Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08359


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Full Text
A nfio de 1846.
O PWWO puhlios-se todos 01 das que n"o
fnrem le guarda: o preco da asignatura he ile
i runo rs. 'por luartel, r*,8'" adiantaitos. Os
nuncios dos assignantes o ateridos a r.io
\ n ris MfU".'18' 's u,n lvi'" ditrBf.il-
" as ilifcnaTJieb melado. Os quo na> fo-
"''' liuSBfi:" 0 re"is por nfta, e 160
un iyp
P1IASES
NO MEZ DE AGOSTO.
luacheia a 7 as 3 bor e J9 minutos da man.
tiinO.nle. Has 8 horase 31 mi. da larde.
I ua nova a 21 as 0 horas c 5 min. da larde.
Crescenle 18 as 7 borauJ>! aninulos da tarde.
Segunda feira 5
PARTJDA DOS CORRF.IO.
Goianna o Parahyha Segundas c Sextas feiras
Rio Grande do Noria, chega nns Quartas feiras
ao meio dia e parte as mesuias lloras as
Quintal feiras
Cali, erinhaem, Rio Kormoso, Porto Calvo e
MaedyR, no I.", 11 e 21 de cada mez.
Garanliuns Bonito a 10 e 24.
Roa-Vista Flotes a 13 o 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os dias.
PREA.MAR DE liOJf?.
Primeira as 2 horas e (> minutos da Urde, \
Secunda as 2 horas e SO minutos da manha.
Agosto.
Anno TXII
N. 160.
das da semana.
3 Segunda S. Hermiilo, aud. do J. dos orr. c
dnJ.do C. da 2. r doJ.M d. v.
I Terra S llamingos, and do J do civ. da I.
v., o do J !i Quarta S CantidimiO, aud. etn J. do civ.
da 2. V e lio J. de pal do l dist. (le t
j, Quiotl S. Xislo, aud. .lo J.de orphios, e
ilo I. municipal da I. vara.
7 Sexta S Caetano aud. v. edo J. de paz do I. dist. de t,
8 Sabhado S. Cyriaco, aud. do i. do civ. da I.
v., a do J. de paz do I. dist. de t.
0 Domingo S. Loureoco.
CAMOS KO DIA I DE AGOSTO.
Cambio sohrc Londres 16 d. |> \ft> 60 d.
ii l>aiis3S5 riis por franco,
Lisboa 1176 "/ premio por mez.
Dtso, da latrai definas firmal i Vil' %*ornei.
OumOoeas bel an olas Si00 a 3i#2(in
Moedas da mnn el. I "'"O
,i n de (ilion nov i i
de JOOO... ^nn
Prata l'atacuess....... IjOIO a
Ico-, coluinnarcs. IS'JWI a
Ditos Mailoanos, 11960 a 10970
Muida.......... I#700 a 1*780
da Comp. do llcbcribc de aOJOOO ao par.
,. TIii
#700
O9I0
DIARIO DE PERWAMBUCO
PERNAMBUCO.
ASSOCU^AO COMMERCIAL.
RELATORIO APRESKNTADO PELO VICE-D1RECT0R, POR
OCCASU DA KLEICA5 DA NOVA MESA.
Senhores. Mlnha apparlco hoja neite lugar assig-
oala urna perda Irreparavel e denuncia uaia dor pro-
lunda ; mea esta parda mas essa dor, s as sents era
demasa, para que eu volas excite nesta ocoasllo, me-
morando os servicos distinctos e as qualldades eminen-
tes do benemrito membru, que a mprte acaba de arre-
batar-nos ; aquella, qoe durante o longo periodo de
tete annos regeo os trabalhos desta associacio, e presi-
dio suas funeces por um teor dt> prudencia e desabe-
noria, em tudo dign da alta condanca que nelle haviels
.opositado...... k
O 3r. commendador Jos Ramos de Oliveira j nao
vive ... Todava, se alguma eousa pode aligeirar o pe-
sado encargo, qua.sou boje chamado a desempenhar ;
te alguna eousa pode mitigar o amargor da pana, que
particularmente me causou tao lastimoso e inesperado
bito, he sera duvida o ensejo, que esia soletnnldade
me proporciona, derender s suas clnsas, nesta oppor-
tunidade, o publico e sincero tributo da minlia conside-
rado eda minba amizade, e deconsiderer-me o legi-
timo orgio dos sentimentos desta associacio, quando
primo estas emocoes de sentida magoa e de verdadei-
ra saudade.
Um anno tem j deconido, desde que foi submettido
ao vosso conuecnento e criterio o relator! dos traba-
lhos da assoolatjau : o como anda as instituidles mais
uteiseprortosas, para produzir vantajosos resultados,
carecem da eanecao do lempo, que a ludo da solidef e
autoridsde, permittl, Sanbores, que, antes de ludo, eu
me felicite comvosco pela permanencia e contiuuacao
da associacio commercial desta provincia. J ha mul-
to, Senhores, a illustracio e a experiencia derrocrio,
para nunca mais erguer-seesses sistemas absurdos, es-
Bes prejuios obstinados, que tinhSo por flu negar ao
cotnmercio a ampia influencia, que elle eierce na pro-
dcelo da riqueza publica, e a preponderancia immen-
sa, que Ibe deve caber na marcha e progresso das socie-
dades modernas.
Raynal, Coodillac e tantos outros economistas e phi-
losophos, que tao mal compreheodiao o pbenomeno
da cresco dos alores, j ha multo nao sio lidos, e o
espirito do seculo, em sua maicha desempecida e Irium-
phal, nem mesmo ba respailado as cimas do celebre
Sully, desse protector exclusivo, e desse mantenedor es-
trenuo dos ioteresses e dos loros da agricultura, em de-
trimento do todas as outras fontes da riqueta do estado.
U cotnmercio be, pos, na presente poca, um verda-
deiro sgenle civilisador, urna potencia de primeira or-
ilem ; he quasi um poder social nos psizes, em que a
abundancia doscapitaes, o progresso da oavegsco, o
espirito de especulaco e o incremento das demais in-
dustrias invoco a cada instante sua cooperaban e seus
ampios recursos, para approximar todas as distancias,
ligar estreitamente o productor e o consumidor, satisfa-
ler todas as exigencias da civilisacSo e do luxo, e, em-
fim, daremprego e dar uso a um prodigioso acervo de
preductos da trra ou das labricas, que sem sua inter-
veoco seria coodemnado a jaier improductivamente
em tantos pontos do globo.
Isto posto, e considerado o commerclo nesta relaeSo
ampia e Importante, he visto que es|i provincia, tio opu-
lenta e to Ilustrada, j nao pode prescindir d'um esta-
beleoioiento desta ordem ; pois que, alm das necessida-
des puramente commerciaes, que altamente reclamo o
concurso desta associacio ou seja para derivar fevoraveis
resultados do seu apoio collectivo, e de unidade de seus
melos, ou seja para revestir suas vistas e tendencias da
autoridade de nomes respeitaveis e conhecidos nesta
prsca; alm, digo, dessas necessidades, circumstanclas
podem surgir, de um momento para outro, em que a
utilidade da sua conperacao se pode desenvolver em
grande escala em os negocios de administracio interna
dopais, aqoem, de certo, ella pode faier assignalados
servicos, sem transpor a rbita, que a naturea de suas
funecoes Ihe lia invariavelmente tracado. Supponde um
instante, Senhores, que a peoetraco do governo impe-
rial acaba por descobrir os inconvenientes de urua circu-
lado monetaria e nica em todo o imperio (eu me re-
dro ao papel moeda ), e que adopte o arbitrio de loca-
Usar o papel circulante, aflm nao s de difllcultar a lal-
siflcacan, simplificando-Ihe a flsealisacao, senao tam-
bem de embargar os inconvenientes de urna fluctuado
monetaria permanente, que tio prejudicial tem sido a
esta praca, exhaurindo-a multas vezes dos oecassarios
meios de trocas : nesse caso, a experiencia do commer-
cio, a obsorvacSo particular da seus membros, seus co-
nhecin>entos pratisos, suas luzes nao poderS, em m ti-
tos casos, guiar o legislador e esclarecer a autoridade,
como todos os das sucoade em os paiies, que san ron -
demnados a solTrer os embaracos e os prejuizos de una
circularn fiduciosa ? Figurai anda a hypothese da quo
um emprestimo seja decretado pela legislatura provin-
cial (como alias pe de sua competencia I, para occorrer
s urgencias do seu thesouro, ou para realisar emprezas
uteis e de grande momento : nessa hypothese, ser p ir
ventura para despreiar-ie a opiniio meditada do corpo
eommercial, suas advertencias e suggestdes ? NSo, por
certo.
KmOm, Senhores, a vos anda cabe a Iniciativa de
urna ideia grande, a realisacSo de um pensamento vas-
to, a satisfaco, emQm, da necessidade a mais vital, a
mais palpitante de todas as industrias do paiz : vos
prevedes, sem duvida, que eu quero fallar da instada-
fio de um banco provincial, assentado em bases soli-
das, organisado segundo os principios da theoria ban-
cal, e ajustado s precisOes da oossa agricultura e do
nosso commerclo.
A ni i m nao me cabe, Seobores (e nem os limites des-
te relatorio m'o consentiran ), o expdr com desenvolvi-
oiento e lucidez todas as vantageoa, que resultariio, pa-
ra esta provincia, do estabelecimento de um banco,
nem perspicacia de cada um de vos pude escapar a
utilidade e transcendencia de um tal pensamento. Sem
embargo, nao posso deixar de traier vossa memoria
os desastres e as calamidades, que de alguin lempo a
esta parte temos tido occaslo de pessoalmente sentir e
deplorar ; dosaslres e calamidades occasionados pela
excessiva escassez decaptaos, quo elevou imprudente-
mente o preco do seu servico, e pela tolerancia legal do
juro convencional, que legitimou o abuso do laescon-
tratos, e Ibes abri nos tribunaes um largo estadio pa-
ra correrem um seu delirio.
Ora, que outro arbitrio se pode rasoavelmcnte adop-
tar para remover os inconvenientes o os pengos de um
tal estado de cousas, senao a installsco de um banco
provincial, que, multiplicando ficticiamente seu haver e
seus fundos, segundo s's necessidades da praca, c me-
diante as prudentes reservas e atiladas previsoes de urna
adminlstracao sabia o experimentada, possa, por esse
meio, occorrer urgencia das industrias e supprir suas
laltas, sem onera-las com pesados e enormissimos ju-
ros ? Por outro lado, lenho como um dogma, que a ca-
resta e o elevado valor do dinheiro entre nos, e por con-
sequencia o crescido preco do seu tduguel (se me posso
exprimir dest'arte) acabars por matar a agricultura
desta provincia, e darao lugar a um estado de tensao
^txxsaaiaaaaajapaasar*- i^***^
violenta e de padecimento geral; ao mesmo tatnpo que
os falllmentos, de boa ou mi T, se succedem com in-
crlvel rapides e ameaco levar de rojo consideravois for-
tunas.
No meu entender, Senhores, a nica comporta a op-
pdr a impntuosidado dessa torrento ha a ereccii do um
banco provincial i nem esta opiniio vos parecer mera
abstraccao, quando rellectirdes nos elTaitos etpirimen-
taes, que se ho manifestado ltimamente n Hahia. de-
pos da installacao de seu banco ; pais que, segundo
he notorio, ao favor do suas primeiras operacom j se
tem oborvado o melhoramento da moralidada as
transaccai e nos hbitos morcantis, a diminuipSo dos
fillimentos, que se nao repiten ji com > nesta provin-
cia, e o restabelecimento. nos pagamentos, dassapon-
tualidado. quo he a alma do commcrcio, o principio da
confanos e o mais solido pilar do crdito commareinl.
Km presonca de tudo quanto acabo de expr-vos.c do
muito que podara uinda ponderar para dar andido o a-
bono ao assumpto en questao, pertnilti Scnhore,
i|ue eu reclaui! omsou prol IjJo relo o solicitule,
que vos distingunm coma membros desta auociac.lo,
alim dosocncetirom o projjredirom as diligencias i-
.islorcos, que sao inJisponsaveis para I'var ao cabo
lio proveitoso intenta ; intento esto, quo ora a ideia
fivorila, o pensimento querido do nosso digno presi-
dente em o ltimos momontoi da sua existencia pre-
ciosa, e a cuja realisacao houvera ell* dado toJo o con-
curso do seu desvelo e todo o prestigio do sua posi-
qio, se, porfatalidade, a morte nSo o.tivesso ferido to
prematuramente no moio das suas (OOMpcoel uteis o
dos seus trabalhos porfiados.
Muitas e.mui variadas sio as circumslancias, emque
esta associacio pode prestar so cotnmercio provincial
valiosos servicos; e bastar lombrara intervenoo, que
ella tem ja oxercido peranle o poder geral provincial
a bea dos interesses do commercio, para demonslar a
utilidade da sua instituifio, quo boje he felizmen-
te um laclo consummado, urna verdade platica. Seu
futuro deve, pois, ser tio feliz, como seu fim he pro-
veitoso e louvavel, o na consistencia e estabilidad i,
que cada dia recebe das mos da civilisaco e do lempo,
