Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08410


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Full Text

i""

\nno de 1847.
Quuita>fera *
q J)lARIO poMiOM todo os dial, que uno
,., i'.e guarda : o prero da asiignatura lie de
. .ni) r,, noi qnartai. pac' adinnladnt. Os un
unci asignantes s.i inseridos a rasuo de
? ri. por linlin, irs em lypo dil> rente, as
' nd'ice pila metaHe. Os que nio frem s g-'
ites"P4"r" 80 r" P''l"l'a. tlOtlein lypo
JillcrenH, porcad. pubhcafi.
-RASES DA LA NO MZ DE FF.VERF.ir.O
n-oante, a 8, II hora 16 min. da manli.
|ua nova, a li>, < 8 horas e min. da mn'a.
Crescente, si, a I hora eJ ma. da mauhSa.
PARTIDA DOS C0RREIO5.
fioiann e Parahrha, s segundas e irxtai feira.
Ki-lrandf-.1n. .Norte quintas fe-tas omeio-.ua
i abo, Senohcn, Rio-Formoso, Pono-Calvo e
_ Macelo nn l.", a 11 c!i de cada mes.
(>him iliunsellonito. a 10 e Jl.
Roa-ViUa e Flores a t3t J8.
Victoria, as quintas feras.
Olindu, todos o dio.
PREAMA.i DE HOJE.
Primeira, s hoias 42 minuto? di manha.
Segunda, as 8 horase 0 minutos da Urde.
Anno JkXII.
s. 2r,
das d\ szhaxa.
I Secunda. S .Ignacio Amf doJ dos oph ,
ilo .1. do c do J S. da 2 v
3 Terca, ff^f A Pnrilicarao da Nossa Se-
nttora.
3 Quarta. S. Hrai And. do J. do civ. da
5 v. c ilo .!. de pi i do 3 dist de t
* Quinln. S. A entino Aud do J. de orph.,
5 Seala. ?. A|uo-ia. Aud. do J dociv. da I.
v e do J. ile pat do I. dist.de t.
6 Saldado. S. Amando. Aud do I. dociv. da
I. e do J de n.-.i do I disl. de t.
~ Domingo. S. Romualdo.
CASIHIOS NO DA 3 DF. FEVERMRO.
Ca*hio ionreT/mdresalo, '/j* ^ P' lw;
* ii i'.ns 330 i por (rauco.
* Lisboa 95 de premio.
Desc. delet de boas lirm.s I*.', l'/j I'-Vo *" m
(Juro(Xi-l-espaiiliola ... i**"" a itfnno
* Mot ..jdetiionvelli. I6H00 a inflon
deSJIOl'nov.. If"m a tflflOl'
p de4000..... rtOO n OjlOO
Pratil Pataee '....... Il ty"5"
Pesos columnarea... 100 a 3#OiO
Ditos mexicanos ... iJJTn tf!*n
a Miada.......... IJ730 U
Acces da eomp. do llrlajribe de 5| DIARIO DE PERKfAMBCO
P*TE 0FF.CIAL.
Governo d provincia.
EXPEDIENTE DK 21 DOPASSADO.
' Oflicio A coinmandante ras armas, recommen-
dando faca rendero rommandanle to destacamento
de Iguarassi. Participou-so ao chelo di polica
Dito Ao commissario-pagador, declarando dever
ser consultado o governo imperial acerca do paga-
mento da gralilicaefio a que o coinmandante das ar-
mas entende que tem direito o da com panllia de ar-
tincesemlotlo o lempo que esteve oceupado no ju-
ry, porlhe constar que durante esse tempocumpriu
>le as onrigcfles que ao commando de dita compa-
gina silo inherentes.
Dito A' cmara municipal do Rio-Formoso, or-
denando faca com que desoecupem a casa da cmara
o respectivo secretario e os particulares que nella
pnrvcntura residirem, e tome as precisas providen-
cias para que, cm calamento a dignidade quolle
tribunal inherente, e ero obediencia ao que na le se
aclia proscripto, os vereadores quemoram Torada
villa, nunconlinuem a hospedar-se na referida casa,
que smenlc deve servir para as sessfles daquella
muuicipalidade, o audiencias das autoridades judi-
riariasdo termo em quanto nflo Ihesfr marcado ou-
tro lugar. Oommunicou-se aos juizes de direito
do crime e civol c ao municipal c deorphflos do Hfo-
Formoso.
Dito Ao chefe de polica, ordenando que cum-
pra c faca cumprir pelos seus delegados o aviso im-
perial que por copia Ihe remelle, e que manda acti-
var o rcrutamento para oexercilo.
Ditos Ao presidente da relucho, ao inspector da
thesouraria da fazemlai, ao juiz de direito interino
da comarca do Pao-d'Alho eao respectivo juiz muni-
cipal, intelligenciando-os de baver provisoriamente
cncarregado do registro geral das hypothocas na ines-
ma comarca o escrivflo llenriqtie Jos Brainerde Sou-
?a Itangel. I'arlicipoq-se ao mencionado escrivflo.
Dito Ao administrador da mesa do consulado,
ilaiido-se por inleirado do fallec ment do respec-
tivo guarda, Jos Raymundo Ferreira.
Dito Ao presidente ta cmara municipal d'Agoa-
Preta, acrusando recebida inda copia da acta da ins-
tallaciio daquella villa.
Portara Ordenando que a Jos Joaquim de Al-
meida Castro se passe provisfio do marcador do as-
sucar. Tambem se mandou passar provisiio a Fran-
cisco Jos dos Santos Albuqtierque para o lugar de
marcador do algodflo para que eslava nomeado Fran-
cisco Antonio da Silva Cavaleante, e participou-se
ao inspector da thcsoufaria das rendas provinciaes e
aos nomeados.
Dita Demitlindo obacharel Joflo Dominguesda
Silva do lugar de cscriplurario da secretaria da pre-
sidencia. Para substituir o demillido foi Hornea-
do o amanuense da mesma secretaria, Antonio Li-
te de Pinito; para supprir a vaga a que essa no-
nieaQilo den lugar foi designado o cidmlfio Jolo Bap-
tista da AnnunciaQflo e parlicipou-se ao inspector
da ihesourarin da rendas' provinciaes.
Dita-- Determinando que a Francisco Antonio da
Silva avalcante se passe provisiio de porleiro da
thesouraria das pendas provinciaes. Coiiimunicou-
so ao inspector da mencionada thesouraria e ao no-
meado.
IHFM DO DA 22.
Oflicio Ao presidente da junta qualilicadora da
freguezia do Hio-Forrnoso, declarando em resposla
aos seus tres ollicius de 19 20 do correte : 1.", que
segundo o dispnsto no art. 20 da lei de 19 de agosto
de 1846, e visto niio ter sitio coagida a mesma jun-
ta, como afiirmam dotis dos respectivos membros no
ollicio que Ihe remelle, indevidamente foram por
Smc. sus|iensos os trabarnos della; 2.", que me-
nos regularmente procedeu Smc. quando, sem que
o escriv3o do subdelegado, que por Smc. devOraser
chamado para substituir o que eslava servindoo pe-
dir demissfio, se houvesse dado por impedido, no-
meoo e juramenloii um outro para funecionar nos
trabalhos da referida junta, porquanto, na forma do
art. 30 da referida lei, he smenle no caso desse im-
pedimento que tal nomeacSo pode ter lugar ; 3 u ,
que os eleitores e supplentes nfio podem couhecerda
legalidade dos actos do presidente da junta; A.*, que
de conformldadc com as decisOes do governo cen-
tral c da presidencia, ao stipradito prcsidetilo e
mesma junta apenas cabo decidir se os eleitores o
stipplenicsdevem ou niio ser admillidos aos respec-
tivos trabalhos, por mornrem ou deixarem de morar
na freguezia, porm nunca conheccr da validado da
sua elcicilo ; 5.", finalmente, que os seus precitados
oflicios foram remettidos ao chefe de polica, para
3tic, depois de ouvr o delegado daqucllc tormo, e
e recommendar-lhe empregue todos os meios ao seu
alcance a lim de que a ordem seja mantilla e a junta
garantida no livre exercico de suas func^des, infor-
me circunstanciadamente arespeito do qucnellcs
so conte.m. Sgnilicoti-so aos membros da supra-
reforila junta que, na ausencia, falla, ou mpossb-
liilade physica ou moral do juiz de paz, cabe a sua
presidencia ao que Ihe fr immediato em votos, ese
achar juramentado ; eque, so esta hypothcsc se niio
verificar, deve-so recorrer cmara municipal.
DEM DO DA 23.
Oflicio. ~ Ao coinmandante das armas, recom-
mendando faca dar destino ao 1. sargento docorpo
fixo do Piauhy, Manoel da Silva Lisboa, quedo Kxm.
presidente do Maranhfo obtivera passagem para uin
dos corpns desta provincia. Participou-se ao su-
pra mencionado presidente.
Dito. Ao mesmo e aocommandanto superior da
guarda nacional do municipio do Itecife, delcnni-
nando em consequencia de requisirjao do inspector
interino do arsenal de marinha, dem as suas ordens
para que a guarda do mesmo arsenal seja composta
de 12 [iracas, exclusivo ocommandante e o cabo.
Communicou-so ao inspector interino do arsenal do
marinha.
Dito. Ao inspector da thesouraria da fazenda,
ordenando faca franquear ao presidente to conpo-
Iho geral de salubridade, para a operaQSo da ino-
culacilo ila vaccina, o edificio que foi igreja do colle-
gio dos jesutas.
Il)l\l DO DA 24.
Circular. As camatas municipacs da provincia,
ordenando juramentem os supplentes dos juizes de
paz das respectivas freguezias edistrictos, para que,
dado ii impedimento de qualquer dos presidentes
das juntas qualificadoras, haja quem os subslitua.
PERNAMBCO.
MEMORIAS DE LM MEDICO. (*)
por aiejanre JKumajj.
PUniEIRA PARTE.
bSl 3^&S.33do
CAPITCLO XLI.
mxm oaazxxBBin&o, tnat vestido, srxsc coche.
Nflo mostrara a condessa Dubarry ser mulher de
gost fino, se saliira ilo seu aposento de Vcrsalbes
para a grande sala das iipiesenUeOe.
Nem Vcrsalhes deixava de ser muilo pobre de re-
cursos |iara da tilo solemne.
E, o que he niais quo isso, niio era esse o costume.
Os elertos chegavam com estrepito de etnbaixador,
ou osse dos seus pacos de Versalhes, ou de suas ca-
sas de Paris.
Dubarry oscolheu este ultimo ponto de partida.
As onze horas da rnanha chegara ella a ra de
Valoiscom madama deiJam, que couseiyava sob
ferrotho, quando no a tinha sob o seu sorriso, e cu-
^ {*) Viae Di* n.' 24.
ItEiniMEKTO DA BECPBEI10"!A BE HEMMS IKTEK*S CE-
R1RS DA paOVINCIA DE PP.n>- DE 1847.
Geral............7:05K,o:)7
Applicado ao papel nioedn.....2:728,21)0
9:786,237
No impedimento doescrivio^0 2.-esoiipttirario,
Joo Rodrigues de Miranda.
I'iiblicacao podido.
ACCORDAM EM RELACAO, &c.
Que vistos e relatados os presentes autos de revis-
ta civel entre partes, recorren le Jolo Vieira da Ctinha,
recorrido Francisco Jos da Cosa, dellcs se mnstra
que, sendo este demandado por aci-ao decendial para
pagamento da quantia de 43:407,203 rs. constante
ja ferida era refrigerada de continuo com ludo quan-
to os segrajos da medicina e chimica pretavam
Desde a vespera haviam mcltido m.ios obra JoOo
Dubarry, Chon e a criada, e quem os nflo tivesse vis-
to nossa tarefa, dillicilmentc faria ideia da influen-
cia dodinheiro, c da potencia do genio humano.
Urna punha certo ocabellereiro, a oulra esperava
as costureiras, Joo, que ficra com a repartico das
carrtiagens, encarregava-e alm disto de velar em
costureiras c cabellereiros. A condessa, oceupada
com flores, diamantes e rendas, nndava em cofres,
e reeebil de hora em hora corrcios de Versalhes que
lhediziamquc se havia dado ordem para Iluminar
o saino da rainha, e que nada se mudara
Pelas quatro horas entrou Jo9o, pallido, agitado,
mas alegre.
E entilo? perguntou a condessa.
Tudo estar prompto.
Ocabellereiro?
Achei a errada em casa delle. Ficamos justos.
Escorreguei-lbe urna cdula dccinquenla Ituzes na
mSo. Jautar aqui as seis horas em ponto; podemos
porlanto por esse lado estar socegados.
0 vestido?
__O vestido licar maravilhoso. Eslava Chon la
s vollas com as costureiras, que sao vinte e seis as
que nelle pregam parolas, litas e guarnicOes. Desor-
le que faz-se, panno por panno, esse trabalho pro-
digioso, que teria levado oilo dias a outros que nao
fossenios nos.
Como, panno por panno? perguntou a con-
dessa.
He verdade, maninha, o vestido leva treze pan-
nos defazenda, ecada um tem auas costureiras:
urna trabalha pela esquerda, eoutra pela aireila nos
ornatos e pedrarias, de sorte queso no lim he que os
do escriptura de folhas 4, oppozcra a oxeepefo de l"o-
Ihas 19,.que, conlondo a materia de lide pendente, a -
brange tambem a do compromiso concedido pela
maioria de seus credores, c julgado por sentenca. O
quo visto, rasocs e argumentos prndnzidos por una
o outra parte, o ornis dos autos; mostra-se que,
alem de ser pratica constante esta belculo o adoptada
no foro, o outro sim, referida e altestada por pra-
xistas e oscriptoresde inelhor nota, nuca exeepciin
a achilo proposta summaria, nu ordinaria, he niio
menos induhitavel que a Icgislacilo vigente soccorre
ao excipiente recorrido no caso em quoslo, de dofo-
sa, ou opposic'H i por obtenqilo de compromisso, con -
cedido ellcctn quirliilado tle devodor conimum pela
maioria de seus credores, panto fim do fazer sus-
pender temporariamente quaesquer arenes que con-
tra o mesmo porveiitnra se promovam, sejam le que
nalureza forem, como se encontra na Orti. liv. 3.
tit. 49. princ. c na Resol, de 23 de maiodo 1801, o
mui especialmente de 4 de abril tle 1818 quo repula
a materia controvertida, o mandando sobr'estar cm
todas as a ciles, bem como obrigar os repugnantes a
vontaduda maioria, independente de litigios sen-
tir dispendiosos e prejudiciaes; da aos compro-
missos, por sua natureza considerados actos extra-
judiciaes, aquella boa f que sempre se deve presu-
mir em quanto so niio prova engao e evidente con-
dujo ; evidenciando-so assim dabi a dilfcrenca en-
tre o aprcsentailo fallido no juizo competente, e o
quo obleve simples inducas creditoriaes para obri-
gar a minarla por immediata disposc,lo da lei, isto
ainda quando nao exislisse o preceilo ta Ord. ilo liv.
3. til. 23 em princ. quo estabelece o processo as
acQes decendiaes, e nella se acha que alem das ma-
terias especiaos para opposicfto ah referidas, quaes
sejam de paga, e outras, permiti qualquer oulra
que relevo ou cousa que o relevo da rondcmna-
cilo nflo potla porcerloilexardecoiniircheniler-
se nesta ultima classo a malaria da compromisso alia-
nda o provada na segunda parle do excepeflo do fo-
lhas 13, visto quo ndirciloa|ioulailo a ad mil te, e con-
sidera relevante, termos em que, como infallvel
consequencia o recorrido excipiente a poda oppor
na accao que contra elle foi encantinbada. Que o
excipiente obleve o compromisso da maioria dos
seus credores, que por accordo desta Ihe lora con-
cedido o espaco do nove anuos, sendo nomeada unta
commissao, alias adiuinistracilo, sua casa, e haven-
tlo una pai le driles cedido em favor do excepto o
tos outros credores o juro no raleio ou dividendo,
emquanlo estes nao forem primeiamenle pagos,
acto que do alguma forma remove, nflo tmente dcl-
les, mas do proprio excipiente devedor, qualquer
sombra dessa
Ihe quer irroga
so lora homologado
Ira o documento def. 19, pelo que evidente se torna
que devo produzir seus cifetos, sendo a forca de
obrigar (Alv. de 14 do marco de 1780, Ass de 15 le
fevcreiro tle 1798, Orti. liv. 3. til. 78 8.' e liv. i.
tit. 74 3. ercsolucoes ja apontadas) emquanlo tu-
rar o prazo concedido, ou se nao mostrar por parte
do excepto, queuma posterior senlenca odesobri-
gou de acceder ao accordo da maioria, por irregula-
ridades, ma f, ou outra qualquer legitimo causa
conforme o direito attendivol, c que provado no
competente processo, as-m resolva a decidir-se :
o queso pode ter lugar no processo do compromis-
so, o inopporliinamenlcse allegOU u discuti no pr-
senlo da acciio decendial, quo por cerlo nao ho o
conipelenlc.eondo sem duvida falla jurisdiccilopara
conhecer-so de tal qucslo, o nem se encoulrain as
pecas eprovas hidispensaves para conhecer-sc da
validado, ou improcedencia do mesmo compromis-
so. e llegalmenle ir-se-hia anticipar, ou prevenir
em um processo inteiramenteextranha ojui/o quo
lem de propalar-so na sentenca que'ainda so nao
proferio, e nu qual por certo se nflo esta adstricto a
seguir o anteriormente julgado em queslilo diversa,
mas que sem duvida no encontr deduas oppostas
decisOes ira por cmbaracosdiflices (so nflo i nipos-
si veis de aplanar em sua etecueflo, oque pretende u
excepto, quando traz ao caso presente a dscussOo
do nullidado e insubsslenca do compromisso, em
vista do que c do direito referido nflo pode ter lugar
a condemnaeo, provnila como se acha a materia da
oxeopeflo com o citado documento de 1.19, e quando
pela resolueflo ultima citada se manila, sem restar
duvida, suspender quaesquer nCQflas muilo embora
fundados em ttulos privilegiados,excluidasassm as
mosnios preferencios.
I sendo igualmente certo pelo documento de f. 15
que o proprio excepto recorrente.ilepos do compro-
misso homologado, a ello se oppozera le ainda pen-
de essa quesillo, visto quo o contrario se niio mostra
com sentenc.a quoodcsobrigtie :eislo,ou porquede-
poisdaquella bomologaqfio Iosm nolicado para ac-
ceder ou fazer opposieo oo accordo da maioria nos
termos do Ass do5dedozcmbrb de 1770, ou porque
tendo noticia exponlaneamonte apparecesse em jui-
zo para oppor-so, claro se torna quo sem havern
sentenca que ah tem do proferir-so, como fica pon-
derado, nflo pode deixar de prevalecer o accordo da
maioria dos credores, porvirtudeo frca da legisla-
cio supra-apontada.e por conseguinlc lorna-so pre-
matura a presento aceflo pro|iosla, e justa vem a ser
a materia da excepto dilatorio, allegada na parle
tendente ao compromisso a que smente se atiende,
contra a qual he a todas as luzes insuslentavel e a-
Iheia lestes autos a de que se serve o excepto,o qual
deve ir disputar no processo de compromisso, onde
faz opposieo.
Porlanto julgom provada a excep?flo def. 19, o
m.itnlam quo Oque suspenso o direito a demandar do
recrranle excepto, solir'estando-se na aceflo pro-
posla emquanlo durar o prazo concedido no com-
promisso, salvo se antesdisso mostrar asentenpa
passada em julgado, que o invalide o desobrigue do
acceder ao mesmo excepto recrreme, a quem con-
ilemnan nos cusas.
Maranliflo, 10 de Janeiro de 1847. Presidente,
Rabello. Lobato, vencido. Sitca atares. rtl-
oso Wannnni. ~ l'igueiredo.
CMttS ).
A i ('inde^a.
do da a.....
DESCAnnERAM IIOJE I.
5:571,335
sa ma, que porventura eradre,so so rj (;a//e_baclhao.
igar; ehnalmeiite que case'minpromis- ^ iJum
ulogado ou julgado ,.or sentenca, o mos- ue.w,,e-/vnl>7--merc
nercadorias.
Galera5erpA>'aadem
I:MlM)T,TAtAO'.
Eanuos so hilo de ajuntar. He trabalho para duas
oras ainda, de maneira que us seis teremos o ves-
tido.
Est bem certo disso, Joflo?
Iloiileiu Ihe liz cu o calculo dos pontos como
met engenheiro. Ha dez mil pontos por panno; cin-
co mil para cada costureira. Xo encorpado estofo
urna mulher nflo pode coser mais da um ponto em
cinco segundos; sflo doze por minuto, selecentos
e viute por hora, sote mil eduzentos em dez horas.
Dcixa'nuo os dous mil c duzentos para os descansos
indispensaveis c picadas falsas, ainda nos sobram
qualro horas.
E o coche?
Serapkina; galera ingleza, viuda de I.ivcrppol, en-
11 .ni i no correte Riez, consignada a Johnston Pater
& C., manifestou o segiiiuto :
4 caixos hiendas de linho, 25 fardos dilas deal-
gotlflo;a l'itissell .Mellors.
10 caixaa vinho engarrafado, 48 ditas fazeudasde
algodflo, 14 fardos ilitas do dito; 15 caigas folhas do
(landres. I embrulho e l caixa amostras, 31 taixas do
ferro; a ,\l. Calmonl & C.
43 fardos fa/eudos do algodflo, I embrulho sapa-
los e couro, 6 fardos fazendas do linho, 4 barricas
lenageiis, 3 caixas fazendas ilo Ifla ; a K.ilkinauu &
Roseninund.
21 barricaaferragens, 2 caixas fructas, 26 ditas fa-
Eendaa de algodrio, is fardos ilitas de dito, 2 cai-
xas Ignora-so, 1 dita sellins, 1 dita couros ; a C.
Kenworlhy.
171 caixas fazendas do algoJflo, 132 fardos dilas
da condessa. corria pelacidado o boato da apresen-
lacflo 0 povo parisiense por muito ocioso que este-
ja, c mulleren lo q nu pareca, he de todos o mais ami-
go tle novidades. Xinguem melhor condeci as per-
.sonagens e enredos da corte do que o frivolo curioso
do secuto XVIII, ainda aquello que no era admit i -
do aos festins, e que s via as caixas hyeroglipbicas
das carruogoiis, e as libres mysicriosas de pageos e
laeaiiis. Nflo era raro entilo que um (dalgo da corte
fosso conhecido de todo Paris; no que nada havia de
extraordinario, porque a corle representava o pri-
meiro papel nose.-pectaculos e passeios. EM. de R-
chelieu, na sua cadeira do tbeatro italiano, madama
Dubarry no seu coche esplendido como o de urna rai-
Quanto ao coche, bem sabo que rae responsa- |nba, tomavain urna postura ante o publico como um
bilisci por ello; o verniz est a seccar em um grande
armazem aquecidoexpressameutea eiinventa graos.
Asseguro-lhe que esl limJissimo; as carrtiagens
que se mandara ni dclphiua nflo silo nuda avista
delle. Alem das armas que formara o fundo dos qua-
lro pannos da caixa com a legenda dos Duborrys:
Montes en arant! fiz pintar dos lados, em um duas
pombas beijando-se, e no outro un coracTto iraspas-
sado de urna sella ; tudo ornado do arcos, carquazes
e Tachos. Ha povo immenso a porta do Francia0 para
vC-lo; as oilo horas em ponto estar aqui.
Neste instante entraran) Chon e a criada. Vioram
confirmar o que Joflo havia dito.
Obrigada s tundas dignas ajudantes de cam-
po, disse a condessa.
A mana, disse Joflo, tem os olhos abatidos, niio
seria bom que fosse dormir una hora, para reslabe-
lecer-se?
Dormir! sim, ji sci. Dormirei esta noite, e
muita gente nflo podera dizer outro tanto.
Emquanlo estes preparativos so faziam em casa
cmico laureado, ou una actriz favorita de nossos
dias.
Todos tomam mais inlcresso pelas caras que co-
nbecem. Paris iuloiro contiena madama Dubarry,
.irilenieeinniostrar-.se no thoatro, no passeio, as
lujas, como as mulheros ricas, mogas e bellas. De-
ntis conhecia-a tambem pelos seus retratos, pelas
suas caricaturas, c por Zamora. A historia daapre-
se.ntacflo, porlanto, o^cupava Paris lauto como a
curte. Nossa da houve ainda ajuntamento na praga
do l'alais-lloyal, mas, com [icrdflo da philosophia,
nfio era para ver M. Rousseau a jogar o xadrez no
botiquim da Regencia; era para ver a favorita no
seu rico coche, com o seu bello vestido, de que tan-
to se havia fallado. O dito de Joflo.Dubarry, nos
cusamos caro a Franca, era profundo, e nada ha-
via mais natural duque a Franca, representada por
Paris, querer gozar do espectculo, que tfio caro pa-
ga va
Madama Dubarry conhecia perfeitamente o seu
povo; que foi o povo francez muilo mais della do
iMELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO



sas
de dito, II raixas ditas do linho, 1 fardo ditas do 1.1a;
aJ. Putera C.
2 cnixns fizendas do la, so barr-s manteiga, 15
barricas ferraeens, 35 litas miadas, 12 pares de Toles
de ferreiro, 40 tamboretcs figo, 1 caixa lampeoes, 2
barriit carne saldada; n J. l'ater & (',.
'.< 'ardes fazendas de algmh'o, ,"l caixas ditas de di
to, 2trigos el caixa amostras Com diuca, 1 caixa fu-
yendas de seda e algodflo; a Fox l.iollicis.
50 barril manteiga; a o Cnckshott
1 fardo bonetes de marinheim ; a Wolfhop'<\ (.'
1,000caixas salino, 21 toneladas e 10 quiilaesdi
tai xas de ferro, e macliinismo sollo ; a S. P. Johns-
ton.
25 Manoel Das.
596 Duarle Rodrigues.
''27 Marcolinn Concalves la Silva.
>28 Coronel Manoel Cavalcanli de A eMllo.
S49 Manoel Joaqnim do liego e Albuqucrque.
'30 531 le/erra de Monezes.
532 Miguel Crrela lie Miranda.
533 .Manoel Clemente de Aducida Catanlio.
8 fardos fazendas de algodflo ; a Jos Jeronymo
Monteiro.
50 barris manteiga; a Cristophcrs C.
2!) fardos fazendas de algodflo, 5 caixas ditas de
dito; a I lea ne Vouloii C.
5.3 fardos fazendas de algodflo, 20caixas linba de
dito, 3 lardos fazendas de hubo ; a Jones Patn 40 barris manteiga, 14 fardos fazendas de algodflo,
14 caixas ditas de dito; a Hozas Braga & C.
7 fardos fazendas de Ifla, 5 ditos ditas de algodflo :
aJ.CrabtreefcC.
.30 barris manteiga; a II l.utchens.
tOquintaes ferragens, 5,000 lijlos de fogo; a Starr
A: C.
24 caixas fazendas de algodflo, 23 fardos ditas de
dito; a James Ryder & C.
I caixa parle de un carro e arreios para dousra-
vallos, 5 caixas fazendas de algodflo, 7 fardos ditas
dedilo, 1 cmbiullio amostras; a J Kidgiiavcv C.
17 caixas fazendas de lindo, II caixas ditas .le al-
godflo. 30 lardos dilas de dito, 1 barril carne, 1 cai-
xa ignora-se, 1 einbrulbo amostras ; a Adamson
llowie & c.
II darricas ferragens, graxa e chicotes: a C. Cox.
1 caixa fazendas de algodflo; a llrender <\ C.
2 caixas ignora-se, 10 fardos fazendas de algodflo
18 caixas linda de dito; a II. Gidbson
1 embrullio amostras deguardatiapos; a W. Mav
2 fardos fazendas do algodflo, 1 barril carne,!
omln-iilho mostarda; a l.atbain & C.
1 caixa e uin einbrulbo livros; a Adamson
10 presuntos, 20queijos, 1 eiubnilbo toucinlio, 2
caixas conservas,! lila biseouto.l gig., boioesvasios
2 barricas sal, 1 caixa mostarda, 1 barrica conservas,
4 boiOespassas;a l'onles.
12 presuntos, 12 queijos, 2-emhrulhos toucinho, 1
ratxa musanla, 2 ditas conservas, 8 boiOes pausas!
a John Carroll. r
Consulado.
RE.NDLMINTO DO DA .3.
Ceral.....
Provincial. .
Diversas provincias
2:631.041
947,839
100,920
3:679,800
ttutiuteutu Varo saludo.: o dia 3.
Portes do Suljvanor hrasleiro S. -Srbastido. comman-
anleManuelFranri-co daCosia Peieira -Vln dos
passageuosqiie troiixc dos pollos do Sol, lev,-, ;| seu bmdo: pura oRiu-de-Janeiro,
Aiilonio de Vesconcellos Meuczes de Drummond
sua Si a. e 2illios inenores, Jos Cavalcante de Al-
buqucrque l.ms, el criado, Joaquim Bautista Mo-
reira, airares l.uiz Jos Ferreira, JofloCoelho dis-
to, com I esnavo : para Macei. Jos de ,\
Caldillo Bolle, com i escravo, Victoriano J
reir, || <; Douness, com 2 sen horas
hia, GrugePalehetl.
Clasgowj brigue inglez fymhia, capitrto William
Ooldwoi Ihy, carga assucar.
S'.al.
unir
oae Fer-
para a Ba-
USTA DOS CIDADAOS QIAI.IFICADOS PEU JUNTA
REVISORA, EM 15 |)E JANEIRO DE 1847, PaRA JUI-
ZES DEFACTO.
{Continuado do numero anlecedenlt.)
512 .Miguel Carneiro Jnior.
>l3 ii Seralim de Castro Nuiles.
514
515
916
517 Maldiasde Albuqoerquc e Mello.
518 Manoel Antonio deSouza liis.
'i Alfonso Ferreira.
Felicia da Silva.
Jos da Molla.
519
520
521
522
523
524
Ignacio de (llivcira
da Silva Neves.
Jos Martina da Costa.
Carduzo Ayres.
Luiz Concalves Jnior.
Joaquim llamos e Silva.
que de Mara Lcckzinska. Sabia ella que elle quera
ser deslumhrado; e como era de bom genio, procu-
rava que o espectculo correspondesse a despeza.
Em vez d irdeitar-se, como Ihe aconselhara o co-
ndado, tomou ella las cinco as seis doras um bando
de leile, findooqual poz-sea disposigflo das criadas,
em quanto nflu rhegava o cadellereiro.
Declara toes.
0arsenal de guerra compra cento equarenla c
sete covados de baelillia : quem este genero tiver
maullara sua pronosta em caria fechada, com a a-
moslra, a directora dn mesnioarsenal, at o d a 5 do
rorrete mez Arsenal de guerra, l "de fevereiro
de I8t7. Jo'io Uicanloda Silva, amanuense.
Uescrivflo e administrador da mesa de rendas
internas provinciaes lem de remetter para o juizu
competente nina relaeflo constante dos Srs. proprie-
larios abaixo transcriptos, relativa a decima que
estflo ilevcndo de suas iu opriedades; o que lera lu-
gar imprelerivelnicnle no dia 5 de fevereiro vindou-
io; o por issoos previne para que, se quizerein pou-
par as despezasdo juizo, comparecen na dita mesa
antes do citado ida, a solver seos dbitos. Ileeifc,
28 de Janeiro de 1847 Clurindo Ferreira Caldo.
(I Exni. harflo de Suassuna, her ledos de Antonio
Cocido, Auna Mara de Carvalbo Ucha, Antonio
ereira Tyranno, lir. Antonio Peregrino Maciel
Monleiro, Antonio Xavier da Silva, Antonio Cardozo
deQueiroz Fonseca, Alexandrina Fortes de Aducida,
Tiloma l'erelra Lagos, Joaquim Jos de Farias, Car-
los Bolines, Anua Joaquina, dereiros de Joaquim
iheodoi o Alves, herdetros de Antonio de Souza Cir-
nes, Cosme Vicente Ferreira, Antonio dos Santos
l'erreira, derdeiros do r. Bernardo Luiz. Ferreira,
a mb .'.. -ii'-.t
necessario ser nflos um grande artista, mas ainda
um liiiuiem de paciencia.
Tamben), de todas ascorpnraces de oPdcio, sos
cabellereiros e estatuarios podiam trazer espada.
Lis o que explica os cincuenta luizes dados por
Joflo Dubarry ao cadi Heredo da corte, e o receio de
que o grande l.udin, assim se edamava o cadelle-
Nflo ha que mostrar erudieflo acerca de una po-' redo da coi le nessa poca, -- fosse menos exacto ou
ca lao condecida de nossosdias, que quasi a pode- menos deslio do que se espera va.
mos chamar contempornea, eque a maior parlo| Em breve foram esses receios bem justificados-
dos nossos leilores conbecein (aulo como nos. Nflo deram seis botas e o cadellereiro tifio appareceu
scia.porm, fora de proposito explicar, principal- nem as seise meia, nem as sete menos um quarto
mente tiesta orcasiflo, quanlos cuidados, lempo ear- Urna s cousa dava alguma esprraiica a todos esses
lo devia custar um ponteado de madama Dubarry. j anciosos eoracous, era que um liomcm do valor de
_. M. Lubiu devia naturalmente fazer-se esperar.
rigure-seum edificio completo. O preludio desses Mas deram sete doras; o viscoude receiou que o
castellosqfieacOrle domovo re Luiz XVI couslruia :
sobre a cahega com suas ameias e setteiras, como
tudo, nessa poca, devra ser um presagio
a rivola moda, echo das paixes sociaes que solapa- va na mesa.
lVla, te.rra sob os,ps de tua 1,,e era ou Par-cia Um quarto d'hora depois voltou o lacaio.
tocr.rulljve;s8c decreudoqueasmulderesdaaris- Sque-n lem esperado em semalliante conjunc-
KSeTu?rnTcoTm,V'}Ul0S Sbre f'"^>ra sabe quanlos segumlos lem um quarto d'l.ora.
pore
que
534 ii Crrela Gomes.
535 ii Thomaz ile Barros Campello.
536 ii Jos de Oliveira Lima.
537 ii Xclerino dos Santos.
38 [39 Caetano Soares Carneiro Monteiro.
'>t0 Dr. Manoel Francisco de P. C. d Albuqucrque.
'41 Major Manoel do Nasrimento da C. Monleiro.
rt2 Manoel dos Sanios Nones de Oliveira.
543 o Antonio Kimocs do Amaral.
514 ii Paulo Ouintella.
545 Marcellino Jos Lopes.
546 Manoel Gregorio da silva.
5t" n ile Azi-vedo do Vascimenlo.
548 Alves Guerra Jnior.
549 Concalvesda Silva.
550 Nicolao Rodrigues da Cunha.
551 Nuno Mara de Seises.
552 Onofre Jos da Costa.
55.3 Paulino Augusto.da Silva Freir.
551 Pedro Jos Carneiro Monleiro.
555 ii llalbino Jos da Malta.
556 llr. Pedro lluincllas Pessoa.
557 Posthlimo Jos de Araujo.
'558 Prxedes da Fonseca Coutinho.
55'j Pedro Ignacio Vi-llozo la Silveira.
560 Tenenle Pedro Alfonso Ferreira.
561 Porfirio Moreira Alves.
563 Patricio Jos Borges.
503 Dr. Pedro Autran da Malta e Albuqucrque.
564 "i Ignacio da Cunta.
5(5 Roilolfo Joflo barata de Alenla.
56*i Rufino Jos Ferreira de Figueiredo.
567 Rodrigo Tdeodoro de Freittts.
568 Rufino Gomes da Fonseca.
569 '< Jos Correia de Almeida.
570 Sedasliflo Jos de Barros Brrelo.
571 Silvestre Dantas Lima.
572 -i Joaquim do Nascimcnto.
57.3 Simplicio Rodrigues Campello..
574 Dr Simplicio AntonioMavignier.
575 Simplicio .lose de Mello.
576 Silvestre Concalves dos Santos.
577 Maior Sergio Tertuliano Caslello-Branco.
578 Sebastiflo Jos Gomes
579 Silterio Joaquim Martins dos Santos.
580 Tiloma* Pereira Pinto.
581 Tdeodoro Machado Freir Pereira da Silva.
583 Thom Concia de Araujo.
583 Tito Fiok Romano.
584 Thomaz de Aquino Fonseca.
585 Jnior.
586 n Jos de Sena.
587 588 Thom Carlos Pereti.
589 Theotono Tiburcio Cotiro Danta.
590 Vital Bramlfio de Alliuquerque e Mello.
591 Vicente Thomaz dos Santos.
592 VirissimO Aulouiodi> Mallos.
593 Vicente Antonio do Kspinio-Sanlo.
594 Dr. Vicente Pereira do llego.
595 Vicente Ferreira deSiqueira Varejio.
596 Victorino Francisco dos Santos.
F.sta conforme.
o escrivfio,
Jos jfonso Guedet Alcanforado.
ditos de Ignacio Teixeira Coimbra, Francisco das
ChagasCavalcanti Pessoa, Jos Machado Soares.
A matrcula da aula de obstetricia se abre no
1., eser encerrada no ultimo de fevereiro : as li-
ces comeenrfln no dia 15.
Avisos martimos.
Temi o caita da companhia prestado boje contas
administrado, notou esta que ainda se acha em a-
traso o rccolhimento de seis por cento da ultima
prestadlo pedida, e suppondo seristo devido a es-
quecimento. por ver na relaeflo dos omissos os no-
mes de pessoas que coslumavam ser pontuaes, man-
da rogar aos Srs accionistas queiram completar as
suas entradas (setenta eseis por cento) at o im des-
te mez, visto ser preciso remetter para Londres o sal-
do que all se deve, e nfloser justo que o caixa con-
tinu a solTrer empate dos adiantamentos que tem
feilo. Kseriptorio da compandia do Beberibo, 1.
de fevereiro de 1847. O secretario, II. 1. Ftrnandes
IIarres.
A aula publica delatim do bairro da Boa-Vista
acha-se etn seu exercicio, na ra Vclha, n. 55.
I'uMhmmo Iterara.
A obra elementarLicesde Kloquencia Nacional-
pelo padre mestre Miguel do Sacramento Lopes Ga-
ma vai ser adoptada como compendio de rhetorica
no collegio das artes do curso jurdico deOlinda, e
bem assim no lyco, onde o mesmo padre mestre
esta encarregado de reger interinamente a dita ca-
deira durante o impedimento do seu proprietario.
Alm da lojadollecife e da botica do Sr. Barldolo-
meo vende-se na lojaMe livros do pateo do Colle-
gio n 2, a 5,000 rs. cada exemplar de dous volumes
encadernados.
O CARNAVAL.
A par de seu senhor sentado o servo
i Igualilade exprimi dos lempos de ouro ;
Poltica firmando ate nos gostos
n Sagrou-lhe sobre o mar Veneza um templo
Dos trihunaes as venerandas porlas
i Sorriulo-se apparece a liberdade,
E rigor, sujeigflo dalli removo;
k O instante que scus jogos annuncia.
< Da cidade atinada osizo varre ;
i Fnlflo le respeitavel er Veneza
Vestir-se o rosto de emprestada face ;
a Fila ao mysterio da seguro asylo,
n Um morlal mascarado he quasi um nume.
Mr. Doral.
Para o Araraty sabe, com m'uita brevidade,
por ter a maior parte de sua carga a bordo a suma-
ca Carlota, mestre e dono Jos Concalves Simas:
quem na mesma quizer canegarou ir de passagem
dirija-se ao mesmo mestre, ou a Luiz Jos de Sa
Araujo, na ra da Cruz, n.26.
Para Lisboa com escala por Gibrallar pretende
sabir com brevidade o brigue brasileo Hor-do-Nor-
le, cap I fio Antonio Monteiro de Almeida : quem
nelle quizer carregar, ou ir de passagem dirija-se a
ra da Cruz, n. 45, casa de Nascimenlo & Amorm.
Para o Araraty o Mate Nereiae segu viagem
com muita brevidade, por ter o seu carregamento
quasi proinpto : qum quizer carregar ou ir de pas-
sagem dirija-se a ruado Vigario, n. 3.
Para a Babia saldr, at o dia 5 do corrente
mez de fevereiro, a sumaca S.-Anlouio-de-l'adua;
tem parte de seu carregamento prompta : quem qui-
zer carregar ouir de passagem, dirija-se a ru do
Vigario, n. 5.
Vende-se ou freta-se o muito vele.ir brigue a-
mericano Eagle, de ptima construcQflo, encavilhatlo
de cobre e forrado com o mesmo ha seis mezes,quoao
mesmo lempo foi apparelhado de novo, acha-se
prompto a seguir viagem para qualqucr porto, e hede
lote de 110 toneladas: quem pretender dirija-se aos
consignatarios, L. G. Ferreira & C.
Para o Porto sahir com brevidade a barca Ilet-
la-Pernambucana, por ter parte da carga prompta-
quem nella quizer carregar ou ir de passagem, para
o que lem excedentes commodos, dirija-se ao capi-
i o na prai;a, ou a o consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na rita da Cadeia do Becife, n. 51.
Para o Rto-de-Janeiro seguir breve o veliro
brigue nacional //talla; o qual ainda recebe alguma
carga, escravos e passageiros, para o quo tem excel-
lentes commodos: dirijatn-se ao consignatario Joflo
Francisco da Cruz, ra da Cruz, n. 46. ,
Leudes.
Thefttro publico.
O CARNAVAL DE VENEZA
O '
FOLUA REAL.
SABBADO, 13 DO CORRENTE, DOMINGO, 14, E TER-
QA-FEIRA, 16
cm que linda o carnaval.
Nestaslres noitesse representarflo os maisjocosos
dramas, ornados de canturas, e dances de mascaras,
lia alguna anuos era coslumeem Portugal mandar
Vir lia Italia um hbil machinista para por em scena
as grandes pecas mgicas, hein como-o Annel de
Giges-.UbyrintO de Creta-, Mgico de Salerno-,elc.
Moje, porin, cslflo em voga os .Iranias jocosos, ter-
minando com os bailes de mascaras, a que sflo admil-
tidas as pessoas de ambos os sexos, que tiestas tres
noitesse quizerem desenfadar dos trabadlos quoti-
dianos, precedeudo carlflo do director, para seren
adiniilidas as dangas de mascarados; fornecendo-
".es a casa mascaras e vestuarios.
1." drama jocosoo Lugano Nocturno.
2.' o Calolismo.
3." ~o Poeta das Asturias.
DiRQUi
O quiiteto-chinez, a polka, mashurka, escoceza,
monteneln gavota, luiidum figurado, caxuxa e
oulras llancas dos mascarados; cavatinas e duetos
jocosos, e tonadildas. O que tudo sera executado
pela brilhante companhia das pastoras.
ASSIUNATURAS.
Platea, pelas tres noites....... ,noo
Camarotes de lado, por tres noiles, l.'ordem e'ooo
Ditos da ordem nobre, de lado..... 8,000
Dilosda3.'ordem, de lado...... 5^000
Frentes da 1." ordem, por tres noites 9J000
Ditas da ordem nobre, por tres noites .15,000
Ditas da 3." ordem, por tres noites .... 8,000
Pagos adiatilados Ao thealro.
Joflo Keller .v Comnanhia faro leidlo, por in-
tervene.lo do correlor Oliveira de um soberho sor-
l metilo das melhores fazendas as mais proprias para
animara concurrencia de seus freguezes e de oulras
muitas avariadas, por conta e risco de quem perten-
cer: sexta feira, 5 do corrente as 10 horas da roa-
nhSa em ponto, no seu armazem da ra da Cruz.
O correlor Oliveha tara leilflo, por conta e ris-
co do quem pertencer, do biate nacional stndorinha,
fondeado defronte do caes do Collegio aondo os
prelendentes podem ir examina-lo com anteceden-
cia sendo en. um s lote o casco, apparclho todo o
panno, 4correntes, 3 ferrse 1 ancorte, lancha o
diversos objectos pertencentes ao mesmo hiate,e
constantes da relacSo que ser patente: sabbado,6
do corrente, as 10 horas da nianhfla, 110 largo do
Corpo-Santo.
O corretor Oliveira faraleiino, por conta e ris-
co de quetr pertencer, e em ums lote','do casco,
mastros, gurups ancorase correntes da galera
l'htbe regularmente condemnada neste porto, on-
de se acha e os pretendemos podem ir tudo exami-
nar com antecedencia ; e assim mais, em diversos lo-
tes do veame, cordoalha e mais ulensis do inesuio
navio, aduellas careos de ferro para pipas, etc.:
sabbado, 6 do corrente as 10 horas da mandfla no
armazem do Araujo, 110 becco de Manoel Luiz Con-
calves no Recife.
Aviso (II VCl-.su.>
- O vestido da senhora ainda n.1o chejiou, disse
slruia jantar preparado para o cabelleretro esfriasse, eque
mo se esse artista nflo licassesalisfeito. Mandou, portento,
., como se um ci ta 10 a sua casa preveni-Io de que a sopa esta-
a frivola moda, echo das paixes sociaes que solapa- .....
IV tr^^SV^T KZar t"?' Tlli''; '-o '^ado M.ropr; tn^d^ .b ]
m\ nZ* SCal"d" "'a,s 8,"isl,', quebaviaaln.iado que seu .narido acabava de sa'
. iP.Hln^ J ,h luizesae annunciar hir, c que se nf.o era anda chegado, nao haria duvi-
Li6"''" TC1.^"I!0"*"!?*' V!"?,n a eal'^*. da ao menos de que eslava em Lninho
deviam orna-las com exagerac.flo, eeleva-ias o oais
posstvel acuna dascabec,ns vulgares.
Para enraucar esses bellos cabellos, levanta-los
que eslava em caniinho
Bom, disse Dubarry, lera encontrado algutn
embaraco decarruagmn. Esperemos.
Dentis, ainda n3o ha risco algum, disse a con-
. -Jieapu,
a criada, ea mana da senhora sabio, ha de minutos,
para ir mesma procura-lo.
Ah' disse Dubarry, alii ou^o arruido de carro,
he sem duvida o nosso coche que trazem.
Engaava-seoviscode; era chon quom cntrava
na sua carruagem, tirada por dous cavados nadando
cm suor.
O meu vestido gtilou a condessa.quando ain-
da Chon eslava no vestibulo, o meu vestido !
Pois elle ainda nao cltegou ? pergunlou Chon
asombrada.
Nao.
Obi est bem, 11S0 pode tardar, continuou
Chon tranquillisando-se, porque a modista, quando
subi em sua casa, acabava desahir em carruagem
com duas de suas coslureiras para provar e ajustar
o vestido.
Com efTeito, disse Joflo, ella mora na ra do
Mac, e a carruagem de aluguel nao pode andar 13o
depressa como as oulras.
Sim, sim, porcerlo, dis entretanto livrar-se de certa inquietacao.
Viscoude, disse madama Dubarry, mandemos
alguem vOrocoche, para ao menos desse lado nflo
eslarmos a espera ?
Tem rasflo, Joanna.
E Dubarry abri a porta.
Vito buscar o coche em casa de Francian, disse
elle, elevetn oscavallos novos, porque ficain logo
promptos.
O bulieiro eos cavallos parliram.
guando o tropel dellus se comecara a perder na
dircccQo da ra do Sailtt-Honor, ontrou Zamora
com urna carta.
Carta para ama Barry, disse elle.
OMDADOR.
O 11. 153 sabio hontem, contendo diversas repre-
sen taces sobre eleices, um artigo em resposta ao
Dtano-Novo, e mais duas correspondencias impor-
tantes. Vende-se na praca da ludenendeucia, ivra-
ria, ns. 6 c 8.
=>Uma senhora de bonscoslumes so e.icarrega da
criacf.o de meninos de peito impedidos edesimpe-
dtdos, e lambem recebo meninos para desmamar,
no que promette esmerar-se : quem de seu pres-
titno se quizer ulilisar dirija-se a ra Augusta, na
loja do soluado novo que tem a fenle cor de
chumbo. Na mesma casa vende-se utn horco ainda
em bom uso.
Oftercce-se um moco portuguez, de 18 a 20 an-
nos de idade, para caixeiro de ra ou escrita, do
qun tem bastante pratica, e escreve soTrivel: quem
precisar dirija-se a ruaestreita do Rozario, depo-
sito do bolacha, n. 39, ouannuticie.
Aluga-se urna casa na ra dasTrincheiras, com
tresquartos, duas salas, quintal murado, cacimba e
portflo para o becco da Gamboa : na praca da inde-
pendencia, livraria, ns. 6 e 8.
Quem a trouce ?
Um homem.
Como, um homem! Que homem era i4
Utn homem a cavado.
E porque l'a enlregou elle a ti ?
Porque Zamora eslava i porta.
Lea, condessa, mais vale 10-la do que estara
questionar.
Tem rasflo, viscode.
Quoira Dos nflo tenha ella alguma cousa des-
agradavel. murmurou o viscode.
Oh nflo, respoudeu a condessa, he alguma pc-
ticflo para S. magestade.
0 papel nOo est dobrado em forma dpreque-
runente
Na verdade, viscode vosse ha de morrer de
medo, disse a condessa rindo.
E rasgou osobscripto.
Aolr asprimeiras linhas, soltou ella um grito
horrendo, ecBhio sobre a poltrona quasi-morta.
Nem cabellereiro, nem vestido, nem oochc!
disse ella.
Chon correu condessa, Jo3o precipilou-se sobre
a caita.
Era a lettra miuda eem n; por conseguinte de
mulher.
Minha senhora, dizia a carta, nflo seconlie em
ninguem; esta noite nflo lera V excellencia nem ca-
bellereiro, nem vestido, nem coche.
.1 Espero que este aviso Ihe chegar em lempo op-
portuno.
Nao me descubro, para que mo nSo fique em
obrigaeflo. Adivinhe, sn quizer conhecer urna since-
ra amiga.,9 *
t- Aj! esto he o ultimo golpe, bradou Dubarry
desatremado. Com mil equinheniosdiabos I Eu fa-


JoloVaz deOveira embarca para oRio-Cran-
, "lo-Siil a sua escrava Engracia, de na(*!o Baca.
_ Manoel Coelho da Fonseca, subdito portugus,
rct7ra'-se para Portugal.
A profesora particular que mora ctn o segundo
.miar do sobrado n. 16, defronte do theatro velho,
', soientc aos pais da suas alumnas, e a quem con-
i-r nuc recebe pensionistas meias-pensionistas e
.'ue'nias, e que so achara no exorcicio do seu magis-
terio do dia 8 do correte om liante.
rccisa-sealognr urna preta para fazer o servico
1 ari o de urna casa de pouca familia: a tratar no -
iCrro-di-Boa-Vista, loja de trastes, n 12.
Sorvele.
0 dono da casa de sorvete do Aterro-da-Boa-Vista
mrtuipaaos seus amigse freguezes.lqHcdeixoude
preparar sorvetes estes dias, por causa das Testas de
s Amaro e Poco, pois que infallivelme.nte tcria ues-
tes das pouca extracco, poique muitas pessoas sa-
hiram pBra as festss ; porem boje contina a prepa-
rir celados de varias fruclas, e prometi fazer as
diligencias possiveis para merecer a mesma confian-
ca las pessoas que o tcem honrado e'protegido. A ca-
sa estar aberta das 5 horas e meia da tarde at as|10
danoite.
__ precisa-se de urna ama de leite forra ou es-
rrava : na ra da Trempe que vai para o Mondego,
sobrado de um andar, n. 5. ....
Aluga-se um escravo bom trabalhador de pa-
daria : na Boa-Vista, ra do Pires, u, 23.
__Joaqun*) Francisco Bocha deixou de ser cai-
xeirode iogo Jos da Costa desde o primeiro do
oorrente. ......
fin homem casado, com pouca familia, se otle-
rcre para caixeiro de qualquer eMabeleciment,
desde as G horas dfmanhla as 6 da larde: quem de
seu prestimo se quizer utilisar dirija-see. ra da
(loria, n. 55.
a preta que annunciou querer servir em urna
casaestrangeira, querendo ir para urna brasilcira ,
cuja Tamilia consta de duas pessoas e urna crianca
depeito.dirija-seacasa nova da esquina que lica
detronteda ruado Hospicio, aonde aceila-se tm-
benla Portugueza que lambem annunciou querer
servir de criada.
Antonio Luiz do Amaral e Silva mora no hair-
roda lloa-Vsta, ra da Saudade, casa da esquina,
defronte docaminho que vai para o Hospicio.
I)eseja-se fallar como Sr. Ignacio Paulino da
Cunha, a negocio que Ihe diz respeilo : na ra do
Cabug, loja de miudezas, de Garca Chaves.
Joo Vicente da Silva Costa, professor de phi-
losophia e geometra do collegio das artes, faz pu-
blicquea matriculado geometra se acha aberta,
e que quem a pretender dirlja-se a ra de Malinas
Ferreira terceiro sobrado do lado do Norte.
Precisa-se de um menino pardo, ou de outra
qualquercdr, para criado : no collegio S.-Antonio.
Pagar-se-ha hem conforme o ajusle.
Precisa-se de urna ama que tenha bom leite,
e que seja parida de pouco tempo : na praca da In-
dependencia, loja n. 1.
Luiz Caetano Borgesc Manoel Jos Moreira tecm
de commum acord dessolvido a sociedade que ti-
nham na taberna, sita no largo do I.ivramenlo, n. 8,
sol a firma de Borges & Moreira desde o dia 31 de
Janeiro do correnteauno : (cando a cargo do socio
Moreira a liquidadlo da extincla firma.
Antoruo Joaqun) Tavares dos Santos roga a
quemse julgarseu credor, deapresentar suascon-
tas no prazo de 15 dias na ra da Cruz, n. *3.
20,000 re, de gralificaciio.
Roga-se a quem forofferecido um relogio de pra-
ta patente inglez, com traneelim de borracha e pas-
sadorde ouro, que, consta, fura furtado por um pre-
lo haja de appreiende-lo e leva-loa ra do Tra-
piche n. 34.
Est tratada a rompa do terreno e casa de
Manoel Marlinsde Almeida detras do ('.armo desta
cidade : quem tiver algum direilo a tal propriedade
annuncie por esta folha no prazo de 3 das.
~ Aluga-se o terceiro ailar do sobrado da esqui-
na da ra do Rozario del'ionteda igreja : a tratar
na ra dafCruzes, n. 11.
Precisa-sede um trabalhador do masseira : na
padaria da ra larga do Rozario, n 48.
SOCIEDADF. TIIEATBAL MF.LPOMF.NENSE.
O primeiro secretario avisa aos socios que, mo
leudo silo possivel effectuar-se a recita marcada
para o dia 1 do correnta, por causa de um incove-
nienle forte, licou ella transferida' para sabhado, 6
do mesmo. Podern os socios procurar seus bilhetes
no lugar do coslume.
Offerece-se una mulher para ama de casa de
homem solteiro, ou pouca familia ; boa enzinheira
quem de seu prestimo se quizer utilisar, dinja-seao
becco ilo Azeile-ile-l'eixe, casa n. 14
Na ra do Queimado, n. 15, no primeiro andar,
ensinam-se meninas a 1er, escrever e contar; gram-
matica portugueza, costuras, lavariulo, bordar, mar-
car, e costura cha.
couma inorte' No temos cabellereiro Passaora!
arranco as tripas a esse bregeiro de l.ubin. h com
elTeitoJa sosele horas e meia, o elle nflochega. Ls-
toudainnado! amaldicoadodiaho !
E Dubarrv, que uo era quem ia nessa noite ser
apresentad, agarrou os cabellos, e delles arrancou
urna nulo cheia. ,.i
A cousa he o vestido he o vestido, mcu Dos!
exclamou Chon. Um cabellereiro anda se pode
'sim, ha deachar! desafio-a para dcscobri-lo,
s se fr algum carrasco. Al)! se cui Uvera um raio I
matava ludo! com mil legros de diabos.
Nada dizia a condessa, mas sollava suspiros que
teriam enternecido os proprios Choiseuls, se elles o
podessem ouvir. '.
Ora, bem, tenhamos alguma prudencia e cal-
ma disse Chon. Procuremos um cabellereiro, vene-
mos a casa da modista, para saber o que he felodo
1- Nem cabellereiro! murmurava a condessa a
expirar, nem vestido' nem coche!
__He verdade, nem coche! exclamou Joo : tara-
bem elle nflo apparece, c devia aqu estar Oh isto
he urna conspiraeo, condessa. Nao far Sartines
prender os seus autores ? Mau|>eou nilo os mandara
enrorcar3 N3o serlo os cmplices qteimadosn'uma
oraca Dublicn? Fu quero fazer rodar vivo o cabelle-
reiro, alanazar a costureira, esfolar o segc.ro.
Nontanto havia a condessa tornado a si, masera
oara maissentir o horror da sua posicuo
-Oh! desta vezestou perdida, murmurava el a
a genteque peitou Lubin lem muito d.nhc.ro, e ta-
rto ai redado todos os bons cabellere.ros de Pars.
S se achara algum burro que me enmarahe i ca
bellos..... E o meu vestido! meu pobre vesUdo......
Aluga-se urna preta por dez mil ris mensaes
para o seryieo de urna casa : na ra do Qtfeimado,
n. 9, terceiro andar.
Antonio de Vasconcellos Menezes de Drum-
mond, tendo de relirar-se para o Rio- vapor S.-Sebasli/io, e uo podendo pessoa I mente des-
pedir-sede todos os seus amigos, pede-Ibes por isso
desculpa, oferecendo-lhes o seu diminuto prestimo
naquella capital.
Quem precisar de um homem para seradminis-
Iradar ou caixeiro de ngenho, e que ao mesiuo
tempo pode servir para o ensino de piimeiras lettras,
para o que lem as habilitar-oes precisas, dirija-so a
ra estreita do Rozario, botica n. 10, que -.chara com
quem tratar, ou annuncie por esta mesma folha,
para ser procurado. O annunciante te ni pessoas que
abonam a sua conducta.
D-sedinheiro a juros com penhores de ou-
ro e prata rebatem-se sidos e ordenados menos
aos que costumam vender um ordenado a mais
de-urna pessoa : na ra do Rangcl, n. 36, primei-
ro andar.
Jos Antonio Fernandes faz publico, que por
haver outro de igual nome.de hoje ern diante se as-
signar Jos Antonio da Costa Fernandes".
Quem annunciou querer fallar a Antonio Fran-
cisco de Medeiros, dirija-se a ra do Rangel, Iota
n. 37.
Aluga-se um sobradinho de um andar, com
muitos commodos para grande familia quintal c
cacimba, sito na ra Augusta dolado da sombra:
a tratar na ra do Crespo loja n 15.
lima pessoa que tem muito boa lettra se in-
cumbe de tomar para copiar toda e qualquer es-
cripturaeo, medanle um preco assaz rasoavel, com
muilo asseio c promptido : quem de seu prestimo
se quizer utilisar annuncie. A mesma pessoa tam-
bem pode tomar para fazer em sua casa encommen-
das de enfeites para msica frontispicios de livros,
ele.; ludo com muito asseio e brevidade
Manoel Pereira Caldas retira-se para a Europa,
a tratar de sua saude levando em sua companhia
sua senhora, urna preta o um prelo para seu servico.
Joaquim Lopes de Almeida embarca para' os
porlos do Sul o seu escravo Joaquim, de nacilo llen-
guella.
Adverte-se a quem pretender comprar a tena
entre as duas pontos da estrada da Magdalena, an-
nunciada com 100 palmos de frente c 500 ditos de
fundo, pelos hartosns 21, 22 e 23, que, no que-
rendo envolver-se em questes judiciarias, deveri
antes entender-so com o morador da casa de sobrado
n. 18 da ra Velha
Ferreira *; Braga socios de um estabeleci-
mentodelojadeselleiro e cujeos tiesta praca na
ra Nova, ns 24et3, fazem scieute aos credoresda
mesma que ellesamigavelincnte dissnlveram a so-
ciedade que tinham em ditos eslabelecimentos, no
ultimo de Janeiro deste corrente anuo; por isso
que, ficou a cargo o mesmo estabelecinienlo do so-
cio Domingos Jos Rodrigues Braga responsayel
que lica a satisfazer lodo o passivo que a dita socie-
dade at aquella data dove nesta praca debaixoda
mencionada firma assim como lica aulorisado a re-
ceber lodo activo, que qualquer deva aquella socie-
dade: e para constar ao publico fazem o prsenle an-
dancio. Recife, 29 de Janeiro de 1847.
Ferreira o; traga.
Domingos Jos Rodrigues Braga socio que fo
na firma de Ferreira & Braga, faz ccrlo que dissolveo
a sociedade que linha com Joaquim Candido Ferreira
as duas lojas ns. 24 e 43, na ra Nova desta cidade;
porlanto uor lodo o passivo que a mesma sociedade
houver de dever at aquella dissoluco elle he o
nico a responder, como juntamente em rece-
ber todo o activo que aquella sociedade qualquer
pessoa deva: e por isso faz o presente annuiicio.para
assim constar.
Domingos Jos lloilrigues Braga.
Joo Francisco da Cruz embarca para os Por-
los do Sul a sua cscrava de nome Cosma crioula
Da-se dinheiro a premio com penhores, mes-
mo em pequeas quaulias : na ra do Rangcl, n 11.
Antonio Jos Zacaras de Carvalbo avisa ao
respeilavel publico que ninguem contrato com I).
Francisca Maria de Carvalho e Sa viuva que ro do
Antonio Jos Poreira de Sa ou seu mando Domin-
gos Jos Dias de Oliveira a respeilo de bens alguns
qur movis qur de raiz; porque, estando ella
na posse dos ditos bens deixados por seu finado pai
Jos Zacaras de Carvalho at o presente uo con-
cluio o inventario a que deu principio, por ser cha-
mada a juizo pelo annunciante.
Domingos Jos de Lima, mes-
tre alfaiate,
e bem condecido nesta praca, aeha-sc com cstabcle-
ciinentodeseuonicio, oqual lem pcrfeito conlie-
cimenlo das ultimas modas, e esta prompto a fa-
zer qualquer obra, tanto de homem como de se-
nhora com a maior pcrfeicSo possivel, na ra do
Queimado, n 1, casa em que morou a viuva do Bur-
gos- ____
fabrica de machinas e fund-
cao de ferro na r"a do
Drnm, no Recife.
Me Callum k Companhia, engenholros machinis-
tas e fundidores c ferro, mu lespeitosamente ai
Companhia gera?
da agricultura das vinhas do
Atto-Douro.
O amixo asotanado, hgenledeati com-
ambnco, acaba
tas c fundidores c Ierro, mu rcspeitosamenle an- ; ._.,-
>iunciam los.firs. proprietariosde cngeiibos fazen- panilla nesl8 P'."/" 0( I Wl
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeilavel tJe recclxrpela barra nrlla-
publiro, queomu estabelecimenlo de fero, mo- ,P,ess) de vinlins .
iiui.mu, (|ue o seu esianeiecimeiiio m icnu, mo-
vido por machina de vapor.se acha em eflectivo
xeroteto, e completamente montado com appare-
Ihos do primeira qualidade para a perieita coiil'cc-
?o das ii'aires pecas de macliinismo.
PeivambucU'
na n>a remessa lie v'mlios da-piella coin-
panliia depois que ella fot rebabilitada
pela legislatura de Portnaalj e dotada com
va-
, ele.
odas ii'aiores pecas de macliinismo. | J. ,. i i j_ .l ^l.,,l ,1.
Habilitados para emprehender quaesquer obras da fundos puL'IlCOS pela le de 21 de ni)ru iic
sua arte, Me Callum Companhia desejam mais \%\'\ i|8rn levar a todos OS mercados 08
particularmente chamar a altenco publica para as .. ,.;,.iiri ,,; < nn-
segu.ntes, por sercm ellas la maior extraccSo nesta padioesc balisas do Vinho genuino e pii
provincia, as quacs construidas na sua fabrica po-
dem competircom as fabricadas em plil eslrangei-
ro tanto em preco como na qualidade das materias
primas e mito d obra, a saber
Machinas de vapor.
Moendas de caimas para engenhos movidas a
por, por agn-, ou animaes.
Bodas d'agoa c serraras.
Manejos inilepcndentes para cavallos.
Bodas dentadas.
Aguilhes, bronzes e chumaceiras.
. Cayilhes c parafnsos ds todos os tamaitos.
' Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhosde mandioca movidosa nio ou por
macs e prensas para a dita.
Pogea e fornos para cozinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas e de repuso.
Guindastes, guinchse balancas romanas.
Prensas hvilrauliras c de para luso.
Kerragcns para navios, carros, obras publica
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas c de sellar.
Camas de ferro, etc.
Alen> da perfeieo das suas obras, Me Callum >v
Companhia garanten) a mais exacta conformidade
com os mldese desenhos remet idos pelos Srs que
se dignaren) de fazer-lhes encomnwndas; aprovei-
tandoaoccasiopara agradecer aos seus benvolos
amigos e freguezes a preferencia com que leeni si-
do por elles honrados. e assegurar-lhes que uo
pouparo esforcos nem diligencias para continua-
ren) a merecer a sua confianza.
= Aluga-se una preta para alguma casa eslran-
geira a qual cozinha bem lava c engomina com
perfeieo: quem a pretender annuncie.
-Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com optunose muito asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alujar dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
r Jiieiulbo Soarcs de Menezes faz sci-
ente ao respeilavel publico dcsla cidade,
e principalmente aos seus freguezes, que
a loja de alaicte sita na ra Nova n. ?6,
por elle administrada, mudou-se para a
mesma roa, n. 35, ao p da fabrica de cal-
Oeireiro do Sr Leal, onde so acha habili-
tado a fazer toda e qualquer obra de al-
faiale, con loda a per'cicao e presteza.
-- OSr. Joaquim Alhanazio de Araujo Lima nuci-
r dirigir-se a ra da Cadcia do Itecife, loja de Joo
da Cunta, pois muito se Ihedeseja fallar a negocio
de seu inleresse; ou queira annunciar a sua inorada,
para ser procurado.
Precisa-se de um caixeiro para urna venda ; de-
tras da riostra da Boa-Vista, n. 2:., se dir quem
precisa.
Desapparcccii, nodia 36 de dezembro passado,
urna cscrava coriboa, chamada Fleulena; altura re-
gular, cara larga e com algumas besigas, nariz gros-
so, corpochcio; com mareasde relhonascostas, ainlar
vagaroso, e Tallas puncas : ruga-sea quem pega-la,
que I leve a roa do Queiniado, u. 8, que rci'elu'ia i .
2:>,000dcgralifica?o.
Ai renda-sea propriedade do padre Manoel do
Muro lias Cinco-Ponas COTO muitos commodos ,
e grande quintal: i tratar na ra doQueimado, loja
1). 18. ... ..
Precis'a-sedcquatroconlos e quiubi-nlos mil
rs a um por rento ao mez, com seguranca em um
predio nesta praca no valor de doze contOS de rs. :
quem tiver annuncie.
Alugam-se ou compram-se dous pelos, sendo
bous e robustos para o servico de padaria : na pada-
ria do Manguind, n. 51.
Quem precisar de urna moca portugueza para
criaJa de alguma casa eslrangeira aniiuncie.
Francisco Malaquias Soares Ciesleira Taz pu-
blico ja ter dado principio a sua aula na Magdalena ;
assim como que leccionara em casas particulares em
o mesmo lugar.
Eo mcu coche novinho do trinque, que havia de fa-
zer arrebolar tudo de oveja 1.....
Dubarrv nada responda ; rolava terriveis nios, e
ia esbarrar a lodos OS ngulos do quarlo, e todas as
vezes que encontrava um movel, fazia-o em pedacos,
e se estes Ihe pareciam muito grandes, esnugalhava-
os anda mais.
No meio desta scena de consteinaeuo, que do quar-
to passava as ante-camaras, e deslas ao pateo, cm-
quanto os lacaios alordoados por vinte ordeus dille-
rentes e contradictorias, iam, vinham, cornnliam,
chocavam-se, um mancebo de casaca verde, jaleco
desetm, caleo cor de lirio e meias de seda bran-
cas, dcscia de um carrinho, transpunha o limiar da
abandonada porta da ra, atravessava o pateo, sal-
lando de pedra em pedra as pontmhas dos pes su-
biaaescada, evinlia bater a porU do gabinete de
V''joflo ia esmagar aos ps um apparelho para cha
de porcellana de Sevres, que se l.avia embaniCado na
aba da casaca, emquanto elle ev.taya a queda de
un grande vaso japouez, aoqu.l l.av.a .cenado um
01 OuTi'o-sc bater, branda, discreta c modestamente
tres pancadas a porta.
Houve grande silencio. Tal era o estado deexpec-
tativa em que todos se achavam que ninguem se m-
mou a perguntar quem bata. jM-nii-1u4u .
~ Queira penloar, d.sse urna voz desconhecida ,
desejava fallar a senhora condessa DuDarr>.
- Mas no se entra assim, d.sse o porte.ro qi c
havia corrido aps o desconhecido, para impedi-lo
deiradianle. ,._,_,
Esprela, dase r-ubarry, peior do que temos
uo nos pode acontecer. Que quer o senhor a con-
dessa ?
.o do Allo-Douro, gernlmenle conhecido
pelo nome do vinbo do Porto, fllim de
servimn de guia ao coininercio. hsta
remessa. (oda de vinbos da mais escolhi-
da qualidade, deve olerecer aos Srs. con-
sumidores, nao s a certeza da sua pu-
reza, mas tambom o Ivpo verdadeiro do?
excellenles vinbos do Porto. Espera,
pois, o alaixo asaignado que os Sis. con-
snniidoies se dirigirlo ra daMoeda.ar-
mazem I) 7, para trularem do ajuste de
qualquer poxao que dcsejaiem.
/I-.Ionio I-marisco tli- Montes.
.Na ra Formosa, esquina da l'niilo prccia-se
de um criado e de una criada.
Aluga-se urna boa casa terrea, com i qurlos,
t Salas, quarlo separado para prelos e rasa para ba-
ldo, grande quintal com parreiras c gueiras, ro-
manzeirase inuilas mais arvoresde fruclo; com ca-
cimba d'agoa do beber, a melhor que se tem visto;
no principio da estrada dos Aducios, pegado ao sitio
que fui da Sr. I). I.aurianna; nutra casa terrea com
solo corrido muito arelado, no becco do Serigado :
trala-se na ra da Cadvla do Recife, n. '-'.'>.
Ko boliquim da Cova-da-Onca na ra larga
do Rozario n M, conUnuam 1 vender bichas do
.isboa e de llespanba em qualidade iguacs as de
llamburgo grandes erscnlhidas, a640rs., e as
immedialas, a WO rs. ,e as pequeas, a ico rs.: em
porgos se darfio mais em conta.
NOVA ALL DE I." LFTTRAS.
Oabaixo assignado, tendo aberto em sua casa na
ra do AragflO 11. -'7 urna aula, onde, alm do ensino
correlo de prinieiras letlras, se dflo liedes de gram-
il tica das lingoas nacional, latina e Iranceza, con-
tinua na mesma aula a receber alumnos externos,
pensionistas, e meios-pensionisUs, empregando tan
to no ensiiio, como no tralamento, desvelado /elo.
e rariiilioso cuidado.
Jos"1 Xavier austtno 'amos.
Precisa-se a lugar um andar que tenha commo-
dos para urna familia, em alguma ra das principaes
do hairro de S.-Antonio prelerindo-se casa que te-
lilla um s andar : quem tiver annuncie.
K Joao abri a porta com urna mo que leria der-
ribadu as portas de Gata.
Odesconhecido evilou o choque com um salto pa-
ra Irs, o pondo-se em lerco 1
Senhor, disse elle, quizera olfercccr o rneu
prestimos senhora condessa Kubarry, que supponho
acbar-se do ceremonia.
K que prestimo. senhor meu ?
11 ila minlia prolisso
Qual he sua prolissiio i'
Sou cabellereiro.>
K o descoiihecido fez segunda cortezia.
Al)! exclamou Joo, saltando aos abracas SO
rapaz. Ah I Vn. he cabellereiro? Futre, meu amigo,
ntre!
Yenha, meu charo senhor, venha, disse t.non,
tiavando do braco do mancebo estupefacto.
Um cabellereiro exclamou madama Dubarrv
levantando as mitos ao co L'm cabellereiro isto he
um alijo Quem o mandn ca foi l.ubin?
Ninguem me mandou. I.i em urna gazeta, que
a senhura condessa era a presentada esta noite, e dis-
se com os meus botoes : E se a senhora condessa nao
tivessecabellereiro? no he provavel, mas he possi-
vel :ovim al aqu
Como se chama ? perguntou a condessa, um
pouco fria.
Leonardo, Kxma. senhora.
Leonardo? Vm. no he conhecido.
-.inda no. Mas se V. excellencia aceitar o meu
servico, se-lo-he amauha.
He que, disse Joo, ha mulla difTercnca enlre
pontear e pentear bem.
__Se a senhora condessa nilo confia em mim, re-
liro-tne.
He que nilo temos tompo para experiencias,
disse Chon.
Compras.
Compra-s um cabriolezinho em se-
gunda raflo : quem tiver annuncie-
_ i.iinbeni se aluga.
Compra-se o Velho da Monlanha : nesta 15 -
''"l^'conlpra-so nina casa pequea em qualquer das
rua desla cidade : quem tiver annuncie.
__Compra-se o diccionario de Moracs da ultima
edieo, usado : na ra do Collegio, n l.
Compra-se cobre a 5 por cc.ito ou mais : no ra
larca do Hoza rio loja de miudezas .1. 35.
__Compra-se ouro, anda mesnioem obras que-
bradas : na ra do ttagel 11. 11.
Anda se continua a comprar cobras de viailo
vivas para remedio: na praca da Boa-Vista, n. 39,
segundo andar. ______________
Vi'iilas.
Vende-se um nielbodo de piano
por Ad8o,em meio uso : na ruada Sen-
zalla-Velha, a. 50,
\ eodem-se barricas e inalaa ditas com faiinha gal-
-Pga.......i mpi ion ; barricas e niela tilas com cal
rlrerm de Lisboa barricas com poUasa branca eprett;
rechaduras para noria deannatoin penelras oe rame;
rodat.de arcos para barricas bichas de llamburgo:
ludo por pceo coutmodo : na na do Vigano
tem o. ''
ariua-
K para que experiencias exclamou o mancebo
em um momento de enlluiaiasrao, e depois de haver
dado urna volta em torno da condessa. Sei minio
bem que a senhora condessa deve attrehir todos os
Oihos pelo seu pcnleado. Tamhem. ja depois que con-
tniplo a senhora, iiivcntei cu um ornato, que eslou
bem ceitolao mais maravillioso elleilo.
i; o rapaz fez com I mo um gesto de conliauca em
si proprio, (|iie comecou a ino.er a condessa, c a
volver a espranos ao corceo de Chon e Joo.
__ Ah de veras? disse a condessa, maravilliadu
ilo desembaraco do mancebo, que tomava Io ancha
oostura, como so o proprio l.ubin Tora.
Mas, primeiro que ludo seria preciso que eu
visse o vestido da senhora, para por em harmona os
_ Oh o meu vestido! exclamou a condessa, re-
orada terrivel realidade, o meu pobre vestido!
Joo baleu na testa.
Ah' lie verdade! disse elle. O senhor no
magiua que odiosa cilada nos tizeram !.... furaratn-
no vestido, costureira, ludo -- Chon mmha que-
rida Chon I ,.
K Dubarrv cansado de arranear os cabellos, poz-so
a solucar.
Se lu voltasses a casa della, Chon ? disse a con-
dessa. .
Para que, se ella sabio para vir ca f
__Ai! murniurou a condessa deixando-se cahir
para tras na poltrona, ai! De que me sorve um cabel-
lereiro. se no lenlio vestido ?
Nesta momento relinio a campanhia da porta. O
guarda-porta n-ceioso dequo so introduzisse ainda.
alguem, como acabava de acontecer, havia o3o so
cerrado ambas as bandas da porta.cocheira, como
tamhem corrido lodos os ferrolho*.
iCvnttnuar-st-ha.,

^^m


9

i
Na loja de Guimares Se-
ra fi:n 8c Compartid i, c nronte
ao arco fie S -Antonio, n. 5, ven-
dem-se lencos de vapor, de pa-
tn") es modernos, pelo barato pre-
go de 480 rs. cada um ; lencos
franceses de cores finas e fixas ,
fhgfirfo seda a 480 rs. cada um;
bn'ra escto ranc.-z trancado, de
puro linlio, a 720 rs. a vara.
= Vrnde-r potassa branca de superior qnalldado,
em barr pequeo ; rin cana de Matlifii Austin A
(.ampanhla, na na da Alfanilrgn-Vplha, n. 36.
= \ i'iiili-in-si- iiiiirinl.is ib' ferro para pngenhns de a-
lucar, para vapor, agua e tiesta, de diversos tamanho,
por proco c.iiiin.odo p Igualmente taita do ferro coarto
e batido, de todos os tamanhos: na praca'do Carpo-San-
to, n. II, em casa dr Me. (.almont Lompanhia, ou na
ruado Apollo, arinazem, n. 8.
CARNAI'BA.
No armazem do farinha do enes do Collegio, con-
f milli-SO n VPCflnr fnrrt ,l<* n......'.!.. ~__ ____. __..
M
pretas, de seda e algodao, de encllente
qualidade, nn Oa do Trapiche, n. i6
AVISO
aos Srs.de envendo
/Va na do Crespo, loja o. 12,
ele Jos Joaqun da Silva
llaV', vendein se
cobertores de algodfo, muito encorpados; proprios
para escravos; bem como urna fazenda de Hubo a
mitacHo de estopa, fintee propria para roupa de
escravos o saceos para assucar; tudo por preco mui-
to barato.
Fari nlia.
Vende-snfarinha muito superior, em saccas,
por proco muito rommndo : na ra Direita, n. 9.
Vcndem-se 4escravos, bous para o trabalho
decampo, entre ellos um he bom carreiro ; um
Ihar o botar sentido a um sitio; um pardo de 20an-
nos, muito lindo pagem ; dous moloques um de
10 huios, eooutrodo 15; 4 escravas mocas que
servem bem a urna casa e vendein na ra; urna dila
que engomma rosee roziuha; duas pardas, sen-
do una dolas boa para ama de rasa: na ra do Cres-
po, n. io, primoiro andar.
Vendem-se oculos azues de 4 vid ros, de pa-
tente viudos lia priuco de Inglaterra por serem
enenmmondados, folios pelo mollior autor que all
existe, o que servem para encobrir qualquer defei
tonos ol los por doencas, para viagens, ler de nou-
le, anudar, etc., porque osseusvidros servem pa-
ra todas as vistas, o toem a propriedade de nfo can-
sa rem : na ra larga do Rozario, loja de miudezas,
do l.ody, n. 35.
Vrndc-se,
Na rita das /.arungriras n. ti segundo
andar,
um mnleque de naco, de 16 anuos,
muito esperto e ile bonita figura; um
dijo de 18 anuos, milito forte, hu-
milde e de bonita figura ; um preto de
nacilo, de 38 anuos, muito sadio e forte,
proprio para o servio, do urna casa por
ser muito diligente ; um dito bom ca-
noeiro, de 38aiijios; urna preta de 36
anuos pouco maisou menos, muito di-
ligente que lava de salmo e varrella e ro-
ziuha o diario de urna rasa; um pardo rrj
ile eloganto figura de milito boa con- (M>
durtajlodos se vcndoni muito em oonta,
que be para liquldacflo decanta*.
.. i ------. ........ .v ., j iw v.uucjiu, culi- *'c liiuiiu cute CIICS 11111 lio liom earrnrn um
mZ*ZZrZ2^ canm'"",,1 p,r preV cr- rrl" 4?4 "" "hS S;.*
mooo tantocm porcoes como a relalho o boche- "-----
gada agora urna porco da melborqualidade que tcm
apparecido. '
A :?#00 rs. oeovado!
>Ta loja de Gnimares Serafim
& Compartida ,# confronte ao ar-
co de S.Anl(iiio, n. 5, vendem-
se casimiras francezas, sem peU
lo finas de lindos padroes e
pretas pelo barato prego de 2500
rs. o covado ; ricos corles de cha-
l de la e seda, com barra, a doze
milis, o cite.
Vendc-seazeitefinodegerselim, para comer e
para luz no deposito de azeile de carrapalo na ra
daSeuzalla-Velha, n.110.
VELAS DE CERA DO RIO-DE-JANEIRO.
Vende-seeomplelosortimentoilcuii.a a 16 o bo-
giasde4,5e6 : no armazem do Alvos Vianna na
ruadaSenzalla-VcIha, n. 110
Vende-so, ou permuta-so por um sitio porto da
praca urna exeell.nl* isa terrea con. bstanlos
eommo.los para nina grande familia, sita ncsla pra-
ca : na ra Imperial, n. 9.
Na roa do Crespo,
loja n. I '2,de Jos loaqwiu.
da Suva l vende-se superior sarja preta bespanhola ; nnbreza
rxa, muito supeiior e muito propria para capas
doSr. dos l'assose nutras irmandades; ricos corles
de seda para vestido do senhora ; mciasdeseda pro-
tas e brancas, as mais superiores que toem apnare-
cido, tanto para homem como para senhora; luvas
de seda ; chales do seda muito modernos o de lin-
dos gostos; cambraia de linho, muito fina! lencos de
cambraia do linho bordados, para senhora, dos mais
linos que ha por muito barato proco; esguiao de
puro linho e muito fino; plalilhn de linho ; eoutras
muitas fazendas que seio patentes aos comprado-
res e por barato proco
Aaltijude Guimares S- -
rafim & oinpai.liia, confronte
ao afeude S.-Antonio, n 5, ten
dem-se cass s finas, largas c fian-
eczas, pelo barato preio de 480
rs". a'vaia; chitas francezas, lar-
ro-da-Bna-Vsta, n noVse entender com Henrv'Fors-j
ler& C. narUado Tnpirhe, n. 8.
Veme-se urna linda moleta recolliida, propria
para muramba : nojirincipio do Aterro-dos-Aroga-
do, n. 39
Restam vender > duzias d cadeiras pelo di-!
minuto proco de 4.500 cada urna, a quem comprar
todas; e urna comfpoda por 35,000 rs. : tudo de an-
gicoe novo: na ra Imperial, n. 145.
Vendem-sequatro mastros depinho em bruto,
rcrentemente chegadoa dos Estados-Unidos : os pre-
lendentes podem examina-los no Fortc-do-Mattos,
estaleiro do Sr. .1acinlho,e entender-so com Henrv
Forster & C.
i brara os olhos, fre-
gezes, que o antrgo bara-
triro est derretendn a fa-
zenda por pouco dinheiro.
O antigo barateiro est dando a troco de pou-
co dinheiro na sua nova loja de miudezas da ra do
Collegio, n. 9 outroe novosortiniento de chapeos
de sol, de cores escuras para homem pelo mesmo
nfeco de 2880 rs. cada um ; papel de peso ingle/, de,
primeira sorle, a 1760 rs. a resma, e meia dita a 880
rs. ; dito al maco a 2700 rs a resma e meia dita a
1350 rs ; agulheiros do agulhas francezas de fundo
douradoe'azulado ,a280 rs. cada urna; lencos de
gorgurlo.a 1200 rs.cada um ; pellesde marroquim,
a 1280 rs. cada urna; lita de retroz, a 640 rs. a peQa ;
leques de seda com enfeites dourados a 2400 rs. ca-
da um ; pentes de tartaruga para segurar cabello a
2000 rs cadaum; luvas de seda pretas, compridas,
a 1000 rs o par; ditas de pellica a 800 rs.; cai-
vetes muito finos de urna duas e tres folhas por
prego mais barato doquocmoulra qualquer parte;
assimcomooutras multas diversidades de miude-
zas.
de muitosupe/ior qualidade, proprios para escra-
vos a 800 rs. cada um ; pecas de zuarte da India
com 4 palmos dpJargura o as peas coai 24 cava-
dos a 5500 rs. ; pepas de gan;;a azul com 1, ova-
dos, a 1000 rs. ; eoutras mu i tas fazondas de linho o
seda : na ra do Crespo, loja n. 10,de Jos Joaquitu
doFreitas Gumar3cs.
Vende-so a verdadeira sarja de soda
bespanhola, a mais superior que tem
apparecido; chamalntede seda para col-
lete; sedas pretas ligas e lavradas; se-
tim preto de Macan; superior lo de li-
nho preto; panno preto muito fino; e
1 outras militas fazendas proprias para
a quaresma por preco .nais em conta
do que em outra qualquer parto : na ra
doQueimado, nos quatro-cantos, casa
amarella. n. 29.
EfeSfeSi
n. 22.
Vende-se urna sabia, um checheo um cana-
nario da trra, todos muito cantadores .com
particularidade o checheo : na ra Augusta
^as, a 280 rs. oeov do.
AOS 20 000,000 l)K Rf.lS.
Venilem-se moios bilheles, quarlus, oilavos e vi-
gsimos da lotera a honelieio do convento dr S.-An-
tonio ; o tamhom a beneficio da matriz do Oara
' yin lu..
Ka ra do Crespo,
ioja n.!E, de Jos Joaquini
da >ilva Maya ,
vende-se alpaca preta a800rs o covado; dita muito
tina prct o de cores, por barato proco; merino
preto, muito superior ; panno lino preto o de co-
res ; casimiras elsticas, de duas larguras, para
calcas a 6000 rs. o corto; velludo ; goiguiflo de se-
da ;ietim para rollete; tudo por proco commodo ;
fustes para collotes; e nutras militas fazendas,
tanto para calcas como para vestidos de senhora ;
tudo pelo barato.
_Vemle-se cha preto, o melhorque ha em cai-
xinhas de 16 libras, proprias para familia: na ra
do Trapiche, n. 8, casa de Henrv Korsler & Compa-
nhia,
Vendem-se varios escravos mogos, de bonitas
figurase com habilidades esera ellas: na ra No-
va n. 40.
Joaqun) da Silva Lopes,
no seu armazem n. 30, defronte da porta da alfande-
ga vende papel de machina azul e branco de pri-
meira, segunda o lerceira sorle, primeira qualida-
de que vem a este mercado.
Vendein-se
redes do MarantrSo, de muito boa qualidade : na ra
da Cadeia-Velha n. 30.
^BSEti Veode-tte um forte piano, de patente Lon-
Tl t r' don dos autores de Culard & Colanl: na
Miado Vigario n. 4, annazem de Itotlie & liidoulac
^_ Yenilcm-se sarjas pretas ; e meiasl
I&5
]S a loja de Gnimares, Se-
rafn) & C. vndein se pannos
fin s, de cores, pelo barato me-
co de 2;/400 rs. o covado; e de
outras militas ejialiddes, de va-
nos pieeis.
Vendc-sc um bilharem muito bom
esta.lo e rom lodos os seus per
toncos : a fallar na ra da Cruz n.
20, com o dono da mesma rasa.
Vende-se sarja de soda preta muito boa e lar-
ga ; sotim preto de muito boa qualidade; dito ma-
mo, muito superior ; chapeos de massa, ciuzentos,
para meninos o nutras umitas fazendas por pre-
co muito commodo : na esquina do Cabuga, loja
junto a botica ilo Sr Moreira.
Venilem-sc duas exrollentes escravas, sendo
urna parda e outra crioula : na ra de S.-Jos, n. 60.
Y Illa principa! de C punga,
ailiniile da ponte o segundo sitio do lado diroito
em rhaos proprios com 120 palmos do frente e 30
. ,* "" "' '*'*" l'n, '' vrtiiijiu un i.M.niriu ,
Manguniho e outros diversos lugares. Vende-se tam-
hem um terreno com 120 palmos, pertoncente ao
mesmo sitio, com boa cacimba e diversos arvore-
dos de fruclo; ver.de-se por procisflo : a tratar na
ra do Rozario, cohi Jos Anacilo da Silva.
-- Vendem-so 3 moradas de casas na ra Imperial,
ns. 46 e 48; duas ditas de taipa ; 3 canoas, sendo
nina aborta, una de earregar agoa o outra para se
abrir; una cadeira do arruar: na ra Imperial
n,2!4
Vondem-se varios escravos de ambos os sexos,
deSaStannos, leudo enlre ellos alguns com habi-
lidades, como sejam : cozinheiras, costureiras c
engommadeiras : na ra da Cruz n. 51.
Vendem-sepellesde caVa'e meiosde sola : na
na ili.s i.inuciros,n. |.
- Vende-se una espingarda de espoleta, de muito
boa qualidade: na ra Nova, loja de fazendas 12.
Refrescos;
Xarope de groselle, feitodo verdadeiro summo ,
vmdo de Franca, a 1000 rs agarrafa ; dito de flores
de larangeiras a 1000 rs. a garrafa ; dito de mara-
cuja e tamarindos, a 640 rs. a garrafa ; dito feilo da
verdadeira resina deangico que he muito contie-
ndo o approvado por as pessoas que padecen) do pei-
lo, por j ler feito bons beneficios, a 1000 rs. a gar-
rafa : vendem-se no Aterro-da-Boa-Vista fabrica
de licores, n. 26.
RAPE' PRINCE2A NOVO LISBOA.
Acaba de chegar pelo ultimo vapor urna nova re-
messa deste excellente rap, muflo fresco e com de-
licioso aroma, e contina a vonder-se no deposito da
na da Senzalla-Velba, n. 110, e em todos os lugares
do costme, at hojeannunciados.
A cautrl.is da nterin da cidade da Victoria achain-
o de hoje cm danto exposta venda no Atorro-da-
i'o.v-Vista. as loja dos Sr. Cartano Lu?. Frrrpira,
n. 4(i; Tiloma* Pereira do Mallos Estima, n. 54 ; Leal
& [rmSo, n. 58, o Antonio Ajre de Castro, n. 72,
assmi como na travesa do Veras, n. 13, onde os fre-
giiozps acharSo srnipre um variado sortimrnto de bons
niinipros O pagamento das que sabram premiada
na passada lotera do I.vrainenlo continua a ser feito
como d'ante a toda e qualquer hora do da, em ex-
copeno de domingos c das santos.
Vendem-se chapeos de palha ; lencos de se-
da preta da India; tabaco para mascar,
americano; um ebronometro : em casa de
L. G Forreira & (,.
Vende-se urna casaca nnva por proco commo-
do : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 18.
Vende-se, por pieco commodo, urna rica caixa
de musir que tocaquatro pecas muito lindas : na
ra do Queimado, n 3
Vendem-se 9 escravos, sendo 3 pretas mocas ,
rom habilidades; urna negrinha de 9 annos, que
Taz renda; a pardas de 14 a 20 annos, urna dellus
engomma bem e faz lavarinto ; 2 prctos bem robus-
i t'jii ;ni UP
Jli
toa sendo um delles bom caiadore pintor: no a-
teo da Matriz, n. 4, segundo andar.
FICUIIES MASCARADAS.
Vendem-se vestidos completos com cabelleiras
mascaras finas para brinquedos de enlrudo de 3 a
.Mino P e.tiln um .11..1......___..:..^ ... '..
um, a dinheiro a vista : no theatro
i '
I *"iir
i
a
'Venderse na ru da Cruz, n. a3,
cera Pin velas, de urna das niellio-
res fabrica, do Kio-iie-.l;inero ,
snlirnonio votit. d do compra-
dor, em caixas peque nos e por
preco mais Imralo do que eut ou-
tra (jiialquer paite.
i
I
9
alva o.
Vende-se superior palha de carnauba
grande : na ra >la Cruz, n. 64.
Vende so um rarrinho novo i ara um caval-
lo, coro iisseuto para duas mi quatro pes-
soas quem o pretender achara o dito car-
5000 rs. cada
publico.
Vende-se um venda com poueos fundos, na
Iravess. dos Remedios, muito afreguezada : na ra
Nova venda n. 65.
Vende-se um moleque de nacio, de 14 annos,
muito lindo; 3 escravos mocos; 8 escravas e en-
tre ellas una boa eostureira e que engomma e bor-
da : na ra Direita, n. 3.
Vcndem-se 3 ricos annelOes por muito barato
preco : na ra Bella, n 4.
Vende-se, ou troca-se um preto de meia da-
de, ue nacno de boa conducta pola qual seu se-
nnorse rosponsal.ilisa ,eque he proprio para todo
o servico por urna preta ou parda por so ter pre-
cisodella : na ra larga do Rozario n. 35, loja de
miudezas, se dir quem faz este negocio.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA, 84 ,
vendem-se sapatos inglezes e america-
. nos, para homem a 3200 rs. de cou-
ro de \yilzou, a 2000 rs., e de duas solas, a 1600 rs. ;
iil? ,"|,,ie!r"' fl0 rs-i ditos de orello, a
1200 rs. ; ditos de cabra a 560 rs.; borzeguins, a
30,.?JS-; bolms do Li8b8 a 2"00 rs- motos ditos,
a 1600 rs.; sapatos de selim parasenhora, a 1000 e
1600 rs.; ditos para meninas a 1000 rs o par.
Vende-se um relogio de ouro, patente, por pre-
co commodo : na ra do Queimado, loja n. 6.
~- Precisa-se de um criado : no Atcrro-da-Boa-
\ista, n. 38.
Vestom-se anjos com toda a pcrfeicfio e asseio ,
por preco muito commodo : na ra do Cabug.n.
9. Na mesma casa conipram-so pennas finas para
en re tes dos mesmos.
MAVAJRAMOS&COMPANHIA,
na ra Nova. n. 6,
venden) ricos chales e manlas>scocezas; ricos leques
de cnarilo ; um sortimento de sapatos para senhora,
de duraque, selim lustro c marroquim ; sari*.pre-
ta larga e hespanhola; tudo de varios precos e
qualidades.
-- Na ra da Codorniz, n. 9, no Forte-do-Mattos,
vende-se fumo para charuto de primeira e segunda
qualidade novoe volho, a cscolha do comprador ,
a preco do. 4500at 7500 rs a arroba ; e lamben) cha-
rutos fama em eaixasdecem.
Vende-so urna bonita parda de 24 annos, com
um mulatinho de 5 annos; um preto de nagilo bas-
tante Hbil para lodo o servico : na ra do Crespo
Vende-se um adereco de ouro para peacoco; um
par de brincos; um alfinele : na ra das Cinco-Pon-
as, n. 116..
Na na Nova, n. 35, loja de alfaia-
e, acham-sea venda, recentemente che-
gados, botSes de massa cora cora para
furdas deofliciaes decacadores, casimiras
encamarase de outras cores, pannos fi-
nos, merinos, etc.. alm de um grande
sortimento de obras feilas de todas as qua-
lidades, e por preco commodo.
Vende-se um rolog tente inglez, de ouro
muito bom regulado. ; eoutras obras de ou-
ro de vanos gostos, tanto para homem como
para senhora : na ra do Itangel, n. 11.
Vendem-se bichas grandes, e tambem se alu-
gam, por preco commodo: no Aterro-da-Boa-Vista,
na primeira venda ao peda ponte, n. 2.
Vende-se urna crioula de 26 annos, perita
lavadeira, o que tambem cozinha, c he do boa con-
ducta ; urna parda de 23 annos, que engomma, lava
e cose; urna dita de 25 annos, propria para engenho;
um cabra preto de 22 annos,honita figura; e um mo-
leque cnoulode8 annos : no largo do Forte-do Mat-
tos, n. 6.
Vendem-se 6 cangalhas; um jogo de malas de
couro; urna liteira com seus pertences; urna man-
ta de couro de onca com pouco uso : tudo muito em
conta : na ra dos Tanoeiros, n. 1.
Vende-se nm preto de 20 annos pouco mais ou
menos, proprio para todo o servico; urna preta boa
lavadeira, eque cozinha e coso soffrivelmente; um
mulatinho de 14 annos, proprio para pagen mi
para aprender qualquer oITlcio : na ra da Codcia do
i.-Antn 10, n. 25.
Escravos Fgidos.
Fugio, no da 18 do passado, urna negrinha,
de nome Marcianna, de 12 a 14 annos, com
urna queimadura na face esquerda, urna empi-
coto mi,Incita e urna ou.tra queimadura na perna
direita ; levou vestido rrtxo e panno da Costa; tem
cabello cortado : quem a pegar leve ao Passeio-Pu-
blico, fabrica de chapeos do sol, que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, no da 30 do mez prximo passado a
preta Romana, da Costa; he bastante alta;
' tem talhos pequeos noroslo e estes bem pro-
tos, mais que a odr do mesmo roslojhe alguma eousa
fu a.labios grossos; tem falta de cabellos fio meio da
cabera; esta pejada que pouco ge divulga s falla
muito grosso; he bastante ladina, mas finge-se
bruta ; levou vestido de listras roxas, com saia por
rima, de algodio trancado azul j desbotado e pan-
no da Costa velho ; rida sempre com o vestido des-
atacado em.cima. Rnga-seaoscapites de campo e
pessoas da polica, que a levem a ra de Rangel,
n. 36, primoiro andar, que serlo recompensados.
Fugio, no dia 26 desetembro do anno
prximo passado, um eseravo, de aome
JoseNobre, crioulo, ofticial de alfaiate,
altura regular, grosso do corpo, levou
vestido calca ejaqueta preta, por estar do
uto do seu Sr. Este preto foi eseravo do fallerido v-
gario de S.-Antonio; he bem conheoidode todos, por
ser pagem ter andado com o mesmo Sr ; e sup-
poe-se estar trahalhando em alguma tonda do alfaia-
te Rnga-se a-lodas as autoridades policiaes, ou eapi-
ties de campo que o pegaren), reeolham-no a cadeia
desta cidade do Recife.edem parte na ra eslreita do
Rozario, casa terrea n. 37, quo se gratificar com
50,000 rs.
Fugio, dia 14 do prximo passado, do silio do
Arraial, urna escrava crioula, de nome Eme-
renrianna, natural do Ir, de 20 a 2 anuos
pouco maisou menos, altura regular, grossa do cor-
po denles limados rosto redondo beicos grossos,
olhos grandes, testa larga bocea grande; levoit
ao pescoQO um rozario., vestido de chita escura co
listras largas eramos, camisa de algodAo america-
no e urna trouxa enntendo um vestido de riscaV>
azul, um roupilo de riscadoioxo, cobertor debac-
tilha camisa de algodio americano, com as lettrss
E. F. cR. F fetascom iinha encarnada ,-um len-
co de dula azul eoutro de cassa branca com rami-
nhos, metade de um chales azul de lila, una saia
de riscado com babados, um par de sapatos de couro
preto e mais outros objectos. loga,-se as autorida-
des policiaes e empregados do registro do porto
bem como aos capitaes de campo, o favor de a ap-
prehenderem c mandaren) a ruada Aurora casaile
Angelo Francisco Carneiro.ou na ra do Sol, casa
de Elias Baptista da Silva, quo, alm de pagaren) to-
das as despezas, darflo 50,000 rs. de gralitcaco
rint)o na cocbera"do Sr'. "MigeV J Atoi.* '"-Vndem-se cobertores de algodflo mericano,
ERRATA.
Nojlgamentodo tribunal da relacffo- do dia 30 de
Janeiro, em lugar do Manoel Luiz Concalves, lea-
se Manoel Elias de Moura.

MELHOR EXEMPLAR


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