Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08358


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Jinno de 1846.
,iinii 111 w HTTMnfrnrM
Sabbado 1
() PIAflIO pnliHc-sc lodosos dias que n"o
Ihrcm de guarda: pr90 d aMigoatorarlu) ile
i Juno rs. pr quartcl, pagos adianladns. Os
nuieos-de* signantes so inseridas a razo
de 2" Wsffe1'''1'*- 40 ,is c" 'yl'" ''''Tercn.
te repeltjees pela melado. Os que nao fo-
rero ssii;iiantes pgSo80 leu por ntie, o- 100
eni typo'di'l'erentt.
PIUSES DV I.A NO MEZ DE JTJLHO.
(jescenle al as 7 lioraj e 3 minutos da marclia.
Ijih elisia a 8 a 8 bora e 58 minutos da tarde
Mingoanlca 15as II llorase 8 inin. da manlia.
La nova a 23 as 5 horae e 42 mln. da larde.
Cresceute a SI as 8 horas e 12 minutos da nn:i.
PARTIDA DOS COH!\HOS.
Goianna e Paniliyl* Segundas c Suts feiras
Rio Grande dq Norte, chega as Quartas feiras
no mcio dia e parte uas lucarnas horas as
Quintas feiras.
Cali, ferhhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Macey no l., II e 21 decida ine.
(arauhiins e liouito a 10 e 24.
Boa-Vista c Floros a IS e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os dias.
PREAM\R DE H'UB.
Prmelra aos 30 minutos da tarde.
Secunda aos 51 minutos damauhSa.
de Agosto.
Anno XXII
N. I68J
DAS DA SEMANA.
27 Segunda S. Puntalean, au I. d I. dos orf. e
do J. do C. da 2. v., do I M da l y.
28 Teten S. lunocrncio, aud do J dociv d I.
^f r., jsado i. d<- pM do 2. dist. de t.
' 29 Ouarta S Martlia aud. do J. da 2. V.e do ). de pa to 2 dist. de t
30 Quinta l'.ulino aud do J.du orplios, a
ilo I Municipal o1,4 vara.
31 Sexta S Ignacio., aud doJ. do oiv.
v. edo J. dr pal do I. dist. do t.
1 Sthlp.tilt S Pe.I o, aud. do.J. do civ. di
v., e do J. de pai do I. dist. de l.
2 Domingo S. Eslevo.
r CAMBIOS NO DIA 3) DEJULHO.
Cambio sobre Londres 26 d. p- lf a 0 d.
n l'aiisl.S |4]itl Bor franco.
.. I.islma IM "/o premio |"'r wez.
llec. detetrWdcboM if'*VJ 'Al' /a*on"7-
OuroPncS heSoaliofs "31*000 a SlaOn"
Moellas-dw jtflO vel. I6500 a I
^j -oVOjlon nov. lO^nno a IBflO'i
. de IfPOO.. 11/000 a !>>inn
la Patarcss....... I*9S0 a 1*9*1'
Pesos columelares I//9KI1 a l#90O
Ditos Masicauos. 'foto a 1^960
Miiid.i.. ...... I#7Bll a 1*780
A croes da Coinp. do lleheribe de 5OSO00 ao par.

DIARIO DE PEMTAMBUGO
PA^TE OFFICIA
Governo da Pfovficia.
EXPEMENTK DO DIA 22 DO PAISADO.
OflloinA.. Exm. icc-preiilrnte da Alagns, trans-
inittiudo a infjnrinarAu, qno, aoeroa do que na ana. ro-
pariieau i.n-iavn a respailo du alfere Praiioteru Podro
.1 i l';ii 11..iii'ln. drii o coronel noinmitiariii-pagadnr.
OiluA.. inspector da thcm.urnria da fazenda, dnola-
rando, que, a rulado quo informan a cantara munici-
pal a n eugrnlioiri em ohefe da* obras publicu, niu
pude o. deferido o rnqiiorimento, que Un- doy .lio, e
co que Jos Franciaoo Prroira da Silva pedo i afufa*
monto do um terruo do iii.uinli.i, que tica us (nnilua
de urna aun casa de tros millares.
DiliiA engenhoir., em nhefa dna obras publicas,
inriiuibindo-ltio a .diruocSit doa ouncerlpa, de que pro-
( i..i o hiiupia! ri'gimeiitnl Prticipnu-te ao cuiiimia-
larlii-pagadur.
DitoA" ineamn, 'nutorisando-u a encajar por tro
motea ongenlioiros Fl'nano Dosir l'orior a JoAo
Lnit Virtur Lieulliier,Parlicipou-sn tbesmirarla d.n
ron las provinciaet a iiispuocau-fisual das obras pu-
ltlioat.
Porlaria Croan.lu um etquadro dn o.ivall.iri.i do
guardas iii.oiiin.io cin n froguciia do Ouricury. na on-
marca da B.a-V'ista. N.unoiiu-ii para ouininandanle
di Mo esqfladrlu a Soinoflo Tollo de Moneio Juruuie-.
ulia ; o p.inioip..u-se no ouiiiilinndanto superinr da guar-
da nacional di Itua-Vinla, respectiva cmara munici-
|i.l, o ao noiiio.idii.
- aHMaaaM
i : ~-.ac.v
EXTERIOR
PORTUGAL.
MINISTERIO DO REIO.
' llltn. eExm. Sr. Tenho a honra e lalisfacSo de le-
var ao roniiecimrnto de V Re., que as furcas popula-
res, os adunadas ao norte do Porto, mediante a procla-
macan, que junta retnetto, e que tol loita de accordo
rom lodosos seus che fes, o recolher a suas casas, dis-
persando por distuclos. Este fado be imponate, P"r-
quecomprehende tambero as fu rea i de Trs-oi- Montes,
cuja provincia, espero,, entrar brevemente oa ordem
legal e regular, e muilo mais por marchar com ellas D.
Fernando de Snuza Kotelho, seu commandantu, e ao
iiu'i mi lempo presidente da junta de Villa-Real. Espe-
ro, que as foroas eslabelecldas ao sul do Porto imitarn
brevemente o exemplo das do norte ; porque a marcha
do governo val salislazendo a todos, e por todos vai sen-
do sentida necessidade do prompto restabelecimento
da ordem legal, que daixe ao governo continuar na sua
gloriosa carreira. A cidade tem continuado a goiar tran-
i|uil idade. Comrco a recebor participaedes de alguns
rmnmsndantes das toreas do Norte, de terem comecado
a retirar-se com suas respectivas Toreas.
Dios guarde a V. Exc. Porto, t. de junbo de 18'ili.
Illm. e Eini. Sr. I.uit da Silva Mousinbo de Albu-
querque. Fitconde de Ueire, governaaor civil.
Proclama(ilo.
Concidadans I Os votos da naci, tan enrgica-
mente sustentados pelos briosos Puttuguezes, que estio
armados ao norte do Porto, forao completamente aco-
Ihidos e satisleilns pela nossa augusta lainha. O minis-
terio, composlo de caracteres respeitaveis, e idontiflca-
dos com os intorestes pblicos, acha-se definitivamente
organisado e ern excrcicio. As leis desaude e reforma
do sjsteina tributarlo eslao j abolidas. A cmara do
depuladosfol dissolvida, econvocada ootra, livremente
eleit, para rever a caria e esclarecer a marcha de um
governo verdaderamente nacional, auxiliado pela sa-
bedoria dos representantes do Porto.
A mprensa acb se livro. A immedlata organisa-
{3o da guarda nacional e a dissnlucu di.s cmarasmo-
nlclpaes desle districto administrativo fnrio por mun so-
licitadas do governo de S. M., euja resolu(3o aguardo
com brevldade. Toda a offlclalidade da guarnicao desta
cidade me tignificou a sua tranca adbesao aos princi-
pios do pronunciamento geral, adoptados pelo governo
de S. U.
Omcldadios.' He lempo de re[;ulardes assim ter-
minada a vossa gloriosa inisso.' Recebei^pois, os meus
agradecimentos cordiaca, pelos distinti servicos, que
tendes al boje prestado a causa da naco e do ibrooo
constitucional ; e cordal agora esta obra grandiosa, re-
colbendo-vns pacificamente a vossns lares, com a mes-,
ni a boa ordem e com o mesino respeito a vossos chefes,
que at aqu vos tem distinguido.
Concldadios! Cnnvidsndo-vos pai, e pai com
liberdade legal, em nomo da patrii e da rainha, estou
certo de que o nao farei em vo.
i Porto. 31 de malo de 1846. VUcondede Beire,
governador civil.
Illm. t Exm. Sr. Tenho a honra de participara
V. lite,, que ntvte nstente recebo a noticia de su terem
retirado todas as Toreas populares, que seachavao em
Vailoogo, perteoentes ao distncto do Porto ; etei.ho
(oda a esperanca, que amanhaa principien! a sua reti-
rada es tropaLaupulares de Tris-os-Montes, que se
chao em Rio-Tinto : com as Torcas populares, que se
scl.ao ao sul do Doutb, aioda n3i> pude entender-mef
porm, logo queso reiirem as de Trfls-os-Montes, espe-
ro, que poderel conseguir, que os seus commandanlcs
es condoli pacifica mente aos seus Tares.
l'eos guarde a V. Exa. Airto, i de junho de 1846
(as9'horas da oolte). IllS- e Exm. 8r. Luis Mousi-
nho de Albuquerque. Fitconde de Beire. governadofj
civil. (J). do Governo.) i
P0BTO, 1." DE JUNHO.
i Pouco fallou hootem, para que se rcpe.issem nesta
cidade as aceas da capital: esteva a porfo de correr o
saogue do povo inerme e TnoTTensivo. A Torca militar,
longo de promover a manuti>ncfn> da ordem e tranquil-
lldade, de que esta eldade tem goiado durante a crise
porque temos passado, porvoca a desorden), incita e
desafia o povo para um combate, em que por certo se-
ria esmagada, porque tinha aluciar com a povoacio in-
tuir e resolvida a nao tolerar insultos de quem Ihe de-
ve pedir perdi. Se por tras do laclo, que vamos refe-
rir, nio apparecesse um pensameuto Ministro um cal-
culado proposito, junta-lo-hiamos a outros muitos, do
que nio temos feito caso, porm be Torca diter a verda-
de edite-la com Tranqueta.
Um grupo de dei ou doie rapaies e dnus ou Ices hu-
men*, perfeitamente desarmados, passavao pela Porta-
de-Carros, com diroccio Batalna, dando vivas rai-
nha e a carta ; o Sr. capilio (uedes bem oonhecido
pelas gentilezas de Villa-lteal e Felgueiras ), que eslava
de guarda na casa du municipio, manJou formar a sua
(orea ; e, depois quu vio passar o grupo, que conheceo,
quo ia desarmado e inofTensivo, dep.iis que ouvio os vi-
vas i rainha e i carta, desenvolvoo um apparato bellico
espantoso, mandou carregar armas, etc., etc.
Mandar carregar armas p ir.i facer Tugo a um grupj
de rapaies, que dio vivas i rainha ea carta, he atroi ;
isio revela um pensamento horrivel, indica, que o Sr.
Guedes esti insubordinado : com este prncedimento voio
denunciar-se, attestar, que conspira, e que conspira
contra a rainha e a carta, a livor de dous proscriptos,
que a naci cobrio de maldicoes.
Do Sr. alfares Tiburcio, a quem coube urna grande
paite desta scena desagradavul, pouco diremos, poique
oio vale a pena ; lembramos smente, que este Imuiem
mereceo a confianca de Jos Bernardo, para ser motn-
bro do concelho de guerra, que devia condemnar mor-
a os vlenles deTensores dos diieilos do povo,
Esle estado nio pode durar por mais lempo ; he Tor-
ca, que os militares se convenci, de que o reinado dos
Cabraea acabou, e acabou para sempie ; e o nico meio
Dossivel para so conseguir este flm he separar os ds-
colos e aietter nos corpos ofilciaes, que se nao empar-
ceirem com os soldados, e que maotenhao a disciplina.
(Racional.)
l Da Revolucdo de Selembro.)
INTERIOR.
las AlagAas ; porque de oulra manoirs vos ostarielsem
contradiccao com vossos principios, se por vnntura pa-
ra a adinissio de suptenles foisa ndjspnniavel obser-
var rigorosamente as formulas proscriptas nis instruc-
1,0 de marco e regiment da casa.
Tainhem so apresentou U'n pareoor assignado por
membros muilo rlistinctos hoje no lenadu os Srs.
Carnoiro Leio e Clemente Pereira. Este pirecer nada
"prova em contrario; porque? nio havondo crtezs ne-
nhuma, quo os supplenlcs mais votados deixassem de
lomar assento i como nauta caso ha certe-a e cerlea o(-
licial), nio pode este argumento favorecer-ros, antes
lie contra val.
(Juaes sio os outroi precedentes, que se invocario ?
No n lu ni mais : mas eu peco a cmara, que tenha a
londade de rooordar-se, nio d'go dos precedentes an-
teriores ao nno passado, mas dos do anno passado,
apona los n i mu diseurso. Ha os prece lentes do Sr.
Joi Pairo, do ->r Coutinbo. do Sr. padre Alonso ;
tres denulailos faltavao e nio lia va participacSo ofTicial
|Ui elle* nio vinio; note-se bem, que o Sr. Quei-
ru/. tinha recebido, lm verla le, o diploun du depuln-
o siipplcilt'', mas recebeii-o com um ofRcio, em qui-
se di/ i, .| in, son lo possivol, qun o depulido ordin i-
ri> oio lietsa tomar assenlo. a csmsrs municip il -la
capital Ihe nviava o dioloma ; ella nao tinln corteza,
-|uo o Sr. Albui|uen|ue Maranhio nio un lia tomar as-
sonto; mas acamara do Itecife da por rerlo, que n-'in
o Sr. liaran da Boa-Vista, nein o Sr Podro Cavelcan-
li, nom i.s sum lontoi mais inmediatos veeni tomar as-
si-nlo, por consecuencia ja se v, qq| as bypollieses 3o
iiiioiraincnto dillerentel.
