Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08423


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Full Text
inno
de 1847.
mmmmwm
Sexta-feira 10
.. ti.4RIO publica-ie todos os das, que nao
ile pierda i o preco da signatura lie de
S'ili rs. poi qiiarlcl. pagos adianiadni. Os n
,:0j ilos Bssi|(iianle s.> inseridos i raa'o de
*""', pul- liuli. *<" en> tvpo di'erante, a as
"".lices p-l metaile. Os qu n".o frem imj-
r'rtes,|ir*0 80 P''linh"' "'" "n 'JP<>
frente, porc.d* puliUejo.
MIASES DA LUVNO MEZ.DE FKVKHF.IKO
aj.neoante, *> hor e ,6 min- da mnl'-
i VnoV is 9 ll0r"5 e 3 mm- d* m '?''*
Crescente, llor e JS n,in- d" n>uia.
PARTIDA DOS CORBEIOS.
Goianne Pr.-liTh. seRimdaseMtM feiru.
RiB-Ui-ande-dn. Norte quimas ftu.s aomeio-dia.
''M, Serinliem, Kio-Fnrmoso, Foile-Calvo e
Macelo no t., a 11 e Ji (lavaiiliuns e Rnnito. I o e JI.
Boa-Vista e Flores, a O a t.
Victoria, as quintas ferai.
Olinda, torios os dias.
PUF.AMA, DE IIOJE.
Primeira, s 7 lioias 42 minutos da niauhia.
Segunda, ai horas e 0 minutos da tarde.
de Ffvereiro.
Asmo XXIIT.
N.40.
MAS DA SEMANA.
16 Segunda. S. Fauliuo. And do J dosor-
l Sos, do 1. do c da 1 y. e lo J M. da t
re. S I o lirio And. do J. rioetv. da l
T. do i de pai do 2 dial, de t
17 Quinta 5 Kintano.- A mi do 1 doeiv.
ra 7 v e do J. de paz do 7 dist da t
r* Quinla. S. Sandio'Aud do 3. de arajatta,
do J. munieipal da I .vara.
(O Seala. t. Conrado. Aud. do I doeiv. da I.
v c do J. lepando l. diat.de I.
30 SebUuo. S. Kilo. Aud do J do civ. da
l. v. c do J de pas no I dist. de t.
II Domingo. S. Maximiaoo.
I CAMMOSNODIA i DE FEVEREIRO.
Cambio Si l'rr landres de 79, a 7 '/, d
a a p-ris 3ib rs. por franca.
u L'.lm 9S de premio.
D.sc. rieleilra. de Iwas lirtn.a I V P-Vi
p.l#ri.
no me*.
i'giOO
ia|ioo
mfieo
JIlOO
JfOOO
JfOOO
||6!.0
IflOO
Aefe da comp". do'llcbeiibe de 50f000 rs. ao |*r.
Otro Oueas I espanliolas
Mceilasdedltonnelli. I6"n0 a
a de G#4i> nov .#""
desfOAft.....
frota Putncoes........
a 1'i-in rnluiiiii-ires...
Hilos riuvii-inos...
a Miuda
S|flOn a
l#90 a
lOiiii a
i /iino u
I #710 a
EXTERIOR.
" OSINGLEZS NA INDIA.
mobt no kha" de Bnvou.
Os jomaos de Rnmbaim acabim de suscitar uma
disoussfio nlerrssantc para aquellos que teem acom-
i aiihado rom atienen os ltimos aonntocimenlos na
ludia. Esta disrussflo, ou antes reuVxoos, assenta
em dntis incidentes grrtf que a Provdonoia parece
ter querido aproximar paia derramar tima luz ltigu-
|>re sobren poltica da Inglaterra na India o sobro a
conducta dos seus agentes. Um (lestes incidentes ho
n morte de Mir-Roustam, khan de Khyrpour, o pr-
meirocm dado c poder dos amirs do Sind, desauto-
^rado pela companhia c por ella deportado para a pre-
sidencia de Bombim. O otilro facto ho a venda em
li'iinnM objectos, cujo valor foi distribuido, como
espolio, ao exercitoque conquisto., o Sind.
Annunciando a morte do amir de Khyrpour, ce-
tlcu a imprensa local da India pela primeira vez a um
moviroento de generosa indigneeflo contra a di rec-
reo geral do governo da India e contra alguna de
seus altos funecionarios. Os artigos quo a respeito
publicou silo ou tros tantos documentos que mere-
cem serassignalados altenclo publica. Todava,
i i'copilanuo estas tristes confissfles, mi nos esque-
ccremes de que nos cxpnmos a muitas recrimtna-
Cdes, porquanlo, so os Inglczes rcconheccm al-
gumas vozs os seus erros, ho com a rondieflo de nlo
seremouvidos por ninguem, edonlo soffrerem na
hueca ou penna ilns cslhtngifiros a accusac,ilo que a
si propriossefazem. Para evitar, pois, omaispossi-
vel es desmentidos da mprensa britannica, pouco
escrupulosa quando se trata de interceptar a verda-
do sobre os negocios ta India e de conlradizer os do-
cumentos mais aulhenlicos, nao invocaremos con-
tra a Inglaterra otro tastemunbo que no soja o
dos proprio Ingleses. O Hombay-Timti, o fombay
Confieren t'.enlleman'i Gastlte piecederam-nos neslL,
inquerito, e toma-los-lienios por nicos guias, Des-
culpJir-nos-hhose lizermos muitas citacOes, porquo
aqui sKo ellas eloquenles. ,
Kisprinieiio que ludo a manctra por quo o om-
bty-Times annuncia a morte do amir do Khyrpour :
<( (i mais antigo e o mais constante amigo da lugla-
trra, o mais sabio e o mPlItor ilos principes tal-
pour, a vicliwui de >uat virludet de sua /delidadt
paraeomnotcj, Mir-ltnuslam, khan de Khyrpo*
acaba do fallecer 0 Bombay-Cuuritr c 5 de ju*
nho exprime-so assim : A morte, ffiialmente, por.
termo aos dosgostos oaocaliveiro do venerand
i Rutista m. Essa victima da musa ingralidSo exhalle
d u/i'mo suspiro em l'unah em -~ clamcz passado,
Teriamos porsem duvidi estimado que Ihe fdra
i dadoviver, sea sua carreira, proongando-se, li-
vesse de terminar nos lugares onde vira a luz, so
u nos livesse sido permitlido acreditar na reslitui-
Cilodessa embude que Ido dtilcalmenle o despojamos;
mas a esperanca que nutramos de umajuslica lr-
da esvacciii-se de dia em da...... Kis-ahi duas
confissfies explcitas, c estamos em presenca deum
arrependimcnlo que nOo procura disfarce. Resta-
deseobrir as causas desso arrepeiidimeolo no reslo
qie tracam os jornaes inglczes da vida de Roustam.
Xass'uas priineiras reluches com o Sind, encon
traram all osluglezes n Mir-Roustain-h.ian como
ra* nu chelo supremo das provincias situadas no Al-
to-Indo. Os governadores da India ingleza compre-
henderam quanlo Ibes intportava assegurar sua ne-
novolcncia, e recommendaram instanlemenlo aos
seusembaixndores quotitnhutr, esf.irgo poupasscm
para grangea-la. A negociac.no foi hein succcdida :
Roustam aceitn a allianca ingleza com a mai sin-
cera cordialidadc, o os enviados inglezes, str iieniy
l'ottingcr e sir Alcxanbro lluros, consagraram-iue
losos mais vivossentimentos de estima ede ami-
ZHde. Reliran.lo-aRurus.nflo se ii.ostr..u Roustam
tibio na afleicf.p que ale all mostrara ; antes n an-
dou a Calcuta o scu proprio twsir(minisli(
propr um tratado perpetuo de amizado entro os a-
mirs de Khyrpour e a companhia, com as eondicAes
que a esta aprouvesso impOr-lhes A datar deste mo-
mento, obteve a Inglaterra dn Roustam tudb o que
>quiz : o amir fez-lbe concessOes urnas sobre nutras ;
kabandonou-lhes seus mais charos direitos, niln s-
meule som murmurar o menor qeixume, mas mes-
mo ciniioquem se ufanava de turnar oslaros que a
;ella o uniam liio multplices como indeslructiveis.
i He raro, diz a sto respeilo o Itombay-Courier,
que a Inglaterra offerega on conceda a sua ainizade
icmimnnilN inieretsado. Fizemos-lhe logo exi-
gencias squaes apenas era presumivel quo elle
pndesseannuir, easquaes mais avisado se mos-
| Irarasesc livesse recusado. Comtudo, a despeito
l deseos proprios o bem fundados temores, a dcs-
- peito das desconflanc.as do sua familia, ceileu o ve-
aerando amir a todos os nossos desejos. Contra as
estipulacOes do primeiro tratado que com elle ce-
lebrramos, exigimos que o exercito quo marcha-
- va conquista do Aghanistan passasse pelo Sind.
Todos se recordam que os amirs do Baixo-lndo es-
tavam promptos entfo a pegar em armas para se op-
prtrem a urna invasilo do seu territorio quo nada
podia justificar, e que foi o hom o pacifico Rotis-
tamquemdissoosdisstiadio. Nnohouveum sacri-
(icio que dellc oxigissemos que ello promptamcnlc
nlo fizesse. Pcdimos-lhepor lim que nos empres-
tatse, cmquanto e^|vessemos em operares nu
* Afghanistan, a sua fortaleza do Bakkar. Rebellou-
U seo brio do amir contra a ideia dosubjitar sous
subditos a semelhante humilhac|o He o eoraco
do meu pait, bradava elle; a minha Konra no per-
mide que eu commelta a sua guarda a mos uiranhas.
Toda a sua familia Ihe supplicava, hanbada em !a-
grimas, quo nlo annuisso a tal exigencia ; todos
Ihe exprohraram a sua fraqueza quando o viram a
ponto de ceder; mas a amizado que consagra va
R. aos Inglczes venceu toda as mais cons.deracoes.
ecederam-nos nesl Emprettou-nos a sua fortaleza Ah nos nao ti-
nhomos a menor intencHo de restituir-Ib a.
ConcessOes como estas ohrigaram Rurns a dizer,
rallando do amir Roustam : Nunca duvidei da sn-
ceridade da sua dedicac,ao para comnosco, mas
nunca suppuz que tilo obstinado te mostrara em
no-la provar. Como recompensou a Inglaterra
tanta dedicacno? A rcsposU est totla nleira ci
______i______.:-.in.iL An Rnnkau-t aurter. ,\n
Mal chegou ao Sind a noticia da cnlnstrophe de
Cahoul (citamoso llombay-Cotirier ) derramarani-se
emissarios afghans por todo o pait, pregando a re-
volta e excitando todas as poptilacrtesa pegar em ar-
mas em deltas do mahometismo e exlermin'm dos in-
fiis. Inlei'.ceplarain-se parlas que n^lavam n pnvo
doSind traieftv. F.ssas caitas pareciam ser dictadas
uu.. ..^-;,... r, imAVmi ,. c..., ^alln nnniil Piuiilirieii-
dirigidosappellos mais tocantes mas a sua voz er-
gucu-spcm vilo. Ali-Mnurad tinha sabido insinuar-
se por tal modo no espirito de sir Charles Napier, que
este general nom qmz mesmo otivir as queixas da
victima.
O velhoamir, aeabrunh.ido com o peso da tantos
desgnslos e humilhac^s, e com o corarlo dilacera-
JT (ll( I.IU1S IIO^IIMUS .- lllllllll",w .--, ir mili *. v..n^.. ......vfc.
.elos"amirs oTriiziam o ara "seil'o'onicial Finalmen-1 do por tilo negra ingratido, esteve as portas da mor-
te urna dessas missivas dirigida a Shere-Sing. chele te. t'ma molestia erave por pouco o salva dos dcsas-
insurgei.te, tnha o sello de Mir-Rouslam. O artifieio tres quo oaguardavam n<> hm de sua carreira ; e
eragrossero Kiuquanto houvera perigo, emquanto enmtudo diz o llombay Inurier) mesmo nesse pon-
(. ex.-reilo ing|P7 prolongava nlem dos montes lima lo extremo nlo so nhnram sens labios para exprimir
lula desigual o sofTria revez sobre revez, o paiz con- nina exproliraQilo nem tima a menea de vingantja; mas
oo^.>.-.._o=i-nnn,.iiin a nmiiiiiii mira miil-lo a- oscuerreirosdoseu paizeram lioinensde outra tcm-
MEMORIAS DE UM. MEDICO. ()
por aicraiiorc puntal*.
