Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08396


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Full Text
= I Auno d 1846.
uinta feira 17

O DIARIO puhlici-se todos iM dia que nao
forf ni He guarda: o prego el* assiRiiatura lie He
4n0n rs. por quartel, pagos gdiantados. Os
,n nuncios doi assinules sSo inseridos reio
,1c 21) ris por lin^AP ris fn lypo difieren-
le, e s repehc|s jlfcetade. Os que nao fo-
rtn assignanteigBW ris por liona, o 160
eni lypo differentff'"_________
PI1ASES DA LA NO HBZ DE SETEMBtlO.
l,ii clieia 4 10 hora 40 minutos da man.
Mingoanlea 12 as 0 llorase II min. da man.
La nova a 20 a i horas 1S miq. da tarde.
Crescente a 28 as 4 hora e 0 minutos da man.
PARTIDA DOS CORItF.lOS.
Goianna e Prolivl>a Segundas e Seitai f'eiras
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiras
ao rock) da e parte uas mesillas horas as
Quintas feiras.
Caho, Serinhaem, Rio Formlo, Porto Calvo e
Macey. no l., U e 2i de cada mez.
(iarautujis e tionlto I 10 c '2 I.
Boa-VisU* Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiraj .
Olinda lodos os das.
PREAJHR DE HOJG.
Primeira as 2 h e 6 minutos da tarde.
Segunda as 2 h. e 30 minutos da maohaa.
de Setembro.
Anno XXII
N. 506.
das da semana.
14 Secunda S. MMerno, aul. do J. dos oif. e
do J. do C. da 2. v.,doJ.M d. 2 v.
ib Terr S. Duiningos, aud do S do civ. da
1 v'., e J. de pax do 2. dist. de t.
10 Quarta S Comeiio, and. do J. do civ. da
2. v e do J. de par do 2 dist. de t.
i7 Quinta S Macrino, aud. do J.de orphos, e
do I municipal da I. vara. ^
18 Seila S 1 liornas, aud, do J. do civ. da I.
v. edo J. dr pai do I. dist. de t.
19 Sahhado S Jaquario, aud. do i. do civ. da
I. v., e do J de paxdo I. dist. e do J. do t.
20 Domingo S. Eustaquio.
CAMUIOS NO DA 10 DE SETEW8RO.
Camino sohre 1-ondres28 L d-P '#80d-
a Paiis 364 ris por franco.
Lisboa 100% de premio.
Desc. de letras de boas firmas I V p. 7,mcz.
OuroOncas liespanholas 3l|000 a 3l#Sl>0
> Mocdas de Cilio vel. l8j700 a I8M0O
a decjioonov. i fono l6fi0ii
. de U000... 9#000 a 06fln
Prala Pataces........ IJ98P a I/99U
. Pesos columnares. I#80 a 2#000
Pitos Mexicanos. 1(900 a I#9l0
Miuda.......... ljT0 a 1*801
Acedes da Comp. do ilelwribe de 40*000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.

LE N. 387
DE 19 DE AGOSTO DE 1846.
Regula a maneira de proceder s eleicOes de senadores,
deputados, membros das assetnblus provinciaes. jui-
zes de paz e cmaras municipaes.
Dom Pedro, por gracia de Dos e unnime aeela-
niacfio dos povos, Imperador constitucional, o defen-
sor perpnltio do Brasil-: Fazemos"saher a todos os
nossos subditos, que a assembla geral decretou, e
nos queremos a le seguinte :
Le reglame ntar das elet;6es do imperio
do Brasil.
TITULO I.
Da qualifieacfui dos votantes.
capitulo i.
Da formacilo das juntas de qualifwaco.
Art. 1. Natorceira dominga do mez de Janeiro do
anuo, que primeiro se seguir promulgado desta
lei, far-se-ha em cada parochia urna junta de quali-
licacflo, para formar a lista goral dos cicladlos, que
tenhflo direito de votar na eleicflo de eleitores, juizes
de paz e vereadores das cmaras municipaes.
Art. 9. O presidente da junta ser ojuiz de paz
mais votado do districto da matriz, esieja ou no em
exercicio, estoja embora suspenso por acto do gover-
no, ou por pronuncia em crime de respnnsabilidade.
Na sua ausencia, falta, ou impossibilidade physica
ou moral, far as suas vezes o immediato em votos.
Art. 3. Ojuiz de paz, de que trata o artigo antocc-
dettte, ser sempre o eleilo na ultima eleicflo geral
de juizes de paz, embora se tenha procedido outra
eleicflo posterior, em virtude do nova divisan ou in-
corporado de districtos. as parochias creadas de-
pois ila elcicSo geral, servir de presidente da junta
ojuiz de pazeleito em virtude da creaciio da paro-
chia.
Art. 4. Um moz antes do dia marcado para a for-
marlo da junta, o presidente convocara nominal-
nictili', por edilacs afiixados nos lugares pblicos, e
publicados pola imprensa, onde a houver, e por no-
ticacn feita porollicial de justica ou poroflicio, os
eleitores da parochia o igual numero desupplentes,
para que se rotyiflo, no dia designado, sob sua presi-
dencia, no consistorio, e se este nflo fr bastante es-
pacoso, no corpo da igreja matriz, ou em oulro edi-
ficio por elle designado, se no poder ser na matriz,
alirnde organisar-se a junta de qualifiracflo.
Art. 5. Os eleitores convocados serilo nicamente
os primeiros votados da eleicflo, at o numero de
eleitores, quetiver dado a parochia, e nfio quaesqur
supplentes, embora sejo mudados, mortos ou im-
pedidos alguns eleitores : assimeomo os supplentes
convocados sero nicamente os primeiros imme-
diatos em votos aos nomeados eleitores, nflo se cha-
mando supplentes menos votados, em lugar de al-
guns dos mais votados, que estejflo mudados, mor-
ios ou impedidos.
Art. 8. as parochias creadas depois da ultima
eleico de eleitores, dever o presidente da junta
convocar, em lugar de eleitores e supplentes, os oito
cidadflos, que Ibes ficarem immediatos em votos : os
quatro primeiros, para representarern a turma dos
eleitores, e os outros quatro, a turma dos sup-
plentes.
Art. 7. O governo na corte o os presidentes as
provincias cxpedrO em tempo as precisas ordens as
camaras-municipaes, e estas, at o ultimo de novem-
bro impretcrivolmente, aos que teeni de presidir s
juntas de qualifiracflo do seu municipio, rometten-
ilo-lho copia antlicn!ica das actas da eleicflo dos elei-
tores e da do juiz do paz do districto da matriz, bem
como declarado do numero de eleitores, que dco a
parochia no anno de 1842.
Art. 8. No dia aprazado, s 9 horas da manhfa, reu-
nidos os eleitores e supplentes, o presidente tomar
assento no topo da mesa, lendo sua esqtierda o es-
crivflo de paz, e os eleitores e supplentes em torno da
mesa. O presidente, depois de feita a leitura do pre-
sente capit., annunciar, quevai proceder a formacflo
da junta de qualificaco. inmediatamente fara a cha-
mada dos eleitores convocados, e oescrivflo ir lan-
ceando em urna lista os nomes dos presentes, com de-
claracilo dos votos de cada um, e pela ordem da vo-
tacflo, que obtiverflo, para eleitores. Concluida a
chamada, o presidente lera a lista, e publicar o nu-
mero total dos eleitores presentes, passando a divi-
di-losem duas turnias iguae; a primeira, dos mais
votados, e a segunda, dos menos votados; eescolhe-
r dous eleitores, um, que ser o ultimo da primeira
turma, e outro, quesera o primeiro da segunda tur-
ir! Se o numero dos oledores presentes for impar,
nflo ser contado o eeitor mais votado, para que o
numero fique par. ,
Art. 9 Se a lista dos eleitores prsenlos contiver
tres nomes, escolher o presidente o segundo c ter-
ceiro; se contiver dous, serilo estes os designados ;
e se contiver somonte um, chamar este a um cida-
dao de sua coiifnnca, que tenha as qualidades de
eleitor, e ambos farao parte da junta de quali(icac9o.
Art. 10. Se nlo comparecer nenhum eleitor, o
presidente convidar o seu immediato em votos na
ordem da votacSo para juiz de paz; e se este nflo
comparecer at o dia seguinto pelas nove horas da
manhaa, sera Cuavlado o inmediato, e assim poi
diante. 0 cidaa$b.assim convidado nomear urna
pessoa de sua caufian^a, que tenha as qualidades de
eleitor, e ambos serilo membros da junta do qualili-
cacao. t
Art. U. Dosignados por este modo dous membros
da junta, passar o presidente a designar os outros
duus, ti euLre os suopleates presentes, fazendo-sc a
lista delles, e procedendo-se a tal respeito como est
disposto nos arls. 8e 9.
Art. 12. Se no comparecer nenhum supplente,
convidar o presidente o quinto votado na eleicHo
de i ii i z de paz do districto, e se este nilo comparecer
ateo dia seguinte pelas n ive horas da manhiia, con-
vidar o sexto, e assim por diante. O cidadao convi-
dado nomear uina pessoa de sua confianca, que te-
nha as qualidades de eleitor, e ambos lento mem-
bros da junta de qualificacfio.
Art. 13. As disposi^Ocs anteriores, relativas de-
signagSo dos membros da junta de qualilicacAo, silo
applicaveisas turmas mandadas convocar no art. 6,
as parochias creadas depois da ultima eleic^o de
eleitores.
Art. 14. Os quatro eidadflos assim designados com-
por, com o presidente, a junta de qualilicagilo, e
tomard immediatamente assento de um e outro la-
do da mesa. A junta impora a mulla do art. 126 aos
eleitores, supplentes e mais cidadaos que, sendo con-
vocados, deixarem de comparecer, sem motivo Jus-
tificado.
Art 15. O presidente da junta mandara lavrar,
pelo seu oscrivflo, urna acta circumslanciada da for-
maqilo della, mencionando os nomes dos eleitores,
supplentes emais pessoas convidadas, que deixarem
de comparecer, eas multas, que lhes forem impos-
tas, os nomes das pessoas, que os substituiretn, e
consignando por extenso, e pela ordem, em que fo-
rem escripias, as listas dos eleitores e supplentes,
que comparecerem para a organisacHo da junta. A
acta ser lavrada-em o livro especial da qualilicacilo.
eassignada pelo presidente c membros da junta, e
por todos os eleitores c supplentes, que tiverom si-
do presentes.
CAPITULO II.
Do processo da qualificaco.
Arl. 16. Lidaaacta da formacao da junta, o pre-
sidente, feita a leitura do presente capitulo, annun-
ciar, que sevai proceder i inmediatamente organi-
saciio da lista geral dos votantes.
Art. 17. Serlo comprehendidos na lista geral'dos
votantes (art. 91 da constituidlo): 1.*, os cicladnos
brasileiros, queestiverem no gozo de seus direitos
polticos; 2., os estrangeiros naturalisados, com
tanto que uns e outros lenlifio, pelo menos, um mez
de residencia na parochia antes do dia da formacilo
da junta; os que ahi residircm menos tempo serfio
qualificados na parochia, em que d'antes residiflo.
Os cidaditos, que de novo chegarem a parochia, viu-
dos de fra do imperio ou de oulra provincia, qual-
querquesejao tempo, que tenhao de residencia, na
poca da formacilo da junta, sern ineluulos na lista,
se mostraren! animo de ahi permanecer.
Art. 18. NBb serao incluidos na lisia geral :art. 92
de constituidlo) i
i. Os menores de 25 anuos, nos quacs se nao com-
prehendeni os casados o os officiaee militares, que
forem maiores de21 anuos; os hachareis formados
e os clrigos de ordens sacras.
2. Os ilhos familias., que estiverem em eompanhia
de seus pais, salvo se servirem olllcios pblicos.
3. Os criados de servir, em cuja classe nfio entrfl
os guarda-livros e primeiros caixeiros das casas de
commercio; os criados da casa imperial, que nflo
forem de galo branco; e os administradores das
fazendas ruraes e fabricas.
4. Os religiosos c quaesqur, que vivflo em eom-
munidade claustral.
5. Os que uo tiverem de renda liquida annua
avaliada em prala, a quantia de 100/rs., por bens de
raiz, industria, commercio ou cinprcgo.
6. As piucas de pret do exercilo e armada, e da
forga policial paga o os marinlieiros dos navios de
guerra. ....
Art. 19. A lista geral ser fetta por districtos, por
quarteiroos, o por ordem alphabetica em cada quar-
leiro, e os nomes dos votantes numerados successi-
vamente pela ordem natural da numeraeflo, desorte
que o ultimo numero moalre a tolalidade dos volan-
tes. Km frente do nomo de cada votante se mencio-
nar a sua idade, ao menos pi ovavel, profissflo e es-
tado. Para estefim, os juizes de pez em eieroieio
nos districtos da parochia enviaraO ao presidente da
junta, at o ultimo de dezembro, a lista parcial do seu
respectivo districto, do niestno modo organisada.
Art. 20. A junta celebrar as suas sessocs em dias
successivos, principiando s 9 horas da manlia. e
terminando ao sol posto, devendo concluir o seu
trabalho no espaco de vinte dias, ao mais tardar. Os
parochos e juizes de paz assislir aostrahalhos da
junta como informantes ; mas a falU de uns e outros
nflo interrompera as sesses.
Art. 21. Feitooalistaniento, sor lancado em o li-
vro da qualilicacilo, em a competente acta assignada
pela junta, edello se extrahira tres copias pela mes-
ma assignadas, das quaes urna ser remettida na
corte ao ministro do imperio, c as provincias ao
presidonlcs, urna aOixada no interior da igreja ma-
triz, em lugar conveniente, e vista de lodos, e ou-
tra', que car em poder do presidente. Do mesmo li-
vro se extrahir copias parciaes do alislamento de
cada um dos districtos, assignadas pela jupta para
serem romettidas aos respectivos juizes de paz em
ejercicio, afim de que as facilo publicar por editaos.
O que concluido, iiilcrromper-se-hflo por trmta das
assessflesdajunta, licando, porm, o presidente O-
brisado, durante esse tempo, a inspeccionar, se lie
conservada a lista allixada, e, no caso de desapare-
cer, a substitui-la, mandando tirar nova copia do li-
vro. que deve oslar sob sua guarda. ....
Art 22 Passadooiutervallode tnnta das depois
de alTixada a lista na matriz, a junta celebrara sessao
em cinco dias consecutivos, para decidir sobre
quaesqur queixas, reclamares ou denuncias, que
qualqucr cidadflo pode fazer acerca das faltas ou Ut
legalidades, com que tenha procedido a junta; oujse-
jaemrelacaoaoqtieixoso, reclamante ou enunci- curso ser apresentedo na relacuo dentro doprazo
marcado para as appellacoescrimes, c no tera er-
ante, ou em relaeaoa qualquer outro
Art. 23. As queixas, reclamacoes ou denuncias so
seriloadmittidasvindo assignadas; e.quandoforem
acompanhadas de documentos justificativos, que se-
rilo iseuins do sello, opresidento passara recibo del-
les. sdecisoesda junta serilo motivadas e laucadas
nos requer metilos, que serilo restituidos as parles.
Arl. 24. As a I teraeOes, que se lizerem, em virtude
das queixas, reclamacoes OU denuncias, serilo igual-
mente laucadas em o livro da qualificacflo, em a ret-
pecliva acta, e delle se tirarn as copias determine'
das no artigo 21. Qtiaudoas copias da lista geral n-
brangerem mejor espaco, que o de urna folln, sera
cada l'olha assignada por toda a junta.
Art. 2V Todos os anuos, natorceira dominga de
Janeiro, se formara a junta qualilicadra.para revera
ciualiicacio do anno antecedente, observando-se to-
das as dlaposloOeB do prsenle capitulo o do primei-
ro, nffosa respeito da formacflo da junta, cmodo
processo da revisti.
Arl. 2 eliminar os cidadflos, que houverein fallecido, es-
liverem mudados ou tiverem perdido as qualidades
de votantes ; 2.", incluir os que se tiverem mudado
para a parochia ou adquirido as qualidades de vo-
tantes.
Art. 27. Feita a revisti, incluidos e excluidos.oa
que o devercm ser, far-se-ha urna nova lista geral,
que sera igualmente laucada no livro da qualilica-
ciTo, publicada e remedida as diversas autoridades
j mencionadas, pialicando-sc o mismo a respeito
das alteraces l'eitas em virtude das queixas, recla-
madlos ou denuncias.
Art 28. Formada a Junta de qualilicacilo, licarao
suspensos por espaco de sessenta dias os proeessos ci-
veis, em que os seus membros forem autores ou reos,
se o quizereni assim como durante o mesmo tempo,
nflo se pndera intentar contra elles novos proeessos
crimes, salvo o caso de pristi em flagrante delicio.
Art. 29. No impedimento de qualquer dos mem-
bros da junta, durante os seus trabadlos, a niesina
junta nmeara quem o subslitua, cointanto que te-
nha as qualidades de eleitor. O presidente sera subs-
tituido pelo modo estabelecido no arl. 2.
Arl. 30 8 presidente da junta requisitar o escri-
vflodepazou o do subdelegado, assim como osolll-
eiaes de justica, que lineni necessarms ; o, no impe-
dimento ou talla (lestes empregados, nomear e ju-
ramentara pessoas, que sirviio paraos trabadlos da
eleicflo semiento.
Art 31. Tara a formacTo das listas de qualiliea-
Cflo, os parochos, juizes de paz, delegados, subdele-
gados, inspectores' dequartelrflo, colli'etorese admi-
nistradores (lerendas, e quaesqur outros emprea-
dos pblicos, devom ministrar a junta os eselaivn-
inentos, que llieslorem pedidos, procedeudo, para os
satisfazerem, at a diligencias especiaos, so forem
precisas,
Art. 32. NO caso de dissolucflo da cmara dos de-
putados, servir para a eleicflo de eleitores a qualifi-
cacflo ltimamente feita, nflo se procedeudo a nova
qualificagflp entre a dissolucflo e a eleicflo feita em
cousequeucia della.
CAPITI'LO III.
Dns rmirsas iln qualificacSo.
Art. 33. Km cada municipio haver um concedi
municipal de recurso, eomposto do juiz municipal,
quesera o presidente, do presidente da cmara mu-
nicipal e do eleitor mais volado da parochia cabeCa
do municipio. o caso do qualquer delles ler Pello
parte da junla qualilicadra de alglima freguezia,
servir em seu lugar o seu substituto legal ou o I in-
mediata em votos.
Arl. 34. Mos municipios, que estiverem reunidos
a outros, formando um so termo judciario, e em
que nflo resida ojuiz municipal, sera o concedi pre-
sidido pelos respectivos supplentes. Nos municipios,
que nflo tiverem tribunal de jurados, ser o concedi
composto do presidente da cmara municipal, do seu
[inmediato em votos e do eleitor mais votado.
Art. 35. Para este concedi pode qualquer cidadflo
recorrer a junta de qualilicacilo, tendo precedido re-
olamacffodesaMandida por ella sobre o objecto do
remiso, nos segundos casos: 1., insoripcflo indevi-
dana lista dos volantes; 2., omissflo na mesma lis-
ta ; 3.', exclusflo dos inscriptos na qualificacflo do
auno anterior.
Art. 36. liste concedi se reunir na terceira do-
minga do mez de abril, em lugar publico, anniincia-
do por editaes, efunccionaia por esnaco de quinze
dias. Suas deliberaces serao tomadas por maioria
de votos, e sempre motivadas, declarando-se os seus
fundamentos, nflo s na acta, que se deve laucar em
livro proprio,mas lanibem nos despachos proferidos
nosrequcriinentos das partes, a quem serlo restitui-
dos. Asadas serao escripias por qualquer dos mem-
Iimis do concedi, excepto o presidente j eo li>i" B-
cara depositado no archivo da cmara municipal.
Art. 37. O concelho remetiera ao presidente da
junta de qualilicaQflo una relaeflo nominal das pes-
soas, cujos recursos tiverem sido attendidos: o presi-
dente da junta as fara incluir no livro da qualica-
cio, ema lista supplemcntar, c o remetiera imme-
diatamente cmara municipal.
Art. 38. Das decisfjes deste concedi poder-se-ha
recorrer para a relaeflo do districto, a qual decidir
promptainente. o recurso, segundo a formula estabe-
lecida nosartigos?2e 33 do regulamenlo das rela-
(jfles, com preferencia a qualquer outro servico, sem
formalidade de jui/.o, examinando as reclamacoes
no attendidas, e os documentos, que as acompa-
nliai ao, sem admiltir novos nem allegaces. Se a re-
laeflo julgar atlendivelo recurso, mandara reparara
injustica, procedendo-se em conformidade do dis-
poslo no artigo anlecedente, c impora aos membros
do concedi a multa do artigo 126 1.*, n. 3. O re-
feito suspensivo,
TITILO II.
Da eleicflo dos eleitores.
r.APITl lo i.
lia oraanisaro das mesas paroehiaes.
Art. 39. As nomeacoes dos deputados csenadores
para a assembla geral do imperio do Brasil, e dos
membros das assembleas legislativas provinciaes,
serao feilas por eleitores de parochia artigo 90 da
constitut;floe artigo 4 "do acto addicional', fazen-
do-seem cada freguezia uina assemWa parochial,
a qual sera igualmente presidida pelo presidente da
junta de qualificaco.
Art. 40. A eleicflo do eleitores em lodo o imperio
sera no primeiro domingo do mez de novembro do
quarto anno de cada legislatura. Kxcoptua-se ocaso
ile dissolucflo da cmara dos deputados, em que o
governo marcar um dia, em que a eleico se far
em todo o imperio
Art. 41. Um mez antes do dia estabelecido no ar-
tigo antecedente, o presidente da mesa parochial,
leudo recebido, por intermedio da cmara municipal,
as ordens do governo para a eleicflo, convocar, na
forma dos artigos4., 5. c6.*, as pessoas ahi men-
cionadas, afim de proceder-se organisacdo da mesa
parochial. Pela mesma oeeasiflo, convidar os cida-
dflos qualificados, afim de darem os seus votos.
Art. 42 No da aprazado, reunido o poyo, pelas 9
horas da manhfla, celebrara o parodio missa do Es-
pirito-Saulo, e Tara, ou outrem por elle, urna oragn
anloga ao Objecto. Terminada a ceremonia religio-
sa, posta no corpo da igreja urna mesa, tomar o pre-
sidente assento cabeceira desta, (cando sua es-
querda o escrivflo e de um e outro lado os eleitores o
supplentes ; fazendo-se, porm, una divisflo conve-
niente, desorle que os individuos chamados para a
erganisaoflo da mesa, estando sempre ao alcance da
inspeceflo e fiscslisac.to dos cidadflos presentes, pos-
sao preneher regularmente as runrcAes, que a lei
Ibes incumbe. Todos os mais assistentes terilo assen-
to sem precedencia, e estaro sem armas e as portas
aberlas.
Art. 43 O presidente far, em voz alta e intelligi-
vel, a leitura deste titulo edo capitulo 1. do titulo
antecedente i immediatamente tara a chamada e pro-
ceder a dcsignaeflodos memhrosda mesa parochial,
observando fielmente todas as disposicOes dos arli-
gOSS.'at IS inclusivamente. A acta da organisacdo
da mesa ser laucada em um livro proprio da eleicflo
de eleitores, edifTcrenlc do da <|iialificaco.
Art. 44. Concluida a acia da formacflo da mesa, o
presidente fura inutilisar a separaco, que a isolava
dos assistentes, e retirar de junto della as cadeiras
destinadas aos cleilores e supplentes ; e, depois de
Iiwi assim desentharacado a mesa, de surte que os
assistentes possflo rodear e examinar os seus traba-
dlos, encelara a eleicflo, declarando : Est instal-
lada a assembla parochial.
Art. 45. Sflo applicaveis aos membros das mesas
paroehiaes, emqiianlo durarem suas funecoes, as
disposicoes do artigo 28.
Art. 46. Compele mesa parochial o seguintq:
$ 1. Oreeonhecimento da identidade dos votan-
tes, podendo ouvir, em caso de duvida, o testcmunho
do juiz de paz, do parocho, ou de cidadflos, em seu
concedo, alionados.
$ 2. a ipuracflo dos votos dos votantes eacxpcdi-
qSo dos diplomas eos eleitores.
$ 3. A dccisio de quaesqur duvidas, quesesus-
citem cerca do processo eleitoral, aparte, quelha
he commellida.
i 4. Coadiurar o presidente na manutenco da or-
dem, na forma desta lei.
As decisoes da mesa serfio tomadas por maioria,
volando em primeiro fugar o presidente.
Art 47. Competo ao presidente da mesa paro-
chial:
1, Regular a polica da assembla parochial,
chamando a ordem os que della sedesviarem, im-
pondo silencio aos espectadores, fazenao sahir os
que nflo se aquietarem, c os que injuriaren! os mem-
bros da mesa ou a qualqucr dos volantes ; mandando
fazer, neste caso, auto de desobediencia, cremclten-
do-o autoridade competente. No caso, porm,de ol-
fensa pbvsica contra qualquer dos mesarios ou vo-
tantes, pode'r opresidento prender o offensor, re-
mettendo-o ao juiz conipelente para o ulterior pro-
cedimento, na forma das leis.
2. Ilegular os trabadlos da mesa, designando um
dos supplentes ou seus substitutos para fazer a leitu-
ra das cdulas debaixo de sua inspeceflo directa e im-
mediata; mandando rectificar quaesqur engaos,
que tenho havido ; e deferindo as reclamacoes, que
com o respeito conveniente pode fazer qualquer dos
assistentes sobre os trabadlos da mesa O presidente
designaran:!! dos eleitores mesarios para servir de
secretario, desdequese achara mesa installada.
CAPITULO II.
Do recebimenlo das cdulas dos rotantes.
Art. 48. Installada a assembla parochial, se pro-
coder ao recebimenlo das cdulas dos votantes, sen-
do estes chamados pela ordem, em que estiverem
seus nomes inscriptos no alislamento, e recolhendo-
se as cdulas em urna urna, propongo que se f-
rein recebendo. Finda a chamada pela lista geral, se
platicar o mesmo com a_supplemcntar, se existir.
Dos que nflo acudirem primeira chamada, far-se-ha
um rol, pelo qual se proceder a urna segunda e de-
pois a una terceira. Esta ter sempre lugar em outro
dia depois da segunda, em hora annunciada pelo pre-
sidente, ao encerrar a sessflo do dia antecedente.
Art. 49. Com a terceira chamada termina oprazo
do recebimonto das cdulas; as recebidas serilo con-
tadas e emmacadas; e o*eu numero mencionado
em acta especial, em que se declare o dia e hora, em
i


A

queaterceira chamada so fez, e os nomes dos votan-
tes, que a ella nflo acudirflo, os quaes, poresse Tacto,
perder o direitode votar nessa eleicflo.
Art. 50. Nflo rocebera votos de quem nflocsteja
incluido na qualificacflo, ncm dos votantes, quenflo
compareccrem pessoalmente, assim como nflo serflo
admiltidas as cdulas, que contivercm nomes risca-
dos, alterados ou substituidos por outros.
Art. 5i. Os votantes nao serfloobligados aassig-
niirsuas cdulas; e estas devcm conter tantos nomes,
e suas respectiva occupacoes, quantos eleitores li-
vor de dar a parot-hia.
Art. 52. Emquanto nflo for fixado por lei o nume-
ro do eleitores de cada parochia do imperio, na for-
ma do artigo 107, ser elle regulado na rasao de 40
votantes porcada eleitor. Dar mais un eleitor a-
quella parochia, que,alm de um mltiplo 40,conti-
ver urna fracclo de mais de 20votantes : nenhuma
parochia, porm, deixara de dar ao menos um eleitor,
por menor que soja o numero dos volantes.
Nfio obstante a regra antecedente, os eleitores do
qualquer parochia en nenbun caso iro alm do nu-
mero dado poressa |>arochia*naquolla dasduas elei-
ces de 1842 ede 1844, etn que menor numero hou-
vcrcleito; accresccntando-se-lhe urna quinta par-
te mais.
Art. 53. Podem ser eleitores todos os que podem
votar as assemblas parochiaes. Exceptuflo-so :
< 1. Os que nflo tiverem de renda liquida animal,
avahada em prata.a quanlia deduzentos mil ris, por
lieos de raiz, commercio, industria ou emprego.
i i. Os libertos.
j 3. Os pronunciados cni qucixa, denuncia ou
summario, estando a pronuncia competentemente
sustentada.
- CAPITULO III.
fa apuraco dos votos.
Art. 54. Terminado o recehimento das cdulas e
lavrada a acta ordenada no artigo 49, dissolvidas pela
mesaasdiividas, que occorrerem, ordenara o presi-
dente, que um dos supplentes ou seus substitutos,
em sua presenca, lea cada limadas listas recbalas,
repartir asleltras do alphabcto pelos outros tres
membros da mesa, os quaes rilo escrevendo, cada
um era sua relacffo, os nomes dos votados o o numero
dos votos, por algarismos successivos da numeraeflo
natural, demaneira que o ultimo numero de cada
nome mostr a totalidade dos votos, que este houver
oblido, publicando em voz alta os nmeros, pro-
pongo que for escrevendo. As cdulas, que contive-
rem menor numero de nomes, do que deve dar a pa-
recida para eleitores, serflo, nflo obstante, muradas:
se contiverem maior numero, serflo desprozados os
nomes excedentes no lim.
Art. 55. Acabada a leitura das listas, o secretario,
pelas rclaces indicadas, publicara, sem interriipcflo
lignina, os nomes de todas as pessoas c o numero
dos votos, que obtiveriio para eleitores da parochia,
formando das laesrclaces una geral, que sera lau-
cada na acta especial da apuraeflo, principiando des-
de o numero mximo ate o mnimo, quesera assig-
nada pela mesa.
Art. 56. A eleicflo dos eleitores ser regulada pela
pluralidadi relativa de votos, Osque tiverem a maio-
ria delles, terflo declarados eleitores de parochia at
aquello numero, que a freguezia deve dar. Os ira me-
dia tos depois destes servira de suplentes. Se reca-
lurmaioria devotos em um individuo, que a mesa
.pilge nflo estar em rircumslaiicias de ser eleitor,
expedir-lhe-ha, nflo obstante, o respectivo diploma.
laucando na acta a dectaracfto de todas asduvidas,
que occorrerem sobre a idoneidado do votado, alin
de queo collegio eleiloral decida porocrasiflo da ve-
niicacflo dos poderes dos eleitores.
Art. 57. Publicados os eleitores, o secretario Ibes
Tara inmediatamente aviso por carta, para que con-
corrflo a (greja, onde se lizeiflo as eleices. Entretan-
to, se cxlrahira copias authenticas da acta especial
da apuraeflo, desdo o mximo al 0 menor numero
de votos, as quaes serflo assignadas pela mesa, e se
dar una a cada eleitor, que Ule servir de diploma.
Art. 58. Reunidos os eleitores, se cantar um Te-
Deiim solemne, para o qual far o vigario as despezas
do altar, e as cmaras todas as oulias, Meando a car-
go do seus respectivos procuradores apiomplareui
mesa, assenlos, papel,.tinta, serventes e o mais, que
iierossario for, para se ellecliiar rom toda a dignida-
de este solemne acto.
Art 59. O livro das artas ser remettido ao presi-
dente da cmara municipal, com o oflicio do secreta-
rio da mesa parochial; e, inurilisando-se as listas dos
votantes, se llavera a assembla parochial por dissol-
vida, sendo nullo qualquer proced ment, que de
mais praticar.
Art. 60 Quando emalguma freguezia se nflo poder
veribcar a eleicflo no da designado, far-se-ha, logo
quecesse o impedimento, em outro dia designado
pelo presidente da mesa parochial ou por esta, su ja
tiversido inslallada e annuncado por edilaes Mo
podera, porem, os eleitores votar para depulados, se
a sua eleicflo se nflo tiver concluido antes do dia mar-
cado para a reuniflo des eollegios eleitoraes.
Art. 61. Asumas, em que se guardaren], de um dia
para outro, as cdulas e mais papis relativos a elei-
eoo, serflo, depois de fechadas e lacradas, recolbidas
com o livro das actas em um cofre de tres chaves das
quaes lera urna o presidente, outra um dos eleitores
c outra um dos supplentes membros da mesa. O co-
fre ficara na parle mais ostensiva e central da iercia
ou cdifioio.onde se stiver a/endo a eleicflo: e guar-
dado pelas sentinellas, que a mesa iulgar precisas
nflo se pondo impedimento a quaesquer cidadflos!
que igualmente o queirflo guardar com asna nro-
senca. '
TITULO III.
Da eleicflo secundara.
capitulo i.
Dos collegiot eleitoraes e elcicSo dos depulados.
Art. 62. Os eleitores de parochia se reunirn em
eollegios eleitoraes, quundo tiverom de proceder
eleicflo de deputadose senadores a assembla geral
ou de membros das assemblas legislativas provin-
ciaes.
Art. 63. Logo que tr publicada esta lei, os presi-
dentes das provincias procederaO a urna novadivisflo
dos collegios eleitoraes, conservando, ampliando,
ou restnugindo os circuios existentes; combinan-
do a commodidade dos eleitores com a convenien-
cia de nflo seren muito circunscriptos os crculos.
Determinada urna veza nova divisflo, nflo poder ella
ser alterada senflo por lei.
..J\,l'i 6*j Ficara suspensos, porespaeo de 40 dias,
contados da no.neacao dos eleitores, todos os pi-
os, ei ie os mesmos forem autores ou reos,
Art. 66. O presidente interino do collegio clcitoral
he o presidente da assembla parochial da freguezia,
onde se reunir o eoMegio, e, na falta, ou impedi-
mento, o seu immediato em votos.
Art. 67 As niaras providenciars,para que se-
jflo presentes ios eollegios eleitoraes os livrosdas
actas das assemblas purochiaes,os quaes revertern
com promptidfioe segurarla para o seu archivo, dis-
solviJo o collegio.
Art. 68. A eloicfio dos deputados assembla ge-
ral far-so-ha em trdo o imperio trinta dias depois do
dia marrado para a eleicflo primara, tanto nos casos
ordinarios, como quando tiver sido dssolvida ac
mar dos deputados.
Art. 69. No dia aplazado, reunidos os eleitores,
pelas 9 horas da manhfla, o presidente interino to-
mara assento cabeccira da mesa, que dever ser
collocada de modo, quepossa ser rodeada e inspeccio
nada pelos eleitores, os quaes terflo assento indis-
tiuctamente. O presidente, feita a leitura do presen-
te capitulo, chamara, para servirem interinamente
como secretarios e escrutadores, os4 eleitores que,
mais morbos Ihc parecerem ; ehavendo reclama?oes
de que existlo outros eleitores mais mocos, o colle-
gio decidir pormeiode vota^flo, se devem estes ser
os chamados ou outros.
Art. 70. Constituida a mesa interina, se procede-
r a Momearan de dous secretarios e dous escrutado-
res em escrutinio secreto, votando cada eleitor em
4 nomes. Os dous mais votados serflo os secretarios
e os outros dous escrutadores. Os nomeados toma-
r logo assento na mesa, e inmediatamente se pas-
sar a nomcar o presidente, por escrutinio secreto e
por cdulas dentro os eleitores; e, apurados os votos
pelos secretarios e escrutadores, ser eleito o publi-
cado o que reunir a pluralidade relativa. Tomando
o novo presidente posse em acto successivo, nomea-
ra urna rommsso de 3 eleitores, qual entregaran
os seus diplomas os mesa ros, tomando estes conta
dos diplomas de todos os outros eleitores. Lavrada
e assignada a acta especial da installacflo do collegio,
este retirar-se-ha.
Art. 71. No dia seguinle, reunido e presidido o
collegio, darflo as commssoes conta do que acha-
ran nos diplomas. Ilavendo duvidas sobreellesou
acerca de qualquer outro objecto, serflo resolvidas
pelo presidente, secretario, escrutadores e eleito-
res. Quando o collegio annullar o diploma de um
ou mais eleitores, chamar os supplentes para os
substituirn] ; tomara todava em separado, nflo s
os votos (los eleitores declarados nullos, como os
daquellos, que os substituirem, e de ludo se fara na
acta minuciosa deelaraefio.
Art. 72. Verilicados os poderes dos eleitores, diri-
gir-se-ha o collegio a i groja principal, onde se cele-
brara, pela maior dignidade ecclesiaslica, missa so-
lemne do Espirito-Santo, o um dos oradores mais
acreditados :quc nao se podera sentar; fara um dis-
curso anlogo s circumstaucias, sendo as despezas
fetas na forma do art. 58; e, linda a ceremonia reli-
giosa, vollara o collegio ao lugar do ajuntamento, c
naoeeder immediatamente a eleieil dos deputados,
chamando-seos eleitores por freguezias, e recolhen-
do-se em urna urna as cdulas, que se forera reee-
bendo.
Art. 73. As cdulas devem conter os nomes, mo-
radas e empregos ou oecupoces de tantas pessoas,
quantos sao os deputados, que a provincia deve dar,
com assignatura do eleitor.
Art. 74. A provincia do Rio-Oande-do-Sul dar
tres depulados, Santa-Calharina um, S.-Paulo nove,
Mato-Grosso um, Goyaz dous, Minas-Genes vinle,
l!o-de-Jancro dez, Kspiilio-Santo um, Rabia qua-
Inrze, Serglpe-d'EI-Roi dous, Alagas cinco, l'er-
nambuco treze, Parahyba cinco, Hio-Grande-do-
Norleum, Ceara oto, Piauhydous, Maranhfloqua-
tro e Para tres.
Art. 73. lodosos que podem ser eleitores sflo ha-
bis para seren deputados. Kxceptuflo-se.
$ 1. Daque nao tiverem de renda liquida annual,
avahada em piala, a quanliu de 400# rs., por bens de
raiz, industria, commercio ou emprego.
S 2. Os estrangeros, anda que natuialisados
sejflo. '
i 3. Os'que nflo professarem a religiflodo estado.
" Art. 76. O eleitor pode volar, sem limitaeflo algu-
Art. 82. Para ser senador requer-se :
l. Que seja cidadflo brasilciro, e que estoja no
gozo de seus direitos polticos.
2. Que tenha a idade do quarenta annos para
S 3. Que seja pessoa do saber, capacidade o virtud-
des, com preferencia os que tiverem feto servicos a
patria. ,
4. Que tenha de rendimento annual, por bens,
industria, commercio ou emprego, a quantia liqui-
da de 800/ rs., avaliada em prata.
Art. 83. A idade de vntce cinco annos, prooida-
deedecenle subsistencia, sflo as cualidades neces-
sarias para ser memoro das assemblas legislativas
provinciaes. Exceptuflo-se da regra relativa a idade
os casados c os ofllcaes militares, que podcraO MU
eleitos, quando forem maoresde vintee um annos.
os hachareis formados e os clrigos de ordens sacras.
Nflo podem ser eleitos membros da assembla pro-
vincial, o presidente da provincia o seu secretario e
o commandantc das armas.
Art. 84. Os senadores e membros das assemblas
provinciaes serflo eleitos pelo methodo estabelccido
no capitulo antecedente, observando-se fielmente
todas as disposices ah coudas, a respeitoda instal-
lacflo dos eollegios, ceremonia religiosa, recebimen-
to e apuraco dos votos, expedic,flo das authenticas,
etc. Na eleic,flo da assembla provincial, deve ser
remettida mesma assembla, por intermedio do
seu secretario, a authentica, que no capitulo prece-
dente se manda remetter ao ministro do imperio.
capitulo ni.
fa ultima apuraco dos votos.
85. Dous mezes depois do da marcado para a
Wrea.
04 qualifi.
fazendo a chamada delles pela copia authentic,
qualificacflo, que, na orma da lei, deve estar,,
seu poder. eni
Art. 97. Podem votar para JOMdepaz e
dores todos os cidadflos corn-
caeflo geral da parochia.
Art. 98. Podem ser vereadores
denr votar as assemblas parochiaes, tendo do,
annos de domicilio dentro do termo. Ul
Art. 99. Podem sor juizes de paz todos os n
podem ser eleitores, comanlo que morem no rti?
tricto, a que pertencer a eleicflo. ""
Art. 100. Cada votante entregar duis cedu|.
urna contendo os nomes de sete ou nove peMn,,
para vercadores, e outra contendo quatro nomes Mr!
Art.
quereudo.
coflMri.f5iffn'"m Ck'il0r Pdera votar sena no
7\' **. 'ral',('m euJ circu' estiver a freguo-
,M -, 'U ur,c e,t0- Nflo se chamara supplentn
ourau Hnc.-S"U,r?-elci,or'1uo W falecido,
ln't ,' "'' Pw Wra da provincia, ou
r^cVr cViaTetoB: ?** lecoinpa-
na, naquelles.que, em sua consciencia.lorein dignos,
ejulgar, queteem as habilitacOes precisas; oompelin-
do exclusivamente a quem vcriliear os poderes dos
eleitos examinar, se teein ellesascondcesdedone-
dade, exigidas pela COnslilUCfiO.
Art. 77. Entregues que sejfie todas aa listas, man-
dara o presidente por um dos secretarios contar, pu-
blicar e escrever na acta o numero dellas ; desig lia-
ra um dos escrutadores par as ler, debaixo de sua
Hispen ao mmediala e directa, advertindo qualquer
engao, e exigindo, que seja reparado, ou por s ms-
alo, oua reqiierinieiito de qualquer eleitor; ese pro-
redera a apuraco dos votos pelo methodo cslabele-
cido no art. 54.
Art. 78. Terminada a leitura das listas, um dos
secretarios, pelas rclaces indicadas, publicara sem
nterrupefloos nomes de todas as pesseas, que obtive-
riio votos para deputados, formando urna lista geral
pela ordera dos nmeros desde o mximo at o m-
nimo, que sera o objecto da acta com todas as mais
circumstancas, que a arompaiilirflo, a qual ser as-
signada pela mesa e collegio eleiloral, em cuja pre-
senca soqueimarO as referidas listas, dando-seo
collegio por dissolvido.
Art. 79. I"m dos secretarios, era acto successivo ao
da eleicflo, extrahira tres copias authenticas da acta,
que serflo assignadas por todos os membros da mesa
do collegio, conferidas e concertadas pelo secretario
da cmara, e, na falla, por um tabelliflo de notas :
sera a primeira remettida a cmara da capital, ase-
gunda ao presidente da provincia e a terceira ao mi-
nistro do imperio. Estas acias serflo entregues
dentro de Iros respectivos ofllcios, em qualquer
agencia do correio, quatro dias depois do encerra-
niento do collegio, e a mesa cobrara recibo, salvo se
preferir faze-las chegar particularmente ao seu des-
tino em um prazo.que nfloexceda a Untos dias, quan-
tas vezes se contiverem quatro legoas na distancia
do lugar da reuniflo do collegio capital. O livro
(lasadas ser restituido ao archivo da cmara mu-
nicipal.
CAPITULO II.
Da eleico de senadores e membros das assemblas
legislativas provinciaes.
Art. 80. Tendo-se de nomcar algum senador, por
morte ou augmento de numero, se proceder a nova
eleicflo de eleitores de parochia em dia designado
pelo presidente da respectiva provincia, o qual tam-
be m marcara o da, em que se hflo do reunir os eolle-
gios eleitoraes, compostos dos eleitores entflo no-
meados.
Art. 81. Cada eleitor votar para senador por urna
lista de tres nomes, declarando a idade, emprego ou
occupacSo de cada um dos votados. Se tiverem de
eleger-se dous senadores, votara cada eleitor em seis
nomes, e assim por diante.
reuniflo dos eollegios eleitoraes, far-se-ha a apuraeflo
geral dos votos nas cmaras muncpaes das capitaes
das provincias. A cmara convidar por editaes os
cidadflos para assistirem a esse solemne acto.
Arl. 86. No dia aprazado, reunida a cmara, pelas
9 horas da manhfla, e com toda a publicidade, abrir
o presidente os oflicios recebidns, e, fazendo reconhe-
ccr aos circumslantes, que elles eslavflo intactos,
mandar contar e escrever na acta o numero das
authenticas recebidas : immediatamente se passar
a apura-las, com os vercadores presentes, pelo me-
thodo estabelecido no art. 54. Finda a apuraeflo, o
secretario da cmara publicar, sem demora ou in-
terrupeflo alguma, os nomes das pessoas e numero
de votos, que obtiverflo,formando-se urna acta geral,
desde o numero mximo at o mnimo, a qual sera
assignada pela mesma cmara ejeleitores, que pre-
sentes se acharem.
Art. 87. A cmara municipal se limitar a som-
mar os votos mencionados nas dHrcules actas. Se,
porm, houver duplcala de eleices em um collegio,
e vierem duas actas desse collegio, apurara a.que
mais legitima 1 he parecer, dcixando de apurar a
oulra, e lambeni dcixara de apurar quaesquer actas
de reuniesde eleitores, celebradas em lugares, que
nflo estejflo declarados eollegios eleitoraes; fazendo,
poreiii,declaracflojespecificada das actas, qucdeixou
de apurar englobadamentc, e mencionando por ex-
tenso os votos altri buidos em cada una dessas actas
a quaesquer cidadflos.
Art. 88. A pluraridado relativa regular a eleicflo,
de maneira que serflo declarados eleitos os que tive-
rem a maioria de votos seguidamente al o numero
dos que deve eleger a provincia. Da acta se extrahi-
ra copias authenticas pelo secretario da cmara,
urna para ser remettida ao ministro do imperio ou
ao presidente da provincia, no caso da eleicflo da as-
sembla provincial, e outra para servir de diploma
ao eleito, acompanhada de um ollicio da cmara,
para denudado da pessoa.
Art. 89. Para supplentes dos deputados e mem-
bros das assemblas provinciaes ficflo designadas as
pessoas, ipie Ibes seguirem em numero de votos,
constantes da acia geral, precedendo-se enlre si pelo
maior numero, que cada um delles tiver, de maneira
que, achando-se algum doselTeclivos legtimamente
impedido, por ausencia, molestia prolongada, ou por
ter sido noiueado senador, a cmara da capital expe-
dir ao supplenle um diploma igualaos quesepas-
sarflo aos elleclivos; acompanhando-o de um oflicio,
em que declare que vai tomar assento como substi-
tuto, ou por falta absoluta, ou durante o imped-
mente temporario.
Art. 90. Apuradas as relaccs, pelo modo determi-
nado, e publicadas as eleices, serflo inmediata-
mente os eleitos, que presentes estiverem, equefa-
Oilmente se poderem chamar, acompanliados pela
cmara, eleitores e povo, conduzidos a igreja princi-
pal, onde se cantara solemne Te-Dnm, a expensas da
mesma cmara; com o que fica terminado o solemne
acto da apuraeflo dos votos.
Art. 91. Na eleicflo de senador, a certidflo authen-
tica da acta geral da apuraeflo ser remettida se-
cretaria de estado dos negocios do imperio, acompa-
nliandoa lista trplice subscripta pelo secretario da
cmara, por ella assignada, erom oflicio da mesma
cmara;, apurada dentro os primeiros votados at o
triplo dos senadores, que tiver eleito a provincia.
TITl LO IV.
Da eleicflo dos juizes de paze, cmaras municipacs.
Art. 92. A eleicflo dos juizes de paz e cmaras
mumcipaes sera feita, de quatro em quatro annos, no
da 7 de setembro, em todas as parocliias do imperio.
Qualquer que seja o numero de districlos de paz da
parochia, e embora se contenhflo uella capellas cu-
radas, a eleiQflo ser urna s, no mesmo lugar, e com
una so mesa parochial, para apurar todos os votos
da freguezia, nflo s para vereadores, como para jui-
zes de paz dos diversos districlos o capellas curadas,
que nella se comprchenderem.
Arl. 93. O presidente da assembla parochial nes-
tas eleices ser o mesmo designado pela presente
le para presidir junta da qualificacflo e a eleicflo
primaria. *
Art. 94. lm mez antes do da marcado para a elei-
cflo, o presidente, a quem a cmara municipal j de-
vera ter expedido as ordens parase proceder ella,
convocar, na forma dos artigos 4o. 5". o 6'., as pesso-
as ahi mencionadas, aim de proceder se organi-
saeflo da mesa parochial. Pela mesma occasiflo, con-
vidar os cidadflos qualilicados votantes para irem
dar os seus votos, publicando alista geral delles, por
copia authentica da qualificacflo.
Art. 95. No dia aprazado, reunido o respectivo po-
vo, pelas 9 horas da manhfla, posta urna mesa no
corpo da igreja, o presidente, tomando assento ca-
beceira uella, tendo sua esquerda o escrivflo o de
um e outro lado os eleitores e supplentes, separa-
dos pela divisflo ordenada no artigo 42, far, em
voz alta o intelligivel, a leitura do presente titulo,
do titulo 2. e do capitulo 1.* do titulo l,i immo-
diatamente proceder organisacio da mesa paro-
chial, nos termos prescriptos para a eleicflo pri-
maria.
juizes de paz. As cdulas, sem assignatura .Jrv
fechadas, tendo por fra o rotulo vereadores nin
a cmara municipal da villa de... ou cidade de
juizes de paz do districto de... ou da capella de "
Art. 101. Terminado orecebimento das listas'
presidente mandar separar aa cdulas relativas
eleicflo de vereadores, e as pertencentes a cada J
dos districlos ou capellas para a eleicflo de u?m
de paz; contar, publicar o escrever na acta, ,
a devida distinceflo, o numero de cedu'as perten-
centes a cada eleicflo. C.omecar a apuraco pelas
cdulas de vereadores, passando successivamenle s
cdulas pertencentes eleicflo de juizes de paz de
cada um dos districtos. De tudo se far urna acta
circumstanciada, com a precisa clareza, contendo o
numero de votos, desde o mximo at o mnimo
de cada urna das eleices.
Art. 102. Nflo se accetar cdulas senilodosque
comparecerem pessoalmeute, e aos qua faltaren]
sem legitimo impedimento, participado mesa, e
ta impor a multado art. 126 $ 7.*
Art. 103. A mesa remetiera cmara municipal
o livro das actas, acompnhado de oflicio do secre-
tario, e, queimadas as listas, se heverpor dissol-
vida a assembla parochial.
Art. 104. As disposlees do titulo II sflo inteira-
mente applicaveis eleicflo de juizes de paze ve-
readores, salvo na parte, em que estiverem altera-
das pelo presente titulo.
Art. 105. Recebidas, pelascamaras municipaes, as
actas das diversas parochias, procoder inmedia-
tamente apuraeflo dos votos para vereadores: em
dia annuncado por editaes, seguindo o methodo
geral das apuraces. Terminada a apuraeflo, serlo
declarados vereadores os que tiverem maioria de
votos; os immedialos serflo supplentes. Asesinaras
enviar a cada um dos vereadores eleitos urna co-
pia authentica da acta da apuraeflo, tirada pelo seu
secretario, assignada pelos membros da cmara, e
acompanhada de oflicio da mesma cmara, convi-
dando-os a irem prestar o juramento, e tomar posse
no dia 7 de Janeiro. Para prestaren] juramento no
mesmo dia, sern igualmente convidados pelas c-
maras os juizes de paz eleitos, cujos supplentes se-
rflo os immediatos em votos.
Art. 106. As cmaras, logo que concluirem a apu-
raeflo, participar ao ministro do imperio na cor-
te c aos presidentes nas provincias o resultado da
eleicflo de vereadores e juizes de paz do seu mu-
nicipio.
TITULO V.
Disposiees geraes.
Art. 107. De oito em oito annos, proceder-se-ha ao
arrolamento geral da populaeflo do imperio, pela
maneira que o governo julgar acertada ; devendo
conter os mappas geral e parciaes, alm do outras
declaraces, que'forem julgadas necessarias, ado nu-
mero de fogos de cada urna parochia. Este arrola-
mento determinar o numero de eleitores, corres-
pondendo cem fogos a cada eleitor, e dando um e-
leitor mais a parochia, que, alm de um mltiplo
qualquer de cem, conliver mais urna raceflp maior
de cincoenta fogos. Nenhuma parochia, porm, dei-
xar dedarao menos um eleitor, por menor que seja
o numero dos seus fogos. O arrolamento sera envia-
do assembla geral, para o lim de fixar-se porlei o
numero de eleitores de cada parochia do imperio.
Por fogo entende-se a casa, ou parte dola, em que
habita urna pessoa livre, ou urna familia com econo-
ma separada, de maneira que um edificio pode con-
ter dous ou mais fogos.
Art. 108. Susponder-so-ha o recrutaroento em to-
do o imperio por tres mezes, a saber : nos assenta
dias anteriores e nos trinta posteriores ao dia da elei-
cflo primaria. Ficflo prohibidos arrumamentos de
tropas c qualquer outra ostentaeflo de forea militar
no dia da eleicflo primaria, a urna distancia menor de
urna legoa do lugar da eleicflo.
Arl. 109 Em qualquer eleicflo, concluida a apura-
eflo das listas, o presidente do acto mandar publi-
car, por editaes, na porta do edificio, onde se estiver
fazendo a eleicflo, e pela imprensa, onde a houver, o
resultado da volaeflo.
Art. lio. O presidente da junta de qualificacflo
ser sempre o individuo, que houver feito a convoca-
eflodos elleilores e supplentes para a formaeflo da
junta : e seus substitutos serflo, em todo ocaso, os
que se lhe seguirem na escala da eleicflo, de que fo
tirado o seu nome, embora, no acto da inslallacfloda
junta, antes ou no progresso de seus trabalhos, en-
trem em exercicio de juizes de paz, dados pela eleicflo
para um novo quatriennio.
Art. 111. Qualquer procedimento judicial, ex-
oflicio ou a requenmento de parle, que deva ter lu-
gar por motivo do deleito, vicio ou irregularidade
na formaeflo das juntas de qualificacflo, organisacio
das mesas parochiaes e eollegios eleitoraes, como
acerca da qualificacflo e apuraeflo dos votos em qual-
quer eleicflo, s poder ser iniciado depois de verifi-
cados pela autor idade competente os poderes confe-
ridos pela eleicflo, de que se tratar.
Art. 112. Iiissolvida a cmara dos deputados, ron-
sidera-se finda a legislatura, e cassados os poderes
dos respectivos eleitores, os quaes servirO todava
para os trabalhos das mesas parochiaes. Qualquer
eleicflo, por elles feita posteriormente aoactodadis-
solueflo, ficara sem vigor.
Art. 113. Quando os eleitores de urna mesma le-
gislatura tiverem de proceder, em acto successivo, a
mais de urna eleicflo, servir em todas ollas a mes-
ma mesa, que a principio se houver nomeado.e nflo
se repetir a ceremonia religiosa, ordenada pela
lei.
Art. 114. Quando os eollegios eleitoraes se reu-
nirem, tendo sido j verificados os diplomas em
reuniflo anterior, pratiCar-se-ha, logo po primeiro
dia da reuniflo, a nomoacSo da mesa, solemnidade
religiosa, recebimento das listas e mais actos da
eleicflo. .,j
Art. 115. No caso de empat7^ pnraeoes dos
ltimos votos, decidirs sorte; sorteamento se-
r annuncado por editaes, com anticipaeflo de vin-
maior
te e quatro horas ao menos, feito com a -.
Art. 96. Lavrada a acta da formaeflo da mesa, emj publicidade, para "que assistflo.se quizerem.aspar-
livro especial para esta eleicflo,'o presidente deca- tes interessadas; devendo as cdulas ser extrahi-
rara : Esta installada a assembla parochial el das da urna por um menino, que nflo tenha mais de
passar ao recebimento das cdulas dos votantes, (7 annos, lidas em voz alta pelo presidente do acto.
/


e apresentadas aqualquerdosassistcntes, que ore-
qUAr?r'l16. As cmaras e juizes de paz eleitos
para as cidade, villas edistrictos novamente crea-
dos, so terao e^lcio at ton.arem posse os que
dcverem serv j^ virtude da cleic> geral de 7
de selcmbro.
Art. m.mf completar o numero de nove ve-
readores as cmaras das villas, que forero eleva-
das categoria de cidades, serflo chamados a ejer-
cicio os dous supplontes mmediatos, ate a poca
da eieicSo geral.
Art. 118. O governo he competente para conhe-
cer das irregularidades commettidas as elcices
das cmaras municipaes e juizes de paz, e mandar
reformar as que contiverom nullidaile. Ksta attri-
buiQ.to podera ser promisoriamente exercida pelos
presidentes de provincia, miando da demora possa
resultar o inconveniente de nSio entraren em exer-
cicio os novos eleitos no dia designado pela lei.
Art. 119. Todos os livros.de que trata esta lei, se-
r3o fornecidos pelas cmaras municipaes, numera-
dos e rubricados, abertos e encerrados pelos pre-
sidentes deltas, ou por quaesquer vereadores, por
elles Horneados. O governo pagar a importancia
dos livros e cofres para guarda das cdulas, quan-
do as cmaras municipaes o nflo poderem fazer, por
falta de meios.
Art. 120. Se na execugSo desta lei occorrerom
duvidas, que nflo possito ser decididas polo gover-
no ou pelos presidentes de provincia, scrlo as do-
cises publicadas pela imprensa, communicadas
officialmente a todas as autoridades, a quem possa
interessar o seu conheclmento, e apresentadas ao
senado e a cmara dos deputados na sua pnmeira
reuniSo. ,,
Art. 121. Os presidentes das provincias remette-
rO cmara dos deputados, por intermedio do
Soverno, copias authenticas das actas da elcicflo
eeleitores de todas as freguezias das respectivas
provincias, e a cmara dos deputados decidir, na
occasiflo da verificacio dos poderes de scus mem-
bros, da legitimidade dos mesmos eleitores. Os e-
lei lores, que assim forem julgados validos, serflo
os competentes, durante a legislatura, para proce-
derem a qualquer eleiclo de deputados e membros
das assemblas provincia.es. Se a cmara dos de-
putados annullar a eleiclo primaria de qualquer
freguezia, procedei se-ha a nova eleicrio, cuja acta
sera igualmente remeltida mesma cmara, para
deliberar sobre a sua legilimidade.
Art. 122. Nflo he permittido ao eleitor mandar
por outrem a sua cdula, mas a deve pessoalmente
apresentar. ,
Art. 123. O governo remetiera acamara respecti-
va as copias authenticas, que receber, da eleiclo de
senadores e deputados.
Art. 12*. Os cidadfios brasileiros, em qualquer
parte, que existflo.so elegiveis em qualquer distric-
to eleitoral para deputados ou senadores, anda
quando nilo sejilo nascidos ou domiciliados naquella
provincia (art. 96 da constituido Quando qualquer
frnomeado por duasou mais provincias conjuncta-
mentc preferir a da sua naturalidade; nafaltdes-
ta, a da residencia; e na falta ne ambas, prevalecer
aquella, em quo tiver mais votos, relativamente aos
collegios. que o elegruo.
Art 125. Nenhum eleitor podera votar para depu-
tados, senadores e membros das assemblas provm-
ciaes em seus ascendentes ou descendentes, irmaos,
tiose primos-irmaos.
Art. 126. Serao multados, quando.na partequelhes
tocar, se mostrarem omissos cu trasgredirem as dis-
posicOes da presente le:
1. Pelo ininislro do imperio na corte e presiden-
tes as provincias :
N. 1. As cmaras municipaes das capilaese do mu-
nicipio neutro, funecionando como apuradoras das
actas dos collegios cleitoraes, na quantia de 400 a
800/rs. repartidamente pelos vereadores em exer-
cicio. ..
N. 2. As mesasdoscollegioseleitoraes na quantia
de 200 a 700/000, repartidamente pelos membros.
N. 3. As cmaras municipaes eni geral eos conce-
Ihos municipaes de recurso, na quantia de 200 a
700/000 rs., repartidamente pelos seus membros.
N. 4. O presidente da junta de qualificacjlo e da
assembla parochial, na quantia de 100 a 300*000 rs.
N. 5. As juntas dequalcacnoemasparochaes,
na quantia de 150 a 400/000 rs., repartidamente pelos
seus membros.
S 2. Pelos collegios eleitoraes:
Os eleitores, que, sem causa justificada, laltarem
s reunioes dos collegios eleitoraes, em 30 a 60/ rs.
3. Pelas cmaras municipaes: "
Os eleitoraes, que nao assignarem asactasdaelei-
c!lo secundaria, na quantia de60 a 80-frs.
S 4. Pelas mesas dos collegios eleitoraes:
Ossecretarios das cmaras municipaes ou label-
liaes, chamados para o servido do art. 79, na quantia
de 20 a 40/rs.
S 5. Pelas juntas de qualificacao e mesas paro-
chiaes:
N 1. Os membros das mesmas, que se ausen-
taren! sem motivo justificado, na quantia do 40
N 2 Os eleitores e supplentes e mais cidadaos
convocadas para a formado del las, que naocompa-
reccrem, oui tendo comparecido, nao assignarem a
acta, na quantia de 40 a 60/rs.
N 3. Os escrivaes de paz chamados para qual-
quer servico em virlude desU le, na quantia de 20
a40/rs. ,.
J 6. Pelas juntas de qualihca?ao:
Os iuizes de paz, que nflo enviarem as listas par-
ciaes dos votantes, ou nao fizerem publicar os edi-
taes, de que trata o artigo 21, nalquantia do 40
a 60f rs.
t; 7. Pelas mesas parpcniaes:
Os votantes, que, sem impedimento legitimo parti-
cipado s mesmas, nflo volaren) na elcicao de juizes
do paz evereadores.ua quantia de 10/rs.
Art 127. As multas decretadas por esta le larSo
parle da renda municipal do termo, em que residir
a pessoa multada, lima portara do ministro do im-
perio, ou do presidente da provincia, conlendo os no-
mes dos multados, os motivos e a quantia da multa;
assim como urna cerlidflo da acta das cmaras muni-
cipaes, jifulaa de qualiicacao, mesas parochiaes,
collegios eleitoraes, e mesas dos mesmos.cm que as
mullas houvcrcm sido impostas, ter3o forca de sen-
tenca para a cobranza dellas.
Art. 128. Os presidentes de provincia, que, por de-
mora na expedicao das ordens, forem causa de se nao
concluirem em lempo as'eieqoes, incorrem napena
do perdimento dosempregos, que tiverem, einhabi-
lidade perpetua para quaesquer outros. Esta pena
ser imposta judicialmente, na forma das leis.
Art 129. FicSo revogadas todas as dispusieres re-
lativas ao processo das eleicOes de senadores, depu-
tados, membros das assemblas provinciaes, juizes
de paz e cmaras municipaes, asquaes serarao so-
mante pela presente lei.
Mandamos,portanto.a todas as autoridades.aquem
o conhocimenlocexecucaoda referida lei pertenec-,-
que acumprito efacSocumprir e guardar tointei-
ramente, como nella se contm. O ministro c secre-
tario de estado dos negocios do imperio a fa?a im-
primir, publicar o correr. Dada no palacio do Rio-de-
Janeiro, aosdezanove de agosto de mil oitocontos e
Juarenta e sois, vigsimo-quinto da indepednencia e
o imperio.
IMPERADOR. Com rubrica e guarda.
Joaquim MarccUino de Brito.
Carla de'lei, pela qual Voss* Magestade Imperial
manda executar o decreto da assembla geral legis-
lativa, que houve por bem sanecionar, regulando as
eleicOes do imperio do Brasil, como nella se de-
clara.
Para Vossa Magestade Imperial ver.
Albino dos Sanios Pereira a Tez.
Jos Joaquim Fernandes Torres.
Sellada na chancellara do imperio, em 20 de agos-
to de 1846. Jos Carneiro de Campos.
Publicada na secretaria de estado dos negocios do
imperio, em 20 de agosto de 1846. Antonio Jos de
PaivaGuedesde Andrade.
Registrada a fl. 13 v. do livro 9. de leis, alvaras e
cartas. Secretaria de estado dos negocios do imperio,
em 21 de agosto de 1846. Jodo Goncaloes de Araujo.
EXTERIOR
Inglaterra.
A CMARA DE f.OMMERCIO DE MANCIIESTER, E
OS DIREITOS DO ASSUCAR.
.1)0 HANCHRSTEH GUARDIAN.)
A seguinte petizo casa dos communs foi entre-
gue, da parte dos directores da cmara do commer-
cio e manufacturas desta cidade, naquarta-fera pas-
uda (ldejulho1, ao muilo honrado T. MilnerGib-
son, para ser apresentada :
Aos honrados communs, etc.
A pelico dos directores da cantara de commercio
e manufacturas de lUanckester,
n Mostra:Que os peticionarios, ha milito, procu-
ravfio representar a essa honrada casa a impoltica e
injustica das leis, que a legislatura lem decretado,
ile periodo em perodo, para regular a mporlaQlo
do assucar para consumo ueste paiz ; mas leem vis-
to com profundo pezar, que o falso e pernicioso
principio, sobre que primeramente se fundou a-
quella legislarlo, tem sido levado de mal a peor; ale
que dahi resultou un estado de cousas, quo, na op-
nio delles, exige a immediata interven cSo d'essa
honrada casa.
Que os peticionarios entendem, que direitos el 11 -
ferenciaes de qualquer natureza, e por mais especio-
so que seja o pretexto, sobre que tenliflo elles sido
originariamente fundados, veem a ser realmente no-
civos as mesmas partos protegidas; ao passo que,
durante toda a sua continuadlo, aflo oppressivos para
o consumidor; quo elles diminuem o consumo ,
quando nflo o mpecjio nleiramenle ; reslrngem o
emprego de bracos; sao de todo o modo perniciosos,
tanto para o povo, como para a receita ; o s3o nflo
raras vezes origcm de grandes embarazos para o go-
verno as suas relajos com potencias eslrangeiras.
Que estas verdades sao obvias a observadores
orticos, c applicflo-se, com proporcionada frca, a
qualquer genero de importado ; ellas silo mais sa-
lientes na sua applicaQflo nossa legislado sobre o
assucar, s porque osle genero tem, por sua nature-
za, mais acceilacflo do que muitos outros, e con-
tribue maiormente para os gozos e conforto do povo.
Que os peticionarios rolgariao, de que essa hon-
rada casa quizesse igualmente entrar n'um atiento
exame dos resultados de todos osdireitos dilleroii-
caes ora em vigor ; mas ells mu respeitosamentc
lembrlo, que a ouestao dos direitos sobre o assucar,
quaesexistem, i'eclamflo imperiosamente inmedia-
ta considerado e correcto.
aQne documentos, depostos por varias vezes sobre
a mesa dessa honrada casa, teem, ha muilo, de-
monstrado, que era um erro na legislado o suppor,
queso se poda prestar protecc^o pelo esta heleci-
mento de direitos dll'crencaes por mais simples
queseja o seu systema ; porm a distinc^ao entre
assucar produziilo por trabalho livre o nao Iivre ,
que foi, pela pnmeira vez, ntroduzido na nossa legis-
lado em 1844, vem acrescentar novo damno ao erro
anterior. Sem so conseguir o fin, sob cujo pretexto
foi ella estabelrcda, tem acairelado grande prejui-
zo aos nossos consummidores, injustas einsu toas
potencias amigas. Nao tem convencido o mundo de
que o motivo, em que se fundava, era sequer since-
ro. Sabe o mundo, que o mesmo acto do parlamen-
to que pretexlou fundamentos summamente mo-
raes para recusar o uso de assucar produzdo por es-
cravosaonosso povo, aiilorsou admissao de assu-
car produzdo porescravos, e > certas circunstan-
cias, com as quaes nao tinhao connexflo alguma
as considerages de moralidade : sabe o mundo ,
que um acto do parlamento prohibe ao nosso poyo a
cultura do tabaco no paiz, porque queremos derivar
grande renda daquelle, que he principalmente cul-
tivado por cscravos : he sabido por todo o mundo,
que nos he permittido por lei consumir cafe prodn-
zido por escravos, com tanto que pague um direito
addicional de2s., para o fisco publico ; que pode-
mos empregar o nosso povo na manufactura de al-
godao produzdo por escravos, e ate traja lo nos
mesmos, sem imposic^io de dircito algum ; que po-
demos livremente importar e preparar para consu-
mo at o mesmo assucar produzido por escravos,
com tanto que o nosso povo nao o coma no paiz, ao
passo que urna tal prohibalo nflo obrga os nossos
oncidadaos frada Inglaterra. Portanto, o pretexto
nao he acceito ; todos os nossos actos vedao a per-
suasao de que um sentimento de dever moral losse
overdadeiro fundamento, para fazer essa distmc-
cao, e o carcter da nossa legislado tem sido pre-
judicado. Porm a aleivosa do pretexto nao he
mais apparente do que o seu exercicio he insultu-
oso para potencias, que nflo nos devem obediencia.
Por esta caprichosa distincco, procura a nossa legis-
latura interferir, sem dircito algum nacional, no go-
verno interno de nacflesindependentes;e,nocaso de
nenhum resultado, Taz recahir a culpa, nflo sobre
aquclles, que recusao submissao, mas sobre o seu
propro povo, creando escassez, fazendo subir os
precos, o sacrificando a sua propria renda. Com lu-
do a respeito do Brasil maiores conscquencias leem
sobrevindo. Petqes a essa honrada casa e memo-
riaes ao governo leem anresentado avista os graves
males, que teem procedido deterelles.do alienado
do nos. A pi opredade ingleza nesse imperio esta ex-
Josta ao ni... dcsagradavel per.go nao caitamente
por instantnea apprehensao violenU ; mas pela
corrosflo mais lenta de pautas host.s. e por urna nao
menos completa absorpcao das suas leis mortuana ,
una potencia disposta a ser amiga, um dos maiores
freguezes das nossas f&zcndas, tem sido boiib k
do por nos mesmos a um estado, que se approxma a
collisflo e hostilidado. .
N3o contentes com adoptroste principio novo e
errneo no bil de 1844 sobre o assucar, aocrescentt-
rffo no de 1845outro enorme grvame. Introdu/io-
se enlflo urna rlassificaQ3o de qualidades, que pare-
ca ser destinada a oflerecer um premio a produeym)
de mo assucar. ou, no seu sentido mais favorave,
a impedir ulterior mclhoramento na fabnca^ao de
i|nal(|iier, que houvesse de ser permittido aos lngl e-
zes receberem.
Que os peticionarios esper3o, que um systema
de legisla^ao, tilo errneo nos seus principios, e tao
pernicioso nos seus resultados, seja effectiyamente
corrigdo na actual sess3o do parlamento. Elles re-
proviio as mudancas annuaes na legislarlo sobre m-
terosses t3o grandes o importantes; e por isso con-
fino, que essa honrada casa far agora desapparecor
o incongruente montSo, que se tem, ha muto, ac-
cumulado; e adoptar um principio, que seja ao mes-
mo tempo sustentavel e decisivo. A proleccilo nom
porissotemfeitoas Indias occdentaes prosperas e
industriosas: pelo contrario, asqueixasdessa parle
teem-se tornado constantemente mais estrondosas e
maisgeraes, e a producen tem all diminuido gra-
dualmente. Oalgodflotemcessadode ser cultivado;
a mporlagnodocafdall lem desculo de.22,00.i,oou
de libras, termo medio dos dous anuos de 18313-.,
a 6,000,000 de libras em 1845; e a imporlacno do as-
sucar, que, nos cinco anuos de 1820-24, montou a
um termo medio de 4,016,851 quintaes por anno, nos
ltimos cinco anuos de 1841-45 tem baixado a um
termo medio de 2,497,479 quintaes por anno; c crc-
se, que a importadlo do correte anno sera anda
somenos da do anterior, n'uma quantdade n3o me-
nor do que 600,000 quntaos.
o Que, ao mesmo passo que os peticionarios re-
prov.1ocsses direitos dillerenciaes, que. opprimem a
industria e o bem-estarda mfli patria, silo, em grao
mo menor, hoslis a essa errada poltica, que tolne
as Torcas, ou restringe a accjlo dos nossos compa-
triotas das colonias. Os peticionarios considerarlo
qualquer medida de lberdadecommercial incom-
pleta, se a sua plenilude nao se estendesse a tudo,
quanto os anecia ,
Que os peticionarios esperto, que o (Ilustrado
espirito do seculo tenha lomado fcil e grato a essa
honrada casa o abandono de antigs fallacias, o a
idopcflo de vistas mais justas,om referencia a legisla-
do acerca do assucar; mas nflo podem despir-sedo
temor de que se tentern propostas, qiiesero nocivas
a todos os inleresses. Entre estas, neniutma trecia-
ria mais grave e prejudicialmente assim o productor
como O consumidor, do que urna medula dilatoria.
Grandes mudancas nflopdein arrastar-sc atravesde
urna longa transigno, sem correspondente perplexi-
dade das operares ordinarias do commercio; urna
animal reduceflo de direitos, feita aos boceados, e es-
palhada por urna serie de annos, torna o productor
tmido, se uno absolutamente negligente na sua
cultura; o negociante uno se atreve a obrar no meio
da incerteza; interrompe-50 a relacflo entre a procu-
ra e o supprimento; diminue a imporlacno; sobem
os precos; accumuino-sc as manufacturas no paiz.
ehaixno os salarios; de modo que a inquiclac.no ,
que, durante todo oestado de tmnsicSo. heexpen-
inentado por lodos os que s.lo n'ella mleressados,
he urna causa de mal mais real do que resultara a-
indada repentina abolicao de toda a parle protecto-
ra dos direitos. _..,.
Por tanto, os peticionarios supplicflo humilde-
mente, quesejno revogados, durante a actual sessao
do parlamento, todos os direitos protectores sobre a
importacao do assucar; que sejilo removidas todas
as distnccOes mal entendidas, em referencia a ori-
gem do assucar; e que sejito ao mesmo tempo a Do-
lidas todas as restriccOes sobre as nossas colonias,
qur aTeetem a sua imporlacno, quer a sua por-
tacno.
Ctjrrt'spoiKifiuiti.____
5r. lUdador,,. Appircc-o no DtarU de Ptr-
nnmbuco do ulibado, Bdocoirenta. n. p.rlo. em .|U^
Iraz o teumo do Irabalhoi .1 ctnra municipal, o ex-
tracto d um ofllcJ .la cmaro do Cabo a delta cidade.
O ue aquella qu.-iu k o-ta de violonc.ai perpetra-
das palo arrematante da i[ericao d.-ste municipio con-
Ira g|.nocreveidomunici|iii) do Cabo, alnn da obnga
los a aferir ai.ne.irai, em qe aqu vandi-m lquidos ;
rfl.'.ii do que. coosla-me.que ne ..olenciaa, que, como arreiiiatanl- da alendo, eu co.n-
metlra na Psoa de.'i almocievei. e veem a ser o tt
eu prendido e paneado aquellos almocieve., para o
fim supposto pela momia cmara.
NSo poda eu por corto, sem tcitamente coneMar
o laclo, deiur de defenderme, de qualquer maneira,
quo fisf, inda mesmo nogalimeol, puis que, nesle
caio. oulia defesa nao be cabivel, de Uo atro-os impu1"-
ces. e pelo meimo or^ao, por que lorio ella Jada
a luz ...
He falsa e inlundada a imputacao, que inultamente
me asiaaa a lllm. cmara do Cabo, al.ka a quem muito
respailo De corto nio-poderi eu faier priiSo alguma;
poniuanlo nao lenuo poder nenhum par. isto, e neo.
*lRun.i d.i autoridades constituidas rochen, preso al-
aum por mim capturado. Tamben, nao he vero.imil.
que eu ti**" pencado alguero (principalmente pot
um motivo tao ignominioso para o. principios de mi-
nha educacko e minha conducta morall; porquanlo,
sondo bem conhecida a acticidadt da polica actual, e
perlencendo eu ao partido, que ora o acha debano,
nko perdera ella tko bol occ.iko de eiercer iuo oe-
iv i da le. .
No entinto, viilo quo Illa, camira julgi-ie often-
dida, por suppor me violenUr seus mumcipes, tere
muilo praier, que ella, ou qualquer. que ollendida p.re-
sumr-si, me iccjsb peranU oilribuaaei. onde mu.to
mais lacil ler-me ha laar-me delta nodoa, com qu.
me quii manchar i respeit.vol cum.r. do Cbo.iein du-
vida. undada em engaosas informar;6ei, e que so pode
driur algum estigio, para aquello!, qu< me oo co-
nhi-cam.
O fjeto, donde sem duvdi naicem em impuliCOii,
he muilo diflerente ; e eu pmn-ot a narrir e P1'*"-
Oarl, !5 do regulamenlo d 12 d marco do 18*4.
dado pela cmara uesle municipio para regular as ale-
ricoei. determina, que o qut vtnderem ttaunoi tm bar-
r ou ancoras to obrijadus a traur aferidas mas
val Mil, na raio, tle. A visti de urna disponcao lio
lerminanle nko sei. romo se pode contestar o dueilo do
arrema la nte das iferkdei de alerir tod.l is vas.llia men-
.iooa.lai no arlgo cima transcripto, om. vos que com
ollas nosle municipio se comuiercie.embon so|io omi
cilianos de outro municipio. HaeiU,_po._aque.Uo.
co. teem-se querido subtrahir .o impoito; e. le aoto-
r.dade incumbid, de obrig.-lol a uto. o nio biesio
litil o arrem.t.nle a lofirer injustamente um preiuizo.
oom que nao oo.eria conUr. Para prevenir elle d.mno,
.J..ptoi a pr.tic. de advertir todo., que se quiieroeii-
mir d. conlribuicko. que dara paite lo rrlpectivo Bi-
l, p.ra qu os obrigaase ; e algumas veiei o teoho
feito com o esperado resultido. lie. pois, uto o que te-
nbo praticado com osilmocreveido Ciho: a.im como
com os de outros muncipoi: se se pode cbimir vio-
lencii, iv.lie-0 o publico.
No entinto, diz-se, que o municipe do Cabo ou ou-
iros quiesquer no podem eilar lubjeitos fc duis ileti-
taei. Eta propoaicko he infundid.. O regulimeoto
i.i.lercOe. do RmI" "-> dirtioeOo. e ntm
a poJeria l.ior. A. leii e regulamenlo. de e.d. p.il,
le cada provinii. da c.di municipio .lo appl.cd.l
ios que no eitido, n. proiinci.. ou no municipio
.chko. ie.ii illender .erem elles domicilanos iqui
ou lili. Salto as diipoiicdes relativa aos d.roitos poli-
ticoi. e ilKumai .ouca. outri. eieepcOei. Al diipoiicei
relativiikvidi civil eeomroerciil em regra nio dtilin-
guem odomicilo do individuo, que pntiei acloi vil e
^ommerciaei. O. que pr.ticio tiei e tiei actoi de com-
mercio lio .ubjeitos i lies e tiei condicSes. He a
regn : quando algum.s eicep^oei ba, ellas lio eipo-
oili'cidis. A cimira desta municipio eitabeleceo mi-
nein, por que se fftvii cobrar o iropoito di afenio do
mesmo municipio. 0$ qut vendern lquidos terOo
ai *>a>i7Aai e/ridai. Nko se pode entender, que pode
ter loila ella atencio em oulio qualquer muoicipio ;
nada tem de comtiium um com oulro : eida um tem
sua .dminiitr.r;io lepar.d. e indoiendente. Umi nio
lem. que tomir conl. do setos pr.lic.doi por outri, e
nemiub|eitar-soa elles. Onde se commercia, ah deve
lar o commercianle garantii do seu commercio. Ai pre-
i-iucoes por quem nko tem interesse ni bem do muni-
cipio eitni.bo. nio-podem garantir. Alm diito,. alan-
Cito nko bes urna leguranei ; he umi imposicio la-
dirocti, lineada aos consumidores do generoi pelidoi
..u medid. ; i visl do que, be claro, que um mumei-
,iio nio b, que devo lineal mpoitoi lobre o commet-
io a consumo, quo le li em oulro muoicipio.
S*. por estes principios, um c>mmeicianle vem ler
. b'igxdo pagar duas u mail afericdei, he porque
ii.iar anu d.. commercio do doui ou mais mercados de
j.iler. nloi inunuipios C.da praca, cadi mercado one-
roc mi ou menos vi.ntag.-na, e he cin vulude desta
liflore.ni. 'Iue ,8r,Su ,s ""PosiCM *m cert0* nmot
1h commercio ou de induslrii. principalmente os mu-
nicipaes.que iko subjoiloi esies influios. Appliraodo:
Nio he quem tem incon. que he obngido a ilenr.
mas quem vende em incorai Aisim, hvr.r-ie-hlo o
munieipe do Cano de pigir du. aferi(Oes,Mto ven-
derem aqu ou la. A pralica contraria dina lugir a
nuitoa busos e Iraiides.
P leu. o nono n.unicpei. viilo ler iqui man e.ri
a alerto, ferir fr., e diior.que nio.io deile muni-
cipio. Se.equieiso iiln er.ficar, len.mo. um pro-
ceso do ioHieeatjl. __
Alguns .lestiladoiei o outns peaiou trooxerio-me
llmoeretei com uncor.s pua .feir. depon de ba.erem
.lespoiido o liquido, por s. nao Curen, na a(anlo de
logaros rslrmhoi ; e. aforindo-i cu. lehei por vr-zei
r!ndos noiaclidooa Al... disto os elmoeie.es olo ira-
nio hilhoto da .(er.cko. e .pona. o. cumbo, as anco-
ra { o que lio mui cil do se ter falso.
Fundado ne.t.sconideravoo.. ootendi. que t.nbi di-
mito de cobrar o imposto da afenclo. .obre quevern
osla queillo; e issim julguei-mo com direito de faie-lo
alTeet..o pelos tr.nrm.tes leg.ei. a que recorr.
Fique pon, crt. lllm. cmara doC.bo, que fo.
|.la. a erg.no..menl. informad. ..Iludid.. Eu e.tou
oTu.lo longo do...i vilezas, par. e.panc.r .Iguem .fim
.le.storqu.-lhe quan.i.s lio me.quinb... e por gran-
des, que loiiem ; Unto man. que. pin cobr.r o que
entend ser-mo de.do. er.-me bastante o meio. do que
usei, e que cima lovo dito.
Sinto porm. que a muilo illu.tre e re.pe.t.vel ca-
,ar do Itecle .egundoi. do mo.mo
uranotado, respondes,, i do Cabo, d.zeodo, que nio
V PLJelbantn acia,. Entendo, q.) com-rto
,S quec t. em... contestar d.r.ito da *^ ^
,,Se do municipios e.tr.nho. po... dundo qu .1-
;!:n:o^;.^;.usce,ibiM.ded.codeg.
U mi.tor luppor, que eu seria cipiz de pnlicir o
rs. Kod.clores, seu enn.laut.i|e.lor '"""^
Antonio Gonqalvtt i* moran.
COMMEACIO.
Alfandega.
,r. .. li:744i 138
ItBNnillKNTO 00 DU 10...... ? "*'
DescarreaaO h'>]* 11.
Bir..ngleia-e-Mn.enmuMadoni
BrigueI.ouitid.m.
Hr.gue urdoDaiaodem.
Galn inglen-Co/umius-idem^
Consulado.
RENoiMiirro no du 16. a67#ui
(."i......................;;;;; 12,1150
Provincial..................... ._____
27*S0i
WflCioi entrados no dia \6.
. 1 ixrf.a. oit.rha branleirn Novo-ba-
Rtt."'dV'iS ni .'.' ;.P.o ioiqujm Bernirdo
^80;,. cquipagem .a. cirgicife. fumo ...
U,u dT^nanfblco. de 189 toneUdii. eapU.o J
Goui.lvo.R-is, .q.ip.gem H. erg. roe; a Leo-
poldo Joi di Coiti Anu o.
Obii'vacan.
Fundeou no lameirio o bngue bri.lle.ro *'r
Uno quediwm hivervindo 4o Rio de-Janeuo* e ter de
i.nos de oulro municipio, lie.^'^'^""' |Matt o Norte.
Muitoi, que leem pem e medid.! obr.g.doi a ifen-1 ugu.r P.


A
Edita es.
\
Rodrigo Tk'oiiorn <' Frritni, carnlliiro da ordem de S.
Rento d' Avi*, ron !corad* com a medalha da reitau-
raro da llahia. cipilflo de fragata d'armada naoio
nal e imparta/, inspector interino do anana/ do ma-
rinha delta prorincia. o nella capilo do porto, por
S. M. o Imperador, qm Dos guarde, etc.
ras cnntlar, para r.onhorifDcnio tic qoetn pertonoer
que lil* m raiina* e oulrim embarrarles, eiuprpt;.d.i
lio trafico tlo rii>a navegavris lk cid.i.le, nlii pwlerifi
eb pena do mull, findo 11 prmu data doate, continuar neme acrviC", em leroin lirrnr,'
para mu da Mptlania.e aerrm urll* arrutadas, parj ciij..
fin he preciso, que otpruprirl.iri.il oprcseincm docu-
mento Irgal, n'l.iiivn iliwn-6, ]'!> trveroni na bor-
ra, puntal, qtiiltia-limpa, r oonipruiienlo de rodi a r<
t, da; asmo cuino, que .leda j cala prohibido, ob pena
do multa, puilcrem tac emba oncoa tirar arein, pa
terrna, laalru doa lutnn, un para quilqner unir mit-
trr, i n.'i'i aer no lugar C'ira-doa-Paiiarinho. ,
cmqiiiiuto n capitana nao deaignar nutro qualquer.
Capitana ilu porto d Pernainbiii o, 9 de lelrinhr
do 1846. Rodrigo Thiodoro de Freitas, capujo do
porto.
Rodrigo Theodoro de Freitat, te.
Fa constataos carpinteiros de machado o calafates de
divertid clistel, residentes nesla cidjptr, que os ha con-
siderado comprrhrndidos nn numero dos que sin pro-
ntos pira os tribilboi, que occorrerom nesle porto, dos
Divio da manaba de guerra ou mercante, c que, etn
eonsequencia, deveno apreientar-se di capitana, no
da 13 do correte, polai 7 horas di manhia, e no
dous domingos ou dial tintos, que aeguirem, i niei-
ma hora, para seren nella matriculados, na Turma de
terminada no artigo 65 do regulamenlo das capitani
as; s.ib pena, no cato de desobediencia, de ler-lhes
imposta a multa autorisada pelo mesmo regulan., nin
l'.u constar,em addiUmento ao edital publicado rom
data de 9 do rorrete me/, que as embarraedes miu
das, m-lli- referidas, que devern ter licenca na, para poderem continuar no sermu, em que su a-
ehio, e serrn nella arralados, sao timbeni aquellas,
que eirlusivamentc se emprogio no trafico do porto e
barras desta cidade.
Capitana do porto de Pernimhuco, II de n-lomliio
de 1846. Rodrigo Tktodo'O di Frutas, cspitio do
porto.
IJedatac/ic-s,
A i omn.is-an adminitlrnliva do thealto publico
nacional, visto nao ter 11 .lo logar a convncacao eil
parn ii na 12 .lo correle, novniienle convida aoa S-
nhores acciuni.laa do mr.lv o theatro i se reunirem na
boje. I" ilu i iim-iiiii, as 10 horas da inanbaa, na ra-
la dn director, l". A. dettliv. ira, na ra da Auror
n. 26, afim de se proceder nomeario para o lugar
do Ihesouieiio, vauo pela mor le do Sr. Jn e llamos de
-Uliveire.
Theatro publico.
BENEFICIO A PRIMEIRA DAMA.JOANNA MA-
MA DE FREITAS GAMBOA.
DOMINGO, 2(1 D 1 i iililll M I.,
it reptanla a grunde peca nova
Bit ANCA EFALIEBO,
ou
0 CONCELHO DOS l)FZ.
Acto 1.' 0 liumpho.Fallero rnira em Venera
em um carro triuinph.il,no n ei u das accIamarVs do po-
n, banda de n.usira militar, e to.la a nobreza, qti<
o vai receber a ravallo : um corpo de Innceiros a ca-
vallo piecede seu cario : nutro corpo de cuvallaria li-
g na fe lu o prestito; manobrando o esquadrao a vis-
ta dos espectadores.
Acto Si.* A fugo. llranca, enamorada do Faliero,
he Sorprendida poi seu psi nn seu palacio : Fallero .
para nao rompromelter o ciedito de sua amante, lo|e
por urna janella, queda pira o palacio do embaiadnr
de Hespanba cuja coiniriunicacao he prohibida com
pena de miiilc pelas It'ii d. repblica, por eitarem em
guerra as ilu s incoes.
Acto 3.'Oapparrlbo da morir?. Faliero, lirado do
Circere, be condumio i sala fnebre, onde, reunido o
cono I lio dos dez he sentencia lo 6 moile, entregue
aos algores, o salvo por sua amante.
A;.|i..reiei..o tres vistas novas. A cafa dos tro
i'bens. A i.raca de >.-Marcos. A sala do cooce-
Ibo.
Principiara ai horas do cottume.
Avisus martimos.
l'ara o Ilahi i sai o patacho Rom-Consitho, ateo
dia 20 do 'torrente impietenvelmenle, por estar quisi
carregado; ainda recelo- algn.a caiga a flete; a fal-
lar Com Nov.-ei i\ C. ruado Trapiche, n. 34.
= Aluga-se urna baresca que pegue de 16 a 18
ciins, em ln.ni estado de Isier vigom : na ra da
Guia, o. 32.
Para Liverpool sabir, at o fim do coirrnte mez,
bem ennherida galera inglesa Columbui. capillo .
Giren, tendo ji prnmpta a intinr paite da sua raiga :
quem qui'er cariegar nella ou ir de passaitem, dirja-
la aos consignalarioi M.*(.ilmont & Companhia. O
frete de algodio lira de SpS eSporcenlo de piiina-
gem.
= Segu viagem para o Rio-de Janeiro, por estes
dial, o^brigue brasileiro Desengao; ainda recebe al-
gumi carga e paiiageiros, pua o que tem bonscom-
ii.odiis : trata-se com o consigoaiano, Jos Antonio
B'ito.
I.filao.
Kalkunn A Bosenmund 'a-ao IcilJo, por inler-
vencio do coirelor Uliveira, de lindo sortimento d- fa-
te-ndas, ultimarriente despachadas : sella Tetra, 18 du
coirenle, ti 10 horas da manhaa, no seu armazem, rus
di Cruf. ________
lito Saint-Martin (nfeliimentealienado), e tendo sido
nomeado curador do sua pessoa e bem, prestando a can
So ordenada por lei, por tentenca proferida em 27 do
moz prximo pissido, o que tudo se eomprio no UM-
mo dia ; rrqurreo ao mesmo juii, para cotrar na pos-
sedo cargo; e, tendo achado resistencia, da parle de
mdsrna Poirion, ns ezecuvio dos mandados do meimo
jgii, sobre a entrega do alienado e bens, proteita con-
tra tal prncedimrnlo, eludo quo contra oseo direito
possi alienar quem qur que seja. Outro sim, declara,
que, leado apparecido nos Diario desle diss psssados
um annuncio. neites termos HypolitoSaint-Marlin
retira-se para a Franca, n tratar de sua saudenio he
lesna intenco mpedir-lhe a viage n, atlendrnlo sei-
Ihe vantajnsa pira o anj restabelecimento; para o que,
nio obstante ser nomeado curador, nflo se pode per
mlttir tal viagem, sem lirrngs do mencionado juiz dos
orphios, i quem, em taes cosos, compele decreta-la.
O fim do presente anuuncio e protesto be relativo a
uslentscio do seu direito, na queslo citada, que dilo
seu irmao est alienado, e, prsenle, considerado o
phio pela lei. (')
Tendo Joflo Yaz deOlivrtira feito publicar cm
tres nnmeros ilesle Diario um infamante annuncio
contra mim, olforecemlo 50/000 rs. a quem porven-
tura me descobrisse, dando dest'arte a entender, ou
que cu era sen escravo, e que me achava fgido,
OU que en reo de cuorniescrinies, pelo que devia
ser capturado, c severamente punido; e, rulo con-
tente ainda com isto apiesentando-se Joto Vaz
com urna queixa contra mim pelo crime de estellio-
nato pente o recio doulor juiz municipal da 1."
vara, he domeu mais rfgOSOSO dever inteirarao pu-
blico, c iiniiiii partieularmenle as peaaoas de meu
conhecimento camizadc.do que a scincllianterespei-
to tem occorrido, pura que, com minlia exposielo,
filha da verdade o de fados, queseachao provados,
se merestitua o crdito, que com tanto afn procu-
rou tirar- me o mesmo Jofio Vaz, que, considerndo-
se poderoso por sua riqueza, julgou, que Ihe seria
fcil perder-me, acreditando, que uenhuin bice se
Ihe opporia, lauto mais quaiiio sou pohro, e por con-
a-eguinlc rraquiclssiruo, porui honrado; e como tal
nunca temas bravatas e malvolas pretencoesdes-
se Joflo Vaz, que se deve cobrir de vergoulia, por
ver trium|ihantea verdade, que nilo pode por muito
lempo estar oceulta. Oito tcslemunhas forao ole-
recida por Joo Vaz, que se persuadi, que ellas
deporifloa seu bel prazerecomo por elle Ihes fosse
prescripto; ODgaoou-SO, porni, redondamente, por-
quantos Manoel l'ereira La mego, por motivos, que
ofloconvem referir, pretendeo em tudo satisfazer
as vistas do mesmo Joflo Vaz, que cerlamente nunca
espern lauto dessa tcslemunha; poisque negou ella
ter eu estado gravemente enfermo, quando, depois
que se relirou ufano com liaver falsamente deposto,
dilo Joflo Vaz confessou, que eu estivera muitumal,
com minlia existencia arriscada, e islo ante di-
versas pesisoas, que se achavflq prsenles, e he de to-
dos sabido, allirmuiido ciiTiinislancias tflo minucio-
sas, que a lodos maiavilhou, por nao me conhe-
ccr, morar em ra dilercnle, e ler negocio diver-
so do meu, ele; posto que seu depoimento, com
3uanlo bem estudado, perdeo toda a torea com urna
eclarac&o, que impensadamente fez, por nlo es-
perar, que se Ihe izesse a pergunta, que deo lugar
a mesnia declaraban. Todas as demais tesleniunhas
jurrao, que, conliecendo-me bem de porto, nunca
souberaode um s facto meu menos digno, e que
mereresse a mais leve censura; que em lempo al-
gum ouvirflo dizer, que prctendesse cu defraudar aos
meus credorcs.c que em mees negocios tivessem l',
aseverando aigumas das alosmas, que, tendo tido
transaccoes commigo, na importancia de douscon-
tosde reis, hoje nada llicsdevia, etc.: ora, se he in-
dubitavclmeulc corlo,que, quando ulguin vm a jui-
zo, deve estar munido de provas sudicieutes, que
conceito-se devefazer de Joflo Vaz, que, queixan-
du-se contra mim pelo crime de estellionat'o, que he
de tanta infamia e apresentaudo oito testemit-
nhas, nada provou absolutamente i1 Sem duvd,
que he um homem precipitado e calumniador, e
pouco respeitador do crdito alheio. Releva, que sci-
enlifique ao publico, que un amoio nao poupou
Joflo Vaz, iiara levara eleito seu damnado intento:
antea d apresenlar a queixa em juico, tratou de
cspalbar, queeu me achava occullo, e negando-me
apparecer a todasas pesaoaa, que me proouravfioj
e, dado este passo, apresentou a queixa, requeren-
do logo mandado de prisao anteada culpa formada,
olTeiecendo 201000 ao ollicial do justiga, segundo
estcaflirmoii ante multas pessoas, para eertTflcar,
que me achava occulto.eusando deoulros meios bem
improprios a um homcni honesto; nenhum desles
mcios, porm, postos em pratica, produzin elTeito;
porquanto o muilo digno juiz formador da culpa
nao quiz mandar passar mandado de prisao, sem que
primeramente dopozessem aigumas tcslemunhas,
e mais ainda, depois que jurarflo duas, inclusive o
Lamego, que, comquanlo pretendesse fazer-ine to-
da carga, por lim espichou-se completamente, como
jadisse, com una deelaraeflo, que fez: toda* as
Rogo a inserco destas linhas; com o que muito o-
brigarOosSrs. Redactores ao seu constante leitor
A rogo de Antonio Pinto Soares Antonio Pinto de
Sousa.
Aluga-se urna cna terrea ni roa do Padre-Flo-
riano; oulra com sotiocorrido, na travesa doSerigado;
ambas muito frescas, oooicacimbas deeicelleote agoa;
urna outra coto duas salas e seil quartoi, coiinba fra,
com grande quintil, muito bem plantado de hortaliee,
com psrreiras, figueiras, romeiras, emuitai oulris r-
vores de fruclo, cacimba com agoa de beber, a melbor,
que lo lem visto, sita no principio da estrada dos Af-
ilelo! so p do Maoguioho : trata-ie na ra da Cadeia
do Becifu, n. 23.
Oi'biiso iMignidos pedem ai aulorididei pn-
liciaei toda a vigilancia na fusta do Italiano de navio
genovesa, Jos Luii Gardel ; trajava sobre-caiaca preta;
estatura regular, cabellos pretoi e meio crespos, olbos
pretoi, nariz afilado, bocea regular, barba serrada r
bigodei, brinco, cOr alva; be oflicial de ourive e abri-
dor ; evadio-ie decta cidade, carregando nio pequea
poiciode obras de ouro, diamantes e dinheiro de d
versas pessoas ; por isso roga-se as mrimas autoridades,
que, (siendo as drvidas pesquisas, descubri o ladrio,
e srji punido pela lei: desconfia-se, que esteja escon-
dido, ou tenba seguido pata alguma comsrea de fra,
por na i poder sahir pela barra, polis providencias, que
a mesilla polica j deo Joto Pereira Lajoi.Car-
los llardy,
Adolpho Schmidt embarca pan o Rio-de-Janei-
ro a su* eicrava Dominga!, crioula, de idsde 30 annos.
Iluga-se ao Sr. Jus Luir da Rocha, ha|a de an-
nunciar por ella fulba a la morada; ou, na falla, que-
la lera bondadr desedirigir a casa de Joaquim Gon-
calves Vieira Guimariei, morado' ao p do arco da
Cooceicio, que se Ibe deleja fallar a negocio de omito
ioleiesse.
Anenda-se, pelo tempoda festa, um sitio a mar-
gen) do rio Dapibaribe, confronte a otara do tenente-
roronel Antonio Carnriro, bem plantado, e com capim
para sustentar a um cavado, casa de vivenda com duai
salas, seto qusrtoi e cozioba lora: na pisca da Boa-
Vista, n 6.
Rvcebrm-se alumnos pira primeirai letlrsi e Il-
ion, e ensina so em casas partirularrs por preco muito
commodo. Tamhem lazem-ie boni ornamentos psrs
igieja muilo commodoi: quem precisar annuncie.
Fel segunda vara do civel desta cidade, le ba de
arremalir um eicravo na praca, no dia 19 do correnle,
em virlude de urna eiecuc ., que pende pelo mesmo
juizo.
Na ra do Rangel, sobrado de um andar, n. 43,
fairm-so espanadores, lano ordinarioi, como bordados
de ouio fino, por preco mais em conta do que em outra
quslquer parle.
Hejo, ai"4 horas da Urde, na praca do Sr. Dr.
juiz do o, baos, na ra da Praia, se ha de arrematar a
preta Rosa, a requeriuienlo do teslamenleiro do finado
Jos Nunes Vieira.
Jo- da Silva Oliveira embarca para fra da pro-
vincia o seu escravo cabra, por nome Francisco.
-Aluga-se urna preta, que sabe cotinbar e ensa-
lmar : na ra Direila ao lado da igreja do Lvramento,
n. f}, segundo andar.
Avisa-ieaoi Senhore A. J. V. S A. J. da F.,
J. A. de M. PC, e oulroi mais que nio ignoran ,
iiic, no plazo de tres din, hijio de vir rrsgalaros aeus
penbores: do contrario, seiio vendidos nio bavendo
iraisconlemplacio aluma.Na ra do Rangel,piimeiio
andar, n.36.
Quem precisar de urna criada para alguma casa
rstrangoiro de pouca familia, dinja-se a ra do Sol,
n. 1, que se darao as informar;Oes necesstrias.
avisos diversos.
Alphonie S.in'-Mariin. para bem do seu direito,
lis icicnlo.que, tendo requerido ao Sr. doulor juiz dos
orpuioi dasta cidade a iotatdicfio de teu irmlo, Uypo-
;ulras leslemunhas mais pareciflo mnhas, do que
olTerccidas pelo meu aecusador, (|tie, vendo frus
Iradas suas esperancas, nflo 80 ahandonou a forma-
eflo da culpa, como requereo desistencia, depois de
naver esgotado todos os recursos a seu alcance: he
isto porvenlura crivel ? Sim, ahi eslflo os actos pa-
ra conlirmareh o quevenho de dizer. No posso
concluir este meu Irahallio, sem declarar, quaes as
leatemunbas, que, se mo importando .com as fuma-
bas do meu aecusador, corajosas forflo jurar a ver-
dade, eslo ellas: l.uiz Marques da Silva Mello,
Ignacio l.uiz de Brito Taborda, Manoel de Souza Sa
Fonles, Jos Joaquim Barroso Bastos, Jos Vicente
Esmere, Antonio Pereira Lagos, e Manoel l'ereira
l.amego, (nica, que se preslou aoqueixoso): co-
nheca-as, pois, o respeilavel publico como pessoas
inteiramente dignas e verdadciramcnle amigas da
verdade lato polo, persuade-me ler recupera-
do todo o meu crdito, que Toi posto em duvida por
meu gratuito adversario, que em tempo algum de-
via praticar commigo esta crueldade, attendendo
ao meu gravissimo mal, de quo teve elle intetro co-
nhecimento, e que sua divida era muito mais nova,
do quea dosoutros meus credores, os quaes nem
liverflo osle infame procedimenlo para commigo;
nem me incommodarflo por outro qualquer modo,
pelo que Ibes sou eternamente grato. Dos queira,
que sirva istode ligio ao meu aecusador, e que a-
prenda elle a ser mais comedido e prudente, e me-
nos precipitado; o que linalmenle respeile mais a
reputac9odos seus sementantes.
(*) Este aonuncio foinoi entregue ante-hontem,
para ser publicado em odia inmediato ; o que ionio
venlkou, por oo-lo-nu consentir asOluencia de ma-
leriii. O RiX
Alugao-sc tres casas ter-
reas sendo duas na ra do
Alecrn. c urna na travessa
do Harisco ; um sobrado de
um andar, as Ginco-l*ontas;
todas por preco com modo : a
tratar na ra da Cadeia de S.-
'i.louio, ii, 14, primeiro an-
dar.
Ssbhat'o 12 do correnle mez enlrepou-se a
um prelo ganhador um ctito rom seis mil rolhis de
eoilica: e, como o dilo prelo nio o enlregou aoode se
Ihe mandou levar, roga-se a quem o tiver recebido ,
de dar parle as Cinco-Ponlss o. 32 ou annun-
eiar sua morada.
= Pergunta-ie a cmara municipal desta cidade,
ae aforou ou nao o becco da ra da Gloria ao Sr.
Jo> Apollmario, porque o mesmo abri um buraco
no muio eest fazendo do dito becco praia de mo-
do quo a vizinhanca nio podesupportar o ftido, qae
do mesmo becco sai; e tamboiu as cabras a gilhnbas ,
que deslroem o quintal da mesma virinhanca.
=. i.ava-secom promplidio e perfeicio tanto de
varrella eomo do ssliio o se afianca eiacta entrega das
prcas: na rui Diieita lobradon. 29, se dir quem
dislose enesrrega.
Precisa-io de um caiieiro porluguri, de 12 a 14
annoi. que lenha pratica de venda: na ra de Agoas-
Verdei, venda, n. 48.
= Hoja, 17 doeorrente mez tarde, oa portado
doulor juiz dos feittM da Iszeuds, ie ha de arrematar,
por venda, um lio pequeo com caa de taipa, ien-
do a fronte de podra e cal, avahado em 300,000 n. ;
rujo litio tocou a fa/enda provincial, pelo tollo da b-
ranca do rcterondo Jos Gomes Flores : assim, se ha de
arrematar, de lenda annual, urna casa terrea na ra de
S.-Francisco, n. 7, penborada a Manoel doLivra-
menlo, avahada em 50.000 rs. por ano, e oulra mais,
na ra de S-Migud, na povoacio (los Alogados, n.
70, avahada em 48,000 n. por anno penborada a
Ladislao Pinto.
A officina de eocadernacio que o padre Lemoi
e Silva dirige, em a ra de S Francisco, amigamen-
te Mundo-Novo n. 66. acha-se provida de todo o
oecessario para o bum desempenbo de qualqoer obra
primeiras latirs, grammatiea portuguesa arilheaeii.
ca, doulrina cbristla, coser, marcar, bordar e [n,'t
laiarinto ; assim como lambe* ensinio-ae naninn
tanto em particular com em suas aal: quem de n>u
prertrro ae qniror utilisir, dirjale to Alerro.da-
Boi-Viita, loja de miudrzas Mattoa Eitima, n. 6s, onde achara com quom ira,
lar.
Aloga-ie,por comanodo preco, um molequeoptu
mo para ledo lervico, tanto de cna como da ra : ,
ra dasTrincheirai, a. 46, i."andar.
= Aluga-ie utn sitio que tenha hoa caa de so.
hredo equesrja bom plantado com boa biiu p(r,
capim, para moradia annual de orna familia ngleU
dando-so preferencia iquelle nno fnr ;i!uido desde
Manguinho al Ponle-de-Uch6a ou mnmo na p,s.
sagem-da-Magdalena : a tratar do escripiorio da
Jhnston Palor & Companhia, na roa da Msdte-de-
Deoi.
Antonio Carlos Pereira de Burgos
Ponce de Leo iaz sciente a quem con-
vier a seus amigos, e aos Srs. de en-
genho que leem de Ihe consignar as-
socar de suas safras, que elle se acha re-
sidindo na ra Direila sobrado n. sq
junto ao do Sr. doutor Ignacio Nery da
Fonseca aonde tem aberto o eu escrin.
lorio em o primeiro andar, e continua
a receber assucar em commisso.
= Na ra do Quoimado ,0.8, cose-se, engommi.
ae e lava-se com asseio e promptidio por preco coa.
modo!
- Jos Soare Pinto Correia mudou a sus vends
da caa n. 44, sita na Soledade para o meimo lugar'
caa ii. 2.
Um pharmaeeutico le offereee para le enearreiar
di botica de algum cogen' o para o tratamento a cu-
rativo da fabrica ; quem de leo preitirno le quuer uti-
litar, dirija sean paleo da S.-Crur, n, 4.
= Aluga-ae una grande e boa casa com sitio ai
Soledade rom commodoi para urna grande familia
estribara, tinque e cacimba tudo ao p um gran-
de quintal com mudos ps de larangriraa todas da
embigo e que eslo carrejadas, um parreiral com un,
figuerai, romeiras, lapotseiroi o mais oulros ps
de fructos ; tem msii um copiar, que serve de algrete
a tratar defronte da igreja da Soledade n. 3.
= Precisa-se do um caiieiro que seja hbil pan
armaiem de carne secca : na ra da Praia n. 53, si
dir quem precita.
- Precia-ie de una aenhora lera familia e de bous
rostumes qUHsaiba cantar modinbas, tocar violio a
piano por msica ; annunciandn sua morada, sera pro-
curada pira entinar urna familia.
=Do-se de 500ji n. para bailo at paquean
qutntiai sobre penbore* de ouro ou praia ; no Alar-
ro-da-floa-VisU o. 58.
= Ollereee-se um leitor para litio qua entende
de hurta e be de capacidade pois di conherimrnlo
de tua conducta : quera de leu prestimo so quitar uli-
litar, dirija-ie a ra do Roiario venda o. 1.
Cdulas brancas de
2#000rs.
Na esquina do Livramenlo, loja de 6 portas, re-
cebem-se cedulai branca de 2000 rs. lem descon-
t a (roco de fsiendas.
= Alugiu-se duas casas na ra da Oliveira pan
se passar o verio ou por lodo o anno, cimiento 4
quirtos cozinha fra estribsia quintal murado,
puco de hoa agoa banho peito e urna dallas com
um grande solio, tendo urna sala e dous quarloi. Alu-
ga-se tamboril uni sitio delronlo das ditas casas, ron
caa para grande lamilla estribara boa agoa de be-
ber ; baila para capim banho. arvoredos do huelo ,
entre os as quaes urna eicellenlo msngueire. Arrrn-
da-ie ou afoia-se um sitio na estrada do Joiu-de-
Barros com vanas arvorrs de fruclo todo cercado
delimio, tenlo 412 pal mol de fente e 700 diloi da
fundo trra muilo bol para qualquer plantario. A
tralar na ra da Cruz n. S.
= Aluga-ae, vende-te, ou troca-ie por oulri no
bairro de S.-Antonio ouRecife, urna casa nova no
Manguinho com 3 janellai na frenle doui poiloei
fetos a moderna, com duaa tilas 4 quartoi lodi
envidracada coiinba lora quarto para pretol, el-
(libara para dous cavados cacimba com boa agoa e
bomba tanque para banbo um quadro de 50 pal-
mos airas lodo ladrilbado com asiento para re-
creio urna cocboira principiada com lodo u msle-
rial, com arvoredoi de Iructo de varai qoihdides,
terroono de lodoi o dous ladoi da casa para borla-
WCa travejada parainlio, com aleada a moderna, for-
rada tuda murada, cbioi loreiroi: a tratar oo mei-
mo !t0.
Aluga-io urna crioula, para ser ama de laile:
quem della precisar, procure na ra da Cideia-velbi,
n. 17, 2.' andar.
= Alugio se 3 escravoi para srrvico : quem ot pre-
tender, dirija.ge a ra Direila sobrado n. 29.
= Alugio-se 2 casas terreas rom bons commodoi,
na Iravessa do Marisco (hocen do Privlo) !>s 19 a
38 : a tralar na ra Direila, inorado n. S9.'
Anlonio Jos Maciel previne an reipeJIatel publi-
co, que nio fac,a negocio algum de compra ou hjpo-
Ibeci.com o bem deisadoa por a fallecida Mana Jos di
Conceicio; doi quars te acha de posto o Sr. Manoal
Ferreira de Araujo Castro ; porque rallo subjnloi a
quantia de 530,000 n., com o juro do 2 % ao n ei,
que ella fioou desendo ao aoounriantc; e cujo debito
nio io Ibe paiaou urna leltra, romo al o decliroo no
eu menme testamento: o para osla cobranca, o ,n"
ounciinle etecula o mesmo Sr. Castro romo berdei'o
da dita.fallecida,para liaver de aeus bens deiados a im-
portancia de aua divida.
Aluga-se ou vende-ae urna canoa grande, aborta.
em bom estado, mcavilbada de cobre, que pega em
im^nr^ Ti"''' ,M li" "^ ,Mm eJ0B, J180 li'0,0, de Uen"ii >" e,;"' 'u",, *"
mn... nC.TP q qU"r bl"B* PTPrudo /? raad. com pe.o. al .ei. arroba. : quem f>o-
meimaa obras. Ileiider, drija-ie ero Fia-de-Pvrtai. IU< do Pilar,
-Eaimio-ie maninit com toda a perfeic.ao, a lber: u. 70. '



' ___
i.
AO BOM TOM PARISIENSE.
R/i NOVA, M. 7.
TIMIFITITI. LlFACOTI,
tem honra de participar aoi teui fregueses, quedis-
snlteo dasde o dia 15 do correte, i soc.edide que
tinhacomoiSr. Colombios A Companhia. A* pe-
loas, que qoeirio Iba favorecer com a aua freguerii ,
adiarlo na'iiu loja na ra Nota n. 7, pannoi para
colcat eolleles casaca! de loda ai qualidades, oa
man notos, ehegadoi agora do Paria; e colleccfiei doi
maii recentes figurinos.
s= Precisa-sa da um liomeu livri, par* co/.inbeiro,
e que srja perito em tua arte ; na ra da Cadeia do
Recita n. 52.
r^Uflerece-ie um homom brinco para criado de
qualquer eaia, e que entende ilgumicousa de coiinha;
quem de teu pretlimo ae quirer uliliiar dirija-ia
ra da Cadeia, n. 52, ou annuocie.
= Quem pretende comprar um sellim ingles,' para
montana de en hora, dirjase a ra do Aragio, n. 12.
= Hoje, 17 do correnle tem de ler arrematada ,
p >r lar a ultima prac a parte de um sobrado de 2 an-
dares oa ra da Gru no bairro do Recite aoode
moraLourenco Josdaa Nuri; a qual loi do finado
Manuel Antonio uaite.
= Na ra Imperial, n 49 precise-sede urna ama
de leite com preferencia a etcrivi ; a tratar a qual-
quer hora.
Aluga-ie o irmiscm da ra da Cruz, n. 60 e a
a caa terrea do Tundo do meimo : a tratar na rui do
Trapiche rameos o 19 com Domingos Sorianno
GoocilteiFerreiri.
Quem preciur de urna ama, que (em muito bom
leite dirija -ae a ra dea Laringeiraa n. 15.
s= Alugt-se O primeiro andar do sobrado n. 11 da
ra do Rangel ; lambem ae aluga nielado para pe-
queoa familia : a tratar no momio
*m Quem precisar de urna ama de leite de pri-
meira barriga drija-se a tu da Roda n. 29.
es Antonio Jos Pereirt embarca para o Rio-dc-Jt-
neiro o seu eteravo Jos, de naci Angola.
= Da te dinheiro a premio sobre penbores de ou-
re, meimoem pequenat quioliti ; na la de Agoit-
Verdea, renda n. 15-
= Quem precisar de um correio particular, que
di fiador a tua conducta, dirija-to aos Rairrus-Bii-
ios n. 9.
= Jos Leonardo embarca para o Ilio-de Janeiro
astuta 3 escritas pardaa de nuine Antonia, Lauriao-
na e A nIre/a.
= O abaiio atsignadu acusa ao Sr. Antonio Jos de
Bastos morador em a (illa de Liungeirtt a recep-
cio de sua presada carta, com data de 13 dn abril pr-
ximo pastado e scienlilica-lhe, que o pa'rdo Jote Ca-
buebo quo dis acbar-se em seu poder, buje perlen-
ce a teu geuro Feliz Tbeotonio da Silva Gusmo e
que este oio duvidarl tender o referido vscravo se
com| raJor te conformar com o talor pedido. Quei-
ra dnigir-seao Recile em casa do Sr. Joaquim Fe-
liz alachado com quem poder concluir este nego-
cio por ter o momo Sr. recobido de meu genro po-
deres pira proceder a tema.
Jos Luiz Salgado de Vaieoneillot.
4-oinpnis.
= Compra-ie um tellim Dgle, em meio uso; nt
rut do Queimado, n. 4,
Compra-te mtdeira de anRco, para obra de mar-
ceneria : u ra Imperial, o 67, te recbele noticia de
quem a (ver.
= Compre-te om cachorro de lili ou alratessa-
do ; defronto da igreja d Soledade n 2.
Comprlo-to, para fura da Provincia duat ei-
cr-tvat de boa conducta sendo urna boa corinbei-
ra eoutra pereita cngommidein ; peglo-te bem :
na ra do Crespo o 4,
= Compfao-se dutl escratat mocil; sem vicios,
ou molestias sendo urna-prrfeila engommadeira e co-
linheira eaoutra perfeita rostureira e coiiebeira;
pagio-ie bem : no Aterro:da-Boa-Vista, n. 36.
= Compra so Abrent. direilo naldral em bom
uio ; no Ateiro-da-Boa-Vis(a o. J6.
Compra ae um sellim infiel em meio uso ; na
rus estrella do Itozario n. 30 legundo andar
s: 'Compra-i um e.cravo, de 20 a 23 annus de ida-
de, tem icios, nem ai baques, que tenha principios de
royinha u aeja cozinbeiro ; pega-se bem : na ra do
Vigario. n. 25, primeiro andar.
= Cumpra-se um arria com leite e com cria ou
sem ella ; na ra estrella do lio/ano, n. 16.
am Comprio-se dous iiioleques sapateiros ; senilo
de bonitas figures pagio-se bem : na ra da Concor-
dia pastando a pontenoha a direila tegunda cata
lerrea.
Comprio-ie eflectivamente escravot ; pago-te
bem, agradando: nt ra larga do Rosario, o. 24,
primeiro andar.
- Compra-se uma canoa de
em bom estado ; na tua de Apollo, n. 12.
cirreira
Yrixl is.
Casimira elsticas
a IS'iOOis.
Vendem-se superiores casimiras elsticas, de su-
perior qualidade a 1200 rs. o covado ; superiores
bros a corte, trancados brincos, da melbor quali-
dade que tem indo eala praya, por seren de puro
linbo c muito fim.a, pelo barato prrto de 1500 e 1700
rs. ; ditos de luirte, da ir.eama qualidade, a 1200 rs.
a tara ; dito trancado amarello, de liobo puro, a 900
rs. ; dito trancado pardo, de liobo ,' muito eocorpado.
a 640 rs. a ara ; corlet de fuslOet. de coret a 640
rs. ; ditos de Isnrinbte seda, pira collete a 1800
rs. o corte ; coitet de catimiret de lia pira calen ,
com : catados e meio a 1400 rt ; ehilei de lia le-
renda Dota a 3000 rs. ; dilos de lia e seda v a 5000
's. fsiendt muito moderna ; esguiio de puro linho,
unilo fino, 11600 e 2000 rt. vara; ptcat de bre-
ianba de linho fino, d 6 taras e tinto, a 2800 *
4000 rt.; todat estas fatendas sio da superior quali-
dade : ni ruado Collegio, o. 1.
=*Vendem-se dual pardal recotbidit quo cniem ,
engommio, coiinhio e fuem lodo o meit sertici de
orna cas-a ; 6 pretil mocas, com bota habilidades ;
uma dita, por 280 rt.. boa quintandeiri ; 6 escro-
to! bons para o trabalho de campo; um preto por
300 n. de 30 anoot, bom pira todo o trabalho ; 1
inoleque. de l2tnnos: na ra do Crespo, n. 10, pri-
meiro andar.
= Veod*m-se 2 moleqoee, de 13 a 14 toos,
muito bonitos, preprios para ptgens ou oIReros; urna
preta. do 18 a 20 annos, que czinha, engomma mui-
to bem e he de todo o sertico ; uma parda, de 20 an-
noa ; umt preti, por 350i rt. : na ra larga do Boza-
rio n. 24, primeiro andar.
Vende-te umi canoi queeirrega para mais de
1000 tijolos de alvenaria feita, lia pouco, non o con-
certada ; tende-se a dioheiro ou a troco de tijoloi e
lelbn ; a qual esta anda no estaleiro para melbor le
examinar : a Iratireom Minoel Antonio di Silva Mol-
la no fim do Recco Largo tinque.d'agoa. Tambem
vende-te um par du rodaa de carroca novas e um
prelo de lodo o aervico para lora da provincia.
Casimiras escuras,
aflOOrs. ocovado.
Na loja de 3 portas n. 3, do barateiro di ra do
Crespo, ao p do arco de S. -Antonio vendem-ie
ciiimiris escuras, de quadrinhoi e littrai, a dout cru-
zados o cosido. Esta fazenda, pela iui durscio e m-
dico preco, merece ter recommendada, e he digna de at-
tencio e de grande concurrencia. Dao-te n imoslrn
aos pretendentet. Tambem na mesma loja vendem-se
corles de lirios de puro linho, padroes escuros on-
Irancidoi de latineo francei e de cores fizas pelo
mnderado preco de doui mil rt. o corle com dun vi-
ras e uma quarta cada um ; aos quies se dio amostras
sob o competente penbor.
Vende-te uma preta, de 18 annot, coto chio e
fu rend ; uma dita de 11 a 12 innot, cose chio e
tom principioi de engommado ; umi ptrda, de 30 tu-
nos quo cozinba bem o diario de ume casa cose e
lava de libio e varrelia ;, um mulatinho de 7 8 an
noi ; um dito de 12 annot de bonita figura para
pagem ; todoi do bonittt figuras, seui vicios nem acha-
quei : na ra da Concordia pistando a ponlezinha ,
a direita tegundi ctsi terrea.
Barato!
Vendem-se cortes de tailatam com 7 viras, a 3500
rs. ; dilos de cusa preti e t/ul. a 2500 rt. ; chi-
les do lia, de muilo ricos gostoi, a 3000 rs. ; meri-
no prelo muito tuperior a 4000 rt. ; dito cor de
caf a2400rs. ; eamrreia de liilras de gotlo mo-
derno e padiSe muilo bonitos a 320 rs. a vira : ni
ruado Queimado, luja n. 42, de Jos Joaquim di
Coila.
=Vendem-te 6 pretil mocM com habilidades
urna das quaes engomma cozinba e coso com perfei-
cio e oulra cose e laz renda ; 3 protos um dos
|uaes he de meia idade por preco commodo : no pa-
leo da matriz sobrado n. 4.
= Carlos Munleiro Teizeira teode a sua venda, si-
ta ni ra da S.-Crur, n. 3, com os fundos a vontade
do comprador, ou s a armacio : Iralt-te na mesnn
venda.
Vendem-se 12 escravos sendo : 2 pretil de
18 a 20 annot; 2 pirdas, de meia idade ; 5 molequei,
12 a 14 anoos ; 3 prrloi, de 20 a 30 annot; todoi
de muito boas figuru sem vicios nem acbaquet e
proprios do sertico de oasa e campo : na rila da Cadeia
de S.-Anlonio n. 25.
=Vandom-iedout osenvot, teodo umi preta bol
eozinheira tendedeka e ptima lavidein e um
prelo de sertico de .ampo por 150* rs. : oa ra Di-
reila, sobrado o. 29.
Vende-H' un rico espelbo pira vestir senbori, de
iicartndi ; uma cruz pendente rnida"a"e diamantei
obra munica; um habito do Limito pequeo, a de
igual oslo ; umi rica bandeja de cainumhi pratetda .
com 18 cllenle chican e piral, com pratos lu-
do de poicellana fina dourada ; um relogio de ouro ,
bonete ; uma commoda de jacar.mdi ; uma dita do
Porto ; dua bancas de meio de tala, dito ; 12 cedei-
na ; uma marquesa ; um joao de baocaa ; ludo de an
gico ; 2 espelbos pequeos ; duas camas de armario :
na ruada Cadeia deS.-Aolonio o. 19.
Chitas-cassas
a 2240 rs.
Na loja n. 6, da eiquina da ra do Collegio. de Gui
mariet Serifim & Companbia vendem-io ohilas-caa-
em cortei de vestido, com 7 viril cada um ; e en-
tre ellet ba lambem eambniat pelo diminuto preco
de tete pticas. Iguilmenle so vendem pannos finos e
eolre-finoa da cores azues, verde-escuro e prelo .
a 2400 rs. covado
Ka ra do Crespo, loja nova
n 12, de los Joaquim
da Silva Haya,
vende-te um ricosortimento de corles de vestidos pin
senhon de umi fazenda quati todi de teda de gos-
lo chinar, e os miis lindos, que teem ipparecido, e que
por no selorns6 recommenditeis nio iparaassenhora
do bom tom como pera aqoellit que usgo de eco-
oomii. por ser o diminuto preco da cada corte do Qi
is. Na meime loja se teodem oulns muilas fiienda
de aoslo, por barato prac,o.
_ Veodem-ieehiruloi regtlia e man lolerioret .
m caizinhii de 100 e 250 por preco muito commo-
do : em cata da Notaes & Coropinhn oa ra do 1 ra-
piohe o. 34, lereeiro aodar.
Veodem te dous fortes piano!, de patmte Loo-
don de 6 oitivti e meit, dot tutoret Collard1 Col
lard ; na ra do Vigario, 4, armaiem de RotbeA
Bidoulao.
Medicina Universal.
Pillas vegelaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20
annot de inveitiga(S>-i do celebre Jemes Morison. Por
meio destas pilulss cooseguio o seu autor innumera-
veis o adminveis curas, desde asafleccdes, que alacio
a enanca do paito, at as molestias chronicas do an
ciio,
A Kuropa saudou este remedio eoirro remedio uni-
versal para todas as doenr;ai, e at boje aioda nio fol
desmentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhada d'uma receita, que
ensina e facilita a sua eppMcivio, Consiste em tres
preoaracoei, a saber : duas qualidades de pilulss dis-
linctas por nmeros, e um p ; cada qual goza de mo-
dos de acedes divenas.
As pilulas n, 1 sio aperitivas ; purgio sem abalo
os humores biliosos e viscosos, e ezpulsio-os com ef-
ficacia.
Asdo n. 2ezpulsio com essrs humores, igualmente
com grande forga, os humores seroros, acres e ptri-
dos, de que o singue se ach amiudo infectado; per-
correm tortas ai partes docorpo. eso cestio de obrar,
quando teem oipulsido todas ai impurezai.
A terceira prepancio consiste em uma limonada
vegetal ledtiv >; he aperitiva, temperante e adocante;
torm-ie em commum com as pilulas e facilita-Ibes os
melhoros efleitoi.
A posi^io social do Sr. Morison, a sua fortuna in-
irlpendento, repellem toda a ideia de charlatanimo; e
aaadmiraveit curai, opendas com o seu syslema im
Collegio de laude d* Londitt, lio mais que garantes
daelcicia dn seu remedio.
Recommrnda-te eita medicina, que nio peda nem
resguardo do lempo, nem de policio da pirledodo-
eote, a lodos os que, atacados da molestias julgtdas
inrurateis, se quiserem desengaar da sua virlude.
Oal.i, que a humanidade feche os ouvidos aoi in-
leresiados em desacreditar eit'S remedios tao simples,
tiocommodos e lio verdadeiroi.
Vende-se na run da Cadeia, n. id.
= Yende-so um colie do ferro, novo.com duas
have, por preco commodo ; na ma do Trapiche ,
n. 34, terceiro andar.
a Vendem-se 7 esersvos sendo : 2 moloques um
dcllis do n-icii i e outro crinlo ; 1 mulatinho, de 16 a
18 annos ; I preta, de 20 annos para o sertico de
campo ; 2 dita. de 17 18 annos ; todas com algumas
bubilidades por commodo preco : na traveisa da ma-
Iriz de S. -Antonio cisa lerrea n. 18,
Nova pelle do diabo,
a I#440rs.
Na loja da esquina di ra do Collegio de Guima-
rici Seralini di Companbia vendem-ie corles do cal-
ris com 3 covtdos o meio de pelle do diabo por
guatro polacas e iiiein cada um. Comiiuinlo julgue-le
deanecensario mencionar as boai e ezcellentes iiuali-
dades desta fazenda, porque a primeira porfi, que
della se tendeo nesta cesa e, ha lempos lo annun-
. i.idu nesto Jiiaiio,n>su/. as deu^onstroii, assesora-se lo-
d.ivi.i aoi comp'adoret que a porfi que agora
recelieo-se, excede em bondide a primeira, tem riieos
modernos cores escuna, consistencia e grniiura
de lona ; e finge bem as modernas casimiras francesas.
Dar-se-bioos cuites a im nlra a quemos pretender,uma
vez que deiso o competente penbor.
olassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende*se por pre-
go commodo : c-mcasa de L, G.
Ferreira & C.
Farfulla SS8F,
da melhor qualidade, c a ulti-
ma chegada a este mercado,
vende-se em porcoes grandes
ou pequeas : a tratar com
Me. Calmont Se Companhia ,
ou com ti. J. Tasso Jnior.
= C"nlna-te a vender chocolate novo a 240 rs.;
caf muido a 180 rt.; dito em grio a NO rs ; velaa de
carnauba de 6,7 e 9, a 320 rs. e-pennacele, de 6 a 800
rs., de 5 720 n ; mBnteiga ingiere nova a "20 n.;
dila de 560 e 6t0 rs. ; bonha de porco a 300 i a.; bo-
lacbinlu inglesa nova a 200 rs.; paisas a '240 rt.; al
pista o quarleirio a 320 ri ; quejoi novoi a 1,100 rs.;
assucar refinado a 110 rs.; dito mascavado a 60 rt ; cha btsion a 1,920. 2,210 e
2880 rs ;dilo perol a 2,-tOO rs. ;.nlo urlinn o'l ,(il)() i *.;
loucmbo ue Luboa a 240 rt.; lejio novo pela moilida
velbi, i euia a 2t0 rs. ; arroz pilado, brinco e novo a
520 rs.; dilo vermelho a 280 rs.; dilo de cuca a 100
rs ; dito melhor a 120 rs.; e doce de calda de todas
as qualidades: no paleo do Carmo, esquina da ra de
llorn, lado diieilo, n. 2.
= Vendem-se aioendas de ferro para engenbos de
isfucar, para vapor agoa e beslai de ditertol tama-
nilos por preco commodo ; e igualmente la ubi de
fero enado e balido de todoi ot taminhoa : oa pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em cata de Me. Calmont &
Companbia ou na la de Apollo armazem, o. 6.
gfc, BALZORINA, A 300 RS. OCOVADO.
Na ra Nova o. 12, vende-te esta superior fazen-
da para vestido do senhora rccoiinm ndavel, por sor
de muilo lindos padidei, de lis, e de linios muito Gnu:
timbem te vendo Isotinhi a 220 n. o covado.
Veode-se uma parda mofa "tadi iem ticioi a
robutta que ubi engommar, [eotinbir e coser: na
rui da Aurora a fallar com o coronel Joiquiai Jos
Luit de Souza.
= A bordo dttumica S.-Jdo fundctda dtfron-
te do trapiche do algodo tende-se tal de bol qutli-
dtde.
Vendem-ie 18 escritos, sendo : 2 moloques,
de12e 14 annos; 2 escritos ctrrreiros; 1 moleque
de nicio bom corinheiro ; 4ditoi, de bonilti 6gu-
ras para o servido de campo ; 3 negrinhas coro variae
habilidadei; 6 escravas do naci, quo cojinillo en-
eommio liso o IsvaO: na rut Direila. n. 3, defronto do
becco de S.-Pedro.
=Ven lem se 5 escrava, sendo : 1 de nielo, do
20 annos, engommadein coiinheiri, cose chio la-
va de sabio, e he recolbida ; uma dita, de 30 annot,
queengommarcose, coiinha e lata ; uma dita dt na-
ci Benguella de 20 annos, que eosioha. lata, e be
propria para todo o aervico ; dun ditas de nielo, da
16 annos, d< bonitas figuras que eotinhio, engom-
mio cosom chio e Isvlo de ssblo; um pardinbo dt
16 annot, em principios de officio de saptteiro a
quo he propno pira pagum : na rut dss Cruits, o. 32,
segundo andar.
= Vende-se ums preti de nielo Angola, de 30 a
iOannoi que coiinha o diario do utii ctia ; a qutl
teiodo mallo para ser tendida para pagamento de
ditida : na ra larga do Rosario n. 22, trmiiem
do quenquilbarin e miudezis.
Vende-se uma Bbilis, toda de Jacaranda, de
muilo pouco uio ;..,uma escrita de 20 annot, que
engomma lito, lava de sabio he muito fiel e Dio
tem vicios oem achaques: no botiqun), junto ao thea-
Iro ve!ho.
Vendo ip um csrrinho imericano de 4 rodtt ,
em muito bom uto e com os competentes arreios pi-
ra dous cavallos; no Alerro-dt-Boa-Viita cocheira de
Miguel Souget.
-= Vende-se uma parda, de 30 innoi, pouco miitou
menos, que coiinhi engommi e cose ; ni rut dtt
Cinco-Pontas, n. 27.
. \ eiideo se 10 casies de pompos, bons batedoret,
e de exeeliente raca ; na ni i da Florentina n. 16.
=Vendem-te, na loja do miudeias, n. 11 da roa do
Crespo charutos dn superior qualidade, parecido! com
os do llanilha a 4000 rs. a cana e o maco a 1000
rs. ; e charutos regala de varios procos, e de supe-
rior qualidade.
as Vende-ie um bom sobrado de um andar no pa-
teo de S.-Pedro, n. 1, com bastantes coinmodos, len-
to qliarlos, duas salas boas, um terrado, muito fres-
co solio to.io corrido ; tambem se (roca por catit
terreas : na ra do Rangel, n 17.
Vende-se uns canoa de errreirt, nova, bem
construida, no becco dn Barreirai, ctit de Jos da
Silvt Saravt.
ilscarrao.
Vende-se nicamente a di-
nbeiro na loja da ra da Cadeia
do Recife n. 35. Esta as-;az
inexnlicavel superior qualidade
de fazenda tem-de tornado me-
recedora do publico, nao s por
ter o seu (ecido igual ao do me-
lliorbiim trancado de linho, as*
sim como pelos seus bonitos pa-
droes serem muito apreciaveis
paracalgas,jaquetas e casacos.
Vende-ie um en-nvo de Anyoli linda meco,
pira rngenbo ou fra da provincia ; not Coelhoi da
Boa Vista n. 15, a fallar com Marcellioo Jos Lupas.
Na mesma casa endem-io cirroctt de areia pelo di-
minuto pceo do 160 rs. carrejadas a conleotu.
Vende-se a venda da ra de Agoas-Verdes O.
15, com pouco fundn, propria para qualquer prin-
cipiante e com certas comniodidtdct, que te dirto ao
comprador : a tratar na mesma venda.
Vendem te apatos franceiet de beztrro, a
2000 rs. ; ditos de lustro a 4000 e 5000 rt. ; bor-
re^uins a )500 4000 e 5000 n. ; tapaloi de lus-
tro para tenhora a 1800 e 2000 rs. ; ditos de dura-
que. de l.iiboa a 1120 rs.; bolins frsnceies, a 5000
e 6000 rs. ; bolins de lustro e msrroquim psra me-
mo ,; ditos de brim com pontt de lustro; tipitot
com filas, para meninas a 800 rs. ; e outrt tnutit
qualidades decalcado por preco commodo : ot prtca
da Independencia ni. 13 e 15.
putassa.
Vendc-se superior potassa da Russia ,
em burris pequeos ; cal virgen deLia-
lioa, da mais nova, que ha no mercado ,
por preco muito commodo ; lambem se
vende um resto de potassa da safra pas-
tada muilo barato : na ra do Trapi-
che armazem n. 17.
Attencao!
&
Vondem-te chitas a 120, 140 a 160 rt. o cottdo ;
tgodlo Irsectio aial a mesebdo s 240 rs. ; ditu
delislras americanos a 220 e 240 rs. o corado ,
ruarle de tara e largura 1 280 n. o eotado; mt-
dapolio a 2500, 3000 e 3!00 ; ditot finoi, a 4500,
4800 5000 5500 e 6000 rt.; ritcidinhoi traoct-
doi, finos, a 220 rs o covado; cambraist de notot
padrbes finas. a 5000 rs. o eoile ; cortes de pello
do diabo com 3 cotados e meio a 1300 rs. ; colOee
do linho ; esta ftsenda be igual ao brim trincado da
titiras e muito barata, pelo preco de 1700 r. o corlo
de 3 cotidoi e meio ; corlet de ctssa para meninas a
1000 rt. ; lencos de linzinha de muito bom gotto a
a 600 n. ; dilos de seda para hombros da senbora a
1000 rs. ; pecas de eambraia lisa Gnu 1 3500 o
5500 rt. ; lencos de cissa a 180 rt. ; ctsiit de ba-
bados a 3000 rs. a peca ; e outrat muilst faiendas
por barato preco : oa rut do Collegio, loja o. 1.
Vende-te om escrato ciioulo do bonita ligara-.
Je 12 annot por preco commodo ; nt tua 4t Cadeia
du Recile o. 43.
'
JL4.
>
____^_
TP


6^
Vende-ie azeite doce para lu, melhor e msialfateoda mui boa. Alm destaj, ba uin lortimenlo de
barato do que o de coco ; o azeite doce fino em gar-l fazendas finas. Na rus do Quetmedo, nos qoetro-can-
rafes do 25 garrafas: no deposito de az-ile de carra-1 tos
pato na ra da Senzalla-Velha n. 110.
Vende-so cera em \olas do Rio-de-Janeiro sor-
tioionto completo .'el alGem libre, em canas e
as libras a vontado do comprador : na ra da Senzal-
la-Velha, n. 110, armaren) de Alves Vianna.
N. 40s ra do Trapicha um cbronomolro para
naiio de Londres pereilo e mu bem regulado;
relogios de ouro patente inglez muito bons e bara-
to ; correnlinhas do ouro padrao :x Principe Al-
kerto.
=- Vinhode Tenorie, em barris de excellenle
qualidade ; eerveja branc e preta a melhor que ha
*--Barelay &Coinpanhia em porcSo. ou a retalbo
) deiapateiro por prejo coinmodo : vende-se na
ra do Trapiche n. 40.
-- Vendem-sc nicamente o
dinieiro, corles de casimira fran-
cesa, elstica, de bonitos padres,
pelo diminuto preco de 4,9 5000
e 6$h00 rs.; brins de lislras e
quadros de cores, de puro linho,
a 800 rs. a vara: ni Tiia da Ca-
deia do liecife, loja n. 35, de
Vicente Cardozo Ayres.
Vende se um pardo official de sapatoiro de
Siannos sein vicio.* n'in achaques ; Uina cabra, de)
21annos, com algumas oibilidades; ambos de boaa
figuras: no paleo do Livramento o. 25, primero
andar.
Na ra larga do Rozario, n. 3?, fa-
brica de charutos vendem-se charutos
de reg'ilia chrgados ltimamente pela
miiikkm S.-/fnna, de superior qnalidade,
em caXindas de ioo, aoo c a5o ; fumo
em follta, de primeira c segunda quali-
dailc ; charutos fabricados na (Desata ,
de Vrtiias qualidades por prero coin-
modo
--Vendem-se taboas do pi-
nho, a 40 rs. o pe e receben-
do se em pagamento cdulas
brancas de ttOOOrs.; airas (lo
titea tro.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequenoa ; ern casa do M-'itheus Austin &
Companhia na ra da Allanilen^-Vellia, n. 36.
= Vendem-se os seguintes esciavs chegados do
Arnc.lv : sendo -2 mulalinlios de 6 annos; 1 mole-
leque ito 7 anona ; 1 ir.uUtinha do 10 annos com
principio de costura ; 1 negrinha, de 7 annos ; 1 par-
viudo do Rozario primeira loja da esquina,
JFoguetes do ar de 6 c9 estou-
da, muito clara
1( a 20 annos.
que cose e engomma ; 4 pretas ,
mn habilidades ; "J iDolequei
da
de 1
annos; 7 pretos a pardos, de 20 u to annos, com
habilidades, ou bem ellal ; todos por preco commodo :
na ruB da Crui, n. 61.
Rap-Gassc.
O eocarrega.ioda apencia do Rap-Gasso nesta pro-
vincia tem a honra de participar aos leus freguezes ,
que se acba a venda no deposito da ra da Cruz no
Recife n. 58 una das melhorus lomadas que a.|ui
Ir'iii indo do llio-de- Janoiro, do muito apreciado ra-
pe grot-o o meio-gr sso fabricado com aa melhores
qualidades de fumo da Virginia cujo aruma rivalisa
o niais superior rap princesa do Lisboa.
Potassa.
Venderse potassa americana,
muito nova por ser prxima-
mente chejada, e cuja rjtialidade
he a melhor, que tem viudo, por
prego commodo : na ra da Ca-
deia do liecife armazem n. 12 ,
de Bailar & Oliveira.
Saracas de cores
fixas a 160 rs. o covado
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guima-
raes Serafim & Companhia vendem-se umaa cuitas
oras, com assenlos oscuros de soflrivel pauno eco-
res fiai, a aieia polaca o corado. Esta especio de
chita-serses he da meinie qualidade daquelia, a que,
na Europa preorem para seu estuario da cria-
das de servir e as mulheres de mediocre fortuna : e
como a economa nao s oo preco da fazenda como
oa duraco d'ella he quem determina etsa preferen-
cia deveesta chita ser comprada pelas muesmaa e
por aquellas das habitantes deste cuiade, que, suppos-
to nlosejio abastadas, tenhao todava ao asseio o amor,
de que em geral alo dolada. Dio-ae amostras a quem
as pretender. Nesia mesma loja contmus-e a ven-
der, a 880 rs. a vara, o excelleote brim .'ranees cor
depalha, e pardu-escuro em cuja manufactura s se
empregou o maia puroe duravel linbo ; e bem asaim.
400 rs., lencos de grvalas, de eambreia muito fi-
nos lenciohot de cambraia brancos com cercadura
berta ; diles pintados de recorte ; e outros com
barras de cores; lodos de cores fitas e proprio para
aenhora e dos quse dar-se-hio amostras urna vez
|ue doixem penboresos que asquierem levar.
Vendem-se rucados escuroa fraoceie a 200
te. o covado ; ditoa lavrados, chamados lindeza ; ditol
largo* tambem cacuros, a melhor liten.la ,- qu tem
vindo a este mercado ; uns e outros a 280 ri. o cova
r do. Die-ae amostras francas eos compradores, por ser
roa, viudos de /ora,
vendem-se na ruado Rozario da
Boa-Vista n. 53.
=Vendem-se na ra da Cadeia de S.-Anlonio, n
18 na loja de marceneiro cadeiras de j .caranda ;
ditas de oleo ; camas de angico ; cadeiras de halen marquetas do angico e condur ; commoda com lam-
po de podra e de condur e mais outroi trastes
diversas qualidades.
u Continuo se a vender lindetat escuras, pro-
prias para vestidos do senhora a 280 rs. ; riscados
escuros franceses a 200 rs. o covado ; dito largos1,
a melhor fazenda possivel a 280 r. ; brins de cores,
padrOet modernos, de puro linbo, para calca a 1000
rs. vara ; cortes de cambraia branca do lislras de co-
res para vestidos lerenda moderna a 3000 rs.
ditas matizadas de cor a 4000 rs.; sarja bespsnholi
a melhor possivel, a 2000 r. o covado. Do todas estas
fazendas se dSo amostras trancas para os comprado-
rea conhecerem a sua boa qualidade. Alm dotas ha
um completo sorlimento de fazendas finas por com-
modo preco. Na ra doQueimedo vinJoda ruado
Crespo primeira loja de 5 norias, n. 1.
=.Vende-se urna linda canoa de carroira noi
mui bem construida, de amarello ; urna porcio de pa-
IIms de coqueiro : na ra da * Vende-te colla da Babia, muito superior; na
ra da Senzalla-Yelha n. 110, rmatelo de Alves
Vianna.
I>'o Atcrro-da-Boa-Vista ,
loja n. 14 ,
vendem-se pannos pretos de cor fita a b o 'ij rt. 0
covado ; merm, a 1100 e 4600 rs. o covado ; ris-
cados Iranceze de cores fitas a 220. 2i0o 280 rs.;
fustOes milito superiores em qualidade o gosto a 040
rs. ; o nutras fazendas para rolletes, de bom gosto a
800 e 1800 rs. ; murc,ulina de cores. padrOes muito
bonitos pelo baratissimo prero de 280 rt. o covado ;
eatiaa pintadas a 2000 e 3o00 rs. o corte ; lencos de
ean.l.raia para senhora com nomes a 410 r!. ;
chales de 18a milito grandes a 000 e 5000 rs. ; bi-
ros inglezes largos a 120 rs. a vara e outras fa-
zendas por muito barato preco.
Loucainha,
a 280rs.ocovado.
Na loja n. 3, do harateiro da ra do Crespo ao p
do arco de S. -Antonio, vende-se loucainha, a quatorze
vnicos o covado. O proprietario d esta loja lendo
salislarSo do annunciar aos seus atlenciosos frrguezes
esta mui bella o muito nova farenda propria para
vestido, toma a liberdade de observar, principalmente
assenhous em geral que, pela boa manulaclura, ri-
cos e brilbants desenbos ern lislras d.i seda em qua-
dros de varias cores e campos ora claros ora mais
ou menos escuros, e finalmente pela seguranza e real-
te d'etsas coi es ella aprsenla as vezes urna bella e
sublime vista outras seriedade e grava e outras um
avclludado que a la lomar por seda ; e que por
isso se torna mui recommrndavel e digna de grande
concurrencia; tanto mais a um to moderado pieco
de certo inferior as suat boas qualidades. Na mesma
loja vendem-se lindissimos lencos de finissima cam-
braia do bella* cercaduras e outros tem ellas, com
urna es| etie de abeituia arrendada niaores quo os ltimamente annunciados proprios para o
amavel seto e cujo diminuto prcQo be de um cruzado;
assiin como pecinbas de finissimas cambraias.com 6 Va-
ras e meia, proprias para vestidos do senhora pelo
muito mdico preco de doze patacas cada urna. Do to-
das estas la/endas e de quaesqu.r outras, quo nesta
rasa otislSo, dar-se-bao amostras a quem por ellas do i -
tar penbor.
Na ra co Crespo loja nova
n. l'i, de Jos Joaqun* da
Silva Maya ,
vendo-se um rico sorlimento de casticaes de finissima
casquinha com as tuas competentes lanternas de
gostos os mais lindos, queleem apparecido pelo di-
minuto preco de Ss 1(1 j e I2f000 rt. cada par.
Vendem-se i iscados france-
zes, a IGOrs.o covado; no Ater-
roda-Boa Vista loja n. 14.
i\a ra de Apollo ,
n. 28,
vende-se, por preco rttoavel, um grande armazem,
de esquina no lugar cima declarado com escollan-
tes proporcoes para se levantar um elegante predio e
em bom local, proprio do vantagem para qualquer ei-
labeb cimento por ler desembarque no fundo para a
mar : a tratar no mesmo lugar com seu proprieta-
rio ou com Jos Pereira os sua venus na ruada
Senzalla-Nova n. 7.
Na pidariu da Soledade, [o. 14 vendem-se uns
trastes por prego commodo.
= Vendem-se no deposito de fsrinha de mandio-
ca na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 19, atecas con.
boa farioba da Muribeca a 5s rs. ; dita de S.-Ma-
theut, a 4a rs. ; ditas com arroz do casca a 4# rs. ;
e urna porcio de saceos de estopa vasios.
= Vende-so superior potassa da Huma chfgtda
deHamburgo; fratqueirat com geoebra ; certeja en-
garrafada em barricas de i dutiss ; vinho da Madci-
ra em quurtolts de 3 e 4 em pipa; Champagne de
superior qualidade : na r"a to Vigario armazem n.
4 de Rothe & Bidoulic.
--Vende-se potassa da Rus*
sa, verdadeira; na ra da
Cruz, n. 10, em casa de Kalk-
maiui& Rosenmuud
- Vende-se um sobrdinbo na rus do Padre-
Fiorianno novo, em chaos proprios, com solio e bom
quiolal n. 09 pegado ao sobrado do fallecido frei
Caetano
n. 69 .
oa ra Nova n. 52, primeiro andar.
Chitasfinas, a 120
rs. o covado.
Na primeira loja de, fazendas do Aterro-da-Boa-Vis-
ta n. 10, veodem-se chitas finas, de bonitos psdrSes,
a 120 rs. ; corles de csssa a 2000 rs., e outros mui-
to superiores psra vestidos de baile a 5000 350o
rs.; riscados tecidos dos mais delicados gostos, a 220,
240 e 280 rs. o covado ; *t^* murculioas de -ores, de
liodusimos padroet, a2C0rs. o covado ; merino a
1000 3000 e 4000 rt., dos mais superiores, que
existem no mercado; tuperfinot brins de linbo de qua-
dros e lislras a 1000 rt. a vare ; riscadot escocezes ,
a 220 rs. o covtdo fazenda, que no desbota ; leoeot
do catsa de bonitos gostos para grvala a 200 rs. ;
e outras muilss laiendas por preco mais barato, que
em oulra qualquer parte,
= Na botica da ruado Rangel vendem-ie os re-
medios seguiolcs dos quaes a experiencia tem coolir-
madoos melhores effeitos : deotilico que lem a pro-
priedade de limpar os denles cariados, e restituir-Ibes
a cor esmaltada em muito poucos diss; o uso do di-
to remedio fortifica as gengivas e tira o meo chairo da
bocea proveniente nio so da carie, como do trtaro,
que se une ao pescoco desles orgios ; o remedio be
designado pelos nmeros l.'e 2.: orebata purgativa,
mui ulil as criancas e as pestoas de toda e qualquer ida-
de ; he composta de substancias vegelaet nio conlm
mercurio nem droga alguma que possa prejudicar:
remedio para curar calos em poucos diss; dito psra
eurar dores venereaa antigs, e que teem resistido ao
tratamento geralmente applicado ; dito para provocar
a iiicnUruacai., o accelerar a accio do ulero nos partos
naturaes em quo nio se precisa das msnobras seien-
tilicas da arle ; dilo para resolver tumores lympbaticos,
vulgo glndulas; dito para curar bobas e cravos sec-
eos, o mais eflicaz que se conliece al aqui; dito oxi-
mel de ferro muito ulil nat chlorozea, vulgarmente
chamadas frialdades ; pos snli-biliosos de Manoel Lo-
pes; i-ij s la; de, gelatina contendo balsamo de cu-
palnba ; ditas de oleo de recinos purificado ; ditas de
cubebas em pi'i fino ; ditas de assafelida ; ditas com pos
purgantes; ditas de ruibarbo da China ; ditas de sul-
pli..t.> de i|umino de 1 e 2 (ros cada capsula; alga-
leas, velinbas elsticas; pilulasde sal de cabacinbo ;
agoa das Caldas, chegada prximamente; remedios que
curad s frialdade dentro de 40 das, mesmo estando in-
chado ; oleo muito bom paia conservar o cabello, que,
alm de nio deixar cabir o cabello limpa a caspa e
cujo uso continuado lai reapparecer o cabello perdido ;
pilulas especificas para curar as gonorrheas ebronicas ,
quando o Icso nio passa da urela; igualmente um xa-
rope anti-bemorragico, applicado nos casos, em quo se
deita sangue pela bocea : o preco de lodos estes reme-
diosbe mui ra/oavel e os bous resultados da sus ap
plicacio be quo devem fazersua apologa.
O harateiro da ra
do Crespo, loja n. 5, chi-
tas a 140 rs. o covado.
Na loja n. 3, do harateiro da ra do Crespo ao p
do arco de S.-Antonio veodem-se chitas baratas, de
bonitos e novos desenhos a 140 rs. o covado; ditas
tem defeito algum tambero de padrees novos ede
.xi clientes desenhos a 160 rs. o covado; (lilas, lam
bem de |.adroes ricamente istampados em bons pannos,
a 180 rs. seguras de tintas; algodioznbo, a 160 rs. a
vara, boa fazenda e loa largura ; madapolio a 160 ,
180e200rs. de soflrivel qualidade, e largo; dito,
a 240, 260 e 280 rs. a vara o mais fino o largo pos-
sivel ; chitas finas com desenhos os mais modernos ,
e estampadas as melhores lubricas da industriosa
Maochetter, a 240 rs. o covado. Ha lamhem um bel-
lo e rico sorlimento de todas as fazendas finas, como
sejio: brim trancado branco, francs, de puro li-
nho o melhor, que bu no mercado a 1600 rs. a va-
ra ; cortes de cambraia lindamente estampada, com
II covados pelo diminuto prevo dsete patacas esda
um ; lindeta para vestidos que imite, pelos seus bri-
llantes desenhos, a qualquer lantinha ou seda a 240
rs. o covado ; corles de larlataoa a 3000 rs. ; grava-
las de asseiada csssa estampada, a400 rt.; rucias grva-
las, a,200 rs.; lencos da cambraia com cercadura ,
a 320 rs. cada um ; lindissimas manas escocesas e de
S'tim para senhora das mais modernas, que pre-
sentemente exislem; panoos finos; cambraia lita mui-
to fina, ltecooimcnda.se aos retpeitaveia concurrrenlet,
que se dirijio a este ettabelecimento que em nada
desmentir etle limitado anouncio : e querendo man-
dar buscar as amostras, se Ihes derd sob o compe-
tente penhor, ou se mandaroo as suss estas, acom-
panhadas de um caixeiro.
OLIVRO M TODOS
ou
MANUAL DA SAL'UE ,
Contendo
todos os esclaracimentos Ibeoricos e pralicot necesss-
rios para poder preparar o empiegar tem o soccorro
do professor os remedios, ese preservare curarse
proiri|.lamente com pouco dispendio, da mor parle
das molestias curareis e conseguir um allivio quasi
equivalente taude, as molestias insuraveis.
Seguido
de um tratamento especifico contra a coqueluche e de
regras hygienicas psra prevenir as molestias;
pelo dputor G. de Ploesquellec.
Preco 4CO0 rs. em brochura.
O suppl< ment, indispensavel a quem lem a obra ,
da-te gratuitamente aos compradores. O dilo supple-
mento (ra as tres dilTerenles receilas para a tompoii-
tamanha reputacio j tem ganho e que deve etjn;.
em todas aseases para remediar promptamente aos iec_
dentes e ineomroodos repentinos.
Vende-se na praca da Independencia livrtrii
ns. 6e8.
- Vende-se a posse e dominio de um terreno,coa 30Q
palmos de frente para a estrada nova, que vti ,
Olinda, tendo no fundo um grande viveiro com pe
l criado. Esta venda se fas para liquidar algum,, con-
tas, e por isso te far negocio por preeo muito barato
A tratar com Manoel Luiz da Veigt. no Recife, ou em
Santo-Amaro, com Jlo Antonio da Veige.
= Vendem-se 3 lindos moleques, de 13 a le ,0.
nos; 3 pardos de 16 a 20 annos ptimos p,r, ,.
gent; 3 pretos um dos quaes be esnoeiro de SO ,D.
nos e outro csrreiro ; um dilo da Costa de bonita fi-
gura proprio psra todo o sersico ; urna cabra, de 25
annos, que cotinba, engomma liso cose chio e l,1;
ns ruadoCollegio o. 3. segundo andar.
Cal-virgen!,
receolemente chegada ; no armazem de Antonio An-
net junto aalfandega.
= Na ra do Crotpo, n. 113 vendem-te pecas da
tremoias, com 15 vsras, proprias para babados pelo
diminuto preco de 1280 rs.
-Vende-se um preta de naci de 19 annos; na
ra do Brum casa (errea de tres portas.
Agoa da China, ou
essencia da formozura,
psra limpar o rosto de pannos, tardas, espinbts e imi-
eiar a pelle. Este precioso cosmtico,bem cunhecido as
Europa e America e muito principalmente no Rio-
de Janeiro, aonde tem feito progrettoa vende-se ni
ra da Cadeia do ltecile loja o. 55, a 1000 rs. cada
garrancha.
Escravos Fgidos.
Fugio nodis lOdo correte, um prelo da
nome Luiz oflicial de sapateiro estatura ordinirii,
magro, com urna marca ambrolla no rosto do tanu-
nbo de urna pataca muito rbetorico calcado ; levou
aqueta de riscado encarnado e calcas eicuru de
ritcado azul ; loi escravo de Julilo Portella ,-e deami
viuva todos moradores no largo do Livramento o bo-
je pertence a Sebastiio Jos de Oliveira Mondes; quero
o pegar, leves ruado Rangel, n. 64, que sera re-
compensado.
= Fugio, no dia 7 do correnle, o escravo Severino,
altura regular. corpo secco naris grosso, rosto com-
prido, pouca barba ou quasi nenbuma; falla um pou-
co gago ; levou calcas de estopa n camisa de algodio ;
quem o pegar leve ao Alorro-da-oa-Vista n. 41,
que ser recompensado.
= Oessppareceo, de bordo do brigue Cuiro-Pn-
marro desde a tarde de 13 do correnle um escravo
marinbeiro de non e Benedicto pardo, alio, grosso
do corpo pouca barba bem fallante e capadocio;
representa 30 annot pnuco mais ou menos; levou
calcas de brim ciula encarnada, camisa branca, cha-
peo de oleado. Becommenda-se a captura do mesmo
escruto aos capitaes do campo e a todas as autorida-
des, certo de que quem o apprebeoder, e levar i
bordo do dito brigue ou a ra da Cadeia, n. 45
em casa de Amorim Irmios recebar boa grslili
cacio.
= Fugio, na noile de 13 para 14 do correte umi
esersva de nome Luiza erioula de 24 nooa, pou
co mais ou meos, de boa figura, sem defeilos pea pe-
queos alguma cousa mole no andar; nio lem des
envolvimentos ; tem lodos os denles ; levou ve-li.lo
de. chita cor de ganga, com florea grandes, e algum
tanto sujo, panno da Costa. Kogt-se a qualquer pes-
aos que a pegar dea levar a rus ds Cadeia, loja de
miudezas.de Guedes & Mello, quesera recompensada.
= Cootinulo a estar fugidot desde 21 de abril
prximo pastado, de bordo do brigue Mixlor otea-
cravos msrinheiroa tendo : um de nome Jos, de na-
ci Gabio ; reprsenla 30 annos pnuco maitou me-
os estatura haia, barbado ; loi escravo ds cata do
coronel Bento Jos da Costa : o outro, de nome Ma-
noel de afio Congo ; representa 20 e lanos socos,
baile, sern barba ; tem as orelhas muito pequeas: o
primeiro foi o seductor desle por taber de lodosos
lugares da provincia. Os alano assignedos oflerecem
e obrigio se a faser efleetita a graliricscio de l50j rs.,
ou al maia alguma cousa, a quetn os capturar, qu>(
nesta qur em oul>s provincia. Pede se igualmente
a lodas as autoridades policiaca luda a cautela em quid-
quer escravos capturados poit que nada he mais fcil,
do que trocarem oa non.es : pertencendo os annun-
eiadosaoSr. Jos Mara de S negociante do Bio-
de Janeiro. = trnorim Irmoi.
= Fugio, ba dous meses um preto ds Coila di
oome Ignacio altura regular narit meiocbato, ren-
dido da verilha ; tem uns boraquinhos pela cara que
te suppfie ser Lenga e de poucas lillas : quem o pi'
gar, leve a ra Nova n. 32, quesera gratificado.
= Fugio, no dia 16 do correnle, um cabra, de oo-
me Antonio dos abaixo assigosdos ; lera 20 annos
de muito bons!; figurs sitara Segis? sea! hsrli
muito pachola'no andar ; tem as pernas gross.s ; ki
alfaiate ; levou calvas de gaoga amarrelia jaque's
branca chapeo preto ; ba sutpeilsi que calejo rc-
colhido em certa casa na ra dos Pires ; pala) que
roga-ie ai autoridadea do lugar que queiiie obser-
var a rcapeito ; e sera bem recompensada qualquer
petioa que o levar a ra da Cadeia do Recite, lojs ds
miudezas de = Guede.i & Millo
= Fugio um mulalinho, de nomo Joaa), meio cs-
boclinho de 6 palmos de altura cara larga chala,
naris tambem chalo cabellos aooelados; levou eti-
cas de riscado camisa de algodiozinho j tuja ;. sabio
as ave-mirias, de terca para quarla-feira do com-
prar azeile : quem o pegar, leve a ra do Livramento >
n. 26, lerceiro andir, que ser recompeneido.
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