Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08391


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Full Text
Anno de 1846.
Sexta feira I i
O DIARIO puhlica-se todos oj das que nao
forem de guarda: o preco da assignatura lie de
4^(101) rs. por quarte!, fagos adtantadas. Os
anuncios dos assignantes sao inseridos a razio
de 20 ris por linlia, 40 ris en tjpo difieren-
te, e as repclicdes pela metade. Os que nao fo-
rem aasignanles pago 80 ris por liona, e 160
coi lypo diferente.
PHASES DA LA NO MEZ DE SETEMBRO.
lu cheia a & as 10 bor e 60 minutos di man.
Mingoanlea 12 as 9 horase II min. da man.
La ora a 2u a i horas e 13 mo. da tarde.
Crescente a 28 as i> horas e S minutos da man.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paralivl>a Segundas e Sedas leiras
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiras
ao raeio dia e parte as raesmas horas as
Quintas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyd, no I.", II e 21 decida mez.
Garaiiliuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quiutas leiras .
Olinda todos os diis.
PREANAR de mojr.
Primeira as 9 horas e 18 minutos da minlii.
Segunda as 9 horas e 42 minutos di tarde.
de Setembro.
Anno XXII
N. $01
DAS DA SEMANA.
7 Segunda S. Pamphilo. Annivcrsario da In-
dependencia do Brasil.
8 Terra iji >ji Nalividide de Nossa Scnhora ,
S. Ccrbiniano.
9 Quart S Sergio, iud. do J. do civ. di
2. v e do J. de paz do 2 dist. de t.
10 Quinta S Nico'n lud. do J .de orpliiios, e
do I. municipal da I. vara.
11 Sexta S J.cintbo, au.l. do J. do civ. da I.
v. edo J. dr paz do I. dist. de t.
2 Sibhado S Juvenci, aud.doJ. do civ. da
I. v., e do J de paz do I. dist. e do J. de t.
13 UomingoS. Filidpe.
CAMBIOS NO DIA 10 DE SETEMBRO.
Cambio sobre Londres 26 d. p. lf 60 d.
i Pis3Si ris por franco.
Lisboa 106% de premio.
Hese, de letras de boas (mas I '/ P- *U mcz
OuroOncas hespanliolis SI#000 81#400
* Moedaad..-OjIOOvel. |8j70O a 10*800
deUJtOOnov. 1600(10 a lOM'M
.i de 4*000... #000 a 9On
Prata Pataccs........ 1J9S0 a 2*000
., Pesos columnares I980 2*000
Ditos Mexicauos. 1**80 i I #900
Miuda.......... 1*760 1*780
Accesdi Cotnp. do Bebcribe de SOjOOO ao pir.
DIARIO DE PEMAMBUCO
PARTE OFFICIAL.
ciolho Barreto do Castro, para o primeiro de (uziloiros,
como delerminou o aviso de 13 de agosto ultimo.
Coinmaiido das Armas.
DECLABACAO.
Na ordem do dia n.' 123 de 9 do correte, depoii da
palavra exercito, accreiceote-se, ecorpo de polica da
provincia.
EXPEDIINTE DO DI U DO CBRENTE.
OfficioAo preaideote da provincia, lubtnettendo i
tus deliberacio o parecer da junta de aaJe, que |ul-
gou o soldado do segundo batalhao de artilbaria i p,
Joaquina Antonio, no cato de ler tres mezesde I i cenca
para tratar da la iao.de; porquanto, colligindo-te do
aviso de 20 de julho ultimo, que acompanhou o novo
modelo dai inlormavOes semeslrea, que os presidentes
de provincial, generaos em chee e cammandantes das
armas podem conceder licencaa por determinado lempo,
econservando o licenciados o aeui veocimeotoi, con-
tando lempo de aervico, licencaa, que denomina de
favor, e que devem comprelieoder eata, de que le fat
meoclo ; nSo a man lava lazar efectiva, porque o cita-
do aviso nlo declarou a qual dai duaa autoridades, oaa
provincias, competa a concesiio de aemelbantes li-
cencia.
DitoAo meimo, derolvendo, informado, o reque-
rimeotodo cabo d'esquadra do deposito da corte, Heo-
rique da Silva Coelho, que pede panigem para o de-
posito delta provincia.
DitoAo coronel coajmissario-pagsdor, enviando a
notadas salvas dadas na fortaleza do Brum, em todo o
mez de agosto ultimo.
DitoAo administrador da mesa do consulado, di-
aando, queficava espedida a conveniente ordem guar-
da da alfandega, no sentido do seu officio delta dala;
isto he, para nio consentir, que junto ao trapiche do
algodio se faci depsitos de palhas suecas, madeirai e
outroi objectoi subjeitos a incendios, pelo risco, que
corre o edificio e o algodio, nelle depositado.
Dito- Ao coronel commandaole do segundo bata-
Iblo do artilbaria a p, significando, em vista do seu
officio de hontem( 1.a) datado, que paase a effectivo o
primeiro lente aggregado, Franciico da Cosa Reg
Monteiro, cuja antiguidade neite potto foi ltimamente
mandada contar de 18 de julho de 1841 ; ecooaidere
aggregado o primeiro tenente Joio Carlos de W ilagram
Cabrita, por ler o mais moderno, segundo se depre-
bende do almanak da officialidade do exercito, relativo
ao anno de 1843.
Dito Ao mesmo, devolvendo a escusa do aoldado
Francisco Exequial da Silva ArOca, para Ibe ler entre-
gue ; nlo devendo aer substituida, poique S. S. nio es
tava no commando do batalhio ao lempo, em que a
baixa foi conferida-ao referido soldado.
PortaraMandando excluir, com guia de panagem
da compaobia (xa de cavallaria deita provincia para a
de S.-Paulo, ao primeiro cadete Jos Negueiros de Al
meda Sarinho, segundo foi determinado em aviso de
13 de agosto prximo panado.
DitaMandando faier eHectiva a paisagen do pri-
meiro cdele do primeiro balalbio de caladores, Ja-
INTERIOR.
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
por aiejcanre J&umajs.
PRIMEIRA PARTE.
esa a&SaBAiuoo
CAPITULO II.
2.T80TAS.
Aeboa-ie o viajante entio em frente de om velbo de
olhos pardoa, naris relroeido, mina trmulas, nas acli-
vji, que, enterrado em umi grande poltrona, compulsa-
va con a mo direila un vulumoso raanuscripto de per-
gaininlio, intitulado a Chiarc del Gabinetlo, e tioha na
esquerda una escuras deirx de pnta.
Esta postura, esaa oceupacio, eaae rosto de ira moren
rugas, ecujos olhos e bocea smente divio musirs de
ter vida, esse todo, enifim, que ao leitor pareoer extra-
vagante, era por certo bcro familiar ao estrangeiru;
porque nein sequer lancou urna vista d'olhoe em derre-
dor de ai, anda qao o arrsnjo dessa parte do cucho va-
leaae bem a pena.
() Vida Diari* o,* 199.
PARA'.
DISCURSO RECITAD PM.0 ExM. IR. DR. JOA3 MARA DE
MORABS, VICE-PRE8IDEKTR DA RROVINCIA, NA ABERTU-
RA DA PRIMEIRA SESSA8 DA QUINTA LEOI-I.ATURA DA
ASEMBLA PROVINCIAL, NO DIA 15 DE AGOSTO DO COR-
RENTE ANNO.
Srs. membros da assembla legislativa da provincia
do Ordo-Para. Collocado novamente na administra-
rlo da provincia pela prxima retirada do Exm. Sr.
desembargador Paraobos, presidenta da mesma, eu te-
nho, pela segunda vei, a honra de asilstlr i installacio
de vossos Irabaihos, e o dever de lnformar-vos sobre o
estado dos negocios pblicos e necessidade' da provin-
cia. Proponho-me ora a eumprir eite importante dever:
eu sinto, que mal o poderei desempenhar, estando, co-
mo sabis, ha tio poucos dias, uo exercicio da vice-pre-
sidencia. ConBo, porm, que, attento este motivo Justi-
fica vel, relevareis as faltas e imperfeicoes, que me no-
tardes, e que as procurareis supprlr por vosso alustra-
do patriotismo, e por vossos conhecimeotos praticos das
necesidades e recursos do paiz.
Primeiro que ludo, eu tenho a satisfacio de commu-
nfcar-vos, que S. M. o Imperador se dignou visitar,
acompanhado de sua augusta esposa, as provincias de
Santa-Catharlna, de S.-Pedro-do-Sul e de S.-Paulo, ten-
do partido para esta viageni, da corlo do Rio-de-Janeiro,
no dia 6 de outubro do anno passado, e recolhido-se i
mesma corte no dia 36 de abril do correte. As de-
monstraces de jubilo, amor e dedicacio, com que lorio
recebidos por aquellas povos Suas .Magostados o Impe-
rador e a Imperatriz, e os desejos, qje manifestao os
habitantes das demais provincias do imperio, de mere-
cer igual visita, provio seguramente quanto sao ama-
do a de todoa os Biasileiros nossos augustos mona relias,
e quanto sfio dignos de o ser, por suas inditas virtudes,
por seu rdante selo e solicitude em promover o bem
do seus deis subditos, e pelos beneficios, que, com mao
larga, derramirio por lodos os lugares, que visitaran.
Igualmente me be grato commumear-vos, de ordem
de S. M. o Imperador, expedida pela secretaria de esta-
do dos negocios do imperio, em aviso de23dejunho
ultimo, que Ihe fra presente a felicitacio, que esta as-
sembles Ihe dirigi, por ocessiio da paclflcacio geral
da provincia de S.-Pedro-do-Rlo-Grande-do-Sul, e que
Ocava fnteirado dos senllmentos, que eniroao a mesma
assembla.
Tranquillidade publica, seguranca individual
e de propriedade.
Nada ha, que tenha alterado a ordem publica e o pro-
fundo socego, de que, ba annos, goza esta provincia.
Alteotando-se na vaslissima extensio, que ella oceupa,
na facilidade, que olerece evaiio e impunidade dos
criminoso, e na falta de melos, que leem as autoridades
pollciaes, he multo satisfactorio observar-se, pelo sa-
me e comparacio dos mappas e relatorlos dos diversos
annos, apresentados pela polica, que nio tem crescido
o numero dos delictos, e que nem mesmo se nolao des-
ses fados revestidos de ciicumstanclas horrorosas, que
degradio a humaoidade; o que sem duvida prova em
favor da moralidad do povo.
Das partielpaeSes, que tem recebido o governo, cons-
ta, que as llhas de Macap, e oulras diversas do Ama-
zonas, existen) multos criminosos, e alguna destes eva-
didos das prlsfies, desertores, escravos fgidos e oulros
individuos, que, embora applicados, como se diz, no
fabrico da seringa, vivem todava como independentes,
commetlem crimes e atlentados i siu bel capricho, sem
que as autoridades possio ter sobre elles a accio eeces-
saria, por falta de melos e de forca sufilclente para os
submetter ao jugo da le e do dever. Em Maraj, e es-
pecialmente no municipio de Chaves, teem apparecido
ladros de gados, em numero tsl, que impdom as dili-
gencias, e queja teem ousado resistir a escoltas sobre
elles mandadas pelas autoridades locaes. Na mesma
ilha, em Braganca, Turiass e na comarca de Santa-
rm, principalmente de Alroelrim at Obidos, consta
tambem das participac5es das cmaras, commandantes
militares e de oulras autoridades, que existem quilom-
bos, em que, de envolta com os escravos. estao refugia-
dos desertores e oulros criminosos.
Algumas tentativas se leem felto em diversos lugares
para a extinecio destes bandos de malvados, do que
lem resultado a captura de alguns escravos e deserto-
res : e preciso he diter, que as autoridades locaes nio
se teem poupado a diligencias e sacrificios neste empe-
nbo, agenciando dos moradores, e al lornecendo, i sua
custa. vveres e canoas, para sustento e transportes das
expedicSes. Mas nada disto tem sido sulllciente: o mal
be rave e superior aos melos de repressio. Convm,
pols, que decretis fundos psra acudir a esta necessida-
de. eestou. que a quantia de V.000/U00 rs. nio ser ex-
cessiva, atienta a distancia dos lugares e oulras circuns-
tancias, quo vos nio sio desconhecidas, e i vista do or-
camento. folio para este flm, de ordem do governo, pelo
chefe de policia, que vos ser apreieotado.
Forca publica.
