Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08357


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Full Text
v*-
nnn de IftiO.
Quarta-feira 51
n Mfl'lpnhliei-e lodoi 01 din que nao
#, dacuarrl.: o prc<;o dj-.tsjs-n.liir. he de
Xonri.no. quartel, pRo adiantad,. O,
.onwncio doi salanles lio ms.n.lo. a, mi-o
3C jn ris por Italia. 40 nto e ,. Uj drffercn-
i, e a r*petir* pe' metale. Os que nao fo-
t'ni ^rt l'-K"0* '" Pr :inl"'> e ,B0
iypo diferente.
PIUSES da LA NO mez de dezembro
l ii clie ',or,, ,0 "'"Utos di Urde.
Mioeoonle i. horne 5* mi. da Urde.
I un hoy 1*. ,u l"rs J1 mo. di manli.
Cmcente 5 s, 4 horas e 10 min. di imnli.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Goi.nni r Piralivi.a, Segnnda e Sectas fe iras,
Rio Grande do Norte, cl.ega n Qu.nl. feiras
.o meio da parte nas mesilla* horas as
Quintas feiras.
Clin, *ermli:iern, Rio Formoso, Porto Calvo e
Wacey no I.*, 11 e 21 de cada rnez.
(VaranlmiK e itnnito i 10 e24.
Boa-Vista e Floros alie 2.
Victoria MI Quintas leiras.
Unda todos os diaa.
PRRAMaR DE liUJH.
Primeira a 2 h. M minutos di tarde.
Secunda a 3 ti. 18 minutos di manlia.
Je Dezemhro.
ty DAS da semana.
8 S Segunda. Os Santos Innocentes.
29 Tere. S. David pliopheta e rtu
10 Quarti. S. Sabino,
ti Quiote. S Silvestie.
I u * 2 Silbado. S. liidoio.
3 Uomingo. S. Aprigio.
*~*no XXII*
N. 202.
CAMi-^s tioru jo DE DEZEMBRO.
Camino sobre landres 19 *. por If rs.i
Pilt82S reis pv-franco.
a I :*Uoa 9b de prem.,.
D*c. de leiras dclioii firmas I '/?*/.>
O uro Onc.s belpiiiiiola 18*000
. MoedasdeCJtnOvei. |6jI00 a
0
aomei.
28500
IftSOO
I||00
M0n
I/ll
JfOSfl
ifSOU
1*7
Acceid. Comp. do Beberibe de 40*00010 par-.
Pral*
de f.jtoo nov.
de i000...
. Palaces........
Pesos coluinnares
Ditos Mejicanos.
Miuda.
|0#000
/nno a
1'jilOO a
2|000-1
1*180
tfieo
DIARIO
PERWAMBUCO
1 I .' ll1!"-1"
ADVERTENCIA.
Norequerimentodn associaqflo commcrcial, hon
lem publicado,'png.Q.', columna I.*, liuha 78,em
. gar lo receios, diga-sedefeitos--; linlia 102, em.
gardoetcaidos, diga-se csclibos. Columna 2.*, I
nha24, cm Iugardc--I60 rs dlga-elfl rs.-;Jnl
?9, cm lugar das palavras palriolisso da legislar
jiruvinal- diga-so- patriotismo da legislatura piv-
vincial ;linha 108, 01* lugar das pulavras oplimvm
el tu pr ralis el in re publica est parcitnonia- diga-se
Y-optimum el iu privalis et iu re publica vectigal
est parcimonia.
>
PA-TEOFFICUL.
de
ue
MINISTERIO DO IMI'F.ItlO.
Illm. c F.xm. Sr. Forffo presentes a Sua Magosta
de O Imperador os olTicios, que acompanhrflo o d
V. Exc, tic 25 do uicz passado, tos nuaes o juiz mu
uicipal da villa de S.-Jos, e o presidente da amar
municipal da villa de Tamandu dessa provincia pe
dem esclarec menlos sobre as duvidas segu-ntes, q"
cncontrik) na lei regula mentar das eleicocs :
1. Se, exercondo o lugar d> juiz municipal e or
pliflos o mestno cidadilo, que he mais volado, para o
cargo de juiz de paz do districto da matriz, cumpre-
llie servir este, ou aquclle emprego :
2. Se, rumpriiiiio-lhc excreer o lugar de juiz mu-
nicipal, e devendo ser chamado para o de paz o mais
votado tlepois delle, pode este, leudo pedido sua de-
missiio pqr ser Icnente-Coronel da guarda nacional,
servir de juiz de paz para presitlir seleicoes, ou lle-
vo ser chamado o que se. Ihe segu em votos :
3. Se, no caso de ser chamado o immediato cm
votos para o lugar de juiz de paz, poder este exer-
cer as funeces de presidente do junta de qualilica-
cOo, estando suspenso como subdelegado por crime
de respons.iliilidade :
4. Se o inmediato cm votos ao juiz de paz subde-
legado, que esla suspenso, for ao nicsmo lempo o e-
leitor mais votado, licar-lhe-ha a op^o entre a pre-
sidencia da junta doqualiljoacno, eo cargo dcelei-
fr
iver
sor
Je
di
.'mu ir. i mi luuin .n .1 iu. i i.i1 ... ...., v v..^.* ni-
tor, tnembro eoino tal do concelho municipal :
5. Se, servindo o Juiz de paz, que actualmente
exerec o lugar de juiz municipal, no concelho de
quiicaclo, por ser ornis volado, deve ser cha-
Tiado O firlrstilCo rio mmillU Jtlil ninnieipal paran
oncelho de recurso :
6. Sendo o presidente da cmara o eleilor mais vo-
tado, a quem caiha ser o terceiro membro dotonee-
lho municipal, tiuem vira a ser esse terceiro membro:
7. Finalmente, se, na hvpolliese. figurada em sexto
lugar, o presidente da cmara preferir o lugar de e-
leitor mais votado, quem devera substituir o lugar
ile presidente da cmara, que he o segundo membro
do dito concelho"':
I", tendo o mesmo augusto Senhor ouvido o parecer
da seceso do concelho de estado dos negocios do im-
perio, einittido em consulta de 5 do correle, sobre
as referidas duvidas, liouve por bem declarar :
1. Que, sendo incompativel o lugar de juiz muni-
cipal c orphios com o de juiz de paz, he evidente,
que o juiz municipal e orphios, acceitando csteein-
prego, deixadeserjuiz depaz, c a lei chama para
pivsidirao concelho de qualificaciio o juiz de paz
milis votado, e nflo o que ileixou de o ser por moti-
vos competentemente reconhecidos.
:(. tjue pela mesilla rasan u.io pode presidir junta
di qualificaciio o cidadilo mais volado para jlliz de
paz, que Optou pelo semejo da guarda nacional.
i. Que, ii vista da expressa disposicjiio do artigo 3."
da lei, dever o juiz de paz competcnlo presidir.
i- junta de qualificaciio, a inda que, sendo ao mesmo
d- tempo subdelegado, csteja como tal suspenso po-
li- acto do governo, ou por pronuncia em crime de res
'i- ponsabilidade.
4. Que o presidente da cmara municipal, que
w ao mesmo tempo o eleitor mais votado, onio ti.
i- feito parte no concelho de qualiiicaciln, deve t
^Bempre o segundo membro do concelho municipa
porque n lei o chama como segundo 'membro dest
concelho c nilo permiti a opQilo.
5. Quea hypothescdeser ojuiz municipal o mes
nio, que presida a junta qualiiicadora como juiz <
paz mais votatlo, nio he realisavel ; mas, quamlo
fosse, devia ser chamado o substituto, porque al
no permiti, quo sejilo accumuladas as func^Oei-.
membro da junta qualiiicadora as de membro do
concelho municipal de recurso.
c t. Que o terceiro membro do concelho municipal,
- na hypothose, que se ligura rm sexta duvida, deve
a ser o'eleilor immediato ao mais votado; porque, nao
- leudo o presidente da cmara, como lica declarado,
- odireitodc opQlo, c sendo indispensavcl, que o
concelho municipal conste de tros membros, nao I
'- outro meio mais apropriado seiiilo o de chamar
eleilor inmediato cm votos para oceupar o lugar ti-
mis volado, que faz parle do concelho municipal
como presidente da cmara.
7. Finalmente, que esta ja declarado nilo lee o pre-
sidente da cmara opelo entre este cargo e o de ojei-
lor mais votado; e que por consegointe nflo pode
dcixar de ser chamado o eleilor inmediato em votos
o nao o vereador mais votado, que, a ser permiltida
a opeflo, devena ser o segundo membro do dilo con-
celho.
Oque ludo participo a V. F.xc. para seu conheci-
mento, e para queassim o faca constar aojuiz mu-
nicipal da villa de S.-Jos e ao presidente da cmara
da villa de Tamandu, em soluto aos siius mencio-
nados ollicios.
Dos guarde a V. Kxe Palacio do Rio-de-Janeiro,
cm 9 de novembro de 1846. Joaquim -Murcelluw de
ttrilo.-Sr. presidente da provincia de Minas-tleiaes.
N. II. No mesmo sentido se expedio .porlaria ca7
mar municipal da corte e avisos aos presidentes das
outras provincias
MEMORIAS DE LM MEDICO. (*)
por aerai.pre ^unm0.
PRIMEIRA PARTE.
#as> aAiSAaa
CAPITULO XXIX.
MADAMA X.UIZA E raAN^A.
Esnorava porseupai a filha mais volha dorei M
grande ualeria de Ubi un, a mesma, em que Luiz XIV,
em1683, recebara o dogo Imperial) e os qualro se-
nadores gcnovez.es, que vinhfl implorar perdi para
a repblica. .,
Na eMrcmidade dessa galena, opposla aquella, poi
onde o rei devia cnliar, se achavaoduas ou tres da-
mas d'honor, que parecio consternadas.
I uiz XV chegou no momento, em que se comeqa-
vr.o a formar os grupos no vestbulo, porque eonicoa-
va a diviilgar-se no paco a rosolucao, que a prince-
sa parec Haver tomado nessa mesma mauhia.
Madama Luhta de Kianca, pi nueza de porte ma-
BBStOSO ede real bello/a, mas em cuja fronte pura
desconl.ee ida tristeza cu va y* algumas vez.es urna ru-
ga impunha a toda aoite pela i-ralica daimai*
austeas virtudes, esserespeilo pelos grandes pode-
res do estado, que, ha cincuenta anuos,, niiigucm ja
vene rava senao por iiKercsse ou por-tempr.
Ainda mais ; nesse momento de
*) Vide Diario n." 289.
dclITci
ha
EXTERIOR.
ItlvSPA.NHA.
MADRID, 30 DEOUTUBRO.
0 l'harol dos l'yrineus, de 26 do correte, dcscreve
da maneia segunte a entrada em Bayona de S. A. It.
I infanta I). I.ui/a Fernanda edo duque de Monlpcn-
sier seu augusto esposo.
SS. AA. Hit. o duque e a duqueza de Monlpensiei
sahirfio de Irun por enlre um immenso consurso,
que se amonloava a sua passagem, e ossaudava com
asmis vivas acclamacoes. Alguns momentos de-
poisohegarao a ponte de Itehovia, o as salvas de ar-
tilliaria disparadas das duas margens do Uidassoa
annuneiarflo asna entrada em Franca. Dous ai
triumpho ricamente adornados se tinhflo levantado
nas duas extremidades da ponte, um pela outorida-
dehespanhola e outro por encargo do engenheiro
militar de Franca.
a As balaustradas da ponte cstavo transforma-
das n'un vallado de verdn as 0 llores; de espaeo 0
espaco se tinblocollocado bandeiras hespaiiholas e
rrancezasallernalivameiite, cujas astes estavo en-
lrclai;adascom giinaldasdc louro. Este vallado, co-
rondo de bandeiras, se prolongava ate ao 1 m da pra-
o cadeBehovia. O arco de triumpho collocado no
r territorio francez tinha sobro-a sua fachada-dous
- magnficos tropheos de armase do bandeiras com as
crtres de ambas as nacocs ; dcbaixo do arco liavino
dous escudos um com as armas da llespanha com
as iniciaos F. I!., outrocom as da Franca c as ini-
ciaos A. O. No frontispicio so lia sta inscripcao cm
, lettras de ouro :--A SS. AA. Rlt- o Sr. duque e a
e Sr.1 duqueza de Montpensier. Por cima fluctuava
a bandeia franceza unida por grinaldasa dousgiu-
- pos dtfbandeiras hespanholas e franeczas colloca-
das nas duas extremidades. .
j SS. AA lia. chegarflo ponteas duas horas, e
demorrflo-se alguns momentos para receber as fe-
licilacoos de Mr. Azevcdo perfeilo do departamen-
to e Mr. Ernesto l.e Hoy, subprofeito do districto ,
quo desdo pela manhila se tinhflo reunido cm Be-
hovia.
O general Mr. Rachis, fronte das tropas, situa-
das na ponte c em toda a oxtensflo de Bebovia, sau-
dou tambera a SS. AA. BU. A msica mililar do re-
giment 27 de linha executon com urna precisan e
urna graca admiiavois um bolero dedicado a S A. II.
a Senhora duqueza de Montpensier, composto pelo
mostr da msica desle regiment, Mr. Anselmo
Gornaux. O hymno real de llespanha fot tamben!
exeeulado por sta banda de msica.
SS. AA. HR. vinlifloacompanhadas pelo tcnen-
te-gencral o barflo de Atbaln, ajudante do campo
do rei; do Sr. Arana, introductor nos embajadores
de llespanha; do duque de (iluksberg, pnmeiro se-
cretario da cnihaixada; do coronel Tlucrry, ajudan-
te de campo de S. A. R.; do commandantc Frereck,
ollicial deordcnaiic, o de Mr. de Latour, secretario
particular deS. A. II. .
