Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08421


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Full Text
Auno de 1847.


Qnarta-feira 17
O DIARIO publica-te todas os dias, que no
de pierde o preco de asigntura be de
iVoOn rs. pot querlel, pagos adiantados. O; en-
,0s doe assi^nanles sao lasendos i rssuo de
!!, porlinlie, 40rs. emtypo diflerentc, e as
' -Se P>l metede. Os que alo frfrern sslg-
'',.< par-aro 80 r. poc unba, 180 em Ijpo
arente? porcd. publcelo..
PI1ASES DA LOA JN MEZ DE FRVERBIRO
llinizoaote, e 8, as I1 boree e 16 min. de minb.
i uo0. > 9 hor*' ,-mD- m,nh-
Cretcente, e 22, i I hora e If.mio. de mauhSa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goiannae Parihyba, as segndete testas feins.
llie-C-rande-dn- Norte quimas feitas aomeio-dia.
Cabo, Serinbem, Rio-Formoso, Poito-Cslvo e
Macelo, no l., a II e 5i de cada mes.
Garanhuns e Bonito, a 10 21.
Roe-Vista e Flores, a 13 e J8.
Victoria, s quintas feires.
Ulinda, todos os dias.
PBEAMAR DE HOJE.
Primeira, i s 0 botes e 6 minutos da aanbiia.
Segunda, s C horas e 30 minutos da tarde.
de Fevereiro. Anno XXII!.
N.5fi.
DU'S da semana.
li Segunde. S. Faustino. Aud. do J dosor-
Irnos, do J. do c da 11, e do J. M. da I
erca. S. Por6rio. Aud. do J. doi-iv. da t
t. e do J. de pe do 2 dist. de t.
17 Quera. S Fiutano. Aud do .. i!or!v.
da e do J. de pe, do 2 dist. de t.
18 Quinta. S. Serniio Aud do i. de orphos,
do J. municipal da I vara.
19 ella. t. Conrado. Aud. do J. docir.da I.
T. e do J. de paz do I. dist. de t.
20 Sabbado. S. Nilo. Aud. do J do civ. da
i. v. e Jo J de pe do I dist. de t.
14 (Jomingo. S. Matimiano.
CAMBIOS NO DA 16 DB FEVEREIRO.
Cambio sobre Londres de 20, ai '/,d p. lf "
> Pns II<> por franco.
a T.islxi 9> de premio.
Dte, delellras de boes firnus I'/ P-Ve a,0 "*'
OiirOOnC I penholas.... 28*000 a 2fS0O
i MoedasdeSfinOvelb
Preto

de 0|40i> no..
de 4/000.....
Petacoes .......
Petos columuaret.
Ditos mexicanos....
Miuda..
|6#0II0 a lflflO
gjmoa a isfio-
HlOOO a |t00
|0 a IfOOO
1/880 a 21000
i/0fl a #!
|720 a 117**
Acede* da comp. do Bcberihe de SOf600 rs. ao par.
DIARIO DE PERH AMBUCO
EXTERIOR.
A POLTICA COMMERCIAL DA INGLATERRA E
DA FRANCA.
Londres, 27 de novembro de 1846.
Osorgfiosdo govrno francez, lano aqu como em
Pars, julgaram conveniente desnaturalisar, para lina
sinist'ros, as observares (fue lizemos ha dias sobre o
estado das relacOes entre os douspaiz.es. Nos disse-
mos qne entre osmeios de restabelecer a boa inlel-
lgeneia qi{e tilo gravemente fora trahida, ede pre-
servar os grandes interesses communs s duas nacoes
dos riscos de um rompimenlo, nenhum seria tilo efli-
, caz como a adopt}9o, por parte do governo.de urna po-
litica commercial estribada nos principios decom-
mercio livre a que a Inglaterra acaba de mostrar
mais completa adherencia; e accrescentmog que
qualqucrquefosse a nalureza das controversias po-
lticas que dividiam os dous governos, ainda poda
a industria de um dos paizes augmentara sua allian-
ca natural com a industria do outro.
Nesse mesmo da urna folha que, por ser publica-
da em inglez e nesla capital; e sd por esse motivo,
devo ser considerada folha ingleza, attrbue-noa a
intencilo de obrigar oSr. Guzota expiar o seu mo
procedmenlo para comnosco pormeio da assignatu
ra do tratado commercial de que se fa 1 Ion ha seis an-
uos. Esta expressfio de tratado conunercial que
nflocahira da nossa penna, nem nosoccorrra ao es-
crever o srtigo em qnestlo, achou logo echo em Pa-
rs entre aquellos que tomaram por tarefa difamara
poltica destepaiz; e dentro de poneos dias tinha
por tal modo engrossado a mentira, que a Inglater-
ra era aecusada de ter mostrado resent ment na
questlo hespanhola, s para o fim de obrigar Luiz
Filippe e o Sr. Guizot a annuirem a seus designios
commerciaes.
Acontece que os inimigos da poltica da Inglaterra
silo partidarios do syslema de protecc,iio, e no caso
presente os temores que Ihe inspira o commercio li-
vre casavam admiravelmentecom a anlipathia que
votam a lord Palmerston e com a opposigilo que fa-
zem poltica que temos seguido na questSo dos ca-
samentos. Procuraran! perianto contundiros dous
assumplos e imputar-nos vistas a respeito de nossas
relacOes com a Franca que extravagante o ab-
surdo fra alimentar. Nos nilo esperamos por certo
que o governo francez queira manifestar na actuali-
ilade ao gabinete inglez o menor desejo de estrellar
as relacOes dos dous paizes, quando recusaram mani-
festa-lo aos whigs em 1840, edepois ao governo con-
servador. Ha porm outra raso contra a celebracno
de um tratado eommerci&l, que he muito mais per-
manente e decisiva do que o favor ou desprazer acci-
dental de um ministro francez, evem a ser o nSodar
hoje o gpverno inglez a menor importancia a seme-
ntante tratado. Por mnitos anuos, com diflerentes
adminstracOcs nc paiz e circumstar.cias dilTerentes
no exterior, procuramos induzras nacoes cstrangei-
ras a baixar suas tarifas e aflrouxar suas restrieces
commerciaes em troca de iguacs concesses (leste
paiz. Fizemos essas tentativas na Hespanha, em Fran-
ca, em Portugal, em aples e no Brasil. Nossas pro-
postos foram rejeiladas, nSo tanto por falta de li-
heraldade da nossa parte como por motivo dos gran-
des preiuizos popularese da ignorancia poltica que
se desenvolveram contra nos. Era tal a loucura, tal
a cegtteira de alguns governos estrangoiros, que ale
chegaram a suppor que nos, quaos coinmissarios vo-
lantes, andavamos solicitando freguezes para salvar
nossas manufacturas de una ruina iinminenlc, quan-
do pelo contrario lhes offereciamoa para seus pro-
niius productos, o mais rico mercado do mundo, e
para seu consumo as fazendas mais baratase mais
necessaras. i /
Recusaram nossas offertas, e pode dizcr-so que a
pedra que rejeitaram foi a pedia angular do nosso
L iessas negociacOcs esteris nflo colheu o governo
inglez senflo a conviccaode que .- o seu exemplo po-
da desenvolver os grandes recursos desle povo e
emancipar definitivamente o commercio do mundo.
As grandes medidas de reforma oconomica que se
completaran este anno com a abolido das le.s di
cerees levaram-nos muito alm desses ajustes eesti-
pulares que os nossos diplomatas andarn rega-
teando haannos
Dcrois das grandes mudanzas que espontneamen-
te fizemos fOra absurdo esperar disso a que se cha-
mava tratados commerciaes, a reducqo das tanjas
eslranneiras. O quantum dos dneitos de importa-
tf3o he obieclo que deve ser determinado, nilo por
lonsideraces para com urna potencia estrangeira e
como concessOes, mas simso e exclusivamente pe-
los bem entendidos interesses do paiz que percebe
taes dreitos. Nos provamos a sincendade de nossa
conviccSo em favor dos principios do commercio li-
vre- o eiTeilo das medidas tomadas Bccresccntara
agora a essa conviccilo a frqa da bem auccedida ex-
periencia. Mas fallar hoje em tratados de commer-
cio no sentido que se Ibes dava ha annos he reverter
a urna ordem de ideias que pertence so ao pas-
Ns nilo pedimos ha dias um tratado de commer-
cio Com a Franca, porquanto aqullo que era bom
em 1840 nenhum valor teria hoje. NOo pedimos ao
governo francez concessOes comnierciaea, porquanto
taes concessOes nao fariam mudar a opiniao que nes-
te^ ltimos tempos fomos obrigados a ormar da sua
conducta politica. Suggerimos muito maiseappel-
mmos para fonle mais alta. (Speravamos a adopSo
progressiva dos Ilustrados principios das relacOos
conmercaes dos hornera que teem de governar a
Fraoc.edas massasque os apoiam- O progresso
dessas opinifles naquelle paiz tem sido incompara-
velmente mais rpido e poderoso do que era dado es-
perar, e he de crer que a batalha do commercio li-
vre se dar em Franca dentro de mu ponen tempo
com os mesmos resultados com que se dou nesto
paiz. Conscios dos perigos que ameacam nossas re-
lacOes pacificas com a Franca, o alientos inllencia
3ue ainda os protege, voltamo-nos com satisfcelo
as intrigas de palacio e da duplicidade do gabinete
para o lugar publico onde os homens se reunem em
defensa de seus interesses nacionaes, e para os mer-
cados commerciaes onde esses interesses se con-
funden.
8e a causa do commercio livre tem de triumphar
em Franca, dever o seu trumpho conviccilo das
classes mais [Ilustradas e ao apoio do povo. Os que
fazcm opposiclto a ossas reformas procuram idenlili-
ca-las com as paixOes do nutras pocas, e com afn
lancam mito das controversias polticas do da para
prejudicar urna causa que tem o apoio da Inglaterra.
Mas nos nilo podemos suppr que a Franca se deixe
iludir com laes artificios a ponto do sustentar urna
falsa politica commercial e de contrahir falsas rela-
cOes polticas ; e a despeito da sua frea apparente
as ultimas eleiqOes geraes, achar o governo francez
mui precaria a sua siluaQo, se nSo se mostrar ds-
posto a compensar sua indscrc9o e servilidade no
exterior com urna politica vigorosa e Ilustrada no
interior. ,
Talvez decorra muito tempo antes que as relacOcs
amigaveis dos soberanos de Inglaterra e Franca se
restabelecam completamente, antes que renasca a
confianca entre os deus governos; mas anda he pos-
sivel conservar unidos por lacos fortes e duradouros
os interesses da grande maioria do ambas as nacoes,
e a essa trete confiamos que se dedicaro os ho-
mens de estado de reputaco em ambos os paizes.
(Timet.)
(Jornal do Commercio )
FRANCA.
BOLETIM DO MUNDO RELIGIOSO.
Si MMAiuo. O arcebispo d'Aix. M. Clausel de Mon-
tal, bispo de Chartres. M. de Prllly, blspo de Chaln
sur-Marne. O concelho real de instru-cao publica.
As inundacOet. O Sr. cura de Saint-Paul-Saint-Louis.
Multe de M. M. Thouvenlu, Tenatsc e Gourdon. A
abbadia de Clttny. A sociedade de Mara, a Nova-Ca-
ledoniae.M. Viard, blspo d'Ortboala.
M. Thibault acaba de roceber de todo o capitulo
deMpnlpelliera manifestaefio da dor de que seacha
essa corporaco repassada pelas calumnias que, ha
alcum lempo, teem chovido sobre esse prelado. Por
esse passo, deu o captulo um tcstemunho publico
deque condemna insultos 15o apaixonados quanto
irrasoaveis em suas causas o em seus motivos.
Em 1832e.nos seguintes annos, organisou-sc, as
dioceses de Chartres e Chalons-sur-Marne, urna vio-
lenta opposico contra os titujares dessas duas sedes.
Eoque he que se censurava ao 1.? Suas opmiOes,
suas^lendcncias polticas. Quanto ao segundo, pare-
ca ter algum fundamento a opposico; ao menos
davam-lhe por motivo a tn administrarlo da dio-
cese. Queixas, pelicOes s cmaras, decisOcs e mc-
didus speras, ludo foi posto em pratica para obligar
os titulares a r'enuoiarcm, ou forrero governo a m-
tervr irregularmente nesso negocio. O concerno ge-
ral da Marne, com o fim de livrar-se do bispo de <.ha-
lons, solicitou por tres vezes a suppressilo dessa sede
episcopal. Os dous prelados entendern! que nilo dc-
viam retirar-se, e o governo leve a prudencia de
conservar-se neutro a dscusses em que a paixiio
substitua a rasilo.' .
