Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08351


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Full Text
An.no de 1840.
Segunda-feira 21
O DI4R/Oipuhlic>-ga lodos 01 dias que nao
forem d* guarda: o pre^o daassinnitura lie de
4O01 rs. por (piarte!, pago* niiianttutni. Os
annimco< dos assi io inserido a raiao
de n ris por linlia, 40 reii en lypo difieren-
le, e a* re|elirqes pela metade. ()s que niio l*n-
rem assit>u.intet p|iio SO ris por liaba, e l SO
era lypo dilTerenle.
PHASES DA LA PO JIEZ. DE DEZEMBH0
l,u clieia a 5, al horas e JO minutos da tarde.
Mingoanlea 10, as 6 dorase 55 min. da tarde.
La nova a IS, as 10 horus e i mo. da manh. ]
Crescente a 6, ai 4 horas a IB mi, da inanli.
PARTIDA DOS COR REOS.
(oinnna e Paraliri-a Secundas e Sellas feiras
Rio Grande do Norte, clioga as (luanas feiras
no meio dia e parle lias raesmas horas Das
Quinta reirs.
Cali, *erirthaom, Hio Formoso, Porto Calvo
Maccv" no I.?, rl 5l decida mes.
(aranliuns itnuito a 10 34.
Boa-Vista a Flores a II e 2.
Victoria as Quintas feiras.
Oliuda lodos os dia.
PREAMAR DE MOJE.
Primeir s 8 h 54 minutos da manhCa
Secunda i 7 h. 13 minutos da tarde
de Dezembro. Anno XXII.
N. 286.
DAS DA SEMANA.
r Segunda. S. Tliomi.
15 Terra. S. Honorato. Aud. doJ. dociv. da I.
v. e rio J. de par do ?. dist de't.
34 Quarta 8. Servido. Aud. do,J. do riv. da .
v e do J. de p.r do 2 dist. de t
34 Quinta S Dellino. Aud do J. deorpl.os,
do I. municipal da I vara.
35 *>li Sexta NasciinenU de Nosso Senhor
Jesus Christo.
10 8S Sabhado. Santo Eslevao Prolomarlyr.
37 Domingo. S. Joo Apostlo e Evangelista.
CAMBIOS NO DIA 10 DE DEZEMBRO.
Ca mido sobre Londres 3 9 d, por I f rs. a 80 ri.
a Pai is S35 rfis por franco.
I.ishoa 95 de premio.
Dcsc. de letras de boas firmas t 'A P- V**0 mn-
0roOnras hesiwntiolas 2*o00 a J 11*500
-Moedasde 6J400 vel. i8j20 a l(l*J0
a a deBiiOOnov. I5|800 a IBjOilO
> de 4JOO0... W'OO a 9M0I
Prnla Pataces........ 2JI10P a 2/0lu
. Pesos columnares. 2000 a 3030
Dito Me.icanos. lf70 a tffHO
Miuda......... I#700 a i#780
Accoeida Comp. do Beberibe de 50|000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
AVISO.
No ultimo (leste mez finda o
prazo. por que fra'prorog-do o
uue eslava marcado para o troco
a cdulas de 2^000 rs., estam-
padas era papel branco.
PA*TE 0FF1CUL.
/ toverno da provincia.
XPEDIFItTE Di 15 DO CORREXTE.
OflTicio. Ao Exm. presidente do Cear, dando-se
por inteirado de ler de accender-se em o dia 1 de
Janeiro prximo fuluro o pharnl de Macuipc, que (i-
caa5quarlos de legn daquella capital, enllocado
a 3o, 41'e 10"de latilude sul, e a 38*, 35'e9"delon-
gilude ao oeste de Cretiwick, ou Londres, com 37 ps
de altura cima do nivel do mar, c de luz (xa. l'ar-
ticipou-seaocapitflodo porto.
Hito. Ao Exm. commandante das armas, intcl-
ligenciando-o de ter participado ao governo impe-
rial o fallecinicnto do alferes de primeira elasse, Jos
Mara Marques.
Dito. -- Ao mesmo, inteirando-o de haver expedi-
do as necessarias ordene, para qtie pelo arsenal do
guerra so de aos ohjeclos, que pertcnerAo ao hospi-
tal regimental, o deslino indicado no artigo 27 do re-
gtlamento de 17 de fvvereiro de 1832.
Dito. Ao mesmo, para que mande receber e dar
destino ao desertor, as 13 pracas do 1. batalhflo de
aililharia a pe, caos 19 soldados do 4. da mesmo ar-
ma, vindos do Cear no vapor Sao-Salvador, e cujas
guias llie trasmute, com copia do odicio, em que o
I ah presidente daquella provincia acensara asna
rcmessa. Determinou-se ao commandante do va-
por, que pozesse essa gente disposictfo do comman-
do das armas, e participou-se ao presidente do
Ceara/,
Dito. ~Ao director do arsenal de guerra, reenm-
meudando, que na compra de gneros para o mesmo
arsenal, c para o almoxarifado da illia de Fernando,
nao prescinda da formalidade dos annuncios odas
outras lembradas pelo commissai o-pagador c pelo
inspector da thesouraria da la/entln, nos oDicios, que
por copia llic transmiti. Participou-sc ao com-
missario-pagador.
l>ito. Ao inspector da tliesouraria das rendas
provinciaes, ordenando, que, para a compra dacai-
xa de reagentes, de que precisa o concelho geral de
salubridade, saque sobre Pellotier & llesthemot a
quantia de COO francos. Participou-se ao presidente
do concelho geral desalubridade.
Dito. Ao administrador das obras publicas, au-
tni sandn-o a despender de 200 a 300,000 rs. com os
leparos, de que precisa a estrada da Victoria.
Dito. Aoehefe tic polica, srientilicando-o de
haver mandado pagar o que, de agoslo a iiovembro
deste auno, se despenden com os presos pobres de
Serinhem.
Dito. Ao delegado do termo de Goiauna, inlelli
ponciando-o de ter ordenado o pagamento do alti-
. iel das tinas casas, em que se acha aquartelado o
respectivo destacamento policial.
se nos fiizem tilo pomposas dcscripcOes. d;*fo elegan-
te perspectiva a esse thealro, que, como j d .-se-
rnos,' pertence a alguns particulares; os quaes sao
tilo apnixonados, Btflo enihusiastas pelo drama, quo,
para satisfazerem essa paixfo, para darcm largas a
esse euthusiasmo, nao recurito ante urna obra, cuja
despezachegou a algumasdezetias decontos, oque
he urna das provas vivas da facilidade, com que me-
diana osysletna de associacOes screalisAo empre-
zus, que porqualquer oulro meio serillo demasiada-
mente dinicuitd.is.
' Honra e gloria a essa porcilo do nacionacs e es-
trangeiros, que, smente com os seus recursos, con-
corrCrflo para a contiusilo ilessa obra, que, alcm de
Ihes proporcionar o prazer, que a qualquer resulta
de haver visto o termo daquillo, que urna voz projec-
tou por em execuciio, servo para testemunhar, que
o gosto pelo bello, polo grandioso, lambem est em
nos desenvolvido; e que para saciarmos esse gosto
despendemos mo pequeuos capitacs, fazemos mes-
mo alguns sacrificios !! Estima e protecqfi ao artis-
ta, que com o seu trabadlo cooperou para a manifes-
taeo ili-sse desenvolv incido, e que deixou a curto
do imperio, onde, estamos convencidos, Caria niais
rpidos progressos, para vir vivercomnosco, para
facilitar-nos a acquisicjlo de cousas, que, se o nao
tiveramos, custar-nos-hiao um precomuito maissu-
bido, e talvcz nos mo fossem fornecidas a lempo 1!
Mais bem informados, declaramos, que o preto, de
que tratamos emon. 284, niio precipiloti-s-j daja-
nella para fugir ao castigo, que estava recebendo,
mas sim para evitar o que se lite preparava ; quo nflo
quebrou a cabeca, nein fracturou os hombros, pnrm
apenas soffreo alguns conlusocs; e que nflo corre pe-
rigo de vida, poisque essascontusOcs, alcm de mui
leves, frflo immediata e cuidadosamente tratadas, c
continuilo a sc-lo.
30 de agosto de 1833.
Silva Porto.
Joo Evangelista Ferreira da
A polica apprehendoo ante-hontem, em urna ta-
berna do bairro da Boa-Vistav algumas notas falsas
de 1,000, 2,000 e 20,000 rs., e tfio bem trahalhadas,
dizem, quasi se nflo dTeroncfio das verda-
II s.
que,
ti eir
lkublicaco a pedido.
iinmo i i; i'hiiuui.iui.
Em a noite de 19 do corrente derflo a sua primeira
represeiitiiQao os socios lo thealro de Apollo.
O edificio, quehepropriedade dos socios, e cuja
eonstrccflo esteve por algtim lempo suspensa, foi a-
rabndo sob-direceflo to Sr. Joaquim l.opes de Danos
fabril, pintorc architecto pela academia das liellas-
Aitcsdo Uiu-ile-Jaiiejro, que, ha doiisaunos, veio^
lixar sua residencia nesta capital, e que nessa pri-
meira prpva, que nos oiTi-rect-o, <\>- seus tlenlos e
('onhecirnentos,poilou-se de inaneira a mostrar-nos,
que niio he vulgar sua eapacidado, c que nem s-
mente primflo as sciencias e artes os que as vilo ad-
quirir em paizes cstrangeiros.
0 interior do edificio, que he de frma de Cerradu-
ra, e lem urna extensflo de 45 palmos, he oceupado
pelo scenario, cujo arco he da largura de 31 palmos
e da altura de 42; |*or urna platea de 421 palmos de
ooinprimenlo e 42 de largura, a fechar em 32 pal-
mos, e que admille 216 pessoas a vonlade; c por 4
palera*, cada urna das quaes pude conlcr 100 es-
l'cctadores, e he da largura de 9 palmos, e da exten-
san de .').-).
Deslas giilerias, a I.' e a 2," teem a altura de 9: pal-
mos, a 3 "a de 10!, e a 4.'a de 10
A ilecoraQilo e pintura do thealro sfio primoro-
sas, e mais que muito teslilcilo o juizo, queemitti-
inos acercado artista, que as dirigi, ea quem cor-
dialmcnte desejamos seja subministrada urna ottlra
occasitloilc desenvolver o genio, de que he dolado,
alitnde que um dia nao tenha justos motivos para
arrepender-sede ter viudo eslahelecer-se nesta pro-
vincia; cafim deque se niio diga, que ho este um
'los paizes, em que a mais supina ignorancia, pare-
mentada com as elegantes e seductoras vestes do
(-liarlatanismo, sulToca o venhideiro mrito, n eapa-
cidado real, cujo primeiroe mais distinctivocarcter
'ie a modestia.
1 na engracada c bem Irabalhada fachada que
l'lvez nada tenha qpe invejar as que ornflo as fren-
tes da maior parte desses palucios da Europa, de que
Conlinuaco dos documentos offerecidos ao lllm.
e Exm. Sr. concelheiro Antonio Pinto Chichorro da
Gama pelo
Botflo de Estrellas.
Jouquim Jos Delgado Cuculla, cidaddo brasil tiro
adoptivo e negociante, eto.
Atiesto, peante quem necessario for, que pelas
cinco lloras e meia da manhfla do din 10 de abril do
corrente anno, estando vendo de minha casa os mo-
vimenlos, quooccorrerflo, mcrecolhi para bordo de
um navio, d'onde observei romp ment de fogo em
tena em diflerentes pontos,sendo umdelles,pelo que
a Bordo me constou,acasa de Manuel Jos Vieira Cou-
tinho, annexa a de minha residencia, por onde se li-
nlia entrado na diligencia de capturar o dito Couli-
nbo e companbeiros; seni que no dia 10 nem nos
mais, que decoi feriio, soffressem os bens de minha
ropriedade a menor falta, nem por mam-ira alguma
se me pedisse a menor nem maior quanlia de dinhei-
ro, ou gneros; constando-me mais, que nosupra-
dito dia eseguintes, o lllm. e Exm. Sr. Antonio Cor-
ren Si'iira.coiiiniaiidante das armas,se expoz, com to-
do o risco de sua, vida, a pacificar, como paeilicou, os
tumultos, que vgavflo pela cidade.
O referido passo na verdado e como tal o atiesto
debaixo de juramento, har, 28 de agosto de 1833.
Joaquim Josc Delgado Caella.
lllm. Sr. commandante das armas Antonio Corra
Senra. llontem, 26 do correle, receoi o odicio de
V. S., em que me diz,que, por efleito da minha hon-
ra e carcter imparcial, declare cu, do modo mais
explcito, se no dia 1C de abril ultimo c posteriores,
soflrra a minha casa algum saque, roubo, ou se li-
nda eu sofrido alguma violencia, pira de mim se ex-
torquir quantia ou somma alguma de dinheiro, ou
{{eneros de minha propriedade.
lllm. Sr., igualmente confesso, que me sobre-
saltei aoouvir tilo injustas asserses; pacifico em
minha casa no dia lli de ubi il.^lepois das T horas da
mantilla, ouvi tiros de espingarda, e perguntando a
causa, disserflo-me, que, eslaudo cercada a casa de
Joaquim Alfonso Jallos, por denuncia, all era o fo-
go; nesta expectativa e.slive todo odia 16 e mais dias
posteriores eom a minha portada ra aberta, ejancl-
ias, sem soll'rer o menor insulto, nem incommodo
algum, quanto mais saque ou roubo.
ii .\ao, lllm. Sr., nada soffri nem na minha pessoa,
