Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08354


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Full Text

Anuo de 1846.
Quinta-fe ira 54
O DIARIO pnMic-le todos o das que no
forem da guarda: o preco .la asstqnaliir lie de
il/oon n. por quartel, paeot adanlaitnt. O
annuncio do$ assignantes i3o maridos a raio
de 20 ri |r linta, 10 riis en lypo dillereii
te, e a repetires pe meladc. Os que nao f-
rem jsi,;nntes p-i5o 0 lil por liaba, c 160
eni typo'dilTereote. ^^^^^^
PH ASES DA LA NO HEZ DE DKZ.EMBRO
],ua clieia a I, ai 1 hora* e 30 minutos da tarda.
Mingoantea ID, as 6 horaa 55 min. da Wrdr.
La nova a IR, as 10 horas e 21 mo. da mauh.
Crescenle i i, u I horas e l min, da manh.
PARTIDA DOS CORREIOS. '
Oo.'anna r Paraliyiia Secundas e Sertas feiras
Rio Grande do Norte, cliega nas Unirlas feiras
ao meio dia e pirle uas mesmas horas Das
Quintas fairas.
Cali, Seriohaem, Rio Kormoso, Porto Cairo*
Miceyo no 1., 11 e '.' i de cada mes.
Garanh'iins e nnitn a 10 e 21.
Roa-Vista e Floros a II e 2.
Victoria ii ti Quintas feiras .
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 9 h. 18 minutos da manhi
Segunda a 9 h. 42 minutas da tarde.
de
De/embro. Anno XXII.
N. 280.
DAS DA SEMANA.
21 vj Segunda. S. Thom.
22 Tere. S. Honorato. Aud. doJ. dociv. da I.
T.edol.cUpaii|g2. disl del.
2 Quarta S. Servido. Aud. do J do civ. da 2.
T e do J. de paf do 2 dist. de t.
24 Quima S Delfino. Aud. do J. deorphaos,
do I. municipal da I. Tara.
25 ** Sexta NaiclmenU de Nosso aenior
Jess Christo.
28 ** Sabbado. Santo Eslevao Prolomartyr.
27 Domingo. S. Joo Apostlo e Kvnugelista.
CAMUIOS NO DIA M DE DF.7.EMBKO.
Caml.io sohreLondrea 2 d. por 11 >
a Palia 325 rcis por franco.
. Lisboa 95 de premio.
Desc.de letras de boas nenias I 7.P- Va""*1'.
OuroOnras hespanhoNs 1*1000 >*;""
MoedasdefJJinOvel. I8jtw '!"!?
. de8j400nov. bfMO a I afea"
,, de 4*0I>0... 9#..0O a 9*10n
/>,*.-Pataco........ =JP *"
Pesos columoare. 5jli>00 a JfOlO
, Ditos Me.lcanos. "|820 a i#M
, Miuda.......... i)' "70
Acces da Comp. do llelKr.be de 50*000 ao par.
DIARIO DE PEMTAMBUCO
==
AVISO.
No ullimo desle mez finda o
prazo, por que fra prologado o
qu eslava marcado para o troco
das cdulas de 2^000 rs., eslam-
padas eni papel brauco.
) PAhTEIjFF.CHL.
" MIMSTF.UIO DA JUSTICA.
Senhor.-0 artigo 35 da lei n. 317 de -21 tle otitu-
bro de 1843.dcleri!Mnou a creagao de tim registro ge-
ral das hypotheoas nos lugares e pelp modo, que o
goverrio stabeleeor em setts regulamenlos.
Sea disposico desto artigo fosse meramente fa-
cultativa, nfo seria conveniente esse registro sem a-
companha-lo do urna reforma cmplela do systema
hypotheearo; a disposigSo, porm, he positiva, eo
governo, ntlo pudendo alterara legislado sobre hy-
|iolliecas,tem decumprir o dever tle accomtnodar o
registro mesma legislagao.
Nao he, porm, possivel, sem gravissimos incon-
venientes, applica-lo, quanto as hypolhecas judicia-
rias o legaes, sem reformar primeramente a dita le-
gislaeSo.
He fcil e simples, na legislagao franceza, o regis-
tro lias hypolhecas judicial as e legaes, porque ellas
estilo claramente definidas nos artigos 2121 e seguin-
te do cdigo civil. E, ainda assim, a quantas duvi-
das e queslOes n3o tem dado lugar essa materia, co-
mo se pode ver em Ituttur, tratado de privilegise
liypolhecas !
Nfio estilo ellas, porm, claras edelinidas na nossa
legislagao.
Hvpothcca judiciaria, diz o cdigo civil francez
artigo 2123, he aquella, que resulta dos julgamcntos
definitivos ou provisorios, qur proferidos com op-
posicilo da parte, qur ravelia. O que he, porm,
hypothcca judiciaria na nossa jurisprudencia ?
A nossa legislagao, qno data de 160.1, nao proceden
por classificages simples o claras, ntlo delinio as hy-
pothceasjudiciaras ; cas lois suhsequcnles, espa-
ntadas po corpo das extravagantes, silo niais remen-
dos do que nutro colisa.
Subjeitar.pois.ao registro taes hypothecas.sem que
cstejto delinidas e reguladas primeiramente; deixar
entregue a sua qualificac.lo as variadas opinics de
.raxislas, ao juizo dos escriviies cncarregados do re-
gistro, los jiri/.es e dos trihunaes, he crear um novo
e inexoravel foco de demandas.
As mesmas dillicul.lades, se nfo maiores, existem
quanto hvpotheca legal.
Chama-se hypolhca legal a que he cstabelccida
por lei.
O furor da conccssilo de privilegios, qucdominava
naanlign nionarchia portugueza, dco largas ensan-
chas s hypolhecas legaes. Oarligo 2121 do cdigo
civil francez reduso-as a tres casos, c por isso tor-
nnu mui simples o seu registro. No estado, porm,
em que actualmente se aclia a nossa legislagio, esse
I"
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
pon aieyanre &uma&
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO XXVIII.
A CORTE DO BZI PTAUD,
Ol' LUGAl ONDE TODOS MANDAO.
Luiz XV rcctiou um passo ao aspecto inesperado do
novo actor, que vinha entrar em secna, para lhc im-
pedir a sabida. ., .
Ah! pensouellc, a fe que linha esqoecido este.
Scja bem vindo; pagar pelos oatros.
-- Ah! sois vos! disscelleem voz alta. Tmha-vos
mandado chamar: dissero-vn-lo?
Sim, senhor, respondeo framente o ministro,
e eu vestia-me para vir apresentar-mc a V. magesta-
de, quando se me coinmunicou a ordem.
Bem. Tnho de tratar negocios minio serios,
comecou Luiz X V, franzlndo o sohrolho, alim de in-
timidar o seu ministro, se fosse possivel.
por infelieitlade do rci, era M. de Choiseul um dos
homens menos timoratos do reino.
Eeu tambem, se V. magestade o permittir, res-
pondeo elle, inclinando-so, de negocios de grande
^o mesmo tempo trocava um olhar rom odelphim,
meio escondido pelorclogio.
O rei parou immediatainente.
{*) Vide Diario a.
288.
registro torna-se muito difucile complicado, se nilo
impossivel emmuitos casos. .
Tem hvpotheca legal o que emprestou dinheiro
para construcc/io, reedifleacilo ou reparo deedificios,
peloalvardel2dcmaiodel758 lOell, e pelo
34 da lei de 20 de jtinho de 177.
A existencia dessa hvpotheca depende de urna con-
digno, a saber : que o devedor converta o dinheiro
recebido ltimamente nesses lins. Como se lia de fa-
zer essa verficae3o, e quando, principalmente se o
dinheiro nao tiver ainda litio applicacllo ? _
Na maior parte dos casos, esses empreslirnos s.lo
feitosem parcellas e occasifles diversas. Como ha
depois fazer o regislo aquelle, que empresta, pagan-
do as ferias semanaes da construcqilo ou reediheaeuo
de urna casa ?
Alcm deste e de muitosoulros casos de hypolhca
legal, em que o registro se torna summamente didr-
cil, e ha de dar lugar a inleriniriaveis demandas, ac-
cresce, Senhor, quoo 41 da lei de20 dejunho de
1774 estahelece hypolhca legal, em todos aquvlles
casos, que, por forca do idenlidade de rasilo, consi-
dera comprehendidos no espirito4o8 anleccdcn-
les. I'dc-se ver, em Almeida e Souza, tratado das
execuges, a infundado de. casos, que elle por idenli-
dade de rasilo, considera comprehendidos nos 34
at 40 da citada lei de 20 de jtinho. E cssas douln-
nas silo adoptadas no foro.
(luiros jurisconsultos e praxistas, por idenlidade
de rasilo, ou fundados em leis romanas, leem contra-,
dictoriamente estabeleeido outros casos. Pcreira e
Souza, por exeuiplo, d hypolhca legal ao credor
da legitima ; Almeida e Souza combale-o.
A nossa jurisprudencia he, por tanto, pelo queres-
peita shvpothecas legaes, um vcrdadeirolahyrinto.
S3o tantos os casos, em que ella tem lugar.que se po-
de distar, que aquellos, em que nao ha pypothcca le-
gal, constituem excepcao.
Exigir o registro, em tantos e tilo complicados ca-
sos, que, pela sua ntlureza e circumstancias, nao se
prestno a essa solemnidade, he dar causa a um sem
numero le pleitos.
Um juiz ou tribunal, fundado na disposicno do
41 da lei de 20 dejunho, ha de entender, que, por
idenlidade de rasao, d-so hypolhca legal, em um
caso, e qu<\ por tanto, he necessario o registro. O ou-
ti'O entender ocontrrio.
Estas poucas observares s3o bastantes para con-
vencer deque o registro das hypolhecas legaes, no
estado em que a tal respailo se acha a nossa juris-
prudencia, ser una verdadeira calamida.le.
Ncstes termos, parece indispensavel reduzir so-
mente, por ora, o registro as hypolhecas convencio-
naes, at que o corpo legislativo simplifique, e po-
lilla em ordem e harmona com o aperfeicoamentu
da ciencias e com as necessida.les do estado actual
dasociedade, a Icgislaclo das hypolhecas.
Heesta a opinloconlida no rcgiilamento, que le-
nho a honra de submetor approvacHo de V. M. I.
Sou, Senhor, com o inais profundo respeito e devi-
do acatamenlo,
De Vi M. I. milito fiel e reverente subdito O mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da jusilla
Joii Joaauim Ftrnnniet Torre).
DECRETO N. 482DE 14 DE NOVEMRRO DE 1846.
Eslabelece o regulamen lo para o registro geral
da$ h-jpolhecai.
llei por bem, para execugao do artigo 35 da lei n.
Bello! disse elle entre si, estou tambem em ta-
las por este lati, agora he impossivel escapar.
Deveissaber ja, aprrssou-sc orei a dizer, ahm
de dar o primniro bote ao seu antagonista, que o po-
bro visconde Jo3o quasi que hcassassinado.
Isto he, que foi ferido no brago. Eu vinha fallar
deste fado a V magestade.
Sim, entendo, queris prevenir o boatoi'
Quero evitar oscomnientarios, senhor.
Eniao sabis do caso ? pergunlou o rei com tom
significativo.
Perfeitamentc. ,
Ah! disse o rei, foi o que ja me disserflo de boa
parte.
M. de Choiseul ficou impassivel.
Odelphim continuava a aportar um pararuso de
latao, mas com acabega baixa escutava, e nao perda
urna s palavra da conversagno.
Ora, vou dizer-vos agora, como a cousa se pas-
sou, disse o rei.
Julga-se V. magestade bem informado i per-
gunlou Choiseul.
Oh! quanto a isso.......
Ouviremos, senhor.
Ouviremos? repeli o rei.
Sem duvida: --S. alteza o senhor delpnim e eu.
O senhor delphim? repeli o rei, cujos olhos
forno de Choiseul respeitoso. Luis Augusto, atien-
to; eoque Iciu o senhor delphim com essa rilar1
__ Toca-lhe toda, continuou Choiseul com unta
cortezia dirigida ao mogo principe, poique a senho-
radelpluna foi a causa della.
Asenhoradelphinafoiacausadella! exclamou
o rei, eslremccendo.
Porcorlo; ignorava isto V. magestade? neste
caso, eslava mal informado.
A senhora delphina o JoaoDubarry, disse o re;
ha de ser cousa curiosa. Vamos, vamos, expliqe-
se, M. de Choiseul, e sobreludo mo meoccultenada,
ainda que seja a delphina, que tetina rendo a Du-
Senhor, nfio foi a senhora delphina, disse Choi-
seul, mas foi um oficial da sua guarda.
Ah! disse o rei, que se tornara seno, umolli-
cial, que vos conheceis, n.lo he isto, M. de Choiseul i
Nao, senhor, mas um ofllcial, qno V. magesta-
de deve conhecer.se se lembra de todos osieusbons
317, de 21 de outubro do 1843, decretar o seguinte
regulamcnto: .
