Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08348


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Full Text
t
Anuo de 1846*.
Quinla-feira 17
O 0/./?ff)puUc-e lodos o dJ que n'o
forem de Rur 40000 rs. por qunrtel, pa;ni adianladm. Os
annuncios Ho assig.mitr-s o inseridos a mo
de r*J por linha. 40 ris en lypo itiHereo-
U, e reiwllres pala meta le. Oj que "5o fo-
rem aniantes p|(o 0 ru por liaba, a 180
em Ijpo Hiflerente. ^___
PHASES DA LA NO MEZ. DE DF.ZEMBKO
),u chafa a 1, ai" horas a 10 minuto da tarda.
Miiiaoaiitea 10, al 6 horas a &5 min. da larde.
La nova a II. a 10 horas a 2 mi. da mnh.
Creacante a 16, as 4 horas e 16 miu. da inanli.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goinnn e ParaliTl.a, Sej-unJas e Sextas firas
Rio Grande do Norte, chega na Quarlas feiras
no meio dia e parle uas mesinas horas Das
Quintas feiras.
Cali, Serintuem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyo no I.*, II ell de cada moa.
Garanh'uns a Itouito a 10 o 14.
Boa-Vista a Flores a lia 1.
Victoria as Quintis feiras .
Olinda todos os dias.
PRF.AMaR DE MOJE.
Primeira ilh 42 minutos da larde.
Segunda a 4 h. e minutos da manl-.a.
de Dezembro. Anno XXIT. X. 285.
DIAS DA SEMAKA.
II Segunda. S. Malroniano. Au I. d L dos or-
pl os e do J. do C. da 1. ., do I. M. Ha l V.
i;, Tero. S.Ceciliano. And. HoJ. do O, da l.
v.e-'do J.drpa do 1. Hist dr I.
|0 Qunrta S. Albina. Aud. do J. do eiv. da 1.
t e do J. de \nr do 5 disl. de l.
17 Quinta S Vivii.a. Aud do J. deorph:.os,
do I munici|'al da I. vara.
18 Senta S Speridio. Aud do 3. de civ. da I.
v .do i. dr paado l.dist. dr t.
19 Sabliado. S Fausta. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de pa do I. dist.e I. de l.
20 Domingo. S. Domingos de Silos.
CAMBIOS NO DA 16 DE DF.7.EWRRO.
60 d.
nomil.
29SOO
IflMOO
i6fHoo
9BP"
1/ifl
1|0I0
ifMO
14140
ao par.
Cambio sobre Londres 29 PiiiM5reis por franco
. Lisboa 9i de premio.
Desc. He Irlras He boas firma I V. P- /
OuroOncas heapan'iolaa 1
. Modas de GJ410 vel.
a a deOJIOflnov.
, de 4*000...
Prala Pataces.......
Pesos columnares
a Dilos Meiicanos.
Miuda... ...... l|7
AccoedaComp.donelwribafa,
a
16 > 2 o n a
16(000 a
9/i' 00 a
1*9*0 a
IJ990 a
11819 a
DIARIO D PMAMBCO
AVISO.
o
(
No ultimo (leste mez finda
prazo, por que fra prologado o
que estuvo marcado para o troco
das cdulas de 2#00 rs., eslam-
oadas cid papel branco.
EXTERIOR*
PORTUGAL.
SEC.UHDO MANIFEST HA AIMIA A- KA^AI POrrCGURZ.
Portuguez.cs.A ardentcsatisfaeflo, com que foi
acolhidacm quasi todo o reino a minha invuriavel
resolueflo de por termo ao imperio da desordem e de
restauraros principios da carta constitucional, com
que se acha identificado o meu (hrono, provar
ncelo c Europa,que a vossa rainha,que vos ama co-
mo miii; esta paga,em troca,pela viva affeicflo de seus
subditos.
Todava um attentado inaudito acaba do dilace-
ra r-me o coraeflo. Um pequeo numero de homens
rebeldes auloridade legitima, tornndose reos do
mais atroz dos Crimea, ousrito derramar na segun-
da cidade do reino o terror c a desobediencia smi-
nlias ordena, a essas ordens, que nflo erio mais do
que a execueflo do pacto sagrado, conllrmado pelo
meu juramento. Tenboa firme conviceflo de que os
fiis defensores do meu throrio cumprlrO o seu de-
ver sem demora, e que n cidade, que M bonra com
justo titulo do epilbeto de invicta, a cidade, em que
duas vezes nasceo a liberdade, nflo consentir, que
um pugillo de facciosos troque essa pagina hrilhanle
dos nossos anr.aes por outra de eterno opprobrio.
Se comtudo os meus votos fossem Iludidos e
esse fogo da anarchia lcasse acceso em alguma par-
te, seria chegado o momento do cumprir a palavra,
que vos dei, c de vos salvar da vossa perda. A pri-
meira cousa necessaria a este reino lio a ordem; com
O auxilio dos meus litis subditos pQSSO C dCVO iH&el-r.
t-la, e de faci nianl-la-bci.
Onde for misler rigor, meu coraeflo o ha de de-
orar: mas a severida.de da minbajustica ser n-
exive. Se for preciso, o esercilo com cl-rei. meu
milito amado esposo, sua frente, e reunido a todos
os meus subditos liis, saliera em toda a parte, onde a
anarchia alear a sua bandeira, frustrar esperanzas
criminosas, e restabelecer no solo porluguez a paz,
a prosperidade o a confianza no futuro.
A Painha.
Pac,o de Belni, U de outubro do 1846.
(Pune.)
i
i INSl.T.nFlCAO EM POaTUCAL.
(Correspondencia do Tiran.)
USO\- Segunda-feira, 19 deoulubrp.
Apparecc no Diario de boje um decreto real, no-
meandoa el-rei D. Fernando coiiimandante em che-
fe do exercito, posto, que elle havia oceupado al a
rovolucflo de selembro de 836. O decreto refere.que
... Assmoexigein as actuaes circunstancias extra*
ordinarias do paiz; e exprime a conviceflo do S. M.
a rainha de queel-rei cinpregara nesla importantis-
sima commissAo as eminentes qualidades, talentos e
vil tudes, que distinguen) sua grandiosa alma O inar-
3ue>. de Saldanha he nonieado chefe do estado-niaior
e el-rei, o principo de Portugal e o duque do Porto,
os mais velhosdos principes, enlrio no servico mi-
litar e naval; o t.", recebendo por decreto real o ti-
tulo do coronel honorario dos Granadeiros da Rai-
nha ; e o 2.' assentando praca de guarda-marmha na
armada. Tendo estes mocos apenas, um 10 annos e o
outro 8, de dado, o effeito immediato desta nomea-
tio nflo ser outro senflo dar sua educaQflo urna
direcciio professional. O decreto refere, que isto he
destinado a a dar ao exercito c armada um teslemu-
nho publico dos bons desejosreaes. Assim toda a
familia real est commctlida ao partido ca Usa. O
marqiiez da Fronteira esta feito comniandante de to-
dos os batalhes, excepto um prestes a ser orgau-
sado, equose leve intitular de -Voluntarios da Itai-
nha.a composlo dos olliciaes da quarta sccq.io do
exercito e dos membros dos exmelos corpos de vo-
luntarios de 1833. Os Lisboetas teem mostrado boa
parte de zelo em alislar-sc nesses batalhes, e a gen-
te empregada as obras publicas ja lem ajudado os
Voluntarios da Rainha e mais tropa na guaruicflo
da cidade. Alguns mombros dos novos batalhes
teem uniformes completos, masogrosso so teni bar-
retinas, correiame, armas ebaionetas. Havendo cui-
dado e selecciono alistamento desses homens pode a
tropa regularmaichar com presteza eseguranga, de
Lisboa sobre o Porto. Ogovcrno lem tomado medi-
das ellicazcs parasuppriincntodocommissanado, o
que facilita o empreslimo de 300,000,000 de rs. do
banco de Lisbia. As escolas polytechnica e militar es-
tilo fechadas, leudo sido alistados para o servico a-
quelles, que sflo capazes de pegar em armas. O Porto
anda resiste com vigor, sendo o duque da Tercena e
seus companheiros conservados anda em caplivei-
ro na prisflo superior do caslello da Foz, da qual ol>-
scivou o duque, ha umou dousdias, o desagradavel
espectculo do cadver boianto de um anligo criado
scti, a quem tinha muito aflecto, e que, havendo sido
perseguido pela plebe no dia da prisflo do duque, ca-
bio ao rio, e afogou-se. Ao lempo da prisflo o par-
tido do duque nflo constava do mais de meia dnzia
de homens, que o seguiflo a pe com a mais perleita
conlianca, quando con tenares de pessoas do povo ca-
birflo sobre ellos, c prendrflo-nos lodos, maltrulan-
do-os leve e nflo gravemente.
Installou-sc no Porto urna corporac.no, que se inti-
tula Junta Suprema Governativa, c publicou um
manifest fulminante, dirigido rainha, paesereven-
do-lhe o modo como lia de govemar o sen reino.
Ourn fr veteado na historia do gverra peninsular,
ha de sorrir-se da identidade do lom deala junta com
.i d'aqiiell'oulra Junta Suprema Governativa, que
com o hispo do Porto cabereira dco tanto que fozer
ao duque de Wellinglon. O conde das Antas asstgna-
senesse manifest presidente da junta. Os oulros
nomes, que se Ihe seguem, sflo os de Jos da Silva
Passos, Sebastiflo de Almeida c llrito, F. de P. Lobo
de Avila, eJ. F. Pinto Basto.
Diz o manifest, que
Osmesmos homens, que fizerflo parte do fatal
ministerio iCabral), e contra quem q povo tuina er-
guido a sua voz de maldicflo- os mismos homens,
que tinlifloempregado todos os esforcos para sollo-
car os gritos de urna nacflo aillirta,- os mesmos ho-
mens, que linh.no sustentado una lucia desesperada
contra esse povo, sao aquellcs, a quem o novo gover-
no de V. M. julgou conveniente encarregar das
mais altas funCQes (islo allude ao duque da Tercei-
ra, ex-presidenlc do concelho do ministros, enviado
ao Porto como lugar-lenCDte da rainha1, ejulgados
mais pro|irios para governar o povo, que os ven.ceo,
e. que por consegiiinle lem direilo a considera-los
como os seus mais declarados inimigos. ,
Senbora rcontina elleV. M. nflo pode formar
una ideia da Indigoaeflo o desanimo, quo causn
nesta cidade o repentino apparecimenlo (lestes
guerreiros, quando desembarcarflo aqui por ordem
de V. M., a 9 do crtenle. L'm conquistador, saltan-
*01JHET1M
MEMORIAS DE U31 MEDICO. (*)
pon aievanitc J^uma.
PRIMEIRA PARTE.
#QS S^SiS^SS^o
CAPITULO XXVI.
KM O.UB IKTRA OUTBO ACTOB f lOSVA.
Madama Dubarry respondeo sua camarista estas
palavras:
' Oh! por certo.
Quehcisso? perguntou orci. -
He Chon, que chega de urna viagein, senhor, e
pede permissflo de comprimentar a V. magestade.
Venha ella, vnha! Com effeito, ha qualro ou
cinco dias, que senta faltar-me alguma cousa, sem
saber o que. _, .
Obrigada, senhor, dsse Chon, entrando.
E chegando-se ao ouvido da condessa :
Est concluido, disse ella. ,..:
A condessa nflo pode suster um gntinbo de alegra.
Entflo, quitemos? pergjjntou Luiz xv.____
Nada, senhor; tenho prazer cm a tornar a ver,
c mais cousa alguma.
(*) Vide IH'orfo n." 281.
E cu tambem. Bomda, Clionznha, bom dia.
Permute V. magestade, que cu diga algumas
palavras a minha irmfla? perguntou Cbun.
Dizc,dize, minha menina. Nocntanto.vou per-
guntar a Saetines donde tu vens.
Senhor, disse Sarlines, que quera ovitara per-
gunta, conceder-me-ha V. magestade um instante ?
Para fazer oque?
__Pura fallar de cousas da maior importancia,
senhor.
Oh! tenho hem pouco tempo, Mr. de Sartines,
disse Luiz XV, bocejando d'antemflo.
Senhor, duas palavras smenle.
A que respeto?
__ Acerca desses videntes, desses Iluminados,
desses desenterradores de milagrea.
__Ora adeos! sflo uns charlantes. De-Ibes paten-
tes de pelotiqueiros, e nflo haver mais que temer
delles.
Senhor,,ousarei insistir para dizer-lhc, que as
circunstancias sflo mais graves, do que V. magestade
pensa. A" cada instante se abrem novas lojas masni-
cas ; e j isso nflo he urna sociedado smente; 1ro
urna seita, qual se afiliflo todos os inimigos da mo-
narchia : os idiologos, os enciclopedistas, os philo-
sopbos. Vflo receber Voltaire em grande ccrimonia.