eila encontrara sem duvida novos e mui fecundos ele-
mentos do perduracio e prosperidade.
Osal o movitnenlo duscouas humanas e as natu
res tendencias do luminoso seculo, emque vitemos,
cada dia llio accrescenlein novos cimentos du coosolida-
tentao cum o objecto das coniideracors, quo deixo ex-
postas, ho do meu dever, Senhores. oTerccerao vosso
exame o quadro abreviado dos trabalhos desta associa-
giO, afim do quo liqueis su(!iciontctnento informados
nSo s dos actos o medidas, que a associacio em sua
saiiedoria |ulgoa n bem deliberar, como tambem do
modo pratico, o do zelo, com quo direccao, que
boje finda sua mi-sao, executou taes deltbcracoes.
Avaliando devidamente os inconvenientes, que re
lullatao para o commercio, daabolicao da inspocco do
assucar encaisado, o de mais apoiada no scntitncnto
dos agricultores da provincia, os quaes, em una repro-
sentaqio dirigida a asiociaco.rcclamrio seu concurso,
afim de se obter do fisco coitas medidas de interesse re -
conbecido, a asiociucio dirigio-se a theiouraria da
provincia em um requerimenlo arrasoado, solicitando
que ella liouvi-sse por bem, nicamente para u praca, de permiltir urna nova classificacio diversada
A LEOA. (*)
por f nitrito ^oulie'.
SEGUNDO VOI.UME.
VI.
rfin elle
A. VIRTICIM.
Para rio tiles, Vietor c Lcna, un quarlo, que prece-
da ao gabinete amboa eslnvSo paludos, desfeitos, qual
o ajante transviado, queiu rpida aiio acaba do ar-
redar do precipicio, a que luarehava, o cuja pnifundi-
dado me'do nlao. ., ,
Amab haia cabido sobre urna cadnra, aniquilado,
inaMsi do menor esforco......... Anibositavo cm si-
lendia........ I.ona o ubservava, e entre si consulta**,
ae leria sotticienieraciilo quebrado a energa desso ho-
rnero, para Ibe pedir o i|e verdadeiraiuenlo quena dcl-
|c........ Emfira olhnu tambem Amab para Leona, e, ao
rrque se *ultara para eicoiider-llm as ligrimas, foi
senlar-se ao p dol*.
Leona, quo tem voas? Ihe disse elle.
__ Nada, retpondeo ella com voz melga o subiaia-
sa....... ehero....J|vbre mim.......
David* goriJo sen poder?
Oh! nao, replicuu Lc6na, pondo-te do joolhos
amo Vctor, nio duvido mais........ Perdoe-we........
perdo*-tur........
Oh I disse Amab, coja tralo egilnco se uto bn-
via inda acalmado........ ene oriine........ eu o tern
ObassMttido.
(L ;) Vde Diaria n."
160.
Soppie,,tao voss, que eu o quera?
_ Que! ena desesperado....... cssas amear^as.......
Era una pruvauca, Vctor....... .
Urna pruvauca!....... repeli file colrico.......
de sorto que, quando a minba mo ergua o punhal.......
quando euiaferr.^.... voss eslava .enm....... lba>
va cscarnecendo....... o miseravel automato, a quero
faiia mover?
__ NSo, por minba alma, nao, Ihe dase Leona com o
accento da sinreridade, lis isso, como faco todas as ao-
raes da minbn vida, ao acaso....... e aorrindu-iiiu pri-
meiro a esse pensamento como a um brinco Fcil.......
Mas, penas vi no seu olhar luir cana um ralo, o pen-
aniulo desso crime, apen** o vi tremer e varillar no
delirio, em que eu o preoipitav, livo igual verligem,
acbei possivel o justo o peiiiaroento aboiuinavel, que
voss neceitava como justo e possivel.
Heverdado? disse Amab.
E Uo verdadf, como be certo, quo (c amo, disso
Len*. Sim, houteum momento, cm que prguei nesso
punlial tom ventado de malar esse hometn, o l'o dei-
xci tomar n esperanca de quo o mataras.
E se ii0 loras tu, o leria cu feito, Leona,
Gricns,' meu Dos! exclamou Leona, juntando
as niiios o erguendo osolhos ao eco com sania convic-
Co (racaa lo seiio dadas, pelo rain do rasSo. quo fi-
tcste luiir un neus ollms nesse luoroento de desvario !
Oh I nao, Violpr, nao sou eu, cu que te mo, quo que-
rerla nunca inancbar-lo as mos com um aoassinalu,
votar ao reiuorso csia nobro existencia promcllida a
uloria; nSo, lu nSo o aoroditeste; perdua-mc.
Len poi-c de novo a chorar, c proseguip com laa-
timosa vos: W. ,.
Perdoa-me, e fngei a paixo, que me borbulha
no peilo, nao tero limites; eu nao quero o mal, e lal-
vei o oominetla Podo vir um momento, em que o raio
de luz qne a ambos nos salvou, nlo possa allnmiar-me
os olbos; e.gor*. .gura que.ei.qoe me .roa, quo es
fr*oo, e podes ser d*scncminbdo, nlo quero deuar-lo
ajiosto so* funestos conselbos, quo o meu mor, ou o
meu ciiiue poderio dar-te.
Vctor ouvia Len, eabsorva a embriagadora at-
mospliera, quo rodeava essa mulhcr, qur em lagrimal,
qurcm colera.
Vi-lc, vai-te, proseguio ella, i tu me Rearas co-
nbecendo inteiramento, o tu s me Insinuars t.ilnz.
Muito mal so roe tem feito neste mundo, o tu taibiiein,
Vctor, tu m'o fiseste. Oh! lu nlo me conliecias, o cu
t'opcrdoo. Mn por isso nao sotfro cu por ventura:
Nlu devo por isso reeditar una vinganen ? Fas isso com
quo csso bomciii n.'io csteja anda all, junto anos,
preso, o inteiraroento snlijeilo ao meu arbitrio, o a
,|,-iii todava forcoso lio deixar escapar, por.iuc cu o
,i,i hei do malr, o non quero, que tu o mate?
_ NSo ba mais nutro meio de 0 forjar ao llene m P
Nao lenho j provado, disse Vctor, que sci manejar o
1 llmduello! por quo cansa? so tilo a sotibesso, nlm
se apressaria a dio-lo ? e a sua iurtc nao to tornara
dioso, mais que odioso....... ridiculo? odioso, por ha-
ver niorlp o fillio do una Familia, que be qoasi la, ri-
diculo, por ter vingadu una nuilber como eu do um ul-
trage, cuja prinicirn eauta fuste?
Mas lio preciso, disse Amab, quo esse hornero se
cale.
Oh I acudi logo Leona, scnlamlo-ie ao pe de
Victer, oo j roo bovia lembrado do olyuna eousa.
Entao deque?
Nlo, disse ella, nao, a eousa tambero sera crimi-
nosa ; anda que ncnhtima le puno ecnulhantes orinic.
Nio, v Vctor, eu raciocino sempre coro o espirito
perverso, qjio me tom suscitado o niinlia nlsravel ida,
esreconheco a indignidatlo dos mcus projoclos no
instante, era que a elle o quero assooiar ; sim, o privi-
legio daqucllos, que nunca fizero mal, he fazer subre-
sabir em toda a sua hediondo oorime, com quo o qoe-
rem emparelhar; nao, j Ihe disse, nio meperguntoo
que imaginci, nio rae obriguo a moitrar-lha ludo o que
pode |iasor-iue pela ideia, lo infamo o iiruaj. Corlo vi-
vir, poder dizer o quero Ihe parecer, que Leona do
Caraburo O I lie entregou como una prostituta; sera es-
sa a minba pumeo do o ter amado.
Mas eu he que o nao.quero, disso Amab, cu liei de
forca-io a oalar-se.
que hohoje alopiada n. rnesi do consulado, a qual
devia consistir : l.oem subdividir cala ums das clai-
ses de assucar branco em tres catenoriss distinetss :
."em admittir lunclassas de assucic masftvido, co-
mo se havia praticado durante todo o annO fininceira
lin lo Este ro luunmento, quo continua a expreiso
ver.laloira dos interesses ds agricultun edo commercio,
nSi merece i, porm, a acquiescancia da thesouraria
em (aceda opiniao amiUlda a tal respoito polo admi-
nistra lor d i consulado, o di parecer do procurador fis-
cal e contador da masma thesouraria.
NasUseircumstanciai delilmroua lM06lie|o, emses-
llo aV22 la doiambrolo anno fin lo,ouvir a opiniio d.is
agricultores cercadequalquermedilj. quo fosse preciso
adoptar,para atalbsr os inconvenientes di actual system
do classilicar o assucar na mesa do con'u'a lo; ellecti-
vamento om ama as.omVe.1 mixta de negociante! o la-
rradores, aerifleada om 8 da Janeiro lindo em a ssla
desta sssaojacio, (como consta liberiu-so u crc-aciodouina inspeccio pirlirular olio
smenla para uso da praca, cuj s lanceos so lirstiti-
nioa chssifiMr o assucar, segundo as bases propostas
no roquerimont i citado; 0 nesta mesma occasio pro-
eedeo-ie nomeacao do dous inspectores, um pos
parte do commorcio, nutro da agricultura, os Sis. Ma-
nuel Jos dos Sintos o Jos Antonio Pinto, bom como
de ama comrniulo de tres mombros, destinada a su-
perintender no actos dos inspectores, o liscalisav-lhes os
Irabalhoi, Para occorrer s despeas, quo urna tal crea-
clo loria oecess.iriainerf*o de occasionar, accordou-so
igualmento, que urna especio de laxa seria estabeleci-
dd em farol dos insfoctoros, a qual teria do ser paga
pelos compradores, lie nulo a cargo d'aquolles funccio-
nari.s >ilas as domis d.spezas do novo cstabeleci-
inento.
lisie .ystema do inspoccio tem em tudo correspon-
dido aos desejos do commcrcio, e ao fim da sua crea-
eio; o quo om grande parte be duvido & regulandade e
zelo de proceder dos referidos inspectores. Nao obs-
tante, prosenca da directora acaba dechegar urna re-
presonlaeao dos niesmos, oxpondo a insufliciencia dos
seus honorarios, a qual alias se acha comparada pela
inexoclido do calculo, que servio do fundamento a es-
timativa da laxa; pois que, segundo convencen os map-
pas n. 1 e n. 2, squi annexos, ho fado averiguado, que
, numero das calas, inspectadas e por inspeclar no
periodo de um anno, ficar sempre aqum do al-
garismo oreado; isto he, sera sempre menos do 20.000.
Com elleilo, do mappa n. I se conheco, que o nu-
mero do caii'S entradas nos diversos trapiches, e ios-
pectadas, de 2 de Janeiro a 30 de junho do anno cor-
renle, liinilou-so a 10,655 ; e do mappa n. 2 se evi-
dencia, que o valor da contribuigio deduzida orgou
em 1:0ii,500 rs.; mas, como he probabilsimo, para
nan diier indubitavcl, quo o numero das caixas tem
de diminuir progresivamente em o ultimo semestre do
nno, que corro, <-m virlude de rases mui obvias e de
lodos conbecidas, be manifest, que a representagio
dos inipaclore so lunda em principios de completa
jusliga; pois que, dcduzulas as despeas da iospecciu, o
faldoopplic^velBOsorJonados dos inspectores, esenp-
turarios o porteiro, duranle*aquelle semestre, be apenes
de rs. c9(i.-20.
Avscumpre, Senhores, em presenes dosta breve
exposicao prover. como julgardos mais acertado, sobrio
-.2zavsoaasxssi>snBa^stssssiitn
_ Pile-o voss? disse vivamente Leona, tom voisfl
contra ello um do.ses segredo, pelos quaes so troea o
silencio? l'iido voss dizcr-lbo : So algum da Falla-
res f.illarei en tambem' Essa familia to obicura ser
Id mesmo lempo lio rcspeilavel, quo so nio possa mca-
ca-la do loma-la celebre por slguffl grande escndalo i
csso pai, quo tanto se ensoberbece pelo fillio, sera so ri-
diculo? earoli, quedeaejr sido tao bonita, sorair-
reprolicn.itcl? c.sj rapariga, quo o ama, Viotor, que so
deisa arredrar Uo louoamente por mu amor, quo vosso
nlo retribue, nlo lera feito, iropcilida por eaae insensa-
to entlius.asmo, algumas colisas, ulvoz iiinuOeiite, roa*
asaai iairndenles.Jpara que so possa iroeayr nn irroa
Oomarovel.clod.il*? Creio, que nao lio uro oruue
aerviruio-iio le.ilu.onle do urna arma igual, para nos
Jefondermoe a nos mesmo.. Em iodo o eato, o quo *t.-
M be o culpado, pi. que bo tallando, que ello autor,..
. follar o borne,,,, que o quo quer ho ciarse. Ora, d
vista disto, Vctor, nao .abo vos.e eousa algn.*, que
nos piusa proteger?
_ Nd....... disse Vctor.
Aislo, corra brand.nicn.o o veneno no ouv.do do
Anwib e or..........curou Ce ancoso na roomon.
,. .OCIO ou urna palavra i.c quo .c podo, oi .c m
contra Carlos, poro,,, nada Ihe occorreo, o a fin.i oole-
""rSri.V.mpo.-cl, elle, sio iodo, nvulnera-
"e!!l Ab disso Len com amarga expresso, com cf-
tui!i :%**, -** '.- -
-r^mVuvidt re'spondeo Leona, e nio ho ventu-
, que Ihe. cu invejo, he e.s virlude, que ale lhesnio
pertence. ,
_ (Juo quer vosso duor com issor
Oh! meu Dos, disso Len* enfadada, e erguen-
do-se, essa rapariga lio pura, lio invulneravel na su.
innocencia, se cm vei do empregar o sen amor en uro
Dmeos, que tem por tanto lempo feobado os olbos para
nao v.lo, hoincm, quo, toreado em fim a reoonheoe-lo,
Uo firme ae teiu desviado; se eiu ve de ao dirigir a


