Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08415


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Full Text
nno de 184"
Qu ata-fe ira 10
).
.. QijRlO pulilica-e todos os das, que n.io
,le guarda i o preco da asignatura he de
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*' c| tos asi-iianles s3> inserido i ras.le de
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'.Xset Dila melad. Os qne na f rem aii'g-
"P!rt osearlo 80 rs por Urina, elO)-c
ScIenM? porcada publiencio.
lJP
pilASES DA LOA NO HE.Z DE FEVEMURO
MjMOinle, a ai II loras e 10 min. da man..
I nliof ">> ** ''*"* min- "* m">''-
rtKtr.le, a l, a< I I"" 59 "in. da mauhaa.
PARTIDA DOS COM.EIOS.
Coiaiina e Paraliyba, s segundas e sextas felras
Rio-braudc-dn. Sorda quintas feras aomeio-dia.
(ano, Seriniem, Rio-formlo,.Poilo-Calvo a
Macelo no l.', 11 o 51 de cada mez.
(iarantiuns eKpuito. a 10,e 21.
Boa-Vista e Flores a i 3 e 28.
Victoria, s quintas Tetras.
Ulinda, todos os dias.
PREAMArt E 11JE.
Primelra, j 0 lioias a 10 minutos da laHe.
Segunda, s^O llorase > minutos da manln'a.
<1e
Fevereiro.
Ann XXIII.
N.M.
das dv semana.
8 Segunda. S Coiintlia. Aud. do J dos or.
pl os, do J. dor da ? v. e do J M. da 3 y
9 Tena. 8 Amfcertu -Aud. do S. doelv. da l
v. e do i de paa do 2 iliat. de t
10 Ovarla. S Guillotine. Aud do.'.dociv.
lia J y. c do .!. de paz do 3 din de t
11 Quinta. S. Daliro Aud do J. de ornlioi,
do J. municipal da I vara.
13 Setta. Modesto. Aud.do J dociv.dal
y e do J. de paz do I. dist. de t.
II Satinado. 8. Heni)jno. Aud do J do civ. da
l. v. e do J de nal co I dist. de t.
11 Domingo. S. Valeiitiin.
CAMBIOS NO DA DE FEVEREIRO.
p.lfn.
Cambio sol.re Londres?, ?*'/* ,n d
> Pars J30 rs. porlranco.
> Lislioa O.-, de premio.
Ocsc. de lellrat je boas lirm t '/, p-Ve
OmtoO iras 1-espanboUs 2>000 a
a Mcedas de 0|l00 yelh lOfftOO a
a de CltOO nov..
. de sfOOO .....
PraU Vatace........
* Pesos columnsres...
a Ditos meiicanos ...
Muida..
ir.fooo
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1
DIARIO DE PER1U AMBUCO.
rrzrznM

EXTERIOR.
EXTRACTO DA MENSAGEM DE ROSAS.
REI.ACES COM O BRASIL.
S. 11. o Imperador do Brasil parlicipou ao governo
0 feliz nascimento de urna princeza imperial. Unin-
do-se o governo ao jubilo e felicidadc de SS. MM.
l> ila nacflo brasileira, cordiolmonle fecilon a S. M.
Sinto annunciarvoa que o governo imperial nSo
li'iii dado justa solueflo s reclamaQcs do ministro
argentino, de que vos instru cm minhas anteriores
mensagens, relativas conducta hostil dos minis-
tros residentes do imperio cm Montevideo e Buenos-
Ayres no anuo de f 843, protecco dada aosselva-
gns unitarios refugiados no territorio brasileiro,
tyao nflo reconheciment do bloqucio estabelecido
no porto de Montevideo pela Confederaeflo Argenti-
na, por parte docommandanlo emchefe das Migas
navaes brasileiras. Anda persevera o governo om es-
perar de S. M. o Imperador um acto de jtistira que
restabelfga a cordial intelligencia entre dous estados
americanos.
0 ministro argentino oppoz tima fundada repulsa
ao insulliciente e inadmissivel contra-protesto, do
gabinete imperial, pelo qnal persista no seu ipdevi-
do e injusto reconbecimento dencia da provincia do Paraguay.
Anda que evidentemente tenna solicitado a outros
governes para se Ihe associarem naquelle proced*
ment, nlo tem sido ellicazes seus escorces contra qs
deveros da juslica. As dilliculdades para um ajuste
conveniente e honroso com o governo da provincia
do Paraguay provem principalmente dos actos do
governo brasileiro, desconformes em todo o sentido
com a perseverante e leal amizade da confederadlo
para com o Brasil.
Pesa seriamente sobro o governo imperial a viola-
eflo do territorio fluvial argentino, praticada por
tinas tarcas cauhoneiras brasileiras, que, vindasile
llalo-Crosso, entra ram nos portos da provincia do
l'aijguay. O ministro argentino, em cumprimento
das ordens do governo, prolestou contra esta nova
oflensa fela soberana da confederaeflo.
A elevada justlija de S. M. o.o compromisso dos in-
teresses recprocos, ameacados pela intervenido an-
glo-franceza, induziram o governo a ordenar ao m-
nislro argentino na corto do Brasil que pedisse ao
governo imperial o exacto cumprimento da obriga-
i'.oqur lhe impunha, quanto independencia do
Estado Oriental, o artigo 3." da conveneno de paz ce-
lebrada entre a confederaQilo o o imperio cm 27 de
agosto de 1828. Ogoverno imperial rocusou prestar-
se ao cumprimento daquelle^dever. 0 ministro ar-
gentino prolestou contra essa infraccio do pacto.
.Vio Icni tido xito satisfactorio as reiteradas re-
clamacesque o ministro argentino tem dirigido ao
governo imperial a respeito dos sclvagens unitarios
refugiados na provincia do Itio-Crando. Inwssantc-
mente leem feilo estas do terrilorio neutral foco
dassuas sanguinolentas operagoes e alleutailos. A'
vista das autoridades do imperio naquelle territorio,
all foram armados para invadir a Repblica Oriental.
Diversas teeni sido estas incurses,enormes oscrimes
e saques perpetrados em naciouaes e estrungeiros,
e irntantemonte atrozes osassBSsinato* que os leem
assignalado.
Convencido o governo da inefficacia das ordens
qni repetidamente annunciou o governo imperial
ter expedido par evitar laes escndalos, vio-sc no
forzoso dever do ordi nar ao ministro argentino que
iirotestassc ante o govefno de S. M. contra seme-
ilianles actos, contrarios neutraldade do Brasil,
offensivos confedera^no, e fortemente reprovados
pelos principios de bumaiiidadc. Os refugiados no
Kio-Grande teem proseguido em suas incurses ar-
madas e em toda a casta de machinacOes contra as
repblicas do-l'rata.
Desatendidas foram as rcclamacOes do ministro
argentino para impedir a sabida da corte ao funesto
Rivera, caudithodosselvagens unitarios. O.governo
imperial, com infraccio dajitutralidade c desconlie-
ceudo tio justa rcclamagao, deu passaporte ao infa-
me Rivera. Ilabilitou-oassim para renovar n Re-
pblica Orientar suas sanguinolentas scenas e famo-
sas espoliares. O [irotesto do ministro argentino
contra essa resoluciio do gabinete imperial c os soli-
dos fundamentos em que a apoiou nSo foram debili-
tados pelos inudmissiveis e iuopporlunos subterfu-
gios ebni que prctendeu combatO-lo o ministro bra-
sileiro. Estro plenamente estabelecidos os direitos
dcsla repblica ncsle grave assumplo. -.
O ministro argentino, dando ym andamento ade-
quado aos scnliincnlos pacilicos deste governo e aos
inleresses, houra e juslica daconfederac.no, decla-
rou, em cumprimento de ordens que recebeu, que
scmelhante poltica do'governo de S. M. I. .oflcnsiva
a Repblica Argentina, rompa a neutraldade do
Brasil; e lenovou o yu anterior protesto contra
aquelleprocedimcnto iiijuslficavel
governo uao pode ser indill'ercnte aos altos inte-
resses e digiudade do paz, nem dosculpar um acto
..mente favorece aos selvagens unitarios
em Montevideo, c da intervencilo dos ministros de
Franca c Inglaterra um caudillio que serve a suas
visuj. E
cqiiI porania
tica iusta c conforme aosreciprc s inleresses, Joi ao desconbecer os dreilos ,1a co, ^>!^.JAJ:Jt.^^uJ2JKSt.
dcnaipciada'ante o inundo do urna nianeiia inequ-
voca a 'extraordinaria soliciUcSo Teita pelo gabinete
imperial aos governos de Inglaterra e Frao?a para a
intervencHo armada anglo-fianceza contra as rep-
blicas do Prata por rueio do visconde do branles.
Este governo ordenou ao ministro argentino que
jecliniassa contra essa olicitacSo: sabidas sao as
inadequadas evasocs com quo o ministro brasileiro
pretende negar em vSo um facte notorio que mer-
cela a reprovaqo universal. O ministro brasileiro
reproduzio-as ao ministro argentino quando res-
pondeu a sua rcclamacao.
Esle. em cumprimento de ordens expressas quo se
lliecommunicaram, replicou.*Occupando-sc do me-
morndum do visconde de branles, e amplificando
dcclarac/ies importantes acerca da poltica dosta re-
pblica para com a do Uruguay, aflm de remover to-
da a duvida c lixar o verdadeiro espirito da poltica
do gabinete do imperio sobros direitos da confede-
raeflo e a respeito da mesma intervencilo, pedio ao
governo de S. M. a declaracflo de approvacilo ou dcs-
approvacflo do memorndum do visconde de Abran-
tes, dirigido s-crtes de Franca e Inglaterra sobre
os negocios do RJo-da-Prala.
He de esperar que nao se negu S. M. a urna decla-
rarlo digna da sua jusliga, conforme aos inleresses
do Brasil e das repblicas da America.
1 Em meio das penosas impresses quo produzein
estes faclos inconciliaveis com as declaragoes paci-
ficas e amigaveis do gabinete imperial, o governo
tem perseverado cm procurar a boa harmona com
S. M.. Anda que nflo lenha podido de maneira algu-
ma conservar-se impassivel s imperiosas exigen-
cias da seguranca e honra nacional eao mais sagra-
do dos scus deveres, nflo so desviar do seu espirito
sinceramente pacifico e conciliador, provado com
actos de constante benevolencia para com S. M. ea
nacio brasileira, emquantolhe fr dado esperar da
reclidio de S. M. que serio firmemente guardadas
a dignidade e esclarecida juslica da confederaeflo.
REPBLICA ARCENTINA.
MAIS UM PBOTKSTO DO CF.HIRAL ROSAS CONTRA
O BRASIL.
Ruenos-Ayres, 12 de dezembro de 18*6.
OSr. ministro dos negocios oslrangeiros do Esta-
do-Oriental (*) dirigi ao dos negocios oslrangeiros
da Confederaeflo Argentina, com dala de 18 de no-
vembro prximo passado, urna nota na qual mani-
festa que, porordem do Exm. Sr. presidente da re-
publica D. Manoel Oribe, tinha a honra de enviar ao
Sr. ministro dos negocios estrangeiros, para quo se
servsse leva-la ao conhecimento do Exm. Sr. gover-
nador o capitflo-general, etc., Joflo Manoel de Ro-
sas, copia da communicaefloque a S. Exc. o Sr. pre-
sidente dirigir o commissario especial no Rio-tran-
de D. Athanasio C. Aguirro, participando a clicgada
aquella cidade do selvagem unitario Joflo Andre
Celly, investido com carcter de ministro plenipo-
tenciario da provincia do Paraguay junto ao governo
imperial, e do modo por que fura recebido pelo vice-
presidente da referida provincia do Rio-Crando em
Porto-Alegre e pelo brigadero com manda uto das
frcas da guarnigflo do Rio-Grande.
Na nota a quo se refero a Anterior, manifesta o Sr.
Aguirre, commissario especial do Exm. Sr. presi-
dente do Estado-Orienlal D. Manee! Oribe, com data
do l." de novembro prximo passado, que na barca
de vapor chogada naquelle msino dia de Porto-Ale-
gre tinha vndo o selvagem unitario Joflo Andre
Celly com o carcter de ministro plenipotenciario do
Paraguay junto ao governo do Brasil. Que como mi-
nistro liavia sido recebido o tratado pelo Sr. briga-
deirocommandanle das Micas daquolla guarnifJTo,
eque lhe conslnva que do mesmo modo tinha sido
considerado pelo Sr. vice-presidenle em Porto-Ale-
gre, o qual, segundo diziam os mais pa.ssageiros, o
liavia ncompanhado al bordo. Que nflo fez menos o
Sr. brigadero no Rio-Grande, o qual, em grande u-
niforme, foi rccebe-lo logo quo a barca deu fundo,
acompanliando-o pelas ras c deixando-u na casa
onde se fra hospedar. Quo estas atlencocs, que to-
cavam o extremo da civilidade, so se altendia ao ca-
rcter publico das pessoas que as pralicaram o in-
significante figura quo logalmente poderia represen-
tar Gelly, o que por outra parte tanto se oppunham
ao carcter nacional, o tinhain foito conceber sus-
pcitas. Quo tinha chegado tambem um intitulado
coronel Horno/, Columbiano, que servia de secreta-
rio ao geuoral do oxercito paraguayo cxpcllido dalli;
que nflo tinha podido avoriguar a causa; 0 que so d-
zia quo o selvagem unitario Paz se retirava para llo-
livia, n quo era confirmado pelo principal dos jesu-
tas, chegado pouco tompo antes do Paraguay, em
viagem paia Montevideo, e era um tal Parcy.