Artigo 1. O registro geral das hypotheoas, creado
pelo artigo 35 da lei n. 317,de 21 de outubro de 1843,
lica estaiielecido em cada urna das comarcas do im-
perio, o estar provisoriamente a cargo de um dos ta-
bellles da cida.lc ou villa principal da comarca, que
fin- designado pelos presidentes as provincias, pre-
cedendo informagesdosjuizes dedireito.
'nico. Na corto e as capilaes das provincias,
onde o governo julgar conveniente, podara haver
um tabelllo especial encarregado do registro geral
das hvpolhccas. ,
Art. 2. As hvpolhccas devorO ser registradas IK)
carlorio do registro geral da comarca,onde frem si-
tuados os bena hypoUiecadns. Fica, porem.exceplua-
dadesta regia a hvpotheca, que recalur sobre cscra-
vos, a qtial devera" ser registrada no registro da co-
marca, in que residir o devedor.
Nao produzira effeito algutn o registro fetn em
outros ca torios, e igualmente o que Mr Paito dentro
dos viole lias anteriores ao fallecimenlo.
- Art. 3. As hypotliecas, que comprehendercm bens
situados em diferentes roniarcas,scr:1o registradasem
cada urna dellas. O mesmo se praticar quando a
hvpotheca, posto que limitada a unta propriedade ou
fazenda, parte dosta for situada em urna comarca c
liarle em oulra. A dala do primeiro registro, que, em
Mes tasos.se fizor em urna comarca, marcar a poca
dos effeitos legaes da hypothcca, comanlo que o re-
gistro nas outras comarcas se nao demore dopois do
primeiro maisque n tempo necessario paro nellasse
olfecluar, conlando-se a distancia a rasao de duas
legoas por dia, do lugar do primeiro registro para o
dos outros.
Art. 4. Dcvcrff ser registradas no cartonodo re-
gistro geral todas as hypolhecas convencionaes,
qur geraes, qur especiaes.
Art. 5. Sao competentes para requerer o registro
das hvpolhccas, por si ou por seus procuradores, mu-
nidos" de poderes especiaos, os ci'odores eos llovedo-
res c quaesqticr outras pessoas interessadas em que
osdireitos hypothecarios so conserven! e produzSo
lodos os effeitos legaes.
Art. 6. As pessoas, que prctenderem registrar al-
guiiia hypolhca, devero apsesentar ao tabelllo do
registro geral da comarca, onde se achareni situados
os lieiishvpothocados : l.u, o titulo, que constituir a
hvpotheca, cu em original, ou em traslado authcnti-
o; 2., copia duplicada eliel do mesmo titulo, as-
signada pela propria parto ou seu bastante procura-
dor e competentemente sellada.
Art. 7. So a hypothcca poder provar-se por oscrin-
to particular, nos casos em que pela lei lem roiga de
escriptura publica, o titulo original somonte podera
mi supprido por instrumento authentico cxlrahido
do livro de notas, em que lenha sido langado.
Art. 8. As assignaturas, que autiienlicoiem os t-
tulos apresonlados pelas partes, seraO reconhecidas
pelo tabelliao do registro, antes lo o fazer, ou por
duas pessoas de crdito, na sua presenga por elle re-
conhecidas pelas proprias, to que portar f.
Art. 9. Dos referidos ttulos dever constar o pa-
gamento do sello fixo ou proporcional, a que estive-
rcm subjeilos ; pena de do nullidade do registro,
que por ellos se fizer.
Art. 10. Os tabellles do registro geral das hypo-
tliecas, immediatamente que Ibes for apresculado al-
laiaai iiiisaaaBaaaaa laaiaun. i.awt i naiaiinaiiaaaiiaaa
servidores; um official, cujo nome na pessoa tle seu
paideobrado em Philipsbourg, Fontenoy, Mahon,
um Taverncv-Maisoii-llotige.
O dephim como que respirou esse nome com o ar
da sala, para melhor o conservar na memoria.
Um Maison-Rouge disse Luiz. XV, mo ha duvi-
da, que. o conhego. E porque se bateo elle com Joilo,
a quem eu quero bem ? Talvcz por isso mesmo......
ciumesabsurdos, priucipios de descontentamente,
sedigdesparciaes? ,
Senhor, dignar-se-ha V. magestadeouvir? dis-
se Choiseul. ... j
Luiz XV cntendeo, que mo havta melhor meio de
tirar-se doaperlo, do que cnfatlar-se
Digo-lbe,senhor meu, que vejo ah um germen
de conspiragno contra a minlra trariquillidade, urna
perseguig.loorganisada contra a minha familia.
Ah! senhor, disse Choiseul, sera por defender
a senhora delphina, ora de V. magestade, que um
bravo mancebo merece essas censuras ?
O delphim endiroilou-se, c cruzou os tragos.
Eu, disse elle, confesso, que sou reconhccido a
esse mogo por haver exposto a vida por urna prince-
za, que. dentro em quinze dias sera minha mulher.
Exposto a villa, exposto a vida, balbuoiou o
rei; que proposito? He preciso (ainda saber, por
que motivo? ,
__ Porque, replicou M. de Choiseul, o sentior vis-
conde leao Dubarry, queviajava muito depressa, ?
lornbiou de tomar os cavallos da senhora delphina
na posta, que ella eslava a chegar, e isto sem duvi-
da para andar inais depressa ainda.
O rei mordeo os labios, e mudou do cOr, como quem
entrevia um phanlasma terrivel na analoga, que, ha
pouco, o inquictava.
N3o he possivel, eu sei ocaso; estis mal in-
formado, duque, murmurou Luis XV, para galibar
lempo.
Nilo, senhor, no eslou mal mformado, e o que
lenho a honra dedzer a V. magestade, he a verdade
pura. 0 senhor visconde JoBo Dubarry fez esse in-
sulto a senhora delphina, de tomar para si os cavallos
destinados ao servigo della, ejoslevava frga, de-
pois de haver maltratado o mestre de posta, quando
chegou ocavalleiro Filippc de'faverney, que S. A.
real expedir, e depois de algumas intimagOes civis
e conciliadoras.......
gum'titulo, na forma do artigo sexto, para regis-
trar, aeompanhada das duas copias, tomarOdelloa-
pontamento no seu livro ..protoc(.Io,langando-o por
extracto,debaixo do numero,que competir.na ordem
sticccssiva do ullimo titulo, que,se adiar langado, o
escrevendo nas duas copias do sobredilo titulo a se-
guinte verba, que assignarao N... apresentada o
annotada a folhas. .. do protocolo do registro geral
das hypolhecastfa comarcade ..em.... i data Ln-
tregaraO una das mesmas copias, assim averbada, a
liarte, c conservarn a oulra em seu poder, compe-
tentemente emniassada.
Arl. II. Os assentos dos registros das hypotliecas
serilo laucados diariamente no livro do registro ge-
ral, guardada a numeracjlo dada ao protocolo, a yer-
ba correspondente e a mesma data ; c consistirn os
meamos assentos na copia littoral to titulo verbo
arl rerbum, com as formalidades platicadas polos ta-
bellles no lancaoionto de documentos nas suas no-
tas a requerimonto de partos, nflo tlevemlo me-
diar entre mis e outros registros espago em brauco
mais que o pieciso para distinguir.
Art. 12. ElTectuado o registro, o labelliao reslr-
toira a parte o titulo,que acoinpanhar a minuta, an-
nolado com a scguinlc verba por elle assignada :
N ... Fica registrada a folhas ... verso, to livro (o
numero do livro; do registro geral .las hypotliecas
da comarca de... em.. .adata to registro i.
Art. 13. Sao effoilos lgaos do registro das hypo-
thecos: 1.*, tornar nulla a favor do crctlor hypotlie-
cario qualqucr allienagaodos bens hypolhccadiis.quo
Odevedorpossa fazer, posteriormente an registro,
por titulo, qur gratuito, qur oneroso; 2., poder o
ore.lor h\ pOthecariO, com sentenga, ponhorar o exe-
cutar os" bens registrados, em qualquer parte, quo
clles se acharem ; 3., conservar ao credor hypotlie-
cario o privilegio de preferencia nos bens registra-
dos, que pela nypothecs potsa haver adqaiTWo.
Art. li. Depois da inslalhigrln do registro das hy-
polhecas em qualqucr comarca, os effeitos legaes das
hvpolhccas do'9 bens nella situados comogaraO a
existir da data do registro das mesmas hypolhe-
cas.
Art. No caso, porm, em que duas hypotlie-
cas do mesmo devedor sejio registradas no mesmo
dia, mo lera una preferencia sobre oulra, ainda
quo o tabelliao declare, que una foi registrada do
manlia e outra de tarde. Vaier em tal caso em
fgualdade de circooislancias a .lata das escriptu-
ra s.
Art. 1 ti. As instrucgOcs das hypotliecas anterio-
res installagao do registro sonlo feitas em livro
distinti o separado daquelle, em que so fizorem as
anteriores, porm comas mesmas formalidades.
Arl. it7. Os eredores hypolliocarios, por titulo do
dala anterior a installagao do registro geral das hy-
polhecas na comarca, onde frem situados os bens
hypothecados, conservaran lodos osdireitos, que, a
esse tempo, houverem adquirido, tima vez que pro-
cedi ao competente registro, dentro de run orino
subsequentea dita installagao. As hypolhecas referi-
das, que frem registradas de um auno, s coniega-
ra a contar os seus effeitos legues da data do seu
registro.
Arl. 18 Dever averbar-se, no rogistro geral das
hypotliecas, as bailas ou extineges cm todo ou em
parte das hypothecas nelie registradas; asuasubs-
tituigao ou transferencia para mitro devedor ou cre-
Oh! oh! murmuroiiorci.
E depois de algumas intimages civis e concr-
iadoras, eu o repilo, senhor.
Sim, e eu respondo pela vcracidade do Tacto,
disse o delphim. ,
Tambem sabis disto? disse o re, tomado de
espanto.
Sim, senhor.
Choiseul inclinou-sc radioso.
Quera V alteza continuar, disse elle, S mages-
tade sem duvida dar inais crdito palavra de sou
augusto lilho, do que minha.
Sim, senhor, continuou odelphim. sem toda-
va manifestar pelo calor, que M. de Cliorseul mos-
trara em defender a archiduquesa, todo o reconhe-
cimento, que o ministro tinha direito a esperar. --
Sim, senhor, cu sabia disso, e vinha informar a \.
magestade, que M. Dubarry insultou a son hora del-
phina, mo sobstando o seu servico, mas ate oppon-
do-sc com violencia a um ollicial do meu regiment,
que razia o seu dever, rcprimindo-lhe essa faltado
cortesa.
0 re mencou a caheca.
Veremos como isso foi, disse elle, veremos co-
mo isso foi. ,
Eu o sei, senhor, accrescenlou branda mente o
delphim, e para mim nao ha ir.ars nenhumti duvida,
M. Dubarry desembainhou a espada.
Primeiro? perguntou Luis XV, dando-se por
feliz delhedeixaiem aborta esta brecha para equi-
librar a lucia. si*.! i
O delphim corou, e poz os olhos em M. de Choiseul,
que, vendo-o embarazado, deo-se pressa em soccor-
Emfim, senhor, disse elle, o ferro foi cruzado
por dous homens, um dos qtiaes insullava, e o oulro
defenda a delphina.
Sim, mas quem foi o Bggressor? pergunlou o
rei. Conheg Jo3o, he manso como um cordeiro.
O aggressor, pelo menos ao que cu supponho,
he aquelle, que mo linha rasao, senhor, disse o del-
phim com a sua costumada moderadlo.
A cousa he delicada, disse Luis XV, aggressor
o que mo tinha rasao..... oque nao tinha rasao.....
mas se o ollicial foi insolente?
Insolente! exclamou Choiseul, insolente con-


^~m
2=

.
dor ou para outros bens; c, beni assim, qualquer
outra allcracflo ou novacflo do conlrato ou obliga-
rlo liypotccaria.
Art. 19 As baixas e oxtinr<;es sorfio feitas por
virtude di* oonsentimento das parles ou de scntancss
passadas cin julgado; e, para seren nerhadas as
ditas baixas, aprcseutar' asparles intcressadas ao
labelliflo do registro geral das livpothecas o compe-
tente titulo do contrato, quitadlo ou sentenca, que
extingue no todo ou em parte, altera ou innova a
hypotheea registrada Os ttulos devoras sorauthen-
tieose legislados pela forma presrripta nos artigos
7 0 8.
Art, 20. As averbacoes refcrir-se-hflo scmpre ao
titulo, por que se fizerem, e scrflO ipontndas no pro-
tocolo, no acto da apresenlacflo dos ttulos, e ues-
tes annotailas, depois de registradas na forma de-
terminada no artigo 12.
Art. 21. Extingiimdo-sc alguma hypotheea, em to-
da, ou em parle, por transferencia ou substitualo
de outros hens, a nova hypotheea estahelecida nos
bens, que siihstituirom a primeira, nao produzira ef-
fertosvalidos, cmquanto nilo fr conip.lentonieiite
registrada.
