Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08337


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Full Text
^no de
1840.
Quinta-feira 3
O DMRtOpnWst-st todos o das que nlo
orrin dn guarda) o prcvo tUfaj?iaUnv lie da
ainOO rs. por quartel, pap"' adiantadot. Uj
.nnunCM* dos Miianaolei inserido >i ratlo
,|r 2(. rtis por linha, 0 ret en typu dilleran-
le e < repelicoe pe:, Bietade. Oj jue.nao fo-
rem (MlgiunlM p.RSo 0 .. por linlia, e ICO
ein lypo'iliflereiite-
Pll ASES DA LA SO HEZ DE DKZEMBRO
1 u chela a 7, i lloras e 20 minutos da tarde.
Mingoaulea 10, as 0_llorase SS min. d
larde
a |g, ai 10 hors e II min. da naaiih.
Crscente a la, a 4 horas e 16 min, di manli.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Golanna e Parahvna Secunda e Serna f.raa
lio Grande do Norte, cliega as Quartas fa.ra
ao meio di* p*rU "" munn ores nat
Quinta* 4Mra*. .
Cilio, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo
Maca*. no I.*, II ell decida nicx.
(larmiliuiH e ttonito a 10 e J*.
Boa-Vista e Flores a lia. 2.
Victoria nal (Juintai feirat.
Olinda lodos os lias.
preajur de hoje.
Primeira a 4 h. 10 minutos da tarde".
Segunda a 4 b. ;4 minuto* da machia.
de Dezeinlro. Anno XXII. N- M*
DAS DA semana.
10 83 Secunda." S. Andr Apostlo
1 Terca. S. F.loi Atfrl. loS. do civ. d I. V. e
do J. de pax do 7. Hiat de t.
2 Ouarta. S. Bibiana, Nao lia desyacho.
1 Quiuta S: Sofouias. Aud. do J. dtOTJ**,
do I municipal da I. vara. ......
4 Seita. S. tla.bara. Aud. do J.dociv. da I.
edo J. depaido I. dist. de t.
b Sobado. 8 Geialdo. Aud. da l. ., e do J de pax do I. dist. e J. de t.
4 Domingo. S. Nicolao.
CAMBIOS NO DA 2 DE DEZEMimO.
Cambio solir*UndreJ*'/.:'V',.P-,#",")d-
PaiislSS rcis por hinco.
. Usina 100 % de premio.
Desr. de letras de l>.as (i 0ro-OncaihaipaoholM.. 3"?ono 30^,
. Mocdasdetl|t00ol. I6..200 a I'>'
* de 04400 nov. 100000 a 160100
deljOOO... /000 a
Prttta PatacOes.......... liOHO a
. Pesos columnares 10990 a
t Ditos Mejicanos, I9J0 a
Miuda... ...... i#7C0
to
2/00'T
JfOOll
|#040
14780
9 iriiutiam* '* "
A croe*da Compro llclicribc de .OjOJO apar a
DIARIO DE PEKRIAMBUCO
PAfcTE 0FFICIAL
Governo la provincia.
IXrEnlENTB DE 14 DO PASSADO.
Cilicio. Ao commandante das armas, recommen-
ihni.lo a expedieflo de suas ordens, para que toda a
tropa deprimeirnlinha da provincia, reunida aoes-
iiuadrao de cavallaria da guarda nacional do Rente,
aos respectivos balalhOes do ns 1, 2, 3, 4, 5 e 6, ao
l.o de Olinda, aocorpo de polica e a comnanni de
artfice*, e sol o commando em chele de S. Ex.,
marche om grande parada emodiadotis de dezem-
lno, anniversario donascimeuto de S. M. o Impera-
dor. OIIciou-se arespeito aocomniandanle supe-
rior do guarda nacional do Recite, ao da de Olinda,
ao commandante geral docorpo de polica cao di-
rector do arsenal de guerra.
Dito. -- Ao Exm. e Revercndissimo hispo diocesa-
no, exgindo oseu parecer sobre o projecto n. 44 da
Ksembla legislativa provincial,relativo aocompro-
misso da irmandade" do SS. Sacramento da cidade de
Coiann. .
Dito.--Ao commandantc superior da guarda na-
cional do municipio do tVecifc, incumbindo-lne o
leconhccimcntodctodososolllciaesda mesma guar-
da nacional, quo, titulados e fardados, se Iho apre-
sentarem. .
Dito. Ao cnsul do S. M. Bntannica, procurando
saber, o i se acha resolvido aencarregar-se do sub-
dito do sua nacHo, que, alienado, esta recolhido ao
grande hospital decaridade, ca indcmnisar este es-
lal.elecimento das despezas, que Iho tem produzdo
o tratamenlo desse individuo. '
Portara. Demittindo Joaquim Severmo I.ciledo
lugar de subdelegado da freguczia do Cimbres.
Nomeou-se para delegado do termo da Boa-Vista o
coronel l.uiz de CarvalhoBrandflo; e para suplien-
tes do delegado do Ex : cm 2. lugar, o coronel Jo-
s Severo Granja ; em 3% o major Daro Jos Peixolo
eSilva; m 4., ocapitflo SemefloGeranio de Carva-
Iho; em 5.*, o lente Manoul FlorenciO-de Alencar;
eetn6.o, o lente I.ourenco Geraldo deCarvalho:
e participou-sc ao chefo depplicia.
Dito. Do secretario interino da provincia ao ad-
ministrador geral das obras publicas, enviando, para
serm distribuidos pelos engenheros e inspectores
de estradas, dozc exemplarcs do relatonodoenge-
nbero L, L. Vauthier. _wia.
Dito. Domesmo aol." secretario daassetnblea
legislativa provincial, aecusando remessa da inror-
maefo, que, cm consequencia de rcquisi^ao da mes-
na assembla, se exigi doadministracilodos estabe-
Iccimei.tos decaridade, acerca da prctencSo, que
inanifestfo Manoel de Hollanda c outros em o reque-
rimento.quedevolve; declarando, que essa inlor-
maco vai acompanhada de tuna copia do contrato
cclehrudo entre o credor originario da divida, soorc
iue versa o mencionado rcquerinienlo, e os paes dos
peticionarios; e communicando o juizo, que acerca
dcsle negocio forma o presidente da provincia.
I OKU- DO DA 16.
onicio. Ao Exm. presidente do Rto-Grande-do-
Norte. pedindo, faca para aqui remeltcr, em a pri-
meira occasiio opportuna, os objeclos, que perlcn-
cerr.o ao naufragado transporte n. 1, e anida la exis-
tan; c allegando, como fundamento dcste pulido,
havr ponderado a inspecefio do arsenal de marmita,
queessesobjectosainda podem ser aqu aprove.ta-
doa. Paticipou-se ao inspector interino do arsenal
de marinha. ,<._
Dito. Aocomniandanle das armas, scientificarw
do-o de haver S. M. o Imperador permittido, que va
matricularle na escola mititar o cadete do 4. haU-
lliao do arlilharia a p, Joflo Paes Brrelo de Mello
Dito Ao mesipo, recommendandando a expedi-
eflo de suaS ordens, para que a tropa de linha, que no
na-se guarda nacional da capital, para, sol) o com-
mando en. chefe do commandantc u^d
ma guara nacional, aron.panliar a proc uflo^ de
Corpu,-a,ri,t, que, nesse dia pelas 4 horas da tarde,
tem de sahir da matriz de Santo-Antonio.
do
Dito. Ao coronel commissaro-pagador, exigui
do, para habiliUr-so asatisfazor urna requisicno d
Exm: presidente da rovincia do Ceara, a guia do l-
ente da companhia de cavallaria do nnmeira linha
desta provincia, boje capito doesquadrSo da mesma
arma.do Matto-Grosso,/ntonio Jos. I.ms de Ol-
VCI'8
Dit'o.-Ao delegado do Po-do-Alho.nrdenando, que
do tenenle coronel reformado, Lourenco Gavalcanli
dcAlbuquerque, exija o armamento, que recebeo,
quando commandava o batalhilo da guarda nacional
daquella villa; e determinando, que, seorerendo
tcnente-coronel so negar a esaa.exigencta, proceda
conlra elle na forma da loi. .
Dito. A' administrado do patrimonio dos or-
philos, exigndo o seu parecer sobre utna prelencflo
da vuva Juannna Francisca dos 6antoa.
Commando das armas.
Oofficiodol.0 do corrcnle mez dirigido aobriga-
deiro commandantc das armas desta provincia, pelo
chefo de polica da mesma (publicado hontem no
Diario-novo n. 261), teve em resposta oqueabaix0
segu.
n lllm. Sr.~ Devolvo-lhe oseuoflicio datado de
hoje. Dos guarde a V. S. Quartcl-general,, 1. de de-
zembro de 1846. Sr.doutor chefe de polica Anto-
nio Aflonso Ferreira. .nimio Correa Stn.
EXTERIOR.
AUSTRIA.
Os casamentos hespanhes silo os principaes tpi-
cos de conversacSo nos circuios diplomticos de VI-
enna, e as noticias de Paris c Londres teom produz-
do urna baixa-consideravel nos fundos.
APrussiauftiJ/tyemeine Zeiung traz o segutnte :
Diversos jornaes allemiies criticaiilo a rcsoluco
da dieta germnica de 17 do nassado fsetembro), 4
cerca dos ducados de Schleswig-Ilolslcin. Nos hze-
mos o mesmo, mas julgmos conveniente conseryar-
mo-nos dentro dos limites da questao. Alguna jor-
naes expriinirno a sua opiniilo de que a assembla
federal nflo podia convenientemente fallar no tom de
una mensagem, equb a sua resoluco dizm tudo
quanlo era preciso no momento actual; mas ha ou-
tros, que se -zangflo deque adieta germnica nao
tratasse inmediatamente da questao da violacSo de
privilegios ndo existentes, como se ja existissem. A
confederaeno germnica deelarou o seu dtreilo de
proteger '.sendo preciso; osdireilos de todos em ge-
ral, e de cada um cm particular. EHa recebeo do re-
presentante do re de Dinamarca na dieta a positiva
declaraQfio de que S. M. nunca tencionou infringir os
privilegios e independencia de llolslein. Seria por-
tento inteiramenle inlenipestivo tratar da questao
"inmediatamente ; o que seria lomar como realidaue
n'ma simples probabilidade, e proferir julgamcnto
ntim caso, em queainda nto houve processo. Nao
censuramos a impaciencia manifestada por vor-se re-
solvida urna questnotao importante; muito menos
queremos censurar aquclles, que desejao, que esta
qucslflo seja abandonada, at que possa ser Una-
mente decidida ; mas nao queremos, que a tranquil-
la rcllexao, fundada na firme base do dircito, ullra-
passe os limites prescritos pelas circumstaneas.
