Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08411


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Full Text
4 nno
de 1847.
Sexta*fe(p S
O DIARIO pul4ka-ie todos o da, que iio
,le euarda i o preco 1 asignatura he de
,M(> rs. ro qwirlel, pagos mtiautadn,. Os in-
*' (t"S assiipiantt > inseriHojr'f3o de
rs pornli. cm yP diirerenic, e as
,i'-es pal meude. Os que nao f> rem essig-
'' 'irt' pac0 80 Pru".ha, QOcn Ijpo
li.0ere.He, [.oread. publfcacSo.
pilASES DA LA NO MZ DE FRVERRIRO
i|in.o.inte, a 8, 4II I' e n. d ment.
, "n0,n, 16, 8 9 horas e S min. da nxnha.
tirseente. 2, 1 hora e So min. de mauha.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Par.hyl, ,j leoundM esMUs felri.1.
Uis-ljrapde-do- orle quimas fciras ao lueio-di.
Cano, Sennlism, io-1'oimoso, l'oilo-Calvo e
Macelo, no l., a 11 e J l de cada met.
tlaranliuns o llonilo. ft. 10 e 21,
Boa-Vista e Flores. a4 e ?8.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os das.
Prlm
Segunde
PHEAMA DE IIOJE.
^B> liotue 30 mininos da mauliSa.
8 llorase 64 moulos da tarde.
Feverciro.
Ann XXIII.
N.ft,
DIAS D.\ Sl.MANA.
1 Segunda. S Ignacio. And. iloJ dosofpli ,
doJ. doc da ? r. e do J. M. da J y.
2 'Ierra. >^>f< A Puiicaco da. Posa Sc-
nhora.
3 Qturta. 8. llre- Aiul. do .'. do civ. da
1 v. e do J. de |>i>7. do 5 dist. de I.
\ i,)...na. S. Aventino Aud doJ.deorph.,
do J. municipal da I Tara. .
6 Sota. S. gueda. Aud. do J. do civ. da I.
T c do i. .lepa/, do I. dist. de t.
(i Sabhailo. S. Amando. Aud do J. dociv. da
I, T. e do J de pat to I dist. de t.
7 Domingo. 8. I'.mii'.uililn.
CAMMOS NO DA i DE FF.VEREIRO.
Cambio sobre LondresaO, JD'/, *0d p. i#rs.
Pris 3!0 ra por fi-anco.
.) u Xislma 85 de premio.
Deje, de let de boas lirnu J'/, 1 '/i !*/ ao."1"
OuroDura l-espaiiholas-----8i6<>0
a .Modiu de OjWO velli. 18/000
a de6foo nov.. lofOOo
a de If000..... 0*000
/'rala Pataco**......... lf 0IW
Pesos cnluuiuarcs... 2/000
u Dilos mexicanos ... i|7!o
Uluda........... I0
Acroe dacomp. do llcberibe .le 50f 000 rs. ao par.
2#000
lojjoo
i |ioo
tt/lflo
2/02.1
J/02O
IjrJOO
DIARIO DE PEMIAMBUCO.
PARTE. OFfICI AL
,..--------------------------------------_
Governo do provincia.
EXPEDIENTE DE 25 DO PASSADO.
Ollicio. ~ Ao commandanle das armas, declaran-
do que, deconformidade com que S. Ex. represon-
tuii, ha recommendado ao inspector da thesouraria
da fazenda di as precisas providencias para que o
sold da tropa de primeira linda seja pago em cdu-
las miiidas.
Dito. -- Ao mesmo e ao commandanle superior da
guarda nacional do municipio do Recife, participan-
do, para seu conheciatento e exeeuco, ter resolvido
que nos domingos, segundas e tercas seja feito o ser-
vico da guarnirlo da praca pela primeira das legiocs
da mencionada guarda nacional; as quarfas, pela
troiia de primeira linha ; e as quintas, sextas e sab-
bados pela segunda das citadas legies.
Dito. Aos membros da junta qualificadora da fro-
guezia de Mari beca, significando que ao tenente-co-
ronol Jofio Manoel Cameiro de Laccrda, suppfentc'
immediato aojuiz de paz da mesma freguezia, equo
so acha juramentado, cabe substituir o mesmo juiz
na presidencia da referida junta; e que, dado o im-
pedimento do dito tenante-coronel, deve ser chama-
do o supplentc que depois d*>Ilo se adiar mais vota-
do, e que, de conformidade com o quo se tem orde-
nado cmara municipal, houver sido por ella jura-
mentado.
Dito. Aodirector dolyco, determinando faca
abrir concurso para a cadeira de primeiras leltras
para o sexo feminino, que na villa do Bonito foi
o, qu.
il n.
i ns-
N
laurada pela lei provindifCh. 181.
DEM DO DA 26
Ofllcio. Aocommandrnte das armas, dando-so
por inteirado de ndo perrr.ittir o actual estado de sa-
dedo'alferes do 4." batalhlo de rocadores dol'arfi,
Joaquim Nery da Fonscca, que elle siga para cssa
provincia; c prevenindo-o deque apenas esseolll-
cial se restabelecer, deve S. f.x. participa-lo presi-
dencia, afimdeserem expedidas as precisas ordens
para o seu embarque.
Dito. Aajuiz relator da junta de justica, convo-
cando a mesma junta para o dia 4 de fevereiro.
l'arlicicipou-se aos vogaes togados e ao comman-
danle das armas para fazer constar aos vogaes mili-
tares.
Dito. Ao inspector da thesouraria das rendas
provinciaes, ordenando que, para pagamento do que
se despenden com os presos pobres da comarca do
l.imoeiro, deoutubro a detembro doannopassado,
mande entregar ao bacharef Antonio da Assumpclo
Cabral a quantia de 131,400 rs. l'articipou-se ao
chefe de polica.
Dito. Ao mesmo, inteirando-odehavernomea-
do para marcador do assucar, em lugar de Joaquim
Jos de Sant'Anna, a Jos Antonio da Costa Me-
deiros.
Dito. Ao commissario-pagador militar, validan-
do o acto He arremataco, segundo o qual devem ser
entregues a Manoel de Almoida Lopes, pela quantia
de 12,000 rs., as sobras deteneros, viudas da ilba
do Fernando.
Dita- Ao commandanle perior da guarda na-
cional do municipio do Recife, scientificando-o de
haver reformado o major do respectivo 7." batalliflo,
Manoel Lucas do Araujo l'inheiro, e nomeado para
suuslilui-lo o Joflo Xavier Rodrigues Campello,
Dito.--Ao administrador da mesa do consulado,
recommendando que installo a iuspeccilo do assucar
oalgodilo com osempregados que se acliam titula-
dos; e dir.cndo que para substituir aquelles que an-
da nSo o estilo, deve adoptar as providencias do art.
3.'do regulamento de 30 de setembro de 1836.
DEM DO DIA 27.
Ollicio. Ao inspector da llie.-ouraria da fazenda,
ordenando faca aJjrir asscnlainenlo ao cmela Ma-
noel Francisco do Espirito Santo que lora engajado
para o 2."bataIh:ioda guarda nacional do municipio
deSanlo-Anlfio, c cuja llliacilo llie remolle.-- Parli-
cipou-se ao commandanle superior da referida guar-
da nacional.
DEM DO DIA 28.
Ollicio. AoKsm. eRcvni. bispo diocesano, de-
clarndole sciento de ter S. Ex. regressado a ca-
Dito. A junta qualificadora da Muribeca, dndo-
se por inteirado de haver ella chamado, para presi-
diUa, o juiz do paz da capella curada' do Loreto, por
teTein dudo parle deimpedidosojuiz de paz daquel-
la freguezia e os seus dous supplentes iminediatos,
o nilo se adiar juramentado o 3."
Dito. Aos incmbrus da junta qualificadora de Ti-
jucupapo, declarando que, na hypolhese denao con-
cordaren com asdecisOes tomadas pela maioria ua
mesma junta, podem requerer que na respectiva acta
se insiromsuasopiniocs; quo, dado ocaso dolhes
ser desattendido um tal requerimcnlu, devem parti-
iipa-loascoii.|.elentesautoiidiidcs; eauedevem va-
ler-se dos recursos facultados pela lei de 19 de agos-
to de 1846, os cidadltos que suppozerein haver sof-
l'i ido injuslica da mencionada junta.
Dito. A cmara municipal do Cabo, determinan-
do que*- sob sua maior rsponsabilidade, cumpra a
orden! da presidencia conleda no ollicio de Sdeste
mez (Janeiro,, do qual llio reuielte segunda via.
Dito. Aojuiz dedircito interino da comarca do
Cabo, declarando que o respectivo escrivfiodo crimo
c oive|, Ignacio Tolentino do Fiyueiredo, deve conti-
nuar a fazer as funccOcs de escrivo privativo do
jury-
. Dito. A' cmara municipal deGoianna, appro-
, ando a nomeagao de Francisco de Salles dos l'assos
eOliverparareger a cadeira de priraeiraa letlras
de Cruangi, emquanto o seu pmfessor estiver impe-
dido. Participou-se ao inspector da thesouraria
das rendas provinciaes o ao director do lyceo.
EXTERIOR.
FRANCA.
BOLKTIM DO MUNDO SOIEKTiriCO.
PLANETA LEVERRIER.
A descoberta de um novo astro, nicamente dovi-
da ao calculo, cssa tilo bella confirmarlo da theoria,
excitou immediatamente sincera admiradlo em qua-
si todos os amigos da.sciencia, e sorprenden os que
de todo se nilo dedieam mesma sciencia o a ver-
dade.
Depois, a par desso concert de elogios que dove-
riam ter embriagado ao nosso Ilustre compatriota,
appareeeram algumas reelamafles que, como cssa
voz que em Roma acompanhava outr'ora o Irium-
phadur para preserva-Io de um excesso de orgulho,
pareciam ter por nico fim moderar a legitima sa-
lisfaco que ao joven astrnomo resultavado um tao
bom successo.
Mas a pos cssas pequenlnas e futeis reclamagOes,
ois que toda a aristocracia dos sabios inglezes, com-
mandados em chefe por John Hcrscell, liga-se para
disputar Franca una gloria que lhn pertence. Eis
3ue esse mesmo sentimenlo de exclusiva nacionali-
ade que tantas vives tem levado os Inglezes a se ap-
propriarem dequalqucr descoberta, de q^ualquer glo-
ria scientifica, reivendicarem para si somenle a in-
venqilo da machina a vapore dos phares lenticulares,
eis que esse mesmo sentimenlo, dizemos nos, os su-
bleva contra M. l.cverrier. Anda so no alrcvem
a negar o evidente rebultado obtido pelo astrnomo
francez, mas, em nome de um moco gemetra de
Cambridge, exigem ser admittidosa partilhar do m-
rito da descoberta, esob esse titulo que dizeiu fun-
dado nas experiencias collaleracs, apenas querem
impor ao planeta um nome, que ser o de Ocano,
symbolo do seu vasto dominio cm todos os mares.
E, a fallar a verdade, seus direitos sobre o planeta
Levf.rk.e* n.to estilo liio legilmamento estabelecidos
quanlo os que os teem tornado senhores de tantas co-
lonias descobertas c fecundadas por outros ? Nilo bas-
ta que d'ora em diante a ilha de Franca se fique cha-
mando Mauriiint para que, segundo el les, a popula-
cao franceza possa esquecer a sua origein ? Se se Ihes
perinittir-qucdcsempecadamente caminhem por cs-
sa senda, dentro cm breve negaran completamente
a parte que de barato anda conc.ede.m ao oqlor fran-
cez ; mas felizmente M. Leverrier nilo he homcm que
so deixe roubar urna descoberta tilo nobremonte
comprchendida, o cuja pompa nilo poder ser exce-
dida por nenhuma das queaindatcm elle a fazerno
campo da sciencia.
Antes que o astro tivesse sido visto, antes que ndo
s em Pars, mas tambem na Allemanha c Dinamar-
ca, essa descoberta tivesse sido proclamada por urna
das maiores da astronoma, e pelo mais nobre tri-
umpho da theoria, diziamos nos cm o bolttim icien-
Hfico do 30 de setembro : Esse annunco de um no-
vo astro lembra, pela sua suhlimidadc. o quo o astro-
nomo llalley fez, em 1705, da volta do cometa que
tem o seu ome. Se realisar-se deve immurtalisar
tambem o seu autor. Pois bem realisou-sc com
urna exactdOode quo somonte 0 autor tinha plena
consciencia, e quo he a cousa nica que pode explicar
a peileila calma com quo M. l.cverrier esperava da
ohscrvac.to directa a connnacao que lluvia solicita-
do dos astrnomos de diversos paZes.