Por muitos annrfs, fraoSr. bispo de Montpellier
estimado o louvado pelo clero e pelos diocesanos
respectivos. Mas, depois que ello publicou urna car-
ta pastoral acerca da sanlidade do juramento, algu-
mas pessoas entenderm haver descoberto que o
prelado ja nilo era nem tilo instruido, nem 13o zelo-
so, nemtao bom administrador quanto havia sido;
e, provavelmente para nilo frahiren suas conscien-
cias, essas pessoas transmittiram ao publico a sua
descoberta. Entaocomecou a ser solepada a reputa-
co do prelado; e quando, depois da anirte do car-
deal Bernet, espalhou-se o boato de qut o govorno
curava de faz-lusubstituir por M- Thibaull, desfe-
chou a lempeslade. Tornou-se incapaz de adminis-
trar o arcebispado de Aix o bispo que tantos beneli-
cios havia derramado eiruniadiocese. E quala causa
dessa repentina incapacidad*? Haver M. Ihibault
nreconisado a sanlidade do juramento. Lis o que he
a lgica dos partidos. Para dar essa opposico in-
teiramenle politica o carcter religioso, procuraran!
nOr em duvida a pureza dos principios religiosos de
M Thibault. Tentaran faze-lo crer alguma cousa
inclinado ao jansenismo; e para os ajudar nessa
empreza acharam pessoas olliciosas, que nem mes-
mo sahem o que he o jansenismo, que em cerlos sa-
loes vfio repelndo que o bispo de Montpellier he jan-
SCCom esse procedimento e segundo os precedentes
que acabamos de cilar, cunseguir-se-hia tornar o-
Moeitwt o episcopado e introduz.r na igreja urna des-
ordem radical. Nartli, bibliothecar.o de Rim.ni,
prev esse cas na sua interessante obra traduzda
neloSr abbade Sionnet, e entitulada : Uot crate
seu* direitoi na igreja, tegundo os monumento, da tra-
dicao. Ocardealde la Luzerne tralou deslaUo im-
portante questao na sua excellente obra, cujo titulo
he : Uot direito, e dot deveres dos btspo, e o, padret na
igrtia. Nestas circunstancias, apenas resta ao go-
veruo urna cousa a fazer, um dever a cumprir, -
persistir na nomeaefio do Sr. arcebispo de Monlpel-
lier para o arcebispado de A.x. Lm materia Uo gra-
ve, a inconstancia produzsempre umeeilo mao, e,
nois, nos o repetimos, cumprc nao consentir que se
eslaheiecam precedentes capazes de produzr para o
diante a otnoi'fWWottVdo episcopado.
O concelho real da nstruccilo publica persisto
mais que nunca na decisHo que tomou a respeito dos
collegios christos. Acaba de ser denegada a Marse-
Iha a licenca quo solicitara para abrir um desses col-
legios. OrVocotw/e diversos outros jornaes censu-
ran fbrtemente o Sr. ministrada instruccao publi-
ca por nflo ter ainda feito cnlimar ao instituto dos
frades a decisflo do concelho. Poisquc! O ministro
deve apenas e simplesmente limilar-se a registrar as
decisOcs do concelho ? Em que, pois, difieren um
ministro respousavel de um concelho que o nao he
Pensamos que o ministro nao tem ohrigacao de fazer
executar asdccises do concelho. E no caso presen-
te, j ii I gamos que o concelho real se engaara. Pes-
soas honradas e cujas opiniOes silo em excesso mode-
radas, teem-se admirado desse rigor para com os
frades. Inspirava suspeitas esta Inatituicjlo ?
Familias ricas e distinctas mandavam seus filhos
para esses collegios, porque os alunnos ahi nao so
adquirem conhecimentos scientificos praticos, como
conservam, mais que em nenhuma outra parte, a pu-
reza dos costmes e dos principios religiosos. He
sabido quo lguns rapazes que depois de haverom
eslado muitos anuos em urna antiga e famosa insti-
tuictn universitaria, della sahiram sen nada torem
aprendido, havendo sido recolhidos ao collegio dos
frades em Passv, recuperaram em dous annos o tem-
po perdido. Este facto, que mo he solado, compro-
va as consideracOes que M. Blanqui apresentara a a-
cademia dasscienciasmoraes e polticas, e as que
M Emilio de Girardim desenvolver antes, na sua
excellente obra sobre a instruccao publica. Tamben
he comprehensiva das ideias, que nesto momento
expomos, a memoria que M Humas emterecou aM.
Salvandy acerca da necessidado de addiconar aos
estudos universitarios o conhecimentodas sriencias
mecnicas, econmicas, metalusgicas, etc. E medio
bem o concelho o alcance de sua decisilo ? Sabe quaes
serao as victimas della ? Silo as classes mdustriaes
Arcaba elle de perder tres de seus membros : M-
Thouvenin, beneaictino deCluny; o Sr. abbade F-
nasse, vigario geral da doreso d'Auch, u o Sr. abba-
de Gourdon, cura da cathedral d'Angers; estes dous
ltimos oftereccm, em sua vida, um contrasto abso-
luto M. Fnasse, de costmes simples o carcter
meigo, administrava pateriialmeote a dioceso de
Auch : grfio-vigaro docardeal Isoard, rojeitou um
bispado no tempo da restaurarilo, por ser, segundo
dissera, um encargo superior assuas forcas. Em 1830
tornou a recusar o mesmo cargo, allegando aavan-
cada idade em quo entilo se achava. .Morreu com o-
tenta annos.
M Gourdon, filho de camnonios vandeanos, tinha
espirito activo e carcter ordente. Ilenois de ostudos
profunilos, o na idade de 2 annos, velo pregar a Pa-
rs. Foi elle quo pronuncinu a oraciio funobro do ab-
bade Legris-Duval, esse pedoso ocariiloso sacerdo-
te que dedicou toda a sua vida ao esludo altento das
miserias da sociedade, e do meio de mitiga-las.
Ainda ninguem preencheu melhor os seus dias.
Cummeuiorando todas as aceces evanglicas que
constituirn essa vida, o joven orador mpressionou
profundamente o auditorio. Seu zelo e morito ga-
iiharam-lhc inimizades. Retirado a dioceso d'Anges,
depois de 1830tornou-so mui melindrosa a sua posi-
CBo Consultado sobre projectosderebelliaona Van-
dea, respondeu sempre com pareceres prudentes o
moderados, esforcaudo-se por sustentar no paiz o
socego e a paz. Homens de opinifleseneonlradcs im-
petravam-lhe conselhos : souhe conservar a estirnu
e a confianca de todos, e adquirir ronsideravel in-
fluencia, de que smente se servio a bem do interes-
se publico.
A antiga e celebre abbadia de Cluny. que desappa-
recra con sua magnifica igreja em forma de cruz
de l.orena, o mais bello e mais vasto monumento da
ordem dos Benedictinos; Cluny em rujos claustros
foi Abelaird recelado por Pedro-o-Veneravel; Cln-
SEHi='s:lS=^= *&s&3&B?nB&
inopportuna
injusta.
O collegio de Passy conta 300 alumnos, e os frades
recusam-nos todos os dias por n3o lerom lugares
vagos. A quem pertencem em geral esses rapazesi
A mercadores e industriosos cujos iilhos nRo leen
necessidade de aprender o latn e o grego, masque,
parabablitafem-sea entrar na sua carreira futura,
devem saber desenlio, geometra, mecnica, physi-
ca, chimica, metalurgia, em asiw diversas apphca-
caces ao commercio e industria. Finalicemos di-
zendo que o concelho real nao est a par das neces-
sidades nem das exigencias da poca. Ha concelho
tal que, como o de departamento do Cher, nao quer
que os meninos aprendan a ler com os curas em as
aldeas pobres ou localidades soladas, onde nao ha
escolas primarias. Semelhatites enormidades cons-
titucm com effeilo urna verdadeira anomala.
lia poucos das prgou M. Lar.ordaire na cathedral
de Nancj a favor das escolas chrstaas, dirigidas por
frades. O producto das esmolas chegou a 1,71.0 rran
eos. O orador, com o estylo brilhante e original
quo o caracterisa. fez o elogio do abbade de la Salle,
fundador do instituto dos frades, o comniemorou os
servicos que esses modestos preceptores presUm a
sociedade esforcando-se por infiltrar na mocidade o
amor da ordem, do Irabalhoe da religiao.
Immensas ruinas cobrem as margens do Loire,
comodis.se o Sr. cardcal do Bonnld na pastoral em
que tratou das terrivos innundacoes que, mais que
a qualquer outra parte, flagellam a Franca central.
Aldeas ha cuja totalidade dos habitantes acha-se
sem asvlo, sem pao e quasi sem roupa : esperam
queso abra una mao generosa para dis nbuir-Ihes
os socorros que 18o imperiosamente reclaman.
Antes da sua pastoral, M de Bonald havia remul-
lido 3,000 francos aos inundados da cidade de Roan-
ne, e, em todos lugares, esmera-se o clero em soc-
correr infelizes Uo dignos de lastima. Nilo podemos
dei*ar de cominemorar a dedicacto do Sr. hispo de
Blois o do respectivo clero na inundacao do burgo
de Vennc. Ha muitos sacrificios individuaes e inui-
tasaccOes boas que permanecem occullas, porque os
seus autores furlam-nas publicidade.
Aps das calamidades publicas juslo be que se fal-
le das desgracas particulares.
Ha em Pars no quarleirao do Arsenal, na parochia
deSaint-Paul-Sant-Louis, urna ruazinlia, chamada
ra da Estrella. En urna casa velha dessa ra, e em
umquarlociijamobilia toda consista em algumas
palhase poucos e mseraveis movis, habilava urna
familia judia coippostade sol meninos que haviam
perdido a mili, e dos quaes o mais velho tinha deza-
seis anuos e os mais moco dezoito mezes, e do nm
homm, pai desses meninos. Um dos redactores da
/>re!deiiunciou essa profunda miseria a M. Fould
que inmediatamente foi mitga-la, ea M. Crmieux
que a recommendou Sr." baroneza de Rothschild.
Lsla Sr.' votou um soccorro niensal desgracada la-
milia. Mas, nOo sendo este soccorro siiflicente para
a sustentculo de oilo pessoas, c tendo o Sr. cura de
Sant-Paul ouvido fallar desses pobres meninos, en-
carregou-se do pagamento do aluguel do quarlo por
ellos habitado, ede proporconar-lhes pfio e batatas
todas as semanas. O invern, porem, produzo no-
vas necessidades, pois que os meninos nao iinliaoi
roupa. .
Ora, o Sr. cura de Saint-Paul que prove as necessi-
dades de mullas familias catholicas da reapectiva pa-
rocba, e as dos pobres ordinarios o orpbaos suecum-
be ao peso dos seus encargos, e, a nao fazer grande
sacrificio, nao poderia galisfazer a todos. Reconlie-
comos que a sua modestia so oRende de publicarmos
os seus actos; mas, islo nfio obstante, o ruemos,
uoraue a publicidade de semelhanlesactos lie ame- riTBi.ccuimiiuuu uU ^>u u....- ~D-------
fhor resposta que dar-se pode aos ataques que ora se Fui portanto ainda obrigado a conservar as tropas a-
fazcm ao clero. campadas.
com o P. Thouvenin, ultimo mongo da abbadia. Re-
tirado a Valfroicourt, sua patria, abracara elle a vi-
da ccclcsiaslica no tempo do imperio, c do bispo de
Sancy recebera a misso de administrar varias gro-
jas filiaos. O abbade Thouvelin fallcceu com 80 annos
le I iis.
ni", viard, nomcado hispod'Orthosia in parlibu
e coadjutor de M. Pompallier, foi sagrado em Sydney,
a 4 de Janeiro de 184. Sydney, capital dos estabele-
cimentos da Grao-Bretanlia na Nova-Hollanda, cida-
de de 60,000 almas, nflo obstante ser muilo nova, o
que principioii a serprovada pelos convicios inglezes,
tcstemunbou pela priinera vez a sagracSo de um
bispo catholico. M. Viard pertence a sociedade dos
Maralislasou rmuos de Mara. Esta sociedade, in-
leiramente franceza, c inslituida sol especial pro-
teccaodaVrgem-Santa, oceupa muitas missfles na
Oceania.
O novo bispo d'Orlhosiaobteve preciosas informa-
COes acerca da Nova-Caledonia onde se acha niissio-
nando. A populaco desla illia be de50,000 habitan-
tes, que eslo espalhados por lodo o territorio. Por
causa das montanhas, bosques e regatos que cobrent
e alravessam o paiz, lornain-so as viagens mui pe-
nosas aos mssonarios. A experiencia do P. Viard
e o conhecimento que lem elle, do idioma de alguns
dos estrangeros residentes na illa, O habilitan a
deseinpeiihar melhor os deveres da missSo; por mui-
tas vezes tem penetrado o interior das tribus, e es-
sas visitas sempre teem sido cornadas de felizes re-
sultados. Lm urna dessas exrurses, ao acordar ello
pela manha, achou a seu lado um cesto com os
fragmentos de urna r,erna humana que os indgenas
haviam guardado para almocar. Procurou faze-los
comprehender que a aulhropophaga he um crime
horrivel, e foi bem succcdilo no seu proposito. Dedi-
ca se seriamente aoestudo da lingoa caledonia, e
traduzio o Padre-fiotso a Ate-Maria, o Symbolu, o
ecalogo e alguns psalmos. Os indgenas, alem do le-
rom boa voz, gostam da cantoria e sBo aptos para
ella.
?
Press*).
PORTUGAL.
OFFIf.lODO!#RECIHL SALDANHA AS. M. EL-REl
. FERNANDO.
Senhor. -- Quando recebi a noticia de que se cria
estar Lisboa, pela brilhante condieflo dos corpos vo-
luntarios o Jas guardas municipaos, as circumstan-
cias do defender-se, se as forcas rebeldes ousas-
sem ataca-la, eis que as reas unidas doex-condo
lo Romfim, de Muusinho 'le Albuquerque, do ex-ge-
neral Celestino, e do chefe de guerrilha Fernando de
Souza Botelho, oceuparam Alcobaca e Caldas.
NSo perd un nstantoao receber essa communi-
cacao, que me causou Unto prazer, e a 19 marchei
com a rrca sob meu commando na direccSo de Cal-
das, licandua minha vanguarda nessa noito em Ta-
garro e Cereal. Nestas paragens reuni toda a minha
forca na manhfla segunle, aguardando nformacoes,
e o resultado das partidas de cavallaria que eu ha-
via expedido na direcc3o de Caldas e Bombarral. De
Cereal e Tagarro para Caldas, Cadaval e fjindillios
ha tres estradas. Depois do tneio-dia tivo certeza do
que o inimigo havia lomado a estrada que segu de
Caldas para Torres-Ved ras, e marchei inimediata-
mante para Cadaval, onde acamparam aa tropas. No
dia seguidle chegnios a Amala urna legoa de Tor-
res-Vedras, ahi live certeza de que o inimigo eslava
nesla ultima cidade. Durante estas marchas, e par-
ticularmente a nuile passada, a tempestado foi hor-
rivel, ccontinuou do mesmo modo no dia segu ote.

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ajajkgajajijByj


ir?
-1. "!."
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A 22 chegamos, s 10 horas e meia da manh!a,
posieflo occupada pelo inimigo. As linhas do Tnrres-
Vedras, celebres nos aiAlaes militares nflo so do Por-
tse! senflo tambem de todo o mundo, foram a bar-
reira que pela primeira vez detiveram o rapjdo vo
da agina franccza. Foi alii que pela primeira vez
encontraran) os oxercitos de Napoloflo um obst-
culo mvencivel. Tambem he Torres-Vedras a par-
te mais forte destas linhas. As eminencias de S.-
vicento cobertas por um magnifico reducto ero
minio bom oslado, a da Forca e a de Saes, na
margem dircita do rio f.ezindro, silo flnquea-
das pelo fogo do cnstello, que se pode conside-
rar como a ver.ladeira cidadela destas fortificaces,
cujas gargantas elle defendo. Entre estas eminencias
e a cidado corro o Cezndro, que he atravessadepor
tres pontea, as quaes se chega por consideraveis ca-
niinhos calcados que sflo toilos eniados pelo fogo do
castello, e flanquearlos pelo dos reductos. Est posi-
Caosummamcnlc forte tinha sido cuidadosamente
occupada pelos rebeldes, rujo dieres haviam fre-
quentemenle ditoaos habitantes desta cidado, que
anda quando as frcas sob o meu commando fos-
semoquadruplodoquesiio, seriam batidas, se eu
ousasse atacar urna tal postilo. Nao he dado a rebel-
des avahara coragem que anima peitos I caes na jus-
ta e santa causa que defendemos : mas, a nflo ser o
cnihusiasmo que nos anima, se nflo fra a conviceflo
lorcos, assim como a conlinua^ilo da dynastia e da
carta constitucional, a assereflo dos chefes rebeldes
seria perfeitamente exacta.
A "sil horas eumquarto romperam os rebeldes o
logo. Ao reconhecer a psito vi que a victoria de-
penda da tomada do grande reducto do forte de S.-
\ cente ; e Jepois de fazer com que os batalhes 1."
e 8. de cacadores recolhessem os seus escaramuca-
dores, ordenei ao coronel Mosquita e Sola, comman-
teda primeira brigada, que tomasseo reducto apon-
a de baioneta ; oque foi executado pela primeira
brigada da maneira a mus gloriosa. O forte eslava
guarnecido por um batalhflo do 6 de cacadores, tres
companhias do 6. de infamara, e muitas guerri-
Ihas.
rander-se dentro do espaco d'uma hora depos d
recepc.lo desta, com a nica condieflo de serom ga-
rantidas as vidas de lodos os individuos, e de ser per-
mitido aos soldados parliculares continuasem no
servicodeS. M. a rainha ; ficando na inteligencia de
queaartilharia jest em posieflo de ser o castello
canhoneado por ella, se nflo se entregar antes do
prazo assignado. S. Exc. responsahilisa o dito com-
mandante e os outros chefes por todo o sangue Dor-
tuguez que a sua ebst.inac.1u tizer correr. S. Exc.
tambem me encarrega de transmittir as inclusas co-
pias interceptadas a noite passada. Por ordem do
marechal sejentifico aodilocommandante de que o
fogo come?ar positivamente no prazo marcado, se
nflo se houver verificado a ontrega.
(Assignado.) Bario de Saavedra.
Quarlel-general em Torres-Yedras, 23 do dezem-
broas 11 horas da manha..
O estado horrivel das estradas tinha demorado a
marcha da nossa arlilharia, nflo obstante lodosos es-
torcos do bngadeiro Silva l.eflo, e do corpo inteiro de
arlilharia, ajudado mais clncazmeiite pelo major
j.arvalho, commnndante e pelos outros ofliciaes da
brigada de engenheiros e corpos de sapadores, e foi
depon de 3 horas que elles rompern) o fogo conlra
o inimigo. De entflo as ordens necessanas para a-
lacara cidade; o que devia ser execulado simult-
neamente as 4 horas pelas tres brigadas de infama-
ra, apniadas pela cavallaria.
Osreglmentos8.el0.0quelnham avancado em
iinha, sustentando o primeiro batalhflo de cacadores,
antes da tomada do forte de S.-Vicente, supportaram
por muito tcinpo um fogo, tanto de frente como de
flanco, com una firmeza o coragem dignas do maior
elogio. A estes dous corpos perlenco a gloria de te-
rem sido os primeiros a entraren) na cidade pela
ponte central, comparte do 8." de cavallaria e dos
lanceiros da rainha. O coronel Mesquila e Sola, a
trente de alguns dos granadeiros da rainha, esegui-
do da sua brigada e de urna forca do 3 de cavalla-
ria e dos lanecirosda rainha, com a maior alacrida-
de franqueou a entrada pela ponte direita. A quarta
brigada nflo entrn na cidade senflo bocea da noite.
O mimigo, bal ido por todos os lados, tendo perdi-
do um grande numero de prisioneros e morios, e
vendo corlada a frca que oceupava o reduelo da
horca, reuni dentro do castello toda a frca que Ihe
reslava,_wclundo200cavallos. Os mu i tos soldados
que se linhaui dispersado, pertenconles aos diversos
porpoa do inimigo, comecarain a passar-se para mim,
juntamente com as tres companhias do segundo re-
giment de infantera, que guarneciam o reducto da
horca.
Appliquei-me immediatamente a enriar todas as
commuuicacoesqueconduziam ao castello, e assim
passamosanoile. Anlesdeamanliccer o dia fiz par-
tir da cidade duas pecas de calibre 6 e dous mortei-
ros, e as 10 horas da manlifla eslava ni assestados em
pusiQflodcjogarsobreocastell... A'sil mandei inti-
mar ao cominandante das frcasalli reunidas que
devia render-se dentro de urna hora, ao cbo do
qual prazo comocaria a canhnnada ; sendo essa a u-
mcacondicflo quelites conced como garanta das
suas vidas. Oex-general Vldez;Bomfinu respondeu
que a bravura com que as suas tropas so tinham por-
tado, mereca que ellos sahissem com honras mil-
trres, conservando os ofliciaes a sua bagagem e
os soldados as suas mochilas : oque llies conced
eao meo-dia sahiram do castello e depuzeram as
armas : 900 homens de infantaria, 400 de cacadores
e 220 de cavallaria; oex-conde de Bomfim, Mousi-
nho do Albuquerque (gravemente fordo o ex-gene-
ral Celesl.nu, todos os chefes e outros ofljciaes do 5
e 6." de caladores, e do 2. e 6. reginieiitos de infan-
taria e os difTerentes corpos de cavallaria e arlilha-
ria, com um grande numero de gerrilheiros, e ou-
tros personagens conspicuos entre o anarchistas
Assim, porpcrmssSo do leos das balalhas, foram
coroados os esforcos dos fiis subditos da rainha 11-
delissima.
He absolutamente impossivel fazer-se urna ideia
exacta do valor desenvolvido pelas nossas tropas
nesle memoravel dia sem se ver a posieflo, osera so
passar sobre o terreno em que combatemos e se
tosse possivcl encarecer-se urna tal conducta,'seria
pela consideraciio das estradas sobre que passamos
durante esses quatro das, e das temp
RESPOBTA nO EX-CONDE DO BOMFIM.
Toda a minha vida tenho servido com honra, as-
sim como o general, cheres, ofliciaes e todos os sol-
dados a quem tenho a honra dcoommandar. Aceitar
as cdikI(.'des que agora nos sflo propostas, soria man-
char a honra do exercito portuguoz, em que temos
prestado tantos servicos a S. M. a rainha eaopaiz;
nem poderamos nos esperar urna tal proposta da-
quellcs que nos viram honteni coinbater: mas eu
nflo hesitara um s momento em entregar-me com
toda a minha frca dentro n'uma hora, com tanto
que s nos concedessem as honras costumadas na
guerra ; o que nflo poso deixar de esperar de S.
Exc. o marcena! Saldanha, a cujo lado temos comba-
lido tantas vezes gloriosamente. Pelas rases indi-
cadas contamos que se nos conceda urna capitulado,
conservando os ofliciaes dos balalhes de Iinha e na-
cionaes as suas espadas, cavallos e bagagem, e os sol-
dados as suas mochilas.
Dos guarde a V. Exc.
(Assignado.) Conde de llomfim.
Castello de Toraes-Vedras, 23 de dezembro ao
meo-dia.
HEPLICA DOGRNBaALSALDAmtA.
Nflo se podem negar os factos. He um facto que as
tropas portuguezas d'ambas as partes pelojaram hon-
rosamente; he um facto que as tropas existentes
lentro do castello desta cidade merecen) honras im-
itares ; mas tambem he um facto que nflo posso con-
travir as determinaces deS. M. a rainha. Exijo,
portanlo, urna resposta clara e categrica, em que
eu soja informado, se por conservaren! os ofilciaes as
suas espadas se entende, que hilo de conservar tam-
bem as suas com misscs; noque nflo posso consen-
tir : mas, se procuran) reter as suas espadas smente
como honra militar, nflo tenho a miuihia hesitaeflo
em concede-la, assim como a bagagem o mochilas
quellcs que tambera as merecem.
(Assignado.) Duqu de Saldanha.
REPLICA DO EX-OONDE DO BOMFIM.
Tenho a honra de responder aooflicio de V. Exc ,
em referencia proposta capitulado, e communicar
a V. Exc. que eslou aulorsado pelo general conde
de llomfim. na qualidade de chefe do seu estado-
maior, a declarar que por conservaren! os ollicaes
sub seu commando as suas espadas s se entende a
concessflo das honras da guerra; pois que emquanto
a quaesquer Jisposices que S. M. tenha dado a res-
peito dos ditos ofliciaes, elles estflo promplos a obe-
decer em ludo as determinaces de S. Magestade,
nflo tendo elles faltado nunca nos seus actos pbli-
cos ao respeito devido pessoa da mesma augusta
Senhora.
Dos guardo a V, Exc.
(Assignado.) Jos, liento Valdei.
Torres-Vedras, 23 de dezembro de 1846.
(Tima.)
PERNAMBJCO.
ESTATSTICA DA PROVINCIA.
lllm. e Exm. Sr. Achando-se concluida a esti-
lstica civil e poltica, de cuja organisa^flo me havia
cu enca regado em vii lude do contrato que fiz com
essa presidencia, sob a data de 27 de fevereiro de
184l,digne-scV Ex declarar-me se devo apresen-
tar-lhe dita obra, findoqtioscja o prazo, que me To-
ra concodiilo pelo antecessor de V. Ex., o nflo obs-
tante a ordem pela qual V Ex. determinou que judi
cialmcntc se tratasse de rescindir esse contrato, ol
so pelo contrario eumpre-mo para isso aguardar que
a relacflo dodstriclo profira asua ultima decisflo na
demanda que me foi proposta, visto haver o procu-
rador fiscal das rendas provincaes appellado da
sentenca, que em meu favor fra dada no juizo da
primeira instancia, como V Ex.jsabe.
Dos guarde a V. Ex. Cidade do Recife, 16 de feve-
re.ro de 1847. lllm. e Exm. Sr. Antonio Pinto Chi-
ctiorro d.. Gama, presdeme da provincia. O en-
carregado da estalistica, Jeronymo Marlinianno H-
gutira de Helio.
Vanedade.
va a cantaros. Eleito membro do parlamento, nada
inudou a sua maneira de viver. O que havia de mais
singular nelle, era que combinava esta incrivel par-
cmona quando se trata va de despezas insignifican-
tes com grande indiflerenca quando se trata va de
sommas consideraveis. Entrava atrevidamente em
operaces arriscadas; foi socio commanditario do
casas d commercio que falliram; emprestava mui-
tas sommas a pessoas que oeccupavam altos luga-
res, ojie nflo Ih'aspagaram; e assim perdeu muitos
milhes. Grande jogador o infeliz, leve de pagar 70
mil cruzados d'uma partida de piquete. Ha neste ge-
nero muitos exemplos. Um rico propietario de
Franca, que assignaria sem hesitar um cheque de
alguns contos sobre o seu banqueiro, amofinava-se
todas as vezes que tinha a deixar escapar dos dedos
urna de seis.
Elweg era de pontualidade escrupulosa era objecto
dedinheiro; era homem d'honra edetmo, de bom
sensoatodos os respeitos; o todava nflo poupava
sacrificios para salvar alguns cruzados novos, que.
para uro propietario opulento, como elle, era urna
gotta mais ou menos n'um ro. Dotado de tempera-
mento de ferro, viveu 77 annos; e tres dias antes de
morrer, anda tinha andado a p quatro legoas Seus
thesouros foram repartidos por seus dous filhos, aos
quaes nunca quiz dar ediicac^o: para elle era axio-
mtico eum dos seus dictos faVaritos o que se
mette na cabeca dos rapazos he dnheirnjio que sahe
da algibeira. -- Um dos filhos tinha casado alguns an-
nos antes da morte d'Elwes, e nunca quiz ouvir fal-
lar senflo de dar o seu consentimento.
Em contraposieflo a estes avaros freneticos.podiam
citar-so exemplos dafacilidade quopemos bblio-
philos excntricos em largaren! notas de banco
quando se trata do conquistar um volume favorito.
Nflo que queiramos atacar a bibliomana, urna das
mais agradaveis e innocentes loucuras que exstem,
urna das mais fecundas em xtasis, impossivel de
fazer comprehender a quem a nSoexperimentou;
mas na verdade que se merece urna pagina na Biogra-
phiaexcntrica quando no calor d'um le 13o seda,
como deu lord Marlborougli, 2,260 libras esterlinas
(um cont de ris por um exemblar do Decameron de
Roccace, sa liido dos prelos de Veneza era 1471, in fo-
lio cora 257 paginas, reimpresso mais de duzentas
vezes; quando se paga por 42 libras esterlinas (200J
ris a primeira edieflo de D. (uixole; e por 411:000
francos (65 contos de ris) um exemplar, ho verda-
de quoom pergaminho, da Biblia polvglotta d'Ai-
caia.
Jorge Schoyn, um dos homens mais espirituosos
e mais em moda no comeco do reinado de Jorge III ;
Jorge Schoyn, cujos bous ditos eram urna potencia ;
o amigo do iturk e de Fox, nao tinha prazer mais
vivo do que o assistir a urna execueflo capital. Enfor-
cava-seentflo muitoem Inglaterra: Schoyn tinha cor-
respondentes que o tinham ao alcance das sentencas
de morte; e apenas so levanta va urna forca em qual-
quer parte, tinha-se a certeza de que ahi chegava
em urna sege de posta. Foi elle que se apresenlou
em Paris expressamento para assistir ao esquarteja-
meuto do regicida Damiens, concluido elle, no mes-
mo instante parti embora.
Tom Rogerson, possuindo urna bella fortuna, co-
meu em seis annos, na accepclo mais rigorosa da pa-
lavra, 150,000 libras esterlinas. Viajou a Europa,
nicamente oceupado de aestudar no ponto de vista
gastronmico: assoldadou no seu sorvico o cozi-
nheiroda imperatriz da Russa, offerecendo-lhe um
salario irresstivel. Tinha emissarios na China, no
Mxico, no Canad, encarregados de lhe mandar co-
mestiveis de novidade. Muita e muita vez lhe ficou
um s prato por 40 libras esterlinas. Emulo de Api-
cius, po-m mais prudente que o Homano, esnerou
quo todos Os seus teres se houvessem dissipad; e
W. Sivainsou. Passageiros, J. Armachedcs, Ham-
burguez.
Lisboa por Cibraltar ; escuna brasileir laide, ca-
pitflo Joaquim Marquos da Sirva, carga assucar,
couros o tabaco.
Londres; brigue inglez Sultana, capitSo John Dixon
carga assucar.
Aracaty ; sumaca brasileir S.-Antonio-de-Padua
capitSo Manoel Jos Ribeir, carga varios gneros!
Parhiba ; barca ingleza Baraja, capitSo James Moa!
in, em lastro.
Genova; polaca sarda Josefina, capitflo JoSoChiop-
pe, carga assucar.
Observa fio.
0 brigue dinamarquez Cndor, capitflo F. Frellson,
tocou neste porto e fez-se devela para os do Sul.
i.JJ-jaaalaMigMM^BliMi^.
Kdital.
Miguel Jrchanjo Monteiro de Andrad, oficial da im-
perial ordem da Rosa, camlleiro da de fhristo, e ins-
pector da alfandega desta provincia, por sua S. M.
Imperial que Dos guarde, etc .
Faz saber que, no dia 17 (hoje) do corrente, ao meio
da, e na porta da mesma, se hflodearrematarem has-
la publica, duas duzias de cordes de cabello, duas
ditas de aunis de dito e urna dita de pulceiras de di-
to, no valor de 16,000 rs., impugnadas pelo guarda
Joflo Manoel de Castro, no despacho por factura do
Didior Colambiez & C., sob n. 3253 : sendo a arre-
mataeflo subjeU ao pagamento dos direitos.
Airandega, 16 de fevereiro de 1847.
Miguel Archanfo Monteiro de Andradt.
Deca racoes.
-- O lllm. Sr. director do lyco, em cumprimen-
to 'a ordem do Exm. Sr. presidente, de 25 de Janeiro
prximo lindo, manda fazer publico, quo, da data
destea 60 dias, va i aconcursoa cadeira de primei-
ras lettrasdo sexo feminino da villa do Bonito, ins-
taurada pela lei provincial n. 181, de 5 de dezem-
bro doanno prximo passado : qualquer pessoa que
sequizer oppra mencionada cadeira dever com-
parecer nesta secretaria com as habilitaces do es-
tylo, para poder ser incluida na lista das opposito-
ras.
E para que chegue a noticia a todos, manda pu-
blicar o presente edital-pela imprensa. .
Secretariu do lyceo de Permambuco, 9 de feverei-
ro de 1817.
O secretario,
Jodo Pedro Puso* de Mello.
escrivflo e administrador da mesa de rendas
internas provincaes tem de remotter para o juizo
competente urna relacflo, contendo os devedores do
decima abaxo especificados, o que lera lugar at o
dia 28 do corrente mez : por isso os convida a vi-
ren) pagar seus dbitos, afim deevitarem ascres-
cidas despezas do juizo..
Herdeirosde Jos Pereira Lagos, Jos Higinode
Miranda, Joflo Venancio, Joflo Jos Barroso, Manoel
Elias deMoura, Antonio Tiburcio da Costa Monteiro,
Marianna Rita do Oliveira, Antonio l.uiz de Freitas,
Antonio Lino da Silva, herdeiros de Antonio Fran-
cisco Marques, Antonio Ferreira dos Santos, \ntonc
Flippe da Silva, Antonio Fernandos Vellozo, Anto-
nio Joaquim Goncalvesde Moraes, Antonio Baptista
Clemente, Antonia Bernarda de Souza, Anna Rufina
da Costa Monteiro, Anna Joaquina de Freitas, Anna
Joaquina da Conceicflo, Anna Mara Joaquina Silva-
na, Angelo Baptista do Nasciinento, Amaro Jos do
Carmo, Agostinha Maria da llora, Anna Joaquina do
Espirito Santo Graca, Catharina Francisca do Espi-
-------------..,._., v..ritoSanto, Joaquina Maria da Rocha, Francisco Pe-
siando lhe nflo restava mais que um gui, com-(reir da Cunta, Antonio Jos Gomes Arantes, An-
BIOCRAPIIIA DOS EXCNTRICOS.
He anda entre os Inglczes que se encontram
exemplos os mais notaves dessa parcimonia insen-
pestuosas noites, sata que secondemna a si mesma a oarnrpr .u,i^
durante as quaes acampamos: mas el, gloria cus- no meio da opulencia. Enlreuto.ar.rTtwJ.ieS1
tornaram celebres, limitamos-nosa mencionar John t
Elwes. Duas ricas successes elevaram sua fortuna
a propores collossaes: dcixou quando falleceul
mais de oitenta milhos de cruzados. Era propieta-
rio de quarteiresinteiros de Londres; mandava edi-
ficar sem cessar; o o augmento successivo da popu-
lacho da capital dobrava, trplicava, docuplicava o
valor dos terrenos em que elle especulava com tanta
fehcidade. E para elle, duas cadeiras escanceladas
s rels mesa eram toda a sua mobilia. Morava
tou-nos caro, como ver V. Magestade da lista das
perdasquesoffromos, o que tenho a honra de sub-
mettor i consideraQflo de V. Magestade. Amanhfla
tere de faze-lo d'outra das pessoas, cuja brilbante
conducta merece a real munificencia-
Senhor, a santa causa que defendemos, deu um
passo decisivo por meio da victoria de 22; mas a nos-
sa larefa anda nflo est concluida, e posso confiada-
mente asseVerar a V. Magestade, em nome dos bra-
vos que commando, que nflo descansaremos, sem
quehquerestabelecida em todo o reino a legitima
auloridadodes M. a rainha, e que s anhelamos,
custa de lodos os sacrificios, fortalecer o throno
constitucional sobre urna bise tflo firme que nflo se-
ja dado ao capricho de qualquer partido abala-lo
(Assignado.) Duque de Saldanha.'
bro de ie846.enera' 6m Torre8-VeUras. 25 do dezem-
prou um cenchramo, comeu-o preparado segundo
todas as regras da arle, passou duas horas nesse esta-
do de quietaeflo tflo recommendado por todos os au-
tores que escreveram sobro a digeslflo, e enfor-
cou-se.
E que diremos dosses nfatgaveis caminheros que
teem por inania caminhar a p? O capitflo Cochrane
foiateKamtschatka sem entrar em sege nem mon-
tar a cavallo, o voltou por Hespanha passando pelo
alto Egypto. No reinado de Jacques I, poca em que
as percgrinaccslnnginquaseram cheias de perigos
e difliculdades, Thoms Corryat percorreu igual-
mente a p a Europa e Asia, atravessou a Persa,
passou denodadamente alm do Ganges : adescrip-
cjlo da sua viagem oceupa tres curiosos voluntes.
De volta para a patria, Corryat, para quem o repouso
era um suplicio, turuou a partir com inteneflo do
emprehender um passeio a America; quera, dei-
xando os liures, ir, sempre a op, visitar os Pata-
ges. I'oz-si; a caininlio, e mais delle se nflo hnuve-
ram novas. Recentemente se-publicarain asviagens
de um ceg a quem a ceguera nflo impedio do visitar
S.-Petorsburgo e aples.
Escreveriamos um volume se quzessemos passar
revista a todas essas IcgiOes de excntricos, ermi-
tOes, viajantes, universaes, salteadores, jogadores,
cujas biographias sflo cuidadosamente aproveita-
das da outra parte do ca,nal. Um milionario abraca
por gosto a rroflssflo de"niendigo; outro fecha a ca-
sa a todas as mulheres, e passa 57 annos sem dirigir
palavra a filha alguma de Eva. E a qual se apartar
mais do trilho commum. -- He o cuito do individua-
lismo, o anfcrproprio, a c-rigem dessas cohortes de
ante-biographias britannicas em que cada um expOe
aos olhos do publico suas singularidades especiaes.
B. R.
f (Peridico dos Pobres do Porto, j
gelica Francisca de Azevedo.
Recife, 11 de fevereiro de 1847.
Clorindo Ferreira Cado.
Pela subdelegada de Iguarass se avisa a
3uemconvier, que exstem na cadeia dous pretos: ura
iz chamar-se Joaquim, e ser escravo de Joaquim
Ignacio, Portuguez, morador na cidade do Rio-Cra-
de-do-Norte : outro tambem Joaquim, e nflo diz
quem he o seu senhor. Iguarass, 15 de Janeiro de
1847.
Manoel Pereira de Moraes.
O professor de grammatica latina do collegio
das artes da academia de Olinda declara estar
aberta a respectiva matricula.
Publicacps Iliterarias.
Aslicoesde<;/M/tf,477C INGLEZA, recopila-
das e coordenadas pelo bacharol formado Vicente Pe-
reira do Reg, prole-sor no lyceo desta cidade, que
sflo o compendio da respectiva aula, acham-se igual-
mente adoptadas para a do collegio das artes prepa-
ratorias do curso jurdico de Olinda, por delibera-
cao da illustrssima congregaefio dosSenhores Untes
do mesmo curso, abaxo transcripta ; e estflo ven-
da na livraria da praca da Independencia, ns. 6 e8,
a prego de quatro mil ris.
CORRESPONDENCIA OFFICIAL IIAVIDA ENTRE OS
GENERAES SALDANHA E BOMFIM, EM rSSeE
CA A' CAPITULACAO DE TORItES-VEHAS.
lMIMAQAOAOCOttDB DE BOMFIM MU REDRR-SE COM A
FBCAS DO SIO COMMANDO.
S. Exc. o marechal duque de Saldanha me encar-
o. e,xc. o marecnai duque de Saldanha me encar- aconn Km ,,. ^ 7M ,sVa oe ,r ao
regou de intimar ao comm.nd.nte das rflrc-s cata- que nflo"l, ^ oZ ''T "T ""i16'8 cru C0UM
conadae dentro do castello desta cidade, J. *Bf.\^rZ^"'%^%
emum canto d alguma das casas que lite ficava por
alugar; nflo tinha criado, e por muitas vezes este
Cresus esteve a ponto de expirar em casa mingoa
e de fraqueza. Seu vestuario era feito de pedacos
que tinham sido Tarrapos; pormuito tempo trouxe
una cabelleira que apanhra n'um rogato, onde a
laucara um mendigo. N3o consenta Jheiimpassem
o calcado com receio que nflo so rompesse mais
depressa. Tendo levado um couce de cavallo, nflo
quiz chamar facultativo; oque Ihecustou caro, por-
que peorou a poni do se fallar em ampulacflo da
penia, e foi-lhc necessario pagar algumas visitas do
medico. Sustentara-se do cousas que difliciimente
osanimaeslocariam; para elle urna posta decarne
podre era papa-Una, porque o dispensava de ir ao
Em virtude do despacho om frente, do Exm. Sr.
bispo director, certifico que em congregarlo de 17
de noyembro 1846, foi apresentado pelo mesmo Exm.
Sr. bispo director um offlcio do professor da lingoa
ingleza do collegio das arles, no qual-pedia a con-
ocada"m cxnoelrega53?- s?u ,consenco Para P0'1*'- adoptar urna
.mquoca(iaum^expOe|^rammal|Ca Jng,eza recentemenle publicada pelo
bacharel Vicente Pereira do Reg, professor da lin-
goa ingleza no lyceo; em consequencia do que a
congregaeflo approvou, resolvendo que ella fosse
adoptada no referido collegio das artes. E por ser
verdade passei esta, a vista do livro das actas das'con-
gregares desta academia
c Secretaria d'academia jurdica da cidade de Olin-;.
da, 22 de Janeiro do 1847. 0
O bacharel Eduardo Soares d'Albergara,
" Secretario interino.
COMME8CIO.
Alfandega.
REND1MENTO D0DIA16.......3:957,504
DESCABREGAV BOJE 17.
Hyatehspadartetumo e charutos.
Bngue-flranrfy-ir'ine-farinha e bolachinha.
Palacho-Paarfora-bacalho.
BrigueBeaujeu mercadorias.
Brigue-Jaint-7?ay-idem.
^^n^-----------------.t .. .
ilSoviiuenio do Porto.
comprar guarda-chuva.arrosUva horoicaroente chu-
n tm navios entrados no dia 16.
i arahiba ; 24 horas, hiate brasileo Pureza-d-ilta-
rta, de 24 toneladas, capitflo Bcrnardino Jos Ban-
deira, equipagem 5. carga couro, algodfioe toros
de mangue; a Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Idom ; 24 horas, hiate brasileiro h'tor-da-V ir ludes
de J6 toneladas, capitflo Elias do Rozario, equipa-
gem 3, carga toros de mangue ; ao capitflo. '
Nu*io$ sahidos no mismo dia.
A obra elementarLicesde Eloquencia Nacional-
pelo padre mestro Miguel do Sacramento Lopes Ga-
ma vai ser adoptada como compendio de rhetorica
no collegio das artes do curso jurdico de Olinda, e
bem assim no lyco, onde o mesmo padre mestre
est encarregado de reger interinamente a dita ca-
deira durante o impedimento do seu proprietario.
Aleiu da loja do Recife o da botica do Sr. Bartholo-
tneo vende-se na loja de livros do pateo do Colle-
gio o. 2, a 5,000 rs. cada exemplar de dous voluntes
encadernados.
Como finalisassemos a primeira serie da nossa, re-
vista, o Pboesso, e pretendamos dar a segunda so-
bre novas bases, fazcmwo presente para que os Srs.
subscriptores fiquem inteirados das condi^es da
respectiva assignatura.
OPbogbesso sahira d'ora em vante urna vex por
iiwJa.i.n.1.. Z mumot,ttM- mez, n'um folheto de 48 paginas em 8 grande- a
R.o-d-J.nro; paquete ingle, Penauim, capillo'ultima parte da revista segConsagrlda f publica-
MUTILADO I


to romances dps mais celebres escrlptores mo-
f o0 preco da assignalura ser 2,000 rs. por
mestre, pagos adsntados.
Irl(r ilSCreve-so na livraria da praQa da Independen-
ns a8, no Aterro-da-Boa-Vista, loja do Sr
rVin'rdon, e no Recite, loja do Sr. Cardozo Ayres.
i'pha-so no prelo o 1. numero d 2.* serio.
KcM A.P.de Figueire4o.
Avisos martimos.
Jara o Ro-Crande-do-Sulsahr breve o veleiro
hriue Animo-Grandt,>or ter o seu carrega ment con-
,,.Mo ; recebe escravos, bera como passageiros,
no que lem bons commodos: quom pretender
JJtenda-se comAmorim lrmllo, na ra da Cadeia,
n__'paraoAss pretende seguir viagcm com bre-
liiTde o brigue-escuna Henriqueta, e tocar nos Tou
L c Calssara, havendo carregadores para estes por-
L e para todos trata-se na ra da t-adea, n. 17.
segundo andar, ou como mestre a bordo, ou no tra-
P Para Lisboa shir, eom a possivel brevidade,
o brigue portuguez Vetlal, capitflo Jo.to da Costa
Neves- qucm nolle quizer carregar ou ir de passa-
rem dirija-se a ra da Cruz n. *5, a casa de Nascl-
mento&Amorim. .....
Para a Iba de S -Miguel partir, ate 8 do mez
uroximo futuro, o brigue brasileiro Espiriio-Sanlo,
' oulr'ora Fiel) forrado e encavilhado de cobre e do
boa marcha : para carga ou passageiros oflerece ex-
celentes commodos: os pretcndentes tratem com
o consignatario, Firmino Jos Flix da Rosa na
ra do Trapicho, n.H, ou como captao, Alexan-
dre Jos Alves.
Para o Aracaty sane em poneos das a sumaca
Carlota, por se achar com a maior parle da carga a
bordo, e para o restante da carga e passageiros tra-
i-se com o mestre, Jos Conc.al.ves Simas, outom
luiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para o Porto sahir com brevidade a barca Bel-
lo-Pernambucana, por ter parto da carga prompta;
quem nella quizer carrejar ou ir de passagem, para
o que lem excellentes commodos, dirija-se ao capi-
tiJo ni praca,ou ao consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na ra da Cadeia do Recite, n. 51.
0 patacho Oliveira pretende sahir para oRio-
(;rande-do-Sulatodia20docorrente: quem tiver
escravos a embarcar dirija-se a tratar com JoSo Vaz
de Oliveira, na ra da Cruz, n. 51.
0 brigue Paquete-de l'ernambuco segu com bre-
vidade para o Rio-Grande-do-Sul; tem bons com-
modos para passageiros, e recebe escravos a frete :
quem pretender qualquer das cousas entenda-se
rom Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Para Lisboa sahe, com a possivel brevidade, o
brigue portuguez S.-Domingos, por ter a maior parle
da carga prompta: quem no mesnio quizer carregar
ou ir de passagem, para o que offerece bons commo-
dos, dirija-se aos consignatarios, Mendes & Tarrozo,
ra da Cruz, n. 54, ou aocapitto, Manoel Connives
Viflnna, na praca do Commerco.
Avisos diversos.
LOTEKA
da ha frise
DA CIDADE DA VICTORIA.
Acha-se novamenle designado o dia 26 do corren-
te mez para terem andamento as rodas desla lotera,
enilo obstante a difllculdade na venda do resto dos
respectivos bilhetes, causada pela falta de notas ele
pequeos valores que facilitem os trocos, todava
espera o thesoureiro que sera eflectuada a referida
venda, e que o da marcado nio ser espacado. 0
restante dos bilhetes acha-so venda nos lugares
j annuncados.
- llavendo-se amigavelmente dissolvido a socie-
dade quegyrava nesta prac,a sob a firma de Cucdes
& Mello, em uina loja de miudezas sita na ra da
Cadeia-Velha n. 9 ; o socio Manoel Fernandes fiue-
des fez venda de sua parte ao socio Antonio Lopes
Pereira df Mello (cando este com o estabelecmcn-
(o e enrarregadu de piigar todo o passivo que a ex-
tincla iirma deva at o prmeiro do correle mez,
no devido.termo de seHS venCmentos ; nflo sendo
responsavel osocio Cuedes por mnis qiiantia alguma,
alm daquelle passivo nos seus devidos yeneimen-
tos, se nflo terem pagos pelo socio Mello, c nflo sendo
permittido a nenhum dos socios firmar de hoje ern
(liante a extncia Iirma social. .
Perimmbuco, 15 de fevereiro de 1847. Manoel
Frrnaiides Gutdei Antonio LopesPereira de Mello.
Veriatode CarvalhoTavares, tendo de retirar-
se para Lisboa e como nflo possa despedir-se de
seus amigos, pela brevidade do lempo o faz pelo
presente offerecendo o seu diminuto prestimo na-
quella cidade. t
Kofta-seaoSr. Antonio Bar-
boza Cordeiro de Gusmo, senhor
do engenho Purgatorio, liaja do
mandar concluir o negocio que
nao ignora, na ra do Crespo, loja
de Jos Joaquin da Silva Maya.
LOTERA DO RIO-DE-JANEIRO.
AOS 20:000,000 DE RES.
Chegaram bilhetes, meos, quarlos oitavos e vig-
simos da lotera das salinas de Cabo-Fno; e anda
exstem quartos. oitavos e vigsimos da matriz ao
Cear : no Recite, loja de cambio do Sr. Vieira. A
elles antes que chegue o vapor com a lista.
N. B. O prmeiro vapor que chegar do Rio-de-Ja-
neiro s troz a lista da lotera a benelicip da malnz
do Ceari. j
Aluga-seuma preta escrava que cntenda de
vender miudezas : na ra da Gloria n. 98
Aluga-seoandarterrep ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muito asseados
'ommodos para morada de homem solteiro ou de
p'ouca familia: quem o quizer alugar dinja-ae ao
mesmo sobrado qualquer hora.
_ Piarua Nova.n. 32, loja de Carlos Hardvou-
rives acaba-sc de receber pelo fwar.chegado ultima-
renU"SnHndoMrtimenlo de obras.de, ouro de
le, como acjam : aderemos, brincos, puj'80 ?
y.ntilhas; eum grande sorttmen o de o**
ierra ; camafeos propnos para alnetese brincos,
om seren encasloados. -,,,! ffiTmir^usaTIirn'lc.BT verrtadeiras plulas ye-
ferece para ensinar primeiras leltras e francez:
quem do seu prestimo se qu i ser utlsar, srva-se
procura-lo das 7 as 9 horas da manhSa, e das 3 as 6
da tarde.
l --- Roga-se ao Sr. Policarpo Jos Layme que ha-
la de apresentar esses documentos que comprovem
a sua verdarfo, para o publico flear sciento em quem
deve oahir a culpa, c saber-se com clareza, se ha
imitacflo ou negado de Iirma.
~ Pergunta-seaoSr. Policarpo Jos Laymo por-
que deixou de repetir o seu bello annuncio de imi-
tacfio de firma ? Ser porque conhecou a imitaeflo da
mentira ? Responda ao Especulador.
Pelojuizodo civel da primeira vara desla cida-
de, tem de se arrematar urna parte do sobrado da
praga da Boa-Vista no valor do 305,000 rs., por
execuc3o de Antonio Pinto de Azevedo contra o ca-
pitflo Ignacio Francisco Pereira Dutra e hoje contra
a viuya do mesmo c tutor da menor Thomazia, j
habilitados: os lidiantes podem comparecer na pra-
ca: ebemassi ni a terca parte do sitio de trras pro-
pria, com arvure du fructu, no lugar da Boa-
Viageai, avalado em 666,680 rs.
Agencia de nassaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista loja n. 48, continuam-se a tirar passapories
tanto para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham -se escravos : tudo com brevidade.
A ofilcina de nncadernai;3o que o padre F. C. de
Lomos o Silva dirige em a ra de S.-Francisco, an-
tigamente Mundo-Novo, n. 66, acha-se prvida de
todo o necessario para o bom desempenho de qual-
quer obra de encadernaQilo por mais rica que seja ;
assim como tem 3 aprompta qualquer emblema ap-
propriado as masmas obras.
rA viuva do fallecido Antonio Ferrei-
ra de Vasconcellos vende, para pagamen-
to de seus credores, urna casa de sobrado
de un andar com solio, tendo 35 palmos
de frenle e 85 de fundo, acabada por lora,
com vidracas, e dentro assoalbada e forra-
da, com portas e encbames, faltando ape-
nas algons tapamentos: outra pegada, de
iguaes dimenses, acabada por fra, e en-
vidracada, smente tra\ejada por dentro;
un caixao de alicerce para duas mo-
radas de casas, de 62 palmos de frente e
7 a de funlo; todas com quintal emaberto
do terreno de sua frente, e 291 palmos de
fundo com camboa por dentro do quintal,
sendo os daos foreiros: finalmente, um
terreno no mesmo alinhamento, com 3i3
palmos de frente e o competente fundo, e
camboa que fica no centro : tudo situado
na frente da estrada que vai para a Magda
lena, e faz esquina com a que vai para o
Remedio. Os pretendentes podem-se en-
tender com B. Lasscrre 6c C, na ra da
Senzalla-Velba, n.i38.
Nos abaixo assignados, credores do fallecido
Manoel Cavalcantede Albuquerquc, temos encarre-
gailoaoSr. Manoel Pinheiro de Mendonga para re-
ceber as fazendas existentes no deposito, no curato
do Bom-Jardim, assim como em qualquer oulra par-
te que existam; e igualmente encanegamosao mes-
mo Sr., da cobranca das dividas que ao mesmo fal-
lecido eslflo devendo tanto no mesmo lugar como
nesta cidade, e pedimos as autoridades da comarca
do I imoeiro, se dignem de conservar ditas fazendas
anprehendidas no mesmo deposito, ate que compe-
tente e judicialmente se mostr o dir.-Ko que assiste
aos mrsmos abaixo assignados. Recite, <
reiro do 1847. Polos Srs. J. Keller & (.., 6. ttalck.
- Adaman Howie & C. Por procuragflo de L.
ilrueuire, Hegord.
D-sedinheiro a premio sobre penhores : na
"1- Sr. Francisco Nunes dos Santos, official de
carpin, que dizem estar morando na Soledade, ver
nha entregar a casa onde morou na esquina da ra
do Nogueira.
James Spuers, subdito inglez retira-se para
Inglaterra.
Manoel Jos Vieira de Araujo rctira-sc para as
AlagOas. ,
Pede-sea quem achou urna caixa de prala (mu-
rada com a lampa de madre-de-perola de levar a
ra do Crespo, loja n. 12, que ser recompensado.
Roga-se aoSr.J.L. B F., morador na ruada
, hajado pagar 1620 rs resto dadespezaque tez
em S -Amaro, no botiqum do Fogareiro, com
seu amigo frade, e amigos O r#i Herodes.
__Fornandesde Lucca avisa aos seus freguezes e
ao publico que despedio no dia 16 do jrrente o
seu caixeiro Manoel Jos dos Santos Jonior.
_ Jos Comes Leal embarca para o Rio-C.rande-
doSul, d ordem do vigario Jo3o Evangelista Leal
Perequto a sua escrava de nome Raquel.
- Precisa-so de um rapaz de 12 a 16annos, para
caixeiro de urna venda que tenha pratica da mes-
ma e que d fiador a sua conducta; p.ois agradan-
do .nflo havera duvida em se lhedar algum inte-
resse na mesma venda : no Atcrro-da-Boa-Vista,
V8IL Vsr Antonio Jos Riboiro da Silva Cuimarfles
queira despachar hoje 18 rolos de fumo que vic-
ram da lahia no hiate Flor-do-Pea fe.
.** He chegado a loja de terra-
Desnecessario he repetir a boa aceitadlo e acolhimen-
to do respeitavel publico; pelo que o mesmo abaixo
assignado deixa do o fazer, continuando a 800 rs.
por caixinha com o seu competente recoituario, na
ra da Cadeia-Velha, botica de
Fcenle JosideBrito.
AO PUBLICO.
Em mn crescido numero rontavam os mdicos
at agora molestias incuraveis, contra as quaes s
era permittido ao paciente resignaeflo para soffrer
ura mal de que j nflo havia esperanzas de poder li-
berta-lo, c ao medico philantiopico a dor de ver
muilos de seus semelhanlcs, victimas de enfermida-
des, contra as quaes so declarava impotenle, po-
dendo apenas lamentar a fraqueza da intelligencia
humana. Mas, gracas aos progressos da medicina,
gracas ao zelo de homens incansaveis que, nao des-
esperando dapertectibilidadedasciencla, se teem de-
dicado investigar;iio de remedios que poftsam al-
liviar humanidado de alguns males que a afiligem, o
numero das molestias reputadas incuraveis vai de
dia em dia diminuindo. Assim, char depois de
longos trabalhos, de profunda meditacilo e reitera-
das experiencias, medicamentos que nos resttuam o
uso dosdous maisimpnrtantanlcs sentidos, de que
he dotado o homem, quando estes j seachavam no
supposto estado de incurahilidade c inteiramcnle
perdidos, he porcerto um dos maiores servicos, que
se [india prestar humanidade; eis o que eslava re-
servado um homem philantropo da cidade de Rra-
ga, em Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus
semelhautes se lem feito geralmente conheccr. Os
remedios que ora offerecemos ao publico, nflo cn-
tram na classe d'aquelles que o vido e ousado char-
latanismo inculca com mucos e descompassados
irados, c que o crdulo vulgo por ignorancia rece-
be na boa te e som discernimenlo,achaiido-se depois
Iludido; tem porem de oceupar mu distinelo lugar
entre os medicamentos que maioresbeneficiospres-
tam ao homem: conslam ellos da dissolueflo aquosa
de extractos de plantas medicinaes, de virtudes mu
reconhecidas e verificadas. O longo uso, as conti-
nuadas e severas experiencias, a que por toda a par-
te teem elles sido submettidos, sem que urna s vez
hajam falhadn em scus bons efieitos, e desmentido
as esperanzas que sobre elles havia fundado n seu
inventor, Ihc teem grangeado constantes e repelidos
elogios dos mais sabios e respeitaveis mdicos, as-
sim da Europa, como da America, que unsonos
abonam e proclamam sua acQflo sempre certa e be-
nigna. Um desles licores he destinado a combater
as molestias de olhos, c tem por principal virlude
restituir uos orgflos da vsflo suas runccOes; reani-
mar e fazer reapparecer em sua natural perfeicflo
vista, quando esta esliver fraca ou quasi extineta,
com tanto, porem, que nflo haja cegueira absoluta
com dcsorgaifisacto das parles; nflo menos til c
enrgico he para desfazer ascalaralas, destruirs
nevoas e de prompto debelar qualquer inflammacflo
ou vermelhidflo dos olhos. Nflo causa dor, nem es-
timulo na parte.
Outro liquido restituc a faculdadc de ouvir os sons
ao ouvido tocado de surdez, anda que inveterada,
urna vez que o mal nflo seja de iascenqa, sem causar
em tempo algum o menor incommodo aodoente, e
som priva lo de cuidar em seus negocios.
1NSTRLCCES PAPA O ESO DOS REMEDIOS.
O dos olhos ewprctju-se do modo seguale :
Odoentepcla manhfla, emjejum, urna hora pou-
co mais 011 menos depois que erguer-se do leilo, to-
mar sobre a palma da inflo pequea ponjflo daquel
la agoa; e com ella niolhara bom os olhos, fazendo
que algumas gottas caiam sobre o globo ocular :
Bm os I impar, os conservara moldados ale que na-
turalmente cnxuguem : ao deilar-sca noite pratira-
r o mesmo : durante o lempo que usar do remedio
evitara o calor, aceflo do fuinaca o o vento; fara abs-
tinencia de comidas salgadas, ozedas e adunadas
com especiaras.
O remedio dos ouvidos ser applicado do modo que tema .
amigos e freguezes a preferencia rom que teem si
do por elles honrados, e assegurar-lhes que n.<>
'pouparfio estercos nem dHtgenfias para continua-
rem a merecer a sua eonfianca.
Aluga-se urna boa casa terrea, com 4 quarios,
2 salas, quarto separado para pro tos e casa para ba-
nho, grande quintal com parreiras e figueiras, ro-
manzeirase militas maisarvoros de fructo; comea-
cimba dagoado beber, a melhor quo so lem visto;
no principio dn estrada dos Afililos, pegado ao sitio
que foda SrD. Liurianna; outra casa terrea com
sotflo corrido muito arojado, no becco do Sengado:
trata-se na ra da Cadeia do Recite, n. 25.
Compras.
Compram-se hoje cdulas
de 20.^000 rs. encarnadas: na
ra da Cruz do Recife, n. 26.
CoinpiH-so a Ch) mica applcada as artes : na
praca da Independencia n. I.
Na ra da Cruz.n. 51, prmeiro andar.compram-
se escravos para o Rio-Crande-do-Sul: sendo mole-
quos, negrinhas o algumas pretas engommadeiras.
costo reirs ou mesmo cozinheiras.
Compram-se alguns escravos, com ollicios de
pedroiro, carpinleiroecalafate, para fura da pro-
vincia ; sendo vistosos e agradando, pagam-se bem :
na na da Cadeia do Recite, n. 45.
Anda se contina a comprar cobras de viado
vivas para remedio : na praca da Boa-Vista, n. 3-_>,
segundo andar.
Compram-se escravos mocos, bons carpinaso
pedreiros.eontrosdeservieodc campo : na ra Di-
reita, sobrado n. 29.
Compra-so toda e qualquer partida de vidro brau-
coquebrado: na vend da esquina da ruada Alegra,
por detrs da >groja da S.-Cruz.
-- Compram-se, para fra da provincia osera
vos de ambos os sexos, com olcios e prendas ; sen-
do de bonitas figuras pagam-se bem: na pracinha
do Corpo-Santo, n 66.
H5
Vendns.
gens de Jos Luiz Pereira, na ra
vova, n. 16, um novo sorlimento
de panellas, chaleiras, cassarollas
e frigideiras de ferro, sob porce-
lana : os sentares que teem 'eilo
encommendas, queiram appare-
cer com lempo.
MUITA ATTENCAO! !!
O abaixo assignado tem a distincta honra deaiinun-
car ao respeiUvel publico desta cidade, caosi habi-
tantes cmgeral da provincia de Pernambuco, que
acaba de Ihc chegar de Boston, pelo briguo america-
no Cathet, entrado no corrente mez de fevereiro, duas
raixas cora caixinha de ptelas vegetaes do doulor
Brandret. O mesmo abaito assignado ufana-se ao
Odoente pela manhfla, urna hora pouco maisou
enos depois de erguer-se, ainda em jejum, tara
derramar dentro dos ouvidos quatro ou cinco gotua
do liquido, tapando-os depois com algoduo em ra-
ma ; a noite ao deitar-so repetir a mesma operaeflo.
Durante o uso do remedio evitara expor, os ouvidos
principalmente, a ac?flo do calor o do vento, ahm do
evitar grande transpiracjao, havendo cuidado em nflo
devo ahs-
grande transpira^ao,
molhar os pos cni agoa fra; finalmente
ter-se de comidas salgadas, a/.edas c adunadas.
Estes remedios eslflo a venda na botica de Bartlio-
lomeo Francisco do Souza, na ra larga do "ozar.o
n. 36, nico deposito em l'ernambuco, pelo proco
de 2,000 rs. cada vidro.
Fabrica rfc machinas e fund*
cao de ferro na ra do
ruin, no Recife.
McCallum&Companhia, engenheiros machinis-
tnse fundidores de forro, mu respetosamente an-
nunciam aos Srs. proprietariosde engenhos tezen-
deiros, negociantes, fabricantes o ao respeitavel
publico, que o seu estabelecimento de ierro, mo-
vido por machina de vapor, se acha em eftecl.vo
exercicio, e completamente montado com appare-
Ihos do primera qualdade para a perfeita contec-
co das maiores pecas de machinismo.
Habililados para emprehenderquaesquer obras da
sua arle Me Callum & Companbia dosojam mais
particularmente chamar a allcngflo publica para ns
sesjuintes por serem ellas da maior extraecflo nesta
provincia as quaes construidas na sua Mrica po-
dem competir com as fabricadas em paz estrangei-
ro tanto em proco como na qualdade das materias
primas e mflo d'obra, a saber :
Machinas de vapor. j ...
Moendas do cannas para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaos.
Rodas d"agoa c serraras.
Manejos independentes para oavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzose chumaeeiras.
CavilbOes c parafusos d; todos os tamanlios.
Taixas, crivos e boceas de ternalha.
Moinhos de mandioca movidos a mflojou por ani-
maos e prensas para a dita.
Foges o temos para cozinha.
Canos de ferro, tornelras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas e de repuxo.
Guindastes guinchse balances romanas.
prensas hydraulicas e de parafuso.
Forragens para navios, carros, obras publicas, ele.
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar carias e de sellar.
Camas do ferro, etc.
Alcm da perfeiqflo das suas obras, Me Callum &
Companhia garanlem a mais exacta eonformidado
eom os moldes e desenhos roinettidos pelos Srs que
se dignarem de fazer-lhes eneommendas ; aprovei-
tando a occasiflo para agradecer aos seus benvolos
Romance.
Vende-sc, na praca da Independencia, livraria ,
ns. 6 o 8 o excedente romance, chepudo ha pou-
co do Rio-de Janeiro, que lem por titula
Viute Anuos Depois
ou
Os Tros Mosqueteros,
por
A. Dumas,
em 11 volumen. _
-- Na loja de Guimares Se-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
dem-se cassig finas, largas e fran-
cezas, pelo barato preco de 480
rs. a vara; chitas francezas, lar-
cas a 280 rs. ocovodo.
= Vrndom-sr inorndas do forro para engenhos do ai-
ucar. para vapor, agoa c beatas, de diversos tainanhos,
por pro90 cnuunodo o igtialiiirntc taixas de ferro coado
e balido, do todos os taiiianlios : na pr.ija do t:orpo-San
to, n. II, fin casa do Me. Calmont Si Companhia, ou na
ruado Apollo, arinazrm, n. 6.
It ua do {ueiniado, n. 1.
Na loja nova tic Kaymun te aclia-se um completo sortimcjito de
fazendas finas, por menos de seu valor ;
britn trancado de linho, com lislras, para
calcas ; chapeos de sol de seda ; platillia
de linho ; brelanha de dito ; etambem
algodo doblado, propro para saceos
ou rotipa de escravos.
CllCtlI.ATE DE SAUDE,
ATF.RR0-DA-B0A-V1STA, NA FABRICA l>E LICORES.
I1F. FRKnKRICOtllAVFS.N. 2B .
ha scinpro uin.grniidosnrtiiiienin de chocolate de todas
as dualidades MoMhl preciso diteras boas quali-
d.idt"i, por ser ronhroido e por sor bem superior a
ou nos quaesquor que tocm vlndo c que vrem das 011-
tras provincias do iuiperio como umbein da Europa ,
porque o mesmo fabricante nao te tem poupado a tra-
badlos para o obler superior a todos os que podem so
apresentar. Oaprcfosdas qualidados sao : saude ca-
nrlla c baunilhaa l#000 rs. a libra. F.sle ultimo se acha agora mui co-
nhocido o em toda a F.uropa acha-se mui vangloria-
do, por suas virtudes tnicas; c por este motivo torna-sr
mili necessario nos pal7.es qucniei, onde sempre se pa-
deeem as frouxide.de estomago c nos quaes os Ini-
cos se lornam indispensaveU. fia mesma fabrica ha li-
cores de todas as ualidadcs e de lodos os procos com
ricas tarjas donridas, c por prejo mais commodo do
que em oulra fabrica ; genebra ago'ardeBtedo reino .
di'a de anix dita de Franca, cm ranadas ou em garra-
fas ; vinagre braneof tint muito forte, a iOO e .i00
rs. a ranada ; espirito de vinhodc SOgros.
N. B.-Qucm comprar o chocolate cm arrobas, o obte-
r mais em conta.
JS a loja de Guiraares Se
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S -Antonio, n. 5, ven
dem-se lencos de vapor, de pa-
droes modernos, pelo barato pre-
co de 480 rs, cada um ; lencos
francezes de cores linas e fixas ,
fingindo seda a 480 rs. cada um;
brim escuro Irahct'z trancado, de
puro linho, a 720 rs. a vara,
ros tomantes da boa pitada.
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro, pelo ultimo
vapor, urna nova remessa do superior rap Principo
Imperial, lie escusado tecer elogios a este rape, pois
o seu autor he o mais perito fabricante que ha na-
quella corte. Vende-sc as tejas dos Srs. Victorino do
Castro Moura na ra dosQuarteis; Joaqum Mon-
teiroda Cruz 6t Companhia, ra do Queimado; An-
tonio DominguesFcrreira,r.ua do Crespo, o na do
Fraucisco Joaquim Cardozo.
r


I
-
1
A
Pannos pretos finos
e novos na loja; setim macan sem mistura ; cha-
peos de sol, com hastes de ac; chales e mantas de
seda e de lila eseda; casimira preta elstica ; cha-
peos linos francczes ; tudo por menos de seu valor:
na ra do Queimado, n. II, loja nova de Raymundo
Carlos I.cite.
Vendem-so 3 escravas, sendo urna dellas criou-
la,dbannos, perita lavadeira; urna parda de 93
annos; urna cabra do 25 annos, propria para todo o
servigo, por ser forte e sadia muito principalmen-
te para engenho : no largo do Forte-do-Mattos, n. 6.
Vende-se cha preto, o melhorque ha em cai-
xinhas de 16 libras, proprias para familia: na ra
do Trapiche, n. 8, casa de Henry Forster & Compa-
rtira.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO.
Vende-se completo sortimento de urna a 16 e bo-
gias de 4,5 e 6 : no armazem de Alves Vianna na
ruadaSenzalla-Veiha, n. 110.
Vende-se, ou permula-se por um sitio perlo da
praga urna cxcollento casa terrea com bastantes
commodos para urna grande familia, sita nesla pra-
ca : na ra Imperial, n. 9.
lj] Vende-se na ra da Cruz, n. a3,
In cera em velas, de urna das melho-
[r*i res fabricas do Rio-de-Janeiro ,
[j|j sortinienlo vontade do compra-
(jl| dor, em caixas pequeas, e por
LL preco mais barato do que em ou-
Mt{ Ira qualquer parte.
Vendem-se bichas grandes e tambem se alu-
pam, por prego commodo no Atcrro-da-Boa-Vista,
na primeir venda ao pe da ponte, n. 2.
Na ra co Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquina
da Suva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nnbreza
rxa, muito superior e muito propria para capas
doSr. dos l'assose outras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido de sonhora ; meias de seda pre-
tas e brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para liomem como para senhora ; luvas
descila; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito fina; lencos de
camhraia de linho bordados, para senhora, dos mais
finos que ha por muito barato prego; esguiflo de
puro linho e muito lino; platilha de linho ; e outras
nimias fazendas que sero patentes aos comprado-
res e por barato prego.
Vende-se a/eile lino ile gerselim, para comer e
para luz : no deposito de azeile de carrapalo na ra
da Seuzalla-Velha, n.110.
jSovo panno de linho, a 600
rs. a vara.
As pecas silo de 15 varas e he melhor que o pri-
meiro; alpaca fina preta, a 800 rs. o covado; los
pretos mudo baratos : chitas em cortes ; riscados
francezes; sarja hespanhola superior; e grande sor-
timento de fazendas de todas as qualidades e bara-
tissimas : na ra do Queimado i
Ha) mundo Carlos I.eite.
11, loja nova de
Attencao
Cunha & Amorim teem para vender potassa russian-
na nova,de superior qualidade, que vendem por ba-
rato prego, para fechar contas; cal virgem de Lis-
boa em ancoras e barriquinhas : na ra da Cadeia-
Vellia, n. 50.
Vende-se a verdadeira sarja de seda
hespanhola, a mais superior que tem
apparecido; chamalole de seda para col-
lele ; sedas pretas lisas e lavradas ; se-
mine tim preto deMaco; superior lo de li-
8 nho preto; panno preto muito fino ; e
outras militas fazendas proprias para
a quaresma por prego mais em conta
do que em outra qualquer parte : na ra
do Queimado, nos qualro-canlos, casa
amarella. n. 29.
No armazem da ra da Moeda n. 7, conti-
nua-se a vender sal, em grandes e pequeas por-
ches a vontade dos compradores.
Vendem-se 10 barris de agoa-raz recentemen-
techegados: em casa de Henry Forster c Compa-
nhia, na ra da Trapiche, n. 8.
Vende-se sal to Ass, bem grosso e claro : a
bordo do brigue Paquete-d*- Pernambuco.
Vendem-se dous lindos moloques de 16 a 18
annos ; um dito de 7 annos; um pardo de 18 annos,
ptimo para pagein e que he hbil para todo o ser-
vico; umditode lOannos; duas pretas de San-
nos com algumas habilidades ; urna dita de ida-
de, por200,000 rs. : na ruado Collegio, n. 3, se-
gnndo andar.
Vende-so, ou permuta-so por um pequeo si-
tio perto da praga urna casa terrea, sita na ra da
Conceigflo da Boa-Vista : na ra larga do Rozario,
n. 20.
Chitas de cores fixas, a 120
rs. o covado.
Vendem-se chitas de cores fixas e de bonitos pa-
drees a seis vintens o covado e a quatro mil ris a
peca : na rus do Crespo n. 4, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Vende-se cera lavrada do Rio-Je-Janeiro, om
caixas, a 1100 rs. a libra : no armazem de Joaquim
Jos de Amorim, ra ra da Cruz, n. 45.
Vende-se a Historia Universal, pelo abbade
Millot, em bom uso ; na ra da l'nio, n. 4.
Vendem-se escravos chegados ltimamente
do Aracaty de 4 a 30 annos do ambos os sexos ,
com diversas habilidades sendo : coslureiras, en-
gnmmadeiras,cozinheiras,carpinas e pedreiros,todos
por prego commodo : na ra da Cruz, n. 51, ou na
ra do Trapiche, n. 6.
Vendem-se urnas casas terreas, sitas na ra
dos Quarteis, ns. 17 e 19 : na ra da Guia n. 15, a
fallar com Joan de Souza.
Vende-se urna preta queengomma, cose e faz
todo o mais servigo de urna casa : na ra do Cabu-
g, n. 16.
A <2500 rs. o covado!
Na loja de Guimares Serafim
& Companhia confronte ao ar-
co de S.Antonio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem pe
lo, finas de lindos padres <
pretas, pelo barato preco de 2500
rs. o covado ; ricos cortes de cha-
li de la e seda, com barra, a doze
mil rs. o corte.
Vende-se urna porcao de canos de
zincoj servidos, por preco muito com-
modo : na ra da Senzalla-jNova, venda,
tt. 7.
VENDEM-SE ESCRAVOS BARATOS
Um molecole de elegante figura de 20 annos ,
ptimo canoeiro, tanto de vara como de vela o qual
nflo se duvida dar para se experimentar, e tambem he
bom pescador e muito hbil para qualquer servigo
queso llie encarregue ; um preto de 40 annos, bom
canoeiro de vara por 320,000 rs.; um dito de 36
annos, muito forte e sadio, c que he canoeiro,
por 380,000 rs. ; um dito bom para o trabalho do
campo e que he muito humilde e forte, por 250?
rs.; urna preta de nagifo, por 450,000 rs.; urna dita
denagiio, que engomma e cozinha, por 460,000
rs.; urna dita de nagflo Baca de elegante figura e
que he boa quitandeira; urna dita de 25 annos, que
engomma, cozinha cose, he muito fiel e nao tem
vicios : na ra das Larangeiras, n. 14, segundo an-
dar.
Vende-se urna bomba desicupira nova, e que
tem dous apparelhos, muito propria para navios,
ou mesmo para cacimba porque esgota muito agoa:
na ra da Senzalla-Nova, n. 7.
Queimado-, com frente para o pateo do Collegio, n.
33, segundo andar.
Vende-se um bom moleque de nagSo Angola ,
para (ora da provincia : a ra do Vigario, n. 8.
. --Vendem-so bichas do superior qualidade, e
tambora se alngam : na ra do Vigario, n. 8.
Vende-se na ra larga do Rozario, n. 96 primeiro
andar.
Vende-se um mulatinho bem claro excellen-
te pagem por j ter-se exercitado a este fim; he de
elegante figura, e de 14 a 15 annos: o motivo da ven-
da se dir ao comprador, pois nflo so vende por acha-
ques nem defeitos: na ra da Gloria, n. 89.
l\Ta ra do Crespo,
loja n.1'i. de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se alpaca preta a 800 rs o covado; dita muito
fina, preta e de cores, por barato prego; merino
preto, muito superior; panno fino preto e de co-
res ; casimiras elsticas, de duas larguras para
caigas, a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurSo de se-
da ; setim para collete; tudo por prego commodo ;
fustes para colletes; e outras muitas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de senhora;
tudo pelo barato.
- Vende se na ra Nova, n.50,
um alambique e urna serpentina
para licor.
Vendem-se tres negrinhas de 16 annos ; 5 di-
tas de 22 annos, entre as quaes algumas engommam
e cozinham : 3 escravos mogos, do servigo de cam-
po ; um bonito molecoto quo cozinha bem: na ra
Direita, n. 3.
Vendem-se riquissimas fitas de seda, do ultimo
gosto, para cinteiros e chapeos ; luvas de pellica,
seda castor efil, para hornera e senhora, das mais
modernas; cartas para voftarete ; ricos-suspenso-
rios de seda com borracha; bicos pretos e brancos
finos; lencos de seda para grvalas, e para senho-
ra do ultimo gosto; meias de seda, de patente ,
brancase pretas; eoutros muitosobjectosde gosto:
na praca da Independencia, n. 39.
Vendem-se obras do ourode varios gostos,
proprias tanto para homem como para senhora : na
ruado liangel, n. y.
Vendem-se duas vaccas gordas, com bezerros
ou sem elles, as quaes sao boas de leite, por prego
commodo : no Aterro-da-Boa-Vista, fabrica de li-
cores, n. 26.
Gaz.
Loja de Joao Chardon ,
Uerro-da-lloa-Visla, n.S.
Ncsta loja acha-se um rico sortimento de LAM-
PEOES PARA GAZ com seus competentes vidros, ac-
cendedores e abafadores.
EslCS CaildicrOSsflo os melhores e
mais modernos que existem boje: recommendam-se
ao publico tanto pela seguranga e bom gosto de
sua boa confccgflo, como pela boa qualidade da luz,
economa e asseio de seuseivigo.
i\a llieMlia loja os consumidores sem-
preacharSoum deposito de GAZ, de cujo se alan-
ga a qualidade, e em porcao bastante para o con-
sumo
Vende se o gaza 520 rs. a
garrafa.
Vende-se um ptimo escravo de 22 annos,
proprio para armazem de assucar ou outro qualquer
servigo, por ser forte e sadio; um moleque crioulo,
de 8annos; umi liteira com seus pertences; 2sel-
lins usados : na ra dos Tanoeiros n. 1.
Vendem-se saccas com superior colla das fabri-
cas do Rio-Grande-do-Sul, a prego barato: na ra da
Mocda, armazem n. 7.
Vende-se gomma, vinda do Rio-de-Janeiro, por
prego commodo : na ra do Amorim, n. 41.
AVISO
aos Srs.de engenho
Ka ra do Crespo, loja n.12,
de Jos Joaquim da Silva
Maya, vendem-sc
cobertores de algodilo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho a
imitagilo de estopa forte e propria para roupa do
escravos e saceos para assucar; tudo por prego mui-
to barato.
Vendem-se duas escravas de bonitas figuras
sendo urna preta de cor fula, de 18 annos, o a outr
pnla clara, de 20 annos, ambas engommam soffri-
velmente : na ra deS.-Jos, n. 60
Vende-se sal do Ass : a bordo da* sumaca S -
Batbina Tundeada defronte do trapiche do algodio.
Vendem-se 3 escravos, sendo : um preto de 18
a 20 annos pouco mais ou menos ; um mulatinho
de 14 annos, proprio para pagem ; urna preta de 25
annos lavadeira e que he propria para todo o ser-
vigo : na ra dn Cadeia de S.-Antonio, n. 25.
Vende-se urna crioula de linda figura, moga ,
que cose pouco e faz o servigo do urna casa sem
vicios nem molestias : na travessa das Flores casa
nova ao p do por tilo largo defronte do cirurgiao
Miguelzinho.
MAYA RAMOS & C.,
na ra Nova, n. 6,
vendem muito superior sarja preta hespanhola, de
varios pregos; veos pretos de seda, de varios lma-
nnos e pregos; luvas pretas de seda, crtase cm-
pralas; bonscreps de todas as cores; cassas para
vestidos; ricas llores para chapeos; bous chales e
mantas escocezas ; chapeos de palha da Italia para
meninos ; um sortimento de cargado de todas as
qualidades, para senhora ; e outras muitas fazen-
das de gosto.
Vendem-se 11 escravos, a saber : duas negri-
nhas de 10 a 12 annos, com principfos de costura
duas pardas euroa preta casada, que engommam,'
cosem, lavam e cosinham, e o marido Re bom ser-
rador ; 3 pretas, ptimas para o servigo de campo;
ditos, ptimos para o mesmo servigo : todos estes
escravos sao mogos e de boas figuras: na ra do
-- Vende-se cera de carnauba, escolhida, muito
superior, a retalho e em porgo, a vontade dos com-
pradores : na ra da Cadeia do Recite, loja de fer-
ragens, n. 59.
Vende-se umaescrava moga, de nagSo, pro-
pria para o servigode ra : na ra da Cadeia do Re-
cifo, n. 59.
Vendem-se dous fortes pianos, com exceden-
tes vozes chegados ltimamente, deumdospri-J
meiros autores : na ra da Cruz, n. 55.
Vende-se sauerkohl; sardinhas em latas; vi-
nho dechampanha novamente chegado: na ruada
Cruz, n.55.
Vende-se urna bonita moleca de 12 annos re-
colhida esemdefeito, que sabe lavar mui beme
cose alguma cousa : no principio da ra Imperial,
de bicos pretos finissimos de linho, de todas as lar
guras ; tambera tem bico preto de fio de retroz fino"
assim como fitasassetinadas pretas para enfeitesd
cabegSo; ditas de velludo preto e de todas as largu-
ras; luvas pretas de seda, compridas para senhora'
deregos pretos de todos as qualidades, brincos di'
tos ; tudo proprio para a quaresma; um novo sorti-
mento chegado ultimamente, Selo antigo prego de 280 rs, a caixinha ; tesouras
as tanto de costura como para unna ; riquissi-
mos caivetes finos para penna, de 1, 2,3e 4 follias"
pentes de tartaruga, para marrafa, a 960 rs.; e ludo
mais barato do que em outra qualquer parte, por-
que aonde est o barateiro mais ninguem faz feio.
Vende-se a dinheiro, por preco ra-
soavel, ou troca-se por casas terreas den-
tro dos trep bairrt do Becife, o arma-
zem da ruad'Apollb, ns. a8e,30, com o
seu terreno at a mar, estacado e ater-
rado : entendam-se com JoSo Esteves da
Silva.
Vende-se a verdadeira e superior
potassa branca da Kussia, muito nova e
em barris pequeos, por mdico preco
na ra da Cadeia do Recife, armazem n, a,
de Baltartk Oliveira.
T" ,Yen(je-se, na ra Direita venda, n. 53, sebo
deHollanda,aS20rs. a libra; banha de porco a
320 rs. a libra; talharim finoe grosso, a 200 rs.; ale-
tna a 240 rs. a libra ; pratos, a 960 rs a duzia
manteiga franceza muito nova a 640 rs. a libra
azeite doce, a 600 rs. a garrafa; velas de espernce-
te, a 800 rs. a libra; e outros muitos gneros de ven-
da, tudo muito superior o mais barato do que em
outra qualquer parte.
JNa loja de Guimares, Se.
rafim & C. vendem-se pannos
finos, de cores, pelo baraio pre-
co de 2^400 rs. o covado; e de
outras muitas qualidades, de va-
rios pr'ecos.
Na venda da esquina da ra da Alegra, por
detras da igreja da S.-Cruz, vende-se cera de car-
nauba em pequeas e grandes partidas, a 200 rs. a
)rroba ; e vinho da Figueira a 200 rs. a garrafa.
Charutos cor de canda.
Estes superiores charutos, da fabrica
de Augusto Witzleben, em S.-Flix,
vendem-se na ra da Cruz do Recife, ar-
mazem de Lniz Jos de S Ara '
52 ou a6.
>J
o, n,
CARNAUBA.
No armazem de forinhada ra do Collegio, n. 1
continua-se a vender cera de carnauba, por preco
commodo, tanto em porgOes como a retalho o he
enegada agora urna poreoda melhor qualidade que
tem apparecido. H
Escravos Fgidos
Fugio, nodia 18do passado, urna negrinha,
de nome Marcianna, de 12 a 14 annos, com
urna queimadura na face esquerda, urna empi-
gem na direita e una outra queimadura na perna
direita ; levou vestido rxo e panno da Costa; tem
cabello cortado: quem a pegar leve ao Passcio-I'u-
blico, fabrica de chapeos de sol, que ser genero-
samente recompensado.
j\o Aterro-da-Boa-
Vista, n* 84,
vendem-se sapatos do meninos, de 60 a 100 rs.:
cliancras para senhora a 600 rs.; sapa'tos de setim
pretoe decires, a 1000e 1500 rs.; pelles de mar-
'"('u'm' a ,00u rs- botinse meios ditos francezes,
muuim^K"^08'!16^6.20^ rs"' de mar- -
ouro dePZT^'0TrS-'d,oabra sf0r:5|bo. grosso, pou'co errxerga, por te/belidas,
boraclm ?rluU"h^',/.,3^1*- '' W a* nchas no rosto, denles abortos, 36 annos
uuiraina, mgiezes, de ourello, de cordovSo ede
outras qualidades, muito baratos.
Nesta loja existe grando porg3o de bicos
pretos de superior qualidade e de todas as lar-
guras por baratissimo prego; meias pre-
tas para meninas a 200 rs.; panno preto de
superior qualidade, a 4500 e 9000 rs -sar-
ja hespanhola, a 2240 rs.; camisas de rei 0
a 1000 rs.; merino, a 2000 rs.; princeza su- &
perior a 900 rs.; e outras muitas fazendas "*
proprias para a quaresma.
As sen horas do bom
tome quegostam
do haralinho
?
O antigo barateiro tem na sua nova loja de miu-
dezas da ro do Collegio, n. 9, uro rico sortimento
Fugio, no dia II do corrente, pelas 8 horas da
noite, urna preta crioula, de nome Agostinha, de
40 annos, rosto comprido, nariz grande etteio cha-
lo olhos grandes, Talla grossa, altura regular,
o p esquerdo nflo assenta o calcanhar no chflo; tem
um signal junto ao nariz do ladodireito; levou ves-
tido de chita rxa e encarnada panno da'Costa azul
com listras brancas, camisa de algodilo ; levou mais
urna trouchinha com um vestido de chita azul-fer-
rete e outra d dita preta, e urna coberta de chita
jvelha; foi escrava de SeverinoFerreira da Silva,
morador em Pao-do-Alho: quem a pegar love a ra
do Cabug n. 3, segundo andar, que ser recom-
pensado.
Fugiram, na noite do dia 12 do corrente, do si-
tio da Torre, perto desta praga dous escravos, um
de nome Manoel, cabra, condecido por Queitat,
com
pou-
co mais ou menos; levou chapeo de palha, camisa
eceroulasdealgodfloda trra, j usadas: o outro
de nome Flix, cor fula, rosto comprido, pernas
arqueadas, estatura ordinaria, espadando; levou
chapeo de palha, camisa e ceroulas de algodilo ame-
ricano, e outro igual uniforme inda por fazer, de 30
annos Pertenrem estes escravos a Thomas da llo-
clla Pita, da cidadeda Babia, e ha toda probabilidade
que ditos escravos siga Di para o Ass, donde silo na-
turaes. Quem os pegar perto desta praga os poder
entregar ao Sr. Miguel Jos de Almeida Pernambuco,
na ra eslreita do Rozario, ou na ra da Cadeia do
Recife, ao negociante Manoel Luiz Congalves e no
Assu, ao coronel Manoel .ns Wanderley, ou ao te-
nente-coronel Joo Pi Lins Pimentel, dos quaes re-
ceberfio cem mil ris de gratificagilo por aipbos.
Fuglo, na m anhfia do dia 13 do correnle, a pre-
ta Joaquina de naglo Congo, de 30 anuos pouco
mais ou menos, baixa, cheia do corpo, cor fula, com
carne sobre os olhos, um pequeo talho na face es-
querda, nariz chato, com falla de dous denles na
frente, sendo um de cada lado, peitos pequeos e
mrenos ; temas nadegasarrebiladas para tras; fal-
lallanleque parece crioula ; levou vestido de ganga
azule anda bastante sujrfde cozinha Justa preta tem
de costume, quando anda fgida, andar mesmo na*'
ta pragaeseus arrabaldes fetaquitandeira, ora di-
zendo que heiforra, ora que anda por mandado de
seus senhores. Roga-seas autoridades policiaes, ca-
pil3es de campo, Ou outra qualquer pessoa, que a
apprebendam e levem a sou seu senhor.Domingos da
Silva Campos, na ra das Cruzes, n. 40, que gratifi-
car generosamente.
<
PHHK. : KA ^TP. DE M. F. DE FAMA.184-7


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