Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08367


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Full Text
Auno de 1846.
Quarta feira
O DIARIO puhlicvse lodos os dias que n!o
fbrem He guarda: o preco da asignatura lie de
4#000 rs. por quartel, par-ot attiantadot. Os
annuncios dos assignante.s so inseridos a razio
de ?n rcis por lina, 40 rdis em tvpo difieren -
le e a repclires pela niela.le. Os que nio to-
rci assignantes pago 80 res por linda, c ICO
eiu typo diUercnte.
PIIASES DA. LA NO MEZ, DE AGESTO.
],ii chei a 7 as 3 hora e 39 minutos da man.
Mim-oanlea I3a8 horasell min. da tarde.
Lu nova a 21 as l) horas e 5 min. da tarde.
Crescenle a 28 as T horas e 58 minutos da tarde.
PARTIDA DOS COR RE IOS.
Goiann e Parahylu, Segundas e Sextas feiras
Rio Grande do Norte, chega n>s Quarlas feiras
ao meio dia e parte as mesmas horas as
Quintas feiras.
Cnlio, tortobaam, Rio Kormoso, Porto Calvo e
Mam, no I.", II e 21 de esda mez.
I. manimos c Itonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintil feiras .
Ol nJa todos os dias.
PUEAMaR DE MUJK.
Primeira as 9 horas e 18 minutos da Urde.
Segunda as 9 horas e 42 minutos d manila
de Agosto.
Anno XXil
N. 177.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda >fc S.'..ourenro, S.'Asteria. I'esli
de S. I.ourenco na sua matriz.
11 Tere 8, Tihurrio. nud doJ do civ. da I.
v., e do J de paz do 2. dist. de t
12 Quarta S Filicissirna, aud. do J. rio civ.
da 2. v e do J. to raz rio 2 dist. .le t
13 Quima S Cassiana aud do .l.ric orpliaos, c
rio I municipal rir I. vara.
14 Seta S Eusebia, aud. doJ. rio civ. da I.
V. edo J. Ib Sahhado )J< qj Assumprio de Kossa Seuho-
ra. S. Alipio. '
C Domingo b. Joaquin,
CAMH1S !VO OA 11 DE AGOSTO.
Camino sobre Londres 2 d. p l| a 60 d.
" n I'.uh 355 res por franco.
i I.i.lioa I0G "/0 de premio.
Desc. de letras deboas firmas I '/, r. y,omti.
OumOnraslirspanholas.. JOJ600 a il/000
Moeilas de Rjton vel. lBi700 a lfl#800
de CjtOO nov. i (Tono a i
I i'e l)i....... 901)00 a O.'ion
l'rata1'atacOes....... ijOJe a ODIO
' I><>. ciiliiiiiii.il. I #1t'l a I9S0
Ditos Meiicauos. i960 a 1/870
Miuda.......... Ij7i.ua 1*780
Accesda Coinp. do llelierihe de 501000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
INTERIOR.
Rio*de-Janeiro.
DISCOBSO, QUE N SKSAn DA CMARA ons SRS. OEPCTA-
D08, DS 13 DB Jt'l.ll ULTIMO, POR OCCASIA DA DB-
CUhSA DR UM RKQUKRIMKNTo DO (R CUBANO ACBRCA
DOS BBGoCIOS DBSTA PROVINCIA, PRi NUNCI0U i)SR.
FEltBAZ.
(Concluido do numtro 176.)
Senhore, vi queris er o mooopnlistas de verda-
de, o vossossriverserios oio podem fallar vedade ; m.
a com maior isngue-frio os presentan aqoi fundados
em inlormacdes ineaclss, e formulis aceusacGas as
Diais deapidaa de fundamento ; entretanto os vosios
adversarios, quando se de'endem, niio team dirito de
ser ouvidoi i' Que be isto, Senhores ? Eis-aqui o
oflicio (l): >
lllm. e Em. Sr. Julgo do meu rigoroso dever
levar ao eonheclmento de V. Ec. um fado novo. Inau-
dito, e at hoja nao visto eni Pernambuco; um fado,
que, acontecido na reuniSo de um collegio eleitoral,
que, em virtude de ordens legaes, se convocara nosta
villa, seria de todo nulliflcado por um pequeo grupo,
que se dliia, ou era de eleitores da fregueiia de Nossa-
Benhora-da-Glorlado-GoytA, os quaes, de mistura com
outraa peasoas, que multo de proposito comparecrin
ou Torio chamadas para perturbar o acto, esquecendo-
6i assim os principios da dignidade, que os caracterisa-
va, pretenderlo, e levirio a eiTeito um plano de combi-
nacao, qaal o de sulTocar, no lugar designado, por meios
tumultuarios, a grande maloria do mesmo collegio, que,
ciinscienciosa de sua dignidade e magnitude de sua
mlssio, soube repellir com toda a prudencia os insultos
e ataques dirigidos, at que, desobedecido e ameacado
pelo delegado respectivo, que all se acbava com orde-
nanzas armadas de pistolas e espadas, de laier disper-
sar com Turca armada o collegio, decidindo to cfari-
nienle a favor dos perturbadores, como se assim nSo
compromettesse a autorldade de V. Eic, resolvi-me
despersuadir, pelo rceio da persoacio, a intencao de-
monstrada pelos perturbadores, apoiados pelo delegado,
impendo a ninba autoridade para os cunter, visto que
ja se achava nomeada a mesa provisoria, e esta entreva
no receblmento dos votos para a lormaco da mesa elei-
toral ; baldados, porm, Torio os meus esTorcos, pofs
quede improviso saltou urna porcio de Individuos so-
bre a mesa, e, arrebatando a orna, nos letflo de rojo
por urna das portas da Igreja, com grandes voterias
aterradoras de haja logo, e logo que, impel idos,
chegmos A ra, vimos a dita Igreja ceroada por alguns
soldado do destaramento de polica, mandando neste
ninini nlo o commandante do destacamento reunir o res-
to do mesmo, o qual, com cometa Trente, veio at cer-
(o ponto. NSo obstante esses apparatos bellicos, esse
Torle e decidido apoio do delegado Toi a urna letomada
em pedacoi por eleitores da maloria, sahindo o eletor
Jn.ii da Costa Ferreira (erido em urna mo, os quaes, a
despert do perigo, em que se achavio, souberio sus-
tentar a sua dignidade, e restaurar o imperio da lei, lio
torpemente espesinhado. Neste estado de perfeila eoac-
cao, em que me arhava, despido de (urcas e insultado,
retirci-me para meu ongtnho Itelm, encostodu a esta
misma villa, acoinpanRddo de urna porfi dos eleitores
eipellidoa ; enlio vimos em frente do dito meu enge-
nlio. do outro lado do no Capibaribo, una Torca arma-
da, constando mu. que nos tmmediacdes da villa se ha-
via postad i nutra torva, gom saber para que, resolve-
Dio-oos a vi.ltar para o centre da villa, aflu de nos ga-
rantir, quanoo entilo j eu era incessiirilcmenle procu
rado pela mor parle dos eleitores eipellidos, que se
acliavu reunidos em casa do assislencia do tenente-co-
ronel l.ouienco Cavalcanli de Albuqoerque, de quem
inultos eiao hospedes, para coulinuorem os trabalhos
da mesa no lugar coyamente designado, vislo que o
destinado eslava oceupado pelos perturbadores, que II-
legalmentej Tunccionavao. Com efleito, chegandoca-
sa do mencionado lenente-coronel, nao obstante haver
este recebido um oflicio do detonado, no qual ordenava -
lhe a dispersan doa ditos eleituies como sobara tanto
estlvesse aulorlsado, ollkiei ao presidente da cmara
respectiva, pedindo-lbe a designavao de um outro lu-
gar, lembrando a casa j mencionada, por ter com mo-
dos precisos ; o qje approvado, em resposta ao meu
ofTicio, convidei aos meoibros da mesa a tomarem as-
iento, e cunlinuou o acto, eui conlormidade da lei, sem
Riis InterrupcSo.
A' vista, pois, de occurrcncics 19o dessgradaveis, e
que poderiio ser funestas, se convncela V. Ce., e co-
nhecer o Brasil iotelro o deploravel estado, a que se
acha redutida esta infeliz cooiarca, out.'oia sede da paz
e Iranquillidadn, pelo que debalde presentemente anhe-
lamos. Sim, Exm. Sr., o faci succedldo, com o maior
e-candalo da moral publica, entre cldadSos, que, na to-
lulidade, era de suppor soubessem prezar as suas repu-
laides, jmais p..der deslustrar o lado que se acbava
vio maloria, o qual oesde j appella para o puuiico nn-
parcial, queojulgar devldamente ; porque, contando
este com ims maiona mais que triplicada, oio haver
quem, de boa l, o julguo provocador, querefldo assim
arriscar sua sorte e urna eveotualidade, quauoo ella es-
taba decidida pelo numero de seus membros. Bis, pols,
om resumo, o que occorreo, e ludo levo* considerucio
dt< V Esc, como a primeira autoridade da provincia.
Dos guarde a V. Ese. Pao-d'Alho, tOdemaiode
18. lllm. e Eim. Sr. Antonio Pinto Chichorro da
(ama, presidente da provincia. Jo&o do$ Santos Nu-
'es de Olivtira, jult de paz.
Anda u negocio oio para aqu. O Sr. Arroda ludo
dliiuinha na comarca da ltnu-Viria, Oiin ntenla |.raoa>,
'luireola, que furo, viole o cinco, que ensillo, o acia
tfr.Uuanois, i|nu lesou |c enlre parentliesos, oio sei co-
t, o o jui de dimito fui-60 acompauhar de urdenanca,
nao sendo chefs de polica), o Sr. Arruda nao ae julgou
lorie rom esta turca, e mais forra fui rnpi.ili.la : lien-
to ociiinuento pracae da guarda nacional! Eu promet
anresrntar dociiinenioa dnsla roquisicSn, o talvet brete
ni.- iili.';; nr oasa prova. O resultado do todo cate appara-
(o bellico fui tirar a Romarna luda em un I..I.vi inlo ;
mil deaaeatoa eiioleuoias so derto paro inutilisnr-so a
C.'llogio de Ourioiiry.
I'riionia-or n eainac, que eu loa um tpico da acta
do Pontal (I/,:
A'meaaeleitornl compre nos aeiia trabillios decla-
rar, que furao obrigailos todos eslea oleilorea a virom
formar um aollegiil neata igreja do Nossa Senhora dus
Kcniedioa da ilhs do Puntal, pur verem-se lodos enani-
llos pela forca do governo ; chegandu o evaltamentu o a
pcrsi'griifao das autoridades dnsla tal comarca a um
nonio tal, que oa oleilorea de diversas freguetias, so-
1,'iiiiidn para u collegio marcado pelo guveriiu, viran-ae
toreados, om distancia de duas legoas, a regresaar : pur-
qiio ojuit de direit" do crimo da eoinarca, unido com ..
itolcgariu mi eierciciu, e mais autoridades subaltermiss
apresenirau una f n;j do pulija, rociio mais diversos
(rupos du aasnssioiis, para iuipeclirein a yu'laclo do
vra ; mas eis-aqui um documento, que innstra o con-
trario (l\:
Tendoosta presidencia mancado tomar em separa-
do os votos para a i-leirao dos dou senadores por esta
provincia, tanto dos eleitores, cuja eleiro Col julgada
nulla pela cmara doi Srs deputados, como dos que lo-
r8o elcitos em ennsequencia daquella nulh.lade, e con-
vindo, psra-nais clarera e regularidide, que se lacio
duas a|iurac<5r, incluimlo-sn n'umi os votos dos pri-
meiros dos ditos eleitores, e n'outra os dos segundos;
e perecem viver em santa paz ; ninguem os entende.
Saiio desta posir;8o dubia. Acaso nao p dem o nobres
deputados viver senao sombra do governo; nio podara
fazertriumphar suas ideias seno sombra do governo.'
O Sr. .y. Machado : Nunca rativemos asombra
do toverno para vencer eleivSes : vai isto a quem tocar.
O Sr, I'irraz : Vejamos o procedimento do mi-
nisterio aclual, especialmente do nobre ministro da fa-
fenda. I'do-se dizer, que o nobre ministro da lazenda
ter. ha querido algum dia sacrilicar oa inleresses geraea ,
sellares, quu se reanirto ueste collegio. Nlo'fni i.toI''TOS Bsl' negocio, devera ser levadaao senado, a quem
illusan do eleitores, mas sim auna ro.ili.l.iito ellos _|compete o seu Conherimento e decisio.
rao de lodos os arredores seicm convocados individuo,
ordeno a vostas inercs. que procedao nesla conformi- 0 inleresses das de m.is provincias aos inleresses de
lade. I-, porque na villa do-Pao-d'Alo, alm da etoi- j Pernambuco, aos inleresses de sua familia ? Ao contra-
alo, que all se fe- na respectiva matnz, apparece a ac-
ta de urna outra, quesedi ter sido leita n'uma casa
particular por eleitores de tliflcrentos frnf-uczia9, sem
lormalidade algurr.a, e possa acontecer que tenha sido
rerneltida a essa cmara acopia de tal acia, determino
n vossas mercs, que nSo incluo os volos, que ella con-
tiver om nenhuma ilas referidas ipuracOM geraea ; to-
mando os, porm, em separado, a mencionando-os no
lim da acta geral. que, com todos os documentos rela-
anuados, para no da ri.i oleic.i acharoni-so na lilaila
Boa-Visla, lugar em que duvia-so formar o collegio'
As mais vivas rici: ouslruccs derau iodos us empre..i-
dos desta enmarca, de arredar os eleitores da diversas
fregueiias em iiue.lSo do uhegarcui a villa. Para.iler-
rarem, pora levaren a cHoito ido terrivol piano, as nasas
do alguinos pessoas gradas foro corridas, por frivolos
pretextos : foi corrida a casa do visilador u padre Pr.ni-
iii.co Antonio da Cunta i\ reir, a prelextu de arr preso
i baciinrei Thuiue Fernandos Maduira da Lastre, que
aqui o auhnv.i, smenlo pelo simples factu do sodisor,
que este individuo procurava votacau pura pessoas do
partido da ordeiu: igual sorte coubo casa do doutor
Jim iniinieip.il, quu. sem rospeilo acaUKOHMo, vio,
a despeito da boa rosao, varrjada e corrida a ana caaa
pelo delegado em cxeroiniu, o pelo delegado do termo
do P.ija-dc-Flores, um lal Serafim de Soma Farras", quo
|n oi'iii.iva.i prender no iiiesmo bacharel, quo nhi se a-
havo hospedado, niustraiirin o delegado du Flores in-
dieiiiH de quuiC-lo assossinar.
