Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08339


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Full Text
Anuo de I84G.
Sabbado S
O 0//f/?/OpuMiei-se lodos o dias que n"o
forem He guanta: o proco daasignatura lie de
4O0O rs. por quartel, p*nt adiantadat. O
annuncioi dos assignanics ao interidos a rato
de 20 ris por linha, 40 ris ei> Ijpo dilleren-
le, e as repeliroes pela metade. Os que nao fo-
rera asignantes pH"0 8U "i" l,or linha, e 160
ein ivpo difireme.
PI1ASES DA LA NO MEZ DE DKZEMBKO
l.ua cheia i 5, a 1 horas e 20 minutos da tarde.
Mingoantea 10, as C lloras e &.'> inin. da tarde.
La ora a 18, a* 10 horai e 22 min. da manli.
Creiceute 24, ai 4 hora e 16 min, da manli.
PARTIDA DOS COrlRF.IOS.
Goianna e Parahrlia Secundas e Sextas feiri
Rio Gunde do Norte, chega as Quarlas feiras
ao meio da e parte as mesmai horas nal
Quintas feiras.
Galio, Serinhaen, Rio Formlo, Porto Calvo e
Macey. no l., II e 21 de cad.1 inet.
Garanbun* e Konito a 10 e 21.
Boa-VilUe Fimos 13 e .
Victoria as Quintas leiras .
Olinda todos os dial.
PREAMAR DE MOJE.
Primeira i 6 h B minutos da manliia.
Segunda a 6 h. JO minutos da Urde.
de Dezembro.
Anno XXI.
N. 2*4.
la l.v. e
WpW
DAS DA SEMANA.
SO f Segunda. S. Andr Apostlo
1 Terca. 8. EJoi Aud. do J. do civ.
do J. de pai do 2. dist de t.
2 Quarta. S. Bibiana. Nio lia despacho.
1 Quinta. S. Sofonias. Aud. do J. deornhos,
ilo I municipal da I. vara.
4 Seata. S. Ila.bara. Aud. doJ.docir. da I.
v edo J. de pu ilo I. din. de I.
5 Sabbado. S Gemido. Aud. do J. do cir.
da I. T., e do J de pai do I. dist. e J. de t.
4 Domingo. S. Nicolao.
CAMUIOS NO DA 4 DE DEZlBjd
Cambio sobre Londres?'/(aSa7,d.p.lfa<)0.l.
Paiis 345 ris por tranco.
Lisboa 100 % de premio.
Desc. de letras de boas lirmas I '/,p. /taoniei.
0roOrnas liejpaiihobis.. 10*000 a 30jfM>0
> Mocitas de 64400 val. ICj2o a l#3
a de 0400 or. IB/fOOO a
> de 41000... 9/000 a
Prala Pataces........... I *0M> a
a Pesos columnarcs. lioso a
Ditos Mexicanos, ifr/o a
. Miuda... ...... TTOO a
ICK
9l|0n
2/Oat)
JfOOo
iftMO
I/780
Acedes da Comp. do lleberibe de 5OJOO0 apor
DIARIO DE PERNAMBUGO
PERNAMBUCO.
AoSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 30 DE NOVEMISRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO SKMIOK SOCS TEIXRInA.
SI MMARIO rxpiiDiENTR. ISomeacio do o/ficial-
maior da secretaria.ApproiacSo do pro]ecto n. 49, e
de urna emenda iiibstitvtia ao de n 39.
Ao mcio-dia, o Sr. i. secretario faz a chamada, o
verifica acharm-se presentes 19 Senhores deputados.
OSr Preiidente declara berta a sessflo.
O Sr. 2. .Secretario l a acta da sessflo antecedente,
quehtrapprovada.
y Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
exped Evre.
l'm oflicio do secretario interino da provincia, pa
tieipando, das provinciaes o complemento da relaeflo dos deve-
dores da mesma. lnteirada.
Outro damesmo, rcstitiiindo os originaos das re-
solucaes da assemblea de nmeros 159 a 173. ln-
teirada.
Outro da cmara municipal da villa do Bonito, pe-
dindo, quecom a maior urgencia sejflo approvados
os diversos a rtigos das posturas addicionaes, queja
ionio presentes a assemblea. Mandou-te archivar.\
UmreqnermentodeJosJoaquim deOliveira Ma-
ciei, peiiuli), qne seja creado o lugar de inspector
das aulas de primetras lettras de fra da capital, com
obrigacHo do inspeccionar ditas aulas, afim de dar
corita- do estado deltas aiitori solicitando a nomeaeflo para .esse lugar, ou paraal-
guin outro da nova inspeceflo do'assucar e algodflo.
A'commiuao de peticoes.
He lida e approvaila a seguinte proposta :
Usando da faculdadc, qge me concede o paragra-
pho, 8.artigo 30 do regiment da casa, proponho
para o lugar de llcial-maior da secretaria ao bacha-
rel formado Jos dos Aojos Yieira do Amorim.
Paco da assemblea provincial, 30 de novembro de
1816. Flix PeixotodeBriloe Mello, 1."secretario.
oithEM no pa."
Terceira discutsSo do projecto numero 19, gtte reroga
a lei numero 115, de 8 de maio de 1646.
He approvado sem disctissio.
Terceira discussflo do projecto numero 39, quo re-
inslaura a inspeceflo do assurar c algodflo.
O Sr. Netlo: Senlior presidente, 6 mcu estado de
sade nflo me permitlia boje entrar na discussflo des-
te projecto; mas, vendo, que te acaba de realisar
oque eu prophetisei desde o principio desla sessrc;
isto he, que as conccssOcs aos arrcmhlantes de\in>-
poslos, e os augmentos de ordenados e gralificaqocs,
eoulras proras scmelhantes de nossa generosidade
haviSe de terminar com a derrama de algum impos-
to, nflo posso deixar de fazer algum esforco para
impugnar o parecer da commissilo.
Sempre li/ votos, ccontinuarei a fazer, para que
specQflo do assucare algodilo se reslabaleca, nflo
i ms
essa, que tivemos com grande cstatlu-maior tic ins-
pectores, porteiros, marcadores, &c., ce., masou-
tra.que, sem tanto dispendio, qualilicasse com maior
acert c imparcialidade aquelles gneros, antes de
expostos a venda no mercado desla cidade.
I'nrcccndo-mc de primeira intuidlo eexequrbili-
dado do nieu pcnsaniento, repaiei, que o projecto
siibstiltitivoeni ilisrussfio, alm de augmentar o nu-
mero dos inspectores, que tintn a repartiefo restau-
rada, e forffo auRIcientes pare esse ramo doservico
publico, encerrasse a ideia de tim imposto oncrosis-
.sinio, que vai ser Inorado na mesma sesslo, cm que
aqui se sustenlod a desnecessUlade de forrar o povo
a fazer novos sacrilicios, por termos rendas suflicien-
tes para a despeza provincial, e o favor da I'ioviden-
ria Divina.....reparei, digo, que se propozesse a crea-
Co de novos empregos, e a par della a derrama de
un imposto terrivel.....
OSr. Filela Tavares: He menor do que o ac-
tual.
O Orador: Convido o nobre deputado para essa
demonstrarlo, posto esleja persuadido de que recu-
sar o meu convite.
He mais fcil a allegaco do que a prrwa de factos
tlessa ordem. Nlo me consta, que na lei do ornamen-
to vigente se contcmplassejo imposlo, a que se refe-
re o nobre deputado: e nflo tendo sido decretado por
"os, creio, que ninguem o poderia estabelecer.........
OSr Villela Tarares: Esta bel ecerflo-o particu-
lurmente.
O Orador: Nfio sci o que sito mpostos parti-
culares.
Um Sr. Deputado: Mas sabem-no os que os
pagto,
O Orador: Demonstre o nobro deputado esta
Jiioposigo, que me far grande obsequio.
Um ir. Deputado: Nflo caio nessa, he milito
tarde.
O Orador: Senhor presidente, he muilo tarde!!
a materia nflo admiti caceada : trata-se de langar-
sc um imposlo grave no principal ramo da nossa in-
dustria, o nobre deputado, quc.o apoia, nega-sc a
'hscussfloda urgencia delle, por ser tarde?.....Nun-
ca e::ipregaromos mellioi' 0 lempo nestacasa, como
'luandodiscutirmos materias semelhantes, para evi-
lr> que inconsideradamente so criem novas imposi-
.'wsem um paiz, como o nosso, tao sobreearregado
de tributos na infancia de. sun existencia poltica, e
or|de a industria se acha tflo pouco desenvolvida.
Se os nobres deputados, que se retercm a este im-
poslo particular, tcm cm vista urna otiibUclTo vo-'
'ntariamento paga pelos agricultores da provincia
Pira as despezas de urna inspeceflo estabelecida por
e"es e pelos negociantes nesta cidade, afnn de se
qualificar 0 as5ucar em nove classes, e o algodflo em
pec^flo, cuja inconsiderada aboli(flo mofivou atfueile
sacrificio dosnossos agricultores, porquanto estilo
ellos pagando um imposto n.TO pequeo, sem goza-
ren) das vantagens da inspeceflo, para cujas despe-
zas foi positivamente creado pela lei de 11 dejunbo
do 1836.
Nem be, Senhor presidente,- a poca actual a mais
azada para tribuannos o nosso assucar, se porven-
tura sejulganecessario recorrer a novas i nipos i roes
para fazer-sc face as urgenoias da provincia. A caren-
cia de trapiches, de que se resenle a capital, l'niv.i o
agricultor a saciar a ambieflo dos trapicheiros, man-
dando desembarcar seus gneros nos poucos trapi-
ches, que aqui encontr: c a prova da dureza, com
que otra tilo, tenho no annuneio, que passo a ler, pu-
blicado ltimamente, nos Diarios novo e vellio di..
O abaixo assignado faz publico aos proprieta-
rios das barcadas, que conduzem saceos com assu-
car para esta prue,a, que aquellas barcadas, que
descarregarem nos trapiches d'alfandega velhn, do
l.dedezembro en vante, pagarfl de descarga
para sarco 60 rs. de cada um, o lambem os seus re-
cehedores pagar 60 rs. de cada um no acto da
entrega dos mesmos saceos, pelo trabalho dos
separar, o evitar com isto alguns extravos, queja
tein apparecido; ficando dcsta forma o abaixo as-
signado responsavel, pelos que all descarroga-
rem : tambem se excederem a dous dias de depo-
sito nos'ditos trapiches pagaro mais 100 rs. de ca-
daum de armazenagem. Hecife, 7 de novembro
de 1846. Josi Francitco Hibeiro de Soxiz.
Ora, quando a agricultura seachn exposta a ex-
torsOes semelhantes, e por cada sacco de assucar se
paga, so nos trapiches doltecife, -20 rs., alm do que
lem rustado o seu carreto at ca, he que havemos do
impr mais 60 rs. por cada volume desses, a titulo
de inspeceflo i* Nflo posso conceb-lo.
Occorre tambem, Senhor presidente, a extraordi-
naria, c (para mim; inexplicavel despropor^flo desse
imposto, quanto scaixas e saceos de. assucar. Aquel-
las, pesando regularmente cineoenta arrobas, pagflo
160 rs.; estes, porein, pago.60 rs., conlendo apenas
fnico arrobas!!
lia por rerto um favor ronsdcravel, nica anima-
eflo mui.positiva para se preferir remessa do assu-
car em caixas das maloresdimensc'ies, sobre todo se
considerarmos, que o ensacado esta mais subjilo as
illuencias alhmospbcricas, que o deleriorflo.
Nflo me persuado, que os nobres autores do pro-
jecto substitutivo quizessem pnressa maneira evilnr
a detl ioiaeflo do genero, obrigando indirectamente
os ifiieultores a enfaida-lo mclhor; porquanto,
ni podemlo todos ossenhores de engenho cncaixar
o seu assucar. por falta de madeiras, nem sendo
aquello o melhor meio do o levar aos mercados da
Europa, os nobres deputados nflo ainpiriao assim o
alvo, a que atiravo, c longo de bcneliriarem a nossa
agricultura, a espesnharifio com sacrilicios untis.
A cnormidade dos volumes, em que se costuina
mandar o assucar brasileiio para oiportos ila Euro-
pa, be de ordinario causa de chegar l arruinado,
porque, tlilBcuItando as operacOes de embarque e
desembarque, da lugar repelidos accidentes, que
estragflo a madeira e exprtem as mercadoi ias a acQflo
do tempo. Em Genova observei grande quantidade
de assucar da Baha e del'crnambuco, que chegou
inleramente arruinado, |ioresse motivo, c live oc-
casiflo de vr muitos ncgocianles, que cspeculavflo
para o Brasil, queixarem-se amargamente de que in-
sistissemos no terrivel systcma de nietter o nosso as-
sucar em grandes caixas, nflo su pelo risco indicado,
como porque, nflo sendo todo consumido as cida-
des, em que desembarca, nflo pode ser commoda-
mente levado por trra para os mercados do inte-
rior.
A consequencia necessaria da diflieuldadc do
transporte dos grandes volumes he, que as pracas,
emquo concorrem com outros menores, como em
Hamburgo, Genova, Trieste, &c, nflo obteem o mes-
mo preeo, nem achilo a mesma sabida, que estes,
porquanto os compradores, que teem de remell-los
para o interior da Italia ou da Allemanha, contflo lo-
go com as despezas inseparaves do novo enfarda-
mento. Essa dilTcrenca de preco c a contingencia
da delerioracSo da mercadoria, prjudiciaes, como
silo, aos productores, deyiflo antes levar os nobres
autores do projecto aanimarempor meios indirec-
tos o acondiconamento do assucar cm volumes mais
pequeos, e por consequencia a proporem urna me-
dida opposta a essa, que abracrTo, excluindo assim
tima das rasoes da preferencia, que sobre o nosso ai-
canea o assucar cstrangeiro as pravas referidas.