Muitos dos jornaes pblicos contempIHo a questao
por outra face ; elles mo desejao tranquillisara opi-
io publica, reconheeendo, que a confederacao ger-
mnica, se o caso o pedisse, obrara conforme o seu
direito ; elles desejao, que a agitacao continu, e se
possivel for, augmente, e penailo, que a agitacAo he
decisivamente necessaria na Allemanlia. Somos de
ouinio, que na materia em questflo quanlo menos
bulha nielhor; ao mesmo passo que he preciso man-
ter com socego e dignidad os nossos privilegios,
quando sao atacados. Ncmpensamos, que a imprensa
allemfla obre de urna maneira salutar, quer pelo que
respeita ao presente, qur ao futuro, procurando a-
pt escotar como insullciente a resoluto da dieta >
VIENNA.Il DE OUTURO- .
Reccbeo-sc a 10 em Vicnna noticia da grave mdis-
posc3o do archiduque palatino de Hungra, t.hegou
donoiteoutrocorreio, dzendo, que a molestia n-
nha tomado um carcter mu serio. Grande anxicda-
deseexperimentava na corle, eexpedio-se mmc-
diatamenteum correio para o archiduque F.slevao,
em Honigralz, e o archiduque Garlos parti as 2 no-
ras da tarde n'um vapor especial paraOfen. O princi-
pe da l'russia sabio de Vicnna a 10.
GALICIA. LKMBT.no, 26 DE SETPHBHO.
A colheila nos districtos occidenlaes be satisfacto-
ria; mas os piceos s1o subidos, em raso da penu-
ria das batatas. O preco da carne tambero he alio,
em consequencia da molestia do gado em Bessarabia.
dem,2 HE OUTUURO.
Distribuiriio-seentre oscamponezes, a semana pas-
sada, folhelos sediciosos,contendo ideiascommunis-
las, eque se dizia terem sido itnpressos em Pars :
lie veraade, que os camponezes dcnuncitrao o facto
s autoridades, mas ao mesmo lempo manifeslrao
una especie do resistencia, que causa algutna anxie-
dade ao governo. Este mandou grande quanlidade de
provisocs para sdistriclos necessitados. Tissowski,
ex-dictador de Cracovia, he tratado com grande se-
verdade. Parece, que, fazendo-o, o governo saxonio
procura evitar, que lite seja pedida a sua exlradiqlo,
cem todo o caso a fortaleza dcKongsteiii lio prefe-
rvel s minas da Sibcria.
IDEal, 6.
A assercao de que os camponezes de Calida ti-
nhao voltado ordem j he publcamento refuta-
da. O conde Stadion publicou na gazeta polaca de
Lcmberg um dccrelo.quc era ha muito esperado,sc-
gundo o qual toda a Galicia, cxccpcjiode Bukohi-
ne.he posta sob a le marcial. A applicacflo da le
marcial (processo summario) deve de ser executada
contra todos aquelles, que depois da publicacHo da-
quclle decreto exclarem alguma pessoa ou pessoas
a commetter o crime d'alla trairao. O segundo de-
creto diz respeito a medidas mala enrgicas, que dc-
vem ilc ser observadas para com os estrangeiros :>
Os criminosos e perniciosos esfort;os dos emissarios
e instigadores revolta com prfidas ntenc,oes re-
clamilo continua vigilancia. Bukowine he igual-
mente exceptuada deste ultimo decreto.
DO ELBA, 9 DE OL'TUBBO.
A ultima manifestaciio das operaefles conjunctas
das tres potencias do norte, em consequencia da in-
surrcicQ polaca, ser urna nota coll.ectiva aos ga-
binetes de S.-Jamcs e dasTuIhcras, na qual (lano
urna resposta categrica squestes que Ibes forio
propostas por aquelles dous governos. Esta respos-
ta a nenhum outro acontecimento se referir sen lo
oceupacao de Cracovia ; pois que o tratado do Vi-
cnna he 6 nico ponto em questao. O que leve lu-
gar no ghlo-ducado de Posen e na Polonia, forma
parte da poltica internados tres estados, encnliu-
ma potencia estrangeira tem o direito de chamA-los
a contas. Pessoas bem informadas aflirmao que a
nula he redigida de maneira a salisfazer os poderes
constitucionaes, cuja allcncHo est agora absorvida
polos negocios da lcspanha e Allemauha, e que el-
les consderar aquestfio polaca como decidida, ao
menos por algum tempo futuro.
(Daily Neta.)
BaaaBBaaaajBi
PERI^MBOCO.
AftSEMBLt'A PROVINCIAL.
SESSAO DE 28 DE NOVEMBRO DE 186.
PRESIDENCU DO su. sot/.A TEIXEIBA.
Conlinuafo da diicutto do parecer, que propde a
demisio do o/ficial-maior.
(Vem dj) Diario n. 270.)
O Sr. Reliomostra, que entre oseu procedimen-
;i, quando informou a casa da falsilicacdo, de que se
.rata, c o que ora desenvolver, se nflo d a incohe-
rencia, que o Sr. Nunes Machado parecco querer at-
tribuir-lhe: nota,que,quando fez urna seinelhante d-
lo
MOBIAS D UM MEDICO. (*)
i.i> aicjccntrc jsumap
PIUMEIRA PARTE.
CAPITULO XVUI.
OS TUITl! E CINCO U KICOMMA.
Intrelanto activava Andseza, rccolhida ao sen
quato mSvoa da viagem. Nicol.na ajudou
a esseMie i U os com un. ardor, que deprompto
dissKr.nt.vem, que a discussAo da manl.a l.av.a
levantado entre ella e sua ama. ,iiiBnnpias
Olhava Andreza a furto para as *" dd f0"^ ,
esonia-se, ao ver, que nem tena necesMdade de
perdokr.
(*) Vide Wario n.* 270.
_ He urna boa rapariga, diza Andreza entro si,
devotada, reconhecida, tem suas ^fl"8"' "
quem be, quo as nao tem neste mundo? fcsque-
^Nicoiina, da sua parte, nflo era rapariga, que per-
dessede vista a physionoma de sua ama, e observava
a bcnevolencia.que cada vez se Iho pmUva ma.sno
" rniuDO or amor desse ve haqueto de Gilberto,
^m'mde.noiscHa que me leva par Paris, onde
rStSB "ue das S'fnpathias, a correrem urna
para aoutra en". 13o rpida inclinacflo.se nao encon-
irassem, e que, aoencontrar-se, se nao pozolera em
^Keza foi a primeira a dar lugar reconcilacflo.
Ponba as ininhas ...das cm um caix.lo, dis-
Se-Em que caixflo, mademoisella? perguntou a
cr'_l use?..... Nlo temos nenhum?
Tenho eu o que a senhora me deo, e esl no mcu
qUErNicolina correo a procurar o caixflo do tilo boa
vontade, que acabou dedeterminar Andreza a esque-
rw-se iuteiramente da oflensa.
Ma.. elSa he leu, dsseclla, ao ver apparecer
Nicolina, a podes precisar delle, minha pobre rapa-
riga
clarado, ignorava, qual bava sido o autor dossa fal-
silicaco: aflirma, que nunca proeuro.i descubrir
esse aulor..niio obstante, se haver por diversas ve/es
oceupadoda le em quesillo; pugna pela nccessida-
de de ser o oflical-maior ouvido.e convencido da fal-
ta, qtifr.se lite attribue: assevera, que, so cslivessn
compenettadn da culpabilidade desse emprogado,
pronimciar^se-bia contra elle com a mesma franque-
za e fOrca, cowiue se ha pronunciado conlra ou-
tros, de cujos defeitos esta convencido, o de quem
mais tem a recciar/do que desse mesum empregado :
observa, qtic agori, que examinou o antographo des-
sa lci, rceonlicccb, que a emenda, de que se trata,
nao he a nica, je a de mais coiisidcractln, que aln
exislc escripia pelo referido ollicial-maior; diz, quo
este rcconbccimentoolevou acrer, que casas alte-
rares forflo mandadas fazer pela coinniissao de rc-
dacQflo: c declara, que, firmonessa crcnca/vola
contra o parecer cm discussflo.
OSr. llego Molleiro, sustentando as ideas, que
antecedentemente emiltira, observa, que, rara que a
um individuo qualquer seja inDngida una pena, nao
hasta, que esse individuo seaehe indgitado cm cri-
me, ma? cu ni pie, que se prove, qucuiii tal crime lo-
ra por elle perpetrado; e, notando, que no caso ver-
tente nao se tenha averiguado, que a falta, que se at-
tribue ao olicial-niaior, l'Ora por elle iiteiicionalnien-
tecomnieltida.conclue declarando pela segunda vez,
que vota conlra o parecer.
Julgada a materia sunieientcmente discutida, he o
parecer submettdo i votaeflo e approvado.
ORDEM 110 DIA.
Segunda diteutsdo do projecto n." 49, que retoga a
lei n 115, de 8 de maio de 1843.
O Sr. Pedro Catalcanli explica, qual o fim, que
principalmente tiverflo em vista os legisladores, que
confeccinenlo a lei, que o projecto em diseussflo
quer revogar, e por estar convencido, que esse fim,
a seu ver mui til, nflo se pdeconseguir na actuali-
dade, vota pelo mencionado projecto.
Sr. I'eixoto de Ilrito: O nobre deputado feliz-
mente nao se levanlou para combater adoulrinado
projecto: parece-me antes, que se aproveitou da sua
discussfo, para sustentar una ideia, com a qual mul-
to me conformo; e lalvtz nflo seja a primeira vez,
que me levante nesta casa a favor dclla-. estou per-
suadido, que a respeito de caminhos pblicos, nflo
havendo dinheros, que se possflo applicar para lodos
elles ao mesmo lempo, se devetn eseolhcr entre to-
dos os que sao mai^essenciaes e favoraveis a indus-
tria ; e sein duvida esta reconhecido, que as duas es-
tradas mais importantes, que communico para o
centro da provincia, sflo as de Santo-Anlio o.Pao-do-
Alho; portanto daqui se pode concluir a preferencia,
que se dever dar a factura tiestas duas estradas;
mas as vistas da c'ommissflo nflo forflo oslas, porquo
a comroissno est convencida, que osdinheiros ap-
plicados para as obras publicas, .|uandonflo che-
guem para todas, nflo podem nunca desvHf#e da ap-
plicaco dcstasdiias emulas: e tanto isto he verda-
dc, que o legislador Tem sempre reconiniendado,
quando manda applicar fundos desta ordem, de uns
para outros objeclos, que setnelhante applicacflo -~
laca sein prejuizo das duas estradas, e assim o dele
mtnotl a nossa lci ultima do orcamento, que, perH
lindo -presidencia afaculdadc de remover as q_-
tas de uns para outros objeclos; determina, que o fa-
ca sem o prejuizo das duas estradas : portanto j vd
o nobre deputado, quo as lea Icein estabelecido a
preferencia, por que tanto propugna ; ao menos no
meu entender, o andamento das duas estradas nflo
podo ser prejudicado pela falta occasionada por di-
nheros applicados a outras: assim entendo cu a Ie-
gislacflo.ecreio, queseraintelligencia commum....
O Sr. Pedro Cavalcanli: Mas d-se-lhe um anda-
miento menor.
