Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08342


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Full Text
An*o de I8i6.
Quinta-feira 10
O 0/ forem de pitrflrt : o preco 4non rj. por quartel, ptlRnt ndinntadnt. Os
anniincin* dos assignantes So inseridos a razan
de JO ri por linlia, 40 ris e n typo diUeren-
le, e es repelifoes pel.i meta.le. Os que nao fo-
reiu assignantes p^go 80 ril por liua, c ICO
em Ijpo dilTeroule.
PII ASES DA LA NO NEZ DE DGZEMBRO
l,u* chele 3, 8 horai e 1* minutos da tarde.
Mingoaiilea l*> M llorase 55 mi. da tarde'.
La nova a II, as 10 lioraa e 11 mo. da m.inh.
Ci esculle a 14, as 4 horas e 10 mi. da nunli. j
PARTIDA DOS COR REOS.
domina e Paraliy'-a, Segundas e Sc Rio Grande do Norte,' cNe^a ins Iguarias feiras
no irtcio dia e parte tas meslas horas Das
Quintas Teiras.
Cal, Seritihacm, Rio Formoso, Porto Cairo e
Macry no I.*, II ell de cacti mei.
Garaiihuni e liouito a 10 e 14.
Roa-Vista e Flores a 13 e 38.
Victoria as Quintas feiras.
Oliuda todos os das.
PRBAMAR DE llOJR.
Primeira 10 K minutos da manha.
Secunda a 10 li. SO minutos da urde.
de Dezembro.
Anno XXIT. N. 2*7.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Amliiozio. Au I. d.i i. dos or-
plaosedo J.doC. da 3. V., do I. ni. da 3 y.
k Terra.. 8J>B Couceirflo de Nossi Senhora,
padroeira do imperio.
9 Quarla S. Leocadia, Aud. do J.do civ. da 3.
v ,"e do J. de p7 do 3 dist. de t.
0 Qtiinla S Gemello. Aud. do J. deorphos,
do I municipal da I. vara.
11 Sesla. 8 Dmaso. Aud. do J. do civ. da I.
v edo J. de pal do I. dist. de t.
13 Satinado. S Justino. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de pas do I. dist. e J. de t.
13 Domingo. S, I.utia.
CAMIMOS NO DIA o DE DH'/.EMItRO. .
Camliiosolirei.ondresl8,/,aV8,/.1d.p.lf aOOd.
a I'a lis 3 Si i i'ms por franco.
> Lisboa 06 % de premio.
Desc. de letras de boas tirinas I '/P- <1/n"om"-
OurnOncas despalilllas.. 3OJ000 a I0|100
a Modas de fijion vel. ie20ft a
deCAtnOuov. ItifOOO
> de 4 000... 91000
Prata Palaces.........OKO a
a Pesos culumnare* ifODO a
Ditos Menicauoi. 11930 a
. Miuda... ...... ifJ0
IB30I1
KlflOll
9lfli>
2/0 (.o
200II
|M0
iJtis
Accoesda Comu. do llcfacrbe de 40J000 ao par
DIARIO DE PERNAMBUCO

__paste orr.ciAL___
RISPADO DE PERNAMBICO.
D. Jodo da Purificacito Marques Perdigdo, conego re-
grantedeS. Agoslinho, por graca de heos e da Sania
S Apostlica, biipo de Pernambuco, do concel/lo de
S. M. l.e'C, tic.
A todos ns nossos diocesanos sat'ide, paz e bencSo
em nome de Jestis-Chrisln.
NSo lie possivel, que o corceo verdaderamente
raridososupportc em seu recinto a dr, que o op-
prime! Neccssaria nos parece a comniumcaco da
tiihiilacflo, para que a orculo a suavise. Convenci-
dos dcsta verdade, esperamos que o nosso designio
produza o salutar efTeito, quealmcjamos. Permane-
rer silencioso espectador tos acontec montos, quan-
dosua manifestaeflo he urgente, seria utri crime dig-
no da maior censura Os espantosos factos, que re-
rentcmente chegrflo ao nosso conhecimenlo, nos
constrangem a expo-los com profundo sentimento,
prevalecendo a esle o dever de prevenir nossa grey,
pelos mcios actualmente ao nosso alcance, contra s
setas 'da mais detestavcl immoralidade. A abjura-
rlo da religiflo calholica para o protestantismo,
na qual o .Senhor Joflo .Mallieos negociante desta
praca, e sua lilha li. Carolina Malheos eslfio Ma-
queados c o iatrimonio clandestinamente con-
trahido entro esta e o Senhor Alberto Domen (pro-
testante) na presenta do agente ou cultor do pro-
testantismo, sfto os olijectos, que nos propomos cen-
surar orremente, teniendo, que a relaxaeflo infeccio-
ne e corrompa os sentimenlos dos que estilo firme!
na verdadeira crtica. Tcndo nos m vista o precep-
livoexcmplodo pastor eterno, que nos obliga a con-
duzir para o rebanho as ovelbas, que o feroz lobo
pretende devorar, dirigimo-nos a casa do Sr. Joiio
Vallicos com o intuito de suavemente o convencer
e a sua lilha, fazendo-lhcs ver, com a maior frca do
nosso espirito, seus deveres orthodoxos, e quilo cri-
minosa he a postergarlo do carcter, que os designa
lilhos da igreja cal bol ica, obligados a prestar- inge-
nua crenca ao baplisino, quelites foi conferido sob
u rito romano, ea com este conformar seu procedi-
nicnlo religioso e civil.
Qunl, porm, o resultado de urna prolongada con-
ferencia pela qual diligenciamos a cordial retracta-
eflodos tenebrosossentinienlos, de queestflo possoi-
dos contra nossa expecla^fio i' Koi sem duvida a rc-
(nnhecida perlinaria dos que, longo d'nssentirem
verdade, a osla prefercm a contumacia no erro, un
aliysnioattrahindo outro, como ordinariamente pre-
senciamos.
Scnsiveis, pois.aoenorme escndalo, resultanledo
formal degprezo, que esle pai e sua lilha gratuita-
mente irrogan a igreja calholica, que espiritualmen-
te os nutri e exalten, nao devemos-deixar decom-
ineinorar as gravissimas penas fulminadas i por Dir.
h. Math. C. 18'V. 17, e ("eclesistico C. ex-Com. de
lucre!.) contra 08 cnmpreliciididos no abominavcl c
nefando crime da herezia, sem que o ingresso no
protestantismo os excuse, pois que a santa igreja ja-
mis perde o direito adquirido pelo sacramento re-
generativo sobre seus lilhos, posto que, como mii
ixtremamenle caridosa, deplore sua degeneracAo,
esperando todava, que a relractac9o doserros per-
petrados suspenda os terriveis efleilos da formida-
vcl censura, cuja decaracao retardamos, unindo nos-
sns sentimenlos aos da esposa docordeiro immacu-
lado pela prudencia e discric/m, que pcr.suadem
iiioilciaciioem nosso procedimeuto, aguardada com-
tudo para occasiflo tnais opporluna a exaegno de nos-
so dever, se a voz o preceitos da esposa de Jesus-
(hristo nSo for prestada aquella submissiio, que Ibc
lie devida.
Pelo que respeita no matrimonio j indicado, nos,
pelo poder, de que o ministerio episcopal esta devi-
ilatnenle munido, e por autoridade ordinaria, quo
lie propria aos prelados diocesanos, o declaramos
millo, comoconlrahido sem a presenta do proprio
?nr
MEMORIAS DE l)M MEDICO. (*)
tor aicjranDrc juinas.
PRIMEIRA PAUTE.
I"xx">"
CAPITULO XXII.
ZaV No alto da ladeira, que a carruagem ia subir, avis-
lava-se a aldeia de Lochausse, onde se devia mudar
e cavallos.
Era urna linda pinna de casas roberas de colmo,
situadas, ao capricho dos habitantes, no meio do
caminho, urnas ao canto de tima malta, onlrasaore-
uf de urna fonte, c a maior parte deltas na rihaiirei-
ra do riacho, do que fallamos, c no qual em frente de
fada casa lanceo os-moradotcs pinguelas^ou tabom,
Para atravessa-lo.
parodio, (Conc. Trid. Ses. 2*, Cap. l.'de ref. qttan-
do o n.lo seja tanibem pela falta da dispensa na des-
paridade do cullo.
He verdade, que esta disponsa nos foisupplicada ;
jatnais, porm, nos foi licita sua concessao, sem que
a contrllenle se retractasse, assign'ando termo de
abjuractlo, e protesto de ser tel sua prolissflo com
manifestacno das proVas'do sinceridade em sua as-
signatura, a respcilo da qual furrio baldados os nos-
sos csforc,os.
Quilo pessimasso, Dos, as consequencias das
paixes liutuanas, quo terriveis seus effeilos !
S30 estes o outros funestissimos aeonlecimentos,
(|ue nosolirigao a prevenir nossos diocesanos, para
que desperlem no seu animo sentimcnlus op uslos a
estas e oulras incoherencias proprias da imbccilida-
de do humano entendimento.
Em proscguimenlodesla nossa exposico, nos con-
vidamos nossos diocesanos a unirem assuass nossas
oraces, ea supplicarcom viva fcao pai das miseri-
cordias, c Dos de toda consolarlo, se digne enviar
uin raio de luz celeste, que Ilumine os entendimen-
los tos que existem abysmados as trovas do erro,
que laca nascer o sol da intelligeneia sobre oscon-
iiima/es nas falsas opiniOes, destituidas de solidos
fundamentos ealheias ta verdade evanglica. A f
do centurilo, queJesus-Chrislo exaltou para no-so
exemplo, produ/.ii o niesmo efTeito, queadaquel-
le verdadeiro rente.
Nflo baja cutre nossos diocesanos a menor disi-
dencia na doutrina e dogmas, que professao. licgo-
sigem-se na unidade calholica romana, distinclivo
caracterstico da nica verdadeira igreju, desde seu
exordio at ap lim dos sceulos. Niio Ibes cause tedio
urna religiflo, que os ensina a obler sua salvadlo,
que promovesua prosperidade e Ihesconfere a paz6
tranquillidade de suas consciencias, instruindo-os
nos develes proprios ao eslado, em que a Providen-
cia oseolocou.
Kstc ser o nielbor mclbodo de se dirigirem, pro-
pondo em seu animo a dispnsicfio, com quedevemso-
lemnisar o gloriosissimo uasrimenlo do unignito
lilho de lieos, confonnando-se com OS pos hlenlos
da santa igreja no lempo do advento, aoquul esta-
mos alientos.
Ningucm duvida, que todos es momentos da exis-
tencia humana sao proprios para a reflexilo, que o
observante da le de Dcos develer senipre em vislas,
para que nflo se verilique o orculo prophelico:
Todo o orbe esl em desordem, porque nflo ha re-
llexflo. Wflo ignoramos, porm, que a santa igre-
ja universal tem adoptado certos lempos, em que
exige de seus filbos maior piedade, mais viva cien-
es, exacta dcvoctlo emais recoiihecida sinceridade.
Seremos felizes, so pralicatmos o que ejft escripto
para nossa doutrina, convencido de que, confor-
mando nossas obras com a f professada, consegui-
remos o fructo correspondente a eflicacia de nossa
cooperatjflo. Finalisarcmos esta nossa caria pastoral,
recommendando particular atten^flo sobre aquellcs,
que, por seus escriptos, ou palavras dissouanles da
verdadeira ddtilrina envolvidas com o fel da disi-
mulada crenea, prelendem Iludir os incautos.
Observe-so sua lingoagcm.scu procedimeuto, com
a necessaria circumspcccflo.O artificioso veneno, sa-
gazmente propinado, mo penetra o espirito do varflo
constante nos sentimenlos, de que est animado.
Nflo se apoder dos corac,0es a sinistra interpreta-
i u, i un que os mal intencionados procurflo gran-
gar proselytos, para osinstituirein na sciencia de
profanar a Verdade, illaqueando os que sodetermi-
nfld a seguir ns diclaines, quc-lhes insimulo a stla
doutrina, e Ibes persuaden! a fuga aos principios er-
rneos, que inquietflo a probidade rhrislfla.
Invectivas projectadas por aquellcs, queaccommo-
dfld aos senlimentos da carne e a seus caprichos os
preceilos, que a religiflo prescreve para Ibes negar
seu verdadeiro sentido, presuppondo ideias, que nflo
occorrnlo aos que pretenden! deprimir para deslus-
trar factos, ou accOcs, que a notoria evidencia de-
signa nteiramente silicios de parcialidade, nflo de- Principiara na margem do Capbaribe, pelo oitto
vem constituir surdos voz do evangclho, os que da casa de Gabriel Antonio, ficando esta para a fre-
sfloobrigados a prestar-lho obediencia. Predilectos guezia da Varzea, ao encontr da estrada municipal
obrigados a presta .
diocesanos, cstai alientos contra as perversas dou-
trinas, que entre vos podem ser divulgadas, ou pro-
feridas. Vigiai para quo no lempo da tentacao con-
servis o preciosissimo deposito da divina doutrina,
com a qual anhelamos alimentar vossas almas, nu-
trir vosso espirito o Ilustrar vossa intelligeneia. Ile-
cordai-vos, quo os depissus do crdito alheio, co-
mo detractores nflo acreditaveis, qttando, pela impos-
tura e maledicencia, prctendein disseminar a ziza-
uia no meio do trigo, nao podem tor parte no reino
de Jesus-Chrislo em cujo tribunal coniparecero
liorriveliiiente liinidos, parasupportarem o rrevo-
gavel decreto de sua eterna reprova?flo.
O' fatal momento, quem poder comprehender tua
terribilidade! Quaudu seras tu precavido pela sau-
davel penitencial Faga esta cessara geral tribulacflo
enviada para reprimir a universal immoralidade !
Palacio da Soledade, aos 8 de dezembro do 1846.
Jodit, fitpo Diocesano.
I.EI N. 172, M: 20 DF. NOVF.MBRQ DE IHiti.
Manda desmembrar da freguesa de S.-Sebattido do Ou-
ricury, pura ser unnexada a de Santa-Mara, a por-
cdo deterrilorio, denominada Hiacko-du-Garca.
Antonio Pinto Chichorro da Cama, presidente da
provincia de Pernambuco. Fago saber todos os seus
habitantes, que a asscmbla legislativa provincial
decretou, e cu sanecionci a resoluto seguinte :
Artigo 1. Fica desmembrada da freguezia de S.-
Scbasliflo deOuricurya parle da freguezia denomi-
nada Riacho-da-Carca que passar a pcrteiuc'
freguezia de San la-lia ra, da comarca da Roa-Visla
Arl. 2. Fico revogadas todas as leis c disposicOes
em contrario.
Mando, portanto,a lodas as autoridades, a quemo
oonheciniento e exeettflo da referida rosolucao per-
lenccr, que a cumprflo c fac,flo cumplir tflo nteira-
mente como nella se contm. O secretario interino
dcsta provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recifede Pernambuco, em 20 de novem-
bro de 1846, vigsimo-quinto da indepentlencia e do
imperio.
L. S. Antonio Pinto Chichorro da Gama.
Carta de le, pela qual V. Exc. manda executar a
resoluto da asscmbla legislativa provincial, que
desmembra da freguezia de S.-Sehastiflo de uricti-
ry a parte denominadaRacbo-da-Cat\'a, que
passara a pcrlencer freguezia de Santa-Mana da
comarca da Boa-Vista, como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Paulino Augusto da Silva Freir a fez.
Sellada e publicada ola secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 20de novembro de 1846.
Antonio Jos de Oliceira.
Registrada a II. 305 verso do livro 1." de registro de
leis, que serve nesta secretaria da provincia de Per-
nambuco, aos 20 de novembro de 1846.
Manuel Jos de Souta Luna.
I.EI N. 173, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1846.
Divide em duus a freguezia dos Afogados, dando < no-
vumenle creada a denominando de freguezia da Var-
zea : marca os limites desta, e manda incorporar-I he
urna parle da do Poco-da-Panella.
Antonio Pinto Chichorro da Cama, presidente da
provincia de Pernambuco. Fago saber a todos os seus
liabjlantcs, que a asscmbla legislativa provincial
decretou, e eu sanecionci a resolugflo seguinte:
Artigo 1. Dividir J> ha a freguezia dos Afogados
em duas.
A freguezia novamenle creada se denominar
freguezia da Varzea e ser a sua matriz a igreja do
niesmo nome. *
Arl. 2. A divisflo desta freguezia se l'ara da ma-
neira seguinte:
com a estrada velha, que vai paraos Afogados,edahi,
em liona recta, a porleira das trras do engenho Cu-
rado, que separa os do engenho S.-Paulo, ficando
este para os Afogados, segitindo a mesmadireccao at
a estrada do Taquar, c atravossando a estrada do To-
lo para os Afogados, encontrar tamhcm o sitio cha-
madoSanclics-, em Ierras do engenho do Meio, an-
ligos limites da Varzea e Jaboalflo. incluindo o otitei-
ro Cargantflo, e deste ao Combe, divisflo das mesinas
fregue/.iasacimadeclaradas, scgtiindua antigaextre-
ma (la Varzea pela estrada cima at a Serra-d'Agoa,
entre .Mucahiba c S.-Francisco, prosoguindo a mes-
ma linlia, al o Pocn-Preto, entre Mamucaia e S.-
Francisco, c deste a barra do Tc.mhi, e dahi seguindo
os limites da freguezia deS.-Lourcnco ate o riacho
Camaragibe, c por estcabaixn a encontrar o rio Ca-
pibaribe, no lugar em que faz barra, oatrayessaru
em rumo corlo a estrada, que vem do Caxaug para o
Nonteiro, nn lugar chamado--Ciicn-d'\ugola--, con-
tinuando d'abi, pela inesina estrada, a encoulrar a
passagem do Caldcireiro ; e pelo rio Capibaribe abai-
xo ao ponto da partida, no mesmo Capibaribe, entre
os engenhos Cordeiro e Torre.
Arl. 3. Fica desmembrada da freguezia do Poco-
da-Panella aquella parte, que pela divisflo do artigo
antecedente, passa a ser da nova freguezia da Var-
zea, pcrteiicendo a freguezia do l'oco-da-l'anella a
parte coinprehendida entre o rio Capibaribe ea 1-
nha, que vai em rumo certo da barra do Camaragiho
com o mesmo rio passagem do Caldeirciro.
Art. 4. O parocho da nova freguezia tera a mesmu
congrua e rendimentos parochiacs, que leeni os ac-
tuaes, sendo permillido ao parodio actual dos Afo-
gados a opefio, indcpetidcnt de novo concurso o a-
prescnlaQflo.
Art. 5. Ficilo revogadas todas as leis e disposicOes
em contrario-
Mando, portan lo, todas as autoridades, a quem o
coiilieciinento e cxecuQfloda referida icsolucfio per-
tencer, que a cuniprflo e i'acfio cumprir tilo nteira-
mente como nella se conten. O secretario interino
desla provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Itecife dcPcrnamhuco, em20dc novem-
bro do 1846, vigesimo-quinto da independencia e do
imperio.
L. S. Antonio Pinto Chichorro da Gama
Carta de lei, pida qual V. Exc. manda executar a
rcsiihicflo da asscmbla legislativa provincial, quo
houve por bem sanecionar, dividindo em duas a fre-
guezia dos Afogados, denominando-se a novamenle
creada freguezia da Varzea sendo a sua matriz
a igreja do mesmo nome, o dando algumas disposi-
cOes mais a respeito, tudo como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Paulino Augusto da Silva Freir a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 20 de novembro de 1846.
Antonio JosdeOliveira.
Registrada a folhas306do livro l. de registro do
leis, que serve nesta secretaria da provincia de Per-
nambuco, os 20 de novembro de 1846.
Manoel Jos de Souza Luna.
PERNAM3UCO.

l* i*e Diario n." 276.
Naquella occasiflo, porm, a cousa mais notavcl
dessa pequea e engracada aldeia era um homem,
que, posto em p abaixo dorio, e no meio docami-
nho, como quem recebra ordem de potencia supe-
rior, passava o lempo, ora a observar a estrada, ora
a deitar olhos invejosos a um bello cavallo russo de
longas crinas, que, preso noria de urna cabana, Ihe
abalava osesteios com cabezadas, mostrando urna
impaciencia, que a todos fazia crr, que elle dispen-
sara a sella, que tinlia nas costas, o que aununciava
eslar elle a espera de seu senhor.
De vez em quando o homem, cansado deobservar
a estrada, como dissCmos, intilmente, approxima-
va-se do cavallo, eoexaminava como coubecedor,
affbutando-se a passar-lhc sobre a carnuda anca a
inflo experimentada, ou a beliscar-lhe com as ponas
dos dedos as peinas linas. E quando evitara o coii-
ce, que cada tentativa deste genero o animal impa-
ciente atirava, volitiva ao seu observatorio, colhava
para a estrada senipro deserta.
I'mllm. vendo, que nada apnarecia. foi haler i,
porta.
O' da casa! gritou elle.
Quem bale? perguntott voz de homem, ao mes-
mo lempo que so abra a janclla.
Senhor met, disse odesconhecido, se o seu ca-
vallo he para vender, aqu est um comprador.
O senhor bem v, que elle nflo tem rolo de pa-
Iha na cauda, disse, fechando a janella, um campo-
ne/, que a liavia aberto.
Nao saliste/, a resposla ao esli angeiro, porque ba-
teo segunda vez.
Era ubi homem de unsquarenla annos, alto o ro-
busto, de rosto avermclhado, barba azul, emflos nu-
dosas, sobre as quaes pndulo largos manguitos de
renda. Trazia o chapeo agaloado cabido sobre a ore-
Iha, moda dos ofliciaes de provincia, que querem
fazer modo aos Parisienses.
Bateo lerceira vez. Depois, impacientando-se :
Sabe Vm., quenada tem do civil, mcu charo,
disse elle, e que se me nflo abrir a porta, daqui a pott-
co metlo-a dentro.
A'esta ameaca, tornou-se a abrir a janella, eap-
pareeeoa mesnia tara.
Mas, se se Ihe diz, que o cavallo nflo he para
vender, respondeo pela segunda vez o camponez,
quediabo tem o senhor mais que insistir?
He boa mas, seeu Ihe digo, que tenbo ncecs-
sidado de um corredor?
Se necessita de um corredor, \ procura-lo
posta. Ha i sessenta, que sahem das estribarlas de
S. mageslade, c lera onde escolher. Mas deixe o seu
cavallo a quem nflo lem mais do que um.
Keu repto-lhc, que este he, queeu quero.
Nflo tem mo gosto, um cavallo rabe.......
II mais um rasflo para ter eu vontade do o
comprar.
Crea, que o senhor tenha vontade de cmpra-
lo ; mas inlelizmento nflo he elle para vender.
Mas entilo a quem pertence elle?
He o senhor bem curioso.
E tu bem discreto.
Pois bem! pertence a urna pessoa, que est alo-
jada em mulla casa, e que estima esse animal, como
estimarla Jim lilho.
Quero fallar cssa pessoa.
Esta dormindo.
He lionrcmoumulhcr?
lie mullid'.
Pois enlflo dize a cssa mulber, que, se precisa
Jury (fo Recife.
SI.SSAO RM7DE DEZEMBRO DE 1840.
paBtlOBUCU misil. SnupA BR4NOA0,
A's 11 horasda nianhfla, feitaa chamada,verifica-se
estarem presentes 38 Senliores jurados.
OSr. Juiz Presidente declara aborta a sessflo.
Proccde-se ao sorleio do jury, o, Ando este, prs-
tilo os juiz.es sorteados o juramento da lei.
Apregoados os reos e testemunhas, declara-se, que
so vai proceder aojulgamento do reo Jo3o Jos de
de quinhenlas pistolas, um cont de risj tiMas-hu
em troca do cavallo.
Ol! oh! disso o camponez, atirindo gran-
des olhos; quinhenlas pistolas he bem bonito di-
nheiro.
E accrescenta, sequizeres, que he el-rei, que
tem desejos desse cavallo.
El-rei ?
Em pessoa.
Ahi temos oiilra; o senhor nflo be el-rei, sem
duvida.
MflO, mas represento-o.
O senhor reprsenla el-rei? disso o camponez,
tirando o chapeo.
Vai ja, amigo, el-rei lempressa.
E o Hercules laucn para a estrada um olhar de vi-
gilancia.
Bem! quando a senhora acordar, disse o cam-
ponez, pode eslar descansado, que Ihohci dedizer
duas palavras.
Sun. mas cu nflo tenho tonipo de esperar, que
ellaaccorlo.
Que hei de cntflo fazer?
He boa! acorda-a.
Ah! isso la nunca.
Pois bem! acorda-la-hci eu niesmo. Espera,
espera.
Eapersonagcm, que dizia representar S. mages-
lade, approximou-se para haler n'uma janella supe-
rior com um grande chicote de macaa efe prata, que
tinha na ni.io.
Mas a in3oj levantada abaixou-se sem tocar na
janella, porque no mesmo momento avistou elle
tima carruagem de posla, que chegava a trote largo.


nccusado pelo crimc tic feri-
Freitas Marroquim,
meatos.
O Sr. Juiz Presidente faz ao reo o seguinte
INTF.RROr. TOMO.
Juiz: Tomo se chama ?
Reo :-Joflo Jos do Freitas Marroquim.
Ju::-On(le mora ?
Reo ;NnManguinho.
Juits -Sabe porque est preso i
Reo:Sei sim, Senhor.
Juic: Porque fo ?
Mo --Eumorava no Manguind, eveosormeu
vizinhoJacinlho Ferrflo Pessoa, de quem nflo gosta-
va- e como elle se quIesM ver liyro do inim, per-
segua- me todos os .lias, c ia a miiil casa procurar
meios de fazer-me ausentar : e como soubcsse, que
eu nflo gostava de folguodos de entrujo, lancou mao
deste mdoe na torca-feira de entro.!.. fo, a minia
casaeiilnidar-me.edah por .liante deixou de fallar
commigo ecmqualquer parle, que se achava e com
mialtioer pessw me deslraUva: nesle me.o lempo
rerel.i urna carta de um meu sobrinlio, que se achava
preso na cadoia, pedinde-me, que toroasse conto de
lima SOI filha, porque elle eslava preso; c eu cuino
aniuii a sso, c levei a menina para a nnnha oasa.dalii
a dias apresentou-se-me a mullier do meu subrinlio,
dizendo, que quera levar a menina, que era sna b-
Iha, ecu n.coppuz, e dsse-lhe, que so entregarla
a menina scu pai : escandallada, essa mullier loi
a casa doSr. Ferrflo e junto com elle juraran vingar-
se de mim; o que podrflo fazer cm-uin da, cm que
fui entregar a menina a seu pai, visto que elle se
embarcara: efui nesta occasiflo, que o Sr. Ferrflo le-
ve urna dispula commigo, e, dirigindo-me insultos
cdescomposturas, obrgou-me a luctar com elle,
donde resuUou, que sabase elle fondo em urna que-
da, que den. .
Juit: E voss vinha armado de urna laca, e a-
companhado de scu filho, lambem armado?
Rio : .Nflo, Senhor.
Jui: : K entrn nesta casa a Torca i
Rio: Nflo, Senhor.
O Sr Promotor, tendo oblido a palavra, basca a
sua aecusaeflo no depoimento de duas testemunhas
de vista e pede a condcmiiacflo do mesmo reo no
grao medio do artigo da le, por elle ollendidacom o
seu procedimenlo.
O Sr Adrogad, dadefenaMcg, que 0 seu consli-
tunle nflo fez o mal, que se Ihe imputa ; que he ver-
dade une houvcia a lucia o o lcnmento, porem que
este nao tora feito com instrumento cortante nem
perforante, como dizom 0 nobre promotor e o proces-
so.mossim com uns fundos de garrafas, que se aeha-
vfloemum canto da casa, onde succedeo o Ferino
caliir que 0 seu constituintc he um homem mu
morigerado, de 40e tantos annos, c queso seoceu-
pa da manuiencflo de sua familia : que he a primei-
a vez, que vem ao tribunal; c que se a el e vem ,
nflo he por crimc, que houvesse na realidade com-
metlido porem sim por um crimc supposlo : que o
scu cliente ja so achava preso ha C mezes, quasi 0
mximo do lempo, porque a le quer, que esUjflo
privados da liberdadeos que commeltem o delicio,
que a elle hcattribuido: e notando, que as testemu-
nhas citadas pelo promotor apenas alurmflo, que vi-,
rflo sangue, senr. deelararem, que o acensado iraziaj
armas, pede a sua absolvicflo.
Depois do Sr. promotor hnver replicado, o advoga-
do do reo declara, que se acha ncommodado em sua
sade, c pede ao Sr. Dr. C.arvalho, que conclua a de-
Este Sr., assentindo ao pedido do seu collega, to-
ma a palavra, e diz que entre as testemunhas, que
ligurflo no processo, e cmque se basca a aecusaeflo,
algumas ha, que, por seren prenlas do queixoso,
nflo sao dignas de crdito, e outra, que anda menos
o mecer, porentreter com o mesmo queixoso rela-
efles illicilas-, allega, que o reo, ao oppor-se a tomada
de sua sobrinha.cun.prira um deverde honra; a co-
mo o precedente advogado, conclue pedmdo a absol-
vieflo do dito reo.
O Sr. Oala pede a palavra, e sendo-lho esta con-
cedida, acresrenta algumas rellexOes as dos antece-
dentes patronos do reo.
O .Sr Juiz Presidente, faz o relatono da Causa, o ,
terminado elle, entrega osquesitoaao presidente do
concelhn, que, tendo-se recolhulo a sala das conlo-
rencias, volla pouco depois a dos debates, com re-
posta negativa aos questos, que llie forflo propos-
Sr Juiz Prndente, conformando-se com a de-
cisflo do jury, absolvo o reo o condemna a inunici-
palidade as cusas.
A's 3 horas da larde, levanta-sc a sessflo.
Hiato-S.-Antonio-Flor-do-fiofumo e charutos.
2
Consulado.
REND1MHNTO I>0 DA 9.
(eral.....
Provincial .
Diversas provincias.
5:377,126
2:5*5,299
60,24*
7:982,669
llovimcnto do Por lo.
Navios entrados fifi dia 9.
Falmouth.Madeira eCanarias; 3-2das, paquete n-
glez /'ferf/,enmniaiiilanteo tenente Cresser Traz
a seu bordo: para esta provincia, Barros, llrasi-
leiro; Ernesto Srhramm, All.emflo ; Joflo Kellcr,
Suisso, c mais 10 passageiros, que segucm para os
porlos do Sul.
Macelo; 5 dias, patacho brasileiro Thereza, de 179
toneladas, capilflo Jos de Aragflo, equipagem 6,
carga carvflo de pedra o mais gneros; a John Dou-
les & Companhia.
Maranhflo; 18 dias, escuna brasileira Galanle-Maria,
de 1*9 toneladas, capitflo Jos Mendo de Sousa, e-
qulpagem 3,c arga varios gneros; a Silva & Grillo
Editaes.
O Dr. Jos Thomai Nabuoo de Irauja Jnior, fidalgn
cara'leiro di casa imperial, cavalleiro da ordem de
Christo, eju'z dedireilo da segunda rara do civel, t
provedor de capellas e risiduo* desla cidade do Itecife
de Pernambuco, t ten termo por S M. o Impera-
dor, ele. i
Determina, que as confrarias, sem excepeflo las
ordens-terceiras, Ihe a presen tem no prazo de 8 dias,
que Ibes assigna.oscompromissos.pclos qoaesse re-
gem, para que elle proteja, como Ihe compre, a res-
pei todas ditas confrarias, e sejflo os referidos com-
promissos registrados nolivro competente, eotitro-
sim, que no mesmo prazo as mencionadas confrarias
Ins aprsentelo Umhcm os tombos dos hensdellas:
sendo que pela omissflo ou desobediencia deste
preceito proceder o mesmojuiz contra ellas,confor-
me a ordenaeflodo lvro 1." titulo 62verso : =Capol-
las, hospilaes, albergaras, c confrarias=.
K para constar, mandou publicar esto edital.
Reoife, 1." de dezembro de 18*6. Eu, Galdino
Themytoctes Cabralde Vasconcellos, osubscrevi.
Jos Thoma: Nabuco de Araujo Jnior.
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-rausa.
Nabuco de Aran/o.
ODr. JosThomaz, etc.
Determina, que os administradores de capellas Ibes
apresentein, sol) as penas e procedimenlo determi-
nado na ordenaeflo livro 1." titulo 62, as instituicOes
das capellas, que administrflo, o isto dentro do pra-
zo de 8 das, que Ihes assigna.
K paia constar mandn publicar esto edital.
Itecife. Io de dezembro de 18*6. Eu, Galdino The-
myutole* Cabralde Vascuncellos, osubscrevi.
Jos Thomaz Thomai Nabuco de Araujo Jnior.
Ao sello 100 rs. Valha sem sello, ex-cau Nabuco de Araujo
O Dr. Jos Thomaz, etc.
Faz publico, que as arremalacOes do juizo lerflo
lugar agora na sala das audiencias, e depois dolas.
E para constar mandou publicar esto edital.
Itecife, 9 de dezembro de 18*6.
Jos Thomaz Nabuco de .Jraujo Jnior.
O Dr Gervasio Goncalves da Silva, juit de direito in-
terino iia segunda vara do rrime da cidade do Itecife,
porS. M. I.
Faco saber, que, tendo este juizo convocado para
odia 9 do. correte, as 9 horas da manhfla, a sexta
sissflo ordinaria do jury deste termo; e nflo podendo
ter lugar, por oslar linda em trabalho a quinta sos-
sflo, lica espacada a dila sexta sessflo para odia 13
dn correte s 9 horas da manhfla.
F. para que chegue a noticia todos aquelles a
quem convier, mandei passar o presente, que sera
publicado pela iniprensa, e allixado nos lugares mais
pblicos ila cidade.
Dado e nassado nesta cidade do Itecife, aos 7 de
dezembro de \M6.M,JoseAffonsoGuedes Alcanforado,
esciivflo o subscrevi.
feruazo Goncalvts da Silva.
O fscrivao da recebedorl de mida* internas geracs
servindo no impedimento do admtuistrador faz saber
a todos os llovedores dos mpostos de lojas abertas do
anuo corre ufe, da txa dos Mcravoi, do anno hndo e
conente, c da segunda dcima de man iiiorta, que, se
nao s_allsrizerem o que eslao a dever ate o lin do mez
de dezembro (corrente). serao executados judicialmen-
te : incorrendo osque licarem a dever os imposto* na
multa ile 3 por cento dos seus dbitos.
Recebcdoiia, 27denovcml>ro deJ81u.
Eiloiu'ildS Pereirn di Ohvtira.
-O paquete inglcz Pelerel lecha as malas para o llio-
de-Janeiro c Baha no dia 11 do corrente, as 7 horas
da manhfla impreterivelmente.
- O Illm. Sr. inspector interino deste arsenal man-
da fazer publico, qup contratar a compra de azeite-
doce, proprio para o consumo do pharol da barra, no
dia 11 do corrente, pelas 11 horas da manhfla: de-
vendo os pretendentes apresentar as suas propostas
em cartas fechadas nesta secretaria at o referido da
c hora. ,
Secretaria da inspecco do arsenal de mannha de
Pernambuco, 9 de dezembro de 18*6. O secrela-
ro, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
A commissflo administrativa do thcatro publi-
co nacional convida a todos osSrs. accionistas do
mesmo thealro a se reunirem boje, 10 do corren-
te as 10 horas precisas da manhfla na casa do di-
rector, Manocl Caetano Soares Carneiro Monteiro,
na ra do Queimado, n. 17 aim do dehberarein
sobre urna communicaeflo da presidencia acerca da
execueflo do artigo segundo da le provincial n. 160,
de t:tilennvembrodo corrente atino: e sendo esta
reunio de toda importancia para os inleressesda
companhia, a mesma commissflo recommenda nflo
sa todos os Srs. accionistas de nflo dcixavem de
comparecer assim como tambem aos procurado-
res daqnelles que se acharem impedidos.
tuguez Josephina & Emilia, de que he capitflo Izi-
doro Aires de Souza: quem nello quzer carregar ou
ir de passagem dirija-se ao mesm capitflo, na pra-
ca do Commercio, ou a Francisco Severiano Rabello
& Filho, largo d'Assembl Provincial.
Freta-se, para qualqiierdos-portos do'Norte
at o Cear ou para o Sul at o rio de S.-Krancisco,
a bem construida e velcira barcaca Plor-do-Recife ,
Tundeada defronte do caes do falleeido Jos- Ramos :
a tratar como mostrea bordo, ou com Manoel Jos
Goncalves Braga, ao p do arco de 8.-Antonio.
Para o Maranhflo sabe, impreterivelmente do-
mingo, 13 do corrente, o brigue-escuna L-iura : para
carga e passageiros, para o que tem excellenlcs com-
modos, trata-se com o capitflo a bordo, ou com No-
vaes& C, ra do Trapiche, n. 3*.
Para o Porto seguir, impreterivelmente no dia
19 do corrente, o briue portuguez Fenura-fWi'z :
pode ainda receber pequea quantidade de garga a
frote; assim como passageiros. Trata-se com Meudes
& Tarroso, ra da Cruz, n. 5*, ou cora o capitflo An-
tonio Francisco dos Santos, na praca do Commer-
cio.
Lcila.
O corretorOliveira far lelflo, por mandado do
respectivo juizo, e a requerimenlo dos credores do
fallido Antonio Joaquim da Silva Castro, das fazen-
das da loja deste o de outros, que se venderd a di-
nheiro c a prazo : sexta-feila, 11 do corrente, s 10
horas da manhfla no seu armazetn, na ra da
Cadeia.
w i** J* ^r mm
BEBEBOBOT
Avisos (ivcrsoSi
| A ailn.inistracflo da companhia de Beberibo con-
tratar a arrecadaeflo da taxa na caixa d'agoa e nos
chafarizes da Soledadce da praca da Boa-Vista, por
tempode 6 mezes,a contar do primeiro.de juniio
prximo futuro em diantc : os pretendentes podem
remetter as suas proposUs, em cartas fechadas, ao
secretario da companhia, al o dia 20 do corrente ,
declarando logo os seus fiadores. As mesmas pro-
postas serflo abertas no dia 23 cm presenca da ad-
ministraeflo, ese far o contrato com quem mais
der e melhor garantas offerecer. Escriptono da
companhia 9 de dezembro de 18*6. -- O secreta-
rio R. J Fernanda Rorros.
PiihicA^ao litteraria.
Aeha-se no prelo um lvro, que o Exm. hispo
D. Thomaz do Noronha vai dar a luz, de 500 paginas,
cujo titulo he-F.xposicflo da doutrna Christfla-, que
contcm a historia da religiflc desde o principio do
mundo, a explicaeflo das suas mximas, dogmas, e
Imvsterios, o das ss festividades .'o ceremonias, e
leifimadosevangelhos de todos os domingos do
anno c discursos sobre cada um dalles.
I.ivro agradavel pelo seu cstylo e materias deque
trata, o titilissmo as pessoas ,'quo quizerem ter um
perfetoconheeimento da religiflo iscnta do pha-
natismo e de superstiedes.
Gusto de cada exemplar*50Ors. para os assignan-
tes, que serflo applicailos para pagamento de urna
pesada divida da matriz da Boa-Vista. Subscrcve-se
na praca da Independencia, livrara, ns. 6 e 8
Avisos maniinios.
CCMME*u,tO.
Declarn^es.
Alfandega.
BF.ND1MF.NTO DO DIA 9.......12:636,91*
drscahheoaO hojf. 10.
Brgue Eurydice bacalbao.
Palacho^rc/umidMidem.____________
0gMHM*aM*BOT9mArf^M>V>M*^^9l?3R^VBWGWBEMM*l*>**V4*
mas que era tambem o ultimo de tres cansados ca-
Ooio excretado do desconheeido reconheceo a
carruigem e langou-se immediatamente ao encon-
tr delta com passo tal, que faria honra ao cavallo
rabe, cuiapnsse ambicionava.
A carruagnm era a que conduza a viajora, anjo da
guarda do Gilberto. ... .
Ao ver csse homem, que Ihe fazia signaes, o posti-
Ihflo, que nflo sabia, se os cavallos ebeganflo a posta,
l'olxou de parar. ,
Chon! mi.iha querida Ghon! gritou oestran-
ueiro.s tuemlm? tetada Quefazestu. !
Sou eu ineama,' Jo o, respondeo a viajante, a
queinchamavflo por esse nomo singular; e
fazes ?
AllllKMATAClo, QUE I'F.IUNTi: A TIIESllt'll ARIA IIASUKMIA-
PH.VINCIAE. ,V.Rk KEALInAUA EM O UIA 16 DE DEZEMBHO
COBBENTE.
O empedramento de 270 bragas da 1." parte do 8.*
lanco da estrada do Po-do-Alho, feito segundo osys-
lema deMacAdam, principiado um moz, o acabado
quatro mezes depois da arremataeflo, c pela quautia
de 2:160.>000 rs., pagos em quatro prestacOes, e pela
maneira prescripta no arligo 15 do regulamento pro-
vincial de II dejulhode18*6.
O brigue Feliz-Destino, vindo do Ass no da 5
do corrente, acha-se ancorado dcfionte do trapiche
novo, com o carregamento de sal: o os comprado-
res, que quizerem comprar, podem dirigir-se. a bor-
do do mesmo, que achara com quem tratar.
Segu viagem; por estes quatro dias, para o rio
de S.-Francisco o hate lloa-Viagem : quem nelle
quizer carregar, ou ir de passagem, dirija-se a ra
da Cadeia, no armazem do forragens, n. 63.
Para oAracaty o hiale nacional Nereide segu
viagem al o da U do crrente : para carga e pas-
sageiros trata-se na i ua do Vigario, n. 5.
~ Para a Baha salara breve o velero brigue Vic-
toria, capitflo Bcnto Jos de Alenla : quem j*0
mesmo quizer carregar, ou ir de passagem, pode
entender-se com Amorim Irmflos, na ra da Cadeia ,
n. *5.
-- Para Porto-alcgre e Rio-Crande-do-Sul segui-
r breve o brgue Conceicdo-Caboclo capitflo Joa-
quim Jos de Siquera Porto : recebe escravos e pas-
sageiros, para o que se pode tratar com Amorim
Irmflos, na ra da Cadeia, n. *5.
Para Lisboa sai com brevdade, por ter a maioi
parte da carga prompta, o bem conhecido brigue por-
O LIDADOR:
i*i*qiiFC^^ R. 144 sahio lioje.traz artigos respondendoaosde Oa-
ro novo, que Iratar do Exm. commandante das ar-
mas: vende-se nos lugares dn costume.
O POSTILIIAO
n. 2* tambem diz alguma cousa sobre a materia, e
traz a noticia de urna importante sessflo: sabio" hon-
tcm e est venda nos lugares do costume.
Desappareceo, no dia 7 do corrente, um quarto
carregador de baixo a meio, com os signaos seguin-
les: capado, alasofovciro, frente aberta, osqualro
Descalcados, sendo os do detrs calcados at junto
das nadegas, crinas pretas, o cauda curta: quem del-
letiver noticia, queira o levar a ra do Padre-Flo-
rianno, sobrado da esquina, n. 1, ou ao sitio Instan-
cia, noGiqui, quesera generosamente recoiipan-
sado.
No dia 12 do corrente mez do dezembro se hilo
do arrematar dous escravos em praca publica doSr.
Dr. Juiz do civel da segunda vara, que he depois da
audiencia, por execueflo de Elias Francisco Mindelo
contra Paulino da Silva Mindelo, por ser a ultima
praca.
Precisa-so de urna mullier ou homem idoso, que
sejflo capazes para tomar sentido cm um sitio muito
pe lo da praca, dando-seo sustento e casa para mo-
rar: atrs do Monloiro, ra do Galdcreiro, n. 46.
Na ra do Torres, n. 20, segundo andar, aoCor-
po-Sanlo, aluga-se urna linda egoa de muito boa
raca : para tratar, dirijflo-se na mesma casa,, aos
Srs. Coeiho ou Nache.
Hoje, I do corrente, pelas 4 horas da tardo, cm
praca publica doSr. Dr. juiz de orphflos e ausentes,
no Aterro-da-Boa-Vista, se ha de arromatar o escra-
vo Manoel, trabalhador de padaria, pcrlencente ao
finado Antonio Machado daCunha.
Quem perdeo uina canoa no dia 8 do corrente,
equem fOr seu dono, dirija-se a Santo-Amaro, no
sitio que fo do Sr. Pita Fcireir, que, dando os sig-
naes, ser entregue.
Aluga-se, por commodo proco, o secundo andar
com sotflo do sobrado n. 20 airas do thealro : a Ira-
lar na ra da Cadeia do Itecife, n. 591
Alugflo-se bisas por proco commodo: na ra do
Sebo, n. 37.
Alugflo-se os segundos andares do sobrado d
travessa do Queimado, ns. le 3: a tratar na venda
do mesmo.
O padre Leonardo Antunes Meira Henriques,
hacharc em direito ndvoga no civel e crime; e po-
de ser procurado na ra das Cruzes, n. 18, primei-
ro andar.
ira
izes r
Boapergunta! esperava por ti.
E o Hercules poz o pe no cslnbo, c pela abertu
da portinhola, envolvendo a dama com os longos
braco", a eohrio de heijos
lie repente deo com osolhos em Gilberto, que, nflo
conhecendo as relacOes, que podiflo existir entre as
duas personagens, quo acabamos do por em scena,
fazia urna carranca muito parecida a de um eflo, a
que tomflo o osso.
Quediabo he isso, que tu apandaste pelocami-
nho? diz elle. ,
L'm philosophozinho muito divertido, respon-
deo mademoisella Chon, sem se importar, se otron-
dia ou lisoageava o sou protegido.
Eonde o achast tu?
Na estrada. Mas uo he disto, quo se trata.
He verdade, respondeo aquel le, a quem se cha-
mara Joflo. E a nossa velha coiulessa de Barn?
O negocio est concluido.
Como, concluido ?
Ella haderir.
Ella vem?
Sim. sim, respondeo mademoisella Chon, a-
companhaiidn as paluvras com o gesto.
Tudo isto se passava desde o ostribo at o cochim
da carruagem.
Que llic contaste tu entilo? perguntou Joflo.
Que eu era lilha do seu advogado, o doutor Fla-
geo!, que passava por Vordun, cliuha a incumben-
cia de annunciar-llie, da parle de meu pai, que a sua
demanda eslava na conclusfio.
S isso ?
Sem duvda. Accrescentei smente, que essa
circumstancia lornava indispetisavcl a sua presenta
em Pars.
Que fez ella enlflo?
Anegalou os olhinhos cor de cinza, tomou urna
pitada, declarou, que o doulor Flageot era o pritnei-
ro homem do mundo, o deo nrdens para partir.
Bello, Chon Faco-le meu embaixador extra-
ordinario. Agora, vamos almocar?
porcerto, pois que este infeliz menino, morre
de fome, mas isto com presteza, nflo lie?
Porque enlflo!'
Porque esta ala achogar!
__A* velha dcmandisla! ICssahoboa! basta, que
cheguemos duas horas antes, tempo do fallar a M.
doMaupoou.
Nflo, a dclphina.
Ora adoos, a delphina deve estar ainda em
Nancy.
Est em Vitry.
A tres legoas.daqu ?
Nem mais nem menos.
Quem quizer dar 500,000 rs., sobro hypotheca
cm um predio, ou com duas firmas, annuncie.
Precisa-ge de um homem para trabalhar em
urna refinaeflo : nb pateo da S.-Cruz n. 127.
Domingos da Silva Campos fazscientes pessos,
com quem tem transacqes ou possa ler, que Jos
Manada Silva Pimenteliumpequeo, quetinhavol-
tado para casa, nflo he mais seu eaixero desde j uo
corrente. .
Adolpho Schmidt embarca para os portos uo
Sul os seus escravos Vicenca c Gornolio.
Irra, isso muda a these! Vamos, postilhflo,
vamos.
Para onde, senhor?
Para a posta.
O senhor sobe ou desee ?
Fico onde cstou. Siga!
A carruagem parti com ovajor no estribo; cinco
minutos depos parou ella a porta da hospedara ta
posta
J depicssa, depressa, disseChon, costellmhas,
tima gallinla, ovos, urna garrafa devinho de Bour-
gnnha, soja oquefor; somos obrgados a partir no
mesmo instante.
Queira perdoar, disse o mestre de posta, che-
gando ao limiar da porta, se a senhora parte no mes-
mo instante sera com cavallos seus.
Como! com cavallos nossos? disse Joflo, sal-
tando pesadamente do estribo.
Sim, sem duvda, ou com os que os troucerfio.
Isso nflo, acudi o postilhflo, estes j dobrarflo
a posta, veja em que estado estilo os pobres ani-
maos
Oh! he verdade, disse Chon, e he impossivel,
que clles vflo mais longe.
Mas quem o inipede de me dar novos cavallos?
He quo nflo tonho mais.
Oh! Vm. deve ter mais....... Nflohaumdiabo
de regulamento?
O regulamento me obriga a ler as estribaras
quinze cavallos.
K entilo?
E enlflo lenho dezoilo.
He mais do que eu pego, porque so preciso tres.
Nflo ha duvda, mas eslflo fra.
Todos os dezoito?
Todos os dezoito.
Com mil diabos, pragueijou o viajante.
Visconde! viscondo! disse a dama.
Sim, sim, Chon, disse o valcntflo, nflo teniia*
medo, sere moderado. Equando voltarad essw
teussendeiros? continuou o visconde, diriginao-w
ao mestre de posta. ..
Nflo sei, meu fidalgo; isso-depende dos poso
lhoes, talvcz em tima hora, la I vez em duas.
Sabe voss, mestre, disse o viscondo Joflo, ca
regando o chapeo sobro a orelha esquerda, e dobnu
do a peina direta, sabe voss, ou nflo sabe, que e
nflo gracejo nunca. e
Sinto muito, qu/cra antes que o senhor >"
gracejador. ...
Ora bem, mande mclter os cavallos na carra-
gem, o mais depressa possivel, disse Joflo, ou eu
i ir i il ii
Vcnha o senhor commigo estribara, esejT
char um s cavallo manjadoura, dou-lh'o de gr*1.
Velhaco! ese en aeharsessenta?
He como se noachasse ncnhuin, meu seim .
porque essos sessenta cavallos sflo de S. mag
tade.
E que tem isso? lin
O que tem isso! he que esse nflo se alugao.
E para que ontflo estilo ellos aqu?
Para o sorvico da s?nhora delphina.
Que! sessenta cavallos manjadoura, *,
um sopara mim?
S vejo urna cousa, be que tenho pressa.
O caso he desagradavel. ,.--eao J
E, continuou o visconde, sem dar alien-*"
\


LOTERA
(la matri% da cidade da Vic-
toria.
No dia 11 do correle mor andio infal-
livclmente as rodas desta loteria, no con-
sistorio da igreja da Conceico dos Milita-
res, c os respectivos bilhetes vender-se-
ho somente al o da anterior. Espera,
portanto, othesoureiro, que os amadores
dcsie iogo ConcorriSo completar a exlrac-
c3o dos bilhetes, que restao, licando assim
habilitados a passar urna festa feliz.
Antonio da Silva Gusmn.
A abaixo assignada declara a pessna que em-
penhou ao fallecido seu marido 46 oilavas deouro ,
un auno de 183", por lempo de 6 mezes, cornos ju-
ros de 2 por cento, que, tendo decorrido de entilo
para ca nove anuos, sem que a dita pessoa as lenha
procurado, causando desta maneira um prejtiizo ex-
traordinario a abaixo assignada, que, nlo viudo ti-
rar o dito penhor no prazodeS dias, contadosdesta
data em diante, se proceder a venda do lito penhor,
o para que n;"io spparecflo cm tempo algum duvidas,
por isso faz a abaixo assignada esta declarado. Re-
cife, 10 de dezembro de 18*6.
Lucia Marta Dormonlh.
A pessoa, que precisar de urna ama de leite, sen-
do cativa, muitosadia, ecom muito bom leite, que
sabe bem tratar de crianza, eque he cnoula di-
rija-se a ra AHgusta, n. 22.
Aluga-se urna casa com bastantes commodos no
Poco-da-Panella : a tratar na ra do Queimado, loja,
n. 8, com Caetano Jos da Silva.
-- Precisa-sc alugar urna escrava para o servico
nternpde urna casa de pequea familia : no Ater-.
ro-da-Boa-Vista n. 36.
Precsa-se alugar urna ama deleite: no Ater-
ro-da-Boa-Visla, n. 36. .,,,.,
Aluga-se a excellente casa desobradodo fallecido
Antonio Pereira da Cunha sita no Varadouro da
cidade de Olinda, com muito bom banbo, grande
parreiral, obaixacem capim para a 6 cavallos ,
e mitras muilas vantagens, que s vistas podem se
mostrar; aluga-se por festa, ou por anuo, e a casa
sonto sitio ouconi elle, a vonlade do alugador:
na ra da Cruz, casa do yianna n. 23.
I .ElTE COM AGOA.
Roga-se aosSrs. liscaes, tenhiio a bondade de fa-
zor um.exame as vendagens do leite que nao po-
de estar mais Viciado.
Luiz Antonio Mesquita Falcflo manda seu itlho,
Carlos Mara Kalcflo, ao Kio-de-Janeiro.
Dcsappareceo, no dia 2 do correle, urna ca-
bra (bicho), com duas crias quem a tiver adiado ,
equizer restituir, dirija-sea ruada Penba loja de
sanador n. 2, uue ser gratificado.
Precisa-sed. um Sr. Reverendo sacerdote para
dizer as missa* do Natal at dia de Reis em un si-
tio pouco adianto da povoagflo ''s Afogados : a tra-
tartar na ra larga do Rozario, a. 4i, das 6 horas da
manhfla al as 9. e das 4 da tarde at as 6.
Luiz Antonio dos Santos residente na ra da
Cruz o. 23, faz sciente ao respcitavel publico, que,
por haver outro de igual nomo, se assignar de
boje em diante por Luiz Gonzag.vdos pantos.
OSr. Francisco de AssizOliveira tem una car-
la na praea da Independencia, livraria ns. 6e 8.
Km oPasseio-Publico. na loja de chapeos do
sol deJoflo Loubet, seachflo ricos sortimentos de
chapeos de sol, de seda, tanto para homcm, como
os de mais lindos gostos para as senhoras, quoapre-
ciaoo tempo festivo, eque em lugar algum de.ste
mercado os ha de tilo bom gosto ; e seus baratos
prceqs animilo os Srs. compradores. No mesmo
estabelccimento se achilo a venda ricos castoes pa-
ra bengalas e mesmo ponteiras, e bolotas para as
31 i [iHiiin 111 i ir nam> >
Hoje, 10 do corrente", pelas 6 horas da tarde, lia
reunido da sociedade na casa do theatro, para de-
liberar sobre negocio urgente.
Do-se 500,000 rs. a premio de 2 por cento ao
mez com seguranza cm urna casa nesta praca
iiueiii quizer, annuncio.
= O abaixo asslgnado, vendo noj Diarios um remedio
para bObas e rravos seceos, cuja remedio lie causa ex-
traordinaria, e leu.lo <-i.f;ciiho, ba muitos anuos, e len-
Quem precisar de um homcm para leilor de
sitio, ou cngenlio de idadede 90 anuos e na tura!
da ilha do S.-Miguel, dirija-se a rita das Cinco-1 oti-
las, n. 71.
I'recisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra o servico de urna casa de pouca familia : no \lci-
ra-da-Boa-Yista, n. 3. .
precisa-se de urna mulhcr para o servico ae
urna casa de pouca familia : na ra de Apollo, n. *2.
Alugilo-seos segundo e primeiro andares ua
casa da ra do Torres n. 18, pejlencenle a ortlem
terceiradeS.-Francisco : a tratar com o vice-mims-
tro Jos Egido Ferreira.
-- Avinva deManoel Bernardino Monteiro, cons-
tando-lhe, que o dito finado seu marido ficasse a
dever a algumas pessoas o no sabendo ella a quan-
.______._ r_____i.C:.._____...i., .d iMiatnii me
Outro sim ,' tem de presente inventado "^
mfs chapeos de sol'grandes de 32 pollegadas to monta ese debito, roga a todas as' Pe^as, que
para senho.es de engenbos delles usarem no campo, so julgarem credoras do mesmo v ^Bo ^OOnM;
Na mesma loja se concertflo o. cobrem-se com per-
feicflo e asseio e isto sem demora : tambem se ven-
dem chapeos do Porto.
Trancflins de qualquer modelo aunis dore, fitas ,
aderecos, pulceiras, brincos etc. ; ludo o mais bein
fcilo possivel por preco mdico.
O senhor, que na noile tle
sabbaclo, 5 do corrente entiegoii
na venda da ra da Senzala^Ve-
Iha urna carta de muita mportan-
. queira ler a bondade de es*
o
clarecer mellior o negocio em
urna outra carta, que possa seivir
de pverno ao annunciante, ou di-
pessoalmenle mesma
venda, das 8 as 10 horas da ma<
nlia, e das 2 s 4 da larde.
-- JosLeiiodo Castro participa ao arrematante
do dizimo de capim que deixou de vender capim
em seu sitio no Cordeiro de junhoem vante.
Precisa-se de um Portugticz de 14 & 16 anuos,
para sercaixeirode urna venda em Olinda: a tralar
na ra Direita, n. 137, primeiro andar.
Perdco-se, desde a ra da Cadea-Velba ate o
naide Fra-de-Portas, urna carta com urna let-
tra dentro da quantia de 86,280 rs. vencida em 12
de fevereirodo 1846, sacada por Antonio AnncsJa-
come e acceita por Francisco Xavier da Rocha,
morador naParahifca : quem a achott, qiierendn res-
tituir, dirija-sea ra daCadeia-Velba, n. 60, segundo
andar.
D-sedinheiro apremio com petthores mes-
mo em pcquouasquantias : na ruado Rangel, n. 11.
Perdeo-sc, no dia 2 do corrente desde a casa
do Sr M. A Guerra, na ra da Aurora, at ao Alerro-
da-Boa-Yisla, urna cassolela de vidro com caixi-
Iho de ouro lavrado obra franceza contendo den-
tro emlettiasdo ouro sobre campo pelo, asse-
guinlcs firmas de tima lado SI. R. B. c de outro ,
M. A. B. : quem a tiver adiado, ou a quem lenha sido
offerecida querendn restilui-la dirija-se a ra da
Aurora, n. 1-', primeiro andar.
Jof.o Baptista da Cunha, mestre barbeiroc san-
grador, ltimamentechegadu da cidade do Porto,
li./ sciente ao respeilavol publico desta cidade, que
VWSttiSSXS^W^SSA de. zsS&Sttm & de (fck., ..o i. g0
. j._ ...u ,'... -u> i.n..l.n_ ,1.. L:..nn,.n\....l.. i k hbtrrn i ti V -An nuil. .11. 1 O
le remedio, tend, salvado lodos, e por lim sua seiilin-
ta, que padeca esta molestia a poni de j nao se podtr
calcar, c con. este remedio ficou perreitamrnle saa, e
tambem o... lillio de Idade de 20 anuos: c como vio este
remedio produzir estes ruritos, por isso la, este anmiu-
cin para beneficio dos Srs. de engenho, leudo visto 110-
eros aleilodose perderem a vida, por causa desta moles
lia. Faz este annuncio para beneficio da humanidad!-.
jiiWunt Correia Petioa tle Mclln.
Troca-seuma imagem de S. Antonio: na ra
do Queimado outr'ora pracinha do I.ivramcnto,
Aluca-se o andar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com opltmos e muitoasseados
commodos para moradia de homem sol tetro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora
do Sacramento, do bairro de S.-Antonio n. 2,
qual se ofTerece para sangrar a qualquer pessoa, e
de qualquer dasse por preco commodo e pobre-
sa gratuitamente ; para oque tem os conheeimen-
tos necessarios adquiridos em um dos bospitaes Ja
Santa Casa da Misericordia do reino de Portugal: c
prometa fazer um lemeluaate servico sem o Me-
nor desgoslo e anlcs como maior denudo.
deazeitedecarrapato: no armazem k **" <*"
mes da Fonseca na rt.a da Cotcetelo da Boa-\ isla,
"' "'('omp.ao-se escravo de 16 a 20 ,-innnf de idade.
,adios,sem vicios, rom otV.cios e sen. ellcs : na ra DI-
reita, sobrado, n. 20.
Teudas.
de"de comparecer no dia 12 do corrente, as t
horas da tarde, cm seu sitio na estrada de JoSo-de-
Barros.acompanltadosdesuas competentes clare-
zas ou mandar, ufim de se lomar nota e pro-
cura r-se o melhor meio do9 seus pagamentos; n,es"
mo porque, tendo de Se proceder a inventario, lhe he
preciso declararos dbitos, queb casal est a dever.
Precisa-sc de dous lavradores ; cm casa do doura-
dor, ou fabricante de candlciros de gai na ra ho-
ya u: :V2.
Alugilo-se casas no sitio do Cajuciro para so
passara festa ou por atino; dous sitios nos Afo-
gados ; e urna cocheira na Boa-Vista a tratar no
mesmo sitio.
~ O Sr. Joaquim Pinto de Mello queira dingir-se
a ra da Florentina n. 14, a negocio de seu inte-
resse
Nicolao Gadatilt vai retalhar acam-
. pina de Santa-Anna, na estrada da Casa-
Forle, principiando defronte da venda
do Sr. Nicolao e seguindo al a margeni
do i o, que faz frente para o engenho da
Torre ; o lugar he muito aprazivcl, prin-
cipalmente pelo tempo de festa ; o solo
mni productivo, por ser de massap, e o
ar bastante sadio : os preten lentes po-
dem entender-se com o mesmo, no sen
sitio.
"(> senhor ntorador na na do Sebo
ou Tiempo dr> Boa-Vista, que, ha um
anuo, pouco mais ou menos, annunciou
por este Diario, que entregara pessoa,
que a tivesse perdido, urna bengala de
canna da India, com cast3o de ouro e fir-
ma, dando os signaes, .lenha a bondade de
annuncar sua morada, para ser procu-
rado.
Fugio no dia a3 de novembro pr-
ximo passado, do engenho Cana-(ran ii-niiu de Una, um negro de nome Da
miao, estatura regular, bem preto, olhos
grandes, beicos grossos, crio'do, c tle
idade, pouco mais ou menos, de anannos;
consta ler andado neslaptaca: quem oap-
prebeuder leve ao dito engenho, que se-
r recompensado com a quantia de 5os rs.
Aluga-se pela festa, ou por anno, uoi sitio na
marpemilo Capibaribc na Capunga cooi boa ca-
sa estribara cocheira, baixa para capiot: a tratar
no mesmo sitio todos os dias de mandila c de lar-
de ou na ra do Rangel, n. 59, primeiro andar.
o
1
lompras.
Compro-se cdulas miudas, de 1000 a 20,000
rs. para trocos : na ra da Cadeia, loja n. 38.
Gompra-seum ou dous sellins de mola, velbos,
com arrcios correspondentes, sendo baratos : na ra
da Cruz, no Recife, n.43.
Compra-se toda acolleccao dos pe-
ridicos Cruzeiro e Amig do Poyo, es-
tando completas, pelo preco da assignatn-
ra
por que foro vendidos; e estando en-
na ra larga do Rozario, n. 38, segun-
ioterrupefiodo mestre de posta, como a senhora del-
pbina s estar aqui noile......
Como diz?.? .. acudi o mestre de posta atur-
d' Digo, que os cavallos ter-se-hno recolhido antes
da cheaada da senhoradclphina.
Ter acaso o genitor a pretencSo.'....... escla-
mou o pobre homem. .! ,.,
Ora adeos, disse ov.sconde, d.ngindo-se para
a estribara, hei do acanbar-me; espera !
Tres gmente Nao peco oito cavallos, como as
Altezas teaes, anda que tepl dircito... ao menos
por allianca ; nflo ; tres me bastara.
Mas nll lera nem um so, esclamou o mestre de
poste, pondo-se entre, os cavallos e o visoondo.
Biltre, disse o visconde, pall.do de colera, sa-
''-q,ViTcon(Citava Chon,visconde, peloamorde
^snSsrss w* <'"onc,,on' ins
raso.
E depois de breve reflectir :
Ora vamos, disse elle, facas o nao palavras.
E voltando-sn pata o eslalajadeiro, com as mellio-
rt-MtXfSmigo, euvousa.va-lo da respon-
*"-'Como assim ? perguntou o eslalajadeiro ain.la
mal iranquillisado, apezar do ar alegre do seu intei -
0t0Servir-me-ho eu mesmo. Aqui estilo tres ca-
vallos de altura perfeiUmenle igual. Eu os tomo.
Como o senhor os toma ?
Sim.
venda,
de urna casa
do lindar.
gaaga__
I. Chama a isso salvar-me da responsablidade?
Sem duvida, Vm: nito os da, tomao:lh'os.
Mas eu lltcdigo, que isso be impossivel.
Ora vamos, onde estilo aqu os arreos .'
Ninguem se inova ahi! gritou o mestre de pos-
ta a dous ou tres criados de estribara, quo por all
vagucavio.
Ah! patifes! ,
_ Joo, nieu charo Joo gritou Cdon, quo pela
abertadoportaova.eouvia quanto se passava. Nao
fagas assoada, met amigo I Quando a gento esta em
masito, deve saber solTrcr.
Tudo, excepto demora, disse Joao com a sita
maior lleuuia ; e como me retardarla o esperar, que
estes marotos me ajudem a desempeuhar a larefa,
vou eu proprio faze-lo.
E juntando o efl'eito ameaca, loo ttrou snccessi-
vamente da parode Ires arreios, ijuo poz em tres ca-
vallos. ,
Por compaisSo, Joo, gritou Chon, juntando as
mos, porcompaixio!
Queros tu cbegar,ou nitoruisseo visconde ran-
gendo os denles.
Por certoquesim. Tudo se perde se nao che-
garmos. ,
Entilo, deixa-meobraro que entemio.
E o visconde, separando dos outros cavallos os tres,
que bavia escolhido, e que no erilo os peores, pu-
diou-ospara a carruagem.
Veja o que faz, senhor, veja o que faz, gritava o
mestre de posta, seguindo Joo, hecrime do lesa-ma-l
gestade o roubo dos cavallos d'elrei.
da tarde.
-- Comprilo-se vasilhas, que sirvo para deposito
Folhiiilias.
Vendem-se lolhinhas de porta, algibeirae padre;
na praca da Independencia.livraria, nsOet.
-Vende-sea vwda da ruadoCollcgioii. 21, com
os fundos, que o comprador quizer, ea preco muito
commodo; cm r,sao do donoachar-se muito doente,
e ser preciso retirar-so na mesma venaa.
Vende-se um pelo gil para todo
o servico, mocu, naco da Costa, sem vi-
cios nem achaques: quem o pretender di-
riid-se ao pateo do Carmo, sobrado no. i.
-Vcnde-scumjogo de balancas grandes .corr
um temo de pesos completos de duas arrobasi a
meia quarta; urna chapa de fogao i.iglcz ; duas pe-
oeiras de rame novas; o um baldo : na ra do
Fra-de-Porlas n. 122.
Lgica judiciaria.
A livraria da esquina do Collegio tem de venda al-
gens exemplares da lgica indiciara, ou tratado dos
argumentos legaes. por llorlensus de iiMMN%
seguida da Lgica da consciencia, \ v. cml2dc mais
de 300 paginas. Obra nova de relevante merecimen-
to, da mxima utilidade para os magistrados, ju-
rados, drogados, estudantes de direilo o para as
demais pessoas que so dedico aos trabalhos do
Obras do distincto
professorCliarma
recebidas o venda na livraria da esquina do Col-
lecio: Ensato sobre at bum e descnvolvinientos Ha
norafc'daae.t v.em-oitavo; Uc(md phtloiophta so-
cial, 1 v. em oitavo; lAcSt* de lgica, 1 v. em otU-
vo; (uiUBti dephilosophia, contidas no programma
adoptado para o ova me do bacharela.lo om letlras ,
lerccira edicilo 1 v. cm 12.
Vende-se umapparelho para mesa, do poi rel-
lana dourada completo para 48 pessoas: atrsil.
Corpo-Santo, n. 68.
Vende-so um um ptimo escravo de ltodaili-
gura de 20 a 22 aiinos : na ra da Cadea-vclna ,
Vendem-so caixas com sobo muito superior, do
Porto: no armazem de Francisco D. lerreira, no
caes da Alfandega.
Vende-se um relogiode ouro palete ingle/,
e urna corrento : na praca da Independencia loja
n. 3. .
Anda sevendem caderas de angico : na ra
Augusta, n. 31, ou na ra Imperial, n. 11>.
Na ra do Rangel, n. 11, anda ha para ven-
der muitas das obras deouro e prala das ja anntiii-
ciadas ; bem como vidros para candteiro; hules
azues grandes ; Iravcssos ; galbeteiras ; chicaras
azues ; clices para champanha ; e otitras minias
(ticas e vidros, por preco commodo.
-Vende-se um pardo, de 28 a 32 anuos, porfeito
boliciro c muito humilde sadio e sem vicios : na
ru Imperial, n. -2'.>.
Vende-se por3aosooo rs. um negro
de nacao, piopriopara todo o servico: a
(ratar'no sobrado da ra do Apollo, n.29,
do meio dia s 3 horas da larde dos dias
uteis.
Vende-se arroz branco superior, a 7500 rs. : na
ra da Praia venda 11. .
~ Vende-se um cordiio grande; um dito mais
pequeo; 2 aunis; unas conlinhas do Rio-de-Ja-
neiro; um soberano inglez com guarmeao; um
alfinetc ; tres pares de bolfics ; um rozario; uiiih
medalha ; tudo do ouro sem feilo : no largo do-
Carmo venda n. I.
Cartas franeczas de jogar
para voltaretc as lucidores, /jue ha no nirreado; pen-
tes de taruniga para marran pelo diminuto pre-
co de: 640 rs. : na ra larga do Rozario n. 24.
-Vendem-se na botica de l.uiz Pedro dasNcves, na
ra da Cruz n. 47, os ns. em continuacilo do jornal
Panorama, e na mesma o primeiro volunte da lllus-
Iracff. ,
__Vendem-se bez.erros francezes, ae Nantes, ar
superior qttalidadc os nttlborcs que teetn viudo a
este increado por atacado ou inesmo em duzlas a
rontade dos compradores por mais barato preco do
que cm autra qualquer parte : na ra da Cruz, n 20.
mas, antes que as tocasse, j o visconde o bavia re-
pelldo rudemente.
Meu mano! met mano gritou Chon.
__Ah era seu mano murinurou Gilberto, respi-
rando maislivre no fnndo da carruagem.
Nesto momento abrio-se una janella justamente
defronle da porta da hospedara, e ahi appareceo una
admirarcl cabera de mulhcr, toda assustada da bu-
Iha, queouvia.
Ah be a senhora, disse Joo, mudando de con-
versacio.
Eu, como disse a mulher em mo francez.
J acordou ? tanto melhor. Quer me vender o
seu cavallo?
O meu cavallo i'
Sim, o cavallo russo, o rabe, que all esta a-
marrado porta. Sabe, que offereco por elle qut-
nhentas pistolas ? tim cont de ris )
O meu cavallo nflo he para vender, disse a mu-
lher, tornando a fechar a janella.
J vejo, que boje estou infeliz, disse Joo, nflo
inequereiu vender nem alugar. Arre! lomarei o a-
rabe, so m'o nflo venderem, o arrebenUrei os
mckslembourguczes, so m'os nflo alugarem. Vem e,
Patricio.
Olacaio do viajor saltou da banqueta da carrua-
gem cm baixo.
Melle os cavallos, disse Joo ao lacaio.
Venbflo ca rapazes acudflo aqui! gritou o es-
lalajadeiro.
Chegrflo-se dous palafreneiros.
Joflo visconde gritava Cbi
malar! Somos tres contra tres. Ora ande, meu philo-
sopho, gritou Joflo com toda aforcados polmes a
Cilberlo, que nem se mova, tilo estupefacto eslava.
Vamos, a trra a Ierra e joguemos alguma cou.su,
bengala, pedia, ou murro. Enlflo, desea com osdta-
boa. Vm. parece-ine um santo de barro.
Com os olhos turbados esupplicantos ao mesmo
tempo, consultou Gilberto a sua protectora, que o
segurou pelo brago.
O mestre de posta esganava-se a gritar, puchando
da sua parte os cavallos, que Joflo puchava da outra.
Este trio fazia o mais lgubre eestrondoso con-
cert. .
Emlim, a lucta devia ter um termo. O visconde la-
ligado accommettido, posto cm talas, atirou ao de-
fensor dos cavallos tilo forte murro, que este oi ro-
lar na lama do terreiro, no meio dos patos e gansos
asustados. ,. ...
Acudflo, que me matio gritou elle. Alt! que.
d'el-rei! pega oassassino!
Emquanloo eslalajadeiro gritava, a visconde, quo
pareca conhecer quanto vale o lempo, dava-se pres-
sa em metler os cavallos.
AcuJAo, que me matflo Pega o assassino A-
cudflo, em nome d'el-rei! conlnuouo mestre da pos-
ta, procurando reunir a si os dous palafreneiros em-
basnacailos. ..
Quem pede soccorro em noni d'el-rei i excla-
mou de repente um cavalleiro, que se lancou a galo-
po no pateo da posta; e esbarrou mesmo em cira*
dos actores da scena o cavallo, que escumava de suor.
M Filippe de Taverncy 1 murmurou Gilberto,
"""r __ f ,' visconde"'critava Chon, auitando-se nai ai. rui uhubsusvu iuim,
gstate o rou dos cavallos d el, eu e carro gem, que de baffe procura va abrir, VOSSC esta mellendo-se'cada vez mais no fundo da carruagem
7a mai A m,''meutnC^os Z^oll doudo? que?fazer-nos mSrrer aqu todo. I I Chon, que nada perda, ouvio o nome^o mancebo.
O mestre de posta quiz lanear a mlo s redeas ;l Morrer! espero, que nos he, que havemos de


h.
bem se alngo, por prco commodo 5 no
Atprro-dfl-HnH-Vista primeira venda
ao p da ponte, n. 2.
Casa da F,
na ra estrella do lo/ario, n. 6.
Nesteestabelecimcnto achiio-sc'a venda as cau-
telas da lotera da mal 1 i/ da cidade da Victoria
cujas rodas ndito no dia 12 de dezembro. A ellas
os pregos sito os do costume.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio, 11..'1, dcGuinarcsSerofim & Companhia ,
vchdem-se chales grandes de cadargo, fingindo Ida e
seita padrdes muito modernos, pelo barato prego
de 2400 rs. cada um ; longos de cambraia estampa-
proco commodo; na rua da t]os ( fl140rs. cada um; brim francez escur, en-
corpado e de puro linho, a 720 rs. a vara.
= Veodem-se mor mas dr forro para engenhos de as-
mear, para vapor, agna e bostas, de diversos taannos,
por proco coininodo o igualmente laixas de ferro cuado
e balido, do lodos os lainanlios : na piara do ( orpo-San-
Co, n. 11, rm casa de Me. l.alinonl S Coiupanliia, ou na
ra de Apollo, ariua/.riii, n. 6.
= Vende-sc polassa brama de superior qualidade,
ein barril pcqueuos; em casa de Matlieus Austiu Si
Companhia, na rua da Alfandega-Vellia, n. .'Ki.
= O correlor Olivclra (em para vender cobre em fo-
llm e pregosde dilo para forros de navios : os pretn-
deme* dirijo-se ao incsino, ou aos ienliorcs Mosquita
t Dulra.
CARNAUBA.
No armaicm de familia do enrs do Collegio conti-
nin-se a vender cera de carnauba a relalho de mul-
to superior qualidade
= Vcnde-se cal virgem mi nielas barricas chega-
da prximamente, por
Mocda arinazein n. 15.
Na rua do Crespo, loja nova
11. 12 de los Joaquim
da Silva Maya,
vende-se briin Je puro linho de quadros c Uslrasde
cures e que so milito proprios para a festa pelo ba-
ralissimo proco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas para raleas a 6/ e 8/000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 o i^tiOOrs. o covado ; pannos
linos, prrto e de cores, por barato preco; cortes de col-
lote de velludo setim e gorgnro ; ludo por proco ba-
rato aulin oonioiim ricosorioiento de lencos de seda
para grvalas niuito proprios para a festa.
Vende-se polassa branca, da
mais reeem-chegada por mdi-
co prego : em casa deL. G. Fer-
reir & Companhia.
IVa rua do Crespo loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vendem-se ricos chapeos de seda Mudamente enfelta-
dos para srnhora clirgidns ltimamente de Franca,
pelo diminuto proco de 12/000 rs. cada um ; manas do
grande lom a 6^000 rs. rada urna as quaos se tnrnao
recouimriidaveis para as cnlioras que costuino ir
passar a fesla
Na loja da esquina
ConfrOJle ao arco de S.-
Anionio, n. $ ,
de Cuimarics Serafim & Companhia, vendem-se
cambalas largas, de padros os mais modernos, que
teem viudo a ostemercado, pelo diminuto preco de
30 rs. o covado ; cortes de chal fino, muito mo-
derno pelo barato preco de 3:200 rs. o corte ; alm
tiestas fazendas, ha um completo sorlimento, e ludo
se vende por preco muito commodo.
Na rua do Crespo loja nova
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vendem-se superiores eobrrtores de algod.io, proprios
para esclavos a l>0(IO rs. rada um ; nina fazrnda de
llano oscuro i.imbini para ruupa de esclavos ou sac-
eos de assucar por ser de muila duiaco, por barato
preco. '
Polassa.
Vende-se a bem condecida e
superior potassa da Itussia, lti-
mamente chejada a este porto, e
igualmente vinlio garrafado, o mellior que se lem
condecido: na rua do Viga rio, ar-
mazem n. 4,de Kolte&liidoulac.
Na fabiica de sab3o da rua Impe-
ii6, vende-se sabao amarcllo
I i
n.
e pelo, nimio superior e muito secco,
pelos precos abaixo mencionados e tam-
bero no armazem do Sr Jos Hodr
'* na rua
IOO
IOO
95
rigues
l'ereira na rua da Cadeia do ltecile
Sabao amarello encaixado, a libra a
Dilo dilo a granel a .
Dilo prelo encaixado, a .
Dito dito a granel,a .
Sendo partidas de mais de 5o caixas ,
abale-se algiima cousa no preco, e man-
da-s levar aonde for mais commodo ao
comprador.
Vendem-se, por prego mais barato do
quoemoulra parle, lanzinhas filaseos $Q
mais ricos padrdes que teem epparcrnlo
e pelo barato preco de 320 rs. o covado ; Pj
f* cassas de notos padrdes e cores fixas a jK?
..,1 2500 c 3000 rs. o corle ; riscadinhos france- SE;
-fy /es, finos para vestidos a 200, 220' c 240 5
c rs o covado; lengos de seda da India a 2g:
1*4 rs.; mantas de seda, as mais ricas que |,j-
teem apparecido; cortes de cambraia d
bom gosto; ricos chales de seda; cortes de jp**,
colletede todas as qualidades; brinsde li- I-:
jj nho, de crese branco; casimiras para cal- tfM
gas; esguidesfinos; bretanha de linho,
muito lina ; lencos de setim prelo ede c- Iw
res para grvala ; eoutras muitas fazen-
das de bom gosto : na rua do Queimado ,
nos quatro-cantos, loja nova, na casa ama-
relia, n. 29.
*a na do Crespo loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya,
voude-sc un restante dos bem acreditados cortes de In-
dianas.para vestidos de senliora, pelo barato perco d
2/800 rs cada um; corles da faienda victoria, a 3/600 rs.
cada um; ricas cambraias rom llstras de teda, aG/000 rs.
cada corte; ditos de gosto chinei, a 6/000 rs. rada mu
corte; cassas cintas para vestidos, a 2/8000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de coros oscuras, para ves-
tidos, a 3/500 rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; meias linas para nirniios,
de itillcronles tamanlios; e outras muitas fazendgs, que
ludo se vender por proco barato, assim como um resto
das rieas e baratas lanternas com castlcaes de rlnissima
casquinlia, e que se vendem por 9, 10 e 12 mil ris cada
par.
Sal de Lisboa fino e alvo a 1600 rs. o alquei-
i* velho, e sendo porglo dar-se-ha por menos : na
rua da l'raia armazetn n. 18.
Vende-se um sitio na Capunga, plan-
tado de arvores de fructo, com casa
de vivenda cacimba com boa agoa
banho muito pcrto:na rua Direita ,
3I1CHII; um soph de Jacaranda; toucadores gran-
es c pequeos; ludo por preco mais commodo do
que em outra qualquer parto : na rua da Cadeiade
S.-Antonio n. 18.
~ Vendem-se saccas com superior farinha, por
prego commodo : na rua Direita n 9.
Vende-se urna mesa de janlar, comdous apara-
dores, por 24,000 rs.; urna cama de angico para casal
com colchos eenxergdes, por 40,000 rs ; urna mesa
de engommar; um fogareiro de cobre do so por den-
tro de banheiro, por prego commodo: nesta typo-
graphia, se dir quem vende.
Vendem-se 3 escravos, por prego commodo a
saber : urna preta ptima lavadeira, tanto do sabfio
como de varrella, cozinha bem e faz o mais servigo
de urna casa; 2 pretos hnns trabalhadores de cam-
po : na rua Direita sobrado n. 29, a fallar com o
Burgos.
Vende-se urna venda com poucos fundos, c
com com modos para familia, ou sem elles, a di-
nheiro, ou com desobriga a praca, sita nos Qua-
tro-Cantos de Olinda, defronte da botica ; vende-se
por seu dono querer-se retirar: a tratar na mes-
ma vcnda.com Andr Manoel.
Vendem-se 2 moleques, de 14 a 16 annos; 2
negrinhas, de 13 a 16 annos; 3 escravos do servico
decampo; 4 prctas, de 20 a 22 annos: na rua Di-
reita, n. 3.
Vendem-se 4 escravas muito mocas, de 18 m
22 annos com prendas e sem ellas ; um preto, de
20 annos perfeitoofficial desapateiro, tanto para
casa de familia corno paro loja; um bonito moleque,
de 12annos, propriopara pagem de algum meni-
no : na rua larga do Rozarlo, voltando para os quar-
teis n. 24.
FOLWNHAS PARA 1847.
Nalivraria da rua da Cruz do bairro do Recife ,
vendem-se folhinhas de algibeira e de porta pe-
lo prego do costume.
OLIVRODF. TODOS
de beber
n. 16.
ATTENCXO!
Na rua do Crespo, na esquina de S.-Antonio que
vira para a cadeia, ha um grande sorlimento de
bous chapeos do Chile, dos melhoies, que presente-
mente ha no mercado eque vendem-se a 6500, 7/ e
8000 rs. A elles antes que se ac bem.
Vende-se su I do Ass, a bordo da barcaga Flor-
do-l!ecife, fundeada defronte do caes do fallecido
Jos Ramos ou em casa de Manoel Jos Gongalves
Draga ao p do arco de S.-Antonio.
AO QUE HE BOM.
| Vendem-se chapeos de castor, sem pello.e
i do ultimo gosto proprios para os passeios
na rua do Queimado, loja de cha-
peos
do Natal
n. 38.
Vende-se
es-
rs-
Vendem-se moleques, negrinhas, prctos e
prctas, com habilidades e sem ellas, mogas e de bo-
nitas figuras : na rua Nova, n. 21, segundo andar.
Vendem-se bubas grandes de liam-
buigo ebegadas ltimamente ; e lam-
uma caima aberta que pega de 700 a 800 tijolosde
alvenariagrossa calafetada de novo, por commo-
do prego; tamhem se troca por obras finas ou grossas:
na travs da rua da Concordia, sobrado de um an-
das n. 5.
Vendem-se terrenos na nova
Irada que val da Trempe para a
Irada do Manguinbo, e da Passagem,
cujos terrenos teem multa extensao, e por
isso sao proprios para se fazerem grandes
sitios e ed ficar ; por preco commodo ; a
Iralar na rua da Aurora, n. 58.
Vendpm-se os seguintes escravos : um lindo mu-
lalinho, de 14 annos, proprio paro pagem; um preto,
de 20 anuos, pura todo oservigo de casa e campo;
2 pardas, sendo urna dellas muito boa lavadeira c
cosureir com urna cria de 5 para 6 annos; urna
preta, de 24 annos, pouco mais ou menos, propria
de todo o servigo : na ruada Cadeia de S.-Antonio
n 25.
Pecliinehas na loja
do nicho !!!
Na esquina do I.ivramenlo, hija do nicho, ven-
dem-se pegas de madapolfio com 20 varas, a 2000 rs.;
dilasdealgodilo largo, a 2560 rs.; ganga azul a
100 rs. o covado ; camisas de meia a 1000 rs.; cha-
peos de sol, de panninho imitando seda, a 2000 rs.;
ditos de seda fina a 5500 rs.; pegasde fita de re-
tro* rom 20 varas, a 500 rs.: e recebem-se cdu-
las de 20,000 rs. encarnadas, sem descont.
Vendem-secadoiras de Jacaranda, de bom gos-
to e de excellenle conslrucgo ebegadas prxima-
mente de fra ; sophs ; mesas de jogo, &c.; lu-
do novo; ealmdestcs trastes novos, outros com
algum uso comosejo: mesas de meio de sala;
commndas ; espelhos ; e outros muitos objectos ,
que constituem o arranjode urna casa : na rua do
Cabug, n. 16.
Vendem-se 6 escravas mogas com boas habi-
lidades, urna dellas cose, engomma e cozinha;
urna parda, boa engommadeira e que cose e cozi-
nha ; 4 escravos bous para o trabalho de campo; um
dito bom carreiro ; 2 moleques, de 12 annos: na
rua do Crespo n. 10, primeiro andar.
-- Vende seuina morada de casa terrea nacida-
de de Olinda, no largo dos Quatro-Cantos, com
muitos commodos, e em chiios proprios: as Cin-
co-Ponas, n. 89.
Vcnde-se um cavado rodado, com bonita figu-
ra c qun anda bem baixo al meio : na estribara
do forte dos Pratos, junto ao arco de S.-Bom-Jesus ,
se dir quem he o dono.
Vende-se cha uchim pelo barato prego do
1000 rs. a libra : na rua do Rangel, n. 11.
Vende-se urna parda de muito bonita figura
com algumas habilidades : na rua Augusta n. 64.
Vende-se urna canoa de carreira em bom uso,
por prego commodo; na rua do Queimado n. 4.
Uvas brancas de superior
qlialidade, vendem-se na rua da S.-Cruz, venda
n. 3.
Venf^m-se cadeiras de oleo; ditas de jaca-
raiula ; ditas para meninas de escola ; mesas de Ja-
caranda para jogo ; ditas de oleo ; ditas para meio
de sala de Jacaranda e de oleo ; urna mesa de meio
de sala com po.uco uso; mcias-commodas de
ou
Manual da taitde,
'ontendo
todos os esrlarrclmentos tbooricos c praticos necessa-
rios para poder preparar e empregar, sem o soccorro do
professor, os remedios, e so preservare curar-se pronip-
tamente, com pouco dispendio, da mor parte das moles-
tias euraveis, e conseguir um allivlo quasj equivalente
sade, as molestias lncuravrii.
Seguido
de um traiamrnto especifico contra a coqueluche, e de
regras bygienicas para provenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Preco 4/000 rs. em brochora.
O siipplemento, indispensavel a quem tom a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. O dito supplemen-
ii' traz as tres ditlerentes recoltas para a coiiiposiciio da
ngna sedativa; esto precioso remedio,que tamanha lepu-
tacoj tom ganho, e quedeve existir em todas as casas
para remediar prouiptamente aos accidentes e incom-
modos repentinos
Vende-se na praca da Independencia, livraria ns.6e8.
=Vendom-se passas inindas, para fazer podios ; cere-
jas e ameixas scrc'as; feijes ; ei vilhas ; lontiba ; cliam-
I pan lia ; vinho do Porto ; Sclirrry ; Madcira ; viiilm do
Rlieno ; Sainemos ;Claretlo, om quartolasccaixas ;di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
rluiiii de Jamaica; arrae ; genebrade Holiauda ; vinlio
do Malaga volho, em meias garrafas ; frascos de todas
as qualidades do fruclas da Europa ; repolhos conser-
vados ; barril pequeos do caviar, de uina libra ; mos-
larda francea e ingiera ; Scherry cordial; latas desal-
man ; sardinhas; ervilhas e mais outras conserva* de
pelxe e carne ; conservas de pepinos o cebollinhos; cer-
veja preta e branca da celebre marca Harclay ; azeite
doce superior ; cha ; charutos regala. Estes gneros
sao todos da mellior qualidade e se adiad amostras
para os senhoros compradores, noariuazeiii de Fernan-
do de l.ueca na rua do Trapiche n. 34.
Aos amadores da boa Cham
paiiliit.
Aindfl existrm algntis gios do supe-
rior vinbo Cbampanba de Sillery, na rua
da Crm no Recife n. aG. As peFsoas,
que se qnizerem prevenir de bom vinbo
para fesla devem piocnra-lo quanto
antes.
As cautelas da lotera da cidade da Victoria chit-
te do hoje em dame expostas venda no Aterro-da-
Hoa-Vista. as lojas dos Srs. Caeano Luiz Fcrreira,
n. 46; Tbomaz Pereira de Mallos Estima, n. 54 ; Leal
& Irinta, n, 58, e Antonio Ayres de Castro, n. 72
assim como na travessa do Veras, n. 13, onde os fre-
guezei acharad sempre um variado sin lmenlo de bons
nmeros. O pagamento das que salirao premiadas
na passada lotera do I.ivramento, contina a ser feito
como iranios a toda e qualquer hora do da, sem ex-
cepcao de domingos e dias santos.
ll'SICAS NOVAS
para piano forte, para piano com acompanhamen-
to de rabeca, flauta, corneta a pistn e flageole-
te; msicas para rabeca e para flauta; operas com-
pletas com o canto e acompanhamento de piano,
sendo a linda de Chamounix, Mara Padilha, os
Martyrese aFilha do regiment do autor Donizete, e
Nabucodonosor, de Verde.
Diversas pegas de msica para piano, pelos ir.e-
Hiores autores allemcs o italianos; lindasquadri-
lhas, valgas, poljeus, e masurkas, e os seguintes mc-
thodos para aprender csecutar.sesido alguns delles
escritos em portuguez ehespanhol, a saber: de pi-
auo icios autores Viguerie, Wolfart, Berline, Cra-
mercRodoire; de orgflo expressivo por Mine ; de
canto por Servier o Donizete; de rabeca por Rev,
Allard, Lacoaneree Spoler; de flauta por Deviennc,
Carnand, Mcrcadant, Tulou e Berbiguire; de vio-
lo por Aguado, Carulli, llenry e Carpentras; de
oboe, de corn inglez, de trompa, d trombone, de
corneta a tres pistoes, de corneta de chaves, clan-
netas, e ophiclcidc. Varios estudos e exercicios
para os principiantes de piano, &c. Tildo se vende
a pregos equitativos, na loja de Guerra Silva & C, na
rua Nova, n. 11.
Cheguem ao barata
0 antigo bara teiro est dando a troco de pouco di-
nheiro na sua loja de miudezas, na rua do Collegio,
n. 9, botOes de duraque finos e de seda eom palmas,
a 200 rs. a duzia ; carteiras para algibeira a 160
rs. cada urna ; carapugas de algod.io de cores, para
C heguem freguexes
O antigo baraleiro vende a troco de pouco dinhei-
ro na sua nova loja de miudezas da. rua do Collegio,
n. 9, ricospentes de tartaruga para prender cabello',
com enfeites domados ,a 4000 rs.; travessas de tar-
taruga para marrafas a 960 rs. o par; chapeos de
cambraia enfoitados para meninas, a 2560 rs. cada
um ; luvas de pellica, para homem c senhora, a 800
rs. o par; ditas de seda de cores para meninas, a
200rs. o par ; ditas de seda prela para senhora a
1200 rs. o par; Icques de seda de muito bom gosto
a 3000 rs. cada um ; caixos de (lores muito lindos'
para enfeites de chapeos, a 480 rs. cada um ; longos
de seda preta para homem a 800 rs. cada um; cha-
peos do Chile, para cabega pequea, a 2800 rs. ca-
da um.
Vcnde-se urna preta de nag.lo, de 24 annos, de
bonita figura que cozinha o diario do urna casa,
lava de sabao 6 varrella, e he quitandeira; um
moleque, de 16 annos de bonita figura; urna pre-
ta de 35 annos, boa para o servigo de campo: na
rua da Concordia, passando a pontezinha a direi-
ta segunda casa terrea.
Vende-se um preto mogo, de todo servigo ; na
rua do Queimado loja n. 4.
Vendem-se duas casas e 1 terreno, om que se
podem fazer 5 casas, na rua da Concordia ; urna ca-
noa grande e nova, que carrega 1300 lijlos : na rua
estreita do Rozario, venda n. 45.
Vende-se urna escrava cabra de 22 annos do
bonita figura, que engomma liso, cose chflo, cozi-
nha e lava de sabao; urna dita de 24 annos, de
boa figura, que cozinha, lava e cose cho; una pre-
ta de naclo, de 40 annos para o servigo de cam-
po por 250,000 rs.; um escravo de Angola, de 6
anuos, para o servigo de campo : na rua das Cruzes,
n 22, segundo andar.
Vendem-se 6 escravas, sendo pretas c pardas
de 15 a 25 annos com habilidades; um escravo car-
reiro, de 20 annos; 2 prctos de 25 annos, do boa
conducta e bem robustos; 2 pretos, de meia ida-
da um delles he carpina : no palco da matriz de S.-
Antonio ,|n. 4.
Chegiiem as pe-
chinchas !
O antigo barateiro est torrando por pouco di-
nheiro, na sua nova loja na rua do Collegio, n..9 ,
chapeos deso, para sfcnhora, com franja c sem ella,
a 2880 rs. cada nm; ditos de panninho, para homem,
a 1200 rs. cada um ; pelles de marroquim a 1280
rs. cada urna; luvas brancas e de cores de algodilo ,
para homem c senhora a 320 rs. o par; bonetes de
panno para homem, a 480 rs. cada um ; ditos de pa-
ma paro tomar fresco pela festa, a 100 rs cada um;
bicos estreitos a 40 rs. a vara |para acabar; lon-
gos de seda para algibeira, a 800 rs. cada um ; ditos,
a 1200 rs. ; bengalas do canna da India a 1920 rs,
cada urna.
Escravos Fgidos.
homem a 160 rs. cada
FugirUo, no domingo, pela moia-noite de 29 do
passado, doengenho C.aiape, freguezia de Iguarass,
2 escravos de 18 annos, pouco mais ou menos,sen-
do um cabra claro, de nomo Luiz, com os signaes
seguintes: tem no peito direito um calombinho ,
cabellos meio cacheados, ps bemfeitos; tem mis
momos na bocea, sempreesta rir-se; levou ca-,
misa eceroulas dealgodito da Ierra, chapeo do Chi-
le, usado e oleado de preto; tem signaes de chicote
as costase nadegas: e outro moleque, de nomo
Calisto, baixo, grosso, pea bem feitos e um tanlo lar-
gos adiantc, nos dedos, um tanto gago olhos bran-
cos e pequeos ; quando anda, entrega-so um tan-
to para diante; tem tambem signaes de chicote
as nadegas c com a mesma camisa ; tem falta de
denles adiante : levro um cavallo rodado, capado,
secco e comprido, com o ferro -dA-. O cabra foi oom-
prado no Recife a Manoel Joaquim Pscoal llamos,
que diz ter vindo da seria do Pereira,sertaodoCcar;
por isso he de presumir ter seguido para os sertes.
I'ede-se s autoridades polciaes e capitea de campo
de o pegarem o levarom ao dito engenho, a seu se-
nhor, Joflo Luiz Antonio da Silva, mente gratificar, ou no Recife, ruado Queimado,
n. 7.
Fugio, nodia edocorrenle, as" horasomela
da noite urna escrava de nagn, de nomo Francis-
ca de40 annos, pouco mais ou menos, de estatu-
ra regular; cor fula, beigos grossos alguma-cousa
cheia do corpo j pinta cobellos broncos. Esta es-
crava veio do Cear, ha pouco lempo, e descon-
fia-so que para l tenha ido, ou para o Aracaly, por
neste lugar ter urna filha. Itoga-sc as autoridaaespo-
lciaes e capitfies de campo de a pegarem c b-varem
a seu senhor na rua do I.ivramento, loja de fa-
zendas', n. 18, que serSo bem recompensados.
Fugio, no dia 12 de agosto, da faaenda Boa-
Ventura distante da cidado do l'enedo 3 leguas,
um escravo crioulo, de 25 a 30annos, de nomeMar-
cos de bonita figura alto e espigado do corpo,
cor fula rosto barbado e comprido; tendo levado
no dia, que fugio, suissas em todo roslo olhos abo-
toados e os broncos dos ditos vermelhos, qucixo
comprido; tendo na caro mui pouca carne, bocea
regular; tem um dente tirado na frente do lado es-
querdo do qucixo superior nariz regular, nem
muito chalo nem afilado orelhas pequeas beigos
grossos e ve rmelhos, testa pequea e estreita per-
ikis compridas, ps proporcionados c no direito lem
urna costuro antiga de um talho quedeo, junto ao
concavo do p; tem mais decomprimento da cintu-
ra para baixo, do que para cima e um tanto deila-
doparodiante; lem o peito um tanto sabido para
fra; he muito pachola e muito rheio de labias, e por
isso a pessoa, que poder pega-lo tifio se deve con-
fiar nellas, dovendo logo inmediatamente pfl-lo de
baixo de toda a seguranga o leva-lo" na cidade de
Macei a Joo da Silva RegeMello, ou sia cidade
do Penedo em casa do cmmandanle superior, Fran-
cisco Antonio Fcrnandes Penlieiro Jnior, ou, na fal-
ta, em casa do abaixo assignado, em su fazenda
Roa-Venlura que ser recompensada com 30,000
iiuiiiem a ion rs. cada urna; torcidas para can- rs., ou mais, conlorme a longilude em que lor pega-
dieiro, de todas as larguras a 100 rs. a duzia ; cor- j*o o dito escravo : assim como d- das o bordos para violo e rabeca; fitas de seda!'a a quem provar que o dilo escravo esteja acui-
lavradas do mellior gosto possivel; tesouras finas, tado por aiguem o promelte-se -protestar contra
para uuha e costura; riqusimos caivetes finos!
para peonas; e outros muitas miudezas, que so
venderao a troco do barato.
Vende-se, em porgao ou aos molhos, a mellior
I hit lili iln Ol ii i lli> rm fi .i *m -! a_____ I
amarello: urna dita de condur ; marquezas delpalha decarnauba queaqui tem vindo 'por preco
oleo; camas de angico e amarello; urna estante pe-1 commodo : ua rua da Cruz, armazem n. 54;
qualquer individuo que para isso concurra.
Chriilovdo Jote' Theotvniodo Reg t Nulo.
PRN. S NA TTP. DEM. F. DE FABIA.-l846\
i


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