A casa douuroiiol refurmurio Manoel Kibeiro Gran-
ja, p.nKi.a dislincla dota coinareo, ia leudo igual Borla
a dus oulrus cidailjon, o Mo fusae oceriem, que levo a
tropa coiiimaiidada pelo coronel Jos Severo (iranja, e
mejor Dorio Jos P.-nolo e Silva, quando all cheg.....
de quo aquello i. I-,..-. 1 ja so Itavia ratiradoi Qaaai
iaii.il pern-guic&o fui frita ao troriue-r ronri Pacifica
Lopes de Siqueira, eidadao presunta, e de influencia
recolllictlrin na ir. iinn rio Uuririiry ; pas poneos
.lias inlrs da reuuifio marcada pira n collegio oleiloral
ila fregu;ia dSeifla-U*ria da Bua-Visi, f.n a sua rasa
cercada, e a sua esposa basiantriuento insultad i por una
Iropa de facinoras, que pretendido arrunr^r-lhe e
existencia ; u que doccrlu nao acontece.), por achar-su
em i asa do seu si fjru o riilu tuueiilc-eorunel; islo era
por torios sabido, poia 'Cus inimigns piiblieaincnle fa-
lli Coiihcier suas ni'rn./ii's, por todos OS modos ao sen
ali anee. Uflienis forfio dirigidos do subdelegado ao>
eleitores do Ourienry em nonie da presidencia, nuir..-
Cainlo-os com a mulla de eem mil i os, e quaieula dias
de priso, se acaco nao fwsvem Volar no Lili. Todas r -
ia. iniquas perteguieoos de um governo desmoraliaadi
liirro com i|ue ... elrilanes auiaoles da ..r.lcni e d
Irauiiiillidnde bllUina, usando da prudencia, que cm tal
caso ihes acousi'lliava este entallo lao en i'pcioiial, rc-
lirasvcoi-se do collegio marcado, e reunido* 1 ui i..i- e .,
um collegio, unde melliores uieius de .1. te-a podessem-
Ihes garantir os suas existencias, e evitaren! do melhor
moli |ii.M*i\cl o der rain amen l o de sangue o que de fac-
tu acontecen, reuuiudo-se na igreja rio Nossu Senhora
dos iiemeuioa ria ilha do Puntal. Em cou.cifucocia de
lorio o Ul'COrrido, o mesa eleitoral tiesta mesilla dala en-
(rroa uma representajeo s. M. <> Imperador, para
lar pruinpto leoieilio eos males, que Uulo pcrscgueui
os hbil.......s ilesUinfelii comarca.
O Sr. Urbano: De que peridico he tirado islo ?
O Sr. Lopes Gama : Oro, do Lidador.
O Sr. Urbano : O nol.ru rieputado em son eonsei-
eiu ia talvci julguo este collegio du Unrieiiiy nina in-
famia.
O Sr. Fenas : Ao contrario, lenllO por o cous.i inaia
verda.leira possivel, e mais verdudeiro do que o do Bo-
nito.
OSr. Lbano: NSo lein convierto disto.
O Sr. Yerras : Scnhur presidente, se o nobre depu-
tailo quer tenr a pe, ..a de mulla provincia, medanla
quem toi remetida essa acia, declaro quu nao trooii
nao digo nio iroou, porque teuho si.ig.. entre es no-
hros deputadoa, e us pirro mullo.......; mas digo, que,
i|uali|iier que i.ir a probidode o honra domis probo e
iioi.rad;; ::;.Le;; deputado, hle ser, por soaissrsra nieivhn-
ma, superior, em prubidade o honra, a essa pessoa, u
quem o nobre deputado se rolare.
O Sr. Urbano : Eu declaro, que nao mu truco por
elle.
O Sr. trras : E eu declaro, quu tambem uni
truco pur muguen.
O Sr. Lopes Gama ; SJu gosloa.
O Sr. Ferros i Mas, Senhores, nao pera ainda aqui
negocio. O presidente da provincio ordeunu aoa dif-
tei entes delegado, que inoiidasscm ludas as actos para o
seu poder; d'einoroii-aa cm suas luios al as vesperas da
uorveto eral Miando aaaim .quoHa decencia, que
lhe enbia guardar na-suay/osi0iu como candidato ; e or-
ilcoou, que nao l'.issc admiltida a apnracao a acia do
Pin d'Alho, que Iba era aveasa. Parece, que al o de-
ccnuia engia, que soufo tal ponto elle nao desso pala-
lieos guarde a vossas mercs Palacio de Pernambu-
co, 19 dejuoho de 184(5. Antonio l'tnlo Chicharro
da dama,Sis. presidente e vereadores da cmara
municipal desta ctilade.
Alm disto, Senhores, ordenou i cmara municipal,
que, feita a apurarn geral, llieenviasse as listas, que
deviio ser remeltidas ao goveino, assim como todas as
actas, .lo. un.cutos e representarles, quo dissessem res-
pflito eleifio Que precaucao Eis o documento,
quo o prova(lt):
a Convimlo, quo o resultado da apurarlo Reral dos
votos para dotis senadores por esta provincia seja trans-
mitido ao governo imperial rom a maior htovidoriee
seguranza, ordeno a vossas mercs, le confnrinitladc
com o que dispe o paragrapho dei do capitulo nono
das instrucii devinto e seis de marco ;le mil oito-
eantos o vinte e quatro, que, logo quo se conclua a dita
apuracio, me mi......a lista, de que trata 0 paragrapho
quinto do capitulo oilato das mesmas iu.-tiuei oes, e lo-
ria a correspondencia relativa a este objecto, alim de Ihes
dar o indicado deslino.
Dos guarde a vossas menos. Palacio de Pernambu-
co, 20 do junbo de t8ili. Antonio l'inlo Chichor
ro da (rama.Senhores presidente o vereadores da c-
mara o ijiii.'iot 11- -1 i cid.ule.
Oro, uin presidente de provincia, candidato, devia
se importar com estas cousas ? Que cuidado Nao po-
diria a decenria, que esle Sr., lando imposto rca
urna chapa a provincia de Pernambuco, e sendo candi-
d ilo. nao toma.;>< estas medidas ? M.saquelle Sr li-
nho uma inisaio muito diflicultosa. Todos conherem b
pruviiiri de l'ernamliuco; era preciso n.uilo lorca, pa-
ra que po les-ein vencer candidatos estranhos a lueima
provincia, que abunda de tantas llluitrgfftei, "'' l;"',"'s
deputados sabem. que, quando algum empregado existe
na provincia de Pernambuco, nnlural de outra provin-
cia, sempre uma opposico se lvenla nutra elle ; as-
sim ha praticado o partido, a que peilence o nohe de-
putado.
Eu direi aos nohres depuladoi, que leem toda a xs-
si)o em delenderem este presidente ; eu Ibos duu o di-
rito, confesso, que deveni rnalo de llores, elevar-
Ibe estatuas; mas a cnsul v. cao dellc pi r mancira al-
goma p.ie ser justificada pela rasSo, pelo interesso pu-
tilico, quando se dan felos to graves, quando a (r-
ea moral dessa adminittrac3o est intuirn cuto perdi-
da, como eu acahei de demonstrar h vista do fados inau-
ditos, e quando oulros (ocios nSo bouvessom, bastava o
presidento da provincia ser chele de partido, para nSo
poder promover hem os inleresses publico*.
0 Sr. /.. A'efo : Tudo isto tere resposla.
O Sr. terraz: Sr. presidente, o outro fin do ro-
quei ment do nobre deputado (oi dar algumas alline-
ladas em alguna membrus do ministerio. Islosoronhe-
cr> a vista do seu proprio discurso. Em que so ftindou o
nobro deputado, para suppAr, que o gabinete actual se
acbava dividido ? No seguinle Tacto : o Mercantil falla
do um modo sobre a com iliacao, o Tempo do outro :
logo ba divergencia, porque, se sio ambos ministeriaes
no ponto o mais cardeal, como esto cm oppostcio ?
Fundou-so amia o nobre deputado, para atacar o
gabinete, na impotsibilidada do jevar-so a efleito o sys-
tema de conciliario, como he definido pelo actual mi-
nisterio. Estase outras censuras seassoalhao por toda
a parte, de outrus recursos se lem laucado mi, e al so
diz, que um dos ministros quer sacrificar lodosos int-
rnenle aos da sua familia.
Senhores, eu direi aos nobres depotados, que a sua
oppujicao deve ser clara, quo esta guerra do alfinetrs
nao lie guerra leal. Se us nobres deputados teem roceio
do ministerio, usem dos meios parlamentares, porque;
citas alfinetadss nao valem nada. So os nobres deputa-
dos teem um partido lorio,como receiarem pela sua cau-
Se os nobres deputados teem conviccOes, como re-
ceiarem, quo o ministerio nao respeilo essas convicedes?
Se os nobres deputados teem justita, como receiarem,
que ella oio triumpbe sempre ? Mas os nobres deputa-
dos desde o anno passado esto em uma policio dubia,
sempre vacillante ; ora querem lancir-se na opposi-
cio ; ora, recuio, e so uiostrio minisleriaos; ora pare-
cem eai guerra viva com os gabinetes; ora se amaioo
rio, desdo 1814 elle lem dedo as maturos mostraide ca-
valheirismo.
U Sr. L. Gama : Pelo que tem lido bastante in-
sultado pelos jornaes..
OSr. Ferraz : Era pnssivel, Sr. presidente, que
um ministro, que tom at boje dado tantas provas de
cavalheirismo, mostrado tanta prudencia e tanta abne-
- i que mandou para a sua provincia um preiidrn-
te laoavesso aos seus, que loi para bem dtter, o mimo
o mais precioso, que podiio os nobres deputados obter,
possa por ventura querer sacrificar os interesies geraes
do imperio aos inleresses de Pernambuco ? Certo ,
que nao.
Vanos ao nobre ministro rio imperio. Senhores, os
nobres deputados hio de reconhecer um laclo, r he, que
o nol.re deputado, ministro do imperio, romo presiden-
te de Pernambuco, qualificou o seu partido de anar-
chico. Eis-aqui ama circular, assignada pelo nobre
deputado, chele do polica de Pernambuco, o por ou-
tro deputado pela mesma provincia, o Sr Peixoto de
B'ilo, pela qual ota proposicao he plenamente prova-
da. As asignaturas sao proprias podum ser reconheci-
das ( l um trecbo da circular ) : OSr. Ernesto,
quando ministro da crela.quando luclavamos nesla pro-
vincia, com immensas difliruldades, creadas polo dele-
gado entio do governo, o Sr Joaquim Marcrllino de
lirito, quo c himnios.inicnto apresontava aos olboi do
governo imperial o partido da praia como anatebitta ,
nunca deixou, ele
O Sr. Aff'onio Ferreira ; Apoiado.
O Sr. N Machado : Apoiado, apoiado.
O>r. Ferros : Ora, pois, o piulido dos nobres
deputados he reputado pelo nobre ministro do imperio
como unarchislo. entrelanto, o partido dos nobres de-
putados nao l. o sulln.lo a im or oflensa do nobre mi-
nisti o do imperio. O nobro rieputado, que me d o a-
poiado daquelle ledo, que lie che fe de polica de Per-
nambuco enlretanto runtina em um emprego de
conanca, no seu lugar de rhele do polica, aperar rio
Sr. ministro do imperio, quando na presidencia de Per-
nanliiro, o julgar ponen azado para uma lio impr-
tenle Cotnrniiio, e de n.i ..o que pedio, ou a sua, nu a
demissao do nobre deputado de chele de pulicia. Alm
disto, ludas as cousai teem sido (citas ao paladar dos no-
hres deputados: e como, pois, diiem os nobres deputa-
dos, que se quer sacrificar os inleresses geraes aos inte-
resis do protmeia ?
Ainda ha um outro tocto mais significativo, que a-
presentsrei em prova do que diise. Os nobres deputa-
dos s,.lo ii muito bem, que o delegado do Bonito, no
lempo do Sr. Marcelino de Bnto, pela acrusa(ao do
li'l commandado um bando de sicarios, com o fim de
.'-a-jin.ir o juiz de direito da comarca, fui demiltido
pelo Sr. Marccllino de Bnto. Esto individuo acaba do
lar recondu/iilo no cargo de juiz municipal do mesmo
lugar, e isto depois dos assassinalos do capttio I'eij,
o rio inajor /mir Barbota, e de oulros membroi do
partido da ontoin, o na occasiao, em que esta sitiado'oo
seu engenlio o lenento-coronel llezerra, por ler ido vo-
lar no Cabo. Depon de tantas morles, um juii muni-
cipal, que, na qualidade de delegado, commaodou um
bando de sicarios, para insultar, se nio para assassinar,
o os de .lucilo respectivo, este juiz municipal foi le-
conduzido para u mesmo lugar! Isto por ventura im-
portar urna oppostcio da parte do gabinete ao partido
do nobre diputado ? De corto, que oio; para que ,
pois, estas alfinetadas ?
