Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08422


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Full Text
^ mo e 1847.
O DfJSO pulilica-se todos os dias, tjue nao
m Me guarda i o preeo da asignatura he de
1,110" rs- |i qtmrlel. ?agm adiantadm. Os IB-
uneil 'los asslgnantt $3 > inseridos a rasio He
"(i rj. nnrlinli, 40 ri em tvpo difireme, e as
" ...pii-es p-l metade. Os que n",o f rem asi g-
iVnin'p1""0 80 n P0'''inl'"' '"'I em iypo
,|j|lf rente, por cad. publicarlo.
Quinta-feir 10
PARTIDA DOS CORRE108.
Ooianna P*ral>Tha, as segundas esrilas feiras.
Hia-(>rna>4n. Norte quintas feiras aomeio-dia
(abo, SerinhJem, Rio-Formoso, Poite-Calvo c
^ Macelo no l.0, a II c Ji decada mez.
(iaranliiins e Ronilo. 10 21,
[loa-V uta e Flores, a ll e la.
Victoria, s quintas feiras.
Uliuda, lodos os dias.
MIASES DA LA NO MEZ. DE FEVERF.IRO
lln-oanle, a 8, is 11 lioras a 16 min. da manli.
, .,"nova, a 16, s horas e S rain, da m.niia.
tjrescecte, a a I he >" da mauha.
PREAMAJ DE HOJE.
Primeira, i horas 4 minutos da manlu'a.
Segunda, s T horas m mnalos da tarde.
do Feverero. An/i XXIII.
N.50.
mBBBBsesmm
DUS DA SEMANA.
15 Segunda. S Faustino Aud do J dos or-
plios, do J do e da y. e do J M. da I v
lti Ierra. S f'uifirio. Ad. do i. ilocit.da I
t. do i de pal du 2 i'ist. de t
17 (.ruarla S Fintano. Aud do i. do civ.
da 1 e rio 1. de paz do 2 disl de I.
18 Quinta. S. Se'niio Aud do J. de orphos,
do i. municipal da I vara.
1-9 Seale. i Conrado. Aud. do J do civ. da I.
v e do J. de paz do I. disl. de t.
20 Sabbadav S. Mo. Aud do I do civ. da
I. v. do J de paz >lo I disl. de I.
II Domingo. S. Maiimiano.
CAMBIOS NO DI A 17 DE FEVERERO.
Cambio sobre Londres de 20, a /, d p. I# rs.
a a P-ns 31S rs. por franca,
n a Lisboa 9S de premio.
Desc. de lellras de Iroas firm.s I '/, p.'/e ""'
O*roOreas I espanholss *i"i a 1#400
i Mcd.isdee*ionvelli. Kioon lefiou
i deGlOOnov IS{000 a I6|l0
de 41000..... S|00u a VJlO
PraU P.laces ....... I#0 *#ooi.
a Pesoacolmnnares... I|M #0"
I Ditos mexicanos ... ifMM a l#."
a Muida ... ... 1*720 a 1*780
Aeres da comp. do llelieribe de SAf000 rs. o per.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXTERIOR.
FRANCA.
ROLETIM DO MUNDO RELIGIOSO.
Si mmakio. M. Mottrz. a Academia real das Helias-
rtc*. M. Pariasls, liispo de Lanares, e sita epstola
sobre os estados rlasslcos. Sociedad? do S.-Vicenle-
de-l'aula; conferencia de Saint-Paul-Salnt-Lnuis; con-
certu no Hotrl-de-Ville; o Sr. abbade Lev. O P.
Rousin, M M. de Rennevillc e de Vattmcsnil. Retrato
fiel do papa Pi IX.
Muilosenoslem censurado de severo e mesmo
'injustos no juizo que emiltiinos acerca das pinturas
iMjraesdeSant-German-rAuxerroix. Nflotcm, po-
rm, raso os que tal censura nos fazom, pois que
rumos indulgentes nesso juizo. Dissemos, com effei-
to, que os artistas nfloestudavam tanto quanto de-
viam ; a nllo s estamos dispostns a sustentar o nos-
so dito, como resolvidosa accrescentar que he mal
dirigido o estudo daquelles que o fazem. Em apoio
dessa nossa opiniflo vamos citar as respeitaveis au-
toridades de M. Say, membro do cnncelho Geral do
Sena; de M. Didron, um dos pnmeiros archeologos
de nossa poca, e do Sr. hispo de Langres M Say
diz que o concelhn dos edificios pblicos he urna in-
capacidade artistica, urna superfelacilo administra-
tiva, que n!io evita o desperdicio do dinhcro do es-
tado e dos particulares, nem os disparates arrh i tec-
tnicos. Esera bem fundada esta aceusaeflo? Su|<-
pomnsque ninguem o contestar. Anda com mais
vehemencia aecusa M. Say a academia real das
Relias-Artes pela m dir'CCQiloque ha cinco annosda
aos estudns artsticos.
Pensamos com o honrado concelheiro, e nesse pen-
sament somos acompanhados por M. Didron, que
hejuiz competente na materia, pois que dedicou
nietailc de sua vida a esludos profundos o a um apu-
rado exorne dos principaes edificios religiosos de
quasi todos os paizes da Europa. Alfirmain estes se-
nhoies que a academia reul das Relias-Artes nio cor-
responde ao scti fim. E com cITeto, como podera
ella corresponder a fsse fim cornos extravagantes
professores que leem tido, e desgracadamente con-
tina a ter? Ha alguns annos, falleceu um desses
proressores que nem quera ouvr fallar dos traba-
Ihtfii da dade-tnedia, e que apenas se oceupava com
o.sdo segundoou terceiroseCulq. Smente una vez,
e sto por inadvertencia, discuti o Valor achilcclu-
ral do quarlo seculo.
Envergonhou-se dessa tlistraccflo, o desd'entSo ja-
mis foi possvel sorprende-lo em pocas anteriores
ao clirisliansnio ; porque, segundo elle, d'ahi para
(Hanlc ludo era barbaria. Dcmas, he pelas obras
que a academia deve ser julgada. M Horacio Say he
inexoravcl para com ella; revista todos esses edifi-
cios extravagantes a que denominan) religiosos, que
tilo caro cuslam a cidade de Pars, e que em nada
precnchem o seu fim E n.lo foram elles fcitos na
presenga da academia, o de conformidade com as su-
as instruegOes? Para nao citarmos mais que um,
pois j temos tratado das igrejas, fallaremos da c-
normee informe massa, denominada seminario de
Sainl-Sulpjce, cujas modificacOes e mudencas an-
nuaesja montam ao dupjodo valor da construreflo
pi irniliva Todos os cubculos eslavarn sem fogoes ;
o que he fcil de explicar, se recordarmo-nos que os
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
por aieranare j&umsi.
SEGt'NDA PARTE.
fSai aA2i9A2Qe
CAPITULO I.
VBOTZCTOBA T BOTZOIDO.
He lempo devoltar a Gilberto, de cuja fgida sa-
bemos por urna rxclamaclo mprudent de sua pro-
lectora, maileinosella Chon, o nado mais.
Depoisqueonosso philoaopho nti villa deUChaus-
se, por occasino do duello de Filippo de Taver-
ncy com o vsconde Dubarry, soube o nome da sua
protectora, muto se Ihe havia arreecido a admi-
"SoiUs vezes, em Tavcrney, quan.lo elle escondido
n-uma mnita, ou por detrs de-iima ca"nuPa?"!*
com ardemos olbos a Andicza que passeava co ti seu
pai, muitas vezes, dizemos nos, o.ivira oMH
explicar-sc categricamente a rcapeito to**.
I.ubarry. Oodio todo interesando doterho 1MHK
cujos vicios epriucipiosconhecemos, havia ael.a lo
certa svmpalhia no eUcao de Gilberto. Proceda ,s-
to deque mademoisella Andreza em nada tMtndi-
zla o mal que o bardo fallava do madama 0M*"1 >
porqu,., compre dize-lo, o nome d. contos,
muUoesprezodoem Franca. Emlim oquoiMlMii
de p6r completamente a Gilberto no parlidodo ba-
rflo, era que mais de urna vez linha elle ouv do a Ni-
eohiia exclamar: Al.! quem me dera ser madama
Dubarry!
(Jc-Vide Diario a.' 35.
Gregos e os Ramanos se nio serviam deles, ou mui
poucas vezes usavam-nos.
Em urna pastoral dirigida ao respectivo clero, e
que he tilo celebre pelo bom senso pralico das deias
quanto pela nuvidade dos objectos, manifesta o Sr
bispo de Langres opini.lo em ludo idntica nossa.
Lamenta que por muitos seculos tenbam povos
christflos podido a presentar o Parlhnno ea Col \ rea
como os nicos modelos verdadeiros do bello e do
grande, e declarar que as baslicas elevada,) no lem-
po da f nada mais sito quo monumentos do deca-
dencia c mo gosto. Depos, passando a oceupar-se
d'nutra ordem de ideias, pcrgunla o jiulieiosn e sa-
bio prelado, senio he imprudente epergoso persistir
na inqualificavel absiirdidade de fazerque, por ilez
annos, a mocidadeseentretenhadereligiOes, coslu-
nies, hbitos e principios polticos condomnados pe-
lo christianismo, pelo nosso syslema social c pela
nossa constiluieflo poltica.
Demais, pergunta M. Parss se os autores chris-
tflos nao silo stiflicienles para a nslrucc,fio e educa-
cSoda mocdade, e se, a lodos os respeitos, nio he
o christianismo incomparavelmcnte superior ao pa-
ganismo.
Assim, por um Cincinnato pagito, aprsenla o
christianismo m\ riadas de eremitas e religiosos que
VQluntariamenlcsedespojaram de todas as cousas
deste mundo; por um Rgulo, militares do confesso-
res e martyres; por urna Lucrecia suicida e algumas
cnnstrangidas veslaes, legiocs de virgens puras e de
voluntarios circumeisos, que suhjeitaram o corpoa
continuas privacOes; emlim, por um Arislides-o-
Justo, innumeravol quantidade de santos de todasas
classes, que nio s pralicaram as mais sublimes vir-
tudes da atiliguidade pagffa, como todas as que Ihe
saoinleiramenleestrasjlias, taes como a humildade,
a caridade, a mesma mortc, c o perdlodas injurias ;
virtudes incompativeis as frtrgas da natureza, e que
Jesus-Christo nilo s tomn arcessiveis a almas pri-
vilegiadas, como por todos pralicaveis. Eis o que a
historia revela, e eis tambem o que os autores clas-
sicos, exclusivamente pagflos, lendcm a fazerdesco-
ubecer inteiramenlc.
Ora, se lio infinitamente lamcntavel, se he mui
lastiinavnl que,sobo proprio imperio da f, se te-
nlia cxposlo toda a mocdade escolar a perder de vis-
ta essas verdades tilo importantes c tilo gloriosas
para a nossa santa religio, quanto nao he paradesejar
que se abandone oinlm o funesto systema do ns-
IruccHo que concorre para que permanei;ain no cs-
quecmento os ttulos honorficos da l, c para quo
seja tudo invadido pelo racionalismo que nada me-
nos be do que o epitbomc abstracto da idolatra!
Cumprc, pois, que, a bem da l, lias classes ltterari-
as o estudo dos cscriplores gregos e latinos produzi-
dos pelo christianismo corra parelhos com o dos au-
tores pagtos.
. (Em otilra parte, mu judciosamento diz o prela-
do : Ha qtias trescnios anuos dsserama toda a mo-
cdade escolar, islo he, quedevin governara socie-
dade : Desenvolve a vossa intclligencia peloestu-
do dos bous modelos gregos ou latinos que oxclu-
svamentesSo os autores pag.los de Roma e Athe-
. as. Ecomo os Padres, os Iioutorea e lujosos cs-
criptoreada igreja leem cstylo defuituoso e mao
u gosto, cumpro que ovtes a sualeitura. Eisoque
disseram a todos os estuilantcs, o o que aluda be
mais, es o que lizeram que elles praticassem na ida-
de, durante a qual Jio nconteslavel quo os hbitos
cerno quoformam urna segunda natureza. E o que
surti dah, Senhores? Oque necessariamenlo ne-
vera sortir : immediatamente toda a mocidade se a-
paixonou pelo estimo das prodceles do paganis-
mo, e da admiraran das palavras passou dos pensa-
montos o das aceites, b
E com effeito lio smente sto que podo explicar a
reacito toda pagfla do anno de 93 S.-Justo n.lo ad-
millia como compendios de poliliea senito autors
latinos. Cumpro notar que a absurddade fo com-
pleta e absoluta. Dvinisaram os vicios e as paixiVw
aos escolares que so preparavam para a primeira
roinmunhiio: familiarsaram com un systema po-
ltico, que ensina a considerar os principes como ty-
ranos, rapazesque deviam viverem una monarebia ;
inlill raram deias especulativas e incompativeis COin
as exigencias de nossa poca, no animo desses mes-
mos rapazes, quo, para poderem vver bem na ac-
tual ordem social, apenas necesstam de conheci-
inentos praticos.