ponto, de que trato, e deferir o rcquerimento dos ins-
pectores, como tos parocer msis justo o adoquado, ha-
bilitando a futura directora coni a nocessaria autori-
sarao para obrar om conformidade do nosso senil-
mente.
Cabe aqu, Sonliorcs, lembrar-vos, que, so baten-
do creado o imposto de 1G0 rs. por caixa, e 80 rs. poi
volutne pequeo de assucar, para o fim principalmente
dii faier laco as despezas da inspeccao, urna vez aboli-
da esta, deve rasoavelmente cessar a cobranca do tal
tributo; oqutl, suppostoseja do moderada quota, som
embargo nSo pode deizar de sor considerado como uro
incommodo grvame para o commercio, atlonta a taia
particular estsbelecda era favor dos inspectores da pra-
va, e da necessidade, que se vai patonleanJo, de eleva-
la t tuperior algarismo, pelas rasos verdaderamente
arithinethicae, quo cima vos oxpus, quando tivo de
lallar-vos da representado iloa mesmos, o dos clculos,
ern que se ella arrima, Pielera, pois, Sonliorcs, iiue a
assocacio Iruh i por um dos scus primeiros cuidados
suhmcller 6 legislatura provincial a exposicto dos va-
liosos motivos, qu" acmselbio ou requeren a abll-
elo (la referida taza, afm de que o nosso commercio
MJa allivia lo desse onus, que alias sobre elle tanto gra-
vn>.
He este o lugar proprio do ioformar-vos, como ma-
teria ennnexa com os pontos precedentes, quo a pratica,
verdideiriofote abusiva c prejudicial ao commercio,
Adoptada no consulado pora deduccao dos dircilos do di-
sitno, lanc/idos sobre o assucar exportado em saceos e
barricas, subsisto anda, nSo obstante a representaban,
quo a tlii'souraria i n o anuo social de 1848 a 1840 solicitando, que n
avaliacfo do sanear submettido a tal impossicio osse
foita segundo o pr*co corrente do mercado, o mo com
o addicionamcoto do valor da barrica ou do sacco, que
lias bao pago os respectivos dircilos de consumo na al-
fandi-ga da provincia.
Nlo me compela*! mita pesar os motivos, quo servi-
i V fundamento a dccisao, nduiladu pela Ihesouraria
ii i .le fevereiro do corrente onno, aceres de.te es-
lumpto, de Miare*! lio clara o positiva: mas nao se po-
do levara mal, que nest.i oceasiio en ijiialiliiue do me
n.is jusli a resolucSo em questo, o desdo ja vos faca
si nlir a neressidiiio de se representar ao goverafe" gerel,
por nicio ilo tliesouru nacional, nfim de (|uucesso para
seinprc o abuso do so exigir dos contrihuinles oais do
que a lei dos impostes proserevo ou estatu.
Cjuinhoeira da dor geral, manilcstada em todo o im-
p: r o, por oceasiio das calamidades e da consternaban,
;i que fui arrojada a protinria do Ceari polo lligelloda
le ea, que por tonto lempo pesou sobro seus habitantes,
a associaco eommercial do Pernambuco nao poda
permanecer fra inipaasivel, em fsco doli doloroso
espelaoolo : e ao primero lira.Id, quo fez eclioar cnlre
si us mempToi o digno Ceareua, r. j M. Pigaeira de
Mello, ella inimedinlamente estendeo a sua mo bene-
lcente as viclimaa iufelizes de to horrivel desastre.
Uiiiasuliscri(ii;ao foi, pois, promovida pela associaco
nos tres bairroi desla cdade, em favor do Ceara elTlic-
. .lo, ebe-melisoDgeiro dizer-vos, que a do Kecifo deo
om resultado a quanlia (le 4:28',>*000 rs., a de S.-An-
Ionio doa 774*200 rs. e a da boa-Vista a de 561* rs.,
cuja importancia total loi empregada e distribuida dn
modo, quo tereii oceasiio do conbecer, a visla dos rela-
tnos especiaes dss commissoes Horneadas para lal lirn.
Pela tereciro vez resolveo a associaco fazer ouvir suas
supplicas ao pudor legislativo, fin de tomar om conside-
racio o estado einaranbado, equivoco, o al iotoleravel
da leg tllelo, que boje rege os interesses romuiereiaes
du imperio, ede haver por bem promulgar o corpo de
I :s, o cdigo de cummercio, quo desde o auno do 1834
foi submettido o criterio dos legisladores, para sua illu
cidaelo, npercicoamcnlo oadupcao : aliru dudar msis
(orce a esta suppliea, que, cin vordade, exprime urna
neeessidade geralmente sentida o apalpada, dirigi-
se ella taniliemasassocbcocs de igual nnturea, cstabe-
Iccidas na aliiae no llio-do-Janeiro, leclamando seu
eflicaz concurso neste valioso cmpenlio. Ainda ha pou-
co, Senhores, spasecntava eu a esperance de ver o com-
mercio brasileiro om breve dotado com esse grande
benelicio ; mes bojo nao me he possivcl escondei-vos
meo desalent, em face do prospecto, quo ollorcco a
augusta cmara vitalicia, oceupada com a discussao iro-
preterivel do luis conslilucioqaes e annuaes, e sem o
lempo necessario para levar ao devido termo o exame
de lo vasta, e tio transcedento legislarlo.
!raj*ssrarastssBraaBTttaeE9tjBK<.. a
Tiirs, que coinpreliriideo os deveres da vida no que ti-
le teem de mais icveru, hnuvcsso encontrado,j nio d-
go a un desees indignas acoso aquello, a quera vust
me lancuu, mas a mu liumeiu tal cmo sao quasi todo
oujavaidade ao podo resistir ao atiraotivu do amor,
quu inspiran, a um itesscs bomoos eroflm, para quem
iium niullier nio vnlu mais do quo um presar, que ten
un nuniii diH'eioulo do praier da vespera; sim, acores
centn Leona, inflammada em suida colera, sim
ao ella ao liontette enamorado duoutm, quo ntu foaae
venus uli! rmn duntella, ainda ISo pura, nena urna ra-
pariga perdida, e, o o seg-redu dello citive.se mis snos
mi, vota* fari.i calar o irmflo. Mas vss respeitou-a,
: 11111.U..U Lcii.i detdenhoia, o torca lie, quo aeiaei
ijoeni padece sjo. Poisberal eja sstim, soffrere!
Leona, diste bruscamente Vctor, o que voss me
pronos lio una ruvardia, cm ves de um eiiuie. Qucr
enltv, que ou sedma tasa mcuiiin P
0|! nao, diste Leona, uuiu allania, o senlior cn-
gnna-se, eu nao quero nada, nao peco nado, o domis
ara rseoeatpa ella, oncelbeado o hombros, Vm. he luu-
cu. A que o levara st-inclhanlo covardui ?
A vnija-l, lalves.
L que reuuinpcnsa esperara por issoP
Nao estivo j a ponto do comiuetcr mu crinio para
ublc-la? '
Vm. voltaria a incnt bracos, dase Leona, an
aliir dos detsa niullier? c pcdir-uio-hia o uieu aiuur, o
cui lli'o dara? Ol! Vui.nao mecoiibccc, mcusonhnr....,
Na, eu no tenfao cssos ineoiumcnsuravcis paixes de
romance, quo absorvem na sua violencia os pucris pre-
juioa do amor. Nao aei, como certas almas, separar o
o.pirito da materia. Quero, que ma>ameni como ranilla,
uibsou cusa como uiua peixeira. Esto liu
Como qur que seja, he sompre agradare! para o eom- Pgue-lhes, emqoaoto estire prsenle, 'pnr mira entro-
merejo o ver, que os poderes pblicos se oceupSo dos
seus interesses, e procurao regula-los por meio de nor-
mas fxas e invariaveis. que destruio e irridiquem para
serapre estes arbitrios funestos, essas praticaa desastro-
sas, que nos tribunaea ferem muitss vezea de morto os
contrato* os mais legtimos, e voltio rodeas m f pa-
ra muilas vezesesmnbar infrene por cima daa ruina;
do muilas fortunas, e dos depojos de grandea casas.
Quo o senado brasileiro prosiga em suaa lucubfacoes e
desvellos para bem aprolundar e esclarecer todos os pre-
scitos eontidos no cdigo, que ora discute ; que tul al-
ta sabedoria, eaua experiencia acaotelem oa inconve-
nientes de uma legiilacio nova ; que o seu palriotismo
seja todo erapenhado na pronuilgacio deisa grande lei;
que o governo imperial encarrogue sua execujio a
urna magistratura digna pelas suas luzes.e sua iolegrida-
de.Eil, Senhores, os votos do commercio de todo o im-
perio .' Kis, Senhores, os desejos de todos os industrio
sos honestos, o do lodos os capitalistas opulentos I Eis,
Senhores, minhas mais charas osperanfis I Emquan-
lo, porom, tal boneficio nao so realiss, nom se estabe-
lecem em bases solidas o permanentes as garantas tu-
telares do uma legislarjo meditada, confiemos, ao me
nos, quo o governo do paiz lancera de ver emquando
suas vistas protectoras para os interesses do commercio,
o quo algum ministro Ilustrado ponha na bocea do
joven monarcha brasileiro aquollaa palavras memora-
veis, que o immortal Colbert consignou em um odi-
lo de 1004 : Nona inltnco (diia Luiz XIV) he
fiuer cumiar ao$ no.ssos governadores magistrados a
conitderacao, em que ora remos ludo guanlo ritpeita
ao commercio pelo que, fio queremos, que ellet em-
preguem $ua auloridade a fazer juitica aoi negocian-
tes, afim de qne nao sejao distrahidos do seu trafico
pela chicana..,, Kis quanto me occorre dizer-vos so-
bre esto ponto ; vossa comprehensao dispensara mes-
mo mais ampios desenvolvmenlos.
0 possoal da associacio acha-se augmentado eom
mais dous socios, um ellectivo.quo be o Sr. J.O. Elsler,
approvado om sessao de 8 do outubro do presente anno
social; oulro honorario, que he o Sr. Diogo Sturz,
cnsul brasileiro em Borlim. A idoneidado do primeiro
explica cabalmente sua ad.'iiisso j os servicos prestan-
tes do segundo em favor desls associacio d'ba muito
o recommendavao aonosso reconhecimento. Pelo que
loca ao estado financeiro da associacio, contabidado e
escripturajio dos seus lundos, dos livros o mais docu-
mentos, eflorecidos i vossa considerarao pelo nosso the-
soureiro, conheccreis toda aordem e regularidade, que
presidirao as operacoes da caixa.
Termino aqu, S nhores, o relalorio de todas as oc-
curroncias o uiedidas da assoeiac,io no periodo do anno,
quo boje finda : o, chamado para oceupareata cadeira,
porvirtude de um accidente funesto, ousinto amis
profunda magos de nio ter podido salitlarer dignamen-
te escondinos de tio pesado onoargo, ministrando-vos
indicacoos justas, consideravoes luminosas, e largas vis-
tas sobre os interesses e prosperidade do notao com-
mercio.
Se, porm, nio me foi possivcl deslumhrar vosso es-
pirito com o esplendor do pensamentos e coocepcoes
elevadas ; eslou corlo, ao menos, de que nio hei desme-
recido na vossa confanos, e na vossa estima.
Sala da associacio eommercial do Pernambuco, 1,1
de agosto de 184(3.
Joo Pinto de Lemas, vico-presidenle.
gues, e por meas caixeiros e ioteressado a quantia de
23:003040 r., a maior parte sem recibos, para ron*
descontando as lettras, quo Ihes accr-itei. Appareefi-
rio osSrs Silva & Companhia, em principio de 1841,
con duas cootas correntes por assignar, em urna das
quaos mostravio um saldo de I:6o0j000 rs. poueo
mais ou meos; inottroi-lbes alguns recibos, que rae
Torio porolles levados om conta afim de reformaren)
a sua escripia, e, com est< advertencia, apresentirlo
urna segunda oa qual o aaldo a favor dalles montara
a2:600j000rs pouco mais ou menos ; o que tudo
consta dos autos, escrivio Brito ; e como nenbuma
destas podessem ser adnittidas, intentirio-me uma
accio destacada da conta gertl que linhamo e bou-
verSo senlencss contra elles.nat primeira e segunda ins-
tancias ob'igando-os a atentar accio de ajuste de
J.contas ; o nao contentes cora isto forio procurar re-
modio aos seus desastros, no Rio-do-Janeiro. No lem-
po, era que a primeira accio destacada que iotenti-
rio contra mira, eocoolrra reveies, propuzerio um
I i bel lo no qusl mostravio um aaldo de 743*153 ra. ,
proveniente de agio de prata a 66 por ceoto e de ju-
ros sem que apreseotassem oa ttulos para semelhento
exigencia e smente fundados no seu querer. Mos-
tre um attestadodos ditos Srs. o dos negociantes des-
la praca em como as ledras do logistst pira cora os
negociantes erao pagas com dous por ceoto sobre a
parte em que coostasse prata e pela miaba conta
correte approvada pelos Sra. Silva & Companhia, me-
nos tres parcellas, justifiquei ser-lhes credor de um