O Sr. Urbano: Ninguem fallouaqui neslas cousai.
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, agora tocarei no
topicq da conciliac/ao ; esto tpico pertence mais ao no-
bro deputado, quo so denomina Aristippo.
U Sr, Lopes Gama: Para aqui nio, dviafio-o pa-
ra a imprensa.
O Sr. Ferraz : Eu quero a tribuna, nio com re-
ceio da imprensa : ja tiveuma polmica pela imprenta
conr o nobre deputado, e nao hei mo do su anis-
acs
geraas aos inleresses de Pernambuco, e especial- Sr. presidente, eu admiro como o nobre deputado
' hio seja partidario do systema de conciiacio e eua-
cordia.
OSr. L. Gama : Sou at certo ponto.
O Sr. Ferraz :__O seui hbitos, os teus cottumet,
a sua profisiio u eiigia {apiados). A sua minio oeste
mundo he de pe. Os sagrados caones prohibem da
mancira mais positiva e rigorosa, que os sacerdotes
>e envolvi em quaesquer dissensOes, que lejo aveissi
as ideias de paz e concordia; inbtbem inteiramente, que
um sacerdote sirva de ticio da discordia....
O Sr. Lopes Gama :Quero conciliario, mi oio
embacadela.
USr. Ferraz : Os sagrados caones prohibe
ludo, quinto pode traser o derramamento de sangue.
Aquello, que nio querem o lyilema da justici e da


conciliacio, que qoerem eitrear camioho de singue
para alcanzaren a sua reelegi....
USr. P. Manos I: Apoiado a dizeodo.
O Sr. Lopet Gama : -Eu nSo quero er embalado.
O Sr. Presidente : Altenco.
O Sr Fe: U Eu pedera o nobre di'putado, que
taguise o exemplo de -nlebre Lsmoretle; elle lo o au -
lor de urna concordi, bntr* o rnembroi de uma assem-
bla (rancea, e, apeiar de t.-r esta concordia sido de
pouc duracao, pro vou, que linha as tnelhores inten-
edes, que conhecia perfeitamentc as las obrigacoes,
e (eu nome fie iu sempre escripto no CBtbn'ngo das pes-
soas pacificas, dos homens amigos da pai e da huma-
nidade : leus actos estiredo de harrnouia eom os hbi-
tos de sua profusio.
(^ual o lio, Sr. presidente, de o nobre depulado
querer a perseguidlo, de querer, que jazamos no infer-
no da tjraoniae do despotismo desies baches, que fo-
ro enviados em diversas pocas para aa provincias, e
que ainda neilasexisteui Abalamos por ventura al-
gurn dia a seguranca publica ? (Apoiados ) Pegamos
em armas contra as liberdades do paiz, contra o yste-
Bi a monarchio ? (/fpoiailoi.) Por certo que nao; e
como o nobre depulado transviando-se inteiramonte
docaminho, que sempre seguio, do caminho da pai,
nos quer tancar em um inferno borrival, ou quer-nos
volar a utn purgatorio eterno i' Quer, que o paiz sem-
pre esteja Jiviilido em dous campos inimigos, que lude
com uma guerra crua e al sanguinolenta, quo so re-
piti todas as secnas horrorosas, por que passro as A -
lagflaso uutras provincias ? (uar, que os partidos
so exterminen), se dettruio E quando um ministerio
apresenta a bandeira da jutlica e da conciliario, he o
oohre deputado, que quer a guerra, he o sacerdote, que
conspira contra a pai, contra a concordia !!
USr. Lopes Gama : Eu me retiro, Sr. presiden-
te, para nao continuar a ser insultado,
O Sr. 'rendente dn algumas palacras, que nio ou-
vimos, por causa do grana* susurro, que reina na sala.
(O Sr. /.opee Gamaretira-te, liienduao orador;--
Veio hem ensaiaJo.)
USr. Feraz : Ensaiado anda smpre o nobre de-
putado.
U Sr. prndenle:Peco ao nobre depulado, que s.<
nao aparte do ebjecto da ditcuasio, ed.vo-lbe notar,
que igual recommt-ndscSo (ir ao Sr. Urbano.
USr.Ferraz:Eu vou altender ao que V. Bit.
me dii.
Ku pedirei por ultimo ao nobre depulado pelas A-
lagoas, que abandone esso nome de Arntjppo, que to-
mou em -eos escriplos, em que prega contra o syvlcma
da concordia; porque pde-lhe algueni epplicar aquelle
verso de Hureciu:
Omni'i Aiittippum decuil color, el ilalu, el res.
Senhores, o nobre depulado, autor do requerimenlo,
ha de me permillir, que diga alguma coma ainda so-
bre o lopico da eleicio que laz o i.hjecto do meu ad-
dilamento. Em primeiro lugar, pico- Ihe licenca, para
o combalor com os seus proprius principios, principios
dignos de lettras de ouro, de serem gravados as lalioes
de ridreira, de que se servio os antigos Romanos. Dis-
te o nobre deputado, e o li ha pouco em um dos seus
discursos, eo lerei de novo (l).
o O que vemos, Sr. piesnlenle? Vemos a eleicio de
senadores feila em todas as provincia por mera com-
missao e designado do governo, do manoira que o
lugir de senador j nio perlence boje s pessoas, que
godo da estima e do respeito da sua provincia ; per-
tence a alguns corledot, que vivem relacionados r
identificados | nr iotrresao rom aqueiles, que tomado
conla a arrntrio-se o mando do imperio. Vemos ca-
da presidente deprovncia elegerse deputado, e elegei
a todos que. ello quer,e ao desos dit-ie: lie opinin
publica de que elle goza. Opiniip publica, 13o Ira-.a,
que, logo que elle larga a presidencia, he o primeiro,
que apparere derrotado.
Mais adente anda o nobre deputado diz {l):
O poder legislativo est inteiramente nullificado
porque n que representa bojea cmara dos ileputadoi?
Depulados chitos quasi todos sob at influencias do go-
verno. O trnado, >enboret, eita te reeompondo de no-
vo, e recompomlo-se smenle de pettoas residentes la
Da cflrle; do manoira que, se contina esta marcha,
daqui a pouco lempo e poder di/er, que o senado ja
nao repretenla a eipresdo do paiz ; porque, para que
elha representasse, seria precito, que representasse os
ioterettes loraes das diflerentes provincias; mas ho-
mens, que nao sao naa provincias conhecidos. que nu
tem relacdet, como as podem representar?
At aqu o Sr. Urbano.
Eis ai rooviccet do or re deputado, eii a verda-
deira expressio dos sedimentos detuaalma, coque,
Sr. pretiderle, nao otilante isto, vimos nos nesta ulti-
ma eleicaoT Recommendrao se dous candidatos, lan-
iandoniaodoummeiofora.de todas as regras parla-
mentares para venrer-se a repuguanca quasi unnime
da provincia em receber candidMos estranbos, que nao
represenlavioosseusinleref.es, nSo relacionados, nao
eonberidoidoteleitorea; lancou-te mi do nome au-
gu-toda pesaoa inviolavel ...
Farros Senhoret dio apartes, que nio ouvimot.
USr I trias : Sini, Senhores, ja com at vostas
circulare, ja coin at i artas dos vosos directores e cor-
religionarios isto se prova. Eis as espretses : Esta
candidatura he promovida por terminante vonli.de c
bem pronunciada, do Imperador Se os nobres depu-
lados querem, eu me tomprometto a apresenlar o au
tograpbo; mando o buscar, o o editor, quo puhlicou es-
la cae a, urtinou a que o deameiil.aacu., e proineitco.
logo que o quireisem, produtir o aulograpbo; e neo
loi neio poda ser contestado.
Um r. Deputado : Mande buscar o aulograkna.i'vM ,
pho.
O Si. Ferraz: Eu pejo, que se Irantcreva o que
vou ler (l). _
eeber, que, orna vez admittida, muito mil 6caremos|a-
qni, ou o ooato partido li, se nio fr ella levada a el-
feilo. Eu nesta occatiio eterevo longa carta ao nono
amigo Caeano Alvet de Souza, a varios oulroi a-
miget, e a elle* peco, que as lacio mostrar a V. S. e
a todos, nio tendo pnssivel escrever muitai cartas com
a mesma extenso. Concluo, poit, rogando a V S.
queira fsrer-me mais este favor, e darme mais urna
prova da arniz de, que me consagra, admiltiodoo meu
pensameoto a favor da candidatura do desembargador
Ernesto, com o que me persuado, que dar--um passo
poltico de muila conveniencia para o nosso partido--,
e ao mesmo tempo empenbar toda a gratidio deste,
que se preza ser de V. S. eflectuoso patricio, o fiel au-
sgo obrigadissimo.--7oi A/uri'ninno de Aletear.
Eis-aqui, Sr. presidente, ot nobret depulados sa-
crificando os aeus principios, aa suasconviccCeti von-
tade do governo, e qual a ratio ?
O Sr. Lapes Nello :0 nobre deputado tica obliga-
do a apresenlar o aulograpbo.
O Sr. Ferrax : O nobre depulado tabe, que eu
arrisco pelos meu* amigos ludo quanto posso, e o nobre
deputado tem uma prova disto quando, ba pouco lem-
po, eu o defend. Mas, Senhores, ot nobres depulados,
para aroberlarem essa contradicho,para vencercm a ro-
ougnancia do provincia contra taca candidatos, at em
seus peridicos ebegavao a di/er.que nio haviioem f'er-
nambuco seis bomens iguae> em merecimeoto aquel les,
que se apresentavao.
O Sr. Lope Nello : Nos nio o dissemos.
O Sr. Ferraz : Eu entendo, que as suas folhai
nio escrevern senfio aquillo, que os nobres depulados
querem : o Diario Sovo o disse, e nio o fez sem firr. e
sem receber ordem.
Para vencer essa repugnancia ainda lancirio mi de
outro recurso, despreiario as illustrates do seu parti-
do, e prrern hrSo a lista com nomet obscuros, como o
de um Sr. Karlioza. ele.
O Sr. Lope Nello : O Sr. Barbota be muito
digno.
OSr. Ferraz :Eu tenho um documento, que pro-
va o contrario ; e etto documento be tirtdo de um car-
lorio crime.
O Sr. Lopes Nello : O nobra deputado nio deve
repetir calumnias contra um cidadio respeitavel: Indos
ns otamos tubjeilos maledicencia
USr. Ferraz: Que ? calumnia .' Eit 0 documen
lo (mostrando um mpiessoj : be o decreto de commu-
lacfio de pena por crime de morte.
Eis, pois, os nobres depulados na posicio a mais tris-
te,para servirem ao goveruo; ludo sacrificando, para vi
verem i sua sombra.
Fallou o nonrn deputado o Sr. Urbano em immora-
lidade de jornaet. Perde-me 0 nobre deputado, que
lie | | 11 iiie nesta occasiio aquellas palavrat du Juve-
nal : Quie tullera Gracchos de sedivne oucetentet 1
Ut nobres depulados podem lallar em immoralidade
de jornaes ? Os seus jornaet o que nio len, leito ? Et-
quecem-se das vesperal sicilianas do pitia... todat et-
t.is imiiiundat porcariat, com que ellos emovalbavio os
cidadaut mait honestos, ot mais retpeilaveit ?
Sr. prndenle, o nobre deputado ainda fallou em
mmoralidade de partidos. Eu nio posto por maoeira
nlguma deisar, em oppoticio ao nobre deputado, de
Inorar nao, nesta occasiio, do urna auloridade respeita-
vel, e he o mesmo nobre depulado pelas Alp,das, que
se senta nos bancos dos nobret deputado*. Qualquer
que teja a intima allian^a, em quo o nobre deputado
pelas AlagAas viva corn os nobres depulados, allian(a
lio forte, que se pode comparar aquella, que houve na
Italia entre Jano e Saturno, que era symbolisada com
las caras em t.idas as movda cunhsdas no reino de
Jano, lie corn o nobre deputado pelas Alagei, que le
pode delender a muralidadv dos adversarios dos nobres
depulados, he com ot seus escriplos, com anuas pro
prins exprestOet, das quaes j boje fia mensio. lie a
elle, que eu nesta parle entrego o nobre deputado.
Fallado os nobres depulados em immoralidade dos
homens, que perlencem ao partido, que Ihet he oppoi
to. O nobre depulado, meu amigo, o Sr. Lopet Nello,
foi tao injusto com os seui adversar ios, em outra occa-
tiio,que eu nio pude deiiar de admirar- me do teu pro-
cedimenlo. Nao \6 o nobre depulado, que nio podo ter
crido, assacando laes defeilot a homens conhecidos nes-
ta cmara e nesta corle, homens, quo oceuprio' emi-
nentes lugares na suciedade i' Ns todos conbeceinos
esse hornero ; e podemes cier no que dii o nobre de-
putado !
USr. L-ope Nello : Nio me empreste peniame-
los, que n!o tive : lea o meu discurso : nio me ca-
lumnie.
U Si. Ferrat: O nobre depulado tibe muito bem
dar valor i palavra calumnia ; pecolhe, que a retire.