O Orador:- Ser isto um defeito administrativo,
ou por tnorosdade de sua aceflo, ou porque encoutre
obstculos ao rpido andamento das estradas; mas
nflo pode ser por falta de fundos, porque torno adi-
zer, nenhuma oulra obra pode projuuicar a factura
das ditas estradas, que teem sido sempro muito re-
comendadas, como as primeiras cas mais importan-
tes da provincia.
Senhor presidente, toda esta questflo tempoucare-
Porcm, se a senhora necessta delle mais do que
eu, urna vez que na realidade o caixflo he da se-
nhora.......
Quando a gente tem de por Casa, nunca ha mo-
vis de mais. Por isso s tu que actualmente tens
delle mais precsflo do que cu.
Nicolina corou.
Tu.precisas disto pera guardares os seus orna-
tos nupciaes.
Oh! mademoisella,disse alegre Nicolina, me-
neando a cabeca, c os meus ornatos nupciaes serflo
facis de arrumar, e nflo tomarO muito lugar.
Porque? Urna vez que le casas Nicolina, quero
que sejas feliz, e at rica.
Rica!
Sim, rica, em proporeflo, sem duvida.
A senhora enlloachou-me um proprietario?
Nflo, masachei-te um dote.
De veras, minha senhora?
Tu sabes quanlo tenho na minha bolsa?
Sm, senhora, vinte e cinco bonitos luizes de
ouro.
Poisbcm! esses vnlc e cinco luizes sflo leus,
Nicolina.
Vinte e cinco luizes! Isso he urna fortuna ex-
clamou Nicotina, arrebatada de alegra.
Tanto mclhor! se dizes isso seriamente, mt-
nlulillia. ,,*',
E a senhora d-me esses vinte c cinco luizes?
Dou-t'os.
Nicolina teve um movimenlode adinirasflo, depois
ILEGIVEL
Ulfi
flo .
ele*
4
(lurT-
i
daemoeflo, e afinal vcrflo-lhc as lagrimas aos olhos,
e lancou-se inflo de Andreza, que beijou.
Enlflo teu marido licara contenle, queachasi
disse mademoisella de Taverney.
__ Sem duvida, muito contente, disse .Nicolina;
ao menos assim o espero. .
E poz-sc a pensar, que a recusa de Gilberto proce-
da, sem duvida, do temor da miseria, mas que
agora, que olla era rica, talvcz parcresse mais appe-
tecivcl ao ambicioso mancebo. Entilo asse.itou oile-
recer inimediatainente a Gilberto a sua parle da
pequea fortuna, que devia a liberalidade de Andre-
za, querendo acarear-lhc a afTeicflo nelo reconbeci-
menlo, e evitar, que correase ao mal. Isto era o quo
havia de verdadeiramcnle generoso no projecto do
Nicolina. Ora, agora pode ser, quo um malvolo
commenlailor do seu sonho dcscobrisso nessa geue-
rosidade um pequeo germen de orgulbo.uma invo-
luntaria necessidade de huinilhar aquello, que a ha-
via buniilhado.
Mas accrcsccntemos quanto antes, para responder
tum tal pessimisla, que ncsle momento quas que
stamos cortos de que a somma das boas intcncOes
em Nicolina era superior das ms.
Andreza via-a edcxava-a pensar.
Pobre rapariga, suspirava ella, que podia ser
tflo feliz, se nflo forflo esses amores!
Ouvio Nicolina estas palavras o estremeceo. Ellas
dcixavo com efTeito entrever frivola rapariga um
Eldorado nteiro de sedas, de rendas, de diamantes,
tr


fr--------- '' "^=zr--------
lagfiocom a disposicfio do projeclo; eapezar do no-
bre deputsdo nflo ter apresentado a menor objeecao
pelo que me parece oslar disposto a volar por elle,
todava julgo preciso, para orientar a cata, fazer urna
breve exposi^ilo a respailo dos fundamentos, que le-
ve a comnissfio para apresenlar o parecer e projeclo,
queoffereceo i sua consideraran. ,
Oque deo naseimenlo a osle projoctoe ao parecer
da commissflo foi um requerimento feito a esta as-
sombla pelo cidadfio Manuel Joaquina do Reg e Al-
l>iit|Morque, no qual pedia, que .se providenciasse
acerca do que se tinba determinado na Ici i>.ll5,
porquanto, leudo osla Ici estipulado certas rondicoe.s
para qg arrematantes daa estradaa, que so constitui-
r o credores da provincia, ellas nflo liuhfio sido cum-
pridas al boje, e por conseqaeneii liearfio os arre-
matantes com uro debito som valor algum: a com-
missflo leve necessidade de entrar noexame, nSo so
das disposicoes dcsta lei, como tainbcm do direito
do peticionario, e em reaultadode seua irabalbos vio,
que l le n" 115 delerminoii, que as estradas de
Pao-do-Alho e Santo Antonio, islo he, os laucos
dessaa estradas fossem arrematados, considerada a
melado da importancia da arrematacq de cada lan-
o como divida provincial, e paga a oulra nielado
na forma do costume, islo he, em prestarnos. Por
determina^flo da mesmalei, i propor^flo que se fos-
sem concluindn os ltigos deslas estradas, se riflo
cstabelecendo barreiraa, que produzissem em cada
lineo 19 por cenlo do capital empregado, dos quaes
serlfio appllcadoscinco para os concert* das estra-
das, seis para os juros, cum para amortisacjRo da di-
vida: ora, ainda quando se tivessem cumplido licl-
mcnle as disposicoes da lei, bem se v, que urna
aimu Usacflo tflo morosa s nos tornara quites para
com esses credores no Bm de infinitos anuos, em
quarenta anuos tal vez: e note a cmara, que esta
lei autorisa o emprestimo ale a avultada somma de
300:000/da rs, e que actualmente com a divida ron-
dada, e a que se deve fundar, j somos devedoies de
nvenla c tantos contos de res: ora, nao se tendocs-
tahelccido as barroiras, e nflo se leudo por conse-
f umte cumprido com as condiefios do contrato ; nffO
setendo realisado o pagamento dos juros, e nem
principiado a amortisaeflo; c continuando a se fazer
as arremalacOes debaixo dos premios da lei, trc-
ulos em mui lo breve nflo urna divida de .100.000,000
do res, e sim esta importancia e mais e mais aaeceu-
mulacao dos juros vencidos," ao que leem os credores
incontcstavel direito, e mais a indeninisacfio, por se
nao buver feito a amortisaeflo prometlida.
Bm visla de laes considerares, observando a
commissflo, que j estamos carrejando coro urna
divida tflo enorme, quando at boje nos baviamos
conservado com o pouco, que linbamos, nao besitou
em propina revogaeflo de semelbante lei; [apoiadot)
eesle foi o meio, nue pareceo commissflo mais
conveniente, porque o do estabelecimenlo das bar-
reina trazconsigo um peso enorme para a popula-
cho, c urna grave iujiistica, exigindo-se pedagios
do pequeos laucos de estrada, quando *e lem de
viajar o resto das estradas por pessimos oaminlins.
Seiibores, devo ainda notar de passagem, ijue se-
melbante divida nenbum proveto trouxea provincia,
porque he fcil de ver, que os ornamentos deveriflo
subir na conaideraefio iro empate dasse dinhoiro:
de oaneira que Be pode som muito risco afOrmar,
([ue a melade. da arremataeflo, aquella, que devia
ser paga em preslaroea, era justamente 0 valor da
obra; eos imhres deputados bem sahem que as
transronos muito se atiende i qualdade da moeda,
ao lempo do pagamento, e mesmo as garantas do
llovedor; que ha murta differenca da venda, que
se faz a dhihiro, para aquella, que se faz a paga-
mento: portanto cssa divida nada anroveilou a lac-
inia das estradaa.
I'orlim ainda direi, que, havendo oulras arrema-
lacoes fetas a promptos pagamentos, para ellas lis-
ver maior concurrencia, e por conseguinte, Ir
de ser seinelhanle syslema um beneficio
duas estradas, s serve do atrasa-las.
Deixarei de referir oulras mullas circumstancias,
que motrfio a commissflo a propdr a revogaeflo da
'''' "' #r\ I1"'1''1'1"'" desuar na lei do ornamento
lu uro pira verba para o pagamento dos juros,
queteem os credores nrilUstavol direito; porque
a casa me parece inclinada a volar pelo projeclo, e
ale mesmo o nolire depulado, que Tez alguinas ob-
prvacoes, e a quera julgo ter respondido.
, O Sr. Figwiiedo Sr. Presidente, o que acaba
r) dizeronobre depulado primeiro secretario nao
me pode convencer da ulilidade do projeclo: o no-
ble depulado considera a lei, que se pretende revo-
gar por este projeclo, como ofensa aos uslos inle-
resseada provincia, suppOe, que com ella a provincia
nao podo tirar a menor vanlagem ; mas, para que o
nobre deputado possa ser acreditado, seria necessa-
no demonstrar, que a provincia nflo pode tirar van-
i em promover rpida oouslruoeao das cslra-
acha adoptado na lei, que o projeclo revoga. Mas os
rasos, que o nobre depulado acaba de apresenlar,'
pareee-mc, ipie .smenle provflo urna crcumslancia,'
islo he, que a lei n. 115 nflo lem sido bem ejecuta-
da : mas querer concluir contra a bondade de urna
le com o fundamento de ter sido mal executada nflo
me parece mu lgico. Torno repetir, que a.s ra-
sOes do nobre depulado smentedepem contra a ma
execucjio da mesma lei, e nflo contra a sua bondade
intrnseca.
longo
para as
ir n n ir-icmi
de amor, no qual Andrcza, para quem a vida tran-
quilla era a felicidade, nem havia pensado.
E todava, desviou Nicolina os olhos dessa nuvem
de ouro e purpura, que Ibe passava jielo horizonte,
E resisti.
F.mfim, minha senhora, talvcz seja cu aqu fe-
liz; em ponto pequeo.
Reflecte bem, minha filha.
Sim, mlnha senhora, en refleetirci.
Obrars prudentemente; S feliz a leu modo,
porin nflo sejas mais louca.
He verdade, minha senhora, e j que me fallou
nislo, eslimo dizer-lhe, que cu ful bem douda, e so-
breludo bem culpada; mas perde-me a senhora,
porque quando a gente ama ..
Entilo tu, serio, amasa Gilberto?
Sim, minha senhora; cu... eu o amava, disse
Nicotina.
Ilcincrivel! disse Andrcza, sorrindo; o quo
temessB rapaz, que te cnc.iistour A primeira vez,
que o vir hei de olbar para esto senbor Gilberto, que
conquista corajes.
Nicolina olhou para Andrcza, ainda duvidosa. Fal-|
lara assim And reza porbypocrisia refinada, ou seria
levada por completa innocencia?
