto de gracas. Se
o nobre ministro mostrar que o gabinete nao tem falta-
do aos principios proclamados ; se mostrar que tem
semprc seguido a lei; se elle mostrar esta prosperidade
do paiz era que fallou, eu terei muito prazer era diser
que estou satisfeto e que rae enganci; mas, se nao mos-
trar, nao poder (ora ion ti miar ao da sua poltica o meu
voto, o meu apoio.
(Continuar-se-ha.
forcou-se por desempenhar as pesadas obrigaefles de vi-
gario de JesusChristo.
Rasdes, que nos nao cumple, avallar, levarain-no a
resignar este segundo bispado, e a partir para Lisboa
em o annode 1829.
All chegado, o pastor se nao esqueceu do rebanbo,
que cordialmente o araava, e por que tanto se devela-
ra, quando o Uvera a seu cargo i por mais de urna vez
man i festn desejas de tornar a habitar entre as charas
ovclhas, e alfim, no auno de 1839, satisfez esses dese-
jos, demandando este porto, quandoo seu estado sani-
tario Ihe nao per minia, que, sem grave sacrificio, se
subjeitasse aos incommodos de um longo trajelo.
Os leitores lembraf-sc-ho, sera duvTda, que os Per-
nambucanos se nao mostraran! lodlflerentes to de-
cidida prova de amizade ; e-que com bem pronunciado
enthusiasmo buscarain demonstrar que a toinavara na
devida considera(o.
Restituido trra, que prerlra sua propria, S. Exc.,
que anda nao estava cansado de beneficia-la, tratou,
para logo, de installar aquiaassoetaclo daf, que, pela
publicacao de um peridico puramente religioso, tem
poderosamente contribuido para fazer baquear as per-
niciosas duiti inas que os Improvisados philosopbos com
tanto afn 'buscara infiltrar nos nimos desapercebidos.
E nao he .su este o acto meritorio, que para sempre !:a
de recordar o segundo periodo da estada de S. Exc. en-
tre nos : a nova doac.ao, que, na importancia de 4 a 5
cotilos de rcis, elle litera ao seminario episcopal, e a
esniola de 8:000^000 rs, pouco malsou menos, com que
coadjuvra a factura das obras da matriz doSantlssimo
Sacramento da boa-Vista, sao outros tantos ttulos que
o i eooininondam nossa eterna gratido.
No dia 31 de malo prximo findo, passraS. Exc. ao Sr.
doutor Antonio JosCoelho a directora da academia Ju-
rdica de Olinda, que Ihe fra confiada pelo governo
imperial alguns mezes depois de ter elle solicitado e
obtido dispensa da do Ivceu desta capital.
Os restos raortaes de S. Exc. serao depositados ein o
jazigo, que se Ihe preparou em a matriz que acim Mea
referida.
O Diario de Pernambuco, q_ue a 26 de Janeiro de 1839
saudou a volta de S. Exc, nao pode defxar de carpir o
seu trespasso, nem to pouco exirair-se de derramar
uina lagrima sobre o tmulo que aos olhos dos vvenles
val esconder to preciosos restos.
CO^MEllCO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 9........... 3:551,53
Detoarregam hoje, 10.
Barca ingleza Mary-Quten-of-Scott mcrcadorias.
Barca rtnein idem.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 9.
Geral.. ..
Provincial

3:855,226
1:496,954
Diversas provincias......;........ 205,183
5:557,363
Muv i menlo do Por lo.
o brigue-escuna Amatnos; ainda podo recoher algu-
ma carga miuda, passaj?eiroseescravoVpara o que
tem bous commodos: trata-se na ra do Vigario, n.
-Para o Rio-do-Janeiro pretendo sahir com toda
a brevidade a bem conhecida o veleira barca Pirme-
ta:.para carga passagoiros e escravos a frete, ajus-
ta-so com Gaudino Agostinho de Barros na praci-
nhado Gorpo-Santo, n. 66.
Para o Rio-de-Janeiro pretando sahir, em pou-
cos das a j bem conhecida escuna Galante-Marta,
de superior marcha; recebe escravos a froto e pas-
sageiros para o que lem os mais asseiados commo-
modos : a tratar com Silva & Grillo, na ra da Moe-
da, n.II.
Para o Rio-de-Janeiro pretende seguir, em pon-
eos das, o btigue Tentador, to breve como o tempo
o permita. O mesmo recobe escravos o passageiros,
para o que tem bons commodos. Quera pretender
pode entender-so com o capitllo a bordo, ou com os
consignatarios, Amorim Irmflos ra da Cadeia
n. 45.
Para a Babia seguir, em poneos das, o hiato
San-llencdicto, de superior marcha : para carga ou
passageiros trata-se com Silva Grillo, na ra da
Moeda, n. 11.
Para o Aracaty segu viagem com brevidade o
hiato Duvidoio, mostr Jos Joaquitn Alvos: para car-
ga ou passageiros, trata-se com o mostrea bordo,
ou no lado do Gorpo-Santo, armazem do massames,
n. 28.
Avisos diversos.
IRMANDADE DE SANTA RITA.
Hoje principia a novena desta gloriosa Santa, cu-
jo festejo terminar no dia 20 do corrento com ves-
pera, festa e Te-Deum.
' SOCIEDADE
rHLO-DRAM.VTKA
tVat'oj entradot no dia 9.
Sidney ; 73 das, barca ingleza M'i/mer-6'ae, de 656 to-
neladas, capito Joseph Thome, equipagem fil), e 40
passageiros, carga la eateiic de pexc ; ao capito.
\ om refrescar e segu para Londres.
Rio-Grande-do-Sul; 28 dias, briguc brasileo Austral,
de 185 toneladas, capito Antonio Ferreira Lima Fo-
gaca, equipagem 11, carga carne ; a Aiiinriiii Irmos.
Navio tahido no metmo dia.
Santos ; patacho oldemburguez Orion, capito Gustavo
Carssen, carga a niesina que trouxe.
Obtervar/aO.
Fuudcou no Lameiro, para acabar de earrrgar, a po-
laca sarda Carolina, capito Pedro Avignn.
atitai.
O Dr. Vicente Ferreira Gome, juit privalioo doi Africanos
i/licilamenie imporladoi no Brasil, na comarca do Recife
de Pernambuco, por S. M. I- e C, que Deoiguarde, ele.
laco saber a todos aquelles a quem convler, que, da
puhl cacao deste a 8 dias.se bao de arrematar os ser vicos
da Africana Marcellina, ladina, que era 1832 foram ar-
rematados por Jos Joaquitn Uezerra Cavalcauti: os
pelond,'ules diiij iiu-se a este jiii/.o dentro do men-
cionado termo, com seus requerimeutos, declarando
seu estado, morada, em que bairro e fregueza, ra c
decima da casa, sua oceupaco, o inister que tem de
dar a uiesiua Africana, quanto onerecem anuualmente e
o noine de seu fiador.
E para que chegue noticia de todos mandel passaro
presente que ser publicado pela imprensa. Dado e pas-
sado nesta sol redi la eidade do Recife, em o I." de j ii-
nho de 1847.Eu, Jos Affotuo Guidee Alcanforado, escrl-
vao, o escrevl.
Vicente Ferreira Gomes.
DIARIO lili I'KIIUBd-UIJII.
JJeclai-acfto.
0 arsenal de guerra compra azeile de carrapa-
to, dito de coco, lio de algodilo e pavios: quem di-
tos gneros quizer fornecer mandar sua proposta,
em carta fechada, directora do mosmo arsenal, at
o dia lo 'hoje) do concillo mez.
Arsenal de guerra, 7 de junho de 1847.
Joo Ricardo da Silva.
BECirZ, 9 DE JUNHO DE 1847.