USr. Lopet Nello : Nio me allribua aquillo, que
eu nio disse.
O Sr. Ferraz: A ramara luda ouvio ; o nebro do-
pulodo fullou cin geral, nao K-t dialinecfio elgoniii, e
oocupou-ae especialmente do quo oconprio ulular
d<- providente de piovinota,
Senlior prraidenle. o nobre depulado, o Sr. Urbano,
miiderua uma imtsoHlidaile mu co, que nio al
(orn daa regrar, o de se acbar uih ridadau, que redigia
pei|iieuoi dn provincia de l'enuoibo-
oiii.i ili-l.i, ful
ligado com u partido, que llio va avetso, e p>
procurar teu empenho em favor da candidatura do de-
sembugadoi Ernesto I-erreira Franca, i que eu e os
nosso amigos Urbano e Nunes Machado nao nos po-
demos, deiiar de compromt-tler. ansia das carias do Sr.
Jos Car loa, a da coovictio, em que estamos, de que
-esta candidatura be pron ov.da por leri. in.nle von
tade, e bem pronunciad, do Imperador.- V. S. pode
ra con. ot mait amigas deasa apreciar a policio, em que
ooa,collocanK.i, acerca deale negocio, a nio cuitara per-
Porque era republicano. Eu vejo-iuo iiileiraniunlr ism-
bameado, quuudu ditputo caria aualcriat, Eo li. uava
o pliiloiopliu quera antes vivar cuas, uoiiigru, do que
oin um ail.ro, inaa nln uuvi lida iiingueui preferir vi-
ver entro Ugrea, orneado que uoir-.u eom um ripubli-
ci.ii.ii pilo centran,., ,> nubra depuiuilu paraca*,
toe oi ppcala aaulageiu i. hemata, que laca upiaiOea
profenii, oeiir ohiitu, ti quo b.zeni pr<{u de prfsaaa-lai
C lie lita | O Sr. A'unea Machado : Apoiado : uuo dirTereopa
o mi o.......cl.di.de de una para-cum ulitrua ?
O Sr. Ferraz .'Peril..c-iue, pola, o m.bre deputado
que di(a, que nio vai de aceurdo cun acua prmcipi,,.'
diicnd......' J '
nia, alo que o nobre depulado dii, e o faco pelo exem-
po, que ha pouoo dco-me.
Mas, Sr. presidente, o faolo de eite horneen ter'dei-
xado de escrover nesie senti4o, depoii que aeuirioaoi
adveraarioa doa nobres drpuladoa, nao he una prova
evidente, deque os homena politioua, quo defondo, ni-'
partilliil.. laea ideiai, ero approvardo aa dutitrinai dca-
ses escripto? Por cerlo, que o he.
Senhuroa, vamos ao que dit reapoiln ana oriroes, qno
teco, aervido al hoje de oailollofurle aoa nohrea depu-
tado.
Eu pee ao nobre deputado, que compare os Crimea,
coinmetlidos deade a poise do seo collega nhefo do po-
lica de Pernambuco al a chegada do Sr. Ghiohiirro, e
do Sr. Chiclinrro para (liante. Eu pec<> ao nobre depu-
tado, quo combine iato i e tambem pei;n, que reflicta,
que ae pdediier igualmente, que o partido, queealava
debaixo, lancava mi de lodot ua meio, para derrubar
os seu adveraarioa o desacredita-loa, e que, mal occo-
pou a poiicOei ofDciae, lornou-e pacifico, e os ch-
inea diminuirlo.....
OSr. Nanee Machado: A differenca he muito
grande.
OSr. Ferraz: Mas que de a provas? Ni consta,
que aa partea de polica oiiem mpres, durante a ac-
tual ndminiatracio.
Senhnr preaidente, lamben) fa!lou-o em furtos da
eseravos. O q.ioeu poaso asseverar casa, be que esta
iiecuaafao te... servido de pretexto para eontinuaa bus-
cas illegaoa, para conliiiuoa cercos de mu., para vai-
taa domiciliariaa, que no centro da provincia de I'er-
nambun ae fazom a iniodu, eniflm de um motivo, de
.un prelexl.i para porte guelo, e tem aid.i a arma da
eleiede. Ha pouoo lempo, oateve em coreos cata do Sr,
Icneiite-ei.roiiel Deserra no Bonito.
O Sr. jfonte Ferreira: O facto he, que oioriines
leeiti diminuido.
O Sr. Ferraz: Eu peco a nobret depulados, que
relliet ,,,, quo podo cale argiiineuto reeab.r contra ua
oubrea depuladoa..... Perqu diminuirlo ? Talvet por-
que o partido doa nobres deputado ealeja snlitfoito oc-
eupaada as poscAea, oaaain. mait pncifleu.....
Senhore, vamul agora a outro ponto, para o qual o
nobre deputad o Sr. Lpea Neiiu roe deaafiou, e he oa
Afrieanoa do Portu-dc-Gallinhaa.
Qual fui a providencia lomada pelo governo p Forlo
ilemiuidoa |.lirio, oa autorea do crime. A dcinisiio iui
podida piir rile,
O Sr. Affonto Ferreira: Foi ..licitada por niru.
O Sr. Ferraz: Eslou informado do que houve o
pedid, pina bem : diga-mo o nobre depulado: i|ual
era e he o delegado de polica dee logir? Era o hu o
riniu daquelle, que nri indigilado eomoauture du
entilo e o que poderia pcrlmito drlle esperar P Quae
aa providenoina, que au derlu contra a niorlo do ioh -
l.t pillo ou mealru do barco, quo oondutio o Atri-
...... Um Sr. Depulado: He fallo, nio houve unirte.
O Sr. Ferram : Toda a folln publica, luda aa
enrlaa parlioulire o aaeveri, e quo ion ourpo fui u-
chad, j ao todo desfigurad.., em urna praia. O nobre
depulado ul vai mullo bem noto negooiu, porque em
ludo ilo oliveri envolvido prenle leu.
Um Sr. Depulado: Fis o que nio f'aria o Sr.......
minbas receitas, que consistido em prepiracdei antisv.
philiticas, como fossem os loduretos de merourio, 0 [,,.
drindat de polassa, asalsa-psrrllba, etc., etc. '
He de admirar a promptidio. com que detappareceo
etsa dor, que tlnha resistido a lio diversos tratamentos
poli que no lim de um met j o Sr. Chaves te achata
inteiramente livre delta ; porm que esperanc* iao |t.
songefra e tio pouco duradoura !! I Pouco tempo gol0'
elle desse grande allivio ; porque, no fim de cinco se-
manas, a dor reassumio o teu enligo lugar, e baldos fu.
rio eiforcos 11 Entao resisti completamente as prea"
racSet, quej tinhio sido lio promptaaneote elllcaies
a outras, a que recorremos, por ai ter o uso assim ra.
commendad : flnulmente, cantado de toUrer, delibe-
rou-te o Sr. Chaves a retlrar-se para o campo a proco'
rar allivio d'eotre os meioi hygienicos, urna veinUe '
therapeutica Ihe era improRcua ; mas foi la, qUe |(
mal mais se aggravou, apeiar de diversas preparicoej
de que continuou a usar, entre as quaes o.uitos reme-
dios, que os habilidosos Ibe eotlnavio : refugio ej
tio frtil em mitos resultados, porm de que todo o ho-
mem, por melbor pensador, se vale, quando destiera
da medicina racional, e quando, por qualquor prrco
quor recuperar a aaude perdida : e se a medicina fj
observacio, da experiencia e do estudo de muitot |flno,
tantas veres falha, quanto mais essa das panelliohas 0
dos patuaestinhos!!!
Principiado entio a apparecer tymptomas terrivefig
ameacadore de morte, que o obrigrio a voltar para ,
cidade, onde, ebegado, consultou a a'guem i medico
queencarou, nio sei por que lado, seu padecer actuti'
e receitou cousa, de que o enfermo nio fez uso ; no'
terceiro dia iui eu entio chamado novamente, e achei
todos o symptomas de compressio cerebral e agourei.
ro de morte prxima. Eli em resumo o que se obser-
vava : dor agudissun e pungente na bossa parietal di-
reita, atordoamento da cabrea, falta de reminiscencia a
desconcert de fdeiat, delirio taciturno, surdeiqun
completa, contraccio das palpebras do olbo dlretto a
falta de vtsao. paralyla quaii completa da lingos, edci-,/
arranjo eitraordinario da vos, paralytla quasi completa
de todo o lado esquerdo, por Isio nio podia andar o
doente senio teguro por outras pessoas, e nio se sabis
desviar de qoalquer Impeco, que encontrava no cami-
nho ; respoitat tardas, imperfetas e desconcertada!,
snmooleocia mu grande, quasi um estado comatoso'
alteracao completa e singular de tudas as felcors, pella
de um Trio cadavrico por toda a parte.; pulso peque-
o e de SO pancadas por minuto, conitpacio de ventre,
urinas abundantes e soltas; emflm, todos os lympto-
mal presagiado uma morte prxima e tnfallivel, caso a
compressio cerebral coolinuate.
A' vista dos symptomas, que te apresentavao, e doi
padecimentos anteriores, capitulei-a de um tumor, que
se linha (ormado no parietal direito, coniiitindo em
augmento do volunte do 'lio, em consequencia da in-
Oammacio, e nilm tambem pensado o Sftf Drt. Ar-
buckle e Sarment, como ao depon veremos.
O caso nio promeltia etperaaca alguma, porm al-
guma cousa sedveria fazer. emquanlo o doente tivesie
vida : Emquante ella existe, esperanza lamben ha de
salvar o sujeito, e curas milagrosas muila* vtzes secn-
seguem. Eiso tratamento, que etnpreguet : maodeiap-
plicar dous largos vesicatorios tobre as cxas, e dar um
drstico, para destruir aconstipteio de ventre e fazer
iicnd.. o nubre deputado, i|uo ralo l.oiueu. linio, pro.
III. awigo e Senhor.-O nico objecto desli be ""''! ide'," ""'" *"*, o que, pelo ,a0io um-
"<' adiar elle lig.d.. .cu. advertario, ,ao e.le.
uuu.ora..... K o que leiu aer dc-.uo. rula, para nio kfen-
ler Un mu. c.ii.a? que Um u,, ,oska coro outra?
h .e l.l l.g. I.o ui.iuoral, .,,,,o oa uobrra depulado. so
a.liio ligad, com huinii,., qu0 leiupro prote.airi
ignnel opimOes, o que por muiiaa v.ze. tren teai.idi.
ni.li.ar por ineio di. arma ? (Apoiadot, Neglo jaiu?
O Sr. I. Ketlo: Hor exen.pio, a tc-der-co ja 0j
.regad., no Echo de Olinda.....
O Sr. Ferrar: Eu digo, quo he urna pura-caJuiu-
Kii na maiidei proceiiar ; u que tolvet nlu fizciae o nu- alguma revulsa.) pelo tubo digettivo, sinapismos sobre
as extremidadet. etc., e pedi logo, que se convocssirm
mait alguna collegas a ver se concordado em apollar
um vesicatorio tobre o lugar mesmo da dor: a grvida-
de do cato requera, que eu nio tomaase s sobre mim
toda a respoosabilidade, poit sempre o medico be cul-
pado doi luccessos infelizei, e nunca tem parle na glo-
ria dos bons : no primeiro caso, altnbue-se i ignorao-
cia do medico, e no segundo, foi o milagro de algum lau-
to, com que te tem multa devoran' Infeliz arte 111
Compareceo com elTeito, larde, o Sr. Dr. Arbuckli,
e coocordou com a applicacao do vesicatorio sobre o pa-
rietal direito, e receilimos o bydriodalo de potassa em
cotimentii de salsa-parrilba, prepareQio essa, deque
elle J tlnha por muito tempo usado anteriormente : no
dia teguinte linha cenado a constipacao de ventre ; o
pullo era de 64 pancadas, e pouco e pouco detenvol-
veo-te mal alguma couta : no quarto dia tuspendeo-
se o uso do cosimeoto de taita com hydriodato, em ra-
tio da grande irritacio, que se deienvolvoo no iubo di-
gestivo e apparelho urinario, e llcou o doente lubjeito
nicamente i accio dos vesicatorio,, que logo produii-
rio o desojado elTeito, faiendo detapparecer progressi-
vamente os symptomas da compreisio cerebral, e a sea
turno todas as funcedes se restabelecrio.
O Sr. Dr. Sarment tambem nos fex o obsequio de
ver o nosto doente, no segundo dia, e coocordou, que
te devia de esperar muito breve um resultado funesto,
cato a comprenio cerebral persististe ; e approvou i
medicacao, que se tlnha leito.
Lembdmo-jjos, finalmente, de um mel, que se po-
deria por em pralica no ultimo desespero Ad ulrt-
enos morbos extrema remedia exquisil ptima ( Hip-
crates na hypothese, de que a comprenso cerebni re-
slititse aos meiot j empregadot: era a operacio do tre-
pano ; porm quantas circuinstaocias poderiio balda-
la '.' E o doente loria de SolTrer, alem disto, ai dores
dola ? Eis algumas das rasoei, que eu aprsente) so
Sr. Dr. Sarment : o tumor, que nos suppurnos desen-
volvido no osso, e causa da compressio, ser muito ei-
tenso, ou ser urna excrescenga ossea hyperoslose) !
