Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08363


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Full Text
uno, de 1846.
Sexta fe ira 7
O DIMO puhlici-se lodos 01 das que nao
He guarda: opreco daassignatura lie de
lpOl rs. poi' quartel, pagos adtanlados. Os
'0ncos dos asignantes 5o inseridos a rair
5 ,n r|s por linlia, 4() ris en typo ddieren
nuncios dos assignantes So inseridos a razio
* 0 ris por linlia, 4d ris en typo diU'eren-
e a repclirei pe melado. Os que nao fo-
", signantes P"go 80 ris por linna, c 160
lypo'difl'ereute.______________
PHASES DA LOA NO MEZ. DE AGOSTO.
chei* a T as 3 hora e 39 minutos da man.
Miisoanlea '*" "orase 31 min. da tarde.
I na nova a H l' ""ras e S mw. da tarde.
Cretctns a 18 1 horas e 5 minutos da tardo.
PARTIDA DOS CORHF.IOS.
Goianna e Paridiylia Sexuadas e Sevlas f'eiris
Rio Grande do Norte, c'.iega nos Quirtil l'eirns
ao meio dia c parte oas niesuvii lloras nal
Quintas Reirs.
Galio, Seiiuliaem, Rio Forros,), Porto Caito e
Ma'ceto, no l.,.ll c2l de cada roe?..
Garanliuns e ttnuito a 10 e 24.
Boa-V:ta e Flores a 13 e 28.
Victoria ns Quintas Teiras .
Oliada lodos os das.
PRE\M\R DE MJ!?.
Primeira as 5 horas c 18 minutos da tarde.
Segunda as S horas e 42 mininos da manhSa.
Agosto.
Anno XXII
N. 175.
das da semana.
3 Secunda S. llerinlo, i.ti I. i > I. dos orf. e
'doJ. do C. da!. v.,doi. M da?, v.
4 Tero* S Domingos, nud do J dociv. da I.
v., e do'J de pal do 5. dist. de t.
b QlllIlU S Cillllidia.10 II i. dll J do civ.
.!. -'. v o do.J. -o M do '' ':. de t
6 QuintaS Xislo aud do J.dc orphos, e
do \ municipal da I. Tara.
7 Seita S Caelano.auJ do J. dociv. da I.
V- ecio .1. de paz do I. dial, de t.
8 Sahbado S. GyKaco, lid. do J. do civ. da I.
v., e do J. de paz do I. dist. de t.
10 Domiugo S. Lourenco.
CA.IKIOS SO DIAC DE AGOSTO.
Comino solire Lnudrcs 26 d. p. 1#a 60 d.
i) Paiii 35S ril por franco.
. Lisboa 100 % premio por inez.
Dse, da letras de boas firmas I '/, p /" '"
Our <<)-.., I,. SUUUoiat.. JI000 a 3lf0t)
> Moeda. de JW te!, lJtfOO l*ffeo
>i defijt'Vi nov. iSViO a I
> ii dt 1,060... >tt00 a O.'tO.i
Prala PaUcoets...... MUJO a 1*9II
a Pesos columnare* I#940 a l|060
Diioi Mtvtiaanos, 'foco a i#970
i) Miuila.......... i|h90 i*78"
Accea da Coinp. do llefx'rihe de i0#000 ao par.
DIARIO DE PERHTAMBUCO
l".- J Ufa
PARTE OFFICIAL.
Goverrio da Provincia.
EinOlINTE DO DIA 24 DO PAISADO.
Oflleio. Ao roniinanilanto daa arma, ordenando a
Imita de Iiidoru Gomes dn Silva, soldado do4.b.ita-
IIibo de arlilhari.i a pe.
Dim. AsMnrtniO, exigindo osen parecer aceros do
prrlencau dn 1.0 sargento JoMoaj Fabrico do Mallos
apassar do 4. balalliao do arlilharia a p para 0 1.0 de
lutileiros, ou para o 1. regiment de catalliria l-
eira.
Dito. Ao inesrao, inteirando-o do so baver expe-
do ordem na corte, para que o roeollinn an 1 0 bala-
lliio de eacadore e an 4. de arlilharia o p as praoas,
i ces cnrpiis perdnenle, que se achSo ein diversos
nvincia do imperio.
Diin. An inesniu, pediudn un upiailo a respeito da
pretencSu du tenenlc-ooroncl dn extincta segunda linha,
Domingos de Sonta LoSo manifestada no rcqiicriinentn,
,,,,,. ||ii> trmiaiiiiitc <) reooniincndaiido, que desse nlli-
ii.d exija u originad dos doouiiientoi, que ao dito re-
uuerimento vio nnnoxo.
Pito. Ai> mesmu, inteirando-n de ter S. M. o Im-
perador mandado declarar sem cffnito n aviso de Vi de
feverorn dete anuo, que conceder baixn no soldado do
2.0 hatalhSo de arlilharia o pe, Francisco Bstolsnu da
Silva ; o determinando, cunlinue etso suldado n cumplir
a tulenca, Mil oonseqiirimia da qual duixoii S. Es. do
dar execuca an referido aviso.
Dil". A<> inctnio, recnminendanilo, mando recclcr
na furtaloia do Urum a Anluni. Gomes Villar, qucir
acha na cadeia deits eidudc. Partitipou-se ao chefe
da pulicia interino.
Dito. Ao iiicsmo, determinando, (|iio. om cumpri-
mrnlti d'ordem imperial, dissolta. o depoaito derecriilas
ilifl.i pruviucia ; f9a passar pora o 1. b.italhao do ca-
cadnrrs ss pracM, qti'J o mesnio deposito pcrlrnciJo i
v intimo no espitan, que o comiuoiida, quo so reeullia
o sen corpo as Alag i*. Parlieipou-so ao commis-
urio-pagndor.
Dito. Aos meamos, ciciitificando-o do haver o tc-
nento-roronel do estado-nioi<>r de primeira olae do
ricrcito, Sebaslilo do Reg Barros, oblido reforma coiu
o anido por inleiro.
Dil". Ao iiupeclor da tlieournria da fatonda, ro-
enmuiendendu a exerncao du decreto, quo llie novia, e
palo qual foi nouieiidn feitor conferento d'alrandcga
detn ciliado o cidsdu Juan da Cruz Fernando de
Smiia.
DiloAo mesmo, prevenindoo deiohavor manda
do psgr pelo thesouro publico nacional a ejuda de cus-
i de volts, que, na importancia de 900*000 lis, |itr-
lencia ao Dr. I'edro Francisco de Paula Cevulcanli de
Albuquerque, como depulado por esta pioviocia a c-
mara dissal*ida imii 1844.
DiloA tneniio, aecusando remesss do uma copia
do decreto, que aposenta Jobo Francisco Durle no lu-
gsrdo leitor conlerente da alfandega desl cidado ; e
ilulenninsndo, ordeno ao aposentado, solicilo do Dibu-
nal do lhe60Ufo a decloracao dos ieus Tencimenlol.
DitoAo mesmo, exigindo segn.!a inlurmacao a-
cerca ds prelencao de N. O. Bieber & C* o pagamen-
to de uina poreao de carvao de pedra, que, na inipor-
tsncia do 6I2000 ris, vendrao ao arsenal de tnanoba
desla provincia.
>
ALEA. f*)
por tjfrenerco ^oulie'.
SEGUNDO VOLUME.
X.
ISCABAMBCAS.
Depois do baver lido o inslenle billie le, em que Leo-
na linda escrito: Senhor cundo, V. excellencia lie
uoi tolo, rnsgou-o Gustavo colrico, o inochucou-u
aos nos. _
Offendi-o ? disse-lbe ironiesmenle Len.
Sim, respondeo Monrion, porque me acaba de di-
icr urna verdade cruel. Tcmrasio; en son un tul,
por baver acreditado, por um instsnte, quo voss pud
ceder om pedido.
On a una nnieaca.......
Suu um tolo, prosigui Muiirion, per sne per-
suadir, que te lie poda arrsnrsr uma palavra do ver-
dade.
__ N5o lio iu o que o_ senhor arabou de diicr.
: Leona, die Monrinn rom violencia, n5i> ei por-
que, era de que ni un eir me quil vnss envulrtr
as suaa intriga rom o enhur Aniab. Ncllas fiz um pa-
pel ridiculo, reconbeco-o, nina pouco mo importa ; o
queeu nao quero lie fazor de indigno....... Nao o que-
ro ouve e lia de me diter, qual ho o intuito da come-
dia", que me quiz faier representar, e da que vusi mes-
ma acaba de representar.
__ Tr, veic llie lenho repetido, quo Ib'o nio quero
diier, re| ondeo Leona.
i
'() Vide Diario .' 172.
DitoAo mesmo, delerminando, em camprimento
de ordem imperial, acadomiltir os guardas d'alfsnle-
ga desla cidado, Thomaz Jos da Costa e S, Amaro Jo-
te Ferreirs, Jos Jacinllio dos Santos, Antonio Joa-
qnim Fernandes de Azi-vedo, Antonio Borges Urhs,
Francisco A nlonio da Silva Cavalcante, Hermeneitlldo
Jos de Alcntara, Jos Manool dos Santos Vital, Ma-
nncl da Silva Mendonea. Flix Nunes Cavalcanti, Tho
tnsx de Aquino Carvalho e Vieenta Ferreira de Faria.
Odiciou-se respeito ao inspector da alfaod'-ga.
Dito Ao presidente da reiucao, e ao< ju>2os de di-
reilo da primeira e segpnda varado crime da comarca
do Heciln, inteirando os'de ter S. M o Imperador rn-
solvido, so no provfiiso o oulcio de esenvia dos raes
mns juizes de direito, requerido por Jos Joronymo Ro-
drigues Chavo e Manoel Jos de Smk'Anna Araujo;
porquo se nao dove conservar a organisacao de odilos do
justica, loita por leis e regulamentos provinciaes, de-
I os do lalleoimento dos individuos, que os eierciio an-
tes da execueao das leis dai reformas
DiloAo inspector da thesouraria da rendas pro-
vinciaea, scientilicsnilo o de havor concedido a aposon-
tadona requerida pelo prjmeiro oscriptureiio da resi-ec-
iiva contadura, Joaquim Elias do M >ut > ; comeado,
para substitu lo, ao torreiro escripturario da inesnia
eonladoria, Jo5o Cafalcante de Moli o Albuquerquo ;
e para o lugar deste, ao amanuense Francisco Antonio
Cavvalcanle Cosseiro.
Dito Ao mesmo, ordenando, mande nJianl-ir o
prel do 30 deste inez (julboj ao destacamento policial do
Limoeiro ; e que d'ora em diante, ao determinar o pa-
gamiento do piel, quo no I." de cada mez llie (or spre-
sentado pelo corpo de polica, utoriso o dos sidos, a
que em todo esse mez tiverem direito as pracat do mes-
mo destacamento.uarticipqu-so ao comtnandanto ge-
ral do corpo do polica.
DitoAo comiiiisssrio-psgadjr, deterrr.insodo^quo
ao (miente quarlul-mestre do sexto balalhao de cacado-
res, Lus Jeronymo Ignacio dos Santos, odiante tres me-
tes de sold, inclusive o d jullio.
PortaraDispensindo Roberto Le i te Ferreira do
lugar do quario suppleata do ssbdela^ado do dislriclo
de S.-Jose S.-Podro, no ljmo do Flore.Nomi-ou-
so poro substituir o demiltido a Pedro Ferreira Lei'e ; e
participou se ao chele de policie interino.
Dita Mandando passar proviso de amanuonse da
thesouraria das rendas provinciaq* a Loil de A'ovedo
Souza Juuor. Participou se o respeclivo inspector.
Gommunicado.
reflexSes medicas.
Nada mals sublime e importante paro o medico hbil
do que o vi-r-se collocado no meio da liurnanidade sof-
fredora, que reclama seu ministerio, a implora os mais
promptos e adequados meios, allm de allivia-la das tor-
mentosas i-i ii-rn idiid-s, que a flageliao I... Que pra-
ser, para o coraco compasslvo do medico, maloi do
que o de salvar a vida do seu semelhante? A vida, a
mais preciosa immunidade da organisacao, determinada
por esse encadeamento n harmona de phcnomi-nos, en
virlude doa quaea os myaus etercom suas funecoes, e
que sem ella (ica o homem convertido ein fri e mudo
cadver, obedecendo | semelhante aos corpos brutos j a
Entilo parece, quo mo diise, que m'o quera es-
crever?
Porque precisara diiso, par ter aqu incline, aos
seus olhos, papel e tinta, o remeller duas cartas do
tnaior importancia para mim.......
E voss esereveo-as?
_ Sim, enbor.
Ainda agora?
Sim, senhor.
Aqu ?
Kmquantn o senhor olhavo para mim.