Art. 22. Os tabellifles do registro geral das hypo-
thecas silo ohrigadns a ter os segundes livros :.!.,
o de registro geral das hypothecas da comarca, em
que servirem ; o qual sera exclusivamente destina-
do ao registro das hypotheea a dos hens situados na
tnesma comarca ; lancamonln das avcrbacOesa ellas
relativas e annntacoos das certidoes aflirmatvas, que
passnrcm.da existencia do registro do alguma hypo-
theea nos seus livros 2., o protocolo, que servir
para os apontamentos das minutas e averbacoes, e
l^ara as annotaccs das certidoes negativas, que pas-
sarem 3,, o livro indico escripfurado por ordem
alpliabetiea, e por forma, que facilite sem equivoco
o conhecimenlodc todos os hens hypothecados, que
se acharem registrailos no seu cartorio. Todos estes
livros sorflo a herios, rubreados, numerados c en-
cerrados pela autoridade competente.
Art 23. O livro do registro das hypothecas ter to-
dasassuas paginas divididas em duas partes iguaes
por um traco perpendicular. Na parte esqucr.la se
tara o registro pela forma proscripta no ai ligo 13, o
i parte direita Reara em hranco, reservada pata mel-
la se lancarem successivamente, em frente dos res-
pectivos registros, as nlteracoes, baixas, remoros,
Milistituices e niais averbacoes a elle relativas, e,
outro sim, para se nolarcni as certidoes allirnialivas,
que se passarein, da existencia do registro de alguma
bypothoca.
Art. 21. Os tabellifles do registro geral das hypo-
thecas dar certido dos seus livros, ndopendente
de despacho, observando o determinado nos rticos
seguintes.
Art. 25. as certidoes de registro de hypothecas,
que passarcm, devoran os tabellifles trasrrever o
teor, nao so do assento do mesmo registro, mas de to-
llas as averbacoes e annotaces a elle relativas, que
exislircm nos seus livros, declarando em todas a re-
queriinento de quem forflo passadas
Art. 26. As oorlidoes negativas, que os ditos tabel-
lifles passarein, declarando, que ncnliiima hypothe-
ea existe registrada no sen cartorio, relativas deter-
minada pessoa ou hens, especial ou genricamente
designados, so torito vigor por lempo de seis mozos,
e so poderaO ser passadas aos proprios ilnnos dos
bens, que seacharem desembargado*, ou a seus bas-
tantes procuradores; devendo os tabeUifcs, que as
passarein, portar por f, que sao pessoas dclles rreo-
nhecidas pelas proprias I. durante o referido perio-
do, nao podera passar segunda oerldflo negativa do
mesmo teor, ainda que as partes alleguem tor-sc-
Ihe deseneaminhado i primeira.
Art. 27 Os tabellifles de notas, a quem taes certi-
does forem apiesentadas, em prova do que se achilo
desembargados os bens, a que ellas se referirem, os
quans prelendflo hvpotlierar, silo obligados a incor-
pora-las as escripluras de hypotheea dos mesmos
bens, que passarcm, guardando-as cmniassadas no
seu cartorio eom a competente averbacfio do livro o
folhas, em que licarcm laucadas.
Art. 28, Se alguma escriptura de hypotheea fr
presentada para o registro, mo viudo nolla incorpo-
rada a certidSO negativa,que se baja passado, relati-
va aos bens naquella liypolhccados, o tabellio exi-
gir da parte,quea exhiba, ese recusar fineta exhibi-
dlo, tomara o registro eom esta deelaracflo, mas tal
registro mo podea prejudicar a outro,que posterior-
mente possa fazer-se.de escriptura de hypotheea, na
qual appareca incorporada a referida cerlidSo, una
Ira um homem, que quera levar a frca os cavallos
destinados para S alteza! He possivel, senhor ?
Nada disse o ilelpbini, mas empallideceo.
I.uiz XV vio ossas duas altitudes hostis.
Arrebatado, quero eu dizor, accrescenlou elle
como que arrependido.
Alm deque, replicn Choiseul, aproveitand
essepasso de retirada para dar um adianto, V. ma
gestado sabe, que um servidor zeloso nunca doixa d
ter rasflo.
Ora, dizei-me ca, como soubestes vos desse
successo, senhor meu neto? pergunlou o roi aodcl-
phim, sem perder de vista a Choiseul, a quem esta
brusca interpellacSo tanto desconoc tou, que, apezar
do osforgo, que fazia por cncbri-lo, percoboo-so o
seu embaraco.
Por una carta, senhor, disso odelphim.
Lina carta de quem ?
lie alguem, que se nteressa pela senhora dol-
phina, oque provavelmentc acha extraordinario.qiio
aolTendflo.
Alii tomos anda mysterios, correspondencias
secretas, conspiraces, exclamou o re. Ahi rome-
es o do novo a se mancomniunarem para so me ator-
mentar, como no lempo do madama de Pompadou
Nao, por corlo, senhor, replicou Choiseul; I
urna cousa milito simples, um crime de lesa-niages-
tailo do segunda cabeca. I ma boa punidlo applicada
ao criminoso, e ludo ficar acabado
A essa palavra de punieflo, pareceo a I.uiz XV, que
via erguer-*ea condessa furiosa, o Chun desgrenha-
da, fugir-lhe a paz da familia, cousa, que procurara
toda a sua vida, sem jamis a adiar, o enlrar-lhe no
reino a guerra intestina, eom unhas retorcidas o
olhos rubros e fichados de pranlo.
Urna punieflo, exclamou elle, sem que cu le-
nhaouvidoas partes, sem que possa avahar, deque
lado osla o bom direito. Um golpe de estado, um avi-
so de prisfio. Oh! que bella proposicSo me fazeis,
senhor duque, a que bonito arto me arrastris .'
Mas, senhor, quem respeitma d'ora cni diante
a sentara delphina, se so nflo dor severo oxemplo na
pessoa do primoiro, que a insultou?.....
Sem duvida, accrescenlou o delphim, e isso se-
ria um escndalo, senhor.
L'm ejemplo, um escndalo, disso o re. Oh!
por Dos! dai ahi umexcmplo por cada escndalo,
lia
voz que aquella tenba sido passada dentro dos ses
mozos da validadedesta.
Art. 2!) Os lalielliaes do registro geral das hypo-
thecas 81o rosponsaveis as partos pelos dainos, que
Ibes causarem, alm lo incorrerom as ponas, que
compelrWm, por suas omissOes, erros o. prevarica-
ces, o de podorem ser proccssudos como estol ionala-
rios ou como cmplices desle crime, nos casos, om
que nelle incorrerem.
Art. 30. NSo pndero recusar ncm demorars par-
tes o registro de hypnlhecas ou averbacoes, que es-
tas Ibes rcquerereni, nem as certidoes dos seus l-
vios, que prt tenderem, sempre que se apreseiitarem
habilitadas, nos termos proscriptos no presente regu-
laincnto.
Art. 31. As partes, que so. sentirem prejudicadas
na recusa ou demora de suas prctcncOes fundadas
em Justina, dpvcr, para segurancia do seu direito c
procedmetRO contra o tahelliSo, justificar o aconte-
cimenlo, dentro de cinco dias ulois, eom duas toste-
munhas de vista e notificarlo ilaquolleperanto o juiz
municipal do tormo. Sea recusa ou demora for jul-
gada infundada e improcedente, a sentones sera inti-
mada aotahelliflo, e este obrigado a avorba-lanosou
protocolo o a faz.'r meneflo desta avcrhacfln as cer-
tidoes, que passar, relativas ao devedor e bens, cujo
registro hnuvor recusado ou demorado, Em taes ca-
sos, a sentenca de juslilioaeflo supprr a falta do re-
gistro.
Art. 32 Os tiihoHifles do registro geral das hypo-
i Incas levars, polo registro das hypothecas, os mes-
mos emolumentos, quecompetcm aos tabellifles de
notas pelas escripluras : pelas averbacoes melado, e
l>ela-.cerlido>s o mesmo, que aquellos percebem pe-
las que pasado das suas notas. Polas certidoes nega-
tivas, porm, lovaraO l.fOOO rs. Silo obrigados a lan-
Mr aconta dos emolumentos, que pcrcchereni, nos
ttulos, por onde lizorom os registros ou averba^Oes,
o as certidoes, que'passarem
Art. 33. A despoza do registro das hypothecas a
cargo ilo dovedor hypotliecario: a lias averbai-ocs e
certidoes pe lencera a quem as requerer. Ser toda-
va paga pelo credor a despez do registro, quando
ello a promover, eom direito salvo, para llavero seu
embolso do devedor c eom hypotheea especial nos
bous registrados.
Jos Joaquim Fernandos Torres,domen concclho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
t0,a, o tonha assim entendido o fa?a executar. Pala-
cio do lo-dc-Janoiro, om i^ de novembro de 1816,
igesiino-quinlo da imlependcncia e do imperio.
Com a rubrica do S. M. o Impe/ador. Jone Jvaguim
l'ernandts Torres.
< oiiimaiko das armas.
Para que possa chegar ao conhecimentn de todos
os individuos do oxoreito, e da guarda nacional des-
tacada, que liveiMo a infelicidaJe de neorrer no cri-
me de primeira descrgilo, c no de segunda simples,
brigadoiro commandante das armas dosla provin-
cia, manda inserir o aviso da reparticao da guerra de
>i do novembro ultimo, com referencia ao decreto
de 15 do mesmo moz, que Ihe fo por copia transmi-
tido pela presidencia, em ufficio de 22 do corrento.
SKC.UM1A secqaO.
Illm. e Kxm. Sr. Sua Magostado O Imperador,
commisorando-se das circunislancias, cmquc'sea-
Chfio os militares do exerrilo, e os guardas nacionaes
em destacamento, que li ;r:1o a infolicidade de de-
sertar, apartando-ge de suas bandeiras, huuve por
bem, por elVoitos de sua Imperial Clemencia, perdo-
ar-lheso crime de primeira dcsoicilo, e o de segun-
da simples, por decreto do 15 do corrente mea, pre-
sontando-soos reos dentro do preso do tres mozos
contados da data de sua publicacffo em cada provin-
e comprohondendo oeste indulto os que ja es-
INTERIOR.
Rio-de Janeiro.
N. 335. Quarlol-general da corte, l.dedezem-
brode18tf>.
ORDRM DO da.
tiverem sentenciados, ou para sentenciar. O que
assim comniunioo a V. F.xc. para seu conhecimento
e execueflo.
Heos guarde a V. F.xc. Palacio do Ilio-le-Janeiro,
em 2i de novembro do 18*6. -- Jodo l'aulodot Sanios
llarrelo. Sr. presidente da provincia do l'ernanibu-
co.
Compra.se. Palacio de Pornambiico, 22 do de-
zoml.ro de 1846. -- l'inlo Chichorro. Conforme
Iruiici-co Xavier e Siita, ollicial-maior interino
Ouarte-geneial na cidade do Itucife, 23 do de-
zcuibro de 1816.
________ Antonio Correa Senra.
i fiiMiwigjjiiiiMii ^iT |j ni mu i i..jiiaiMmM_j____^.^<-
que se reproduzir ntrenos, e eu passarci a minha
vida a assignar ordena deprisSo; ja nflo assigno eu
poucas, gracas a Heos!
Assim he necessario, senhor, disse M. de Choi-
seul.
Senhor, eu supplicp a V. magostado....... disse
odelphim.
Como? pois nao o adiis suflcienlcmento cas-
tigado com a estocada, que receboo?
Nao, senhor, porque olio podia ferir M. de Ta-
V( rney.
i: nesse caso, que pcdirieisvs, senhor meu?
loria pedido a V. magcslade a cabeca do cri-
minoso.
Nao se fez peor a Monlgommerv, por Ijavcr ma-
tado el-re llenrique II, disse I.uiz XV.
Ello havia morlo a el-rci por accidente, senhor,
eM. Iiubarry insultou a senhora delphina com ani-
mo deliberado de a Insultar,
E vos, senhor meu neto, disse Luiz XV, voltan-
do-sei para o delphim, tambem pedis a cabeca de
N1o, senhor, eu nao sou partidista da pena de
orto; \ magestade o sabe, accrescenlou hraiida-
menle o delphim. I'or isso, limitar-mc-hei aedir
> magostado o desterro.
Ore estienieeeo.
Desterro por urna rixa de hospedara Sois se-
vero, I.uiz, a despeilo das vossas ideias philantropi-
ho, que antes de sordos phlilanlropo.
I II nuil 11 ... *'* -^ _
cas. Vordade
eris mathematico.'eque um inathemtVco
~ Dignar-se-ha V. magestade acabar......
E que um malhematico he capaz de sacrificare
universo aos seus algarismos.
Senhor, disse o delphim, eu nSo tenho inimi-
zade possoal a M. Dubarry.
Iva quem entilo a leudes ?
Ao aggressor da senhora delphina
Quo modelo dos maridos exclamou irnica-
mente o re Felizmente, nao me faz.-ni crer con. fa-
cilidade. Aqi.ein aqu alacao vejo eu, o vejo sobre-
tudo ate onde me querem levar com todas L...-
geracoes
Senhor, disse Choiseul, nao crea V. macesla-
de.que se exagera facto; o publico, em verdade,
esta indignado de tanta insolencia.
llavendo S. M. o Imperador por bom, por decretos
de 26 de novembro prximo (indo, nomear comman-
dante do deposito do recrulas existentes na fortale-
za da l'raia-VermelhaaoExm. Sr. coronel da primei-
ra classe do estado-maior do ejercito visconde do
Camani ;odas companhias de artfices do arsenal
de guerra da corte aoSr. major da segunda classe do
mesmo estado-maior JoSo Pedro de Araujo eAguiar,
que commandava aquelle deposito, conforme foi
communicado ao Illm. e Exm. Sr. general conde do
Casias, commandante das armas dacArte, em aviso
da repartilo da guerra, de30 do supradito moz, o
mesmo Exm. Sr. assim o manda publicar para co-
nhecimento da guarnicSo, e determina, que o men-
cionado Sr. major, fazendo entrega do indicado com-
mandocom todas as formalidades doestylo, quando
0 referido Sr. coronel se aprosontar para o assumir,
passe logo a tomar o eommando daqucllas compa-
nhias, para o que seolicia nesta data ao Exm. Sr.
brigadeiro director do sohredito arsenal.
Por esta occasiflo manda S. Exc. louvar ao indica-
do Sr. major, por isso que, na rovista que passou ao
deposito supramonconadi), achou om milito boa or-
dem o asseio, nflo s os respectivos quarteis, como as
pracas a elle pertencentes, e bem assim a compelen-
te escriptura cflo.
S. Exc. manda oulro sim fazer publico, para co-
nheci metilo da guarn^So, e afim de que tonhilo a de-
vida exocucSo, as disposic,ies dos decretos nmeros
385 o 386 do 26 do moz. prximo pretrito, que por
copia Ihe forfio remettidoscom o aviso da repartidlo
da guerra datado de hontem, reorganisando o depo-
sito de rocrutasexistentes na fortaleza da l'raia-Ver-
mellia, e dando nova organisagSo s companhias de
artfices do arsenal de guerra da corto.
I'lano da reorgnnita^do da frca do depo$ilo de recru-
las exilenles na forlalezu da ."raia-Vermelha.
Art. 1. A lo rea do referido deposito ser composla
de quatro companhias constantes doquadro junto.
ESTAnO-MMOft.
Comm. (coronel ou tcnente-coroncl). ... 1
Major................... i
Ajudante................. i
Quartel-mcstre.............. 1
Secretario................. i
Capel 1:1o................. 1
CirurgiSo-mr............... 17
Plano da ora organitafdo das duas companhias de ar-
tfices do arsenal de guerra da corte.
ESTnO-MAIOn E MENOR.
Major-cnmmandante......... t
Sargento-ajudante.......... 1
Dito quartel-mcstre......... 1
Secretario............ 1
Cirurgio-ajudante......... t 5
UHA COMFAMIIA.
Captflo.
1." lente.
2.' tcnente
3
FSTADO-MENOR.
Sargenlo-ajudante........
Sargento quarlel-meslre.....
Mostr de msica........
Moslre de tambores....., ,
Mestre de cornetas. .......
OMA COMI'ANftIA.
Capito.................. 1
Tenente.................. 1
Alferes.................. 2
......... 1
......... 4
.......... 1
........ 8
......... 1
......... 1
......... 120
Primoro sargento.
Segundos sargentos
Furriel......
Cabos ......
Tambor......
Corneta......
Soldados. ....
1." sargento............ 1
2 sargento............ 1
Artfices de fogo ......... 0
Forriel.............. 1
Cabos.............. 6
Anspecadas...........r 6
Soldados. '............ 60
Tambores............. 2 83
IIKCAPITCLACAO.
Ofllciacs do estado-maior e.menor. ... 2
Ditos das duas companhias. .....1;
Pravas de pret do estado-menor.....3
Pracas de pret das duas companhias. .166
Todos..........177
Finalmente S. Rxc. determina, queamanhSa, 2do
corrente, faustissimo anniversario do natalicio de S.
M. 0 Imperador, forme urna brigada de litiha, com-
posta do 1." regiment do cavallara ligeira e do 11
hatalliSo de fuzileros, sondo commandada pelo
Kxm. Sr. brigadeiro graduado commandante da-
quellc regiment, o qual sedever entender como
Exm.Sr tenente-general commandante. superior da
guarda nacional, nflo s sobre a hora, em que a men-
cionada brigada devora reunir-sc aos corpos.da tnes-
ma guarda, como a respeilo da posicilo, quetom ile7
oceupar na linha ; cumprindo, quo caila praca v
munjeiada com tres cartuchos desembalados para as
competentes descargas. Jos Joaquim do Couto, u-
judante d'ordens.
'Jornal do Commereio. I
(Jorres {joiithicia.
Srs fedactores. Rogo a Vmcs. a publicacflo da
sentenca abaixo transcripta, proferida nos embargos
opposlos por Pedro de Albuquerquo Lins o Mello e
Paulo Caetano de Albuquerque, na causa de exaniee
justificado de prodigo, por ellos produzida no juzo
deorphffosdesta cidade, afim de que o publico te-
nha mais esta occasiflo de conhece-los, e ajuzardo
comporlamento desses dous mserave;s, que, esque-
cidos dos devores fralernaes, s procurflo locuple-
tar-se do que he meu, c que com o suor do meu
rosto adquir. Rocife, 22dcdezernbro de *8W.
SebasliOo Mauricio Wanderley.
Sentenca. Sem embargo dos embargos de fo-
lhas, que nflo recobo por sua materia e autos, cum-
pra-sea sentenca emhargada,pagas pelos embargan-
tes as cusas em que oscondemno. Recife, 17 de
dezembro de 18*6Jos Nicolao Ritueira Costa.
Variedades.
i\ecapitclac.a6.
Eslado-maior.........
Estado-menor. .......
Olficiaes das quatro companhias. .
Pravas de pret das quatro companhias.
Somma.
140
7
5
16
54*
572
Art. 2 As pingas, que excedercm ao numero mar-
eado neste plano, ficarfl aggregadas s companhias
oioadas; mas, quando as aggregadas excederein
uioiiide da frca de urna companhia, crear-se-hflo
companhias provisorias, cujos ofllciacs o inferiores
serflo tirados dos subalternos das companhias per-
manentes, e aquellas s durarn, emquantodurarem
as circumstancias, que Ihe derflo origem.
0 publico Ah sim, mais um monstro, que se
vos antolha. 011 melhor, que mo Tazeis antolhar. E
don euouvidosa esse publico, quando elle me diz
pelas mil boceas dos seus difamadores, e autores de
ibellos famosos, dos seus cancioneiros, dos seus
turbulentos, que mo roubflo, que me escarnocom,
que me Irahem Oh meu Dos, nflo. Dcixo-o fallar,
erio-me. Pois entilo, fazei comoeu, comosdiabos!
lecliai osouvidos, e quando o vosso publico cansar
de gritar, nflo gr-tar mais. -- Bom ah me fazeis a
vossa corlezia de descontente. I.uiz aqui me faz o
sen beicinho do agaslado. Na verdade. he cousa ex-
traordinaria, que se nflo possa fazer por amor de mim
aquillo que se Taz pelo ultimo particular! que se mo
queira deixar-me viver minha guisa ,' que se abor-
rega de continuo o que cu amo! queseante eterna-
mente o que eu aborrece! Tenho eu senso, ou sou
louco 7 Sou senhor, ou nflo son P
O delphim tomou a raspadeira e voltou ao relogio.
M. de Choiseul inclinou se do mesmo modo, que
da primeira voz.
Melhor nao me rospondem nada. Ora respon-
uilo-me alguma cousa, com os diabos Queris entflo
lazer-me morrer de pozar, com os vossos propsitos,
esilencios,o odioszinhos, o reeeioszinhos?
-- Eu mo odeioa II. Dubarry, senhor, disse odel-
phim sornndo.
Eeu, senhor, nflo o temo, disse altivo omi-
Ambos vos sois mosespirilos, gritou o rei, ht-
lectaiido ruror, comquanlonflo sentase mais que des-
peito Queris, que me torne afabula da Europa
que meu primo el-rci da Prussia escarneca de mim'.
quo cu 1 eaiise en.lim a corle do rci Pdaud desse pu-
lir de\oltairo. Pois nflo ofarei. Nflo! esso prazer
n:lo o tereis Comprehendo a minha hotira a meu
modo, guarda-la-hei como pens.
--Si 111, perde-me, disse o delphim com a sua
inexhaunvel mansidflo, porcm com a sua eterna
persistencia, nflo he da honra de V magestade ouo
foilinsultadam '18nidade(1ase"nor delphina,que
S alteza tem rasflo, senhor, diBa V. magestade
urna palavra, e todos se accommodaraO.
BOLETN DO HUNDO SCIENTIFICO.
ovo acido d'azote, r composicaO do acido
sri.PHiiuco. <
A thooi ia da mancira.por que em os vasos de chum-
bo cheios d'agoa o oxydo ou acido de azote o o acido
sulphuroso produzom o acido sulphunco, he una
dasqnestes, de que, ha trinta ou quarenta annos,
os chimicos mais se tcem oceupado. Tres sflo s
theorias existentes, a de Clemente-Desormes, a do
M.Berslius, eadeM. Peligot. M. Banvsv.il adopta
urna opiniflo, de algum modo intermediaria, e que
oncena o quo do verdadeiro se conten em cada urna
dessas tres theorias ; mas nflo he por simples eclec-
tismo, que assim procede, e sim porque descobrio a
existencia de um novo acido de azote, que he um a-
gente muito importante em a composieflo do acido
sulphurico. Esse novo acido correspondo ao acido
surmanganicoeaosurchron.ico, isto he, por um e-
quivalcnte de azote contm tres o meo de oxyge-
neo, no entretanto que o acido azolico ou nitrico
contm cinco. Este acido porazolado, como ihe ello
chama, he precisamente o liquido azul, que desde
muito se observa, quando se condensa pelo fro una
.T,115>Sf,mc' 1l,e se "fi0 hadeaccommodar ? Se-
| ra Joflo ? Elle he grosseiro, porm sem inaldade.
Seja assim, disse o ministro, attribuainos o fac-
i a sua grosseria, se V. magestade o quor, masque
poca del la perdflo a M. de Tavernev.
-- Ja vos disse, exclamou Luiz XV, que" isso mo
nflo importa ; pega Joflo perdflo, se quizer, nflo peca,
so nao quizer.
O negocio assim abandonado a si mesmo far
bulla senhor, disse Choiseul, tenho a honra de pre-
venir disto a V. magestade.
Tanto melhor I gritn o rci. E faca lana clan-
la, que me ponha surdo, para mais nflo ouvr as vos-
sas asneiras.
V. mageslade entflo, replicou o ministro com n
seu irnplacavel sanguc-rrio, meautorisa a publicar,
queda rasflo a M. Dubarry?
Eu exclamou I.uiz XV, eu dar rasflo a alguem
em um negocio escuro como a noite! Com efleilo,
querem me por em talas. Oh reparai no quo fazeis,
""I"6.....Luiz, por amor de va mesmo, sede mais
comedido commlgo......Doixo-vos pensar 110 que vos
oigo, pois eslou cansado, alanazado, nao posso mais.
Adeos, senhoros, vou ver minhas (Illas, o do l parlo
para Marly, onde talvez tenba mais iranquillidade,
sobre ludo se l me nfloseguirdes.
Neste momento, c quando o rei se diriga para a
porta, ahrio-seesla e apresentou-se um porteiro.
Senhor, disse elle, S. A- real madama l.uiza es-
pora na galera a occasiflo do despedir-so de el-rci.
liespedi -se dase Luiz XV, assombrado; e on-
de vai ella entilo?
. 7~ *' al,e/a d,z> Huo leve permssflo de V. mages-
tade de deixaro pa^o.
Ora ahi temos outra Agora he a minha beata,
quelaz das suas. Na verdade, eu sou o homem mais
inleliz do mundo!
E sabio corrondo.
S. magostado deixa-nns sem resposta, disse o
duque ao delphim ; que decide V. A. real?
Ah ei-loa dar horas, exclamou o moco prin-
cipe, ouvindo com alegra, fingida ou real, osom do
relogio, que pozora em movimenlo.
O ministro franzio o sobrolho, esabi, recuando,
da salados rologios, onde licous o delphim.
(.Cvntnmr-H-kn.)


-
*
mistura liumida le acido hypo-azotico c do bioxydo
ou deutoxido de azote. Com etleito, osse liquido,
queso reputa va o acido azotado, foi dccomposlo pe-
lo Mcido sulphrico concentrado, c produzio a coin-
liiimcVlo, ja condecida, do acido azotado 0 acido sul-
phurico, o una considerare! porcfli de acido hypo-
azotico ; entretanto que, como se deve comprclien-
der, o acido azotado smenle se liavia ligado ao aci-
do sulpli rico.
lie, pois, M. Ilirreswil levado a admitlir, que, nos
vasos do edumbo, o bioxydo de azote e o acido sul-
pburico furmfio. ajudados pelo oxygeneo do ar, a
condecida eomposigSo do acido siilphurieo edo aci-
do azotado; mas nilo admitte, como Clcmentc-De-
sormes, que essa eomposicito deva necessariainentc
tomar a forma dcorystaes. Todava, pelo contacto
d'agoa, posififlo (lecompe-se immcdiala-
menle em os dooscidos.seus componentes; masoa-
cidoazotado.quemto pode subsistir por si so.tamhem
sedecompoe, na proporefio d'agoa; em deuloXVdo
te, eem un dos cidos, aiolico, hvpo-azotico e
l"!r,HZ" ultimo.qur resulte immediatamon-
to da reacclo, querprovenba da onito do acido a-
zotreo com o deutoxydo de azote, e ligando-se ao
acido sulphunco, produz finalmente acido stilpliu-
ncoc deutoxydo de azote, queainda podem entrar
em urna nova combinado. KnircUnto, oHcido a/o-
lico, com o ando siilpdurico smente, produz a com-
binacAo cryslalisavel condecida Assim, a absorpeJo
do oxygeneo pelo acido sulphuriro depende, nito do1
^fSt* ^ da tadP~'
BRUJANTE HtESEI'IO
NO
Theatro publico.
0 director, coadjuvado pelo Sr. Mnnteiro, insigne
artfice de rogo assaz acreditado nesta capital, a pre-
sen tara pela primeira vez ueste theatro o drama -
l;!' "*" >tirad0 da Sagrada Escriplura, ou a -Rr~
Drinno dos.anjos ruaos, rujo edefe de l.usdel, contra
(^nJ..! ,-, ^v_^^-__^^ r Pra safijfazer a curiosidade do Duvidoio do
A llUIcIS OnCclI Hl" l0'""0* ,d>de dezembro, declaro, que os tu-
o Eterno, cuja causa derende oarchanjo S.-Miguel,
choro dos anjos bous; c porque seria ridiculo apre-
das de 20$ rs.
Na esquina do l.ivramentn, loja de 6 portas, re-
cebem-se cdulas encarnadas de 0,000 rs. sem
descont a troco defazendas.
Precisa se de I:200,000 rs., por tempo de um
anno, a premio de um e meio por cento ao mez, com
dypotlieca pagando-se mensalmente os juros :
na na Direita u. 81, se dir quem precisa ou an-
nuncie.
-- Manoel Jos liarboza Braga roga a todos aqucl-
i, que sejulgarcm seui crodores, que, no prazo de
emar a linas terrestres, em um combate celeste, se- Mas contados du data dcste hlito de apresen-
lima oxydacflo directa, mas da formac.to o decompo-
sicnosuccossivas da eomposicito crvstalisavel, de que
resulta a reaccito do bioxydo de azote sobre o ar. e a
do gazmio acido azotado sobre o acido azo'tico. M.
BerzeUus adiniltia, que o corpo oxvdanle, neslcca-
so, lio o acido azotado ; M. Barreswil quer, poto con-
trario que soja o acido hypo-azotico ; admittindo,
romo M. I'eligot, queda composigito do acido azoti-
co, sustenta, que osse acido, om vez de ser directa-
monto atacado pelo acido sulpliurico, be preliwi-
narineulc dccomposlo pelo deutoxydo do azote, com
o qual forma, ou o acido hypo-azotico, ou o acido
perazolado, que sao os unicos oxydanles.
. ItUIABIlIN.
____ COMME'iGIO.
Allamlega.
renihmento do dia 23.......
riESCAIIKRGA IIOJK 2*.*
Brigue /'u/r/am-fnrinda e dolachinha.
Patacho Ormus -breu e laboado.
Escuna/Moc-franA-mm fructas.
8:028,486
Coral. .
Provincial
Consulado.
RKNDIMfcNTO DO DA 23.
3:940,193
1:924,376
5:864,569
raO as espadas de fugo as nicas armas, que devem
apparecor nesla vistosa scena, que se figura passada
no empreo. OSr. Monlciro, dosenvolvciido a sua
habilidade, apresentar os aojos bous armados de es-
padas de fogos dcdifforeutes cores, ao mesmo lem-
po que os aojos mos igualmente armados, a voz
da graca, assuas espadas se uffusono e se tonillo im-
potentes. 0 emblema doPadre-Eterno ser a-
ilornado de apreciavois luzeiros, quo milito bunrao
o Sr. Monleiro, e o acicdiUo como o nico artfice
de ogo, que por ora existe nesta capital, capaz de
os descnipenhar. OSr. Ezequiel, osle insigne mes-
tro dedlica, cuja habilidade nada tem que invejar
aos Laholiers, Wanimois c outros, que aqui teem
apparecido, preparou excellonles e vistosas daiicas,
de damas o cavalbeiros; alom dcslas a mashurka, a
polk8, urna danca dosanjos mos, antes do comba-
te, e o grande quintlo chinez : sendo tudo vestido
a carcter. O Sr. niajor Patricio, director da orches-
tra se tem esmerado om promptifcar, alcm das
arias pastoi is, cinco novas arias, que serito canta-
das pelas pesonagens dos outros dramas novos--
Adfio no Paraizo Morte do Abel, e Nascimento
do Messias. Finalmente o Sr. Andi Alvos prompli-
ficou urna linda vista do paraizo, outra dos campos
da Mozopotauia, o una linda vista transpaiente, pa-
ra o drama Fiat l.ux quo ser toda armada do fo-
gos do cores, lm insigne mestre de msica, cujo no-
me nilo publicamos, receiosos de nflender o seu me-
lindre, nos brindou gratuitamente com duas arias
novas, que serito executadas por duas meninas Es-
tamos persuadidos, que este divert ment exceder
em brildantismo o grande presepio, que em 1842 se
execuiou ueste theatro, oque tantos louvores rece-
boo do rcspcitavel publico. A primeira reprosenta-
cito sera no da 27, segunda oilava do natal.
Os camarotes, que carem por assiguar, scrlo ven-
didos avulso pelo proco do costume.
As assignaturas se rccebein smente at o dia 23,
na loja n. 10, da ra do Crespo, botiquim do Sr.
Pai va, junto ao theatro, e na loja decalcado defronle
da cadoia, aos respectivos llicsoureiros.
Os Srs socios, que nao liverom familia podero
assiguar urna parlo, constante do 6 bilhotcs de pla-
tea superior com cadeira de paldiulia e encost do
marroquim, por 5000rs., pagos aos competentes the-
soureiros. Assigna-se smenle at o da 2*.
lar suas contas para sercm pagas na certeza de que,
depois deste prazo.nflo anniiira qualquer exigencia,
quese Ido faca porjulgarnada dever. -- Recife 22
de dezembro d 1846.
No dia 40 do correte na estrada de S.-Ama-
ro-Jaboalito perdrfio-se 3 camisas do menino no-
vas com um panno de lavarinto na boira em que ia
amarradas as camisas as quilos linda nao torito la-
vadas, e silo de madapolilo com pico pela boira do
collarinbo : quem as citare quizer restituir dirja-
se a S.-A m aro-Ja boa tilo em casado Jos Antonio
Pereira ou om S.-Antonio, em casa de Jolo Bap-
tista dos Santos, na ra da Cadoia, por cima da guar-
da, que ser recompensado.
I las para medidas de Sanios.
No pateo da S.-Cruz n. 8 pint;1o-se e dourito-se,
por prego commodo litas para medidas de todas as
invocacoes com toda a perfeicito, asseio e promp-
ldao.
na
.Uoviniento do Por lo.
Navio entrado na dia 23.
Gaspe (Terra-Nova,; 41 das, patacho inglcz Conqual,
de 144 toneladas, capitito John F. Wilson, cquipa-
gem 10, carga 1702 barricas de bacalhao; a Le
Bretn Schramm & Compandia.
Narioi sahido to mesmo din.
Trieste; polaca sarda (iemma, capilOo JosCordcglia,
carga assucar.
Porto ; brigue porluguez Primavera capilao Jos
Tiloma/ de Lima, carga assucar o cornos. Passa-
geiro, Miguel Rodrigues Vieiri, llespanhol.
Itio-de-Janeirii ; patacho ingle/. '.' nuuesl capitn
John F. Wilson, carga a mesma, que trouxe.
Observaco.
Fundoou noLamcirilo paraacadar de carregaropa-
taedo inglez Archimedcs, capilao W. Hart.
Avisos iiianitiios.
I>cclarac6es.
O escrivao e administrador da mesa de rondas
internas provinciaes desta ridade, vendo quo teem
comparecido na dita mesa muito poucas pessoas
salisfa/,erem 6 dechua do suas propriedades nos 3
bairros desla cdado c povoaqo dos A togados pro-
vine aos Srs. propriotai ios que nao se guarden! lo-
dos para conipiirecerem a satisfazer o semestre que
se est arrecadando nos ltimos das em que ex-
pira o prazo da arreeadacno sem o onus da mulla
do 3 por cento, porque multo dilliculloso ser nos
ltimos dias poder dar-se expediente, "da grande
anuencia, que necessariameiite Ira de baver,dc con-
triliiiiiites. Iiecife, 14do dezembro de 1846. 67o-
riwli) t'erreira Cutio, escrivao e administrador.
Para o Rio-de-Janeiro sabe, no dia 29 do cor-
rento me/., o brigue Eiho: quem no mesmo quizer ir
de passagem, para oque tem bous commodos, ou
embarcar escravos a Trele, dirija-so a ruadaCadeia-
Vclba, no Recito, armazem, n. 12.
Segu viagem at 30 do correte para o Ara-
caly,a veloira sumaca S.-falbina : quem na mesma
quizer carregar, ou ir de passagem, dirija-so a ra do
Oucimado, loja de torragens n. 31.
Para o Aracaty segu com brovidade o hiato No-
vo-Olinda, mostr Antonio Jos Vianna : quem pello
quizer carregar, se entender com o mesmo mestre,
no trapiche novo.
Para Lisboa sai, impreterivelmcnte no dia 21
Janeiro, o brigue Feralo ; recebe assucar om cai-
xas e barricas, a 200 rs. por arroba o em saceos a
160 rs.; e tumbem passageiros, por ler bous o asseia-
dos commodos : Irala-socom o capililo, na praca do
Commercio, ou com o consignatario, Thomaz de
Aquino Fonscca, na ra Vigario, n. 19.
Avisos diversos.
~ O caixa da ooinpanhia de Beberibe adverte aos
Srs. accionistas, que anda nao coinplolrao suas
entradas, que o devem fazer quantoantes; pois que
elle tem de prestar suas contas, c nao pode por mais
tempo ter eontCmplacltocom empate dos seos adian-
tamenlns. Recito, 18 de dezembro do 1846. O
caixa, ManoelGnnralres da Sitia.
Q.arsenal de guerra, compra azeilo do corra-
pato, de coco, lio de algodao e pavios : quem taes
gneros quizer tornecer, mandara sua proposla, em
caria Tecliaila, a directora do mesmo arsen.il, ale o
dia 29 do ronenle me/.. Arsenal de guerra 22 de
dezembro de 1846.O amanuense, Jodo Ilicardoda
Silva.
Piihieaeao Iliteraria.
ELEMENTOS DE HVCIKNE NAVAL
parauso dos navios de guerra e do commercio do
imperio do Brasil olFereridos a S. M L, o Soubor U.
PedroII, por Francisco Flix Pereira da Cosa dou-
lorem medicina o director do hospital da raarinda
di corlo. Esla odra contm noefles geraes rela-
tivamente n influencia dos climas sobre o physicoe
mural dos homens Tratada atmosphora maritiroac
terrestre, eseus dillerentes estados ; da ngoa o das
outros bellidas, dos alimentos c vestuarios; alm de
nutras limitas materias, que teem relaco com este
ouiecto. O proco da assignatura be de 3000 rs.; ser
um volumeom quarto de mais de 300 paginas. Os
noines dos Sis. assignanles so publicaraO uo im da
O NAZARENO N. 71
est a venda na livraria da praca da Independia, ns,
6 e8, e mais intoressante do que nunca ; muito boas
eousas da corlo, etc.
O ii. 70 destribuir-se-ha para a semana, porque,
tendo impresso a prinieia follia, si'i a segunda podo
estar prompta para la,visto precisar-se a sabida logo
desle numero. O numero 70 traz a le das eleices,
e mais cousas boas, o bode 8 paginas.
A manhla, 25 do corren le, lia demadrugada no
pateo do Paraizo, casa n 4,"gallinlia com ervilbas,
dita de cabcdella, mflo de vacca e outras cousas
mais.
