Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08390


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Full Text
Auno de 1846.
Quinta feira 10
O DIARIO publics-se tocios os dias que nao
forem le guarda: o preco da signatura lie de
AljOn rs. por quarlcl, pngm adiantados. Os
annuncios do assignanlrs 5o inserido n raiao
de 2" ris por linlia, 40 ris ern typo difieren-
te, e as repetires pela melailb. Os que nao fo-
rem assii-nanlcs pago 80 ris por linlia, c IGO
eni lypo dillercnte.
PHASES DA I,A NO HEZ DE SET MBRO.
l.iii. cheia a S as 10 hora e i< minutos da man.
Mingoanlea i as 8 horas e 11 mili, da man.
La nova a Jila i horas e 13 mu. da tarde.
Crescentea 28 as b bo^ 'utos da man.
PARTIDA DOS CORRIMOS.
Goianna e Parnhvlia Segundas e Sritas feiras
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiras
ao meio dia e parle uas mesm.is horas as
Quintas feiras.
Cali, Serinhacm, Rio Formoso, Porto Calvo e
Macey, no l., 11 e 21 de cada raez.
(xaranhuns e Bonito a 10 e 24.
Roa-Vista e Floros a II e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Oliud.i todos os dias.
PREAMAR DE JIOJE.
Primeira as 8 horas e 30 minutos da manha.
Seguuda as 8 horas e 54 minutos da tarde.
de Setcmbro.
Anno XXII
N. 200.
UIAS DA SEMANA.
7 Segunda S. PamphUo. Annivcrsario da In-
dependencia do Brasil.
8 Tare >J< Natividad* de Nossa Senhora ,
S CorinoumOa
9 Quarta S Sergio, aud. do .1. do civ. da
I, v c ilo .1. d pal do 2 disl. de t.
10 Quinta S Vico lio aud. do .l.de orphios, e
do I. municipal <., |. vara.
11 Scxla S Jacintho, aud. do i. do civ. da |.
v. edo .1. dr poj do I. dist. de t.
2 Sahhado S Juvanalo, ud. doJ. do civ. da
I. v., e do J de pa< do I. dist. c do J. de t.
13 Domingo S. Eilidpe.
CAJIIUOS HO DA a DF. Sl'.TEVIBRO.
Can sobre Loodree 16 d.p, la 00 d.
Paiit 31.'. r.'is por franco.
Litboa 108 "/ do premio.
Hese, de letras de boas lirmas I '\\>. %aomc
Own>OncashaipaohoUt.. looo a 3ijff4oo
Moedu de 6|410 vel, I0j7no a 1M800
,i n de6ft00nor. I iodo a i afino
> de 4J000... 9/000 a 9.20n
Praia Patace........ 1*880 a Jaooo
Pesos columnares. 10880 a 2JOO0
n Ditos Mexicanos, jfaao ifann
Miuda.......... <'u0 '18l>
A croes da CoMp. do llelKribe de i0*000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFFICIAL.
Com ni ai id o das Armas.
EXPEDIENTE DO DA 30 DO PASSADO.
Odelo Ao coronel eommandante do 1." batalhio
de cacadores, para que recebesse com guia o 1.'sar-
gento da extincta companhia provisoria de guardas na-
cinnaes effi destacamento, Manoel Jos dos Santos Por-
tella, que se olTeieceo para servir no batalbio sob seu
commando
Dito Ao capitio Joaquim de Pootei Marinho, pa-
la dispensar doservico ao 1.* sargento Manoel Jos dos
Santos Portella, msndaodo-o presentar com guia ao
* onel eommandante do 1.* batalhio de catadores, on-
dj vai voluntariamente servir, como presa efTectivs
elle.
IDEU DO DA 3l.
Offlcio Ao presidente da provincia, rogando suas
ordena, para que lossem transportados corte na cr-
vela /). -Januaria dous soldados reformados, que per-
tencrio ao 4.' batalhio de artilbaria e pe, eiionatu-
raes da proviocia de S.-Paulo.
Dito Ao general eommandante das armas da cor-
te, enviando a nota, que requisitou, dosassentamentos
do cabo de esquadra Elias Jos" Mauricio,que,tendoou-
tr'ora pertencido ao deposito desta provincia, serve bo-
je no 1 bstalhio de fuzileiros.
Dito Ao coronel cominisinrio-pagador, remetien-
do a retacan das ultimas pracas de pret da extincta com-
panbis provisoria de guardas nacioncei em destacamen-
to, que f^rio despedidas do serviuo.
Dito Ao delegado da cidade de Ulinda, para que,
na manbia do dia desetembro vindouro. fizesse reco-
Iber esta capital o destacamento do 4.' batalbio de ar-
tilharia a p lili existente ; por isso que se lein de in-
corporar ao mesmo batalhio, que faz parte da grande
pirada do anniversario da independencia; providenci-
ando S.S. no sentido de ser a policis, e a guarda da
esdeia, no relerido dia 6 e seguinte, feila por pracas
da guarda nacional, quo nio marcharen), ou por paisa-
nos, como melbor convier, certo que, ao amanbecer do
dia 8, laria regressar o mesmo destacamento. Nesse
mesmo sentido se ofciou ao subdelegado do Poco-da-
Panella.
Dito Ao capitio eommandante do destacamento da
villa d'Agoa-Preta, eiigindo. que remetlesse ao lenen-
te-coronel do 4." batalhio de artilbaria a p a cerlidio
de bito do cabo de esquadra Jns Coelbo do Alvergs.
Dito Ao mesmo, mandando regressar esta capi-
tal o soldado particular Jos Martinho de Albuquerque
Mello, para ser julgado pelo acto de iniubordinicio,
praticado no destacamento : devendo com elle viras
testemunbas mencionadas na parte da aecusacao.
Dito Ao tenente-coronel eommandante do 4.' ba-
talbio de artilbaria a p, cornmunicando o fallecimento
do cabo Jos Coelho de Alvergs.
IDEU DO DIA 1. DO CBRENTE.
OfficioAo presidente da provincia, devolvendo, in-
formado, o requerimento do major Francisco Jos de
Meneiei Amorim, que pede dispensa de lodo oservico
para tres dos seus filos, cadetes do sengundo batalhio
de artilbaria a p, que esli licenciados para estudar
preparatorios.
DitoAo inspector do arsenal de marinha e capilio
do porto, rogando a expedicio de suas ordena, para que
fosse transportada para bordo do brigue de guerra Ca-
iope a escolta, que deve conduzr para torra cinco
desertores, vindos da corle.
DitoAo coronel eommandante do primeiro bata-
lbio de ca-adores, mandando presentar o corneta An-
tonio Mendos do aicimento Gadelba, que ora appre-
hendido no Rio-Grande-do-Sul, e da corle para aqui
remettido com a guia,que enviava.
DitoAo mesmo, mandando apresenlar, para que
fossem considerados adJidos, e conservados em prisio,
at seguirem para a provincia das Alsgoas, os deserto-
res do 6." batalhio de caladores, viodos da corte no
brigue de guerra Caliope. Jos Candido Barbalho ,
Raymundo Jeronjmo, Kavmundo Rodrigues da Silva
e Joio Antonio.
Dito__Ao mesmo, exigiado a nota de asnnimentn
de varias pracas do seu butalhio, quo iio ser procos-
las pare baia, em consecuencia da incapacidade phy-
sics, eomprovada em inspeccio de 29 do mei prximo
^ passado.
DitoAo coronel eommandante do segundo bata-
lbio de artilbaria a p, e ao tenente-coronel eomman-
dante do quarto batalhio da mesma arma (siendo
iguses exigenciss.
DitoAo tenente-coronel commandsnte do quarto
batalbio de artilbaria a p, mandando, que fosse desli-
gado, e passado para bordo da corveta I)..Januana,
afim de seguir para a corle, o soldado addido, deser-
tor do quarto batalbio de lutileiros, Manoel Jos de
Sanl'Anns, cuja guia deve enviar secretaria militar,
para ter destioo.
DitoAo capilio eommandante da companhia fija
decavallaria, mandando relaxar da prisio o soldado
Guilbermino Jos da Silva, que, na ultima seisio dos
jurados desta comarca, foi absolvido do crime, de que
era aecusado, segundo a participado feita nesta data
pelo respectivo juiz de direito interino.
DitoAojuii municipal da i.* vara desta cidade,
jVrlicipando, que, em virtude de ieotenc.a pastada em
julgado, que condemnou o soldado Mandel Flix da
Rosa, da companhia fixa de cavallaria, a dous annos e
quatro Dieres de prisio simples, por crime civil, otee- coei, e todos os trabalhos imaginaveis, d> que alrouvar
dir as convenientes ordens, para que esle soldiieVfnV ^ mnimo, cousa da firmeza do seu carcter, de que elle
... I*. .1 IiannnAa (fn kauna i .1 ul i i.vllOil i ov nlull Hit il
se considerado na referida companhia com hnia tem-
poraria, na forma da imperial provisio de :!!> de feve-
reiro de 1844, e com guia remettido a S. S. para man
dsr laier eflectiva dita sentenr;a, prolerida na ultima
tessio dos jurados desla comarca; previnimlo, quo.de
conforinidade com a mesma provisio, tem osupradito
soldado de reverter i companhia, para nella servir o
lempo marcado na lei, logo que baja linalisado a sua
lentenca.
Portara Mandando, que o soldado Manoel Flix da
Rosa, da companhia fu de cavallaria, fosse nella con-
siderado com baila temporaria, na forma da imperial
provisio de 29 de fevereiro de lSi-i. visto ler sido de-
finitivamente condemnado.no tribunal dos jurados des-
ta comarca, a 2 annos e 4 mezes de prisio simples, por
crime civil,e que, acompanhado do guia fosse, remetti-
do so juiz municipal da I.' vara, para esle mandar la
ser effecliva a referida sentenca, linda a qual, tem o
mesmo soldado de reverter A sua companhia, para com-
pletar o lempo de semen, que Ibe falla.
alleguen), para fate-la ; que, pelo contrario, est ple-
namente determinado antes a sofTrer as malores priva-
se lisonga de haver ja. dado ao mundo exuberantes
provas.
Sua Magostado bem ennhece, que o intento dos seus
adversarlos he alienar delle os nimos dos fiis Portu-
gueses ; mus el-rei est bem certo do que ad pode
fase-Ios esquecer da verdadeira afioicio e constante
lealdade, que sempre 1 lie manifestario.
Sua Magostado confia ainda, que os Portuguezes
tamli.'ni liso farao a justica de crer. que elle cumprir
religiosamente todos os seus deveres para com elles, se
a Providencia permittir. quo Ihe seja algum dia resti-
tuido o throno, que Ihe fora usurpado ; para o que elle
confia : t., na justica e bondade do Omnipotente ; e
2., no valor e lealdade da naci portugueza, a prol de
seus legtimos soberanos.
ii Tenho a honra do ser, com toda a conslderacao e
eslima, vosso obediente servo f'isconde de Queluz.
Sr. Antonio Ribeiro de Saraiva.
asaaaaaaavaaBHaanasaaaaBasaaaaaBBassaaaai
Quartil-gtntral na cidade do fecife, 9 de tiltm-
bro di 1846.
0RDE.M DO DA N. 123.
Os corpos da guarda nacional eos do exercilo, que
arrumrio no dia 7 docorrente, levrio effeito a or-
dem, em que forio dispnstos, o patenterio, mediante
a dedicacio dos respectivos ebefes, a disciplina, que si-
lbes ba influido. O general eommandante das armas
reitera os iuus agrudeviuienlos aos dous mil e quinhen-
tos soldados brasileiros, que leve a satislacao de cuin-
maodar.
Antonio Correia Sera.
Maaasnaiai aiiaaiaaaaataMataaaaaaaaa!
XTERIOR.
,
NOTICIAS DE PORTUGAL BECEBIDAS PELA HESPANIIA.
O Heraldo do I.' de julbo annunclava, que o movi-
mento miguelista la-se esteodendo rpidamente pela
provincia de Trs-os-Montes, e que se receiaa urna re-
accio em Kraganca. Um grande numero de emigrados
porlugueies, que recusrio fazer causa cominuin oom
os insurgentes, havio entrado no territorio hespanhol.
Urna carta de Vigo, de 25 de junho, exlrahida do Popu-
lar, diiia, que um corpo de 7,000 miguelistas linha to-
mado posse da praca de Moncio, e que a insurrei(ao
linha ramlflcacSes n'oulrss cldades ao longo das mar-
gens do Minho.
Segundo cartas de Lisboa, do t.'dejulho, a agitacio
em Portugal ia-se acalmando velnimenle. e a insurrei-
cin miguelista perda terreno todos os dias. Os refu-
giados bespanboes tinhao sido removidos da Ironleira
para o interior de Portugal, por ordem do duque de
Palmella.
O Diario de Lisboa, de 3, publlcou um despacho do
governador civil de Viseu, annunciando, que a provin-
cia de Tris-oa-Monles eslava inleiramento pacificadn.
A ItevolucSo e Lisboa, de 4, annunciava a descobcr-
ta de urna conspiracao miguelista em Viseu, e a oceur-
rencia de desordens em Pslmcira e Braga.
Segundo o Heraldo de 15, linha havido um pronun-
cia ment em Coimbra contra o ministerio Palmella.
(Times.)
Lfl-se no Times de It de julbo o seguinte, sob a ins-
cripcio D. Miguel :
Ao edidor do Times.
i Senbnr. Muito me obsequiareis, dando publici-
dade no vosso habilissimo jornal A seguinte carta, que
acabo de receber de Roma, escripia pelo visconde de
Quelut, actual secretario do meu rei. Sendo o seu BO-J
tivo urna assereio inesacla de um dos vossos correspon-
dentes, confio, que fareis ao principe exilado a juslica
de rectificar esse erro, sem duvida involuntario.
i Tenho a honra de ser, com todo o respeito, vosso
servo muito obediente A. R. de Saraita.
Londres, 9 de julho.
Huma, di de junho.
Senbor. Sua Mageslade vio no jornal Times de
12 do corrente a seguinlo passagem, n'uma carta de um
dos seus correspondentes deta cidade :
As nossas cartas de 29 de maio, depois do se refe-
rirem enfermidade do papa, falli de urna grande sen-
safio, prodoiida em Roma pelas noticias da insurreifio
de Portugal, recebidas nesta cidade. Ellas dizem, que
a certo respeito era essa iosurreicio particularmente U-
mentavel ; porqje ebegaria s ponto do dificrir a sub-
missio de D. Miguel ao governo da rainha, que aquello
principe projectava, ba aigum lempo.
ii Km resposta a este artigo ordena-mo el-rei, que
vos diga da sua parte, que nio faria caso algum do seu
conlido i como nio tem feito por difierentes vezes de
allcgacoes semelbantes, que teem apparecido na Im-
prensa publica de varios palies |, se nio fosse pelas cir-
cunstancias, em que presentemente se acha Portugal.
Mas, como exige o caso, julga Sua Mageslade convenien-
te declarar de novo, da maneira a mais positiva, e
tlm de que facais saber esta declaracio oode qur que
julgaides A proposito, que elle nunca ceder, ainda na
niinlma paVle, dos sagrados direitos, que Ihe perteocem
como rei de Portugal, conlorme at disposicdes da le
fundamental do reino, cuufirmadas outra vez pelo voto
geral da naci, legalmeole representada, as cortes de
1828; e anda mais, que elle nem mesmo acceitar
proposta alguma sobre tal objecto, sejio quaes lorem as
circumstaocias, em que se sebe, ou os motivos, que se
di i k io iie PEimuiirco.
Recebemos pela galera Columbut mais jornaes in^le-
/o, al a data do 7 de agosto ultimo, e por una rpida
leilura, que dtlles fizomos, collp-mos os suguintes lac-
ios, que nos pareciin os mais importantes.
Na sessio de 2i de ulho, na casa dos communs, pro-
poz lord lientinck, oue a dala do 5 de ulho para a ron-
linuacio do bil actual fosse substituida pela de 5 de se-
lemhro, tendo a sua emenda por lim eslender a opera-
rio do bil a 11 mizos, em lugar de um ; porm foi
rrjeilada por urna maioria de 83 votos.
Na sessio de 27, res..lveo-se a casa em commissio de
meios sobre os direilosdo assucar. cuja discussio. lican-
do adiada para o dia seguinte (28), neste loi approvada
a propotla do gnvorno pela maioria de 130 volos; vo-
tacito, que foi logo considerada como decisiva da soite
dobill, oqual esperava por isso, que lorn um curso
rpido, e seria brevemente posto em execuco
No da 29 de ulho, s 7 horas rei dos Francezes e a familia leal linha chocado A va-
randa do paco das Tulberias. que olha para O jardn,
iilim de ouvir o concert quo so dava em baixo, dispa-
rario-se dnu tiros de pislola solue S. M., que feliz-
mente ficou Ileso, assim como todas as pessoas, que o
rodeavio. O assassino foi lo.o preso, conlessou o cri
me, doclaruu ch-mar-se Jos llonrii|tie. ler 51 OOOI
de ida,le, e sor manufaclor de obras d'i.u. NIolODiO
houvH demonslraco alguma i ni favor do nssassino, la-
no que nem una ( pessoa le 10,000. que se ichsvio
nos jardins.quan ose eooimetlao o allenlado, percebeo,
que bavia occorrido um lal incid uto.
Paria licou lo tranquilla no meio dos divertimen-
tos, fogos nrlificiaes e illun.iiii.coes, com que se so-
lomnisavio naquella occnsiao ai /alfas de juiho, em
grande escala, como so podia esperar dn um povo, que
nio moslrou outra disposirio senio a de go;ar dos di-
verlimenlos, que Ibe elio lio libcriilmente prodigali
sados.
A victoria do ministeri.i francez era completa as e-
leiioes geraes. Tintino sitio ja recebidas, dizu o D
li/deoilc agosto, p rlieipacoi'S de i22 nomeio.;
263 a la\or dos conservadores, e Ib9 da parte daop-
pesicio. As nomeai'des, quo ainda erio ignoradts.
muntavo a 37; mas o resultado al eolio conticinio
uiostriva, que os mimsUrialislas eiei dioo a melado da
amara em 33 A maiurie sobre a opposicio \;i era do
104
Noticias do Lisboa u'e 20 de julho annuncirao a se-
guinte mudanza no ministerio porluguez : duque de
Palmella, presidente o ministro do reino ; visc.ndeS
da Bandeira, (uerra ; conde de Lavradio ficou nos es-
Irangeiros ; Aguiar, justica; Julio Gomes, fazendo ;
Mousinbo, marinba. As participacoes das provincias do
Noitoerio no lodo mais salisfaclorias ; o moviuiento
miguelista nao haviu encontrado sympalhiss da parle
do povo em geral.
Ilonlem, pelas oilo horas da noile, um pardo e um
prelo oscravos, que haviao altercado com um mo(o mo-
rador na Soiedade, e cujo nome ignoramos, esperrio-
no na ra das Larangeiras, e um dellcs deo-lhu una
Tacada, que, so seu curada, foi reconbecida pirigosao
capaz de produzir-lhe a niorle.
O pardo e o preto forao immediatamente presos, e
recnlhidos i cadeis.
O moco foi coiiduzido para rasa pelo pai, que veio
bu itlisc'ila ea.
do estreito da Menai, que osla entre a (Irio-Bretanha,
o a ilhi de Anglesey ; e a maneira, oom que a cousa h-
de sor eoniegnida, ho a seguinte : IIj entre Anglea
sey a Inglatern um ilho, formado por irn enorme ro-
oliedo, quo divide o eslreil) em duas partes iguaes. Far-
in-ha do dito rochedo ponto do apoio : um tubo colos-
sal de i.o ps de altura e 13 de largo oslabelecer a com-
municaoio onlre o territorio de Inglaterra e o ilho ;
oulro tubo igual unir o mesmo ilh 8 a i I ha do An-
glesey. Cada urna das secfoes do dito tubo tor.i de com-
prido 22o toesas. Ho por dentro deste canal, ou supra-ma.-ino, que bao do passar os carros, de que so
compozerem oscombois.
(Jornal do Commercio).
Variedade.
NOTICIAS INDUSTRIA ES.
ESTRADAS DE FERRO POR MAR.
A quem senio e logices havia de vir a lembranca
de fazer passar por cima do mar urna estrada de ferro i'
A ideia parece absolutamente excntrica; entretanto,
nio ha duvida nenhuma, que o projeclo eslA concebi-
do, e que em breve serA posto em execucio. Oeoge-
nbeiro, encarregado da realisteio da maravilba, chama-
se Stepbenson.
que se pretendo be unir Inglaterra e Irlanda por
meio da eslrada de ferro do paiz de Galles a !K.I\ bead.
Para eile lim be preciso, que a eslrada passe por cima
D1STIIIBUICO DAS RIQUEZAS,
por F. Vidal.
He a economa poltica urna sciencia? Deve acbar-se
em estado de duvidar. que o seja, quem tiver lido a
obra de Mr Vidal. Ha muito quem saiba quanlas laceas
de algodio importa a Franca, e qusnlos harria de vinho
esle paii exporta. Diz-se geralmenle, que o commorcio
.insisto na troca de meiradorias por mercadoriai, e nao
na de geneos por dinbeiro. F.mfiui, por urna excepto
particular, alguem ha pretendido provar, que a icien-
cia adinitle a zomharia, e que a arithmethica, de ordi-
nario lio ri-H-.ctiil.-i e lio misanlropa, pode ler algumas
horas do alegra, de leviandade, e at mesmo de critica.
Os economistas lo, na verdade, uns grandes improvi-
sadores, que om um auditorio, ou com a penna na mi,
espBrgem, com profusio, o inleresse e a poesa do ro-
mance por essa atmospbera de lojas e manufacturas, por
esse monlio do machinase mbolos, por essa immensa
quantidade decarvao-de-pedra e caldeiras.
Que nos dizem ellos '.' Que delcobrirlo a sciencia da
riqueza, Tanlu melhor. De una escrivtninha o de urna
resma de popel li'arao mais pmveilodo queosalchimis-
tas, seus predecessores, dos foles o dos fogareiros. Mas,
o que he a riquera i' He sem duvida squillo, com que sa
compra a felicidade : ou, dt outra, a economa be a
sciencia da leliciJade das nardos.
Quando Scrates pergunlou a Gorgias o que ensina-
va, respondeo-lbe elle com muila proropliJio : a ar-
le de provar. O que T replicou Scrates. Tudo o
que de ser prvido precisar, disio o interlocutor. Ou-
viiio o <|ue, o philosopbo, com implacavel irona, de-
monslrou, que a oloquencia niu b mais do que um
luuio, e anda ineims dn que um fumo, sempre que nio
Serve par.i triumphar da juslica.
M.Vidal, servindo tedatbeorii deS'craies, escre-
veo, que a eci nomi.i nao he ne'n p le nicamente ler
a sciencia das riquezas, mas que deve ser a da uslu a,
que preside A dislribuicao deltas. Desligue so Ibe a ideia
de juslica, o licaiA r dunda a urna sciencia do escriptu-
racao do hvros de debito e crdito para uso dos curioso
de o t.iti.t, .-.
Desde que as nacoes deiiAro de julgar-se dostina-
.I.- para o espoliarem reciprocamente, com ai armai na
uni, turnou-io a industria um elemento constitutivo
do sua existencia, e o pensamentu voltou su naturalmen-
te para os resultados, para is romplicaciVs do trabalho,
i|ur fabril, qur commercial, qur agrcola. Lan(a-
i.i sobro a multilorme oflicina dos povos o-s.i primeira
vista d'olboi, de repente appareceo urna sciencia em-
ircn. incada decilras, a que se cbamou eionomia ; e
i qual, nao peimitla Dos, que eu pragueje ; porquan-
lo, se. pequenins romo he, a deixarmos crcicer, ella
deslbronisara a poltica, o far-su-ha lainha do mundo.
Mas a economa lem duai nrigens, urna aristocrtica,
oulra democrtica ; pertcnce A duas ratas, a ingleza a
a francesa.
Desdeque a Inglaterra be Inglaterra, isto be, Iba
conquistada e normanda, oque temos vislo passar-ia
nessa forlalea, cercada de um vasto folio, e envolta em
nevueiros? Tennis obsrivado, que a conquista, se bem
que sob nova (orina, ba continuado. V iiilleono.i. que
exista entre o fidalgo e o escravo, passoo a haver entre
o rico e o pobre Montar fabricas e (arer circular os
seus productos, he para a Inglaterra o meimo que re-
construir reducios e formar eierciloi. Ella quer gaohar
victorias, servindo-so, nao de balas, mas de lardos ; es-
tabeleccrem todos os mates urna foudalidade fluctuanle,
para exlorquir de todo) os povos, e submellO los todoi
ao direito de portagoui Que Ihe importa o numero do
morios nesse combate ? O que convm a um conquil-
',:,,..:. a um general, no ho a satisfecio dos soldados,
mas lim a victoria. Que importa aoi privilegiado!,
quem nicamente compete o direito de amonluar os
deipojoi do iiiimigo. i|ue morra um milbeiro de mais,
ou um milheirode menoi, d-ssos pliilosophos arma.ios
e imlilTeronlrs, operarios da morte, que, a dous sidos
por dia, trabslbao para a gloria das nuces I
A'Inglaterra, qur em poltica, qur em economa,
adopta como principio nico, i^ua a sociedade he urna
lotera, onde entre mil nmeros apenas ka um bom.
Cota are, que com toda a precaucio teja distribuida por
una mu limitada minora a pequea porcio de felici-
ade, quequalquer n.;(io poss.. por ventura obler. Co-
mo sempre havero bastantes bracos para produrir essa
l. si- de ventura, que tem do ter repartida por algum,
que importa, que o demsii vivi, murrio, sollrio, te-
nhio sede, lome, fiio e aniquilen) novicio, nocrime,
na abjecco, eise rellexo do Dos, que Elle com iua
J MUTILADO


propiia ir.au imprimi na fronte do homem ? Piltloi
nenhuma parlo tem nosse novo homicidio do Christo.
Em tua conciencia, ello se julgi innocente. Elle diz
ao hnmeni desgracado : Para que tiveste a indiacri
Ci de nasccr. Dio sabias, deade que existias as cnlra-
nba de tua mii, que o leu lugar eslava de antemio
marcado no banquete ? Que queres de nos, que nos
pede? L'ma vez que comamos todas es noisas rendas,
temos desempenhado todos os deveres da caridade ; nio
no estendas a mi, porque a beneficencia he immoral:
o nico meio de dar esmi.las be gastar inuito, como dil-
le o finado re, fundador de Versalhea.
Has temos tallado das classes e dos bomens. servin-
do-nnade uuia Mngoagem habitual e sedir.a. Em resu-
mo, em Inglaterra asedases sao ficeSes, e os bou ens
Symbolos de urna certa quanlidadu de materia. N ver-
dade, all nio eiistom mnis i\u >iuas cousas : o dinbei -
ro e as machinas Onan.li> se trata de um individuo
qualquor, na > so pergunta quem he elle, mas sien o
quanto vale ; porque o homem nada niais be do que a
imagem representativa do urna certa quantia, urna no-
la d banco ambulante, que tem maia ou menos curso
na Europa. Pela mesma rasio, ninguem pergunta ao
operario, quem elle he. mas o quanto cusIj. Percorrei
a Inglaterra, esse fumegante laboratorio, edificado n'um
monto de carvio-de-pedra, e veris urna prnmiscuida-
de irnmensa de bracos e de mbolos, de Irabalho mus-
cular e de trabalbo mecnico ; mas que grande despro-
porcio entro o Intmenlo, que se d materia viva e a
materia movida por vapor .... Como est o metal po-
lido, reluiente e cuida.losamenlo conservado I Como so
prodigalisa, calca aos ps e despreza a carne humana i
Como, nessa lucia lerrivel das limitadas forcas do ho-
mem com as illimitadas da dynamica a humanidade,
lempie arquejante, sacrificada, esgotada, gradualmente
e aniquila, suecumhe e a final desapparece do campo
de batnlha !.. .at que nada mais reste do que um vas-
to infrno, de ferros, de caldeiras, de teares, de pren-
sas, decylindros, de fieira, movidos, dirigidos esupe-
rintendidn* por alguns anios, ltimos miseraveis res-
tos das gern^des, que v8o sempre miogoando, sempre
definhando, como asarvores dos trpicos, que, sob o
ardenle sol ilo Norte, j iinais [cooseguem elevar-se ci-
ma dos sr bustos.
Assim. pnis, para a Inglaterra a economa poltica
era una 'ciencia to s'triples e lio positiva como a alge-
bra. Prodlliir m8is, e por menor preco de que os oulros
povos, eis toda a sciencia de urna naci. Comisionada
mais ella fa/.ia do quo imitar 6 posta russa, que mata os
cavallos. para ebegar mais depressa ; e bavia admira-
velmenle resolvido o problema, que tinha por ohjeclo
crear milhoesde reaoi para de vinte e dous milhSes de
bomens reduzir vinte a miseria.
Em Franca, onde, gravas a Dos, aiada ha algumas
ideias, e algum mpeito por ellas, onde tudo nio bo ta-
rifa e deve a haver, onde o ebristianismo depositou so-
bre a trra um sedimento tal, que nio pude ser Tarri-
do, como um turbilhio de poeira, pelo sopro das ma-
chinas de vapor, a economa poltica dos Inglezes nio
tem podido obter urna completa approvar;io, da parle
dos melhore espirito* E, avista disto, o que pode ser
uma sciencia, que na nossa bigorna nio recebeo a ulti-
ma de mi, a ultima forma ?
Ao apparecerem esses syslemas impos, em quo a lu
manidade he sacrificada 6 riqueza, o trabalbador ao tra-
balbo, um sabio, um historiador s litario e sincero, o
ultimo chrislao na orderu das ideias do XVIII leeol,
M. Sismondi, sollou de ao p dos Alpes um grito de in-
ri ignacio, que se perdeo ios echos das ermas monta-
nbas. J outros nobres pensadores, Fourier e Snnl-Si-
iiion. tinhio dado o eiemplo diste protesto da verda-
deira sciencia, semprosympalhica pelo maior numero,
contra essa sciencia homicida, quo, em ver de elevar o
bomem, degrado-o ; que, em vez de espargir a vida un
sua inlegralidade pliysica, inlellectual e moral, esgota-
b lentamente, exhaure a e muta-a. Entau.ns (orcemos
as theuiias selvagens de Smitb, de Maltbus. a repessar
o eslreito. Certo, anda nao lindemos feilo nosso ulti-
ma revolucio, nio haviamos intercalado em nossos c-
digos aL'uiiits laceradas follias do Evangelho, para, com
oulros nones e perpetuamente, reslahelecer o que na-
qurlles se chama privilegios e nosle mortilicacOes.
Enlretsolo, niotinba sido unnime a repulsio aos
syslemas dos economistas inglezcs, A escola de Adam
Smitb, peior ainda que a de Malthus, tinha discpulos
em Fumen; ella se havia alliado ao liberalismo, que,
na absoluta falla do ideias, a agarrBva com as mios au
has. Appareceo, porcm, um homem, que possuia essa
faculdade, eminentemente nacional da analyse, da
ellucid.i.ii >, da formula; Joio Baptista Soy foi o Con-
dillac dessa nova philosophia, que elle vuljjarisou,
nio s por suas licSea c por seus escriptos, comu pelos
de seus secietarios.
Alui disto, como essa sciencia se envolva em es-
pi'ssos veos, e conservava-se sempre em um vago cre-
psculo de rrietapbysica, ia adquirindo tBnta mais au-
lordade, quanto menos accessivel era tou'os os espi-
rites. Um moco, porm, nella iniciado, e que profun-
damente conhece a liturgia dos economistas, veio de-
nunciar e lanzar pur Ierra essa idolatra. M. Vidal
tem todas as qualidades de un rovolucionsrio, na or-
dem das ideias, bem entendido. Possue o iuipassivel
rigor da lgica, e uma dic(io clara e decisiva. Abi
nio ha imaginaces, nern metaphoras, nem declama-
coes. Entra Irancamente na questio, toma, uma a uma,
todu u (Sraia{Oet dos ecooomstMi dispoa-s, aspa.
laca-as, desseca-as, passa-as no microicopi.i da ana-
lyse, e nao deii.i ao eiro uma s partcula. Dirri al,
quo para os economistas elle be de uma crueldade tria
e paciente. Nio os combate por si mesmo ; encma-
los em um pequeo circo, e os deis devorarem-se re-
ciprocamente, Empilha todas as suas inconsequencias,
todas as suas assevera{des, que dentro em pouco Irans-
formio-se em negaces.
Antes de M. Vidal, as doutrinas de M. Siy e ai da
ycrgoohosa escola, que o nosso beroe denomina eccle-
tica, linhfio sido combatidas pur socialistas, macula-
dos de suspeita de utopias. Ainda mesmo que foise
aumiravel a critica desles, todava crio mais ou menos
inquinadas do deleitos de uma nova organisacao, que,
com relio ou sem ella, passava por chimenea. M.Vi-
dal repella a chimen. ; nem um tomo se desvia das
posibilidades de nossa poua; e nao vai, pedir a uma
sociedade ideial e futura as armes, de que precisa pa-
ra combater uma sociedade real e eiistente. Inlerpella
os sabios, e Ibes pede cootas da etsencia de sua dou-
trioe.
Vsdizeis, que ensinais a sciencia das riquezas, e
eu, exclama o joven Lulhero, eu vos digo, que vossa
sciencia he Ilusoria, se essas riquezas nio perlence
rem maioria, sa vossa sociedade nada mais fr do que
a guerra civil do Irabalho e do capital, que lio os dous
elementos da producto. Dflbalde dir-me-beii, que
vos oceupais da producco dos valore, sem vos im-
portar do modo de faze-los render. Isto, pelo contra-
rio, be. que deve ser a primeira e ultima palavra da
sciencia. porque disto, e disto smenle depende a or-
dem, a paz, a permanencia, a organisacao democrili-
ca da scciedade.
posicio tal, que, antes de morrer, posta desenvolver a
serie de progressos individuad, que, ao nascer. em si
conlinha. Eis a justica ; mas nio digis, que este nada
dista daquelle, e que nenhuma oderenda le deveri fa-
zer as almas as mais sanias ebemditai, Se o disserdes,
inscrevereis a inveja no proprio fronalispicio do vosso
novo ruundo. Calumniareis a humanidade, aniquilareis
essa harmona secreta essa correlacio de reconhecimen-
to, que Dos eslabeleceo entre os seos mais miseraveis
lilhos eos queridos desua intelligeocia, que deslinou
para os seus vasos de eleicio.
Em vio prohibiris, que ao genio se preste alguma
Nessa argumentarlo tem rasio M. Vidal, e raiio cousa mais do que uma bnmenagem abstracta ; os boos
haseada em quaotas provas detejar se possio. Esse vi-
goroso eeloquente dialctico parece-nos o talento da
rufutacSo personificado. Leva o seu interrogatorio at
a ultima, ataca os raciacinios do seus adversarios, de
deduccio em deduccio al reduzi-loi i abiurdo. Sem
nada deixar ao acaso ao engao, ao pretexto, e ao
pouco mais ou menos, procede com melbodo, e nio
deixa de refutar um argumento sequr.
Uestylo do joven escriptorho, como o seu talento,
firme, claro, incisivo, directo, e jamis se bambalea
as frageis ondulacoesda pbraseologia. Nao be a ina-
nimada e paluda forma da didctica; he, mu i tus vezes,
a diccio ardente e apsixonada de um homem, que, a-
Iravs dos sophismosde seus antigonistas, persente ge-
midos, sollrimentos e tormentos.
Guardadas todas as proporcSes. a obra de Mr. Vidal
ser para a ecooomia o que loi a philosophia de Descar-
tes para a seita escolstica: nio o primeiro signal de
rebello conlra os velbos erros, mas o golpe definiti-
vo da rasio.
He, pnis, d'ora em dianle evidente a insulTiciencia da
economa politica, tal como os Ingieres a concebfirio, e
promulgrio O mal esta conhecido. Mas, o remedio?
Aqu M. Vidal alravessa os limbos de todas as novas es-
colas sociies, e Ibes pergunta, qual o meio, porque as-
sentao, dve ser promovida a justici distributiva das
riquezas. Cada uma responde de seu modo : o sio-si-
monimo diz : a relribuicio proporcionada cipa-
cidede ; o commur.ismo : tratam uto na rasio directa
das necessidades ; o fourirismo : harmona do tn-
balho, do capital e do talento.
Certo, nada ha to dlfilcil como achar uma formula,
mais ou menos feliz que satislaca a justica ideial, que
ir.i/eiiin. n.is (-.r. e.i -, como uma prophecia do uturo.
epois d'esciipta nos faustos da historia a vaga legisla-
do do prngresso. presumimos lodos essa perfoila igual-
dade de condiefles, que ornis insigne dos poetas da
nossa poca chama verdade longincua.
Mas, estabelecida, como seacha, a sociedade, porque
meios praticos, possiveis e inmediatos poderemos inau-
gurar esse equilibrio de gozos e labores em todas as
clisses da sociedade? Do nossa parte, com toda asio-
ceridade declaraaios, que nio estamos intimamente li-
gados com a mor parte dos syitemss, que teem, ou pre-
tenden! ler resolvido esse terrivel problema.
Em todos timos achadn o erro de auppr-ae, que as
Iheorias sio por si sssulicicntes para dirigir as socie-
dades. Kllas teem, sem duvid.i, urna influencia enorme
sobre a marcha dos povos; mas esses povos, por si mis-
mos, tambem teem forcas de movimento', icculta e pes-
soaes II mondo cadete. Da organisacao das socieda-
des,do mecanismo dellus, de mil factos actuaes, insen-
siveis. e inapercebidos, se tem a historia ene irregado de
tirar conclusoesinapreciavcise imprevistas, at para nos,
que somos os mai< temerarios prophetas. As inslitui-
edes dos povoi teem, como os raciocinios, suas conse-
quencias; passio, gradualmente e em silencio, atravs
vos niio obedecers. Os justos, os enthusiaslas, como
li tero ao Messias, nodia, emque o precederlo t s
portas de Jerusalm, cobrirS de perfumes, de llores,
de louroi, e mesmo com as suas vestes o lugar, em
que pisarem os grandes bomens; porque be lei eterna
da sympatbia o despir-se o homem dos [seus mais bel-
los rnalos para com ellei paramentar quem Ibe excita
a admiracio. E deide o dia, em que elle depositou
sobre o altar de Dos a primeira oderenda, e poiiou
na fronte da noiva a sua primeira perola, golta crysta-
lisida de alguma estrella, deide esse dia, diremos, seu
corceo proclamou essa imperiosa reveisililidade, que
quer privarse de alguns outros gozos, com tanto que
experimente o do enlhusiasmoe do amor, quelheim-
piriao a ludiera, o genio. Tentareis eslabelecer a igu-
nldaile absoluta das classos, mas veneracio esponta-
nea a destruir; procurareis firmar a das rendas, mal
o donativo voluntario a aniquilar.
Que coocluir, pois, desse debate entre a economa
ofDcial, que exclusivamente se oceupa da creacio dai
riquezas, ea economa social,que se entreten) da diitri-
liuicao dellas ? Oue estas duas icienciai, uma de pro
duccao, e outra de fuer render essi produccio, sao
correlativas; mas que se linda nio deicobririo os seus
pontos de contacto, e que a humanidade nio 01 descu-
brir, teoio ajudada do lempo; nem realisar a com-
munhio futura senio com as lentas opereees chimicas
da historia.
A minio dos verdadeiros iooovadore, pois. deve
limitar-se a cosdjuvaro lempo, e a cooperar pira que
se approxime a poca, emque nio temamos por em
execucio a obra da Providencia.
Eugenio Pelletan.
{Prtstt
rente, e desde
vrsrii, a 3*000
boa impreiiio, em bom papel
enllo pdr-se-hi vend na mesma |
rs. ciJa exemplar de 160 paKnB1
Pagmai i
Avisos martimos.
Para a Babia labiri, improlerivelmente oo"i|
12docorrente o bem conhecido biate S.-Anio^l*
Flor do- fio ; ainda pode receber alguma carg maj
o pretendentei entendise com Msnoel Antonio Pn!
to da Silva na ra da Crui, o. 84, oo com o eapj*
lio do mesmo a bordo defronle da eicadinhi allandegi. Mil
=At 16 do correle froTSelembro pretend u.
hir pira o An o patacho O/iwiro; recebe cirgt t (,.
te por meos que outro qualquer : a tratar com
Joio ViideOliveira, na ra da Cruz, n. 61, primai,,
andar.
= Para o Anoatyiiicom multa brevidide o bri-
gue Deot-le-Guarde, por ter metido di eirgiprornp.
ta: quem no mesmo quier cirregar. enteodi-te con
o cipitSo Manoel Jos de Azevedo .Santos, o daCideii-Velhi, armazem, o. 12.
Para o Rio-de-Janeiro, por estes din, o piliC00
Amazonat, forrado e encavilhado de cobre, ainda re-
cebe alguma cargB miuda, escravos o passageiros; piri>
o que tem excedentes commodos : os pretendenteidi-
rijio-searua dnVigario, n. 5, ou aocipitio, Ms-
noel Marciano Ferreira.
= Para Macei sabir, iofallivelmente nodia 12 do
corrente, o hialeS.-./otr-f/orioio: para carga ou pn.
sagem, trata-so com j. Campoi, rui do Queimido
o. 4.
Vende-ie o brigue brasileiro Desengao, di lo-
te de 313 toneladas, com um carregameoto de sil e pi-
Ibis de carnauba, prompto a seguir viagem, elimbem
se vende tem o cirregamento : quem o pretender, din-
ja-se a Jos Antonio Baito, pan tratar do ajuste.
liCes.
<
COMME^CIO
do estupor dos contemporneos, que muitas vezes nao
podem com roherid-das Dia vira, em que o mundo
e espante de aebar-ie um simples faci, por causa de
urna transformacio social, com n das as ideias de una poca.
He por se nao dar silencio s successivas e enivita-
ves mudilicacSes. por que esta vida inferna e pbyiiolo-
RCI dos povos os faz passar, que as sspiricSes doi inn .-
Vidorra pereceo! utopias. O povo, tal qual he actual-
mente, nao pode, nem mesmo mentalmente, compone
trar-se de todas essas Iheorias novas, de lodos esse nu-
merosos premios olTerecidos s suas esperanzas. No mo-
mento, em que elle cumprebender, que Ibe be possivel
alcanfira Ierra promettida, far-se-lio muitaa experi-
enciaa, que ainda nio forao tentadas, desapparecero
muitos obstaculus, enm quo ainda se lucta. Ouereis a
prova dlstu ? Anri ao acaso uma pagina da historia, le-
do ah uma revolucio qualquer, tenlai transprtala a
algum dos aeculos mus remotos, o icha-la-heis im-
po-sivel.
Assim, dnutrina alguma pode dispensar-ie da colli-
lioracio do lempo. Duaa lorias dislinclas e paralelas
conconerem para o movimento : os facloi e is ideias.
Os povos, assim como os individuos, teem duaa vidas :
a physiologica, que se ignora, e a inlellectual, que tem
conscienria de si. Os innovadores ou os governos, qje
s apreciio urna dessas vid. s, partilhao a diflerenfa do
proprio prejuizo.
Ninguem ha na escola communista, carlista, ou na da
igualdade, que nio pense, que a communidade abso-
luta, a igualdade de prebenda nio conslilue o reinado
de Dos na Ierra, o claustro de todas as agitacSes. a so-
berana justica da lei e dos prophetas. Pois bem ease
Edn ja existi, todava, nesle mundo. Km lodosos
tempos bio os Cosacos tido esse sabios enviados que,
cavaiio e com a anca ao ado, praticavio esse admira-
vel e perfeilo communismo. As Ierras erio indivisas.
a> luncfea ennferiao-se por eleicio. O general de um
anno, sem direitos, sem piivilegios, e aem distinccdei,
pissava, no anno seguinte, para ai filheiras. donde ha-
via aahidu. Todas as existencias erio niveladas, lodos
os gosos erio severamente pesadoa e divididos, como
racoes ; e, sobre esse bom rgimen os Cosacos con-
servirio-se Csicos.
Para tira-los desle estado de inferioridade, foi pro-1
ciao acabar com esse communismo, instituto m>Jsnco-l
lico e estril; foi preciso retalbar e indmdualisai'a pro-
priedade, elevar, bierarebisar as existencias e as for-
tunas.
Alfandega.
Bendimento do di 9.................2:9S5278
DeiearregaO koje 10.
I5ri|;ue Heaujeu mercaduras.
GaleraCulumbutidem.
Barca Lliza- Johmonidem.
.Sumaca S. -Aunapipas e fumo moido.
Ilrigue sardo Dainovinhos e paisas.
Bngue-escunaJosephmabarricas vasias.
= Schafbeitlin & Tobler fario leilio, por interven-
cao do corretor Oliveira do mais perfeilo sorlimen-
lo de fazendas proprias do mercado : sexi-feiri, II do
corrente, as 10 horaida maobii, no seu irinizem ,
na ra da Cruz.
= Latbam & Hibbert fario leilio, por intervenco
do corretor Oliveira, de um lortimento geni de fazen-
daiinglezn, propriis do mercado: boje, 10 do cor-
rente, as 10 boras da manhia em ponto, oo seu arma-
zem, ra da Alfandega-Velhi.
A visos diversos.
Consulado.
Benihmknto uo 1)1* 9.
(ieral............................ iftiM
Provincial.......................... 1*225
iUoviiueiito do l'orto.
Navios entrado no dia 9.
Maranhao; 50 das, patacho brasileiro Eiptranca, de
122 toneladas, capitio Joaquim Antonio Gongalves
dos Santos, equipagem 11, carga tola: a Manoel
Joaquim Ramos e Silva.
Porto; 57 das, brigue brsiileiro Minerva, capitio Je-
ronymo Jos de Souzi, equipagem 14, carga sal e
mais gneros : a Francisco Alves da Cunha Passa-
geiros, Antonio Jos de Souza, Juio Coelbo do Ro-
sario, Jos Francisco de Araujo Guimaries, Aleixo
Prado, Joio Jos Ferreira de Araujo Guimaries,
Manoel Jos da Silva Guimariei, Manoel Mureira,
Claudino Ferreira Pinto, Joio Jos Cor rea, Fortu-
nato Ferreira da Silva,Joio Augusto Pinto, e maia 6
individuos que segueui na mesma embarcacio para o
Rio-Grande-do-Sul.
Savio taludo no mesmo dia.
Macei, lialra, e Rio-de Janeiro; vapor brasileiro 5.-
Sebattido, commandsnte o capilao-tenente Manoel
Francisco da Cesta Pereira. Leva a seu bordo:
Para a Babia. Antonio Pinto de Carvalho; paro Ma-
cei, Pedro de Alcntara Lima, Manoel de Nossa
Senhora do Prado, com 1 escravo, capilio Antonio
Lopes Vianna, Rodrigo Antonio Brasilmo Macei.
com 1 escravo
=AITonii> Saiot-Marlin fas aciente ao publico, que
se acba nomeado cundor pesaoa e bons de seu ir-
mio Hypolilo Saiot-Marlin, que foi julgado aliena-
do e interdicto da adminislric'0 dos seus bens por
aentenQi do juiz dos orphios, em 27 do mee pausado;
e que asiim ninguem lape com o mesmo contrato da
; quilidsde alguma.
= Jos Aleoquer Simes do Amaral fax publico,
que tem, de commum accordo e barmonia com o Sr.
Manoel Pinheiro de Mendonca, lepando a sociedade,
quf gynva lob a firma de Amani & Pinheiro,desda 10
de iulbo prximo passado; tendo o annunoiaote ficado
con a loa da ra Nova, o. 8, que fazia parte da mes-
ma sociedade em cuja loja o acharad os seus fregueiei
sempre prompto s suas ordens.
218*236
UeclaracaO.
Aviso importante.
eclara-se a quem pretender comprar a armacio i
facilitas da conbecidisaima loja da eaqoina do Livn-
meotc n. 1 que dever fa;e-lo quanto antes, at
sexla-leira, 11 do corrente : depoia de que, nio ser*
maiietvnissivel nenhum negocio. Os pretendentei po-
derd fritar na referida loja onde encontrars o ba-
taneo dra* as fazenda; pois aquella, que maia tao-
tagem apre.entar.ser prelerido.
; Jos Jvaquin de Novaes avisa ao reapeilavel publi-
co, que, do boje em diante, ninguem fie nada em nu
nome, sem do mesmo receber ordem por escripia.
- A commiisio administrativa do Iheatro publico
nacional convida lodosos Srs. accionistas do mesmo
Iheatro ae reunirem no dia 11 do corrente, ao meio
dia, na casa do directo, F. A. de Oliveira, na ra da
Aurora, n. 26, afiui de se proceder nomeacau para
o lugar de thesoureiro, vago pela morle do Sr. Jos
amo de ui i i eir.
Theatro publico.
Domingo, 13 do correte, se representar a muito
applaudida peca A Engeitada e a grando panto-
mima formalA Retrula na aideia, com a danca do
Fricac, e Lundum figurado.
Principiar ai horas do costume.