Mas onde Cilio ossas cartas ?
Api-lioou Leona o ouvido, eaoientir partir a car-
ruagem: .
Ouvo? dissorlla; l vai a primeira.......
Como! iluso Monrion....... Ea porta, que se a-
brio por um raomenlo.......
Um momento e urna porln nbcrt.i, disso Leona,
leiiii decidido iiiutus e grandes suceessus.
Mas a nutra caria, dic Monrion, querendo ahir
do gabinele.......
L parti tamben), interrumpen Leona, fazeiido
Gustavo o gesto de escutar a bulla da porta-coebeira,
que se techara.
M'inrion volton o esteve por alguin lempo com os po-
lillo cerrado sobro afronte. Era p/eoisu, livossc bem
arraigados 0 principios de boa edueocio, para lian es-
trangular incontinente a ea luulber. KniKiu, loruou-
e um pouco mais scnbur de si, o disse, lancando-se so-
bro uma endeir.i:
Semprc....... sempre burlado....... E vos em-
pre lio audacusa....... tao indigna.......
E o senhor tambera tflo violento, lo injuria-
dor....... tSo injusto.
' __ Man se csquo(a, que he lalvci d niiuha honra,
que qui viui pedir Ihe aonlas. Vois, Len, me ruma
dito, quo no dia, em que lheeo fallaase om nome dn
miiilia honro, rosi ludo me diris. E f-lo porten-
lura ?
Ella lancou ora olhsr om derredor de si, o a si me-
roa, eomu que-m qutris dizer, que nao eslava era liber-
dade.
Ob toss agora est livre, disse-llie Monrion.
todas as leis da raviaofio !!!... Um gemido, essa ox-
prcssSo de dar, que em outros ouvidos nenhum ell'-ito
quien pruduiiria, quantas ideiss de piodado e dedicacao
nio suscita no ponsamento de um medico?!... He,
pois, excelsa o mais quo honrosa a missSo do medico,
do homem, que para o ser,, tem absoluta mcussidade
de adquirir um thesouro de ennhecimentos prnlundos e
variados, de cuja harmona o combinacao nasce a scien-
cia-por excellencia a medicina ...
O homem, que tem rases para assumir o distincto
nome de medico, approxima-se muito dn Divindade ;
porque, se o Crcatfor, com tunla perfeieo, fabricou a
machina humana, tambem conceden s ao medico a iKi-
Ihanto prero^ativa de a concertar.
O medico he levado ao seio de uma familia, que la
menta a prxima porda de seu chefe ; seu sabor e do-
dicBcao ( mananciaes fecundos e inherentes aos verda-
deros medios), seus esforcos. fadigas, e, ein sumira,
o mais decidido desvello, ludo esgota em favor de uma
vida lio necessaria, quo Ihe est confiada ; nn| labios a
palavra. sempre jovial e faguelra, symptom.iiica de um
cora(3o bem formado, u o pi-nsamcnto sempro saturado
deideias de salvaco, lie, cabeceira do seu d- uolhendo logo, pelo simples aspecto do seu habito ex-
termo, urna somrna do dados impoituntes para um
bom diagnostico, interroga depois todos oj nrgoos e
suas respectivas lunccSes, e da anormalidad!) de uma
funecao colligindo sempro o estado patliulngico do seu
orgSo, e viceversa, conhoce por fin o mal, enmbate-o,
o, coberto do ulania, salva o humem importante, cuja
parda longo tenipo aturmentaria uma familia intelra do
saudades o privuces!!... Essa Familia, que chora de
alegra ( purquo nao se chora s de pena : gostuso
pranto ajeitequem no corafioextessivopraiersenlo;, es-
sa l'iimilia, diiuinos, no cumulo da lelicidade, sada
com respeito e gratid-lo o salvador de sen chele ; e o
medico, no fastigio da gloria e dos applausos, sent
coar-se em seu cnracSo esse sentimento de prazer, ta->
natural em casos taes : enda vez mais ho eODMlo de sua
importancia, e o desejo insulTrido de mais saber Ihe cala
o espirito.
Mas, se he brilhnnte, nestes casos, a posicSo do medi -
co, he ella por seni duvida, em outros, betn melindrosa
e ambigua ; porque, se da parte do doente a docilidade
no uso dos medicamentos e o bom rgimen ( base lun-
dnmi-iil.il de lodo o tratamento p da parto do medico
a hobilulade e inleresse pola saude do seu doente con-
tribuem para a cora do molos graves o inveterados, tam-
b. ni (seja dito com pena} casos ha, em que as phanta-
sias e loucuras de um doente rebelde, as concessoos cri-
minosas do sua lamilia, ou uma oulra clrcumslanria
aggravaiite qualquer dospenha-o na sepultura ; e o fa-
cultativo sacrifica saber, dedicaco, seus commodo, o,
as vezes, inleiesses de monta, ein troco da ingralidSo,
menoscabo o maledicencia, quo desapiadadamente mu-
tilaoo mais sensivel de seu crdito a reputacaol!!...
Hasta____nao desojamos dizer mais sobre esto assump-
to ; sirva de vergonba a quem assim procede o indicio,
quo d, do ouibrutecimenlo do suas facudades intclkc-
tuae. O medico conhecido o conceiluado nao atiende a
mesquinhds o miseravels impulacoes : o prestigio e
ublaces, que Iho vola a liuinanidudo, o ooiloelo mullo
niio na escala sociul, e esl por ItiO in.po9iblliladi> do
ser i-spi.-sinhado- pela mordacidade do almas brutas e
drspreziveis 1 .
Infeliz dnhutnanidadrie nSo houvessem mdicos.
(I) II..ie, que a elvilisacaocaminha lio depressa, he
raro esse proced monto de algumas familias; ptide-sc
llirmar, que essa mi qualidade esta na rasao inversa
do grao de ntelligencia.

uiJin*
lio para niilii intil, diou ella cle.ilenlui.J, o nuil
cala luilo. "
__ Que disso Monrion, temo mais algunia me
arclu?
U seiihur a so me impcllio.
lu?.......
__ Sim! Cun uma hora do liberdndu, poda cu aelinr
o mulla snlvacio na salvaoio de todo o senhor obri-
guii-me a prucura-la na pordcSo do todos.
M-i eulao, que fez voss?
Nao poao dizer-lh'o.
Oh vuss lia do diz-lo exclamoii Monrion ooiu
violencia.
Direi, p-irqiio Irnlio niuito Hiedo de murro, dis-
le Leona ; ms ineiilirii.
Vi-st bu do diicr u verdade.......
V. como nher u sriib.-r conde, que ho a verdode i*
Cor urna groateir.i o vulgar nitucia, iionliimao certa
ieoii dizer, Mandil qoercm oblar una PonOssIu :
)ig.i B verdad........ ou ci ludo........ Se o que
ad.quio esso estpido meio lei-m b>taut>onerg.i para
fdterciu, pelo ineijo, fallar nina iniillier, que elle leein
-miro as mos, tcein entilo .ilgunm prubabilidade de^|iie
lia nao unaara ineiitir-lhe, pelo reccio de ser eoiifon
h.i.i, c vem aasian n saber alguma tatas uma parlo da-
iiiilio, de q ue dizt-iu. sber ludo. Mas o seniur entro
lor aqu, i mando em alta vuz, que nada sabe, quo nao
.nleiiilo nadado que c paisa, o quer, que Iho cu diga
ludo P lato be de um completo papalvo.
Brasilia Gualavo surdaiuente; ausin, depoia que
ablila Ihecnrlou os cabello assim devia rugir.
Ur.i nuc, proteguio Leona, raciociiieiucs com
ieza. Eat o senhor deoidido a cicr o que Iho cu viiu
iier?
VnsaO vai mentir.......
Eolio, nao fallemos mais.......
Monrion desaten a grvala, e atirou-a para Icnge
i si.'
Eu abafo....... eu abafo....... inurinurou elle.
Vuss anda padece, Gustavo?.......
Nio ocha, que duro Oiuilo tempu? disto elle, com-
priinuido com a niio as desortlenadat pultacdcs do co-
raco i eu tou duro a morrer... ...
do
Como estelo da vlrtude menosprezada e condemnada,
tem a medicina falto, por centenares de teies, Irlum-
phar a verdade. E com efTelto, de quantos soppliclos
e vergonhas nio tem ella sublrahido a inoocencia op-
i-riinida ?! Um pal severo o desconflado, que amal-
di(a e encarcera sua fllha, bolla, pura e irgem 12)
0 que a ennverto em alvo do Ignominiosas otpreasdei
o do mais itifamantu drspreto, por 'nio comprehen-
der oa Ihe nio ser dado sondar lio respeitavel mys-
t-rio, echa no medico um descorlinador, que rasga o to
fnttl, o faz brllhar a verdade. que nunca se abvama, com
lodo seu esplendor e evidencia. Quantas ve/es tambem
pn-scruta o medico os senrodos do corarin de uma don-
zella, que deflnba, victima de uma pana amorosa I A
timidez e pudor viruinal cerrio-lhe os labios, e abafio
no fundo de seu peito o ardento palpitar de seucoracio;
se ve o objecto do seus amores, mais so alca o lume da
iaix.ii; su o no ve, a saudade a consom o atormenta ;
c Basta alternativa do mais profundo e ardenle senti-
menlo. principia o organisinn a Ifn-r : uma constante
'slurc.io a abstrahe do rallo do sun fjmllia ; o indif-
1 -reniMiio para ludo o quo no lum visos de mor se
faz notuvel ; o appelite desapparece ; a insomna so
declara ; a prlle detc/ra-se ; as digettOes sio poniveis ;
a respiracao inlercortada ao suspiros ; o pul.o at-celu-
ra-so ; appareccui te -ymoses, de diversos lamanhoi,
pela superflcie do corpo ; e a desordem du pbysico,
desafiada pela do moral, maiiili-sta-socom toda a uten-
sidado. Cabo euln ao medico, om quem nio devem
falhur meios do persuasao, o dispr convnenlomonto
a fainilis, aflm do quo so cuipreguo o verdadoiio espe-
chico (casamento): todo (lea sanado, cuma vida salva.
l-'iii:iluienle. como funccionarla a |urlsprudoncia em
muitas causas cuines ? Km todos os casos do infantici-
dio, do abortos provocados, cnvcoenamenlos, etc cega,
romo ii pintn, marchara a justica, punindo a inno-
cencia e absolvendo o crime, so nio houvesse quem es-
clan c.-sse o amago do tao importantes questoetl...
Quo.'lea de viabiiidade, q so podeui ventilar peranlo
os tribunaes, carecein do um medico, par decidir, se o
feto, quo acaba de tranquear as pottus da vida extrau-
terina, est ou nio no caso do percorrer as phases de
uma vida perjeila e independento, condtcao esta, sem a
qual o recem nascido fica inhibido de sur e ter, receber
una doacao ou herdar, anda mesmo que elle viva por
inultos aonos; porque Idliom os Franceiea ) aot olhos
da le, tanto faz nascer morto, coqio nascer para morrer.
A nossa leglllaelo nao entendeo eita questio por este
modo : enlro nos, qur o feto venha ao mundo vlavel
ou nao viavel, as leis o considerio apto para gozar de
ludo, que por direito Ihe competir. Mas a legllaco
francea quer, que a crianca, para gozar dos privilegios
da socledade, traga, ao nascer, estas tres coodlces : 1.*,
quo nasca depois do termo legal, isto ho, depofs dos
(Mo a olenta das ; 2 que esteja viva ; 8.*, que ve-
nda isonta de monstruosidades, que impossibilitem o
curso da vida.
,') Lemos, ha muito tnmpo, em um jornal Trance!,
a bbtoria do um filha-familia, ludibriada e despretada
por ira |>ai, quo a julgou pijada, em cooiequencia de
lio- ter faltado o Iluto cstc-incninl, o ventre cresrido, ai
mamas engorgilsdo, e em summa succederem-se indos
os symplomas de pronlie/. A pobre moca, que viva de-
solada o em continuo pranto, lata cmflin a Micidade do
sor examinada por um medico, que aehou um obstcu-
lo nirnibrannso no eolio dn ulero, destruio-o, e pira
loiio urna enorme quanlidade do sangue ptrido saino
com prcclptlacao do interior do ulero, e a pobre menina
foi entao julgada pura e virgem.
Tanta imilc, que passei cabeceira do seu lei-
lu, Guatavo, foi para que voSafl me disaCSSO isso ?
Ah disso Quinta oom arquejsnlo voz, respun-
deo vust d'aiilemao aos quo dsserem, que voe na
mato o.
O sei.hor lio cruel i aabe melhor quo ninguein, quo
o me tem ealuiuniado.......
Sim, por cerlo, o anula a calumniarn....... Hado
te dizer: Eltfl minero Monrion morreo aos vinlo o
.. quatro anim, cslrugado pela einbriaguos, innonli-
.1 iiencn, devaasidio, OX08SIUI em nuiles iuleira, pr.i-
teres furioso....... Pobro lulo!....... Ah! nio po-
der u erguer-.iio do tmulo, para llies dizer: Viu.
.< o cii.-ano....... ItiO, nao.......e.i Lou, que Vios.
a acenso, mu be iieui a duagrenh.idii bacchauto, noni
K a uionavel Measaliua, que Vms. imaginSoj nlfvi
-c pcloi sentidos, o un pelo coracio, que ella nio nis-
tou ....... Aliiem-.i, o aeliai nina naliireis lie goln,
quo calima bul tanto a SUS belleza, que lio capaz de a
preferir i propiii ventura. 0 que Vms. lian do aohar
ho om espirito de logo, quo Ihea reicooet todoioi
eiillnientos sineern, que Ihoi matar a fe na olma,
rediitiiido-a como o mu solo ando, onde nada novo
. e fraseo pude mais ,ei-iuiiiir. Vws. ama-ll-ho, o
eo verbo do mal creara para a ventura do amor
.. o u, a lioaoagem embriagador.......... B, qaindoVajt.
. entirein dilalar-ae-lbo a alma, a sua palavra, lancar-
-. Ilie-lm Olla embiiagiicialyuna fro toiubaru, algu-
s usa .lvida verg.inio.a, que Ihei Im de eutalar o co-
racio com gelada oompresso, qual flor, quo do.a-
.. brocha lo prnu iro calor do sol, o quo a noito cres-
na cora ociado orvallio....... So a iristota os occom-
a meter, achar ella caiiluus, risus. fnlgaros, para es-
. lmular-lhes o dor, ateqne ella ria, al que ella oau-
te. Nonhutna das iua sc-iunco, nenhum dos seus
peiisai'jciitos....... nada do Vina, mesmoa Ibes porteo-
. cero....... Ella Ibes impura a fadiga inulei e.forjo ;
cucadear-lbes-lia o ardor ein iusuportatel repou-
., |i........ Vms. Iho dari crdito, porque aro dia Iho
., tii .i ella excitado a aduiiracio cun I audacia de la
o sinoaridada ; o uu i'guiulu da duvdari de ludo
quauto llr.-s ella dissur, ao v-la entregar-so ai iniis
o inuteis mentiras....... Se Vms. contirem com ella
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


Aqui paramos, que longo de mais j vai endo eate
Higo. Jos Fernandes Umbuseiro.
Variedade.
Bomfim; aentei-me no meioda estrada, pera lomar al-
gum descanso: o lilio eslava ermo, e apenas a pouca
dittanoia ti um barro velho, que andeva pastando com
o maior socego e paz de espirito imagnavel. (^uo feliz
nao he aquello animal I ezclamoi eu lodoi o aeui
cuidados aSo encher a tripa o carregar com o Tulle do
moleiro.
Mas, que espanto nao oi o meu, quando vi, que o
animal burro virava para mim o aeu locinho, e, ar-
reganhando a dentuca, me diziaanimal homem,como
ests engaado aqui aonde me \t. velho, magro e
escavoirado, no sou feliz, e nio bou feliz, porque pen
so.Enlao fiquei dequeiio cabido, e diise commigo
Quem me diz a mim, que he algu>n lobs-homem,
alguma alma errante e vagabunda que), diafarta-
da em jumento, anda por estes prados diminuindo a
somma doi seus peccados Eutio tirei o meu chapeo,
c Ibo liz a minha harretada; porquo boje tudo o que be
maravilhoso.ou com iaso se parece,merece os nossos suf-
Iragiog,
E entio Ihe disse euporque nio es l feli>, ani-
mal burro ? Repulso o Iratain- nio, respondeo elle ;
nao pororgulbo, mas porque mecbeira a superorida--
iln, que nio admiti ; os burros teem direito a urna
senhoria, e mesmo a urna excellencie, como outro
qualquer animal ; oa burros, que sio como cu osera-
tos de snligualhas, nunca aViiio o seu pello nem sa-
l m i rua seno tumo os aeun anligos, i lo b, ern
qiillro pf| mas os burros modernos, o* que se niettem
na Mirada da civilisiflu, vestnm-se o ondao como o
linmins, comem bous potiscos, ciiucho boni enipro-
g I, B arrolio do nobres, de sabios, de polticos, e
iniudoni paasiorie burros, seom adiflercnpade
seren mais espartos que os houiens; porque, dafar-
gando a bus natureza e a sua estupidez, caglo o ani-
mal liomem, doqual recebem elogios.
Confeso, que fiquei com a cara a urna banda, a ca-
da vez mais atrapalhado Ibo disse mas porquo nao he
V. S. ouV.Exc. leliz, quando o vejo pastando a sua her-
vinbacom tanto socego e mramo com tanta pbiloso-
phia ?Porque pens na rotte de moua irmios, que
se fizorio peralvilhos, loucos e civilizados 1 isto he un a
faalidado para a nossa raca, que at aqui era pura :
ah que ja nio encontr os burros do meu lempo !
na nossa familia entrou lambem o germen fatal do pro-
gresso, as falsas ideial da cvilisacio.
Antes que as chamadas luzes do seculo espalbassem
aeu hrilhanlismo pela patria dos I uno, portuguezes,
nos os jumentos esUvamoB costumados nossa soite ; a
nosia constituiciotinha s dous artigoa, comer tra-
balbar.e 16 de vez em quando atiravamos o nosso couce-
silo, para concorrermos para a belleza do universo ;
mas boje meus irmios burros aprendrio a andar em
dous peso comas patas no ar. detpirio a aibarda clus-
sica, e a trocarlo por urna casaca ; a bella vo;, que li-
iibio.de basso, a aliara pii, V0I de soprano,.;, lazendo
a Hguri_ de. uomens, e adoptndoos vicios delles, ap-
iresentario-se as partidas, noa bailes, nos thealros,
nos templos, nos governos civia, as administra/oes do<
concelbos, as cambras electivas, ras municipaes, as
academias, nos lyce.n, nos conservatorios, nos carto-
rios publico, e at por fim se motlrio a commissarios
do decima de reparlicio !
E porque fazern elles tudo isao ? porque abandona-
rlo a sua raca? porque de$prcarao a sua natureza?
porque nao querem trabalbar, conforme o autor
da natureza Ihes ordenou em sua sabedoria; porque nio
querem carregar com o folie do moleiro, nern com a
atafona, nem tirar a;oa da ora ; querem andar d
perninha lesa, ecomendo a custa do pobre povo, que
be obrigado, pelas luzesdo seculo, a suar sanguo, para
suslenlar os meus iru.ios burros, que Be apdao rindo
da estupidez do tal povo, cujos olhos endio vendados.
Nos temos sobro ob bomeua grande vantagem, e be
niolervergonba; e esta prerogativa asinina faz, quo
'acarnos com o nosso distares muita asneira, muils la
droeira, milita barbaridade : porm, como, apezar de
mudarmos de vestido e de voz, nio mudamos da ba-
bilidade, no meio doste hrilhantiamo, por Torga vem
sempre o seu couce i mistura, couce de autoridade
ou do empregado he couce muito tno: o povo os rece-
be oso cala, para no ser anarebico.
Adeos. animal bomem, eu c vou roendo a minha
O BCERO PESATIVO.
Achando-me um dia com cara de fastio, isto he, a-
borrecdoezangadioh ca por dentro, lomei o expe-
diente de ir dar um passeio campestre pelos arrabaldeslervinha, e preparando o lombo i albarda, omquanto
da cidade ; porm s, porque mais vale s, que mal minha raca vestida 4 moderna vos d as leis, vosca-
accompanhado; e dirig os meus passos pela estrada do C a vos trata de reato. Tomai o meu conseibo, que
aperar de ser de burro,he de burro amigo e seto preten-
coesTodo o que tem figura de homem e d couces
no ezereieio da sua autoridade, be individao, que des-
prezou a sus race: olbai-lbe para o Toeiiiho e Tugi
dolle ; o vestido oio confunde as ragas: quem nasceo
burro, por mais que se dinfarce, he sempre o meimo
jumento, sem tirar nem por. E, abaixando a orelba em
arde cortezia, retirou-Be penaalivo; e eu, tornando pa-
ra casa, fui ver trabalhar o cavado Pbenix.
{Perioiico dos Pobres no Pono. )
COMMESCIO,
Alfatidega.
RBNnmENTo do du 6.................4:743*837
Descarrego hoje 7.
BrigueTarujo II. vinbos.
arca americana/oofarinbi, bolacliinlia e mer-
cadorias.
Brigue-eacunaAielaidemerendonas.
(eral.....
Provincial..
Consulado.
I!l M'IMIMO |)0 lll 1 6.
317*802
126*353
411*155
Edital
Miguel Archanjo Monlerro de And-ade, o/pcial da im-
perial ordem da liosa, cavallriro da de Chrxnlo ,
e inspector da alfandega da provincia de l'ernambu
co, por S. M. I. e C., que Dos guarde, etc.
Faz saber,que no dia 7(hojc)do con en le,ao meio dia,
e na porta da alfandega, se hio de arrematar aeis relo-
gios para cima de musa, no valor de 48,000 rs., im-
pugnados pelo amanuense Goncalo Jos da Costa e S,
no despacho por factura de G. P. Manouvrier; sendo
dita arrematagao subjeita ao pagamento dos direitos.
AITandega, (id agosto de 1846.
Miguel Archanjo Monleiro de Andradi.
Porum anno, que contar-se-ha do 1. dejulho
ultimo a 30 dejunho de 1847.
Dous mil e quiobentos ris por cabeca de gado, que
Tr consumido, e pagavais lmente pelos que talharem
carne para negocio, nos municipios de:
Brefo........i.......por 2:000000
Cimbres.......;...... 1:000*000
Garanbuns............. 3:400*000
Flores e Floresta........... 3:400*000
Boa-Vista e Ex........... 3:500*000
Ya secrelarir. militar existem, a seren entregues, as
patentes dos Sri. officiaet abaixo nomeados.
Hajor Filippe Duarle Pereira.
Josa Gomos Ferreira.
Capitao Jos Luiz Pereira Bacallar.
Antonio Manoel de Moraes da Mosquita Pimen-
tel.
Tenenle Manoel Soares do Figueiredo.
Antonio Coelbo da Silva.
Alferes Flix Peixoto de Baito e VIello.
Francisco Ferreira de Alcntara.
Joio Franciico dos Santos.
Antonio de Albuquerque Maranhio.
Faustino de Miranda.
Filippe corvlo Cavalcsnli Beierra.
Francisco Caetano Vellozo.
Manoel Pedro da Fonseca.
= O administrador da mesa de rendas internas ge-
nes, pela ultima vez, avisa aos collectados pelo im-
posto do banco, segea ecarrinhos, taza de escravos,
e il,cima de mo uiorla relativo ao anno de 1845 a
1846 prximo passado que venbio pagar seut d-
bitos al o meiado do correte mea sob pena de se
proceder a exculivo. Hecifo, 5 de agosto de 1846.
Franri-rn Xavier ( ai"'lcnnti de Albuquerque

eclaragoes.
' rente e meiga, acha-la-liAo ninan o arrebatada......
Se recciarem nelia-U irritada, n|q>arcecr-lhe-bn ella
atiRclica c resignnrta...... Ilontein eslava no lado do
Vciina, e amanilla estar ella ? Aisiru o di-vehao a>
nicnoa esperar------- inaa nao !....... olla ler fiigid.i
para lunge...... Acreditaro lar escapado acaso in-
u t'ern, o elle anrgir de imvo aob sous alhoe, innia *c-
< ductor, maia Inminoau quo O paraiio |....... Ser
acmpro una sorpresa, que Ihea age o praler, llica ir-
rile a dor, Ihea minia na eaperancae, como aos re-
" '"....... lioet.nioocnvnllo, quo, ciirrendu a toda
. a brida, de repente a.ibjugad.. por um frcio d'aco,
o iiosaem pnrar, ettureendo-llio os msculos ne.ie
.. oapricboae aforen j lie quol o homem, i quem, o-
baforido em um clima lorrnlo, laiicataeiu de rvpenlo
eni agn gelada ; ou que, sonlinnd, exhaaato de f.i-
diga, deupcrtaaseio....... lio........lio aei oque.....
Nao lia lii nem um din, nem uni hura, nem um mi-
n nulo na mesma senda, na meama eipcrauc.n ou na
lucarna dr....... nem um minuto na Utama seiii-a-
" Co....... He una caricia apar de una injuria, urna
franqneta insensata a par de nina reirva iinpcnctr.i-
vel....... Hoarde, que ao irrito, e so recuaa saciar.