Esse est a morrer.
__Elle, pb! que nfio, senhor: -- nflo son cu tflo
simples.
Confcssou-se.
He umavelhacaria.
Com habito de capuclunho.
He urna impiedade Senhor, todos esses ho-
mens se agitflo, escrevem, fallflo, fintao-so, corres-
poi.dein-se, intrigOo, ameaeflo. Algumas palavras
mesmo, quo teem escapado a irmflos indiscretos in-
dieflo, que elles esperfio um chefe.
Pois beml Sartines, quando esse chefe che-
do inesperadamente as praias de um povo desa-
percebido, nflo poda inspirar mais terror.
Elle correo s armas com a coragem do deses-
pero, eem poucas horas forflo cercados "Presos"i -
guns dos mais bravos generaes do exercito porlu-
guez.
O documento proseguc nesto lom, o .coiicluci im-
plorando a S. M. a den.issflo do ministerio Saldanha,
se quizer evitar a guerra civil.
O conde das Antas endereca rainha na mosina
data urna mensagem, em que parece manileslamcii-
le assustadoila violencia-dos seus novos usociados,
e talve/ que dentro em pouco se resolva a apouir o
novo governo. As principaes passagens da sua men-
sagem sao as seguintes :
V. M. dignou-sede incumbir-me da paeificasflo
do Minho. Eu soiibeem Braga, que V. M. havia cha-
mado novos ministros aos seus concelhos, o desom-
barnuee prisflo de cortos generaes illustres. A m-
nima hoaitacBoda minha parlo em pOr-me a frente
do povo, e acceilar a presidencia da junla, que me
foi ofTeiecida, teria occasionado urna guerra civil.
Identificar o exercito com o povo tem sido o
meu pensaircnto dominante; pois que julgo ser o
exercito um elemento de ordem, apoio do tbrono e
da liberdade, e completamente eslranho a partidos.
Nestas nfelizes circumslancias, julguei justo c po-
litico fazer todos os meus esforc/is para a deresa lo
tbrono e do paiz, como tenho sempre Tcito e conu-
nnarei a fazer.
V. M. julgar a minha conduela em sua sabe-
doria.econfio, que reconhecer a pureza de mi-
nhas inlenqoes. Estou prompto a sacrificar porV.
M. ludo quanto he mais charo ao homefn sojirea tr-
ra. Lamento, que os meus servaos passajlos nflose-
jflo maiores, pois quceu os deporta lodos aos pes
de V. M., para implorar-lbe com a grande maioria dos
Porluguezes, que V. M. atienda aos desejos c neces-
sidades da nacflo.
A junta insurrecionaria do Porto, fallando as
frcas sua disposic.flo,inclue mais de um regiment
existente no Norte, que se sabe ser fiel ao governo
actual. Comtudo ogrossodas tropas sol) o elim-
inando do ronde das Antns ser guiado peta sua po-
ltica. O Diario e boje aiinuncia a reeepeflo de no-
ticias deTrasos-Montes e lleira-Alta, dizemlo, que
alli toda a tropa est adberente ao governo assim co-
mo osregimentos9."e 1*." de Coimbia. tina carta
particular de alguma autoridade d'alli diz, que ..com
quanto tenido andado emissarios por aquello dis-
tricto, haoitodias, nao teem podidirsertuzir alguem.
PermaneQa o governo firmo e enrgico, sem ceder
urna pollegada, e o seu triumpho he certo.
Ha no Porto grande inquietaeflo ; sendo quasi to-
dos aquellesrfque teem alguma cousa que perder,op-
poslos aos actos da junta revolucionaria Quem po-
llera suppr, que urna cidade, que proclamou a res-
tauracAo da carta com tanto entliusiasnio em jami-
rodelSi-i, seguira agora o rumo dianielralmente
opposto, chegando a ponto de prender e degradar o
grande campeflo da carta, e osen dolo naquella po-
ca, o duque da Tercelra ?
Em Combra tambem ha urna una insurreciona-
ria; masa resistencia abi nflo he consideravel. As
loicas revolucionarias consliio smenle de um ba-
ttlhflo de acadmicos, em numero de 1C", e 190
guardas nacionaes. Omarquezde I.oulesla a-sua
frente, e n'uma.proclamacflo de 10 do crrente an-
nunciou a sua satisfagflr, pela |>risflo do duque da
Terceira, seu primeiro primo e cunhado.
11 ni Lisboa reina perfeita tranquilidade. As notas
do banco estilo a 600 rs.
gar, prenda-o, metta-o na Baslilha, e acabar-se-ha
ludo.
Senhor, essa gente tem muitos recursos.
Pois o intendente geral de polica de um gran-
de reino ter menos (po elles?
Senhor, obtiverflo de V. magestade a expulsilo
dosJesuilas; era a dos pbilosophos, quclhcdeviao
t? pedido.
Ora vamos, ahi vem elle ainda com os seus apa-
radores de peonas.
Senhor, sflo bem periiosas pennas as que se
aparflo com o caivete dos Damiens.
Luiz XVempallideceo.
Esses pbilosophos, continuouSartines, qucV.
magestade ilesprcza.......
Que teem ?
Teem quo perdern a monarchia.
Quanlo tempo Ibes he preciso para isso, senhor
intendente?
Sartineslilou Luiz XV com olhos admirados.
Mas como possoeu, senhor, saber isso? Quin-
ze, vinte, trinta annos talvez.
Pois bem! meo charo amigo, disso Luiz XV,
daqui a quinze annos j nflo existirci mais; v fallar
nisto ao meu successor.
E vollou-se para madama Dubarry.
Esta como que esperva esse momento.
Oh!' meu Dos, exclamou ella com um grande
suspiro, que me dizes, Chon ?
He \erdade, que diz ella? perguntou o rci, es-
tis ambas com ares fnebres.
Ah senhor, ha motivo para isso.
Vejamos, dizei, que aconteceo?
Cuitado de meu irmflo!
Cuitado de Jofio!
Suppoes, que ser preciso cortar-lh'o?
Esperflo, que nflo.
Corlar-lheoque? perguntou Luiz XV.
Obrado, senhor.
PERNAMBUCO.
Cmara municipal do Recite.
SEXTA SF.SSAO ORDINARIA DE 9 DE DEZEMBRO
DE 1816.
PRESIDFNCI* DO SFNUOB BEGO ALBUQUERQCP.
Presentes os Srs. Carneiro Monteiro, Cintra, Uf.
Nerv, Egidio lerrera, Dr. Aquno e Barata, abno-se
m aeaflo, fui lida c approvada a acia da antecedente.
O secretario leo um ollicio do Exm. presidente da
provincia, remetiendo por copia a portara, que de-
termina, que o collecio eleitoial da Cidade do lleci-
fe comprehenda tambem os eleitoresda nova rreguc-
zia da Varzea. Inteirada
Outro do fiscal da Roa-Vista, informando a preten-
eflo de Pedro l.amare, (|iic pedo hcenc.a a cmara pa-
ra construir em seu eslabeiecimento de segeiro, na
ra doAragflo, umachamin noogno, quo ja existo
e.m dito eslabeiecimento. Adiado a requenmenlo
do Sr. Dr. Aquino. ,
Outro do fiscal do Poqo, apresenlando omappaao
gado morto |iara consumo daquella freguezia. In-
teirada. ...
Offlciou-sc a Exm. presidente da provincia, in-
formando a preleneflo de Manoel Jos Calvflo.
Entrando em discusso o informe dado pelo cor-
deador, sobre a edificaQflo da casa do Antonio Joso
de Magalhfles Basto, na ra do Collegio, mandou o
Sr. Aquno oseguintp requerimento, que foi appro-
vado: _. i* -
u Reqttciro, que a cmara se dirija ao txm sr.
presidente da provincia, rogando, que nomOe urna
comiiiissflode engenheiros da provincia para exami-
nara casa, que se esta edificando na esquina da ra
.lo Crespo, aflu de que a cmara forme seu juizo so-
bre esta cdilieac/io.
n Sala das sessfles, 9 de dezembro de 18tb. -J. ar
A.l'on$cca.
Mandou-se annunciar, para o da li do crreme, a
arrenataeflo do fornecimento do azote de mamona
para as luzes da cadeia desta cidade.
I\pediu-se ordem ao cordeador para, com a possi-
vel brevidade, tirar copia da planta da ridado, afim
de ser rcmetlida ao capitao do porto.
oniclou-se ao lis. ;.\ da Ireguezia do S.-Jos, parti-
cipando ter sido designado o muro da Penha, desde
a esquina ateo porlOodo niesmomuro, para as fatei-
raa vendorem intestfnoa de gado.
Despachrflo-se as pctQes de Rernardo Duarte
Brandflo, Comes limaos, Joaqum Marques dos
Santos e Souza, Miguel Luiz Souge c Manoel Ferreira
Ramos.
Eu, JuSo Jos Ferreira de Aguiar, secretario a subs-
crev. Hego Albuquerque, presidente. Carntir
Monteiro Dr. Nery da l'onseca Egidio Ferreira.
llarala. Cintra. Aquino.
ECUOLOGIA.
I'M VOTO.
Quando escolhido3 e distinctos sentimentos, me-
nciados por individuo, que os possuc em grao eleva-
do, produzem o grande iiomeni da sociedade; quan-
do um desses individuos, cumprindo a sua singular
missflo c ueste penar continuo, a que chamamos
trra, passa a descansar eternamente entro asso
l.ladesdosepulchro, a lradicc.no, ou a historia em-
bebe em seus fastoso nomc desse, que soube es-
perar o seu passamento ; e os nimos agradecidos,
quelicflo apos elle as solides da vida, e que vflo
procurando continuar o sempre progressivo, e o
sempre incompleto edificio de ideias e factos, a que
os homens chainflo civlsac.30 -, sadSo respeto-
samente esse nome Ilustre, repetcm-no efazemde-
Cortar o braQO do visconde! e porque ?
Porque foi ferido gravemente.
Gravemente ferido no braco?
Oh! meu Dos, sim, senhor.
Em alguma rixa, em alguma taberna ou lupa-
nar!.......
Nflo, sonhor, na estrada real.
Mas como aconteceo isso?
Aconteceo, que o quizerflo assassinar, eis-aht
o quo houve.
Ah pobre visconde! exclamou Luiz XV, que
lastimava muito pouco as pessoas, mas que sabia ma-
ravillosamente mostrar, que aslastimava; assassi-
nado! oh! ocaso he serio, que diz, Sarlines?
Este, muito menos inquieto quo o rci em appa-
rencia, porm muito mais abalado na realidade, cne-
gou-se para as duas uflas.
He possivel, que tlil desgraca tenha aconteci-
do, minhassenhoras? perguntou elle ancioso.
Infelizmente, sim, senhor, be possivel, disse
Chon toda chorosa. -
Assassinado!....... E como fot isso?
Yunta emboscada.
N'uma emboscada........Ora vamos la, Sartines,
disse o rol, parece-me, que isto he negocio de sua
competencia. ... ,.
Conte-nos outra vez isso, minha senbora, disse
Sai lines. Mas rogo-lhe, que o seu jusio resentimen-
to nflo exaggore as cousas. Nos seremos mais sevo-
ros sendo mais justos, e os factos vistos de perto e
framente perdem quasi sempre a sua gravidade.
Oh! ninguem me contou, exclamou Chon, eu
v o caso caso com os meus proprios olhos.
Pois bem! minha Chon, que viste tu? pergun-
tou o re.
Vi um hornera lanqar-se sobro meu rmito, for-
ca-lo a empunhar a espada, e feri-lo gravemente.
Esse homem estava s? perguntou Sartine,
Nflo, linha oulros seis coinsigo.


positar ante elle todos esscs pobres tributos deglo-
ria.quc o presento recompensa pontnalmente ao pas-
sado pura o haver do futuro.
Urna pajavra, um echo em moio do mundo social
deixaouvir sempre o homem distinelo nn extrema
desse sonho, a que se chama -vida-, legando
torra o p, que da Ierra recebeo, para se unir nessa
maSsa immensa do universo, e a alma :i eternidade,
eoue esse perpetuo ciciar de um nome he repercu-
tido pela gratidAo, agradecimonto e saudade do seus
conterrneos, o muitas vezes do genero humano.
Entre essasdislinclasqnaldades, que prendemos
elos das virtudes, e que fazem o homem Ilustre li-
car enr-ravidn na leinbranca dos <|iic llcAo errantes
no ermo da da, urna ha, que, entre as demais, fi-
gura tranquilla, modesta e silenciosa, fllha do chris-
tianismo, o gado I le, que na trra passa desconhe-
ciila das (tiritar; que nj
giosnas tradiccoes, e
vera sempre arranca-
por si mesma se roiide
a maispura, a mais sub
ve/es nfm deixa vesti-
epL|>osic1o publica de-
noite escura, a que
rque he a mais bella,
e a mais santa de todas
asquccxcliisivamcnteprrteccm ao homem do evan-
gclho, ao homem dos lempos modernos. Esta virtu-
dc he a da ahnegaco.