Andrcza nflo havia talvcz. olhado para Gilberto,
era o que entre si dizia .Nicolina; mas.sem dnvida,
Disse o nobre deputado, que temos do carrogar
com urna grande divida, visto que ainda se nflo es-
tabelecrilu as barroiras, cojos renJimentos a lei
manda applicar para a amortisaeflo da divida, c para
o pagamento dos juros; mas do donde provem a cul-
pa? I'rovem nflo da lei, mas de se nflo terem estae*
iocido tantas barreiraa, quantas foasam neceatriaa
para acudir as despezas do emprestimo ; portanto,
Sr. Presidente, parece-mc, i|ue o nial nflo est na
lei, mas no executor.
Sr. Presidente, a lei n. 115 leve urna raso mu
justa, mu econmica, o por conseguinte muj con-
venienle para a provincia.... A experiencia" mos-
trou, que, pelo estado do definhamento quas ha-
bitual dos cofres pblicos, nflo era possivel dars
estradas o impulso e incremento, quo reclamflo as
necessidades da industria da nussa provincia, pois
nflo appareciflo mais licitantes, queconcorressom as
arrematarles para construeflo dos leos das estra-
das, porque, concluidos osles, aiulavitons arrema-
tantes mendigando a paga do seu trabalho, e s de-
pois de mil incoininodos, de mil rebates, o de muito
esperar, vinhflo a cobrar a sua divida, queixandu-se
de que esta nflo livesse vencido o menor inleresse. A'
visla disto,entended aassemhla provincial ecntcn-
deo mui bem, que, mandando-se proceder arroma-
taijfio das estradas, com a condicflo.de ser o pagamen-
to realisado na rasflodc melade, logo que cstvesse
estrada concluida, e melade quando o cofre provin-
cial livesse dinbeiro, vencendoadividao mdico juro
dcCpor%, muilosagiicultores.queinteressnsscmno
progresso das estradas, correran praca, c muitos
lances de estradas Berilio concluidos em beneficio
coninium, e o augmento da renda publica seria im-
medialo, e mui segura se tornara a amortisaeflo da
divida provincial, Aassbmbla, pois, leve em vis-
tasa nccessid.ide desediantarem as estradas, c n
mpossibilidade de poder o cofre provincial occorrer
ssuas despezas om maior escala. Nestas circums-
tancias uinguem poder argir de anti-econmica
a medida adoptada na lei n.u 115.
Portanto, voto contra o projeclo, e reclamo a boa
exccucAo da lei, para nflo soffrermos os inconve-
nientes, que'o nobre deputado antolba.
OSr. 1'eHo (aralcanli, comquanlo concorde com
o que acaba de ponderar o precedente orador, toda-
va, se vota pelo projeclo, be porque reconhece,
que as disposicoes da lei, que elle pretende revocar,
bflo sido inutilisa.las por oulras, que posterior-
mente leem sido decretadas, e que por isso nflo pode
a referida lei produzir os bonsefleitos, que de eer-
to leria produzido, se cssa crcumslancia nflo hou-
vesse occorrido.
Encerrada ailiscussflo, he o projeclo submettido
votacao, e approvado em segunda discussflo, paia
passar a terrena.
Terccira discussflo do projeclo n. 39, que reins-
taura a nspeoijfio do assucare algodflo.
He lida na mesa asegunde emenda substitutiva c
apoiada en Ira em disru sao.
i A assemblea legislativa provincial resolve:
. Arl. 1. Fie instaurada nesta provincia a nspec-
ciiodoassucarc algodflo, na forma das leis de II de,
julbo de 183C, eadcmaio de 1838, que lieflo em vi-
gor, com asaltciacoes indicadas na presente lei.
Arl. 2. AinspecQflodoassucar e algodflo rom-i
prebndela todos os voluntes de um c oulro genero,'
que viercm'ao mercado; Ocando, porlanlo, sub-l
jeitos mesma inspecgflo os saceos e barricas deas-1
sucar, que foroni exportados.
"Arl. 3. As imposicnes creadas pelo arligo 8 da
le de. II de junbo de 1830 o pelo 3 artigo 40 da le
de9 dejunhode1837 serflod'ora em diante de IDO
rs. por cadacaixa, lOOrs porcada fecho, 80 rs poi-
cada barrica, (0 rs. porcada sacco do aasucar, o w
rs. por cada sacca, de algodflo.
Art. 5. llavera mais urna trceira qualdade no
assurar mascavado.
Para maior facilidade da inspcoijflo do assucar
serflo qualro os seus inspeclorcs,nomeadossegundoa
lei de II dejunhode 1830.
Arl. 7. Tica autorisado o presidente da provin-
cia a nomear agentes, que as provincias adjaecntes
deAlagoBseParahyba se encarroguem da arrecada-
eflo dos direitos do algodflo, que dcsla provincia vai
procurar o seu embarque em qualqucr das duas pro-
vincias.
Art. 8. Fica igualmente autorisado o presiden-
te da provincia a alterar o rcgulamenlo de 30 do sc-
lenibmde 1836, acomniodando-o as disposicCes da
presento loi;pudendo igualmente alterar o numero
dos r-mpregados e seus ordenados, segundo a conve-
niencia do servicoda inspccqflo.
Art 9. Ficflo revogadas todas as leis e disposi-
ceseni contrario, l'iixoto de llrilo. J. N. Ma-
chada.
'leudo dadeahora,
OSr. rresidenie, d para ordem do dia da sessflo
segninte : a mesma de boje e terccira discussflo do
projeclo n. M: e levanta a sessflo. Erflo duas ho-
ras da larde).
5. JO
396
Forflo approvados plenamente .
smplesmento
reprovados.......
Perderlo o anuo ........
NATUBALIUAIIES.
Rio-de-Janciro?................."i
Pabia................ i ... .*9
Sergype....................5
Alagoas....................t*
Pernainbuco..................8-
Parahyba....................22
llio-Grande-do-.\orle..............5
Cear....................12
Piaubv,...................6
Para .".....................2
Maranhflo...................*
Goyaz......................9
Minas..................... i
Portugal
dor durante sua vida, e os servicos que elle prestan
ao imperio, constflo do arligo necrolgico, que re
digdoporumdosamigosdesua familia, publicamos
hojo. ^^^^
Variedades.
Gysjdatina
. i.
226
ACADEMIA JURDICA DE OI.INDV.
tirso LECTIVO nE 1846.
Malricularflo-se :
No 1. auno........ fi6
? .........:::::::::: ti
" \ "...................4a
...................27
i>ECUOtOG.4A.
O golju rfo morte, dtrrubando um lujeito de pren-
das faz urna grande ferida no corpo da rep-
blica.
Aiite-bonlem pelas 3horas e mcia da larde
deo a alma ao ou Creador o commendador
Luiz de Menezes Vasconcellos Drumond !. .
Posto que fosse dclinhagcm Ilustre e muito
nobre, nflo se contentou com a Ilustrado e
nobleza beldada dos seus antepassados; nflo
quiz brilbar com luz em prestada antes pro-
cu ron em toda a sua vida augmentara gloria ,
que herdara dos seus, engrandeceudo-se as
com a pralica das virtudes, e os relevantes ser-
vidos prestados na^flo, pelos quaes nunca re-
querco a mais pequea recompensa, antes sou-
be rejeilar como verdadeiro patriota as hon-
ras e os lidos, que por varias vezcslhe forflo
oflerecidos. Acceitou apenas o habito de Cbris-
to com quo o condecorara el-re I). Joflo VI,
e a commenda de V S. da Cuneen;Jo que 111-
lmamenle Ibo envou S. M. Fnlelissiina a rai-
nba de Portugal; porque nflo poda som fal-
ta rao acata ment devido a dous augustos so-
beranos recusar estasdistineces com que
elles por um acto s lilbo de sua real muni-
ficencia se dignrflo de o honrar. Sflo bem
conhecidas na capilal desle imperio as virtudes,
que tantodistingnirflo ao commendador I.uiz de
Menezes Vasconcellos Drumond. Fo ptimo
esposo, bom pai, bomirmflo, hom prenle,
excellenleamigo, aftavcl para com todos, e
valedor do infeliz I A sua posieflo o fortuna
nunca o empavonrflo nem o lizcrflo inlrata-
vol, e muito menos insensivelans malos alheos.
Sabia avahar, como o devfloser, as cousas
caducas dcste mundo, e nunca deixou no
seio da opulencia deseterums instante em
con la de homem como os oulros. Ha dous fac-
tos em sua vida que o acreditflo sobre manei-
ra cm os quaes acompanhou ao preclarissimo
Antonio CarlosRibeiro do Andrado, de quem
era amigo muito especial. Iliim foi ter Iraba-
Ihado com elle na gloriosaempreza da nossa In-
dependencia ; o o oulro o ter cooperado para
a declaracflo da maioridade do Sr. I). Pedro II,
e salvar ofirasil deumacrise. Occupou cargos
pblicos; foi administrador da alfandega da
capital muitos annos, onde so portou com
linniadcza a toda a prova ; tambem servio bs-
tanle lempo cargo de vereador da cmara
municipal da mesma capital, e ltimamente foi
della presidente. Emlim o Sr. commenda-
dor Luiz de Menezes Vasconcellos Drumond dei-
xa aos seus prenles sobejos ttulos de glora, a
seus (ilhos excmplos dignos de mitagflo, e suas
virtudes privadas e cvicas recommendflo a sua
memoria a todo o.Rrasileiro honesto e patriota.
Que a tetra he tea leve e na manido dos justos
gose da felicidade perpetua. Fe-se-lhe um de-
cenlissimo enterra ment.
NOVO POCFSSO UR CORTUMK nOS COUROS.
(coi turne he a conversfloda pelle cnvtannato i]n
gelatina; quanto mais intima for a unflo da gela-
tina com o acido tannico, mais porfeita ser esla
operac,flo ; inas.como nflo lia remedio senSo em pre-
gar cal para fazer caluro cabello das pellos, e aval
lendoa unir-scaoacido tannico, o cortume apr-
senla dfliculdades queoccasinfio lentidfln e des-
poza, Mr. Turnhull, leudo observado, que O s-
sucartema propriedadede fazer tornar a cal solu-
vel, Icmbrou-se do fazer passar as pelles embebi-
das de cal por una solueflo concentrada de assu-
car antes de as submctlcr arfflo do tannino. De-
nos faz passar o tannino atravs dp teeido das pel-
los por o endosmoso e exosmoso.
As vantagens d'esle processosflo estas : primei-
ro, augmento doum quinto no peso do couroe mu-
Ibor qualdade delle, i.orh'car ncutralisado o cffei-
to da cal : segundo, grandissima.economia de lem-
po e muito considoraveldiminuistodedespeza. o
cortume de urna pelle de boi, que dura actualmon
te 18 mezes, faz-so deste modo em 14 das; e assim
as oulras.
EfcL
IIUBIO DE PER.\JtlBDCO.
Gilberto nflo vai comnosco para Pars, minha
scnborii? perguntou Nicolina.
Fazer o que? replicou Andrcza.
Mas..