De um mappa, que aqui tenho, lornecido pela me-
sa ilo consulado, consta, que a safra do anno passado
foi a maior d'este trienno, ( nflo obstante haver-se
sustntalo aqu o contrario, por occasi&o da mora-
toria concedida ao arrematante da barreira do Gi-
qua) e tambem aquella, emquo maior quantidade
de assucar ensaecado entrou na cidade por Ierra ( e
conseguintemente pela dita barreira;: tamaita be
adiflercnca progressiva.fltie houve, a este respoito,
no niesmo trienno, que me inclino a crer, que gran-
de vntagem achilo os agricultores em mandar assim
oassucarpara o mercado do Heci fe; que havemos de
priva-los della, ou for^a-los a compra-la com mais
este sacrificio, quando nem ao menos os podomosj^
wg. "^r** .ni"" ^aantt^i"^^*
libertar das usuras dos trapicheiros, c de mil oulros
obstculos, com que luctflo na actualidado ?
Al hoie o assucar ensaecado lem deixado de ser
inapectacro, e nflo me consta.que a sua inspeceflo ios-
so reclamada pelos negociantes ou pelos agricultores
da provincia, cujo silencio he mais um argumento
contra o projecto substitutivo. Dceretando-a agora,
vamos sem duvida crear mais um entrave para o
-commerejo, obstando a que as suas operaeOes a res-
tres, como exigem as conveniencias -do mercado, e
nflo em duas smente, romo faz a mesa do consula-
do para a dedueflo dosdiretos, devem observar, que
essa contrbuieflo, por diminuta, nflo sofTrecompa-
raeflo com o imposto projectado; alm de quo nflo
comprehende, segundo as informaees, que tenho,
lodos os volumes, que agora se procura tributar.
Caso, porm, fosso ella superior e comprebendesse
lanibem fechos, barricas e saceos de assucar, em vez^v,
le abraearmos a dea do projecto substitutivo, part- jiej^^eyTeTrltsem conXa necessaria rapidez: e de
)e, que noscuinpria simplesmetUe restahelecerirtps'- mais a mais autorisamoT'a Aixtraceilo de urna parte
' do assucar, a Ululo de amostra, a qual, sendo ja ex-
cesiva nos volumes maiores, nos saceos se tornar
summamente sensivcl, em relae.to ao numero e peso
de cada um.
Nflo he, portanto, s sobre o valor do imposto,
que conv'm meditar: sflo tambem as consequencias
delle, c a eondieflo menos vantajosa dos nossos agri-
cultores, que cumpre ler agora em vista, l.uctando
com a deficiencia de braeos, subjeitos a tributos
onerosos, e estranhos anda aos melhores processos
de fabricar assucar, que futuro ser o delles, e do
paz, se, cm vez de nos empenharmos no melhora-
mento de sua eondieflo, nos deliberamos a aggrava-
la com impostos semelhantes?
Se a renda oreada nflo basta para a despeza da
provincia, ou nflo be convenientemente arrecadada,
cortemos pelas despezas desnecessarias, ou fiscajise-
mos melhor essa arrecadeflo; mas, sem recorrer-
mos a estes expedientes rasoaveis, nflo nos lancemos
as vias dos impostos, quo quasi nflo sflo mais prali-
caveis no Brasil.
Nos limtesele urna economa bem entendida en-
contraremos seguros meios de supprir a fraqueza
dos cofres pblicos: consrvenlo-nos, pois, dentro
delles, e nflo condomnemos os nossos commiltentes
a pagar novas iinposieOcs, quando concedemos im-
portantissimos rebates aos devedores da provincia,
e repetidos augmentos de ordenado e gratificacoes
aos empregados, que sem elles estavflo servindo.
Senhor presidente, sinto, que este projecto fosse
olferccdo no ultimo dia do sessflo, c quando nos nflo
temos tempodc meditar sobre elle, como espaeo e
sangue-frio uceessarios.
Apezar disso, permita V. Ex., que lance urna olha-
dura sobre elle, o faea algumas observaeOes, posto
quo breves, acercados outros artigos, quo o com-
pletflo.
r.estaura-sc a extincta inspeceflo com maior nu-
mero de inspectores, c d-se ao governo da provin-
cia faculdade para alterar esse numero c os venci-
inentos de cana emprogado, como entender conveni-
ente*; ludo isto para que o assucar e o algodflo pro-
duzdos na provincia sejflo qualficados com o maior
aceito e da maneira mais conveniente aos agricul-
tores c negociantes, ora, se aeharmos outro meio
mais econmico para conseguirmos estes dous re-
sultados, sem a creaeflo de urna repartieflo tflo dis-
pendiosa, enlendo, que be do nosso rigoroso dever
abraca-Jo,
Para a dedueflo dos dirctos nacionaes c. prpvin-
ciaes, aquelles gneros sflo classiicados em duas
Sortea pela mesa do consulado c fnja he confessar,
que os empregados incumbidos dessa inspeceflo se
teem havido com tanta mparcialidade e intelligen-
Ca, que, longo do darem lugar a qiieixas.altrahirflo
a consideraefloo a estima dos proprlos interessados,
sem todava oTenderem os interesses da fazenda.
Vozis 11.-1 11111 i l.-1 s queixas.
O Orador: Nflo me consta; tenho sempre ouvido
applaudira ntcllcgcncia c probidade dos dous ins-
pectores do consulado, os Srs. Eroes e Alfonso Fer-
reira, c posso asseverar aos nobres deputados, que
merecem a reputaeflo, que teem. Se alguem delles,
a tal respeito, se queixou aos nobres deputados, tai-
vez fosso por terem cumprido fielmente os seus de-
veres contra os interesses do queixoso.
He preciso pois, examinar, se sflo bem ou mal fun-
dnilns essas queixas, e confio, que este cxaine nao
ser? desfavoravel aos inspectores, a quem me retiro
Mas vamos ao ponto principal da queslflo : fazen-
do-sc assirt a inspeceflo na mesa do consulado
se queremos, que se qualiliquem mais sorlcs de as-
sucar e algodflo, devemos cncarregar dcsta com-
missflo os mesmos empregados, que a desempenha-
r com grande facilidadc no mesmo acto de qua-
lilicarem asduas sortes para a dedueflo dosdiretos
respectivos, mediante a pequea gralilcaeflo de
30(1/rs. para cada um, por esse accressimo de tra-
balho. Desla maneira aleaueainos o nov-o de*i'Ura-
lum, isto he, ajusta i|iinlilieneno do genero no mer-
cado, e aproveitamos a experiencia c honradez dos
inspectores do consulado, sem sobrecarregarmos
os agricultores com mais impostos, ou os cofres pro-
vinciaes com novas despezas.
Tenho, porm, ouvido dizer, que a inspeceflo as-
sim feita dcixa c oflerecer as garantas desojadas,
nflo se dando recurso algum contra o capricho, ou
erro, que uella possa apparecer: pois cstabeleeamos
nos, ou eslabeleca o governo no regiilaiucnto, que
fizer, um recurso para casos tacs, semelhante ao
que ha va durante a extincta inspeceflo, e (cara
removido este obstculo. Aulorisc-se o arbitra-
mento, ou submetta-se o acto dos inspectores o
conbecimento do administrador do consulado, q lian-
do os interessados se eonsiderarem offendidos em
seu direito, e teremos fra de risco a fortuna do
agricultor ; a inspeceflo convenientemente feita ; o
commerciosem atropello; ea renda provincial e-
conomsada.
Posto sejflo empregados geracs, esses inspectores
nflo (lefio inhabilitados para funcecs desta ordem,
sendo que o rcgulamenlo do consulado Ibes per-
mitte excrc-las, quando manda arrecadar por conta
da fazenda nacional a porcentagem, que cm virtudc
dellas Ibes couber.
O."ir. Jouqutm Yillela; Entilo servem degrada?
O Orador : Nflo servem de graea, porque teem
vencimentos abonados pelos cofres geraes : fazerao
que Ibes determina o regulamento de sua reparti-
eflo, do qual nos temos aproveitado para a percepeflo
dos dirctos provinciaes do assucare algodilo, quo
se arrecadflo no consulado sem dispendio algum da
provincia.
Mas, se queremos rctribu-los por esso accrescimo
de trabalho, concedamos-Ibes a gralilcaeflo men-
cionada, comooutrora concedemos ao lliesourairo,
c teremos concillado o mlercssc delles com os da
provincia, sem offensa do regulamento 'supracitado.
O governo imperial porcertose nflo oppor essa
medida, como se nflo oppoz durante dez annos A ou-
tra, de que acabo de fallar; e nos, adoptando-a, fa-
remos grandeservieo .provincia, quo lucia com um
dficit consideravcl.....
UmSr. Deputado:-Como prova issp?
O Orador .-Nflo posso agora declarar a importan-
cia delle, por mo faltareni os esclarecmentOS, que
ped thesuraria, e pelos quaes tenho repetidas ve-
zes instado na casa este ano.....
O Sr. Nunes Machado .Estamos promptos.....
O Orador: Esses esclarecimentos, como cu ro-
ceiava, nflo nos forflo anda remedidos.
O Sr. Peixoto de Brito: Mas como afilrma, que ha
dficit ?
O Orador .Porque a existencia do dficit se podo
demonstrar com o oreamcnloda renda, cas despezas
ja decretadas; com a falla de dinheiro para paga-
mento dos credores da provincia, c dos empregados
della, que estflo por pagar, ha 7 mezes.....
Um Sr. Deputado: lsso nflo prova o dficit.....
O Sr. Nunes Machado .-Essa proposeSo nflo he de
um deputado linancciro.
O Orador: Nunca live presumpefl" de linancciro,
nem me sinto com aptidfl.0 para o ser. Estes factos
sito notorios; datfo de muito tempo, e indieflo sem
duvida os apuros, em que se achilo os cofres da pro-
viucia, pelo excesso da despeza decretada. v
Alm disto sabemos, que por vezes a thosouraria^
tem sido forcada a descontar com grande sacrificioA
leltras de longos prazos, e semelhantes adiantamen-
losdas rendas futuras tambem moslflo a insuiricien-
cia das rendas do excrcicio corrente. Diminuimos a
receila com a concessflo dos rebates feitos aos arre-
matantes do imposto do gado consumido, c, sem ter-
mos procurado dar-lhc o menor incremento, depois
de feita a lei do oreamento vigente, concedemos,
nesta sessflo ordinaria, hotos rebtese moratorias;
decretemos muitas obras importantes; c a diversos
empregados demos gratificacoes o ordenados, quo
oreflo por alguns cotilos dejen....
Um Sr. Deputado ( com hironia ): Talvcz a cen.
O Orador: Nflo chegara a cen, mas hilo de a-
vultar cm alguns cotilos de ris; porque empregado
houve, a quem so mandou abonar o augmento res-
pectivo desde 1840.
De mais, consta igualmente, que na lei do orca-
meul se nflo contemplnu a divida passva, prove-
niente das estradas follas, a qual excede de noventa
contos de ris; e ludo isto nflo bastar para acredi-
tarmos na existencia de um dficit consideravel, ape-
zar de nflo pdennos anda avala-lo com a cxaclidflo
desojada? Creio,que sim.
He verdade, Sr. presidente, que nesta casa ouvi al-
guem suslenlar.que os rebtese moratoriasfeitas aos
devedores concorrem para o augmento da riqueza
_os credores : mas estou persuadido, que coinsigo
nflo querer fazer a experiencia o nobre deputado,
que assim se exprimi, prorogando os prazos, o
perdoando parte de suas dividas activas.
Tornando ao projecto substitutivo, observo, que
a despeza da nova inspeceflo he superior ao que
primeira vista parece; pois, alm de ser o pessoal
d'ella maior do que o la anliga, no artigo 6., que
posso a ler, marca-se o numero dos inspectores do
assucar, e nada se diz acerca dos do algodflo, quo
silo tambem ndlspensaveis (< Temos, que se lulo de crear mais inspectores para
o algodflo, c por poucos que sejflo, sendo o ordena-
do de um cont de res, a despeza nflo he pequea.
CoHvenho na ideia consignada no art. 7, queau-
torsa a presidencia n nomear agentes, que arreca-
dem na Parahha e Alagoas os direitos do algodflo
de l'ernambuco; porm me parece, que sera mais
completa, so coiiipreliendesse tambem o assucar, at-
ienta a possibilidade de ir algum para a Parahha.
OSr. Nunes Machado Nflo; nflo ha.nenhum
engenho, que faea tal: pbyscamente, he impossi-
vel.
O Orador : Pois da comarca de Goianna nSo
se pode levar assucar A Parahha? Qual he a im-
possibilidade pbvsica, que cncontrarO ossenhores
do engenho do Norte, que 0 qui/erem fazer!' A pos-
sibilidade incontcstavel do facto sobeja para justi-
ficar a prevenefio indicada.
0 art. 8." to projecto me parece intil, quanto
aos regulamentos dados pela presidencia para a boa
execueflo das Icis provinciaes, sendo que para os al-
terar nflo carece ella de faculdade nossa: e quanto
alteraeflo do numero e vencimentos dos emproga-
dos da nova repartieflo, me parece desconveniente,
depois de se designar no mesmo projecto esse nume-
ro, e marca r-se o veneiiuento de cada um dos mes-
mos empregados.
