Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08437


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Full Text
*
Anno
de 1847.
Quarta-fera 9
O DIARIO pubUca-ietodo os dlM, que nlo
" ,u miarda Pr* d MRnatura he de
rSi rs.po' ia dos assignanles sao inseridos i rasio de
?"? DorKol". < en, typo dilleronte, e as
.-es P'1" metade. Os que nao forem aasie-
PAASE3 DA LA NO MGZ DE JDNHO.
ii!n"0*nlj 8. h*T" 4S n,m da mtnha.
i, oOt, 12, m 10 hora e SJ mi. da tarde.
(Vrscente, '&. 5 n0' l0 'u. da Urde.
j a che! "> '' ndrM e mn- daannhSa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Rio-Grande-do-Sorte quima, feiras aomeio-dia.
Cabo, Sermhaem, Rio-Formoso, Poito-Calvo e
Macelo, no l., a II endcada mez.
l>aranmins e Bonito, a 10 e 21 r
Boa-Vista e Flores, a 13 e 8.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos o dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, I horas i IR minutos da tarde.
Segunda, a I horas e 12 minutos da manha.
le Jim fio.
Ann XXIU.
N. W.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda, 3. Rolierto. Aud. do J. dos or-
plios, do J. doc. da ? t. do J. M. da 2 v.
8 Terca. S. Salnstiano. Aud.do J. do civ. da
I. .' do 1. d pai do 2 dist. de t.
9 Quarta. S. Priaro. Aud. do i. do civ. 2 v,
e do J. de paz do 2 dist.de t.
10 Quinta. S. Margarida. Aud. do J. de orph.
e do J. municipal da I. vara.
cita. !<* O SS. Coracao de Jess. S. Bar-

12 Sabbado. 8. Ooofre Aud. doJ. do civ.
da I. r. e do J. de paz do I dist. de t.
IJ Domingo. S. Antonio.
CAMBIOS NO DA 1 DE JNHO.
Cambio sobre Londres a 2T d. por 11 rs.
a Pars 140 rs. por franco.
Lisboa 105 de premio.
Desc. de lottras de boas firmas */j /, ka su
OuroOicas bespanholes.... 28J500 a
Moedas de 00100 velo. I6#300
* ilc 61100 or.. 16JJ00 a
de *f 008..... 00O a
Prafj PaUeoes.........." l#*Q a
Pesos coluoinares... I#C0 a
Ditos mexicanos.... lf7C0
Miuda............. Ii20 a
Aeros da comp. do Beberibe de SOfOOO rs.
i 0 d .
J|00
I|JO
Vico
IMT*
l}08
1194.
aopar
DIARIO DE FERFv AMBUGO
INTERIOR.
PAULA MENT BRASILEIRO.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS-
SEtslO B IS DS MAIO DI 1*47.
DISCl'SSO SOBRE,AMODIFICAQO B OBGiNISAgAO DO MI-
NISTERIO DB 2 DB MAIO.
0 ir. l*arroi Pimtntil: Sr. presidente, na Franca, on-
de o systema representativo lein outra cor, outro quila-
te que entre nos, a retirada de uiu ministro do gabinete,
dedous, tres, ou qiiatro ou cinco nao tem concorrldo
por mais de nina vez para modificar o carcter, a fel-
cSffjio ministerio. Mas na Franca, onde o systema re-
rsentativo he galardoado coui todas as honras qne Ihe
aitribuem os publicistas, de ordinario nao sao chaina-
"dos para o podersenao os mcmbrps dos partidos. O que
aconiece na Franca com mais f8rca se verifica na Ingla-
terra ; a sabida ou entrada de um ministro nao inllue
sobre o carcter, sobre a cor poltica do ministerio; for-
ra, porin, he contestar que todas as vezesque o minis-
terio be abalado em sua base, todas aa, vezrs que o che-
fe do partido, que he chamado para presidir o ministe-
rio, soffre na sua conservaco, o ministerio todo se des-
morona. Nn Brasil, em que nem sempre sao chamados
os chefet de partidos para os ministerios, no Brasil, fin
que os organisaces mlnisteriaes sao quasl seinpre anor-
inaes, deve-sc indagar se a retirada de um ministro coo-
correu. ou deixou de coucorrer para a mudanca da po-
Ijticaque segua o ministerio. Se bem que, como j dis-
se, nao sejam chamados para as pastas os chefes de par-
tido, oomludo he preciso atienda- que entre os mem-
bro qu compdem o ministerio nao ha seinpre ignalda-
de decapacidade ; o por isso aquelle que se aprsenla
com mais talentos he seinpre considerado como chefe
ostensivo do gabinete. Bem que o gabinete de 2aou 6
de maio ( nao me record de scu nome) nffo tlvesw em
sua organisacao nenhuin dos membro preeminentes da
poltica, nenhum dos ineinbros preeminentes dosdous
partidos que se disputam o poder, todava era eerto, ln-
coatestavcl que ao Sr. Hollanda Caidfcnti se attribuia
as honras da primazia.- Ora, annum^Blo a l'olha olli-
cial, ou scmi-olncial que bSr. Holianoa Cavalcantl se
retirara do gabinete, nao devemos nos indagar, se, ape-
zar de preenchida a sua vaga, contina o inesmo gabi-
nete com a mesma siguificacao, com a inesioa poltica ?
Certo, Si\nrcsidcute, estas explica9(5es siio tanto mais
neecssanaiqtia nlo los no principio da\4CStao,|ueJsenoa
apresentaprenhe de variadas quesl8es,nao podemos dar
um pi'iineiro passo sem que seja elle ceririro.
Urna outra considerncao, Sr. prosidojfcte, que se apo-
derou fortemeute lile de meu eapirito, Coi que apasta
iiii|iiiilaiils.sma da laaenda que oceupava o Sr. Ilollan-
da Cavalcantl, c que no tneu entender foi inuito bem
cxcrclda por elle, c que boje est oceupada, nao digo
por prssoa inhabilitada, 3o digo por pessoa de pouco
inrrecimriitoi mas por urna pessda inteiramente hosjie-
de na materia...
Muitai voto : Oh oh oh (Signan de dentgacao).
O Sr. UeireUti: o he eiacto.
O Sr. nrroi Pimenlel: Na ser exacto. Conheco va-
rias qualldadcs no uobre ministro; ms causott-me lan-
o inafs adiniraco a sua nomeaco, quanto o honrado
ministro da fazenda, delxando urna pasta em queja li-
nha excrcitado seus conhecimentos, foi lomar possede
outra cujas diflculdadcs nao esto ao alcance de todo o
inundo.
Ora, preenebda a vaga que deixou o Sr. Hollanda,
nao cumpre porrentura indagar se houve alteracao na
edr c na physionomia do ministerio ?
O Sr. Ftrrt: Nao lia nada de novo.
OSr. Hmrroi Pimenlel : Se era o Sr. Hollanda quero
dava alma vida ao gabinete, nao he paia recriar que
elle tome outra feco ? Que garantas temos de que o
novo membro esposar todo o passado e futuro de sus
A cmara, Sr. presiente, tem direilo de saber que
motivos coneorrrrh'para 3 modificaco ministerial, e
do provocar urna declaracao sobre a poltica da adini-
nistracao ; portanto, releve-iue V. Exc. c eu convido
aos setihores ministros a dizerem alguma touu sobre a
situaco.
O Sr. l'uiidenle : Eu nao posso dcixar de conside-
rar a discurso do nobre deputado como urna interpella-
cao'; por consequencia cumpre que venham mesa os
ailigos da inlerpellacao, como manda o regiment.
Or. Carrol Vimentel: Julgoqueas Infonnacocs que
poco qualquer dos senborea ministros pode da-las. Es-
t presente um dos nobres membro do gabinete, e me
persuado n3o ser cousa muito dilucll honrar-nos elle
com alguma explcacao.
O ir. Prndente : Se se tratasse neste momento de
qualquer discurso em que fosse permittido dirigir in-
lerpellacdei, cu nao faria a observacao que fiz ; mas &
nobre deputado pedio a palavra pela ordem ; julguei
que quera olferecer um requerimento ; conhecl, po-
O Sr. Fernanda Torree I ministro da fazenda): Eu a-
cabei de urna molestia, e por isso Uve alguma hesitacao
em pedir a palavra. Serei breve.
Eu me persuado que a entrada de um novo ministro
para o gabinete nao alterou de modo algum a poltica
que o ministerio segua. Julgo que, em conformidade
com o aysteina representativo, o ministerio se acha par-
lamentarmente organisado, porque a maior parte do
gabinete compOc-se dos mesmos inembros que foraui
nomcados em i e 5 de inaid do anno passado. c que ti-
verani-o apoio constante da maioria. A cmara est sem
duvida lembrada das clrcumstancias que antecederam
a uoineacao doa quatro ministros que formam parte do
gabinete actual.
Um dos nobres ministros, que formava parte do gabi-
nete, ju|gou conveniente pedir a sua dcmisso; a cora
aceitou esta deniissao e convidou a um nobre senador
para razer parte do ministerio. Estou convencido que
isto em nada tilterou a marcha administrativa do actual
gabinete; e portanto, nao havendo fados novos, eu rae
persuado que o ministerio est as clrcumstancias de
merecer o apoio da maioria da cmara, apoio que elle
teve at aqu, que teve o aono passado, e quo ete anno
anda demonstraran alguma houve de que o tivease per-
dido. O ministerio, eutrando em sua consciencia, nao
acba factos por onde possa ter perdido a conftanca da
maioria da cmara ; se eise factos existem, o ministe-
rio ignora.
Nao poiso accrescentar mais nada pelo estado de fra-
quea em que me acho ; porm crelo ter satisfeito a in-
tcrpellacao do nobre deputado.
O Sr. Urbam(pela ordem) -. Julgo que a Inlerpella-
cao feita pelo nobre deputado por Sergipc nao foi muito
regular em verdade. V. Exc. tem raso quando exige que
a interpeliacao saja feita na forma do regiment ; mas
eiiiliin o nobre deputado fez a sua interncllaco e o no-
bre ministro se dlgnou responder. Eu dirci tamban al-
guma cousa a esterespelto.
Concordo com o nobre ministro em que a administra-
cao actual nao soffreu modcaco alguma com a en-
trada de um novo membro para o ministerio; estou que
contina na mesma poltica, que os mesmos principios
ho de dirigir todos os aeus actos. Nislo estou concor-
de ; mas o nobre ministro avancou mais; disseque con-
tara com o apoio da maioria da cmara. Eu no-deixei,
Sr. presidente, de estrauhar que esta asseveracao do
nobre ministro nao fosse apoiada pela maioria; entre-
tanto eu nao quero anticipar a dlscussao ; prxima est
a diteussao do voto de gracas, e para entao me guarda-
rel para entrar no examc do mrito da administrado
actual (apoiador). Por ora nada mais direi.
O Sr. Vistonde de (ioiannu reclama a palavra que j pe-
dir .'luoste que lhc lora negada.
a conccdeU a outros senhore* foi pora terem pedido pe-
la ordem e nao poder neste caso ser ella negada.
" O Sr. Yitconde de (ioitnna : Agora levautel-me s-
mente para diier a V. Exc. que cedo da palavra. Nao li-
nba visto o Sr. ministro quando ped a palavra. Mas log
que S. Exc. fallou, assentel de desistir.
OSr. Rodrigues doeSantos: Asexpllcasosque forant
provocada pelo meu nobre collega por Serglpe, as ics-
postas dadas pelo nobre ministro, obrigam-me solici-
tar mais .ligninas rxplicacoes, quedev/m orientar-me
em niinha ciiuducta at a dlscussao do vol de gracas
O nobre ministro teve a bondade de dizer-no <|u". i
entrada de um novo membro para a adminslraco nao
teria de Influir sobre a marcha administrativa; mas o
nobre ministro sabe perfeitamente que haduas cousas
a exigir de um ministerio, o prngramma poltico e o
programma administrativo. Pode um individuo concor-
dar com outros em um programma administrativo, mas
pode encontrar multa dimculJades em concordaran
um programma poltico. Sabe tamban a casa, quea
maioria, que se tinha formado dcbaixo da administraran
do 2 de fevereiro, tinha se conservado'unida, e que era
constante at pouco tempo. Temos, portante, dircito a
saber se n programma poltico apresenlado pelo minis-
terio dede "fevereiro, "que servia de laco, de uniao
maioria, ioi aceito pelo ministerio do i de maio; se pode
hojeser considerado existente em todas as sua parles;
se os principios proclamados nao sorlieram modificaco
alguma com a entrada de um novo membro para o mi-
nisterio; se os compromisos sao por elle inicuamente
miin ou pelo proprio nobre ministro da juslica. Drmai,
como o nobre deputado se reierva para emittir outros
pensamentos quando se tratar da resposta falla do
throno, permita que tamban os inembros da adminls-
Uaro actual se reservan para essa occasio para Ihe
respondern categricamente.
Parece-me que tenho satisfeito de alguma mauera ao
nobre deputado.
(Alguus senlioi es pedan a palavra pela ordem.)
U Sr. Marinko : Ordem do dia.
O .Sr. Ferros : Esta he que he a ordem do dia de
hoje.