Gilberto nflo be um criado; nflo pode ser mor-
domo de urna casa parisiense. Os vadlos de Taver-
ney sao romo os passaros, que gorgeiflo no meo
jardiin e as cercas da avenida. II solo, por mais
pobre que seja, lbesda a subsistencia. Mas um ocioso
em Pars cusa mais caro, e nos nflo poderiamos l
supporla-lo som fazer nada.
Mas se entretanto eu casar com elle? ballui-
cou Nicolina. ^
tem I Nicolina, so o esposares, fica ras com elle
emTavcrney, disse Andrcza casa, que minha mfli tanto-amara, vosss no-la-
giianlaiao. ^-^-"^
Nicolina ficou atorrTiTa com este golpe; era im-
possivel adiar o menor mystei io as palavras de An-
dreza Andrcza renunciava a Gilberto sem segunda
teneflo, som urna sombra de saudade; c entregava a
oulra esse, quena vespera honrara com a sua prefe-
rencia ; islo era incomprohensivel:
Sem duyida, as donzella nobres sflo assim, di-
zia en i ni si Nicotina; be por issoque eu vi tflo pon-
eos pezares profundos no convento das Annuncia-
llnntem, vigesimo-primeiro anniversario deS. M.
I. oSnhor D. I'kuro ii, houve parada e cortejo pela
mantilla, e Iheatro e logo de artificio noilc."
No dia primeiro do corren te, pelas 3 1|2 horas da
tarde, falleceo o commendador Luiz de Menezes Vas-
concellos do Drumond, que, tBlve?. para viverem cli-
ma mais benigno, que o da corle, llall viera para
esta provincia, e mora va com seu genro, o Sr. Anto-
nio do Menezes Vasconcellos do Drumond.
As bellas qualdades, queadornrflo o commenda-

icnhuma accrescenlava ella, Gilberto tinba olhado I das, e todava quantas intrigas!
rara-Andre/a. | Andrtza ai|iv,..I.ou provavelm
Nicolina, assim como provavoli
tuar o espirito entre os preseros parisienses e a sere-
. Andrcza adivinliou provavelmcntc a hesitaeflo de
i.,i.iP ll,rorn,al'-se melhor de ludo, an-|Nicolina, assim como provavolmonlo vio-lbe Ruc-
ies ao uar o passo, que projeclra.
na mediocridade de Tavcrney, porque com voz me-
ga, .porm lirnie, Ibe disse :
Nicolina, a rftsolucffo. que vais tomar, decidi-
r talvcz de toda a tua vida ; renocte, minha filha,
ainda tens urna hora para te decidres. Urna hora
he por corto bem pouco lempo, eu o lei, mas julgo-
te prompta as las deliberarles: o meu servido ou
o leu marido, eu ou Gilberto. Nflo quero ser ser-
vida por urna mulher casada, detesto os segredos
domsticos.
Fina hora, Mademosiolla! repeli Nicolina; urna
hora!
tima hora.
Rem Mademosella lem rasilo, he quanto me
basta.
. Vamos, ajunta todos os mcus vestidos, pe
com elles os de minha mfli, que, bem sabes, venero
como reliquias, q volta a dizer-mo a tua resolueflo.
Qualquer que ella seja, aqui tens os leus viole e cin-
co luizes. Se te casares, ser o leu dote; se mo sc-
guires, serflo osteus dous primeiros annos de sol-
dada.
Nicolina tomou das inflo* de Andreza a bolsa, e
beijou-a.
A rapariga nflo quera sem llovida perder um ins-
tante .da hora, que su ama Ihe havia concedido,
porque sabio do quinto, deseco precipitada a es-
cada, atravessou o pateo esumio-se na avenida.
Andrcza vio-a desviar-se murmurando.
Pobre louca, que poda ser reliz Tflo doce be
cntao o amor?
POMADi DEPILATORIA CONTRA A TIKIIA.
MM. RoettgeroMartens recommendflo a segunli>
preparaeflo como o melhor depilatorio queso pode
empregar no tratamentoda tinba. Faz-so ahsorvcr
al saturaeflo o gaz acido bydrosulfurico por
unta massa composla de duas partes de cal secca des-
feita cm 3 parles d'agoa. Fica urna massa farinliem
do cor azul esverdeada com que se Taz a untura,
deixando urna certa grossura porespaqo de tres mi-
nutos sobre a parte untada. Depos corre-se por ci-
ma um penteino um panno, ou urna oscova o
cabello cahe todo sem que a epiderma soffra roii-
sa nenhuma nem sesinlflo dores. Faz-se por (!m
urna lavagem com agoa.
SEDA TIRADA DAS AfeANBAS.
Na China, ndreino do Axem ha urna especie do
seda, quescachadcpendurdanasarvorcs; edaqui
nasceo que muitos cscriptoresantigosentendrflo,
que a seda era fructo das'arvorcs assim como o al-
godflo o he. No lempo do imperador Aurelianuu
prncipe valeroso, e mu circumstancado, se na
gala de varias virtudes nflo deitra a nndoada cruel-
dado ) ora tflo rara a seda quo se venda a peso de
ouro Hcliogaballo fo o primeiro, quo tevo um ves-
tido todo de seda. Dous padres, quo no dcimo se-
rillo verflo das Indias, forflo os primeiros, que
trouxerflo a Constanlinopla a semenledos bichos da
seda. Luiz XI em 1470 estabelecco na cidadfl do
Tours a primeira fabrica ; enotempo de llenrique
II ainda a seda era extremosamente rara. Em 1709
Mr. Bon, primeiro presidente da casa-dos-contos de
Montpellier, c acadmico da socedade real "da mes-
ma cidado, apresentou academia das sciencias
( csjabelccida no anno de 1706, com o ttulo de
Sociedade real das sciencias, a qual est unida do
Soris ) um pardo meias feito do seda de aranba e
sendo cncarregado Mr. Keaumur de examinar este
novodescobrimonto, achou com efleilo que das
aranhas so poda tirar seda com mais dversdade de
coros que a que se tira dos bichos ; porque esta s
he branca ou amarella, e da oulra so acha cor de
ouro branca, cinzenta, azul celeste c de um lin-
do escuro, como caf: porm a ferocdade d'estes
bichos, queso matflo, quandoestflo juntos e para
os ter separados seria um trabalho c despeza a que
nflo corresi onderia o lucro foi o motivo, por quo
so abandonou o projeclo de criar as aranhas. Veja-
se Memorias da Acudemia das Sciencias j referida,
do anno 1710.
O Abbade Castro.
NOVO FORRO PARA PAREDES, ETC.
6-28. .Yuiiia das ultimas sessoes da socedade das
arles cm Londres, Mr. Pago mostrou grande numero
do pelliculas pintadas, proprias para forrar paredes,
teclos, etc. que imtavflo a madeira, marmores, es-
culturas, etc., a que o inventor chamava W-
pai'n.
O autordescreveo assim o seu modo do fabricar
estas bellas amostras :
Toma-se um pouco de papel forte, segundo a
grandeza, quo sequcr;a sua superficie s por um
lado he preparada com urna mistura de gomma ar-
bica, melasso o agoa ; quando esta preparaeflo esta
secca, da-se-lhe urna de mflo de oleo frvido c al-
vaiade : e depois desla secca d-se-lho oulras at
quo eslas capas tenhflo adquirido conveniente gros-
sura ; em geral baslflo duas de mflos. Por cima pin-
ta-sc o que se quer. Para tirar depois esta capa do
papel pe-se steem cima de una mesa bem limp,
com a pintura para baixo: humidece-se entilo o-papel
pelas costas, com agoa bem limpa, e, passados al-
guns minutos, pde-sc tirara pellicula sem dillicul-
dadoesem medo de a rasgar. O mesmo papel pode
ser piulado trinta ou quarenta vezos. A pintura, que
se tirou, deve ser limpa com urna esponja. A pelli-
cula neste estado enrola-see guarda-so at que se
queirflo servir dlla. O modo do a pregar consisto
Cinco minutos depois,. sompre para nflo perder
lempo, bata Nicolina aocaixilhoda janelia da casi-
nhoa oceupada por esse Gilberto, tflo generosamente
condecorado por Andrcza com o nome do ocioso, e
pelo bar fio com o de mandriflo.
Dava Gilberto as costas para essa janelia, que de-
(ava para a avenida, e revolva nflo sei que no fundo
do qna rio.
A bulla dos dedos de Nicolina, que tamlmrinava
na vidraca, abandonou elle, como um ladino colindo
em flagrante delicio, a obra, que o oceupava, evol-
tou-se mais do promplo do que se tora movido por
Ullia mola d'aro.
Ah disse elle, he voss, Nicolina ?
Sim, anda son eu, respondeo a rapariga alra-
vs do raixlho, com ar decidido, porm risonho.
Entflo, seja bem viuda, Nicolina, disse Gilberto,
indo abrir a janelia,
Nicolina, sensivel a esta primeira demonstrarlo de
Gilberto, estcndeo-|lic a inflo ; Gilberto apeilou-lli'a.
Oh! a cousa vai bem, pensou ella, adeos vigeni
de Pars.
i; cumpre aqui elogiar sinceramente a Nicolina,
que acompanhou esta rellcxflo com um s suspiro.
Voss sabe, disse a rapaiiga, enyoslaiido-se
janelia, voss sabe, Gilberto, quo vfio dexarTa-
vcrney?
-- Sei, respondeo Gilberto.
Sabe para onde vflo ?
Para Paris.
E sabe, que eu tambem vou?
ILEGIVEL


---------
3.
ero alisar muitobem a superficie, ero que ella hade
sor pregada, e depois de bom limpa unta-la com una
mistura de oleo qjientc o colla de gelatina; depois
estende-se a pelcula do mesmo modo que se faz
como papel pintado.
lURIU-I.Kn* PORTTIL K ECOSOIMC4 l'MI LAVA8EM
>A ROUPA.
Acabo du lera noticia de urna machina da in-
vn^Jo de MM. Charles c Comp., ra Furstomlicrg
5 e 7, Pars, de que me pareceo dever dar conta. lio
urna barreleira porttil, lisia ma.china he construi-
da db roma o ferro galvanizados, a que a agoa da ba-
lela nilo pode fazer mal nenhun, c que nao exigem
cuidado alguin irais particular para a sua conserva-
eflo.
Nada mais fcil do que o modo do usar destas bar-
lelefas: deita-sc n'uroa lina lanos litros d'agoa
como de kilogrammos pesa a roupa, que so q'ur
mettorria brrela ; dissolve-sc nesta agoa 1 kil. de
rristacs de sodae ou meio kil. de bom sal de soda
por cada 25 litros d'agoa; se quizerem empre^
rioza da-se.a esta dissolucto a frca de 3 graos de
um psa-barrela. Molha-se n'este liquido a roupa^que
he cscusado layar antes com sabflo, comerse eoslu-
ma fazer, e depois de a ter torcido ou posto' a cscor-
rer, deila-se nonpparcihp posto sobre a sua forna-
Iha, que se colloea em qualqucr parte, que se quer.