Cordalmenle felicitamos oSr. bispo de Langres
pela sua pastoral, quo lio uina prova exuberante do
bom senso o coragem. Mas esperamos dcllo cousa
anda melhor, isto lio, esperamos que faca adoptar
pelas casas de educacto da respectiva diocesc as mu-
danzas que insna na sua circular.
Est organsada om quas todas as parochias do
Pars, esobo titulo de Conferencia, a socedade de
S. Vicente de Paula, cujo fim lio visitar e soccorrer
as familias desgranadas e os pobres recolhidos. A
conferencia da parochia deSaint-Paul-Saint-Louis,
presidida por M Leoncio Mazoyer propoz ao Sr. ab-
bade Lev, cura de Saint-Paul, e de cuja caridade em
outra occaso fallamos, um concert que so verifi-
eou a 15 do novembro no Holel-de-Ville, na sala
Sailil-Jean. Foi o proprio M l.v quem presidio es-
sarcunrio musical, dirigida por M. Liricelle, e bem
assim a exlraccflo da lotera, cojos premios consis-
liam em diversos quadros de artistas distinclos, e
em outros objectos d'arte offerecdos por pessoas ca-
ridosas, entre as quacs mais que. ninguem se distin-
gu ram a raiiiha ea Sra. duquezadcOrlans. Por ca-
sa occasam pronuncou o Sr. cura uina breve porm
enrgica allocu?ilo,em que coinmenioroii as virtudes
que caracterisam a familia real, c todos os benefi-
cios que, de sua parle, a rainba quotidiananicnle
prodgalisa.
Ha pouco perdn a companliia de Jess um dos
seus inembros na oessoa do padre Rousin, quo no
lempo da restauracftoadquirir urna celebndade que
nio procurara. Ecclsastico da diocese de Soissons,
acabado o impcrio.o abbade Rousin passara a seres-
moler do urna communidade religiosa fundada, na
cidadelladoMoulemral Marna), polo duque e pela
duqueza de l.arochefoucauld-Doudeauvill.! que all
possuiam consideraves propriedades. M. de Dou-
deauvllequo ao depos fra nomcado director das
postase ministro da casa real, tnha em milita con-
iideraeflo o abbade Rousin. Esto ecclesiaslico incor-
porou-so aos compaiibcirose obleve adireccilo da
casa tjue, no lempo do ministerio Villela, halutavam
tascarlas, visitas e pedirlos, responden nm dia a cer-
to prolendente que depos fez-so abrir as portas do
tbeatro : He osenhor o dermo-septmr. individuo
que linjo me procura para o mesmo fim. Vejo-me o-
brigado a repetir, pela decima-septima vez, que nflo
passn de um pobre padre, e que nSo tcnlio a impor-
tancia o o vahmento que o publico assenta do attri-
buir-mo. Sacerdote cslmavol e dedicado aos seus
deveros, nlo possura oP. Rusin a perspicacia e in-
tclligcnca quo geralmentosclhesuppunha.
Abster-iins-hemos de fallar do aclo da posso quo
da igreja palrarchal de S.-Jorio-dc-Lalr.lo tomara
Pi l\. Em o seu numero de 16 de novembro publi-
eou a l'rtiie tudo que diz respeito a essa impnrlante
ceremonia. Continua a ser o mesmo o enlbnsasmo
da populado para com o papa, que com calma e pru-
denria proseguejtos melboramentos queso propfto
introduzir nos estados romanos. Eis como o doscrc-
ve urna pessoaque oconbccra quando eslava elle
administrando um hospicioznbo que, para opera-
ros pobres o doentes, fnra fundado por um pedroro
de Roma ; O abbade Mesla he methodico; he sin-
cero, judicioso e resoluto. Antes de lomar uina reso-
lucSo qualquer, dirige preces a Dos c reflecto madu-
ramente ; mas, logo que se convence de quo a deve
tomar, nao ha nada que oobrigue a desistir dola.
*
Pmtr.)
os jesutas na ra de Svres.
Confessor de M. Matheus do Montmorcncy,
do M.
F.mquanto durou a viagem, eslava Chon muitooc-
cupada, e de cousas muto serias, para dar atteneflo
mudanca de humor que o conhecimento de seus
companheiros de viagem havia produzdo em Gilber-
to. Chegou pois ella a Versalhes, cuidando smente
em fazerque a estocada de Filippo redundasso no
maior prveito do vsconde, j que dah nao Ihe po-
da resultar a sua maior honra.
Gilberto, apenas entrara na carita!, se nao de Fran-
ca, ao menos da monarebia franccza,esquecou-sedc
todos os mos pensamentos e cntregou-so a urna
franca admiradlo. Versalhes, mageslosa e tranquil-
la, com as suas grandes arvores, cuja maior parlo co-
mecava a seccar e perecer de velhice, penctrou Gil-
berto desse seiilmcnlo de religiosa tristeza, que ne-
uliuina alma bem formada pode evitar ao ver as
grandes obras levantadas pela perseverante huma-
na, ou cicadas pelo poder da natureza.
Dessa impressao desusada em Gilberto, e contra a
qual dehalde seobstnava o seu orgulho innato, rc-
sultouquo asorpreza eadmiracao o tornassem nos
pnmeiros momentos silencioso e brando. O.sent
ment da sua miseria e inferoridade o esmagava.
Achava-se muto pobremente vestido a vista desses
lidolgos cobertos dcouro e litas, muto pequeo a
vista dos lacaos, muito vacilante, quando com seus
grosseiros sapatos ferrados se vio obrigado a andar
pelos pavimentos de mosaico, e marmores lisos das
Recon'heceu entSo que o soccorro da sua protecto-
ra Ihe era indspensavel para ser alguma cousa. Uie-
ou-se para ella para que as sentmcllas visscm bem
oueaemsuacoinpanha. Mas foi esta mesina nc-
cessdado (|uc tivera de Chon, que ella Ihe nao pode
nerdoar, quando em breve rellectio.
' Ja nossos letores saben., pois que o dissemos na
primeira parle desla obra, que madama Dubarry ha-
bitava om Versalhes um bello apoenld, outr ora oc-
cuoado pela princesa Adelaide. O ouro, o marinore,
os oeruines, os tapetes, assedas. no principioem-
briaBaram a Gilberto, natureza sensual por inst.nclo,
es niritopnilosopl.co por vontade, os depos de ah
es ha u.lo lempo he que alton.to de tantas ma-
roviabM que Ihe hava.n deslumhrado a ...tell.ge.i-
ca repa?"uemfim que eslava em um pequet.oso-
;,com cortinas de laa, que Ihe haviam posto na
mesa um caldo, um resto de carneiro assado, e urna*
tigella de cierne, equo o criado, aoservi-lo disso,
Ihe dissera em tom de mando:
Fique aqui!
E depos se retirara. "
Todava o derradero canto doquadro, verdade
be que era o inas magnifico, -- tinha anda Gilberto
enfe.lcado. Havam-no alojado as agoas-furtadas,
j o dissemos, mas da janclla dasua mansarda, va
elle toda a quinta povoada de marmores; avistava
tanques e lagos cobertos da crusta esverdeada, pror
veniente do abandono, em que os haviam deixado,
e por cima das arvores quo se balougavam como as
vagas do Ocano, descobrn os campos matizados,
c os azulados horizontes das monlanbas vizinhas.
A cousa nica, pois, em que Gilberto pensou nesse
momento, foi que a mancira dos primeiros fidalgos
de franca, sem ser nem corlezSo, nem lacaio, sem
recommenda^ao alguma de nascmento, esem a m-
nima baixeza dasua parte, morava elle em Versalhes,
isto he, no palacio d'el-rc.
Emquanto Gilberto tomava a sua refeicilo, peque-
a porm ptima, so a comparasse as quo costumava
ter, e emquanto por sobre-mesa olhavaelle pelaja-
nella do soUo, introduza-soChon, como nossos le-
tores so bao de recordar, no quarto da irmfla, dizia-
Ihe ao ouvido que a sua commissao para madama do
Rarn eslava desempenhada, c om alta voz Ihe dava
parto do caso acontecido a seu irmilo na estalagem
de La Chausse, caso que, apezar da bulla que lucra
em seu comeco, vimos ir perder-se o morrer no sor-
vedouro em que se deviam sumir lanas oulras cou-
sas mais importantes, a indjITerenca do re.
Eslava Gilberto absorto em uina das meditacoes que
Ihe eram familiares, cm preseuca de cousas queex-
cediam a capacidade dasua inlelligenca ou vonlade,
quando Ihe vieram dzer que mademoisella Chon o
convdava adescer: toinou ochapo,escoou-o,com-
parou subtilmente a sua casaca surrada com a nova
do lacaio; e apezar de rcflectr que esta era de libr,
nem por isso desceu menos vergonhoso de se achar
em tfio pouca harmona com os hon.ensque com elle
hombreavame com as cousas que sob seu olbos se
uasss vani. .
Ao mesmo tempo quo Gilberto, descia Chon ao pa-
teo, s com a differeiira do que ella o fazia pela es-
cadaria principal, e elle por urna especie deescada
de ra8o.
HESPANHA.
ADF.nTli'RA DS CHTF.S
Reccbomos por espresso extraordiario a ri.t. n.
Itinu na abertura das corles, a 31 de dezembro ul-
timo, cuja tradcelo he a seguinte :
Senhorc senadores e depulados.
Nada me causa mais viva satisfazlo do que achar-
mo outra vez no meo de vos, e lsongear-me outra
voz com a esperanza de que a vossa lealdadc c todos
os vossos esforcos serao consagrados a cimentar a
uiiiilo ilo throno com as insttucoes do paiz o a con-
tinuar a obra da prosperdade da llespanha.
Contradi n atrimonio com o meu nuguslo primo,
f). Francisco d'Asss Mara ile Rntirbon, conforme a
minlia intenijao ai.niinciada s corles precedentes.
Confio qundCeo abencoar esta aniiln, e que lam-
hem vos, Senhores, uniris os vossos votos com os
meus so Omnipotente lieos. Verilicon-se igualmen-
te o casamento de minha presada rmita do modo que
j seexplicou ascrtrtrs.
as nossas relaces com as potencias estrangei-
ras nenhunia alteradlo lem occorrido, digna de no-
ticia.
A tranquillidade interna, osla primeira necessi-
dado das nnces, vai-s> firmando, a despeito das ten-
tativas quo so leem Coito para perturba-la Confio
que todas as opnides legitimas, unindo-se sobre o
inmenso e livre campo das nossas inslituices, dei-
sarflo sem af oo as laceos hostia paz publica, e
contribuirn) para consolidar o governo constitucio-
nal, e apagar lodos os vestigios tas perlurbaces que
ha tanto lempo tecm agitado a nacflo.
Afim de atlingrcsse importante alvo, hei con-
cedido a pessoas implicadas nessas perturbarles
urna amnista tilo ampia quanto o permtte o bem do
estado. He o bem do estado que eu consultare! cm
qualquer occasiao futura, quant questaode am-
pliara amnista aqnellesqtie por ponderosas rasos
tecm sido at agora excluidos dclla.
^esj^^gS-^MMB"..'. .
Urna carruagem os esperava. Era um phaetonte
baixo do quatro assentos, quasi scmelhante a peque-
a carruagem histrica cm que o grande rci passea-
va ao'mesmo lempo com madama do Montespan,
madama de Fontangens, cat algumas vezes com a
r. linha.
Metteu-se nella Chon n sentoti-so na primeira ban-
queta com una grande hcela e um caozinho. Os
outros dotislugnres eram destinados para Gilberto
e una especie de mordomochamado Crange.
(Iberio lomou a loila pressa o lugar por detrs do
Chon, para manter a sua plana. O mordomo sem fa-
zer dilllculdades, som ate pensar nisso, lomou lugar
por deltas da boecta c do cao.
Como Chon, semelhantc em tudo a quantos habi-
lavam Versalhes, scachava alegre por dcixar o gran-
de palacio e respirar o ar livre dos bosques o cam-
pos, lornou-socommunicativa, caponas sahram da
cidade, voltando-se um pouco :
Entao : disso ella, que tal acha Versalhes ose-
nhor phlosopho?
Muito bello, minha senhora, mas j o dei-
xamos?
J; -- vamos desla vez para a nosu casa.
Isto he, para a da senhora, disso Cilberto om
tom de urso que se humanisa.
He oque eu quera dizer. Mostra-lo-hei ami-
nfla irmfla, procuro agradar-llie, que he no quo actu-
almente se empenham os maiores fidalgos de Fran-
ca. A proposito, senhor Grange, mande fazer um
vestuario completo para este rapaz.
Gilberto corou at as orelhas.
Que vestuario, minha senhora? perguntou o
mordomo, a libr ordinaria?
Cilberto dou um salto sobre a banqueta.