Nao; ella no uioniatuu peloa aenlidoa, ruatou-tne
|n lo enrayan, danlcario pelos t.ir6et doa seui eniiri-
i los, |tor filo curagio saeudidu em tudus os eenti-
dos, como o brinco na miu da crianga, o que luje
a ensaiigui'iiiaiio........ doiuroao........ me nbala........
'i ol!......me abafa !.......a r.m i-inc morrer!.......
Moiirion, exbauslo por osle acceaso do colera, cabio
sobre o canato, o a respiraeltj palpitanle raoatravu
quanlo estetuppliuio incessante, em que ello vivera,
llio bavia quebrado as forgas. Leona cliegou-so pora el-
le, e quii raie-lo respirar um fras|uinliu; mas fui rc-
pellida.
Ah diase-lbe ella amargamente, voss nSonie
amo maia!.......
Gustavo endireitoii-so, o fituu-a estupefacto, como se
duvidaiae, que ella ousasao diier-lheaemellianle eousa,
depoii(|u.|uellieelleacabavadediaer. Ala Leona aor-
r ui-au meigamente.
Vamos 1, Gustavo Ihe disse, acolmc-se.........
pego-llie utu muito. seriamente.......en brei tual. cou-
ARREMATACOES, QUE SE TEEM DE EFFEI-
TAR PENANTE A TIIESRARIA DAS REN-
DAS PROVINC1AES.
DU 12 DO CBRENTE.
Na estrada da Victoria as obras :
Do 14." lango oreadas em. ....... 10:823*438
Do 15." ........16:561*428
Da ponto da cidade oreadas em.....13:966*803
As obras da cadeia da villa do Krejo, oreadas em rs.
8:484*670.
Vor tres annos, contado* do 1. dejulho prximo
panado a 30 dejunho de 1849.
Dizimo dos cocos nos municipios do Ex e Boa-Vis-
ta, avaliado o seu producto emeada auno na quantia
de 70*000 rs.
Por dous annos, que torreras do 1. de outubro de
1846 a 50 de sele bn de 1848.
Hcndiuienlo das collectorias om os municipios abai-
xo declarados, calculado anoualmento :__
O do Bonito. .............em (100*000
O de Flores e Floresta......... 600s000
O da lioa-Vista e E......... 400*000
Vinlo por cento d'ago'.rdente de consumo, nos mu-
nicipios, que abaixo vao inscriptos, computado ostu
producto om cada anno :
Na villa de Cimbres........., em 20*000
as de Motes e Floresta........,, 20*000
as da Boa-Vista o Ex........ 20*000
sKbpss.T'sk ; -u-tfa jiiffa-:-'c uL-aaaL3HMaBMaMaailMaMBan,
fa",u-......."as srueu o nica culpado P ...... E puis
quo vos.6 lio bom mAonheoe, ulo sobo, quo eu amo.
morrona do quo ceder a mu dosej, manifestado pe
iuiii o maneara, porque o Kt?
Nio vi eu tantas veses repcllidas as minbas roga-
tivas como as roinbas o.uoa9oa?....... E ,, romo Ine
tem eicitndo ole t,.zer-nio luvauloro punlial poro vust
nao mclcm deixadu rajar a seus pos, o oln dcbull.ar-
me em lagrimas, sera quo nem, por mal nem por boiu,
ublivesso do vust eousa alguma?
Esculo, Gustavo, disse Leona cora tristeza, uSv
discutamos .obro o passado talvez podesae eu quoi-
xor-roe igualuienlo; maa nio quero. Voas quii rom-
per commigo i cunioli-me os soua novos amores......
ouvi-ocoin paciencia; subu.elti me; nao o exprobroi;
vem voas agor.i pudir-me comas da uiinlia vida.......
Tem porvenliira esso direilo ?
Tonho a seu icspeito, Leona, o inesmo direilo,
que par qualquer l.uiueiu, quo envolver o meu nomo
am alguma intriga....... ,o com a ditferesica, que com
um I.un ni tem a gente vaiitogciis.......
AVISO AOS ACCIoMSrAS KH All aso.
A administraban da companbia do Baberibe manda
publicar o seguinte trecho da acta da sessio de 14 do
correle :
n OSr. Manoel Goncalves da Silva, caixa da eom-
panhia, apresentou as suas contas, mostrando o nido
a seu favor de rs. 2:162,860 ; e reconbecendo a admi-
nistragio, que este dficit era devido falta de entra-
das, o quo no podia continuar a ter contemplacio com
os accionistas em atraso, sem prejudiear ao caia, ou i
companhia, resolveo por em execuco o artigo 9. doa
ertatutos; mas, a pedido do mesmo caixa, concordou
em ospacar ocumprimento desta resolugio al o ulti-
mo de agosto prximo vindouro.
Adverlese, portento, aos Srs. accionistas, que nio
completarlo as suas entradas al 70 por cento, que, fin-
do este prazo, que ser improrogavel, perderd o di-
reilo de accionistas ob que anda estiverem em atraso,
reverteodo as prestages realisadas em favor da compa-
nhia.
Escriptorio da companbia de Beberibe, 26 de ulho
de 1816. O secretario,
fenlo Jos Fernandes Barros.
Thealro publico.
OESPIAODE VENEZA.
Esse chele d'obra do i inmortal Vctor Hugo nio podo
ira scena no domingo, 2 do correte, em contequen-
cia da tempestuosa imite denso da, e anda mais por-
que o artista incumbido da pintura da nova vista, erlo
6 horas da tarde, o Ibe fallavio quatro bastidores a
pintar; e quando ob concluase, como transporta-los
do largo de S. -Pedro ao thealro, em noile lio ebuvo-
sa !l Viriio em estado de imnerfeigo.
Odireotor.firme nopensamenlo de arrancar este thea-
lro da lelbsrgia, em que se acha, estimou em parte a-
quelles incovenienteB, para melhor aperfeicosr i exe-
cuclo desla grande pepa ( que muirs pessoas duvido
ser possivel apresentar em scena); porm, 22 das de
esludo, e outros lanos na prompliicecio dasdeco-
races. devem dar em resultado um ptimo desempe-
nbo: muito mais, quando o respeitavel publico se mos-
tr espectador benigno 'e indulgente, como aesbonj
praticar na pega Enjeitadaem que ob actore
inda duvidososda atlengio publica, nio represenu,!*
com aquella confianga e sangue-frio, que a, reJ*
para a iromilaeao dos difiranles caracteres. Esta !*
tenglo, que o respeitavel publico se digoou pran,'."
nos, nos faa dzer podemos representar sem susto "
E aos espectadores aj se pode ir ao thealro.
O Espiio de Vneta se representar no domi.
go, 9 do corrente (oio chuveodo das 4 horas em >i0i/
Principiar ai b>ras do costume. '
rV. B. A chacra do drama ser cantada por ama \u
i particular cujo estylo armonioso e bello ijj!
muilos he cnnhaoido e apreciado. Rematar o e,D.
(aculo com a gavols,
Avisos marilimos.
= Vende-se a barcaca muito releira, dooominiil.
Bella-Flor-Pernambucana, sendo de carga dado
canas para cima, muito bem construida, e proaicii
para navegar: a fallar com o seu propietario em jL
propriedade na passajem de Itamarao.
Segu tiagem para o Acarac, com a maior bri.
vidade possivel, o patacho Emu'acHo : quem no ran!
moqui.er carregar ouirde pasiagem diriji-u ,j
capillo a bordo do mesmo patacho fundeado defrot
ledo trapiche novo oua Manoel Goncalves da >i|*
na rua da Cadeia do Becife.
Para Macei sai, mpreterivelmente at o fim 4,
presente semana, a sumaca Sonta-Baibit : quem ,
mesma quizer carregar, dirija-sa ao armaiem de fuj,
nba do caes do Collegio.
=Para a Babia segu, al o dia 10 do correla, g
biate Nereida, pregado e forrado de cobre, e da or.-
meira marcha: quem nelle quizer osrregar, ou ir d '
passagem, dirija se a rua do Vigario, n 5.
= Freta-se pata qualquer porto do Sul ( nloeiet.
dendo a Capitana) o hiate 5.-Jos-Glorioso, muilo
voleiro e novo, de segunda viagem : trala-ie com Jos
de Oliveira Campoi, na rua do Queimado, n. 4.
Para o Porlo csl a sabir nesies diss o brigue
portuguez Maria Felis capillo Antonio Luiz Co-
mes ; podendo anda recebr alguma carga miuda 1
passageiroB para o que tom ptimos commodonoj
pretendenles tratem com o consignatario, Antonio Jos-
quimdeSouza Ribeiro ou com o dito capillo, ei
prapa.
Para o Aracaly ssbiri breve a sumaca Felicida-
de de que be mesun Jos de Frailas: quem na mes-
ma qui/er carregar, trate com o dito mestre ou com
eu proprietario Antonio Joaquim de Soua Ribeiro.
Leiles.
roaie nao
Que eu offvrecra a qualquer outro, que nio fra
vossfl. Gustavo. Eu oulendo, c vossbeo o sobe, que
as mullida teem u direilo de vingor as injuria, o'u de-
femlero liunra, com as uicsmas orinas, que os liomens,
o mua de una vez o tonho prorado....... Maa v
aeceilara um combato commigo P
Com voss?......
Eeu mesuia....... nio podra.......
Parou, veo-llie urna lagrima aoa olhos, e disse triste-
mente 1
Morrer s suas rolos.......... comtudo melhor
fra.
Ah disse Monriou, est agora em querer morrer >
salves, disso Leona com voz firme. Que quer
voss? a vida no he udioaa, poia quo voss nao me
ama mata.......
Anda esaa palavra! disse Monrion., julgo-me
vuss daqucllea, que ao foiem voltar, com esseacarinhoa
vulgares, a unta paixlo, quo Viss exliouriu P
No ; digo-llie isto, respondeu Leona brandamen
lo, nio como censura, mas como verdade....... Alom do
que, culpa he minba...... Em lodo o caao, ja lh'u da-
se, a vida mo li odioaa.
Confesso, quo a n3o enlondo...... em brove mur-
rere cu, Le.1,1, o fioorn vuas* aps de mim : rica.....
moga...... tollo......
E venoida......
Ven, ida?.....
Sim, e duas vezea por voss.
Por mim?
Sim, disse Leona. Mas voss j osla inteiramente
lora do que vai acontecer.
Eoquehu, que vai acontecer?
Leona fez um gesto do amitudo para Morrin, eco
braiidura disso :
-- Deixo-n.0 s aqu, quo Ibe prometi, nao sor do
modo olgum envolvido o sen nomo no que houver de a-
contoeer esto noile.
Preferir jnlgar dos foolos por mim inosmo ; foro
mais seguro ver 11 minha honra sabir disto sao e salva.
LVeia-uio, Gustavo, au tente urna oxpvriencia as.
rigusa.
Perigosa!......emque?
= O correlor Oliveira far leilio, pr ordem, e em
presenca do Sr. cnsul americano, e por conla e risco
de quem perlencer, de urna porfo de taboado varia-
do, viodo prximamente de Salem pelo brigue lieirit-
ve, cepillo J. R. Franks: boje, 7 do corrate as IU
horas da machia, no armazem de Joaquim Lopes de Al-
meida, por detrs do tbeatro velbo.
O oorretor Oliveira far leilio, por ordem da
Dowsley & Raymond, e por corita e risco de quem per-
lencer do bote mantimentos o mais sobiesalenli
do patacho ingler Unicom legalmente condemnado
neste porto : sabbado, 8 do correle as 11 horas da
manilla no largo da alfandega grande desla cidade.
Avisos diversos.
A oflicina de encadernacao que o padre Lemos
e Silva dirige em a rua de S Francisco amigan en-
te Mundo-Novo n. 66, acha-se provida de todo o
oecessaro para o bom dese%ipenbo de qualquer obra
de encadernacao por mais rica que seje, assim como
tem e aprompta qualquer emblema epropriedot
mesmas obras
Concerlio-se as alampadas chamadas crceles, com
machina ou sem ella com toda a perfeiclo e promp-
tidio ; responsabilisando-se o concertador pela falta
do andamento, e por prego commodo : na travesa
da Concordia n. 13 atrs da torre do Carmo.
- Quem precisar de urna ama de leite para acabar
acriagio de algum menino sendo ellasadta, zeloss
easseiada dirija-se a rua Nova, n 54.
9
Dier-lh'o foro revelar-lhe oa moua projectoa, a
isto nio posso cu. S.'o advino.......cucar...... tome
sentido I
Ao diier sto, Leona como que esculnva.
Ah I disso Gustavo, enlao be ebegoda a hora de al-
gum grande engao?
Ainda nan, daao Leflna, ergucudo-ao. Mas nuca o
quo ll.e digo, Gustavo, pela ultima ves, tonha a bondade
do mo donar senhura de obrar a minha vontade.