Este, modo do brrela nao deila nenhuma evapora-
-lo, porque, assim que saben alguns rolos de fumo
em roda da tampa, he signal certo daoperacto es-
laracabada, oque acontece em itiuito pouco lempo.
Kmquanto, que na brrela ordinaria, se eonsomem
doxe a qui.nzo horas queimando sempre muila le-
nha, nesta bastflo duas a lies horas, sem necessida-
ile de ter rutilado nenhum, nem mais Irabalho do
que conservar o lume: accresse anda, que, sabidas
: niipa da barreleira, vem llo limpa,que basta s pas-
sa-la por agoa para ficar prompla.
O artigo,- d'onde se extrahe esta noticia, conclue
rom grandes elogios ao apparelho, que diz ser lam-
bem proprio paraaquecer banhos, cozer lcgumcs c
raizes para u gado, etc., etc O preco d'estes appa-
rellioi he do 30 a 209 francos, segundo o seu tama-
nlio.
(Revista Universal Lisbonense.)
Antonio Ferrera de Vnsconcellos s5o
convidados o reunirem-ae na sala da as-
sociacao commercial boje, 3 de dezem-
bro corrente, ao meio-dia em ponto.
Avisos martimos.
Para oMaranhflo sai, cm poucos das, o hri-
giie-escuna laura, de primeira marcha i para cai-
ga o passageiros, para o que tem excellenles com-
modos trata-se rom o capililo na praca, ou coro
Novaes & tompanhia, na ra do Trapiche n. 34.
- Para o Havre ssbe o brigue francs Jrmori-\ tes dias, verase'ii nomo po7exlenso7eiaTsaguma"s
awi, no da 2 do cnenle: a mala sera fechada as'cousas. OSr. T. A. M. M. tenhaa bondadedo mandar
3 horas ,1a larde em casa dos consignatarios, Didier pagar ao mesmo procurador a quanlia de 73,000 rs.
No Varadouro
de Olnda defronte do porto das canoas, aluga-sc,
pelo lempo de festa ou por anuo, um sobrado com
muilo bons com modos : a tratar na venda por baxo
do mesmo sobrado, ou na ra do I.ivramento, n. -
-- Aluga-se o bom nrmazem de carne secca na
ra da Prnia, n. 43, milito afreguezado por ter si-
do ocrupado desde a sua fundacilo pelo mais hbil
e expeliente commerciante do genero -carne secca.-
O Sr. I. T. S. mande quauto antes pagar urna let-
tra. da quanlia de 17,40o rs., que acceitou a ISdea-
goatode 1815, a Odias, ao Sr. procurador do foro,
visto ter-se tido milita contemplacito com Sua mer-
c, e se nilo poder mais esperar: nflo pagando nos-
Mn\ miento lo l'orlo.
Navio entrado no (lia 2.
Arichat Torra-Nova) ; 43 dias, brigue inglez lady-
iaulkland, de 159 toneladas, capilio Illas John,
equipagem t, carga 2107 quintaos de bacalho ; a
Me. Calmont&C.
'Navio sahido no mesmo dia.
Porto ; barca portugueza Espirite-Panto, capitflo Ito-
drigo Joaquim Carneiro, carga assucar e mais g-
neros.
Colombicz ctCompanhia na ruada Cruz.
Para o Asss, com escala pelos porlos dos
Tonros Caicra e Pclilinga sogue, prefixamente
em o dia t do corrente, o brigue Sagitario ; recebe
carga e passageiros : a tratar no armazem au lado
da cadeia, n. 23.
~ Para o Maranhflo sahe, com a maior brevidade
possiveljO lindo brgue-escuna./oMpAina,de primeira
marcha, por ler a maior parte do seu carregamenlo
engajada: para o resto e passagciros.aosquaesollerc r
excellenles commodos, trata-se com o capitn, Jos
ManoelBarbosa, ou coni o consignatario lirmino
Jos Flix da Rosa.
Para a Babia sahe o hiate nacional t lor-do-lleci-
/e,4orrado e pregado de cobre : quein nelle quizer
carregar ou ir do passagem, dirija-so a ra do Viga-
ro, armazem de cabos, n. 5.
Para Lisboa partir com a maior brevidade pos-
sivcl o bem conbecido brigue portuguez Tarvjo I,
forrado ecncavilhado de cobre, de que he capitilo
ManoeldeOliveira Faneco; tem 2/3 de seu carrega-
menlo promptos: para o resto o passageiros, para o
que tem excellenles commodos, trata-se com o con-
signatario Firmino Jos Flix da llosa, na ra do
Trapiche, n. 23, ou com o capitilo, na praca.
Para a Haba saldr breve o velciro brigue Vic-
toria, capitflo Bento Jos de Almeda : quem no
mesmo quizer carregar, ou ir de passagem, pode
cnlender-se com Amorim IrmSus, na ra da Cadeia,
n. 45.
ParaPorto-alegrc e Rio-Grande-do-Sul segui-
r breve o brigue ConceicOo-Caboclo capilio Joa-
quim Jos deSiqueira Porto : recebe esclavos e pas-
sageiros, para o que se pode tratar com Amorim
Irmlos, na ra da Cadeia, n. 45.
O brigue nacional Despique
larga boje, quiula-feira, pelas 2
Deca raides.
ARIIRMATACAI), QUE PRBANTKA Tlirsociu n l A liAallHMiAs
rncvmriAE* h-a" healOada em o oa 16 un dfzkmiho
COR RENTE.
(i empedramento de 270 bracas da 1.' parte do 8."
lanco da estrada do Po-do-Alho, leilosegundoosys-
tema de Mac Adam, principiado um mez, e acabado
nuatro mezes depois da arreicatacio, c pela quantia
ue 2:160000 rs., pagos em qualro prestacOes, e pela
maneira prescripta no artigo 15 do regulamento pro-
vincial de II dejulliode 1846.
O rscrivao 4a rcc< bedoru ilc millas internat (eraos
servimlo no impedimento do administrador faz saber
a lodos os dcvcdoic dos impostes de lujas abr las do
auno torrente, da laxa dos rscravo, do anuo lindo c
correte, c da segunda declina de niao mora, que, se
nao salisli/.erein o que eslito a dever at o lim do niez
de de/.einbru (corrente), sern exeeutado's jndlcialmrn-
te : ineorreudo os que Hcarriu a dever os imposto* na
mulla de 3 por rento dos scus dbitos.
Rrcebedoria, 27 de novembro de 1816.
Estanislao l'ereira de tflwtira.
-- O abaixo assgnado, secretario interino do cur-
so jurdico de Olnda, faz publico que os Sis. 6a-
iiuiantes que se examinrflo nos preparatorios do
mesmo curso, podem procuraros competen tes cer-
tilicados em sua casa, na ra de S.-Pedro-Apostolo,
ero liuda. ~ Eduardo Soares de Albergara.
COI.I.ECTOR1A DA CIDADR DE OLNDA.
Ocollectorda dcima e majs impostes da cidado
de Olnda manda fazer publico, que do primeiro
de dezembro principioa coutar-se os 30das utes
marcados no artigo 21, capitulo sexto do regula-
menlo'de 1(1 do abril de 1842, para a cobranca
bocea-do eofre, da dcima urbana,do l.u semestre do
corrente anuo financerb, de 1846 a 1847; e que, fin-
loeste prazo, liraraOsiihjeitos os que deixarem de
comparecer a pagar a inulta de tres por cento,
na forma determinada no paragrapho primeiro do
citado artigo, c sent execulados : outro sim faz
tambero publico, que no mesmo prazo far a co-
branca das mais imposicoes a seu cargo; assim co-
mo que estilo protnptas as rc.lacOes dos devedores,
quedexaraodo nagarato im do anuo financeiro
de 1845 a 18-46, para seren ajuizadas qtianto antes :
o que manda publicar, para nilo allegarem ignoran-
cia. Collecloria de Olinda, 24 do novembro do
"1846. Ocscrivo, Joio Gonfalvei fodriguts J ranea.
Os credores do uliecidu Joai|tum
boje, quioia-reira, pelas
horas da larde, para o Hio.de-Ja-
neiro.
0 brigue portuguez Primavera, capitilo Jos
Thomaz do Lima, sabe para o Porto no dia 14 do coi-
renle, por ter a maior parte de sua carga a bordo: os
que no mesmo quizerem carregar, ou ir de passagem
traleni com dilo capitao na praca, ou com seu con-
signatario, Antonio Joaquim de Sou/a Itibeiro.
I.cilao.
Scha i lie ii lio & Tobler farflo leilio, por nterven-
c0o do correlor Oliveira, de grande sorlimenlo de
fazendas as mais proprias do mercado : boje,
3 de dezembro, s 10 horas da manb.Ta, no seu ar-
mazem, na ra da Cruz.
IULl.UJg^BW^BlgBHBjll
.1 visos diversos.
Nao, issonlo sabia cu.
F. entilo?
Entilo! dou-lhe os parabons, se a cousa be do
seu goslo.
Como diz? replicn Nicotina.
Digo : se a cousa he de seu goslo; parece-me,
que he claro.
Do incu gosto !.... he" conforme, disse Nicotina.
Que quer toase dizer!' pergunto-lhe eu tambero.
Quero dizer, que de voss depende agradar-mc
>u nilo a cousa.
Nilo enlendo, disse Gilberto, sentando-se no
peitoril da janella de maneira, que os joclhos loca-
vio nos bracos de Nicolifia, c que ambos potliiio con-
tinuar a conversacflo, meio enrohertos pela roraa-
gemde trepadeiras echagas, que Ibes Ocavao por ci-
ma da e.iheca.
Nicolina olhou com ternura para Gilberto.
Was Gilberto fez um gesto de Descoco e hombro*,
que quera dizer, que ello nflo entenda melhor o o-
har do que as palavras.
Est bem.... Ja que he preciso dizer-lhe ludo,
0"Ca entilo, proseguio Ni colina.
Estou atiento, disse framente Gilberto.
MademoisHIa me olVerece levar-raepara Pars.
Itom, disse Gilberto, q
A' nilo acharen-......
A'nilo acharo que!'.... repeli o mancebo.
" A" mo adiar eu aqui um marido.
. Knio voss est sempre cm casar-se? disse
ilbcrlo mpassvcl.
LOTE IIIA
da matriz da cidade da Vic-
toria.
iNo dia i > do concille mez andio i ti Ai 1 -
livclmenle as rod.'.s de.sla lotera, no c oii-
sislorio da greja da Conceico dos Milita-
res, c os respectivos billietes vender-se-
ho smenle al o da anterior. Espera,
pintan tu, o tliesoureiro, que os amadores
desie jogo concorrao completar a exlrac-
co dosbfllieles, (|ite reslo, iicando assim
habilitados a passar tima feslafeliz.
Antonio dft Silva Gusnu'to.
O LID ADOR.
O n. 113 acha-se a venda na livraria da praca da
Independencia, us. (i e.8; na esquinada ra do Col-
legio ; u na Ivpcgraphia Unto.
Precisa-so de um hornero hranro o sem familia
para criado do hornero solteiro : a fallar na ra No-
va, n. 44.
VKmmr.zM i.iiiiaa
Sim, sobreludo depois queeslou rica, repeli
Nicotina.
Ah! voss est rica? pcrgunlon Gilberto com
urna fleuma, que derrotou as suspoitas de Nicotina.
Muilo rica, Gilberto.
De veras.?
De veras.
E como se fez esse milagro ?
Mademoisella dolou-ine.
He urna grande ventura, dou-lhe por ella os pa-
rabens, Nieolina.
Olhe, disse a rapariga, despejando da bolsa na
milo os viole e cinco luizos.
H dizendo isto, ohservava, se nos olhos de Gilberto
appaieeia um raio de alegra, ou ao menos de cobica.
Gilberto nilo pestenejou.
Por certo, disse elle, he urna bella quantR.
E n.lo he so isto, continuou Nieolina, o Sr. ba-
rrio val tornar-se rico. J se falla em reedificar Ma-
son-llouge, o aforroosear Taverney.
Dem o creo.
E entao ser preciso guardar o castello.
Sem duvida.
Pois bem Mademoisella d o lugar de....
De porteiroao feliz esposo de nicotina, conti-
nuou Gilberto coro una irona, que desla vez nilo
foi tilo dissimulada, que nioarranhassc os delicados
ouvidos de Nieolina.
Tolavia ella se conleve.
Nilo he o feliz esposo de Nieolina, replicou olla,
alguem do seu conheennento, Gilberto?
de uina lettra, que Sua merc acceitou a ltdeoutu-
bro de 1845, a 2 mezes: o nilo l'azendo nestes dias, ve-
r seu nome por extenso, e mus alguma cousa.
Antonia Francisca de Albuquerque, viuva de
Manoel Uernardino Montero, faz sciente, que ella
se n.lo responsabllsa pelos endossos de lellras ou
bancas, que dito seu marido tenha feito por alguem,
ou qualqueroutra alguma ordem que o dito fina-
do seu marido tenha dado para alguiu supprimento
de gneros, oudinheiro, protestando desde ja nflo
payar nada. Hecfe, 30 de novembro de 1846.
A' viuva do fallecido Manoel Uernardino Mon-
tero, ou a quem possa nteressar, se faz publico, que
na ra do Amorim n. 36 se cha urna lettra (ero
orma) acceita pelo mesmo fallecido, e vencida em
12 de abril do 1846, da quantia certa do 277,290 rs.,
e juros yencidos do dia do protesto at seu real em-
holco.
-JOAQUIM DA SILVA LOPF.S pede s autoridades poli-
ciarse capit.irs decampo a captura de un cscravo de
nome Jos de um .ni Rebolo, estatura regular; fulla
to bem que parece ser crioulo ; representa ter 35
anuos; tem o p csqurrdn limito grosso, e na perna
una le -ida. Este cscravo foi de Manoel Hriiriqurs da
Silva, da cidade de Goianna, c foi embargado por divi-
da nesta piafa, c arrematado epi praca publica pelojuj/
da segunda vara. Quem tirite der noticia, dirija-sc a
ra da Cadeia Vellia n. 29.
= Jos Antonio dos Sanios Coelbo embarca para
Una a sua escrava Maria, do gentio de Angola.
=Os"abaixo assignados logilo aquellas pessoos, que
leem penhores ero sua milo, que hajilo de os resgatar
no prazo dequinzedias, (indos os quaes sarao ven-
didos para pagamento das quantias, porque estilo em-
penhados: e para que depois nao so chamen) igno-
rancia, por isso so faz o prsenle, nflo se levando em
conta qualqucr reelamaeflo depois de (indo o prazo.
Joio Antonio Carpinteiro da Silva if Companhia.
Precisa-so de um moco portuguez, para traba-
litar em padaria, principalmente para vender pao na
ra freguezia da mesma padaria: trata-se na pada-
ria do Manguind, n. 51.
= No dia 26 do mez (indo, desappareceo um ca-
xorro d'agoa, com os signaes segumtes : tres ma-
llas cor de caf, sendo duas no lombo e una no olho
direito, tem o cabello cortado do meio do lombo para
a cauda : quem delleestiver deposse, poder entr-
ga-lo narun larga dollozario, n. 2, que se gratifi-
cara generosamente.
= Joflo Rantisla da Cunha, mestre barbeiro e san-
grador, cstaheleeido no.largo da matriz do balrro
de S.-Antonio, n. 2, chegado ltimamente da cidade
do Porto, querendo mostrar aos habitantes desta ci-
dade a babilidade e presteza de sua arte, se achara
prompto a qualquer ora para desempenharas ditas
funecoes; assrm como se offerece sangrar a pobreza
gratuimento.
ATTENCAO.
Nflo tendo comparecido numero sufliciente de ir-
mlos, para, na forma doart. 18 dos estatuios, procc-
der-se eleico do novo juiz da irmandade de N. S.
da Conceico dos mi litares, licou transferida a reu-
niflo para o d ia 4 do corrente, s 4 horas da larde, e
a mesa regedora convida a todos os irmflos que
nflo faltem com tfio sagrado dever; cerlos de que, nflo
coniparecendo maioria de irmflos, a mesma mesa
proceder eleicflo com aquellos, que se acharen)
presentes.
O Sr. Joflo Francisco Duarlc queira ler a bonda-
de de mandar na Iravcssa da Concordia, n. 19, que
a pessoa est doenlc.
Aluga-se o lerceiro andar do sobrado n. 31 da
ra estreita do Rozarlo, com um grande solo coro
Tquartos e 2 salas, euro grande mirante com muilo
boas vistas, eporpreco commodo : a tratar no ar-
mazem d<> mesmo.
yuem achou, no dia 30 de novembro prximo
passado, urna carteira pequea em cima do baleflo da
foja de livros na praca da Independencia,n. 6 o 8,con-
tendo 34,000 rs., com as cdulas seguintes: tres di-
tas de 10,000rs., urna de 2,000 rs., papel cor azul, e
duas de 1,000 rs., papel hranco: a mesma pessoa, que
a livor adiado, o a querendo restituir, poder entre-
gar na mesma loja, que ser generosamente gratifi-
cada.
Aluga-se o ailar terreo ou loja do sobrado n.
12 da ra da Aurora, coro ptimos o muilo asseiados
commodos para moradia de hornero solteiro ou de
pouca familia: quem o quizer alugar, dirija-se ao
mesmo sobrado a qualquer hora.
Dflo-sc 500,000 a premio de dous por cento com
seguranca em urna casa nesta praca : quem precisar
anuuncie.
De quem quer voss fallar, Nieolina ?
Ora vamos... bu voss, que est tolo, ou cu,
que nflo fallo mais francez? exclamou a rapariga,
Ljue comecava a impacientar-so com o jogo.
Entendeo-a as mil roaravilhas, disse Gilberto]
offerece-me ser seu marido, nao be islo, mademoi-
sella Lega y.y
- Sim, M. Gilberto.
E he depois que licou rica, apressou-se este a
dizer, que conserva para inim semelliantes inlencoes;
na verdade, estou-lho muilo obligado.
Do veras ?
Sem duvida.
Pois bem! disse francamente Nieolina, toque
aqui
Eu?
Vossacceita, nilo?
Recuso.
Nicotina den um sallo.
Olhe, disse ella, voss tem mo coraeflo, ou
pelo menos mo animo, Gilberto, o creia-mc, o que
faz ueste momento nao lhe ha de dar ventura. Se
eu ainda o amague, o se o que agora faco tivesse ou-
tra causa, qu nilo fosse um ponto de honra c pro-
bidad, voss me rasgara ocoraeflo. Mas, gracas a
Dos, quiz, que so nflo dissesse, que Nieolina, ven-
do-se rica, desprezava Gilberto, e lhe pagava um pa-
decimento coro uro insulto. D'ora em diante, Gil-
berto, tudo est acabado entre nos
Gilberto fez um gesto de iudilTerenca.
Aluga-se um sitio na estrada do Rozarinho, con-
fronte ao sitio do fallecido Manoel Jos de Almeida :
quero o pretender, dirija sea ra Augusta, n. 36.
Offbrecc-se uro rapaz solteiro para criado de
tima casa ou para oulra qualquer occupaQo e
que nflo sabe ler nem eserever : quem de seu pres-
umo se qui/er ntilisar dirija-se a ra da Cadeia d#
s.-Antonio, loja de trastea, n. i Oj-apaz he dos che-
gados agora do Porto.-
-- Aluga-se o primeiro andar do sobrado do pa-
teo do Hospital, esquina que volta para a ra da
Roda, muto fresco e com linda vista, tendo duas
salas e 3 quartos : a tratar no segundo andar do
mesmo sobrado.
Um homem dcstes ltimamente ebegados do
Porto, que queira trabalharem rafinaefio, dirija-so
a ra da Senzalla-Nova, n. *.
Precisa-sede u m bom criado, ou criada, do
todo bservico, inclusive o de compras para ca-
sa de um homem solteiro : na ra do I.ivramento,
n. 38, primeiro andar.
Precisa-se alugar uro sitio para pequea fami-
lia queseja na Magdalena, e sendo coro urna casa
s, sera preferido; este negocio se far por 3 annos
llxados: quem tiver, dirija-so a ra da Cruz,
n.43, primeiro andar.
Luzia Maria Sebaslianna embarca para o llio-
Grande-do-Sul o seu escravo Malinas, crioulo.
Aluga-se um sitio na Magdalena, estrada da
Torre, com boa casa, cozinba fura cacimba e
quarto para p re tos c estribara : a tratar na mesma
estrada, n. 78.
' Precsa-se de um preto forro ou captivo que
queira servir eih um sitio na Ponte-do-Uchoa :
aucm estiver nestascircumstancias dirija-se a ra
o Trapiche, n. 18.
i\o Aterro-da-Boa Vista loja de
Manoel Joaquim Venancio de Soma, fa-
zemse casacas e sobre-casacas de superior
panno, merino e alpaca; assim como
todas as maifcobras com a maior brevi-
dade, perit'icSo e preco commodo.
Precsa-se de urna ama, que tenha bastante
leite para acabar una criaeXO; paga-so por sema-
na oilo patacas : na ra das Cruzar, n. 22, segundo
andar.
Aluga-se por mdico preco o segundo andar
e sotflo do sobrado n. 20, atrs do theatro : a tratar
na ra da Cadeia do Recife n. 52.
O Sr. Joaquim Pinto de Mello queira dirigr-se
a ra da Florentina n. 14, a negocio de seu inte-
resse
= O abaixo assignadn, vendo nos Diarias um remedio
para bobas e na vos seceos, eujo remedio he cousa ex-
traordinaria, e tendo engrnho, ha inoitus aunos, e lin-
do perdido diversos escravos, e desde o annunclo de-
te remedio, tendo salvado todos, e por lim Ma senhn-
ra, que padeca esta molestia a ponto de J nao se poder
ealear. e com este remedio ficou perfeitamrnte sa, e
tanibrm um lillio de Idadr de 20 anuos: c como vio este
remedio produ/ir rstrs rllritos, por isso fai este aunuii-
ciu para beneficio dos Srs. deengrnlio, tendo visto ne-
gros aleijados e prrderein a vida, por causa desla moles-
tia. Faz este annunclo para beneficio da humankladc.
plutonio Currfin Pissoa de Mello.