Oabaixo assignado, impcllido pela nccessidr.de
do procurar um meio honesto, para com elle adqu-
'riroquolbo he iudispensavol para subsistir sem
continuara ser pesado aos scus amigos, depois de
ha ver de balde diligenciado em que ompregar-se ,
se propOe a abrir urna aula no principio do mez do
Janeiro prximo futuro, onde, alcm do ensino cor-
recto das primeras cticas scriio dadas I tocos de
grammaticada lingos nacional, latina e franceza.
O mesmo abaxoassignado persuade-se, que temas
convenientes habilitares para satisfactoriamente
desempenhar o emprego,a que so vai dcdicar.c espo-
ra queosscusconcidad:*ios, c particularmente os
scus amigos, dello conliem a educacao de seus li-
Ibos, cortos de que esta ser dada com todo o es-
mero, zelo o cuidado medanlo um rasoavel e m-
dico estipendio.
Para este lim terilo a boadade de entender-se com
oannuncianle.na ra doAragto, n. 27, no bairro
da Boa-Vista : cumprindo-advortr que na referida
aula sonto recebidos alm de alumnos externos
pensionistas o moio-pensionisUs. Jote Xavier
Faustino Ramos.
Quem quizer dar dinlioiro a juros dirija-sea
ra do Callabouto-.N'ovo, ladodo Sul, n. 19.
Precisa-so alugaruma prcta, que saiba bem eo-
ziohar : na ra Direita parlara, n. 24.
O administrador da capella doSenhor dos Pas-
aos, emo largo de S -Pcdro-.Martyr, do Olinda faz
snento aos devotos da Sonhora d Conceclo, erecta
na mesma capella, que, por tcremjnccorrido inconve-
nientes para o festejo ua dita Senlioi a ser feilo no dia
26 do corrento, o Uansferio para o dia primoiio de
Janeiro prximo futuro
O fiscal da freguezia de S.-Jos, Ignacio dos Res
Campello, mudou sua residencia para a ra Augusta,
n. 19.
Precisa-so de um caixoiro para escripia
ra da Cruz, no Recito, n. II.
Boga-sea cortos Srs. da Badia que, ha 5 an-
uos, pouco mais ou mcuos oirorecorito premios a
quonilhesdemonstrasse melbapliysicanientea exis-
lencui de lieos assim como a todo aquello quem
faltara luz da leratbolica quequeiao ler um ar-
tigo dos opsculos de Murzarclli, que teem por ti-
tulo A.religifio do pbiiosoniio -, iraduzldo na to-
llia o Amigo dos Homem. Ese acaso niio ficareni sa-
USfeitOS, queirao declarar o que falta que o tra-
ductor se obriga a responder.
Prccisa-se fallar aoSr. Antonio Rodrigues Fer-
reira Jnior, que, ha 5 annos, veio do Maranhitoen-
carregado de um palhabote de guerra que por ap-
pellido Iho chamilo papo-roto- : na ra da Ca-
doia do Recife n. 6 ouannuiicie sua morada, para
ser procurado.
A ama de leile, que se offerece por este Diario,
dihja-seaoAtorro-a-Boa-Vista n. 36.
No sobrado novo, defronte do boceo do Trom,
rentiiia-se a fazer sorvclcs de varias fructas, no dia
de tosa das 6 horas da tarde at as 9 horas da noile,
entrada pela venda.
Aluga-se, por tosta polo mesmo proco, que
rende animalmente um sobrado om Olinda, na
ra de S.-Bento, por cima da botica do Sr. Conzaga,
com bonita vista o commodos para familia oqual
niio desagradara aos pretendemos: a tratar no mes-
mo lugar, no Varadouro roa do Balde n. 24 ou
no Recito ra do Apollo tanque d'agoa, n. 28.
Aluga-se, por tosa pelo mesmo preco, que
rendo animalmente urna casa torrea om Olinda na
ra de S.-Pedro-Martyr, com bonita vista, muilo
fresca e asseiado a qual niio desagradara aos pre-
tenden tes : a tratar no mesmo lugar, no Varadou-
ro, ra do Balde, n. 24 ou no Recito, ra de Apol-
lo, tanque deagoa, n. 28.
Roga-seaoSr. Bernardino Candido de Almei-
da, quoveiodo Maranhito no vapor S.-Salvador, o
favonio annunciar a sua morada ou dirigir-so a ra
da Cadoia do Recito n 25, que se Ido deseia fallar.
Oicolo (.aduiil j esi reta litando
a campia de 8.-Auna na estrada da
Casa-Forle, principiando defronle da
venda do Sr. JNicolo, em direcro ao
rio ein frente do engenlio da Torre ;
cujo terreno he fertilissimo, por ser to-
do de barro massap ; e o logar muilo sa-
dioe apprasivel, por lera serventa lo
rio para banlios e sahida para a estrada
publica. Os Srs. prelendenles ,
Me fdllro em terrenos
rp.e ja
, assim como os
mais que quizereni podem comparecer
no mesmo lugar, todos os domingos, das
3 horas da larde em diante e nos dias
uliis, no seu sitio defronle do Sr. Jos"
Baptiaia liiheiro da Para.
Quem precisar do urna mulher para ama do ca-
sa de um homem solteiro ou de pouen familia, c
3 ue da fiadora sua conduela, dirija-se a ruada Ro-
a n. 14.
Quem annunciou querer ser ama de leile, di-
rija-se a ra das Cruzes n. 22 segundo andar ou
annuncio
No primeiro andar do sobrado da ra das Cru-
zes, que vira para o boceo da Polo, apromptilo-se
jan tares para tora fazem-se fiambre, ipadas ,
paslcloos tombos, gallinhas periis cheios, tudo
com muilo asseio.
No dia 2'. do corrente, as 7j horas da noile',
entrou na sala do sobrado da ra Nova, n. 48, um
preto ou pardo do calcas brancas com jaqueta
ou camisa de Tazenda escura, e pergnnlando-se o
que quera-, logo se evadi, levando um caslical
grande de piala : roga-so a quem tor offerecido dito
caslical, do o tomare levar a mencionada casa que
sera gratificado, ou a quemde lesouber de annun-
ciar por esta l'olha.
SORVF.TE.
No botiquim junio ao theatro, das 5 horas
la tanto do dia 24 em dianlo da sorvetes de
fructas mui bem preparados o com muito
__'asseio.
Oabaixo assignado faz ver ao respeitavcl pu-
blico, que o embargo, que toza Senhora D. An-
na-Lins \\ anderley em um escravo na oseada de sua
casa nilo se cntonde com o mesmo; por isso que
felizmente nada deve a esta Senhora, e nem o es-
cravolliepcrlciice.-4/ano#.' Iluarque U. lima.
Precisa-so alugaruma prcta para o servico de
urna casa do pouca familia, pagando-sopor sema-
na ,ou por mez : na ruado Rangel. n. 17.
Jolo llubois previno aos seus freguezesdo carne
de carneiro, deviremou mandarem dizerna veaperi
do tosa; do coutrario poderaO nao adiar, visto esta-
rem muito gordos : isto na ra larga do Rozario ,
Ins. 6 e II. '
tos quealludo om sua pergunta, nao existen! em
meu poder o nem atj estiverao, pois que, alcm do
n3o i (isiumar demorar autos om que oliicio como
procurador-fiscal nunca me torno mandados com
vista para promover o son adianlaincnto C nem
delles tive conheoimento ulllcial O quo sei he que
grande parto do sollo de\ ido da heranca do Domin-
gos Rodrigues do Passo so aeda rccoldida e, ainda
da pouco liz rerolter qaantias, que Brrccadarilo-se
por exoeuces ; de quanto tenho de responder, para
que se mo interpreto om mal o meu silencio, des-
piezando o bom ou mao conecito quo de mini
possa fazer o Uuvidoso. Alcanforado.
>a IUii {tova, ii. 10, loja de
Hipolilo S.-Warlin & C,
chegou, pelos ltimos navios viudos do Franca, um
completo soilimenlo de la/endas liancczas, as me-
Ihores n mais lindaspossirois, constando de MANTE-
LETES DTE SARJA E CHA MALOTE DE TODAS AS CO-
RES, guarnecidos de franja de retroz.iillima moda de
Pars; chapeos para seniora muito lindos, de.seda
o paldinda ; RICAS capejas de flor do laranja; ra-
malbctesda mesma ipialidado ; plumas com passari-
nbo; muito lindos cachos do flores com peonas; di-
tos sem ellas; tovas do todas as qualidadcs e cores,
para homens, senboras e meninas; ditas de dito de
pellica e com guanicTo; mantas, chales o lencos do
seda, para senhora toncas de filo de lindo o eam-
braia, para senhora ; calcado para homem, senhora,
menina e menino, de todas as qualidades; meias
de Ua muito linas, brancas e pelas, para homem;
lencos de cambraia do lindo para mao; llores para
guarnicito da vestido; sedas brancas muito ricas pa-
ra noivado ; ditas escocesas; chapeos do sol para lio-
niein e sonhora; saceos para viagom ; jogos de todas
as quididades e outras muilas (atondas: ludo por pre-
co commodo.
Precisa-se de umeaixeiro, de 14 a 16 annos:
na ra Direita n. 100.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
19 da ra da Aurora, com optnos o muilo asseiados
commodos para moradia do homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alagar, dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Aluga-se, por tosa ou por anno o silio, que
toi de Antonio Coelho da Silva com dous armazens,
sobrado com commodos para granito familia, ar-
vnredos de fructo cacimba &c. : a tratar na pra-
ca da Boa-Vista, n. 6.
Precisa-so alugar um pelo que faga lodo o
servico do una casa e que soja fiel pagando-sq
Iftfrs. mensaos, e dando-sc-lhe o sustento : na prac
da Boa-Vista, n. 6.
~ Prccisa-sedo douslavradores ; cm caa do doura-
dor, or fabricante de candirlros do gaz na ra No-
va u. 52.
-- Antonio Botelhn Pinto do Mesquita manda seu
fimo, Antonio Kotelho Pinto do Mesquita Jnior, ao
Rio-dc-Janoiro.
LOTEIUA
DA M A T HIZ
DA CI DA DE DA VICTORIA.
Por se ter pouco ou nada adiantado a venda do
resto dos bilhelos, o existir ainda urna crescida quan-
lidade. mto podo ser cITeituado o andamento das
rodas desta lotera no dia 22 do corrente, como so
davia annunciado. Em coiiseqiioncia disto o respec-
ctivo thesourciro, de accordo como juiz presidente
das loteras, tem transferido o sobredito andamento
Pr,rao,d!?.29de Jineiro prximo futuro, no qual
cilemrallivelmcntc so rcalisara ainda quo algn*
poucos bilhelos fiquom por vender.
Aluga-se una casa terrea com bastantes com-
modos o muito fresca, junto ao sobrado do Sr. Jo3o
Pires, no Poco-da-Panella : a Halar com Caetano
Jos da Silva na ra do Qucimado, loja, n. K.
ATTERRO-DA-BOA-VISTA N. 3, LOJA DE
JOAO CIIARIlO.V.
Acabao de ehegar pela /i7i'o,ullimo navio vindo da
I-ranea, riquissimos chapos do soda da mais ele-
gante torma da ultima modado Paris, para senhora,
muito linos; elegantissinios chales do baroges; ri-
cos chales o mantas do soda; bonitas fitas de setim;
lindas llores para chapeos, cabeca o vestidos do se-
nhora; esparlilhos Coitos pela primeira modista de
Pars; muito finase novissiinas portomarias; balcias
e atacadores para vestidos e para esparlilhos; chapeo
lia I', tiln inmlnlU.i...!...!____
de palha muito linos; ricos loncos e outras inis fazen-
das do bom gosto.
Os ibaixo asignados fazem sciento ao respei-
tavcl publico, quo teem dissolvido amigavelmente,
do coinmum accordo com os seus crodores, a socie-
dade, quo tinhao na loja de miudezas ,sita na roa do
Livramenlo n. 52: licando do agn em dianlo gyran-
do o mesmo negocio dcbaixo da firma de Francisco
Jos.' Goncalvesda Silva, o esto obrigado a lodo o ac-
tivo e passivo da exiincla firma. Pinto & Goncalin.
Sorvole.
De boje om dianlo as ('. horas da tarde, ha sorvete,
na ma do Rozarlo n. 9. defronle da groja.
Aluga-se una padaria, com todos os utensi-
lios, prompta do um tudo para Irabalhar, no largo
da Soledade, n. 22. "
Aovo importante aviso.
POMMATEAl', CITEI.EIBO, ATERRO-DA-BOA-
VISTA N. 5 ,
tem a lionra de prevenir ao publico que acaba d
reccher, pelo ultimo navio chogadodo Franca, um
grande soilimenlo de mercadorias todas de pri-
meira qualidadc edo ultimo gosto, como: clico-
tinbos delicados o bcngalinhas guarnecidas de prata
na ; perteures para cacar; polvarinhos de diversos
tamaitos, chumbeiras de 1 e2 canudos saca-
trapos, ferros para desparatosar, forma de rzer ba-
las de varios calibres para pistolas, espotoUs da
primeira quahdade, chainine de ac fino para es-
pingardas do espoleta ; esponjas finas; escovas pa-
ra dentse para unlias; lerrinhos para limpar e ti-
rar denles; instrumentos do cirurgia; fundas de
todas as qualidades; freios ; esporas; obras do
prata lavrada, como colherespara cha e do tirar
assucar, muilo ricas ; facas com cabos e tolhas de
prata para comer fructas, e tambem com cabos de
prata c toldas do ac fino ; navalhas de barbear de
primera quahdado; tesouras do todos os lamanhos
e de ac lino ; o geralmcnto tudo quanto pertence a
ulelana; ostojosde mathemalica e necessarios de
------necessarios ,
costura para senboras. Tambem faz de encommen-
SfngardasqU G fUndS' concerlos do es-
toda* TSul& er"0S sabbados contina a amolar
aezpV n,.."" ferr8 ; adve'd0 aos seus fre-
P.?BVq.e d ?ra,em d,a,,te e,le mesmo .- ra especjalmeate deste ultimo irblho. F


_
A
.'

Tendo tim preto do abalxn assjgnado fiiRido c
levado enmsigo urna lianca com urna gaveta na
qualexisllo viirios tapis e lettras, e tendo appare-
cidn o referido pri-to sem aqnelles documentos ; o
iiiaixii assigiiadoroga as pessoas, que acharemdi-
tos ttulos, na estrada do Rozarinho o favor de os
mandar levar ao Aterro-da-Boii-Vista n. 55, que
sanio recompensadas. Jariniho Alfonso Bo'elho.
Deseja-se saber, se existo nesta provincia ou
na das Atagoas, o Sr. Jos Martina do llego, (litio do
fallecido Manoel Jos do llego natural para negocio de sen interesse : caso exista, dirija-sc
u I ia-dc-l'orts, ra do Aroial, n. 8.
Compras;
Compra-so meia duzia de eadeirasde Jacaran-
da cin segunda ui.lo: na ra larga ilo lozario ,
u. 2*.
Comprao-sc rscravos de 16 a 20 .1111109 de idade,
sad los, sem vicios, rom ofiitios c sem elles: na ra Di-
rcita, obrado, 11. 29
Compra-seuma commoda de Jacaranda com
poueo uso ; umbaiiheiro de folha ele (landres na
esquina do l.ivramcnlo lojadc G portas.
Vendas.
FOLHIflHAS
v alnianak c ele porta
A etv'o mais conecta e com*
pela, que existe, deslo folliinlias,
est venda as livrarias da pra*
ca da Independencia, ns. 6 e 8; da
esquina do Colle;io; e na Boa-
Vista, botica defronte da matriz,
pelo prego to costume.
Veiulc-sc urna commenda da ordcni to.porpreco commodo: na ra do Cabug, loja
gfande de ourives n. 3.
Yendc-sc iim relogio de ouro, palele inglez :
na praca da independencia, loja, n.3.
Vendem-se .1 bous pelos de roca : no sitio do
Cajueiro, na Passagem-da-Magdalcua.
Vende-se Hssucar reunido de pri-
meira qualidade muilo fino, a 100 ris a
libra ; dito de segunda dita, a yo ris ;
dito de tercena dita, a 8o lis masca -
vado, tarnbcm refinado, a 70 reis; e
lira neo tic todas as qnalidades c limito
em conta : no deposito da ra Dircita n.
3o, dcfroiite do becco da Fenba.
Vende-se a obra Becrcio das
familias cm 5 vol.; o Cambista uni
versal, em 1 vol. $ Diccionario jurdico,
mentos, ludo por coininodos precus
Vendem-se3 lindos moloques, de (latean-
nos ; um dito de 11 unos ; _> pardos ptimos para
pageos, de 17 anuos tendo um delleso olllcio de
hanqueiro de. engenho ; dos pretos, um hom ca-
noeiro e o oulro carreiro de 30 annos ; duas pre-
las de 20 a 25 annos com habilidades; urna parda,
com algomas habilidades ; urna negrinha do 7 an-
nos : na ra do Collegio, 11. 3, segundo andar.
Vamos ao haralei-
ro, que elle est
torrando !
Oantigobaratciro vende a troco de pouco dinhei-
ro,nasua nova lojade miudezas da ra do Colle-
gio n. i, papel de peso inglez muito fino e pri-
meira sorte a cinco patacas o meia a resma e meia
dita, a880rs.; ricos pentes de tartaruga, com cn-
feiles domados, para segurar o cabello, a 4000 rs.
cada um ; ditos de tartaruga, para marrafas, a 960
rs. a parelha; chapeos de cambraia enfeilados, pa-
ra meninas, a 2500 rs. cada um ; ricos lequcs de se-
da com enfoitea dourados a 3000 rs. cada um ; luvas
compridas de seda preta para senhora a 1000 rs. o
par ditas de cores para meninas, a 200 rs. o par
cachos de flores para enfeiles de cabello, a 400 rs.
cada um ; chapeos do Chile, para cabeca pequea,
a 2880 rs. cada um ; ricas tesouras finas para cos-
tura e para unhas; riuiissimos caivetes finos para
pennas; pellos de marroquim, a 1280 rs. cada urna;
contras diversidades de miudezas a troco de pouco
dinheiro.
Vende-se urna preta, por 200,000 rs., que ser-
ve bem a una casa c vende na ra ; urna nioleca
pec.a, de 18 annos com bona principios de habili-
dades emclhor figura possivel; *pretas para todo
o servil ; escravos bons para o trabalho de cam-
po ; um moleque, de 10 annos, muito esperto ; um
mulatinho, do 15 annos, muito lindo pagem : na
ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vonde-se urna mangla de vidro bordado, pa-
ra lustro de meio desala ou troca-se por urna man-
ga de vidro I su : na ra de Hortas, n. 62.
Vende-se um porta-licor em sua cana enver-
nisada de bom goslo por prego o mais commodo
possivel: ria ra de Hortas, n. CJ.
na
na Helia, 11
4...
Yendc-se vinhodc Champanha superior em
cestos de 12 garrafas, e 2* meias ditas; vii.bo de
Champanha rosado; ludo da nielhor qualidade, e
chegado de fresco do Havre na barca Zitia na ra
da Cruz n. 21.
A 12$ rs. o corte.
Na loja da esquina confronte ao arco de bu-Anto-
nio, n. 5/c Cu i mar.les, Seraliin & C, vendem-se r-
eos corles de chali de. Ida e seda com barra, os mais
lindos padres, que leeni viudo a esle mercado,
pelo barato preco de 12,000 rs. o corle.
.- Vende-se pofassabranca, da
mais reeem-cheftada |>or mdi-
co prego ." etn casa deL. G. Fe*-
reir & Companhia.
f endem-se biebas grandes dellam-
tbegadas ltimamente; c tam-
lugao, por preco comn.odo; no
burgo ,
"ieni se n
Fa- te*
t -
Fa reos de arroz !
reos de afros !
De todas as substancias nutritivas at boje
condecidas para o sustento de animaos, he
ininconlestavelmentcofarelodearroz.que,
alm de militas prnpriedades.lem a seu fa- j
vorscr alimento fresco, a mais propria para g
o nosso clima, privando os cavados de se- la,:,
rom accomiuelidos de algumas molestias i,
aqueeslao subjeitos. [>i ,
Asvantagense numeradas e outras mui-
las que deixio de ser notadas, leeni si- M
do reconheeidas pelo Sr. conimandaute da '
companhia de cavnllaria de Iinlia he com '
que alimenta os da companhia de seu com- |s*j
mando : podendo os compra dona infor- P~
mar-S dclle. Vende-se a barricas de 3 a 4 i
arrobas, no armazem de Fernando Jos Bra-
guez.
Itcrro-da-Boa-Vista primeira venda
ao p 'I'* ponle 11. 1
= Vendem-se moendas de reno para engenlio de as-
mcar. para vapor, agua e bcslas, de diversos tamaitos,
por preco coiiuiiodo ; c igiialmriile taixas de Trro coado
e balido, de lodos os tomatillos: na piafa do (nrpo-Saii-
to, 11. II, cm casa de Me. (aluiont & Companhia, ou na
ra (le Apollo, armazem, 11. 6.
= Vende-se polassa branca de superior qualidade,
em barra pequeos ; em casa de Malhciis Ausltn 01
Companhia. na rna ta Alfandega-Vilha, 11. 36.
=3 O corretor Oliveira tein para vender cobre em fa-
lla e pregns de dito para forros de navios : os preten-
dentes dirijao-sc ao itiesmo, ou aos Senhorcs Mcsquila
&t Duna.
= Vende-se cal virgem cm meias barricas chrga-
tl.'t prximamente, |>or piejo u commodo na ra d
Moeda armazem 11. 15. f
Potassa da lUissia,
verdadeira e nova, cm barra pequeos,
por preco muilo commodo : na ra da
Cruz, n. io, em casa de Kalkmann &c
11 osen ni 11 mi.
Vendc-sc um relogio de onro, suis-
so novo ; um dito um pouco usado,
muilo bons regulailores,nelooqueodono
se responsabilisa ; e igualmente 3 cor-
rentes novas, de onro, para os tnesmos;
na rna do Vicario, n.
Zapatos, a l^fl0 rs. o par.
Na esquina da ra do Cabug, junto a botica,
vendem-se sapa tos de marroquim francezes, delu-
das as cores e de cordovlo preto muito bons. che-
gados pelo ultimo navio de Franga; lindas e boas se-
das brancas para vestidos de noivado ; ditas escu-
ras de bonitos padres; ricos chales e mantas de
seda escocesa, dos melhores gostos, que teem appa-
recido ; guarnicesde flores para vestidos; chapeos
de seda com plumas, do ultimo gosto ; cachos de
(lores para chapeos ; lindos chapeos do palha da Ita-
lia muito finse de muito bom gosto para meni-
nos ; luvas de se'- curtas e compridas, de todas
as cores, com dedos e sem elles ; crep de todas as
cores ; luvas de pellica com enfeites ; ditas curtas ,
parahomeme senhora ; chapaos do. sol, para ho-
meme senhora; cortes de cambraia de listras para
vestido ; borzeguins pretos, para homem e senhora;
sapalos de lustro, para senhora e meninos; ditos
para homem; um bom sortimento do perfumaras
assim como outras mu las fazendas que se vende-
rO por preco commodo.
Ao que he bom !
Anda continua-se a vendero resto dos chapeos de
castor sem pello e da ultima moda proprios para
os passeios dosdias santos do Natal, a *500rs. : na
ra doQucimado loja n. 38.
Na loja nova de Jos Manoel Monteiro Braga ,
na rna do Crespo, n 16, esquina, que vira para a ra
das Cruzes vendem-se chapeos prelos francezes,
os mais superiores o modernos, que ha ; cambraias
abertas, brancas e de cores, as mais modernas e do
melhor gosto possivel.
Vende-se urna preta de naco, de 24 annos, de
bonita figura quecozinha o diario do urna casa ,
lava de aabfl e varrella e he quitandeira; urna di-
ta de 30 annos, que cose alguma cousa e lava ;
um mulatinho, de 7 annos, de bonita figura; todos
sem vicios nem achaques: na ra da Concordia,
passando a pontezinba, a dircila segunda casa ter-
rea. ,
Vende-se urna marqueza de conduru ; 1 par de
taboletasdeamarello para ourives, ou miudezas ;
urna mesa com duas gavetas, boa para casa de fa-
milia; umaescadade obra leve e boa para pintor
ou armador ; na travessa da Concordia ,n. 1*, atrs
da torre do Carmo.
Vendem-se 40 escravos de ambos os sexos, sen-
do pretos, pretas, moleques, negrinhas, pardas ,
pardos ; 2 cabritillas proprios para pageos ; entre
elles alguna com habilidades : na ra da Cruz, n.
51 a fallar com Jos Francisco da Silva. ,
Vendase cera de carnauba ; courinhos de ca-
bra ; bezerros e sola; ludo por preco commodo :
na ra da Cruz n. 51.
Vende-se superior gomma de aramia ; sag de
primeira sorte, multo fino e de segunda dita ; gom-
ma de tapioca muito alva ; e lodos os mais g-
neros de vende por preco commodo : na praca da
Roa-Vista, venda,n. 18.
Vende-se, por precisflo um relogio de ouro
bom regulador, por barato preco : na ra larga do
Hozado, n. 29.
Vende-se cevadinba nova e sag
de muito boa qualidade : na ra da Cruz,
armazem n. 4^
Vende-se um piano em meio uso,
com boas vozes e por commodo preco:
na ra Bella, n. l\o.
Vende-so um realejo com 3 cvlindros e mili-
tas pecas ; urna flauta de chano de 6 chaves ; um
relogio de paredo.de machina de pao; ludo em
bom uso, por preco commodo: na ra do Jardim ,
n. 43.
Itapc princesa Novo-Lisboa
a 18000 re. a libra.
D todos os raps, que a Industria brasilrira tmale
hole fabricado, nenliun imita inellioi o verdadeiro ra-
p priucrj.a portugucK do que o Intitulado RAP PRIN-
C.F.ZA NOVO LISBOA, fabricado no Rio-de-Janelro, sen-
do lao prrfelta a sua semilhaiica, que os mais veteranos
tabaquistas o tomao pelo genuino rap princesa de Lis-
boa.
Igualmente o fabricante deste rape levo a maior
felieidade cm conseguir imitar perfeitaolente os ra-
ps Areia-preta, Meio-grouo e Commum que nflo s
igualou no aroma, esuasqualidades, como na n-
deotica forma dos botes e cAr dos papis, sendo
difiicil distinguir-se a copia do original.
O deposito deste encllente rap, he no armazem de
Alv-fs Vianna, rna da Senzalta-Velha, n. t lO; e t'ambeiii
se vende nos tres balrros da cldadc : no do Rrcifc em
easa dos Srs. Jos Das da Silva e Pontea tt Sampaio, Io-
tas de ferraren* ra da Cadeia-Velha; no de S.-Anto-
nio em casa dos Srs Antonio Domingos Ferreir ra
do Crespo, n. 11 ; Joaqitim Jos Lody, luja de iniude-
ras ra larga do Rosario ; Jos Joaquim da Costa, lo-
ja de miudezas na rna do Cabug ; no Atrro-da-Boa-
Vista lojas de miudezas do9 Srs. Antonio Ayres de Ca-
iro & Companhia Antonio da Silva Guiniarcs e Tlio-
inaz Perelra de Mallos F.stlma.
As cautelas da lotera da cldade da Victoria achno-
sc de boje cm dlanle exposlas venda no Aterro-da-
Hoa-Vista. as lojas dos Srs. Carlano Lu* Feneia,
n. 46; Tboinaz Perelra de Mattos Estima, 11. Mi Leal
& IrinSo, n. 58, c Antonio Ayres de Castro, n. 7i ,
assim como na travessa do Veras, n. 13. onde os fre-
giic/.cs acharad semprc um variado sortiinrnto de boas
nmeros. O pagamento das que sahirao premiadas
na passada lotera do Liviamcnlo, contina a ser fclfi
como d'anles a loda e qualqiier hora do da, sem cx-
cepcao de domingos e dial santos.
Na ra do Trapiche 11., 54,
armazem de I croando de
Lucca.
Vendem-se os seguintes gneros, recentemen-
tecliegados pela barca Zilia confeituras e fruclas
conservadas em frascos; salchichas cm potes peque-
nos, de3 4 libras; conservas de legumes, tle rarne,
xas ; e tanibem champanha, violto to Porto, Sher-
ry, Madeira, vinlio do Rheno, Saulerne, Clan tle em
quartolas e caixas ; tlito engarrafado, 400 rs., muito
bom ; superior cognac, rlium de Jamaica, Arrae, ge~
nebra de Hollanda, vinho de Malaga velho, em meias
garrafas; chocolate dePamille; passas iniudas cer-
vejas: repolho conservado; harria pequenos de cu-
viar; (musanla franceza e inglcza, charutos. Todos
estes nlijetos sao da nielhor qualidade e por prego
commodo.
Vende-se cera de carnauba de primeira qua-
lidade, a 5500 rs. a arroba ; un.a catleira de escrip-
torio, de 3asscnt(is, feitade amarcllo : na ra da
Cruz, n- 21.
Vendem-se portas, janellas ,e grades para as
mesmas, tanto de louro como de amarello; c car-
riiilio's de in.'io : na ra daPraia atrs da Itiheira
ns. 9o 11.
Vendem-se vitelas multo gordas, proprias para
a Testa : em S.-Amaro, no segundo sitio anles de
chegar os Lazaros.
Vende-se urna earroca, e junlamenle um bom
cavado, pertencentc a mesma catroQa, e mais 8 ca-
deirasde paltinha e urna banquinha etn bom uso;
tudo por preco commodo: na Soledade, n. i-'.
\a ra da Cadeia-
Velba, loja n. 29, de
J. O.Elsler,
vendem-se os seguintes vinbos engar-
rafados e de superior qualidade : vinho
do Porto muito velho ; dito da Matlei-
Buccilaa ; Carvellos ; Sberry; Hhei-
Hordequs ; Clierry-cordial ; Tene-
Cbaup.iuba, marca cometa ; e tum-

atoa-
ra
no
rifli
bem supetitr genebra hullandeza
arden te de Franca; vidios com comer*
vas ; boies de dore de finetas da Euro
pa *, bi.NConlos linissimu.s de Ilainburgo ;
velas de composicao ; cli preto; dito
liysson ; opUnuis cliai utos cui caixinhas
de com.
Vciitlem-se superiores e deliciosos vitihos Cla-
rete e llurgundy cm caixinhas de urna duzia; os
mais execllentese preciosos, que se podem encon-
trar neste increado, os qtiaes se toniiio assaz re-
conimciidaveis para W mesas tle bom gosto e silo
mais proprios pata presentes em lempo de festa ; as-
sim como Champanha tle muito boa qualidade ; tu-
do por preco commodo : na ra lo Trapiche-Novo,
n. 42, casa de Adamson llowie & C.
Vende-se tima rela moca-, ptima quitandeira,
e com algumas habilidades ; um preto moco pti-
mo para o trabalho de sitio ; na ra Dircita, n. 18.
Sal de Lisboa fino e alvo a 1600 rs. o alquei-
re velho, e sendo porejio dar-se-ha por menos : na
ra da Praia armazem n. 18.
Pechinchas novas,
freguezes !
Oantigobarateiro troca por pouco dinheiro, na
sua nova loja de miudezas da ra do Collegio, n. 9 ,
novo sortimento de chapeos de sol, para senhora,
de ditTerentes padres a 2880 rs. cada um ; luyas de
pellica para homem e senhora ,a 800 rs. ; ditas de
algod.lo, brancas c decores, a 320 rs. o par, para
homem e senhora ; bonetes para tomar fresco pela
festa a 100 rs. ucada urna : bengalas do caima da
India a 1920 rs. cada urna; Lieos estreitos, a 40
rs. a vara, para acabar ; bolcs de madre-de-perola ,
a 480 rs. a groza ; lencos de seda preta para pesco-
co a 800 rs. cada um ; torcidas para candleiro de
todas as larguras a 100 rs. a duzia ; carapucas, a
160 rs. cada urna; trinchetes de cabo de marlim o
bfalo, sendo faca grande e garfo com mola a 1440
rs. o jogo ; botOes de metal para calcas a 300 rs. a
groza; e outras militas miudezas, que setorrflo
por pouco dinheiro.
r- O corretor Oliveira vende um escravo ladino,
de bonita figura, mogo, ptimo cozinheiro : aos pre-
tendentes se dir o motivo, por que se vende.
Vende-se urna preta, sem vicios e que cose,
engomma, lava, cozinlia e faz renda : na ra do Ca-
bug, n. 16.
Ao que he superior !
Vendem-se chapeos francezes, de superior quali-
dade. da ultima moda e de elegantes formas; na ra
do Queimado, n. 38.
Vendeai se duas rabecas novas,
por preco cmnmotlo ; na ra Helia ,
n. :0.
ni: frescos.
Xarope de groselbas feilo do ver
dadeirn siimmo de groselbas viudo de
Franca, a iooo rs. a garrafa-, xarope
peitorul da verdadeira resina de angico.
Esle be mui vangloriado com justos mo-
tivos para as pessoas atacadas do peilo,
pelo meio resultados, a iooo rs.agarrafa. Xaro-
pe refrigerante de flores de larangeiras ,
a iooo rs a garrafa ; xarope de tamarin-
dos, a G/|0 rs. a garrafa. Vendein-.se no
Alerro-da-Boa-Visla labrica de licores,
n. i6.
Carlas francezas de .pP'ir
para vollarete as melhores, /juc ha no mercado; pen-
tes de tartaruga para marrafas pelo diminuto pre-
co du 640 rs. : na ra larga do Rozarlo n 24.
Aos amadores da boa Cham*
panlia.
Anda exjstem algn* gigos do supe-
rior viiibo Cbampnnba deSilleiy, na ra
da Cruz, no Recite n. 26. As pefsoas,
que se quizerem prevenir de bom vintio
para lesta, devem piocura-lo quanta
anles.
Na botica da ruado Rangrl, vendem-se os reme-
dios seguintes, dos quaes a experiencia tein continuado
os melhores clcitos : denlilieo, que lem a proprledadc
de limpar os dentes cariados, e restituir-Ibes a cor es-
mailada, em muito poucos das ; o uso do dito reme-
dio fortifica as genitivas r tira o mo chero da bocea,
proveniente nao s da carie, como do trtara, que se
une ao pescoco destes orgos; o remedio be designado
pelos nmeros i. e 2: orehala purgativa, mui ulll as
enancas e as pessoas de toda e qualquer idade ; he eoin-
posta de substancias vegelaes, nao conten mercurio,
nem droga alguma, quepossaprejudlcar: remedio para
curar calos, em poneos das ; dilo para curar dores ve-
nreas antigs, e que leriu resistido ao traumento ge-
raluiente applicado ; dito para provocar a turustruacSo,
e accelerar a aeco do tero nos parios natuiaes, cm
que nao se precisa das manobras cientficas da arte ;
dito para resolver tumores ljmphalcos, vulg glndu-
las ; dito para curar bobas e cravos seceos, o mais efli-
cax que se eonliece at aqu ; dlo oximel de ferro, mul-
lo til as chlorotes, vulgarmente chamadas frialdades;
pos anl-bilosos de Manoel Lopes ; capsolas de gelati-
na, cometido balsamo de cupabba ; ditas de oleo de
recinos purificado ; ditas de cubebas em pd fino ; dilas
de assafetda; ditas com pos purgantes; dita de ruibardo
da China; ditasde sulphalo de quiuino de 1 e 2 graos cada
capsola ; algaleas, velinbas elsticas; plulasdc sal deca-
b.iciiiho; agoa das Caldas, eliegada prximamente; reme-
dios que eurao a ri'ialdadedeiiltode40das1nesmoestan-
doinchado; oleo muito bom para conservar o cabello.que,
1I1111 de nao deixar cahli o cabello, llmpa a caspa, e
cojo uso continuado fax reapparecer o cabello perdido ;
pillas especificas para curar as gononheas chronicas,
i]nuncio a leso nao passa da tirela ; igualmente um xa-
rope atili-hemorragico, applicado nos ca-os, ent que se
deila sangue pela bocea : o preco de lodos estes reme-
dios he mui rasoavel, e os bous resultados da sua appli-
cacao he que devem faxer sua apologa.
Vendem-se vid ros para cspelbos ,
de varios tamaitos ; ditos para vidraca :
na rna da Cruz n. 10.
Vcndcm-scexcellentcsmergulhqs de parreira,
que j estilo de ISo hom tamaito que he se plantar
e fazer logo a la lata ; e assevera-se a quera os com-
Srar, que ao cabo de um atino delles plantados come
ucto : quem quizer, anuuncie.
Cl.1.0 A DINHEIRO
na ra da Senzall-Velha, n. 18, das 9 as 11 horas
dainanha e das3 al as 5 da tarde, preco a 3200
rs. a arroba ea libra a 120 rs. : adverle-sc, quenao
ha troco em cobro ou cdulas miudas, por isso he
necessario trazrem os Srs. compradores a quantia
certa.
Escravos rugidos.
Fugio, do bordo do brigue Hor-do-Sul, o escra-
vo matinheiro, de nome Jos, do nacilo Benguella, re-
presenta 23 anuos, pouco mais ou menos, estatura re-
gular, magro, sem barba, levou camisa branca, cal?
deriscado : pedo-sea apprehcnsuodo mesmo: equem
o pegar, levando abordo do dito brigue, ou a casa de
Amoritn Irmilos, na ra da Cadcia 11. 45, ser gra-
tificado.
Fugio, no tlia 16 do corrente um pardo de
nome Manoel, de 18 anuos; levou camisa de algo-
dilozinbo branco caigas tle lislrasazues chapeo de
Ealba oleado de preto ; he um pouco cangulo ca-
ello cortado pouco fallante beicos grandes
quem o pegar, leve a ra Imperial do Aterro-dos-Alo-
gados,n.20, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio, no dia 8 do correte um preto, de no-
me Francisco o tambem acodo pelo decapitan l'1"
lo qual he bem ronhecido de 40 c tantos n,,*;
pouco niaisou menos, bstanle alto e magro; l*|j
de costume embiiagar-se :quem o pegar lave a ru
da Florentina, n. 14, que ser recompensado.
PMW. t BA TYP. DK M
. F. DE FA1A. 1846'

asi:__'
'


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