Sonlior presidenta, o Sr, dopntadn por Per nana bu ou
f'oi um discurso rcliemenlimimo onnlra miui, nn aestio
pasaada ; a pnlavm c.ilunii.ia, injuria, r au sOl qiio
mai, f..ri.i or olio baratea,la na riseusaao. Bu dirn-o
du iii.-u lu;;.ir, l|uo Cflo ili ura-. niii fioaria oiii ropli-
o.i ; nlu o quem argir tanto; quero pona repollu
uaSaa pilivr.i, i|iju >o piidesn injuriar as pomins, quo a
pr.iforeiu. Emque, Senliorea, raluiiiniei n cata eaa, uu
aJauBi do inriii nubre bullegss? Siria p -aalvoi, que
a reapeiiu da algnrit dollu ou RirrOnso um jnitu loma-
r.iiio; lio lalu possivol; ma raluiiiniadi.r, oomur Uar
de reticencias nfli lm calumnia, porque me be livro usar
M figuras Milito ui-od.n, muilo enniuiun; nein aejfun-
do lugar, iii-ui aeinpro >ou obrigdu a dianr ludo qu*n
t inin; ma iprearniu ..* tari,, j ruoraliso sobra ello:
i......{ni i .uiiiiiih.i? Uoraliisr sobre unfaoto, que uin-
guem naga, enmiir subre ello o ineu juno he ealunitii 11
Disso ou, por exeinplo : quando v admlltlsiea sin
ra lornialidadrs o sr. Ju ros guiar p#lii npirilo departido quandisaduiitlisiai u
Sr. Qui-ii. e Co.iiiniio, deixaaioa-vos improsaiuiisr prlu
rpinlo de parlido. llo pulir ser iinu OouSI ine-
iin exacta, mas talumnia, SO no diccionario doSi.ilo-
pifladu, Dopnis, o Sr. depuladu ou nlgucni netla ooll
donar do i:..nliecer, qoosuo lalve fugnlo, e que UIB
loa mena di folios lio lalict minia franquesa ? U bu-
iiioui franOO nao lio onlumiii.iilor ; ,pudrri errar no
ineu juno, mas me he dado snreliaai subre u faoto
en mu uulsor, lanlu sisis quanin expendo a minnai opi-
ilidea em publico. Mu io|.i liroi, iiuiunlo se v BOU'
da te dar onlrada na casi a um Sr. supplenlo, quo apo-
ii.ii* ouva na corlo liavia algn das, quando e nber-
va a demora, qnohvuva mu* admi|lir*ae um uprdouie,
a favor doqual bavia una indieu^an, bavendu quaai
di.ua metes, que nlu i.begava u dcputsdu ordinario
ionio, Sei'llores, Iniveiiins ilo ajuiar acoro, i deaiui doos
lacii..i' Sabe..... mu, que um doa up| lente lio ligada
e a conclusio do parecer he tuda H'iiSi>., que lom maiorin na oao, c quu o ouiru
iducente. "'* la' "'" ci.rrtligionino pulitioo. Quandu to v "
ufan, cun que, pon o das oniea deacabar-sea at'ti,
eiaiuuva-c a um Sr. dopulndo polas Alaga, dopoi do
limer iloolarnilo, quo ellr nao drvi.i ter ohaniado,
porque uo li.sia patn ipa\8o uQklaJ, de que ntu vio-
acili n Si, Lisboa c Lope (jama ; quaudu c l un e-
tii actual a demora do quantum mu, pora todar pare-
cer lao simples, acerca de una indieeijau aobra ,, 5r.
i|.|iul.ido upl'lcntc pelo l(iii-(jiaiiilii du Norte, o quol.
pela tua nimia deliradcia, e para evil'ar talvvi jilgun
deauiAd.i, no qmt Vir toinur asseMl.i ; qiiauduv -
indii lit, como ia liu dn qualilirar ciiuIIiis|Jb '"'-
loar1 llo do i r qu.ililjjajdo, conio leno quaJiHcad
actos bilma do oapirilu de*.irlido, quodoagravadoniou-
tu iluniiu.i no paii.
Quemaniui falla Senbores nio he calumniador ;
qui m assim falla exulte o seu jui/.o a respeito du lacios,
que eilisi dospoitio urna justa e santa indignacao ; poli
pertuadeajsjmot nobles deputados que a sua uutori-
ade, uue^fTeu poder vai al o poni de nio sellar um
censor um juit mttino ? 'lodos imi leinos um juiz
dot nossos actos, sio os nossos concidadios ; quaotu
milis quo eu alen; de cidauo, mu lrpi> senlulilo da
necio. Desenganai-vos : quando te ptesenlarem (ac-
tos desla nalureza nio me hei do calar Imi de me
levantar para vo los lmar em rosto, bel de fallar como
se lilla quando se leni por si a uslica : bei de ui/oc
sois parciaes e be na vossa parcislidade que se fun-
dan esle fados escandalosos
l''nl|tis em conciliacao com esta maneira de proce-
der /'nos que a queremos nos que a proclamamos
desde 44 nesta casa e fra dells baven.os de sollrer,
que se proceda desta maneira ? Nio por certo: em-
quaoto liver squi assento, bei de fallar assim, bei de
usar do meu direilo pira mostrar, que seiuelbantei
fados nio leem por base senio a parcialidade e o espi-
rito de partido ; e como quero acabar, ou pelo me-
nos desejo dimiouir a influeocia delle bei de sem-
pro levantar a nimba frica vot coolrs emelbaote pro-
Rio-de-Janeiro.
CMARA DOS SUS. DEPUTADOS.
MHIISSMi DO SR. VISCONDE UE GOIANNA.
( Conliriuiic&u do numero 17. )
O Sr. D. Manat (continuando^:Confessi.que fiz
justica,assim coinoa lizerioos meus nobresami{;os e col
legal da commisso de constituidlo, cha muirlo a estes dous
rs supplenlcs, sem que viesse paiticipatio idicial aca-
mara de que os depulsdos ordinarios deiianio de tomar
siento, sem que esses dous Srs. apiesentassem diplo-
mas. Eu e os ni.-us nobres oollegus eslabcleroinos sin
orno principio do grande jury, e podamos admitlir es-
tes sonbore urna ve/, que os depulados ordinarios
nao iinli.ni comparecido a tomar asiento.
Sr. presidente, o precedente allegado pelo Sr. depu-
lado a respcilo do Sr. supploule pela liabia be, romo
disse o meu nobre amigo deputado pelo Maranhao,con-
traproducente. Nesso parecer, Srs,, o quo filemos nos ?
Mada o ais que compilar, resumir o quo se chava no
offie o da rimara municipal; ii.is not concluimos pela
lidopro do parecer, O qual era, que o Sr Barbota de
Almeida lomasse estenio; e por consequencia j 0 o
nobre dopulad i, que a conclusio d
em meu favor, e portanlo rontraprod
Invocou-ie lana bem o parecer da nobre commiisio de
1 constituirlo, dado o anno pastado, a respeito doSr.
Queiroz Coutinbo; nesse parecer se acbio assignalu-
ras muilo respeilav is, e orna deltas be a do nobre de-
putado pelo Itlo-du Janeiro, que primeiro colllbaleo
o parecer actual; vejamos a dillereno. entre um e outio
parecer.
No parecer actual nos temos a corteza de que os Srs.,
depulados ni.i Veem ; o mesmo Sr. deputado, que lia
pouco falln, date, que tinha presoulimentos disto (tem
a niesiiia certeza, que eu tenho); mas no parecer a res-
peito do Sr. (^ueiroz Coutinbo bavia a mesura rasio ?
tlavia certea de quo o ISr Albuquorque .M-iranliau nao
viesse ? Nio ; e lanto, quo e>tu soabor tomn assento
qualro das depois que uqui se apraontou o Sr <^)uei-
rox Coutinbo, cuja admissio foi aqu demorada dous
meses consecutivos, admissio, que linda mais seria
demorada, se por ventura o Sr. Jos Pedro nao su
presenlassea tomar as-enlo .' Sabi- is vos 'oni ceileta,
quo os depulados ordinarios nio viuliio lomar assento,
quando chamaste ao.Sr. Jos Pedro da Silva '.' Nao ;
nuda baria de oihieial : e como decidilles nuste caso ?
(ioino iiiumbros do grande jury; e se decidme enlao
como membros do grande jury, porque oio queris ser
boje membios do grande jury P porque queris rilas
formalidades, as quaes rarissimai vetes leem sido ob-
servadla1 nesta casa ? Quem se nio lomhia da maneira,
per que a camisa lem prucodrdo na admissio dos sup-
plenles e de supplelies monos votados, porque se Abig,
que outros nio vinbio, c supplenlcs sem diplomas E
porque procedeo a cmara as>im ? Porque nio be ma-
gistrado, que ett subjeilo s lormulas, que deve jul-
gar segundo as provss ; mas pioeede como grande c
jury nicional. Foi assim, que vos procedesles,
s julgasles, quando admitlisleso r. Jos Pedro
da Sil'a ; Joi mim, que procedesles e julgsstes, quan-
do admillisles oSr. padre Aflooio como supplenle pe-
ceJimento. Desojo, que o Sr. deputsdo son digs em
ni., o.i i i o n-i i i.r .o o< dous eseriptores que
citei Mirti^nseii Bsill.'iill.
Sr. presidunte, eu dasojiva que os nobres depu-
ladus apresentassem fictos meus, mostrassem parece-
re* assignados por mim em contri liofio com estas
ideia* uio-ir i-.o n v .11 .-ras .-ni contrario ao que te-
nho oipendiJo ; entlo p iderd laehsr-rne dn incoho-
eniu contradictorio ; mas, se ni i o fi'erem nio
toem direilo d me diri^irnm semelhanle censura.
Eu appello para a ca'nara o para o pai ; ellos qu>
ajm/.Mii sobre o paro:nr, quu so a^hi em disous*J ;
elles, q je confrunlem este parecer com lodosos outros
fa los nesta legislatura; elle*, que oxaminem as circums.
Incia* dn Sr viseondede (uianna, como quinto sup-
nlnnto com as* circumslmuiss do Sr. Jos Pedro da
Silva doSr. Clueini Coutinbo; ellos, quo decidi, t *
acamara tnm-so cingi to a eslrichs lormalidudes na
ulmissio dos supplent s.
Voto contra o parecor da commissio o a favor da
em-nda.
O Sr. Nunet Alachado : Sr. presidente, acaba o
nobre deputado de refeiir-me um fado, que, a nio ser
explicado, tra/.-me muilo dozar. Se V. Exc. nio me d
a palavra pira explicar, eu a peco para responder; pois
que poasoUllar tres ve/es, visto quo fui quem redigio
o parecer : entretanto quero simplosmenle explicar um
laclo Desde que tenho asiento na cata, lenhj presen-
ciado, que os Srs. presi lentes da cmara dio sempre a
palavra lquello ilonut i lo, n respeito de quem so referi
um lact ., que p.ln coni|irometler, ou oflondor s sua
repulai.io; eco, pois, a V. Esc. a palavra, para expli-
rar um laclo,
O Sr. I'resid.nte : Poda explicar.
O Sr. N. Miciado : Sr. presidente, eu nao quero
responder no nobrq deputioo; mas, antes de explicar a
historia, quo o oobTe deputado rolerio, eu Ihe pergun-
tarei, se tcie Dtangi, quando por tal lfma se expri-
mi a meu rospoilo, de olTender o meu carcter, inju-
riar-mu. ... ,
U Sr. I). Manotl : Nio he injuria diier a ver-
dado.
O Sr. /V. Machado : .... porqun de outro modo
i .lu responder! uqui < nohre deputado. .
O Sr. I). Manocl : OnJe baria do responder 1
OSr. I'residenlt: Eu eslou persusdido, qu nio
tinuvn da parlo do .V. depuladu inlencio de olTender.
liu lembrarti os Sr*. depulados, que nos deveum* res-
peilar mutuamenle (a/miadot), devenios ser os primei-
rol a dar o eiemplo do urbanidade, prudencia e mode-
rara, i (uplo los )
O Sr. l\. Machado i Sr. presidente, sem dunda
nenbuina o que V. Etc. me acaba do di/er he aquillo,
que nio tenho prescriplo a procuro exeicitar, nos
guiado pelos principios le eilticntio, que recebl. como
pola gravidade do lugar, quo oceupo'. Algumsa vetes,
Sr. presidente, as discus-oe* me aprsenlo com algum
Otloi; iiins a cmara e o publico teein visto, depon de
publicados e lulos a sangue fro, que nos meus discur-
so* nein uma-palavra se acha, que transgrida, que
transponlu ol preceitos que V. Exc. mo acaba de
lembrar;
U Sr. Prndente : Eu laro ests justica ao nobre
deputado,
OS*, y. Machado: Tenho algurpralor, quando
fallo; mas anda nio ernpreguei eupressdes, de que nio
usem os hnreos de eduraco. Abstrabindo-nie delle
episodio, vou ao fado.
U nobre deputado est inleiramcnte engsnado....
O Sr. U. Manoel: Nio eslou, j invoquei ojuii
supremo.