Eitio ao lervico da provincia doui liatalaOes de li-
nba, que sao o lerceiro de artilbaria a p e o quarlo de
cacedores, umeorpo de polica provincial, e 30 bata-
Ihdei de guarda policiaes. A forca de linha est aubor-
dinada e mui bem disciplinada ; preila destacamentos
para as fronteiraa. e outros pontos da provincia, e fa* a
guarnicio desta ridade. J em outra occasiio o gover-
no vos manileslou, quanto seria conveniente a existon-
ciade maisum batalliio de linba, que ostacionasie no
Alto-Amazonas, para melhor guarnecer e fazer respeitar
nonas frooteias, impedir a passagem dos eicravos f-
gidos e desertores para os estados limitrophei evitar o
leBpparecitnento das lamentaveis ocurrencias, que em
algumaa occasiaes leem all produzido a demora de si-
dos e maisvencimentos dai pracaa deitacadas, em rasio
da distancia, cm que estio da capital, e emfim para dar
al^um impulso e desenvolvimiento aos elementoi de ri-
queza e de prosperidaJe, queobundo naquella impr-
tenle parle da provincia. He de esperar, que o governo
imperial, a quem foi prsenle a conveniencia desta me-
dida, llie preste oapoio econsideraiio, que merece.
O corpo de polica provincial contina com a mesma
organisBrao, e a empregar-ae nos msteles, para que
foi creado ; mas su diminua lorca nio he sufliciente
para occorrer a todas s necesiidades do servico, estan-
do por isso muilos ponlos da provincia sem destaca-
mentos, que alias seria de muila utlidede, quo o livea-
sem. Vos atlindereis sem duvida sosia necrsiidade,
quando voi lr poiiivel. Do mappa, que vos itr pr-
senle, conbecereii o estado cfleclivo desle corpo, o nu
mero de pravas, que lem destacadas, e em que luga-
res : seu armamento e corroame esta bastante arruina-
do, e incapaz de continuar a servir: convm por iso,
que destinis quantia para compra de outroi, que os
subitiluio, nao devendo servir de obsteculo a islo o nio
estar anda preenrbido o lempo da lei para a sua dura-
cio, em rasio de ter sido urna parle delle fornecida em
1859, e outra em 1840 porque o armamento era j
usado, e linba servido cm oulros corpoa. Em conse-
cuencia do aviso do ministro da guerra, d* 20 de oulu-
bro de 184?, est o colre provincial aliiviado da despe-
za, que feria com oa venrimeolos do major comman-
daole, que panou a perceiic-los pela pagadoria militar.
A guarda policial conserva a n.rsma organisavio, que
loveem sua origcm ; conten cerca de quatorze mil pra-
casem toda a provincia, e contina a fazer-se ^crsl-
Tres paredes, asaim chama va o vel lio a caixa da car-
ruagem trea paredes, carrcgadia do eatantea oheias de
livroa, continhao a poltrona, aaaenlo ordinario e aem ri-
val da extravagante peraonagem, em favor de qucio b.i-
viin diapoato por cima doa livroa prateleiraa, em que ae
podiaooollocargarrafinhaa, redomas, e hcelas arruma-
dla em caoifos, como e fai no navioa com a lunfa o
vidros; a cada um deaaee caoifos poda aleancir u ve-
Iho, qoe moatrava eatar habituado aervir-ae a ai mes-
mo, rolando a poltrona, quo, chegada que fosae ao sen
desuno, fasi-a elle levantar ou abaixar por nieiu de urna
machina, que nelll lia vi.
A cainarinha, chamemos asaim eate reporlimento, li-
nba oilo de ronmriinentn.. seis do largo, seis de alio,
em frente di porlinhola, alm de frascos e alambiques,
havia urna fornalha com todoa us ulensilioa respectivos ;
era esaa fornalha, nesse momento, empregada em der-
rcter um cadiuho, e faaer fervor urna composifio, que
deitava por esse tubo, que vimos sabir pelo tojadilho, u
myaterioao fumo, objeoto incesaanle de espanto e cu-
rioeidade doa viandantea do todaa aa Ierras, idade c
aexo.
Alm dalo, entre frascos, booetaa, livroa c eaisoea,
capalhadoa por Ierra em pittoreaca desorden), hiviio
piucas de cubre, carves cm differentea preparacea li-
quidaa, om grande vaso nieio d'igoa, o pendealea do
lecto por fioa, molhoa de hervaa, que moslnvlu aer co-
Ihidas, urnas de vespera, oulras de oern annoe.
Exhalava eate interiur om obeiro penetrante, que em
laboratorio menoa grotesco se chamara perfume.
Na occasiio, em que entrara o viajante, rulava o ve-
lbo a cadeira com dealresa e agilidade maravillosos,
para chegar-ao fornalha, eae poiera a eaeumar a ana
mistura com urna nuncio quaai reapeitosa ; moa, di-
traludo por easa appancio, carreguu com a mao direila
lo barrete de velludo, outr'ora preto, que Ihe cobria a
mente digna de louvorcs.pclis servicos gratuitos, que
presta na guarnicio e policia de seus respectivos dis-
trictos, e pela ordem, asseio, disciplina e subordinar;!o,
com que o faz. CufO di'oi'ne.
Rscusado me parece fallar-vos, Senhore, da neconi-
dade do culto publico, quando a le o garante, como
um tributo de homenajeen llovida ao Ser Supremo, e
c >mo um dos mais firmes sustentculos das leis e osti-
tuicSsa do paiz, pelos saudaveis efleitos, que produz na
moralidadedo povo, na repressio doi vicios e dolidos,
o no desenvolvimento e pratiea de todas as virtudes re-
ligiosas, civil e domesticas, lo do reconhecimento so-
lemne desia necessidade, o do dever de a satisfazer, que
procedem as ballai e pias instituicoes, que vemos ds-
snminada por todo o imperio e por todo o orbe catho-
lico, das calhedraes. parochias, conventos, etc., em que
se manlm o culto divino, sa alimenta a pieilade do fi-
is, ese cura de sua instrueco e de suas necessdades
espntuaev.
As inslituicSes (leste genero, que temos na provincia,
mantidas : cuita dos cofres provnciaes sio. como sa- '
heis, urna ealhedral e 95 parochias das quaei algumas
s leem o nome, pela total ruina dos seus templos, e
pelo abandono, a que eilio reduzi las: 22 esl provi-
das do parocbo collados, 32 de interinos, e todas aa
mais sem elles, pela falta desacordles, que curem dol-
as, e de meios para prover esas oeceisidades. O eit'do
de seus templos e allaias, e de outros misleres indspen-
saveis celebracio dos sacrificios, adminitrajio doa
sacramentol, j por veres vos lem sido expolio, e, por
muilos de vos conhecido. me escusareis de o repetir :
bstanle he dizer. que, liradas a ealhedral, freguexiai
da cdade, e algumas poucas do interior, que assim mes-
n.o nio estio sontas de graves privacSes, todas as
mais seachio em estado deplorabilissimo, quanto
quelles olijectos, bem como a respeto da honesta aus-
tentaciodeseus parocbos e ministros, de que esli, ha
meiea e at annos, por pagar, como veris do quadro da
divida pastiva da provincia.
Nio he certamente porque se tenha extlncto a pieda-
de dos fiis, que se deplora essa geral decadencia ou
ruina dos objectos conssurados ao aullo divino ; pelo
contrario, ve-se com edificaco, que elles concorrem,
quanto podem, para a sua manutencio, j reunindo-se
em subscrlpces para o concert e edifleacio de auaa
Igrejas, j faendo-lbe offertas de Imsgeos e alfaiaa, e
ja, emfim, fazendoquasi todas as festividades. Nem he
tio pouco porque as leis do crdito tenhs jamis dei-
xado de consignar-se fundos para reparar esses estra-
gos ; mas, nio sendo elles efTectiios, he o mesmo que
nada. A causa be, pola, a deficiencia das rendas provn-
ciaes e a difilculdade de aunmenta-las sulllclentemenle,
cslando j o povo sobearregado de impostos. Nesta al-
ternativa, sendo Indispensavel a manutencio do culto,
cu nao hesito em lembrar-vos o expediente, e mesmo
necessidade de vos dingirdea, por mel de repreenta-
edes motivadas, ao governo imperial e s camaraa legis-
lativas, pedindo, ou o pagamento e continuacio das
presleces, com que. na divisio das rendas publicaa, se
uiandro auxiliar as despezas provinciaes, e que nunca
forao pagas a esta provincia, ou a sustenlacio do culto
publico pelas rendas geiaes ; o que, quando menos, se-
li mais um voto, que se ii reunir ao das demais pro-
vincias do Imperio, no seio da representacio nacional,
em favor de urna dessas medidas, boje reclamadas por
quasi todas ellas. ( Continuar -se- ha. j
TAKII) E PEK\AMItl?COr
lloje principiamos a transcrever o relatorio, que do
estado do Para fez respectiva assembla o actual vice-
presidente daquclla provincia.
e.ilieea al abaixo das urelhan, edo qual ao escapavao al-
gumas raraa guedellias do cabellos, huidlos eo mo floa
de prata, e desembaracen dos pea da cadeira com ligei-
rexa espantosa urna pona do chamhro de seda, que dez
annos denso havo transformado ii'mn andrajo, aem
cor, aem forma, e aohro tudo aem oontinuidade.
.Mo-ir.n i o vellio estar do milito mo humor, e rea-
ro ungava asiiro, eaeumar a coinpoaijio, e levantar o
chambre:
Teve niedo o maldito animal, o de que, nao me
dir.'io ? aaceiidio-uic a porta, ubaloii-nie a fornalha, e
ilri r.uii.iti a quarla parto do incu elixir no fi-sje Acha-
ra t pelo amor de Dvoi, abandonai-mo cssu bicho no
primeiro dcserlu, que alravrasarmos.
O viajor aorrio-ae.
Primeiramente, meatro, diaao olio, na nao atra-
vessainos mais deserto, poie qnc estamoa em Franja ;
edepoia, nio posao decidir-roe a abandonar asaim um
cavallo de quatruecntas dobla, ou antea de valor inesti-
mavel, aendo, como he, da raca d'AI-Borach.
Qualrocentas doblas, quatrocentaa doblas, dar-vo-
las-bei, quando quiserdes, aa qualrocentas doblas, un
aeu equivalente. Ahi mecuala o vusao cavallo inaia de
um nnliao, sem contar os diaa do cxiatctieia, que me
rouba.
Que fez maia entio, vejamos, esse pobre Djeridr
O qoe fes] fez, que coso alguna minutos mais o
ineu elixir ferveria, sem que una a gotta ao escapas-
ae, o que, he verdade, nio indicio, nem Zuroastro,
nem Paracelao, mas que Borri poailivameute reconi-
uenda.
Poia bem querido meatre cosn maia alguna se-
gundos fervora o elixir.
Ah! airo! lerver! vede, Acharat, he como um
maldicio, o fogo ae vai apagando, nio aoi oque lie, que
| ca pela cha mine.
Sei eu o que ca pela conmin, replieuu o discpu-
lo rindo, he agua
Ag"i, como Agua! e eata I entio ahi vai orneo
elxir perdido! tenho de comecar urna novn opera(io,
como se tivenso cu tempo a perder I Meu Deoa, meu
Deoal exolantou o velh philoaopho, erguendo deaea-
perado as mi ao cu, ogoa e que agoa, dizei-me,
Acharat ?
Agoa pora do ceo, meitre; chova a cantaros, nlo
ae aperecheo Van. diasor
E me apercebo eu d'alguma cousa, quando estoa
comobroenlromioa? Agoa!....... cnlao he isso l Sa-
beia, Acharat, por ininlia pobro alma, uto impacienta I
Como! ha seia metca, que voa peco um oapu para
chamin....... lia scismesea!....... que digoeui' ha
maia de um anno. Poia bem v nunca voa lembraia
diaao....... vos, que alias nada tendes qoe faaer, poia
que sois moco. E que acontece, por cauaa do voaao dea-
leixn ? he que hoje a chova, amanilla o vento, con-
fundem lodos oa meua calculoa, earruino todas aa mi-
nhas nporaces; enirct.nl.i convm, por Jpiter, que
me d pressa Vos bem o sabis, o meu da chega, eae
cu nio osllver precavido para case din, seeu nio hoovor
descoberto o elixir vital, adeoa, prudente, adeoa, sabio
Aliliot.i! (ueu centesimo annu corneja a 15 de julho,
us onie hora da sioile preciaaa, e daqui at l faz-ae ne-
cessario, que o meu elixir tenha chvgado aua per-
li'ie.io.
__ Mas isso se prepara roaravilhoaamento, creio eu,
querido mostr, dase Acharat.
Sem duvida. Tenho j fito experiencias por ab-
eorpclo; o br.icn enquerdo, quasi paralilvoo, recobrou
toda a eiastioidade; de maia, eu gento o lempo, que
gastav na comida, pois que s neoessito de comer de
iuus um doua ou de tres eui trea diaa, e urna oolber do
meu elxir, aaaim mesmo imperfeito, como elle anda
f'
MUTILADO


A conuderacao de que pela leitura deiiai pecas he,
que de ordinario ehegimus ao conbecimento de facloi u
oerurn nejes, deque, por outro meio, jamis tea-
mos notic -.' ,. nos levoo a resolvermos essas trans-
cripcio. q .. .-iamoi certos, ser bem recebida dos
nossos subscriptores, a qUt-m So podaos deixar de
suppr curiosos de -Iguma cousa saberem da porcio do
territorio braaileiro, que, com riso, j alguein ap-
pellidou de India americana.
Publicacao a pedido.
HOMENAGEM AO MKRECIMENTO.
SONETO
OVFESKCIDH AO ILLM. IR. OR. FKR.NiND AFFOKIO DK MELLO.
Semper honot, cmenquc tiium laudeique manebunt.
Vito.
As qualidades bellas, generosas,
Deque teu peito, Mello, he adornado,
Alta estima e altencio te bao grangeado
Das pessoas sensatas, virtuosas.
Se da calumnia as settas venenosas
Ferir buicio teu nome immaculado,
Sendo o ponto, em que ests, muilo elevado,
NSo te oflendem, serio infructuosas.
Prosegue na vereda, que has seguido.
Que em premio alcntaras poros louvore,
Por teu procedimeoto esclarecido.
Embora alcem a vos leus detractores,
Nao deiiaras de ser sempre applaudido,
Nao deiiaras de ter admiradores.
N. B. Quando fallo de detractores, refiro me aos
doui individuos, que no Ro-Formoso huicio detra-
hir a boa e honrosa reputaco do meu amigo; indivi-
duos essti, que procurio illadir a outras pessoas.
Por um amtgu do Di. Fernando.
MiscelJai ea.
NOTICIAS INDUSTRIA ES.
fM* PONTE EH VENE2A.
Urna das obras n.ais estupendas, que a industria hu-
mana lemacabado.he cortamente a magnifica ponte de
pedra. que o goveroo austraco acaba de lancnr sobre
aa lagunas de Vneta, para unrosla cidade i trra fir-
me. ISio pflde. ou nfio quiz a rainba do Adritico, nos
lempos do seu poder, e quando dira lodos os aonos
o mar he meu, encarregar-se dests obra lio neces.ara;
loi preciso, que seohor estrangeiro viesse satisfazer
urna das suas maiores necesidades, e nem ainda orna-
da dista maneira Ihe sera posiivel dissimular as rugas
da sua decrepitude. A ponte, de que so (rala, tein nio
menos de 1,803 toe.as de enmprido sobre 4 e meia de
largo. O O, que a divide ern duas partes, representa
urna grande pr.ca de 68 tocia, decomprido o 20 de
largo; e fura ota, ba anda outras quatro de menores
mu-nriea. O todo assenta sobre 222 arcos, a que ser-
vem dbase 102 pegues singelos e72dobrados, qoe
corresponden, ao grande O'da ponte, e as quatro pla-
cas menores. Ao longo do parapeto corre um auue-
ducto por cujo meio a cidade he abundantemente pro-
vida d|.Koa potavel, deque inleiramente careca. Mil
Irabalbadore estiverao constantemente empregadoi na
obra, dd* que comecou, at que acabou: empre-
se nena \ milhoes de lijlos, um milbio e 200 m'
pedral de cat,. e 80 mil estacas. Veneza fica, com
o novo e n agnific0 edificio, de que o go.erno austraco
acaba de dota-|u. mu melbor.d. ; mas, emqu.nlo ti-
W to puto de si Trieste, su, rival, que Ibe absor.e
iodo o commemo. be absolutamente impossivel, que
posia levantar cabera. H
(Jornal do Commercio).
., R,S0-
Huiln ollera, que o rito be a qualidade, que distin-
gue o bonem. He elle o nico dosammaei, que rooi-
tra rom o rito o praier de estar com o ohjecto amado
e a lehcidade, que Ibe innunda o coracio.
Klo (em rrsio Hobbes em dizer. que o riso he filho
do orgulbo, e que nasce de urna comparacio nosso fa-
vor com a pessoa de quem lombamos. Bem pelo con-
trario o orgulbo he, que nunca se digna de sorrir, e
quando o fat, be com o sorriso amargo do tespreto e da
ZVtia. Toce.bo;que oSo ri-ou iue ,orri pmm.
era mrall.velmente fro, d.ssmulado e retrabido A-
qaelle, que muitas veies tem rido, be porque tem'pro-
he, me .lana. Oh qu.ndo cu pe,,.,,, que ,,,,
im.aaopl.nl. p.r. qe meu elixir J Cu,nlelo"
que t.l, enhamn. p..d0 cen,, quilll,e *
.e. por jun,,, de... plan.., oa c.lc.do coro o. "t ...
val,,, ou .i roda, da c.rruagero, Achara. e... pa,,",
de que falla Pl.nio e que o. a.Lio. ,o leem .cta!'
u nio leen, reconhee.do, porque nada .eperde! A pro'
poa.to! b. precia, quo Ihe pergun.ei. o noroe Yl0_
rea, n uui doa aeu. exta.ia, que dixei.?
Smi, wealre, desc.nae, eu Ihe perguntarei.
.r7 ^Tt"'0' 2V P,,lMP profundo .u.-
piro, abi falhnu anda dota vcx o meu elixir, o me <
preei.ua Ir. ve.e. quinte di., par. ebeg.r ,o pto
m <).io |.J. cav., be, 0 ,abei,_ f^j '
Aob.r.l, vo.perderei., .rnenos tanto como cu. no di.'
em,,,, en perder id....... Ma. que bulh. he e.t. ?
carruagem anda?
Nio, ineiire, b. o Irovlo.
Trovio?
Uurf'"'~ 4Ue qUM'"', m"*' ,, Puco' ""
qu.,.,. Mqul tMmott e particularmente mim: -
erd.de l,e, que eu e.tav. vc.tidu de sed., o que m
^.ot,,;n'hi:.,:^...d!,,e.oTe!,,.oba"""' -"j"""'.
vado muitas veres aensaedes gratas a deleitlas, porque
se tem muitas vezes prestado alegra social, ternura
e ao amor, e o seu carcter dte por isso tomar nalu-
ralmente urna doce tintura de benetolencia, de docura
e jovialid.de. Ah nos tambem riamos fcilmente,
quando o nosso coracio ainda novico se abria fcilmen-
te ao praier, i confidencia e deleite ; mas, quando o
conhecimenlodo mundo e dos bomens nos amargurou
tanto, a alma se reconceotrou em si meima ; be cerlo,
que rimos as vetes, mas be com os labios, e nio com o
coracio. Riamos muitas vetes nos dias de am-vel lou-
cura, das illusdes suaves, n'aquella aurora da vida, que
ostenta a frescura e perfumes de sua serena madrugad.,
n'aquella formosa idade, em que tudo he vida e felici-
dade, quando os refleos do contentamento erio como
os raios do sol espargidns sobre a familia das flores.
Porm, quaodo vierio as tempestades da vida, quao
do a idade cresceo com os achaques,com ai queias.e o
temores, dessppareceo a traoquilidade de animo; o riso
desponla lnguido e raro sobre os labios do homem,que
verga com o peso doiannos, dos desgoitoi; o leu riso
he um triste e dbil raio do sol, que atravessa por en-
tre escuras nuvens.
O riso he o oais bello ornamento da formosura :
Homero di a Venus o epitheto de amiga do ro; o
semblante risonho he adido de bonil.de, inspira a-
legria e confianca: dous bellos olhos fulgario com luz
maistita; urna bocea de rosas he mais bella, quando
desprende um sorriso.
Adi (diz Milton), encantado da belleza esubmissa
gracadeEva, sorrio-so de superior amor. Tal he o
lorriso, que oco, pela primavera, deisa cabir sobre a
trra, impregnando de vida ai nuveoicheiaide lmen-
les das flores. Adi depois liliou um sculo puro noi
labios da mii do genero humano.
Tudo quanto he grato, suave e engracado, tem um
pecio risonbo, < foi pelos poetas pintado com riio-
nhai cores. Ri o co,"quando esta sereno, riem os pra-
dos, quando estio coberloi de flores, ri a primavera, ri
ajfortuna, ri a mocidade, sorri a esperanca, sio riso-
nbososolboi do bomem felir, be risonho o rosto do
que pralica um" ac^io boa, be doce o sorriso da be-
nevolencia, da teruura, da consolacio ; he fino e de-
licado o sorriso de applauso.do louvor e de approtacio,
o sorriso que acompanha as saudades amigaveii, o
braodos 'liscursos e as manciras elegantes.
Nio ha melhor comprimento para acompanbar o
proposito e elegante fallar albeio, do que um sorriso
cortei. Dirigir falla a outrem com um sorriso nos la-
bios, he annunciar o ilesejo de agradar e o deleite,
que desperla em nos a pessoa, que amamos. Um rei,
que concede um sorriso, lanca a eiperanca noi cora-
c8ei: o lorriso de urna bella recompensa cem suspiros :
e o sorriso da patria premeia sem fadigaa squelle, cujo
coracio nobre se nao leva fomente por srdido interei-
se. Estis satisfeitoi coro um tono subdito ? Porque
Ihe nio dirigs um lorrsoT Recebis um homem, que
supplca ? Porque nio Ihe mostris um semblante ri-
sonho?Faieis um beneficio ? Porque nao oacompa-
nhaiscom um sorriso?
Cerlo poeta do Norte, para celebrar a morle de um
guerreiro illuitre, diste emum terso sublime.
o Agar cabio, venceo, lorrio n.prendo.
Cahirio em Esparla as estatuas consagradas ao som-
no, i morle, bella Venus, porm o altar do riso a-
inda subsiste no meio das ruinas da patria de Lycurgo.
Quem nio ri urna tet ao menos em um dia lem per-
dido eise da, eguododit um philosopho Ilustre. 0
riso, e mesmo o sorriso (dit o seositel Jorich) alooga
um dedo a medida da nossa existencia.
mltraono nunca ri, porque Ihe falla aquella ib-
tilfacio interna, que dilata o coracio tranquillo, e
manda aoalabioi o ro. Tiberio, Crotnwell, e Filip-
pe II, erio homem de semblante sombro e severo, e
de humor taciturno. O asiassino nio r, porque a
consciencia.puagida de remnos,o atormenta continua-
mente, e se pretende rir, o seu sorriso he urna contrac
ci intolunlaria, e penosa, um arreganbo como o do
leio irritado, que inspira pavor a quem o t
O sorriso he a mais clara prova de um coracio boro,
ede urna consciencia ajustada e benfica ; he por isso
que o grande poeta Youog exclama em urna de auas
noiles de que tervem eiias testal enrugadaa, esses
semblantes sombros e tristonhos na pretenca de um
Dos benfico e misericordioso ? Ellas nio designio
tirtude, porm bypocrisia e maldade.
Addisson, na sua lamosa tragedia de Catio, fat dixer
aoseu hroe no monologo, com que abre o acto 6., o
man hcll > e o mais sublime, que lalvex se tem recilido
em algum tbealro.
Theeoul, tecur' din her exiitence, tmiles
t Ihe drawn dagger, and defiei ils point.
E certa a alma da exiiteocic sua,
Firme sorri para a despida adaga.
Desafia o seu gome.
Felit feliz tre te/ei o bomem que pode sorrir
no meio dos trabalboi e calamidades da ida; porque ja
oeste mundo antegoita is docuras da felicidade eterna,
merecida por suas irludei, constancia e reiigoacio
sem limites, coma ontade do Creador.
___________(Dallluilracio.)
COMMERCIO.
Alfandega.
rlKNnmRNTo do da 10................5:807)47
DuearregaO ha je 11.
Sumaca5. -A nnamercaduras.
Brigue sardo Dainoidem.
Uriflue Eeaujeiidem.
Galera Columbueidem.
Brigue-eicunaJojspA.nabarricas usas.
Consulado.
Rendihento do da 10.
(i.l............................
Provincial.........................,
fimhepreono, que oa propriet.no. .presentero do
ment legal, relativo aa dimensoea, que tierem na h"'
r, puntal, quilh.-limpa, e comprimento de roda ,
da; auiro como, quede.de j e.t. prohibido, aob-n
de multa, poderero t.ea eiobaroacoe. tirar .rei. "'
lerroa, lastro doa nnio., un p.r. qu.lquer oulr a"
ler, i nio .er no lugar Cor6.-do^Prinho,
omqn.nlo capitana nln deaign.r ouiro qu.lquer "*'
C.pit.ni. do porto de Pern.mbuno. 0 de mi.'.l
de 1846. Rodrigo Theodoro Dedaragoes.
596.124
221.070
817.194
Aioviiueiito do Porto.
Navioi entrada no dia 10.
Falmoutb, pelas Ibas da Madeira e dai Gairas; 34
diai, paquete iuglez 'tei/, commandaote o lente
Donglai, equipagem 44. Traz a seu bordo:a Sr
Ellii, Mr. Murry, Mr. Ainihell, F. A. Gomer, Mr.
Elli, e 6 paiiageirot, que seguem para o Rio-de-
Janeiro.
Malaga ; 34 diai, polica heipanhola Canallo-Mari-
nko de 123 toneladas, capitiio Esteto Mercenario,
equipagem 12, carga tioho e mais gneros; a Joio
Pinlo de Lemoi.
Sidney; 83 din, galera inglexa Gin$ial-Huet, do961
toneladas, capitio Jobo Hart, equipagem 50, carga
sebo, lia o aiete; ao capillo. Traz 56 paiiageiros.
Vem refrescar e legue para Londrei.
New-Zealand, lendo tbido de New-Bedford; ba 32
tnezes, galera americana Onwyii, de 305 tonela-
das, capitio Heory D.Gardener, equipagem 30, car-
ga azeile : ao capitio. \
A'aei'o saAi'do no meimo dia. \
Ameilerd.m; eicun dioamarqueza Jirleni, capitio
H. Meyer: carga couroi.
CORREIO. ""
O piquete inglex Swi/I recebe at malas pan a,
hi. e Rio-de-Janeiro, amanhia (12) ai 7 borai do di,"
deteodo ai cartea ser lineadas aa eaixa geni, hoi."
atas6 horas da tarde. D01*'
Seguro.
Carta para Antonio Franciieo de Araojo.
- A mala do paquete de S. M. B Smfl, facb-t.
norespeetito consulado, amanhia (12), i.7 BOr,.
dia.
- A commissio administritita do Ibealro publico
nacional cootida i lodosos Srs. aceionitii do mesmo
tbeatro i le reuoirem boje, 11 do correte, 10 meio
dia, oa casa do director. F. A. de Oliveira, ni ra di
Aurora, n. 26, aiui de se proceder i oomeacio p.r,
o lagar de theioureiro, vago pela mora do Sr. Jos
Rimoide Oliveira.
Avisos martimos.
Edita es.
Para a Babia uhiri, mpreterivelmeote no da
12 do eorrente o bem eoohecido biale S.-Anlonio-
Flor do-Rio ; aioda pode receber alguma earg miuda:
o pretendeotei enteodio-se com M a noel Antonio Pin-
to da Silva oa ra da Crui, a. 54, ou com o capi-
tio do mesmo a bordo, defroote da escadiah di
alf indaga.
=At 16 do correte mes de setembro pretend sa-
bir para o An o patacho Oliveira; recebe carga a Ira-
te por menos que outro qu>lquer : a tratar coa
Joio Via de Oliveira, na rui da Cruz, o. 51, primaro
andar.
= Para o Aracatyuicom mu la brevidade o bri-
gue Veoi-le-Guarde, por ler metade da carga promp-
ta: quem no mesmo quier carregar. eoteoda-ie coa
o capitio, Manoel Jos de Aietedo feantoi, ou oa rol
da Cadeia-Yelba, armazem, n. 12.
=Pira o Rio-de-Janeiro, por eites disi, o patacho
Amazona, forrado e encivilbado de cobre, linda re-
cebe alguma cargo miuda, escritos e pniigeiros; pira
o que lem escolenles com modos : os preleodeotesdi-
rijio-iearua do Vgario, n. 5, ou ao capitio Mi-
ooel Marciano Ferreira.
=Para Macei labiri, inf.llitelmente no dia 12 do
u.nu.i ai.- m ,::----- .--------- I =Para Macei sahirl, inf.llitelmente no dia 12 do
ZtorZ1^ d' udrad^ "^it* im- corren,e' hi,e S.-Jo,,Glorio,o: par. carga ou p..-
penal ordem da Roa, cavalletro da d Chri.t _____........._ i n r>______ _r_. j ^? r.
penal ordem da Roa, cavalletro da de Chritlo ,
e nipeclor da alfandega da provincia de Pernambu-
co, porS.M.I.eC, que Deo guarde, etc.
Faz siber, que, no dia 14 do correle, se bio de ar-
rematar na porta da alfandega, ao meio dia, as seguin
le mercadones existentes noa armazens, por terem
excedido o praio marcado no regulamenlo.
(.incenla e ieii micoi e nove barilhoi de cartas,
micoi 1,200 n. ; urna ancorela asa, valor 320 ri.'
sagem, trata-ie com ),. O. Campoi, ra do Queimado,
Q. 4.
Vende-ie o brigoe braaileiro Desengao, de lo-
te de 313 toneladas, com um carregameolo de sal e pi-
Ihai de caroaba, promplo a seguir viagem, e tambero
se vende sem o carregameolo : quem o pretender, diri-
ja-se a Jos Antonio Basto, pan tratar do juila.
=Para a Baha seguir com brevidade o biate 7'cn-
lador, forrado e pregado de cobre, de superior marcbi:
laClOi S.
Como! eu nao le deienvolvi o meu yitema da.
poma., o meu p.pagaio conductor Quando ou houver
descocerlo u elixir, repetir-vu-lu-hei; mas. neite mo-
mento, Im-iii de, nio Innho lempo.
I)e.le modo, enleude Viu., que be posiivel domi-
nar o r.ior
Nio domin.r, ma.conduii-lii onde quier. Um
da, uro di., qu.udo a iniiha tegunda aerie de oioooen-
l liouver paa.ado, quand. eu a tiver de e.per.r Iran-
quillaraento torceir., porei ao raio um freio d'a^. e
guia-lo-bui ti faiilnienio come vos gui.i. Ojerid. Por
cinqoanlo,mandai-me p6r um c.put na ch.uiine, Ai ha
rat, peco-na i.io.
Eu Biandarei f.xor, deac.nio Vm.
..,.;. i i k ",orj-"-; Mor, forndoe pregado de cobre, de superior roircbi:
Trq| vlo^6001r'nUa"C"I,ohaM8i,' ^m" "'mo quizer c.rr.g.r ou ir de p.M.g.m,
valor 160 rs ; um qu.dro. t.lor 320 rs.; quatro varis trate com gil. 4 Grillo, na ru. da Modi, o 9.
iingelueduai quadrada de panno de iinbo letrado.-----------------------------------------------------
tara 320 rs.; doze e meia litas dito, e seis e meia
quadredas de dito liso, vara 180 ri.; meia libra de li-
nba, libra 480 n.; nove dunas e orne pares de lutu
curtas, duiia 2,100 rs.; tinte e dous chapeos arrui-
nados, valor 1.200 la.) urna sicca com feijio arrui
oado. valor 160 rs.; seii micos de ispatilhoi, talar
3,000 rs ; umagaiola, talor 120n.; urna porcio de
touroi (8 molboi), valor 5.000 ri.; urna dita dito, va-
lor 3,000 n.; sen dusiai de registros, valor 900 ri.
Alfandega, 10 de setembro de 1846.
Miguel Archanjo Monleiro de Andraie.
Rodrigo Theodoro de Freilae, oavalleiro da ordem de S.
Benlo d'Avi; condecorad com a medalha da reitau-
raro da Bahia, oapdo de fragata d armada nocio-
nal e imperial, inepector interino do areenal de ma-
rtnhadeila prorincia, e ella capitao de> porto, par
>. M. o Imperador, que eo guarde, etc.
Fax eoo.lar, para Guuhecimeiilu de quem perlencer,
que ludia a. c.nua. e oulraa cmb.rc.c6e., eiupregada
no trafico do.no. n.egaei. do.i. cid.de,.....podero
aa pena de mulla, nodo o prato de 8 dias, contad,,, d
data doato, continuar nene aerifo, sera lerem licenca
para ...o da o.pil.nia, e .ejio noli, arroladas, para cujo
- Le Breloo Scbnmm & C. fario leilao. por ioter-
vencio do correlor Oliveira, de boa porcio de firinbs
de trigo ..riada, indi prximamente de New-Or-
leans, pelo patacho lardo Providtntia, oapilio Mar-
coi Ivolich : legunda-feira, 14 do correte, as 1 ho-
ras da manbia, no armaiem da Sra. Viuva Guimiriei,
por detri do Ibealro velbo
Schafbeillin & Tobler fario leilio, por interten-
cio do correlor Oliteira do mais perfeito sortimen-
lo de fazenda propriai do mercado : boje II do
correte, ai 10 horas da maohii, oo leu armazem ,
na ra da Cruz.
Avisos diversos.
re.o;,UOOniouajMO ^ ir -~^ o
m.i.f,cci. depreenr? ,U"|Ue "i
*pMoUQnU.?..r.,.P8rd0"r' B,M,re' -V. aioda roe nio
Mandarei, mandorei, acropre futuro, como te o
luli.ru folie no..,,. Ol! quo nunca .erci comprehendi-
lornendo de.e.per.do o bracos. Descame I....... rjix-
me, quei de.c.n.e, e daqui ir. nieiei, .e eu 'n liver
Ooocluido o meu elixir, ludo e.i.-.ra ac.b.do para miro,
ma. tambero, .e eu pa.nr e.s. .egund* .crie de oinoo-
enla, .e recobrar a n.inh. inucidadc, a ela.ticid.de do.
membro., .faculd.de de,o.cr-roU, nio precii.re, de
raai. muguen, au .e n.e ba de d.xer m.i.: e farei
eu liequobeidodiier: FU! -o,
Pode Vm, em fina, diter o meimo, rc.peito da
nona erando obra ? Tem-.o lembr.do della?
- Ol! mea Deo., icnl.o, ,ira, e,e e.ti,e..e tiucer-
lo de de.oc.brir o meu elixir, como o e.ton de faer o
diiro.nle.......
Viu. cutan crli bem cerlo, roealrv.'
Sem do vida, pou queja o bi.
J o fe?
Vde-o.lli.
Oi.de?,,.,,, .
All, vuia. direit, naquelle recipiente de idra
ene justamente. '
Oviajor pegou coto avidex nu recipiente indio.do
que era mullo pequen,, e de crystil mu,lo uno, e tinha'
no tundo um p qua.i impalp.vel e peg.do ao vidro
lito he p de diamante! excl.mou o mancebo'
aem duvid., he p de diamante ; roo proourai
ben. nu meto. v
He erd.de, c e.l um brilhante dot.raonho de
uuigrin deroilho.
A grande nada lignifioa ; comegoiremo. aRRlo-
raer.r tod e..o p, f.er do grio de railho urna f!,a
de urna fava uo.a cerej. ; ra.s, pelo.mor de Deo., Aoh.-
rat, en. c.mbio do que u. promellu, m.nd.i-mo fa.cr
un. capuspara miiili ob.mioe, p.r. que .goa nio
venh. cah.r nella, e um conductor p.r. o... o.rru.-
gem, anu de que o r.io i p.ir uutra te
asa, liro, fique .oceg.do.
Ainda, indi; o tal aeu eterno -fique loceeado-
mo,fa, damnar. Mooid.de! I.uc, pre.unco.a .cida-
de I excl.mou elle com uro ri.o funebro, que Ibe roo.tr.-
va a buce, de.dent.d., e como que II.. c.v.v. alad.
iu.u ai protu,| orbiu. do, olhoa.
Me.tre, diise Ach.r.t; u fago apwen-.e, o oadi-
nhu arrefeoe ; que linii* elle?
Olbai.
=Joio Aotonio di Malta oflieiil de npiteiro que
foi do Sr. Francisco Jos Regalo Braga, faz icieote io
respeitivel publico, que lem luja do mesmo oflicio oo
Becco-Largo, n. 1 ; e se oflerece a servir a lodii ai
peiioai, que do teu presumo precisarem coma maor
promplidio posiivel,e a goito dai meimai peisois.
mutilado!
O mancebo obedeceo, abri o cadinho, hi achou
uro pedaco de cartio tilrificado, do tamaol.o do urna
aveli.
Um diamante! exciamau elle; e qua.i au mei-
mo tewpo : Sim, poroi manchado, incomplolo. icio
.Ur.
Purque o togo ae .pagou, Ach.r.t, porque a cha-
ro.ue uau leu c.pus, iiuvia ?
Vaaioe, perdoe-iue, mcilre, diiso a mancebo, am-
quanlo ex.min.v. de todoi o. lado, o diamante, que
ra lancaia vivo, reflexu. dlos, or. te mo.lr.va bi-
co ; r.roo., me perdue, me.tre, e coma algum. cou...
Hoeioosado, bebi, ha du.a hora., a roinha colh.r
de elixir.
Vm. *e engaa, raeslre, foi e.t. ruauhf. ai leisbo-
rai, que Vm. a bobeo.
Poiibcui! e que horas sio?
Sio qua.i uito e mei. d. noite.
Jeiui! excl.mou o volito, juntando .a mo., li
vairo.il um dia panado, perdido; ma. enliu o din
ditninuom ; nio teeui roai. vinte e qu.tru horai I
Se Vra. nioquor oomer, duren, ao menos Igiins
inat.nle., meitre.
Poiibem! dormirei du.a hora. mas, pasi.da-
ctai, ,,11,ai p.r. orelogio, daqui a dua. hora, acordar!
i me-heia.
11 Ibe prumetlo.
S.beia, Ach.r.t, di... o vellio em ton. criobotu,
quando eu adormec, le.ihu lempru uiedo dequeltjl
n. .ternid.de. Vi iris .curd.r-we, nio heini?
Nio ui'u proniett.ii, jurai-m'o.
Eu Ih'o juro, roe.lre.
D.qui a daaa boraa?
Daqui a dua. hora.,
Niltoe.ta.io, quando .e onrio na e.lr.d. um cora,
galope de c.vallo. E.ae tropel foi .coiupanh.de de um
grito, que exprima ao meimo lempo ii.uaiei.cao ees-
panto.
Que ieri roai. iito ? excl.mou o i.j.nle, en>-
qo.nlo roai. que depreaa abria a porlinbola, e iiltava
na e.irada, .em lervir-ie do estribo.
[Continuar'-k^


O POSTILHO.
O o. 16 far a diitriboicio di aula boje, ao meio
dia, eacbar-ie-ba a venda, oa prava da Independen-
cia, iiuaria ni. 6 e 8.
PECHINCHA.
Lombra-ie as autoridadei policial e empreg adoi na
allandega, queirio tomar cuidado coen carta ei nbarca-
cao; poia dizom, pretende deaovar muito boaa c ousas, e
entre ellaa be provavel que eitejio compre bendida
certai faienda, com que le comprio o melf ,ei, cal e
tijoio para faier cnuitoi bocitoa predioi, i cunta do po-
bre poto brasilairo. Cuidado, Srs., muito cui dado; que
a inaiieira nao d para arrotar Unto aoi taei contraban-
dista.! la dai partea da Iberia.
= Precisi-se de um hornero filho daa Ilbaa, para
feitor de um engeobo, distante dosta cidadsi 20 legn :
a peatoa, a quem eite arranjo convi-r, p de dirigir-ie
ao becodas Barreirai na Boa-Viit. caaa do Joi Anto-
nio Altea da Silva, a tratar do ajuste.
Precsate de um feitor para um en genbo dii-
Cdulas brancas de Aviso importante.
2#000rs.
bote desta praca 10 lagoaa, que aeja homem forte
actiro acoitumado a andar ao sol e a eliuva; quero
estior nestia circumstinciii dirija-ie ao eacriptorio
de Caetano Pareira Concilios da Cunha na ra da
Cruz, o. 43.
= Aluga-ie urna caaa terrea, na esqu na da ra do
Nogueira muito propria para veoda por aer de es-
quina e ter um grande aotio para morad a quintal,
cacimba e porllo : a tratar na praca da Independen-
cia linaria, na. 6 e 8.
Aluga-ae urna caaa terrea, na ra Bella com
duaa salas, 3 alcoai, eoamba fot a quintal e cacim-
ba ; a tratar na ra do Collegio, n. 15, aegundo
aodar.
Na ra do Bangel, aobrado n. 9, tinio-se pai-
saportea, para dentro e fra do imperio deipecnio-
aa eacraaoe e correm-ae folbaa ludo por preco com-
modo e com muita brevidede.
= O guardiio actual do convento de S.- Antonio
delta cidade faz publico que em aeu convento tem el-
le religiosos promptos a quilquer hora do dia ou da
noite por tnaia invernosa que ella aeja para ouvi
rem de coolissio e prestaren) os consoladores soceor-
roa da religiio aos moribundoi, em qualquer doi bair-
roa desta cidade. As peiioai, queae quierem aprovei-
lar deate voluntario oflerecimento dir Ijo-se ao dito
convento, que serio promptamente servidas, tem dis-
tinti de qualidade e eondicio de peiioa.
=* Manoel Pinheiro de Meodooca lendo neite
Diario um anouncio do Sr. Jos de Alenquer SioiSea
do Amaral, emque faz publico ter desligado a socie-
dade aob a firma de Amaral & Pinheiro ; adverte ,
que eaaa aooiedade nlo eitl anda de direito separada ;
porque nio ae lecbaro ai respectiva) contal ucums-
laocia neaaaria para aellar-se o trato da separarlo :
ando todava certo que deideo dia 10 de julho estio
verbalmente contratados para a referida ieparacio;
aiiim como he verdade que o ahaixo aiiignado ae
cha em a leja n. 11 da ra do Cabug onde o en-
contrara aeua fregueses.Manoel Pinheiro de Men
doea.
= Domingoi Jos Marques, lolicitador de pri-
meira asegunda instancia, e tambem do loro ecclesias-
lico, mulou iua residencia para a ra do Collegio n.
8, primeiro andar. Aapeiioai, que o quizerem pro-
curar, deverO comparecer, de machia al aa 9 bo-
raa, e de tarde daa 2 ai 4.
= Precisa-se alugar 2 pretal que saibio vender
na ra ; na roa do Pilar n. 66, ou annuncie.
= Quem preciiar de urna ama que corintia en-
gomma, lava, e lu todo o maii lervipo interno de urna
caa, dirija-te a ra do Fogo n. 54.
= A roulber de boni costumei, que se encirrega
da criacio de meninos de peito impedidos e deumpe-
didor, e tambem recebe meninos para desmamar no
que promette eimerar-se mudou a aua residencia pa-
ra a ra Augusta loja do primeiro obrado novo, in-
do de S.-Antonio : quem de seu prestimo se quier
utiliaar, dinja-se a dita casa. Na mesma casa vendem-
se 3 varas de bioo largo de ramagens e recortes de
muito bom goito e um berco anda em bom uto.
Casa da F,
na ra estreita do Rozario, n. 6.
Nlo tendo posiivel ao tbeaouroiro da lotera de N. S.
do Livramento concluir o andamento dea rodal no dia
marcado pela pouca exiraccio que bouve, na venda
do reito doi bilbetei, transfiri o andamento daa ro-
das para o dia 14 do correte mea iofallivelmeote : e
por eita causa o cautelista da casa cima dividi mais
cautelas para as vender sos seus fregueses que aa nio
comprarlo e entre estas achio-ie escolenles nume-
ras que de certo nao deiiio duvida en, ser premia-
dos. A ellas que lio poucaa.
Joi de Oliveira Marlini retira-ie para Mangua-
pa levando em sua companhia oui eicravo de co-
me Lourenco.
- A loga ae, por menos do que se tem alugado ,
urna casa terrea, na ra do Moudego delronte do
becco daa Barreiras : a tratar atrs do tbeatro velho ,
o. 20, aegundo aodar.
Aluga-se, por anno, ou por feata um litio a
margein do Capibaribe, com muito boa caaa, coebeira,
estribaria e fullente bando no lugar da Capunga:
a tratar na ra do Rangel n. 59, primeiro andar.
i Joan na Francisca de Menezei viuva de Jos
Antonio Caroeiro,participa a todaaai pesioai, que leem
penborea em aua mi desde o anno de 1842 ateo
preaente, bajas de oa ir tirar no praio de 15 das ou
pagar oa juros que tralirio ; do contrario, os vende-
r para aeu pagamento e publicara oa seus nomea por
eitenso neata lolba, visto ignorar suas residencias.
Precisa-se de um caiieiro para venda: em Fra-
de-Portaa, ra doa Guararapea, n. 38, que acbarl com
quem tratar.
Preciaa-ae de orna preta para o lervico de urna
casa francesa de pequea lamilia : na ra Nova, n.
69 ao pe da ponte.
Aluga-ae um aobrado de 2 aodarea e aotio mu
Irascos sito no paleo do Hospital: a tratar no pateo
do Carmo, aobrado de um andar, o. 16.
m Quem precisar de urna ama para caaa, dirja-
le atria de S.-Jol ra dos Pescadores o. 32.
= Na ra da Cadeia de S. -Antonio n. 18 rece-
bem-se doni aprtodiiea para officio de marceneiro ,
com a condifio de Gcarem na tenda dando-ia de co-
Vim e vertir, preferiodo-M o da (ota delta piaca.
Na esquina do Livramento, loja de 6 portas, re-
cebem-ie cdulas brancas de 2000 rs. sem descon-
t a troco de faienda.
= Precisa-se alugar um eicravo para casa de um
hornero solteiro sem familia tendo o servico muito
limitado: na ra do Fogo caaa terrea n. 6, junto ao
aobrado de Joio Horeira Marques.
b Joio Vaz de Oliveira embarca para fra da pro-
vincia o seu eseravo de nomo Pedro, de naci Congo.
= Quem precisar de urna ama para casa de pouca
familia dirija-se a ra do Fogo o. 42.
Desappareceoda caaa da ra da Aurora numero
12, no dia 5 do crrante, um piriquitinbo muito man-
so e muito fallador, que eslava em casa haviio dous
anooa, e tem oa signae* seguintes : he vrde e com
urna estrella cordeouro na testa. Quem o achar, leve
referida caaa, que aera generosamente gratificado.
- Alugio-se as seguintes casas : os 2 sobrados de
um andar com aotio pintados todos de novo, na ra
do Sol, ns. 23 e 25 ; os terceiros aodarea com solio dos
sobrados do Aterro-da-Boa-Viita ni. 4 e 6, por
3001 rs. annuaei ; 1 sobrado de um andar com totio,
lojai, quintal e cacimba todo caiado e pintado de no-
vo na ra do Sebo n. SO por 3004 rs. annuan ;
o aegundo andar do aobrado n. 20 da ra do Rozario ,
em S -Antonio ; duas grandes casaa terreas, com quin-
tal cacimba e mais commodoa para grande lamilia ,
as ras Formla, n. 5 e da Uniio n. 3 ; urna dita
pequea na ra da Uniio por 10,000 ra. meosaes;
outra dita na ru do Sebo o. 52, por 8000 rs. meo-
saes : quem as pretender dirija-ae ao escriptorio de
F. A. de Oliveira & Filbo oa ra da Aurora n. 26.
= Aluga-se urna boa casa terrea, com grande quin-
tal, plantado de bortalce, parreiras, Ggueiras, romeiras
e muitss outraa arvores, no principioda estrada doi Al
flictoi, ao p do Manguinbo ; urna outra casa com ao-
tio corrido, muito alegre e fresca, por ter Ajanellasde
vidraca, no becco do Serigado : trala-ie oa ra da Ca-
deia do Recife, n. 25.
Na ra do Queimado n. 8, coie-ie, engomma-
ie e lava-ie com aiieio e promptdio por preco com-
modo.
Oflerece-se um preto forro para criado de qual-
quer casa; o qual coiioha o diario de orna casa e be
muito bom boliero: quem o pretender, dirija se
a ra da Cadeia do Recife o. 52
ra Precisa-se de um coiiobeiro perito em ludo ,
que dii respailo a coiioha e que seja forro : na ra
da Cadeia do Recife n. 52.
Alugio-se os primeiro e segundo andares do sobra-
do da ra da Senzalla-Velba, parede-meia da casa do
Sr. Lasserre, arraojados de novo e bem pintadoa : a fal-
lar na loja do Sr. Jos Gomes Leal.
= Aluga-se urna negra boa cozinbeira e engomma-
deira; ensaboa, lava roupa de varella, e coze perfeita-
mente : trata-se com seu senbor, na ra daSoledade,
o. 29, ao p da Trompe.
= Fugio, para amanbecer no dia 8 do correte, um
eicravo crioulo, por nome Benedicto, um pouco fulo,
alto, bem parecido, de tuiiai, de idade de 35 annos,
Declara-se a quem pretender comprar a armario e
fazendasda conbecidissima loja da esquina do Livra-
mento, n. 1 que devora faie-lo quanto antes, at
aeita-feira, II do correte : depoia do que, nio ser
mais admissivcl nenhom negocio. Os pratendentes po-
derfi tratar na referida loja onde encontraras o be-
fando dado as fszenda; pois aquello, que mais van-
tagem apreientar.sera preferido.
=Prcciia-iede um cozinheiro para bordo do pata-
cho Amazona : na ra do Vigario. n o.
= Alugio-se oo sitio do Cajueiro, quatro casas para
se panar a feta, ou por anno, com muitos boni coro-
modo, o um baobeiro para banboi
bom sobrado na Passagem-da-Magdalena, perto do
rio; edoos sitios nos Alogados; ludo por presos com-
modos: quem os pretender dirija-se ao meimo sitio do
Cajueiro, a tratar com Franciico Ribeiro de tirito.
=Precsa-se alugar urna escravt para o servico de
urna casa de pouoa familia, que saiba comprar, coti-
nbar e ensaboar,dando-se-lhe o sustento, e lOjrs. men-
saea : na Soledade, indo pela Trompe, lado esquerdo,
casa, n. 42, junto das do Sr. Herculano.
Farem-se quaesquor cortinados, qur de cama,
qur de jsnellas,qurparadecoracdesde baile ousocieda-
de; fazem-se quaesquer furaedes de cadeiras, de sofas,
colxoes elsticos, em Im ludo quanto lor con-
cernente a tapecaria ; o tambem se vai por tape-
tes e eiteirai em qualquer lugar que seja; ludo coro
perfeicao ea precoi rasoaveis; na travesa da Concordia,
n. 13, detrs da torre do Carmo.
=D-ie sociedade a um rapaz babil, nmuma venda,
entrando com os fundos de 200000 rs.; quem esliver
nestas circunstancias, annuncie.
Compris.
pouco mais ou menos; coiluma olbor para o cbao,
estar inclinado para urna banda; levou camisa branca
ou de cbila, calsa de brim escuro, ou ceroula (pois fu-
gio demadrugada), urna baeta verde, eumsurrfiode
couro; e furtou para a viagem (que se deiconfja ter
para o icrtio doeara) um caiiio de doce de goiaba,
um sacco de bolacha e pi, urna lata de assucar o
um pouco de bacalbo e carne aecca : quem o agar-
rar, queira fazer o favor de o levar ao mejor Mayer,
no Corredor-do-Biipo, que le gratificara todo o tra-
balho e despexa.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio numero 10, e no Aterro-da-
Boa-Vista loja n. 48, tirio-ie passaporles para dentro e
forado imperio, asi i ui comodespacbio-seescratos:tudo
com brevidade.
Aluga-ae urna eacrava para servico de casa de
pouca familia, que saiba coziobar o diario da mesma e
comprar oa ra : a quem convior, dirija-se ao sobrado
n. 20 no paleo de N. S. do Terco, segundo andar.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Gloria, n.
31, com duas salas, tres quartoi, coiinba fra, quintal
e cacimba; be do ladoda sombra e por isio muito Ireica.
e por preco raaoavel : trata-ae no pateo da Santa-Cruz,
aobrado, n. 2.
Oabaixo assignado roga aoa credores da senhora
do eogenbo Rio-Formoso, quetenbio ahondado de,
munidos de seus ttulos e contal, dirigir-ie a tua ca-
aa, no pateo de N. S. do Terco, o. 9, desde boje aleo
dia 17 do crrente, das 6 ai 10 boraa da maobia e de 1
al as 4 da tarde, a fin de le tratar dos seus pagamen-
tos, pon que para isio se acfia pela mesma. senhoru au-
toriaado. 0 meamo abaiso assignado ainda so pode in-
cumbir de algumas quesles e cobrareis jodiciaes na-
quella comarca, e por isao de novo se eflorece aos que
de seu prestimo te quizerem aproveitar.
Loutcnco Avttlino dt Albuqueraue Mello.
OITerece-se urna mulner para ama decaa de bo
mem solteiro, ou de pouca lamilia : na ra, da Hoitai,
D.28.
Alugio-se duas casas de um andar, lcom muitos
commodoi para familia, com quintal e bva cacimba :
quem pretender, dirija-se a vendada esquita, que bola
para o viveiro do Mooix, oo (im da roa Augusta, o. 94.
Dio-ie juroi de 600* ra. pera bailo, al peque-
as quantias, sobre penborea de ouro.ybu firmas i con-
tento : no Aterro-da-Boa-Viita, n. &$.
Ainda eatio para alugar ai casos de nmeros 27,
29e 31, litis na ra Real, proiiroa ao Manguinbo,
com bom commodoi, quintal muradlo, cacimba, e por-
to de embarque : a tratar com o seii proprieterio, Ma-
noel Pereira Teiseira, morador prximo quelle logar.
Hiplito Saiot-Mirtin revi"-* da provincia, i
tratar de sua laude.
= Joid'AlenquerSimoe do Amaral faa publico,
que tem, de commum accordo e harmona com o Sr.
Manoel Pinheiro do Meodooca, separado a tociedade,
qnegvrava 10b a firma d Amaral & Pioheiro,desde 10
de julho prximo passado; tendo o annuociante ficado
com a loja da ra Nov, n. 8, que fasia parte da mes-
ma sociedade, em cujo loja o acbsra os seus (regueiei
sempre prompto as iu.n ofdeoi.
= Comprio-se para fra da provincia, escravos
de ambos os sexos de bonitas figuras; pagio-se bem:
na rus Nova loja de ferragens. n. 10.
= Compra-se a troco de tijoio de la-ir i I ho e le-
Iha urna canoa nova ou quasi nova que pegue em
800 a 1000 lijlos grossos, o se afianca a honda-
de do materia!, que pode ser visto por quem o pre-
tender : na olaria do Mondego primeira, passanJoo
becco das Barreiras, aonde que n negociar o lijlo groi-
so, de que preciiar para qualquer obra, tera o tijoio fi-
no e lolha por menor preco que o por que gemnen-
le ae vendem oa rasio de mil rs. em milheiro. A' mes-
ma olaria se pode dirigir quem precisar de areia man-
dada botar em canoas, por commodo pre(o.
= Compra-se urna bomba que tenlia 21 a 22 pal-
mos de compndo e que seja muneira sendo de fer-
ro ou de pi ; no Porto-das-Canoas, no Recife, tanque
d'agoa junto as taisai.
Compra-se urna preta, com leile e com cria, ou
em ella ; na ra estrella do Rozario, n. 16.
= Compra,i-se efectivamente eicravoi de 12 a 30
annos ; pagio-se bem agradando : na ra larga do
Hozarlo n. 24. primeiro andar.
Compra-ie, tem feitio urna tisoura de eipevi-
tar velas com bandeja, ludo de prata.
Compra se urna moliilia de jaearanda, com pou-
co uso ; na esquina do Livramento, loja de 6 portas ,
se dir quem compra.
Vende-se oms boa prola com bom e bstanlo
leite e qoe coiioha e engomma ; tambem se alog.i ;
oa ruada Praia n. 43, lerceiro aodar, de manhia
cedo e as 3 horas da tarde.
= Vende-se urna casa terrea em Fra-do-Porta ,
defronte do)pharol, o. 14 a qual est alugada por 8*
rs. meosaes ; vende-ae por preeislo i" se remir urna
bypotbeca ': em Fra-de-Portat, ra do Pilar, o. 108,
das 6 ai 10 horai da manha e dn dual ai -i da
tarde.
Vendem-ie 12 escravos sendo : 2 pretaa do
18 a 20 anoos; 2 pardas, do meia idade ; 5 moloques,
de 12 a 14 annot; 3 pretos, de 20 a 30 annos; todos
de muito boai figuras aem virios nein achaques e
proprios do servico de caa e campo : na ra da Cadeia
um aitio com de S.-Antonio, n. 25.
--Vende-se na ra da Cruz n. 26, um moleque,
de 10 annos; sola ; couroi miudoi; bezerros; caixai
de tartaruga, taitas no Aracaly; esleirs; sebo em
barricas; nm oculo de ver ao longe ; um relogio de
ouro : na ra da Cruz, no Recife, venda de Luiz Joi
de Si Araujo.
=Vendem-ie ternoa de livros em brinco proprios
para qualquer casa de commercio ; um ebronometro,
dos melhores autores de Londres perfeito e mui bem
regulado ; fardos com fio de sapateiro: oa ra da Cruz,
escriptorio de Ridgnay Jameiion & Companhia, n. 13.
ae Vende-se urna eacrava de 16 annoi coiinha,
lava de labio e tem principios do engommar ; ou le
troca por outra de meia idade I oa ra da Florenti-
na n. 34.
= Vende-s urna canoa pequea, que carrega tres
pessoai ; na ra da Concordia na eiquina da travoi-
sa da mesma ra.
Vende-ie urna preta da Coila moca boa qu-
tandeira engommadeira coiinbeira o que fax todo
o lervico de urna caa, ou troca-ie por urna preto, para
Irabalhar em padaria ; oa ra dai Laraogeiraa, pada-
ria o 28.
= Vendem-se2 botdei de hrilhantei um coro 7 ,
e o outro solitario ; urna caia de prata dourada pi-
ra rap ; ludo por pre;o commodo : no caei do Col-
egio fabrica de chapeos de lol n. 5.
\ ende-se urna casa na ra dos Prazere, na Boa-
Vista por preco commodo ; a qual tem dual salal ,
quatro quartos coiinha fra bom quintal murado,
o cacimba com excellente agoa. Esti caa foi cons-
truida eni 1843 ; tem 30 palmos de frente, 83 de
turnio e oildesdobrados. No pateo da S.-Cruz n.
4, se dir quem vende.
Venderse superior cera de
carnauba, em porgo e a retalho ;
latas com biscoulinlio fino, che-
gadas ltimamente de Inglaterra;
caixinhas com aletria ina com 4
libras cada urna ; tudo por pre-
a ra da Cruz .
yo commodo
no Recife, n. 46.
As bellas Pcrnambucanas
Vendas.
=-Vende-se cal virgem em meias barricas, ebegada
prximamente, por preco commodo na ruadaftlo-
iia, armatem, n. 15.
Vende-se, ou troca-ie por alguma propriedade ,
ou litio aqui na pra(a urna engenboca na margom
do Capibaribe perto da villa do Pao-do-Alho um
quartode legoa : na ra da Penba, n. 1, lerceiro an-
dar neites 3 das.
= Vende-se um annelo, um alfioele, urna crur ,
um frontim ; toda eitas obras sio de bom goslo, e
com riquissimos brilbanles ; um allinete um annel,
com diamantes e de bom gotlo ; um correntio de
uro de le ; na ra estreita do Hoxerio n. 50, se-
gundo andar.
= Vendem-se 110 meioi de sola ; 31 bezerroi ;
87capoeiros; urna rede com varanda, muito bonitas :
na ra eslreila do Rotario, n. 30, segundo andar.
= Vende-se urna preta engommadeira e cozinbei-
ra e em conla ; na ra laiga do Rozario padaria ,
n. 48. se dir.
- Vende-se urna canoa que carrega 1000 lijlos,
por prejo muito commodo ; tambem se troca por ti-
I oos : na ra da Cruz n. 62.
= vendem-se, na veoda da tamarineira ao p da
Crui-de-Almas 12 casaesde pomboi batedores.
Na ra do Crespo, loja nova
ii 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vende-se um rico sortimento de cortes de vestidos para
senhora de urna lazenda quasi toda de seda de gos
lo cbinez, e o maii lindos, que teem apparecido, e qu
por iiso te tornaS recommendavris nio sopara as senhoras
do bom tom como para aquellas que usio de eco-
noma por ser o diminuto preco de cada corte de 6g
rs. Na mesma loja te veodem oulraa muitai faiendas
de goito, por barato prero.
Vende-se um bello terreno de esquina, no qual
se podem edificar dous bona predioi, lazeodo-se ainda
quintal sofirivel para cada um delles, no bairro da Moa
Viita, com frente para a ra do Seve ou Uniio, e fun-
dos para a ra do Hoipicio, com 40 palmos de frente
e 320 de fundo, lodo aterrado, com alicoree de roda,
sendo do lado da frente ja prompto com alicoree do
100 palmo de fundo, o toda a frente para subir pare-
de; tem uro oitio meieiro e tambem urna grande ca-
cimba; oflerece grande vantagem a quem queira edi-
ficar, por ficar na porta odeaembarque doi materiaes;
accreiceedo, que o local he o mais lindo poiaivel; quem
o pretender, dirija-se ao bairro do Hecifb, ra da Ca-
deia, loja de miudezas, n. 51.
Veodem-se 18 escravos; dous moloques, de
13 annoa; um dito, de 18 aoooi; 5 escravos; dous ditos
carreiroi; duaa negrioba, de 18 annoi, que cosem
chio e engommio lito; 8 eicrava, que cezinhio o
diario de urna cosa e lavio ; todoi por prego commo-
doi: ni ruiDireila, n. 3..
A' loja de Antonio Luiz dos Santos & Cnmpanbie,
na ra do Crespo n. 11, acaba de ebegar um grande
e lindo sortimento de cambraias para vestidos intitu-
ladas = bellas permmliucanai = ai melhores e mais
modernas, que leem vindo a esta praca ; as quaea
tornio-se recommendaveis nios pelo leu lubido a
viriado guato como pela lindeza e fixidade das tintas.
Na mesma loja vendeui-ie ricos cortos do seda pro-
prios para ooivas, sarjas hespanholas setioi impe-
riaes mantas, cbales e outros muitoiobjectos recem-
ebegadoa.
iVJ- O modernismo.*m
Vendem-ie novoie ricoi cortes de vestidos, com o
bem apropriado nome do as lavra-de-ouro tendo
lindos e variados psdres como sejo de lislrai ,
quadros. llores &c. ; Hit s de parisienses com bel-
los o difierentes gustos; tanto estes como aquellos sio
mimosamente lavrados de seda : cambraia acneles ;
ditas cravinas ; e outras muitas divenidades de cans:
na loja do Antonio Luiz dos Santos & Companhia na
ra do Creipo, n. 11.
Vende-ie urna preta de 20 annoi ; urna dita
de 12 a 13, com principios de habilidades ; um mu
latinbo de 7 a 8 annos; um dito de 12 a 14 an-
nos ; urna parda de 50 annoi, que cozinba o dia-
rio de urna caa cose chio o lava de sabio e varrel-
la ; H pretos lios para o servico de campo ; todos da
bonitas figuras, e sem vicios nem achaquea : na ra
da Concordia pastando a pontezinha segunda caa
terrea a direits.
--= Cbegou. ha pnucos dias, urna porclo do bem
acreditado rap prioceza Novo-Lisboa : e porque sa-
bio ainda mais superior do que o antecedente por
isso avisa-se aos freguezes, que se acha a venda no lie-
dle :ra da Cadeia, as lujas dos Srs. Vai Se Rorges,
Cunha & Amorim Moraei, JosCarloi Ferreira Soa-
res Jnior, e Joio da Cunha Magalbiei: ra do Crei-
po Antonio Domingos Ferreira : ra doi CJasrteis ,
Viclorioo&Guimaries o Victorino de Castro Mou-
ro : Aterro-da-Boa^ isla Tbomaz Pereira de Mal-
los Estima.
Vendem-se 4 lindoi molequei, de 16 a 20 an-
nos sendo um delles official de pedreiro ; 2 pardos ,
de 18 annoa, ptimo para pageni, sendo um delles
quaii branco, de 11 annoi; um preto, de 30 annoa,
Dom ranoeiro ; urna parda, de 25 annoi, coiinha, la-
va engomma liso e cose chio : na ra do Collegio,
n. 3, segundo andar.
Chitas-cassas
a 2240 rs.
Na loja o. 5, da eiquina da ra do Collegio, de Gui-
mariea Serafim & Companhia vendem-se ehitaa-eaa-
ssi em corles de vellido, coro 7 varaa cada um ; e en-
tre elle ba tambem cambraias pelo diminuto pretjo
de sete patacas. Igualmente te vendem pannoe finos o
entre-finos, de cores azuei, verde-eicuro e preto ,
a 2400II. o corado.


A
Vende-ge azeite doce para luz melbor e mais
barato do que o de coco ; e azeite doce fino em gar-
rafes do 25 garrafas: no deposito de az->ile de carra-
pato na ra da Seozalla-Velha o. 110.
Vende-se cera em velas do Rio-de-Janeiro sor-
timeoto completo de 1 a 16 em libra em caitas e
ai luirs, a vootade do comprador: na ra da Sema I-
la-Velba, o. 110, armazem de Alve Viaooa.
POTASSA.
Vende-se superior potassa da lussia ,
em harria pequeos : cal virgem de Lis-
Loa, da initis nova, que ha no mercado
por preco milito comino lo ; tamhem se
vende um resto de potassa da safra pas-
sada muito barato : na ra do Trapi-
che armazem D. 17
Vciidem-se prcgos ame-
ricanos, n. 4, novos, em bar-
ricas na ra do Trapiche ,
n.8.
N. 40, ra do Trapiche um cbronometro para
navio de Londres pereito e mui bem regulado;
relogio de ouro patete ioglez muito bons e bara-
tos ; correntinhas de ouro pudri es Principe Al-
berto
Vinho de Tenerife, em barris de excellente
qualidade ; cerveja branca e preta a melbor que ha
as Barclay & Cumpanhia em porcio, ou a retalbo ; e
Godasapateiro por prego commodo : veode-se na
ra du Trapiche 0. 40.
Farinha 8SSF,
da melhor qualidade, e a ulli-
ma chcgada a este mercado;
vende-se em porgues grandes
ou pequeas: a tratar com
Me, Calmont & Companhia ,
ou com J. J. Tasso Jnior.
= Vendeui-se moendaa de ferro para engenhosde
assucar, para vapor agoa e bestas de diversos tawa-
nbos por preco commodo ; e igualmente lanas de
ferro otado e batido de todos os tamanhos : .1.1 pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Companhia ou na ra de Apollo aruiazem, o. 6.
Veii(lem-se taboas de p-
nho, a 40 rs. o p e receben-
do-sc em pagamento cdulas
brancas de 2000 rs.; atrs do
theatro.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de M.ilbeus Austio &
Companhia na ra da Alfande^a-Velba, o. 36.
Tinta de escrevtr,
a irais superior possivel ; vende-se na ra larga do Ro-
zario, n. 2i.
= Vendem-se 01 seg.intes escravos chegados do
Aracaly: sendo 2 mulalinbos de 6 annos; 1 mole-
leque de 7 annos ; 1 rr.ulatinha de 10 annos com
principio de costura ; 1 negrinha, de 7 annos ; 1 par-
da, muito clara que cose eengomma ; 4 pretas de
16 a 20 annos, com habilidades; 2 moloques de ll
a 400 rs., lencos de grvalas, de cambraia muito fi
nos; lenciahos de cambraia brancos com cercadura
aberta ; ditos pintados, de recorte ; e outros com
barras de cores; todos de cores fizas e proprios para
enbora e dos quaes dar-se-bao amostras urna vez
que Jcixeo penbores os que as quizerem levar.
IVova pelle do diabo,
aijfAOrs.
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guima-
ries Serafimd Companhia vendem-se cortes de cal-
cas com 3 covados e meio de pelle do diabo por
qustro patacas e meia cada um. Comqaanto julgue-se
desnecessario mencionar as boas e ezcellentes quali-
dades delta fazenda .porque a primeira porfi que
della se vendeo nesta casa e, ha lempos, foi annuo-
ciada neste Diario.tnn as demonttrou, assevera-se to-
dava aos compradores que a porgao que agora
receheo-se, excede em hondada a primeira, tem riscos
modernos cores escuras, consistencia e grossura
de lona ; e finge bem as modernas casimiras francesas.
Dar-se-hioos cortes a amostra a quemos pretender,urna
vez que deixe o competente penbor.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agoslo prxi-
mo passado, venderse por pre-
go commodo : emeasa de L. G.
Ferreira & C.
etitn para sentara das mais modernas que pre-
sentemente existem; pannos finos; cambraia lisa mui-
to fina. Iieconimenda.se aos respeitaveis concurrrentes,
que se dirijo a este estabeleciment que em nada
desmentir este limitado anouncio; e quereodo man-
dar buscar as amostras, se Ibes daro sob o compe-
tente penhor, ou se maodarao as suas oasas, acom-
panhadaa de um caixeiro.
Cotins de liuho, a
i&AOrs.ocortc.
Na loja n. 3, do barateiro da roa do Crespo ao p
do arco de S. -Antonio vendem-se cortes de cotins de
linho puro a quatro patacas a meia o corte. Esta fa-
senda he de tal maneira fabricada de linho sem mis-
tura, que te pode, sem admissio da mais pequea coo-
trariedade, asseverar e afianear aos amantes das laien-
dss durativas e econmicas, que a prova do primei-
ro corte asegurar a prompta continuacio da concur-
rencia a compra dos outros. Dio-se as amostras sob pe-
ohor.
Loucainha,
a 28 Ors. o covado.
Superiores meri-
annos ; 7 pretose pardos
habilidades, ou sem ellas ;
na ra da Cruz n. 51.
, de 20 u 25 annos com
todos por prego commodo :
Rap-Gassc.
0 encarregado da agencia do Rap-Gasso nesta pro-
vincia tem a honra de participar aos seus freguezes ,
que se acba a venda no deposito da ra da Cruz no
Recite n. H urna das melbores tornadas que aqu
teem vindo do Rio-de-Janeiro, do muito apreciado ra-
p gros-o o meio-gr. sso fabricado com as melbores
qualidades de fumo da Virginia cujo aroma rivalisa
ao mais superior rap princesa de Lisboa.
Potassa.
Vende-se potassa americana,
muito nova, por ser prxima-
mente chegada, e cuja qualidade
he a melhor, que tem vindo, por
preco commodo : na ra da Ca*
deia do Recite, armazem n. 12 ,
de Baltar & Oliveira.
Saracas de cores
fixas a 160 rs. o corado
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guima-
raes Seralini & Companhia vendem-se urnas chitas
novas com assentos escuros, de soffrivel paono eco-
res fixas, a meia pataca o covado. Esta especie de
chita-sariga be da mesma qualidade daquella, a que,
noes.
Na loja n. 3, do barateiro da ra do Crespo ao p
do arco do S.-Antonio, vendem- se os melhores o mais
superiores merines de duas larguras proprios para
obre-casacas a 4500 e 5000 rs. o covado ; os quaes
pde-se, sem contradicho asseverar serem 01 mais su-
periores existentes no mercado. Os pretondentes, que
quizerem levar, ou mandar buscaras amostras, promp-
lamente se Ihes dar.
Vendem-se, no fim da ra da Aurora n. 4 2
caldeirotes de ferro coado, grandes ; um temo de tam-
bores do moer em p ; rodetes e aguilhes antigos ;
tudo por prego muito barato.
Vendem-se riscados escuros, franceses, a 200
rs. o covado ; ditos lavrados chamados lindeza ; ditos
largos tambem escuros, a melhor fazenda quo tem
vindo a este mercado ; uns e outros a 280 rs. o cova-
do. DSo-sh amostras francas aos compradores, por ser
fazenda mui boa. Alm deata], ha um sortimento de
hiendas finas. Na ra do Cjueimado, nos quatro-can-
tos, vindo do Rozario primeira loja da esquina.
Vemle-se excellente cera de carnauba; na lo-
ja de ferragens de JoSo Jos de Carvalho IVIoraes, em
prgame a retalho.
Continuao se a vender lindezas escuras, pro-
prias para vestidos de senhora a 280 rs. ; riscados
escuros franceses a 200 rs. o covado ; dilos largos
a melhor fazenda possivel a 280 rs. ; brins de cores,
padroes modernos, de puro Moho, para calcas a 10(10
rs. a vara ; cortes de cambraia branca de listras de co-
res para vestidos faienda moderna a 3000 rs.
ditas matizadas de cor a 4000 rs. ; sarja bespanbola,
a melbor possivel a 2000 rs. o covado. De todas estas
fazendas se dao amostras francas para os comprado-
res conhecerem a sua boa qualidade. Almdettas, ha
um completo sortimento de fazendas finas por com-
modo preco. Na rus do Queimado vindo da ruado
Crespo primeira loja de 5 portas, o. 1.
Agoa do Japao
para o cabello ; tem o prestimo de fazer crescer o ca
bello e impedir a caspa fortifica os cabellos e os con-
serva : tambem serve para evitar as espionas do rosto.
Esta agoa he bem conbecida na Europa e Rio-
de-Janeiro aonde tem merecido toda approvac.au, pe-
los seus effeitns Vende-se nicamente, na ra da Ca-
deia do Recife loja de fszeodas n. 55.
= Vende-se urna escrava crioula de 20 annos
com urna cria de 2 annos ; a qual sabe engommar ,
coziobar e lavar de varrella ; o motivo da vendase
dir ao comprador: na ra das I.arangciras, n. 29,
casa da alerirao.
O barateiro da ra
do Crespo, loja n. 5, chi-
tas a 140 rs. o covado.
Na loja n. 3, do barateiro da ra do Crespo o p
do arco de S.-Antonio vendem-se chitas baratas de
bonitos e novos deieohos a 140 rs. o covado; ditas
sem deleito algum tambem de padroes novos e de
ttxcellentes desenbos a 160 rs. o covado; ditas, tam
bem de padroes ricamente estampados em bons pannos,
a 180 rs. seguras de tintas; algodiozmbo, a 160 rs. a
vara, boa fazenda e boa largura ; madapolo a 160,
180e200rs. de soffrivel qualidade, e largo; dito,
240, 260 e 280 rs. a vara o mais fino e largo pos-
sivel ; chitas finas com desenbos os mais modernos ,
estampadas nai melhores laliricaa da industriosa
Na loja n. 3, do barateiro da ra do Crespo ao p
o arco de S. -Antonio,vende-se lougainba, a quatorze
vintens o covado. O proprietario d'esta loja tendo a
satisfagio de aonunciar aos seus attenciosos freguezes
esta mui bella e muito nova fazenda propria para
vestidos, toma a liberdade de observar, principalmente
asseoboras em geral, que, pela boa manufactura, ri-
cos e brilbantes desenbos em listras do seda em qua-
dros de varias cures e campos, ora claros ora mais
ou menos escuros e finalmente pela seguranga e real-
te d'easaa cores ella aprsenla as vezes ama bella e
sublime vista outras seriedade e graga e outras um
avelludado que a faz tomar por seda ; e que por
isso se torna mui recommendavel e digna de grande
concurrencia ; tanto mais a um to moderado prego ,
de certo inferior s suas boas qualidades. Na mesma
loja vendem-se lindissimoa lencos de fioissima cam-
braia do bellas cercaduras e outros sem ellas, com
urna especie de abertura arrendada maioreszinbos do
que os ltimamente anounciados proprios para o
amavel sexo e'cujo diminuto prego he de um cruzado;
assim como peciobas de lloissimas cambraias.com 6 va-
ras e meia, proprias para vestidos de senhora pelo
muito mdico prego de doze patacas cada urna. De to-
das estas fazendas e de qusesquer outras que nesta
casa existi, dar-se-bo amostras a quem por ellas dei-
xar penbor.
= Vendem-se varios escravos, sendo : um mole-
que peca, de 17 annos cozinheiro de forno, masut e
fogio e que he ptimo pagem ; 1 dito, de 20 annos,
de bonita figura ; i pretos, de 25 annos proprios pa-
ra campo ; 3 negrinhas de 12 a 14 anuos, com ha-
bilidades e de lindas figuras; 3 pretas para o servi-
go de campo ; 1 dita, que cozinha engomma cose ,
fsz doces e bolinbos ; 1 parda para fura da provin-
cia ou eiigiTiliu com todas as habilidades: na ra
Nova, n. 21, segundo andar.
- Vendem-se, ou troci te as obras seguintes na
ra de S. -Francisco aotigamente Mundo-Novo n
66 : latinos Salustio ; Selecta ; Virgilio ; Cornelio ;
Fbulas; Cartas de Cicero; Oragdes de Cicero ; e des-
tes alguna traduzidos eom portunuez ao lado; Theo-
logiado Monte; Horacio, de diflereotes ediedes ; e
outras (imitas, que se nao anounciio por nio tornar
muito extenso o annuncio.
Vende-se urna parda de 22 annos que cozi-
nha engomma ensaboa e cose sem defeitos nem
molestias ; no Forte-do-Matto, prensa de Josquim Jo-
s Ferreira.
=Vende-se urna linda canoa de carroira nova ,
mui bem construida, de amarello ; urna poigio de pa-
Ihas decoqueiro : na ra da Senzalla-Volha n, 110.
Vende-se colla da Babia muito auperior ; na
ra da Seozalla-Velha o. 110, armazem de Alves
Vianna.
- Ka ra do Queimado, lo-
ja n. 7, de Manoel Jos Gon-
CalveS Vende-Se Um Comple-
to sortimento de fazendas, tanto para o matto como
paraapraga, entre as quaes ba as seguintes: corles
da lanzinha para vestidos com pidroetos mais lindos,
que teem vindo a esta praga a 7a rs. ; ditos de tar-
latana de listras a 4800 i* ; ditos de cassss de co-
res a 2800 rs ; ditos muito finos, a 3500 rs. ; ris-
cados escoceses de lindos padroes, a 240 e 280 rs. o
covado ; cortes de casimiras.jastics; Jg dos' trgu-
ras. a 5500 r,,5,.cLitas francezas, muito largas, pa
drdes etcurd, a 320 rs. o covado ; cortes de collete
de velludo dfc,corel ( a 5000 .. ditos de aetim de co-
res a 250ft ri. ; dit0, de gorgurio a 2200 rs.
outras mait,al fatendas por pregos, que os comprado-
res oio deixart8 de e0mprar.
engomma e cozinha : na ra larga do Rozario, D. u
primeiro andar. ^'
=Vendem-se casaes de pombos, bons batetoret ed
excellente raga ; na ra da Florentina, n. 16.
Vende-se urna parda de 40 annos pouco ,.
ou menos, cozinha, lava e fia que tem sido a sus oa.
cupagio por prego oommodo ; no Corredor-do-Bij.
po a fallar com o major Mayar.
Vende-se um methodo de piaoo por Vigoeri
em muito bnm estado por prego commodo ; ni pri
ga da Independencia, o. 4.
Vendem-se duas obras de
Theologia do bispo Monte, en..
cadernadas, todas cm bom esta.
do, pelo preco de 20^000 rs. ca*
da urna ; na praga da Indeperj.
dencia, livraria, ns. 6 e 8.
LOJA
DCG PORTAS NJ
1 He chegado nesta loja, das boas peehinchss,
| um novo e completo sortimento da fazendas
l como sejlo: cassss maito finas, e de padrSes os
i mais eogragados ; riscados escoeeies, de ceras
| bonitas e fixas ; chales de seda, muito superio-
res ; ditos de lia e seda de exquisitos e mo-
dernos gostos ; riscadinhos muito largos, da '
listras e quadros miudinhos muito proprios'
para camisas, por serem de cores fixas, e mi-
lindo linho ; e outras muitas fazendas finas,
como sejio : casimiras modernas de maito ,
bom ;osto e de lia pura ; cortes de colletes
superiores; e juntamente um restinhoda pe-
chinchas do lempo do rei velbo. Recehem-se em
psgamento as cdulas brancas de 2000rs., sem
descont.
na Europa preferem para aeu vestuario, as cria- Maochester, a 240 rs. o covado. Ha tambem um Le-
das de servir e as mulheres de mediocre fortuna : ello e rico sortimento de todas aa fszeodas finas
como a economa nio s do prego da fazenda como]
na duracio d'ell
cia deve esta chita ser comprada pelas mucamas e
por aquellas das habitantes d'esta cidade, que, auppot
u u ,.,,..,<.. u<, .!,..,,.^, .. ...... j ,t .uitniiciiiu jo iuiiii lazenois unas, ce
ia nio s oo prego da fazenda comolsejao : brim trancado branco francs de puro
la he quem determina etsa preferen- nho o melhor, que ha no mercado a 1600 rs. a
to nio sejio abastadas, tenbio todava ao atseio o amor,
de que em geral sio dotadaa. Oio-se amostras a quem
as pretender. Nesta mesma loja continua-se a ven-
der, a 800 rs. a vara, o excellente brim francez coi
de palba e pardo-escuro em cuja manulactura s se
empregou o mais puro e duravel linho ; e bem assim,
como
li-
_ va-
ra ; corteado cambraia lindamente estampada com
11 covados pelo diminuto preco de seta patacaa cada
um ; lindeza para vestidos, que imita, pelos seus bri-
a qualquer lanzinha ou seda a 240
a3000ra. ; grava-
tas de asseisds csssa estampada, a400 rs.; meiat grava-
tas, a 200 rs.; lengos de cambraia com cercadura ,
a 320 rs. cada um ; lindissimas mantas escocesas e de
Ibantes desenbos,
rs. o covado ; cortes de tarlalana
Jk
MUTILADO I
BalzeHna, a 500 rs. o covado.
Na roa i ua Nova n. 12 vende-se esta superior
fazenda de '|ia de largura de chita de muito lindoa
padroes propria para vestidos de senhora por ser
8ua,.<,MeDjo muito delicado, decores muito finase
de muita Jurado.
Laiixinhtt, a 220 rs. o covado.
NaruaNov ,\. 12, vendem-se lanzinhaa muito
finas, de cores te.gure bonitos padrdes pelo bara-
to prego de onse viUeos o covado. Alm disto conli-
ouSo-sea vender o\, liodiasimos oortes de barege, fa-
zenda do ultimo goft0| e j bem conbecida nesta ci-
dade. / \
-.Vend-*e urna ca ooa de carreira de um s pi,
prompta de ludo enca.vernada e de muito boa ma-
daira por aer de amarenjo ; oa ra da Praia de S.-
Rita serrara, n. 21
Vendem-se 2 bonitos Lnoleques, de 14 annos, de
oagio proprioa para oflicio ; ou pageos ; 2 escravaa
d elegantes figuras com prestidas; 1 dita moga, por
350# ra.; 1 parda, muito moga J. de 20 annos, eoae,
Vende-se vinho do Klieno, Jloch-
lieimer, de superior qualidade em ca-
xas de duzia ; assim como vinho de Bor-
deaiix de Madeira, e de Malaga, engar-
rafado ; cerveja da Baviera perfecta-
mente conservada : na ra da Cruz n.
10, em casa de Kalkmann&Bosenmund.
Ko Aterro-da-Boa-Vista,
loja n. 14 ,
vendem-se pannos pretos de cor (xa a 4f e 5j rs, 0
covado; merino, a 1100 e 4S00 rs. o covado; ru-
cados francezet, de cores fixas, a 220, 240 e 280 rs.;
fustes muito superiores em qualidade e gosto a 640
rs. ; e outras fazendaa para colletes, de bom goito a
800 e 1800 rs. ; murgulioa da cores, padrdes muito
bonitos, pelo baratissimo prego de 280 rs. o ovado;
cassas pintadas 2000 e 3300 rs. o corte ; leocoi ds
cambraia para aenbora com nomes, a 440 n.;
chales de lia muito grandes a 2600 e 3000 rs.; lu-
cos ingleses, largos, a 120 rs. a vara e outras fs-
xendas por muito barato preco.
Na ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaquimda
Silva Maya,
veode-se um rico sortimento de castigaes de fioissima
easquinba com aa susa competentes linternas, ds
gostos os mais lindos, que teem apparecido pelo di-
minuto prego de 8^ 10* e 1200O rs. cada par.
= Vemle-se urna escrava crioula de 14 annos, con
principios de costura ; em Fra-de-Portas ra do
Pilar, o 6.
Vendem-se riscados france-
zes, a 60rs.o covado; no Ater-
roda-Boa-Vista loja n. 14.
- Vende-se urna negiinba, muito linda, com prin-
cipios de costura e propria para mucamo ; um pti-
mo preto carreiro mogo e que enteode de todo o
servtgo de campo : oa ra estreita do Horario o, 31,
primeiro aodar.
Escravos Fgidos.
= Fugio na noite do dia 8 do crrante ds cisa
n. 3 de Francisco Jote Fereira Braga na ra do
Crespo ao p do arco de S.-Antonio urna preta,
denomoSeverioa, crioula, estatura baixa de 35a 40
aaui pouco uiiis ou menos qfl<>, ha ecuss -" *
meses, havia chegado do sertio; traza vestidos os tra-
jea proprios do campo que coosistiio em urna stis a
camisa de algodlo grosao e tambem lengol do mesaio
panno ; com um roiario de coolas no pescogo ; le*
maisum balaio com um vestido novo de riscado atol.
Roga-se a qualquer pessoa ou capillo de campo, qu*
a apprehender, a queira cenduzir a dita casa ou loj1
de fazendas que ser gratificado.
= Fugio, no dia 6 do correte, um cabra <* co-
me Florentino vendedor de leite, de 22 aonoi, po*
co mais ou meos de boa altura ; levou calesa de es-
topa camisa de algodio/iobo e outra de basta en-
carnada por cima ja usada um bonete, tambem oli-
do : roga-se a todas as autoridadea, e mesmo pi-
taes de campo de o mandaren lovar a ra do G,,e"
gio, o. 15, terceiro aodar,
detpeza.
que se pagara
toda s
PERN.
Ni TYP. DE V,
F. UE FAMA 184"
/


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