Eslava reservado para nos nossos dias, e para no
sepulchro do um nosso comprovinciano, sobre cujos
restos anda est revolta, o nAo assentada a trra,
que os cobre, buscarmos o mais pomposo excmplo
desse r-sTorco moral, quasi incrivel, que sacrifica
honcstidade c constancia todas asambices e os-
perancas, sem procurar sequr, que urna nova ge-
raeAo diga aii I aquelle foi um bbmem honesto.-
h anda nial para nos, que nesta escolha cumprimos
tambem um dever de gratidAo, e de sincera amizade.
Fallamos do Sr. oapiUht-nir e doutor Antonio
Joaquim Ferreira de Sampaio. um dos Ilustres Per-
nambuc.mos, que orgulliAoa trra do nosso nasci-
mento, un dos mais distiiielos lirasileiros, que or-
nAoo nosso paiz. Daremos urna breve noticia da sua
vida, poisque a isso nos incumbe a obrigaeflo pres-
en pta pela amizade, e o dever, que nos impe a lidadodecidadflo.
Nasecoestedislincto pernambucano de outros nAo
menos distmctos, do Sr. doutor Miguel Ferreira Gui-
marAes, eda Exma. Sra.I) Izahcl Joaquina de Sam-
paio, no anno de 1769, nesta cidadedo Itecife, onde
com cuidado Ihefoi insinuada urna educado desvel-
lada ale os 17 annos, depois do que parti para Por-
tugal com o fim de adquirir nella um aeabamento
maisdistincto, ah, depois de frequentar as aulas de
preparatorios com distinccAo e aproveitamento ,
matriculou-se as escolas de direilo civil e caones
ila nniversidade dcCoimbra, onde conseguio o ba-
i'harelado tflo merecido, c digno das extremadas
quahdades, que oadornavAo. Algum lempo depois
ilemorou-sccomofim de se aperfeicoar, c Ilustrar-
se nos costumes daquello povo ; visitou as princi-
paescapilaes, e todos os mais importantes povoa-
tlos, donde Iheiesultou o vasto conbecimenlo, que
inulto anhelava, desta grande nacAo, sempre cheia
ue recordares pelos seus feitos gloriosos.
ddr, e de scnlimento para o homem social, paa a
desvalida viuva, para a orphfla desamparada, que a-
gora mesmo silenciosas gemem a perda do marido, c
topai commum ; ueste dia de verdadeiro luto, e
conslernaclo para sua inconsolavel familp, acabou
de completar a medidade seus dias, aquelle, que vi-
bran no coraciTo do amigo, e do Pernambucano a
mais viva saudade E elle expirou tranquillo. Dei-
xou nesta solidAo da vida a sua allliptissiina e respei-
uve esposa, seu amigo e inconsolavel filbo, cobetlos
no do edeluto. Como, pois, lhe eslava socegado,
unoocoracAn, onde a morte tinha a sua sede, maso
espirito: I Era, que nessa suprema hora senta ludo
quanto elle creou, ludo quanto praticou; era, que
ne.ssa hora derradeira, nilo tinha a minada mito do
remorso se estornudo sobre a face daconscicncia. Es-
peroucm lieos, porque era um justo, conliem tam-
bem nelle os que ehorflo.
Setenta csele anuos de probidade e honestidade
aeniodireitoao moribundo para do intimo de seu
peito dizer ao Eterno Se tu, Scnhor, o nosso guia,
e o pai dos pobres abandonados.-Em quanto por ou-
tro lado a posterida.le agradecida derrama urna la-
Mima sobre aisuas cinzas. A trra lhe seia leve.
Editaos.
CQMME#C~
Alf.'mdega.
REXDIMENTO DO DIA 16.......6:791139
orscarrcaaO uoje 17.
tscunare/eprapAo-farinha.
lngue-/<-,.e-|)acalbo.
Brigite -Eurudiee idem.
Barca2//amercadorias.
Bngueinglc/.--rAoma-A/eWo;,-idem.
(era
Provincial
Consiliario.
RENDJMBNTO DO DIA 16.
2:467,453
biwp^'pwinciis:::::::; **%"
636
3:994,114
O Dr. Jos Thomaz Nmbueo de Araujo Jnior, fidalgn
caralleiro dn casa imperial, cavalleiro da ordrm de
Ckritto, e juiz de provedor dr, capellas e residuos dtsta cidade do Itecife
de l'ernambuco,e seulermo porS M.oImperador,ele.
Determina, queas confiaras, sem excepto das
ordens-terceras, lhe apresentem no pra/.o de 8 dias,
que Ibes assgna,oscompromssos,pelos quaesse ro-
gem, para que elle proveja, como Ihccumpro, a res-
peito das ditas contrarias, e sejAo os referidos com-
promissos registrados nolivro competente, eoutro-
sim, que no mesmo nrazo as mencionadas confrarias
Ibes apresentem tambem os tombos dos bensdellas:
sendo que pela omissAo ou desobediencia dcste
preceito proceder o mesmojuiz contra ellas,confor-
me a ordenarlo do livro 1. titulo 62verso : =Capol-
las, hospilaes, albergaras, e confrarias=.
E para constar, mandn publicar este edital.
Itecife, 1." de dezembro de 18*6. Eu, Galdino
Tketnyilocles Cabralde Vasconcellos, osubscrevi.
Jos" Thomaz Nabuco de Araujo Jnior,
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-causa.
Nabuco de Araujo.
ODr. Jet Thomat, ele.
Determina, que os administradores de capellas lhes
apresentem, sob as penas e procedimento determi-
nado na ordenadlo livro I.' titulo 62, as instituiees
das capellas, que adminislrAo, e isto dentro do pra-
zo de 8 dias, que Ibes assigna.
E para constar mandn publicar este edital.
Itecife. de de/embro de 1846. Eu, Galdino The-
myiloles Cabral de Vatconcetlos, osubscrevi.
Jos Thomax Nabuco de Araujo Jnior.
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-cauta.
Nabuco d$ Araujo,
O Dr. Jos Thomaz, ele.
Faz publico, que as arrematares do juizo tero
lugar agora na sala das audiencias, e depois dolas.
Epara constar maiidot publicar esto edital.
Itecife, 9 de dezembro de 1846.
Jote Thomaz Nabuco de Araujo Jnior.
14 Bernardo de Albuquerque Fernandes Gama
15 JosC Antonio Concalves de Mello.
16 Joflo SverinodoRego Barros-
17 Raymundo da Silva Maya.
18
19 Jos Ignacio Pe reir da Rocha.
20 Jos do Reg Barros.
21 Jos Texeira Peixoto.
22 Francisco Bol miro da Costa.
23 Flix da Cunba Navarro Lins.
24 Joo Rulino da Silva llamos.
25 Joaquim Francisco de (iliveira .Miranda.
Osquaes deverO comparecer imprclccivclmem*
as 9 horas da manhaa; licundo os que o deixarennn
o razersera escusa legtima subjetos a mulla comm
uada no artigo 126$ 5 o n. 2. '"
O que para constar, inandei fazer o prsenle edilni
que sera aflixado nos lugaros pblicos, e publie.il I
pela imprensa. r ""tal>
Freguezia d PoQo-da-Panella, 15 de dezemhm
1846. Keu, Francisco Jos Altes Gama, escrivfioiurl
mentado o escrevi. j'-
Joo Flaplitta Pereira Lobo.
Declaracoes.
UovimeiiCu
orlo.
Babia
Navios entrados no dia 16.
lltfl*\ '!arca inS|(" H'al, de 403 tonela-
on
o
Regressou no anno de 1799 para o seu paiz natal
rule sua amilia o ospoiava com os bracos abortos,
o coracAo cheio da mais viva saudade. I.ogo que
rhegou, ui instado para exercitaro lugar de juiz de
b>ra, queacoeltou eexerceo com grande intelfigcn-
cia o desinleresse, leudo em recompensa a mu hon-
rosa graca de ser contemplado no numero dos ca-
valleiros da ordem de Cbristo. Em 1809 foi onerado
cun o encargo do Ibcsoureiro-neral do i^ru.io j,.^-
t provincia, m enjo lupar nno liavcr homem, .iue
o possa exceder em honradez, probidade o dstinc-
?io, poisque todos estes dislinclos sentimentos fu-
rao satisledos ao ullimo ponto, que pode chegar o
esforfo humano. Elevado ao honroso posto desar-
genlo-mor passou a exorceros mas dislinclos luga-
res da municipalidade, dislribucAo nesses lempos
so dcvida ao mrito, e aos bons servicos, coniunc-
hmenlfl rom o ue thesourero-eral, queja exercia.
De iinriini n,si> cni,c,i..,..i.........' .' J
cao o voto espontaneo e livro do governo,
ando a despegar-sede lAo Ilustreservidor o fez a-
ponlado do todo o paiz, nomeando-o capilAo-mrda
praca; c esse paiz, que, se algumas vozes engaa-
se na residencia ao mrito e virtudes, muitas acorta,
indo-os buscar no mais oceulto asylo, depositou-lhe
por muitas vezes anle si o seu reconheciment em
% otos para um dosescolhidos ao seioda represenla-
Qao nacional; honrado sempre com um lugar no
concclho do provincia, e elTeclivainente contempla-
do eleitor de parorhia, nunca descriminou-sc da
senda *empro tTjlhada por ello a respeito daquelles,
que mais habilitados se apresentavAo a deputacAo
inergcral, quer provincial. Vivondo urna vida ho-
nesta, e extreme do nodoas chegou at o dia 13 do
' orrente mez, em.que cu.nplelou de rodar o circulo
lacado pelo dedo inv.sivcl do Creador; nestodiade
djsse o re, olhando sempre
p. ra a condessa afn de julgar o grao preciso da sua
ffiL&e.WW '!r e'na*rt,e- Robre visconde!
unrigado a bater-se!
E vio nos olhos da condessa, que ella por modo al-
gum gracejava.
decid! d! accrescenlou rei fm voz compa-
Mas de quo procedoo essarixa? perguntou o
intendente de polica, procurando sempre colhera
verdade as votas, que ella dava para escapar-lhe
Do mais frivolo preteslo, scnhor intondoule
por causa de cavados de posta, que dispulavao ao
visconde, quo tinha pressa do me trazer a minba
irinAa, a quom eu liavia promettido voltar esta
manhaa
Ah! mas isto clama vingai^a, disse o ro, na0
acha, Sarlines:'
Assim ocrcio, senhor,'disse este, c vou infor-
mar-mo. Faz favor de me dizer o nome do a
pagemS, carga sal ; a Bailar &Or?eI7
Navios sahidos no mesmo dia.
I,*w,hia e,tio-,'e--'''ero; vapor brasileiro s.-
In lo comma"dantco ,enenle Amonio Car-
los de Azeredo Couimho l.eva a seu bordo: -pa-
ra a Babia, odoulorPatorson, com sua senhora,
L1'!1"* ? "ma. """'a ... Thonias Foster, piloto d
l.awri, Joa-
ca-
Pobre visconde!
Ilav.e-de-,race; briguo fiancez L.-Armorique .
p.tAoarle, cjrga assucar, couros eaLdAo
Ceara ; pa a,no brasileiro Uurmina, SSSoJM
Martina dos Santos Carduzo, carga MiSSerl
Pasugeiros, V.cente Ferreira de Araujo I, i
qu.nncixo.raleite, Jos Joaqun, cSn cro.com
escravo, En,/ Lopes TTxeira, com i criado \n-
tomo Alvos da Costa, com 2 criados, e A. Ionio J^-
RBozerraSecco.Brasileiros Jl>
Aracaty; hiato brasileiro Nereida, capilAo Manoel
ranc.sco da Silva Araujo, carga varos genero?
Passage.ros : Raymundo Candido Ferreira Ca os'
com sua senhora o 2 escravos, 1). Maria Luiza d
Castro, com 1 h ha menor, Manoel Dias, com su*
senhora, 1 criado o 2escravos, Valenli n Jos 2
(.os a, Lnibeliny da Silva I oureiro, e Antonio Ma-
noel Alves Ribeiro, Mrasloiros; Joo JoauuZ vt
gles, c sua senhora, AllemAes. 4
Cenova ; patacho inglez Hawd, capilAo John Pallot
carga assucar. r '
Glcarg7asCsucara mB'ezaC",<>r'' pitBoJohn Smith,
Rl(,';,SV"tl'a"C?0 : ,,iale brasileiro noa-Viaaem
capullo Manoel Francisco da Cunta, caTga varios
Aquello, por cuja instigacflo elle obrou.
t-ssealguem o defender contra nos? Oh ol
isso que dizeTs, condessa, he de mais. '
,,rnVi "L1 se"hora' oalbuciou Sartines, que va ap-
ar" BUl,,e' qU de ba,de o P'ocuraTa
lTj%Hf. n,a8claJe, sim, contra V. magesta-
de; ealn nAo ha que dizer oh! oh! Pensa V m
gcside, que he quom governa ? '"
cudoru-sSeent'a g0,pC' q" 8artinPerava, ees-
.IT M! j. S,ci' dissc elle' vamos-nos laucar as
prolissao? Eraum mili.ar! um ollicial da sahir osmadamisrm *"> "aur Pcxes, o
V magestade nAo sabe donde nos vom o mal ?
perguntou a condessa, esfregando as orelhas do Za-
mora, sentado a seus pos.