_ Hoje, pelas 4'/i horas da tarde, entregou a alma ao
Creador o Exra. e Rvm. Sr. D. Tliomaz de Noronha, na
idade de 77 annos incompletos!
Apenas se reconheccu que o espirito se havia escapa-
do do eoipn de S. Exc, os sinos do convento de San-
Francisco, onde elle fallecer, soltaran! o lgubre sig-
nal por que se costil ma noticiar aos di listaos, que Uin
dos seus Irmos dexou de Ihes faier companhia no
mundo engaoso ein que vivemos. ,
Este sigua!, que derramou a ddr por sobre o coraco
de todos quantos sabam que S. Exc. estava s portas da
moi te, fol (inmediatamente reproduzido por algumas
das igrejas desta eidade.
S. Eic. pertencia ordera dos pregadores de S.-Do-
mingos no reino de Portugal. '
Tendo resignado o bUpado de Cochim, foi proposto e
approvado para o desta diocese, em cuja sede chegou em
o mez de junho de 1825, depois da longa viagem que,
por trra, emprehendra da provincia do Rio-de-Janel-
ro para esta de Pernambuco. _. para Lisboa 9ahe no dia ,3 do correte, a barca
SuUteT^ portugueza'/V: par passageiros, para o que lem
mou o palacio da sua r^e' o^^iln^he os m.a,s otados commodos, ontendam-se odios
'"ais elegante perspectiva, e tornando o edificio quasi consignatarios, Oltveira lrm3os ct. C, ou com O capt-
duasveics maior do que dantcs era: dotou comdez|ta"> Silverto Msnoel dos Rojs, na praca do Commer-
contnsnere isa respectiva s, e com dezaseis o semina-1 CO.
' appiicoudevidamente os fundos da caxa pa; ees-| Para o Rio-de-Janeiro sahir em poucos dias
THEATRO PUBLICO.
DIAHDOCORRENTE.
MIK1V DAI'OME,
ou *
A revolvido do Minha.
Soxta-feira, dia santo de guarda, subir a scena
est patritica pe^a, ornada com as cantigas portu-
guezas que pedo o seu autor, en fon le deOliveira
de-Azemcis, onde as cachpas, ao som de cantigas-
vfio encher os seus cantaros. Tendo-se nos brinda,
do com o hymno patritico, ser este cantado para
maior brilhanlismo do espetaculo.
Orestantotlos camarotes sevendemno botiquim
junto ao theatro.
0 primeiro secretario faz sciente aos Srs. socios ,
3ue a recita annunciaJa para o dia 10 do .corrente
ca transferida para o da 12.
Precisa-so aluga'r urna preta para o servico do
urna casa de pouca familia : na ra larga do Roza-
rio, n. 26, segundo andar.
=Precisa-se de uma pessoa habilitada para ensinar a
llngoa allema quem se achar neste caso, queira an-
nunciar para ser procurado.
i No dia 7 do correte, desapparecou um molo-
que crioulo de nome Francisco, com idadede 17 a 18
annos pouco mais ou menos, sem pona de barba,
rosto um pouco comprido o bem feito; tem a vista
alguma cousa curta, secco do corpo, estatura de se-
te palmos para cima. Esle molequo he muito ladino,
e estava empregado a vender pfio pela Estrada-Mora
at o Caxang; Ievou vestido camisa e calca de ris-
cado azul j usada; porm como he muito ladino
pode j ter mudado de Irage Roga-sea todas as au-
toridades policiaese pessoas particulares, por quem
possa ser visto, de o mandarem pegare entregar na
ra larga doltozario, padarian. 18, que so recompen-
sar com generosidade a quem o aprosentar.
*- Precisa-se de oftciaes marceneiro, estrangeiros : na ra
da Florentina, n. 14, casa de.Be*
ranger.
Precisa-se de tima ama secca, preferindo-so lo-
sa : na ra da l.'nio, ante-penultima casa, indo
para a mar, ladoesquerdo.
Alugam-seas seguintes casas: um sobrado de
dous andares, na ra estreita do Jlozario, n. 20,
altos o baixos por 30,000 rs. mensaes; uma casa
terrea com quintal, cacimba e mais commodos pa-
ra grande familia na Trompe, ra da Soledadc,
n. 29 por 12,000 rs. mensaes; outra dita pequea ,
na ra do Sebo n. 52, por 8;000 rs. mensaes : a tra-
tar r.o escriptoro do F. A. de Oliveira ,"na ra da
Aurora, n. 26.
~ Jos Francisco Ribeiro do Souza embarca para
o Rio-Irando-do-Sul oseu escravo l.uiz, de naeSo
Congo.
Precisa-so de um caixeiro para urna venda, e
que d fiador a sua conducta : na ru de S.-Gon-
ciIu da Boa-Vista n. 4, se dir quem precisa.
Quem annunciou no /Harto de 8 do corrente,
ter duas pretas para vender, uma de 18 annos, ea
outra de 28, dirija-so a ra Nova., n. 44, segundo
andar.
--Precisarse alugar um prelo que enlcnda de sitio,
paradelle tratar; quemo quizer alugar por mex ,
dirija-se a ra da Cadeia do Recite, n. 25, segundo
andar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Trapiche, n. 34 Com varandas do ferro na fren-
te, o com a entrada pela ra do Torres: a tratar
no armazem do mesmo sobrado.
Pcrdeu-se, no dia 8 do corrente, uma lettra da
quantia 1:800,000 rs., a favonio I.uiz Jos deSA-
raujo, om 8 de malo a trifila dias, aceita pelos Srs.
Machado ct Pinheiro: e como a mesma lettra se per-
desse, o o mesmo annunciante esteja pago e satis-
feto da mesma quantia, no caso que a mesma lettra
appareca, ficadenenhum effeito, visto que nfio est
firmada pelo abaixo nssignado.
Lu* Jos de S A raujo.
OSr. da loja de selleiro, da ra Nova n. 5., que
annunciou no Diario de terca-feira, 8 do correte,
rogando ao Sr. J, J. de C. M. que v pagar uma lettra
3ue eriilossou em outuhro do anno passailo ao Sr. I.
a R. C., queira declararse esle annuncio se enten-
decom Joo JosdeCarvalho Moraes; pois n3o cn-
dossousemelhante lettra.
~ l'rccisa-se de uma ama que teolia
bom leite, prfere-se escrava : na ra'No*
Avisos niariunius
va, n. 89, segundo andar.
3uo saiba
o Trapi-
l'rccisa-se alugar uma preta fiel, e qi
engommar perfeitamente ecosor : na ra de
che armazem n. 38.
O Sr. de engenho que mandou examinar o tan-
que d'agoa, 110 lim do Recco-Largo junto as tai-
xas o qual foi avaliadocm lavar 50 pipas de liquido,
e depois foi ajustar, querendo dar mais25,000 rs.,
pode manda-lo conduzir pois s pela sua constrac-
cfto merece essa pequea differenca.
. Deseja-so fallar aos Srs. Manoel de Resende e
Antonio Pacheco de Andrade, naluraes da ilha de 9
S.-Migue!, villa da Povoatjflo, a negocio que Ihes
interessa : na ra larga do Hozario, n. 29.
Precisa-se de uma de leite : na praca da Inde-
pendencia, n. 19.


^PBS"H^I
Si
3
rts redactores do POLYMATHICO declarara os
" isntntos, que podem mandar buscar o quar-
SrS' mero do n,esmo' 1ue acaba de 8orPUblcado,d-
l "h se entilo as pessoas aquem prestaran) suas
nginao-s p0u0r,d0 tambem nesta occasiSo fa-
>SS|Kna. ec|8'mac6es se porventura nao Ihes foram
zersuas ^ numeros anteriormente publicados,
maosmesmos Srs. quoaind nlto satsfizeram
"""* ortancia das suas assgnaluras o favor de o
? ""m poi aue ^es'a condicrto flca dependente a
fa"c,caodos nmeros, que se achara compro-
mettidos..
AO PUBLICO.
l)o arco da Cpnceicao, no dia 7
do corrento, iurtaram um barril
com manteiga franceza,coma marca
defogo BFJ e a revela V D,
e contra marca da Alfandega aog,
com o peso de a arrobase 28 libras
_ escripto cotn gil no tampo ; foi
i entregue ao mestre Joaquim, es-
cravo da sogr do Sr. Cardeal: e
S o dito preto est responsavel ao
n dono pelo dito barril. Roga-se a
1 qualquer pessoa que suber da di-
| to barril, de avisar ao dito preto 011
i aoSr. Cardeal, na ra da Praia de
I Santa Hita, n. i5,que ser bem i
H gratificado._______________||
Ignacio Ferreira de I.oyolla como testamen-
teiro desua hlha, Maria Magdalena'Ferreira de Loyol-
faz scienteao publico, que aquellos a qoem el-
le'dever apresentem suas contas para Ibes serem
pagas na travessa do Hospital do Parazo n. 2.
Fugio o moleque do Sr. Thom, de nome Li-
no, hontem noite, no mesmo momento em que
vinha da fuga, antes annunciada; levou calcas
brancas, e foi sem chapeo ; pode ser que tenha ido
para os Afogados; lem 15 annos; falla-lhe um den-
te na frente, pernas um pouco arqueadas e he um
tanto reforjado do carpo : quem o pegar, leve a ra
Augusta, defronte do delegado, ou na ra das Cru-
zes, n. 28. ,,.
--Furtaram, na madrugada do domingo doEspi-
pirito-Santo, de um sitio da estrada de S.-Amaro pa-
ra Belm ,urna vacca, cor lisa rajada por baixo da
barriga .afrenteda cara branca, armaeflo larga :
quera della der noticias, dirija-so ao Aterro-da-Boa-
Vista fabrica de licores que sera gratificado.
Arrenda-so a casa de dous andares da ruado
Burgos, n. 7 : a tratar no Aterro-da-Boa-Vista-, n.
63, segundo andar.
-OSr. Joaquim da Cunha Cavalcanti de Albu-
querque, morador no sitio da Mubeira ou Muri-
beira ou quem nesta cidade suas vozes fizer, haja
do mandar receber na ra da Aurora n. 54 segun-
do andar, urna carta que Ihe dirigi a viuva doJoSo
Cavalcanti de Albuquerque que morou na fa/enda
do Joazeiro da provincia do Cear.
-- Quem quizer trocar a moradia de um prtmeiro
andar, ou segundo em boa ra cujo* andar tenha
cozinha no mesmo correr da sala de detrs, pela
moradia de um sobrado de um andar, no pateo de
S.-Pedro com muitos commodos dirija-se ao
mesmo sobradojunto ao em que mora o Sr. Leal, ci-
rurgiSo.
AoSr. Joo Francisco dos, Santos Siqueira avi-
sa Paulo de Amorim. Salgado', proprietario do cn-
genho Cocal, que nao paga juro algum da lettra de
2:00(',0O0 rs., que Ihe aceitou por conta da qual ja
recebeu o Sr. Siqueira 700,000 rs., antes do venci-
mento c cuja lettra venceu-s1 em 9 de abril prxi-
mo passado, desde quandoeslo dinheiro promp-
to em casa do Manoel Goncalves da Silva.
Precisa-sc de um rapaz de.10 a 12 annos para
um buhar: na ra do Torres., n. 46.
Prccisa-sc de um bom offcial de
- Manoel Maria da Silva faz publico, que de hoje
e sem filho dirija-se a ra Velha casa em diante so assignar Manoel Femandes da Luz.
Aluga-se a casa terrea da esquina da ra ao
Quem precisar de urna ama com bom o abun
danto leite
n. 18.
n. 18. Aiuga-se a casa terrea oa esquina ua mu uu
- Emresposta aoannun'cio do Sr. J0S0 Jos d Nogueira, com oitSo para a-do Sanese, cotn duas
Carvalho Moraes .inserto no Diario de quarta-feira, camarinhas, duas sala^ coznba fora, quintal, ca-
nuguciii, uuiii uiutu poia truu cmiii-jusc, ium --**
tarvaTiroMMM.IrVe'rton^ camarinhas, duas salas, cozinha Tora, quintal, ca-
dcclara-se que o dito annuncio n3o se cntendo com|o cimba e portlo; um sotSo com duas camarinhas, sa-
mnmn, la e pequea cozinha; do sorte que podem morar
dous moradores independcnles, ou cora communica-
... v .......... .i.. i...i,.~....,l......:.. II____..:,. .... C e. o
mesmo Sr.
Antonio Pereira dos Santos faz publico que o
Sr. Bernardo JosMonteiro n3o he raais seu caixei-
ro desde o dia 9 do correte.
OengenheiroMilettem abertona sna casa ,-na
ra do Crespo n. 14, um curso completo theori-
co e pratico de arithmetica e goometria e pretende
abrir outro de algebra.
Offetece-se um rapaz brasileiro para qualquer
arrumaefio, que sabe ler, escrover e contar : quem
precisar, dirija-se a ra Angusta, na loja do sobrado
do Sr. Francisco Jos Collares.
OfTerece-se um homem para feitor de algum si-
tio, ou mesmo para enganho, o qual d fiador: quem
precisar, ar.r.uncio, ou dirija-se ao largo" do Terco,
vendan. 1.
-- Era 16 de maio passado, fugio de bordo do pa-
tacho nacional Esptranta um preto, do nome Dt-
mi3o, gento do Cambinda, escravo do fallecido An-
tonio Uaymundo FrancodeSa.com ossignaes se-
guintes bem retinto, cara riscada, estatura bair
xa e falla muito bussal! quem o.apprehender, leve-o
a casa de Manoel Joaquim Ramos Silva, na ra da
Cadeia do Recite, n. 38, que ser bem recompensado.
-- Precisa-se do urna ama de leite que soja cap-
tiva : nobeccodo Veras sobrado n: 15.
nao-se 100,000 rs. a premio de 2 por cento ao
mez sobre penhores de ouro ou boas tirinas : na
ra do Rozario da Boa-Vista n. 8.
-- I)-seajuros a quantia de 370,000 rs., cora
hypolheca em bens de raiz que assim se exige, por
Ser moeda de orphflos: as Cinco-Pontas n. 71.
O abaixo assignado faz publico.que em jnnho do
anno prximo passado se evadiram de seu enge-
nho os escrtLVOs Pedro Angico, Bernardo, Cathari-
na o Maria, dos que foram apprehcndidos a Luiz
Candido Carneiro da Cunha ; e segundo as informa-
cOes das pessoas, que os seguiram soubo que fo-
ram para n casa do D. Joaquina Maria Pessoa de
Mello sogra do dito Luiz Candido, em cuja casa
entfo este se achava ; e que em 29 do mez passado
evadio-se tambem o escravo Alexndro,que tam-
bem foi para casa do dito Luiz Candido, pois que ,
alm de outras informaces, o escravo Pascoal,
que tambem evadio-se e foi negado prximo casa
do referido Luiz Candido, declarou que fugira por
insinuares do dito Luiz Candido, que o mandara re-
duzr para o mesmo e todos os outros que tinham
duzr para o mesmo e iuuos os uuhw qu "'""' nin.uniujusni.uiju
sido tirados de seu poder pela justieja. E como a se para fra do imperio.
nniimo.Honnianna nn iTerfica actualmente a me- Precisa-se aluaai 1
siuu lll miui uc acu pyw' yv- j.,---------------
polica de Goianna n3o offereca actualmente a me-
nor garanta para quesojam os ditos escravos tira-
dos de onde se acham o entregues ao seu snhor e
o mesmo Luiz Candido seja actualmente coronel de
legiiio, e delegado, e assim nada so possaconse-
guir contra elle; o abaixo assignado desde j pro-
testa haver os seus escravos, e usar dos moios que
as leis facultara esperando smente que a justica
omGoiann* possa ser administrada imparciaimen-
(..tu. 11. w ^------1-----
- dodTare'omOlin'da, na aua residencia, ra do Am-
alfaiate, para Irabalbar por dia: na ra Pr<>j
^ova. n. 60.
Precisa-se de urna costtneira, pa-
ra trabalhar por dia, d-se almofoe jan
tar? e una pataca diario : na ra Nova,
n.60.
Quem precisar de urna criada pardinha para
todo o servigo de urna casa dirija-se ao becco da
l.ingoeta, n. 14. _,:.. v
Offereco-sq um homem que lem muita pralica Manoei j08 de Souza, que aera generosamente re-
em Vinlios, para engarrafar vinho, etc., por pre- cornpensaj0.
co rasoavel : quem de seu prestimo se uuizer utili- _' 0u"erece.sc para caixeiro de cobranca, ou ou-
sar annuncie. im mmlnuer arrumacSo. excepto venda, um rapaz
hi
sar annuncie.
AO PUBLICO.
No sendo possivel ao Insttuto-Littcrario-Olindon- oirgir-sea ra de Hurtas, n. 142, pnmeiro andar
se continuar, durante o lempo das ferias com suas
publicacoes que, sobo titulo de Polymathtco, vi-
ramluz.v-sepresentemntc m precisSo de nao n
saprcsenlar os motivos que a isto deram occa-
sfio7 m tambem do ractificar o comprom.sso
feito'para com as pessoas, que, resentidas tambem n
.la necessidade de termos um peridico, que nao
oceupando-se das impurtunas quesloes da poltica,
grado seu contigonte, A fin de que no nosso paz
a este respeito tilo atrasado animado fosse o espi-
rito de illuslragSo que Unto se desenvolva entro
alguns jovens acadmicos. Neste proposito, pois ,
deu o Instituto sua primeira publicarlo em setenv-
hro do anno prximo passado continuando ate
novembrodo mesmo; easssim proseguena, se nao
fosse o Instituto contposto por acadmicos, que.ne-
scjosdev.sitaremseus lares, tivcramde relirar-se,
licandopor conseguinte impossibilitado do traba-
lhar, rltando-llie principalmente membros que
maistem feito pela sua prosperidade. Assim, por-
tante por mis que foram os seus esforcos 1
oque nao he seu. Estoserdianamentc publicado em
oDiaric, emquantome n3o forem restituidos, quer
__.___1 ..?,'.. '....iw<;.iimi>iiii>. os escravos assim
viwii.i iiim iviiri ta uiui;|/uliiuiilM( uu ruin i 11 lll 1111. "v
Qflo. Na prai;a da Independencia, livraria us. 6 e 8.
Trancelins de qualquer modelo, anneis, flores,
fitas aderecos pulceras brincos etc. ; tudo o
mais bom feito possivel, por proco mdico.
Na ra Nova n. 7, primeiro andar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
eomo modernas, por mcio de um remodio n3o mer-
curial.
Lima, alfaiate,
mora na ra do Livramento,sobrado n. 1, o preci-
sa de bons ofllciaes de seu ofico.
Quem precisar de urna ama para casa de um
homem solteiro dirija-so a ra do S.-Bom-Jcsus-
das Criolitas n. 16.
Precisa-se de um caixeiro que tenha bastante
pratica de negocio seja diligente, e d fiador
a sua conducta : paga-se bom ordenado : nu ra
Direita, renac3o n. 10.
Ahiga-seum armazem sem repartimento, na
ra da Palma : a tratar na ra Nova, venda n. 65.
Aluga-se um sitio no lugar dos Afogados, na
ra de S.-Miguel, n. 39 : a tratar na ra da Concoi-
<3o da Boa-Vista 11. 58.
Aluga-se, a 8,000 rs. por mez, urna boa casa,
com duas salas, seis quartos, cozinha, copiar e quin-
tal murado, no Aterro-doa-fojrados, n. 187: trata-se
na ra Direita. n. 82, no primeiro audaf.
Antonio Jos Lopes, subdito portuguoz, rctira-
Vendem-se bichos de massa, de to-
das as qualidades e tamanhos, por bara-
to preco ( por se querer acabar com osmes-
mos): na ra da Cadeia do Recife, n. 5.
Vendc-se um tranceln) com passador e cor-
rento para relogio, um alfenote de peito com dia-
manto, um botao de abertura e um anneao : uiuo
de bom ouro o por proco commodo : na ra ao
Queimado, n. 57. .
Vendem-so 8 oscravos, sendo : urna parda oe
18 annos; 4 pretasde20a30annos, de bonitas n-
guras, ecom habilidades; 2 ditas de 35 annos,
cozinheiras ; um moleque de 17 annos : todos sem
vicios nem achaques ; no pateo da Matriz do S.-An-
tono sobrado n. 4.
Attencao.
Na ra do Crespo, loja n. 15,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabecas de aenhora,
os mais ricos, e mais modornos que teem viudo a esta
praca; assim como so vendem chapeos de seda e do
palhinha para meninas de dous a 12 annos; toucas pa-
ra mancas, de muito lindos goslos. Tudo chegado
de Franca pelo ultimo navio, e por muito commodo
preco.
Vendem-se superiores queijos londrinos e pre-
suntos inglezes muito frescos ; latas de seidlitz ,
tanto grandes como pequeas: na ruado Trapiche,
n. 44.
Vende-sc urna carro de 4 rodas, feito de cncom-
menda nos Estados-ruidos, com muito pouco uso,
todo patente e que arma a calcche e a faetonle, pa-
ra um e2cavallos : trata-so na cocheira do Augus-
to na ra Nova onde so poder examinar.
pai a ioid uu iiiiuciiu.
Precisa-se alugar pretas para venderem azeite:
no boceo do Rozario, sobrado de um andar n. 8. Na
masmacasase precisa alugar urna prcla para o ser-
vico interno e e\torno do urna casa.
Compras.
om Goiann* possa ser admmistraua imparciaimen- compram-sc escravos do ambos os soxos: na ra
te, e que a polica se preste execu?3o das leis e Novaj |0ja do feriageus, n. 16, se dir quem com-
nSo a proteger aos que a infringem e procurara retor a
n _.'.- -* i.n 1,'i.tiv i>ru il:iri;l[lICUlO nUDilC&llO 0111 i-.....,..w ^<. ->,..,>.,,.,,,. ,1,, mhna na sotria Ha 1 -'
Compram-se escravos de ambo os sexos de 12
oDiaric, emquantome n3o forem restituidos, quer s 20 annos. genuo d0 bonitas guras, pagam-se
amigavcl, qur judicialmente, os escravos assim j,em e alguns ofilciaos de sapaleiro: na ra da
extraviados e geduzidos..-- Recife, 2 de junho de concordia passando a pontezinha a direita, se-
1847. Jodo Vieira da Cunha.
Alugam-se, por preco commodo, as lojas de um
sobradinho na ra da Praia, com commodos para pe-
quena familia, e para negocio : na livraria da praca
da Independencia, ns. 6 o 8.
- 0 distribuidor deste fliar.o na cidade de Olm-
da faz publico que ello so encarrega da entrega de
cartas, papis o pequeas oncommendas para a mes-
ma cidade, medianto urna pequea graUficagao, a-
lem das cartas seren franqueadas; imcumbe-se de
tirar provisflos para oratorio, conliss3o c qualquer
outras; de obter despachos das autoridades da mesina
cidade e tirar certidOes de qualquer repartido ; as-
sim como de conduzir papis do importancia, : elle
partir lodos os dias das 6 as 7 horas da inh"".eno
diaseguintos mesmas horas dar solucao do que
Ihe for encarregado.As pessoas, que se qu.zere.n uti-
lisar de seu prestimo, dinjam-se, no Recife a p aCa
da Independencia, livraria ns. 6 e8, a qualquer hora
--luga-so o segundo andar da ra da Cadeia-Ve-
lha, n. 3, e o primeiro da casa n. 5 : a tratar na mes-
ma ra, n. 5. Na mosma casa vende-se o preconisa-
lo leo para fazer nascer e conservar o cabello, vin-
lo de seu autor, da cidade do Braga.
No dia 6 do corrente perdeu-sc, desde o Cortu-
medas Cinco-Pontas at a ra de Agoas-Verdes, urna
correntinha'comsolom3o e urna liga; assim como
um annelzinho para menina, tudo do ouro : quem
estes objectos tiver chado ou tiver noticia, partici-
pe no Cortume, casa, n. 11, ou na ra do Crespo a
tra qualquer arrumacSo, excepto venda, umrapaz
rasileiro, de muito boa conducta, a qual da fiador.
Sr. Di. Lourenco Lezerra C'ar-
eiro da Cunho, morador que era do Po-
'Allio, queiradirigir-se a ra Direita,
29,, a negocio.
O Sr. Joaquim Cordeiro Kibeiro
...t^iXriWJonS Campos queira dir'igir-se a ra do Crespo,
tos lilteratura o bollas artes, prestaram de Dom u ..; A *n \ntort>*Ht>.
. 8, e negocio de sen interesse.
Fazem-so quaesquer cortinados de jancllas ou
de camas, com toda a perfoicto : na ra do Aragao,
na Boa-Vista, n. 4. ,
-O fabricante do generoso vinho de caj a vista
da cxtraccHo que teve o que, para ver se agradava ao
nubiieo poza venda na ra doCollegio, n. 12, an-
nncia que na mesma parto torna a haver outra por- muito seceos o em conU
" _______L .i. ia .s o rormfn ruin rosnara meo UC nusa
eenda generoso vinho de caj, Pornambuco-
o protesta que regular Dla oxtraccjto que agora ti-
ver o grao da estima publica para -
las, tema viva sat.srac3o de """"^ra poenici moa a m. oacharam promplo a receitar, e
iasffriSTfflr'^^ .........-
gunda casa terrea.
Compra-so urna escrava parda de pouca idade ,
de boa figura, de conduela regular, e que tenha
algumas habilidades ; paga-so bem, no caso de agra-
dar : na ra da Cadeia, loja do fazendas n. 41.
Compra-se urna clarincla em bom estado : quem
tiver annuncie.
Compra-se a obra Myteros do Pars na ra
Direita n. 93.
-- Compra-se um moleque que seja bom copeiro,
e sem vicios : na ra da Cadeia-Velha, n. 52.
Compra-se o Manual do Fazendeiro ; LicOesdc
Eloquencia nacional, por Francisco Freir de Cam-
ino ultima edc3o; o diccionario de Constancio;
Ordcnnces do Reino : tudo com algum uso : na ra
doCabug ,n. 16
Compram-se escravos de ambos os sexos (para
umacncommenda): no segundo andar do sobrado
n. 20, nos fundos da matriz do Santo-Antonio, por
cima da venda do Celestino.
Compra-se um moleque de 14 18 annos de
idade, com officio, ou sem elle, de bonita figura, o
sem vicios nem achaques: paga-se bem: quem o
tiver dirija-se casa das aferi^Oes, a fallar com o ar-
rematante das mesmas.
idas.
O

s
o
d 8
.0 s
ss
O
f 3

Vende-se, na ra da
Cruz, n. 23, cera em ve-
las, de superior qualida-
de, fabricadas no Rio-de'
Janeiro, ero caixas pe-
quenas, sorlimentos ao
gosto do comprador,
e por preco mais barato
doqueemoulra qualquer
parle.
Vendem-se locos soceos de varias qualidades,
tambem se fazem fructci-
doce dovos. de muitas
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5u5uc5u3uuycsoe.
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SSil^,^,s SSHSSS
Instituto a presente occasi3o para reiterar ao publi-
co litteratoos seus votos de agradecimento pelo aco-
lliimento quetem dado s suas produccOes.
-Curam-se radicalmente as dores de entes, mes-
iho estando cariados, em cinco minutos: na ra
Nova n. 7, primeiro andar.
t'ortas : tremedeiras ; rsteldcs; empadas ; bolinhos
i- nara cha ; bolos francezes : lambem cnchem-se baii-
co imrmrel'e Se as de bolinhos enfeiladas de flores e figuras do
mesmo bolo de alfinim ramos do cnfc,l08
roas : tUdo no ultimo gosto de seus donos !">"
Direita, sobrado de um andar n. 33, ao pe do dous
de varandas douradas. o
= Vende-se arroz branco, tanto em saccas como
om alqueire da medida velha ; dito vermelho ; dito
com casca ; arinha de mandioca muito nova ; sal
do Ass, ta nto em porcao como a rctalho.: tudo por
barato preco : na ra da Rraia, venda n. 39. Na mes-
ma venda compra-se urna mesa de jantar, do abas
jdecahir, usada.
S 'E
Elixir Tnico de Mr. Dr. Guilln?,
anunciado nos Diarios como muito espe-
cifico.se ada tambem na botica de Bartho-
lomeo Francisco de Souza, por Ihe ter
vindo de Franca : quem delle precisar,
pode procurar que o achara dopropno
autor.
- Vende-se um piano do armario que precisa do
algum concert, ou lambem troca-se por outro
sendo inglez horizontal com pouco uso,, de boas
Tozes, e estando perfeito : no Aterro-da-Boa-Vista ,
n 37. terceiro andar. Na mesma casa precisa-se
augar um sobrado de dous andares sondo no mes-
mo Aterro.
ONOVO BArtATEIRODARUANOVA.
Tinoco & Rocha vendem seda lavrada com um
pequeo toque de mofo, a 600 rs. o covade-; sarja
branca lavrada com llstras asset.nadas, a 1,280 rf.
o covado ; riscadinhos francezes a 220 n. o cova
do ; riscadinhos de lindissimos padrOes o cr segu-
ra a 220 rs. : tambem avisam aos seus frt"
quoreceberam novo sortimento de chitas, do 120 e
180 rs., e tambem vendem por 160 rs. Jit" cu-
ras de cOr secura ; madapolSo largo e soffr.vcl,
60 rs, alm de um com'pleto o variada sortimento
que sempre teem em sua loja da ra, LNo n^J
4 Vende-se ;um s.t.o no lugar.dos *ga;
com proporcoes para grande v.ve.ro, ]* tendo um
nrinciniado no pateo do Terco, n. .
P 2 Vende-so nielado do urna parda que est for-
ra na outra metade.a qual tem 32 annos.he boa ma
nara criar, lava bem de sabao e varrella e traba-
ai bem de enxada por 200.000 rs. : na ra Nova ,
asaX solicitador decusas, Jo3o Gomes Martin.
_ Vende-se urna parda moqa, prendada na ra
largado Rozario, n. 46, primeiro andar, se aira
qUl. Vendem-se 50 casaes de pombos de boa raca :
na ra Augusta sobrados novos do Sr. Jos Mana
de Jess Munia chegando ao Aterro-dos-Arogados.
Vende-se farinha de Trieste, e da
verdadeira marca SSSF, do ultimo carre-
gamento chegado a*sta praca, muito no-
va e frescal i no-*wnaera por detrs do
thealro, de Joaquim Lopes de Almeida.
____



'i
-> Vendem-ie moendas de ferro para engenhot de a-
ucar, par vapor, agoa e bratas, de diversos tamanhos>
por prejo commodo e igualmente taliat d ferro coado
e batido, de todos os tamaitos: na praca do (Jorpo-Sars
j<>, n. U, em casa de Me. Calmont flf Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Na na do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos cortes de cambraia para vestidos do
senhora; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
daesta muito propria para a estacSo de invern, por
ser decores escuras; um rico sortimento de mantas
de seda e de seda e 1.1a para senhora; mantinhas para
meninas a duas patacas cada uma ; chales de seda
de bonitos gostos e diferentes tamanhos; meias de
seda brancas e prctas, para senhora e homem as
mais superiores que teem vindo a esta, praca; pan-
no fino preto e de cores ; alpaca a 800 rs. o cova-
do, e muito fina a 1,600 rs. ; cambraias para cor-
tinados de camas e janollas, assim como Franjas pa-
ra os mesmos ; cortes do caigas de casimira france-
7a elstica e muito superior, a 5,000 rs. cada corle ;
cortes de rolletes de velludo, gorgurSo, setim e de
fnstilo por prego muito barato; panno de linho, a
400 rs. a vara ; cobertores para escravos c oulras
muilas fazendas que todas so venderflo por pregos
muito baratos.
Na ra da Snzalla-Nova, n. /a,
contina a liaver um completo sortimento
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
ndas, e machinismo de vapor para en-
genho.
Vcndem-se superiores chapeos de
JStLcastor, pretos e brancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
la, de Jos" Joaquim da Silva Maya
A 160 rs.
dita de 20 annos; uma preta de 36 annos, muito
forte sadia e sem vicios por 330,000 rs.; dous
molecotes de elegantes figuras um com officio de
alfaiate : estes dous escravos vendem-se para fura
da provincia, ou para algum engenho bastante lon-
go ; e mais alguns escravos queencommendarem.
Vendem-se chitas limpas, bons pannose cOres
(xas, a sete vintcns o covado, e a pega a 5,300 rs.;
algoditozinho muito largo, fino e tapado, a sete vin-
tuns a jarda, com pequeo toque de a varia; sarja pre-
ta superior, limpa, a 1,280 rs.; um Guarda-livros mo-
derno : na ra estreita do Rozarlo n. 10, torceiro
andar.
Vende-se uma negrinha de 13 annos, quecose
muito bem faz lavannto e marca com perfeigito :
no pateo da Matriz de S.-Antonio, n. segundo
andar.
Vendem-se, na praga da Independencia, livr-
ria ns> 6 e 8, as seguimos poesas de Castilho: Noi-
tc do Castello; osCiumes do .Bardo ;e Cartas de
Echo a Narciso.
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bonetes de palha clstica e pala de lustro: ven-
dem-se na ra larga do Rozario n. 24
Vende-so a engenhoca Hiacho-das-Bcstas, sita
na freguezia de Nossa-Senhora-do- comarca do Bonito, em Panellas-de-Miranda, por
prego commodo, e vende-se a prazo : trata-se na ra
Direita, sobrado n. 29.
3* EM PRI.MEIRA MAO", 3
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
nciro e de Lisboa : na ra da Senzalla, armazem
n. 110.
Vende-se um linda mulalinha recolhida mu-
cama de 16 annos de moito boa conducta ; o mo-
tivo da venda se dir ao comprador: na ra estroi-
ta do Rozario, n. 31, primeiro andar.
Lauspcrcmie do Itozario.
Vende-se na praga da Independencia livraria ns.
6e8, por mil rs., um livrinho conlendo o novo
Mez de Mara, novena da Conceigo c o Lauspere-
nnedo Rozario de N. Senhora.
- Vcnde-se cal virgem em meias barricas chegada
ltimamente ; caixas vasias para assucar ; una por(o
de pesos de ferro, de duas arrobas ; serras grandes para
errar madelra ; tudo por preco commodo : na rna d
Moeda, armazem o. 17.
A' vfcpOO o corte.
Na loja de GuimarSes Serafim & C, confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes de cassa dos padrOes mais modernos que leem
vindo a esle mercado, e lindos desenhos pelo bara-
to prego de 4,500 rs. cada corte; chapos de sol, de
panninho francez a imitagito de seda, com lindos
rabos, a 3,200 rs. cada um.
O verdadeiro
c finssimo panno de linho do Porto, a 800 rs. o
vara, as pegas sio de 15 a 16 varas, e estilo se aca-
bando ; letigos de seda carmizim fazenda inleira-
mente nova proprios para algibeira e pescogo a
1,280 rs.; cortes de cssa-chita preta, muito bonitos
padres e muito baratos; e um completo sortimento
de fazendas finas de todas as qualidades : na ra
do Queimado n. 11, loja nova Je Raymundo Car-
los I.eite.
Vcnde-se ferro da Suecia ; folha de Flandres ;
cobr par forro de navio ; dito para caldeireiro em
porgues grandes e pequeas : na ra do Apollo ar-
mazem n. 6.
Vende-se urna) casa terrea, com a frente o reta-
guarda de lijlo, eo mais de taipa, sita na ra de
Motocolomho, nos Afogados, por 120,000 ris : ella
rende 2,000 rs. por mez, e se da a prazo : trata-se na
ra Direita, n, 29.
---Vende-so urna preta de nagilo, de26 annos,
de bonita figura que engomma muito bem cozi-
nha de forno e fogilo, cose e faz lavarinlo ; um mo-
leque de nagHo, de 16 annos, de bonita figura sem
vicios nem achaques, e que cozinha o diario de
urna casa: na ruada Concordia, passando a ponte-
zinha a direita segunda casa terrea, se dir quem
vende.
Vende-se uma parda de 30 annos, que cose
engomma lava de abito e varrella, cozinha o faz
renda.tudo com perfeigao, e he propria para o gover-
no domestico de uma casa de familia : em casa de
Manoel Jos Gongalves Braga junto aoarco do S.-
Anionio.
--Veridem-e os trastes seguintes, juntos ou se-
parados, por barato prego, na roa Direita, loja
de marceneiro< n. 88 : uma cama de angico, feita a
moderna; uma mesa redonda de meio de sala ; uma
marqueza ; 4 bancas; uma carteira ; uma mesa de
jantar; urna duzia de esdeiras; um lavatorio; um
cabide ; 2 bancos ; duas lanternas lavradas ; duas
mangas de vidro ; um candieiro de meio de sala ;
utnananquinha, usada.
Vende-se um piano forte, de muito boas vo-
zes : na ra da Cdea loja de chapeos n. 36.
O"i7.2.0ne*-, n.m ba,a,tic.a de conchas e correntes
. ...k'.mu,,t0 for,,iaa com braSO tepatente : na
ru estrella do Rozarlo pudrirla ao pe da botica.
Vcndem-se escravos baratos, na ra das
I.arangeiras,n. 14, segundo andar : um
muraUfitio de elegante ligora sem vi-
cios propriaifMtM PBgem ; um preto d
40 annos por 30,000T rs., muito forte
* MOTO; uma negrinha de 18 annos, de nagffo; trm
s!
s I
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Me
l-ljl

Vendem-se 10 casaos de rolas de Hamburgo,
brancas : na esquina do Srigado venda n, 1.
Gaz.
Loja de Joao Clinrdon
Urrio-da-l.oa-lisia, n.S.
Nesta loja aclia-seum rico sortimento de LAMPEOF.S
PARA GAZ com seus competentes vidros accendedo-
res e abafadores.
EstOS CaiidiT.IOS sao os melhowa a
mais modernos queexistem hoje : rrcommendam-se ao
publico, tanto pela scguraifa e bom gosto de sua boa
confeceo como pela boa qualdade da luz, economa e
asseiodeseu srrvicn.
iVa niCSnia loja os consumidores sen-
pre acharo um deposito deGAX de cujo se afianca a
qualidade c em porco bastante para consumo.
Vendem-se
superiores cordas de tripa e bordOcs para vio!3o, ra-
beca e rabeco; papel paulado para msica de to-
das a.4qualidades : tudo chegado de prximo: na
praga da Independencia loja n. 3.
Vende-se uma cadeira do arruar envidraga-
da, forrada de damasco e bambinelas de setim ,
guarnecida de franja e borlas de retroz com um
saccobcm feito, para a senhora botar o lengo, ou
outra qualqucr cousa aldraba de prata para a se-
nhora se fechar por dentro, muitu nova e bem en-
vernizada com a sua competente camisa carreteis
ecordfo de linho, por prego muito commodo : na
ra do Queimado n. 18, primeiro andar, com a
entrada pela ra do Rozario.
('asa da F
na rna estreita do Rozario, n. 0.
Neste cslabclecimento acham-se a venda as cau-
telas da bem acreditada lotera do theatro publico
desta cdade, cujas rodas andarilo infallivelmcnte no
da 2de julho, fi quem ou nito bilhetes. A ellas, que
poucas sito.
Vendem-se dous escravos, bons para o servigo
decampo; umdil, bom marinheiro de governo ;
um iliid, bom cozinheiro ; 4 escravas 2 das quaes
engommam, cosem e coznliam ; uma parda de 20
annos de muito boa figura que coso engomma e
faz lodo o mais servigo de urna casa; um preto do
meia idade por 250,000 rs., bom para o servigo de
uma casa : na ra do I'asseio, loja de fazendas ,
0.19.
Vende-s o lUugeu Pilloreico encadernado de
novo em 1 v. ; Alexina ou a Torre-Velha cm 4 v.:
na ra do Queimado, n. 18.
Na ra do Queimado loja de chapeos n.
u 38, vendem-so superiores chapeos fran-
cezes chegados ltimamente no brigue
Armorique, e do mais apurado gosto de Pars; bem
como de castores de todas as qualidades, at o
mdico prego de 6,000 rs. ; e igualmente chapeos
tinos de massa al o prego de 2,500 rs.
U I lili til
Jl
2>3 5>j32,2.a as mais superiores que he possivel,tanto parajhomcm
como pora senhora muito novas ; bem como de se-
da, de todas as qualidades : na ra larga do Rozario,
n. 24
Vende-se uma botica no bairro de S.-Antonio ,
com os fundos de 1:600,000 rs. pouco mais ou me-
nos e Os pregos muito favoraveis: a tratar com Ma-
noel Jos Lopes Braga, na ra do Crespo.
Vende-se uma escrava de 14 a 15 annos, de
bonita figura sem vicios : as Cinco-Pontas, n. 71.
=Vendem-se 37 barris de mel, promptos para
embarcar na ra da Senzalla-Nova, n. SO.
Vendem-so um cavallo rugo-porrfbo, carrega-
dor bastante gordo e sem achaques no pateo do
Carmo, n. 20.
Vende-se, por prego commodo, um exceden-
te piano : na ra do AragSo n. 27.
Vende-se olmecega de muito superior qualida
de ; cera de carnauba de prinieira sorte : na ra da
Madre-de-Debs, armazem de Vicente Ferr ira da
Cosa.
Vende-se nm banheiro de madeira grande o
novo: em Fra-de-Portas, n. 145.
- Vende-se, por prego commodo, um lindo e
elegante urub-rel, muito novo e manso : na rna
da Cruz, n. 26, primeiro andar.
Nao se esquecam, freguezs ,
do barateiro que est torran-
do por pouco dinheiro, na
sua nova loja do Passeio-P u-
plico, n. 19,
as segu'mteS fazendas : madapolOcs finos a 2,000
2,200, 2,400, 3,0000, 4,000., 5,200 e 6,000 rs. : cortes
do cambraia a napolitana, a 1,600,2,000 e 2,400 rs. ;
cambraia branca lisa a 2,500 rs. a peca ; cortes de
chita, a 1,600 2/ e 2,400 [rs. e em covado a 100,120,
140, 160,180, 200 e 380 rs.; lengos de cambraia para
gravata, a 200 c 320 rs. ; ditos para senhora, a 320
0 4<>o rs.; brinsde qudros e lislras, para caigas, a
800,1,000 e 1,200 rs.; ditos, a 360 e 400 rs.; bre-
tanha de puro linho a 800 e 900 rs.; lengos de re-
troz da ultima moda de Paris, para senhora a
3,500 rs. ; primor para vestidos a 320 rs.; lengos
de seda de bonitos padrOes a 1,440 1,600 rs. ; me-
tins para jaqMotas de todos us padroes, a 240 rs.,
fazenda esta de muita 4ura ; cortos de ftnttOes para
collote a 1,120 rs.; pannos para cima de mesa, a
1,600 rs.; chitas para cobertas, do muito lindos pa-
drOes a 160 e 220 rs., e em pega a 6,000 rs ; risca-
dos francezes, a 240 rs., o oulras muitas fazendas
que polo scu diminuto prego nSo desagradarSo aos
seus freguezes. Vennam logo freguezes, antes que
se acabem as pechinchas : ao depois nao briguem
com o barateiro.
CASA DE MODAS FRANCEZA.
.1. IHilloehou, ra do Alerro-da-Boa-Fisla, n. 1,
recebeu pelo navio Armorique, um lindo sorli-
mentode chapeos de palha de todas as qualidades,
"sos, bordados e abortos, para senhoras e meninas ;
uvas de pellica, para homens e senhoras ; ditas de
malhas abertas, com dedos e sem elles ; vestidos do
casamento e de bailo, de gosto cscolhido ; ricos Icn-
cinhos de seda o de garga, com franjas, para grava-
tas de senhoras; filas as mais ricas, de franjas; ditas
do todas as larguras, da ultima moda; bicos de linho
de mu i tos padrOes ; creps finos, brancos e cor de
palha, para vestidos de senhoras; lengos de cambraia
bordados; camisinhas ditas ; flores finas, tanto pa-
ra cabga como para armar vestidos; chapeos de se-
da da ultima moda, o muitos outros objectos do toi-
lette das senhoras : tambem faz sempre chapeos
e vestidos de senhoras, da mais ultima moda e por
prego commodo.
Medicina universal.
Punas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado do 20
annos do investigages do celebre James Morison.
Por meio destas pitulas conseguio scu autor inn-
meras e admirveis curas, desde as afTecges que
a taca ni as enancas do peito at as molestias chro-
nicas do anciao.
A Europa saudou esto remedio como remedio uni-
versal para todas as doengas e al hoje anda nito
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhoda de uma receita
que ensina e facilita a sua applicagflo. Consiste em
tres preparages, a saber : duas qualidades de pi-
1 ii las disl i netas por nmeros e um p : cada qual
goza de modoseacces diversas.
As pilulas n. 1 sao aperitivas; purgam sem abalo
os humores biliosos e vicosos, e os expulsam com
eflicacia.
As den. 2 expulsam com csses humores, igual-
monte com grande frga os humores serosos, acres
o ptridos, do que o sanguo so acha a miado infecta-
do; percorrem todas as partes do corpo, e s cessam
de obrar i| liando teem expulsado todas as impurezas.
A terceira preparagto consiste em urna limonada
vegetal sedativa : he aperaliva, temperante c ado-
cante : torna-so em coinmum.com as pilulas o facili-
ta-Ibes os mclhorescffeitos,
A posigto social do Sr. Morison a sua fortuna in-
dependento,repellcm toda a ideia de charlatanis-
mo; o as admiraveis curas, operadas com o sou
systema no collegio de sade de Londres silo mais
que garantes da eflicacia do scu remedio.
Rccommenda-se esta medicina, que nSo pede nem
resguardo de lempo, nem de posigflo da parto do
doente a todos os que, atacados de molestias jul-
gadas incoraveis, se quizerem desengaar da sua
virtude.
Oxal i|no a biinianidade fcheos ouvidos aos in-
teressado om desacroditar estes remedios tflo sim-
ples tSo commodos e tito verdeiros.
Vendem-se smento cm casa do nico e verda-
deiro agento J. O.EIster, na ra da Cadeia-Velha ,
n. 29.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7,
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgo e por prego commodo.
jRua do Queimado, n. IO,j
nova loja desirguoiro.
Lima
vende uniformes militares, para to-
das as patentes de legiflo cavallaria e
infamara da guarda nacional; galOes
de ouro e prata ; chapeos inverniza-
dos para pagens.
Vcnde-se a venda da ra da Praia, n. 46, com
poucos fundos, ou aquolles que convierem ao com-
prador. Al.uga-se na mesma casa um preto para ser-
vente de pedreiro, padaria, ou para sitio.
Escravos Fgidos.
Fugio, no da 7 do corren le, um
moleque de nome Antonio, porm s res-
ponde quando se o chama por Fula, que
tem nariz grande e chato, beicosgrossos,
falla muito gaga, pouca barba ; representa
ter de ao a a3 annos de idade ; tem m
dos dedos do psern cabera, cara redonda,
estatura baixa he grosso do corpo j tem
uma carnosidade em uma das orelbas ; le-
vou vestido camisa e calca de algodSo da
matta. Roga-se s autoridades policiaes
e pessoas particulares o favor de o appre-
benderem, e remetterem rna de San-
Francisco, no primeiro andar do sobrado
n. i3, junto ao theatro velho, que se pa-
garo asdespezasque tivertm feito, c se
recompensar generosamente.
Fngio, do peder doabai-
xo assignado, um escra-
vo, de nomo Domingos, Je 20 a 22 an-
nos cor parda, baixo, musculoso,
barbado e de suissas fechadas, cabel-
los pequonos, nariz grosso e um pouco
chato, dentes alvos, com uma cica-
triz semicircular no anti-brago direi-
lo, de uma canvetada que levou ; he
muito esperto e loquaz, trabalh de
difTerentes officios e le alguma cousa.
Como estivesse no Rio, Baha e Ala-
gas donde he natural, conta historias
destes lugares; e sendo possivel que
tenha-sahidoda cidade pode Iludir a
qualqucr de que he forro. Descppa-
receu na noitedo dia 10do correte;
levou camisa de chita azul, calcas de
hrim pardo trangado, chapeo de pel-
lo velho e sapatos, pois anda calgado,
alm de'uma Irouxa com roupa. Quem
o pegar leve a ra larga do Rozano, n.
30, segundo andar, que ser bem re-
compensado Dr.lH. A. da Silva Pontct.
Teln boa gratifcaoslo
Juemlevar i ra Direita sobrado n. 29, da viuva
e Burgos & Filhos, os seus 3 escravos segointes,
que fugiram a 24 para 25 do passado do lugar de
Api pucos, ondese acliavam Irahalhando : C.aetano,
crioulo; representa 45 annos, cor fula estatura re-
gular, chino do corpo,cara larga olhos apertados; he
muito serio, levou a mulher, Ignacia, parda que pa-
rece cabocla ; representa40annos; temos cabellos
alguma cousa crespos, pannos escuros no rosto,olhos
fundos est magra ; costuma sempre andar de ca-
beceo e saia de chita sobre os hombros, chales, ou
panno da Costa; levaram um filho cabra bonito,
de idade de 18 mezes; elles levaram surr3o,ou trouxa
de roupa, em que Ievavam uma rede; ha toda proba-
bilidade queseguiram para o Apody da provin-
cia do llio-Crande-do-Norte d'onde sao naturaes;
tendo sido o marido cscravo de Leandro Bandeira de
Moura, hoje assistente em S.-Anio, e a mulher, es-
crava de Antonio Januario da Rocha, que, ha pouco,
parti para o Rio-Grande: quem os pegar, conta-
r com grande recompensa levndoos ao dito so-
brado
Fugio, no dia 25 do passado de Tiriry trras
de Algodoacs, um pardo, de nomo Faustino de 30
annos pouco maisou menos secco, estatura regu-
lar rosto comprido, cabellos encarapinhados, pou-
ca barba ; desconfia-se ter ido para Pajah-de-Flo-
res, donde veio para aqui ser vendido: quem o pe-
gar leve a seu senhor, Gaspar da Silva Fres, na ra
Bella, n. 40, que receber alvigaras.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, de San-Thom estatura baixa,
rosto redondo esem barba, com feridas as pernas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete inglez.
Eslc escravo pertonce a Jo3o Jos Pereira do Azeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprehender, queira le-
va-lo ruada Cruz n. 66, casado Gaudino Agosti-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no dia 3 do corrente, do engenho Parai-
zo, frcguoziada Escada, do abaixo assignado, o
escravo FabiSo de 18 a 20 annos alto secco, cor
fula, cara meia larga nariz chato, principiando
a bugar; he um tanto atrapalhado na falla, que bem
mostra ser do gento de Angola ; tem na perna di-
reita uma ferda que anda n8o est, bem sOa ; sup-
pOe-se ter ido para o Recife, ou para o Norto por
ja ter ido ao sertio al as var/cas de Jaguaribe ,
em companhia de seu senhor o abaixo assignado ;
por isso lalvez procure alguns combois ou se quei-
ra embarcar para o mesmo flm. Roga-se as autori-
dades policiaes, capitSes de campo e pessoas parti-
culares de o pejarcm e lovarem a na do l.ivramcn-
lo n. 20 venda de Joaquim Correa ou a ra do
Queimado loja de Joaquim de Almeida e Silva.
Manoel Jtronymo de Barreos Itangel.
m
Gontinuam a oslar fgidos os escravos : Jo-
sepba donagSo Cagange de 18 anuos, secca, alta,
seto atacado denles superiores limados, sisuda e
calada, porm falla explicado ; tem uns signaos pre-
tos na cara, o I maior nos peitos ; levou veslido de
chita de palmas desbolado e panno da Costa com ma-
(mes brancos; costuma acoitar-se pelo Recife, ou
Beberibo : Jos, de nagilo Bengueila velho corco-
vado, caneca branca, ps e milos grossas, faltam-lhe
lodosos dentes da frente, falla mal, c he apellidado
Prego.
--Fugio, no dia 7 do corrento a preta alaria do
Carmo que andava vendendo azete de nagfio Re-
bolo ; representa ter meia idade com signaes na
maguado peito do lado direilo da forma, de duas
chaves e uma dita no lado esqerdo; levou missan-
ga encarnada no pescogo camisa de algodSozinho,
vestido de chila com flores encarnadas, panno da
Costa, ordinario ; desconfia-se que tenha ido para
oCatuc, portersidodel : quem apegar, leva a
ra largado Rozario, n. 37, que ser recompen-
sado generosamente.
PERN. : M* TTP, BEM, F. DK rAMA.-^I847,
i'**
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