No primeiro cito, nio baslaria talvez urna s croa d
trepano, e enlio o descobrimento do eocepbalo em ums
grande extensio poderia pruduilr mala deprest. a Rol-
lo, que queranlo* evitar; no segundo cato, podis-K
adivinhar o lugar onde existia a excrescenca ? Srgundi
rasio : nio podia ser, em lugar de um corpo, que com-
primiste o cerebro, a ioflaumacio aguda ou enromes
desse orgio, ou de seu involucro, quo le tivene i elle
propagado pelo contacto cum o crneo, ha tanto teoiuo
luflatnmado ? Aitim, que botn resultado se poda espa-
rar da operacio? Ter cena rasio: quem nos dira, que al-
l haviaum funyus dadura-muler, molestia nao raa as
pessoas, que paaecem de ayphiiis inveterada, e princi-
palmente not otioi do crneo ? A ideia uiais favurne'.
que te nos apreteotave, era a de uma exo.tute pouco
externa, ou a de uin abeesso, que se tivene formsdo
entre o oaio e a dura-miter, ou entre esta e o cerebro,
ou entio mesmo na substancia cerebral ; pois siM.
que at leioes do corebro, principalmente das parle! su-
peiflciaes, nio sio sempre morais : ba mudos eum*
pos de cora de fondas simples, e com perda de subs-
tancia, suppuracio, e outrus de tumores dedilMeoltf
oatureta, que te. m existido por multo teaipo na subs-
tancia do cerebro, sem causar accidentes graves : a p'0'
porcio que esiat lesoei se appruximio da bata do ce-
rebro, turnio se mala grave e funettal, poli que entao
ua accio pode estender se i meduila alongada, eos lu-
berculoa quadrigemeos, e a outras paites da base do
cerebro de sumis importancia, cuja maii pequea ot-
leosa be eisencl.lo.eule murtal.
ble lirpullldo.
OSr. Ferraz: Por oerto....... e nio precito doi
elogio! do imlire depulido ; como tuagi.lra.lo, em lodo,
a. lugarea, que tenho ucoupado, minlia oouioieiicta uto
niearcuaa, de ler-me hnvido mal o contra oa inou do-
ver -a. Sirvo actualmente ueata erle, a o aeu letteuiu-
nlio invooo..... A iiiiul. miaao lie nobre, ho defender
a.. amigo potiticoa'ameiite, aqu uoiiiiiiuameiiie e-
ouiadu aobro fal.u fundameiilua, aqu iuloiraueiite
itijuna.loa de um modo de.euiuuitiual : nlu lie genoro-
id.-do tratar aiiu o. .uu adveraarioa poltico.
Senil.i re, agenoro.id.de do. nnbtj). depulados ful
tal, que eiprllirio do.ta eaaa .eu. adversario., e al ao
negar.i a dar aa.cnio a cate quinto (upplente de l'cr-
iiatnbiic, o Sr. vicondu de Uuiaiiua; querem calar
mm, nio querem er contrariado o combando em auaa
injoataa nceniave.
O Sr. l.nfirs Nello: El engcundo.
OSr. Ferraz : Eu ofiureci a eaaa O mou requeri-
inculo, ello be ncceario, para podormoa ajuisar deata
eleiclo. Eu peco ena, que preste u aou apuio a este re-
queriineiilu, e em remate repeine i o que die: ua do-
. laio doa jurado fui justa, o Sr. Chichurru ulu pode
continuir na preiidennia da provincia do Pernaiubiivu ;
e fui Injusta, ella denuncia a quebra o peda de foro..
moral, produx a perdn tutnl dcsia t,,rc.i, deise roipeilo
lio ii.diapunsavel a uma boa adinini.lrario.
Ropuliroi ainda, qu um individuo, chelo da partido,
niu podo l.n.i. a.Iii.ii..airar tima provincia porque do
neccaiidudo ha do ser parcial, pulque ha do promover
o intercale! u a taliiiaclo doi proprio eaprivbua do
aeu p..i tolo.
Kepelirei por ultini, que uin individuo, que uipo
a forc tuna lista de aoitadorea a provincia, quo adim-
niilra, nuiue rrpelkidot pelo boui acnau, pe,, opiuilo
geral d. provincia, e que irnb.illia pelo aeu complot.,
n ii.mplio, lien ,ui.,ii.enlo li.. du cuuiprouietler u tu
ai.t rali .., I,a de.....
O Sr. Lopes Nello : He um insulto, que 01 nubre
deputado laten, uoi candidato.
U Sr. Ferraz :...... faicr prumeisa, trauaocc,
ad.|uirir alf. ...oo.. o iiiiii.isadc-i, e porlaulo.......
O Sr. Lopet Netto : l.-ia engaado.
I-* Sr. Ferros;-*....... he itupua.ivel, que um hu-
mein tul pu.a.i i ootinuar a prcai.hr uma provincia.
OSr. L. Netto: Prove, que o Sr. Cbicborro Iran-
igisre. pr.iiiei.aae lateaaolus.
Sr. ierra*: Hci do volar pelo uicu additaiuenlo,
Ouulra o reijoeriiu.nl.. do uobro depulado.
rica a di.otiaiiu udi.i.li pe., hura.
Communicado.
OBSEBVAgAO DE DU CASO lUfoRTANTS DK CLNICA 11E-
JMCU CIHRGICA, COLHIDA NhSTA CIDADK PELO DOD-
TOH I'EUHO HE ATHAIDE LOBO HOSCOSO.
O Sr. Manuel ferreira Cbave, tendo ildo por mullos
aooos victima das molestias venreas, e nio leudo po-
dido nunca obter uma cura completa deltas, foi por flro
atacado, ba oitomeies, pouco mais ou uienus, de uma
dor agudissiaia e pertioai no lado direito da caneca, oo-
cupando o parietal e parte du temporal desse lado : es-
ta dor pariicipava de todos oa symptomas, que seai
icumpanbar aa dore venrea*, pois que nio se apre
acuca va movimento febril, vermelbidao neui luu.efac-
cao, sim exacerbava-su durante a ouite, a punto de
mullas veles ruubar-lhe o louino.
leudo sido tratado por diversos facultativos, seus pa-
dccimnilos ora mlnoravo, orarse exasperado, e nunca
obleve um curativo completo delles, al que, ebegando
eu a esta cidade, ful consultado pelo mesmo Sr. Chaves
Assim, resolveoio-oos a lacear mSo da operac".
quando r.enhum uuiru recurlu bouvease, e mr*nio as-
...slm talve delxasseuos o doente morrer, tem Ih'apn-
aiespoiio de seus males, c logo comocou elle a uiar de | ticaimo, poli ca de leceiar, que ella aulicip*



Diorlo, caso se oncontr s=em ai eireamtlaociai desfavo-
raveis, que enumeramos : todava, eu preflro, que o
doente eiplre, recebando o ultimo soccorro da medicina,
i que morra ao abandono : Melius est remedium an-
cepsquam nullum.
Por fortuna sua, o Sr. Chavea, com este tratamento,
escapou da morte ,proxJma e InoTltavcl, a qual o uf-
ramos eiposto, o acbc-se completamente restabelecido,
cantando victoria de um dos caaos mal graves, que se
encontrio no vasto qu adro dos ao (friolentos da na lu rea
humana.
A gravidade e slngularidade deate easo levou-me a fa-
1er esta pequea historia, e sobtnette-la i conslderacio
das pessoaa da arle, persuadido de que nio be sem In-
teresse a noticia de um caso desta satrete, que (ol co-
ruado com o mais fellt resultado.
Nao ler eu os oonheclmentoa e talento precisos para
bem avallar e entender todas as soas particularidades !
farla eolio urna historia mala digna de se ler I... Re-
levem, poli,' as pessoas sensatas ai (altas e erros, que
aqu se.deverO encontrar: outra gloria oo me com-
pete leoo.ade me ter prestado ao Sr. Chaves com
promptidSo, telo e humanidad?.
Dr, Pedro de Jthaide Lobo Mostoso.
COMMEBCIO.
Alfandetja.
BENniMBirro oo du ti................6:570*984
Desearrendo boje 12.
Brigue braiileiro Casualtdade mercadorias.
Brigue sueco(Jbtronfarinba.
Galera ingieraStcord-Ftskmercadoriei.
BrigusFere Fognideen.
Brigue Tarujo I. vinboi.
Consulado.
Rendimknto do di* 11.
Gtral..........................
Provincial.........................
1)ivert provincias.................
656*756
109*042
2*376
768*774
ilovimento do Porto.
No dia 10, nao entrou, nem sabio embarcado al-
guina.
No dia 11, apnai eppareco a Leste um briguo, cuja
nari.m liriad* h iannr p n'rginn Pr A "ni.
KdH.tts.
- O I l. Sr. inspector da lliesouraria de (azi oda
desta p-ouncia mamla fazer publico, que no ultimo do
crtente mei de agosto linda-ie, como por diversa ve-
es se leem annunciado, o prazo marca tituido daioutaa d' 2ju00 ria da primeira eitampa,
papel branco ; e que degsa poca em diante continua-
ras a sor substituidas com o descont mensal de des por
cenlo, at ficarem sem valor algum.
Secretaria da thesouraria de Peroambuco, 11 de a-
goatode 1846.O oDtial-raaior, Ignacio dos Sanios
da Fonseca.
O 111 m. Sr. inspector da thesouraria de (zonda
desta provincia, em cumpritnento das ordena do tribu-
nal do thesouro publico nacional, manda faer publico,
que no ultimo de noverrbro do corrente anno (inda ,p'U
mi'sma Ibesouraria, a suhsliluicio das notas da segun-
da etlaui|>a de cen mil ris, papel verde, e de vinte mil
ris, papel encarnado, e que dossa puca em dianlo
serio trocadas no Rio-de-Janeiro, na caixa da amorti-
tayio.
Secretaria da thesouraria de faienda de Pernambu-
co, II de agosto de 1646. olicial-maior, Ignacio
dos Sanios da Fonseca.
Deelaracoes.
ARBEMATAgOKS. QUE SE TKBM DE EFFEI-
TUAR PERANTE A THKSOURARIA DAS REN-
DAS PROVINC1AES.
noJE.
Na entrada da Victoria as olirai :
Do 14. Unco oreada! em........10:823*458
Do 15." .........15:561*428
Da ponte da cidaile oreadas em.....13:966*803
Ai obras da cadeia da villa do Brejo, oreadas em ra.
8:484*670.
Por tus annos, contado do 1." dijvlho prximo
panado a 30 de junho de 1849.
Dizimo dos cocos ooa municipios do Ex e Boa-V ii-
ta, avallado o seu producto em cada auno na quantia
de 70*000 n.
Por dous annos, que corrern do 1.' de oulubro de
1846 a 50 de setewbro de 1848.
Rendimenio das collectorias em os municipios abai-
xo declarados, calculado anoualmente :
O do Bonito..............* 600*000
O de Flores e Florcita......... 60000<>
Odalloa-VitlaeEx....... 400*0(10
Vinio por cento d'ago'ardente de consumo, nos uiu-
nicipioi, que abaiio vio inscriptos, computado oaeu
producto em cada anno :
Na villa de Cimbre*.........."> 20*000
Na* de Flores e Floresta........ 20*000
Na* da Boa Vista e Ei......... 20*000
Porum anno, que contar-se-ka do 1." dejulho
ultimo a 30 de junho de 1847.
Dous mil e quinbe nlu ris por beta de gado, que
for consumido, e pagaveii lmente pelot que lalbarem
carne pera negocio, nos municipios de :
B.ejo........ por 2:000*000
Cimbrea .'.'..'.......... 1:000*000
Garaobuns............. 5:4llti*00
Flores e Florala.........-. 3:400*000
Roa-Vista e Ex........... 3:500*000
wmkwmmmmaBmsaB Avisos manluuos.
carregar ou ir de passagem, dirija-se ao mestre da
mesma Jos Manoel Rodrigue* ou a ra da Cruz ,
n.^6, a Luii Jos de S'. Araujo.
:= Para o Rio-de-Ji neiro sai, com, a maior brevi-
dade possivl o veleiro bricue escuna nacional .4dt-
laide : quom oo mesmo quizer carregar ou ir de pas-
sagem para o que tem excedentes commodos diri-
ja-se ao capilo, na prarja cu aoa consgnanos fio-
vaei & Companhia na ra do Trapiche, o. 34.
Para o Rio-Grande-do-Sul segue.em poucos dial,
o brigue Flor-doSul, o qual pude receber eaeravos;
para o que tem bom cummodos : o pretendentei
podem tratar com Amorim Irmioi, ra da Cadeia, n.
45.
Para o Rio-de-Janeiro eit a seguir com toda a
brevidade, por ter o leu carregamento prompto.o pata-
cho Unido, torrado de cobre : quem no mesmo qui-
zer carregar alguma carga miuda embarcar eicravoi,
ou ir de paaiagem dirija-ie Gaudino Agostinlio de
Barros, atrs do Corpo Santo n. 66.
Para Angola segu com brevidade o veleiro bri-
gue Casualtdade, capillo Manoel Ignacio Correia ,
por ter part- da carga prompta : quem no mesmo qui-
zer carregar ou ir de passagem dirija-se a Gaudioo
Agostinbo de Barros, airas do Corpo Santo n. 66 ,
ou ao eanitito.
lit'l.'tO.
Leillo, que laz Joio Jos da Cunha Lagea por
conta e riico de quem pertencer, de 34 saccas com
161 arrobas e 3 libras de arroz marca CL, viadas do
Maranhio, no brigue escuna Fer-Fogo no caes da
Alfandega no dia 13 do correte, ai 10 horas da
manhia.
Avisos diversos.
= Para o Rio-Grande-i!o-Sul. legue com brevidade,
por ler parte Ha carga |.romp, o bngue-eicuna Bel/a-
Virgmia : quem no meimo quner carregar, nrija-
se a Joio Francisco da Ciui, ra da Senxalla-Velba.
Pira Granja com escala pe'0 Cear segu
viag.n, eo. puocoidi, a sumaca rm7o, por ie echar
com parte da carga a bordo : que m metm ."<"'
O LIDADOR.
O n. 124 cha-so a venda, na prarja da Independen
cia livraria ni. 6 e 8. .
OPROGRESSO.
O n. 2 labio a luz, eacha-ie a venda, na praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8, e soi lugares ja an-
nunciados.
O NAZARENO N. 40.
est a venda, na praca da Independencia, livraria ns.
ti e 8, e na ra estrella do Rniario casa da F, n. 6.
A correspondencia da corte est minio ntereiscnte,
e trai outroi artigot dignot du seren lidoi.
a Aforio-ie terrenos oo cercado do engenho Gi-
quii a beira da eilrada, que vai do Afogado para Vai-
'vi ; e arrenda-m ou vende-ie um boa caa de tijolo e
cal, com commodoi para familia, palto para 12 vacas :
a fallar aoienhordo mesmo engenho que tambam
arrentla o cercado do meimo engenho para paitarem
boiada, independente de paitoradorei.
= Aluga-ie urna caa com duassalas, doui quarl s,
quintal, cacimba, propria para pequea familia, lita na
ra doNucente : quem a pretender, dirijase a ra Im-
perial, legundo sobrado, n. 31.
= Precisa-ie de um feitor, que saiba tratar de po'
mar, enchertare de hortalico : no Aterro-da-lioa-Vu-
ti, n. 43.
= Joaquini Concalves Maia, Portuguex, relira-ie
delta ctdade para o Porto.
as Temi o rneu lillio, o major Chrislovo Jos de
Campoi Barboza, de enderecar ao publico um protesto
contra a violeucia inaudita, que Ihe le/, no dia 25 'le
Julho prximo pastado, Franciico Barbota Nogueira
Pat, previne-se ao meimo publico para suspender o seu
juizo sobre qualquer publicacio, que pelo l).-novo
possa apparecer em contrario a todo o ronteJo da sua
correspondencia, contra o mesmo Barboza Paz, que
desde j rectifica em toda a plenitude da sua integra.
Recife, 11 de agosto de 1846. O cepilSo, Manoel
Jos de Campos.
Anua Theodora Candida de Jess, temi sabido
da companhia de leu marido, Antonio Eroquiel doi l'ra-
zerea, morador na comarca de Pao-do-Alho, para Ira-
tir de seu divorcio judicial, liz disto sciente ao res-
peitavel publico, para que oinguem contrate coro elle
negocio algum sobre os bens de seu casal, emquantu
e nao decidir o mesmo divorcio, o se nao partilbareru
os mesmos bem.
Sociedadc theatral
ttl el Domense
O 1." secretario ivia aos Srs socioi, que amanbla
(12), principia o theioureiro a diitribuir os bilheles pa
ra a recita do dia 14 do corrento (recbete urna meo
talidade); oulro lim, que a direccio ba prohibido o
ingruso na casa a quem for jaquetul, ou r.4o decen-
temente vestido. Tambem, que no dia 16 do mesmo.
pelas 4 horas da tarde, na casa do director, llavera reu-
uiio da tociedede para eleger nova direccao oa tra-
vesa do \ eras, o. 15.
- Gaspar da Silva Loyo, tendo de relirar-se para
(ora da praca, deixa incumbido de todos os leui nego-
ciosa Francuco Pereira Coelbo Lima, na ra do Hos-
picio, venda do LeJo-de-Ouro.
r O abaixo aiiignado lat tc'rnte ao publico, e par-
ticularmente aquellas poiaoaa com quem tem ne-
gocio, que elle tnudou a tua venda, da ra do Santa-
Ibeceza, o 25, para a ras da Concordia, n 26.
Joaqun l'ereira de (Jtsviira Macieira.
= Aluglo-ie duat caiai na ru* do Oliveira, naei-
trada da Pauageni-da-Megdaleoa, propriaa para p.a-
ai leita, amba muilo freicaa, coro muilo bom com-
modoi, e urna dalla* com um grande tollo, tendo am-
bat quintaei Biiridoi ci-cimbai. rilribarin, elo :
tambem aluga-ie um sitio na ,mesma ra, defronte dai
ditas caas, 'ooi boa raaa.de vivenda. urna grande o-
larn, arvore fructfera!, cacimba, etc.; ludo a tratar
oa ra da Crux, n 6.
= Aluga-ie o segundo indir da eai* da ru largad,,
Rozano, n. 46, com muiloi commodoi, muilo Ireica.
cum um'grande lolao. e co-ioba : o pret. ndentei di-
n|lo-iearua da Crui, n.B. ou defronte, pa loja de
ii.iudezai de Joaquiro Jos Lody.
= abaixo amgoado lax publico, que, deade o 1
de marco deile anno. nenbvjma parte tem nem directa
nem indirecta na redacceo do ifiario de Peinambueo.
Anlonino Jos de irt,nd Falcio,
= Precita se de um Portuguoz capaz e intelligente,
para caixeiro de urna venda, dando fiador a toa con-
duela : a tratar na ra do Vigario, armazem. n. 22.
O Sr. Matheui Antonio de Miranda tem urna
carta na ra do Vigario, n. 5, legundo andar, vinda do
Rio-do-Janeiro.
- No dia 17 do corrente, a roquerimento da reipec-
tiva proprielaria, te hade arrematar, em basta publica,
a porta ao Sr. cjoulor joii de orphos, urna morada de
rata de tobrado, tita na ra da Cadeia do bairro do
Recife. n. 37.
*=Joio Joaquim Saraiva, lubdito portogoer, retra-
te para a cidadn do Porto, a tratar de iua tade.
=Joaquim Jote Gomes Rodrigues, lirasileiro adop-
tivo, retira-ie para a cidade de Lisboa.
= A mulher de bons costumes, que se encarrega da
criar/io de meninos de peiU impedidos e dosimpedi-
dos | e tambem recebe meninos para desmamar,
no que promette esmerar-se mudou a sua residen-
cia para a ra Augusta, na toja do primeiro sobrado
novo, vindo de S.-Antonio ; quem do seu presumo
so quizer utiltsar dirija-se a mesma casa. Na mosma
vendem-se 3 viras de bico largo de ramageiis e re-
cortes de muito bom goslo.
= Joi Francisco do Reg Rangel se oflerece a ti-
rar pasaportes para dentro e fra do imperio despa-
char escravoi para fra da provincia, correr folhat,
solicitar na secretaria da polica titulo de retidencia pa-
ra o Su. estrangeiros e tratar do alguos negocios (o-
rensui : quem de leu preitimo le quiter utilinr di-
rija-se a loja doi Srs. Santos Neves & Guimaries.
Fugio, na noite do dia 10 do corrente, urna escra-
va de nutro Mara de altura regular cor lula, bei-
tos grossot com urna marca preta em cima do peito ,
e osla pejada ; levou doui vestidos do chita novas, pan-
no fino preto e oulro da Costa. Esta eierava parece
crioula por ter vindo pequea e foi comprada ao
San Pedro Nolaico Baptista. (^uem apegar, leve a ra
Imperial, no logundo sobrado n. 31, que se recom-
pensar.
Desappareceo, no dia 5 do corrente roez um ra-
paz', de nomei Bailio de 13 annos, filho do fallo-
eido Antonio Jote de Alcntara; o qual aprenda o
olficio de lauoeiro na ra da Cacimba dentro do
Recife, com u mestre Joio Pedro da Rocha. O rapat
he moreno cabellos cretpos ; tem oa dous denles da
Irenle do lado superior maiore que o outroi; lup-
pde-se le li lo sedutido por alguem. Quem delle lou-
ber queira, por bumanidade, avisar a Hermenegildo
Jos de Alcntara na ra da Asaumpcao n. 21,
que Ihe licita i lernamente obligado.
Quem prcciiar de urna ama que sabe coser ,
eiigommar, c cozinhar, para o servido interno de urna
casa, dirija se a Ponte Velba n. 19.
A pe-.sua, que annunciou precisar do 100,000
ri., dirija-se a'iua Nova loja n 13, a tallar com o
Chave!
saj Hoje, 12 do corrente, bio de ler arrematados ,
por ser i ultima praca, a porta do Sr. doutor juit do ci-
Itl da 2 vara.no Aterro-da-lloa-Vista,a requerimento
do teitamenteiro do finado Joio Antonio Martim No-
vaet, para pagamento dos credoret do inclino Novaes, 3
eicravoi que lorio recebidot oin pagamento.
= Alga-ie por 8000 n. mensses o armizem
do sobrado n. 56 da ra do Amorim, proprio para re-
colber gencroi, por ser muilo perto da alfaodega : a
Iralar delronte, n. 33, legundo andar.
C. C. Johnilon relira-se para Inglaterra.
Precisa-se de una mulher ja idosa para servir a
um boinem de maior idade sude portas a dentro : a
fallar ou armazem de inolhados, por bailo do sobrado
do Reverendo vigario do Recife.
= Precita te de um menino, de 12 a 14 annos ,
para caixeiro de venda ; em Fra->iu-Portas, n. 22.
__ O lolicitador Joaquim de Albuquerque e Mello
identifica aos teut consliluintes, que n udou a tua re-
tidencia, da ra do Coliegio, n. 17, para a meima ra,
n. 7, legundu andar, onde po'lo ser procurado.
= O abano assignado roga ao Sr. Sebastiio Lint
Winderlev Padrinbo o obsequio de Ibe mandar pagar
32,819 rt.', Ido de sua conta, dada em 22 de junho
de 1810; assim como 32,000 ra. da letlra que cn-
do^ou n icu man, Roiario de Barroi Pimenlel, por
una carli, vencida esta em 5 de marco do meimo an-
no. Recorre o mesmo abaixo assignado aos meios do
Diario por itto que a nenbuma de ma cartas tem
respondido e nem tratado de a mandar laldar ; e com
quanto seja pequena a quantia todava desejava re-
ceber.
Manoel Buorque M. Lima.
O abaixo assignado roga ao Sr. Filippe Santia-
go Acciolyo obiequo de llie mandar pagar 18,000
ra., de laido de 4 covadoi de panno Bno, que Ibo com-
prou em (evereiro de 1843 : e como esteja cansado de
pedir-lbe por eieripta valbe-ao dot meiot doi jornaes.
Manoel lluarqut M. Lima.
O abaixo assignado roga ao Sr. Carlos Jos de
Albuquerque Lins o lavor de Ihe mandar pagar iua
lettra de 653,690 ri. por divida coRtrabida deide
1841; porquantoj nio pode mais coro despezai de por-
tadores para seu eogenho S.-Francuco. Recorre aoi
joroaet delta cidade, j* aperreado dat demoral de S. S.
Manoel Huarque M. Lima.
Casa da F,
na ra eslreita do llozario, n. C.
Avista do annunciu que fez o theioureiro da lote-
ra de N. S do Livramento, oo qual marea o andamen-
to dai rodal para o dia 21 do prsenle mea, infallivel
mente, o ciuteliit* da caa acuna espera, que ot seu
liegueie coocoiiio com riflueoiia oa compra de tu::
cautelal; nal quaei eipera ler grande numero de pre-
mios, avista da boa escolba, que (ei, dol nmeros, que
comprou para dividir. A ellei 1 0 pieco tao os do
coiiume, dcimo a 1000 n. evigciimo a 500 ra.
OSr. G. S. L. queira declarar quem licou im
cumbido de pagar ai auaa contal, durante a tua ecan-
lda amencia.
Pcrdeo-ie, no dia 8 do corrente um eml rulho
com 332.000 ra. jun cdulas de divetaos valores;
a petioa, que o ichotj qurrendo rellilui-lo, podara
entregar na ra do Creipo loja de Xiilo V'rira Coe-
lbo. que te Ibe Picara agradecido alm de ser bem.
gratificado.
Preciaa-ie trocar una imagem do Sr. Crucifica-
Ido ; o coropra-ie una estante pequena para livroi ; na
ra de S.-Kite, o. 91.
Eu.abaixo assignado, respondendo aoannunciodo
Sr. Nicolfto Gadautt, inserlo no Diario de Pernam-
buco ii. 17-1 declaro, qu- o oegocio, que tnha leito
com o mesmo Sr. be o qoe abaixo vai publicado no
papel de trato, que pastamos em 12 do marco do
corrente anno por mim eelle astignado : e como o
Batano Sr. Gadautt nio den tnbida a minha estrada
em lnh recta al sahir na ra da Soledade eomo se
ohrigou do papel de trato por isso nio sou maii obri-
gado a dar a travessa no tundo de meu lilio ; porque a
eitrada queoSr. Gadautt (ez continuar da do meu
litio nio beem linba recta como tratamos, e sien faz
doui cotovelloi, um oo fim da minba eitrada e ou-
lro antes de labir na Soledade: por isso Pica de nenbum
elfeto o papel de trato que panamos um ao oulro.
Antonio Fereir da Costa Braga.
Ni abaixo aiignadoi temoi contratado en
Antonio Ferreira da Coila Braga a dar $o Sr. Nicolio
Gadautt orna passagem, ou eitnda nos fondo, do
meu litio da largura de quarenta palmoa em liaba
recta a encontrar a cerca do dito Gadautt, aendo di-
ta estrada aberta do lado da queeu Braga leaho jeito
abrir a entrada do meu aitio, e do cirurgiio Teiieira ,
com ishida para o Manguinbo ; e eu Nicolao Gadautt
a fftor continuar em linha recta a eitrada quo o di-
to Braga abri at sahir na ra da Soledade : e por
estarmoi contratado, pa valerd como esrriplura publica, e com as testemu-
nhas abaixo aaiignida. Recife, 12 de marojo de
1846. Pf. Gadautt. Antonio Ferreira da Costa
Braga. Como teitemunhas Jos de Almetda Nn-
nes Lima, Justino da Moa Maia.
AUL\ DENAVEGACAO-
Agostinho Fernamles Catanho de Vasconcelloi. pri-
mei'o piloto pel academia imperial doi guarda-mari-
nhai, contina a entinar navegscio pratica e tbeorioa :
oa ra Imperial, o. 39.
. Anda eslo para alugar as casas de ns. 27, 29 e
31 sitas na ra Real, prxima ao Manguinbo com
bons commodos quintal murado, cacimba e porU
de embarque: tratar com o teu proprielario. Manoel
Pereira Teiieira morador prximo iquelle lugar.
Dentista.
M. S. Mawion, cirurgiio dentista, participa ao rei-
peitavel publico que pretende laier urna viagem para
Inglaterra pelu fim detle mez e por iltu convida a
lodos o Senhore que quierem uiar do teu preitimo,
nio te demorem em procralo, que abi ella o na-
viu Stoofd- Fish, pode ter asuiiabhla aprensada, e a_ tua
demora fra delta praca te tender a maii de 6 me-
te!. Na ra Nova n. 2, legundo andar.
Na ra do Vigario, o. 19 deieja-ae fallar aot
Srs. Manoel Alvet Cardoto Antonio Joaquim Vil
Guimaries e Joaquim de A mirado Peiioa Pimentel,
negocio de teui inleretsei.
A luga-su o totio da cata o 3 da ruado Li-
vramento com muilo commodoi proprio para 8 a
10 pessoas: a tratar na loj de 6 portal, oa esquina
do Livramento.
Previne-se eo Sr. collector do municipio de
Olinda que a olera de D. Maano Therexa de Je-
ss Siqueia, em S. Anna, e as 3 casas annexaa a roee-
ma de numeros31, 3ie35 se achio, deadeo pri-
meiro de mar,,o do correnle anno sem alugador : O
quo se faz publico, para sua inteligencia
Preci*a-se de um criado ; no Aterro-da-Boa-
Vista n. 36.
Jos Soare de Aievedo. profetior de lingoa fran-
ca* no lyceo, tem aberto em tua ees, ru do Ran-
gel. n 69. legundo andar um curio de PHiLoanPHia,
e oulro de lingoa paaiCBtA. -As penosa, que deieja-
rem seguir urna ou outra desles diiciplioas, podem di-
rigir-se indicada residencia de manbia at il 9 ho-
rai, e de (arde a qualquer bora.
Quem qui/er alugar urna preta par* todo o ler-
ico de mii.i caa que labe counbar e engommar
coro petleicio dirija-te alri do Callabouco velho de
polica, n. 11.
Furlrio, na noite de 6 pira 7 do corrente do
ijuinlal cercado da cm do finado Joio Maa Seve ,
defrontc do Hospicio onde est o collegio S.-Anlo-
nio 4cavalloi, um ruco-pombo, pequeo, bom car-
regador baixo ; oulro ciitenbo, pequeo, com eitrel-
linha na testa furtapaiseiro, comofoiroda 4 ini-
ciad J. E. L. P.. entransadat em urna so marca j ou-
lro melado com o Ierro das duas nicaes L. P. ; e o
oulro ruco-pedrez, avcrmelharlo: quem delles tiver no-
ticia baja de avisar a Jos Gomes Leal, na ruada
Cadeia do Recife que gratificar devidamente.
Entrou, pelu armaiem da casa n. 30 da ra
Jai Cruiei na noite do dia primeiro do corrente, um
carnero; quem Por icu dono, dirija-ie ao meimo arma-
zem, quo, dando o tigoeei, Ibe sera entregue : adver-
e-se, que nao se corre rteu.
Joaquim Antonio de Santiago Lena identifica
ao respeitavel publico que Leodro Lopci Lina dei-
xou de ser teu caixeiro, deide 6 do correle.
Agencia ele passaportes.
Na ra do Collegio numero 10 e no Aterro-da-
Boa-Viita loja n. 48, tirio-se panaportei para dentro e
fra do imperio, assim comodespacbio-*e escravos: ludo
com brevidade.
Compras.
- Comprio-ie, para lia da provincia eieravos de
mbos os sexos ; na ru. Nuvi. loja de err.g.m, n. 16.
a Comprio-se eieravos de imboi o teoi, de 12 a
20 ancos, com habilidades ou sem ellas; na roa do
Cabug. esquioa da ra dos Quarte.i | aisim como
crsts velba, sendo boa.
- Comira-te urna casa terrea que alo se|a gran-
de e na r. de Ago.s- Verdes ou em seus arr.dorei.
embo.a precise de :lgun: concert!; oa rga D.re.t. ,
o. 23, ou aonuncie.
,= Comprio-se cual lerreaa ou de um andar,
que tenbio quintal, e nal legu.otei mu : Aterro-da-
BuaAnla. pr.C de dita, Aragio, praca aguada
S -Crui, e CoLceicio: oa praca da Independencia ,
Imana ns. 6 e 8. se diri quem compra.
__ Compra-se om clarim em bom uso; quem tiier,
aonuncie por esta olba.
= Compra aeum jogade breviarios que etejio
em bom uso ; na praca da Independencia livraria ,
ni. 0 e 8, ou aonuncie.
- Compra-ie urna ierra grande de ermtcao ; na
tua Imperial piimeiia padilla o, 37.


Compro-so ama cas terrea dos logares leguio-
tei : paleo de S. Pedro, dito do Carino, dito da Pe-
nha dito do Hospital mas das Cruzes, S. -Rita-No-
va dosMartyrio ; ou permuta-se por outra na ra
do Aragio : o' roa do (ueimado, n. 57.
Comprio-te 3 travos, de 50 a 60 palmos de com-
prmanlo ; na ra do SJruui, o. 8,
=-= Comprao-se garrafas asas ; na ra eitreita do
Rozario, venda n. 1.
*5
Vendas.
Vende-te, para remir necessidades, uma eacra-
va preta de afio Angola, a qual sabe coiiohar o
ordinario de uma casa lavar de-sabio e cngommer li-
to ; na ra do Arlgio n. 27.
=Vendem-se 200 barricas vasias que forio de
farinba promptas para assucar, por preco commo-
modo, por se precisar do lugar quo as mesmas occu-
plo ; um ptimo eseravo canoeiro ; ao comprador se
ilirn o motivo da venda : na ra larga do Iluiario ,
n. 18, junto ao quartel de polica.
Vendem-se no tbeatro de Apollo, travs de. 40
palmos de boa qualidade.
Vende-se urna cama de jscarand para casal ,
por preco commodo ; na ra do Solio, n. 15.
N. 40, ra dnTrapiche relogios de ouro de
patente ioglez muito lions ; correntinbas de ouro ,
padrio^: Principe Alberto; e um ebronometro para
navio, mui betn regulado: ludo so rende a pregos
commodos.
Farelo.
=Vendem-se saceas muito grandes coni farelo : nos
armaiensde Bacelar e do Guiuuros no caes da Al-
fandegs
- Vende-se corteja branca e preta de Londres ,
Barclay & Cuuipanhia a melbor i|ue ha em porcio.
ou a rclalho : vinhos de Tenerife Hadeira, e de ou-
tratquslidadet; ano'arJente de Franca engarrafada,
edeaupirior qualidade na ra do Trapiche n. 40.
Na ra do Crespo, n. ii, lo ja
nova de Jos Joaquim
da Silva Al a a ,
vende-se um novo sortimenlo de vestidos para senhor,
da rica fazenda chamada indianna ; a qual alm de
ser de cores escuras, tintas fias e ricos gostot tem
um'(acido, que finge ser de seda e o seu diminuto
preco he de 3000 rs. cada corte : bem como tambem
da faienda victoria a 4000 r. cada corto ; os quaea
ollereceni as mesmas vnntagens aos compradores por
seren escuro* e por isso te toroio recomtnendavuis
para a present i estacio: igualmente um rico sorlimcn-
to de casimiras paca calcas ; chitas para vestidos, e nu-
tras muitas faiemlat que serio presentes a te ven-
ders por pregos commodos.
=- Vende-se a armaeo, e livrot da botica da ruada
Crui n.00 bem como um harto uma cama a de-
grao de Jacaranda em muito bom estado ; uma mesa,
propria para picar fumo : na mesma botica ou no
Mondego, delronte do portfio do Sr. Luiz Comes.
Vendem-se, na i ta ila Cruz, n.
6o, e no armazem de Uraguez, cera
em velas, cliegada ltimamente do
lUo-de-Janciro, de uma das me- fcj
Ihores lubricas", em caixas peque- ||
as, sorlimentos a vontade do
comprador por er de meia libra M
at G em libia e por preco mais -'<
I- M
commodo do que em outra qual-
quer parte.
-Vendem-se taboas de pi-
tillo, a 40 rs. o p ; atrs do
llicatro.
= Vemlem-te moendas de ferro para engenhos de
assucar, para vapor agoa a beatas de diversos lma-
nnos por preco commodo; e igualmente ta'vas de
fero ciado e batido de todos os tamanbos : na pra-
c do Corpo Santo n. 11, em cata de Me. Caluionl &
Companhia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
Vende-telannbt de trigo de primeira quali-
dade da marca SSSF, recebiaa pelo brigue Uberon ,
chegado de Trieste no dia 4 do torrente em purcoet
grandes ou pequeas : em caa do Me. Calmont
Companhia, na praca do Corpo Santo, n 11, ou na
ra de Apollo armaren) n. 6.
Vende-se polassa branca, de superior qualidade ,
em barris pequeos : em casa de Malheus Austin&
Companhia, na ra da Altmdega-Vrlba n. 56.
Vende-se tebo em rama ; a bordo do brigue Ae-
ra chegado do Bio-Urande-do-Sul tundea lo uo
I do trapiche do algodao
Veode-te uma canoa aberta bem construida
quecarrega 000 a 700 tijoloi por preco commodo
na ra do Uruin fundico de Mltqu tu 6i Dutra.
Vende-te um eseravo do lodo o servido muito
reforcado porcomniudo preco; duBS escravts mocas,
de 15 a 16 annoa com prendas ; urna pBrda de 20
annos que faz lodo o tervico do uma casa; um pre
to por 550,000 ra. di ra iarga u'u notario, n. 24 ,
primeiro andar.
Veode-se oa travesa do Verat vindo da praca
da Boa-Villa para a ra Velba a cata teirea n. 20,
bem conttruida tem Iba faltar nada com cacimba ,
dout quiotaes, sendo um coberto proprio pira qual-
qocrarraoju, que te precise ; na ra da Cooceictd,
a fallar com Rufino Gomes.
j=Vendem-se dous moleques de naci aendo una
dolles bom cotiuheiro ; 3 escravos, ptimos para
o tervico decim< o ; 3 negriohat com varin habili-
tla competeolat franjai, obra de muito bom gosto ,
oo Aterro-da-Boa-Vists n. 14.
= Vende-te, ou Iroca-se por um sitio ou cas
terreas netta praca a bem conbeeida otaria de Auto
nioJos de Almeida stanos Coelhos; na ra ei-
treita do Horario ,- n. 30, segundo andar.
Vondem-se eouros de onca ; 260 eouroi de eibra;
110 meos de sola ; 87 capoeirot; 31 beierroi: na
ra estrella do Horario, o. 30, segundo andar.
= Vendem-se liogott novas cbegadtt de prmimo
do Rio-Graade-do-Sul a 160 n. ; na ra da Praia,
armaren) n. 18.
= Vende-ie uma caita de prata obra do Porto ;
algumat pecat de louca de porcellana fina, para fall de
apparelhotde cbi ; chic, ras e pires de varios prdrSei.
da meama qualidade ; ditoa azuei para ealdo a 4000
n. a duzia, urinoes azues cotn limpia 1280 a 1600
u. por te ter uma grande porcio : no Atterro-da-
Boa-Vista armazem de louca, o. 1.
= Vende-ie uma mobilia toda de Jacaranda para
uma pequea sais; na ra da Cadeia do Recite, n. 23.
Na mesma cata te rngomma com toda a perfeicio.
Vende-se a possee dominio de um terreno em
muito bom lugar por ser junto da ponte, que vai pa-
ra S. -Amarinbo parte ja aterrado com um grande
viveiro de peixe prompto e bem povoado : a tratar
com Manoel Luitda Veiga, na ra da Madre-de-Deos,
n. 36. primeiro andar.
Vende-se um carro do 2 rodaa novo ; 2 relo-
Jo do ouro, aabooote ; um alunte de brilhante; uma
cama de Jacaranda v i oda do Pordo 12 cadeirat de
angico ; uma marqueta ; um jogo do bancal de dito ;
2 metas de meio de sala, de Jacaranda ; um palanqun),
em bom uso ; 2 eipelbos granJes ; 2 camas peque-
as de amarello ; um candieiro de machina ; um ocu-
le de ver io longe : na ra da Cadeia de S.-Antonio ,
n. 19.
-== Na padarii do Aterroda-Boa-Vista n. 41 ,
vende-io pi, bolacha, bolacbinba biicouto &c. ;
ludo de o lulo boa farinba.
Vende-se uma barcaca de 24 caitat bem com
Iruida e de boat madeiras por preco commodo ;
no Forte-do-Matto casa deJoio Francisco de Alem.