O Si. jV. Machado : Depois dessa eleicio, ajuie
nobre deputado alludio, vim da minbi provincia pa-
ra esta cidade, porque n-iui tinlia a minha familia. A-
qui chogando, Sr. piesidenle, abriu-se a cmara; mas
eu desafio a quem qur que seja para que diga se me
vio aqui apparecer. Eu era o segundo supplenle na or-
dem da voiac,3o ; o primeiro supplenle, que era o Sr.
podro Rotando, tolo rom diploma em consequencia de
ter o Sr. bario da Boa Vista oHicndo cmara, que
nio poda rnmpaioier. Eslava, como digo, com alen-
lo o Sr. Ilozendo na qualidade de primeiro supplenle ;
eu era o segundo ; urn amigo meu enlendeo dever pro-
co r ;i ramaia o meu chamamenlu ; eu squi nio vim,
nio tito parle neuhuma na iesolut;ao, que a cmara
tmriu. Compre lembrar acamara, qoo eu so fui u.iltidonesla casa, dopnis que o Sr. Rezando foi decltr
lado deputado por Minas ; e por aqui ja a cmara a #
ilifTerenvo, que iia entre sle fado, e a maneira, poi que
o trouxe o Sr. deputsdo. Repito, nao me lembro de ter-
mo dirigido ao nobre deputado, e al nessa occaiiao
nio (mil < rali s sooi -. oobrs deputado. .. .
O Sr. I). Manoel: Al de tu e vs.
OSr. N. Machado : i Se o Sr. deputtd me con-
testa. ...
O Si: I) Manoel Contesto.
O Sr. N. Machado : Eu tomarei alguma expli-
caiao com o nobre deputado de oulra maneira, que nio
aqui.. .
O Sr. IK Manoel : Aonde quizer; como qui-
ter. Ab temos desafio (riladas), temos duello.
O Sr. N. Mavhado: Pode ser, Sr. presidente, que,
depon que lomei assento na, casa, eu me dirigiste ool-
guem, quando se apresentou urna proposta, pin entrar
um meu amigo por Pinmuibuco; mas, repilo, nio mo
\



aaaa
V
-A
dirig ao nobre deputado, neni me poda dirigir, por-
que nl indavamus desavindos em eooirquencia dol
uxorios da provincia do Rio-Grande-Ro-Norte Ti-
nba relagSes rom o irmlo do nobre deputado, mas coin
o oobre depulado nao as tmha. A este respeto nao dou
urna palavra mais ; o nobre deputado alfrma o Tacto
de um modo, uu de ouiro; nao accresceoto mais pala-
vra a esln respeilo ; so quiz mostrar, que o exemplo.
quu o oobre depulado trouxe, nao Un- jdtf eproveilar;
porque eu enlrei em consequencia de urna vaga verifi-
cada Da cmara por ler o S'. padre !iVh"deixado o
lugar de primeiro supplente por l'vrnainTuHa) paro re-
prosenUr'eomo deputado eflectivo por Minas. Aqu es-
t o Tacto.
O Sr. D. Manoel: Eu no poso deiiar de repe-
tir o que ja disse: declaro i casa, que fui provocado pa-
lo Sr. deputado. para referir esle faci Eu ou repli-
car o caso. Tmha eu dito ao meus nobres amigos, que
c asientan ao rneu linio, que em 1811 tinba aiignado
un parecer com os Srs. Goncnlve Maitini e Queiroz a
reapeito do Sr. Nunes Machado, Sr. Nunes Machado
tmha se persuadido, que bavia ma vontade contra elle ;
dirigi se a mim, e eu Ihe disse : -- nao ba tal, em
brete o veta. Entao tinhamns retardas de tu e vos ;
essasreltcdetyomprio-se, depois que lomei nesta ca-
sa a defecado Sr. bario da Boa Vists. Ha a oste respei-
to um laclo esperiali'Simo, que nio posso referir a ca-
sa, mas que logo rrferirei em particular ao >r deputa-
do. Nao fiz favor ao Sr. depulado, entend, quo Ihe fa-
lla jostica ; mas pedio-me isto multas vezei, porque
bouve algurna demora em se presentar o parecer, para
a sua admissio nesta casa. Torno a direr : nao tonbo
provas pa contentar ao Sr. depulado, porque ludo se
pnssou entie nos nicamente ; mas, conio ba um jun
tupienio, l)ae nos orne elle nos julgara.
OSr. Urbano : Si. presidente, felizmente a ds-
rusfio se (em prolongado man do quo se deveria sup-
pr. Digo fi'lumente ; porque no longo iotervallo, que
ti m dur.do di'ruisao, teulio podido restabelecer em
niim o sangue fro.
Principiare!, Sr. presidente, declarando, que os
Trfiwi.hriisda rommissio dcconsliluicio epodrres, quan-
do deriu o parecer, que se acba em discuilao, haviio
precedentemente pensado, e pensado multo, tanto qur
reiertirio o seu parecer de um dia para outro. I-'oi com
lodo o sangue fro e madure-a, foi com o maior desin-
leresse, sem nenbum teotimeoto de d<-speito. loi 011 i-
c ni ente attendendo dispongo do regiment da casa,
eos rigorosos principios de direito e justiga, que a com
nidio lavrou >tle parecer. Eu nio lenbo duvida em
declinar ainda hoje. quo be muilo indillerenle para s
meinliios da cummissio, que o parecer leja ou nao ap-
provado ; nao entra abi nem leatimeoto de odio, Den
tambeni iotereiie, porque a fotaclo, qoe houfei n'um
ou n'outro sentido, ser-lhe-ba indiferente. .
OSr. h'cxraz : E em todos os actos da cotnmis-
I0.
OSr. Urbano : Sem duvida. Sendo estas asin-
tcii.s dos membros da commissao de constituirlo e
poderes, sendo esta urna qoitio. que smenlo podero
ser resolvidu pelos prioeipios de direito e jostica, foi pa-
ra iniin da maior aorpreza, quando obiervet, qu os no-
bres deputados, em ve/ do enlrarem na discuisio com
aquella calma e Irieza, que requeroin negocios de tal
orden, pelo contrario. touiiAo calor exerssivo, moalii-
lio-se epawonados nadiscussin l'rocurei penetrar o
motivo de un tal Calor, e lealmenlo rusta-rnn a com-
prehemler I Ao ounr os nobres deputados, pensar-se-
bia sem duvida, que havia algum perigo imminenle pa-
ra O estado, que a ordein publica searhava meneada,
quu um ininugo externo eslava as nonas portas, ou, pe
lo menos, que este parecer iria rosolvor urna crise mi-
nisterial !
Nao ser, Sr. presidente, que alto inleresse politico
BQWrgS'to os nobres deputados nesle parecer, para que
Ibe nurzessem dar este carador da viiulencia, esla tr
nomo poltica, qoe os nobr.s deputados quizero
allnbuii-lhe I Dar s ha acaso, Sr. presidente, que
h loe ludo o noble deputado por Goya/ er.xergese
no pare erum novo CaminhO para promover oais lacil
n ente a conciliaiiu ? Tal vea o nobre depula lo, obser-
vando, que esfasao asignados no parecer Ires membros
ds uiaione. representantes doi diversos grupos da casa.
dissoMe contigo : eia-aqui nesle parecer comprornet
lida a praia com Santa Luzia ; boa occasiio para pio-
mover a COOCliacio, E eliriao-se eos membros da
ronmiistio com una virulencia, que sem duvida causa
eslranheia....
OSr. lerrax : A conciliario aqu vem a inar-
tello.
OSr. Urbano : Nio ; na nobres deputados hoje
cilio muilo n.le estados pela conciliario.,..
O Sr. I> Manoel ; Desde 18*4.
O Sr Urbano: ... e como viiio assignados no
parecer membros da m.ioria, representantei uos diver-
sos grupos da cmara, enlenaerao, quo deviio fazer ca-
bidas parecer, e fa;-lo cahir com soleumid.de : esta
derrota da con.mistan era um camiuho omito cerlo pira
a sua conciliario.
OSr. Ferrat: A eoocilayio entra como touc-
nboem Mafoma.
OSr Souia Martim : A conciliago be obede-
cer a ludo quanloquizeiern os oubres deputados.
OSr. Urbano: Deixem-me fallar peloamor.de
Dos ; rstou explicando a conciliario a modo dos no-
bres deputados, itlo be ; suppondo, que o parecer
poda cahir, nao quierio, que tivesse urna queda sim-
plet, quose podesse atlribuir a diversidade de pensa-
u entos da csuiara ; quieao dar-lhn una derrota uo-
lilica.... r
O Sr. Ftrrai: lito be, que be castello.
O'Sr. Urbano : Sr. presidente, realmente admi-
*ra o procedimenlo dos nobres drputados .' A Cuoimissio
temsoflrrdo as mais graves injuslicas, a cooimisiao ten,
laborado n'uma serie de contredicidei, foi dirigida pelo
meiquioho espirito de partido, quiz impura sua sobera-
na voolade, contina no maldito jslema de depuraedes.
e quaut s nutras accussves podera os nobres deputados
inventar com a injustica a mais flagrante! Eu, Sr. pre-
sidente, nio posso deixar de defender a commisaio de
constiluirio das increpseoes. que Ibe lorio ferias, de al-
guoiss lalsidades meaino, com que a commissio foi ac-
cusada ; mas prrmeiraoienle direi alguoia cousa em fa-
vor do parecer.
Eu ja liana derr.onslrsdo, que, conlorme o regimen-
t e os precedentes da casa, nio se podra admilirr um
cuppleote mais remoto, sem constar, que o supplcnle
mais prximo bavia declarado nio poder comparecer:
os nobres deputados nio negirio nem podereO negar
este principio. O Sr. deputado, qoe nesta cass qoer
sempre campar de liomem muilo de bem, de bomem de
muita prob'dade, de urna irtiparcielidade excessiva, e
sobretudo de muilo e snuito valente.
O Sr. D. Manotlr Nio ; mas pira o Sr. sou v:-
lente.
O Sr. Urbano :Nao duvido, porque me comidero
muitofraco, ao rneoos pbysicamente; mas, moralmeote,
nio me considero mais Iraco que o oobre deputado.. .
OSr. /). Manoel:Nisto he valentsimo, he bere .'
O Sr. Urbano : O nobre depulado, que, sobre-
tudo, quer campar de valente, principiando os discus-
sio com a ameaca de que nos havia de contundir, so
contrario, loiomesmo, que cnfessou bem claramente
justica do parecer da rommissio. O nobre deputado
disse, Seohnres, que, se elle tivrsse de julgar esta ques-
eo como magistrado, seguindo as regras do direito es-
cripto, votara pulo parecer ; e disse mais, que nio po-
lla llenar de reconhecer, que o diploma remeltido ao
Sr. visconde de Goianna era irregular, nio eslsva re-
vestido das formalidades do estylo. Ora, quemis po-
derla o nobre deputado diicr ? ...
O Sr. /'. Manoel: Se fosse magistrado.
O Sr. L'ibano : nobre deputado, to interessa-
ilo em combater o parecer, quo mais poderia dizer em
seu lavor ? Esla proposi(io, e-capada ao nobre depu-
lado no calor da dncusiao, nio sera sufliciente para
inostrar-lhe, que ao menos a commissio nio baila pro-
cedido por espirito de partido ? (guando o nobre depu-
lado confessa, que um magistrado nio pidia deixar de
votar pelo parecer da couimissao, nao conlesia a juilica
da rommissio ? .
Sr. I). Manoel : Nio lou aqui magistrado.
O Sr. Urb ,no : Mas, se o nobre deputado conce-
de, quo a commissio teve motivos, e motivos joslifjca-
veis, para dar este parecer, pode dizer, que elle bu nss-
cido gmente do espirito do partido ?
Mas, Sr. presidente, dit o nobre deputado, que a c-
maro nao deve proceder como magistrado, mas como
grande jury nacional. Eu admiti o principio lumino-
so, qoe o nobre deputado legue, mas em these, na
glandes quesles de poltica e administrarlo ; quando,
porem, se trata da venficafio de poderes, quaodo so
trata sobre ludo de resolver.....
O Sr, Manoel: He justamente nesteeaso.
O Sr. Urbano : Eu peco ao sobre deputado
que nao me interrumpa, porque nio poo ostabelecer
um dialago com elle ; estare prompto a acceitar e res-
ponder aos apartes de qualquer outro Sr. deputado; mas
tenbo escrpulo de o laier corrr o nobre deputado
Mas, Sr. presidente, quando se trals da verificado
de poderes, quando sa trata de resolver urna quesiio,
que pode envolver, prejudicar dirertos de lerceiro,
creio, que este principio nao pJe ler applicario ; creio,
que os principios de direito sao os que devem regular
oeste caso ; creio, quo o nosso procedimento nesta by-
polbese deve ser o de um magistrado, e nio de um bo-
mem poltico, attendendo rnenle s conveniencias
publicas.
Sr. presidente, grando bulla se tem leito com o
precedentes da casa, e sobre ludo com a admissio do
meu nobre amigo, o Sr. Jos Pedro da Silva, com
admissio do Sr. (Juen o, do Sr. padre Allomo ; mas eu
provarei. que nentiuma destas admissoes se acbava no
caso da que agora se trata.
O Ar. S. Marlins : Vejamos isto.
OSr. Urbano : J o vio na sessio de sabbado ;
mus parece-me, que nio deo bstanle alinelo ; hoje
supponbo, que atieiidera melhor.
O Ar. S. .I/o' (un : Kstimarei muilo.
O Sr. Uibano : Ma, i>r. presdeme, por cita ocea-
bi.i retiro da onnimilita n inerepaolo injuita, quo Ibe
tul reta. Tratuinae aqu da admjasio do sr. Qeirm, e
a nulirea deimladoa eiiiendeiu, que procodioiento d
iiioiiniaiiiu ueste uegnciu fui rxiraniaval, por iim que
illribueni a entrada duSr. Queirusaiieoesaidadiou inie-
|iie havia na eiiiia.lu do Sr. Jos l'e.lro. Sr. l)r
do depnlado? Senhor preiidonte, a eommiaiaV tero ei
labeleoirfoo prineipioa segundo os precedente! da'ea-
aa, que, para a admiuo do primeiro votado na urdoin
ilns aupplentei, ni he precito partinipacio olTInial d"
depulado; baata aeber-ie, que depulado nio vem.
A rmii .li-t.i be, que o depulado, tnbendo, que tem
nbrigacio e direito de fir turnar asiento, ae nio rem.he
porque nio quer, e per oonieqiienoia, aem prejudiaa-lo,
pde-ae dar asiento ao primeiro aupplenle; maa adnarl-
tir-ae o quinto anpfilenie, aam que aejlo convidados oa
anleriure, ni lie certainonte a nieama consa ; porque
oorre-ie o riico de prejudicar aupplentei anteriores, os
quaea najo aa'oii, so estavio ou nSo no caso de vir to-
mar aliento. Portanto, Sr. preaidete, ca abmluU-
nente, por falta de bate, a grande argumentaciodoa no-
brea deputauad, deiliiiida da adminio de Supplentea,
em parlioipaci uflluial dos deputados. Bu eiitendp,
que o aupplenle pode ier adruillrdu aero panicipafo of-
hcml din deputados ; ras enlond tambem, que o quin-
to uu qnarto iiippICnte nio pode aer admiltido aem
fi.irtmi) iicSn do suppleutei anteriores, icm comlar, que
hiri cunviriados, e que ni querer ou nio podem
eoniparecer. Ora, o Sr. Jusn Pedro, qunndu tunion al-
enlo na i,i..i, j eslava nom anonto nell.i o Sr. Alvaru
I5.irti.illn.. OSr. Alvaro Barballio eatav. lubitiluindo ao
Sr. Dr. Podro Cavaloanti, o o Sr. Jui Podro era depon
do Sr. Il.ii liallio primeiro luppleiile.e Ihe ouiuprii aup-
prir a falla do prirrioiru depulado, que houvesic.
hia recorreo al i mythologia, para emprestar a man,
de Hercules para oosesmegar, e veio com a admim0
do Sr, padre Alfonso ; entretanto nio bouveahi con-
tradiecio nem incoherencia alguma. 0jg. padre Al-
fooso ehegou aqui ao Rio-de-Janeiro cim a d3pai4cj0
das Alsgdas; o Sr. Marques L'iboa, que era presidente
commaodante das armas dsi Alsges, e qoe tinhs sid0
eleito deputado, havia participarlo, qoe nio poda ap-
parecer na eamara, por'sto que nio porfa largar sea
ordem do governo a commissio, de que eslsvs enearre.
gado ; mas a commissio de eoostituiclo e poderes en-
tendeo, qoe isto nio era sulficieate, e qoe o Sr Mar-
ques Liiboa olo poda sera licenca deits camirs cool.
ouar a eiercer eita commissio, pegou asenlo ao Sr
padre Alfonso. Dizem agora ot^robres deputados: _9
como Ibe deo asFento depoii? Eu explico iito muilo
fcilmente, e de accordo com 01 precedentes di can
Cbegou dahi a das um vapor com deputados, e eilai
Senhores todos affimivao, que o Sr. Lores Gama nio
vinba, e entio se deo asaeolo ao Sr. padre Affooio, ero
lugar do Sr. Lopes Gama. Mas, Sr. presidente, vamos
a outro (acto clsmoroso, qoe tanto irritou ao nobre de-
putado, e vem a ser a adminio do Sr. Queiroz Couli.
nbo, oeste anno. Abi permits o nobre deputado por
Goyaz, que Ibe diga, que olo foi exseto, que houve
falsidade da sua parte, que antes de entrar em discus-
UmSr. heputado di um aparte, que nio oovimoi. jgj0 nio lio OS documentos. O oobre deputado disse
OSr. Urbano: Coma das acta, que o Sr. Jos primeirsmente, que tinbsmos demorado a ndicscio
edru be u aegundu aupplenle; mas, estando o Sr. Al- 0in roel_
Qiieimi Ciiutmho renielteu anua ta tai diploma, mnda-
lo pela reinara municipal, diploma, que eru irregular,
ionio osnieaoiul liubros depuladoa reennlierro, no
pial a eamara municipal dina, que, podando aoante-
ir, que o di potado Albnquorqua .Marunbio MlO cum-
pareveaie, reiuetiia o diploma, para qoe elle oompari'
i. Bale diploma fui irregular, e nrnueui dir, -qua
> "'ii lu diploma poden.i o deputado luppleule aer ad-
iniiiiilu na rasa, A vniiiiuiatdo, Senfioraa, imba ja e>-
taboleoido u principio desde o lempo, em ijuoera relator
lilla u aemp'o ineiiiur^vel Sr. Amonio Carlos, que,
mu.luido, que o drpMladus nao vinbio, ou por parli-
qipacAea efflciaea, ou alxundt, expresito, que emprej
gUO no ac piiH.i lio parecer, devrio ler aliento oa nip-
plenloi. Clinata**, que o Sr. Albuquetque Maruublu
ao vioba P t.u oic.oio diaaeu alguna IlubreS depultdua
Se al|uiu dos S uliurea esia prumpia a afflrnar, que o
Sr. Albuqueri|ue Uarauliiu nao vem, se algn ouaSe-
nhores ae comprometi a declarar isto lia mea, eu duu
o parecer a favor; mas niiiguoin se acbava habilitado
para laier orna tul dvi laravjlo, <......no liaviamu de ad-
mittii i> Sr. (Jueiroi Cuutiiiho ? Niiiguem deolarou, que
o Sr. Albuquerquu Maranhau nao tinba neiao auno;
pelo (uolr.no, iliuitua dino, quo tdle vina. Panado
algum lempo, depola do dona motea, rbeuando o ulti-
mo vapor, a coiuiniaaio cnundto, que poda atfrouxur
mu poue.o o rigor do sena principios, adiuitliudo u 8r.
(Ciro* Cuuiiiilio, por laso quu ui dotia uiriea, ijue lia-
ndo pateado, eiau baalauu-a para faivr preautnr, i|ue o
diputado nao vioha. Su o nobru Ui pillado quiter vero
r.is*o, que deo o coumniaao, l. o cji parecer, e veri,
que nelle ae oit, quo i l,.nji*t llanera, que o lempo do
iloduoa UOsea, que baviau p.ia.ndo, aem (|ue. o di puni-
do livease obcguu,el.1 motivo iidat.inlo |iaflrpri'aMiuir,
que te, de que u nubre depulado aOeuaou a i oimniasao ?
3di ior prcSIUeule, iiute-ac anula man, que a cora-
linas tu.lu ldu raaiu, para nSu dar preeipilailameulu
Menlo ao Sr. l/ociroi Couliuliu ; o i)Ue, muda iiieaino
depon de paitado ludo rale lempo, em ouoaeqiieuciu do
I""' ,l' \""i>* preaumir a nao viuda do defrutado, elle le
aprcaentuu dtil a quatro das. Ful depoi, do aer admil-
tido o r.yuciroiC..ulinlro, que, por oui.i emenda apre-
aentada na ca.a,.o indiuoo,que aooiumiaaiu duasp u seo
parecer sobre a entrada du Sr. Ju.e Pedro d |>il.a.
fliu toi a tommiMiu, que apresenloii eala llidlea*iu
lu um nubre depulado, que dvlla ie leiubrou, e que a
ipn aeutiiu na cata.
Dia.e-ae lambn, Sr. pretidenle, por eaaa ooeaaiio,
que o Si. (Jucirui Cuuliiibo e o Sr. Juae Pedro bavit.'.
aido aduiillidoa teiu particinaiJu uflicial dua >lrpuudu(,
CJuem Uitau aua nobre. dcjiuladut, que boje nu admu-
ircoiui oSr, Alvaro Uaibalho, iciupariicipajio oflioial
varo com aaseutu na casa, nio liuava o Sr. Joi Podro
nono primeiro supplenlo? Ealao agora o in.brea depu-
ladoa a faier caalelloi com palavraa, Uto be um modo
apeoso do argunicnur ; mal, para tirar ealo pretexto
aoi nobre deputados, cu mndarei as palavrai da miiiba
arguincntaci". O Sr. Alvaru era o pruneiru aupplenle,
Sr, Jote Petlru da Silva era o segundo, Uto lio, o ini-
uiedidlu au Sr. Alvaro; o Sr. Alvaru vcio substituir o
Sr. Pedro Cavaloanti ; perguutu : nio compela ao Sr.
Jo. Pedro preenclier uina vaga, que te verifioaaio ? O
>r. Jos Pedro, o Sr. Alvaro, o Sr. Queirut Cuutmbo
o o Si. jindro Affuiisu, lodm crio iiippleirtet iinmedit-
toa, nidia volado!, a quem cunipcliu auppnr al filia
del deputadoi. OSr. viseondo do Goianna nu eat Me*
lo caau : elle eata nu caso do parecer do 1S43, j lidu na
ca.a.e naignado poloa Sr. II un.no Hermciu o Juae Cle-
iiienlu Pereira, oa quaea declarariu, qoe ora contra tu-
d.ia aregraa adiuillir-io mu lorceiro aiippleute, com
preleri(au do primeiro O do aegundo. Diimn os nobre
deputadus : aduiiltirau u Sr. Jote Pedro, o agora niu
querem adiuitlir o Sr. vi.conde do oiaiiua, Uto lio con-
tradiccio. Nu ba lal cunlradicjiu baveria cuiilra-
iiicc.iu, auauasu nio adiliilllaaeuioa o primeiro aupplenle
i.oje. Maa, Sr. pretidenle, lano nio ba eta conlradic-
{ao, quo o S>. Alvaru, aempre quo queira.pde nppare-
eer e turnar atiuulo, A ru.peitu du Sr. Alvaro, nao ae
podo dar eata quetlo, porque olio he o primeiro aup-
plenle, para elle nio be prooiio participacic olliuial de
..i j.uld.io, porque a cmara leiu coulieonueiilu do quo
cate di putiidu niu vem ; mai teri a cmara u metiuu ou-
nbeciiucrilu a respeilo dna aupplentei? Quem pudo ah-
aocar, que oa Sr. Maciel Monteiru e Seba.no du liego
au veeiu tomar astenlu na caa Sr. preaiderile, o nu-
bre depuladoa eUu de tal maiieira faiciuado, quu al
querem tirar argumentos doa uomea dua aupplentei.
Um nobre deputado pela Babia diise : basta ler o
nomei doi suppleoles,para saber, quo ellos nio veern.
Nio sai, como se pode tirar cata conclusio dos uomea
dossupplentes. Eu em varros apartes ped ao nobre de-
pulado pela II.ihia que nio se acba presento dtse
essa explicacio ; mas elle furlou-se a olla. Os iionies
dos suppleoles indicio, que elles oo veein 1 Heaimen-
le pareceo rno esta proposir;io toda arbitraria.
Outro oobre deputado pareceo querer dar urna ox-
plicacio a isto, e disse : a estes Seuhoies pelo modo
por que lorio excluidos do parlamento nio be deco-
roso apparecer aqu ; obrio como cavslheiros em niu
vir tomar assento na casa. Eolio o Sr. Alvaro nio be
cavalbeiro, porque era deputado psssou a suppleote ,
e nio se retirou da casa ? Entio o nobre depulado por
Goyaxconcordari, que o Sr. Alvaro nio be cavalbeiro,e
que os outroso siu?Eu,ao contrario,nio vejo motivo al
gum, para que estes Senboros nio venbio lomar as-
sento. Ficava-lhes desairoso vir tomsr assento na casa
como supplentes ? (uanlos bonicos de merecirnenlo ,
homens ue buen, dignos do tods a considratelo teem
tido assento na casa couio supplentes ? u ja,tive as-
sento na casa como aupplenle e nio me considero
deshonrado ; onde esta a indecencia ? Se semelhsnte
procedimento be filbo de proposito, de inleocio, se nio
ha algum impedimento smente se pode explicar por
um orgulbo ridiculo desmarcado. Eu nio ettribuo a
isto supponbo, que bs impedimento ; msi, se nio o
lia be iito coniequencia de orgulbo ; e ie be orgu-
llio be um orgulho ridiculo.
Um Sr. Depulado: Kequeterio, oo anno patsado,
tomar asiento como supplentes.
O Sr. 'eirai: i'inbio lodo o direito e loi urna
injusticia muita grande que se fez.
O Sr, Urbano : Mas o nobre deputado avaucou
mais ; ehegou a prescrutar as nossis intencdal, a que-
rer adivinbar, qual sens o nesio procedimento, quaes
ionio os oossos seotirnenlos a respeito|desses Senhores,
se acaso livessem tomado asmlo, e disse mesmo, que
nos bastamos de mofar delles, se livessem assento na ca-
sa. Quse. os precedentes, em que se funda o' nobre de-
putado, pars afrmar, que este seria o oosso proced-
renlo ? Nio be una pura invenc,ao da iuiagiuacao do
nobre depulado pdennos n. mofar de cidadios, que
leern todo o direito a tomar assento na casa, ou como de-
puiados ou como sulenles ? Ao contrario, Sr. pre-
sidente, nos estimaramos muilo [apoiadoe), e mullo,
que estes Seobores livessem tomado astelo ua cssa, pa-
ra que lossem os propnos defensores da sua causa, para
que nao preciisssern d-procuradores, que quasi sem-
pie esli puuco informados, eilao uial habilitados para
defender csussi albeias.
Sr. presidente, nio lenbo remedio, \i que os nobres
depulados team querido imprimir nesta ducussso urna
ceda odiosidsde, nio teobo remedio, digo, seoio lazer
urna dccliracio. Um collega oosso lio um olDcio do
Sr. Ucboa Cavalcanti, dirigido ao presidente da provin-
cia, desteanno, declarando, que nio a para a comar-
ca de Flores exercer o seu eniprego porque tmha de
tomar assento oa casa como depuledo aoppleute. O Sr.
Pon lo de Brilo leo este ofGcio, o oSr. Aflooso tam-
bem o vio. Como, pois, sfDrmar-se, como, pon, dsr se
al corno itnpossiiel a vinda de oenbum desses supplen-
tes, quaodo. aioda no anno patsado o 3r. Alvaro ei
ve aqui entre us P Mas, Senhores, aioda se trouxe1
O Sr. D. Manoel: Nio diste um mes, diste quasi
um mei.
O Sr. Urbano : Demorou nove Sas, que nio
sio nem a melada de um mei, nem urna terca parte. A
rndicacio foi de 4 de maio, e o parecer de 13 do mei-
ino iiih. Ucp lis, disse o oobre deputado que o Sr.
(ueiroz Coutinho poda entrar sem parecer, porque o
Sr, Jos Pedro enlrou sem parecer. Eu disse, qua elle
poda vir sem parecer, e te elle nio veio independen)
de parecor loi por mera delicadeza sua. Disse o nobre
deputado, que nio era isto que esli oo parecer; eq
mostrsrei, que o que digo eiti no parecer (l).
O oobre depulado censurou a commissio, por nio
ter dado parecer neslo sentido, e be justamente oeste
seotido, que a commissio o deu.
Um Sr. Depulado : Al suilentou o contrario ni
discossio.
O Sr. Urbano : O psrecer da commissio est is-
signado por todos os seus membros, o como be, que o
nobre deputado diz, que sustentamos o contrario de
um parecer, que Inviernos asiignado P Eu desalio ao
nobre depulado, para que aprsenle os cosaos discurso!.
He cnvel, que nos om um dn detsemos um parecer, e
que no mesmo da sustenlsssemos o contrario taquillo,
que eslava consignado no mesmo pirecer? Se o oobre
deputado quer prosar isto, aprsente oa nonos diicur-
sos no Jornal do Comattrcio. A commissio, pois, foi
de parecer, que o Sr. Queiroi Coutinho poda entrar
independenlemente de deliberadlo da cmara. Ileni.ie
O nobre depulado,que, sem ilitencio, svanc,ou urna fal-
ai da de quando disse, que a commisiio tinba admiltido
o Sr. Jos Pedro sem resoluclo da esmara, e que tinba
julgado preciso urna resolucio para a admissio do Sr.
Queirot Cootiobo. Ora, perguntou o oobre depulado
por que sajmandou ofliciar ? Quera o nobre deputado,
que a cotntnissao losse correio do Sr. Queiroz Couli-
obo ? A commissio dclarou, que elle poda tomar
assento independenlemente da deliberado da cmara ;
mas como o Sr. Queiroz Coutinho eitivesse oessa du-
vida, cumpria cornmunicar-lbe isto, e o meio de o fa-
zer era um officio ; entretanto, ie elle quizesse, poda
no mesmo da vir tomar astelo.
O Sr. Souza Mar Une: Eperou-ie nove das pela
cbegsda do vapor do norte.
O Sr. Urbano : Mas, Sr. presidente, o nobre
deputado foi a precedentes anda mais remolos; o
fm do nobre-depulsdo foi muilo positivo, foi lerir-
nos. Veio o nobre deputsdo com o precedente do Sr.
Nunes Machado, e do Sr. Carvalbo deMendonca. Nio
sabe o nobre deputado, que o Sr Nunes Machado era
i." aupplente, qosndo foi admiltido ns casa ? Nio digo
bem; o Sr. padre lieiende eslava com aisento em lu-
gar do Sr. bario di Boa-Vista; paisa o Sr. padre Re-
zando a ter deputado por Mioas, e entra como sup-
pleote o Sr. Nunes Machado, que era immediato em
votos. Faltou o Sr Pedro Cvalcanti, e loi admilti-
do o Sr. Carvalbo de Mendonca, que era immedialo
em votos Sr. presidente, nesta parte, V. Exc. ma
dispensar de que eu entre oo exao.e de urna historia,
que se veio cootar i casi, e que supponho, que olo
devia ser tratida para aqui (apoiodos). Eu, Senbore;
em lempo algum virei declarar a casa reveltcoes ou
communicaedes confidencises [apoiados) ; sejio quses
frem as relacdei.em que para o (uluro venbe a fcar
com qualquer amigo meu, nunca serei capas de reve-
lar em publico aquillo, que confidencialmente me loi
comniunicado. Fui eu que na casa apresentei od-
eselo, para quo fosse chamado como aupplente o Sr.
Nunes Machado. Eu oio neg, que ped votos a favor
do Sr. Nuoei Machado a alguna Srs. deputsdos, e tai-
vez pediste inesoio so oobro deputado por Goysi; ma
nio me record disto, e nio neg igualmente, que o
Sa. Nunes Machado, depois de estar com assento na ca-
sa,pedio a muitos nobres deputsdos a lavor (Jaadmissio
do Sr. Carvalbo de Mendooca ; mas nio m consta, Sr.
presidente, sei ao contrario, queoSr. Nunes Macha-
do nio andou pedindo votos, psrs ser admiltido como
suppleote ; eu fui quem promov isto.
Da exposicio que teobo leito, se cooclue qua
muitos exemplos existen da adminio de supplentes em
lugar de deputados, embora oio baja particpelo ofi-
eial ; mas oio ba precedente algum da aJmisti> de um
suppleote remoto pretenodo-se um sopplente mais
prximo, salvo ae os nobres deputidos querem ar-
gumentar com o exemplo de (841 em que do
fim da (sesiio por urna excepelo de todas ss regrsi,
se coniideruu como urna necessidade urgente chamar
quintos.supplentes existiio na corte ,- qualquer qua
fosee o lugar, em que eitivessem cullocedos na ordam ;
drvotacio. Se os nobres deputados querem appellar
para esle precedente que, oo conceilo de um bomem
sensato, nio piide estsbelecer urna regra fixa, eolio po-
deraO justificar a admissio A jupplente de que hoja
se trata; maa, fra desta bypoibese, nio te pode apre-
sen ler umto exemplo de seren admitlidos supplentes
remotos com prelericio de suppleoles mais prximos.
Repito que este precedente poderia ser perigoso; (or-
casodoSr. psdre AHonso; o oobro depulado pela Ba-Jque poderia prejudicar i iutereiiet do teroeiro, come /
ILEGIVEL /


BF
fc
fliHiiii;o j acontece. "No anno de 1838? era eu snp-
pli'nlc nimio prximo, .rreio qtinirgnndn; fallir!" al-
,,,! deputadna, e no im cmara, pesar dn vonlnde
,ip linha-iturqnn poda acontecer, que airan de miiq
vieac latfcaj-r'utan'o, li>riia en le Titilar. Eu eabia,
nne ni |tpnP>afa>* n'n 'inhio; mu caperava, que o pr-
i'irii>asrin. *^N* recbeme o diploma. J i'Pm i
nnbre' depiitanna. que oa snnplenlea remnti<( no ealil
no oaan dm deputadna. O deputado aabe, que pode e
Jefe vr nina na aupplenlea rrmnlm ni pndem inittida, aaio que oa opplentea primeiros tenhlo sid
convidado!.
Sin nataa raaei, S. presidente, qne en tenh para
votar pelo parecer; le roe ratendi, f" porque a iatn fin
provocado peina nnbrrs deputadna. JulRuei-me la dura
precalo de juatinear a effnmialo de imputacSea mn-
l.i gr.ivea, alii milito injuataa, qne Ihe fnrlu lancadaa.
F.u pitenrfi mo roaia d quo pretenda, porque i. meu
rnpnailu era dar ein ron i lo pouoai pala?raa, era breve
minan, ai raaoea, que tinliio levad. a nnroiaiaio a
apreaertlar eito parecer. Voto pelo parecer era dis-
euaaSn.
Muitot S'nkoiti : Votoa, TOtOI.
0 Sr. Vieira da Cunha, pede o encerra ment da dis-
CIISll.
Verilinando-ie haver o nnm aro de diaouraoi suaroa-
dna pelo regiment, d-ie por encerrada a diieuaaAn e
precedern a voteci.
Mein broa prnaeotea 69.
Vniao a favor do parecer......35 rnembroi.
ounlra ......34
Maioria a f.ivcaj>........... 1
A "amara, portento, rejnita a edmlaaio doSr. vloon-
flV He Goianna, _________
Dr. Antonio Joaquim de Moraea Silva .
G. F. Cabral de Vnaonncelloa......
Franciico Borges Mendea........
Somata ludo
deua'ba de paga
,3
M
, 5,000
5,000
, 4,000
Ra. 774,200
Ol Senhorn
Antonio Diaa Sonto
Franciacu Martina Harona. .
Sebaitilo Joiu Cuelbo do
10,000
2.000
Roiario 5&00 j^7,000
O Dr. Antonio da Silva Neve, juit do civil interino
da pnmitra vara desla cidade do fecife, t seu ter-
mo, ite.
Faco nbor. que tenho mareado as audieneiai deite
juio para ai 8 born do dia, emqusntn dorar ai ses-
sio dos |urados, que tenlio de abrir.no dia 3 de agosto
E para que chegue a noticia delodoi, a quem inte- lar na mesmaoesa, terceiro andar.
negocio por vend No meimo (ambem 'o rende ujn
garrote grande > untante gordo : a tratar no litio
cima.
Aluge-sa urna loja com armad >, propria para la
sendas ou miudetai, toda envidraQada; e tamben) se
vende a uiesma armado, na tu Suva, n. 52 : a tra-
resiar, rrandei paitar o preiente para aer publicado pela
impreni, que vai por mim aiaignade.
Recile, 31 de julbo de 1846 Eu, Francisco Jote
do llego, eicrivo o escrevi.
Antonio da Silva Pfevei.
PERNAMBUCO.
RELaCO DAS PBSaoAa, QUE at/BaCREVERA A BENEFICIO
DOaCEAREICaEl, NOBAIRRO OB I.ANTONIO.
Ol Senhorn 0
Um Cearense..................... 200,000
Dr. Joa Tlmroai Nabuoo d'Aranjo Jnior ... 10 000
Cul-unbier...................... 5 000
J. Gonialvea Torrea............... 5.000
Jnl Peroira Teixeira................ 5,000
J...< Mnreira da Silva................ 10.000
Manuel Ferreira Ramos.............. 7,000
Um anmiymo..................... 2,000
Joaqun] Jm Barbosa Lobato.......... 2,000
Franciaen dai Cbagaa Cordeiro......... ,200
Daniel l-'r.mniaeo Moreira Miia......... 3.060
%. i .lo Jnae Feernira d'Agniar......... 10 000
I.mii Antonio d Cunta............... 10 000
Correspondencia.

Jone Joiquim de Freitai Guim iries .
Joi Franniaao Dina..........
Juilia Peroira de Faria........
Antonio Maia da Silva...............
Aiitnii i do Atnvedo Vitlarnuoa.........
Franci.cn Joa Pereira Braga.........
Ani.mi l.uii dna Santos & Corapanha .
Jun J.-aquiro da Silva...............
Carvalho & Maia.................
Franuiaoo Joa Teixeira Bistoa.........
Manuel Peroira LaiQRgil........., .
Manuel JoaGoncalve..............
10,000
5 000
10,000
5^00
5 000
10,000
5.000
5.000
5 000
10 000
a 5000
10 000
Ignacio Manuel Viegal............... 5 000
Campna & Maia.................... 5 000
Cuiioelhoro Sebaaliao do Reg Barrua..... 20 000
Antnnaj Jorge..................... 2 000
Manuel Joaqun da Cuta Maia......... 2 000
Antonio Ferreira Lima.............. 5,001)
Gabriel Antonio................... 10 000
Silveitro Jnaqiiim doNaaciioouto......... 10,000
Manuel J..a de liastos e Mello.......... 6 000
Julo Joa do Monte................ 2 000
Manuel Ferreira Dmii............... 10,000
Hauoel Flix Airea da Crui............ 2 000
Carina Leocadio Vieira.............. 0.000
Ignacio Ferreira da Cuita............. 1,000
Jo.d'Oliveira .'................. 10 000
5,000
3,000
2 000
2.000
2 000
10 000
10.000
50 000
Torrea Gaitru .
Franoiino do Prado...........ft .
Manuel Antonio Vieira........,.....
Jnaquiu Lepca da Coita Maia.........
Prajedea da Silva Gmmio.....'.......
Sebaaliio Jo. Goniea Pena...........
D. Raria Frannioa d'Almeida.........
Joio Mnroira Marquea..............
Mannel Jos Mendea................ 10 000
Mmoel Joaquio Pu.e.nul Raama......... 5,000
Cesar Kroger.................... 5 000
Dancker........................ 5.000
J- Snm........................ 5 000
Un anmiyiun.................... 10,000
-"l".....^.............'._____ 5.00O
S. Tiago........................ 5,000
Joiquim JmRabello............... 2,000
Diualy Raynmud Pryla............. 6 000
Manuel u.im,i Pontea. .
JoaGoncalve da Funle .
Caelauo da Ctjata M .reir .
Um auonyiuo"......
Juin Narciioda Funieca .
Amonio Hodriguea Lima.
Juaquim Pinheiro Jaeoroe '...... 5.000
S- -..................... 2 000
Un auouyiuo................. 5.000
5,000
5,000
5,000
3,000
5.000
5 000
Sn. fedacto'ii. Emquanto eitou arranjandodo-
eomentoi, com que de urna reipota completa correi-
pon lencia do Joi F'eij'i de Mello, no leu Diario n .
167; alo me aoflre o eoracio fazer-lhe ji urna per-
guntinba, e be a leguinte :
Quem eitirt maia alienado do bom temo, edeiman-
chado da cabeci, o meu multo rnpeitavel amigo, o
IHm. Sr. commandante luienor MaooeaVTbom de
Jezu, em dirigir aquelle (licin ao Eim. W. preiidente
provincia, ou e*ae Joi Feij de Mello, que. claigi-
ficando Je roubo a penhora, que Ibe fiz, coofeiia em
ui correipondencia. que mandou pagar a importancia
da eieoucio !!l Eolio, Sr. Fej, he roubo, o Vm.
manda pagar a importancia da eiecucao ? A quem
per'tence maii ene epitlieto, quem Tai a penbnr,
on i quem manda pagar a importancia da execucio ?
Ah! Sr. Feij, oa 12:000.000 de ra., que Ibe arran-
quei de legitima, que Vine, nunca le tenca i pagar, o
poierio neaie miieravel estado ? Acba pouco 14 annoi,
em que Vmc. eil deilruetaodo o engenbo e eacrava-
lura do casal, como ae lona o nico berdeiro, e aer-
vir-ie do dinbeiro para demanda com todaa ai alu-
cia, que a chicana aJmitte P
Mai, ab coitado Elle nio tnoitra menos aliena-
dlo de cabeca no queae legue (reflictSo bom ) :
Elle principia a aua correspondencia, chorando os
12:000,000 de n. ,que eiburnio,e com tal tamuria,que
de ceito fai ch irar, e acaba, dando gargalbadaa na a-
nalye, que (ax ao meu amigo, o IIIm. Sr. Manoel
Thomde Jeiui l Enllo, Sr. Feij. iilo eit bom ?
Vine chora, e da gargalbadaa ao meimo lempo T??
Recommendo-lhu agora, Sr. Feij,que nao espute aa
lagrimal e gargalhada, em que lo afoga aetualmenle;
porque ba de calecer dellaa para ai outrai execuies,
|ue le acblo pendentes. *
Sou, Sn. Redactores, eu., etc.
Qmnjor loi Gabriel de Aforaet Mayer.
COMMEaCIO.
DecIaraQoes.
AI Pandera.
RBNniHBMTO DO DIA 31 DO PASSAUO.. .
Deicarrey'o hoje 1.'
Itrigue Yolof meroadoriai.
SumacaF/or-do-jlng/imfumo.
13:329j05o
Jiendimenlo total no met de julho de 184(1.
Direiloi de consumo..... 145:840,201
Reexportadlo de 1 por ceoto 7,455
Etpedienle doi gneros do paiz de 1/2
por cenlo....., 9,852
Dito doi gneros com carta de guia.de
5 por ceoto .....*.. 188,550
Armazenagem de mercadorias ... 461.530
Dita da plvora ....... 1) 000
Premios dos assignados 1:916,005
Multas.......... 112 243
Emolumentos de certiddes. .... 1.M0
Bs.... 148:551.036
i
Como escrivio,
Manoel Efigtnto da Silva.
Consulado.
MENT DO DA 31 DO PASSADO.
Cenla...
Provincial.. ..
1:204*937
6U5n20l
1:860*138
MoviLiento do l'orlo.
Navio entrado no dia 31 do panado.
Rio-de-Janeiro; Urdas, briguc-escuna brasileiro A-
dilaide. de 130toneladas, capitn Antonio Alves Mor-
a, Vquipaitem 14. carga arios gneros; a Novaea
& Compsnhia. l'imgciro, Joio Ribeiro de Fariai,
com 5 escravos.
Navio sahido no meimo dia.
Babia; briguo de guerra CapibariLt, commandante o
cipilio-tenenle Joio Nepomuceoo de Mcnezea.
Oosamapao.
Arribou a sumaca bratileira Bom-Fim-Flix, cap
lio Manoel Franciico Martina, que tinba lahido para
Caravellas, em IG do correle.
ARREMATACOF.S. QUE SE TEEM DE F.FFEI-
TUAR PER ANTE A THESOURAR1A DAS REN-
DAS PROVINC1AES.
DA 12 DO COHUF.XTK.
Na eitrada da Victoria as obras : .
Do 14." laneo oreadas em.......' 10:823*438
Do 15." *........15:561 428
Da ponte da cidade oreadas em. .% 13:966*803
A reuniAo de aisemblea geral da ass^ciacin
commercial delta praca para olei(Ao da nova directo-
ra de confurmidade com o cap. 3. do 5. doi leus
natalutoi, tora lugar boje, na tala da momia associacio,
ao meio-da em ponto.
Jote Jeronymo Monteiro,
Secretario.
O absixo assignado, vice-consul de Eitado-Orien-
tal do Uruguay em Pernambuco, Tai publico a quem
convier, que acabio de Iheser transmitlidoa polo con-
sulado geral dona decretos publicados em Montevideo,
os quaes j estio em vigor, e sio os seguintes:
Montevideo, 20 demarco de 1846.
Tendo-se encontrado algumas difficuldades na eie-
cucao dai disposicoei, que estsbelecu o djcrelo de 18 de
dezombro ultimo, relativamente as embaicatSes proce-
dentes do porlos, onde exislem agentes consulares da
repblica, o governo, para remove-las e pieencber os
fina d'aquolla medida, resolveo (azor-lbe as modilics-
^Oi'S leguintes:
1.' Todo navio, que se despachar para portos da re-
publica i'e .|ii il.juer porto, onde ella tenba agente con-
sular, devera entregar a esle o manifest original do
seu carregamento, para que o remella sellado ao collec-
lor da al'iiileg i do porto de seu destino, tr, tend. alcui
disso, urna copia eiBcta do meimo manifest, visado
pelo rrlerido agente; Gcando entendido, que o mani-
fest original, e a copia devem ler do ultimo porto da
procedencia do navio.
2.' Os navios nscionaes, que vierom sem as forma-
lidades proscriptas no artigo anterior.lenbio ou nao si-
do deapacbadus pata portos da repblica, aoflrersd una
multa de seucentos petos, que pagara ao tbesoureirn
da commisiio directora da sociedade compradora dos
direilos da alfandoga; e se submellera a um rigoroso
exame para verificar, se o carregamento, que contm.
correapunda so que se declara no maniloalo; 9endo por
cont do navio os gastos desla operacio, quolquer que
seja o seu resultado.
3" Sao nonios da multa rstabelecida no artigo an-
terior, e doeame e cnnfronlafio do seu canegamenlo
com o inaiiffesto, os navio', que, tendo lido despacha-
dos para oulros pollos, entrarem nos do estado por a-
varia, ou Torva maior, provada quo seja suflicionle-
n ente a necessidade de sua arribada.
-1 ll. prszos, marcados no artigo 4. do decreto de
18 de detenibro ultimo para a execucSo destas diipo-
sires, principiara a ter ilcito tres metes depiis da
lala desla, para os navios procedentes de portos au
iuI da linha, no Atlntico, e seis meies pata os de qual-
quer oulia procedrncia.
5. Comuiunique-se.
Suaroz. Joi de Dejar.
Montevideo, Hde marco di 18-16.
Nio deveudo deiiar-se impunes as inlracces doa
decretos e reglamentos, que, pura melhor adminis
Iraiao e arrocadacio do suas rendas, estebelece o gover-
no, e para lazer, que o dispostu no artigo 1, do de 20
docorrente, lenba o dovido comprimento, se declara
que o capitn, sobre-carga ou consignatario de navio
indislinctaoiente.que, sendo despachado do porto, onde
baja agento consular da repblica, com destino a por-
tos desta, venhio aem o documento, na forma, que na-
que lo se oiden, inrorrcn na pena de seiscentos pe
sos. que cobrara, a commisso directora das rendas das
alfandegas.(Jommunique-se, etc.
Sua-ex. Joi de feijar.
Esla conforme. Vice-conulado dar Repblica Or
ental do Uruguay em Pernamburo, 24 de julho do
1846. Adriano Xaoter Pe eir de Brito,
Vice-consul.
V,
gario
Franciano Ferreira Brrelo .
10 000
Autoniu Daartod'Olivcira Reg ..... 5,000
Jos Antonio da Cunda .
Jos Lua da Silva Guimariea......
Joaqun Ferreira Ranina.........
J.'rge Franoe..............
Exm. brigadeiro- ooruniandanie das armas
Ur. Juaquim Jn iln Bjaaeca .
Antonio Joa RmlrigtMa do Souta.....
Corunel Cypriano J.ii d'Almrida ....
Antonio Gurnea Villar..........
O. Francisca Tlmmaiia daConccicio Cunlia
5.000
5.000
5 000
1,000
10,000
5 000
10,000
10 000
20 000
10 000
,
Juiu Carfoll & Cnmp............. 10 000
Aiiinnii Ferreira da Coate Braga....... 5 000
Maiinel Carneim Leal............. 10 000
Jos Narciso Camello.........<*... 4,000
Editaes.
O doutor Joi Tkomax Nabuco de Araujo Jnior,
/dalgo cavalleiro ta cata imperial, cavalleiro da
ordem de Chriito, e juiz de direito do civel desla to-
mar ca do llocije de Pernambuco, por 6'. M. I.e
C. que Dtoi guarde, etc.
Faco saber.ijue jaTlJsj do arrematar por venda, a quem
maia der, nos Jial^(boje) e 5 de agosto (corren-
te), urna casa terrea sita na ra Direita dos A fuga-
dos, n. 36, com 20 palmos de trente e 66 de fundo, com
coiinba dentro, quintil murado e purtio, em cbios
uroprioi, avahada por 480,000 n.; peohorada por
eiecucao dejoanna Maria de Jeiui h Henrique Jos
Brame de Souia Rango!. -
E, para que chegue a noticia de todos, mandei Isvrsr
O presente, que sera alUxado no lugar do costume.
Recife, 30 de junho de 1846.Eu, Jm Justino
Fernandet Souxa, escrivio o eserevi.
Joi Tkomax .fabuco de Jraujo Jnior.
fesello 100 rs., e valba sem sello, ex-cama.
Nabuco de Araujo Jnior.
Tlieatro publico.
OESPlAO DE VENKZA.
Drama di V'icior Hugo.
ACTO 1."
O baile e a chave.
ACTO 2.
A Capilla e chcara.
ACTO 3.a
O Ctelo e 0 veneno.
ACTO 4.
O Engao e a morte.
Apparecer.i neste acto urna nova vista dn sala, fin
dando o espectculo com a gavota.
Tera lugar este grande espectculo amsnhia, no Ibe
airo publico.
i iaa>^aa
Amso tnai iiiiio.
=Para o Rio-de Janeiro seguir br< ve o brigue Aui-
Iral: quem no mesmo quizer carregar, embarcar es
cravos ou ir de passagem, pode tratar com Amoiiui Ir-
anios, risa da Cadea, n. 45.
Avisos diversos.
Aluga se um sitio na estrada de Santo-Amaro
para Belm, passando aponte, primeiro porliodo lado
direito, com boa casa para morsrem trea familia*, bas-
tantes arvoredos de fruclo, pasto para 8 vaccas de leite,
terreno para pUnUf o (re vivciros; e tambero ae faz
Antonio da Coala fat publico, que, por haver ou-
Iro nesta praca de igual nome, ae assignar Antonio do
Souza e Silva.,.
Arrend-rt o aitio grande dos Remedios, com op
lima, cass tremenda, e terreno para 4 ou 6 vaccas de
leite: quem o pretender, dirija-ae a ra do Cdllegio,
n. 16.
Rogase ao Sr. tbemureiro da lotera do Liga-
mento, haja de nio pagir o que por aorte aahir ao
meio bilhete da dito lotera n 2935, senio ao seu do-
no, Macano de Luna Freir.
= Aluga-se a loja do sobrado n. 3, no largo de N.
S. do Terco: a tratar na ra estreta do Rolara, n.
il primeiro andar.
Alugio-se duas pretas urna das qusea serve pa-
ra ama de casa dn homnm solteiro ou de pouca fa-
milia co/inha xillrivelinente compra o he muito
fiel ea ouira msis biuta quo co/.inba psaco, com-
pra.he propiia para outros servir;os,at para vender com
nutra pessoa na ra; quem as pretender, dirija ae a ra
do Roiario da lioa-Yista, n 32.
=a Pergunta-seacertapessoa.se ji apresentou ao
Sr. inspector da alfandega desta cidade certidio autben-
(ira de ler frito entrar na alfandega do Rio de-Janeiro
30 caias cim fnlbas do cobre ; aa quaes.no anno de
1832, S. Me. fes embarcar, por baldeacio na su-
maca S.-Antonio-Felir, da qusl era mestre e dono
Marianno Kibeuo da Silva temninhn essn em que o
ebenchem muito andava em moda. Ora, meu charo ,
diga me; quanlo deveria tender para a naci os direi-
los dessas 30 caixinhat? Isto pergunta, quem, naquelle
lempo, teve desejns do fabricar, |.i sabe, o ebenchem.
Prerisa-so alunr algumas peisoai forras, ou cap-
tivas para trabalharem em um servico : quem esL-
ver nestas circunstancias dinja-so a praca da Boa-
\ista n. 13.
= Precisa-se fallar ao Sr. Jnio da Cruz Souta ( 11-
Iho do fallecido Joiquim Joio Fernandos Souza, que
(o dono do engenbo Pirapama do Cabo para ne-
gocio de seu interesse ; na ra Nova, loja n. 38.
aai Itoga-se ao Sr. Jo Vieira s. nbor de enge-
nh) para as pait"S do .Norte que no principio desta
n.e/ andouastesta praca, queira tr a bondade do man-
dar o lelugio* que por engao se Iheentregou quan-
do o mesmo Sr. fui buscaros que linha dado para se
concertaren!.
Roga-se a pessna que for corrrapondente do
Sr.-Jos Vieira, seobor de ongenho morador no
Noile desta provincia que por obsequio queirs an-
nunciar sua morada, quu io Ihe deseja tallar a nego-
cio de ioteresse
O abdiio Bssignado empraza ao Sr. D. J. V. pa-
ra deelaiar a eidaduiliitivainenle ana anounrios que
S. Me. tem feto punlicar pelos Diarios ns. 160. 161
o 162; oo contrallo sera lido por calumniador I !
,/i.ii.yiiim il't .Sur i Maia.
= 0 abaixo assignado faz scienle ao publico, e prin-
cipalmente ansseus devoJores que deixou de ser seu
caixeiro o Sr ."everino Antonio liibe.ro Viaona ,
desde o dia 27 du mrente.
Jodo Altes de Carvalho Parlo.
se Pncisa-.'e alugar urna preta, que sirva para to-
do o sei vico de una casa ; na ra larga do Rosario ,
n. 29.
Joi Soaies de Acvedo, lente do lingos fraocez
no lyceo tem aborto em sua caaa rus do Rangrl, n.
59, segundo andar um curso de iiiii:i >itit: \ e nutro de
QKOGRAPaiA. Aapi asnas, que decjarein seguir urna
ou uulra destas disci|ilinas, podein dirigir-no a indica-
da esidencia do uianliaa ali s 9 horas e de tarde
a qunlquer bnra.
= Alan, el Ignacio da Silva Teixeira mudou o seu
estahelecimentu da Iravessa da Madre-de- Dos, n.
11, para a casa junto anude teve refinacio n. 13;
onde continua a ter estllente pi, muito boa bola-
cha caf muido e em grao cevada torrada e em
grio cb bysson inuilo bom ; ludo o oais em cuota
possivel.
Alguma mulher de dade avancada, e de boa
ci ii Jucla que queira estsr em urna e.ss, s pelo sus-
tento para servir de compsnhia a pouca familia, que
ha annuncie.
=Joaquim da Silva MourSo embarca para o Rio-de-
Janeiro a ma escrava Rugida.
Aluga-so um pequeo armazem, na ra da Praia:
a lialar Da prava da Independencia, livraiia, ns. 6 e 8.
__ Aluga se, polo muito mdico preco de 20* ri. ,
desde hoje atea di.i 15 de setembro prximo, o pri-
meiro andar do sobrado do Aterro-da-6oa-Viala o. 0 :
a tratar no mesmo lugar, loja n. 3.
= Quem prensar de um caixeiro para padaria que
tem pratica necessara, ou mesmo para eail
e que da Ii.hI.ii a sua conduela dirija-se
gusta n. 22.
Ma ra das Agoas-Veriles, n. 44
deseja-se fallar com o Sr. Manoel Fer-
reira de Aimeida.
Precisa-se alugar urna preta ou preto para
todo o seivico de urna cass : quem o liver dirija-se a
ra largado Rosario o. 48, sogundoaodar, ou an-
nuncie.
O abaixo assignado, arrematinlo dos disimoi dol
cocui du municipio do ecifo declars. que lm cedi-
do a arreoiatacao ao Sr. Joio Jos* de Muraes.
Antonio Goncalve de Moraei.
Perdeo-se urna caeta pequeo dourada, tendo
esorito no p6 da mesma o nome de Ssrsb, e tambem
um lioeteiiohu douiado: quem arbar, queira restituir
na praca do Corpo-Santo. n. II, que se Ibe gratificar*.
__ Precisa-se alugar om preto mensalmente quo
entenda do servico de casa ; oa ra do Trapiche ,
armarem n. 3i.
Fasem-se quaesquer corlinsdos.qur para cama.qur
para janellas, qur para quaesquer decoraroes de sala do
baile ou sociedade, lazando ae tambem quaesquer furs-
ces decadeiras de qualquer feitio que sejio; lazean-
se colchoes elstico de todos os tamanhos; em fim tudo
pianto for concernente a tapecana, e com a maior
promptidio e por preco oais rasoavel.que fOr poisjvel:
na traveisa da Coucordia, o. 13.
adaria
e a Tui
e ra,
a Au-


aj "V
A
O Sr. Maocl Broa
bsjs de, qunnto antes, ir ao largo da Ribelra. pagar
pessoa qu b*m libe n inslgniflcintequantia quo dcvc,
ha mulo9 metes. A Uto o comida aquello que genero-
mente u aflaocoii, movido por seus choramigados e
tamurias, na noile das camisas nSo suppondo de certo
losse sua merre to hbil usurpador d trabalho alheio);
adtertlndo-lhe quo por d3o ser possivel encnntra-lo por
esta cldade. e ignorar o lugar do sua residencia, ai o
presunta annuocio.
O Srs. carregad'res do hrigue-eteuna S.-Crui
tenhSo a bundade de mandar os conliecimentos em
casa de Notaet & Companhia na ra do Trapiche ,
n. 3*.
= Precisa-sede um fornciro : no pateo do ('.armo,
n. 1.
O Sr. padre ingle queira virn mandar ao ar-
ma'om de l'Vrnando Jos Braguu ao p do arco Cnnroirio do Kecifo afim dv se cleituar certa conta de
trelos, quo S. S. comprou.
I
O primeiro secretario avi aos Srs. sorini, para
que hajlo de procarar cm casa do archivista tu tuas
piile ile rnitSes dr>tc n pz o netsa oceasifio'pagar as
mrnsal dadel que cstivercm a dever.
- relil Monleiro de Castro ictira-se pnra o Ara-
Clly levando em sua cmpsnhia um seu esrrao.
- A'oglnie diias casas terreas rsiailm o pintadas
de novo silas na ro dos Prea com suHiccntcs corn-
il, n I.s paia urna familia numerosa o tratar no paleo
di S. Cruz COffl Perrtli.
Quarn tiver para alugar urna canon do 400 n 500
fijlos, annun-ie, un dirija-seso segundo andar do
gol r; ilo n. 16, defronte do lhcatt) lelho.
Precita f alugar u ni preto ; em Olioda ruado
llaliie na luja do sobrado do Sr. Joaquim Lopes de
Alme da aondo se lar sorvele.
7 A'ugo-ao .'i sitio* no lugar dos Remedio*, com
boas Calas raeimbas oe Sgoa dp beber, algunsarvo-
redm e multa Ierra para plantar ; faz-se lodo o ne-
gocio : na ra do Collegio, n o.
Dentista.
M. S M:i\\-nn. cirurgiao dentista, paaj^aipa ao res-
peitavil publico quo pretende lazer urna viagem pnra
Inglaierrs ,'pelu fita deite mez e pir isto convida a
ledos os Senliores que quilcrein us.ir do seu prestiino,
nao te di morem em procura-lo, que, rhpgando o na-
vio Stoord /'"/'A podcii ser n sabida aprestada, e a' sua
demora fon desta praca se ratemler a miis de G me-
na. Na ra Nota n. 2, tegOOdo andar.
= O ^r. Josa Nuiborlo Catado Lima queira annun-
eiar >iM inorada, quo se llir precisa Miar a negocio
de siu interesse. %
O Sr. Andr Xavier Viar.na que cliegou do
Rio Grande dn Sol no dia 30 de ulho declare por
esta hilba sua inorada, parasen procurado.
*= Hoje, pelas 4 boras da (arito na poita do Sr
ohdo livel da segunda vara no Atcrro-tU-lloa-V n-
ta ciii de w arrematar uns escrava por ter a ulti-
ma praca por ctecucio de licturhet & PugH ou-
lros contre Tilo Piocll Etomioo, cujoediCelj fo trans-
cripto netlo Diario.
- Perdeo-se urna carteira de
marroquim verde, contendo den-
tro urna le tra de I: .00/000 ris,
sacada pelos administradores da
extincta casi de Joao Rufino &
Irmo, e acceita por Jeronymo
Cavalcante de Albuqucrque, e
JO./OOO ig., em sedulas, e mais
alguna papis com diversos, as-
sentos: roga-se a quem a acliou,
de entiegar na lira do Cabug,
loja de mitidezas de Fiane seo
Joaquim Duarte, que, alm de
dar os 30/000 rs.f que conlinha
a carteira, dar mais olguipa gra-
tilica(;o a (juem Ihe entregar a
letlra e os papis.
........ 1....
,limpias.
que ule-
n 3, ou
Comprao-se, pers frs di provincia, escravos
de ambos os sesos : na ra larga do Hozaro n. 24,
primeiro andar.
Compra-te um ferro de fazer hostias ,
ja em bom uso ; na ruu da Cruz, no b'ecfe
annuni'ie.
= Comprao-se, para fra da provincia escratos de
ambos os sesos; na ra Nova, loja de fetrigens, n. 16.
Comprao-se, para fra da provincia, escravos de
emboaos teros, de 14 a 0 annos, oofn habilidades
ou sem ellas; sondo de bonitas figurat pagao-te bom;
assiin como um escrivo perito nlli tal de calafate: na
ra Jas Cruzes, n. ri, segun Coinprae-te 'odas ai oraedes alocalcOes e dis-
cursos do Sr, vigario liarreto : na litraria da esquina
i Coegio.
Cornprio-se 2 pardos officiaes de tapateiro sen-
do de hornija figuras pago se be/n : na ra da Con-
cordia passando a ponlezioha, a direit, segunda ca-
li terrea.
teappellacio por Gouteia Pinto; Tratado de testa
ment por dito ; Loba o, segundat linbat ; dito, Ac-|,|
ces summarias; Doutrina das arenes por Correia Til-
les; Proceaso orpbanologico pur Cartilho ; Manual
1.1 (:.-1 por Gomes ; Manual do tahelhio ; Contrato de
sociedade por Ferreir Burgos ; Syntelologio por dito ;
Economa politica por dito.
\a ra da Cruz n. !7, se-
gundo andar,
hi para vender bandas pan ofciaes superiores e subal-
ternos, fiadores, ta II i na pastas galgo de ouro b-
teles para arlilbarii &c. ; ludo por menor prejo, que
m outra qualquer parte.
Attencao !
Vende-te rap de Lisboa do ultimo rhegado beffi
fresco lormidavel anona, e boa cor O* tomantes ,
que gnstao da boa pilada venbio a ra da Cadeia ,
luja n 50, confronte a ra da Madre-de-Dos que se
garante a boa uualidade.
Vcntre-se urna cama de orinaran,
por io.sooo rcis : na ra do Kangcl, n. 3
Vende-so a relut(ao completa da doutrino do im-
perio : na praca da lodepon icncia, livraria, ni. 6 e 8.
Na praca da Independen-
cia ns. 15 c I i>,
vendi-m-se borieguinsjaspeado, de Nanle, a 3600 ,
lOOe 6500 rs ; sapaloes de rooro de lustro, a A o 7
rs ; lapatoet grossos a 3000. 3600 o 4000 rs ; chi-
quilps n 210 rs. ; botinsfinhos a 520 rs. ; tpalos
rom fitas para meninas a 500 rs ; sapatos de Lia
boa, deduraque ,a II y() r< ,dilnsde lustro a 2000
rs. ; perfumaras as mais finas e bonilat do morcado
espartilhos para sentida, a 1000 rs. ; e oulros mullos
calcados tanto para senbors como para homeic e me-
ninos : na loja do Arantes:
Vendem-ie bous cavallos de sella i na ra do
Conceicao da Roa-Visla n. (!0. >*
Vende-te por 700,000 rt. urna morado de
cata terrea que rendo 7000 rs, mensies, por 800ff
rs. ; urna outra, que rende 8000 rs, mensaes ; assiin
corno lamliem te vende outra com 5 quartoi sala for-
rada e independente rozinha lora &c. ; todas no-
vat e tein precisan de concurtos : na ra da*S. Cruz ,
n. 58.
= Vende-so cha do Lisboa, a 2880 rs. ; dito a
2500 rs. ; dilo, a 24(10 rt. ; dito, a 2200 n.,- queijo
Irancez a 480 rs, a libra ; dilo do reino, e 1280 rs. ,
i- tiilo runo ; lingoicat, a 400 rt : ni ra estrella do
Horario n. 47.
Vende-se urna escrava de naci Angola, de 20 an -
nos cozinba alguma cousa hva du tabeo vende na
ra e cose chao ; urn opimo eit-nvo de hua figura,
para i'i.io o servico de campo ; um pardo de 22 an-
nos ptimo caooeiro : na ra das Crutci, n 22 ,
segundo andar.
Fardo.
\ piidem se saecus muilo grandes rom (arelo; no
armazens de Bacelar e do Guimircs no caei da Al-
landega
Vende se vinho da Fgueira a 1920 rs. a cana-
da e a gnala i. 60 rs ; dito de Lisboa, a I $00
rs. acanalla, e a garufa a 200 rs.; ditodo Porto a
2660 rt. a caada; alelria a 200 rs. a libra; cha-
rulos de regala de sii|crior quahdade ; manteiga in-
gleza inulto superior a 960 rs. a libra; e todos os
Misil .ineos por pnco coinmodo : na tenda defronle
da in.lrii da lina-\itta n. 88, junto a da esquina.
Vende-se urna Venda com poucui fuodos na ra
de S. Hita Nova n, 7, por seu dono ler-se de retirar
pi ra fura da provincia : a tratar na mesma vend.
=- Veoiie-.e ciruja branca e preta de Londres,
llarclay & Con panilla a melhor que bu em porco,
ou a rcldlho : vinhns de Tenerife (Hade ra, e do ou-
trasqualidadet ; agoVrdepte de 1'rinci engarralada,
e de tupi or qualidsdu : na la do Trapiche n. 4C
Na ra do Crespo n. 1*2, loja
nova de Jos Joaquim
da Silva llaia,
vemle-se um novo Boilin ento de \e>(idot para tenhora,
da riea fatcodi cbsoieds indiaona a qual alm de
ser e cores escuro! tintas fitas e ricos gustos tem
um lucido que lingo ter de seda e o seu diminuto
pricn be de 3000 rs. cada corle : be ni como tambem
da lazenda victoria a 4000 rs. cada coile ; os quaea
ullereci'iii II mtsiiiat vaiilagens aot (oinpradorc, por
lereo etourot, u por i*to te torno rucoiniinndaveit
para a presento rslacau: igualmente um rico soitioien-
to do c.sin uas pai caichi ; chitat para vestidos; e ou-
trat muitas laiendat que tt-rao prutentei, e 10 ven-
dera por prer;oi commodot.