Nada reccava elle do resultado de seus admiraveis
clculos, equandoM. Enke escreveu-lhu de Berln :
Vosso planeta apenas dista cincuenta e dous minu-
tos do lugar que llie a.ssignaslcs, ao receber tilo no-
tavcl conlirmocilo (Pe suas previsfles, senlio prazer o
no sorproza. Todos os que reconheciam o mrito
de M. Leverrier nao tinham, como elle, tAo plena con-
lianca no resultado, porque sabio-sequilo grandese
complexas craiu as diiliculdades du semolhante pro-
blema, pela primeira vez tratado. No era, como di-
ziam, o simple calculo inverso das perlurbacOos de
Urano, pois quoessas mesmas pcrturbagOe's anda
nilo estavam exactamente determinadas. Nilo, era
um problema cujos dados deviam parecer mu vagos
c mui neertos a qualquqr espirito que nilo o de M.
Loxerrer, cm rasilo mesmo da tonga duraciio da re-
volucodc Urano o do pequeo numero das obser-
aijcs exactas que sobre oslo planeta existiam.
Domis, era possivel quo o novo ostro, comquanlo
realmente exislsse, nao livosso o brilho necessario
tiara sur vsivel mediante os nossos instrumentos, o
nesse caso, em vez dessa conrmaco tilo feliz, ta
opportuua, eram precisos quasi viole onnos para se
poder decidir so a acco perturbadora do planeta m-
visivei era com effeit bastante para explicar todas
as perturbagOos de Urano. Na verdade, he amura que
so
ou ....
a luz du so
^"naM i > iiiwii "'"m
da defesa dos seus direitos de prioridade, c que, es-
tamos convencidos, os far trumphar das preven-
c.6cs do orgulho britannico, como o tem feito sem-
pro quo se ha tratado do reivindicar, em nomi do
sentimentoda honra nacional, as descobertas devdas
aos Francezes, e pelos Inglezes injustamente inscrip-
tas no catalogo de suas conauistas.
Cora elfeito, lembrados devem estar os quo nos
lem que, depois de installados om nossas costas,
haviam mais de quatroou cinco anuos, os phares
lenticulares de Fresnel, foi preciso que cm 1828 M.
Arago lancasse milo da penna nara provar que M.
I'.rcwster, um sabio physico d'Edimbourgo, nilo ti-
nha sido o inventor das lentilhas de grao, uem dos
candeiros de bicos concntricos, que com tanta van-
tagem substituirn) os phares de rcllexiio.
Foram tambem precisos todo o talento e perseve-
ranoa de M. Arago para evidenciar a parte muito real
que Saloman de Caus, cm 1615, antes do marque/ de
worceslcr e Diniz Papin, cm 1690, e antes mesmo de
Savcry, haviam tido na nvcncTio das machinas de
vapor, ou no omprego do vapor como frqa motriz.
A nao sercm osesforcos de M. Arago, lalvez que an-
da se dssesso que a machina a fogo foi inventado
por um pequeo numero do individuos, lodo Ingle-
tes, c que .< a jnacliuia a fogo fo\, tem duvidaalguma,
inventada pela vez primeira pelo marquez deYVor-
cester sobo reinado de Carlos II, como pela nii-
prensa publicara o professor Robinsnn de Edimbur-
go. Nada, pois, recciamos do resultado dessas pro-
ten^es do ultramar, que serilo merecidamente rc-
pellidas. E sem a minima contemplacflo para com
o orgulho britannico, podemos di/.er que se smen-
te o acaso o o socorro de um gigantesco telescopio
lizeram que o pai de sir John Herschcll, roadjuvado
pela munificencia do rei Jorge III, descobrisse um
planeta que nao soubc reconhecer, um Franco/., pe-
lo contraro, sem instrumentos c por meio do pensa-
mento smente, conseguio dcscobrir um planeta
duas vezes mais distante, e nao impetrar o soccorro
da observacio senao para confirmar em tudoepor
ludo os resultados de seu calculo.
Leverrier, que hoje est a 238, faz mais do um mi-
nuto por dia, pois que devora estar 31 ou 32 graos
aqum da sua posiQdo actual, ou a 287", quando o de
Werlmann estiver a 315'. He urna dflerenca de 18
graos que de maneira alguma permiti crer que o
astro de Wcrtmami seja o mesmo de M. Leverrier.
Quanlo honra de ter sido o primeiro que predis-
se a existencia de um planeta a descobrir, pde-so
fazer lombrar que lambem Ulbers, o celebre astrno-
mo do Bromen, depois de ter adiado o pequeo pla-
neta Pallas na mesma distancia do sol quo Cores, o-
vamente descoberto por l'iazz, conjecturra que elle
deveria ser os fragmentos de um planeta mais volu-
moso primitivamente situado entre Marte c Jpiter,
c de que se deveriam adiar outros Vestos Com olTei-
to, dentro cm pouco llarding eaprpprio Olbers,acha
ram, segundo essa hypolhese, os dous pequono pla-
netas Juno e Vcsta, aos quaes mais receiitemeutu
veio jiuitar-se o planeta Asira. Mas, conforme o tea-
temunho. de todos os aatronomes,i diilieuldade, nea-
se caso, nada tinha de comparavcl com a do proble-
ma resolvido por M. Leverrier. Suppdsta a existencia
dos novos astros, sahia-so onde deveriam ellespas-
sar; c por conseguinte bastava esperar essa pas-
sagem.
Entre as roclamaces menos importantes, ciUre-
mos tambora adeM Plana, deTurin, que, em urna
liochura, deu-se ao trabalho de demonstrar que as
indicucoes de M. Leverrier eram mui vagas o insuf-
icientes para fazer adiar o planeta. Mas ha um en-
gao singular de sua parte : em vez das cifras pre-
cisas que por todas as partes foram publicadas, M.
Plana contentou-se de considerar essa udcac,lo vul-
gar que M. l.cverrier deu em a sua.memoria de 31 de
agosto, dizendo que o planeta estara quasi cinco
graos a leste da estrella Delta do Caprcorneo, no en-
tretanto que n'cssa mesma memoria est a cifra preci-
sa de 328", que apenas cm 52 minutos difiere da posi-
Qdo real.
Agora chegamos as muito mais graves rcclama-
cOcsdos Ingleses, representadas, ncsle caso, por sir
John Herschcll, por M. Challis, director do obsorva-
deve proceder, so se admttir a existencia de um
_ mais planetas anda mais distantes que o du M.
Leverrier; pois que, qrrahto aesle, ja a luz do sol,
une percorro vinle mil legoas por segundo, gasta oi-
to horas para chegar al elle, o quasi o duplo para
voltar ns e torua-lo visvcl, enfraquocendo-so
sciniirc.ein rasilo do quadrado da distancia. Os pla-
netas uue soacbarein duas ou qualro ve/es anda
mais distantes, sem duvida nao nos po.lerao trans-
n.ittir senao una luz demasiadamente Traca.
So, pois. nao fosso tao grande em si mesmo a re-
citado das experiencias de M. Leverrier, suppona-
mosquorraacoiilianca que ello desde o principio
manifestou, quo llie grangeara assyupalluas do to-
dos os sabios, ecom especialidade as de N. Arago
que, na ultima sesso da academia, encarregou-so
ntcrvallo do tres dias, pareceu-lhe que o movmonto
desso astro era de 10' cm asecnsifo recta, c de quasi
1" cm declinado. Um movmonto tilo lento levou-o
a suppr quo o astro eslava alein de Urano; mas nilo
pude apcrcebe-lodepois; domis, em geral, os as-
trnomos duvdaram da realidade dessas observa-
res, tanto mais quanto -Cacciatore tinha, no obser-
vatorio de Palcrmo, todos os instrumentos que llie
podiam permittir acompanhar os movimentos do seu
pretendido planeta; e, alera disso, haviam outros
motivos para duvidar de sua veracidade, bem como
o do ter elle precedentemente annunciado a obser-
vadlo do phasos dislinctasem um cometa, que, dos-
de entilo, devera ter passado a ser um corpo opaco,
e para cuja sombra sobre o respectivo disco desgra-
cadamonlo indicara umadircccio inversa da que na-
turalmente devia ter.
Em lodo o caso, o pretendido planeta de (.acciatoro
que, segundo elle dizia, assomelhava-se a urna es-
trella da stima ouoilava grandeza, nflo pode ser o
de M. Leverrier, pois que, em una mesma poca da-
da, dovor este achar-se noco em urna parte uppos-
lo em quu.i.jUcUc deveria estar.
Todava, esse annunco fez que M. Warlinann de
Genova escrevosso a M. Arago, em marco de 1836,
urna carta que so publicou com o relatoro da Acade-
mia, acerca do urna descoberta que por qualro ali-
os e meio se consorvra ignorada, e que liulu gran-
de scinclhanca com a do director do observatorio do
Palcrmo. No principio do selenibro de 1831, com
urna simples luneta, vira elle na coiistollacno do Ca-
pricorneo una pequea estrella de 7." ou 8.* grande-
za que mudava do lugar e que suppozcra ser um pla-
neta. Tornara a ve-la a 25 do setembro, a 15 do outu-
bro e no 1. de novembio, mas nao so decidi a fal-
lar dclla a M. Canto, director do observatorio de
Genova, sendo quando ja I he ndo era possivel tor-
nar a ver esse novo astro. Em vdo esforcaram-so um
c outro para reachar o pianola no auno seguinle, na
poca em que o Caprcorneo de novo se mostrava a
tardo na vizinhanca do meridiano. A descoberta,
pois, foi considerada como nao havda ; mas VVart-
mann terminara sua carta de 1836 dizendo quo esso
astro ndo poda ser, nom urna das estrellas cuja ap-
>aricdo lie temporaria, nom um cometa; porem que
he pareca mais provavel quo fosso um planeta que,
segundo a lei de progresado approxidamenle seguida
pelos outros, devia estar era urna distancia quasi
dupla da do Urano, c fazer a sua revoluedo em 243
anuos.
V-te pois que, para indicara distancia do novo
pianola, ja se hava Waitmanii bascado na rogra ou
dida le de Bodo, que tambem se suppoz sulli-
para guiar M. Leverrier em suas indagacoes;
pretendida lei de Bodo, que tambem se suppoz su
cenlo para guiarM. Levorrierem suas indagar/,
mas esla le do estaboleccr as distancias dos planetas
ao sol nao he mais que approXmativa c empirii a, co-
mo j dissemosem o boletira antecedente, e o pro-
prio Bode protetiara contra a honra de autor dclla, que
se llie pretendou dar. Dizia que a tinha lido em urna
nota raanuscrpta do Titius, traductor de Carlos
Round, o ndo lizera mais que roproduz-la como
urna observacao curiosa.
Ao recordar-so queM. Leverrier indicara o lugar
provavel do planeta na constellagao do Caprcorneo,
poder alguemperguntar se, em rasao da lentidao
do movmonto, nflo he elle o mesmo que fura visto
pelo astrnomo Wertmann; mas este lixaa posiedo
de seu astro em 315027'Ue ascendi recta, c o de M.
podesse adiar no lugar indicado, porque essa posi-
edo ndo poderia dar a rasao das perlurbacOes do raio
rector de Urano Respondra-lhe M. Leverrier de ma-
neira a solver todos as llovidas sobro a exactidflo de
sua theoria.
Pouco depois, sir John Herschell, no discurso do
encerramento da associaedo biit innica de Soulhamp-
lom, de que era presidente, depois de ter fallado de
varias descobertas, expriraio-se assm: Nesleaiino
se fez mais algn a cousa, apparece a dcscoborta de
um nov planeta Mas ndo nomcou M Leverrier,
ncm Ido pouco M. Adams.
Entretanto, ja M. Leverrier tinha lido sua ultima
memoria de 31 de agosto em quo rectilicava as po-
sicOesdo seu planeta anda incgnito, eM. Galle de
llerlin, ja munido da carta deM Bromiker, em con-
seqencia do um convito do proprio M. Leverrier ti-
nha rcconhccido o novo planeta a 23 de setembro, e
tondo verificado o seu movimcnlo dous dias depois,
havia a esse respeto escrito a M. Leverrier urna carta
que a29chcgoii a Paris.
Esta noticia tinha chegado tambem Inglaterra, e
a 5 deoutubro escrevera M. Challis do Cambridge
una carta que foi inse ida em o n. 15 Jos Relatnos
da Academia, a pag. 715, onde lemos a phraso segua-
te : A 2i de jtilho ultimo, comece a formular a
carta das estrellas sitas na vizinhanca da regido em
que tem a theoria fixado o lugar provavel do plane-
ta... A 29 do setembro, live couhecimenlo das ulti-
mas indagacoes .deM. Leverrier ; conformei-me es-
trictamente s insinuacOes dcsto astrnomo, e n-
cerre-me nos limites por elle indicados... a F.ntdo,
depois do haver dito que reconhccia o planeta a 29
de setembro, accroscenla citar expresas ment confirmara a exacluldo da con-
clusao quo de consideracoes theoricas tirou M. Le-
verrier, do, com o soccorro dos telescopios, poder
ser o planeta descoberto segundo o seu aspecto phy-
sico, etc., a ,
lira, he o proprio M. Challis que, oilo das depois,
publica no jornal inglez Athenaum, urna outra cjrla,
declaranJo que fez a procura segundo as poscoes
dadas por M. Adams, c conformaudo-se com a mar-
cha tracada por este joven gemetra, que, diz elle,
liabalhava desde 1843, c em 1845 chegou aos mes-
mesmos resultados que M Lovcrrier. Por conse-
quenca, accrcsccnta M. Challis, M. Adams tem in-
conlcslavel direilo a descoberta do novo planeta, e
he de accordo com elle que llie damos o noaiedeO-
ceo.io.
