Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08346


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Full Text
Anuo de 1840.
Terca-feira 18
y--------------j----------------j---------------
O f)M/f/Opul>lci-je todns o rliis que n"o
fon-m ilr guarda : o prern InOQ n. por-qnartel, pnem ndinnladni. Os
atinuncins dos aasigiianlea ao inseri.iloa a razio
de 2l> riis por linha, 40 ris en typo liflerrn.
le, e rr|Hiiooe$ pela metaiie. Os que nao fo-
rein asignantes ps5o 80 ris por linda, e 160
cu) (ypo ililferante.
Pll ASES DA LA NO MEZ. DE DEZF.MBRO
I.u clieia a J, ai 4 horas 20 minutos da tarda.
Mlngoantc^a 10, as 6 lluras e 55 min. da Urd-.
I.ua nov a I*, as 10 liorna r 21 min, da mauh.
Crtscente a 24, as 4 horas e 10 ruin, da manli.
PARTIDA DOS CORREIOS.
ftoi.-inna r ParaliT'"". Se.;ntiilas e Suatas flras
Itio Gratule itt Norte, che as Quinas feiras
oo meio da (> irte as mesiuas horas Das
Quintas faifas.
Cali, Serinli'icm, Rio Korrnoso, Porto Calvo e
Matwjrd no I.', 11 c 2 1 ele cida mei.
Garanliunl e Kouito a 10 e 21.
Boa-Vista* Flores a II e 2*.
Victoria as Quintas feiros .
Olinda todos os dias.
PBKAMAA DE HOJE.
Prrneira s I h 0 minulosda lana
Secunda a 2 b. 30 minutos da manila*.
de Dezembro.
Anuo XXIT.
n. ftfti.
DAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Matrouinno. Au I. d.i J. dos or-
pl HO edo J.doC. da 2. v.,.loJ M. da 2 V.
S 15 Tero. S. Cecilia". \iul. do J. do civ. da I.
v. e do J. da pal do 2. dist de t.
10 Quarta S. Alliina. Aud. do J do c. da 2.
e do J. de par do 2 dist. do t.
17 Quinta S Vivina. Aud do J. d orphSos,
do I municipal da I. Tara.
18 Seita S bperido. Aud do J. do civ. da I.
v., edo J. de paz do I. dist. de t.
19 Sabbndo. S Pkusla. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de paz do I. dist.e J. de t.
20 Domingo. S. Domingos de Silos.
CAMBIOS IVOOIA i i DE DEZEMBRO.
Camino sobre Londres 2 d, por If r*.a\
Paiis 35 res por franco.
.. Malina 95 de premio.
Hese, de Iriras de boas firmas I ViP- Vi
Our.iOnr.s licspan'.nlas SIOOO a
> Moedasde CJinn vel. lejano a
* deCatOOnov. lbjfono a
a de tjOOO... /000 a
Prata Palaces........ I!*0 a
t Pesos columnarcs lf9n a
Ditos Mexicanos. |820 a
Miuda.......... lj720 a
A eces da Cornp. do llebaribe de 50*000
00 d.
ornes.
i'jjM'O
IBlaOO
160200
9lOO
J/Ol
ifOlO
lf*40
l|T40
ao pai
DIARIO DE PERHAMBUCO

AVISO. ,
No ultimo clesle mez fiada o
prazo, por que fra prologado o
que eitavh marcado para o troco
das cdulas de 2,^000 rs., estam-
padas em papel brauco.
i Mi I II Bt'l IIIM
PARTE 0FF.CI.IL.
\ CaOvorno da provincia.
fcXPRDIKNTB DR 5 1)0 COKHKNTK.
OfficioAoExm. eommandanle das armas, rcrom-
mendando, i|iic, apenas se reeolhflo aos respectivos
oorpos os destacamentos da Corea de linha, "que se
achilo em Olinda, Afogados c Poco-da-Panclla, par-
tioipe-o presidencia, alim de que possa ella expedir
suas ordens, para que em os domingos seja a guar-
nido da praca foi la pela mesma forca.
DitoAo administrador-fiscal das obras publicas,
ordenando, que determine ao engenheiro Carvalho
Mondonga, v examinar e orear os reparos, deque
precisa a ponte da cidade da Victoria.
DitoAo chefe de polica, scienlificando-o de ler
mandado pagar o que se ha despendido com os pre-
sos pobres de jusliea do termo de Santo-Antao.
Dito directora da companbia do Bebiribe,
fcrmiltindo-lbe fazer desembarcar em o caes do Col-
legio os mnleriues necessnrios para a construceflo ilo
ehafarz, i|ticella pretende eslabeleeer no largo do
mesma C.ullcgio ; e declarando, que, se desse dcs-
cnibarquc resultar algum daino escada do re-
ferido caesdeveella mnda-lo reparar.
Portara-Nomcando subdelegados de polica ao
tenentc-coronel Francisco Carneiro Machado Rios,
ao eidadIoLaurentino Antonio Pereira de Carvalho,
e ao capitiio Semco (ieraldo de Carvalho : o 1., pa-
ra a fregueza dos Afogatlos; o 2.", para a da Varzea;
eo 3.*. para a de Ooricury. I'articipou-so ao chefe
de polieia.
Dita-ltesolvcndo, ques s freguezias, que pela por-
tara de -11 tle oiilnliio deste anno forfio designadas
para ocollegio cleitoral do Recite, seja addicionada
a da Varzca, novamenle oreada.Ofliciou-se a res-
peito cmara municipal desta cidade.
IIIPM 110 I1IA 7.
Odicio-Aocommandaiite superior da guarda na-
cional'do municipio do Recite, rociimmeinlando a
c\pcdicflodo suas ordens, para qtie.d'ora em diante,
o servico da guarnidlo da praea, que nos domingos
locar a tropa tle priincira linha, seja feito pola pri-
meira leg.lo da mesma guarda nacional em as se-
gundas, tercas c quai las-feras, c pela segunda, ornas
quintas, sextas e sabba'dos; c declarando, que aquel-
la das mencionadas legoes, a que un tal servico lo-
car, devera dar igualmente o oflicial superior do
dia.
DitoAodireclor do arsenal de guerra, ordenan-
do, que para o fardamento da tropa de primeira li-
nha nilo mande fazer scn.lo aquellos objectos, que
l'urem podidos pelos commandanles dos corpos, em
icqusiefles rub cadas pelo commandante das ar-
mas, e despachadas pola presidencia : e determi-
nando, que aos conhecimontos das tlespczas com o
ii.esmofardaiiiciilo junte copiada ordem, queasau-
torisou com deolaraeao do corpo, a que foi elle for-
necido.- I'articipou-se ao commssario-pagador.
MEMORIAS DE LM MEDICO. (*)
ron aicjcanrc J^umag.
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO XXV.
O RE X.UIZ XV,
J.uiz XV enlrou com a cabeca erguida, a perna te-
sa, o olho alegre, e o sorriso nos labios.
\a sua passagem, viflo-.se, pela porta toda aberta,
dnas fileiras de caberas inclinadas do eortezflos, qua
"inda mais desejosos semostravo de ser inlrodu-
zidos, ao vercm na rhegada do S. magestade occa-
sifio defazerem a corlo duas potencias aomesmo
lempo.
Fechou-se de novo a porta. Como orei niolizera
a nnguem signa I de entrar, achou-sc s com a con-
dessa t Mr. de Saitines.
N2o fallamos da camarista intima, nom de un ne-
grinha; que nao entraviio esses em eonta.
Bonsdias.condessa.dssc o re, beijandoa mao
de madama Dtibarrv. Ora, grabas a Dos, issocsla
liojc fresco! Bons.iias, Sartines. Entilo! trabalha-se
(*) Vide Diario n. 280.
DitoAOJtifz municipal da primeira vara, decla-
ra ndo-se sciente de ter ello assumido a segundado
crime, por achar-se impedido o scu rollega da se-
gunda vara, que dclla eslava de posse.
e^TrorT
FRANCA.
AS I VI; MA CO KS.
O I.oire comecava a voltar ao seu nivel natural por
todo o sen curso. Em Mants houve una deelinacfio
sensive: Sabemos pelos jomaos do Alto-I.oiro, que
as crlenles forflo all protluzidas por urna furiosa
tempestado, quetebenton no valle do Puy eVclay,
ontlc o damno causado era tilo consideravol como so-
bro as margens dos dous rios. Estavilo cortadas lu-
das as communicacftcs entro os differontes distrie-
tos dodepartamento, eastravessas orneada un es-
tavilo intransitaveis. Nflos sabia, que a inundaeflo
liouves.se causado alguma perda tle vida humana no
unundiitemenl do Puy ; mas as do Yssinj geaux e ltri-
oudepagrfloum pesado tributo. Em l.angeac, tres
homens, dosquacs tlousero pas tle familias, pere-
crflo por procurarcm salvar seis pessoas cercadas
pelas agoas, c que tinhflo passado urna noile inteira
em arvores, suspensas por cima doahysmo. Um sar-
gento daquelle lugar, que eslava desembarazando a
ponte, que foi abalada, e eslevo a poni do ser car-
regada, foi tilo gravemente ferdo na cabeca por urna
lasca de pao, quo rulo dava- esperanzas llovida. Em
Tence all'ogou-se um homcm, por tentar salvar urna
peca Uc'uiadeira tiazida pela rorrenle atiaixo. Em
Lavoutc levou o Albor muilas casas, das quaes duas
pertenciflo baroneza Romeuf, que com seus filhos,
scu lio, o abbadc Romeuf, e seus criados, forflo o-
brigados a salvar-se por urna janolla superior por
mcio de una escada de inflo. Dizia una carta tle
Lyons, queestavflo restabeleclflas as estradas no de-
parlamento do I.oire. Em Roanneconstruio-se urna
ponte de barcas. Em Fcurs e Montrond estavilo li-
vres as pontos. Km Andrezjcux passou-se o I.oire
n'um barco. No Rotirbonnais fazia-so o trafico para
Nevors pelo Deese. Documentos ollicacs dc-laravo,
que cmRoannes a perda de casas carregadas pelas
ultimas iuundaces moulava a 200, e este numero ia
diariamente augmentando. Nflo monos-de 2,000 pes-
soas licrflo sem ler i\uc comer, ncm que vestir; o a
esta somma deve-se aenescentar 60 familias pericl-
tenles s povoacOes vizinlias.
Urna carta de Cosne, datada a 2* do nutubro, o pu-
blicada no l'rovince, jornal doMoulns Allier, con-
tinha oseguinle qtiadro tle horrores nunca vistos;
mas que he de esperar, que sejflo muito cxaggc-
rados :
Temos adquiritlo a tleploravel certeza tle que a pe
q(ieni povoac.flodeS.-Finnin, cima tle riaie, con-
tendo porto de 600 almas, foi inteiramente tragada,
e que toda a populacho pereceo! Esta horrorosa no-
ticia, que prinieiramente circulou a 21, he boje con-
firmada por urna carta do presidente do tribunal de
Cien, aqualtliz, que as margens estilo roberas de
cadveres. Os habitantes sorprendidos em seus le-
tos nao pdenlo adiar mcios alguns de salvaeflo.
Sendo as margeos desmoronadas, doran entrada ao
grosso do rio por detrs da povoaQfto, tle modo que
estes inl'elizcs entes licrflo inteiramente cercados
por urna lorr.'nte,quc a cada minuto aporta va mais
o circulo interior, e por ultimo cobrio-os do lodo.
A pequea povoacuo de i:percieu-St.-Paul, perlo
delcurs, pertleo 12 casas do 91, que linha. Para
mais de 40 la/endas importantes licarao assoladas
entre Montrond eFeurs, sobro as margens do I.oire.
Em Vancheltc forflo obrigados a fugir todos os ba-
bitanlesdos pavimentos teneos, edillicilmente te-
MSMaMii iTiiYiiTiir.iissassT"" a. iiiis n i am i 11 ni i
poraqui? emdito Dos! qllantos papis! Escnda-
me isso! Oh! condessa, que bello cbafariz !
E com a sua verstil e aburrida curiotiih.de. fitou
Luje XV os odios n'uma gigantesca obra da China,
que de vespera sement ornava um dos ngulos do
quarlo de dormir da condessa.
Senhor, respondeo madama Dubariy, be um
cbafariz da China, como V. magostado podo ver.
Abrindo a tomeira, que fica por detrs, a agoa faz
cantarom" passarinhos tle porcellana, c nadarem pci-
xes de vidro; tlcpoisabrcm-se as portas do pagodc,
por onde desfila una linha de maudarins.
He muito bonito, condessa.
Nesle momento passou o negrinho, trajado da ma-
neira phantaslca c caprichosa, porque naquclla po-
ca vestiflo os Orosmanes e os Otellos. Tinha ello pe-
queo turbante rom pennas direilas, posto sobro a
orelba, vesta tic brocado deouro, que Ihedcxava
ns os bracos d'eliano, caleflo fofo tle setimbranco
lavrado, e cinto de cores vivas, que prenda o calculo
ao folele bordado; IICSSC cinto tiazia um punlial
brilhantc tle petlraria.
lira! exclamou orei, como est Zamora hoje
magnifico.
0 negro parou complacente ante um espcllio.
