Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08353


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Full Text
f"1 -
Atino
de
mmm
1840.
-! --
Quart a-fe ira
O Df4RI0\nM\t'-st (oilos o dias que rilo
form He uurln isintiira lie He
4H00 rs. |>or quartel, punir ad:nnlaii"t. O
annuncios dos ass'guantes sao inseridos a razo
de JO ris por linlia, 10 ris en trpu liireren-
te, a es iepii ires p.-l malaiic. Os que nao fo-
rem as*ii;n.intes |>|o 80 ris por linha, e 160
em (jpo dillerente.
PHASKS DA LA NO MF.Z, DE DF.ZEMBUO
1,uh clieia a 2, ai 4 horas e 20 minlos da larde.
Mingoante a 10, as 6 horas e 56 min. da larde.
La nova a 18, as 10 horas e 21 mi. da maul).
Oesceule a 2, as 4 horas e 10 min, da inanh.
PARTtDA DOS COR REOS.
f'.oi.-inna < Paraliza Se-nndas e Setias l>iri
Rio Gnnde do Norte, clieja nss Queras feiras
ao meio rlia r parle as- mesmas horas oas
Quimas le
Cnlm, ?ersbem, Rio Formosn, Porto Cairo e
Maceyi no I.", 11 e 2 I de cada mei.
Garanliuns e Unuito a 10 24.
Ro-Viste Flores a IJ e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os das.
PREAMaR DE HuJB.
Primara s 8 h SO minutos da rnanhaa
Segunda 8 h. 54 minutos da arde.
Dezembro.
Anno XXII.
N. 288
DAS DA SEMANA.
! Segunda. S. Tlionu'.
12 Tere. S. Honorato. And. lo J. docir. da I.
v. e do J. 2 Quirta S, Semillo. And. do J docir. da 2.
v e do J. de ir do 2 dist. He l
24 Quiuta S Delfiuo. Aud do J. deorphSos,
t\o I. municipal da I. rara.
25 >i>n Salla. NascimeotJ de Moho Senlior
Jcsus (Jhrislo.
2 .I-I. SabUdo. Santo Estenio PiotoiuaiIv.
27 Domingo. S. JoSo Apostlo e Evangelista.
CAMBIOS NO DA 2i DE DEZEMBRO.
Camlio sobre Londres 29 d. por If r,a0 <
i Paiis ?S ris por figuro.
Lisboa 9.S de premio.
Dase, ilolrlrns licitas firmas I '/P- /a"omeI-
Oj.roOncas hespaniiolas 2H000 a 2?5"0
Mocdasde ojllno vel. I8j200 a llUJOn
deOiiOOnov. |500 a iSfOOO
. de 40Ot>... ft'oOO a 9*101
Prata Patacoes........ 2jnflC a I/>H'
Pesos columnare fnon a 2|02O
Dito. Maiicauos. if*?0 a l|840
. Miuda... ...... I#10 a U7&0
Acrcsda Cornp. do llelicribe de 50*000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO

o
AVISO.
No ullimo (leste mez finda
prazo, pop que fra prologado o
que eslava marcado para o troco
das cdulas de 2^000 rs., eslam-
padas em papel braneo.
PA*TE 0FFICUL.
Refocilo dos detpachos publicido pela secretaria deetla
dn do negocio do imperio por occatido do baplitado
da meninima princeta a Senhora I). iabel.
tRIE E CAS* IMPPRUL.
Honrade grandeza.
O bariio de Bom-Fim, o bar/Jo de Guaratiba, o ba-
riiq.de Mamara!)', o bariTo de Pirahy;
Par Oes
.Francisco Jos Teixeira, bariTo dn Itamb ; Comea
Freir deAndraila, bariTo deltabirn; JotTo Jos de
Aratijo Gomes, bariTo de Algrete; Jonquim MhiccI-
1 i no da Silva l.ima, bariio de Itapemerini; Joaqnim
Ribeiro de Avellar, bariTo de Capivarv ; o senador
Luiz Jos de Oliveira, bariio de Monte-Sanio; Ma-
ocl Marcondes de Oliveira Mello, bariTo de Pima
nionhaugaba ; Quinliliano Rodrigues da Mocha Fran-
co, bariio de Sajita Luzia.
Dama de palacio honoraria.
D. Gftrtrudcs Gal vilo de Oliveira I acerda.
Yeadore honorario.
0 bariTo de l'ass, Francisco Jos da Rocha Filho.
Moco da imperial cmara.
O baehaiel formado Antonio l'ereira Pinto.
Fidalgo caralleirot
O capilo-mr Antonio Jonquim da Costa, Francis-
co de Paula Correia de Araujo, o tenente-coronel da
a.* linha Jos de Almeida Le me, o coronel de Legiiln
Jos Antonio de Menezes Doria, Luiz Francisco (ion-
calves Junqneira, o commendador Manoel Comeada
Silva Belfort.
Titulo do concelho.
Diogo Soares da Silva de Bivar, o olUcial da secre-
taria de estado des negocios estrangeiros Duartcda
Ponte Rlboiro, o desembargado!' Francisco Gomes de
Campos, Joao Martins Lotircnco Vianna.
0BDIM IMPFlllAL lio i.l! 1 /l:i ni.
Cara lie iros.
O bnrfo de Esehwege, o primeiro lenle da ar-
mada Joao Joaqnim da Silva Gtiimar.Tes, ocomman-
dnnte superior Jos Cursillo da Silva Rapo/o, o capi-
tal) de milicias Jos Joaqnim Brrelo, dito Jos Lilis
\tincs Bclforl, o majpr da guarda nacional Lucas An-
tonio Montoirode Castro, o capitTo de mar c guerra
Luiz Antonio da Silva Bcllriio, o tenente-coronel
graduado Porfirio F.nnio de Queiroz Garreira.
OlllilM UF. S. BEKTO OE AVIZ.
Commendadnre.
O tenente-coronel Anselmo Joaquim da Silva, dito
Jos Ferr ira dcAzoveda,
Cavalleiro
O cnpitr.o Jo'io Fericini da Silva Lima, dito Joa-
qnim Belford Gomes, o majorgraduailo Sergio Ter-
tuliano Caslello Blanco, o coronel LuizManoel de Li-
ma e Silva.
OFIIIEM DE cnniSTO.
Commendidore.
O vice-presidenteda provincia do Mio-Grande-do-
Norte, Andr de Albuqucrque Maranlifio;o presiden- lado da freguezia do Maracas, provincia da Babia: o
l .1,, __.,:..:. J. ii.i.!. _.__:.. i____:_ S. .____ f___l_____.:__ m...l. ^:___:____il. J_ J.
(e da provincia da Babia, Antonio Ignacio de Azeve-
do; o vigario, Francisco Ferreira Brrelo; o deTo
MEMORIAS DE M MEDICO. (*)
pon aicyanore j^utnnjs.
PRIML'IRA PARTE.
captulo XXVII.
A SALA DOS BILOGIOI,
Em uipa vasta sala do palacio de Versalbes, chama-
da sala dos relogios, passeava, rom os braegs cabi-
dos e a cabeca inclinada, um mancebo, do cores vi-
vas, ollios meigos, e andar um pouro vulgar. I'arecia
1er dejaseis a dezaselo anuos.
Lnzia-llie ao peilo urna placa de diamantes, real-
iada pelo velludo roxo da casaca, ocnbia-lhe a tira-
i'ollosobic o qnadril o Qtfio aznl, cuja cruz nenden-
u-Ihe rocava o jaleco desetim branro, bordado de
prala.
Ningucm deixaiia de reconhecer csse profil, ao
o lempo severo o bpnigno, magc.sloso e riso-
nlio, que formava o lypo caraclerislico dos Bourbons
do primeiro ramo, e cuja niais viva esimullaneamen-
te mais exagerada imagem era o mancebo, que apr-
senla mos aos nossos Icilores; mas, ao vi a QILacSo,
aue talvez ia degenerando, dessas nobles feicOes,
esdo Luiz XIV c Auna d'Austria, dissereis, que csse,
28:.
da cathcdral Je Pernambuco, llr. Francisco Joaquim
dasGliagas; Francisco de Paula da Silva Jnior; o
presidente da relacilo do Marauhao, Joilo Capislrano
lia helio; Joao Carneiro da Silva ; o arcipreste da ca-
Ihedral do Maranhilo, Jolo Ignacio de Moracs Reg;
oeonegoJos Antonio Marinho; o capililo de milicias,
Jos Correia de Castro; o coronel Jos Francisco de
Andradc Almeida Monjardiin ; Manuel Comes Ferrei-
ra; Manuel Jos de Bessa ; o encaregado do nego-
cios do Brasil em Venezuela, Miguel' Maria Lisboa ;
Tliom Correa de Araujo; o couego VicenloMaria
da Silva.
Cavalleiro.
O lente da esrola dc'medicina da Babia, Dr. Anto-
nio l'olicarpo Cahral; Antonio de Siqueira Dantas,
da provincia da Babia; o tenente-coronel da guar-
da nacional da provincia deGoiaz, Antonjo Nicolao
da Silva ; o padre Benjamn Carvalho do Oliveira,
vigario collado da villa de S. Francisco na provincia
de Santa-Catharina ; o major da guatila nacional da
provinciade S.-I'atilo, Gaetano de Soiiza Pinto ; Cus-
todio Jos de Souza Reis, da provincia de S. Pedro;
O Dr. Domingos Marinho de Azevedo, Americano; o
major de milicias do Maranhfio, Filippe Tiago Itor-
ges; 0 conego da S de Olinda, Flip|>e Nery de Faria;
o auditor de guerra da corte,Francisco Coutinho Mat-
loso da Cmara; o thefe de polica dn provincia do
Pa un y, Francisco Xavier Cerqueira Pinto; o procu-
rador fiscal da Ihcsouiaria da provincia da Babia,
Francisco Antonio Ribeiro; Francisco Raymundo
Correa de Faria, sobrinho; o ebefede polica da pro-
vincia de Sergipe, llcnrique Jorge llebello ; o tenen-
te-coronel da guarda nacional da provincia do Cear,
Ignacio Pinto de Almeida e Caslro; o ofllcial-maior
da secretaria da llusouraria da Babia, Innocencio Jo-
s de Caslro ; Joao de Almeida Percha, da provincia
do Rio-de-Janeiro; o segundo oflicial da pagadura
das tropas, Joflo Antonio Ribeiro; o lente da escola
de medicina da Baha, Dr. Joao Anlunes do Azevedo
Chaves; dito, Dr. JoSo Baplisla dos Alijos; ojuizdos
l'elos da fazenda da provincia da Baha, Joao Anto-
nio de Vasconcellos; o chefo dn polica da provincia
do Ro-Grande-do-Sul, Joao Evangelista do Alegreiros
SayiTo Lobato; iio, da provincia dasAlagoas, Joao
Paulo de Miranda; Joao Lopes Martins, da provincia
do Rio-de-Janeiro; Jacinlho Antonio de Mello, major
da guarda nacional da provincia do MaraiihiTo; Joa-
quim Lopes LobiTo, da mesma provincia; Joaquim
Victorino de Sooza Cabial, rapitao de aililhai ia; Joa-
quim Rodrigues deSouza, jui/ dedireilo ile Camula;
<> padre Jos Antonio Braga, vigario collado da fre-
guezia de Antonio Dias, na provincia de Minas ; o
padre Jos Gomes da Cosa Aguiar, vigario rollado
oa freguezia de N. Sra. da Escada, na provincia da
Babia ; o padre Jos Paulo deSouza Comea, vigario
collado da freguezia de N.Sra. da Siude na mesma
provincia; Josi'i Forl nalo Madail, major da guarda
nacional da provincia do Maranhilo; Jos Ignacio Ac-
cioli de Vasconcellos, chefe de polica da provincia
do Espirito-Santo; Dr, Jos Augusto Cegar Nabuco
de Araujo, secretario do governo da provincia do Es-
pirilo-Santo; o major de primeira linha Jos Joa-
quim do Couto ; Dr. Jos Viira de Faria Arag.to Ata-
libn, lente da escola de medicina da Babia; Jos a-
ples leles de Menezes, da provincia do l'ar; Jos
Mariano de Campos, viee-prosidento da provincia de
Mallo-Crosso; Jos Ribeiro de Sonza, da provincia
do Para: Josc l'ereira da Silva, capitao da guarda na-
cional da corte; o padre Loui cuco Correa de S, vi-
gario collado da freguezia de S.-Jos do Recife; o pa-
dre Lizardo Conexivos da Costa e Almeida,vigariocol-
de quem fallamos, nao podia transmillir as suasa um
herileiro, sem urna especie dcalteracao do typo pri-
mitivo, sem que a belleza nativa, dequo era ello o
ultimo excuiplar hora, se mudasse em urna figura de
traeos carregadns, sem que o desenlio emfim se tor-
nasse urna caricatura.
Gom ciTcito, Luiz Augusto, duque de Borry, del-
pbim de Franca, que foi depois o rei Luiz XVI, tinha
o nariz borbonuico mais longo e aquilino que os da
sua raca; a fronte anda que ligoiraineniedescahida
ocia mais que a de Luiz XV, e a grande papada do
avi'i era tiTo avultada nclle, que magro, como anda
era nessa poca, ja Ihe loma va quasi um terco da cara.
Alm disto, era o seu andar vagaroso e embaraza-
do ; anda que bem frito de talhc, pareca todava in-
commodado no movimenlo daspernas c hombros.
Sii os hiacose os dedos, sobre ludo, tintillo a flcxibi-
lidade, frca, actividade, e, por assim dizer, cssa
physionomia, que osoutros trazem escripia na Tron-
ic, bocea e olhos.
.Media, pos, o dclphim silencioso essa sala dos re-
logios, l mesmo onde, olio anuos antes, entregara
Luiz XV a madama de Pompadour o areslo do parla-
mento, que desterrnvado reino os jesutas; e, assim
peicorreiidoa sala, medilava.
Mas emfim csnsou do esperar, ou, melhor, de pen-
sar noque o oceupava, e, odiando alternadamente
paro os relogios, que ornaviio a sala, diverlio-se
romoCarlosV anotar asdillrcncas, sempre inven-
civeis, que conscrvilo entre si os mais regulares relo-
gios ; manifestaco extravagante, mas bim cstabele-
cida, da desigualdadc das colisas malcraos, regula-
das ou niTo reguladas pela mflo dos liomens
Para logo parou em frente dq^grande relogio, que
licava enlTu no fundo da sala, no mesmo lugar, em
que anida boje esta ; e que, por urna hbil combina-
co ele mecanismos, marca os dias, inezcs, anuos,
pilases de la, curso dos planetas; em urna palavra,
ludo o que iuteressa a essa outra machina anda mais
admiravel, que se chama o honiem, no movimenlo
progressivo da su vida para a sua uioi'le.
padre Marcellino Ferreira Bueno, vigario rollado da
freguezia de Qucluz da provincia de S.-Paulo; Mar-
tinbo Jos Gallado, da provincia do Santa-Catharina;
o padre Manoel do Rozario Tavares, conego da ca-
thedral de Pernambuco ; o padre Manoel Joaquim
Xavier Subreira, vigario collado da villa de Campia-
Grande, da provincia da Parahyha; Manoel Antonio
deSouza, rommnndnntc superior da guarda.nacio-
nal na provincia do MarauhiTo ; Manuel Anlunes Pi-
nienlcl, administrador do coneio da provincia da
Babia; Manoel Joaquim de S Mallos, juiz dedireilo
da comarca de S.-Malheus; o padre Pedro Fcrnan-
dcsdeS. Thiago, vigario collado da ficguezia de San-
lo-Anlonio-do-Amparo,da provincia de Minas; Por-
firio Jos da Cimba, capitilo do corpo policial da pro-
vincia do Marauhao ; Theodoso Constantino de
Chermont, da provincia do Para; Dr. Vicente Ferrei-
ra de Magalhes, lente da escola de medicina da Ba-
ha; Vicente Ferreira ila Silva, cnsul geral do Bra-
sil em Lisboa
onilFM DA IIOSA,
roiyimrnnWoref.
Antonio Clemente Pinto; Antonio Morcira Coe-
Ibo; O burilo de Araruama; Francisco Pnlo da Fon-
seca ; Gabriel Getulo Montero de Mcndnoca, direc-
lor geral dos correios; Joilo Goncalves Pcicira ;
Manoel Lopes l'ereira Rabia.
fficiae.
Antonio Jos da Cosa Ferreira: Antonio Onofre Ri-
beiro, commnndante superior da guarda nacional
da provincia do Maranhilo; Antonio da Silveira Cal-
deira ; Antonio Manoel de Campos Mello, presidente
da provincia das Alagas ; Antonio Jos Cu perlino
do Amaral, oflicial da secretaria de oslado dos ne-
gocios estiangeros ; Alvaro Teixeira de Maeedo, se-
cretario da legac.lo do Brasil em Portugal; Antonio
de Campos Freir, da provincia do Rio-de-Janeiro;
o major Affonso do Albuqucrque Mello, comman-
dante do corpo policial da provincia do l'ar ; Anto-
nio Carlos de Azevedo Coutinho; Antonio da Silva
Prado, da provincia de S. Paulo ; Braz Martins Cos-
ta Passos, ollicial-maior do tribunal da junta do
conimercio ; Gamillo Joo Valdelaro, provedor da
casa da moeda ; Callos Jos Alvares Anlunes, conta-
dor da Ibesouraria da prdYincin de Minas ; Domingos
Adonso .Nery Ferreira, Ihcsoiireiro da lliesnnraria
da provincia* de Pernambuco; Filippe Antonio do S,;
ebefe de legio da guarda nacional da provincia do!
Maranhao ; Fclizardo Jos Tavares, tenenle coronel I
da guarda nacional da corte; Francisco Jos Goncal-
ves, lenle coronel da mesma guarda ; Francisco
Xavier do Amaral, tenente-coronel da dita guarda;
Francisco Xavier Torres, tenente-coronel de primeira
linha; Francisco de Carvalho Paos de Andradc;
Francisco AI ves do llrilo, thesoureiro da subslilui-
cTio denotas; Francisco BorgCS Xavier de Lima ;
Francisco Carlos de Magalhaes ; Joilo Baplisla Lopes
Goncalves; Joo Pedro do Araujo Aguiar, major do
esladn-maior; Dr. Joilo Francisco de Almeida, di-
rector da escola de medicina da Babia; Joilo Gon-
calves Cezimhra, inspector da Ibesouraria da pro-
vincia da Babia ; Joaquim Mendes da Cruz Guima-
r.'ies. vire-presidente da provincia do Ceara ; Joa-
quim Maria Nascenles do Azambuja, nDicial da se-
cretaria de estado dos negocios estrangeiros; lr.
Joaquim Caolano da Silva, reitnr do collegio de Pe-
dro II; Jos Pedro da Molta SayiTo; Jos Verialo de
licitas; Jos Bcrnardino Teixeira ; Jos de Britn
Inglez, coronel reformado; o tenenlc-coronel Jos
liento da Silva; Jos Ferreira Souto, presidente da
provincia de Sergipe ; Jos de Paiva Magalhaes Cal-
ve!, ollicial da secretaria de estado dos negocios do
imperio ; Jos Manoel Freir, da provincia do lli-de-
Janeiro; Jos Joaquim Juslinianiio, ollicial da se-
cretaria de estado dos negocios da guerra; Jos
Bnptisla deFigueiredo, tenente-coronel da guarda
nacional da provincia de Minas; Joilo Cactano de
Souzn, chefe de legiilo da guarda nacional da mes-
ma provincia ; Joaquim Aurelio l'ereira do Carva-
lho; Joaquim Manoel Carneiro da Cunda, proprie-
lario na provincia de Pernambuco; Jos Victorino
de Lomos, erprogado na Ibesouraria da mesma
provincia; Joaquim Sera pifio da Serra, tenente-co-
ronel da guarda nacional da provincia do Maranhao;
Joilo Jos Teixeira, tenente-coronel da guarda nacio-
nal da edite; Jos Antonio de Araujo Filgueiras,
lencnte-eoronel da mesma guarda ; Jos Joaquim
Rodrigues Lopes, major de engenheiros; Joilo An-
lonio de Oliveira Lobo, tenente-coronel da primeira
linha; Luiz Pedreira do Couto I'erraz, presidente
da provincia do Espirito Santo; Leopoldo Augusto
da Cmara Lima, guarda-nuir da alfandcga da corte;
Dr. Luiz Carlos da Fonseca ; Luiz Goncalves da Sil-
va, tenente-coronel da guarda nacional da corte;
Manoel do Nascimcnlo Monlciro, escriviTo interino
da alfandcga da cilrte ; Manuel Dias do Prado, chefe
do leglflo da guarda nacional da villa de Barra-
Mansa; Manoel de Fras Vasconcellos, presidente da
cmara municipal da imperial cldade de N'illierohy ;
Manoel dos Santos de Andradc, presidente da cmara
municipal da villa de Iguass ; Manoel Jos Alves
da Fonseca, tenente-coronel pagador das tropas da
corle; Modesto de Almeida e Silva, chefe de legiilo
da guarda nacional de Minas; o eapililo de fragata
Rodrigo Theodoro de Freitas; Dr. Thomnz Gomes
dos Sanios ; Tliom Maria da Fonseca c Silva, ad-
ministrador da recebedoria do municipio ; Vicen-
te Luiz de Freitas Brrelo, da provincia do Sergipe.
Cavalleiro.
Alvino Jos da Silva, capilao da guarda nacional da
provincia da Babia ; Antonio Pereira da Silva Prados
Seixas, alferesdo milicias do Para ; Antonio Luiz do
Brito, da provincia da Babia ; Antonio do Se Brilo,
escriviTo da alfandcga da cidade do Rio-Grande : An-
tonio Carlos de Souza Trovflo, alteres da guarda po-
licial do Para ; Dr. Antonio Flix Martina, ciriirgio-
ajudante da guarda nacional da corte; Antonio Joa-
quim Montero de Almeida, capitao da guarda na-
cional da provincia do Marauhao; Antonio Soares
Piulo, mejor de legiilo ; Antonio Maria Navarro Fer-
reira de Carvalho, dito: Antonio Francisco Coellio
Cu maraes, capilao da guarda nacional da corle; An-
tonio Jos Trench, dito; Antonio Ca los de Araujo
Lima, dito ; Antonio Luiz Garca, dito; Antonio Gon-
calves da Silva dilo ; Antonio Raphacl Possollo, ma-
jor da guarda nacional da corto; Ballhazar l'ereira
pudre, capitao da mesma guarda; Benildo de Sa Cha-
rom, crurgilo-mr de legiilo da dita guarda ; Gar-
los de Assis Figuercdo, major da guarda nacional do
Minas; Clemcntno Jos do Carino, delegado de po-
lica da cidade de S.-Joao-d'EI-rei ; Carlos Antonio
Domiiigues de Abren, cap i tito da guarda nacional da
corte; Diouizio da Cunta Ribeiro Fe j, ollicial da
secretaria de estallo dos negocios da juslica ; Domin-
gos niiinlino Martins, alteres da guarda nacional do
Saranbao ; DomingosIheotonio de Abreu, major da
guarda nacional da corte ; Eugenio llenriquc Frede-
nco Vamlcuhiinch, engenheiro constructor na pro-
vincia da Babia Ensebio Scverino Concia l.obao,se-
gundo esrripluraro da Ibesouraria da provincia do
Maranhao ; Frmino Antonio Das, capilTo da guarda
nacional da Arte; Francisco Jos,' Moreira de Carva-
lho, dilo ; Francisco Coclho ib: Souza, quarlel-mcs-
treda guarda nacional da corte ; Francisco Manoel
Concalves da Ctinba, eserivao da descarga dn alfan-
dcga ila Babia ; Francisco Joaquim Pinto Pacca, l-
ente de primeira linha ; Francisco Raymundo Cor-
reia de Faria, tenente-coronel; Francisco da Costa
Carvalho, major da guarda nacional da provincia de
Observava o delphim, como entendedor, esse relo-
gio, que fizera sempre a sua admiraciTo, ese inri na-
va, ora direita ora esquerda, para examinar tal
ou tal roda, cujos denles, agudos como finas agu has.
mordan outra roda anda mais fina. E quando Iho
havia examinado os lados, olhava-o de frente, e pu-
r>ha-so a seguir coin os olhos o rpido ponteiro, que
eseorregava sobre os segundos, semelbaiite a esses
mosquitos d'agoa, quecorrem nos tanques o fonles
cun ns hmgas pernos, q.ue nem enruglo o liquido
cristal, sobre que de continuo so agitflo.
Dcstacontemplaco lembranca do tempo decor-
rido nao ia milito. O delphim lembrou-se, que espe-
rava, havia muilos segundos. Verdade he, que mu-
tos havia cllcdcxado pasaar, antes que ousasse man-
dar dizer ao re, que o esperava.
De reponte o ponteiro, cm quo o moco principe li-
nha os olhos fixos, parou.
No mesmo instante, como por encanto, cessro
as rodas a ponderada rotceo, os eixos de ac repou-
srflo nos buracos de rubia, ea bulla e movimenlo,
que formigaviTo anda a potieo nessa machina, suc-
ceduo profundo silencio. CessriTo os choques, ba-
lancos, cstremecimentos de campainhas, -- curso do
ponteiros e rodas.
A machina eslava parada, o relogio'morto.
Era algum gnlo de areia, fino como um tomo, que
tinha entrado no denle do alguma roda, ou entilo era
o geniodessa maravilhosa machina, querepousava,
fatigado do sua eterna agtatelo.
\ vista desse sbito passamento, dessa apoplexia
ftilmnadora, esqnecco-se o delphim do poique era
all vindo, e ha quanto lempo esperava; esqueceo-se,
sobre ludo, de que a hora uilo he laucada na eterni-
dade pelos balancos de una pndula sonora, ou atra-
sada sobre o pendor dos lempos pela ordem momen-
tnea d um movimenlo do metal, massim marcada
no relogio eterno, quo preceder os mundos elhes
hadosohrcviver, polo dedo eterno e invariavel do
Too-PoderosOr
Comecou porconseguinte o principe por abrir a
porta de cristal do pagode, onde dormitava o genio,
o ntroduzio a cabeca no interior do relogio para on-
serva-lo de mais porto.
Mas pnra logo se vio embaracado na sua observa-
dlo pela pndula.
Entilo molleo delicadamente os inlelligentes de-
dos pela a berta de labio e desprendeo a pndula.
.N;lo bajlava isso ; porque debalde olhou o delphim
para todas as partes, a causa do lethargo conservou-
se-lhe invisivcl.