SEGUNDA PARTE
.aucea
^S^^^^- B ESSS:
eramos urna nacllo rende, c tima allianca com-
nosco Ihe pareca urna honra. Tmha-nos por urna
a nacoo generosa, o viveu assaz para descohrir o si
erro. Asdecepcocs, de feiM, nao tiirdaram.
Os enviados da Inglalorra no Sind, l'ottingcr.a
Burns, foram substituidos pelo Sr, Rosa Bell. Nos
nrimeiros lempos houvc-se este para com Roustam
romo se tinham havido os Sis. llurns c Potlinger,
isto he, com a doferencia que mereca o amir. Des-
gracnilamenle pcrlcncia o Sr. Bell a essa escola pol-
tica que s se compraz com a agitacHo, e que sncnli-
caria todos o priiWrpios da moral a um ir.umpho
diplomtico. Faridaa sua vadmto por nn<>ncontrar
em Roustam a necessaria capacidode para apreciar
os mil proieclos ambiciosos quo nasciam em seu ce-
rebro, coiucqou a moslrar-se reservado e secco. I)a-
(iu i a injustica ca odio oito havia seno um |ssoa
dar. e junto noSr. Rell havia un tonUdor. Frfsc len-
tador, astuto, prfido, ambicioso, que, aspirando a
beranca do amir, o rodcava de calumnia* o de intri-
gas, era Ali-Mourad, irmilo mais moco de Roustam.
O Sr. Bell dou-lhe ouvidos, o desdo logo os actos e
as inlcncOesdoamirdc Khyrpour fbran representa-
dos rom cores desfavoravois nos ofllcios do encane-
gado do negocios inglez, onde 0 que mais sobresahia
era o desojo de denogrir Ali-Mourad nflo poupou di-
nlieiro para derramar caliiimiiase assacar lesteinu-
nbos. Km uma palavra, a interessada malcyoleitcia
de um general inglez o a ambicno do Sr. Bell decidi-
r ni louu a ruma do Mir-Roustam; para consumma-
la mo faltava senSo um pretexto, e a reporcusSuo
dos desastres do Afghanisian veio ministrarlo.
servara-se tranquillo. E comtudo para conle-lo a-
penas tinha havido o terco da forca que hoje, depois
ida conquista, se julga no'ccssaria para manter a paz.
fcra influencia, a lealdadc do Rouslain que nos de-
sviamos essa traniiuillidado. Asearlas, pois, nilo po-
diamscrdelle; tinham sido escripias, ou pelo me-
nos dictadas, por Ali-Mourad, e por elle mesmo in-
terceptadas e entregues ao coronel Outram, quo aca-
hava do substituir ao Sr. Bell como cncarregado de
negocios
O coronel Outram, diplmala tilo consummado
como militar distincto, nOo tinha tido desgracada-
mento o lempo necessario para penetrar todo o d-
dalo de intrigas quo rodcava a corto de Khyrpour,
nem para sondar a atroz perfidia de Ali-Mourad. Te-
ve logo nlgumas duvidas sobre a aulhenticidadc das
cartas; mas quando mais tarde as pudo esclarecer,
julgoudosou dever condescender provisoriamente
coniaopininodoaseus collcgas, nao para allribuir
a culpa a Mir-Roustam, mas sim para lancar a res-
ponsabilidade sobre o ministro desse principo e so-
bro a sua forte. I'ropz, pola, ao governador geral
que fosse castigado o trii'r com a pena do doporla-
Cilo. Quantoaos ires amirs compromet idos na cor-
respondencia, aconselhava que o castigo so limi-
Usse a urna multa, conllscando-se uma parte do seu
territorio quo desse a renda annual do trezo mil li-
bras esterlinas.
Ora, precisamente nestaeroea meditava lord II-
lenborough novas conquistase novas >? Of-
rendo conciliar a amizado do khan do Bahahoua -
pour, desciava ardentemeBte fazer-lhe um presento
a custa dea amirs do Sind. Impellido, alm disso,
por sir Cha* les Napier que desejava governar tima
os guerreiros do seu paiz eram bonicos de outra tem-
pera. Quizeram saber que mal tinha feito o seu ve-
Ihochcfo. .Exigiram um inquerito sobre a sua con-
ducta, c, an easo do provar-se a perfidia de Ali-Mou-
rad, o castigo do calumniador.
Se esta exigencia, tilo simples como legitima, li-
vesse sido acomida, nom tena havido guerra, nem
conquista do Sind, eos Belouchis Icriam deposto as
armas; mas um tal desfecho oppunha-se directamen-
te as vistas do general Napier; quera victorias o es-
polios, e porlanlo uma rcvnlucao a vencer, um pn-
vo a combater. Man grado a opiniilo, e a despoiln
mesmo dos protestos enrgicos do coronel Outram,
que finalmente tinh chegado aconhecer aventado
no nicio do tantas intrigas, ordenou o general Na-
pier essc.funcrionario que procedesse som mais de
longas a condemnaclo de Roustam. e respondeu s
leaes aolicilac/tei dos Belouchis por novas rnnlisca-
COes. ezoito ebefes dos mais graduados foram des-
pojados, tanto em4>rovc!to do Ali-Mourad como dos
inprler.es o do khan do Rahahnnalpotir. Sobre uma
renda total de 174,400 libras pertoncehte a diversos
amirs, prenles ou alliados de Roustam seques-
traram-so propriedades que rendem annualmenlo
111,725 libras. O coronel Oulrnm, ohrigado por or-
den] superior a aasignar ataca decretos, caracterisa-
va-os da maneira seguinte em um offieio qne diri-
gi a sir Charles Napier -2dias antes da batalha do
Miani
B^B^B^BKin. I1IO.CIWU ,MM...*-...---------
pojar Mir-Roustam, c em vez lo eonfiar-lho a decima
parle, ivtirou-lho tres quartas partes de seus domi-
nios, reservando uma pequea porcSo como npana-
io de Ali-Mourad. Como se nflo bastnsssom estas
ferriveis multas, fez-soanto o vell.o oclogenar.o a
mais-anveacadora ostentaeflo de violencia c seve ida-
de Ali-Mourad, admiravelmcnte segundado pela
brtalidade de sir Charles Napier, nada poupoui pa-
ra redobrar os terrores de scu rmflo o inciU-loa re-
volta, ao mesmo lempo quodi.vaconla ao general
inglez dos preparativos que o obngava a fazer, oque
representava como hoslis. Do um lado persuada a
rtJustan. que o general quena pnva-lo da .bordado
a liigo-o com profundo pozar, o mea eorap.in o
juizo que lieos medeu rondemnam as medidas que aca-
bamos de decretar m tioaie do gorerno da India como o
rxpressao da mais odiosa tjrannia. como o complenien-
to de uma aleitosin, como um roubo positivo e manifest,
e creio que cada golla de mingue que se derramar por esla
causa drrer recular sobre nossas cabecas, porquanlo
he minlia opiniflo quo a revolueflo quo tratamos de
produzir no governo deste paiz he Iflo pouco exigida
pelas necessldades da poltica como lio absoluta-
mente indcsciilpavel no ponto de vista moral, edevo
certamentcacarretaras maioresdesgracas.
A lealdadc do coronel Outram deva despedacar-se
contra o orgulho e rapacidade do futuro governador
do Sind. Nflo smente nflo tiveram echo os seus pro-
testos, masfoidemiltiilo, eleve a honra de parti-
Ihar a porseguicfo dos innocentes que quiz salvar.
Nflo houve calumnia que Ihe nflo ftssaeassem, c hoje
est a sua carreira diplomtica terminada. Quan-
R-oustam ,,ue oS^Sta o^ses es?. .T p < o ao am,sd,,Sind e'ss.s ribus,' a^alhaTde
depo.s de Ihe ter tirado lodos os seus es a. os e^ m ^^ ^ ^^ h g.
i mi eaaaTi nnrn" -i.....-.^-.mmnaa'taaaaiaaaaaaaai
CAPITULO II.
MZDICO (W1IBA VOMTAS.
Muito deaagradava a Gilberto ter do obedecer a um
Iteaio mas vislumbrando tnlvez uma ^^,6
como'ihe pareca quo toda a mudanca Ihe dev.a ser
vanUjosa, cumprio promplamentc o quo csso laca.o
lhCnonendesmbaracada emf.m de todas as negocia-
a'-mi* de hnver informado a irmfla da missfio
Cftes, depoi ,di. i Lr, ,ava muito Mvont.dc
a madama de^..rn,a.n puja
X dicgavam es^ijeiras e caslanheiros de u,n
PToS. dtcm'niuUolm nppe.i.e. e Gi.bcrto no-
- (*) Vide IHvrio o-* M-
tou uue esse appetiU era justificado por um l
Mato, c outraa aves lecheadas com trufas
Ao entrar ncssoquailo procurou com os olho o
pl,ilo.spl.o Gilberto o lugar do scu talher na mesaf^
porque esperava um convite.
Mas Chon nem assento Ihe oirereceu.
Contontou-se com Ihe deitar osolhos; o dopo.s
IcvirarumcopodevinhocOrdelopazio:
- Ora bem, meu charo medico, como va. com Za-
mora? disse ella. .... .
__Comovou? nersuntou Gilberto.
- Shn, crciqPueos senhores ja erfio conver-
M--'Como quer que faca conheemento com urna
MlelYm'meft medo, respondeu Chon sem sus-
Vm. enlflo he muito dilllcil para amizades?
^-lUto ne"anre;.i)u Gilberto, nflo osuppuzigua.
* Tn. verdade, disse Chon como fallando entre si,
^'^ Gilperlo, cujo r altivo ob-
^-Oucr enlflo Vm. dizer. meu charo doutor, ac-
creTcerdou e h que d d.licilmente o seu cor.cflo?
CrC Muito dillIcTimente. minha toT*.
E pois enganava-meeu, quando melisongeava
de ser sua amiga, o boa amiga?
outrodizia a sir Charles quo Roustam reuna tropas
para atacaros Inglezes. Sir Charles nflo viven .mulo
lempo Iludido; mas convinha-lhe .>
liare fingir quedava crdito asininas doAII-MOtt-
rad. Quanlo ao pobre velbo, chegara.n eo""
ponto que, depois de abdicar en. sen irmtflie de CP-
le.-lhe todos os seus direHoa, vio-so namecess.da-
.1 ede fu girpara o desorto, onde loi perseguido co-
mo animal montez. Depois do errar por .11. per o
de seis semanas con. alguns prenles e "nidos sen o
o seu nico abrigo uma barraca, leve de entrega -
so discricno do seus inimigos ESso desventurado
principe ....., somier commett.do o menor crine,
.Sudo' mesmo a causa da persegu.Cflo quesollV.,
so via proscripto no paiz que Iflo paternalmente go-
vernra, d.-poslo o insultado por urna nacao que en-
cl.era d favores, ton.ou enlflo O alv.lrc de apncllar
para a Justina humana, c nunca por certo Ihe foram
ienho-lhopesso.lmentcmi.it. nolnacto, mi-
nha aenhora, disse o inflexivel Gilberto; mas........
Ah! muito obrigada por esseesforco; faz-mc
muito Tavor, equanto lempo he preciso, meu bello
desdenhoso, para niereccr-lneaafieicSo:
Muito lempo, minha sen hora; e ate ha genio
que por mais que raca, linca a oblcra.
Ah1 sso me explica como Vm. depois de ter
vivido dezoitoannos emeasa do burilo deTaverney,
odeixou sem mais nem menos. Os Tavcrncys nflo
tiveram a dita de Ihe merecer a afleicflo. He isto,
nllo he?
Gilberto corou.
Enlflo! nflo responde? continuou tnon.
Nada Idilio a responder, scuflo que loda a ami-
zade, toda a confianca devem merecer-se.
Irral Parece nesse caso, que os habitantes de
Taverney nflo Iho mcreceram nem essa amiz.de, nem
essa confianca-
Todos, nao, minha senhora.
_ E que Ihe tinham clles feito, jara Ihe ac.rearem
,Sfoamo:queixo', minha senhora, disse Gil-
bC-ri ftm Chon, ja sci que tambem sou
excluida da confianca do scnl.or Gilberto. Nao he
todava porque me fallo a vontade decot.quis a-la ;
ho porque ignoro os n.eios que para .sso so deven.
empregar.
Gilberto inordeu os labios
aufluaaiiiiiflu''"i"" ....- ...~wUf .. ----------^
Miani e de liobba pozeran. termo sua dolorosa his-
toria, l'ra povo bravo e guerreiro levantoi.-so cm de-
fensa de seus chores ; mas que poda o sen valor ce-
g contra a disciplina europea ? Succiimbio afoga-
do no mais puro do seu sangne, eo vencedor apro-
veitou a embriaguez dnlriiimpho para consummar
dcsapercebido a sua obra de injustica. Aquellos
amirs, diz o Bombay-Times de :i do junlio, queli-
nham culpas leves, o os quo eram nteiramente
innocentes, foram envolvidos na mesma condem-
naco. O soberano de Khyrpour do quem nflo ti-
nha recebido senflo servidos, foi deportado para
Oombaiiu o aqu veio partilhar a prisilo dos amirs
de llvdcranad, acensado, un. dolor escripto uma car-
ta, o outrodo Iho ter posto oscu sello. At enlflo a
rapacidade pareca 1er sido o nico movel dos perse-
guidores; de enlflo para c deu-se largas s paixocs
mais cobardes. No meio de infortunios quo teriam
Muito embancado so vio Gilberto com ossa pe-
gunta, porque nem elle proprio sabia oque Tazia em
Taverney.
Eu, minha sonhora, disse ello, ora....... era o
homem do confianca .
A' estas palavras, pronunciadas com a llcuma prn-
losophica que caracterisava Gilberto, levo Chon tal
accesso de riso, que recostou-se na cadeira desatan-
do s gargalhadas. _
a senhora duvida? disse Gilberto confr.ng.ndo
ossobrolhos.
Dcosmolivrc! Saiba, meu charo amigo, quo
Vm. be feroz, c quo nada so Iho pode dizer. I'crgun-
tava-lho que gente eran, esses Tavomoys, nflo par
ofiVndO--lo, mas antes para servi-Io, vioganao-o.
Eu nilo me vingo, minha senhora, e quando o
faco he por mim mesmo. _______
Muito bem, mas nos mesmos temos um aggra-
vodosTaverncvs. Ecomo da sua parlo Vm. o le.n
tamben., eat'talvcz muilos, somos naturalmente
alliados. .
Engana-sc, minha senhora, o meu modo ue
vingar-mo nenhuma relaeflo pode ter com oscu.
porque a senhora falla dos Taverneys cm geral, e en
admiti certas differencas nos diversos sentimentos
que por clles tcnl.o.
E M. Filippe de Tavernoy, por excmplo, est nos
seus sentimentos favoraveis, ou contrarios;'
Nada tenho contra M. Filippe. Nunca me fez
mal nem bem. N3o o amo, lambem o nflo detesto,
he-mc nteiramente indifferente.
Vislo sso nflodeporia Vm. anteel-roi, puna
(IlDCriO llluiucu m wi*- .
Etn uma palavra csses Tavorneys naosouberam
media a.guma cousa do que Vm. faz,, cm Jvern.^ ^
delles.' r
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
i


s....
*--
ent^necido o cnraco mais duro, captivos em trra i parecer nesla secretaria com as habilitacoes doe-
eslranha, separados de suna familias e amibos, vi- tvlo, para poder ser incluida na lista das opposto-
Pt-rnecidoocnraco mais duro, captivos em trra
811
ram-se esses principes s miog com as calumnias
maisatrczes e ridiculas, espalhndas pelas creaturas
e pelos aduladores dsquelles que os ron ha rain.
{Contina.)
COMWECIO.
AI fon ciega.
RENniMENTO DO DA 18. ..... 14:367,710
UKSCARRKOAW 110 19.
Brigue -limme bacalho.
Barca lUanchetteridem.
Brgue-7aflw-/fny- mereadoras.
BriKiieAaa;eui.lem.
lIiale-/'7or-l/-fltci/(._dem.
iOfisula lo.
rriENruMhNTo no da is.
Ceral. .
Provincial. .
Diversas provincias
Movimento do
1
Porto.
2:676.064
1:230.716
92.369
3:993,149
op psito-
manda pu-
Navios entrados no dia 18.
lllias de Sandwich ( Mar-Pacifico ) tendo sahido de
^w-ltcdfor.1 ha 32 mozos ; galera americana
Milln, de 388 toneladas, capitiio William Cash,
eoiiipazem 30, carga azeite de peixe : ao capitiio.
Rio-.raiide-do-Sul; 38 dias hrigue inglez O/w-
roncA.de 196 toneladas, capit.lo Francia Le Bas,
equipagem 11, carga couros; a Le Bretn Schramm
& Lonipanhia. Vom refrescar e segu para Cork.
Maranhflo; 13 das, brigue-escuna brasileiro Jose-
phina, de 170 toneladas, capilfloJos Manoel Bar-
bosa, equipagem 16, carga arroz ornis gneros
do paz; aocapitflo.-Conduz 2 escravos a entregar.
navio sahido no mesmo dia.
Jtio:de-Janeiro ; hrigue americano frand-Wine, ca-
pit.lo Powell Smack, carga parte da que trouxo.
Observacdo.
Fundeou no Lameirflo, para acabar de carregar. o
tingue mglez Phcrnix, capitiio Kclr.
Klial.
Rodrigo Theodoro de Freitas, oficial da imperial ordem
da llosa, cam/trtrodade S. feme ttAvis, condecora-
do com atnedalha da Restaurado da llahia, capildo de
fragata d armada nacional e imperial, inspector inte-
uno do arsenal de marinha.e capitdo do porto desta
Provea de l'ernambuco, por S. M. Imperador,
que Dos guarde, etc. etc.
nnF?1>fmISl,',ra.t0,l'i?aS 1***** 1"e Se PWgM|l
noa.raoien o de pedras nos arrecifes .leste porto,
capitn as. e ordem do Exm. Sr. presidente desta
lugar desde o Pina ate a Boa-Viage.n, pelo mal oue
SrsXrZT "nr': Sb ,,ena' "elB ^ntr.enK
MkSni 8-qUe Pel- reKl->ento o
mibjeitos.
cmara municipal desta cidade estilo
de 1817.
f^pUaniadoPortodePernamh.ico, 17 de fevereiro
Rodrigo Theodoro de I retas,
Capitiio do porto.
^LfST^ MSnleiro de drade, oficial da im-
perial ordem da llosa, cavalleiro da de < hristo, e ins-
pector da alfandega dala provincia, por sua S. ,1/
Imperial que Dos guarde, etc
dii"u" ,Z?Wa dia ,9hoJe'lo corrente, ao meio-
ha.nnl l. .. Vme?,mH' se ha dc "rematar en.
-Jl i Ul" harnl co,n carne sa|f?ada de vac-
com dez arrobas, no valor de 30,000 rs appre-
oa
rin.r,h """""' rgenio de artilices, no acto de
embarque: sendo dita arrematado livre dc di-
Alfandega, 18 de fevereiro de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
gy....._.
Deca racoes.
hJa. 0,Jlm-Sr director do I yeco, emeumprimen-
l',;mr'de d0 &. Sr. presidente, de 25 de Janeiro
V } j?do- manda fazer publico, que, da data
uesteaCOdias, vai aconcursoa cadeira deprimie-
ras lettras do sexo feminino da villa do Bonito, ins-
taurada pela lei provincial n. 181, de 5 de dezem-
uro do auno prximo passado : qualqucr pessoa que
aequizeroppra mencionada cadeira dever com-
Do seu duello com meu irmflo.
ma7o;,dePorq"eSe' minh" 8enh"' *>** *-
E que sabe Vm.?
A verdade.
P A'JV r'ama Vm- verdad0' He urna palavra
essa muito elstica.
iln"^.i"a i.a.?8P5 aq"e,lf que sabe dis''nguir obem
ao mal, o justo do injusto.
Entendo : o bem ~ he M Filippe de Taver-
ney; -- o mal -- he o senhor visconde do Dubarry
Sim, minha senhora, ao menos a meu ver. e
m minlia consciencia.
.""".E,i8-"n.i oqueeu colhi em caminho! disse Chon
dercavhj e.'SCOmo morecon,P>nsa aquello queme
lsto he, aquelle que lhe nSo devo a morte.
Be a mesma cousa.
Pelo contrario, he muito difieren te
Comoassini?
T-. naolne devo a vida, a senhora impedio que
os mus cavallos m'a tirassem, nada mais : cat nflo
foi a senhora, foi o |iostilh3o. "no
termos" fllU mamo loBico- "lue "3o sabia poupar
ri^e^r-iraCat^^^
tToTod^me^Sr ^ -ia^S
Tito provocadora era Chon com essa meiguice e
^miliaridado quo Gilberto esqueceu-se deZanu.r.
caoSd.-?odoalmo0 *que so "q-nri.
ras.
E para que chegue a noticia a todos,
hijear o presente edilal pela imprensa.
Secretaria do lyco de Permambuco, 9 de feverei-
ro de 1847.
0 secretario,
J'oOo Pedro l'essoa de Mello
eesenvjloo administrador da mesa de rendas
internas provinciaes tem de remettor para o juizo
competente urna relaeflo, contendo os devedores de
decima abaixo especificados, o queter lugar at o
dia 28 do corrente mez : por isso os convida a v-
rem pagar seus dbitos, afim deeviUrem as cres-
cidas despe/as do juizo.
Herdeirosde Jos Pereira Lagos, Jos Higinode
Miranda, Joilo Venancio. JoSo Jos Barroso, Manoel
Elias de Moura, Antonio Tiburcio da Costa Monteiro.
Marianna Rita de Oliveira, Antonio Luiz de Freitas,
Antonio Lino di Silva, henleiros de Antonio Fran-
cisco Marques, Antonio Ferreira dos Santos, Antonio
Filippe da Silva, Antonio Fernandos Vellozo, Anto-
nio Joaquim ConcalvesdeMoraes, Antonio Baptista
Clemente, Antonia Kernarda do Souza, Anna Bufina
da Costa Monteiro, Anna Joaquina de Freitas, Anna
Joaquina da Coneeicflo, Anna Mara Joaquina Silva-
na, Angelo Baptista do Nascimeuto, Amaro Jos do
Carmo, Agostinha Mara da llora, Anna Joaquina do
Espirito Santo Gracn, Catharinn Francisca ao Espi-
rito Santo, Joaquina Mara da Bocha, Francisco Pe-
reira da Cunha, Antonio Jos Gomes Arantes, An-
glica Francisca de Azevedo.
Itoife, 11 de fevoreirode 1847.
Clorindo Ferreira Cato.
0 abaixo assignado, segundo escrpturaro da
mesa de rendas internas provinciaes desta cidade ,
encarregado para proceder no bairo da Boa-Vista ao
lancamento da decima dos predios urbanos, faz
constar a os inquilinose proprietarios, quedar prin-
cipio no dia 20 do corrente mez, pela ra do Aterro,
e recommenda aos mesmos que tonham promp-
los os papis de arrendamentos recibos e outros
quaesquer ttulos que lhe serflo presentes no acto do
lancamento, para por elles verificar os arrenda-
mentos dos ditos predios,segundoodisposto noart.
10 1.o cap. 2. do regulamento de 16 do abril de
1842. Recifefe 18 de fevereiro do 1847. Fran-
cisco de Paula e Silva
Pola subdelegacia de Iguarass se avisa a
quemeonvier, que existem na cadeia dous pretos: um
diz chamar-se Joaquim, o ser escravo de Joaquim
Ignacio, Portuguez, morador na cidade do Rio-Cran-
de-do-Norte: outro tambem Joaquim, e nilo diz
quem he o sen senltor. Iguarass, 15 do Janeiro de
1847.
Manoel Pereira de Moraes.
Toe*tro publico. -
O director agradece aos benvolos espectadores a
benigna attenco e indigencia quo prestaran! a
companhia das pastoras, e Ihes pede desculpa de al-
guna dos meninos nflo levarem os seus papis bem
sabidos, pois que, alm de sua pouca idade, o brin-
quedode entrudo osdistrahk basUnte. Ilaalguns
anuos a esta parte que nilo haviam espectculos nos
ilias de Carnaval, por causa das limas de tintas, pi-
tnmbase seringas que traziam para a platea: hoie,
norem, a reprovacllo que a maioria do publico mos-
trava a alguin galanteio de limas de ag mostra que a civilisacilovai progredindo ntrenos
Somante algumas pessoas estranharam o regula-
mento policial, adoptado em todos os theatros com
poucas diflerencas nos artigos; e comoalguemo
julgueobra minha, aqui transcreva o Sr. Redactor
a portara inclusa, mandada executar interinamente
pelo lllui. Sr. chele de polica.
Remello V. me, para seu condec ment ego-
verno, o incluso Diario desta provincia, n. 193, dc
hojo, no qual scacha transcriplo o regulamento po-
licial para o theatro desta cidade. que.cni observan-
cia do artigo 7.<> do decreto de 29 demarco de 1833,
julguei dnver dar ao dito theatro, com datado 2 do
Em virtude do despacho om frente, do Exm. Sr.
hispo director, certifico que em congregarlo de 17
de novembro 1846, foi apresentado pelo mesmo Exm.
Sr. bispo director um odlcio do professor da lingos
ingleza do collegio das artes, no qual pedia a con-
gregarlo o seu consenco para poder adoptar urna
grammatica ingleza recentemente publicada pelo
hachare! Vicente Pereira do Reg, professor da lin-
goa ingleza no lyceo; em consequencia do que a
congregaQffo approvou, resolvendo que ella fosse
adoptada no referido collegio das'artes. E por ser
verdade passei esta, a vista do livro dasactasdas con-
gregares desta academia
Secretaria d'academia jurdica da cidade de Olln-
da, 22 de Janeiro de 1847.
O hachare! Eduardo Soares a"Albergara,
Secretario interino.
A obra elementar--!.icoesde Eloquencia Nacional-
pelo padre mestre Miguel do Sacramento Lopes Ga-
ma vai ser adoptada como compendio de rhetorica
no collegio das arles do curso jurdico daOlinda, e
hem assim no lyco, onde o mesmo padre mestro
est encarregado de reger interinamente a dita ca-
deira durante o impedimento do seu proprietario.
Alm da loja do Recife e da botica do Sr. Barlholo-
meo vende-se na loja de livrosdo pateo do Colle-
gio n. 2, a 5,000 rs. cada ejemplar de dous volumes
encadernados.
Avisos martimos.
w ----- "--. ....wn.in IIU Ultllillfil tltl
Reeifc, 6do setembrode 1839.-0 prefeito da comar-
ca, Francisco Antonio de S llarreto.-Sr. Francisco de
Freitas Gamboa, emprezario do theatro
Puhlicacdes luteranas.
Aslicesde.fl,4AVMJ7C,J INGLEZA, recopila-
das e coordenadas pelo hachare! formado Vicente Pe-
reira do Reg, profesor no Ivceo desta cidade, que
sao o compendio da respectiva aula, acham-so igual-
mente adoptadas para a do collegio das artes prepa-
ratorias do curso jurdico doOlinda, por delibera-
do da illustrissima congregacilo dos Senhores lentes
do mosmo curso, abaixo transcripta : e cstjo ven-
da na liyranada pra?a da Independencia, ns. 6 e8
a pre?o de qualro mil ris.
Para o Rio-Grande-do-Sulsahir breve ovelciro
hrigue Animo-Grande,por ter o seu earregament con-
tratado ; recebe escravos, bem como passageiros
para o que tem bons commodos : quem pretender
entenda-se comAmorim limaos, na ra da Cadeia,
n. 45.
Para Lisboa sahir, com a possivel brovidade,
o brguc portuguez Vestal, capitiio Joflo da Costa
Neves : quem ncllc quizer carregar ou ir de passa-
gem dirja-se a rus da Cruz n. 45, a casa de Nascl-
mentot Amorim.
Para o Aracaly salte em pencos dias a sumaca
Carlota, por sc'acharcoma maior parte da carga a
bordo, e para o restante da carga e passageiros tra-
ta-so com o mestre, Jos Concalves Simas, ou com
Luiz Jos de S Arauio, na ra da Cruz, n. 26.
Para o Porto sahir com brevidade a barca Bel-
la-Pernamhucana, por ter parlo da carga prompta;
quem nella quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem excedentes commados, dirija-se ao capi-
tiio na praca, ou ao consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na ra da Cadeia do Recife, n. 51.
O hrigue Paquete-de l'ernambuco segu com bre-
vidade para o Rio-Grande-do-Sul; tem bons com-
modos para passageiros, e recebe escravos a frete :
quem pretender qualquer das cousas entenda-se
com Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Para a ilha de S.-Miguel partir, at 8 do mez
prximo futuro, 0 hrigue brasileiro Espirito-Santo,
[ oulr'ora Fiel) forrado e encavilhado de cobre e de
boa marcha : para carga ou passageiros oderece en-
cllenles commodos: os pretendentes tratem com
o consignatario, Firmino Jos Flix da Rosa na
ra do Trapicho, n. 44, ou como capitiio, Alejan-
dre Jos Alvos.
Para Lisboa sahe, com a possivel brevidade, o
hrigue portuguez S.-Domingos, por ter a maior parle
da carga prompta : quem no mesmo quizer carregar
ou ir de passagem, para o que offerece bons commo-
dos, dirija-se aos consignatarios, Mendes & Tarrozo,
ra da Cruz, n. 54, ou ao capitiio, Manoel Goncalves
Vianna, na praca do Commercio.
Para Lisboa segu com brevidade, por ter parte
da carga, o brgue portuguez Conceifo-de-Maria :
quem no mesmo quizer carregar a 200 rs. por arroba
deassucar, ou ir de passagem, para o que tem os
melhores e mais asseados commodos, trate com o
capitiio na praca do Cornjnercio, ou com o consig-
natario Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Viga-
ri, n. 19.
t visos diversos*
viT l. cm! ass,m"equeeuoquerovr. Entilo!
ira depOr contra Filippe deTaverney, nflo he'
Oh! isso nflo, disse Gilberto. Nunca!
Porque entilo, teimoso?
Porque o senhor visconde Joflo nflo teve rasflo
Faz-me favor de dizc"r m que nflo teve elle
rflSilO r
Em insultar a delphina. Entrotanto que pelo
contrario, M. Filippe de Taverney.......
Oque tem1
Tinha rasflo em defcnd-la.
Ah temos aqui partidista da dclphiua. ao que
parece. M
Nao, minha senhora; sou partidista da ius-
lica.
Voss he un\ louco, Gilberto, cale-se, olhe que
o nflo oucam fallar assim ueste castello.
Entflo dispense-me de lhe responder, quando
me interrogar.
Nesse caso mudemos de conversaeflo.
Gilberto inclinou-seemsignal deassentimenlo.
Ora, dga-mec, meu menino, pergunlou Chon
com voz dura, que conta Vm. fazer aqui, se nflo pro-
curar agradar? r
lie preciso que para agradar seja eu perjuro ?
. 7~ ,Pnde vai Vm- buscar essas pnlavras um Do-
ladas? r
Nodireilo que todo o homem tem de conser-
var-so fiel sua consciencia.
A h i.temos ou Ira! disseChon, quando agente
tem um amo, este amo toma sobre si toda a respon-
saliilniHdo.
Eu nflo tenho amo, resmungou Gilberto'.
ruZ, -a geit0 que Vm- leva> meu lolinho, disse
Chon crguendo-M como uraa bella preguicos, nua
Dcsapparcceu hontem, 18 do corrente, um mu-
latinho forro, de idade de 11 a 12 anuos, de no-
me Manoel, levando vestido camisa de brim ja suja
e calca de riscado azul; tem olhos grandes, nariz um
Souco grosso, e tem um pedaco de testa tirado na
rente : roga-se qualquer autoridado policial ou
mesmo aoscapitfles de campo, a mcslres de barcos,
jangadeiros, canoeiros, etc., queiram apprehende-lo
e leva-lo a casa do sollicitadur Anuda, na ra da As-
sumpeflo, n. 36, segundo andar.
Na padaria o pastellaria franceza do Alerro-da-
Boa-Vista recebeu-so pelo ultimo navio um com-
pleto sorlimcnto de confeitos, amendoas cobertasde
diversas qualidades,doces de assucar cryslalisado de
varios modelos, bocetas de todas as qualidades e
das mais ricas, e confeitos para encher dos mes-
mos, proprios para fazer presentes, a superior agoa
do flor de iaranja, agurdente do Franga de supe-
rior qualidade, marrasquino de Zara, absintho su-
ca ter ama. Agora, repito a minha questflo, res-
ponda-me categricamente: Em quo conta oceupar-
B0 em nossa casa ?
Suppunba que nflo era preciso tornar-mc agra-
davel, quando podia tornar-mc uli!.
Eugana-se : oque nilo falta he gente til, des-
sa estamos nos fartos.
' Entilo, retirar-me-hei.
Retirar'-se-ha ?
Sim, sem duvida. Como nflo ped para aqui vir.
creo-me livre.
Livre! exelamou Chon que comecava a enco-
lensar-se com essa resistencia a que nflo eslava acos-
tumada Oh! que nflo!
As fe icoes de Gilberto confrangiram-se.
Vamos la, disse Chon ao ver pelo rosto carre-
gado de Gilberto, que ello nflo renunciava fcilmen-
te a sua Iiberdade. Vamos l, facamos pazes! ~ Vm.
he um lindo mancebo muito virtuoso, no que ser
muito divertido; quando mais nilo seja pelo contras-
te que ara com ludo quanlo nos rodeia. Guarde, po-
rem, o seu amor pela verdade.
Sem tluvida quo o guardarei, disse Gilberto.
-- Sim, mas nos entendemos a cousa por duas ma-
neiras diffeientes. Digo eu, que guarde-o para Vm. j
e nflo va celebrar-lhe o culto nos corredores de Tria-
non, ou as antecmaras de Versalhes.
Ah! disse Gilberto.
Nflo tem que fazer ah! Vm. nao he tilo sabio,
meu philosophosinho, que nSo possa aprender muita
cnusa dtiunia mulhcr; o antea deludo, aqui tom o
primeiroaxioma:" quem cala nflo mente; decore i*-
tobem.
Mas se me perguntarom ?
Quem? Vosse he doudo, meu amigo? Meu Dos,
isso da marea verdadeira, etc. etc.; iKualmento se
aceitam encommendas de doces finos e bandejas para
cha, ludo por prego o mais commodo.
Jos de Souza e Silva e Antonio de South e Silva
com casa e venda na na da Lingoeta, declaramquo
a firma gyrsnte de seus negocios ficno sendo, desde
19 de Janeiro do corrente anno de 1847, Jos de Sou-
za & Irmfle.
uao-se tresentos mil ris a juros de dous por
centos ao mez sobre penhores de ouro : na ma da
Conceicflo, n. 40.
-Na ra Augusta, n. 11,onsin-se francez o inglez,
sendo gratuitamente aquellas pessoas, cujas cir-
cunstancias assim exigirem.
Aluga-se urna casa a ra Relia ao p da mar "
com cinco quartos,diiassalas,corredor inilepcudenle)
cozinha fra, qukit.il o cacimba : a tratar na ra dc
S.-Francisco, palacete novo,al 8 '. horas da manhfla.
OfTercce-se um homem casado sem lilhos, para
qualquer emprego de engenho, pois disso tem al-
guma pratica : os pretendentes lirijam-sc a ra
Direita, padaria n. 40.
D-se um cont de ris apremio com hyptithe-
ca segnra em urna casa que estoja livre e desemba-
razada ecm boa ra : quem pretender annuncie.
Na ra de Santa Rita, n. 91, existem duas cartas,
sendo urna para o Sr. Jos Podro do Reg, vindado
Norte, e outra para o Sr.- Antonio Leal de Barros,
vinda do Sul, ambas s se entregan) a seus legtimos
donos por havor recommcndacflo.
Precisa-se de um moco com algum principio
de saber trabalharem massera, epara entregarde-
manhfla pflo a alguns freguezes com um preto; ou
mesmo algum moco que se quelra applicar ao tra-
balho do padaria, e para o mesmo fim : na praca da
Santa-Cruz, padaria de urna s porta, junto ao so-
brado.
Ignacio Luiz de RrtoTahorda, reconhecendo
pelas niciaes do annuncio que, assignado pelo Re \
Herodes, foi publicado ncsle jornal, que somonte a./
elle diz respeito o que nesse insultuoso annuncio se
contm, julga dever rcspomler-lhe com o segante
AVISO.
Jos Antonio Marques, desejoso de embolsar-se da
importancia dos gneros de que se compoz o hoti-
quim do Santo-Amaro.que, a ello pertcncente.esteve
a cargo do Fogareiro, roga a todas as pessoas que ao
dito encarregado lcaram a dever, que smente ao
annunciante paguem a importancia dos seus dbi-
tos, ajinhindo-o assim a indemiisar-so do projuizo
que o tal Sr. Fogareiro diz ter havido em o referido
botiqun), oque monta a trnta e tantos mil ris.
Offerece-se um homem para fetor, que enlende
de plantacdcs de sitio, sabe tratar de flores, que
tambem sabe cnxcrtar de toda a qualidade, en-
tende de fazendas dc algodflo, he natural de Lis-
boa, porm j existe ha lempo nesla provincia, o
d dador a sua conducta : quem o pretender pro-
curo na ra da Cadeia de Santo-Antonio, na venda de
Antonio do Carvalho, n. 16.
DIA 20 DO CORRENTE.
O proprietario do Hotel torres, do bello retiro de
LSanto-Amaro, avisa aos Srs. mu dignos freguezes
aue tanto o obsequiaram, que passa a transferir o
ilo Hotel para a muito amena e recreativa povoa-
eflo do Monteiro, a margem do nosso benigno o re-
fregerante Capibaribe : aonde encontrarflo todas as
commodidades com promptidflo, asseio, delicadeza,
e pouca despeza.
Sr. Antonio Francisco de Medciros annuncie
por esta folha a sua morada, para ser procurado a
negocio de seu intefesse.
Precisa-so de um mogo portuguez de 19 a 14
annos para caixeiro de urna loja de fazendas em
Macei : na ra da Cruz n. 9.
Ao publico.
Domingo, 21 do corrente mez, he a Testa do Glo-
rioso S. Pantaleflo da capclla do Monteiro sendo o
levantamento da handeira na madrugada desse mes-
mo dia; haveiido tamhem a tarde cavalhadas e a
noito fugo artificial e machinas.
OfTerece-se urna parda para ama de urna casa,
a qual sabe cozinhar, engommare fazer o n.ais ser-
vido : na ra da Senzalla-Nova, n. 73.
Ofl*erecc-se urna ama para o servico interno de
urna casa de familia : na ra do Qucimado, n 57.
Precisa-se de um rapaz brasileiro ou portu-
guez para caixeiro de venda, e que tenha ou nflo
pratica : em Fra-de-Porlas, pateo do Pilar, n. 21.
Offerece-se um rapaz brasileiro de 16 annos,
para caixeiro de loja, ou de outro qualquar estabe-
lecimcnto para o que d fiador a sua conducta :
na praca da Independencia, loja n. 3,sedir quem he.
Arrenda-se o sitio denominado Cscala, na
Solcdade, com boa casa do sobrado, e muitos ar-
ranjos proprios para urna grande familia: a tratar
na rua de Moras n. 140.
Arrenda-se urna casa trrfti abarracada, no
lugar do Manguinho, com oito quartos, o muitos
arranjos para familia por preco bastante rasoavel:
a tratar ua rua de Hortas, n. 140.
quem lie que se lembra de voss neste mundo a nflo
sereu? Aoqueme parece, o Sr.philosopho anda nflo
tem escola. A especie de que Vm. faz parto he anda
rara. Para adiar um seu igual, he necessario coTer
mntese valles, e balcr os mallos. Vm. morar* com-
migo, e nflo lhe dou qualro vezes vinte e quatro ho-
ras que nflo esteja um porfeilo cortezSo.
Duvido, respondeu -Gilberto com todo o im-
perio
Chon encolheu Os hombros.
Gilberto sorrio-se.
Nilo fallemos, porm, mais nisto, replicn
Chon; alin de que Vm. s precisa deagradar a tres
pessoas.
Equem silo essas tres pessoas ?
El-rei, minha ii ifla e eu.
Que devo fazer para isso i'
Vm. vio Zamora? pcrgnntou Chon, afim de nflo
responder directamente questflo
O negro? disse Gilberto com profundo des-
prezo.
Sim, o negro.
Que posso cu ter de commum com elle'.'
Procure que soja a fortuna, meu camaradiiiha.
Esse negro tem ja dous mil francos de renda da caixa
particular d'el-rei. Est a ser nomeado governador
do castello de Luciennes, e tal ha que tem rido dos
seus becos grossbs o da sua cor, aue lhe fartmuitii*
zumbaias, lhe chamar senhor Zamora, e at tai-
vez Exm. senhor Zamora.
Nflo hci de sor eu, minha senhora, dlrse Gil-
berto.
E a dar-lhe! disse Chon, pensava eu que um dos *
primeiros preceilos dos philosophos era que todos
os liomens silo iguaes.



LOTERA
DA MATKIZ
HA ODA DE D.\ VI'TOMA.
Acha-se nnvamenle designado o dia 26 do corren-
lllr p,-r; ler?!? andamento as ro4*s desta loteri",
enio obstante a difllculilmle na ve"da do resto dos
respectivos buhles, causada pela falta de notas de
pequeos valores que faciliten os trocos, todava
espera o thosoureiro que sera effectuada referida
venda, e que o din marcado nSo ser espacado. O
restante dos bilhetes acha-se venda nos lugares
iannnciado.s.^
Avisa-soaos Srs. que teom penhores vencidos
em poder- ilo Burgos, de os ireni resgatar, dentro de
8 dias da data deste: se nSo, serao vendidos pnra seu
pagamento, (cando oannunciante livrn de qualquer
resnonsahilidade.
Traspassam-se aa chaves do armazem de carne
scr-oa da ra da l'r*U: n. 5*, quem o quizer tem de
din urna pequea qannlia de que este he devedor, a
qual sedara com algum prazo, dando um endossoa
contento: trata-sepa ra Uireila, sobrado n. 29.
Precisa-se do um forneiro: na ra Imperial, pa-
daria n. 43.
Precisa-se de urna ama de leile, para criar
urna enanca, poriti quer-se pessoa capaz, e nflo se
olha a prego: quem estiver tiestas circumslancias,
dirija-se a praca defrontedo Corpo-Sanlo, n. II.
Precisa-se alugar urna preta para vendbr Rule-
tas de um sitio: na ra do Aragilo, n 10.
Arrenda-se um sitio no Barbalho com casa de
vivenda, eslribaria para dous cavados, alguna arvo-
redos que dflo fructos, ptimas Ierras de muila prp-
diiecflo, e muilo perto do rio : trata-se na ra do
i im-iiiiado, loja n. 38.
Perdeu-se, nodia 17 do correle, desde a ra
do Giqui at os viveiros do coronel Cavalcanti,
dons anneis, sendo un com quatro brilhantes, e o
nutro fazendo urna roda circulada, de hrilhanles c
diamantes : quem os achar e os quizer restituir, le-
ve ao Passo-do-Giquii, ou a ra do Queimado, loja"
n. 38, que recebera le adiado 50,000 rs.
_ Na ra do Queimado, loja n. 1, existe urna
peca de chita, cor de rosa, llores amarellas, e una pe-
ca de camdraia lisa, de in jardas; esta sm algarismo,
e aquella com elle. Estas fazendas 1'orani tomadas a
urna pobre a quem j se tem lomado outras em fla-
grante: por isso quem se julgar sen dono compa-
rece na dita loja, que, dando o signal do algarismo, se
llio entregar.
f Ainda se acha para alugar a melhor casa da ra,
da Praia-de-S.-Francisco em Olinda, nSo s pela pro-
ximidadedo mar para o. uso dos bandos salgados,
romo pelos seus commodos, pois tem duas salas de
frente, quatro quartos, rozinha fra, cacimba, co-
queiros, e bom terreno para plantar; alm disto a-
cha-se hojo cajadu o pintada interna e externamente,
poupando essa despeza a quem quizer aluga-la. A
tratar na ra de Mathias Ferreira da mesma cidade,
sobrado onde morou o capitflo l'assos.
fiesappareceu, no da i a do cr-
lenle, tuna canoa rucia aberta, com laboa
no fundo, a qual lie corla, e tem as dnas
cavernas da proa, assim como as dnas da
popa, pregadas com cavifbas d; ferro;
tem correle na p^a, e Ires logares nos
lados para se bolar e tirar bancos volan-
tes ; be (oda pintada de almngre encar
tro: quem de lia souber, queira avisar
airas do theatro, armazem de la boas de
pinbo, de Joaquim Lopes de Almeida,
caixriro do Sr. Joo Malbeus, que grati-
ficar.
James Spuers, subdilo iqglez retira-se para
Inglaterra.
I'ede-sea qHem achou Urna caixa de prala dou-
rada com a lampa de madio-de-perula de levara
ra do Crespo, loja n. *2, que ser recompensado.
Aluga-se una boa casa terrea, com quarlos,
2 salas, quarto separado para prelose casa para I*-
nho, grande quintal com parreiras o figueiras, ro-
manzeiras o umitas mas arvores de fructo; com ca-
cimba d'agoa de beber, a melhor que so tem visto;
no principio da estrada dos Afflicos, pegado ao sitio
quefuida Sr. n. I.aurianna; outra casa lorrea com
slito corrido muilo arejado, no becco do Serigado:
lrala-se na ra da Cadea do Rccife, n. 95.
Agencia depassaporles.
Na ra do Collegio n. 10, c no Aterro-da-Boa-
Vista loja n. W, coiitinuam-se a tirar passaportcs
tanto paca dentro, como para fra do imperio; assim
como deipacham-se escravos : ludo com brevidade.
Me chegado loja de ferra-
gens de Jos Luiz Pereira, na rua
vova, n. !G, um novo sorlimenlo
(fe panellas, chaleiras, cassarollas
e frigideir s lana: os senliores que teen feilo
encommendas, queiram appare*
cer com (empo.
lotera do rio-or-janeiro.
aos 20:000,000 de res.
Chegaram bilhetes, rneios, quartos oitavos e vig-
simos da lotera das salinas de Caho-Frio; e ainda
existem quartos oitavos e vigsimos da matriz do
Oar : no Recife loja de cambio do Sr. Vieira. A
ellos antes que chegue o vapor com a lista.
N. B. O priuieiro vapor que edegar do Riq-de-Ja-
neiro s truz a lista da lotera a benclicio da malrtz
do Cear.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da rua da Aurora, com ptimos e muilo asociados
commodos para moradia de homcm solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dirija-se ao
mosmo sobrado qualquer hora.
Na rua Nova, n. 32, loja de Carlos Hardy, ou-
rivcs,acaba-se de receber pelo Cwar,chegado ullima-
menle, um lindo sorlimenlo de obras de ouro de
lei comosejam : adereces, brincos, pulseirase gar-
gantillas; eum grande sorlimenlo de obras ditas
da Ierra ; camafeos proprios liara alOnclese brincos,
sem serem encastoados.
I'clojuizodo civel da primoira vara desta cida-
de tem de se arrematar urna parto do sobrado da
praca da Boa-Vista no valor de 305,000 rs., por
execuQo de Antonio Piulo do Azevcdo contra o ca-
pitllo Ignacio Francisco Pereira Oulra, e hoje contra
a viuva do mesmo e tutor da menor Thomazia j
habilitados -. os licitantes podem comparecer na pra-
ca: obem assim a terca parte do sitio de Ierras pro-
Siras, com arvores de fructu, no lugar da Ftoa-
'iugein, avadado em 666,660 rs.
A viuva do fallecido Antonio Ferrei-
ra de Vasconcellos vende, para pagamen-
to de seus credores, urna casa de sobrado
de um andar com soto, tendo 35 palmos
de frente e 85 de fundo, acabada por lora,
com vidracas, e dentro assoalhada e forra-
da, com portase enchams, faltando ape-
nas alguns tapamentos: oulra pegada, de
iguaes dimensoes, acabada por fra, e en-
vidiacada, smenle Iraiejada por dentro;
um taixao de alicerce para das mo-
radas de casas, de 62 palnios de frenle e
72 de fundo; lodascom quintal emaberlo
do ten eno de sua frente, e 29a palmos de
fundo com camboa por dentro do quintal,
sendo os cbios foreiros: finalmente, um
terreno no mesmo alinhamento, com,$i3
palmos de frenle e o competente fundo, e
camboa quefica no centro : ludo simado
na frente da eslrada que pi para a Magda
Compras.
nado por fra e de oca amarella por den- e [ga esqua coin a qiie vai para o
Remedio. Os pretndentes podem-se en-
lendercom B. Lasserrc &C, na ruada
Senzalla-Velba, n.i38.
Nos abaixo assignados, credores do fallecido
Manoel Cavalcante de Albuqucrque, temos encarre-
gado ao Sr. Manoel Pirhciro do Men.lonca, para re-
ceber as fazendas existentes no deposito, no cralo
do Bom-Jardim, assim comoem qualquer outra par-
to quo existam; e igualmente encariegamosao mes-
mo Sr., da cobranca das dividas que ao mesmo inl-
locido estilo dovendo tanto no mesmo lugar como
nesla cidade, e pedmos as autoridades da comarca
do l.imoeiro, se dgnem de conservar ditas fazendas
apprebenddas no mesmo deposito, at que compe-
tente e judicialmente so mostr o direilo que assiste
aos meamos abaixo assignados. Recife, 16 de feve-
reiro de 1847. Pelos Srs. i. Keller & C., O. llalch.
Adaman HiMie & C. Por procuracAo de L.
Ilrugiiiere, Rigord.
D-sediuheiro a premio sobre penhores : na
rua Nova n. 63. f
Aluga-se um sobradinho na rua da Praia-de-S.-
Rila n. 22, com commodos para pequea familia:
a tratar as Cinco-Pontas, n, 63.
Manoel Pereira La mego embarca para os por-
tosdo Sul a sua escrava de nome Victoria
Vendem-se gig9 com balotas no-
Ivas, chegada1 u'limamente de Franca :
Compra-s um berco embom estado: quemo n<> oaCR da Alfandesrfl* por conlfl e riscr
tiver annuncie para ser procurado. | *
Compram-se, para urna encommenda, escravos.nc f|nem pertencer.
de ambos o sexos ; pagam-sn hem agradando: nal Vende-se um sobrado novo de un andar e
rua Nova, loja deferragens, 11.16. 'grande snlo em eh.lns proprios, o qual rende por
CiniipLiu,-?,-. pars urna i'iiriniitTirrida, duas "/- .1 ,ik>o um! ni rasitra nieamn quo 1 miic-
prctas de meia fdade : na rua da Florentina n. 7. riles e miin d'nhra rstffn baratos, se ofTcrece a venda
Compra 111-e 2 nretos que cntendam de pada- por Iraspasso, ?00 palmos de terreno firme, lodo por
fia, um para .'weseira e oulro para forneiro: na junto, ou a relalho, no alinhamento do urna rua,
rua Imperial pVlaria n. 43. segundo o novo plano, junio a creja deS. Ama-
Compram-se.escravos prelos de 16 a 20 anuos, ro, eom os fuodns de 200 ou inais palmos conforme
que nfln tenham molestias : em casa de Manoel Ig- agradaran comprador, proprio para nelle so edifi-
naciode Oliveira na ruadaCadeia n.40, primeiro car meia duzia de lioas casas, as quaes sem duvida.
andar. se alugarilopor hons precns pelotemnode fpstas.
Ainda se contina a comprar cobras de viado
vivas oara remedio : na praca da Boa-Vista, n. 32,
segundo, miar.
- Compram-se escravos mocos, hons carpinase
pedreiros, e nutros de servico de campo : na rua Di-
reila, sobrado n. 29.
V'iul;s.
Vendcm-se livros hambiirguezes em liranro,
pautados, riscados de varias ruaneiras, o de diver-
sos lmannos, chegados ltimamente: na rua da
Cruz, n 10.
Chitas de cores
fixas, 120 rs. oeavado.
Vendem-se chitas de bonitos padrOes a seis vin-
tenio cavado, c a quatro mil ris a peca ; na rua
do Crespo, n. 4, loja da esquina que volla para a Ca-
deia.
Vende-se um eslavo pardo, que entende de lodo o
servico de agricultura,he bom pagem e tem principio
do carpina : na rua do Cabug, loja de Antonio Ro-
drigues da Cruz.
Vendem-se 4 esoravas e 4 crias todos do ser-
vico de casa, sem vicios nem achaques, juntos 011
separados; ao comprador se dir o motivo da von-
da : nosta Typographia se dir quem vende.
Venderse um caixote com typos n. 10, com li-
as e algumas lettras para ttulos, que podem ser-
para nm peridico de folha anda novos; por-
que, tendo ido para o P.io-Crande-do-Norle, all
quasi nada trabaliiarem; vendcm-se por preco com-
molo. Chegiiem,Srs polticos: previnam-sc para as
cleicres, que a occasiSo he opportuna. Os preten-
dentes annunciem.
Vende-so urna capa do gorgurao rxo para
arompanhar a procisso do Passos ou outra qual-
quer para que sirva a mesma capa: na rua do Hospi-
cio, venda da esquina n. 1.
Vende-se urna muita linda mulatinha, de 16 an-
uos propria para mucama sem vicios nem acha-
ques e que tem habilidades : na rua estreita do Ro-
zarlo, n. 31, primoiro andar,
Vendc-se um engen lio em .ponto
pequeo, com urna safra fundad, com
bois c beatas necessarios para o manejo do
mesmo engenbo, recebendo-sc pouco
vista co mais a prazos. Tambem se troca
por um silio perto desla praca legoa c
E he por isso que nfo dei de chamar a Zamora,
Exm. senhor.
Va-so Clion batida com as suas proprias armas, h
por sua vez mordeu os lieicos.
Com que Vm nflo de ambicioso ? disse ella.
Pelo contrario, sim, senhora, sou, disse Gilber-
to com olhos chammejantes.
__ F. a sua ambicSo, se bem me record, era de
ser medico.
Encaro a missfo de soccorrer os meus seme-
ntantes como a mais bella do mundo
__Pois bem o seu sonho ser realisado.
Como?
Ser medico, e ale medico dccl-rei.
Ku exclamou C.ilberlo, eu que nem lenho as
primeiras nocesda ai le medical!......A senhora es-
carnece de mi 111. .
__ F, esl I Zamora sabe porvenlura o que he urna
porla-evadica, urna contra-escarpa, una cortina ?
Nf.o, por cerlo, ignora-o, e nlo Ihe da isso cuidado.
I" nem por isso deixa elle de ser governador do cas-
tillo de l.uciennea com lodas as regadas dependen-
tes desse cargo.
__ Ahsinr. sim,enlendo, disse amalgmenle(.11-
berlo As senlioras s leeni um bobo; esle nflo basta.
Kl-rc se aborrece; sao-lhc precisos dous.
Boiii, ah o temos oulra vez de cara nuxada,
rxclaBiou (.don. Na verdade, meu homemzinho, vos-
s fsz-sc feo a dar prazer. Guarde todas essas ceras-
1 liaiita^icas 1 sra quando liver na cabeca a cabellci-
1, e narnlclleiaochu|to dcbco"
de ser feo, ser cmico
r-
eulfioem vez
de Tresms solicita o litulodc macaco demnha
mfla? ,. ...
Gilberto nada respondeu. Chon apphcou o ditado j
Quem C8la, consento.
Para prova de que Vm. comeca a merecer gra?a,
disse Chon, nflo comer nos aparadora!.
-- Ah! obrigado, minda senhora, respondeu Gil-
berto.
Nlo, j dei ordem para isso.
. E onde comcrei cu r
------A' mesa de Zamora.
Sem dovida ; o governador e o medico de el-re
podem muilo bem comer juntos. Pc.rtanlo vn janlar
^SteXome, respondeu speramente 41-
bC->Muilo bem, respondeu tranquilla Chon; no
tem fomo agora, te-la-da denoite.
Gilberlo meneou a cabeca. .
-So nao foresU noite.sera amanl.a ou-depo.s
d'amaiibna Ah Vm. ha de abrandar, senhor rebel-
de, s" nos der muilo que f.zer, temos o corregodor
dos pagens, que faz o que queremos.
Gilberto cstremoceu e mudou de cor.
Va pois, ler com o Ulan, senhor Zamora, disse
Chon severa ; nflo se ha de achar mal com elle; a co-
zU.hahcboa; m tome cutido, nao se mostr in-
grato, porqu Ihe cnsinariam a ser reconlieeido.
Gildertou abaixou a cabeca. ,
Era o quo elle fazia, quaudo era vez de responder,
de resolver-se a obrar.
. 1__: u rlha
meia al duas, pouco mais ou menos,
lendo campo para vaccas de leile, casa
solFrivcl e commodos para pelos, estri-
bara, &c. U engenbo elisia desta praca
dez legoas O dono desfaz-se dcllc por des-
gostos A fallar em t linda, rua de Ma-
linas Ferreira, com o bacbaiel Joao l.ins
Cavalcanle de Albuqucrque, ou nesta
praca, rua do Rangel, n. 3.
-^- Vendem-se, na rua do Crespo, n.
11, loja de Antonio Lwit dos Sanios
& C., superiores cambraias de cures pa-
r vestidos, padr5es novos, pelo baratis-
simo preco de 32o rs. o covado : a cansa
de se vender por semelbanle preco be a
grande porco que lia, ebegada pelos l-
timos navios de Franca.
CARNAUBA.
No armazem de fa rinda da rua do Collegio, n. 1,
contina-so a vender cera de carnauba, por preco
eommodo, lauto em porces como a retalbo o ho
chegada agora urna porcito da melhor qualidade que
tem apparecido.
e mesmo annlialmenle. em rffsfln do ptimo fresco
que alli gozam os habitantes da nova ejdade: vnde-
se no mesnm lugar urna casa lerrea collorada no ali-
nhamenln da ruada Aurora, em um leu eno de 140
almos do largura 0 4400 do fundo, ato junio a
icreja, rom algumas plantas, como sejam parreiras,
larangeiras, coqueiros &e contemlo em si um
grande viveiro com 660 palmos de coinprido e 100 do
largura, com a sua competente porta d'agoa, e bas-
tante peixe, nronrin para o actual lempo quares-
mal : assim como tambem 2 canoas novas, sondo
urna dernndnrir familia, eoutra deconduzirentu-
Iho: o que ludo so vender pelo mais eommodo pre-
co possivcl, na roa estreita do Rozario, botica n. 10.
Vendem-se duas prctas, nma crinla sem vi-
cios, de bonita figura e que rozinha o diario do
urna casa, e a outra do Angola, quo tambem
rozinha o diario de urna casa cnlende de costura ,
engnmma c de boa lavadeira lano de sabito como
devarrella, nflo tem vicios nem achaques: na ruu
do Crespo n. 12, a fallar com Jos Joaquim da Silva
Maya.
=i Vendrm-ir morrillas de Trro para engenhot de al-
inear, pnra vapor, agua e tiratas, de diverso* i.iimnhoi.
porprefo rmiimoilii; e Ignalinrnlr tal<"de frrro roado
e balido, de lodos o lmannos: na praca do Corpo-Sa
to, n. II, cm casa de Me. (.alniont <\ Cnmpanliia, ou na
rua de Apollo, aruiaiem, n. U.
I.ii.i do (jiiciiiiido, ii. 31.
!Va loja nova de Raymondo Carlos Lei-
te acba-se um completo sorlimenlo de
fazendas finas, por menos de seu valor ;
liriin trancado de linlio.com lislras, para
calcas ; cbapos de sol de seda ; pa ti I ha
de linbo ; brelanha de dito ; c tambent
o algodJo dobrado, proprio para saceos
ou roupa de escravos.
- Yeiulrm*sc cadeiras do
pinlio, a polka para assenlo
de portas de tojas ; um novo
sorlimenlo do talioas do pind, de coslado e eosta-
ilindo assoalho o forro para casas e tambem para
fundos de barricas ; laboas americanas do lodos os
eompiinientos, e at de 3 palmos de largura: alrasdo
theatro, armaiem do Joaquim Lopes de Almeida ,
caixeiro do Sr. Joao Mallieus.
Refrescos.
Xarope de grosello, feilo do verdadeiro sunimo ,
vindo de Franca, .1 1000 rs agarrafa ; dito de llores
de larangeiras n 1000 rs. a garrafa ; dito de mara-
cuja e lamarindos, a 640 rs. a garrafa ; dilo feilo du
verdadeira resina dcangico que he muilo conhe-
cido e appiovado por as pessoas quepadecem do pci-
to, por ja ter fcifo bons beneficios, a 1000 rs. a gar-
rafa : vendom-so no Alerro-da-Boa-Vista fabrica
de licores, n. 26.
*CObaVcaro"quTonduzii
I.Uia eolevou uuma salinh. de janlar contigua a
Gilberto foi senlar-sc ao pdeUe, mas nlo pode -
ram obriga-lo a comer.
Eram tres horas : madama Dubarry parti para Pa-
rs. Chon que devia ao depois ir ter com ella, deu as
suas ordeas, alm de que Ihe amansassem o urso.
Multas-golodice, se mostrasse boa cara ; muitas a-
meacas, seguidas de una hora de masmorra, so con-
tinuasse a rebelda.
A'squalro horas levaram ao quarto de Gilberto o
vestuario completo do Medico contra xontade: gorro
pontagudo, cabelleira, jaleco preto, chambre aborto
da mesma cor. Haviain-llio junto os bacalhos, a va-
rindaeolivro.
Olacaio portador de todo este trem mostrou-ld o,
peca por peca. Gilberto nSo deu moslras de intencio
de resistir.
Aps o lacaioentrou Grangc,ecxplicou-lheo mo-
do de servir-se dos differentesobjeelos : Gilberto ou-
vio paciente tuda a exposic.to de Grange.
Suppnnha, disse smente Gilberto, que outr'o-
ra os mdicos Iraziam um tinteiro, e um rolo de
papel.
__ A fe que elle tem rasilo, disse (.range ; va pro-
curar-lhe um tinteiro comprido quo elle pora na cin-
Lurfl
Com papel e penna, gritou Gilberto. Quero que
0 trajo seja completo.
__ O lacaio sabio a cumpnr a ordem. I* tambem
encarregado do participar a Chon aadmiravel boa
vontadedo Gilberto.
Fieou (".bou tSo satisfeitaque deu ao portador una
bolsinba com oilo escudos, para sor presa com o
tinteiro acintura desse medico modelo.
Muitoobrigado, disse Gilberto, a quem leva-
ram ambas as cousas. Queiram agora deixar-me s,
1 para me vestir.
9
Nesta loja existe grande porclo de bicos W
pretos de superior qualidade e de lodasas lar- ni,
guras por baratissimn preco; meins pro-
tas para meninas a 200 rs, ; panno preto do
superior qualidade a 4500 c 9000 rs.; sar-
jH ja liespanhola, a 2240 rs.; camisas de meia ,
a 1000 rs.; merino^ 2000 rs.; princeza su-
perior aOOOrs.; e outras militas fazendas
proprias para a quaresma.
m
6*
i*
I
s
F.nto, avie se, disse 1.range, alim de que ma-
dcmoisella possa v-lo antes de partir para Pars,
Fm meia hora, disse Gilberto, eslarci prompto.
Tres quartos, se quizer, senhor doutor, disso
o mordomo, fechando a porla de Cilberlocom tanto
cuidado como so fdra a sua burra
Gilberto as poutinhasdns pschegou-se a esta
porta, cscutoil para certificai-se que so haviam re-
tirado, e fot depois observar da janella quo dava pa-
ra uns airados vinte c cinco palmos a baixo. Eram
esses cirados cobcrlos de areia fina, e circulados de
grande arvores cujos ramos vinbam dar sombra as
verandas.
Gilberto rasgou o chambre cm tres polacos que a-
tou pelas ponas uris aos 011 tros; poz na mesa o gor-
ro, c junto a este a bolsa, o escrevou
Madama.
u O primeiro bem he a liberdado. (1 mais sanio de-
0 ver do liomcm he conserva-la. A senhora me vio-
1 lenta, --eumelivro.
1 Gilberto, u
llobrou o bHiele, po/.-llie o sudrescripto a madama.
Clion, prendeifos dezoilo palmos de casimira s gra-
des da janella, escorregou por ellas como umo cobra,
e dcsceu pela corda improvisada : uuanJo chegou k
ponta, saltn no eiradu, com risco de vida, c quando
se acbou adi, ainda que um pouco atordoado do sal-
lo, correu s arvoros, trepou em una dellas, doixou-
se cscorregar pelos ramos como um esquilo, tocn
no chito, e safou carreira na direcefio dos bosque**
de Villc-d'Avray.
Quando ao cabo de meia hora, voltaram a procra-
lo, eslava elle j longedetodoo alcance.
(Conf 1 nuar-$t-ha.)
T
'



Pannos pro (os (nos
novnsna lojajselim maceo, sem mistura ; cha-
pei)s de sol, rom bastes ile ago ; chuls o mantas de
sedaeileIfia escda ,- casi m ti prela clstica ; cha-
peos linos francczes ; ludo por menos de seu valor
na ruadoQueimudo, n. Il.loja nova de Raymundo
Carlos l.i-ile.
Vendem-se 3 escravas, sendo una dcllas criou-
la, de 2< annos, perita lavadeira; urna parda do 23
annos; urna cabra do 25 anuos, prnpria para todo o
servico, por ser forte e sadia muito principalmen-
te para engenho : o largo do Forte-dn-Mattiis, n. 6
VELAS RE CERA IX) IIIO DE-JANEIRO.
Vende-se completo sortimento de tima a 16 e bo-
giasde 4,5 p6 : no armazem de Alvos Viauna na
ra daSenzalla-Volha, n. 110.
Vende-se, ou pennuta-se por um sitio parto da
praga uina escolente casa terrea com bastantes
commo.los para urna grande familia, sita nesla pra-
va : na ra Imperial, n. 9.
A
a
Vendp-se na ra Ja Cruz, n. a3,
cera em velas, de urna das melho-
res f bricas do ll i o- Ic-.l.meiro ,
spi tmenlo vonlade do compra- ^|
dor, em enixas pequeas, e por \\
prreo mais barato do que eoi un-
ir qualquer pule.
ii
Vendem-se bichas grandes, e tambem se alu-
gam, por prego commodo: no Aterro-da-Boa-Vista,
na primeira venda ao poda ponte,n. 2.
]\a ra do Crespo,
loja n. I '1, de Jos Joaquim
fia Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nnbreza
rxa, muito superior e muilo propria para capas
doSr. dosl'assose outras irmandades; ricos corles
de seda para vestido desenhora ; meiasdeseda prc-
tas e brancas, as mais superiores que tcem apnare-
cido, tanto para homem como para senhora ; luvas
de seda ; chales de seda muito modernus e de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito fina; longos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muito barato prego ; esgui.lo de
puro linho c muito lino ; plalilha de linho ; e outras
inuiias fazendas quesero patentes aos comprado-
res c por barato prego.
Vende-se azeite fino de gerselim, para comer e
para luz no deposito de azeite de carrapato, na ra
da Senzalla-Velha, n. 110.
IVovo panno de linho, a G00
rs. a vara.
As pecas so de 15 varas e he melhor que o pri-
meiro; alpaca lina preta, a 800 rs. o covado ; los
prctos muito baratos : chitas em cortes ; riscados
francezes; sarja hespanhola superior; e grande sor-
tmenlo de fazendas de todas as quididades c bara-
tsimas : na ruado Queimado n. II, loja nova de
Raymundo Carlos leite.
Alteiifao!
Cunha & Amorim tcem para vender potassa russian-
ii.i nova,de superior qualidade, que vendeni por ba-
rato preco, para fechar contas ; cal virgem de Lis-
boa em ancoras o barriquinhas : na ra da Cadeia-
Velha, n. 50.
ornas, a 1100 rs. a libra : no armazem de Joaquim
Jus de Amo'im, na ra da Cruz, n. 45.
Vendem-se escravos chegados ltimamente
do Aracaty de 4 a 30 annos de ambos os sexos
ruin diversas habilidades sendo : costureiras en-
gnmiiiaderas,cuziiiliciras,c.arpoas e pedroiros,lodos
por preco com modo : na ruada Cruz, n.5i, ou na
ra
do Trapicho, n. 6.
Vende-se urna porra o de canos de
zincoj servidos, por preco muito com-
modo: na ra da Senzalla-flova, venda,
i. 7
Vende-se urna bomba desicupira nova, e que
lemdous apparelhos, muito propria para navios,
u niesino par cacimba porque esgota muito agoa:
na ra da Senzalla-Nova n. 7.
AVISO
aos 8rs. de engenho
Xa roa do Crespo, loja n.l,
fie Jos Joaquim da Silva
Maya, vencli-ni-se
cobertores de algodo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho a
mitagao de estopa forte e propria para roupa de
escravos e saceos para assncar; ludo por prego mui-
to barato.
Vendem-se 3 escravos, sendo : um preto de 18
a 20 annos pouco mais ou menos; um niulanho
de 14 annos, proprio para pagem ; urna preta de 25
annos, lavadeira e que he propria para todo o ser-
vico : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 25.
Vende-sc urna crioula de linda figura, moca ,
que cose pouco e faz o servico de urna casa sem
vicios nem molestias : na travessa das Flores, casa
nova ao p do porto largo defronte do cirurgiflo
Miguelzinho.
rafim & C. vendem-se pannos]
finos, de cores, pelo barato pre- 8
o cal : na ra Nova, n. 56,
se far c melhor negocio
Vcndc-sn a verdadeira sarja de seda
hespanhola, a mais superior que tem
apparecido; chamaintede seda para col-
lolo ; sedas prctas lisas e lavradas; se-
^L- (im preto deMaco; superior l de li-
3 nho preto; panno preto muito fino ; e
outras muitas fazendas proprias para
a quaresma, por toco mais em conta
do que em outra qualqucr parte : na ra
do Queimado, nos quatro-canlos, casa
amarella. n. 29.
G;
az.
Loja de Joao Chardon ,
* lcrro(la-Boa-V.sla, n.5.
Nesla loja acha-sc um rico sortimento de LAM-
PF.OES PARA CAZ com seus competentes vidros, ac-
cendedores e abafadores.
Estf'S eailfleirOSsno os melhorcs e
mais modernos que existem hoje: recommendam-se
ao publico tanto pela seguranza e bom gusto do
sua boa confeegilo, com pela boa qualidade da luz,
economa e asseio de seu se; vico.
j\a IIK'Hlia loja os consumidores sem-
preacharfloum deposito de CAZ, de cujo so afian-
ca a qualidade, e em porg3o bastante para o con-
sumo
V< ndc se o gaz a 520 rs. a
garrafa.
Vende-se um ptimo escravo de 22 annos,
proprio para armazem de assucar ou outro qualquer
servico por ser forte e sadio; um moleque crioulo,
de 8 annos; urna liteira com seus pertences; 2seJ-
lins usados: na ra dos Tanoeirqs n. 1.
Vendem-se saccas com superior colla das fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul, a preco barato: na ra da
Moeda, armazem n. 7.
No armazem da ra da Moeda n. 7, conti-
nua-se a vender sal, em grandes e pequeas por-
ches a vontade dos compradores.
Vende-se sal do Ass, bem grosso e claro : a
bordo do briguc l'aquelt-de-l'ernami'uco,
Vende-se cera lavrada do Rio-de-Janeiro, om
Vende-se na ra larga do Rozario, n. 26 primeiro
andar.
i\a ra do Crespo,
loja n.ri, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vende-se alpaca prela aROOrs o covado; dita muito
fina preta o de cores por barato prego ; merino
preto, muito superior; panno fino preto o de co-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
caigas a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurio de se-
da ; seliin para collete ; ludo por prego commodo ;
fustOes para colletes; e outras muilas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de senhora j
ludo pelo barato.
Vendem-se riquissimas filas de seda, do ultimo
gosto para cinteiros e chapeos ; luvas de pellica,
seda castorcillo, para homem c senhora, das mais
modernas; cartas para voltarcte ; ricos suspenso-
rios de seda com borracha; bicos prctos e broncos
linos; longos do seda para grvalas, e para senho-
ra do ultimo goslo; meias de seda, de patente ,
brancaseprelas; coutros muitos objectos de goslo:
na praga da Independencia, n. 39.
-- Vondc-se cora de carnauba escolhida muito
superior, aretalhoeem porgfio, a vonlade dos com-
pradores : nn ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens, n. 59.
Vende-se urna escrava moga, de nagiio, pro-
pria para o servico de ra : na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 59.
~ Vende-se una bonita molcca de 12 annos re-
colhida esemdefeito, que sabe lavar mu beme
coso alguma cousa : no principio da ra Imperial,
n. 39.
Vcndcm-sedousfortes pianos, com exceden-
tes vnzes chegados ltimamente, de unidos pri-
meiros autores : na ra da Cruz, n 55.
Vende-se sauerknhl; sardinhas em latas; vi-
nho dechampanha novamento chegado : na ruada
Cruz, n.55.
\o Aterro-da-Boa-
Vtsta, n, 84,
' vendem-se
cq de 2^400 rs. o covado; e de
outras muitas qualidades, de va-
rios precos.
Vendem-se botoes de madre-de-perola para
camisas, grandes e pequeos lisos e lapidados,
dos mais lindos que teem apparecido neste merca-
do : na praca da Independencia, loja do miudezas,
n. 4
Vendem-se milheiros de pennas de eserever, de
secretaria, muito superiores; retroz preto de pri-
meira qualidade ; resmas de papel almago brancoe
azul; ditas de peso: todo por prego barato : na
praga da Independencia, n. 4.
Ven todos os seus pertences em bom uso, e com 1 bom
cavallo, muilo novo, possante e que trotabem: tam-
bem se vende o moleque que trata de urna cousa e
outra e que nfio'tem achaques nem vicios, de 13 a
14 annos: tudo por junto ou cada cousa de per si:
na ra do Collegio, n. 15, segundo andar.
IVa lo ja de Jos Ma-
noel Mon teiro Bra-
ga, na ra do Cres-
po, ti. 16, esquina que vi-
ra para a ra das Cruzes,
vendem-se atoalhados de linho para toalhas, com 8
na Irnos de largura e de muito ricos padroes, toa-
lhas tendo cada urna 'seis guardanipos, guarda-
apos dos padrOes do mesmo atoalhado ; tudo de
muilo bom gosto : pannos pretos e de cores muito
finos ; sarta preta hespanhola, larga, de muito supe-
rior qualidade; velludo preto; chales pretos de se-
da ; ditos de linho; e outras muitas fazendas do
gosto.
Vende-se um habito para tereeiro de S.-Fran-
cisco, por eslar curto ao dono: na ra Direita, n.
23. Na mesma casa aluga-se urna casa terrea na So-
ledade, com frente para o sitio do Sr. Monteiro.
Vende-se urna preta de nagfio boa vendedeira,
eque he propria para todo o servico de urna casa
no paleo do Carmo n. 7.
Vendem-se 4 prclas mogas que fazcm todo o
servigndeuma casa c vendem na ra; urna dita,
por 300,000 rs. que compra e vende na ra e lava
roupa ; duas pardas urna dolas he boa para ama
de una casa; um preto, por 250,000 rs., ptimo
para o servico de urna casa, e tambem para botar
sentido e trabalhar em um sitio ; um moleque de
14 annos muito esperto e que serve bem a urna
casa, cozinha e engomma i na ra do Crespo, n. 10,
primeiro andar.
Vendem-se 38 escravos de ambos os sexos
sendo pardos c pardas pretos e pretas e grandes o
pequeos : bem como urna preta de meia idade, por
180,000 rs ; 1 dita que sabe cozinhar lavar e
vender na ra, por 360,000 rs. : a tratar no largo do
Corpo-Sauto, n. 23, com Antonio Rodrigues Lima.
Vendem-se aegoes da exlincta companhia de
Pernambucoe Paraluha : na ra da Cruz n 9, es-
criptorio deOliveira Irmiosc Companhia.
Vende-se na ra do Crespo, loja de miudezas ,
n. 11, um sortimento de bicos de linho de todas as
larguras c de varios pregos ; rendas de linho e sem
ser de linho : da-so as amostras, dcixando penhor.
Vendem-se 35 saceos vasios, de estopa, novos,
por prego commodo : na ra do Collegio, armazem
n. 21...
ESCRAVOS BARATOS.
Vende-sc um mulatinho de 16 anuos, de bo-
nita figura, nflotem vicios, mestrealfaiatepara
qualqucr obra, tanto de senhora como de ho-
mem ; um molecotc de bonita figura de 20 annos,
muito bnm canoeiro, tanto de vara como de vela o
qual nilo se duvida dar-se para se experimentar,
he bom pescador do alio e muito hbil para qual-
quer servigo que se Ihe entregue ; um preto de 22
annos, bom canoeiro e sapateiro e qu he muilo
forte; um mulatinho de 12 a 16 annos, muito es-
perto e nlo tem vicios, por muito barato prego, por
ter um pequeo defeito em um dedo, e que be sapa-
porte.
a vista do comprador
possivel assim co,nd
m-
Aos amantes da boa pitada.
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro, pelo ultimo
vapor, urna nova remessado superior rap Principe
Imperial. Sescusadotecer elogios este rap, pois
o seu autor he o mais perito fabricante que ha na-
quella corle. Vende-se aslojasdosSrs. Vlclorinode
Castro Moura na ra dosQuarteis; Joaquim Mon-
teiro da Cruz & Companhia, ra do Queimado ; An-
tonio DominguesFerreira, ra do Crespo, o na de
Francisco Joaquim Cardozo.
Na ra Nova, n. 26
scha-se recentemente chegado um novo o variado
sortimento de fazendas linas de superior qualidade,
taes como : sarjas pretas; setim macu; luvas; meias*
chapeos de sol; ganga encarnada a 280 rs. cada
lenco ; cortes de collete de gorgurSo, a 2240 rs.
chitas franco/as, largas, a 280 rs. o covado; ditas
inglezas, muito finas, a 200 e 240 rs.; lanszinhas de
bonilospadres,a300rs. o covado; merino preto;
casimira preta a mais superior que ha no mercado'
alm de.outras fazendas que se vendem por preg
commodo.
Vende-se urna canoa do conduzir agoa ou pa-
ra outro qualqucr fim. ou tambem se troca por lijo-
Ios de alveoaria grossa : na ra de S -Francisco, pa-
lacete novo, at as 8 horas e meia da mantilla
Vende-se, por 150,000 rs uina parle de urna
casa, sita na ra de 8.-Bom-Jesus-das-Crioulas, n.
15, a qual est alugada por 6000 rs., prego assaz ba-
rato : a tratar com Joio Paulo Ferreira Oas, na ra
da L'uiilo, na Uoa-Vfsta.
Vende-se urna preta crioula de bonita figura,
tanto para fra como para a provincia, queengom- f
ma, cozinha, he boa lavadeira e faz todo o serv-'
co de urna casa, por ser muito hbil, por preCo com-
modo: naruada Viragilo, n.25. '
Escravos Fgidos
teiro ; um preto de 40 annos, bom canoeiro, por
300*rs ; um dito para o trabalhd de campo, por
250,000 rs.; duas prclas de nagiio, muito' mogas
[>nr 880,000 rs ; urna dita de bonita figura o que
te boa quitandeira, por prego commodo: na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Vcndc-se superior potassa nova e cal virgem
do Lisboa ; tudo por preco muito commodo : na ra
do Apollo, armazem n. 18.
Vende-se um piano inglez, horizontal, em
meio uso de muito boas vozes, e por isso proprio
para meninasousenborasaprenderem a locar, por
barato preco : na ra do Crespo n. 12, a fallar com
Jos Joaquim da Silva Maya.
Vendepi-se 8 escravos, sendo : um lindo mole-
3uc de 10 a 11 annos ; urna negrinha da mesma ida-
e; um pardo robusto; um preto de nagiio de boa
conducta ; urna cabra boa eogoramadeira e costu-
reiraj 4 pretas com habilidades: no paleo da Matriz,
n.4.
borracha inglozes de oure
outras qualidades, muito baratos.
Vende-se a dinlieiro, por preco ra-
soavel, ou troca-sc por casas terreas den-
to dos lrey bairros do Itecife, o arma-
zem da na d Apollo, ns. a8e 30, com o
sen terreno al a mat, estacado e ater-
rado .- cntendum-se com Joao Esleves da
Silva.
Vende-sc a verdadeira e superior
potassa branca da lUissia, muito ix va e
en barris pequeos, por mdico preco:
na ra da Cadeia do llccife, armazem n. a,
de Bailar & liveira.
JNa loja de Guimaraes, Se*
lio dercrdWaoBdlcheg"d"uUl^m!.nledo ri de S--Francisco, em
no, ue comovaoede p0rtO(l(, na ,oja de rerragcns, junto ao arco da
Conceigflo do Rccie, n. 63.
P otassa da I. ussa
verdadeira
e nova, em barra pequeos,
por preo muito commodo : na ra da
Cruz, n. co, em casa de Kalkinann &
Hosenmund.
= V.endem-se barricas e nielas ditas com familia gal-
Irg, multo up. rior; barricas e meias ditas coro, cal
virgein de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
*" haduras para porta di armasetn ; poneir.is de rame;
rodas de arcos para barricas ; bicha* de Hamburgo;
tudo por preco commodo : na ra do Vigario anua-
icm n. 0.
Vende-se um sitio entro a Soledado e o Man-
guinho com bastantes arvoredos de fructo, e com
alicorees par* una pequea casa, e portfio de pedra
Fugio, no dia 18 do pastado, urna negrinha ,
de nome Marcianna de 12 a 14 annos,.com
urna queimadura na face esquerda, urna empi-
gem nadiroita e urna outra queimadura na perna
direita ; levou vestido rOxo e panno da Costa ; tem
cabello cortado: quem a. pegar levo ao Passoio-Pu-
blico, fabrica de chapeos do sol, que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, na mantisa do dia 13 do correte, a pre-
ta Joaquina de nagiio Cacange, de 30 annos pouco
mais ou menos, baixa, cheia do corno, cor fula, com
carne sobre os olhos, um pequeo Ulho na face es-
querda, nariz chato, com falla de dous dentes na
frente, sendo um de cada lado, peitos pequeos e
murchos ; temas nadegasarrebitadas para tras; fal-
lante que parece crioula ; levou vestiilo de ganga
azul o anda bastante suja de cozinha Esta prela tem
de costume, quando anda fgida, andar mesmo nes-
la praga e seus arrabaldes fcita quitandeira, ora di-
zendo qu he forra, ora que anda por mandado d*
seus senhores. Roga-Seas autoridades policiaes, ca-
pitSes de campo, ou outra qualquer pessoa, que a
apprehendam e levem a seu seu scnhoi .Domingos da
Silva Campos, na ra das Cruzes, n. 40, que gratifi-
car generosamente.
Fugio o crioulo Antonio, de boa altura egros-
sura proporcionada com todos os denles da frente ,
semblante alegro ; foi varcinado hai2dias; he na-
tural do Curinlieni, onde teve diversos senhores por
transaeges de pagamentos e ltimamente no dia
21 de Janeiro desleanno, foi dado em pagamento,
em Pedras-de-Fogo, por Joo Nepomuceno de VaS-
conccllos Viegas, a Aiexandre Lopes Viogas-e Azeve-
do o por esle a Jos dos Santos Nevcs; cujo escra-
vo representa 22 annos pouco mais ou menos, e tem
pouca barba : quem o pegar leve a ra do Crespo ,
n. 15, quesera recompensado.
Fugio, no dia 14 do corrente, urna escrava
crioula de nome Paula, que andava vomlcndo Truc-
tas de estatura regular, corpo serco, cor bastante
lula que parece parda ; te muitas costuras nas
costas cabega pequenae chata ; cosluma andar pe-
lo Becco-I^rgo c outros lugares np llecifc, o tambem
cm Fora-de-l'ortas, e nos bairros de S-Antonio e
S-Jos : quem a pegar leve a ra.do Queimado, n.
42, que receber 10,000 rs. de gratificagilo.
Recommrnila-sc as autoridades policiaca e
capitaes de campo a captura do preto Rlalheus, do
nagfio Cagange estatura baixa, secco do corpo, bei-
gosgrossosc encanirfdos levou cagase collete;
eslava alugado na ra larga do Rozario, em casa do
Jolo l'ercira Lagos aonde o pdenlo entregar, ou
a seu senhor, Francisco de Paula daga na ra da
S.-Cruz, n. 82, que recompensar. Deelara-se quo
esle preto est fgido desde o dia 14 de Janeiro e
desconfia-se que estoja servindo em alguma casa no
Manguinho do quem se ha de exigir os dias de ser-
vico, desde o dia que fugio.
Fugio, ha mais de um mez urna preta, de no-
me Thoreza, de90annos pouco mais ou menos, do
nagiio Angola, alta, bem preta, dentes abertos de
rosto redondo,alegre, bem fallante; levou veslido
chita azul com barra enviesada saia de lila preta e
8auno da Costa ; anda com duas caixaa de foiha de
andres, urna grande e outra mais pequea, (ven-
deudo miudezas; quando sabio de casa foi para ven-
der no mallo e encaminhou-se para os ciigenhos
Caixito, Penanduba Mandioca, Bulhdes, Suassuna-
da-Palma, Muribeca e S.-Antlo ; para mnior sigual
tem pelas costas unas costuras levantadas. Roga-
se as autoridades policiacs.eapiaos de campo,ou ou-
tra qualquer pessoa a apprehcnsAo da dita escrava a
sua entrega a seu senhor, Jos Saporiti, na ra da
Cruz, n. 18, segundo andar.
Fugio, nodia 5 do rorrenle um escravo, de
nome alanoel, de nscao Massagana, estatura regular,
rosto redondo, nariz achatado beigos grossos; le-
vou caigas de Ifla amarellada, collete branco e um
lengo amarrado na cintura segurand-lhe as caigas ;
costuma trazer um pao na m3o, e chapeo de seda
muito velho ; einbebeda-se e fica turbulento'; esla-
va alugado so peda matriz da Varzea, quando fugio.
Avisa-sea pessoa que o tem acoitado, de que j ha
noticia, e que em 24 horas o venha entregara seu se-
nhor, sciuloquizer passar poralgum iuofflhnod :
e se alguem o pegar love-oao largo da-'Wredade,
32, quesera recompensado.
UN. : NA TTP. MM. t. Di TABIA.1847
->


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