Libr! bradouclle, laucando ao mordomo um
olhar feroz.
Chon desatou a rir.
NSo; ha de mandar fazer....... Logolh'odi-
rei; tenho urna Ideia que quero communicar mi-
nha irniSa. Cuide smente em que o fato esleja
prompto ao mesmo tempo que o de Zamora.
Bem, minha senhora.
Conheco Zamora ? perguntou Chon a Gilberto,
a quem lodo csse dialogo muito atormentava.
Sao, miuha senhora, respondeuelle, nao tenho
essa honra.
MUTILADO
lMI
--


K I

reito as suas grandes qualidades e as suas muitas vir-
tudes.
(Tima.)
locdees, 6dojaneirodel847.
Tflo constante tnm sido o augmento da receita pu-
blica durante os ltimos 4 ou 5 annos, que j olha-
mos para o excesso como cousa commum. O map-
pa da receita do anno e trimestre que flndou a 5 de
janeiro de 1847, o qual publicamos esta manhfla, nflo
mallogra a nossa expectativa. Comparado com perio-
dos semelhantes, calculados at 5 de Janeiro de 1846
Sinto grande prarer em poderannunciar-vos que, dem e a prosperidade, bens a que lhe dflo tanto di-
gracas a paz e as reformas a que as corles anteriores
prestaram o seu apoio, a prosperidade nacional vai
tazendo notaveis progrcssos; os meusesforcog tcndc-
rAosobre tudo a ampliare au mentar esscs progres-
os, e cont com a vossa cooperacflo e auxilio ncsla
materia.
Os diferentes ramos da administracilo do estado
toem experimentado grandes molhoramentos, que
sflo devidos regularidade inlroduzida no pagamen-
to das despezas das diversas reparticoa^a manuten-
erlo da paz publica, e barmonia e ordfnS que as leis
rerentemente decretadas teem introduzido nos tra-
bamos da administrac.no.
Na organsacio dp exercilo teem-se levado a ef-
feto algumas reformas, imperiosamente exigidas pe-
lo bem publico. Estas reformas teem trazido ao paiz
urna consideravel economa na despeza ; e he para
mim grande motivo de satisfaco que a suaintrodc-
elo nflo lenha violado direitos adquiridos, nem cau-
sasse prejuizo algum as classes quecompem esta in-
teressante parle da nacflo. Km materia de disciplina
e porte militar a condieflo das tropas de mar e Ier-
ra nflo poda ser mais satisfactoria, e a fdelidadede
todas as (ileiras lie uma segura garanta de que a sa-
grada confianca depositada no seu cuidado ser pro-
tegida de todos os perigog.
o A minha solicitu.te e a de meu governo nflo teem
sido menores a respeito da armada. Pela primeira
vez ha muitos annos foram cobertas as despezas de
todos os estabelecimentos; completaram-se consi-
deravpis obras e reparos nos nossos arsenaes ; deu-
se impulso a conslruc?flo naval, assim nos estaleiros
do estado como nos dos particulares, de modo que
os navios da nossa esquadra teem sido uteis para to-
dos os lins do estado, assim como para a proteceflo
da nossa marinha mercante, cujo rpido progresso
suscita as mais agradaveis esperanzas.
A sonmia da renda va em augmento, e ha rasfles
para esperar que ser ainda mais consideravel, quan-
(lo se tiverem posto em execueflo as projecladas al-
tcracOes da pauta ; o meu governo vos enmmunica-
ra essas mudencas em devida forma.
a Teem-se ao mesmo lempo introduzido algumas 'Z'J'l ^?TJ T* MU Um" e.onuica "*r*-
alter.cOM no artigo impostas; e os priiicfp.es defei- 2J& .?.1 i!'e ST' scusPe'la fis-
tos que desliguram rase systama,' des .parecerflo '/S,"'B" C.flla.midm,e: em prem.quwtilo
logo que setiverem collegido todas as data;
tos, he pelo menos licito crer-se que o seu ultimo
i dem.')
resultado he certo.
Publicarlo a p.-ddo.
PARAHIBA-OO NORTE.
lllm. eExm. Snr. A leitur. d. portara de 5 de
dezembro do anno prximo passado, pela qual V.
Exc. suspendeu a est cmara do exercicio de suas
funccOes, nflo nos sorprendau. Quando ella foi
mandada informar acerca d. posse que conferir
ao tenente-coronel Caetano de Sou.a Varjflo no
- cargo do juiz de paz desta freguezia, correu de pu-
rnVm,f^ de'*873 .llbras no trimestre, blico em todo o termo que o resultado seria oob-
nln.nronm r T presentam a face mais favoravel do nejracio, arbitiariedades, de que a provincia tem sido vcti-
por isso que dflosmente o total liquido, deduzido
um ahatimento de 1,013,225 libras, consistente prin-
cipalmente em resliluces denvanros, cn'uma di-
minuirflo do tributo chinez, que nllo estilo inclui-
dos nos clculos geraes. A demonstradlo da recejta
ordinaria he muito mais brilhante, e mostra um
augmento de 454,662 libras no trimestre, e 1,028,257
libras no anno Com cfTeito ha um augmento em to-
das as verbas do anno, excepto no sello; o no tri-
mestre o ha em todas, excepto no sello e em diversas
rendas. A diminuieflo destas rubricas nflo he grande
e a respeito d'uma dellas explica-se fcilmente pela
diminuicro da empreza dos caminhos de ferro. O
principal augmento he nos direitos d'alfandega,
sisas e imposco predial: na primeira verba,
205,659 libras o 159,932 libras pelo anno e trimes-
tre respectivamente; na segunda 344,138 libras e
269,318 libras; e na terceira 368,821 libras e 63,234
libras..Observamos que nn repartido dos coneios
tamhem ha iimaugmento de85,000libras noannoe
14,000 libras no trimestre.
Tem sido costume considerar-se as collectas das
_., que se
estiio procurando com todo o cuidado, em ordem a
uma justa e igual distribuidlo das rontribuices.
O meu governo vosaprespntar oorcamento da
receita e despeza para o auno de 1847; e veris nel-
leos melhoramentos e economas que tem sido pos-
sivel Tazer-se. Lamento que as perturbarles passa-
das, e as niesmas reformas que devem depos produ-
cir bons resultados, nflo me permiltamfazer presen-
temente todas as redurcOes que desejo.
a Tem sido igualmente impossvel ao meu governo
cliegar a um arranjo da divida publica em virtude da
autorisncflo que dei para esse fin. Todava, como
nutro ardenles desejos de satsfazer as justas exigen-
cias dos credores do estado, assim internos como ex-
ternos, ser-vos-hflo propostas em occasiflo opportu-
na as medidas que paiecercm mais convenientes pa-
ra a consecuQflo desse fin.
< Em conformidade da leide 9dejunho de 1845,
contrahio-sc um emprestimo de 200 milhoes de rea-
les, destinado para fazer novas estradas ; as obras
teem comecado em parle em diversas linhas, ta-
zendo parte do vasto plano de communeacflo inter-
na que o meu governo se propAe levar a elTeito.
Alem do orcamento ser-vos-hflo propostas ou-
tras medidas exigidas pela prosperidade publica.
Urna dotaeflo lisa e conveniente para lins reli-
ginri prn o oUiu!. orna necessidiide positiva e
urgente, tao osscnrial ao b.m da r.|K/o qi..,to o
nc as do estado. ( meu governo vos propora breve-
mente urna lei sobreest importanteobjeclo.
Alemi destas ser-vos-hflo propostas uutras leis no
decurso desta sessflo; urnas com o intuito de prote-
ger o augmento da riqueza, refreamlo os abusos que
acompaiinain o primeiro impulso do seu desenvol-
viraer.lo; outras rom o intuito de introduzir nielho-
ramentos nos difiranles ramos da administradlo; e
outras finalmente com o de regular as disposieOes
em vigor, relativas imprensas e a prossocsexcep-
rionaes r
Assim he, Senhores senadores e deputados, que
rom o auxilio da Providencia, e emqianto os esfor-
cos de lodos lorem dirigidos rom coragem e firmeza
na prosecueflo do mesn.o alvo, se consolidarflo os
nielhoraniciilos introduzidos n'um ponto de vista po-
ltico, econmico administrativo, e que se restitui-
r a esta nacflo, depois de tanta agitaeflo, a paz, a or-
ma, nflo era para maravilh.r esse excesso que so o
despeilo e espirito de partido, poderia insinuar.
Nflo pertenrendo faceflo dominante, nflo vivnndo
de empregos pblicos, e nem aspirando candida-
turas, pelas quaes tanta gente, e, o quo mais he, as
primeiras autoridades muitas vezes se rebaixam, e
sevandijam, dados a um genero de vid. mui difi-
rante, eacostumadosa lavouras, e exercitados ni-
camente na industria, de que fazemos a nossa sub-
sistencia, e que, como todos sabem, consiste na
permuta, allien.cflo, ou venda desse. cavallos do
campo, produceflo de nossas bestas, nflo podore-
mos sustentar em regra a justica do nosso procedi-
mento. Desconhecemos ossopliismas e artmanhas
que fazem o elemento dos traficantes, s profes-
samos a-sngeleza e-a verdade. Nflo nosadligindo,
pois, a referida suspensflo, porque nos facililou os
meios de tratar de nossos negocios, e promover
nossos interesses, muitas vezes ccrceados pelos
exercicios dos cargos de que fomos exonerados, nos
doeu amargamente o insulto atroz que s uma ad-
ministraeflo prostituida e infame seria capaz de
sisas como o typo mais seguro da prosperidade gera '""rogar-nos. Repelliudn, pois, com toda fr^a seme-
do poyo. Quando o producto deste departimento de ")ante injuria, e tflo revoltante calumnia, temosa
imposieflo excede o termo medio dos annos anlerio- a'zera V. Exc., que a m f, e emenda dealgaris-
mos representativos dos votos dejuizes de paz, sflo
mais proprias daquelles quo, abusando do poder,
aviltando a autoridade, deque desgracada mente se
~t antedatar ordem
dflos que, chelos
exartidflogeral desta conclusflo, somos obrigados acnam revestidos, se nflo pejamrfe
a retirara nossa ronfianra della na artualidade. Bas- iobre 'f* ( I, do que de cida'c
la-nos olhar em tomo de nos, e observarmos a po- de pundonor edignidade, aprecian) sobro tudo a
treza universal que opprime as classes industriosas, i !,onra iue para oulros infelizmente nada.vale. Dese-
para fiearmos couvencidos da fallacia d'esto cxce-l jsrismosdara V Exc. a resposta que merece a in-
denlc-modelo. Os gnerossuhjeitosa sisa teem sido'8u,luosa. portara de suspensflo; mas, acostumados
sem duviila vendidos n'uma quautidade muito maior a respeitar sempre as autoridades legilimamente
do oiienofimdo anno de 1845; mas nflo devemos "
esquecer que o inlervallo de ISmezes temprodu-
zido mais 300 a 400,000 horcas para consumi-los. Com
tudo, o farto principal he a coexistencia da miseria
entre o povo e da prosperidade no rend ment das
sisas: apparento conlradicQflo, a qual prava que a
idea predominante, a que alludimos, he quando
H( um companheiroznho que val ter, e que es-
ta para ser governador de Lucieunes. Faca-so seu
amigo; no essencial, he uma boa craatura, nflo obs-
tante a sua. cor.
Gilberto csteve quasi a perguntar de que cor era
Zamora, mas lembrou-se da moral que Chon lhe ha-
via pregado a respeito de curiosidade, e com receio
de segunda repreheneflo conleve-se.
-- Fare, foi a sua nica resposta acompanhada de
um sorrso chiiodedignidade
Chegaram a Lucieunes. Ophilosopho tudo tinha
visto : a estrada plantada de fresco, as sombras col-
linas, o grande aqueducto que parece obra romana,
os bosques de eastanheiros de espess folhagem, o
cmfim a magnifica perspectiva de camj)os c florestas
quebordam as margeos do Sena na sua fuga para
.Vlaisons.
All est pois. diza Cilberto entre s, esse pavi-
lhflo que tanto dinheiro ruslou a Franca, segundo
dizia o baro de Taverney !
Osiflegresefles eos solcitos criados quecorriam
a saudar a Chon, interromperam as aristocratico-
philosophica. reflexOes de Gilberto.
Mmha irmfla jachegou? perguntou Chon.
Nflo, minha senhora, mas estilo a sua espera.
Ouein ?
-.- O senhor chancellcr, o senhor intendente de
polica, o senhor duque d'Aiguillon.