conloo setenta mil eselecentos e tinte o um ris ; o
nao me sendo levadas em conta as ditas tres parcellas, a
que ajuntio duvida devia-lhoa -OjOOO rs. pouco
mais ou menos; por cujo motivo ped oque me era
devido por urna recommendacio e desgraciadamen-
te esli estes autos empatados, ha 22 meses sera que
se mande eumprir um despacho quo ohrigara aos -Srs.
Silva iV Companhia a louvarem-te em -rbilros, e apre-
senlaremosseus livroscommerciaea em juiro.afimde se-
rem examinados; de tal maneira o julgador achou con-
fusio as cuntas dos Srs. Silvs & Companhia.
Tenlio por boje feito esta curta narrar;io e a seu
lempo farei ludo quanto for possivel para esclarecer ao
muito respeitavel publico e lieo com os desejos de
que os Srs. Silva & Companhia me oflerecio igual
garanta a doSr. Cardozo quando eu delles for ha-
ver o quo houver de ser sentenciado a raeu lavor
Pernambuco, 30 de julbo do i 846.
sintona Gomes Villar,
I
Rendas com applicacdo espedid.
Sita de 5 por cesto na com-
pra e rondas dat embarca-
C.C5.......
*,
itersas provincias.
Dizimo do assucor das Alagoaa 322,igl
Dito dito do Bio-Grande-do-
Nort....... 7,440
Dito do ilgodio da Parabiba 5,805
( \0
282,650
3,049
*tr~
fendimento provincial.
Dirimo doastucer 0:490,291
Dito do algodio .... 4;327,628
Dito de caf..... 3.908
Dito de fumo..... 8,774
Taza de 40 ra. por lacea de
algodio...... 38,440
Dita de ICO rs, por caixa de
assucar .-..... 79,840
Dita de 40 rs. por fecho de
dito....... 4,440
Dita de 20 rs. por barrica de
dito....... 52,400
Dita de 20 rs. por tacco de
dito....... 242,300
335,363
26:346\4U
8:247,921
34:596l
Restituicio da renda geral
dem da dita provincial
3.8S
2,750 6,600
Meta do consulado de Pernambuco, 1. de agosto do
1846. O administrador,
JoUo Xavitr Carneiro da CuaAa.
CMMEaCO.
Alfandega.
Renmmknto do du 1.*................5:420|060
Consulado.
Rendimento no du I."
Provincial..........................
208*578
57641
26G219
Correspondencia,
Sis. Hedactoies. Ja foi paga a execucao ,. quo me
motilo os Sts. Antonio da -*StIva & Companhia pelo
juiio da segunda vara do cvel escrivio Magalhies,
m boa moed corrente 3:510*205 rs. e por tarto
lera sido paga ha muito lempo antes, e nodia, era que
inandei contar os autos a nio sur a difliculdade que
cnconlrou o Sr. Manocl Caidozo da Fonseca em ar-
ranjaroutra igual quanlia que este me detia ; e con-
formo a carta, que por esto Sr. me foi podida, para
pagar aos Srs. Anlonio da Silva & Companhia eml
do corrente mea escusado so tornava o annuncio no
sen Diario n. 165, vista do un u procedimeoto, aoio
ser por tinganca. Cabo-me agora conlar a historia des-
la execucao,por sor urna daquollas.que raras veresappa-
recein no foro.
Comprei aos Srs. Silva & Companhia em diversos
annos que tive negocio do luja 2I:932|319 rs. e
quo eu
o ren ge-
ni", son citruvuganle, Oheia do coiitradii cues, dir lal-
ves voso; mas uiu lim nao tac padecer a liitMoen ; vos-
eo au me vingar, nom eoat a morte do irmo, nem
com a deshonra da irnia; vivirei com a n.ii.ha vergo-
nha, Ultet me habitu a ella, pois que vosss, que lH
dara .alvar-m, nao aclia meiua sci.Au oriminosoa, que
Ai* >,i\.. ..,.n^ ..___. A ii 'I
Anmb, cu o escoto, o espreilo nas suas palavras moa,
que ibo ponba no trilito, que doto seguir; porque to-
ca-me agora dite-lo, en tambera o conbeco, Lenn, vos-
s qucr u suavinganga.......
Sim, quero-a!......
K lalve j n Ictii na idea, e smente niiu ousa di-
zer-m'u.
Leiia npontou para o gabinete, dondo acabavio do
sabir, e rcspoudeu :
Depois du quo all se potsoii, dit voss,
nao uuso ''
Pois ciiiiii, uma ve ao menos....... fallo claro,
replicn Vctor, nao me lento a intelligeucio, diga-me
o quo lein cogitado, c cu Iho dire francamente, so pos-
so, ou se queru faic-Io.
He que na verdad, dase Lena, seria urna intriga
bem travessw, avista das trajjcdiaa, que-acabamos de
representar, seria tao Oietquinho meio cm tao fatal uu-
aico....... '
Mas esn fm o que lio?
Tinha Leona cssa grande art:. de faier, que lhoorran-
oastcni, palatra e palavra, o quo ella arda por diter-
sabio tambora, confirme ot seus projectus, dai uu tirar
a in.purtancia rovolsciu, quo tinho do faier o por isio
responden anda:
Nao, nSo, Victor, se ven so rcousasse, humi-
ar-nie-llia, o so nao ac rocusasso, o a cuusa su nao
oonseguisse, nio rae perdoara vosse de o haver indui-
du a coiuinotler um despropsito.
- >ga-m'o ao menea, pora quo eu possa jiilga-lo
Nao moc.itendeo enlau ha ,)0UCUi ri.,,|iCoi;
Rendimento total no mu de julho prximo pastado.
A saber:
Detpachos maiitimos.
Ancoragem para fura do im-
perio.. ......2:813,094
dem para dontro do dito. 1:351,814
15 por cento das embarcaces
cstrangeiras, que passo a
nacio'>.....1:178,632 5:343,540
ExportacBo.
Direitoede 7 por cento .19:731,490
dem do 1/2 por cento dos
nielaos araoedadot
Emolumentos de cerlidOet
Multas decididas .
95.759 19:827,249
32.280
8,850
Interior.
Sello fixo...... 438.720
Dito de coohecitnoDlos 68,960
Dito de ttulos 10,800
41,130
518,480
Leona, quando Iho eu perguulava, ao essa raparles ti-
nha tono olgUn,a accio, ..Jo criminoso, mas smente im-
prudente, o quando aecroscenlei, qu, ,u podoi|B
prova-a, .cria bastante para ubrigar ir,So dU leil.
mo? lorexeiuplo fura mai, que suffioicule, faier sa-
bir cssa rapariga do sus oa.a, ,cu, qU0 a mai o soubes-
se, juro um lugar determinado, ao qual todava vosso
o&u tosse. *
Leona, quo espreilava o cffeito das suas pola
rV"trconm,,rq'l'''B; r0U- A-.b ..,. dee.r7eV. Vdu'da^:
- Mas como quer tost, que a sirvi, exclamoulcollenc. do Ul nioio, o respundeo bastante fri. :
Tantas oiroumslancias podoriao fer abortar se-
mclhauto intriga, quo ttlves fosse desasado o impru-
dente tcnla-la.
Eu bem Iho ditia, respondeo Lena, inordendo ot
labios, isto nio he possitcl, vos.o nio devia querer
prostar-se i isso, e om todo o cato a omisa au so poda
conseguir. NSo tallemos, pnis, mais ttisso. Entretanto, a
rumba iiosicio lornaae insuporlavel, oaiuonoia de Car-
los Thorc pode a final despertar a attencan da pulicia,
quo se nio contentara laives, com o o sua familia, daa
eerteas, que voss todos os das Ihe d. lie necessario
dar a libcrdadoa este rapas.
Leona parou aiuiU, o, lomando de novo a tritio ox-
pressio, que hava assustado Amab, exolamou :
Sim, ho precito dor-lbo a iibordade...... fase lo
detapparooer.
Que so atrevo voss a diier? bradou Amab.
Oh! meii.enbor, disto Leona altiva, isto oa ntu
Iho du respailo. Comludo, tempre ihe direi, accrct-
ceiitou ella desdenhota, quo cont, no caso de detgra-
0a, nao encontrar a Vn. no numero daa tottemuuhas
que na fiterom carga para a niinha condemnafo.
Mas voss lem horror a seaielhante oriiue, disso
Amab, do nevo aterrado, foi voss mesma qu^in me ar-
ranco das niios o punhal, que nidias ha'via posto;
dar-se-ha acoso, Buo esto funoslu peusoiocnto uutra vei
lee oceurresse P
i- O que rae occorro, exolamou Leona, crguondo-se
Iransponada do culera, o quo me occorre he, que lio
preciao, que ou ssio da horrivel posiefio, em uui me
aobu. Aoabcinos com isto, Viotor....... Voat nada po-
de faier por mira, nada, nio be assim i Pois beiul dei-
xe-iuc obrar minhaguisa.
Mas qne quor voss omfim ? disse Amab, ouja ra-
aio vacillara ho meio dosses ataques, que de todas as
parles uastaltaviu.
PRACA DORF.CIFE. 1. DE AGOSTO DE 1846
AS TRES HORAS D TARDE. '
rivwtCsbiural.
CambiosHouveriopequeas IrsnsacgSes a 26d.p.ljrt
Algodio A entrada foi um pooco mais creteida, n
foi procurado de 5900 a 6s' rs. a arroba
de primeira sorle, e de 5*400 a 5*500 rs.
a de segunda.
Assucar Nio bouverio entradas, nem ha deposito,
Couroa OHereodos a 127 '/ rs. a libra
Ac de millo Veodeo-se a 20 rs. o quintal.
Agoa-raz dem a 320 rs. a libra.
Alfaiema dem de 2j(0 a 3tf rs. a arroba.
Arroz dem do 11*200 a 12* rs. o quintal do pila-
do a vapot.
ISaoelbo O consumo foi pequeo, e o deposito he de
2,600 barricas, estando-so retalhando a
10* rs. a barrica.
Carne secca O deposito he de 36,000 arrobar, inclu-
sive um carregamento entrado nesla sema-
na: o consumo foi regulsr, e as vendas va-
ririo enlre 2*400 e 2f900 rs. a arroba.
Cflri braoca Veodeo -se de 1*120 a 1*200 rs. a li-
bras em pi.
Cha perola dem a 1*700 rs. a libra.
-Encbadts Nio ba.
Farinha de trigo Cbegou um carregamento doa Es-
tados-Unidos, que est indeciso, te icsr,
ou seguiri para o Sol.
Lonaa Venderio-se a 25* rs. a peca, dai que imilao
as da Russia.
Machados dem a 640 rs. os do porto.
Pregoi dem de 2*600 a 2*700 rs. o milbeiro do
caibrar, e a 1*200 rs. do caixar.
Prezunlot do Porto dem a 3-20 ra. a libra.
Cjueijoa dem a 1*100 rs. osda um.
Msnteiga Cbegro do Havre 750 barris, que ainda
nio forio rendidos.
VinhoaVendrlo-ae os de Lisboa marca PRR de 115*
a 120* ra. a pipa, e de outros autorea de
90* a 95* ra. a dita; da Figueira de 112* a
115* r*., de Malaga seceo, do Hespanha,
e de Msrseillo de 80i' a 82* ra.
Velas de esperinacote dem a 640 rs. a libra.
Dilasde composicao dem a 600 rs. a dita.
Entrrio depoia da ultima revista 10 embarcacSe, e
sahirio 6, existindo boje no porto 52 : sendo 4 ameri-
canas 33 brasileiraa, 1 belga, 1 dinamarqueza, 2
rancexaa, 4 ingieras, 3 porlugueras o 4 sardta.
inditl'creiii,.",
O que cuquero? nada....... o que ea quera.......
Mas, senlior, eu s Ibo peco uma patarra, um bilhelo,
uma caria, que cu taire era reroetteste....... o que cu -
queriap nada....... erasmeuto darroostrat de querer jva-o, etorea'-o
vingar-iue; porom nada nada, aovretceatuu, batendolatio Bqo a aera
tunosa com op....... Nda, nio obtenbo nada.......Jtaaeja.
Bem I eja aatiio, senlior, porem niu te compadece de
mira, aeeu tomar urna resolucio violenta, voss asiim
O quit.
Mae, disse Viotor, esse bilhote ruesmo, se eu con-
sentase einescrevo-lo, nio obtera o etfuito, quo voss
dello capera; Julia nio ira ao encontr, quo Iba eu
dise
Voss duvida du si proprio, disse amargamente
Lena; nio respondo por si a respeito do Julia ; he urna
modestia, que nio leve oomniigu ; mas a que,tio do
ober, so ella ra, he eseusadn disculi-la ; pois quo
voss nio quor esorever.
Mas quo Ihe hei de eu eterever, o cumo pedir,
quo v n lal uu tal parte urna menina, a quem nunca
dirig una palavra de amor?
Asseguro-lhe, mcu senlior, quo a cousa noda lem
du dilTioultosa.
Mas o quafaria voss?
Os I raeu Dos! disse Lena oom
bastara isto:
Maoekoisell*.
Pelo mais eslranho aconlecrtteuto, o qual nSo me
he dado cxplioar-lhc, s Vm. pude salvar a seu ir-
mi da poticau, em que so ello acha. Se livor animo
de o ir procurar ainanhia uoito na casa, a quo fui
uonimigo saber oque era feito dolle, ser-lhc-ha no
inesii-o instante esse irmo restituido. .,
Mat otse mesnio bilhelo, so Ih'u mi esorevesse,
disse Amab, a defendera de uma calumnia, explicando
a ludus o inutivo da sua subida.
Oh I disse Lena, tempre objercoos ledo! Eu na
verdado faco um papel bem raiaeratel, senlior rueu ;
nio Ihe paree o malaventurado, qiuuai pedir erapres-
ladu a um usurario nula uu quarcnttvtoiiius do reia, e
que de recusa cm recusa desee das suas prclenfes al a
mendigar destuslot, que ainda Ihe iiegiu? Olhe, Vc-
tor, uma vex portodot, esoreva esso billielej ; booHia
asneira, be intil, bem o aei: tosi nao o remetiera:
luorasgarei, quando voss quicr; mas eniBm escrc-
", etorea-o, mcu Dos !..... esereva-o, para quo
fique ea sem obler cousa alguuia, qualqucr quo el-
(Cern"iMor-t-At},) j