~~ Nao......pela ultima vea, quero vr eu mesmo al
onde ha de voas ter a ousadia de levar os aeua projec-
toa, qiiaesquer que elles sejio.
Voss o quer ?
Sim.
Poia han! disae Leona, a ai mesmo emaldigoara
na hora da roorto, ao aa maldigdea e reinoraoa Ihe pesa-
ren! na eoiraoicncie ; porque, logo quo voas nto ruedei-
xa a liberdade de obrar 6, dove neccssaiuniente eer
Est bom aprecatadu, aenhor condo do Monrion, a
ha de det'xor aqui o ana honra.
Vnas est donda......
Gustavo, diese Leona com geato de ameafa, rela-
me urna hora...... Cnmpadrgo-me de voea......Vou ili-
zer-lhe tudo ; voss mo oonhecer cmfiui, o espero, quo
entlo ae retirar.
Veremos, disso em vot alta Monrion, emquanta
devogarinho onlre ai dizia : quo mentira ir ella in-
ventar ?
Fioou Leona inimovel por alguna instantes, eom 0
cotovello encostado a clumino, omquanto mcdilava 01
aeua meios de acolo,
Quiseramos aqui fuer, que ae leitores enlrassem no
aegredodoa peiisainentoe deesa ruulhcr, e por cerloque,
e fora um peraunageai de noeea creago, neo hesita-
ramos em faie-lo, anda com o risco de darinoe i ihenei-
ra, por quo Leona talla vo o obravo, motivos inverosi-
meie ou intamee. Mas nos damue ama copia, osnos
cabe roferir. Cora cffoito, eer-nns-hia i.iipoeeivel diier,
so a ad vci tciiei.i, que ella aoabava do dar a Monrion ini-
cia de um dessea afTeotns de franca rnmpoixlo, que al-
t;""i", vezea ae encuiitrln noa mais perversos cnragfleii
no se era ainda urna das suas insolentes bravatee ; tjua'i
eobia ella, que ntu diriSo crdito, maa que Ihe servia e
dizer depoie : Euopreveni, voss he, que quiz pre-
cipitar-ae 110 pengn.
Como qur que fuese, niu durou omito lampo a me*
ditacaode Leona, que looou a oaiupauhia, o dieso Gus-
ta vu I
En tinha de ir caer fra do nasa ; peruiitta-me mu-
dar easoe irajoe, que me eiu agora inuleia.
Appareceo urna criada.
Eu ehamei Dnrolhca.
Ella saino.
Sem minha pormieeio ? disae aeveramenle Leo-
B'...... aenhura Durolhea (orna liberdadea, que nio
poeeo adroiltir. ljo de eo Ibe fazer a ana conla esta noiio
mesmo. Quero cear aqui.
A criada incliuuii-eu e sehio. Monrion diese a Leona.
- "-Un"Ce.".tn Un I VoMnloselemhra, q. Doroteo, fo, .cu, di.vi- )
ollucaa nana aSo ,,r<1C olod"u,BM -| lv.r um da. eua. cartae, o ceta modo do aeinftr-
Jmar, so ella ja voltou, nio he digno da aua perspicacia.


gn. licdaclorti. S o grande Eogno Suo tivesse
oticia, que ero Pernambuco exista Leonam Etojr Avlis
. t\,,'docerto nao comporia a sua historia nlitula>la
Judco Errante, dando ao eu hroe Rodin um eor-
ninho pequonino, olhinbos di; vbora e porcalbSo, qusn-
do liob" em Pernambuco um colono de Rodea, com
olbo de lioce, muito aaieiado, e mais bypocrita do
ou Rodin. A d'-os, Sri. Kedactores, queroueom
praiaa maia o nieu desmaucha-prazeres, vr se descubro
onde la borenca daa minhaa duai meninai Roaa e
Brinca : coitadinbaa, desde que oascfirao, quesao per-
gpgoidaa por csse Sr. JEZUITA I! Logo rollar o leu
camarade graoadeiro Dagobtrto.
__ Fugirio, no dia 3 do oorrente, do enpenho Ma-
ri gao prjimo a Goienna, oa seguntes escravos :
J.ui Aflonio, Luciano Cabocio e Benedicta, levando
em la companhia urna inulber forra, e leudo lurtado
pesia nccasio tres caval los, tendo doui castanboi e um
ruco, capido : quero doa meamoi ecravos liver alguma
polica, e que der indicio, porooJe se possio baver,
aisim como de algum doi carelios, queira dirigir-se oes-
i praca Aotooio Francisco Haedera Jnior, na ra
da Gruido Recife, n. 7, ou no meamo engenho, que
boi qualquer das partea aera bem recompensado.
O NAZARENO N. 38,
tari a venda, as 2 horaa em ponto, na praca da Inde-
pendencia, livraria na. 6 e 8, e na ra ealreita do Roia-
jo eaaa da I'o, n. 6.
Ella como o antecedente coro eacellentea noves do
Rio, o com maia alguna artigo* de interene.
= Alune-te urna caa de doui andar!, na ruada
!,entella-Velba: trtate na ra da Cadeia, loja de Ter-
igena.o. 56.
= Di-ee dinbeiro a premio aobre peonores de ou-
o ; na ra Nora o. 63.
=: O deiembargador Gregorio da Coila Lima Bel-
monte embarca para o Rio-de-Janeiro o leu eicraro
Joaquim de navio Angola.
__ (Jflerece-to um moco portugus para caiseiro de
qualquer eelabelecimento meamo para cobranza, pa-
r o que le acha com bailante pratioa : quem do seu
restimotequier utiliiar, dirija-ie ao Aterro da-Boa-
Viita loja do miudezat n 64 onde echar com
quem tratar e petsoa que abona sua conducta. Na
racima loja tambero ae ofcrece um rapai portuguez
para ceixetro de venda ou inesmo para tomar conta
da mesme por balando ; para o que te acba babililado ,
ed fudor a aua conducta.
__ Cjuem preciaar de urna ama de caa dirija-se a
rui do Livramento t>. 20.
- Ignorando-ae a morada do Sr. Joaquim Margues
de S. A.ioa te Ibe roga de vir ou mandar recebor
uma carta, oa ra da Gru o. 45, em caa de Netei-
mr-nto & Amorim.
= Aluga-ae uma caa para grande familia pinta-
di e caiada com muito aaseio na ra da Palmu n. 8:
i tratar nirua eitreita do Rozario, n. I.
= Precia-ae, para um engenho distante delta pra-
ca 8 legn de um hbil destilador, que afiance a
la conducta : na ra do Vigario o. 10, a fallar
com Guilherme dos Sanloa Saies.
- Precisa-se alugar um preto para todo o servic.0
da uma caa; paga-te bem : na ra larga da Ro-
iirio n. 48, aeguodo andar.
A pesaoa, que procurou no litio da Tamarineira,
Diettridadoi Afilelos um fuio de prensa de ospre-
mer mandioca para comprar, ,de tornar por elle ,
por se estar reaolvido a vende-lo.
Roga-se a petsoa, que teni em seu poder os se-
guinles nmeros do /mrario Pillarneo bublicado
em Lisboa 6, 8, 12, 13 e 1G do mez de junbo, agos-
to, e deienibrodo ono de 1843 o o meiei de Janei-
ro e abril de 1844, o obaequio de os entregar a seu do-
no morador na travesea do Arsenal, armazn) n. o ;
visto a falla que Ibe lazara, e nao so lembrar a pesioa,
a quem os empreslou.
Pergunta-seao Sr. subdelegado supplente.de
Beberibe, Claudino Jos Branco quil a rasao de
Stnc ir inquirir teitemuohas em casa dai partes, e
nao na da sua residencia ( rolhe a verJade ). Sr. sub-
delegedo.olbe.nao appareca em 1846oulro cadete Lei-
tio que fez Smc. listar por algum lempo gozando da
frescura da sombra daquella cajaieira que Smc. bem
labe,segundo me informao em 1824; recoide-se
bem daquelle tempinho do lutil do lempre niemora-
vel cadete. Adcos, eu lornarei se Vine, quizer.
O Soldado.
- Aluga-ie o segundo andar do sobrado novo na
travesa do Dique no bairro de S. Antonio; a casa
terrea o. 17 na ra dos Guararapea. em Fra-de
Portal : a tratar com Antonio Joaquim de Souza Ri-
beiro na ra da Cadeia, n. 18.
No dia 8 do corrente na praca do juir. di ci-
vel da segunda vara no Aterro-da-Boa-Viit a re-
querimento do leetamenteiro do fallecido Joo Antonio
MartinsNovaes se hio de arrematar, poraer a ulti-
ma praca 3 pretos, para pagamento doa credores do
mesmo Novan.
= Precita se de um botn padiro para ir para lo-
ra da provincia : na ra do Queimado, o. 4.
-Os Srs. Prudencio Jos Lo-
bo de Figueiredo e Francisco
Jos de Mene%s Amorim quei-
ro dirigir-se a esquina do Livra-
mento, n. 1, a negocio deseus in-
teresses.
-Precisa-se alugar, com ur-
gencia, um sobrado de dous an-
dares com quintal e que offe-
reca bons commodos sendo as
ras seguintes : Livramento, larga
do Rozario, Queimado, Collegio,
e Cadeia ; paga-se bem : a tra-
tar no segundo andar do sobrado
da esquina do Livramento, n. 1.
A direceo da rcunio da
Lihentina participa aos socios
da mesilla, que inalisrao os
convites para o baile, que te
r lugar no dia 8 do corrente,
no hotel Francisco.
Rone-ee ao Si. Manoel Lourenco do Mallos u
favor de dirigir-te a ra da Gadeia do Recife loja i
55, a negocio, que nao ignora.
Rogase ao Sr. Manoel de Almeida Lopes o fa-
vor de dirigir-se a ra da Cadeia do Recile, loja n, 65,
a negocio, que nio ignora.
= Preciaa-ie alugar uma prata, que saiba corinhar
o diario de uma caaa o que teja diligente em todo e
qualquer servico ; na ra d< Agoas-Verdes n. 62.
Na padiria da ra da Senzalla-Velba o. 90,
precia-se de um forneiro.
Antonio da Silva l'erreira subdito portugus,
retira-te para lora do imperio.
Os Srs. Manoel Lopes de
Almeida e Jos Lopes Guima-
raes queiro apparecer na ra
do Vigario, n.. U5, primeiro
andar, que se lhes deseja fal-
lar.
Perd o-se, desde a matriz da Boa-Vista al a ra
do Cjueimado, a quantia de 124 rs. em cdulas, sen
do umade 60* rs., tros do lOrs., e oulraimiudas: quem
as achou, e ai quizer restituir, dirija-te a ra do CJue -
mado, n. 42, que se recoirjpensar, e te Ibe ficara a-
gradecido.
= Um empregado,receniemente demitlido, forcado,
pela necessidede de manter o educar novo Ribos, a pro-
curar o modo de obtor os meios, para esse fwn pfecisos ,
se offere.ee para faier qualquer escripluratao; para o que
te julga com as convenientes hebilitacoei, adquiridas
pela pralica de quasi Irinta annoi, que se dedicou ao
tervico publico : quem de seu presumo se quuer ulili-
aar, annuncie, ou dirija-so a ra do Aregao, n. 27.
= Uabaiso assi^nado deseja fallar ao Sr. JoSo Fer-
reiri Coulinho.ou, ao menos, taber o lugar detua resi-
dencia : ua la da Crut, n. 66.
Jote. Martin de Coslro Guimarae$.
= Deseja-si) nber quem finou constituido procu-
rador doSr. lenlo quartel-mestre do 1." batalhio de
cacadorcs.Amorico Fernandas daCunba; a quem ficou
incumbido o pagameolo mental de 10j rs., paraamor-
lisagoo da quantia de 77*260 it., devidos ao abuzo as-
signado : e romo desde abril, poea, em que devia
principiar dito pagamento, nada se lenha realisado ,
fai-ae o piesenle avilo para conhecimento do inleresia-
do, osciencia do constituinte. Hospicio, venda doLefio-
de-Ouro, em Pernambuco,5 de agosto de 1846.
Francisco Pereira Coilho Lima.
= Quem precisar de um advogado de toda a probi-
dade, para qualquer cauta no Rio-Foimoio, ou met-
mo pira a nova villa de Agoa-Prela : dirija-te a ra
das Larangeirat, aobrado, n. 13.
JoSo Benlo da Silveira Torres retira-te pira a
provincia do Rio-Graodo-do-Sul.
Fa/em-se :,uaotqucr cortinados tonto para ca-
mal como para janellat emeimo para decoracSes da
talas de baile*, ou de sociedade ; faicn.lo-se tainbem
quaetquer furacoes docadeiras do qualquer feilio que
lejo ; colchSes elsticos de todos o tamanhos ; e em
fim, tudoquanto for concernente a tapecaria com a
maior piomplidio e por preco maii ratoatel, que for
potsivel : na travessa da Concordia n. 13 de'.ri de
torre do C.-rmo.
= O bacbaicl Loureoco Avcllino do Albuquerque
M' No achando-se incumbido de advogar, na comar
ca do Rio-Forinoso e seus termos algumas causas dos
Srs. Francisco Antonio deOlivoira& Filbo Jos A n
Ionio Lopes, Jos Diogo da Silva e outros odurece-
se para elli tratar quaesquer outras queitOet, de quo por
ventura o queirio iucumbir ot interetsados median-
te uma mdica gratificafio de leu trabalbo: podendo
para isso icr procurado todos os das em casa de sua
residencia, ro pateo do Terco, n. 9 das 6 as 9 boras
da manliiia e de 1 as 4 da tarde desde boje at 8
do correnlo.
= l) so dinbeiro a juros com penborrt de ouro e
prata ; o tambero rebatem-te sidos e ordenados : na
ru i do Rangel n 36, primeiro andar.
= Precisa-se de uma ama que tenha bom loilo ,
com preferencia a uma escrava: na ra doSovo, na Boa-
Vista osa do Jos Marianno de Albuquerque.
= A pessoa, quo inloressa fallar com Andr Xttier
Vianna ilinja-se a seu procurador Seralim Alves da
Rucha Bastos na ra da Cadeia, n 33.
Engomma-se com perfoico o asseio por pro-
co commodo e cun pioroptido ; na ra Imperial,
n. 20.
= Precita-se de um Poituguez que teja hbil pa-
diro paro a villa do Rio-Fo'moso ; quum estiver
nestas circunstancias, diiija-se a ra da Gideia do Ko-
cifo loja n 56
= Anda estao para alugar as catas de ns. 27, 29 e
31, tilas na ra Real, proiima ao Manguinho, con.
bons commodos, quintal murado, cacimba e port >
de embarque : a tratar com o seu proprielario, Manoel
Peieira Teiieira morador prjimo quelle lugar.
Tendo-se contratado a compra da casa terrea si-
ta na ra Velha da Boa-Vista n. 117, pertencento a
Ignacio Jos Lopes; quem se julgar com direilo a dita
casa queira, no praio de tres das, apparecer ; findot
os i|uaes, te edeituara a compra.
COLLEGIO SANT"-ANTONIO.
N8o podendo o director do dito collegio com o tra-
balbo da administracSo, e drecco da disciplina e en-
tino, retolveoalliviir-ie de parto do trabalbo, eaisiro
enlrogou a parle administrativa ao Sr. Martinbo da Sil-
va Costa quo fies autorisado aot reci-bimcntoi das
preslacet, e cosleio das despozas, do I." de agosto em
vante, recahindo sobre ello todo o lucro ou perda, que
houver: sem que tenha retribuir couia alguma ao
director que so encarrega da dircreo scientilica e
disciplinar, e contina regar es aulas de francez,
geographia e philoiopbia
Ja de ha muito, que o director desejava encontrar
uma pessoa capaz do so cncarregar da dministraco do
collegio; poisque nem o seu genio era para tal em-
prego, nem Ibe ere possivel oumprir boro com tantas
obrigacocs, con o recabio sobro si; por fortuna anpa-
receo o honesto e desvelado pai de familia, o Sr./flUr-
linbo da Silva Costa, que fez conceller toda a eip)ran-
(a de quo desempenharii as obrigac '8 deste cafRO com
toda a diligencia, visto o desvelo que hi tido em edu-
car sua numerosa familia; accreicendo alm dissoter
oito filhos, um formado, um mestre do collegio das
artes, e dous j com algum instrocco para trabalha-
rem no ensino : de forma que bem pode dizer-se, que
o Collegio Santo-.nionio se vai por em circums-
tancat do podei ser, ero Pernambuco, um ettabeleci-
mento bem til: urna vez que baja regularidaae no
pagamento das prestare), pois que nio pude andar
bem regulada a administrara faltando os pagimen-
tpi.
Fioa, portanlo, aulorindo o Sr. Marlinho da Silva
Coila receber lodas ai prostacOet, que se veoeerem
do 1.a de agosto ero dianle; e oque so deve ao colle-
gio, anterior etta data, contina a utar autoritado i
roceb-lo Sr. Antonio Arres de Castro, que, pro-
porcio que for recebondo, o ir appcando para sea-
lisfarerematcootat, que dove o collegio at ao ultimo
de julho.
Collegio Santo-Antonio do Becife, 1." do agotto de
1846. O direelor.
tfar.iard.tio Frtiudt Figvndo Ibrtu i Catiro.
Quero precisar de uma ama para O trrico de
uma caa de familia a qual sobo engommar e coiinbar
com toda a perfeicio o asseio, dirija-se a ra da Peona,
por baixo do sobrado n. 27.
- Precisa se de um caiieiro, de 12 a 16 annos : oa
refmacflo da ra da Semslla-Nova, n. 4.
Fabrica de chapeos de sol ,^
ra do Passeio-Publico n. 5.
JoSo Louliet lem a honra do participar ao retpeita-
vel publico, que acaba de receber de Franca, pelos lti-
mos navios franceses, um bollo sortimento do ultimo
Rosto, sendo: chapesele sol para hornero e teobora ,
ile seda lisa latrada, e furla-crcs coro cabol e cat-
loet muito ricos ; tedas Je todts as cores, e qualda-
dei panninhoa entrancado* e lisos; ludo para cobrir
chapeos deso ; rhapeos de sol de panninho de todaa
at cures para homem com cabos o cailei neos :
loinbem concerla os mesmos, tanto de homem como
desenhora; pois tem tu do quanlo he necessario para
osdilos, prometi inuila brevidade, para faier qual-
quer concerlo : ludo por prr(o commodo.
- A luua-se o primeiro andar do lobrado n. 38 da
na do iiiij.'l : quoro o pretender, pode procurar aa
chaves no segundo andar do metroo sobrado e tratar
na ra Volha da Hna-Visla n. 65.
--Na fabrica de papelao das
Cinco-Ponas, n. 35, lia gran-
de porcao de papelao promp-
lo, tanto para chapeleirocomo
para livreiro o mais bem fa-
bricado possivel. Na incsma
fabrica compra-se loda a qua-
lidade de papis velhos, paga-
se bem. E na praca da Indc
pendenciaJoja n. '17, ha gran-
de porcao de papelao.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio numero 10 o no Aterro-da-
Boa-Visla loja n. 48, tiro-se patsaportei para dentro e
fra do imperio, asiim como deipacbo-sc osera vos: ludo
. Din brevidade.
' Toinealr o nieu billiete, Sr. do Monrion, rca-
pnndou Leona, tnenndo uulrs rmiipanliia.
Quequcr dnvr com iloP
Que iiroilioa nao aaliio, quo nao foi levar carta
ncnliuiua, e que aqu a tviu
Coro cfl'riio Doiollica n|ircientou-se nulra porta.
Monrion vollou-ic. Uio eignal furlvo liara aido
Irocadu entre aa duaa criadas. Uma Iwvia loin duvida
couceguilo o quo aua amo llio incumbir, porque um
lorrian de cruel aatsfufio relamprjoii noa laboi de
I.fiill.i.
E para i|ue diabo foi caa pergunla a Luciana, ae
Dorolbca c.tnvB em cnaaa ? diaao Monrion, quo nfio que-
ra dar moilrai de admirado on deanonlent.
Pare provar-llic, que voar nada lia de iloicobrir
pelai minhaa innneir.a du obrar, oa ha de aaber o que
mo approuvcr ooiife'aiar-llie. Quanlo maia, ecereeccn-
lou ella, deilando ngo cui um co|>o, para beber, que
vnaio perauadido, coiuo cali, de que eu 10 poastl men-
tir, o aviupre roenlr, be enpai de acreditar, quo iilo be
veneno, e lliu eu dilicr, quo be auo, o quo ho agoa, ae
llie eu du.er, 4110 lie veneno.
Se cu quiaesso aaber a vcrtlade, pedir-llio-ha, que
Lebeaae.
E u f.ri como Cleopetra, bebera a taca envene-
nada.
K eu etperaria coiuo Rodoguna.
__ O que llie oioalra, que tal prova nio exiatiria. Mas,
Guitaro, pejo-llioenoarccidiiiiicnlt', deiieiuo eataa di*
|iutaa......lemoa cuuaaa maia aeriaa a tratar. Tenha a
bondad de paaanr no quarlo vixinho por um momento,
emanante mudo de reupa.
__ He acto ene, a que vou me deixava aiaialir em
oulr lempo. ^E
Muito deieonfio, dme L6na, lorrmdo, que nao
teja anjea luipeita, que petar.
Adivinbel.
Aminlia vaidade etcolhe ueilo cato; quero antei
crr, que lio i.u petar, e para nu corrc.ponder mal *o
ultimo lentimenlo boiu, que Ibe altribuo, digo-lbe, que
Hque. .
E po por tria de um anleparo, pera deipil^se.
lncomtnodo-a? pergontou Monrion.
Aoatiou-ic, dine Lciina, lornniido a apparecer,
como te a vara lo urna fada, ou aa cordal do iiiaolitnia-
la de llielro houreneni aubitiludo 01 vealido le ho-
llino por un ampio roiipo de letim preto, com ramos
cor de roaa, cm que ae ella envolveo. Acabou-ae, repe-
li Leona, atondo flrxirel cintura o cnrdAo de borlaa
de uuro......Ma, na poai9io, em que noa achamoa......
Terooa pudor? diae Monrion em tom do motejo.
__ Porque ho (roaaeiio coiuiuigor'diste Leona tril-
lo, cmquanlo Monrion olliava, uio grado acu, paraea-
aa auprema bollea.
Nio I bu diaso ello, e era precisamente para cieapar ao
rnpciio, fino aobre o aou curasao exoreia ella aempre
uue hava recorrido ana anreaamoa, o rcapoudeo :
__ Como quer enlio, queeu explique eataa aevoraa
precauefioa?
Quuudo n5o eumoi msiiamadat, nunca nntjulga-
nioi aaaat bollaa.
He eaaa urna modcalia, quo vone nao cepera, que
eu crea.
__ NJo (cubo a nreaumpeto do Ihe faier crer oouaa
algwmt.
_ Excepto o que vai ter aqu lugar.
_ lato, votad o veri.
_ E be nauta muito extraordinaria ?
_ |{u uma entreviata entro duaa peteoaa do ion co-
llllOCmento.
Entreviata inaudita, aera dunda?
_ pjo !......he, pelo contrario, tnoto natural entre
peaeoat, que ae eniao.
E como hoque, a eupp-la muito natural, deve
eaaa entreviata tr.iter comaigo retultadoa to imporlan-
lee para votefl o para niim ?
He, que, ae ella he vulgar, aa circuenetenciae, que
a produiirao, ilo daa maia exiravagenle, diaie Le6n,
eroqu.nio ctindutito uma meta, em que poterao doua
tellieret.
He urna hiatoria......
Que leve principio na sua cata, qne devia acabar
aera a aua ateiaienoi, e que lelve t vuii Ihe d o
deercoho.
Eu a aculo.
Compras.
ComprSo-se escravos de ambos os tesos, do 12
a 20 annos ; sendo de bonitas figuras pagao-te bem :
na ra da Cruz armaiein n. 6L
Cumprau-se 2 prelas do mera idade e uma
escreva moca ; pagao-se bem : na ra da Florentina,
... 3 i.
Compra-so o curso completo elementar de mt-
thoinalieas por Lacrois ; quem tiver, annuncio.
Vendas.
Vende-so uma cscrava de 20 annos, ndia en-
gomuiaduire, e que tem prcipios do cozinba, sera vicioa
nem achaques ; um preto para o servico do campo : no
Atcrro-da-Hoa-\ isla n. 18.
i'
Lena teiitoii-ie em una poltrona, e, dalii ulbando
com o maia alegro aorrino para Monrion, diese :
Quo pena, que eatcj.irooe ayaatadua, Guetavo ; ha-
ra no eaaeocial de ludo ialo a maia divertida infamia....
Maa, ora ideosl vois dcixou a pliimageiii de tidalgo |'-
gada ao viico plebeo da ra de Paradit-Poiaaoniro ; ei-
l' virtuoso ; nln fat niait loucurai..... convcreoinos co-
mo genio de aito......
E, approximendo ae, dieae criada. ,
_ Tire oaio talher.
Tnrnuu-ie intil, pelo minba pretensa? dntc
Munrion ; o a petaua, para quem eo deetiuava......
Era vutic roeimo, provavelmcnte. Para que pol
vois, Lucinna/iuail etio talher?
Para o aenbor conde......
O aciihor oonde nSo ceja maie commigo, ininlia
ftllii*......ilio pollera eoiuproniell-lo,
E enfaatia-la.
__ fjcteito-n prcaeiitemcnlc tanto, diaic LeOna, rin-
do, que vo.i me nao podo enramar.
-_ E ao Ihe cu pediaso ceia, replicn Monrion, in-
commoda-la-hia?
. De modo algum.
O que aignifloo juatomento o contrario. Quer me
dar do coiar?
Deixeoete talher, Luciana, dieie Leona com modo
civil. ,
Ningnem he tilo niuppnrtavel como eii, quo dix I
pergunlim Monrion, chegandu-se para a meea......
__ Ningnem he maii ngradavcl.
__ O deapeilu artenta-lhc muito bem.
_ O aeu ar do tyrennu vai-lho a mil roaravilliae.
E Ihe ioepira eocrctue dceejoe de me arrancar
cabellos. # __.
Dar-me-bia quaei o deeejo deieduii-lo, dieie Leo-
na, requebrando oe olhue, ee no eouboeec, quo ha no
mundo coueae impoeeiveie,
Quem llio euaiiiou >ito, Leona ?
Vuiaineiroo, di.eecllu, eervindo-o com toda a
8r-"*Ahlhererdade, dieee Monrion; recordo-me da
nueea dieouuio acerca de Julia......Ven be admiravel
ua arte daa tranaicee; porque eupponho, quo be cita
iiicimi, quo vom quer vollar.
Na verdado, nflo pemava om tal; tinha eu reoo-
nhecido, lia muitu lempo, que paro mim liaviao cuiuaa
impoaaivci", qnando mat mo deo a eaber, quo taubeni
ns liovi.i para a aun pessoa.
lato ditreepoiiii e rcvolec,oee, quovoa.fi quera
taicr-nie ?
Intciramcnto, e cie-noe ero materia.
ConrnraavSii ellce aaeim amboa, cura o aorriao noa la-
bioe, o a agrura no ooracio ; eem quo com tildo ee re-
velaa.o, la parte de Leona, o alvo, a que queria attin-
gir. Hara ella acceilo a pretensa do Monrion com uma
Facilidade, ipio pnderia faier crr, i|iio en preaenca
Ihe ora necesaria, a todavia nao dava moatrae do lee
ventado alguma do dclfi-lo. Verdado lie, quo daa mono-
rce ofroumatanciae poderla ella aprovciiar-ee coma um
meio para fiuer perder a roio Monrion, que, em caeo
de netcaaidode, recorrerla a bebedeira do feelim para
levar a cuello ae anea friae ourubiuatea ; mee ninguoni
teria ca.a idcia, ao ora iiidiBercnca, com que ella doi.
xava Gnatavo fter o quo queria, .era inela-lo, acra ex-
cita-l nada. .. ... .
a ajudeuiee de campo do Leona haviio partido, le-
vando coda um comaigo a orden, do marcha, que tuina
aaeguir. Baria comeado o combate cm todoa o. ,...n-
U.e, e ella arabara do .eoeber noticia do boiu resultad
,1. ion principal-manobra. Para ai baria ella re.errado
Urion, como maia perigoso inimigo de pala.ra era
[..larra, de retirada cu. retirada, havia-n ella atlraliido
ao poeto, en. que queria venco-lo, e reflectia, anteado
empniliar. ao nea.o auprema lucta.
rutrcleiit, Monrion, depoie de etperar por alguna
inatantea, ao ver, quo Len nao te dava preita a fallar,
replioou :
Entio! vejamoa ceiae revelac.<3 et, que me pro-
mette.
__ l'crmitla-me, que comece a minha narrecao um
ponen de longo, dieio Leona.
Tcnho por minha a uoile, e eu a 0090.
(CeltiiHW-e-A,.
MUTILALX)



^TT
= Vendem-te 01 leguiotea linos em francez por
preco commodo : Degerando, systema da philosopliia;
diccionario philoaopbico de Vollaire, com ootaa de to-
dos 01 eommentedores ; Fritol espirito de direito ;
lins.iio sobro a constituirlo ingiera ; dito eslatistico de
Portugal ; Dogevando, perleito moral ; Desodoardo ,
hiitorin da revoluto de Franca ; D'Ascargola histo-
ria de 111- s | nlia ; Drouim de liercy a Europa o a
America comparada ; Leopoldo diccionario de poli-
ca judinaiia : na praca da Independencia, livroria ,
ris 6e8.
Vende-e ama venda no becco do Peine-Frito ,
hoje travesa doQueimado, o. 5, be ni efregueza-
da, e cujo aluguel lie muito commodo : na ra lar-
ga do Rozario, padaria n. 18.
Um burro
do casta, nteiro na cochnira do Augusto : a tratar na
ra da Cadeia-Velba d. 6, primeiro aodar, ou no
largo do Corro Santo venda do Palmeira.
ftlarmclada,
vende-so na ra da Cadcia-Velha n. 6 primeiro
andar.
Vendc-se vitilio do Rlicno, Iloch-
lieimcr, de superior qualidade em cai-
xas de duzia ; assim como vinho de Bor-
dcuux de Madeirn, e de Malaga, engar-
rafado cerveja da Baviera perlita-
nienle conservada : na rna da Cruz n.
io, em casa de Kolkinann& noscinnund.
Vende-se potassa da IWis-
sia verdadeira ; na ra da
Cruz, n 10, em casa de Kalk
niann^c Ksenmund
Vende-se zinco em ollia e em
juegos proprio para robera de casa
na na da Cruz n. io
= Na ra Nova loja, n. 38. vendem se, por commo
do preco, tapaloe e sapalos para honiem, ditos de mar
roquim para sonhora, e tamhem sola, couros u niais al-
guina cousa.
\crdpm-se linbas .le carreteis, brancas com 200
ardas, de n. 12 a 130; r molas de clcheles grandes
pequeos, resmas de papel uliiiat,o de inris bollanda
dilus de peso ; pennas de escrever do superior qualida-
de : na praca da Independencia, loja de u iuJe/as, nu-
mero 4.
OS VELHOS TORNNDOSE
A10COS.
Continua-se a vender a agoa
de iiifjir os cabellos e suissas ; na
ra do Qucimado, lojas ns. 31 e
33. O meiodo de appiiear a
agoa aeompanha os vidros.
Vendn-ac um mobilia quasi inteira par urna
pequea sala toda de Jacaranda ; na ra da Cadeia do
Hccile n. 23.
Vendo-so tabaco em p, da Cachoeira, muito su-
perior em latas de duas libras ; na ra do (^uoima-
do loja de miuilrzas, n. 16. Na niesnia loja son*
pra-se o Diario de Ptrnambuco n. 43.
Vende-se cera em velas do Rio de-Janeiro sor-
timento completo del a 16 em libre; em caixas e
as libras a vonlado do comprador : na ra da Senzal-
la-Velha, n. 110, armaiem do Alves Viann.
Vehde-se azeilc doce para luz uiclbor e mai
barsto do que o de coco ; o azeile doce fino cin gar-
rafesdo 25 garrafas: no deposito de az. ile de carra-
palo na ra da Mcnzalla-Vclba n. 110.
Vende-so una negrioba, dol annos ; na So-
Icdade, padaiia n. 22.
Vendem-se cordas de tripa para vi. lio e rabeca ,
do superior qualidade chegadas ltimamente do Fran-
ca ; na ra da C.advia do Recife loja de miudezas ,
n.B. ________
Vendem-se superiores casimiras k
francezas elsticas,
to modernos, pe
M co de C' rs. o corle
Mr-w p.
:as, de padrdes mui- n
)elolarelissimopre- y$
, dilas ioglezas h.-
de muito bonitas cores, e muilo su- ^j
jj periores em qualidade, a 5s'6oo rs. B^j
es o corte; toallias e guardanapos de pa
|3 puro linbo de todos os tamaitos;
M ricas cliitas largas francezas, dos
jjsj padrorsmais modernos,quetcemap- jj
\ parecido ; pannos finos de todas ai
ipialidades, assim cumo um comple- h
i to sortimentode Duendas finas, tu-
| do por precoslao em cunta, que i H
3 vista das qualidades os compradores
i| nao podern deixar de comprar: na f
ra do Queimado, nos quatro can- 5
los, loja nova de Jos Murena Lo- M,
pes & C", na casa amarella, n. ay. tea

Vende-ie eh bysson de prirneira-qualidade ; ri-
cos bicos de linbo puro; lindos cortes de colletesde gor
gurio ; superiores lencos detida para pescoco do bo-
memesenbora; chales de seda ; luvas; linfas de car
retel de 200 jardas ; e lodss as quenquilheriss a preco
muito barato : na praca da Independencia n. 39.
Vende-se a loja de farrsgens e roiudezet no
Aterro-da-Boa-Visla, o. 78, com maior.ou manor por-
fo de fszendas e a prszo rasoavl : a tratar na mes-
mi loja.
Vende-se sebo em rama ; a bordo do brigue ./Ve-
ro ebegado do Bio-tirande-do-Sul, lundrado ao
pe do trapiche do ilgodio.
Vende-se, para remir necessidades, urna eacra-
va preta do afio Angola, a qual sabe coiiohar o
ordinario de urna casa lavar de sabio e engommar li-
so ; na rus do Aragio n. 27.
Vertdem-se 3 negrinbas de 12a lGannos, mui-
to lindas e com (arias habilidades; 3 molequos de
15 a 18 annos, de'nacio um dos quaes cozinba bem
o diario de urna casa ; 6 eicravot mnets, de bonitas fi-
nuras ptimos para todo o servicodo campo ; 6 pro-
tai de 22 annos, que coziohio bem e urna das
qutes he boa engommedeira : na ra Direita n. 3,
delronte do hecco de S. Pedro.
N. 40, ra do Trapiche relogios de ouro de
patente ioglez, muilo bons ; eorrentinhas do ouro
padrao= Principe Alberto; e um ebronometro para
navio mui bem regulado : tudo so vende a precos
commodos.
Farelo.
=Vendem-se sseess muilo grandes com (arelo': nos
armazens de Bacelar e do GuimcrSes no caes da Al-
famlcgn.
m Vende-se eorveja branca e preta, de Londres,
Barclay & Companbia a nielhor que ha ,-cm porcio,
ou a retalbo : vinhos de Tenerife Madera, o de ou-
trss qualidades; npo'anlente de Franca eogarralada,
o de superior qualidade : na ra do Trapiche n. 40.
Na ra do Crespo, n. 12, loja
nova de Jos Joaquim
da Silva Ifaia ,
vende-se um novosortimeoto de vestidos para senhora,
d.i rica lazenda chamada indianna ; a qual, alm de
ser de cores escuras tintas litas, e ricos gostos tem
um tecido que finge ser de seda e o seu diminuto
preco he de 3000 rs. cada corte : be tu como tainhem
da fazenda victoria a 4000 i. cada codo ; os quars
ollorecem as incsmas vantagens aos compradores por
serem oscuros, e por isso se toroio recominendavois
pira a presento eslacio: igualmente um rico sorlimen-
to de casimiras para calcas ; chitas para vestidos; e ou-
(ras muitas lazendts que serio pruiei.les e so ven-
ders por prer,os commodos.
Vende-so a armacao e livrosda botica da ra da
Cruz n. 00 ; l>em como um lrico urna cama e de-
grao de Jacaranda em muilo bom estado ; urna mesa,
propria para picar fumo : na inesma botica ou no
Mni'li n i, delronte do pnrlio do Sr. Luiz Gomes.
Vende-se carne do serlio muito boa; cera de
carnauba; dilade abolha ; preta velha ; sola; couri-
nhos de cabra ; bcicrros; caixas de tartaruga ; 1 mu-
ala muilo clara com habilidades: na ra da Cruz ,
nrmarem n. 51.
= Vende-se urna morada de casa Ierres, na ra de
S. Miguel n. 70 na poroacio dos Alegados cons-
truida do pedra e cal com chios proprios, oildes mei-
eiros quinlal murado e cacimba ; na ra airas da
matriz da Boa-Vista n. \ I.
Pe le do dinho a
l#4A0re.
Na loja da esquina da ra do Collegio com trente
para o arco do S. Antonio vendem-se corles para cal-
cas da fazenda appellidada pelle do diabo com 3
rovados o meio cada um a qualro patacas e meia :
osla fazenda be tecida a algodio e lia sua grossura
Meada a da lona as suas cores e padrdes rivalisao
com as uibs modernas casimiras francezas ; sao bstan-
le escuras, e por isso muito proprias para o uso de p> s-
soas empregadas em ai mazens, e outros tralicosdo com-
mercio, v bem assim pira montar a cavallo: os compra-
dores, que prelend. red ver os tobredilol cortes, pode n
mandar pedir as amosirai, que promptameoto te Ibei
darao, sob o com pelen le pe tibor.
A*

i
Vendem-se. na ra da Cruz, n.
*' r i si
3 Ou, e no armazem de lraguez, cera p
| em velas, ebegada ltimamente do LS
" l'iio-de-Janciro, de urna das me- j
% Ibores fabricas, em caixas peque* |v*
]'] as, sorlimcntos a vontade do ^
?/) comprador, por ser de meia libra [
m ele iGem libia e por preco inais
^ commodo do que em ontra qual-
3 quer parte.
Vendem-se taboas de pi-
nlio, a ^0 rs. o p ; atrs do
theatro.
Vende-se sebo refinado para velas,
ebegado ltimamente da America em
barril pequeos ; no armazem de Joa-
quim da Silva Lopes, n. ao, defronte da
>orta da allandega.
- Vendem-se corles de casi-
miras, a 4$500; ditos superiores,
a 5,?000 e G#000 ris: na lojade
Vicente Cardozo Ayres, na ra
da Cadeia do Recife, n. 35.
Vende-se urna porcao de ia, ou 14
arrobas de cera de carnauba por muito
mdico preco
n 10.
Vendem-se sobre-essacas de superior merino pre-
lo s 24 000 rs.; estacas de dito a 24,000 rs.; col-
leles de setim preto 6000 rs. ; ditos de gorgurio ,
do lindos padies, a 6000 rs. ; aquetas de panno de
cores, a 12,000o 16.000 rs. : no Aterro-da Boa-Vis-
ta loja da esquina do beceo n. 40.
periores c mais modernos
borzeguins gaspeados, para
lime ni ; ditos para senhora ;
sapa tos de couro de lustro ,
de Lisboa para dita ; ditos
de duraque c cordovo, a 800
rs. o par; ditos de lustro, pa-
ra meninas, a 640 rs.; sapa-
tes de lustro, para homem ;
mitins de bezerro fraupez, pa-
ra dito ; ditos n|lezes ; e um
completo sortimento de sapa-
tos tambem ingezes, proprios
para o invern ; eoulras mui-
tas ((nulidades de calcado por
preco muito commodo: na
ra da Cadeia do Recife, n. r5.
Vndese orna parda de 28 annos, sem vicios,
muito sadia,que sabe bem cozinhar, (ater doces.cngom-
inar faier rendas coser liso e que faz todo, o mais
snrvico de urna casa de familia ; um pardo de 20
annos sem vicios noui achaques ptimo pira pa-
uem por taber bem, montar a cavallo : no Aterro-
da-Boa-Vista fabrica de licores, n. 26.
Vende-se urna bonita eterava, de 15 a 16 annos,
recolbida cotn prendas, perfeila mucama ; urna pre-
ta do 20 an.nos ama de leite, com utna bonita
cria, de 9 a 10 meres ; duas escravas, de lodo o servi-
i.o : na ra larga do Horario n. 24. pnmeiro andar.
= \ endem-sti 5 prclas rnocat com habilidades ,
urna das quaet engomma; 2 pretos de naci; um trole-
<|ue de H annot sem vicio nem achaquei : no pa
leo da Matriz de S. Antonio tohrado n. -i
Veodem-ie 2 moleques de elegantei figuras, pro-
prios para arompanbarem qualquer menino; os ra da
Cadeia do Recife, n. 43.
= Vende-ie, ou permutase um sitio no lugar do
Bongi com muilo boas Ierras para plantario, e ent-
ejo), e com caa de viveoda ; na ra do Hospicio,
ultimo sobrado a direita.
= Vondeni-sc 2 prulas crioulas moca, com algu-
mas habilidades ; na ra da Cadeia de S. Antonio,
o, 13, segundo andar.
Vemle-ie urna sabii muito cantadeira por pra-
vo commodo ; na ra do Hangel, n. 17. >
= Vende-se na livriria da ra do Crespo 11 ,
um diccionairo franccais-allomand; urna Prorodia, em
bom papel, da sptima edicio ; novo dicionario fran-
cez-portuguei por Funseca ; nouveau diccionaire por-
(ugais-francaii par J I. Roquete ; Postulado com-
rnercio ; Amigo dos bomens ; Panorama em bom
papel e bonitus estampas; Memorial histricas do Rio-
do-Janeiro, 9 v. ; variai obrai do Panteoo ; fabulai
de la Fondin*' com bonita cncadernacio; Piloto ios-
Iruido 1 v. ; Kssai sur l'eleclticit des corps 1 V.;
Trail de navigation L'arl do mviger 1 v. ; lc-
clesastique hisioire 1 v. : por preco commodo.
Vende-se carne do yerlo e
cas ; na praca da Boa-V isla n
i P<>r
; na ra do Crespo
oj
lingoi-
18.
as Vende-ie um escravo, que entende bem do tra-
fico de padaria moco e sem vicio algum ; no becco
das Barrenas na Boa-\ isla n. i.
Farinha de mandioca.
Noarmaremda praia do Collegio ha larinha de
9, Mull us e da Ierra multo boa a '.i.rlO rs, o al-
queiro velho ou laceas.
SEBO REFINADO PARA VELAS
ebegado ultitiienii nle da America, em batris peque-
nos ; vendo se no armazem do Racelar, no caes da Al-
indola.
=:Vendem-se sscca com fareloi ao barato preco
ile2500 rs. ; no armazem do Hrrguez ao [ do arco
da Comeiio.
Phospboros, a 10 ris a cai-
ixinha,
vendem-se na loja da ra larga do Rozario delron-
te da travesa dai Cruies n. 20. Eitei phospboros
sio infalliveii e em porfi vender-se-bao por preco
ainda mais barato, do que o cima dito.
st Vendem-se nioendas de ferro para engenbosde
assucar, para vapor ogoa e bestai., de diversos tama-
itos por preco commodo ; e igualmente laixas de
ferro coado e batido de todos os tamanhos : na pra-
ta do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmoot &
Compaobia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
CARVAOANIMAL
do mais puro e da piimeira qualidaue para a refjna-
cao do assucar decoloracio dos zaropes, vinboi, vi-
nagre, ou liquido qualquer desenfecefio dos agoas-
ardentes doi espiriloi, &c. a 2000 n. a arroba ; oo
sitio do Pisa em linda : quem tomar de 20 arrobas
para cima o receberi em caa.
OL1VRO DE TODOS
ou
MANUAL DA 8ATJDE ,
Coqtendo
todos os eiclarecimentos Ibeoricos e pralicoi necessa-
rioi para poder preparare empreger tem o soceorro
do professor osremedioi ese preiervsr e curar-se
promptamente, com pouco dispendio da mor parle
dai molestias curaveis, e conseguir um allivio quasi
equivalente laude, as molestias incuraveii.
Seguido
de um tratamentoeipecificoconlra a coqueluche a de
regras higinicas para prevenir as molestias,;
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Prego 4000 rs. em broebura.
O aucpl- ment, indispensavel a quem tem a obra ,
-se gratuitamente aos compradores. O dito supple-
mento trai ai Ires diferentes recaitas para a eomposi-
cm V>das ascaiai psra remediar promptamente iq (Ccj
denles e neommodos repentinoi.
Vende-se ns praca ds Independencia |m..
ns. 6e8.
sb Na botica da ruado Rangel vcndem-n os Ie.
medioi leguinlc, dos quaes a experiencia tem coatir
triado oimelhorosefToitos : dontilico que tem a
priodado de limpar o dental cariados, e realituir-lb,"
a cor eimallada em muilo poucos diai; o uso do di
to remedio fortifica ai gengivas e lira o mi chairo dj
bocea proveniente nio s da carie, como do tartar
que se une ao pescoe destes orgios ; o remedio b>
designado pelos nmeros l.'e 2.: orcha.la purgali,,
mui til as crisness e as peisoas de toda e qualquer d,l
de ; be compita de substancias vegelaes du cooiaj
mercurio nem droga alguma que posta prejudicar
remedio para curar calos em poucos diat; dito nlr!
curar dores venreas antigs, e que leem resistido ){
tratimento geralmente applicado ; dito para provoc
a mentlru8(io e accelerar a accio do tero nos plriM
naluraei, em quo nio se precisa das manobras scPI1.
tillca da arte'; dito''para retolver lumores lymphaticoi
vulgo glndulas; dito para curar bobas e crtvoi iet.|
eos. o mais efficaz <|ue so condece at aqu; dito oii-
mel de ferro muito til as chlorozes vulgirnirm,
chamadas frialdades ; psanti-biliotos de Manoel La-
pes; capsula: de gelatina contando balsamo de cu.
pahiba ; dilas de oleo do recinos purificado; ditas da
cubebn em p fino ; dilet de analetida ; dilas com prji
purgantes; ditas de ruibsrbo da Cbinn ; ditas de tul.
phalo de quinino de 1 e 2 jraos cada apiola; ala,.
leas, velinba elatticas; pilulasde tal de cabacinbo -
agoa dai Caldas, ebegada prximamente; remedios qu
curaS a frialdade dentro de 40 dias, mesmo estando la-
chado ; oleo muito bom | ai a contervar o eabello, que
u 1 id de nio deixar cahir o cabello limpa a caspa r
cujo uso continuado lat retpparecer o cabello perdido
pilulas especificas para curar as gonorrheat chronicii
quaodo a letio nio pasta da ureta; igualmente umu-
rope anti-bemorragico, applicado nos casos, em quau
deita tangue pela bocea : o preco de (odot ettes rrme-
diotbemui raioavcl e os bous resultados ds sus tp
plicacio he que devem fozer sua apologa.
ATEBRO-DA-ROA-VISTA N. 3 LOJA DE
JOAO CHARDON.
Vendem-se chapeos de teda de renda e de pi-
Ibinha para tsnliora. Etlet chapeos ricos, de mui-
to bom gotto e da ultima moda ehegedot de Frtncs
pela ultima embarcacio to os unicotvindos de fura,
que ha netta prara.
Netta loja do bom barateiro ha um novo sor-
timento de eattai em corles, dos mais moder- S
not e bonitos padrdes que teem vindo a es- 9
la pra;a ; aitim como chitai e riioadoi fran- J
ceiet e um completo tortimento de madapo- 5
les, de '600 a 6000 rs. eoulras muitas fa- Jj
sendas fnate ordinarias, enlre as quaes ha al- S
gumat do lempo do rei velho que se vendom por?!
lodoo preco,s afim He sorlirde novo; poisen- fv
Ir ellas apparecem boas pichinchas, que ot **
freguezet do bom e barato, nio devem perder. B
ATTEXgAO!
Vende-se rap de Lisboa, do
ultimo ehegado, bem fresco,
formidavcl aroma, e boa cor.
Os tomantes que gusta o da
boa pitada venhao a ra da
Cadeia, loja n. SO, confronte a
ra da Madre-de Dos, que
se garante a boa qualidade.
Vende-se una preta, engommadeira ecozinbein;
na ra larga du Rosario o. 4o, primeiro andar.
# Vende-se larinha de trLo de primeira qutli-
dtde da marca SSSF, recebida pelo brigue (Jotro*,
ebegado de Trieste no dia 4 do. correte em porcias
grandes, ou pequeas: em caa dif Me. CalmonlA
Companbia na praca do CorpoSanto o 11, ou ni
ra de Apollo* armaren n. 6.
Vende-te polaita branca, de superior qualidade,
em barril pequeos: om cata de Malheus Auilin &
Companbia, na la da Alfsndega-Vrlha n. 36.
Vende-te a propriedade denomineda= Supe=,
na costa do mar, pelo lado do sul, do esbo de S. Agoi-
linho com peiqueirat, salinas lugares para viveiroa,
camboat, coqueirot, o outrat arvoratde (rucio, e coa
propon Oes tufficientei para nella se levantar uns bot
engenboca, ou para criacio de gado : a tratar na roer-
me propriedade com Franciico Rodrigues Ctrdoio i
Barros.
Escravos Fgidos.
-Vendem-se os muito su-|2:;L^
Fugio, no dia 7 de julho, urna eterava de ncio,
de nome Mara ; representa ter 24 a 25 annos, -
(ura baixa corpo e fecoes regulares, cor fula ''
vou sais e vellido de chita fina, de atsento claro e UD1
ferto no peicoco, porler fgido anteriormente, etem-
pre que foge be agarrada na ettrada da Can-Forte,
al Apipuc s : roga-tea loda ai autoridadet polici*8*
e aos capities do campo que o apprebendio ll''cm
a ra do Hotpicio na quinta*ataaa aorta do <|Usr"
le, que serio recompeosadoi.
que devo eiiitr|PFRM. ; ha typ. de m, f." de fatua"V}


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