A'vistadestascommunicacOes, o nosso ministro
des negocios estrangeiros dirigi ao ministro argen-
tino no Itio-de-Janeii o, com data de 28 de novembro
prximo passado, urna nota na qual lhe manifesta e
previne que, por ordem do Exm. Sr. governador,
enviavaaoseu ministro plenipotenciario copias de
urna correspondencia do Exm. govornador legal da
Repblica Oriental do Uruguay, por motivo do che-
gada a provincia do Rio-Grande do selvagem unita-
rio Juflo Andr Gellv, investido com o carcter le
ministro plenipotenciario pelo governo da provincia
do Paraguay junto ao gabinete imperial. Que o Exm.
Sr. governador ordenava ao Sr. -
.__ :___..:,1 .1.. .l.ta
ministro plenipo-
tenciario que, instruido da dita correspondencia,
Sendo certo o que nella se dizia, procedesse segundo
eumpria, reclamando do governo imperial a nflo ati-
mlssfln ou reconheci ment do selvagem unitario
flo Andr Celly no carcter de tal ministro junto ao
o que
mins-
quando fosse infructuosa a reclamar;*
tro, apresentasse os protestosdevidos e convenientes
contra osados que tendessem a sustentar e justill-
carstia admissflo ou reconheci ment como oliensi-
vos o hostia a ConfederaQflo Argentina, pondo deste
(*; O ministro de Oritt-
modo a salvo para o futuro o bom direito que forte-
mente sustenta a Confedorac/o Argentina a provin-
cia do Paraguay, parte integranto dola; o demons-
trando a absoluta incompetencia do governo da dita
provincia do Paraguay para acreditar agonte algum
diplomtico no exterior.
E com a mesma data do 29 do novembro o nosso
ministro dos negocios estrangeiros dirigi ao de
igual rcparliQflo do governo legal da Repblica Ori-
ental urna nota, manifeslando-lhe que o Exm. Sr
governador lhe tinha ordenado avisasse ao Sr. mi-
nistro dos negocios estrangeiros do Estado Oriental
a recepeo do sua apreciavol nota do 18 de novem-
bro, e lhe remctlosse copia da nota relativa que so
diriga ao ministro argentino no Ro-de-Janciro.
O protesto que o governo argentino ordenou ao
seu ministro no Rio-de-Janoro que apresentasse
contra a rcpresentagflo diplomtica da provncia do
Paraguay na curte do Brasil, como supposto estado
ndependciito, por meio do seu intitulado ministro o
selvagem unitario Gelly, funda-seluus direito pe -
fcitos que sustenta a confederaeflo provincia do Pa-
raguay, integrante do territorio argentino, e nelle
encravada fechando-Ihe o rio Paran a communica-
eflo lluvial ou sabida para o Atlntico. Coniquantoo
governo imperial reconhecesse a supposla indepen-
dencia do Paraguay, nenhum direito podo derivar
dosse acto iniusto contra o qual o governo proles-
tou, o tem reiterado os seus protestos em tempo op-
portunocom o melbor direilo eem devida forma.
A incontestavcl justica que assisto confedoraeflo,
c que o nosso governo sustentar seinpre digna o e-
nergicamenle contra um gabinete ambicioso edeileal,
empenhado om desembaracara Confederaeflo Argen-
tina, c estender iniquamente o territorio do impe-
rio, rompendo o equilibrio dos estados americanos
limlrophes do Brasil, sobresali anda mais vista
dos faclos que occorrem na provinea do Paraguay,
do escandaloso predominio que all so arrogou e
excrce o encarregado de negocios brasileros Pimen-
ta Bueno, pela criminosa debilidade e lotal irrcflexflo
do presidente l.opez.
O encarregado de negocios Pimenta Bueno lie
quem realmente governa all e quem tem indu/.ido o
presidente Lpez a commeltcr osmaores dosacer-
los, rebaixanuo a dignidade e comprometiendo os
verdadeiros inleresses dos Paraguayos Pimenla
Bueno oppoz um'obstculo mediaeflo do governo
dos Estados-Unidos, aconselhando ao presidente Lo-
pe/ que exigisso, como condieflo indisponsavel, o
previo reconbecimento da independencia do Para-
guay pelo governo argentino, o que equivale a urna
repulsa inlimine da mediaeflo. 0 mesmo encarrega-
do de negocios do Brasil leva aneada eimplacavel
animosidadeque mo.-tra oontra a Confederaeflo Ar-
gentina, e com tendencia a mbjxigar a provincia ao Pa-
raguay ao sceptro, de um re eitrangeiro, ao poni de
prejudicar todas as demais nacese contrariar o sys-
tema republicano federal, nico a que a provincia do
Paraguay pdedever a sua felicidadc e engradeci-
inenlo emuniflo sque compOem a Confederaeflo
Argentina. De unta parto, induzio o dito encarrega-
do do negocios brasileiro ao presidente Lpez a ex-
pedir perniciosas e extravagantes resolticoes, man-
dando dar a sua mulbcro iratamonto de erceltenaa e
exceltentittimatenkora presidenta, e rendor-lho as mes-
mas honras que ao governo, as quacs fez extensivas
a toda o sua familia. Al a seus lilhos quando vfloo
vollam da escola forma a guarda c apresenta-lhc ar-
mas. De outra parte, o mesmo encarregado de nego-
cios brasileiro interveio na expedieflo do um decreto
promulgado pelo presidente Lpez, fechando toda a
communicaeflo com o Paraguay e mandando sal
inmediatamente da Assumpcflo todos os estrangei-
ros. Assegura-se quo nem foi exceptuado o Sr. Ra-
mos, de quem o presidente Lpez receben notavois
servicos de amizade. Segundo a marcha do encarre-
gado de negocios do Brasil, que aquolle seguo cega-
menle, nflo terflo os Paraguayos nem liherdadepara
trabalhar nem facilidado para commercar, poisque
tal marcha, que os sacrifica ambieflo do gallineto
do Rio-do-Jaueiro, Ibes fecha os rios, os portos eos
mercados argentinos, e fecha tambem s nacocs do
mundo o commorcio vantajoso que fa/iam com a
provincia argentina do Paraguay pelo rio Paran
com bandeira argentina, como he liberalmonle per-
millidopplaadministracflo do general Rosas.
Abalancou-sc mesmo o presidente Lpez a conce-
der ao seu enviado, o selvagem unitario Gelly, o pri-
vilegio de navegar pelo Paran om um barco de va-
por, como seo rio Paran nflo pertoncesse, como per-
tence, (lonfedcraQflo Argentina,, do cojo territorio
sao ambas as suas margena. '
Evidente be tambem que o gabinete do Rio-de-Ja-
neiro propoe-se porsemelbantes meos nos redu-
zir a provincia argentina do Paraguay a urna especie
de reitora brasileira, mas tambem lograr, por meio
de algum iniquo tratado, as suas antigs e injustas
prctcncOeslerritoriaes, apoderando-so de urna gran-
de parte do territorio da provincia do Paraguay, in-
tegrante da Confedcrac,flo Argentina.
O presidente Lpez nao recebe senflo ascommuni-
cacOes que levam ao Paraguay os corrcios onviados
ao encarregado de negocios brasileiro, e nflo le ou-
tros diarios senflo os que Cimenta Bueno cr- conve-
niente a suas vistas facilitar-Ifte.
Estes faclos acabam do revelar a poltica funesta do
gabinete do Rio-de-Janeiro, e exigen, da parte do
governo argentino a seria atteneflo que Ibes d, as-
aim como nflo podem ser de maneira alguma indif-
ferentes aos nteresses geraes.
PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DA RELACAO.
JUIGAMKaTfl 1)0 OA 9 DE FEVUBIRO BE 18*7.
(Desembargad>r de semana oSr Bastos.)
Mandaram dar vista as partes nasappellacoea do :
Manool Jos da Costa, contra D. Constantina Jacin-
tha da Molla.
Manoel Francisco da Silva contra Anna Joaquina
dos Prazercs.
Francisco Jos da Silva e Jooquim do Amor Divino
contra o juizo.
Cotteswortli Powell & Prijorcontra Udurico Segis-
mundo d'Arnaut.
Malinas de Aibuquerquo o Mello contra Manoel An-
tonio de Jess.
Antonio Gomes Villar contra Francisco Jos Bar-
boza.
Naappcllacflocivel entre parles, Jnaquim Marques
do Souza e o juizo, reformaram a senlenca julgando
nullo o processo.
Nao lomaram conhecimento do aggravo entre par-
les, Joflo Bcrnardino de Sena e Lenoir Pugett & Com-
|ianhi.i.
Na appellaQflo civel entro partes, Francisco Jos
Leal, Manoel Joaquim Fcrrera e Jos Bernardino
Leal, como admini-trador de sua mulhcr, c outros,
mandaram dar vista ao curador-gcral.
Na appellacflo civel entre partes, Manoel Filippo da
Fon seca Candi e Jrdeii'o de Carvalho Lcite, re-
l'ormaram a sonlein^f
Na appellacflo civel entre partes, Jos Joaquim Bc-
zerra Cavalcanli c Jos Maria dAlbuqucrque Mara-
nhflo, reformaram a sentones..
Na appellacflo cr me entre partes, Joflo do Oliveira
Frailas, Antonio do Oliveira Freitas (reos presos ;e
o juizo, mandaram descero orignale subir o tras-
lado.
Na appellacflo civel entre partes, Bernardo I.asscr-
ro o D. Francisca Mara, confirmaran! a senlenca.
Nflo lomaram conhecimento da appellac.flo civel
entre artes, Jos Ignacio Alvos de Barros e Jes
Mcndes Carneiro l.cflo c sua mulhcr.
COMM&tCIO.
Allunefa.
REND1MENT0 DO DIA 9.....
ni scai.ii11: an unir 10.
Patacho- Ai/e-mcrcadorias.
Briguc~Oiro/ifi bacalbo.
Brigtic -i?or~mercadorias.
.->:600,9UI
(Ccela Mercantil.)
rJornai do Commtrcio)
IMl'OKTACAO'.
Cesar, briguc francez, vndo do Havre, entrado no
corrento mez, consignado n Avrial Frres, manfes-
tou o seguinle:
2.i cestos vnliorhampanha, I caixa casias, C ditas
tecidos de algodflo, -J ditas lencos decassa, 1 caixi-
niia bijuterias, 20 caixas tecidos soissos, 8 ditas sar-
dinhas, 3 ditas fazendas de algodflo, 5 ditas tecidos
de seda, 1 dila chales, 1 dita tecidos de Illa, 2 fardos
pannos, I dito loncos de algodflo; a J. Koller.
1 caixa quenquilharia; a F. Dubarry.
llObarris demaiiteiga c 20 meos dios, 1 caixa
papel, 1 dita pellos de marroquim; a N. O. Bic-
he r c< C.
23 cestos vinho francez, 1 caixa loncos de algodflo,
2 ditas tecidos de algodflo, 2 ditas ditos suissos,
1 dita ditos allcmflcs,3 fardos ditos de algodflo, 1 cai-
xa sedas, 2 ditas fazendas diversas, 1 dita tecidos de
seda; a Schaffcllin & Tobler.
100 cestos eliaiiipanha ; a Me. Calmont ck C.
1 caixa vidrose globos de candleiro, 8 ditas teci-
dos de algodflo, 3 fardos ditos dito, 3 caixas sus-
pensorios, 1 dita sedas, 1 dita fazenda delfla, 2 ditas
pellos de marroquim, 1 dita lencos do algodflo, di-
tas papel; a E. Bolly.
1 caixa entelara; a Pommatcau.
' 80 barris manteiga o 40 meios dita, 100 caixas
quoijos, 1 dila jaune doChrome, 2 ditas suspenso-
rios, 1 dita botos de osso, 1 dita litas do seda, 3
ditas pe ruinaras, 1 dita globos, 1 dita tapte de
panno, ;>u ditas quoijos, 11 ditas miudezas;a ordem.
50 barris manteiga e 20 meios dita; aJosJcro-
nymo Montero.
300 barris manteiga c 1*0meios dila,8 caixas papel,
4 ditas ameixas, i ditas qucnquilbarias, I dita con-
servas, 2 ditas porcellana, 5 ditas crystaos, 3 ditas
perfnmaria.s, 5 ditas tecidos do lila, 3 ditas calcado,
3 ditas papis, 4 ditas tecidos d'algudflo, 1 dila mo-
vis, I dita ferblanteria, 1 dita tablcteria, 6 dtaseba-
pos, (i ditas pellos, 1 dita flores, 3 ditas miudezas,
1 dita livros cm branco, 1 dita sedas, 2 ditas bijute-
rias, t dita doces, 1 dila fazendas diversas; a Avrial
Freres.
1 caixa sedas, 6 fardos tecidos do algodflo, 4 cai-
xas arantes, I dita lencos1* soda e algodflo, 28 ditas
vinho, 4 ditas tecidos de algodflo; a Kalkmann &
Rosenmuud.
60 caixas quoijos, 2 barricas fio do laUo, 1 fardo
merino, 1 dito lencos de algodflo, 1 caixa boldesdc
osso, 40 ditas papel, I dita fazenda para collote, 1 di-
ta livros cm branco, 2 caixas fazenda do 13a ealgo-
uflo, l dita ceslos e carios, 1 pacote papel, 1 dito
conhecimentos; a II. Lasserrc & C.
5 caixas fazenda de l.yon, 1 dita tornecimontos de
chapeos; a l.oubet Frrcs.
1 caixa leques, (lores, espartlhoi,&c.: a H. S. llar-
tin & C.
7 caixas tecidos delfla, 3 ditas ditos de algodflo,
4ditas chapeos, 5 ditas calcado, 1 dita miudezas, 1
dita cartoes, 3 ditas perblanteria, l dita tecidos
matsrn


*rancezes, 1 dita lencos, 4 ditas tecidos diversos, 3
ditas palles, 1 dita velludo o fitas, 1 dita modas, 1
dita guarnieflo, 1 dita tableteria, 2 ditas vidros, 1 di-
ta perfumaras, 3 ditas quenquilharias, 1 dita eclai-
ragns;a J. Adour&C.
20 caixas extracto deahsvnlho, 2 barricas formas
para queijos; a Rclenot.
1 caixa tableteria e pontos, 1 dita miudezas; a Ce-
sar Km ger.
1 caixa fitas, 1 dita tecidos de algodflo, 3 ditas cha-
peos, i dita lencos, 3 ditas brins, 1 dita caixas pura
rape, 1 dita chapeos de sol dealgodilo, 4 dita per-
tences de sellciro, 3 ditas perfumara*, 4 ditas clca-
nos, l dita fazendas do algodflo, 1 dita bonetes, 1 di-
ta sedas o hijuterias, I dita llores e fitas, 1 dita pan-
"".,' "J" "ijuteria (ina, 1 dita chales, 1 dita sedas,
dila bezerros, 2 ditas chapeos de algodflo e seda,
J unas vidros, 1 dita luvas, escovas, flores e cabellos,
1 ditanorcellana, 1 dita ferbianteria, 1 dita bande-
jas, i dita pertenresdeselleiro, 1 dita bonetes, sedas
e llores, 1 dita chicotes, t dita bonetera, t dita pen-
es e escovas; a Diiliar Colombio! & C.
1 caixinha bciuterias; a J. Yelichard.
_ 3 barricas vinho, 2 caixas relogos, 1 dita beiute-
rias e relogios; a C. Garnier.
1 caixa cobertas de algodflo, 1 dita pertences de
selleiro; 11.. Bruguire.
2 caixas jogos |>ara meninos, 1 dita escovas, rolhas
e drogas, 2 barril alvaiade, t caixa balances, 1 dita
dous candieirosde porcellana; a J. Soum
t caixinha rnupa taita ; a F. Sumagc.
1 caixa objectos de modas; a Buossard M.
1 dita chapeos de sed; a II. A. de Souza.
1 dita calcado, 1 dita roupa feita; a L. C. Ferreira.
l caixa drogas; a I). F doSouza.
fAnl'i" aC".,OS' i1 d.lla vidros> 2 ditas e a barricas
fornecimentos de botica ; a J. M. G. Ramos.
? caixasconservas; a Meuron&C.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 9.
Ceral..... ..
Provincial. > ." \ \ \ usm
Diversas provincias........ U&
9:934,098
Declaracoes.
BISPADO l)E PERNAMBUCO.
Totalidade da quanta queS Exc
Reverendissima despendeo, na forma
biixo declarada, desde oulubro do
1833 at 3ldedezembro de 1845 rs. 154:277,065
Quanta distribuida,- no anno do
!8i6,pelos pobres das tres freguezias
do Recife, da S, e S.-Pedro-Marty,
pelos recolhimentos de Olinda, Boa-
Visla, IguarasseGoianna, pelo se-
minario, em dispensas matrimoniaes
gratuitas, e para o culto divino nesta
capital e fra dola ... rs
11:616,190
demos; copreco da assignatura ser 2,000 rs. por
trimestre, pagos adiantudos.
Subscrevo-so na livrarla da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, no Aterro-da-Boa-Vista loja do Sr
E. Chardon, e no Recife, loja do Sr. Cardozo Ayros.
Aeha-so no prelo o 1. numero da 2.' serio. .
A. P. de Figueiredo. '
Acabada publicar-so na Baha o acha-se a ven-
da nesta cidade, na loja da viuva (lardoso Ayres,
Observarles sobre o'commercio do assucar, c o osta-
do presente desta industria em varios paizes, acom
Recebcm-se escravos om commiss.lo para vender-
se, oflerecendo-se toda a seguranza, o vendendo-se"
com brevidadc.por ter o annunciante muitas fregue-
zias, tanto para fra da provincia como para enge-
ridos, eso Se leva deste trabalho 3 por cento'om
commissflo i na ra Nova, n. 40.
O tenenle-coronel I.uiz Antonio Favilln, nflo
podendo despedir-se de todas as pessoas de sua'amj-
zade, pela pressa com que embarcou para o Para cor
sua familia, o faz por este annuncio, e ao mesmo
lempo olTereceo seu pequeo prostiuio.naquella pro-
vincia, a todos quodellesequizerem utilisar, deaup
panhadas de mstrueces praticas sobr a cultura da ter muita satisfaeflo.
canna e fabrico dos seus -
:
Rs. 165:893,255
Palacio da Soledadc, em 22 de Janeiro de~l847~
Antonio Teixeira.
Mordomo de S. Exc. Reverendissima.
Jim i limito fo Porto.
Ass
Aavio entrado 6 dia 9.
Odias, brigue brasileiro Paquete-de-Pernam-
buco, de 199 toneladas, capitflo Jos Concalves c-
quipagem 13, carga sal; a Leopoldo Jos ch Co'sta
Araujo Passageiros, Joflo.Marlins Fernanues, An-
tonio Joaquim de Souza Domingos Antonio de
Azcvedo, com 1 cscravo, Jos Mara dos Mari vres
com 1 fillio menor. '
Navios sahidot nomesmo dia.
Baha; patacho brasileiro Feliz-Uniao, capitflo Ma-
noel Goncalves de Araujo, carga a mesma que
dem; brigue sardo Due-Fratelli, capitflo Serafim Col-
le, carga fazendas.
Edital.
O Dr. Cercano Goncalves da Silva, juiz municipal da
primera vara do termo do llecife, e preparador dos
procssnsque leem de ser submetlidos aouru, por S
M. l.eC, que Veos guarde, etc.
Faco saber que pelo Dr. Vicente Ferreira Comes.
juiz de direito interino da primeira varado crim
desta comarca, me fui feita a participara,, do haver
neste termo convocado para o dia 25 do corrente
mez, pelas nove horas da manhfla, a primeira sessflo
ordinaria do jury deste anno para a qual sal iran
sorteados os quarenta e oito senhores que se se-
1 Manoel Lobo de Miranda llcnrique.
2 Francisco de Paula Correia de Araujo.
3 Simplicio Rodrigues Campello.
Flix da Cunha Navarro Lins.
5 Capitflo Antonio Dornellas Cmara,
fi Jos Joaquim Bezerra Cavalcanti.
7 Manoel Ignacio de Oliveira.
8 Jos Narcizo Camello.
9 Manuel da Silva Neves.
10 Francisco Rodrigues Pinheiro.
11 Jos Francisco de Souza Lima.
12 Dr. Alexandre de Souza Pereira do Carmo
13 Faustino Jos dos Santos.
14 Manoel Florencio Alves de Moraes.
15 Correia Comes.
16 Major Sergio Tertuliano Castello-Branco.
1 / Lu! de Roma e Mello
18 Manoel Fernandes da Cruz.
19 Ferreira da Silva Jnior.
20 n da Silva.
21 Joaquim Rodrigues de Souza.
22 Commendador Manoel de Souza Teixeira
53 Manoel Antonio Alves de Krito.
24 Miguel Jos de Alinoida Pernambuco.
25 Francisco Luiz Maciel Vianna.
26 Jos de Mallos.
27 Silveira.
28 Antonio de Souza.
29 Joaquim Ignacio do Barros Lima.
30 de Almeida Catando.
31 Viegas.
32 Mauricio Wanderlev.
.13 Onofre Jos da Costa.
34 Manoel Carneiro Jnior.
35 Filippe do Carmo Nunes.
36 Antonio llenriqueMafra Jnior.
37 Francisco de Paula Pires Ramos.
38 Manoel dos Santos Nunes de Oliveira
39 francisco Antonio Xavier.
40 Joflo da Malta de Miranda Castro.
*1 Jos Mara Giraldes.
42 Joaquim da Costa Leite.
43 Jeronymo Monteirflf
44 Vieira Brasil.
le An.nndr 46 Antonio Joaquim de Souza Bibeiro
47 tose Joaquim Xavier Sobreira.
48 Manoel de Barros Campello.
CMARA MUNICIPAL.
Nodla 10 hoje, do corrento, serflo postos em praca a
quem maisderos objectos pertencentes companhia
de ribemnhos, taes como carrosas, cavallos, etc.
Os licitantes deverflo comparocer na casa das ses-
sOcs da cmara municipal, s 12 horas do indicado
da.
Recife, 6 de fevereiro de 1847.
Jo/lo Jos Ferreira de Aguiar,
Secretario.
--- o lllm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rmita manda azerpublico, que fica espagado ateo
da 18 docorrente mez o prazo annunciadb para o
contrato da madeira do amarello para a factura da
nova barca de escavaeflo : devendo os prctendentes
apresentar at esse dia as 11 horas da manhfla,
assuas propostas, por ser o em que pretende-se
realisar o referido contrato.
Secretaria da inspec^lo do arsenal de mrnha de
Pernambuco, 5 de fevereiro de 1847.
O secretario,
Alexandre Rodrigue! dot Anjo$.
O lllm. Sr director ordem do Exm. Sr presidente, do 25 de Janeiro pr-
ximo lindo, manila fazer publico que, da data deste
a 60 (lias, vai a concurso a cadeira de primeiras let-
irasdosexo feminino da villa do Bonito, instaura-
da pela le provincial n. 181, do 5 do dezembro do
anno prximo passado : qiialquor pessoa que se qui-
zer oppr a mencionada cadeira devora comparecer
nesta secretaria com as habilitacoes do estylo, para
poder ser incluida na lista das oppositoras.
E para que chegue a noticia lodos, manda publi-
car o presente edital pela imprensa.
Secretaria do lyco de Pernambuco, 9 de fcverei-
ro de 1847. O secretario, Joto Pedro Pessoa ds
Vello.
da Baha. 1. vol brox: 2,000.
Avisos martimos.
O CARNAVAL.
A par de seu senhor sentado o servo
Igualdade exprimi dos lempos de ouro ;
o Poltica firmando at nos gostos
Sagrou-lhe sobre o mar Vencza um templo
<> Dos tnbunaes us venerandas portas
Sorrindo-se apparece a lberdade,
E rigor, sujeicflodalli removo;
O instante que seus jogos annuncia,
Da cidade atinada o sizo varre ;
< Vestir-se o rosto de emprestada face
Ella ao mysteriod seguro asylo,
Dm morlal mascarado he quasi um mime.
Illr. Dorcet.
Theatro publico.
O CARNAVAL DE VENEZA
ov
FOLHA REAL.
SABBADO, 13 DOCORRENTE, DOMINGO, 14, E TER-
CA-FEIRA, 16
em que linda o CarnavaJ.
Neslaslres noitesse represenlarflo os maisjocosos
dramas, ornados de cantorias e dancas do mascaras
llaalgunsannos oracostumeem Portugal mandar
vir da Italia um hbil machinista para por em secna
as grandes pecas mgicas, bein como-o Annel de
Giges-.Labynoto de Creta-, Mgico de Salerno-.elc
Hoje, porem, eslflo em voga os dramas jocosos, ler-
minandocom os bailes de mascaras, a que sflo adinit-
tidas as pessoas de ambos os sexos, que nestas tres
nones se querem desenfadar dos trabalhos cuoti-
dianos, precedendo cartf.o (J-odirector, para serem
admitlidas as dangas de mascarados; fornecendo-
ll.es a casa mascaras e vestuarios.
1." drama jocosoo Engao Nocturno.
2.' o Calotismo.
3.o o Poeta das Asturias.
DANTAS,
O quinleto-chinez, a polka, mashurka, escoceza.
montenello gavota, lundum figurado, caxuxa
outras dancas dos mascarados; cavatinas e duelos
jocosos, e tonadilhas. Oque tud ser executado
pela brilnanlo companhia das pastoras.
Para Lisboa sahe, com a possivel brevidade, o
brigue portuguez S.-Domingos, por ter a maior parle
da carga prompta: quem no mesmo quizer carregar
ou ir de passagem, para o que olTerece bons commo-
dos, dirija-se aos consignatarios, Mendes & Tarrozo,
ra da Cruz, n. 54, ou ao capitflo, Manoel Goncalves
Vianna, na praca do Commercio.
Para a Rahia sahe, no dia 15 do andante mez, a
Jsumaca Santa-Cruz, por ter a maior parte da carga
prompta: quem na mesma quizer carregar ou ir de
passagem dirija-se ao fado do Corpo-Santo, n. 25.
Para a Babia segu em poucos dias, por ter parte
de seu garregamento prompta, a sumaca Santo-Anlo-
nio-de-1'ttdua, forrada o encavilhada de cobre : para
carga e passageiros dirijam-se a ra doTigario, n. 5.
Para a ilha deS.-Miguel partir, at o lim do
corrente mez, o brigue brasileiro Espirito-Santo, de
multo boa marcha c bons commodos para passagei-
ros : para carga o passageiros trala-se com Jos de
Medeiros Tavares, na esquina do becco do Rozario,
Para o Porto sahir com brevidade a barca Bel-
la-Pernambucana, por ter parto da carga prompta;
quem nclla quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem excellentes commodos, dirija-se ao capi-
tflo na praca, ou ao consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na ra da Cadeia do Recie, n. 51.
Espera-se do Rio-de-Janeiro, at o diatf do cor-
rente mez, o muito veleiro e superior brigue por-
tuguez Sublime capitflo Joflo Francisco de Amor;
pretende sabir com toda a brevidade para Lisboa :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passagem
para oque tem os maisasseiadoscommodos, enten-
da-se cornos consignatarios, Oliveira Irmflos&C
na ra da Cruz, n. 9.
Para-o Rin-Grande-do-Sul sahe o veleiro bri-
gue brasileiro Ombelina; recebe carga c escravos a
freto, e passageiros, para oque tem excellentes com-
modos: dinjam-se a Joflo Francisco da Cruz, ruada
Cruz, n. 46.
O brigue nacional Attalla sahe impreterivel-
menle sabbado, 13 do corrente, para o Rio-de-Janei-
ro. Roga-se aos Srs. carregadores mandem os co-
nhccimentos para serem assignados: e quera liver
escravos a embarcar no mesmo brigue, deve man-
para bordo na manhfla do dia cima indi-
productos : pelo Dr. C. E. I" ~No dia 6 de fevereiro, furtaram da casa do ahai
Fairbanks, socio da real sociedade de medicina de *o ssignado na ra das Trincheiras, n. 18, um re"
Edimburgo, e membro do concolho de salubridade 'ogio suisso, machina pequea, com caixa do oriin"
o um tanto arruinada, o qual eslava ainda em con'
corto: quem dcllo souber e qui/.er restitui-Io" .,;"
recompensado. wra
Joaquim Jos* ios Santo
. fr Onerece-se urna ama para casa de pouca fami
!a: dirijam-se a ra da Roda, n. 6.
. Jos Goncalves Ferreira Costa contina a man.
dar fazer atorros, abrir viveiros e camboas neit
praca e fra della: quem do mesmo se quizer uti
zar procure em sua casa em Santo-Amaro, no cor
rer da ra da Aurora, ou na botica do Sr. Pinto ni
ra Nova, ti. 53. n*
--D-se dinheiro a premio em porcoes pequemn
sobre ouro o prata: a tratar com Manoel da Costa
Azovedo, na ra da Cadeia de Santo-Antonio n 18
^ noite de hoje, 10 do corrente, continua a
trabalnara sala de sorvete da ra larga do Roza
rio, d 26, primeiro andar.
Precisa-sede urna ama par casa de familia
que saiha cozmhar, lavar o engommar: na prac
da Boa-Vista, n. 6. v
Precisa-so, para caixeiro de urna venda no mal-
to, de um menino europeo, que seja de boa conduc-
ta : quem pertender dirija-so ao Forte-do-Mattos
prensa de algodflo, de Joaquim Jos Ferreira. '
Roga-se todas as autoridades policiaes e a -
oualquer pessoa em particular, hajam de apprehon-
der um mulato escravo, de nome Jos, o qual tem os
signaos seguinles; cabello um tanto solt, olhos oe-
quenos, rosto comprido, tendo neste aIguns pannos
orelhas pequeas, secco ealtodocorpo, poaca bar-
ba, e ber.. fallante. Este escravo veio vendido do As-
su para esta provincia; levou vestido camisa de ris-
cadinho azul, calca e jaqueta branca, e um chapeo
velho depalha ; levou alpargatas nos ps, urna fou-
cc.cumsacco de estoupa, dentro do qual levou aj-
guma roupa. Qualquer pessoa que o apprchender
sera generosamente recompensada na ra doPadre-
Florianno, sobrado da esquina da travesa da Carva-
ma, n. 1, ou no sitio Estancia-, no Giqui.
SORVETE.
r motivo justo nflo teve lugar a abertura da
^asa de sorvete da ra d'Aurora, annunciada
para o da 7 de Janeiro prximo passado, o
*=quo ter ugarnodia 11 do corrente impreto-
rivctmente; caln acharflo sorvetesde fructas bem
preparados e com todo o asseio, das 6 horas da tarde
as io da noite.
da-los
cado.
Leiles.
ASSrCNATUaAS.
Platea, pelas tres noites....... 2 000
Camarotes do lado, por tres noites, 1.ordem 6*000
Ditos da ordem nobre, de lado .... 000
Ditos da 3." ordem, do lado ... 5'noo
Richard Royle far leilflo, por interveneflo do
corretor Oliveira, de grande quantidadede chitas e
outras fazendas avariadas, por cunta e risco de quem
pe tencer, e de lindo sortimento de outras limpas e
proprias do mercado : hoje 10 do corrente mez
as 10 horas da manhfla, no seu armazem, ra d'Al-
fandega-Velha. *
- kalkmann & Rosenmund Ibrflo leilflo, por inter-
veneflo do corredor Oliveira, de mui variado sorti-
mento de miudezas, inclusive ferragens, couros de
lustro, etc.: quinta-reir, 11 docorrente, s 10 ho-
ras da manhfla, no seu armazem, ra da Cruz.
Joflo Keller & C. rarflo leilflo, por interveneflo do
rretor Oliveira, de avultada poreflo de fazendas de
seda, Ifla, linho e de algodflo, as mais proprias da
presente etHc3o,c por precos que muito devem a-
nimarseus freguezes: scxla-feira, 12 do corrente,
as 10 lloras da manhfla em ponto, no seu armazem.
I'll'i IIO I 1 !!/
NOVA AULA DE f. LETTRAS.
O abano assignado, tendo aberlo emsua casa na
ra do Aragflo n. 27 urna aula, onde, alm do ensi.10
correlo de primeiras lettras, se dflolicoes degram-
mat.ca das l.ngoas nacional, latina e franceza, con-
a a receber alumnos externos,
tina
pensionistas, e meios-pensionistas, empregando tan'
e0c:rinhorc'uid0aTo.n0 tMtBMU>' de8Velado *>
com
sitio
ra da Cruz.
O corretor Oliveira far leilflo, em um s lote,
por corita e risco de quem pertencer, do casco, mas-
tro e gurupes, ancoras e correles de ferro da galera
rnebe, regularmentecondemnada neste porto: bo-
je. 10 do corrento, as 10 horas da manhfla em pon-
to ( vislo ter dito corretor do fazer outro leilflo
s 11 horas do mesmo dia) no largo do Corpo-San-
Avisos diversos
Frentes da 1." ordem, por tres noites
Di tas da ordem nobre, por tres 1
Ditas da 3." ordem, por tres noit
Pagos adiantados no theatro.
LOTE1UA
DA M A T R l Z .
DA CIDADE DA VICTORIA.
Acha-se novamente designado o dia 26 do corren-
te mez para lerem andamento as rodas desta lotera
e nflo obstante a difliculdade na venda do resto dos
respectivos bilhetea, causada pela ralla de notas do
pequeos valores que facilitcm os trocos, todava-I
espera o thesoureiro que sera effectuada- a referida
venda, e que odia marcado nflo ser espacado. O
restante dos bilhetes acla-so venda nos lugares
ja annunciados.
., Jot* Xavier Faustino Itamoi
- Francisco Casado Lima tem permutado
Semino Correia Cavalcante Macambira o seu su
mm.ed'0S 0m c"sase terronos Pertencentes ao
mesmo sito, por um terreno sito na ra Imperial
da fti'nd'fi Til T*!"" de rrcnle, e mil e nl'os
undo.ate a ba.xa mar do rio Capibaribe, com
o Alcanforado, escnvBo o escrevi.
tkrnasio Goncatvts da Silva.
r nnioo 'A Ja annunciados.
es no tes 1 'SS TNo d,ia .do correnle, pelas 4 horas da tarde, pe- Car e co"
lioites 'Z rai,le 5rJuiz > orphflos, se ha do arrematar a Que
ro morada de casa terrea sita na ra Nova, penliorada .,..:. ,.
._ ao testamentero e herdeiros de Bento Antonio Do- torreloJ v
ao sitio, para que, no prazo de oito dias depois da
publicacao deste annuncio, hajam de declara? d seu
lotera do rio-de-janeiiio.
aos 20:000,000 de res.
, Chegaram bilhetes, meios, quartps oitavos e viae.
s.mos da lotera das salinas de Calo-F,io e Zl
SKWft fTS C VgleS"'0S *.W"d5
i-eara no Recite, loja de cambo do Sr Vieira A
ellos antes que chegue o vapor com a lista.
rr7d;ampCelro?<,Um da C8ta relira-se Para
tanoV?rnr l',?**"* "on?rato da Hocha officialde
atlV.3.f,rfann'inc,'r"uaiI,0|,,d. ou diriJ"
J praca da Independencia livraria, ns. 6 e 8.
Permuta-s um dos melhores sitios des-
ta cidade por um engenho moente e
correnle,que seja inleiramente hom d'a-
goa c produceflo, cercado, etc., para o lado lo Sul,
ate a distancia de 10 legoas do Recite, e mesmo mais
distante.scforpcrtodeportodeenibarque.Ositioaue
se da em troca do engenho he muito bom, com ricas
obras de pedr1 e cal, nasquacs se gaslaram 50 conlos
de res, situado no Arraial, junto a Casa-Forte
quem quizer tezeressa permuta, voltando-se o qu
ter justo, dirija-se a ra Direita n. 29.
Na ra do Queiruado, n. i5, primeiro
andar, ensinam-se meninas a 1er, escre-
ver e contar, e grammalica porlugueza ;
assini como a fazer lavarinlo, bordar, mar-
" cozer chao.
Puhlicji^des Iliterarias.
IIISTOlllA DE PORTUGAL
POR
Alexandre Herculano.
Os senhores assignantes desta obra podem mandar
buscar o primeiro volume casa n. 7 da ra da
Cruz (2.o andar,; servindo-se enviar 3,000 rs.,custo e
despezas at aqu do dito livro.
Como llnalisassemos a primeira sorie da nossa re-
vista, o Pitoamtsso, e pretendamos dar a segunda so-
bre novas bases, Tazemos o presente para que os Srs
subscriptores fiquem inleirados das condicoes da
respectiva assrgnatura.
)Pogm!sso sahira dora em vante urna vez por
mingues, por ser a ultima praca, por cxccucSo de
Mathous Auslin & C.
A porlugueza que se olTereceo para criada, c
que assegura probidade o boui desempenho no ser-
vico de casa, dirija-se a roa da Saudade, que lea
deteonlo do caminho que vai para o Hospicio, casa
novada esquina, (a ver se'lhe convom prestar ahi
seus servidos.
A quem fallar um cavallo com urna carga de fa
nnha do reino, queira appareoer as Cinco-Pon tas,
n. 37, ou em S.-Bento, termo de Garanhuns, a tallar
com Jos A Ivs Bezerra Cavalcanti, em cujo podP
existo dito cavallo e carga.
-A ollicina de encadernaeflo que o padre F. C. de
LemosoSilva dirige em a ra do S.-Fraucisco an-
tiganiente Mundo-Novo, n. 66, acha-se provida de
lodo o nccessariti para o bom desempenho de qual-
quer obra de encadernaeflo por mais rica que seja
uitii;,.,^U'i fiM ^ W ^8'"" em 8- ndera
m por engao ln ou urna caria do
inda di Balda, pelo vapor Pa-
raense, para Jacintho Soares de Menezes,
liaja de annunciar a sua inorada, ou diri-
gir-se ra Nova, loja de alfaiate, n. 35.
A pessoa que annunciou querer comprar cou-
ros miudos para forro, bezerros c meios de sola.di-
nja-se a ra dos Tanoeiros n. 1.
Offerece:se urna ama parda'para urna casa de
homem solteiro, que taz todos os arranjoa de urna
casa,.esubjeita-se ao servico de portas a dentK
na ra dasCruzes, u. 12.
Hoje, 10 do corrente, na sala das audiencias da
segunda vara do c.vel, linda ella, se ha dearremW
de renda animal urna casa terrea, na ra de S -Jos,
ti.30, avallada em 60,000 rs.joutra dita no lugar da
Cabanga, n. 5, avaliada em30,000rs.; outra ditana
ra da Gloria, n 81,avaliada cm 48,000 rs., e outra
dita na ra Bella, n. 7, avallada em 96,000 rs.. por
oTiii/>n rio raiQn.Li i.^...;..:.. t .
J
m


9l/~
S. H. T.
THEATRO DE APOLLO.
0 primeiro secretario da dreccflo avisa aos senho-
res socios, que se acha tunicada a recila para o dia
13 lo corrento; e que, portanto, quoiram mandar
linio recober ns seus bilbetes.em casado tliesoureiro,
oSr. Manocl Gongalvcs da Cruz ; e na mesma occa
sillo sstisfazorem as mensalidades respectivas dos
mezcs de Janeiro o fovereiro. Igualmente queiram
enviar suas propnstas para convidados, om carta fe-
chada, incluindo osbilhotes, no primeiro secretario,
na praca do Commercio, n. 15.
Grande.baile ce mascaras, nos
saldes do Ih^alro de Apollo,
nos das de Carnaval.
Sendo uso em as grandes cidados civilisadas os
bailes jnascarados durante o Carnaval, o tendo ja
romecadoem o nosso paiz estes divertimentos, niio
pode o annuncianto desle divertimento delxar de ac-
ceder aos pedidos de muitas pessoas, para que elle
se enearroguo da di recebo desle passa-tempo. O an-
nunciante roga aos Srs. que quizerem tomar par-
le noste divertimento, bajam de se dirigir ao thca-
trode Apollo, das 7 da manhfla as i i da tarde al
sexta-feira, 12 do corrente. As assignaturas so a rs.
10,000 pagos avista.
PROCUAMMA
Do baile malcarado no theatro de Apollo.
Art. 1. A platea do theatro se achara alterosamen-
te assoalhada desde o palco scenico at a entrada.
Art. 2. O theatro estar decentemente ornado, e
no salflo do mesmo estar urna mesa composta de
bolinhos, licores, etc., havondo tambom cha o caf
Art. 3. Os senhores assignantes terSo dous car-
loes, sendo um para si, e outro para convite do fa-
milia.
Art. 4. Os senhores assignantes que pretenderem
i'ancar, vi rilo mascarados e vestidos a phantasia, e
niio tirarlo as suas mascaras senflo ao entrar, para
se darcm a eonheccr ao director do divertimento,
que se achara cm um quarto para isso destinado.
Art. 5. O baile comecar as 8 horas c findar as
duas da ooile.
Art. 6, Os senhores assignantes, logo ame assigna-
rem, pagaro a quantia de 10,000 rs. pelas duas noi-
te, segundo oannuncioj feito.
Art. 7. No caso das assignaturas no cobrirem as
despezas sent, pelo director do divertimento, r.cs-
lituidaa aos senhores assignantes as suas entradas.
As assignaturas se acham abortas em casa dos Se-
nhores Soum, Guilherme (do Santos Neves) e no
theatro de Apollo.
Na ru do Vigario, casa n. 5, alugam-se dous
bons negros marinheiros e um canoeiro; tambem se
aluga o armazem ou prensa, sita no Forto-do-Mattos,
no largo da Assembla, n. 7.
Precisa-so de dous ou tres ofliciaes do charu-
leiro, quesejam bons: no Boceo-Largo, n.7.
A criada portugueza que se ofterece para ser-
vir queira annunciar a sua morada por esta folha.
Precisa-se alugar um escravo possante para o
servico de um sitio perto desta praca, pagando-se
mensalmente : a quem convier dirija-so a ra da
Florentina, n. 16, que achara comquem tratar.
Precisa-so de um caixeiro portuguez, do 1* a 16
unios : na ra Direita, n. 53.
Precisa-se alugar urna ama escrava, ou livro,
para oservico interno de urna casa de pequea fa-
milia na ra da Aurora, n. 44.
-- Precisa-se alugar urna preta para fazer o servi-
co de urna casa de pouca fumilia : Irata-sc no Ater-
ro-da-Boa-Vsta, loja de trastes, n. 12.
Precisa-sede nmhomem para feitor, portuguez,
ou brasileiro, sendo solteiro, ou simiente com mu-
llier : na botica da ra larga do Rozario, n. 36.
--Precisa-se de urna preta captiva para o servico
de urna casado pouca familia: a fallar no Alerro-da-
Roa-Vista, n. 3, primeiro andar.
Aluga-se una casa terrea na ra do Mondego,
defronto do boceo das Uarreias, por inuito commo-
do preco : a fallar na ra do Livraincnto, sobrado,
n. 8, ou na ra das Flores, n. II.
Precisa-sc fallar com o correspondente ou pes-
soa quetenha rclacSo *m'o Sr. Luiz Francisco de
Su, morador na provincia de Alagoas, a negocio de
grande nleresse do mesmo Sr. S: na casa n. 16, em
ISossa-Senhora-do-Tcrco.
Aluga-se urna escrava que saib cozinhar c
engomnmr, e tambom um moleque ou mulalinho,
de 10 a 1 V-annos : quem tiver dirija-sc a casa n. 16,
em Nossa-Scnliora-do-Tercn.
--Precisa-ee de urna ama de Icitc .* na casan. 16,
no paleo do Tomo.
Aluga-se ou compra-se um escravo que entenda
do servico de padaria : na ra Direita, padaria n.
82.
= Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
venda : na ra estreita do Kozario, venda, n. 38.
Francisco Pinlo da Cosa Lima ,
mestre alfaiale, avisa ao publico e a todos os seus
freguezes, que contina com o estabelecmonto de
seu ofRcio, na ra larga do Rozario, n. 40, primero
andar, e que est prompto a fazer qualquer obra,
tanto de homem como de senbora, com a perfeicao
Eossivel. O mesmo precisa de alguns ofliciaes de o-
rasmiudas.e lem bons brins de linho para vender,
hollandas pretas a 2,500 is. a peqa, linha de carretel
branca, a duzia ea retalho, linha de cabera bran-
ca o encarnada, botOea de ac, marcas de cobrir,
botos de duraque, meias curias de linho, e aieu-
nias obras feilas: ludo muito barato.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da roa da Aurora, com optemos e muilo asseados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar dinja-se ao
mesmo sobrado qualquer hora.
OlTerece-se urna criada portugueza, de proliiua-
de, que cozinha bem, engomma com primor e des-
empenlia toda a costara : quem de seu prcslimo so
quizer utilisarannuncie.
Quem se julgar credor de Arantes & Braga apr-
sente suas conlas, no prazo de 5 das.
Aluga-se o segundo andar do sobrado '?
sito na ra do Amorim : a tratar na ra da S.-Cruz,
na Boa-Vista, n. 80.
Domingos Rodrigues do Andrade embarca pa-
ra o Ho-de-Jaiielro .os seus escra.vos Mallicus, de
Angola, e Fllippc, crioulo. i
Perderam-so duas a plices do inesouro publi-
co nacional, do ns. 20 o 21, da quantia do.400,000 rs.
cada urna, emitlidas c dadas om pagamento pela
thesouraria da fazenda desla provincia a Jos An-
tonio de Oliveira.em 1843, as quaes vencem cada
urna 20/ rs. de juros annualinento: quem as actioii,
querendorestituir ao seu dono, Jos Antonio de
Uiveira, ser recompensado.
Na ra da Cadcia do Recite n. 41, prensa-si
de ofliciaes de alfaiale de obra miuda.
Rnga-se a qualquer pessoa a quem forem offereci-
das rara empenhar, ou comprar as pecas de roupa se-
guintes, do prenderem o portador o partlciparem, no
segundo andar do sobrado n. 43, na ra estreita do
Rozario, defronte da refinsc.lo de assucar, ou se por
ventura dous negros ganhadores que, domingo, 7 do
corrente, das 9 horas da noile em diante, no porto
das canoas da ra Nova, conduzindo um pequeo ba-
hu de couro amarello, usado, e urna caixa de madei-
ra pintada do verde, errando a casa para onde de-
viam levar, tenham guardado, ou seus senhores, ou
pessoas em cu jo poder estoja, de participarem, ou
eniregarem em a dita casa, queso gratificar bem:
u dito dita, um collete desetim adamascado de gola de
rehucp preto, urna calca de brim entroncado b raneo,
quatro carnizas de madapolflo, tudo de homem; urna
caiga do brim entrampado, do menino, duas sbreca-
zacas pretas, novas, do princeza muito lina, de me-
ninos, urna jaqueta de menino feita a polka, guarne-
cida de tranca prela; quatro vestidos de cambraia de
senhota, urna manta de seda listrada de rxo claro
sem barra, quatro lencos do sed*, inclusivo um de
setim de tres pontas, um de garca; o outras pecas
miudas,'como duas jaquetas novas de Viseado Iran-
cez, etc.: o a caixa continha roupa de mulher: s so
quer receber isto e nada mais.
Antonio Palbeiros Brrelo Accioli, abaixo as-
slgnado, lendo no Diario n. 29, de 6 do corrente, um
annuncio sem assignatura, em que so offereco de ar-
rendamento urna casa sita nos Apipucos, comprada
(niio se declara por quem ) a sua mulher D. Anna
Joaquina do Reg Barros, previne ao respeitavel pu-
blico, que o dito annuncio he urna impostura que o
abaixo assignado formalmente repelle, pois que a re-
ferida casa pertenco ao seu casal, e nem sua mulher
a podia vender Se, pois, existe semelhante venda he
milla, clandestina o absurda pois que o abaixo as-
signado para ella niio concorreu, e antes est e con-
tinuar a estar na posse da sobredita casa ; o desde
j declara que a nflo entregar a pessoa alguma, e
queseoppor effeclivamente a lodo o alugamento,
que qualquer que nflo fr elle li/.er protestando,
como protesta, contra essa velhacaria, que em pre-
juizo de seu direito so quer fazer. Ionio l'alhei-
rot Barreta AeeioH.
Veriato do Carvalho Tavares retira-se para Eu-
ropa, a tratar de sua sade.
Jos Gabriel de Moraes Maycr embarca para o
Rio-de-Janeiro o seu escravo, de nome Benedicto.
Traspassam-so as chaves do yrmazem de carne
secca, da ruada Praia, n. 54: quemo pretender di-
rija-sc a ra Direita, sobrado n. 29.
Francisco Antonio Borges previne ao publico,
3ue Antonio Fcrnandes nada tem no sitio em Ponte-
'L'choa, junto ao sitio do fallecido Jos Ramos de
01 i veira, eque toda a transare.ilo que se fzer he nulla.
OlTerece-se um rapaz brasileiro, do 16 a 18 an-
nos de idade, para caixeiro do qualquer arrumaeflo,
tanto nesta praca, como para o matto quem o pre-
tender annuncic para ser procurado.
Furlaram, na noile do dia 6 para 7
do corrente, da obra de Jos Goncalves
Ferreira e Silva, atrs dos Martyroa,qua-
tro laboas de amarello, de cosladinho, com
1 palmos e 1 quatro de largura.|sendo 3 de
meia a urna coslaoeira : quem souber a-
onde existem, ou quem as tirou, dando
parte ao dono, lera aos'ooo rs. de gralii-
caco.
I.IVrriRlA DO BAIBRO DO RECIFE, RA
DA CRUZ, N. 56
Fendemse por prtfot muilo commodos ai obra
ttgtiinlts:
PARA AS AOLAI DB PniMF.IKAS LBTTAAS.
Cartas de A, B, Cdesvllahas o de nomos ; tabea-
das com unidades, etc.;" melhndo facillimo para a-
prender a ler tanto a lettra redonda como a manus-
cripta; calhecismo da doulrina christfla; cartilha do
ahhadcSalamonrie; compendio do doulrina christfla,
Venham aproveitar
as pechinchas do
baraleirof mquanlo elle
o>l O antlgo harateiro est derretendo a troco
Com 1 > ras.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de
12 a30anuos; pagam-se bem : na ra Direita, n 3.
Compra-se o n. 271 deste Diario, do mez de
dezembro : na praca da Independencia, livraria ,
ns. c e 8.
Compra-so urna escrava que saiba cozinhar,
o engommar, niio excedendo o seu valor a mais de
400,000 rs. a troco de urna lettra que falla menos
do 5 mezes para so vencer, aceita por pessoa muilo
segura, que nada dev, o que possue bastantes pro-
priedades nesta praca, livres: quem tiver annuncic.
Compra-so urna escrava com as qualidados se-
guinles : fionila figura, sadia moca, sem vicios ,
que venda na ra e sirva para o trabalho interno de
urna casa cozinhar, coser e engommar : quem a li-
ver, dando a conteni por 8dias, dirija-se ao paleo
de S.-Pedro venda umea da esquina. 1
Anda se contina a comprar comas de viado
vivas para remedio : na praca da Boa-Vista, n. 32,
segundo andar.
Compra-se um sellim inglez em bom estado:
na ra Augusta sobrado cimento.
Compram-se escravos de ambos os sexos, com
prendas e onicios, de 12 a 20annos, de bonitas figu-
ras"; pagam-se bem: na pracinha do Corpo-Santo,
n- 66- A
Compram-so duas cscravas de meia idade
na ra da Florentina, n. 7.
Compra-se urna preta moca, de boa figura e
que soja muito boa engommadeira e costureirs; nflo
se ollia a prei;o : na ra de llortas, n. 70.
Compram-se pennas de ema : na ruadoRan-
gel n. 43.
Cotaipra-se urna figura de gesso que sirva para
jardim ou chafariz, e que tenha 3 palmos ou mais de
alto : quem tiver annuncic.
Vendas.
__Vendem-se dous baromelros; um microscopio;
um oilante; duas ancoras de ferro para navios; dous
oculosde ver ao longe; urna rede para dormir, das do
Maranhflo ; tres esleirs da India, parajanella ; no-
ve vidros com pos Manuel Lopes ; dous denles
de elefante : urna grande poreflo de lingoados, prq-
prios para lastro de navios ; seis pecas dearlilharia
das de ferro ; urna poreflo de toalhas e guardanapos
para mesa : urna pega de seda para chapeos do sol ;
urna poreflo doespclbos, ooutra dita de navalbas ;
duas tarrafas de pescar, o muitos outrosobjoctos quo
pormiudosse nflo mencionam: na ra do Vigario,
Vende-se, ou troca-se por lijlos dealvenaria
grossa, um oratorio com algumas imagens, com
pouco uso: na ra da Soledade, n. 44.
Vende-S| urna venda na ra Nova n. 55, a di-
nhcirooucomdesobriga a praca; una escrava da
Costa sem vicios boa vendedeira na ra de 22
annos; alguns terrenos para se edificarem casas, por
serem em muito bom lugar: a tratar na mesma
venda. ....
Vende-se urna toalha toda aberta de lavarmto:
ua ra do Jardim, 11. 34.
tica para uso das escolas primarias, por F. N. Cola-
co; arlthmetica do Besout; elementos de gengra-
phia universal; Primeirosconhecimenlos ; acciden-
tes da infancia ; modelos para meninos; Economa
da vida humana; Thesouro de meninos ; l.ivro de
ouro para os meninos; Escola de poltica ou trata-
do pratico de civilidade portugueza ; o Menino Per-
dido; Historia de Simffo do Nantua; Manual encyclo-
pedico, porMonteverde; Historia da creaeflo do mun-
do; grammatica portugueza, por Salvador; traslados
soltse em collcccjes, etc. etc.
PARA AS AULAS liK I.ING0A 'ACIOXAI..
Compendio de grammatica portugueza, para uso
dos esludantes do I yeco ; os l.usiadas de i'.anies;
Vida de I). Joflo de Castro, etc.
PARA AS AULAS DB RRAMMATICA LATINA.
Elementos de grammatica latina, oxtrahidosda de
J. V. G de Moura ; compendio de grammatica latina
o portugueza, do.mesmo; Novo methodo da gram-
matica latina, do padre Percira o pequen e o gran-
de ; Explicarlo da syntaxe, por Dantas; breve Com-
pendium historiar; sacras [adoptado as nulas publicas
para primeiro livro do traduceflo1 ; Selecta laliti
sermonis lenriquecida de muitas notas' ; Eulropii
breviaiium historias romn; Cornelius opos(cxcel-
icntoedieflo muito correcta com notas em portu-
guez) ; Phrcdri Fabulre ; Saluslii opera ; Marci Tul-
iii Ciceronis epstola); Verguos; llnratius; Tilus
l.ivius; Magnum Lexicn; as Odes de Horacio cm
portuguez, traduzidas por JA. de Maccdo de sum-
ma utilidade a quem quizer entender o poeta latino;;
Diccionario da fbula, etc.
l'AHA AS AULAS 00 LVtfeO E OUTRAS DA PROVINCIA.
Compendio de rhetorica de Quintiliano, extrabido
da traduceflo de J. S. Barboza; Compendio de poti-
ca ; Ligues de eloquencia nacional, compostas pelo
padre mestre Lopes Gama; l.icOes elementares de
eloquencia nacional, por Freir de Carvalho; Lic/ics
elementares de potica nacional pelo mesmo; Liges
de gcographia, pelo abbadeGaullier; Atlas da geo-
graphia do atibado Gaullier, traduzido, corrigidoe
augmentado por J. P. Ai 11,un; Al I as de geograplua mi-
tiga o moderna, por Simencourt ; LqOcs do gram-
matica inglezaf pelo lir. V. P. do llego adoptadas no
lycuo na academia); History of England, Tompson;
Grammatica franceza, por Sevnc ; Voltaire, Tliea-
tres; Fables do La Fontaine ; collecc,3o de todas as
phrases das fbulas de La Fontaine, traduzidas se-
gundo os mclhores expositores, etc, etc., etc.
Sermonarios em portuguez,
A' VENDA NA LIVRARIA DA ESQUINA DO G0LLEG1O.
Oraces sagradas de Fr Rento da Trindadc, 6 to-
mos, nova edieflo; SormOes do padre mostr Fr.
Francisco da Madre do Dos Ponles; 5 vol ; Nova col-
leccflo de sermes, pelo padre Thcodoro de Almeida,
4 vol.; Auno panegyricoe moral, ou seemes csco-
lliidos, 2 vol.; ScrmOes de Fr. Valentim da Mili dos
liomens, 5 vol.; o Thoologo o orador chrislflo, 2 vol.;
Panegvricos o discursos evanglicos, pelos melho-
res oradores francezes e italianos, em portuguez, 4
vol.; Tbesouro de plegadores, dividido em varios
seriuocs universaes, donde se tiram sermOes parti-
culares, etc., por Fr. Antonio de Padua, 2 vol.; Ser-
mOes de Magalliflcs, 1 vol ; Scrnioe panegyrieos e
moraes, de Franco, 1 vol.; Sermes quaresniues, 4
vol.; Sermes do bacbarel Figueiredo, 1 vol.; Ser-
mes do padre Manocl llernardes, 2 vol ; Discursos
sobre os attributos divinos, pelo padro Th. de Almei-
da, 8 vol.; Meditacflo o Uiscuisos religiosos pojo
concellieiro Rodrigues de Basto; Oraces do sabio
bispo de Miranda, D. Antonio Pinheiro ; I-regador
instruido no seu ministerio, 1 vol.
EM FRANCEZ.
Oraces fnebres, panegyrieos, sermes, ele., de
Bossuet, 4 vol. cm 12, edieflo de 1844; Sermes de
Massilon, 1 vol., 1844; Ensaio sobre a eloquencia do
pulpito, pelo cardeal Maury; Sermes do Fcnolon;
Oraces fnebres de Flecbiei-, I vol.t etc.
Vende-se polassa da Itussia muilo boa, por pro-
co commodo; muito bom vinlio de Brdeos em caixa,
o una poreflo de pedra do Trieste, ptima para cal-
cada, por sor muilo forte, o ser corlada emesquadria:
no oscriploro de Jos Joaquim de Oliveira, ra da
Cruz, n. 5.
A (ten cao!
20:000,000 de ruis.
Acbamele chegar polo vapor Ponente, entrado no
dia 5 do corrente, os muito acreditados quartos, oi-
lavos c vigsimos da lotera das salinas de Cabo-
fro, sendo estascaulcias da casa mais acreditada
que ha no Rio-de-Janeiro; as quacs so acham a venda
na loja do Sr. Thomaz do Aquino Fonseca, na ra do
Cahug. Adverte-se que os premios serflo pagos na
mesma loja.
Vendem-sc duas escravas, urna de nacflo, que
he boa qutandeira ea outra mulatinha do 19 an-
nos, de boafigura : no paleo do Carmo, n. 7.
y endem-se dous novos e excellenles
pianos forles, por preco commodo, na
ra da Cadcia do Becie, n. 39, primeiro
andar : adverte-se que um be horizontal,
e de boas vozes ; o outro, alm de ser de
nova invencao, be de gabinete, muilo pro-
prio para se levar para o malo, e tem urna
machina para transferir as vozes at mais
oilo e meia oitavas.
Vendem-se oculos de alcance, por
preco commodo ; na ra de Cadcia do 11 e-
cife, n. 39.
Vende-se cera para limas de cheiro
de cores, a i,000 rs. a libra .amado
Rangel n 5a.
Vende-se vinlio PKK, de superior
qualidade, cm barra de quinto, ao prer^o
de 28sooo rs., no armazem de Fernando
Jos Braguez, ra daCadeia.
.. peona .
senhora, a 280 rs. o par ; ditos parri meninos, a 160
rs. o par; tesouras finas com toque de ferrugem ,
a 160e240rs cada urna; caivetes finos, com to-
que de ferrugem, 1 160 o 210 rs. cada um ; torcidas
para randoirn de lodos as larguras, a 100 rs. a du-
zia ; carapucasde algodflode cores a 160 rs. cada
urna ; Invas de seda para meninas a 960 rs. o par;
cachos de flores, a 3o rs. cada um ; fita de retroz do
(odases corea,a640rs. a poqa; bengalas docanna
da India, a 1920 rs. cada una; carlciras de al-
gibeira.a 160rs.cado urna ; c oulras militas miu-
dezas baratas.
tfI!> Vende-se urna casa terrea na na do Calabou-
ttiiii co, por 550,000 rs. livre do despezas, o quo
rendo 6000 rs. mensaes : na ra Nova, botica do Sr.
Pinto, se dir quem vende.
Vende-so a arremalacflo do dzmo dos cocos
do municipio do Sernhflem por tres annos, con-
tados de jiinho de 1846 .1 julbo de 1849; um torno
novo de tornear metal o mesmo madeira com al-
guns ferros proprios para 0 mesmo; una farda e
umcorroame : ludo com muilo pouco uso; 2 cai-
xesde'pinhn, grandes; ludo por preco mais com-
modo possvel: 110 pateo da S.-Cruz, ao pe da boll-
eo, n. 8. ,
-- Vende-se uin terreno com 300 palmos de rundo
e 30 do frente, com 4 pos de larangeiras de omlu-
go : na Soledade, casa da Senbora D. Felicia.
Vende-se um aderezo para senbora muito
rico, sendo de ouro e cravado de br litantes eont
pulseiras, allinetc de peilo, etc.: nomda ra Di-
reita, ao p da igreja do Tcrr,o, a fallar com o ouri-
vesJoaquim Gleincute.
Vende-se una prela de nacflo, de24annos, do
bonita figura que cozinha o diario do urna casa .
lava de sabfloc varrella, e he quilandeiro ; una (li-
la que coso, engomma e cozinlia ; urna dita, pti-
ma para o servico de cusa efra; urna parda de 20
annos, que cose muito bem faz renda e lava desa-
bito e varrella : na ra da Concordia passando a
pontczinha, a direita segunda casa terrea.
Vende-se urna casa terrea sita entro as duas
puntes da Magdalena com bemfeitorias arvores
de fructo cacimba oulrosarranjos para familia,
com vanUgem para o comprador pelo commodo pro-
co e abale no foro do terreno; o qual tambem se ven-
de, convindo ao comprador: na ra da Florentina ,
n. 16. .
Vende-se um terreno com 32 palmos de Ircnle o
80 de fundo na na da Palma junio as propneda-
des do Sr. Jos Antonio Corroa Jnior a tratar na
ra da Concordia, venda n. 26. Na mesma vonda
precisa-sede um caixeiro, de 12 a 14 annos, quo
tenha pratica de venda e d fiador a sua conducta.
Vende-se urna casa terrea, sita na ra do Cal-
doireiro, 11. 90 : na ra do Cabuga, loja de Antonio
Rodrigues da Cruz. .
Vende-so, na ra Direita venda n. 5J, sebo
de llollanda a 320 rs. a libra ; banba de porco a
90 rs. a libra ; talharim linoe grosso, a 200,rs.; ale-
tra a 240 rs. a libra ; pratos, a 960 rs a duzia ;
manteiga franceza muito nova, a 640 rs. a libra;
azeite doce, a 600 rs. a garraa; velas de espermace-
to a 800 rs. a libra; e outros muitos gneros do ven-
la', tudo muitewupcrior o mais barato do que em
outra qualquer parte.
Vende-se, por prccisflo, urna preta cnoula,
sem vicios nem achaques, oque serve bem a urna
casa de todo o nerossario ; cozinha o diario de urna
casa e lava desabflo c varrella : na ru do Hospicio,
casa terrea, n. 17
Vende-se cha h vsson em caixas grandes e pe-
queas de 13 libras ; velas de espermaceto-, do 4, .'.
o 6 cm libra 1 na ra da Alfandega-Velha n. 36, es-
criplorio de Matlieus Ausiin & Companhia.
AGOA DOJAI'AO.
lio cliogada una grande poreflo tiesta lao aprecia-
da como til agoa a qual per si se tem feito conbe-
cida, pois, tendo ella em si o insigne remedio de lim-
par a cabeca, amanar o cabello, clarear o roslo,
amanar a pelle.evtar as espinbas earnaes.cmpigens,
pannos esardas, nflo pdedeixardo continuar com
estima e aceitacao. Vende-se nicamente na pra-
ca da Independencia ns. 13 o 15 a 1000 rs. ; assim
como outras muitas perfumaras e calcados.
Vende-se urna cadeira de arruar, muito rica,
lorrada do damasco, pintada o dourada ; urna pre-
ta excellenlo co/inbeira de forno e rogflo, que en-
gomma e faz renda e he anda moca-, por preco
commodo porpertencer a urna senbora que se
tira do paiz : na ra da Scnzalla-Vclho, n. 110,
mero andar. ,
Vende-se a venda da ra do Agoas-verdes, n.
15 com poneos fundos, ou s a armaeflo, rujo
alugucl lio muito barato, por ser 3500 rs. mensaes ,
por isso he propria para principiante : a tratar na
Camboa-do-Carmo n. 3. .-
Na roa do Crespo, loja n. 8 ,
de Campos & Maya,
em-sc lindos cortes do cassa-chita, de muilo
modernos gostos a 3500 rs. ; ditos de cambraia de
listras decores, de agradaras padrees, ai4500 rs.
___ .I.,. i.n. i, iiocsnhnl.i. n '240002800
se re-
Pe-
tando cassa a 260 rs. o covauo inmi^u.. ...-
cozas o largas, a 240 rs. o covade; fin ssima alpaca
prela; merino preto do superior qualidade; casimi-
ra preta elstica ; e outras muitas fazendas por ba-
rato proco. .
Ainda est para so vender o sobrado de dous
andares, na travessa daMadre-d-Dcos, n. 7 ; ole-
rece-se toda a commodidade ao comprador, e at so
tomam lettrascm pagamento : a tralar na1 ra da
Cruz, n. 50.
Vende-se urna negrinha de 10 a 12 annos, h-
bil para todo o servico :na ra da Cadeia, a fallar
com Jos Gomes Leal.
Vende-se um moleque do 16 annos, quo cozinha
c engomma : na ra do Crespo, n. 10, primeiro an-
dar.
Vende-se urna prota de 30 annos, por 380,000
rs., de muito boa figura que cozinha, lava e vende
na ra : no pateo do Carmo, loja do sobrado n. 7.
Vende-so um escravo robustoso servico do
campo;, ua ra Direita, sobrado a. 29.
H


i
Vende-se a armadlo, perlonces e os peucos g-
neros que existem na vendada ra da Cadeia n. 1 :
a tratar com JosCongalves Torres, ou cora Miguel
Joaquim da Costa, na ra da Sonzalla-Nova, n. 4.
Na ra das taraugeiras, n. 14, segun-
do andar, vende-se urna prelado na-
cSo Baca, de bonita figura de 20 an-
nos, que he boa qu odeira c lavadei-
ra ; urna dita do 25 annos, quo eo-
gomnia, cose cozinha e faz doces, de
ii u i (o boa conducta; urna dita de 36
annos que lava do sabito e varrella ;
por 300,000 rs.; um prclo btfm canoeiro por 380*
rs. ; um dito tambem canoeiro por 280,000 rs.;
um dito para o trabalho do campo por 250,000 rs.,
um molecote de elegante figura de muito boa con-
ducta porprecocommodo; urna parda, de 18an-
nos de bonita (gura, sem vicio nem achaques, por
preco commodo.
Pannos pro ios finos
novosnaloja; setim macao, sem mistura; cha-
peos de sol, com hastes de ac; chales e mantas de
seda e de lila eseda; casimira preta elstica ; cha-
peos finos franeczes ; tudo por menos de scu valor:
na ra do Queimado, n. 11, lojaoova do Raymundo
Carlos /.cite.
LIMA, tf
na Nova, n. 2, primeiro andar, I
m vende dragonas, bancas e fiadores, X
jg para oTiciaes superiores e subalter- B
gn nos iia guarda nacional ; pactas, m
jj dds mais modernas ; espadas pratea- '
das, com copos domados ; e ou- IQ3
jj|jj Irosmaisobjectosdeseus uniformes.
lUia do Queimado, n. II.
Na toja nova do Raymundo Carlos Lei-
te echa se um completo sortimento de
faicndas finas, por menos de sen valor :
briin trancado de linbo com listras, para
cairas ; chapeos de sol de seda ; plalillia
de linho ; bretanha de dito ; e tambem
o algodo dobrado, proprio para saceos
ou roupa de escravos.
Vendem-se 3 escravas, sendo urna dolas criou-
la, de 26 annos, perita lavadeira> urna parda de 23
annos ; urna cabra do 25 aonos, propria para todo o
servigo por ser forte e sadia muito principalmen-
te para engenho : no largo do Forte-do-Mattos, n. 6.
Vende-se urna cscrava moga quo enzinha, faz
renda, e he muito boa mucama, sem vicios nem
achaques; um escravo bom para o servigo de cam-
po : na ra do l.ivramento n. 26, das 6 as 8 horas
da manh.la, e de tima as 5 da tarde.
Vende-se, para fra da provincia urna bonita
parda de 24 annos, sem achaques, muito fiel, c
que he capaz de reger urna casa ; ho mestra costu-
reira de cortar e dar prompta nina camisa de pregas,
corta o d prompto com toda a perff iefio a moda um
vestido de senhora ho mestra engoiiimadeira com
toda a delicadeza, faz doces de diffcrenles quidida-
des, cen todo o seu servico he muito asseiada,
cujas quahdades so afiancamsob palavra de honra,
eem fimho propria pa-aensinara cortar c coser em
urna casa do familia : na pracinha do Livramento,
loja de fazendas n. 45.
Ai a loja de GuimarOes Se
rafim & Companhi.i, enfronte
ao arco de S -Antonio, t. 5, ven-
dem-se lencos de vapor, de pa-
droes modernos, pelo barato pre-
co de 480 rs, cada um ; lencos
franceses de cores finas e fixas ,
fingindo seda a 480 rs. cada um;
brim escuro Irancz trasigado, de
puro linho, a 720 rs. a vara.
" Vende-se urna preta do gento de Angola bem
ladina, de 25 annos, com urna cria de dous annos,
do o mais servico de urna casa : na ra larga do Ho-
zarlo n. 48, primeiro andar.
. Veodcm-so 3 lindos moleques de 14 a 16 an-
nos; um dilode7annos; um pardo de 18 annos,
ptimo para pagem equo he bastante hbil para
outro qualquer servico; um dito de 10 annos; urna
preta de idade, por 200,000 rs.: na ra do Collegio,
n. 3, segundo andar.
"" tNo ,lcP08't0 de charutos da ra larga do Roza-
rlo, ha superiores charutos de S.-Felix regala do
todas as quahdades ; cigarros de la llavana ; ditos de
la Fama; tudo de bom fumoe por preco que ha de
agradar ao comprador, de 1500 rs. al 4000 rs o
cento.
Vendem-se duas gancas e um ganco branco
grande e bonito; na ra do Hospicio, na ultima ca-
sa que volta para o Pombal.
Vende-so chumbo de inunic.lo, sonido: na ra
da Cadeia armazem de James Ryder & Compa-
n, n. 48. F
Vende-se, por preco commodo, urna rica ca-
xa de msica, que toca quatro pecas mab bonitas :
na ra do Queimado 0.1
Vende-se um pequeo sitio na
na principal da Capungu,
adianto da ponte o segundo sitio do lado dircito ,
em cliHos proprios com 120 palmos de frente e 300
ditos de fundo pouco mais ou menos, com boa casa
de vivenJa nova e mu bem construida com dnas
aalas, 4 quartos, corredor pelo meio cozinha e dis-
pensa fra de pedrae cat, urna grande cacimba
com excellente agoa do beber, diversas arvores
ile ructo, com grandes vistas para Estancia Man-
guind e outros diversos lugares.
Vcndoni-se mais dous terrenos pertencentes ao
mesniositio, um com 120 palmos de Trente, com
urna pequea cacimba de excellente agoa de beber,
arvoredosdefructo, eo oulro com 100 palmos de
frente c cento e tantos de fundo pouco mais ou me-
nos que tudo so vende por preciso: a tratar na
ruaestreitadoRozario,junto a igreja, casa terrea
n. 7, de Jos Anacleto da Silva.
--Vende-se cha preto, o melhorque ha em cai-
xinhas de 16 libras, proprias para familia: na ra
do Trapiche, n. 8, casa de Henry Forsler & Compa-
nhia,
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO.
\ ende-sc completo sortimento de urna a 16 e bo-
giasde4,5e6:no armazem do Alve Vianna, na
ruadaSenzalla-Velha, n. 110
Vende-se, ou permuta-se por um sitio perto da
praga urna excellente casa terrea com bastantes
commodo para urna grande familia, sita nesta pro-
ra : na ra Imperial, n. 9.
Jij] Vende-se na ra da Cruz, n. a3, $
J| cera em velas, de urna das melho- jl
jj res fabricas do Rio-de-Janeiro Hj
jj, sortimento vontade do compra- [j|
i^ dor, em caixas pequeas, e por li|
preco mais barato do que em ou- J
tra qualquer paite.
AVISO
aos Srs.de engenho
Na ra doCrespo, loja n.ltt,
de Jos Joaqun, da Silva
Maya, vertdem-se
cobertores de algodlo, muito encorpados, proprios
para escravos; bem como urna fazend de linho P
iuiitag3ode estopa, fortee propria para roupa da
escravos e saceos para assucar; tudo por preco mui-
to barato. **;.
Vende-seum sobrado de um andar so-
jao sito na ra da Aurora n. 34 : a tra-
. ttr na mesma na na primeira cas tor-
re, n. so-
A 2fOO rs. o covado!
Na loja de Guimares Serafim
& Companhia confronte ao ar-
co de S.-Antonio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem pel-
lo, finas de lindos parirnos, e
pelas pelo barato prego de 2500
rs. o covado ; ricos corles de cha-
li de la e seda, com barra, a doze
mil rs. o coi te.
Venderse um preto, por300,000rs., de40an-
nos muito bom para trabalhar o botar sentido a
um sitio ; urna preta por 320,000 rs ,de 35 annos,
quo cozinha lava roupa e vende na ra : oa ra do
Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se bichas grandes e tambem se alu-
gam, por prego commodo : no Atcrro-da-Boa-Vista,
na primeira venda ao peda ponte, n. 2.
Attencao!
Cunta & Ainorim teem para veoder potassa russan-
na nova.desuperior qualidade, que vendeni por ba-
rato preco, para fechar contas; cal vrgem do Lis-
boa em ancoras e barriquinhas : na ra da Cadeia-
Velha, n. 50.
H| Vendem-se chapeos do pallia ; longos de sc-
ml da preta da India; tabaco para mascar,
^ americano ;um chrononielro em casa de
L. C Ferreira& C.
Vendem-se 9 escravos, sendo 3 prctas mogas,
com habilidades; una ncgrinlia de 9 annos, que
faz renda; 2 pardas de 14 a 20 annos, urna deltas
engomma bem e faz lavarinlo ; 2 pretos bem robus-
tos sendo um delles liom caiadore pintor : no pa-
teo da Matriz, n. 4, segundo audar.
FIGLHOES mascarados.
Vendem-se vestidos completos com cabelleiras o
mascaras linas para brinquedos de eotrudo de 3 a
5000 rs. cada um, a dinheiro a vista : no theatro
publico.
\a ra do Crespo,
loja n. I 2,de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nobreza
roxa, muito superior e muito propria para capas
do Sr. dos Passose outras irmandades; ricos cortes
de seda para vestido de senhora ; mcias de seda pe-
las e brancas, as mais superiores que teem appare-
cido, tanto para hornera como para senhora; luvas
de seda ; chales de seda muito modernos e de lin-
dos gostos; cambra a de linho, muito Gna; lengos de
cambraia de linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha, por muito barato prego; esguio de
puro linho c muito fino; plalilha de linho ; e outras
muitas Tazendas queserfio patentes aos comprado-
res c por barato prego.
NO TERRO-DA-B OA-VISTA, 84 ,
vendem-se sapatos ingleses e america-
nos para liomem a 8200 rs. de cou-
ro de wilzou, a 2000 rs., e de duas solas, a 1600 rs. :
ditos de carneira, a 900 ra.; ditos do orello, a
[1200 rs. ; ditos de cabra a 560 rs. ; borzeguins, a
3000 rs.; botina de Lisboa a 2U00 rs. ; meios ditos,
a 1600 r.; sapaloade setim para senhora, a 1000 e
1600 rs.; ditos para meninas a 1000 rs. o par.
Vende-se una boa casa terrea, com um peque-
nositio, sita noMondego : na ra do Pires, n. 19.
- Vendem-se dous cevados criado a.millio e
_ farinha, em um sitio muito perto dcsla pra-
ga e que se suppOe deitar cada um seis arrobas :
na ra da Cadeia do Recife n. 25, se dir quero os
tem.
Vende-se azeite fino de gerselim, para comer e
para luz : no deposito de azait de carrpato na ru
a Senzalla-Velha, n. no.
Novo panno de linho, a 600
rs. a vara.
As pocas ajo de 15 varas r. he inellior que o pri-
meiro; alpaca fina preta, a 'JH n. o covado.; los
pretos muito baratos: edil :rtes ; riscados.
francezes; sarja hespanhola superior; e grande sor-
timento de fazendas de todas as qualidades e bara-
tissimas: na ruado Queimado n. 11, loja nova de
Raymundo Carlos Leite.
- Na loja de Guimares Se-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven-
dem-se cassis finas, largas e fran-
cezas pelo barato prego de 480
rs. avara; chitas francezas, lar-
cas, a 280 rs. o covado.
= Vende-e potassa branca de superior qualidade,
em barrls pequeos ; em casa de Matheus Austln &
Companhla, na na da Alfandega-Velba, n. 36-
= Vendem-se moendasde ferro para engenho de as-
sucar, para vapor, agoa c beatas, de diversos lamanhos,
por preco commodo; c igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os lamanhos: na praca do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. Calmont Coinpaobia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
CARNAUBA.
No armazem de farinha do caes do Collegio, coo-
tina-sca vender cera de carnauba, por prego com-
modo tanto em porgos como a retalho e he che-
gada agora urna porc.lo da melhor qualidade que tem
apparecido.
Na loja de Jos Manoel Mon-
ten o Braga, na ra do Cres-
po, n. 16, esquina que vi-
ra para a ra das Cruzes,
vende-se atoalhadode linho, muito superior e de
bom goslo com 8 palmos de largura para toallias;
guardanapos de linbo adamascado, muitosuperiore;
toalhas da mesma fazenda com seus competentes
guardanapos; tudo chegado prximamente; sarja
preta larga ; chamalote do muito bonitos padrdes;
pannos pretose de cores ;e outras muitas fazendas.
Na loja de Guimares, Se-
rafim & C. vendem-se pannos
finos, de cores, pelo barato pre-
go dT 2^400 rs. o covado; e de
outras muitas qualidades, de va
rios pregos.
Vende-so a verdadeira sarja de soda
hespanhola, a mais superior quo tem
apparecido; chamalote de seda para col-
lele ; sedas prctas lisa e lavradas ; se-
tim preto de Macao; superior lo de li-
nho preto; panno preto muito fino; e
outras muitas fazendas proprias para
a quaresma, por prego mais em conta
do que em outra qualquer parte : na ra
do Queimado, nos quatro-cantos, casa
amarella. n. 29.
na ru da Penha venda n/jr baixo do sobrado do co
ronel Joaquim Bernardo.
Vendem-se caderas, sophs mesas da
meio de sala ; tudo de Jacaranda uma me-
sa redonda, com pouco uso ; cadeiras so-
phs jogos de banca mesas do mei de
sata ; tudo de oleo; frteiros proprios para
qualquer estabelecimento ; umacommoda de ama-
relio ; urna dita de condur; mesas de amarello com
5 palmos eduas gavetas; oamasde amarello o dean-
gico; camas de vento com armagilo ; marquezas do
oleo e conduru ; o utros muitos trastes : oa ra da
Cadeia de S.-Antonio, n. 18.
Vendem-se nenies de tartaruga da mod, ber.
tos e lisos; ditos de marrar, a 1000,1600 e 2000 rs.
tambem se faz qualquer obra deste genero, e con'.
certam-se pentes, quer sejam lisos qur aberlo na
loj de tartarugueiro, no pateo do Carmo sobr.do
da esquina que volta para a ra das Trincheiras
n. 2. m -; '
Vendem-se,pira o baile de mascarados, duas
ricas mascaras as melhores que teem apparecido
na ra do Crespo, loja n. 11.
Vendem-se duas excellentcs escravas, uma par-
da e a outra crioula : na ra de S.-Jos, n. 60.
F* Vende-se, no pateo do Tergo venda n. 7
tinta de escrever ingleza, em garrafas, a 400 rs '
meias ditas, a 240 rs., e frasquinhos, a 80 rs.; ole
do linhaga a 260 rs. a libra e em botijas gi, ,
1800 rs.; manteiga a 560 e 640 r.; barrita de por-
c a 280 e 320 rs.; queijos, a 1600 e 1680 rs.; bo-
lachinha ingleza a 900 rs. a libra ; tapioca do Ma-
ranhio, a 60 rs. a libra ; talharim a 209 rs a li-
bra ; cha hysson, a 2000, 2400 e 2560 rs. alibra; pis-
sas, a 160o200rs.i libra; figos a 80 e loo rs.
amendoas a 320 rs. a libra ; cevada, aSOelOOrs.
afroz, a 1500 rs. a arroba e a 50 rs. a libraj ba-
calho, a 2560 rs. a arroba; ancoretas de azeilonas,
a 1920 rs.; liogoicas, a 820 e 360 rs.; paios, a 240
rs.; toucinho de Lisboa, a 200 rs. a libra; copos pa-
ra agoa a 120 c 200 rs. cada um ; e mais goneros
dos quae se alianca a boa qualidade; urna escrava
de boa figura, de 23 24 anoos, por prego eem-
modo
igjjJ^ Veode-se, na ra do Crespo livrtria,
n. 11,Tratado completo de comosgraphia
egeographia ; Historia phvsiia, 4 v.,8000
rs.; Novo diccionario critico e etimolgico, portu-
guez, por^)ntancio novo, 12,000 rs. ; o Pano-
rama, 400tm. ; Tractatus de fructibus in omnusca-
susetquestione, 1 v. 4000 r.; Praxins medica;
aucteeta plurimis, 1 v., 4000 rs ; Petri Baroza;
judexluzilani, 2v.,6000rs.; Recit historique sur la
restauraron de la rogence em France 1000 rs. ; An-
tidote an congres de Rastad 1 v. 1000 rs.; Memoi-
res historiquessur la revolution d'Espagne 1 v.,
1000 rs.; Letlre sur-l'Histoirc de la terre etde l'ho-
rao, 1 v,, 2000; Curso da historia da philosopoia,
por V. Cousio, 3 v.; 8000 rs.
' Vondem-se50 aegesda companhia de Beberi-
he, que anda estam de uma pessoa que se quer
retirar da provincia : no pateo da matriz de S.-Aoto-
nio n. 4, segundo aodar.
Vendo-so um ptimo escravo de 22 annos,
proprio para armazem de assucar ou oulro qualquer
servigo, por ser forte e sadio; um moloque*Broulo,
de 8annos; umliteira com eom seus pcrtafies; 2
sellios usados : na ra dos Tanoeiros, n. 1.
Kscravo Fgido
G
az.
Loja de Joo Chardon ,
Mcrro-da-Boa-Vista, n.5.
Nesta loja acha-se um rico sortimento de LAM-
PF.OF.S PARA CAZ com seus competentes vidros, ac-
cendedores e abafadores.
Estes CandicirOSsfto os melhoros e
mais modernos que existem hoje: recommendam-so
ao publico tanto pela seguranga o bom gosto de
sua boa coureegilo, come pela boa qualidade da luz,
economa o asseio de seu seivigo.
I\'a mCSilia loja os consumidores sem-
pre acharao um deposito de CAZ, do cujo so afian-
ca a qualidade, e um poreflo bastante para o con-
sumo
Vende se gaza 520 rs. a
garrafa.
ama do Crespo,
loja n. I % de Jos Joaquim
da Hlva Maya,
vende-se alpaca preta a 800 rs o covado; dita muito
Una, preta e de cores, por barato prego ; merino
preto, muito superior; panno fino preto e de co-
res; casimiras elsticas, do duas larguras, para
caigas a C000 rs. o corte; velludo; gorgdro de se-
da ; setim para col lele; tudo por prego commodo;
rustoes para colletes; e outras muitas fazendas,
tanto para caigas como para vestidos de senhora ;
tudo pelo barato.
Prelos de arroz ,
farelos de arroz !
A experiencia tem mostrado que de todas as subs-
tancias nutritiva at hoje conhecida para o sus-
leulo de cavallos, he incontestavelincnle a mellior o
rarelo do arroz, que.as muitas propriedades reconhe-
cida pelos que teem alimentado dilesanimaescom
tuo prove tosa substancia,rene a de sermuito fresco
cuiiais proprio para o nosso clima, privando os cabal-
los de algumas molestias aque estio suhjeitos. Re-
cojo menda-se aos possuidores de cavallos o uso Ues-
te arelo para conhecerem as vanlagcnaquo em pou-
co tempo descobrirflo.
Vende-se nos armazons do Bacelar e Braguez, de-
fronte da escadinh, e solado do arco-da ConceigSo.
Vende-se um preto de 25 annos, de bonita fi-
gura muito possante, som vicios nem achaques
Fugio, no dia 18 do passado, uma negrioha,
de oome Marciaooa, de 12 a 14 aooos, com
uma queimadura na face esquerda, umaempi-
gemnadireita e una outra queimadura na perna
dneita ; levou vestido rdxo e panno da Costa ; tem
cabello cortado : quem a pegar leve ao Passcio-Pu-
blico, fabrica de chapeos de sol, que ser genero-
sameotc recompensado.
Fugio, no dia 7 do corrente, um preto, de
nomo Joaquim, de nagHo sfogamblque,
baixo, grosso do corno pernas arquea-
das de 16 a 18 annotf pouco mais ou mo-
nos ; levou camisa branca Com armas
imperiaesna frente caigas de rscado bapeo de
pello pardo, e he catraieiro' Roga-se a todas a au-
toridades policiaes e capitSes de campe dt. o prende-
rem c levarem a seu senhor, Izidio Jos Caparica, no
caes da Lingota que recompensar geoerosa-
mente.
Desapparcceu, no dia primeiro do jrrenle,
um preto, denomcJo1o ,eque usa do sojire-nore
de Peixolo de nag.lo Benguella de.25 a 30 annos ,
altura regular, cheio do corpo, pouca-barba falla
grossa c tflo desembaragada que parece crioulo; des-
conia-se que esteja trabalhando em algunia pada-
ria, serrara, etc. por ser isto costume dclle;
quemo pegar leve a ra da Aurora, n: 30, que ser
bem recompensado.
- Fugio, no dia 5 do corrente, um preto, de no-
mc Manoel, de 26 annos pouco mais ou menos,' do
estatura regular rosto redondo nariz chato, bai-
xo e grosso, do nagflo Massagaoa ; levou caigas
de ina amarellada camisa de algodlo, e usa de um
leogo amarrado oa ciotura segurando-lhe as caigas e
de uma vara na mflo; nfio levou chapeo; costuma
a embreagar-se (cando muito turbulento ; eslava
alugado na matriz da Varzea, e conviva muito com
as pretas do engenho do Meio : quem o pegar levo ao
largo da Soledade n. 32 que ser gencrosamont
recompensado.
Fugio, do lugar do Boero, um escravo, de ne-
me Agostinho crioulo cahega bem pintada, bas-
tante barbado suissas grandes, denles limados, es-
padando, olhos afumagados, bastante ladino no
fallar; tem um carogo oa bantiga e dous ei cima
da p pes apalhetadns. Lsle escravo pertence a
Joao Gongalvcs da Silvelra Quem o pegar leve a
prensa dealgodao, de Joaquim Jos Ferrerra.
Fugiram, do engenho Aripib, no dia 3 dede-
zembroilo 1846 o pardo Igoacio o sua mulhcr Del-
fina, preta uuem os pegar leve aodilo engenho,
na freguezia da F.scada ou a loja do Manoel Luiz
Googalves que se recompensara.
Fugie.no dia 7 do corronto, um escra-
vo, d nomeManoel, de nagSo Mogain-
bique, do 20anuos, altura o grosra
regulares, triste de semblante; levou
caigas de algodlo, abortas no cs atrs,
caniisade algodlo, do rnangas-^edondas ; costura
anda.rsjempre com a camisa abotuada com botno do
osso preto chapeo de palhinha de tranca estreta.
Pede-se as autoridades policiaos o capitiles de cam-
po quo o prendan e levem a Fra-de-l'ortas, o. 145,
que serfio recompensado.
PERN.l NA TYP. DKM. r. DE PABIA.- itl/fr

.
i


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