A cousa nica que pode explicar esta singular re-
tratacdodcM Challis, helor M. Jonn Herschell es-
cindo no precitado jornal quo aos Inglozes ndo era
estranba a descoberta do novo astro ; que, por in-
termedio de M. Airy.soubra que um gemetra de
Cambridge, M. Adams, oceupra-so dessas pesqui-
zascchegara aos mesmos resultados quo oaalrono-
nio lianccz ; que os clculos de M. Leverrier n3o
eram sulllcientcs para inspirar conlianca ; o que a
descoberta era Ido importante quo nSo podia deixar
de reclamar a parle que nclla tem a Inglaterra.
Ve-sc, pois, que foi M. Airy quem communicou a
M. Herschell os trabalhos que elle pareca ignorar
quando escrevou a M. Leverrier, e que M. Challis,
que, residindo em Cambridge, devia conhecer o ge-
metra dessa cidade, mclhor que M. Airy, smenle
dellc se lembrou depois de haver escripto a sua ido
significativa carta d 5 de outubro!

_


*


Quando a M. Airy, que, semelhanterespeto, an-
da nada publicou nosjornaes, limita-so a escrever
a M. Levcrrier, que com quanto esteja disposto a de-
clarar que a descoberta inteiramentc lhe pertence,
dcvc eomtudo confessar que em Inglaterra setinba
emprehendido indagaefles coltu.eraes. Diz-lhe que
tem de ser interpollado acerca desse objecto, e roga-
lhequenSo interprete mal os elogios que nessa oc-
casiflo houver dedaraoutra pessoa, poisqueesses
elogios em nada podem prejudicaros seusdiretos;
mas accrescenta que, na verdado, antes dos resulta-
dos dos seus trabalbos tivera conhecimento dos de
M. Adams.
Eis pois entabolado o negocio de manoira a fa-
zer pouca honra a lealdade britannica, e que sin-
gularmente contrasta com os sinceros elogios de to-
dos os astrnomos allemflcs, dinamarquezes, belgas,
etc. Mas quando semelhantes pretenefles 89o repel-
lidasatempo, ficam dentro em pouco reduzidas ao
que justamente devem ser.
F. Dcuium.
_____ [Preste.)
Variedades.
A TRAPEIRA DO DIADO.
F.CORUACO MUSICAL.
Anda nlo ha oito annos, que um individuo bom
trajado se apresentou ao porteiro de urna casa do Pa-
rs, situada perto da Magdalena.
Ha algum quartodesoecupado nesla casa? per-
guntouello.
Sim, senhor; respondeu o porteiro tirando o
seu gorro de pelle, vendo a fita encarnada que ador-
nava o peito da sobrecasaca do interrogante.
Poderei v-lo ?
Temos no primeiro andar umquarto muito de-
cente, Torrado de lindo papel avelludado, com fogfio
a ingleza.......
NSo he isso que procuro, respondeu o dcsco-
nhecido.
Jentendo: o senhor quor o terceiro andar;
he mais com modo na verdade; tem quatro quartos,
e una lina corintia : no ha muito que la morava um
deputado, oqual......
Nada, nala; tornou a nlerromper o cavalhei-
roaturdido da voubilidade da lingoa do porteiro:
Eu iffio quero nem o primeiro andar, nem o terceiro:
oque procuro silo unas agpas-furtadas.
limasagoas-furtadas!....... oraessa!.......
Sim umatrapeira....... Pois admira-se disso?
Nada, nSo, senhor....... porm a nossa agoa-
furtada nlo he capaz....... Alm doquo he urna na-
ruega, um ninho de constipares.
Pouco me importa. Quanto he o aluguel ?
Si-absolutamente assim o quer, s3o cem fran-
cos por anno....... mas para urna pessoa como o se-
nhor me parece.......
Na tenho lempo para oceupar-me com o que
SiKiHaria estavam cuberas de annuncios feitos para
'eDtar a curiosidade.
< Os livros he que n.lo custavam tflo caros como
Primeira vista poderia parecer. Cento e dezanove
epigrammas do Marcial custavam cinco dinheiros
' obra de um cruzado). Por quatro, seis, dez, vin-
te sestercios ( seis, nove, quatorze, vintn, o seis
tustOes), tnham-so pequeninos tomos do Horacio,
Ovidio, Propercio e Catullio.
Callo a ao campo n'uma liteira muito semelhan-
te as da ludia, que tinha um travesseiro c cortinas, e
em rasSo do seu tamanho exiga urna equipagem de
seis ou oito escravos que Irajavam libr vermelha.
Este nobre Romano tinha tnmbem urna carruagem,
rhajda ; mas no lempo de Augusto nSopodiam an-
idar carruagens palas ras de Roma: Gallo nSo se
Ho difllcil, porm nSo impossvel.
Nunca poderoi azer de diabo por esse meio.
O'meuDeosI disse comsgo o porteiro: que
malvados! Tem Toito um pacto com la ta nazi
Meu amigo, observou o inquilino aoseucom-
panheir ; o papel que rai desempenhar he mait
brilhante do que pensa....... Far sabir os morios da
sepultura.......
Virgem Santssima, que horror! exclamou o
porteiro benzendo-se.
Far urna sublime evocacao a Satanaz e aos
seussatellites! todos os diabos acudirflo sua voz.
Jess! tende compaixflo da minha alma 1 dizia
o porteiro aterrado, descendo a oseada possuido de
urna extrema agtac3o!....... Vou inmediatamente
uar parte ao commissario de polica.
Esahindo a ra foi apressado casa des le em-' mettia na sua sen So s portas da cidade. A rliteda
pregado, a quem deu conta da chegada do deseo- de Gallo era subsrba; a caixa era ornada de urna
Declmeles.
nhecido, sem omitlir os pormenores relativos ao
caixSo preto, e conversacSo entre este e seu com-
plico. Sem demora apresentou-se a polica no sotSo
infernal; e os dous conspiradores ouviram as pala-
vrassacramenlaes:
Abramein nomo d'cl-rc.
Abriram immediatamente aporta, o o commissa-
rio de polica perguntou ao inquilino oscunome.
-- Jronte Meyerbeer, respondeu so rriiido-.se.
Eo seu? disse o commissario dirigndo-so ao
outro, que em tanta confusSo tinha posto os por-
leiros.
Levasseur, primeiro baxo cantante da opera,
folhagem de bronze, o cixo das rodas represenlava
caberas de Meduza esculpidas no mesmo metal: urna
cobertura de coro livrava dos raios de sol, e corti-
nas de porpura (iexavam circular o ar.
< A casa de campo de Gallo eslava situada n'um
lindo sitio perto do Roma: alamedas, agoa em
abundancia, e ao longe os azulados cuines dos mon-
tes aruucanienses, lhe faziam um delicioso circuito.
Tinha urna quinta pegada : o pateo eslava clieio de
criacSo e avescustosas : o pavflo, o gallo de Rhodes,
gallinhas, eoutras aves muito estimadas pelos Roma-
nos ricos. Una grande ala de pltanos condu-
zia, por urna subida insensivei, a esta casa de cam-
para o servir.senhor commissario, se me adiar digno I po que coottiha um trra co, perystilo, urna grande
casa de jantar, dfTcrentes alcovas, um gabinete
lhe parece: mande-mej varrer a trapeira, porque
ilaqui a poneos minutos virei tomar posse della.
Eomysterioso inquilino, dizendo isto, deu um
luisao porteiro aturdido*, cujoassombro cresceu ven-
do-o subir a urna magnifica carruagem que o espe-
ra va parte.
Parece-me que aqu hatramoia! disse o por-
teiro a sua mulher. L'mtafulo, um cavalheiro de
carruagem vir morar para um vilo do telhado
Quem nos diz a nos, que nao seja algum ladnlo ?
Equo te importa a ti isso? rcpjicou a mulher
do cerbero: em pagando n3o nos devenios inelter
com o mais.
A trapeira foivarrida; sacudianirse-lhes as teias
de aranlia que ornavam as paredes eotecto, lmpa-
ram-se os vidros-da nica janella por onde lhe en-
travaaluz; compoz-se ludo na melhor ordom pos-
sivelem o miseravel aposento, onde ha muito nin-
guem habilava.
Poucas horas depois apresentou-se de novo o des-
conhecido. Seguia-o um mariola trazendo aos hom-
bros um cofre de bano deestranha configuracao,
que tinha todas as apparencias de um atade. O ma-
nla subi com o cofre al a agoa-furtada, e desceu
logo.
O que con temo cofre negro dessesenhor? lhe
perguntou oporteiro, quando elle passou pela frente
do seu cubculo.
Nflosei; mas oque posso dizer he quo pesa
como um diabo.
Esemdaroutras explicarles parti.
Se fosse alguma burra de dinheiro disse o
porteiro....... porm isso n3o pode ser.
Poiseu, respondeu o marido, digo que he al-
gum corpo inorto que vem dentro do raixflo. Esc
n5o, para que fim um senhor de carruagem viria
alujar una trapeira?
Anda o nosso porteiro n3o tinha acabado a phrase,
quando o desconhecido cliegou porta do cub-
culo.
Eu nao quero receber no meu aposento sen3o
urna nica pessoa que Vmcs. reconhccer3o pelos sg-
naei, que Ibes vou dar: he um mancebo alto, ro-
busto, cujo rosto he lgum tanto carregado.
E como se chama ?
Isso ho que eu lhes nao direi: ello n3o quer
que seaaiba que vem aqu trabalharcoinmigo.......
Entao como poderemos distngui-lo de outras
pessoas que vierem visitar o senhor ?
Pelas palavras que elle dir.......
Equaess.lo?
Eu vendo em lugar do diabo.
Os porteiros da casa deram um salto sobre seus as-
sentos, ouvindo tno singular senha. O desconheci-
do, sotn fazer caso disso, tornou a subir para o seu
sotao.
No mesmo da se apresentou a visita annunciada.
Com effeito, era um individuo de rosto em extremo
sombro* Sobrancelhas pretas e carregadas, euns!
olhos chelos de fogo extraordinario impriman) em
seu rosto um carador bem phantastco.
Venho emlugardo diabo disse elle.
Pode subir lhe respondern!: o senhor la est
emeima.
Nos das seguintes apresentou-se o mesmo indivi-
duo, e subi para o sotao do mysterioso inquilino
A sua reuniflo durava grande parte do dia, o ambos
juntos ontoavam cances sacrilegas. Pelas cinco ho-
ras da Urde salnam os dous, para nSo voltarem se-
nao na rnanhia seguinte.
disso.
Accusam-os, senhores, de sortilegio, disse o
commissario, tirando o seu chapeo com cortezia :
n3o dei crdito algum accusacSo do porteiro; po-
rem julguci que este humilde aposento era habitado
por malfetores muito mais terrveis que os feiti-
ceros no secuto emque vivemos. Osseusnomes,
senhores, s3o bastantes, para provar o meu erro.
O commissario ia retirar-se, porm o porteiro o
deteve, e indicando o Levasseur, disso:
Mas para que dizia esse senhor, que vinha em
lugardo diabo? Para que lhcfallava o seu amigo de
que devia invocar o demonio? Epor ultimo que con-
ten esse bahu preto ?
Por nica rosposta Meyerbeer abri o bah......
Continua una partitura completa : cem cader-
nos estavam enllocados nellcs porsua ordem, eem
cada enderno se lia em grossos caracteres Rober-
to o Diabo.
Aluguei este sotao, disse o insigne compositor,
para poder ensaiar com o senhor Levasseur o papel
infernal de Beltran, que deve desempenhar na minha
opera. Aluguei-o porque nSo poda dedicar-me a
csludos musicaes na hospedara dos principes, onde
estou alojado. Como cu n3o quera receber senflo o
senhor Levasseur inveutei a senha ~ venho em
lugar do diabo -- que devia dizer ao porteiro.
Com a ortuna! disse o porteiro, que j come-
cava a compreheridcr o enigma.
f~ E com elTeito, replieou o compositor, vinha em
lugar do diabo, pois que he este o papel que eu lhe
laco ensatar na minha presenea ha cousa do seis se-
manas.
Julgue-se da confus3o do porteiro e das desculpas
de commissario. Porm estas demonstrares exte-
riores nao satisfizeram a Meyerbcer'nem a Levasseur,
que se vingaram d'uma mancira assignalada.
Ouinzc das depois achavam-se em um camarote
o commissario de polica, e na platea oporteiro de-
nunciante, convidados para verem a primeira re-
iresentacao de --Roberto o -Diabo-, obra prima do
compositor allcmao. O commissario deu urna com-
pleta satisfazlo confundindo os seus com os repeti-
dos applausos, com quo o publico recebeu a nova
opera. Emquanlo ao porteiro mo profero urna pa-
'via....... nSoarticulou urna nica avilaba...... s-
mente, depois da scena da evocacao no terceiro acto
se lhe ouvio murmurar por entre os denles, eolhan-
do para Levasseur:
Anda nao me convenc de que este homem n.lo
seja verdadeiramente o diabo.
(Uo P. doi Pobre no Porto).
d'estudo, bibliotheca, casa de banho, casa de jogo
do pela. Oulra ala dearvores borda va ojardimque
continha muitas plantas odorferas, e na cortica -das
arvores recortavam-se mil caricaturas extravagan-
tes: um hippodromo para carreira de cavados: e
um parque d'arvores fructferas co centro do jardim.
Para concluir daremos conta de um banquete da-
do por Lentullo. Os convidados d'este rico sena-
dor tomaran) lugar em cima de letos sumptuosos,
(* J com a cabera cordada de amaranto, depois do
lercm purificado as m3os em vasos de prata com
agoa tepida. A primeira coberla constoil de salc-
chOcs delicadamente preparados, e azeitonas, amei-
xas da Syria e romana, espargo, alface, e rabaos,
temperados com hortclan, e caracoes e ostras, ao
mesmo tempo osescravos distribuiam aos convida-
dos copinhos chcios de Falerno adocado com mel
d'Hymeto. A segunda coberta constou de pombos,
capdes, patos, tordos, codornizes, papa-figos, sar-
das, rodovalos, e uo centro de todos estes guizados
urna enorme lebre. A terceira coberta foi trazida
por quatro escravos que entraran! ao som de urna
marcha. O pralo principal era um poico bravo cer-
cado de oito le toca preparados com massa doce.
Nos dous denles grandes do poico vluliam presos
dous cabazinhos de ramos depalmcracom tmaras
de Syria, emquanto que o trinchante em grande uni-
forme trincha va metnodicamente o formidavel ani-
mal, bonitos meninos faziam circular cabazinhos
com tmaras, o davam um loitfio a cada um dos con-
vivas A um signal desapparecsiu tudo para dar lu-
gar a outro pralo de grande tamanho clieio de pa-
vOes, faisOes, e ligados de pato e peixes raros. De-
pois desta coberta, que foi logo levantada, e em-
O arsenal de guerra compra cento equarenlac
seta covados de bactilha : quem este genero tivor
mandar sua proposta em carta fechada, com a a-
mostra,drctoradomesmoarscnal,ato da S(ho"
je) do correte Arsenal de R&erra, t. de fevereiro
de 187. Joo Ricardo da Silva, amanuense.
O escrivBo e administrador da mesa de rendas
internas provinciaes tem de remelter para o juizo
competente urna relar.no constante dos Sis. proprie-
RB abaixo transcriptos, relativa a decima que
esto devendo de suas prooriedades; o que ter lu-
gar impreterivelmeolo no aia 5 do feveroiro vindou-
ro; e por issoos previne para que, so quizerem pou-
par as despezasdo juizo, compare^am na dita mesa
antes do citado dia, solver seus dbitos. Retire
28 de Janeiro de 1847. fbrindo Ferriira Cali. '
O Exm. barao de Suassuna, henlciros deAntonio
Coelho, Anna Mara de Carvalho Ucha, Antonio
Percira Tyranno, r. Antonio Peregrino Maciel
Montciro, Antonio Xavier da Silva, Antonio Cardozo
de Queiroz Fonseca, Alexandrina Fortes de Almedi
Thom Perera Lagos, Joaquim Jos ilo Farias, ar-
los Holmes, Anna Joaquina, berdeiros de Joaquim
Thoodoro Alves, berdeiros de Antonio de Souza Cir-
nes, Cosme Vicenle Ferrera, Antonio dos Santos
Forreira, herdeiros do Dr. Bernardo Luiz Ferreira
ditos de Ignacio Teixeira Combra, Francisco das
ChagasCavalcanti Pessoa, Jos Machado Soares.
Tendo o caixa da companha prestado hoja contas
admlnistraeSo, notou esta que anda se acha em a-
traso o rccolhimento de eis por cento da ultima
prestacSo pedida, e suppondo ser isto devido a es-
quecimenlo, por ver na relac3o dos omissos os no-
mes de pessoas que costumavam ser pontuaes, man-
da rogar aos Srs. accionistas queiram completaras
suas entradas (setenta e seis por cento) at o fim des-
te mez, visto ser preciso remelter para Londres o sal-
do que all se deve, e n3o ser justo que o caixa con-
tinu a soffrer empate dos adiantametos que tem
feto. Escriptono da companha do Reberibe, 1.
de fevereiro de 1847. O secretario, B. J. Femandti
Barres.
A aula publica de latim do bairro da'Boa-Vista
acha-se em seu exercico, na ra Velha, n. 55.
Puhlicaces litterarias.
Como finalisasscmos a primeira serie da noasa re-
vista, o pnoenesso, e pretendamos dar a segunda so-
bre novas bases, fazomos o presente para que os Srs.
subscriptores fiquem nteirados das condiqOes da
respectiva assignatura.
0POGHEsso salu'r d'ora em vanle urna vez'por
mez, n'um folhelo de 48 paginas era 8." grande; a
ultima jiarto da revista ser consagrada publica-
VIDA PRIVADA DOS ANTIGOS ROMANOS.
A Revista-Britannica publicou ha pouco tempo o
curioso arligo seguinte que me parece ser lido com
gOSto :
Hedecrerque no tempo de Augusto seria preci-
so ter urna grande fortuna em Roma, para oceupar
urna casa toda. O poeta Marcial morava no tercei-
ro andar da casa do Vereiro, ao p dos pilares de Ti-
voli, donde se viam as ruinas do antigo capitolio e
* do templo de deusa das flores. Sylla, antes da
sua celebndade, pagavaoseu quarto porvinte moc-
das cada anuo. Mas n'uma propriedade bonita, os
andares alugavam-se muito caros; Cicero falla, em
certo lugar, de um aluguer de 300,000 sostercios (um
cont de ris). l
Quando se entrava em casa de Gallo, um dos
validos do Augusto que descahiu depois da sua era-
Oa mitaca ,. Un ..* .,...___ __*T
quanto que os escravos se empregavam enilirapar $ e romancos dos n^is celebres escriplore mo-
amesa com va^oras de palma, abrio-se o ledo ell!?05.50_Pre5?.^_as.slnalura ser 2000 Por
vio-se descer sobre a mesa urna grande bandeja de
prata com frasquinhos de clieiio, de prata e alabas-
tro, coras de llagrana, e outras cousas graciosas. P
Por fim veio a sobremesa que tinha custado mais de {""don, e no Recife, loja do Sr. Cardozo Ayrcs.
100,000 sestercios. Alm de mil especies de paste- Ach"_sc no Pre, 1- numero da 2.' serie.
trimestre, pagos adiantados.
Subscreve-so na livrarla da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, no Aterro-da-Boa-Visla loja do Sr.
- especies de paste
loes de lodosos feitios,haviam doces.o outras muitas
preparages de copa e cozuha. No meio eslava a es-
tatua de Vertumma feita de massa com fructas de
toda a especie no seu avental. De roda ameudoas,
melOes, corlados de mil formas dierentes, &c. Em-
quanto se admirava o genio inventivo que sobresa-
lga no arranjo da mesa, os escravos passavam ro-
da os palitos, e Lentullo convidava os seus com-
mensaes a servirein-se dos dOes que Vertumma lhes
offerecia.
Da Revista Universal Lisbonense).
COMMEHCIO.
ca, achava-se logo um cumprimento (salve) elegan-
temente inscripto em mosaico no pavimento inte-
- Una voz aguda repeta a mesma palavra, (*of-
ira a de um passaro mettdo n'uma gaiola por ci-
da porta; que era o nico guarda-portSo desta
lato durou obra de um mez, no fim do qual os as-
sustados porteiros resolvern) averiguar a todo o
cusi o que osdous amigos raziam daquelle cakao
preto, com oqual passavam horas inteirasencerra-
do. Para isso o porteiro chegou-e porta do sotao
jMPplicandoo ouvido fechadura, ouvio o seguinte
' dialogo:
Animo, lhe dizia o inquilino, no aflroxe.
Isso he mais fcil de dizer que de fazr, re*.
pondeu o homem da senha. Accredita que eu possa
representar o diabo como se quer?.......
nor
ve) era
ma da porra; que era o nico guarda-portad d'est
casa onde haviam os objectos mais preciosos. A cama
era um objetto do maior luxo; os travesseiros chcios
de 13a finissima; os colxOes de pello branco de cis-
nes; as cortinas eram muitas, c a cama eslava cer-
cada de um tabique que tirava a clardadee nSodei-
xava sentir bulha; a mesa devia ter custado carssi-
ma: emgeral os Romanos gastavam n'isto um di-
nheiro louco. Cicero deu por urna dcstas mesas que
tinha vindo d frica, um milhao de sestercios (quasi
Sb conlos Depois das mesas o traste mais ricco
eram os corpos dos festins que vinham das abricas
de vidro da Alexandria.
A bibliotheca de Gallo era outra maravlha : os
pnmeiros raios do sol entravam por urna janella alta
ornada de pinturas. No meio de innumeraveis ara-
bescos, yiam-se ovaes escuro ou negros em cuio
fundo eslava pintada alguma dancarina em volun-
tuosa atlitude. Havia no meio da casa um leilo tle
descanso, coberto com tnpecarias de Babylonia. Os
manusenptos enrolados, segundo o uso, estavam
dentro de estantes de po-cedroe marfim, encostadas
a parede: estes manuscriptos eram escriptos em per-
ganiiiiho o algn em papyro do Egypto, o tinham na
extremidade o nome da obra e do autor escriptos
com carmim. por cima das oslantes haviam os
bustos de bronze ou marmore dos sa plores mais
Alfaudega.
REND1MENT0 DO DIA 4.......8:081,125
DESCARKeGAM IIOJE 5.
Brguo-Io/-mercadoras.
BrigueIhe-Fratellidem.
CaloraSra/)Anataixas de ferro o lijlos.
PatuchoLaurenlinabarricas vasias..
BrigueGaxW/ebacalho.
Consulado.
RENDUIENTO DO DIA 4.
Cera).............1:982,634
Provincial........... 536,157
Diversas provincias........ 161 256
A. P. de Fiueirtdo.
A obra elementarLices de Eloquencia Nacional-
pelo padre mestro Miguel do Sacramento Lopes Ga-
ma vai ser adoptada como, compendio de rhetorica
no collegio das arles do curso jurdico de Oliuda, c
bem assm no lyco, onde o mesmo padre mestre
est encarregado de reger interinamente a dita ca-
deira durante o impedimento do seu proprictario.
Alm da loja do Reoie e da botiea do Sr. Bartholo-
meo vende-se na loja de livros do pateo do Colle-
gio n. 2, a 5,000 rs. cada exemplar de dous volumes
encadernados.
O CARNAVAL.
A par de seu senhor sentado o servo
Igualdade exprimi dos lempos de ouro ;
Poltica firmando at nos gostos
Sagrou-lhe sobre o mar Veneza um templo :
Dos tribunaes s veneranda portas
Sorriiido-se apparecc a liberdade,
E rigor, sujeiQlo dalli removo;
0 instante que seus jogos annuncia.
Da cidade atinada o sizo varre ;
EnlSo le respeitavel er Veneza
Vestir-se o rosto de emprestada face ;
Ella ao mysterio d seguro asylo,
Um mortal mascaradoie quas.i um nume.
Mr. Dorcet.
Theatro publico.
2:630,047
illoYinjenlu
navios entrados no dia 4.
Marselles ; 58 das, polaca franceza Leonide, de 111
toneladas, capitfio CofTe, equipagem 10, carga ba-
c.ilho, fazendas e mais gneros ; ao sobre-carga.
Assu ; 15das, patacho brasileiro Laurenlina, de III
'toneladas, capitao Jo3o Martins dos Santos Cardo-
zo, equipagem 12, carga sal; a Lourenco Jos das
Neves. Passageiros, Alexandre de Souza Alves e
Sebastiilo Lopes do Nascimento.
Parahba; 24 horas, hiate brasileiro Coneeic^-Fhr-UisaVM^iisde'^hosoa^oT'a
das-Vir
Roza
aoca
pul
O CARNAVAL DE VENEZA
ou
FOU1A REAL.
SABBADO, 13 DO CORBENTE, DOMINGO, 14, E TER-
CA-FEIRA, 16
em que linda o carnaval.
Nestas tres noUes.se roprcsenlarlo os mais jcosjs
dramas, ornados do cntoria e dancas de mascanl.
Ha alguiis annos era costuran era Portugal mandar
vir da Italia um hbil machinista para por em scena
*s grandes pecas mgicas, bem como-o Annel de
Gigcs-.Labyn.ito do Creta-, Mgico de Salerno-,etc.
Hojc, porem, estilo em voga os dramas jocoso, ter-
minando com os bailes do mascaras, a que s3o admil-
uo nestas tres
-Virtudes, de 23 toneladas, captflo Elias dofnoiles se quircm desenfadar dos'trabalbos auoti-
tano, equipagem 4, carga toros do mangue: (danos, precedendo carino do director nara rem
affT.Krt:fti^8eCOr^' da F~ ^il^^a"?!le.m?c-''^rSrnecendo-
A tinta de que os Romanos usavam era muito
mais grossa do que a nossa, parecia-se com a da Cbi-
na : em lugar de peonas escrevam com cannicos
v.Pnh.dm0doq eVp."'eSm0 md : "** -**"
1. Ke,nanus conheciam tambom a utilidadedos
annuncos: os prticos do Foro e as columnatas do
e Manocl Tavares da Rocha.
Wem; 24 horas, hiate brasileiro Pureza-de-Mara
de 16 toneladas, capitao Bcrnardino Jos Bandei-
ra, equipagem 5, carga toros do mangue : aoca-
Maria Itamalha da Concecao,
pililo. Passagcira
com um criado.
Navios tahidoi no mesmo dia.
Trieste; barca norueguense Hermes, capitao Lar
Dorsnihg, carga assucar.
Parahba ; hiato brasileiro Tets-lrmoe, capitao Flo-
rano Jos Perera, carga varios gneros.
lhes a casa mascaras e vestuario.
1.' drama jocosoo Engao Nocturno,
o Calotismo.
2.*
3.' o Poeta das Asturias.
DANC*8.
O quinteto-chine/, a polka, maahurka, escocez,
montenello gavota, lundiim figurado, cnxuxa e
outras dancas dos mascarados; cavatinas e duetos
jocosos, e tonadilhas. O quo tudo ser executado
pela brilhante companha das pasteras.
aSSlGKATUBAS.
- {Platea, pelas tres notes 2,000 /
I Ditos da ordem nobre, do lado.....8,000


Ditos da 3.' ordem, de lado .
Frontes da. 1." ordem, por tres noites 9,000
Hitas da ordem nobre, por tres noites .15,000
nilns da 3." ordem, por tres noite .... 8,000
Pagos adianlados no theatro.
Avisos martimos.
_ Para o Rio-Grand-doSul sabe ovelcirebri-
guo brasileiro Umbelina; recebe carga o escravos a
frele, e passageros, paraoquo tem excellentcs com-
moilos: dirijam-se a Joflo Francisco da Cruz, ra da
Cruz, f>. 44.
Para o Aracaty saJie, com muita brevidade ;
por ter a maior parte de sua carga a bordo a suma-
ca Carlota, mestre c dono Jos Goncalvos Simas :
quera na mesma quizer carregarouir de passagem
,lirij-se ao mesmo mestre, ou a Luiz Jos de S
Ara ojo na ra da Croa, n. 26.
Para Lisboa com escala por Gibraltar pretende
sabir com brevidade O brigue brasileiro Flor-do-Nor-
te, capitflo Antonio Monleiro de Almcida : quem
nello quizer carregar, ou ir de passageoy.dirija-se a
ra da Cruz, n. 45, casa de Nascimenl & Amorim.
Para o Aracaty o hiato Nereide segu viagem
com mulla brevidade, par ter o sea carregamento
quasi prompto : quem quizer carregar ou ir de pas-
sagem dirija-se a ra do Vigario, n. 3.
Para o Porto sahjr cora brevidade t barca Bel-
a-Pernamlmcana, por ter parto da carga prompta;
quem neta quizer carregar ou ir de passagem, para
oque tem excellentea commodos, dirija-se ao capi-
to na praca, ou ao consignatario, Antonio Francisco
de Morae, na rua d Cadeia do Recite, n. 51.
Para o Rio-de-Janeiro seguir breve o veleiro
brigue-nacional talla; o qual anda recebe alguoia
carga, escravos e passageros, para o quo tem excel-
entes commodos: dirijam-se ao consignatario Joflo
francisco da Cruz, rua da Cruz, n. 46.
-*-
Lciloes.
Me. Calnwrit & C. farflo leilflo, por interven-
cao do oorretor Oliveira, de um esplendido sortimen-
to de fazendas iuglezas, inclusive muitat avariadas,
porconta e risco de quem pertencer : segunda-feira,
n do corrente, as 10 horas da manhfla om ponto, no
seu armazem, largo do Corpo-Santo.
JooKellerS Comi-anhia farflo leilfio, por in-
terveneflo do correlor Oliveira de um solierbo sor-
timento das memores fazendas as mais propriaspara
animara concurrencia de seus freguezes e deoulras
inuitas avariadas, por conta e risco de quem perten-
cer: hoje, 5 do corronte mez as 10 horas da ma-
nhBa em ponto, no sou armazem da rua da Cruz.
O correlor Oliveha farlelflo, por conta e ris-
co de quem pertencer, do hiato nacional Andorinha,
tundeado defronte Jdo caes do Collegio aonde os
pretendentes podem ir examina-lo com anteceden-
cia sendo en*, um s lote o casco, apparelho, todo o
panno, 4correntes, 3 ferrose 1 ancorte, lancha
diversos objeclos pertcncentes ao mesmo hiate ,
constantes da relacao que ser patente: sabbado,
do frrente, as 10 horas da manhfla, no armazem
do Araujo, no beeco de Ata noel Condal ves, no ftecife.
OcorrotorOliveirafarleilflo, porconta e ris-
co de qum pertencer, eem urns lote do casco,
maslros, gurups ancorase correntes da galera
l'hebe regularmente condemnada neste porto, on-
de se acha e o pretendentes podem ir ludo exami-
nar com antecedencia ; e assiin mais, em diversos lo-
tes, do veame, cordoalha o mais utensis do mesmo
navio, aduellas e arcos de ferro para pipas, etc.
sabbado, 6 do corrcnle as 10 horas da manhfla no
armazem do Araujo no becco de Manoel Luiz Gon-
calves no Itecife.
1
Avisos diversos
LOTEIUA
DA MATRIZ
HA CIDADE DA VICTORIA.
Acha-se novamenle designado o dia 26 do corren-
te mez para terem andamento as rodas desta lotera,
c nio obstante a dilllculdadc na venda do resto dos
respectivos bilhelet1, causada pela falla de olas de
pci|uenos valores que faclitcm os trqcos, todayia
espera o thesouroiro quo sera efTectuada a referida
venda, e que o da marcado nflo ser espacado. O
restante (los bilhetes acha-se venda nos lugares
j annunciados.
f^ O abaixo ussiynado, atmunciute e oferente dos
cent palmos de terreno entre as duas pontes da estrada
da Magdalena, que I lie forum adjudicados por sentenca,
e dos quaes cobra, tambem por sentevea da relami, eem
mil ris annuaes de Jo&o Tilomas Perelra, que est de
posse delle, roga ao senhor morador do sobrado n. 18 da
rua Vtlha, que se digne de declarar por este mesmo Da-
ro qual seja o einbaraco ave tossa envolver em questOes
indiciaras o comprador do mesmo terreno.
Hanoel Zefiriuo dos Santos
= Oabazo assignado, cansado da lula judicial
que ha cinco annos tomtido com um seu devedor
por titulo de lettra com hypotheca, tcndo-lhe fcilo
penhora em duas porcoes de terreno as immedia-
coes das duns pontes da estrada da Magdalena, dos
quaes terrenos um Ihe foi adjudicado, e outro arre-
matado, sabendo que o seu devedor linha de rece-
ber, anda que com alguma demora, alguna conloa
de rs do senhor do engenho Curado, passou a a-
zer em mSodeste penhora pelo resto da sua execu-
cflo.cuja importancia monlavo.cm 10de novembro
do auno passado, em 1:880,306, sendo de principal
quo vence juro de dous por cento 1:200,000 rs., de
juros at aquello dia 507,706 rs., e de cusas 172,600
is.; eporque pretende negociar esta execueflo, faz
o presente annuncio para que o senhor morador do
sobrado n. 18 da na Vclha haja de declarar se esta
trausaceflo envolver tambera a quem a lizor em
questOes judiciarias.
1 Manoel Zeferino ios Santos.
Francisco Pinto da Costa
mestre alfaiate, avisa ao publico e a todos os seus
freguezes, que contina com o eslabelecimento de
seu oUico, na rua larga do lio/ario, a. 40, primeiro
andar, tf que est prompto a fazer qualquer obra,
tanto de homem como desenhora, cao i perfeico
possivet. O mesmo precisa de alguns oUlciaes de o-
brasmudas.etem bons bros de linho para vender,
hollandas prelas a 2,500 is. a peca, liuha do carretel
branca, a duzii ea retalho, linhr- do caneca, braft-
- -co, marcas de cobrir,
5,000- ra, logo depois da audiencia, e na casa desta, um
"> escravo, por execucao de Manoel Gomes Viegas con-
tra Jos Paulino de Almeida como administrador de
snamulher, herdeira do devedor fallecido Manoel
da Cunha Miranda; cujo escravo n3o foi arrematado
no da 3, pornflo ter comparecido hora.
==Uma senhora de bons ostumes se eucrroga da
criacilo de meninos d^| peito impedidos e desmpe-
didos, e tambem recete meninos para desmamar,
no que promelle esmorar-se : quem de seu pres-
umo se quizer utilsar dirija-se a rua Augusta, na
toja do sobrado novo que lera a frento cor de
chumbo. Na mesma casa vonde-ie um berco ainda
em bom uso.
Oflerece-se um moco porluguez, do 18 a pan-
nos de idade, para caixeiro de rua ou escrita, do
que tem bstanle pratca,. e eacreve soffrivel: quem
precisar dirija-so a rua estrella do Rozarlo, dopo-
sito de bolacha, n. 39, ou annuncie.
Alugh-se una casa na rna dasTrincheiras, com
tresquartos, duas salas, quintal murado, cacimba o
portan para o becco da Gamboa : na praca da Inde-
pendencia, livraria, ns. 6 e 8.
Jofio Vaz de Oliveira embarca para o Ro-Cran-
de-do-Sul a sua escrava Engracia, de nacflo Baca.
Manoel Goelho da Fonseca, subdito porluguez,
rctira-se para Portugal.
A professora particular que mora em o segundo
andar do sobrado n. 16, defronle do theatro velho,
faz sciento aos pas de suas alumnas, e a quem con-
vier, que recebe pensionistas, mcias-pensionstas e
externas, e que so achara no exercicio do seu magis-
terio, do dia 8 do corrento om diante.
Precsa-se alugar urna preta para fazer o servico
diario do urna casa de pouca familia: atratar'no A-
terro-da-Boa-Vista, toja de trastes, n 12.
Precisa-se de urna ama de leite forra ou es-
crava : na rua da Trempc que vai para o Mondego,
sobrado de um andar, n. 5.
Aluga-se um escravo bom Irabalhador de pa-
daria : na Boa-Vista, rua do Pires, u. 23.
O NAZARENO N. 4,
est a venda ao meio-da, n praca da Independen-
cia, livraria ns. 6 e 8; na rua Nova, loja do Sr. Qua-
resma, e na rua de S.-Amaro, na typographia.
Responde ao D.-noco de 3 do corrento, eesl dig-
no de ser lido.
Um homem solteiro que mora em Frit-de-Por-
tas, casa terrea,n.30, precisa de urna criada, nao
moca.
Precisa-se de um caixeiro, de 12 a 16 annos ,
que tenlia pratca de venda, para tomar conta de urna
por balance : no Aterro-da-Boa-Vsta, primeira ven-
da ao |ida ponte, n. 2.
OftVece-se urna pessoa que tem varios prepa-
ratorios, para ensinar era algum eugenho primeiras
leltras, latim e francez eque d fiador a sua con-
ducta : quem de seu prestmo se quizer ulilsar an-
nuncie.
Precsa-se alugar urna ama, escrava ou livre ,
para o servico interno do urna casa de pequea fa-
milia : na rua da Aurora n. 44.
Jos Conc.alvesda Silva, Brasileiro, alumno
do sexto anno medico, retira-se para a corte do Rio-
de-Janeiro.
Quem precisar de urna ama do leite, dirija-se
a rua da Conceicflo da Boa-Vista, n. 8.
Roga-se a lllm. cmara desta cidade que haja
de mandar uin fiscal para a rrcguezia dos Afogados,
pos que ignora-sc que l exista algum; porquo na-
quella freguezia cada um edifica como e quando
quer, sem ser preciso tirar I cenca; e ltimamente
se tapou urna camboa que dava passagem para o rio
s agoas que empocam na estrada da Piranga o
que tem de causar grandes males, no invern, aos
moradores daquelle lugar : e quando houvcro fiscal
mais se dir. O Bello.
Arronda-se urna casa do laipa sita no Apipu-
co, comprada a D. Anna Joaquina do Reg Barros,
casada com Antonio P. Brrelo Acciol, na qual tem
passado a festa a viuva de Manoel Flix Nunes de
Castro, masque tem de largar no da 7 do corrente;
duas ditas na Passagem-da-Magdalcna, junto a pon-
te grande : a tratar na rua Velha, sobrado n. 18.
Joaqun) Jos do Queroz e Silva retira-se para
Lisboa,
Precisa-sede um criado : no Aterfo-da-Boa-
Vista, n. 38. ...
Vestem-se anjos com loda a perreicao o asseio ,
por precomuitocommodo: na rua do Cabug, n.
9. Na mesma casa compram-sc pennas linas para
enfeitcs dos mesmos.
Precsa-se alugar ummoleque ou' negro fcito
que seja hbil e sem vicio para o servico interno de
urna casa de pouca familia ; paga-so bem. Dirigir-
se rua do Rangel, n. 59, segundo andar.
Precsa-se alugar urna preta captiva que saiba
engommar bem cornhar, comprar na rua &c. :
na rua Nova n. 7, segundo andar, de.frontc do oi-
t3o da matriz.
Um homem casado, com pouca familia, se olTe-
reco para caixeiro de qualquer eslabelecimento,
desde as 6 horas da mandila as 6 da larde : quem do
seu preslimo se quizer utilsar drljd-se a rua da
Glora, n. 55.
Est tfittada a compra do'terreno e-casa de
Manoel Martins de Almeida detrs do Carmo desta
cidade :\quem tver algum direto a tal propriedade
annuncie por esta folha no prazo de 3 din*
Aluga-se o lerceiro andar do sobrado da enqui-
a da rua do Rozario defronto da igreja : a tratar
na rua das Cruzcs, n. 11.
Precisa-sede um Irabalhador do masseira : na
padara da rua larga do Itozario, n 48.
Aluga-se una preta por dez mil ris mensaes,
para o servico de urna casa : na rua do Quciniado,
n. 9, lerceiro andar.
Antonio de Vasconcellos Menezes de Drum-
mond, tendo do rclrar-sc para o Rio-de-Janeiro no
vapor S.-SebasliXo, e nao pudendo pessoalmente des-' matcadaslingos"nacional,latina e franceza7con-
maiem n. 7, para (ratarem do ajuste de
qualquer porro que desrjarem.
Antonio francisco de Maraes.
Aluga-so o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da rua da Aurora, com ptimos e muitoasseiadas
commodos para inoradia de homem solteiro ou de
poca familia: quem o quizer alugar .dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
NOVA AULA DE I." LETTIUS.
Oabaixo assignado, tendo aberlo em sua caga na
rua do AragBo n. 27 urna aula, onde, alin do cnaino
correcto de primeiras leltras, se dao licOcs do granv
pedir-se de todos os seus amigos, pede-Ibes por isso
desculpa, offerecendo-llics o seu diminuto prestmo
naquell capital.
Quem precisar de um homem para ser adminis-
trador ou caixeiro de engenhe, e quo ao mesmo
lempo podo servir para o ensino de primeiras leltras,
para que tem as habililaces precisas, dirija-se a
rua estreila do Rozario, botica n. 10, que achara com
quem tratar, ou annuncio por esta mesma folha,
para ser procurado. O annunciante tem pessoas que
abonara a sua conducta.
D-se dinheiro a juros com penhores de ou-
ro e prata rebatem-se sidos e ordenados menos
aos que costumm vender um ordenado a mais
de urna pessoa : na rua do Rangel, n. 36, primei-
ro andar.
Aluga-se um sobradnbo de um andar, com
muitos commodos para grande familia, quintal e
cacimba sito na rua Augusta do lado da sombra
a tratar na rua do Crespo loja n. 15.
Manoel Perera Caldas retira-se para a Europa,
a tratar de sua saude levando em sua compendia
sua senhora, una preta o um preto para seu servico.
Joaquim Lopes de Almcida embarra para os
portos do Sul o seu escravo Joaquim, de nacfto Ben-
guella.
Adverto-so a quem pretender comprar a torra
entre as duas pontos da estrada da Magdalena, an-
nuncada rom 100 palmos de frente e 500 ditos de
fundo, pelos Otarios ns 21, 22 e 23, que, nao que-
rendo envolver-se em questOes judicaras devera
antes entender-sc com o morador da casa de sobrado
n. 18 da rua Velha
Antonio Jos Zacaras de Carvalho avisa ao
respeitavel publico que ninguem contrato com I).
Francisca Mara deCarvalhce S viuva que foi de
Antonio Jos Pcrcira de S ou seu marido Domin-
gos Jos Das de Oliveira a respeto do bens alguns,
qur movis, qur de raiz; porque, estando ella
na posse dos ditos bens deixados por seu finado pa,
Jos Zacaras do Carvalho at o prsenle nao con-
dujo o inventaro a que deu principio, por ser cha-
mada a juizo pelo anicfrrre.
Fabrica de iBachinas e
tina na mesma aula a receber alumnos externos,
pensionistas, e meos-pensionistas, empregando tan
lo no ensino, como 110 tratamento, desvelado zelo,
e carinhoso cuidado.
Je- Xavier Faustino Hamos.
Agencia dcpassaporlcs.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vsta loja n. 48, continuain-se a tirar passaporlcs
tanto para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham-se escravos : ludo com brevidade.
.1;.ciutlio Soares de Menezes fox 8C
enlc ao respeitavel puLliro desta cidade,
e pi iiii i|>;iliiicntc aos seys freguezes, que
a loja de aliis le sita na rua Nova n. 26,
por elle adninislrada, mudou-se para a
mesma na, 11. 35, ao peda fabrica decal-
deireiro do Sr. Leal, onde se acha habili-
tado a fazer loda e qualquer obro de al-
l'aialc, com loda a pereicao e presieza.
Compras.
~t Ainda se contina a comprar cobras de viado
vrVas para remedio : na praca da Boa-Vista, n. 3'.*,
segundo andar.
. Compra-se um moloquedc 16 a 18 annos, de
bonita figura : quera tver annuncie.
liL___UiB
Vendas.
ca c encarnada, botOes de ..,
bolOes de duraque, meias curia de linho, e aigu-
V maaobras feUs, tudo mijito barato.
fundi*
cao de Ierro na rua do
Brun, 110 Itecife.
McCallum; f.ompanhia, engenheiros machinis-
tase fundidores de ferro, mili respeitosamente an-
nuncam aos Srs. proprictaros de engenhos fazen-
deiros, negocianles,- fabricanles o ao respeitavel
publico, que o seu cstabelecimcnlo de ferro mo-
vido por machina do vapor, so achn em eTectvo
exercicio, e completamente montado com appare-
Ihos de primeira qualdade para a porfeita confec-
co das maiores peqasde machinismo.
Habilitados para emprohender quaesquer obras da
sua arte Me Callura & Companbia desejam mais
particularmente chamar a altencAo publica para as
seguintes por serem ellas da maior extraerlo nesta
provincia, as quaes construidas na sua fabrica po-
dem competir com as fabricadas em paiz ostrange-
ro, tanto em preco como na qualdade das materias
primas e inflo d obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moeudas de caimas para engenhos movidas a va-
por, poragoa, ou animaes.
Rodas d'agoa e serraras.
Manejos inilenendentes para ca vatios.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzese chumaceiras.
Cavilhoes c parafusos da todos os tamaitos.
Taixas, crivos e boceas do fornalha.
Moinhos de mandioca movidos 11 mflo 011 por ani-
maes e prensas para a dita.
FogOes o Tornos paracozinha.
Canoa de ferro, lorneiras de ferro c bronze.
Bombas para cacimbas o de repuxo.
Guindastes guinchse bataneas romanas.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Fcrragens para navios, carros, obras publicas, ele.
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar ca.-tas e de sellar.
Camas de ferro, etc.
Alera da |ieiTeicflo das suas obras, Me Callum i\
Companhia garautem a mais exacta conformdade
com os moldes e desenhos roincltidos pelos Srs. que
sedignaremde fazcr-lhes encomniendas; aprovei-
tando a ofeasiflo para agradecer aos seus benvolos
I amigse freguezes a preferencia, com que leem si-
Vende-se um metliodo de piano
por Ado,em meio uso : na ruada Sen-
zalla*^'lha, n. C>0.
'VenJe^m-se as obras completas de J. J. Rousseau,
'em 25 volwmes j^nnaes maconieos ; tudo em fran-
cez por mB^olVIu, seu valor: na rua do Rangel ,
11. 43, primeiro armar.
H:s sr.Q s;i se sr.g :e mm a;iE
LIMA,
!$ nui Nova,ji. 2, ptimeiro uwtor,
jS vende dragonas, bandas e fiadores,
:J para olficiacs superiores e subalter-
nos da guarda nacional pastas,
das mais modernas ; espadas pratea- gg
das, com copos dourados ; e ou- ^
I ros mais objeclosdeseus uniformes, fi
m mmmie s:: i
n
a
i
M
preta que annunciou querer servir em umal j (;ur e|les honrados, o assegurar-lhes que nflo
casa eslrangeira, querendo ir para urna brasiloira pOUparflo esforcos nem diligencias para continua-
-Ainanhfia, 6 de fevereiro, se ha de arrematar em ..
praca publica do Sr. Dr. juiz do civel da segunda va- piche, n. 34.
cuja familia consta de duas pessoas o urna enanca
de peito, dirija-se a casa nova da esquina que tica
delronle da rua do Hospicio, aonde aceita-se tam-
bem a Portugueza que tambem annunciou querer
servir do criada. ,
Deseja-se fallar com o Sr. Jgnacio Paulino da
Cunha, a negocio que Ihe diz respeito : na rua do
Cabug, loja de miudezas, de Garcia Chaves.
__Precsa-se de urna ama que tenha bom leite ,
c que seja parida de pouco lempo : na praca da In-
dependencia, loja n. 1- ,.,.,.._
__Luiz Cacano Borgcsc Manoel Jos Moreira leem
decommum acord dissolvdo a sociedade quo li-
nham na taberna, sita no largo do Livraniento, n. 8,
sob a firma de Borges & Moreira desde 0 da 31 de
janciro do corrente anno : ficando a cargo do aocio
Moreira a liquidacflo da exmela firma.
SOCIEDADE THEATRAL MELPOMENENSE.
O primeiro secretario avisa aos socios que, nflo
Lima f tendo sido possivel cflecluar-se a recita marcada
para o da 1. do corrente, por causa de um incove-
nienle forte, ficou olla transferida para sabbado, 6
do mesmo. Podem os socios procurar seus bilhetes
nolugardocostume. .
Na rua do Queiinado, n. 15, no primeiro andar,
ensinam-se meninas a 1er, escrever acontar; gram-
malica portugueza, costuras, Uvarinlo, bordar, mar-
car, e costura cWa.
20,000 rs. de gratificacflo.
Roga-se a quem for offerecido um relogio de pra-
ta patente inglez, com trancelim de borracha e pas-
sador do ouro, que, consta,fra furtado por m pre-
to haja de apprehende-lo e teva-lo a rua,do Tra-
rem a merecer a sua confianza.
Conipanliia geral
da agricultura das viudas do
Alto-Douro.
O abaixo assignado, agente desta com-
panhia nesta praca de l'ernambuco, acaba
de receber pela barca Bella-Pemamhucti-
na una remessa de vinbos daquclla com-
panbia depois que ella foi rehabilitada
pela legislatura de Portugal, e dotada com
fundos pblicos pela le de a 1 de abril de
i843, pora levar a todos os mercados os
padroes e balisas do vinbo genuino c pu-
ro do Alto-Douro,geralmente condecido
pelo nonie do vinbo do Porto, efim de
servirem de guia ao conimercio. fcista
remessa, loda de vinbos da mais escolhi-
da qualdade, deve olFerecer aos Srs. con-
sumidores, n5o s a certeza da sua pu
reza, mas tambem o typo verdadeiro doy
excellenles vinbos do Porto. Espera,
pois, o aLaixo assignado que os Srs. con-
sumidores se dirigii ao rua da Moeda, ar-

Potassa da Kussia,
verdadeira e novo, em banis pequeos,
por prero milito commodo : na rua da
Cruz, n. to, em casa de Kalkmann &
llosenmund.
ati:rro-da-boa-vista, n. s.
Em a loja de Joflo Churdn acha-se um milito ri-
co sortimento de lampeos para gaz, com seus com-
petentes vidros acrendedores o ahafadores. Estes
candieiros, os melhores e mais modernos que oxia-
tcm hoje.se rccoinmemlam ao jiublico tanto pola sua
boa oonfeicflo c bom gosto, como pela boa qualdade
da luz, economa e asseio de seu servico. Na mes-
ma loja os consumidores sempre acharflo em depo-
sito gas, de cujo se afianca a qualidade, e em poreflo
bastante para o consumo. Vende-se a 320 ris a
garrafa.
m
*
O baralciro da esquina do Livramcnto par-
ticipa aos leus freguezes das boas pechin-
r, chas, que elle tem um novo e completo sor- *
jK tmenlo de fazendas quo, a visla da boa qua- Jj
(i lidade o procos commodos, mcrecem o titu- \f-
lo de boas pchinchasrdas quaes so meneio- jg
nam algumas, como: cortes de velludo dos %F
mais modernos, a 5000 rs.; ditos de solim *
do cores, com listras a 2500 e 3000 rs.; se- *g
3 da do c.rcs para vestidos do senhora a 1000 fjg
+f rs. o covado ; luvas de pellica para homem, |#>
jb a 1000 rs. ; ditas para senhora, a 640 ra. ; di- jfe
ff tas de seda a 320 rs.; meias pintadas mi- j
fQ lando seda, muito proprias para as senhoras
m audarcm por casa a 320 rs.; lencos ada- (g
?i mascados muito finos o propros para senbo- f
S ra, a 640 rs ; um grande sortimento de ma- JK
3 dapolOes, de 2000 at 6000 rs. lirando-se 9
#) enlre ellos algum que imita panninho, s 48
com a difleronca da qualidade; um com- ,
5, pelo sorlimcnlo de chiUis. do 140,160 e 180 JI
9 rs. c entre ellas apparecem algumas quo 9P
'& pelo preco he uina pechncha ; bem como w
M urna porc3o de fitas prelas de retroz a 640 M
rs a peca de 20 varas; um resto de roupafe- X
jf la para escravos, que he urna pechncha, *j
g por ser cada urna peca do obra a 500 rs.; -j
$ suspensorios de meia, propros tambem pa- 0
* ra os mesmos a 40 rs. ; eoutras muitas fa- JR
t fazendas por barato preco, e recebem-se ce- 9
*2 dulas encarnadas de 20,000 re. e brancas de **
t 2000 rs. 9
y
A


A
Na lojade Guimares Se-
rafim & Companhia, confronte
ao arco de S Antonio, n. 5, ven-
dem-se leaos de vapor, de pa-
droes modernos, pelo barato pre-
go de 480 rs. cada um ; lengos
francezes de cores finas e fixas ,
finando seda a 480 rs. cada um;
brim escuro rancez trasigado, de
puro lindo, a 720 rs. a vara.
= Vende-se potaisa branca de superior qualidade,
em barrls pequeos; era caa de Malheus Ausliu &
Companhia, na ra da Alandoga-Vcllia, n. 36.
= Vendem-se moendas de ferro para engenbos de as-
suiar, para vapor, agoa e bestai, de divenos tamaitos,
por pre^o commodo ; r Igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os laiiianlioi: na jirafa do Corpo-San-
to, u. 11, em casa de Me. Calmont it Companhia, ou na
ra de Apollo, armazn, n. 6.
CARNAUBA.
No armazem de farinba do caes do Collegio, con-
tinua-sea vender cera de carnauba, por preco com-
niodo, tanto em pnrcies como a retalho o heche-
gada agora urna porfo da melhor qualidade que tem
apparecido.
A 2^500 rs. o corado!
Na loja de Guimares Serfim
& Companhia confronte ao ar-
co de S.-Antonio, n. 5, vendem-
se casimiras Yancezas, sem peU
lo, finas de lindos padroes e
pelas, pelo barato preco de 2500
rs. o covado ; ricos corles de cha-
l de la e seda, com barra, a doze
mil rs. o corte.
Vendc-sca7citefinodc gersclim, para comer e
para luz : no deposito deazeite de carra palo na ra
da Senzalla-Vclha, n. 110.
r"1?^* Yendom-so oculos azues de ividros, do pa-
tente viudos ha pouco de Inglaterra por serem
encomraendados, fcitos pelo melhor autor que ftlli
existe, c que servem para encobrir qualquer delei-
tnos olhos pordoenijas, para viagens, ler de unii-
te, estudar, etc., porque os seus vidros servem pa-
ra todas as vistas, c leem a propriedade do niio can-
sarcm : na ra larga do Rozario loja de miudezas,
do I.ody, n, 35.
AVISO
aos Srs.deengenho
Ra ra do Crespo, loja n.12,
de Jos Joaqnim da Silva
XIaya, vendem-se
cobertores de algodao, muito encorpados, proprios
para cscravos ; hem como urna fazenda do linho a
imitacito de estopa forte e propria para roupa de
cscravos e saceos para assucar; ludo por preco mui-
to barato.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO.
Vende-se completo sortimento de urna a 16 e bo-
gias de 4,5 e6 : no armazem de Alvos Vianna, na
r ua da Senzalla-Velha, n. 110 r
Vende-se, ou permuta-se por um sitio porto da
praca urna escolente casa torrea, com bastante!
commodos para una grande famrtia, sita nesta pra-
V'i: na ru Imperial, u. 9.
Wfa rua do Crespo,
loja n. 12,de Jos *lac|iciiii
da Suva Maya,
vende-se superior sarja preta hespanhola ; nnbreza
rxa, muito superior e muito propria para capas
doSr. dos Passose outras irmandades; ricos curies
de seda para vestido de senhora ; moiasdeseda prc-
tase l>rancas, asmis superiores que leem appare-
cido, tanto para homem como para senhora; luvas
de seda; chales de seda muito modernos o delin-
dos gostos; camhraia de linho, muito lina; lencos de
Farinlia.
V'endc-sc farinha muito superior, emsaccas,
por proco muito commodo : na rua Direita, n. 9.
-- .Na loja de Guimares, Se-
rafim & C. vendem-se pannos
finos, de cores, pelo haralo pre-
co de 2$400 rs. o covado; e de
outras muitas qiialidades, de va-
rios precos.
Vende-se um buhar em muito bom
oslado o com todos os seus per-
tences : a fallar na rua da Cruz n.
20, com o dono da mesma casa.
Vende-se sarja de soda prcla muito boa e lar-
ga ; setim prelo de muito boa qualidade; dito ma-
co, muito superior; chapeos de massa-, cinzentos,
para meninos o outras muitas fazendas por pre-
co muito commodo : na esquina do Cabuga, loja
junto a botica do Sr. Morcira.
Vendem-sc duas excellcntes escravas, sendo
una parda e oulra crioula : na rua de S.-Jos, u. t>0.

Vende-se un pequeo silio na
ra principal rio* Ca punga,
adiantc da ponte o segundo sitio do lado direito ,
em chaos proprios com 120 palmos de frente e 300
ditos de fundo pouco maisou menos com boa casa
do yivonda cozinha e dispensa fra depedra e cal,
cacimba com boa agoa de beber, diversas arvores
de fructo com boa visla para o campo da Estancia ,
Manguinho e outros diversos lugares. Vende-se tam-
bem um terreno com 120 palmos, pertcncente ao
niesmo sitio com boa cacimba e diversos arvoro-
dosde fructo; vende-se por nrecisao : a tratar na
rua do Rozado, com Jos Adelo da Silva.
Vendem-M 3 moradas de casas na rua Imperial,
na. 46 e 48 duas ditas de taipu ; 3 canoas, sendo
urna aberta, lima de carregar agoa e outra para se
abrir; urna cadeira do arruar: na rua Imperial,
n, 214.
Vendem-se varios escravos de ambos os sexos,
tre ellas urna boa costureira e que engomma e bor-
da ; na rua Direita, n. 3.
Vendo-se ou troca-so um prctode meia ida-
de do naclo de boa conducta pola qual seu ae-
nhor so responsabilisa oque he proprio para todo
o servico por urna preta ou parda por se ter pro-
ejado della': na rua larga do lozano n. 35, lojade
miudezas, se dir quom faz este negocio.
NOATERRO-DA-BOA-VISTA, 84 ,
vendem-so sapalos iiiglezes e america-
nos para homem a 8200 rs., de cou-
ro dowilzou, a 2000 rs., e de duas solas, a 1600 rs.
ditos de carneira a 900 rs.; ditos do orello, a
1200 rs. ; ditos de cabra a 560 rs. ; borzeguins,
.'ilion rs.; botins de Lisboa a 2000 rs.; moios ditos,
a 1600 rs.; sapatosde setim para senhora, a 1000 e
1600 rs.; ditos para meninas a 1000 rs. o par.
Vende-se um relogio de ouro, patente, por pre-
co commodo : na rua do Quoimado, loja n. 6.
MAYApAMOS & COMPANHIA,
na rua Nova, n. ,
vendem ricos chales e mantas escocers; ricos loques
dechar.to; um sortimento do sapatos para sonbora,
de duraque, setim, lustro e marroquim ; sarja pre-
ta larga o hespanhola; tudo de varios precos e
qualidados.
Na rua da Codorniz, n. 9, no Forte-do-Mattos,
vende-se fumo para charuto de primeira e segunda
qualidade novoe velho, a escolha do comprador ,
a preco de 4500at 7500 rs a arroba ; e tambem cha-
rulos fama em caixas de cem.
Vende-so urna bonita parda de 24 annos, com
um mua!olio de 5 annos ; um prelo de naclo bas-
tante hbil para todo o servico : na rua do Crespo*,
loja n 10.
Vendem-se cobertores de algodflo americano ,
de muito superior qualidade, proprios para escra-
vos, a 800 rs. cada u m ; pocas dezuarte da India;
com 4 palmos de largura c as pecas com 94 cova-
dos a 5500 rs.; pecas de ganga azul com 14 cova-
dos, a 1000 rs. ; c outras muitas fazendas de linho o
seda : na rua do Crespo loja n. 10, de Jos Joaquini
dePreitas Cui maraes.
Vende-se a verdadeira sarja de seda
hespanhola a mais superior que tem
apparecido; chamalole de seda para col-
lele ; sedas prelas lisas e lavradas ; se-
-"jrf tim prelo de Macan; superior l de li-
?J iilio prelo; panno prcto muito fino; e
outras muitas fazendas proprias para
a quaresma por proco mais em conta
do que cm outra qualquer parte : na rua
doQucimado, nos quatro-cantos, casa
amarella. n. 29.
camhraia de linho bordados, para senhora, dos mais de8a 24annos, leudo entre ellcsalguns com habi-
linos que ha >or muito barato preco; esguilo de
puro linho e muito fino ; plalilha de linho ; e outras
muitas fazendas que sero patentes aos comprado-
res e por barato preco.
- Na loja de Guimares Se-
rfim & Companhia, confronte
ao arco de S.-Antonio, n. 5, ven*
deii)-se casaos finas, largas e fran-
cesas, pelo haralo preco de 480
rs. a vara; chitas francezas, lar-
gas, a 280 rs. o covado.
i\Ta rua do Crespo,
loja n.l'i, de Jos -Joaquina
da .silva Haya ,
vende-se alpaca preta a 800 rs o covado; dita muito
fina, preta e de cores por barato prego; merino
piolo, muito superior ; panno lino preto e deco-
res; casimiras elsticas, do duas larguras, para
calcas a 6000 rs. o corte; velludo; gorgurflo de se-
da ; setim para colletc ; tudo por pceo commodo ;
fustOes para colletcs; e outras militas fazendas,
tanto para calcas como para vestidos de senhora ;
tudo pelo barato.
Vende-so cha preto, o melhor que ha em cai-
xinhas de 16 libras, proprias para familia: na rua
do Trapiche, n. 8, casa de Henry Forsler & Compa-
nhia,
Vcndcm-se varios escravos mocos, de bonitas
figurase com habilidades esem ellas : na rua No-
va n. 40.
tloaquini da Silva Lopes,
no seu armazem n. 20, defronte da porta da alfande-
ga vende panel de machina azul e branco de pri-
meira, segunda e terceira soite primeira qualida-
de que vem a este mercado.
Vendem-se
redes do Maranhao, de muito boa qualidade : na rua
da Cadeia-Vclha n. 30.
flptSI Vende-se um forte-piano, do patente I.on-
n rP don dos autores do Colard & Colard: na
rua do Vigario n. 4, armazem de Rolue& Bidoulac.
Vendem-se 4 escravos, liona para o trabalho
de campo entre elles um he bom oarreiro ; um
preto de 40 annos, muito forte e bom para trabu-
Ihar e botar sentido a um sitio ; um pardo de 20 an-
nos, muito lindo pagem ; doua moloques, um .le
10 annos, eooutrodo 15; 4 osera vas mocas que
servem bem a urna casa e vendem na rua; urna dita
3ue engomma cosee cozinha ; duas pardas, sen-
o urna dellas boa para ama de casa: na rua do Cres-
po, n. 10, primeiro andar.
lidades, como sejam: cozinheiras, costureiras e
cngoinniiideiras : na rua da Cruz n. 51.
Vendem-se pellos de cabra e meios do sola : na
ruadosTanoeiros,u. 1.
Vonde-sc una espingarda de espoleta, de muito
boa qualidade : na rua Nova, loja de fazendas 12.
H Vende-se na rua da Cruz. n. a3"
1
H
._ ..,... ^^- ~,
cera em velas, de urna dos mellio- ul
res fubricas do Rio-dc-Janeiro ^
compra- 1I
, e
3
Ja
sortimento a vonlnde do
dor, em caixas pequeas, e por
jj preco mais haralo do que em ou-
!-JT|- Ira qualquer parte.
Vende-se superior pal ha de carnauba, alva o
grande : na rua da Cruz, n. 64.
Vendo-se um carrinho novo para um caval-
lo, com ossento pura duas ou quatro pes-
soas : quom o pretender achara o dito car-
rinho na coohoira doSr. Miguel, no Ater-
ro-da-Hoa-Vista, e pde-sc entender com Hcnrv Fors-
ler & C. na rua do Trapiche, n. 8.
Vcnde-se una linda molcca recolhida, propria
para mucamba : no principio do Aterro-dos-Afoca-
dos, n. 39. "
- Itestam a vender 2 duzias de cadoiras pelo di-
minuto preco de 4,500 cada urna, a quem comprar
todas; o umacommoda por 35,000 rs. : tudo de an-
gicoe novo : na rua Imperial, n. 145.
Vendem-se quatro maslros de pinho cm bruto,
recentemente chegados dos Estados-Unidos : os pre-
tendentes podem examina-los no Fortc-do-.Matlos,
estaleiro do Sr. Jacintho,eentender-se com Henry
Forster & C.
Vendem-se chapeos de pnlha ; lencos de se-
da preta da India; tabaco para mascar,
americano; um ehrononietro : em casa de
L. G Fcrreira & C.
Vende-se urna casaca nova por preco commo-
do : na rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 18.
Vendem-se 9 escravos sendo 3 pretas mocas
com habilidades; urna negrinha de 9 annos, que
faz renda; '2 pardas de 14 a 20 annos, urna dellas
engomma bom c faz lavarinto ; 2 protos bem robus-
tos sendo um dellcs bom caiadore pintor: no pa-
leo da Matriz, n. 4, segundo andar.
*f Vcnde-se urna sabia, um checheo, um cana-
S/Fi nario da trra, todos muito cantadores e com
^"particularidade o checheo : na rua Augusta ,
n. 22.
Na rua Novo, n. 35, loja de alfaia-
te, acham-sea venda, recentemente che-
gados, hot5es de massa com cora para
fardas de ofciaes de caradores, casimiras
encarnadas e de outras cores, pannos fi-
nos, merinos, etc., lm de um grande
sortimento de obras fcitas de todas as qua-
lidades, c por preco commodo.
Vendem-se bichas grandes e tambem se alu-
gam, por preco commodo : no Atorro-da-Boa-Vista,
na primeira venda ao p da ponte, n. 2.
-- Vendem-se 6 cangalhas; um jogo de malas de
couro; urna liteira com seus pertcnces; una man-,
tadecouro de once com pouco uso : tudo muito em
conta : na rua dos Tanoeiros, n. 1.
Oh-que peehincha
tem o a ntigo ba-
rateiro !
0 antigo barateiro tem, comopechinchas de pouco
dinhoiro, na sua nova loja de miudezas da ruado
Collegio, n 9, tamancos para homem e senhora.a 280
rs. o par; ditos para meninos, a 160 rs. cada par;
tesouras finas com loque de ferrugem a 160 e 240
rs. cada urna; caivetes finos para pennas a 160
e 24D rs. cada um j carreteisda linha branca lina e
grossa, a 320 rs. a duzia e sendo em poreflo de 50
duzias para cima se dar mais em conta ; caixinha
com 100 pennas domarlim a320 rs. a caixinha
rapucasdealgodaodccres, a 160 rs. cada
um sitio j urna preta por 320,000 rs., de 33 annos
que cozinha lava roupa e vendo na rua : na rua d
Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem-se borzeguins gaspeados, fran-
cezes, para homem ; ditos para senhora
sapatosde lustro e marroquim para se-
nhora ; ditos de tapete e duraque pan
dita ; ditos do lustro para meninas; um completo
sortimento de sapalinhos com colchetcs, do lustro
e marroquim, para meninos o meninas; sratOes pa-
ra homem a 3000, 3200 o 3600 rs. ; botins do Lis-
boa, para homem; sapatos de cordovSo para senho-
ra, a 640 rs.; muito superiores mcias de soda pre-
ta de peso, para senhora ; ligas de seda para ditas -
agulheiros e dedaes de marCm; as bem conne-
cidas tesouras de costura e unhas, finas; meias do
seda preta de peso, para padre : barretes ingelos
e dobrados para dito; colheres do marflm para ti-
rar rap; ditas para'tirar moatarda; ditas de bu-
eno para dito; dados de marflm ; penles de alisar
ditos do tirar piolhos; agulhas cm carteiras: na ru
da Cadeia do Itecife, n. 35, loja do Moreira.
Vende-se o T. I.ivio traduzdo ao peda lettra
na loja do encaderna^ao da praca da Independencia
n. 12. '
Vende-se, na rua das Larangeiras n.
14, segundo andar, um preto bom
canoelro, do nacao, de 36 annos, mui-
to Tortee sadio, por 380,000 rs ; um
dito lambern canoeiro, sem vicios nem
achaques, de 40 annos, muito forte,
por 280,000 rs. ; um dito que serve pa-
ra trabalhar em sitio, por 150,000 rs.;
umdito, muito robusto, bombara o trabalho de
campo, por 250,000 rs.; urna preta de 36 annos,
quelavadesab3o e varrella cozinha o diario de
urna casa, por 290,000 rs.; urna preta de nacflo
Haca, do 20 annos, de bonita figura, boa quilan-
deira, e que lava engoma e cozinds o diario da
urna casa ; urna dita perfeita cozinheira de 38 anJ
nos, muito fiel, e que n5o tem vicios, por 350,000
ris.
Vende-se urna cscrava crioula de 22
que cose, engomma liso c cozinha o diario
casa : na Camboa-do-Carmo n. 33.
Vende-se um escravo de 25 annos muito bom
para o servico do campo: na rua do Livramento,
venda n. 30.
Vende-se a armacSo, perlonces e os peucos g-
neros que existem na vendada rua da Cadeia n. 1 :
a tratar com Jos Concalves Torres, ou com Miguel
Joaquim da Costa, na rua da Sonzalla-Nva, n. 4.
Vende-se urna escrava, mucama recolhida, cu-
ja conducta se afiance e que engomma, cose, co-
zinha e faz doces de todas as qualidades; urna lila
de 18 annos, cozinheira de um tudo c que engom-
ma j cose com toda a perfeicSo e faz doces; una
bonita molcca de 11 anuos; urna escrava boa cozi-
nheira por 400,000 rs.; um dita quitandeira de
22 annos, por 380,000 rs.; urna dita de 26 annos,
por 250,000 rs.; urna dita por 200,000 rs.; um bo-
nito moleque de 12 annos : um escravo proprio para
engenho, por 350,000 rs.; um pardo bom cozinhoi-
ro : na rua de Agoas-Veades, n. 46.
Vende-se um bom carro de duas rodas,
em muito bom uso, com eavallo; um
moleque que;traa do carro e eavallo:
na rua do Collegio n. 15, segundo andar. Na mes-
ma casa aluga-se urna casa terrea na rua Bella,
co duas salas, 3 quartos, cozinha fura, quintal e
cacimba.
Vende-se urna preta de boa figura de 24 an-
nos por prego commodo : no pateo do Terco ven-
da n. 7.
annos,
do urna
Escravos Fgidos.
&
Fugio, no di 18 do passado, urna negrinha,
de nome Marcianna, de 12 a 14 annos, com
s
di-
urna
n:
torcidas para candieiro de lodosos tamaitos, a 100
rs. a duzia ; carteiras de algipeira a 160 rs. cada
unta; cachos de flores para chapeos de senhora e
enreites de cabello a 320 rs. cada um ; botos do
metal para calcas, a 320 rs. a groza; ditos de du-
raque para casaca a 200 rs. a duzia ; ditos de ma-
dre-de-perola a 480 rs. a groza ; luvas de seda pa-
ra meninas, a 200 rs. o par ; finissimas tesouras li-
nas, para unhas o mais barato possivcl ; e outros
muilos objectos de miudezas.
FIGUKOF.S MASCAHADOS.
Vendem-sc vestidos completos com cabelleiras e
mascaras linas para brinquodos de cntrudo de 3 a
5000 rs. cada um a dinhoiro a vista : no theatro
publico.
- Vcnde-se urna venda com pouoos fundos na
travessa dos Remedios, muitoalreguezada : na rua
Nova venda n. 65.
Vcnde-se um moleque de nacHo, de 14 annos,
muito lindo; 3 escravos mocos; 8 escravas, s en-
Attencao!
Cunha & Amorim tcom para vender potassa russian-
na novu.desuperior qualidade, que vendem por ba-
rato preco, para fechar contas; cal virgem de I is-
boa em ancoras e barriquinhas : na rua da Cadeia-
\elha., n. 50.
Vende-se ou aluga-se a padaria do Corrcdor-
do-lt.spo, n.8, prompta a trabalhar : a traar na
estrada que vai da Soledade para o Manquinho,
II. la.
- Vcndem-se pentes de tartaruga para marris ,
a 610 rs. o par; superior tinta de escrever; cartas do
jogar, rrancezas e portuguezas, as mclhores que ha
no mercado : na rua larga do llozario, n. 24.
-Vende-se urna escrava de bons, constumes, por
preco commodo, por haver precia : no largo do
t-armo esquina da rua de Hortas, n 2
Vende-se urna escrava boa quitandeira e lava-
dora nao bebe e nem foge de 30 annos, por 200/
rs mu i lo robusta, equeserve bem a urna rasa-
vcnde-se por precisSo : no becco da Virac.to n 37*
- Vede-ee um preto, por 300,000 rs., d 40 an-
nos mulo bom para trabalhar e botar sentido a
urna queimadura na face, esquerda, urna empi-
gem na direita e urna outra queimadura na perna
direita ; levou vestidorxo e panno da Costa; tem
cabello cortado : quem a pegar leve ao Passeio-Pu-
blico, fabrica de chapeos de sol, que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, no dia 30 do mez prximo passado a
preta Homana, da Costa; he bastante alta;
tem laidos pequeos noroslo e estes bem pre-
tos, mais que a cor do mesmo rosto;h alguma rousa
fula.lablos grossos; lem falta de cabellos no meio da
cabea; est pejada que pouco se divulga; falla
muito grosso; he bastante ladina, mas finge-se
bruta ; levou vestido de listras rxas, com saia por
cima, de algodao trancado azul j desbotado c pan-
no da Costa velho ; anda sempre com o vestido des-
atacado em cima. Roga-so aos capitaes do campo o
pessoas da polica, que a levem a rua do Rangcl,
n. 36, primeiro andar, que serflo recompensados.
Fugio, no da 26 desotembio do anno
prximo passado, um escravo, de nome
, Jos Nobie, crioulo, ofllcial de alfaile,
/ altura regular, grosso do corpo, levou
** vestido caiga ejaqueta preta,por eslardo
lulo do seo Sr. Este prcto foi escravo do fallecido vi-
gario de S.-Antonio; he'bem conhecido de todos, por
ser pagem ter andado com o mesmo Sr. ; e sup-
pOe-se estar Irabalhando em alguma tonda de alfaia-
te Roga-sc a todas as autoridades policiacs, ou capi-
taes de campo quo o pegarem, recohain-no a cadeia
desta cidade do Rccife, e deem parte na rua cstreitado
llozario, casa torrea n. 37, que se gratificar com
50,000 rs.
Fugio, dia H do prximo passado do sitio do
Arraial, urna cscrava crioula, de nome Eme-
rencianna, natural do Ico, de 20 a 22 annos
pouco maisou menos, altura recular, grossa do cor-
po j.dcntes limados rosto redondo beicos grossos,
olhos grandes testa larga bocea grande; levou
ao pescoco um rozario vestido do chita escura com
listras largas o ramos camisa do algodao america-
no cuma trouxa contendo um vestido de riscado
azul, um roupSo de riscado rxo, cobertor debac-
ilha camisa de algodiio americano, com as lettras
E. F. oR. F. feilascom linha encarnada um ren-
co de chila azul couti o de cassa branca com raini-
nhos, metade de um chales azul de ina urna saia
de riscado com bailados, um par de sapatos de cooro
prcto cniais outros objectos. Roga-se as autorida-
des policiaes o cm pregado, do registro do porlo,
bem como aos capitaes de campo, o favor do a ap-
prehenderem e mandarem a rua da Aurora, casa do
Angelo Francisco Canteiro,ou na rua do Sol, casa
de Elias Uaptfsta da Silva, quo, alm de pagaren) to-
das as despezas, dar3o 50,000 rs. do gratilcacao.
WW, ; JATTP. DKB. r.DE rARlA, 1847
y
_
_


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