A f que nAo. dissc Luiz XV.
Nem desconfa ?
Juro, que nAo. Evos, condessa?
r "--ose, evou dizcr-lh'o; ainda que estou bem
certa, que nao Iho digo nada de novo
-- Condessa, condessa, diz Luiz XV, tediando re-
cuperar asuad.gn.dade, sahoisvrts, que desmcnUs
Senhor, lalvezsejaeuum poucoarrebatada.be
verdade; mas, se \. magestade er, que hei de def-
in- lraquillamenle M. do Choiseul matar-mo o ir-
Joo Baptista Pereira Ixibo, cjficial da imperial orden
da Ilusa, caralleiro da ordem de Chisto, inspector da
th'touraria das rendas provinciaes, e juit de pa% do
primeiro aistricto da freguesia do Poco-da-Panel-
la detta provincia de Pernambuco, por S. M. o im-
perador, etc.
Em conformidade do artigo 4.' do capitulo 1. da
le n.387,de 19do agosto do correte anuo,convoco os
cidadAos abaixu nomeados, na qualidadede eleito-
res e supplentes ue elcitores da mesma parochia, pa-
ra que em a tercoira dominga de Janeiro prximo
futuro compareci no consitorio da groja matriz,
finido proceder-se 4 formadlo da junta de qualili-
cagAo, que, na forma do arhgo 1. da citada lei, tem
de formar a lista geral dos cidadAos, que tiverem d-
roito do votar na eleicAo doeleitores, juizes de paz
e vercadores.
ELEITORES OS SRMIORKS :
1 Vigario Francisco Luiz de Carvalbo.
2 Jos Camello do Reg Barros.
3
4 Antonio Lins Caldas.
5 Florencio Jos Carneiro Monloiro.
6 Francisco CeraldoMorcira Temporal.
7 Joaquim Jos Carneiro Monteiro.
8 Pedro Jos Carneiro Monloiro.
9 Francisco Coznrio de Mallo.
10 Francisco Jacinto Pereira.
11 Carlos Martina do Aimoida.
12 Francisco da Rocha Paos Brrelo.
13 JoAo Francisco do llego Maya.
14 Jos Cozario de Mello.
15 Francisco de Paula do Reg Barros.
16 Dr.Maii'jel F.de Paula Cavalcarili de Albuquerque.
17 Antonio Clemente Esteves ileLarraz.
18 Jos Mauricio do Oliveira Maciel.
19 liento da Rocha Wandorley Lins.
20 Frrancisco Daarle Coelho.'
21
22 Dr. Francisco Moniz Tavares.
23 JoAo Francisco Carneiro Monloiro.
24 JoAo Ignacio Ribeiro Roma.
25 Manoel Joaquim do Reg Barros.
SOPI'I.P.KTIS- ossenhores:
1 Silvestre Dantas Lima.
2 Joaquim Corroa Lima Wanderley.
3 Joaquim Francisco de Paula Esleves Clemente.
4 Antonio Ayres Velloso.
5 Domingos Pires Ferreira.
6 Paulino Augusto da Silva Freir.
7 Antonio Carlos Pereira de Burgos.
8 Joaquim de Albuquerque Fernandos Gama,
9 Luiz de Mello de Albuquerque Pita.
10 Joaquim Cordeiro Ribeiro Campos.
11 Alexandre Marlinho Corroa de Barros.
12 Joaquim Fernandes Cama.
3 Jos Luiz Pessoa.
Oescnvioe administrador da mesa do rend.
internas provinciaes desta cidade, vendo que 2m
comparecido na dita mesa muilo poucas pessoa,",
satisfa/erem a decima de suas propiedades nos s
Da i iros desta cidade e povoacAo dos Aogados nre-
vine aosSrs. proprotarios que nAo se guardem lo"
dos para comparecerem a satsfazer o semestre uup
se esta arrecadando, nos ltimos dias en. qu ex
pira o prazodaarreeadacjio, sem oonusda mulla
de 3 por eento, porque muito difikulloso sera dos
ltimos das poder dar-se expediente, ola Brai|c
allluencia, que necessariamenlQ ha de baver.de coil.
trihumtcs. Recif, 14de dezembro de 1846 cioll
nrfo terrena QM, escrivflo e administrador. l
r jftj% M i%. r^r
bbebdid
A admmistracflo da companbia de Beber I be con-
tratara a arrecadacAo da taxa na caixa d'agoa e nos
chafamos da Solcdade e da praca da Boa-Vsla por
lempode6mezes, acontar do primeiro de Janeiro
prximo futuro otn diante: os prclcndenles podein
reme leras suas propostas, em cartas fechadas, ao
secretario da companha, al o dia .20 do corrente.
declarando logo os seus fiadores. As mesmas pro-
poslas serAo ahertas im dia 23, em presen da ad-
ministragAo, e se far o contrato com qiiem mais der
e melhor garantas ofTerecer.Escriplorio da com-
panha, 9 de dezembro de 1846.Osecrctario. B, J
fernandes fanos.
RKNDIWEKTO H0S C1IAFARIZES, fEflDNPO A ARRFCAnACAO
FEIIA ll.OS E^CAaRECAI10S POR COSTA DA COMPAMIIA.
Chafan; da praca. dem da caira. dem da Soltdade.
Junho 30-118,580
Julho 31-113,010
Agosto 31-119,390
Selbr." 30-139,370
O-.itbr." 3t-i;-j,Ko
Novbr." 30-139,380
Somma
77,370
59,830
71,870
110,560
1.14,080
127,980
782,550 582,290]
22,000
16.960
18,010
Q.rTO
24,500
16,000
120,240
A Y
isas niariiinios.
guarda do delphim, crcio eu. Quanioao nome, cha-
Tavero ver"cy' |,"averny Taverney; sim, he isso,
AmanhAa, minba senhora, dormir elle na Bas-
lilha.
Oh! nAo! disse a condessa, que at entilo
guardara o mais diplomtico silencio, oh! nAo!
(tomo be isso, oh! nAo? disse o rei. E porque,
o.r-me-ha, nAo ser preso o maroto ? Bem sabis,
que nao supporto os militares.
oiT ?,eu,' seJnnor repeli a condessa com a mesma
htguridade, digo a V. magesUde, quo nada se ar
nonomcm, queaasassinou ineu mano,
i 7Tvw *", agora he mel,,or- condessa! replcou
luiz xv; fazei-me o favor do me explicar isso.
Demudo fcil. Alguein odelendera:
Quem he esso alguem.'
esse nome, que alias, haviAo dez minutos, tema olle
vOr figurar na conversado.
Ah! Senhor, snto, que nAo estejamos de ac-
cordo, porque, se V. magestado se obstina em nAo
ver. que elle he o meu mais cruel inimigo, eu o veio
eclaramente, porque ello nAo soda ao trabalho d
occullar o odio, que me dedica.
De odiar a assassinar ha grande distancia, cha-
ra condessa. '
Para os Cboseuls essas cousas se toeflo
Ah! minba chara, ah voltio ainda as rases
d estado.
Meu Dos! meu Dos! Ora veja, Mr. de Sarti-
nes, se isto nao he para damnar a gente.
NAo, so o que vscrodes......
Eu creio, que V. magestade me nAo defonde
o mais nada; e ale diroi mais, estou certa, deque
me abandona, exclamou a condessa com violencia
Oh! uo vos agasteis, condessa, dissc Luiz .w'
.NAo so nAo seris abandonada, mas al seris defen-
dida, e taohem.......
Tao bem-
Tilo bem, que custar isso caro ao aggressor do
pobre JoAo.
Sim, he isso,
eapertar-seamAo.
Vende-se o patacho brasileiro Fldr-de-Oliveira
ilo lote de 140 toneladas, no estado, em que se acha
e com o sen earregameno de sal, o qual est Tun-
deado den-ontc do arsenal do marinlia, onde se lin-
dera cxai.....ar: epara o sen ajusto, trata-se na rua
la Cadoia-Velha, armazem n. 12, de Bailar & 0-
liveira.
ii Pbrigu?:escuna Veloz, j annunciado para o
siaranhAo, subir em poucos dias coma carga, quo
Uvera bordo; recebeo resto a frotes com modos :
quernquizercarregar, dirija-so ao capilAo e plati-
co, Francisco Bernardo de Mallos, ou a Manoel Duar-
to Rodrigues, na rua do Trapiche n. 26. *
Para o MaranliAo partir, al o lia 20 do crren-
le, com a carga, que Uver a bordo, o brigue-escuna
Josephma, forrado e pregado de cobre, de que be
capiicojose Manoel Barboza : para carga ou passa-
geirooilereceexccllenles eommodos. Os prclemlen-
les iraiern com o dito capilAo, ou eoni Firinino Jos
i.. i. Sa' ru* d0 Tn,P|rJ!e n. 43. Tambem rece-
be alguma carga para o Para.
lilao
Bom, ah temos, que foi M. deCboiseul, disse
o re com voz alta, como quem nAo esperava ouvir
no quebrar-so o instrumento,
.Vio sera justo, queseja castigado oque ferio,
--esse Tavernoy ? '
Por certo, que he justo, porm he smente jus-
to ;oque V. magestade faz por mm, la-lo-hia ah
porqualquer morcador da rua Saint-Honor, quo um
soldado espaucasse no thcatro. Previno a V. mages-
tado, que nAo quero ser tratada como os outros. Se
pelos que ama nio Taz V. magestade mais do quo pe-
los indinronles, antes quero a solidflo e obscurida-
de Uestes, quo ao menos nAo teem inimigos, que os
assassinem.
Ah
nhaf"10' C V"8 mC e'taS a I)erdei'a minna beIla nl-
Isso he adoravel, com elTeito. E eu.a tenho bo-
nita, quando me fazem matanca na familia ?
iJlVl al,CM.r-do temor interno, que Iho nspirava a
irooada, que roncava em derredor dello, nAo podo
deixar de nr a palavra : matanca.
A condessa levantou-se furiosa.
uliA}l !?****&' 1"e v- mgestade se compadeco
de nuil) ? dissc ella.
Oh esperai, nAo vosagnsleis."
*'as cu quero me agastar.
,..~.-i ,Cndt"i raSi1" -: soi< '"oantadra, quando
vos ridos, no enlardo que a colera vos desfeia
i~~ t-'".V"u""l")lla niim, tenho eu necessidado
do ser bella quando a minl.a belleza me nAo livra
de ser saonficjla a intrigas?
Accominodai-vos, condessa.
~ 5523 esco"1"' u eu ou o seu Choiseul.
Minba querida, minba bella, he imi.ossivel es-
coiner, ambos me sois ecessarios.
Entilo, retiro-me.
Vos?
Sim, deixo o campo hvreaosmous inimiiros.-
oii. eu morrerc dedcsgoslo, mas M. de Choiseul (i-
cara satisreilo, o isto consolar a V. magestade.
Eeujuro-vos, condessa, que elle nao vos quer
nenlium mal, e vos traz no coragAo. Apelar do ludo,
ne um iioniomde bom, aociescentou o rei, lendocui-
avrs q"C es 0uvissi! um estas ultimas pa-
,.~iJm homem, Jc bem ? V. magesladu me exaspe-
ra, mliomem de bem. quo faz assassinar agente?
on l dase o rei, nos ainda nAo sabamos dessa.
fc demais, aventurou-sc a dizer o intendente do
lural !
condessa, condessa, disse tristemente Luiz lP 'aiTl? Va rlre n,ilil,res ^ M "ui
XV, tevantei-m. por ac*so W'o .S^to^^t^^W^^^ "^^ *"
ILEGIVEL


c
Para o Rio-de-Janeiro, at 18 do corrcnte, sai
alinda eveleira escuna Galante-Mario, pregada, c
forrada de cobre; recebe carga, passngeiros e cscra-
vos a frele: a tratar na ra da Moeda, n. 9, com
Silva Ai Grillo.
Para o Uio-de-Janeiro sabir, em poucos dias,
o brigue brasileiro Keho, por ter o scu carregamento
quasi prompto; recebe nlgiima carga miitda, passa-
geiroseesclavos os pretendontos dirijio-so aoca-
pitflo, Manoel Luiz dos Santos, ou na ra daCadca-
Yelha, aoarmazem n. 12.
.3.
S.cao.
John Marriott, estando de prximo a seguir para
Inglaterra, farlcilflo, por interveneflo do corretor
Oliveira, da mol.ilia da sua casa, consistindo em
Jeitos, marque/as, guarda-roupas, um magnifico
piano nglcz, cadeiras, inclusive algumas de halan-
co castigaos com mangas de vidro lavatorios, me-
sas de jantar, ditas de mcio de saine de joro, com-
modas, candieiros trem de cozinba, loucas, vidros,
umexcellente relogio ipglez, de cima de mesa,
obras de prata sendo um apparelho moderno feito
no Porto colheres, &c., e finalmente de mnitos
objectos de ulilidado o gosto : hojo, 17 do corren-
te mez, as 10 horas da manhia, casa dos Srs.
James Crabtree & Companliio ra da Cruz.
Cdulas encarna-
das de 20$ rs.
Na esquina do Livramento loja de 6 portas, re-
cebom-sc cdulas encarnadas de 20,000 rs. sem
descont, a troco de fazendas.
D-sedinhoiro a juros sobre penhores de ouro
e piala, e em pequeas quantias: na esquinado Li-
vramento loja do nicho se dir quem da.
Pelo juizo de ausentes vito a praca, boje a tar-
____ de 7 e'scravos : os prelendentcs, dirijflo-se ao Aler-
' ro-da-Boa-Vista, em casa do Sr. doutor Costa Re-
.1 visos diversos.
LOTERA
DA M ATRIZ
( PACIDA DE DA VI TOMA.
Nflo sendo infelizmente anda possivel cITcituar-se
o andamento das rodns.desta lotera no dia ltima-
mente marcado por se nflo ter completado a venda
dos respectivos bilheies, e existir em ser um crescido
n.*; o thesoureiro dclla declara, que tem transferido
o dito andamento para o dia 22 do corrcnte mez ,
na expectativa de que os bilhetes que restao se-
rflo vendidos u que porlanto as rodas eorrer-
r infallivelmentcnesscdia sendo pagos os pre-
mios no dia 24, para queseusdonos driles gnzem
pela festa. Avista do que, espera, que os amadores
desle jogo concomio para que isto se realise, com-
prando esso resto de bilhetes, que continuflo a es-
tar a venda nos lugares do costume.
Pelo juizo da segunda vara do civel.se h1o de
arrematar no dia 19 do crtente por ser a 'ultima
praca, com pares de borzeguins de duraquo preto e
deMa de cores, mcio-gaspeados, avallados em
2,000 rs. cada um por cxecucilo de Manoel Anto-
nio de Azevedo contra Jpflo Luiz Vianna.
O abaixo assignado declara, que tem pago ao
Sr. Manoel Antonio de Azevedo a quantia le 361,600
rs., o que por isso he resta smente 52,000 rsv e es-
tes de juros de 2 por cento, que o mesmo Azevedo
exigo, o corno, por estar da melhor boa f com o
dito Azevedo Ihe nilo conseguir reeibo, e agora sa-
be, que o mesmo Azevedo mandara un annuncio
feito pelo mesmo, para ter lugar a arrematacito do
cem pares de borzeguins, que havia penlinrado ao
annuuciantc por toda a quantia, em que mostrava o
debito, eiudooabaixo assignado pedir-lhe um re-
cibo da quantia, que Ihe tem pago, o mesmo Azeve-
do se negou a nflo passar. o para que i condec inen lo dojuiz da mes na causa e mais pes-
soas, o abaixo assignado faz o presente annuncio de-
clarando, que o mesmo Azevedo so procura este
meio para o desacreditar.
Joo Luis Fianna.
Oabairo assignado participa a Scnhora Flo-
rinda Mara da Conceiclto moradora na ruada Sen-
/alla-Nova do bairro do Rccife, que venha ou man-
de resgatar o seu penhorate o da. 20 do corrente;
pois he a terceira vez que so annuncia, alm dos
avisos particulares que tem dito, o mandado dizer
por escripia e ospacado p prazo ; do contrario, so
vender o dito penhor pelo que se poder, para pa-
gamento do principal ejuros ese nflo chegar, fi-
car a mcsiua seuhora rcsponsavel pelo resto, que
lloara dever. Recite, 15 de Dezembro de 186.
Antonio Teixeira das Santot.
A abaixo assignada declara, que, tendo linal-
sado o prazo de oito dias contados para 0 penhor de
i< oitavas do ouro que se acha em sen poder, c nflo
leudo comparecido seu dono, se proceder a ven-
da de boje em diante. As pessoas, que | recisa-
rom drijilo-se a ra da Roda n. 44, que acharad
com quem tratar. Lucia Diaria Vormonth.
Antonio Fcrrcira da Silva por ter encontrado
pessoa de igual noroe, se assignar de boje em dian-
te por Antonio Jnaquim Ferreira da Silva.
Jos Cei nardo da Silva faz sciente ao respeita-
vol publico, quo retra-sc .desta cidade para a do
Ceara.
gueira.
0 Reverendsimo Sr. Joilo Flippe Percira quei-
ra apparecerna ra do Crespo a Tallar com Manoel
Jnaquim Comes, que tem nina carta, vinda do ser-
Iflodo Inhamun, para Ihe entregar.
-- Offerecc-se'um liomcm portuguez para admi-
nistrador de cngenbo, ou caixeiro, do que tem
bastante pralica : quem de seu prestmo se quizer
tilisar, annuncie.
O Sr. Themoteo Pinto Leal, empregado publico,
queira vir pagar a quantia de 14,760 rs. de cera de
carnauba quecompiou para o festejo do nicho de
N. S. do Loureto na ra de Hurtas, n. 110.
Offereee-se um sacerdote para dzer as missas
do Natal, dentro, ou fura desta praca :'quem o pre-
tender, dirija-sc a ra da Solodade, n.58.
uem precisar de um preto forro para cozi-
nheirode mar, ou de Ierra drija-se a ra da Ale-
gra, n. 4, que,avistada pessoa, elle mesmo dar
as iiiformac;Ocs.
Matheus Auslin Companhia fazem sciente ao
publico, que a propriedadee sitio, que (ira na Ira-
veesa do Monleiro, que se acha annunciada aven-
der-se,se acha subjeita por hypotbeca na mesma
propriedado aos annuncianies, coinoeessionariosde
Manoel Ferreira Lima ; e para que ninguem se cha-
Francisco Jos Concalves faz sciente aorespei-
tavel publico, que de boje em diantc lica assignan-
do-se por Francisco Jos Concalvcs da Silva, visto
haveroutro nomo igual.
- Aluga-se, por festa ou por anno o sitio, quo
foi de Antonio Codito da Silva com dous armazens,
sobrado com commodos para grande familia, ar-
voredes de fructo, cacimba &c. : a tratar na pra-
ca da Boa-Vista n. t.
Precisa-se alugar um prclo que faca todo o
servido de una casa c que seja fiel pagando-.se
10/ rs. mensaes, e dando-se-lhe o sustento : na praca
ila Boa-Vista, n. 6.
I'recisa-se de um caixeiro portuguez, que ten ha
praticn de venda : na travessa da Concordia, fabrica
| de licores, n. 19.
Tem de se proceder, no dia 17 do corrente ,
peias 4 horas da larde, porta do Sr juizdeorpbflos,
a arremataeflo de urna olaria em chitos proprios no
lugar do Caldeirero com barro dentro, avahada
em 400,000 rs., e de urna canoa aberta arruinada,
avahada Cm 30,000 rs.
Precisa-so de um Portuguez solleiro, que te-
tina pratica de tratar de vaccas de leite c vender o
mesmo leite : na travessa de Relm no sitio do Sr.
Tressc.
-- Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
Nova n. 5 : a tratar na venda por baixo do dito so-
brado.
Dflo-so 500,000-rs. a premio com seguranca cm
urna casa nesta praca : quem quizor, nnniincie.
0 intendente avaliou esse lu guogut, e recuou ante
a colera da condessa.
Iloiive um momento de silencio secreto c amea-
cador.
Vedes? Chnn, disse orci ao meio desta cons-
tornaeflo geral, vedes ? ludo isto heohra vossa.
O.hoii abaixou os olhos com bypocrita tristeza.
El-rei perdoara, disse ella, quo a dr da irmfla
sobrepujasse a forrada alma da vassalla.
Boa peca murmurouo re...... Ola bem, con-
dessa, nada de rancor.
Oh nflo, senlior, nflo o lenho......Porm vou
a'Luciennes, e de la a Bolnnba.
Do inarP'pergimtpu o re.
Sim, senhor, deixb urna Ierra, onde o ministro
incito medoao rei.
Madama disse. Luiz XV offendido
-- Poisbe'm .'senhor, permita, que, para nflo fal-
lar por mais lempo ao respailo a V. niagestade, mo
retire.
A condessa crgueo-se, observando pelo canto dos
olhosoefteito, queprodtizia osen movimenlo.
Luiz XVsoltou um suspiro de cansaco, suspiro,
'I ne significava :
Que eousa aborrecida !
(Ilion adivuhou-lhcosenlido.ecoinprehendeo, que
seriaperigosoparaarma levara questflo mais longo.
Susteve-a, portanlo, pelo vestido, eiiujo ao rei :
Senlior, disse ella, o amor, que uiiiiha rmfla
tem ao pobre visconde, a arrastrou muilo loni
" be,que commcUo erro, a mim perteoce repara-
I"......Poiibo-mc na Indiada mais humilde vassal-
la de V. magestade; pcco-lhe justica para mcu ir-
n|flo; a ninguem aecuso : a sabedoria do el-rei sabe-
'a distinguir o que convem.
k Oh meu Dos cque quero eu senio a jusli-
'aP.Sim, masjiislica justa. Seum homem nflo com-
melteo um ci ime, nilo seja por elle aecusado ; se o
conimetteo, seja castigado.
moa ignorancia, fa/.-se o msenleannuncio.
Leudo o annuncio de/amatorio, que contra mim
fez o bem coniocido Sr. Francisco AI ves da Cunba,
no Diariodt Fernambuco n. 282 de 16 do corrente ,
sou A dizer-lhc que nada Ihe devo e que a difie-
ronca de 73,440 rs que seu procurador, o Sr. Cor-
rea Junior fez, nflo foi sem Orden) sua, quando alias
0 mesmo Sr. me causou um prejuizo maior de 4007
rs. ; porque, haveudoeii feito venda de 500 molhos
de ceblas a Leopoldo Jos da Costa Araujo esle le-
ve de a ongelar,por o mo estado,cm que se arhavflo,
em ras "i o ila chuva, que haviflo recehido de note na
descarga para a alvarenga e isso foi bastante para
Ihe abater 450,000 rs. ; e porignorancia minha nflo
protestei contra o Sr. Cuntid, e nem abandonei as re-
feridas ceblas : em resultado de ludo isto, apparc-
ceestoSr. no publico, faltando nflo s a verdade co-
mo defamando-me. Crea O Sr. Cunha qne nflo le-
nho cahedaes grossos adquiridos por luguados de
varias cures, e apenas tenho, como Uve, dinheiro pa-
ra Ihe pagar o fete, como se vedo recibo passado no
conbecimento em mcu poder. Domingos Filippe
Ferreira Campos.
Aluga-se muito emrouta ositioque foi do falle-
cido Pcreira, no Caldeirero; esle sitio, alm de ex-
cellenle casa de morada, tem grande cocheira, estri-
bara para quiltro cavados, casa para criados, dita
para pelos, muilos arvoredos de excedentes fructos,
diversas qualidades de flores, a melhor agoa pota-
vel, que lm possivel : quem o pretender, dirija-sea
ra larga do Hozario, n. S, segundo andar.
Alfonso Saint-Martn na ra Nova, n. 11, se-
gundo andar, por cima da'loja do Sr. Diogo Jos da
Costa, recebeo pelos ltimos navios, viudos de Fran-
ca mais soi lmenlo ao que j lem annuncado,
constando do scgunle: manteletes de groa do Na-
ples preto guarnecidos de franja de rclroz muilo
em moda os quaes assentflo o melhor possivel;
mantas da mesma fazenda, igualmente guarnecidas
de franja de retro/.; chales de soda muilo superiores
e de padres- modernos ; maulas de seda Ue cures,
para todos os procos, e entre ellas as ha do que ha de
melhor e mais rico neste genero; corles de seda
branca e de cores, para vestidos; chapeos de seda
para sen hora, de muito bom gosto, modelo a la Du-
rbsse e a la Pamelas ; ditos de palha da Italia, li-
sos e abortos para seuhora ; ditos pura meninas,
do novos modelos; rhapelinhos para meninos, de 2
a 8 anuos, modelos a olivare; lencos de setim,
muilo elegantes para senhora ; barege verdadero,
ilesso de que se fazem os laes vestidos, que, a justo
titulo, silo tilo afamados ; corles de ganga de qua-
dros para vestidos, imitando perfeitamenle seda, e
quo nflo desboto c durfloa enfadar; soriimoulo de
luvas de pellica superior, para homem e senhora;
panno preto da melhor qualidade, a 6000 rs. ; casi-
mira prela chamada setim zfir, muito superior, a
4000 rs. ds Sis, que pretenderem verqualquer (les-
tes ulijeclos terflo a hondade de mandar avisar ao
anuunciautc, que inmediatamente Ih'os levara em
suas casas.
Quem precisar de urna ama para todo o servico
de portas a dentro drija-se a ra da Coifcorda,
n. 5.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Direita, n 82, muilo fresco e com bous commodos
para familia : trala-sc no primeiro andar do mes-
mo.
Prccisa-se alugar um sitio grande, a margem do
rio, para morada animal : na roa da Cloria, n.23.
Jos Luiz de Azevedo retira-so para Mana-
gua pe.
I'recisa-se de um caixeiro para urna venda : no
Mangtiiuho n. 53, venda do Justino
--() escrivan da actual mesa regedora da rmandade
de N. S. da Solodade do bairro da Boa-Vista convidaa
todos os rmflos,para que no domingo,20 do corrente,
se reiinfto em mesa geral no consistorio da mesma
groja pelas 9 horas do dia afim de se eleger a no-
va mesa que lem de reger de. 1846 a 1847.
Domingos Filippe Ferreira Campos faz sciente
ao publico que nao devo nada nesta praca prn-
palinente ao Sr. Francisco Al ves da Cunha.
Jos Antonio Alvos da Silva embarca para os
portosdoSul oseuescravo pardo, de nomo Fran-
cisco.
A)uga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com optnos o muito assciados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouea familia: quem o quizer alugar, dirija-sc ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Achando-se fgido o moleque do nome Cosme,
crioulo, ollieial do .sapateirn, o qual lie muito conhe-
cido, c he boliciro do abaixo assignado, queui o en-
contrar leve-o a casa de sobrado atrs da matriz ila
Boa Vista, que sera generosamente recompensado.
Jodo Matheus.
Justino Pcreira de Faria embarca para oRio-de-
Janelro ou Rio-Crande-do-Sul oseseravo Izidoroc
Scrvulo, mullios.
Arrendflo-se os dous andares do sobrado da
ra das Larangcras n. 14, com bous commodos
para familia : a tralar na ra de Hurta-, n. 140.
Aluga-se a padara da Solodade, n. 22 com
todos os pertences: a Iraturna mesma com Joilo Cv-
prianno (tange!.
--Aluga-se, por prc^ocommodo una prcta, de
25 anuos boa eo/inheiia eiigomniadeira, lavade-
ra ; faz todo o mais servico domestico de qualnuer
casa de familia, e he muilo lid: quema pretender,
drija-se ao largo da Solodade, n. 32.
~ Precina-srdc duuslavradurcs ; cm casa do doma-
dor, OU l'alii ie;uile de cindieires ile gaz na na No-
va n. !2.
-- Roubrilo, da venda da ra do Rangel, n. II,
1 boceta redonda,aniarolla,rom 1 annoliiocom 1 dia-
mante e aborto de todos os dous lados; um dito ten-
do em cima a lettra F esmaltada o com oseguinte le-
treiro Amizade ; um dito dito sem a cravaeflo
do diamante ; umbolflo de abertura, com um dia-
mante ; dous ditos pequeos, lavrados ; 2 cordes,
um maisgrossocoutr mais lino; um tranedim ;
urna medalha leudo de um lado urna podra e do
oulro Um diamante,; um pardo brincos compridos c
lisos; um dito lavradona frentee de um molde ex-
quisito; um caixa de prata lavrada, tendo dentro
um pequeo alfinetc e um par do argolas de ouroe
dous pedacos de folba de prata. Ruga-se a qualquer
Sr. ourives, ou oulra qualquer pessoa, a quem forem
offerecidas estas obras, o favor de apprcheiule-lase
participar na dita venda, quesera gencrosamento
recompensado.
Fabrica de chapeos
de sol na na do Pas-
sciO'Ptihlico, n. tf.
querflo desengnnar-se por urna vez. sobre os
I objectos abaixo doctorados, tanto cm proco
como em qualidade: tem nesta oecasiflo um rico
sortimento de chapeos de sol furla-corcs e prc-
losrom barra lavrada, os mais modernos, que teem
apparecido neste meicado de igual sortimento; o
la mbcm chapeos de sol, do panoiphn de todas as
cilrcsc ultimo gosto da rainha M Escocia ; e para
senhoras um completttsorlimento dos meamos, de
todas as cures ,-pois^H|'gostos sflo da ultima moda
deParis. No mesniSfetaholecinicnto se acha um
completo snrtimcnldl sedase panninhoa do todas
as cOrcs, proprios pira toda e qualquer obra, quo
so quizer fazer pois que silo proprios para esso lim.
Tambem se ronoerlilo chapeos de sol, tanto de ho-
mem como de senhora, com toda a perfeicilo por pre-
qo commodo, e rom a maior brevidado possivel.
Na mesma falirira tambem se vendem baleas para
espartilhose vestidos.
Aluga-se, pela festa, ou annualmonte, urna boa
casa com sitio, no lugar dos Remedios : a tratar na
ra Nova n. 21, segundo andar.
--- A pessoa que, no dia 2 do corrcnte, mandn
buscar na loja decalcado da ra Direita n. 32 um
par de sapates para amostra, dcixando um par de
mangas de vidro de penhor, cmquanln vollava o
at o presente nem dinheiro nem sapates haja, no
prazo de 3 dias.de irsalisfa/.er; do contrario.se; fio as
niesmns vendidas, para scu pagamento edespeza do
annuncio.
Precsa-se de um feilor para tratar de um quin-
tal : na Trempe, voltando para a Solodade, n. 70.
Compras.
Comprflo-so 20 a 25 saceos de arroz vermcllio,da
trra: quem tal genero livor, dirija-sc a r;:a da Scn-
salla-Nova do Recife, n. 7, com as amostras.
Conipra-se urna earteira de duas faces, anda
em meio uso : quem livor, annuncie por esta folha,
ou dirija-se a ra da Cruz, n. 52.
Compra-sc un pardo brincos de diamantes, do
bonito modelo : na ra de Hurlas, n. 112.
= Comprao-se cscravoi de 16 a 20 annns de dade,
sadios, sem vicios, com o (Vicios e sem cites : na ra Di-
reita, sobrado, n. 29.
gal"' J
Yendas.
E ao dizer estas palavras, olhava Luil XV para a
condessa, procurando recuperar, se fosse possivel,
os restos da divertida mandila, que esperava, c que
acabava do tilo lgubre maneira.
Era a condessa tilo boa, quo secompadeceo dessa
i naeeu do ro, que o fazia triste o aborrecido por to-
da a | arte, excepto ao p dola
Vllou-se, pois, uro pouco, porque j havia comc-
eado a andar para a porta.
Peco eu outra cousa? disse cjla com adoravel
resignaeflo; nflo mo repillflo, porm, as suspeitas,
quando as manifest.
As vossas suspeitas silo para mim sagradas,
condessa, exclamou o rei; c mudem-se ellas um pini-
co em certeza, e vs veris. Mas agora me occorre
um meio bum simples......
Qual he, senhor?
Vao chamar aqui M de Choiseul.
Oh I V. magostado bem sabe, que ello nunca a-
qui vem ; que deadenha entrar no aposento da pre-
dilecta de el-rei. Niioheassim sua irma, quo mui-
to O ileseja.
O rei poz-sca rr.
M. do Choiseul macaquea o delphm, conli-
nuou a condessa animada. Nflo se querem compro-
mellor.
OdelDhim he um religioso, condessa.
E M. de Choiseul um tartufo, senhor.
Digo-lhe cu, minha .chara amiga, que ter o
prazer do o ver aqui; porque vou manda-lo chamar
c He a objocto de servido, forzoso lio, que venha, e
nos o farcinos oxplicar-se cm presenca de Cliou, que
ludo vio. Confrontaremos, como dizem nos tribu-
naos, nilo he, Sartines ? Vilo me procurar M. de Choi-
seul.
F. para mim vflo buscar o meu macaqunho,
Dorolhea, o meu macaqunho o meu macaqunho !
gritou a condessa.
A' estas palavras, que se dirigido k camarista, que
arranjava um gabinete prximo, e as quaes chegarSo
a antecmara, porque ao mesmo tempo so abra
porta, para mandar eumprir a ordem do rei, respon-
deo urna voz rouca e gaga.
- O macaqunho da senhora condessa devo ser
eu ; e portanlo apresento-mc, cis-me aqui.
E entrn um corcundinha vestido com a maior
magnificencia.
O duque de Trcsme exclamou impacientada a
condessa ; eu nflo o mande: chamar, duque.
A senhora pedio o seu maeaqiiiuho, disso o du-
que, saudaiido o rei, a condessa e M. de Sartines, e
como nflo vi entre os cortczflos mais feio macuco do
que eu, acud chamada.
i: rio-se, mostrando tflo longos denles, que a con-
dessa nflo pOde deixar de rir tambem.
Ficoi' perguntouo duque, como se fAra agra-
da ambicionada de.toda a sua vida.
Pergunte-o a el-rei, que aqui manda, senhor
duqne.
O duque vollou-se para o re com ar supplcaute.
Fique, duque, (que, disso o re, satisfuito de
accummiilar dislraccOosom derredor de si.
Neste momento abri a porta um archeiro do sor-
vico.
Ah disso o rei com ligeira sombra do aborre-
cimcnlo, hoja M. do Choiseul ?
Nflo, senhor, respondeo o archeiro, he S. A.
real o senhor delphm, que desojara fallar a V. ma-
gestade.
A condessa deo um salto de alegra, porque suppu-
nha, que o delphm se approximavadella ; masClion,
que pensava em ludo, franzio o sobrolho.
E ondo esta o senhor delphm? porguntou o re
impacientado.
No aposento de S. magestade. S. A. real espe-
rar, que V. magestade se recolha.
Esta escriplo, que nunca hei deterum instan-
te de tranquillidade, resmungou o re.
-r Vendem-so saccas com 3 arrobas de fardo, o
mais novo (leste mercado : na ra da Cruz n. 52, o
no armazem do Bacelar defronto da cscadinha.
Vendem-se linas cartas para vollarete; ricos
pnnhoseoollannhos doeambraia bordados para ves-
tidos muito ricos lencos de seda de pescoco para
homem : na praca da Independencia, n. 39.
Vcndc-se um relogio do prata, suisso, com pou-
co uso, por proco commodo : quemo pretender, diri-
ja-se a ra da i.uia, n. 55.
--Vendem-se snpluis cadeiras bancas para jo-
go, mesas de meio do sala, marq'uezas, meia-com-
inodas, radeiras para senhora, tudo de angico ; mar-
quezas, rom modas meias ditas tudo do amarello;
toucadores de Jacaranda ; ludo por preco commodo:
na Camboa-do-Carino, n. 8.
Vendem se superiores charopes de
groseille, \ i rulos de Franca, dito da ver-
dadeira resina de angico, esle muilobom
para molestias de peilo, a i ,ooo rs. agar-
rafa: no fabrica de licores do Aterro da
B*>a-Visfla, n. ai.
Na loja de ferragens, n. 5fi, da rita
da Cadeia-Vtlha, vendem-sc moinlios
grandes, com rodas, proprios para moer
cal cm porcio.
Ver.dem-se galoes de ouro lino ,
para fardas e chapeos depagens, e divi-
sas de ofliciacs : na rua Nova, n. a, pri-
meiro andj'r.
Vcndc-se a armarflo e pertences da venda da
ruada Praia, n 46: oaluguel he em cunta, eopro-
nrietario consento o traspasso da chave da casa, que
lira quasi no meio ila rua, lie cm una esquina, e
tem bastantes commodos para familia : os preten-
dentesdirjilo-so a ruado Rozario, venda,n. 1.
mm ni i i ii mnTTK^Bamii
E logo comprehendendo, queessa audiencia pedi-
da pelo delphm Ihe poupava, ao menos moment-
neamente, a scena com M. de Choiseul, tomou outro
acconlo.
La vou, disse elle, l vou. Adeos, condessa. V-
de romo sou infeliz, vi>dc como me atanazito.
V. magestade vai-se, exclamou a condessa, no
momento, cm que M. de Choiseul est a chegar?
Que queris i' O primeiro escravo he o rei. Ah !
seossenhores philosophossoubessem oque he ser
rei, e sobreiudo rei de Franca !
Mas, senhor, nflo va.
Oh! nflo posso fazer esperar o delphim. J4 di-
zem, que cu so quero bem as minhas lillias.
Mas, enilini, quedire eu a M de Choiseul.
Dzei-llie, quo v ter commigo no meu aposen-
to, condessa.
F. para cortar toda e qualquer observaco, o rei
beijou a inflo da condessa, trmula de colera, e des-
apparcccocorrendo, como era seu costume, todas as
ve/es que receiava perder o fructo de urna balalha
ganha pulas suas conten por isaces e astucia de bur-
guez.
Oh elle anda nos escapa, exclamou a condes-
sa, batiendo dospeitosa as palmas das milos.
Mas o rei nom ouvio esta exclamaco. ik a porta
se buvia lomado a fechar, e elle atravessava a ante-
cmara dizendo :
En trem, meus senhores, entrem. A condessa
cousentcem receb-los. Mas acha-la-hflo bem tris-
te do accidento aconlecido ao pobre Joilo.
Os cortczflos olhrflo uns para os outros admira-
dos. Ignoravflo o que havia acontecido ao visconde.
Jluitossuppiinhflo, que ello eslava morto. E con-
cerlrflo os scir.blantes como a circumstancia o pe-
dia. Os mais alegres erito os que mais tristes pare-
ciflo: 0 enlrnrflo.
(Contimar-tt-h*.)


= Vendem-se momitas de Trro para engenhos" le as-
turar, para vapor, agua e bostas, de diversos tainanlios,
por preco cominodo e ii>ii.iliiirnto talxas de ferro coado
e batido, de lodos os (ninnntios : na jirafa do f'orpo-San-
to, n. II, .'ni casa de Me. i.almoiil l Companhi, ou na
ra de Apollo, arinazem. n. 6.
= Vende-se potassa branca d*_ superior qualidade,
(in barris pequeos ; Pin casa e Mallieus Auslin &
Couipanhia. na na da Alfandega-Vellia, n. 30.
= O corretor Olivelra loui para vender cobre em fo-
Iha e pregns de dilo para forros de navios : os prelen-
denles dirijo-se ao uiesnio, ou aos Senhores Mosquita
= Vondo-sc cal vlrgom ein meias barricas ,* choga-
da prximamente, por preco coinmodo; na ra da
Moeda arniazem n. 15.
Vende-se pofassabranca, da
mais recem*clie^aca por mdi-
co preco : ein casa de L. G. Fe
reir & Companhi'.
f(i Vendem-se, por proco mais barato do
^j>* i|uecmoutra liarle, lanszinhas linas, os
sj mais ricos padrOes queleein apparocido
L V pelo barato preco de 320 rs. o covado ;
ES cassas de novus padroes c Cores fixas a
" 2500 e 3000 rs. o corle ; riscadinhos franen-
L-X| zes linos para vestidos a 200, 220 c 240
- rs o covado ; lencos de seda da India a
fy,1 1440 rs. ; mantas de seda, as mais ricas que
Sj teem apparecido; cortes de cainbraia de
; l bom gosto ; ricos chales de seda; cortes de
- rollete de todas as qualidades: brinsde 1- |
{& nbo, do cores e branco; casimiras para cal-
I cas ; esguiOcs finos ; bretanba de linho ,
J milito lina ; lencos de sel i ni prclo 0 de 00-
:, y res para grvala ; eoulras muitas fazeu-
,S das de bom gosto : na ra do Queimado ,
!-- nos quatro-cantos, loja nova, na casa ama-
i k relia, n. 29.
bem supeiior genebra bollandeza ; agoa--
ardente de Franca; vidros com conser-
boiocs de dore de fructas da Euro
pa ; biscoutos linissimos de Hamburgo ;
velas de composico ; cha preto; dito
hyMon; ptimos charutos em caixinhas
de cem.
Vende-se um relogio de oiiro, suis-
so novo ; um dito um pouco usado ,
Vendem-se bichas grandes dellam-
bnrgo chegadas ltimamente; e tam-
bem se alugao, por preco commodo ; no
Aterro-da-Boa-Vista primeira venda ,
ao p d< ponte, n. i.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio n. 5 de Cuimar.les Serafim & Companhi ,
vendem-se chales grandes de cadarco, fingindo liia e
soda, padroes muito modernos, pelo barato preco
.1c 2400 rs. cada um ; lencos de cambraia estampa-
dos, a 140rs. cada um; brim francez escuro, en-
corpMOede puro linho, a720 rs. a vara.
Sal de Lisboa fino e alvo a 1600 rs. o alquei-
re velbo e sendo porclo dar-se-ha por menos : na
ra da l'raia armazein n. 18.
Vendem-se 6 escravas sendo prctas c pardas
le 15 a 25 anuos com habilidades; un escravo car-
iciro, de 20 anuos; 2 prctos de 25 annos, de boa
conduela e bem robustos ;-2 pretos, de meia da-
do um driles he carpina-. no paleo da matriz de S.-
Antonio n. 4.
Vendem-se duas canoas novas, de conduzir
familia, pintadas a oleo; urna dita pequea, de um
s pao : na ra ra estrella do lluzario, botica, n. 10.
Vendem-se 35 eseravos .sendo : pelas pre-
tos, neg inhas pardos, pardas 4 moloques 2 bo-
nitos muatinhos proprios para pagens por preco
commodo na ruada Cruz armazein n. 51 a fallar
com Jos Francisco da Silva.
Vende-se urna morada de casa'terrea no bairro
da Boa-Vista por preco commodo : na ra largado
llozario, n. 32.
Figuras de pot rellana para
prese pos.
Na terceira loja de miudozas da ra dos Quartcis,
boje larga do Itosario, ha um bollo sortimento de
figuras de porcollana em branco e colorido, conten-
do diversas figuras humanas, de animaos e de aves,
o mais proprio possivel para os presepes particu-
larmente porseus tamanhos, belleza e longo, dura-
C?o : o preco mo arruina a ninguem.
PARA OS AMANTES DO QUE HE BOM te
Vende Al-se latas pequeas e grandes da ![f
muito e recommendavel bolacbiiiha de ara- R
ruta, propriamenlo dita, ltimamente che- "fe
gada no brigue Viriato, bem tonada de dif- %_.
I'crentes feitios e cheirosos maisagradaveis, gj.
que se podem desojar como sejfio : flor de ?*
laraiija baunilha, herva-doce, limflo, &c.; "
em porclo c a relalho, por barato preco : no
farmazcm de Dias Fcrreira ne caes da Al-
fandega.
Vendem-se lesouras para costura quereunem
a urna qualidade superior um feitio delicado a 1600
rs. cada urna ; ditas para unbas e costura de 1000
at 120 rs. ; os muito procurados caivetes com ca-
bo de pona de viado muito fortes, c de ptima
aualidade ,a 1280 rs.; espelhos em quadros doura-
os para pendorar na parede, mais baratos doque cm
nutra qualquer parle ; assim como uniros muitos
objoctos : na anliga ra dos Quarteis n. 20, ao pe
da padaria.
Vendem-se pentes de tartaruga, enfeilados pa-
ra segurar cabello pelo diminuto proco de 2000 rs.
cada um; pares de travossas de tartaruga, de 480 at
1280 rs. ; ricas fitas de sotim bordadas, de dilTcren-
tescores c larguras; suspensorios finos para me-
ninos por barato preco ; assim como nutras mui-
tas mudezas : na ra larga do Rozario, loja de miti-
dezas, n. 20, junto a padaria.
Na ra da Cadeia
Vclha, loja n. 29. de
J. O. Elster,
vcndcni-se os seguintes viudos engar-
rndose de superior qualidade : vinho
do Porto muito velho ; dito da itladei-
m ; Bucellas ; Carvellos ; Slierry ; H hei-
n*>; Kordcanx ; Qiei ry-cordial; Tee
rifli; Chumpuiiha, marca cometa ; e tain-
muito bons rcguladores,pelooqueodono
se responsabilisa ; e igualmente 3 cor-
rentes novas, de ouro, para os inesmos;
amado Vigario, n. 4-
Vondem-se 3 lindos moleques, de 14 a 16 an-
nos ; 2ditos, de 7 a 11 annos; 2 pardos, ptimos
para pagens de 17 annos lendo um delles o ollicio
de banqueirodeengenho; um cabra, de 25 annos,
boriicarreiro; um preto de 30 annos, canociro;
duas pelas do 20a 25 annos, com habilidades,
sendo urna licitas de nacao, com urna cria mulati-
nha.de 2 annos; urna parda,do25annos, com al-
gumas habilidades ; 2 negrinhas de 7 a 9 annos !
naruadoCollegio, n. 3, segundo andar.
Potassa da Russia,
verddeira e nova, em barris pequeos,
por preco muito commodo : na ra da
Cruz, n. o, em casa de Ralkmann &
Uosenmund.
Vende-se una parda, de 20 annos, bem pare-
cida; um moleque muito bonito, de 12 annos;
todos por preco commodo : na ra da Cadeia do Re-
cife, a fallar com Joo Jos dcCarvalho Moraes.
Vcnd;-sc umaescrava crioula de 22 annos,
de bonita figura : no palco do Carmo, sobrado de
dous andares, n. 18, junto a venda do Nicolao.
Vende-se urna preta, de 18 annos, de bonita
figura, quccoziiiba o diario de una casa cose e
lava ; urna dita, de 24 annos que cozinlia, lava de
sabio.e he qiiitandeira; duas ditas para o servio
decampo; um mulalinho, de 7 annos, de bonita
figura ; lodos sem vicios nem achaques : na ra da
Concordia, passando a potezinba, segunda casa
terrea.
Vende-se urna mulatinha muito sadia pro-
pria para o servieo de campo, por preco commodo :
na ra do Crespo, n. 4, loja de Joaquim da Silva
Castro.
-- Vendem-se casaos de pombos bons batedores,
grandes e de exrollenle raca, por preco commodo:
na ra da Florentina, n. 16.
Vende-se nina preta que sabe cozinhar cn-
gommar, lavar, coser, efazertodo o servieo de urna
casa; na ra do Cabuga n. 16.
Vcndc-se urna casa terrea, comas frentes de
podra ocal cm chitos proprios, com grande quin-
tal cacimba com boa de beber, no alto da Copunga,
um dos methores lugares por ser muito fresco e no
principio da estrada que segu para Baixa-Verde:
a tratar com Antonio Jos de liveira Braga, no oies-
mo lugar ou na roa da (,'ruz, no Recife n. 28, com
Joilo da Costa I.ima Jnior.
Clieguein ao bom ,
antes que se acabe j
O antigo baraleiro est torrando a troco de pouco
dinheiro na nova loja de miudozas da ra do Col-
legio, n. 9, chapeos de sol, para senhora, com fran-
ja e sem ella a 2880 rs. cada urna ; ditos de pan-
ninho, para homem a 1200 rs. cada um ; pellos de
marroquim a 1280 rs. a pelle, luvas de algodo ,
brancas e de cores para liomcm e senhora, a 320
rs. o par ; bonetes para meninos a 480 rs. coda um;
ditos de pal ha para tomar fresco pela festa a 100 rs.
cada um ; bicos ostroitos, a 40 rs. a vara para aca-
bar ; lencos de seda preta para grvalas, a 800 rs. ca-
da um; bengalas de canna da India, a 1920 rs. cada
urna.
--Vende-sc urna carroca com cavallo; 6 cadeiras
americanas, de pao, cm bom uso; 8 ditas de pa-
llnnlia : na Solodadc, padaria n. 22.
Vcndc-se um casal de eseravos mocos, sadios,
proprios para agricultura: no sitio da Soledade,
sobrado penltimo antes de ebegar a igreja, lado
direito
Vende-sc urna cama de casal, nova, com col-
cho c cnxergoes, por 40,000 rs., una mesa de jan-
lar com dous aparadores, por 20,000 rs.; um foga-
rciro de cobre para aquecoragoa dentro do banhei-
io ; urna mesa de engommar : ncsla typngrapbia se
dir qnem vende.
Vende-sc urna parda, de 30 annos, com bas-
tantes habilidades; urna preta da Cosa com a
mosma idade propria~para o servieo de campo ou
ra : na ra do Crespo, n. 15, primeiro andar.
Novas pe< Iiik has ,
lia muito fina c de muito bom gosto para meni-
nos ; luvas de seda curtas e compndas de todas
as cores, com dedos e sem elles ; crepo de todas as
cores ; luvas de pellica com enfeites ; ditas curtas,
para homem c senhora ; chapeos de sol para ho-
mem e senhora ; cortes de cambraia de listras para
vestido ; borzeguins pretos, para homem e senhora;
sa patos de lustro, para-senhora e meninos; ditos
para homem ; um bom sortimento de perfumaras ;
assim como outras muitas fazondas que sevende-
rO por preco commodo.
Vendem-se agulheiros de vidro, o pequeos
tubos lambemde vidro, para fumar charuto, sem
sujar os dedos nem a bocea : na ra larga do Roza-
zario ao p da padaria.
ATTENCAO!
Na ra do Vigario, n. 13, vende-se doce de goiaba
de superior qualidade, em caixinhas de 8 libras a
meia arroba proprio para tempo de festa.