--- Bem I Vflo depressa abrir-me o gabinete da
China, quero ver, primeiro queninguem, minha ir-
mfla; vflo dizer-lhe queeslou ahi, ouvom ?--Ah Sil-
via! conlinuou Chon, dirigindo-sc a uma rapariga
que pareca uma criada grave, e havia pegado no ca-
dclhnho e ua boceta, de a boceta o Misapouf ao se-,.,
nhor Grange, e conduza-me o meu philosophoznho gente
para onde esta Zamora.
muito apenas uma opiniflo pouco segura. Pode-
mos com muito maisseguranca felicitar o partido do
rommerrio livre pelo bom resultado das suas medi-
das rommerriaes e finanreiras, como se mostra no
presente mappa da receita, comparado com os dos
iliversosannos anteriores. Sem embargo da continua
redureflo e revogaeflodos direitos das airandegas
desde oannode 1842 at a ultima sessad do parla-
mento, a somma da receita proveniente daquclla
fonle nunca diminuiu. O grande plano de reforma
econmica comeQou em 1842, e pensamos que bas-
tante espaco de lempo tem decorrido desde cnlflo
para dar boa opporlunidade a julgar-so do seu mo-
nto. N'esle inlervallo teem sido inteiramenlo allj-
viados do diroitoa 503 artigos, e 727 o teem sido
consideravelmente; todava a renda nacional nflo
tem sido aiTeclada por isso. I'ode-se dizer, e com
verdade, que a laxa sobre a renda he a crrante que
suppre o esgoto d'outras fontes Seria esta uma
observara o muito conveniente, se fossemos exa-
minando o hala uro geral entre a receita e despeza e
investigando as causas d'um excesso apparcnlemen-
tenonscenle; mas nflo he este agora o ponto da
questflo. A queslflo versa sobro o mrito d'uma
poltica commercial mas liberal, ltimamente ado-
ptada por este paiz, segundo apparece nos resultados.
O um proposto na reforma do anligo systema J'ini-
POS19J0 foi principalmente promover oallivioea
rehcidade das classes medias; e esperava-so que a
reliixagflo ou o abandono dos antigos direitos au-
gmentara o consumo dos generas communs de
alimento e vestua rio, tornande-os mais baratos, e
d est arle conservara a receita no seu anligo p Se
he demasiado dizer-se que clles j estilo coniple-
T-rrurn........ii 1 1 nimn mmim^^^^m
constituidas, por mais secundaria e abjecta que
seja a pessoa que as exerca, poremos aqu termo a
expressflo do nossa magoa. Dos guarde a V. Exc.
Villa de Cabaceiras, 23 de Janeiro de 1847. lllm.
e Exm. Snr. Frcderico Carneiro de Campos, presi-
dente desta provincia. Jot Victorino dtfiarrrot.
Thomaz da Coila Hamos Pimenteira.

COMMEBCIO.
dito, 6 fardos dita de linho, i caixa dita dito;
a Oeane Youle&C.
50 barris manteiga, 25 tardos fazenda do algodflo,
36 ditos dita de linho, 5 caixas difTerentes objectos;
a ordem.
1 cixa quatro thermometros; a Le B. Schramni
&C.
i barrica ferragens ; a W. C. Cox.
125 barris manteiga; a N. 0. Bieber & C.
3 caixas fazenda de algodflo, 7 ditas linha a Geo-
Kenworthy & C
9 ditas fazendas de algodflo; a Admason llmvie & <:.
2 fardos dita de dito a Fox Brothers.
Beaujeu, brigue francez, vindo do. Havre, entrado
no crrante mez e consignado a B. Lasserre & C.% ma-
nifestou o seguinte:
3 caixas papel, 1 dita miudezas c perfumaras; a J.
D. Wolphopp&C.
1 caixa tecdos de sed. ; a E. Rolli.
1 dita agoas mincraes ; a B. F. deSouza.
1 barri I sebo, 1 caixa fazenda de seda; a ordem.
7 caixas papel, 1 barrica fio de vela, 475 barris
manteiga, 75 meios ditos dita, 500 gigos batatas, 1000
garrafoes vasios, 230 caixas queijos, 1 dita lencos do
algodflo, 4 ditas embrulhos de coritas, 100 barricas
bacalho ; a B. Lasserre&. C.
1 caixa tecdos de seda ; a J. Keller.
1 dita miudezas, 1 dita chapeos; a CezarKruger.
2 ditas fazendas de algodflo ; a Kalkmann & R.
2 ditas ditas dito a F. Belenot.
5 ditas fazenda de algodflo, 2 embrulhos amostras
a AvrialFreres. '
1 bah com seis relogios e suas peanhas, 1 caix.
cen seis vidros; a Beduchand.
Consulado.
rendimiento Geral........ Provincial. Diversas provincias . DO DA 16. . 1:602.505 689,750 108.579
DEM DO DA 17. Geral............ Provincial......... Diversas provincias....... 2:400,834 2:926,806 1:251,106 74,162
4:252,074
,11 mimen lo do Porto.
y avio entrado no dia 17.
Montevideo ; 37 das, barca americana Svian-Vc-
Lind, de 263 toneladas, capitflo Johir Deeving. e-
quipagem 12, carga couros e Ifla ; ao capitflo.
Veio refrescar e segu para New-Yorlt.
tiavio sahido no mamo da.
Trieste ; barca ingleza Choict, capitflo Robert Ro-
bertson, carga assucar.
Alfandega.
REND1MENT0 DO DA 17......
DRSCARRBCAM I10JE 18.
Brigue-^amM-/iny- mercadorias.
BrigueWMii/ubacaJho.
BargerZianycrmercadorias.
rigue froome bacalho.
BarcaUanchetteridem.
Hiatc-/7or- 14:886,488
desenhoradoque por uma criada; porque com cr-
iollo se pareca ella pelos seus trapos mais com An-
drezadoquecom Nicolina. Silvia
>"dir8tado-lhe um IwnevorowriSafporqL
palavra.de Chon indicavam a respeito de Gilberto
se nao afleicflo, ao menos capricho. '
iJLra u.ma ,be.l,a raPar'8a mademoisella Silvia,
bem entendido -alta, de olhosazues, clara, com
algumas poucas'sardas, e bellos cab-llos louros ls-
to e a bocea nacarada, os denles brancos e os bracos
torneados da rapariga causaram em Gilberto una
dessas impressOes tensuaes. a que era elle tflo sub-
&' qUe "n r*ordout PO"- un brando estreme-
cimonto, aquella la de mel, deque tallava Nico-
Como as mulheres reparam sempre nestas cousas,
mademeisella Silvia o percebeu e sorriudo disse
Conjo se chama o senhor?
r Gilbeurt0 mademoisella,respondeu o nosso man-
cebo com bastante brandura.
Bem! senhor Gilberto, venha tomar conheci-
menlo com o lllustnssimo senhor Zamora.
Com o governador do castello de Lucieunes ?
Com o governador, sim, senhor.
Gilberto eslirou os bracos, escovou as mangas da
casaca urna com a outra, elimpou as mflos com o
lenco. Eslava elle na realdado bastantemente inti-
midado de se apresentar a Iflo importante persona-
geni, mas lembrava-se daquellas palavras: Zamora
he uma boa crea tura ; e isto o animava.
Era j'a amigo de uma coudessa, e de um viscondo
~ la se-lo de um governador. '
Oh] dizia elle entre si, dar-se-ha que calum-
lemacOrte? He tflo fcil ter aqu amigos! Esta
ente parece-me tflo hospitalera etflo boa !
IMPOHTACAO'.
James-Pay, brigue Inglez, viudo de Liverpool, en-
trado no crrante mez, consignado a Deane Youle &
C, manifestou o seguinte:
7 toneladas c5 quiulaes Trro; a C. Starr&C
25 gigoslouca, 65 meiosdtos dita, 10 barricas dita.
16 fardos razendas de algodflo, 87 reixos aduellas de
barricas, 1 caixa contando caixinhas vasias, 5 ditas
tardos de algodflo, 1 embrulho amostras, 16 taixas
de rorro, 10 pecas, 2 Techos c 2 caixas machnismo ;
a Me. Calmont & C.
!^S lon,',,adaf de carvflo de pedra; a i. B. Oliveira.
108 tardos tazenda de algodflo, 23 caixas dita
( Foram as elei?oes de cmara e juizes de paz
da villa do Pilar, que o Snr. Frederco adiou-as.
antedatando as portaras, sendo estas feitas
mesmo da das eleices.
as,
no
niem
c?;s?ss!r! S'ti t: s inffip.^S^.mffde uma rnt ^
i ao mesmo lempo que sua ama, esta Tez
signal de que era do rapaz de que se tralava.
Vamos, disse Silvia
Gilberto eada vez mais admirado, seguin a criada
emquanlo Chon, ligeira como um passaro. desappa-
recia por urna das portas tatemes do pavilhflo.
Se nflo rOra o tom imperativo com que Chon lhe
cobre dourado. |)j.-
sereis ser essa aalpemlrada deLucullo.se os imbu-
imos da casa do antigo Romano nflo foram-de puro
ouro.
Ah enterrado as almotadas de immensa poltrona
ll,!?"r?,Tl." P?1r1"a!icruz Ihasde-chocolate, 0|||m. sen|10r Zamora. n...n Por isso o elloito que produzio a apparicSo do rutu-
ro governador de l.uciennes se pintOu de modo mui-
to curioso a ver no rosto do philbsopho.
Oh exclamou elle ao contemplar estupetacto
a exquisita figura, pois era a vez primeira que via
um negro. Oh I oh que he isto ?
Zamora da sua parte nem ao menos ergueu a ca-
beca ; continuava a mascar, e balhavam-lhe de pra-
zerosolhos brancos.
Isto, responden Silvia, he o senhor Zamora.
Este? disse Gilberto embado.
Nflo ha duvida, replicou Silvia a rir, apezar do
geito que o negocio toma va.
O governador ? continuou Gilberto, este mono,
governador do castello de Luciennes ? Ora adeos,
mademoisella, est zombando de mim.
A esta apostrophe, Zamora endireitou-se, mos-
trando os denlos brancos.
Eu, governador,disse ello; mono nflo.
Gilberto volveu de Zamora a Silvia um olhar in-
quieto, que se tornou agestado, quando vio a rapari-
ga disparar a rir a despeilo dos esforcos que fazia pa-
ra conter-se.
Zamora, serio e impassivel, como um idolo indio
enterrou os gadanhos pretos n'um sacco de selim'
donde tirou novo provimento de pastilhis que con-
tinuou a mascar.
Neste momento a porta abro-se eappareceu Gran-
ge acompanhada de um altaiate.
Eis-aqui, disse elle designando Gilberto, a pes-
soa para quem heofato; lomea medida para taz-
lo como Iheexpliquei.
Gilberto deixou maehinalmente tomar-se-lhe a
medida, emquanto Silvia eGrango conversavam a
um canto, rindo aquella cada vez mais do que o
mordomo Ihedizia.
Ah ha desermuilo engracado, dizia Silvia ; e
lera elle o gorro pontagudo como Sganarello?
Nflo esculou Gilberto a resposta, repellio brusca-
mente o altaiate, e nflo quiz por modo algum pres-
tar-se mais a ceremonia. Nflo condeca elle Sgana-
rello, mas este nome esobretudo as risadas de Sil-
via, lhe indicavam que devia ser uma personagem e-
minentemenle ridicula.
Edital.
Rodrigo Theodoro de Freitas, oficial da imperial ordem
da Hota, camllro da de S. Rento d'Aviz, condecora-
do com a medalha da lleitauraco da Rahia, eapito de
fragata d'armada nacional e imperial, inspector inte-
rino do arsenal de marinha, e capito do porto data
provincia de l'ernambuco, por S. ,)l. o Imperador,
que Dos guarde, ele. etc.
Faz constar a todas as pessoas que se empregam
no tiramenlQ do pedras nos arrecifes deste porto,
que, em virtude das disposicoes do regulamenlo das
capitanas, e ordem do Exm. Sr. presidente desta
provincia, est prohibido seren ellas tiradas nesse
lugar desde o Pina at a Bwb-Viagem, pelo mal que
causa ao mesmo porto; sob pena, pela eontraveneflo,
de soffrorem aquellas a que pelo dito regulamenlo o
posturas da cmara municipal desta eidade eslflo
subjoitos.
Capitana do Porlo de Pernambuco, 17 de fevereiro
tI8 1847.
Rodrigo Theodoro de Freitas,
Capitflo do pdrto.
Deca rncoes.
- Olllm.Sr director do lyco, emeumprimen-
to i* ordem do Exm. Sr. presidente, de 25 de Janeiro
prximo nudo, manda fazer publico, que, da data
deste a 60 das, vai a concurso a cadeira deprimei-
, ,r" "TTii'l """i'waiivo com que tnon lhe sos leitore. Vm i^"1". Za.mo?,.L<,u" no*"/ --^ta bem," diMeo mordomo o .lfaiote. nflo
faltar., Gilberto tomar. aDte>.Silvi. por urna gr.n-lconhccii e ^ *' m" qU0 Gllbert0 ^o\torce pelo que tem visto, pode fazer a obra naohe
|aMim?
Por certo, respondeu o altaiate; lm de que a
largura nunca prejudica a esta qualidade do vestua-
rio. Fa-lo-hei largo.