Uoviiuento do Porto.
Fbi
Naviot intrads no dia 1.
clphia ; 48 das larca americana Globt, do
60 toneladas, capillo N. Ksling, equipagoin 14,
c"srga farinha e mais gneros; iL, G. Ferroira &.
Compsnhia.
p,0 de-Janeiro; 17 dias, barca brasileira Alalia, de
450 toneladas,. capitSo Joaquim Baptisla dos Santos,
equipagem 15, carga farinha; a Amorim 4 Irmios.
Segu para Paribiba Rio-Grande-do -Norte e
Ceaia por eonta dogoverno.
[jlacei; 1 dia, barca- iogleza Ihomas-Meilors, de
257 toneladas, capillo Robert Broce equipagem
10, carga algodo coaros o assucar; a Mellon
Hussell & C'
| Alcobece; 7 dias, sumaca brasileira Boa-Eiperanca, do
12 toneladas, capillo Joio Antonio dos Santos, equi-
pagem 7 carga farinha ; ao capitSo. Passageiros,
Filippe da Silva Porto, e Luiz Francisco de Piula ,
Branleiroi.
Navio sahido no mesmo dia.
| Rio deS.-Franeisco-do-Norle ; sumaca brasileira 5a.
gunia-Andorinha, capillo Patricio Gomes do Car-
ino, carga varios gneros. Passageiros. fr. Francis-
co de S. rsula, Ir. Antonio do Amor Divino Medei-
ros, fr. Francisco de S -Dabel de Atbaide, fr. Jos
daPiedade Oliveira,fr. Vicente de Aasumpclo Pieda-
do, Manoel Antonio de Santiago Lessa, Claudino
Alfonso de Cartalbo, Brasileiros; Luiz Rodrigues de
Carvalbo, Manoel Vianna, Portugueiea.
Declaragoes.
Iarrf.matacof.s, quk seteem de effei-
tuar perante a thesraria das ren-
das provincia es.
DIA 12 DO CMBENTE.
Na estrada da Victoria as obras :
jo 14. lineo oreadas em........ 10:8234438
['Do 15. ........ 16:66l#428
D pnnle da cidade orondas em..... 13:l)6803
,!**;A 1%r*
[DBBEBODBo
OlTerece-se um preto forro para coilnheiro, o quaK
sabe perfultameote seu offlcio : na ra do Queimado,
casa de Antonio da Silva Gusmlo, se dir.
O abaixu assignado fai eerto ao respeilavel publico,
que, tendo arrendado por tres annos o engenbo Serra-
da oSr. Jos Luis de Caldas Lina, principiando em
maio do 1846, do que se passou escriptura publica,
succedeo, que, logo na primeira lafra, bouvesse do lo-
mar conla do referido engenbo o seu entiado, Manoel
Vicente de Hollanda Cavalcanli, por consenso do refe-
udo Sf, Caldas Lins; e como esteja o abaiioaasignado
obrigado s reodas, a vista da escriptura, e tivesse as-
signado urna lettra da renda do primeiro anno, no
valor de rs. 1:000,000, previoe-se ao publieo que
deixe de transaccionar dita lettra ou recebe-la por
qualquer negocio; visto que eiiste no predito enge-
nbo Serrada parte de urna orpbia, que conserva di-
leito sobre a renda do engenbo, sendo que por este
motivo nio poda ser,como foi.o engenbo arrendado em
totalidade, pelo Sr. Caldas Lins. Protestando o abal-
lo assignado desembarazar esta renda, declara nlo pa-
gar tal lettra senlo aoa legtimos dooos do engenbo
Serrada; assim como, que deia de continuar no ar-
reodamento, pelos motivos declarados, 'aieodo entrega
do engenbo, no prximo futuro maio de 1847. Rio-
Forboso 26 de julbo de 1846.
Luiz do Franca Rodriguu Ramot.
= 0 abarlo assignado, no correr do mez passado,
mandou por um annuncio neste Diario, faiendo eer-
to ao Sr. Jlo Marinbo, como Sr. do engenho Arun-
daz, quo no seu engenho Paulista se acha um rs-
cravo, suie diz ser de dito Sr.: e como nio tenha appa-
reciilo.fnrna a fazer certo, que nlo se respoosabilisa
pela fuga do mesmo escravo.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque.
O credores da casa fallida de Ferreira &OI-
veira queirlo mandar suas contal a ra da Cruz, n, 16,
casa dosSrs. Wallhoppc Compaohia.
D-se lociedade em urna padaria a um bomem ,
que enlenda, e que entre com 300,000 rs. de fundo,
tomando conla por balaoco ; a quem convier este ne-
gocio, dirija-se a ra do Carnario, na Boa-Vista, n. 7.
= Offerece-se una prssoa capaz o rnuito intelli-
= Eu abaixo assignado declaro, que, tendo prestado a
mirilla asignatura em um attostado a favor de Arcenio
Pompilio Pompeo de Carpo, guiado somonte pelo dese-
jo de ser benfico e pbilantropico, para com quem ou
achava entregue a uslica, conhecondo agora, quo cm
tal altestado apparecein ossorcOes falsas, como a de for-
Alugaie um sitio na estrada de Santo-Amaro
para Bclm, passando a ponto, primeiro portio do lado
direito, com boa casa para morarem tres familias bs-
tanlos arvoredos do (rucio, pasto para 8 vacess de (elle,
terreno para plantar e Ires vivoiros ; e tamborn se faz
negocio por venda. No mesmo tamborn fe vendo um
luna, purquanto, dando-iecomo certa a existencia do)garrote grande o bastante gordo : ?> tratar no siiio
AVISO OS ACCIONISTAS EM ATRASO.
A administradlo da compaohia do Beberihe manda
publicar o seguinto trecho da acta da icsslo de 14do
I correle :
a ()Sr. Manoel GoncalTct da Silva, caixa da coro-
Ipinbia, apresentou ai suas contes, mostrando o saldo
la seu lavorde n. 2:162,860 ; e reconhecendo a admi-
[niitncao, que este dficit era devido falla de entra-
Ida, e quo nlo podia continuar a ter contempladlo com
i accionistas em atraso, sem prejudicar ao caixa, ou
[companhia, resolveo por em execuclo o artigo 9. dos
eftatutos; mas, a pedido do mesmo caixa, concordou
em ospacar o cumprimenlo desla resoluto at o ulli-
[mo de agosto prximo vindouro.
Adverte-se, portanto, aos Srs. accionistas, que nio
completarlo as suas entradas at 70 por cento, que, fin-
do este praiu, que ser improrogavel, perderlo o di-
reito de accionistas os que anda esliverem em atraso,
| reterlendo is prestarles realisadas em favor da compa-
nhia.
Etcriptorio dacompanba de Heberibe, 26 de julbo
de 1846. O secretario,
fenlo Jos Fernandes Barros.
ii i ii i. i i 1 wm
Aviso martimo.
=Para o Rio-de-Janeiro leguir breve o briguc Aui
Ira/: quem no mesmo quizer carregar, embarcares-
travos ou ir de pasiagem, pode tratar com Amorim Ir-
maos, ra da Cadeia, n. 45. *
Lciles.
= O corretor Oliveira far leilio de varias farendas
da loja do fallido Joaquim Gon^alves Cselo, arresta-
das pelos credores deste, consislindo cm chitas, algo-
dfies crus, brins, meias, chapeos para scnbora, etc.-, o
do um alfioele do poitp de diamantes ; e assim mais do
pannos, riscados cscocezes, hamburgos no estado, sus-
pensorios, chitaa finas, cassas e algodSeszinhus averia-
dos, porconta de quem pertencer: lerca-feira, 4 do cor
rente, s 10 horas da manhaa, no cscriptorio dos Srs.
Malbeui Auslim & Companhia, na ra da Alfandega-
Velha.
= O corretor Oliveira fara leilio publico, poror-
dem de Dowsley & Raymond, em presenca do Sr. cn-
sul hrilaonico e por conla e risco de quem perlencer ,
do lindo patacho inglez Unicom, capillo Pearson, con
sua msstreacio, veame, ancoraa e correntos de ferro, (
'impleto de lodos os mais portences, com queacaboude
aiersua ultimaviagem da l'.ilagonia.com destino a In-
glaterra, para onde nlo podo seguir, por haaer sido le
gilmente condemoado neste porto : quarlSBaira, 5 do
orrenle, a ll horas da manilla, junio porta da as-
'uciayio commercial, largo do Corpo-Sanlo; tdvirtindo-
', que, para exime e melbor conbecimento, podem os
pretendentes dirigir-se anticipadamente a burdo do
mesmo patacho, ancorado defronte da Lingoeta, onde,
na vespen, e no da do leilio, acuario o respectivo in-
'salario.
Avisos diversos.
O NAZARENO N. 37,
Mi a venda, na praca da Independencia, loja de livroa
as. Ge 8, e na ra eatreila do Rozarlo, casa da F ,
a. 6.
Traz um supprirnenWvariado de doteartigoa dignos
de serem lidos; pira o que se convida a todos os amado-
'es da vardade e da ordem.
- Aluga-se um escravo ptimo padairo por preco
comoiodo : na ra Nova, n 46, segundo andar
O 8r. coronel Salgueirojporadorem Olinda, quel-
'! fazer o favor de vir ou mandar ao armazem de Fer-
nando Jos Bregues, ao p do arco da Conceico, alim
' so liquidar certa conla.
genio para caixeiro de algum botiquirn, por ter mui
la pratica ; assim como de todo o arranjo do cozinlia
pois de tudo isla lem muito corih cimento por j ter
li'lo ole negocio : quem de teu prestimo so quier uti-
lisar annuncie por esla folha.
= Perdeo-sc, desde a ra do Cabug al a da S
Crui na Boa-Visla no da 31 do prximo passado
mez Je julbo, um cordio de ouro com urna medalha
pequea e um diamanto, ludo novo : u pessoa, que o
achou querendo retittuir, dirija-se a ra do (Quei-
mado o. 42, quesera recompensada; tambem se
roga a quem for oflerecido o dito objecto o obsequio
de o appreherider.
- Eu aballo assignado,Francisco Barbcza Rodrigues,
negociante desla praca devendo I verdade, i minha
reputacio o crdito commercial urna rectificado a res-
peilo do que o IIIrn. Sr. Arcenio Pompilio Pompeo de
Carpo, em um folheto publicadoem Lisboa,sob o titulo
exposi(io das circunstancias que acompanhrio a
vinda a Portugal de Arcenio Pompilio Pompeo de Car-
po, o sua priaio e processo em Lisboa assevera sobre
sua fortuna encarregada a mim, constante de fazendas
nos seus armazens, feitoriaa, alfandega o de propie-
dades e navios, e importante em sciicentos e nvenla
conloa de ris; declaro muito solemnemente, que, tem
eu tomado sobre mim a administncio da casa d'aquclle
Sr., laclo para salislazer aos seus rogos e aos deveres de
amigo, como tambem para garantir um crdito, que eu
lioha coiilra aquelle Sr.,montante a cinco conloa e tre-
sentos mil ris, curei com zeloe promptidio do chamar
o-< credores lodos, e de com ellos conveocionar a melhor
forma de pagamento, que Ibes seria feito do que te li-
quidasse das poucas fazendas e algumes cou.asdeuso,
como cavallos, etc. ; e sondo-me ludo entregue peranle
um grando numero de pessoas reipeiUveii, quo commi-
go e seui caixeiroi e o entregante Manoel Henri-
ques da Silva forio aos armazens assislir a cflccluir
a entrega ( como he provado por um documonto por.
todos assignado que pira em minba mi), comecei
a liquidadlo, a qual, depois do intoiramentc ultimada,
deveri monlar, quando muito, em violo contos de ris;
a proporcio, que fui realisando as lazendas om ser, fui
amortisando as dividas do nieu constituidle, o Sr. Ar-
cenio, as quaes cm total excodem muito ao seu crdito
realisavel; o quo ludo se prova por contas autentica-
das e om forma, quo existem em meu poder, esobreludo
pelo fado de ser boje necessario requerer aojuizodo or-
phlos,queaslet(rasdo ditoSr.,passadas, no valorderis
qualro conloa quinhentoi.cincoenta etros mil se cenlos
o dezoilo ris, a favor docasalde Bernardino da Silva
Guimaraes, se considerasiem (por falta de fuodoi, c m
que paga-las), como dinbeiro mutuado a juros, ser-
viodo-lbe de hypotheca a nica propriedade, que o Sr.
Arcenio posiye na cidade.
Esla he a verdade, que (icaria offendida.se o meu si-
lencio pareces-e dar acquiescimenlo ao que le l no di-
to folheto a espcito da fortuna do Sr. Arcenio, que me
est incumbida, e que cu, lazendo justica ao meu cons
lituintu, devo crr, queapparece all, ou por iapio de
penna, o.'pr salto de imprensa ; porque S. S. sabe
muito liem quio pouco tinha, e me deixou pora havt-r,
e quanto eu devia solver aos seus credores, ontre os
quaes tambem o erao os soui caixeiroa por salarios em
divida de muitos mezes, e por dinbeiroi, que algum dal-
les Ibe baviaadantado.
Esta minba declaraclo nio pode ser contrariada, tan-
to porque he S. S. muile cavalbeiro, para nlo deixar
de confirmar a verdade, como porque ti ribo lodus os
documentos, para provar, que a lorluna do Sr. Arce-
nio aqui deixada a mim, e que he toda quanta aqui pos-
sue, nio loi sullciente, para eu conseguir um doa fin-.
para que acceile a sua procurarlo que eia saldar a
iiiinha costa, poique devo esperar, que cm ajuste final
de contas, depois de ludo realisado, eu ( e mais al-
guna credores i ficareicom balando a meu favor.
Tudo quo ae disser contra isto be falso : v eu, com
quanto o nio espete, se vir repetir sem correccio taes
aisercSe do fortuna do Sr. Arcenio, protestare! e pro-
cederei devidameote, pera resalvar-me das consaquen-
ciai, que dellai podem resultar, com damno da minba
reputadlo Loanda, 7 de abril de 1846. Francisco
Barboia Rodrigues.
Reconheco verdadeiroo sigoal supra, do que dou t.
Loanda, 7 de abril de 1846. L.M. Em lestemunbo
de verdade. O libellio, Josi Lucio Jtlouraiio.
690:000^000, foi isto inteiramente desmentido por
Francisco Barbosa Rodrigues, a quem tal fortuna se di-
zia eslir encarregada ; por isso e por estar convenci-
do, que fui trahido, abusando-seda minha boa f e in-
citirao, quando se me pedio, e de mim obliverio a mi-
nba assigaatura, retiro o mou nome para osefleitos pre-
tendidos; c por desaggravo da minba consciencia e da
verdade, peco a todos, quo o virem all inserido, que o
hajiocomo ni<> escrito.
Loanda, 9 de abril de 1816.
Antonio de Aievedo Galianno.
No dia 30 do prximo passado me, chamando*
se um proto paro ganhar, so entregarlo tres cobertores,
na-Boa-Vista para irern a amostra, eaconloceo, que o
dito prelo desapparecesse quando vinba de volta pa-
ra os entregar na loja d'ond os tinba levado : roga-so
a quem for olferecido do os tomar e mandar entregar
no Aterro-da-Boa-Visla n. 70 quo se recompensa-
r e so ficar muito obrigado.
Arrendo-se dous andares e urna loja da casada
ruadoFogo, n. 18 : a tratar na ra das Croma, n.
20 primeiro andar naiterfas, quintas osabbados.
= O Sr. Joio Toselly lem urna caria do Olinda ,
na praca da Independencia livraria ns. 6 c 8.
Os Srs. Manoel Custodio Peixoto Soare, Do-
mingos Alvcs Barbota e Jos Dias Caneca da Silva ,
dirijio-soa ra do (Queimado loja n. 6 a recobe-
iooi cartos, vindss do Itio-Grande ilo-Sul.
= Alugio-so os segundo o (crceiro andares da casa
da ra do Queimado n. 8, juntos, ou separados : a
(rilar na loja da mesma cusa.
Precisase do um caixeiro para venda, de 16 a
18 annos, para lomar conla por balanco a que J
fiador s sua conduela ; no Alerro da-lloa-Vista na
primeira venda,se dir quem precis .
es Precisa-so alugar. urna prela, quo saiba cozinhsr
o diario do urna casa e faca o mais servico do una
rasa; sendo que agrade do-se olguns mezes adan-
lados caso queirlo : na ra do Livramcnto, n 11.
Anlonio Jos Yieira da Cunba, morador em seu
engenbo Araripc-de liaixo arrenda um oulro seu en-
genho denominado Vinagre muito bom de pro-
uuc(io ; e vende a nova planta, e a snlra ao corto se
convier a quem arrendar ; cuja safra exceder a 2o00
pies: o engenho esla prompto de. tudo: quem o pre-
tender, entenda-io com o innunciante.
ATTENCO!
= O abaiso assignsdo, vendo no Diario dt Ptr-
nambuco de 20 do plisado urna correspondencia as-
signada por Manoel Frmino do Mello ou Poeta Ter-
ra-Nova, que entrega ao merecido desprezo por nio
descender de feilor de engenbo o crmlio mrmcnle
sondo em lu o mentiroso; o quo cssa corresponden-
cia finda naspalovras= ser esta a ultima vez, quo
me acharei com elle em campo ; pois que o do papel
nio be o que a elle convem.= as quaes conlcoi:. um
desafio formal ; pedo ao correspondente a devida ex-
plicscio do lees palavras, o se pela affirmativa, Ihe do-
clara em alio e bom som que acceiia o desafio mar-
cando hora e lugar semtraicao; porm do qualquer
forma dove ficar corlo queeu, o abaixo assignado ,
o leu mino (emos familia.
Jos Luiz da Silva Guimarts.
= Precisa-se do um fornero : no pateo do Carmo,
D. 1.
Flix Montero de Caslro retira-so para o Ara-
caly levando em sua companhia um seu escravo.
= Quem livor piara alugar urna canoa do 400 a 500
lijlos, annuncie, ou dirija-so i.o segundo andar do
sobrado n. 16, defrunte do Iheatro vclbo.
= Alugio-se 3 sitios no lugar dos Remedios, com
boas casas cacimbas uo agoa de beber, alguns arvo-
redos o muila Ierra pira plantar ; faz-se lodo o ne-
gocio : na ra do Collegio, n .
Dentista.
M. S. Mawson, cirurgio Jenlisla, participa ao res-
peilavel publico quo pretende Itzer urna viagem para
Inglaterra pelo fim deste mez o por isto convida a
todos os Senhorcs quo quizorem usar do seu prestimo,
oio se dembrem em procralo, que, ebegando o na-
vio .Sif7i'i lnh podei i ser a sabida spressada', e a sua
demora fura desta praee se estender a mais do 0 nie-
zei. Na ra Nova n. 2, sogundo andar.
= O Sr. Jos Norbeito Casado Lima quoira annun-
ciarsua morada, que se Ibe precisa fallar a negocio
de seu interesse.
O Sr. Andr Xavier Vimna quo cliegou do
Rio-Grande do-Sul no dia 30 de julbo declare poi
esta (piba a sua morada, para ser procurado.
Ferdeo-se urna carteira de
marrocjuin verde, conlendo den-
tro urna lettra de 1:400^000 ris,
sacada pelos administradores da
extincta casa de Joo Rufino &
Irmo, e acceita por Jeronymo
Cavalcante de Albuquerque, e
30$000 rs., em sedulas, e mais
alguns papis com diversos, as-
sentos: roga-se a quem a achou,
de entregar na ra do Cabug,
loja de miudezas de Francisco
Joaquim Duarte, que,almde
dar os 30$000 rs., que continua
a carteira, dar mais olguma gra-
tiicaco a quem Ihe entregar a
lettra e os papis.
Arrenda-se o sillo grande doi Remedios, com op
timp. casa de viveada, e terreno para 4 ou 6 vacca de
leite: quem o pretender, dirija-so a ra do Collegio,
o. 10.
cima.
= Aluga-so a loja do sobrado n. 3, no largo de N.
S. do Toreo: a tratar na ruaestreita do Horario, n.
11 primeiro andar.
Procisa-so alugjr algumas pessoas forras, ou cap-
tivas para trabalharem em um servico : quem esti-
ver nestas circumstancias dirija-so a prava da Boa-
Vista n. 13.
= Precia-ie filiar aoSr. Joio da Cruz Sonsa li-
Iho do fallecido Joaquim Julo F foi dono do engenho Pirapama do Cabo para ne-
gocio de sou interesso ; na run Nova, loja n. 38.
= Rogfie ao Sr. Jos Vioira Sonhor de enge-
ulij pan os pait s d > Norte, quo no principio desta
mez andou gesta praca, queira t r a boodade de man-
dar o rologio que por engno so Ibe eotregou quan-
do o mesmo Sr. foi buscar os quo tinha dado parase
conceatarem.
Roga-se a pessoa quo for correspondente do
Sr. Jos Yieira, senbor de engonho morador no
Nort'desla provincia, quo por obsequio queira an-
nunciarsuu morad i. quo se Ihe deseja fallar a nego-
cio do interesso
=0 abaixo assignado faz scienlo ao publico, o prin-
cipalmente eos seus devoJores quo deixou de aer seu
caixeiro o Sr. Severino Antonio Ribeiro Vianna ,
desde o dia 27 do crrente.
Joo Altes de Carvnlho Parlo.
= Precisa-so alugar o mi prelo, que sirva para lo-
do o servifo do una casa ; na ra larga do Rnzario ,
n. 29.
- JosSoarcs do A/evedo, lente do lin^oa franceza
no lyceo (em aborto cm sua cjso ra do Ransel, n.
aO, segundo andar um curso du HUtoiuc v o outro do
GKOuit vpiiia. Asp'ssoos, quo desejerea seguir urna
ou outra destas disciplinas, podem dirigir- se u indica-
da residencia do manilla at s 9 horas, o de tardo
qualquer hora.
ss .Mam 11 Ignacio da Silva Toixeira mudou o seu
ettabelecimento, da Inussa da Madre de-eos, n.
11, para a casa junio aon.lu tevo relinaco n. 13;
aoude continua a ter excellento po, muito boa bola-
cha caf moido o em (;ro cavada torrada o em
grio cb byiion muito Lom ; tudo o mais em conla
possivel.
= Alguma mulher de dado avancad3 o do boa
conducta, que queira estar em urna esa, s pelo sus-
tento para servir do companhia a pouca familia, que
ha annuncio.
O abaixo asignado, arrematante dol dirimos doi
cocos do municipio do Kecifo declara, quo lem cedi-
do a arrematoeo oo Sr. Joio Jos do Moraes.
Anlonio Goncnlvcs de Moraes.
Perdeo-se urna canela pequen i douradn, lendo
escrito no p da misma o nome de Sarah, e tambem
um sinete/inli dourado: quem achar, queira restituir
na praca do Corpo-Snnto, n. 11, que so Ibe grotifcar.
Concerlio-se as aUmpadas, chamados carrelles,
com machina ou lom ellas, com toda a perleieo o
promplidiio, responsnbilisndo-sc o concerlador pela
falla do andamento,o porpreeo commodo: no travessa da
Concordia, n. 13, dotral da torro do Carmo.
Fabrica de chapeos de sol,
roa i!o l'asseio-'l'iiljliro n. 5.
Joio Loubet lem a honra do participar ao respeila-
vel publico, que acabs de receber do Franca, pelos lti-
mos navios franrcu's, um bello sortimenlo do ultimo
goslo, sendo: chapeos deso para bomem e senhora ,
de seda lisa lavrada, e furla-crcs com cabos e cas-
loes muito ricos ; sedas do todis as cores, e qualida-
doa paoninhos entreselos e lisos; tudo para cobrir
chapeos de sol ; chapeos do sol de panniaho de todaa
as cores para bomem com cabos e castoes ricos :
tambem concerla os mearnos, tanto do bomem como
de senhora ; pois lem lulo quanto he necessario para
os ditos e prometi muila breVidado, para fazer qual-
quer concert : ludo por prego commodo.
enca Na ra do Collegio numero 10 e no Aterro-da-
ioa-N isla loja n. 48, liro-se passaportes para dentro e
forado imperio,assim comodcspachio-sueicravos:tudo
com brevidado.
Ag<
Compras.
escravos
n. 24.
Comprao-so para fra da provincia ,
de ambos os sexos: na ra larga do Rozario
primeiro andar.
Compra-so um ferro de fazer hostias, que este-
ja cm bom uso ; na ra da Cruz, no ecifo n, 3, ou
annuncie.
= Comprlo se, para fra da provincia escravos de
ambos os sexos; na ra Nova, loja do ferragens, n. l.
Cornprio-se, para fra da provincia, escravos de
nubosos sexos do II a O annos, com habiliaadea
ou sem ollas; sendo de bonitas figuras pagao-se beni;
assim como um escravo perito olkial do calafate: na
ra dos Cruzes, n, 22, segundo andar.
Comprie-'.o lodas a< orarSes alocalcdes e dis-
cursos do Sr. vigario Brrelo : na livraria da esquina
do Collegio.
Cornprio-se 2 pardos cfliciocs do sapateiro sen-
do do bonitas figuras pagao se be/n : na ra da Con-
cordia passando a ponlezinha, a dimite, segunda ca-
sa terrea.
__Compra-* cobre virilba-funda a 700 rs. a
libra ; na praca da Boa-Vista, n. 13.
Comprlo-so 2 escravos robustos e sadios, urna vez
que se dem a conteni ; pagaodo-se, nlo agradando,
os dias de servico na rasio de 400 n. diarios -. na
ra do Pilar padaria n. 122.
Vendas.
Veede-ieum mulatinho, delSinnos, de bonita
figura proprio para pagem ; do armazem do Sal, na
prava da Roa-Vista.
i MUTILADO


&
= Vende-so os praca da Independonea livrara ,
ns. G e 8 Colleccio de legislacio portuguesa por Del-
gado ; ditas supplernentada de 1750 a 1702, pelo d-
Digesto porluguex por Correa Tellea; Manual
oappellacio por Gouieia Pinto; Tratado de testa-
mento por dito ; Lobo, segunda* linbas ; dito Ac-
edes summariai; Uoutiioa das accQes por Crrela Tai-
lea; Processo orphanologco por Carvalbo; Manual
pratico por Gomes; Manual de tabelhio ; Contrato de
tociedade por Ferreira (Jorges; Syntelulogio por dito ;
Economa poltica por dito.
Ka ra da Cruz n. 57, se*
guntlo andar,
ha para vender bandas para odiciaes superiores e subal-
ternos, fiadores, tallins pastas galio de ouro bo-
tos para artilbaria &c. ; tudo por menor preo, que
em outn qualquer parte.
Uicnc/io !
Vende-se rap de Lisboa do ultimo chegado bem
fresco, formidavel aroma, e boa cor. Os tomantes ,
quogoitioda boa pitada, venhio a ra da Cadeia ,
loja n. 50, confronto a ra da Madre-de-Dos que se
garante a,boa qualidade.
Vende-so urna carroca com pouco uso urna pi-
pa arqueada de Ierro um funil do pao ubi terno de
pesos, de duss arrobas at meia quarta, por preco corn-
il! udo ; na largo da Solodade n. 22.
\a pra^a da Independen-
cia ns. 15 c 15,
vend 4500e 650(1 rs ; sapstes de couro de lustro, a 4j o 7
n ; upalAei grossus a 3000, 5600 e 4000 rs, ; cbi-
quilos, : (i rs.' ; botinsn.ibos a 520 rs. ; sapatos
enm fitas para meninas a 500 rs. ; sapatos de Lis
boa do duraque a 11VO rs ditos de lustro a 2000
rs. ; perfumaras as inais finas e bonitas do mercado ;
etpartilhos para senh>>ra, a 1000 rs. ; e outros minios
rallados, tanto para spnhora como para bornea: e me-
ninos : na Inja do Arantes:
VenJe-se urna cscrava de Angola de 20 anaos,
de bonita figura sem achaques ; na ra Direita n.
20 primeiro andar casa de Manoel Lucas dos San-
tos Oliveira, se dir o motivo, per quo se vende.
Vendo-so una esersva do naci Angola, de 24
annos boa cninheira tanto do (orno como de fogao,
e lava do varrella e sabio, sem vicios nem achaques;
um casal de rolas brancas de Hamburgo ; um dito par-
dos; ludo por preco commodo : no pateo de S. Pedro,
sobrado de veranda de po do la Jo do becco da vira-
cao.
\endcm-se8 escravos : sendo um moleque de
16 annos; 2pretos, de 24 annos, proprios para to-
do o servico ; um mulatinho quasi branco de 11
annos; urna cabrinha do 16 annos, com principios
de habilidades e de linda figura propria para se
educar; urna parda, de 25 annos, cose chao, cosinba
0 diario de urna casa e Uva ; 2 prctas que coznbao,
1 > ao e sao bois quitandeiras ; todos sem vicios nem
achaques: na ra do Collego n. 3, segundo andar.
Vendem-se 18 escravos de bonitas,figuras sen-
do 3 moleques que um delles cozinha bem ; 9 escra-
vas ,d 12 a 22 annos entre ellas 4 negrmlias com
varias habilidades: na ra Direita n. 3.
Vende-se urna escrava que sabe coser e engom-
mar ; na ra de S. Hila, n. 121.
Vendo-sc, em conla, a posse de um grande ter-
reno com alguna arvoredos de (rucio e com urna pe-
quena casa de taboas no lugar da floresta em Olin-
da ; na ra da Cruz n. 4.
Vende-se um lindo moleque, de 18 anuos ; um
rr.ulalinbo de 18 annos, ptimo para aprender qual-
quer oflicio ; 2 pretos um dos quaes lio canoeiro e
ambos proprios para todo o servido ; um preto da Cos-
ta : na ra eslreita do llo/tno n. 19.
Vendem-se na ra da Cadeia do Recife n. 46
charutos ragalia ebegados de proiimo e vinhos da
Madeira I'orlo Sberry e ago'ardento de Franca da
melbor,que tem vindo a este mercado.
Pilulas universaes do doutor Morison. Recom-
menda-so essa medicina composta lao smente de ve-
getaes e hervas medicinaes nio coolendo a mais pe-
quena partcula de mercuriacs ou nutras misturas
nocivas a ni a n tensa humana, e sendo, por esta r.sip
perfeitamente innocentes e adequadas a man tenra ida-
de e a mais |'lebil construceio ; o que prova os mulle-
res de cutas que bao feito.
O doutor Morison est seguro do patrocinio do pu-
blico pelo bom resultado que delles tecm tirado.
Achio-se a venda na ra da Cadeia n. 46.
Vende-se caroe do sertio muito boa ; cera de
carnauba ; dita de abeiha ; prata velha ; sola; couri-
obos de cabra; beierros; caixas de tartaruga ; 1 mu-
lata muito clara com habilidad', s ; na ra da Crui
armaren) n. 51.
Vende-se urna escrava de boa figura, moca, com
habilidades ama de leite c m urna ciia de 9 metes
muito bonita ; urna dita, de 15 a 1G ann.s, peifeita
mucama e Je elegante figura ; urna dita moca por
350,000 rs : na ra larga do Roiario o. 24 pri-
mero andar.
Vende-se banha de porco, em Larris e latas, toda,
ou urna pequea porcio ; na ra da Alfundega-Vclba ,
n. 36, segundo andar a fallar com G. P. Manouvrier.
FARINHA DE TRIGO, MARCA DE GALLEGO. *
Vende-se, em porcio ou a retallio, barricas com feri-
nba gallega : no armaiem de Joaquim Lopes de Al-
no.iiia atrs do theatro.
Vende-se urna escrava de naci e de bonita fi-
gura com ama linda cria de 4 para 5 meses : na
ra Augusta d. G4.
Vende-se, no logar do Po-Amarello, urna pro-
priedade de trras, que chega 8 beira-mer com 700
ps de coqueiros dando fruto 800 ditos, de anno e
meio de plantados e urna boa casa de taipa : a tratar
do forte do Buraco ou annuncie por esta olha.
Vende-se sebo refinado para velas,
chegado ltimamente da America, em
Larris pequeos ; no armazem de Joa-
quim da Silva Lopes, n. ao, defronte da
porta da allandega.
Vende-ie, por 700,000 rs., urna morada de
casa terrea que rende 7000 rs. mensaes, por 800f
rs. ; urna ouUa que rende 8000 ri. mensaes ; assim
como tambero se vende outra com 5 quartos sala for-
rada e independente, cozinfca fura &c. ; todas no-
vas e sem precisan de concertos : na ra da S. Cruz ,
n. 58.
= Vende-se cha de Lisboa a 2880 rs. ; dito a
2560 rs; ; dito, a 2460 rs. ; dito, a 2200 rs. ,-queijo
Irancez a 480 rs. a libra ; dito do reino, a 1280 rs. ,
muilo novo ; lingoicas, a 400 rs : na ra eslreita do
Kozano n. 47.
Vende-so um escrava de naci Angola, de 20 an-
nos cozioha alguma cousa lava de sabio vende na
ra e cose cbio ; um ptimo escravo de boa figura,
para todo o servico de campo ; um pardo, de 22 an-
nos ptimo canoeiro: na ra das Crutei, n. 22 ,
segundo andar.
Farelo.
=Vendenvse sacces muito grandes com farelo : nos
armazens de Bacelar e do GuimcrSes no caes da Al-
fandega.
Vende-se vinho da Figueira a 1920 rs. a cana-
da e a garralaa 260 rs ; dito de Lisboa a 1500
rs. a caada, e a garrafa a 200 rs.; ditodo Porto a
2560 rs. a caada ; eletria, a 200 rs. a libra ; cha-
rutos de regalia de superior qualidade ; manleiga in-
gleza muito superior a 960 rs. a libra; e todos os
mais ^eneros por preco conmnelo : na venda defronte
da matriz da Boa-Viste n. 88, junto a da esquina.
Vende-se cerveja branca e preta de Londres,
Barclay & Companbia a melhor que ha em porcio,
ou a retalbo : vinhos de Tenerife Madeira, e de ou-
Iras qualidades; ago'ardente de Franca engarrafada,
o de superior qualidade : na ra du Trapiche n. 40.
I^a ra do Crespo n. 12, loja
nova de Jos Joaquim
da Suva Maia,
vende-se um novosortimento de vestidos para senhora,
da rica fazeoda chamada indianna ; a qual alm de
ser de cores escuras tintas lixas, e ricos gostos tem
um tecido que finge ser de seda e o scu diminuto
preco he de 3000 rs. cada corte ; bem como tambeo
Ja fazenda victoria a 4000 is. cada coite ; os quaes
ollerecem as mesmas vnntagent aos compradores, por
seren esculos e por isso se turnio recommendaveis
para a presente estacan: igualmente um rico sortimen-
to do casimiras para caigas ; chitas para vestidos; e nu-
tras muitas fazendas que serio presentes, e se ven-
de: :.o por presos commodoi.
Phosplioros, a 10 res a cai-
ixiulia,
vendem-se na loja da ra larga do Rozario defron-
te da travessa das Cruzes n. 20. Estes pliosphoros
sio inlalliveis eem porcio vender-se-bao por preco
anda mais barato, do que o cima dito.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhosde
assucar, para vapor sgoa e bestas de diversos tama-
itos por preco commodo ; e igualmente taitas de
ferro coado e batido de todos os tamanhos : na pra-
ja do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Compendia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
N. 40, ra do Trapicho relogios de ouro, de
patente inglcz n.uilo bons ; correntinbas de curo
padru= Principe Alberto; e um ebronometro para
navio mu i bem regulado : tudo so vendo a precos
commodos.
= Vendem-se peonas deescrever, a 3200 rs. cada
milbeiro a dinheiro : na ra da Cadeia loja do Joio
Jota de Carvalbo Moraes.
\ endem se varios escravos, sendo moleques, ne-
grotas e negras de bonitas figuras e com habilida-
des ; na ra Nova, n. 21, segundo andar.
Fariiiha de mandioca.
Noarmarcmda praia do tollegio lia farnba de
S. Matbcus e da Ierra muito boa a 3j0 rs. o al-
queirevelho, ou saccas,
= Vende-se um pieto da Cosa, de 18 a 20 annos,
sem vicios nem achaques e de boa figura ; no largo
do Carino venda n. 1.
SEBO REFINADO PARA \ ELAS
chegado ltimamente da America, em barris peque-
os ; vende-se no armazem do Bacelar, no caes de Al-
fandega.
Vendem-se 12 esciavos, sendo : 4 pretos; 1 par-
do ; 3 pardas, de 10 a 20 annos ; 4 mulalinbos de
12 a 14 annos ; lodos proprios para o servico de casa :
na ra da Cadeia de S. Antonio n 25.
.\ endem-se4 escravas mofas ; urna dita de 18
annos, com boni principios de habilidades para.urna
casa ; urna parda, de 25 annos, cozinba engomma ,
cose boa para dentro de urna casa ; urna preta velha,
por 150.000 rs. boa para trabalbar em um sitio e bo-
tar sentido; 4escravos ptimos para o trabalho do
campo ; 2 moleques, um de 14 annos eo outrode 18:
na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
=Vendem-se saccas com (relos ao barato prec,o
de 2500 rs. ; no armazem do Hregutz ao pe do arco
da Concerni.
Vendem-se superiores casimiras
francezas elsticas, de padrdes mui-
to modernos, pelo baratissimopre-
co de G.sooo o corte ; ditas inglezas
de muito bonitas cores, e muito su-
periores em qualidade, a 5'6oo rs,
o corte; toalhas e guarda na pos !f
puro linho de todos os tamanhos ;
ricas chitas largas francezas, dos
padr5es mais modernos, que tem ap-
parecido ; pannos finos de todas as
qualidades, assim como um comple-
to sortimentode fazendas finas, tu-
do por precos lao em corita, que
vista das qualidades os compradores
nao podem deixar de comprar: na
ra do Queimado, nos quatro can-
tos, loja nova de Jos Moreira Lo-'*i
pes &c C.a, na casaamarella, n. ay. j
Pelle do diabo, a
Na loja da esquina da ra do Collegio com frente
para o arco de S. Antonio vendem-se corles para cal-
Cas da fazenda appellidada pelle do diabo com 3
covados e meio cada um a quatro patacas e meia :
esta fatenda he tecida a algodio e lia sua grossura
eicede a da lona as suas cores e padrSes rivalisio
com as mais modernas casimiras francetss; sio bastan-
te escuras, e por isso muito proprias para o uso de pei-
soas empregadas em aimaiens, e outros trficos do com-
mercio, e bvjm assim para montar a cavallo: os compra-
dores, que pretenderen) ver os sobreditos cortes, podeon
mandar pedir as amostras que promptamente se ibes
da reo, sob o competente peubor.
Vende-se um escravo crioulo de 40 e tantos
aonos propriopara todo o servico, e que he bastante
ladino e servica); no paleo do Cirmo, n. 1.
Anda restao douscartoes das lindissima fazen-
da chamada barege muito propria para vestidos de
baile por sor do gosto mais moderno queso conde-
ce ; vendem-se tambero ptimos chales de seda, da
mais superior qualidade ; alm de um completo sorti-
mento de fazendas de bom gosto ltimamente ebe-
gadas: ns ra Nova loja n, 12, defronte do caldei-
reiro.
=Vende-se urna morada de casa terrea, na ra de
S. Miguel, n. 70 na povoscio dos Afogadoa cons-
truida de pedra e cal, com chlos proprios, oilSea mei-
eiros, quintal murado e cacimba ; na ra atrs da
matriz da Boa-Vista n. 11.
Vendem-se 25 escravos de ambos os sexos, de
6 a 25 annos, tendo alguns habilidades; 2 par-
das claras com habilidades ; todos de bonitas figuras ,
por preco commodo : na ra da Cruz, armazem n. 51.
Vende-se a venda sita na ra da Madre-de-Deo,
n. 24 confronte a porta da igreja muito afreguezi-
da tanto para o mallo como para trra ; o motivo da
venda se dir ao pretendente : a tratar na roes ni a
venda.
=Vende-so a armaco, e livros da botica da ra da
Cruz n.00 ; bem como um berco urna cama e de-
grao de ^caranda em muito bom eslado ; urna mesa,
propria para picar fumo : na mesuia botica ou no
Mondago, defronte do portiio do Sr. Luiz Gomes.
Yendem-se. na ra da Cruz, n.
Go, e no armazem de Braguez, cera
em velas cliegada ltimamente do
Rio-de-Janeiro, de urna das me-
I llimes fabricas, em caixas peque- H
fnas, sortimentos a vontade do jt
comprador, por erde meia libra J
M at iG em libra e por preco mais &g
fi commodo do que em oulra qual- W
0 quer parte. |
Graxa econmica de j\a-
polefto.
Nio he possivel fazerconhecer ao reipeitavel publico,
no curto e limitado espaco de um annuncio, a bem re-
conhecida superioridade desta excelleote composicao
O hroe immortal, que, durante sua carreira de glorio-
sas fadigas foi quem pela primeira vez dola fez uso.
basta para a tornar recommendavel para um publico
naturalmente econmico e amigo eicessivo do asseio.
Um numero immeoso de comp sifus deste genero
tem apparecido oas diflerentes naedes da Europa ;' po-
rm nenbuma dellas preenche os dous fins principaes
(bom lustro e conservecio do caljado) como esta, que
temos a honra de annunciar. Nio temos mais a recom-
mendar a tal respeito: s dizemos e podemos asseverar,
que ests graxa hed'aquella mesma.que luitrou essas bo
tas.testemunhas inanimadas dos gloriosos feitos de Lo-
dy, Arcle, Marengo, e Austerliti. Vende-se em
latinhas por mdico proco, em porroes e a retalbo, no
deposito da ra do Queimado loja de miudeas, n.
10: assim como em retalbo em algumas diflerentes lo-
jas.
Continuao-se a vender chapeos finos de castor;
naruado Alfandega-Velba, n. 5, casa do JoSoStewart.
NO ATERRO-DA-VISTA.N. 3, LOJA DE
JOAOCHARDON ,
yendem-se joiaa de prata fina, chapeadas de ouro,
mitando perfeitamente as joiss de ouro fino.
Estas joiaa de gosto moderno e muito ricas, consisten)
em adeiecos, pulseiras, brincos, anneis polidos e es
maltados, correles para relogios botdes alhuates
para peito, &c.
Na mesma loja achio-se ricos chapeos para senbora,
litase llores para chapeos, calcado de todas as quali-
dades merino e pannos findfraneexes psra casacas
&c. Je.
Vende-se um sitio na Capung com casa da ,
venda arvores de fructo cacimba, no fundo |u,t j
se poder fazer banheiro por sor junto de D F|or9
da : na ra Direita n. 16, te dir quem vende.
Vende-se arroz pilado, brtnco com muii
pouea diflerenca do de vapor; na ra da Prii, n lf
asV Vende-se urna mulalinha, de 14 a 15 8nDo"
mucama de casa de muito bonita figura cosa m\'.
to bem eozinha engomma sem vicios nem ieQ1*
ques : na ra da Concordia paitando a ponteijnk,
a direita, segunda casa terrea.
OCG PORTAS Nd8
BE
Nesta loja do bom barateiro ha um novo iot
liraento de casias em cortes, dos maii rooder- *
noi e bonitoa padroes que tecm vindo es- n
ta praga ; assim como chitas e riicadoi [r,"
cezei, e um completo lorlimento de midapo-
lei, de 2500 a 6000 rs. e outras muitas I,
sendas finas e ordinarias, entre ai quaes ha al-
gumas do lempo doreivelho.queievendem por
todo/) preco, s afim de lortir de novo; pois en-
tro clin apparecem boai pichinchas, qU0 0|
freguezei do bom e barato, nio dovem perder.
Anda ha para vender urna pequea porcio de
caixas de marmelada ; na ra da Praia, n. 24.
Escravos Fgidos.
Desappareceo, da roa eitreita do Rozario do
da 26 do panado das 6 horase meia para ai 7 di
noute 3 eicravoi, com o signaos teguintes: Pedro,
de naci Congo de 19 a 20 annoi, sem barbs, de
bonita figura bem fallante : Luii, de 40 a tantos an-
uos, ps grandes, alto, com um lilbo no dedo di
mi anda fresco quebrado de urna virilhs fall
atravesiada : Antonio, de naci Cabund de 22 to-
nos, estatura regular, bonita figura, ps grandes, ti-
ra red onda pescoco groiso gagueja milo, quindo
falla : ns quaes se mppoe terem tomado a estrada de
Goiaona ou Nazaretb, e forio acompanbados, levan-
do urna pequea caixa de pinbo e um com um sacro
de roupa ai costas. Roga-ie es pesioai encsrregadiidi
polica delta praca e (ora della e aos capities de cam-
po que os encontraren), que os pegoem, elevem-osi
seu senbor, Francisco Alve da Cunha, na ra do Viga-
rio o. 11, que gratificar a quem o levar.
Desappareceo, no da 27 de julho do correnta ni-
o urna preta de nome Tbereza, de meio Cabundi,
alta; representa ter de idade 35 a 40 aonos os sobre
olbos bastite serrados testa pequea com alguoi
cabellos; tem em ambos o bracos ciealriiei de foridss.
Prcteode-io usar, contra quem h tiver oceulta doi
meioi que faculta a le. Quem a pegar, leve a ra
do Hangcl n. 26 cu a ra da Praia tanque di
agoa do Cardeal.
Na madrugada dodia primeiro do correnle, des-
appareceo da casa do abaixo assignedo um moleque
crioulo de nome Francisco de 11 a 13 annes, pou-
co mais ou menoi estatura baixa terco do corpo,
com talboi nal coilas e baixos ; lavou camisa de mi.
dapolao e calcas de brim, bulantes lujas ; o qual, be
das, bavia sido remettido para eita praca, pelo leu
teiibor Miguel da Cunba Araujo Pinhero, doeo-
genbo Pocinho aito na fregue/ia de S. Amaro Ji-
boatio. Boga-ie ai autoridadei policiaes e capules
decampo, de o apprebenderem e levarem na rus di
Cadeia do Recilo loja n. 65, ou no dito engenbo,
que se gratificar generosamente.
Ztix de Olittira Lima.
= Ainda continua a estar fgido o crioulo Luiz,
desde 14domez paisado escravo de Jos Joaquim di
Carvalbo Siqueira, morador no sitio de Agoa-Frii,
perto de Olinda donde o dito escravo fugio e tem o
signaes seguintes : de 18 a 20 annos, pouco mais ou
menos, sem barba altura mediana cara comprida,
ollioi pequeos e avermolliados, candas grossil. I <*
cheioi de cravoi, e por lodo o corpo tem urna especie
de enpingeni, e que as maos se azem muito vsivei,
no alto da cabeca (em urna cicatriz, ludo proveniente
de bobsa ; levou camisa de madapolio nova e de ite-
gai, cairas velbas, de brim de liitrai, e chapeo de ris-
illa ; foi montado em um cavallo alaiio-eaboolo, i>
marca grande e bem feito calcado de branco eos pe*,
um estrella na testa ; he coto e tem urna mirc do p6
direito de pouco lempo um C grande com um >
dentro. Ha toda a certera que o dito escravo foi para
oSul. Boga-so as autoridades policiaes e pcssoai par-
ticulares que enconlrarem o dito eicravo e cavallo
de apprehepde-los e levarem ao dito sitio, ou ni p*
agem de ra ou no Recife a Jlo Jaciotbo I'ereira Cibril,
ra larga do Rosario, que se gratificar.
- Fugirio, no da 13 de juibo do correute. do eo-
genho Pirauhra fregueria da Escada 3 escravo
crioulos: Manoel, de 25 aonos bonita figura ,_
(ja eo/po alto percas ccmpiidaa meio biDioiri ""
sudar : Manoel, de 25 annoi, de bonita figura,'
= Vende-se ou Iroca-ie, por predios em qualquer proporrao grosio do corpo, cara redonda,
dos 5rros-cita prsca o LoDi cunlieciuo sitio do pa- "' groa : maiheui de 20 annos, altura regular,
dre Franoisco Jos de Lira, silo ao p. da povos- cara redonda olbos grandes um inchaco no meiod"
eqn fiji lf^. I. ab.Ii .. _a isa _v J *
d
ci do Reberibe a margem de eilrada real em
terrt proprias, com seus pomares de diversas /ruc-
ias tudo plantado com symetria com duai casa*
novas grandes e boas a margem da estrada urna
de residencia e a outra de negocio, pela policio ven-
tajla, em que se achao cercado de lisnlo em toda mi
circuDiferencia lendo ao meimo lempo grande, de
bou tema pira agricultura; tem eapoeira de matlo
de machado ; ludo comprehendido dentro do meimo
ilso: a tratar no mesmo sitio com o dilo padre, ou
na praca da Independencia, Imana, rs. 6 e 8.
Vende-ie um relogio de parede proprso para
padaria ,'. por ter despertador, por 10,000 rs. ; na ra
Nova, lojan. 36.
canella da perna esquerde. O primeiro foi escrivo
Franciico de Piula liaplisti Carneiro do Ico; o U-
guodo de D. Florinda Franciica de Si do rio do P'-
xc
e o terceiro da Fraociico Coeiho da Fooseei
do Cear ; tendo lido todoi reraWtldos a oita pt ,0
Sr. Francisco Joaquim Cardoz, a quem lorio coto-
pradoa, Roga-ie a appreheosio destes escravoi, <"""
qur (que sejio encontrados, eremete-los ao dito*0'
geoho a leu senhor Roque Ferreirs da Costa oU
a Sebastiio Jos Gomes Peona, na ra do Collegio,
que recompensar generosamente.
Paun. ; ru typ-
r de fam.-
mm


Lino de 1846.
Segunda fcira 5 de Agosto
QSf SiB Q
N. 31.
S4E
43

DE
PERNAMBCO.
(SOB OS AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMERCIA-.)
|,i pve-se na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por nooo ris por anno pagos adianlados.
>&333)3 (a& ?&&$&; (Corregido Sabbadoas 5 horas da larde)
o li 2 fc-H S.= 3 .-2 --H 3 =5, = 5 ;
-----------_.-..------*-. 3 3 C = O C 3
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exportacAo.
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Cataca -
o I lorie -
J. .-----
Assucar brinco em casas -
> mascavado -
em barricas ou lac-
coj, hranco
mascavado -
Cnuros seceos salgados. -
Meios do sola -
^liil'rcs d trra -
t EXI'ORTS.
PREtJO DA PRAQ
Ki,
Colton I. qualily -
J. a -
Silgar in caaes white -
brown -
lor Barris or Uap
wbile -
a browo -
Dry salled bids -
Taime bidas -
Os-horiis -
52/000
5/900
5/.00
j/200
1*000
i/lBO
1*55(1
55J00O
6J000
5/500
I/5II0
l|uoo
2/000
2/700
1/500
IJ'IO
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pon
Pipa.
Arroba.
s Ierro
Libra.
Hua.
Ceulo.
CAMBIOS.
...
Londres.
Lisboa .,
Franca.L_.
Hio de Janeiro. ..<
PHATA raiuda...................
Paiacoes Braxileiros........
Petos Columnarios.........
Ditos Meticanos...........
ORO. Moedat de 6(400 ralbas...
Ditaa ditas novas...
las de 4JOO0............
Uocaa haspanbolas........
Ditas Patriticas..........
Letras..........................
20 d. por If n. a (Odias;
106 por canto premio.por setal effecluadoi
155 ris por franco.
ao par
1/780
l*40.
1*860.
1*860.
16*700.
15/700.
9/200-
1*760 a
1/820 a
1/850 a
1*870 a
16/800 a
15/eC.O a
8/000 a
11*000. a il*100
10*600 a 30*600
I por cenlo ao mes
FUETES.
ASbUCA".
. Liverp oi.....................\ '-I4-
| Canalenlre Amburgoe Havre ..... J
I incluindo porto* Inglezes ... i I. I i. 6
IGenove era saceos.......... [0. 15. 0 a 1(1 ]'. poi redo .1 priraagesa
"llamburgo calas...............} ^^Z
'Bltico... ....................*. J nominal
Trieste para caita...............1 I
EsUiloa-Dnidos................l'no ha
Portugal.......................! \ '
Franca........................<*# "* % pnmagem
Portugal............
Franca.........
Inglaterra...........
Karceloua...........
Inglaterra Seceos f
Franca...........
lisiados Unid
ALGODAO.
... 600 por @ sem pi imagem nominal
.... 150 por (ge 10 p / ao camb. de 160 plr nominal
... '/, p eb p. / de pnmegen
.... 5oO p @e llp */,aocamu. lOOo'pe* p. fr
COUROS.
f I 10 0 ... por tonelada e 5 por cenlo.
......... 100 cada liiim elOp /,caiob. ICO | fr
,.......... Nio lia.
c.-:n:i
i p. c. os saceos decanhani de punbal, asalmoladas uarn ca i uageos. aa yedra lavrailei parala-
l de canUiia para portes, portas c jant-llas, A pedras lavredas para
O* da II de Novembro do 1144 1 liante pagarao 0 p. c.o rapou tabaco
ale pn, os cbarutos ou cigarros, fumo en rolo ou em folln.
Paga ri M
veles em forma
gdo, aa pedral
cucanainenlos, cepas, cunhaes e cornijas, o assucar refinado, crylahsailo ou de qual-
(|uer maueira confeilado/ o che, a sajea retante, a cerveja a cidra, a temor, o mar-
rasquino, ou oulms licores, os viudos de qualquei qualidade a precedencia
Pagarao 46 p. c. as alcatifas ou tapetas, o canhainaco ordinario ou grossn ia. as
bataneas de qualquer qualidada, a roupa frita, uo e.pecdicada na tarifa, asearlas pa-
ra jogar, as escovas de cabo de marfim, o logo da China em ca las, ou qualquer ou-
Iro logo le artificio, o papal pintado, prateadu ou dourado, sendo de finalidades
linas, o papel pintado para fonar talas ain collecces n-.i patageos, o papel de llol-
landa, imperial ou outro nao especllieado na tarifa a plvora, os sahonetes, o sabio,
o sebo em velas, as velas da Stearina ou ooinposicio, as ameixas, ou oulras frtelas
em fraseos ou latas, teccat, em calda, ou un espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carrinhoi, carruagens ou caitas jogos, rodas, arreios para urna e ou-
tra cousa at esleirs para forrar casas, os ca ros para couduzr gente, os sociaveis,
os silhes, os sreieiros e tinteiros de porcelana, e qualquer objecto delouca nao com-
prebeudido ua tarifa: os lustres, os clices para licor ou vinlin de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado e lavradn ordinario da A lle-
mauha e semelhantet os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo corlado ou liso,
rom molde ou lavor ordinario ; os callees para Champanbe ou cervrja, as canecas,
e copos direitos de 10 a I em quartilbo, ai garrafas de vidm al I quarlilhc ou mais,
sendo todos estes objectos de ns le at g.rmlas de vidro pretas ou escuras da
inesma capacidade, comprehendidas al que sei vem para licores ou Le-ltoy i os copos
liara tabernas ale urna caada, os frascos de vidro ordiuano com rolhas do mesmo
.t 1 libras ou mais -, ou sem rol ha al 7 libra ou mais, os de laica larca com roldas
ilo mesmo, il 4 libras ou mais, ou sem roll a para opndrhtoc os vidros para a-
lampadas ou candeiroe, ai laboai ou folhas de inocuo ou oulra madalira lina, c Ira*.
les de qualquer madeira.
Pagarao 3& p. c. o ac, alcatro, tinco em barra ou em folba. chumbo em barra
ou lencol, estaiiho em barra ou em veigiiinha, ferro em baila VCtguinba, chapa o
Iuit-uados para fundico, folba de Flandres, galba de Alrpo, lata em folhas, lalocm
chapa, marlim, salitre, vime, bacalho, peite pao, e qualquer oulro, seccu ou sal-
gado ; bolacha, carne secca ou de nlmoura, herva-doce farinha de trigo, pe I ras
branca ou piuladas, cordovei ou cortes de beterro para calcado, bezerros e couros
eiivernitados, couros de poico ou boi, salgados ou seceos ; sola clara para sapateiro
ou correeiro, cobre e caparrosa.
Pagarao 20 p. c. o trigo em grao, barrilba cauolilbo, espr.-oha, fieiras, fios,
Iranjat, lanlijoulas, palbelas, patiamanes, sendo de ouroou prala enlreriua, ordina-
ria ou falsa : gales da memia nalureza, ou lechlos com relrot, lindo, alodio mi
jeda, rendas ou entremeios de algodo no bordados ; irndas de filo, as de algodo,
reros ou troca! ; lencos de cambraia de lindo ou algodo, e fundas de reros de
uialba
Pagarao 10 p c os livros, mappas e ^'olios -;eographicos, instrumentos inalhc-
inaticos, de pbysica ou cbimica, coi les de vestidos de velludos ou damascos, borda-
do* de prala ououro lino ; relrot ou Irocal, e cabello para cabelleneiro
fagaro 6 p. c. o cauulildo, cordo de lio eipiguilba, fieira, fios, franjas, ga-
lio de lio ou pamela, lanlijoulas, palbela, rendas, cadarcos e lodoso mais objec-
tos desta induris, sendo de ouro e prala fina
Paga-id 4 p. c. o carvo de pedra, ouio para dourar, ou quarsquerobras c
ulensis ile prala,
PagariS 4 p. c. al joiat deouro ou prala, ou quaesquer obras de ouro.
Pagarn 2 p. c. os diamante! e outrai pedras preciosas solas semeules, plan-
"ai e raras novas de animaes uleis.
Pagarn 30 p. c. lodos os mais objectos.
Us gneros reexportados ou baldeados pago I p. c. de direitos alm da armase
SSlsn ; e o despachante presta flanea al a approvaco desta medida pela Assean-
Ma Geral.
Concedem-se livres de armazenagens, por 15 dial,' as mercadorias de Estiva, e
loiis metes as oulras e findos estes, pratos, pagar '/, p. c. ao met do reipec-
vo valor.
Os rdireitot das fatenda, que pago, por vara, deva entender vara quidrada.
Us direitos nao podem ser augmentados dentro do anno financeiro ; masoGo-
verno poder mandar pagar em moeda de ouro ou prala urna vigsima parte dai que
loreiu maiores de 6 e menores de &0 p. c. dos precos das mercadorias, ou nesio
diminuil-os, segundo ll-e parecer.
O Goveruo est aulerisadoa eitabelecer um dlreilo diflerencial solutos gneros (
de qualquer naro, que sobrecarregar os gneros brasileos de maior direilo, -)
iguaes de oulra naci.
Ot artigo* nao especificados na pauU pago o direilo ad valnrem sobre i lacUir
apresentada poto despachante i podendo poim ser impugnados por qualqurr okul
da Alfandega, que rm tal caso paga o impor'e da factura ou valor, e os direitos.
.No caso de duvi.la sobre a rbssificac da meicadoria, pode a parle reqtrtr
arbitramento para designar a qualidadr e valor da paula, que ihe compete.
Sao itenlat de dheitos as machinas anda nao usadas no lugar, em que forra
importada*, ^n,
KXPORTACAO Us direitos pago-se sobre a avaliaco de urna pauta semi-
nal na rntSo seguime : Assuor I p c. Algodo, caf, e fumo 11 p c. Atoir-
denle, couros, e Indos os mais grneos 7 p. c. A'em desle direitos pago-se as
latas de 160 rt em cada caita, de 40 is em cada lecho, de 20 rs. e.u cada barrica,
ou saceos de assucar, c de 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos os mais gneros sao livres de direitos para o portos do Imperio, i
etcepeo do algodo, assucar caf, e fuiro, que pago 3 p c. a as latas por volunte-
Us melaes preciosos em barra pago de direitos 2 p c. sobre o valor do nitr-
ado, e a prala e o ouro ainoedado nacional ou eslraugeiro paga nicamente '/, p. c
Os esclavos e-cportado pago a/000 por cada um
UKSPEZA DU POR'I'U As embarcaees nacionaes, ou eslrangeiras, que
navego para (ira do Imperio, pago 00 li de aucorageiii por tonelada: la
nacionaes, que navegan entre os diversos pollos do Brasil 9C rs. As que entraren
em lastro e latiirem com carga e vice versa, pagar mnade do imposto supra e um
terco as queeuirarem, e sahirem em lastro; mesmo as que enirarem por tranquil,
ou escala, quer eniiem em lastro, quer com caiga Desla iinposico porm serio
iseulas as que imuoriareiHmais de 100 Colonosbrancol, e as queeiilreorem por arribad
Coreada, com l;.nto que eslas nao can eguem, ou descarreguem s mente os gneros
uecessarios |wra pagamento dos rrpaios, que nieicui.
VENDAS OK NWIUSAs emb.rcaces eslrangeiras que passirem a ser
nacionaes, pago t, p. c e as nacionaes, mudando de pioprielano, ou de baudeirs
pago i p. c. so!.re o valor da viuda.
lli:VISTA SEMANAL.
CAMBI" Peniienas transaccoes a 76 d por ifOIIO.
ALGUDAU llouvero algumas entradas, sendo procurado ao prrro quo-
tado.
AS.-TJCAIl ^o honveio entradas, e nao ha deposito algum
COLHUS OO'errcidos aos precos quolados
FAIUMIA DE TMIGU Lhegnu hum carrepanienlo dos Kslados-I.'nilos,
que anda nao se sal-e se licain, ou seguir para o.Vil.
BACALHAU ^o liouvrrau en'radas, e tem lilo pouca eslracco : o de-
imsilo be de 7:6i>|i Itarrcas.
(.AUNE DE CHAHQUK Enliou hum carregamenlo, inclusive o qual de-
posito he de I61OOO arrobas, e n consumo foi regular.
MAMTKIGA Cdegio do Havre 7M>larris, que anda nao loio vendidos.
Resumo las Embarcacbei exilenles nestr porto no din I dt Agosto dsVH,
Americanas...................................................... *
Brssileirat.......................................................... *
Belga... af* ,..,,.............................................
llinainaiquea.........................................................
Francesa..................,..............,....................... '
ik'.............................................................. ;
Portuguesa!......................................... .................
Sarda.............................................................. '
LI
Total
A Provincia gota tranquillidada.
/

/


(5)
LISTA das Embarcaces existentes nesle porto at o dia 1 de Agosto de 184G.
NTRADA8.
l8t6 JiinliO
Julho

Agow
IMO Jniro
Abtii
Maio
.limho
Ji.liio



A^oito
Junho
Me Abril
Julho
Julho
li
5
2

lli

21

2
12
51

18

H
22
25
27
28

2
I

I.'.
b
21
2S
;io
3i
JllllllO 30
.lullio II
Julho ?S
Julho 9
ii 10
o 12
Agosto I
Maio I
JiiiiIio 30
Jullio 8
Julho 29
DONDE VBM.
Bolln
Salem
New Redford
Fl.ilsdelphla
Parahyha
S. Malheus
R deS. r. doS.
II io de Janeiro
8. Mal cu
l(.Grande do Sul
llio de Janeiro
II. Gran Je do Sul
S. Matheui
Parahvba
A carac
II io G rande do S
Carat tilas
Rio Grande do S.
Asj
R.deS. Frerc
Aai
A (t
Cainosin
Aracaly
tar
Villa do Cande
Babia
A Icnliaca
Ca invehas
llio Grande do S
llalli!
A raca ty
H Grande dn Sul
llio de Jane.io
(Ja rav< Has
llio de Janeiro
Gl>o
lilis de Femando
Marseiles
Havre de Grace
Radia
C. de P pl R J.
Liverpool
Mecey
Lislma
Lisboa
Fi^urii a
Montevideo
Genova eGibrall.
Genova
llliadeS.TI.ome
CISCO.
brgue
K lacho
rea
barca
hiate
sumaca
b-c
l'i igue
sumaca
brigue
patacho
D etc.

hiate
pauclo
iirigu*
l.iate
hricue
v
patacho
musca
inigue
patacho
sumaca
hiale
sumaca
bale
sumaca
hiate
sumaca
b igue
sumaca
Hiale
brigue
b.-esc
patacho
liaica
barca
brgue
brigue
brigue
barca
patacho
liaica
Larca
Irigue
liiii ue
brigue
higue
Eolaca
ligue
liri i iie
nacao.
Amen
llrazil.
Helga
Din
Frauc
Ingl
Poit.
Sarda
K0MB8.
Richmond
Relreive
Arab
G lo lie
Bot-Viagem
'anta Mara Boa Soria
Santa Crux
Austral
otario de Mara
Flor do Sul
Oiiveira
Vigiuin
Mara Thiecia
Espsda te
Fiiuilacao
Dens-ic- juarde
l'fusamento Feliz
Felis Oest no
Jpiter
Laureclina
Andorinha 2 '
S. Manarl Augusta
llni'.o
FaMia
.Novo Ulinda
relicidi.de
tnimoao
Ralbina
S. Baacdicto Grande
IndapRuente
rlor do Aogcliin
v ere ida
Santa Mari Boa-sorle
AJelaide
Rom Coiiselh
Aliilia
A india
Fu
Leonide
Yolol
rt
tnico rne
Prlscilla
Dientas Mrllors
Mara Felii
Robin
Tarujo Segundo
Pylades fe Orestes
Eduardo
Ligiire
Sio Serene
TONS
lf.3
110
213
260
68
Ifit
18
78
176
82
l&
9
27
122
188
18
207
248
110
71
230
123
50
86
70
71
84
16
60
193
113
7
*.
(80
84
4 SO
379
254
III
136
215
130
218
257
222
170
131
148
131
196
158
MB8TRE.
Robeilo Knox
J R. FrauLs
Wriglilcmgtom
Nicholas fcsling
Jos Antonio da Silva
Manoel Joaqu m Nunes
C. F. da Cunha Bilancui I
Antonio da Fonseca Cunha
Joaquim J s Teteira
los Ignacio Pimenta
Jos Das Confia da Silva
Mathias Ferreira Braga
Jos Antonio dos S. tos
Joaquim Jos dos Sanios
Antonio Gomes Pe eir
Manoel Jos de \:eedoS
M. Alves Cousino Bilii
Manoel Pereira de Si
Antonio Jos dos Res
J M dos Sanios Cerdoso
Pati i.io Guill.erme de Cerv*
Manod Simoes
Joo Pereira Ramos
Jos Hannel Roitriguas
Anlouio Jos Vianua
Jos de Krelias
Amonio Rodrigues de Castro
Relchinr Josdo Beis
Manoel Mana
Jos Rodrigues deCarvalho
F. J Peieira Dutra
Bernardo de Snuza
Joaquim Pereira
J. I, Dias dos I i aterra
Anlouio Alves Maitha
Manoel Pereira de S
.1. Raplisla dos Santos
E. Sedseu
H. Rothe
K Nacid
Falnme
T. Youug
C. Peison
John Taylor
Roberto Bruce
Antonio L"i* Gomes
A. Pereira Borges Junior
Jos de Oliveita Paneco
Antonio Girandelo
Francisco Galtomo
Joo B-ptisU Cicaly
Joo Baptisla Orozili
CONSIGNATARIOS.
Henry Frosler fe C.
O Cnsul Americano
O Meslre
L. G. Ferreira t C.
Jos Mara Vianna
Jos VellozoSoares
Joo Francisco da Cruz
A morim'-Ii mos
Manoel Jos Teizeira
A inorim Irmios
Joo Vaz de Oiiveira
Joo Francisco da Cruz
Guadino Agostinho de Barros
Joo Piulo de i.emos Junior
Manoel Goncalves da Silva
Bailar k Oiiveira
O Meslre
Pedro l'ias dos Santos
Amonio Gonralvea Ferreira
l.oiirenro Jos das Neves
O Mettre
Rernardo Antonio de Miranda
Caudillo Agostinho de Batios
OMeatre
Joo da Silva Santoa
A. Joaquim de Souza Ribeiro
O Mealre
Magalhes Bastos
O Meslre
M. Joaquim Ramos e Silva
Manod Alves Guerra
Luiz Borges de Xiqueira
Carlos Anguslo de Moraes
Amoiiin Irrnos
Movaes 3c C.
M Joaquim Rao os e Silva
Amorin Irmtos
A Orden
Rothe ; Bi oulic
Bolli & C.
B. Lasserne ti C.
Lalham le Hibbert
O Mestie
Johuston Paler k. C.
Russell Mellon fc C.
A. Joaquim de Souia Ribeiro
Tiloma* d'A quino Fonseca
F. J. Feliz da Rosa
M. Joaqun- Ramos e Silva
l.eooir Pugel fe G.
Fiederick Robiliard
A Oidcm
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Rio de Janeiro
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Lisboa
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