Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08362


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1846.
Quinta feira 6
O DIARIO publica-se lodos os dias que nSo
forem de guarda : o preco da assiimalura he de
iiiuto r.s. por quartel, patios adiantados. Os
a uiicios oi assigoantes sao inseridos a razo
je 20 ris por linna, 40 ris en typo diflercn-
., ,. ;i. repelieses pela inetade. Os que nao fo-
rem asJisnants PB0 80 '*' Por 'moa, e 160
em ijpo lll'ercnte.
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
1 u cheia a 7 es S hora e 30 minutos da man.
Minsoanlea I Jas 8 horas e 31 mi. da Urde.
La nova a 11 as 0 horas e 5 min. da larde.
Crescenle a 28 as 7 liaras e 58 minutos da tarde.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Goianna e Paraliyha Segundas e Seztas feiras
Rio Grande do Norte, clicgn as Quartas feiras
no meio dia e parle nas mesmas horas as
Quintas feiras.
Cali, !erinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyo, no l., II e 21 de cada mez.
Garanhuns e llonito a 10 c 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria nas Quintas feiras .
Olinda lodos os dias.
PREAMA.R DE HOJB.
Prmeira as 4 horas e 30 minutos da Urde.
Secunda as 4 horas e 54 minutos da rnaoba.
de Agosto.
Anno XXII N. 172.
DIAS DA SEMANA.
3 Segunda S. Hcrmiilo, au-l. do I, dos orf. e
do J: do C. da 2. t., do I M da 2 V.
4 Terra S Domingos, aud do J dociv. da I.
V., e do i de paz do 2. disl. de t
a Mu.ni.i S ( mtidimio aud. do J. do civ.
da 2. v e do J. de paz do 2 disl. de t.
o Omina S Xisto.iud. do J.dc orplios, e
do I municipal da I. vara.
1 Seita S Caetano aud. do J. dociv. da I.
v.', edo J. de paz do I. disl. de I.
8 Sablndo S. Gyriaco, aud. do J. do civ. da I.
ti, e do J. de paz do I. disl. de t.
10 Domingo S. Lourenco.
CAMI'IOS NO DIA 5 DF. GOMO.
Camhio solireLondres 2< if, p l# a 60 d.
ii Paiil 355 leis por franco.
. i. I.llioa 100 /premio iiorinez.
Desc. de letras de'mas firmas I '/, p. %aomez.
OumOneas hespanholai l|00O a lj/zon
Modasdc atoo vel. IfljtOO a 16*700
,. de OjiOO uov. JajaOO a l#700
> a de 4,10(10... 8/000 a 9IOn
Peala Patarucas.........*M0 a 1*010
.. Pesos columnarcs. l#9li) a IfOBO
Ditos M lanos. tseo a 10970
Miuda.......... 1*760 a U780
Aceesda Coinp. do llelKribe de 50*000 ao par.
DIARIO DE PEMTAMBUCO
PARTE OFFICIAL
Com mando das Armas.
IXPED1BHTK OnieinAo presidente da provincia, informando o
requerimentn, que o oabo.d'esqundra do tegnndo bata-
lhao de artilharia p, Demetrio da Pailo, enoaminha
ao govern imperial, supplioando escuta do trrico,
por ler completado o seu lempo, como voluntario, de 4
annot.
DitoAo coronel enmmandante das torcos da prn-
. tW:" '1*8 Alagai, enmmunioando, que o cadete do
(oxtn batalhao deoacadoies, Manuel Antonio de San-
tiago Lena, deixav de segnir agora, que finalitou a
iua lieenca, por motivo de enfermidade oomprovnda.
idrh do da 18.
OflnioAo presidente da provincia, enviondo, para
qnesejadcfinilivamente jnlgado pela junta de justica,
o iir irim verbal do reo Jos Joaquim de Froitna, sol-
dado desertor do quarlo batalhao de artilharia n p.
Hilo -- Ao mrsmo, informando o requerimento do
guillado Manuel Alves dos Santos, que ao governn im-
perial supplioa escusa do aervicn, por ter concluido o
seu lempo, como voluntario, de qnatro annot.
DitoAo coronel ooniinistnrio-pjgador, enviando,
para t iins convenientes, a guia, que pela pagadura
militar do Rio-Grande-do-Sul fi pastada ao Innente do
oilivo batalhao de fuziloirot, Jme Cirineo Forreira, quo
obteve tres mezes de lioonga psra vir l esta provincia.
dem do da 20.
OfliroAo coronel committario-pagador, enviando
um oleio do ooronel conimaiidanlo dos forctt da pro-
vincia das Alagas, coborto oum a iufurmacao dada po-
lo coronel cnmroaiidautc do segundo ualallio do arti-
lharia a p, sobre fnrdaiuento, afiui de que liouvosse de
dar teu parecer a respeito.
DitoAo coronel coramandante do segundo batalhao
de artilharia & p, remetiendo, para os fint c.onvenion-
tet, ni proresius verbaes definitivamente julgados pela
junla de jutlica, rm lessio de 18 do crreme mea ( jn-
lliu i ; a saber : doLuit Jos Teixoira, de Chritlovao Du-
tra Pereira, de Seveiino Isidro da Silva ; lodos soldados
desertores.
DitoAo coronel oomniandante do primeiro balalha
dti etcadorc, remetiendo oa proemios verbaes defini-
tivamente julgados, pertenccnlos aos reos soldados,
Antonio Rodrigues do Souia, Joao Pereira dos Santos
O Joan lvo Martin..
DitoAo teiientc-coronel oommandanto do quart
batalhao de nrlillmria pe., enviando os proeessoa dos
rom tambores Feliibino Rodrigues Ferrcira, Podro An-
tonio ; e soldados Joaquim Jos deSant'Anna, Manuel
Francisco Leilo, M>nor| Alves dns Santos, Julio Jos
Francisco, Manuel Jo-e Soaros, Joaquim Joi e Floren-
cio do Souza, todos desertores do batalhao sob sou onin-
niando ; bem como o do soldado Honorio Jos da Ro-
cha, novaraenle sentenciado pela junta do juslica; con-
> nido, que fotse e-so soldado excluido ....... baiza na
furnia da lei, o entregue no juiz municipal da prmeira
vara do crime, para fazor cft'ccliva a lentcnca.
Dilo Ao enpilao oommandanto da oumpanhia de
guardas uaciuuaei em delineamento, remetiendo o pro-
cesso do reo, soldado desertor, Manuel da Copoeivao.
DiloAo coronel commandanle do seguodo bala-
IbSo de artilharia p, mandando prender, al segn
da ordem, o segundo sargeolo Aaisndio Machado da
Veiga, pelo fado comprovadodo bave ldo o repreben-
iel procedimenlo de alrar com o p5o,delioado ao al-
moco, ao rosto do soldado servente do hospital, no aclo
de Ih'o entiegar.Communicuu-se ao tenente-coronel
couiniandiDte do quarlo balallio de artilharia p.
EXTERIOR.
NOTICIAS DIVERSAS.
Sabemos defontecerta, dito Conitrvattur dla
Dordognt, que, tornando o marocha! Bugeaud a entrar
no da 25 de maioem Argel, ahi acbou a lieenca, que
tinhi pedido ao governo, para te servir della, quandn
julgasso conveniente. Segundo toda a probabilidade,
accreicenta aquella jornal, nio tardara o marocha! a
aproveitar-ie dessa lieenca, porque parlicipou & sua fa-
milia, que tornara a entrar em Etcideuil.para o fim de
juobo, e que nao voltaria mais a Algeria.
0 ministro da instruccSo publica em Franca ica-
bava de mandar Grocia um inspector geral da univor-
sidade, M. Aloundre, com a missao de indagar os meios
le facilitar o estudo do grego moderno. O fim de M
de Salvandy seria fszer professar o grego moderno nos
collegios reaes de Tranca. Tratar-se-hia por ora do
tundir em Alhenas um estabeiecimento, onde fossem os
melhore discpulos da escola normal aprender a fallar a
ingos das Hellenas. OfTerecer-se-hia a reciprocidade ao
govero do rei Olhon.
Sob proposla do principe de Metlernch, acaba-
va o imperador d'Austria de estabolecer em Vienna urna
academia de (ciencias. O decreto imperial he datado de
30 de maio.
A esquadra russiana, em que se achava o grSo-
duque Constantino, sabio do Tejo, a 30 de maio, com
direccao a Portsmoutb.
Segundo o A mi de la ieligion, as principies ce-
remonias, que se succedem morte do papa, sao as se-
jmnt.'J :
i Logo que o papa reinaote tom deixado de eiistir,
he inlroduzido ao p do leilo do pontifica fallecido o
canleal camarlengo, acompsnhado dos clrigos ouoffi-
ciaes da cmara apoitolica ; las o reconhecimenlo dos
seus restos mortnes, e recebe das miot do mesire da c-
mara o annel do Pescador. Tres dias depois, sao ease
anneleosello desbullas, chamado sello de chumbo,
quebrados pelo primeiro Diestro de ceremonias, em pre-
senta de todos os csrdeaes O cardeal cimarlengo con-
voca depois urna congregaco com os mesmoi|tlerigos,
o iicsti reunan prov lodos os empregos da cmara.
a Vinte e quatio horas depois da morte do papa, he
o leu corpo embiliamado. Na noite do terceiro dia
transporto n'o para a igreja de S.-Pedro com a me-
ma pompa, que rodeava o soberano pontfice nas cere-
monias solemnes ; ba mais um destacamento de artilha-
ria. que taz parte do cortejo. O corpo assim embalsa-
mado fica eiposto, por eipaco do tres dias, na capaila do
SS. Sacramento com a cabega da parte do altar e os ps
tocando na grade, que lecha a capaila. O povo vai tri-
butar a ultima homenageai de respoilo e de laudada aos
reslos mortaes do papa, boijando-lhe os pl alraies dos
varoes des grades.
Neste intervallo, erige-se no moio da nave princi-
pal do basilico do vaticano umi grande e rica eca. O re-
trato do papa fallecido e os f.clos mais memoraveis do
leu teinado, desonbados a fumo, ornao os dilTerentes
lados do mausoleo fnebre. As oiequias comecSo, na
noite do terceiro dia, pela ceremonia do eniorromeoto,
que so faz com assistencia do cardeal camarlengo, dos
cardeaes nomeados pelo delunto, e dos clrigos da c-
mara, corpo, encerrado n'uma cana triplica, fica de-
pois depositado junto da espolia do coro al o momen-
to da sepultura.
As eiequiasdurlo noedio. Os cardeaes, prela-
dos, magistrados de liorna, oflici.es da casa pontificia,
todos aquelles, emfim, que assistem babitualmente as
capellas papes, sio prsenles a ceremonia lunebre.
Antes da musa*dai exequis, reune-se o sacro colleio
na sacrista de S Pedro, parafaiera distfibuicSo dos
A LEOA. (*)
por jfreerico feoulie'.
SECUNDO VOLUME.
IX.
NOVO COMBATE.
Semclliante ao nosso hbil general, mantinha Leona o
seu plano de balalha, depois do haver arredado impre-
visto porigo. Com effeiln, paisuu ella ao seu rico ga-
binete de vestir, e lomava o vestuariu de oavalleiro,
quandu lhe annunciou a si neta urna nova visita, lien-
ta vez coutuu quo fosie Violor, e disto rpida criada
grave:
.Aqu....... j.......
Achiva-ae Leona no quarlo niaia desviado do era quo
dissera Villoii, que a esperaste. Era impotiivcl, que a
chegada de Aroab nao mudasse em alguma cuuaa ni auat
reaolucdei acerca de Villon : purtantu quera v-lo, e ae
diipunha a quetlionn-lu, quandu vio enlrar Monriou,
O tenhur t llio disto ella, uiu poder oceultar a sua
() Vide Diario n.* 171.
sorpresa, apezar do imperio, quo habitiialmenle tinha
luhi'o ti.
_ Eu, iim, lhe dille Guitavo, Lineando-,o obre
una poltrona de maneira provar, que long dovia ter
a vitita; eu, replicn olle, quo venho agradecer-llic ai
infurmacei, que me nianduu dar por ineitre Juau, invu
lacaio.
Que iuformafei? ditte Leona.
Oh eito mppotla caria do Cnrlot Amnb, em que
o aconta du haver f urtado e icduzdo a bella Julia.
Que he urna menina innocente o pura, nao he
assim dille madama de Cnniburo, quo quera evi-
tar pelos epigrammas o perigo de responder directa-
mente.
Que, ao menos, replicn Monriou, filando Leona,
nio tere de cnvergoiihar-se da sua falla, se he, que ella
a nomiiieiteo, porque Vctor Aiuabrais cuiu ella.
Eilat palavrat torio um raio para Leona.
Cato uom Julia repeli ella com ur triite e car-
regado.
Importa-lho inor din (tuatafo.
Leona ficou immovel por alguna initintei.
Gutlavo, diise ella de repeino, a mmlia vida vai
so decidir d'aqui a urna hura....... Cunuede-me vuat
esta hura? eu lhe ezplicare depois ludo u quo tenho
feilo.......
Nao, diste framente Gustavo, nada tei, e nada
enlendo do que te pana ; mas eita hora nSo a toia vui-
,....... Cenheco-a, Leona J menos lempo lhe pode bu-
lar para perder uina familia, para faser que duut a-
inigot te mateiu....... A tal hora voii nio a ha de
ler.......
Violencia, asnhor condo I
cargos e empregos pblicos, tanto para o governo de
Roma s negocios do estado,como para o interior do con-
clave. Nesta assembla dSo os cardeas todas as oidens
e tomSo toda as medidas, que eigem as circumttsn-
ciss e a manutenco da tranquilizado publica.
i No dcimo dia depois da morte do papa, canta o
doio do sacro collego a missa solemne do Ksprito-Sin
to na mesma capella do coro, onde se celehrou a missa
dssetequias. Depois do evangnlho, sobe ao pulpito um
pregador do ante-mo designado por um breve pontifi-
cio, e dirige aos cardeaes uuia grave e s ilemne allocu-
clo, paraeshorla-los a dar promptamento um aoto e
zeloso pastor igreja de Jezus-Chris'o. No fim da mis
sa,reunem-sa de novo os cardeaes na sacrista para pres-
rever.mu, se ba lugar, algumas ultimas medidas. Dab
dirigem-se em procisao ao lugar do conclave, encer
ro-se na capella do palacio s com os mestros do cere-
monias o secretario do sacro collogin :' fat-so a leilura
las oonsliliiM. 'H apostlica e das Jis do conclave, re-
lativas eleiro do papa. Todos os cardeaes jurSo a sua
fiel observancia.
{Sictt.)
PERNAMBUCO.
.Tribunal do Jury.
SESSAO EM 5 DE AGOSTO DE 1846.
PRESIDKNCU D0 SR. DEt. SII.VV NKVRS.
As 11 horas um quarto da manhaa, leita a chama-
da, verifica se estarom prsenles 38 Srs. jurados,
Havendo numero legal, para se constituir o tribunal;
O Sr. Juit Prndenle declara iberia a sessSo, e con
demna, por tvrem fallado lem motivo justificado, al-
gn* Srs.
OSr. Juii Municipal Suppltnle apresenta no tri-
bunal onze procesaos preparados, para sotein nesla ses
vio tuhmcltidns a julgamento.
Apregoados os rot, e testemunbas i
(JSr. Juix Prndenle declara.quo vai proceder-se ao
sorleio do concolho, quo tem do julgar Jox Caetano
Teixeira da Silva, accusaJo de ler furtado dous esora-
vos na cidade de Macei, o conduzdo-os para esta cida-
dodoKecife, a fim de veod-los.
Sorluado o conoelho, e prestado por esle o juramon-
lo na forma da lei :
r. Juiz Prndenle noma para delensor do reo
ao bachero! Lmuenc Avellmo de Alhuquorquo Mello ;
e em seguida lar ao moimo reo o svguinto
INTKBItOGATOBIO.
Juiz : Jos Caetano Teixeira da Silva se chama,
nao?
Reo : Sim, Sr.
Juiz : Sabe por que crime bo chamado a esto tri
bunal ?
Reo : No, Sr.
Juii : Nio sabe..... conhece uns esclavos, urna
negrinba de oras Marcellina, o um outro escravo par-
do de nomo Lourenco ?
fleo : Viero commigo de Macei ; na conduccao
em que eu vim, vierfio ollas juntos com oulro homem ;
quando cfaeginos aqui, o homem ilesapparecco oeo
liquei de possedos escraios: be o que tenbo a dizer a
V. S.'
Juis : Nao se records, do ler pro'urado um cor
retor, paralbo vendor esses escravos .
Reo : Nao, Sr.
/uiz : Nao se recorda mais de baver ido a casa de
um negociante desta praca, por nomo Justino, tratar
com ello o venda de um mulalinbo ?
Rio: NSo.Sr.
juis Has ento, nao teodo o Sr. conducido os-
Nao, ni ai coiiipanhia aitidua....... Se tohir, cu a
tagnirsi....... Ande la, Leona, nao arranque a pello das
niSo oom ai mal bellas imitas cor do rosa, lie urna ro-
toliicao fiza....... eternos de eslar nitlo multe lempo;
porque eu vim c para tober u irgreilo da detapparici
de Carlos Thor ; e uiait, para quo me iliga o motive da
sua paizo pelos quadroi do Vietor Amab, oitim oorao
a rasSo, por quo renuiiciuu vosto eato quadro da Vir-
gem, o qual lio o retrato do Julia i o o final para por-
giinlar-lhe, porque me impollio vott a teduzir ettn me-
nina, e o que a induz a ealiiiiinia-ll.
Scnhur coiide, ditao Leona, que, cmqusnto n 0OB
de de Monriou fazia a sua eipuiicao, havia recobrado
lodo o aeu tangoe-frio, eu n.'io posto impedi-lo du me
aciimpanliar, to eu tullir ; iuss leulio pelo seiihor urna
eiiiii-nle r.ie.'ui, quo o tenhur inetiuo nio lem : nao que-
ru expo-lo em preienca dot nieiis doinetticui a fazer ui
papel ridiculo c initeravel; eu tico, maieipero, que me
nao obrigar fater-lhe exaela coiapaiiliia.
__ Queira perduar, e telilla paciencia, dille o conde,
esle aposento Le rearavilhosaiucnte urginiado com en-
trada e sahidat, e nao quero, quo vust pona etca-
par-me, eiuquaulu eu a julgo oocupada em eucoleritar-
e contra mira.
Fivo-lhemoito olrigada, leuhor sondo, ditte Leo-
na, motejando, nao forAo perdida! al licei, que lhe
dei, e o seuhor pe paifeitaiucnlo on tranca o precei-
lu, que lhe preguei mais ducumvezeii que, logo quo
a gente tem o aeu iuiniigo em urna pulicau desespera-
da, deve dar cabo dello Eu lien. .
E sentou-so em frente do condo, filnndo-o oom una
insolencia, que exasperara a qualquer, que nAo eslives-
e lao habituado, cobo MiHiriou, aos ostranbua modo,
do Leoaa.
ses mesmos escravos, nSd|iendo procurado este corre-
tor, oem tenJo procurado wto negociante, por que mo-
tivo foi o Sr. preso.... qua suspeitai occasionrlo a la
priiSo ?
Rio: Odiierem ter sido eu quem os bsvia furlado.
Kindo.o interrogitorio o escrivo 16 as pecas do
processo : e om seguida
O Dr.'Promotor sustonta a acuiaco intentada
contra o reo, com o depoimento de cinco testemunhas,
|ue jurrao no processn: -ume l la o reo procurado pa-
ra Ibe arraojar cimprador aos escravos; outrai haver
elle ido ajustar com ellas a venda dos mesmos; e uoia
finalmente, ter-so hospedado o arcusado em su casa,
levndoos escravos, e dizendo-lhe, que erio seui, que
os havia recebidoem pagamento, e que pretenda ven-
d-los; com o resultado do rzamo feiti no passaporte
lo reo, que so recohhcceo falso, e em urna corlido do
srcereiro da esdeia desta cidade, que, om reiposta a
urna requisicnodo subdelegado da IregueziadeS.-Frei
l'edro-GonQalvas na qual esigia o comparecmento dos
escrivoi, declara, que 01 nao poda remoller, por hav-
los enlregado a seus senbores, a ordem do chefe de
polica; e com a contradicho em quo cabio o reo,quan-
do, ten lo conlessado na formacao da culpa, que os es-
cravos eiSo seus, no tribunal declarou, que s loi dalle,
epositario: o acaba, pedindo, que se emponbSo ao
reo as penas do artigo 257 do cdigo criminal, combi-
nado com a resolueo do 15 do. oulubro de 1837, duas
veies, por baverem crimes; visto que o escravos
erSo do dous Srs. diflerentes.
Dada a palana ao advogado da delesa :
Disse, que, por um advogado aer obligado a de-
fender todos aquelles secusados, cujas causas lhe fosiem
distribuidas ex-ofjiao. pelo muilo digno juiz pref-
jenlo, nao se legue, quo dova aer coagido a apro-
aentar como innocente quem o n3<> be ; porquaolo ,
na sin opiao, todo o advogado deie communicar ao
tribunal a conviccSo, om que est, istohe.deve procu-
rar justificar quem nao for crininoo, e, pelo contra-
rio, confessar e attenuar o delicio daquellea, que o
bouveiem commottido; o que, portanlo nao devis
admirar, que elle (orador) houvesse de eslabelecer a
deosa do miseravel leo, nao na negativa, e anda me-
nos na justificscao do (acto aocusado porque era
o primeiro a coolosia-lo; porin fieodo-a apenas con-
sistir em duas pilavras; a lber: que o reo nao con,
mellen dous crimes, porquaolo dos autoi somonte se
evidencia, que elle tenlou vender o escravoi, e nio,
que os houvesse seduiido da casa de leus donos, e, se-
gundo a sua mesma confisso futa no tribunal, apenai
abusara do deposito, que lhe lora confiado : e conclue
implorando a clemencia do jury paracomoro, para
cuja miseria c dosvalimeolo chama a atlencio do tri-
bunal.
Depois de haver replicado o doulor promotor, o Sr.
|uiz lar o relatono da causa; e, lindo elle, entregaos
quesitos ao presidente do concolho, que, recolhendo se
a sala das conferencias, mi pouco depois, o declara por
unliiinidade, que o rio urlra os doui escravoi, e que
a teu favor no exi'lem circumitanciat altenuantei.
Em seguida, o juiz presidente, cnnlormando-se com
a dMMio do jury.condemnou o reo ai) oniio de gales,
e 26 por cenlo do rulot do< escravos, e nm cuio, sendo
a pena repetid.:, como fot pedda no libello.
li. sendo -I ora-. levnlou-e a -e io.
UIAKI HE PK.MBICO.
TAOIETES DF. VAPOR.
J nos em outta occasiSo nos constituimos orgflos
do commercio desta pra, ouando a LrreguUridade,
produzida por circumstancias, que ora se no dilo
Ora bem, incii teiihor! quo lem a diicr-me ?
Nao vim aqui para responder, poreiu iim para in-
lorrogir.
Mas ou nao retpondorei.
Todava forcoso he, quo mo confette toda na
intriga, om que quiz onvolver-me.
Leona calou-ie. .
Vil, coiihecu o tenhor Amab, o lenhor Carloa
Thor....... Um dos dous lera a honia de me ter feilo
caquecer?.......
Leona ooiitervou-ie immovel.
Eulo islo he resolucao inaltorivolr.......
Sim, senhor; porom a cuta, quecu mauabor-
reco ne.to mundo, lio ver comnieltcr icSoet, que noi
podara ridicularisar. liem o cnnlies" Vart le,,r a0
mais vilenlos o.lremot da colera, o aze-lo enoher eita
casa dot mai. absurdos grilot, bailara fioar eu aqu
moda o queda por una hora.
_ Na. tuas maos est evitar etse eicandalo
_ B ou dille o pretervarei com urna ouudicflo.......
_ Umi condieo!....... noaquero.
__ Entao, nuda direi.
_ E qual licetiacoiidicSo?
_ He etorover-llie o que cu nao lhe quero duer.
__ Oodo escrever voil?
i Aqui luetmu.
.seja attim.
Apenas Monriou havia pronunciado eila pslavrs, to-
cio Leona a canipoiiiha ; appareceo a criada muda;
Leona tes um lignal.
Que lhe diz vosi ? perguntou Monrion anua-
tadu. .
O senhor ver, respondeo Leona, lorrindo-ie dei-
deahosa.

1
MUTILADO

TT^T


-/-
mais, rcclamava da nossa parte algumas palavras,
quenzessem acoderar a conimunicaco por vapores
com as provincias do iSprtc, como o interesse publi-
co o ollleial o exigWo. As nossas palavras nflo foro
perdidas para o governo Imperial, e as medidas, que
aconsclhmos, forflo adoptadas cm parte.
Mas ocerto he, que a mais importante c principal
condigno, para que as communicucAcs so cstreilem
entre as provincias do Norte anda se n3o acha veri-
ficada, e nos julgamos, que sem ella nao ser possi-
vcl suster-se por muito lempo a respectiva compa-
nhia brasilcira de paquetes de vapor; cujo aconteci-
mento trar comsigo, como immediata consequen-
cia, o afrouxamcnlo dos lagos, que prendem as pro-
vincias metropole, c licara a aoglo do enverno
quasi nulla entre nos. Attentcm bem os ministros
de S. H. para as verdades, que boje Ibes revela o Dia-
ria de Pernambucu, mais interessado que pinguen)
na prosperidade c unilo deste vasto territorio, e
dem-se pressa om obter a necessaria faculdade para
tratar de novo com a oompanhia, c fornecer-lhe os
ni.mus rasoaveis de sabir do embarago, cm que, se
acha, a exemplo das primeiras nagOesda Kuropaem
casos idnticos.