A essas Iheorias migicu e de igualdade, que, com
um loque da varioba, querem metamorphoaeer o mun-
do, tambem se pode censurar a violencia perpetua, que
laiem aos individuos. Nessa absorpcio de cada um pela
tolalidsde, nio acho sufilcieolemente reservado o di-
eito de cuntriliuico pessoal. iNio queris superiorida-
des nem distmeedea; roas ellas cilio escripias n'alma
humana, em lotlrai de ouro. Elevai cada bomem a uma
PUBLICAgAO LITTERARM
(a sahira 15docorrente.V
Considerarse do duque de Broglie^^cer-
ca do direito de punir e da t/>ena de
mor te em particular : versad portu-
gueza- /
Contina a tubicripcio para eltiobr/a, queja con-
t creso.o numero do asiignaolei. lisio do 2*000
ra., ni livraria do doutor CoulioboX na eaquini do
Collegio. Fechir-se-ha aaingoatura I no fim do cor-
Trancelins decjoalquer modelo, inneii, Dor ""
tai iderecos pa|ceiraa brincos &c ; tudo o mi"
bem feito possivel,,'} por preco mdico.
= Fazem-se cjaiajesquer corlinadoi, qur de cami,
qur de janellas.qjjr para decoracSeide baile ouioeiciia-
de; fa/em-ae quiMquer furaioes de cadeirai, de iofii
colxoes elasticoi.Km fim ludo quanto lor coo-
ceroente a tape&ia ; e tambem le vai por Upe"
le e esleira eraX|ualquer lugar que leja; ludo com
pe eicao v a pre#i raioiveii: na IraveSi ds Coocordu.
o. 13, detrs dJtorre do Carmo.
A/rtiinadeenciderneco, que o pidre Lemos
e^OiWa'dirige em a ra de S Francisco, anligio,eD-
I* Mundo-Novo n. 66 echase provida de todo
oecessario para o bom desoenpeobo de quilquer
de encidernacio por mais rica que aej, aaiio colno
tem e apromiila qualquer emblema apropriido *
meimai obras.
= Aluga-ieo sitio junto a igreja de S.-Joi-do-
Manguinho com diverioi arvoredoi de Iructo -
cimba de agoa de beber, boa caa de vivenda reedili-
eada de oovo e pintada com goslo conlendo 3 '" i
cioco quartos um gabinete copiar cozinba 'ou >
eilribaria para dous civalloi e mais um cxcellenle so-
lio com uma sala edoui quirlos : a tratar na ra >e-i
Iba, n. 55. 4

mutii Ano


O LlDADOR.
O n. 12S aeha-se a venda na praga da Independen-
cia, liiraria ni. 6 8.
= A abaixo anonada 18o com lorpreza o parecer da
commissio de edificacaai da caraara, do l do correnle,
reipeilo aoi alagadoi, que aorou, ha 5 ou 6 annos, noi
fundo deiuai casas, da ra do Vigario. A annuncianle,
vendo, que le tencionava o melboramento do porto,
encanando-ie o mar,correndo-'e ocaei.em hnha recta,
de Fra-de-Porti at o Fe j-do-Matlo, requere a
cmara, que nSo terii duvida em lazar o cae em suas
teitadaa, taive deipendendo na conlrucc,io 6 a 8 con-
t, una vet qua a cmara a alliviasse d>- urna praca em
i, u terreno aforado, deiando lmente uma ra de 40
palmo, para desembocadura do dous becco: a rimara
nomeou uma cooimisso do teut Miembros o maii io-
lelligeotei e de probidade, e este decidirlo, que ie do
vil conceder a edificacto, poii que le nio preciuva de
praca, poreitar uma bem protima no Forle-de-Matlo,
que linba maii de 800 palmoi, a atteoderem ter mu
conveniente a edificacSo, para melboramento do porto,
a acamara no ter um real a deipender com dita edifi-
cacio, a a nio lerem o donoi dai testadas, que faci o
caei, nunca te far, e o porto nunca melborar; a co-
nbeceo tamben), que, ainda que o engenheiro deo 10-
formacio contraria, le nio devia eitar por ella poii
que, tendoum eilraogeiio, bem pouco ou nada ie im-
porta com o melboramento do porto, a l quer tirar al-
gn* proveito pra si, emquanto eativer exercendo o lu-
gar, e talvez ato parta dosprimeiroi proprietarioideir-
mazeos, que naturalmeoteoleriScooversado, paraobitar
a haver maii armaieni: portanlo, iito s pode ser reme-
diado pelo bxm. Sr. preiidente da provincia, por ler bo-
inem indepeodentee recto, mandando, por pessoasim-
ptrciaei a entendida!, averiguar este negocio, pois que,
tendo-se concedido edificaco a todoa oa proprielario,
ea um na meima projectada prega, s embirrario com
o da anouncianta, taive por ler viuva, e iitu depoii de
ler j despendido muito diobeiro com os aterros, e de-
pois da commissio de edificaco terj approvado, appa-
recer agora uma outra commisso d.i cmara, de Miem-
bros difleri ntes, com opiniio do mesmo engenheiro :
portmto, parece esta ultima commissio estar tambem
tocada pelos proprietarioi de armazeos feitos, a nio
querer o augmento de edificneOes, que mais se deve
vedaren caso algum, e muito menos neste, para melbo-
ramento do porto, vindo esta ultima commissio com
a frioleira de alargar maia ai ruai, como ie o mar tivesse
poder, ou meio de as alargar, ou indireitar: e como es-
te negocio iiiodeva por firma alguma ficar assim em-
patado, para sslisficio de ambiciosos, a abaixo assigna-
da tem toda aesperaoca, que o Exm. Sr presidente
desmanchara esta meada, que bem pouco honrosa he
a lllma. cmara; e, emquanto nao obtem u recurso, que
espera, previne o respeitavel publico, para ajuizar os
feitos da noisa municipalidade.
Alaria Franeiieo di Almtida.
4 OfTerece-se uma mulber para ama de caaa de bo
mem solteiro, ou de pouca familia : na ra cu Hurlas,
n.28.
Alogio-ie duas casas de um andar, com muilos
commodoi para familia, com quintal e boa cacimba :
quem pretender, dirija-se a vendada esquine, que bota
pira o viveiro do Muniz, no fin da ra Augusta, n. '.."..
Ao theioureiro da lotera do Livramento se la/
leanle, qoe.se sabir premiado o bilheto n. 999, nio ba-
ja de o pagar ; pois que ae aclia lurtado com o noma de
Luii Goniaga da Cunha Sales.
Dao-se juros de 500* rs. para baix), at peque-
as quantiai, lobre penhores de ouro, ou firmas con-
tento : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 58.
Oflerece-se uma pardo para ama, para todo o ser-
vito de casa da bomem olteiro, oa viuvo : na travesea
do Vern, n. 8.
Ainda estao para alugar as casas de nmeros 27,
29 e 31, sitas na ra Real, prxima ao Manguinbo,
com bons commodos, quintal murado, cacimba, a por-
to de embarque : a tratar com o seu proprielario, Ma-
nuel Pereira Teixeira, morador prximo quelle lugar.
Hiplito Saint-Martn retira-ie da provincia, i
tratar de la tade.
M. L. di V. declara, que ai iniciaos M. L. V. nio
le enlendem com o Sr. Manoel Luiz Vuira ; assim como
linda pede ao Sr. \.' o 3900 rs.
Aluga-se uma preta escrava para o servico inter-
no de qualquer caa de familia, aqualiabe bem cozi-
nbir e engommar.
Aluga-ie uma escrava para servico de casa de
pouca familia, que saiba co/inhar o diario da mesura e
comprar na ra : a quem convier, dirija-se ao lobrado
n.20 no paleo da N. S. do Terco, segundo andar.
Aluga so uma casa terrea na ra da Gloria, n.
31, com dual talas, tres quartos, corinha fra, quintal
e cacimba; he do ladoda sombra e por isso muito fresca,
e por preco raioavel : trata-ie no pateo da Santa-Cruz,
obrado, n. 2.
O abaixo assigoado roga aoi credores da seniora
do engenho llio-Formoso, que tenhio a bondade de,
munidos de seu titulo o contal, dirigir-ie a ina ca-
la, oo piteo de N. S. do Terco, n. 9, deide boje at o
da 17 do correla, da 6 as 10 boras da manhaa a de 1
al as 4 da tarde, afim de se tralar dos seus pagamen-
tos, poii quo para isio se acba pea oiesma seuuuia sa-
torisado. O inesmo abaixo assigoado ainda io pode in-
cumbir de algum'as quesloes a cobraocas judiciaei na-
quella comarca, a por isio de novo le oflerece aos que
de leu preiiimo te quizerem aproveitar.
Lou't-rn frfllino de Al/niquerqui Millo.
= Precisa-se de um co/inbeiro para bordo do pata-
tdo Amazonas : na roa do Vigario, o 5.
= Fugio, para amanfaacer no dia 8 do correnle, um
eicravo crioulo, por noone Benedicto, um pouco lulo,
alto, bem parecido, de auinai, da idide de 35 anuos,
pouco maii ou uienos; coiluma olbar para o cbSo, e
estar inclinado para ama banda; levou camia branca
oudecbila, cala de briui escuro, ou cerola (poia fu-
gio demadrugada), uma baeta verde, eumiurriode
couro; a furtou pira a viagam (qua le dciconlia aer
para o aer lio do Ceara) um caixio de doce de goiaba,
um sacco de bolacha e pi, urna lata de asaucar e
um pouco de bacalhio e carne secea : quem o agar-
rar, queira faier o lavor de o levar ao major Mayor,
no Corredor-do-Bupo, que se gratificara todo o ua-
balbo e deipeu.
Precisa-iede umeaixeiro para venda : em Fr*
de-Portas, ra dos Guararapei. n. 38, que echar* com
quem tratar.
Precisa-ie de orna preta para o servico do urna
caaa francoia de pequea familia : na ra Nova, n.
69 ao p da ponte.
Aluga-se um obrado de 2 andares e solio mu
Irescoi lito oo pateo do Hoipital: a tratar no pateo
do Carmn, sobrado de um andar, n. 1G.
= Quem preciaardeuma ama para casa, dirja-
se atril de S.-Joi ra doi Peoidore, n. 32.
= AIuri-ib meia caa a penoa capaz: na ra
de Agoai-Verdei, o 40.
Sociedade
R ecreio e Lealdade.
Avia-ie que o dia marcado para a partida extraor-
dinaria lie 19 de correnle ; e ai propostal de fa-
milia receber-se-hio boje ai 7 horai da noite oa casa
da sociedade. A direcc,io roga aos senhores socios ,
hajio de ter o maor escrpulo para que a familias
nio leven aggregadoi ; assim como Ihei previno, que
nioannuiri pedido algum para convites de solteiros.
Precia-se de um feitor para um engenho, di
tantedesta praca 10 legoas. que leja [bomem forte e
activo acoitumado a andar ao sol a chuva ; quem
estiver nestai circumitanciai dirija-so ao cicriptorio
de Caelano Pereira Goncalves da Cunha, oa ra da
Cruz n, 43.
= Aluga-se uma casa terrea, na esquina da ruado
Nogueira muito propria para venda por ler de ei-
quina e ter um grande totio para morada, quintal,
cacimba e portio : a tratar na praca da Independen-
cia livraria, ns. 6 e 8.
- Aluga-se uma cata terrea, na ra Relia com
duas salas, 5 alco>ai, coxinha fia quintal e cacim-
ba ; a tratar na ra do Collegio, n, 15, segundo
andar.
ss Na ra da Cadeia de S. -Antonio n. 18 rece-
bem-ie doui aprendues para oflicio de marceaeiro ,
com a condicio de (icarem oa tenda dando-sa de co-
mer e vestir, prefnado-ie os de fra, delta praca.
= Precisa-se alugar um escravo para casa de um
bomem solteiro sem familia, sendo o servico muito
limitado : na ra do Fogo caa terrea n. 6, junto ao
sobrado de Joio Horeira Marques.
= Joio Vaz de Oliveira embarca para fra da pro-
vincia o seu escravo de nome Pedro, de naci Congo.
= Precisa se de 300,000 rs. a premio por lem-
po de um anno com boaa Urinas ou pelo lempo ,
que as partes contrataren) ; quem quierdar, annun-
cie.
= Quem precisar de uma ama para casa de pouca
familia dirija-se a ra do Fogo n. 42
l)esu| p: receoda cesa da ra da Aurora numero
12, no dia 5 do correnle, um piriquilinho muito man-
so e muito fallador, que eslava em casa haviio dous
annoi, o tem os signaec seguintes : he vrde, e com
uma estrella cor de ouro na testa.
CDULAS BRANCAS DE 2*000 rea.
= Na esquina do Livramento loja d G portas ,
recebem-se cdulas braocas de 2000 rs. lem descon-
t a troco de fazendas.
Alugio-ie a eguintes casis : os sobrados de
um andar com solio pintado todo de novo na ra
do Sol, ni. 23 e 25 ; os terceiros andares com solio dos
sobrados do Aterro-da-Boa-Vista ni. 4 e 6, por
300j rs. annuaes ; 1 sobrado de um andar com solio,
lo|ai, quintal e cacimba lodo caiado e pintado de no-
vo na ra do Sebo n. 50 por 300* rs. annuais;
o segundo andar do sobrado n. 20 da ra do Rozario ,
em S -Antonio ; duas grandes casas terreas, com quin-
tal cacimba e maii commodos para grande familia,
nas ruai Formosa, n. 5 e da Uniio n. 3 ; uma dita
pequea na ra da Uniao por 10.000 n. mensaes;
outra dita na ru* do Sebo n. 52, por 8000 rs. men-
aei : quem ai pretender dirija-ae ao escriptorio de
F. A. de Oliveira & Filbo na ra da Aurora n. 26.
= toga-sea peisoa, a quem lor oflerecida uma an-
corela e urna correnle de canoa grande, lando a cor-
renle seis bracas e o ferro 3 arrobas e tantas libras ,
hajadeasapprebender, que foriofurtada na madrugada
de 6 do correnle ; e se liver comprado se restituir o
importe guardando-ae segredo por ja i lber
quem seja o ladrao na ra doi Quartui^, n. 18; on-
de tambem se recompensar a quem denunciar dito
furto.
= Aluga-se urna boa caa terrea, com grande quin-
tal, plantado de hortalice, parreiras, figueiras, romeiras
e muitaioutras arvores, no principio da estrada dosA-
II.cliis. ao p do Manguiobo ; uma outra casa com so-
lio corrido, muilo alegre e freica. por ler 4 j a n e 11 o s de
vidraca, oo becco do Serigado : trala-se na ra da Ca-
deia do Recife, n. 25.
= Na ra doQueimado d. 8, coie-se, engommi-
e e lava-se com asseio e promptidio por preco cum-
nioJo.
Oflerece-ie um preto forro para criado de qual-
quer casa ; o qual coiinlia o diario de uma casa e he
muito bom bolieiro: quem o pretender, dirija se
ra da Cadeia do Recife o. 52
= Preciia-ie de um cotioheiro perito em tudo ,
que d>; KsMtO a coiinhi e que teja forro : oa ra
da Cadeia do Recife n. 52.
=Oa locatario! doa trapichea, denominados Alfande-
ga-Velba, Aogelo, Pelourinbo, Novo, e Compaobia,
faiem publico, que, de boje em diante, ai deipe/as, a
que lio obrigadoi os diflereotei gneros em ditos
tripiches ilfandegados, serio pagaa peloi embarcantes,
a excepto do peso das ciixai a fechos, que contina a
aer pago peloi recebedore, emquanto se nio r oe em
execucin a tabella, que deve regular taes deipezai, que
a acba aflecla approvaciode tbesouraria.
Assim como, oa occasiio do embarque ou sabida
deiiei gneros para consumo, ou exportecio, pagaran
a importancia da despea em valea asiigotdoa, a pagar
ao portador, ou a dinheiro. Recife, 3 de letembro de
18*0.Antonio Cotlko di Millo. Franeiieo Fn-
nandu Thomaz. Jote Franeiieo Ribiiro da Silva.
Franeiieo Auguiio da Coila GuimarSei.
ase Oflerece se uma mulher para ama de uma caa de
bomem solteiro, que sibe eogommir, e farer toda a
qualidade de comida: quem deiti mulher precisar,
dirija-se ao boceo do Aioito-de-Pciie, caa, o. 14.
1
= Aluga-se o sobrado junto a padaria de uros s
porta na praca da S.-Cruz ; cujo aluguel lera em
eonta: a tratar oa mesma padaria.
Alugio-se os primeiro e segundo andares do sobra-
do da ra da Senzalla-Velba, parede-mcia da casa do
Sr. Lassrrre, arranjadoi de novo e bem pintados : a fal-
'ar na loja do Sr. Jos Gomes Leal.
=r Aluga-ie uma negra boa cozinbeira e engomma-
ileira; ensaboa, lava roupa de varella, e cozu perfeita-
meote : (rata-se com seu senhor, na ra da S-ledaJe.
o. 29, ao peda Trompe.
Compras.
eicravoi
-se bem:
= Comprio-se para fra da provincia
de ambos os sexos de bonita figura ; pagi
na ra Nova loja de ferragem. n. 10.
= Compra-ie papel para embrulho ( diarios), em
libras e Arrobas: na Iravessa da Madre-de-Deos, n. 13,
e na S. -Cru padaria de uma s porta.
= Compra-se a troco de lijlo de ladrilhoe le-
Iha uma canoa nova ou quasi nova que pegue em
800 a 1000 lijlos grossos, e e afianca a bonda-
de do materia!, que pd ser visto por quem o pre-
tender : na olaria do Mondego primeira, passanJoo
becco das Barrera, aonde que n negociar o lijlo gros-
so, de que preciiar para qulquer obra, tere o lijlo fi-
no e lelba por menor preco que o por que geralmen-
le ae vendem na raigo de mil n. em milheiro. A' mes-
ma olaria se pode dirigir quem precisar de areia man-
dada botar em canoas, por commodo pre(0.
Compra-se um moleque tapateiro lendo boa
conducta ; na ra do Crespo, n. 11.
ase Compra-se uma escrava que tenha bom leite ,
c com alguma habilidades, ou aluga-se: na ra Nova ,
n. 3.
Compra-se um preto da Costa sendo moco a de
bonita figura ; um relogio de ouro patente ingles ,
que seja bom regulador : na ruada Caduia-Velba, lo-
i de calcado o. 35.
aa Compra-se uma bomba que tenha 21 a 22 pal-
mos de ruiiij nd.i e que eja maneira lendo de fer-
ro ou de peo ; no Porto-das-Canoss, no Recife, tanque
d'agoa junto as taitas.
Compra-se uma preta, com leite e com cria, ou
sem ella ; na ra estrella do Rozario, n. 16.
ss Comprio-ae efectivamente escravos de 12 a 30
annos ; pagio-se bem agradando: na ra largado
Rosario n. 24, primeiro andar.
Vendas.
Vendem-ie 18 escravos; dous moleques de
13 annos; um dito, de 18 anuos; 5 escravo; dous ditos
carreiro; duaa negrinbas de 18 annos, quecosem
chioe engommio liso; 8 escrava, que cozinhio o
diario de uma casa e lavio ; todos por preco commo-
dos : na ra Direila, n. 3.
=Vende-se um bello terreno de osquina, no qual
se podem edificar dous bons predio, lazendo-se ainda
quintal soflrivel para cada um delles, no bairro da Roa
Viste, com freote para a ra do Sevo ou Lnio, e fun-
dos paia a ra uo Holpicio, com 40 palmo de frent''
e 320 do fundo, todo aterrado, com aliceice de roda,
sendo do lado da frente j prompto com alicoree de
100 palmo de fundo, e toda a frente para subir pare-
de; lem um oilio meieiro e tambem uma grande ca-
cimba; oflerece grande vaniagem a quem queira edi-
ficar, por licar na porta o deien.barque dos materiaes;
accrescendo, que o local he o ruis lindo possivel: quem
o pretender, dirija-se ao bairro do llecife, ra da Ca-
deia, loja de miudeas, n. 51.
Vende-se uma bonita escrava da Costa; ao com-
prador se dir o motivo da venda ; na ruado Hospicio ,
o. 26.
=Vende-se o rnelhor lorreno no lugar da Ca.punga,
estrada nova, denominada liaixa-Verde, com 176 pal-
me s do frente o 300 de lundo : outro defronle do
mesmo com 80 palmo de frente e 60 do fundo: oa
Soledade, casa, n. 21.
= Vende-so uma armario de venda, oa Soledade,
n. 21. com seus ut'niilio, casa separada para lamilia,
quintal com fructas, o cacimba de egoa do beber. Di-
rijao-se o mesma.
a ra do Crespo, loja nova
n, 12, ele Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-se um ricosortimento de cortes de vestidos para
senhora de uma fa/.enda quasi toda de seda de gos
lo cbinei, e os mai lindos, que teem apparecido, e que
por issosetorna recommendavtis nao s para assenhora
do bom lom como para aquellas que usio de eco-
noma por ser o diminuto preco de cada corte de Oj
rs. Na mesma loja se vendem outras muilas aiendas
de goslo, por barato preco.
= Vende-se uma casa terrea em Fra-de-Portas ,
dofronto do pharol n. 14 a qual esta alugada por S
rs. mensaei ; vende-ie por precisio de so remir uma
bypolheca : em Fro-de-Portas, ra do Pilar, n. 108,
das 6 as 10 boras da manha c das dual as 4 da
tarde.
Vendem-se 12 escravos sendo : 2 prelai de
18 a 20 anuos; 2 pardas, do meia dado ; 5 moleques,
de 12 a 14 annos ; 3 prelos. de 20 a 30 annos ; todoa
de muito boas figuras sem vicios oem achaques e
proprioi do tervico de nasa e campo : na ra da Cadeia
de S.- Antonio n 25.
s-Vende-se na ra da Crux n. 26, um moleque,
de 10 annoi; sola ; couros miudoi ; beierros; caixai
de tartaruga, feitas no Aracsly; esleira ; sebo em
barricaa ; nm oculo de ver ao longo ; um relogio de
ouro : na ra da Crui, oo Recife veoda de Luiz Joi>-
de Si Ariujo.
=Veodem-ie torooide livroi em braoco proproi
pira qualquer casa de commercio ; um cbroDometro,
dos melhores autores o Londres perfeito e mu bem
regulado ; fardos com fio de sapateiro: na ra da Crui,
eicriptorio de Ridgnay Jameisoo & Companbia, n. 13
= Vende-se uma eicrava de 16 annoi, coiinha,
lava de sabio e lem principios de engommir ; ou ie
troca por outra de meia idade; na roa da Florenti-
na n. 34.
= Vendo-so uma canoa pequea, que carrega tres
penoii ; na ra da Coocordia oa esquina da traves-
a da meiini rui.
Veode-ie uma prela da Coila moca boa q ti-
tandeira engommi'daira coiinheira e que faz lodo
o servico de urna caa, ou troca-ie por ama preto, para
trabalhar em padarir-; oa ra das Larangeiras, pada-
ria o 28.
= Vendem-se 2 botei de brilhantes um com 7 ,
a o ootro solitario ; uma caira do prata dourada pi-
ra rap ; ludo por preco commodo : no cae do Col-
legio fabrica de chapeo de aol n. 5.
=Vcode-se uma casa na ra doi Praieres, na Boa-
Vista por proco commodo ; a qual tem dun na ,
quatro quartos coiinha fra bom quintal morado ,
eoacimba com excellente agoa. Esta caa foi coni-
truda em 18*3 ; tem 30 palmo de I frente 8o de
fundo, e oites dobrado. No paleo da S.-Crui n.
i, se dir quero vende.
- Vende-se superior cera de
carnauba, em porco e a retaliio ;
latas com biscoutinlio fino, ene-
jadas ltimamente de Inglaterra;
caixinlias comaletria fina com 4
libras cada uma ; tudo por pre-
co commodo : na ra da Cruz ,
no Recife, n. 46.
As bellas Pernambucanas.
A' lo|a de Antonio Luiz do Sintos & Compiohia,
na ra do Creipo i 0.11, acaba do cher um grande
e lindo sortimento de cambraias para veitido intitu-
ladas = bellas pernambucanas asa as melhores e man
modernas que teem vindo a ela praca ; a quae
lorn|.>-e recommendaveis nio so pelo seu subido o
virado goito como pela lindeza e fixidado das liotai.
Na mesma loja vendem-se ricos cortes de seda pro-
triof para noiva. urjas hespanbolas setin impe-
rises, mantas, chales o outros muito* objecto rocom-
chegados.
U3" O modernismo.-A
Vendem-ie novse ricoi cortes de vestidos com o
hem apropriado nome de ss lavra-de-ouro =, lendo
liodose variados padroes como sejio de listras ,
quadro, flores &c. ; ditos de parisieose, com bol-
os e diflerente gostos : tanto este com aquelles sio
mimosamente lavrados de seda : cambraa jacunetes ;
ditas cravinai ; e ouira muita diverudade de casin :
na loja de Antonio Luiz doi Santos & Companbia, oa
ra do Crespo, n. II.
Vende-ie uma preta de 20 annos; ums dita
do 12 a 13, com principios de habilidades; um mu-
lalinbo de 7 a 8 anno; um dito de 12 a 14 an-
nos ; uma parda de 50 annos, quo cozinha o dia-
rio de uma caa cose chio e lava de sabio e varrel-
I. ; 8 pretos bons para o ervico de campo ; todos de
bonitas figuras e sem vicios nem achaques : na ra
da Concordia pastando a ponlezinha segunda casa
terrea a direita.
Vendem-se pregos de co-
bre, eeobrecm folhajde Ui,
20, 22e 24 oncas, para rro
de navios; em casa de 11 us-
sell Ueliors & Companbia. na
ra da Cadeia do llecife, n. 59.
= Cbegou, ha poucos diis uma porcio do bem
acreditado rap princeza Novo-Lisboa : e porque sa-
bio ainda mais superior do que o antecedente por
isso avisa-se aos freguezes, que 60 acba a enda no Re-
cife :ra da Cadeia, nas lojas dos Srs. Val & llorgei,
Cunha & Amorim Morae, Jos Crlo Ferreira Soa-
res Jnior e Joio da Cunha Magalhies: ra do Cres-
po Antonio Domingos Ferreira : ra doi Cjaartois ,
Victorino &Guimaraes e Victorino de Caitro Mou-
ro : Aterru-ds-lioa ^ isla Thomaz Pereira de Mal-
los Estima.
Chales escocezes ,
a 2240 ris.
Na loja n. 5, do barateiro da ra do Creipo 10 p
do arco de S.-Antonio vendem-se cbale eicocein ,
i a ii.1.1 inteiramente nova e do ultimo goslo com
quadro de divenas cores o outroi de um lavror ada-
mascado, que apparentemenle finge leda, ou louquim;
por cujo motivse lornio recoonmendaveii ai seoboras
em gcral. Uao-se amostras drizando o competente*
peohor. --
Vendem-se 4 lindos molequei, de 16 a 20 in /
nos, sendo um dellei ollicial de pedreiro ; 2 pardome/
de 18 annos, ptimos para pageos,
quasi branco, de 11 anuos ; um preto,
nom canoeiro ; uma parda, de 25 aonoi
va, enjjomma liso e cote chio : na ra do Collcg:,
o. 3, seguodo aodar.
Chitas-cassas
/^af m. ia
a ^4U rs.
Ni loja n. 5, da esquina da ra do Collegio, de Gui-
miries Serafim & Companbia vondom-ie chitai-eas-
sas un corles de vestido, com 7 varas cada um : e en-
tre elles ba tambem cambraias pelo diminuto prego
de sete patacas. Igualmente se vendem panoos lino o
entre-finos de eore azuei, verde-eicuro e preto ,
a 2400 rs. o corado.
= Vendem-se ricos corles de casia pintada de co-
rea (isas a 2t rs ; dilu de cambraita de cores a
200 rs. ; ritcados de algodio e seda, de coresescurai,
a 280 n. o covado ; ditos frinceies de muito bom
goito a 240 n. o covado ; peen de Ranga azul ame-
ricana, propria para escravos, com 13 covados e meio,
a 1200 rs.; m mi preto e verde de uma largura ,
de pura aa a 1000 rs. o covado ; panno fino azul ,
a 3200 rs. o covado : e outras multas fazendas da se-
da e Imho por b. rato preco : oa rus do Crespo lojas.
o. 10, de Jos Joaquim do L'reitii uimsriei.
*
i
pedreiro ; z paruom ai, leodo um "''SV
preto, do 30 io. "j,
annoi, eozinha,de/-
-n------r


A*
gsr-
carn-
Vende-ie izeile doce para lu melhor e mais
barato do que o do coco ; e azeile doce fino om
rafes do 25 arrafas : no daposito de azeite de
pato na ra da Seozalla-Velha n. 110.
Veode-secera em volas do Rio-de-Janeiro sor-
timooto completo de 1 a 16 em libra em caias e
aa libras a vontado do comprador : na ra da Senial-
la-Velha, n. 110, armazem do Alves Vianno.
POTASSA.
Vende-se superior potassa da Rus.iia ,
en liarris pequeos ; cal virgem de Lis-
boa, da mais nova, que lia no mercado ,
por preco milito commodo ; tamhem se
vende utn resto de potassa da safra pas-
sada mtitto Imrato : na rna do Trapi-
che artnazcm n. 17.
Yendem-se pregos ame-
ricanos, n. 4, novos, coi bar-
ricas na ra du Trapiche ,
n. 8.
N. 40, ra do Trapicho um chronnmelro para
navio de Londres perfeito o inui bem regulado;
relogim de ouro patento ioglez muito bons e bara-
to* ; currentinhas de ouro padrao Principe Al-
berto.
Vinho de Tenerife em barris do ezcellente
qualidade ; cerypj bronca e preta a melhor que ha
os Barclay & Companhia em poroso, ou a retalbo ; e
fin de sapaleiro por prego couimodo : vende-se na
ra do Trapiche n. 40.
Faltaba 8S8F,
da melhor qualidade, e a ulti-
ma chegada a este mercado;
vende-se em prcoes grandes
ou pequeas: a tratar com
Me Caluiout Se Companhia ,
ou com J. J. Tasso Jnior.
= \endcin-se moendas de ferro para eogcnboade
assucar, para vapor agoa e beata* do diversos tama-
nhos por preco comrnodo ; e igualmente taixas de
ferro ci.ado e balido de todos os tumanhos : oa pra-
$a do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. (Jalmont &
Companhia ou na la de Apollo armazem, o. 6.
Veiidem-se tahoas de pi-
nho, a 40 rs. o p e receben-
do-sc em pagamento ccdulas
brancas de 2000 rs.; atrs do
theatro.
= Vende-ie potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Al.itbeus Austin &
Companhia na ra da Alfandega-Velha, n, 36,
Tinta de eserever ,
a mais superior possive! ; vende-so na ra larga do Ro-
zario, n. 2.
= Vendem-se 01 seg.intcs escravos ebegados do
Aracaty : sendo 2 mulatinbos de 6 annos; 1 uiole-
leque de 7 aonos; 1 u.ulatinba de 10 annos com
priocipio de costura ; 1 negrinha, de7 annos ; 1 par-
da, milito clara qu cose eengomma ; 4 prelas de
16 a 20 annos, com habilidades ; 2 moloques de 11
annos ; 7 pnlose pardos de 20 o 2o annos com
habilidades, ou sem ellas ; todos por preco comrnodo :
na ra da Cruz n. 51.
Rapc-Gassc.
O eucarregado da agencia do Rap-Gassc nesta pro-
vincia tem a honra de participar eos seus (reguezes,
que so acba a onda no deposito da ra da Cruz no
Henfi' D. 58 urna das melhores (ornadas que aqui
lee ni vindo do Rio-de-Janeiro, do muito apreciado ra-
p gros o o ini'iu-gr ssii fabricado com as melhores
qualidades de fumo da Virginia r.ujo aroma rivalia
ao mais superior rap princesa de Lisboa.
oa endom-se 4 escravos sendo: urna mulatinha,
de muito linda figura de 16 annoa ; urna dita, de 14
annos; um mulatinho de 15 annos, com boas habi-
lidades por preco comrnodo : na travessa da Matriz
1e S. -Antonio casa terrea n. 18.
Potassa.
Vende-se potassa americana,
muito nova por ser prxima-
mente cliegada, e cuja qualidade
he a melhor, que tem vindo, por
prec/o comrnodo : na ra da Ja-
deiado llecife, armazem n. 12 ,
de Baltar & Oliveira.
cia deve esta chita ser comprada pelai mucamas e
por aquellas das habitantes d'esta cidade, que, luppoi-
to nao sejSo abastadas, (enhilo todava ao asieio o amor,
deque em geral sao dotadas. Do-se amostras a quem
as protender. fiesta mesma loja continui-ie a ven-
der, a 800 rs. a vara, o eicellente brim francez cor
de pallia e pardo-escuro em cuja mioufactura so se
emprfgou o mais puro e duravel linho ; e bom assim,
a 400 rs., lencos de gravatas, de cambraia muito fi -
nos; lencinhos de cambraia brancos com cercadura
aberta ; ditos pintados de recorte ; e outroi com
barras de cores ; todos de cores fizas e proprios para
senhora e dos quaei dar-se-hio amostras, urna vez
que doixem penboresos que asquierem levar.
Vende-se urna bonita escrava perfeitamente
ada com bom genio sem vicios ; lava de varrella,
e cozioha pouco : na ra da Cruz, o. 3.
Saracas de cores
3
/ivas a 160 rs. o covado.
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guima-
riea Serafim & Companhia vendem-se urnas chitas
novas com asiento rscuros de soflrivel panno e co-
res fizas, a meia pataca o covado. Esta especie de
chita-surera be da mesma qualidade daquella, a que,
na Europa preforem para eu vestuario as cria-
das de servir e as mulherea de mediocre loituoa : e
como a economa nao so no preco da fazenda como
oa duracao d'ella be quem determina esta prefereo-
Vendem-sc 5 casas
terreas, no Coelho sendo duas grandes, na ra dos
Praseres feitas a moderna com duas salas urna al -
cova 2 quartos, cozinha fura quintal murado o ca-
cimba cada urna, e urna dellas tem um grande quin-
tal 'un mais de 20 ps de fructeiras ja dando es-
tribara para 2 cavallos, casa de prctoi e latrina ludo
de pedra e cal ; 3 ditas pequenas, na ra do Jasmim ,
cada urna com 2 salas 2 quartos co'inha quintal,
e cacimba ; tudo por comrnodo preco : na travessa da
Concordia, sobrado de um andar n. 5.
i\ova pelle dodiabo,
al^AOrs.
Na loja da esquina da ra do Collegio, de Guima-
raes Serafim Companhia vendem-se cortes de cal-
cas com 3 covados e meio de pelle do diabo por
quatro patacas e meia cada um. Comquanto julgue-se
desnecomario mencionar as boas e ezcellentes quali-
dades destn fazenda .porque a primeira porfo que
della se vendeo nesta ctsa e, ha lempos, foi annun-
riada neste Diario,assaz as demonstrou, assevera-se to-
dava aos compradores que a porgao que agora
reeeheo-se, eiced em bondade a primeira, tem riscos
modernos (ores escuras consistencia e grossura
do lona ; e finge hem as modernas casimiras francezis,
Dar-se-hSoos cortes a amostra a quem os pretender,urna
vez que deiie 0 competente ponhor.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
cada no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go comrnodo : emeasa de L, G.
Ferreir & C.
a Vende-se urna poreflo de barricas vasias, promp-
tas a receberem ussucar por serem muito novaa e
limpas, quasi todas americanas; na pi,ra da S.-Cruz,
padaria de urna s porta. r
Superiores meri-
nes.
Na loja n. 3, do barateiro da ra do Crespo ao p
do arco do S.-Antonio, vendem se os melhores o mais
superiores mennes de duas larguras, proprios para
sobre-casacas 4500 B 5000 rs. o covado ; os quaes
pde-se, sem contradicen asseverar serem o mais su-
periores ezistenles no mercado. Os pretendentei, que
quitaran levar, ou mandar buscaras amostras, promp-
tamente se Ibes darao.
Vendem-se, no fim da ra da Aurora n. 4 2
raldeiroles.de ferro coado, (-rundes ; um lerno de tam .
dores uo moer em p ; rodetes e aguilboes anligoi;
tudo por preco muito barato.
\endem-so nscados oscuros, francezes a 200
rs. o covad.); ditos lavrados chamados lindeza ; ditos
largos tamhem escuros, a melhor fazenda qu<-- tem
vindo a este mercado ; unseoutros a 280 rs. o cova
do. I>"ii>-s amostras francas aos compradores por eer
fazenda mui boa. Alin dests^, ha um tortimento de
fazendas finas. Na ra do Queimado, nos quatro-can-
tos vindo do Rozario primeira loja da esquina.
Vende-se ezcellente cera de carnauba; na lo-
ja de ferragens de Joao Jos de Carvalho Moraes, em
porc&o e a retalbo.
Continuao se a vender lindezaa escuras, pro-
prias para vestidos de senhora a 280 rs. ; nscados
esemos franceses, a 200 ri. o covado ; ditos largos ,
a melhor la.eiMa posiivel a 280 rs. ; brins de cores,
padres modernos, do puro linho, para calcas a 1000
rs. a vara ; cortes de cambraia branca de islras de co-
res para vestidos faiemla moderna a 3000 ri.
ditas matizadas de cor a 4000 rs.; sarja hespanbola,
a melbor possivel a 2000 rs. o covado. De todas estas
faiendas se do amostras francas para os comprado-
res conhecerem a sua boa qualidade. Alm dettas bs
um completo snrlimento e fazendas finas por com-
rnodo proco. Na ra do Oueimado vindo da njg do
Crespo primeira loja de 5 portas, n. 1.
Agoa do Japao
para o cabello ; tem o presumo de fazer cresccr o ca-
bello e impedir a caspa fortifica os cabellos e os con -
serva: tambern serie para evitar as espinhas do rosto.
Esta agoa be bem condecida na Europa, e Rio-
de-Janeiro aonde tem merecido toda approvacSo, po-
los sous i'ffeilns' Vende-se nicamente, na ra da Co-
deia do Recife loja de fazendas n. 55.
Anda existe por vender
um resto das mu,procura-
das brides con) cabecadas e
estribos nglczes ; na ra da
cadeia do Hecife, n. 59.
= Vende-se urna escrava crioula de 20 aonos ,
com urna cria dc| 2 annos; qual sabe engommar,
coiiohar e lavar de varrella; o motivo da vendase]
dir ao comprador: na ra dai Larangeiras, n. 29,
casa da afericio.
O barateiro da ra
do Crespo, loja n. 5, chi-
tas a 140 rs. o covado.
Na loja n. 3, do barateiro da ra do Crespo ao p
do arco de S.-Antonio vendem-se chitas baratas de
bonitos e novos deseohos a 140 rs. o covado ; ditas
sem defeito slgum tambern de padrSes novos ede
ezcellentes desenhos a 160 rs o covado; ditas, taro
bem de padres ricamente estampados em bons pannos,
a 180 rs. aegurasde tintas; algodioitnbo, a 160 rs. a
vara, boa fazenda e boa largura ; madapolio a 160,
180e200ri. de soflrivel qualidade, e largo; dito,
a 240, '260 e 280 rs. a vara o mais fino e largo pos-
sivel ; chitas finas com deteobosos mais modernos ,
e estampadas as melhores fabricas da industriosa
Manchcster, a 240 rs. o covado. Ha tambern um bel-
lo e rico sortimento de todas as fszeodas finas como
sejAo: brim trancado braoco, francez de puro li-
nho o melhor, que ba no mercado a 1600 rs. a va-
ra ; cortes de cambraia lindamente estampada com
II covados pelo diminuto preco de sete patacas cada
um ; lindeza para vestidos que imita, pelos seusbri-
Ibantes desenhos, a qualquer lanzinha ou seda a 240
rs. o covado ; cortes de tarlatana a 3000 rs. ; grava-
tas de asseiada cassa estampada, a -100 rs.; meiai grava-
tas, a 200 rs.; lencos do cambraia com cercadura
a 320 rs. cada um ; lindissimas mantas escocezas e de
setim para senhora das mais modernas que pre-
sentemente existem; pannos finos ; cambraia lisa mui-
to fina, llecommenda.se aos respeitaveis concurrentes,
que so dirijoa este estabelecimento que em nada
desmentir este limiisdo anouncio : e querendo man-
dar buscar as amostras, se Ibes darad sob o compe-
tente penhor, ou se msodard as suas casal, acom-
psnhadas de um caizeiro.
Cotins de linho, a
l&AOrs.ocorte.
Na b>j i n 3, do barateiro da ra do Crespo ao p
do arco de S. -Antonio vendem-se cortes de cotins de
lindo puro a quatro patacas e meia o corle. Esta fa-
renda he de tal maoeira fabricada de linbo sem mis-
tura, que so pode, sem admissSo da mais pequea con-
trariedede, asseverar e aliancar aos amantes das faien-
das duralivas e econmicas, que a prova do primei-
ro corle ass'gurar a prompta continuadlo da concur-
rencia a compra dos outros. Dao-se aa amostras sob pe-
nhor.
Loucainha,
a 280rs.ocovado.
Na loja n. i, do barateiro da ra do Crespo ao p
do arco de S. -Antonio,'vende-se loucainha, a quatorze
vinlens o covado. O proprictario d'esta loja tondo a
latisfacSo de aonunciar aos seus atlenciosos reguezes
esta mui bella e muito nova farenda propria para
vestidos, toma aliberdadede observar, principalmente
asseohoias ern geral que, pela boa manufactura, ri-
cos e hrilhant s desenhos em listras do seda em qua-
droi de varias cores e campos, ora claros ora mais
ou menos escuros, o finalmente pela segurante e rcal-
se d estas cores ella apresenta as vezes urna bella e
sublime vista oulras seriedade e graca e outras um
avelludado que a faz tomar por seda ; e que por
isso so torna mui recommendavel e digna de grande
concurrencia ; tanto mais a um to moderado preco
de certo inferior s suas boas qualidades. Na mesma
loja vendem-se lindissimos lencos de finissima cam-
braia de bellas cercaduras e outros sem ellas, com
urna especio de abertura arrendada maioresrinbos do
que os ltimamente annunciados proprios para o
amavel sezo e'cujo diminuto prrfo he de um cruzado;
assim como peciohas de finissimss cambraias,com 6 va-
ras e meia, proprias para vestidos de seobora pelo
muito mdico preco de doze patacas cada urna. De to-
das estas fazendas e de quaesquer outras que nesta
casa eiisISo, dar-se-bao amostras a quem por ellas dei-
xar penhor.
Aos fregueses!
No pateo do Terco, vendan. 7,
vende-se carnauba para velas em libras earrobaa; copos
lisos para agoa a 120 rs. ; araruta a 240 rs. a li-
bra ; aletiia e talbarim, a 200 rs. ; macarrio ; pastas ;
bolachinba ingleza ; tapioca, a 120 rs. ; cevada, a 100
rs. ; espermacele a 800 rs. ; lingoir,as a 320 e 360
rs. ; touciobo de Lisboa a 240 rs. ; cb byssoo a
2400 rs. ; sequim a 1600 rs. ; cal em grao a 160
rs. ; manteiga a 600 rs.; banha de porco a 320 rs.;
alpiste a 320 rs. oquarleirSo; painco.a 240 II.;
queijos a 1000 rs.; charutos regala a 1000 rs. e
a dous por 20 rs. ; vinho de Lisboa Figueira Por-
to e outros; papel de todas as qualidades; oleo do li-
nliaca ; e outros muitos gneros por preco muito
mais em conta que outra qualquer parte.
Vende-se zinco em folha e em
pregos propriu para coberta de casa ;
na ra da Cruz n. 10.
^ Vende-se potassa da Rus-
sia verdadeira; na ra da
Cruz, n. 10, em casa de Kalk-
iiiann& Uosenmund
Vendem-se varios escravos, sendo: um mole-
quo peca, de 17 anoos cozinheiro de forno, massas e
fogao e que he ptimo pagem ; 1 dito, do 20 annoa,
de bonita figura ; i pretot, de 25 annos proprios pa-
ra campo ; 3 negrmhas de 12 a 14 annos, com ha-
bilidades ede lindas figuras; 3 pretas para o servi-
Qo de campo ; 1 dita, quecozinba eogotnma cose .
faz doces e bolinhoa ;|1 parda para fra da provin-
m ro
cia ou engenho com todas ai habilidades
Nova, n. 21, segundo andar.
Vendem-se, ou trocio-ie as obras seguintti
ra de S.-Franciseo antigamente Mundo-Novo "'
66 : latinos, Salustio ; Selecta ; Virgilio ; Com i'"
Tabulas; Carlas de Cicero; OragSes de Cicero / '
tes alguna traduzidos com portuguez ao lado;'Xa"
logia do Monte; Horacio, de differeotes edic5M!'
outras muitas, que se nao annunciSo por n8o inr' '
muito extenso o aununcio. 0ir
Vende-se urna parda de 22 annos qUe
nba engomma ensaboa e cose sem defeitos 0(
molestias; noForte-d Millo, prensa de Joiquinji"'
s Ferreira.
= Vende-so ama linda canoa de earroira no,
mui bem construida, de amarello ; ama poiclo' d l'
Ihai de coqueiro : na ra da Senzalla-Volha o, \[n
Vende-so colla da Babia muito superior' ,
roa da Senialla-Velba n. 110 armazem di |,
Vianna.
--- Vende-se merino preto
muito fino, a 3500 rs. o covado-'
cortes de cassa com listras de se-
da ; riquissimas casimiras elsti-
cas ; os bem conhecidos cortes
de barege, fazenda de muito bom
gosto: na ra Nova n. 12.
-- Na ra do Queimado, lo-
ja n. 27, de Manoel los Gnu-
calves, vende-se um cotaple-
to sortimento de fazendas tinto para o mitto como
para a prarja entre ai quies ha as teguintei: cortas
de lanzinha para vestidos com padres os mu hndoi
que teem vindo a esta praca a 7j n, ; ditos da tar-
latana de lutrai a4800ri. ; ditos de enias deco-
res a 2800 rs ; ditos muito finoa a 3500 ra. ; ru-
cados escoceies de lindos padres a 240 e 280 rt. o
covado ; cortei de easimirai elsstica, de duas largu-
ras a 5500 rs.; chitas francezis, muito largas, pa-
clres escuros a 320 ri. o covado ; cortes de collete
de velludo de cores a 5000 n. ; ditos de setim deco-
res a 2500 n. ; ditos de gorgurio a 2200 n.; t
outras muitas fatendii por precoa, que o comprado-
res nao deizaro de comprar.
Balzerina, a 500 rs. o covado.
Na ra ra Nova o. 12, vende-se esta superior
fazenda de lia de largura de chita de muito lindos
padres e propria para vellidos de lenhora por ter
de um desenlio muito delicado de cores muito finas e
de muila duracao.
Lanzinha, a 220 rs. o covado.
Na ra Nova n. 12 vendem-se lanzinha* muito
finas decores segurase bonitos padres pelo bara-
to preco de onte vintenio covido. Alm pisto conti-
nuSo-ie a vender oa lindissimos cortes de barege, fi-
zenda do ultimo goito, e j bem conbecida neiti ci-
- Vendem-se duas obras de
Theologia do bispo Monte, en-
cadernadas, todas cm bom esta-
do, pelo pre*co de 20^000 rs. ca-
da urna ; na praga da Indepen-
dencia, livraria, ns. 6e 8.
sVende-se urna canoa de carreira de um s pao,
prompta de tudo encavernada e de muito boa m-
deira por ser de amarello; na ra da l'raia de S.-
Rita serrara, n. 21
Vendem-se 2 bonitoi molequei, de 14 aonoi, de
mcSo proprios para officio ou pageos; 2 eicravu
de elegantes figuras com prenda ; 1 dita 01091, P0'
J.'iOj rs.; 1 parda, muito moca do 20 annoi cota,
engomma e cozinha : na ra larga do Rozario, n. 24,
primeiro andar.
= Vendem-se caiaes de pombos, boos bate torc, di
ezcellente raca ; na ra da Florentina, 0. 16.
:= Vende-se um banco com asiento de palhinbi,
com l palmos de comprido; e 01 livros leguinln:
Licdei de om pa a urna filba sua na primeira idade ;
Mil e um quarlo de doras; a Creaco do inundo se-
gundo a sagrada eicriptura a a melhor doutrioa doi
sabioi ordenada para servir aos meninos deensaiode
laitura portugueza ; historia de Gil-Hnz faltando o
primeiro volume ; Colleccaodo ancdotas modernas i
Tbeiouro de meninos : 3 covados de panno cor de ca-
f ; tudo por barato preco : na ra do fiangel, 0. 50,
segundo andar.
Vende-ie urna pirda de 40 annos, pouco miii
ou monos cozinha, lava e fia que tem sido a sua oc-
cupa(So por preco comrnodo ; no Corredor-do-Bii-
po a fallar com o major Mayar.
Vende-se um methodo de piano por Viguerii.
em muito hnm estado por preco comrnodo ; na pra-
ca da Independencia, n. 4.
Escravos Fgidos.
= Fugio na noite d dii 8 u'o crreme u. "*
n. 3 de Francisco Jos Pereira Braga oa ra do
Crespo 10 p do areo de S -Antonio urna p"''
de nomo Severioa, crioula, estatura baiza de 35a 40
aonos pouco maii ou menos que, ha onii de 3
meses, bavia chegado do serijo ; trazia vestido os *'-
jai proprioi do campo que coosisliio em umi
camin de algodto groiio e tamhem lencol do meisio
panno ; com um rorario de contas no pescoco ; le'ou
miiium balaiocom um vellido novo deriscado l"''
Roga-ie a qualquer peiioa ou capillo da campo, qg
a apprehender, a queira ccnduzir a dita can ou 'J*
de fazendas que sera gratificado.
PERN. : WA^TYP. DE M, F DE KA
,,-iH46


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