Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08345


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Full Text
Anuo de I84G.
Segunda-fera 14
O D//f/fff)piil>lci-se todos o das que n"o
forrm de guarda: o preeo Ha assiijnMtira he re
slnflO rs. por qnartel, p/ipot ndianladnt. (>^
annnncift* dos assij'tiaiilf'S *3o inserido* a razo
de 20 ris por lin'ia, 40 ris e n typu diferen-
te, e repelire pe metade. Os rpie nao fo-
rtn assh-oanles |i-|;3o 80 ris por linda, e IDO
em lypo dtflerenlt
PHASES DA LA NO MEZ DE DEZ-EMBnO
l.u rliei al, ai horas* 1 Mineante a 10, as 6 llorase ih min. da larde.
La non a II as 10 horas e I] mi. da manh.
Crescenie a 36, as t horas e 16 ma, da inaoli.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ooianna Parnhvna Segundas e Seitas feiras
llio Orando do Norte, ehegsj as linarias feiras
ao meio dia o parla nas mesmas horas as
Quintal feiras.
Cali, Serinhaein, Rio Formoso, Porlo Cairo e
Macero no l.*, II e 51 de cilla mez.
Garanliuiu e Itonlto a 10 e 24.
lio.-Vista e Floros alie 2.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os Hits,
1'llKAMMl DE UoJE.
Primeira a I h 18 minutos da ardo
Secunda > I b. \i minutos da manila*.
<]e Dezembro.
Anno XXII.
n. ano.
das da semana.
14 Segunda. S. Matroniuno. Aul.d.i J. dos or-
pl los e do J. do C. da 2. T., do J. M. da l "y.
5 Terra. S Ceciliano. Aurl. doJ. do civ. da I
v. e do i. di> par. do 2. dist de t.
16 Ouarta. S. Albina. Aud. do J. do c. d.
v e ilo .1. di- par do 2 dist. de t.
17 i.Hiima. S Vivina. Aud. do J. deorphos,
do i municipal da I. rara.
18 Sexta. S Sperido. Aud. do J. do civ. V edo J. de pai do I. dist. de t.
10 Sabhado. S Fausta. Aud. do J. do cir.
da l. r., e do J de-pas do i. dist. a J. de t.
20 Domingo. S. Domingos de Silos.
CAMBIOS NO DIA 21 DE Dli/.EMIIRO.
Cambio sobre Londres 20 d, por If rs.a
a Paiis 31.S rcis por franco.
a Lisboa 9 ic premio.
Desc. de letras de boas Urinas I '/sP- */
OuicOncas bes|ianlio'-is. 59SO0O a
a Moedas de Otftoo re, |6>200
ii de J400 or. |6|000 a
a de t#00... 0/000 a
PratiiPalaces.. ....... ijm'i- a
.. Pesos columiiarcs. I#I10 a
* Dilos Mexicanos. ljfO a
Miuda... ...... 1*720 a
Acces da Corap. do lleberibe de SOjOOO
60 d.
aome-.:.
2950O
I640O
16^2011
Ilion
2/010
20IU
I/H40
14741
ao par.
S
DIARIO DE PERN AMBUCO
!!i-__'!L.-!
AVISO.
\o ullimo i leste mez finda o
prazo, por que fra prologado o
que eslava mareado para o troco
as cdulas de 2^000 rs., estam-
padas em papel branco.
do Bonito. Commtinicou-se ao respectivo com-
maiidante superior.
PA TEOFFiCHi
RISPADO DE PERNAMBUCO.
Dom Jalo da furifirafao Marques Perdigo, conego
regranle de Sanio Agoslinho, por grapa de Dos, $ da
sania S Apostlica, hispo de Pernambuco, do concetho
deS. M. l.eC.elc.
Sendo do nosso dever oecorrrr aos abusos com-
mettidos contra o culto religioso devido as sagradas
imagcnscolloeadas em varios nichos existentes as
masdesta capital, determinamos, que os reveren-
dos parochos sob amis estricta responsnbilidadc
jamis consmtno os festejos, que at agora se teem
pralieado, na intelllgencia de que fiefio por nos n-
teiramente prohibidos.
Falacio daSoledade, em 10.de dezembro de 1846.
Joo, Bispo Diocesano.
(overno fia provincia.
tXPEniESTE DE 3 DO C0R.HESTE.
Officio Ao desembargador procurador da cora,
soberana e fazenda nacional, exigindo osen parecer
sobre o que no ollicio, que lhe envia, diz o inspector
da thesouraria das rendas provinciaes acerca do
contedo em o rcquerimcnlo, que tambem lhe re-
melle, de I). Mara Sevcrna da Rocha Lina.
Dito Ao commandanle superior da guarda na-
cional do municipio do Recita, ordenando, faca subs-
tituir por pragas do quinto batalhfio o destacamen-
to de primeira linha, que se acha uos Afogados.
OliT.cinu-.se ao chele tic polica, para que (zesse reti-
rar o mencionado destacamento, logo que so eflei-
tuasse a suhslituig.to ordenada; e communicou-se ao
cominaiidantc das ninas.
Dito Ao inspector da thesouraria das rendas pro-
vinciaes, determinando, que mande adianlar quatro
mezes de sold, inclusive o corren le, nc tciceiro
commandanle do corpo policial, Jos Francisco de
Paula, que val destacar para a comarca da Boa-Vista.
-- Participou-se ao commandantc ge ral do corpo de
jiolica.
DitoAocommandantesuperiorinterino da guarda
nacional do municipio dcCoianna, ordenando, que
mande dispensar do servido os guardas do respectivo
esquadrfio, nonieados inspectores de quarteirfio, Jos
Rodrigues ile C.oura, Angelo Miguel de Snuza, Jos
Antonio de Castro, Joilo Jos Garca do Amaral e Jos
Estanislao Ferreira.
Portara Conccdcndo a Joilo Cuilherme de Aze-
vedo a demissfio, que pedio, do posto de major do
segundo balalho da guarda nacional do municipio
fommando das armas.
llm. e Exm. Sr.Convindo a disciplina da guar-
nido dcsla provincia, que se jilo presos os soldados
o outras pracas, que forem encontradas fra dos
respectivos quartei, 011 guardas, depois do loque
de recolher; rogo a V. Exc, baja de expedir as con-
venientes ordens, para que as palmillas de polica
prendilo quaesquer pracas dos cornos doexercito,
e da companhia provisoria em destacamento, que
sem I cenla por escripia dos seus connr.andantes
forem encontradas depois do referido toque de reco-
lher, ou anda manidos de taesleencas aquellas sol-
dados, cornetas, ou inferiores, que forem encontra-
dos fra dos indicados pontos, depois das 10 horas
da nolc, devendo uns coutros conduzidos serem a
prisilo militar oais prxima do lugar, em que forem
encontrados. Dos guarde a V. Exc. Quarlel-fjneral
na cidade do liedle, 15 de fevereiro de 184o.-lllm.
c Exm. Sr. concelbeiro Thoniaz Xavier Garca de Al-
meida, presidente da provincia. Antonio Carreia
Sera.i
- llm. e hxm. Sr.Acabo de expedir as preci-
sas ordens, praque as palmillas de polica prendilo
o faeno recolher ao lugar mais prximo aos soldados
de primeira linha, que Sem liccnca por escripia fo-
rem encontrados as mas desta cidade depois do to-
auede recolher, e aquclles que com licenca o forem
epois das 10 horas da noite: o que commiim'co
V. Exc. para seu conhecmenlo, e em resposta ao
seu ollicio de boje. Dos guarde a V. Exc. Palacio
doPernambuco, 15 de fevereiro de 845.Thomaz
Xavier Garda de Almtida. lllm. e Exm Sr.'Antonio
Correia Scra, commandanle das armas.
CIRCULAR.
O Sr. general julga consequenlc, que nenhuma
praca de prct seja isenta de assislir a revista do to-
que de recolher, qual comparecer seinpre um of-
lical, anda que seja o respectivo commaudantc, c
jamis depois de tal revista sahro dos quarteis as
di las pracas; aquellas porcm, que sendo de cxemplar
conducta tenhilo IV.milia a seu cargo o cuidado,
os Srs. commantlantes mandai-aO facilitar a sabida
para pernoitarem em suas residencias, munndo-a
de urna licenca por escripia. Estilo dadas as preci-
sas ordens no sentido de serem presos os soldados,
cornetas e inferiores, que, depois to loque de reco-
lher, forem encontrados fra do quartel, sem a li-
cenca referida, e anda com ella depois de 10 horas.
Neiihum individuo, que estiver de guarhiclo, qur
as guardas ou fortalezas, podr afaslar-se de seu
posto depois do toque de retreta. Trartsmiltindo a
V. me. as ordens do mesmo Sr. general coniniaiidan-
te das armas, accrescenlo, que inleressa, que V. me.
explique nos individuos sob seu commaiido o qu
se ada cima disposto, aflm do evtar-se qualqticr
trausgressilo ; porquantoo mesmo Sr. general esta
PERNAMBUCO.
Jury do Rrcife.
SESSO RH9 0E DEZEMBRO DE 1846.
PBESIDKSCIA OSR. SRPA BnAXOf).
A's 11 horas da manhfla, feitaa chamada, verifica-se
estarem prsenles 37 Senhdres jurados.
OSr. Jttiz Presidente declara aberta a sessfio.
Procede-se ao sorteio do jury, e, lindo este, pres-
tilo osjuizes sorteados o juramento da le.
Apregoados os reos e teslemunhas, declara-se, que
se va i proceder aojulgamento do reo Joilo Malaquias
Montero, aecusado pelo crime de ferimenlos.
OSr. Juiz Presidente faz ao reo o seguinte
iMi'nnouATOniO.
Juiz : Como se chama?
Feo : Joilo Malaquias Montero.
Juiz : Onde morava antes de ser preso P
leo : Na matriz da Varzea.
Juiz: No mez de Janeiro desto anno, eslava em
sua casa?
Ma Eslava, sim, Sr.
F01JIET
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
ron aicvanDve iBumajji.
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO XXIV.
PEQUZMA CORTE AO X.EVANTAR DA CONBESSA
LCBBBT,
Permilllo- nos agora os nossos leitores, que dei-
xemos madvniosella Chon c o visconde Joilo a cor-
icicm pela posta na estrada de Chalos, elhesdcmos
i vroutra pessoa da mesma familia.
Nos aposentos de Versalhes, que oceupra mada-
ma Adelaidc, I!Iba de l.uiz XV, hava este princi-
pe instaliado a condessa liubari y, su%amanle, ha-
va porto de un auno, nfo seni observar d'ante mflo
1 por n.uito lempo o clfeilo, que une golpe d'eslad*
produziria na corle.
A favorita, com osen nao se importar, suas ma-
nchas livrcs, genio alegre, inexliauriveis enlevos,
e.slrondoaaspbantaziaa, hava transformado osilen-
rioso palacio antt mundo turbulento, cada um do
'"jos hbil ia tolerado sob a condico de
niovei-se inuto e o mais alegremente possive.
Hcsse aposento, sem Uuvida restringido, ao consi-
derar la ins-
ira um diverti-
1 certo pareca mais estranho s mag-;
parte do palacio, era a incrivel
:|Hlueii liantes, que desde o amanhecer, isto
,l, pela nove horas do dia, siibio enfetados e bri-
(*) Vide Diario m.' 278.
na ertica de que os Srs. com mandantes, pelos quaes
lem toda a consideracilo, devem ser os primcinis
responsaveis pela nao restricta observancia de suas
ordens, as quaes tendentes sempro sao ao bem do
semeo c disciplina militar, uarlel-general na ci-
dade do Recite, 15 de fevereiro de 1815. Jas da
StUa Guimariies, ajudanle d'ordens.
I han les, para se postaren) humildemente em una
antecmara cheia de curiosidades menos curiosas
que o dolo, a quem os cieitos erlo chamados a ado-
rar nosanctuario.
No dia seguinte ao em que se passava na posta da
aldeia de Lachausse a scena, que referimos no ca-
pitulo antecedente, pelas nove horas da mandila, is-
to he, hora consagrada, Joanna de Vaubernier, cn-
volla em um penteador de mureelina bordada, que
deixava adivinbar sob as franzidas rendas as pernas
torneadas eos bracos de alabastro, Joanna de Vau-
bernier, depois demosella l.ange, e emllm condessa
Dubarry, porgra^a de Joilo Dubarry, seu antigo pro-
tector, sabia da cama, nilo diremosseinclhante a Ve-
nus, porm mais bella porcerto do que Venus para
lodo o bomem, que preforo a verdade a ficco.
Cabellos louro-castanbos admiravelinenlc alinda-
dos, pelle de setim liranco com veas iizues,olbos al-
ternadamente lnguidos eespirituosos, bocea breve,
encarnada, desenhada a pincel com o mais puro ear-
mim, c queso se abra para mostrar a dupla filena
deperolas; covinhas por toda aparte, as faces, na
barba, nos dedos; garganta moldada pela de Venus
de.Milo, flcxbilidadc de cobra, com urna nediez do
exacta propor^lo, cis o que 'madama Dubarry se
dispuuha a deixar ver aoselcilos do seu levantar,
cis o que S. mageslado Luiz XV, o elcito nocturno,
nao deixava todava de ir pela manhfjn contemplar
como os oulros, observando o proverbio, queacon-
sdha aosvelhos, que nfio percao as migas, que ca-
bem da mesa da vida.
Havia ja algumas horas, que a favorita eslava acor-
dada. Asoilo linha ella tocado a campanilla, para
que viessem permittirao dia, seu primeirocorezlo,
entrar no seu quarto; poucoopouco, primeiro atra-
vs de espessas cortinas, depois airavessando outras
mais Imsparentes, Jiava o sof, radioso nesse dia, si-
do introduzido, e recordando-se das suas venturas
niylhologicas viera acariciar essa bella nympha, que,
em vez de fugr, como Ilaphne, o amor dos deozes,
se bumanisava a ponto do ir ulgumas vezes ao en-,
conlro do amor dos morlaes. .Nao hava, pois, mais
Inlum nem hesilco naquelles olhos bri-
i bunculos, que. risonhoa consultavao
um espelbnbo de mao, todo circulado de o uro, to-
do bordado Je perolas; e esse, corpo flexivel, deque
procuramos dar urna ideia, se havia deixado escor-
regar do Icito, em que repousra, embalado pelos
Juiz: Sabe qual foi o motivo, por que foi preso7
Rio: Foi por causa de um empurrilo, que dei
em urna mulhcr.
Juit: E nesta occasilo tinha as mitos algum
peo, ou arma, com que podesse fazer algum leri-
menlo ?
Mo -. ~ N80, Sr.
OSr. Promotor chama a allencito do concclbo pa-
ra o depoimento de duas leslemunhas, que, com-
qUanlo nilo aflirmem lerem visto o reo commetter o
crime por causa do qual acha-se barra do tribunal,
isto he quebrar a cabera dessa mulher, em que diz
haver dado um empurrilo, jurilo, que, tendo presen-
ciado urna briga entre elle e essa mulher, ouvrSo-
110 ameaca-la com estas palavras dexa-te estar,
que paraca has de voltar ; e alm disto, dzem,
que o mesmo reo eslava habituado a espancar a of-
lendida, e que al em urna occasiao lhe metiera um
pao pelas partes pudendas faz algumas reflexdes
mais.e concluc pedindoacondemnacio doa.ccusado.
A rcquerimcnlo do mesmo Sr. promotor, he admit-
lida a tlepr una testeniunha, que, depois de haver
declarado habitar urna casa contigua aquella, em
que morava o reo, jura, que, ao voltar do trabadlo,
fra informado por sua mulher, que elle havia que-
brado a cabeca da offendida.
OSr advogadoda defesa allega, que a quebradura
de caneca, pela qual quer-sc fazer punir o seu clien-
te, nao he um acto lilho da sua vont.ide. porquanto
elle, como ja confessou, apenasdraum empurrilo na
pessoa, que soll'rern essa fractura, proveniente de ter
ido ella bater com a cabeca em um portal: nota, que
esse crime nao he a verdadeira causa, porque oreo
fraprocessado.equcesseprocessolempor nico fiffi
punir o aecusado de haver, na qualidado de corneta,
tocado chamada porordem do pai dclle advogado,
quando as cleiQes de 1844, vendo-se atacado por
urna immensa porcilo de gente, recorreo a esse ex-
pediente para por sua vida a salvo do eminente po-
ngo, que a ameacava : pondera, quo, ha dez me/es,
esse infeliz se acha preso, o pede ao jury, que em
altcncilo a isto, esconsideracOes, queseaba de fa-
zcr, absolvao reo.
mais meigos sonbos, at o tapete de arminho, onde
aqucllcn pes, que teriilo feito honra a Cendrillon,
liavio adiado milos, que seguravio dous pantufos,
um dos quaes, s por si, podr enriquecer um lenha-
dor da floresta natal de Joanna, se esse lenhador o
achara.
Emquanto a seductora estatua se endireitava, tor-
nando-se cada vez mais viva, lancavilo-lhe pelos hom-
bros um magnifico roupilo de rendas preciosas; de-
pois calcavlo-lhe nos delicados ps, por um momen-
to sabidos das chinellas, indas de seda cor de carne,
de tilo fino tecido, que as nilo tivereis distinguido
daquella pelle, que acabavlo du cobrir.
Nada tle noticias de Chon? perguntou ella pri-
meiro que tudoa sua camarista.
Nao, minha senhora, respondeo esta.
Nem do visconde Joflo?
Tambem n.lo.
Sabem, se Bisch asrecebeo?
Esta manhaa lorao a casa da irmila da senhora
condessa.
E nflo ha cartas ?
Nao ha, nao senhora.
Ah!' quanto fatiga esperar assim disse a con-
dessa com engracado momo; nunca se inventar um
meiq de a gente se corresponder a cem legoas em
um instante? Ah que na verdade milito lastimo
aquclles, que esta manhaa mccahircni nasmSos!
Temos antecmara soll'i ivelmente guarnecida ?
A senhora condessa anda o pergunta.'
Eusei! olha. Dorothea, adelphina est a che-
gar, e nao admirara, que me deixassem por esse sol.
Eu n3o sou mais que urna pobre estrellinha. Ora ve-
jamos, quem temos nos?
Mr. d'Aiguillon, o prncipe de Soubise, Mr. do
Sartines, o presidenta Maupioti.
E o duque de Richelieu?
Anda nao appareceo.
Nem boje, nem hontem N3o te dizia cu, Do-
rothea? Temo coiopromctter-se. Manda o meu la-
caio ao palacio do llanovet, saber se o duque est
doente.
Vou manda-lo. A.senhora condessa receber
todos ao nieaino lempo, ou dar audiencia parti-
cular?
Audiencia particular. He preciso, quo eu falle
aMr.de Sartines: fazc-o entrar s.
Mal a ordem havia sido transmittida pela camaris-
O Sr. Juit Presidente, depois de baverem replicado
os Srs. promotor e advogado, faz o relatorio da cau-
sa, e, terminado elle, entrega os quostos ao presi-
dente du concelhn, que, lendo-se recolhido a sala das
conferencias,/olla algum tempo depois a dos de-
bates, com resposta negativa aosiesmos questos.
O Sr. Juit Presidente, conformando-se com a de-
cisao do jury, absnlve o reo, o condemua a munici-
palidadc as rustas.
As 4 horas da tarde, levanta-sc a sessao.
SES8A0 EM 10 DE DEZEMRRO DE 1846.
PRKMOENCIA DO SEVIIOII SEIIPA llllAMIAn.
As 11 horas e 3quartos da manhaa, faz-se a cha-
mada e virifica-se estarem presentes 31 senhores ju-
rados.
O .Sr. Jsjij Presidente convida ao Sr. Dr. Affonso de
A Ibuquerque e Mello e manda convidar ao Sr. Gabriel
Affonso Rigueira, paraservirem como jurado* vMfti
estarem qualificados, e n3o haver numero njp'for-
mar casa. -^
Depois de juramentados estes senrores, he aborta
a sessfio.
Procede-so ao sorteio do jury, c, lindo este, pres-
tao os juizes sorteados o juramento da lei.
Apregoados o* ri>Se tesTemunhas,decIara-se. que
sevai proceder aojulgamento do reo Jos Antonio
Moreira, acusado por crime de roubo.
OSr. Juis Presidente faz ao reo o seguinte
I.SSEIlBOe.ATOBIO.
Juiz. Gomoso chama?
Mo: Jos Antonio Moreira.
Juit: Onde morava ?
Reo: Na Casa-Forte.
Juts: Onde se arhava no dia 30 de janoiro deste
anno ?
/Mo : Trabslhando na minha tenda.
Juiz: Sabe porque est preso? .
flfn : Nfio, Sr.; agora he que hei de saber.
Juis: Nfio foi vosse, quo, no da 30 de Janeiro,
subtrabo uns trastes da casa do Emilia de tal ?
Mo [admirado): Eu nao, senhor.
Juis: Entilo, nfio tirou os trastes ?
Rio : Nfio, senhor. Eu moro naquella povoacilo,
han anuos, e nunca peguci all em urna palha,quo
fosse de ningoem : cistoheum falso, quemeque-
rem levantar.
Juis: K nfio sabe quem os tirou?
Mo : Nfio, senhor.
Juis: E no interrogatorio nfio disse, que a mu-
lher lhe tinha pedido para ir tirar ossos trastes ?
Ro : Nao, senhor.
OSr. Promotor sustenta a aocusaciio, referndo-
so ao depoimento de duas teslemunhas, que sup-
posto nfio sejf'O de vista, merecem todava todo o cr-
dito em seu juramento, por serem ila intimidadedo
reo: diz, que o facto d baverem sido os trastes rou-
bados encontrados na casa da amasia do mesmo reo
provo de sobejo contra elle, e pede, lhe seja imposta
a pena,que as leis teem decretado para|os que se man
chao com criines da classe do que o aecusado perpe-
trou.
O Sr. Advogado da defesa, observa, que as testemu-
nbas, em que se baseou a aecusa^ao, bem longe de
serem da intimidado do seu cliente, votao-lhe o mais
pronunciado odio, o qde do conceito algum sfio
dignas: nota, que o facto de se terem encontrado
ta da condessa um grande criado de farda, que se
conservava no corredor, que conduzia da antecma-
ra ao quarto da condessa, quando o intendente geral
de polica appareceo vestido do preto, moderando 1
severidado dos olhos pardos 00 inteiricado dos la-
bios finos com um sorrso do melboragouro.
Bous dias, meu inimigo, disse, sem olharpara
ello, a condessa, que o eslava vendo no cspclho,
Seu nimigo, eu, minha senhora?
Sem diividn, o senhor. O mundo para mim di-
vide-so 6m duas classes de pessoas: amigos o inimi-
gos. Nflo admiti indifferentes, ou os classifico como
inimigos. '
E tem rasflo, minha senhora. Mas dtga-me, co-
mo tenho eu, apezar da minha bem conhecida devo-
UqIo porV. excePencia merecido, seralinhado em
urna ou outra deSias duas classes?
Reixando imprimir, distribuir, vender, entre-
gar a el-rei urna ruma de versalhadas, do satyras, de
libellos famosos contra mlm. Isso ho perverso, lio
odioso! he estupido.
Mas eu, minha senhora, nflo sou responsavel.....
Por certo que o he, sim senhor, porque sabo
quem he o miscravcl, que fez tildo isso.
Se fosse um s autor, minha senhora, nlo pre-
cisaramos faze-lo robentar na Itastilha, em breve re-
bentaria elle por si mesmo de cansaco sob o peso das
suas obras. .
Sabe, que isso, que diz, he, quando muito, urna
evilidade?
So eu fosse seu inimigo, minha senhora, nflo o
dira.
Va l, isso he verdade; nflo fallemos mais nis-
so. Agora estamos mulo bem, ho ootisa convenclo-
nada, isso me d prazer; mas urna cousa todava me
inquieta anda.
Qual he, minha senhora?
He, que o senhor esta igualmente tem com oa
Cboiseuls. '
Mr. de Choiseul, minha senhora, he o primeiro
ministro; d ordens, e eu devo oxocuta-las.
Portanlo, se Mr: de Choiseul lhe der ordem de
1110 deixar perseguir, atormentar, matar do desgos-
tos, o senhor deixar em paz os quo mo persegui-
rem, atormentaren) ematarcm! Eico-Ihe muitoobri-
gada.
Raciocinemos, disse Mr. de Sartines, quo tomou
a libenjade de scQtar-se, sem quo a favorita se agas-