,. A condessa do lltiltz e a condessa- de Bridien,
damas de honor da rainha, queso tinhflo dirigido a
Madrid, vinhao ii'um coche da comitiva.
. Otenente-gcncral, conde de Ha rispo, comman-
dant* da divisflO militar, achava-sc a ronlo do seu
e-tado maior a pouca distancia da cidade. Im es-
quadrflo de caladores do 8." eslava formado em li-
nlia sobre o mais alto do eanunho. Scguiilo a guar-
da de honra dceavallaria de Bayona, o a guarda de
honra vasconca, tambera em liuha a direitae a es-
onerdada estrada. F.slcs tros corpos de cavallaria
tormarflo a escolla Ue SS. aa. mi. ate ao palacio v
bispo.
Outro esquadrflo de caladores do 8." com es-
tandarte e msica na frente, eommandado pelo sen
coronel, as hateras deartilharia, e un lialalliflo do
60. fonnrflo em liuha na esplanada da porta de lles-
panha a direita e esquerda.
As brigadas de servico activo das alfandegas
conliniiavaoom lileira ; a estas seguia-se ouliD ba-
talbiiodo 60., eommandado pelo seu coronel com
noria-machados e msica, oceupando o espaco com-
piohendido cutre as duas portas. A companhia de
sapadores bombeiros achava-sc estahclecula mteri-
ormonte entre a' porta de llespanha e um arco tri-
umphal construido pela cidade no principio da ra
Mayor, l m batallilodelinlia eacompanhiade arti-
Iheiros veteranos chegavflo at praqa ta cathe-
dral.
Desde pela manhila eslava prohibido o transito
dccarriiagens por osla parte da cidade.
(. A'squalro horas, nolou-se um movimonto cm
toda esta immensa linha de tropas com motivo da
Chegada dos principes. O tencnle-geueral llanspe, a
frente do seu estado maior, aconipaiihado do inten-
dente militar da divisflo, dos directores de engo-
do povo a scus seiihores, ainda entao se nflo dr/.ia
nilo o hora som a seus l\ ramios, -- nmava o povo a
princeza, porque a sua virtude nflo era intratavel; e
posto que nflo fallassem della, lemhravflo-se todos,
que tinha um coraeflo, e todos os dias o mostrava el-
la por actos de beneficencia, emquanto as outras so
pelo escndalo o tcstemunhavao.
I uiz XV tema sua filha, pela nica rasflo, de que a
estima va. Algumas vezes ate so ensoberbeca de ser
seu pal; tambera era a nica das Huas, que elle pou-
pava nas suas picantes zombaiias ou tnviaes fami-
liaridades, equando tratava as outras tres,-- Ade-
l.iide. Victoria e Sophia, por Loque (rodilba:, Chir-
le rarrapo; e raille (gralha), a Luiza de Franca cba-
mava elle Madama. -
Desde que o maiechal de Saxe levara ao tmulo a
alma dos Tin cunes e dos Condes, e Mana Leckzinska
o espirito do conducta de Mai ia-There/a, tudo se lor-
lava pequeo rm derredor do throno rebaixado; en-
o madama Luiza, de carcter verdadeiramente real,
que, em compararjio, pareca heroica, fazia oor-
gullio da coma de Franca, que so linha essa nica
perola (na no meio de lentcjoulase pedias luisas.
Vio iiuoromos dizer com islo, que I.uiz \\ amasse
alilba. Luiz XV, como lodos sabein, soasiamava.
Atlirmamos smente, que a ella quena mais que as
otil ras. .
Ao entrar, vio elle a princeza sozmha no meto Ua
Daloria, encostada una mesa de mosaico de jaspe
sangiiineo e lapislzuli.
IMavaella vestida de prcto; os sus bellos cabellos
som polvilhos se cscondir.o na d.ipla renda ; a lion-
1,. trr?na severa aue de costume, eslava lalvez mais
triste Para nada olhava ella era torno de si, so algu-
,n is vezes corra os olhos melanclicos pelos rela-
los dos res da huropa^wja frente bi ilhavflo seus
antepassadososreisdaSfranca.
Aioupa piola ora o ordinario vestido de viagem ..
das prineczas : cubra elle as longas algibeiras, que a
nessa poca se tra/.iio, como no tempo, em quo as
tainhas erao easeiras; e madama Luiza, a seu exem-
plo, trazia ua cintura, presas n"urna argola de ouro,
as uumoroMS chavos de suas arcas e armarios.
Quando n rei vio com que silencio, c sobretudo
cora que atteneflo se olhava para o resultado desta
seena, tornou-sc muilo pensativo.
Mas he tflo longa a galera, que os espectadores,
collocados nas duas extremidades, nao podiflo rallar
a discrieflo para com os actores. Viflo, e era esse o
sen direilo; nflo ouviflo, eera esse o seu dever.
Deo a princeza alguns passos, vindo ao encontr do
rei, e pegoti-lhena inflo, quebeijourcspeitosa.
Dizem, quo vos des emhora, madama ? disse
Luiz XV. Parts para a Picarda?
Nflo, senhor, disse a princeza.
__ Kntflo, adivinho, disse o rei, levantando a voz,
ides em romera a Noirmonliers.
Nao, senhor, responden madama Luiza, rel-
ro-mepara o convento das Carmelitas de Saint-De-
nis, do qual, como V. magestade sabe, posso ser ab-
badessa.
O rei esremcc'.o, mas o semblante conservou-se
almo, posto que o coraeflo estivesse realmente tur-
bado.
Oh! nflo, disse elle, nflo, minha filha, nflo me
ha veis dedeixar: he impossivcl, que medeixeis.
Meu pai, ha muito lempo, que decid este reti-
ro, que V. magestade houve por bem aulorisar; nflo
me prohiba, pois, meu pai, cu Ih'o supplico.
Sim, hecerto que dei essa aulorsaciio; mas
depois de haver resistido por muito lempo, vos o sa-
bis. Dei-a, porque semprc esperava, que no mo-
mento de partir vos faltassc o animo Vos nflo po-
tis sepultar-vos cm um claustro; sflo coslumeses-
juecidos; boje ninguem vai para um convento senfln
por pozares ou azares da fortuna. A lillia dorei de
rrauv.. o.iu !c pobre, que cu u saibs, e se he infeliz,
ninguem o deve fr.
A palavra e o pensamento do rei eleva vilo -se, ti
roporeflo que elle culrava no papel de rei c pai, une
nunca o actor representa mal, quando o orgulho
iconselha un, o o pezar inspira o outro.
Senhor, rospondeo Luiza, que se apercebia da
oniooao do pai, e a quem essa emooio, tflo rara no
egosta Luiz XV, tambora abalava mais profunda-
mente, do que ella quera, que parecosse, nflo en-
nheirosedeartilbara, recebeoSS. AA. RR. na al-
tura prxima da casa de Zangronitz. As tropas apre-
sentrfl as armas, os tambores c trombetas tocarflo
a marcha ; as bandeiras, estandartes, e todos os olh-
ciaes superiores fizerflo a saudacoda ordenanca.
SS. AA. RR. o principe e a princeza apeftrflo-so
do cocte de viagem, e suhirflo para um eleganto
carro descoberto, puxado por quatro cavallns, ri-
camente ajaezados, quea rulado tinha apromptado
para esse fim. A comitiva se poz em marcha, os prin-
cipes saudavflo com milita graca a numerosa popu-
lacfl, que tinha concorrido a ver a sua entrada, e
que davn evidentes provas da viva sympatlua e do
respeilo pela honra de os receber na cidade.
a Ao chegar no arco de triumpho, SS. AA. lili.
aperflo-sc do carro, e collocrflo-sc no pavilhflo,
onde deviflo receber as felioilacrtcs da cidade pelo
orgflo do corregedor Mr. Balasto.
ii Tinha-sc levantado outro pavilhflo a esquerda
do arco de triumpho para receber urna deputaijflo do
jovens senhoras, encarregndns de felicitar a prince-
za : o mao tempo irapedio, quo esleprojectosercali-
sasse completamente. .
' SS. AA RR. .depois deste acto, tornarflo a subir
para ocarrinho, econtinurfloa marcha.
Um grande numero de casas da ra Mayor csla-
vflo adornadas com bandeiras tricolores, as jancllas
chcias de gente, e nos dous lados da na, praqa da
catbedral e proximidades do palacio episcopal, va-
se urna innnmeravel concurrencia. Ao chegar a co-
mitiva diante do prtico da igreja parou. O Illm. Sr.
bispo, cercado do alto clero, esperava SS. AA. RR. ,
e os introduzio na igreja. Em seguida so cntoou
coma maior solemnidadeum Exandiat e um Domine
ahmm. omaceflo de grabas pela feliz allianca, o a
chegada dos Ilustres hospedes.
O principe o a princeza atravessrflo a igreja, e
se trasladarflo ao palacio, onde pouco depois entrn
a depntaQflo das jovens senhoras, que devia felicitar
a princeza pela sua chegada a Bayona. Iflo vestidas
du hranco com engranada e elegante simplicidade.
A seductoia depulaco, presidida por Mad. Balasque
e Mad. Le Bov, aprcscntou a S. A. It. um magnifico
acal'ale de flores, e urna dallas, em nomo das Suas
companheiras, manifeslou a S. A. It. com poucas
palavraso contcntamento, que a sua feliz chegada
nlundia em todos os coracoos.
- KR. X/k. RU. iHHmUrlo or eafiuida f>n nutoii-
dadesciv/s e mllrtares, os corpos constituidos, as
guardas de honra ilo paiz vasronso e de Bayonna, os
corregedores do districto, o corregedor e o concelho
municipal de Snint-Esprit, o rabbino e os membros
do consistorio israelita, osofiiciacsda guarniqflo, o
as dfferentes adminstrac.Oes civs e militares.
a Esta noite deve ter lugar um grande banquete
oflcrccido pelo prncipe, o qual se compon! de mien-
ta talheres. ( Gateta de Madrid.)
( Diario do Governo. )
A CIERRA CIVIL EM PORTI.CAL.
eORRESPOVURVCIAS DO TIMES.
Porto, 20 de novembro.
A forca, que mencione!, na minha ultima, estar em
Villa-Real, a favor da rainha, verificou-se ser maior
duque naquelle lempo sediziaaqu Constavade cer-
ca de 1,000 honicnsdc infanlaria, c 200 a 300 de ca-
vallarin de Chaves; sendo estacommandada pelo vis-
conde de Vinhaes, o toda a divisflo pelo barflo do Ca-
sal. Filos tiverflo ura pequeo liroleio com um ban-
do de pazanos armados, nas vizinhanoas de Villa-
Real, desquites mata rao mis 16 ou 18; e depois raar-
ChrJTopor Amarante e Ponafiel sobre o Porto, fazen-
fumwr;*ime>im\mmi n iwm^mmgm^t^g
fraqueca V. magestade a minha alma, patenloando-
mc a sua ternura. Oque cu sinto nilo lio lira pezar
vulgar,e es-ah porque a minha resolu?flo he excn-
trica dos coslumes do nosso secuto.
Vos entilo tendes pezaresi* exelamou o rei li-
geramente sensibilisado. Pozaros! tu, pobre filha'.
Crncis, inmensos, senhor, rospondeo madama
Luiza.
Oh minha filha, porque nilo m'o dizeis ?
Porque sflo daquclles, que nflo pode curar a
mflodo humo ni.
Nem mesmo a de um re ?
Nem mesmo a de um rei, senhor.
E at nem a de um pai ?
Tambem nflo, senhor, tambera nflo.
Mas vos, que sois religiosa, Luiza, devieis aehar
frca na rcligiflo.
Nflo soii quanto baste, senhor, c me retiro ao
claustro para ge-lo mais. No silencio falla Dos ao
coraqflo do homcm; na solidflo o homcm falla ao co-
raeflo de Dos.
Mas fazeis ao Sfjhor um sacrificio enorme, que
nnda compensara. O throno de Franca langa urna
sombra augusta sobre os infantes creados cm torno
delle; nflo vos hasta esta sombra ?
A da cela he mais profunda ainda, meu pai el-
la refresca o coraeflo, he doce tanto aos fortes como
aos traeos, tanto aos humildes como aos soberbos,
tanto aos grandes como aos pequeos.
Sera porventura algum perigo, que temis cor-
rer? Ncsse caso, ah est o re para defender-vos.
Senhor, defenda Dos primeiro ael-rei!
l.ni/a, vik vos doixas arrastrar por mal enten-
dido zelo. He bom orar, mas nflo orar senipre. Sois
b(ia, sois pa, para que necessitais de tanto orar?
Nunca eu orare bstanle, meu pai! nunca
orarei bastante, meu re, para arrodar todas as
desgracas, que sobre vos vflo cahir! Essa bondade,
que Dos me conceden, essa pureza, que, havinto
annos, me esforco de continuo por purificar, muito
receio, que nflo preenchiio ainda a candura e inno-
cencia, que couviriflo victima expiatoria.
MUTILADO


2.
do alio omVallongo, .-* mili-' distante desla ci-
daile ; rondando j>-aallra, durante asna eslada
alli, at urna milita deredor da eidade. Depois de
permanecer-1' alguna diasem Vallongn, retirrU-
se ein ob^rvancia de ordens superiores com direc-
efloa pnialiel, indo paite da tropa para a esqnerda
peoeifiinlio do Agreda, no qual lugar I lies fizerflo
rogo imprudentemente alguna do partido setembris-
ta. Os soldados atacaro a villa e matulo i V peaaoas.
Aprn is se soulie aqui, ipie Casal eslava em hom pe.
reuni Si da Itandeira a guarnieflo pora posta do
regiment u. 15 de Valenca parte do terceiro, un
troeo da guarda municipal i|uetinha voltado do Sul,
logo (iiiesoulie ilo moviinento do Casal sobre 0 Por-
to,1, e urna poreflo de gente armada (camponezes, fa-
bricantes, ele ), nseguio, dous dias depois, com qua-
tro pe^as de ralibre ?., eom artilheirns voluntarios
ion antes rapa/es; da escola polyleehnica. Casal fez
alto ern Chaves, lugar rodeado de planicie por espa-
co de duas legoas, campo raso, e muito favoravel pa-
ra as operacops da cavallara. At hontem nflo tve-
inos nntieia algunin dos movimentos de urna ou de
outra forca ; mas, din ante a noite passada, chegrilo
quilos soldados da guarda municipal em ha reos pe-
lo Honro ahaivn', etamhcm alguns dos voluntarios ;
os qnaes rontao, que no domingo 13, comecou o Sa
da Itandi'ira a relirar-sc para Villa-lteal. a segun-
da-feia, sendo a sua retaguarda lrlemenle perse-
guida por Casal que fez sortida ile Chaves aquelle
t'ormou a sua tropa n'um lugar chamado Murca, e of-
l'rrerco-lhe roinhate, com o terceiro regiment no
flaneo esquerdo, o lj nodircilo eos municiiiaes no
centro. A cava liarla carregou, e o regiment n. 15
deixou-a passar sem lar ums tiro. Vendo isto oSa
la Bandeira procurau formar a municipaes em qua-
drado, mas em vilo ; pois forflo cortados ou destroca-
dos, SuppOo-se (erogeneral escapado. Dizem, que o
terceiro regiment Diera fogo de plvora secca no
principio da acc.lo ; depois passou-sp para Casal em
corpo, o niudeu a perseguidlo. Dizem tambem, que
i inoi landade fura mui grande. Ilcdiflicil alcancar-
sc a verdade ueste paiz ; mas, dando-se o devido des-
cont a historia contada por esles fugitivos, aquem
o medo naturalmente furia exagerar o* aconteeimen-
tos, lie evidente, que o partido setembrista recebeo
un golpe severo, c que toda atropa de linha uni-
se a Casal. Considero perdida as suas esperanzas no
norte de Portugal, porque as historias de grande cn-
thusasmo no povo sao miseraveis inventos, que a
ningucni illudem aqui. Os seus voluntarios sio ho-
inens obreiros, de de/ um, sendo as excepces lecc-
loes do llomfim, e homens do Pinto Bastos de Villa-
Alegre. Ha queni espere aqui por Casal dentro em
um ou dous dias; mas pens, que qualquer ata-
que sobre o Porto pora o duque da Terco ira cosou-
tros presos da Foz na inais perigosa stuaeflo ; e nao
he inipossvel, que elle possa atravessar o Douro lia
llegoa c ir por l.amcgo, Vizeu eCoinibra, atacar a
retaguarda do Aulas. As margena do liouro ja se a-
diao infestadas por guerrillias miguelistas. Os sol-
dados que aqui rhegarao, forflo todos desarmados
por ellas, e alguns driles lcarfloat sem as lilas. O
inao lempo fez voarda barra a esquadra hloqucian-
le. Anda aqui esta a fragata de vapor Gladiator,
21 de nuvembro.
ChegouoSda Itandeira a noite passada cornos
restos da guarda municipal e arlilliaria. Vcio pelo
rio.
A expedidlo, ipiemarclioudesta, sobo commaiido
do Sa da Bandeira, contra Casal a .11 do passado, nao
lie inais um rxtreilo. Este general aqui chegou de
volta a noite passada n'iini barco da llegoa, aconipa-
nhiulo por umoudous olliciaos, maa sem rrrci'f.
Tiveiuo previa iniliccaodasua intencflo de retirar-
se outra vez para osla, pela chegada da sua arlilliaria
pelo rio abano ; o agora v-se, que elle I lidia levan-
lado o acampamento para esse Din no domingo pau-
sado, fazeudo um moviniento para Valle-de-l'assos.
Na segunda-reir moveo-se Casal de Chaves, e Sa da
Itandeira lomou posidlo para receb-lo. Este tinba
ns regimenlos ns 3 e 15 de linha formados, assini co-
mo os guardas municipaes e artistas, rom o batalhflo
de Villa-Alegre, em ordein ile hatalha, e depois a-
vanearao os soldados de Casal em direitura a frente
do regiment n. 3. Ente reeebeo-os com as armas
em descanco, e iicni um 80 tiro sedisparou de parle
:i parle, e quando se deo a tropa do Sa da Itandeira a
voz para romper ofogo, passarflo-se o 3 e 15 para as
fi'ircas da rainlia. A cavalaria e osciladores de Ca-
sal roniecarflo entilo o ataque contra a guarda muni-
cipal e a tropa de voluntarios, fazeiulo grande ma-
tonea eiitic ellas ; e se nao fra a lirmeza dos muni-
cipaes que formaran quadrado, ludo (icaria ani-
quilado. Todava, a orden) do da foi sauve qui rmt,
cada qual cuide em si ; duque parlicipou o
inesmo Sa da Itandeira e liouve una derrota geralj
osreslosda fOrcadoSa da Itandeira deslrocaruo-se
mmmmmfm
por todos os lados. Na sua chegada a Regoa, osgru-'1
pos dispersos eiirontrarflo urna frca da guerrilhas
a favor da rainha, que os saqueou e despojou de
ludo; elles vierflo chegando hontem por todo odia
em barcos do interior, em pequeas partidas se-
gundo pdenlo arranjar-se.
O Sr. Itaval da guarda municipal, porlhe furtarem
o cavado, foi obrigado a cauiiihar, como pode,
atea llegoa. Elle tinha comprado aqui o animal,
quando marcliou eom osen regiment. O Sa da Itan-
deira chegou a noite passada n'um barco, trazendo
comsigo mis pouros ile olliciaes. Tal foi o xito da
orea, que marohnu desta no dia :il do passado com
nteiirflo de engulir o Casal, ou enxota-lo l para a
llespanha.
Ja mo temos aqui tropa regular, e resta ver (se
Casal, como dizem vier marchando, sobre nos) al
que ponto sedcixarfl os cidadflos constranger pela
junta defesa da eidade. So espero, que brevemen-
te estejamossob legitimo dominio e com o bloqueio
levantado. Estamos sem noticias de qualquer outra
parte do paiz. Ha alguns dias, que nlo se avistflo os
tres navios de guerra ; certamenle muito mao tem
estado o tempo. O F.mma Graham e Dourn estilo
promptos para sabir desde sabbado passado blo-
queiadospela barra. Em rasilo do oloqueio nilo se
teem embarcado vinhos. Temos agora o Urilannia ,
inemonee Hedfort, e abundancia de vinhos para car-
rega-lose a muitos mais.
FRANCA.
UOLETIM DO MUNDO SCIENTIFICO.
pinsior.ocu.
Experiencias estatificas soire a digcstUo.
M. rioiissingaut acaba de comniunicar os curiosos
resultados de nina serie de experiencias sobre as pro-
piedades nulritivaside diversas substancias, ou so-
bre a proporeflo, em que silo ahsorvidas isoladamen-
te a fcula, o assucar, a gomnia, o caseum, a albmi-
na e a gelatina para concorrercm para a assimilacflo
e para a comhustio respiratoria Tomou para ob-
jecto de suasexperiencias, nflo efles, como antes del-
lese linha feito, porque, segundo o processo para a-
limentarcssas aves, pde-sofaze-las tomar a quanli-
dade de alimento, que se quizer sem receiar, queo
fastio, ou falta de appelite venha contrariar a expe-
riencia, como sempre acontece com os cues. Operan-
do assim em caixinhas fechadas, ecolhendo com cui-
lado todos os productos, M. Roussingaut estabele-
ceo com exaetidao a quantidade de acido carbnico,
producida pela respiracio dos patos, e lixou em 30
grammas pordia, ouem 1 gr. e 25 por hora, a quan-
tidade media de carvilo, assim queimada ; porquan-
lo be sabido, que a respiraeflo he lima verdadeira
coinliuslao do carviio, que de mais existe nos orgflos
de um animal, eombusto produzida, como a dos
nossos foges, pelo oxygeneo do ar ; e que be essa a
maneira, porque se explica a produccao do calor a-
iimal.
Alm disto, M. Roussingaut, pesando a quantida-
de de alimento, que, secca, se pode dar ao animal, o
o que della resta, qur nos intestinos, qur fra, de-
pois de Irinla e seis horas, por excmplo, pode conbe-
cer a quantidade de substancia absorvida ou assimi-
lada ; e como se uo ignorava a eumposigilo dessa
substancia, era fcil calculara quaiitidade.de carviio,
assim introduzida nos orgilos do pato, u concluir
ilalii, seaalimentuc forntcera mais ou menos do
que a respiracio produzira.
lu resultado inteiramentc inesperado foi o pro-
duzido pela gelatina ou colla lorie. Com oiTitn, ba
tiem saludo, que depois de longos debates sobre os
caldos de osso ou gelatina, liio preconisados |ielo
(nado M. Iiarcel, una memoria aprcsenlada a aca-
demia por M. Magendie, em uome de urna commissilo,
conclua negando as propriedades nutritivas da ge-
latina, empregada como alimento exclusivo dos ciles
l'ois bem M. Uoussingaut, em suas experiencias
sobre os patos, vio a gelatina, por si s, absorvida
ou assimilada na proporcao de duas grammas poi
hora, o que representa mais de duas grammas de
carviio, no enlanto que, como cima dissemos, o
acido carbnico produzido ptda respiracio em o mes-
mo lempo dado nao reprsenla mais que urna gi am-
ina c um quarlo. Deve-se, pois, concluir, que, nesle
caso ao menos, cen um lempo limitado, a gelatina
concorreo utilmente para compensar as pedas cau-
sadas pela respiracio. He verdade, porm, que, em o
mesmo lempo, produzira urna quantidade de acido
rico muito mais consideravel que no estado normal,
e que representava una crescenca de carviio excre-
tado.
O caseum puro, isto he, o queijo despojado de todo
o assucar do leile, e de toda a gordura, que elle con-
ten, apenas he absorvidoou absimilado na propor-
c3o de 1 gr. 8" por ora, representando i gr. de car-
i1 ipiii i i im ii iiiiiiiuwimpart
Orciriciiou um passo, citando madama
espantada:
i ni/a,

Nunca me fallastes assim, disse elle. Estis al-
lueinada, chara tilha! o ascetismo \os perde.
Ah Senhor, no chame V. mageslade com es-
se nonie mundano a devolaziio mais sincera, e sobre-
todo mais necessaria, que jumis vassalla olTereceo
a seu re, lilha a sen pai, em urgente iiecessidadc. Se-
nhor, o*vosso llironn, cuja sombra protectora, ha
punco, orgulboso me olTereeia V. magestade, esse
throno, st-nhor, varilla aos golpes, que V. magestade
linda nilo sent, mas que eu ja antevejo. Cava-se
suidamente alguma cousa profunda, como um abro-
mo, onde de repente |ide submergir-se a monai cb'ia.
Ja algum dia disserao a verdade a V. magestade?
Olhoii madama Luiza em derredor de si, a ver, que
ningueni estivesse ao alcance de ouvi-la, e como to-
dos estivessem distantes, coiitinuou:
l'ois eu, senhor, a sei, eu, que srtb o habito de
sror da Misericordia, tenbo militas vezes visitado
escuras ras, agoas-fui ladas, onde se asyla a Tome,
beccos cheios de gemidos. E nessas ras, nesses hec-
cos, nessas agoas-lurladas, morre-s'e de fome e Trio
no invern, de calor e sede no vero. Os campos, que
V. magestade nao v, porque s vai de Versalhes a
Marly ede.Maily a Versalhes, os campos nao leem
mais grao, ja nao digo para nutrir o povo, mas para
semear ossulcos, que, amaldicoados n3o sei porque
potencia iiiimign, devoroe naoproduzem. Toda es-
sa gente, a quem Taita o po, brame suidamente,
como um abysnio, porque da e noile vagueflo rumo-
res desconliecidos, que Ihe Talliio deferios, de ca-
deias, de lyrannias, cao ouviressas palavras, despul-
la ella ecessa de queixar-se para de novo troar.
Da sua parte, os parlamentos rcclamilo odireilo
de representaciio, isto he, odireilo de dizer alto e
hom som oque ja devagarinho dizem : Rci, tunos
perdes! salva-nos, ou nos nos salvaremcs sus.
A gente de guerra cava com a inulilisada espada um
terreno, onde germina a liberdade, que os enciclo-
pedistas abi lancarilo as mfios cheias. (Is cscriplo-
res, cuino podia ser isto, a nioscr que os olhos
vilo; o que seria insuiiiciente para produzr a respi-
rado. Mas o acido excretado durante a experiencia
era quinze ou vinte ve/es mais abundante que no
estado normal, c continha urna quantidade de car-
viio, que representava a stima parte do caseum de-
gerido.
A clara d'ovo, ou a albmina deo lugar a urna assi-
milacflo de 1 gr. 23 por hora, que representava O gr.,
67 de carviio ; o que prava, que he ella um alimento
insuflicieiitc para a combuslflo respiratoria. A gom-
ma alravessou quasi todo o intestino sem ser (lege-
nda. Oamidoeoassucar, cada um de per si, denlo
lugar a urna assimilacflo de mais de cinco grammas
por hora; o que representa 2 gr. 37 de carviio, ou
quasi o duplo do que he queimado pela respirarlo.
Otoiicinho, pelo contrario, deo logara umaab-
sorpeflo de menos de 88 centigr. por hora, represen-
tndolo centigrammas de carviio. ou um pouco mais
de metade do que he queimado pela respiraco. V-
se, pois que aqui (em Pars) o toucinho he um ali-
mento insuiiiciente; no s porque conlm princi-
pios alimenticios azotados, como porque a gordura,
que fornece ao organismo, nflo Ihe traz a dose de
combustivel necessaria respiracio.
Por mais curiosos que esses resultados pareeflo,
nlo contcem, todava, mais que um limitado valor,
pois que a experiencia se nflo estendeo a tanto lem-
po, quanto o necessario para su poder ajuizar, se
dar-se-hiaalimentacfloreal mesmo no caso, em que
a quantidade de substancia absorvida parecesse as-
saz consideravel; mas, isso nflo obstante, elles silo
sufficientes para prmo-nos de preveneflo contra as
dedueces, que antecedentemente se tinhao admil-
tido, e para mostrar a via experimental, que Jora
ern dia rite se deveria seguir. Dcsses resultados pde-
se desde j tirar a conclusflo geral, de que, como ja
so sabia, nenlium principio orgnico pode, por si s,
serempregado naalimentacilo; o que he anda mais
bem provado pelo elTeito produzido pelo queijo, nflo
expurgado do assucar e da gordura, que delle forflo
separados pela experiencia, que se fizera com o case-
um puro. Com elTeito, a quantidade assimilada, que,
com o caseum puro, nflo excedeo a 1 gr. 87 por ora,
foi, com o queijo, de 2 gr. 50, e represenlou 1 gr. '/2
de carviio, quantidade nais que suffieiente para en-
treter a combuslflo respiratoria ; e o queijo he reco-
nhecido por muito nutritivo, c se nflo ignora o par-
tido, que do sen uso se pode tirar para provocar em
os animaes novos um rpido descnvolvimento de
carne e gordura.
F. Hdiardin.
dos homens comceflo a v ir cousas, que nlo viflo,
os escriptores sabum o mal, que platicamos no mes-
mo lisiante, emque o fazemos, eodflo a saber ao
povo, que ora carrega o sobralho, quando v passar
seus amos. V. magestade casa seu filbo! Einoutro
tempo, quando a rainha Anna d'Auslriacasou osen,
a eidade de Pars Tez presentes a princeza Maria-The-
reza. Iloje, pelo contrario, nflo s a eidade nflo diz
palavra, nflo s nada ullerccc ella, mas at foi V ma-
gestade obrigado a lancar impostos, para pagar as
carruigens, que conduzetn urna lilha de Cesar a casa
de um lilhn de Sflo-Luiz. O elero esta habituado,
ha muito tempo, a nao orar mais a Dos, mas, como
v, que as Ierras estilo dadas, os privilegios esgola-
dos, o os cofres vasios, pOe-se agora a rogar a Dos
pelo que chama felicidade do povo! F.mfim, se-
nhor, he preciso dizer-lhe o que V. magestade sabe,
o que V. magestade tem visto com tanta amargura,
que a ningueni odissei' Os reis, nossos tinaos, que
outr'ora nos viflo com ciume, boje nosvollilo costas
As suas quatro lilhas, senhor, As lilhas do re de
Franca rostas quatro lilhas estilo solleiras, e ha
vinte principes na Allemanha.lres em Inglaterra,
dzaaeia nos estados do Norte, sem contar nossos p-
renles, os tlourbons de llespanha e aples, quo nflo
se lembrilo de nos, ou, como os outros, nos despre-
zilo. Taivez nos quizera o Turco, se nflo foramos li-
lhas do re cbristiaiiissimo. Nflo fa|lo por mira, mcu
pai, eu nflo me lastimo; muilo feliz he o meu esta-
do, pois que eston livre, pois que a niuguein de mi-
nha familiasou necessaria, eposso no retiro, na me-
ditaco c na pobreza pedir a Heos, que desvio de V.
magestade c de meu sobrinho essa horrivcl tempes-
tade, que ouco troar la ao longe no co do futuro.
Mnha lilha! ininhafdba! disso o rei, os teus
terrores te fazem avahar as cousas peores do que el-
las silo.
Senhor, senhor, disse madama Luiza, recorde-se-
V. mageslade dessa princeza antiga, dessa propheli-
za real; como cu, predizia ella a seu pai e irmflos a
guerra, a destruicilo o incendio ; e pai o rmos riflo
de suas prediccoes, que Ibes parenlo insensatas.
1)Mil 1(1 IIE PEHSAIIHUCO.
0 anuo de 1846, que boje fenece, nasceo para nos
cercado de mui graves npprehensfles, e acaba ador-
mecido com as mais gratas esperanzas. Seriflo justi-
ficadas urnas, e serflo bem fundadas outras? Crmos
que houve, e que ha extrema f n'uma e n'oulra
crenca. As vistas interessadas dos partidos teem a
propriedade de ver ao longe nuvens carregadas de
perigosas massas ou meteoros d'uma luz suave e be-
nfica, i|iic teem de aditara patria, ou torna-la cedo
um cabos de incomprehensivel desorden); mas o es-
pirito, que preside aodesenvolvimcnti. da iutelligen-
ciac da industria no brasil, vai fazendo seu cami-
nho : c posto que mais leuto, pelos emharacos que
Ihe oppdc a cegueira ou a ma f, como sempre acon-
tece as naces novas, ello acompanha o movimen-
t > do actual sceulo instinctiva o fatalmente Assim,
os erras que os homens de estado possao ter com-
mettido no estreito circulo, que hoje se fecha, serflo
sem duvda emendados pelos que se seguirem, por-
que he essa a marcha da humaiiidade ; e a nossa mis-
silo smenle be abreviar a poca do aperfeieoamento
social, por lodos os meios que Daos e a sciencia ti-
verem posto ao nosso alcance. Neste sentido algu-
mas ideias importantes apparecriio no parlamento
brasileiro, quando se discuta o cdigo do commer-
cio, quando se interpretavilo alguns artigos do acto
addicional, quando se tentou melliorar os syslemas
decolonisaciloc da civilisa^flo dos indgenas, quan-
do se quiz lixar o valor da moeda metlica no impe-
rio, e quando em im se organisou a ultima lei das
uleices.
Os trabadlos daassemblca provincial doPernam-
N'ilo me trate V. magostade do inesmo modo. Acau-
lele-se, meu pai! reflcta, meu rei.
I.uiz XV cruzot os bracos e deixou caliir a cabeca
sobre o peito.
Mnha lilha, disse elle, severa me fallis; silo
porventiira as desgracas, que me censuris, obra
m i tilia i*
Nflo permita Dos, que eu tal pense ; sao lilhas
do lempo, em que vivemos. V. mageslade-lie arras-
trado, como lodos nos; veja, ao anoitecer, como des-
ce estrepitosos os grupos alegres as pequeas es-
cadas das sobreljas, quando a grande escada do
inarinore est solitaria. Senhor, o povo e os corte-
zilos teem seus passa-tempos separados dos nossos
divertem-so sem us, ou mclhor, quando apparece-
iiiosoude ellos se divertem, enlristecemo-Ios. Ai:
conlinuou a princeza com respeitavel melaneolia
ai I pobres donzellas pobres encantadoras mulhe-
res au.ai! cantal! esquece! sede felizes. Aqui eu
vos incomniodava, laservir-vos-hei. Aqui ajiafaveis
os alegres risos para me nflo desprazerdes; no con-
vento, cu orarei, oh orarei de todo o meu coraeflo,
porel-rei, por iiiinhas innflas, por meus sobrio los
pelo povo de Franca, por vos todos, emlim, a quem
amo com a energa de um coraeflo, que paixflo nen-
liiinia anda fatigara.
Minha lilha, disse o rei, depois de triste silen-
cio, eu vos rogo, nao me deixeis, ao menos por ago-
ra, vos acabis de me partir o coraeflo.
Luiza de Franca travou da mito do pai, e cravando
com amor os olhos no nobre semblante de Luiz XV :
-r- Nilo, disse ella, nflo, meu pai, nem mais urna
hora neste palacio. Nflo, he lempo, que eu ore. Sin-
to-me com frcas de remir pelas minlias lagrimas
todos os prazeres, a que aspira V mageslade, que
he anda moco, e um Lonioai, que sabe perdoar.
Fca comnosco, Luiza tica aqui comnosco, di-
soorei, apellando a lilha nos bracos.
A princeza meneou a cabeca.
O meu reino nflo he deste mundo, disse ella
triste, e desprendendo-se do real abraco. Adeos
meu pai. Disse boje cousas, que, hadez annos, m
buco, na sessflo extraordinaria de marco e na ordi-
naria de outubro, ho sido apreciados diversamente,
segundo a tendencia dos partidos era que ora se ach
dividida a provincia. Ojuizoque por ora flzesscmos
de alguns de seus actos seria laxado de parcial; (.
fra-o talvcz, achando-nos, como nos adiamos, no
proprio theatro da peleja domestica, com todas iS
nossas affeigles'e tedios do dia : mais algum,lempo,
e o espirito do paiz far justca completa s nume-
rosas decisoes da assembla provincial de l'erium-
bucocm 18*6.
Agora, se lancamos a vista para o exterior, e prin-
cipalmente para esta nossa America, ahj deixamos
os nossos viznhos das repblicas do Pratae do Uru-
guay fazendo quanto a honra e a dignidade Ibes acn-
selhflopara se tornarem livres o respeitados, e para
ver se descansflo ernfim de 30 annos de lulas esteris;
o Paraguay constitundo-se novamente nomciodos
emharacos diplomticos, queaambcflo de seus vi-
zinhoslho suscita, e de cujas circumstanciasc loca-
lidade so nilo sabe aproveitar o Brasil; o Mxico pe-
lejando por conta alheia, como se as suas dissencoes
intestinas Ihe nflo bastassem, para revindicar dnus
territorios, que ello sabe perfeilamente tcrem-lhe
escapado para sempre ; o Chili, e smenle o Chil,
gozando de prosperidade e de ordem no meio da des-
ordem quo por ora reina em todos os outros estados
da antiga dominacflohespanhola; o Canadeslreme-
cendo ao grito de independencia, aleado hoje sem
pavor no meio la sala legislativa da colonia; e os
Estados-Unidos emlim, ricos e poderosos, augmen-
tando lodos os dias o seu territorio, descobrndo pelo
genio immensos recursos sua industria, impondo
a todas as naces respoito pela sua probidade, e der-
ramando a sua inlluencia por toda a America, como
logo o far por trido o mundo.
Na Europa ah ficiloas naces assentadas as mes-
mas bases de politic c de cordial intelligencia em
que as deixamos o anno passado; ese as considera-
mos isoladamcnte este anno em relaeflo ao Brasil,
apenas temos que felicitar-nos pela reclamada ad-
nissflo dos nossos assucares nos portos da Grflo-Itre-
tanha ; o quo nflo he pequea vantagem para a nossa
agricultura e commercio, embora semelhante pro-
veito venha a licar neulralisado em parte por algu-
mas das clausulas do tratarlo de commercio, que se
projecta celebrar com aquella nacflo. Tambem pa-
rece estara ponto de concluir-so com os estados alle-
rafles a admssflodo Brasil aliga das alfandegas do
Bltico, depois de tantas difficuldades, que este ne-
gocio tem encontrado : se elle for a elTeito, serflo ao
menos aqui reaes e de urna transcendencia incalcu-
lavcl para o Brasil as vantagens de urna tal transac-
cilo. Na Italia quiz a Providencia elevar cthrono
pontificio o coraeflo de um hornera, que, por sua pie- I
dadeeideias,.reuni em roda He si, apenas procla-
mado, a sympatina e a dedcaeflo de lodos os fiis; o
a igrejade Jksuz-Curisto quo ha tanto tempo recla-
ma urna reforma em sua disciplina e as coiidicocs
de seus ministros, impoe ao zelo Ilustrado de Po
IX o sagrado dever de congregar quanto antes um
concilio ecumnico, onde se curem os males quo af-
fligem a communhflo calholica, c se adorne de urna
vez o escudo da f, nflo s com o lome da sciencia,
mas, o que he mais anda, com a pureza de costumes
dos sacerdotes. Em Portugal, nesse paiz rinflo, com
quem por tantos ttulos nos adiamos eslreilamente
ligados, l audilo as armas da rainha a bracos com a
revota, sem que possamos prever a poca de urna
eoneiacao (nal ; querem-sc ah imitar as secnas
de sangue que por mais de dez anuos dera Europa
a infeliz llespanha!
esmagava.
pesflo no coraeflo. Era um peso, quo m'o esn
Adeos; estou contente. Veja V. magestade ; rio-me,
sou feliz hoje smente. De nada levo saudades.
Nem de mim, rainha lilha?
Oh! teria saudades, se nflo houvesse do yermis
a V. magestade ; mas algumas vezes ir a Saint-Be-
'" nflo me esquecer inicuamente.
ms
Ol! nunca, jamis!
Nilo.se enterneca, senhor. Nflo demos a crer,
aue esta separacilo sera duravcl. Minhas irmiias ain-
a nada saliera, ao monos assim o crcio ; so as mi-
libas criadas en trafilo na confidencia. Ha cito rlin.4,
que rao preparo, edesejo ardentemenle, que o boa-
to da minha partida so se esnalhc depois doesliepi-
lo das pesadas porlasem Sainl-Deniz. Esse ultimo
rumor far, qu c eu nflo ouca o oulro.
Leo o re nos olhos da lilha, que era irrevogavcl o
seu designio. Alm disto, anlcs quera, que a sua ,
partida fosse sem cstrondo. Se madama Luiza tema
o dos solucos pela sua resoluciJo, el- rei o tema pe-
los seus ervos.
De mais elle quera ir a Marly, c o demasiado p( zar
em Versalhes prorogaria neces'saiiamente a viagem.
A final, lembrava se, que nao encontrara mais,
ao sabir d'alguma orgia, indigna do rei e do pai,
esse rosto grave c triste, que era como urna repre-
henso da desleixada e preguicosa vida, que levava.
Faca-sea tua vontade, mnha filha disse elle;
e recebe a hcnc.lo de teu pai, a quera sempre deste
sa.tisfaco perfeita.
A sua raflo smente, para que eu a beije, Sr. ,
o d-me mentalmente essa preciosa beneflo.
Era para os que estavlo informados da sua resolu-
Cflo um espectculo grande e solemne o dessa nobre
princeza, que a cada passo se acercava de seus a\ s,
que do Tundo dos domados quarlros, como que ihe
agradeciflo ir ella viva ter com elles nosepulchro.
A' porta, o rei saudou a lilha, e vollou pelo mes-
mo caminho, sem dizer urna so palavra.
f A corle o seguio, como era da etiqueta.
to (Contnvar-se-ha.)
ILEGIVEL


O maior'e mais importante fado consummado na j
frica este auno, foi a abertura do primeiro sulcoj
para o rompimento do isthnjo Be Suez, pola compa-[(;cra|
nhia emprelietidedora de tilo cuidosa obra, que nlo Provincia
podo j agora deixar de concluir-se em pouco tcmpo,
c da qual pode o Brasil para o futuro tirar inmenso
proveito no seu commercio com o Oriente.
Ao sul da Asia, e pelas Ibas do mar Pacifico, abrip
este auno inmenso caminho a industria in'glcza, au-
xiliada pela* armas da companhia das ludias; eo
curioso e esplendido bazar, que boje aprsenla Cal-
cuta, be urna licito viva do incremento das ideias da
associacilo, que governSo o actual soculo, onde he
bollo receb-las o estuda-Ias, com os gloriosos des-
tinos da bumauidade.
A sciencia, nos seus ramos naturaes e exactos,
tambem deo alguna passos importantes no annode
16: o aperfelcoamento da aurora metlica, a
descoberla de um novo planeta, algumas novas ideias
em pbysica, einunensas applicaces dechimicas
artes e mecnica.
Aqui encerraremos a nossa misso por esto anuo.
Era do nosso dever ao oncerra-la subinnos a una al-
tura, que diiminassc o mundo inteiro, e dalii regis-
trar o aspecto das nactics e quanto se passou de mais
nolavel, no curio periodo que alcanzamos. He o que
fazemos rpido esuccinto, como o viageiro, queca-
minhasem repouso. Oque desojamos ardentemente
be que o Brasil se aproveite Hos fados que aqui eon-
aignamos, como urna lc.uo de experiencia, que llio
d o seculo, c como um abundante futuro de espe-
ra nca.
.3.
Consnlfiflo.
RKNDIMKIWO DO DA 30.
Diversas provincias
2:346,64-2
68l,4ft
18,090
3:046,1%'
''e 3 por rento', porque muilo diflicultoao ser nosj AffCnCcl (lfi INlSSipOrlCS.
ltimosdias poder dar-se expediente -"la grande (. n. 10, c no Aterro-da-Roa-
afluonc.a, que ..ecessanamente lia d baver.de ron- L,gw*f'.one pon dentro
tribuinles. Recifc, 14 de dezembro de 1840. Lio- "i' ">J" ''"'''nun dosnaoho-so escra-
rindn terrena r> escrivne administrador. |e tora do imperio ; aas.m cnn.o despacito so estra
vos: ludo com brevulade.
__Precisa-solalugar una preta, que silba coli-
ndar e fazer o mais servico do una rasa de poura
familia: na ra larga do Rozario n. 46, segundo
'la- oiferreo-fie um preto forro, muito liom cozinhei-
ro, para qualquer rasa eslrangoira ou nacional, ou
mesmo para emhnrcscOes : quetn do seu prestimo so
quizeriililisar.dirija-searua di Alegra da ltoa->ista.
n. 24, ou annuncie por osla tojlia.
O raixa da companhia de Reberibe adverte aos AO PUBLICO
ro,a1 hora da tarde, so ha de arrematar em praca, Srs. arcionistas que anda nao conipletro suasl rns,Mm>se meninas com toda porfeic..to, a saber:
na porta deSla repart'iQflo.l caixa com assucar mas- entradas, que o devem fazerquantoantes; pos que primeiras ettras grammatica portngneza, arithme-
oavado doengenho Itom-Successo, de n. 5, roma elle tem de prestar suascontas, e nao pode por mais
temptf ter eontemplacilocom empale dos seus adan-
Kflii
at\s.
JoOn Xavier Carneiro da Cunha. fidalgn caralbiro da
rain imperial, cavalleiro da ordem de Lhristn, t admi-
nistrador da meta do cvwulado detla provincia.
Faz saber, que rodia 4 de Janeiro prximo futu-
BGBEQDDB
marca IF, pesando liquido 49 arrobas e 3 libras a
1,550 rs. a .arroba, consignada a Manocl Goncalves
da Silva, c apprehendida no trapiche do Angelo, por
falsfiraciio datara, pelo guarda Antonio Francisco
Xavier: aarrematacohelivre dedespeza ao arre-
matante.
Mesa do consulado de Pcrnambuco, 30 de dezem-
bro de 1846. O administrador,
Jodo Xavier Carneiro da Cunha.
r< blie.icao a pedido.
Translioz os umbrnes riaeternidadeD.Mara Candida
Salazar Pessoa, no dia 21 do correte mez de dezem-
bro; transpoz os marcos da vida urna das creaturas
mais perfeilas as virtudes domesticas e sociaes,
exemplar de modestia, symbolo do amor conjugal,
forte na desventura, resignada nos apuros diis pri-
varnos, porque passou qinisi toda a na vida, desve-
lada mili de 5 lillios e fiel esposa do Icnente-co-
ronel Jos Mara Ildefonso Jacome da Veiga Pomos;
abandonou a vida depois de padecer por seis me/es
inllammages intcslinaes.quc nlo pdenlo ser supe-
radas, apezardasijlgencias, desvelse sciencia dos
Srs doutores Jos Eustaquio Comes, concelbeiro
Antonio Peregrino Macel Monteiro, o doutor May.
Deseos pas o tenente-gencral l.uiz Antonio Salazr
Hoscoso, esua uiulher I). Ricarda Roza, cuja noble-
za elinhagem silo gcralmcnte sabidas, recebeo D.
Mara Candida una educaco anloga distincta
posico desua familia, de mistura rom lodas as vir-
tudes humanas e religiosas, tornando-sc ellas prati-
ras e patentes, desde que passou ao estado de casa-
da, onde se acrisolaro pela desgrana na quadra das
grandes revoluces, por que passou osla provincia.
Forito pungentes o graves sempre as feridas, que a-
ifii,.,ie coraCflo rerebeodosacontecimenlos polticos
lio ii/iz, pois, em rasSo da posicito de seu marido, o
v/V/em todos os casos envolvido noturbilhao poli-
tico, ea sua vida, o futuro della e a sorle de seus
cinco fillinhos a bracos com o destino e o azar.
Kccolhida, na quadra de 1817, casa de seus pas, ri-
cos de merecimento e nobreza, mas pobres de meios
pecuniarios, vio desfilar seu marido entre ferros em
procura do patbulo, ora aqu, e j na Babia, em cu-
jas prisoes, ella solicita o laboriosa derramou em au-
xiljos quanto a diligencia, as vigilias e o mais atina-
do Irahalho Ihe pdenlo adquirir, por mais de lies
anuos do saudades c tormentos implacaveis. Em vez
de ft compensadas as su as virtudes depois de res-
tituido a seus bracos o infeliz marido; em vez de se
Ihe restituir o repouso, que tanto mereca e prcrisa-
va, vio partir esse marido aos reclamos da patria, e
lancar-sc na voragem de una guerra, que amea?a-
va deCoianna assolar a provincia inteira. Nao ver-
teo urna lagrima, embura negrejasse o coraco: era
lieni licar a esposa e os llbus, quando a m exiga o
sanguc de seu lilbo. I). Mara Candida, forte e escu-
dada si) de sen animo, preparou-se para renovar a
lucia, que, ha pouco, julgara finila : submetteo-se
as volitados da Providencia, bumilbou-.se, e Dos a
vio, ouvio e abencuou. Teve a recompensa, aportan-
do contra o seio esse marido tilo charo; silo e inc-
lume. Mas anda nao eslava esgntado o calix da a-
margura, e la veio o auno de 1824, com os sous fu-
rores, nosqunes nocessariamenle esse marido devia
ser victima do mao fado sendo por isso encal-
co ra do quasi dous anuos sem meios de subsisten-
cia, a excopclo daquella, que a aniizadc de seis ho-
niens Ihe mnslrou durante esse longo espaco. Pon-
riere cada um quanla coragem, e resignagilo preci-
sa a eres tura combatida em toda a sua vida por tra-
lialhos rila especie, para deixar de succunibir, d"
se aniquilar : porm o mor dominando, oatncn dos
li'hos, e mais que ludo o amor de Dos, Ihe derOo
I ,XI*i* uuiii.nv.rr a sua ardua trela, a sua vi-
ta c experiencias e purgatorio ueste mundo, para
que purificada dolle partase em direilura a gozar da
beiiiiiventuranca Religiosa, verdadeira calholica ro-
mana, se preparou c>in todos os sacramentos para
.i partida, e dizendoadaoi a asnas ohjeetos de sua pre-
>.. rCCfiu no mundo, volveoos olliosda alma ao Cre-
ador, esoparando-se do crpo, que baliilara, se foi
inir a Alma Eterna. Jazem seus restos moraos as
oalacumbas da matriz da Boa-Vista:a sua repulacilo,
i seu excmplu onrie seu nonic chegou e a sauda-
le mais bom merecida no cornco de sua familia, e
dos amigos desla. Eternamente gozo no ceio da 1)1-
\ i uilarie o premio rie tantas virtudes.
O doulnr Antonio Instilo de Serpa frando juis de
direito interino da primeira rara do crime da c mar-
ca do Kecifede l'etnambuco, por S. M. Le C., que
lieos guarne, &c
Faro saber, que na quinta sessiio ordinaria dos
juradosdeste termo a que presid, forilo assiduos
em toda sessiio, comjuzesdo factosorlcailo.se cha-
mados, os segunles Senbores: l.uiz Connives Agr,
Antonio Joiio da IIomii reieao o Silva, Jos! Mara
SchelTIer Jnior, Franrisro de Paula Corris do
Araujo, Domingos das NcvesTeixeira Bastos, Ignacio
Alvos Monteiro, Jos Mauricio de Olivcira Maciel,
Jos Francisco Rbeiro l.uiz da Veiga l'essoa l.uiz
do Reg Brrelo Joaquim Antonio de Paria Jos
Jeronymo Monteiro Joaquim Carneiro de Souza La-
cerda Jos Maria da Cruz, Manoel Ferrera AnUines
Villaoa Francisco Joaquim Machado, Joaquim Ma-
ra, de Carvalho, Jos Antonio Pinto, Jos Marrelli-
no AI ves da Fonseoa Maxmiannn de Oliveira Mus-
surepe, Januaro Alexandrnoda Silva Rabello Ca-
nec Manoel Lopes Mariel, Jos Xavier Faustino
Ramos, Jos Gomes Tavares, Antonio Carlos Perci-
ra de Burgos Ponre de Leiio, Antonio Dorneljas C-
mara Antonio Rodrigues Lima, Flix Miguis, An-
tonio Maria de Castro Regada Joilo Pacheco Alves,
Jos Joaquim Bezerra Cava lea nt, Jos Ignacio Soa-
res de Macedo Francisco Borges Mendes Joo do
Rogo de Barros Falcflo Francisco Rbeiro Pires ,
Filippo Ruarte Pereira-, Joaquim Caetano de Souza
Cousseiro, Torquato Ilenriques da Silva, Nuno Maria
deSeixas.
F. para que ebegue a noticia aos mesnios, mandei
passar o presente, que sera publicado pela im-
p re nsa.
Dado e passado nesla sobrodila cidade, aos 15 de
dezembro de 1846. Eu Jos Affonso Cuodcs Alean-
forrdo, escrivao osubscrevi.
Antonio Tristdo de Serpa Kranddo.
O juiz de paz presidente da junta quulilieado-
ra da parochia de S.-l.oureii(;o-da-Malla, em cum-
primenlo do artigo 4." da lei de 19 do agostodo cor-
ronte anuo, convooa oaJtea <>uu>roo o ou|>T>lei>4c.i
abaixo .Icclarados, para comparecereni na terceira
dominga do Janeiro prximo vindouro, s9 horas do
di, na igreja matriz,oab exereereni as funccoi's.que
a mesma lei Ibes tem marcado.
tamentns. -- Recifc. 18 rio dezembro de 1846. 0
caixa, MnnoelCioncahes da Silva.
Pela subdelegada de polica dos Afogados se
faz publico, que no lugardas Aroias do engenho Gi-
quia, filra adiada por Antonio Manoel Ferrera nina
cdula do cen mil res, ecom ella urna declaracilo,
foila por Manoel Jos Curdos Magall.les, o mais um
papel de mercurio doce, c um vidro de maraca; ludo
dentro de urna patrona de matutn, a qual foi aehada
em dias do mez de oulubroi quem sejulgarrom
direito a esses ohjeetos, compareca na mesma sub-
delegara, que .-ilii saliera qilem os tem.
Subdelegara da freguezia dos Afogados, 23 de de-
zembro de 1843. Machado Idos.
Pul)ifAQcs luteranas.
ELEMENTOS DE HYGIENE NAVAL
para uso dos navios de guerra e do commercio do
imperio do Brasil ofTorocdos a S. M. L, o Senhor D.
Podro II, por Franrisro Flix Pereira da Costa dou-
tor em medicina e director do hospital da marinha
da rorlo. Esta obra routeni nocoes geraes rela-
tivamente influencia dos climas sobre o physico o
moral dos bunions Trata da atmosphera martima 6
lerrestre eseus diflerentes estados ; da agoa e das
outras bebidas, dos alimentos e vestuarios ; alm de
outras inuilas materias que lecm relaco com este
objeeto. O preco da assignatura be de 3000 rs.; ser
um voluine em quarto de mais de 300 paginas. Os
nomos dos Srs. assgnanles se publcaraO no (ni da
obra. Subsrreve-se na piaca da Independencia ,
livraria, ns. 6 e 8.
primeiras lettras, grar..
tica, dmitrinu rhristila, roser, marrar, bordar e lazer
lavarintos ; assiin como tambein ensin.to-so meni-
nos tanto em particular, romo em suas rasas : queni
de son prestimo so quzer ulilisar, dirija-so a rtM
Velba da Roa-Vista, n. 119.
Aluga-se, por 4,000 rs. por mez, no llm do pro-
sente dezembro, urna pequea casinha na Soledad,
estrada para o ManKiiinlio, ou ra de Manoel Fer-
nandes Vieira, n. 22; oulra na ra Imperial (Atorro-
dos-Atogados! n. 103: na ra Nova, loja.n. 58.
-0 abaixo assignado faz publico, que. lendo pas-
sado um vale da quanlia de duzontos mil reis, em 5
de novembro passado, em rujo vale j est um re-
cibo de cem mil res por conla ; aconteceo,que .in-
do pagar o restante, depois que pagnu, perdeo dito
vale: e como a pessoa, a quem dito vale pertencia,
j esteja paga, se faz o presente, para que nnguem o
receba em transaccilo, visto que nada vale: advertin-
do-se ao mesmo lempo a quem o liver adiado, que,
querendo reslilui-lo ao abaixo assignado, ser re-
compensado.
Antonio Brochado Soares t.uimart$.
Sorvetes e petiseos.
Hoje dia do Monte, no Va-
raduuro emlinda, ta laja do
sobrado do Si*. Joaquim Lopes de
Almeida, haver bons sorvetes e%
CI.RITORES.

COIWMEBCIO.
* Alandega.
ilENDIMENTO DO DIA 30.......3:552,385
DESCARKEGA" UOJE 31.
Jh- -ra ngleza\lary-Quten-of-Scott~ mercadorias.
/ 'ra porluguoza--7'f;'(>idem.
(alera < olumbus irieui.
I'.arcaUtpraij pcixe salgado
llrigue Immanuecarvao.
lrgue-A/ory-/7oun5r//--bacalho.
2 Vigario Francisco Manoel de Barros.
3 Jos Francisco do Barros llego.
* l.uiz Francisco de Barros llego.
5 Manoel Lucas de Araujo Pinhoro.
6 Joaquim Mauricio Wanderlcy.
7 Joaquim Corroa de Araujo.
8 Francisco do Paula Corroa de AraujoJunor.
9 Antonio de llollanda Cavalcanli.
10 Francisco do Paula Paes Brrelo.
11 Manoel Joaquim Mauricio Wanderlcy.
12 Sebastifio Antonio Mello Rogo.
13 Vital Brandiiode Alhuquerque.
14 Cbristovao de llollanda Cavaloanti.
15 Scbastno Antonio Paos Barrlo.
16 Francisco Joaquim da Rocha Falcflo.
17 Joilo de Azevedo de Araujo Pinhero.
ts Sebastin Jos de Barros Brrelo.
19 Manoel Bezerra de Vasconccllos.
20 Joo Lilis Cavalcanli.
21 Diogo Soares de Alhuquerque.
|S Virtorianno de Souza Franija.
23 Jofio Marinha Falcflo.
24 Francisco de Goyeis Castro.
25 Manoel Cavalcanli de Alhuquerque.
26 Joo Dias Carneiro.
27 Antonio Francisco Xavier de Vasconccllos.
28 Antonio Brando Malhero.
29 Manol Antones Correia de Quciroz.
30 Flix Paes da Mtvl
svjkn.RSTas,
1 Francisco de Paula cyreia de Araujo.
2 Joaquim Rodrigues CaVipello.
3 Jos Ferraz Da Uro
4 Francisco Xavier Cavalcanli.
5 Joaquim do Araujo Pinhero.
6 Jos Conexivos da Luz
7 Joaquim do Rogo Barros l'essoa.
8 Victorino Goncalves da Luz.
9 Manoel Goncalves da Luz.
0 Jos Peros Campello.
11 Antonio Joaquim rie Barros.
12 AntOnio Jos Duarto.
13
14
15 .Manoel de Souza Texeira.
16 l)r. Filippe Carneiro de Olinda Campello.
17 Jos Germano de Aguar.
18 Pedro do Moraes Carmuro.
19 Antonio Rufino de Araujo Cavalcanti.
S.-I.ourenco, 17 de dezembro de 1846.
Oiuiz de paz,
Pedro frnciico de Paula Cavalcanli de Alhuquerque.
Acaba de ser publicada em um folhetode 78 paginas
a iiteressiinte dsousso, que se susciten na assem-
bla provincial, acerca da queslo=se deve o hispo
serouvido, quando se trata da divisan de fregue-
zas?=
A Icitura deslc folhelo deve interessar aos Srs. sa-
iei ilules o a todos aquellos, que cordialmcnte ilcse-
jfio ver respectadas as formulas religiosas, pois que
em resposta a varas aecusmoesfetas ao digno prela-
do desla docese, o que voem no mesmo folhelo, ap-
parecem os mais brilhanles discursos ern sua de-
fesa.
Vende-se na loja de livros da praga da Independen-
cia, ns. 6e8, c na loja do Sr. Rr. Coulinlio na ra
do Collegio, por 400 rs. rada folhelo.
O IIOTF.I. I.AHERT
Historia Comlcmporanea
pon
h'iigene Su
Ai Oa de ebegardo Bio-dc-Janrio, o vrade-se rm
Ircs voluillfs na praca da Independencia, livraria n. Ce
8: agrande nomeada, que Crin adquirido sen autor, be
.iiIIk a me para o elogio desla historia.
Avisos manamos.
-- Paran Baha sabe com a maor brevulade o
hiaie Imtiidf. para carga ou passagelros, trata-
se com Silva Para o Aracaty segu com brevidade o biale No-
vo-iiiiiuia, meslre Antonio Jos Vianna : quem nelle
quzer carregar, se entender com o mesmo ineslro,
no trapicho novo.
Avisos diversos.
Deca racoes.
O escrvfio o ariministrador da mesa de rendas
internas provi'neiaes desla cidade, vendo quteem
comparecido na dita mesa muito poucas pessoas
salifazerem a decima de suas propredadaf, nos 3
barros desla cidade e povoacSo dos Afogados pre-
vino aos Srs. propietarios quenoseguardem lo-
dos para compareccrem a satisfazer o semestre, que
se est arrecadando nos ltimos dias, em que ex-
pira o prazo da arrecadac,ao, sem oonusda aulla
J MUTILADO
Offerece-se um rapaz brasileiro, de 16 anuos de
idde, para caixeirode slgum armatem de assucar,
cseriplorio ou cobranca; o qual para sso esla babli-
tailu, por saber bem Ier, escrevere contar: quem do
seu prestimo se quizor ulilisar,-dirija-se, a ra da
l'raia, n. 7.
Alugo-se o segundo elcreciro andares da casa
da ra do Collegio, n. 17; os quaes teeni excellenles
comniodos para familia : a halar na ra do Vigario,
sobrado n. 5.
A pessoa, que por engao tirou do correiocar-
tas para h. Mana Anua Joaquina da Silva, viudas l-
timamente dos porlos do Sul, no vapor l'ernambuca-
na. como se observa do n. M da respectiva lista na-
Juclla reparlicio, queira ler a bondade de as man-
ar nlrogar ia ra do Vigario, sobrado ti. .">, visto
quesalli poderO ulilisar as mesillas carias, ea
mais ninguim.
I'recisa-se alugar urna preta captiva para servico
de Corintia e compras : quem tiver, dirija-se a ra to
Collegio, n. 7, que achara com quetn tratar.
OSr. G. F. de T., que levou a chave da casa da
ra de Stila-Theroza, no dia 17 do correte, para
ver so agradavo os commorios, e que nao letn da-
do eiiinpi iii.eiiin ao sen trato at o presente, quei-
ra vir entregar a dita chave na ra das Cruzes ,
donde a levou.
Offerece-se um rapaz portuguez, de idade de 17
annos, para caixeiro rie loja, venda ou oulra qual-
quer oceupa^o : quem do seu prestimo se quzer
ulilisar, dirija-asa ra doCollego, n. 15.
Alug8-se urna casa terrea na ra da Sensalla-
Velba, com lres quartos, quintal ecacimba : na pra-
ca da Independencia, livraria, ns 6 e 8.
Ouera precisar da um caixeiro porluguez,de ida-
de de 15a 16 anuos, dirija-se a ra estreita dolto-
zario, tenda, n.45.
m= O ali.iivii assignado, rrndo nos Diarios un remedio
para bembas e rravos foceos, culo remedio lie cousaex-
tr.iordiiinrin, o leudo rn^rnlio, iia inuilu anuos, e leu-
do perdido diversos eseravos, e desde o annuncio des-
le remedio, leudo salvado todos, e por fin sua senlio-
ra, que padecia esla molestia a ponto deja nao se poder
e.ile.ir, e com este remedio ficoil perfeitanienle saa, e
tambem um illio de idade de 20 anuos: e como vio esle
remedio produiir este edeilos. por Isso fat este nnnu1
-'para beneficio dos Sis. de engenho, tendo visto sff-
is ulcijados e pe derem a vida, por causa desla moles-
. Faz este annuucio para beneficio da liumanidadc.
Antonio Correia Pessoa de Mello.
Aluga-se,a quem precisar.um preto; islo para
mez, que veui: na ra .Nova, loja, u. 58.
peliscos.
Quem se julgarcredor de l.uiz Manoel Rodri-
gues Vallenca haja doapresenlar sua conla, para Iho
ser inmediatamente paga na rua larga do Rozario,
padarii u. 48.
Precisa-se alugar urna prcla que saib cozi-
nhar e fazer o mais servico de una casa de pouca fa-
milia : na rua da Trompe para o Mondego no sitio,
que tem a casa com frente cor de chumbo.
I'recisa-se alugar um prelo ou molcqtio,
que saiba co/inliar, e fazer o servico interno de una
casa: na ruado Cabug loja de ourives de Joo
Pereira Lagos, que dar o sustento e 10,000 rs.
menaes.
Precisa-so de una ama para criar urna enan-
ca e que lenha bom leite, seja de boa conducta ;
p$efere-se escrava : na rua do Queimado n. 6 OU
na ruada Soledade n. 21, defronlcdo porlo do si-
lio do Sr. Ilerculano onde tem ollicina de ferreiro.
~ Arrenda-se o primeiro andar do sobrado da
na das l.araugeiras, n. 14, com com modo* para fa-
milia : a tratar na roa Direita, n. 79.
- Os Srs. Thectouo Theofilo de Abroo Lima o
Tlieolonio Fernandos d'Ahreo Silva iiueiro dirigir-so
rua daCruz, n. ">i, primeiro andar, a negocio ,
que Ibes diz respeito.
ISovo itpportante aviso.
POMMATEAI CITF.LFIRO, ATERRO-DA-BOA-
VISTA N. 5 ,
tem a honra de prevenir ao publico que acaba de
receber pelo ultimo navio ohegadode Franca, um
ande soiliniento do mercadorias todas do pri-
meira qualidade o do ultimo gosto como: clnco-
tinhos delicados o bengalinhas guarnecidas de prata
lina ; pojtonoos para cafar; polvarinhos de diverso*
tamauhos eliumbeiras de 1 e 2 canudos, saca-
trapos, ferros para dosparafusar, forma de fazer ba-
las de varios calibres para pistolas, espoletas de
primeira qualidade cbaniino> de aqo fino para 66-
pingardss de espoleta; esponjas linas; escovas pa-
ra denlos o para millas; lorriuhos para litnpar e ti-
rar denles; Instrumentos do cirurgia; tundas do
todas as qualiilades ; froios; esporas; obras do
prata lavrada, como colhorespara cha e de tirar
assucar, muito ricas ; facas com cabos e folbas do
piala para comer frtictas, r tamben) com cabos do
prata o tullas de ac lino ; navalhas do barbear de
primeira qualidade ; lesouras de lodosos tamandoa
e de ac lino ; o senilmente ludo quanto pertence a
cuidara; estajos de mathematica e necessarios do
costura para scnboras. Tambem faz de enconimen-
da toda a qualidade de fundas, c colicortos de'es-
pingardas.
As quartas-feiras c aos sabbadoscontina a amolar
toda a qualidade de ferros ; advertindo aos seus frc-
guezes, que d'ora em dianle elle mesmo se oceupa-
ta especialmente deste ultimo trabalho.
Sa botica da rua do Railgel. vendein-se os reme-
dios srgulntcti dos quaes a experiencia tem conliriiiado
os melliores efl'eitos : dentilieo, que tem a prupriedade
de limpar os denles cariados, a restituir-Ibes a er es-
maltada, cni muito poneos dias ; o uso do dito reme-
dio lu tilica as geuuivas e tira n mo chriro da bocea,
proveniente nao s da carie, como do trtaro, que se
une ao pescoco destes igaos; o remedio he designado
pelos u meios i." e 2 ": unliala purgativa, mili util as
ci ancas e as pessoas de toda e qualquer idade ; he com-
posi.i de substancias vegetacs, nio conu'm mercurio,
iiem droga alguma, que possa prejudiear: remedio para
curar calos, em poneos dias ; dito para curar dores ve-
nreas antigs, e que lecm resistido ao tralamento ge-
ralmeutc applicado ; dito para provocar a mrnstruaco,
e acoderar a aeco do tero nos partos naturaes, em
que nao se precisadas manobras cientficas da arte ;
dito para resolver tumores lymphaticos, vulgo glndu-
las ; dito para curar bubas e cravos seceos, o mais i-Ili-
cai que seconhece al aqufc; dito oximel de ferro, mili-
to utd uas ehlorotes, vulgarmente chamadas frialdades;
pos auli-biliosos de Manoel Lopes; capsolas de gelati-
na, coutendo balsamo de cupabiba ; ditas de oleo de
recio* purificado ; ditas de cubebas em p fino ; ditas
de assal'etida; (lilas cun pos purgantes; ditas de millardo
daCliiua; ditasde sulplialo de quinino de i e 2 graos cada
capsula; algaleas, velinhas elsticas; pillas de sal de ca-
li .i iiliii. agoa das Caldas, chegada prximamente; reme-
dios que curo a l'naldadcdciil-o de -indias, inesmoestaii-
doincbado; oleo minio bom para conserrar o cabello.que,
alm de nao deUar cabii o cabello, Umpa a caspa, e>
cujo uso continuado faz reapparecer o cabello perdido ;
pulas especificas para curar as gonorrheas chronieas.
quando a lesao nao passa da meta ; Igualmente utn ta-
rop aml-heiuorragico, applicado nos casos, emquese
llena sangue pela bocea : o preco de todos estes reme-
dios he mu rasoavcl, e os bons resultados da illa appli-
cacao be que dcvui fatcf sua apologa,
11




A,
m

-.

j
A


OfTerere-se 1 htimem, de 40 annos, bronco c som
familia, para caixeiro o qual da tia.lor a siia con-
dvrlii : quem o pretender, dirija-se a na da Cruz ,
atrs dn Corpo-Santo casa de pasto do Sr. Jos
Cactano.
-- O ahaixo mencionado dcela'a qreda n So do
Sr. lente JoloArsenio liarboza recebeoo seu ba-
hu c ludoquanlonelle existia quando llie furtaruo,
e pelo mesmo Sr.foi adiado com a falla do ouro no
baliu/inho de tartaruga que o ladrSo levou; legan-
do anda a quem forem ofTerccidas as pecas do nip-
rido ouro, annunciadas no Piano de terc,a-felW,
29 do corrente asapprehcuda por Curiadas, c as
leve, ou denuncie a Manoel Jos de Bastos, mo-
rador na ra do Ranpfl, n. 5.
Antonio Comes de Abrcu Portugttez, retira-sc
para Cora da provincia.
IVs"ja-se saber aonde est existindo a Senho-
ra I) Jnfcpha Joaquina de Brilo, scnbnra do enge-
niiu Ituraienia OU dirija-te a ra da Cadeia-Vclha,
n. 60, segundo andar, para negocio de sen intcresse.
Precisa-se de urna ama de leite forra, ou es-
fiaia : no Atejro-da Boa-Vista, n. 62.
Precisa-sede una mulber branca de boa con-
duela, para tralai-de dousmeninos, na companhia
de seu pai : na ra da Concordia venda n. 26.
Pergiinla-se aoSnr. J. M. e outros solicita-
dores dos auditorios, se, para passarem urna vida
lauta, precisan (car coni as custasdascxccucOes,
que mandilo fazer pelos ofliciaes de justica urna
vez, queosseus constiluinles pagSo e at adianta-
do, os dilos Sis. cliainilo-lbe pouco e vilo enga-
ando unllieial de juslica a ponto ile ajuntar urna
qiianlia soll'/ivel e por (im ebega o lempo da Cesta,
.adeos dinheiro : o resultado he o prejuizo das par-
tes porque desta Corma demorlo-sc os proressos.
I.ouvnie, sej;'io dados aos Srs. B P. e F., que silo
humados e se conl'ormo com os scus teres.
O padecenle.
Snciedade Nova Natalicia.
O priuieiro secretario faz seiente aos Srs socios ,
que osbilhcles para o espectculo do dia primeiro
de Janeiro se distribuoin boje e amaiihiia na ra do
Ro/.ario,n. 38.
Precisa-se do uma pessoa para dar tinta na ty-
pQRraphia Unido,
Aluga-se uma casa terrea na ra Bella coni 2
salas 3alcovas, cozinha Cura quintal e cacimba :
a tratar na ra do Collegio n. 15, segundo andar.
y -- Precisa-sede urna ama deleite : no Alerro-da-
lloa-Visla, n. l'.
Joaquinitioncalvcs (ascflovai a Parabiba tratar
de seu negocio.
ATTRRBO-nA-lfOA-VISTA N. 3, I.OJA )K
" JOVO CIIAHDO.N.
Acabo de ebegar pela Zi7a,ultimo navio vindo da
Franga, riquissimos chapeos de seda da mais ele-
gante Corma da ultima moda de Paris, parasenhora,
niuito linos; elegantsimos chales de ha reges; ri-
cos chales e mantas de seda; bonitas litas de selim;
lindas Clores para chapeos, cabeca e vestidos de se-
wtiora; espartilhos Ceilos pela primeira modista de
Paris; muilo linas e novissimas perCiiniarias; baleias
e alacadores para vestidos e para espartilhos; chapeos
de pallui muito unos; ricos lencos e outras mais l'azen-
das de bom goslo.
lugilo-sc as seguinles casas: o terceiro andar
a OS primeiro e terceiro andares dos sobrados ns. 4 e
6 do Aterro-da-Boa-Vista todos pintados e arran-
jadosdenovo, por 300,000 rs. anuuaes;a luja do
mesmo sobrado, n. 6, com proporc<>es para qualquer
estabelecnento; urna casa terrea com quintal ,
cacimba e mais commodos pata grande familia na
ra da Unifio n. 5 ; duas ditas com iguaes commo-
dos, na Tiempe, ra da Soledade ns. 29 e 31 por
12,800 rs. mensaes : a tratar no escriptorio de Fran-
TiscoAnlonio de Oliveira & Filhos.
rf aPrrcisa-sr de dous lavradores em casa do doura-
*d*or, o fabricante de candiclros de gaz na ra No-
va n. 52.
Precisa-se alugar um escravo diligente, para o
servico de uma casa, e que seja bom cozinheiro: na
ra do Arago no bairro da oa-Vista, n. 27, ou an-
iiuncie.
Aluga-sc'um sitio na ra da Casa-Korte com
copiar e gradara de Cerro na Crente, estribara e
cocheira, e muilasaccommodaces; varias Cjisitihas,
tanto na campia e ra da Casa-Korte como na es-
trada do Poco ; o primeiro c segundo andares do so-
brado amarello da ra Augusta ; a luja do dilo, pro-
Tria para venda ; o segundo andar do sobrado n.
36, do pateo do Livramento ; os lerceroe quarlo
ailares do sobrado da ra do Amorim n. 15 : a tra-
tar no primeiro andar do mesmo sobrado.
Joo Jos da Cosa avisa ao publico, que, des-
dcodia 28 do corrente, deixou de ser caixeiro do
.Sr. Manoel Ferrera llamos.
100,000 DF. GRATII'ICACAO.
Na madrugada do da 23 do corrente dczcmbro,ar-
romharilo o tclheiro, que existe na ra do Bru em
Fra-de-Portas, junto ao rio, e levarlo uma grande
4101 i'iu de taberna de amarello.serradas.ha muito lem-
po, e dftdiffcrentesgrossuras, uma porc.no de l'crra-
gc|n c curdas de navio. O rouho Coi perpetrado por
4 ou mais homens, que o conduziro em urna canoa,
c consta,que venderflo alguin taimado para as partes
de Sauto-Amaro. Manoel Duarte Rodrigues, morador
na ra do Trapiche, n. 26, he oprejudicado no dilo
roulio; offerece a gratificaeo de 100,000 rs a quem
descubrir sua existencia ou os seus autores, e se
qualquer d'ellcs o denunciar recbela a mesma
quanlia e nfio ser perseguido; ao mesmo lempo
que protesta esgotar todos os meios para perseguir o
crimceaer indemnisado do daiuno causado. O mes-
mo convida .1 quem tenha comprado dilo rouho a
cnlender-se com o prejudicado, para de mclhor for-
ma nio ser criminado.
Oabaixoassignado,impellido pela necessidade
de procurar um mcie honesto, para com elle adqui-
rir oque Ihc he Indispensavcl para subsistir sem
continuar a ser pesado aos seus amigos, depois de
haver de balde diligenciado em que empregar-se,
se propoe abrir una aula no principio do mez de
Janeiro prximo futuro onde, alm do ensino cor-
Yectudasprimeiras lettras, serilo dadas liecOes de
grammatica da lingoa nacional, latina e franceza.
mesmoabaixoassignado^ftrsuade-se, que temas
convenientes habilitacoes para satisfactoriamente
desempenhar o emprego.a que se vai dcdicar.e espe-
ra que os seusconeidadaos, e pariicularmente os
sousamigos, delleTonfiem a educado de seus (i-
llios., certos de que esta ser dada com todo o es-
mero, zelo e cuidado, mediante um rasoavel o m-
dico estipendio.
I'ara este fim terSo a bondade de entender-se com
oannunciante ,na ra do Arago, 'U 27 no bairro
da Boa-Vista : cumprindo advertir que na referida
aula scrfto recebidos alm de alumnos externos ,
pensionistas e ineio-pensioni.-las. ~\Jo$ Xaritr
Faustino Ramos.
71
IVas margen
e ao lado esquerdo dos.
rio est situada a bella e refrigerante povoacno do
Monteiro. Alii temo Nicolao estabelecido uma casa,
aonde se propoe a fazer Retados dediffercnles fruc-
las, as mais bem escolbidas para um semelhante
iim; e por isso convida aos seus freguezes a lhe fro-
quentarem a sua casa. O annunciane desde j as-
severa, que far as possiveis diligencias ao seu al-
eafcc, para que osseus sorvetes ainda sejilo mais
pmRnios, que aquelles com que servio aos respeita-
veis concurrentes, que tanto lhe honrrfio a saa ca-
sa, que n'outro lempo teve na ruada Aurora; por-
que urna longa experiencia e estudo quo lem feto
em compor nevados o lem habilitado para isso. A
venda dos sorvetes ter principio as 4 horas da tar-
de; e as pessoas, que do Recife ahi se dirigirem a
cavallo ou em carm, achar commodidades dcpo-
derem com descanso gozar de um refresco IJo ne-
cessario a conservadlo da vida, por isso que haver
cuidado em seus animaos.
Fabrica de chapeos
de sol na ra do Pas-
seio-Publico, 11. 8.
Joo Loubet adverte aos seus freguezes, que
queirilo desenganar-se por uma vez sobre os
objeclos abaixo declarados, tanto em preco
como em qualidade: lem nesta occasiao um rico
sortimento de chapeos de sol furta-cores e pre-
toscom barra lavrada, os mais modernos, que^pcm
apparecido ueste mercado de igual sorlimeuwi
tainbem chapeos de sol, de panninbo de todas as
cOrese ultimo goslo da rainha da Kscocia ; e para
^ciihorasum completo sortimento dos mesmos, de
v'odasas cores pois seus gostos silo da ultima moda
d\-Paris. No mesmo eslabelecimcnto se acha um
completo sortimenlo de sedas c panninhos de todas
as cores, proprios para toda c qualquer obra, que
se q1 izer fazer pois que silo proprios para esse Iim.
Tamhem se conecrtilo chapeos de sol, tanto de ho-
mem como de senhora, com toda a perrero por pre-
co commodo, e com a maior brevidade possivel
Na mesma fabrica tamhem se vendem baleias para
espartilhos e vestidos.
LOTEK1A
DA MATIUZ
DACIDADEDA VICTORIA.
Por se ter pouco ou nada adiantado a venda do
resto dos bilhetes, cexistir ainda umacrescida quan-
tidade, n3o pode ser effeituado o andamento das
rodas desta lotera no dia 22 do correte, como se
havia annunciado. Em consequeneia disto o respec-
tivo thesouieiro, do accordo com o juiz presidente
das loteras, tem transferiilo o subredlo andamento
para o da 29 de Janeiro prximo futuro, no qual
elle infallivelmentc se rea usar ainda que alguns
poucos bilhetes fiquem por vender.
- Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimose muito asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-so ao
moi.lTK. Kulnudo n >|uul(|uur hora.
Precisa-se alugar um molcque de 10 a 14 an-
nos : no largo do Terco sobrado n. 16.
r dn r.n nihari 1h> if<,|, Por nova ven?3o, e ainda aqni naolf^";-*"^ Virginia .cada ro,
8 O IvapiDAriUC-, ^. (|e a. e\\ MellorSckC, olais...prriorrapprincedetrUboa.
sse nosso ameno e delicioso I visio ^sjcn c.ia AJ" 'I _. \endem-se bezerros francezea. 1
ra da Cadcia do Kecifr, n. .q.
__ Vcnde-se superior vinho clarete,
o mais delicioso que se p 'e encontrar
ueste mercado, e mullo proprio para os
prsenles da fesla, por se aeltar em cai-
xinlias de duzia, por preco Ammodo : em
casa de Adamson Hovrie & C, ra do
Trapiche, n. l\"x.
m Vendem-e moendasde ferropara engentios de as-
sucar, para vapor, agua e besu.- diversos tamanho,
por proco commodo ; e igualmente taixas de ft-rro codo
e batido, de todos os tamaobos: na nraea do Corpo-San-
11, em casa de Me. Cal.nont 4 Companhia, ou na
ruade Apollo, armazem, n, 6. ,,,.*.
: Vende-se potassa branca de superior qualidade.
rm barris pequeos ; mi casa de Mathaus Austm Ot
CompanHIa. na na da Airandega-Velha, n. JO.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em ro-
Iha e pregos de dito para forros de navios -. os preten-
dentes dirijao-se ao iiiesino, ou aos benhores Mesquita
& Hutra. .'_
= Vende-se cal vlrgeni f m meias barricas ebega-
da prximamente, 1>o- nreco commodo; 1
Moeda arinaznii n
15.
prejo
Compras.
-- Compra-se cobre a 2_por cenlo para trocos : na
ra larga do Rozario lo^a de miudezas n. 35.
Compra-se cobre* para troco, a 4 por cento
na ra larga do Rozario n. 34, botiqun) da f.ova-
da-Onca.
Cnmpro-se liois, carneiros, vaccas e vi-
telas gordas, proprias para acougue : pro-
aa*^" cureni, ou manden) por escripia na ra
larga do Rozario, ns. 6ell, ao pedos quarleis, ou
annunciem.
__ Comprilo-sc effeclivamenle escravos de ambos
os sexos, e de todas as idades : na ra larga do Ro-
zario, vollando para os quarleis, n. 24.
Compro-sc escravos de ambos os sexos de 12
a 30 an >os : na ra Dircta, n. 3, defronle do beceo
dt'S.-l ;dro.
Compra-se um papagaiobom Tallador : no lar-
go do Terco, n 16.
Compra-se urna commenda da ordem de Cbris-
to que seja rica ; quem tiver,annuncic.
Vendas.
ra ai nia/.-|si ti. ^
Vendem-se bichas graodes de Ilam-
hurgo tbrgadfls ullimainente ; e lam-
ben) se alugo, por preco commodo ; no
Alerro-da-Boa-Vi.Ma primeira venda ,
ao p r. ponle., n. a.
A 12$ rs. o corte.
Na loja da esquina conrronteao arco de S.-Anto-
nio, n.'5,r*e Guimarfles, Seralim & C, vendem-se ri-
cos cortes de'chali de.lfla e seda com barra, os mais
lindospadrCcs, que teetn virdo a este mercado,
pelo barato preco de 12,000 rs. o corte.
Vende-se poassabranca, da
mais reeem-cliegada por mdi-
co preco ." em casa deL. G. Fer-
reir & Companhia.
-- Venden-se chapeos de pal'ia de superior qua-
lidade : em casa de Hcnry Forsler & Companhia .
ra do Trapiche-Novo, n. 8.
Vende-se um terreno na ra, que Cica por de-
trs da rUa da Aurora em lente do fundo da casa
do finado Pereira com igual largura a dita casa
com 300e lautos palmos de fundo, o qual chega
al a terceira ra : a tratar na travessa da Madre-de-
Deos, n. 18.
-- Vende-se um molequnho, de 12 a 13 annos,
muito bonito; urna preta.de 16 a 18 annos, com
prendas : na ra larga do Rozario, vollando para
os quarteis, n. 24.
Vendem-se 30 aceces da companhia de Debo*
rie, no valor de 70 por cento : nesta typograpbia ,
se dir quem vende.
Vendem-se 2 escravos, de mcia alado, proprio
para sitio, por preco commodo, poro dono se que-
rer retirar : no principio da ra de llortas travessa
do B.-Pudro, n. 16.
Potassa da Russia,
vcri'adeira e nova, em harris pequeos,
por.preco muito commodo : na ra da
Cruz, n. (o, em casa de Ralkmann &
UoscDmund.
\a ra da Cadeia-
Velha, loja n. 29. de
J. O.KIsler,
vendem-se os seguinles vinlios engar-
rafados e de superior qualidade : vinho
do l'orlo muilo velho ; dito da Madei-
ra ; Bticellas ; Catyellos ; Sherry j |\hei-
no; HordeanX ; Cherry-cordial; Tee-
iffi ; Champanha, marca cometa; e tam-
hem supeor genebra hollandeza ; agoa-
ardenle de Franca- vidros com conser-
vas ; hoies de dore de (rucias da Euro
pa ; hiscoulos finsimos de Hamhurgo ;
velas de composicSo ; th preto; dito
hysson ; ptimos charutos em caixinhas
de cem. .^
Sal de Lisboa fino e alvo, a 1600 rs. o'alqu.ei-
re velho, e sendo porcjto dar-se-ba por menos : na
ra da Praia armazem ti. 18.
Vendem-se 40 escravos de ambos os sexos, sen-
do pretos, pretas, molques, negrinhas, pardas,
pardos ; 2 cabrinhas proprios para pageos; entre
ellcs alguns com habilidades : na ra da Cruz, n.
51, a fallar com Jos Francisco da Silva.
Vend?-se cera de carnauba ; courinbos de ca-
bra ; bezerros e sola; iu(jo por preco commodo
na ruada Cruz, n- l.
F.EI.OAniMIEIRO
na ra da Sen/alla-\i'ilii, n. 18, das 9 as ii horas
da mandila e das Sal a.s 5 da tarde, preco a 3200
rs a arroba ea libra a 120 rs : adverle-se
ha troco em eohre ou cdulas miudas po
nreessario trazcrcmoiSrs. compradores a quaiitia
certa.
= Vendcin-fe barrira( e ,(-ias ditas com farinha gal-
lega muilo iiiprrior; barritase meias ditas com cal
vlrgeiu de Lisboa ; barricas com pntassa branca e prrta;
frehaduras para porla dearniaariN peuriras dr rame;
rodas de arcos para li;nr,.is ; bichas de Hamburgo ;
ludo por prrfo coinmod0 a ra do Vigario arma-
\enrte-s" vni,a linio commum, en.
qiuilolas, pelo La-iaiissiino preco de 4s
is. cada urna : na roa da Cut* u. 3o.
Ra
fabricado rom as m*>lhores qu-
aroma rivalisa coui ..
de Nanti'.i, de
superior qualidade oSHmcIhprcs que teem viudo a
esle mercado por atacado ou ineamo em duzia., .-,
vontade dos compradores por mais baratd nreco dg
que cin outta qualquer parte : na ra da Cruz> 20.
Sexla ediofio da ^ranimatica
de Salvador.
ADVERTENCIA. "
Sabio a luz a sonta cdicSo drr bem acceito e mu
vulgarisado compendio d gasmmatica pflrtugueza ,
composfo pelo professor Salvador Henriques de Al-
buquerque. A cuidadosa correccilo typdgraphica ,
melhor redacclo, e importantes accrescentamentos
introduzidos pelo laborioso autor diloa esta sexta
edieflo do compendio uma decidida supenoridade
respeito dos precedentes, tornando-o cada vez mais
digno de ser recebdo as escolas para instrucefio da
mocidade. Vende-So pelo preco do costume (640
rs. cada exemplar encadernado) na livraria do edc-
tor, esquina da ra do Collegio.
Vendem-se charutos da Babia, chegados na
ultima embareaco, de superior qualidade, a 2880
rs. a caixa outra marca regala, a 2400 rs., o
outra a 1700 rs.. de differentes cores: na ra do
Crespo, loja de miudezas, n. 11.
Vendem-se, por preco commodo dous ocu-
los de dous punbos cada um e com dous vidros, pro-
prios para Inca tro ; a lllustiacilo, jornal universal,
encadernado ; o Castriolo Luzitano, ou a guerra
entre o Brasil e Hollanda, com o retrato de Joo Fer-
nandes Vieira ; o Parnazo I.uzitanp 6 v. novos; l.u-
ziadas de CamOes, 1 v.; Arthmetica do Besout,
quasi ludo novo : na ra larga do Rozario, n 35.
Itll.f.cs finos para visitas,
ditos para theatro, papel floreado e dourado para
cartas amatorias, dito hollandaj>ara requerimellos,
ditobrancoe azulalmaco dito pautado de diver-
sos formatos dito pintado lvrosde ouro paran-
eademadnres, papel de peso dourado de varias co-
res dito chupa-tinta : vendem-se na livraria da es-
quina do Collegio.
L-vros em hranco paulados,
Na livraria da esquina do Collegio esiiM vetula
um abundante e variado sortimento desta mercado-
a precos commodos.
FOLHLNHAS
de alma na k c de porta.
A edico mais correcta e com*
pela, cjue existe, deslas folliinhas,
est venda as livrarias da pla-
ga da Independencia, ns. G e 8; da
esquina do Collegio; e na Boa
Vista, botica defronte da matriz,
pelo prego do costume.
Varna da Carieia-
Velha, loja, n 29, de
ti. O Elsler ,
vende-se ptimo Champanha --Sellery pouco vul-
gar em l'crnainhuco ; dito marra cometa, bem co-
nhecido.
Vende-se urna escrava parda moca, de bonita
figura, cozinheira e que engomma liso, i or mdico
preco : na (iraca da Boa-Visla, n. 30, casa do briga-
deiro Almeida.
Vende-se cal virgem em pedra chegada lti-
mamente de Lisboa; niercui io doce, em caixinhas de
3 libras : na ra da Cruz n 54 ou na ra de Apol-
lo n. 34, armazem de Mendes & Tarrozo.
"w- Vendt ni-ae dous excelleulcs c n
vos pianos-fortes, leitos em uma das i
arrediladas fahrican sendn un dilli>lcrri,1P vVB1'.dV ",e'liore* furnadai|, que aqu teem
ieauaaas launtas, senao um aciies|Tindo do Rlo.de,janeir0, o multo apreciad rap
i
na, -
-> Vende-se uma pnreno de pedras para amolar:
no caes da AKandega armazem do Qarelar.
Vende-se uma casa terrea entre s duas pontcs
da Magdalena erichameadade tijolo e cal, com i
salas 2quarlose cozinba fra, uma ptima cacim-
ba deagoa de beber por acabar, canleiros de li-
jlos para horta ps de romeiras e pinheiras pro
ximas a dar; lem de frente 29 palmos e de fundo
34, em chOos foreiros; faz-se negocio favoravel: na
ruada Florentina, n. 16.
Vende-se uma venda na ra do Collegio, n. 21,
dando-sedesobrigaa praca e o resto a prazn; tem
de fundo 800,000 rs., pouco mais ou menos; ven-
de-se al com abale por seu dono estar bastante
doente e ter-se de retirar por estes dias ; a casa lem
commodos para morar uma familia, por deitar o
fundos para o Passeio-i'ublico : a tratar na mesnu
venda.
Vende-se, ou troca-se por algum terreno m
a ira baldes desta cidade, ou faz-se outro qualqavj
negocio, com urna casa de taina,bem feila.no prinei
po de Pedras-de-Kogo ladrllhada cooT20 pnVib
ile frente e 70 de fundo, com grande quintal lm
Aterro-da-Boa-Vista, fabrica de licores n. 26. V
Vende-se uma escrava perfeila mucama i
algumas habilidades que se faraO ver ao compra I
dor; uma dita boa engommadeira e costureira; -|
ditas para todo o servido ; uma moleca de wefio
uma escrava por 250,000 rs.; um escravo ; 2 me
leques para todo o servico na ra de -Agoas-Vf '
des, n. 46
Vendem-se queijos londrinos presuntos u\i
zcs.de muilo superior qualidade, chegados ui
mmenle de Liverpool, pela galera ingleza Culumb:
na ra da Cruz, no Itecifc, n. 66, venda de HfgJt
Joaquim da Costa & Companhia.
Vende-se farinha de milbo, em barricas, nim
lo nova por preco commodo chegada ultim
mente propria para sustento de cavallos : na i
da Madre-de-Dos, ti. 22, ar mazcm de VicenteF
reir da Costa.
i
Escravos Fgidos.
Fugio, de bordo do brigue Hor-do-Sul, o escra-
vo marinheiro, de nome Jos, de naco BeigujS", f
prsenla 25 annos, pouco mais ou monos, eslaTura ri
guiar, magro, sem barba, levou camina branca, cale
de riscado : pede4ea apprehensiodo mesmo: c quej
o pegar, levando a bordo do dito brigue.ou a casa
Amorim Irmilos, na ra da Cadeia n. 45, sera gra-
tificado.
Fugio, no dia 8 de novembro doste anno, unu
escrava, de nomo Joaquina de naco Nag ; "%,T-
um signal visivel as duas bandas uo rosto c"'"'\
trnV^que marcadtmJudinho principando da uoc-i
a i bahianna com saiu
sgue
ca alea iimu-Mi
e nflo vestido e lenco na caUcct .llftna,^^l^,^,e^' -,'''"
, n. 16, primeiro andar ; us...
11> 6-la sse
,10-
lllSl
llesj
O ncarrcR.-iclo da agencia do Rap-Casse nesta
vincia trm ahorna de parUcipar aos leus fregn
qu<' acha venda no deposito da ra da t.rua no Re-
ve a ra do Queimado,
como pessoa algtima poder cmprala e nein ve"
de-la seno a sua propria duna e na falta licara
compra ou venda milla c sem vigor e quem a tive
oceulta pagar lodo o lempo, que a dita preta su
ver fgida.
Fugio, no dia 3 do corrente, unja preta da Coi
ta ,de nome Joaquina; representa ter 25 anuos, yin
da da liafiia, ha rouco lempo ; levou saia de chita
io camisa branca e panno da Costa ; tem de signal ce
ir isso lie l,es nos'"dos da bocea, signal do sua nacio : quei
1 a pegar, leve a ruado Queimado, n. 16, pnmcir
andar, que sera generosamente recompensado.
Fugirilo, na noile de 28 paVa 29 do corrente
do sitio Ped inbo do enpenbo Paratibe, 2 escrav^
sendo um de nome Itnrtliolonieo de 22 annos '
boa altura, grosso, fula, ps muito achatados, m
largas c desformes ; tem um talho
largas ; gosta muito de batuques :
Agostinho, dogeuliodc Angola, o_
de 40 annos, alto, seceo barriga bstanle alW
p do estamago ilciiluco pernas linas cara
ca miios (hgadas e dedos muito comprados
os pegar, leve ao referido sitio ou nesta cidade
Sr. JoOo Xavier Carneiro da Cunha, na praca d"
Vista, que se recompensara generosamente.
" > ..... -
imito achatados, m'
lalho na cabeca.
s : o oulro de n 1
i,ou Calduda,de f
.....y
PERN, 1 NA TtP.
DE FARIA
.-X
ILEGIVEL
y
MUTILADO. J


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