Com cfleito, quando se repara para os militares de
contos de res, votados pelo parlamento brasilciro
para objectos de urna ordem inferior, o s vezesde
puro luxo, e se ve, que a primeira das necessidades
do Brasil a communicagfio rpida entre as provin-
cias por meio de vapores, ainda se acha por salisfazer
do modo, que convm, lica o espirito cm verdade at-
tonito com semelhanle indiirerenga, que para nos
nilo tem nomo na bocea do estadista. Querer de-
monstrar as vantageni polticas e commcrciaes, que
veem a um paiz novo, como o nosso, com a celerida-
de das vi.-is dcromniunicagflo por meio de vapores,
seria isso trela Uso ociosa, quanto nos parece cerlo,
que nao llavera boje um s individuo, ainda das mais
humildes rlasscs, que desconhega semelhanle utili-
dade ; mas a carencia de tornar mais apressado o
meio do vapor, que apenas se acha estreado entre
nos, cresce tanto mais de poqto, quanto he evidente,
que ainda nos Callao os caminnos de ferro pura via-
jarmos pelo interior, c qepormuitos annos ainda
serflo os vapores maritimos ou fluviaes os nicos
nieios de communicacilo, que teremos entro as pro-
vincias. Foi sern duvida levados por considerares
deste valor, que, nao s o corpo de commercio desta
praga, como os da Babia, Maranhflo e mais provin-
cias do Norte, sedirigirfiO unsao governo, outros
gerencia da companhia, representando-Ibes a neces-
sidade de se realisarem as visitas dos paquetes nesles
portos de 15 om 15 das. Os interesses polticos do
governo para estender rpido asua accio por todos
os pontos do imperio, e os interesses materiaes do
commercio, que todos os dias se multiplicflo com o
iuo\intento emprclicndedor da Europa, fazern com
que esse periodo de 15 dias ainda seja para nos bem
longo. A apparicfio dos paquetes nos portos do Nor-
te, para salisfazer as actuaes necessidades, deve ve-
rilicar-se de 12 cm 12 das; e isto ser fcil com-
panbia, se ella poder effeituar a compra de mais urna
barca de primeira forga, empregando para o trajelo
do Norte cinco paquetes de marcha superior : as via-
gens redondas ordinarias silo de 45 a 50 dias res-
tar-Ihcs-biflo ainda 10 para concertos eventuaes nos
portos, ou outros. accidentes imprevistos.
A ignorancia ou a meledicencia, as occasiOes, cm
que se pretende desenvolver algum grande meio de
prosperidade nacional, costuma sempre oppor as vis-
las largas o generosas dos que o niedidiio o appa-
rente augmento de despeza, queesses mollioramen-
tos trazem comsigo a fazenda publica : he o que
acontecer com as prestagoes ou subsidios, que o go-
verno tiver, (Je ministrar companhia brasilcira de
paquetes', para accclerar a communicagio das pro-
'. lucias entre si e com a corte : sera a fbula do
miope c do avarento. Nao importa. A raciocinios
desta tempera responder e governo o a companhia
com o prompto desenvolvimento das relagOcs cont-
inerciaes; com o subsequente augmento das rendas
publicas, ipie essas transaegoes teem de produzir;
coin o espirito de ordem e de actividade, que se ma-
nifestar desde logo cm todas as elasses ; c com o
gcral conten amento de todos os individuos, quese-
iiiclliaaM Wpidez de noticias lia de suscitar.
Se o governo nflo adoptar o arbitrio de acudir de
prompto s dflieuldades, ent que a companhia se
acha, nflo s pelo que ella Icnt feito publico, mas
pelo que, nos revela a baixa, que as suas apolices hflo
litio na praga do Rio; se o governo lite nio der o
meio della se salvar de urna quebra imntinente, ja
que ella tem feitosacriOcios de toda a especie, im-
possibilitada at boje de poder pagara grande divi-
da, que contradir para suslentar-se, e sem ter po-
dido crear fundos alguns de reserva; acontecer,
que, dentro em mu poucos mezes, licaremos nos
privados deste nico recurso de communicagio ac-
celcrada, que temos; e, oque mais he, sem espe-
rangas de que outros emprehendedores lentem tilo
cedo cspeculaces deste genero, escarmentados, co-
mo devem Picar, do ingrato resultado, que tiroua
actual companhia, alias dirigida com tanta habili-
dade esegurauga. Por um lado, a dill'erenga enorme
do prego do combuslivel, dejornaes, de concertos e
de costeio, comparados com o custo de cada um des-
A criad vnllou logo com ludo quinto era nocessarin
jiarn eteruter.
Ncnliuiu (ignal, ao menos apparente, safes cutre a
criada c o nina; uiat liaviau trocado urna ulhailclla.
Leona tentnu-se urna mena, procurando pr-tc cm
Inii. iii (ii-l.i ve, de maneira que cate nio pdasM per-
der inovinirmu algum seo. Poi-e aeterover com ra-
jiidei, i -un rquanto e interronipetee por niuitni vete,
COIbO arrebatado pela colera, que liiu coutava a dura
obrigaca", em que te achato e lio longo fui rata cole-
ra, que bateo coin violencia obre ua pa|ieia, de maneira
que o diaperauu por luaa uutrea vetee.
Ditia-lhe, porem, lempro Munnun com urna tran-
qtiillidade, ijun tfdeseaperava :
Continu, madama, continuo.
tes objectos em Inglaterra; e por outro, a modici-
dade das passagens nos paquetes de vapor entre nos,
comparadas com o que pago os passageiros, que se
emhnrcflo nos paquetes inglezes do Mediterrneo o
das ilhas dos Acores, proviso sem a menor obscuri-
dade as perdas consideraveis, que a companhia bra-
sileira ha soffrido, as viagens dos seus vapores, e
teem-a assim levado a fazera dolorosa conlisssSo do
seu ongano de calculo, no contrato, que celebrar
com o governo do Brasil.
Ao governo pertence, pois, por seu proprio inte-
resse, dar a mao companhia, e anima-la a progre-
dir no til empenho, em que se lngara; nlo s
porque ello nao pode reger per si mesmo urna em-
preza semelhante, ainda que a tentasse, como por-
que he este um caso de honra e de consciencia pu-
blica, em que vai envolvida a reputaglo do governo
c a no-.su propria nacionalidade. Mesmo quando as
cmaras se nao achassem j reunidas, qualquer que
fosse a medida protectora, que o governo adoptasse
sob sua rsponsabilidade, para salvar a companhia e
fortificar os vnculos, que hoje felizmente prendem
a todos os membros da communhito brasiletra, fra
impossvel, que o patriotismo nacional a naoratift-
casse, logo que a assemblca se reunisse de novo.
He isto o que nos esperamos ardentemente, e com-
nosco os homens mais interessados no bom nome do
governo, c na prosperidade solida, que nao apparen-
te, do imperio do Brasil.
Hontem, pela manha, apparecoo as proximidadei
da ilha do Moroim, e com a cabeca Indurada em qua-
tro parles, o cadavrr do Portuguez Victorino Jos VI o-
reira, que linha de 18 a 20 annoi de idade, e era eai-
xeiro dn uma loj, que, no pateo do Livramenlo, poi-
aue o Sr. Antonio Jos Antunes Guimariei.
Onobre mogo, um i noite antecedente e por man-
dado do patrio, acompinhara at a Ib* oiertanejo, de
nome Manuel Francisco da Silva, que, lia cinco i seis
rnezes, all reside, afim de receber dello a quantia de
IO rs. por uma porcao de fajeadas, que, na niesma
noite, comprara em dita loja, e quiten pagar com uma
nota tlaquella importancia, que, por falsa, Ihe fri ro-
jo i la da.
Eslehomom, que com raiio be apontido como o
assassino do tnleht rapar, est rccolhido a cadeia.
lio lil a (Icsiiior,i|n icio, que entre nos gra.sa; esto
e tl maneira abalados os sentimentos de humanida-
de; acbao-se lio esquecidos os lumoros do um castigo
ou recompensa eterna pelo bens e males, quo nnsle
mundu se pralicio; que alguein bouve, que, contan-
lo com a falta de teslemunbss da cxecravel acc&o, que
a praticar, e na persuasao de que vehementea sunpei-
11-; n9 recabiriSo sobre si, toubou vida i seu se-
melhanle, pera lurtar-sc soliifico de uma diminuta
vida I/I
Ao darmos essa triste noticia, o ao lazermoi ai con-
sidcragdol. que nos ella sugerio, nSo podemos deiiar
de declarar, quo estamos informados do baseroSr
Antunes etnpregado os maiores eiforcos para descu-
brir o lugar, em que se acharia o 6eu caiieiro, logo
que i ec nlieceo, que este se demorava por mais lempo
do que devia.
Variedades.
ADMINISTRAC-XO DA JOSTICA NOS ESTADOS SARDOS.
Depols (la eialtacBo ao throno do re Carlos Alberto,
as institufedet judiciarlas lecm passedo por importan-
te e ule! modiflracoes. Persuadido deque a justlga he
a primeira necessidada dos povos, applicou-se o rei
com telo e perseveranca a apetfelcnar as leis o a bem
organlsar os tribunaes eocarregadus da sua execucao.
Ai 1837, os estados sardo*, cuja populacio he de &
milhoes de habitantes, erio regidos pelo direito roma-
no, pelas ennstituiedes dos principes e pelos coslu-i.es.
Esta trplice fonte do direito era umitas vetes uma causa
de <-. rif ir- a i, e sempre urna orcasio de demoras as de-
i isoi s judiciarlas. Esta legislarao linha de mais o im-
menso Inconveniente de nio ser conhecida senio pelos
iniciados; u he notavel, quo quando p cidadio nao po
de ler na lei os seus direitos e os seus deteres, a Igno-
rancia d lugar a muitas demandas. O rei emprehendeo
a immensa larea de coosliluir um corpo de diroilo com
pleto, e de dar sos seus otados uma Icgislacio em lin-
go a ge ni vulgar, isto he, em liaocei para a Saboia, e em
italiano para os mais estados.
Ja se publicarlo tres cdigos : o cdigo civil o c-
digo penal e o cdigo do coinniercio,
Tomaiao se as constituicSes na experiencia dos
magistrados, e nos cdigos dos outros estados europeos,
insliluii oes as mais uleis ; e as legras do direilo sio
marcadas com uma concisio que quasi nada duna A
duvida, e interprelagao. Finalmente pode dizer-se ,
que esses cdigos contem grandes melbrauentof.
U cdigo do proct s-u he nesto momento o assump-
(o das profundas meditagdes dos que esli encarrepi-
dos da sua redac(So. Coin elleito trata-se e acber
disae Leona, abrindo a porla, que dava para o quarlu
Vtllll'0.
Monrion heiilou : cnvergnnhou-se de Iratar coi;.
Mulo deipreiu a casa tnulher, i|uc tanto amara, e dis-
--Ihe :
He! v moa essa porta ha de ficar aberla.
pi das demandas, lejfio{comtudo asiaa rpida, para
que e possa fazer juslica com bretidade ; porque a jus-
tica demorada he muitas vetes uma grande injusliga.
A mulliplicidade dos autos o o lucro, que doli tirio o
fisco*, ou os ofliciaea minisleriacs, DSosis ai mais das
vetes sen "io um embaraco no andamento do proceiso ,
a sio quaii sempre uma caula de desanimo para
aquello, que precisa de recorrer a justi'ca e que re-
ceja compromel ter ao mesmo lempo o leu desean-
coa o seu dinlieiro.
Sabemos, que o rei cujoi iotencOei lio boai e Gr-
anel equ d duai audiencia! publicas por aemana ,
deelarou i eomniisilo quo nlo devia, na redagao do
cdigo do proce lo preoccupir-ie lenio doi interes-
ses de unta boa e prompta juslica a oio doi inlerei-
sei do fisco.
He com o fim de aperfeicoar a organingio judicia-
ria, de conhecer o estado e as necessidades de cada lu-
gar, e de constatar o resultados das inilituigOes para
melhora lai, que o rei ordenou que Ihe losse ipre-
sentado um relatorio annual sobre a administrado ge-
ral da juslica.
Tomos & vista o relatorio que acaba de lar publi-
cado da administracao da juslica civil e commercial
doanno de 1812. Cite trabalho, feito por um horneo)
de eitado que he tambero jurisconsulto diitinclo ,
retels-noiditersai instituicSes pirticularei legislaeo
arda e que jolgamoi til dar a conhecer. Nio be
ni na inlengio apresenlar urna anilyie completi da
obra do Sr. conde Avet, primeiro secretario de estado
dos negocio! de griga e juslica porque os detalbet de
uma eitatiitica eilrangeira nio noi ollerecem bulante
interesse ; porm peniamoi, que ai noval iusliluicdei
devem fixar a attencao de lodoi aquclles que le oc-
cupio em aperleigoar a legiilacio.
