Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08376


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Full Text
Auno de 1846.
O Z>/<#I/OpnMfci-ie lodos o di que no
fortni de gU.rda: o preeo da aisignalura lie de
4(000 rs. por quartel, pafos adianlados. O
anuncios dos assignantes sio inseridos a razo
de 10 res por liona, 40 res em tvpo difieren-
U e a repelieses pela mclade. Os que nao fo-
rtn signantes pego 80 rif por liaba, e ISO
em irpo difieren te.
PHASE3 DA LOA NO HEZ DE AGOSTO.
],na ches a T as 3 hora e 30 minutos da man.
MioaoanUa liut horas* 21 min. da larde.
La nova a 21 a> 0 horas e S min. da tarde.
Ciesceule a 28 as 7 horas e 58 minutos da Urde.
Segunda feira 24
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahvl-a Segundas e Sellas reirs
Rio Grande do Norte, cliega as Quartas l'eiras
ao meio dia a parlo uas mesinas horas as
Quintas feiros.
Cali, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyo, no l., 11 e 21 de cada mu.
Garanliuns lloiiito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiros .
Olinda todos os (lias.
PREA>UR DE UOJfi.
Primeira as 6 horas e i>4 minutos da mtnlia.
Segunda as 7 horas e 18 minutos da tarde.
de Agosto.
Anno XXII N. 186.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda S. Bartbnlomeo, tu.t. d< J.vJos
orf. edo J. do C. da 2. v., do J. M da 2 v.
2.S Terca S. Genesco, aud do J do civ. da I.
., e do 3 de pas do dist. de t
20 Quarta S '/.eferino, aud. do J. do civ. da
l. t e do J. de pi do 2 dist. de l
27 guinia S Licciio, aud. ilo J.de orphSos, e
do I municipal da I. vara.
28 Sexta S Viviano aud. do J. do civ. da I.
v. edo J. dr paz do I. dist. de t.
20 Sahbado S Hypaeio, aud. do J. do civ. da
I. v., e do i de pai do I. dist. e do ). de t.
30 Gaudencio S. Kilippe Benicio.
CAMKIOS NO DIA 22 DE AGOSTO.
Camliio sohre Londres 2d. p. I# S0 d.
Paiit 345 reis por franco.
I.isIkm 100% de premio.
Dase, de letras de boas firmas I '/, p. '/a*0 m"'
OumOncashespanholas.. 311000 a ll/i""
Moedasde GJIA0 vel. 16*600 a l|70
deS400nov. isfooo a t6|2no
a de 430HO... 1/1100 a SJlfm
Prnla Palacoea........*'0 a 1*980
a Pesos coluimiarcs. I|07fl a 11880
a Ditos Me'iicauos. i|0'20 a l|40
a Miuda.......... I|7"> "*76i>
A cues da Oomp. do Itelwrilie de 50*000 ao par.
DIARIO DE PERRTAMBUCO