Vende-se um terreno com serrara que serve
para outroqualquer estsbelecimenlo com 60 palmos
de frente a 260 de fundo com caes de pedra e um
quarto para caiteiro ; tambem se vende um escrito,
quo entende muito de serrara muito em conla por
'eu dono retirar-se para lora : na ra de S -Rita ,
n. 15, segundo andar.
= Vendem-se 8 escravos sendo ; um moleque, de
16 annos ; 2 pretos de 24 annos proprios para to-
do o servico ; um mulatinho quasi branco de II an-
uos ; umacabrinha, de 16 annos, com principios de
habilidades e de linda figura, propria para so educir;
urna parda, do 25 annos que ose chio, cotinba o dia-
rio de uma caa e lava ; 2 prelas, que coiinhio, lavoo,
e sio boas quilandeiras ; todos sem vicios nem achi-
ques : na ra do Collegio n. 3, segundo aodar.
Vende-se cobre de forrar navios ; em casa de Me.
Calmont & Companhia na praca do Corpo Santo ,
n. 11.
Vendem-se 2 pardas, de 16 a 20 annos ; 2 muU-
liuhot de 12 a 14 annos ; um pardo, de 25 annos ;
4 pretos, entre soquaes2sio de ni(io; todot sem vi
cios nem achaques e proprios nara lodo o tervifo: no
ra da Cadeia do S.-Antonio n. 25.
Vendo se a dinheiro ou com responsabilida-
des praca a venda da (ravesn dos Martynos o. 8 :
a tratar na mesma vend.
Vendrm-ie 4 escravat sendo: 2 negrinhiide
mu ao de limitas figuras uma dns quaes cozinha
muito bem de lorno e fogio, e engomma, e a oulra co-
zinha o iliario de uma cava, e cose alguma cousa ; urna
parda, de 24 annos, que coio chio ; uma dita, de 7 a
8 annos, boa paia se educar; todoa sem viciot nem
achaques : na ra da Concordia passaodo a punten-
nba a Jiieita sigundacasa terrea
=Vende-ss uma escrava, que sabe coser e engom-
ni'H-; na roa Direita n. 121.
Vcnde-se cera lavrada do Rio-da-Janeiro, de su-
perior qualidade sortida de menor tamanbo at ba-
randdes ; atril do Corpo Santo, n. 66.
Fariuha SSSF,
da mc.hor qualidade, e a nlli-J
ma chegada a este mercado;
vende-se em porcoes grandes
ou pequeas:.a tratar com
Me. Calmont & Companhia ,
ou com J. J. Tasso Jnior.
Por 1 (.0*000 rs,,
vende se uma preta da Costa,
idosa boa quitandeira : na
ra de S.-llila, n. 85.
Vendem-se superiores casimiras1
francezas elsticas, de padrOes mui-
to modernos, pelo baratissimo pre-
co de GS rs. o corte ; ditas nglezas
de muito bonitas cores, e muito su-
periores em qualidade, a S'Coo rs.
o corte; toalhas eguardanapos de
puro linho de todos os tamanbos ;
ricas chitas largas francezas, dos
padroesmais modernos,quetcemap-
parecido ; pannos fino de todas as
| qoalidades, assimcomoum comple-
to sortimento de fazendas finas, til-
do por precos lo em cunta; que
vista dasqualidades os compradores
Bao podem deixar de comprar: na
ra do Queimado, nosquatro can-
tos, loja nova de Jos Vioreira Lo-
pes Se C.% na casaamarella, n. 99.
Na ra do Queimado loja de fer-
ragens, n. 3"] A, acha5-se a venda supe-
riores camas de vento, de amarello pe-
lo barato preco de 4000 rs. ; assitn como
cartas finas de jogar, francezas e portu-
guezas.
SEBO DEIU.ET1D E EM RAMA
PARA VELA,
chegado do Cear no Fere-Fogo ven-
de-se no armazem de farinba defronte
do Passeio-Publico
Vendem-se 3 mulalinhas, de 12 a 15 annos
optimti para mucamas; um mulalinho de 9 annoi '
uma preta de naci quo lava, engomma e cozinha;
um pirdo demeia idade: na ra da Cadeia de S.-
Antonio ,n. 19.
Vende-ie um relogio ingle/ com caita de pra-
la por preco commodo ; oo Aterro-da-Boa-Villa ,
n. 54.
Vende-se zinco em folha ,
pregos proprio para cobeita de
na ra da Cruz n. io.
Trapi.
se
1 rapi-
por preco com-
armitem do Bi.
e em
casa ;
ATTENgAO !
Vende-se rap de Lisboa, do
ultimo chegado, bem fresco ,
formidavcl aroma, e boa cor.
Os tomantes que gosto da
boa pitada venho a ra da
Cadeia, loja n. 50, confronte a
na da Madre-de Dos, que
se garante a boa qualidade.
rel, fino: na ra do
che, n. 8.
POTASSA.
Vende-se superior potassa da Russia
em barris pequeos ; cal virgem de Lis-
boa, da mais nova, qne ha no mercado"
por prer;o muito commodo ; tambem '
vende um resto de potassa-da safra
sada muito barato : na ra do Tr
che armazem n. 17..
= Vende-ae uma eicnva ; na ra dos liairros-R.;
toa n. 9, D*1-
Veodem-te 12 barril com mel
modo ; na etcadinba da alTandega
celar.
- Vende-se uma carroca, com un ou dous boii
por preco commodo; na Soledide vendan. 20 o'
tolla peTa ettrada de Joto de Barrot. H
Vecdem-te. na ra Cadeia do Recite, n. 9 foj,
de mmdezai, de Cuedes* Mello, dragonas para ol
ciaes chegadas ltimamente do Rio-de-Janeiro.
Vende te eouro de luitro, o mais superior qt.
hi, tanto em porcio como a retalho ; na praca di
Independencia tojas de chapeo nt. 36. 38 e 40.
= Vende-ie 1 padaria do Corredor-do-Biipo, 0
8, com lodos 01 utensilios promptoi a trabalhir: i
tratar na estrada de Joio de Birroi indo da Soledida
pira o Minguinho, n 19.
a-Vende-ie a venda da rui do Collegio, n 21, con
poucot fundos, a dinheiro, ou a praio com boas Or-
inal ; na ra do Vigario armrzem n 22.
Veodem-se 2 roluln para portas, o uma ja-
ne I la para casa terrea que seja de ponto biiio ; tuda
em bom ettado e com ai com peten le (errtgent, por
preco muito commodo ; na ra da Cruz armi'teai
n. 54. '
Vndete um elegante eicravo, mnito moto, de
uacio Costa ; que o pretender, pode ir velo no Irabi-
Ibo do caes, quem se est edificando 00 ertenal de rosri
nha,e entender-te com Luis Antonio Pratt, que ihi
he empregado que dir com quem deve tratar.
Veode-te urna eicrivi de naci Angola
Ihor qae te pode achar para o tervico interno
lerno de uma cata de familia por maior que tej,
pela presteza, com que tudo etecula; labe engommar',
coiinbar e lava muito hem todi roupa, daqnella, que
se oio manda a tbnte ; no te di o preco genio depoii
de te dar a quem a pretender em coufianca para 11
poder detenganar da verdade : na ra Vilbi da lioi-
Vitta, n. 109.
Vende-se cobre para for-
rar navios ; na ra da Cadeia
do Recife, n. 39, casa de Rus-
sel Meliors& C.
Vende-seo superior rap
de Lisboa, a 3000 rs. a libra;
na ra da Cadeia do Recife,
loja de eJoo de Cimba llaga-
Ihes.
me-
eet-
Escravos Fgidos.
Neila loja do bom barateiro ha um novo lor-
timento de cassn em corle, doi mais moder-
nos e bonitos pidrfiel que teem vindo a es-
la prica ; a su ir, como chitas e riscados ran- *1
ceiei e um completo lortimento de madapo- S
loes, de 2500 i 6000 rt. e oulm muitis ta- 2a
rotulas liims e ordinarias, entre as quaes bi al- *
unios do lempo do rei velho. que se vendem por .
lodooprepo.safim de sortir de novo; poisen- (W
Ireellit ippareceih bou pichinchas, que os **
freguetei do bom e barato oio devom perder, t
=Vende-se cli da melbor qualidade em caitiohai
de G 11 liras ; em cana de L. G. Kerreira & C
Vende-te un moleque, de 14' annoi muito
linda figura; 4 escravos bons para o trabelho do cam-
po a de praca ; eicrovus mocas com boai habili-
dades ; 1 moleca, de 16 annos com bont principioi
de habilidades e que lie recolhida : na ra do Cres-
po, n. 10, primeiro andar.
Vonde-seceri em velas do Rio-de-Janeiro sor-
timento completo do 1 a 16 em libia; em caitas e
as lilirai. a vootade do comprador : na ra da Scntal-
U-Velba, n. 110, armatem de Altei Vianna.
Vende-te azeite doce para lu melbor e mais
barato do que o de coco ; e azeite doce fino em gar-
rafSes do 25 garrafal: no deposito de ateilo de carn-
palo oa ra da Seozalla-Velba n. UO.
= Vende-se uma escrava do Angola, idoqi e ro-
butta coiioha o diario da uma cata, o lava por pre-
go commodo ; na ra da CtdehtVelba, n. 17-
Vende-se um carro de quatro rodas, em muito
. 3 negriot
didei: na rui Direita, n. 3.
^Vende-te grata superior para velat, por preco jbom eitado coaiseus competenle arreioi'; "ii ru
commodo; na ra da Praia, n. 18. lAragao coebeita n. 17.
VeDde-ie a vordadeira eitenoia de miz, em meiail = Veode-te uma eterava crioula moca de boni-
girrafas, por prego commodo ; na roa Direita, n 9. jta figura com habilidadei ; oa ra do Hospicio
Tende-ioum par de vutuda de rede, com ai|n. 17._, I '
OLIVRODETODOS
ou
MANUAL OA 8ADOE ,
Conlendo
todos os asclarecimenlot tbeoricoi e pralicoi necetta-
rioii.an poder preparar e empregir sem o soccorro
do proessor os remedioi e se preservar e eurar-te
promptamenle com pouco ditpendio da mor parte
das molestiii curareis e conseguir um allivio quasi
equivalente a laude, as molestias incuraveii.
Seguido
de um tratamenlo especifico contra a coqueluche e de
ragras bygienicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploetquellec.
Preco 4000 rs. em brochun.
O lupphmeoto, indispensivel a quem tem a obra'
oa-se gratuitameote aot compridoret. O dito auple-
ment trat ai IredilTerenteireceitai p,r. a eompoii-
cao da ago. sedativa este precioso remedio que
tam.nbareputacaoii tem g.nho e quo deve etiitir
cm todiiticaias pan remediar promptamenle aoi acci-
dentes a mcommodos repentinos.
Vende-ie oa praca da Ind
os. 6e8.
Fugio, no dia 7 de julho, uma escrava de afio,
de non.e Mara ; reprsenla ter 24 a 25 annos esta-
tura baita corpo e fecflfi regulares cor fula ; le-
vou taia e vestido de chita fin, de assento claro e um
Ierro no peicnfo, por ter fgido anteriormente, e lem-
pre que foge he agarrada na estrada da Cata-Forte ,
il Apipuci.s : roga-se a todas as autoridades polica!
e aot capiliei de campo que a apprehendio e leven)
a ra do Hospicio na quinta casa ao norte do quar-
tel, que lerio recompensados.
Fugio, na noite do dia .9 do cor-
rente, um eseravo, de nome J0S0 de
naco Congo muito ladino que pode
mui bem passar poi crioulo; estatura re-
gular, corpo proporcional, cor retinta ,
cara redonda com falta de dentes na
frente ps pequeos canellas linas ,
com algnmas cicatrizes pelas costas de
castigo ; levou ceroulus de algodao da
terru, camisa velha, de madapolao, cha-
peo de como,o mais.roupa, inclusive uma
jaqueta de como, que pode mui bem ter
mudado a com que sahio vestido, e tam-
bem uma rede : loi eseravo do coronel
Manoel de Torres Cmara morador no
serlo de Quecharamobim pata onde
talvez siga por ser pratico aos cami-
nhs do sertao. Koga-se as animidades,
dos lugares, por onde o refe rido eseravo
haja de apparecer que o prendao e re-
mettao a seu senhor Antonio Dias da
Silva ('nrdial
encia livraria ,
Vendem-se pregos ame-
ricanos, 11. 4, novos, em bar-
ricas na ra do Trapiche ,
n. 8.
- Vendem-se esleirs da Iu
da, para forrar salas; fio por
que pagar todas as dcs-
pezas a quem o entregar.
Adverte-ie aa autoridades policiaca desla e oais
comarcal e pessoai particulares, que ha lugido um
eseravo cabr, de nome Joio que ditetu lar mudado
de oooia.a titulo da libeito;queconsta ter andado a tra-
balhir de carreiro em 01 engenhos do Sul, legoquan-
dolugioem Janeiro de 1836; que tem 01 tigniei *e-
guinles: estatura ordinaria ; pannos pelot rosto o pei-
eoco que pouco le percebein denles abertos com
34 annos de idade sem barba cabe-ca comprida ,
bailante para trat ; fuma; be bem (allante; tem om pe-
queo deleito em a uniu do dedo grande do p esqoer-
do e be desembaricado para todo o trehilhe. Quem
o pegar, leve a ra da Madre-de-Deo, n. 84, que te
pagar toda a deipea.
PEBN
t '!> TVP- RE
K. t)K KA1I>-
ib/ 6


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