O Sr. Wanderlty : Saibores, cu creio que o nobre r.i os interesses individuacs.
que o examinara i a noticia da organisacao do ministe-
rio foi recebida com pasmo por todos (aponaos.) Nin-
guera suppoi que urna raontauha dsse um panto tao
pequeo ; mas infelizmeiile, Sr. presidente, isto proce-
de,_ porque os principios do governo representativo nao
esto radicados como devem,; isto procede, porque nao
sao os principios que uos giii.un, mas siui os interesses
pessoaes (poiado); he o desejo siinplcsinenlc deapro-
veitarmos a pnsiciio, em que nos acharaos, para melborar
a nossa posicao futura, que liga quasi todos o* nossos
homens de estado quando se atliaiu nessa alta posicao:
o paii, seus interesses, tildo fica de lado ; tscolha pa-
depulado devia l'ovmular por ecripto a sua interpella-
co, a ti m deque nos podessemos estabelecer um debate
em forma (apoiadoe), que livesse alguma consequencia
razoavel, til para o paiz; mas dlscutir-se pela ordem,
ilc mam-ira que nao pinjemos es tender-nos a respeitoda
niodiHca9o ou mudanca ministerial, sentios assini pe-
dos em nossos raciocinios, he o que nao me parece con-
veniente. Convido, portanto, ao meu honrado coliega pa-
ra que aprsente por escripto qualquer interpeliacao,
am de quepossamos discutir ein ordem. Nao me pare-
ce o objecto de pequea monta, como teem figurado al-
gn honrados inembros. No systema representativo, a
inodilicaco ou mudanca ministerial deve traaer expli-
oacoes ao parlamento, para saber c elle contina o eu
apoio adiuinistracn ou se o relira (ipoiadot). O que
venios nos ? Vemos que aquelle que havia organisado o
ministerio, e que por consequencia era o membro maU
preeminente dille, retlrou-se; qu'al o motivo? Qual a
rasao por que o nobre ministro da fazenda retlrou-se da
administraran ? J seexnlicou isto? Ja o sabe a cmara !
Pffio.
Nao se trata aqu de discutir a poltica do ministerio
passado; o lugar opportuno para isto he a dlscussao da
resposta falla do throno (apoiaiioi) ; trata-se de saber a
rasno da modilicacao; se foi motivo poltico que induzo
o ministerio a modilicar-se, ou se foi destas quctdeszi-
nli.is que apparecem, trasendo mudanzas de governo, e
comellas mudilicaccs polticas.
Ue preciso com ell'eito ter nina f muito robusta para
acreditar que o ministerio actual satisfar todas as exi-
gencias do systema representativo (npoiados); he preciso
urna f aind.i mais robusta para suppor que o nobre
ministro da fazenda se acha habilitado competentemen-
te para defender todos os actos da administrarlo passa-
da (apoiadoi).
M.i i, emiini, ponhamos de parte todas estas questes;
o que desejo que o ministerio actual explique he a rasao
da modilicacao, he a marcha poltica que pretende se-
guir; porque, apezar do que affirmou o nobre ministro
da guerra,,nao poda ei acreditar que o nobre ministro
Sr. presidente nos outros paizes coastitucionaes ,
quando urna administraco se modilica, ou quando um
individuo toma conla de una pasta, a primeira cousa
que faz he apresentar-sc ante as cmaras, c dzer: A
causas por que houve a modincacao forana estas ; os
principios que regem a actual administracao sao estes
a cantara, a vista driles, nos di! o seu apoio ; se tiver-
ntos o apoio da cmara e da cora, conservaremos o lu-
gar ~ ; mas entre nos o que vemos ? O nobre ntiiis-
ii'u da juslica, cauteloso como he, nao disse quaei eram
os principios ; o nobre ministro da guerra disse que a
poltica do ministerio heaquellique o gobiuetc de 2 de
uni i liub i declarado ;. accrrsccntpii que o ministro
novo, o Sr. senador Lopes Gama, tliASa adoptado a mar-
cha administrativa : mas mo Iratou da marcha polti-
ca. Entretanto ve a cmara que o nobre ministro se jul-
ga anda seguro de obter a maioria da cmara, inesmo
sem manifestar a ua poltica, os seus pensaineuto !
l-'.u sou amigo, Sr. presidente, dos principios do gover-
no representativo, desejo ve-Ios enraizados ; e por con-
sequencia, qualquer que for a ininha posicao como in-
dividuo para com alguus dos nobres ministros, eu Ibes
peco que, como homens parlamentares, pecain a pala-
vra, aclaremao paiz sobre a marcha do ministerio.
Senhores, quaes foram, anda perguntarel, oe moti-
vos da modilicacao actual Esse iiuistro, que quera
para si a gloria do conde da barca, esc ministro nao co
ulicce ha muito tempo quaes sao os principios do go-
verno representativo? Esse ministro lio verado nos
principio do systema representativo, no momento em
que tem de vir dar conta de seus aelbs (e que acto* tao
gems), ante o paiz e ante a cmara, lie que abandona
scu posto, .dcixa seus companheiros merce do ven-
tos !
U Sr. o'ouzn Franco d. um aparte que nao ouvimos.
O Sr. Ferro : Se be commlssario, cu estou proinp-
to para aceitar o combate.
JMuiloi Senhoret dao apartes que nao podemos colhrr.
O Sr. Ftrraz : Eu acho que a defesa pessoal erx a
defea mais propria. Eu nao possa por maneira alguma
lia amaste aueme lor* uc|au. ... uci.a, ..-.. f.u..,.,. ^..^. H-^ .._^.......-.._ ucrraa r.
CfSr: FttiiVrlile explica qwe ter no den a palavra aa Jnstlca sisr* exaosamente a poltica do 1 de leverel ro l derarde senirr que ao menos oes-ministro nao ae de-
r. Viscondc foi por nao haver nada em discussio e se (apoiadoe). Pelo menos os seus precedentes, os seus dls- morasse
O a I.!- nal r- na 1 ., J ^ > ... n iilja ->l.lia- nKntaOtB III !>>% I f 1 '1 T
cursos, luda a sua vida poltica, protestara contri .1 as-
sercaodo honrado ministro da guerra. Perdc-meo no-
bre ministro que IKe diga que ainda he preciso ouvir ao
honrado ministro da juslica, para crerque elle esposa,
tal qual, a poltica do 2 de fevereiro.
i anu o nobre ministro pedio a palavra agora, onvirei
a explicaran que elle houver de dar da modiatt-aco do
ministerio. He este o ponto principal; ludo o mais ficar
para occasio opportuna.
HAY. l'relidenle: OSr. ministro da gurrra pede a
palana; mas eu nao a posso dar. Nao lia nada em dis-
cussao, eoSr. ministro J fallou urna vez pela ordem.
O regiment prohibe que se falle mais de una vez rin
queslo de ordem. Se o Sr. deputado por Serglpe nao
mandar a sua interpeliacao por escripto, o negocio est
concluido. Passa-se ordem do dia.
O Sr. Franca l.eilt (para negocio urgente) ; Sr.
presidente, a srssab se tem adlanlado sem que n te-
ndamos ainda visto apresentar a resposta falla do thro-
no: ncsle interim houve urna modilicacao ministerial
que excrou a discussSo que temos observado; convm,
pols, que a cmara, para poder declarar se apola a ad-
ministi ario actual, conforme inesmo as explicaces que
o nobres ministros acabara de dar, seja Instruida, pela
reparlifo competente, dos factos que tem precedido
actual organisacao.
Para formar o raen julzo sobre a conducta do minis
lerio relativamente juslica do paiz, eu tenho necessi-
dade de certoseclareclinenlo, e he por Isso que vou
pffereccr um requerimento, esperando que a cmara o
partilhado; se o novo ministerio be solidario em admi- Vpprovar.
nistraco c poltica com seus collcgas: emfim se pode n .A urgencia he apoiada e approvada sem debate, e por
.'*'." ... ._._ ____ft_ V.BL ... -______>_~ ... 41......:. .i an.ri.ii.ta rnmii>.L
rm, pelo correr do seu discurso que faza urna iuter-
pellacso; e asinlerpellace p?ra ireiu de conformida-
de com o regiment devem vira mesa por escripto.
O Sr. Fetfai : V. Kxc. tem toda a raso vista do
egimeulo ; mas cu r.re.inclino a cier que, tendo o no-
bre deputado, taivea exlemporaneamfcn'e, felto a sua
interpeliacao, he do rigoroso dever, e momo da honra
do nobre ministro aproveitar a occasio e dar urna res-
posta ; nao be porque esteja convencido que apoltica
mudou ; nao conheco no ministerio de 2 de malo pol-
tica algujua ; estou que o* ministros que licuara conli-
niiarjoa marchar do inesmo modo que ames.
O Sr.l. secretario l qsariigos addiciouacs ao regi-
ment relativamente s interpellacoes.
O Sr llarroe Pimenlel: -Eu tne penudla que a minha
interpeliacao nao eitava na ordem daquella que pres-
creve o regiment ; julgava que, comonos outros pai-
zcs, logo que houvesse urna- modiflcaeo do gabinete,
qualquer ministro dos que ficassem devla dar cma-
ra o motivo da retirada do seu collrga. Tanto mais as-
sim derla pensar, quanto o ministro que e retirou era
de uina importancia extraordinaria) ministerio. Era,
pois, cousa muito Imples que cu diriglsse urna peque-
a pergunta ao Sr. minlslio da faienda, que oprovo-
casse a apresentar i cmara os motivos da' modiheacao
do gabinete. Julgo, portanto, acusado mandar a mesa
os qulsitos da inlerpellacao ; so eu a passageiranten-
le. Sao Sr. ministro se dignar respondci-nie, bem;
ouando nao, a cmara e o paiz que ajuizem do ettado
rJJ cousas.
parlamento representar omplelamente a cora, e pe-
rante a cora representar completamente o parlamen-
to.
Descendo deatei principio geraes a algumas applica-
jc, nao posso dcixar de provocar explicaces sobre
I um objecto de grande monta, que constilue um dos prin-
eipaes empenhos da maioria, isto he, a lei da reforma
judicaria. O ministerio actual contralto o empenho de
promover a approva9ao delta le; apresentou uina pro-
posia; mas esta proposta, a rrgular-me pelaanteceden-
cias, nao sel se poder merecer o assenio do nobre mi-
nistro que hoje dirlgea-reparlicao da juslica. Peco, pos,
para orientar-me, que algum dos nobre ministros, que
teem assenlo na casa, teuha a bondade de dizer-nos e o
seu uobre coilega da juslica aceita em toda as suas par-
te o programma do ministerio de 2 de fevereiro, e par-
ticularmente se esse nobre ministro, aceitando apasta
da Justina, contrallio o empenho multo formal e solemne
de propugnar pelas idelas que se achara consignada na
proposta do governo obre a reforma jdcfnria; pois
que so deste modo podercl ajuizar, se a adralnilracSo se
acha homognea, ou se he composta de elementos dis-
cordes.
lie este o qulsiloqucporora faco. Reservo para ou-
tra occasio exprimir a minha opiulao muito franca e
decidida sobre o modo por que entendo que o gabinete
tem execulado o programma que havia anuunciado
(apoitoi).
OSr. Sanloi Brrelo ( ministro da guerra) : -O objec-
to sobre que mal deseja ser informado o nobre deputa-
do he se o nov ministro que fas actualmente parte dos
coueelhos da cora est decidido a sustentar o princi-
piando actual ministerio, principios que iba foram le-
gados pelo ministerio de 2 de fevereiro. A eate lespeilo
direi ao nobre deputado, que o novo membro da admi-
niilraeSo est decidido a seguir este principio.
Tambera deteja o nobre deputado saber se o novo mi-
nistro est einpenhando em faier pascara reforma judi-
caria. Peco ao nobre deputado, que me d klgum lem-
po para poder responder a esta sua pergunta (apoiiido).
Nao tendo n anda tido conferencias, o que pretende-
mos fazer hoje pela primeira ve,' nao posso j resp*-
der-lbe a este respeito; utas coi tempo conveniente o
nobre deputado ter urna explcacao positiva, dada por
Jklbhelidoe enlra em discusso o aegulnK requeri-
mento do noBre deputado:
Meque ro que se pecaao governo, pela secretaria da
juslica, urna relarao: I.*, do juize itiuuicpaes que
dcsdejf ordenado, por quanto lempo, e por que motivos: 2.",
dosjui/.esdedlreito, com a mesma declaracao: 3.u, tinal-
mente, dos Juizrs de dieeiao que sendo removidos foram
p%s dos seus ordenadoatrasados, com a declaracao
se elles linliam tomado posse pessoal dos lugares para
os quaes liuhara sido removido, e emquauto montn o
pagamento felo a cada um desses ordenados durante o
tempo intermediario poe pessoal do lugar da remo-
cao. Paco da cmara do depulado, 17 de maio de
1847, Dr. Franca Leile
O Sr. Ferrat: Sr. presidente, eu considero este re-
querimento como um nielo que o nobre deputado ofTc-
rcee', alini de que ein breve quadro se reaumam os de-
feilos ou osados injustos praticados pelo governo; eu
considero este requerimento ainda como um meio pelo
3ual os nobrs ministros, aproveitando-sc da occaiio
os debates sobre seus actos, com a franqueza que deve,
ter todo o ministerio no systema representativo
_ por mais algum tempo para apresentar esta de-
fesa ; mis quaes os motivos polticos que deram lugar
ua retirada ? Nao os conheco ; he Isto oqueeu re-
clamo, porque eslava persuadido que o ministerio e-
lava lio consolidado, que e acredilava que o pen-
lanienlo do nobre ministrla fazenda era o pensa-
it uto de todos, que todos nao li/iara mais do que cui-
dar na grande obra da salvaran da patria.
Quanto a este requerimento, Sr. presidente, que ten-
de a saber qual o numero de juizes municpaes, qual o
numero de juze de direilo quaeitao com licenca, he
natural que ua secretaria nao extala numero de empre-
gados sunicienie para dar conta deste irabalho (riada);
porque eu creio que o pensamento da adra i nistraco foi
provar que o artigo 34 da proposta do governo era'des-
necessario, pois que, Tuudando-se elle na necessidade
de licarein era suas comarcas os magistrados, o governo,
j empregando o maior parle desses magistrado, j
licenciando-os, provou inlciramente a desnecessidade
do artigo. Devo todava dizer que achel que o governo
eslava no seu direlto. Demais, senhores, veae um
principio nao pode er seguido risca ; crcunatan-
ca peculiares podem determinar unta ou outra licenca,
e s veze grande numero dcllas. O governo que pro-
clantou os principios de coneiliacao,.entendeu-o da
maneira por que eu O entendo, e nao poderla por ina-
nclraalaumadelxaf decouciliar por esta maneira mul-
to interesses. Enteudo, poi, que nesla parte nao ha
motivo de censura primeira, porque o governo obrou
em seu direlto, e em segundo lugar, porque eslava no
principios proclamados pelo seu programma. Quanto a
ulitma parte, cielo que o nobre depulado sabe multo
bem qne uina lei dis|He que os magistrados, que nao to-
iiiarem posse do seu lugar, tenham 6 mezes de ordena-
do. Creio que nesta parte o nobre ministro tem a scu
favor todas as rases.