E dito isto, retiraram-se Silvia, o mordomo e o al-
taiate, doixando Gilberto a sos com o negrinho, que
continuava na sua applicacflo.
Quantosenigmas para o pobre provinciano.quantos
temores e agonas sobretodo para o philosopho que
va, ou suppunha ver a sua dignidade de homem an-
da mais claramente compromcllida em Luciennes
doqueemTavorney..
Todava procuran Tallara Zamora, porque lhe ti-
nha viudo a idea que taivez Tosse algum principo
indio, como os que elle vira as novellas de Crebil-
lon Gibo.
Mas o principe indio, em vez de responder-lhe,
poz-se a correr lodos os espelhos, e a mirar seu mag-
n.1 Jico vestuario, como taz uma noiva comoseu ves-
tido de buda, depois, escanchando-se n'uma cadeira
de roldanas, que empurrou com os ps, deu uma du-
ziade voltasao redor da antecmara rom urna velo-
cidade quo provava o estado profundo que havia fei-
to desse engenhoso exercicio.
De repente soou uma sineta. Zamora deixou a ca-
deira no lugar em que se acha ao ouvir aquello sig-
nare parti por uma das portas da antecmara, na
direceflodosom.
Esta promplidflo em obedecer ao toque da c.mpai-
nha acabou de convencer a Cilberto de que Zamora
nflo era um principe.
Cilberto esteve por momentos tentado a sahir pela
mesma porta que Zamora; mas avistou no fin do
corredor quo dava n'uma sala, tantas Otas azues e en-
carnadas, e lacaios tflo insolentes e descarados, que
senlio arripiar-se-lhe o corpo, e cobrir-se-lhea fron-
te de suor, e conservou-se na antecmara.
Assim se passou uma hora ; Zamora nflo voltava,
Silvia eslava ausente; Gilberto suspirava por ver um
rosto humano, ainda que fosse o do terrivel altaiate
que preparava a mangaeflo doseonhecida de que el-
le eslava ameacado.
-Ao cabo de nma hora, a porta por onde entrara
tnrnou-so a abrir, e appareceu um lacaio quo lie
disse :
Venha c. &
(Con4*nn*r-M-ka.j


n^r
brigue portuguez S.-Domingot, por ter a maior parle
da carga pron.pta quem no mesmo quizer carrogar
ou ir e passagem, para o que offerocn bons commo-
uos, dirija-se aos consignatarios, Mendes & Tarrozo,
na a Cruz, n. 54, ou aocapitno, Manoel Goncalves
Vianna, na praca do Commerdo.
Avisos diversos*
rasletlrasdo sexo feminino da villa do Bonito, ins-
taurnila pela lei provincial n. 181, de 5 de dezerh-
bro do auno prximo passado : qualquer pessoa que
se quizer oppor a mencionada cadeira dever com-
parecer nesta secretaria com as huhlitaces do es-
tvlo, para poder ser incluida na lista das opposito-
ms
i: para que cheguo a noticia a todos, manda Jpu-
bliraro presente edilal pela imprensa.
Secretaria do lyco de Pormambuco, 9 de foverei-
ro de 1817.
O secretario,
Jotto Pedro l'estoa de Millo.
escrivflo o administrador da mesa de rendas
internas provinciaes tem de remutter para o juizo
competente urna relacflo, contendo os devedores de
<|,>cim.i abaixo especificados, o que ter lugar at o
dia 28 do corrente mez : por isso os convida a v-
rcm pagar seusdbitos, afim deevitarem as eres-
odas despezas do juizo.
u Herdeiros de Jos Pereira Lagos, Jos Higino de
Miranda, Jolo Venancio. Joflo Jos Barroso, Manoel
'lias de Mniiia, Antonio Tiburcio da Costa Montciro
Marianna Rita de Oliveira, Antonio Luiz de Freilas,
\ntonio Lino di Silva, herdeiros de Antonio Fran-
cisco Marques, Antonio Ferreira dos Santos, Antonio
Kilipne da Silva, Antonio Fernandos Vellozo, Anto-
nio Joaquim Goncalves de Moraes, Antonio Baptista
Clemente, Antonia Bernarda de Souza, Anna Rufina
da Costa Monteiro, Anna Joaquina de Frailas, Anna
Joaquina da Concedo, Anna Maria Joaquina Silva-
na Angelo Baptista do Nascimento, Amaro Jos do
Ca'rnio, Agostinha Maria da llora, Anna Joaquina do
Espirito Santo Graca, Catharina Francisca do Espi-
rito Santo, Joaquina Maria da Rocha, Francisco Pe-
reira da Cunha, Antonio Jos Gomes Arantes, An-
glica Francisca de Azevodo.
Recife, 11 de fevereiro de 18*7.
Clorindo Ferreira Caldo.
Pela subdelegada de Iguarass se avisa a
quemeonvier, que oxistem na cadeia dous prelos: um
diz chamar-se Joaquim, o ser escravo de Joaqurm
Ignacio, Portuguez, morador na cidadedoRjo-Gran-
ae-do-Norte: outro tambem Joaquim, e nflo diz
-quem heoseu senhor. Iguartssf^l5 do Janeiro de
18*7.
Manoel Pereira de Moraes.
--O professor de grammatica latina do collegiq doiisanneis sendo u.n com quatro brillantes,
das artes da academia de linda declara wUr frj!^^-!^.??*?^.^^.1!?
aberta a respectiva matricula.
Piihlicacors lill^raritfs.
' Aslicesde;Mf*f/t77C iSGlfZA, recopila-
das ecoordenadas pelo bacharel formado Vicente Pe-
reira do Reg, profesor no lyceo desla cidade, que
silo o compendio da respectiva aula, acham-so igual-
mente adoptadas para a do collegio das artes prepa-
ratorias do curso jurdico delinda,- por delibera-
do da illustrissima congregaeflo dos Senhores lentes
do mes'mo curso, abaixo transcripta ; e estilo ven-
da na livraria da praca da Independencia, ns. 6 e8,
apceo de quatro mil ris.
a Em virtude do despacho om frente, do Exm. Sr.
bispo director, certifico que em congregaeflo do 17
denovembro 18*6, foi apresenlado pelo mesmo Exm.
Sr bispo director*um oflicio do professor da lingoa
inglpza do collegio das arles, no qual pedia a con-
gregarlo o seu consenco para poder adoptar urna
grammatiea ingleza recentemente publicada pelo
bacharel Vicente Pereira do Reg, professor da lin-
goa ingleza no Ivceo; em consequencia do que a
congregaeflo app'rovou, resolvendo que ella fosse
adoptada no referido collegio das artes. E por sel*
verdade passei esta, a vista do livro das actas das con-
gregarles desla academia
Secretaria d'academia jurdica da cidade de Olin-
da, 22 de Janeiro de 18*7.
O bacharel Eduardo Soares d'Albergara,
Secretario interino.
A obra elementarLicOes de Eloquenca Nacional-
pelo padre mestre Miguel do Sacramento Lopes Ca-
ma va ser adoptada como compendio de rhetorica
no collegio das artes do curso jurdico de (IIinda, e
bem assim no lyco, onde o mesmo padre mestre
est encarregado de reger interinamente a dita ca-
deira durante o impedimento do seu propietario.
Alm da lojado Recife e da botica do Sr. Barlholo-
meo vnde-se na loja de livros do pateo do Colle-
gio n. a, a 5,000 rs, cada exemplar de dous volumes
encadernados.
kvisos martimos.
--paraoRio-Grande-do-Sulsahir breve o veleiro
brigue Animo-Grande,yor ter o seu carregamentocon-
tiatado ; recebe escravos, bem como passageiros,
para o que tem bons commodos : quom pretender
entenda-sc com Amorim Irmflos, na ra da Cadeia,
n.*5. .
ParaoAss pretende seguir viagem com bro-
vidade o brigue-escuna Henriquela, e tocara nos Tou-
ros o Caissar, havendo carregadores para estes por-
tos : e para todos trata-se na ra da Cadeia, n. 17.
segundo andar, ou com o mestre a bordo, ou no tra-
piche novo. .....
Para Lisboa sahir, com a possivel brevidade,
0 brigue portuguez Vestal. capilfio Joflo da Costa
.Nevos : auem nelle quizer carregarpu ir de passa-
gem dirja-se a ra da Cruz n. *5, a casa de Nasci-
mento*: Amorim. __!
Para o Aracaly sahe em poneos das a sumaca
Carlota, por se adiar com a maior parle da carga a
bordo, e para o restante da carga c passageiros ira-
ta-se com o mestre, Jos Concalves Simas, ou com
1 uiz Jos de Sa Araujo, na na da Cruz, n. 26.
Para o Porlo sahir com hrovidade a barca uet-
la-Pernambucana, por ter parto da carga prompta;
qtiem nella quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem excellentes commodos, dinja-se ao capi-
tflo na praca, ou ao consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na ra da Cadeia do Reci'e, n. 51.
O patacho Oliveira pretende sahir para o llio-
Crande-do-Sul al o dia 20 do corrente : quem ti ver
escravos a embarcar dirija-so a tratar com Joflo Vaz
de Oliveira, na ra da Cruz. n. 51.
-O briae Paquete-de Pernambuco segu com bre-
vidade pira oKiu-Urande-do-Sul; tem bons com-
modo. para passageiros, e recebe escravos afrete^
quem pretender qualquer da cousas enlenria-se
com Leonoldo Jos da Costa Araujo.
_ rara a II de S.-Mig..el partir at 8 do mez
prximo futuro o brigue brasilero fc'f'"'"-->n''
l oulr-ora Fiel) forrado e encav.lhado de, cobre, de
boa marcha : para carga ou PWJ ^."
celientes commodos: os pretende tes tratera com
o consignatario F.rm.no Jos Fel.x da Rosa a
ra do Trapicho, n.U, ou coro o capito, Alexan-
^XaKoa sabe, com a possivel brevidade,o
Oenigmattsta pede aquellas pessoas que, por
suas alleicoadas, teem tomado a si o encargo volunta-
ria de responder aos annuncios do Sr. S. O. do Dta-
rto-Hovo, o especial obsequio de nflo continuarem
nesse empenho, o que muito Ihes agradece; porque,
na cousas por sua natureza to insignificante!, que, por
qualquer lado que se observem, nflo sflo credoras
da mais pequea atlencflo : os talentos i bem vulga-
rtsadotdoSr. 8. D., sua palidez, es finalmente outroi
man predicados que adornan sua pessoa, formam a
defesa do enigmtista, que protesta sobreest as-
sumpto nflo dar mais urna so palavra.
Avisa-so aos Srs. que teom penhores vencidos
em poder do Burgos, de os irem resgatar, dentro de
8 d as da data doste: se nflo, serflo vendidos para seu
pagamento, Picando oannunciante livro do qualquer
responsabilidade.
Traspassam-se as chaves do armazcm de carne
secca da ra la Praia: n. 5*, quem o quizer tem de
dar urna pequea quantia de que este he devedor, a
qual se dar com algum prazo, dando um endossoa
contento: trata-se na ra Dreila, sobrado n. 29.
Precisa-se do uro forneiro: na ra Imperial, pa-
daria n. *3.
Precisa-se de urna ama de leite, para criar
urna enanca, porem quer-se pessoa capaz, e nflo se
olha a pceo : quem esliver neslas circumslancias,
dirija-se a praca defronte do Corpo-Santo, n. 11.
Precisa-se alugar urna preta para vender fruc-
tas de um sitio ; na ra do Aragflo, n 10.
Arrenda-se um sitio no Barba I lio com casa de
vivenda, estribara para dous cavados, alguns arvo-
redos que dito fructos, ptimas Ierras de milita pro-
duceflo, e muito perlo do rio: trata-se na ra do
Queimado, loja n. 38.
Prdeu-se, nodia 17 do correte, desde a ra
do Giquia atjs^iveiros do coronel ('.avaleanli,
e o
. antes e
diamantes : qtiem osachar e s quizer restituir, le-
ve ao Pas6o-do-Gqui,.cu. a ra do Queimado, loja
n. 38, que recebera de adiado 50,000 rs.
Na ra do Queimado, loja n. 1, existe urna
peca de chita, csale ros, flores amarellas, e urna pe-
9a de cambala lisa, de 12jardas; esta soni algarismo,
e aquella com elle. Estas fazendas foram tomadas a
um 1 pobre a quem ja se tem lomado oulras em fla-
grante: por isso quem se julgar seu dono compa-
rece na dita loja, que, dando o signal do algarismo, so
Ihc entregara.
Anda se ada para alugar a melbor casa da ra
da Praia-de-S.-Krancisco em ulinda, nflo s pela pro-
ximidadedo mar para o uso dos banhos salgados,
como pelos seus commodos, pois tem duas sajas do
frente, quatro quartos, cozinha fra, cacimba, co-
qudros, e bom terreno para plantar; alm disto a-
cha-se hoje caiada e pintada interna o externamente,
poupando essa despeza a quem quizer aluga-la. A
tratar na ra de Mthias Ferreira da mesma cidade,
sobrado onde morou o capililo Passos.
'Pendo eu abaixo assignado dirigido urna quei-
xa contra o Sr. Jos Pinto de Barros Monteiro, pe-
ranle o delegado do primeiro dislriclo desla cidade,
por injurias escripias, queeu julgava hayer-me feilo
u dito senhor, contedas cm um annancio assignado
por elle, e inserto no Diario-de-Pernambuco de 16 de
Janeiro do corrente auno ; pe|o presente declaro
3ue me tenho composto com 0 sobredito senhor, e
esslo do todo o procedimento criminal que aleo
presente hei intentado contra o dito senhor, assim
como protesto e meobrigode futuro jamis proceder
sobre este objecto. E para sua garanta inandei fazer
esta declaracflo, em que me assigno.
Recife, 13 de fevereiro de 18*7.
Goncalo Francisco Tarares.
Roga-se a pessoa que annunciou querer vender
un.acasa na ra da Conceicflo da Boa-Vista de di-
rigir-se a ra do Sebo 11. 23.
Quem precisar de urna ama para oservico in-
terno de urna rasa de-honicm solleiro ou de pouca fa-
milia, dirija-so a ra da Roda, n. 1*.
OSr. AiitonioJosRibeiro da Silva GuimarSes
baja de procurar urna carta na ra larga do Roza-
LOTERA
D A M A T R I Z
DA CIDADE DA VI TOMA.
Aclia-se novamente designado o dia i6 do rorren-
lo mez para terem andamento as rodas desla lotera,
o nflo obstante a dilllculdade na venda do resto dos
respectivos bilhetes, causada pela taita de notas de
pequeos valores que facilitcm oslrocos, todava
espera o thesoureiro que sera eflecluada a referida
venda, e que odia marcado nflo sera espacado. O
restante dos bilhetes adiarse venda nos lugares
j annunciados.
O. LI DADOR,
On. 155 sabio hoje a tarde, tratando da questflo do
Rio-Fonnoso, respondendo ao Diario-Noto de 5 do
crranlo, e invocando para isso o trstemunho dos cor-
religionarios do mesmo Diario-Novo, all moradores;
e um artigo do estado do paiz. Vondc-se nos luga-
res do coslume.
LOTERA DO RIO-flE-JANEIRO.
Desappareceu, no dia ta Jo cor-
rente, una canoa incia aberta, com laljoa
no fundo, a qual he curta, e tem as dua.s
cavernas da proa, assim como as duas da B.
popa, pregadas com cavilhas do ferro;!"
tem corrente na popa, e tres lugares nos te'
lados para se botar c tirar bancos volan-
tes ; he toda pintada de almagre encar-
nado por fra e de oca amarelia por den-
tro : quem della sotiber, queira avisar
atrs do thealro, armazem de taboas de
piuho, de Joaquim Lopes de Alraeida,
ceixeiro do Sr. Joo Malheus, que grati-
ficar.
- Roga-se ao Sr. J. L. B. T., morador na ra da
P baja do pagar 1620 rs reslo da despeza que. fez
em S.-Amaro, no botiqun do Fogareiro, com
seu amigo frade, e amigos O ret Herodes.
__ Fernn Jes de Lucca avisa aos seus freguezes c
ao publico que despedio no dia 16 do corrente o
seu caixeiro Manoel Jos dos Santos Jnior.
_ Jos Gomes Leal embarca para o Rio-Grande-
do Sul, de ordem do vigario Joflo Evangelista Leal
Perequito, a sua cscrava de nomc Raquel.
___ O Sr. Manoel Lopes Machado he a
pessoa aulorisada a negociar por alugue)
a casa que o abaixo assignado est edifi-
cando na rua de S.-Fiancisco.
Jos Joaquim de Freilas Guimarles.
O Sr. Francisco Nunes dos Santos ofllcial de
irpina que dizem estar morando na Soledade, ve-
nhai entregar a caso onde morou na esquina da rua
AOS 20:000,000 DE RES.
Chegaram bilhetes, meios, quartos oitavos-! vig-
simos da lotera das salinas do Cabo-Fro ; o anda
existem quartos. oitavos o vigsimos da matriz do
('.cara : no Recife loja de cambio do Sr. Vicira. A
elles antes que chegue o vapor com a lista.
N. B. O primeiro vapor que chogar do Rio-de-Ja-
neiro s Irijr a lista da lotera a beneficio da matriz
doCcar.
Aluga-se urna preta escrava que ontenda de
vender miudezas : na rua da Gloria n. 98
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da rua da Aurora, com optamose muitoasseiados
commodos para moradia de homem solleiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar drija-se ao
mesmo sobrado qualquer hora.
Na rua Nova, n. 32, loja do Carlos Hardy, ou-
rives,acaba-se de receber pelo Osar.chcgado ltima-
mente um lindo sorlimento de obras de ouro de
lei, .como sojam : aderecos, brincos, pulseiras o gar-
gantilhas; eum grande sorlimento de obras ditas
da trra ; camafeos proprios paraalfinetese brincos,
sem serem encastoados.
Pelo juizo do civel da primeira vara dcsta cida-
de tem de so arrematar una parto do sobrado da
praca da Boa-Vista no valor do 305,000 rs. por
execuqflo de Antonio Pinto do Azevodo contra o ca-
pitflo Ignacio Francisco Pereira Dutra e boje contra
a viuva do mesmo c tutor da menor Thomazia j
habilitados! os lidiantes podem comparecer na pra-
ca: e bem assim a I crea parle do silio de Ierras pro-
prias, com arvores de frueto, no lugar da Boa-
Viagem, avahado em 666,660 rs.
A viuva do fallecido Antonio Ferrei-
ra de Vasconccllos vende, para pagamen-
to de seus credoies, una casa de sobrado
de um andar com solao, tendo 35 palmos
de frente e 85 de fundo, acabada por lora,
com vidracas, e dentro assoalhada e forra-
da, com porlase enchams, faltando ape-
nas alguns tapamentos: oulra pegada, de
iguaes dimensSes, acabada por fra, c en-
vidracada, smente Iralejada por dentro;
um caixo de aheerec para duas mo-
radas de casas, de 62 palmos de frpnle e
71 de fun.lo; todas com quintal emaberlo
do terreno de sua frente, e 291 palmos de
fundo com camboa por dentro do quintal,
sendo os chaos foreiros : finalmente, um
terreno no mesmo alinhaniento, com 3i3
palmos de frente e o competente fundo, e
camboa que fica no centro : tudo situado
na frente da eslradi que vai para a Magda
lena, e faz esquina con a que vai para o
Remedio. Os pretendentes podem-se en-
tender com B. Lasserre &L., na rua da
'Senzalla-Velha. n.i38.
Nos abaixo assignados, credores do fallecido
Manoel Cavalcante de Albuqucrqiie, temos cncarre-
gado ao Sr. Manoel Pinheiro de Meinlonca para ro-
ceber as fazendas existentes no deposito, no curato
do Bom-Jardim, assim como em qualquer outrn par-
que cxislamje igualmente enea riega mnsao mes-
mo Sr., da cobranca das dividas que ao mesmo fal-
lecido estflo devendo tanto no mesmo lugar como
nesta cidade, e pedimos as autoridades da comarca
do Limoeiro, se dignem do conservar ditas fazendas
apprehendidas no mesmo deposito, at que compe-
tente e judicialmente se mostr odireitoquo assiste
aos mesmos abaixo assignados. Recife, 16 do feve-
reiro do 18*7. Pelos*rs. J. Keller & C., G. Italch.
Adamson Howie & C. Por procuraeflo de L.
Bruguirc, Hegord.
Da-so dinheiro a premio sobre penhores : na
ua Nova n 63.
Precisa-so do 11 m rapaz de 12 a 16annos, para
caixeiro de urna venda que tenlia pratica da mes-
ma o que d fiador a sua conducta; pois agradan-
do nflo llavera duvida em se Ihc dar algum inte-
resso na mesma venda : no Atcrro-da-lioa-Vist ,
venda n. 22.
= O Sr. Antonio Jos Ribeiro da Silva Cuimarfles
queira despachar hoje 18 rolos de fumo que vie-
ram da Babia no hiate Flor-do-Hecife.
lua de erra-
, acaba de Ihe ehegar de Boston, pelo brigue me"c"
no Casket, entrado no corrente mez de fevereiro, anas
eaixas com caixinhas de pillas vegetaes do ""u,r
Brandret. O mesmo abaixo assignado ufana-se ae
affirmar quesflo as nicas e vcnladciras pillas ve-
gol aes que existem nesta praca, de seu propno autoi.
Dcsnecessario ha repelir a boa acei lacflo o acolh 1 men-
t do respeitavel publico; pelo quo o mesmo abaixo
assignado deixa do o fazer, continuando a 800 rs.
por caixinha rom o seu competente recoituano, na
rua da Cadeia-Velba, iKitiea de
Fcente Jos* di Krito
Alugam-seaascguintescasas: um sobradinlio
de um andar com sotflo, lojas o quintal, na ruado
Sebo, n. 50, por 300,000 rs. annuaes; os dous tcrcei-
ros andares com sotflo, na rua do Aterro-da-Boa-Vis-
ta, ns. *e 6, por 300,000 rs. annuaes; um loja com
proporcocs para qualquer estabelecimento, no mes-
mo Aterro, 11. 6; os primeiro e segundo andares do
sobradinho do pateo de S.-Cruz, n. 1*, todos pinta-
dos e arranjados de novo, por 20,000 rs mensaes; urna
cusa terrea com quintal, cacimba o mais commodos
para grande familia, na rua da l'niflo, n. 3 ; duas di-
tas com os mesmos commodos, na Trompe, ruada
Soledade, ns. 29 o 31, por 12,000 rs mensaes ; urna
meia-agna, na rua da Soledade, n. 37, por 5,000 rs.
mensaes: quem as pretender dirija-se ao escriplo-
riodeF. A. de Oliveira & Filho, na rua da \11rora,
n. 26.
ftimpras.
Compram-se, para urna encommenda duas
pretas de meia idade : na rua da Florentina n. 7.
Compram-se 2 pretos que enlendam de palla-
rla um para a messeira c outro para forneiro : na
rua Imperial padaria n. *3
Compram-se escravos pretos de 1f> a 20 annos,
que nflo tenbam molestias : em casa do Manoel Ig-
nacio de Oliveira na rua da Cadeia n. *0, primeiro
andar.
Compra-sc a Chymica applicada as artes : na
praca da Independencia n. 19.
Anda so contina a comprar cobras do viado
vivas para remedio: na praca da Boa-Vista, n. 32,
segundo andar.
Compram-se escravos mocos, bons carpinas o
pedreiros, e outros de sorvieo de campo : na rua Di-
reita, sobrado n. 29.
Compram-se, para fra da provincia escra-
vos do ambos os sexos com odelos e prendas ; sen-
do de bonitas figuras pagam-se bem: na pracinha
do Corpo-Santo, n 66.
Vendas.
Vende-so um sobrado novo do um andar e
grande sotflo em chflos proprios, o qual rendo por
mez :i'1,0011 mil ris; o agora mesmo quo os mate-
riaes e mflo d'ohra estflo baratos, se offerecc a venda,
por traspasso, 200 palmos de terreno firme, todo por
junto,'ou a retalho, no alnhamento de urna rua,
segundo o novo plano, junto a igreja dcS. Ama-
ro, com os fundos de200ou mais palmos conforme
agradar ao comprador, proprio para nelle so edifi-
car meia duzia de boas casas, as quaes sem duvida
se alugarflo por bous precos pelo lempo do festas,
e mesmo animalmente, em rasflo do ptimo fresco
que all gozam os habitantes da nova cidade: vnde-
se no mesmo lugar urna casa terrea collocada noali-
nhamenlo da rua da Aurora, em um terreno de 1*0
palmos do largura e 1*00 do fundo, at junto a
igreja, com algumas plantas, como sojam parreiras,
larangeiras, coqueiros &c., Contendo em si um
grande viveiro com 660 palmos Je cmpralo e 100 do
largura, com a sua competente porta d'agoa, e bas-
tante peixe, proprio para o actual tempo quares-
mal: assim como tambem 2 canoas novas, sendo
lima de conduzir familia, eoutra do conduzir en-
tulho; o que tudo se vender pelo mais commoJo
preco DOMivel, na rua doRozario, botica n. 10.
Vendem-se duas pretas, urna crioula sem vi-
cios, de bonita figura o que cozinha o diario do
urna casa, o a outra do Angola, que tambem
cozinha o diario de urna casa onlende do costura ,
engomma e he boa lavadeira tanto dcsabflo como
devarrella, nflo tem vicios nem achaques: na rua
lo Crespo n. 12, a fallar com Jos Joaquim da Silva
Maya.
Vondc-so urna escrava mucama recolhida, pti-
ma cozinheira, doceira oque coso e eogomma
muito benl, de 2* anuos, a qual he capaz de to-
mar ronla de todo o arranjn de urna casa ; lima dita
de 18 annos, que cose, engomma, e faz toda a
qualidade de vestidos ; urna dita de 16 annos; urna
dita engommadeira e costureira ; urna dita que ha
boa quilandeira o lavadeira, por 250,000 rs. ; urna
dita boa cozinheira, c que engomma c cose, por 420/
rs. ;,uipa parda boa ama de una casa por280/rs.;
um bonito nscravo de 18annos; um molequede 13
annos ; um escravo da Costa ptimo para silio ,
011 para a praca por 350,000 rs.; um pardo que
cozinha muito bem, por 380,000 rs. : na rua de
Agoas-Vcrdes, 11. *6.
RAPE' PRINCE7A NOVO LISBOA.
Acaba do ehegar pelo ultimo vapor urna nova re-
mesa deste excellenle rap, muito fresco e com de-
licioso aroma, e contina a vender-sc no deposito da
rua da Sciizalla-Vcllia, n. 110, e em todos os lugares
do costume, at hoje annunciados.
- He chegado
do Nogueira.
__james Spuers, subdito inglez, retira-se para
Inglatertti.
--- Manoel Jos Vieira de Araujo retira-se para as
AlflffHS
__Pede-se a quem achou urna caixs de prata dou-
rada com a lampa de madre-de-perola de levar a
rua do Crespo, loja n. 12, que ser recompensado
CARNAUBA.
No armazem de farinhada rua do Collegio, n. 1,
contina-sc a vender cera de carnauba por preco
commodo tanto em porcOes como a retalho o fie
chegada agora urna poreflo da melhor qualidade que
tem apparecido.
= Vencl"ni-e 111nr1i1l.11 de ferro para engenho de ai-
lucar, para vapor, agua c brslas, de diverso lainanhos,
por prren coimnodo ; e igualiiirnie taixaa de ferro coado
e batido, de todos oa tamanhos : na nraja do Corpo-San-
to, n". II, em caa de Me. Calmont 4 Compartida, ou na
rita de Apollo, arntazeui, n. 6.
Ildoua Qiicinindn, n. I i .
Ka loja nova de Kaymundo Carlos Lei-
te acha-se um completo sorlimento do
fazendas finas, por menos de seu valor ;
hrim trancado de linho. com listras, para
calcas ; chapos de sol de seda ; platilha
de linho ; bretanha de dito ; e tambem
algodo dobrado, proprio para saceos
ou roupa de escravos.
PECHINCHAS NA LOJA DO NICHO.
Na esquina do Livramento, loja do nicho ven-
lem-se pocas de chitas limpas, de boa qualidade e da
gens de Jos Luiz Pereira, na rua
Vova, n. 10, um novo sorlimento
de panellas, clialeiras, cassarollas
e frigideirus de ferro, sob porcel-
lana : os senliores que teem feilo
encommendas, queiram appare-
cer com tempo.
MUITA ATTENCAOI!!
O abaixo assignado tem a distincta honra deannun-
ciar ao respeitaveleublico desla cidade, e aos habi-
tante* em geral da provincia de Pernambuco, que|inuilo bons pannos, a *800 rs.,ea 1*0r. ocovado*
?

i'.-


h
I'.iunos pelos finos
e novos na loja ; setim maco sem mistura ; cha-
peos de sol, rom has tes ile aro ; chalen e mantas de
seda e de 1.1a e seda ; casimira prela elstica; cha-
peos finos francozes ; tudo por menos de seu valor :
na ra doQueimado, n. l, loja nova de Raymundo
Carlos l.'-ii.
Vendem-se 3 escravas, sendo urna dellas criou-
7a, de 26 annos, perita lavadeira ; urna parda de 23
a unos; una cabra do 25 annos, propria para todo o
servigo por ser forte e sadia muito principalmen-
te para engenho : no largo do Forte-do-Mallos, n. 6.
VELAS DE CERA IX) IUO-DE-JANEIRO.
Vende-se completo sorlimento de tuna a 16 e bo-
gias de 4, 5 e : no armazem de Alves Vianna na
ra da Senzalla-Velha, n. 110.
Vende-se, ou permuta-se por um sitio perto da
praga urna cxcellente casa terrea com bastantes
rommodos para urna grande familia, sita nesla pra-
ca : na ra Imperial, n. 9.
-i l-|!
VenJe-se na ruada Cruz, n. a3, JS
1 cera em velas, de urna das melho- a
fPl
Kj res fabricas do Hio-ilo-Janeiro H|

|^' sortimento vontade do compra- H
dor, em caixas pequeas, e por l|]
prer;o mais barato do que em ou- fr
M tra qualquer paite. [hj
&&&^^mi &&&&&& i
Vendem-se bichas grandes e lanibem se alu-
gam, por prego com modo no Atcrro-da-Boa-Vista,
na primeira venda ao peda ponte, n. 2.
j\a ra do Crespo,
loja n. I <2,deJosJoaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hospanhola ; nnbreza
rdxa, muito superior e muito propria para capas
doSr. dos l'assose outras irmandades; ricos corles
do seda para vestido de senhora ; mciasdeseda pre-
tas e brancas, as mais superiores que teem appre-
cido, tanto para bomem como para senhora; luvas
de seda ; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambra a de linho, muito fina; lencos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muito barato prego; esguiflo de
puro linho c muito fino ; platilha de linho ; e oulras
imillas fazendas que sero patentes aos comprado-
res e por barato prego.
Vende-so a/eite lino de gersclim, para comer e
para luz : no deposito de azeite de carra pato na ra
da Seuzalla-Velha, u. 110.
JSot panno de linho, a 600
rs. a Vara.
As pegas silo de 15 varas e he melhor que o pri-
meiro; alpaca lina preta, a 800 rs. o covado ; los
pretos muito baratos : chitas em cortes ; Oseados
francezes; sarja hespanhola superior; e grande sor-
limento de fazendas de todas as qualidades e bara-
tissimas : na ruado Oueimado n. 11, loja nova de
Raymundo Carlos Leite.
?
caixas, a 1100 rs. a libra : no armazem de Joaqnim
Jos de Amo'im, na ra da Cruz, n. 45.
Vendem-se escravos chegados ltimamente
do Ararat y de 4 a luannos de ambos os sexos
com diversas habilidades sendo : costureiras en-
gnminadeiras,coziuhciras,carpinas e pedrciros,todos
por prego coinmodo : na ra da Cruz, n. 51, ou na
ra do Trapiche, n. 6.
Vende-se urna porcao de canos de
zincoj servidos, por preco muito coin-
modo : na ra da Senzalla-flova, venda,
ti. 7.
Vende-se urna bomba de sicupira nova, e que
temdous apparelhos, muito propria para navios,
ou mesmo para cacimba porque esgot muito agoa:
na ra da Senzalla-Nova, n. 7.
AVISO
aos Srs.de engenho
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaqnim da Silva
Haya, vendeni-sc
cobertores de algodo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho a
mitagilo de estopa forte e propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por prego mui-
to barato.
Vendem-se duas escravas de bonitas figuras ,
sendo urna preta de cor fula de 18 annos, c a outra
parda clara de 20 annos, ambas engommam sofTri-
velmente : na ra de S.-Jos, n. 60
Vende-se sal do Ass6 : a bordo da sumaca S -
albina. Tundeada defronte do trapiche do algodio.
Vendem-se 3 escravos, sendo : um prelo de 18
a 20 annos pouco mais ou menos; um mulatinho
de 14 annos, propriopara pagem ; urna preta de 25
annos lavadeira e que he propria para todo o ser-
vigo : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 25.
Vende-se urna criou la de linda figura, moga
que cose pouco e faz o servigo de urna casa sem
vicios nem molestias na travessa das Flores casa
nova ao p do port.lo largo defronte do cirurgiflo
Miguelziuho.
MAYA RAMOS & C.,
na ra ftova, n. 6,
vendem muito superior sarja prela hespanhola, de
varios pregos ; veos pretos de seda de varios tama-
itos e pregos; luvas pretas de seda, crtase com-
prlas; bons Creps de todas as cres; cassas para
vestidos; ricas flores para chapeos ; bons chales e
mantas escocezas ; chapeos de pal lia da Italia, para
meninos ; um sorlimento do calcado do todas as
aualidades para senhora ; e oulras mudas fazen-
as de gosto.
Vendem-se 11 escravos, a saber : duas negri-
nhas de 10 a 12 annos, com principios de costura ;
duas pardas e urna prela casada que engommam
eosem, lavam e cosinham, e o marido he bom ser-
rador ; 3 prelas, ptimas para o servigo de campo;
2 ditos, ptimos para o mesmo servigo : todos estes
escravos sflo mogos e de boas figuras : na ra do
larao pateo do Collegio, n.
Oueimado, com trente.
33, segundo andar. .
Alen?ao!
muito bom canoeiro, tanto de vara como de vela
qual nlo se duvida dar-se para se experimentar
he bom pescador do alto e muito hbil para auW.
quer servigo que se Ihe entregue ; um nreto do s
annos, bom canoeiro e sapateiro e que he muitn
forte; um mulatinho de 12 a 16 annos, muito es-
perto e no tem vicios, por muito barato prego p0r
ter um pequeo defeito em um dedo, e que he sapa.
teiro; umpreto de 40 annos, bom canoeiro p0r
300. rs.; um dito para o trabalho de campo p0r
250,000 rs.; duas prctas de nagUo, muito mogas
Cor 880,000 rs ; urna dita de bonita figura, (J
e boa quitandeira, por prego.commodo na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Vende-se superior potassa nova e cal virgem
de Lisboa; tudo por prego muito commodo : na ra
do Apollo, armazem n. 18.
Vende-se um piano nglez, horizontal, em
meio uso de muito boas vozes c por isso proprio
Eara meninas ou senhoras aprenderem a locar, n0r
arato prego : na ruado Crespo n. 12, a fallar com
Jos. Joaquim da Silva Maya.
Vendem-se 8 escravos, sendo : um lindo mole-
3ue de 10 a II annos ; urna negrinha da mesma da-
e; um pardo robusto; um preto de nagSo, de boa
conducta; urna cabra boa engommadeira e coslij.
reira; 4 pretas com habilidades: no pateo da Matri?
n.4. '
Vende-se urna preta de nac3o, de 30 annos pou-
co mais ou menos, e que cozinha o diario de urna
casa, e nSo tem vicio j o que se afianga ao compra-
dor : na ra do Tramche, n. 44.
Vendem-se pedras de amolar, muito superiores
rhegadas ltimamente do rio de S -Francisco eni
porgOes : na loja de ferragens, junto ao arc Ja
Conceigftq do llecife, n. 63.
Oh gentes, que tem
o a ntgo bara teiro
que est venden-
do fazendas por Iodo
odinlieiro ?
O antigobarateiroest vendendo por todo o d-
wheiro, na sua nova loja do miudezas da ra do Col-
legio n. papel de peso nglez, de primeira sor-
te, a cinco patacas e meia a resma, e meia dita a
880 rs.; dito a*hago, a 2700 rs. a resma, e meia di-
ta a 1350 rs.; papel branco, proprio para foguctei-
ros a 1600 rs. a resma ; estojos dn navalhas finas
com toque de ferrugem a 640 rs. cada estojo de
duas navalhas; trinchantes de cabo branco, sendo
faca grande e gario com mola a 800 rs. cada trin-
chante ; tesouras finas com toque de ferrugom, a
160 e 240 rs. cada urna, para acabar; luvas para me-
ninas, de seda a 200 rs o par; ditas de pellica,
pretas e brancas a 480 rs. o par, para bomem e
senhora; lencos de gorgurSo, a 1200 rs. cadaum;
(pennasdebicode jaudaia a 200 rs. a caixinha de
lOOpcnnas ; bicos brancos estreitinhos, a 40 rs. a
vara; bntflesdeduraque muito finos, a 200 rs. a
i: (amneos para homem esenhora a 240 rs.
cose alguma cousa no principio da ra Imperial,
n. 39.
Vendem-sedousfortes pianos, com excelen-
tes vozes, chegados ltimamente, de um dos pri-
meiros autores : na ra da Cruz, n 55.
Vende-se sauerkohl; sardinhas em latas; vi-
nho dechampanha nova mente chegado : na ruada
Cruz, n. 55.
l\To Aterro-da-Boa-
Vista, n, 84,
vendem-se sapatos de meninos, de 60 a 100rs..
chancras para senhora, a6O0rs ; sapatos de setim
pretoe decores, a 1000e 1500 rs.; pelles de mar-
roquim, a 1000 rs.; botinse meios ditos francezes,
a 3000 rs., e de Lisboa a 1600 o 2000 rs.; de mar-
roquim para homem, a 900 re., de cabra a 560 rs _
couro de lustro averiado, a 330 rs.; sapatos d
borracha, inglezes, de ourello de cordovo e de
outras qualidades, muito baratos.
Vende-se a dinheiro, por preco ra-
soavel, ou troca-se por casas terreas den-
tro dos trep bairros do Becife, o arma-
zem da rna d Apollo, ns. a8e 30, com o
seu terreno at a man?, estacado e ater-
rado ; entendam-se com .loao Esteves da
Silva.
Vende-se a verdadeira e superior
potassa branca da Hussia, muito nova e
em barris pequeos, por mdico pre?o ;
na ra da Cadeia do llecife, armazem n. 2,
de Bailar & Oliveira.
Vende-se, na ra Dircita venda n. 53, sebo
de llollanda a 320 rs. a libra ; banha de porco, a
320 rs. a libra ; talharim finoe grosso, a 200 rs.; ale-
tria a 240 rs. a libra ; pratos, a 960 rt a duzia ;
manleiga franceza muito nova, a 640 re. a libra;
azeite doce, a 600 rs. a garrafa; velas de espermace-
te, a 800 rs. a libra; e oulros muitos gneros de ven-
da, tudo muito superior e mais barato do que em
outra qualquer parte.
- A a loja de Guimares, Se-
rafim & C. vendem-se pannos
finos, de cores, pelo"baraio pre-
co de 2^400 rs. o covado; e de
outras militas qualidadeS, de va-
nos precos.
Vendem-se boles de madre-de-perola para
camisas grandes epequeos, lisos e lapidados,
dos mais lindos que teem apparecido ueste merca-
do : ua praca da Independencia, loja de miudezas,
Cunha & Amorim teem para vender potassa russian-
na nova.de superior qualidade, que vendem por ba-
rato prego, para fechar contas; cal virgem de Lis-
boa em ancoras e barriquinhas : na ra da Cadeia-
Velha, n. 50.
Vende-se a verdadeira sarja de seda
Sfl hespanhola, a mais superior que tem
apparecido; chamalote de seda para col-
lete ; sedas prelas lisas e lavradas ; se-
*jjrf tim preto de Maco; superior l de li-
nho prelo; panno prelo inuitu fino ; e
outras muitas fazendas proprias para
a quaresma por prego mais em conta
do que em oulra qualquer parte : na ra
do Queimado nos quatro-canlos, casa
amarella. n.29.
meira qualidade; resmas de papel almago brancoe
azul; ditas de peso: tudo por prego barato : na
praga da Independencia, n. 4.
Vende-se um bom cario de duas rodas, com
todos os scus pertences em bom uo, e com 1 l>om
cavallo, muito novo.possanto e que trotabem : tam-
bem se vende o moleque que trata de urna cousa e
outra e que olio tem achaques nem vicios, de 13 a
14 annos: tudo por junto ou cada cousa de per si-
ria ra do Collegio^ n. 15, segundo audar. I
duzia
o par ; ditos para "meninos, a 160 rs ; caivetes fi-
, com toque do ferrngem a 160 e 200 rs. cada
; e outras muitas miudezas, por prego mais ba-
rato do quectu outra qualquer parte.
nos
um

Escravos Fgidos.
Gaz.
Lojtf de fono Chai-don ,
lerro-da-Hoi-Visl.i, n.5.
Nesla loja acha-so um rico
PKOES PARA GAZ com seus competentes vidros, ac-
cendedores e abafadores.
lsIt'S e mais modernos que existem hoje: recnmmendam-se
ao publico tanto pela seguranga e bom gosto de
sua boa confecgilo com* pela boa qualidade da luz,
economa e asseio de sen seivigo.
i\fl IIICMI1.I loJ pre acharflo um deposito de CAZ, do cujo se afian-
ga a qualidade, e em porgao bastante para o con-
sumo
Vende se o gaz a 520 rs. a
garrafa.
Vendo-so um ptimo escravo de 22 annos,
proprio para armazem de assucar ou outro qualquer
servigo por ser forte e sadio; um moleque crioulo,
de 8annos; urna liteira com seus pertences; 2sel-
lins usados :.na ruados Tanoeiros, n. 1.
Vendem-se sacras rom nnorinV r.oiio ,i^
Vende-se na ra larga do Rozarlo, n. 26 piimeir
andar.
Vende-se um mjilatinho bem claro excellen-
te pagem por j ter-se exercitado a este fim ; he de
elegante figura e de 14 a 15 annos: o motivo da vena-
da se dir ao comprador, poisn.lo se vende por acha-
ques nem defeitos : na ra da Gloria, n. 89.
i\a ra do Crespo,
loja o. Ti. de Jos Joaqnim
da MI va II a va ,
vende-se alpaca preta a800rs o covado; dita muito
fina preta p do cores por barato prego ; merino
preto, muito superior; panno fino prelo e de co-
res; casimiras elsticas, do duas larguras, para
sorlimento de LAM- S!,?a'-'6000 r8-?iC.rlB.; l"l,udo ; orS^ode se-
da ; setim para rollete ; tudo por prego commodo;
fustOes para colletes; e oiiljps muitas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de senhora ;
ludo pelo barato.
irendem-se saccascom superior colla das fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul, a prego barato: na ra da
Mocda, armazem n. 7.
No armazem da
ra da Moeda, n. 7, conti-
nu-ae a vender sal, ehi grandes e pequeas por-
goes a vonlade dos compradores.
Vende-se sal .lo As6, bem grosso e claro : a cif
bordo do brigue / aqmu-dt-! trnambuco.
Venderse cera lavrada do Rio-de-Janeiro
Vende se na ra Nova, n.50,
um alambique e urna serpentina
para licor.
Vendem-se lies negrinhasde 16 annos ; 5 di*
tas do 23 annos, entre as quaesnlgumas engommam
e coznhaiu ; 3 escravos mogos do servigo de cam-
po ; um bonito niolecote quo cozinha bem: na ra
Un cita, n 3.
Vendem-se riquissimas fitas de soda, do ultimo
gosto, para cinteirosechapeos ; luvas de pellica ,
seda castor e fil, para bomem e senhora, das mais
modernas; cartas para voltarete ; ricos suspenso-
rios de seda com borracha; bicos pretos e bronce
finos; lencos de seda para gravatas o para senho-
ra do ultimo gosto; meias de seda, de patente
brancas e pelas; eoutros muitos objectos de gosto:
na praga da Independencia, n. 39.
-- Vende-se cera de carnauba, escolhida muito
superior, a relalho o em porgao, a vontade dos com-
pradores : na ra da Cadeia do Rccife, loja de fer-
ragens, n. 59.
- Vende-se urna escrava moca, de nagSo, pro-
pria para o servigodorua : na ra da Cadeia do Re-
ICife, n. 59.
colhida eMm defeito, que sabe lavar mui bme
\a loja de Jos ufa-
noel Monteiro Bra-
ga, na ra do Oes-
po, n. 16, esquina que vi-
ra para a ra das Cruzes,
vendem-se atoalhadosMe Hnho para toalhas, com 8
palmos de Jargura e de muito ricos padrOes, toai
Ihas lendo cada urna seis guardanapos, guarda-
apos dos padroes do mesmo atoalhado ; tudo de
i>uilo bomi gosto pannos pretos e de cores, muito
linos; saria preta hespanhola, larga, de muito supe-
rior qualidade; velludo preto; chales pretos de se-
da; ditos de hnho; e outras muitas fazendas do
gosto.
Vende-se um habito para tercoiro de S.-Fran-
c*co> por estar curto ao dono: na ra Dircita, n.
i j j mosn,a casa luga-se urna casa terrea na So-
Iedado, com frente para o sitio do Sr. Monteiro.
Vende-se urna preta do nagflo, boa vendedeira,
e que he propria para todo o servico de urna casa :
no pateo do Carmo n. 7.
w- Vendem-se 4 prctas mogas que fazcm todo o
servigo de urna casa c vendem na ra; urna dita,
por 300,000 rs. quo compra e vendo na ra o lava
roupa; duas pardas, urna dellas he boa para ama
de urna casa; um preto, por 250,000 rs., ptimo
paro o servigo de urna casa, e tambem para botar
sentido e trabalhar em um sitio; um moleque de
U annos muito esperto e que serve bem a urna
casa cozinha e engomma na ra do Crespo, n. 10.
primeiro andar.
~ Vendem-se 38 escravos de ambos os sexos,
sendo pardos o pardas pretos e prctas e grandes o
pequeos : bem como urna preta de meia idado, por
180,000 rs ; I dita que sano cozinhar lavar e
vender na ra, por 360,000 rs. : a tratar no largo do
Corpo-Sauto, n. 23, com Antonio Rodrigues Lima.
Vendem-se aegoes da exlincta companhia de
Pernambucoe Parahiba : na ra da Cruz n.9, es-
criptorio de Oliveira lrmflose Companhia.
Vende-se farinha de mandioca da Ierra, em
accaade tresquartas velhas: na ra da Praia, n. 70,
so faca lodo o negocio.
Vende-se na ra do Crespo, loja de miudezas
n. 11, um sorlimento de bicos de linho de todas as
larguras e de varios pregos ; rendas do linho o sem
serde linho : dao-so as amostras, deixando penbor.
Vendom-so 35saceos vasios, do estopa, novos,
por prego commodo: na ra do Collegio, armazem
VENDEM-SE ESCRAVOS BARATOS. *
Vende-se um mulatinho de 16 annos, de bo-
nita figura, nfiotem vicios, mestrealfaiatepara
qualquer obra, tanto de senhora como de ho-
im ; um molecoto de bonita figura, de 20 annos, PKRN.
Fugio, tiodia 18 do passado, urna egrinha,
de nome Maicinnna, de 12 a 14 annos, com
urna queimadura na face esquerda, umaempi-
gem nailireitn e una outra queimadura na perna
direita ; levou vestido rxo e panno da Costa; tem
cabello cortado : quom a pegar levo ao lasscio-Pu-
blico, fabrica de chapeos de sol, que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, na manha do dia 13 do crranle a pre-
ta Joaquina de naglo Cagance, de 30 anuos pouco
Mis ou menos, bnixa, cheia do corpo, cor fula, com
carne sobre os olhos, um pequeo talho na nce es-
querda, nariz chato, com falla do dous denles na
freme, sendo um de cada lado, peilos pequeos o
murchos ; temas nadegas arrebitadas para Irs; fal-
lallanleque parece crioula ; levou vestido de ganga
azul e anda bastante suja de cozinha Esla preta tem
de costume, quando anda fgida, andar mesmo nes-
ta pragaeseus arrabaldes feilaquitandeira, ordi-
zendo que he forra, ora que anda por mandado de
seus senhores. Roga-seas autoridades pnliciaes, ca-
pitSes de campo, ou outra qualquer pessoa, que
apprehendam e levem a seu sou senhor,Domingos di
Silva Campos, na ra das Cruzes, n. 40, que gratifi-
car generosamente. "
Fugio o crioulo Antonio, de boa altura ngros-
sura proporcionada com todos os denles da frente ,
semblante alear.!; foi vaccinado ha 12das; he na-
tural de Gurinhem onde leve diversos senhores por
transacgOes ilo pagamentos e ltimamente no dia
(le Janeiro deste anuo, foi dado em pagamento,
em Pedras-de-Fogo, por Joflo Nepomuceno de Vas-
concellos Viegas, a Alexamlre Lopes Viegas c Azevc-
do e por osle a JosdosSantos Neves'; cujo escra-
vo representa 22 annos pouco mais ou menos e tem
pouca barba :: quem o pegar leve a ruado Crespo,
n. 15, que ser recompensado.
Fugio, no dia 14 do corrente, urna escrava
crioula de nome Paula, queandava venciendo fruc-
tas de estatura regular, corpo seeco, cor bastante
fula que parece parda ; lem muitas costuras nas
costas cabega pequea e chala ; cnstum.i andar pe-
lo Itccco-I.argoeoutros lugares no Rocife, ctamhcni
em 'oro-de-Portas e nos bairros de S -Antonio c
S.-Jos : quem a pegar leve a ra do Queimado n.
42, que recebor 10,000 rs. de gratifieagilo.
Recommenda-se as autoridades policiaes e
capitfles do campe a captura do prelo -slalheus, de
naglo Cagange estatura baixa, secco do corpo,-buj-
eos grossos e encarnados ; levou caigas c cohete {
eslava alugado na ra larga do Rozario, em cas* de
JoSo Pereira Lagos ,- aonde o pdenlo entregar, ou
a sou senhor, Francisco de Paula Graga na ra da
S.-Cruz, n. 82, que recompensar. Declara-se que
este .preto esta fgido desde o dia 14 de Janeiro e
desconfia-se quo estoja sei viudo em alguma casa no
Manguind, do quem se ha de exigir os dias de ser-
vigo, desde o dia que fugio.
NA
TtP. DEM. F. DE FAR1A.---tS/fJ.


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