nem na minha propriedade, e nem de mim se exigi
somma alguma, nem em metal nem em gneros, o
que atiesto a V. 8. debaixo de palavra de honra, e
debaixo de juramento dos Sanios Evaugelhos.
Dos guarde a V. S. mu tos anuos. Para, 27 de
agosto de 1833. lodo Lopes da Cunha.
Jodo Evangelista Ferreira da Silva Porto, negociante
desta praca, etc.
Atiesto, que nos actos tumultuarios, que appa-
reci-flo nesta cidade, nos dias 16 de abril e posterio-
res do corrente anno, sendo a minha casa jajjslada,
nflo acbei falla de cousa alguma, pois lamMpiessa
occasi.lo me achava recolhido em casa dojjjp>ciantc
britannico Joflo Wlikson : outro sim, quAitosecx-
torquio somma ou genero algum do minha proprie-
dade: oqueaffirmo debaixo de palavra de honra, e
sendo preciso jurarei aos Santos Erangelhos. I'ar,,
i lllm e Exm. Sr. Confesso recebido o offlcio de
V. Ex., datado de 96 de agoslo correnle, em que mo
pede, que, por effcito da minha honra e carcter m-
Sarcial, I lie declare do modo o mais explcito, se em o
a 16 de abril ultimo e posteriores soHYcra a minha
casa algum saque, roubo, ou qualquer violencia,
para de mim se extorquir alguma somma, ou genero
de minha propriedade.
Com a franqueza do met carcter, o em abono
da verdatle tenho a satisfaco do responder a V. Ex.,
que in-nliuin saque ou roubo soffri no dia indicado
por V. Ex. e seguintes, e que ao contrario foi por to-
dos a minha casa respeilada.
Tenho o prazer de apresentar assim V. Ex.
um irrcfragavel lestemunho da minha gratidflo.
Dos guarde a V. Ex. Para, 28 de agosto tle 1833.
lllm. elCxm. Sr. Antonio Correa Sera, comman-
dante tas armas do Para. -- fcente Antonio de Mi-
randa.
* lUanoel Josl Cardozo, caralleiro professo na ordem de
Christo, negociante matriculado da praca do I'ar
e coronel reformado do corpa de milicianos ligeiros
da villa de Gurupa, por S. Al. o Imperador do lira-
sil, que Veos guarde, etc.
Atiesto onde quer que esta for apresentada, que,
estando ausente de minha'casa com a minha familia,
em 16 de abril to prsenle anno, esticcedendo desas-
trosos suecessos na capital, nao leve a minha easade-
tenoramenlo algum no dito dia, nem nos mais, que
se seguirflo, o menos quedo mim seexigisse a me-
nor quantia, por qualquer titulo, que ser possa : ou-
tro si ni atiesto, por ver e presenciar anteriormente,
que o lllm. c Exm. Sr. tenctite-coronel Antonio Cor-
roa Se ara, commandante das armas tiesta provincia,
desde que tomou possedoseu commando, scnipre.se
presin, em ludo quanto eslava aoscu alcance, para
desvanecer a desorden) contra a ordem, que no inte-
rior da provincia se propaga va ; e bem assim aties-
to, por me constar na dita minha ausencia, que o di-
to Exm. Sr., tanto no dia supra, como nos mais, que
decorrCrflo, se prestou, a todo o risco de sua vida,
para pacificar, como pacificou, o tumulto da gente
sem ordem, que vagava pela cidade.
O referido passo na verdade, < como tal ojuro
pela ordem, que prolessci. Para, 27de agosto de 1833.
lanoel Jos Cardozo a
lllm. e Exm. Sr. Como V. Ex. exige no seu of-
ficio de 26 tle agosto passado, que Ihe declare, se em
odale de abril ultimo e posteriores livera minha
casa sollVido algum saque, roubo, ou qualquer vio-
lencia, para de mim extorquir-se alguma somma,
ou genero de minha propriedade, di re, que niio sof-
fri roubo, ou saque nos mencionados dias, nem
tilo pouco fui obligado a dar somma alguma.
Dos guarde a V. Ex. Para, 23deselemhrode
1833. lllm. o Exm. -Sr. commandante desarmas,
Antonio Correa Sera. Manoel Emilio Pe eir Gui-
maraes.
so offlcio, que V. Ex. mo dirigi em data de 26 do
corrente, aondeattenciosamente exige de mim, que
3 ue declare dn modo o mais explcito, se em odia 16
c abril ultimo e posteriores livera a minha casa
soffrido algum saque, roubo, ou qualquer violencia,
para so me extorquir algumu somma, ou genero do
minha propriedade, o om resposta tenho a lisongeir
satisfagilo de doclarar a V. Ex. com toda a franqueza,
que niio so nflo baleo ti minha porta nenhum dos
males por V. Ex. indicados, que antes pelo contrario
poaso aflirmara V, Ex sem mdo de me lerem de
menos verdadeiro, que tanto a minha pessoa, como
ludo quanto me pertence foi religiosamente respei-
lado, e plenamente garantido no referido dia ese-
guintes.
Dos guardo a V. Ex. Part, 29 do agosto de 1833.
lllm. e Exm, Sr. Antonio Correa Sera, tenente-
coronel o commandante de armas desta provincia.
Jeronjmo Jos do Valle Cuimaries.
(Estavflo reconhecidos.)
Variedadc.
lllm. e. Exm. Sr. Tenho a honra de aecusar re-
cebido o odicio, que V. Ex. foi servido dirigir-me
em dala de 26 do passado, em o qual V. Ex. exige de
mim, haja de declarar-lhe, se no dia 16 de abril ulti-
mo le posteriores a minha casa ha soffrido saque,
roubo, ou violencia pura se me extorquir alguma
somma, ou genero demiiiba propriedade: em cum-
plimento doque, declaro a V. Ex., que a casa, em
que resido, nada ha soffi to do que por V. Ex. he ex-
pressad.
Dos guarde a V. Ex. muitos annos. Para, 3 de
setembro de 1833 lllm. e Exm. Sr. Antonio Cor-
rea Seara. liento Jos da Silva.
lllm. e Exm. Sr. Em resposla ao officio de V.
Ex., que me dirigi em data de 26 do corrente, como
negociante matriculado desta nraca, para que de-
baixo de minha palavra de hortra diga, se om minha
casa, no dia 16 de abril prximo passado, em conse-
quoncia do allon.tado pralicado por Joaquim Alfonso
Jalles, sulla-i algum obstculo; sou a dizer a V. Ex.,
que, sendo a minha casa sita na ra prxima a do di-
to Jalles, e julgando-se, que nella estivessein alguns
aggressorcs, que se poderiflo evadir repulsa, foi
minha casa revistada por urna palmilla, que, depois
de tudo terem examinado, se rctirarflo, (cando illeso
tildo quanto uella havia ; sendo que por isso, nada
me faliou. Esta he a pura verdade, que hoje e sem-
pro disse, e direi.
ii Dos guarde aV. Ex. Para, 30 deagosto de 1833.
lllm. e Exm. Sr. Antonio Corra Seara, comman-
dante das armas desta provincia. Agostinho Jos
das Htves.
lllm. e Exm. Sr. commandante das armas. Etn
ollicio, que tive a honra de receber de V, Ex em da-
ta de 26 de agosto prximo passado, exige V. Ex.,
que eu declaro mparcialmeute do modo o mais ex-
plcito, se em o dia 16 de abril e posteriores livera
a minha casa soffrido algum saque, roubo, ou qual-
quer violencia, para de mim extorquir-sc alguma
somma, ou gnero do minha propriedade; ao quo
satisfazendo, declaro, em obsequio da verdade, que
nflo fui incommodado do maneira alguma, nem lo.'
pouco a minha propriedade soffreo o menor insulto,
e que nem se me pertendeo extorquir quantia algu-
ma debaixo do qualquer pretexto.
Eis quanto,a>b minha palavra de honra,me cum-
pre declarar a mCx. quem Dos guarde. Para, 8
da^8. /c"
de setembro i
oo Antonio Lopes.
m
\
lllm. e Exm. Sr. A#iso a relbpafo
do honro-
ESTtnnS HISTRICOS SOBRE A VlllA l'RIVAIIA, POLTICA E
litteiiaria de m. Taifas, por U. Alexandre Laya.
Esta obra lie o aclo do f de um discpulo. Provo-
ca riso tanta devolaeflo de um vivo por outro vivo.
Nflo seremos indulgentes para com ella ; apenas a
consideraremos como una oracffo fnebre.
Se nos nflo negamos a saudar em M. Thiers o mi-
moso da democracia, o homem, a quem a imprensa
deo urna pasta, so reconhemos no joven publicista
ainciativa, oenlhusiasmo, a agudeza, a energa, o
a seducQfln necessarias para transformar urna indivi-
dualidade em urna forca, e urna palavra em urna po-
tencia, nflo podemos prescindir da grandedifferenca,
quo se d entre as nossas ideias e as de M. Thiers.
Occupamos postos ititeiramente contrarios. Admi-
ramos o rasto offuscanlc dessa estrella, mas busca-
mos em outro eco a nos9aconslellacio.
O espirito de M. Thiers recebeo do imperio suas
primciras nspiracOes. Elle espera tudo das Torcas a
nada das ideias. Todas as suas actes, todas as suas
doutrinas, todos os seus aprecos tos homens e das
cousas, qui-r na historia, qur na tribuna, rescnteni-
seidean principio, explcito ou implcito, esponta-
neo, ou calculado.
Em urna poca, em -quo M. Thiers uo cOnhecia
senflo lucias, nflo poda combater sonflo com armas
do pensamento, em que nflo poda ver, nem mesmo
prever suas grandezas minsleriaes, anda muito oc-
cultas por irs do horizonte, eslava to distrahi-
do, c foi tflo indiscreto, quo nos confessou as suas
theorias.
A influencia dosterceiros partidos, cscrovia el-
le no nacional, he decisiva. E porque o he? Por-
que ao mais forte pertence a direceflo do estado, o
otias fraco apenas tem direito i opposicflo. As-
sim nos leva a crer o bom senso, o lambctn a his-
" loria.
< Quando, em 1593, llcnriquc IV mudou dereli-
giilo, nflo o fez, por convierflo, mas porsagacida-
tle. Indo niissa, deixou llenrquo IV o systema
da minora protestante para adoptar oda maioria
calholica; cas portas de Pars, que, apozardoseu
tlircilo c de suas victorias, haviflo qualro annos,
Ihe eslaviio fechadas, abrirao-se-lhe immediata-
mente. Mas llcnriquc IV, queso se havia tornado
calholico para ser rei, e que tratava de tal modo a
sua conversflo, que escrevia a Gabriel d'Estrees:
Kstou com os congregados da ordem deS.-Tho-
maz; esta manhfla comecarei a fallar aos bispos,
domingo darei o salto mortal; oque fez como
hbil poltico? No entretanto que, para ir de ac-
cordo com a maioria adoptava a missa, dava mi-
noria'o edito do Xanlcs.
Nflo se pude santificar a apostasia em termos mais
claros. E ella, como boa rapariga, deve reservar an-
da alguns favores secretos para os seus primeiros a-
mants.
Segundo M. Thiers a scioncia poltica suppe ne-
cessariamente a ausencia, ou a indiflerenca da con-
viceflo; mas, que importa no mundo nao se trata
de rencas, nem do doutrinas; trata-so da maioria,
cu minora, da frca ou da fraqueza. Qur como mi-
nistro, qur como historiador, ello nflo conhece, nem
a subjeicflo a urna causa, nem a superior inteneflo de
um principio, nem o capricho desso principio, que
por todas as partes vos acompanha passo passo, que
vos impOaos pensamenlos, que vos dicta todos os
actos A estrategia he a uuca intelligOBcia. que no
mundo existe. Hasta, que nos entrincheremos com
asfrcas, que subamos por ellas c com ellas, cquo
as dcixemos, quando se ellas esgolarem.
Por algumas vezos tem M. Tiers approximado-so
da philosophia da pilitica ; mas nflo he fcil depa-
rar nos seus escriptos, ou nos seus discursos com o
menor sy'iuploina, eom laivos, sequr, deumacon-
cepeflo a respeito da physiologia da historia, acerca
da luimanidade, sobre a democracia. Se perguntar-
mosa M. Guizot, qual he o sentido ntimo-da civil-
saeflo, elle responder : Na ordom intcllectual, ho
o o dcscnvnlviuicnln das facilidades, dos sentiinen-
n tos, das ideias do homem; na ordem social, a eX-
tensflo, a maior actividade e a inclhor organisa-
eflo das relacfies sociaes : de um lado, urna pro-
ii duceflo crescente do meios do frea o do felicidade
i em a sociedade; do outro, urna distribuco mais
justada fr^a e da felicidade adquiridas, por to-
dos os individuos.
Poremquanto, contentmosnos com essa formu-
la, que em si contm um criterio, um ideial. Dize-
moscom M. Guizot : a que urna sociedade he tan-
to mais bem regulada, quanto a inteligencia,
a instruegao a penetraeflo sflo mais attendi-
A


das, que qmlquer outra cousa quanto os di-
reitos e os bous sflo mais justamente distribui-
dos. Proporcionar a cada um a porciio de intelli-
genca e felicidade, que a sua aptidflo poder compur-
tar, eisoideial, eisaverdade buscar: pouco nos
importa, que ella se possa, ou nflo, obter Islo perten-
ce n lieos: mas o que compete ao homem h" approxi-
niar-sedella cada vez mais, e itiiik'"^1 insliluicOes
for esse typo evanglico, depositado as nulos da
rovdencia.
Certo, uto sabemos medir a distancia do philoso-
pho ao ministro ; sabemos, que a maior de todas as
loucuras he a de querer escapar a lei do lempo, ea
de querer privar a socedade de tomar parte as evo-
lucoes orgnicas de sen destino. A concepto de
urna ordeni social no he necessaria e mmcdinla-
mente seguida da execnefio. O pensainenlo vai pr-
nteiro sraiasdas cousas, a pratica raminha lenta-
mente, e travs dos obstculos, com pbssos dema-
siadamente vagarosos. Oideial inliltra-se, gotta por
gott, as libras da grande arvore social.
Max be isto dizer, que se possa dar urna poltica
fecunda sem as noefles desse ideial ? Toda a sciencia
poltica consiste, pois, em saber quaes das presentes
instiluicoes, o ihis medidas actuaes silo aquellas, de
que, sem perturbarlo, pode provir nina maior exal-
tadlo da intelligcnca, e um dividendo mais justo de
felicidade.
M. Thiers nunca se impnrtou com esses idealis-
mos Nilo olha para diante, nem para aps de si: ja-
mis interrogou essa prophecia, por intermedio da
deducQlo e da consequencia, que nscliamamos a
philosophia (la historia. Elle nilo reconhece causas
activas, leis providencian*, que solicitlo o concurso
de nossa liberdaile. Para elle nilo lia mais me effeitos
c acontecimentos : nada mais resta ao sanio do que
procurar os que parecem haver caminhado mais, e
tomar lugar entre elles.
Por agora, nilo ha no mundo senio fdreas, fatali-
dade as cousas, e vaidade de querer fazer parte da
intelligeneia, c proporcionar-lhe urna Intervnncfio
em nosso destino. Foi esta a theidogia de Nanoleflo.
Tomn o campo da poltica por um campo de hata-
iha. Nflo indagou, quaes erlo escondieres da exis-
tencia social, quaes os destinos, para que a impel-
lifioa revoluc,floc os seculos, que a tintillo precedi-
do. Calculou as Torcas, tentn submelt-las, evitar
ou levar de arrojo todas as resistencias, e fundar urna
dynastia pelos mesmos meios, poique se ganba urna
victoria
Urna batalba mo he mais que um problema dedy-
i an ira. Osystema le Napoleflo teria sido admia-
vcl, se Tosse applicado a una nacflo de automatos.
Mas ainda n.lo fni dado a genio algum o privilegio de
substituir vida pela mecnica.
M. Thiers, que nilo he mais, que urna miniatura de
rapnleflo, nilo v por todas as parles seuflo um gran-
de problema de dynamira, que lem de ser resolv-
do pela estrategia." Na polmica sobre a reslauracflo
nflo se oceupa com as queslocs vilaes, nem com as
reformas, que silo as vcnladeiras datas das nacrtes.
Ksluda, edesarma, peca por pega o mecanismo do
governo; de urna certa roda exige mais ligeireza.ede
ntramenos. Quando, depoisda revolueflo, a c-
mara dos deputados in ion de reconstituir os pod-
res, M. Tbiers voltou ssuas ideias de mecanismo,
de equilibrio, de pndulo. Km vel de crr na unida-
de nacional, acreditou em um dualismo, que exige
na mecnica urna frr;a de movimento e outra de re-
sistencia.
Mas M. Thiers perdeo-so no calculo algbrico, ig-
norava, ou pareca ignorar, que urna caita nilo cria
forcas nacionaes, mas apenas as verifica 0 inscreve. As
forjas convcncioiilo-se \ na partilba dos poderes. Quando a aristocracia in-
gleza quiz subscrever ao pacto commun, eslava ar-
mada, aprumada, e poderosa pelas instituices.
Mas os pares de Franca, dos quaes M. Thiers quiz
formar una aristocracia, quando todas as tradirces
aristocrticas eslavflo banidas do solo, hem longe I
podOrem dictar as condteoes de sua existencia, nem
mesmo podiflo discut-las; silenciosos e resignados,
esperavflo a decisflo de urna cmara soberana, nilo
obstante ser sua igual, e, esforcando-sc por oblerem
a hereditariedade, suiciilavilo-se. Com isso nao pre-
tendemos vitupera-los : os pares silo o que podiflo
ser: a democracia Ilustrada.
De innis", uKo ha urna especie de puerilidade em
querer es'tbclerer, ein urna sociedade viva, essas dhv
li'ibuc/ies malhematicasde movinientos, em querer,
de lignina sin le, obter velocidades medias, accelc-
rando aqu a marcha, e multiplicando alli as delon-
gaa ? Nao he inulil escrever sobre a porta de una c-
mara : tincia, c sobre a da outra : mobilidade ?
Sera possivel reduzr a instituicOcs a prudencia de
um povo, e garantiros erros? A resistencia aos arre-
balamentose as temeridades do poder electivo deve
srtir e sortira sempre da nalureza mesma das cou-
sas, e at da propria violencia. Toda a forma de go-
verno tem em si mesma a contra-partida. A aristo-
cracia, onde as grandes posicocs nao silo conquista-
das, mas adquiridas, di a mocidade una maior por-
cSo de poder ; na democracia, onde, pelo contrario,
se nfio obtem influencia senflo por grandes traba I los
elongos servidos, as pollas da vida poltica s se a-
brem ao sazonamentn da idade, a vclllico.'
Assim, para M. Thiers, na cspliera das ideias, o
problema poltico consiste em organisar as foreas do
podCr, e na poltica, em aproveilar-se las mesmas
lincas. Quando, no lempo da reslauracio, elle, com
todo o seu talento, com toda a sua pessoa, c com a
irona e colera, que jamis readquio, se empe-
nhara em orna polmica contra o ramo mais velno,
reconheca, que a forca eslava no paiz. A cada passo
leixava transpirar a Ira vs das nscussocs azomba-
ria, esse igual vivo da confianca da victoria.
Mas, logo que, depois la revolueflo de julho, elle
-reconheceo, que a verdadeira frca duravel, havia
passado para o governo, hypothecou ao governo a-
quella firmeza de carcter, aquella agudeza de espi-
rito, que, assim como a M. M. Casimir Peiier c Gui-
zot, o I inhlo constituido unidos tres honicns dcac-
Sfio e resistencia. Kssa lucia he a mais bella pagina
a sua biographia. Dizem, que foi a nica capaz de
saciar a ambiguo de M Thiers. Ambicflo, que per-
mille atravessar corajosamente e com a frouie er-
guida por entre os tiros das revolucOes, c, o que be
mais, pasaaf impvidamente alravs das atnpeilaa,
das injurias, das coleras da tribuna, das calumnias
dos jornaes, ambicio nDo s legitima, mas honrosa.
Depois, M. Thierssuppozaniquilado o movimento
de resistencia :
Haviflo seis annos, diz M. Laya, que os diversos
n gabinetes, deque M. Thiers fizera parte, (inhilo
conseguido a decretadlo de leis de urna gravida*-
de inmensa : leis sobre os pregoeiros pblicos,
sobre as associages, sobre a lomada d'armas, leis
de setembro......Ora, todos esses actos, nao obs-
Unte a sua grande gravidade, haviflo sido adopta- i
tados por urna grande inaioria.
lie 6 de setembro de 1846 em diante, comecrflo
a ser rejeitadas muilas das leis propostas pelo ga-'
bnete, das quaes amis notavel foi a da separa-
* (Ao......
Esses resultados provinhfo de. urna causa, que
i impressionou o espirito deM. Thiers, essa causa
era nina niudanca real no lempo, nos espiritas.
0 discpulo deM. Thiers, o secretario intimo das
inlencOes eda eonsciencia do ex-ministro,abusa im-
prudentemente lo direito de revelaeflo. Para M.
Thiers una opniflo qualquer nflo ho mais que um
vento, que se eleva. Depois que expira o soprn da
resistencia, M. Thiers observa a alhmosphera ; deixa
o partido, que perdeo a influencia, por aquello, que
a vai ganbar ; corre em soccorro do mais forte : eis o
motivo, por que elle creou o lerceiro-piirtido, que,
alienta a sua posQflo mixta, pode alternativamente
oceupar a dimita ou a esquerda. Kis oque ella es-
creveo : A influencia do terceiro partido he decisi-
va : lem-su visto osterceiros partidos, depois de
havercm alternativamente dado a superioridad!-
aos outros dous, que aberlamentc an guerrflo,
procurar a victoria definitiva para o que denlie
i elles mais forte se presenta. K porque? Porqueao
mais forte pertonce a direceo do estado, e o mais
k fraco apenas tem direito i opposicflo.
Mazarin, antes le admit ir o concurso de um agen-
te, pergunlava : He elle feliz ? A fortuna era para
esse ministro a primeira qualidade do hoiuem. M.
Thiers, antes de solicitar o concurso de um partido,
pergunla : o Ha probabilidade de que dentro em pou-
co obtenha elle a victoria? Porque para esse po-
litico.a victoria representa a justica, o direito, a ver-
dade.
Assim, depois da sua allianca com a esquerda, elle
nada mais lem frito do que procurar desnatura-la, e
modeladla pelas suas loulrinas. A opposicflo era urna
iileia, olanles o echo enflaquecido de urna ideia.
Elle quiz transforma-la em uina fdrea, e como o po-
der he a primeira las frcas, quiz encaminha-la pa-
ra esse poder, fazendo-a abandonar suas doutrinas,
iara poder chegar mais depressa ao alvo desejado.
I Barrot deixoq-se seduzir, e depoz aos pJ do se-
ductor s suas loulrinas dos fados cousummados, is-
lo he, dos principios abandonados.
Entretanto, em urna occasiioa theoria de M. Thiers
trahio-se na tribuna com tal excesso desinceridade,
que M. Itarrot, apezarde seus thesouros de compla-
cencia para com o velho pescador, vio-se obrigado
a ICvanlar-sc, e, un presenca de M. Thiers, fazer esta
solemne protestarflo : A esquerda pugna pelas suas
ideias e nflo pelos seus inferesses
Entretanto, ||. Thiers se deixa ou se faz chamaro
chefe da escola revolucionaria, queseop|iOea escola
doutrinaria. Proclamar-se o hornera da revolueflo he
proclamar-sn o espirito vivo ; he dizer : Eu compor-
to as IradicQOes eas consequeneias ila democracia,
3ue devo inlroduzir, regularisar e organisar porto
as as partes. Vamos saber o que he revolueflo, na
opiniflodeM. Thiers.
As palavras houve una revolucao --, dizia el-
(i le na tribuna, quemm dizer, que urna dynastia,
i que nflo cumprio com seus juramentos, mereceo,
que a Franca se separasse della. Eis oque, nem
(i mais nem menos, signilieflo para os homens siuce-
rosas palavras bouve urna revolueflo.
Oque mais quer a Franca ? Tem leis civis per-
feitas, urna organisaeflo administrativa cheia de
i fr<;a, a sinreridade lo rgimen representativo,
i una lei eleitoral. que a constituc o mais livredos
paizesdo mundo, segundo diz M. Manguim.
Certo, com iguaes ideias, pode M. Thiers, sem ins-
pirar o menor espanto, colorir o que, por um erro
deinscripcjto, ello chama escola revolucionaria,
que nuda menos be loque a escola imperialista.
Com eU'eilo em todas as palavras, em todas as ac-
ortes deM. Thiers estilo encamadas as tradiceOesdo
imperio, a indiflerenca pelas ideias, o odio a lodos as
liherdades, nflo um odio pronunciado c retumbante,
massurdoe nstinctivo, a confusflo da ordem, que
harmnnisa a expansflo dos elementos da vida com
a disciplina, que os comprimo : attendei, poderia di-
zer um honiein la revoluQflo : M. Thiers deslruio a
liberdade daassociaollo; encaroerou a da imprensa;
subjeilou censura e reprimi com o privilegio a|
dothealro; combnltoo a lo commercio, e repelle a
do ensino Km qualquer dos lados, para que nos vol-
telos, veremos a liberdade proslrada, crivada le
feridas. K aquelle, que lirar-llie a capa em a pre-
senca do povo, moslrar-llie-ha as viirte punhaladas,
que ella receben de M. Tbiers.
A vida toda do ex-miiiislro he urna revolla contra
a revolueflo. Da divisa <= liberdade, igualdades, ins-
cripta com ledrasd'ouro em nossas bandeiras, elle
borrnu a primeira palvra, c s conservou a igual-
dade; porque, reduzida a esse estado, ella provoca as
anibices, que o despotismo absorve, e permide-llii1
neulialisar us massas pelos premios, queda aos in-
dividuos.
Nflo be nossa ntengflo louvar ou censurar M.
Tbiers, nem pelas leis Je setembro, nem pelas me-
didas reaccionarias, mais ou menos transitorias,
que alguns resultados bons teem produzido. Ape-
nas queremos mostrar, qucM. Tbiers, que foi o pri-
meiro, que. aconselbou o assedio, e que sempre re-
cusoii amnista, nflo be o representante da revolueflo,
mas sim o homcm, que quer lucrar della.
Aindamis diremos ; elle desconhece a legitimi-
dade das revolucoes modernas, as verdadeiras re-
VOlU(Aet constiluintes, que nflo silo siibstituicOs de
coras. Antes de urna muda oca qualquer de governo,
apparece no paiz urna certa somina do ideias, que
sflo a expressiio de necessidades e dircitos novus. Se
sflo acolhidas pelo poder, desvanecem-se e desappa-
recememuma reforma; se, pelo contrario, sflo re-
pellidiis, i lienta uma revolueflo, que as npplica e
consom. Mas pelo factode seren essas ideias trans-
formadas em instiluicOes, se nflo extinguen); pelo
contrario, subsisten! nessas inslituiees, e obrflo
com milito mais frga, porque teem a autoridade de
um facto adquirido. M. Thiers, porin, nunca dei-
xaiemosdeo repetir.jamis apercebe a ideia,a causa
moral. Elle nflo reconhece senflo a forga, que he a
espiritunlidade do materialismo, e o fado, <|ue he o
materialismo em toda a sua gloria :
Na tribuna elle eslabeleceo este axioma : A lei
conttitue o (iirtilu. Na Historia do imperio, valeo-se
dessa doulriua a favor de Napoleau.
i Oprimeiro cnsul, diz elle, tomou, acercada
imprensa peridica, urna medida, a conliscneflo
dos jornaes, que boje seria um phenomeno,
mas que naquelle tempo, gracus'ao silencio da
coustiluieo, era una medida mudo legal.
Neaaa bajulaeflo, que substituio critica, faz-nos
M. Thiers saber, por intermedio de seus amigos, M.
Sain-Beuvc e M. Laya, que passou sua mocidade en-
tregue aos esludos da philosophia, em companhia de
Leibnitz, Kant.Platfloe Descartes. Podcr-se-hia ter
poupado a essa applicaco de espirito; porquanlo,
quando se pode confundir o dupitqjdlm a lei, isto he
a esseucia lom b pheuomeao; o dit%ilo, que he a
ideia, com a lei, quube a promulfiBjRdessa ideia,
o direito, que prqcicRlc e jujlnevivu a lei
V
disipparecer sem invalida-lo, manifesta-se urna in-
telligeneia demasiadamente refractaria aos estudos
da philosophia.
Se M. Tbiers nflo pode distinguir a divida do bilhc-
te, o dimito do pedaro de papel, o espirito da lellra,
se urna medida he-legal pelo simples fado de violar
dircitos, que nffo'estao inscriptos em urna constitui-
co, ou que della se teem suhtrabido, onde est,
pois, onde pode estar a legitimidade, neste mundo?
O que seria entilo das revolucoes. que sempre violflo
as leiscslabelecidas, borrflo paragrapbos, e inutili-
silo signaes, se perant Dees, se nflo justibcassem
com lignina cousa, que esteja cima das leis, dos
paragraphos e dos signaes? lillas nao sflo mais do
quecrimes.
Se a ideia de justica fr inteiramenle, absorvida
pela legalidade, proclamar-se-ha a legitimidade da
esrravidflo por todas as partes, em cujos cdigos se
adiar ella eslabelecida.
Essas doutrinassfioas reverberages do imperio
esse materialismo de botas.
No mundo nilo ha mais que dous poderes, di-
zia Napoleflo : o sabr e o espirito, e por espirito,
(i aocrescerrtavaclle, cntendo cu as instituigOes ci-
vise religiosas, isto he, os effeitos do espirito, e
nilo o espirito em si mssmo, essa forga viva, ea ni-
ca, que forma, conserva, e renova as institulgos.
Ass-in qur na crenea, qur na conducta, M.
Thiers he a ultima encarnagao do imperio: nessa
estatua, que elle erigi ao imperador, nessa porta de
gloria a berta sobre o vacuo, que elle elevou em me-
moria las batalhas, nessa perigrinagflo martima
das reliquias lo mesmo imperador, nessa apaixona-
da Italia, nflo podemos ver tilo' smente o aflixo rui-
doso e ofllcial da historia, que M. Thiers escreveo,
nem o rufo de tambor, que precede a parada e soli-
cita a attcngflo do publico.
He com perfeita sinenridade, que M. Thiers se
identifica com o imperio. Recebeo essas impres-
ses,ainda em mu tenra idade,que he a em que ellas
mais efleito produzem ; nasceo e cresceo muito perto
das balaras ; conserva sempre no ouvido osomdo
rebumbo da artilharia. Como historiador, desenvolve
polas batalhas esse cnthusiasmo de artista, essas
preferencias deeslylo, que trahnm as affeiges do
cscriptor; como ministra, apezar de suas predilec-
ges mentaespela paz, deixa-se sempre arrastrar pa-
ra a guerra por essa irresislivel tenlaeflo de levar fo-
go c fumo s fronteiras las nossas colonias. Apenas
por duas vezes Ihe coube a presidencia do gabinete,
e, islo nflo obstante, leve occasiflo para tres guerras,
una em Suissa, outra em Hespanha, e outra em Sy-
ria. Kmlim a Franca deve-lhe a extenninagflo da
frica, ea reparaeflode um descuido do imperador,
qunse esquecra demandar circular Paris de urna
cinta de pecas de artilharia.
M. Thiers cabio lo poder no momento, em que se
julgava com mais frca; elle havia dito com a fatui-
dade do liomcn,<|iic se aproveita do trabalho alheio,
e que mede a sua importancia, nflo pela exlensflo de
suas ideias, mas pela do caminho, que percorreo :
Depois de mim, governe quem poder.
Com efleito, tem governado quem tem podido.
Desdo entilo M Tbiers busca substitu, poroutrasas
frcas, que trahirflo sua fortuna. Mudoii de lctica :
lem procurado chamara imprensa a um s centro,
mpr-lhe i ordem, a disciplina, a unidade de ins-
praeflo ; tem empenhado todos os esforgos da pol-
mica acerca de certas quesles, que disfarca com
oulras, c que nflo o podem compromelter; tem-se
ligado aos partidos, auxiliares renunciados, mas
sempre auxiliares; tem excitado aopiniiio publica,
nflo contra o systema, mas contra os incidentes da
publica adversa; tem oflendido a esquerda, sem se
deixar oflender; comprehemleo as jovens impacien-
cias, que se agitavflo em torno de M. Barrot, e dei-
xando-lhe a innocente vaidade do fazer-se chefe de
um partido, elleseconstiluio, e nisto he que con-
siste a verdadeira potencia, chefe das candidaturas.
Supnomos ter sustentado, se nflo elevado ao seu
verdadeiro ponto, esta discussflo de pessnas, oh !
depessoas nflo, de (loulrinas. Conheccmos quanto
he nociva a ohscuridade de um nome em un pleito
contra a illustraglo do talento. Mas ha urna rasflo
extrnseca, que nflo a nossa, nem a de M. Thiers,
nem a de M. Laya, que he mais poderosa que Indos
os homeus, que todos os lempos, urna revelaeflo col-
lectiva de todas as verdades, de todas as necessida-
des de nossos seculos; o diante desla rasflo, desla
revelaeflo universal, que sahe das proprias enlra-
nhas da historia, o pensamento poltico de M. Thiers
he urna hora, que, ha quareuta annos, soou.
Eugesr Pelletas.
sabido no dia 18, voltou em busca de uns papis
irue tintino licado em poder dos consignatarios.
Miro enlrado$ fio dia 20.
Terra-Nova ; 36 dias, brigue inglez Mary-Hounttll
de 184 toneladas, capilflo Jnliu Raker, equipagem
1, carga 2300 barricas de bacalho; a N. 0. Bieber
& Companhia.
Philadelphia; *5 das, patacho americano Ormut,
do 17* toneladas, capilflo E. R. Smith equipa!
gem 8, carga familia e mais gneros do paiz; a
Matheus Auslim & Companhia.
Ktivios sahidoi no metmo dia.
Porto ; brigue portuguez Ventura-feli*, capitilo An-
tonio Francisco dos Santos, carga assucar.
Trieste brigue sueco Rpido, capilflo Dansberg ,
carga assucar.
Rio-de-Janeiro ; brigue brasilero Bom-Jesui, capi-
lflo Pedro Jos de Sales, carga a mesma, qne
Irouxe.
Liverpool; galera inglcza Steord-Ftih capilflo Ri-
chard Creen, carga assucar.Vai fundear no la-
meirflo para amanhfla seguir viagem.
Genova; patacho inglez Arckimtdti, capilflo W. Hart,
carga assucar.
Rio-Craiide-do-Sul pelo Rio- silciro fe/os, capitilo Jos Mara da Conceigflo, car-
ga assucar. Conduz 22 escravos a entregar.
Falmoulh ; brigue inglez Weitmoreland, capitilo Ni-
cholas Conway, carga assucar.
jKfJlACS.
COMMEHCIO.
Alandega.
REND1MENTODODIA19.......17:022,57*
DESCAnHEGAO H0I8 91.
BarcaGlobo- farinha, bolachinha e breo.
EscunarWejropAnfarinha.
Brigue inglez Thomut'tiellor ferro e machi-
nismo.
Ceral. .
Provincial
Consiliario.
RENDIMIENTO DO DIA 19.
2:506,797
627,7+0
3:13*,537
HovillHIiU) CO 1'UI'lO.
0presidente da junta qualifiadara da paroehia oi Afogt.
dos, un cumprimenta do artigo i." da lei de 19 de agosto do
corrate antto, convora aas Srs. eleitores t supptentrs abai-
xo declarados, para enmparreerem na lereeira dnmnfa di
Janeiro do anno prjimo rindouro, as 9 horas do da, na
iarrja malrit dos Afoqados, para ah exercersm as [unccCni,
que a mesma lei Ihes teem drsignado.
ELEITOREI.
1 Thom Crrela de Araujo.
i Manoel Cavalcantl de Albuquerque.
3
4 Dr. I.uizde Carvalho Paes de Andrade.
5 Francisco de Paula Crrela de Araujo.
6
7 Francisco de Carvalho Pae de Andrade.
8 Miguel Arclianjo Poslhumo.
9 Francisco Luli Macirl Vlinna.
10 Anacido Antonio de Vora-a.
11 Antonio Concal ves de Moraes.
12
13 Pedro Cavaleanll de Albuquerque.
M Joo Anaatario Camello Pcsaoa.
15 MinoH .loaqniui Anlunea Crrela.
16 Si-nicao Crrela CaValcintl M.icambira.
17 Francisco Xavier Carnet i o Lins.
18
19 Francisco das Chagas Cavalcantl.
20 .lose Joaquini dr Smil'Anna Fraso.
21 Jos -'anuario de Carvalho.
12
23 l'rnto Randrira Je Mello.
24 Jos Antonio Crrela Gome.
25 liento Francisco de Parla forres.
26 Theopliilo de Soma Jaidim.
27 Francisco Ferreira de Alcntara.
28 Francisco Joaqiiiin Machado.
29 l.ulc do Rgo Barrito.
30 Manoel Crrela Gomes.
SUrFLRNTII.
1 Canuto Jos Velloxo'da Silvrlra.
2 Joaqulm de Abnpida < atando.
3 Francisco Carnelro Machado Rlof.
4 Joaquiui Ignacio de Itarros Lima.
5 ManoelThomai de Barros ('ampello.
(i Laurentino Antonio Perelra.
7 Manuel Clemente le Aducida Gatanho.
8 Padre Jos dos Santos Fragoio.
!l
10 Joaqulm Canuto de Figueiredo.
11 Jos Rodrigues dcllliveira Lima.
12 Joo Carnelro Rodrigues ampello.
13 Firiiiino Throlonioda C, Santiago.
14 Bernardo Daniio Franco.
15 Jos Vieira brasil.
16
17
18 Miguel Rodrigues da Silva Cabial.
19 Vicente Jos'da Cosa.
20 Antonio Horges Cclioa.
21
22 Jos da Rrsurrei(o Costa Canipcllo.
23 Ig naci Alves Montelro
24 Francisco de Paula Rucha.
25 Higino Xavier de Miranda.
26 Jos Laurentino de Azcvedo.
27
28 Simplicio Rodrigues Canipcllo.
29 Jos Joaquiin Uinbelino.
30 Dr. Drlfiuo Augusto.
Freguezla dosAfngados, 12 de dezembro de 1846.
Manoel Joaqulm do Reg i Albuquerque.
OeidadSa Antonio Carneiro Machado Rios.juiz de dislriclo da fregueiia da Hoa-Vista, em rirtude da lei, etc.
Fin conformidadc do artigo 4." capitulo I.* da lei n.
387. de 19 de agosto do corente anno, convoco aos ci-
dadaos abaixo noiiirados, como eleitores e aupplrnlri
de eleitores da mesma freguriia.para que, em a tercrira
dominga de Janeiro prximo futuro, coiiipnrccaonocor-
io da Igreja matriz, alim Je proS'der-se formajfio di
unta de qualiflcaclo, que, na coiifurinidaile do artigo
1." da citada le, tem deformar a lista geral dos ci'la-
daos. que tivrrem dirrilo de volar na cleicao de rlello-
re, juizes de paz e vereadores da cmara municipal.
leejobrcvivea lei. com a lei, umsira, curga .sucare a
que apeuasjajprinre e pr^i esse direit, podendo J Cenoya; patacho sueco fiwi.-Este
ELEITOBESOSSF.NHOUS.
I
2
3 Clorindo Ferreira Clao.
4 Joao Manoel MemlesdaCunha Aievedo.
5 Joaquim Jos da Costa.
6. Joaqulm ('amello Mnch do Itios.
7 Kvarlsto Mendos da Cunha Azevedo.
8 Simplicio Jos dr Mello.
9 Jos Antonio dos Santos c Silva. #
10 Dr. Ignacio Nei v da Fnuscca.
11 Antonio Gon;alves Ferreira.
12 Antonio bernardo Rodrigues Srtte.
13 Jos Maiiulio Perrira dos Sanios.
14 Joo Pacheco de Quriroga.
15 Francisco .lose da Costa Guimaraes.
16 Dr. Pedro Aiitram da Malta Albuquerque.
17 Viscuude de Goiauua.
18 Manoel Jos Vieira da Silva.
10 Amonio Jos Ribriin de llacedo.
20 Jos Francisco Larra.
21 Jos Joaquim Hcii-rra Cavalcantl.
22 Joo Montelro de Andrade Malvinas.
23 Francisco Marti us Raposo.
Navio$ entrados no dia 19.
Halifax ; 3* dias, barca ingleza Otpray, de202 tone-
ladas, capilflo W. Williams, cquipagem 12, carga
2900 barricas de bacalho ; a Le U.elon Schramm
& Companhia.
Ass ; 9dias, brigue brasilero Bom-Jesu$, de 223
toneladas, capilflo Pedro Jos de Sales, equipagem
17, carga sal ; a Caudillo Agostinho de Barros.
Kntrou para largar o pratco, e segu para oRio-
do-Janeiro.
Narios sahidos no mesmo dia.
Baha ; patacho brasilero Flor-de-Uliveira, capitao | T'
Joilo Antonio Gomes, carga sal e palha. Passagi-
ro Jos Domugues Pcreira de Mallos, Brasilero.
Ccara; brigue brasilero Paquete-dt-l'ernambuco, ran
piloAoflo Goncalves Reis, carga carvilo de i e-
dra.^ML
BarceloMpataclio bespanhol Kovo-Raio, capilflo
Joilo Pa, carga algodflo.
I.iverpool^brgueinglez Andes, capilflo William Pa-
tricksou, carga assucar e algodflo.
navio, que havia
26 Jos Marques da Cnaja Soarri.
27 Pedro Ivo Vellozo da Silvrlra.
.28 Teentr-coronel Fernando I.uiz Ferreira.
29 I.uiz Rodrigues Selle.
30 Manoel do Nascuiieulo da Costa Montelro.
31 Francisco de Bar os Con.
2 esenibargador Gregorio da Costa Urna Belmont.
33 Porfirio da Cunha Morrlra Alvrs.
34 Jos Francisco de Sonsa Lima.
35 Jos Pacheco de Queiroga.
36 Manoel Elias o\a.Moura.