O Sr. Franfo Leile : Ns o veremos.
O Sr. Ferrat: O motivo, Sr. presidente, por quo to-
raei a palavra contra o requerimento, he por entender
queda grande trabalho em se tirar unta relacao disto
actualmente, porque a secretaria est desprovida de
muitos einpregados, e at porque supponho que o go-
verno procedeu em regra dando estas liceucas. Ku me
lembro que o governo foi tao rigoroso a ete respeito,
quem meu collega, oSr. Conjalvcs Martin, nao pode
ter urna licenca com ordenado.
Voto contra o requerimento.
O Sr. Franca Leile: O nobre deputado nao impugnou
senao a ultima parte do requerimento. Eu, pois, nao pe-
dira a palavra, se porvenlura tivesse so por fim uten-
tar o requerimento, porque estou convencido que aca-
- transcendencia do seu
rm as'rae por que o ministerio se inodiiicou, __ .
ses por que o ministerio se acba actualmente tao hete-1 tinl
rogi-ncamcnic composto ; quaes sao as vistas do muis- era
mar toda comprehende bem a transcendencia ao seu
objecto ; mas Ja que tomei a palavra, perm.tta-me V.
Exc. que eu note a anomala que tem apparecido por
. ato que na'o temos querido noldar-nei iaa ^'fea
deca- do governo parlamentar. Hoje os nobres min stro, que
a ra- se Lenta... aqu, declararam : 1A que a poluto, qne
tinham a seguir eom modificacao actual do_gabinete.
rog.__
terlo, qual a sua poltica, e contentar-se-ha simiente
com declarar cmara e ao paiz que seguir cerlos
principio*, e que na pratica o abandonar-. Considero
tanto mala necessaria esta declaracao para a nobre maio-
ria, quanto e acha vacillaute pela declaraJo do nobre
ministro da guerra, feilaanda ha pouco tempo, de que
sobre principios que a uobre maioria deve seguir ris-
ca aloda nao conlerenclaram os ministro. Pois urna me-
dida que a cmara tem lomado a peito, uina medida
recommendada na falla do throno por mais de duas ve-
ze. e principalmente na falla do throno deste anno, nao
aera onrprlnciplo cardeal sobre que deve assentar o la-
co de unio ntreos ministros amigo c os modernos?
Supponho que neiu os nobres ministro que ficarain bao
de ceder de seu principio, nenio ndbre senador, que
cntrou para o ministerio, quereramalgamar-se com os
..amesmido 2 de fevereiro ; 2", que nao tinham
combinado entre si sobre a adopcSo da refrma Judica-
ria, e que o prctendiam fazer hoje. Sobre estes dous
pon los os nobres ministrse a casa permlttrao que eu
oftereca alguma observace. Primelro direi que ito
aconiece por caua da anomala que tem apparecido por
nao querer-se adoptar as condice parlamentare. A
cmara hontem ouvio que eu disse que a cmara devla
ser adiada al que o ministerio se apresentasse orga-
nisado c habilitado para dar neste recinto todos osea-
clareoimentos sobre a sua poltica. NSo se qulz adop-
tar eta proposicao, e o que acontece he que o minlkte-
rio hoje apparece e nao pode dar explcacao alguma.
Esta he urna das medidas que eu tenho vtoto sempre a-
doptada era todos os parlamentos ; a cora nem o ga-
binete nunca rntram note adiamento -, o gabinete te
entende com o presidente da cmara ; e o presidente a-
principios do nobre ministro. "A physiomla, poi. do mi-1 dia a esaao. Se se livesse adiado a esao, o gabinete
nisterio oll'erece uina especie de recelo a todo aquelles I tinha tido tempo de combinar a sua poltica, le om-
ILEGIVEL
4

s\


i
I
binar as propostas que tlnha de faser ao corpo legislati-
vo, decoinbinar a sna defesa ; mas hoje elle se aprsen-
la como de improviso. .
Sr. presidente, eu declaro que eitranhei, quando o
nobre deputado porSergipe dlsse que o actual minis-
tro da fa/.enda nao oflerecia habilitaces para desempc-
nhar cssa grande mlssao; cu estranhci, porque as naDi-
Iimi'ies dos ministros nao compete a cada um dos indi-
viduos investigar; prmelrainente compete coroa, e
cm segundo lugar compete ao inesmo individuo que lie
< li.im ni" para desempenbar esta ou aquella mlssao. A
nos nao compete sena examinar os factos ; mas, cm-
qiianto os factos nao apparecein, nos nao temoso direl-
to de declarar cm pleno parlamento, que este ouaquel-
le individuo he incapat de ser ministro. Ue yerdade que
no presente caso alguma excepeo deve haver, porque,
se nos olliarmos para os acontecimentos passados, para
a poltica cnto proclamada para a poltica seguida,
para a poltica hoje ratificada nesta casa, nos temos to-
das as habllltacjes, lodosos direitos para diier que o
ministerio nao pode merecer a coulianca da casa,por sua
incapacidade.
Sr. presidente, no anno passado o ministerio nesta
casa declarou que a sua poltica craadod^de levereiro,
e que os seus principios cram a conciliasao ; mas como
. n i mi.-u essa conclllar.ao ? Armando as provincias au-
toridades subalternas contra autoridades superiores
O Sr. Lopes Nttlo : Apoiado.
O Sr. franca Leite : Dando osempregos suballernos
a pessoasdiametralmente oppostas a poltica do agente
principal.
Os Sr. Lope !fetl* e Villela Tavarts : *- Apoiado.
U Sr. Franja Leite i lie nisto que consiste a conci-
lladlo? Sr. presidente, todoi os nobres depulados po-
dem miii bem asseverar o que viran) as suas provin-
cias; aquelles empregados, que rain proposlos para
executaras ordens do presidente, cram diamctralinciue
opposlos ao inesmo presidente (apoiado.) Vio-se que
todas as rcclamacdes dos presidentes, que todas aspai-
ticipa'cdes delles contra a desobediencia e adule desses
empregados cram desprezadas pelo gabinete.
- Alguns Srs. depulados por Pernambuco: Apoiado.
O Sr. Franca Leile: He esta a poltica que aindaquer
seguir o gabinete ?
O Sr. Ministro da Guerra : Os factos.
OSr. 'raitfa Leile:-- Eu apresentarei um da inhiba
provincia: o presidente pedio que se corrigsse a un
inspector da thesouraria, que nao lhe obedeca, que ate
odesprezava, e praticava actos do maior acinte, e all a-
11.il i o conserva ; eu apresentarei cm todas as provin-
cias juizes munlcipaes contrariando a administraran) pu-
blica. Queris anda mais claro a contradictoria poltica
do gabinete? Apresentando urna proposlapara nao ha-
ver promocao no exercilo senao por estudos, o gabi-
nete pretorio nao so as autigudades mas lambein os
estudos.
O Sr. Ministro da Guerra : Est engaado; aprsente
os factus.
O Sr. Franca Leite: Eu os apresentarei em lempo
competente.
O Sr. Ministro da Guerra : Eslimare milito.
OSr. Franca Leile:O inesmo ministerio que trouxe
una proposta a esta casa, que proclamou a conveniencia
eos interesses naconaes que consisten! em que o magis-
trado nao seja deputado, lie este inesmo gabinete que ti-
ra um juil de direito do leu lugar para vir redigir una
gazela na corte (opoiaflos). Se, pois, estahe apoltica do
gabinete, eu declaro que desde j nao lUe posso dar o
ineu voto.
O Sr. Ministro da Guerra : Snto muito
O Sr. Franca Leile :Omeu requerimento tende, pois,
a mostrar cmara quaulo se desdenhou ajustica do
paiz, levando seu relaxamento at aos juizes nuucipa-
e ; nao houve juiz municipal, que pedisse una lcenca,
que nao a obtivesse, nicsiuo com motivo ftil: houve
juizes que nunca tomaram posse do seu lugar.e que ob-
liveraiu licenca com ordenado.
O Sr. Fernandes Torres (ministro da fazenda): Esta
euganado.
O Sr. Franca Leile: Se o nobre ministro, quando fr
approvado o ineu requerimento, me convencer do con-
trario, cu ii.mi lerci duvida de retirar as iniuhas expres-
soes.
OSr. Ministro do Fazenda: Nao me recorda um su
facto semelhante.
O Sr. Franca Leite : Uemoveram-se juizes sem que
elles lomasscn posse pessoal do seu lugar, deram-se l-
< iii. as com ordenados.
O Sr. Fernandez Torres (ministro da fazenda): A lci
manda-Ibes pagar.....
OSr. Franca Leite: Examinaremos esta quesillo;
este ser mais um motivo para que o nobre ministro vol
pelo in.'ii i., 111. i lliu-lliu. relo que nisto liauma dcsin-
irlh-.ii.il sobre o espirito da lei; a lei nao mandou pa-
gar ordenados a pessoas que nao tomaram posse do lu-
gar: a leiquer a jusiica nopaiz, e naoquer que se en-
tregue a jii-.li. i, como eu o vi Sio Hio-dc-Janero, aos
interesses e ,is vingancas particulares das aldras, entre-
tanto que os juizes desfructavam na corle o seu ordena-
do. I',H i.inii,, como o ineu roque rmenlo tende a escla-
recer a cmara sobre osles pontos, para bem pdennos
avaliar a poltica do ministerio, a sua poltica passada e a
sua poltica futura, co-ivin que o requerimento seja ap-
provado.
O Sr- Junqueira : Sr. presdeme, supposlo que esta
dscussao pareja prematura, leudo nos anda de discutir
o voto de gracas, todava he inegavel que ella tem o ln-
teresse do momento. Todas asaltences estilo suspen-
sas sobre amodificaco do ministerio; todos os pensa-
inenlos convergem sobre qual deve ser o pessoal que
tem de dirigir a nao do estado. Pelo que eu tenho visto,
apenas entrado hoje na cmara, tenho formado to dis-
paratado pensaineiilo, e ideias lao contrarias, tao com-
batidas existem dentro de miiii, que me juigaria op-
presso, quasi surlbcado. se nao procurasse por ineio da
palavra, niio digo esclarecer aos nobres depulados, nao
digo recordar o passado, porm esclarecer a min ines-
mo, e saber se he urna realidade oque se passa eulrc
nos. Poderei dizer alguma cousa em rctrospecto sobre
este pas cuja surte de auno eniannn vai jogada sem
que possamos saber se he no Brasil, neste palz dolado
pela nalureza, cheio de riquezas, que se passam scenas
deplora veis, scenas que nos poderemos perdoar-nos mu
tuamenle; porm diante doeslrangeiro ellas teem servi-
do para nos considerarein fracos e divididos, e deste mo-
do nima-Ios a nos tratar com arrogancia c bravatas!
[Apoiados). Eu quando vejo levanlarem-se vozes nesta
occasio sobre juizes muuicipaes e pagamentos de orde-
nados a empregados com licenca, quando interesses de
too alta monta se teem passado, quando vejo o Brasil in-
justa e inurbanamente tratado pela legaco dos Estados-
Unidos, quando vejo a Franca apropriar-se de nossas
embarcares (apoiados), quando vejo a Inglaterra aiuea-
ir-nos com a reclamacao exagerada de um subdito seu,
uilherme Vouug (apoiados), quando se passam estas
scenas, euolho com sorpreta, comvergonha, dcixarrm-
se interesses to subidos para se tratar deobjectosde
inuito menor escala.
O Sr. VHila Tarares: Quero ver aconclusao.
O Sr. Junqueira : Vejo a falla do throno, que devo
suppr obra dos nobres ministros, erma, falla desses
pontos essenciaes (apoiados). Nao sou suspeito, seuho-
res, porque nao pertcnco a partidos, nao sou deputado
que o governo fez, nao sou cominissario, nunca-o fui;
- uieupaiz que me nomeou; oor isso a uiinha voz
aquello que quiz entrar com estes ministro! deve leguir
a poltica delles.
Sr. presidente, o que vejo he "m desejo de que se Ja-
ca um novo ministerio; o qne pude col ligtr no perneo
tempo que estou no Rio-de-Jaueiro, he que estes minis-
tros ja teem durado multo.
O Sr. D. Manoet: V por ah que vai bem.
O Sr. Junqueira : Ou talvez j estfio satisfeltos alguns
desejosos ministros tera sido amaveis para com inul-
tos (rizada); agora he preciso gente que seja anda mais
amavel. He esta a minhaopinao; eu sou um miope em
poltica; mas se, concentrado em mim inesmo, olho os
honiens e as cousai, vejo-me breado a tirar esta con-
clusao, e eu assim o dira sem pretender offender a nln-
guem. Pulanlo, Sr. presidente, no voto de grabas de-
ver-se-hia nao passar em silencio negocio de tao alta
monta, c nao sei porque se deixou passar estes tpicos
tao essenciaes sem se appellar .para o patriotismo que
existe no paz, com o qual o governo pode contar, por-
que osBrasileiros sao eminentemente amigos da honra
e da dignidade do palz. ,
O Sr. Franpo Leite: Mas um fraco governo faz fraca
a naco.
O Sr. Junoudra : He una verdade, mas, no governo
representa I i vo, um fraco governo vai logo fura.
O Sr. Ministro da Guerrat Apoiado.
OSr. Junqueira : O governo a que o nobre deputa-
do alludehedasmonarchias puras ou absolutas.
OSr. Franca Leile: Est engaado.
O Sr. Villela Tavarts: Estou espera da conclusao
(risadas).
OSr. Junqueira: Est tirada a conclusao; salvo se
a quizer mais clara (rilada). Quero dizer, Sr. presidente,
que se nao deve passar por exigencia alguma do eslran-
geiro, que nao seja fundada em direito, c que o ministe-
rio que nao repellir com toda a energa qjiem quizer
menosprezar o brasil, esse ministerio nao deve couli-
nuarde manera alguma.
O Sr. Lopes Nello t Faca agora a applicaiao.
O Sr. Junqueira: Foi com sorpreza, que n3o achei na
falla do throno senao a delenda Carthago, que he a re-
forma judicaria.
O nobre deputado pela Parahyba fallou dos juizes uni-
os nossos devere; as primeiras voiei qne ie devem le-
vantar nesta cas he para o grandes interesses, os pri-
meiros impetos para a gloria e a honra do Brasil. Eu
pcrguntarel aos nobres ministros em outra occasio, co-
mo se tem usado da liberdade que os cmaras deram ao
ministerio para poder usar dos dlreitos diflerenciacs, de
inposices para com aquellas naedes que nos tratam
mal, que se apropriam do que nao he seu. Porque nao
usaremos destas represalias para entao ver-se bem des-
mascarada c patente perante o mundo inteiro que no
querem dominar ? $i, naci to llvre e tao ndepen-
dente como elles sao, que pugnamos pelos nossos inte-
resses c pelanossadignidade, eque ais valesuccuinbir
do que ceder de modo algum a euas Jactancias e acinte
que teem por fim o ver se conseguem intimidar-nos, pa-
ra talvez obterem-se concessesque por outro modo se
qao teem podido conseguir.
(Conlinuar-se-ha.)
PERNAMBUCO.
do poltico?
OSr. Franca Leile: Nao querer desordem na admi-
nistrado. '
O Sr. Junqueira: Entao o governo que admittio prin-
cipios ultra-liberaos nao poderia despachar neulium dos
chamados Saquaremas, porque era preciso que todos
foBsem do seu credo? Note-se que as autoridades teem
ineos para chamar ordem os iuferiores, salvo se a au-
toridade nao merece coiiceilo, ou no merece o lugar
que exercita. Eu creio, Sr. presidente, que houve chefe
de polica que nao esleve de accordo com o presidente
de urna provincia, e que no entanlo o governo denultio
o presidente c conservou o chefe de polica, e este go-
verno seguia a poltica aclual que foi apoiada por esta
cmara.
Or. A/une Maceado: Apoiado.
O Sr. Junqueira : Mas pela regra do nobre deputado
pela Parahyba deve sei demlltldo sempre o inferior.
O Sr. Franca Leile: Est engaado.
O Sr. Presidente: Attenc.io.
O Sr. Junqueira: O Brasil o que quer he a concilia-
cao, a concordia; hoinens de qualquer credo poltico
devem ser empregados: esta he a conciliacao. Nosta ca-
sa jgritei contra a exclusao de todos que nao perten-
cessem a uin partido : islo era querer continuar no Bra-
sil o principio de reaeco.
O Sr. Franca Leile: J apparece.
O Sr. Junqueira: Eu voto contra o requerimento do
nobre deputado, porque acho que os objectos sao.....
muito secundarios, e o. tempo exige que se trate de
aulros. .
O Sr. Franca Leite: Entao nao quer saber dos
botos ?
O Sr. Junqueira : Nio quero que taes factos loinem
a altcnco da cmara nesta occasio, se houve algumas
licenjas concedidas, os nobres depulados meamos pedi-
i .un algumas.
AUjaas Senhores: Oh Oh !
O Sr. Fraidenle: Atleiifao.
O Sr. Franca Leite : Eu nao.
O Sr. Junowira: As mais difflcels forain talvez con-
cedidas a pedido dos nubres depulados.
O Sr. ftarro Pimmtel: Como est o nobre deputado
ao facto! (Bisadas).
O Sr. Junqueira: Mas qual he o depulado que nao
pedira ao ministro urna licenca para um amigo de sua
provincia? (Kadcf) Suponhainos que o ministro il-a-
queou quando concedeuessas licenjas.....
O Sr. Franca Leite : He por ah que se sacrifican! os
interesses nacionaes.
O Sr. Junqueira : O que eu digo tambem he que se
apoiou os ministros que assim praticarain, c que multo
se apoiou ao Sr. Hollanda av.il.anii.
Ora, se os principios sao os nicsmos, porque nao a-
piiian agora o gabinete ? O nobre ministro, chamado
chefe do gabinete, conseguio da cmara tudoj quando
cu apreseutava una emenda, dizlain-me logo: "So a
aprsente, porque o ministro nao a aceita (Hilada.,!
V. Exc. he teslemunhade que, quaudo sedlziaque urna
emenda uu ora apoiada pelo nobre ministro ella nao
passava.
O Sr. Hodrigues dos Sanios : Passaram algumas nao
apoiadas por elle.
O Sr. Junqueira : Entao era quando o nobre depu-
tado era aulor dcllas, porqueo nobre diputado lem bs-
tanle forja para em certas circumslancias faier passar
alguma ideia contra a vontade dos ministros. Quando o
nobre ministro nao approvavauma emenda, nao se que-
na saber se era da maior ulilidadc; disscratn-inc os se-
nhores que a belleza do governo representativo era es-
ta : se os ministros nao querem a ennnda, vote-sc con-
tra, espere que o ministro se levante para'se levantar
(risadas); agora os un smos senhores dizeni flzestes
muito mal : mas os senhores approvaram ; entretan-
to Meo enteiidendo, quando cliegar a occasio, que nao
devo approvar a esmo as ideias minisieriaes, porm se
outra vez errar a lifo, lico iucorrigivel. Se o governo
nao he bom agora, nao era bom entao ; os senhores tl-
verain muito lempo para coubecer a poltica.
Tin Sr. Deputado d un aparte.
O Sr. Junqueira : Eu nao estoudizendo que apoiaos
ministros ; eu estou sempre com o meu direito salvo
(apoiados e risadas), A poltica era sabida, era herdada,
hoiKologada (risadas). Os senhores o sabam de tanto
lempo ; os senhores a apoiaram contrauiini, porque al-
gumas medidas que eu quiz para o palz forain derrota-
das, porque o ministro dizla
lci do ni-c,un. lito.
que nao quena cnxertos na
a lei do
01 O I.----.. r- -i -~ waiii.vu jm,, i,au a niiiiu.i VOZ
lie tranca, fal\o alio e ao inesmo lempo cortejo aos Srs.
iniuistios, (ruada atrae) a queni devo toda a deferencia
como individuos ; mas, quando se trata de negocio to
imprtame como a gloria e a honra do ineu palz, eu de
vo dizer que fiquei sorprendido, e que esperava ver con-
signado no discurso da corda o mais solemne protesto
contra as arrogancias do eslrangeiro, e ainjustica com
que somos tratados.
Quanto poltica do gabinete de 2 de feverelro e de 2
de inaio do auno passado, devo suppr que contina ein
vigor, e eu devo crer que um metnbro que vai comple-
tar um ministerio arrosta e quer compartllhar do bom
e mi que os leus collegas teem feito; est claro que
I'ni Sr. Deputado: Todava nao quera que
or unen lo voltasse cmara dos depulados.
OSr. Junoui'ro :Islo foi negocio que appareceu no
fim da sessao, foram estas complicajoe* que ficarain no
interregnum. Al entao era inoilo apoiado o nobre ex-
ministro, mais do que cu'o apoiaria sendo amigo delle
ha muitos annos; era muito festejado quando entrava
nesta casa, era muito cortejado (apoiadoi). Euo que que-
ro he que se me ensiue, porque (ico sempre com o meu
direito salvo, mas nao transijo com ministerio algum
que ceder urna pequea partcula da dignidade do lira-
sil (apoiados.)
O Sr. Franca Leite : Apoiado Esl na opposlcao.
O Sr. Junqueira : Estarei, se assim o emende o no-
bre deputado. Nao he cousa nova eslar um homem na
opposjo (rieadas), por isso no voto de gracas fallare! ;
< se aproveitei agora, foi pelo inleresse de momento.
Talvez os nobre! ministros me veuliain explicar que nao
lia nada de novo com o eslrangeiro, que somos bem tra-
tados, que a nossa diplomacia nos tem servido de niui-
lo......amavel diplomacia (risadas), excellente diploma-
cia que nos leinos (rilada/). Por consequencla, Sr. pre-
sidente, a dignidade do Brasil he o primeiro de todos
B/7./0<.K./?'//.f.
As publicaooes litterarias em nosso paiz silo pou-
cas, c as dignas de a prego mui raras; nSo lei se por
esla causa, a critica tambem entro nos ainda niio ap-
pareceu, porque alguns alambicados artigos biblio-
graphicos, que urna ou outra vez apparecem, sflo
obras deencommenda, e, quando Dos quer, da mCo
do mesmo autor: acontece mui tas vezes, que, em vez
de podres o vergonhosos elogios, a inveja desdobra
suas guelrns de fel e veneno, sujando reputaefles,
que comegam, ou j estabelecidas, e a critica nflo
passa disto, o quo he grave atraso para as selencias
elitteratura. Ora, nos que conhecemos islo, do ve-
mos afastar-nos do caminbo trilhado, como os Icito-
res esperam, e levamos em tcncllo ; larga exposigiJo,
censura, e mui breves elogios taremos obra quo
presentemente se est publicando em Pornambuco,
cojos dousprimeiros volumes chegaram a esta cor-
te, e com o litlo Memoria Hittoricas da'Provincia
de l'ernambuco em 5 tomos, precedidos a'e um En-
saio Topographico-Historico, pelo tenente da pr-
meiraclasso do ostado-maior do exercilo Jos Ber-
nardo Fernandes Gama.
Os Irabalhos typographicos eslo, ainda mesmo na
corto, bem longo da perfuiglo n que devem chegar
algum dia; todava, multas impresses se teem feito,
3ue nSo nos envergonham, o as Memorias Hitiorica
a Provincia de l'ernambuco, attendendo-se a quo so
impressas na provincia, podem-so mostrar a todos
como prova dos'progressos que as v3o fazendo; o pa-
pel he bom, e o formato (8." francez) adequado.
OEiisaioTopographico, que precede as Memorias,
descrevo o estado actual de toda a provincia, seu go-
vsrno,'divisSo ecclesiaslica e judicaria; villas, fre-
guezias" e povoacoes; estado e organisagilo da guar-
da nacional, &c., cc.; e concille com um mappa es-
tatistico dapopulacSo da provincia por freguezias.
Seria preciso termos tanto, ou mais conhecimento
da provincia, do qae o autor das Memorias, para lhe
Huannos faltas ou inexactides, o que nao temos,
e por isso deveriamos guardar silencio a tal respeito;
mas, apezar de taes rasOes, diremos sempre que sua
obra merece ser lida, e he exacta; fundamos nossa
observagSo sobre a seguinte circumstancia : o autor
obtevo da assembla provincial a concessSo de urna
lotera de 65:000^000, cujo benelicio seria applicado
para a impressSo de sua obra, que necessariamente
soffreu minucioso exame, e feito por pessoas habili-
tadas. Passaremos agora para o corno da obra.
Comeca por urna breve historia da descoberta da
America por Colombo e por Martim Behem, que
tambem goza das honras de descubridor do Novo
Mundo; viagens de Americo Vespucio e de Pedro Al-
vares Cabral, descubridor do brasil; breve noticia
da origm da nacao portugueza : prosegue descre-
yendo o estado de l'ernambuco anterior ao governo
dos donatarios, e l'undagflo polo primeiro donatario
DuarteCoelho; l'undagflo das provincias das Alagoas'
Parahyba, Rio-Grande-do-Norte, Maranhflo e Para,
em que os Pernambucanos tiveram grande parte, di-
versas-guerras, e sobre tudo com os llollandezes;
einliin, a obra deve conter em minucioso detalhe to-
dos os acontecimentos histricos, qur polticos,
qur civis, que tiveram lugar em l'ernambuco e as
oulras provincias quando nelles tiveram parte Per-
nambucanos, desde 1530 at 1844, segundo se de-
prendido do plano seguido neslos 1. e2. tomos,
para osquaes so gravaram estampas, que j vimos.
Consta-nos que a historia da igreja pernambucana
oceupar um tomo especialmente.
Como mo nos prende sentimento algum, como
mullas pessoas sabem com certeza, brumos obser-
viigcs desapaixonadas, e por consequencia justas,
a respeito dos trabalhos e vigilias do Sr.'Jos Ber-
nardo Fernandes Gama, a quem nflo couhecemos
at. Em primeiro lugar diremos, que, para se cons-
truir a historia do Brasil, todas equaesquer noticias
sflo necessarias, o que aquellas que se colheram as
chronicas sSo as mais preciosas, o darei as minhas
rasos; requor acbronica urna iingoagem eestylo
especial da poca, consente minuciosidades que pa-
recem desnecessarias, manque sflo urna fonle pura
onda o historiador bebe a largos tragos; ora, sendo
os aunaos o memorias nada mais que materias para
obreiros, talvez ainda^nui longe de nos, construi-
rem o grande edificio, quizeramos antes, que todos os
homeiis habilitados para escrever sobre taes assump-
tos, compulsando archivos, escrovessem chronicas,
porque assim teriamos mais alguma cousa, quo da-
tas o nomos simplesmenle; e os chronistas, se nflo
podessem imitar Jofio de Barros e Diogodo Coulo,
ao menos nflo teriam de esforgar-se por sustentar
continuamente a nobreza de Iingoagem e torga que
requer a historia; porm cada um faz o que quer,
eu o quo lhe parece, e nem por isso deixam de ser
dignos de louvor, e seus trabalhos deveriam ser pa-
os com muitas honras emercs, porque sflo sempre
rovcilosos, mui proveitosos ; e neste numero en-
tramas Memorias Histricas do Sr. Jos Bernardo
Fernandes Gama ; seu estylo, sem ser guindado, he
todava cima do qijp nos quizeramos, he portuguez
o correr da phrase, e nSo lhe encontramos impro-
priedade no dizer, qur como narrador, qur phylo-
sophando, mas queramos quefugisse mais da his-
toria para a chronica, perde-nos, ser isto em nos
urna mania, porm so este artigo nflo fra j tflo
comprido, haviamos de dizer mais alguma cousa
que talvez nos desculpasse completamente. Houve
na el.iboragflo das Memorias Histricas grande tra-
balho material, alm do trabalho mental do autor,
de muito e subido a prego ; a deducgflo dos factos em
controversia, a delicadeza que mostra no refutar,
outras muitas cousas tornam sa obra recommen-
davel; ese no escrever sobre os factos contempo-
rneos frseguirjdo sempre o mesmo plano, como
Memorias Histricas, haver mui pouco que criti-
car, em uosso humilde entondor. Tiveramos nos de
cada urna urovincia iguaes trabalhos 1!
TRIBUNAL DA RELAGAO.
JULGAMENTO DO WA 8 DE JNHO DE 1847.'
Detembargador de emana o Sr. Vtixoto.
Ma appellacao clvcl entre os administradores do patri-
monio dos orpliaos e Candida Pina, mandaram dar vista
ao curador geral.
Na dita dita entre Antonio Jos de Albuquerque e D.
Rila Rosa de Macedo, confirmaran! a enlenca.
a dita dita entre Jos JoaqulmdaTrlndade e suainu-
Iher, e Pedro Moraes Magalhaes e outros, mandaram dar
vista ao curador geral.
Mandaram dar vista asparles as ppellacoei ie^
gUDe ".'Leopoldina Slnfronlna da Silva Gulmarae* e
Antonio Luiz Vlira ;
De Antonio Gonjalves Perelra e Jos Francisco Pinto
Gulmaraes ;
De Kuno Mara de Seixas e Ooussencourt, gerente do
consulado francs nesta provincia ;
Dcuilherme Augusto Rodrigues Sette e Henrique
Gibsone outros;
De Antonio dos Santos Siquelra e o marquez do Re-
cite ;
Doscredores da extincta firma Magalhaes Bastos e
Francisco Jos-de Magalhaes Bastos.
Deram provimento ao recurso de qualificacao de Jos
da Silveira; e negaram-no ao de Joo Flix dos Santos.
COMMERCIO.
Alfandega.
I
RENDIMENTO DO DIA 8............ *:81*,915
Descarrega hoje, 8.
Barca ingleza Mary-Queen-of-ScoU mercadorai.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA
8.
Geral.. ..
Provincial
3:060,756
1:323,810
Diversas provincias............... 200,276
. 4:584,842
lovimcnlo do Porto.
Navios entrados no dia 8.
Antuerpia ; 58 dias, patacho belga Der-Rheim, de 151 lo.
neladas, capitao F. Huyerdaht, equlpgem 9, carga
inannore, ferragens, gneros do paix, queljos, etc. ; a
N. O. BieberiCompanhia. Trax destino para este
porto e Baha. '
nio-Grande-do-Sul; 28 das, brigue brasileiro Feltt-
Vestino, de 218 toneladas, capitn Manuel Pereira, e-
quipagem lO, carga carne ; ao proprletario Pedro
Das ^
Parahiba ; 8 dias, hate brasileiro Sanla-Crex, de 22 to-
nelada!, capitao Antonio Manoel Alfonso, equipagem
4, carga assucar e lenha ; a Joaquim de Dliveira.
Kriifal.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade oficial da im-
perial qrdera da Rosa, cavalleiro da de Chrislo, e ins-
pector a alfandega de Pernambuco, por S. M. /. ,
o Senhor D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber que, no dia 9 do corrente, (hoje) ao
meio-dia, na porta da ntesma, em hasta publica, se-
r arrematado o seguinte ; 97#guras de louc dou-
rada, no valor de 70,000 rs.; SOOmassas, 500 forros
e 16 grosas de forros, e papel para chapeos, no va-
lor de 250,000 rs.; 9 duzas de bonecos de madeira,
no valor de 16,000 rs., no despacho por facturado
Avral lrmos, n. 4722 ; e 312 chapeos de palhada
Italia, para homem e mejiinos, com os competentes
cordes, no valor de 500,000 rs., no despacho por
factura de Joo Pinto de Lemos & Filho, n. 4730:
tudo impugnado polo guarda Manoel da Fonseca o
SouzaLuna; sendo arremalagflo subjeita a direi-
tos.
Alfandega, de8junhodel847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Declara^es.
A cmara municipal destacidade principia ho-
je (9) a sua segunda sessflo ordinaria.
O arsenal de guerra compra azeite de carrapa-
to, dito de coco, no de algodflo e pavios: quem di-
tos g.vneros quizer fornecer mantiar sua proposts,
em carta fechada, directora do mesmo arsenal, at
o dia iodo corrente mez.
Arsenal de guerra, 7 de junho de 1847.
Jodo Ricardo da Silva.
A adminstragflo geral dosestabcledmentosde
candado manda fazer publico, que no dia 14 do cor-
rente, pelas 4 horas da tarde, na sala das suas ses-
ses, ir praga o rendimento do furo das caixas e
fechos de assucar, do l.de julho prximo futuro a
30 dejunho de 1848.
Administragflo geral dos estabelecimentos de ca-
idade, 7 de junlio de 1847.
Oescripturario,
Francisco Antonio Cavalcante Cousseiro.
A administragflo geral dos estabelecimentos de
candado manda fazer publico, que no dia 14 do cor-
rente, pelas 4 horas da tarde, na sala das s.iias ses-
sOes, ir a praga, o quem mais der, o rendimento ds
casas ii. 3 da ruado Cabug, 5 da ra da Alegra, 29
da ra Nova 65 da ra da Gloria, pelo tempo que
decorrer do 1." de jlho prximo futuro a 30 deju-
nlu de 1850.
Xd
ca^a urna provincia iguaes
(Ostentor brasikiro).
dministragflo geral dos estabelecimentos de ca-
ridade, 7 de junhodo 1847.
O escripturario,
Francisco Antonio Cavalcante Couiseiro.
0 cnsul de S. M. Britannica avisa a todos os
Srs. quesubscreveram a favor dos infelizes da Ir-
landa hajam de comparecer no escriptorio do mes-
mo consulado, hoje, 9 do correte, pelas 10 horas
da manhfla.
en-
Publica^o jurdica.
Na livraria da esquina defronle do Collego ,
contram-so j encadernadas as
Liges de,direito criminal
redigidas pelos Srs. Coutoe Carva"lho segundo as
prelecgOes oraes do doutor Bazilio Alberto de Souza
Pinto, lente da universidadedeCoimbra, e mombro
do concelho superior de instrucgflo publica ': ediedo
brasileira mais correcta que a de Coimera, t augtnp-


, ..,-. remiftOes ao cdigo criminal, 1 volume
'fmato de oitavo ^cz.__
THEATRO PUBLICO.
DA 11 DO COMIENTE.
HARA DATME,
ou
ji revoltijo do Minho.
SexMeira, da santo de guarda, subir a acea
.cta patritica pe$a, ornada com as cantigas portu- na rua u0 Sebo, n. 52, por 8,000 rs. mensaes : a tra-
ffiozas que pede oseu autor, e a fonte de Oliveira Urno e8criptorio de F. A. de Olivcira, na rua da
pu ___: nn/ln no pQphnnns nr\anmn punturas- ---_ n an
?p_Azemeis, onde as cachopas, ao sonido cantigas
iencheros ses cantaros. Tendo-se nos brinda,
Y! con) o hymno patritico, ser este cantado para
maior brilhantismo do espeUculo.
0 restante dos camarotes sevenderano bbliquim
junto aotbea tro.
Avisos martimos
Para Lisboa sahe, no dia 13 do corrente, a barca
nortugueza Tejo: para passageiros, para o que tem
osmais asseiados commodos, entendam-se cornos
consignatarios, Oliveira Irmfiost C, ou com ocapi-
tilo Silvcrio Manoel dos Rois, na praca do Commer-
ClQ
.__para o Rio-de-Janeiro sahir em poucos dias
o brigue-escuna Atnanonat; anda pode receber algu-
nia carga miuda, passageiroseesclavos, para, o que
tem bons commodos: trata-se na rua do Vigario, n.
-Para o Uio-de-Janeiro pretende sahir com toda
a brevidadea bem conhecida e veleira barca Firme-
a: para carga passageiros e escravos a frete, ajus-
ta-secomCaudino Agoslinhode Barros, na praci-
nhado Gorpo-Santo, n. 66.
Para o llio-de-Janeiro pretende sahir, em pou-
cos dias, a j bem conhecida escuna Galante-Mara,
do superior marcha; recebe; [osa frete o pas-
sageiros para o que tem os rnVpKktseiados commo-
modos: a tratar com Silva & CrNIo, na rua da Moe -
da,n.U. *,
Para o Rio-de-Janoiro pretende seguir, em pou-
cosdias, o brigue Jen&dor, tao breve como o lempo
o normitta. O mesmo recebe escravos e passageiros,
para o que tem bons commodos. Quem pretender
pdeentendcr-seiom ocapitfio a bordo, ou cornos
consignatarios, Amorira Irmaos ruada Cadeia,
n-*5- ......
Para a Baha seguir, em poucos das, o hiale
San-Benedicto, de superior marcha : para carga ou
passageiros trata-se-cbm Silva & Grillo, na. rua da
Moeda, n. 11.
l.eilao.
-- James Crabtree & Companhia farSo leilo, por
intervencao do corretor Oliveira 'd ampio sorti-
inento de fazendas inglezas todas proprias do mer-
cado : hoje, 9 do corrente, s 10 horas da manhSa ,
no scu armazem da rua da Cruz.
Avisos diversos
DO
THEATRO PUBLICO.
como tem mu lerminantemei
do. O resto dos bilhetcs que e
vendido sniente al o dia 17
mais rigorusos ueveri^, se pcirveiuura na" '""------
publicamente a gratidao de que se acha possuido para
I -Din alguns dos dignos membros que conipOem a actual
mesa regidora da veneravel ordem terceira de San-
Francisco, Isto pela parte franca e justa que tomarain
em favor do annunclante, na occasio dWdjKuaaao de ru, do juramento, sobrado n. 1,
II m teu requerinif nlo, Queiram, porta.rto. es.es dignos mora a rua uu 1 ^
wembro. receber os sinceros voto de gr.tldao e cordial sa de bons ^fcf/Heft8^"^a Dara ca,
estima do annunclante, enibora desaltendldos fossem os
O NAZARENO N. 42, -
est avendas 3horas da tarde na praca d Inde-
pendencia, livraria ns. 6 e 8. Traz um artigo a res-
peito de Portugal, e outros dignos de serom lidos.
A CARRANCA N. 14
extraordinaria pelo extraordinario do seu contedo
em prosa e verso, tudo maisallo que a futura torre
deS. Thereza. Praqa da Independencia n. 12.
Alugam-se as seguinles casas : um sobrado de
dousandares,na rua estreita do Rozario,n. 20,
altosebaixos, por 30,000 rs. mensaes; urna casa
terrea com quintal, cacimba e mais commodos pa-
ra grande familia na Trompe rua da Soledade,
n. 29 '. por 12,000 rs. mensaes; outra dita pequea ,
lf> Cnlvii n E lA i nnn *. n & r* n n # san _
' Aurora, n.26.
Panorama.
Chegaram mais tres nmeros, 29,30 e 31: os Srs.
assignsntes queiram manda-Ios buscar. Anda se
contina a assignar a 3,000 rs. por anno ou 52 n-
meros na rua do Queimado, n. 11..
Jos Francisco Ribeiro de Souza embarca para
o Rio-Crande-do-Sul o seu escravo Luiz, de nacSo
Congo.
Precisa-sedeum caixeiro para urna venda, e
que de fiadora sua conducta : na rua de S.-Con-
galo da Hoa-Vista, n. 4, se dir quem precisa.
Qucm annunciou no Diario de 8 do corrente,
ter duas pretas para vender, urna de 18 annos, e a
outrade28,dirija-sea rua Nova.n. 44, segundo
andar.
Quem precisar de urna ama para o servido de
urna casa de pouca famija ou de homem solteiro,
dirija-se ao becco da ViraQlo, n. 31.
Precisa-se alugar um preto que entenda de sitio,
paradelle tratar; quem o quizer alugar por mez ,
dirija-so a rua da Cadeia do Recfe, n. 25, segundo
andar.
Aluga-ae o segundo andar do sobrado da rua
do Trapiche, n. 34 com varands de ferro na fian-
te, o com a entradu pola rua do Torres: a tratar
no armazem do mesmo sobrado.
Perdeu-se, no dia 8 do corrente, urna lettra da
quantia 1:800,000 rs., a favor de Luiz Jos do S A-
raujo, em 8 de maio a trinta dias, aceita pelos Srs.
Machado & Pinheiro: e como a mesma lettra se per-
desee, e o mesmo annunciante esteja pago e satis-
feito da mesma quantia, ao caso que a mesma lettra
appareca, fica do nenhum effeito, visto que nao esta
firmada pcloabaixo assignado.
Lu* Jos de S Araujo.
O Sr. da loja de selleiro, da rua Nova n. 5., que
annunciou no Diario de terca-feira, 8 do corrente,
rogando ao Sr. J. J. de C. M. que v pagar urna lettra
que ondossou em outubro do anno passado ao Sr. J.
da R. C., queira declarar se este annuncio se entcn-
de com J0S0 Jos de Carvalho Moraes; pois nSo cn-
dossousemelhante lettra.
Precisa-se de urna ama que lenha
bom le te, prefere-se escrava : na rua No-
va, n. 39, segundo andar.
Precisa-se alugar urna preta fiel, e que saiba
engommar perfeitamente e coser: na rua do Trapi-
che armazem n. 38.
O Sr. de engenho que mandou examinar otan-
oue d'agoa no lim do Becco-Largo junto as tai-
xas o qual foi avaliadoem levar 50 pipas de liquido,
e depois foiajustar, querendo dar mais 25,000 rs.,
pode manda-loconduzir pois s pela sua construc-
eSo merece essa pequea diflerenca. -
-Dcseja-sc fallar aos Srs. Manoel de Rosendo e
Antonio Pacheco de Andrade, naturaes da "hade
S.-Miguel, villa da Povoacao, a negocio que mes
interessa : na rua larga do Rozario, 11. 29.
Arrenda-se urna fazenda, com urna legoa qua-
drada de extensSo distante desta praca 27 legoas1,
sita na comarca do Limoeiro perto do curato do
Bom-Jardim-, com urna grande safra no campo, tan-
to de algodSo como de milho, feuflo e rogas : a tra-
tar no eacriptorio de F. A. de Oliveira, na rua da
AU- Unwpessoa aiancada o que vai a Serinhaem
e Rio-Formoso tratar de cobrancas se otTerece pa-
ra tratar de qualquer pendencia : qucm o protende.
diiiia-sea rua da S.-Cruz, n. 66.
-Precisa-se de urna deleito: na prac.a da Inde-
pendencia, n. 19. 1 u
Manoel Mari da Silva faz publico, que de hoje
em diante se assignar Manoel Fernandos da Luz.
__Aluga-se a casa terrea da esquina da rua do
Nogucira, com oitflo para a de SanTJose, com duas
camarinhas, duas salas, cozinba fora, quintal, ca-
cimba e portflo; um soto com duas camarinhas, sa-
la e pequea cozinha; de sorte que podem c
Precisa-se de um rapaz para um bilhr t na rua
de Torres n. 46.
Fabrica de machinas e fundi-
cao de ferro na rua do
Un 1111, 110 Recife.
MeCallumi Companhia, engenhoiros machinis-
tase fundidores de ferro, mui respeitosamente an-
nunciam aos Srs. proprietarios de engenhos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeitavel
publico, que o seu estabelecimento de forro, mo-
vido por machina de vapor, se acha em effectivo
exercicio, e completamente montado com appare-
lhos de primeira qualidade para a perfeita confec-
co das uiaiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer obras da
sua;arte Me Callum & Companhia desejam mais
particularmente chamar a attencBo publica para as
seguinles por serem ellas da maior extraerlo nesta
provincia, as quaes construidas na sua fabrica po-
dem competir com as fabricadas em paiz estrangei-
ro, tanto em proco como pa qualidade das materias
primas e inflo d obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moendas de cannas para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaes.
Rodas d'agoa e serraras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzese ebumaceiraa.
CavilhGes e parafusos de lodos os tamanhos.
Tai xas, cri vos e hueras do fonialha.
Moinhosde mandioca movidos a mito ou por ani-
maes e prensas para a dita.
FogOes e fornos para cozinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas e do repuxo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas o de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, varandas o grades.
Prensas de copiar cartas ede sellar.
Camas do ferro, etc.
Alm da perfeicflo das suas obras, Me Callum &
Companhia garantem a mais exacta conformidade
com os moldes e desenhos romottidos pelos Srs. que
se dignarem de fazer-lhes encommendas; aprovei-
tando a occasiflo para agradecer aos seus benvolos
amigse freguezes a preferencia, com que tcem si-
do por elles honrados, e assegurar-lhes que nflo
pouparflo esforcos nem diligencias para continua-
ren! a merecer a sua confianza.
Precisa-se de urna ama de leite que seja cap-
tiva : no becco do Veras sobrado n. 15.
Dflo-se 100,000 rs. apremiode 2 por cento ao
sobro penhores de ouro ou boas firmas : na
mez ,.
rua do Rozario da Boa-Vista n. 8.
l)-seajuros a quantia de 370,000 rs. com
hypotheca em bens de raiz que assim se exige, por
ser moeda de orphios : as Cinco-Pontas n. 71.
A irmandade do SS. Sacramento da matriz da
Boa-Vista roga o obsequio aos Srs. moradores do
Aterro ePraca do mesmo bairro, de illuminarem
suas casas as nuiles 9 o 10 dcste presente mez, por
ser no dia 10 a fcsla do orago.
O thesoureiro desta lotera aflirma-
que as respectivas rodas andam infallivel-
menle no dia a de julho prximo futuro,
como tem mui terminantemente declara-
! existem, ser
do corrente
mez, noqualdevem as pessoasque teem
apartado bilhetes vi' receb-los, certos
de que, se assim o n5o fteerem, serio el-
les, com os que ainda restarem, entre-
gues, no dia 18, a urna sociedade que os
toma por sua conta.
-Lu* Jos Marque, deixaria de "''^""'"ff"^" doir^ndom^pee^oa com communica-
^t}*-^&l!on"!?0J^!'2 rL Na nraca da liidcDcudcncia, livraria ns. e 8.
580.'" NTpraga da"independencia, livraria ns. 6
Lima, alfaiate,
o preci-
seus esforcos por urna maioria injusta ecaprlcnosa.
O Sr. Izcquiel de Souza Cavalcante tem urna
carta' na praca da Independencia, livraria ns. 6 e
g k
' No dia 7 do corrente, desappareccu um molc-
que crioulo de nome Francisco, com idade de 17 a 18
annos pouco mais ou menos, sem ponta de barba,
rosto um pouco comprido e bem feito; tem a- vista
alguma cousa curta, secco do corpo, estatura de se-
te palmos para cinta. Esle molequo he muflo ladino,
e eslava empregado a vender pSo pela Estrada-Nora
at o Caxang; levou vestido camisa e calQa de ns-
cado azul j usada; porm como he'muito ladino
podo j ter mudado de trage Roga-se a todas as au-
toridades policiaese pessoas particulares, por quem
possa ser visto, de o mandarem pegar e entregar na
rua larga doltozario, padarian. 18, que se recompen-
sar com generosidado a quem o apresenlar.
Precisa-se de offlciaes de
marceneirc, estiangeiros : na rua
da Florentina, ti. 14, casa de Be-
ranger.
O ataixo asignado roga pessoa,a
qucm emprestu a collecco das leis de
i84'a, o favor de Ih'a mandar entregar ; se
no dirige particularmente a essa pessoa,
por nao se lembrarquem seja.
alcanforado.
-Precisa-se de urna ama secca, preferindo-se ido-
sa : na roa da Uniflo, ante-penultima casa, mao
, para a mare, lado esquerdo.
un en, i
Compras.
-Quem precisar de urna ama para casa do um
homem solteiro dirija-se a rua do S -Bom-Josus-
das Criouls n. 16.
Precisa-se de um caixeiro que tenha bastante
pratica de negocio seja diligente e de fiador
a sua conducta : paga-se bom ordenado : na rua
Direita, refinacto n. 10.
olnclna de encadernacao que o padre F. C. de
Leinos e Silva dirijo ua rua de S.-Franclsco, an-
tiifamente Mundo-Novo, n 6, acba-sc prvida
Jdo todo o necessario para o bom deseinpenho de
qualnuer obra de encadernacao.por mais rica que seja :
as.iin como tem eaproinpta quaesquer emblemas ap-
propriados as mesuias obras. ____
-Aluga-se um armazem sem repartirnento, na
rua da Palma : a tratar na rua Nova, venda n. 65.
- Aluna-se um sitio no lugar dos Afogados na
rua de S.-Miguel, n. 39 : a tratar na rua da Concei-
Cflo da Boa-Vista n. 58.
v__Aluga-se, a 8,000 rs. por mez, urna boa casa,
com duas salas, seisquartos. cozinha, copiar e quin-
tal murado, no Aterro-dos-Afogados, n. 187: trata-se
na rua Direita. n. 82, no primeiro audar.
__Precisa-se de um irabalhador de masaeira: na
padaria da rua dos Burgos.
__Antonio Jos Lopes, subdito portuguez, retira-
se para fura do imperio.
Hoga-se ao lllm. Sr. I. de C. M. o favor de ir
na pa Nova, loja de selleiro, n. 5, para pagar urna
lettra que endossou em outubro do anno passado ao
Sr 1 da R. C, da quantia de 110,000 rs.; pois ja fize-
ram oilo mezes que se acha vencida : enflo o fazen-
do no prazo de 8 dias, passara pelo desgosto de ver
o seu nome publicado por extenso neste Dtarto.
Precisa-so alugar preUs para venderem azeite:
no becco do lunario, sobrado de um andar n. 8. Na
masma casa se precisa alugar urna preta para o ser-
|vico interno e externo de urna casa.
Compram-se escravos de ambos os sexos: na rua
Nova, loja do ferragens, n. 16, se dir quem com-
pra.
Compram-se escravos de ambos os sexos de 12
a 20 annos; sendo do bonitas figuras, pagam-se
bem e alguns ofilciacs de sapateiro: na rta da
Concordia passando a pontezinha a direita se-
gunda casa terrea.
Compra-se urna escrava parda de pouca idade ,
de boa figura, de conducta regular, e que tenha
algumas habilidades ; paga-se bem, no caso de agra-
dar : na rua Ua Cadeia, loja de fazendas n. 41.
Compra-se urna clarinela em bom estado : quem
tiverannuncie. .
Compra-se um moleque que seja bom copeiro,
e sem vicios : na rua da Cadeia-Velha, n. 52.
Compram-se escravos de ambos os sexos do 12
a 30 annos, para urna encommenda ; pagam-so bem :
na rua Direita, n. 3.
Compra-se o Manual do Fazendeiro ; LicOcs do
Eloquencia nacional, por Francisco Freir de Carva-
lho ultimaedieflo; o diccionario de Constancio;
Ordenarles do Reino : tudo com algum uso : na rua
doCabug ,n. 16
Compram-se escravos de ambos os sexos (para
urna encommenda): no segundo andar do sobrado
n. 20, nos fundos da matriz do Santo-Antonio, por
cima da venda do Celestino.
__Compra-se um moleque de 14 18 annos de
idade, com officio, ou sem elle, de bonita figura, o
gem vicios nem achaques: paga-se bem: quem o
tiver dirija-se casa das aferi^Oes, a fallar com o ar-
rematante das mesmas.
Compra-so um oitante o urna taboa de riquisi-
to: quem tiverannuncie.
Vendas.
-- Vende-selum sitio no lugar dos A^dum
com proporcOes para grande viveiro, J* nao
principiado: no pateo do Terco, n. 9. __
- Vende-se melado de urna parda que esta for
ra na outra metado.a qual tem 32 annos.he >"
para criar, lava bem de sabo e varrella e irana
Iha bom de enxada por 200,000 rs.: na rua Nova.,
casa do solicitador de-.causas, Joflo Comes wrl,ns- .
- Vende-se urna parda moca prendada na ru
largado Rozario, n. 46, primeiro andar, se "
quem vende. .,i a
- Vendem-so 8 escravos sendo : un parda ae
18 annos; 4 pretas de 20 a 30 annos, de boniua ii
guras, ecom habilidades; 2 ditas de 35 annos,
cozinheiras; um moleque de 17 annos : todos sera
vicios nem achaques ; no pateo da Matriz do s.-au-
tonio sobrado n. 4. __.
- No sobrado n. 8, na rua larga do Rozario ao
p dos quarteis vendem-se phosphoros, multo Da-
ratos, quem comprrdeduas libras para cima se
ensinar perrolumesta a feur uieclias ae tira.
-Vende-se um plano do armario que precisa de
algum concert, ou tambem troca-se por outro ,
sendo inglez, horizontal, com pouco uso do boas
vozes, e estando perfeito : no Atcrro-da-Boa-Vista ,
n. 37 terceiro andar. Na mesma casa precisa-se
alugar um sobrado do dous andares, sendo no mes-
mo Aterro.
Vendem-se pias para filtrar agoa :
a rua da Praia de Santa-Rita, n. i5.
-O Elixir Tnico de Mr. Dr. Guilli,
anunciado nos Diarios como muito espe-
cifico,se acha tambem na botica de Bartho-
omeo Francisco de Souza, por llie ter
vindo de Franca : quem delle precisar,
pode procurar que o achara doproprio
autor.
Witch Bravo & C. acabam de receber directa-
mente de Paris urna porcSo de frascos da famosa a-
goa hemosttica de Brouhieri, de cujas virtudes o
Jornal do fommercio do Mi j tem tratado em uii-
ferentes artigos mui circunstanciadamente. Este ,
singular medicamento he verdaderamente especi-
fico o infallivel no curativo de todas as fendas, se-
jam ellas pelo instrumento cortanto, sejam por ar-
mas do fogo, ou provenientes de queimaduras.
Quaesquer que sejam os accidenles quo as com-
pliquen!, todos ellos dosapparocom com summa ra-
cilidade, sarango a ferida dentro de poucos das som
suporacao sem inllamaQflo o sem dor. Anda que
baja perda de substancia e ferimentos das mais con;
sideraveis arterias, como a cartida ou outra, nao so
a perda de substancia se recopera, masa hemorrna-
gia arterial esta curada dentro do 30 a 40 minutos,
regenerando-se as tnicas da arteria oondida, por
meio de um trabalhu orgnico particular. HUJM
menor a efficacia do mesmo medicamento as no-
morrhagias internas, como sanguc pela bocea, ou
proveniente da bexiga, e sobretudo as hemorrl-
cias do ulero, que fazem a desesperagilo dos mdi-
cos e otormento dos doentes. as instruyos pra-
ticas, que se vendem como remedio, ae vera coma
extens.10 necessaria a manoira do applich-lo e os
casos em queconvm. O preijo de cada frasco he do
2,000 rs.. das nstrucqes 2,000 rs.-Os pretenden-
rs dirijam-se rua da Madre-de-Deos, botica, n. 1.
Vende-se, por preco muito commo-
do, por seu dono querer largar, urna canoa
grande de conducir agoa, e com pouco uso;
urna dita mais pequea, usada; urna dita
grande, aberta, propria para aterros, on
para o trafico de olarias, por carregar um
milheiro de alvenaria de cada vez ; os pre-
tendentes n3o deixaro de fazer negocio,
vista dos objetos cima declarados : na
rua de Sanzalla-Nova, venda de Jos Pe-
reira se dir qucm vende.
Venden-te duas pretas de bonitas figuras ro-
bustas e proprias para venderem na rua por osta-
rem a isloacostumadas.equescrvcm para outro qual-
quer sei vico ambas criouls sendo urna de 18 an-
nos, e a outra de 28 que sabem lavar de varrella o
sabio; vendem-se por necessidade : quem as pre-
tender annuncie. om
-Vcnde-se a venda da rua da Praia, n. 46, com
poucos fundos, ou aquelles quo conv.erem ao com-
prador. Aluga-se na mesma casa um preto para ser-
vente de pedreiro, pa Jaria, ou para sitio.