Vende-se um cordilo grosso, de ouro de lci,
com 3 voltas e sem feitio; um relogio de ouro, mo-
derno bom regulador; um caixilo para amostras de
venda, ou renaco de assucar; ludo por barato
preco: na ra do Rozario deposito de bolacha, n. 2.
Casa da F,
na ra estrella do Rozario. i>. 6.
NosteestabclccimentoachSo-sea venda as cont-
las da lotera das obras da matriz da cidade da Vic-
toria. Aellas, que silo poucas, e as rodasdevem
correr a 22 do corrcnle.
Vendem-se 2 eseravos mocos, de nacSo pro-
prios para todo o servieo : na ra larga do Rozario,
n. 35, primeiro andar.
Vende-se urna preta, de 18 annos, de boa fi-
gura propria para mucama e que cngomma,coz-
nba c coso ; duas ditas quilandciras e de lodo o ser-
vico ; duas ditas proprias para o campo ; um boni-
to moleque, de 12 annos, proprio para pagem de
algum menino ; todos sem vicios nem achaques ,
queseafianca : na ra larga do Rozario, n. 24, pri-
meiro andar, rollando para os quarteis.
Vendem-se resmas de papel almaco, branco e
azul a imilaeo de meia hollanda ; ditas de papel de
peso; tudo por preco mais coinmodo do que em
oulra qualquer parte : na praca da Independencia,
loja de miudezas, n. 4.
O barateiroestem
ireguezes!
O antigo baraleiro est vendendo a troco de pou-
co dinheiro, na .sna nova loja de miudozas da ra
do Collegio, n. 9, papel de peso inglez muilo fino,
de primeira surte a cinco patacas e meia e meia
resma a 880 rs. ; ricos pontos de tartaruga do segu-
rar cabello com enfeites domados, a 4000 rs. cada
um ; travessas de tartaruga a 960 rs. cada par
chapeos de cambraia para meninas, enfeilados.
a 2560 rs. cada um; loques de seda a 3000 rs. cada
ii ni; luvas de pellica para boinein c senhora a 800
rs. o par; ditas de seda para meninas, a 200 rs. o
par ; ditas de seda preta compridas, para senhora,
a 1000 rs. o par cachos de llores, muito bonitos
para enfeites de chapeos e cabello, a 400 rs. cada
um ; chapeos do Chile, para cabeca pequea, a 2800
rs. cada um.
Sapa los, a 1120 rs.o par.
PNa esquina da ra do Cabuga junto a botica,
vendem-se sapatosdo marroquim franCezes, de to-
das as cores e decontovilo preto muito bons che-
gados pelo ultimo navio -do Franca : lindase boas
sedas brancas para vestido do noivado ; ditas escu-
ras, de bonitos padrOes; ricos chales c mantas de
sada escocesa dos melhores gustos, que lecm appa-
recido ; guarnicOes de flores para vestidos ; chapeos
de seda com plumas, do ultimo gusto ; cachos de
flores para chapeos; lindos chapeos de palha da Ita-
campo
?
O antigo baraleiro esl dando a troco de pouco di-
nheiro, na sua loja de miudezas da ruado Collegio,
n 9 lnitoos de duraque lino ede seda com palmas,
a 200 rs. a duzia ; carteiras para algibeira a 160 rs.
cada urna ; carapucas de algodo de cores para ho-
mem a 160 rs. cada nina ; torcidas de todas as lar-
guras a 100 rs. a duzia ; botOcs de madre-de-pero-
a a 480 rs. a grosa; ditos de metal para Calcas, a
300 rs. a grosa ; meias para homem e meninos, fi-
nas a 240 rs. o par ; trinchetes do cabo de marfim
e de bfalo para trinchar, sendo faca grande e gar-
io com mola a 1400 rs. o jogo; retroz de cores e
preto a 120 rs. a oilava e em libra a 12,000 rs., de
primeira sorle ; tesouras finas de todos os goslos ;
riquissimos caivetes finos de urna e duas folhas;
e oulras muitas diverjan miudezas por barato preco.
Vende-se urna escrava crioula, de idade de 20
annos, muito sadia, bonita figura, com ajgumas ha-
bilidades, e por preco commodo : na ra estrella do
Rozario, armazem, n. 31.
Cartas francezas de jopar
para vollarcte as mrlliorc, /|uc ha no mercado; pen-
tes co de 640 rs. : na ra larga do Rozarlo n. 24.
Aos amadores da boa Cliam
panha.
A inda existen) alguns gigos do supe-
rior vinho Chanipanha de Silleiy, na ra
da Cruz, no Recite n. a6. As ptfsoas,
que se quizerem prevenir de hom vinho
para lesta devem piocura-lo quanto
antes.
=Vcndeni-se passas inludas para fazerpodins ; ceic-
jas e ameixas seeeas; feijoes ; eivilhas ; lentiba ; iliam-
panha ; vinbo do l'orto ; Selieriy; Maileira ; vinho do
Rlftno ; Sauteriies ; fiarme, em quartolas e caitas di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; supe ior cognac;
iliiim de Jamaica ; arrae ; genebra de Hollanda ; vinho
de Malaga velho, ein meias garrafas ; frascos de todas
as qualidade de fructas da Kuinpa ; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de uina libra ; mos-
tarda francesa e inglesa ; Scherry cordial;. latas de sal-
uo ; sardinlias; ervilbas e mais outras conservas de
peixc e carne ; conserva* de pepinos e cebollinhos; cer-
veja preta c branca da celebre marca Karrlay ; azeile
doce superior ; cha ; charutos regala. Ksles gneros
sao todos da melhor qualidade e se aclio amostras
para os senhores compradores, no armazein de Fernan-
do de I .mea na ra do Trapiche n. 34.
Rap-Ciarse
O cncarrrgado da agencia do Rap-Gassc nesta pro-
vincia tcm a honra de participar aos seus fregueses,
que e acha venda-no deposito da ra da f.rut no Re-
cife, n. 38 urna das melhores fumadas., que aqui teem
vindo do Rio-de-Janeiro do mullo' apreciado rap
giisso c meio-grosso fabricado rom as melhores qua-
lidades de fumo da Virginia, culo ai cuna ii valija com
o mais superior rap prince/a de Lisboa.
Lgica judie*aria.
A liviana da esquina do Collegio tem de venda al-
gens ejemplares da lgica judiciaria, ou tratado dos
argumentos lgaos, por llortensiusde Saint-Albain,
seguida da Lgica da consciencia, 1 v. em12de mais
de 300 paginas. Ubra nova de relevante merccinieu-
to, de mxima utilidade para os magistrados, ju-
rados, advogades, cstudantes de direito, u para as
domis pessoas que se dedico aos trabalhos do
foro
. Vcndc-se um terreno na ra, que Oca por de-
trs da ra da Aurora em frente-do fundo da casa
do finado l'ereira com Igual largura a dita casa ,
com 300 e tantos palmos de fundo o qual chega at
a lorecira ra: a Iratar natravessada Madre-de Dos
n. 18.
Vendem-se 30 accocs da companhi de Bebe-
ribe.no valor de70 porcento: nesta typographia ,
sedirqiiem vende.
Vendem-sequeijos ; presuntos; Utas com bis-
coutinhos inglezes; ditas com mermelada; barris
com azeilonas rretas do Porto ; tudo por preco com-
modo : na ra da Cruz, no Recife n. 46.
Vende-se urna venda na ruado Collegio, n. \
com commodos para morar familia no interior, que
bota para o Passeio-Publico e com poucos fundos
oaindasetiraraO alguns, so o comprador assim o
exigir: a vista do comprador se far todo o nego-
cio, em rasflodo dono se adiar doente o ter de rc-
tirar-se para fra : a tratar na mesma venda.
A 12$ rs. o corte.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-Anto-
nio, n. 5,de CuimarSes, Seralim & C, vendem-se ri-
cos cortes de chal do lila c seda com barra, os mais
lindos padrOes, que teem vindo a esto mercado,
pelo barato preco de 12,000 rs. o corte.
DEPtRTASN0^
j Nesta loja das bos pechinehas, ha mais Jg
g duas do novo a saber : tarlatanas com lis- 4
2* tras de seda ,a 5600 rs., cortes de cambraia t:
JE de bonitos padrOes,a4000rs. S
Vende-se um sitio do coqueiros, no lugar do
Rio -Tapado no termo de Olinda com bastante ter-'
ra do plantar o criar; vendem-se lambem com o
ditositio, aIgumas vareas mu boas de leite,e a|-
gumas novilhas ; c um escravo anda bastante mo-
co que serve de pastor ao inesmo gado : em Olin-
da na ra do Bom-Fim n. 21.
Vendem-se roberas de chitas, a 1800 rs ; cor-
tes de 13a muito fina a 4000 rs.; corles de meias ca-
simiras, a 3800 rs. ; ditos de cassas bordadas com
8 varas c meia a 3000 rs.; meias de seda preta ,
muito superiores para homem, a 800 rs. ; rispados
largos proprios para camisa a 180 rs. o covado .
na ra do Cabug, loja de Antonio Rodrigues da Cruz
Vende-se urna escrava de naco de 30 annos,
de muito boa conducta eque rozinha bem, lava ,
e he muito fiel: no becco do Padre, n 10.
i
Pechinehas na loja
do nicho !!!
Na esquina do Livramento loja do nicho, ven-
dem-sc pccasdcalgodozinhocomn varas, a 2210
rs.; chapeos de sol, de seda, a 5000 rs.; ditos imi-
tando seda a 2000 rs.; urna grande porcao de chi-
tas brancas o decores, de bonitos padroes, a 160
rs.o covado: e recebem-se cdulas" encarnadas de
20,000 rs. sem descont.
Vende-se urna commoda de amarello; urna di-
ta de conduni; meis ditas de amarello ; camas de
angico; dilas de amarello; sophs de Jacaranda;
ditos do oleo ; marque/as de eondiii' ; urna mesa
tic meio de sala com pouco uso ; toucadores deja-
caranda ; cadeiras ditase de oleo; tudo por preco
muito commodo : na ra da Cadeia do S.-Antonio,
n. 18. v
Vende-se a obra de Filinlo Elysio, em portu-
guez com posta de 11 lomos, em bom uso: na ra
do Cabug, junio a botica do Sr Jo3o Moreira Mar-
ques
Vende-se a bella agoa de caj espremida em
prensa com todo asscio a 80 rs. a garrafa : em F-
ra-de-Portas, venda n. 92.
Yende-se um cavallo, rodado, de
bonita figura, c que anda bem de
baixo a nieto: na estribara do forte do
Quebra-Pratos, iunto do arco do Bom-
Jesus.
junto
Licors do cloquencia nacional
pelo padro mostr Lopes Cama em 2 vol.,(bem enca-
dernados : vende-se na livraria da esquina do Col-
legio, a 6,000rs. cada esoniplar lambem abi se ven-
de por 8 patacas cada oxempUr do compendio de
philosophia do professor Cbarma, pelo qual lia &e
leccionar-se no collegio das ai les.
Vendem-se 74 nonecas, nuas, com cabellos,
proprias para seren enfeitadas, a 160 rs. cada urna
na ra Nova, n. 18.
Vendem-se ricas llores para chapeos de senho-
ra, pelo mais barato proco possivel, assim como filas
de seda proprias para os meamos : na ra Nova, nu-
mero 18.
Vendo-se um sitio na estrada dos Afilelos, com
boa casa de pedra ccal, com soto, estribara par
um cavalio e boa agoa de beber : fallar na mes-
ma estrada, no sitio de Joaquim de Olivcira e Souz'
Eseravos Futidos.
AchSo-se fgidos, ha pouco tempo, 3 preto,
sendo um de nome Vicente crioulo, de 23 annos,
alto, com principios de sapateiro : outro, de iu>me
Lino tamhem crinlo de mediana estatura secco
docorpo.de 20 annos: ambos foro comprados
Manocl Jos Tavarcs da Silva : consta, que eslao
acoitados nesta cidade, pela mi a irmaos dos Hus-
mos. <> terceiro, de nomo Benedicto, de estatura re-
gular, grosso do corpo ; tem urna cicatriz sobre ujn
olho ; lieodicialdc carpina ; e fpi escravo de Pul
Caetano de Alnuquerque. Roga-se as autoridades
policiaes capilacs de campo, ou outra qualquer
pessoa, que os pegar,do levara Malinas de Albuquer-
-tIfl ii~.ii,> r> r,,n ,i.. m^u o -n),nHn millar,
onde se recompensar. ,
- Fugio, nodia2de setembro, um escravo,"1
nome Joaquim prelo, fulo, baixo figura ordina-
ria diz sei ('.alalia; tem as fon tes u os riaquinh
apagados; de lempos em lempos nascem-lho unsClv'
vos nos ps; tem as mfios speras procedido n-
boubas que tove : quein o pegar, levo ao engcniM
Batateiras, a seu senhor, o padre Jos Goiicalvest
Madre de Dos Fonles.
PERN, : NA TIP. DEM
. F. DE-rAWA.184"'


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