A organisacio doi Iribumei be a meima que em
Franca, posto que com outra denominaclo. Assim
existe em Turim uma cnuimiiiio de reviiio eocarre-
gada de decidir sebre o reeurtoi para o rei. Fax, por
tanto, ai vezei de tribunal de enlacio.
O cinco senados, que trabalbio em Cbambery ,
Turim, Genova, Caial e Nicea, teem todas attribui-
cOes dos aossos tribunaes reiei e teem, alm diito,
cerno os enligo* parlamento!, atlribuicQei publicas.
Sio instituidos para legislar as leii, cuja bomologa-
c5 podem impender para farerem ai repreientacoei
convenientes ( artigo 7. do cdigo civil).
Os Iribunaei de primeira insttncia com o nome
de judicalurei-ma^ei, lio em numero de quarenta e
teem uma orgaonacio e iltribuicoes anlogas i dosjnos-
sos tribunaei.
Al n disto, contin-ie 517/uiau de mandamenio ,
cujas luncoi's sao as meiines ,. que ai doi nosso juizei
de pai. Ha tribunaes de commercio nal principaei ci-'
dadei; uoi demail pontos 01 tnbunars judicaturei-
magei exercem a jurisdiceio commercial.
Finalincnie, o tribunaldcotias toma conbecimen-
to de todas ai contestacSm que dizem respailo ii fi-
formulai, que, aisegurando a maturidade da dinitruc- cidadioi, qualqoar que leja a iui condicSo. He o ele.
ment principal de uma verdadeira liberdade. Com (.
feito, nio basta proclamar, que a lei be igual par, (.
doi; esta iguildade nio paisa de uma fiepio, aeniole
concede a todo o cidadio a faculdade de reclamar a sua
eieoucio. Esta nitituicio, cheia do humanidade e uo
joitiga be tnuilo ntiga noa estados lardos. Eiiite
lambem rm alguna outros eitidos da Europa ; mu ,
duquai de Siboia ferio o primeiroi, que cqncebrioa-
proclamrlo iui importancia e tantidade.
O cdigo civil tardo declara nullos o teitameotoi
olograpboi mesmo os feiloi em partea estrangeiroi, p0r
excepcin i rngra : locut rigit aelum. Eite genero de
tulamento, asiegnndo o legredo ao teilidor, facilit,
a fraode, ai faitirieacoes, asiuppoiigOei de testamentos
e d lugar a numerlas demandai. Supprimindo-o, o
legislador suhstituio-llie um outro modo, quo gmntoi
inreridade doi teitamentoi. Oitlibunaes e os seni.
dos receben) o depoiito dos testamentos fechados |t.
erados, qoe Ibes lio a presentados. Devem aiiegunr-ag
da identidade do testador; e, cito elle nlo possa com-
parecer pe'ioalmeote, deiigoa-ie ui) leador, ou um
juiz, que, aeompaobado doescrivio, vai la cna, O
acto do deposito he mencionado em um lino especiii
e o leilament, revestido do acto de deposito, e do ir-||a
ret, be depositado em archivo! guardedoi debiixo di
duai chavea, uma dai quaei entrega-le ao presidente,
a outra aoeicrivio.
O legislador oceupou-se tamnom com muita ilteofJo
das doagSes particulare, que em toda a parte datio lu-
gar a numerosas demanda!, por te iinpeitarem o bar-
deiroi de ter usado de artificio, para com o teitador. Ve-
mos muitas vezes criados, ou inlriganleahuiarem di
fraqueza deeipirito, ou daspiixoei do doidor.
He para obviar a eite inconveniente, que nenhoan
doicio vale, ieno titer sido homologada. Eita nomo.
lagicio he dada pelos preiideotei doi tribunaes, oui.,,]
nidos, a quem ae aprsenla o acto publico, contondo a
doacio; o qoaei devem certificar-ie da vontade do doa-
dor, e indagar, se eite nio foi indutido a fuera doaclo
por artificio leduccio, ou dolo. Se a doaclo be Mu
por uma mulber, o presidente deve ouvir, aolei da bo-
mologacio, doui dos leus pirentei, e, na falta dellei,
doui atnigoi da familia. Ai doacOei por causa de casi,
ment lio ai nicas eximidas delta formaliaade.
Em cato de negacio da homologagiu pelo presiden-
te, ba lugar a appellacio pan o senado.
Notamoi as leis, que dizem reipeito 4s peisois, il-
gumai disposicdei, que nio encontramos ooi oosioi
cdigos.
A legitimacio doi Albos naturios tem lugar ; quer
por casamento subsequente ; qur por um rescripto do
rei. Uma nica legitimacio delta ultima especie foi
homologada no senado de Sabois no anno de 1842.
O poder paternal be muito mais estenio do que ni
lei franceza. Com effeito, o filbo familia nio pode ti-
ver teparado de leus ascendentes antea doi 25 annoi fei-
to. Comtudo, a lei k aoi presidentes o direito de de-
nanrsi e aoi bem da cora e a sua jurisdiceio abran- cidirem nos casos, em que o filboi teem raides legiti-
ge lano o negocios judiciarioi, como o oegocioi
administrativos.
Eui cada tribunal ai funccdei do ministerio publico
fio preenchidas por um advogado do fuco e pelos teui
substitutos, que em todos os procesioi devem apresen-
lar concrasoes escripias.
Na jurisdicgio de cada leado lia um advogado doi
pobrei.ajudado por algum substitutos. Os magiitridos
sio nomeados pelo rei, e eslao especialmente encane
gados de promover os proceisoa, que inleretiio o ne-
ressilados. O beneficio do pleitear tem despeta elguma
be concedido pelo presidente, ouvido o parecer de urna
commissao, aoi individuos, cujo direilo e esludo de po-
breza oril legalmente contestados. Tornava-se real-
mente ne.essario nio abrir uma porla sos abusos, con-
cedendouma grande facilidado para pleilesrem iquel-
lei, cujo estado de miseria teria podido tornar-se urna
espceulagio contra outros cidadios. Eia precisa a ga-
ranlia de um tnagiitrado impircial, para que o gover-
no se fizesse defensor do pobre. Todoi o doutore em
leis sio obrigados a Irabalhar gratuitamente nesia com-
missio no primeiro anno de leu exercicio.soba direccio
do magistrado nomeado pelo rei. He com lemelbaotet
cautolas, que quasi lempro liiumpna a cauta dos miio-
raveis. Por iiio lomos no relatorio, que, no anno de
1842, o numero das demandas de pobres elevou-sea
4,638, cnos demandas julgada proporco a iou fa-
vor he do 85 por canto.
As fu uceos desta commissio nio te limilio is recia -
macei judiciariai; estendem-se tambem aoi processos
criinini.es perante i tribunaes, e l rtcliinacei'adnii-
nislratifas perante o tribunal deconlai.
bala instiluigio, que devia ser admittida entre lodos
os povos citilisadoi, eitabeleco uma verdadeira iguilda
do perante a lei entre o pobre e o rico, entre todoi o
FeLran rpido moviinentu para sabir, e ella pres-
an tanoo do novo n duvida no espirito do cundo de
Monrion, que, violento, Ihe travou do lingo, liten-
dn-llio :
Nio | fique aqui 1
Gniitinoou ella a rierever, al quo tonino de um pa-
pel, cm que iinvia Ungido algiiinii liuba quaai iiiin-
(elligiveis, o u arreiueisuu a Monrion, diiendu-lbo coro
insolencia :
Leia.
Abaixou-io Monrion pora apandar o popel, que
cnbira no chao....... O rpido momento, em qua elle a
(n ideo de villa, bulou a Leona para mcller no bnle da
casaca de rntalleiro, que Irajava, outroa doua bilheles,
que livera a insolencia de escrever l barbas meimo do
amante.
Ku lempo, cm que Monrion ae diipunha a abrir o bi-
lliete, quo Liona, dendenlioia, Ihe laiifra, prree-
beo-te, i|tin rata dava uro pasto para tullir do gabinete,
ni que ainlint te chavan.
Quer relirar-te? diaae-lhe elle em colera,
Pretenda.o aenhor obrigar-me nfioar em la pre-
icnca, vuiiiuaiiiu l a confiiao de initiba culpa? Ihe
A criada niudn, advertida polo imperr.eplivel olbar de
un ama, esperava-os all, colheo-os, eos leo. Era una
digna diseipula de iiiadania du Cauburo, ou nulos era
juilanirnle a naluren auxiliar, que servia de exacto
complemento da natureta enromada de Leona.
Iluiiiuvcl, que quasi lodoa oa capirilm superiores
euconlriu ou aabem descobrir enoi eipiritoi leouada-
rioa, que o comprehendent e lliei icrveni inelhor du
quo a gente do verdedeiro monto paitoal. Cesar leve
Lnbienio ; Napoleio, Borlhicr ; Leona iiulia Dorotbea.
Apaninados o bilheles, leo-ua Dorothea ; e diiia 0 pri-
mal de separacio. ApresenUrio-se -Igum casos desle,
muito raros, e esta diiposicfio da lei parece ter geni-
mente approvida.
Ai oppoiicei aoi caiamentoa alo euenciilmenta di
competencia do leado. De 13 oppoiicSe, lt forio jul-
gadas a favor dos lilhos.
Pde-ieconiiderarcomo um grande melboramenlo
a instiluifio do ministerio publico noi tribunaes da
commercio e nos consulados. Os advogadoi do governo
nio eslo rncarregadoi nicamente de dar astuaicon-
rlusdes em todoi os procesioi; devem tobretudo cuidar
na lealdade du tramaccSe commerciacs, e podem, mei-
mo ix-offieio, roquerer, que uma cita seja declarada
fallida.
O oumero dai quebrat, no anno de 1842, nlo exce-
den a 45 : 2 na Saboia, 52 no Piemonte, e 11 no du-
cado de Genova. Uma Uelln loi declarada em conse-
quencia das diligencias directas do ministerio publico.
Considerado em relacio eitensio territoral e i popu-
lacio, o numero das drmanda he de 1 por 78 kilme-
tros quadridoi e 58 habitantes.
Parece-nos, que nio devenios dar outros delalhes so-
bre esta eslstislica ; mu nao devemoi acabar elle pe-
queo esboco, sem darmos a conhecer ioi nonos lei to-
rea o ultimo paragrapbo do relatorio do Sr. eonde Avet:
He asiim, que o fiis subditos de V. M. acharad
as sabias reformas legislativas, que concebeo, ano
a telo, de que a magistratura d constantemente novii
c provn, todis ai garantiai propiias, para Ibes assegu-
a rar essa boa e prompta juslica, que s, como diiii
a Emmanoel Pbibert, pode impedir, que o pobrepo-
vo leja indevidatneote molestido.
O rei Carloi Alberto tomn por divia as palavras da
leu Ilustre antepusado; porque, depoil de Emmi-
uieiro amni:
Lciiui deitoii a Gustavo ini olbar do Iriumplio e des-
pn-7.li, c ella mcsina fecboii aporto e enlou-se (liante
dille. Mas, iniquelle mi-vinicnl", lluvia !.i (in.i adrado no
outro quarto os.dous bilheles, que esconder aos olbos
do emule, e, quando .oto quis lr u bilhcte, em que Ihe
ella fatia, dina Leona, o confisaao da sua culpa, i po-
de decifrar, ao fin de uma dutia de buhas intoira-
iiiente illisiveia, ai palivrai icguintei, perfvilamente
etrriptna:
Scnhnr condo de Monrion, V. cxcellencia he um
tolo. *
Eis-aoi igora em campo debalalha. DeixiDin Amab
acontar em casa de Thore a aventura, que fiteri de
ui.iil.uiia de Caniliurc a inimiga jurada de Carlos ; e ve-
iiio-noi brigadoa a deixar (com quanto logo a elle
mli.-ireuios; Leona c Monrion na tcena vilenla, que ae
guio Seise atrevido bilhete, para conipanharnioa
o differenlea tnovinirntoa dos outroa curpoi do exer-
cilo.
Diuemoi, que Lem achjajueio de tancar doua bi-l
Iheteifra do gabinete, ondPieSJHon a tinba presa. [
A Mr. Villon na minlia aala axul.
< Aoho-me onlro ai suiui dn conde de Monrion, que
jurou a morlw do Carlos, por quera prnaa faave-lo lu
trabido, o cujo retiru elle deicobrio. Parla, v ala-
iiieda do Madrid no busque de lloulogno, quo ah a-
cliar Carlos. Conduia-o a toda prona, faca.Ihe lr
aa (-(uiuies liiihas....... A iiiinba carruagetu eili
prompta, sirva-ae della. O portador deile o acotu-
panhar, o u guiar al o lugar, em que Carlua le
acha. "
Nal cosas do papel bavia escriplo o teguinlo:
Para Carloa Thor.
Meu amigo, eil Vm. livre, a tua familia orela.
ma ; au quero dete-lo longe della pur man terap.
Se, depuia de ler visto o rrime, quo contra Vm. estove
apunto de curumetter aquello, que lame a sua vin-
ganca, duvidar Vm, anda da ma perfidia, de-te pra<-
a, oorra sua can ; praxa a Deui, que aiadi ehegee
a lempo de poder tranalornar u fatal projeol, que el-
< le medita. Nao ae eiqurca, que he precito, quemo
turne a ver. Pode vir minlia caa a qnalqurr hora
da neite.
Durolhea enlreguu o bilhele' ao ton collega da iatri-
gat ; assim be, que te chaman entre ti iquollea, quel
pulicia chama complico. O fallado criado reoebea II
uat inslruecoes cid meiioa de um minuto, fui ler cora
Villon, o parliu iminodialamento oom elle.
Heaitou esto por momento!; aiascra imi(o, 4>ravo,!cs-
lava armado de piallas, e de um punbal, e decidi-
te. Um pentamento entre lodos fox, que cestasieru os
seus receioi:
Se me querem lirar a vida, diste elle entre si, quo
ni'a tiren), uo disto cu a Julia, que ou dcicobririi
" leu iruiSu, ou morroria ?
Apeuat di-ixava elle a aala, era que Leona o Riera es-
perar, j Dorufliea bavia entrado para um quartinhu,
onda de iioi escondrijo indicado por Leona tirara urai
oaixinha, era que toaohava um bilhele. Torno i l* as
in.lriicc.Set de aua ama, e certificoii-tc, que ene bilbe-
te era sem duvida alguina u que nellai to Ihe detif iiV-
Lo-o tambem, melleu-o no (bolao, Inmou un chale,
om grande chapen, que Ihe eicoudio acara, ishio lo-
go drpoia de Villon, e fot tomar uma corrungem do
aluguel.
Kntrctautt, conlinuava Amab a ana narraclo, Villa
oorria galope pelo caminho do Boulogne, e Leona
ditpulava ooui Monrion. A' eitol vultareoioa no capi-
tulu tcguinte. ".
(Cen -v
MUTILADO f


i philibert, oeohum soberano contribuio tanto
DOe,lln Din a boa administracio dajuitiea.
wmoe ,v (Pree.)
(Diario do Governo.)
RAPIDEZ DI COMMKIC*C5BS.
O eapirito bumioo nio dsicansa, nem ooilo 01 es-
r reo par *eoUr lc'"S,r maiima accelereeio
,, commuoieaeoei. os tneioi maii rapidoi de approu-
01 difiranles povoi entre ai, e havar conhecimen-
r'do faaloi grandes diataneiat, quaii ao mesmo tem-
oin que ellas aontecem. Oi earris-de-ferro e a te-
i"ranb. ptoaraode lim; mai, para que a rcalidade dalle aje
npl.iamentc Mtiificto'ii, he neeesiirio, que a exe-
t0 j0 ostia doscobert minvilhoiai corresponda em
i Jas as suas p'ttei ao grun lioso peoiamento da concep-
tu del1'- 0bler 8,,ns "J*"11*0"0* em ,oa' "U8 M,eD-
io be quoliduoameote o objeto da medilicio de
nuitoa bomen eipeciiei, que, neconcepcio de projec-
,0, gignteacoi, ezequiveii ou nio, le oceupio de todo
coragio, ao menos com 01 mais linceroi deiejoi do
Icancar o seu proposito.
0 joroies eitrangeiroi deite ultimo paquete dio-
nos notioie de tre doatea projeetoi. que, ainda meimo
guando elle nio paiiein alrh de projeetoi, sio sdmira-
riipele ideia, e curilo do saber. Nio quero pruar
i, noticia dellei o leitore da Revista. Um deales pro-
ectu be coromunicado pelo Standar! ; h nada menoa
loque o estabelccimento de um tclegrepbo lubmarioo
entra Franca e a Inglaterra, por me.o do qual Lon-
dres lecommumcaiae instantneamente com rarii. U
jornal ingle falla mui leria.nente dcste projecto de le-
eirapbie dentro doa dominio! de Nepluoo. Diz mei-
mo que ja ae tem procedido a trabalbol preparatonoi;
le, por eiemplo o da sonda do braco de mar, que
dmeosdous pases,. Inglaterra e Franca, deo em re-
lultado seta bracas de fundo junto s costal, e trinta e
tele Da maior profundidade; que eita. por conieguiote,
oiooflereoia difficuldade nsuperavel que o oremen-
t Ja despea nio era cifra espanto, etc. Os jornaes
,snceies vweina/isdrao logo a ideia. e lalllo com o
nmor singue fri de urna amplihCio di.Ha no eslabe-
lecimento de urna linha telegraphice entre Parra e Ar-
iel or baixj do mediterrneo. ... No outro tempo.
nio ba ainda dous mil lonos, o bomens minrio a
(erra pin ie eiconderem dos oulroi homens, hoje qun-
rerr. mina-la, para ae ajuotarem todos, ou pelo menos
pira todoi ellei poderem conviver tm commum.
Osoutros doui projeetoi nio menos colossaea sio lam-
bem ingleies. era de crer; maa um dellei ingles, dot
Estados-Unidos. Elle cocsiite n'umcrnl-de-fnrro do
cfntro da confederlo americana do Norte al i China
Nao diiom, porm, os ornees, donde eitracloesta no-
ticia, ie o eitreitode Behring aera almenado por um
tunei, ou se a ideia he lio prodigioiaraente effica, que
os qa'ugee do canil sejio collocados mesmo subie o gelo
desse estrello.. .Como qurqueseja, falla-sedistocom
todo o ar do eous muito serie.
Oterceiro e ultimo projeeto be de um engenbeiro
ingle da Jamaica. He um plano de coinmunicacSes
iDtreaAiia, America e Europa (nio Ibe tejo diffi-
coidades para se Ibe ajuntar a frica tambem) por mio
de urna combnic,io engenbosa de carrii-de-ferro e
bsreos de vapor. Com este syslema de communieacoee
podia-te ir de Inglaterra i Jamaica em deioito dial, e
da Jamaica i China em quarenla e dous dial. Eite pro-
jecto du-ie, que j fra epreaenUdo ao governo dos
E.Udo.-Unidos, e,ueo acolbra lavorivelmenle, e que
pelo ultimo paquete traniatlaotico fra remeltido a Sir
RobertPeel. Que diriio disto Colombo oMagalbiei?
(/huilla Universal Liiboneme.)
Secrelaria da inipeccio do arsenal de maiinha da
Pernambuco, 5 de agoito de 1846.
O ifcretari,
Alexandre Rodrigue dos Anjot.
Litta geral das cartas entradas no mee dijulho-
de 1846.
D. Anna doCirmo, urna; D. Anni JoaquiaCoelho,
urna; I). Antonia MariaMegdalana, urna; Alfonso do Al-
huquerque e Mello, urna; Antooio Alve Mirlh, urna;
Antonio de Almeida Martime Coila,Urna; Antonio Be-
nicioSaraiva Leo Costa B., duaa; Antonio da Costa
Moreira Alve, urna ; Antonio Denegrida Geralamo,
urna; Antonio Ferrat de Caitro, urna; Antonio Joa-
quimCoelho, duai; Antonio Jos de Olivera Miran-
da, urna; Antonio Jos Soarei. du ; Antonio Joi
da Sil Bruil, urna; Antonio Martina de Finar
urna; Antonio Peiioto de Cirvslbo, urna; Antonio
Pinto da Sil Baile, duaa; Antonio da Silvs Nunei,
urna.
Bernardo f.omenioro Ferroira, urna; Bartholomeo
de Mello Muni. urna; Beoto Antooio Torre, duas;
Bento Candido Botelbo, umi.
Candi.lo Jos da Silva, urna; Candido Moreira da
Costa, duai; Coime de Su Pereira, urna; Carlos de
Souia Martini, urna.
Oomingoi Jos Gonciltei urna ; Domingos Jos
Pinto Braga Jonior, urna; Domingoi Jos Ramos,
duaa; Domingos da Costa Triodade, urna.
Florioda Maria do Garmo, urna; Frederico Anto-
nio Neiva, urna; Francisco Alfonso Reg de Mello,
urna; Francisco Antonio Koia, urna; Franciico Belm
Rola urna; Francisco Ceveleanji de Albuquerque,
urna; Francisco Goncalves da Coila, umi ; Fnnciico
Bastos, urna; Franciico Martina Coelho, urna.
Guilhermina Caetini Barradas, duss; Guitaie Scbel-
lick.uma; Guilberme Carloi de Campos, urna; Gre-
gorio Francisco Torre de Viiconcelloi, umi; Guiri)
Minoel Gomes de Carvalho, urna.
Henrique Jo< Vieira Silva, urna.
Isidro de Santa Clara, urna; Ignacio Sebaitiio Pi-
tia, urna.
Jaci%tho Luit Guerreiro umi; Jicol) de Olireira,
ttma; Joaqoim Antonio Alies, urna; Joaquim Baptista
de Araujo, urna; Joaquim Bernardino Jnior, urna ;
Joaquim Carialho Moreira urna ; Joaquim Esequiel
Karboia, urna; Joaquim JoiLamagne Vianna, urna;
Joaquim Jos Moreira. duas; Joaquim Jos Pereira,
urna; Joio Antonio Altea, urna; Joio Antonio Antu-
nei Guimiriei, urna; Jlo Antonio do Figueiredo,
J.oSo Franciioo Dial Nogueira, urna; Joio Go-
Nunei, urna;
urna: Joio Mendei Bastos,
mesjeimim, um; Joio Jos di Sil
Joio Luiz Diai Tavire, um-,
urna; Joio Maooel Rodrigues, urna; Joio doNasci-
manto, urna; Joio Pinto Leite & C, urna; Josefa
Mirla dos Praieres, urna; Jos Alies da Cunba, umi;
Jos Altes Leite, urna; Jos da Costa Araujo, urna;
Jos da Costa Ribeiro, umi; Jos Fernandei di Silta.
urna; Jou1 Goncaltei Guimarael, u.; Joi Goocal-
vei Valente, urna; Joi Ignacio Pereira Ligo, umi;
Jos Joaquim Correia Lu, urna; Jos da Maia, urna;
Joi*l1endeide Brito, duas;Jos Pereira Jacintho.ump;
Jos da Silta Meodonja Vianna, urna, Jos Silvestre da
Rocha, urna.
= O preto forro Antonio da [Costa tem um carro
prompto para nelle le carregarem tanto fardoi de fa-
lendas.como ludo mais que a elle le entregar; pon
que ello be bem conhecido neata cidade, eresponsa-
bilisa-ie por toda e qualquer falta que baja: o precoi
lo mais baratoi, que em outra qualquer parte : os
pretendenles, dirijio-ie io iierco da Lingoeta.
= Hje, pelas 4 horas da tarde, oa praca do juito de
orpliios na ra da Praia, tem de se arrematar o sitio e
cosn em respaldo, a mais objeetoa, no lugar de Santo-
Amaro, a requerimento de D. Joaquina Lini de Sou-
ta, viuva do desemhargador JosLibanio de Souza.
= Um empregado.recenlemente demittido, forjado,
pela neceisidaile de manter o educir note fllhoi, a pro-
curar o modo de obter o meios, para ene din preciioi ,
e offerece pan laier qualquer eicripluracjo; para o que
te julga com as contenienle bibilitacOni adquiridas
pela pral'ca de qussi trinta annoi, que ie dedicou ao
lertico publico : quem de leu prestimo ie quier utili-
iir, annuncie, ou diriji-se a ra do Aragio, n. 27.
:= Deacja-ie sabor quem ficou conitiluido procu-
rador do Sr. tente quartel-meitre do 1." batalhio de
eacadore, Americo Fornendei da Cunba; a quem ficou
incumbido o pagimooto menial da \0i n.. p> amor-
tisacio da quantia de 77250 n., detidoi ao abano ai-
signado : e romo desde abril, poca, em que detia
principiar dito pagamento, nida le tenha realisado ,
fai-so o presente atiso para conhecimento do ioteressa-
do, escioncia do constituinte. Hospicio, venda do Leio-
de-Ouro, em Pernambuco, o de agoito de 1846.
Francisco Pereira Coelko Lima.
Sociedade Itecreioe Lcaldade.
O 1." secretario convida eos Srs. socios da mesma,
para, no domingo. 9 do corrente, pelai 4 hons da ta*-
de,e reunirem na sala da spciedade, em aisembla ge-
ral, afim de lr-se e approvar-se definitivamente a ul-
tima redarcio do projecto de eitatutoi, para ie manda-
rem imprimir o distribuir peloi mesuioi Sri. socios.
Sala da socied:de, narua do Brum, 6 de agosto de
1846. J. J. Antonio Dial de Magalhdei, 1.a -
cretino.