Senhor, elle lem urna graca a implorar de V.
magest^de.
Madama, disse I.uiz XV, rindo-se benvolo, Za-
mora me parece bem ambicioso.
Porque, senhor?
Porque ja a condessa dio conccdco o maior fa-
vor, que elle poda desojar.
Qual foii1
O niesmo que a mim.
Nao entendo, saibor.
Fizestc-lo vosso escravo.
Sartines inclinou-se, son-indo o mordendo os bei-
gosao mesmo lempo.
Oh V. magostado, be encantador, senhor.
E inclinando-se ao ouvido do rei:
riflo clles escapado, quando as suas casas forao inun-
dadas. A agoa subi em goral mais tros pos do que
em novembrodu 1700. Consta-nos de PcrtiusN an-
clse), que as correntcs fizerflo sahir o Durance
do seu curso, o as suas agoas, repellidas pelas obras
do canal de Marsolha, formrao um novo leito do la-
do do departamento do Rhodano. Em consequencia
das ultimas chtivas grossas desabou de repente a 28
do passado foutubro) um grande edificio, que se es-
lava conslrundo, om Marsolha, na ra de S.-Jac-
quos, o sepultou debaixo das suas ruinas tros traba-
Ihadoros. Fizerflo-so immediatamente todos os es-
forc;os para safa-los da sua horrvol posicflo ; mas
balde, pos que, quando se chegou a elles, cstavflo
todos morios. SS MM. o a familia real acabavflo de
por a dlsposicflo do ministro docommercio o da a-
gricultura urna somma de 120,000 francos, parasoc-
corro das vctimas da inundaeflo, alem dos soccor-
ros particulares do rei, dos principes e princezas, na-
quellasdas suas Ierras, quo sofTrrflo com as inun-
da?es.
O arcebispo do Pars convidou por urna carta pas-
toral, datada a 20, o clero da sua diocese a fazer no
dia de Todos-os Santos, em as suas respectivas pa-
rochins, codelas para soccorro das victimas das
inundacoes.
[Datlj Neta.)
PORTUGAL.
Temos noticias do Lisboa at 24 do oulubrer.
A insurreQflo do Porto coulinuava no mesmo p.
A foz do Honro foi declarada em bloqueio por decre-
to real. O bloqueio era mantillo por una corveta e
alguns vasos menores. Os insurgentes tinhflo somon-
te conseguido apossar-se de dous vapores do gover-
no ; mas o conde das Antas, com as tropas sob seu
commantlo, nimia se sustenlava, e o duque da Ter-
cena, com oajudante do campo de el-rei, Campa-
nilla, e o rosto do scu estado-maior, era anda con-
servado om CUBtodia pelos demcratas, que por cau-
tola os linbao removido do cusidlo da Foz para as
cadeas darelaefio da cidade. A nsurrcicflo luda-
se communicado a outras cdades. Evora tinba-se
pronunciado contra o govemo. Draga c Penaliel
tinhflo-sc pronunciado igualmente a favor de D. Mi-
guel, e formou-sc no ultimo daquelles lugares urna
junta govornaliva miguelista.As tropas em goral
permaneeiao liis ao governo, o tnbao tlestrocado
guerrilhas na vizinhanga tic Lisboa. Complelou-se
un capital o nlistamento de batalhos de voluntarios,
mas jtilgava-so provavel, que liouvcsso alguma nler-
venoilo estrangeira, sob o tratado da quadrupla al-
lianca.
pouto, '23 dh Octubuo dr 1846.
A !l do corrento espalbou-se o boato de (|tio o go-
verno setcnibrisla havia resignado, e queo duque da
Tcrceira, a nenie detres rogmentos, linha-sc decla-
rado a favor ileum novo ministerio. I'oticas horas
llepois appareceo fra da barra o vapor de guerra
A/in logo que o navio enlrou, trazando comsigo a com-
missao do lugar-leiientc da raiuha as provincias do
Norte, e foi para casa do scu amigo, conde de Tele-
na Sebastiflo O presidente da cmara municipal,
Jos da Silva l'assos foz logo rocolhor atropa aos
seus quarteis, ondea cnceirou, bavendo igualmente
feito marchar a guarda municipal do seu quai le to
Carmopara os tle Santo-Ovidio,por maior soguranea.
llepois de mandar avisar os seus amigos, para quo se
armassem, dirigio-se com o visconde da llcira o Oti-
lios para a pousadn do duque, e aconselliou-llie,quo
lornasse a embarcar inimedatamente, pos que alias
nflo poderflo responder pela sua soguranea pessoal
no estado actual de exaltoslo popular. Durante a al-
iii n ii iiiiii iiiii ii ii ii ii ni iiii i i mi
1.a Franco, cu te adoro, disse ella devagariuho.
I.uiz sorro-se tambem.
E entflo! porgunlouollo, que desojis para Za-
mora ?
A recompensa de grandes o numerosos sor-
vicos.
Elle tem doze anuos.
Dos seus grandes o numerosos servicos futuros.
Ab! ah!
Sim, meu senhor; parecc-mc, queja ha bas-
tante lempo, que se recompensan servicos passados,
c que j heoccasiflo de se recompensaron servicos
a fazer, haveria mais certeza tle nflo encontrar in-
gratos.
Ora ah est um pensamenlo, disse o rei. Eque
aoha, Mr. de Sartines?
Que todas as devotaces ficarifloassm bemac-
commodadas; por conscgtiinle apoio, senhor.
Emlim, vamos ao caso, condessa, quo pedis
para Zamora?
Senhor, V. magestade conhecc o meu pavlhflo
dasl.uciencs?
Isto he, tenho smente ouvido fallar nclle.
Por culpa de V. magcslade, porque mil vezes o
tenho convidado para la ir.
Vos sabis a etiqueta, condessa; a nflo estar do
viagem, o re s pode dormir nos castellos retes.
Justamente, ahi esl a graca, que tenho a pedir
a V. magestade. Erigimos Lucicnes cm castello real,
c nomeamos Zamora seu goveruador.
Ser urna parodia, condessa.
V. magestade sabe, quegosto muito das paro-
dias, senhor.
Isso far, que gritein os outros governadores.
Pos que gritem.
E desta vez com rasilo.
Tanto nielbor! elles teem gritado tantas vezes
son ella Zamora, ajoclha e agradece a S. magos-
tado.
Ede que? perguntou I.uiz XV,
tercaeflo foi a casa coreada por um bando de homens
armados da nfima clnsso, capitaneados por um certo
Navarro. Aoouvir o tumulto o veterano duquo ac-
cendeo o charuto o chegou porta ; foi saudado com
gritos de Morra Morra Mala Mata e voltan-
do-se para elles, disso : Acabcm com esses morras !
So querem nialnr-me, aqui oslou! Dizendo-lhoo
tal Navarro, que se dsse por preso, perguntou elle :
~ A ordem de quein ? o respondorlo-Thc, que :
A' do povo. Arrnstrflo-n'o a p com os seus com-
panheiros visconde de Santa-Mara e outros) para o
casiollo tleS -Joflo-da-Foz, distante umn legoa, ca-
minhando a seu lado o velho visconde da Reir, aju-
dado pelos mais bou disposlos do seu partido, para
apararos golpese punlialadas da barbara plebe. El-
los ndenlo quasi quatro horas pela estrada no escu-
ro, porque tinha anoiteciilo : ealllrniflo testemunhas
dp vista, que toda a horrhel jornada fura urna lucta
ile vida o tnorte. A casaca do proso foi traspassada
por baionelas, e urna arma, que llie dispararflo ao
peito, foi desviada do seu alvo pela inflo de1 um dos
seus companheros. Poslou-sc urna guarda tle ho-
mens armados no seu cubculo, o anda permaneca
cm pristi. Sendo 9 seu infeliz criado encontrado e
atacado na estrada da Foz, quando levaya do vapor
a bagagem de seu amo, lanijou-se no rio c afogou-
sc. Em toda aquella noite e na segunle forflo os pa-
efioos liabilantosdaquella cidade perturbados pelo
toque de sinos a rebate. A 10, formou-sc urna junta
composta dos principaos selombristas, n saber : --
presidente, conde tas Antas ; vico-presidente, Jos
da Silva Pastos ; vognos, Sebastin de Almcida e Bri-
to; Justino Ferrcira Pinto Bastos; Francisco de Pau-
la Lobo d'Avila ; e Antonio I.uiz de Seabra ; e expe-
l o-se um ex presso ao conde das Antas, em Braga,
para informa-lo do que havia occorrido.
A ti, chegou o conde frente da sua dvisflo ( do
600 homens1, o aeccitou o cargo do presidente da
junta. Publicarlo varias proclamaces, declarando
a ranha coacta pelo novo ministerio, o a sua resolu-
c/io de marcharen) sobro Lisboa para p-la em liber-
.1 ule A primeira divisao (de 1,(100 homens) marchou
a 14 para Coi robra ; e a segunda (de 1,000 a 1,100 ho-
mens com tres pecasde calibre6, e umobuz) marchou
a 19. Acidado ficou guarnecida por uinapequeapor-
efln da guarda municipal o ti ni batalhflo do artistas,
organsado toa. As ti i polacocs dos vapores do guer-
ra llindelloc l)uque-da-l'orlo rocusrflo obedecer .
junta, o conservarflo-se com as pe^as carregadas do
melralhnnl, odia 19. Todava, marchando a 18 urna
l'iirca de caladores para o lugar mais prximo do
seu ancoradouro, o postando-se nrlilharia grossa na
sua frente, ellas ronviei flo em deixar os navios no
da seguinte, e desembarcrflo com a sua bagagem.
Darlas demarcar, etc. A 22, chegou noticia de quo
Vanna linha-sc declarados favor da ranha; a jun-
ta ordenou imniedialameule, que una parte dos mu-
nieipaes l'osse a bordo do vapor suflocar a recolta ;
mas o apiiarocimento da corveta .Vore-dc-Julho fra
ta Larra para bloquear, (segundo se siippunha) trans-
tornoii os seus planos, se be que realmente tenco-
navao sahir, nao leudo o vapor engenhoros. Corra
o boato de que o harflo de Vinliaes, com 300 homens
de tropa regular, eslava cm Villa-Real ( a dous-das
de marcha para o nordeste), com direceflo aoPorto,
para expedir a junta. He certo, que aquella villa de-
claro u-sc a favor da rainha. A junta eslava reparan-
do as dubas a roda do Bomlim, o mandn militas pe-
ca.-, de artilharia para aquello sillo, assim como pa-
ra o castello de S.-Joflo-da-Foz. Ella tem obrado
com urna energa raras vezes vista no carcter por-
tuguez ; mas, estando destituida de dinbero, crdi-
to ou inllueiieia, excepto sobro os seus partidistas,
nflo he dllioil de prever, como terminar a lucta; es-
lando a tropa pola maior parto por pagar o descon-
tento de ver preso o seu antgo chefe. Toda a cor-
0 negro ajoolhou-se.
Da recompensa, que V. magestado lheda, por
ter carregado a cauda do meu vestido, o feito en-
raivar, carregando-a, os rutineiros e as beatas da
corte.
Na verdade, disse I.uiz XV, elle he horrendo.
E desatou a rir.
F.rguei-vos, Zamora, disse a condessa, estis
nomeado.
Pormconi effeto, madama.......
Eu me cncarrego de Ihe fazer expedir odecrc-
to, patente, o provisflo, isso me toca. Oqueperten-
ce a V. magostado, senhor, he poder, sem infraoc.lo
das regias da etiqueta, ir a Lucinos. D'hojccmdi-
aute lem meu rei maisum castello real.
^-r Sarnes, sabe algum meio de recusar-lhc al-
guma cousa?
Talvez exisla, porem ainda nflo foi dcscoberto.
E se o acharem, senhor, posso responder por
urna cousa, lie que ser Mr. de Sartines quem far
cssa bolla dcscnberla.
Como he isso, minha senhora? perguntou o
intendente de polica a tremer.
Veja V. magestade, que, ha tres mezes, que pe-
go a Mr. de Sartines urna cousa, c at hoje intil-
mente.
E que cousa peds? disse o ro.
Oh elle bem o sabe.
Eu, minha senhora? juro-lhe.......
Ila as suas all ibuicoes .' perguntou o re.
as suas, ou as do seu successor.
A senhora me inquieta verdaderamente, excla-
mou Sartines.
Que dio pedis vos?
Que meache um feiticeiro.
Sartines respirou.
Para o fazer queimar, disse orei. Oh! faz mui-
to ealor, esperai pelo invern.
Nao, sonhor, para Uar-lhe urna variaba d'ouro*
I


frfS- -----
respondencia de Lisboa era interceptada no caminho,
eas cartas nbertns com poucas cxcepces\ c reti-
das, so acaso cnntinbfio noticias polticas. Havendo
ido snpprimdas as folhas carlistas, cstavao sos em
campo osorgilos da junta.
(Pxlrahidodeuma corretpondeneia do Time$.)
PRNAlYIB'CO.
Jury <'<> Iteefe.
SESSAO KM* 12 DE DEZEMBRO ME 18t(.
PRKSIDKSOIA 1)0 SR. SERPA IIRANDAO.
Aomeio-dia, feita achantada, verifica-sc estarem
presentes 36 Sen hatea jurados.