Ira qualquer parle ; atsim como latas com almude de
uperioj ozeito doce : no arrnotem de Francisco Das
Ferreira junto da allandega.
Venden so tarioi eteratot, sondo molequei, ne-
grotas e negras de bonilaa fgurai e cooi habilida-
des ; na roa Nova, n. 21, segundo andar.
Farinha de mandioca.
No aroiarcm da praia do Collegio ha farinba de
S. Meth"iis, e da (erra muito bos a 3520 rs. o al-
queife velho ou saccat,
=1rVndsV!e um preto ds Costs, de 18 a 20 anuos,
tem vicios nem achaques e de bos figura ; no largo
do Carmo renda n. 1.
SEBO REFINADO PARA VELAS
chegado ltimamente da America, m barra peque-
os ; tendo-se no armazem do Bscelsr, oo eses -da Al-
landega.
Vendem-se 12 escratos tondo : 4 pretos; 1 par-
do ; 3 pardas de lti a 20 annos ;' 4 mulatinbos de
12 a 14 a unos ; lodos proprios para o tortico de esit !
na rus da Cadeia-de S. Antonio n 25.
Venfam-se4eser8tas mofas ; urna dtts de 18
annos, ccm> bont principios de habilidades para urna
casa ; urna parda, de 2o annos, cozinba engomms ,
roso boa para dentro de urna cata ; una preta velba,
por ISO.000 rs. boa para Irabalhar em um sitio o bo-
tar sentido ; 4 eteratot ptimos para o trabalho do
campo ; 2 molequet, umde 14 annos e o outrode 18 :
na ra do Creipo, n. 10, primeiro andar.
= Vendem-se seccascom fareloi io barato preco
i'e2500rt. ; no armazem do liragoei io p do ireo
Ja ConceicSo.
Vendas.
= Vende-te na praca da Independencia litraria ,
Di 6e8 Colleiciode legisl.ico ponugueza por Del-
gado ; ditos supplemenladas de 1750 a 1762, pelo di-
to j'Digetio portugus por Corren Telles; Manual
Phosplioros, a 10 ris a cai-
..vinlia ,
tendem-se na loja da ra larga do Roza rio defron-
te da tratesaa daa Cruies n. 20. Estes pboipboroi
sSo inlalliveis o em porcSo tender se-ho por preco
anda mais barato, do que o acuna dito.
= Vendem-se iiioendas de ferro para eogenhos de
issucar, para tapor ugoa e bettas de diversos tarna-
r.hos por proco coilnnodu e igualmente taixas de
eiro cusdo e batido de todos os lamanhos : na pra-
r;a do Corpo Sanio o. 11, em cata de Me. Calinont &
iooipaniia ou nalua Ue Apollo ariuazein, n. 6.
N. 40, ra do Trapiche relogios de ouro de
patente inglez n uilo lont ; cuneiitinbsVde ouro
pdiao^= Principe Alberto; e um ebronometro para
navio mu bem regulado : ludo lo tende a prego
cummodos.
= Vendem-se pennet deeterever, a 3200 ri. cada
milheiro a dioheiro : na la da Cadeia loja de JoAo
Jote de Carvalbo Moraet.
Vendem-se laccat de faiinha lina e grossa ; ditas
de arroz braoco e vermelbo ; ditas de dito com cases ;
ditas de fejaomulatinho ; ditas de milho ; e tambem
te i ende pela medida telhs a tondate dos compra-
dor! : na ra da Cadeia do Rcole armazem n. 8.
- Vende-so rsp pnriceii e meio-grbsio chega-
do ultioisojenle de Luboi mais biralo, que em ou-
Mlb
fc^ Vendem-se superiores casimiras
?| francezas elsticas, de padroes mui-
^1 to modernos, pelo bnratissimo pie- fe
(| co de G'ooo o corle ; dilas inglezas &j
M de muilo bonitas cores, e muilo su- (^
4i pe ores emqualidade, a 5s'6oo rs, p
H o corte; loallias e guardanapos de p
] puro linlio de todos os tamanhos; |$
\ ricas chitas largas francezas, dos Bj
M padroes mais moderno, que tem op- j,
?.,-\ parecido ; pannos finos de todas a
* qtiblidades, assini comoum comple- H
, to sortimentode 'azendas linas, tu- \
0 do por precostSo em cunta, que ||
M vista das qualidades os compradores [%,
'pf, nao podem deixar de comprar: na H
1 ra do Queimado, nos quatro can- M
tos, loj.i nova de Jos Moreira Lo- M
|>es & U.a, nu casaamarella, n. oy.
Pelle do diabo, a
. 1.94AO rs.
Na loja da esquina da rus do Collegio, com frente
para o arco de N. Antonio vendem-se cortes para cal-
Vas da azenda sppellidadapelle do diaho, com 3
ovados e ineio rada urn a quatro patacas e meta :
esta fazi nda be tecida a algodio e Ia sua grossura
eicede a ds lona s suaa cores e padroes ritalitiio
rom as mais modernas rasimirat francejat; sao bastan-
te escuras, e por mo niuilo proprias para o uto de pes-
soaiempregadas^ aimazens, e oulros traucos Jo com-
mercio, e bom assiin para montar a ratallo: os compra-
dores, que prclenderem ver ot sobredilos cortes, poden
mandar pedir as amostras que promptamente te Ibes
daraO. sob o competente penhor.
Ycndem-se, nn tun i!a Cruz, n. >,";
6o, e no armazem daBraguez, ceta s
em velas cliegada iillinMriienle do &
l\io-de-Janciro, de urna das me- jj
lliores fabricas, cm caixas peque- ^
as, sorlimentos a vontade do 5t>,
comprador, por S0t de, ineia libra M
at i6em libia e por preco mais jfe
comniodo do que em outra qual- Ira
quer paite. Hj
eiios quintal murado o cacimba ; na ra a(Ia, j
matriz da Boa-Vitta n. 11.
Vendem-se 25 escritos de ambos^ejs-sezos, ,).
6 s 25 annot tondo elgties liab^AsAsVa '
Jas clares con habilidades ; toduv >io LsH 6|urii
por prer;o commodo : na ra da Cru7,'4Bazam d ol'
Vendo-te i venda tita ns ra da nedre-de-Daoi
n. 2i conlronle a port da igreja muto ifreguex,^
da tanlo para o millo como para Ierra ; o niotiiodt
tonda te dir ao pretendcnlo: i .tratar na mena,
vend.
=Veode-ie a armaco, e lyROd botica di ri d,
Cruz n. 60 ; Lem como um Itfcco urna com ,),.
grao de Jacaranda em muftsflHm esledo ; ami mm
proprn pira piear fumo: na meima boliet, ou n
Mondego, defronte do porto do Sr. Luiz G'omei.
Barato !
Vendem-se corles de cjisa preta a 2400 rs ; dj(0,
izues, a 2350 rs. com 7 viras ; luito brioso pan
collele a 640 n. o covsdo ; merino cor de vinho, de
duit larguras, muito tuperior i 2200 rt ; dito pre-
to o melhor, que ba 4000 rs.; e eutru muitai I,.
tendal per barato preco: na rui do Cjueimido o.
42, loja de Jote Joaquim di Cotia.
Vendo-te troco de lijlo de iltenarii, om
relogio de ouro horitontal, e, alm desle talur em t.
jlo, conti atir-se-ha miii dez milheiros dinhejro-
na ra do Queimido n. 18.
Vendem-se pttinbus de mimrjljb ro-at de direr-
tas qoalidsdes j annunciadn por ste Diario: ni
Soledade iodo pela Tieoipe lado direito quati io
p ds igrej o. 7.
Vendem-ie i crlvoi sendo : um preto ; um
moleque, de 18 a 20 annos ; urna parda de 25 ni-
os ; lodos de bonitas figura e ton vjciot nem achi-
ouet: ns rus ds Concordia, pastando ponlezinhi, i
direils, segunda casa tajrei.
Veode-te um sitio na Capunga com casa ds ti-
tends srtoret de froclo cacimb i, ao fundo lugar de
te poder fazer banbeiro por ter junio de D l'lorin-
da : na ra Direita n. I (i, te dir quem vende.
Vende-se vinho de Lis-
boa, cm barris de quin-
to, tanto tinto como
branco; e bichas pelas
muito boas, por^Seco
commodo : na ra das
Ornes, ii.\I, primeiro
andar.
Vende-te um relogio de pared" proprio para
padaria por ter despertador, por 10,000 rs. ; na rus
Nova loja n. 38.
Vende-se una carroc com pouco uto urna pi-
pi arqueada de Ierro um fuuil de pao um temo de
petos, dttduas arrobas al meia quarla, por preco com-
modo ; ni largo da Soledade n..22.
Vende-te arroz pilado brinco com muilo
pouca diflerenca do de vapor; na ra da Praia, n. 46.
= Vndese uns miilalinbe, de 14 a 15 annot,
mucama de casa de muilo bonita gura coso mul-
lo bm cozinba engomms tem vicios nem acha-
ques : na ra da Concordia pnssoodo s ponterinbs ,
r direita, segunde casa Ierres.
Escravos Fgidos.
Vendem-ie lindos corles de catii-chitai, de mui-
to modcrnoi gottot e de corea ritat pelo muito bara-
to prego de 2400, oOO e 2800 ri. ; cbitu francesa! ,
de duat largurat, es.ur.t e do crct fi.i muilo pro-
pnat paracbaubret e vestidos a 260 rt. o cotado ;
ritcadot fiaucezu l.rgoi, a 320 n. o cotado ; coiiet
do puro hubo pira cal .as a H40 rs. o corte ; e ou-
traa muitai fa>endai por menot preco do que em outra
qualquer parle : na ra do Crctpo, n. 8, loja de Cam-
pos & Mata.
Vende-te um eteravo crioulo de 40 e tantos
snnos proprio para todo o servico o que he batanle
'adino o seivivsl ; no paleo do Carino, o. 1.
= Vende-ie tima mulltiohj^jfe H snoos Sem
vicios nem achaques; um ma^b de 12 snnos,
de muito bonita figura ; o motivfflf venda le dir so
comprador; na ra da Cadeia do Isco oja n. 55.
Vendo-te um hoilourino de mu boa raga : no
Monleiro em casa de Jos CameJIo do Reg Barros.
Aioda reslo uouicirldei dai lindittima azen-
da charriada htrege muito propris para vestidos de
bsile, por sor do gotto uiait moderoo queie conde-
ce ; vendem-ie tambem optimoi cbilet de teda aa
man tuperior qualidado ; alm de um completo sorti-
iiiontu de fdzenda de bom gosto ultioiameote obe-
gida : otruiNova, lojao, 12 delronte do cildei-
reiro. ^^
= Vende-ie umi mondi de cita terrea, na rJRe
S, Miguel n. 70 na potoico do* Afogidot, cons-
iruidi de pedra e cil, com chtos proprios, oilOes mei-
Furo, di boido do brigui-rtcuna Caeique na
noute de 21 do pastado, o escravo mtrinbeiro de
nono Aii-elmo de cr pnrd.i acaboclada ; representa
20 e'lanlot annot sem barba estatura regular, trm
nenbum tigoal caraclerislico; levou camisa do riseado
azul calcas izuet, chapeo de palba ; he cscrato de
Jote Joaquim deslucir de Paranagu provatel-
mentete inculcaTmpor forro : roga-te aot capites de
campo e a todat ai autoridadei policiaet a la eppre-
bentao certoi de que se gratificar generotamenle i
qoeni. o levar ra da Cadeia n. 45 casa de Amo-
no) Irmiot ou a bordo do dito nato.
Desappareceo doengenho Caund,
um mulccote com viute anuos por
nome Silvestre, com os s>eguintes signaes:
estatura regular denles limados, una
pequea falta em urna orelha ; quem o
pegar poder leva-lo no niesmo engenlio,
ou na ra da^s Aguas-Verdes, n. 44 I"6
ser gratificado generosamente."
Detapparecco, da ra eslreil do Itoztrio no
dia 26 do patudo dat borne meia para ai 7 di
noute 3 eteratot, com ot signaet teguintes : Pedro ,
de afio Congo de 19 a 20 annut tem barba di
bonita figun bom fallante : Luiz, de 4J) lano as-
nos ps grandes, alto, com um talbsfo dedo ds
mao anda fresco, quebrado de ulna virilha fiH*
travetsadi : Anlonio, de niglo Csbund* de2*2io-
not, estatura regular bonita figura, pt grandes, ca-
ra red onda petroio grusso gaguija niito. quando
falla : os quaet te tojpoe terem tomado a etlrada de
Coianna ou Nazaretb, e orio acornpanhadot, levan-
do urna pequem ctixa de pinho e um com um ucea
de roupa ot costes, ltoga se s; pesioat eiioiiegadss di
polica dula praca e lora della o sol capitaus de cam-
po que ot encontraren!, que os peguero,- e levem-os i
leu soobor, Frajicn;q Altes da Cuilba, na tu do Vi's-
rio o. 11, quegratilicarl a quem o levar.
Uetoppareceo, no da 27 de julho do correle ni-
ao urna preta de nomo Thereza, rf/nacio Cabundi^_
lita; repretenta lar de idade Jijpi'O annos, os sobrej
olhoi baitsnto serrados tetta pequea com alfjunl
cabellos; tem em amboi ot bracos cicatrizei de feridn.
Protonde-te usar, contrs ouem s tiver occalta i dos
meios que ficulti i le* Quem a pegar, leto s ">'
do Bsogel n. 26, ou a ra da Praia, Claque da
agoido Cardeal.
PF.H^. ; r>A typ. de m. f de fabia
BtaV.
ILEGIVEL
<'


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E1CW1LA9O_U56LRL INGEST_TIME 2013-04-26T23:57:00Z PACKAGE AA00011611_08358
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES