Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08338


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Full Text
Afino
Scxta-feira 4
0 /)Mil/0|Hililc-se toilos o das que n.lo
ornn He j-uard : o preco 4jn01 t. por qmrtel, pagnt ndtanladnt. O
a,'iiineioi dos igtintos Jo injeridos a razio
je }0 res por linne,40 ris e n typo difleren-
le e es rtpclices pela raelade. O qde nao fo-
rtn aMignants |>Kho 80 tis por linha, e 160
(ni typo dilTerente. ^^^^^
pil ASES DI LA NO MEZ, DE DF.ZEMBUO
i a ctete a a 8 hort e 10 minuto de urde.
njjii.'Oinlea 10, es 6 liare*e 55 min. de Urde. ^
Lu/nofe |t,a* i0 horas e II mi. de manh. t
(jesoente i!i,ul hora* e 10 nio. de manh. {
' PARTIDA DOS CORRKIOS.
Goianna e Pariilivna SeRnoda* e Sextas.ffirai
Rio Gr.inde do Norte, elieg na* linaria* Caira*
no meio di* e parte uas mesma* horas na*
Quintas feira.
Celio, Serinhicm, Rio Kormoso, Porto Cairo
Macey. no l., II e Jl decid mex.*
GaranblllM e Bonito a 10 eJ4.
Boa-Vit*e Flores a lie 2s.
Victoria as Quintas l'eira* .
Olindi todos os da*.
a i
PREAMNR DE liOJB.
Prmeira & h IS minutos daminlia.
Secunde a 5 ti. 42 minuto* da tarde.
de
Dezembro. Anno XXII. N. MS.
das da semana.
10 9 Segunda. S. Andr Apostlo
I Tere. S. F.loi Aud. do J. do civ. da I. v. e
,/ .lo J. de pai ilo ?. dist de t.
I QuarU. S. Bil lana. Nao lia despacho.
3 Quinta S Solbnias. Aud. do J. He orplios,
do I municipal da I. rara.
4 Sexta. S. Ralbara. Aud. do J.docir. de I.
v rilo J. de pe do 1. dial, de I.
5 Sebbado. S Gaialdo. Aud. do J. do cir.
da l. v., e do J de pal do I. dist. e J. de I.
4 Domingo. S. Nicolao.
CAMKIOS NO DA 8 DE DEZEMBRO.
Caml.iosobreI.ondrc'/. "Vj-'-P-'# 40 *'
Paiis J55 ri* por franco.
. Lisboa 100% de premio.
Desc. de letras de boas firma* I 7P- 7**om;
Ouro Oncashespanholas.. Sf000 e 0/*
e Modas de CJ100 re. 18*100 a I8JJ0O
, de 64400 nov. 16*000 a lOflOO
de4jooo... noi fioo
/,,*-Petece*...........*0 a I/oi)
. Pesos columnere. I|090 a JfOOO
. Ditos Mexicanos. l|910 a l#*<
lida.......... 1*18 "
Accoesda Comp. do Reberibe de 50J000 apor a
DIARIO DE PERMAMBUCO
PAHTE OFFICIAL.
Vi
Govcrno da provincia.
* EKPF.DIF.HTE DE 17 DO PASS4D0.
Oflicio-Ao Exm. presidente da Bahia, declarando
haver chegado a este porto em o vapor S.-Salvador o
desertor Manoel de Carvalho. Ordenou-sc ao com-
mandante do- vapor, pozesse o desertor disposlg3o
do commandante das armas, c\>niciou-sc a este, para
que o mandasse receber.
Dito Ao commandaule das armas, scicntiican-
i)/i odTiaver S. M. o Imperador mandado declarar,
Jjue nflo devem perder os annos de servigo, que tive-
retn, antes de havercm commetlido o crime dede-
ercilo, os ros, aqttem o mesmo augusto Senhor
houvertle perdoarum scmelhantocrimo.
Dito Ap mesmo, intelligenciando-o de haver o
cadete do segundo batalhSo de artilharia a p, Lou-
rengo Justiniano Jorge Concalves, obtido tres mezes
de licenca com sold, para ir corte.
Dito Ao mesmo, recommendando a cxpedicilo
de suus ordens, para que o recruta I.aurentino Braz
seja segunda vez submettido inspecg3o da junta sa-
nitaria.
Dito. Ao mesmo, nteirando-o deter expedido
as convenientes ordens, para que, emqtianlo se no
realisar o embarque do tenente ajudanto de 2.' li-
nha, Antonio de Souza Gondim, Ihe seja pago aqui o
respectivo sold.
Kilo. Ao desembargador juiz relator da junta
do justiga, transmittindo o processo do reo Manoel
da Resurreigao Cln isostomo.
dem do oa 18
OUicio. Ao Exm. e Rvtn. director do curso
jurdico de Oliuda, procurando saber, se na respec-
tiva bibliotheca oxistem alguna livros com a marca
Penha; c, caso existflo, qual a ras3o, porque n3o
Ib i cuniprida a ordem ta presidencia, que os man-
dn restituir aoconvonlo dos capuchinhos nesla c-
dade.
Dito. Ao commandante das armas, determinan-
do, que, cmexecugaodo imperial aviso de 31 deou-
tubro ultimo, faca entregar ao commandaute do bri-
guc Caliopt q soldado do 1." batalhfio de caladores,
Celestino da Silva Campos, que lora reconbecido des-
ertor do crpo de imperiaes inarinheiros. -- Commu-
nicou-se ao commandante do brigue Caliopt.
Dito. Ao desembargador juiz relator da junta
de justica, Iransinitliiido os piocessos verbaes dos
ros Jos Francisco Cabral, Manoel Feliz dos Santos
e Manoel Comes Pessoa.
Ditos. Ao inspector da lliesouraria da fazenda e
ao presidente interino da relaco, scienli(icando-os
deliHvero desembargador Manoel Prannos da Silva
\ellozoobJjidodeS. II. o Imperador seis me/es de
licenca com ordenado, e contados desde 5 de setcm-
liro deste anno.
Ditos. Ao director do arsenal de guerra c ao ins-
icctor da alftmdega, dcclarando-lhes, que, em vista
duque diz o commandate das armas no offlcio, que
ror copia Ihes remette, a plvora nacional DflO pule
doixar de ser recolhida aos pais do forte do Huraco.
Dito. Ao administrador da mesa do consulado,
dando-so por inteirado do fallecimcnto do \. escrip-
turariod'aquella mesa, Antonio de Souza Res.-
Dito.-- Ao administrador geral das obras publicas,
aulorisando-o a despender de cemaceutoe viole
mil ris com os arranjosda sala, que lem de servir
de archivo, e de gabinete para os engnheiros.
Portara. Reformando, no da nacional do municipio do Rceil'e : os caplBes
francisco Ceraldo Moreira Temporal e Francisco Xa-
vier Cameiro l.ns ; os lenles Jos Carlos de Sou:
za Lobo, Thamaz Antonio Macicl Montcro e Jos
Cezario de Mello ; eos alteres JOHo Carlos de Souza
Abroo, Jos Elias de Oliveira, Caelano Jos Mendos e
Jos Jeronvmo de Souza Lmoeiro. I'arlicipou-se
ao commandante superior da guarda nacional do
municipio do Recife.
dem no da 19.
Oflicio. Ao commandante das armas, exigindo
o seu parecer sobro o requerimento, em que
soldados da companhia provisoria de 1. linha da
provincia da Parahyba, hoje perteheentes aos cor-
pos da guarnidlo desta provincia, Joilo Francisco no
de Aguiar, Jos Rodrigues Chaves e Antonio Comes
Riboiropedem perdSo do crime dedoserco.
Dito. Ao mesmo, prevonindo-ode ter licado a
partir para esta provincia o tenente do 1. batalllo
docacadores da 1. linha, Francisco Pereira Bastos.
Dito, Ao mesmo, scientificando-o de haver o go-
vemo imperial ordenado, que se recolha aq respec-
tivo corpo o lenenlo-quartcl-mestre do 1." batalhOo
de caladores, Americo Fornandes da Cama.
Dito. Ao mesmo, solicitando sua opinifio acerca
da baixa requerida polo cadete Maximiano Henrique
da Silva Santiago.
Dito. Ao iiiosniD e ao commissario-pa^ador,
inleirando-os de ter S. M. o Iniporador resolvdo,
que Joaquim Cardo/o de lirito, capIUo do l.'bata-
Ihao de caladores, addido ao 5. da mesma arma,
continu a servir neste.
Ditos. Aos mesmos, participando-Ibes, que S.
M. o Imperador ordenou, quo ao quartcl-mcstre
Americo Fernandes.da Cama se abonassem 100:000
rs., para Iho serem descontados pela quinta parte
dos respectivos sidos.
Dilo. Ao inspector interino do arsenal de mari-
liha, dando-se por inteirado de ter viudo para esta
provincia, para construir nova barca de escavano,
o 2." tenente graduado, segundo constructor do ar-
senal de marinba da Baha, Manoel Comes Muniz 'rel-
ies.
Dito. Ao commissario pagador, exigindo, para
tra nsm i tti r secretaria d'estado dos negocios da guer-
ra a guia do major Manoel Machado da Silva Santia-
go; e prevenindo-o de que d'ora em diante seiilo
pagos pela pagadoria das tropas da corte os sidos
deste oflicial.
dem no mi -20.
Oflicio. Ao commandante das armas, declaran-
do, que a liconija, que de S. M. o Imperador obtive-
ra o cadete Lourenco Justiniano Jorge Connives,
he i'ara tratar nesla provincia dos negocios de seus
finados pais, e nflo para r corte, como por enga-
o se lite communicou.
Dito. Ao mesmo, recommendando a.expedicAo
de suas ordens, para que quanto antes recolha-se
provincia da Bahia.como determinara S M. o Impera-
dor, o quarto batallulo da artilharia a" p ; e procu-
rando saber a frca actual desse batalho, e qtiaes
os objectos, que elle tem de levar, para poder mandar
frotar o navio, que o ha de conduzii.
Dito. Ao mesmo, signilicando, que, satisfeita
pela pagadoria militar a respectiva passagem, pude
seguir para a corte cm o brigue Deifique o alteres
do 5. balalhao de lacadores, Antonio de Moraes Pi-
mentel. l'artcipou-se ao commissario pagador.
Dito. Ao mesmo, declarando, quo se conforma
com a notiii'ii;;*io do Jofio Chrisostoino Pereira dos
Santos, tenente da 3." classe, para commandar inte-
rinamente a fortaleza deltamarar.
Dito. Ao mesmo, determinando, remella ao che-
fe de polica o paisano Laurentino Braz, que pela
junta sanitaria fora julgado incapaz do servico mi-
litar. Partidpou-se do chefe do polica.
Dito. Ao commissario-pagador, determinando,
3ue, de conforiuidadc com o disposto no artigo 23
o actoaddicional, pagou ao doutor Joaquim Nunes
Machado <*soldo, que, como auditor de guerra, ven-
ceoom o mez de outubro prximo lindo; e recom-
mendando, que, cm quanto o governo imperial nao
resolver acerca do pagamento ao bacltarel, que nesse
lugar substituto ao mencionado doutor, n3o o cffei-
lue. Olllciou-se a respeilo ao commandante das
armas.
MEMORIAS DE M MEDICO. (*)
un aicretifire jeuma
PRIMEIRA PARTE.
fosal aA.3i.liOo
CAPITULO XIX.
ADIS A IATIBSXI,
Antes de entrar no quarto de sua ama, parou Nico-
na na oseada, para comprimir os ltimos gritos da
colera, que Ihe assomavao no peito.
Obarfio encontrou-a immovel, pensativa, coma
mao no rosto, cossobr'olhoscontraludos; e, apezar
de estar tflooccupado, aove-la tao linda, deo-lhe um
tieijo, con-.o o Uvera feito Mr. de Richclieu nos seus
Irinla annos.
Nicolina, tirada da sua meditacflo por esta grnc.a,
stihio precipitada ao_quarto de Andrezo, que acaba-
vade fechar um bah. ,, _
- Entno! dsao madcmotsella de Taverney, e-
flectiste?
(*> Vide Diario n.* 272.
C fl'aV ffrf*feVJeMl|
Reflecti, minha senhora, respondeo Nicolina,
com modo deliberado.
Casas-te?
Nao, scnliora.
Boa vai ella! o esse grande amor?
Nunca me valer o que me bao dejvaler os cui-
dados e a bondade, que a cada instante tem a scnlio-
ra commigo. F.ii pertenco senhora, e quero perten-
cer-lhe sempre. Conheco a ama, que tomei, e n&o
conhecia o senhor, dequem ia serescrava.
Andreza coinmoveo-se desta manifestaco de sen-
timentos, que bum longe eslava de julgar adiar na
estotivada Nicolina. Fica entendido, que ella ignora-
va. que essa mesma Nicolina se portava assim, por
nao adiar cousa nielhor.
Sorrio-sc satisfeita de adiar umacrcatura melhor
do que esperava.
Fazes bem em me teres amizade, Nicolina, re-
plicou ella. N3o me ha de esquecer isto. Confia de
mim a la sorte, minha filha, e de qiialqucr ventara,
que me venha, teis a tua parte, cu t'o prometi..