O Sr. Juiz Presidente declara, aherta a sessflo.
Prorede-se no sorteio do jury, e, lindo este, pros-
tilo osjui/cssorteados o juramento da lei.
Aprrgondos os reos e (estemiinha?, declara-se, que
se vai proceder ao jtilgnmcnlo do reo Jofio Ferrcra
de l.ima, pelo crinie de lonlaliva de morte.
OSr. Juiz Presidente pcrguiila a o reo, se tcm ad-
vocado, c leudo elle respondido, que o nflo tinha,
convida ao Sr. doutor AfTonso de Albuqueniui' e Mel-
lo a oncarrogar-sc de suadefesa, e cm seguida faz
ao reo o soco i n tu
IKTFRROOATORIO.
Juiz: Como se chama ?
Itfn joflo Perreira de l.ima.
Juiz Onde mora va antes de ser preso '
/}<'() : Mora va no engenho da Aldeia.
Juiz: Omle se aehava no dia 1." de novenibro do
auno passado ?
Reo : NoMonleiro.
Juiz: Sabe o motivo da sua prisio i"
iu, : Nflo,8r.
Juis : Nilo sabe de un caso occorrido com um
inspector., .ou, por outra, n;lo foi o Sr., que quiz
dar, mi deo um tiro nesse inspector na occasiilo, em
que elle o quiz prender ?
Itfo : Nio, Sr.... Sr., sendo eu cargueiro do Sr.
llego Barros,a quem cham.lo Xico-Macho, vinha pa-
ra o Recito comprar manlimenlos; e nesta occasiilo
recelo do Sr Miranda um elavinote para limpar, e ig-
norava que eslava carregado ; pnssando pelo lugar
do Arraial, entrei em urna casa, onde havia um di-
vert ment, cas pessnas. que Cstavao nesla casa.erlo
minhas condecida ; por isso entrei; all derio-me
um boceado de espirito e eu beb; e romo nao son a-
costumado beber, embebedei-me e s no oulro dia
foi, que dei acord de mim na eadeia desta cidade,
onde meaehe todo chumbado, e ah entilo foi que
me ronlaro 0que eu tinha feito, visto que eu igno-
ra va ludo.
Juii. Quando aconteceo isto, o Sr. nao eslava
com lima Taca, e nao sabio com ella para ferir o ins-
pector J
leo : \jo, Sr.
OSr Promotor, lendo oblido a palavra, pede, que
o reo soja condemnado no grao mximo do ai t. 1i3
combinado com oart. 34, porte darem ascircums-
lanciaa aggravantes de ter o reo eommetlido o cri-
nie por um motivo reprovado, c de sorpreza : por
um motivo reprovado. porque pratlcou o acto cri-
minoso, desobedecendo a urna auloridade policial,
que o quera eondu/.ir a presenca de subdelegado,
da causa, c, terminado elle, entrega osquesitos no
presidente do concelho, que, tendo-se recolhido
sala das conferencias, volta nlgum lempo depois
dos debates, con: resposta aflirmativa aos mesmos
.| in->itos.
O Sr. Juiz Presidente, conformando-se com a de-
riaflo do jury, condemna o reo cm 20annos de ga-
les, 2 annos c 4 mezes de prisao simples, o mais as
cusas.
O Advogado da rfe/io appella da sentenca, por ha-
verem faltas essenciaesuo proresso.
As 5 horas da tarde levanta-sc a sessilo.
HUMO DE PERMIBUCO.
Pelas 11 horas da noite do dia 12 do correle, ma-
nifeslnu-sc um forle incendio einum telheiro fecha-
do, que, na ra do Itruiri da freguezia deS. Fr. Pedro
Goncalves, fieava por Irs de um sobrado, que all
est edificando o Sr. Francisco Augusto da Costa Gui-
mariles, onde se lavravilo as madeiras, necessarias
couslruccfo do mesmn sobrado, e que desahou.
A mo ser a prompiidlo, com que o Sr. inspector
interino do arsenal de marinba se dirigi ao lugar
do incendio, apenas onperce"beo; a nilo ser a aclivi-
dade, com queesse inui zeloso empregado deo as
precisas ordens, para que o fogo fsse immcdata-
mentc apagado ; a nilo ser o afn, com que se pres-
consequencas do systema do esgotamento. A agri-
cultura aasenta sobre principios tilo solidos, como
aquellas, porque se dirige o hbil fabricante; asopo-
racOesdo agricultor podem ser feitas com seguranga,
e nflo mais luclar com a incerteza do empirismo;
n.lo esperaremos com anxicdade, eem penoso estado
de din ida, os resultados de nossos trabalhos; pode-
mos contar com o futuro c esperar com paciente com-
lianca.
A experiencia nao correspondeo s promessas da
Ibeoria ; mas, se pondcrarnios quilo recentes sao os
estudos da chimica agrcola, nao nos devemos admi-
rardomosuceafsode urna primeiraapplicaeaosub-
meltida influencia imprevista de um anno excep-
cional, e os agricultores devem permiltir, que a
sciencia proceda na pratica a urna seria verilicacao
das ideias concebidas no laboratorio. Os sabios an-
da nao constituido a sciencia dos estrumes; mas es-
tabelecrfio assuas bases, e ja ningucm contestas
exactidilo do seu ponto de partida. A duvida de al-
guns agricultores devo desappareeer vista da asse-
verac.lodos mais Ilustres cbimcos da Franca, da
Allcmanha, da Inglaterra e da America. O principio
fundamental, quanln a nos, j n.lo admitte contesta-
cao. Segundo M. I.icbig, elle podo redu/.ir-se as pro-
posites seguin tos:
Os excrementos do homem c dos animaos conleni
substancias, que poderosamente concorreniipara a
frtil dado do solo.
Todos os excrementos dos homens cdos animaes
tarO ao ciimprmento dessas ordens aquellos, a
quem ellas croo dirigidas, um dos quaes, o mostr da derivodas plantas de nossos campos
ollicina de calafates do referido arsenal, ao correr
presuroso para o lugar, cm quemainrera o perigo,
veioao chito, c dalti foi carregado para casa, onde
ate bontem anda sofTria muito; o estragse nilo te-
ra limitado no tal telheiro, e sem duvida commu-
near-se-hia aalguns dos predios, que mais prxi-
mos Ihe licavao.
O Exm. brigadeiro eommandante das armas, o Sr.
cheto de polica, eo Sr. subdelegado da freguezia,
Umbral roncorrerilo ao lugar do incendio.
Hontom, pelas 7 horas da noite ferao sepultados
em a matriz de S.Frci PedroGoncalves os restos mor-
taes do doutor Antonio Joaquim Ferr ira de Sam-
paio l'ernanihucaoo dstneto, rico capitalista e
que, depois de haver oecupado difTerentes cargos
pblicos, enlre os quaes alguns de grande impor-
tancia, fallecco com 7" annos de idade.
Ya re ti ido.
IIOI.ETIM 1)0 MUNDO AGRONMICO.
Osjornaes scienlificos o'lnglatcrraacabilo de dar-
nos una noticia muito seria para o mundo agrcola :
o systema doestruine arlilirial, inventado por Lie-
hig, inailogroii em toda a Grfin-ltretanha.
Km 845, M. I.iebg, a instancias de um grande nu-
mero de agricultores, expoz, em um opsculo, os
resultados do estudo, que linha feto acerca da arte
de fabricar estrumes. O Ilustre professor de chimica
agrcola, cm as obras, que antecedentemente publi-
cara, cstabeleeiii o principio de que osses fabrica-
dos pelo homem linhfio um poder ferlilisante igual ao
dos saes, que, na sua opnio, constitiiem toda a for-
(n dos eslrumes uaturaes. Isto posto, conbecida, co-
a constituidlo do guano e dos excrementos.
mo en
smenle para se verificar, se era o alexandre Valen-1 que ordinariamente sorvem de exhume, era natural
tim, que dizi&o andar pelo Arraial, oque supuiinhao [ perguntar-se, se, no estado actual da sciencia, era
ser elle, por nio ser de ninguem dalli conbecido : e possivel fazer urna composicao, que poilessc subsli-
dc sorpreza, porque, apenas o inspector do quai le- luir o guano, prestes a extinguir-so, e os estrumes,
rilo chegou a porta da casa, em que o acensado es-'cuja raridade razia com que os mais habis agricul-
lava tocando, hincn este m;lo do liacamarle c dis-
parou-o sobre elle : funda estas suas nllegacoes com
odepoimento de algumas tesleniiinhas de vista ; e
ra ligninas consideradles mais lendenk-s a darem
rca a aecusneflo.
O Advogado da defesa principia por notar, que a jus-
tcacosluina sempre a pedir para os icos urna pe-
na mais rigorosa do que aquella, ataque pelo sen
procediinenlo clles teem incurrido: diz, que o seu
cliente nilo esta cotmirehendido no grao mximo do
ai ligo do cdigo, pelo promotor citado, mas sim no
medio do artigo SO*, porquanlo nem o reo leve in-
Icueiio de matar o inspector de quartero, mas a-
penasdeamedronta-lo para podereseapnr-se, nem o
sen delicio esta revestido das cireiimslancias Bggra-
vanl.es, a que Iludi o aecusador publico, pnis que
nao he motivo reproTado o procurar qualqtier con-
servar a sua liberdade, nem he ci ivcl, que fsse sor-
prendido um homem, que, armado, andava em bus-
ca de um oulro, quesiippunha facinoroao, e de que
muito devia recejar ; pondera, que, em vez dessas
circumstanclns aggravantes, d-se a favor do aecu-
bado a allenuante de se adiar elle ebrio, e concille,
pedindo, que ao mesmo acensado seja imposta ape-
na do grao medio do ai t. 205, cujas disposices, co-
mo demonstra, Ihe sao applicavcis.
OSr. Juiz Presidente, depois de haverem replica-
do os Scnhores promotor e advogado, faz o relatorio
lores perdessem a esperanca de fazer prosperar suas
lavouras. M. Licbig respondeo pela aflirmativa esta
tflo importante pergunta; promelleo mesmo aos seus
admiradores muito mais do que elles Ihe pediSo;
comprome.Ueo-se i exceder a obra da natureza, c
proiluzr um eslrume, que, sendo too activo como to-
dos os estrumes uaturaes, seria mais duravel e de um
ell'eiio mais infallivel do que estes.
Todos os principios vitara las plantas, obodecendo
ao appello doseu formulario cliimico, devi.lo derra-
mar-se e urflr-seem oajambiqfe, e transformar-so
ah no extracto universal e conveniente a lodos os
vegelaes, a todos os terrenos, a todas as dilTerencas
atbmosphei iras. EntOo a agricultura zombara dos
excessos da bomidade e do calor; uno rnnis deveria
temer, nem a perda das .substancias rerlilisanles em
os anuos eliuvosos, nem a inaceAo dos elementos de
feciindidade em as esla^oes ardentes. A Inglaterra,
especialmente, (caria, para o futuro, a abrigo dos
grandes inconvenientes do svslema moderno de es-
gotamento, que reduz a lena a um grande filtro, a-
[ravs do qual pnssilo, depois da cliuva, os lcalis so-
luveis.
O suecesso, (lisia M.Liebig, corou as vigilias, que
consagreiaesteobjecto:consegoicombiiiaroseleinen-
tos ellicazes do eslrume, de maneira que deixarad de
ser abaorvidos pela agua, eassim a sua eflieacia du|
'cara. Gracasao meu systema, eslflo removidasas mas
Esse feiticeiro entilo prophetizou-vos alguma
desgraca, que vos nfio aconteceo, conilessa ?
Pelo contrario, senhor, prcdisse-inc una ven-
tura, que me succedeo.
Kxactamentc?
I'ouco mais ou menos.
Contai-nie isso, condessa, disse l.uiz XV, esten-
dendo-se em urna grande poltrona, e rom tom de
quem nao tem certeza, se se ha de divertir ou abor-
recer, mais que se arrisca.
Conta-lo-hei de bom grado, porm V. mages-
tade dar a melado da recompensa. ... .
Toda, se tur preciso.
Acceilo a palavra real.
F-u escuto
La vai. Era urna vez.......
. A cousa cometa como confo de fada.
E o he, senhor.
Ali! anda melhor, gosto muito de encantan-
do res.
Osenborbeourives, M. Josse. Era urna vez urna
pobre rapariga, que nessa poca nao linha nem pa-
geos, nem carruagem, nem negro, nem periquito,
nem macaquinho.
. Nem rei, disse LuizXV.
. Oh senhor.
E que fazia essa rapariga?
Vagueava.
Como, vagueava?
Sim, senhor, pelas ras de Paris, a n como
urna simples mortal. I'orm vagueava maisdepressa,
porque dizio, que era gentil, e ella tinha modo,que
essa gentileza Ihe produzisse algum meo encontr.
Essa rapariga entilo era una Lucrecia? per-
gunlou o rei.
Bem sabe V. magesladc, que desde o auno......
nosei quautos, da funda^ao de llonia, nao ha mais
Lucrecias.
Oh! meu Dos! condessa, tornastes-vos sabia
por acaso?