PARTE OFFICIAL
Comino rido das Armas.
EXPBDIEHTK DO DIA 1.a DO COUBSaaTK.
ODIcio Ao presidente da provincia, participando,
que oesta data (Ara extincto-o deposito de recrutas, pas-
tando tuas pracas, em numero de 90 {inclusive dous
Invlidos do anllgo corpo de permanentes desta provin-
cia ', pira o I." batalhao de cacadores, flcando por esta
forma exeouttda a ordem do governo imperial, espedi-
da em avilo de 3 de Julho ultimo, relerldo por 3. Eie.
esta eomtnaodo, na dala de 7 do mesmo mes.
DitoAo mesmo, rogando a expedicio de suas or-
dena ao director do arsenil de guerra, para aerem reco-
lbida ao mesmo arsenal 8 espingardas do adarme 17,
pert-ncentes aodepoiito, que nesta data fura enlodo.
Dito Ao mesmo,communicaodo, que nao tete la-
gar o embarque do alteres J R. Sidreira n dos oineo re-
crutas, que deslio seguir para a corle no brlgue-escuna
de guerra Capibaribe, por J se ter fallo de vela, quan-
do fui eipedida a ordem.
Dito Ao mesmo, informando o reqaerimentn do
furriel da 9.* batalhao de artilharla a pe, Manuel Mar-
que! de Soasa Coitioho, que pede ao governo Imperial
escota do servlco, por ter anadiado o teu lempo, como
voluntarlo, de quatro annoi.
Dito Ao coronel eommfssarlo pagador, communi-
cando, que neda data cenou a licenca a meio sold, que
gozata o prmeiro lente Pedro Alfonso Ferreira. por
despacho da presidencia, e ntrate na IruicSo da de tres
meres com venclmenlo de sold, que Ibe (Ora concedida
por o governo de S. M. I., segundo a partielpacio fulla
em avilo da reparlicio da guerra de 5 de julbo ultimo.
Dito Ao mesmo, participando, que, em virtudede
ordem do governo imperial, espedida em aviso da re-
parlicio da guerra, de 3 de julho ultimo, referida em
odelo da presidencia, de 24 do mesmo mes, lora nesta
data ex lindo o deposito de recrutas existente nesta pro-
vincia, pascando para o 1.a balalh de cacadores as 18
pracai. constantes da relacau, que Ibe enviava, e maia,
na qualidade de addidos, oa dous invlidos do corpo de
permanentes, Altero de Lona Freir e Francisco Xavier
de Frailas. Que ao coronel commindante do I bala-
lhio batia panado o i.lllcio, que por copla Ihe trans-
mitlla, para que tlvesie conhecimenlo do leu conteudo;
e que ao capltio Sebaitiio Antonio do Reg Barroi li-
nha ordenado, que Oiesae recolher 4 pagadoria, com-
petentemente Inventariada, a parte do archivo do depo-
sito, tendente a gulas, relceos ds .ostras, e outroi
quaeiquer papeii de contabllldade.
Dito Ao coronel commandante do l. batalhao, de-
terminando, que, nai relatos de moitra deste mes, de-
via tirar para ai 18 praca, que neila data Hieran paisa-
gem do extlnclo deposito para o batalhao do seo cotn-
mindo, o qoantitallvo marcado por lei para farda mea-
to, do 1." de |ullio deate anno em tinte, e ein pret espe-
cial, a que ajuntaria relami nominal com eipeclOca-
cio dos dias, a que cada um liver direito, segundo os
seui assentameotos, o dito vencimento de 50 rs., do t.*
de Julho de 1815 a 30 de junho ultimo, cuja sarama en-
trarla, como be de lei, no cofre do respectivo conceibo
de administracan.
INTERIOR.
Kio-de-Janeiro.
DISCURSO,
QUE. EM i CMARA DOS SBIIUOIES DEr-UTADOt, E POR OCCA-
trA DA BI-CUnaA' DO l-HUIECTO DA KFHMA-JUDICIAHIA ,
PROHUNCIOU A a IIO CRREME O SBNHOR FLRNANDK8 TOR-
RES, MINISTRO DA JUaTICA.
Direi muito poueas palavras em abono da proposta
do governo, e procurare! responder ao oobre doputado,
que primeiro Ulou dnlra as disposieei nella cunti-
das; mai, antes do comeen a responder ao nobre depu-
tado, rdgarei a cmara, qu" oesta diicunio proceda
com toda a calma, com toda aprudencia, ilim deque
urna lei de tanta importancia Dio leja acompanhada em
toa diicuisio de paixOes e azedume ( muilo* apoia-
du).
O nobre deputado, principiando por combaten pro-
poita, dnie, que eili ou ter i* em vista as conveniencia!
publicas, ou leria em vista prometa ou concendes lei-
tu a um partido. Duei ao nobre deputado, que, le um
governo, que apreientaue a cunan urna proposta de lei
para modificar a legiilicio, que julga defeituosa, l ti-
vesseem tiltt promessa oconcenoei, en indigno da
rnnfianr-a rja rn.Aa r H.t Cimaril ( mUIIO.1 apoittdo
muios rulo apoiadoi). se lUtene em visti promei-
ii e concesin, lem ter em uta os inlereuei pblicos
(apoiado gersti). PorUnlo, direi i nobre deputado,
que o governo, qumdo tritou de presentar a proposta
i Minar, modificando a lei de 3 de deiembro na pirte.
que joigai*, deleituota, lei, que nao ulguu deleituosa
por li i, mu que assip tem lido ulgida em parle de
suii disponcdaa pela granaa mnioria do pas, teta em
villa o interesie publico. Muilo natural he, que laliifi-
setse acuelles, que icompanhio a sua opioiso ; maso
gabinete te dito maii dt urna tez na Iribana, que nio
tem partido, que tem urna opisiio, e que abracara to-
dos aquellos, que quizerem apoiar ena pioiio. Por-
Unlo, tornoi repetir, que o governo seria indigno da
confiaooa da coros, di cimiri e do paiz. le tiveue em
ma istiliiier prometan, e muilo menos luer coo-
ccnoas. aj|
Tan lie o disse u Doblo depulado que O tnioiltro,
v 'qua tem agora a honra de tallar a camira, Imbuido um
pouco precipitad*, porque ira doui mezei, qu tinka
estido na idministrnio, le tinhaichido habilitado pa-
ra apresetitar eila propoita. Reiponderei ao oobre de-
putado que ai proposicei, que se lehio formuladn
na lei, nio lio novis nao sio ideiai, que eu tivess<*
concebido o estudado noi doui meiei sio ideias que
(eem sido emittidas na cmara, antet e depoii de 1841:
inuito combatida! Torio todas ellas, e a respailo de
muitai, que se achilo no projecta astetero ao nobre
deputado que ouvi muilot de leui proprioi correli-
gionario! dizer que defiloi tinhio pamdo ni loi de
3 de dezembro; mis, na colliiio de nio pamr a lei, ou
de pamr com estes defeitos preferirlo votar pela lei ,
porque posteriormente poder-ie-hiio reformar lies
deleito!: alguns delh s esli consignados ni propoita ,
que o governo aprasentou Nio houve precipitaeio dn
minilro, a quem o oobre deputado le referi. Alm do
i|ue diise lobre a accuncio de precipitacio mencio-
mrei maii, que ai ideiai que se icbio formuladas
na propotts, lorio debatida! do leado, como o nobre
deputado diste com lodo o conhecimenlo de cauta,
com a experienoia que lie digna daquella cmara e
por membroi delta diilinctot e provecto! na juriipru-
iencia : alm dalo, sali o nobre deputado que os
deleito! j enlio conbecidoi, merecerlo reclmameos ,
eesiaireclsmacdei continuario at o presente; que
um miniltro da corda coniullou o instituto doi advogi-
do<; que este apreontuu um trabalbo ao mesmo iiunls
trp, que o mandou a esta casa, o (ai remettido coin-
miiiio de juilici criminal; ene trabalbo doi advoga-
dos, trabalbo, que eu muilo apreciei, que oitete em
minhai mioi, quando, como membro dacommiisao
dojuitici criminal, trabalbei com elli tobre este pro
jecto; o nobre membroi denai cnminisSes sib -m,
que eu defend todn ai ideas cuntida nenie projecto, si
:|uaes aproveitei para a preiente propoita. Portinto; o
nobre deputado nio fez justicia, quando disse, que o mi-
nistro foi precipitado. Eu julgo, que era um dever do
governo oa actuslidade apruseniar urna propoita de re-
forma lei do 3 de dezembro ; se nio cumpri bem o
meu dever, loi em nio ter apreaentado man cedo a pro-
poita: mas, tendo entrado pela primeira vei para a ad-
miniitracio, nio lite (oiga baitinte para cumprir ene
dever.
Timbem me cemurou o nobre deputado pela cora-
gem,quetive,deapresenlir urna proposta deila nature-
za. Reiponderoi, que asim como o nobre depulido,
comcio e (orle de tuat conviecSes, te aprsenla na can
para discutir iuii idein, assim tsnibem o ministro da
juitica e o governo le dte apreieoltr, e te aprsenla
perante i cmara com vigor ecur.gem, para expr e dis-
cutir sus idein.'e propOr n medidas, que julga uteii e
vaotijoill para O piii, e pira a melhor adininislracao
da justica (apoiadoi, muito bem.)
Pastando a responder ao nobrs deputado, tocarei
not ponlot cardeiei do projecto, quo o nobre deputado
com bateo.
Quanlo i primeira pirte do projecto, nio, le te o
nobre deputado bede opiniio.queojulgamento ea for-
miQiu da culpa deve leparar-ie da lutoridode policial;
le o nobre deputado nio tem eila opiniio,direi, que be
excntrico com o seu proprio ledo: o nobre deputado
talvez eiteja em unidade a elle reipeilo. A separacio
do direito de julgir dai autoridadei polieiiei, creio,
que be opiniio geral do paz, e a proputta iltendeo a
eila necea idade ? Eu creio, que lim O nobre depu
lado, aioda ba pouco, deo um aparte: diie:a propot
la nem pilivra. Nio ve o nobre deputado, que a pro-
poita prohibe, que ai luloridadei policiaes foi mem cul-
pa e julguem ? O nobre depulido fe compiracio en
Ir o delegado! e o juiei muoicipiei. Ora, estara o
oobre deputado coovencido (permitta-me, quo duvide)
de que o juiei municipios, creado! pela maneira, que
indica a proposta, dio lociedade a meama garanta,
que divio os delegado! e luk.lelegados? Tera i locie
dide a mes mi garanta com o direito, que lDbio os de-
legados, que com aquello, que paiirio a ler o juiz.es
municipiei, creadoi como te acbio na proposta?O go-
erno os presidentes de provincia taem obrigicio. ni
nomeagao desle ministrados, de os escolber entre ha-
chareis e advogados liabais, e, depois de (eila a nomea-
cao, nem o governo a pode annullar, nem alterara or
dem, em que to nomeados. Nio dio estas autoridades
muito mais garanta doquedavio os delegados e sub-
delegados, ue podiio ser dettituidoi no mesmo dia, em
jue foiiem nomeados ? Me parece, que iilo he incon-
teitavel. Demait, se q nobre depuiado nio eoocotds
com o principio, entio creio, que ella em unidide; mas
le concorda no principio, aprsente um melhor meio
preiente aniii ganntia; eu eitou protnpto a aeceitar
quaeiquer emendas, que melhoreai a proposta. Eu
creio, que a cmara deve querer, o mesmo nobre de-
putado, que o dimito de julgar nao fique comptiindu a
auloridadel amotitel (apoiadoi). Lembrou-ie de dar
o direito de juiiar e da lormaiao da culpa aoa juisel de
direito; mai acheialgum inconveniente a eilereipeilo,
porque, leodo o juires de direito de julgar nos ceiros
dn somircu, poderia a loogitude do oreulo de iui
jurndiccio difficultir o conhecimenlo dos fados, sobre
que deviio julgar. Se eu me poder convencer, pela dis-
cussio, que estas difculdadei nio eiiiteui, acceilirei
qualquer emenda oette tentido.
Tamben quesliooou o oobre depnlado sobre os ju-
zes de paz; be uioaoulra disposi{io formulada oo pro-
vecto pelai necesiidadei do pas. Se podesse daixar de
das aoa juizei de pas o direito de (ormir corpos da de-
licio ; se podene mesmo tirar do jus municipal a au-
toridide pira formar a culpa, eie podene dar iilo ios
uixei de direito, eu o faria; porqao a garanta leria
muito maior : mai entre ai difliculilades, que eu acha-
va, de que os juies de direito podesiem encarregar-se
dislo not lugares remotos de suas extensas comircas, ai-
senlei. que justiga poda ser bem administrida, se sos
juiet de paz ib dono o direito de lormircorpos de doli-
lo, colligir provas, e depoii commettesi'< o maii a um a
autoridade mais qualificada, como sioos juizesmunici-
paes. Tambom nio procede a objeccio feila pelo nobre
depuiado de que o juizei municipiei teem de reilringir-
sn julgar pelas provn colhida por aquellas juizes de
par. O juies municipan, pela legislicio actual, pode-
ra.quaudo vier o proceiio. proceder alodis ai diligen-
cias, quando virem, que o juisde paz nio procede > a el-
lai; diiposicio eili, quo nio be alterada pela propoita, e
i|UOConsoi|uenlemente licar em leu pleno vigor.
Oulra oiiiervac.il, que fe o nobre deputado, (oi a res-
peito da adminislrscio de justiQa civil. Julguei, que
er.i nuil conforme com a coostituicSo do eilado, que
se rerlibelecenem ai dun initanciai. Nio digo, que
Ihe he oppoito o que exilie ; mu nao he muito confor-
me conilituicio ; em teui irligoi ella nio conside-
ra lenio duas instancias ; s consideri oijuizet de di-
reito perpetuos; os juies independentes dn constitu -
9io sio os juizes do direito. e com eito principio |ul-
guoi muilo conveniente, que os jui/es do direito jul
gasiem a eran. Como vi, que en difHoil, que os jui-
zei do diro'lo apromptasiem o procenos em lodot os
termos de luis comarcal, julguei lufiieiento dar isto aos
junes municipaei em toui termos. Nio srgumeolarei
sobre ii vantageni delta diipoiicaa, que formulei na
proposti ; eu trartii, para apoi dola, o que le acba ac
tualmenle determinado: o nobre deputado combateo
at o que est determinado. O governo anlorior, firma-
do meimn ni lei do 3 de deiembro do 1841, vendo, que
nio deva nomear ju'.tei muncipaei para todoi os ter
mus, reuni dous, tre e quatro termoi debixo de urna
vari de juiz municipal, e nurcou, por um decreto,
o modo, por que deviio proceder o junes municpiei
deiiei termot reunid, i noi julgamenlos das caulas.
Sr. presidente, um decreto \i determinou, que na-
quellei logares, em que os juies municipiei, bachareii
formados, nao reiidiliem, ol juizes municipaes supplen -
le, creados pela lei de 3 de dezembro de 1841, lites -
sem auloiiiicao de organisir os procenos, e, depois del-
1.1 nrganiadoi, remell-loi ioi juiea nianicipaei dos
tcrmoi reumdoi, para julgirem afina!. En ja na pra-
lica actual, nene decreto deduzidoda legiilatio actual,
i deterniinecao que se acba na proposta. Ajtsim se ve,
|ue o nobre deputado, quindo se oppoe i propoita nei-
ta parle, nao o faz lenio por mi vontade.
O Sr. D. Manuel : Est engaado ; be convic-
O Sr. F. Jorrn (minilro da jiislici): Pissare a
ultima pert do di-curso do nobre diputado.
O nobre depuiado tente, que o miniltro da Justina,
que o governo apreieolaaie na propoita o artigo, pelo
,iuel se estibelece a iocompatibilidade entre o legiil--
dor eo magistrado : direi 10 nobre deputado, que rei-
peile a ininba convirti. Euestou convencido, que es-
ia ogglomeracao de allribuiOes de magistrado e ao mes
mo lempo do legislador sio incompaliteit com o io
terene publico e com a boa administracao da juslir; (a-
poiadoi )
OSr. y. Machado : Nio he a cmara o juiz nes-
ta materia ; be o povo, que ha de decidir as elei-
edes.
(J Sr. Prndenle : Alinelo !
U Sr. F. Torre (ministro da justica): He minha
convictio, ba II ou 12 ai nos.
Um Sr. Di/iuiado:He voz geral do Brasil.
OSr. F. Torre:(ministro da judio):O mem-
bios da cmara, que conimigo tiabalbrio na eiseui-
bll provincial de Minas, o membrot da cmara, que
me conhecern particularmente, sabem, que lio edil
conviccoemiinhai muito antigs. Sou magiitrado; do
lejo, que teji defendidoi os direitoi oa magidratura,
que te garanta a edabilidade della, a iui independen-
cia; mu o paii julgara.se o governo lem riso em pen-
sar, quelaz muito mal i adminitlracio da juili(a eita
agglomeracio de empregos (apoiadoi )
O Sr Heboucas :Opovo nio tem liberdde, qum-
do seus jui/es sao pretndante!..
Muito Senhore dio enariea
O Sr. Prndenle : Alinelo !
O Sr. N. Machado : Nio apoiado.
O Sr. F Tone ministro da udica,): Eu direi
aoi nobre depuladoi, que no anno panado volei con-
tra o irtigo, que ce Iuii o magistridoi de lerem elei-
loi, por julga-lo incondilucional; nio adniiitO,quc poi-
tio ser excluidos de rec< ber votoi ; mas o que digo be,
que, depoil deeleilus, devem recpnbecer a ncompili-
bilidade de um com o outro emprego, pan bem da so
tiedide e para bem da adn>uiiitra(io da juiliea. Elle
be um doi meioi, pelo qual le pude tiiar a juitici do
c.-ihoi, em que exilie, ido he, que quem be juiz teja
juiz, que quem be legislador leja legislador.
Assim, pois, minha opiniio nio be a de excluir os
magistrados da eleicao mai limplesmente a de nio
permittira compalibilidarie do olrleio de julgador con.
o de legislador. Nio acho meimo justo, qu, anda por
meio de reforma da coosliluicao do imperio, le tiro aos
ueagidradoi o direito de podereo ter aleitos, salto se
ena medida so eslender a outras clanes de empre-
gidos.
Creio ter reipondido so nobro deputado em todas ai
pirtes di sua argumentlo; eu nio lomei apontemen-
loi, lalvezmeesquecone de algum doi tpico, quo
quera tor preientei, para ter o gosto de responder.
So a slgum ponto deixei deo izer, no decuno di
discunio estarei promplo para ntisfazer ao nobre de-
putado e a todoi os outroi, explicando e eiclareoeudo,
sempre que fr preciso, a minha opioiio tobre a ma-
teria.
PERNAIYIBUCO.
ti ni1} dt) Itecifc.
SE"iSA0 EM 13 DE AGOSTO DE 1846.
PRK8I0BNCIA DO SR. DR. SII.V V NBVBS.
Reo Fraiicisuo do Reg Barroi, aocundo pelo cri-
me de furto.
Autora ajnstica.
{Continuaco do n. IS.
O Sr. Dr. Promotor (rrplicandii) dis, que o tribuna!
ni.i era lugar prupri.. para disoussfiea pulitioai, e que
aaiim n defean deveria liinilar-ie 11 lmente n materia
da areusacii; que, quando olle, na policio Ho denunoia,
attribi.iii a inipiinidade di. aeousailo e anua aocioa l re-
U(i>> de pareoltioo, que na ligavAn a mainr parle dn
Huloridades nuli.'iaea daquella pora, nSi. (pieria onm ii-
lo, quo o tribunal se compenelraaio de sua opiniio;
| ue elle eslava iiitiirninciite convencido, que Os horro-
res perpetrado! pela quiidrilha, i que prrteneia o aocii-
aido, erao devidns a inipiinidade, e que ena iinpuniU-
:lo pi ii vi i. ha das relacei de parenteino, que li.ihio o;
meiiibrns deisa quadrillia rom grande parle daa autnri-
dldes pi.liiiaet d.iquell,. | nns ; e que lano era iilo ei-
aoltt, que i. prunela Sr. Flurenmo, que jurn, oumu lei-
leiuunliii, mi proii'", tiulia oniitiriuaiiu, aeiii o querer,
aquello ii-u juno, atUruiandii, que, apenas o Eiin. vica-
presidente, Suuta Teiieira, entrn na adiiiiuitlraCio da
[iruviueia, osla quadrilha se dispersara ; o que mullo se
mlnirava de r, que o patrono di. aroutado, que lem
dirigido t.ui alroie injurias cunlra alguns membroi di
familia du acensado por ana tulla, viesie hnje inarnsa-
l.i. quereiido al Considerar o eeiuado cuino uiu luar-
lyr Ja luppoall jiemeguifilo, que dii luje le mover con-
ii.i a familia Cavalcauli, aeiu se leiubrar, que desle mo-
ilo uoinpruiiieltia a o.nis.i, que te prupoi defender, m-
.iiiiii quaiiilo iJoiiiiii irriudif.ia deala ridade, urgaos del-
ta liiiuilia, ha i.....j,i (leeiaradu, que rrpellio du asu aeiu
os Lliieu-M.n'liiii, Jos do Hego (S: e.
Disse maii, quo o segundo farl.i criminlo incneio-
o.ido no libcllu, eslava exhuberanlcinenle provado peloi
di'piiiioenlos dai testeinuiilioa Lobo e Florencia, e quo
o proprio Sr. Lint Caldas, leateiuiinlia referida, uto ou-
sou cunleila-lo, e openas disto, que ignirnva o niolivu,
por que O inapelor lliu liavia reiiietliilo o eicrovo du Sr.
Vieira .le llello, entretanto que, em oontinuaclo deieu
ilipoioienlo, dn, que o Sr. do prcto llie responder,
agr.nli lendo-lhe o ervico, que Ihe acibara de prealar,
a arereioentanda, que, sopor una grande fiirlona, elle
batera o seu eacravn, depuia de le uchar tunado, ha-
ii.i loiilu lempo ; a quo, sendo a tetleiiiunlia lubdele-
i;.oln do lugar, nao oro de presumir, que ignoraste o
que se bata panada easprcacnc do Sr. Temporal,
ni.pe tur de qu.irteirau, flalictivinui.hi.a Lobo e Flo-
reuciu, onde o pretil doelurnn, que linh.i tido aorpren-
didu not ApipuCOI por IgerTtei do accuiado, cndiiii-
ilu pora iuii Ma, o polla em legurauca, para ter vendi-
jo| que ii icalvniunl.a Tnup rol te linha reculado a
dar .. Md ilepoimenli, |.edind..-lho com imlanea, que
i diapeiiaatio dist, porque elle mora va na Iregueiia do
Puco, o Decusado unlia por all alguna pareniea, da
quem ille detia ler rcceoe, e nao quena omiipruiiieli-
nieuliis; nittque, nao podei.do exiuiir-ie de dar o leu
depoiiixnio, occuliou algumai circuiuitauoiai du fanlo,
potaiiido ilciiea paniooa Icrrurct mol que .laaiin uiet-
ino o d.poiineiilo de Temporal nao dcixava de ler algu-
ma importancia, i|uuiido dia, que este prel.. te apreten-
lara em o.i cata no dia indicado nu libcllo, c quo elle o
remellara ao mbdelegado, e que islu aconlirro n.i pro
tenca daa teinianhal Lobo o Florencio, ai quaea ju-
lio, queoprelo, nena oreadlo. Hiero porania ellea a
deelaraelo de que ocinia le trata ; e portento, te o tub-
dclegiido nio procedeo, eoain llio oumpria, contra o
oceutado por ene fuelo, nao tui par ignora-lo, nal si ni
por entender, que iria nlaear u pretligiu de sua familia,
porque o acr.usado ora aeu prente bem prximo.
Dase maia, que algum outroa faoiot criminoaoa,
pralicadoa pelo iccutado, apparecrlo depon do in-
uucr.lodaite.temunliat, a por fue nao poda eer a-
2 .....i........eliclB ''o denunoia; mal quo nio Mbe
ooil'o'o patrono do .-rutado foi deseobrir irregul.r.da-
det; quo na pelleta de denuncia ha um laoto oapeciB.
odo, quo he .. furto da prel. Jo.nea, eaor.v. da D.
Auloni. Candida Monleiro; e que, te a aeouaaclo pedo
Una. ve... a. pana, do arl.go 69, ho eu. virtude da
d..|.osico.Jo...ig"fi1 do cdigo penal, untaste, quo
o aeru.ado ir. contendida de man de um delicio.
Ditiemaii, que, to a Sr. Antonio Atonio na linha
dado m a e,t. qu-dnllia era por nio goi.r ..aquello
lempo d. confieiicn do preiidcnle da provincia, a por
nao ler a influencia neee.t.ri lobre 01 delegada!, aub-
delegadoi, "t do iui.it agenici da policia ; e que em
prova disio, elle pedia liranc o tribunal par. referir
o que te patnu na tregen. doTr.ounhtem, n. cota.r-
radeN.sarelli, naa eleicoea panada, ondo o Sr. ooro-
i,t-| Jut Mn., quo tullo ora delegado daqootsa oo
niiirr.i, leudo reunido um. grande qnautidtde de gente
arui.dn, p.ra .llatiar d. aleicAa o t.u nunlrariut, dei-
obideeeu.uacu aupenur em lo propna preteuga, lito
diiperiando ena gente, leguodu Ihe hatia ordenado