Se nflo nos consideramos habilitados para apreciar
j o expediente da i eprriicao creada, he melhor, que
demos ao governo ampia faculdade para mandar el-
fectuar a inspeceflo, como mais vanlajoso entender
ao servieo publico, porque deslc modo o habilita-
remos para aproveitar os inspectores do consulado,
se, comodevo suppr, julgar proveitosa provincia
esta economa: e se podemos saber, qualdevesero
pessoal della, entilo decretemo-lo definitivamente,
porque nao haver rasflo para justificar o arbitrio da-


do aogoverno, e a incerteza, cmque fica a repar-
tilo.
Se i, Sr. presidente, que o projecto paaea como esta
redigido, e talvez su tenha contra si o meu fraco vo-
to: todava, perguntarei aos nobretdeputados, que
o Rgsignrfio : rom que se pagar a esses cmpregados,.
que team de entrar j cm cxereicio, nflo estando
contemplada esta despeza na lei do orcanienlo vigen-
te? Se conloo faze-lo coni o producto do imposto,
que rrflo, mellior sera doslinarem-no, caso passe,
para occorrerem a outrosramos doservico publico,
que nilo admitlcm demora. .Melhor he sohr'estar na
creaeflo dos emprrgos, que condemnar osemprega-
dos a continuos sacrificios, trazendo-os atrasados no
pagamento de seus mesquinhos ordenados setc me-
zes e mais, como estilos provinciaes.
Por toilas eslas consideracoes, Senhor presidente,
Dio julgoadmissivel nenliiiin dos projectos em dis-
russflo, econoorrendo ambos para o augmento de
despezas imitis, votocontra elle.
O Sr. .\unes Machad (Pela ordem) manda mesa
o seguinlc requerimento, que he approvado :
i. Requeiro, que se prorogue a sessao por mais
una liora. ,
Prorogada a sossio, continua a discussiio sobre a
materia do projecto.
A depulacJM encarregada de levar as lcis sanc-
CAo sahe da sala, alim doircumprir a sua missflo,
a convite do Sr. presidente
estaheleceria, como actualmente tem, urna inspec- "3o lheagarrava os saudosos 12:000,000 de riscom
tanto trabalho, docnto como eu estava, caminhando
seth'pre de noitepor tflo mos caminhos e lempo de
invern, e com tanta limpeza, que seus espas d'aqui
e dacidade da Victoria lhe nflo poderfo avisar; e
c,Ao particular; o que denota falta de confianza oes-
sa inspecclo; ainda mais, porque, devendo 0 assu-
car receber seis qualidades, o commjrcio nflo se
quer subjeitar a essas duas qualidades, que lhe d
o consulado; o nos o que fazmos-he remediar essa
falta: e nole-sc igualmente, que essa inspecclo par-
ticularexige por cada caixa 160 rs.; imposic.no, que
tem decessar, logo que Mr instaurada a inspecQilo,
a qual traza poupanga, para nossos agricultores, des-
sa laxa.
Km vista de taes consideracoes, creio ter demons-
trado, que o nobre depntado nenliuma vantagem t-
rou com a apresentaclo do meio, que lhe pareceo
mais conveniente pas a inspecclo.
Senhor presidente, este projecto j aqu est, ha
mudo lempo; o substitutivo apresentou-su no sab-
bado, c nflo boje, como disse o nobre deputado, e
at agora ainda so nflo apresentou um s artigo nos
jomaos da provincia, combatendo-, o que sempre
succede, quando se procura legislar acerca de qual-
querobjecto pernicioso ao publico.
Aindajvoltou hojeo nobre deputado questflo do
dficit, entendendo, que lhe estava mal deixar, que
se encerrasse a sessio sem dizer urna palavra acerca
de um ohjecto, para o qual havia emprazado a alguns
dos mcus nobres collegas, e mais positivamente a
mim; e entendeo o nobre depulado, que sabiria
muito bem dessa questflo, asseverando-nos>que nflo
O Sr. I'eixoto de frilo:Sr. presidente, o nobre I poda demonstrar o rfc^ct', por falta eos precisos do-
deputado, que acaba de impugnar o projecto subs- Icumentos: evasiva, que nilo pode desculpar o no-
titutivo ao n. 39, vcio boje dar-nos as ferias, ejhre deputado, porque, se o nobre deputado mo ti-
aproveitou a occasifo para fazer urna rccapilulaQflo
de tudo quaulo ha dito o. repetidoJiesta sessao ; por-
que, em verdade, o nobre deputado, cm toda a ses-
sAo dosle anuo tomou sempre por seu constante bor-
da o o dficit, o augmento de despezas, as sobras, #e.
mas, deiiois desua reeapitulacito, o meu nobre ami-
go coutinuou a dizer o que havia dito en urna ses-
silo anterior, e he, que reeonheeia a utilidade c ne-
cessidadeda iuspeceflo, fundando-se nos incsmos mo-
tivos, que tiverflo os autores do projecto para instau-
rar estas duas repartieres, que silo o bom crdito do
nosso genernos pazes estrangeiros. O nobre de-
putado.eomo exponento, como viajante, disse, que,
quando esteve em algumas pravas da Europa, lhe
observarfio alguns dos negociantes daquellas pracas,
que os nossos gneros, o-assucar principalmente,
c'negavflo all em muito mo estado ; e me record,
que em sessOes de outros annos o nobre depulado as-
severon a casa, que fra Icstcmunha de falsificacoes
e fraudes feitas as nossas caixas do assucar, &c.
porconsequencia nilo continuarei no desonvolvimen-
to da nocessidade e utilidade da inspecclo, noque
vou muito de eonformidado com a opiniflo do nobre
deputado; o passarei aos outros pontos, estenden-
do-me o menos, que me for possivel, porque pouco
he o lempo, que lenho para discutir.
Sr. presidente, nilo me admira, que o nobre depu-
tado se opponha com tanta rorca a alteracilo, que faz
o projecto na laxa eslabelocida outr'ora para os fe-
chos, saceos e barricas de assucar, porque o nobre
deputado, nessa parte, vai coherente com seus prin-
cipies ; e nem lhe deveria escapar esse lado do pro-
jecto, para o apresentar como odioso : no que nao
posso, porem, convirhe, que o nobre deputado at-
/tribua ao projecto um lim, que se nilo leve em vis-
tas. O nobre depulado entendeo, que nos, aug-
mentando as taxas sobre os saceos e barricas, ti-
nha os dados para saber, que existo um dficit, nilo
leveria arriscar por lautas vezesasua afllrmativa nes-
ta casa.
Disse o nobre deputado, que o orcamento provin-
cial apresentou um saldo de 5 contos, eque aassem-
bla fez um abate nas rendas do dizimo do gado, na
importancia de 60 coutos, e dahi eoncuc, que temos
am dficit; mas, se eu demonstrar, que esse abate
de 60 contos fui levado em conta na despeza, que a
despeza decretada est a par da receita oreada, con-
seguir'! deitar por trra esse grande fundamento,
com que pretende o nobre deputado provar, que
existe dficit.
(t) orador lea lei do ornamento, o demonstra cla-
ramente a sua proposiQo, acompanhado do inuitos
apoiados)
Sr. presidente, o nohre depotado nilo faz mais
do que olbar para os ornamentos provinciaes; e ven-
do nelles um aeficit, nilo se tem dado ao trabalho de
indagar, se esse dficit he, ou nao, absorvido pela re-
coda arrcoadada ; nflo se tem dado ao trabalho de
ver, que as despezas decretadas teem sido sempre
aqum das receilas oreadas; nflo tem entrado em
outros exames precisos para poder assegurar casa
a existencia de um dficit.
\Ho posso deixar de responder ainda a outras ob-
jeefles feitas pelo nobre depulado. Disse o nobre
deputado, que o artigo 6., creando 4 inspectores
para oassucar, nada dizia quanto aos do algodflo ;
pelo que, entenda nilo haverein inspectores para o
algodflo.
rtepare o Sr. deputado, que o artigo 1. restabe-
lecc os dous inspectores do algodflo, e que o artigo
6." augmenta mais dous para o assucar : portanlo
nflo seda o defeito notado.
Tambem disse, que o presidente era autorisado
mesmo depois de feita a empreza, eu nflo resistira as
palaquadase ameaqas dos taes camaradas, que me
queriflo retomaros escravos, ainda antes de cu che-
garcasadolllm.Sr. ManoelThome..... Has, eu le-
nho outras provas menos remotas. Quem quizer dar-
se ao trabalho do comparar as nossas corresponden-
cias, decidir qual denos he o maluco! As do Sr.
Feij so respirflo desespero, colera, odio, vinganca ;
as minhas- s respirflo educaeflo : oSr. Feij nada
prova do que diz, o substitue esta Talla com descom-
posturas, calumnias, insultos, folsidades, etc., tudo
muito inspido c cahindo nas mais grosseiras con ra-
dicles ; porexemplo, quem ser capaz de descubrir
a relaQflo, que tem esta pequea dita corresponden-
cia com os 12:000,000de ris! Eu provo tudo quanto
digo com documentos erasOes evidentes, servmdo-
me para isso at de suas proprias palavras e contra-
dcces;e alm disso matizei-as (*m certas flores,
que lhe dflo muita graqa, principalmente urnas do
valor de 12:000,000 doris! Urna destas contradic-
cOes he,quc,sendo o Sr. Feij o primeiro, que me de-
safiou ao prelo, diz agora, que nilo quer dcscer de
sua alta dignidado para me responder, o que me des-
prez (est muito despre/.ador! J desprezou tambem
ao Illm. Sr. Manocl Thom ) : eu dou-lhe de barato
esta importancia, que elle se da si propno ; mas
nflosei conciliar esta alta digndade com estas gen-,
tilezas!
He outra gentileza do Sr. Fcijo o chamar-mc elle
falso anacoreta ; porqiiauto, elle est convencido do
contrario;ea prova uisso he o estar ello judiando
commigo tanto na xicana, que bem mostra querer
experimentar, se a mnha paciencia catholica tem li-
mite! !! Como o Sr. Feij ahi se despede, tambem se
despede por esta vez -- De Vms., etc.
0 major, Jos Gabriel de Maraes Mayer.
a augmentar o numero dos cmpregados. 0 nobre de-
nhamos por lim obrigar os nossos agricultores a man-j jiutado costuma ver c repetir smente o que lhe faz
darcm seus assueares em caixas, quando nflo forflo conta: porque nflo olbou para' a palavra altaar? Esta
estas as vistas dos autores do projeclo : esta taxa
serve pura pagar oscivieo da inspecclo; nflo temo
alcance finaneciro, que o nobre depulado lhe quiz
atribuir: e quanto a desigualdade notada pelo no-
bre deputado,devo observar, que, sendo a taxa csta-
belccida para as despezas da iuspeceflo, nio ha desi-
gualdade, quando, pagando urna caxa 160 ris, se
exige de um sacco 60 res: ambos os volumes silo
inspectados, embora os furos sejo menores para os
saceos.
Mas, senhores, eu nilo insisto no augmento da ta-
xa : a mesma existente d para as despezas das duas
inspeceoes, c nos annos, que ellas existirflo, bouve
sempre urna sobra.....
OSr. Netto : Inlflo para que a cstipulou no
projecto 1
U Orador: F.stipulei, porque os saceos nio
erflosubjeilos inspcoc,flo, e havendo um novo tra-
balho, entenda, que elle deva ser pago.
O nobre depulado ainda, na occasiflo de fallar
na ioapaccSo dos saceos, disse, que se extrahem
grandes quantidades de assucar para as amostras, e
que isso be mais um onus. O nobre debutado ar-
gumenta com os abusos, c be com o que nao me im-
porta, porque ha lei, que determina u quanlidade
de assucar, que se devo exlrahir dc'cada caxa ; se
se cxlrahe de mais be um roubo, e para o roubo es-1
tilo ahi as leis criminaos: que mais quera que fizesse
a lei? As vezes cu nao sei o que quer o nonio depu-
tado.....
Propondo-se o nobre deputado a fazer urna analyse
ao projecto, prometteo-nos um meio de inspecclo
mais proveitoso. e de menor dispendio para a pro-
vincia ; e quando esperava pela deseobei la do nobie
deputado, c me preuarava at para lhe dar o meu
voto, prineipiou o nobre deputado por elogiar e en-
grandecer a inspecclo, que fazetn actualmente os
agentes do consulado, e lindou o seu elogio por con-
fessar, quesemelhanle iuspeceflo nenhuma garanta
ofl'erecia, e que, para evitar um tal inconveniente, se
poder i 90 estaheleccr os competentes recursos, que
podoriilo ser os mesmos, que adoptramos para os
inspectores creados pea lei de 11 de julho. Ora, eu
deixo preteridas as inmensas questes, que se pode-
rifio suscitar, se acaso nos resolvessemos a tomar
semelliante medida, e reduzirei toda a quesillo
uina simples, que espero, me responda o nobre de-
pulado.
Os cmpregados silo geraes, governflo-se por um
rogulamento, que Ibes marca a attribuicflo de dar as
qualidades do asssucar para a dedujo dosdireitos:
senos, seguindo a opiniflo do nobre depulado, es-
tabelecermos um juizo, que decida entre esses agen-
tes e os compradores ou vendedores as duvdas, que
se suscitarem acerca da qualidade do genero, por
onde regulara esses empregados a dedueflo do dizi-
mo, pelo seu juizo, ou pelo do juz, que estabelecer-
mos? Desojo, que o nobre deputado se digne respon-
der-me a isto. Mpoarf.)
N3o posso deixar de aprovetar-me do silencio do
nobre deputado para acreditar, que reconhece este
t.'.nh.ii'ai'ii, e que se conforma com mnha opiniflo,
quando cntendo, que nflo podemos alterar porseme-
lhante maneira as atlrihuicOes de empregados ge-
raes, que teem seus regulamentos proprios; c tam-
bem convir commigo, que a iuspeceflo, que con-
vm estabelecer, he muito diversa da que exercem
esse* empregados, que nflo passflo de simples exac-
tores dos direitoa da fazenda.
Agora, de passagem, eu dtre, que, se a inspeceflo
do consulado fosse a mais conveniente, a associacflo
iil)licacii) a ptdido.
palavra quer dizer augiTrcntar ou diminuir : i apoia-
dos repetidos o nobre deputado nilo quiz attender
para a oxpresslo.e fez os seus costumados escarceos,
dizendo, que mandavamoS augmentar o numero
dos empregados; de manera que, o nobre depulado
nos aprsenla sempre aos olhos do publico dispos-
tos a distribuir com mflos largas os diretos da pro-
vincia, a augmentar o numero dos empregados, c.
( Muitos apoiados).
Eu nflo continuarei na discussiio, declarando, que
nflo pretendo fallar mais sobre a materia.
O Sr. Vetto, depois de haver respondido ao pre-
cedente orador, sustentando as ideas, que enillio
em o seu primeiro discurso, declara, que, comquan-
to reconheea na casa bem pronunciadas tendencias
deapprovaro projecto, cassim volar um augmento
de despeza, deixardeacompanha-la nesse voto, sem
temer a censura de demasiadamente severo, era que
talvez incorra, porque cima desse temor, cima do
qualquer consideraeflo esta, da sua parte, o desejo
summo, de que he possuilo, do ver a poltica, a que
pertence, e que de presente existeno poder, dar o
exemploda mais ligorosa economa, fa/er todos os es-
forcos porauguientar as rendas da provincia, e pro-
mover todos os melhoramentos, de que ella possa
neressilar.
He lida na mesa, c approvada, a seguinte emenda :
Supprma-sc o artigo 3o. do projecto. l'eixAo
de Urito. Nunes Machado
Encerrada a discussiio, he a emenda substitutiva
approvada com a suppressao do artigo 3o.
Silo lidas e approvadas as rcdacOes dos projectos
ns. 49 e 39. ,
O Sr l'eixoto de tirito pede, que a assembla au-
torise a mesa a remoller com odicio as les lti-
mamente votadas, visto que, alm de ser este o cos-
tume, nflo ha lempo para serem ellas apresentadas
presidencia por urna commissiio.
A assembla accede ao pedido doSr. depulado.
O Sr. Joaquim filela participa, que a deputaeflo
cncarregado de apresentar ao Exm., presidente da
provincia para serem sacciouadas, as leis confec-
cionadas pela assembla, cumplir, sua missiio.
que S. Ex. lhe responder, que as lomaria na devida
consideraeflo.
A assembla iiea inteirada.
O Sr. 2. Secretario le a acta da presente sessao,
que he approvada.
0 Sr. 'residente declara encerrada a sessio ordi-
nario. ( Ij'.mi quasi 4 horas da tarde)
Illm. e Exm. Sr. General. O tenente-coronel com-
mandant e mais ofiiciaesdo quarto balalhflo de ar-
tilharia veem perante V. Exc. (pela ultima vez, nesta
provincia) render.emagradecimentoe por despedida,
a sincera homenagem de seus respeitos.
Fxm. Senhor, o benigno acolhimento, que V. Exc.
nos tem prestado, e a honrosa confianca, com que
nos tem ennobrecido, tem penhorado nossos cora-
efles, par da memoria dos heroicos feitos d'armas
de V. Exc. nos campos de Piraj na Baha, e de Inha-
tm e S.-Borges na provincia do Itio-Grande, e em
outras provincias, em defesa da patria edo Impe-
rador.
O co prospere a vida do bravo general pernambu-
cano. quem a provincia deve, em grande parto, a
manutenerlo da ordem publica !
Desligados boje do commando de V. Exc, os ofli-
caos do quarto balalhflo de artlharia espirito a glo-
ria, e serflo ufanos de ainda servir cm qualquer pro-
vincia do imperiosob as ordens de V. Exc.
Recifo em Pernambuco, 29 de novembrode 1846.
Jos Vicente de Amnrim Bezerra, tenente-coronel eom-
mamlaute. Izidnro Josi Rocha do Brasil, capitflo
mandante. Tristdo Vio dos Santos, capitflo. rVon-
cisco Carlos foeno fuchiimpt, primeiro lente.
Carlos de Maraes Camso, primeiro tonente. Jos
Fernindes Umbuzeiro, cirurgiflo-mr. Manotltl' i-
raujo Imss, capellao. ~ Dr. Volitarp Cesario de Bar-
ros, cirurgiflo-ajudante. Uopoldino da Silva e Aze-
vedn, segundo lenle quarlel-mestre. ~ Mermes Er-
nesto da Fonseca, segundo tenente. Joaquim Candi-
do 1'essoadeSeixas, segundo lenle.
Varietladc.
Cor responde lid i.
Sri. Hedactort*. --\a a pequea correspondencia
do Sr. Jos Feij de Mello no seu Diario de 27 do pr-
ximo passado mez.em resposta minha de 12do mes-
mo ; ella d urna ideia do S'u autor melhor do que
eu lenho dado; nada mais lenho a accrescentar do
que fazer notar algumas pequejuis gentilezas porque
elle nflo he capaz de fallar senrmas gentilezas). Por
exemplo, he urna pequea gentileza o fallar elle na
carta, que lhe dirig, como se fosse feita agora : eu
lhe dirij esta carta cm 1835, declarando-lhe muito
positivamente, que meu confessor foi quem me obri-
gou, apezar de eu cm nada o ter offendido; mas a re-
lgiflo, que mo obrigou este grande sacrificio, he
a mesma. que me impoz o dever de nflo deixar rai-
nnas manas morrerem do fome, vendo mudo
o que-
do OSr. Feij com disposieflo de querer ser o nico
herdeiro! He outra gentileza o concluir elle d'ahi,
commercial ter-se-hia contentado com ella, e So que eu sou maluco; porquanto, se eu fosse maluco,
OCONVRSTO DITO O COBTIC t-t CINTRA.
Do convento da nvocacflo da Santa Cruz.de re-
coletos franciscanos, situado na serrado Cintra, es-
crevero o abbade Casti, lord Biron, Antonio Car-*-
valho da Costa, Francisco de Almeida Jordflo e ou-
tros.
Ao grande D. Joo de Castro, IV vice-rei, e hroe
da India, e probo, se deve a origem da sua fundaeflo,
porque quiz mais lavrar lemplo sua memoria, que
edificar casa sua posteridade, dcixando comoem
piedosa bcnQo a seu filho I). Alvaro de Castro, (1)
que, se na graea ou Justina dos reis achasse alguma
pratiilflo ile seus servicos, do premio delles edifi-
oasse na sorra de Cintra um convento de recoletos
franciscanos, advertindo, que com a invocaeflo da
cruz se intitulaste a casa, cujo signal adorava com
fervoroso zelo, c profunda inelinaeflo.
Fallecido o vice-rei em Coa aos 6 de junho de
1548, sem poder por em pratica o seu desejo, dozc
annos depois no de 1560 lite cumpli a vontade seu
filho li. Alvaro, fundando este moderado o humilde
recolhimento, sendo todas as suas olicinas obra pra-
lieada por meio de cortes e escavacoes em urna ro-
cha ,'2). Tflo pobre em seus principios, que apenas
custou a primeira fabrica cem crusados. Da poca
da sua fundaeflo se acha memoria em urna podra,
que est inxcrida na parele da igreja do lado do
evangolho, emaqual se l alenda seguinte: D. Al-
varo de Castro, do concelho de estado, e vedorda fa-
zenda de el-rei D Sebastiflo, fundou este conven-
to por mandado do vice-rei I). Joflo de Castro seu
pai, auno 1560.
Esl fundado o conventinho cm um retiro, no
meio da serra, entre malos. Subindo aumterreiro,
bordado de arvores, com urna fonte, se offerecem
vista quatro portas, duas de dous confessionarios,
urna da igreja, e outra da portara, todas forradas
de eiirlica 13,. Ao entrar se da em um corredor de
8 palmos de comprido, e 5 de largo, o qual por en-
tre toscos penedos guia a um pequeo jardim ( onde
anda existem bellas hortenses) e all em lugar
(i) Foi casado com D. Annade Attaydc, lilha de D.
I.uiz de Castro, senhor da casa de Mousanto. Foi de
el-rei D. Sebastiflo particular acceito, fiando-lhe os
maiores negocios c lugares do reino;.fez diversas
embaixadas a Caslella, Franca, Roma, e Saboya.
Foi do concelho d'estado, e nico vedor da fazenda;
e entre cargos tan grandes, acabando valido, mor-
reo pobre Jacintho Freir de Andrade, em 29 de
agosto de 1575. Jaz na insigne capella da Invocaeflo
de Corpus Christi sita no claustro-do ex-convento de
San-Domingos do Beinfica.
2) Imitando o estylo egypcio, que era escavando
na rocha solida, inculcando a pratica de um povo,
quo inorava em cavernas abertas nas encostas de fra-
guedos u ouleiros, antes quo a arle de fazer casas
estivesse em uso. Tambem semelhanca daquelles
templos, que na India existem dentro de grandes
fragas.
3) Nesta porta at mao de 1834, estava urna vide
suspensa, e a ella atado um chocalho, que servia de
sino para chamar o porteiro.
imminente se observa urna ernida (em ruina ), onde
se venerava a imagem de Christo com a cruz s cos-
tas, e junto um limitado vilo de seto palmos, entre
penedos, que lhe servia de sacrista; o quo tudo
mandou edificar o cardeal infante l>. Henrques, a
ermida para n'ella dizer missa, e a celia para n'ella
habitar da e noite, quando procurava este retiro.
En outro lugar mais elevado da cerca se venerava
a imagem de Christo crucificado, em urna ermid-
ha feita em urna gruta formada do dous penedos.
Alm destas duas ermidas se observa na cerca urna
cova, onde diz a tradcIo, vivera pelo espado do 30
annos em spera penitencia o beato Honorio; e jun-
to a urna fonte, una mesa de pedra, em a qual co-
ma el-rei U. Sebastiflo, todas as vezes que ia a este
convento gozar da sombra de suas arvres c frescura
de suas agoas, com asquaesse regava a borla, que
ho pequea como tambem a cerca. 0 convento tem
um s dormitorio do 40 palmos de comprimento, e
3 de largo, de forma que, encontrando-se n'elle duas
pessoas, para urna passar rerolhe a outra para al-
gumas das celias. Silo eslas tflo estreitas que mais
se podem chamar sepulturas; as paredes, que as di-
vdem, silo de barro c palha forradas de cortca, a
qual serve tambem de forro s portas. O refeitorio
he tflo pequeo, qu apenas tem 14 palmos de com-
prido e 7 de largo: servo-lho de mesa urna lage tos-
ca, que para este effeto mandou arrancar da serra o
cardeal infante D. Ilenrique, levantada um palmo
doohflo. No resto das oftrdnas se observa a mais
perfeila pobreza.
Desce-se por 7 degros do 2 palmos de altura para
o coro, e d'este por urna abertura tet na rocha ao
lado do evangelho se desee para a igreja. He esta mui-
to pequea: da porta at grade, que divide .a ca-
pella mor, tem de distancia 18 palmos de comprido
o de largura 13 he abobadada, e as paredes de calhos,
quealli produzio anatureza. Das grades at ao al-
tar se contflosmente 12 palmos, e este era o vilo
da primeira lapa, a que a mesma rocha serve de co-
bertura. Oaltar he de pedra era mosaico, as paredes
silo revestidas de pedra branca e azul, e n'cllas em
seus nichos estavflo varias imagens (4) ; e no sacra-
rio, obra primorosa feita em Itoma, um santo Chris-
to demarfim, dadivada D. Rodrigo da Cunha, ar-
cebispo de Lisboa (desde 1636 ato 1643) (5) e no
sacrario uina cruz de prata dourada com um santo
lenho, que de Roma trouxera o fundador. D. Alva-
ro do Castro, quando all foi por embaixaabr de Por-
tugal ao santo padre Paulo IV (6).
Nflo poderemos melhor descrever a pobreza e sim-
plicidade dos outros ornamentos desta igreja, do
que trazendo lembranea as seguintes linlias de um
poeta catnolico de" Inglaterra: ,
Nflo adorna vflo este humilde templo
De vflo, erguido, tecto
Ricas molduras...
Erflo florinhas do vizinho bosque.
Quo o puro altar juncavSoj
Era o florido seu o ornamento,
O incens ero perfume, que exhalavflo.
Do lado da epstola se observava (at 1834) um qua-
dro com o retrato do beato Honorio, o qual jaz na
igreja, e da parte de fra jo lumiarda porta jaz Fr.
Chnstovflo de San-Jos, farflo apostlico.
Dospadroeiros, est na igreja sepultada D. Mana
de Noronha (7), viuva de D. Alvaro de Castro, se-
nhor de Fontc-Arcada, commtmdador da Redinha, a
qual, na flor da idade, cm todo o vico da formozura,
perdeo o esposo, o-sendo procurada pela sua muita
rormozura por varios senhores da corte para segun-
das nupcias, por haver feito voto de castdade so con-
servou sempre viuva, at quo falleceo no anno de
1681, e jaz nesta igreja, que cm vida militas vezes
frequentava.
Dizia D. Filippellde Hespanha, a quem os Caste-
llanos indevidamente derflo o nome de prudente,
quando s lhe convinha o de cruel parricida, sangui-
nario, ambicioso, que duas cousss tinha cm seus
reinos celebres, o Escurial por muito rico, e o con-
vento da Cruz, na serra de Cintra, por muito pobre.
Favoreciflo muito esto convento a rainha D. Catha-
rina, el-rei 1). Joflo IV, e a rainha D. Luza sua mu-
llir,. D. Pedro II, e D. Joflo V.
No dia 3 de mao dedicado inveneflo da Sania
Cruz se fazia a fesla com grande concurso dos povns
comarcos, e de outras Ierras distantes; assim co-
mo da gente de Lisboa de todas as categoras, e por
nflo caberem na igreja,se centava a missa no atrio.
D. Francisco de Castro, bspo da Guarda, e in-
quisidor geral, fallecido no 1. de Janeiro do 1653,
deixou 200,000 ris de juro para reparos deste con-
vento c da sua quinta da serra, deixando por admi-
nistradora deste legado a Misericordia da villa jic
Cintra. Pelo decreto de 28 de maio de 1834coul>e
em sorte aoeonvento'da Cruz ser suppr'miido, o mes-
mo que outr'ora servio de delicias aos nossos anti-
gos reis, o de asylo ameno aos seus religiosos; o II-
cou desde entilo abandonado iniuria dos lempos,
eem fatal esquecimento; tornando-se por tal arle
em albergue de aves nocturnas !
Ria-se embora o pliilnsopho desses anacoretas,
que.segundo a sua phrase.queriflo conquistar o eco,
fazendo da Ierra un inferno; nos de bom grado ri-
amos cora elle, se vissemos, que Ibes imitavao as
virtudes, ou so nos mostrassem nesta poca moder-
na caracteres.que podessem cquiparar-se com os res-
poitaveis fundadores dotas santas casas.
Seria muito par louvar que os descendentes c i>
Joflo de Castro, o terror dos reis do Oriente, que vi-
veocomo here, morreo qual sabio, o a Misericor-
dia da villa de Cintra, segundo o encargo que tem
(cima referido), nflo conlinuem a deixar estar o ex-
convento da Cruz, na serra de Cintra, no estado 08
dsemparo, em que se acha, segundo o observamos
no dia 26 dejuUio do correle anuo. He um 'tos lu-
gares mais Irequenlados, nos arredores da villa ue
Cintra, por nacionaes e estrangeiros.
O abbade de Castro.
(Ilevista Universal Lisbonense.)
COMMEBCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 4.......13:778,037
DBSCARRECA IIOJK.
Escuna ~ Archim'det bacalho.
(4) As quaes estilo boje na capella da casa da quin-
ta de Penlia-Verde. .,. ,
(5) 01." quo leve, e com boa justica, oepilhelo'n.
pai da patria, c que della foi restaurador, sendo iai-
vez o primeiro instrumento do. acto da restauras-'"
de el-rei D. Joflo IV. ,,.,.
(6, A cruz de marfim, e a do santo lenho, dain
forflo tiradas era maio de 1834. ... .
(7. Filha de Joflo de Saldanha, commondador ce
San-Martinlm de Santaiem, general da armada aa
Costa.


Consulado.
ii:ndimp.nto do DA 4
'.eral............
Provincial..........
Diversas provincias.......
3:3:26,0*2
1:435,396
57,780
4:819^918
.llovment do Porto.
Navios entrados no (lia 4.
Acarac ; 23 dias, patacho brasileiro Emularlo, de
122 toneladas, capitio Antonio Comes Pereira, e-
quipagem 12, carga sola c couros : a Manoel Con-
nives ila Silva
Parahiba; 14 horas, hialc brcsileiro Purera-de-Mara
de 16 toneladas, capillo Bernardinn Jos Bandci-
ra, equipagem 5, carga toros de mangue : ao ca-
p t a O.
Mcclaracoes.
AnilRNUTAQAfi, QOF. PBRANTE TIIESOUIURU os ENDAl
l'IU'VINCIAE KRA' I1EALIIAUA KM O OA 16 DB DEZEMBRO
CORENTE.
O empedramento de 270 bracas da 1." parte'do 8.*
lanco da estrada do Po-do-Alho, feito segundo osys-
tema de Mac Adam, principiado um mez, e acabado
nuatro mezes depois da arremataeflo, e pela quantia
de >:ICOjOOO rs., pagos em quatro prestaefles, e pela
maneira proscripta no artigo 15 do regulamento pro-
vincial de 11 dejulho de 1846.
O IHm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rinha manda fazer publico, que compra, nodia 5 hoje)
do corrente, vergonteas ditpinho e tabnasdedita ma-
ili-ira, de difforciitos dimenses : devendo os preten-
denles venda desses objeclos aprcsenlar suas pro-
postas, declarando nellas os lugares onde possao ser
elles vistos e examinados.
Secretaria da inspeccilo do arsenal de marinha de
Pernambuco, 3 de dezembro de 1846. O secretario,
Alexandre Rodrigue dos Jnjos.
O escrlvo da rrcebedoria dr rendas Internas gerars
cervindo no impedimento do administrador Tai saber
a lodoi os devedorrs dos impostos de lujas abortas do
auno correte, da laxa dos escravos, do auno lindo c
correte, e da srgnnda dcima de man nimia, qur.ie
nao salisfizci-rm.o que esliio a devor al o fin do niez
de dezembro (corrente), serao execulados judicialmen-
te : incorrendo os que ticariii a dever os impostos na
mulla de 3 por cento dos seus dbitos,
Becebedoria, 27 de nOvembro de 1846.
Estanislao Pereira de Ohveira.
PRESEPIO NO THEATUO BUBL1CO.
Primeira parle..
O FIAT LUX.,
tirado da Sagrada Escriptura, Gen esis Cap. 1 3.
Segunda parle.
A1).\0 NO PARAIZO,
lirado do livro Gnesis Cap. 1.' 22 a 27.
Tereeira parle.
MONTE ll&ABF.I..
Quarta parle.
NASCIMF.NTO DO MESSIAS,
tirado do novo testamento:
S.-Malheos Cap. 1." 24 Cap. 2. ntil 11.
PERSONACGNS.
A Voz eterna Lushel Miguel a f.raca An-
jos bons Anjos mos Adio Eva a Scrpenle
engaadora Ca,hm Abel.
PASTORES EPASTORAS.
Socios da primeira classe, como se tem annuncia-
Joa .............25:000.
Socios da segunda classe ..... 20:000.
Socios da tereeira .,......15:000.
Pagos adiantados aos respectivos thesoureiros,
isentos de quotas, e de. ncommodo algum.
FuMcncao ltteraria.
ANNAESMACNICOS, contendo a descripcffo mi-
miriosa de militas Testas da ordem, ceremonias de
iistallacffo, orn?0es de recep^iio aos diflerentes
Rros, oraces fnebres, &c. 8 volumes em fran-
cez, chcadernados, edicAoja hoje extincta em Paris.
Vondem-se por 16,000 rs. na ra do Queimado, n.
27, loja de Manoel Jos Concalves.
Avisos man unos.
Para a Babia snhir brete o veleiro brigue Vic-
toria, canitilo Bento Jos de Almeida : .quem no
mesmoquizer carregar, ou.ir de passagem pode
entender-se eom Amorim Irmflos, na ra da Cadeia ,
n. 45.
Parvo Aracaly o hiale nacional Kereide segu
viagem ale o din \i do corrente para carga e pas-
sageiros, trata-se na i ua do Vigario, n..'.'
Para Marei segu viagem at o dia 11 do cor-
rente a barraca S.-lltnedicto: quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem. para o que tem encllenles
commodos, dirija-se ao Forte-do-Malto, onde ella se
ai lia fuideiida. ou a ra da Cadeia do Recite n. 54, a
Joaquina Rihciro Pontea.
Para o Porto o brigue portuguez Venlura-Feli; se-
guir imprctcrivelmente no da 19 do corrente'; po-
de ainda receber pequea qiiantidade de carga a fre-
te, assim como passageiros : trata-sc com Mendos &
Taarozo, ra da Cruz, n. 54, ou com o capitao, Anto-
nio Francisco dos Santos, na praca do Commcrcio.
Para Porto-*legre e Rio-Crande-do-Sul segui-
r breve o brigue Conceicdo-Cabvclo capilflo Joa-
quim Jo deSiqueira Porto : recebe escravos e pas-
sageiros, para o que se pode tratar com Amorim
bnalos, na ra da Cadeia, n. 45.
O brigue portuguez Primavera, capitao Jos
Thomaz de Lima, sabe para o Porto no dia 14 do cor-
rente, por ter a maior parte de sua carga a bordo: os
que no mesmo quizerem carregar, ou ir de passagem
Iratem com dito capttilonapraca, ou com seu con-
signatario, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para Lisboa sai com. brevidade, portera maior
parte da carga prompta, a bem conhecido brigue por-
tuguez, Josephina 6i Emilia, deque he capitao Izi-
foro Aires de Souza: quem nelle quizer carregar ou
ir de passagem dirija-se ao mesmo capitflo, na pra-
va doCommercio, ou a Francisco Scveriano Raberto
& Filho, largo d'Assembla Provincial.
I.eila.
OleiliiodeAbarrisde bacalhoe 14 ditos com
Pdxp, licou transferido para hoje, 5 do corrente as
10 horas da mandila. _________________
i i.il__ll_____ _____ lUmaswssWBmaaam
Avisos diversos.
-- Affonso Saint-Martin, na ra Nova, n. 14, se-
gundo andar, por cima da loja doSr. Diogo Jos da.
s*
Costa recebeo pelos ltimos navios, vindos
Franca malssortiment ao que ja tem annuncia-
do, constando do seguidle : manteletes de grosde
Na pie preto, guarnecidos de franja de rclroz, mui-
toem moda os quaes assentflo o melhor possiyel;
mantas da mesma fazenda, igualmente guarnecidas
de franja de retroz; chales de seda muilo superio-
ros e de padrfies modernos ; mantas de seda de co-
res para todos os prccos.o entre ellas as he do
Suena demetnoremais rico nesle genero; cortes
e seda branca e de cores, para vestidos; chapeos de
seda para senhora, de muilo bom gosto, modelo
la Duchesse e a la Pamelas ; ditos de palha da Italia,
lisos e abortos para senhora ; ditos para meninas,
de novos modelos; chapelinlos para meninos, de
2a tfannns, modelos-a Bolivare; Iciiqos de setim,
muito elegantes para senhora; barege verdadeiro,
desse qne se fazem os taes vestidos, que, a justo ti-
tulo, sflo to aamados; cortes de ganga do qua-
dros para vestidos, imitando perfeitamente seda, e
que iiSo desboto edurfloa enfadar; sertimentodo
1 uvas de pellica superior, para homcm e senhora;
pando pelo da melhor qualidade a 6000 rs.; casi-
mira preta chamada setim zfir, muilo superior,
a 4000 rs. OsSrs., que pretenderem ver qualquer
destes objectos, terfio a bondade de mandar avisar
ao annuncianle, que immediatamente Ih'os levar
em suas casas.
Maria Ignacia dos Santos embarca para o Rio-
do-Janeiro o seu escravo Pedro, de nac.no Calmuda.
PEDE-SE ENCARECIDAMENTE a qualquer pes-
soa,a quem for offerecida urna casaca de merino pre-
lo com gola de velludo e abas forradas de sarja,
assim como urna calca de casimira com listrasa/ues,
queira, por bondade, levar a ruada Penha, n. 9,
que ser generosamente recompensada.
Aluga-se, pela esta, ou por anno, um sitio na
margem do Capibaribe na Capunga com boa ca-
sa estribara coebeira, baixa para capim : a tratar
no mesmo sitio, todos os dias de manhla, e de tar-
do bu na ra do Rangel, n. 59, primeiro andar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 22,
na ra Direila, muito fresco e com bons commodos
para familia ; trata-se no 1." andar do mesmo so-
brado.
No primeiro de dezembro do corrente anno,
appareceo um preto crioulo.de nomo Jos.no enge-
nto Snn/o-/fto, freguezi de S., Lourcnco-da-Malta, o
qual diz ser escravo doSr. Goncalode tal, moradorno
qual Brejo-do-Facundo, e que eslava fgido ha dous
mezes: portanto, seu senhor ou procurador nesta
praca, pode mandar busca-lo, porque o senhor do
dilo engenho nao se responsabilisa por elle.
Precisare de urna ama, para casa de homem
solleiro, e que saiha cozinhar e engommar -. na ra
Direila, loja de pintor.
Precisa-sede urna ama para casa de pouca fa-
milia: na ra da Praia sobrado do um andar,
n. 22. -
Pojante o Sr. doutor juizdeorphSos e ausen-
tes tem de proceder-so a arrematadlo, por venda, de
urna olariaem terrenoproprio, com barro dentro,
arruinada, no valor do 700,000 rs.; e urna canoa
aberta de carregar lijlos avaliada em 60,000 rs.,
no dia 7 de dezembro corrente as 4 horas da tarde.
Precisa-se de 300,000 rs. a juros sobre hypo-
theca em duas casas terreas, cujos alugeis servem
para amorlisar a divida e pagar os juros convenci-
nados ; as quaes rendem 8000 rs. mensaes cada uma
na ra da Gloria n. 23.
Aluga-se o sitio denominado Salga-
d inliii, com excedente casa de sobra-
do, com commodos para grande fa-
milia, diversas fructeiras e outras multas quali-
dadcs.que serlo palendentcsaos pretentes; assim co-
mo duas em Rcberibe eom-sahida para o rio, mu-
radas contendo igualmente frucleiras e outros
arrunjos : a tratar no Aterro-da-Boa-Vista n. 47.
--Quem quizer encarregar-se de lythographar 500
exemplarcsdc musicao canto, dirija-se a ra do
Vigario, n. 25, primeiro andar.
Aluga-se una boa casa para passar a festa urna
grande familia no Poco-da-Panella ; o um
sobnidinhoem Olinda na ra do Bom-Fim : a tra-
tar em Fra-de-Portas, com Manoel da Silva No-
ves.
Oabaixoassignadofazcerto que no seu en-
genho Paulista uppnreoora um prelo de Angola de
estatura baixa, seccodo oorpo, poucas fallas; diz ser
escravo de urna senhora viuva de nome Francisca,
moradora na Boa-Vista. Quem se adiar com direi-
to ao dito escravo, mandara rcconhece-lo, que,
dando os signaes, Ihc ser entregue : fazendo cor-
to que nilo lien rcsponsavel pelo dito escravo caso
ello detappareca. Joaquim Cavalcanti de Albuquer-
qve.
Manoel Caetano Soares CarneiroMonteiro re-
melle para Portugal o seu filho menor, Joilo puarte
CarneiroMonteiro no armazem de Dias Ferreira.
Manoel Diasvai temporariamente ao Aracaly.
-- O oscrivo da irmandade de N. S. da Concei-
Vao da CongregacHo convida aos irmilosda mesma pa-
ra reunido em mesa geral, na forma do artigo 48 do
compromisso amanh.la,6 do corrente, pelas 9 ho-
ras da manhfia no consistorio de sua igreja.
Quem tiver um preto, que queira alugar para o
servido de urna casa de pouca familia, e que saiba
tralarde um cavallo, dirija-se a ruado Collegio, n.
10, primeiro andar.
Hoje, 5 do corrente, as 4 horas da larde, na
prava do doutor juizdo civel da segunda vara, se
ha de arrematar urna casa terrea n. 47 na ra do
Jardim, por oxecuco de Jos Vicente Ferreira
Barros.
No larg do Collegio, loja de livrosn. 2, se dir
quem precisa de ( 400/ rs.) qualro ceios mil ris a
premio, e que garante com urna morada de casa
terrea em urna das principaes ras desta cidade, e
desembaracada.
Aluga-se o segundo andar da casan. 16da ruado
Trapiche: a tratar no primeiro andar da mesma casa.
Aluga-se ou vende-so por preco mu commodo
urna casa em Olinda ao p do Iheatro: na ra do Tra-
piche, n. 16, primeiro andar.
. Vaiapraca, porexecuQlo de Joflo Bernardino
de Vasconcellos contra Virissimo Santos de Siquei-
ra urna casa terrea sita entre as duas pontos da
Magdalena, n. 12, e algunsmovis, pela segunda
varadojulzo do civel desta cidade.
A consenhotada caa le rea, sila na Iravessa de
S.-Jos, n. 29, compra a parte, que na mesma tinha
o fallecido Sr. Francisco da Silva Santiago, sendo
que o herdeiro, quem ella haja de tocar, a queira
vender: na ra Direita,|sobrado n. 121.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado n. 31 du
ra estreita do Rozario, com um grande solo com
7quartos e 2 salas, eum grande mirante com muito
boas vistas, e por preco commodo: a tratar no ar
mazem do mesmo.
As quartas-feiras e aos sabbadoscontinua a amolar
toda a qualidade do ferros ; advertindo aos seus fre-
guezes, que d'ora em diante elle mesmo se oceupa-
r especialmente deste ultimo Irabalho.
LOTERA
r,v
da matriz da cidade da f'ic
toria.
iNo illa 11 do corrente niez anduo infal-
livclmente as rodas desta loteria, no con-
sistorio du igreja da ConceicAo dos Milita-
res, c os respectivos billietes vender-se-
hao smente at o dia anterior. Espera,
portanto, othesoureiro, que os amadores
deste jogo concorrao completar a exfrac-
cao dosbilhetes, que restao, tirando assim
habilitados a passar urna festa feliz.
Antonio da Silva Gttsmilo.
Sociedade
Recreioe Lealdade
0 primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
domingo 6do corrente, pelas 6 horas da tarde ,
havor reunifto geral, para, na conformidade do ar-
tigo 25 dos estatutos so eleger a direccao para o
primeiro semestre de 1847.
Ainda est por alugar, por preco
commodo, a grande casa terrea, n. 4^,
Jcronle da igreja da Soledade, com ca-
cimba e tanque, c bom quintal bem plan-
tado; a casa est caiada : lala -serum o
caixeiro do Sr. Joao Matbeus.
Aluga-se urna padaria prompta atrabalhar,
e com boas proporefies para qualquer estabelecimen-
lo ; a casa tem commodos para moradia na ra Im-
perial, contigua a fabrica de sabflo : a tratar na ra
Direita, n. 82 primeiro andar.
-- Aluga-se, por preqo commodo urna boa casa
na ra Imperial, annexa ao sitio do tinado Macha-
do propria para se passar a festa e tem commodos
para grande familia : a tratar na ra Direita, n. 82
primeiro andar.
D-sedinheiro a juros com penhoresde ouroe
prata ; e rebatem-se sidos e ordenados : na ra do
Rangel, n. 36, primeiro andar.
Qualquer pessoa, que tiver em seu poder os
autos de inventario dos bens do finado Joaquim Fer-
nandos Portella, de quem he inventariante sua
mulhcr Calharina Antonia dcllollanda, os quaes se
achilo sonegados com vista ao finado padre Caetano
Jos da Silva Antunes, queira entrega-Ios nocarto-
rio de orphiios.Escriviio Pereira, que ser gratificado,
visto que s) serve aos inleressados no mesmo, ou na
ra das Flores, casa, n. 23.
Precisa-se fallar a Jos Antonio Corrcia, filho
do Francisco Corrcia, natural da ilha de S.-Mipuel, a
negocio, que Ihe diz respeito: na ra das Floros,
casa n. 23, do meio dia as 3 horas da tarde, nos dias
uteis.
Arrcnda-se o segundo andar do sobrado da ra
das I.arangciras, n. 14, com commodos suflicientes
para una familia : trata-sc na ra de Hortas, n. 140.
Aluga-se a casa lerroa n. 116 da ra de llortas,
propria para familia, por ter um bom quintal : a
tratar na ra do Vigario, n. 5, primeiro andar.
Pordoo-se urna carteira no da 2 do corrente, com
varios papis dentro, c dous bilhetcs da loteria do
I.ivramcnlo, os quaes julga-se cstarem brancos : ro-
ga-se a pessoa, que a tiver adiado, o favor de en-
tregar na ra do Crespo n. 16, que se gratificar. -
Tendo a pessoa, a quem Antonia Francisca de Al-
buquerquo Mopteiro, viuva de Manoel Bernardino
Montciro, cncarregou de fazer o annuncio, que foi
publicado em os ns. 270, 271 c 272 deste Diario, de-
clarado, por mal percebe-la, que ella se DfiO respon-
s.ibilisava icios ondossos de lottras, ou flaneas do
seu fallecido marido; a mesma viuva, a cujoconhe-
cimento agora chegou o contedo desse annuncio,
que muito desoja, que, ainda depois do fallecido seu
esposo, seja o seu nome tilo respeilado, quanto o
fura, quanto de sua compauhia gozara, o que esta
disposto a fazer os ltimos dos sacrificios para sa-
tisfazor o que elle determinou em seu testamcnto.pre-
vincao publico,que de conformidade com o que ueste
seacha disposto, pagara todas as leltras, que por
seu mencionado marido se apresentarem firmadas;
deixando de outro tanto praticar com aquellos, que,
allegando haverem recebido del le ordem vocal para
fazerem su ppri men tos,ou em presti mos, se a presen la-
rem como seus credores, pois he bem sabido os abu-
sos, quo disto se podenr seguir, eest convencida,
que, alm das dividas por elle declaradas, nenhuma
existe.
No Varadouro
de Olinda, defronte do porto das canoas, aluga-se,
pelo lempo de festa ou por anno um sobrado com
muito bons commodos : a tratar na venda por baixo
do mesmo sobrado, ou na ra do Livramento, n. 8.
Aluga-se o bom armazem de carn secca na
ra da Praia, n. 43, muilo afreguezado, por ter si-
do oceupado desde a sua fundadlo pelo mais hbil
e experientecommcrciante do genero -carne secca.-
A' viuva do fallecido Manoel Bernardino Mon-
teiro, ou a quem possa interessar, se faz publico, que
na ra do Amorim n. 36 se ada urna lettra (em
forma) acceita pelo mesmo fallecido, e vencida em
12 de abril de 1846, da quantia certa do 277,290 rs.,
e juros vencidos do dia do protesto at seu real ein-
bolco.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RA NOVA, N.7.
TEMPETTE ALFAIATE,
tem a honra de participar ao seus tregeles que dls-
solveo desde o dia 15 de setembro do anno passado ,
a sociedade que tinha com os Srs. Colombiez & Coin-
panbia largando ao mesmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. Aspessoas que o quizerem favorecer com a
na fregueiia o acbar na sua toja na ra Nova ,
n. 7. Tem pannos para cairas, colines e casacas, de to-
das as qualidades os maitnuvos chegados de Paris, c
a colleccao dos mais recentes figurines ; c recebeo no-
valente um lindo sortimento de objectos de luxo c
pliaiiLui,1,lie diversas qualidades. '
o Aterro-da-Boa-Vista loja de
Manoel Joaquim Venancio de Souza, fa-
zem-se casacas e sobre-casacas de superior
panno, merino e alpaca; assim como
todas as mais obras com a maior brevi-
dade, perfeicSo e preco commodo.
O Sr. Joaquim Pinto de Mello queira dirigir-so
a ra da Florentina n. 14, a negocio de seu inte-
resse.
Aluga-se o andar torreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, com ptimos e muilo asseiados
commodos para moradia de homem soltciro 011 de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-se ao
mesmo sobrado qualquer hora.
= U abaixo assignado, vendo nos Diario* um remedio
para bobas c cravo seceos, cujo remedio be cousa ex-
traordinaria, c tendo cnRcnho, ha muitos annos, e ten-
do perdido diversos escravos, e desde o annuncio des-
te remedio, tendo salvado todos, e por lini sua senho-
ra, que padeca esta molestia a ponto de j nao se poder
calcar, c com este remedio ficou perfeitamente saa, c.
tamben um (libo de idade de 20 anuos: c como vio este
remedio produzir estes effeitos, por Isso fax ene annun-
cio para beneficio dos Srs. de engenho, tendo visto ne-
gros aieijados e perderem a vida, por causa desta moles-
tia. Faz este annuncio para beneficio da humanidad.-.
Antonio Cornia Pessoa de Mello.
Km oPasseio-Publico, na loja de chapeos do-
sol de Jolo Loubel, se achilo ricos sortimentos do
chapeos de sol, de seda, tanto para homem, como
os de mais lindos gostos pora as senhoras, queapre-
ciflo o lompo festivo, eque em lugar algum deste
mercado os ha do tilo bom gosto ; e seus baratos
precosanimTo aos Srs. compradores. No mesmo
estabelccimento se achilo a venda ricos castes pa-
ra bengalas e mesmo ponteiras, e bolotas para as
mesmas. Outro sim tem de presente inventado
uns chancos de sol grandes, do 32 pollegadas ,
para sennores de engenhos dellcs usarem no campo.
Na mesma loja se eoncertao o cobrem-se com per-
fcicoe asseio e isto sem demora : tambera se ven-
dem chapeos do Porto.
Novo importante "aviso.
POMMATEAL ClITELEIRO ATEHRO-DA-BOA-
VISTA N. 5 ,
lema honra de prevenir ao publico que acaba de
receber, pelo ultimo navio chegado de Franca, uni
grande sortimento do mercadorias todas de pri-
meira qualidade e do ultimo gosto como: cliico-
tinhos delicados e bengalinhas guarnecidas de prata
fina; pertences para cagar; polvarinhos de diversos
tamaitos, chumbeiras de 1 e2 canudos, saca-
trapos, ferros para desparafusar, forma de fazer ba-
las de varios calibres, para pistolas, espoletas de
primeira qualidade chamins de a?o fino para es-
pingardas de espoleta ; esponjas finas; escovas pa-
ra denles e para unhas; ferrinhos para limpar e ti-
rar denles; instrumentos de cirurgia; fundas do
todas as qualidades; lie i os ; esporas; obras de
prata lavrada como colheres para cha e de tirar
assucar, muito ricas; facas com cabos e folhas de
prata para comer fructas, e tambera com cabos de
prata c folhas de ac fino ; navalhas do barbear de
primeira qualidade ; tesouras de todos os lmannos
o de ac.o fino ; e geralmentc ludo quanto pertence a
cuidara ; estojos de mathematica e necessarios do
costura para senhoras. Tambera faz do encommen-
da toda aqualidadede fundas, e concertos de es-
pingardas.______________________
Compras.
Compro-se i bois mansos do, carro : na ra da
Cruz, n. 3, ou annuncio.
ComprSo-sc escravos .de ambos os sexos: na
ra Nova loja de ferragens n. 16.
bi Comprao-sc escravos de 16 a 20 annos de Idade,
sadios, sem vicios, com ofticios e sem elles : 11a ra Hi-
reila, sobrado, 11. 29.
Compra-scouro sem feitio, mesmo em obras,
que nflo sirvio : na ra do Rangel, 11. .16, primeiro
andar.
Compra-so urna ancora de ferro, que tonba 7 a
8 quintaos inglezes, com sepo de ferro ou pao, ou
sem elle: quem tiver para vender, entonda-sc com
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Comprflo-se escravos de ambos os sesos do
12a 30 annos : na ra Direita, 11. :i.
Compra-se um papagaio bom tallador : em N.
S. do Torco sobrado n. 16.
Compra-se a obra mais moderna o completa ,
que as Anlilhas se houver publicado sobre a cultura
da caima, e fabrico do assucar; una cnllcccSo de
estampas sobre engenhos e mais apparelhos ne-
cessarios para o fabrico de assucar: quem tiver o
poder dar todas as informaefies sobre este ramo do
agricultura, dirlja-sc a J. R. da Fonseca Jnior na
ra do Vigario 11. 26, primeiro andar.
Comprflo-8e escravos de ambos os sexos, de 1X
a 20 annos, cora ofticios ou sem elles, para enge-
nho distante desta praca : na ra Nova, sobrado do
um de um andar, n. 53 por cima da botica do Sr.
Pinto, das 6 as 9 horas da manhfla e das 2 as 6 da
tarde.
Vendas.
Vende-se por3ao'ooo rs. um negro
de nacSo, proprio para todo o servico : a
tratar no sobrado da ra do Apollo, n.29,
do meio dia s 3 lunas da tarde dos dias
uteis.
Nn loja de fazendas de Magalhaes & Irmflo na
ra do Queimado, n. 46, vendem-so pormodico pre-
co cortes de cambraia do ultimo gosto; ditos do
cassa linaeentre-fina dosmclhores padroes; e ou-
tras militas razendas ; chapeos do massa a 1800 rs. -.
d3o-se amostras a quem deixarpenhor.
Vende-se cera de carnauba, a 5.#000 rs. arroba,
em poreflo o a retalho : na ra da Cadeia do Recite,
n. 43.
Vende-se um piano em meio
uso, com boas vezes, na ra Bel-
la, n. 40.
Vende-se um mulato, de idade de a3
annos, ot'icial de ourives, sem molelias, e
de excedentes qualidades : na ra do Vi-
gario, n. ai, primeiro andar.
Vcnde-se a venda da ra da Madrc-de-Deos ,
n. 22, com pnucos fundos e bastante afreguezada ,
tanto para a trra como para o matto ; todo o nego-
cio se far por seu dono querer retirar-so : a tra-
tar na mesma venda.
- Vendem-se bichos de mas-
sa, de varias especie e deiodos os
tamaitos proprios para prese-
pes, por preco commodo: na
ra da Cruz, n. 10.


A
x= Vendcm-se moendas de forro para engenhos de as-
mi. ir, para vapor, agoa c lenlas, de diversos tamaitos
por preco commodo e Igualmente taisa'i do forro roado
e lialido, do todos os tninanlios: na praca do t.'orpo-San-
to, n. 11, oni casa doMc. Calmont Coiiipanliia, ou na
ruado Apollo, armazem, n. 6.
= Vende-se potassa branca de superior qualidado.
fin barril peonnos ; em casa de lMatheiis Austin A
Coiiipanhia. na ra da Alfandcga->Vcllia, n. 'Mi.
= O eorretor Ollvclra teni para vender cobro em fo-
Iha e prego* de dito para forros do navios : os preten-
demos dirlj3o-se ao mesnio, ou aos Scnhorcs Mosquita
& Huir.
CARNAUBA.
No rmatem de familia do caes do Collegio conti-
na-se a vender cora de carnauba a retalho de min-
io superior qualidade
= Vendeni-se as inais modernas caitas de tartaruga,
de riqnissiino gtslo, oom chapa de nuro ; superior ra-
p de Lisboa milito fresco : na ra larga do Rozario ,
n.24.
m Vondo-se cal virgo ni em meias barricas, chega-
da prximamente, por preco commodo; na ra da
Mooda armazem n. 15.
IVa rua do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vende-se brini Je puro linho de quadros e llstras de
pelo ba
mo, loja de Amaral, se encontrar um novo sorti-
monto de sapalos do marroquim e cordovfio, para
senhora a 1120 rs. o par ; osles sapalos forSo des-
pachados no da Jilo mez passado e he melhor
fazenda, que seenconlra no mercado: ricas mau-
las de seda do melhor gosto, que teem appareci-
do ; luvas de pellica para homem senhoras e me-
ninas; sapatos de lustro e borzeguins para senho-
ra ; chapeos de palhinha, para meninas ; lindos lo-
ques com plumas ; chapeos de sol furia-cores, para
homem ; crep de todas as cores ; lindos cortes de
camhraia para vestidos ; luvas de seda, sem dedos,
curtasecompridas, para senhora; tire preto para
fumo ; chapeo de sol, para senhora ; chales de seda,
de lindos gostos; bieos de blonde ; ricas fitas de se-
tim lavradas; e outras muilas fazondas de gosto,
que se venderO por menos preco, que em outra
qualqucr parte.
>a ra do Crespo loja nova
n. VI, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vondem-se superiores cobertores de algodo proprios
para esclavos a 1^000 rs. cada um ; una fazenda de
linh" oscuro lainliriii para rotipa de escravos ou sac-
eos de assucar por ser de muita duraco, por barato
preco.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio, n. 5 dcCuimarIesSerafim & Companhia
na ra da Auro-
crcj e que sao milito proprios para a Cesta .
ralisslmo preco de 720 rs. oada vara ricos cortes de | vendem-se ctales grandes de cadarco, fingin'do lila
casimiras clasicas para oalcas_. a Oy e 8^)00 rs. cada seda padroes limito modernos, pelo barato proco
de 2400 rs. cada um ; lencos de cambraia estampa-
corte ; alpaca preta a 800 o ifj00 rs. o covado ; pannos
linos, preto o decores, por barato proco; cortes de col-
lete de velludo solini o gorgiiro ; ludo por proco h-
lalo Mtiftj roinnuin rlcosorliinento de lencos de seda
para grvalas muito proprios para a Costa.
Vende-se polassabranca, da
rnas rece cliegada por modi
co prego : em casa deL. G. Fer-
reira & Companhia.
L ]Va ra do Crespo loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva IIa ya ,
vrndoni-se ricos chapeos de seda lindamente enfoita-
dos para senhora chrgados ltimamente de Franca,
pelo diminuto preco de i2/fl00 rs. cada um ; mantas do
grande tom a 6/000 rs. cada una as quaes se torno
leeiiiiinioudavcis para as senhoras que costuuio ir
passar a festa.
Xa ra da Cadea Velha, loja
n. 29, de J. O. Elsler ,
vrndem-spos seguintcs vinhos engarrafados, de su-
perior qualidado : vinho do Forlo muito velho ; dito
da Madeira ; llucellas ; Carcavellos ; Sherry ; Rheino ,
bordoaux ; Cliorrvcordial ; Trnei fie ; Champanlia ;
marea rniurta ; o tanilieui superior genebra hollande-
za ; ago'rdeme de Franca ; velas de composico ; cha
preto.
Vendem-se 33 escravos de ambos os sexos,"en-
tre olios bonitos moloques de 12 a 15 anuos, 2 ne-
giinhus, de 10 anuos, a mulatos, sendo 1 proprio pa-
ra pagem, de idadede 16 anuos, eooutrode13; tudo
por preco commodo : na ra da Cruz, armazem, n.
51. '
Vendem-se saccascom superior colla, fahrca-
dino Itio-Crandc-do-Sul, por prego bonito ; barris
do varios lmannos, de vinho do Porto, Fgueira e
Lisboa: na ra da Moeda armazem n. 7.
Casa da F,
na ra estrella do l\ ota rio, n. G.
Neste esUbelecimento achflo-se a venda as cau-
telas da lotera da matriz da cidade da Victoria-
rujas rodas andfio no din 12 de dezembro. A ellas*
os presos siio os do coslume.
Vendem-se pallias vcHes Je roqtiei-
ro, para bauliriro, por pirro rommodo :
no armazem de l'.u inlia, da ra da Cadea
de 8. Antonio, n. 19.
~ Vende-Sfl um preto de tiinta e tantos a 40 an-
uos pornt anda muito robusto com bonita figu-
ra; sabe a I puma colisa cuzinhar, entendo do servido
do campo, he pescador, muito ladino), sem achaque
nem vicio algum ; por barato prego : na ra do
Queimado, terceiro andar por cima da loja de Joio
da Silva Santos, n. 9.
Vcndc-se um escravo, de 20 annos, proprio
para campo; um bonito moleque, do 12 anuos,
proprio para pagem de algum menino ; urna pretn,'
de 16a 18annos, com prendas, que se Calilo ve-
an comprador: na ra largado Rozario, n. 24, pii-
meiro andar voltando para os quartes.
Vcn btirgo chegadas ltimamente ; e lam-
bem se altigao, por preco commodo ; no
Alerro-da-Boa-Vista primeira venda ,
ao p da punir, n. 1.
Va loja da esquina
dos a!40rs. cadaim; brim franeez escuro, en-
capado e de puro linho, a 720 rs. a vara.
Potassa.
Vende-se a bem condecida e
superior potassa da Russia, lti-
mamente chegada a este porto, e
igualmente vinho da Madeira, en'
garraado, o melhor que se tem
conhecido: na ra do Vigrio, ar-
mazem 11. 4,de iColte&Ridoulac.
Vende-so um pardo de 28 a 32 anuos, bom
pagem, sadio, sem vicios, e bastante humilde f na
ra Imperial, n. 29.
Vende-se um cavallo novo, cardo de boni-
ta figura andares de haixo a meo : as Cnoo-Poit-
tas n. 71.
Na biica de sabSo da roa Impe-
rial, n. 11G, vende-se sabao amarello
eptelo, muilo superior e nmite seccu ,
pelos preco A abaixo mencionados e lam-
bem no armazem do Sr Jos Rodrigues
Pereirn na ra da Cadeia do Recile
Sabao amarello encaixado, a libra a io5
Dilo dito a granel, a 100
Dito preto encaixado, a 100
Dito dito a granel,a .
95
Sendo partidas de mr.is de 5o caixas
abale-sc algunia cousa no preco, e in^n-
da-sc levar aonde for
comprador.
mus commodo eo
m
\-S
Vendem-se, por prego rnas barato do
que em outra parte, lanzinhas linas, os
muis ricos padroes que teem apparecido
. C pelo barato proco de 320 rs. o covado
cassas de novos padrees o coros fixas a
I 2500 c 3000 rs. o corle ; riscadnhos Trance- 5
I zes, linos para vest Jos a 200, 220 c 240 Wji
; rs o covado; longos do seda da India a g-|
I 1440 rs.; mantas de seda, as mais ricas que hk
I teem apparecido; cortes de cambraia de |$S
bom gosto ; ricos chales de seda; corles de lija
eolletede todas ns qualidades; brinsde li- I I
nho, de cores e branco) casimiras para cal- f .
gas ; esguines linos ; brntanha de linho l*jg
muito lina ; lengos deselim preto ede c- Hl
res para grvala ; e outras muilas fazeti- $
das de bom gosto : na ra do Queimado ES
nos qua tro-cantos, loja nova, na casa ama- 8
rolla, n. 29.
sem o mais pequeo defetoj
ra n. 24, segundo andar.
Vo Aterro-d-Boa-
visla, lojan. 14,
vendem-se lengos de seda para homem e senhora,
a 640 e 1000 rs.; chitas finas, a 140 rs. o covado.
Sal de Lisboa fino e alvo a 1600 rs. o nlquei-
re velho, e sendo porglo dar-se-ha por monos : na
ra da Praia armazem n. 18.
Olho vivo, freguezes!
O antigo barateiro vende, a troco de pou-
co dinheiro, na sua nova lojademiudezasdarua
do Collegio, n. 9, o seguinte : bengalas de canna
da India, a 1920 rs. cada urna; courode lustro, a
1600 rs.a pello; marroquim, a 1280 rs.; luvas de
pellica, para homem esenhora, a 800 rs. o par; ditas
dealgodSo, para homem e senhora, a 320 rs. o par,
brancas ede cores; bonetes de panno para homem
e meninos, a480rs. cada um ; ditos de palha para
tomar fresco pela festa, a 100 rs. cada um ; caixas e
carterasdeagulhas francezas de fundo dourado a
280 rs. cada urna; botOes de madre-de-perola a
480 rs. a grosa ; ditos de metal fino, brancos e prc-
tos, para caigas, a 300 rs. a grosa; bico estreito, a
40 rs. a vara para acabar; torcidas para candieiro,
ns. 11,12,13 e 14, a 100 rs. a du/ia ; chapeos do sol,
de panninho preto.e decores, 1200 rs. cada um ;
carleirasde algibeira, a 160 rs. cada um ; carapu-
gBS de algodilo de coros, a 160 rs. cada urna ; lengos
(te seda de todas as cores, a 1200 rs cadaum; retroz
preto ede cores, muito lino, a 120 rs. a oitava e
em libras 12,000 rs. ; botos linos de duraqne o se-
da, com palmas proprios para casacas, a 200 rs. a
duzia ; bordos para violAo primeiros, segundse
terceros, o cordas de tripa de todas as qualidades,
para violio era beca ; fitas de seda lavradas de to-
das as qualidades, edos mclhorcs gostos pbssiveis;
tesotiras.finaspara unba e para costura ; assim como
riquissmos caivetes linos para pennas; e outras
diversidades de fazendas, queestar patentes aos
compradores voltios, eantigos cantaradas.
Vende-se urna venda na ra de S.-Gongalo, com
os fundos a vontade do comprador ou niesmo a
armagfo e utensilios : na ra da Trempe', n 5.
Vende-se urna parda com todas as habilidades:
na travessa de S.-Pedro sobrado de um andar,
n. 15.
Vendem-se dous pretos: na ra da Cadeia do
Recife, armazem de Fernando Jos Ktaguez, ao pe
do arco da Conceiglo.
Vende-se urna meia-commoda, por prego com-
modo : na ra do Livramento, n 21.
Vende-se urna marqueza ; 6 cadeiras de palhi-
nha ; urna mesa de meo de sala; um jogo de ban-
cas; 2 toucadores; um lavatorio; urna cama dear-
magSo ; duas mesinhas; tudo em muito bom estado,
por prego muito commodo, pora dona se retirar
para fra da provincia : na Soledade, n. 17, ao p
doSr. Vieira, cambista.
Vende-se, no armazem de Fernando Jos Bra-
guez, um prelo, proprio para casa estrangeira por
saber fallar inglez.
Vendem-se moloques, negrinhas, pretos e
pretas, com habilidades e sem ellas, mocas e de bo-
nitas figuras : na ra Nova, n. 21, segundo andar.
Folhinlias.
Vendem-se folhinhas de porta, algibeira e padre;
na praga da lndependencia,livrat'ia, ns. 6e8.-
Vende-se urna escrava boa cozinheira o lava-
deira por 400,000 rs.; urna dita boa quitandeirae
lavadeira por 260,000 rs.; 3 ditas para todo o ser-
vigo; 4 escravoseum moleque, por commodo pre-
go ; duas moradas de casas terreas ; um bem edi-
ficado sobrado em boa ra : na ra do Agoas-Ver
des, n 46.
Vende-se farelo de arroz, em barricas de 4 a 5
arrobas, a 3000 rs. a barrica : no armazem do Bra-
guoz. A experiencia tem mostrado, que esta subs-
tancia he a mais nutritivapara sustento de cavallos
oSr. commandante da companhia de cavallaria de
nha tem constantemente alimentado'os da com-
panhia de seu commando, e he tal a preferencia, que
d que se recommenda aos compradores de se tn-
formarem das vantagens, que se ohteem,
NA LOJA D J. J. MAYA RAMOS & C. NA RA
NOVA, N. 6,
vendem-se ricos chales de seda, de novos padroes e
chegados pelo ultimo navio de Franga ; boas mantas
de seda de bonitos gostos; ricas luvas de pellica
curtas, com borracha, para senhora; ditas de se-
da curtas e compridas brancas, bordadas e de
cores para homem e senhora ; chapeos de palha
da Italia, lisoseettfeitados, para meninos; caiga-
do de todas as qualidades, para senhora e meninas -
la para vestido, a 320 rs. o covado ; espelhos deli-
rados, grandes e pequeos, proprios para salas, por
barato prego por haver porgilo ; e outras muitas
fazendas, chegadas, ha pouco? de Franga.
Vende-se um sitio na Capunga, plan-
tado de arvores do fructo, com casi
de vivenda* -, cacimba com boa agoa
de beber, e banho muito perloua ra Direita
n. 16.
Vendem se dous relenles pianos
fortes feitos em urna das mais acredi-
tadas fabricas sendo um delles de mo-
delo novo e anda aqu nao visto, por
ser fabricado por nova invencSo : na ra'
da Cadeia do Recife, n. 3q, casa de Rus-
sell Mellorsck C.
Escravos Fgidos.
Carta* francezas de
jogar
para voltarrte as inrlliorri, i\ue ha no mercado; pen-
tos de tartaruga para marraCas pelo diminuto pre-
co de 640 rs. : na ra larga do Rozario n. 24.
Vendem-se na botica de Luiz Pedro des Noves, na
ra da Cruz n. 47, os ns. em conlinuagilo do jornal
Panorama, e na mesma o primeiro volume da lllus-
IraoSo.
= Vende-se graxa superior, para vaporea, .engenhos
Calificantes de velas o para dar em enceradoa, a 200
e240 rs. a Hora, c sendo em porcao dar-sc-ha por me-
nos ; a Callar ua ra da l'raia, aruiaieiu, n. 18.
con 11 on le a o arco de S.-
Anlonio, 11. i> ,
de Cuimaries Serafim & Companhia, vendem-sc
cambraias largas, de padroes os mais modernos, quo
teem vindo a este mercado, pelo diminuto prego de
320 rs. o covado ; cortes de chal fino, muilo mo-
derno pelo barato prego de 3200 rs. o corle ; alm
dcstas fazendas, ha um completo sortimento, e ludo
se vende por prego'muito commodo.
JV-t ra da Cadeia Velha, loja
n, 29, defronlc dofiecc-
Largo,
vende-se um grande sortimento de pe
lucia de seda lina e mais utensilios para
chapeos bem como: chpeos de papclo,
a 800 rs. e de massa a i.'?oo rs. ;
chapeos de palhinha de 120 a 64*> rs- j
bonetes de dita a 48o rs.
CHF.CEM, FRECUEZES I /
Na ra Nova, ir. 8, defronte da Caraboa-do-Car-
Na ra do Crespo loja nova,
u. l'i, de ti os Joaquim
da Silva Huya,
vende-M un restante dos bem acreditados cortos de in-
dianas para'vestidos de senhora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um; cortes da Cazeuda victoria, a 31600 rs.
cada mu; ricas cambraias com listras de seda, ab'/UOO rs.
cada corte; ditos de gosto clilnei, a 541)00 rs. cada 11111
corte; cassas chitas para vestidos, a 2/H000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de cures escuras, para ves-
tidos, a 34500 rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada 11111 par; meias linas para meninos,
de diil'erentes taiiianhos; e outras muilas Cazendas, que
tudo se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas c baratas lanternas com casticacs de linissima
casquinba, e que'se vendem por 9, 10 c 12 mil res cada
par.
Superior farelo.
Farelo de Trieslc, em bar-
ricas de 3 arrobas; o qualse
recommenda como o mais nutritivo de qua 11 ios aqu se
inipurto e por isso o mais proprio para melhor en-
gordar os cavados : vende-sc no primeiro armatein do
caes da Allaudcga indo do arco ou em casa de J. J.
Tasso Jnior.
CHAPEOS DE MASSA A POLKA,
A -2*00 e 2500 RES.
Vendem-se ditos chapeos no escriptorio da ra
Direita, sobrado n. 29.
Vende-se sal do Ass bem grosso e claro: a bur-
do do brigue Pagutle-de-Pertiambuco, ou a tratarcom
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Vende-se urna ricamobilia de sala, de Jacaran-
da, duas commodas, e urna riquissima cama franco-.
za de dito com scus cortinados, lanternas, candiei-
ro franeez, toucador, etc. etc., tudo muito novo, e
CHOCOLATE DE SAUDK.
ATERRO-DA-BOA-VISTA.NA FAURICA DE LICORES,
DE FREDKRICO CHAVES, 26 .
ba sempre um grande sortimento de chocolate de todas
as qualidades Nao sr Caz preciso diteras boas quali-
dades, por ser conhecido e por ser bem superior a
ontros quaesquer, que teem viudo e que vcem das ou-
tras provincias do impeli como tanibem da Europa,
porque o mesmo fabricante no se tem poupado a tra-
balhos para o obter superior a todos o que podem se
api escolar. Os precos das qualidades sao : saude [ca-
nda e han nillia a 400 rs. ; o chocolate ferruginoso a
1/000 rs. a libra. Este ultimo se aclia agora mu co-
nhecido e em toda a Europa acha-se mui vangloria-
do.'porsuas virtudes tnicas; e por este motivo torna-ge
mui nrcessario nos pai/.es quemes, onde sempre se pa-
decen! as Crouxidrs de estomago e nos quaes os tni-
cos se lornao indispensaveis. Na mesma fabrica lia li-
cores de todas as qualidades e de todos os precos com
ricas tarjas dnuradas, c por preco mais commodo do
3iie em outra fabrica ; genebra ago'ardcntedo reino ,
i'a de .mi/ dita de Franja, em caadas ou eiu garra-
fas ; vinagre branco e tinto multo forte a 400 e 500
rs. a caada ; espirito de vinho de 36 graos.
N. I!. -- (juem comprar o chocolate em arrobas, o ohte-
r mais em conta.
A livraria da esquina do Collegio acaba de re-
cebor de Lisboa alguns exomplares da seguinte no-
va e interessanteobra :
O Pastor fdelissimo 011 defesa
da religiocatholica:
contm a doutrjna mais saa sobre a independencia da
auinridade da igreja necessidade da divina missao e
jiirisdicco legitima para exercer scus actos e o ma-
na 11c1.1l donde estas ruianao sobre a alia diguidade do
sacerdocio deyeres dos subditos dos pais de familia ,
autoridades e imperantes provado tudo de um modo
irreliiclavel com faetos histricos innegavei, autorida-
des sagradas, e rases as mais poderosas e coipiehen-
slveis at dosillitteratos : 1 v. de mais de 400 paginas
rni formato de oitavo francrt : vende-se por J/400rs.
preco correspondente ao de Lisboa l/.'OXJ rs.
Vendem-se sapatos de marroquim e cordovfio
franeez ,a 1000 rs.; sapatOes de couro de lustro,
para homem, a 5500 rs ; ditos de bezerro, a 3000
rs.; meios botins a 2000 rs.; sapatos de marro-
3uim, para homem, a 640 r*. ; ditos do cordovSo
c Lisboa, para senhora a 640 rs.; ditos de meni-
nas, a 240 rs.: na^iraga da Independencia n. 33.
Vendem-se6 escravas mocas, com habilada-
des urna dellas engonima e cozinha ; utna parda
boa engommadeir e que cose e cozinha ; 4 escra-
vos bons para o trabalho de campo; um dito bom
carreiro ; 2 moleques, de 12 annos : na ra do Cres-
po n. 10, primeiro andar. PEHN.
- Fugirao, no domingo, pela meia-noite de 29 dn
passado, do engenho Caiape, freguezia de Iguarass,
2 escravos de 18 annos, pouco maisou menos, sen-
do um cabra claro, de nome Luiz, com os signaes
seguintes: tem no peito direito um calombinho,
cabellos meio cacheados, ps bem feitos; tem uns
momos na bocea, sempre est a rir-se ; levou ca-
misa e ceroulas denlgodo da trra, chapeo do Chi-
le, usado e oleado de preto; tem signaes de chicle
as rostas e nadegas : e outro moleque, de nome
Calisto, baixo, grosso, ps bem feitos e um tanto lar-
gos adiante; nos dedos, um tanto gago, olhos bran-
cos e pequeos ; quando anda, entrega-so um tan-
to para diante; tem lamber Signaes de chicle
as nadegas e com a mesma camisa ; tem falta de
denles adiante : levriio um cavallo rodado, capado,
secco e comprido, com o ferro -dA-. O cabra foi com-
prado no Recife a Manuel Joaquim Pascoal Ramos ,
que diz ter vindo da serra do.Pereira,sertIo do'Cear;
por isso he de presumir ter seguido para osserlOes.
Pcde-sesautoridades policiaesecapites decampo
de o pegarem e levarem ao dito engenho, a seu se-
nhor, Joo Luiz Antonio da Silva que generosa-
mente gratificar, ou no Recife, ra ao Queimado,
n. 7.
Fugio, no dia29de outubrodo corrente anno,
do engenho Peripiri-do-Norte, termo da cidade do
Natal, provincia do Itio-Grande-do-Nortn, um ca-
bra, de nome Hilario de 40 anuos, pouco mais 011
menos, alto, secco, barbado, com lodos os denles da
frente, bom ofliciali de sapateiro, um tanto surdo ,
leescrevcalguma cousa : quem o pegar, leve ao
dilo engenho a seu senhor, Francisco Jos Fer-
nandes Carrilho, que ser bem pago de seu traba-
lho, ou quando poralguma auloridade for captura-
do, se Ihe faga a competente parlicpagflo.
.No da 22 de junho do corrente anno fugio, do
engenho Curado um erioulo, de nome Jos, de 28
annos, pouco mais ou menos, estatura regular, bas-
tante preto, hocen grande, rosto oval, pouca bar-
ba ; tem sobre o embigo um carogo, que representa
ser rotura. Roga-sc as autoridades policiaca e ca-
iiitiies de campo asuanpprchenslo : e quem o pc-
gaa levar a ra da Cadeia do Recife, loja n. 21, de
Luiz Antonio de Siqueira, recbela 50,000 de grati-
licagao. .^
ENIGMAS
PITT0RESC0S.
1 .,Ub.
DE CIFRAC AO
A justic he o pao do povo, e a alma
das leis.
VA TTP. DKM. F. DE FAIUA.-
-1846.
ast.


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