SSSSSSfL .--"--' -'-"- '
cm a Inorada da amasia do acensado alguns dos tras-
es mudados nada prova contra ello, porquanln he
bpin possivel, queesses trastes fossem nara all leva-
dos por una oulia pessoa, atienta a facilidade, eom
que entre nos se eostuma receber em pagamento de
dividas, c at inosmo se comprao, cerlo objerlos
.sem se indagarem os titulo de posse de quem os a-
presenla: pondera, que o reo se aclia preso, ha onze
meses, n solicita a sua absolvilo.
USr.Jui: Presidente, depois de liaverem replieado
os Srs. promotor e advocado, faz o re'atorto da causa
c, terminado elle, entrega os quc.stosao presiden-
te doconeelho, que, tendo-se rerolhiilo saladas
conferencias, volta pouro de|mis dos debales, rom
resposla negativa aos nicsmosquesilos.
U Sr. Juiz l'r'sidenlr, conformando-se com a de-
cisito do jury, absolveoro, o condemna a munici-
pal idade nas cusas.
As shoras c i da tarde, levantou-se sessflo.
.
CoiicsjxnKlnci i.
k
Srs. Hedaelores. Como em ocommunieado inser-
to en) o Ihaito-nvo de 16 de novcnibro lindo, n. 2i8,
assignado pelo- O '.= de volta com miras l.ilsi-
dades, tamliem se calumniasse ao rendeiro lo En-
gonho-Novo de Comuna, allribiiindo-se-llie alli, que
illegalmoute libertara acravos do niesmo engenho,
appresso-me, em sua defosa, a rogar-Ibes a pulili-
cagflo, por este Diario, das cartas de'liberdade dos
quatrocscravos, nicos, que se libertaran no tempo
d'aquellerendeiro; de cojo contesto vera o respeita-
vel publico, para vergonha do caluiuuiador, quunflo
o rendeiro do Engenho-Novo de Goianna, mas o co-
ronel Antonio Marques da Costa Soares, quando vi-
vo, fura o patrono 011 libertador dos referidos esera-
vus, na qualidade de procurador que eradaSanla-
Casa-da-Mserirnrdiu de Lisboa, e competentemente
aulorisado pelojuizo de dircilo d'aquella comarca
le Goianna, que entilo exercia oSr. doutor Joaquim
-N11 nes Machado, como se declara de leltra intuir do
mesmo patrono, em cada urna das respectivas caitas,
altando-me, porm, tempo para procurar onde
dr*c^ustira mencionada autorisagflo, protesto fa-
yc-TflHyisar ooportunamente, assim como tambem
se puiTiciiVao^cumentos legaes para provar, queso
nilodeve dnsffnBas do mesmo Engenho-Novo tanto
quanto diz o communicanle, e sim que dellns se res-
ta muito menor qliantia: no entrctiuito,querfio Vmcs.
facultar a Icitura das publicas-formas das cartas, cu-
ja publicagao Ibes peco, Vqu*n^ Vl'isla dellas se
queira desengaar, alem de q'ue se achflb ellas lam-
l'i'in laucadas em as nulas dos tabellies Regs e Coe-
Iho desta cidade. Aprovcitando a occasiflo, son o-
brigado a declarar mais ao communicante, que ne-
nhtim favor tem recebido o rendeiro do Kngenho-
Novo de Goionna do juizo dos feitos da fazenda, o
Sr. doutor Jeronymo Martianno Figueir de Mello,
sendo que a contrario tem sido elle bastante exac-
to, se nflo austero em o cumprimento de scus deve-
res, para com dito rendeiro.
Son, Srs. Hcdaetorcs, de Vmcs. constante lcitor e
assignante Uulro G.
Digo cu Antonio Marques da Costa Soares, abai-
xo assignado, que em qualidade de procurador bas-
tante, ccom poderes especiaes para isso conferidos
em a proeuragflo bastante, que pela Sanla-Casa-da-
Miscricordia de Lisboa me foi dirigida, e aeccitei de
iniiiha livre deliberagfo, liberto, e hei por manute-
nido ao mulato Francisco, escravo, pertencente a dita
Santa-Casa, e que eslava cniprcgado no servico ilo
Engenho-Novo, do termo da villa de Goianna; pois
que o dito escravo deo por si um preto, Angola, de
lime Faustino, que flcou em sen lugar, c oceupa-
do no mesmo servico, em que o referido mulato esla-
va,com oque melhorou decondgfloaSanta-Casa mi-
nha constituintc, visto ser o preto Faustino muito
mais mogoc sadio. Em consequencia do que podera
o dito mulato Francisco gozar da sua liberdade, co-
mo se de ventre livre nascesse. F.para clareza, passei
i' presente porante as testemunhas abaixo lirmadas.
I'ernambuco, 1." dooutubrodo 1834. Declaro, que
nao so passei a carta de liberdade como procurador
bastante, como taiiihcm por despacho judicial do
juizde direito dcCoiaiina.Antonio Marques daCosta
Soares. Como testemunhns=.4m*ofiio da Silva Gui-
mardel.Jodo da Silva Loureiro.Antonio de Soma
Parole.A.Coelho, a II. 8(.--t/ra
Digo eu Antonio.Marques da Costa Soares, a
la so assignado, que na qualidade de procurador
bastante c com poderes especiaes para isso conferi-
dos cm a procura^ao bastante, que pela Santa-Casa-
"
tasse, pon|uc tudo sedispensava ao mais bem in-
formado homem de Franca, que tenbo eu feito, ha
tres dias, por V. excellencia?
Prcvenio-me, que parta um eorreiodo Chanle-
Joup para apressar a rhegada dadelphina.
E isso he de um inimigo?
Masem todo esse negocio da apresentagfo, em
que o senhor sabe, que eu ponho lodo o mcu amor
proprio, que tem o senhor feito por mim?
O mais que me tem sido possivel.
Mr.deSarlines, V.senhoria niiohebcm franco!
Ah! V. excellencia me injuria! Quemlhe des-
cubri no fundo de uina taverna, c isto em menos de
duas horas, o visconde Joilo, de quem V. excellencia
necessitavo, para manda-lo nao sci onde, ou para
melhor dizr, para manda-lo onde eu seiP
Tamliem oquefaltava, era que o senhor me
deixasse perder mcu cimbado, disse madama Dubar-
rv, rindo, um homem alliado da familia real de
Franca.
Masemim, minha senhora, tudo isso sito ser-
vicos.
Sim, isto foi, ha tres dias. Mas agora, respon-
da, que fez anlc-hontcm ? que fezhontemP
llontem, minha senhora?
Nao sabooque dizer.-- llontem, era dia de ser
cortez para os ou tros.
Nao a comprendido, minha senhora.
Oh! Ecu me coniprehcndo bem a mim mesmo.
Vamos l, responda ; que fez honlem ?
Pela mantilla, ou tarde?
I'rimeiramenlc, demanhfla
Demanhia, minha senhora, trabalhei como eos-
tumo.
At que boras'
At asdez.
.- i-,)epois ? ,
Depois, mandei pedir dejantar a um meu ami-
go de Luto, que havia apostado vir Paris, sem que
ou osoubesse, e a quem um ineu lacaio esperavana
barreira.
E depois do jantar?
Enviei ao intendente de polica de'S. M. o Im-
perador d'Austriaa residencia de um famoso ladrflo,
que elle hito podia descobrir*
E onde eslava?
Em Vienna.
da-Misericordia ile Lisboa me foi dirigida eacceitei
de minha livre delberaeflo, liberto, e hei por manu-
tenida a Cusma, mulata, osera va, pertencente a di-
ta Santa-Casa, equeestava empregada no servico
do Engenho-Novo, do termo da villa de Goianna ;
pois que a dita escrava deo por si una uegrinha de
iiome Florencia, criolita, que licou em sen lugar, e
oceupada no mesmo servico, em que a referida mula-
ta eslava, com oque melhorou de condigno a Sanla-
CngH, minha constituidle, visto ser a crioula muito
mais nmea i-sadia. Em consequencia do que, podera
a dita mulata Costa gozar da sua liberdade como ae
ile ventre livre nascesse- E para clareza, passei o pre-
sente peanle as testemunhas ahaixo lirmadas. Per-
PRACA DO RECIPE, 12 DE DEZEMBRO DE 1846,
AS TRES HORAS DA TARDE.
RKVIST MHSUMVL.
CambiosNo principio da semana houverfio algu-
, mas. iransacefles a 28 l d. p. 1,000 re., e
lizenlo-se saques regulares a 29 d.
Assucar -- Entraran 330oaix;.s, e no principio da se-
mana houverfio vendas a 1,200 rs. por ar-
roba sobre o ferro, depois solTreo decli-
nacilo e hoje he ofTerecn o a 1,000 rs.: do
ensaccado entrou grande quantidade, e
vendeo-seem barricas e saceos promptos
para embarque, de 1,000 a 2,300 rs. a ar-
roba do branco, e de 1,230 a 1,350 rs. do
ordens-terceiras, Ihe apresentem no pra/.o de 8 dias,
que Ihes assigna.oscompromissos,pelos quaesse rc-
gem, para que elle proveja, como Ihe compre, a res-
peito das ditas contrarias, e sejao os referidos eom-
promissos registrados nolivro competente, eoulro-
sim, que no mesmo nrazo as mencionadas contrarias
Ibes apresentem tambem os tombos dos bens dellns:
sendo que pela omissao ou desobediencia liaste
^apel-
de 5,300 a 5,400 rs., o de segunda.
AlvaiadeVendeo-se de 5,000 a 5,500 rs. a arroba.
Bacalhao O deposito he de 8,000 barricas, e se es-
la relalhando de 11,400 a 12,000 rs. a
barrica.
G uimtirtie*. Juilo da si loa Loureiro.A ntonio de Sou-
sa laro'e.t\ Hegis, a II 81.s7"-o.
Digo en Antonio Marques da Costa Soares a-
laixo assignado, que na qualidade de procurador
bastante e com poderes especiaes para isso confer- rrnbs
los em a procuracna bastante, que pela Santa-Casa- Batatas Vendenlo-se ''e 2,000 a 3Oft. .arroba.
la-Misericordia de Lisboa me foi dirigida, e *eel^M~W^0i*J a pe^a, do a un.-
lei de minha livre deliberaban, liberto, ehei por ma-
nutenido a Hollina, mulata, escrava, pertencenle a
lil
.1
poi
tacio duda Russiu.
Bolaxinha NAoha.
utenido a Hollina, mu ata, escrava, pertencente a """- i--.. orrh0 n
ita Santa-Cas, equeestava empregala no servico Lame secca O deposito he de 42.000 arrobas, e
oEngenho Now, do termo da villa de Goian.m; yendeo-sede ,600 a 300Ci, rba;
ois que a di.a escrava deojior si um moleque de' F.r.nh. detr.gc'-;^ ch=^reg m^nloalgum.
nome Antonio, Angola, que flcou em seu lugar, c
oceupado no mes no servigo, em que a referida mula-
ta eslava, com o que melhorou de condigno a Santa-
Casa, niinlia constituinte, visto ser o moleque muito
mais mogo e sadio Em consequencia do que, podera
lita mulata Hollina gozar da sua liberdade, cuino
se de ventre livre nascesse. E para clareza, passei o
presente peanle as teslcmunlias abaixo lirmadas.
I'emambuco, 1.de nutubrode 183i. Declaro, que
que nilo s passei a presente carta de liberdade co-
mo procurador bastante, como tambem por despa-
cho judicial 4dojuiz de direito de Goianna.Antonio
Marques da Costa Soares.Como tcstemunhas= An-
tonio da Silea Guimares.JoSo da Silva Loureiro.
Antonio de Sousa l'arote.A. Coelho, a fl. 81 verso.
Silva.
Higo eu, Antonio Marques da Costa Soares, a-
baixo assignado,que na qualidade de procurador bs-
tanle e com poderes especiaos para isso conferidos
em a procurarlo bastante, que pela Santa-Casa-da-
Misoricordia de Lisboa me foi dirigida, o acceitei de
minha livre deliberagilo, liberto, e hei por manute-
nida a Leonor, mulata, escrava, pertencente a dita
Santa-Casa, e que estava empregada no servigo do
Engenho-Novo, do termo da villa de Goianna; pois
que a dita escrava deo por si urna negrinha do no-
me Antonia, que licou em seu lugar, e oceupada no
mesmo servigo,em que a referida muala estava.com
o que melhorou de condigno a Santa-Casa, minha
constituinte, visto ser a negrinha muito mais moga
esadia. Em consequencia do que, podera aditamu-
luta Leonor gozar da sua liberdade, como se de ven-
tre livre nascesse. E para clareza, passei o presente
icranle as testemunhas abaixo assignadas. I'ernam-
buco, 1. de outubro de 1834. Declaro, quenos
passei a prsenle carta de liberdade come, procura-
dor bastante, como tamhcm por despacho judicial
dojuiz.de direito de Goianna Antonio Marques da
Costa Soares. Como testestemunhas = Antonio da 5i/-
va Gmmaret.Joo da Silva Loureiro-- Antonio de
Sousa Parole.. A Regis a fl. 81 verso.Silva
e a porgilo existente em primeira e segun-
da mito he de 2,000 barricas.
Entrrao depois da ultima revista 6 emharcaces
e sal i rao i, cxislindo boje no porto 54 : sendo 1 aus-
traca, 25 brasileiras, 1 belga, 1 chilena, 1 dinainar-
queza, afrancezas, 1 hespanhola, 13 inglezas, 4 por-
tuguezas, 3 sardas e 2 suecas.
lUoviiiieiito do Porto.
COMMERCIO.
Alfandega.
REND1MENT0D0DIA12. ..... 6:947,550
DESCARIIEGAll HOIF. 14.
Briguoady-o/JMflnd -bacalhao. .
Briguc-i/ryrfee- idem.
Brigue inglez~27iomo-Me//w--merendonas.
Cera I.
Provincial
Consulado,
RENDIMIENTO DO DIA 12.
......... 2:409,532
.......... 841,038
Diversas provincias........ 75 400
3:325,970
Navio entrado ni dia 12.
Liverpool; 37 dias, barca ingleza Thomat-Mellors, de
257^neladas, capitto Robert Bruce, equipagem
15#rarga fa/.endas ; a Russel Mellors & Compa-
nhia. I'assageiros Benjaniiin Jones, Frederick \V.
Harkwright, Inglezes.
Navios sahidos no mesmo dia.
Parahiba ; hiato brasileiro rri-/rmfio*, capito Flo-
riano Jos Percira, carga varios goneros
dem ; lancha brasileira Pureza-de-Maria, capito
Bernardino Jos Bandeira, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 13.
Santos; 28dias, barca austraca Pirastina, de 339
toneladas, capitio Marcos Serovich, equipagem 11,
em lastro ; a ordem.
Aracaly ; 10 dias, hiate brasileiro Novo-Olinda, do
86 toneladas, capitto Antonio Jos Vianna, equi-
pagem 9, carga gneros do paiz ; a Joilo da Silva
Santos. Passagciros, Flix Monteiro de Castro, com
1 escravo, Livio de Sousa, Manoel Francisco da
Cunha, Stiro Serfico Benevides, com 1 escravo,
Severino Josa de Carvalho, com 2esclavos, Ger-
mano Percira de Lima c22 escravos a entregar.
Richmond (Estados-Unidos); 58 dias, escuna sarda
Telegrapho, do 145 toneladas, capitao Pedro Lan-
vco, equipagem 11, carga farinha; a ordem
Ass; 15 dias, brigue brasileiro Feliz-Destino, de 293
fondadas, capito Jos da Silva Quaresma, car-
ga sal; a Amonio irmaos Traz 2 escravos a en-
tregar.
Navios sahidos no mesmo dia.
Maranbao; brigue-escuna brasileiro Laura, capitao
Antonio Fcrreira da Silva Santos, carga assucar.
Passageiro, Fernando daSerraCarneiro, com sua
senhora.
Baha; brigue brasileiro Victoria, capitao Bento Jo-
s de Almeida, carga differentes gneros. I'assa-
geiros Jos Rapozo Ferreira, Brasileiro.
Edilaes.
O )r. Jos Thomaz Nabuco de Jraujo Jnior, /dalgo
caralleiro da casa imperial, catalleiro da ordem de
Christo, e juiz de direito da segunda vara do civel,
provedor de capillas e residuos desta cidade do llecife
de Pernambuco,e seu termo porS M. o Imperador,etc.
Determina, que as confiaras, sem cxcepgito das
Entilo o senhor polica n3o s Paris, mas tam-
bem as corles estrangeiras?
Nas minlias horas perdidas, sim, minha se-
nhora.
Bem, tomo nota disso. E depois dessa commu-
nicagilooque fez?
Fui opera.
Ver a pequea Guimard? Pobre Soubise!
Nao, senhora, fazer prender um famoso rato-
ncro, que eu deixei soregado, emquanto elle se diri-
gi a fornecedores geraes, e que leve a audacia de
roubardous ou lies grandes fidalgos.
Parece-mc, que o senhor intendente geral de
polica devia dizer a inepldao. E depois da opera?
Depois da opera?
Sim. He urna grande indiscrigio o que per-
gunlo, nao be isto?
Nao. Depois da opera....... Deixe-ine lembrar.
Ah! parece, que he aqu, que a memoria Ihe
falta.
Nflo. Depois da opera....... Ah! j me lembro.
Bom.
Fui a casa de certa dama, que d tabolagcm,
c eu mesmo a ronduzi a For-1'EvOque.
Na sua carruagem?
Em urna dealuguel.
Depois?
Depois o que! Depois nflo liz mais nada.
Nao, fez mais alguma cousa.
Mett-me na carruagem.......
E quem achou nellai1
Sarliucs corno.
Ah! exclamnu a condessa, batendo as palmas
das mflosznhas, tive emlim a honra de fazer corar
um intendente de polica.
Senhora, balbuciou Mr. de Sartines.
v Pois bem! vou dizer-lhc quem estava na car-
ruegem, replicn a favorita; era a duqueza de Gram-
mont.
A duqueza de Grapmont! ewlamou o inten-
dente de polica.
Sim, a duqueza de Grainmont, a qual vinha
pedir-lbe, que a lizesse entrar no aposento deel-rei.
A' vista disto, minha senhora, disse Mr. de Sar-
tines, agilando-se na poltrona, entrego nas suas
nulos a minha autoridade. Nflo sou eu mais quem faa
a polica, he a senhora.
Com efTeto, Mr. de Sartines, lenho, como v,
a minha polica; portento tome cuidado. Sim, se-
nhor! a duqueza deGrammont, em urna carruagem
dealuguel, a meia-noite, com o senhor intendente
geral de polica, c n'uma carruagem puchada a pas-
so! Sabe o que eu mandei fazer immedialamente?
Nao, mas lenho um medo horrivcl. Felizmente
era bem larde.
E que faz isso aocaso? a noite he a hora da
vnganga.
Ora vejamos, que fez entfio1
Assim como tenho a minha polica secreta,
tambem lenho os nieus Iliteratos assalariados, lerri-
vescaloiros, sujos como trapos, eesfaimados como
doninhas.
A senhora entilo suslcnta-os bem mal.
Nflo os sustento de modo aigum; se elles en-
gordassem, lornar-se-hiflo tolos como Mr. de Sou-
bise; a gordura absorve ofel, isso he sabido.
Continu, minha senhora, que estou tremendo.
Lembrei-me, poitanto, de todas as maldades,
que o senhor dcixa os Choiseuls fazerem conlra mim.
Isso eslimulou-me, e de aos mcus Apodos os seguin-
tes programmas :
1." Mr.deSarlines disfareado em procurador,
e visitando, na ra de l'Arbre-Sec, 4. andar, urna
joven innocente, a qual nao tem elle vergonha de
dar a miseravel quantia de tresentos francos cada
fim de mez.
A senhora quer manchar urna aegao meritoria.
Essashe, que semanchflo. 2. Mr. deSartinesI
dsfargado em reverendo padre misionario, o iniro-
duzindo-se no convendo das carmelitas daruo St.-
Antoine.
la levar s boas srores noticias do Oriente, mi-
nha senhora.
Do pequeo ou do grande? .3.' Mr. de Sartines
dsfargado em agente de polica, e vagueando pelas
ras a meia uote, em carruagem de aluguel, a sos
com a duqueza de Grammont.
v A1i senhora, disse Sartines alienado, pois
quer desacredita- al csse poni a minha admins-
tragai
Oh! bem desacredita o senhor u minha, disse
acaudessa, rindo-se. Ora, espere.
Estou esperando.
Os meus gaiatos mllenlo mios obra, e com-
pozerocomo sccompOe no cojlegio, em narragflo,
preceito proceder o mesuioiui/. contra ollas,confor-
me a ordenado do livro 17 titulo 62verso : =Ca
las, hospilaes, albergaras, e confrarias =
E para constar, mandn publicar este edital.
Recite, 1." de dezembro de 1846. Eu, Galdinn
Themytoclet Cabral de Vascnncellos, osubserevi.
Jote Thoma: Nabuco de Aravjo Jnior.
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-cauta.
Nabuco de Araujo.
i O Dr. Jos Thomai. ele.
Determina, que os administradores de rapollaslhes
apresentem, sob as penas e procedimenli. determi-
nado na ordenagflo livro 1 titulo 62, as instituigoes
das capellas, que adminisirao, e isto dentro do pra-
zo de 8 dias, que Ibes assigna.
E pata constar mandn publicar este edital.
Recite. de dezembro de 1846. Eu, GoldinoThe-
mystoles Cabra I de Vasconcellns, osubserevi.
Jos Thoma* Nihnt: ,\i'Jraujo Jnior.
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-cau^a.
Nabuco de Araujo.
O Dr. Jos Thomaz, ele.
Faz publico, que as arrematagOes do juzo lerflo
lugar agora na sala das audiencias, e depois dellas.
E para constar mandou publicar este edital.
Recite, 9 de dezembro de 1846.
Jos Thomaz fabuco de .lr*uja Jun'-or.
Occlarayoea.
ARRBHATAgAli, QUE PERAUTK A TIIBSOURARIA DA BENDAI
PROVIKCIAF.* (KRA' UEALUADA EO DIA 16 DR DEZEMBRO
COR RESTE.
0 empedramento de 270 bragas da 1." parto do 8.*
lango da estrada doPo-do-Alho, feitosegundoosys-
tema deMacAdam, principiado um mez, c acabado
3uatro mezes depois da arrematagito, epcla quantia
e 2:160jOO rs., pagos em qualro prestagoes, e pela
maneira prescripta no artigo 15 do regulamento pro-
vincial de II dejulhode1846.
O patacho Laurentina recebe a mala para o Cea-
r amanhfla (15 as 4 horas da tarde.
O hiate lioa-Viagem recebe a mala para o Pene-
do hoje (14) ao meio-dia.
O patacho Nereide recebe a mala para o Araca-
ty amanhfla (15), as 3 horas da tarde.
PubicflQao litteraria.
Acha-se no prelo um livro, que o Exm. hispo
D. Thomaz de Noronha vai dar a luz, do 500 paginas,
cujottulohe=ExposigflodadoutrnaChristAa==,que
contm a historia da relgifle desde o principio do
mundo, a explicacflo das suas mximas, dogmas, c
mystcros edassas festividades o ceremonias, e
emfim a dos evangelhos de todos os domingos do
annn, c discursos sobre cada um delles.
Livro agradavel pelo seu estylo e materias deque
trata, e utilissimo s pessoas, que quizerem ter um
perfeito conhecimento da rcligiflo isenta do fa-
natismo e de superstigoes.
Cusi de cada cxemplar 4,500 rs. para os assignan-
tcs, que serflo applicados para pagamento de urna
pesada divida da matriz da Boa-Vista. Subserevc.-se
na praca da Independencia linaria, ns. f> e 8 ; na
praga da Boa-Vista, n. 17, e no liairro do Recite, loja
da Viuva Cardozo A y res & Flhos.
Avisos martimos.
O brigue francez Armorique fecha a mala no dia
15 do correle ao mcio-din, em casa dos consigna-
tarios Didier Columbiez & C, ra da Cruz.
Para o Uio-de-Janeiro est a sabir em poucos
dias, por ter partedoseucarregamento prompta, opa-
tacho nacional Thereza, forrado e pregado de cobre;
tem excellenles commodos para passageiros : quem
no mesmoquizercarregar, ou embarcar escravos, di
rija-se aoarmazem n. 44 da ra do Trapiche, ou a
Novaes & Companhia, na mesma ra, n. 84.
Segu viagem para o Acaracu com a maior
brevida possivel, o patacho Emulacio : quem no
versflo, amplificagflo, erecebi esta manhfla, um epi-
gramma, urna cansflo,eum entremez.
Ah! meu Dos!
Todos tres formidaveis. Hei de regalar com el-
les ael-rei esta manhfla, assim como com o novo
Padre-nosso, que o senhor deixa correr contra elle;
aquellc? Nflo sabe?
Padrenosso, que esls cm Versalhes, amaldgoa-
do seja o leu nome como merece, abalado o teu rei-
no, e a tua vontade nunca feita ncm na trra ncni no
co ; d-nos o pflo de cada dia, que as las amigas
nos tecm tirado ; perdoa aos leus parlamentos, que
siistentfloes leus inleresses, assim como nos perdoa-
mosaosteus ministros, que os tecm vendido Na"
caias cm tentagao da Dubarry, mas livra-nos do dia-
bodo teu chanceller. Ameni.
Onde descobro V. excellencia mais essa ? disse
Sartines, juntando as mitos com um suspiro.
Oh meu Heos cu nflo preciso descobri-las ;
fazem-me a especial graga de me enviar todos os dias
o que apparece melhor neste genero. Eu al Ihe fa-
zia as honras dessas remessas quotidianas.
Oh! minha senhora.
E por isso, como reciprocdade.jimanhfla rece-
bcr o senhor o epigramma, a cansflo* o o entremez,
de que tratamos.
L K porq A nao agora mesmo.
Porque me he preciso lempo para distribui-los.
Alm de que, nao he acaso costume ser a polica a
Ultima, que saiba o que se faz? Oh a cousa hade
diverti-lo muito, na vrrdade. Euri-moesta manhfla
Iros quartos d'hora. Eel-rei? esse esti'i doente do
urna desopilagao do bago. De por isso, que anda nflo
Chegou.
Estou perdido exclamou M. de Sartines, pon-
do as mflos na cabclleira.
Nao, o senhor nflo csl perdido, est contado,
nada mais Estou eu perdida pela llella-llourbonne-
co?Nflo. Tenho raiva, e acahou-se ; o que faz, que
tambem quero enrava osoutros. Ah! que engrana-
dos versos Fquei com elles tito contente, que man-
dei dar vinho branco aos meus cscorpiOes Iliterario,
que neste momento devem, estar bebados como urna
cabra.
Ah condessa condessa !
Vou primeirodizer-lhe o epigramma.

J


s
mesmo quizer carregar, ou ir de passagem dirija-
se mi oapilfloa bordo do inesmo tandeado defron-
te ilo trapiche novo ou ao escriplorio de Manoel
Concalvrsda Silva na run da Cadeia do Recife.
Para o Rin-de-Jatn-iro, al 18 do corrente, sai
alinda e veloira escuna Calante-Marn, pregada e
forrada de cobre ; recebe carga, passageiros e escra-
vos a frele : a tratar na ra ila Mocda, n. 9, com
Silva Agrillo.
I'ara o Rio-de-Janeiro saliira, era poneos dias,
o brigtie brasileiro rcha, por tero seu carregamenlo
quasi prompto; recebe alguma carga miuda, passa-
(.'ciroseescravos : os prelendentes dirijflo-so aoca-
pilflo, Manoel Luiz dos Santos, ou na ra da Cadeia-
Vi'lha, aoarmazem n. 18,
O briU l'aqurte-de-Pernambucn segu para o
Cearnodial6 do crrenle; pode receber algHina
carga miuda eat 30 pipas : quem quizer carregar a
frele, entenda-secom Leopoldo Jos da Costa Araujo.
I'ai a o Itio-de-Janeiro seguir ate sabhado,19
do corrente o brigue Veloc; recebe escravos a 're-
1c, pura o que tem bons commodos : a tratar na ra
la Cadeia, n. 13, com Amorim Irmilos.
0 patacho Dm'o, capitilo Jnaquim Jorge Con-
nives, segu viagem para o Itio-de-Janeiro cmo
a 18 do prsenle mez : quein no mesmo quizer cm-
arcar escravos, ou ir de passagem, ilirija-se a Gau-
.ino Agostinlio do Barros, ra da Cruz, no Recife,
casa, n. 68.
OeclaracSo.
I.cilao.
John Marriott, estando de prximo a seguir para
Inglaterra, far leilflo por intervenido do corretor
Oveira da mobilia da sua casa, consistindo ein
loitns, marquezas guanla-rnupas, um magnifico
pianno inglez cadeiras, Inclusive algumasde balan-
co easticaescom mangas de vidro lavatorios, me-
sas do jantar, ditas de meio de sala e de jogo, com-
modas, candieiros Irem de cozmha, loucas, vidros,
um excellente relogio inglez, de cima de mesa ,
obras de prata sendo um apparelho moderno feito
nn Porto, colheres, &,c. o finalmente de muitos
objeetosde utilidado e goslo: quinta-feira 17do
corrente, as 10 horas da manha, casa dos Srs.
James Crablree& Companhia ra da Cruz.
--'i____. i ._ ji -.iii
Avisos diversos.
LOTERA
DA M A T KIZ
DA CIDADE DA VI' TORIA.
Nao sendo infelizmente anda possivel efTcituar-se
o andamento das rodas desta lotera no dia ultima-
mente marcado por se nflo ter completado a venda
dos respectivos bilhetes e existir em ser um cres-
cido numero ; o tuesourciro della declara que tem
transferido as rodas para o dia 22 do corrente mez ,
na expectativa do queos bilhetes, que resto, se-
rio vendidos, e que, portunto as rodas correr-
raoinfallivelmenlenessedia sendo pagos os pre-
mios no dia 24, para queseusdonos dcllcsgozcm
pela fesla. Avista do que, especa, que os amadores
lifste jogo concomio para quo isto se rcalise, com-
prando esse resto do bilhetes, que continuflo a es-
tar a venda nos lugares do costume.
0 NAZARENO N. 68
est a venda na livraria da praca da Independencia,
nmeros 6 e 8, e na ra eslreita do Rozario casa
ta le, n. G. Traz artigos de inleresse, entre ellcs
nm sobre o estado actual de Portugal, e outrocm
tlofesa do Kxm. general Sera; assim como um de-
sengao Im portante a S. Exc, o Sr. Chichorro.
A viuva D. Mara Feliciana do Reg Gomes faz
scionte, que tem a multo deixado de ser seu procura-
dor o Sr. advogado Jos Narcizo Camello.
-Arrendflo-se os 2." c 3. andares do sobrado do A-
terro-da-Roa-Visla, n. 49, por prc;o commodo: no !.
andar do mesmo.
QSr. empregado publico T. I'. L. quera vr pa-
par a.quantia de 14,760 rs. da cora de carnuaba, que
romprou para o festejo do nicho de N.S. do Lourelo,
na rua de Moras: alias ser publicado o seu nome
por extenso.
Aluga-se um escravo ptimo padeiro pelo pre-
oo de 10,000 rs. mensaes: no pateo do N. S. do Ter-
co, sobrado, n 26.
- Pelo amor de Dos.
1.a val:
Franca! ai! Franca, qual he a tus le ?
At te curvrflo femea do rci!
Oh! nflo; enganei- me, esle he o que o senhor dei-
xou correr contra mim. Silo tantos que me atrapa-
'ho. Ora espere, agora sim :
Queris conhecer que tacs taldelas
Bm mestre pintou p'ra os perfumadores?
Mlico n'um frasquinho, em guiza de pilulas,
MaupeoueTerry em mu frescas cores;
Depois ajuntou-'lhes mais duas caretas,
Sartinos e Itnvues, ambos sem calc/ies,
Eesorcveo por baixo do irasco burlesco :
Eis-aqui vinagre dos quatro ladrOes.
Ali! cruel, V. exccllenca ha de iransformar-me
fin ligre.
Agora, passemos cansflo, he madama de Gram-
inont quein falla :
O' senhor da polica,
Veja-me esta pelcia
Se da fro ou calor,
F. d parte do que achar
A cl-rei nosso senhor.
Senhora! senhora exclamou Santircs furioso.
Oh I accommode-se, disse a condessa, anda a-
(ora se lirrflo sement dez mil exemplares Mas he
u entremez, que o senhor ha de gostar de ouvir.
V. excellencia entio tem imprens
Bella pergunta.M. de Cboiseul nao a tem'
Olhe pelo seu mpressor.
Ah sini, mella-so nisso ; a licenca he em meu
nome.
Isso he vergonhoso! Eel-rei n-se de todas es-
sas infamias? ._.
0 que! Elle he quem da os consoantes, quanao
as niinhas araubas os nflo achflo.
- OJi! V. excellencia bem sabe, que a sirvo, o
IraU-me assim ? ... ... ..,_,.
Sei, que o senhor me esta trahindo. A duque-
'a he Choiseul, quer a minha ruina. ,,,
Juru-lhe, minha senhora, que ella me colneo
de improviso.
utfloconfessa?
NHo ha remedio.
E porque me no adverti?
Eu vinba isso.
Basta! nfloocrcio.
Oslvrosmnconicos, que se leem annunoiado a
venda na loja de Manoel Jos GonQalvea, na ra do
Queimado, perlencem a Cnilliernie Augusto Ro-
drigues Selle, que os contina a vender em sua
casa na ra do Rangel, n 45 primeiro andar.
Aluga-se, pela fesla urna grande casa no lu-
gar de S.-Anna : na pracji de Independencia, livra-
ria, ns 6 e 8, se dir quem aluga
O Sr. Jos Antonio da Cosa qneira dirigir-se
a ra largado Rozario, ns. 6 e8 a negocio de seu
nteresse
Jnaquim deMiranda Souza retira-se para o P.io-
de-Janeiro.
Precisa-sc de urna pessoa intellgentee activa
para se encarregar da cobranza da liqutdacflo de urna
casa, dando fiador a sua conducta : quem e.sliver
neslas crcumslancas, dirija-se a ra da Cruz, n.
30, segundo andar.
D. Maiia Theodora da Assumpcflo osla encar-
regada, com os necessarios poderes, para fazer a II-
quidaeflo da casa de seu geuro Joaqun) Goncalves
Cascflo ; e por isso as pessoas, que tiverem emitas
com a dita casa se entenderaO com a annunciante,
na ra da Cruz, n. 30, noprazo de30dias, contados
desta data lindo! ns quaes passar a m.^sma an-
nunciante a rcqiierer o direilo, que competir a seu
constiluinte.Recife, 14de dezembrodc 1846.
Aluga-se urna escrava que nflo tenha vicio,
nem seja vadia ou escravo, que entenda do tirar
leite nflo obstante nflO ser moco : por delras de S.-
loa n. 22.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 11 da
ra do Rangel.
Quem precisar de um forneiro dirija-se a ra
larga do Rozario ao p do quartel de polica n. 19.
Dflo-so 40,000 rs. a juros sobre penhores de ou-
ro : "ha ra da Gloria n. 66.
Aluga-se, por preco commodo urna preta, de
25 annos boa coznheira engommadeira, lavadei-
ra ; faz todo o mais servico domestico de qualquer
casa de familia, e he muito fiel: quema pretender,
dirija-se ao largo da Solcdade, n. 32.
A mesa regedora da irmandaded,e
N. S. da Conceico dos militares convi
la aosirmaos da inestna irmandadecom
parecerem no respectivo consistorio as
4 lioras da tarde do dia i5 do torrente,
para olim de sedar posse ao novojuiz, e
proceder-se eleif ao da mesa, que tem
de funcionar no futuro atino.
D-se dinbeiro a premio com penhores de ou-
ro mesmo em pequeas quantias : na ra do Ran-
gel, n. 11.
Silvcrio Joaqulm Martina dos Santos embarca
para o Rio-de-Janciro a sua escrava Isabel, crioula.
O Sr., que, nos ltimos dias do mez prximo
passado, foi a loja da ra do Queimado, n. 46 o
levou duas pegas de cambraia para amostra dei-
xandode penhor um traste, que S. S. nflo ignora,
queira, dentro de 3 dias, rcsgata-lo ; do contrario,
ser vendido pelo que dr e se declarar por este
mesmo jornal o quanto rendeo o seu bom traste, as-
sim comoo nome de seu dono para que nflo con-
tinu a usar das mesmas gracas.
Quem precisar de una ama forra e engomma-
deira, dirija-se a ra da Praia, sobrado de um andar,
pintado do'novo, confronte ao lampeflo.
O annuncio feito no Diario de Pernatnbuco no
dia t do corrente mez, de urna carleira, que se
perdeo no dia 2 do di lo corrente mez a dita carlei-
ra est amarrada com urna fila de linho com varios
papis de importancia dous bilhetes da lotera do
Livramcnto um vale do coronel Joaquim Jos l.uiz
de Souza o qual j se acha sciente para que nflo pa-
gue a pessoa alguma, quelheapresentar, csao
mesmo annunciante : c como estes papis nflo ser-
ven) a pessoa alguma e sim ao proprio dono ; por
isso roga-se a pessoa que a livor achado, o favor
de mandar levara ra do Crespo, loja da esquina,
quo volla para a ra dos Cruzes, n. 16 que sera
recompensado.
-- Prccisa-se alugar una escrava para o servico
interno de urna casa de pequea familia : no Ater-
ro-da-Boa-Visla n. 36.
Prccisa-se alugar urna ama de leite : no Ater-
ro-da-Boa-Visla, n. 36.
Doua minha palavradc honra.
Aposto o dobro.
Ora bem, peco perdflo, disse o intendente de po-
lica, can indo de joelhos.
Faz bem.
Facamos pazes pelo amor de Dos, condessa.
Pois o senhor, um homcm, um ministro, tem
medo de alguns mos versos!
Ah! prouvera a Dos, que eu s disto tivesse
medo!
Enflo reflecte quanlo devo urna cansflo fazer
passar ms horas a mim, que sou mullico ?
V. excellencia he urna rainha.
Sim, rainha, nfloapresentada.
Posso jurar, minha senhora, que nunca lhe fiz
mal.
Nflo, mas deixou fazer-m'o
O menos possivel.
V feito, quero cr-Io.
Crcia-o.
Trata-sc, pois agora, de fazer inteiramente o
contrario do mal; trala-se de fazer bem.
Ajude-me, que eu nflo defxarei de o conseguir.
He ou nflo he o senhor do meu partido ?
Sou.
Chegaro seu zelo at a sustentar a minha a-
p res rita gao ?
V. excellencia mesmo lhe pora limites.
Lenibre-se, que a minha imprensa est promp-
ta, quetrabalhanoileedia, e que os meus caioiros
em vinte e quatro horas estarao com fume, e que,
quando ellcs leem fome, mordem.
Serei prudente. Que deseja V. excellencia f
Que cm nadado que cu tentar ache obstculos.
__Oh I por mim, promello, que ser servida.
Eis-ahi orna promessa bem m, disse a condes-
sa, balendo com o p, c que me cheira a grego ou
carthaginez, f pnica emfim.
Senhora condessa......
__ E por isso nflo a acceito; he urna escapatoria.
Considcrar-se-ha, que o senhor nada faz, eM. de
Choiseul obrar. Nflo quero isso, enlende-mo. lu-
do ou nada. Enlregue-me os Choisculs amarrados,
arruinados,aniquilados, ou eu oamarrarei, arrui-
narci caniquilarci. E tome sentido, que a cansflo
nflo ser a minha nica arma, desde j o previno.
Nflo me amcace, minha senhora, disse Sartines
j pensativo, porque semclhante apresentacSo se tem
Affcnrifl Irpassaporl1
Na ra do Collegio n. 10, c no Aterro-da-Boa-
Vista, loja n. 48 tirito-so passapories para dentro
e li a do imperio ; assim como despachflo-se escra-
vos : tudo com brevidade.
Precisa-so de um caixeiro r.ortuguez que te-
nha pr.iiioa de venda eque d fiador a sua conducr
la: na travessa du Concordia, fabrica de licores,
n. 17.
Precisa-se de 400,000 rs premio, c hypotheca-
se em garanta urna morada de casa terrea cm
urna boa ra, desembarazada de duvidas ou ques-
tos; as Cinco-Pontas, n 62, so dir quem faz esto
negocio
-- Miguel Rodrigues Vieira relira-se para fura do
imperio.
-- Quem precisar de um criado portuguez, que
tem bastantepratica de servir a mesa, ou mesmo
para buliciro pois de tudo sabe, e que d fiador a
sua conducta, dirija-so a ra da Gloria, n. 30.
~ lloje, 14 do corrente, a porta do Sr. doulor
juiz de orphflos as 4 horas da tarde se ha do ar-
rematar, por ser a ultima pra<;a urna casae sitio
no lugar do Bemfica avallada por 6:000,000 de rs ,
peiibonida a viuva e lentenos de Jcaquint Leocadio
d'Oliveira GuimarScs, por execugflo da viuva do fina-
do Rento Jos Alves.
Oflerece-se urna mulher para ama de urna ca-
sa de hoinem solteiro, que sabe cozinhar e engom-
niar: quem de seu presumo se quizer utilisar di-
rija -se aobeccodo Burgos n. 3.
I'recisa-se do um caixeiro para venda : na pra-
ga da Boa-Vista, n. 15.
Perdeo-se na ponte do Recife um bonete de vel-
ludo, pertencenle a um menino: quem o achou, que-
rendo restituir, leve-o a botica do Bartbolomeo, na
ra do Rozario, que receber 2,000 rs. de grali-
ficaeflo.
Precisa-se de um caixeiro para armazcm de
carne do Cear, c queja disto tenha bastante pra-
tica ; dando fiador a sua conducta : na ra Direila,
sobrado n. 29.
Aluga-se, pelo tempo da fosta, urna casa nova,
com sitio, no lugar da Torre, muito perlo dorio,
contendo grande poreflo de ps de coquclros, por
60,000 rs.: na ra Nova, loja n. 67.
Precisa-se de urna lavadeira que de fiador a
sua conducta : na ra eslreita do Rozario, n. 30, se-
gunde andar.
-- Joaquim Marques S.-Tiago participa a todas
as pessoas, tanto desta praca como do mallo, que
com elle tiverem negocios que a sua residencia
nesta pra?a he no Hecoo-Largo, segundo andar do
sobrado n. 1 aonde morou o Sr. Mello.
~ Aluga-se urna casa terrea com urna mcia-
agoa no fundo, na ra das Clnco-Pontas quem a
quizer ver, dirija-se a venda doSr. JofloJos do Mon-
te, na mesma ra c para tratar na travessa do Veras,
sobrado n. 15.
Preca-ic de dous lavradores ; em casa do doura-
dor, ou fall -canto de candi ros de gaz na ra No-
va n. 52. ..i
Aluga-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos c muito assciados
commodos para moradia de homcm solteiro ou tic
pouca familia: quem o quizer alugar, dinja-sc ao
mesmo sobrado qualquer hora.
Precisa-se de um ou dous Porluguczes solto-
ros, quo tenhflo pratica de tratar do vaccas de
leite, o de vender o mesm leite : quem estivcr
neslas circunstancias dirija-se a estrada nova rasa
de paredes azucs, defronle do engenho da Torre ,
para entrar em ajuste.
Prccisa-se alugar urna escrava para o servico
interno de urna casa de pequea familia: na ra do
Livramenlo n. II. Na mesma compra-se una mo-
leca, de 12 a 18aniios.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira participa a
seus freguezesde pflo, que tem quem o va levar pa-
ra as partes da Passagem-da-Magtlalena at aos Re-
medios Solcdade, Belm Hospicio e em qualquer
lugar da Boa-Vista e Recife : quem se quizer utili-
sar, d parte na padaria de urna s porta, na praca
da S.-Cruz indicando o lamanho e moradia para
ser servido a lloras convenientes.
Joaquim Jos da Silvelra comprou a rclinacflo
da ra das Clnco-Pontas, n. 106, e roga aos re-
guezesda mesma, ouecontinen) quo serilo tflo
bem servidos como dantes.
D-se dinheiro a premio cm pequeas quan-
tias, sobre penhores de ouro, ou prata : na ra Di-
reita, loja n. 78, se dir quem d.
de el-rei.
tornado de urna difllculdade, de que V. excellencia
nflo pode fazer ideia.
Se tem tornado, he o termo, por que se lhe tem
posto obstculos.
Ai!
Pode o senhor remove-los ?
Nflo sou eus, precisamos de cem pessoas.
Te-las-hemos.
Im milhflo.
Isso toca a Terray
O consentimento
Te-lo-hei.
Elle nflo o dar.
Eu o tomarci.
Ede mais, quando V. Exc. tiver tudo isso, an-
da precisara urna madrinha.
Anda-seem procura della.
Tempo perdido : ha urna liga contra V. excel-
lencia.
Em Versalhes ?
Sim, todas asdamas leem-se recusadoparaadu-
larem a M. de Choiseul, a madama de Grammont,
dclphma, o emfim ao partido beato.
Primeiro que tudo o partido beato ser obriga-
_j a mudar de nome se madama de Grammont faz
dclle parte J isso he una derrota.
V. excellencia teima intilmente, creia-me!
J eu estou chegando ao fin.
Ah o foi para isso, que inandou a senhora sua
kmfla a Verdun !
Justamente. Ah o senhor sabe disto? disse a
condessa descontente.
Bem sabe, que tambem tenho a minha polica,
disse Sartines a nr.
E os seus espiOes ?
E os meus espies.sm senhora !
Entre a minha gente?
Entre a sua gente.
as minhas estribaras ou na minha cozinha?
as antecmaras, na sala, no camarn), no
quarto de dormir, e at dcbaixo da sua cabeceira.
Pois bem 1 como primeiro penhor de allianca,
disse a condessa, descubra-me esses espiOes.
Ah! nflo quero malquista-la com os seus ami-
gos, senhora condessa.
[ Entilo, guerra.
I Guerra, no sentido, em que V. excellencia o diz.
do
Fabrica de chapeos
de sol na rua do Pas-
M'iti-Ptililieo, n. tf.
TJoflo Loubet adverle aos seus fregueses, que
queirflo deseiiganar-se ior urna vez sobre o
ohjeolos abaxo declarados, tanto em preco
romo en. quali.iade: tem nesta occasiflo um ricti
sortimento de chapeos de sol furta-cOrcs o P>c-
toscom barra lavrada, os mais modernos, que teowi
apparecido neste mercado tle igual sortimento; f>
lamben) chpeosle sol, de panninlio de todas as
crese ultimo goslo da rainha da Escocia ; e para
senliorasnm completo sortimento dos mesmos.do
toda as cores, pois seus gostos sflo da ultima moa
de Pars. No mesmo estabelerimento so acha um
completosortimenlo.de sedase panninhos de todas
as cores, proprios para toda e qualquer obra, quo
se quizer fazer, pois que sflo proprios para esaaHm.
Tambem se concertflo chapeos do sol, tanto de no-
mem como de senhora, com toda a perfeicflo por pro-
co commodo, e com a maior brevidade posaivel.
Na mesma labrica tambem se vendem baleas para
espartilhos o vestidos.
-Os Srs-cinos de
obra e tnrslrrs pedreiros que precisaren) de alguna
iiiaieiUes, como cal branca, (lita prela, barro amarrllo,
dito pino, arela fina de llnir, dita grossa, telhas, li-
jlos do ladrillio, ditos de alvenarla batida, dita gros-
sa, lijlos do lapaiurnto largos, ditos rslreitos, tildo
mais em cotila duque em outro deposito, qtiflrao dlri-
gir-se ao aiiiiazein n. 8, por detrs da rua de>.-rran-
cisco, ouaoariiiazrin n.S, defronle da respectiva Or-
dem IVrrrlra.
Alugflo-se asseguintes casas : o terceiro, o
primeiro e terceiro andares c as lojas dos sobrados
doAterro-da-Boa-Vista, ns. 4e6, todos pintados e
arranjados do novo ; urna casa terrea, com quintal,
cacimba o mais commodos para grande familia, por
12,000 rs. mensaes, na rua da Soledade, n. 31: quem
pretender, dirija-se ao escriptorio de F. A. deOlt-
veira & Filho na rua da Aurora n. 26.
Augusto Tappenbeck retira-so desta provin-
cia.
Aluga-se, por commodo precio, o segundo andar
com solflo do sobrado n. 20 atrs do Uicatro : a tra-
tar na rua da Cadeia do Recito, n. 52.
= O abaixo assignado, vendo nos Diarios um remedio
para bobas c cravos seceos, cujo remedio hecousaea-
iraordinaria, c tendo engenho, ha muitos annos, e ten-
do perdido diversos escravos, e desde o annuncio des-
te remedio, tendo salvado todos, c por llm sua albo-
ra, que padeca esta molestia a ponto de j nao e poder
calcar, c com este remedio ficou pcrfeiUmenle a. e-
tambem um filho de idade de20 annos: c como vio esle
remedio produzir estes cB'eitos, por isso tai este annun-
cio para beneficio dos Sis. de engenho, tendo visto ne-
gros alcijados c perderem a vida, por causa desta moles-
tia. Faz rste annuncio para beneficio da humanidade.
Antonio Corrtia Pessoa de Mello.
Compras.
Comprflo-sc duas vaccas de leite, de boaqua-
lidadc : airas de S -Jos, n. 22.
Comprflo-sc as taboas nuticas ou requesitas
de Noric : quem tiver annuncio.
Compra-se cobre para troco a 2 por cento na
rua larga do Rozario, loja de miudezas n. 35.
Compra-se urna espingarda do espoleta, de
um ou dous canos sendo mesmo usada na praca
da Independencia loja n. 34.
Vendas.
-- Vendc-se um cavallo eastanho, novo, em boas
carnes, muito folgasflo, bom tamanho, bom carre-
gador e excellente esquipador: na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6e8sedir com quem se devo
tratar.
~ Vendc-se um relogiode ouro, patente inglez:
na praca da Independencia, loja n. 3;
VenV-sc potassa russiana, nova e
de superior qualidade, pelo baratissimo
preco de 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia, loja n. 5o, deCunha c Amorim.
Digo-o como o pens; v-seembora, nto que-
ro mais v-lo.
-- Ah I desta vez, tomo-a por testemunha. Posso
eu descobrir um segredo... d oslado?
Segredo d'alcoba.
He o que quera dizer: ahi lie que esta hoja o
estado.
Quero, que me descubra o espiflo.
Que far delle V. excellencia ?
Po-lo-hei fora.
Entilo ponha ludo na rua.
Sabe o senhor, que isso, que me est dizendo,
he horrivei ?
He verdade sobretudo. Oh meu Dos, nflo ha-
veria meio de governar sem isso, V. excellencia bom
o sabe, pois he excellenlissima poltica.
Madama bubarry encoslou o col vello urna mesa
de chanto.
Tem rasflo, disse ella, deixomos isso. Vamos
s condi^es do tratado.
-- Estabeleca-as V. excellencia, porque foi quem
venceo.
Sou magnnima como Scmiramis. Que quer o
senhor ?
V. excellencia nunca fallar a el-rei as recla-
mac/5cs acerca da farinha, s quaes, traiddra, V. ex-
cellencia promelteo o seu apoio.
Est dito; leve todos os requerimentos, que te-
nho recebido a este respeilo : estilo neste cofre.
Receba em troca esto trabalho dos pares do rei-
no sobre a anresentatjflo e os assentos.
Traballio, que o senhor eslava encarregado de
apresentar a el-rei?...
Sem duvida.
Como obra sua ?
Sim, senhora.
Bem, mas que dir o senhor !
Dirci, queoentreguei. Com isto ganhar-se-ha
tempo, de que V. excellencia, que he tflo hbil tcti-
ca, se aprovoitar.
Nesse momento abrio-se a porta de par em par, e
entrn um porteiro, bradando :
El-rei !
Os dous alijados escondrflo mais que depressa ca-
da um o seu penhor de allianca, e voltrfio-se para
saudar a S. magestado l.uiz dcimo-quinto de nome.
'Confi'iwwr-fe-A.)


A
FOLHINHAS
DE
ALMANAK
Na livrariada praca da Independencia,
ns. 6 e 8, acbao-se a venda blbinhas de
almanak para o anno futuro, trazendo,
alrm do que c<>stum3o eontcr as que ties-
ta liviano e teem vendido, jx relaeo no-
ir.inal de todos os subdelegados da provin-
cia, a dos suplientes dos juizcs munici-
paes, adosengenbeiros e machi nistas nes-
ta cidade residentes, e un quadro dos
collegins cicitoraes da mesma provincia,
com declaraeiio das freguezias, de que
cada un delles se deve conipr, segundo
a designadlo ltimamente fei'a pela pre-
sidencia.
A circiimslancia de ter este almanak
acabado de sabir do prelo, c a de ter ba-
vido o maior esmero cm se obler as infor-
maces necessnrias para torna-lo tao per-
fcito, rpianto pode ser un almanak em un
paiz, onde as mudancas 13o rpidamente
se succedem, concorrem para que seja elle
o mais exacto de todos quantos se acbo
venda.
=-= Vendem-se moendasde ferro para cngcnlios de as-
altear, para vapor, agua c bostas, de divrrsns tamaitos,
por pri'\-<> commodo ; e igualmente talxas de ferro coado
balido, de todos os taannos : na pr.nra do (orpo-San-
to, n. 11, oni casa de Me. t.alniont Si Coinpanhia, ou na
ra de Apollo, armaren, n. 6.
== Vende-se potnssa branca de superior qualidade,
em barril pequeos ; em casa de Matlieus Aiistin cV
Coinpanhia; na rna da Alfandcga-Vi'lha, n. 36.
= O corretor Olivelra teui para vender cobre em fo-
llia e pregos de dito para fonos de navios : os preten-
denles dirijo-se ao inesuio, ou aos Senliorcs Mosquita
& l>'i!i .i
= Vende-se cal virgem rm meias barricas chega-
da prximamente, por proco cummodo; na roa da
Miinl.i nrinazeiu n. 15.
Vende-se potassa branca, da
mais reeem-chegada por rnodi*
co prego : em casa de L. G. Fer*
reir & Companhia.
i\a loja da esquina
confronte no arco de S.-
Antomo, n. 5 ,
cambraias largas, de padroes os mais modernos, que
teejji viinlo i este mercado, pelo diminuto prego de
3l'o rs. o eovado ; cortes Je chal fino, muitu mo-
derno pelo barato prego do 3200 rs. o corle; alm
destas fazendas, ha um completo sorlimento, c tudo
se vende por prego muito commodo.
isso sao proprios para se faz.erem grande
sitios e edificar ; porpreco commodo : o
tratar na ruada Auron, n. 58.
--Vendem-se os seguintes cscravos : um lindo mu-
latinho, de I 4 anuos, proprio para pagem; um preto,
de 20 anuos, para lodo o servigo de casa e campo;
2 pardas, sendo urna deltas muito boa lavadeira e.
coaturetra com urna cria de 5 para 6 annos; urna
prcta.de 24 annos, pouco mais ou menos, propria
de todo o servigo : na ruada Cadeia do S.-Antonio ,
n 25.
Lgica jii A livraria da esquina do Collcgin tcm de venda al-
gens exemplares da Lgica judiciaria, ou tratado dos
argumentos lgaos, por llorlensius de Saint-Albain,
seguida da Lgica da coniciencia, 1 v. em12dc mais
de 300 paginas. Obra nova de relevante merec men-
t de mxima utilidadepara os magistrados, ju-
rados, advogados, estndantes de direito o para as
dentis pessoas, que se dedicffo aos trabadlos do
Toro
Vendem-se 6 escravas mogas com boas habi-
lidades, urna dellas cose, engomma ecozinhn;
urna parda, boa engommadeira e que coso e cozi-
nha ; escravos bons para o trabalho de campo; um
dito bom earreiro; 2 moloques, de 12 anuos: na
ra do Crespo, n. 10,primetroandar.
Vende-se una mesa de jantar, comdous apara-
dores, por 24,000 rs.; urna cama de angico para casa"
com colchoes c enxergoes, por 40,000 rs ; urna mesa
de engommar; um fogareiro de cobre do se por den-
tro debanheiro, por prego commodo: nesta typo-
grapbia, se dir quom vendo.
Vendem-se 3 cscravos, por prego commodo a
saber Mima prela ptima lavadeira, lauto de sabilo
como de varrella cozinha bem e faz o mais servigo
de urna casa ; 2 protos bnns trabalhadores de cam-
po : na ra ireita sobrado n. 29, a fallar com o
Burgos.
Vendem-se 6 escravas, sendo pretas e pardas
de 15 n 25 annos com habilidades ; um escravo ear-
reiro, de 20 annos; 2 pretos de 25 annos, de boa
conduela e bem robustos ; 2 prelos, de meia ida-
de um delles he carpina no pateo da matriz de S.-
Antonio, n. 4.
mmmam&m
1
\%8.
Vendem-se, por prego mais barato do
queemoutra parle, lanznhas linas, ns
mais ricos padroes gue teem apparecido
e pelo barato prego de 320 rs. o eovado ;
cassas de novos padroes e cores (xas a
2500 c 3000 rs. o corle ; riscadinhns france-
zes, linos para vestidos a 200, 220 o 240
rs o eovado; lengos de seda da India a
1440 rs.; manas de seda, as mais ricas que
teeni apparecido; cortes de cambraia de
bom gosto; ricos chales de seda; curios de
li eolletc de todas as qualidades; brins de l-
I nho, de cores e branco; casimiras para cal-
cas ; esguiOes finos ; brelanha de i i nho ,
muito lina ; lengos deselim preto o de co-
res para grvala ; eoutras muitas fazen-
das de bom gosto : na ra do Queimado ,
nosquatro-caiitos, loja nova, na casa ama-
relia, n. 29.
Vendem-sc moleques negrinhas, pretos' e
pretas, com habilidades o sem ellas, mogas e de bo-
nitas (guras : na ra Nova, n. 21, segundo andar.
Vendem-se bichas grandes de Ha ni -
burgo chegadas. ltimamente ; e tam-
bem se alugio, por preco commodo ; no
Aterro-da-Boa-Vista primeira venda
ao pe" dr ponte, n. a.
-- Na loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio, n.5, deGuimarfiesSeralim & Coinpanhia,
vendem-se chales grandes de cadargo, lingindo lila e
seda padroes muito modernos, pelo barato prego
de 2400 rs. cada um ; lencos do cambraia eslampa-
dos a 140 rs. cada um ; brim franeez escuro ca-
cen pado e de puro linho, a 720 rs. a vara.
Sal de Lisboa lino o alvo a 1600 rs. o alquei-
re velho, e sendo poreo dar-se-ha por menos : na
ra da l'raia armazem n. 18.
ATTENCAO!
Na ra do Crespo, na esquina de S.-Anlonio que
vira para a cadeia ha um grande sorlimento de
bous chapeos do Chile, dos melhores, que presente-
mente ha no mercado e que vendem-se a 6500, 7/ e
8000 rs. A ellos antes queseacabem.
PARA OS AMANTES DO QUE IIK BOM !
Vendem-sc latas pequeas e grandes da r*
muiloe recommendavel bolachinna de ara- tvi,
rula, propriamenle dila, ltimamente che- T.
gada no nrigne Virialo, bem torrada de dif- k
ferentes feitios c eheiros os mais agradareis, E
que se uodem desojar, como sejflo: flor de g
laranja haunilha, herva-doce, limfio, &c.;
em porglioea relalho, por barato prego: no
armazem de Dias Ferrcira nc caes da Al-
fandega.
tm&
@m:m:^x%
Vende-se
urna canoa aberta que pega de 700 a 800 lijlos de
alvenaria grossa calafetada de novo, por commo-
do prego; lambem se, troca por obras finas ou grossas:
na travessa da ra da Concordia, sobrado de um an-
da n. 5.
Vendem-se terrenos na nova es-
trada quevai da Trempe para a es-
trada do Manguinbo e da Pas.sagcm
Hijos terrenos teem muitaextensao, e por
Vendem-se, por prccisTo, dous moleques, e
urna negrinha : na ra eslreita do Itozario n. 23,
primeira andar.
Vendem-se dous pardos, um de 25 annos e o
outro, dt 30 muito humildes, sadios, sem vicios
ede bonitas figuras : no armazem defronte das es-
cadinhas do largo da Alfandega.
Vende-se um relogio do ouro, patente inglez ;
um par de brincos de ouro, com diamantes; 2 al-
finetes de peito dito dito; 8anncis com ricos bri-
Ihantescdiamantes; urna cruz toda de brujante;
umfronlimdctlito; todas eslas obras, sao de ouro
do lei sendo novas e de bom gosto por prego mui-
locommodo ; una rede toda bordada, manufactu-
rada no Para por prego commodo, sendo esta no-
va : na ra estreila do Itozario n. 3, segundo an-
dar.
Vende-se um pardo, de 28 a 32 annos, perfeito
bolioiro c muito humilde, sdio e sem vicios : na
ra Imperial n. 29.
-- As cautelas da lotera dn cidade da Victoria achil-
se de lioj- rm dimite expostas venda no Ali-rro-da-
Uon-Vista. as lojas dus Sis. Cnelano Luiz Ferrcira,
n. 46; Tiloma. Pe reir de Mattos Estima, U. 54; Leal
8t IrniHo, n. 58, c Antonio Ayics de Castro, n. 72,
assini como na travessa do Veras, n. 13, onde os IVe-
gnoz.es acharo seinpie mu variado sol liinc.ilu de bous
nmeros. O pagamento das que saliiao premiada!
na pastada lotera do Livrainento, contina a sor fe ha
como d'antes a toda e qnali|ucr hora do dia, sem ex-
ceiico de domingos c dias santos.
Obras do dislincto
professor Charma
recebidase venda na livrariada esquina do Col-
legio: Ensato mbre at bustt c desenvolvimentos da
moralidudt, 1 v. em oilavo; Licei de phitosophia so-
cial, 1 v. cm oilavo; Lices de lgica, 1 v. em oila-
vo; Questes dephilosophia, contidasno programma
adoptado para o exame do bacharelado em ledras
terceiruedigao, 1 v. em 12.

Peclinolias novas para a festa. a saber : cor-
| tes de velludo da un-Ibor qualidade c lindos
padroes, que teem apparecido. a 5/000 rs. j di-
los de setim de tures, de listras e cilindros,
| 2/o00rs.; inclin de duas larguras, a2^000rs.
f o eovado ; alpaca superior a 1/280 rs. o cova-
do ; pnmifi fino verde cor de garrafa a 5/1)00
I rs. o eovado ; dito preto a 1_70tl rs. ; lencos
i de sedada India a l/280rs. : urdas de cores,
, de lindos padroes para vestido, de lenliora ,
i a I/0U0 rs. o eovado ; ineins cumplidas, estnm-
5 das com bal tai desenlio!, imitando seda, a |
li rs. ; I uvas de pi llica para liomem a \t
rs ; ditas para senliora, a 320 rs ; alni destas
hnoiitras muitas fazendas bem como: ricas I
eambralas de cores; lindos lisiados para vesti- ,
dos de senhora, por iniitarem cassas, de dille- '
rentes cores.
d em muito bom estado; urna cama do dito 4-
mangas de vidro lavradas ; tudo por prego rasoavel:
no pateo da S.-Cruz sobrado n. 2.
Vendvse untaescrava crioula, de 22 annos,
de bonita figura : no pateo do Carmo, soorado de
dous andares, n. 18, junto a venda do Nicolao.
tj Vende-se, um preto anda bugal, apezar de
ler bstante lempo de trra porm bom trabalha-
dor de cnxada; vende-se para engenho, ou (ora da
provincia : no fim do Becco-Largo, no Recife tan-
que d'agoa, se dir quem vende.
Contina-so a vender barato calcado para ho
mem senhora meninos e meninas, obra bem feila
nesta praga ; urna cama de condur para casal; b-
cos de 3 a 4 dedos de largura ; linhas e urna porgilo
de madeira : na ra Nova, loja n. 58.
Vende-se urna tipoa com todos os scus per-
tences, menos rede: na ra Nova, loja n. 58.
Vendem-se duas canoa snovas, de conduzir
familia, pintadas a oleo; urna dita pequea, de um
so pao : na rua ra estreila do Bozario, botica, n, 10.
Vende-se a venda da rua de Agoas-Verdes, n.
15, ou s a armag.to o pertcnces deltas : a tratar na
Camboa-do-Carmo, n 3.
Vendem-se 35 cscravos sendo: pretas, pre-
tos, negrinhas pardos, pardas, 4 moleques, 2 bo-
nitos mulatinhos proprios para pagens, por prego
commodo : na ruada Cruz, armazem n. 51 a fallar
com Jos Francisco da Silva.
Na rua do Itangel, n. 11, ha para vender varias
obras de ouro; carne de toucinho a 120 rs.; cha
mili m, a 1000 rs. a libra ; clices para champanha ;
copos; eoutras muitas lougas c vidros, por prego
commodo.
Vende-se leite sem mistura a meia pataca
garrafa manda-se levar sedo em casa dos fregue-
zes, as 7 horas do dia : atrs de S.-Jos, n. 22.
Figuras de porccllana para
presrpes.
Na lerceira loja de mudezas da rua dos Quarteis,
hoje larga do llosario, ha um bello sorlimento de
figuras deporcellana em branco ecolerido, conten-
do diversas figuras humanas, de anmaos e de aves,
o mais proprio possivel paraos presepes particu-
larmente por seus tamaitos, belleza e longa dura-
gii) : o prego uo arruina a ninguem.
Vendem-se tcsourasjiara costura que reunem
a urna qualidade superior um fcitio delicado a 1600
rs. cada urna ; ditas para unhas c costura de 1000
at 120 rs.; os muito procurados caivetes com ca-
bo de pona de viado muito fortes, e de oplima
3 ua I dado a 1280 rs. ; cspcllios em quadros doura-
ospara pendular na parede, mais baratos doque em
outra qualquer parle ; assim como uniros muitos
ohjoctos : na atitiga rua dos Quarteis, n. 20, ao p
da padaria.
Vende-se urna venda na rua do Rangel, n. 10:
a tratar na mesma venda.
Vendem-se penles de tartaruga, enfeilados pa-
ra segurar cabello, pelo diminuto prego de 2000 rs.
cada um; pares de travessas de tartaruga, de 480 at
1280 rs. ; ricas fitas de setim bordadas, de difieren-
tes crese larguras; suspensorios finos para me-
ninos por barato prego ; assim como outras mu-
tas mudezas: na rua |arga do Rozado, loja de miu-
dezas, n. 20, junto a padaria.
i\a rua da Cadeia-
Vclha, loja n. 29, de
*J. O. Esler,
vendem-se os seguintes vinbos engar-
rafados e de superior qualidade : vinbo
do Forlo muito velho ; dito da Madei-
ra ; Buct'llas ; Garvellos ; Sherry ; Bhei-
no i Hordeaux
Clierry-cordial ; Tene-
riTi ; Obampanha, marca cometa ; e tam-
bem supcir genebra hollandeza ; agoa-
ardi nte de Franca ; vidros com conser-
vas ; boiOes de do e de frudas da Euro
pa ; biseoolos finissimos de Ilamburgo ;
velas de composicao ; cb preto \ dito
hysson ; ptimos cbarutos cm caixinhas
de cen.
Vendem-sc duas escravas cabras, de 22 a 24
annos, de bonitas figuras, com varias habilidades,
que se diro ao comprador; urna escrava de nagiio
Rebolo, que engomma, cozinha lava e vende na
rua de 22 anuos ; um escravo de Angola do 25
annos, para o servigo de campo : na rua das Cru-
zes, n. 22, segundo andar.
Vende-se um relogio de ouro, suis-
so novo ; um dito um pouco usado ,
muito bons reguladores,nelo o que o dono
se responsabilisa ; e igualmente 3 cor-
rentes novas, de ouro, para os meamos :
na ruado Vigario, n. \.
Vende:n-se para cobrir gneros
de estiva alvarengas oucsixas de assu-
car, nns encerados, em muito bom es-
tado e muito em conta : na rua da Ma-
dre-de- Dcos loja n. ia.
- Joaquim da Silva Lopes,
no seu armazem defronte da por-
ta da alfandega, n. 20, vende pa-
pel de machina, branco e azul,
primeira qualidade, que vem a
este mercado por preyo com-
modo.
Vendem-se 3 lindos moleques, de 14 a 1G an-
Vende-se Urna meia-commoda, por prego com
modo : na rua do Livramento, n. 21.
Potassa da Russia,
verdadeira e nova, em barris pequeos
por preco muito commodo : na rua da
Cruz, .n. 10, em casa de Kalkmann &;
Hosciniind.
Vendem-se superiores chapeos de
castor, brancos e pretos, sendo as formas
da ultima moda: na rua da Cadeia, loja
n. 5o.
Vende-s urna escrava moga de bonita figura
prorria para qualquer servigo : na rua da Cadeia do
Recife, n. 43.
Vendcm-se cadeiras de Jacaranda novas, de
bom gosto e ptima construeglo ; rieos e grandioso,
sophs, tudo chegado prximamente; mesas de
jogo; e alm destes trastes outros com algum uso
como sejflo: mesas de meio de sala; commodas'
espelhos; e outros objectos, que constituem oar-
ranjo de urna casa : na rua do Cabug n. it.
Vendc-se urna parda, de 20 annos, bem pare-
cida; um moleque muito bonito, de 12 annos;
todos por prego commodo : na rua da Cadeia du Re-
cit, a fallar com JoSo Jos doCarvalho Montes.
Vende-se um cavallo de cor alazilo novo
gordo e muito bom andador de passo at esqupar,'
de bonita figura e sem achaques: em Olinda, rua de
S.-Pedro-Novo, ns. 6 e 7, do lado do Norte, a toda
hora do da
Vende-se, por prego commodo urna escrava
moga do gento do Angola propria para todo u
servigo, por ser muito robusta : na rua estreila do
Rozario, n. 45.
Vende-so urna pequea casa terrea, na rua dos
Gatos, em Olinda com um terreno ao lado.
. pw
prego commodo : na rua cstreta do Rozario, n. 45,
segundo andar.
Vende-se um sitio com boa casa para grande
familia com alguns arvoredos, boas trras para
plantare ter vaccas de leite; ha no fundo do sitio
urna olaria com barro para toda obra : atrs dos Re-
medios, sobrado, que tem olaria.
Vende-se um bom piano de armario, e deja-
carand, porpreco commodo: no Aterro-da-Uoa-
Vista n. 5, primeiroandar.
Vende-se urna preta moga bem vistosa sera
vicios nem achaques e que sabe coser, engommar,
cozinhar, e tem leite para criar : na rua da Cadeia
do Recife, casa de Jos Gomes Leal.
Vende-se urna casa terrea na villa de Po-do-
Alho, na rua do Taba, onde morou o secretario
da cmara da mesma villa : na ruado Rozario, boti-
ca de Jfo Perera da Silveira.
Alearas.
Continuo-se a vender as cambraia*
alegras, que teem tido grande extraccio;
e se recommendo ssenborasdo bom ton
como fazenda do ultimo gosto, de tintas
ixas, de qualidade muito fina e de lindis-
simos gstos.
- Vendc-se um terreno na
ravessa Real da rua Real, ou estrada do Manguinh"
para a rua da Soledade clios proprios murado
na frente com 94 palmes de frente, e 420 e tanto*
de fundo, cercado dos lados, com varios pos d>
larangeiras 2 ps decoqticiros, e Otilias diversas
arvores de fructo com alcerces de 30 palmos de
largo e80 de fundo, cozinha fra,cacimba j aberln,
com boa agoa de beber, finarlos j divddoa.proprin*
para casa terrea ou sobrado, da cordeagflo para
dentro 50 palmos, com spleiras, urna na frente,
tas, urna para cada lado da sala de dante : a trata
na ruaestreita do Rozario n.7, com Jos Anac''
to da Silva.
Vende-se una porgo do sola e couros miudos
no boceo da Lapa, n. 20, primeiro andar.
A o mada mismo !
2000 rs. por cada mantinha de garga para grva-
la de senhoras, muito proprias para o nadaniismo
de bom gosto usarnos passeios e por casa, por se-
ren muito leves e galantes. Os haiatissimos cha-
peos de crep estilse acabando; as senhoras q">'
anda nao compraran queirao habililar-se quantn
antes; pois he objecto indspensavel para as fesu*
campestrres do Natal : vendem-sc por 6000 rs., na
loja de Antonio Luiz dos Santos & Companhia, na
ruado Crespo, n. 11.
Vende-se una venda com poucos fundos, im
hecco dos Portos, no fundo da casa n. 48 da rua ta
Senzalla-Velha : a tratar na mesma venda.
Escravos Fgidos,
Bfc-tt*rWSr$3fr|%fte.#
Vende-se urna arniagSo de venda, no boceo do
Carioca na rua la Praia por prego commodo : na
rua larga do Rozario, n. 29.
Vende-se umamobilia completa, de jacaran
nos; 2ditos, de 7 a 11 annos: 2 pardos, ptimos
para pagens de 17 annos (endo tim delles o ollicio
de banqueirode engenho; um cabra, de25 anuos,
bomcarreiro; um preto de 30 annos canoeiro,
duas pelas, do 20 a 25 annos, com habilidad.
sendo urna dellas de nagao, com urna cria mulali- el
i; urna parda iannos, com al-|qu
gumas habilidades; 2 negrinhas, de 7 a 9 annos
naruadoCollegio, n 3, segundo andar.
\ onde-se rap prnceza de Lisboa, chegado l-
timamente a 3600 ra. a libra, e a 40 rs. a oitava
na rua do Crespo, toja de mudezas. n. 11.
-- Fugio, no dia 3 do correnlo, pelas 7 horas ti"
manha o escravo Francisco, de Angola, de20an
nos pouco mais ou menos, he baixo bastante
reforgado; tem um signal no rosto, junto a orclha
direila.cujosignal parece ler sido de ferda; te"1
bonita figura ; foi escravo de Joo Baptista Frag<""
Jnior, e actualmente pertence a Antonio Leite l'c-
reira Bastos, em Itio-Formoao.
Fugo, emutubro do corrente anno, um par-
do de nome Miguel, de25 annos, pouco mais ou
menos, alto, um tanto secco do eorpo, bem alvo,
cabellos crespos a um tanto ruivos; tem n'uin braco
una marquinha de um tiro, que le.vou c outra na
peto deum pe, de um golpe de machado, nariz
um tanto afilado, cara fechada, pouca barba; le-
vou um cavallo rugo j velho, passeiro c furla-pas-
soiro, ajiinta-boccdo e com urna mo indiada:
quem (i pegar, leve ao engenho de Palos a Manon
Corroa da Silveira, que recompensar.
Fugio, no dia 7 do corrente um preto de ta
ofo Rengela, de nome Joaquim., bem barbado, pe
pequenos.com bastantes mateas de bichos, rnst'1
pequeo com dous denles ahertos ua frente, com
principio de barba cesta bstanle crescida altura
regular, bem parecido na cor bem rallante ; levo
camisa branca e calcas d brim. Roga-se
dades policias e decampo, que o peguom
'evem a rua da Cadeia n.48, a cnlrr
im Jos de Seixas, que generosa l0,n'
pensara.
PEHH. : ^A TTP. DE M. F. DB FABU. lft


r
ri.-.-.i
Auno de iM.
Segunda fe ira 14 de Dczcmbro.
N O.
_______H-S-
*_&]
DE
*ERNAMBl)CO*
(SOB O AUSPICIOS DA SOCtEtUPE COMMETICIaI..)
Subscreve-sc na Pra<;a da Independencia, loja de livios n. 6 e 8, por i-s'doo ris por ailo, pagos adiantadbs.
PRESOS CORRENTES DA PRA^A (Corregido Sabbado as ;$ boras da tarde;)
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(MUTILADO


(1)
Agoardente Cnm -
AigodSo I sorle- -
* 1. -
Assuuir branco em calas -
mascav.do -
ein barricas ou sac-
eos, braoco -
mascav.do ...
Cnnros seceos salgados. -
Meios do sola -
Clui'res d trra -
a do Hio Urande -
Rum -------
Colln (. qu.lilr -
2. -
Sog.r in cases vrhite -
brown -
lor Barris or Uegs
wlule -
brown -
Dry salted hies -
l'anne ludes
Ot-l.orus -
400000
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Lisboa *
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Rio de Janeiro....................
PR.Y'l'A iniuda...................
> Pai.coea Brasileiros........
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Ditas dilas novas...
Dilas de 41000............
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Letras..........................
, 39 por ll n. a 80 dias
On por cemo pren.io.por metal eecluado
33i ris por ranco.
ao pr
141J0 a 1#740
1091)0 a 2J0I0.
10990 a 2|0l0.
1,820 a l40.
I602'iO a IC-400.
10001.0 a Ill2nn.
00000 a 90100-
200on. a 29i00
28*600 a 29"00
@ 1 '/ Por '" por met.
F R B T K 8.
ASSUCAR.
, l.iverprol ...W.........Saccos\
! Cau.lcnlre A.bur,;oc Havre. Dito
iiicluindo poi tos lnglcies D to
llienova..........<........1>,0\
Mlainburgo caitas.
iliallico..........
1 Trieste.................Saceos
[ Estados-Unidos......
{2 10 o ,i ( .'.-
3-1.'.-0
I S
i 3 10
f 3 0 0 al 3-2-0-
' Com 10 %
Com 5 %
balados-Unidos.................II i
IWinaal ....... ../t 200 a 250 /
{Vanea.'. .'.'.'.'.'.'!.*. 1... ........ f" 0 e 10 7. de prim.gem
ALGODAO.
PortDfal.................. OOP por (v sem pi imagem nominal
Kranea................... ai0 por (g> e in |> o/u <-'~^"
Ingratira.................. VsP -"Ip-
Barcelona.................. *<-o ris
de primagem,
o p Ir nominal.
COlIROS.
Inglaterra Seceos
i i 10 0 ...
litados Unidos .. .
por tonelada ei porccnln, nomina*.
70 liancul por toneladas, comiOp centn
NSo lia.
IH'
3a-T*S.*"S.
O arijos nao especificados na nauta pago o dircilo ad yalorrm sobre a f.elnra
presentada pelo despachante! podrndn poim ser impugnados por qualquer oftcnii
da Allandeg, 'Me em tl caso pagas imponed factura ou valor, eos riireito,.
No caso de ilnv.da sobre a cl.sific.c.o da mercadom, pode a parte requera
arbitramento para designar a qualidade e valor da paula, que Ule compele.
Seiieulas de diieitos as macbiuas anda nao usadas no lugar, ein que (ores
mpoi Untas
EXPORTACAO Os direitospago-sc sobre a avaliaco de ama pama sema-
nal na rasfto seguinle : Assucar 10 p c. Algudo, caf, e lumolJ p c. Agoar-
drnle, como., e lodos os mais gneros 7 pe. Alen, destes direilos pag.o-se as
latas de 160 rs em cada caita, de 40 is. en. cada fecho, de 20 rs. e... cada barrica,
ou sa:cos de assucar, e de 40 rs ein cada sacca de algodao.
Couros e todos os mais teneros sao livres dedireilo par os portos do imperio,
excepto do algodio, assucar. cal, e fu.,.0, que pagSu 3 p. c. e as laxas por volme-
Os metaes preciosos em barra pago de direilos 2 p c. sobre o valor do cer-
cado, e a prataeoouro a.noedadn nacional ou eslrangeuo paga nicamente /a p. c.
Os escravos iporlados pago ifOOO por cada um
DKSPEZA DO PORTO As embacaeOes nacionaes, ou estrangeiras, que
nave-So para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoraejem por tom-lan : e a
naeion.es, que n.vego en.re o. diversos portos do Brasil 9C rs. As que entraren
em lastro esahiren.com carga e vice versa, pag.r m. i.de do imposto supra e a,n
terco as que entrarem, e sahirem em lastro; e mesmo as que entraron, por franqua,
ou'escala quer ei.t.e.n em lastro, quer com caiga Desla .n.pos.cao P*J""
iscnlas as que importare!mais de 100 Colonos broncos, e as queenlraorem po. aniarla
forcada. com lauto que eslas nio carreguem. ou descarreguem s mente os gneros
lecessarios para pagamento do repino, que limen.
VF.NDVSDK NWIOSAs embircares cslrangeiras que passarem a ser
nacionaes. pago I i p. c e as nacionaes, mudando de pioprietano, ou de bandeira
pablo i p, c. sobre o valor da venda.
-SrtMH-
Pagara 40 p. c. a. .lealfioj ou tapetes, o c.nln.naco ordinario ou Wjh.*
r.\ .in^ri.. o ou.,'o nao prciheado na tarifa 9^^^^^
n b.. em velas as velas de Sle.rna ou composic.o, as ame xas, ou omras nuca
IvTJZwu". SOMOS, em calda, ou em pinto, o chocolate de cacao ordinario,
o' i- e o0,Uc.lr,inl.o,. canuage,., ou caita W* ^YTVJt^ZZZ'
I-a cousa. asestchasparafoirarcasas. os corros para ^l*^"^
, silbos, os areieno. e tinteiro. de porcelana, e qualquer "'''o de lo" "" c0,,_
rebciidido na tarifa ; o* lustres, o) clices para licor ou vinho de vidro liso orrln a-
Vt0, o "1 dro mudado ordinario l.vr.lo ou moldado e l.vrado ordinario da A le-
Z'Z e se.nelh.nu. o, de vidro liso moldado o,, l.vrado .!<>*>* J "'
con. molde ou lavor ordinario os c-lices para (.liampanhc ou cerrrjo, M .
ceoposdireilosde .0. I em quartilbo. a. garrafas de v.dro at ^M<*
seJo todo, estes objeetos de ns I e 2 as g,nafas de vidro |.re. ou esc irasd.
mes.i.a capacid.de, co.npreliendidas as que se. vem para licores ou Le-Roy ; os copos
p" Xrnas .'Vunaca,....., o, frasea, -le vidro ^."-'*>*IX
tl 3 libras ou mais ; ou ,,,. roll.a al 2 libras OU m. os de boca rao o.rolh.
do mesmo, al 4 libras ou mais, ou se.n rolba para opodelloc os vid.os p.. a
lampa'., u candeiros, a. laboa, ou folU.s de mogno ou outra m.deu ba, e Ir.,-
les Ue qualquer inadeira.
PaearSo 2i P- C o ac, .IcatrSo, linea em barra ou em folha, chiimlw en. barra
oulencol rsl.nho em barra OU em V.rgUinb. ferro en. ba.rj. *arui..nhat chapa o
riadosp alundieo. folha de Kl......res, g.lh de Alepo 1.1. em roUM^Ialaoon.
Chpa m.rhm, saht.e, vime, bacall.o, peite pao. e qualquer ou.ro, secco ou sal-
udo'l"-cl.a, carne seeca ou do salmoura. herv.-doce. lannba de trigo, pelloas
branca ou Pin adas, cordoves ou corte, de be,.erro par. calcado berrs e euros
uv.n.i^.do1,, curo,de po.eo ou boi, salgados ou seceos .o. cl.r. par. sapale.ro
oh cuireeiro, coure e caparrosa.
Paaro20 p. c. o trigo em gr5o, barrilha. eanolilho espiguilha, fieiras, os,
franiasai.li\oulis, palhet.s, pusamanti, sendo e ouroou prata entrebn ordina-
r?.ou falsa: ..le. da mes.n. na.ure, ou tecldoa com roirox. I.nl.o. algodao.nu
seda! reoda, ou en.remeios de .Igodo nao bordado, ; renda, de bld ****>
"rosou trocis lencos de cambra!, de linho ou algodao, bandas de reliot de
malba.
Pagarn .0 p c. os livros, mappat e g'obos geograpl.icos, inslrumenlo, n.alhe-
iMtieos, de physiea ou ehimica, c'rte, de vestido de velludo, OU damasco,, borda-
do, de pr.U ououro lino ; retro* ou troc.l, e cabello para belle.re.ro.
f.earo0p c. ocanulill.o, cord'o de fio espiguilha. fieir. fios, franjas ga-
,,o deTou paiheia. I.nlijoulas, pall.el. renda,, c.d.rco. lodoso m... cojeo
los desta uaturea, sendo de ouro e praln fina.
P.ga-i ip.c. o carvSo de pedra, ouro par. dour.r, ou quaesquer obras e
utensis de prata,
Pagara 4 p. c. as joias deouro ou orate, ou quaesquer obras de ouro.
Pagari 2 p. eos diamntese outr.s pedras preciosas solas .ementes,' plan-
ase racasnovasde animaos uleis.
Pagara 30 p. c. todo, os mais objeclos. ,
Os gneros reexportados ou baldeado, pagSo I p. c. de direilos alm da arm.re-
c-m-e o despchame prest. Banca at a approv.So d.,U medido pele Asaem-
til'ea (-cal.|
Coucerfcm-se livre, de armazenagens, por I i dbn as mereedoriei de ,E>.
dous meses as outr.s e f.ndos estes pretos, p.garo/, p. c. ao mes do respec-
vo valor.
Osrdireitosdasfasendas, que pago por rara, dore entenderse rara quadrada.
Os (Lreitos nSo pode.n ser augmentado, dentro do enno fiianceiro masoGo-
verno podar mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna v.ges.m. parte da. ge.
UrTm m.iores de 6 e fnen.res de iO p. c. dos precos das merc.dor.as, ou mesmo
dim0 tSo'te^ loriSK. estabelecer um dlreilo dflr.DcUI.br genero
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Tr.nsacces regulsres a 29 d. tendo-se feito a'guma no principio
da semana a 28 '/a d.
AS*UCAH As entradas em saceos tem sido grandes, eascaixnsqi.es
venderao no principio da semana foi a 10200 srbre o ferro ; e e.lao boje ufferecidas a
10000.
COUROS Pouco procurados. ...
ALOODAO As entradas lem sido regulare,, e os precos aba.tarao algun.a
BACALI1AO O deposito lie de 8,000 barricas, e te est relalhando aos pre-
cos quot.dos.
FARIMIA DE TRIiO Nao cl.egoucarg. .Iguma, o aquautidade em pn-
meira e segunl. mi nao excede de 2,000 barricas ...
CARM DE CHAKQUE Nao tem bavido entrada; eo deposito he de
42,000 mil ai robas.
Resumo das Embarcacei existentes ueste porto no da 12 de Detembro d* lite
, ........................ I
Belga a >*** O* tm#sa>airee>oeJOtteo>lej
<.li ilena ...........*...................o.............
Dinainitrqueza..................................................* ,
Fr necias ............s...........,i,i..s"s'.....
Hespannola.................-.................................... 4l
Inglesas.............................
Portuguezai.........................
Sardas >>*>*>
Suecas t **** *.....oo
A us triaca
t
,.,.......
O
ee*o*>e-o
a *>
> ... t
A Provincia gota Iran^uilUdade?.
Total
mutilado!


(5)
LISTA das Embarcaces existentes nesle porto al o dia 12 de Dezembro de 184G.
ENTRADAS.
Novel"'" o 27
etemhro
6
27
2
Oulubio II
M
II
Novembro 2
4
Noveoibto 8
12
" 20
27
28
Dezembro 3

4
9

. 10
J unho
Dezembro I
Novembro 16
Outubro 31
Novembro 11
Novembro I
Novembro /2
11
18

. 20
* 26
Dezembro l
2
n 3
a 4

a 10
. 12
Outubro *8
Novembro 12
II
B l
Maio 18
Oi.lubro SO
Novembro 12
Novembro 20
It
do* o* VIH.
Santos
Babia
Asi
Rio de Jiociro
Habla
Uio de Janeiro
Rio (runde do S.
Ass
Arecaty
A>s
'o de Janeiro
Aracaly
Lisboa
Baha
Maranhn
a
II io de Janeiro
lo Grande do S
As
a
Uio de Janeiro
A carac
tsj
Macelo
Maranlin
Camaragll-e
Gaho
itio He Janeiro
llamburgo
Havre deGrace
Mancilla
S. C. e Tenerife
Liverpool
a
Livrpool
Terra Nova

Liverpool
Terra Nova

a
Balda
Tena-Nova
Guernsey
Liverpool
Babia
LisbM
Corto
Lisboa
Montevideo
lid.ia
Antuerpia
Sloire
Malaga
CASCO
brigue
sumaca
sumaca
brigue
bri b e
brigue
Catadlo
iate
hiato
paUcl'O
paticho
brigue
bri-esc.
ltale
b. esc.
a
brigue
a
brigue
qiigue
urcue
talacho
Tigue
patacho
escuna
hiato
barca
barca
biigiie
brigue
brigue
patacho
escuna
pal-cliO
galera
escuna
brigue
brigue
brigue

patacho
barca
brigue
baica
brigM
brigue
I ngue
brigue
brigue
barca
brigue
brigue
brigue
NACAO.
Auat.
Ilraxil.
Delga
Cliil.
Din.
Franc
liesp.
Ingl.
Port.
Sardo
Sueco.
NOMES.
Lusitano
Santa Anna
S. Joo
Velos
Victoria
Belliano
Lou renco
Despique
Espadarle
Laiirenlina
Un to
tala
Veloz
I* ere da
Leua
Josepbina
Animo Grande
Flor rio Sul
Paquete de Pernambuco
Ecno
Vit i to
Kmul.co
t-eliz Destino
Therea
Galante Mara
S. Jos Glorioso
Amelia
Romana
rrito
Armorique
Arago
Noto Raio
Consorl
Haurd
word-Fish
Harriet
Andes
Wrslmorefand
(ruinare
Lady Fanlkland
Archmides
Glasgow
Eurvdice
Mona re b
Tboma: Meclors
Primavera
Tartijo I.
Ventura Felis
Josepbina Emilia
Pvlades S Orestes
Washington
Geinma
Rapid
Agnes
TON5.
414
92
44
1 9
181
232
138
7
27
110
H>1
182
2.2
ti;
103
174
toe
176
189
260
247
12
2 07
179
149
10
179
28
201
223
176
124
199
165
146
24
216
196
181
169
288
138
2 10
224
267
247
211
275
148
210
144
280
160
atESTnt
O. C. Hollsteio
Jlo de Dos Pereira
Urbano lote dos Santos
Jos Mara da Conceiro
BentoJosd'Almeida
Manoel da MU a Santos
Jos Mara da Graca
Joaquim Jos dos Santos
J M. dos Santos Caidozo
Joaquim Jorga Gonc.lvas
Vicente Jacome
F. B. de Mattns Lshoa
Manoel Francisco da Silva
A. Fenei.-a da Silva Santos
Jos Manoel Barbosa
Joaquim Cardoso
Jos Ignacio 1'iment.i
Joo Goncalves Keis
Manoel Li'nz dos Santos
Augusto Antonio de Couto
Amonio Gomes Pereira
Manoel Pereira de Si
Jos de Arago
Jos Mendo de Souta
Manoel Fernandesde Souza
E. Nodiou
G C. Johnson
i. i. Dal
Vailet
Deyrien
JooPl
John Smitli
Paslot
R charol Green
W" Williams
W." Patrickson
Consnay
Wm Anderson
John Fasley
Williem Hart
Thomaz Hamlin
A. Browo
Messui ier
Roberto Bruce
Jos Thomas de Lima
M. d'Oiiveira Kaneco
Antonio Francisco dos Santos
Isidro Iris da Silva
Antonio Girandelo
Antonio Copla
Jos Cardiglia
Damherg
C. H. V castrn
CONSIGNATARIOS. DKSTINO.
N. O. Eiebei & C.
Novaes le C. Jos Mara Barbota Rio Grande do Sut
Amor m Irmos
9 Amoiim Irmos Baha
Amorim Irmios
J. A. de Magalhies Bastos
J. P Lomos Jnior
Lourenco Jos das Nevos
(iuail'iio Apostinho de Barres
Joo Francisco da Cruz
Manoel Duarle Rodrigues
('arlos Augusto de Horaes iraraty
Novaes It C.
O Mestre
Amorim Irmos
L. Jos da Coila Araujo
los Pereira da Cunha
Thomaz. de Aquino Fonseca
Manoel Goncalves da Silva
Pedro Dias dos Santos
John Dowsley Rio da Janeiro
Silva S Grillo
Jos de Oliveira Campos
A Ordem
Nascirr.ento k Amoiim
N. O. llieber fc C.
Dedier (t Colombiez Havre
Luis Ib iigtiiere Marseilba
Joo Pinto de Lenios S Filho
Jones Patn & C. Clyde
Rozas Braga S C. Genova
Mo. Cahnonl S C. Liverpool
James Crahtree i C. Afretar
Latham i llibbert
Latbam S Hibbert
Me. Cabi.ont S C. Liverpool
a Afretar
O Capltao
Me Lslmout & C.
a> Russell Mellon & C
A. Joaquim deSouxaRibeiro Porto
Firmino Jos Felis da Roza Lisboa
Joaquim Fenandes Mendes F. ceveriano Rabello It tibio Porto
Lisboa
1H. Joaqun* Ramos e Silva Fredeiick rlobiiiiand Genova e Marseilba
Afretar
1", Edlem.n Trieste
Me Obnont S C. Trieste
Me. Calmont S C. Genova
Pcrnamhueo na Typojraphia de N. F. de Fara.1846,


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