Em todos os animaes adultos, os excrementos con-
tcm os ingredientes do solo as mesmas quantida-
des e proporcies, que esses ingredientes se conteem
no alimento desses animaes.
Os excrementos do homem contm os elementos
do solo, do p1o ou do trigo, dos vegetacs e da carne.
OdesaJento do solo depois de successivas colhe-
tas, a dimintiic.to de sua fertilidade, sao o eITcito da
perda gradual, em estado soluvel, dos elementos m-
neraes, que silo necessaros ao desenvolvimento dos
vegetacs.
A applica^aodo estrume resttue trra esses ele-
mentos cm um estado capaz do produzir urna nova
vegelacao.
A composicao do eslrume deve variar segundo as
plaas, ou parte das plantas, que se querem obler.
A agricultura deve restaurar lodos os elementos,
3ue o solo reclama, emlo, como lanas vezessucce-
e, um so desses elementos.
No ultimo volme da Chimica-rganica, que M.
Dumas acaba do publicar, forniulou elle ideias inlei-
ramenle anlogas as que licao expendidas, salvas al-
gumas differoncas pouco importantes para a pratica;
mas exprimi essas ideias de urna maneira mais fri-
sante e concisa.
A planta, diz elle, coagula o carbnico, o hydro-
genco, o azote, a agna, isto he, as materias evacua-
das pelas urinas e pelos polmOes do animal. Este,
pelo contrario, consom, por meio do oxygeneo,
evacuado pela planta, as materias organcasj que a
mesma planta criou.
O homem daoaragoa e acido carbnico, sem-
pre superiores s necessidades do agricultor.
Depois de urna fermenlac.ao preliminar, o homem,
pela urina e pelos excrementos, que constitiiem o
eslrume liquido, evaca lodos os outros productos
de seu alimento.
Porconsequencia, com o are o estrume liquido, o
agricultor deve lera sua disposcao as materias ne-
cessarias para a vegelacao das plantas mais propria
para a nutricio do homem.
Desta ultima proposic.To pode sortr urna era inlei-
ramentc nova para a agricultura. He deprimeira in-
tuicjto, que, se em Franca se generalisasse o empre-
go do estrume liquido, os nossos campos produzi-
riao com superabundancia todos os cercaes neces-
sarios para a sustcntac&o do homem. Os residuos do
consumo humano seriflo por si sos suflicientes para a
reproducirlo continua dos gneros alimenticios, eo
eslrume dos curraos licaria disposicilo dos agricul-
tores para enriqueccrem todas essas culturas indus-
riaes, quea maior paite dos agrnomos hoje pros-
creve, porque esfalvao os campos, e destroem a fe-
cunilidade de um solo, que anda mo lie suflicieutc
para as prmeiras necessidades do homem.
Dcsgraqadamenle, para chegar a esse resultado,
compre, primeiro que tudo, vencer repugnancias
muito natnracs ; he preciso mudar hbitos invetera-
dos nHo s nos campos, como as cidades. E he isto
que, mais que ludo, constiluc as mais serias difli-
ruldades. Apczar das repetidas reelamaces da agri-
cultura, as adminislraces urbanas tolcrfto, ou mes-
mo favorecem antigos abusos, cuja consequencia lie
r perda quasi absoluta desses poderosos elementos
da fecundidade; o concelho municipal de Paris, cu-
li e mitras ordenanzas, tem ex|*dido algumas, que
leem por fim privara agricultura de materias, com
o eniprego das quaes ella muito aproveitaria O svs-
lema parisiense tem o inconveniente assaz grave de
Nao; se eu me houvesse tornado sabia, teria di-
to una data falsa, mas teria dito urna.
F.sla direito, disse o rei, continuai.
Vagueava, pois, a tal rapariga, como iadizen-
do, a!ravessando as Tulherias, quando de repente
reparn, que era seguida,
Oh rom os dlabos, disse o rei; entilo, parou.
Ah! meu Dos! como faz V. magesladc mo
conceitodas mullieres. BemsevO, que sconheceo
rr.arquezas, duquesas, e.......
E princezas, naobeislo?
Pede a civilidade, que eu nao contradiga a V.
magestado. Mas o que sobretodo a assuslava era o
nevoeiro, que havia, c que cada vez se lornava mais
espesso.
Sartincs, sabe de que provm o nevoeiro?
O intendente de polica, colindo de improviso, es-
tremeceo.
A toque nilo, senhor.
Nem eu tilo pouco, disse l.uiz XV. Continuai,
chai a condessa.
Havia ella, pois, dado as gambias, transposlo
a grade do porlo, eachava-se na prai.-a, que tem a
honra de ter o nomo de V. magestade, quando de re-
pente o dcsconhecido, que a segua, c de quem se
julgava livre, Ihe tomou a fenle. Ella soltou um
grito.
Bem toio era elle entilo.
Pelo contrario, senhor, era um bello mancebo
flevinle eseisavinle eoito annos, de tez morena,
ollios dilatados e palavra sonora.
E a votsa herona teve modo, condessa? Irra !
era bemassustadica.
Teve menos niedo, senhor, quando olhou para
elle. Todava isciicumslancias erOfl para assuslar,
gracas ao nevoeiro, se esse desconhecido livesse ms
ntenoes, nao havia meio de esperar soccorro; o
porsso, juntando as miios:
< Oh I meu senhor, disse a rapariga, pec,o-lhc, que
me nao faca mal.
ser pouco conforme gualdade, economa pu-
blica c s regras da salubridade : be comprar mui-
to caro urna receita de 500,000 Trancos, one, emfim
poder-se-hia conservar, snpprimindo o monopolio
das immundices, eadmiltindo as reelamaces daa-
gri cultura.
Por isso mesmo que suppomos de grande impor-
tancia o uso dos estrumes liquido, sentimos muiln
(jue autores,cuja opiniHo tem autoridade sobre a agril
cultura, ilexem escapar, acerca desta questflo, ca|.
culos soffrvelmente errneos, e tilo exaggeradns,que
muito compromettcriSo, se os agrieultorestentassein
expermcnla-los.
Eis, por exemplo, o que lemos em urna memoria
de Mr. Grardin, dcRouen, premiada e mandada im-
primir em 1846, pela sociedado d'Agricuitura do
Cher: Cumpre attender, que cada kilogramma de
imnioiiaco, que se evapora,'sem ser aproveiUdo
equivale a <0 kilogrammas de trigo, e que com cada
kilogramma de urina pde-se obter um kilogramma
de frumento. So se reftectir, que cada homem pro-
duz 625 gramma de urina por dia, ou 228 kilo-
grammas por anno, isto he, estrume para um are do
terreno, poder-se-ha fazer ideia das enormes perdas
quesolTre a agricultura por causa da incuria dos
cultivadores.
Segundo esta theoria, um are de Ierra, estrumado
rom 228 kilogrammas de urina, deveria produzir 2a
kUbgrammas de frumento, ou, pur um hectare
22,800 kilogrammas : ora, se se transformar esse po-
so em medida, achar-sc-ha, queM. Girardin promet-
i urna eolheita de 285 hectolitrcs de trigo'por hec-
tare, isto he, dez vezes mais do que ordinariamente
produzem as boas e bem estrumadas Ierras. Km
Franca, o producto medio varia de 8 u 16 hectolitrcs,
em Inglaterra e Flnndres quasi nunca excede de :io
hectolitrcs : dizei 40 hectolitros, se assim vos aprou-
ver, que talvez anda se vos crea; mas ninguem po-
llera tomar como ser io o vosso dito se estabeleceres
cifras tilo manifestamente contrarias s mais gratui-
tas hypothesea
NaverdaderM. J. Girardin nao est muito firm
cm sua conviccilo, porquanlo diz em outro lugar,
que todas as materias excrementicias de um homem
bastaran para produzir 400 kilogrammas de fru-
mento em 50 ares, c d esse producto como o exem-
plo da mais abundante eolheita. Desta vez o autor
pecca por excesso de modcracHo: 400 kilogrammas
por 50 aros equivalen) a 10 hectolitrcs por hectare ;
ii3o vale a pena apregoar maravilhas portfio pouco,
nem pora tractos a inlelligencia do leitor, que Meara
em estado de n.lo saber, se .o querem instruir, ou
mystilicar.
Outros muitos erros poderiamos apontarnessa me-
moria ; mas notaremos smente urna contrae!icciiu
nssaz espinhosa, e tanto mais singular, quanlo as
asserces contradictorias se adulo a quatro paginas
de distancia.
Quanto se aproveita o estrume iinmediatamcnto
depois da sua sabida dos curraes, a fermeiitncn no
solo n.to pdcdcixardeser imperfeita; a maior parto
do eslrume nao produzir;! ellelo algum, e gmente
depois de muito lempo he que a libra lignosa se des-
tro:' e se transforma em materia nutricliva.
Mais adiante Quando se applica o estrume fresco,
as plantas encontrilo, em suas partes Tracas e aquo-
sas, um nutrimento mui prompto e suilicicnte para
o momento; entretanto que as partes mais fortes,
deeompondo-se mais lentamente, tamhem preparilo
nutrimento para o seguinle periodo da vegetarlo das
mesmas plantas.
Salla aos olhoa, que o autor se nfo quera conlra-
dizer; mas nfo se pode comprehender oseupetua-
mento : he para sentir, que livros elementares se
resntilo, a este ponto, de falta de clareza as expes-
ses, e que aquellos, que os lem, se vejlo tantas ve-
zes na necessidade de duvidar da sua inlelligencia,ou
da sciencia do preceptor. |Ilcm sabemos, que mo he
sciencia o que falta a M. Girardin; suas proras estn
dadas, para que accresceutar, que sua memoria vai
ser reformada ?
Um agrnomo inglez, L. Vernon llarcourt, chegou
a um resultado lito curioso quanto inesperado, insis-
lindo cm suas experiencias sobre a applcac,lo dos
estrumes pulverulentos a plantas, cujo luirlo eresce
dcbaixo da Ierra. Achou, que, em cortos casos, po-
dia-se duplicara dose do eslrume sem alterar o pro-
ducto da eolheita, islo he, sem augmenta-la, nem
diminui-la. Eis um exemplo.
74 hectol. de osso produzirilo.......99,575 k.
200 kil. do guano.............32,072
Ti kil. de osso, mais 200 k. de guano 30,98"i
400 kil. de guano............-. 39,072
Estensaio foi feito em quatro laucos de trra de
igual qualidade, de 40 ares de exlcnsao, c sendo a
eolheita de rulabagas Vo-se, pois, que o producto
foi apenas modificado pelo duplo do estrume." I. Ver-
non Harcourt accresccnta, que em cada fanco as
plantas estav igualmente vigorosas, oquoprova,
que, se o eslrume nilo aproveitou, tambem mi dam-
nilicou : e disso couclue, que be muo procurar-se
0 dcsconhecido mencou a cabera com encan-
tador sorriso.
Dcosconhecc, quenaohecssa a minhainlencilo,
disse elle.
i( Que quer Vm. ent.lo?
Obter de Vm. urna promessa.
k Que possocu promclter-lhe?
>c Conccder-mc o primeiro favor, que llie cu pe-
dir, quando.......
a Quando? repeli curiosa a rapariga.
Quando Vm. fr rainha.
E que fez a rapariga ?
Senhor, ella pensava, que anadaseobrigava.
Promelleo.
E o toiliceiro?
Desapparccco.
E Mr. de fiar lipes nSo se presta a descubrir o
feiticeiro? Nao tem rasao.
Senhor, prestar-me-hia, se eu podesse.
Ah senhor intendente, isso he urna palavra,
que n;lo devia estar no diccionario da polica, disse a
condessa.
Ja se Ihe anda na pista, miolia senhora.
Ah!sim, he a phrasn sacramental.
Nao, minha senhora, he a verdade. Mas, V. ex-
cedencia ha de reconhecer, que s3o bem fracos esses
signaos, que d.
Oque ? pois n3o digo, que he moco, bello, mo-
reno, de cabellos pretos, olhos magnficos, voz so-
nora i'
Irra! como fallis dellc, condessa. Sartincs,
prohibo-lhe descobriresse magau&o.
N;lo lem rasilo V. magestade, porque s tenho
perguntar-lhe urna cousa.
Entilo he de vos, que se trata?
Sem duvida.
Pois bem! que tendes ainda a perguntar-lhe?
A sua propbecia cumpro-se.
V. magestade julga-o assim T
Torcerlo. Vos sois rainha.
Pouca maisou menos.
Portanto nilo lem elle mais nada a dizer-vos.
Sim, senhor; tem anda a dizer-me, quando
ser essa rainha apresentada. Nao he tudo reinar do
noite, he preciso tambem reinar um pouco de dia.
Isso n.lo toca ao feiticeiro, disse l.uiz XV, alon-
gndoos labios como quem ve passar a conversaco
para objecto funesto.
E de quem depende isso entflo ?
De vos.
De mim?
Sim, por eerlo. Descobri urna madrinha.
Entre as suas delambidas da corte V. mages-
tade bem sabe, que he impossivel; ellas eslo todas
vendidas aos Choisculs, aos Prasliiis.
Ora adeos, suppunba ser cousa decidida nilo
fallarmos mais nem d'um, nem d'outros.
Eu nilo prometli isso, senhor.
Pois bem, peco-lhe urna cousa.
Qual be?
He deixa-los onde ellos estilo efleardes vos on-
de estis Crede-me, o melhor lugar he o vosso.
Pobres negocios estrangeii os pobre niarinha .
Condessa, pelo amor de Dos, mo tratemos de
politica, ambos.
Seja assim, mas V. magestade nSo me pode im-
pedir, queeu lale dola sozinha.
Oh sozinha, quanlo qiiizerdes.
A condessa estendeo a nulo para urna cestinb
cheia de fruclos, pegou em duas toronjas, c poz-sea
jogar com ellas, fazendo-as saltar alternadamente-
Salta l'raslin, salta Choiseul, dizia ella, salta
Praslin, salla Choiseul.
Quo estis fazendo ? disse o rei.
Uso da perniissao, que me deo V. magesladc.
Estou (aseado sallar o ministerio.
.Nesle momento, eulrou Dorolhea, efallou ac "u-
vidodesuaama.
(Co

&
persuadir os agricultores a arriscaren) sempro novos
cipilaes, sob pretexto do melhorarem inlinitanionle
suas trras. O prngresso agrcola, diz elle, tero seus
limite, e aquelles, que querem exced-los, cor-
rer ana ruina.
Itecommendanios esta lijffo ans-nossos jovens a-
Kricullores: ella pode p-los abrigo de muitas per-
das. efc-,
Kuzf.c I.EFF.VRir.
COMMERCIO.
3:938,412
Alfandega.
REND1MENTO DO DA H.....
DF.sc*a*FOAf nojr. 15.
Itriguc inglezrAom \lr\gaeEurfdice bacnlho.
ttgucLady-Falklandidem.
f.eral. .
Provincial
Consulado.
RKMMIKNTO DO IHA 14.
6:794,676
3:451,312
Diversas provincias........ 163,342
______^_______________________10:409#30
Movinieiilo do l'oi-to.
Navio entrado no da 14.
llnvre-de-Crce ; 10 dias, barca franceza Zilia, de
227 toneladas, capito Delannay, equipageni 12,
carga fazendas, manteiga e mais gneros do paiz ;
a Lenoir Pagel so Deranger, llenriquc Soyoloux, Francotes.
B
Editaos.
0 Dr. JosThomai Nabuco de Araujo Jnior, /dalgo
caralleiro da casa imperial, cavalleiro da ordem de
Chrislo, e juiz dedireito da segunda rara do cirel, e
procedor de capellas e residuos dista cidade da Itecife
de l'ernambuco,e seutermo porS M.oImperador,etc.
Determina, que as contrarias, sem excepefio das
ordens-terceiras, Ihe apresentem no prazo de 8 das,
que Ihes assigna.os compromissos,pelos quaes se re-
gen, para que elle proveju, como Ihe cunipro, a res-
pcito das ditas eonfrarlas, o sejilo os referidos com-
proniissos registrados nolivro competente, coutro-
sim, que no mesmo nrazo as mencionadas confrarias
Ibes apresentem tambero os tombos dos bensdellas:
sendo que pela omissSo ou desobediencia dcsto
proceiln proceder o mesmojuiz contra ellas,confor-
me a ordcnnc.no do livro 1." titolo 62verso : =CapoI-
las, hospitaes, albergaras, e confrarias=.
E para constar, mandou publicar este edital.
Recfe, 1." de dezembro de 1846. En, Galdino
Thtmy lacles Cabral de Vasconcetlos, osubscrevi.
Jote Thoma: Nabuco de Araujo Jnior.
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-causa.
Nabuco de Araujo.
O Dr. Jos Thomat. ele.
Determina, que os administradores de capellas Ibes
apresentem, sub as penas e procedimento determi-
nado na ordenacao livro 1. titulo 62, as nslilnices
das capellas, que administrao, c isto dentro do pra-
zo ile 8 dias, que Ibes assigna.
E pura constar mandou publicar este edital.
Recito, Io dedezembro de 1846. Eu, GaldinoThe-
mystoles Cabral de Vaicancellos, osubscrevi.
Jos Thomat Nabuco de Araujo Jnior.
Ao sello loo rs. Valha sem,sello, ex-cauta.
Nabuco de Araujo.
Piiihcaqo Iliteraria.
O HOTEL LAUdEltT
Historia Comltm/ioranm
*oi
Eugene Site
Acaba de chrgardo Itio-de-JBfe, e vende-sc em
tres volme* na prnca da Indep'XH&a, llvraria n. 6 e
8 : agrande Horneada, que tein ffqWrldo seo autor, be
surlicienlc para o elogio dcsta historia.
ivnps manamos.
Para o Rio-de-Janeiro cslA sabir em poucos
uranio pronutta, o pa-
dias.porter partedoseucarrega
lacho nacional r/ieMjbtfojrado e prradp de cobre;
tem cxcellente^oirTrn"bMpara T)B*q|crd5: guern
no mesmoquger oarregar, ou embarcar escravos, dt-
rija-se aoarnrazem n. 44 da ra do Trapiche, ou a
Novaes & Companhia, na mesma ra, n. 34.
-. Segu viagem para o Acarac coma maior
brevida possivel, o patacho Emulacdo : quem no
mesmo quizercarregar, ou ir do passagem dirja-
se ao capitao a bordo do mesmo tundeado defron-
te do trapiche novo, ou ao escriplorio de Manoel
Goncalvesda Silva na ra da Cadeia do Recife.
Para o Rio-do-Janeiro, at 18 docorrente, sai
a linda e veleira escuna Galante-Maria, pregada
forrada de cobre; rocebe carga, passageiros o escra-
vos a frete : a tratar na ra da Mocda, n. 9, cora
Silva & Grillo.
Para o Rio-de-Janeiro sahir, em poucos dias,
o brigue brasileiro Fcho, por tero seu carrcgamenlo
quasi prompto; recebe alguma carga inhala, passa-
geiros e escravos .- os prelendentes dirijlo-se aoca-
pitflo, Manoel I.uiz dos Santos, ou na ra da Cadeia-
Velha, aoarmazem n. 13.
O brigue Paquete-de-Pernambuco segu para o
Ceara nodia lii do corren te; pode receber alguma
carga miuda e at 30 pipas: quem quizercarregar a
frete, entenda-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Para o Rio-de-Janeiro seguir at sabbado, 19
do corrente, o brigue Velo: ; recebe escravos a fe-
te, para oquolem bons commodos: a tratar na ra
da Cadeia, n. 45, com Amonio Irmus.
O patacho Unio, capitn Joaquim Jorge Con-
calves, segu viagem para o Rio-dc-Janeiro em o
dia 18 do presente mez : quem no mesmo quizar em-
barcar escravos, bu ir de passagem, dirija-se a Gau-
ilino Agostinho de llanos, ra da Cruz, no Recife,
casa, n. 66.
I rilad.
John Marriott, estando de prximo a seguir para
Inglaterra, far leilfto por intervengo do corretor
Oliveira, da mobilia da sua casa, consistindo em
leitos, marquezas, guarda-roupas, um magnifico
pianito inglez, cadeiras, inclusive algumasde oalan-
i;o castices com mangas do vidro lavatorios, me-
sas do jantar, ditas de meio de sala e de jngo, rom-
modas candieiros Irem de cozinha, loucas, vidros,
um cxcellente relogio inglez, de cima de mesa ,
obras de prata sendo um apparelho moderno folio
no Porto colheres etc. o finalmente de. inuitos
objectos de utilidado e gofio: quinta-feira 17do
corrente, as 10 horas da mandila casa dos Srs.
James Crabtree& Companhia ,rua da Cruz.
Avisos diversos,
eclaracoes.
IDRRMtTiQAl, QUE PEIUNTR A TIIESOURARlA DAI RENDA
1'IK'ViatlAF.S HIU' IIBAMADA EM O DA 16 DE DEZEMUHO
COMIENTE.
O einpeilramento de 270 brabas da 1." parto do 8."
lanQo da estrada do Po-do-Alho, l'ciloscgundoosya-
teina de Mac Adam, principiado um mez, encabado
iitialro mezes depois da arrematado, c pela quanlia
de 2:160jOOO rs., pagos em qualro prestacOes, e pela
maneira proscripta no artigo 15 do rcgulamento pro-
vincial de 11 dejulhode 1846.
Oescrivilo e administrador da mesa de rendas
internas provituiaes dcsta cidade, vendo que tecm
comparecido na dita mesa multo poucas pessoas
satsfazerem a dcima de suas propriedades, nos 3
bairrosdesta cidade e povoacflo dos Afogados pre-
vine aos Srs. proprietarios que nao se guardem to-
llos para comparecern a salisfazer o semestre, que
-SL-est arrecadando nos ltimos dias, em que ex-
pira o prazo da arreradaeo, sem oonusda multa
de 3 por cenlo, porque muilo dilllcultoso sera nos
ultimos dias poder dar-se expediente, pela grande
afiluencia, que necessai amento hade haver,decon-
tibuintes. Recife, 14 do dezembro de 1846. '"'
rindo Ferrara Caito, escrivflo e administrador.
Co-
BBBEBDBBo
LOTEKIA
Aadmiiiislriicio da companhia de Ilcberibc con-
tratar a arrecaducHo da laxa na caixa d'agoa e nos
chararizes da Soledade e da praga da Boa-Vista por
lempo de 6 mezes, acontar do pnmeiro de Janeiro
prximo futuro em diante os pi etendentos pedem
remetter as suas propostas, em cartas fechadas, ao
secretario da companhia, ate odia 20 do corrente,
declarando logo os seus fiadores. As mesmas pro-
postas serilo aberlas no da 23,. em presenta da ad-
ministrado, esefar o contrato com quem maisder
e mclhop garanta* offerecer Escriplorio da com-
panhia, 9 de dezembro de 1846.O secretario, II. J.
Fernandes Barros.
HEDIMESTO nOS CUAFARIZES, EOlNOO ABRECAOAQaO
MITA PELOS EKCAB*EODOS POR OOaT.lD) UOMI'AMU.
1846.
Chafarte da praca. dem da caia. Id*m da Soledade.
JunllO 30-118,580 77,370 22,000
Jtilho 31-113,010 59,830 16,960
Agosto 31-119,390 71,870 18,010
Setbr. fe.l39,lTt) 110,560 22,770
Hutbr.* 31-152,820 134,680 24,500
N'ovbT. 30-139,380 127,980 16,000
_______ - ..... -
Somma 783,550 582,990 120,240
nrr. """*""" C""-"""
DA MATRIZ
DA CIDADE DA \l< TORIA.
,\;1o sendo infelizmente anda possivel effeltuar-so
o andamento das rodas dcsta lotera no dia ultima-
mente marcado por se nao ler completado a venda
dos respectivos bilheles e existir em ser um cres-
cido numero ; o thesoureiro della declara que tem
transferido as rodas para o dia 22 do corrente mez ,
na expectativa de que os bilheles, que resto so-
rdo vendidos, e que, perianto, as rodas correr-
ro infallivelmente nesse dia sendo pagos os pre-
mios no dia 24, para qucseusdonosdellesgozcn)
pela fesla. Avista do que, espera, que os amadores
deste jogo concomio para que isto se rcalise, com-
prando esso resto de bilheles, que continuilo a es-
tar a venda nos lugares do cosime.
Segu viagem para a Parahiba Senhorinha Igna-
cia da Conceicao, mulherdc Antonio PavHo de Vas-
concellos, levando em sua companhia os seus tres
libios e urna cscrava com cria, de nomo .Mara, naco
(Juicam, e mais urna crioula liberta, por nomo Vic-
torina Francisca de Mallos.
O ubaixoassignado tributa seus sinceros agra-
ileciMenlos ao Exm. Sr. commandante. das armase
aos lllms. Srs. ebefe de polica, capitn do porto, sub-
delegado do Recife, bem como a todos os mais se-
nhores em geral, cujas pessoas nao menciona, por
ignorar seus nomes, pelos estoicos efadgas, que ti-
verlona noite de 12 para 13 do corrente, para a ler-
minac.no do incendio,que leve lugar em seu armazem
na ra do I!ruin.
Francisco Augusto da Costa Guimariet.
Offereco-se urna mulher para ama de casa de lio-
mcmsolteiro oudc pouca familia, o d liadorasua
coduta: na ra da Roda, n. 14.
Quem precisar de urna ama para todo o servido
de portas a dentro, dirija-se a ra da Concordia,
n.5.
Quem achou um canario do reino com unas
pintas trotas, quereudo por favor rcstitu-lo a seu
dono, o leve a ra estrella do Rozario, n. 1, defronte,
da bolcadoSr. JoloPerera daSilvera: o canario
fugio no sabbado demanhaa.
bao-se 15_0,000 rs. a juros a dous por cento so-
bre pcnhorW de prala ou ouro : quem os pretender,
drija-so a ra Direila, sobrado, n. 29, que achara
com quem tratar.
Offerece-se um homem, que entrale de bolieiro
e de todo o servico de coixeira : na ra da matriz da
Boa-Vista, n. 2, se dir quem he.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Direila, ii. 82, muito fresco e com bons commodos
para familia: Irata-se no primero andar do mes-
mo.
Prccisa-se alugar um sitio grande, a margem do
rio, para morada animal : na ra da Gloria, n. 23.
Jos Luiz de Azevedo retira-so para Maran-
guape.
A pessoa, que fez favor entregar na livraria da
praca da Independencia urna carta do Dr. Manoel Je-
ronymo Guedes, juizde dreito doPombal, tenhaa
bondade"de deixar sua morada na mesma toja pois
se Ihe precisa fallar.
Precisa-sede um caixeiro para uina venda : no
Mauguiulio o. 53, venda do Justino.
Ojuz da irmandado de S.-Jos-de-Riba-Mar
convida urna mesa geral, para o da quarta-feira ,
16 do corrento .pelas 5 horas da tarde ; o pede a to-
dos os benignos irmiios que leem voto e lugar pea-
la irmandado que o queirilo honrar com suas pre-
sentas no consistorio da dita igreja.
Roga-seaoSr. Miguel Lucio de Albuquerquco
Mello o favor de apparecer na ra da Praia, n. :!-'.
Roga-sea pessoa, que, no dia 12 do corrente,
receben de um homem do mallo um sacco para
guardar, contendo varias encommendas ja com-
pradas quera por esla folha annuncar ; pos que
o dono do dito sacco nlo se pode, de maneira al-
guma, lembrai o lugar aonde o deixou i que alan
de pagar o que houver de despeza por o dito annun-
cio e alguma cousa mais, recebe por urna esmola ;
ou entSo dar noticia na ra do Mundo-Novo, casa de
Maria Antonia, que vendo miudezas nafreguezia de
S.-Antono.
0 escriv3o da actual mesa regedora da irmandado
de N.S. da Soledade do bairro da Boa-Vista convidaa
lodos os irmflos,para que no domingo,20 do corrente,
se reunlo em mesa geral no consistorio da mesma
igreja pelas 9 horas do dia afim de se eleger a no-
va mesa ,que lcmdercgerdel846a 1847.
Domingos FilippeKerreira Campos faz scicnle
ao publico, que nilo devenada nesta praca, prin-
palmente ao Sr. Francisco Alves da Cimba.
Jos Antonio Alves da Silva embarca para os
portosdoSul oscucscravo pardo, de nomo Fran-
cisco.
Arrendilo-se os dous andares do sobrado da
ra das Larangciras, n. 14', com bons commodos
para familia : a tratar na ra de llortas, n. 140.
Aluga-se a padaria da Soledade, n. 22 com
todos os pertences: a tratar na mesma com JoSo Cy-
prianim Rangel.
Aluga-se um escravo ptimo padeiro pelo pre-
?o de 10,000 rs. mensaes : no pateo de N. S. do Ter-
co, sobrado, n. 26.
Deelaracao.
Oslivrosmaqonlcos, que se tcem annunciado a
venda na loja de Manoel Jos Gooi;alvcs, na ra do
Queimado pertencem a Guilherme Augusto Ro-
drigues Selle, que os contina a vender em sua
casa na ra do Rangel, n. 45 primero andar.
Aluga-se, pela Testa, urna grande casa no lu-
gar de S.-Anna : na praca do Independencia, livra-
ria, ns. 6 e 8, se dir quem aluga.
0 Sr. Jos Antonio do Castro quera drigir-sc
a ra largado Rozario, ns. 6 e8 a negocio de seu
interesse
Joaquim de.MirandaSouzaretra-separao Ro-
da-Janeiro.
~ Precisa-sede urna pessoa intellgentee activa
para se cncarregar da cobranza da liquidaco de urna
casa, dando fiador a sua conducta quem e.stiver
nestas circunstancias, dirija-se a ra da Cruz, n.
30, segundo andar.
I). Maria Theodora da Assumpcflo esla encar-
regada, com os necessarios poderes, para fazer a l-
quilacao da casa de seu genro Joaquim Concalves
Cascilo; e por isso as pessoas, que tverem cuntas
com a dita casa se cnlenderao com a annuncianle,
na ra da Cruz, n. 30, no prazo de 30 dias, contados
dcsta data lindos os quaes passar a mesma an-
nuncianle a requerer o dreito, que competir a seu
constituate.Recife, 14 de dezembro de 1846.
Aluga-se urna cscrava que nao tenha vicio,
nem seja vadia ou escravo, quo entenda de tirar
leito nlo obslanle nao ser moco por detras de S.-
Jos, n. 22.
Aluga-se o primero andar do sobrado n. 11 da
ra do Rangel.
-- Aluga-se, por prego com modo urna preta.de
25 annos boa cozinheira engommadeira, lavadei-
ra ; faz todo o mais servico domestico de qualquer
casa de familia, e he muito fiel: quema pretender,
dirija-se ao largo da Soledade, n. 32.
A mesa regedora da irmandado di-
N. S. da Conceicao dos militares rotivi
da aos irmos da mesma irmandade com
senhoras um completo sorlimento dos meamos, de
todas as cores pois seus gostos silo da ultima moda
de Darla. No mesmo eslabelecimento se acha um
completo sorlimento de sedas e panninhos de todas
as cores, proprios para toda e qualquer obra, que
so quizer fazer pos que so proprios para osse hm.
Ta ni bem se concertilo chapeos do sol, tanto de ho-
mem como de senbora, com toda a perfeicao por pro-
co commodo, o com a maior brevidade possivel.
Na mesma fabrica tanibem o vendem baleas para
espartilhos e vestirlos.
Aluga-se, por commodo preco, o segundo andar
com sotflo do sobrado n. 20 airas do theatro : a tra-
tar na ra da Cadeia do Recife, n. 32.
= O abaino anl(;iiail(', vendo no* rio< um reniettio
para bobas e cravos seceos, cujo remedio he cousa ex-
traordinaria, e tendo er.grnbo, ha irwUos annos, c len-
do perdido diversos eneravos, e desde o annuncio des-
te remedio, tendo salvado lodos, c por fim^ua senlio-
ra. que padeca esta molestia a ponto de j nao se poder
calcar, e com este remedio eou perfei ti mente saa, a
tambein um fillio de idade de 20 anuos: c como rio este
remedio piodn/.ir esas ilcitos, por isso fat este annun-
cio para beneficio dos Srs. deengenho, tendo visto ne-
gros aleljados e perderem a vida, por causa dcsta moles-
tia. Faz este annuncio para beneficio daliunianidadf.
Antonio l'urreia Petioa de Mello.
As pessoas, que foro ver o plano na ra Bella,
n. 40, podem ir para ajusta-lo visto que a pessoa,
que o linha comprado, nSo appareceo at o pre-
sente.
-- Quem precisar de urna ama de leite, parida, ha
pouco, sem filho e com muito bom lete, dirija-se
a ra larga do Rozario, n. 3.
-- Aluga-scoprimciro andar do sobrado da ra
Nova n. 63 ; a tratar na venda por baixo do dito so-
brado.
Compras.
Comprao-se 20 a 25 saceos de arroz vormelho.da
trra: quem tal genero tiver, dirija-se a ra da Sen-
salla-Nova do Recife, n. 7, com as amostras.
Compra-sc urna carteira de duas faces, anda
em meio uso: quem tiver, annuncie por esta folha,
ou dirija-se a ra da Cruz, n. 52.
Compra-sc um par de brincos de diamantes, de
bonito modelo : na ra de Dorias, n. 112.
Comprao-se duas vaccas de leite, de boa qua-
lidade : atrs do S -Jos, n. 22.
Comprao-se as tahoas nuticas ou requesitas
de Norie : quem tiver annuncie.
-- Compra-se um pardo de bonita figura, que te-
nha oflicio de sapateiro, ou rarpina ; um molequo,
que entenda de carpina, e seja de boa figura; pago-
sc bem na ra do Crespo, n. 9, loja do Domingos.
= Comprao-se escravos de 16 a 20 annos de idade,
sadios, sem vicios, com ollicios e sem elles: na ra Di-
reila, sobrado, n. 29.
Vendas.
pareccrcm no respectivo c< nsislono as
4 horas da larde do dia i5 do torrente,
para otim de sedar posse ao novo juiz, e
proceder-se eleicao da mesa que tem
de funrcionar no futuro auno.
D-se dinhero a premio com penhores do ou-
ro mesmo em pequeas quantias : na ra do Ran-
gel, n. II.
O Sr., que, nos ltimos dias do mez prximo
iassado, foi a loja da ra do Queimado, n 46,
evou duas peqas de cambraia para amostra de-
xando de penbor um traste, que S. S. nao ignora ,
queira, dentro de 3 das, resgata-lo ; do contrario ,
sera vendido pelo que dr e se declarar por este
mesmo jornal oquanto rendeoo seu bom traste as-
simeomoo nome do seu dono para que nSo con-
tinu a usar das mesmas gracas.
Precisa-sc de 400,000 rs. premio, c bypotheca-
se em garanta urna morada de casa terrea em
urna boa roa, desembarazada do duvidas ou ques-
tOes: as Cinco-Pontas, n. 62, so dir quem faz este
negocio.
-- Miguel Rodrigues Vieira rclira-se para fura do
imperio.
l'rcc isa-sede douslaviadores ; cm casa do doma-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na ra o-
va n. 52.
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muilo asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-sc ao
mesmo sobrado qualquer hora.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira participa a
seusfreguezesdo pSo, que tem quem o v levar pa-
ra as partes da Passagem-da-Magdalena at aos Re-
medios Soledade, Belm Hospicio o em qualquer
lugar da Boa-Visto eRecife : quem se quizer utli-
sar d parte na padaria de urna s porta na pra^a
da S.-Cruz indicando o tamanho e moradia para
ser servido a horas convenientes.
Fabrica de chapeos
de sol na ra do Pas-
SCIO-Plllll.CO, n. >.
TJoao Loubct adverle aos seus freguezes que
queirilo desenganar-se por urna vez sobre os
objectos abaixo declarados, tanto cm preco
como em qualidade: tem nesta occasfo um rico
sorlimento de chapeos de sol furta-cres o pre-
tos com barra lavrada, os mais modernos, que leem
apparecido neste mercado de igual sorlimento ; o
taiiibem chapeos de sol, de panninho de todas as
cores e ultimo gosto da rainha da Escocia; e para
--Vendem-se sophs cadeiras bancas para jo-
go, mesas de meio de sala, marquezas, meia-com-
modas, cadeiras para senhora, ludo de angico ; mar-
quezas, eommodas meias-dtas ludo de amarello;
toucadores de Jacaranda ; tudo por preco com modo:
na Camhoa-do-Carmo, u. 8.
Vendem se superiores charopes de
gioseille, vintlos de Franca, dito da ver-
dadeira resina de angico, esle muito bom
para molestias de peilo, a i ,noors. a gar-
rafa : na fabrica de licores do aterro da
Boa-Vista, n. a6.
Na loja de ferragens, n. 56, da ra
da Cadeia -Velha, vendem-se moinhos
grandes, com rodas, proprios para moer
cafe em porco.
Vendem-se galles de ouro lino,
para fardas e chapeos de pagens, e devi-
sas de ofliciaes : na na Nova, n. a, pri-
mero andar.
Va rna Nova, loja n.17, vendem-se
camisas fritas, brancas e de cores, de to-
das as qualidades, e por precos commodos.
Vende-se urna parda, de 20 annos, bem pareci-
Ida ; um molequo, muilo bonito, de 12 anuos; todo*
por preco commodo : na ruada Cadeia do Recife, a
fallar com Joao Jos de Carvalho Mcraes.
Vende-se a armadlo e pertences da venda da
ruada Ppaia, n 46: oaluguel be em cenia, e O pro-
irictario conseute o.traspasso da chave da casa, quo
ica quasi no meio da ra, ho em urna esquina, e
tem bstanles commodos para familia: os prelen-
dentes drijao-se a ruado Rozario, venda, n. 1.
Vende-se umaescrava crioula, de idade de 20
annos, muito sadia, bonita ligura, com algumas ha-
bilidades, e por prego commodo: na ra estreita do
Rozario, armazem, n. 31.
0 barateiroestem
campo
?
O antigobarateiro est dando a troco de pouco di-
nbeiro, na sua loja de miudezas da ruado Collegio,
n. 9 bolOes de duraque lino c de seda com palmas,
ji 200 rs. a duzia ; carteiras para algibeira a 160 rs.
cada urna ; carapucas de algodao de cores para ho-
mem a 160 rs. cada urna ; torcidas de todas as lar-
guras a 100 rs. a duzia ; botOes de madre-de-pero-
la a 480 rs. a grosa; ditos de metal para caifas, a
300 rs. a grosa; meias para homem c meninos, fi-
nas, a 24o rs. o par; trinchetes de cabo de marfil
e de bfalo para trinchar, sendo faca grande e gar-
ro com mola a 1400 rs. o jogo; relroz de c0r*9 e
pelo a 120 rs. a oitava o em libra a 19,000 rs., de
primera sorle ; tesouras finas de lodos os gostos;
riquissimns caivetes finos de urna e duas fblhas;
e outras muitas diversas miudezas por barato preco.
Vende-se umcavallo castanho, novo, emboas
carnes, muito folgasslo, bom tamanho, bom carre-
gador o cxcellente esqupador: na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6o8sedir com quem se aevo
tratar.
Vende-se um relogio de ouro, patente inglez:
na praca da Independencia, loja n. 3.
Vende-se potassa russiana, nova
de superior qualidade, pelo baratissimo
preco de aoo rs. a libra : na ra da Ca-
deia, loja n. 5o, de Cimba e Amorim,
ILEGIVEL


= Vcndcm-se inorndas de forro para engenho* de as-
511.11. para vapor, agoa e bcslas, de diversos lmannos,
pi.rpnvn i.i......mi" igualmente laliaa de ferro eoado
e batido, de todos .>s uunanhoi: na jirafa do Corpo-San
to, n. II, em casa de Me. (.alinont i\ Companhia, ou na
ra de Apollo, anna/.eiii, n. 6.
Vende-ae potaasa branca de superior ijualidade,
em barra pequeos; ein casa de Jlathens AutUn <*
Conipanhia. na na da Alfnndega-Vrlha, n. 30.
t= O corretor Ollvelra tem para vender cdbrt em fo-
Iha e prego! de dito para forros de navios : os preten-
denles dirijao-se ao inesuin, ou aos Senliorcs Mesquita
sl Dntra
=; Vendc-ae cal vlrgcni mi lucias barricas llega-
da prximamente i por piojo eommodo; na ra da
Ilocda aruiazcni n. 15.
Vende-se polassabranca, da
mais recemche{*ada por modi*
prego .' ein casa deL. G. Fer-
ra & 'ompanhia.
Valoja da esquina
confronto ao arco .1 iiIonio, n. i> ,
uimariies Seratim c Companhia vendem-so
hraias larcas, de padroes os mais modernos, que
i v'indo a orto mercado, pelo diminuto pceo do
CO
re
de Ouirnarfles
CU 01
Ice na
320 rs. o corado ; corles de chal lino, milito mo-
derno, pelo barato prec,o do 3200 rs. o corte; alm
destas la/endas, lia ucn completsortimonto, e ludo
se vende por proco limito eommodo.
tralo do jo-
linas os f'>

Vendem-se por prego mais
*-.y que em outra parte, lanzinhas
y, mais ricos padroes que lecm appareculo !'
0 pelo barato juego de 320 rs. o covado ; $&
eassaade novos padroes e cores (xas, a jvj
."inri c 3000 rs. o corle ; riscadinhos trance- pv.
/is, linos para vestidos, a 900,320 e 240 ,'
rs o covado; lengos de sedada ludia a pj '.
tors. ; mantas de soda, as mais ricas que |->
| tecm apparecido; cortes de cambraia di
; Iiumi goato ; ricos chales de seda; cortes di
'! nlio, de crese branco;casimiras para cal- 10
cas ; esguines linos ; nretanha de linho 0^
: milito lina ; letiQos dcsclim preto e do rA-
1 res paragravata ; contras umitas fa/en- *
das do botagoato : na ra do Qticimado fe
,, nos qna tro-cantos, loja nova, na casa ama- K
. \ relia, n. 29. K
Vcndcm-se*mnlcqucs negrinhas, prelos o
pelas, com habilidades esem ollas, mogas e de bo-
lillas liguras : na ma Nova, n. 21, segundo andar.
Yrinleni .so IjicIi is grandes de ll.un-
burgo (llegadas iiltimiiniente ; c t.nn-
l)eni se alugSo, por preco com modo ; no
Atcno-(!a-l>oi-Vista primeira venda ,
ao ju' il" ponte, n. >..
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio p.S. doGuimarilesSeraflm vendem-so chales grandes de cadarzo, Qpgindo 13a e
Be da padroo milito modernos, pelo bacilo prego
de 2400 rs> cada um; lencos do cambraia estampa-
dos, a 140 rs. cada um; brim flanee/, escuro, en-
corpado e de puro linho a 720 rs. a vara.
Sal de Lisboa lino e alvo a IfiOO rs. o alquci-
rc velho e sendo poreflo dar-se-ha por menos : na
ra da l'raia armazem n. 18.
Vendem-se 6 ascravas .sendo pretas c pardas
de ir a 25 annos com habilidades; um escravo car-
rciro, do 20 annos ;i prelos de 95 annos, do boa
conducta e bem robustos -2 pelos, de meia ida-
de ii ni dilles he carpina : no puteo da matriz de S.-
Anlonio, n. 4.
Na ra do Manuel. n. 11, ha para vender varias
obras de miro ; camode toucinbo a 120 rs. ; cha
uchim ,a 1000 rs. a libra ; clices para champanha ;
copos ; e outras muilas lougas o- vidros, por prego
eommodo.
~ Vendc-sc leitcscm mistura a meia pataca a
arrala manda-ee levar sedo em casa, dos fregue-
zes as 7 horas do dia : airas de S.-Jos, n.22.
Figuras de porccllana para
presepos.
Na terceira loja de miudezas da ra dos Quartois,
boje larga do Hosario.ha um bello sortimento de
figuras de porrellana em branco e colurido, conten-
do diversas liguras humanas, de animaos c de aves,
0 mais propriu possivel para os presepes particu-
larmente porseus tamanbos, belleza e longa dura-
CfiO : o prego nao arruina a ninguem.
Vcndem-se tosouras para costura que reunem
a urna qualidadesuperior um Tcitio delicado a 1600
ra.-cada urna ; ditas para unhas e costura do 1000
at 120 rs. ; os muito procurados caivetes com ca-
bo de pona de viado muito fortes, e de oplima
qualidade ,a 1380 rs. ; espelhos em quadrns doura-
dospara pcmlu ar na parede, mais baratos do que cm
outra qualquer parte ; assim como outros muitos
objeelos : na antiga ra dos Quartois n. 20, ao pe
da padaria.
Vcnde-se urna venda na ra do Rangel, n. 10:
a tratar na mesnia venda.
-- Vendem-se penles de tartaruga, enfeitados pa-
ra segurar cabello pelo diminuto prego de 2000 rs.
cada um; pares de tiavcssasde tartaruga, de 480at
1280 rs. ; ricas lilas de setim bordadas, de differen-
les cores e larguras; suspensorios linos para me-
ninos por baralo prego ; assim como outras mili-
tas miudezas : na ra larga do Rozario loja de miu-
dezas n. 20, junto a padaria.
i\a ra da Cadeia-
Velha, loja n. 29. de
J. O. Elsler,
vendem-so os seguinles violtos
r.ilnlo.se de superior qualidade
ra i
no
PARA OS AMANTES DO QUE HE ROM \>{
Vondcm-se latas pequeas e grandes da i,':"
muitoe rccouimcndavel bolachinlia do ara- I"
' rula proprianienle dita, ullmiamenle Che-
: gada uu brigue Vivalo, bem torrada de dff- m
ferentes feitios e (lenosos mais agradaveis,
h queso podem desojar, como sejflo: Ihir de
laranja baunilha, herva-doce, liniilo, &e. ',
emporqfiooa realb, por barato preco: no i
cJL armazem de Das Ferrejra no caes da Al- f
E I landcga.
I
Vcnilcm-sc, por preciso, ilous moloques, e
urna negrinha : na ra estreila do Rozario n. 23,
primeira andar.
Vcnde-se urna armarao de venda no becco do
Carioca na fu da l'raia ,' por prego eommodo : na
na larga do Rozario, n. 20.
Vcnde-se urna mobilia completa, de Jacaran-
da em muito lumi eslado ; urna cama de dito 4
mangas de vidro lavradas ; ludo por prego rasoavcl;
no paleo Ja S.-Cruz sobrado n. 2.
Vende-so um preto a inda bucal, apezar de
lor bastante lempo de ierra, porm bom trabalha-
dor de cnxada; vende-se para eigenho ou Imada
provincia: no lim do Recco-I.argo, no Recite, tan-
que dagoa, s dir i|ueni vende.
Coiitiiia-se a vender barato calcado .para ho^
niem senhoru nieninus e meninas, obra born feiti
nosta praga ; urna cama de condur para casal; bi-
cos de 3 al dedos de largura ; linhase urna porgao
do madeira : na ra .Nova, loja n 58.
Vende-se una lipoia com lodos os seus per-
tences menos rede : na ra Nova, loja n. 58.
Vendem-sc duas canoas novas, de ronduzir
familia, pintadas a oleo ; una dita pequena.de um
m pao : na ra ra estreila do Rozario, botica, n. 10.
Vendc-sc a venda da ra de Agoas-Verdes, n.
15, ou s a armagfio c pertences dellas : a tratar na
Camboa-do-Carnio, n 3.
Vcndem-se 35 esclavos sendo : pretas pre-
los, negrinhas pardos, pardas 1 inoleques 2 bo-
nitos niulatiiihus proprms para pageos por proco
eommodo : na ruada Cruz armazem n. 51, a fallar
coiu Jos Francisco da Silva.
Vende-se graxa do Rio-Grande, muito clara ,
propria par velas de carnauba por prego comino-
do: na ra ila l'raia n. 89.
Vende-se uma morada de casa;terrea no hairro
da Boa-Vista, por prego commudo': na ra larga do
Rozario, n. 32.
engar-
vinlio
do l'orlo muito velho ; dilo da Wadei-
BuccUas ; Carvellos ; Slierty; Bliei-
l'oideaux ; Gfirry-coj'dial ; Tene-
ri(Ti j ChampaohQ, marca cmela ; e tam-
be m sufici ic aidenle de Fianra ; vidros com conser-
vas ; bnioes de dore de finetas da Euro
pa ; biscoutoa fini.s.simos de Ilamburgo ;
velas de composicao ; cb preto; dilo
byssOD ; ptimos charutos cm caixiuhas
de cen.
Vendem-se duas esclavas cabras, de 22 a 2i
annos do bonitas liguras com varias habilidades,
que se dirn ao comprador ; uma cscrava do nagilo
Reboto, queenoomma, cotinha. lava e vende na
ra de 29 annos ; um escravo de Angola de 25
anuos, para o servigo de campo : na ra das Cru-
zcs n. 22, segundo andar.
Vende-se um relogio de ouro, suis-
so novo ; mu dilo um pnuco usado ,
muito bons reguladores,icio o que o dono
se lesponsahilisa ; e igualmente 3 cr-
tenles novas, de miro,' para os mesinos;
na ruado Viga rio, n. !\.
Vendern-se para cobrir gneros
de estiva, alvarengas oucixas deassii-
car nns encerados em muito bom es-
tado e muito em conta : na ra da Ma-
dre-de Dos loja n. 12.
- Joaquitn da Silva Lopes t
no seu armazem tleionte da por-
ta da ulliiiide^a, n. 20, vende pa-
pel de machina, branco e azul,
tpie veni a
cida ; um moleque muito bonito de 12 annos ,
lodos por prego eommodo : na ra da Cadcia do no-
cir, a faltar com Joilo Jos de Carvalho Sloracs.
Vende-se urna pequea casa terrea, na ra (los
Gatos, em Olinda com m l>rreno ao lado por
prego eommodo ; na ra estreitado Rozario, n. 43,
segundo andar. t j.i.
Vendc-sc dBrOni piano de armario e deja-
caranda porpn^^ommodo: no Aterro-da-Boa-
Vista n. 5, primeiroandar.
Vcnde-se uma prcta moga, bem vistosa, sem
vfljlos nem achaques, e que sabe cosesmengmmar,
cozinhar, e tem lei'para criar :gfr rBi da tadei
i uncir qualidade
este mercado por
prego
com
e qucs'abocoseBjj^engbnimar,
_ , do Rccifc casa de Jos Comes LcaTT
ri > Vende-se urnikasa terrea na villa de l'o-do-
Mhp, na -ruado Taiba, onde morou o secretario
,la cmara da rj^sma villa *M*ado. Rozario, boti-
cajdoJoao Pearr aa Silfeif.
-- Vcnde-se um Ic^cno na
Iravessa Real da na Real, ou estrada do Manguinho
para a ra da Soledado clulos propnos, murado
na frente, com 9t palmos de frente, e 420 e tantos
definido, cercado dos lados, com vanos pos de
larangeiras 2 ps docoqueiros, e outras diversas
arvores de frurto com alicerees de 30 palmos do
largo cHO de fundo, cozinba fra.cacimba jaberta,
com boa agoa do beber, miarlos j divididos.proprios
para casa terrea ou sobrado, da cordeago para
dentro 50 palmos, com soleiras, uma na frente, o
duas, uma para cada lado da sala do dianto: a tratar
na ra estreila do Rozario, n.7, com Jos Anacle-
to da Silva. '
Vende-se uma porgilo do sola e couros miudos:
no becco da Lapa, n. 20, primeiro andar.
?
modo.
, Vendem-se 3 lindos moleques, de 14 a 16 an-
nos; 2 ditos, de 7 a 11 annos; 2 pardos, ptimos
para pagens de 17 anuos lendo um delles oolllcio
ile hanqueiro de engenho ; um cabra, de 25 annos,
bom cancho; um prclo de 30 annos rauoeiro;
duas pelas de 20 a 25 annos, com habilidades,
sendo urna dellas de nacao, com urna cria mulati-
nha,de 9 anuos ; urna parda, de 25 anuos con. al-
gumas habilidades ; 2 negrinhas do 7 a 9 annos:
na ruado Collegio, n. 3, segundo andar.
Vende-se rap princeza de Lisboa chegado l-
timamente a 3600 rs. a libra e a '40 rs. a oitava :
na ra do Crespo loja de miudezas, n. 11.
Vende-se urna mcia-cominoda, porpregocom-
modo : na ra do l.ivramcnto, n. 21.
Potassa da lUissia,
verc'adeira e nova,
em
barra pequeos,
eommodo : na ra da
casa de Kulkmann Se
por |)ieco ni u i Id
Cruz, n. to, em
liosenmuinl.
Vendem-se superiores chapeos de
castor, hrancose prelos, sendo as (orinas
da ultima moda: na ma da Cadeia, loja
n. 5o.
Vende-se urna cscrava moga de bonita figura,
propia para qualquer servigo : na ra da Cadeia do
Recil'e, 11.43.
__ Vendem-sc cadeiras de Jacaranda novas, de
bom gosto e oplima construcgfio ; ricos c grandiosos
suplas, tuda chegado prximamente; mesas de
jogo; e alm (lestes trastes outros com algn) uso,
eomosejio: mesa* da meio de sala; commodas ;
espelhos; e outros ohjectos, que cuntiluem o ar-
ranjo de urna casa : na ra do Calinga n. 16.
Vende-se uma parda, de 20, annos, bem pare-
A o matla mismo
2000 rs. por cada mantinlia de garga .para grva-
la de senboras,tnuito proprias para o madamismo
de bom gosto usar nos passcios e por casa, por sc-
rem muito leves e galantes. Os baratissimos cha-
peos de crep eslflo se acabando; as senhoras, que
anda nflo comprarlo queirilo habilitar-se quauto
antas ; pnis he ohjecto indispensavel para as festas
campestres do Natal : vendem-se por 6000 rs. na
loja de Antonio l.uiz dos Santos* Companhia, na
ruado Crespo, n. 11.
los amadores da boa Cham-
panha.
Anda exislem alguns gijjos do supe-
ror vinbo Cbampanba de Sillery, na ra
da Cruz no Kccile n. a6. As peesoas,
que se quizerem prevenir de bom vinbo
para icsta devem procura-lo (jiianto
antes.
=Vcndem-sc passas miiida, para fairrpodiiu ; cerc-
jas e ameixas srecas ; l'eijej ; rrvilhaa ; lemilia ; chain-
panlia ; viuliodo Porto ; Sclicny ; Madeira ; vniho do
Rheno Saiiterncs ; ClareUe, eiu quarlolas c cai*as di-
to iii _; .i i i.i l.i 11 ii a 400 ra. inuito bom; superior cognac;
i Ilion de Jamaica ; arrae ; genebra de Ilollauda ; vinbo
de Malaga .velho, ein inelaa garrafa* ; frascos de todas
as qualidades de fructas da Europa ; repolhos conser-
vados ; liarris pequenos de caviar, de urna libra ; mos-
tarda Irancea c inglea ; Scherry cordial; latas de sal-
inao ; saidinhas; civilliaa e mais outras conservas de
prive e lame ; conservas de pepinos c cebollinhos-, cer-
vpja prcta e branca da celebre niica llarclay ; azeite
doce superior ; clui ; charutos regala. Rsles gneros
sao todos da nielhor qualidade e se adan amostras,
para os senliorcs compradores, no ofcinazein de Fernan-
do de I .mi. i na ra do Trapiche n. 31.
Carlas franeczas de jopar
para vollarete as inrlliores, que lia no mercado; pen-
tes de tartaruga para marrafas pelo diminuto pc-
eo de GMO rs. : na ra larga do Rozario n. 24.
4
OL VIIODF. TODOS
ou
Manual da satlr,
'nntendo
todos os esclareciineiitos theo icos e pralicos necessa-
rios para poder preparar c empregar, sem o soccorro do
professor, os remedios, e se preservar c curar-se proinp-
taiueiite, com punco dispendio, da mor parte das moles-
tias curaveis, c conseguir um allivlo quasi equivalente
n tade, nas molestias incinaveis.
Seguido
de um i ri 1.1 ni < ii to especifico contra a coqueluche, e de
regias hygicuicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Plocsi|iiellcc.
Preco-1/000 rs ein brncliura.
O suppleniento, indispensavel aqurin tein.aobra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odito suppleinen-
ii' tratas tus dille rentes recei tas para a compnsiciio da
agoa sedativa; este precioso remedio,que tainanha repu-
lacan j tem ganlio, e que deve existir em todas as casas
para remediar promptaineute aos accidentes e incom-
nmdos repentinos
Vende-se na praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
\ endeni-se bezerros franeczes, de Nantes, de
superior qualidade os mclhorcs que tcciu viudo a
esle mercado por atacado ou nirsino em duzias a
vontade dos compradores por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : na ra da Cruz, n 20.
'" NO ATEMIO-DA-IIOA-VISTA I.OJA N. 3, DE JOAO
CHARDON,
acaban de chegar pelos ltimos navios viudos, de
Franca ricos e muito linos chapeos de palha, para e-
nbora e meninas ; llores linas para chapeos e vestidos ;
muito boas fitas de setim Usase lavradas; ricos dia-
les e mantas de seda para seuhora limito finos; cam-
braiaade linho frnnceas sem mistura neiihuuia de
nlgudo ; ditas de algodao, muitn linas e transparentes;
bonitos coi tes de vestidos de cambraia de lislras de co-
res : cassas finas lisas e de cores ; bonitos lencos de se-
da setim e cassa para homeni e senhora ; luvas e
meiasde seda e linlin ; bous siipensorios de borracha;
muito ricas bengalas ; chicotes Je muito bom gosto ,
para eavallos ; chapeos de sol, de seda e de panno, de
boa qualidade, para linmem c senhora; um novo r
lioiii sortimento de perfumarlas linas ; calcado para
senhora ; oculosde grao ; diapeos de seda para se-
nhora ; bonitas bijouterias chapeadas de ouro, baldas
para esparlilhos ; dedaes de ac ; caixiuhas depoicel-
lana domada para sabo e para guardar estovas; ricos
appardhos para clui; c outras mais fazendas de lojas
iranceza.
= Vrndem-se barricas c meias ditas com farinha gal-
lega muito superior; barricas e meias ditas com cal
virgen) de Lisboa ; barricas com potassa branca c prcta;
le 11. i 1111 as para porla de armatcm ; peoeiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Tlamburgo ;
tudo por preco coinuiodo : na ra do Vigarlo ariua-
zem n. 0.
Vende-se vinbo tinlo commuin, em
<|u rtolas, pelo baratiasimo preco de 4o'
is. ciiiIh uma : na ra da Cruz. n. ao.
Vende-se umaescrava crioula, de 32 annos,
do bonita figura i no pateo do Carmo, sobrado de
dous andares, n. 18, junto a venda do Nicolao.
Vondem-sedousmoleques, de 10 a 13 annos,
muito lindos; duas negrinhas, de Ha 16 annos; 4
escravas, de 20 a 22 anuos, com varias habilidades;
3 cscravos do ajeno, mocos, por preco eommodo :
na ra Direita, n. 3.
Vende-se a obra de Jure Natura; Posiliones
por^barfloiiniaaaini : na ruada l'raia de S.-iUta,
n.ft -* I
Vende-so uma preta, de 18 annos da bonita
figura, quecozinha o diario de urna casa cose e
lava ; uma dita, de 24 annos quecoiinha, lava de
sabo, e he quitandeira ; duas ditas para o servico
d"%#; um mulalinho, de 7 annos do bonita
lifiirn ; todos sem vicios nem achaques : na ra da
Concordia, passando a potezinha, segunda casa
terrea.
Vende-se una mulatinha, muito sadia, pro-
pria para o servico do campo, por proco eommodo :
na ra do Crespo, n. *, loja de Jonquim da Silva
Castro.
fendem-sc casacs de pombos bons batedores.
grandes e de encellante raca, por preco eommodo :
n* mu da Florentina, n. 16.
Vende-se uma preta que sabe cozinhar en-
gommar, lavar, coser, efazertodo o servico de uma
casa ; na ra do Cabug, n. 16.
Romances, que. se venden, e
aliijrao-se.
A livraria da esquina do Collegio acha-se pro-
vida de escellentes romances em portuguez, recen-
temente ohegados, compostos pelos mais acredita-
dos romancistas como Duinas, Sotili Dugange ,
K. Sue, Arlincourt, George Sand, V. Ugo, Wallcr
Scott, Mazonj,,A. Lafontainc, Paulo de Kock, &c. :
os que quizerem lomar de aluguel dcpositarO o va-
lor dos mesmos. O catalogo acha-so patente na li-
vraria.
Vende-se uma casa terrea, comas frentes de
pedra e cal om chilos proprios, com grande quin-
tal cacimba com boa de beber, no alto da Capunga,'
um dos melhores lugares por ser muito fresco c no
principio da estrad a, que segu para Baixa-Verde:
a tratar com Antonio Jos de Oliveira Braga, no mes-
mo lugar ou na ra da Cruz, no Itecife n. 28, com
Joo da Costa Lima Jnior.
Cheguem ao bom,
antes que se acabe!
o anligo barateiro esta torrando a troco de pouco
dinheiro, na nova loja de miudezas da ra do Col-
legio n. 9, chapeos de sol, para senhora, com fran-
ja c sem ella a 2880 rs. cada uma ; ditos de pan-
ninho, para homem a 1200 rs. rada um ; pelles de
marroquim, a 1280 rs. a pelle, luvas de algodao,
brancas c de cores para liomcm o senhora a 3o
rs. o par ; bonetes para meninos a 480 rs. cada um;
ditos do palha para tomar fresco pela festa a 100 rs.
cada um ; bicos cstreilos, a 40rs. a vara para aca-
bar ; lencos de seda preta para grvalas, a 800 rs. ca-
da um; bengalas de caima da ludia, a 1920 rs. cada
uma.
Vendc-sc uma carroca com cavallo; 6 cadenas
americanas, deno, em bom uso; 8 ditas de |>a-
Ihinha : na Solcdadc, padaria n. 22.
Vende-se um casal de escravos mocos, sadios,
proprios para agricultura : no sitio da Solcdade,
sobrado penltimo antes de chegar a groja, lado
direilo
Vende-se uma cama de casal, nova com col-
chito e enxergOes, por40,000 rs., uma mesa de jun-
tar, com dous aparadores, por 20,000 rs.; um fbga-
reiro do cobre para aquecer agoa dentro de banbci-
ro; uma mesa deengommar: nesta typographia so
dir quem vende.
Vende-se uma parda, de 30 annos, com bas-
tantes habilidades; una prcta da Costa com a
mesnia idade propria para o servico de campo ou
rus : na ra do Crespo, 11. 15, primeiro andar.
Novas pechindbas,
freguezes!
O antigo barateiro est vendrtelo a Iroco de pon-
en dinheiro na sua nova loja de miudezas da ra
do Collegio, 11. 9, papel de peso inglez muito fino ,
de primeira sorte a cinco patacas e meia c meia
resma a 880 rs.; ricos penles de tartaruga de segu-
rar cabello com enfeiles do tirados, a 4000 rs. rada
um; travessasde tartaruga a 960 rs. cada par;
chapeos de cambraia para meninas, enfeitados,
a 2560 rs. cada um ; leques de seda a 3000 rs. cada
um ; luvas de pellica para homem e senhora a 800
rs. o par; ditas de seda para meninas, a 200 rs. o
par ; ditas de seda prcta, compridas, para senhora,
a 1000 rs. o par cachos de flores, muito bonitos
paraenfeites de chapeos e cabello, a 400 rs. cada
um ; chapeos do Chile, para cabera pequea, ai""1
rs. cada um.
Escravos Fgidos.
Fugio, em otituhro do correnle anno, um par-
do de nomcMiguel de25 annos, pouco mais 011
menos, alto um tanto secco do corpo bem alvo,
cabellos crespos e um tanto ruivos; tem n'um braco
uma marquioba de um tiro, que levou e outra no
peito de um p, de um golpe de machado, nariz
um tanto afilado cara fechada pouca barba ; le-
vou um cavallo rugo j velho, passeiro c rurtn-|>as-
seiro, ajunta-boecudo c com uma m3o indiada:
quem o pegar, leve ao engenho de Patos a Manoel
Correia da Silvcira que recompensar.
-- Acho-se fgidos ha pouco tempo 3 pretos,
sendo um de nomo Vicente crioulo, de 2Jannos,
alto, com principios de sapaleiro : outro.de nomo
Lino tambem crioulo', do mediana estatura seceo
docorpo.de 20 annos: ambos forilo comprados a
Manoel Jos Tavares da Silva: consta, que eslao
acollados tiesta cldade, pela mu c Irnfios dos 111 es-
moa. (' lerceiro, de nomo benedicto, de estatura re-
gular, grossodo corpo ; tem urna cicatriz sobre um
ofllo; hcofllcialde carpina ; o foi escravo do Paulo
Caetano do Albuqucrquc. Itoga-so as autoridades
policiaes capitits de campo, ou outra qualquei
pessoa, que os pegar.de levara.Matbias de Albuauei-
quee Mello, na ra da l'cnha, n. 23, segundo andar,
onde aera recompensar.
PERN
: KA TtP. DEM. F. DE FAJUA.l84
i
t


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