Suppoz entilo o delphim, que o relojociro do paco
se esquecera de dar corda ao relogio, e que este na-
turalmente parara. Pegou, portanto, na chave, pen-
durada na caixa, e comecou a fazer cssa operacto
com o desenibaraco de homem exercitado. Masao
im de tres ou quatro vollas, leve de parar, prova da
que o mecanismo eslava subjeito a um accidente des-
eonhecidn; e a mola, a pozar de tendida, nem por is-
so funecionou
Tirou o principe daalgibeira urna raspadeira de
tartaruga o folln d'aco, e com a ponta da lamina deo
impulso a urna roda. Movcrilo-sc as rodas um meio
segundo, mnspararilo.
A ndisposicTo do relogio tornava-se grave.
Entilo, comecou Luiz a desmontar com a pona da
raspadeira algumas pecas, cujos parafusos foi pondo
cuidadoso sobre urna mesa.
E, arrastrado pelo sen ardor, eonlinuou a desmon-
tar a complicada machina, cvisitou-lhc at os mais
secretos e mysteriosos escondrijos.
De repente sollou um grito de alegra : acabava do
descobrr, que um parafuso de pressilo, jogando
na espiral, afrouxra urna mola, e parara a roda
molriz.
Apcrtou, pos, o parafuso.
Depois com urna roda na esquerda, c a raspadeira
na direita, tornou a introduzira cabeca na caixa.
Nesta tarefa eslava, absorto na contemplado do
mecanismo, quando abrio-sc aporta, e gritoutima
VOZ:


*
Minas Francisco Antonio Fernandos, Iteresda guar-
da policial do rar ; Francisco Antonio da Costa, ca-
pillo rijymarria nacional da corte; Filiarte Jos dos
Sanios,Tito ; I ranoisco Pinto da Guia, dilo ; Herme-
negildo Monteiro de Sa e Albuquorque, da provincia
dol'ar ; Joo Wanzelerde Mbuquerque, capitflo da
guarda policial do Para ; JoAo BaplislaRiummnhil, to-
nenle-rnrnnel da guardanacional da provincia doMi-
i.:is ; l>r Jnio Jos de Carvalhn, cirurgflo-ntor da le-
Ki:*nda guarda nacional dacoi te; Joflo Frederieo Itus-
sel.nll'eres da guarda nacional la corle; JofloJos de
Mello Pilada, major de legSo ; Joflo Cabral das Ne-
ves, eapililo da guarda nacional da corte i Jofo An-
tonio [.cite Jnior, dito: Joflo Diogo llartley, teneii-
te-coronelda guarda nacional da corte; Joflo Igna-
cio de Souza Valente, capitn da mesma guarda ;
Joflo Pedro de Almeida Franca, dito ; Joaquim Jos
Moroira Maia, ofllcial-maior da secretaria da polica
da corle; Joaquim O.aetano da Silva, da provincia de
Santa-Calharina; Jos Munz Tavares, capitflo da
primeira linha ; Jos da Silva Maiato, da provincia de
Santa-Catharina ; Jos Duarte Nicuoin, ehcfe de le-
gi!toda guarda nacional de Minas; Jos Manoel de
Campos, dito ; lose Antonio Ferrcira, vicecnsul de
Portugal no Para ; Jos da Cimba Rarbosa, quartcl-
moslreda guarda nacional da corte; Jos Maxwell,
dilo ; Jos Don.ligues Bastos, capitn da guarda na-
cional da coi te ; Jos Xavier de Araujo Braga, dito ;
.los Joaquim de Brilo, dito ; Jos Joaquim da Silva,
dito;Justinianno de Castro Rabcllo, omcial-maior
da contadoria da lliesouraria da Bahia ; Luiz l.ger
Vaulhier jl.uiz IVreira do Lago, tenenlc-cnronel da
guarda nacional da provincia do Para ; Lzaro Jos
Congalvcs Jnior, capitflo da mesma guarda; l.uiz
Conzaga de Moma, major da dita guarda; l.uiz Ro-
drigues de Furia, capitflo da mesma guarda; l.uiz
Congalvcs da Silva Jnior, dilo ; Manoel Joflo Rodri-
gues, .da provincia do Para ; Manoel Jos Congalvcs
do Mour, tenente de milicias ; Manoel Jos pos San-
tos, alfiles reformado ; o padre Miguel Archanjo Ri-
bei ro de Castro Camargo, da provincia de S. -Paulo;
Manoel Iluarte Firmino, da provincia de Minas; Ma-
noel Francisco Damasccno, presidente da cmara
municipal da cidade de Marianna ; o Dr. Manoel E-
zequl de Almeida, da provincia da Babia ; Manoel da
Paz doOliveira, da provincia deMalto-Grosso; Ma-
noel Mara de Brito Villar, capitflo da guarda nacio-
nal da corle ; Pedro Carreaud, subdito francez ; Pe-
dro Autran da Malta e Albuquorque, lente do curso
jurdico de inda ; Paulo Jos de Souza, major de or-
denanzas; Porfirio Jos da Rocba, cirurgAo-ajudan-
te da guarda nacional da corte ; Roque Antonio Cor-
deiro. major da mesma guarda ; Sabino Jos da Sil-
va, capitfio Secretaria de estado dos negocios do imperio, em
15 de novembro de 1846. Antonio Jote de Paiva
Guedes de Andrade.
provincia de Pernambuco. Fago saber a todos os
seus habitantes, que asscmbla legislativa provin-
cial dccrclou.eeu sanecionei a resolucio seguinte.
Arl 1. Ficilo instauradas nesta provincia as ms-
peccoes do assucar e algodilo na forma das leis de 11
de junho de 1836, e3 de maio de 1838, com as se-
gundes altera gOes:
Art. 2. A inspeceno de assucar e algodo com-
prclicndera d'ora em diante lodosos saceos ebar-
ricas de assucar, que foreni exportados.
Art. 3. llavera mais urna lerceira qualdade no
assucar mascavado.
Art. 4. Para maior facilidade da inspcegflo do as-
sucar, (Icilo creados maisdous inspectores, queseras
nomeados segundo a lei de 11 de junho de 1836.
Art. 5. Ficaaulorisado o presidente da provincia a
nemear agentes, que se cncarreguem da arrecadacito
dos direitos do algodilo, que desta provincia vai pro-
curar o sen embarque as duas provincias adjacen-
tes das Alagoas e Parahiba.
Art. 6. Fica igualmente autorisado o presidente da
provincia a alterar o regulamenlo de 30 de setembro
de 1836. accommodaiido-o s desposigocs da pre-
sente lei ; c bem assim o numero dosempregados, e
seus ordenados, segundo as conveniencias do servigo
das inspecefles.
Art. 7. Ficio revogadas todas as leis c disposi-
coes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridares, a queni o
conhecinieiitoecxecugao da referida resolucio per-
tencer, que a cumprflo e fagflo cumplir, tilo intoira-
mentccomonella se conlm. O secretario interino
desla provincia a faga imprimir publicar ecorrer. Ci-
liado do Recife, de Pcrnambuen em 10 de dezembro
de 1846, vigsimo-quinto da indepencia do imperio.
L. S. Antonio Pinto Chichorro da (.urna.
Carta de lei, pela qual V. EM. manda executar o
decreto d'asscmela legislativa provincial, que hoti-
vc por bem sanecionar, instaurando as inspccgoes do
assucar c algodilo, na forma das leis de 11 do Junho
de 1836, c 2 de maio de 1838, c dandoalgumas dis-
nosices mais, tudo na forma cima declarada.
Para V. Ex. Ver.
Tkeodoro Machado Freir Pereira da Silra a fez.
Sellada e publicada ncsla secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 10 de dezembro de 1846
Antonio usde tiliveira.
Registrada a fl. 9 dolvro2.de registro de leis,
que serve nesta secretaria da provincia de Pernam-
buco, aos 10 de dezembro de 1846.
Munoel Jos/ de Souza Luna.
(fOverno da provincia.
EXPEDIEST DI 16 1)0 C0RHESTK.
INTERIOR.
Rio-cfc-Janeiro.
jes em
LEI N. 186, DB 9 DE DEZEMBRO DE 1846.
/Irroga a lei n. 11.1, de 8 de tnaio de 1843.
Antonio Pinto Chichorro da Gama, presidente da
provincia de Pernambuco, Fago saber todos os seos
habitantes, que a asscmbla legislativa provincia1
dccrclou ecu sanecionei a resolugflo segunde :
Artigo nico. Fica revogada a lei n. 113, de 8de
maio de 1843, e as arrematadles das duas estradas
da cidade da Victoria e villa do Pao do Alho con-
tinuarn a ser feitas pela legislarlo anterior.
Ficilo revogadas todas as leis e disposig
contrario.
Mando, portanto, todas as autoridades, a quem o
conliecimento eexecugflo da referipa resolugflo per-
tenec-, que a cumprAo e faca o cumprr lito inleira-
mente, como nella se conlm. O secretario interino
desta provincia a faga imprimir publicare correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 9diasdomez
de dezembro de 1846, vigsimo-quinto da indepen-
cia e do imperio.
L. S. Antonio Pinto Chichorro da Gama.
Carla de le, pela qual V. Exa. manda excutara
resolucio da assemhla legislativa provincial, que
houvc por bem sanecionar, revngando-a lei n 115,
de 8 de maio de 1843 ; continuando a ser feitas pela
lcgislagflo anterior as arrematos das duas estradas
da cidade da Victoria ovilla do Pao do Alho, como
cima se declara.
Para V. Exa. ver.
Thendoro Machado Freir Pereira da Silva a fez.
Sellada o publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco,aos 9 de dezembro'de 1846.
Anlunio Jo*ide Ulireira.
Registrada a fls. 8 do livro 2." de registro de leis,
que serve nesta secretaria da provincia de Pernam-
buco, aos 9 de dezembro de 1846.
Manoel Joti de Souza Luna.
LEI N." 187 DE 10 DEZEMBRO DE 1846.
Instaura as inspeccet do assucar e algcddo.
Antonio Pinto Chichorro da Gama, presidente da
Ollico. Ao Exm. presidende da provincia da
Baha, acensando romessa de 19pracasdo 4. bata-
Iho do artilharia a p, e 13 do i. da mesma arma,
vindas doCear -Ollictou-seaoencarregadodaagcn-
cia dos vapores acerca do transporte destas pracas.
Ditos. Ao inspector da lliesouraria das rendas
provinciaes o ao administrador das obras publicas,
scienlilicando-os do haver nomeado Manoel Jos de
Albuquorque para o lugar de desenhisla, que so acha-
va vago coi a 2 das mencionadas reparlicoes.
Dito. Ao procurador-fiscal da lliesouraria das
rendas provinciaes, declarando, que, enquanto o
contrario nao fr resclvido pela asscmbla (lesta
provincia as causas da mesma lliesouraria de-
vem correr pelo cartorio dos feitos da fazonda ; e
tlizendo, que nflo osla subjeta icondicao algumaa
autorisagflo, que, para nomear ajudantes permanen-
tes ou provisorios do procurador-fiscal, roi conferi-
da presidencia pelo art. 2." da lei n. 166.
Dilo. A' cmara municipal do Recife, dando-
llie faculdade para ceder ao arsenal de marianlia,
mediante iiidemnisagflo das despezasj feitas, urna
pMtedoareialde Fia-de-l'orlas, de que o mesmo
arsenal precisa para suas obras.
Dilo. A adminstragflo dos estaboleciincnlosde
caridade, validando o contrato, que,.acerca dn paga-
mento il una divida ao respectivo grande hospital,
celbrenlo com Manuel Vicente de Hollanda Caval-
canti e seus rmflos tutelados.
Dilo. Ao juiz de direito da 2." vara do civel, com-
inuuicando, que, em cnnsequeneia do contedo cm
seu officio de 15 deste mez, mandou passar provisilo
interina de solicitador e do capellas o residuos desla
eidade a Domingos Jos Marques.
Portara. Demiltiudo do lugar de subdelegado de
Goauninba ao major ChristovAo Vieira de Mello.
Nomeou-se para substituir o demllido o cidadiio
l.uiz Candido Carneiro da Cunta; e parlicipot-
se ao chefeile polica.
Ollicio. Do secretario da provincia ao bacharel
Antonio da Silva Noves, scicntilicando-o de achar-se
a presidencia nleirada de teracabadooquatreunin,
por que deva durar o seu exercicio no cargo de juiz
municipal e d'orphflos do termo de Olinda.
El-rei!
Mas l.uiz nada ouvio senflo o tiquetaqve melodioso,
que llie nascia snb as mflos, como o balcr de um co-
ragflo, que o hbil medico reslilue vida.
I lhou o rei para todos os lados, e estove por algum
tempo sem ver o dclphim, do qual s apparcciilo as
pernas aberlas, pois o rclogio llie cncobria o tronco
e a cabega.
Approximou-sc Luiz XV rjsonho, e baleo no hom-
bro do neto.
Que Tazos tu ahi ? Ihe perguntou o re.
Rclirou o delpliiui precipitadamente a cabega, mas
todava com todas as cautelas necessarias para nao
prejudicar cm nada o bello movel, cujo reparo em-
prohendera.
V. magestade ov, disse o mancebo, todoen-
vergoubado de ser sorprendido nessa occupagAo, di-
verta-ine.emquantoesperava por V. magestade.
Sim, u medeitares a perder o relogo. Lindo
diverlimento.
Pelo contrario, senbor, cu concertava-o. A ro-
da principal mo funecionava mais, era embancada
por aquello parafuso.que V. magestade all ve. Apcr-
tei o parafuso, o ella agora marcha.
Cegaras a olhar ahi paradenlro. Eu nilo met-
lera a mlnha cabega em semelhanto bespeiro por
nada deste mundo.
Oh! nao, senhor. Eu conhego estes machinis-
mos; eu sou quem desmonto, armo ealimpo ordi-
nariariamente oadmiravel relogo, que V. magesta-
de me deo, qliando fiz os meus qualorze anuos.
Seja assim; mas deixa la por agora a tua me-!
canica. Tu queres fallar-me.
Eu, senhor? disse o mancebo, cobrindo-se de
rubor.
Sem duvida, pois que me mandaste dizer, quo
me esperavas.
He verdade, senhor, osolhos.
Pois bem que me queras tu, responde!' Se
nada tens a me dizer, parto para Marly.
llontem (15 de novembro) teve lugar 0 bantismo
deS. A. a princeza recem-nascida, quorecobeo os
nomos de D. Isahel-Christna-Leopoldina-Augusia-
Michaella-Caliriella-Raphaclla-Gon/iga. Foi niadn
nba S.M. a rainhayuva de aples cpadrinhoS. M.o
rei de Portugal. "
Pelas 5 horas da tarde, o inordomo-mor ao S. M. a
lmperatriz, o Sr. Ernesto Frederieo de Werna Maga-
lhflcs, vestido de rica opa de velludo carmezim e sen-
dal, dirigio-so, por ordeffl de S. M., respectiva c-
mara; e recebendo ah das mflos da aia a augusta prin-
ceza, aconduzio em seus bracos, e entre os padn-
nhos, para a sala do docel, sendo seguida pela eama-
reira-mr a Exm. condessa de Belmonle e pela aia a
dama I) Rita Rosa.
S M. a ratona viuva de aples era representada,
como madrinha, pela senhora marqueza de Maceio,
eS. M.o rei de Portugal, como padrinho, pclosr.
marquez estriheiro-mr.
Pouco depois de chegar S. A. sala do docel, co-
megou a desfilar o prestito pela tea, que so construlo
no largo do Pago, em tudo igual que servio para
o baplisado de S. A. I. o principe D. Aflonso.
(I prestito desfilou na ordemseguinte:
Dous archeiros.
A msica dos charamelleiros.
Seis porteiros da maga, armados.
Os da caima.
O re d'armas, ara uto e passavante.
Os juizes torritoriaes da corte o da capital da pro-
vincia do Ro-de-Janeiro.
Os directores dos estabelecimentos pblicos Ilite-
rarios da corte, e mu tas outras pessoas de gra-
duaciio.
Os membros da lllm. cmara municipal.
Os membros dos tribunaes da junta do commerco
da relaefio, do thesouro, do cqncelho supremo mili-
tar, do supremo tribunal dejustiga.
Os mostresda imperial familia.
Os mogos da cmara, e entre elle oSr. Antonio
Henrique de Miranda Reg, conduzindo o sal, e o Sr.
Jofio Jos de Almeida Mascarcnhas Ramos a concha
urea.
O auto de baplismoera levado por um mogo dal-
go, e a toalhs rica para enxugar a cabega de S. A. pe-
lo guarda-roupa Joflo Carlos da Cunta GusmSo e Vas-
concellos.
Osollcaes e ofliciaes-maiores das secretarias de
estado o das secretarias das cmaras legislativas, e os
otticiaesdacasa imperial.
Os mdicos da imperial cmara, guarda-roupas e
Ululares som grandeza, comprchendidos osdocon-
celho.
O mogo da toalha, os mogos fldalgos e os fidalgos
cavalleiros.
OSr. Jeronymo Marlins de Almeida, servindodc
porleiro da imperial cmara, e o lente da guarda
imperial dos archeiros.
Os oniciaes-mres da casa imperial.
Os veadores e gentis-homens.
Os bispos, os grandes e olliciaes-mres da corte.
OSr. Joaquim Jos doSiquera, o Sr. Jos Mara
Correa de Sa eoSr. Aurcliano de Souza eOlivera
Coulinho, conduzindo em salvas de ouro, o primei-
ro, a cora do massapDo; o segundo, a veste candi-
da ; e o terceiro, o cirio Uvrado o ornado de ouro
com quatio pegas de 10,000 rs. cravadas em forma de
cruz Estes tres gentis-homens traziilo mais urna ri-
ca toalha ao hombro, e vinhiio acompanhados por
dous mogos fidalgos.
Os conc:lheiro* de estado e os ministros de es-
lado.
O mordomo-mr de S.'.M. a lmperatriz,trazendo nos
bragos S. A., e acompanhado por dous mogos fidal-
gos, pela cainareira-mr o pela aia.
OSr. Jos Mara Velho da Silva, servindo de mes-
lie-sala, dous passos adiante de S M. o Imperador,
a direita.
SS. MM. II., seguidas do gcntil-home.m D.Jos de
Aass Mascarcnhas. servindo de mordomo-mr, do
gentil-homem conde do Rio-Pardo, vcador Joaquim
Jos deSiqueira filho, do reposteiro-mr viscondede
Silo-Salvador de Campos, do capitflo da guarda im-
perial dos archeiros marquez de Cantagallo, do aju-
dante de campo conde de Caxias, das damas c mais
pessoas de servigo.
Na porla da tea S. M. a lmperatriz seguio por den-
tro do pago com o vcador e as damas para a tribuna
imperial, na caplla-mr da igreja, c o prestito con-
tinuou sua marcha pela lea.
Ao chegar S. A. porta da tea, os mogos da cma-
ra entregarflo as varas do palito, que para all fura
levado por oilo reposleiros, s pessoas Horneadas pa-
ra conduzi-lo, a saber: os Sis. vce-presidente do
senado Luiz Jos deOliveira, vce-presidente da ca-
EjLuiz XV, conforme sen costume, procurava
evad r-se.
O delphim poz araspadeira ea roda n'uma cadei-
ra, oque indicava, que com enVito tinha ello algu-
ma cousa relevante a dizer ao rei, pois que inter-
rompia a importante larcfa, que tinha cnlre milos.
Precisas de dinheiro ? perguntou vivamente o
rei. Se he isso, espera, queja t'o vou mandar.
E I iiiv XV deo um passo para a porta.
Oh I nflo, senhor, responded o mogo Luiz; an-
da tenho Ires mil francos da minha mesada.
Que econmico! exclamou o rei, e como m'o
educou lavauguyon! Crcio, na verdade, que Ihe deo
justamente todas as virtudes, que eu nao tenho.
O mancebo fez um violento esforgo
Senhor, disse elle, esta a senhora delphina an-
da muitolongei1
Nflo salie tu isso, como ou i'
Eu? perguntou o delphim, embaragado.
Sim duvida ; hontem nos lerao o boletim da
viagem ; ella devia pernoitar segunda-feira passada
em Nancy ; e ha de achar-se agora a quarenta e cinco
legoas de Pars, pouco mais ou menos.
Enfloactia V. magestade, conlinunu o princ-
de, que a senhora delphina anda bem vagarosa i1
Nao, nao, disse Luiz XV, acho, pelo contrario,
que ella vem ruito depressa, para nina inulher, e
em rasao de todas cssas testas c rcccpgoesj caminha
dez legoas ao menos de dous em dous das, uns pe-
los outros.
Bem pouco he, senhor, disse tmidamente o
delphim.
O rei Luiz XV ia do espanto em espanto revclagilo
dessa impaciencia, que nao suspeitara.
Ah! he isso disse elle com molcjador sorri-
so, entilo, tens pressa ?
O delphim corou anda mais.
Aseeguro-lhe, sonhor, balbuciou elle, que nflo
he o motivo, que V. magestade suppoe.
Tamo peor; quizera, que fosseesse. Com os
dabos! tu tens dezaseis anuos; duem, queaprn-
mara dosSrs. depulados Theophilo Benedicto Otto-
ni, presidente do tribunal supremo dejustiga Jo
Bernardo de Fgueiredo, e concelheiros de estado
Francisco Cordeiro da Silva Ton ndes de
Mont'Alegre 0 de Olinda, Honorio Her.meto Carneiro
Lefio e Caetano Mara Lopes Cama. Estes recebrflo
dclmixo do palito o mordomo-mr de S. M. a tmpe-
/ com S. A. nos bragos, eos dous mogos idalpos.
i;ln a cainareira-mr c a aia.
Ao chegar ao prmeiro degro da escariara, appro-
S. M. o Imperador sua augusta filha; o
levantando-a nos bracos, deo um passo para a frente,
eapresentou S. A. ao povo.
Conlinunu o prestito, na nrdem que acabamos de
indicar, ao som do hymnn nacional,tocado pelas ban-
das de mu ie achavao no passadigo e no c-
relo junto aoalpcndre da torre da capella imperial,
e chegou capella.
Dentro da igreja, no vito destinado para o baptis-
terio, ao lado direito da entrada, eslava preparado o
prmeiro leitopara S. A., ejunto aessoleito duas
almofadas do velludo, sem guarnigflo de ouro, para
0 ama. Ao lado direito eslava urna mesa, e sobre el-
la umsacco de velludo, para rccolher a pensadura
deS. A.
A entrada do baptisterio novo, junto parede fron-
teira ao corpo da igreja, achava-se urna mesa con-
venientemente ornada, para se depositarem as in-
signias.
No lugar do costume eslava outro leito com os ob>
jectos necessarios.
Na casa interior da tribuna havla um terceiro lei-
to, sendo a serventa por detrs da capclla-mr.
Ao lado direito dos dous thronosdo Rev. hispo, no
corpo da igreja e na capella-mr, se haviflo preparado
no mesmo pivmenlo os de S M. I. tendo cada un
delles docel e espaldar.
Na capella doSantissimo Sacramento eslavao duas
almofadas de velludo com guarnigfio de ouro.
As esposas dos ministros de estado, dos concelhei-
ros de estado, dos grandes, dos camaristas, dos vea-
dores, dos oflciaos-mres, dos sonadores, dos depu-
tados, &c., ssim como as titulares viuvas e o corpo
diplomtico, oceupavoas tribunas.
As pessoas, que no prestito precediio ao porleiro
da imperial cmara, quando chegarflo porta da igre-
ja, parrflo no atrio.at que lvessem entrado os que
se Ibes segu Ao; os mogos da cmara, porm, que
levavAo o sal. a concha e o toalha rica, cntrarflo lo-
go, e forflo depositar estes objectos na credencia com-
petente.
Os grandes, que conduziflo as insignias, as deposi-
taran na credencia preparada ao lado direito, junto
ao prmeiro leito, e tomrflo lugar ao p della.
Chegando os grandes, que conduziflo o pallio jun-
to ao prmeiro leito, pranlo, e os mogos da cmara
retiranlo o pallio para junto da pa baptisnial.
O inordomo-mor deS. M. a lmperatriz depositou
a S'. A. no leito, icando all eom a caniareira-mr
A este tempo havia o Rev. bispo-conde de Iraj fei-
toa aspcisAo a S.M. o Imperador. S. Ex. Revm. fez
depoisoragflo aoS.antissimo Sacramento, eS. M. o
Imperador o seguio, acompanhado das pessoas do
seu servigo. llalli dirigio-se S. M. o Imperador para
o tbrono, eoRev. hispo para o solio do corpo da
groja.
Depois que o Rev. bspo punficou as mflos, o mor-
domo-mr de S. M. a lmperatriz foi buscar ao pr-
meiro leito aS. A. que fo ronduzidn, debaixo de
pallio sustentado pelos grandes, para o segundo lei-
to, indo adiante o reid'armas, araulo e passavante;
os grandes com as insignias por sua ordem, e atrs
de S. A. a camareira-mr c a aia.
O rei d'armas, arautoc passavante parrflo na qua-
dratura. Os grandes com as insignias entraran, la-
zendo as devidas reverencias ao Santissmo Sacia-
mento, a S.M. o Imperador, que eslava na capella-
mr, o a S. M. a Imperalriz. Depositarflo as insignias
na credencia principal, o cirio no nieto, a veste can-
dida direita e o niassapao esqnerda, e depondo as
toallias, forflo incorporar-sc acorte.
S. A. foi entilo levada aosotojdo Rev. bispo, es-
tando a curia paramentada de vilete; e unindo-se-
Ihc os piidrinbos, subirflo ao prebyterio.
Peimaneccndo todns em p, k exccpgflo do Rev.
hispo, este fez as interrogacoes, expressando todos
os nomes de S. A., quo sito : D. Isabel-Cluistina-Lco-
poldina-Augusta-Michaella-Gabriclla-Raphella-Gon-
{
ceza he bonita; tens toda a permistflo de estar im-
Kaciente. Pois bem! fica socegado, a tua delphina
a de chegar.
Senhor, nflo se poderiflo abreviar um pouco es-
sns ceremonias docamuho? continuou o delphim.
He impossivel. Ella j passou sem parar por
duas ou tres cidades, onde devia fazer residencia.
Entilo isso ser eterno. E de mais, cu supponho
urna cousa,senhor, avenlurou tmidaiiieuteodelphiin.
QuesuppOostu? Vejamos, falla!
Croio, que o servigo se faz mal, senhor.
Como? que servigo?
O servigo da viagem.
Essa he boa Maudei Irinta mil cavallos para a
estrada, Irinta coches, sessenta cairuagens, nao se i
quanlas carrogas ; se se pozessem todasessas.cousas,
carrogas, cairuagens ecavallos n'uma s linha, ira
esta de Pars a Slraburgo Como podes tu entilo sup-
pr, que o servigo se faz mal i'
Pois bem! senhor, apezar de lana bondade da
parle de V. magestade, eu tenho quasi urna certeza
do que digo; todava talvoz tenha empregado um
termo improprio, e ein vez de dizer, que o servigo se
faza mal, devesse tor dilo, quo o servigo era mal or-
ganisado.
A' estas.palavras, o re levantou a cabega, e lxou
osolhos nos do delphim : comegava elle a compre-
hender, que as poucas palavras, que a A. real aca-
bara dedizer, acuceultavo inuilas cousas.
Trinta mil cavallos, jepetio o rei, Irinta coches,
sessenta carruagens, dous regimentos empregados
servigo.....Ora, dize-mo ca, senhor sabio, ja
ntrarein Franga nina delphina com uns co-
iniliva scmelhanlea esta?
Confesso, senhor, que as cousas sito realmente
feitas, e como as sabe fazer V. magestade ; mas rc-
commendou bem V. magestade, que csses cavallos,
essas carruagens, e, em urna palavra, todo esse ma-
terial fosse especialmente dedicado ao servigo da se-
nhora delphina o sa comitiva?
O re litou Luiz pe terceira vej; vg suspeita
pold
zaga.
Os padrinhos respondrflo s pergunlas, e itesco-
brrflo o peilo de S A. quando se lzerflo as cruzes.
Acabadas as ceremonias, S. A. Toi conduzida ao
segundo leito ; os padrinhos ficrflo dentro da ca-
pella-mr, e assentanlo-so ao p da credencia, em-
quantoosconegos se forflo paramentar de Inanco.
Desceo entilo o Rev. hispo do solio; e indo encoii-
trar-se ao mcioda igreja com S. A. acompanhada
dos padrinhos, pronunciou as palavras Ingredertm
lemplum, c eulflo cntrarflo todos al dentro dos can-
ille morder ocoigflo, urna lembranga longinqua
comegava a allumiar-lhe o espirito; ao mesmo tem-
po que urna analoga confusa entro o que o delphim
diziaealguma cousa desagradavel, que elle acabava
de soffrer, Ihe nassava pela cabega.
I Que pcrgunla disse o rei; por corlo quo tudo
isso he para a senhia delphina. e eis-ahi porque te
digo, que ella nflo pode deixar de chegar brevemen-
te ; mas porque me olhas tu assim ? Ora vamos, ac-
crescentou elle com lom firme, o que pareca amca-
garo delphim, divertir-le-has tu, acaso, em estimar-
me as fegoes como as molas dos leus machinamos
O delphim, que abra a bocea para fallar, calou->e
de repente a esla apostroplie.
Bem' continuou0 rei com viracidade, perece-
me, que nflo tens mais nada a dizer, bem
satisl'oito, uo lie ?.....A tua delphina esla a chegar.
o seu servigo faz-seas mil muravilhas, tu com o leu
bolsinho estas rico como Creso ; tudo vai o rnellior
possivcl. Agora, portanto, que nada nique-
la, raze-me o lavor de remontar o re ogo.
Nflo se inoveo o delphim
Sabes tu, disse Luiz VV, rindo, que tenho voii-
tadedeledar o eniprego de primeiro relojoeiro uu
pago, com ordenado, l)om entendido
delphim abaixou a cabega, e, intimidado pelo o-
Ihar do rei, foi tomar araspadeira c roda, que esla-
vao em cima da cadeira
Entreunto, Luiz XV ia pouco e pouco chegaodo-se
para a porla.
Que diado quera elle dizer com o seu servigo
mal feito, dizia o rei, a olhar para o principe. Vamos,
vamos, ahi temos anda urna acea esquivada ; os -
geito esta descontente. ,
Com elfeito, o delphim, de ordinario Wo paciente,
bata com o pe noassoalho.
A cousa torna-sema, murmurou Luiz Xy, rin-
do ; decididamente s me resta lempo de togir-
Mas de improviso, e como elle abra a porta, deseo-
bro M. de Choseul, profundamente inclinado.
lATvntinuar-K-ha.)
-


< *
.3
cellos da capclla-mr, paratcrcm tugaras ceremo-
nias do estyio.
Concluidas estas, S. A. foi levada 80 torceiro leito,
cmquanto se proceden lavanda.
Logo que o Itev. hispo se paramento de branco e
mitra, passou ao altar, e chegando S. A., subirio os
padrinft hylcrio.
A este tempo o physicn- mor, o Sr doutor Candido
Rorges Monteiro, ncompanliado de um reposteiro ,
foi com go* quente para a credencia, o temperoua
agoa lienta.
Seguio-se o m pndenlo os pa-!
drinhos, c logo depois do ba mais
ceremonias; lindas as quaes S. A. foi para o segun-
do leito, onde ficou at ao lim da funrgo.
Leo-se etilo o auto do baptismo feito pelo Exm.
ministro do impe abada a leitura, princi-
pion oTe-Dtum, anniuiciado por pilndolas
do foguetos, os e salvas das fortali
cmharcagoes de guerra u tropa em parada.
I'indoo Oe-Tewn, voltouS. M o Imperadora fazer
oragio ao 'Santissimo Sacramento, e o mnrdomo-
rnr deS. M. almperatriz ajoclhou com S. h.
bracos, aolado esquerdode S. M. o Imperador, du-
rante o tempo ila oragio.
Acabada esta, sabio S.M. o Imperador da capella
do Sacramento, e os grandes do imperio o receberflo
debaixo do pallio, bem como ao mordomo-mr de
S. M. a Imponitriz com S. A. nos dragos ; e seguio o
prestito na mesma ordem, em que fAra para a igreja,
ao som das msicas e repiques de sinos.
Chegando ao pago, dignou-se S. M. o Imperador
reoober as felicilagos do corpodiplomtico c as do-
putagoos da parle de presidentes de provi i
maras municipaos, o grande numero de cidadilos de
todas as classes, que all se acbuva reunido.
Aguarda nacional o urna brigada composta do I.9
corpo de cavailaria e do 1." hatalbilo do fuzileiros,
lornirfto em linda desde a ra Direita at o largo de
Moura.
O largo do Paco eslava apindado de rente, e as ja-
nellasdc todas as casase do palacio ebeias de senho-
ras elegantemente vestidas.
A' noite illuminou-se a cidade.
Jornal do Commercio.)
vine aos Srs. proprietarios, quenlose^uardom to-
aos para comparecerem a salisfazer i que
se esta arrecadando, nos ltimos dias, em que ex-
pira o prazoda arrecadacao, sem o onusda multa
ao 3 por cenlo, porque muito didleulloso sera nos
o limos .lias poder dar-se expediente, pela grande
allbienea, que neeessariamente da de baver.de
tribtales. Recite, 1*do dezembro de (840. -- Clu-
nnrfn Feneira Cj'l'n, eserivilo e administrador.
Os Srs socios, que nito tiverem familia podero
amignar urna parte, constante de (1 dildetes de pla-
tea superior com cadeira de palliiuda e encost de
marrnquim, por5000>s.,"competentes tbc-pagos aos
souroiros. Assigna-so somonte at o dia 2*.
Avisos martimos.
COMMERCO.
Allandega.
RENMMENTO I>0 OA 22.......9:194,846
drscarkboaO hojh 23.
Escuna Isaac-Franklim -- mercadorias.
Patacho-Ormt< -farinha, breu ctaboado.
Rarca--0pray bacalbao.
Drigue I'utriammercadorias.
Rrigae Mary-Homsellbacaldo.
Consulado.
RENDIMIENTO DO DIA 22.
Oeral............. 2:163,850
Provincial1........... 1:016,807
Diversas provincias ....... 117,237
3:297,89*
.11 oviiuento do Torio.
Navios entrados n dia 22.
Tcrra-Nova; 34 dias, brigue inglez l'henix, de 220
toneladas, capitiio Aiulrem Keri, equipagem 12,
carga 2,500 barricas de bacalbao; lie. Calmont
&.C. -
Navios sahidos nomesmodta.
I ueste ; brigue dinamarquez Tritn, capitio I. Dal,
carga assucar.
Liverpool; barca ingleza Glatgow, capitao llamlin,
carga assucar.
Rio-Orande-do-Snl pelo Rio-de-Janeiro ; patacho
brasilciro Unido, capitao Joaquim Jorge Concal-
ves, carga assucar. Passageiro Napolcio Gabriel:
Rio-dc-Janeiro ; escuna bra-ileira G lante-Maria,
capitao Jos Mendos de, Sou/a, carga assucar e va-
quetas. Passageiros, Joaquim de Miranda u.Souza,
c quatro escravos a entregar,
Rabia ; o brigne inglez l'henix, capitiio Andrcm Kerr,
carga a mcsnia,que trouxe.
Para os Portos do Norte; vapor brasileiro Pernam-
liucana, commandaule Joilo Mililfio llenriques.
Passageiros, os mesmos que vierio do Sul, e daqui
Antonio Alvcs de Suuza Carvaldo, llrasileir.o, L-
duardo Power, Inglez, o Manoel Lopes Machado,
3ue ySo para Paradv da ; e para o Para, llenry Sey-
oux, trance/..
Obserracdo.
Sadio para tundear no Lameinlo, o acabar do
earregar, o pataedo inglez Archimedei, capitao W il-
liam liarte Oren. Na sabida pegou no banco, e por
issono seguio viagem.
BggggeBgga;..! u m
0 ixa da compandia de Beboribadverte aos
Srs. accionistas que anda nio completarlo suas
entradas, que o devem fazer quanto antes; pois que
elle tem de prestar suas eontas, o nlo pode por mais
tempo ter contcmplagocom empale dos seus adian-
tamenlos. Recite, 18 de dezembro de 18*6. O
caixa, Manoel Goncalves da Silva.
I r aos subditos drilannicos residen-
i Pernambuco, que no dia quarta-feira, 30 do
ite, pelo mcio-dia, ter lugar no consulado
britannico, ra da Cruz, o ajuntaniento dos subs-
criptores para os fins designados noactoCeo: *.
cap. 37.
Consulado britannico, aos 19 de dezembro de
1846.
H. Augustos Covper,
Cnsul.
01." ha tal hilo de caladores de linha do exorcito
precisa contratar o forneeiniento dos segundes g-
neros para o trimestre, que deve ter principio em
o 1 "de Janeiro ateo lim demarco, a saber: carne
verde, dita secca, bacalbao, toucinbo, arroz, feijio,
farinha, lcnha, caf, assucar, pilo, azeilo-doce, vi-
nagre e sal. Quem quizer fazer esse forneciinento,
o'por commodo prego, dirija-se secretaria do bata-
Ibo, na ra ile Agoas-Vcrdes, n. 86, no dia 24, as 9t
horas da mandila.
, JoBo Goncalves Nelto,
Tcnento agente.
O arsenal de guerra compra a/eiie de caria-
pato, de coco, fio de algodo o pavins : quem taes
gneros quizer fornecer, mandara sua proposta, em
carta lechada, directora do mosmo arsenal, ate o
dia 29 do correle mez. Arsenal do guerra 22 de
dezembro de 18*6.0 amanuense, Jodo Kicardoda
Silra.
Carias seguras existentes no oorreio para os Srs.
Angelo Francisco Carneiro.
Antonio Congalves Leal.
Rarlholomeo Rodrigues Chavos.
Joaquim Romingues doSouza, Filho.
Jos Antonio Alves da Silva.
Doutor Jos Francisco de Paiva.
Jos Cnncalvss da Silva.
Jos de Oliveira Campos.
Manoel Jos Itastosc Mello.
Rodrigo da Costa Carvalho.
lnbicaerio II llera ra.
ELEMENTOS DEHYCIENE NAVAL
parauso dos navios do guerra e do commercio do
imperio do Brasil oTereeidos a S. M. I., o Senbor I).
Pedro II, por Francisco Flix Pcreira da Costa dou-
tor em medicina e director do hospital da martaha
da crtrto. Esta obra contm nogoes geraes rela-
tivamente influenciados climas sobre o pbysico e
moral dos homens. Trata da atmosphera martima e
terrestre e seus differenles estados; da agoa e das
outras bebidas, dos alimentos o vestuarios.; alm de
outras muitas materias, .que teem relaclo com este
objecto. O prego da assignatura be de 3000 rs.; ser
um volumecm quarlo do mais de 300 paginas. Os
Jnomes'dos Srs. assiguantes se publicarao no lim da
obra. Subscreve-se na praga da Independencia ,
ivraria, ns. 6 e 8.
Segu viagem ate 30 da correnle para o Ara-
!ca(v,a yeleira sumaca S.-llalhina : quem na mesma
quizer earregar, ou ir de passagem, dirija-se a ra do
Qucimado, loja deferragens, n 31.
'-- Sabe impreterivehiientepara o Hio-do-Janeiro,
no dia 23 do correnle, o patacho] nacional There a;
a nda pode receber200sarcosealgunscseravosafrete:
Ctratar na ra do Trapiche, n..34, casa de Novaes &
compandia, ou na mesma ra n. 44.
Para o Aracaty segu com brevidado o hiate No-
to-Olinda, mestre Antonio Jos Vianna : quem nellfi
quizer earregar, se entender com o mesmo mestre,
no trapiche novo.
Avisos diversos.
() concorlo Jado por J. J. Garca
ter lugar no hotel Francisco Iwjc ,
a3 do correnle, s 8 horas da noiie: os hi-
Ihetes achSo-se venda na leja de l'erei-
ra e C.uedes, na ra do Cabug, e no lio-
lel Francisco.
.dimes.
Miguel Arthanjo.Monteiro de Andradi, oficial da im-
perial ordem da Ilota, eavalleiro da de < hristo, e ins-
pector da alfandega deita provincia, por sua S. M
I etc.
Faz sabcr.quonodia 23 boje, do correnle, ao meio
dia o na porta da alfandega, se bao de arrematar, em
hasta publica, mil cartas de visita, no valor de 16/;
10 milos de papel, no valor de 18/0U0; empugnadas
pelo amanuense Colgalo Jos da Cosa o Sa, no des-
pacho por factura de Jos Antonio da Silva Jnior : e
na mesuia conl'ormi.dade, no mesmo despacho forio
tumben. imiHignailw pelo guarda Honorato IJarhnza
-,ta 90 livros cin branco, no valor de 200,000
sendo a ai rematago subjeita a direilos.
Alfandega, ii 'le ilozeiiibro do 1846.
Miguel Miguel Archanio Monteiro de Andrade, etc., etc.
F3i saber, que no da 23 do correle, ao mcio da,
na porta da mesma, se hilo de arrematar, em hasta
publica, quarenta e quatro pegas de seda prcta, no
valor de 1:200,000 rs. impugnadas pelo guarda Joao
(Tanciorjuimarifsda Silva, no despach flor factoij
deKalkmann i Roycnmuiiil : sendo a urremalagflo
subjeita a di re i1 ,QIt
Alfandega do l'ernamdiico, 22 de dezembro do 184b.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
eclaracdea.
O escrjviloe administrador da mesa do rendas
inlorna. o&iaes dcsta cidade, vemo, que teem
comparecido na dita ...esa ^' s. f .
satisfa/erem a dcima de suas Ppi'**'' n" l
baiiros desta cidade e povoagao dos Afogados, prc-
BRILHAim: PRESEPIO
NO
Tlietitro publico.
O director, coadjuvado pelo Sr. Monlciro, irtsigno
artiliee de fogo assaz acreditado nosta capital, apre-
sentara pela primeia vez ueste thealro o drama -
Fiat Lux- tirado da Sagrada F.sci iptura, ou a -Re-
belliito dos alijos maos, cujo chote he l.ushcl, contra
o Kterno, cuja causa defende o archanjo S.-Miguel,
chefe dos anjos hons; e porque seria ridiculo apre-
scnlar armas terrestres, em um combale celeste, sc-
rao as espadas de fogo as nicas armas, que devem
apparecer nesla vistosa scena, queseligura passada
no empreo. OSr. Monteiro, desenvolvendo a sua
hablidade, aprsenlara os anjos hons armados do es-
padas de fogos de differenles cores, ao mesmo tem-
po que os anjos mns igualmente armados, voz
da graga, as suas espadas se ofluscflo e se tornilo im-
potentes. O emblema do radre-Etcnio ser a-
Inrnado de apreciaveis luzeiros, que muito lionrilo
o Sr. Monteiro, e o acreditfio como o nico artfice
de fogo, que por ora existe nesta capital, capaz de
osdesempenbar. OSr. Ezcquiel, esle insigne mes-
tre dodanga,cuja habilidade nada tem quo invejar
aos I.aboliers, Wanimeis e outros, que aqu teem
apparecido, preparou excollentes o vistosas dangas,
de damas ecavalbciros; alm destas a masdurka, a
polka, urna danga dos anjos m.ios, antes do comba-
te e o grande quinteto chinez : sendo todo vestido
a carador. O Sr. major Palricio, director da orenes-
1ra so tem esmerado em prompliticar, alem das
arias pastoris, cinco novas aria*, que scrilo canta-
das pelas peisonagens
dos outros dramas novos --
o Nascimento
^'a Kui I%ovi, n. 10, loja do
Hiplito S.-Vtnrtiii & .,
chegou, pelos ltimos navios vindos do Franca, um
completo sortimento do fazendas francezas, as mc-
Ihnres o mais lindas possireis, constando de MAiNTE-
LF.TF.S DF. SARJA E CHAMALOTE DE TODAS AS CO-
RES, guarnecidos de franja de retroz,ultima moda de
Paris; chapeos para senliora muito lindos, de seda
c palhinha ; RICAS capellas de flor de laranja ; ra-
malhetes da mosma qiialidadc ; plumas com passari-
nho ; muito lindos cachos do flores com peonas; di-
tos sem ollas; luvas do todas as qualidados e cores,
para homens, senhoras o meninas; ditas de dito de
pellica e com guar.iglo ; mantas, chales e lengosde
seda, para seuhora toucas de fil de linho c cam-
braia, para senliora ; calgado para hotnem, senhore
menina o menino, de todas as qualiilades; meiae
delila muito finas, brancas e pretas. para homem-
lengos de cambraia do linho para milo; llores para
guarnigiln de vestido ; sedas brancas muilo ricas pa-
ra noivado ; ditas escocesas; chapeos de ni para |in-
mem e senliora ; saceos para viagem ; jogos do todas
as qualidados eoutras muitas fazendas: ludo por pre-
go commodo.
Precisa-se do umeaixeiro, de 14 a 16 annos :
na ra Direita n. 100.
Da-se dinheiro a premio com penhores, mes-
mo em pequeas quantias: na ra do Rangel, n. 11
Jos da Silva Oliveira embarca para fra da pro-
vincia o sen oscravo, de nome Manoel, de nagfo
Costa.
= O abaiio asslgnarin, vrndo no Diarios um remedio
para doulias e cravo 3foco, euio remedio be consa rx-
Ir.'Vorduiarla, o temi ct'icnUo, lia imios anuos, e leu-
do perdido diversos escravos, e desde o niiiiuucio drs-
le reinrdio, leudo salvado lodos, c por lini sua senlio-
ra, que padeca esta molestia a poni de j nio se poder
calcar, e com esle remedio ficou pcrfcianieiiie sa.i, e
laiubeiii iiiii lillio de idade de 20 anuos: o como vio osle
remedio produ/ir esle ellrilos, por Isso faz esle anoun-
cio para beneficio dos Srs. deciigenbo, leudo visto ne-
gros alegados t peidereiu a vida, por causa desla moles-
lia. Faz este annuiicio para benclicio da humaiiidade.
enlomo Corrtia Ptitoa de Mello.
Tem-se justo e contratado a compra da casa
terrea, n. 10, sila narnadeS.-Thereza, bairrode S-
Aiitonio:quemsejulgarcom hypotheca ou mitro
qualquer titulo de divida a mqsma casa queira an-
uunciar por esta folln no prazo de 6 dias (Indos os
quaes o comprador tica isento de qualquer duvida.
Aluga-so o andar terreo on loja tfo sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muito asseiados
commodos para moradia do hornera solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Aluga-sc, por festa ou por anno o silio, que
foi de Antonio Coelho da Silva, com dous armazens,
sobrado com commodos para grande familia, ar-
voiedos de fructo cacimba 6c. : a tratar, na pla-
ga da Roa-Vista n. 6.
Preeisa-se alugar um preto que faga todo o
servigo do urna casa e que soja fiel pagando-so
10#rs. monsaes, e dando-se-lhe o sustento : na praca
da Roa-Visto, n. 6.
l'recisa-se de dous lav adore ; em casa do doura-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na ra No-
va n. 52.
Fabrica de chapeos
de sol na ra do Pas-
soio-l'iiblit'O, n. 5.
TJoio Loubet adverle aos seus freguezes, que
queirfio dosenganar-se por urna vez sobre os
objeetos aliaixo declarados, tanto em prego
como eui qualidade: tem nesta oecasiio um rico
sortimento de chapeos de sol furta-coies e pie-
tos com barra lavrada, os mais modernos, que teem
apparecido ueste mercado de igual sortimento; c
tamhem chapeos de sol, de panniiho de todas as
cores e ultimo goslo da rainda da, Escocia ; e para
senhoras um completo sortimento dos mesmos, do
todas as cores pois seus gostos sao da ultima moda
AdM norw--*rten^K^ASSffl- i Nri. No mosmo estabelecimento so ada um
S-n5ra ^SSpoaU ,i,,h0!
i transparente, pa-
que sera toda armada de fo-
e de msica, cujo no-
me nlo publicamos, reeiosos de offonder o seu me-,
indre, nos brindou gratuitamenlo com duas arias
a^a^a^^a^a^aMA
ra o drama Fiat Lux
novas, que serfio executadas por duas meninas
tamos'persuadidos, que esle diverlimento exceder
embriljiantismo o grande presepio, que em 1842 se
execuiou neste tdeatro, c que tantos louvores rece-
deo do respcitavel publico. A primeira reprosenta-
Clio sera no dia 27, segunda oitava do natal.
Os camarotes, que ticarem por assignar, aerfio ven-
didos avulso pelo prego docostume.
As assignaturas se recebein somente ale o da 23,
na loja n. 10, da ra do Crespo, botiquim do Sr.
Paira, junto ao thealro, e na loja de calgado defronle
da cadeia, os respectivos tuesoureiros.
se quizer fazer > pois que siiq proprios para osse fin.
Tambem se concortao chapeos do sol. tanto de ho-
meni como de senliora, com toda a perfeigfio por pre-
go commodo, e com a maior brevidado possivel
Na mesma fabrica tambem se yendem baleias para
espartilhose vestidos.
Agencia dcpassaporlcs.
Na ra do Collegio n. 10 o no Aterro-da-Boa-
Visla loja n. 48 tirao-se passaportes para dentro
e fra do imperio; assim como despachio-so escra-
vos : tudo com brevidado.
Antonio Botelho Pinto de Mesquita manda seu
tildo, Antonio Rotelho Pinto de Mesquita Jnior, ao
llio-dc-Janeiro.
LOTEfilA
D A VI A T I. f Z
HA CIDADE DA Vlr TOB.1A.
Por se ter pouco ou nada adiantado a wnda do
resto dos bildetes, e existir ainda urna crescida quan-
tidade, n3o pode ser elleituado o andamento dat
rodas desta lolena no dia 22 do correnle, como ao
havia aiinunciado. Em coiisequeneia dislo o res|>ec-
ctivo tbesoureiro, doaeordo com o jui/. presidento
das loteras, tem transferido osobredito andamento
para o dia 29 de Janeiro prximo futuro, no qual
elleinfallivelmenlc se rea I isa ra ainda que alguna
poneos bilhetes tiquem por vender.
Aluga-so urna casa terrea com bastantes com-
modo-. ,e muito fresca, junto ao sobrado-do Sr. Joili
Piros no Pogo-da-Panella : a tratar colh Caetano
Josi- da Silva na ra do Qucimado, loja, n. 8.
Quem precisar de urna ama com bom leile,
annuncie.
ATTERRO-DA-ROA-VISTA, N. 3, LOJA DE
JOO CRARDON.
Acabfio de chegar pela Zilia,ultimo navio vindo da
Franga, riquissimos chapeos do seda da mais ele-
ganlo forma da ultima moda do Paris, parasenhora,
muito Tinos; elegantsimos chales de bareges; ri-
cos chales e mantas de seda; bonitas filas de setim;
.indas flores para chapeos, cabega e vestidos do sc-
nhora; espartilhos feitos pela peimeira modista de
Paris; muito finase novissimas perfumaras; baleias
o atacadores para vestidos o para espartilhos; chapeos
do palha muito finos; ricos lengos e outras mais fazen-
das de bom goslo.
-Os Srs. donosde
obras e mostrea pedrrlros que precisare ni de alguna
inateriaes, eonio cal branca, (lila pela, barro amarrlto,
dilo pelo, arela fina de llnjiir, dita grossa, lelhas, tt-
jolos^le ladrilhn, ditos de alvenaria batida, dita gros-
sa, lijlos de lapaniento largos, ditos estrello!, tudo>
mais em conla do que em outro deposito, queirao diri-
gir-sc ao ai iii.i7.piu n. 8, por delrs da ra dcS.-Fran-
Clfco, ou aoariuaicni n.3, defroule da respectiva Or-
dem 7>ri'eira.
Osahaixoassignados fazem sciente ao respei-
tavcl publico, que teem dissolvido amigavelmcnte,
de comraum a'ccordo com os seus credores, a socie-
dade, que tinhiio na loja de miude/as cita na ra do
l.ivramenlo n. 52: licando do agora em dianto gvran-
do o mesmo negocio dedaixo da firma de Francisco
Jos Gongalves da Silva, e este obrigado a lodo o ac-
tivo e passivo da extincta firma.
Pinto a Goncalm.
0 abaixo assignado, respondendo ao annun-
ciodoSr. Pcreira do Rurgns, inserto no Diario dn
Pernambuco, do 21 do correnle, tem a dizer, que a
qnantia, que deste Sr. receben, quando Ihe pedio
o ordenado, correspondente aos dous mezes, que ti-
nha vencido, foi de 20/000 rs., o que vem a dar 120/
rs. por auno, nito suppondo, que o resto, que tinha
ficado, de 14,000 rs., que o mesmo Sr. Pcreira do
Rurgos antecedentemente lhc dora para urna viagem
S.-Antilo, omqueo mandara, junto com um cria-
do, ambos a cavallo, este Sr. quizosse considerar
como parle de ordenado, visto lhc ler dito, que dei-
xasse licartal sobra em seu poder, paraalguma pre-
cisRo, quando o abaixo assignado, regressando do
S.-Antao, lhc anresentara a diminuta eonta do quo
tinha despendido, parase hospedar alli, junto com
o pagem, em casa do seu mano lloren lao Simito da
Silva Praga; porem ainda assim he iiinegavel, que
a quantia de 180/000 rs. por anno, inclusive as so-
bras da viagem, he una quanlia muito pequea
para ordenado de um caixeiro, que. traja com algu-
ma decencia.
O abaixo assignado sent ser to acaudado e mo-
le, como diz o Sr. Pcreira de Rurgos, ou antes to
inhbil para qualquer negocio commercial; porem,
contentando-sc com a boa conducta, que o Sr. Pc-
reira de Rurgos diz ser o primeiro o abonar ao abai-
xo assignado, tem todava a dizer-lhe, quo, para
vender alguns sacros de assucar, que o Sr. Pereira
de Rurgos por ora recebo do mallo, tem habilidade
sufiiciente, romo dco prnvas no prego, que achou
ao assucar, a que o Sr. Pereira de Rurgos Ine incum-
bi d procurar venda. Finalmente o abaixo assig-
nado anida allirma, que elle fra, quem se despe-
dir do8c. Pereira de Rurgns no dia 15, e isto s-
mente por causa do pequeo ordenado ; porm seja,
como fr, o abaixo assignado, em attcugio a essa
pessoa, queoSr. Pereira de Rurgos tanto respeita,
c que o abaixo assignado uo respeila menos, pro-
testa nada mais dizer acerca do presente caso, tanto
mais quanto oSr. Pereira de Rurgos nada avancou
contra a repulagfo do abaixo assignado.
Vicente Ferrer da Silva Braga.
Pergunta-se, se agencia do corpo de policia he
por um anno.como antigamcnlo.ou se por mais lem-
po, visto quo so nio fez nova eleigo te o presente,
que faz anno e meio mais ou menos.
Sor ve te.
Do boje em diante ils 6 doras da tarde, da sorveta,
na ra do Rozarion. 2. defronte da igreja.
Aluga-sc urna padaiia, com todos os utensi-
lios, pronpta do um tudo para trabalhar, no largo
daSolcdade, D.22.
OI.IVRO DE TODOS
oo
A/anual ia lidie,
Tontendo
todos os esclarecimeulos llieoricos e praiieos Decena-
rios para poder preparar e empregar, sem o soccorro du
professor, os remedios, e se preservar e eurar-se proinp-
taiiienle, com pouco dispendio, da mor parle das moles-
lias curnvria, e conseguir um allivio quasi equivalente
sartde, as molestias incuraveji.
Seguido
de um iratanirnto especilico contra a coqueluche, ede
regras hjgienicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor O. de l'luesqiieliec.
Preco4^KX) i. em hrnebura.
O siipplemriilo, indispensavrl .iqurm tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. O dito upplemrn-
te trazas tres dillerenles receilas para a eomposicao da
agoa sedaliva;esle precioso remedio,que tauanha repu-
tacaojd tem gando, e que deve existir em todas aicaili
para remediar prouiptanienle aos accidentes e incom-
mndos repentinos
Vende-se na praca da Independencia, livraria lis. 6e 8.
Precisa-se alugar urna ama deleite: no Ater-
ro-da-Roa-Visla, n. 3fi.
-- Precisa-se alugar una cscrava para o servigo
interno de urna casa de pequea familia: no Ater-
ro-da-Boa-Vista n. 36.
Vende-se umacarroga, e juntamente um bom
cavallo, pertencente mesma carroga, e mais 8 ca-
deirasde palhinha e urna banuuinha em bomuao;
' tudo por prego commodo. na Soledade, n. 22.


r
'' ^~
w-
A
Rebatem-se ordenados e ttulos pertenoontes
a thesouraria provincial : na na das Triticheiras ,
sobrado n. SO.
Ojhaixoassignado, impellido pola necessidade
do procurar um meio honesto, para rom elle adqui-
rir oque Ihc he inispensavel para subsistir sem
continuara ser pesado aos seus amigos, ilepois de
haver de balde diligenciado oni que empregar-se ,
se prope a abrir urna aula no principio do mez de
anciro prximo futurotonde, alni do ensino cor-
recto das primeirai lettras serlo dadas liegocs de
grammaticada lingoa nacional, latina e franceza.
O mesmoabaiso asignado persuade-se, que temas
convenientes habilitagoes para satisfactoriamente
desempenhar o emprego.a que sovai dodicar.e espe-
ra qweosseuscnneidaiblos, o particularmente o
seus amigos, delle confiem a educac.no de seus fi-
Ihos certo9 de que esta ser dada com todo o es-
mero, zelo eruidado mediante um rasoavel e m-
dico estipendio.
Para este fim terlo a hondada de entender-se com
oannuncianlc, na ra do Aragilo, n. 27, no hairro
da Itoa-Vista : cumprndo advertir que na referida
nula serlo recebidos alin "de alumnos externos',
pensionistas o mcio-pensionistas. Jote Xavitr
Faustino Ramo*.
Cdulas encarna-
cas (le 20$ rs.
Na esquina do l.ivramento, loja de 6 portas rc-
cebem-se cdulas encarnadas de 20,000 rs. sem
descont a troco de fazciulas.
Precisa sede 1:200,000 rs., por tempo de um
anno, a premio do um e meio por cento ao mez, com'
liypolheca pagando-se mensalmcnte os juros :
na ra Direita n. 81, se dir quem precisa ou an-
iuncie.
-- Manocl Jos liarboza Draga roga a todos aqucl-
les, que se julgarem seus credores, que, no prazo de
N dias contados da data dcste bajito do apresen-
tar suas coritas para sciem pagas na certeza de que,
depois deste prazo,n*o annuiraqualqucr exigencia,
que se I he raga por julgar nada dever. rtecife 22
de dezembro de 1846.
Alnga-se, por festa pelo mesmo prego, que
rendo animalmente um sobrado em Olinda, na
ra de S.-liento, por cima da botica do Sr. Conzaga,
com bonita vista e commodos para familia oqual
nao desagradara aos pretndanles : a tratar no mes-
mo lugar no Varadouro ra do balde n. 24 ou
no Itecife ra de Apollo, tanque J'ngoa, n. 28.
Aluga-se, por festa pelo mesmo prego que
rende animalmente urna casa terrea em Olinda na
ruarle S.-I'edro-Martyr, com bonita vista, muito
fresca e asseiada a un nao desagradara aosprc-
tendentes : a tratar no mesmo lugar, no Varadou-
ro, ra do Balde, n. 24 ou no Itecife, ra de Apol-
lo tanque deagoa, n. 28.
Roga-se ao Sr Bernardino Candido de Ahnei-
da, queveiodo Maranhao, no vapor S.-Salvador o
lvenle annnnciar a sua morada ou dirigir-sc a ra
da Caricia do llecife n 25, que se Ihe deseja fallar.
Quem precisar de urna mulhcr para ama de ca-
sa de mu homcni soltciro ou de pouca familia e
que da Piador a sua conducta, dirija-sc a ruada Ro-
da n. 14.
Nicolao Gadanlt j esl letnlliatulo
a campia tic S.-.\ima, na estrada da
Casa-Forte, principiando dcfronle da
venda do Sr. Micolo, cm dirceco ao
rio em frente do engcnlio da Torre ;
cuio le reno he fertilissimo, por ser to-
do de barro massap ; e o lugar milito sa-
dio c apprasivel por lera serventa do
lio para banhos c sabida pa a estrada
publica. Us Sis pretendcnles, que j
llie I'.ll.ii o em terrenos assim como os
mais que quizereni podem comparecer
no mesmo lugar, todos os domingos, das
3 horas da larde em dianle e nos das
uteis no sen sitio defronte do Sr Jos
Bdptisla libciro da Faria.
-- No dia 21 do correnle, as 7 horas da noite
ent ion na sala do sobrado da ra Nova n 48 um
preto ou pardo de cuicas brancas com jaqueta ,
ou camisa de fazenda escura e pergnntando-se o
que quera, logo se evadi levando um casligal]
grande de prata : roga-se a quem for ofTerecido dito
caslical, de o tomare levar a mencionada casa, que
sera gialilicado, ou a qucmdeilesouber dcannun-
ciar por esta folha. ;
Vendem-se3 lindos molequcs de 14a lan-
nos; un dito, de 11 minos; d pardos ptimos para
pagens de 17 annos leudo um delleso ofllcio de
banqueiro de. engenho; dons pretos, um bom ea-
noeiro e o otitro carreiro de 30 annos ; duas pio-
las de20 a 25annos enm habilidades; urna parda,
com algumas habilidades ; urna negrinha de 7 an-
nos : na ra do Collegio, n, 3, segundo andar.
CASA DE MODAS FRANCEZAS.
Madama A. Millochau.
Despachou-se da /Alia ultimo navio chegado de
Franca um grande e bonito sortimenlo de bicos de
linho verdadeiro; ditos a imtagilo, de muito lindos
padroes; fitas largase estrellas; elegantes capotes
de bico brancos e preto9 ; lencos para milo, do ulti-
mo gosto; lindas mantas de filo de seda c barege ;
parca de seda para vestidos de casamento ; dita de
quadros, para vestidos de baile; barege branco fi-
no o liso; muito ricos cabocOes ; camisinlias e pe-
lerinas bordadas; cambraias largas finas e borda-
das ; fil de linhoguipureC moda nova), de muito
bonitos pndres ; cambraia do linho superior, fe-
chada e transparente ; ditas mais ordinarias; len-
cos de garca com franja para grvala do senhora ;
toncados para as ditas; filos de seda, lisos o ada-
mascados, brancos e pretos; luvas de pellica, de su-
perior qnaliiiade para homem e senhora, brancas,
pretas c de cores ; jaconas manzoue cassa muito fi-
na ; flores finas, para casamento ; ditas para chapeos
vestidos ; fitas de velludo; crep branco, preto e
cor de rosa o mais fino possivel ; bicos de blonde ;
ditos de retroz preto ; um sortimenlo de trancas e
franjas de seda para ornamentos eenfeites de ves-
tidos, de varias cores e pretas. IMa mesma casa ven-
dem-see fazem-se chapeos de senhora c vestidos de
casamenlo da moda mais moderna, por se tersem-
>rc os ltimos figurinos.
Vamos ao baratei-
po, que elle esl
torrando !
O antigo barafeiro vende a froco de pouco dinhei-
ro na sua nova lojade miudezas da ra do Colle-
gio n. 9, papel de peso ingle/., muito fino e pri-
meira sorte a cinco patacas e meia a resma c meia
dita a 880 rs.; ricos pentes de tartaruga com en-
feiles dourados para segurar o cabello, a 4000 rs.
cada uni; ditos de tartaruga, para marrafas, a 960
rs. a parelha; chapeos de cambraia eufeitados pa-
ra meninas, a 2560 rs. cada um ; ricos lequcs deso-
Vende-sc um relogio de ouro, suis-
so novo ; um dito um pouco usado ,
muilo bons reguladores,oelooqueodono
se responsabiliza ; e igualmente 3 cor-
rentes novas, de ouro, para os meamos;
na ruado Vigario, n. l\.
Va ra da Cadeia-
Vclha, loja n. 29. de
J. O.Elster,
vendem-se os seguintes vinhos engar-
rafados e de superior qualidade : vinho
do Prlo muito velho ; dito da Madei-
ra ; Bticelas ; Carvellos ; Sherry ; Khei-
no ; Hordeaux ; Cherry-cordial ; Tene-
riffi ; Champanha, marca cmela ; c Um
bem supeiior genebra hollandeza ; agoa-
ardente de Franca ; vidros com conser-
vas ; boiocs de doce de ructas da Euro
pa ; biscootos finissimos de flamburgo ;
velas de composidio ; cha preto; dilo
hysson ; ptimos charutos em caixinhas
de cem.
Vendem-se superiores e deliciosos vinhos Cla-
rete ellurgundy em caixinhas de urna duzia; os
mais excellentrsepreciosos,que se podem encon-
trar neste mercado, os quaes so tornio assaz rc-
commendaveis para as mesas de bom gosto e silo
mais proprios para presentes em tempo de festa ; as-
sim como Champanha de muito boa qualidade ; tu-
do por preco commodo: na ruado Trapiche-Novo,
n. 42, casa de Adamson llowie & C.
Vende-sc urna frea moga, ptima quitandeira,
e com algumas habilidades ; um preto mogo, pti-
mo para o trabalbo de sitio : na ra Direita, n. 18.
Vende-sc urna duzia de cadeiras americanas,
com assento de palhinha; una marqueza de con-
dur ; duas banquinhas de, encost; tudoemmeio
uso por prego commodo : no pateo do N. S. do Ter-
co sobrado de um andar, a. 26.
Zapatos, a 1^1 iO rs. o par.
Na esquina da ra do Cabug, junto a botica
vendem-se sapatos de marroquim franeczes. de to-
da com enfeiles dourados a 3000 rs. cada um ; luvas, das as coros e de cordovo preto muito bons. oho-
compriilas de seda preta para senhora a 1000 rs. o I gados pelo ultimo navio de Franca; lindas e boas se-
4 impas.
Compra-se meia duzia de cadeiras de Jacaran-
da em segunda mSo: na ra larga do Rozario ,
n. 24.
= Comprao-sr escravo de 16 a 20 annos de Idadc,
sodios, sem vicios, com officios e scni elles : na ra Dl-
reila, sobrado, n. 29.
Compra-seum sellim cm bom uso: na ra do
Rngel.ll.
Compra-seuma commoda de Jacaranda com
pouco uso; umbanheiro de folha de flandrcs na
esquina do l.ivramento, lojade 6 portas.
Vendas.
POLHINHAS
de al na na k c de porta.
A edigo mais conecta e com-
pleta, que existe, destas folliinlias,
est venda as livrarias da pra
ca da Independencia, ns. 6 e 8; da
esquina do Collegio; e na Boa
Vista, botica defronle da matriz,
pelo preco do costume.
Vende-sc urna cummenda da ordem do Chris-
to, por pceo commodo: na ra do Cabula, loja
grande deocrives n. 3.
Vende-se um relogio de ouro, patente iuglez :
r,a praca da Independencia, loja, n. 3.
par : ditas de cores para meninas, a 200 rs o par;
cachos de flores para enfeiles de cabello, a 400 rs
cada um ; chapeos do Chile, para cabera pequea,
a 2880 rs. cada um ; ricas tesouras finas para cos-
tura eparaunhas; rijuissimos caivetes finos para
pennas; pelles de marroquim, a 1280 rs. cada una;
e mitras diversidades de miudezas a troco de pouco
diuheiro.
Vende-se urna preta, por200,000 rs. que ser-
ve hem a una casa c vende na ruu ; una moleca
pec.a, de 18 annos com bons principios de habili-
dades cnielhor figura possivel; 4 pretas para todo
o servQO ; 4 escravo bons para o trabaldo de cam-
po ; um moleque de 10 annos, muito esperto; um
mulalinho, de 15 annos, muito lindo pagem : na
ra do Crespo n 10, primeiro andar.
Vende-se um pardo, de 28 a 32 annos, bom bo-
ieiro. muito diligente bastante humilde, sadio e
sem vicios: na ra Imperial, n. 39.
A 12$ rs. o corte.
Na loja da esquina confronta ao arco de S.-Anto-
nio, n. 5,de Guimariles, Seralim C, vendem-sc ri-
cos corles de Chali de liia eseda com barra, os mais
lindos padroes, que teem viudo a este mercado,
pelo barato prer;o de 12,000 rs. o corle.
Vende-sc um cavallo, rodado, de
bonita figura, e que anda bem de
barxo a meio: na estribarla do forte do
Quebra-Pratos, junto do arco do Bom-
Jcsus.
- Vende-se cerveja preta de superior qualidade,
em porcio a vonlade dos compradores : na ra do
Trapiche n. 18, em casa de Frederico liobilliard.
Vende-se potassabranca, da
mais recem-cliegada por mdi-
co prego : em casa deL. G. Fer-
reira & Companhia.
Vendem-se bichas grandes de Mam-
burgo cbegadds ultiman:enle; e tam-
lieiii se alugao, por preco commodo ; no
\t( rro-da-lioa- Vista primeira venda ,
ao p d>" ponte, n a.
= Vendem-se moemlas de Trro para rngrnbos de as-
sucar, para vapor, agoa e unas, de diversos lainanlins,
por piejo roiiimodo i e igualinrnle tainas de ferro coado
f balido, de lodos os tamaitos : na praca do ('nrpo-San-
lo, o. II, em casa de Me. Lalmont & Coiupaiihia, ou na
na de Apollo. .iiNiazcm. n. 6.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa dr Matlieus Auslin &
Companhia. na ra da Alfandrga-Velha, n. 30.
= O corretor Olivrlra tem para vender cobre em fo-
lha e prego* de dito para forros de navios : os preicn-
dcnies dirijan-se ao mesmo, ou aos Senhores Metnuila
& Duira.
= Vende-se cal virgem cm nielas barricas chega-
da pruximaineiue, po: preco .cuiimiodo; na ra da
Moeda armazem n. 15.
Potassa da Russia,
verdadeira e nova, cm barris pequeos,
por preco milito commodo : na ra da
Cruz, n. (o, em casa de Kalkmann &
Hosenmund.
^ Vendem-sc garrafas de remedio para curar o vi-
cio de embriaguez ; assegura-se que quem lomar
este remedio deixara por una vez de beber : os pre-
lendentes dirijlo-se as Cinco-Ponas, n. 4, que ahi
acharaO este remedio j experimentado por diversas
pessoas, e so Ihe explicara como se deve fazer uso
Ido mesmo.
as brancas para vestidos do noivado ; ditas escu-
ras, de bonitos padroes; ricos chales c mantas de
seda escocesa, dos melhores gostos, que tecm appa-
recido ; guarnieflesde flores para vestidos; chapeos
de seda com plumas, do ultimo gosto; cachos de
flores para chapeos lindos chapeos de palha da Ita-
lia muito finos c de muito bom gosto para meni-
nos ; luvas de seda, curtas e compridas,de todas
as eores, com dedos e sem elles ; crep de todas as
afires; luvas de pellica com enfeites; ditas curias ,
para homem e 'senhora ; chapaos de sol, para ho-
mem e senhora ; cortes de cambraia de listras para
vestido ; hor/eguinpretos, para homem c senhora;
sapatos de lustro, para senhora e meninos; ditos
para homem; um bom sortimenlo do perfumarlas,
assim como outrns muitas fazendas que se vende-
rn por prcr;o commodo.
A o que he bom !
Ainda conlinua-sc a vender o resto dos chapeos de
castor sem pello, e da ultima moda proprios para
os pnsseios dos dias santos do Natal, a 4500 rs. : na
ra do Oueimado loja n. 38.
Na loja novado Jos Manoel Montciro Braga
na ra do Crespo, n Ifi, esquina, que vira para a ra
das Cruzes vendem-se chapeos pretos francezes ,
os mais superiores c modernos que ha ; cambraias
abortas, brancas e de cores, as mais modernas e do
melhnr gosto possivel.
Vende-se urna preta de nac."o, de 24 annos, de
bonita figura quecozinha o diario do urna casa
lava de sabto e varrella e he quilandeira ; urna di-
ta de 30 annos, que cose alguma cousa c lava
um mulalinho, de 7 annos, de bonita figura; lodos
sem vicios ncm achaques: na ra da Concordia-,
passando a pontezinha, a direita segunda casa ter-
rea.
Vcndc-se urna marqueza de condur ; 1 par de
taboletasdeamarello para ourives, ou miudezas ;
urna mesa com duas gavetas, boa para casa de fa-
milia; nina escada de obra, leve boa para pintor
ou armador : na travessa da Concordia, n. 14, atrs
da torro do Carmo.
-- Vendem-se 40 escravos de ambos os sexos, sen-
do pretos, pretas, moleques, negrinhas, pardas,
pardos ; 2 cabrinhas proprios para pagens; entre
elles alguns com habilidades : na ra da Cruz, n.
51, a fallar com Jos Francisco da Silva.
Vend-se cera de carnauba ; courinhos de ca-
bra ; bezerros e sola; tudo por preco commodo :
na ra da Cruz n. 51.
-- Vende-se superior gomma de ararula ; sag de
primeira sorte, multo fino e de segunda dita ; gom-
ma de tapioca muito alva ; e lodos os mais g-
neros de vende por preco commodo : na pra^a da
Boa-Vista, venda,n. 18.
Vendem-se 4 moloques, de 10 a 14 annos; urna
negrinha muito linda, de 13 annos, que cose, mar-
ca c faz renda ; cinco dilas com varias habilidades;
um mulalinho, de 13 annos, ptimo para pagem : na
ra Direita n. 3.
Vende-se, por precisilo, um relogio de ouro
bom regulador por barato prego : na-rua larga do
Rozario, n. 29.
Ilcbrard, com botiquim frncez na ra Nova ,
tem a honra de avisar, que, pelo ultim navio, che-,
gou-lhe de Franca um sortimenlo de conservas; fruc-
tas do conservadas em licor como cereja, peegos,
ameixas, peras e oulras ; vinho de Bordeaux, em
quartolase garrafas ; S.-Julien ; rossllon cm ca-
xas, cognac muito wlrio >cidadeiro marraschino
de Zara absintbo da Suissa azeile superfino do
Sr. Plagnol de Marselha agoa de flor de laranja ,
Charutos regala da Baha. No mesmo eslabeleci-
mcnlo ha i ir. deposito de chocolate muito novo,
dito de saude, peitoral aramia baunlha da fa-
brica do Sr. Boltoutuit, do Maranhao,, pharmaceu-
tcochimicoda escola especial de Pars; ludo se
vende por prego commodo.
-- Vendem-se 6 barris com niel de furo, muito
propno para exportar, por prego commodo : na tra-
vessa do Arsenal de Guerra, armazem n. 5,
Sal de Lisboa fino e alvo, a 1600 rs. o alquel-
re velho, e sendo poreflo dar-se-ha por menos: na
na da l'raia armazem n. 18.
Vende-se urna mangla de vidro bordado, pa-
ra lustro de meio de sala ou troca-se por urna man-
ga de vidro lisa : na ra de Hortas, n. 62.
Vende-sc um porta-licor em sua caixa enver-
nisada de bom gosto por prego o mais commodo
possivel: na ra de, Hortas, n. C.
Vende-se cevaditilia nova e sag
de muito boa qualidade : na ra da Cruz,
armazem n. 48-
Vende-se um piano em meio uso,
com boa votes e por commodo preco;
na ra Bella, n.
Peehinchas novas,
freg(iezes !
Oantgobarateiro troca por pouco dinheiro, na
sua nova loja de miudeas da ra do Collegio, n. 9,
novo sortimenlo de chapeos de sol, para senhora,
de differentes padroes a 2880 rs cada um ; luvas de
pellica para homem esenhora a 800 rs.; ditas de
lgodo, brancas e de cores a 320 js. o par para
homem e senhora ; bonetes para tomar fresco pela
festa a 100 rs. ..rada urna : bengalas do eanna da
India a 1920 rs. cada urna; bicos estreitos, a 40
rs. a vara, para acabar ; botocs de madre-de-perola ,
a 480 rs. a groza ; longos de seda preta para pesco-
go a 800 rs cada um ; torcidas para candieiro de
lodas as larguras a 100 rs. a duzia ; carapucas, a
160 rs. cada urna; trinchetes de cabo de marfime
bfalo sendo faca grande e garfo com mola a 1440
rs. o jogo ; bolfics de metal para caigas, a 800 rs. a
groza; e nutras minias miudezas, que solorrflo
por pouco dinheiro.
Obras do distneto
professor Charma
reeebidase venda na livraria da esquina do Col-
legio. Ensnio sobre ai bases e desenvolvimentos da
moralidtide 1 v. em otavo ; I.i cial, 1 v. em oilavo; l.icfits de lugica, 1 v. em ota-
vo; Qurstdes dephilosophia, contidasno programma
adoptado para o exame do bacharelado em lettras,
terceira euigilo, 1 v. cm 12.
Historia ce Inglaterra em
tilez ,
pelodoutor Goldsmith continuarla at o presente,
com um bello retrato da rainha Victoria 1 v. bem
encadernado: vende-se na livraria da esquina dool-
legio; como tambem os diccionarios ingle/es de
Vieira grandes c pequeos ; os diccionarios de pro-
nuncia ingleza ,dc Walker; varias outras obras no
edioma inglez; c os diccionarios alternao-portu-
guezevice-versa.
Do (lima e cas molestias do
lira sil.
A importante obra, que, com este titulo, acaba do
publicar em Paris o doutor Sigando, medico de S.
M. o imperador, dedicada ao'mcsmo augusto Sr.,
vcndc-se na livraria da esquina do Collegio 11. em
otavo grande de ntida imprcssiio em excellenlo
papel e com ptima eneadernagao.
= Vendem-se barricas e meias ditas com farlnha gal-
lega milito snp, rior ; harrieas e nielas dilas com cal
virgem de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
(echaduras para porla de armairm ; peneira de rame;
rodas de arcos para barrica! ; bichas de Uamburgo ;
tudo por preco commodo : na ra do Vigario arma-
sen ii. 9.
0 corretor Olivejra vende um escravo ladino,
de bonita figura, mogo, op limo coznheiro : aos prc-
tendentes se dir o motivo por que se vende.
Vende-se urna preta, sem vicios e que cose,
engomma, lava, cozinlia e faz renda : na ra do Ca-
bug, n. 16.
Ao que he superior !
Vendem-se chapeos francezes, de superior quali-
dade. da ultima moda c de elegantes formas; na ra
do Oueimado, n. 38.
Vendeai se duas rebecas novas,
por preco commodo .- na ra Bella,
n. 4o.
REFRESCOS.
Xarope de groselhas fcito do ver
dadeiro sumnio de groselhas viudo de
Franca a 1000 rs. a garrafa ; xarope
peitoral da verdadeira resina de angico.
Este he mui vang loriado com justos mo-
tivos, para as pessoas atacadas do peilo,
pelo meio do qual se teem ohtido felices
resultados, a inoo rs.a garrafa. Xaro-
pe refrigerante de flores de larangeiras,
a iooo rs agarrafa; xarope de tamarin-
dos, a 640 rs. a gatraa.. Vfndein se no
Alerro-da-Doa-Vista fabrica de licores,
n. 16.
Vende-seum realejo com 3 cylindros e min-
ias pegas ; urna flauta de bano de 6 chaves; u"1
relogode parede de machina de pao ; lude1 em
bom uso, por proco commodo: na rua do Jardim ,
n. 43.
. j.
Escravo Fugirio
Fugio, de bordo do brgue Hor-do-S'ul, o escra-
vo marioheiro, de mime Jos, de nac.lo Benguella, re-
prsenla 25 annos, pouco mais ou menos, estatura re-
gular, magro, sem barba, levou camisa branca, caiga
de risrado ; pede-se a appreheusiodo mesmO: e quem
0 pegar, levando abordo do dito brgue, 00 a casa do
Amorim Irmaos, na rua da Cadeia n. 45, sera gra-
tificado.
PEKN. : NA TYP. DEM. t. DE Tkx\\K,-~ l84"*


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