^aa^
meimo Sr. Antonio Affonao, qne, rendo-te por tal mo-
do draacatadn, leve de rotirar-ic aquella fregneii
pan na lar tcalemunlin occular do aviltiroento de au
autoridada.
Diaae maia, <|ue o integerrimn tribunal da relacl'
tinha confirmado a pronuncia, decretada contra o ocru-
aado, e que, ae o proceaao fotao, como dii o patrono d
accuaado, o rcaullado de um machinacao itcoulta, para
(lettruir u prcatigio dn familia Cavalcanli, a relnca
d diatricto jaruaia aanociunaria orne acto de iniqui-
dad*.
Era aegoida, e para deatruir eaae argumento da defe-
Mi elle pataa a lr um auto da arhada, i exhumaci do
cadver do infeliz S. Auna, que fui maaiainadu peina en-
riua doarrnaado, oniterrado na pmpriedade de J.ae
do Reg Barro, e prximo a oaaa do aecuiadn ruj
individuo era compadre do moanio Jm du Reg, e fra
por elle aaaaatiuado o depoia rubanlo,
I! hiialiiienii' oiuliio pediudo, que ae impunfiBo o
reo aa penaa referidaa no libell.
Tendo aaaim o Sr. doutur promotor terminado a re-
plica, o advogado du reo, a quem tambero fui concedi-
da a palavra puta replicar, o fea atalas;
Sn juradoi. bem que o nobra promotor mie muilo
longo, a iiilTuso na ua replica, eu Dio o acompanharei;
riso 10 porque oiuita couia dase, quo nao vem para a
qufsiao ; como porque nao eslou ein estado de entrar
no longodesenvolvimento, que merocem suas palavrai,
aqu soltadas com demasiada imprudencia.
Senhores jurados, eusou, romo lodo o mundo sabe,
minio pouco lido, para que etteja babilitado, ou, para
que o meu espirito be possa oceupar com essal comide-
rac8''S vastas, com eisai coniiderarei 18o geraos, a qu
fu soccorreo, a falta de rasdei lufticientes para sustentar
sua causa, o nobre promotor publico ; mas eu peco-lbe
licenca para dizer-lhe, a proposito de te proceiso, a res-
poito de scus meios, e de seus fni, que, bem que eu ti-
vesse sabido alguma rousa ila.sta celebre instituida dos
jesuitas ; bem que livetse lido a respailo delles alguma
cousa ; por meus peccados s por rm-ua peccados, um
amigo, ba pouco, me ollereceo urna obra, que por ah
corre, escripia pelo Sr. Eugenio Soe, esta do Judeo
Erranlt, que asaz demonstra as trapazas do jesuitis-
mo, e nella vi loda essa trama, urdida contra esta fi -
milia Rennepont; e bem stsim as personageos, que
nema trama figurio ; e ludo iato me fax convencer, que
aqu anda lainliem algum liodin, mas de baia plana,
o qual ludo preparou, ludo dispoi para o aniquilamen-
to di'-- .1 11 mi ia, que a poltica dominante entendeo ne
cessario combaler e desacreditar, al'un do nio poder
mu* erguer se.
Assim, portanto, Senbores, para que perdermos maii
lempo no exanie dos lundamenloi deste processo ? N8o
he preciso porque para juizes tanquillos e imparciaes
nio he misler roais nada : tos reconhecereis, que todos
estes papis, que estio aqui escriplo, nada valem, na-
da mereceiM ; e por Uso ponho de parla considerares
subalternas, a de pouca importancia, de cu|o campo
nio quer sabir o aecusador publico, para tmente oc-
cupar-me do que conten, e beestencial. CerUmenle
vos estsisconvencidoi, que ludo, quanto atancei a fa-
vor do acrusado, esta em \ <; que meus argumentos nio
forio destruidos pala aecusacio; e que por conse-
guate o reo nao pode ser condemnado, euib.ru haja
essa prevengo da polica da Boa-Vitta de o ler manda-
do trencillar na cadeia, como o fes.
Sr. presidente, eSenlioree jurados, o nobre promo-
tor leve a bondade de aaencar contra inin propoticdei
mu ofleosiva; diste mesmo que eu vim larer iqui o-
blacdei lamilla Cavalcanti ; que lulo o que dizia era
para in6ensa-la ; que para rssu fim be, quo eu (razia i
discutiao pestoat densa familia, etc., etc. ra, estas o
blaidei, eise inaensos o que querem diler ? Dizem, que
sou um lisongeiro, um adulador ; nem de nutro modo
podem ser aqu entendidas Iscs palaaras : mas, depois
deS, S. me ter dito todos estes galaiiteins, pudio-me li-
cenca para dizer, que a ninha argumeotteio era lta-
ual : rom effeilo agred'Co-lbe a cortezia.
Sr. presidente, eSenhore jurados, eu estou muito
aoiaia detse ponto, a que mequii trszer o nobre pro-
motor : quem ronhecu a minba vida, nio pJe dizer,
que eu me encarregmse de vir aqui lisongear alguem: eu
nunca litongeei pesioa alguma netle mundo : as minhat
relaedes com etaas pesaoas, ou com essa familia, sio
muito condecidas ; essaa relaedes sio relacdes furtet,
muito enligas; nio sio de boje: oque he iito para
quem tem amizade ? Senbore, lliuribular ou intensar
um amigo be degradir-ia o individuo, que aitim pra
lica ; he mostrar, que nao pode estar a par dessel, que
tediiem seus amigos; e que, s praticando tael iniqui-
dades, pode merecer alguma cousa : pode ser, que al-
guem estrja habituado a tamanhas iniquidades ; mas
eu me nio acbo nesla posicio tniseravcl, nunca eslive
nella. Tenbo tido relacdei com pessoas da alta impor-
tancia n> lociedade, e tenbo me sempro ulgado a par
dellat; e nunca lisongeei, aatim como nunca infamei
urna familia intnira, como diae o Sr. promotor : nio,
nunca. Foi bom, quo se eiplicatte o nobre promotor,
traiendo o faci de Iguaraif A contestscio, que tive
com o fallecido Joio Cavaloanti. de parceria com meu
nobre e honrado amigo, o Sr Manuel Pereira de Mo-
raes, nio tete relerencia senio a elle ; foi um laclo es-
pecial, em o qual nada linlia a univertalidaile dos seut
parantes e amigos : e nada man direi acerca disto; por-
que esse individuo nio existe. Resta, poit, ainda,
que o nobre promotor mostr, como, em meu Nazare-
no, fui o primeiro a insultar etia familia inteira, como
me imputou.
Mas. Seohore, o nobre promotor iosta, que a lami-
lla do rio declarara pelos jornaei nio querer saber drm-
aes membros podres ; que nio se interessava por elies.
Nio he asairo : ae livetae a familia avanzado asa pro
posicio lio indiscreta, leria acarralado sobre si a pecha
de demasiadamente immoral : a familia nio ditge se
nielbsote cousa, nao o pude diser ; o que diste foi, que
a polica devia chamar cases membros da fus familia aos
tribnica; provocar contra elles urna d acuario regu-
lar ; provar cerno elles erio taes, quaes dizia, que
erao; erio momento, em que esta polica, i face do
paiz, tivetse apresentado prosas, que a cooveoceaaem,
ella oa abandonara, a o nio protegera de maneira al
guasa ; porque ninguem pode aer solidario em fados
imtnoraea e criminosos. Eis o que tem feito a familia
do reo : elle loi acensado e tratido i cadeia ; elle aqui
ests hje, e a familia s espera pela deciaio do tribu
nal: porm, como prosas nio ba, ella por cario o nio
pode repellir ; euiquaotu a polica nio provar, coinu
nio tom piotado, o que avancou contra o reo, a fami-
lia alo abandonara um leu membro, sem rasio lunda-
da, lmente por proposicSes vagas. Poreerto, orna fa-
milia moralisada nio commetteria um acto delante co-
barda, de tanta indignidade.
Assim, Senhores, essa propoiiclo, solala pelo no-
bre promotor, be injusta, inneastta e fall; he emova-
bsdora da honestidade da familia, a que pertence o
reo.
Seohores juradoi, diz-io iqui neite processo, que a
entrada do Sr. Souia Toixeira ni presidencia foi bai-
lante para acabar com esta quadnlha ; mas compre sa-
ber, que antes disto oreo olo morava no Arraral; o
reo morava no engenho Aldeia : te, pos, o reo |i abi
oio morava; se os quadrlberos e quadnlha tiohio dei-
apparecido ; como se dii, que a l pretenc do Sr. Sou-
za Teixeira veio, como por encanto, acabar com eui
quadrilha, que infeslavs toda etta cidade ?
Senbores, iato nao be maii do que urna proposicio
demasiadamente inepta, cutpida aqu, para ver se illu-
de alguem. Senbore, exista essa quadrilha aqui e no
termo do Po-do-Alho, e o nobre promotor, que era
promotor em Pao-do-Alho, e aqu bi muito lempo,
porque nio Iratou de ebamar a jui'o enei roi de lio
atrozei delictosT He, quo o momento nio era ebega-
do ; mal, apenn ebegou, apenal a faccio, de que heor-
.iio o nobre promotor, teve necostidade de lervir-ie de
lodoio meios, para derrocar essi familia, beque lu-
do iato appareceo, ese apresentou em campo
Nio he iito prova luficicnle de que, s quando la fez
preciso i poltica dominante, be que ie iancou mo det-
Ih ineio, de tio moostruoso processo ? Certo, quesim.
Notai ainda, Senbores, que, quando esle processo se
laiia, era depois de ler estado por muilo lempo na poli-
ca o Sr. Aotonio AfTonto.
Mas diste-te, que, te antes elle nio tinha cumprido
seua deteres, era porque a presidencia Ihe era hostil.
Eu devo repellir muito formalmente ene insulto feito
ao Sr. Marcelno de Unto. Ku nio sou, Senhores. sus
pello ; eu nio sou amigo do Sr. Joaquim Vlarcellioo ;
mas nao so podo crer, tiala de sua moralidade, que
elle negataa aunlio ao chele de polica, no momento,
em que Ih'o pediste, romo necestario para aniquilar
urna quadnlha, que infeslava esta cidade. He mu tu-
h da a reputaras de moralidade do Sr.. Marcellino de
Unto, para que Ihe pona pre|udicar essi proposito
leviana do aecutsdor publico. Ni ae diga itlo, diga-te
antes, que, al esse momento, ainda nio tinba entrado
nos clculos da dominarao actual lamanha infamia, a-
ci.iis...|i ,da pela necessidade de aniquilar, em seus fun-
damentos, aquelles, que linliio estado aoleriormente
no poder : enlio, Senhores ainda se queris, que os
negocios lostem decididos com prudencia e calma, eo
etpirito de fucrio, ou do partido nio tinha acabado com
toda a moralidade : portant he falso, que o Sr. che-
le de polica nio podesse perseguir esss supposta qua-
drilha, se o julgaise conveniente, durante a adminittra-
r/to duKim.Sr Joaquim Marcellmo de Unto, como
declaraoSr. promotor. Muilo honrado he S. Eic. pa-
ra que de modo l;uin se piusa suppor, que recus polica os meios de acabar com lies facmoroaoi; muito
ral ; porm lenbo urna eipecialfdade, que oio team es-
le meus amigos ; elles querem a monarebia, goatio do
re e de todas eitai cousas realengas ; eu oio quero,
nem goito disso : fra dahi, fra deaie porto, iou soli-
dario para delende-lo deisai accuiacoei mooitruoiai,
que te ihei leem falto.
Mas notou o oobre promotor o depolmento do Sr.Ioi
Camello, pordfier : nio sel nada ; Juro, que oio tei
ooda : quando, dli o promotor, de ludo labia, e oio
quli dlter, porque era leu parele.
Seohore, o Sr.Joi Camello obra com multa, pruden-
cia ; disse: eo sou membro desta familia, oio posto
ler pro oem cootra ; devo ser eatraoho a eita queitio ;
examina) por vi e decid.
O Sr. promotor dlsse anda, que o Sr. Florencio con-
loo tudo, que deps, diante de muitas pessoas ; entre-
tanto que o Sr. Caldas nio diz o mesmo, que aconteceo
e cootou ao Sr. Florencio ; mas, Seohore, aislm como
o Sr. Florencio vio, que o escravo era de Joaquim Ma-
nuel Vieira, sem que o fosie, oio poda ver com esses
mesmoi olhoi eiaai outrai couiai, que acreditou ? Por
certo, e ino nio he cousa muito extraordinaria : tal se-
rla a paiiio, o excltamento do Sr. Florencio, que poda
muito bem acontecer, e, nem vi ferir muito o melindre
do Sr. Florencio, elle he um pouco exceuivo & vezes,
mesmo arrebatado ; podia, pois, ser, que isto aconte-
cesse n'um desses momentos de excitameoto ; e podia
dlter algumai cousas destas, sem toda a precisa re-
Oexio.
Outro argumento, que aqui se apresentou, foi o ac-
cordio da relacio. O accordio ba aulgnado por tres
desembargadores, um a favor e dous contra : a difte-
renca he (|* iim voto. Agora notal a dlfferenca da pro-
nuncia para a sentenca. Em verdade, depois de tudo is-
to, que aqu est escripto, devra proouoeiar-se, para
dar lugar a delesa : por conseqjoncia, nada vale elle
argumento i e todos labem, que os elementos para urna
pronuncia estio muito distantes dos necessarios para
darse ums decisio final, para condemnar-se.
Finalmente, concluir! com o facto, que te relerio.
Disse o promotor, que o reo ja lol preso por Imputa-
edes semelhantes ; nao vos esquecais disto, porimpu-
lafStt desta nalureta, disse elle. Ora, Seohores, ha ver
dade, que tudo itlo aconteceo assim : o reo estove pre
so, orgaoiiou-se um processo, e elle provou em como o
escravo, que o accuiavio ter furlado, eraieu ; provou-o
com o papel de compra, pagamento de alia, etc etc.,
e foi, em cooiequeocia diito, sbiolvido. Mal diste o
nobre promotor, e tinto o reo be um salteador, que ei-
ii priiio Ihe fra feita durante a presidencia do Sr. ba-
rio da Jlo-Visla. Oh Senbores, inda he o nobre pro
motor, que vem trater-ooi aqui factoa desta ordem ?
Honra ao nobre bario Ji seui proprioi inimigoi lio
os seus delemores, ji dorante a sua presidencia nio de-
ra esse honrado funecionario proteccio a seus parantes
indos, aquelles, a quem se secusava de baverem corn-
il .cttido crimes Quem tal dissera O que be, que des-
te laclo se segu ? O reo foi eolio aecusado por iinpu-