37 Antonio Manoel de Moiss liesquiu Phuentel
38 MarcellinoJos Lopes.
SUITLNTES01 SINHORES
1 Alejandre Carneiro da Cunha.
2 Jos Apollinario da Cunta.
3 Bento Jos da Costa.
4
5 Patricio Jos Borges.
(i Hrlgndelrn Aleito Jos'de Ollveira.
7 Manuel de Mello e Albui|iii'i'r|iic.
8 Vicente Antonio d Kipirito-Saiilo.
9 Amaro de Barros Crrela.
10 Padre Miguel do Sacramento Lopes Gama.
11 Tcncnle-coronet Antonio Germano Cavalcanli.
l Major Joo Pedro de \rauo Agular.
13 Antonio Carlas de l'inho Hnrges.
14 Antonio Jai "andel ra de Millo.
l Caetano Mendes da Cunta Ai credo.
Jfl Dr. Clemente Jos Ferreira da Costa.
17 Francisco de Pala Freir.
18 Francisco Ignacio de Athahyde.
19 Dr. Antonio Perigrino Maciel Monteiro.
20 Manoel Paulo Qnintclla.
21 Joiio Goncalves da Silva.
22 Desembargador Antonio Ignacio de Atercdo.
23 Jos dos Santos Nnnrs de Oliveira.
24 Antonio Pedro de S Brrelo.
25 Manoel Caetano Soares Carneiro Monteiro.
2G Desembargador Manoel Rodrigues Villares.
27 Sebastio do llego Barros.
28 Joo Valeniim Villela.
29 Dr. Joo Jos Ferreira de Agolar.
30 Padre Domingos Germano Allotiso Regucira.
31 Dr. Jos Eustaquio Gomes.
32 Francisco Itndrigiies Selte,
33 Luis Gomes Ferreira.
34 Manuel Coelho t intra.
35 Domingos Aflbnso Ferreira.
3b' Luis Antonio Rodrigues de Almeida.
37 Dr. Francisco Joo Carneiro da Cunha.
38 Padre Venancio Hcnriquc de liexende.
Os quaes todos dcvrro comparecer imprelerivelmen-
te as 9 horas da manliaa, licandu os que deixarein de o
fazersem escusa legitima subjeitos a multa comininada
no artigo 126 5." n. 2; o que para constar, maudei faier
o presente edi'tal, que ser nflixado nos lugares pblicos,
e publicados pela imprenta.
l'riiiiciro disirictn da fregoezla do Sacramento da Roa-
Vlsla, 5 de dezeuibro de 1840. Ku, Francisco de Barro
Correi'o, escrivao, oescreri. _
ytntonio Carneiro Marham Rioi,
Jiii-/. de pat.
-3,
pira o prazo da arrecodaeo, sem oonusda mulla
de 3 por cenlo, porque tnuilo didlcultoso sera nos
ltimos dias poder dar-se expediente, pela grande
allluencia, que necessariamento lia tic havor.de con-
tribuidlos. Itecife, 14 do dezembro de 18*6. 67o-
rtndo Ferreira Cali, estrivllo e administrador. '
OSr que, notia 19docorrenle mez, botou
na admlnislracAn do correio, ditas cartas par o
MaranhiTo .sendo urna para Domingos de Almeida
Cosa c outra para l/.idro Juveneio da Silva Barrei-
ros, nucir comparecer na mesma admitiistrac/lo,
alim de satisfazer um engat o.
mente marcado por se nlto ter completado a vende
dos respectivos bilhetes, e existir em ser um erescido
n.';n thesotireiro della declara, que tem transferido
o dito andamento para o dia 22 do correnle mez ,
na expectativa do quo os burieles que resto, se-
rlo vendidos, e quo, pnrtnnto, as rodas correr-
ro infallivelmentenessc dia sendo pagos os pre-
mios no dia 24, para que seus dones del les gozcm
pela Testa. Avista do que, espera, que os amadores
destejogo concomio para que isto se realise, com-
prando esso resto de bilhetes, que continuiio a
lar a venda nos lugares do costutne.
Joo Baptista Ptreira tobo, cfficial da imperial orden
da llosa, caralleiro da ordem de Chiflo, inspector da
ih-sourana das rendas provineiaet, e juit de pa% do
primeiro aisiriclo da freguesa do l'oco-da-Panel-
la dula provincia de Pernambuo, por S. M. o Im-
pera4or, ele.
Km conformidade doartigo 4. do capitulo 1. da
le n.387,de 19de agosto do correte anno.convoco os
cidadilos abaixo nomeados, na qualidadede eleito-
res esupplcnteo eleitores da mesma paroebia, pa-
ra que em a lerccira dominga de Janeiro prximo
futuro compareeflo no consistorio da igreja matriz,
afim de proceder-se a formaeflo ta junta de qtialili-
cacilo, que, na forma do artigo 1. da eilada lei, lem
de formar a lista geral dos cicladnos, que tiverem d-
reito de votar na eleiciio de eleitores, juizes de paz
e vereadores.
ELEITORESOS SRMIORKS !
1 Vigario Francisco Luiz de Carvalho.
2 Jos Camello do Reg Barros.
3
4 Antonio Lins Caldas.
5 Florencio Jos" Carneiro Monteiro.
6 Francisco Gcraldo Moreira Temporal.
7 Joaquim Jos Carneiro Monteiro.
X Pedro Jos Carneiro Monteiro.
9 Francisco Cezario de Mello.
10 Francisco Jacinto Pereira.
11 Carlos Martins de Almeida.
12 Francisco da Rocha Paes Brrelo.
13 Joo Francisco do llego Maya.
14 Jos Cezario de Mello.
15 Francisco de Paula do Reg Barros.
16 Dr.Manoel F.dePaula Cavalcanli de Albuquerquc.
17 Antonio Clemente Ksteves de Larraz.
18 Jos Mauricio do Oliveira Maciel.
19 Rentada RochaYVandcrley Lins.
20 Frrancisco Duarlc Coelho.
21
22 Dr. Francisco Moniz Tavares.
23 JoUo Francisco Carneiro Monteiro.
24 Joflo Ignacio Ribciro Roma.
25 Manoei Joaquim do Reg Barros.
St-'PHLFKTIS OS SENIIOBES !
1 Silvestre Dantas Lima.
2 Joaquim Cor rea Lima Wanderlcy.
3 Joaquim Francisco de Paula Ksteves Clemente.
4 Antonio Ayres Velloso.
5 Domingos Pires-Ferreira.
6 Paulino Augusto da Silva Freir.
7 Antonio Carlos Pcreirade Burgos.
8 Joaquim de Albuquerquc Fernandos Gama,
9 Luiz de Mello de Albuquerque Pila.
10 Joaquim Cordeirollibeiro Campos.
11 Alexandre Martinho Crrela de Barros.
12 Joaquim Fernandos Cama.
i 3 Jos Luiz Pessoa.
11 Bernardo de Albuquerque Fcrnandes Gama.
1."> Jos Antonio Concalves de Mello.
16 Joiio Severino do llego Barros-
17 Raymundo da Silva Maya. .
O caixa da companhia de Bchcribe adverte aos
Srs. accionistas que anda nao complctrilo suas
entradas, queo devem fazerquantoanles; pois que
elle tem de prestar suas contas, o uo pode por mais
lempo ter contcmplacflo com empato dos seus adiun-
tamentns. Itecife, 18 de dezembro de 184G. 0
caixa, Manoel Goncalves da Si Ira.
Faz-so saber aos subditos brilannicos residen-
tes em Pernrmbuco, que no dia quarla-feira, 30 do
correnle, pelo meio-dia, ter lugar no consulado
brilannico, ra da Cruz, o ajuntamento dos subs-
criptores para os lns designados noactoGeo: 4.*
cap. 37.
Consulado brilannico, aos 19 de dezembro de
1846.
H. AugustutCotcper,
Cnsul.
01," batalh.to de caradores de linha do exercito
precisa contratar o fornecimenlo dos seguintes g-
neros para o trimestre, que devo ter principio cin
o de Janeiro ateo lim je marco, a saber: carne
verde, dita secca, bacalho, toucinho, arroz, feij.to,
farinha, lenha, caf, assucar, pilo, azeite-doce, vi-
nagre e sal. Quem quizer fazer esse fornecimeiito,
e por commodo prero, dirija-se secretaria do bata-
Iblo, na ra de Agoas-Verdes, n. 86, no dia 24, as 91
horas da mantilla.
Joto foncalres Kello,
Tenente agente.
IMihica^ao .Iterara.
O HOTEL LtMSERT
Historia Comtem/ioranea
Pos
Eugene Sui
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro, c vende-se em
tres volumrs na praca da Independencia, livraria n. 6 e
8 : agrande nomeada, qiie tem adquirido scu autor, he
sufficicnte para o elogio desta historia.
18
19 Jos Ignacio Pereira da Rocha.
20 Jos do llego Barros.
21 Jos Teixeira Peixolo.
22 Francisco Bclmiroda Costa.
23 Flix da Cunha Navarro Lins.
24 Joo Itulino da Silva Ramos.
25 Joaquim Franciscode Oliveira Miranda.
Os quaes deveraO comparecer impreterivelmcnte
as9 horas da manha; (cundo os queo deixarem de
o fazersem escusa legitima subjeitos a multa commi-
ada no artigo 1265 o n. o,
O que para constar, maudei fazer o presente edital,
que sera allixado nos lugares pblicos, e publicado
pela imprensa.
Freguczia do Poco-da-Panella, 15 de dezembro
1846. K eu, Francisco Jos A Ices Cama, escrivao jura -
menladn o escrevi.
Joto Haplisla Pereira Lobo.
HDccIanityes.
0 escrivao e administrador da mess de rendas
internas provinciaesdesla cidade, vendo que (eeni
comparecido na dila mesa muito poucas pessoas
salisfazerem a decima de suas propriedades nos 3
bairros desta cidade e povoaco dos Afogados, pre-
vine aos Srs. proprietarios que no se guardom to-
dos pata compaieceiem a satisfazer o semestre, que
se est arrecadando, nos ltimos dias, cm que. ex-
BRILIU1NTE PttKSEPJO
NO
Tlieatro publico.
O director, coadjuvado pelo Sr. Monteiro, insigne
artfice de fogo assaz acreditado nesla capital, apre-
sentar pela primeira vez nesto thcalro o drama
Fial Lux tirado da Sagrada Escriplura, ou a Re-
bellilo dos anjos mos, cujo chefe he l.ushel, contra
o Eterno, cuja causa defeudc o a relia ojo S.-Miguel,
chefe dos anjos bous ; e porque seria ridiculo pre-
sentar armas terrestres, em um combale celeste, se-
riO as espadas de fogo as nicas armas, que devem
apparecer nesla vistosa scena, que se figura passada
no empreo. OSr. Monteiro, desenvolvendo a sua
habildade, apresentara os anjos bous armados de es-
padas de fogos de diflerentes edres, ao nicsmo lem-
po que os anjos mos igualmente armados, voz
da graca, as suas espadas se oflusc.to e se tornfo im-
potentes. O emblema doPadre-Eterno?- ser a-
dornado deapreciaveis luzeiros, quo muito honro
o Sr. Monteiro, eoacreditlo como o nico artfice
de fogo, que por ora existe nesla capital, capaz di-
os desempenhar. OSr. Ezcquicl. este insigne mos-
tr do danqa, cuja habilidade nada tem que invejar
aos Laholiers, Wanimeis e otitros, que aqui tecm
apparecido, preparou excedentes c vistosas danesa,
de damas e cavalheiros; alm tiestas a mashurka, a
polka, nina (lauca dosanjos mos, antes do comba-
te, e o grande quinteto chinez : sendo ludo vestido
a carcter. O Sr. major Patricio, director da orciies-
tra, so tem esmerado cm promptiiiear, alm das
arias pastoris, cinco novas arias, que serilo canta-
das pelas pcisouagens dos ou tros dramas novos--
Adilo noParaizo Morte de Abel, e Nascimento
do Messias. Finalmente o Sr. Andi Alves prompti-
ficou urna linda vista do paraizo, outra' dos campos
da Mezopotania, e urna linda vista transparente, pa-
ra o drama Fiat Lux que ser toda armada de fo-
gos de cures. Um insigne mestre de msica, cujo no-
mo uo publicamos, redosos de oender o seu me-
lindre, nos brindou gratuitamente com duas arias
novas, que serilo oxecutadas por duas meninas. Es-
tamos persuadidos, quo. este divert menta exceder
cm brilbantismo o grande presepio, que em 1842 se
executou nesto thcatro, oque tantos louvoresrece-
beodo respcitavel publico. A primeira representa-
cio sera no dia 27, segunda oilava do natal.
Os camarotes, que iicarem por assiguar, serilo ven-
didos avulso pelo prego do costme.
As assignaturas se recebem smenle at o dia 23,
na lOja n. 10, da ra do Crespo, botiquin do Sr.
Paiva, junto ao tlieatro, e na loja decalcado delimite
da cadeia, aos respectivos Ihesoureiros.
0 POSTILHAO.
O n. 25 sai hoje a tarde : traz em primeiro lugar
um artigo sobre a posse do commandanle do bala-
Ihflo do Recifo; ainda responde aos insultos do Dia-
rio-ftotwaoExm. commandanle das armas; conta a
historia de unssupapos entre dous correligionarios
na ponte da Bsa-Vista; e traz urna transcripeflo da
liussola da Liberdadee 1834, eoutrosartigos degos-
to, proprios da festa e do dia: vende-se na praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8; na loja do Sr, dou-
lorCoutinhn, e na typographia Unifo.
O abaixo assignado, deparando com um celebro
anotincio inserto em scu cenceituado jornal de 19
do corrente, assignado por Vicente Ferreira da Silva
Braga, v-seobrigado a declarar, quo esse annun-
cio lie inexacto; pnrquanto, tendo esseSr. recebido
do abaixo assignado 30,000 rs. durante dous mezes,
que o tevo do caixeiro vem importar por anuo
180,000rs., ena"o 120,000 rs., comoousou dizer: ver-
dade he, que nem metade desta quanlia ello mere-
ca de ordenado, no porque, duranlo dito lempo de
caixeiro, o encontrasse com m conducta, sobre a
qual o abaixo assignado he o primeiro em abna-
lo, mas sim pelo seu excessivo acanhamento, e de-
masiada molc/.a, em summa, por falta de toda ca-
pacidado para hem, ou potico bem desempenhar o
qne demande qualquer negocio commercial, tanto
assim, que, poucos dias depoisdn sua entrada de cai-
xeiro, j o abaixo assignado uo so animava quasi
a encarrega-lo a promover cousa, que dependesse
da menor actividatle: daqui bem so pode ver o que
elle prestara ao abaixo assignatlo I se nilo do o m-
commodar. Essa falta de desenvolvimento desse Sr.
ser sem menor duvida conhocida por qualquer, que
o conhetja; e melhor jttlgar, quem porventura ore-
ceberpara caixeiro, inda mesmo para qualquer es-
tabeleoimento tle pouca enlidadc.So.ha muito,o abai-
xo assignado nao o despedio como mereca, uo
havia outra causa, spnlo pela allenclo, que o abai-
xo assignado tem ao protector desse Sr, que he seu
prenle e amigo intimo, que, nilo podondo o abaixo
assignado recusa-seao seu pedido, o acceilou para
caixeiro desua casa, cc-nservando-o muitu a seu pesar
at o lempo, que o despedio. O abaixo assignado de
novo confirma o haver despedido em urna carta, a 12
do correnle; e se logo nilo annunciou, foi porjulgar
desnecessaio, tanto como julgou ltimamente,as
sabidas de seus ex-caixeiros, Jos Culherme Ma-
Iheiroe Francisco de AssizG. e Silva, que o abai-
xo assignado flcixou de publicar niTo seren mais
seos caixcros : se porm o abaixo assignado pas-
sou pelos jomaos a declarar a sahida desso Sr.,
foi por ter ede annunciado, quese despedir em 15
quando foi despedido a 12.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Poncede I.e8o.
- Luiza Teixoir.de Lima embarca para R'-de~
Janeiro sua osera vi crinla de nnme jacintna.
- Alugo-se os segundo e terceiro^andaresij.so-
brado n 36 da ruada Alfandoga-Velha : a tratar no
primeiroandar do mesmo sobrado.
- Precsa-se do um caixeiro portuguez., de i* a
18annos, para urna venda ,eque da mesma tenna
pratica : na ruada Aurora n. 48.
- Tem-so justo e contratado a compra da casa
..rrea, n. 10, sila na ruadeS.-Therera, ba.rrodei h.-
es- Antonio: quem so julgarcom hypothoca on outra
' qualquer lilulo de divida a mesma casa quoirsi an-
niinciar por esta folha no prazo de 6 das findos os
quaes o compra.lor fies isenlo do qualquer duv.da.
Pereira de Burgos Ponce d
desde
Antonio Carlos --------
Lefio previne a quem interessar ber.qut
o da 12 do corrente. despedio o seu caixeiro, Vicen-
te Ferreira da Silva Braga. ____
- Aluga-se, pelo lempo da resta ou mejmo por
anno urna casa no Poco-da-Panella ra aa Man
gueira com bastantes commodos quintal o cacim-
ba com excellente agoa do beber tendo pprtao pa-
ra o quintal do lado da mesma casa : a tratar na ra
Direita, sobrado de 2 andares, n. 137.
Agencia de passaporles.
DK
Avisos martimos.
-- Segu vagem at 30 do corrente para o Ara-
caty,a veleira sumaca S.-llalbiiia : quem r.a mesma
quizer carregar, ou ir de passagem, dirija-se a ra do
(Jueiinado, loja de ferragens n. 31.
-- Saho impreterivclmeulc, no dia 23 do corrente,
o patacho nacional There a; anda pode receber 200
saceos ealguns escravos a frete : a tratar na ra do
Trapiche, ti. .14, casa do .Novaos & Companhia ou
na mesma ra n. 44.
Avisos diverso.
LOTEKIA
DA MATRIZ
DA CIDADE DA VICTORIA.
N3o sendo infelizmente ainda possivel efTciluar-sc
o ndamento das rodas desta lotera ao dia ultima-
ATTERRO-DA-BOA-VISTA IN. 3, LOJA
JOO CHARDON.
Arabilo de chegnr pela /i/iu,ultimo navio vindo da
Franca, riquissimos chupos de seda da mais ele-
gante forma da ultima moda de Pars, para senhora,
muito linos; elegantissimos chales de bareges; ri-
cos chlese mantas de seda; bonitas fitas de setim;
'indas flores paia chapeos, cabeca e vestidos de se-
nhora; esparlilhns foitos pela primeira modista do
Pars; muito finase novissimas perfumaras; balcias
e atacadores para vestidos e para ospartilhos; chapeos
de palha muito linos; ricos loncos e oulras mais fazen-
das de bom gosto.
Da-se dnheiro a premio com penhores mes-
mo em pequeas quantnas: na ra doRangol ,n. 11
Quem precisar de um uflicial de justica para
o crmecivel e juzo de paz tanto dos bairros do
Recife, S.-Antonio, terceiro districto da Boa-Vista ,
S.-Jos o subdelegados, dirija-so a ra de S.-Jos,
n. 12.
Jos da Silva Oliveira embarca para fra da pro-
vincia o seu escravo, de nome Manoel, de nacfio
Costa.
Precisa-se fallar com o correspondente do Sr.
Ignacio Paulino da Cunha: annuncic, para ser pro-
curado.
Alfonso Saint-Martn reoebeo agora de prxi-
mo, pelo ultimo navio, viudo de Franca, algunsgi-
gos de muito bom vinho de Champanha ; posto Ihe
custasse mais caro attendendo a boa qualidade
todava nao o vender mais caro do que se vende o
vulgar : os apreciadores tcnhilo a bondade de seen-
tenderem com o annunciante, na ra Nova, n. 14,
segundo andar. -
O concert dado por J. J. Garca ter lugar no
hotel Francisco no dia quarta-feira 23 do corren-
te, as 8 horas da noite : os bilhetes achfio-se a ven-
da na loja de Pereira & diodos, na rita do Cabug ,
e no mesmo hotel.
Aluga-se o terceiro andar da casa n. 53 da ra]
datua, por commodo preco : a tratar na ra de
Hurtas, ti. 70.
Aluga-se urna casa terrea com 5 quartos,
corredor ittdependcntc duas salas cozinlia fra ,
quintal o cacimba na ra Bella casa ta esquina ao
p da mar : a tratar na ra de S.-Francisco, palace-
te novo.
O padre Manoel Thomaz da Silva se offerece aos
habitantes do centro da provincia para dar aos seus
lilbos odneaoo luterana o religiosa morando e.-tes
em casa do annunciante, na Camboa-do-Carmo, so-
brado de dous andares, n. 19 : adverte, que s rece-
be at o numero de 6.
-- Aluga-se urna boa casa com commodos para
grande familia passar a festa ou por anno pinta-
da de novo com banho pe.rto ; dous sitios nos Ao-
gados ; e umacocheira na Boa-Vista a tratar no si-
tio do Cajueiro.
= O abaixo assignado, vendo noj Diarios um remedio
para boubas e rravos seceos, cujo remedio he cousa ex-
traordinaria, e tendo engolillo, lia inultos anuos, eren-
do perdido diversos escravos, e desde o annuncio des-
te rrmedio, K-ndo salvado todos, e por fin sua senho-
ra, que padrcia esta molestia a ponto deja nao se poder
calcar, e com este remedio licou porfciainente sla, e
taiubcui um lilho de idae de20 anuos: e como vio este
remedio produzir estes eUeilos, por isso fat este annun-
cio para beneficio dos Srs. dr*cngrnlio, lendo visto ne-
gros aleijadose perderrin a vida, por causa desta moles-
tia. Faz este aunuucio para beneficio da humanidirde.
Antonia Coma Ptssoa di Mello.
". B. da Fonseca Jnior remelle para o Rio-da-
Janeiro o escravo Claudino, por ordem de seu se-
nhor, Joaquim Raymundo Corris Machado, do
Maraiiiiao.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista loja n. 48 tirflo-so passaportes para dentro
c fra do imperio assim como despachflo-se escra-
vos : tudo com brevidade.
Aluga-se urna casa terrea com muito bons com-
modos na estrada de Belm : a tratar na mesma
estrada sitio da Conceicilozinha.
Qucr se para ama de casa urna pessoa parda, ou
preta queseja dobonscoslumes, e d conhecimen-
to do pessoa de probidade : a casa he de omito polt-
ra familia, do pessoas mancase sisudas so dito o
sustento e vestuario ; advertindo, que o sustento se-
r igual aos dos donos da casa que muito aprecia-
rn urna companhia fiel Annuncio sua morada, ou
dirija-se a Camboa-do-Carmo, n. 19
Aluga-se o andar torreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muitoasseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-so ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Aluga-se, por festa ou por anno o sitio, quo
foi de Antonio Coelho da Silva, com dous armazens,
sobrado com commodos para grando familia, ar-
voredns de fructo cacimba &c. : a tratar na pra-
ca da Boa-Vista n. 6.
Precisa-se alugar um preto quo faca todo o
serviQO do una casa e que soja fiel pagando-so
10/ rs. mensaes, e dando-se-lheo sustento na praca
da Boa-Vista, n. 6.
Precisa-so de- dous lavradores ; em cata do doura-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na ra No-
va n. 52.
Fabrica de chapeos
de sol na ra do Pas-
seio-Pnblico, n. S.
TJoiio Loubct adverte aos seus freguezes, que
queinlo desenganar-se por urna vez sobre os
objoolos abaixo declarados Unto em preco
como em qualidade: tem nesta occasiio um rico
sortimento de chapeos de sol furta-oores o pre-
tos com barra lavrada, os mais modernos, que tecm
apparecido neste mercado de igual sortimento ; a
tambem chapeos de sol, do panninho de todas as
crese ultimo goslo da rainha da Escocia ;c para
sonhoras um completo sortimento dos mesmos, de
todas as cores pois seus gostos silo da ultima moda
de Paris. No mesmo eslabolecinienlo se acha um
completo sortimento de sedas e panninhos de todas
as c Aros proprios para toda o qualquer obra, que
se quizer fazer pois que silo proprios para esse fim.
Tambem se concertio chapeos de sol, tanto de no-
moni como de senhora, com toda a perfeicao por pre-
co commodo, e com a maior brevidade possivel.
a mesma labrica tambem se vendem baletas para
ospartilhos e vestidos.
- Os Srs. donos de
obras e mostrea podreiros que procisnrem de alguns
mairriaes, como cal branca, dita preta, barro amarello,
dito preto, arela lina de fingir, dita grossa, telhas, li-
jlos de I.uli illin, ditos de alvenaria batida, dita gros-
sa, lijlos de lapaiiieuto largos, ditos estreltos, tudo
mais eni conta do que cm muro deposito, queirao diri-
gir-sc ao armazn) n. 8, por detrs da ra de S.-Fran-
cisco, ou ao armazem n.3, defronle da respectiva Or-
dem Tcrceira.
Novo importante aviso.
POMMATEAI!
CL'TELEIRO, ATERR0-DA-B0A-
VISTA N. 5 ,
tem a honra de prevenir ao publico que acaba do
receber, pelo ultimo navio chegado do Franca, um
grande sortimento do mcrcadorias todas do pri-
meira qualidade e do ultimo gosto, como: cluco-
tinhos delicados e bengalinhas guarnecidas de prata
fina ; pe i enees para cacar; polvarinhos de diversos
taannos, chumbeiras de 1 e 2 canudos, saca-
trapos, ferros para desparafusar, forma de fazer ba-
las de varios calibres para pistolas, espoletas de
primeira qualidade, cbamines de ac fino para es-
pingardas de espoleta; esponjas finas; escovas pa-
ra tintese para unbas ; forrinhos para limpar e ti-
rar denles; instrumentos do cirurgia; fundas do
todas as qualidadcs ; lie i os ; esporas; obras de
prata lavrada, como collierespara cha e de tirar
assucar, muito ricas ; facas com cabos e folhas de
prata para comer fructas, e tambem com cabos de
prata c folhas de ac fino; na va I has de barbear de
primeira qualidade ; tesouras de todos os tamaitos
e de ar;o fino ; e geralmentc tudo quanto pertence a
entelara; estojosde mathomatica e uecessarios do
costura para seiihoras. Tambem faz do encommen-
da toda a qualidade de lumias e concerlos de es-
pingardas.
As qtiarlas-feiras e aos sabbadoscontinua a amolar
toda a qualidade do ferros ; advertindo sos seus fre-
gu/, s. quo dora em diante elle mesmo se oceupa-
rs especialmente deste ultimo trabadlo.
As oautelas da lotera da cidade da Victoria achil-
se de hoje em diante exposlas venda no Aterro-da-
Moa-Vista. as tojas dos Srs. Caetano Luiz Ferreira
n. 46; Thomaz Pereira de Mattos Estima, n. 54 ; Lea
Si Irmo, n. 58. e Antonio Ayres de Caatro, n. 72
assim como na travesa do Vcrai, n. 13. on*1e A* fre-
guezes acharad seinpre um variado sortimento Wbona
nmeros. O pagamento das que sahirao premiadas
na passada lolerio do Llvramento, contina a ser Telia
como d antes a toda e qualquer hora do da, sem ex-
cepcao de domingos c dias santos.


JL
rtebatem-sc ordenados e ttulos portenrentes
athesouraria provincial: na na das Trineheiras ,
sobrado n 50.
O bilheitc n. 9*58 da !.* parte da'1" lotera da ma-
tricida ridade da Vctoria!pertence|ao Sr. doutor Luiz
Jos ile Moderos c est em poder do vigario Joflo
Evangelista Leal Periquito.
Na rua da Soledade, n. 32 quasi defronte da
reja se fazem rhapeos vestidos camisas e to-
a qualidade de costura bem feitas na ultima
moda, por preqo muito commodo.
Francisco Jos da Costa e Francisco Tavares da
Silva fazem sciente a todos os Srs. credores de Luiz
Moreira de Mondones que Ihe comprarlo i sua ven-
da da ruadoRangol, n. 10, importando cm |746,187
re,, cuja quantia fica em poder dos annunciantcs,
por ordemdn dito Morera para psgarem aos Srs.
credores segundo o trato que fizerao com o dito
vendedor, de metade a vista e o restante a 2, 4 e 6
mezcs.
O ahaixo assignado impellido, pela necessidade
de procurar um mcio honesto, para com elle adqui-
rir o que Ihe he indspensavel para subsistir scm
continuara ser pesado aos ses amigos, depois de
haver de balde diligenciado em que empregar-se,
se propoe abrir urna aula no principio do mez de
Janeiro prximo futuro onde, alm do ensino cor-
recto das primeiras lettras serfio dadas lioc/es de
erammatiea da lingoa nacional, latina e franceza.
O mesmo ahaixo assignado persuade-so, que temas
convenientes hahililaces para satisfactoriamente
desempenhar o empreo,a que se vai dedicar.e espe-
ra queosscusconcidadnos, e pariicularmente os
seos amigos, delleconfiem a edncaciio de seus fi-
lhos, certos de que esta ser dada com todo o es-
mero, zelo e cuidado mediante um rasoavel e m-
dico estipendio.
l'ara este fim terffo a bondade de entender-se com
o annunciante na rua do Aragio, n. 27, no bairro
da Boa-Vista : cumprindo advertir que na referida
aula serfio receidos alem de alumnos externos ,
pensionistas o meio-pensionistas. Jos Xavier
Faustino Rama.
-- Urna pessoa perita na arte de cozinha se pro-
pac a coznhar para fra, com todo asseioe prom-
ptidflo porpreco commodo. Os Srs. que, porcir-
ciimstaneias.se veem obripados a comer das immun-
dicias das casas de pastos caso queirilo aprovetar-
sedestasvantagens, dirijio-se a rua das Cruzes,
r. 23.
John Marriott, da casa dos Srs. James Crabtree
& Companhia, retira-se para Inglaterra com sua se-
nhora ; e avisa a todas as pessnas, quo tiverem eon-
tas com elle, deasapresentar ateo fim do correntc
anno.para serem nagas certas de que depois desta
data nfloserflo mais tomadas em conta.
O ahaixo assignado ropa as pessoas, que leem
penhores em sua m.lo, que bajito de os resgatar ,
nn prazo de 15 ilias findos os'quaes sero vendi-
dos para pagamentos das quanlias, por que estilo om-
pcnhaaos:e para que depois n3o se chamem a igno-
rancia faz o presente : nito se levando em conta
qualquer reclamarlo, depois de findo o prazo.
Mathias Jos Comes.
Cao de Terra-lVova,
Na (arde do da 15 do corren!e
ugio, do sitio do Sr. Kalkmann,
no estrada dos Afilelos, um cao
de Terra-Nova, pelo e grande :
queni o pegar e levar ao mencio-
nado sitio, ou rua (h Cruz, n.
10, ser recompensado.
sala ; urna resfriadeira contendo dentro iltradcira,
que leva 2 canecos de agoa ; urna frasqueira ; una
rotula ; urna janella nova ; urna porcilo de formas de
sapalos ; urna inarqueza ; um armario ; 2' bacas de
rame ; urna jarra ; urna pnrefo de garrafas vasias ;
4 tomos da medicina domestica ; 2 tomos do noites
de Vong ; 1 orthographia de Madureira : na rua da-
Concordia n. 5.
""i. '
Tom pras.
= Coiiiprn-sc escravos do 16 a 20 annos de idade,
sadios, sem vicio, com officioj r scm ellos : na rua Di-
reita. obrado, n. 20.
Campra-se um trancelim mcio fino : na rua de
S.-Francisco, palacete novo.
-- f.ompra-seum sellimeffi bomuso: na rua do
Rngel.ll.
Vendas.
POLHINHAS
de ulman.ik r de porta.
A edico mais correla e com
pela, que existe, deslas folhinhas,
est venda as livrarias da pra-
ca da Independencia, ns. 6 e 8; da
esquina do Collegio; e na Boa
Vista, botica defronte da matriz,
pelo preco do costume.
Conlina-se a vender a superior
azenda denominada alegri* cnios
lindos pa::r5esc fino panno leem excita-
do a maior parte das senliorus de bom
goslo a comprar um elegante vestid' por
pouco dinheiro. Tambe ni onlina-se a
venda dosinapreciaveis orles de barege,
fazenda de seda, de modernos padrocs ;
achSo-se igualmente mui lindas mantas
de quadros, de superior qualiddde, c re-
centemente ebegadas: na rua l>ova, n.i 2.
Vollarete.
Vendem-se cartas francezas, milito fi-
nas, na loja de ferragens da rua da Cadeia^-
Velba, n. 56.
Sal de Lisboa fino e alvo, a 1600 rs. o alquei-
re velho, e sendo porclo dar-se-ha por menos : na
rua da Praia armazem n. 18. >
--^endem-se 3 sacadas de pedra da trra ; 4 pa-
res IfcdTjradicas de chumbar ; um bahu usado ;
una fe^hiiiUira de sala com segredo ; urna cania de
casal con colches e cortinados; 8 quadros ricos, de |
Pechinehas novas,
freguezes !
O.antigobaraleiro troca por pouco dinheiro, na
sua nova loja de miudezas da rua to Collegio, n. 9,
novo sortimento de chapeos de sol, para sen hora ,
de difTercntcs padrOes a 2880 rs cada um ; luvas de
pellica para homem esenhora a 800 rs. ; ditas de
algod.lo, brancas e de cores a 320 rs. o par, para
homem e senhora ; bonetes para tomar fresco pula
reala a too rascada urna: bengalas do caima da
India ,a 1920 rs cada um ; bicos estreitos, a 40
rs. a vara, para acabar; boloes de madrc-de-pcrola ,
a 480 rs. a groza ; lencos de seda preta para pesco-
50 a 800 rs. cada um ; torcidas para candieiro de
todas as larguras a 100 rs. a du/ia ; carapucas, a
160 rs. cada urna; trinchetes de cabo de marflm o
bfalo, sendo faca grande e garfo com mola a 1440
rs ojogo; botOes de metal para calcas a 300 rs. a
groza; e nulras militas midduzas, que se tonlo
por pouco dinheiro.
Vende-se urna canoa de pointericol, para con-
duzrareia ou barro : na botica de Joo Morera
Marques.
Vendem-se 6 barris com mel de furo, muito
proprio para exportar por preco commodo : na tra-
vessa do Arsenal de Guerra, armazem n. 5.
Vende-se urna farda para a companhia de ca-
vaaria de linlia de panno muito fino, com plati-
nas douradas, por prec.u commodo : na rua da Glo-
ria, n. 66.
Ilebrard, com botquim francez na rua Nova ,
tem a honra de avisar, que, pelo ultimo navio, rhe-
gou-lhe de Franca um sortimento de conservas; fruc-
tas de conservadas em licor como cereja, pecegos,
ameixas, peras e (Mitras ; vinho de Gordeaux, em
quartnlas e garrafas ; S.-Julien j rossllon cm ca-
xas, cognac muito velho verdadero marraschino
d Zara absintho da Suissn azeito superfino do
Sr. Plagnol de Marselha agoa de flor de laranja ,
charutos regala da Rabia. No mesmo estabeleci-
mento ha un. deposito de chocolate muito novo,
ditodesaude, pcitnral, araruta baunilha da fa-
brica do Sr. Doltoutnit, do Maranhao pharmaceu-
licnchimicoda escola especial de Pars; tudo se
vende por prego commodo,
CASA DE MODAS FRANCEZAS.
Madama A. MMochan
Despachou-se da Zilia ultimo navio chegado de
Franca um grande e bonito sortimento de bicos de
linlio verdadeiro; dilos a imitacio, de muito lindos
padrOes; fitas largase estreilas; elegantes capotes
de bien branco e pelos ; leos para miio, do ulti-
mo gesto; Imdasmantas de fil de seda o ha rege ;
garcadeseda para vestidos de casamento; dita de
quadros, para vestidos de baile; barege branco li-
no cliso; muito ricos cabecOes; camisinhas c pe-
lerinas bordadas ; cambraias largas finas e borda-
das ; fil de lnhoguipuref moda nova), de nimio
bonitos padres ; camhraia do linlio superior, fe-
chada e transparente ; ditas mais ordinarias ; len-
cos de garca com franja para grvala de senhora ;
toucados para as ditas; tilos de seda, lisos e ada-
mascados, brancos e prelos; luvas de pellica, de su-
perior qualidade para homem e senhora, brancas,
pretas c do cores ; jaeoitas manzou c cassa muito fi-
na ; flores linas, para casamento ; ditas para chapeos
e vestidos ; fitas de velludo; crep branco, preto -e
cor de rosa o mais tino possivel; bicos de hlonde ;
dilos de ntroz preto ; um sortimento de tranca's e
franjas de seda para ornamentos eenfeites de ves-
tidos, de varias cores e pretas. Na mesina casa ven-
dem-se e fazem-se chapeos de senhora e vestidos de
casamento da moda mais moderna, por se ter seiii-
pre os ltimos flgurinos.
Vendem-se3 lindos moleques de 14a lan-
nos ; um dito, de 11 minos ; 2 pardos ptimos para
Iiagens de 17 anuos tendo um delleso oflicio de
lanquciro de. engenho5 dous prelos, um bom ca-
noeiro e o outro carreiro de 30 annos ; duas pre-
tas de 20 a 25 anuos com habilidades ; urna parda,
com algumas habilidades ; urna negrinha de 7 an-
nos : na rua do Collegio, n. 3, segundo andar.
Vamos ao baralei-
ro, que elle esl
forrando !
O antigo baraleiro vende a troco de pouco dinhei-
ro na sua nova loja de miudezas da. rua do Colle-
gio n. 9, papel de peso inglez muito fino prj-
meira sortc a cinco patacas o meia a resma c nicia
dita a 880 rs.; ricos pentesde tartaruga com en-
feilesdourados, para segurar o cabello, a 4000 rs.
cada um; dilos de tartaruga, para marrafas, a 960
rs. a parelha; chapeos de camhraia enfeilados pa-
ra meninas a 2560 rs. cada um ; ricos loques de se-
da com enfeiles dourados a 3000 rs. cada um ; luvas
compriilas de seda prela para senhora a 1000 rs. o
par: ditas de cores para meninas, a 200 rs. opar;
cachos de flores para enfciles de cabell, a 400 rs.
cada um ; chapeos do Chile, para ciiheca pequea,
a 2880 rs. cada um ; ricas (esouras tinas para cos-
tura c para unlias; ripiissimos caivetes tinos para
pennas; pellos de narroquim, a 1280 rs. cada una;
e oulras diversidades do miudezas a troco de pouco
dinheiro.
Vende-se urna parda.de 22 annos, com urna
cria^ 5 annos; a quul eugomma pouco cozinha o
diario de urna casa, e he boa quitandeira : vende-se
por piccisflo : na rua larga do Rozarlo, n. 20.
Sexla edico da grammatica
de Salvador.
ADVERTENCIA.
Sahea luz a sexta edicao do hem acceito e mui
vulgarisado compendio do grammatica portugueza ,
composlo pelo professor" Salvador llcnriques de Al-
bunuerque. A cuidadosa corrccQSo typographica ,
mehor redacijSo, e importantes accrescentamentos
inlroduzidos pelo laborioso autor dfio a esta sexta
edicao do compendio urna decedida superuu idade a
respeito dos precedentes, tornando-o cada vez mais
d'gno de ser recebido as escolas para instrucQflo da
mocidade. Vende-so pelo prec/) do costume (640
rs. cada exemplar encadernado) na livraria do edic-
tor, esquina da rua do Collegio.
Do clima e tas molestias do
Brasil.
A importante obra, que, com este titulo, acaba de
publicar em l'aris o doutor Sigando, medico do S.
M. o imperador, dedicada ao mesmo augusto Sr ,
Tcndo-se na livraria da esquina do Collegio 1 v. em
oitavo grande de nitida impressSo em escolente
papel e com ptima encadcrnacSo.
Historia de Inglaterra cm
inglez ,
pelo doutor Goldsmith continuada at o presente,
com um bello retrato da rainha Victoria 1 v. bem
encadernado: vende-se na livraria da esquina 1I0JC0I-
legio;*como tanibem os diccionarios inglezes de
Vicira grandes e pequeos ; os diccionarios de pro-
nuncia ingleza, de Walker; varias outras obras no
edioma inglez; e os diccionarios allemao-portu-
guez evice-versa.
Vende-se urna preta, por 200,000 rs., quo ser-
ve bem a urna casa e vende na rua ; urna moleca
pega, de 18 annos com bons principios de habili-
dades e melhor figura possivel; 4 pretas para todo
o servico ; 4 escravos bons para o trabalho de cam-
po ; um moleque, de 10 annos, muito esperto; um
mulatinho, de 15 annos, muito lindo pageni : na
rua do Crespo n 10. primeiro andar.
Vendem-se ps dos grandes e lindos cravos da
galera ja botando cravos ; assiui como roseiras de
todas as qualidades dalias o outras muilas flores:
na Soledade indo pela Trompe lado direito, quasi
ao p da igreja-, n. 7.
No sitio da estrada de S-Amaro para Belm ,
passando a ponte, o primeiro porteo, vendem-se ca-
jsa 24 por um vintem ananazes e melancias, mui-
to cm conta e a cscolher a vontade dos compra-
dores.
AOS FUMANTES.
Na rua Nova, n. 31, acha-sea venda um comple-
to sortimento de charutos regala, por prego mais
commodo do queso podeachar em outra qualquer
parte; eoutras qualidades de charutos : ludoem
caixnlias de cem.
Vende-se, por menos de seu valor, um sitib
em Olinda, na rua de S.-Joo com 3 casas terreas,
sendo urna de podra e cal, assoalhada turrada, com
soliio e toda envidracada e duas de taina reboca-
das ; o sitio he grande combaixa para capim e
malta, que da lenha : na rua do Queimado, loja n. 8
Vende-se muito boa banha de porco derreti-
da cm pequeas e grande* porcOos, por prego
muito commodo na rua da Conceigo, n. 40.
Vende-se um pardo, de 28 a 32 annos, bom bo-
lieiro, muito diligente bastante humilde, sadio e
sem vicios : na rua Imperial, n. 39.
Vendem-se 120 palmos de trra e perto de mil
de fundo na Ponte-de-l'cha que divide com o si-
tio que fui do fallecido Antonio Baplista Ribciro de
Faria contendo arvoredos baixa para capim um
pequeo viveiro muito manguegrosso a margem
do-rio Capibaribe: na rua de S.-Francisco, pala-
cete novo.
VAMOS AO RESTO.
Conlinua-sea vender agoa de Ungir os cabellos e
suissas : na rua do Queimudo, ns. 31 e 33.
Vende-se una venda com pouens fundos, pro-
pria para qualquer principiante, na rua da Cruz ,
110 Recife 11. 58 : a tratar na mesma venda.
No Alerro-da-Boa-Visla loja de miudezas de
Thomazl'ereira de Mallos Estima vende-se, por
preco comniodq., fogoartificial, de 3, 4, 6e 9 es-
tol os bem como fogo de vista de diversas coros c
de bomba real Offcrece a toda aquella pessoa que
tiver incumboncia de qualquer festa ; pois o seu pre-
go nao desagradar. Nesto lugar acha-sc sempre
prompto para mais de 600 duzias.
A 12$ rs. o corte.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-Anto-
nio, n. .'i.i'.o Guimariles, Seralim & C, vendem-se ri-
cos cortes de chal de lila e seda com barra, os mais
lindos padrOes, que leem viudo a esto mercado,
pelo barato prego de 12,000 rs. o corte.
Vende-se um cavallo, rodado, de
bonita figura, e que anda bem de
baixo a meio : na estribara du forte do
Quebra-Pratos, junto do arco do tiom-
Jesus.
Vendem-se 120 a 150 saccas com familia da
Ierra muito boa, sendo cada cacea com 3 quurtas
da medida velha 1 nos Afogados, no portodc ferro.
Vende-se cerveja preta de superior qualidade,
em pnrgilo a vontade dos compradores : na rua do
Trapiche n. 18, em casa de Frederico Itbilliard.
Vend-se urna parda, de 20 annos com prin-
cipios de engommado e que lava de sablo ; urna
cabra, de 25 anuos, com as mesmas halidades ; urna
lileira com seus apparclhos; 5 cangalhas : na rua
da Collegio, n. 17, segundo andar.
('asa da F,
na rua eslreila dn Hozario
n. 6.
Neste estabeiccimento acho-sc a venda as co 11 te-
las da lotera las obras da matriz da cidade da Vic-
toria. Aellas, que silo poucas, e as rodas devem
correr a 22 do crrenle.
- Vende-se um bonito mulatinho, de 10 annos,
muito sadio proprio para pagem : na rua da Cadcia
do Recife, loja de Joflo da Cunha. Magalhfles.
Vende-se espirito de 36 graos : na rua Nova,
n. 3, venda de Antonio Ferreira Lima.
-- Vende-se um boto novo, bem construido, e
que anda est noestaleiro.ehe muito bem feto ,
proprio.paratliverlimento da festa : em Fra-dc-Por-
tas n. 92, se dir quem vende.
Vendem-se batatas inglezas, muito superiores ,
cm porgflo e a retalho ; na rua larga dollozario, n.
21, esquina, quo volta para o quartel de polica.
Vendem-se bichas liambiirguezas superiores,
e charutos regala, muito bous : na rua Nova, ven-
da n. 65.
*- Vndese pofassa branca, da
mais rece m-c liega da por mdi-
co preco etn casa deL. G. Fer-
reira & Companhia.
Veodem-rsebicbas grandes deHam-
burgo chegadas ltimamente; e tam-
bem se alugSo, por prego commodo ; no
Aterro-d-Boa-Yw.ta primeira venda ,
ao p d^ ponte, n. 1.
Vendem-se saccas com S arrobas de farelo, o
mais novo deste mercado : na rua da Cruz n. 52, c
no armazem do Bacelar defronte da escadinh.
= Vendein-e moenilaide ferro para engrnhoi de at-
urar, para vapor, agoa c beatas, de diversos tamanhos,
por pref'o commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e balido, de todos os tamanhos: na praca do Corpo-Sao-
to, n. 11, em casa de Me. Calinont a Companhia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. 6.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Matlieus Austin &
Companhia. ua rua da Alfandega-Vrlha, n. 36.
b O corretor Olivelra tem para vender cobre em fo-
llia e presos de dito para forros de navios : os preten-
dentes dirijao-se ao mesmo, .ou aos Sctihores Mesquita
S Dutra.
== Vende-se cal virgein em mrias barrica* cheg-
da prximamente, por preco commodo; na rua da
Moeda armazem n. 15.
Vende-se urna mangla de vidro bordado pa-
ra lustro de meio de sala, ou troca-se por urna man-
ga de vidro lisa : na rua de Hortas, n. 62.
Vende-se um porta-licor em sua caixa enver-
nisada de bom gosto por prego o mais commodo
possivel: na rua de Hortas, n. 62.
Potassa da Russia,
verdadeira e nova, em barris pequeos,
por preco muito commodo : na rua da
Cruz, n. 10, em casa de Kalkmann &
RoseDinund.
Vende-se um relogio de ouro, suis-
so novo ; um dito um pouco usado ,
muito bons regtiladores,ielooqueodono
se responsabilisa ; e igualmente 3 cor- S
rentes novas, de ouro, para os meamos .
na ruadlo Vigario, n. 4.
OL VHO DE TODOS
OO
Manual da sadi,
'"on tendo
todos os esclarecmentos theoricos e pralicos nccoss.v
rlos nara poder preparar e empregar, sem o soceorro do
professor, os remedios, e se preservar e curar-so promp-
lamonte, com pouco dispendio, da mor parte das moles-
tias eurnveis, e conseguir mn allivio quasi equivalente
sade, as molestias inciiraveis.
Seguido
de um tratamento especlfieo contra a coqueluche, e de
regras bygicnicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Preco 4/000 rs. em brncliura.
O supplemento, indispensavrl a quem tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odilo suplemen-
to trai as tres dilterentes receitas para a composifao ngoa sedativa;esto precioso remedio,que taina 11I1.1 repu-
tacao j tem ganho, e que deve existir em todas as casas
para remediar proinptamentc aos accidentes c incom-
mndos repentinos
Vcndc-sc na praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Ohras do distineto
professor Charma
recebidas e venda na livraria da esquina do Col-
legio: Ensaio sobre at bases e desenvolvmentos da
moraliddde 1 v. em oitavo; Lices de philiophia so-
cial, i v. em oi'.avo; l.ic'i'es de lgica, 1 v. em oita-
vo; (JuestOes dephilosophia, conlidas no programma
adoptado para o examc do bacharelado cm lettras,
terceira euigo, 1 v. cm 12.
Homanrrs, que se eiidem e
n I ligan se.
A livraria da esquina do Collegio acha-sc pro-
vida de excelenles romanees em' porttiguez recen-
temente allegados, composlos felos mais acredita-
dos romancistas, como Dunias, Soulio ,'Dugaiigo,
E. Sue, Arlncourt, Ceorge Sand, V. 1 'go, Waltcr
Scolt Mazou, A. I.alontaiiio, Paulo de Kock-, &C.:
os que quizerem tomar de aluguel depositaran o va-
lor dos mesmos. O catalogo echa-se patente na li-
vraria.
=Vendem-se passas miudas, para fazer podios ; cere-
jas e ameixas seccas; feijes ; ervilhas ; ten tilia ; rliam-
panba ; vinho do Porto ; Schrriy; Madeia ; vinlio do
Itlieno San ternes ; ( larette, em quai tolas e caixas di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
r li ii ni de Jamaica ; arrae ; gemina de Ilollauda ; vinho
de Malaga velho, em molas garrafas ; frascos de todas
as qualidades de fi netas da Europa ; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de enviar, de nina libra ; inos-
tarda francesa c inglea ; Scberry cordial; latas de sal-
mao ; sai (linlias; ervilhas e mais outras conservas de
peixe c carne ; conservas de pepinos o ceuoiliiihos; cer-
veja preta c branca da celebre marca Harejajrj azeite
doce superior ; eli ; charutos regalia. Estes gneros
sao todos da melliur qualidade, c se achao amostras
para os scnlioies compradores, no armazem de Fernau-
do de Linca ua rua do Trapiche n. 34.
Escravos rugidos.
Pugio de bordo brigue-escuna Jotephina ,
um pardo do nome Francisco vndo do Maranhao,
para aqu ser vendido ; o qtial tem 30 anuos, rosto
redondo-, cabellos prelos e corridos pouca barba :
quem o pegar, leve a rua da Cadcia do Recife, ar-
mazem n. 12, de Bailar & Olivcira, que recompensa-
ra generosamente.
Fugo, nodia lido corrcnle a cscrava Faus-
tina, crioula, baixa, cor fula olhos um tanto ves-
gos ; tem um signa! de cabellos brancos na frente;
levou vestido rouxo Esta escrava foi do Caxang c
boje pertence ao Sr. Jos Joaquim Umbelino mo-
rador nos AiTogados ; he muito natural, que tenha
ido para o Caxang, oude consta ter um preto eotn
quem tem a mi zade, o que pertence ao engenho
Cordeiro ; ou talvez esteja lavando roupa para as par-
tes do Monteiro : protesta-se contra quem a tiver
oceulta. Quem a pegar, leve a seu sonhor nos Afo-
gados, ou a na das Agoas-Verdes ,n. 48, qu ser
recompensado.
PERN. : KA TTP. DEM. F. DE FAJAU. J.84G.


Auno de 1846.
Segunda fera 21 de Dczcmbro.
N ttl.
9SAI*
DE
PERNAMBUCO.
[(SOD 08 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMEnClAL.)
Subscreve-se na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por lasooo ruis por anno. pagos adianlados.
*
< FUEGOS CORRENTES DA PRA?A (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
>

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o
c

2
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52



/


()
Agoardente Cauri -
A Igodo I. torle -
. J. -
Assucar branco em uini -
mascavado -
ein barricas ou sac-
eos, branco -
mascavado -
Couros seceos salgados. -
Meios do sola --.---
fililes da Ierra- -
do II10 Grande -
Rum ------
Colton I. qualily -
J. -
Sugar in cases while -
* brown -
a lor Barris or Hag
while '
brown.
Dry salted bids -
Taime bid -
Oi-horiis -
40/000
IfOOO
I #1100
1/700
HC
1/500
3/u0O
3/000
5*800
bj/iao
3/3 40
IJIM
Pipa.
Arroba.
s.Ierro
CAMBIOS.
1 Libra.
Hu.
Ceulo

Londres.
Lisboa ..
Franca. (
lUod'e Ji
PllATA
ineiro..................
iniuda.................
Pataces Bratileiros. ....
Pesos Columoarios.......
. Ditos Meiicanos.........
OURO. Moedas de 6*400 velhst.
Ditas ditas novas.
Ditas de 4*000..........
Oncas liespanholai......
Ditas Palriolica........
. 20 por If rf. i _. ,
Ba por cento premio.por elal eDectutdo
336 ris por franco,
ao par
1*750 a 1/710
2/000 2*010.
2/000 2*020.
1,820 a l*0.
16/J'iO a I0>300.
15/306 a H/OilO.
8/1-00 a 9/100-
IliOIIO. a 21*500
Letras..
37*800 a 38*500
<3 1 '/ por 100 por mi.
FRETES.
ASSUCAR..
Liverp-ol ..;:;..;.;.... S.ccosN II 10 0.1 8- <*> Com 5%
CaualenlreAmbur,(oeHavre. Dito 3-lt-0 1
ucluindo portos Ingleses Dito J & \ ,.
ICenov..................."'o 3 5 Coa. 10 /,
lllamburgo caitas...............)
ff&\\\\':::::::?.::::i4.o.*->-*- i<*.iv.
I tsladus- Unidos.................I!
f Portugal.......................M *>> ** '
rran,.,........................ fis 74 e 10 */. de pnmagem__________
Portugal......... i
Franca...........
Inglaterra.........
Ilarcclona.........
Inglaterra Seceos I
Franca............ .
Ks lados Unido* .......
ALGODA.O.
600 por (8 em primagem nominal
360 por J>e 10 pV ao camb. de 110 p ir nominal.
%p -ea'p. y.ueprimagem,
400 ris
tou nos.
i I 10 o
por tonelada e 5 por cento, nominal.
70 liaoco por toneladas, comIO p. cento.
Mo lia.
iu^mi
\
De da ti a. Novembro de 1814 M liante pagari 60 p. c. o rap ou tabaco
de p, os charutos ou cigai i., n Cuino eio rjlo ou em ollia.
Pagari50 p. c. os saceos de canhaniaiso. g vetes em letrina de punhal, as almofadas para carruageus, ..,.-.Ir. lavradas para la-
tido, as pedras de cantara pira portes, portas e jarn-IU, as pedras i.vrad.s p.ra
camnenlos, cepas, cunbaes e cornijas, o assucar refinado, cryslalisado ou de qu.U
quer maneira conleilado, o che. a agoardente, a cervej. a cidra, a genebra, o mar-
rasquiuo
mena imucn.t'ni, !...!., jj- ----- *.. I
, ou oulros licores, e os vinhos de qualquer quabdade e precedencia
anu, nn lenai, ou uutru iirtu >|'K^i.....-......- -i--------.---- f .
o sebo em velas, as velas de Stearina ou composicao, as amenas, ou onlras Inicias
em Irascos ou litas, seecas, em calda, ou em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carrinlios, carriiagcns ou caitas jo-os, rodas, armo para urna e ou-
-a cousa as esleirs par forrar casas, os ca ros para condutir gente, os sociaveis,
. silboes, os .reieiros e linteiros de porcelana, e qualquer objecto de louca nao com-
prelieudi.lo na tarifa ; os lustres, os clices para licor ou viuho de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado e lavrado ordinario da Alle-
iiunbaescinelliaiiles os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo corlado ou liso,
coin molde ou lavor ordinario os clices para Cbampaulie ou cervrja, as canecas,
c copos direitos de 10 a I em qu.rtilho. as garrafa de vidro at I qu.rlillio ou mais,
sei.ilo todos estes objecto den. I e 3 as garrafas de vidro preta.ou escuras da
inesina capacidade, comprehendidas as que servem para licores ou Le-itoy os copos
,,.,.. tabernas al urna caada, os frascos de vidro ordinario coni rollia do mesmo
l libras ou mais ; ou sein rolda al 2 libra ou mala, o de Imca larga com romas
do mesmo, ule 4 libras ou mais, ou sem rolba para opodeldoc os vidros para a-
lampadas ou candeiro, a taboa ou llba de mogno ou oulra madeira lina, e trai-
te de qualquer madeira.
maior dlreito, que
de qualquer naco, que obrecarregar o genero braileiro de
iguaes de oulra naco.
O. artigo no especificado, na paula pago o direito *&%L*S
apr.sem.daVl" descebante = podendo po.m 'W daAlfandega, que em tal ca*o pagan imponed. l*"M""r' requerer
>o eso ae duvida sobre a cl.sficaco da merc.dona. VOt^a parte requerer
arbitramento P.ro designar a qualid.de e valor da paula, que Ihe compele.
Soi.enta de diieito a machn, ainda no u.ada no lugar, m que fore
im|K>rladit.
CPOnTAgAO O direitos p.g!o-se obre a avali.eao de ...na pauta .e.na-
rasosegimite, Assucar.op ... *%-K-?.-.*~A"&?, '%Z
EX I
nal na razo sri-i
denle, couro. e todo. o. mais gneros 7 p. c. Alem deste. direilo pag
uui de 160 rs em cada caita, de 40 .. em cada lecho, de 30 r*. e- cada barrica,
ou saceos de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algod.o.
Couros e todo. o. mai. genero, .Kolivre. de direito. par. o, V*2***
excepcao do algodo, aucr. caf, e fun-o, que pagao 3 p. c. e a lasa por vo
0.met.e. preciosos em barra p.gSo de direitos 3 p c. totr _^<*
cado.eapralaeooi.ro amoedado nacional ou eslr.ngeiro paga nicamente /,p.c
Os escravos tporudos pagao 4/000 por cada um
ou
ling
SVX ST^Tm T. ca^e^ ou d^carreguem mente o. genero,
iiecessarios para pagamento do reparo, que liieiem.
VENDAS DB NAVIOS-As emb.rc.c5. e.lrangeir... que P""
nacionae, pago 15 p. e e n.cionae, mudando de proprlelano, ou de b.nde.r
pago 5 p, c. (obre o valor da venda.
lado
Pagaro 35 p. c. o co, .lcatro, sinco em barra ou em folha. chumbo em barra
iu lenco!, esUnho em brr ou ain ve.nuiulia. ferro em liana verouinli.. chapa o
inguaaos para fundicio. folha de Flandres. galha do Alepo, lala em lolhas. I.lao em
chapa, inarhm, salitre, vime, hacalhao, pene pao, e qualquer oulro, eeco ou al-
iado ; Inlachi, carne ceca ou de salmoura, berva-doce. larinlia de trigo, pellicas
branca ou piuladas, eordoves ou cortes de Iwserro par calcado, braerro e couro
enveinisado, couros de porco ou boi, salgados ou eccos sola clara para sapaleiro
ou correeiro, cobre e caparros.
Pagaran 30 p. c. o trigo cm grao, barrilh. canolilho spiguilha, fieiras, fios,
franjas, lanlijoulas, pallieUs, passaman.s, sendo de ouroou pr.ta enlrelina. ordina-
ria ou fala : gale da mesin naluresa, ou tecido com retros, biibo. algoilao ou
eda, renda ou ntremelos de algodo no Iwrdados leudas de hlo, a* de algo.lao,
reros ou trocal lencos de cambraia de linho ou algodo, e luindas de retrot de
nialna.
Pagaran 10 p c. o livros, manpas e g'obos geogr.phico,, instrumentos matlie-
natico, de physica ou chimica, cirles de vestidos de velludos ou damascos, borda-
do de prata ou ouro liuo ; retroz ou trocal, c cabello para cabelleireiro.
Pagario6p c. o cauutilho, cordo de lio espiguilba. fieira, fios, franja, g-
15,. delioou palbeU. I.ntijoula, palheta. renda, cadarco e lodoso man objec-
to desla naluresa, sendo de ouro e prata lina.
Paga-t 5 p. c. o carvo de pedra, ouro para dourar, ou quaesquerobras e
utensi de prata,
Pagari 4 p. c. as jolas deouro ou prata, ou quae.quer obra, de ouro.
Pagar 3 p. c o. diamante, e outra. pedra. preciosa, solt.s ementes,"plan-
ase racas novas de animaes uteis.
Pagar 30 p. c. todos os mais objecto.
O gneros reexportado ou baldeado pago I p. c. de direitos alem da armaie-
^milo'desp.cha^. prest. Banosau.pprov'.r.ode., med..,.pe.*.. ^::m;:^^:\\-^:t::::::::::::::::::::::."...............
'porluguM...........................................................
Sardas............................................................. _
44
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Houvero transaeces de alguma monta a 2 d. pelo Sword Filh.
ALGODO As entradas foiio regulares, e bouverio vend.s ao preco quo-
ASSUCAR As entradas em saccas, do iuterior forao abundantes ; msi e-n
caitas e saceos, por mar, Um sido diminutas, por causa do vento contrario i os pre-
cos sao os qnotados.
COL IIOS Pouco procurados, e oerecidos.
BACALIIAO Cliearo nesl. semana lies carregam.ntos, dos quaes um
com 3006 barricas, e um oulro chegado hoje com 3900 barricas, que forao vendi. a
preco que nao loro divulgados o deposito and.r por ll.OOn nicas.
-tpAllINUA DE -r-HiliO Cegaro dous carreg.meulos dos lisiados unaos
com 3.000 barricasi 1.400 barrica* de Gallego vendlrao-se de I500 e 19* "
CAKiNE DE CUAKQUEO deposito be da 4,000 arrobas, esem entradas.
Resumo das EmbarcaeSts existentes nctlt porto no da 19 it Dtxembro di
846
Am Austracas ..
Urasileiras...
Belga.....
Dinamarquesa. ....-<
Frt necias............
..........
..........
............
,.......
.........
.....
......
I
2
33
I
3
I
lile. G.raL;
Concedcm-se livres de armasenagens, por 15 dias, as mercadorias de Estiva, e
dous meses as outras e Ondos estes presos, pagara'/, p. c. ao mes do respec-
vo valor.
Os rdireitos das faseudas, que pago por vara, dere entenderse vara quadrada.
O* direitos nao podem ser augmentados dentro do anno financeiro mas o Go-
verno poder mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parle das que
lorem maiores de 6 e inenares de 50 p. c. dos preros das mercaduras, ou mano
diminuil-o, segundo ll-e parecer. ...
O Governo est autorisado a cstabelcccr um direito diertncial sobreo* genere
A Provincia gota tranquillidade.
Total


___________________________(5)
LISTA das Embarcages existentes neste porto al odia 19 de Dezembro de 1846.
NTlIAuAS.
Deiembro
piovembto 37
Deiembro "
etemliro
M
27
Outuhro II
>
. II
Movcmbro 2
8
. 12

27

r
21
Dezembro I

> 4
Jimbo 10
piovembro 15
pfovembro li
Dezembro 14
17
Novembro I
Dezembro '
<
>

12
S U
> I
Onlnbro 21
Novembro 12
. 16
Maio l
Dezembro 13
DONoi VIH.
Philadrlpbia
Santos
B*b
Asl
Rio Ha Janeiro
II io He Janeiro
Rio (1 rinde do S.
All
Araeaty
P. o de Janeiro
Araeaty
Lisboa

Rio He Janei-n
rilo Grande do S
All
a
Rio He Janeiro
A candi
A n
Maeeio
Maranbo
Arackti
Ass
S. Maibeut
GabSo
Haraburgo
Maiselha
Marre de Grtce
Kai celona
Liverpool
Terra (Vova
Rabia
Terra-Nnva
Liverpool
Terra Nova
Baha
Liibia
Lisboa
Montevideo
Rchinoiid
CASCO
barca
brigue
barca
sumaca
sumaca
brigue
brigue
E alacho
late
hiate
patacho
brigue
bri-esc.
a
brigue
_
brigue
brigue
brigue
1'alacho
irigue
palkcho
escuna
biala
palacbo
zuniac
barca
biigue
brigue
barca
brigue
galera
brigue
talacho
arca
brigue
brigue
brigue
brigue
brigue
bri.-esc.
KACAO.
Araer.
Auat.
lira til.
Belga.
Din.
Franc
Hesp.
Ingl.
Port.
Sanio
NOMBs.
Globt
l.milano
Peraslioa
Santa Anua
S. Joo
Velos
Beliiarw
Lourenro
Despique
Espadarte
Unio
tala
Veto
J osepb ina
Animo Grande
rlor do Sul
Paquete de l'ernambuco
Echo
Virla lo
Emulaco
leliz Destino
Thereta
Galante Mara
Novo-Olnda
Flor de CXimla
Santa Balbina
Amelia
frito
Arago
Ziiia
F*li|ipc
SvrordFish
Ledy Faulkland
Archimides
G lasgow
Kury.tice
Tiloma: Vectora
Iceni
Oipray
Primavera
Tartijo I.
Joseptiina Emilia
Pylades 8i Orestes
lelegrapho
TONS
20
414
U
82
44
IB
22
138
72
27
I ti
542
174
10
176
I8(
260
247
121
!o7
179
40
86
144
14
17*
MESTRK.
Nicholas Esling
O. C. Ilollstein
N. Scrovich
Joo de Dos Pereira
Urbano los dos Sanios
Jos Mara da Conceico
Manoel da .>lva Santos
Jos Mara da Greca
Joaqulm Jos dos Santos
Joaquim Jorge Goncalves
Vicente Jacome
F. B. de Mallos Lisboa
Jos Manoel Barbosa
Joaquim Cerdoso
Jos Ignacio Cimenta
JnSo Goncalves liis
Manoel Luis dos Santos
Augusto Antonio de Couto
Antonio Gomes Pereira
Manoel l'ereira de S
Jote de Arago
Jos Mendo de Soiixa
Antonio Jos Vianna
Joo Antonio Gomes
Belchior Jos dos Reis
E. Noilson
0J J. J. Dal
176
227
17a
315
16
288
128
2i(l
2S7
180
202
2<7
23j
mu
141.
Deyren
Delamiay
Joo Gilpe
Iticbarol Green
John Fasley
William Hart
Tliomaz llamlin
A. Brovra
Roberto Bruce
Me. Louton
W. WUams
Jos Thomai de Lima
M. d'Oveira Kanecn
Isidro Iris da Silva
Antonio Girandelo
Pedro Losero
CONSIGNATARIOS.
L.G. Ferreira te C.
N. O. ieber It C.
N.O.BieberkC.
Novaes & C.
Jos Mara Barbota
Aniorm Irmos
Amorim Irmos
Amorim Irmos
J. A. de Magalhes Bastos
J. P Lentos Jnior
Guadino Agoslinho de Barres
Joo Frantitco da Cnn
Manoel Duarte Rodrigues
O Mestre
Amorim Irmos
a
L. Jos da Costa Araujo
Jos Pereira d Ctinha
Tliomaz de A quino Fonseca
Manoel Gonralves da Silva
Pedro Dias dos Santos
John Dowsley
Silva t Grillo
Jomo da Silva Santos
Baltar S Oliven-*
Jos A. de Magalbaes Bastos
A Ordem
N. O. llieber ti C.
i.iiz Druguiere
Lenoir Puget & C.
Nasciinento Si Amorim
Mo. Calxool tt C.

a
O Capilao
Me < Imonl A C.
Russell Melln s C.
Me. Calmont tt C.
Le Bretn Schramm tt C.
A. Joaquim HeSouiaRibeiro
Firmino Jos Felis da Roza
F. Severiauo Rabello tt Filiio
M. Joaquir Ramos e Silva
Le Bretn Scbramm tt C.
DK8TIN0.
Rio Grande do Sul
Baha
Rio de Janeiro
Baha
Marseilha
Liverpool
Afretar
Parlo
Lisboa
Lisboa
Genova e Marseilha
Pernambuco na Typojrapliia de M. F. de Faria 1846.
i


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