-Vendc-so o Piloto do Brasil, contendo os signaes
da barra do Rio -Grande-do-Sul no largo do Oorpo-
Santo armazem do Palmeira.
Vendem-se SOcasaes de pombos de boa raca
na rua Augusta sobrados novos do Sr Jost Mana
do Jess Muniz.chegandoao Atcrro-dos-Afogados.
-- Na propriedade Chacn vende-se
capim para sement, a i oo rs. a arroba pe-
sada, mandando-se levar casado com-
prador : quem precisar dirija-se mesma
propriedade, a fallar com Jos francisco
Carneiro Monteiro.
Vende-se urna boa escrava de na-
clO Angola, de A anuos, sem achaque
em vicio algum, com algumas habilida-
des, e com dousfilhos, um de quatro an-
nos e outro de um : a tratar na rua da
Guia, n 36.
Vende-se um negro peca, de io a
a0 anuos, de mui elegante figura ; assim
como urna mulata da mesma idade, com
habilidades que se diro ao comprador; e
outra com urna cria de um anno,pouco mais
ou menos ; um mulatinho de 7 para 8
annos, muito proprio para andar com me-
ninos em casa : na rua da Cadeia do bairro
de S.-Antonio, n. a5.
Vende-se farinha de Trieste, e da
verdadeira marca SSSF, do ultimo carre-
Vende-se urna escrava de nacSo Angola de bo-
nita figura quo cozinha bem o diario de urna casa :
na rua do Qneimado, loja n. 39, de Antonio da
Silva CusmSo.
Vendem-se superiores queijoslondnnos e pre-
suntos inglezes muito frescos; latas de seidlilz ,
tanto grandes como pequeas : na rua do Trapicho,
n.44. .
Vende-se urna carro de 4 rodas, feito de encom-
menda nos Estados-Unidos, com muito pouco uso,
todo patente, e que arma a caleche e a faetonle, pa-
ra um e 2 cavallos : trata-se na cocheira do Augus-
to na rua Nova onde se poder examinar.
O NOVO BARATEIRO DA RUA NOVA.
Tinoco & Rocha vendem seda lavrada com um
pequeo toque de mofo, a 600 rs. o covado ; sarja
branca lavrada com listras assetmadas a 1,280 r
o covado; riscadinhosfrancezes, a 920rs. o cova-
do riscadinhosdelindissimos padresecor segu-
ra a 220 rs.: tambem avisam aos seus freguezos ,
quoreceberam novo sortimeoto de chitas, do 120e
180 rs., c tambom vendem por 160 rs. chitas escu-
ras de cor segura ; madapo!3o largo e soffrivol, a
160 rs lm de um completo e variado sortimento
aue sempre teem em sua loja da rua Nova n. 26.
=. Vende-se arroz branco, Unto em saccas como
em alqueireda medida velha ; dito vermelho ; dito
v^^^^^^^^^ *> ci\wda esta pra*a' rirr
barato preco : na rua da Praia, venda n. 39. Na mes-1 ya e frescal: no armazem por detrs do
ma venda com^ra-se urna mesa de jantar, de basLhealr0j de Joaquim Lopesde Almeida.
J
UM


A=

n.
ven-
m* Vendem-*niotn incar. para1 vapor, agoa e beata*, (te diversos tamanhos-
por preco commodo ; e igualmente taixaa de ferro coado
e batido, de todos oa tamaitos: na praca do Corpo-San
to, n. II, cm casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ra de Apollo, armazeo, n. 6.
Na na Jo Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se reos cortes decambraia para vestidos de
senhora ; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazon-
da esta muito propria para a estaefo de invern, por
sor de cores escuras; um rico sortimento de mantas
de soda e de seda e lila para senhora; tnantinhas para
meninas a duas patacas cada urna ; chalos de seda
de bonitos gostos e diferentes tamanhos; meias de
seda brancas e pretes, para senhora e hornero as
mais superiores que teem vindo a esta praca ; pan-
no fino preto e de coros; alpaca a 800 rs. o cova-
do, e muito fina a 1,600 rs. ; cambraiaspara cor-
tinados de camas e jancllas, assim como franjas pa-
ra os mesmos ; cortes de caigas de casimira france-
ya elstica e muito superior, a 5,000 rs. cada corle ;
cortes de col le tes de velludo, gorgurflo, setim e de
fustflo por prego muito barato; panno de linho, a
400 rs. a vara; cobertores paru escravos, e outras
muitas fazendas que todas se vcndcrSo por precos
muito baratos.
- Na ra da Senzalla-Nova, n. 4a,
contina a haver um completo sortimento
de la i xas de ferro, Latido e coado; ruo-
endas, e machinismo de vapor para cn-
genho.
Vendem-se superiores chapeos de
>HaVcaslor, pretosebrancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja
12, de Jos Joaquim da Silva Maya
A 160 rs.
bonetes de palha clstica e pala de lustro:
dom-se na raa larga do Rozario n. 2*.
Vendc-se a engenboca Riacho-das-Bestas, sita
na rreguezia de Nossa-Senhora-do-, doAltinho, da
comarca do Bonito, em Panellas-de-Miranda, por
preco commodo, e vende-se a prazo : trata-se na ra
Direita, sobrado n. 29.
Compendio Doloroso.
Vcnde-se, na praca da Independencia, livraria ns.
6 e 8 pelo preco de meia pataca o Compendio Do-
loroso de N. S. das Dores, conforme o uso da igreja
de N. S. da Penlia accrescentado com o reglamen-
to da viJa ,para cada estado, e outros muiloscan-
tigosespirituaes; tudoinipresso a cusa de um de-
voto ao qual nicamente os reverendos padres
Capuchinhos cederam a propriedade.para queosven-
desse ao publico por um preco que chegasse as clas-
ses as mais pobres o que elle satisfaz, vonden-
do por meia pataca um livrmho que vale, pelo me-
nos, um sello.
Vendem-se as admiraveis navalhas de ac da
China, que teem a vantagem do cortero cabello sem
oensa da pello, deixando a cara uarecendo oslar
na sua brilhanle mocidade.
Este ac vem exclusivamente da China e so nel-
Je trabalham dovs dos melhores e mais abalisados
culileiros da nunca excedida e rica cidade de Pekim,
capital do imperio chim.
i. Autor Shore.
N. B.-Herecommendado o uso destas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias
medico-crurgicas tanto da Europa como da Ame-
rica, Asia e frica nao s para prevenir as moles-
tias da cutis mas tambemeomo um meio cosmtico.
fia ra do Crespo, loja de miudezas, n. n.
A' 2#000 rs. o corte.
Na loja de GuimarSes Serafim & C, confronte ao
arco de Santo Antonio.n. 5, vendem-so corles t.e cas-
sa de padrOes agradaveis e cores fxas, pelo diminulo
pre^o de 2,000 rs. o corte; lencos francozos grandes
o linos fingindo seda, a 480 rs. cada um; lencos de
cambraia com bico, a 6*0 rs. cada um; ditos de diUr
muito linos com renda e bico, a 900 rs. cada um.
^* EM PRIMEIRA MAO', ^J
Vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa : na ra da Scnzalla, armazeo
n.110.
Vende-se um linda mulatinha rccolhida, mu-
cama de 16 huios de muito boa conducta; o mo-
tivo da venda se dir ao comprador : na ra estroi-
ta do Rozarlo, n. 31, primeiro andar.
Lausperennc do Itozario.
Yende-sc na praca da Independencia livraria ns.
6e8, por mil rs., um livrinho contendo o novo
Jlez de Maria, novena da Conceigiio, e o Lauspere-
nno do Rozario de N. Senhora.
Vcnde-se cal virgein em meias barricas chegada
ltimamente ; cai jas vasias para assucar uuia porcao
de pesos de ferro, de duas arrobas ; serras grandes para
serrar madeira; tudo por preco commodo : na ra da
Moeda, armazem n. 17.
-.- Vende-se urna] casa terrea, com a frente e reta-
guarda detiiolo, eo mais(*e taipa, sita na ra de
Motocolombo, nos Afogados, por 120,000 ruis : ella
rende 2,000 rs. por mez, e se d a prazo : trata-se na
ra Direita, n, 29.
Vende-so urna prcta de nacSo, de 26 annos ,
de bonita finura qtieengomma muito bera cozi-
nha de frno e fogao, cose e faz lavarinto ; um mo-
leque de naQ3o.de 16annos, de bonita figura sem
vicios nem achaques, e que cozinha o diario de
urna casa: na ra da Concordia, passando a ponte-
zinha a direita segunda casa terrea, se dir quem
vende.
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A' 0M o corte.
Na loja de GuimarSes Serafim Si C, confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes do cassa dos padrees mais modernos que teem
vindo a este mercado, e lindos desenhos pelo bara-
to preco de 4,500 rs. cada corte; chapeos de sol, de
pannmho francez a imitaefio de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. eada um.
O verdadeiro
e finissimo panno de linho do porto, a 800 rs. a
vara as pecas sSo de 15~ a 16 varas, e estilo se aca-
m.;,en09de,?da carmizim, fazenda inleira-
f o2ne "0VV proPr'08 Pa algibeira o pescoco a
Mdrfloh m.r-eSe ca8sa-chil P'eta, muito bonitos
de zonLT ri ba"1?'e um completo sortimento
2iwd's1,n,as de toda8 qualidades: na ra
fSltfe*d0-' nll''Ja novade ymundo Car-
cobre Mraer^nferro daSuee'a folha de Flandres;
XZX lUZ-** nav,0J dil Para "Ueireiro em
mSmi 6 pequeBas : n rua <> Apollo, ar-
Vende-so urna parda de so annos, que cose,
engomma lavadesabflo e varrella, cozinha e faz
remla.tudo com perfeico, e he propria para o gover-
no domestico de urna casa de familia : em casa de
Manocl Jos Concalves Braga junto aoarco do S.-
Antonio.
Vendem-secscravos baratos, na ruadas
Larangciras, ir 14, segundo andar: um
mulattnbo de elegante figura sem vi-
cios proprio para pagotn; um preto de
40annos, por 300,000 rs.,.muito forte
c sadio; urna negrinha de 16 annos, de naco; urna
dita de 20 anuos ; urna prcta de 36 annos, muito
forte sadia o som vicios por 330,000 rs. ; dous
molccotes de elegantes figuras um com oflicio de
alfainte : estes dous cscravos vendem-se para fra
da provincia ou para alguin engenhu bastante lon-
go ; e maisalguns escravosqueencomniendarem.
Vendem-se, por precislo, duas molecas urna
de 14 annos, c a oulra de 16, tendo esta nlgumas
habilidades e com urna cria de 5 mezes, muito In-
zua : advertc-sequo as ditas escrava sHo mui lin-
das, que nilo seibos cOnhece vicioalgum, eque sSo
recolhidas: no Aterro-da-Boa-Vista defronte do
Ferrciro sobrado do um andar, de manliSa al as
9 horas e de tarde das duas as quatro.
Vendc-se urna espada prateada urna barreti-
na de seda ; urna canana, urna banda, um par de
escamas por prego commodo : na rua das Trinchei-
ras, n. 46, primeiro andar.
Vendc-se urna mesa de jantar, de amarello.
urna duziade cadeiras americanas, com a asento de
palhinha ; 2 banquinhas de encoslo do condur;
urna dita grande com gaveta, de amarello, e outros
objectos, por prego commodo : na rua das Trin-
cheiras, n. 46, primeiro andar.
Vende-se urna preta de Angola do meia ida-
de para o mallo ou fura da provincia que cozi-
nha rom peifcigSo o diario de urna casa, engom-
ma, lava, refina assucar c faz doces: na rua larga
do Rozario venda n. 9.
Vcnde-se, em muito bom oslado, um farila-
mento paraodicial subalterno de ('avallara, umsel-
limcomseus arreios e capote para a mesma, em
muito bom estado : na praca da Independencia, loja
n. 19, se dir quent vende.
-- Vendem-se 4 lindos moloques de 14 a 16 annos;
um pardo de 18 annos, bom carrejro e que he pro-
prio para pagem ; um mulalinho de 11 annos pti-
mo para aprender ollicio ; 4 pelos de 24 a 30 anuos,
de boas figuras c que silo proprios para o servigo
decampo ; una negrinha de 18 annos com habi-
lidades ; 4 pelas de 24 a 30 anuos, com algumas ha-
bilidades sendo algumas de nacao : na rua do Col-
Icgio n. 3, segundo audar, se dir quem vende.
Vendem-sechilas limpas, bons pannose cores
fixas, a seto vinteus o covado, e a pega a 5,300 rs.;
algoditozinho muito largo, fino e tapado, a sete vin-
lens a jarda, com pequeo toque de avaria; sarja pro-
la superior, limpa, a 1,280 rs.; um Guarda-livros mo-
derno : na rua estreita do Rozario n. 10, iercoiro
andar.
Vende-se urna negrinha de 13 annos, que cose
muito bem faz lavarinto o marca com peifeigflo :
no pateo da Matriz de S.-Antonio n. 4, segundo
andar.
-- Vcndem-se 4 escravos sendo ; 3 pretas mogas,
de bonitas figuras com vaiius habilidades que se
dirSoao comprador; urna cabrinha do 11 annos,
muito linda, propria para ser educada : na ruadas
Cruzes, n. 22, segundo andar.
Gaz.
Loja de !oa*o Cliardon ,
Alfiro-da-loa-Visla, n.5.
Vende-se tima cadeira de arruar, envidraga-
da, forrada de damasco e bambinelas de setim ,
guarnecida d franja e borlas de retroz com uro
saccobem feilo, para a senhora botar.o lengo, ou
outra qualquer causa aldraba de prala para a se-
nhora se fechar por dentro, muito nova e bem n-
vernizada, com a sua competente camisa, carreteis
ecordfi de linho, por prego muito commodo : na
rua do Queimado, n. 18, primeiro andar, com a
ontrada pela rua do Rozario.
Casa da F
na rua estreita do Bozario,.n. 6.
Ncste estabelecimentoacham-sea venda as cau-
telas da bem acreditada lotera do theatro publico
desta cidade, cujas rodas andarfio infallivetmente no
dia 2de julho, ti quem ou n5o bilhetes. A ellas, que
poucas sSo.
Vendem-se doas esfVos, bous para o servigo
decampo; umdito, bororflarinheiro de governo ;
um dito, bom cozinbeiro; escravas 2 das quaes
engommam, cosem e cozinham ; urna parda do 20
annos de muito boa figura, que cose, engomma e
faz todo o mais servigo de urna casa ; um preto de
meia idade por 250,000 rs., bom para o servigo de
urna casa : na rua do Passeio, loja de fazendas,
n. 19.
Vende-se o Wuet Pittoresco encadernadode
novo, em 1 v. {Alexina ou a Torre-Velha cm 4 v. :
na rua do Queimado, n. 18.
> Ka rua do Queimado loja de chapeos, n.
i n 38, vcndem-se superiores chapeos fran-
-^^^cezes, chegados ltimamente no brigue
Armorique, do mais apurado gosto de Paris; bem
como do castores de todas as qualidades, at p
mdico prego de 6,000 rs. ; e igualmente chapeos
finos de massa ateo piego de 2,500 rs.
Vende-se urna botica no bairro de S.-Antonio ,
com os fundos de 1:600,000 rs. pouco mais ou me-
nos e os prfos muito favoraveis : a tratar com Ma-
noel Jos Lopes BrSga, na rua do Crespo.
Vende-se urna escrava de 14 a 15 annos, de
botiita figura sem vicios : as Cinco-Ponas, n. 71.
-=Vendem-so 37 barris de mel promptos para
embarcar : na rua da Senzalla-Nova, n. 30.
-- Vendem-se um cavallo rugo-pombo, carrega-
dor, bastante gordo e sem achaques : no pateo do
Carmo, n. 20.
Vende-se urna negrinha crioula, de bonita fi-
gura com principios de costura : na rua da Auro-
ra n.50.
Vende-se, por prego commodo, um excellen-
te piano : na rua do Aragdo, n. 27.
Vendc-se um preto de 25 a 27 annos pouco
mais ou menos de muito boa conducta que sabe
cozinhsr muito bem o diario de urna casa de fami-
lia, servir bem a mesa, e he hbil para qualquer ser-
vigo que se possa ofterecer por ser muito diligente:
na rua do Vigario, n. 24.
Venderse, por procisfo urna escrava de nagSo
Angola que cozinha o diario do urna casa, engom-
ma liso o he muito fiel: na rua Velha, n. 26.
Vcnde-se almecega de muito superior qualida
de ; cera de carnauba de primeira sorle : na rua da
Madre-dc-Dcos, armazem de Vicente Ferreira da
Cosa.
r- Vcnde-se urna poreo de taboas de pinito para
assoalho; potassa russiana ; vinho de Bordeaux,
de muito boa qualidade em caixas; urna porgilo
de pedras para calgada : na rua da Cruz n. 5 cs-
criptoriode Jos Joaquim doOlivelra.
Na rua da Senzalla-Nova, n. 3o,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porcao e a retalho, e por
menos do que en outra qualquer parte.
Na botica da rua doRangel, vendem-se os re-
medios seguintes, dos quaes a experiencia tem con-
firmado os melhores efleitos i denlifico que lm a
propriedade de limpar os denles cariados e resti-
tuir-Ibes a cor esmaltada em muito poucos das j
o uso do dito remedio fortifica as geugivas e tira o
mo cheiro da bocea, proveniente nloso da carie,
como do trtaro que se une ao pescoco desles or-
gSos; o remedio he designado pelos nmeros pri-
meiro e segundo : orchata purgativa mui til as
criangaseas pessoasde toda e qualquer idade; he
romposta de substancias vegetacs, niio conten
mercurio, nem droga alguma quo possa prejudicar i
remedio para curar calos, em poucos dias; dito pa-
ra curar dores veneras anligas, e que teem resistido
ao ti a lamento feralmente applicado; dito para pro-
vocara menstruagflo ,e accelerar aacgaodo ulero
idade de20 annos, muito forte; um dito de 18 annos,
nos partos naluraes em que nfio se precisa das ma-
nobras sejentificas da arto ; dito para resolver tu-
mores lymphaticos, vulgo glndulas ? ditos para
curar boubas o cravos seceos, o ials efcaz que se
conhece at aqu; di lo oximel de ferro, muito til
aschlorozes, vulgarmente chamadas frialdades)
jts anti-biliososdeManoel Lopes, capsulas de ge-
latina contendo balsamo de cupulnba : ditas do
oleo de rocinos purificado; fitas de cubobas em pu-
fino ; ditas de assafelida ; ditas com nos purgantes;
ditas de ruibardo da China; ditas de sulphato de"
quininodolo2 graos cada capsula; algaleas; veli-
nhas elsticas : piluias de sal do cabacinho; egoa
das Calda*,hcgada prximamente ; remedios quo
curam a irimade dentro de 40 dias, mesmo estan-
do inchado; oleo muito bom para conservar o ca-
bello, que, alm de naodeixarcahir o cabello, lim-
pa a caspa e cujo uso continuado faz reapparecer o
cabello perdido ; piluias ospecificas para curaras
gonorrheas chronicas, quando a lesfo nflo passa da
ureta; igualmente um xarope anti-hemorragico ,
gifto, cavallaria e infantaria da guarda nacional
galoes de oro e prata t chapeos invernizados nar
pagens. v n
X se esquecam, freguezes,
do baratiro que est torran-
do por pouco (inheiro,na
sua nova loja do PasscioPu
plico, n. 19,
as seguintes fazendas: madapoloes finos a soon
2,200, 2,400, 3,0000, *;00, 5,200 e ,000 rs, cortes
de cambraia a napolitana, a 1,600,2,000 e 9,400 rs
cambraia branca lisa a2,500rs. a peca; cortes d
chita, a 1,600 2/e 2,400 rs.eem covado a too 120
un .o, 180,1100 e 280 rs.: lengos de cambraia nar
, a 20 e 320 rs. ; ditos para senhora, a 320
s.; brins de quadros e listras, para caigas
,000 e 1,200 rs.; ditos, a 360 e 400 rs.; bre
tanha de puro linho a 800 e 900 rs.; lencos de rJ
troz da ultima moda de Pars, para senhora 1
3,500 rs. ; primor para vestidos a 320 rs.; lencos
de seda de bonitos padrOes, a 1,440 e 1,600 rs.; me-
tins para jaquetas de todos os padrOes, a 240 rs.
fazenda esta de inulta dora ; -corles de fustoes para*
collele a 1,120 rs.; pannos para cima de masa, a
1,600 rs.-; chitas para cobertas, de muito lindos pa-
drOes a 160 e 20 rs., e em peca a 6,000 rs.; risca-
dos franeezes T a 2*0 rs., e outras muitas fazendas
que pelo seu diminuto prego nSo desagradado aos
seus freguezes. Veohamlogo freguezes, antes que
se acabem as pechinchas ; ao depois nSo briguem
com o baratiro.
- Vende-se, por prego commodo, um lindo e
elegante urub-re, muito novo e manso : na rua
da Cruz, n. 26, primeiro andar.
140, 160
grvala
e 400 rs
800,1,
Escravos Fgidos.
- Fugio no 1 passado, as 7 horas da
noite, urna cabra, de nome Ignacia, com os signaos
seguintes: alta, chela do corpo j representa ter 18
a 20 annos 1 quem a pegarleve a seu senhor, Miguel
Jos Barboza Cuimarites, com loja do fazendas con-
fronte ao arco d S.-Antonio, n. 5.
Tem boa gratifcaoslo
quem levar rua Direita sobrado n. 29 da viuva
de Hurgo& Filhos, osseusS escravos seguintes,
que fugiram a 24 para 25 do passado do lugar do
Api pucos, onde se achavam Irabalhando': Caetano,
crioulo; representa 45 annos, cor Tula, estatura re-
gular, cheio do corpo.cara larga olhos apertados; he
muito serio, levou a mulher, Ignacia, parda que pa-
rece cabocla; representa 40 annos ; temos cabellos
alguma cousa crespos, pannos escuros no rslo.olhos
fundos, est magra ; costuma sempre andar de ca-
begao e saia de chita sobre os hombros, chales, ou
panno da Costa ; levaram um filho cabra bonito,
do idade de 18 mezes; elles levaram surro.ou trouxa
do roupa, em que levavam urna rede; ha toda proba-
bilidade, que seguiram para o Apody da provin-
cia do Itio-Grande-do-Norle d'onde sSo naturaes;
tendo sido o maridoescravo de Leandro Bandeir do
Moura, hoje assistente em S.-Anto, e a mulher, es-
crava de Antonio Januario da Rocha, que, ha pouco,
parti para o Rio-Grande: quem os pegar, conta-
r com grande recompensa levndoos to dito so-
brado
, -- i, i""iinni! um aruno auii-nemorragico ,
Reata loja acha-seum rico aortunento de LAMPEOES applicado noscasosem que se deiUsangue pela tRA GAZ com seus compciemes v.dro. acceudedo- ca. O prego de todos os remedios he mui rasoavcl ,
eos bons resultados da sua applicagflo hequedovum
PAR
res c abafadores.
Estes candieiros ao oa memore, ,
mais modernos queexislem hoje: rccoininendaiii-sc ao
publico, tanto pela segurauca e bom gosto de sua ba
confeceo como pela boa qualidade da lu, economa e
aselo de seu aervlco.
JVa mesilla loja oa consumidores sem-
pre acharouin deposito de GAZ, de cujo se afiancaa
qualidade, e em porcao bastante para consumo.
Vendem-se
superiores cordas de tripa e bordees para violio, ra-
beca o rabcefio; papel pautado para msica do to-
das as qualidades : tudo chegado de prximo: na
praca da Independencia loja n. 3.
Vendem-se 10 casaes de rolas do llamburgo,
brancas : na esquina do Serigadw, venda n. 1.
Vendem-se, na praga da Independencia, livia-
na ns. 6 e 8. as seguintes poesas de Castilho Noi-
v,u2 L"le,., i os Ciumes do Bardo ; e Cartas de
fccho a Narciso.
fazersua apologa.
a>3 5paa.aot3a
as mais superiores quo he possivel,tanto parajhomcm
como pora senhora muito novas ; bem como de se-
da, de todas as qualidades : na rua larga do Rozario,
Vende-se nm banheiro de madeira, grande e
novo: em Fra-de-portas, n. 145.
Ala rua do Queimado, loja no
va de sirgue.ro', n. 10, do
Lima, vendem-se
uniformes mili (ares, para todas as patentes de le*
Fugio, no dia 25 do passado de Tiriry trras
de Algodoaes, um pardo, de nome Faustino de 30
annos pouco mais ou menos ,aecco, estatura regu-
lar rosto comprido, cabellosencarapinhados, pou-
ca barba ; desconfia-se ter ido para Pajah-de-Flo-
res, donde vcio para aqu ser vendido: quem o pe-
gar leve a seu senhor, Gaspar da Silva f roes, na rui
Bella, n. 40, que receber alvigaras.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, de San-Thom estatura baixa,
rosto redondo esem barba, com feridas as perras,
vestido com camisa e calca azul e barrete inglez.
Ivsic escravo pertence a JoSo Jos Pereira do Azeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprehender,, queira le-
va-lo ruada Cruz n. 66, casa do Gaudi'no Agosli-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no dia 3 do correte, do engenho Parai-
zo, froguezia da Estada do abaix atsignado o
escravo Fabilo, de 18 a 20 annos alto scceo cor
fula cara meia larga nariz chato pripcipiando
a bugar; he um tanto trapalhado no falla, que bem
mostra ser do gento de Angola; tem na porna di-
reita urna ferida quo anda no est bem sSa ; sup-
pOo-se ter ido para o Recife, ou para o Norte por
jler ido ao sertfio al as var/eas de Jaguaribe ,
em companhia de seu senhor o abaixo assignado ;
por isso talvez procure alguns combois ou se quei-
ra embarcar para o mesmo fim. Roga-se as autori-
dades policiaes, ca pitaes de campo e pessoas parti-
culares de o pegarem e levarcm a rua do I.ivramen-
to n. 20 Venda de Joaquim Correia ou amado
Queimado, loja de Joaquim de A|meida e Silva.
Manocl Jtronymo de Ilarreiros llangel.
Ainda contina a estar fgido desde a noite
de sabbada, 29 de agosto de 1846, o molecoto Fran-
cisco, de 18 annos, pouco mais ou manos, olho;
grandes, beigos grossos, nariz chato, denles lima-
dos sempre multo risonho o apezar de ser de na-
(fio,Jalla como crioulo por ter vindo pequeo; le-
vou camisa de algodQozinho caigas de /.liarte azu!J
unssuspensorios de meia do cor, urna jaquela do
panno verde rota no cotovello esquerdo, chapeo de
palha e urna trouxa com o resto de sua roupa ; per-
tenco ao Sr. Francisco Lourcngo da Fonaeca, do Rio-
Grande-do-Sul: promclte-se generosa recompensa
a quem o pegar levar a rua da Senzalla-Vellia,
n.lio, casa de AlvesVjanna.
Conlinuam a estar fgidos oS escravos : Je-
sepha de nagOo Cagange de 18 annos, secca, alta,
scio atacado denles superiores limados, sisuda e
calada, porm falla explicado ; tem uns signacs pre-
tosna cara, el maior nos peitos; levou vestido de
chita de palmas desbolado o panno da Costa com ma-
la mes bra neos costuma acoitar-se pelo Recito, ou
Beberibe : Jos, de nagflo Benguella vlho corco-
vado, cabeca branca, ps e mflps grossas, faltam-lho
todos os denles da frente, falla mal, e be apellidado
Prego.
Acha-se fgido o nreto Antonio, do Rentio de
Angola parecendo todava cribulo, alto egrosso ;
tem um dente quebrado na frente, umaorclha ai-
rada para brinco : quem o pegan levo a casa de Jofio
Jos Forreira lie Aguiar, ondesorlconveientcman-
le pago.
PKRN.
NA TP. DEW, F. DEFARli.--1847"|
'X


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