lafSe deita nalureta, Isto he, o leo loi eolio aecusado
por (alsidades iguaes as que hoja se repetem contra elle ;
foi oe-ssa poca absolvido, s lo-ba boje tambem. E*t.
conflssio oa bocea do proprio aecusador he a melhor
dtfdsa, que ie pode lazer ao reo : be que o dislinct
promotor esl certo o convencido de que nada existe
conlra o reo, como enlio nio exiitia. Esta conflssao
mais, quando itlo nio poda ir do accordo com as rea inda tem maior alcance, e be, que nunca a familia,
(oes do Sr. linio nesla t rra, ecom ai declararon! le-
tai ltimamente pelo oobre promotor, deque a lami-
lla du reo repelle de n este membro podre, e se repel-
le nio loi porque bojeaprendesie moral, be porque ja
ostata moraliada ncs)a poca, oa qual repelliria igual
mente, e porvenlura eaies membros pudres lossem pr-
senles aoa Iribunaes, esbi convencidos.
M-s, Senbore, anda tio abundante he o nobre pro-
motor, ono iiiiino al de lavorecera defesa : disse o no-
bre promotor, que a fatalidado persegue oreo, porque
niu h i proceaso sobre lorio de eicravos, em que nio ve-
nha o nonio do reo. Isto defende-o : se interrogatorios
opparecem feitos as iubdelegaciai de S -Jos e da Hoa-
\ isto, e outros lugares, em o quaes se repetem as mes-
mas calumnias em os quaes o nomo do reo apparece,
provio, que tudo islo be promovido pela polica, inte-
rettada nestes negocios ; e esses interrogatorio!, que
sao contra o reo, nio se fazem em sua prasenca, estan-
do elle preso, e nem o mesmo promotor be convidado
para aisitlir a ellei. Vos tdn, que lodos o interroga-
da Bao escravos; mas niose Ibes di um curador, nem
mesmo comparece seu aeobor; tudo be feito secreta-
mente na caas doi laes agentes policises, onde ha fcil
ludo preparar, tudo arranjar ; porquo tudo ie pode lu-
ter, quando ba urna auloridade estupida e immoral,
quo nao atiende a nenbuma considerado de honra e de
pudor.
Dado iato, admira, que so possa diicr, que se diga,
que o reo commelteo tal e tal delicio ? Nio pode admi-
rar ; porque ludo be feito asiiin, como diiso ; lio de
claraii-s da negros eteravos : e esl.s lio ai provat con-
tra cidadiot branleiros, que leem garantas, e que estio
no goro pleno doi leus direitoi, e que nio podem de
maneira alguma ler dellei privados,, por meios e mo-
doi lio ettrinbos e desarrasoados.
Seohore juradoi, um laclo agora apreientou a aecu-
aacao, e que muilo contraria sua intencio e suas villas.
Agora apparece urna preta, quo, sendo vendida por o ci-
dadio Jos do Rogo Barrot a urna penoi deiti praca, e
fugindo depois, se apresentou na casa do leu primeiro
senbor, e eslea expellio, mandando-a para leu lenbor,
lando que o leu enlio te apoisou della. O que conclus,
Sr. promotor publico, deisa vnssa declaradlo ? Tama-
ita be a evidencia dos factos, que he ao meimu aecusa-
dor publico, que tuca fazer juitica aos seus adveriai'ios.
Um procedimenlo igual nio he de um bomem perdido,
e ai ni de um hornear do honra ; acceilamoi o laclo, co-
mo vmd do i"" r.n!,. a itnfess nio po'lia ter melhor
lealernunho. E vede, queeisa prela entretanto voliou
para casa do seu senbor, apezar da graciosa declaracio
do nobre promotor do se biver della apotsado oreo. Co-
mo esla serio tambem as dernan iuipolacei, que te Ihe
fatem T Uiiei-o i, que abi ettait para decidir eita
cauta ; vos, cuja maiorii pertence ao meimo lado, a
que pertence o oobre promotor publico.
Senhores, nio voi cantaral mal em rcflexSai lobre o
depoirneoto da preta Job una ; elle abi se acha nos au-
tos ; vos o examinareis, e coobecereis, que be de urna
preta sem segunda, que tudo sabe, que tudo v, que a
tudo anille, e quo de tudo le lerubra.
O nobre promotor quii lurnar-me solidario com o
partido da ordem, com o partido chamado barooitta :
jennore, eu oio perleoco a eite partido; mas, ae o
nobra promotor quer, que eu seja solidario, eu o lerai ;
tenbo mullos amigos nelle, multo dignu, muito honra-
dos e rapare!, e de orna probldade extraordinaria ; a
lio honradole probos como o man honrados, que poa-
alo haver no partido oppoito : ji voi dltie, te conven
aoi mteretsas do nobre promotor iazer-me solidario, la-
que o reo pertence, deo proteccio aquelles de seus mem-
bros, secuaados de delicios desta ordem, e que, le elles
teem podido estar Impunes, outras sio as causal, e nio
a la influencia.
E jA que nisto tocou o nobre promotor, misler he ala-
da diier, que o nobre, o honrado bario da Boa-Viita
foi mus looge do que devra ir, nesta quettio do aecu-
sado Vt sabis, que o reo be casado: pois o bario da
Boa-Vista indigoou-se tanto om a aecusacio feita a es-
se sen parete, que Inda o retese na prisio, depoii da
absolvido, para o mandar para a marlnha ; e oeasa oc-
caslio oio foi a proteccio dos prenles, que o talvou ;
a seu lado es le ve sem pre, como zel oso defensor, o Sr.
Borges Mendos, que Ihe he inteiramente eitranho, e te-
ve por ti muitoi outros disliocloi membros do partido,
a que actualmente pertence o nobre promotor.
Conclu, Senbore, que ludo quinto ahi val be filbo
de meiquloba intrigts, de vistas demasiadamente aca-
udadas de pequeos e insignificantes polticos ; e que
assim niudeveii hoje lancclomr tio impudeote intri-
ga, calumnii tio monstruosa; he a lito, que deveis
considerar, como Itomens de honra, afim de que oio ve-
ndis a ser, sem o quererdei, instrumento de ficcSes;
he a lito, quedeveii stteoder, pira oioexprdei vonai
proprias garaotias, conaentindo precedentei desta or-
dem ; garanliai, qua podem ler aniquilada! por pro-
cesaos assentadoi em iguaes fundamentoi, baieadoi em
prove taet, em declaraces de. negroi cativos, que po-
dem obler-se com demasiada sem-ceremonia e fallida-
de- Olbai, Senhores, a intlabilidade de nosiai cousas
polticas ; e le boje dominis, amanbia, nio podeii dl-
ter, que dominareis. Nio I vos nao consentiris jamis
em um precedente, que amanhaa vos pode ler fatal.
Vi agora idei satiifazer oi devere de julz ; ponda de
parte vosm oplnies polticas, para poderdes fuer jui-
tica. Se he verdade quaoto tem dito a aecusacio, con-
demnai o reo ; se, porm, he a defesa, que esti nos
principios eternos e immutavais da jualica, ahsolvei-o.
Ide, Seohores, e julgai ; e eu fleo tranquillo vossa
decitio deve ser de accordo com a verdade os factos.
Condado oa vossa rectido. probldade e imparcialida-
de, cont com a absolvlcio do reo, por ser esta a deci-
sio, que a le 1 quer, que quer o respeito, que todoi de-
vemos guardar aoi direilos penoaes de nossos seme-
lhantes : vi jurntei ter diaote de vonoi olhoi Deo
e a le.
Fioda ai allegicdei oraei, e leita a exposlcio da
cama,
O Sr. Presidente entrega ao presidente do coocelbo
o quetilot; e baveodo-se recolhido elle i lila das con-
ferencias, tai, pastado algum lempo, declarando n&o
provados os quetilot, que Ibe forio apreseolados.
t) Sr: PrfsiHentfi nin cOfS^enciC 5 dsClio do '-
rl, absolveo reo, appellaodo da sentenca ex-o/ficio, por
julgar a decilio do jury contraria i evidencia dot auloi;
e levanta a letsiu. Erio O borasda noile.
por toda parte os teut benaeios : aquella, que toda
sua ida pratici a virtuda tem fiutto e nem Menla,
elo he um homem imivel, grande nobre e dig-
no de Venancio.
Eu quitara Sn. Redactores poder tracar-lhe Q
devido elogio ; mal a debililidade de minhai foreu
a fraqueza de meus deienvolvmentoi intellecluiei 0
os permittem.
Queirio, portanto, Srs. Redactores, dar pablieidt-
de a eists mal tracadn linba no leu cooceitutdo jor-
oal, que muito Ibes leri agradecido o seu conitiela
leitor o Serlamja.
Publicayao a pedido.
Correspondencia.
Sr*- Rtautora. Ainda niose acibirlo o cora-
cota bemfazejoi e amigo! di bumanidade e o Sr.
Aotonio Carlot Pereira de Burgos Ponce de Lelo, que
por iquellei remotoi tartei exercila a mus rdante
philaotropii com ot devedore de sui casa, commovi-
do de compaixo, e benigno com ot seus devedore, a
cooipadecendo-se de suas aeluiei cireurnitioem e
de auaa infelizet familiai que estio redutida a mite-
riaaa pobreza palo flagello que, ba ruaii de3an-
noi, devastou aquelles lugares. U Sr. Lelo nio Iba
tendo occulloi o bem de muitoi devedore nio o
eigotava ali.u de que de urna vez nio bv> finia raeii
peoivel a lubaistencii daodo inmensas eimolai a
lazando muilos benelicioi niiui como o lol derrimi
Amigo t Sr. Jangua, 19 de agosto de 1846\ _
Ji nesla data Ihe eicrevi, que por aqui ettav tudo en
paz, a oio havia novidada alguma digna da trarjirnittir-
Ihe : occorre, porm, agora urna cireumstaoeii, nU,
imponiiel me ba deixi-li em tiieocio, a pasto a eom.
municar-lb'a. He chegado a etta no vapor Imperador
viodo do Rio-de-Janeiro, o ex iotpeclor d allaodag i
mata do consulado desti provioeia, Victorino Jos Par.
reir ( chamado pelo vulgo Daos Coxo) o quil cow.
(i, que vem responder, e defender-te de um proeetto
que mmuirlNnstiurar o Exm. Sr minilro Ja fiea'.
di, em virtuda de grivitiima aecusacio a este endere-
cida. por intermedio do governo provincial, acerca da-
quelle empregado, quando aqui inspector d'alfaodeg;
em que dizem he lachado de prevaricador a outm que
taei genlilezit, que por certo o nio abonlo muilo,
Consta, qua o referido empregado j davaria lar viodo
ba man lempo, responder porseui brilkantafeitot aqui]
porm, dizem, que se demorou i espera, que aqui cha. -
gasse o actual inspector interino da thetuuraria, Mi-
nos! Pereira Baitos Virelli, que estiva ns Bshia, eom
licenc, e com cuja proteccio elle conti; porm laliei
a engae, porque ocanotor, probidade, eiizodeido.
obredito inspector da thesourarii, demonitrio bao,
qoe elle t mirchtri a pir da lei, a certimeote reco-
nhaoeri, que o empregado, qua la deilia da seos da-
veres deve ser punido : no entinto diiem, que o tal co-
xo (vulgo) Diable boileux blazona deque ba datar ab-
solvido, a que ainda ha da aer inspector d'alfan lega du
Alagoai! Que miseria digna de eompaitio I Em fim.
meu amigo, as pessoii senutii d'aqui confiio muito,
em que o tal Coxo Diaho, ou Diabo Coxo, como Ihe
quierem chamar, nio ficari impune, a siiim o eape,
rio do integro magistrado o actual juiz de direito e feii
loi de faxenda detti comarca, qoe por certo oio eoo-
liotiri mofar-te da lei. No entanlo o ex-inipector di
alfandega dai Alagoat, Victorino Jote Ferreira, ji vai
principiando a lenlir o premio da leua lervicos, coma
um dos ornamentos doi empregadoi de dreodi, por*
quaoto, pira quem he lutceplivel de bro, ver te ni ne-
resiidide de voltar a um lugar, onde teconheee ter odi-
ado por todos ot leus hibitaotei, sendo elle a propril
causo de ler attrahido cootra li a publica animadversio
a antipalhia, e de donde havia sabido coberlo dai mal-
dicdei de todoi, be ero verdade um lupplicio, que ba da
tor mui cuitoso de tupportir !
Adeo at breva, e do mait que oecorrer Ihe parti-
cipa re. Sou com estima, etc.
COMMEKCIO.
Alfandega.
RwDiMiurro do du 22...............11:091*671
DeiearreaSo boje 21.
BarcaMary-Quun-of-Scotscinot da farro.
PoliciM aria-. ntomeltamereadoriai.
Consulado.
Bbndiuknto do du 22.
i>ere i........ *,.........,#
Provincial........................
ivertai provineiai................
2:303*876
1;153*739
32|42*
3:490*039
PRACA DO RECIPE. 22 DE AGOSTO DE 1846,
AS TRES HORAS DA TaBDE.
REVISTA SEMANAL.
Cimbioi Ai tranitccooes, feitti at o da 19, forio i
a 26 d. p. Ij n.j a em contequencii du
noticiii do Sui, ai qua te eflectuario de-
poit do dii 20 lorio a 26 '/:
Algodio Ai enlrada leem sido pequeas, a n van-
dal de 5*900 a 0*200 n. a arroba de 1.a
torta, e de 6*400 a 5)700 rs. a da 2.'
Auucar Sem iltaracio.
Courot Houverio vandii doi itlgadoi na tern 1125
rt. a libra.
Agoa ras Veodao-te i 400 ra. a libra. .
Alpita dem de 14* a 14*500 rt. a barrica.
Azeile doce dem a 1*700 rt. o galio.
Bicilbao O depoiito be de 1,100 birrieas, aieeiU
retalhandode l0# a 13* ri. a barrici.
Bolacbinba Vendeo-ie de 3*600 a 3*700 n. a bar-
riqniuha.
Carne saces Existem no mercido 42,000 arrobii,
ineluindo um earragamanlo entrado ni la-
mina; a oio loflreo mudinca da preco.
Ch bynon Vendeo-ie de 1 700 a 2*050 rs a labia.
Cobre para forro Idom a 600 rt. a librt.
Firioha de trigo Vendeo-ie a americana da 16*500
a 19* rt. a barrici, e a de Trieste da 16*
8*500 r. adita.
Folba de flsndres dem ue 21* a 28* ri. a can*. ,
Louca ingiera dem i 38 '/a por cento de pr*a>'<>
tobre a factura. _.-
Minteiga A ingle-a se est retalhando de 500 i i""
rs. a libra, a a fraocaza de 480 a 500 ri^.
tendo-te vendido destt 300 barr da *W
.a 420 n. i libra.
Prezunloi Veoderio-ia a 400 n. a libra.
Queijot flimengoi Idea da 1* 150 a 1**H>". esds
um,
Eotrrio depoii da ultima revista 8 mbaroacoat, a ,
tabirio 13. axulindo boje no porlo 49 : lando Serna*
rieami, 33 braiilairai. 2 belgii, 2 dimmarqutzu.
ranoexa, 6 inglam, 1 portugueza, 2 sarda* o 1 meta.


lnvimento do Porto.
/Vacio lahidoi no dia 22.
Rio-de-Janeiro por Macei e Babia ; vpor braiileiro
Ptrnambucan, commindante Jlo Mililio Heori-
quei. Leti leu bordo : para Maeei, Jlo Joi
deMiriode. com iua familia : para a Baha, ocoo-
eelbeiro Antonio Ignacio de Atevedo, com su fami-
lia, e Jlo da Silva: para o Rio-de-laoeiro, Joa-
qun Martina Ribero, Jolr.' Wilkea, com 2 fl I bou,
Samuel Rowly.
Parabiba ; lancha braiileira Boa-Viagem capillo Ma-
nuel Ignacio da Gunba, carga diversos gneros.
Navio mirado no dia 23.
Parabiba; 4 dial, brigue-escuna braiileiro Henriyueta,
de 131 toneladae, capitlo Joi Joaquim Alna da Sil-
va, equipegem 8, carga tri de mangue ; a Fran-
cnco Joaquim Pedro da Coila. Paiiageiroi, Antonio
de Olivein, e Joaquim Carneiro de Azevedo, Porlu-
gueiei; Andr de Abreo Porto, Braiileiro.
Oburvago.
Sahirio lem lerom registrado! um pataoho e urna su-
maca, cujo deilioo por no, te igiora.
Deelaracoes.
ASSOCiACA COMMERClAl.
A directora da anociar;lo commercial coioca urna
reuoilo de todoi oaioeioi para odia 27 do correte,
na lala da meima, ao meio-dia em ponto. Jos Jero-
nymn Mon'fiiro. ecreta'in.

O voiia d coinpaiibia ile Hetieribo lem deapreiwn-
tir iuii contal 1 adminitracio, no 1 de lelembro : e
previne aoi Srj accioniltai, que oio le reipontabila-
r por nenhuma del entrada!, que nio or reiliada at
o ultimo dn correte
Recile, 20deagoitodel846.
M. G. da Silvu.
Theatro publico.
O beneSeio do oariono Joto Tottlli tar lugar no
dia 26 do correte mea, io o lempo permiltir.
O Deneficiado e Sra. Anna- de Oliveira pedem
deaculpa a eite illuitrado publico pernambucano, le
commetler alguro erro na parte, que execular, por ser
a primeira vez, que tem a bnra de le apreicntar em
publico. A venda doa bilhetei de platea geral be em
catado beneficiado, n. 11, junto ao tbeatro, e no dia
da repreientefjio no lugar do coitume. O beneficiado
tem e honra de coovidar o vi. eitudantes de Ulinda
para assiitirem o leu beneficio.
Princininr* a 8 hii'. ________________
Avisos marilimos.
=0 bergantim nacional Fi'i/sii, impreterivelmen-
te, para o Rio-de-Janeiro, no dia lera-ftira.25 do cor-
rente; recebe paiiageiro, alguma carga miuda e eicra-
voiatrete: trata-ae com o teu proprietario, Firmioo
J. F. da Roa, na ra do Trapiche, n. 44.
Vende-se o brigue americano Ri-
chmond de 153 toneladas, forrado e
enea vil lindo de cobte e prompto em
tudo a seguir qualquer viagem. Os pre-
tendentes podem examinar o dito brigue
que se acha Tundeado defronte do caes di
Alfandega e enlender-se com os con-
signatarios, Henry Forster & C.
=Para o Ri-Grande-do-Sul legue com brevidade,
por ter parte da carga prompta, o brigue-eicuna Bella-
Tirglnia : quem no meimo quirer carregar, dirja-
te a Jlo Franciico da Crui, ra da Senzalla-Velha,
o. 134.
a Para Maeei, com brevidade, eit a lahir o pata-
cho Flor-da- Verda. forrado de cobre e de primeira
marcha: quem no metmo quier corregir, dirija-te ao
arman-m de farinha do caet do Collegio.
=a Para o Aracaty iai, impreterielmente no dia 30
do correte asumac Flor-do-Angelito ; ainda re
cebe ama pequea porclo de carga : trata-ie com Jo-
te Franeiaeo da Silva, na ruada Cruz, ermaiem n. 81.
l.eiles.
-M. S. Mawton, teodo derelirar-ie pira Inglaterra,
tari leilo. por intervenclo docorrelor Oliveira, de to-
da a mobilia da tua cata, coniiilindo em rnein, cadei-
raa, leito, caniai de vento marquen!, commoda,
bancal, loueadoret, lanternat, louQa e vidroi, qua-
droi.e.alm de muitot oulroiobjectos.de. um eiplendido
piano de jacarandi,perpendicular, do escellenlet voiei,
de urna meta de |anlar, nova, e de muitai obrai de
prala boje, 24 do correte, Ai 10 horai da manhSi,
no legundo sjdar da caa, n. 2 ra Nova, com entra,
da por detrada igreja mitritdo Sacramento.
__ Ks!ka::ns & Bofnmund (arlo Icillo por in-
tervengo do corretor Oliveira de f.raode e variado
lortimenlo de laiendat todat propriai dalle mercado :
lerct-fir. 25 do Crrente as 10 horas da manhia ,
no leu armtiem, ruada Cruz.
" JosBiptista da Fonieea Jnior faz leilo, por
eoola e risco d aum pertenecr. de 23 pipas de vinho
tioto, de Mancille vioda do Maraobao no brigue-
escuna Ftre-Fogo ; terti-feire, 26 do crrante ai
10 horas da' manbl aportada allandega.
Avisos diversos.
O POSTILHAO.
O 13 lw distribuirlo da mala, e acha-ie a ven-
da, oa prava da Independencia, Iivraria ni. 6 e 8.
f Jva ra do Fogo n. 41 engomma-ie lvale
r*fi.ba-M> par fra ; tudo com o maior aiteio e
promptidlo possivel por P'*c0 maiicon.modo que em
otra qualquer parle. Na aietma caa larobem te cote
coiturat grouit, e ai chimadii da ponte.
O autor do annuncio no Diario de 18 do cor-
rente, que diiia reipeito a nio le iitigoarem recibos aoi
Sra. Franceiei, aeienlifica aoi Sn. Andrade& Irmlo,
que nio precita dema firma para codii alguma, e que.
por equivoco, a meima appereceo no annuncio supra-
relerido.
Quem annuneiou querer comprar a colleeclo do
Lidador, dirija-te a ra daa Cruzet, n. 42.
O NAZARENO N. 44,
eiti a venda nalivraria da praca da Independencia,
ni. 6e8, e na ra eatreita do Koiirio cata da Fe, nu-
mero 6.
Procnrem, que eill ooeaio deier lido por todoi os
que interenlo no bem da provincia.
Urna mulher parda e moca, e de boa conducta
a oflerece para ama da urna cata de pequea familia :
quem precitar, (dirija-te a traveiia de S. Pedro, n.8.
que abi tratar! com a propria penoa.
Aluglo-ieat teguinteseaiai: 2 tobradoi de 1
andar com tollo, todoi pintado! de novo na ra do
Sol, ni. 23 e 25; ot terceirot andare doi aobradoi
os. 4 e 6 do Aterro-da-Boa-ViiU por 300,000 ra.
aonuaea ; o tegundo andar do lobrado o. 30 da ra do
Rotario ; um lobrado de um andar com tollo, loja
e quintal grande todo pintado e caiado de novo, na
ra do Sebo, n. 50, por 300,000 rt. annuaet ; urna
cata terrea com commodot para grande familia na
ra da Unilo, n. 3; 2 ditat pequenat, na tua do
Sebo, ni 52 e 54 por 8000 rt. maniaca : a tratar no
eicriptoriode F. A da Oliveira & Filho oa ra da
Aurora, n 26.
= Precin-se de urna ama para o lervico de urna
cita ; no principio da ra de Horlat, n. 5
- Troca-se um Santo-Lenbo com
seu documento dado em Roma, uo an-
uo de i83i ; por necessidade de urna fa-
milia desfallecida : quem o pretender,
annuncie por esta fulba.
= Cuilodio Franciico Ramot embarca pira o Rio-
de-Janeiro a tua eterna Eusebia.
Aluglo-tedoutiitioi, um ni roa e outro na
campia da Cita-Forte ambos com bou accommo-
ilacOei; o legundo andar do lobrado amurallo da ra
Augutta com tollo e nuitoi corcmodoi; a loja do
dito lobrado rom 3 portal de frente, propria para
venda ; urna loginba no oitio do dito lobrado ; o
terceiroo quarlo andare do tobrado da ra do Amo-
rim n. 15 : a tratar no primeiro andar do meimo so-
brado.
O abaiio isiignado faz sciente ao reipeitavel pu-
blico que Ihe consta, que umat pretil e molequea ,
|ue veodem velat de carnauba inlllullcle ler da
cata do I.oureiro para ai poder vender, entinada! por
aeui lenboret ; quando o abaizo atiignido l lem urna
preta a vender, e ella ja be bem coohecida pela maior
parle doi habitante! deata eidade e ai mail to fal-
sa. <= Jnio dn Sil. a Luureiro,
= O abaizo aiiignado fat iciente que penoa al-
guma faca transacciocom Bernardo Roque, tobre urna
lettra da quantia de 84.525 ra. icceita pelo abaizo
niignado. Jote Miguel dot Sanios.
- Arrenda-ieum litio oa estrada dot Afilelos ,
defrooteda igreja com uma grande caa de vivenda ,
toda reedificada e pintada de novo com um grande
quintal murado e muitoi arvoredoi de fructo a> to-
das ai qualidadei, com terreno e espato para planle-
c8ei o baila para eapim : a lialar no eicriptorio de F.
A. de Oliveira & Filbo, na ra da Aurora n. 26.
= Teodo-ie incumbido a Goocilo de til, official de
joitica morador na ra da Gloria na loja do lobra-
do n. 7 de procurar, peloi meioi judicinei, ot debi-
lot do Sn. Jos Alve Guerra Claudio Joi Theodo-
ro e Uomingoi Sorianoo acontece, que, te Ihe entre-
gando ai apud-actai pra se fim eligida a carta de
Nanea do dito Sr. Guerra e mail papeit comproba-
torio! dando-ie-lbe igualmente 9360 n. por diver-
iai vezei nio tem elle dado conla de si e te tem oc-
cultado : previne-ie, portento, aoi meimot Sn. que
fice de uenbum efleito eisai apud-actai e que nego-
cio algum com elle faci; pois que pelas metmai apud
aclat s loi autorisado para ajuiar, e nio para roce-
ber : advertindo-ie ao meimo Goncalu que venba
quanto antei entregir eiiei papeit e a quantia rece-
bida ; poit, do contrario, te proceder contra elle po-
los meioi que ai leii lacultlo.
- Preciit-ie de 50.000 n. a jurot, por lempo
de 4 mezet ; quem garante eiti qomtia he ot bem do
annunciinte que te acbio livret e detembaracidoi:
quom quizerd.ar, aoounoie.
__ Enainio-ie meninn com toda s perfeiclo a
primeira! lellras g'iammatica, arilhmetica doutrina
ebristaa', coier, marcar, bordar e fazor lavarinlo ; ai-
ti. i como tambem eniinlo-se menino! tanto em par-
ticular como em suat caus, por te ter bastante pralica:
qaeiu le quitar utiliiar, dirija-ie a ra da Conceicio ,
n.26.
- Aluga-ie, na ra da Guia urna cata nova aca-
bada em diat do correle mei de agoilo de um andar
e loilo mu bem repartida com viata de mar ; faz
Ireole para ai dual ruai da Guiae Apollo, com czcel-
lente armazem, proprio para qualquer eitabelecimento,
como tambem para aitucir : a tratar no Mondogo ,
na cati dot herdeiroi do fallecido Quaretma.
ate Pelo |uizo de orphios deita eidade continua a
irrematacao de Irastei e outrot muitoi ohjeclot, mui-
tiitimo baratoi oa ra de Apollo, o. 16.
- OSr J, D F. tentft a bondade de ir pigar o
que eildeven-oem certa caa, no Pmeio-Publieo ;
do contrario, ie publicar o leu nomo por estenio, e te
far, ver sur que modo foieonlrabida a divid,
i= Aluga-ie um moleque ptimo pira todo lervico,
tinto de caa, como de ra : oa ra dn Triooheirai,
o. 46, primeiro andar.
- Alugio-ie duai caut ierren, no litio do Cordei-
ro, margem do rio Capibaribe, com baiiantei com-
modot pira familia, tribea para eavallos, etc. : o
prelendeotei dirijlo-ie ao paleo do Cermo, o. 17, a
tallar com Gabriel Antonio.
wm Boga-ie a pesio, que innunciou por elte Dia-
rio, n. 184, ter urnas earlaa, com urnas encommeodai.
para o Sr. Antonio Piolo de Souia Brito, qoeira fazer
o (avor de ai mandar na eiquioa da Penba, venda por
baisu do coronel Joaquim Bernardo.
Agencia de passaportes.
Na roa do Collegio numero 10 e no Aterro-da-
Boa-YiiU loja o. 48, tirla-ae passapoites para dentro o
fra do imperio, asi i m como det pacho -se eteravos: tudo
com brevidade.
= Franoiico Xavier dn Cbagai, morador no Ater-
ro-doi-Afogidoi, fizcerto ao publico, que, de boje em
diante, leaisigmr por Franciico Xavier dai Chagat Si-
oupira, pera evitar o encontr de igual nome, e nio
loffrer algum incoromod.i de ler notificado para dar
conta e pagar o sello nacional, como teitamenteiro de
Eilevlo Joi de Mello; peisoa, que nunca conheeeo: e
meimo ounca 'ui teitamenteirn de penoa alguma.
= Na ra do Cabugi n, 7, esiite urna carta para
0 Sr. Jote Joaquim Leite Bastos.
Roga le io individuo, que tem feito varioi innun-
cioisobre a camboa doi Remedio!, qua deixe de io-
commodar ai autoridadei e metmo o proprietirio; poii
= Alaga-se urna caa terrea, na ra Bella com i
nas, 3 quarioi, coiinha fnra quintil e cacimba; ei-
ta limpaeaaaeiada : a tratar na ra do Collegio, o.
15, segundo aodar.
- Ruga-te ao Sr. J. T.S.R.o lavor de mandar pagar
a Sra.I). Maria Fraociica Monteirn o aluguel, que ficou
devendo,do umaanoe lanto>diai,dacaia,emque morn,'
no lugar do Manguinho.ie nao quer, que leu fiador le-
ja ezecutado, ou qu i agti" por elle. Adverte te ao di-
to Sr., que, te o nio fuer, paliar pelo Heigosto de
ver o leu nome publicado; e que quem obra auim, tica
deiicreditado, e tem merecer, que Ibe confiero ou o a-
bonem em couti alguma.
Concertlo-ie ai alampada! chamadii carcelet,
com machina ou lem ella com loda a perfeiclo e
Taita do andamento e por preco commodo : oa re-
venida Concordia n. 13. detr da torrado -armo.
Faim-ie qu^eiquer cortinadoi tioto para ca-
mal como janellai e mearno para decoracee da talat
de bailes, ou de lociedadei : ftem-ie tambem fora-
cfle de cadeirat, de qualquer feilio que lejo ; col-
cbOeielsticos, delodotoi tamanbns ; e em fim tu-
do quaoto he concernenlo a tepeesria : tambera pe-
le tapetei, e eiteirai ; ludo com a maior promptidlo ,
e por prego raioivel. Na travest da Concordia n. 13,
detri da torre do Carino.
= Aluga-ie para pamr a fela ou por anno ,
urna caa no Poco defronte da igreja com commo-
dot para griode familia : a tratar com a dooa, na mes-
mi caa.
= A cita de torietei do pateo do Carmo deiiou de
continuar porque o dono te acba doente ; mta loi
traniferida para a ra do Rangel tobrado novo de um
andar e nelle ha bou commodidadet para lenborai
quando quierem tomar lorvetei. A entrada muilo
dnimpedida pela venda.
= Preciia-ie de um litio com caa pequea o dis-
tante de qualquer outra caa e que teja no Rotari-
nho Afilelo!, Ponte-de-Ucbi. Can-Forte, Ar-
rial Monteiro Apipucot, ou Bebenbe ; e junta-
mente te precisa de um bomem cipai para estar com
um doente no meimo litio : na ra Nova o. 10.
Dentista.
M. S. Mawion, cirurgiio dentista, participa ao rei-
peitavel publico que pretende lser urna vigem para
Inglaterra pelo fim dente mez o por isto eonvida
todos o Senboret que quizerem uur do seu presumo,
nio te demornrn em procura-lo, que abi est o na-
vio Stoord- Fil, pude ser asu:.sabida aprestada, e a la
demora fura delta praca le eitender a mail de 6 me-
zei. Na ra Nova n. 2, segundo andar.
= Alutia-ie a casa de dout andare da ra do Rur-
goi, n. 7 : a tratar no Aterro-da-Uoa-Viila n. 63 ,
segundo andar.
Precisa se alugarum moleque, ou negro leilo,
que nao tenha vicim e se|a bem babil e diligente pa-
ra n servir; i ezterno de urna caa de pouca familia. Di-
rigir se a ra do lUngel, n. .7.1, legundo andar.
m. Quem Ibe fallir um casal de ganioi, dirija-ie 10
sitio de Gabriel Antonio que tem a can grande na
beira do rio, no Cordeiro.
A officinade encidernaco que o padre Lemoi
e Silva dirige, em a ra de S Franeiaeo amigamen-
te Mundo-Noto n.66, adiase prvida de todo o
necesixrio para o bom desen.pendo de qualquer obra
de encadernacio por mais rica que leja, anim como
lem e aprompla qualquer emblema apropriidoa
mesmai obrit.
que elle mostra o beneficio, que le ao publico em ler promptidlo; reiponiibiliundo se o ooocertador pela
puchado em lioba recta dita oamboa.a qual linba urna
grande cava, e iito fez por convenci do viiinho : e
de mais, pergunla-te aSua Mare, te deo algum adju-
lorio. Ora deize-ie diito;pois bem te ve,que he intriga,
ue Sua Merc tem; e do mais, l eiiitem muitoi pro-
prietarioi.
l)s administradores da casa fallida dn Ferreira &
Oliveira, leudo concluido o bslanpo Ja loja demiu-
dezai da dita can fallida declarlo a quem oonvier,
quo esto determina loi vender dita loja: o preten-
dientes dirijio-se a ra da Cruz, n, 16, que Ibei teri
ptente o balaoeo.
Aluga-ieuma casa na rus do Nogueira, cujo oitlo
olba para a ra de S -Jos, e que tem tollo com janel-
lat pira o oitio e fundo : na praca da Independencia,
iivriria, ni. 6 e 8.
Edcvin Fonter Adami embirca para o Rio-de-
Janeiro o seu eicravo Simio.
Na ra dot Piret r>. 10 azem-ie ricot qua-
dros de cabello.
Muga se um preto que entenda de pidarii
e refiniclo, e he mu-ito bom de turvifo e possinte;quem
qulzer, annuncie.
U abuzo mignado por meio do presente pre-
vine ao reipeitavel publico que penoa alguma con-
trato negocio por venda ou bypotheci, com). Lou-
renea Mimede Lint, da eicravc de nomo Luita, cu-
jl eicrivi be propriedade do abaizo signado desde
dezembrode 1842, como consta do papel de venda e
lita paga que tem em leu poder i e que por isio ir
bavo-la de qualquer penoa que porveotura a le-
nba negociado. Manuel de Medtiro Porlat.
Avisa io ao reipeitavel publico que, tendo ap-
parecido, no dia 17 do correle um preto com um re-
logio patente ingle e de prala que o andan ven-
dendo ie tomou ao dito preto o relogio na ra da
'enialla-Velha n. 94; e o abaizo anignado o en-
tregou aoSr. Jos Altei Usrbota morador no largo do
Cnrpo Santo: poiique eite Sr. o veio requintar
corno a vista donigniei que elle deo le julga nao
ser elle o verdideiro dono ; por iiso rfabaiso anigna
do le nio rriiooiabilua por qualquer duvida que
poisa epparecer. Joan 7eixeira.
Na can o. 66 da ra da S -Cru defroote dn
ribsira ba urna escrava para le alugar para o ser-
tico de cus,e comprat de ra, e qu timbem nbecozi-
nbaro diario de urna casa eengommar.
A mulber de bom coiluinei quo le eocarrega
da criacio de meninoi de peilo, impedido! e deiimpe-
didoi e que tambem recebe-o pira dennamar no
que prometi eimerar-se mudou la residencia para
ra Augusta na loja do primeiro sobrado oovo ,
lindo -= Por ezecucio de Frederico Robilliard se deve ar-
rematar em hasta publica, palo joo da aegunda va-
ra do civel, escrivio Motta a louca peoborada a
Ludgero Teizeir Lopes.
Precisa-se de um homem ,
que saiba refinar assucar : na ra
da Catleia do Recife, n. 50.
->. Faz-se grande nleresse a
qualquer escrivo de cartorio on-
de esteja urna escriptura do en
genho S.-Jos, mis margena do
rio Satuba da provincia das Ala*
gas, por possuidor Sebastio
Dias Maineles, ou escpplura de
sesmaria ou outra qualquer es-
criptura anliga que de as con-
frontaedes do mesmo engenlio ;
e escriptura do patrimonio no lu-
gar do lliacho as margens do
mesmo rio do Reverendo Jos
Correiados Santos. Sendo appa-
reca, annuncie, ou poder quem
descobrir dar parte no pateo do
Hospital do Paraizo.n. 18, para se
mandar participar a quem preten-
de saber.
= Alugs-ie o primeiro andar do lobrado da ra do
Rangel, n. 11 lodo ou metade proprio para pe-
quena familia. *
= D-ie dinbeiro a premio com peohoresde ouro,
mesmo cm pequeas quantiai; oa ra do Rangel,
o. 11.
= Aluga-ie o tollo do tubrado da ra Nova n. 5,
com commodot pira familia : a tratar oa leja do mei-
mo tobrido.
Furtirlo ni noite de 18 para 19 do corrente.
do abaizo anignado da caa de tobrado que ella
edificando oa ra da Concordia cinc laboai de ai-
soalbo dual de torro, e doui pedicoa de collado ; lu
do de amarrrllo e juntamente urna canoa de carga de
600 lijoloi de alvenaria groase : quem do dito roubo
der noticia! lera generosamente recompensado.
Manctl Firmino Fu reir.
Precisa-se de um bom (orneiro ; paga-so bem ,
agradando: na eidade de Olioda napadsria da ra
do Amparo,
Compras.
Compra-se um bacamarte de cano de brooze ,
obra muilo bern fvita da que so coilumi a encom-
meodar; paga-se den ; quem liver, annuncie.
= Compra-se o melbodo de pimo por Adi, an-
da senno em meio uiu ; na fu di Senzilla-Velha ,
40. ou annuncie.
Comprio-ie 7 varn de bico fino lirgo de ra-
magens miuda, ou flore, com pona moderna ; e ca-
lo nio eilejio feitas todas ai releridei varal eiperi-se
at o mei de novembro. que te completem: oa ra Ve-
Iba da Boa-Vista n 5o.
= Compra-ic um escrivo de nielo quo teja mo-
co e relurcado; preferindo ae um que eotenda do ler-
vico de padaria : na na Direila padaria n. 82.
= Comprio-ie eicrivos de ambos os sesos ; na ra
Nova loja de ferragens, n. 16.
s= Cmpra-se urna escrava que, alm de ler bona
coslumes e conducta *<] u.oca bem tiiba eogora-
iiiar roupa de tenbora e homem eozinhar, oa
mesmo que saiba lavar roupa que meimo em ena
se lava : anim como queie eolregue em cooaoca a
pesioa, que a pretende comprar, afim de veriicir-ie, se
temat referidas babilidadei, e meimo a conducta., Quem
urna escrava attim tenha e que a queira vender, so
poder entender com a pesioa que isso pretende, oa
ua eUreila do Rosario casa de lobrado, n. 8 iem-
predas8 horas do dia ai duas di larde, e du 5 em
dianle. ___________
Vendas.
= Vende-te potma brinca de luperior qualidade,
m barril pequeos ; em caa de Matheui Auitin *
Companhia na ra da Allandega-Velba, o. 36.
__ Vende-se um preto baitinte lidio e proprio
para todo o lervico; na ra da Sonzslla-Velba, o. 138.
= \'eode-se um panno verde superior para forro
de bilhar ; urna cadeira de arruir forrada de seda ;
macacos para arrumar eirg; eoceradoi para cobrir g-
neros : oa iua do Amorim o. 15
Vende-ae urna eicrava, de ii annoa, pouco maia
"ou meno, sadia e de bonita figura ; na roa da Cs-
deia-Velha n. 30.
Vende-se om preto bom carreiro de bonita fi-
gora ponante de 20 a 22 aonos pouco mais oa
meooi ptimo pira pagem e queeoleode de todo o
lervico ; um preto de uieia idade por 200,000 rs. :
na ra da Cuocordia painodo a pootezinba a direi-
la segunda caa terrea.
Itap-Gasse.
Avia-te por este innuncio sos freguezeido rap da
Gane que, ha din ebegou do Rio-de Janeiro, urna
nova remena do muito superior rap grosio o sneio-
grono e se acha a venda no lugar do coitume e na
liua da Ciui do Hucile, u. 38.
TT


I -______
Veode-ie um mulatiobo de 14anno, milito
bonito e que he proprio para pigem ; urna bonita
escrnva de 18 anooi cotinba rouito bem cose, e
engomma e be propria para mucama ; urna dita
moca de lodo o artico por 350,000 rt. ; um et-
erno muilo reforjado proprio para todo o lempo de
campo ou armazem: na ra lar^a do otario, n. 24.
primeiro andar.
=Veode-e lindo damasco de aeda de toda as co-
res ; cortes de canil>r to ricas, para vestidos de seohora ; casimiras elsticas,
de cOres escuras ; velludo lavrado de difiranles goatos,
para ccllete ; pannoi finos de varia cOres; lencos pre-
tos e de core, etambem de sarja para grvala ; ditos
desetim para seobora ; chales de seda ; ditos de seda
e lia ; ditos de merino bordados e rnuito bonitos ;
los de linh'i lirancos e pretos; mantas de camliraia
damascadas, rnuito finas, pmprias tambem para cor-
tinados do caitilhos de alcova ; ospanadores d dido-
rentet tamaobos, e mui bem feitos; ludo iito e ou-
tras muitas fazenJas se vendem por prego mdico: na
ra do Csbug lojas de Pereira Guedea.
Vende-se um violao com pouco
uso ; 3 lileiros para cima de balcao ; lu-
do por prego muilo diminuto : na ra do
Cabug, loja n. 16.
Vendem-se at obras de Massillon ; na ra da
Soledade, n, \ >, ou annuuciem.
=Vende-s urna prela de 24 annos do bonita fi-
gura ; um eabrinha do 7 a 8 annos muilo experto e
bonito: na ra da Concordia, patsiodo a pontexioha,
a direita, segunda cata terrea.
Vende-se um sitio com proporcOes para ler 12
vaccas solas ; (embastantes cuquerroa e outras ar-
Vores e bons commodot que serio patentes aos com-
pradores : a fallar com o Leite nos A logados, na ra
de S. -Miguel.
= Vende-se etcellente cera de carnauba, a reta
Ibo ptima faienda por ler rnuito amarella e nao
fuer racbar as velas ; na ra da Cadeii loja do Joio
Jos de Carvalho Moraea.
Vende-se urna machina de vapor ; urna dita de
laior lijlos; urna serrara vertical; um manojo ; a vis-
ta do comprador se far todo o negocio: no Aterro-da-
Boa-Vista n. 5
"" Vendese um mulaliulio, de
bonita figura de 12 para 13 an-
nos por prego commotlo ; na
ra da Cadeia do Recife, lojade
Joo da Cunha Magallies.
Vende-se um carro de 4 rodas com seui compe-
tentes arreios e em rnuito bom estado ; no Atterro-
da-Boa-Vista, cocheira do Miguel Seger.
Veodem-se 2 cavallos rucos, ensinados para
carro; na travessa do Veras, n. 15.
= Vende-se um escravo crioulo de 17 annos de
bonito figura sem vicios nem achaque, e que he ca-
noeiro por preco commodo ; na ra da Cadeia do
Recife n. 10.
Vende-se leite puro ; na porta da venda de Joio
Jacintho na ra das Cruies todos os dias, as 7
borss.
Vendem-se 4 negrinhas rnuito lindas e que
sSo rerolhidas, de 1J. a 18 annos, cosem engom-
mio liso e eozinbio o ordinario de urna caa e alo
ptimas para mucamas ; tres ditas de nigio boas
quiandeiras, lavio bem, e cozinbio; um inulatinbo,
de 16 annos; um escravo moco com bonita figura ,
bom carniceiro; ditos proprio* para o servico de cam-
po: na ra Direita n. 3, defronte do becco de S.-
Pedro.
= Vendem-se os ricos cortes de rainba da China,
para vestidos de senbora a 5000 rs.; ditos de cam-
braia de quadros e lillrai de cores a 2500 rs. ; risca-
dos finos Irancexps a240rs. o cevado ; chales de lia
Escocia.de 14/1 2100 rs. ; casimiras franeexas
de lislrase quadros do ultimo gusto, a 1000 r. o
covado ; panno fino azul de cor lisa, proprio para far-
dainentode guarda nacional a 3200 rs. o covado ; e
outras muitas duendas por barato preco : na ra do
Crespo loja n. 10 de Jos Joaquim de Frailas Gui-
marAes
Vende se ama preta de necio Angola, de 30 a
40 muios, que cozinba o diario de urna casa, por preco
commodo que be para liquidar urna corita; na ra
largado Botarlo indo psra os quarleis loja n. 22.
Narua do Bangel, n. II, anda ha para vender
muiUs das obras de ouro e prala e ouro das j an-
Duociadas.
A
as libras a vontade do comprador : na roa da Senial-
U-Velba, n. 110, armazem de Alves Viaona.
hl&A
Vende-se vinlio de Lis-
boa, de quinto, tanto
branco como tinto ; b:
chas prctas, muilo boas,
por preco em conta : na
ruadas Cruzcs n. 41.
Cortes deeambraia
a 2240 tt.
Na loja da ra do Crespo de GuimarSet Sera (i m &
Companbia vendem-se corles de vestidos de eambraia,
com 11 covados cada um a site patacas. Esla feten-
da he de um (tost moderno ; tero a eicellente quali-
dade do nio desbotar o be rnuito barata: quahda-
des estas, que a (orneo assax recommendavel aos com
pradores : os pretendentes podem mandar pedir amos-
tra que se dar sobre o competente peohor.
- Vendem-se 7 pretos de 20 a 30 annos; 4 mo-
loques, de 12 a li annos; 2 mulatinhos de 12
14 annos ; 2 par los, sendo um sapaleiro ; 4 pardas
de 10 a 20 annos ; 2 pretas de 16 a 20 annos; todos
proprios do servido de casa e campo e sio de boas fi-
guras : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 23.
= Conlinuio-se a vender psxinbos de diversas ro-
seiraa de todas as qualidades j annunciadas por
diversas vezes, assim como p s de dalias, de todas as
cores e de oulras llores mimosas ; na Soledade indo
pela Trompe quaii ao p da igreja, n. 7.
POTASSA.
Vende-se superior potassa da Russia ,
em Itarris pequeos ; cal virgem de Lis-
boa, da mais nova, que ha no mercado ,
por preco rnuito commodo ; tamliem se
vende um reslo de potassa da safra pas-
sada rnuito barato : na ra do Trapi-
che
, armazem n, 17.
Tarlatana,a3#rs.
Na loja do passo da esquina da ra do Collegio, com
fr-nle para o largo da Cadeia,vendem-ie corles de vesti-
dos para senbora.com nove covados de larlatana. Esta
Tatemla tem urna vara de largura; be estampada com
flores matizadas; e, pela sun Iranaparencia e rigeza do
fio,imita urna lanzinha do alto preco.
Na padaria do Aterro-da-
Boa-Vista, n. 41, vende-se pao ,
bolacha, bolachinha, biscouto ,
biscoutinlio : ludo fabricado das
Vendem-se taboas de pi-
nd a 40 rs. o p ; atrs do
theatro.
Grvalas,ay&OOrs.
Na loja do passo da esquina da roa do Collegio, com
frente para o largo da Cadeia, vendem-se lencos de eam-
braia, acrusadocada um, Estes lencos sio estampados
com raroinbos miudinbos, atrepadeiros e listras, com
variedades de cores; e estas lisas e capases da prosa de
limio.
Na ra do Crespo n. 1% loja
nova de Jos Joaquim
da Silva IIaia,
vende-se um novo sorlimento de vestidos para senbora,
da rica lateada chamada indianna ; a qual alm de
ser de cOres escaras, tintas fitas, e ricos gostos, tem
um tecido que finge ser de seda e o seu diminuto
preco be de 3000 rs. cada corte ; bem como tambem
da fazenda victoria a 4000 rs. cada corte ; os quaes
olferecem as mesmas vontagens aos compradores por
serem oscuros e por isso se tornio recommendaveis
para a presente estacio: igualmente um rico sorlimen-
to de casimiras par caigas ; chitas para vestidos; e ou-
tras muitas fazeodas que serio presentes e se ven-
ders por precos commodos.
Vendem-se pregos ame-
ricanos, n. 4, novos, em bar-
ricas na ra do Trapiche ,
n.8.
= Vendem-se tnoeodas de ferro para eogenbos de
assucar, para vapor agoa e beatas de diversos tama-
nhos, por preco commodo; e igualmente taixaa de
ferro cnado e batido de todos os tamanhos : da pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Companbia ou narua de Apollo armazem, n. 6.
Gambreoes, a
. 1$40 rs.
Na loja do passo da esquina da ra do Collegio, com
frente para n largo da Cadeia, vendem se novos cortes
de calcas com tres covados e meio de gambreOes,
por quatro pstacaa e meia cada um. Esta fazenda be me-
Ibor do que a que,ba lempos,se anounciou.e se vendeo
nela loja, pelos pedrde serem mais modernos, os
pannos rnuito enoorpados. Dar-ie bio amostras a quem
os pretender, sob o competente penbor.
l0''V!h
***r.*
DE 6 PORTAS m
Nesta loja do bom barateiro ha um novo sor
timonto de cassas em coites, dos mais moder
nos e bonitos psdrfles que teem vindo a es-
ta prsfs ; assim como chitas e rucados lrl0~
cezes e um completo sorlimento de madapoi
I8es, de 2500 a 6000 rt. e ontrai muitas f.
xendas finas e ordinarias, entreas quaes ha al-
gumas do lempo do reivelho. que se vendem por
toito preco,SO afim de tortirdonovo; poisen-
: Ir ellas appareeeth boas pichinchas, que o
,j freguezes do bom e barato nio devem perder.
n.
Brins francezes,a
800 rs. a vara.
Na loja do passo da esquina do Collegio, com frente
para o largo da Cadeia vende-se brim trancado bran-
co, francs, a 800 rs. a vara. Esta fazenda he rnuito
eocorpada.e de linho inteiramenle puro; por isso mul-
to duravel.
=-\ endem-s 9 escravos sendo : 1 moleque de
10 annos de boa figura ; 2 pardinhos, de 17 annos ,
proprios para pagens ; 1 dito quasi branco, de 11 an-
nos ; 2 pretos sendo om delies ptimo etttoelro < o
oulro para qualquer servico ; 2 pardas sendo urna
dellasde 18 annos, com habilidades, e propria para
iiiuoama por ser bastante gil e ser de bos figura ,
e i otilra de 25 annos, que cozinba, cose chio en
gomma liso e lava ; 2 pretas que niobio lavo ,
t> sio qoitandeiras; todos aem vicios nem achaques: na
ra do Collegio n. 3, segundo andar.
= Vendem-se 20 escravos de ambos os setos de 4
a 20 annos com habilidades de bonitas figuras;
urna parda, de 20annos, de ptima figura, que engom-
ara rnuito bem. cose e cozinba ; que d-se a con-
tonto e so s vende psra fra da provincia ou para
algum engenho : na rut Nora, n 21, segundo andar.
Vende-se azeite doce para lux tnelbor e
barato do que o da soco ; e gata don. fino em
raSea de 5 garrafas: no deposito de azeite de carra
pato na ra da Seozalla Velbe .o. 110. Vende-so um piano de boas votes, por preco
t. T, vpde-secera em velas do Hio de-Janeiro sor-lcommodo : no Alerro-da-Boi-Visla n. 5.
tmenlo completo de 1 a 18 em libra
melhores farinhas, que existem
no mercado.
N. 40, ra do Trapiche relogiot de ouro de
patenle ioglez muilo bons ; correntmhas de ouro ,
pudrios Principe Alberto; e um ebrenometro para
navio mui bem regulado : ludo se vende a prec.es
commodos.
ass Vendem-se 4 rsersvos. bons pBra todo o servico ,
lanto do campo como da prava ; um dilo bom canoei
ro ; u eacravaa mocas, de boas figuras ecom boas habilida-
des ; 1 parda de 30 annos boa mucama e que co-
se, ongomma e cozinha : na ra do Crespo, n. 10, pri-
meiro andar.
Vcndem-se csteiras da In-
dia, para forrar salas; fio por
rel, fino: na ra do 'trapi-
che, ii 8.
Farelo.
=Vendonvse saccas rnuito grandes com farelo: nos
rmateos de Bacelar e do GuimnSes no caes da Al-
fandega.
=- Vende-se cerveja branca e preta, de Londres,
Barclay & Companbia a rnelbor que ha em porcio,
ou a relalho : vinhos de Temiife Made ra, e de ou-
lras qualidades; ego'arJenle de Franca engarralada,
e de superior qualidade : na ra do Trapiche n. 40.
Lindeza, o covado
a240rs.
Na loja do passo da esquina da ra do Collegio, com
frente para o largo da Cadeia vende-se lindera ptta
vestidos de senbora. a doze vintens o covado. Os de-
tenhos desta faienda sio littrados.sobre assentos claros e
escuro*, lingindo seda; o campo imita lia; sao cores
que oidTJesbolio, e he lazenda inteiramenle nova.
Farinha SSSF,
da melbor qualidade, c a ulti-
ma enejada a este mercado; |,,ef,e,",, >f*o p'>& d* de core; ditos de
vende-se em porces graftdes|V?.^
ou pequeas: a tratar com
\Mc. Calmont & Companbia ,
frYJou com I. I. Tasso Jnior.
em caizas el andar.
ptiDieiro
Vende-se na ra la Cruz ,
6o, cera em velas, chegadaultima- fl
mente do Kio-de-Janciro, de urna ||
das melhores fabricas, em caixas S
jiequenas de 3 a G em libra e ||
por preco mais commodo do que 6$
em ontra qualquer parte.
ATTENgAO !
Vende-se rap de Lisboa, do
ultimo ehegado, bem fresco ,
formidavcl aroma, e boa cor.
Os tomantes que gosto da
boa pitada venho a ra da
Cadeia, loja n. 50, confronte a
ra da Madre-de-Dos, que
se garante a boa qualidade.
== Na ra Nova, n. 18, loja de Manuel do Amparo
C| vendem-se superiores cbales de de, a 12,000
rs ; ditos de lia a 4000 rs.; ditos mais pequeos ,
a 3500 r. ; lencos de seda pira grvala, de muilo su-
perior qualidade a 3000 e 4500 r. ; flores muilo fi-
nas par chapeo de seohora ; fitas de seda de cores ,
propnas para os meamos a 600 rs. a vara ; bicos de
"da imitando a blondo de 280 a 600 rs. a vara, sen-
do largos e eslreitos ; chapeos de sol de seda para
senbora a 4800 rs.; borzeguios Raspeado a 81)00
" o par ; bolina de beieno a 5000 r.; dilos de
lustro a 7000 rs. ; sapalos de bezerro a 2000 rs ;
garrafas brancas para vinbo a 2500 rs. ; ditas lapi-
dadas a 3000 rs ; copos para champagne a 400
rs ; tntenos de vidio de muilo bom gosto a 1500
rs.; redomas com imagen, aaOOOrs.; imagen cru-
ciic.d... de metal 3000 r. ; ditas mais pequen.,
a 1500 rs. ; lellins elsticos, a 28,000 rs. ; dito bor-
dado. 18.000 r.; ditos lios a 8000 r. ; marro-
qu.m amarello a 1200 r. a pella ; dilo de difl.reo-
tes cures a IOO r. Na mma loja ba um soitmen-
lo completo de obra feitaaa, tendo : casacas da panno
d todas aa cores e qualidades; ditas de marin ; so-
bre-casacas de ditos ; pannos finos ; fardas de supe-
nor panno azul, para guarda nacional ; jaquetas de
panno e merm de todas escores ; ditas de bretaoba e
riscados Irancezes ; as mais moderse calcaa de panno
fino e casimiras de todas as qualidades; das de brios
de liDlio branco e de cores ; aobre-caucaa de brint de
ff?'.r?!eda.,,l> de difierenle qualidades; collete
brios
7000
, francotes;
ouos do Lbile muilo finos ; e outras muitas (eteodaa,
que a vista dos compraaores serio pateles Na mas-
"a loja se dir qsjem vende um piano com pouco uso,
o de muilo boas vozes.
. Vndese para fra da provincia ou engenbo,
um preto, ja de idadc.rooito for?oo, que trabalba bem
de entada por preco commodo ; na ra da Semalla-
Nova, u. 7, casa da Jote l'areira, sa dir queaa vende.
Vendem-se 32 escravos da ambos setos,
pardos e pretos grandes e pequeos, com babilida-
des e sem ellas; na praca do Corpo Santo tr,(,"
com Antonio Rodrigue Lima.
Vendem-se pregos de co
bre, e cobre em fohas de 18,
20, 22 e 24 oncas, pira forro de
navios; na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 39, casa de Russell Mel
lors & C.
Vendem-se urnas ricas bolas pira pagem, !,|,
de eouro de lustro e com pregas do um modelo an-
da nio visto e de moderno gosto ; a ruado Viva-
rio, loja desapatos, n. 91.
Vende-se a verdadeira essencia de anit. em mtiii
garrafas, por preco commodo ; na ra Direita, a. 9.
.Vi ra Direita, n. 9.
ha saccas com superior farinha da trra
e de S.-Matheus por preco mais com-
modo que em oulra qualquer parte.
Atcrro-da-Boa-Vista,Ioja n.U,
vendem-se panno preto de superior qualidade a cor
fita, a la 5600 n. o covado ; merino, a 1920 a OO
rs. o covado ; lencos de seda tanto pira leohoraco-
mo para bomem pelo barato preco de 800 1600 a
2000 r. ; ditoidecassa pintada e brancoa, a 200,
260 e 320 rs. ; abalea de eteurces, pequeos, a 500 n.;
chitas escuras a 160, 200. 240 e 280 rs. ; ditas frao-
cezas de i palmos de largura, a 360 rs. rnuito finas;
brim de linbo branco superior, a 1280 rs.; dilo par-
do e cor de palba a 800, 900, 1(100 e 1200 ri. i
vara ; dito de qudros e listras a 200. 240 e 320 n,
o aovad* ; casimir W algedao doattade 500 n.
o coi ado ; lia da superior gosto para calca, a 4S0 rs.;
madapoliode2800 al 6000 rs. ; e fazenda grost da
qualquer cor para roupa de nretos por preco com-
modo.
c= Vende-se um escravo rotinbeiro e da boa con-
ducta ; nio ae duvida dar para e experimeoiir quem
o pretender ; urna rica edeira de arruar da Babia ,
nova ainda nao servida : na ra da Cadeia n. 40,
primeiro andar.
Vend m-se 50 alqueires de farinha da terr,
rnuito superior em saccas, que servem para embar-
que pelu preco de 3200 rs.; tambem se vende em
porces de 5 saccas : na ra do Pilar, n. 7.
NA RA DA CRUZ N. 27. SECUNDO ANDAR,
ainda ba para vender um resto doa diveisos objecloi
militares ji annurciadoa e igualmente btnda pira
ofliciaet subalternos de malba inglesa portugue/a,
com bacalbot de ouro fabricad no Rio-de-JDeiro,
e recentemenle d'alli ebegadas.
Vende se um mobili de Jacaranda da muilo
bom gosto e moderna, por seu dono le retirar; atris
da matritda Boa Vista n. 26, segundo andar.
Vende-se, ou aluga-sa una casa nova, no prin-
cipio da estrada dos Afilelos bem construida da ma-
terial, tanto da pedreiro como de carpi travejada
para aoiao forrada com 4 quartos, duts sals, to-
da envidracada cozinba fra, quarto para pelos, ei-
Iribaria para dous cavalloa', cacimba com boa agos,
bomba rom tanque para banho, ambos coberlo, com
um quadro atris da casa todo ladnlbsdo com s-
tenlos para recreio < toda murada com arvoiados oa
Iructo de variaa qualidades, terreno para borUlie ,
com urna coebeira principiada e com todo o asaaterial,
Isnto de pedreiro como de carpina em cboe forciros :
a tratar na mesm caa.
Vendem-se 3 pretos mocos, sem vicios tonlie-
cidos, um dos quies be cirpioa outro pedreiro,
e o terceiro nio tem cilicio lodos de bonitas figuras
e dioi ; na ra estrella do Rosario o. 31 terceiro
aodir de manLaa aleas 8 boraa e de tardadas '
em diante.
Vende-se um moleque crioulo, de 12 """f1
de bonita figura : na ra da Cadeia do Racife H1
n. 53.
liseras os Fgidos.
ds
Fugio, no dia 18 do corrate, um eaurinhi
nome Alesandre de 12 annos, pouco mais ou mi-
nanos bem parecido com o cabadlo cortado man
surto atris que ada o le; Itxou camisa o calis d "'"
cado arul miudo. Ktleeabriohi foi visto no 'u "
Pombal e sendo mindado pegar pelo Etm. b"'0
de Sunsn e (rater a aeu tenbor, se evadi da no-
vo e be de suppor, que aode por algum sitio junl
o Pombal onde tem uro lia e*crvo do Etm. bario.
CJuetn o pegar. leve a ra da Crui, o. 3 que.*'1
recompensado.
s
PEPN. MI TYP. DB M. f. Vf KAHU
-ii46


40110 de 1846.
Segunda feira 24 de Agosto.
N 54.
mmmemm
$&h
DE
PERNAMBCO.
(80B 08 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMERCIaL.)
adia filados.
Subscreve-se na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, p< ,oo ris por anno. pagos
PBB?0S CORRENTES DA PRA .8
3 Ais 2
> <
3 .8
,- *-. > .
i 1
3 l*J -i

E
.8


' S i- S 3 <
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EXPORTADO.
Agoardente Otaca -
Algodo I (orla- -
Ru -
Colln I.
! Assncar brinco a caiaa
malcarado -
un barricas ou ac-
eoi, branca -
mitaavado -
Couros seceos salgados. -
Meios do sola -
Cbifre da*terra -
do lito Cirande -
KXPOKTS..
pre\:o DA prai;
qualilr -
Sugar a cates wbilc -
brown -
"a lor Barris or Baga
hite -
brown. -
Dry saltad hiets -
Tanne bids------------ -
Ot-borns -
t!j70
i|700
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IJfl'IO
4*400
()
POR
Pipa.
Arroba.
s ferro
Libra.
Hum.
Ceulo.
CAMBIOS.
Londres.........................26 '/,e por If rs. a 0 das.
istea.......................... I OS por cento premio,por metal eflectuaM
Franca......................... J5& reis por franco. ^^
Rio de Janeiro.................... ao par
PRATAmiuda................... 1*746 a l|7
Palaces Braiileiroa........ l/>70 a 1980.
feaos Colunuiarios......... I #970 a lfl.
a Hilos Meiicanoi........... 1*920 a l|940.
ORO. Moedas de 6S40O relhai... 18*600 a I6j700.
Ditas dilas novas... I6J0G0 16*100.
hilas de 4*000............ SfOOO a 9JI00-
ticas l.espanholas........ 11*000. a Sij.'.OO
hiUs Patritica*.......... 3OJC0 a Si*006
Letras........ ................./, por cento ao oin.
F RETE S.
ASMJCAR.
.Lirerp ol ... ................\l- ">-
! Canalcnire Ainhnroe Marrl
I iiiciniido (toiloa Ingle es I \
lf.enov eia sacoa*......... f
lilamhurgn canas.. ..........f
naHko..................... I
rrieste pira cnxa............. I l
Estailoa-Unidos............. jj
l'ortuga I....................../ \
Frang....................... I" Va '
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iininat'
prunagem
AI.GOtUO.
Portilla I................ 66o por (ir sem piimagemnominal
... ........... SB0 |ior (u)e 10 p ,/ aocamb. de 1(0 p Ir noaalaJ
lugiatcira ............... '/,(> i ea p */a de primaues ^"1.
Barcelona............... ......p (yt Id p / "o ceiiib. 00o pts p. Ir
COUROrV
Inglaterra Seceos f t i 10 0 ... por tonelada e & por cenlo.
Frene..................... 18(1 ra bsla.lOS IlliidnS................. Nao lia.
>*-
lili I
:*B>^.fl,
Da cha II te Novemhro ile t*\t r H-nle n-aro o p. c n rap on tabaco
de p, os charutos on cigarro*, o fumo eia futo ou em lollia.
Pagar SO p c os saceo de caiihamo granara ou gimes da Li.lia. o cai-
vetes em lorina de punlial, aaalmofailas jara carruaiieus, as podras la .ua* parala*
ajado, ai pcilras decantis para portes, uetas e jmila, as pedias lvr.l s par*
encanainentos cairas, ciinhaes t cornija*, o assucar retinad >. crrstaliai'* OU I* fpja
quer maneira conlelado, neb, a agoardci-le. a errveja cidra, a eilB.ira, o uiai-
rasipiiuo, ou oulros licores, e os riohos de qualquer-piali-laile e preceilencia
Pagar 40 p c as alcatifas ou tapetes o i'..nliaui;.rn nrdiuiiiin nu groisn ia. as
bataneas de qualquer qualidade, e ronpa feita. nao especificad* na ItrlP-, as c irlas pa-
ra ogar, as eacoviis de cabo de iwirliin, o logo da China ein carias, OH quaiq.er ou-
trn logo de artilicio, o papel pintado, prateadu OU iliuirado, saurn de qualidade
linas, o papel pintado para loriar salas em collccce mi pizgeni, o p-pel de llol-
andi, imperial on oulro nao especificado na tarifa a plvora os lat) i el s. o sabio,
o seho em velas, as velas de Stearina ou compnsico, as ameixas, oiii liras filelas
em frascos nu latas, seccas, em calda, ou un es pinto, o chocolate de cal > ordinario,
o vinagre, os carrinhos, carriiagens ou ciivas o os. rodas, arreios pata uma e oii-
a cousa as esleirs para forrar casa, os cairos par rnnduvir ante, os ociavei,
i silhoea, os areieiros e lintcirot de porcelana, e qualquer objecto de Inur.' nao cota).
prehendiilo na tarifa : os lidie*, os clices para licol viudo de vidro :so onliua-
rio, o de vidro moldado ordinario lavradn ou innlil ido e lavrado ordinario da Alle-
nunha e seinelhanlcs os de vidro Uso moldado ou laviailo re luniln coi a lo ou liso.
ruin asold ou lavor ordinario ; o clices para Cliampaiihe ou canija, s caeras,
e copos direitos de 1(1 I em quartilho, as garrafal de viilro ale I qnarlil' 0 on mi.,
sendo todos estes ohjectos de ns I e 7 as garrafas de Mr pretas ou eicuras da
inesma capacidade, comprehendiilas as que seivein para lie >r-s n 'tnv os copos
para tabernas at nina caada, os fr.isros de vidro ordintrio coni rs has <>o niesnio
l 3 libras ou mais ; ou sem rolha at ? libras ou mais, os de Imca larga c ni rolhat
lo imsinu, il 4 libras *i mais, ou sem rolla para opodrl loe M v uro para a-
lampadas ou candeir is, as taimas ou folhas *le inocuo ou oulra madeir.i lina, e tras-
tes de qualquer majeira.
Pagaro 75 p. c. n ac, alcalrio, tinco ein barra ou ein folba, chil lm em barra
ou lencol, estanto em barra on em verenniha ferro em liana vergu iba, chapa o !
linguadoa para fuudicin. folba de Klandres, galha da Alepn, lata em li I as, laiSoem|
chapa, marlim, salitre, vune, hacalho, paita po, e qual'HHir oulro, nico ou sal-
fndo ; bolacha, carne seces ou de sabnoura. berva-doce I iriulia de triga, pellicas
rauca ou pintadas, conloves ou editen de lierem para calcado, li in s e couios
enveroixado*, cmirns de poico '>oi| salgados ou saceos sota clara, para sapate.ro
ou correeiro, come e caparrosa.
Pagana 70 p. c. o trigo eia grao, barr'b-. ra-vnil'io a*pi:(iiHn, fieiras, fios,
franjas, laiitioulas, palhelas, pa.samanes, sendo de ouro v> rila elina, ordina-
ria OU falsa: galoes damasina uatureu, ou te-i'li com retroz, linho, algolomi
seda, rendas ou ntremelos de algod.i nao bordillos ; rendas de lii, ai ie aigodCo,
reros ou Irocal ; lencos de camhraia de linh > ou algodo, e bandas e reros ile
Main.
Pagar 10 p c os livros, majipas e ^'nlios geograpliicms, Insiriimrnlos malbe-
snalicos, de pliysica ou chimica, ediles de vestidos de veKudm nu llmaseos, borda-
as de pnta ouauro lino ; reiroz ou tracal, cahello para cabelleneno.
de qualquer uaro, qn sobiecarragar as gneros brasileos de maior direlto nM
icuat-s de oulra uai
.gil
Us rticos nao e
-ipresentacla palo < i
ila Alfandega, om
iNo caso ai b llmenlo para desiem
lauta rago odireln nil vlrtM%abxtm (aclun
pugnados por qualqurr offcul
i- da factura ou valor, e oa dreno,
mercadnria, imde a parte reqerer
paula, que Ihe compete.
So isenta de diieitos as aiachinas anula uio usadas no lugar, em que forta
iinpoiUila.
KXPOnTACAO (> direito* pago-*e sobre a avaliaco de uma pauta semi-
nal n r,.iio seguinie : AssucarlUp c. AbtodO, cal, e fumo 11 p c. Atcir-
dinle. cnuros, e todos ns mais grneos 7 p. c. Alcm destes direitos pagao-ie u
lasas de IMI rs em rada caita, del" is, em cada fecho, da 70 rs. em cada barrios
ou sa:oos ile axucar, e oe 4U rs ein cada sacca de algodo.
Couros e lodos os mais gneros sao livres de direitos para os portoi do Imperio,
eicepcao do algodo, assucar. caf, e funo, que psgo ip.i.e as taiat por voliiac
Us melis preciosos in barra pago de direitos 1 p c. sobre o valor do mer-
cado, e a prala e o ouro uioed d > nacional en eslraugeiro paga nicamente '/, p. c,
Os esernvos esportadoa paio aj'oi'O por cada um
DI'.SI'K/, V f)() PURTU As emba cardes nacionaes, ol estrangeiras, que
navego par fora do Imperto, pago 00 rs de ancoragem por tonelada : cu
nacionaes, que navego entre os diversos portos do Brasil 90 rs. As que entrare
em lastro e sa'iireni con) carga e vire versa, pagar mttade i\o imposto supra e ua
terco as que enirnrrm, esaliirein em lastro; e incsino as que enirarem por tranquil,
nu escala quer eniein em lastro, quer com raiga hesta iinpnsicn porai serio
isenlas as que niipin- areiumais de 100 (.loims brincos, e as quee nlri-rem poi arribida
toread, com lano que estas uo cari eguein. ou descarreguein s mente os gneros
uecessarios pera pagamento dwi irpaios, que fiierem,
VENDAS DK MXTItW As emb.rcarcs estrangeiras que pissarem a ser
nacionaes pagan 14 p c e S uarinnaes, mudando le pioprielano, ou de baudtir*
pago 5 p, c Aol;e o valor da viuda.
lio
lo*
Pagar 0 p 0. o eanulilbo, confio de fio espiguilba, (eir, los, franjas, ga-
de fio ou palbela lanlijoulas, pall.el, rendas, cadarens e lodoso mais objec-
desu nalureza. sendo de ouro e prala fina.
Paga o S p. c. o carvo de pedra, ouro par doiirar, ou quarsquer obras e
Btensis de prala,
Pagaro 4 p. c as joia* de ouro ou prala, ou quaesquer obra* da ouro.
Pagar Juco diamantes e oulras pedral precioMS soltai, iam;ntes,rplan-
as areca novas de animaes uteis. ~
Pagar 10 p c. todos oa mais objectos.
Us gneros reexportados ou baldeados pagio I p. c, de direitos alm da armase
-m; e o despachante presta fianca at a approvacio desta medida pela Assea-
hlaa Ueral.
Coiicedem-ie livre de armaienagens, por]15 dias, as mercadorias de Estira,
dous metes ai oulras ; a lindos este praios, pagar '/, p. c. ao raei do reipec-
vo Tilor.
Os rdireitoi das fatendas, qae pagio^por vira, dar entenderle rara quadrada.
Us direitos nao podem ser augmentados dentro do auno fiianceiro ) masoGo-
rerno podar mandar pagar em moeda de ouro on prata uma rigesims parte dai qae
farem maiore de 6 e rnenore* de SO p. c. dos precos das mercadorias, ou meiaio
dimnnil-os, segundo Ihe parecer.
U Governo est autorisadaa eitabcleear um dlreito diOerencial sbreos geaero|
REVISTA SEMANAL
CA^'BIO i em bavitlo IrausaceOes iluianle a semana a 76 d. porrm;
depois na ci e.ada do vapor do Sul, no rila lo dn eorrenle, lea se elfectuado a 76 '/,
AI.(.'J|iAO \s entrada tem si.lo pequeas, e vendas ars precos quotadoi.
A UAH Saoi alteraclo. <
COORUS 'I em Inii ido vendas dos da lena a 17, ejdosdo Arscatr, (77 '/,
rs. pm libo.
KAHiMM III'. THICU 'em a'teracio.
BaCALIIAO O d(ipui:to be de 1,100 barucas, e est se relaihinJo sos
I recos i|iioiailo5.
MAMII'.IC.A A ingle/.n est se retalbando de 01) a 700 a libia, f a fnn-
ceza de Mil a .'.0n cnmtudn consta que tem bando venda de .100 barril a 400 e 470
libra.
(.AK.M-: 1)1. CU ARQUE Odeposito be de M.fl'10 arrollas, inchiindohuia
carragamaulo que cliegou no decurso da seuiaua, a aio tem bavido landinca <
pn eo i.
Resumo das t'miarcacfei existentes ueste porto no da 77 it Agosto di 1946.
Americanas....................................,..................... J
Urasileirai.....................................,......, .......... It
bir .....................................................: i
Dmainarqueas.......................................................... I
rraucesa........ ,.................................................. I
Inglesas.............................................................. i
Porlugoeta............................................................ f
Sardei.............................................................. j
Sueca.....,,........................,..,,.,.,.,.,,. .... ...,.., I

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1MI
A Provincia gota tranquilUdad*.



(J
'

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MH
np*i
LISTA das Embarcayes existentes nesle porto at o tlia 22 de Agosto de 1846.
HTIUDAi.
Agosto 15
1146 Abril
M.io
Jimlio

Jullio

Agnsio
Junho
A gosto
Juulio
Agosto
Agosto
Ji.lho

Agosto
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M.io
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Antonio Gomes Pateara
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Manoel Pcraire da Si
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Antonio Alves Mattha
Manoel Pereira de S
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Manoel Goncalves da Silt*
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Bernardo Antonio da Miranda
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M. Joaquim Hamos a Silva
Manoel Alvo* Guerra
Luis Borges de Siqueira
Carlos Augusto da Moraes
Ainoiim limaos
NoVahs Si C.
M Joaquim Ramo) a Silva
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(.'itadino Agoatinho da Barrea
Jds Pei-ei.M de Ctittha
Leopoldo Jos da Coate Araujo
Manoel Joaquim Ramos Silva
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Carvall.0 Gomes
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F. Ji Filia da Bota al Irnao
Manoel Jos 'eireira
Jos Joaquim Antunes
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Jos Antonio Bastos
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Kalkinam 8t Koienmuiid
Rothe & Ri 'ouUc
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Johuston Paler at C.
Me. Calmont k C.
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F. J. relia da Rosa
M. Joaquim Ramos e Silva
Frederick Roblllerd
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Antuerpia e Canal
Rio Grande do Sul
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Liverpool
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Literp. llar.,"
Mar." at 24 docor
Genova
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PerDambuao na Tvpographi* de M. F. de Feria.1146/


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