Oh! senhora estoudecidida, cu acompanho-a.
Sem saudades?
Ccgamenle.
__Isso nao lie responder, disse Andreza. N8o qui-
zera, que um da te podesses qucxardo mm, por me
haveres seguido cegamente.
. So de mm mo podere queixar, minha se-
nhora.
Enlao, entendesle-tc com o leu futuro?
Nicolina coru.
Eu? disse ella.
Sim, tu, eu vi-te conversar com elle.
Nicolina mordeo os beiqos. Tinha ella urna janella
Iiarallela de Andreza, e bem sabia, quo dessa janel-
i se avista va a de Gilberto.
Portara. Nomean.lo 1\ supplente do subdole- cl/uma alliada allienada,
gado do a- districtoda freguetladNazarttlr* AaJ ^S^>JSSA
d'uma corte cscravisada,
Tonio Concalves
chefede polica.
Cameiro. Communicou-se ao

EXTERIOR.
INGLATERRA.
I.ONIilIFS, 10 DE Ol'TBBO DE 18-16.
tflll IllilUJV .^..... ^.
J he a desconhecida prole d um casamento, quo
loria supprido herderos reversivos corOa, ignora-
da por aquella potencia, a cujo benigno auxilio tan-
to devem, assim a corda como a constituieflo ; com
todo, ha prazer e alegra em Vcrsalhes, como se qua-
" renta annos nflo Ihes tivessem cnsinado a temer o
genio da llcspanha. Imaginar-se-hia, que os registros
estavao esquecidos, ou que er3o inaccessiveis, t3o
poticosc aprendo da lc.'o, que t3o alto se ensina.
Talvez, pois, se houvessc tomado indolente apathia
" por acquiescencia popular; mas um tal erro he boje
extraordinariamente simples. Foi no meio da appu-
rente indilTercnga do descuido ou conlentaiiieiilo.
As sentenciosas proclamages dos tclegraphos luc
tarao'Ullmamente por entro as pesadas e ominosas
nuvcns.nuo se nterpunhflo entre Madrid o Newilly.e m
lu/ I'ilippe loi aullienlcamente informado de que ue as columnas francezas forlo impellidas atrav
est o duque de Montpensier casado com a infanta de Jos p.-rencos, e eslabelccoro fortalezas na rrontei-
llespanha". Tal he o simples e fro annuncio. Tal
vez. M. concebaagora.quea victoria esta ganha, e
que a sua familia colher os brilhantes despojos, e
gafhofear na capturada cdado muito tompo, depois
que o passageiro cumc d'uma alliada e as invejosas
eavillacrtes d'uma vizinha tiverem cabido no silencio
c esquecimento Sunl tanti. Vale a pena d'um pouco
de descrdito e de algum incoinmodo o ter outra pro-
babildade de nivelar os Pyrcneos e duplicar a dy-
nastia dcOrlcans.
Chegrao os idos de Marco, e antes que elles
tenhao passado, veremos um pouco mais claramen-
te qual deve de ser o custo da preza. J o infortu-
nio he agourado pelos presagos incidentes d'uma so-
lemnidade, que devora ter feito do anno um jubileo.
A rainha de llespanha o sua irnia deven fo ter sido
dotadas com oscoragfies do seu povo; nem urna voz
devera ter sido ouvida senflo a do favor; nem um
devora ter sio ouviaa senao a no lavoi nem um p0(|e ei_re, lu,z Kilippe se-io, por su esquucci no
semblante devra ter sido visto senao o da alegra; a 1808 uma semana transformou a apathia em insur-
lihenlade dos cautivos devra ter solemnisado a fes-1 n\e-xn A mais activa e violenta chama rompeo im-
iberdade dos captivos devra ter solemnisado a fes-'
tvidadenacional; e oa verdadeirose provados alija-
dos da llcspanha deveriao ter enviado os seus repre-
sentantes ao altar, para ah apresentarem as combi-
nadas fclicitacOe.s da Europa. Qual tem sido a rcal-
dade? I'ma nogociagao secreta esuspeila, com ru-
inles do violencia e symptomas de fraude, termi-
nou por urna alliapga precipitada e infeliz. O casa-
mento d'uma infanta foi contratado e concluido sob
circumstancas, que nenhuma nobre Castclbano tole-
rara em sua propra familia. No meio do ttrico
silencio d'um povo offendido, cercado de cavallaria
o guardado por canlioe.s, atravessou o intrusa ndivo*
as ras da sua capital) novamonto descoberta, pol-
en tro urna multidao cujo sentimento mais beugno
era a indilTeronca, c cujo pensamento mais innocente
era a curiosidado. Nem um sonvde saudaciTo lson-
gcou os seus sentimonlos ou inspirou-lhe moment-
nea conferencia. A energa d'trtn governo sem es-
crpulo procurou sulTocaro desgosto, mas nao pode
supprr as acclainacoes. Prisilesein vez de amnis-
tas charalerisarao esta sinislra l'estividadc nacio-
nal; vio-seo casamento d'uma princeza eucher os
carceies dos subditos de sua irni3a. Da desastrada
ceremonia os amigos da llespanha conservr3o-se
framente ao longo, o o representante da sua mais
verdadeira alliada e mais certa defensora relirou-sc
da scena, depois de ter em vilo ollerecido os amiga-
veis reprcscntacOes do seu pail contra o projectado
roiitralo. Qual ser o resultado d'um pacto t3o
ominosamente eonlrahido, 13o despido dos pra/.eres
e felioilacocs de taes solemnidades, e concltiiilo no
meio de 13o tristes prognoslicos de mal imminente?
Os horizontes poltico c nacional estarfio negros e
currados como n'um d'aquelles casamcntos,quc, se-
gundo a fbula gentlica, costOfliavOo legar a innu-
meraveis geragOes miserias e elTusao de sangue; e
nem mesmo o fatal casamento do Mario Antoinette
foi mais trsteinento caraeterisado do que estas pre-
cipitadas nupcias d'uma infeliz princeza. Talvez
fsse mistersuperstigo para inferir mortesc ruinas
da queda d'um cadafalsoe das andas mortaesd-juma
multidao; porm a mais sobria prudencia" su pode
agourar conflictos e convtilses d'um povo ultrajado,
Hcvordade, minha senhora, respondeo Nico-
lina.
E que lhe disseste?
Disse-lho, replicn Nicolina, a quem parecco,
que Andreza a questionava, equal, restituida s
suas priineras suspeitas por essa falsa manobra do
inimigo, tentou responder hostilmente, disse-lhe,
que me n3o itnportava mais com ello.
Eslava dddido,quc ossasduasmulheres, orna com
a sua pureza de diamante, a outra com a sua ten-
dencia natural para o vicio, nunca so havi3o de en-
tender.
Andreza contTnuou atomarosazedumes de Nicoli-
na por aflagos.
Noentanto completava o barfto o arranjo da sua
bagagem : urna espada velha, de quo usara em Fon-
tenoy, algunspergaminbos, queestabeleciao osen
direiio do entrar as carruagens de S. magestade,
urna collecg3oda Cazelie, e certas correspondencias,
forniavilo a mais voluinosa porgilo do seu haver.
Como Bias, carregava ludo isto debaixo do braco.
La Brie linha ares de quem suava ao andar, cur-
vado ao peso de um bah, pouco mais ou menos
vasio.
Na avenida eslava o gentilbomem, que durante to-
dos csses preparativos liavia despejado a sua garrafa
de vinho at a ultima golta.
O galhardo hana reparado na delgada cintura, o
perna grossa de Nicolina, e n3o cessava do rodear o
tanque por baixo dos castanheiros, para tornar a ver
a engragada andeja, tao depressa vista como desap-
parecida por ontre o arvoretlo.
Mr. deBeausire.ja dissomos, que era este o seu no-
nie, foi arrancado a sua contemplag3o pelo convite,
que lhe fez o barao, de chamar a carruagcoi. Sobre-
1 1 I I III "') -*va* e*w.wv- ------------------------------------ -
ra; entretanto que a pnrtilha de Portugal foi a pre-
sentada eomo protexto transparente para a ocoupa-
eflo da llcspanha. Foi sem quesillo ou interrupcto,
que Carlos e Fernando continurSo as suas indeco-
rosas pendencias o arromessrilo o seu desprezado
reino s mitos do versuto dominador da Frange, para
arbitra-lo ou acceita-lo. Nem urna murmuragao
ehegou s antc-camarasdo arrogante Jos, quando
os noventa e um notaveis lhe tinhao levado, como
ello loucamcntoconcebeo, a pacifica e inteira posse
da monarchia do llcspanha. Napolo3o linha mais for-
tes motivos de confianca do que I.uiz Fiiippe; por-
que Carlos era um idiota, e Codoy era um louco ; e
se o ambicioso corso pensou, que os Ilespanhoes
acceitariao de boamente um monarcha eumacons-
tuiC&o, dados por elle, podia ser mais prompta-
mento perdoado, por se esquecer de 1706, do que
pode el-rei Luiz Filippe se-lo, por so esquecer do
reigao. A mais activa e violenta chama rompeo im-
mediatamente das cinsas, debaixo das quaes apenas
se julgava fumegar una cenlelha. Aragtto, Navarra,
as Asturias, Biscaia e as Caslellas, succossiva ou
simultneamente proclamaran o seu espirito e a sua
frga, e nem um lo faltn n'uma cadeia, que cercou
os intrusos Francczes com a vingativa hostilidad
d'uma nacao insultada.
A llcspanha parece fascinar a casa de Orleans por
umalei hereditaria. Apenas a mal merecidalealda-
de de Castella tinha assegurado no seu palacio o pri-
meira Rourbon, quando o regente solicitou Stanno-
pc para a transferencia d'clla ao seu proprio ramo,
ou ao menos para sua diviafio; e el-rei I.uiz Fi-
lppo talvez se record da hora, em que deo veja
com um prenle siciliano para Cibraltar, em segui-
inenlo d'esta favorita preza com ideiasde intervengito
ingleza algum tanto dilTorenles das que actual-
mente professa. Poucos mezes nos mostrars agora
provavelmente, at onde Iho temsuccedido um feito,
que sobrepujou a imperecivel ambicito do Luir.
Grande, o o incomparavel poder de Napole3o; e qual
he a verdadeira valia to despojo, pelo qual ello n1o
hesitou por em perigo urna paz de 30 annos e cm
^lacOes da Euroifa.
(Times)
convuls3o as relagOcs da Europa.
CORREga A FAZER-SK F.M TODAS AS r.EOGBAfHIAS
J'yreneo I'ma cordilheirade montes, que servia
antiganientc de limite entre a Franca e llespanha foi
arrasada por Luiz Filippe, em 186, por ocoasiad" do
casamento deseo filho com a infanta l.uiza. Isto
deo origem ao proverbio l'rancez, que lio boje tao po-
pular nos eslaminets do Paria // n'y a plus dtPyrnoe.
Punch. [Daily News.}
PERNAMBUCO.
RENDIMI.MO DA MESA DA RECKBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES, DO MFZ DE NOVEMRRd
PRXIMO PASSADO.
A saber.
Foros de terrenos de marinba..... 10,192
saltou-sc, cortejott Mr. de Taverney, e ordenou com
sonora voz ao cocheiro, que chegasse a carruagem.
Esta approximou-sc, e La Brie deposilou na trasoi-
r o bali com indizivel mistura de alegra e or-
gulho,
Yon emfira montar as carruagens de el-rei,
murmurou efle,arrebatado deenthusiasnio, ejulgan-
do-sc s.
Na trasoir, meu bello amigo, replicn Beausire
com protector sorriso.
Quo! pois pap leva La Brie? disso Andreza ao
baT&O: e quem guardar Taverney ?
Ora adeos, esse niandriao dophilosopho!
Gilberto?
Semduvida, mo tem ello urna espingarda?
Mas com que se sustentar ello ?
Essa he boa! com a sua espingarda I e ha do
andar de barriga cheia, uo todo cuidado, tordos
melros mo l'altao em Taverney.
Andreza olhoifcpara Nicolina, ecsta deitou a rir.
Eis-ahi a pena, que tu tcns, mo coraeflo, disse
Andreza.
Oh! elle he muito destro, minha senhora, res-
pondeo Nicolina, c, lique socegada, n3o se ha de dei-
xar morrer de fomo
He preciso deixar-lhe um ou dousluizes, se-
nhor, disse Andreza ni ha rao.
Para o deitar a perder. Ora, elle j he bastante
vicioso, como be.
Nao para poder viver.
Maiidar-se-lhe-ha alguma cousa, se elle gritar.
Essa he boa! disse Nicolina, n3o tenha modo,
que elle grite, minha senhora, que nao grita.
Nao importa, deixa-lhe urna ou duas duzias do
francos.
Elle nao os accoitar.


ie
T
Siza dos bcnsderaz........ 2:235,620
Direitos novos e velhos....... 31 i,210
Ditos de chancellara........ 6,490
Dizima da dita......... 666,129
S.'llolixo............ 1:392,700
Dito proporcional......... 1:250,400
Emolumento de certidfls...... 3,200
Carlas de hachareis......., 8,000
Imposto de tojas atarlas. ..... 5:8tt,oo
Dito de barcos do interior...... 9,600
Taxa de esclavos......... 310.000
A saber:
Pertencente ao rendiment do
atino financeiro correntc. .
dem a divida activa. .
-
12:081,341
6:785,741
5:295,600
12:081,341
Recebedora, 1. de dezembro de 1846.No im-
pedimento do escrivilo-Ol escripturario, Manoel
Antonio Simoes do Aniaral.
IIHKII) HE PERSAIBC.
0 tingue francez Krmorique, ao sabir dcste porto,
em o da 2 do corren te, encalhou na barra ; e depois
de haver mandado parte da carga para trra, voltou
para o Mosquciro, c ahi se acha tundeado.
Variedadc.
POCOS ARTESIANOS.
Na opino de M. Arago, desdo o sceulo VI
que se conhecem no Egyplo as fon tes de jorro artifi-
ciaes. Os viajantes modernos dizem.que os habitan-
tes do deserto de Sahara conhecem os pocos artesia-
nos. A Italia tambem tem destes pocos, que romon-
tilo a grande antiguidade. Na Franca o maisantigo
poco dcste genero Ibi construido em 1126. Nfio pos-
so precisamente dizer nada do que ha entre nos a es-
te respeito. Sei da existencia de verrumas artesianas
em Portugal, tenho mesmo ouvido fallar da construc-
cao de alguns destes pocos; mas de nada mais posso
informaros leitores. He um mal e urna vergonha para
todos os que escrevemos, que de ludo possamos tra-
tar, e descrever, quasi como se as vissemos, as cou-
sas estrangeiras, e do que menos estamos habilita-
dos a fallar he do que aqui se passa, do que entre
nos lia Mas que hade si-
permeaveis as penetrarO e occuparO todos os seus
intersticios, depois as suas maiores profundidades
ate ao nivel do solo, em que estas agoas comelo a
penetra-las.
Se fizermos um huraco com a sonda em qualquer
ponto do funil at encontrarmos algumas das cama-
das permeaveis," a agoa subir poresse buraco ate a
altura correspondente ao seu nivel as bordas do fu-
nil. Seo buraco for feilo cima deste nivel, a agoa
nfio rebrilla, mas teremos um poco, que nfio seque
nunca; pelo contrario, se for mais abaixo, teremos
urna fonte de jorro proporcionada differenca dos
dous niveis.
Tal he na sua maior simpllcidade a theoria dos po-
cos artesianos. Mas o pratico precisa saber muito
mais do que esta simples theoria. Os cataclysmos,
que leeiu formado semelhantes funis, nem em toda a
parte produzirDo as mesmascondicoes. Frequenle-
mente, as carnadas permeaveis nto s3o continuas, e
de dous buracos muito prximos um dar agoa em
abundancia e o oulro Picar secco : mil oulras cau-
sas podern dar o mesmo resultado.
Mas, se os conhecimentos geolgicos 83o, vista
disto, indispensaveis para fazerfurar um poco arte-
siano, a hablidadc nilo deve ser menor na escolha e
uso dos instrumentos. A natureza dos terrenos a-
travessados pela sonda he muito variavel e exige
utensilios de diversa natureza, Uns ataeflo o fundo
do furo gyrando a maneira das verrumas, outros
quebrundo-o. No primeiro caso o mesmo instru-
mento traz para cima as materias verrumadas; no
segundo caso lie necessario fazer descer outro ins-
trumento, que tire os fragmentos feitos pelas pan-
cadas do primeiro instrumento.
Para accresccntaro instrumento perfurante pro-
porefio da profundidade, em que se vai enterrando,
tem -se usado de di Arenles mcios. Longas varas de
ferro, que se vfio unindo pelas extremidades urnas
as oulras, aceresccnlio o instrumento. Este syste-
ma de unifio he que vara segundo os di Aeren tes mc-
thodos. Esa vfio de roscas : mas este mettiodo tinha
grandes desvantagens, sendo a primerao nfiose po-
der mover a sonda senfio semprc para o mesmo lado:
tambem muita* vezes succedia quebrarem as roscas,
querendo obligar a sonda de encontr aalgum obs-
tculo mais resistente.
Este methodo, porm, est hoje muito aperfecoa-
do porM. Mulot, e removidos todos os seus inconve-
nientes; e o da sondageni em geral por M. Degouce.
Eu seria fastidioso, se quiz.esso descrever tcchnolo-
gieamente este methodo engenhoso : se porventura
algum dos leitores' da Revista tiver interesse em co-
nbece-lo. Acara completamente satisfeito consultan-
do a Revisto identifica e industrial de agosto de 1845,
das, capitfio Manoel Luiz dosSantos, equipagem
13, carga sal: a Jos Pereira da Cunha.
Rio-de-Janeiro; 32dias, brigue brasileiro Vetiato, de
247 toneladas, capitfio Augusto Antonio de Couto,
equipagem 14, carga farinha, carne emais gne-
ros : a Thomaz de Aquino Fonseca. Passageiros,
Fernando da Serra Carneiro com sua familia, es-
cravos e criados.
New-Zealand; 75 dias, barca inglcza Mary, de 450
toneladas, capililo James taveys, equipagem 17.
carga cobro, azeite de peixe e mais gneros : ao
capitSo. Traz 21 passageiros e segu para Londres.
Nuvios lahidos no metmo dio.
Una ; hiale brasileiro Novo-Destino, capitfio Estevflo
Ribeiro, carga varios gneros. Passageiro, Manoel
Moreira de Mencin ca.
Rio-de-Janeiro ; brigue brasileiro Despique, capitfio
Joaquim Jos dos Sanios, carga gneros do paiz.
Passageiros, alteres Antonio dcMenezes Pimentel
com Sua familia, Luiz Dias Corrcia, Santa de Je-
zus Mara, 2filhos menoros e urna escrava, Luzia
Joaquina de 8. Jos Ferreira, Jofio Paulo florrreira,
Brasileiros, e 18 escravos a entregar.
Eriital.
Miguel Archanjo Monttiro di Andrade, oficial da im-
perial orden da Roa, cavalleiro da de Chrislo, e ins-
pector d'Alfandega, &c.
Faz saber, que em conformidade doquedispoe o
regulamenlo d'alfandega, depois do prazo deco-
rrido contado da data dcste a tres dias, se lulo de
arrematar em piara publica, e porta da mesma,
dous escallcres perlencentes ao servico das barcas
de viga da mesma alfandega ; os quaes se achilo
inutlisados pelo seu mo estado de completo detc-
roramento, o por isso avallados pelo meslre car-
pntelro, um no valor de 16/ rs.,- e outro dito no de
4/000 rs.
E para que conste, como deve, mandou aAlxar o
presente porta da supracitada alfandega e publi-
car pela imprensa.
Alfandega 3 de dezembro de 184C.
Miguel Archanjo Monteiro de, Andrade.
Dcclaracdes.
camo-nos a faze-lo inexaelamenle.oii ha vemos de gas-
tartempo.qujniotemos, consumir a paciencia pro-
pria e alhea, em demanda de dados, a fazer inda-
gaces, multas rezos infructuosas at por ni vontade
daqiiolle mesmo a quem taes nformacoes niellior
convinfio, ou de dever tinha d-las He porque no
eslrangero ludo se escreve ese diz atea sociedade.
As nl'orniacOes nao he mister diligencia-las, vcem
tra/e-las os proprios, por qualquer modo que seja
inleressados no objeclo ; pedent ainda em cima por
grande obsequio a publicarlo dos delalhes lodos,
sahem agradece-lo, e uno poucas vezes um escriptor
oblem grande nomeada por algum escrpto, onde a-
penas he sua a reriarcito. Nos somos descurosns,
negligentes, emperrados. Sao manilas que 0 paiz
ha de perder ; mas sabe Deus anda quando !
Tornando, porm, aos pocos artesianos, quusi nada
mi delles em Portugal, como dizia ; e se fosse men-
digar informaces para poder fallar delles, talvez Ur-
de ou nunca escrevesse este artigo, como a outros
me tem acontecido. Somos c muito poucos os que
i/ueremos, e sfo quasi todos os que ndor/verem que
esses poucos posso Como ia dizendo. Assm que
seconheceo a grande importancia dos pocos artesia-
nos, logo muitos homens entendidos se applicaro
especialmente construeefio delles.
Em 1818a sociedade promotora da industria-nacio-
nal, em Franqa, prop* um premio, que fo ganho
em 1821 por Carnier, engenheiro em chefe das mi-
nas, pela sua obra intitulada : Lart sondan. D'entiio para c, a arle de fazer fontes de
jorro tem feto progressos immensos.
Um poco artesiano he, por assm dzer, urna das
partes de um siphfio voltario, onde o lquido conlido
tendea por-se em equilibrio de prestito com a outra
parle formada pela natureza. Supponbamos um co-
mo lnuil immenso, que lenhacem legoas de dime-
tro, formado pelas rcvolucfles do terreno em po-
cas remolas ; supponbamos, que o fundo cas pare-
des deste funil, revestidas alternativamente de ca-
rnadas permeaveis e impcrineaves, slralih'cadas a
principio horizontalmente, alerfio-se com estas pa-
redes at locar o chfio na maior parle do circuito
Icsse suppost funil, cujacavidade vasa entilo po-
de ser chea ulteriormente de carnadas hoi izonlaes
que se nao tenlulo aleado nunca. He evidente, que
as agoas das ebuvas, que cahirem sobre as carnadas
tado por si mesmo ou dirigido 250 furos importan-
tes, tanto em Franca como no estrangeiro; entre es-
tes o famoso poco de Grenelle, boje celebre pela sua
grandissinia profundidade de 558 metros, e cujas
agoas repuxo a 33 metros cima do chOo: e Degou-
ce lihha executado 333 trabalhos da mesma natu-
reza.
Se eu nfio receiasse tornar este artigo demasiado
extenso, dara agora una ideia do curioso processo
desondagem chneza, e dos instrumentos nisso em-
pregados, boje poslos em uso na Europa por M. Jo-
liard de liruxellas.
(Recitta Universal Lisbonense
COIYIIYIERCIO.
Alfa ntle^a.
REND1MENTO DO DA 3.......19:621,241
drscarhecaO uoje.
Brigue Lady-Falkland bacalhao.
Escuna ~ Archimrdes dem.
ItrgucGu/nare- dem.
Pacho -- lluaid laxas c machinismo.
Consulado,
RENDIMIENTO DO DA 3
toral.......-...... 3:242,341
Provincial........... 1:304,787
Diversas provincias........ 33,798
4:580,926
Uovimeiilo do lTorlo.
. Navios entrados no dia 3.
Harbor-Crace; 38 das, patacho nglez Archimedes, de
188 toneladas, capitfio Wllam Harl, equipagem
10, carga 2650 barricas de bacalhao: a Me. Calmont
& Companhia.
Ass ; 9 dias, brigue brasileiro Echo, >250 lonela-
ARREMATAQA, QUE PERAKTE A TIIESOURARIA DA( RENDA!
PROVINCIAF.t DEBA- REAUfAUA EM O DIA 16 DE DB2BUBR0
COR RENTE.
N;lo os acceitar
muito soberlio?
0 teu M. Gilberto he ento
Oh! minha setihora, meu nto, gracas a Dos
Vamos, vamos, disse Taverncy, para romper
com estas minuciosidades, que Ih faligavfio o egos-
mo, vamos, leveodiaboa M. Gilberto, a carruagein
nos espera, subamos, minha (ilha.
No replicou Andreza, deitou osolhos por despe-
dida ao pequeo castello, e entrou na pesada e mas-
sica camiagem
Mr. de Taverncy sentou-sc junio a ella, La Brie,
anda vestido com a sua magnilica libr, c Nieolina,'
que pareca nunca haver conhecido Gilberto, inslal-
lar.lo-se no assento de lora. O cocheiro montou um
dos cavados em bolea.
Mas onde tica o senhor oAlcial? grtou Ta-
verncy.
A cavallo, senhor bario, a cavallo, respondeo
lleausire com osolhos em Nieolina,quen.torabia cm
s de contente, por ver lito depressa substituido um
grnssoiro camponez por um elegante cavalleiro.
Em breve abalou a carruagem, aos esforcos de qua-
tro vigorosos cavallos ; e as arvores da avenida, des-
sa avenida lio conhecida de Audreza, comecrfio a
fugir aos lados da carruagem, e a desapparecer urna
e urna, tristemente inclinadas pelo venlo de L-ste,
como para dizercm o ultimo adeos aossenhores, que
asabandonavilo. Eintim ebegou porta-cocheira.
Gilberto havia-se postado dreto c immovel a essa
porta. Tinha o chapeo na nulo, nao olhava, mas va
a Andreza.
Esta, inclinada do outro lado da portinhola, pro-
eurava vr o mais lempo possvel a sua chara habi-
UcSo.
~ Parenmpouco, gritou Taverncy noposlilhSo.la
Esle contev os cavallos.
Ora bem, senhor mandriilo, disse o bar.To a Gil-
berto, vai Vm. ser bem feliz ; ahi tica so, como deve
estar um verdadero philosopho, sem nada a fazer,
seni rcprehensOes a ouvir. Vigo ao menos, que mo
pegue o fogo nisto, emquantodorme, e tome cuida-
do de Manon.
Gilberto inclnou-se sem responder. Suppunha el-
le sentir o olhar de Nieolina pesar-lhe insupporta-
velmente; tema ver a rapariga Iriumphantc c irni-
ca; e temia-ocomo se pode temer o contacto de um
ferro em braza.
Siga, postilhao! gritou Taverney.
N3o hara Nieolina rido.como tema Gilberto; pre-
cisara ate mais forca do que a habitual, mais do que
a sua coragem pessoal, para nfio lastimar alto e bom
som o pobre rapaz, que aliandonavfio sem pilo, sem
futuro, sem consolacfio; fora-lhe preciso olhar para
Mr. de lleausire, que tio bem parecido era montado
a cavallo.
Ora, como Nicotina olhava para Mr. de lleausire,
nao poda ver, que Gilberto devorava Andreza com
os olhos.
Andreza com osolhos rasos de lagrimas so va a
casa, em que hara nascido, e em que sua ml havia
morrido.
A carruagem desappareceo. Gilberto, que um ins-
tante antes ja tflo pouca cousa era para os viajantes,
comecava a nao ser mais nada para clles.
Taverney, Andreza, Nieolina e La Brie, ao Irans-
porcm a porta do castello, entramo em um novo
mundo.
Cada um delles tinha o seu pensamento.
Galculava o barSo, que em Brar-le-Duc se Ihe em-
prestara fcilmente cinco ou seis mil francos sobre
baxella dourada de Balsamo.
Andreza recitava devagariubo urna breve oracSo,
O einpedramento de 270 bracas da 1.' parle do 8.'
lanco da estrada do Po-do-Alho, feilo segundo osys-
lema de Mac Adam, principiado um me/, e acabado
quatro mezes depois da arrematacilo, e pela quantia
de 2:160j()00 rs pagos cm quatro prestaedes, e pela
maneira prescrpta no artigo 15 do regulamento pro-
vincial de II dejulhode1846.
_ O lllm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rinha manda fazer publico, que compra, no dia 5 do
correte, vergonteas do pinbo e taboas do dita ma-
i.'eira, de ililleivnles diiiiensoes : devemlo os preten-
denles venda desses objectos apresenlar suas pro-
postas, declarando nellas os lugares onde possilo ser
clles vistos c examinados.
Secretaria da nspeccilo do arsenal de marinha de
Pernambucn, 3 de dezembro de 1846. 0 secretario,
Alexandre Rodrigues dos .injos.
U rscrivauda rrcrbedorH de rendas internas gciaes
tervindo no inipediiiirnto do aduiinittrador fai labrr
a lodos os deveoirs dos iiopostos de lujas abenas do
.uni trrenle, da laxa dos escravos, do anno findo e
crreme, e da segunda declina de uiiio morta, que, se
nao salisiizoreiij o que eslo n dever al o fnn do inez
de dezembro (correnle), serao executados judicialmen-
te : i iieo i-einli) os que licarem a dever os iuiposios na
imilla de 3 por eruto dos seus dbitos.
Recebedoha, 27 de noveinbro de 1810.
Eitanitlio Pireira de Olwtirt.
HKESEP10 NO THKATKO BBLIC.
Primeiro parle..
O TIAT LUX.,
tirado da Sagrada Escriptura, Gnesis Cap. 1.* 3.
Segunda parle.
AI)AO NO PARAIZO,
tirado do livro Gnesis Cap. i.' 22 a 27.
Terceira parte.
MORTE DE ABEL.
(Juarta parle.
NASCIMENTO DO MESSIAS,
ti rado do novo testamento:
S.-Malheos Cap. !. 24 Cap. 2.' at g-II.
PERSONAGENS.
A Voz eterna Lusbel Miguel a Gra9a, Ao-
jos bons Anjos maos Adflo Eva a Serpele
engaadora Cahim Abel.
PASTORES E PASTORAS.
Socios da primeira classe, como se tem annuncia-
* ...........25:000.
Socios da segunda classe.....20:000.
Socios da terceira........15:00o!
Pagos adiantados aos respectivos thesoureros,
isentos de quotas, e de ncommodo algum.
PiilricAcdes litterarias.
ANNAES MACONICOS, contendo a descripcSo m-
nuciosade mu tas festas da ordem, ceremonias do
nstallacilo, oracOes de recepefio aos differentes
graos, oraefles fnebres, &c. 8 volumes em fran-
cez, encadernados, ediefio j ioje exlincta em Paris
Vendem-se por 16,000 rs., na ra do Queimado n
27, toja de Manoel Jos Concalves.
Historia de Napoleilo desde o seu liascimcnto
at a sua morte seguida da dcscripcio das cere-
monias, que tiverao lugar na trasladaco do seu
corpo da ilha de Santa-Helena para Pars, e do seu
funeral. Obra extrahida dos mclhorcs autores e es-
pecialmente das obras de M. Thiers, pelodoutor Cae-
tano Lopes de Moura cirurgio-mr da legiSo por.
tugue/.a ao servido do imperador Napoleilo.
Esta obra he o que presentemenle possuimos no
nosso idioma de mais completo e de mais minucio-
so acerca da vida desse homem extraordinario, cu-
jos feitos devetn ser condecidos por todos aquellos
que \ cnerau a gloria, o genio a grandezaeo infur-
tunio.
Vende-sepor precocommodo, na livrara da ra
da Cruzdobairro do Recife, n. 56. So dous volu-
mes impressose encardenados em Paris, ornados do
12 estampas Anas e do retrato de Napoleilo.
Vende-se tambem na mesma livrara a obra inti-
tulada Harmonas da Creacflo ou consideraras
sobre as maravilhas da natureza, especialmente so-
bre o instinclo dos animaes, contemplado como
provas evidentes e demonstrativas da existencia, da
sabedoria da hondade e da omnipotencia do Crea-
dor. Obra original do doutor Caetano Lopes do
Moura 1 v. com eslampas Anas, impresso em Paris.
Avisos martimos.
Para oMaranh.lo sai, em poucos dias, o bm
gue-escuna laura de primeira marcha para car-'
ga e passageiros, para o que tem encllenles com-
modos trata-se comocapitito na pra?a ou com
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche n. 34.
Para o Asss com escala pelos portos dos
Touros Caicra e Petitnga segu, preAxamente
em o dia 6 do corrente, o brigue Sagitario; recebe
carga e passageiros : a tratar no armazcm ao lado
da cadeia, n.23.
Para Babia sahir breve oveleiro brigue Vic-
toria, capo Rento Jos de Almeida : quem no
mesmo quizercarregar, ou ir do passagem pode
entender-se com Amorim Irmios, na ra da Cadeia
n. 45.
-- Para Porto-alegre c Ro-Crande-do-Sul segui-
r breve o brigue Conceico-Caboclo ,'capililo Joa-
quim Jos de Siqueira Porto : recebe escravos e pas-
sageiros, para oque se pdc tratar com Amorim
lrnios, na ra da Cadeia, n. 45.
O brigue portuguez Primavera, capitn Jos
Thomaz de Lima, sahe para o Porto no dia 14 do cor-
rentc, por ter a maior parte de sua carga a bordo: os
que no mesmo quizerem carregar, ou ir de passagem
tratem rom dito capitfio na praca, ou com seu con-
signatario, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para Macci e Peledo'sta a sabir a baratea Tri-
umphanle: quem quizer carregar, ou ir de passagem
dii ija-so ao Forte-do-Mato no trapiche do algodfio,
onde se acha tundeada, ou na ra do Vigario n. 5.
Para Lisboa sai com brevidade, portera maior
parte da carga prompa, a bem conhecido brigue ["n-
tuguez, Joiephina x Emilia, deque lie Capitfio Izi-
doi'o Aires de Souza: quem nellc quizer carregar ou
ir de passagem dirjanse ao mesmo capililo, na pra-
ca d Commercio, ou a Francisco Severiano Rahello
& Filho, largo d'Assembla Provincial.
TCBBHsaaoaaaBHHHiaBiaBBBB
lii'ilao.
llojo, 4 do corrente, haver Icililo de 8 barricas
com bacalhao portuguez e 14 bar is com peixe sal-
gado : ao niein da na porta da alfandega
Avisos diversos.
que Ihe havia cnsinado sua mfii, para afugenlar o de-
monio da soberba eambfio.
Nieolina conchegava o len?o do pescoco, que o
venlo desarranjava, nfio tanto quanlo desejava Mr
de Beausirn.
La Brie contava no fund da algbera os dez luizes
da delphina e os dous de Balsamo.
lleausire galopea va.
Gilberto fechou a porta d'entrada de Taverney, cu-
jos gonzos gemrilo como decostume, por falta de
azeite.
Foi enlfio sua casinha, trou de tras da commoda
-- Manoel Dias vai temporariamente aoAraeaty.
0 escrivio da irmandade de N. S. da Conoci-
lo da Congregarlo convida aos i raos da mesma pa-
ra reunifio em mesa geral, na forma do artigo 48 do
comnromlsso domingo, 6 do corrente, pelas 9 ho-
ras da manhfia no consistorio de sua igreja.
Quem tiver um preto, que queira alugar para o
servico de urna casa de pouca familia, e que saiba
Iratardo um cavallo, diija-sc a ra do Coilego, n.
10j primeiro andar.
~ No escrplorio de Francisco Severianno Rabel-
lo& Filho existe una caita, viuda de Lisboa para o
Sr. Jos Manoel Cavalcanti de Albuquerquo Lins.o
qual se servir manda-la buscar, visto que se ignora
a sua residencia.
D-se dinheiro a premio com penhores, mes-
mo em pequeas quantias : na ra do Rangel, n. 11
Precisa-sede una ama, quetenhabom lele,
preferndo-se escrava : na ra Direila n. 81.
faculdade de procurara vida, como eu oenlendessc.
Pos bem! Manon, farei por ti, o que se fez por niim,
n em mais nem menos.
E foi solla-lo.
Ests livre, disse alie, procura a vida como te
parecer.
Mabon correo aos saltos para a casa, e como Ihe
achasse as portas fechadas, lancou-se para as ruinas,
c Gilberto vio-o desapparecer por entre oarvoredo.
Bem, disse elle, agora veremos qual tem mais
instinclo, se o co, se o homem.
Dilo isto, sabio Gilberto pela porta pequea, que
urna trouxa feita deum guardanapo, atou as pontas I fechou, e lncuu a chave por cima do muro, com es-
(lesle a sua bengala de pilriteiro; levantou a euxerga
da cama, tirou-lhe algum feno, de que era chea, e
nelle encontrou um papel doblado. Este papel conti-
nha um escudo de seis francos, polido e luzente
Ero as economas de Gilberto, talvez de tres ou qua-
tro annos.
Abri o papel, olhou para o escudo, aGm de cei t-
Acar-sebem deque nfio eslava trocado, emelteo-o
na dgibeiradocalffio, sempre embrulbado
Uivava Mahon, saltando quanlo Ihe permittia a ca-
deia ; gemia o pobre animal de se ver assm abando-
nado successivamente de todos os seus amigos, por-
que com o seu admiravel instinclo adivinhava, que
Gilberto ia tambem dexa-lu.
E uivava cada vez mais.
Cala-te, Ihe grtou Gilberto, cala-te, Mahon.
E como quem sorria ao parallelopor antithese,que
se Ihe apresentava ao espirito :
Nfio me abandonaran como um rfio, accrescen-
tou elle, perqu te nfio abandonarlo como um ho-
mem f.....
Depois rellectindo :
Mas abaudouarao-me liyre, ao menos, com a
sa destreza queoscamponezesteem ematirar pedias,
a qual foi cahir junto ao tanque.
Todava, como a natureza, montona na geraco
dos sentiiueiitos, lie variada na sua nianifeslaca",
sentio Gilberto, aodeixar Taverney, o quequer que
fosse semelhanle ao que sentir Andreza; mas com a
dfferen<;a, que d parte de Andreza erfio saudades
do lempo passado, e da de Gilberto era a espranos
de melbor lempo.
Adeos, disse.elle, voltando-se para ver pela ul-
tima vez o castello, cujo tecto se perda na folhagem
dos eyeomoros, e as liles dos banos; adeos, casa
onde lano padec, onde todos me detcstavo, onde
me alravfio o pao, dizendo-me, que eu roubava;
adeos! amaldicoada sejas. Pula-me o coraefio de
prazer, e sente-se livre, depois queja me nfio cncci-
rfio os leus muios; adeus, prisfio! adeos, inferno,
antro de lyrannos, adeos, para semprc, adeos!
E depois desla imprecae/io, talvez men,os potica,
porm nilo mc*nossigniAcaliva do que lautas oulras,
correo Gilberto aps a carruagem, cojo arruido ao
longe retia anda no espado.
(Conlinar-ie^ha.)


.3.
LOTERA
da mrilriz da cidade da Vic-
loria.
No dia i j do correte mez andSo infal-
livclmente as rodas desta lotera, no con-
sistorio da groja da Conceico dos Milita-
res, e os respectivos bilhetes vender-se-
hao smente at o da anterior. Kspera,
porta uto, otliesoureiro, que os amadores
desie jogo'concorro completar a extrac-
cao dos bilhetes, que resino, ficando assim
habilitados a passar urna fesla feliz.
Antonio da Silva Gusmn.
-- A pessoa, que deixou urna carta no corrcio pu-
ra Pedro Alejandrino de Barros Cavalcanti, queira
vir pagar o porle, para poder seguir o seu dcslmo.
A inda est por a lugar, por preco
commodo, a grande casa terrea, n. 4^
rom cacimba e tanque, c bom quintal
bem plantado; a casa est caiada : trata-se
coni o caixeii o do Sr, Joo lUallieus.
Aluga-se uma padaria, prompta a trabalhar,
cconi boas proporcOes para qualqucr estahclccimeu-
to; a casa tem cojnmodos para muradiu na ra Im-
perial contigua a fabrica de sabOo : a tratar na ra
Pireta, n. 82 primeiro andar.
Aluga-se, por prego commodo urna boa casa
na ra Imperial, annexa ao sitio do finado Macha-
do propria para se passar a festa e tem coinmodos
para grande familia : a tratar na na Direita, n. 82
primeiro andar.
ATTENCAO "
Avisa a ccrlo caixeiro da ra do Queimado que
disae, que eontinuava a defamar urna casa na ra
Dimita que elle nao encontr cohi quem Ihe avivo
mais os sentidos ; pois he melbor, que elle nao d
3ue fallar as paredes, que tecm ouvidos : lilo culpa-
o lio o que faz o mal, como quem o apoia.*
I)a-s(! dinbeiro a juros com penhores d ouro e
prata ; e rebatem-se sidos e ordenados : na ra do
Rangel, u. 36, primeiro andar.
Quem annunciou querer comprar o Feliz Inde-
pendente, dirija-so a ra Direita, n. 113.,
Aluga-se uma boa casa para se passar a festa no
Casanga, com bastantes commodos, bom quintal,
estribarla, e q liarlo para prctos : a tratar na ra es-
trella do Rozario n. 33, ou no Caxanga, ao p da
fonte d'agoa frrea ,ou no largo do Corpo-Santo,
a fallar rom Jos Mara l'almeira,que se aluga por
prego commodo.
Qualqucr pessoa, que" tiver em seu poder os
autos de inventario dos bensdo (nado Joaquim'Fcr-
nandes Portella, de quem be inventariante sua
mulhcr Catharina Antonia de Hollanda, osquaesse
achilo sonegados com vista no finado padre Caetano
Jos da Silva Antunes, queira entrega-Ios nocarto-
rio de orphflos, Kscrivno l'ereira, que ser gratilicado
visto que so servo aos nteressndos no mesmo, ou na
ra das Flores, casa, n. 3.
Precisa-se fallar a Jos Antonio Correia, filho
de Francisco Correia, natural da ilha de S.-Miguel, a
negocio, que Ihe diz respeilo: na ra das Flores,
casa n. 23, do meio dia as 3 horas da tarde, nos das
uteis.
A consenhora da casa terrea, sita na Iravessa de
S.-Jos, n. 29, compra a parte, que na mesma tinha
o fallecido Sr. Francisco da Silva Santiago, sendo
que o herdeiro, quem ella baja de tocar, a queira
vender: na ra Direita, sobrado n. 121.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 16da ra do
Trapiche: a tratar no primeiro andar da mesma casa.
Aluga-soou vende-se por preco mui commodo
urna casa em Olinda ao p do theal'ro. na ra do Tra-
piche, n. 16, primeiro andar.
No largo do Collegio, loja de livros n. 2, se dir
quem precisa de ( 400/ rs. ) qualro ceios mil ris a
. premio, c que garante com urna morada de casa
terrea em uma das principaes ra desta cidade, e dc-
sembaragada.
Arrenda-se o segundo andar do sobrado da na
das Larangeiras, n. 14, com commodos sullicientes
para una familia : trata-se na ra de Hortas, n. 140.
Aluga-se a casa terrea n. 116 da ra de Hortas,
propria para familia, por ter um bom quintal:
tratar na ra do Vigario, n. 5, primeiro andar.
Perdeo-se uma carteira no dia 2 do cnrrcnte.com
varios papis dentro, e dous bilhetes da lotera do
l.ivramcnto, os quaesjnlga-sc cstarem brancos : ro-
ga-se a pessoa, que a tiver adiado, o favor de en-
tregar na na do Crespo n. 16, que se gratificar.
Tendo a pessoa, a quem Antonia Francisca de Al-
buquerque Monteiro, viuva de Manuel Iternardino
Monteiro, encarregu de fazer o annuncio, que foi
publicado em os ns. 270, 271 e 272 deste Diario, de-
clarado, por mal percebe-la, que ella se uaorespon-
sabilisava pelos endossos de lettras, ou naneas do
seu fallecido marido; a mesma viuva, a cujo conhe-
cimento agora chegou o contedo desse annuncio,
que muito deseja, que, anda depoisde fallecido seu
esposo, seja o seu nonie tflo respeitado, quanto o
fura, quanto de sua companhia gozara, e que est
disposto a fazer os ltimos dos sacrificios para sa-
tisfazer o que elle determinou em seu testamento.pre-
vincao publico, que de conformidade com que ueste
seacha disposto, pagar" todas as lellras, que por
seu mencionado mando se apresentarem firmadas;
deiando de outro tanto praticar com aquellos, que,
allegando haverem recebido delle ordem vocal para
fayerem supprmentos.ou emprestimos, se apresenta-
rem como seus erodorus, pois be bem sabido os abu-
sos, que disto se podem seguir, e est convencida,
que, alm das dividas por elle declaradas, nenhuraa
existe.
Precisa-sc do um homem branco e sem familia
para criado de homem solteiro : a fallar na ra No-
va, n.4l.
j\o Vanidouro
de Ollmla defronle do porto das canoas, aluga-sc,
polo tempo de festa ou por anuo um sobrado com
muito bons commodos : a tratur na venda por baixo
do mesmo sobrado, ou na ra do Livramenlo, n. 8.
Aluga-se o bom armazem de carne-secca na
ruadal'raia, n. 43, multo afreguezado, por ter si-
do ocrupado desde a sua fundagfio pelo mais hbil
c exporienle commeTciante do genero -carne secca.-
Dflo-se 500,000 a premio de dous parenlo com
seguranga em uma casa nesta pra'ca : quem precisar
annuncie.' "
Aluga-se um sitio na estrada do Rozarinho, con-
fronte ao sitio do fallecido Manoel Jos de Almeida :
quem o pretender, dirija se a ra Augusta, n. 36.
A' viuva do fallecido Manoel Bcrnardino Mo"~
teiro, ou a quem possa nteressar, se faz publico, que
na ra do Amorim n. 36 so acha uma lettrt ( em
forma) acceita pelo mesmo fallecido, o vencida em
12 de abril de 1840; da quantia certa do 277,290 rs.,
e juros vencidos do dia do protesto at seu real eni-
bolgo.
-JOAQUIM DA Slf.VA LOPES pede iautoridadesrli-
ciaes cc.ipitaes decampo a captura de um escravo de
nonie Jos de nariio Rebolo, estatura regular; folla
tao bem que parece ser crioulo ; representa ter 35
anuos ; tem o p esquerdn inulto- grosso, e na prrna
urna feridn. Este escravo foi de Manoel Henrique* da
Silva, da cidade de Goianna, e foi embargado por divi-
da nesta piara, e arrematado em prava publica pelo jui/.
da segunda vara. Quem delle der noticia, dirlja-sc a
ra da ( adei.i Vcllia n. 29.
Jos Antonio dos Santos Coelho embarca para
Una a sua escrava Mara, do gento de Angola.
=Os abaxo assignados rog.lo aquellas pessoas, que
tecm penhores em sua milo, que hajfio de os resgalar
no prazo do quinze das, findos os quaes serilo ven-
didos para pagamento das quantias, porque estro em-
penhados: c para que depois no so chamem igno-
rancia, por isso se faz o presente, nao se levando em
conla qualqucr rerlamagfio depois de lindo o prazo.
Joo Antonio Carpinleiro da Silva t Companhia.
Precisa-se de um mogoportuguez, para traba-
lliar em padaria, principalmente para vender pilo na
ra fregueziada mesma padaria: trata-se na pada-
ria do Manguind, n. 51.
AO BOM TOM PARISIENSE.
HIJA NOVA, N.7.
TEMPETTE, ALFAIATK,
(em a honra de participar aos icos Irrguezes que (lis-
sol ico desde o dia 15 de srtembro do anuo passado ,
a socledadc que tinha cornos Srs. Colombio/. Com-
panhia largando ao nirsmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. Ai pessoas que oquizerem favorecer rom a
sua frrgueiia o a cha rao na sua loja, na ra Nova.,
n. 7. Tem pannos para caifas, colleies e casacas, de to-
das as qualidades o mais nuvos chegados de Pars, c
a collrccao dos mais recentes figulinos ; e recobro e-
ramente um lindo sortimontn de objectos de luxo e
phanla>in,de diversas qualidades.
m No dia 26 domez findo, desappareceo um ca-
xorro d'agoa, com os signaos seguintes : -- tres ma-
Ihas cor de caf, sendo duas no lombo e uma no olho
direito, tem o cabello corlado do meio do lombo para
a cauda : quem delle estiver de posse, poder entre-
gado na rua'larga do Rozario, n. 29, que se gratifi-
car generosamente.
= Joilo Baptista da Cunta, mestre barbeiro e san-
grador, estabelecido no largo da matriz do bairro
de S.-Antonio, n. 2, chegado ltimamente da cidade
do Porto, quorendo mostrar aos habitantes desta ci-
dade a habilidade e presteza de sua aruv s achara
prompto a qualqer-hora para desempenrrar as ditas
funeges; assim como se offerece sangrar pobreza
gratuitamente. ^ #.
O Sr. JofrWrancisco Duarte queira ter a bonda-
do de mandar na travessa da Concordia, n-. 19, que
a pessoa est doente.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado n. 31 da
ra cstreita do Rozario, com um grande solo com
7quartos e 2 salas, eum grande mirante com muito
boas vistas, c por preco commodo : atratat no ar-
mazem do mesmo.
Quem achou, no dia 30 do novembro prximo
passado,'uma carteira pequea em cima do balefio da
loja de livros na praga da Independencia,!!. 6 o 8,con-
tendo 34.000 rs., com as cdulas seguintes: tresdi-
lasde 10,000rs., urna de2,000rs., papel cor azul, o
duas de 1,000 rs., papel branco: a mesma pessoa, que
a tiver adiado, e a quorendo restituir, poder entre-
gar na mesma loja, que ser generosamente gratifi-
cada.
Aluga-so o andar terreo ou loja do sobrado n.
12da ra da Aurora, com ptimos e muito asseiados
commodos para moradia de homem solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-sc ao
mesmo sobrado qualqucr hora.
I.'m homem desles ltimamente chegados do
Porto, que queira trabalharem refinagflo, dirja-sc
a ra da Senza I la-Nova, n. 4.
para scnliores de engenhos delles tisarem no campo.
Na mesma loja se concertfo o cobrem-se com per-
feigflo e asseio c isto sem demora : tambero, se ven-
dem chapeos do Porto.
-Os Srs. cinos de
obras e mestrrs pedreiros que precisaren! de alguns
inaterlaea, como cal branca, dita prela, barro amarillo,
dito prrlo, arela lina de Ungir, dita grossa, trillas, li-
jlos de ladrillio, dilos de alunara batida, dita gros-
ia, lijlos de tapamcnlo largos, ditos rstreltos, tudo
mais em conta do que om outro deposito, queirao diri-
glr-ic ao nrmazcii) n. 8, por detrs da ra dcS.-Fran-
cisco, ou ao arinazem n.3, defroule da respectiva Or-
dem Tcrceira.
Agencia clepassaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista loja n. 48 tirSo-se passaportes para dentro
e fra do imperio ; assim como despachuo-so escra-
vos : tudo com brevdade.
Rtia de Apollo, ns. 8e 5o.
Troca-so, por casas torreas e tambem vende-se a
dinlieiro por prrro rasoavcl, comoconvier aospielcn-
denles, um grande terreno, quedoitao fundo para a
maro ; o ]nal esl estacado caloado e lein um ar-
ina/em rililicado dos nmeros cima declarados, che
de esquina : o seu bom local merece toda a preferen-
cia para quem quiter levantar um elegante predio e
offerece vantagcni a quem salba apreciar a boa locali-
iiaiie do dito terreno : a tratar com Joao Estcvci da
Silva.
Trancrlins do qualquor modelo, anneis flores, filas,
aderefos, pulceiras, brincos etc. ; ludo o mais bem
feilo possivcl por prec.o mdico.
I'recisa-se de dous la viadores ; em casa do doura-
dor, ou fabricante de candiciros de gaz na ra o-
va n. 52.
ATTENCXO.
Nto tendo comparecido numero sufliciente de r-
mflos, para, ta forma doart. 18 dos estatutos, proce-
der-se eleigno do novo juiz da irmandade de N. S.
da Concogo dos militares, licou transferida a reu-
nan para o da 4 do corrente, s 4 horas da larde, e
a mesa regedora convida u todos os rmSos a quo
nao faltcm com tiio sagrado dever; cortos de quo, no
coinparocendo maioria de irmflos, a mesma mesa
proceder eleigo com aquelles, que seacharcm
presentes.
Compras.
Compriio-se 4 bois mansos de carro na ra da
Cruz, n. 3, ou annuncie.
Comprilo-sc cscravos de ambos os sexos: na
ra Nova loja de ferragens n. 16.
Compra-se uma rotula do porta em boro uso';
e diarios, a 80 rs. a libra ; na ra cstreita do Rozario,
venda, quo volts para o Carmo, n. 47.
-- Compra-scchumbo velho : na ra da Praia,
vendan. 46.
= Comprao-se cscravos de 16 a 20 .unios de idado,
sadlos, sem vicios, rom ollicios c sem ellos : na ra Di-
roita, sobrado, n. 29.
Cqjpipra-se a obra o Feliz Independcntedo Mun-
do e (laForluna pelo padre Theodoro de Almeida;
c Sanl-Clair das libas : quem as tiver, annuncie.
Compra-scouro sem feilio, mesmoom obras,
-- Precisa-sc de um bom criado, ou criada, do que n.Onsirv.lo : na ruado Rangel, n. 36, primeiro
andar.
Compra-so uma ancora de ferro, que tenha 7 a
8 quintaos inglezes, com sepo de ferro ou pao, ou
sem elle: quem (ver para vender, entenda-se com
Antonio Joaquim de Souza Itibciro.
corneta a tres pistos, de corneta de chavos, ciar1-
notas, e ophicleide. Varios cstudos e exercicios
para os principiantes de piano, *c. Tudo se vendo
a progos equitativos, na loja deCuerra Silva & C., na
ra Nova, n. II.
.NO ATKI1RO-DA-BOA-VISTA I-OJA N. \ DE JOA
CIIAHDN, "
acabao do chegar, pelos ltimos navios" vindos de
Franja ricos o muito tinos chapos de palha, 'para sc-
nhora c meninas ; flores linas para chapeos e vestidos;
multo boas litas de sollm lisas e lavradas ; ricos cha-
les o mantas de seda para senhora muito linos ; cm-
bralas de llnho franceas sem mistura nenhuma de
algodiio ; ditas de algodiio, multo linas e transparentes;
bonitos cortes de vestidos decambrala de listras de co-
res : cassas finas lisas c de cores ; bonitos lencos de se-
da setim e cassa para homem e senhora ; luvas e
molas de soda c llnho ; bons supensorlos de borracha ,
muito ricas bengalas ; chicotes Ue muito bom gosto ,
p.r.i cavallos ; chapeos de sol, de seda e do panno.de
boa qualidade, para homoiii c senhora; um novo e
bom sortlmento de perfumarlas linas ; calcado para
senhora ; molos de grao ; chapeos de seda para se-
nhora ; bonitas bijoulcrlus chapeadas de ouro ballas
para rsparlilhos ; dedaes de ato ; caixinhat deporccl-
lana dourada para labio o para guardar eicovas; ricos
apparelhos para cha ; c outras mais t'azcndas ,de lojas
francezas.
As cautelas da lotera da cidade da Victoria acun-
se de boje om diante exposlas venda no Aterro-da-
Boa-Vista. as lojas dos Srs. Caetano Luiz Fcrreira,
ii. 4G; Thomaz Perrlra de Mallos Estima, n. M ; Leal
S Irnin, n. 58, o Antonio Ayrcs do Castro, n. 72
assun como na travessa do Veras, n. 13, onde os fre-
guezes acharan sempre um variado sortlmento de bons
nmeros. O pagamento das que sahirao premiadas
na passada lotera do I.ivramento, contina a ser feito
como d'anlrs a loda e qualqucr hora do dia, sem ex-
cepcao de domingos c dias sanios.
Vende-se uma moradn de casa terrea na ra
Imperial n. 91 com bastantes coinmodos, feta
a moderna : no pateo de S.-Pedro II, 9.
Ro A(crro-fla-Boa-Vsta so-
brado n. 1, casa de modas
francezas, de II i Mochan,
vcndciii-se ricos e muito lindos chapeos do soda blco,
crep c palha lina para senhora o meninas ; toacas*'-
enleitadas para as ditas; chapeos c mantas para luto;
lindlssimos e ricos capotes brancos de tilo bordado e
cassa dita para senhora ; cortes de vestidos bordados,
de fil, calillo ai.i e i u latan.i ; cambalas lisas e bor-
dadas ; (arlatana lina, branca e de cores; mantas de
bico preto ; ditas de tarlatana bordadas ; boas fitas de
srtiui e tafet de todas as larguras ; ricos bicos de
blonde ; ditos de linho ; flores linas para chapeos e
enfeiles de vestidos; ditas para noivados .lencos de
seda, para grvalas de senhora; ditos de cassa fina,
para Homem ; luvas de pellica para lioiuciu e senho-
ra ; Lineados para meninas ; dilos para banlisado ; lu-
vas de soda, curtas e coiiinridas para senhora ; bicos
de lindos padres para cabeciles ; lencos bordados ,
de ainiii aia de linho ; ditos de cambraia; ditos de cam-
bala imprimida; nielas de seda para senhora; dita
de linho para meninas ; lindas bejouterias francezas ,
imitacao perfeita ; tiras bordadas ; ditas de fnsto; e
uiuitos outros objectos do moda. Na mesma casa la-
zom-so vestidos do casamento do ultimo gosto, por
ter todos os figulinos os mais novo.- c tudo o mais, que
ncccijsita o follle de nina nolva.
DEPORPASNf |
todo o servgo, inclusive o de compras para ca-
sa de um homem solteiro : na ra do Livramenlo,
n. 38, primeiro andar.
~ Precisa-sc alugar um sitio para pequea fami-
ia que seja na Magdalena e sendo com uma casa
si'i, sera proferido; este negocio se far por 3 annos
fixados: quem tiver, dirija-se a ra da Cruz,
n.4S, primeiro andar.
Luzia Mana Scbastianna embarca para o Rio-
Grande-do-Sul o seu escravo Malinas, crioulo.
' Aluga-se um sitio na Magdalena, estrada du
Torre, com boa casa, cozinha fra, cacimba, e
quarto para pelos e estribara : a tratar na mesma
estrada, n. 78.
I'recisa-se de um preto forro ou captivo que
queira servir em um sitio na Ponte-dc-l.'choa :
3uem estiver tiestas circunstancias dirija-se a ra
o Trapiche, n. 18.
No Aterro-fJa-Boa-Vista loja de
Manoel Joaquim Venancio de Souza, fa-
zem-se casacas e sobre-casacas de superior
panno merino e alpaca ; assim como
todas as mais obras com a maior brevi-
dade, perfeito e preco conunotlo.
Precisa-se de uma ama, que tenha bstanlo
leitc para acabar uma eriaeflo; paga-so por sema-
na oilo patacas : na ra das Cruzes, n. 2a, segundo
andar.
0 Sr. Joaquim Pinto de Mello queira dirigr-.se
ua da Florentina, n. IV, a negocio de seu inte-
resse
O abaiio assignado, vendo nos inrioi um remedio
para bobas e cravos soceos, cujo remedio he coma ex-
traordinaria, e leudo engenlio, ha miiitos annos, e ten-
do perdido diversos cscravos, e desde o annuncio des-
te remedio, tpdfl lalvado lodos, e por lim sua senho-
ra, que padeca esta molestia a ponto deja nao so poder
calcar, o com este remedio licou peTeitamenle saa, c
tambern um filho de idade de20anuos: e como vio este
remedio pruduzir estes efleitos, por isso faz este aimuu-
clo para beneficio dos Srs. de engolillo, (endo visto ne-
gros aleijados e prrdrrein a vida, por causa desta moles-
tia. Faz este annuncio para beneficio da humanidade.
Anlonio Correia Penoa de Mello.
Km o Passeio-Publico, na loja de chapeos do
sol, de Joflo Louhet, se achilo ricos soi tmenlos de
chapeos de sol, de seda, tanto para homem, como
os de mais lindos gostos para as senboras, que apre-
ciflo o tempo festivo e que em lugar alguiii deste
mercado os ha de lo bom gosto ; c seus baratos
procos animilo aos Srs. compradores. No mesmo
estabeleeimento se achilo a venda ricos castOes pa-
ra bengalas e mcsuio ponteiras, e bolotas para as
mesnis. Outro sim tem de presente inventado
uns chapeos de sol grandes, de 32 pollegadas ,
Vendas.
Vende-se por3aos'ooo rs. um negro
de nacao, piopriopara todo o servico : a
tratar no sobrado da ra do Apollo, ii.qq,
do meio dia s 3 boras da tarde dos das
uteis.
Vende-se um mulato, idade de a3
annos, olical deourives, semmoletias, c
de cxccllentfs qualidades : na ra do Vi-
gario, ns. 25, primeiro andar.
Vende-se um piano em meio
uso, com boas vozes, na ra Bel-
la, n. 40.
Vendem-so 79 mcios de solarle superior quali-
dade, c 70 cornos de cubra, o queijos pequeos de
qualha, na loja de Iouca de Antonio Das Souto,
atrs do Corpo-Santo, n. t8.
Vende-se o escravo Antonio, que so acha actu-
almente na cadeia desta cidade, pardo, de alalinos,
sem achaque algum : quem o perlcudcr dirija-se a
ruado Collegio n. 9, primeiro andar, a tallar com
Jeronymo CezarMarinho FalcOo.
MSICAS NOVAS
para piano forte, para piano com acompanhameu-
to de rabeca, flauta, corneta a pistn e llageole-
te; msicas para rabeca e para flauta; operas com-
pletas com o canto e acoinpanhamento de piano,
sendo a linda de Chamouuix, Mara Padilha, os
Martyrcs e a Filha do regiment do autor Donizete, e
Naliuen donosor, de Verde.
Diversas pe?as de msica para piano, pelos rr.c-
Ihorcs autores allemiies e italianos; lindasquadri-
Ihas, valcas, polkas, c masurkas, e os seguintos m-
todos para aprender executar, sendo alguns delles
escritos em portuguez e hespanhol, a saber: de.pl-
auo pelos autores Viguerie, Wolfart, Bertine, Cra-
mer o Rodolfo ; de orgflo expressivo por Mine ; de
canto por Servier e Donizete; do rabeca por Rey,
Vllaril, Lacoaneree Spolcr; de flauta por Dcvienne,
Carnand, Mercadant, Tulou o Berbiguire ; de vio-
Lo por Aguado, Carulli, llenry e Carpentras; de
oboe, do corn inglez, de trompa, de Irombone, de
Pochlnchas novas para a festa, a saber : cor- *P
tos do velludo da inelhor qualidade c lindos S
padros, que leeni apparecido, a ,'ifIHK) rs. ; di- ?T
tos do setim de cores, de listras e quadrns a "^
2/500 rs. ; merino de dual larguras a 2/000 rs. (&
o corado ; alpaca superior a 1/280 rs. o cava- ffc{
do ; panno fino verde cor de garrafa a 5/000 \.
J rs. o curado ; dito preto a "1/500 rs. ; lencos jE
jh de sedada India, a 1/280 rs. ; sedas decores, j
f de lindos padrjes para vestidos do senhora, Z
a liniir-. o corado ; lucias comprldas, rstaiu- ^i
liada, com bonitos desenhos, imitando seda, a {*!
t,'12(> rs. ; luvas de pellica para homem a \0 .
Vs ; ditas para senhora, a 32') rs ; alm destas VK
ha outras mullas Tazondas bem como: ricas fjb
fcaiiilir.ua- de coros; lindos risoados para vesll- ^
dos do senhora, por imitaren! cassas de die- 2?
Rap princeza Kovo-Lisboa
a 18000rs. a libra.
De todos os raps, que a industria braslleira tem at
hoje fabricado, nenhiim Imita iiiolhnr o verdadeiro ra-
p princeza portuguez, do que o intitulado RAPF. PRIN-
CEZA NOVO LISBOA, fabricado no Rlo-de-Janelro, sen-
do UloTierfelU a sua scuiclhanca, que os mais veteranos
tabaquistas o tomSo polo genuino rap princesa de Lis-
boa.
Igualmente o fabricante deste rap leve a maior
(Vlicidade em conseguir imitar perfeitamente os ra-
ps Areia-preta, Meio-grosso e Commum que no'.s
igualou no aroma c suas qualidades, como na h-
dentca forma dos boles e cr dos papis, sendo
diflici distnguir-se a copia do original.
0 deposito deste encllente rap, he no armazem de
Alves Vianna, ra da Sen/alla-Velha, n. i ni; e tambem
se vende nos tres hairros da cidade : no do Reclfe ein
casa dos Srs. Jos Dias da Silva c Ponles S Sampaio, lo-
jas de ferragrns ra da Cadeia-Wlha ; no de S.-Anto-
nio em casa dos Srs Antonio Domingos Fcrreira ra
do Crespo, n. 11 ; .loaquim Jos Lody, loja de miude-
las ra larga do Rosario ; Jos Joaquim da Costa lo-
ja de miudezas na ra do Cabug.-i ; no Atcrro-da-BOa-
Vista lujas de inludrzas dos Srs. Antonio Ayres de Ca-
iro & Companhia Antonio da Silva Guimariies e Tho-
maz Pcreira de Mallos l.siiina
Aos amadores da boa Cliam
panha.
A inda existen) alguns gigos do supe-
rior vinlio Champanha de Sillery, na rtia
da Cruz no Rccife n. 9.6. A pessoas,
que se quizerem prevenir de bom vinlio
para lesta ilevem procura-lo quanto
antes.
FOLHIMIAS PARA 1847.
Na livraria da ra da Cruz do bairro do Recife
vendem-se folhinhas de algibeira e deporta, pe-
lo prego do coslume.
Yeudem-se vidros para espelhos ,
de varios tamaitos; ditos para vidracas;
na ra da Cruz n. 10.


h
= Vendem-sc moondas de Trro para ongenhos do as-
juc.ir. para vapor, agna c brutas, ds diversos lamanhos,
por preco ciMllinodo c igiinliurute taixas de ferro roado
e 1.111 !. ilc todos os taniaiilios : na lunfa do I cupo-San-
to, n. II, pin casa de Me. Calinont Si Couipanliia, ou na
na de Apollo, arinazciu, n. 6.
es Vende-se potassa branca de superior qualidade,
rin barril pequeos ; eni casa de Matheus Austin &
Companliia, na rua da Alfandega-Villi.i, n. 38.
o O eorretor Oliveira tein para vender cobre em fo-
llia e prego* de dito para forros de navios : os prelen-
ileutes dirijao-se ao niesnio, ou aos Sin llores Mi'i|iiila
& Dutra.
<= Vendem-se 7 pretas coni habilidades, de lli a 26 an-
uos de ulade, 1 moleijuc de 18anuos de elegante figura
e de mui boa conducta; I paulo bom carreiro, de 20 an-
uos e brin robusto; i prcto de niela idade, por barato
xnco ; 1 mulata de l.'i anuos, de bonita figura : no pa-
je da matriz de .-Antonio, sobrado n. 4.
CARNAUBA.
No arniazem de farinha do caes do Collegio conti-
ria-sea vender cera de carnauba a retalho de mul-
to superior qualidade.
S'endem-se as uiais modernas caitas de tartaruga,
de riqulssiino gosto, coni chapa de ouro ; superior ra-
pe* de Lisboa nmito fresco : na rua larga do Rozarlo ,
n.24.
e= Vende-se cal virgem em meias barricas, chega-
da prximamente, por preco cummodo ; na rua da
ftlocda armazem n. 15.
IVa rua do Crespo, lqja nova
n. 12 de Jos Joaquim
ca Silva II aya ,
vende-se briu Je puro linho de quadros e listras de
cores e que sao nmito proprios para a festa pelo ba-
i.iii-.mo preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas para calcas a 6/ e 81000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 e iWO rs. o covado ; pannos
linos, preto e decores, por barato preco; cortes le col-
lete de velludo selim e gorguro ; ludo poi preco ba-
ralo ; asslin como uin ricosortimento de lencos de seda
para grvalas muito proprios para a Testa.
Vende-se pofassabranca, da
mais recemclieg;ada por modt
co prego : em casa deL. G. Fcr*
reir & Companhia.
]\a rua co Crespo loja nova,
n. 19, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vendem-se ricos chapeos de seda lindamente rnfoita-
dns para senhora chrgadns ltimamente de Franca,
pelo diminuto preco de i2/000 rs. cada uin ; mantas do
grande lom a 6/000 rs. cada urna as quaes se toruno
recoinmendavcis para as senhoras que cosluinao ir
passar a festa.
Na rua da Caricia Vclha, loja
n. 29, ce J. O. Elsler ,
vendem-se os seguintes viudos engarrafados, de su-
peiior qualidade : vinhodo Hnrlo milito velho dito
da Madeira ; Itucellas ; Carcavellos Sherry ; Rheino ,
Bordeaux ; Cherry-cordial ; Tencri'e ; Cliainpanha ;
marca cometa e iambem superior genebra hollande-
za ; ago'ardente de Franja ; velas de couiposico ; cli
neto.
Vcndcm-se 35 oscravos de ambos os sexos, en-
tre ellos bonitos moloques de 12 a 15 minos, 2 1)6-
(,'i nlius, de 10 anuos, 2 mulatos, sendo 1 proprn pa-
ra pagem, de idade de 16' unios, e o outro de 13; ludo
por preco commodo : na rua da Cruz, armazem, n.
51.
Vendem-se saceas com superior colla, fabrica-
da no Riu-Crandc-do-Sul, por prego barato ; barris
de varios taniaulios, de vinlio do Porto, Figueira e
Lisboa : nu rua du Moeda armazem n. 7.
(.'asa da Y,
nn rua estpite to Rozario, n. C.
Nestc estabck'cimenlo achio-se a venda as cau-
telas da lotera da matiiz da cidade da Victoria,
cujas rodas andfio no dia 12 de dezembro. A ellas :
os pregos silo os do costume.
Vende-se ti ni prcto bem procedido, trabalhador
de enxada por 330,000 rs.; 3 canoas de enrreira a
saber : duas iberias novas pintadas a oleo, de car-
regar familia c urna pequea de um s pao nu
i na estreila do Rosario, botica, n. 10.
Vendem-se palhas verdes tle coquei-
ro, para banheiro, por preco commodo:
no ai'rn;>zcm de farinha, da rua da Cadeia
de 8. Antonio, n. 19.
Vende-se ou alnga se urna canoa
nova, com mais de 30 palmos de compri-
mento c 7 tle bocea : na rua de S. Hita,
n.85.
Vende-se um preto, de trinta e tantos a 40 an-
nos normainda muito robusto com bonita figur
ra; sabe alguma cousacozinliar, entonde do servico
de campo, he'pescador, muito ladino], sem achaque
ncm vicio algum ; por barato preco : na rua do
(Jueimado, terceiro andar por cima da loja de Joo
da Silva Santos, n. 9.
Vende-se um esrravo, de 20 annos, proprio
para campo; um bonito moleque, de 12 annos,
proprio para pagrm de algum menino ; una preta,
tic 10 a 18 annos, com prendas, que se fui flo ver
ao comprador : na rua larga do Rozario 11. 24, pii-
meiro andar voltando para os qtiarteis.
=Vendein-se passas inuidas para fazerpodins ; cere-
jas e ameixas seecas; l.rjwes ; rrvilhas ; leutiha ; eliam-
panlia ; vinho do Porto ; Seherry ; Madeira ; vinlin do
lilieno ; Sauternes ; ( larette, em quartolasc caitas di-
to engarrafado a 400 ri. multo bom; superior cognac;
rhuin de Jamaica; arrae ; genebra de Hollanda ; vinho
de Malaga velho, em meias garrafas ; frascos de todas
as qualidades de fructas da Europa; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de urna libra mos-
i iiil.i francesa e ingiera ; Scberry cordial; latas de sal-
n ii o ; sardinhas; ervilhas e mais nutras conservas de
peine e carne ; conservas de pepinos e ceboilinhos; cer-
veja preta e branca da celebre marca batelay ; azeite
doce superior ; eh ; charutos regaba, listes gneros
sao todos da utelhor qualidade e se aclio amostras
para os srnhores compradores, no ariiiazem de Fernan-
do de Lucca na rua do Trapiche n. 34.
Vende-se, na i ta Nova, luja n. 38,
o suplemento ao vocabulario portoguez
e latino por Bluteaux, obra prima ra-
ra e inten asante para os amadores da
lingos nacional.
Vendem-sebiebas grandes deHam-
liurgo cliegadas ltimamente ; e tam-
liem se altigso, por preco commodo r, no
Aterro-da-Boa-Vista primeira venda >
ao p da ponte, n. a.
Vendem-se, por prego mais barato do.
que em outra parte, latizinhas linas, os
mais ricos padroes, que teem apparecido
c pelo barato prego de 320 rs. o covado ;
cassas de novos padrOes e cores fixas a
2500 c 3000 rs. o corle ; riscadinhos france-
zes, linos para vestidos a 200, 220 e 2*0
rs o covado ; lencos de seda da India a
1440 rs.; mantas de seda, as mais ricas que
teem apparecido ; corles de cambraia de
bom gosto; ricos chales de seda; cortes de
rollete de todas as qualidades; brins de li-
nho, de cores e branco; casimiras para cal-
cas ; esguiesfinos; bretanha de linho,
muito lina ; lencos de selim preto ede co-
res para grvala ; e outras muilas fazen-
das de bom goslo : na rua do Queimado ,
>s quatro-canlos, toja nova, na casa ama-
rolla, n. 29.
Yi loja da esquina
confronte a o arco ele S.-
\ntonio, n. 5 ,
do Cuimares Scrafim & Companhia vendem-se
cambraias largas, de padrdes os mais modernos, que
teem vindo a este mercado, pelo diminuto preco de
320 rs. o covado ; cortes de chal fino, muito mo-
derno pelo barato preco de 3200 rs. o corte; alm
destas fazendas, ha um completo sortimento, e tudo
se vende por preco muilo commodo.
!>a rua ca Cadeia Velha, loja
n, !9, defrontc do Becco-
Larf?o,
vende-se um grande sortimento de pe
lucia de seda inu e mais utensilios para
cbapeos bem como: chpeos de papelo,
vendem-se chales grandes de cadarco, fingindo I8a e
seda, padres muito modernos, pelo barato prego
de 2400 rs. cada um ; lencos do cambraia estampa-
dos al40rs. cadaum; brim francez escuro, en-
corpado e de puro linho, a 720 rs. a vara.
Vendem-se dotis pretos, um idoso o outro
moco, ambos do servico de campo; urna mulali-
nha, de 13 annos de bonita figura : um dos pretos
he oflicial de carpina : na rua da ConceicSo da Roa-
Vista armazem do Rufino.
Vende-se um pardo de 28 a 32 annos bom
pagem, sadio, sem vicios, e bastante humilde : na
rua Imperial, n. 29.
Vende-se um cavallo novo, cardo, do boni-
ta figura andares de baixo a meio : as Cinco-Pon-
tas n. 71.
Na fabrica de sabSo da rua Impe-
rial, n. ti6, vende-se sabSo amarello
epteto, muilo superior e muito secco ,
pelos precos ahaixo mencionados e tam-
bem no armazem do Sr Jos Rodrigues
Pereira na rua da Cadeia do Recile
Sabao amarello encaixado, a libra a io5
Dito dito a granel a too
Dito preto encaixado, a loo
Dito dito a granel, ... ... Sendo partidas de mais de 5o caitas ,
auate-se alguma cousa no preco, e man-
da-se levar aonde for mais commodo ao
comprador.
is'2.
a "mo is. e de massa a is2nu
chapeos de pnlhinha de iao a Cjo
bonetes de dita a 4So is.
rs.
rs.
Potassa.
Vende-se a bem conliecitla e
superior potassa da Riissia, lti-
mamente chejjada a este porto, e
igualmente vinho da Madeira, en-
garrando, o mellior que se tem
conhecido: na rua do Vicario, ai-
mazem u. 4,de lioite&Hidoulac.
Vcndeni-seC Telemacos em francez a 1300 rs ;
oculos para todas as idades ; ditos com cabos para
heatro; lu vas brancas, a 1000 rs. o par; bico pe-
lo e branco ; suspensorios a polka ; e mais cousas
baratas para fechar comas ; assim como umamula-
tinba muilo linda com principios d.costura, ebe-
gadadoAracaty, ha 3dias : na rua largado Rozario,
loja de niiudezas n. 35.
Vende-se um quarto decangalha : na podara
do.Mangtiinbo, n. 51.
Spalos, a 1 ISO rs. o par.
Na esquina da rua do Cabug junto a botica ,
vendem-se sapatos de marroquim franeczes de to-
das as corea muilo bous, chegados pelo ultimo na-
vio de Franca.
Vendem-se 4 garrotes grandes, proprios para
carro na rua da Cruz, armazem n. 54 se dir
quem vende.
Vende-se a posse de um terreno nos Afogados,
em muilo bom lugar, com cenlo e tantos palmos de
frente e bastantes fundos : na rua estreita do Roza-
rio, n. 19.
Vende-se um preto denaco, bastante alto,
proprio para parclha de cadeirinha robusto e pa-
ra todo o servico : na rua da Cadeia-Velha loja de
ferragens, n. 59.
Marmelada
superior em qualidade e muito nova em caixinhas,
vende-se por prego commodo no armazem de Gui-
marcs confronte a cscadinha da alfandega.
CIIKGUEM, FREGLEZF.S I
Na rua Nova, n. 8 defronte da Gamboa-do-Car-
mo, loja de Animal, se encontrar um novo sorti-
mento de sapatos de marroquim e cordovilo, para
senhora a 1120 rs. o par ; estes sapatos for3o des-
pachados no dia 29 do mez passdo e he a mellior
fazenda que se encontra no mercado : ricas mau-
las de seda do niclhor goslo que leem appareci-
do ; luvas de pellica pura bnmem senhoras e me-
ninas; sapatos de lustro e borzeguins para senho-
ra ; chapeos de palbinlia, para meninas ; lindos le-
quescom plumas; chapeos de tul furia-cores, para
liomcm ; crep de todas as cores; lindos cortes de
cambraia para vestidos ; luvas de seda sem dedo;
curiase conipi idas, para senhora; tife preto para
fumo ; chapeo de sol, para senhora ; (hales de seda,
de lindos gostos ; bicosde blonde ; ricas fitas de se-
lim lavradas; e outras muilas fazendas de gosto,
que se vemler por menos prego, que em outra
qualquer parle.
>a rua do Crespo loja nova
n. VI, de Jos Joaquini
da Silva Maya ,
vendem-se superiores cobertores de algodo proprios
para esclavos a i>000 rs. cada
um ; nina faienda de
linho escuro tambem para roupa de escraVos ou sac-
eos de assucar por ser de multa duiacao, por barato
preco.
Na loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio n. 5, de Guimarfles Serafim & Companhia,
Na rua do Crespo loja nova,
n. VI. de ti ose'* Joaquim
da Silva Haya,
vende-se uin restante dos bem acreditados cortes de In-
dianas para vestidos de senhora, pelo barato prcc.o de
2/800 rs cada um; cortes da faienda victoria, a .VtjOQ rs.
cada um; ricas cambraias com listras de seda, a6/000 rs.
cada corte; ditos de gosto chines, a 5/000 rs. cadaum
corte; castas chitas para vestidos, a 2/8000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a 3/500 rs. cada corte; calcinhas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; meias linas para meninos,
de difierenles taannos; e outras muitarfazendas, que
ui'lri se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas e baratas lanteruas com casticaea de tinissiina
casquinlia, c que se vendan por 9, 10 e 12 mil res cada
par.
Superior farelo.
Farelo de Trieste, em bar-
ricas de o arrobas ; o qtial se
reemnmenda como o mais nutritivo de quautos aqui se
importan t por isso o mais proprio para melhor en
gordar os cavallos : vende-sc nn priuieiro arinatem do
caes da Alfandega indo do arco ou ciu casa de J. J.
Tasso Jnior.
Vendem-sc dous escravos de bonitas figuras por
pregos commodos: quem os pretender, dirija-sea
rua do Mundo-Novo, n. 23, que achara com quem
tratar.
Pechinchas na loja
do nicho !!!
Na esquina do Livramento, loja do nicho, vendem-
se pegas de algodozinho largo com 18 varas a 1,800
rs., carnizas de meia a 1,000 rs., chapeos de sol de
panninho imitando seda,a 2,000 rs.; e recebem-sc c-
dulas encarnadas de 20,000 rs. sem descont.
Na rua do Queimado loja de eucadcrnagSo ,
n. 43, juntoao becco da Congregagflo se vendem as
seguintes obras: Decadas de Barros,2t v., por25/rs.;
diccionario de agricultura de Rossier, traduzido por
F. Soares Franco 5 v., 10,000 rs.; historia chrono-
logica dos sucessos mais notaveis desde a poca
franceza 8 v., 10,000 rs.
Vende-se 13a de ovelha e cera de carnauba
por prego commodo : na rua da l'raia. de S.-Rila
n. 43.
Vende-se una venda com pequeos fundos, ou
sem el I es, no becco do Carioca: na rua larga do Ro-
zario, n. 29.
l\o Aterro-da-Ro'a-l
visla, loja n. t4,
vendem-se lencos de seda para homm e senhora,
a 640 e 1000 rs.; chitas finas, a 140 rs. o covado.
Sal de Lisboa fino e alvo a 1600 rs. o alquei-
re velho, e sendo porgfio dar-se-ba por menos : na
rua da l'raia armazem n. 18.
CHAPEOS DE .MASSA A POLKA,
A 2400 e 2500 RES.
Vendem-se ditos chapeos no escriptorio da rua
Direita sobrado n. 29.
Vende se, na rua da Cruz, n. 6o,
[cera em velas do 11 o de-Janeiro, de 3 a 16
em libra, em taixas pequeas, e por preco
mais commodo do que em outra qualquer
parte.
Vende-se um negro e urna negra mogos e de
bonitas figuras, proprios para todo servico de casa e
decampo ; assim como um mulalinho de bonita fi-
gura, proprio para pagem : na rua da Cadeia de San-
to-Antonio, n. 25.
Vende-se sal do Ass bem grosso e claro: a bor-
do do hrigue Paquete-de-Pernamluicoaona tratar com
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Vende-se urna rieamobilia de sala, de Jacaran-
da, duas commodas, e urna riquissima cama france-
za de dito com seus cortinados, lanternas, candiei-
ro francez, loucador, etc. ele, tudo muilo novo, e
sem o sem o mais pequeo defeito: na rua da Auro-
ra, n. 24, segundo andar.
= Vendem-se barricas c metas ditas com farinha gal-
lega muilo supirinr; barricas c nielas ditas com cal
virgem de Lisboa ; barricas com potassa branca c preta;
fi'i liailm as para porta de arinaiciu ; peucir.-is de arante;
rodas de arcos para barricas; bichas de ainburgo ;
tudo por preco commodo : na rua tfo Vigario arma-
zem ii. 9.
Vende-se vinho tinto comtnum, em
qtiarlolas, pelo baratissimo preco de 4o
rs. cada urna : na rua da Cruz. n. ao.
---------......... L =MMg
Vendem-se bezerros francezes, de Nantes, de
superior qualidade os melhorcs que teem vindo a
este mercado, por atacado ou inesmo em duzias, a
rontade doa compradores por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : ra rua da Cruz, n 20.
Olho vivo, fregu/es!
O antigo barateiro vende a troco de pou-
co dinheiro, na sua nova loja de miudezasda rua
do Collegio, n. 9, o seguinta : bengalas do canna
da-India, a 1920 rs. cada urna; cnurode lustro, a
1600 rs. a pelle; marroquim, a 1280 rs.; luvas de
pellica, para hotnom senhora, a 800 rs. o par; ditas
de algodflo, para homem e senhora, a 320 rs. o par,
brancas e do crtres; bonetes de panno para homem
e meninos, a 480 rs. cada um ; ditos de palha para
tomar fresco pela festa a 100 rs. cada um ; caixas e
carteirasde agulhas franeczas de fundo dourailo a
280 rs. cada urna j botos de madrc-de-perola, a
480 rs. a grosa ; ditos de metal fino, brancos e pre-
tos para caigas, a 300 rs. a grosa; bico estreito a
40 rs. a.vara para acabar; torcidas para candieiro,
ns. 11,12,13 e 14, a 100 rs. a duzia; chapeos de sol,
do panninho prelo e decores, a 1200 rs. cada un;
carteiras de algibeira, a 160 rs. cada um ; carapu-
cas de algodilo de cores, a 160 rs. cada urna; lengos
da seda de todas as cores, a 1200 rs. cada um; retroz
preto ede cores muito fino, a 120 rs. a oitava, a
em libras a 12,000 rs. ; botaos finos de duraqne e se-
da, com palmas proprios para casacas, a 200 rs. a
duzia ; bordos para violSo primeiros, segundse
terceiros, e cordas de tripa de todas as qualidades,
para vtolflo e rabeca ; fitas do seda lavradas de to-
das as qualidades, edos melhorcs gostos possiveis;
leso ii ras finas para unha para costura ; assim como
riquissimoscaivetes finos para pennasj.e outras
diversidades de fazendas, queestaro patentes aos
compradores velhos, canligos camarades.
AOS SRS. FRECUF.ZES.
lia nnvamentc chegado praga da Independencia,
ns.24, 26e28, ricos chapeos castores, brancos,
muito proprios para os passoios pela festa, por se-
ren do ultimo gosto
Vende-se urna cscrava boa cozinheira e lava-
deira por 400,000 rs.; urna dita boa quitandeirae
lavadeira por 260,000 rs.; 3 ditas para todo o ser-
vigo ; 4 escravos e um moleque, por commodo pre-
go ; duas moradas de casas terreas ; um bom edi-
ficado sobrado em boa rua na rua do Agoas-Ver-
des, n 4fi.
-- Vendem-sc sapatos de marroquim e cordovo
francez ,a 1000 rs.; sapates de couro de lustro,
para homem, a 5500 rs ; ditos de bezerro, a 3000
rs. ; meios botins a 2000 rs.; sapatos de marro-
auim, para homem, a 640 rs. ; ditos de cordovflo
e Lisboa, para senhora a 640 rs.; ditos de meni-
nas, a 240 rs. : na praga da Independencia n. 33.
Vende-se urna venda na rua deS.-Gongalo, com
os fundos a vontade do comprador ou mesmo a
armagflo e utensilios : na rua da Trempe?, n 5.
Vendem-se, por prego muito diminuto.as seguin-
tes msicas : 11 ouverturas, a saber Anninda ,
Ccnercntola Eduardo e Christina Gazza-Ladra ,
Engao, Fortunato, ltalianna in Algicri, OUeHo,
Tancredi Torvaldo e Dorliska Rianco c Falierc,
Semiramide arrnjadas para dous violos, por Ca-
rulli; um methodo de ditoe outro de Mollino; 1 me-
tbodoem dous voluntes, muito foteressanteaos mes-
tres tap* de msica como de violflo; e outros mais
molinillos, que s eom a vista fe poderBO apreciar:
no pateo da S.-Cruz, sobrado n. 70.
Vende-se urna parda com todas as habilidades .
na travessa de S.-Pedro sobrado de um andar,
n. 15.
Vendem-sc dous pretos : na rua da Cadeia do
Recife, armazem de Fernando Jos Rragucz, ao p
do arco da t'.onccigo.
Vende se urna mcia-commotia, por prego com-
modo : na rua do Livramento, n 21.
Vende-sc urna escrava de nagiio, de bonita fi-
gura, de 22 a 23 annos, que lava de sab.lo e varrella ,
com principios de engommado : em Fra-dc-l'or-
tas rua do" Pilar, n. 85, segundo andar.
Vende-sc una marqueza ; 6cadeiras de palhi-
nha ; urna mesa de meio de sala; um jogo Je ban-
cas; 2toucadorcs; um lavatorio; urna cama de ar-
magflo ; duas mesinhas; ludo cni muito bom estado,
por prego muito commodo, pora dona se retirar
para fra da provincia : na Solcdadc, n.-17, ao pe
do Sr. Vieira, cambista.
Vende-se, noarma/cmde Fernando Jos Rra-
gucz, um prcto proprio para casa cstrangeira por
saber fallar inglez.
Vendem-se moloques, negrinhas, prctps e
pretas, com habilidades e sem ollas, mogas o do bo-
nitas figuras : na rua Nova, n. 21, segundo andar.
Escravos Fgidos.
-- Fugirflo, no domingo, pela meia-noite de 29 do
passado, do engenho Caiape, freguezia de Iguarass,
2 escravos de 18 annos, poco maisou menos, sen-
do um cabra claro, de nome Luiz, com os signaos
seguintes: tem no peito direito um calombinlio ,
cabellos meios cacheados, pos bemfeitos; tem uns
inmunos na bocea sempre est a rir-se ; levou ca-
misa e ceroulas de algodflo da Ierra, chapeo do ("hi-
le, usado c oleado-de preto ; lem signaesde chicote
as costase nadegas: e outro moleque, de nome
enlisto, baixo, grosso, pea bem feitose um tanto lar-
gos adianto, nos dedos, um tanto gago, olhos bran-
cos e pequeos ; quando anda, entrega-so'um tan-
to para diante; tem tambem signaos de chicote
as nadegas e com a mesma camisa ; tem falta de
dentes adianto : levriio um cavallo rodado, capado,
secco et;omprido, com o ferro -dA-. O cabra foijcom-
prado no Recife a Manoel Joaquim Pascoal Ramos ,
que diz ter vindo da sena do Pereira,sertilo do|Cear;
por isso he de presumir ter seguido para ossertes.
Pede-se s autoridades policiaes eeapitfies de campo
de o pegarem e levarem ao dito engenho, a seu sc-
nlior, Joo Luiz Antonio da Silva que generosa-
mente gratificar, ou no Recife, ruado Queimado,
n. 7.
-- Fugio, no di8 2deoutubrodo corrente anno,
do engenho Periniri-dn-\orte termo da cidade do
Natal,"provincia'du Rio-Grande-do-N'orte, um ca-
bra, de no'mc Hilario de 40 annos, peuco mais ou
menos, alio, secco, barbado; com lodos os denles da
fronte, bom ollicial de sapateiro um tanto surdo ,
le e escreve alguma cousa quem o pegar, leve ao
dito engenho a seu senhor, Francisco Jos 1
nandesCarrilho, que ser bem pago de seu traba-
dlo, ou quando por alguma autoi idade for captura-
do, se Ihefaga a competente participagSo.
PERN. : HA TtP. DEM
. f. pe rAiA.1846-


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