O SAQUAREMA.
On 7, quecontmdeipaginas, eexpOe minuciosa-
mente o escandaloso contrato dii iinpressei ofliciiei,
acha-se a tend, pur 160 rs. cada eiemplar, na praca
da Independencia, livraria ni. 6e8
O LIDADOR.
O n. 12, que tom sido procurado, e o ns. 121 e
123 chid-sede noto a tenda ni praga da Indepen-
dencia litraria ni. 6 e 8.
= O abaiio assijjnado deseja fallar ao Sr. Joio ra
reir Coulinho.ou, ao menos, saber o lugar do tua resi-
dencia : oa tua da Cruz, n. 66.
Josr. Martins de Castro GuimarUes.
= Quem precisar de um adtogado de toda a piobi-
dade, para qualquer causa .no Rio-Foimoso, ou mes-
mo para a nota tilla de Agoa-Prola : dirija so a ra
das Larangeirai, sobrado, n. 18.
Joio Btnlo da Silveira Torrea retira-se para
COMMEv CIO.
Alfandegn.
Resdiirnto do du 5.................S:l35862
escarrejdo hvje 6.
Brigue Uberonfirinba.
Barca Globo mercadorill.
Brigue Casual daderap.
IlrigueAdehidemcrcsdoriai.
Brigue Tarujo II. vinbo e aioile.
fiera
Consulado.
Hendimiento do du 5.
Yones Joaquim de Birroi umi; Luu Goniiga Mar-lprotincia do Bio-Gr.de-do-Sul.
lances do pode, ser, em Pernambuco, um eitebeleei-
meotobem atil: urna vez que baja regularidad no
pagamento dai p.eiticei, poisque nio pode nuar
bem regulada a admioiitraclo, altando o pagatnen-
Fiea, portento, autoriiido o Sr. Mutinho di Silta
Costa reeeber tod ai preitacOei. que se leocerem
do 1. de agoito em diante; e o qoe le dte ao colle-
fio, anterior esta data, contina a estar aulonisdo i
r'eceb-l o Sr. Antonio Ayre de Castro, que, i pro-
porcio que <0r recebendo, o ir applicmdo para le ia-
tisfarerem ai contii, que deve o collegio t ao ultimo
"collegio Santo-Antonio do Reeife, I.' de agoito da
1846 ,,lrec,0^
Bernardina Freir de Figueiredo 4breu e Caira.
_ OSr. Pedro Dominguei Cirneiro morador em
Pio-do-Albo. oueiri mandar reeeber orna arta,
vioda do Aracaty ni ra da Cadeia do Reeife, o. 21.
I'jd de l.uii Antonio Siqueira. ,
Quem precisar de urna ama r" d"
urna casa de familia. a qual libe engomroar e eonnnar
com toda a perfeicio e aiieio, dirija-se a ra da feooa,
por baiio do sobrado n. 27.
- Oflerece-se um npiz poitogoei, nlho dai una,
para criado de servir; e d fiador a sai conducta: qoem
quizer, annuncie poi este Diario.
- Precisa se de um caiieiro, de 12 a 16 onoi: oa
refinacioda ra da Seniilli-Nova, n. i.
=Dao-ie 200,000 n. a juroi; quem pretender, di-
riji-se rui do Collegio, n. 16, que ie dir qoom d :
na meim casa vende se urna cabra (bicho) com cria.
Aluga-ie um lobndo de um andir esotlo, edifi-
cado de novo, com boni commodjpi, eom grinde quin-
tal e portio grande, proprio para coebeira, lito na
ra Auguiti ; dual morada de casai torran; e duaa
lojas.com grandei commodos; ludo i>or barato-alo-
guel : a tratar no viveiro do fallecido Muni.
=ClaraCindida de Santa Rora faz icienta ao rei-
peitivel publico, que tem contratado com o Sr. eapi-
to Cruz, vice-directordo arsenal de guerra, a compra
de tua esa terrea, lita no paleo da Ribeira de Sanlo-
Aotonio, n. 9: e quem com direito a meiou le |0lgar,
quena aonumiar por esta folhi, apelar de ellira m-
nunciante certa, que a mesma casa eit litre e deiem-
pvnbadt. .
Preciia-ie de um caixeiro, que tenha pratiea re
venda, e que d peiioa capaz, que abone sua conducta:
na ruadoLivramonto, loja de cera, io diri quem pre-
cisa. j j
- O abaizo assignado, arrematante doi dmmoi uoi
cocol do municipio do Reeife deelari, que tem cedi-
do a arrematacao io Sr. Joio Joi de Moraes.
Antonio Gongalvet de Mora*-
Dentista.
VI. S. Miwon, cirurgiio dentista, partioipaao rei-
peitavel publico quo pretende lizer urna viagem para
Inglaterra pelo fim deite mez e por lito convida a
todoi o Senhore que quizerem unr do leu preilimo,
nio ie demorem em procura-lo, que. chegando o na-
vio Sieord-FiiA poderi icr a nbiia apreaiada. o a tua
demora fra delta praca ie estender a man de O me-
zes. Na ra Nova n. 2, segundo andar.
tina Lira, urna; Luii Thom Gonng Jnior, .urna
Maria Joaquina da Purificacio. urna; Maria Jos de
Mello, urna; Mathiai Frreira Braga, urna ; Miguel
Pereira do Valle, urna; Manoel de Almeida Lima, u-
ma; Manoel Domingos Moreira Jnior, urna; Manoel
Gil de liveira Panloja. urna; Manoel Jos de Castro
Guimaraei, urna; Manoel Jote Machado Guimiries,
urna; Manoel Pereira Marques, umi; Manoel dos Res
Saraiva, urna; Manoel Tararan Cordeiro, urna.
Norberto Alve da Costa, urna.
Pedro Wenescop Centanhede, urna.
Ricardo Diai Ferreira, urna; Riymundo Pinto de
Abreu. urna.
Tbeotonio Coelho Cerqueira, urna.
Vicente Ferreira da Coila, urna; Vicente Goncil-
lei Ribeiro, urna.
a
Avisos manlinios.
i a i. ,............ -....--
Provincial.........................
825*585
515*561
7:34l#H0
Hovimento do Porto.
A'ouo entrado no dia 5.
Rio-de-Janeiro ; 10 dial, brigue braiileiro Bella-Ma-
noella, de250Joneladai. capilio Jos Mana Reg.i.
equipagem 13, carga farinhe. Segu para a Para-
biba, por conta do governo.
ft'uvio saludo no mesmo dia.
Ncw-Bedford; barca americana Arab, capillo Joiepb
Wrigbtiugtoii, carga eseite de poiie.
Dei'laraces.
z= Vende-ie a barcica muito veleira, denominada
Bella-Flor-Pernambucana, sendo de carga de doze
canal para cima, muito bem construida, e prompla
para navegar: a fallar com o seu proprietino em sua
propnedade napassajem de Itamarac.
Segu viagem pin o Aciracu. com a maior bre-
vidade .nivel, o patacho Emulado: quem no mei-
mo qui-er canegar ou ir de paiiagem dinjn-ie ao
capitio a burdo do meimo patacho, fondeado defron-
le do trapiche novo ou a Msooel Gon9altes da Mita,
na ra da Cadeia do Reoife.
Para Macei sai, impreleritelmcnte at o fim da
presente semana, a sumaca Sanla-Batbina : quem na
mesm quier csrregar. dirija-ie ao armaiem de lori-
aba do caes do Collegio.
=Para a Babia aegue, al o da 10 do correnle, o
hiate AVeida, pregado e foliado de cobre, e de pn-
nieira marcha: quem nelle quizer carregar, ou ii de
paisagein, dirija-ie a ra do Vigario, n. 5.
Leiles.
ARREMATACOFS, QUE 8E TBEM DB EFFBI-
TUAR PERANTE, A THEMlURARlA DAS RUN-
DAS PROVINCIA ES.
DIA 12 DO COMIENTE.
Na estrada da Victoria ai obrii :
Do 14. lineo orcidaa eui......
Do 15. ......
Da ponte di cidade orcsdsi em. .
-OlUm. Sr. inipeclor interioo deiteaneoil man-
da faier publico, que contratar!, com quenVporme-
noi fier, a compra de linha alcalroida, ntatlim, vi-
nigre, pennis de escrever, e tijoloi de alveniria gros-
sos: cuj quantidade de cada um dos referidos objec-
toi tere a que se convencionir na oceaiilo de io efiec-
luar o contrato. Ai peisoii. que le propozerem ven-
10:823<38
15:561428
13:966803
= O correlor Oliveira translerio, por cao da ebu-
va, o ieu lailiu de lazendaida loja do lallido Joaquim
Goncalve Cascio e de outios para boje o do
oirentc. as lOhor. da menbia, quando principiara
impreterivelmente. emci doi Sn Malbeui Auitm
diCompanbie, ra da Alfandega-Velba.
= O corretor 0!ivira far* leillo, porordem,e em
preienc. do Sr. comul americano, e por conta e risco
de quem perlencer. de urna porfi de tabeado alona-
do, nodo prozimamentede Saiem pelo brigue /fn*-
M capitio J. R- Fraoki: lezt.-feira, 7 do correle
.i 10 bor'ai da menhia, no armaiem de Joaquim Lope,
de Almeida. por detri do thealro velho.
_Perdeo-.e, desde a motriz da Bo.-Vi.t. al a ra
do Queimado. a quantia del24 r. em cedulu, M0-
uu vu \_ ,. 4rtafM m niitr.imiudii: Quem
Precin-ie do doui feitores para um engenbo,
um que entenda do tralar de cavallos e outro do ler-
vico decampo ; o lambem te precisa de uina ama pa-
ra todo o iervi{0 de urna casi do meimo eogenho : na
ra da Crui, n. 64.
Faiem-se quiciquer cortinados, tanto para ca-
mal como pura janellas o mesmo para decoracOei de
salas de baile,, ou de sociedado ; laiendo-se luuibem
quaesquer furacoes de cadeirai de qualquer felio que
sejao ; colcbOel elsticos de (odol a* tamenhos ; e en.
fin. tudoquanlo for concernente a tapecara com a
maior piomplidio e por piteo mais rasonel, que lor
possivel : natmessada Concordia n. 13, de'.riide
torre do Crmo.
um Hiplito S. Martin & Compaohia ansio a todas
aapessoii, que liveiem penboresem sua mo, hajio
de os ir resgalar, no praio de i5 dial conladoi do pri-
meiro do corrente; do contrario serio vendidos |>ra
pagamento das dividas que os mesinoi Sn. detem
Na mesma casa vendem-se sapatoi de be/erro do urna e
dual palas muito novoiebons, por preco commodo.^
__ Aluga-se una casa terrea na ra Bella com
alas 3alcovas .cozinha lora quintal e cacimba : a
tralar na ruado Collegio, n. 15. segundo andar.
Antonio Jos Yieira da CuohB, morador em leu
engenbo Araripe-do Ueiio arrenda um outro seu en-
genbo denominado Vinagre muito bon. de pro-
duccio ; e vende a nova planta, e a lolra ao corlei le
convier a queorirrendar ; cuja safra exceder a 2u00
pies: o engenbo esl prompto de ludo : quem o pre-
tender entenda-ie com o ennunciente.
Arreodio-ie 2 grandes oliri em S. Anna, com
barro dentro pira toda obra com estenio terreno pa-
ra plantates, com 3 caas lendo urna dellai eoin-
modoi pira grande lamilla com cacimba de boa agoa,
quintal com bistaotei ps de larangeirai e eafeieiros:
a tratar em S. Jos do Mmguinbo litio de portio de
ferro delronte da capella.
COLLEGIO SANTO-AWToNIO.
Nio podando o director do dito collegio com o Ira-
balbo da edmioiitievao, e direeclo da diiciplina e en-
smo, reolveoilliviar-ie de parte do trabalbo, easiim
entregou a parte administrativa ao Sr MartinhodaS
vi Coila que fica aulorisado aos recebimentos das
preitacoei, e coiteio dai despezas, do I.' de agosto em
vante. lecahindo sobre elle lodo o lucro ou perda, que
houver: lem que teobi retribuir couia alguu.a ao
director que se eocarrega di diicccio identifica a
disciplinar, e contina i regar aa aulas de francez,
geograptiia e pbilosopoia,
Jt deba muito, que o director deiejiva encontrar
urna pessoa capaz de so encarregar da administratio do
collegio; poisque nem o seu genio era para tal em-
prego, nem Ibeeri poiiivel cumprir bem com tantas
obrigacSei. e0"10 recabio lobre ti; por foitun appa-
receo o honeilo e deivelado pai de familia, o Sr. Mir-
tinbo da Silva Coila, que fez conceller toda a eiperin-
ca de que desempeohirii ai obrigacei deste cargo com
toda a diligencia, viito o deivelo que ha tido em edu-
car sua numerosa familia; accrescendo alm diiio ter
a' II.! la*
B"1"' ..toi, em c'du as. sen car sua numerosa launim, "'-,". .
roven- do Queimado. a quantia de'J ""^J,: ,uom oito filboi. um formado, um me.tre do collegio da,
aV:io7-o;'wiMd..7.lo H-. Sr. -ipector apre- do um.de ^[^^^^rT^A^. i com algum. instruyo ****
sentiem aa su proposlas em cartas fechadas nesla le-Iatachou. e ai quizer resli W, OJ ^ ^ \Km ^ ^.^ de fommmm be01 pde d.zer se, que
uiiieiiciii tro iuo" iiiv--"
cietiria, acompinhid dai competentes amoilrai
dia 8 do andmto mez, pelu 11 hom d mioMi.
,e- ...chou. e i. quizer n^ ^ M& roVi taT de for^if. bem P6de diz.r.e, que
no mado, n. 12, que ae rcompeniara, o m me acara a i SantQ.An^ni^tn u for em c.reUBi-
Igladecido. *
Fabrica de chapeos de sol,
ra do Fasseio-l'ublico n. 5.
Joio Loul.et lem a honra de participar ao reipeita-
vel pubhco, que acaba de reeeber de Frioci. pelosi ulti-
inoi naviosfranceiei. um bollo lorlimento do ultimo
gosto, sendo : cbapeo de sol para bomem o senhora ,
de seda lisa lavrada, e furta-cores com cabos e ca-
les muito ricos ; sedas .lo todis cora e quilidi-
att panninhoi entraados a linos; lado para abrir
chapeos de iol; chapeos de lol de pann.nho de todii
ai cre, pira homem com cibui a ciilOa coi:
lambem concerla o meimoi, lano de homeov como
de senhora; pois tem ludo quanto he necesiario pira
os dilu, e prometle muita brevidade. para fuer qual-
quer concert : ludo por preco commodo.
Precisa-ie alugar algum eicravoi forra, ou ap-
livos para trabalbarcm ero urna eitrada ; oa ra do
Vigario irmazom de aiiucar, n. 2.
Joio da Silva natural de Lisboa offic.al do
ourives, de preiente em Pernambuco e rndenle no
Rio-de-Janeiro lendo mandado de Lisboa seo Gibo
Eduardo Msrcolioo ds Silva em companb.a do Sr.
Francisco Xavier de Miranda noanno de 1831. que
o comervou de caiieiro en. la ca at 183J tendo-
so ausentado o dito seu filbo Edo.rdo par. o Ar.c.-
ty ou A:arac, nooiesmoanno de lodi.enaoM-
bendo noticiai delle deide aquella lempo at boje to-
ga auilquer pessoa que o conhecer oo souber
.onde se .cha queir. por especial favor""
poreiti ralba ou procorar aoSr: Joaqoim Joto
Miranda Jnior morador na rus do L.vramonto .
D'Concerl8o-ie ai alampada chamad crceles,eom
machina ou semella com toda a perfeicio e prornp-
tidio ; respomabiliando-ie o concertador # UO
do andimeoto e por preco commodo : oa travesa
da Concordia n. 13 atril da torrado Carmo.
Na fabrica de papelao das
Cinco-Ponas, n. 55, ha gran-
de porco de papelao promp-
to, tanto para cbapeleirocomo
paralivreiro, o mais bem la-
bricado possivel. Ha mesma
fabrica comprase toda a qua*
lidade de papis velhos, paga-
se bem. Boa praca da Inde-
pendencia,loja n. 17,ha gran-
de porcaode papelo.
uem precinr de urna ama de leite pao atoar
.criicio de algum meoino ando ellastdia teloa
eaiaiidi diriji lea ra Nova, n 54.
- Alogs-ie o priraeiro sodsr dotobrtdo n. d do
rus do Raogel: quero o pretender podo proeurar u
cintel no icgundo sodsr do meimo sobltdp f listar
01 ra Velba da Boi-Vuta, o. 55._
TTT-J



A
Roga-ie o Si. Manoel f.ou renco de Millos o
fivor de dirigir-te a ra da Cadeii do Recita loja .
55 a negocio que nio ignora.
Royase ao Sr. tjanoel de Almeida Lopeio fa-
vor de dirigir-se a ra da Cadeia do Reoile, loja n. 55,
a negocio, que nio ignora.
= Precisa-se alagar umi preti, que saibi eozinbar
o diario e
qualquer servico ; na ra de Agoaa-Verdea o. 62.
-- Na padaria da ra da Senzslla-Velba n. 90,
preciaa-te de uin forneiro.
- Antonio da Silva Ferreira mbdito porlugoez,
retira-se para fra do imperio.
Os Srs. Manoel Lopes de
Almeida c Jos Lopes Guina-
raes queirao apparecer na ra
do Vicario, n. 1*5, primeiro
andar, que se lhes deseja fal-
lar.
A direccao da rcunio da
Lihentfna participa aos socios
da incsina. que finalisro os
convites para o baile, que le-
ra lugar no da 8 do correte,
no hotel Francisco.
Engomma-se com perfeipio e asseio por pro-
co conimodo ecom gromplidao; oa ra Imperial,
n, 26.
= Precia-se de um Portuguez que teja babil pa-
deiro para a villa do Rio-Forrnoso ; quein eativer
tiestas circumstanciis, ditija-au a ra da Cadeia do Re-
cita loja n. 55.
= Anda estao para alugar as catas de ni. 27, 29 e
31, sitas na ra Real, proiima ao manguinho, ccur.
Iions commodos quintal murado, cacimba e port
de embarque : a tratar com oteu proprielario, Maooel
Pereira Teiieira mirador proiimo aquelle lugar.
Teodo-ae contra lado a compra da caa Ierre" li-
ta oa ra Velba da lioa-Vitta n. 117, pertencentei
Ignacio Jote Lopet; quemie julgar com direito a dit
cata queira, no prazo de Iret das, apparecer (iodos
ot quaes, le eleituari a compra.
- Preciaa-se de um Irahalbador de matteira for-
ro ou captivo; na ra deDomiogot Pire, n. lo.
= D so dinbeiro a juros com penbores de ouro e
prata ; e tamben rebatem-se soldoi e ordenados : na
ra do Rangel n 36, primeiro andar.
Ueseja-ie saber quem he o procurador do Sr. Pe-
dro Alesandre de Mallos.
= Precisa-te de urna ama que teora bom leite ,
com preferencia a urna eterna: na ra doSeve, oa Boa-
Vista cala de Jote Mara uno de Albuquerque.
= A petsoa, que interetsa fallar com Andr Xavier
Vianoa dirjase a seu procurador Seraliui Alves da
Rocha Bastos na ra da Cadeia, o 33.
=* O liicbait'l l.ourenco Avellino de Albuquerque
Helio acbando te incumbido de advogar, na comar-
ca do Rio Formlo e aeui termos algumas causas dos
Sn. Franciico Antonio deOliveira& Filho JoiAn
Ionio Lopet, Jos Diogo da Silva e outroi ollerece-
se para all tratar quaesquer outras quesldes, de que por
ventura o queirio iucumbir os ioteressados median-
te urna mdica gralificacio de leu trabalbo podendo
para iiso icr procurado todot ot das em caa de sua
residencia, no puteo do Terco, n. 9, das 6 as 9 boras
da manhaa e de 1 as 4 da Urde desde boje al 8
do cor rente.
O abaixo assignado fat sciente a todos os carre-
gadoresda barcaca S.-Luta-do\orte naufragad
no Cupe, em viagem para Macei quo a carga sal-
vada da mesilla acha-te neste porto, a bordo da barca-
ca 5. -Bernardo; por isso bajo de comparecer bo-
je, afini de tomarem conta do que Ihel pude perlen-
cer e satisfaierem as despezii, que te fuerio com a
meima carga. = Joaquim Itibeiro Pontee.
d'oleo, urna cr.rleira pequea para escrever, de ama-
relio, com algum uio e de duas laces, camal de ven-
to e tudo por pceo commodo : na loja de trastes da
ra da Cadeia de Santo-Antonio, casa de um i an-
dar, o. 18.
=Veudem-so couroi de cabra, ditci ja surradoi, so-
la superior, cera de carnauba por muito barato preco,
bausiiobosde tartaruga,aruanJ, um calrinlia de mui-
to bonita figura e esperto, de 8 annos, e cbarutot re-
galis em caixinba de 100, muito superiores : na ra
da Cruz do Recite, n. 2.
Na ra do Rangel n. 11, anda ha para ven-
der muitai das obras de ouro e prata, e todoi o objec-
toidosj annunciadoi; assim como urna porcio de
msicas para piano, de varios goitos, chegada do
Rio-de-Jineiro.
= Vende se dicionario universal da lingos france-
za com latim, e etymologias, e suppleoiento de to-
dos os diccionario!: na ra da Cadeia do Recita, loja
n. 14.
Vende-ie para fra da provincia urna negri-
nba de 13 a 14 annos; na ra da Aurora n. 36.
= Ainda ba para vender urna pequea porcio de
caitas de mermelada ; na ra da Paia, n. 24. _
OS VELHOS TORNNDOLE
Aiogos.
Contnua-se a vender a agoa
de tingir os cabellos e suissas ; na
ra do Queimado, lojas ns. 31 e
33. O melhodo de applicar a
agoa acompanlia os vidros.
Vende-se um mobilia quasi inleira para
pequea sala toda dejacarao
inleira para urna
na ra da Cadeia do
Recita n. 23.
Veode-se tabaco em p da Cacboeira muito su-
perior, em latas le duas libras; na ra do Quoima-
do loja de miudezai, n. 16. Na mesma loja com-
prare o Diario de Pernambueo n. 43.
Vende-secera em velas do Rio-de-Janeiro lor-
timento completo del n 10 em libre ; em crixas e
as libras a vontade do comprador : na ra da Senzal-
la-Velha, n. 110, armazem do Alves Vianna.
Vende-se azeile doce para luz melbor a mais
barato do que o de coco ; e azeite doce fino em gar-
rafones do 25 garrafas : no deposito de az-ito de carra-
pato na ra da Senzalla-Velba n. 110. O
Vende-ie urna negrinba, de 11 annos; oa So-
ledade, padaria n, 22.
Vendem-se curdas de tripa para violgo e rabeca ,
de superior qualidade cllegadas ltimamente de Fran-
ca ; na ra da Cadeia do Recita loja de miudcioi ,
n. 5.
Vende-se, para remir necessidades, urna escra-
vii preta do na{io Angola a qual sabe coiinbar o
ordinario de urna casa lavar de sabio e engommar li-
to ; na ra do Aragio n. 27.
Vendem-se 3 negnnbas de 12a 16 annos, mui-
to lindas e com variaa habilidades ; 5 inoleques de
15 a 18 annos de naci um do* quaes cozinba bem
o diario do urna casa ; 6 escravos mocos, de bonitas fi-
guras ptimos para todo o serticode campo ; 6 pro-
de 22 annos, que cozmliio bem e urna das
S. Miguel, o. 70 na povoicio doi A/ogidos, cons-
truida de pedra ecil com chaos proprios, oitOes mei-
eiroi quintal murado e cacimba ; na ra atrs da
matriz da Boa-Viita n. 11.
Pelle do diabo, a
Na loja da esquina da ra do Collegio com frente
para o arco de S. Antonio vendean-ae corlea para cel-
cai da fazenda appellidada pella do diabo com 3
rovados e meio cada um a quatru patacas e meia :
eita fazenda be (ecida a algodao e lia la groaiura
eicede a da lona as iuii cret e padrdes rivalisio
com ai mais moderen casimiras francezas; alo bastan-
te escuras, e por isso muito-proprias para o uto de pei-
toai empregada em ai mazeni, e outroi trficos do com-
mercio, e bem assim para montar a cava lio: o compra-
dores, que pretenderem ver ot sobreditoi corlea, poden
mandar pedir as amoitrai, que promptamente so Ibes
darao, tob o competente penlior.
B
Vendem-se, na ra la Cruz, n. Si
6o, e no armazem de Braguez, cera g
em velas chegada ltimamente do wS
Ilio-de-Janeiro, de urna das me- jy
Ihores fabricas, em caixas peque- f
as, sortenlos a vontade do
comprador, por fer de meia libra
at 16 em libra e por preco mais
commodo do que em outra qual-
quer parte.
ContinuSo-se a vender cortes de birege, (t.
fizeoda de seda e do ultimo gosto pira vesti-
dos de baile ; na ra Nova n. 12.
=Vende-se ou permutase um litio no lugar d
Bongi com muito boai (erras para plinlacio, o cri
Hotpiciu
na roa do
ta
quaes be boa engommadeira
delronte do becco de S. Podro.
na ra Direita o. 3,
Compras.
Compran se lodos os nmeros do Lidador des-
de o primeiro at etta data estando em bom estado :
quem liter.annuncie.
Comprao-se escravos de ambos os soios, de 12
a 20 annos ; sendo de bonitas figuras pagio-se bem :
na ra da Cruz armazem n. 64.
= Compra-s, ou troca-te por urna escrava um
preto que seja bom canoeiro ; a escrava lem de ida-
de 12 a 13 annos, ptima para o servico interno de
urna casa que tonba meninos ; e lambem compra-
se urna canoa que tenha a sufTicioocia necettaria pa-
ra condotir 6 a 8 pssoas com tanto que csteja em
bom eilade : na ra da Cruz no Recita n. 56, se
dir quem be o pretenden te.
Comprio-se 2 prelai, de meia idade e urna
escrava moca ; pago-se bem : na ra da Florentina,
n. 34.
Vendas.
GEOQRAPH1A.
Vende-se um atlas de geographia anliga e moderna
por Andriveau Gouyon da ediefio de 1843, a mais
moderna com os tystemas; um tiatado de cotmo-
grapbia geral ; e qundro dai baodeiraa das nacoes do
mundo coohecido : Da ra do Collegio n. 10, pri-
meiro andar.
= Na roa Nova loja, n. 38, venden se, por commo-
do preco, sapatoes e tpalos para bomem, ditos de mar-
roquim para senbora, e tamben sola, couros e mais si-
guia cousa.
Veodem-ie linba de carreteis, branca com 200
jardas, de n. 12 a 130; calimbas de eolebetes grandes e
pequonot, reamas de papel along de maii hollanda ;
ditat de peto; peonas de eterever de superior qualida-
de : na praca da Independencia, loja de miudezas, nu-
mero 4.
Cal virgem, a I#000 rs. a
arroba,
vende-se no armazem do Sr. Antonio Anoes, junto a
al'andega.
Superior vinho de Lisboa,
vende-se om barril de quinto; e um guarda roupa ,
por preco commodo ; na ra da Cadeia-Velba n.6,
primeiro andar.
N. 40, ra do Trapiche, relogiot de ouro de
patente inglez nuito liona ; correnlinbas de ouro ,
padrlu= Principe Alberto; e um chronomelro para
bem regulado : ludo so vende a precos
nato mu
commodos.
Farelo.
=Veodem-se saccas muilo grandes com farelo: nos
armazens de Bacelar e do Guimcrfies no caes da Al-
fandega.
"- Vende-se cerveja branca e preta, de Londre,
Barclay & Companhia a melhor que ha en porcio,
ou a retalho : vinhos de Tenerife Made ra, e de ou-
tras quslidades ; eco'ardente de Franca engarrafada,
e de superior qualidade : na ra do Trpicbe n. 40.
Na ra do Crespo, n. 12, loja
nova de Jos Joaquim
da Silva Maia ,
vende-se um novo sortimenlo de vestidos para senbora,
da rica fazenda chamada indiaona ; a qual alm d
ser de cores escurai, tintas fizas e ricos goslos lem
um tecido que finge ser de seda e o seu diminuto
preco he de 3000 n. cada corte bem como
da fazenda victoria a 4000 rs. cada coito ;
ollerecem as mesmas vantagens aos compradores por
seren escuros e por isso se tornao recommendaveis
para a presento citacio: igualmente um rico sorlimen-
to de casimiras pan calcas ; chitat para vestidos; e ou-
tras multas fazendat que serio presentes, e se ven-
ders por precot couimodoi.
Vende-se urna mulatinha, de 14 i
mucama de casa de muito bonita figura
to bem cozinba engomma sem vicias
15 annos,
cose mui-
nem acba-
pontezioba
ques : na ra da Coocordia passaodo
a direita, segunda cssa terrea.
=Vende-se a armaeo, e livrosda botica da ra da
Cruz n. 60 ; bem como um berco urna cima e de-
grao de Jacaranda em muito bom eilado ; uma meu
propria para picar fumo : na mesma botica ou
Mondego, delronte do porteo do Sr. Luiz Gomes.
Vende-se carne do
Vendem-se taboas de pi-
nho, a 40 rs. o p^; atrs do
theatro.
Vende-se sebo refmado'para velas,
cbegado ltimamente da America em
barris pequeos ; no armazem de Joa-
quim da Silva Lopes, n. ao, [defroute da
porta da alfandega.
O bom barateiro.
\a ra da Cadeia. loja n. 5&,
confroiite a ra da 11a-
dre-de-Deos.
Vende-ie 1 restante de cortes de casias de cores fitti,
pan concluir pelo baratiitimo preco de 2300, 2500
2000, 2800, 3000 rs., 3200, 3600 e 4000 rs. ; ditos
notos, de muilo bom gosto i 3000 rs. ; superiores
bint finos de cores e braocos a 1700 rs. a vara ;
merino preto fino a 4(100 rs. o rovado ; casimiras
frincezis, ptimas para calcas a 4000 n. o corte;
curies de lia para ealces com 5 covsdos e meio a
1760 rs. ; ditos de colina, com 3 covados e meio,
a 1440 rs. ganga azul franceza a I20rs o cova-
do ; e outras mullas faiendas por preco man barato
possivel.
-* Vendem-se cortes de casi-
miras, a 4^500; ditos superiores,
a 5#000 e 6^000 ris: na loja de
Vicente Cardozo Ayres, na ra
da Cadeia do Recife, n. 35.
Vendem-se os muito su-
periores e mais modernos
borzeguns jaspeados, para
homem ; dilos para senbora;
sapatos de couro de lustro ,
de I isboa para dita ; ditos
de duraque e cordovo, a 800
rs. o par ; ditos de lustro, pa
ra meninas, a 640 rs.; sapa-
toes de lustro, para homem ;
botins de bezerro francez, pa-
ra dito ; ditos nglezes ; e um
completo sortimenlo de sapa-
tos tambeminglezes, proprios
para o invern ; e^outras mul-
tas (nulidades de calcado por
preco muito commodo: na
ra da Cadeia do Recife, n. 55.
Vende seumipirdi, de 28 annos, sem vicios,
muito sadia.que ube bem cozinhir, fuer doces.eogom-
mar fuer rendas, coser liso e que faz todo o mais
orvicode urna casa de familia; um pardo de 20
onoi, sem vicios nem achaques, ptimo pira pa-
ci e com casa de vitanda
ultimo sobrado a direita.
=Vendem-to 2 pretal crioulas mocat, com tl,u
mu btbilidadet ; na ra da Cadeia de 8. Antonic
n, 13, aegundo andar.
Vende-se orna libia muito cantadeira por
co commodo ; na ra do Rangel, n. 17.
= Vende-se oa livraria da ra do. Creipo \\
um diceionaire franccaii-allemand; uma Proiodi'i ,'
bom papel da sptima edicto ; novo dicionario fri,"
cez- portuguez por Fomeci ; nouveao diticionaire pO
tugais-francaii psr J. I. Roquete; Postulado coaj"
mercio ; Amigo dos bomens ; Panorama, emboa
papel e bonitas estampas; Memorial historien do R0.
do-Janeiro 9 v. ; virias obrai do Panten ; fabal(i
de la Fontaine com bonita cncadernaclo; Pillo ins-
truido 1 v.; Esstimr l'electricil des corps ,| ,!
Traite de navigalion ; L'art de naviger, 1 v.;|!
clesaitique hiitoire 1 v. : por preco commodo,
Vende-se carne do ferlao e lingoi-
(i8 ; na praca da Loa-Vista, n 18.
= Veode-se um cicravo, que eotende bem do tra-
fico de pidaria moco e sen vicio algum ; no becco
das Barreiraa na Boa-Vista n. 4.
Vendem-se 4 vaceis etcolbida, boas leiteiru
e cujoi bezerroi eitlo bem nutridos; so se tndem todn
quatro por se nio poderem ter no logar : a vista dwi
compradores se dirO as raides : na ra larga do vftof.-.
rio i filiar com JoSo Jaeintbo Cabral, quedar q.
formacdei.
Vendem-ie 1700 oilavas de prala velba de bu
qualidade ; na rui do Queimado cna de Antonio
da Silva Guarni.
Farinha de mandioca.
No armarem da praia do Collegio, ha farinha di
S. Matbeus e da Ierra muito boa a 3520 rs. o il-
queirovelbo, ou uceas.
SEBO REFINADO PARA VELAS
ebegado ltimamente da America, em barris pequt-
noi ; vende-ie no armazem do Bacelar, Do caes di Al-
fandega.
=Vendem-se iscca com (relos ao biralo preco
de 2500 rs. ; no armazem do Braguei, ao pe do arco
da Conceieao.
Pbospboros, a IO ris a cai*
> xinba,
vendem-ie na loja da ra larga do Rozario r defroii"
te da travessa das Cruses n. 20. Estes pbosphoioi
sao infslliteis e em porcio vender-se-bio por preco
ainda mais barato, do que o cima dito.
= Vendem-se moendas de ferro para engenbotdt
assucar, para vapor agoa e beatas de diversos lam-
nhoi por preco commodo ; e igualmente laiai di
ferro ooado e batido de todos ot tamanbos : na pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmonl*
Companhia oq na ra de Apollo armazem, n. 6.
I Vendem-se superiores casimiras
H francezas elsticas, de padrdes mui-
^ to modernos, pelr/'baralissimopre-
M 50 de 6^' rs. o corte ; ditas inglezas
W de muito bonitas cores, e muitosu-
I peiiores em qualidade, a 5'6oo rs.
O corte; toalbas e guardanapos de
puro Imlio de todos os tamanbos;
ricas cbitas largas francezas, dos
padrSes mais modernos,que tcem op-
parecido ; pannos finos de todas as
quslidades, assim como um comple-
to sortimenlo de fazendas finas, tu-
do por prcos 18o em conta, que
vista dasqualidadesos compradores
nao podern deixar de comprar: na
ra do Queimado, nos quatro can-
tos, loja nova de Jos Alo reir Lo-
pes & C,*, na casa amarella, n. 39.
= Narciio Jos da Coila ainda ten para tender ud
reslo da verdadeira estamenba para terceiroi francisca-
nos; no paleo do Carmo, esquina da ra de llorn,
0.2.
= Vendem-se, por preco mdico, na ra doCabu-
g loja de fazendas, n. 6 as seguintei obrss: dic-
cionario de pronuncia iogleza por Jobn Wilker ; o vi-
gario de Walkefield ; compendio de grammatica io-
gleza de Morray S. ; a Nova Heloira em 1 orluguei,
4 v. ; Astucias de Bertoldo ; Escola fundamental.
Cootinuio-se a vender chapeos finos de eiitofi
na ra do Alfandega-Velba, 5. M de Jlo SI*"'-
no
lerlo muto\ boa ; cera de
carnauba; dita de ibelha ; prata velhT; sola- eouri
Vendem-se eideina depetranda, ditas d'oleo lobos de cabra ; bezerros;
->--, ..us.rai aeficaranaa, anas d oleo lobos de catira ; bezerros; canas de tartaruga 1
de balanco e de emarello. uma commoda de jacarao-1 lata muito clara com habilidades : na ra da C
da com tampo de pedra, uro gusrda-roupa de jacarao- Jarmazem n. 51.
di, solas, toncadores, mirqueiii|decondut,iogcoe| =Veode-M ama morad* de cau terre, 01 ra de
rau-
f uz,
gem por saber bem montar a cavallo: no Aterro-
da-Boa-Vista fabrica de licores, n. 26.
- Veode-se uma bonita escrava, de 15 a 16 aonoi,
recolh.da com prendis, perfeita mucama ; uma pre-
ta de 20 annos ama de leite, com uma bonita
cria, de 9 a 10 meres ; duu escritas, de todo o servi-
?o : na rui larga do Rosario 0. 24. piimeiro andar.
= Vendem-ie 3 pretas mocas com habilidades ,
uma das quaes engomma; 2 preloi de naci; um mole-
que, de 14
Escravos Fgidos.
Fagio, no dio 7 de julho, uma escrava de afio,
de nona Mara; repreienta ter.24 a 25 annoi, '
tura bina corpo e eicoei regulares, cor fula ; !*
vou sara e vestido de chita fina, de ssenlo claro e "
ferro no na/coco, por lar fgido anteriormente, eien-
pre que foge he agarrada na estrada da Caa-Forte,
at Apipuc.s: roga-sea todas as autoridades polici""
toodM.t,.H-^AT',e,0TJCb'q,,,: D P* rea0,C,P,e,doM,nP0- queospprehendio leH
-vai I lll0m ,J,0b.r,d0 ."" d0 Ho*Pitio I"'"' m .0 norte do qu'
Vendem-se 2 molequas de elegantes figuras, pro-
prios para acompanbarem qualquer menino; 01 ra da
Csdeis do Recife, o. 43.
tel, que serio gratificados.
MRN. ; NA TTP DB H. F? DB FAltlA
_i846


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EHJJ81BZ5_VG0PRY INGEST_TIME 2013-04-26T21:37:11Z PACKAGE AA00011611_08362
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES