Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08420


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Full Text

Anuo do
1847.
Tcra-feira 16
O DIARIO puWiea*e todos diai, 1ae 1|!
nrein <"e R>'"r'11" >>re ''" 'llKn,,l,ra he rfc
i ,(icn rs 1" qurll, W' "Hinnladot. O* au-
|ici.>5 * ,. porlinl'Ki 40rs.em lypo diflercolc, c a3
.....oej pela melado. Os qiieno b.rem assig-
LViUrt pag.in-o 80 P?r linhi' e t60 em 'Jl10
gerente VcadM,..Ute.9;o.
pHASES DA LA NO MEZ DE FEVEKF.inO
Min-oanle, a 8, as 11 hora e18 mi da man..
I ., nova, a I b, l hora c S mm. da unnl.ua.
(jiesconlt, a '1" e 26 u,m' 'ul-
PARTIDA DOS COURlilOS.
Goianna e Parnlivha, as segnndM csellas feiras.
Ria-Grande-da- aorta quimas feiras nomeio-dia.
Cabo, Scrinliiirin, lUo-Foiinojo, Pollo-Calvo o
111 acci. no).', a 11 c 51 de cada inej.
Iiaraiiliiins c Bonito, a 10 e 31.
Iloa-Vistae Flores, a 13 e J8.
Victoria, as quiolas feiras.
Olimla, toilos os das.
PREAMAft DE IIJE.
Prmera,i 1 lioias e li minutos da manhiia.
(Segunda, s S lioras e 13 minutos da tarde.
*
de Fevcrero. Anno XXIII.
N.57.
DUS D\ SEMANA.
15 Segunda. S. Faustino. And. lo J dosor-
pilaos, do J. do c. da J Y. e do i. t. da 3 V
lt Terca. S. I'urlirio. Aud. do T. dociv. da I
v. e do I. do paz do 3 dial, de t
11 QnarU. S Finlano- Aud. do .'. lociv.
da 3 v. e do J, de paz do 3 dist. de l.
18 Quinta. 5. Seiniio Aud do i. de orpli.los,
do 1. municipal dn I vara.
19 Sola. S. Conrado. Aud. do I. dociv, M I.
v. e do J. de Mi do I. dist. de t.
30 Saldado. S. Mo. Aud do J (lo civ. da
1. v. e do J de pal do I disl. de t.
II Domingo. S. Maximiano.
CAMBIOS NO DA IS DE FKVJiREIRO.
Cambio sdlire Loudre de 3, a 39 '/,< P- '# r"
Paris SIS rs^pnr Franco.
* Lislioa 9tV de premio.
Desc. le leltras de boas Unn.a I V, P-Vo m-
OwroOneJ lenpanholfl-----38inoO a ISi/SOO
Moldas de cfinorelli. ib^ooo a infioit
ii de f 100 nov.. I#oo
' ,. de l'OOO..... 9*000 a
Piala Palacios.......... 1/980 a
u Pesos columnarej... 1/980 a
Ditos mexicanos.....#<>'>
Miud:............ !*' -
lOflCO
IjlM
3/0011
SfOOO
1/Ci.O
,ns
Acjoes da comp. DIARIO DE PEMT AMBUCO



PARTE OFFICIAL
Govomo da provincia.
EXPEDIENTE DE 6 DO C6RRENTE.
Officio. Ao Exm, presidente da Rabia, aecusan-
do reeebida a guia do cirurgiSo ajudantc do 3.bata-
Ihflo decacadores de priraeira linha, doutor Pedro
de Athayde Lobo Moscoso. Transmittio-se a guia
oo commandante das armas desta provincia.
Dito. Ao commandante das armas, inteirando-o
de baver S. M. o Imperador mandado declarar por
aviso de 11 de Janeiro ultimo que s depois de ter
rumprido n pena que pelo crime de desobediencia
Ihehouver sido imposta, beque deve terbaixa do
servido o cadete Viccnto Fcrreira de Mello e Albu-
tjuerque. .
Dito. -- Ao mesmo, extgindo sua opimao acerca
da prctenefio que nos reqUerimenlos, que llic en-
va, manfestam frei Jos da Rainha das Virgens o o,
padre Salvador da Rocha e Oliveira, para que a vista
dessa opiniflo possa a presidencia cumprir o que llie
be ordenado em aviso de 5l de Janeiro, prximo pas-
sado.
Ditos. -- Ao mesmo e ao commissarto pagador,
scientilicando-os de ter S. M. o Imperador mandado
declarar por aviso do 12 de Janeiro prximo lindo,
que o sold do auditor da gente de guerra deve ser
pagoaquem legtimamente eslivor noexercicio do
emprego, edemaneira a evitar duplcala de paga-
monto.
Ditos, Aosmesmos, intelligencando-os de ha-
ver S. M. o Imperador nomcado cirurgiilo ajudantc
do 2.* batalhflo de artilharia a p ao doutor Tito Adri-
ano Rebello.
Dito. Ao inspector da tbesouraria da fazenda,
exigindo, para babilitar-se a cumprir o aviso de 23
de Janeiro dcsteanno, urna circunstanciada infor-
ma;;1o do numero de oslabelecimenlos coloniaes,
nesta provincia existentes; do grao do prosperidade
ou decadencia em que se olios acbam, e da por^o
de Ierras devolutas e proprias para assento de no-
vas colonias, quo nesta mesma provincia possam
baver.
Dito. Ao juiz de direito da comarca do Rio-For-
moso, ordenando que em cumprimento do aviso de
16 de Janeiro ultimo, edepois deouvir o respectivo
juiz municipal, informe sobre o contcdo no reqtie-
iinient que Ihc transmilte, de Francisco Antonio de
OlivcWa&Filbos.
Dito. Ao juiz municipal e d'orphfos de Gara-
nbuns, determinando, em execugno de um aviso da
secretaria do imperio, que iuforme a respeilo ili ma-
teria do requer iiietilo que Ihc remelle, de Patricio
Jos Correa, capitao da aldcia dos Indios de Agoas-
llellas.
3MH
EXTERIOR.
FRANCA.
BOLETIM DO MUNDO RELIGIOSO.
Suuumo. O prtico de Saint-Gcrmaln-l'Auxcrroix
e M. Motlez. Os artista actuacs. Opiniao de M.
llnraclo Sav. O Manual tflconagranhia ehnilaa. M.
Di.panloup o M. Huniphry. M. .Oanglard, blspo de
Sainl-Di. M. Fayel, bispo de Orleam.
Eslio descolarlas as pinturas muracs com que M.
Motlczornou o prtico de Saml-Germain-i Auxer-
rois. A historia desta parte d'arte da materia paraj
um litro to curioso quaiilo inlercssante. Lsar-se-
hia na dado media a pintura mural sob o prtico
das creas!' Toriam pinturas a fresco no exterior as
abbadiaa mouiimentacs do .Nezolay Sainl-Uenigno,
boje calhedral d Djon, Tournus, Cluny. .(.tgny o
Uaume-les-ilesseurs? NSo; porque esse sysle.rm
de ornamento fra muito raro na Europa .ocedentai
e septentrional. Os casos quoa archeologia assigna-
la s3o exceuces de urna regra gora mente seguida.
Citremos "mo singulardade *+"* "*5
i-roa de Sainl-C.icrcues, aldeazinha a dez mime-
fofde Lan 1, construc^o toda tem o crae
ter do XIII seculo, e cujo por tco aprese:nU,a,,\n -
euns annos, vestigios da pintura mural. He culo
ue asui turas a fresco exteriores aO eram usadas
rdFmli.; loque oulra nflo J^^"g
sonilo o clima. He verdade quequasi todas as-catlu-
draes cas igrejas abhaciacs t.nham no respectivo
nrtico esplendidas esculpturas. amW,tn > a<
Alm das estatuas quo decoravam o "mb'loeM
curvaturas do frontispicio o tympano eontinha sem-
pre urna compsolo csculj.tur.il, que bblica.qmt
evaneclca O porteo do Nezelay tem urna nca es
cupS"u Varcheologo*, anda nlo 1*'**;
plicar satisfactoriamente. 0 magu ico t mpaiio do
frontispicio de Sainl-Bcnigne ta.Mrtfdq | olos co-
i.oclactasdo XVIII seculo. Na b.bl.oll cea tk. l)ijon
ha notaveis gravuriis desse tympano 1-.r "
liga groja dSainl-lcan desta c.dadej'ar \>>ef
era construida a maneira de cruz Breg, P"
suia bellos rcslus do pinturas a hese, .
tcior. A abobada de um azul-ulUama no m-
meada d'ealreltea d^uro As mural!.aa '"" ^",0 ^
dlicio, desnudado o transformado *ml'"S
concento municipal, eram ornadas lo u0^
de .Hura natural D.sliuguia-sc Santo And. con. a
respectiva cruz, a cabeca e os brac.os de S. l euro, e
os dous evangelistas S. Joilo e8. Luccas.
As pintnrasa fresco pois, futas poc M 0"" ^
o prtico da igreja de Sa.nt-Gcrmain-l^tr'O's,
eonstituem urna eicepcito, ou quns. urna "JWjg-
K essa excepcr.o aproveitara ? A adininisl a?, o n un.
cipal e o artista tVcram em attu.c5o a inlcmpe110 do
nosso clima P Fixamos em tres ",nt1e.^ "
conservacSo desta pintura moouifteaUl.. Quodo os
ventos do oeste, nordesto e sudoeste bouvercm lauca-
do sobre a obra de M. Mottez, a humdade o a chuva
no lempo do invern, e a pocira no do verio, elle
apenas a rceontiocer.
Considerado sob esse ponto do vista, este trabalho
est fra das regras d'arto. He tilo justa a nossa ob-
servado, que as pinturas muracs do interior da igre-
ja j so acbam attectadas de humidade. J est dete-
riorado o deicendimenlo da crut, pintado por M. Gui-
gnaiit em 18-i.">. Ota, todo o processo artstico que
nffo contm elementos de duracilo, pecca contra a
primeira condigfo d'arte, que a de persistir o du-
rar.
Todava, a vasta composicilo de M. Mottez aprosen-
ta um bom resultado, que beode familiarisar o po-
vo com as personagens e sconas evanglicas, o In-
glez llde, diz o Veneravel, refero em sua historia oc-
clesaslica, quo S. Benlo-Bishop empregava a pin-
tura mural na decorago interior das igrejas, o a es-
culptura na exterior, aflm de instruir e edificar os
fiis pela expsito ue objectos religiosos. Igual pen-
samento dominava S. Bento d'Aniane,-reformador
das abbadias no reinado de Luiz-o-Clemcnte. Consta
das Ilion cas do scu lempo que elle se oceupava tan-
to da instruccilo dasclasscs populares quanto da de-
corac.no das igrejas, e que ao mesmo tempo que re-
gulava a cultura e esculplura, escolhia os assump-
tos.
A ideia geral das pinturas de M. Mottez he a dou-
trina evanglica por Jesus-Christo, em sete quadros.
No primeiro, Jess anda menino ensilla no Tomplo;
no segundo, prega no Monte; no terceiro, morrena
Cruz; noquaito, encarrega aos Discpulos a misslo
d'cvangelzarem todas as naccs ; no quinto, desee
o Espirito-Santo sobre os apostlos. Os quatro evan-
gelistas formam os (i o 7." quadros.
De figuras esculpidas o pintadas contamos noven-
ta. Ha dezanove personagens histricas entre as
quucs figura o rei Uallhasar, como emblema da im-
piedado; depois apparccem os apostlos, quinze
Rispos, trinta santos, tres res, Chldebert, Carlos
Magno eS. Luz; tres leligiosos, doze santas, ao-
jos e demonios.
Pelo lado da arte, o resultado do exame dessas
pinturas uilo podo dexar de Ihes ser desvantajoso.
As figuras sao grosseiras e desformes. O Salvador
que, pregado na cruz, aclta-se sobre o tympano da
pona central, est despido d'expressilo egosto. Os
arcbeologos nSo poderlo deixar de lamentar que o
frontispicio, que dala dos primeros annos do deci-
mo-tereciro seculo, e o prtico, quo data do finido
dcimo-quinto, nflo eslejam ornados de pinturas
que se harmonisen. com os trabadlos dessas pocas.
Era porventura necessario que, para ornar u.n mo-
numento do nosso paiz, fossemos mendigar a Italia
um mo svstema de pintura e Irnos de figuras dema-
siadamente desformes? Nflo lio fastidioso que se te-
lilla empastado d'ouro c coberto de Untas de todas
as cores estatuas do decimo-terceiro seculo, cujo ca-
rcter foi sempre o inverso disso.' E nflo lio anda
mais fastidioso que so tonlia subsliluido no'' umn
crucifixflo o triumpbo de Josus-Ch.isto que, em
1831, existia sobre o lympano da porta principal an-
tes da devastadlo da igreja ?
Nossa poca, via-se ah, em esculplura, Jess cerca-
do de amos ejulgando os bons e mos; estes eram
agarrados pelos demonios o por ellos conduzdos
para o inferno; aquclles eram rccebidos por Abra-
hflo, queosagasalhava cm seu seio. Os demonios c
Abrahflo anda subsisten., como painel, na curvatura,
e o quadro est mudado. Iloje o quadro contradi/, o
painel. Domis, nao podemos deixar de observar
que, cm urna iureja, ludo deve de conrormar-so com
o dogma sagrado e com o lexio dos l.vros santos.
Mas, M. Mottez compoz una Trindadc sclusmati-
ea, una Ti ndado em que o Espirito-Santo nao pro-
cede do pai e do lidio, o em quo, pelo contrario, he
O Padre eterno que procede do Espirito-Santo e de
seu proprio lidio. DisseJesus no Evangollio que na
reaumieao nao haveriam mais Iiomens nom mu I llo-
res, mas quo todos se assemelhariam aos onjos. Cer-
to, na ida.lo-meia foi este toxto interpretlo pelos
artistas de urna maneira digna do imttacao: syinho-
lisam as almas sob a forma do um menino nu o sem
sexo. M. Mottez, ao pintar Abel, que acaba do ser
o monino Jess, segundo as tradicoes bysancnas e
da nossa idade-moda latina, collocam-se no ori-
ente, ao nascer da sol; ojuizo final, o lim do mun-
do, no occidente, ao por do sol; o mais profundo
Svmbolismo anima todos esses quadros. O Vellto-
Testamento, a lei severa, tem o seu lugar ao norte;
b Novo, a lei eminentemente cardosa, ao mcio-
dia
He assim quo se acham disposlas as numerosas es-
tatuas que decoram os prticos da calhedral de Char-
tres. Mo Manual d Iconographia okritta gregae latina
acliarflo todas as informados indspensavois boa
exeeucodos respectivos traballios.nquolles dos pin-
tores c escultores, a quem o governo, as fabricas das
igrejas e os particulares eonfiam a missflo de restau-
rar, ornar, e decorar monumentos religiosos.
Como appendice a este livro, Mr Didron, coadju-
vadd peros principos archeologos e architectos de
Paris e dos departamentos, publica urna revista men
sal, intitulada Amnats archeoiogicat. Esta publicaeflo
cm quarto, ornada do muitas gravuras em ac o
madera, appareceem quadernosde olo a dez fo-
Ibas; conten, em texto o desenho, todos os docu-
mentos utes restauraeflo dos antigos monumen-
tos e construc^iio, decoraeflo e paramentos das
igrejas novas. Quasi todos os bispos e arcebispos a
teem honrado com suas assignaturas.
Com este guia que todos os mezes se renova, lal-
vez se evilassem os erros grosseiros e as faltas invo-
luntarias que acabamos de notar.
M. Dupanloup, autor do Jornal doChrisMo, de um
Catechismo em dous volumes, e do escriplo intitula-
do ~ Da l'acipcafo Religiota be ao mesmo lempo
escriptor, controverlisla e orador. Finura d'exposi-
eflo, delicadeza e habilidade rara as allusoes, laci-
lidade de eloc.ic.ao, rapidez deestylo, colorido e bn-
Ihodeimagens, taes sfloasqualdadcs que o carac-
terisam. Accrosconte-sca tudo isso reflexes judicio-
sas, observacoes profundas que, feilas aqu e all,
nssemelham-scRS estrellas que sont.latn em um bel-
lo co, o poder-se-ha formar ideia do talento de M.
Dupanloup.
No da le Todos-os-Santos, M. Dupanloup, proga-
dor da cstacilo do advento em Smnt-Sulpice, pregou
ante um auditorio de quasi tres mil pessoas, opea
mor parte composlo de rapazes. Tomou para texto
asseguintcs palavras do Evangelbo Bomaventu-
rados sao os que choran:, porque clles sorilo conso-
lados: bemaventurado os que sflo perseguidos pela
iustica, porque ledos he o remo do eco. A prin-
cipioicxmz bellamente a bealiiude dador, depois as
dores do Santo dos Santos, de Jesus-Oliristo, quo,
dissera o orador, sem essa bcalitude nflo podra ron-
venientcmoiito entrar na posse de sua gloria. M. Du-
pouloup falln magnficamente sobre as deplorareis
calamidades da Franca central, sem comtu.lo oecu-
par-se de particularidades ; porque ho urna cspecia-
lidade do seu talento revelar fados e pensaincn os
sem den.orar-sc nelles, sem Jiniwtopdg
principal c sem mudar a direccao que ha dado ao seu
discurso. Na pororacSo, tratou de um pobre e mo-
desto peregrino francez que acaba de yisilai loma,
onde fra cordalmente acolludo por Po IX; depois
abri anle o seu auditorio as portas do evo c levou-o
a contemplar o esplendor dos gozos celestes. O pe-
regrino era o proprio padre quo se ochava no pul-
E quem he esse M. Dupanloup
? Descendente de
urna familia pobre, passou por mu.tos desgostOS
privac.ies. Tudo quanto he boje, deve-o as suas vn-
ludes eaoseu lalenlo. M. Dupanloup cslreou sua
morlo por seu i. tuflo Caiin, apresenta um menino
n, mas com sexo muiUi visivcl. laso he dcstnonlir a
ilade-meda, be quasi desmentir o Evangelbo
Como com mulla rasao e a proposito disse M. Ho-
racio Sav no son livro sobre a admiiistragao munici-
pal da ciiade de Pars, os artistas de nossa poca
nao osludam lauto quanto dovem: um delle, M.
CoJde. collocou o diabo, na igreja Saint-aleiry, no
mesmo lugar eni quo constaulemente se ten. col lo-
cado a De.fs; outm, N Dobel, transformouS. Joflo
evangelista .n niull.er.ea Virgetn-ilaria em homcni,
com barbas e bgodcs. de en. Saint-Don.sque se ob-
smaii. es as extravagantes mctamorpUpses. ntre-
la .lo a nao nodtl os artistas pretextar ignorancia:
Bfi un que esta largamente explicada a suen-
ca a^cl.eo og.ca, a sciencia das ant.gu.dades cl.r.s-
aas le "esses sentares o Manual d IconogjupA,*
ehrislia ou Qu,a 0* pilr, publicado por M. Dturon,
sceUrodoi,.sT.U..o histrico das artos e monu-
mentos. He un. volme de 500 paginas om 8.->,
mlXJSS& t9<*nica- e,,,sina* vae:
rade i Ur a rresco. de compor os diversos embo-
cupar os Qbjedos, sceiws e personagens, A virgem e
, eque
Qianei-
earreira pela calecbese, missao delicada e penosa,
como por ve/es o Lavemos dito de accordo com os
:iKi.,..,in il.nnlnL'OS. c com os mais celebics
Foi nesto cxcrcicto de
miiilos anuos que elle comprtliendeu a tempcia do
ieu taicnto, rortificou-o o augmuilou-o.
Na viasein que o pobre c modesto peregrino aca-
bado riera Italia, o rei da Sardenha, justo aprecia-
dor dos Iiomens de mrito, com o lim de induz-lo a
licar un sens estados, offorcccu-lhe um arcebispado.
Mas, desojando conservar-se simples sacerdote da
Igreja de Franca, M. Dupanloup, rcconliccido a hon-
ra que o rei Carlos-Alberto llie quizera fazer, Ib a a-
gradeceu. ,
--- A Bdenovembro, foi pomposamente restejatio
na igreja de Saint-Euslacbo 0 martyr desse nomo.
\I Mauganl, cx-cura da paroebia, e bispo de Saait-
i), olliciou pontilicalmuite na festa. Este prcla.lo,
cujo carcter distinctivo he a blandura, a benevolen-
cia o a caridade, adquire na diocesc as mesmassym-
pathas iiue soubc ganhar as paroclnas, donde se
retirou acompanhado das mais honrosas saudades, e
no collegio de Luz-o-Grande, onde cslivero a ules
de haver sido nomoado para o curado de Samt-Louis.
OSr. abbade Ilumphry prgou ante urna numerosa
assembla, que por esse ineio procurou lesteniunl.ar-
ll.e a estima e o respoto quo consagra ao seu autigo
'"m. Dupanloup deve muito ao Irabalhoc sociedado,
M lluupbry natuieza o cstudos solitarios, lia mais
arte no primeiro, e tnais natureza no segundo. A ins-
uiracao, a espontaneidado, a celovidade do pensa-
mento (pe mtta-se-nos a expressflo), parocem fami-
li res
modei
3a M. Ilumphry ; no cntanto que M. Dupanloup
.viera, govorna as ideias para nflo cxprimi-Ias se-
uflo em estylo correcto, castigado e grave. [Sem sem.
pro desenvolv: o ucusamenlo ; nimias yezes apenas
o enuncia. M. Uuini.Ui y, pelo contrario, spraz-se
de manifestar tudo quanto pensa. M. Dupanloup be
essencialinente um lioiucm do tacto e de precau?Oes
oratorias. M. lluupli: y, arrebatado pelo enlbustas-
mo. esquece-as, e nflo as leva om cunta, nao porque
as despreze, mas porquo a observancia dcllas se nflo
harmonisa com a compleicao do seu genio.
Com o Om de reparar as desgrasas causadas
pelas uuntltc.oea, e que Unto alDigiram parte da
respecliva diocese, M. Fayct, hispo de Orlans, aca-
ba de estabelccer um asylo para os meninos cojos
pas foram victimas do trasbordamento do loire e do
seus allliienles. Nostc cstabclccimento, quo est a
cargo do proprio bispo de Orlans, sflo admittidos
meninos do tres a onze nnnos. Para completar a sua
obra, julgou o caridoso prelado dever abrir um outro
asylo para os velhosquc bouvesscm sido arruinados
por esse mesmo flagcllo, ou cujas familias por ello
livessom sido feridas. Em urna carta dirigida ao res-
pectivo clero, e cuja simplicidado de estylo contras-
ta com a nobleza do pcnsanienlo, annuncta M. Fayct
a rroaQflo dcstes dous eslabelocimentos, expfle as
ondieoes da admssflo, e recommetida aos padres do
suasdocese, que com toda a urgencia o informen!
dos ir.oninos cvclhosa quem assisla o direito dese-
rem admittidos aos referidos asylos.
Actos semelbantes nflo so. commentam, nflo se clo-
giam refercm-se simplesmente. ^~
(fretsi.}
PORTUGAL.
(coaMtsrONnENc* do timfs )
Lisboa, 31 de detmbro de 1846.
Os fructos da victoria de Torres-Yedras estilo ap-
parecendo toilos os das em novas vaatapens para a
causa da rainha. Quasi todos os guorrlhas foram para
suas casas; ccomo refer na minha carta de hontem,
a nica parte dedos quecombateu cITicazmente em
Torres-Yedras, foi a tropa del). Drogo deVizeu, quo
est toda prsioneira. Esta tropa irregular cm toda
esta insurroigflo tem inteiraraente realisado a obser-
vado de Napier na sua Historia da guerra da Ptniniu-
ii, que o* guerrilleas eram sempre mais preciosos ao
pavo da paz do que ao immigo, e que a sua inevita-
5cl falta de disciplina inleiramente os impeda do
obrar imf orlantes acc.oes. Entre ofliciaes do exerci-
lo nsurRcnle c cheles de guerrilhas, capturados cm
Torres-Yedras, ha j pava mais de 200 prsoneiros,
encerrados a bordo da fragata Diana, no Tejo. As vi-
das de todas estas pessoas pareceni ser-Ibes garanti-
das pelas condicoes da rapitulac.flo doSaldanha, a
qual segundo as circumslancias foi singularmente
benvola, o na qual entendern! alguns baver elle er-
rado por excesso de humai.idade. Os officios que so
Irocavam entre elle eo Bomim immediatamente Ira-
zem le.nbranca a correcpondcncia do mesmo Bom-
fim com o general da rainha ha dous annos emeio,
aules da capilulacflo d'Almeida. Entilo se llie conce-
deu igualmente una hora para deliberar, cas hon-
ras da guerri a, comprchcndcnd espadas, bagagens,
c mochilas.
A' entrada do general Mosquita em Santarm com
a sua brigada de Lisboa, o que leve lugar a 28 do
concille, foi elle bem receido pelos habitantes,
que tiuliam soll'i ido muito pelas tnevitaveis extor-
soes do Aulas e da sua frca mal prvida. Na mesma
noile apresentaiam-se cm Lisboa um aderes, um sar-
gento c um soldado do '.' de infantaria, que deser-
taran! dos nsurgcntes,quandoevacuaram Santarm.
Desertaran! igualmente 13 soldados do Antas para
Saldanl.a. He aqu exactamente appcavel a antiga
fbula dos ralos fugudo da casa que aincacava rui-
na. Estes honra Jos hroes diziam o que he bastante
provavcl:, que a noticia da derrota de Torres-Yedras
brevemente dexaria o Antas com pouco mais do
que osen eslado-maior e alguns guerrilhas obsti-
nados.
Desertou igualmente das guerrilhas do Alomtjo
um soldado do regiment 16, eaprcsentou-scemLis-
boa. Este guerreiro declara {oque lio lambem bas-
tante provavel), qao os soldados do conde de Mello
revoltaram-soconta elle em Canba, por falta de pa-
gamento c li/eram fogo sobre as guerrilhas monta-
das que prtvcuraram aqueta-los. Todava, o liero
emigrante iguorava o resultado do conflicto, confes-
sando ingenuamente que fra nossa m usina occa-
siflo que ello fugira I
OSaldanlia ja esla om Lciria, em persoguicflp do
Antas. Heduvidoso, seeste tentar levantar o cerco
do Porto. Inclno-ine a crii'que, tendo ello procura-
do fazer alto cm Coimbra, provavclmonte passari
pela fronleira para a llespanl.a ; eque oSalda.nha,
fazendo Junccq das suas frcas com as do Casal, to-
mara rpidamente o Porto.
O Diario pcrmiltc-se a mais ridicula jactancia
acerca da acollo de Torres-Yedras. Esla heroica
l'acanba diz este profundo pbloropho, excedo
tudo quanto jamis se obrou, qur no paiz quer
fradelle Averiguado o caso, nflo he mais do quo
isto, -- 4,000 Iiomens bateram 3,000 .inclusive guer-
rilhas), dos quaes 700 desertaram para o lim do com-
bate, c o exercito vencedur perdeu um undcimo do
seu numero em morios, feridos, perdidos eeonituM.
Grande deve do sera carencia de conhccimenloshis-
tricos ii'un paiz/onde vogatflo presumpijosa igno-
rancia OSaldiinha e o seu pequeo exercito mcre-
cem algum crdito por tomarem tflo fortes postc/les ;
mas o escriptor que exagera tflo absurdamente es-
sa facanha, so mostra a suamanifesta estupidez.
Anda estamos sem noticias decisivas do Porto.
Parece que Macdonald eslava em negociadlo cm a
junta para cooperar com as suas guerrilhas migue-
listas na defsa das linhas daquella cidade contra os
gooeraesda rainha. Em 1832 o 1833 cstava cl\e em
servico de D. Miguel, e atacou muitas vezes cssas
mesmas linhas que eutflo eram defendidas pelas tro-
pas da rainha. Dzem ter-se o S da Bandeira oppos-
lo foi teniente a qualquer junceflo com os migue-
listas.
o Mario annuncia mais significativamente que a
rainha eo governo adoplarflo o prograroma que S. M.
apresentou na sua proclamaco logo depois da ulti-
ma contra-rcvoluQflo. Este cnvolye a exlincijao do


I


dircitos de sade e da contribuic&o de repartido, e a
exclusSo dos Cabraes do poder. Creio ser essa asser-
cffo um mero subterfugio. Os cabralistas cometan)
outra vez a intrigar fortemento para a sua volta ao
poder.
Parece provavel quo^final venhamos a flcar livres
de Gonzalos Bravo. Annunciam-so venda as suas
rarruagens, quadros, taples, mesa de bilhar, etc.
Elle est prestes a figurar na cmara hcspanhola, c
est cansado da vida de Lisboa.
Espera-se aqui todos osdias o nosso novo minis-
tro plenipotenciario, Sir llumiltou Sovniour. Mr.
Southero resignar entilo as suas funccoes.
Publicou-sc um decreto real, polo qual fica integ-
ramente suspenso o julgamento por jurados. Os mi-
nistros allegam que o espirito publico tem sido tSo
inficionado, polos movimentos revolucionarios dos
ni timos seis mezes, e pelos incidentes da actual
guerra civil, que seria mpossive! adiar jurados des-
apaixnados. O manto da conveniencia heumacom-
nioria capa de vclhacos; porm seria melborat que
os criminosos escapassem a punieflodoque a consti-
tiiicffo fdsse Iludida as suas disposices as mais
sagradas. Por oste decreto, em todos os crimes de
violencia, ou d'um carcter insurrecionario leem os
juizes do direito de servir de jurados, eserQoao
mesmo lempo juizes de jure e de faci. Do mesmo ca-
rcter arbitralio siio as medidas adoptadas para dar
curso forjado s notas do banco de Lisboa. Urna cir-
cular do governador civil ordena aos regedores e
agentes de polica que rondem as differentes lojas,
armazens e outros festabelecimentos pblicos onde
nflo tcem sido recebidas as notas do banco de Lisboa
sendo por baixo valor, ou onde os gneros teem sido
vendidos mais baratos por prata do que por papel,
loam o ultimo decreto aos seus propietarios, eos
facam assignar um papel declarando que oleram,
c que elle nito permiti distinceflo entre papel e
prata I
V proporco que o Saldanha segu para o norte,
vai por toda a parte desarmando as forcas popula-
res, ii regularmente constituidas, que elle encontra.
O terror pnico produzido pela ultima victoria mul-
lo ajuda a conseguir este fim. O plano segundo o
qual elle intenta proceder, he conservar osbatalhes
nacionaes por todo o reino nop d'organisacflo que
ora existe, para os quacs nSo ser permittido entra-
rem senlo cidadilos pacficos, e sorSo nomeados of-
ficiaes de provada Icaldade; entretanto que o exer-
cito ser rigorosamente mantido na frca completa
de 18,000 homens, commandados tambem por offi-
ciaes de confianza. He smento assim que se po-
de preservar alguma perspectiva de estabilidade c
ordem.
O partido democrtico aecusa redondamente os
seuschefes de traigSo no ultimo acontecimonlo de
Torres-Vedras. O conde da Taipa lie especialmente
aecusado de ter fgido no principio da acciio, eem
lugar de irem busca do Antas, abalar para Lisboa o
refugiar-se abordo d'um navio de guerra inglez.
A sorle dos chefes eofllciaes insurgentes torna-se
agora urna quesillo interessante. lie provavel que se-
jam deportados para alguma colonia penal da costa
d'A frica.
O Tojal, vapor do governo foi outra vez obrigado
a arribar em consecuencia daseveridade do lempo.
As suas machinas desarranjarani-sc, e esl-se aqui
tratando de repara-las com muito vagar. O governo
foi prmeiramentc Iranstortornado pelo tempo em
manda-lo a Vigo, e agora por este accidente est
privado de mandar para Valonea um destacamento
de 200 homens. O fri tem sido aqui muito intenso
ha algum tempo, e esta manhia toda a superficie
d'agoa nos arredores de Lisboa eslava gelada. Porm
neste clima o glo nunca resiste ao apparecimento
do sol.
Asenhora do coronel Wylde segu para a Ingla-
terra por este paquete. O mesmo coronel car na-
turalmente para a conclusilo deste negocio que j
nilo est muito distante.
O mercado est ainda parausado. NSo sabemos,
diz a Folha Commercial,da oceurrencia de circuns-
tancia alguma digna de mencionar-se. O descont
das notas do banco de Lisboa est agora a 1,000 ris
por 4,800.
O cambio sobre Londres (em metal) est a 53 i d.
por mil ris.
NB. A rainha c a corte estilo muito alegres com a
recente victoria. AmanhSa (diad'Anno Rom), ter
lugar um beijamffo, a que assslir brlhante com-
panhia. As recentes decoracOes do palacio das Ne-
cessdades mclhorarflo muito a sua apparoncia in-
terna. El-rei dirigi urna ordem do dia aomarechal
Saldanha e aoexercito d'operacOes, agradecendo-
lhes a recente victoria, e em particular ao marechal
pelo seu bem combinado plano d'ataque e con-
summadu pericia estratgica.
DIARIO DE l'EimilHUCO.
HXGlrX, 15 DI FKVKRX1RO BE 18*7.
Pela barca Ranger recebemos mais jornaes ingle-
ses, cuja ultima data he de 6 de Janeiro ultimo ; c no
lima dcsle ilia deparamos com outra corresponden-
cia de Lisboa, datada a 31 dedezombro, a qual traz a
continua^lo das noticias de Portugal j publicadas, o
que por isso nos apressamos a transmiltir aos nos-
sos loitoresem lugar competente.
Publicando a podido.
HA MUISNTIOA WOFTE DO ILLUSTRISSIMO SESHOR
DANIEL VCTOR DE OLIVEIRA.
Ode elegiaca.
Oh Musa Oh Musa Em erebos sons lamenta
Do joven Daniel a mortc escura :
Tu que sempre virtude consagraste
Teuscnticos, teus cultos;
Tu, que de Maurica os mil ultrajes
Nos das de oppressSo has numerado
Possuida de dor, teu pranto unindo
Do Beberibe s ondas :
Mitiga a indignacSo, so Jove cura
A injustiea dos homens. Outro assumplo,
Outra aorte de magoa exprime em verso
Que lapidas adorne.
Ergueu lvida mSo tropos impja,
E enlrcabrindo a tesoura, um fio d'ouro
Cruel'......Insaciavel!......golpeando
Confundi mil projectos.
Qual amante ardenta em noite amena
Reflectmdo no rio a luz de Venus,
Some-se no bulicio da corrente,.....
_ .., Rjs a existencia humana I
Daniel, Daniel, alma prestante,
,0 destino te expoz ao golpe ufando!
Brilhante meteoro ao Co tornaste.
Ao Co, d'onde vieate ;
A natureza, a vida, a patria, as lettrts,
Quanto perdeste, tudo quanto honravas
^ 'anate mundo caos, em v3o te conam,'
E's j outro em essencla.
u 'e nos, que sflo raros teus modelos I
Modt 'stia gratido, fraternidad,
Frisav. am leu carcter, reglavam
Teus discursos, teus actos*.
Por isso e,m pouco tnhas a opulencia.
Por isso q e teus Pa" e so dos sabios
Rcspeitoso "colhias os dctamos
De prudencia, e justica.
'Exemplo filia '' Probo mancebo!
Tu eras de teut' P*.'s De,l" esperanca ;
Eras da phlosot. 'nia ura sanctuario,
Thesv1ur d'amizade. .
No seio maternal <. 'epositando
Teus ltimos segre 'os> ternura
Que o ser te deu gara "y8 esses myslerios:
Entilo suri '"do expiras.
Mundo das arles, ah Pe'"damos nelle
Um ornamento grave, un.' nome Ilustre,
Que no brasilio solo revive.ra
OsPhidas e Api'Hes.
Quem seus costumes, o seu ti ato honesto,
Seus talentos medio, deplorou vendo
o patrio Helicn, nSo frondoso inda,
l.'m cedro derrubado!
Urna campa se abri, e no seu antro
Esse lirio j murcho, porm bello,
Dopoz-se para sempre. Ah Esse lirio.
Era flor d'Oliveira.
Contristado anciflo vi que o beijava !.......
Phrases o extremo adeos narrar no podem :
Smente a natureza commensura
A sua i o (ensillado!!
0 sculo paternal j nfioaquece
A face, que minado a morta tinha : -
Afago fra em balde, foi o premio
De virtudes xtinctas.
Por mais que mil conceitos tu m'nspres
Oh Musa A dor acerba me desoa ;
1 in gemido he meu canto, e os dedos trmulos
Desafinan! alyra.
Cessarei de invocar-te : no jazigo
Nflo dormirn com elle o somno infiudo
0 mrito, a virtude, as bellas lettras,
Que siio sua memoria.
O faustoso profano morre nteiro,
O avaro, o sensual, o injusto, o incrdula;
Queda porm nflo sofTrea inteligencia
Que o sabio esqueja todo.
Daniel! Tua morte he lilo sentida,
O quadro dos teus das foi tilo puro,
Que grandiloquo verso jamis pode
Resaltar seu sublime.
Se a tuba, se o pindarico suffragio,
Nos eternos umbraes nao lem ingresso,
Carpir-te, he quanto posso; sim, que o pranto
Tambem fie poezia,
Ao Illm. Sr. Dr. J. J. da Fonscca, digno cunhado do
estimavel fallecido, oflereceem diminuto signal de
amizade
Um patricio.
__ COMMEftCIO.
Alfandega.
REND1MENTO DODIA15.......10:023,506
DESCAItftEGAM II0JK 16.
BrigueBeaujeu batatas e garrafOcs vasios.
Briguefroomebacalho.
IliateFlor-do-Recifefumo e charutos.
Patacho ffanouerbreu e remos.
Briguefirandy-JPn*mercaduras.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 15.
Ceral............. 2:517,478
Provincial........... 1:266,209
Diversas provincias........ 16,352
3:800,039
Movitueiilo do Iorlo.
Gavin entradui no dia 15.
Rio-dc-Janciro; 28 dias, brigue inglez Hebe, de 189
toneladas, capitflo Christopher Thomas Anderson,
equipagem 12, carga lastro; a Me. Calmont panhia.
Babia ; II dias, barca inglcza feraza, de 339 tonela-
das, caplSo James Moan, equipagem 13, carga las-
tro; a Me. Calmont & Comparada.
Navios sonidos no mamo dia.
Stockholm; brigue sueco Helena, capitSo J. II
Knoll, carga couros e assucar.
dem e Undwalla; brigue sueco John, capitfo E.
Wandre, carga assucar e couros.
Barcelona; brigue hespanhel Filippe, capito Jos
Gerpa, carga algodiio.
Qbtervac&o.
Fundnaram no l.ameirflo, para acabaren! de carregar,
as barcas inglezas Hie-Packet, e Herold.
Declaraces.
O arsenal de guerra compra dez bandas de lila
para sargentos; dez varase meia de gal.to d'ouro
Tara divisas de inferiores; oitcnta barretinas de pel-
o com lagos; oitenta cordoes para as ditas; oitenta
pennachos de lila; oitenta grvalas desoa com ata-
cas de latflo; onze pares do dragonas para inferio-
res; sessenta e sete ditos de ditas para soldados; dous
ditos de ditas para tambores; oitenta mantas de
algodiio; cento e cincoenta eoito pares de sapatos;
setenta e nove esleirs de Angola; dezoito grozas de
bolocs grandes.com a lettra A ; nove ditas de di-
tos pequeos; quarenta folhas de papelSo; sete cova-
dos de encerado; duzentas e quarenta varas de cor-
dodclfa para bonetes; oitenta borlas do 19a para
os ditos; sete grozas de clcheles ; duzentos e trinta
e sete covados de panno azul; sessenta ditos do casi-
mira encarnada; tresontos e setenta e cinco ditos de
nollanda de forro;sete varase meia de brim: quem
taes gneros quizer fornecer, quanto a aquellos que
sflo necessariosse manufacturaren!, comparecam no
mesmo arsenal paraos convenientes ajustes, e quan-
to os outros, mandarlo sua proposta m carta fecha-
da, e as amostras a directora do referido arsenal, at
o dia 16 (hoje) do corrente mez.
Arsenal de guerra, 12 de everero de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
O arsenal de guerra tem de remetler, com bre-
vidade, para a provincia do Rio-Grande-do-Noite
15 barrisde plvora, deduas arrobas cada um : quem
se quizer encarrogar do transporto dos inesmos
comparec neste arsenal, para se proceder aos con-
venientes ajustes.Arsenal de guerra, 12de'feve-
rero de 1847.
Jodo Ricardo da Stlta,
Amanuense.
-- O Illm. Sr. director do lyco, em cumprimen-
lo 'a ordem do Exm. Sr. presidente, de 25 de Janeiro
prximo lindo, manda fazer publico, que, da data
ueste a 60 dias, vai a concurso a cadera de primei-
ras lettrasdosexo feminino da villa do Bonito, ins-
taurada pela lei provincial n. 181, de 5 de dezem-
bro doanno prximo passado : qualquer pessoa que
se quizer oppr a mencionada cadeira dever com-
parecer nesta secretaria com as habililacOes do es-
tylo, para poder ser incluida na lista das opposito-
ras.
E para que chegue a noticia a todos, manda pu-
blicar o presente edital pela imprensa.
Secretaria do lyceo de l'ermambuoo, 9 de feverel-
ro de 1847.
O secretario,
Jodo Pedro l'euoa de Melh.
cscrivflo e administrador da mesa de rendas
internas provinciaes tem de remoller para o juizo
competente urna relaefio, contendo os devedores de
decima abaixo especificados, o que ter lugar at o
dia 28 do corrente mez : por isso os convida a vi-
rem pagar seus dbitos, afim de evitaren as cres-
cidas despezas do juizo.
Herdeiros de Jos Pereira LAgos, Jos Higino de
Miranda, Joflo Venancio, Joflo Jos Barroso, Manoel
Elias de Moura, Antonio Tiburcio da Costa Monteiro,
Maranna Rita de Oliveira, Antonio Luiz de Freitas,
Antonio Lino da Silva, herdeiros de Antonio Fran-
cisco Marques, Antonio Ferreira dos Santos, Antonio
Filippe da Silva, Antonio Fernandos Vellozo, Anto-
nio Joaquim Goncalves de Moraes, Antonio liaptista
Clemente, Antonia Bernarda de Souza, Anna Rufina
da Costa Monteiro, Anna Joaquina de Freitas, Anna
Joaquina da Conceicflo, Anna Mara Joaquina Silva-
na, Angelo liaptista do Nascmento, Amaro Jos do
Carmo, Agostinha Mara da Hora, Anna Joaquina do
Espirito Santo GraQa, Calharina Francisca do Espi-
rito Santo, Joaquina Mara da Rocha, Francisco Pe
reir da Cunha, Antonio Jos Gomes Arantes, An-
glica Francisca de Azevodo.
Rocife, 11 de fevereirode 1847.
Clorindo Ferreira Caldo.
O professor de grammatica latina do collegio
das artes da academia de Olinda declara estar
aberta a respectiva matricula.
Theatro publico.
O CARNAVAL DE VENEZA
oo
FOLHA REAL.
HOJE ,16 DO CORRENTE.
Nesta noite se representar o o jocoso drama
Poeta dai Aituriat ornado de cantonas e danc_as
de mascaras. >
Ha alguns annos era costume em Portugal mandar
vir da Italia um hbil machinsta para por em scena
as grandes pecas mgicas, bem como o Annel de
Ciges ,Ubyrinto de Creta, Mgico de Salerno,elc.
Hoje, porm, estilo em voga os dramas jocosos, ter-
minando com os bailes de mascaras, a que sflo admit-
idas as pessoas de ambos os sexos, que tiestas tres
noites se querem desenfadar dos trabalhos quoti-
dianos, precedendo car til o do director, para serem
admittidas as dancas de mascarados; fornecende-
Ihes casa mascaras e vestuarios.
bancas.
O qunlelc-chinez, a polka, mashurka, escoceza,
montencllo gavota, lundum figurado, caxuxa e
outras dancas dos mascarados; cavatinas e duetos
jocosos, e tonadilhas. O que tudo ser executado
pela brilhante companhia das pastoras.
PublicAcoes Iliterarias.
AsIlcdesdeGTMJ/JMr/C/ 1NGI.EZA, recopila-
das e coordenadas pelo bacharel formado Vicente Pe-
reira do Reg, professor no lyceo desta cidade, que
sBo o compendio da respectiva aula, acham-sc igual-
mente adoptadas para a do collegio das artes prepa-
ratorias Jo curso jurdico de Olinda, por delibera-
dlo da illustrissima congrega(9o dos Senhores lentes
do mesmo curso, abaixo transcripta ; e estilo ven-
da na livraria da praca da Independencia, ns. 6 e8,
a preco de qualro mil ris.
Em virtude do despacho om frente, do Exm. Sr.
hispo director, certifico que em congregoslo de 17
de noyembro 1846, foi apresentado pelo mesmo Exm.
Sr. bispo director um oflicio do professor da-lingoa
ingleza do collegio das artes, no qual pedia a con-
gregarlo o seu consenco para poder adoptar urna
grammatica ingleza recentemente publicada pelo
mez, n'um folheto de 48 paginas era 8.* grande; a
ultima parto da revista ser consagrada publica-
pilo de romances dos mais colebres escriptores mo-
dernos; 'eo preco da assignatura ser 2,000 rs. por
trimestre, pagos adiantados.
Subscreve-so na livraria da prac,a da Independen-
cia ns. 6 e 8, no Aterro-da-Boa-Vista loja do Sr.
E. Chardon, e no Recife, loja do Sr. Cardozo Ayrcs.
Acha-se no prelo o l.e numero da 2.* serio.
A. P. de Figutiredo.
Avisos martimos.
*.- -
Para o Rio-Grande-do-Sulsahr breve o veleiro
brigue ilm'mo-Graii tratado ; recebe escravos, bem como passageros,
para o que tem bons commodos : quem pretender
entenda-sc com Amorim lrmflos, na ra da Gadeia ,
n. 45.
Para o Ass pretende seguir viagem cow broe
vdade o brigue-escuna Mtnriquela, e tocar nos Tou"
ros e Caissara, havendo carregadores para estes por-
tos : e para todos trata-se na ra da Cadeia, n. 17,
segundo andar, ou com o niestre a bordo, ou no tra-
piche novo.
Para Lisboa sahir, com a possivel brovidade,
o brigue portuguez Vestal. capitfo JoSo da Costa
Neves : quem nelle quizer carregar ou ir de passa-
gem dirija-se a ra da Cruz ,' n. 45, a casa de Nasc-
mento & Amorim.
Para a ilha de S.-Miguel partir, at 8 do mez
prximo futuro o brigue brasileiro Espirito-Santo,
( outr'ora Piel) forrado e encavilhado de cobre e do
boa marcha : para carga ou passageros ofTereceex-
cellontescommodos: os pretendentes tratem com
o consignatario Firmino Jos Flix da Rosa, na
ra do Trapicho, n. 44, ou cora o capitfo, Alcxan-
dre Jos Alvos.
Para o Aracaty sahe em poucos dias a sumaca
Carlota, por se adiar com a maior parte da carga a
bordo, e para o rstanlo da carga e passageros tra-t
ta-se com omeslre, Jos Concalves Simas, ou com
Luiz Jo de S Araujo, na'ra da Cruz, n. 26.
Para o Porto sahir com brevidade abarca Re-
la-Pernambucana, por ter. parte da carga prompta;
quem nella quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem excellentes commodos, dirija-se ao capi-
tSo na praga, ou ao consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na ra da Cadeia do Recife, n. 51.
- Espera-se do Rio-de-Janeiro, at o dia 16 do cor-
rente mez, o muito veleiro e superior brigue por-
tuguez Sublime captflo Joflo Francisco de Amor ;
pretende sahir com toda a brevidade para Lisboa ;
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passagem,
para o que tem os mais asseiados commodos, enten-
da-se com os consignatarios, Oliveira IrmSos & C. ,
na ra da Cruz, n. 9.
O patacho Oliveira pretende sahir para o Rio-
Crande-do-Sul at o dia 20 do corrente : quem tiver
escravos a embarcar dirija-so a tratar com JoSVaz
de Oliveira, na ra da Cruz, n. 51.
O brigue Paquete-dePemambuco segu com bre-
vidade para o Rio-Grande-do-Sul; tem bons com-
modos para passageros, e recebe escravos a frete :
quem pretender qualquer das cousas enlenda-se
com Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Segu viagem para o Cear e Acarac com mui-
ta brevidade o hiato nacional Maria-Firmina : quem
quizer carregar dirija-se a ra da Cadeia do Recife,
n. 34.
Para Lisboa sahe, com a possivel brevidade, o
brigue portuguez S.-Domingos, por ter a maior parte
da carga prompta : quem no mesmo quizer carregar
ou ir de passagem, para o que offerecc bons owfcmo-
dos, dirija-se aos consignatarios, Mendes & Tarrozo,
ra da Cruz, n. 54, ou ao capitfo, Manoel Goncalves
Vianna, na praca do Commercio.
Avisos diversos.
LOTERA
D A M A T R I Z
DA CIDADE DA VICTORIA.
Acha-senovamcnte designado o dia 26 do corren-
te mez para terem andamento as rodas desta lotera,
eiifloobstanteadifficulda.de na venda do resto dos
respectivos bilheles, causada pela falta- de notas de
pequeos valores que facilitcm os trocos, todava
espera o thesoureiro que ser effectuada a referida
venda, e que odia marcado nflo ser espacado. 0
restante dos bilhetes acha-so venda nos lugares
jannunciados.
Ilavendo-SA amigavclmente dissolvido a soce-
dade quegyrava nesta praca sob a firma de Cuedes
& Mello, emuina loja do miudezas, sita na ra; da
Cadeia-Vclha n. 9 ; o socio Manoel Eej-nandes Cue-
des fez venda de sua parte ao socio Antonio Lopes
Pereira de Mello, ficando*este com o estabelccimen-
to e encarregad de pagar todo o p'assivo que a ex-
bacharel Vicente Pereira do Reg, professor da lin- tela firma devia at o primeiro do corrente mez,
goa ingleza no lyceo; em consequencia do que a|no devido termo de seus venfimentos; nflo sendo
congregacio approvou, resolvendo que ella fossc|re8Pnsavel o socio Guedes por mais quantia alguma,
alem daquelle passivo nos seus devidos vcncimcn-
tos, su nflo forem pagos pelo socio Mello, e nao sondo
permittido a nenhum dos socios firmar de hoje em
diante a exiincta firma social.
Pernambuco, 15 de fevereiro do 1847. Manoel
Fernandes Guedes. Antonio Lopes Pereira d Mello.
Vorato de Carvalbo Tavares tendo de retirar-
se para Lisboa e como nflo possa despedir-Se de
seus amigos, pela brevidade do tempo o faz pelo
presente, oflerecendo o seu diminuto prestimo na-
quella cidade.
adoptada no referido collegio das artes. E por ser
verdade passei esta, a vista do livro das actas das con-
gregaces desta academia
Secretaria d'academa jurdica da cidade de Olin-
da, 22 de Janeiro de 1847. #
O bacharel Eduardo Soares d'Albergara
Secretario interino.
A obra elementarLicoesde Eloquencia Nacional-
pelo padre mestro Miguel do Sacramento Lopes Ga-
ma vai ser adoptada como compendio de rhetorica
no collegio das artes do curso jurdico de Olinda, e
bem assim no lyco, onde o mesmo padre mestre
est encarregad de reger interinamente a dita ca-
deira durante o impedimento do seu proprietario.
Alm da loja do Recife e da botica do Sr. Bartholo-
meo vende-se na loja de livros do paleo do Colle-
gio n. 2, a 5,000 rs. cada exemplar de dous voluntes
encadernados.
HISTORIA DE PORTUGAL
POS
Alexanirt Uerculano.
Os senhores assignantes desta obra podem mandar
buscar o primeiro volume casa n. 7 da ra da
Cruz (2. andar;; servndo-se enviar 3,000 rs.,custo e
despezas at aqui do djto livro.
Como finalisassoroos a primeira serie da nossa re-
vista, o Pauoicsso, e pretendamos dar a segunda so-
bre novas bases, fazemos o presente para que os Srs.
subscriptores liquem nteirados das condices da
respectiva assignatura.
O PaooKtsso sahir d'ora em vante urna ?ez por'
- Hoga-seaoSr.Anttnio Bar-
boza Cordeiro de Gusmo, senhor
do engeiiho Purgatorio, naja de
mandar concluir o negocio que
nao ignora, na ra do Crespo, loja
de Jos Joaquim da Silva Maya.
LOTERA DO RIO-DE-JANEIRO.
AOS 20:000,000 DE RES.
Chagaram bilhetes, mefos, quartos otavos e vig-
simos da lotera das salinas de Cabo-Fro ; e ainda
exislem quarlos, otavos e vigsimos da matriz do
Cear : ncafiecife loja de cambio do Sr. Vieira. A
elles antes que chegue o vapor com a lista.
N. B. 0 primeiro vapor que chegar do Rio-de-Ja-
ncirostraz a lista da lotera a beneficio da matriz
do Cear.
Aluga-se urna casa terrea na travessa de S.-Jo-
s, n. 8 : a tratar na roa das Cruzes, n. 11,
, ILEGIVEL f



Aft PUBLICO. Moendasdecannaspara engenhos movidas a
,. Por, por agoa, ou animaes.
,ui cresrido numero contavam os mdicos Rodas d'agoa osen-arias
i'. acora molestias incuravois, contra as quaes s
X nermittido ao paciente resignado para sollrer
m mal de queja nio havia esperanzas de poder li-
hprta-lo, o ao medico pliilantropico a dor de yer
nuiitos de scus scmelhantes, victimas do enfermida-
{ contra as quaes stf declarava impotente, po-
Indo apenas lamentar a fraqueza da intetligencia
humana. Mas, grabas aos progressos da medicina,
cracas ao zelo 4e homeus incansaveis que, nilo des-
Moerando da perfectihilidade da sciencia, se teem de-
dicido a investigando de remedios que possam ai-
Liar humanidade dealguns males que a aflligem, o
numero das molestias reputadas ncuraveis vai de
ilia-em dia diminuindo. Assini, acbar depms de
longos trabalho, de profunda raedttacfio e reitera-
das experiencias, medicamentos que uos restituam o
,o dosdous maisimportantante* sentidos, de que
. i i.-.~.m niitmln asina i4 en li>lliv,m nA
tram na classe d aquellos que o vido e ousado char-
latanismo inculca com roucos e deseompassados
lirados, e que o crdulo vulgo por ignorancia rece-
be na boa fe e sem discernimcnto,acnando-se dopois
Iludido: tem porem de oceupar mui distincto lugar
entro os medicamentos quemaioresbeneficiospres-
tam ao homem: constam elles da tlissolucSo aquosa
de extractos de plantas medicinaes.de virtudes mui
reconhecidas e verificadas. O longo uso, as conti-
nuadas e severas experiencias, a que por toda a par-
te teem elles sido submetlidos, sem que urna so vez
haiam falhado em seus bons effeitos, e desmentido
as esperanzas que sobre elles havia fundado o seu
inventor, Ihc teem grangeado constantes o repetidos
elogios dos mais sabios e respeitveis mdicos, as-
sim da Europa, como da- America, que unsonos
ubonam o proclamam sua ac$3o sempre certa e be-
nigna, llm desles licores lio destinado a oombater
ns molestias de olhos, e tem por principal virtude
restituir aos org.los da visito suas funeces; reani-
mare fazer reapparecer om sua uatural perfeicSo
vista, quando esta esliver fraca ou quasi extincta,
com Unto, porem, que nSo baja cegueira absoluta
com dcsorganisa?3o das partes; nflo menos til e
enrgico he para desfazer as cataratas, destruir as
nevoas e de prompto debelar qualquer inflammacllo
ou vermelhidao dos olhos. Nao causa dor, nem es-
timulo na parte
Outro liquido restitue a faculdade de ouvir os sons
ao ouvido tocado de surdez, ainda quo inveterada,
urna vez que o mal nflo seja de nascenqa, sem causar
em lempo algum o menor incommodo aodoonte, e
sem priva-lo de cuidar em seus negocios.
INSTRUCCOES PAPA USO DOS REMEDIOS.
O dos olhos emprega-se do modo seguate:
Odoentepela manhia, emjejum, urna hora pou-
co mais ou menos depois quo erguer-se do leilo, to-
mar sobre a palma da iriSo pequea porgto daquel-
laagoa; e com ella molhar bem os olhos, fazendo
que algumas gottas caiam sobre o globo ocular :
sem os limpar, os conservar molhados at que na-
turalmente enxuguem : ao deitar-se a noite pratica-
r o mesmo : durante o tempo que usar do remedio
evitar o calor, aceflo de fumaca e o vento; far abs-
tinencia do comidas salgadas, azeda's e adubadas
com especiaras.
O r-medio dos ota-idos ser applicado do modo qve seave :
Odoente pela inanlifla, urna hora pouco maisou
menos depois de ergucr-se, ainda em jejum, far
derramar dentro dos ouvidos quatro oo cinco gottas
do liquido, lapundo-os dopois com algodao om ra-
ma ; a noite ao deitar-se repetir a mesma operadlo.
Durante o uso do remedio evitar expor, os ouvidos
principalmente, a acc&o do calor e do vento, atim do
evitar grande transpirado, havendo cuidado em nao
molbar os ps em agoa fria; finalmente deveabs-
ter-sede comidas salgadas, azedas e adubadas.
Estes remedios estilo a venda na botica de Bartho-
lomeo Francisco do Souza, na ra Jarga do Rozarlo
n. 36, nico deposito om Pernaubuco, pelo preco
de 2,000 rs. cada vidro.
Fabrica de chapeos
de sol na ra co Pas
seio-l'ufolico, n. 3.
T
romo em qualidade : tem nesta occasiilo um rico
espartilhose vestidos.
_ Aluga-se urna prcta cscrava que cntcnaa oe
vender muidezas : na ra da Cloria ti. 98.
fbrica de machinas e fund
cao He ferro, na ra do
Bru, no Recife.
Me Callum* Companhia, engenheiros machims-
Use fundidores de ferro; mui respetosamente an-
nunelam aos Srs. proprietarios de engenhos fazen-
deiros, negociante, fabricantes e ao respe.tave.
publico, que o sen estabelecimento de ierro, mo-
vido por machina devapor.se acha em eilectivo
exercicio, e completamente montado com apparc-
lho de primeira qualidade para a perfeita confec-
ro das maiores pec.as de machinismo.
Habilitados para emprehenderquaesquer obras da
sua arte Me Callum 6i Companhia desejam mais
particularmehte chamar a altencSo publica para as
seguinles por serem ellas da twior oxtraccSe nesta
provincia, as quaes construjaas na sua fabrica po-
demeompetireom as fabricadas em nata estrangei-
ro, tanto em preco como na qualidade das materias
primas e inflo d'obra, a saber ;
Machinas de vapor.
Rodas d'agoa eserraras.
Manejos independenles para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzese chumaceiras.
CavilhOes e parafusos de todos os lmannos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhes de mandioca movidos a mflo|ou por ani-
macs e prensas para a dita.
Fogoes e Tornos para cozinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro o bronze.
bombas para cacimbas e de repuxo.
Guindastes, guinchos e bataneas romanas.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, verandas e grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
' Camas do ferro, etc.
usodosaous mais impon. h"" AI6m da perfeicllo das suas obras, Me Callum &
he dolado o homem, quapdo estes k seacbavam no companhiagarantem a mais exacta conformidado
supposto estado d inourabl-alc e mieiramemc com os moldes e desenhos remettidos pelos Srs. que
perdidos, ho por corto um dos maiores servaos, que se dignarem de azer-lhes encommendas; aprovei-
se poda prestar i humanidad*; cis o que eslava re- ,andoa occasiao ,, 8gradecer aos seus benvolos
servado um homem philantropo da cidaae de Bra- amgos e rreguezes a preferencia, com que teem si-
ca, em Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus do por eCJ nonra(ios, e asscgurar-Ihcs que nflo
semelhantes se tem ferto geralmenle conhecer. Os p0uparfl0 Csforcos nem diligencias para continua-
romedios quo ora offerecemos ao pubbco, n3o en- rem a merecer a sua conflanca.
Aluga-se urna boa casa terrea, com 4 quartos,
9 salas, quarlo separado par pretos e casa para ba-
ndo, grande quintal com parreiras o flgueiras, ro-
munzeira.se mu i tas mais arvores de fructo; com ca-
cimba d'agoa do beber, a mclhor que se lem visto;
no principio da estrada dos fflictos, pegado ao sitio
quefoida Sr.*D. I.aurianna ; outra casa terrea com
sotHo corrido muto arcuado, no becco de Serfgado :
trata-so na ra da Cadeia do Recife, n. 25.
Alugam-se as seguinles casas: um sobradiuho
de um andar coro sotan, lujas e quintal, na ra do
Sebo, n. 50, por 300,000 rs. annuaes; os dous tercei-
ros andares com sntao, na ra do Aterro-da-Boa-Vis-
ta, ns. 4 e 6, por 300,000 rs. annuaes; urna loja com
proporr;flcs para qualquer estabelecimento, no mes-
mo Aterro, n. 6; osprimeiro e segundo andares do
sobradiuho do.paleo deS.-Cruz, n. 14, todos pinta-
dos earranjados de novo, porao.OOO rs. mensacs; urna
casa terrea com quintal, cacimba e mais commodos
para grande familia, na ra da l'iiiao, n. 3 ; duas di-
tas com os mesmos commodos, na Trempe, ra da
Solodadc, ns. 29 o 31, por 12,000 rs. mensacs ; una
meia-agoa, na ra da Soledade, n. 37, por 5,000 rs.
mensaes : quom as nrcleiidor dirija-se ao escripto-
rio do F. A. de Oliveira & Filho, na ra da Aurora,
n. 26.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muito asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou do
pouca familia: quem o quizer alugar dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Na ra Nova, n. 32, loja de Carlos Ilardy, ou-
rives,acaba-se de receber pelo Csor.chegado ltima-
mente um lindo sortimento de obras de ouro do
lei, como sojam : aderecos, brincos, pulseiras e gar-
gantilhas; eum grande sortimento de obras ditas
da torra ; camafeos proprios para, allinetese brincos,
sem serem cncasloados.
Na ra do Agoas-Verdes, n. 68, ha urna pessoa
capaz que tem os precisos conhecimentos, e seof-
fereco para ensinar primeiras leltras e francez
quom de seu prestirao se quuer utilisar, sirva-so
procura-lo das 7 as 9 horas da manhfla, e das 3 as 6
da tarde. .
__Roga-se ao Sr. Policarpo Jos Layme que ho-
ja de apresentar csses documentos que comprovem
a sua verdade para o publico icar sciente em quem
deve cahir a culpa ,e saber- se com clareza, se ha
imitacao ou negaeflo de firma.
__Pergunta-se ao Sr Policarpo Jos Laymo por-
que deixou de repetir o seu bello annuncio de imi-
tagSode firma? Ser porque conheceu a milacaoua
mentira ? Responda ao Especulador.
Aluga-se o segundo andar da casa sita na ra
da Cadeia, n. 9 : a tratar na loja da mesma casa.
*- D-sedinheiro a premio com penhores mes-
mo em pequeas quantias : na ra do Rangcl, n. 11.
I'olojuizodocivol da primeira vara desta cida-
dc. tem de se arrematar urna parte do sobrado da
pracada Boa-Vista, no valor de 305,000 rs., por
xecucao de Antonio Piulo de Azevcdo contra o ca-
oitao Icnacio Francisco Pereira Dulra o boje contra
a viuva do mesmo e tutor da menor Tbomazia ja
habilitados : os licitantes podem comparecer na pra-
ca: bem >ssi malcra parte do sitio de trras pro-
IH-ias, com arvores do fructo, no lugar da Boa-
Viage:r., avaliadoem 666,660 rs.
__A viuva do fallecido AntonioFeirci-
MUITA ATTENCAOl!!
O abaixo assignadotem a distincta honra deannun-
ciar ao respoitavel publico desta cidade, e aos habi-
tantes cm gcral da provincia do Pcmambuco, que
acaba de llio chegar do Boston, polo brigue america-
no Casktt, entrado no corrento mez de fevereiro, duas
caixas com eaixinhas do pilulas vegetaes do doutor
Brandrct. O mesmo abaixo issignado ufana-so de
altiruiar quosM as unieas e verdadeiras pilulas ve-
getaes que cxislcm ncsla praca, de seu proprio autor.
Iicsneccssario ho repelir atoa aecita^aue acolhimon-
todo respoitavel publico; pelo que o mesmo abaixo
assignado dcixa do o fazer, continuando a non rs.
por caixinha com o seu competente reccituario, ha
ra da Cadoia-Velha, botica de
Ticenlt Josi de Brilo.
Compras.
Compram-se hoje, cedullas
de 20,^000 rs. en carnadas: na
ra da Cruz do Recife, n. 26.
Compra-se a Chymica applicada as arles: na
pra^a da Independencia n. 19.
Joaquim Ribeiro Pontes compra prata, pala-
COes brasleiros e columnarios, a proco de dous mil
reis cada um : a tratar na ra da Cadeia do Recife,
loja n. 54.
--Na ra da Cruz.n. 51, primeiro andar,compraro-
se escravos para o Rio-Crandc-do-Sul: sendo molo-
ques, negrinhase algumas nretas engommadeiras,
costureiras ou mesmo cozinneiras.
Compram-se alguns escravos, com olcios de
pedreiro, carpinteiro o calafate para fra da pro-
vincia ; sendo vistosos e agradando, pagam-sc bem
na ra da Cadeia do Recife, n. 45.
Ainda se contina a comprar cobras de viado
vivas para remedio : na praca da Boa-Vista, n. 32,
segundo andar.
Compra-so urna cscrava que saiba coznbar,
e engommar, nflo excedendo o seu valor a mais de
400,000 rs., a troco de urna letlra quo falta menos
de5 mezes para se vencer, aceita por pessoa muito
segura, que nada deve, e que possuo bastantes pro-
priedades nesta praca, livres: quem livor annuncie.
Compram-se escravos mocos, bons carpinas e
pe-dreiros, e outros de servico do campo i na ra Di-
reita, sobrado n. 9.
Compra-so urna escrava com as qualidadesse-
guintes : bonita figura, sadia, moga, sem vicios, que
venda na ra e sirva para o Irabalho interno de urna
casa, cozinhar,coser, engommar e lavar: quem a
liver dando a contento por 8 dias, dirija-se a Boa-
Vista ra da Cloria, sobrado de dous andares, n.
87, a qualquer hora do da.
Compra-se toda e qualquer partida de vidro bran-
co quebrado: na venda da esquina da ra da Alegra,
por detrs da groja da.S.-Cruz.
Compram-se, para fra da provincia escra-
vos de ambos os sexos com offlcios c prendas; sen-
do de bonitas figuras pagam-se bem: na praemha
do Corpo-Santo, n 66. _________
-- A viuvuuuimiciii'""'"......... _-na botica da na ao nangei, tcuarm-- i innt-
Joflo Loubet adverte aos scus freguozes quo v/ascoiiceUos vende, para paga men- dio eguiuu-s, dos quaes a pencuda icmconiimiado
mieramdesencannr-se por urna vez sobre os ra de VBSConcenus vcnu r b mell.orc -lcitos: dentlhco, que tem a propriedade
obiectosabaixf declarados, tanto em preco to Je.seus credote, urna casa de sobrado de os dl.nlei cariados, e reitituu-lhcs a tr c,-
J .iaii.lii.1e ti>m nesta occasiflo um rico ___,!-nm siilfio. trndo 35 oalmoslmaliada, em. multi
Vendas.
Romance.
Vcnde-sc, na pra?a da Independencia, livraria .
ns. 6e8, oexcellente romance, chepado ha pou-
co do Rio-de Janeiro, que tem por titulo
Vinte Anuos Depois
ou v
Os Tres Mosqueteiros,
por
A.Dumas,
emll volumes. ,
Na loja de Guimaraes be-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Anlonio. n. 5, ven
dero-se causas finas, largas e fran-
cezas, pelo barato preco de 480
rs. avara; chitas francezas, lar-
cas a 280 rs. ocovodo.
Vende-se um fardamento completo para guar-
da nacional quasi novo, por proco commodo: na
ua da Cruz, n. 3?, primeiro andar.
Na botica da na do Rangel, vciidem
tanto em preco t0 (IC SdlS cretioie, umu ,;> u-ov-.-v. de limpar os ai-niecauauu, c ...u.i-im. *~.
nSSm Tprelos de um andar com ioo, endo 35 ^obI^^^X^T^ U'tlSK
anoarecido neste mercado, de igual sortimento ; e c0|n vJraca8, e dentro assoalhada e iorra-"^eos n.mers,..ei'-, orchaia purgativa, mui til as
TtemnuSKE S^mSTd.1 tcoSa eapSan da, com portase encl.ams, faltando ape- fiKlsm*^^S?,
todas as cores, pois seus gostos sao da ultima mo-
SB!taRa2 vlS^^mente travejada por dentro,
asXs, proprios para toda e qualquer obra quejo c0x-o de a|icercc paro dua. n.o-
KSSlfi'S oSSMm SSp5S.P-e0irn~o,1h,S: radas de casas, de 6. palmos de frente
m^rmo^senK, co^ toda a orfei^por ^ dfi fuado. {oda6Com qul|.| em aber.o
mem como de senliora, com toda a por ei^io, p. m
^S^)SS^^^B!^ ?lo terreno de sua frente, e 29palmos de
fundo com camhoa por dentro do quinta
sendo os chaos foreiros: finalmente, um
terreno no mesmo aliuliamento, coro ^i
palmos de frente e o competente fundo, e
cambua que fica no centro : ludo situado
m frente da estrada que vai para a Magda-
lena, e faz esquina com a que vai para o
eiuedto. Os pretndeme podem-se en-
jendercomB. Lasscrre & L., na ra da
8e%aLIbebude'do0m,osfeirode S. Denlo embar-
c.7.2 o tUotSande-do-Sul os seus escravos cnou-
,0S'DASse^aasa0Cterrea da ra da F.orenlina
7: a'uaurarua do Trapiche, arm.zem n. 19.
Alueam-se os primeiro e segundo andares do
sobT.doT.3 di -^o Vigario : a tratar "o tercei-
des, n. 102,
criancas e .19 pessoas de toda c qualquer nlade ; he cora-
posta de substancial vegetaes, nao coni.'in mercurio,
nem droga alguma que poisa prejudicar: remedio para
curar calos, em poucos dias ; dito para curar dores ve-
Deteas antigs e. que teem resistido ao tratamento ge-
ramenle applicado ; dito para provocar a menstruacao,
e accelerar a accao do tero nos parios naturaes em
3ue nao se precisa das manobras scieiililicas da arte ;
lio para resolver tumores lymphatlcos, vulgo glndu-
las ; dito para curar boubas e cravos seceos, o mais effl-
cai que seconhece at aqui; dito oximel de ferro, mul-
lo ulil nai ehloroies, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anli-biliosoa de Manoel Lopes; canslas de gelati-
na, contendo balsamo de cupahiba ; ditas de oleo de
reclnos puriticado ; ditas de cubebas ein p fino ; ditas
de assafetida; ditos com pos purgantes; ditas de ruibardo
da China; ditas de sulphalodequinlno de l e 2 graos cada
capsola ; algaleas, velinhis elsticas; pilulas de sal de ca-
baeinho; agoa das Caldas, chegada proiimamciite; reine-
diosquecuram a frialdadc'dcnirode40dias.mesinoestan-
do incitado; oleo inulto bom para conservar o cabello,que,
alen, de nio (Jeixarcahir o cabello, limpa a caspa, e
cujo uso continuado fai reapparecer o cabello perdido ;
pilulas especificas para curar as gonortheas ebronieas,
qnando a leao nao passa daurela ; igualmente um xa-
rope anti-beniorraglco, applicado nos-caso* cm que se
delta sangue pela bocea : o preco de lodos estes reme-
dios be mui rasoavel, e os bons resultados da sua appk-
caco he que deveni fiuer sua apologa.
NOTICIA.
Acham-so venda latas com a mui famigernda
bolachinba de araruta, limao.florde laranja e berva-
doce: noannazem de Francisco nas Forrcira, no
as da Alfandega. ,
_ vundom-sc, na ra do Collegio, n. 11, charu-
tos de mei regaKa ehegados ultimamenle da Babia,
a 900 rs a meia caixa ; inilbo muilo superior a dez
.tacas o atquire, medida velha ; urna porcao do
grSo-de-bico a 50 rs. a libra; fannha do Marachso
a 40 rs. a libra.
OLIVRODF.TODOS
ou
Manual da latid/,
Contendo
odos o* esetarrelinentos theorlcos e pratlcos necessa-
los para poder preparar c einpregar, sem o soccorro Uu
nrofessor, os remedios, e se preservar e curar-se promp-
lamcnt'e, com pouco dispendio, Ja mor parle das moles-
lias eiiravcis, e conseguir um alllvio quasi equivalente
sade, as molestias ncuraveis. ,
Seguido
de um irataiHcuto cupeeifico contra a coqueluche, t de
regras hygirnicas para prevenir as uioleslias ;
pelo doutor C. de Plorsquellee.
Prejo 4J0OO r. ein brnehura.
O suppfemento, indispensavel a quem trnt a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odlto upplenien-
to tras as tres diflerentes receltas para a compoiicao da
agoa sedativa;este precioso remedio que tamanha repu-
tao j tem ganho, e que deve existir ein lodas a* casas
para remediar promptamentc aos accidentes e Incoro-
modos repentinos '
Vende-se na praca da Independencia, livraria ni. O e-
- As cautelas da lotera da cidade da Victoria achain-
se de hoje em dlante expostas a venda no Alcrro-da.
Hoa-Vista, aas lojas dos Sr. Caetano Luii Fcrrelral
n. 46; Thomaz Pereira de Mallos Kstinia, n. 54; I#a,
& Irino, n. 58, c Antonio Ayrc de Castro, n. 72
asslm como na travessa do Veras, n. 13. oudc os fre-
gueses acHarao seinprc um variado sortimento de bons
nmeros. O pagamento das que sabiram premiada*
na passada lotera do Llvrainento contina a ser felto
como d'anles a toda c qualquer hora do dia, sem ex-
cepcan de domingos e dias santos.
Na loja de Guimares Se
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S -Antonio, n. 5, ven
dem-se lencos de vapor, de pa
tlroes modernos, pelo barato pre-
go de 480 rs. cada um ; lencos
francezes de cores finas e fixas ,
fngindo seda a 480 rs. cada um;
brim escuro irancez trancado, de
puro linho, a 720 rs. a vara.
Ycnde-sca dinlieiro, por preco ra-
soavel", ou Iroca-sc por casas lerrcas den-
tro dos Ir? Lairros do llecife, o arma-
zem da ra d'Apollo, ns. a8e30, com o
seu terreno al a mai, estacado e ater-
rado : entendam-se com Jo5o Esfeve. da
Silva.
It na do (jueimado, n. f 1.
Na loja nova de Rayiruyido Carlos Lei-
te adiase um completo sortimento de
faicndas linas, por menos de seu valor ;
bi iin trancado de linlio, com listras, paro
calcas i chapeos de sol de seda ; platilha
de linho hretanha de dito c tamhcm
o olgodSo dobrado, proprio para saceos
ou roupa de escravos.
Cliarulos cor de canda.
Estes superiores charutos, da fabrica
de Augusto Witzleben, em S.-Felix,
vendem-se na ra da Cruz do Recite, ar-
mazem de Luiz Jos de S Araujo, n.
52 ou 3(5.
Vende-se rolim de superior quali-
ade, cm grandes e pequeos lotes : no
armazein de Brender i Jlraudis, na ra
da Cruz, n. 63. No mesmo ha om peque-
o sortimento de chicotes inglczes para
carrinho.
G4RN4UBA.
No armazcm de farinhada ra do Collrgio, n. 1
contina-so a vender cera de carnauba por preco
commodo tanto cm porcoes como a reUlho o he
chegada agora urna porreo da mclhor qualidade que
tem apparecido.
e= Vendem-se moendas de Trro para engenhos de a*-
ncar, para vapor, agoa c besta*. de dlverao* tamanho.,
por pirco commodo ; c igualmeole taixa* de ferro coado
c batido, de todos os tanianbos : na nraca do Corpo-San-
lo, n. 11, cm casa de Me. Calmont S Companhia, ou na
ra de Apollo, armazcm, n. 0.
Vende-sc a verdadeira e superior
potflssa branca da Russia, muito nova e
em barr pequeos, por mdico preco
na ra da Cadeia do Recife, armazcm n. i,
de Bailar & Oliveira.
Vende-se, na ra Direita venda n. 53, sebo
dellollanda a 320 rs. a libra; banha doporco a
320 rs. a libra ; talbarim linoe grosso, a 200re.; ale-
tra a 240 rs. a libra ; pratos, a 960 rs a duza ;
manteiga franceza muito nova, a 640 re. a Hora;
azeite doce, a 600 rs. a garrafa; velas de espermace-
tc. a 800 rs. a libra; e outros muitos gneros de ven-
da, ludo muito superior e nuis barato do que em
outra qualquer parto.
Vende-sc urna secretaria do Jacaranda um ca-
nap dito, duas commodas de oleo; ludo novo,,
e por proco muito commodo : na ra da Madre-de-
Deos, armazem n.26.
. Na loja de Guimares, Se-
rafn. & C vendem-se pannos
finos, de cores, pelo barato pre-
co de 2^400 rs. ocovado; e de
oulras muitas qualidades, de va
rios precos.
Na venda da esquina ja ra da Alegra, por
detrs da greja da S.-Cruz, vende-sc cera do car-
nauba em pequeas e grandes partidas, a 900-rs. a
arroba : e vinho da Figueira a MO re. a garran).
PECHINCHAS NA LOJA DO NICHO.
Na esquina do Livramento loja do nicho veo-
dem-se pecas de chitas limpas, de boa qualidadee da
I muito bons pannos, a 4800 rs., e a 140 rs. ocovado.


h
i
I

Pannos pretos finos
o novos na loja; sctjm maco, sem mistura; cha-
peos de sol, com hastes de ac; chales o mantas de
seda c de 13a o soda; casimira preta elstica ; cha-
peos finos francozos; ludo por menos de seu valor i
na ruadoQueimado, n. 11, loja nova de Raymundo
Carlos Leite.
Vendcm-sc 3 escravas, sondo urna dolas criou-
la, do 26 annos, porta lavadeira; urna parda do 23
anuos; una cabra do 25 annos, propria para todo o
servigo por ser forte o sadia pinito principalmen-
te para engenho : no largo do Forte-do-Mattos, n. 6.
Vende-se cha preto, o melliorque ha, em cai-
xinhas de 16 libras, proprias para familia : na ra
do Trapiche, n. 8, casa de llenry Forster & Compa-
nhia.
VELAS DE CERA DO RIODE-JANEIRO.
Vcnd.c-secompleto sortimentode uma a IjB o bo-
gias de 4,5 e 6 : no armazom de Alves Vianna na
ra da Senzalla-Vclha, n. 110.
Vende-sc, ou permuta-sc por um sitio perto da
praga urna cxccllento casa terrea com bastantes
commodos para urna grande familia, sita nesta pra-
ga : na ra Imperial, n. 9.
{] Vende-se na ra da Cruz, n. a3, .H
jj cera em velas, de urna das melho- t)
res fabricas do Rio-de-Janeiro
sortimcnlo a vontade do compra- |||
dor, em caixas pequeas, e por l|
preco inais liarato do que em ou- T
ira qualquer parte. |fc
I
n
Vendem-se bichas grandes e tambem se alu-
gam, por prego ruin modo : no Aterro-da-Boa- Vista,
na primeira venda ao pe da ponte, n. 2.
FIGURES MASCARADOS.
Vendem-se vestidos completos com cabellciras, e
mascaras finas para brinquedos de entrudo de 3 a
5000 rs. cada um a dinhoiro a vista : no theatro
publico.
IVa ra do Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nnbreza
roxa muito superior e muito propria para capas
doSr. dos l'assos e outras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido de senhora ; meias de seda pre-
tase brancas, as majs superiores que teem appare-
cido,tanto parahonlemcomo para senhora; luvas
de seda; chales de seda, muito modernos e de lin-
dos gostos; cambra a de linho, muito fina; lencos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muito barato preco ; esguiao de
puro linho e muito fino ; platilha de linho ; e outras
muitas fazendas que sero patentes aos comprado-
res o por barato preco.
Vende-se azeite lino de gerselim, para comer e
para luz : no deposito de azeite de carrapato, na ra
da Senzalla-Velha, n. 110.
IVovo panno de linho, a 600
rs. a vara.
As pecas sSo de 15 varas e he melhor que o pri-
meiro; alpaca (na preta, a 800 rs. o covado; los
prelos muito baratos : chitas em cortes ; riscados
fraucezes; sarja hespanhola superior; e grande sor-
timento de fazendas de todas as qualidades e liara -
tissimas i na ruado Queimado n. 11, loja nova de
Ha y inundo Ctrlos Leite.
Attencao
?
Cunta & Amorim teem para vender potassa russian-
na nova.de superior quadade, que vendem por ba-
rato prego, para fechar contas; cal virgem de Lis-
boa em ancoras e barriquinhas : na ra da Cadeia-
Velha, n. 50.
Vende-so a verdadeira sarja de seda
hespanhola, a mais superior que tem
apparecido; chamelote de seda para col-
lete; sedas pretas lisas e lavradas; se-
tim preto deMaco; superior lo de li-
nho preto; panno preto muito fino ; e
outras muitas fazendas proprias para
a quaresma por prego mais em couta
do que em outra qualquer parle : na ra
do Queimado, nos quatro-cantos, casa
amarella. n. 29.
Gaz.
Loja de Joo Chardon ,
Atcrro-da-Boa-Vista, n.5.
.Nesta loja acha-so um rico sortimento de LAM-
PEOES PARA GAZ com seus competentes vidros, ac-
cendedores e abafadores.
Estes CandCrOS8o os melbom o
mais modernos que existem boje: recommendam-se
ao publico tanto pela seguranca e bom gosto de
sua boa confecgio, come pela boa qualidade da luz,
economa e asseio de seu sei vico.
l\a mesilla loja os consumidores sem-
pre acbarSo um deposito de CAZ, de cujo se alian-
ca a qualidade, e em poreilo bastante para o con-
sumo
Vndese o gaza SSO rs. a
garrafa.
Vende-so um ptimo escravo de 22 annos,
proprio para armazem de assucar ou outro qualquer
servido, por ser forte e sadio ; um moleque crioulo,
ie>8annos; urnalilera com seus pcrlenccs; 2sel-
lias usados : na ra dos Tanoeiroi, n-1.
Na ra Nova, n. Sr6
vende-se sarja prela larga, de superior qualidade;
merino preto fino ; luvas e meias pretas; bicos pre-
tos de seda ; bonetes para meninos; lencos de gor-
gurflo prelo para grvala ; cortes de collelo de vel-
ludo ; lem de um completo sortimento do fazendas
franeczas o inglozasdo ultimo gosto.
Vendem-se saccas com superior colla das fabri-
cas do Rio-Crande-do-Sul, a preco barato: na ra da
Mocda, armazem n. 7.
No armazem da ra da Mocda n. 1, conti-
nua-se a vender sal, em grandes e pequeas por-
ches a vontade dos compradores.
Vendem-se 10 barris de agoa-raz recentemen-
te chegados : em casa de llenry Forster & Compa-
nhia, na ra de Trapiche, n. 8.
Vende-se sal do Ass, bem grosso e claro : a
bordo do brigue Paquele-di-Pernambuco.
Vende-se gomma, vinda do Rio-de-Janeiro por
prego com modo .-' na ruado Amorim, n. *.
.Vendem-se algumas travs de 30 a 40 palmos
docomprimento ,9 a 10 pollegadasdo grossura ,
das qualidades de massaranduba sapucaia e bara-
b: na ra da Concordia, armazem de capin
n. 25.
Vendcm-sc obras do ourode varios gostos
proprias tanto para homem como para senhora : na
ruado Rangel, n. 11.
Vendem-se dous lindos moloques de 16 a 18
annos ; um dito do 7 annos; um pardo de 18 annos,
ptimo para pagem e que he hbil para todo o ser-
vico; um dito de 10 annos; duas pretas de 18 an-
nos com algumas habilidades ; urna dita de ida-
de, por200,000 rs. : na ruado Collegio, n. 3, se-
gundo andar.
Vendem-se duas vaccas gordas, com bezerros
ou sem elles, as quaes sao boas de leite, por prego
commodo : no Aterro-da-Bo-Vista fabrica de li-
cores, n. 26.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA, N. 38, LOJA DE CALCA-
DO, DE JOAQL'IM CANDIDO DA CRCZS1QUEIRA,
he chegado um novo sortimento de calcado da me-
lhor qualidade que tem vindo a este mercado co-
mo sejam : borzeguins para homem, senhora o me-
ninos, de todos os feitios, sendo os de homem, de
3000 a 7000 rs. e os de senhora de 3000 a 4000 rs.;
sapatosde bezerro, de umae duas palas para ho-
mem e meninos de 6a 12 annos; sapatos de marro-
quim francezes, pretos e de cores, a 800,1000,1200
e 1440 rs. ; ditos para meninos, pelo mais diminuto
prego de 100 a 160 rs. e dahi para cima; sapatos de
couro de lustro, duraquoo cordovlo tanto para se-
nhora como para meninos, obra feita em Lisboa, a
mais bem feita possivcl; sapatosde marroquim pa-
ra homem a 900 rs. ; botins e meios ditos de be-
zerro para homem obra mui bem feita ; um com-
pleto sortimento de. perfumaras e outras muitas
cousas que se vendem por prego mais commodo pos-
sivcl.
Vcnde-se ou permuta-sc por um pequeo si-
tio perto da praga urna casa terrea, sita na ra da
Conceigflo da Roa-Vista : na ra larga do Rozario
n. 20.
Chitas de cores ixas, a 120
rs. ocovado.
Vendem-se chitas de cores fixas e de bonitos pa-
dres a seis vintens o covado e a quatro mil reis a
pega na ra do Crespo n. 4, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Vende-se cera lavrada do Rio-de-Janeiro, em
caixas, a 1100 rs. a libra no armazem do Joaquim
Jos do Amorim, na ra da Cruz, n. 45.
- Vende-se a Historia Universal, pelo abbade
Millot, em bom uso i na ra da Unido, n. 4.
Vendem-se escravos chegados ltimamente
do Aracaty de 4 a 30 annos de ambos os sexos ,
cem diversas habilidades, sendo : costureiras, en-
gommadeiras,cozinbeiras,carpinas o pedrciros,todos
por prego commodo : na ra da Cruz, n.51, ou na
ra do Trapicho n. 6.
Vendem-se urnas casas terreas, sitas na ra
dos Quartcis ns. 17 e 19 : na ra da Guia n. 15, a
fallar com JedodeSouza.
~ Vcnde-se urna preta queengomma, cose e faz
todo o mais servico de urna casa : na ra do Cabu-
g, n. 16.
A Na loja de Guimares Serafim
& Companhia confronte ao ar-
co de S.-Anlonio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem pel-
lo finas de lindos padroes, e
pretas, pelo barato preco de 2500
rs. o covado ; ricos cortes de cha'
li de la e seda, com barra, a doze
mil rs. o corte.
Vende-se uma porcSo de canos de
lineo j servidos, por preco mullo com-
modo : na ra da cnzalla-lNova, venda,
n. 7.
VENDEM-SE ESCRAVOS BARATOS.
Um molecole de elegante figura de 20 annos ,
ptimo canoeiro, tanto de vara como de vela o qual
nflo se duvida dar para se experimentar, c tambem he
bom pescador e muito hbil para qualquer servico
queso Ihe cncarregue; um preto de40annos, bom
canoeiro de vara por 320,000 rs. ; um dito do 36
annos, muito forte c sadio, c que be canoeiro,
por 380,000 rs. ; um dito bom para o trabalho de
campo, c que ho multo humilde e forte, por 250*
rs.; uma preta de nagiio, por 450,000rs.; una dita
de nagiio, que engomma e cozinba, por 460,000
rs.; urna dita de nagflo Baca de elegante ligura
que be boa quitandeira ; uma dita de 25 annos, que
engomma, cozinha cose, be muito fiel e ndotem
vicios: naruadas Larangeiras, n. 14, segundo an-
dar.
Vcnde-se uma bomba dasicupira nova, e que
tem dous apparelhos, muito propria para navios,!
ou mesmo para cacimba porque esgota muito agoa:
ha ra da Senzalla-Nova ,u. 7.
dinho assoalho e forro para casas e tambem para
fundos de barricas; taboas americanas de todos os
comprimentos, e ate de 3 palmos de largura: alrsdo
theatro, armazom do Joaquim Lopes de Almeida,
caixeiro do Sr. Joflo Matheus.
Sermonarios em porttigucz,
A' VENDA NA LIVRARIA DA ESQUINA DO COLLEGIO.
OragOes sagradas de Fr. Rento da Trindade, 6 to-
mos, nova edigdo; SermOes do padre meslre Fr.
Francisco da Madre de Dos l'ontes; 5 vol.; Nova ool-
lecgdo de sermOes, pelo padre Theodoro de Almeida,
4 vol.;Anno panegyricoe moral, ou sermoes esco-
lhidos, 2 vol.; SermOes de Fr. Valentim da MSi dos
llomcns, 5 vol.; o Theologo o orador christao, 2 vol.;
Panegyricos o discursos evanglicos, pelos melho-
res oradores francezes e italianos, em portuguez,
vol.; Thesouro de prgadores, dividido cm varios
sermoes un versaos, donde so tiram sormOos parti-
culares, etc., por fr. Antonio de Padoa, 2 vol.; Ser-
mfies do Magalhdcs, 1 vol.; SermOes panegyricos e
moraes, de Franco, 1 vol.; Sermoes quaresmaes, 4
vol.; SermOes do bachare Figuciredo, 1 vol.; Ser-
mOes do padre Manoel Bernardes, 2 vol.; Discursos
sobre os attribulos divinos, pelo padre Th. de Almei-
da, 9 vol.; Meditagdo e discursos religiosos pelo
concelheiro Rodrigues de Basto; OragOes do sabio
hispo de Miranda, D. Antonio l'inheiro; Prgador
instruido no sou ministerio, 1 vol.
EM FRANCEZ.
OragOes fnebres, panegyricos, sermoes, etc., de
Bossuet, 4 vol. em 12, edigdo de 1844; SermOes de
Massilon, 1 vol., 1844; Ensaiosobrca eloquencia do
pulpito, pelo cardes I Maury; SermOes doF'enelon;
OragOes fnebres de Flechier, 1 vol., etc.
Potassa da Russia,
verdadeira e nova, em barris pequeos,
por preco muito commodo : na ra da
Cruz, n. io, em casa de Kalkmann &
Hosenmund.
= Vcndem-ie barricas e meias ditas com farinlia gal-
lega muito superior; barricas e nielas dilas com cal
vlrgcni de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
fechaduras para porta de annatein ; pendras de rame;
rodas de arcos para barricas ; -bichas de Haiuburgo ;
tudo por preco commodo : na ra do Vigario arma-
zem n. 9.
O barateiro avisa
aos seus fregueses
que tem pechiuchas no-
vas, chegadas hontem.
Oantigo barateiro est vendendo por todo ditihei-
ro, na sua nova loja de miudezas da ra do Colle-
gio, n. 9 um novo sortimento de chapeos de sol,
para senhora pelo antigo prego de 2880 rs. cada
um ; agulheiros de agullias francezas linas a 280
rs. cada um ; longos de gorgurfio para homem a
1200 rs. cada um ; pellos de marroquim, a 1280 rs.
pelle; leques de seda com enfeites dourados, a 2400
rs. cada um ; pentes de tartaruga para marra fas a
960 rs. cada parclha ; ditos para segurar cabello a
2000 rs. cada um ; luvas de pellica para homem e
senhora brancas epretas, a 480 rs. o par; ditas de
algoddo, brancas e de cOres, a 320 rs. o par ; ditas
de seda preta, compridas, para senhora, a 1000 rs. o
par; bolOes de madre-de-perola,a 480rs. a groza; di-
tos de metal para caigas, a 320 rs. a groza ; ditos de
duraque, a 200 rs. a duzia; liuha de carretel,'bran-
ca e decores, a 320 rs. a duzia e sendo para cima
de 50 duzias se dar mais em conta ; riquissimos ca-
ivetes finos para pennas, de 1,2 e 3 foltias, de cabo
de chifre de vlado; riquissimas tesouras finas para
unhas e costura de senhora; e outras muitas miu-
dezas, por prego mate barato do que em outra qual-
quer parte.
-- Vende-se o verdadeiro e superior vinho da Ma-
deira, em garrafas, por 10,000 rs. a duzia: na ra do
Trapiche, n. 19.
Queimado, com frente para o pateo do Collegio, n.
33, segundo andar.
Vende-se um bom moleque, de naglo Angola ,
para fra da provincia : na ra do Vigario, n. 8.
Vcndem-so bichas de superior qualidade, e
tambem se alugam : na ra do Vigario, n. 8.
Vende-se naTua larga do Rozario, n. 26, primeiro
andar.
los tomantes da boa pitada.
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro pelo ultimo
vapor, uma nova remessa do superior rap Principe
Imperial. He cscusado tecer elogios a este rap, pois
n seu autor he o mais perito fabricante que ha na-
quella cOrte. Vende-se as lojas dos 8rs.- Victorino de
Castro Moura na ra dos Quartcis ; Joaquim Mon-
teiroda Cruz & Companhia, ruado Queimado; An-
tonio Domingues,Ferreira, ra do Crespo,.e na de
Francisco Joaquim Cardozo.
Vende-se um mulatinho bem claro exceden-
te pagem por j ter-se exercitado a este fim; lie de
elegante figura e de 14 a 15 annos : o motivo da ven-
da se dir ao comprador, poisndo so vende por acha-
ques nem defeitos: na ra da Gloria, n. 89.
l\a rui do Crespo,
loja n.I2. de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vcnde-se alpaca preta a 800 rs o covado; dita muito
fina preta o de cOres por barato prego; merino
preto muito superior; panno fin preto o de co-
res; casimiras elsticas, de duas larguras, para
caigas a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurdo de se-
da jsctim paracollete; tudo por prego commodo ;
fustOes para colletes; e outras muitas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de senhora ;
tudo pelo barato.
Vende se na ra Nova, n.50,
um alambique e uma serpentina
para licor.
Escravos Fgidos.
k
Fugio, no da 18 do passado, uma negrinha,
de nome Marcianna, de 12 a 14 annos, com
AVISO
Vendem-se cadenas de
pinho, a polka para assenlo
de portas de lojas; um novo
sortimento de taboas de pinho, de costad* e cotia-
aos Srs.de engenho
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva
Maya, vendem-se
cobertores de algod.lo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazenda de linho B
mitagSo de estopa, forte e propria para roupa de
escravos e saceos para assucar; tudo por prego mui-
to barato.
Vendem-se duas escravas de bonitas figuras .
sendo uma preta de cor fula, de 18 annos, c a outra
p velmente : na ra de S.-Jos, n. 60
Vende-se sal do Ass : a bordo da sumaca S.-
lalbina Tundeada defronte do trapiche do algodo.
Vendem-se 3 escravos, sendo : um preto de 18
a 20 anuos pouco mais ou menos ; um mulatinho
de 14 annos, proprio para pagem ; uma preta de 25
annos, lavadeira e que he propria para todo o sor-
vico : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 25.
Vende-se uma crioula de linda figura moga
que cose pouco o faz o servigo do uma casa sem
vicios nem molestias : na travessa das Flores, casa
nova ao p do portlio largo defronte do cirurgiilo
Miguelzinho.
-ti MAYA RAMOS & C.,
na ra fova, n. 6,
vendem muito superior sarja prela hespanhola, de
varios pregos ; veos pretos de seda de varios tama-
itos precos; luvas pretas do seda, crtase com-
pridas ; bous creps de todas as cores; cassas para
vestidos; ricas flores para chapeos; lions chlese
mantas escoeczas ; chapeos do palha da Italia, para
meninos ; um sortimento de calgado de todas as
qualidades para senhora ; e outras muitas fazen-
das de gosto.
Vcndcm-sett escravos, a saber : duas negri-
nbasdelOa 12 annos, com principios de costura;
duas pardas e urna preta casada que engommam,
cosem, lavam e cosinham, o o mando he bom ser-
redor ; 3 pretas, ptimas para o servico d campo;
9 dites, ptimos para o mesmo servigo : todos estes
escravo sfio mogos 0 de boas figoras : na ra do pkrr. :
urna queimadura na face esquerda, umaempi-
gemnadircita e uma outra queimadura na perna
direita ; lovou vestidorOxo e panno da Costa; tem
cabello cortado : quem a pegar leve ao Passeio-I'u-
blico, fabrica de chapeos do sol, que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, da cidade de Olinda na madrugada do
dia 12 do correnle uma escrava do nonic Mara En-
gracia altura regular, preta, olhos grandes e ama-
reliados nariz chato; toma muito tabaco, e tem
alguns dedos da ioao direita aleijados : quem a pe-
gar leve ao cartorio do tabellifio Coelho na ra da
Cadeia do Rccife, ou no Varadouro de Olinda casa
do mesmo Coelho.
Fugio, no dia 11 do corrente, pelas 8 horas da
noile, uma preta crioula, de nome Agostinha, do
40 annos, rosto comprido nariz grande o meio cha-
to olhos grandes falla grossa, altura regular ,
o p esquerdo n3o assenla o calcanhar no chilo; lem
um signal junto ao nariz do lado direito ; levou ves-
tido do chita rxa e encarnada panno da Costa azul
com listras brancas, camisa de algodo ; levou mais
uma.trouchinha com um yestido de chita azul-fer-
retee outra de dita prela, e urna coberta de chita
j velha ; foi escrava de Severino I urreira da Silva ,
morador em Po-do-Alho : quem a pegar leve a ra
do Cabug n. 3, segundo andar, que ser recom-
pensado.
Fugiram, na noitc do dia 12 do corrente, do si-
tio da Torre, perto tiesta praga dous escravos, um
de nome Manool, cabra, condecido por Qucitat,
baixo, grosso, pouco enxerga, por ler bel idas, com
manchas no rosto, denles abortos, do 36 anuos pou-
co mais ou menos; lovou chapeo de palha, camisa
eceroulasdealgodiloda trra, j usadas: o outro
de nome Flix, cor fula, rosto comprido, pernas
arqueadas, estatura ordinaria, espadando; levou
chapeo de palha, camisa e ceroulas de algodfoame-
ricano, o outro igual uniforme inda porfazer, de 30
annos Pertencem estes escravos a Thomaz da Ro-
cha Pita, da cidade da Baha, e ha toda probabidado
que ditos escravos sigam para o Ass, donde silo nn-
turaes. Quem os pegar porto desla praga os podera
entregar ao Sr. Miguel Jos de Almeida Pernambuco,
na ra estreita do Rozario, ou na ra da Cadeia do
Rccife, ao negociante Manuel I.uiz Gongalves no
Ass, ao coronel Manoel Litis Waiidorley, oh ao le-
nente-coronel JoiTo Pi Lina Pimentel, dos quaes re-
cbenlo cem mil ris de gratificag.lo por ainbesi '
Fugio, na mantilla do dia 13 do corrente a pre-
ta Joaquina ; do naglo Congo, de 30 anuos pouco
mais ou menos, baixa, cheia do corpo, cor fula, com
carne sobre os olhos, um pequeo talho na face es-
querda, nariz chato, com falla de dous denles na
frente, sendo um de cada lado, peitos pequeos o
muidlos ; tomas ndelas arrediladas para tras; fal-
lallante que parece crioula ; levou vestido de ganga
azul e anda bastante suja de cozinha Esta preta tem
de cstume, quandu anda fgida, andar mesmo nes-
ta praga o seus arrabaldes feita quilandoira, ora di-
zendo que he'.forra, ora que anda por mandado de
seus sonhores. Roga-eess autoridades policiues, ca-
p tiles de campo, ou outra qualquer pens, que a
approliendam e levern a sou seu-senhoi.Domingos da
Silva Campos, na ra das Cruzes, n. 40, que gratifi-
car geoerosamcuic
KA TTP7 DS M. F. DE PABIA, jffcjj.


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