Precsa-se de una ama deleito para criar tima
menina: quem estiver neslas circurostancas, di-
rija-sc ao Aterro-da-Roa^Vista, casa da esquina da
ra da Aurora segundo andar que se paga gene-
rosamente.
Aluga-se metade do primeiro andar do sobra-
do da ra do Rangel, n. 11 proprio para pequea
familia ; (ambem se aluga todo.
Em oPasseiO-Publico na loja de chapeos de
sol, de Joflo Loubet, se achilo ricos sortmontos de
chapeos de sol, de seda, tanto para homem, como
os de mais lindos gostos para as senhoras, queapre-
cifloo lempo festivo, eque cm lugar alguiti deste
mercado os ha de tilo bom gosto ; c seus^aratos
prcens animflo aos Srs. compradores. Njnesmo>
estabelccimenlo se achilo a venda ricos casffies pa-
ra bengalas e mesmo ponteiras e boletas para as
mpsmas. Outro sim tem de presento inventado
mis chapeos de sol grandes de 32 pollegadas ,
para senhores de engenhos dell.es tisarem no campo.
Na mesma loja se concertflo e cobrem-se com per-
feicflo e asscio e isto sem demora tambero se ven-
dem chapeos do Porto.
Precisa-se de uro caixeiro, que tenha pratica
de venda : na ra Dircila de Fra-de-Portas, passan -
do a intendencia, n. 135.
Jos Antonio da Rocha e Sa retira-so para Por-
tugal.
Offercce-se urna mulher para ama de portas a
dentro, de casa de homem solteiro, ou pouca fami-
lia ; da fiador a sua conducta, na ra da Roda, n. 14.
Vendem-sc na botica de Luiz Pedro das Neves, na
ra da Cruz o. 47, os ns. cm coiilmuaciio do jornal
Panorama, e na mesma o primeiro volume da (Ilus-
tra eflo.
Ycndero-se 79 mcios de sola de superior quali-
dade, e 70 couros de cabra, e queijos pequeos de
unalba, na loja de tonca de Antonio Dias Souto,
atrs do Corpo-Santo, n. 68.
Vende-so o cscravo Antonio, que se acha actu-
almente na cadeia desla cidade, pardo.de 24 annos,
sem achaque alguro : quero o pertender dirija-se a
ra do Collegio n. 9, primeiro andar, a fallar com
Jeronymo Cezar Marinho Falcflo.
Mas, disse elle, que pensou voss a meu respei-
to, para decidir-se?
O que cu pens a seu respeito, disse Nieolina,
nflo o pode voss duvidar; eu decidir-me! eu, cujo
carcter voss conhece tilo livre, tflo independente
como o seu, decidir-me a roe enterrar aqui, quando
Pars me espera ? Paris, que ser o meu (heatro, com-
prehende voss'.' lecdir-me a ver todos os das, to-
do o anno e toda a vida, essa cara fra e impenetra-
vel, por tras da qual se escondem tflo feios pensa-
mentos! Seria um sacrificio, voss nflo o compre-
hendeo, tanto peior para voss. Nilo digo, que ter
saudades de miro, Gilberto; digo, que roe ha de te-
mer, e envergonbar-se de me ver onde me conduzr
o seu despiezo de boje. Eu podia tornar-me hones-
ta; um braco me faltava, uro braco amigo para mo
sustar borda do abysino, sobre o qual estou pen-
dente, para o qual escorrego, onde vou cahir. Bra-
dei Ajuda-me, sustem-me; voss repellio-me Gil-
berto. Rolo a elle, caio, perco-me. Dos lhe pedir
conlas deste crinie. Adeos, Gilberto, adeos.
E a orgulhosa rapariga relrou-se sem colera, sem
impaciencia, acabando, como todos os genios subli-
mes, por mostrar o fundo generoso de sua alma.
Gilberto fechou tranquillo a janella e recolheo-se
sua cabana, onde continuou nessa mysteriosa oceu-
paeflo, inlerrompida pela chegada de Nieolina.
{Contitmr-tt-ha.)


^
A
Aluga-sc, por prego commodo uraa boa casa
na ra Imperial, aunexa ao sitio do (nado Macha-
do propria para so passar a festa e tcm commodos
para grande familia : a tratar na na Dircita, n. 82
primeiro andar.
Aluga-se una padaria prompla a tral)alhar ,
e com boas proporcfles para qual<|iicr cstabclccimen-
to ; a casa tcm commodos para moradia na ra Im-
perial, contigua a fabrica de sabilo : a tratar na ra
Di re la, n. 82 primeiro atidar.
Os Srs. Caetano Xavier Dcniz Jnior o Alejan-
dre Pedro do A niara I teem cartas na ra do Trapiche,
n. 34, terceiro andar.
SOCIEDADE
Philo-Terpsiehore.
O primeirosccrctario interino avisa aos Srs. so-
cios em geral, que hoie 3), ha reuniSo extraordi-
naria da mesina sociedade.
Cmpr&B.
Comprfo-se escravos de ambos os sexos na
ra Nova, loja de ferragens n. 16.
ComprSo-se 12 cadeirns de Jacaranda, magno ou
angico, .' lianras e 1 mesa para meio de sala, 1 ca-
nap, marqueza ou sof, quo seja commodo no pre-
go: na ra Nova, n. 18.
Compra-se urna rotula de porta em bom uso';
e diarios, a 80 rs a libra : na ra cstreita do Rozario,
venda, quo volta para o Carmo n. 47.
Compra-scchumbo velho-. na ra da Praia,
Tendan. 46.
= Coinprao-se escravos de 16 a 20 annos de Idarie,
sadios, sem vicio, com cilicios c sem elles : na ra Dl-
rella, sobrado, n. 29.
Comprase a obra o Feliz Indepenilente do Mun-
do e da Fortuna pelo padre Theodoro de Almeida;
Vendc-scum pretobcm procedido, trabalhadorl
de enxaila pm- 350,00o rs.; 3 canoas de enrreira a
aabflr : duaa abertas novas, pintadas a oleo, de car-
regar familia e urna pequea de um s pao: na
ra cstreita do Kozario, botica, n. 10.
Vendem-se pnlhas verles Je coquei-
ro, para banhciio, por preco commodo:
11 > ai iiizciii de arinlin, da ra da Cadeia
de S. Antonio, n. 19.
Vende-se ou alujase urna canoa
nova, com mais de 30 palmos de compri-
mento e 7 de bocea : na ra de S. Rita,
n.85.
SAOFEITASNOCEARA.T
Na ra da Cadeia do Recife", loja de miudezas,
11. 37 lia para vender duas excellcntes redes, fei-
1as no Cearn delinha derorir por barato prego.
Vendo-se um escravo, de 20 annos, proprio
para campo; um bonito moleque, de 12 annos,,
proprio para pagem de algum menino ; urna preta,
de 16 18 anuos, com prendas, que se farSo .ver
ao comprador : na ra larga do Rozario n. 24, pii-
meiro andar vollando para os quarteis.
Vende-se, ou troca-se por urna escrava cozi-
nheira umpretobom pescador e canoeiro, sem
vicios nem achaques
segundo andar.
na ra da Aurora, n. 20
C Saint-Clair das lllias
quem as tiver, annuncie.
Yendas.
=' Vendein-se moendasde ferro para cngenlios de as-
sucar, para vapor, agua c brotas, de-diversos tamanhns,
por prefo cumuioto ; e igualineiile taixas de ferro coado
e balido, de todos os tamaitos: un ninfa do ('nrpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont S Coiupanliia, ou na
ra de Apollo, arinazein, n. 6.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
rm barris pequeos ; rin casa de Malhciis Austin di
Companhla, na rua da Alfandrga-Velha, n. 30.
= 0 eorretor Olivelra tem para vender cobre em fo-
lha e pregos de dito para forros de navios : os preten-
dentes dirijaQ-sc ao mcsiuo, ou aos Sctihores Mosquita
t Dulra.
= Vendem-se 7 pidas com habilidades, de 16a25an-
nos de idade; I moleque de 18 anuos de elegante figura
e de mili boa conducta; I pardo bom carreiro, de 20 an-
ima e bem robusto; 1 preto de niela idade, por barato
*rec.o ; 1 mulata de 15 annos, de bonita figura : no pa-
\l da matriz de S.-Anlonio, sobrado n.4.
CARNAUBA.
No armasen) de farinba do caes do Collegio conti-
n-se a vender cera de carnauba a relalho de mili-
to superior qualidade
= Vendem-se as inals modernas caixas de tartaruga,
de itqiiisslmo posto, rom chapa de 011 ro ; superior ra-
p de Lisboa nimio fresco : na rua larga do Roiario ,
n.24.
= Vende-se eal virgem eni meias barricas, chrga-
da proxiiiiainenle, por prepo commodo; na rua da
Moeda armazcm n. 15.
Na na cfo Crrspo, loja nova
11. 11! ele Jos Joaquim
da Silva faya ,
vende-se brlm Je puro linho de quid ios c listrasdr
ores ^nur sao milito proprios para a festa pelo ba-
rnllssllojireco de 720 rs. rada vara ; ricos cortes de
casimira* elsticas para calcas a Gjf e S.':iKiil rs. cada
corte; alpaca preta a 800 ei^tiOO rs. o covado ; pannos
unos, preto e decores, por barato precoJ cortes d col-
letc de velludo setiui e gorguro ; ludo por preco ba-
rato ; assim como 11 n 1 ricosorliiiienlo de leiifos de seda
para grvalas limito proprios para a festa.
Vende-se poassabranca, da
mais recem-clieftada por mdi-
co preco .' em casa deL. G. Fer-
reira & Companhia.
3Va rua do Crespo loja nova,
11. 12, de Jos Joaqun
da Silva Haya ,
vendem-se ricos chapeos de seda lindamente erffelta-
dos para senhora clirgadns ltimamente de Franca,
pelo diminuto prcco'de il/flfll) rs. cada um ; mantas do
grande tom a 6/000 rs. cada urna as quacs se tornao
recommendaveis para as senhora* que coslumfio ir
passar a fesla,
Vendem-se, por preco mais barato do
que em oulra parte, lanzinhas linas, os
mais ricos padres que teem apparecido
e pelo barato preco do 320 rs. o covado ;
cassas de novos padres c cores (xas a
2500 c 3000 rs. o corte ; riscadinhofl france-
zes, linos para vestidos a 200, 220 c 240
rs o covado ; lenqos.de seda da India a
1440 rs.; mantas de seda, as mais ricas que
teem apparecido; cortes de cambraia de
bom gosto; ricos chales de seda; cortes de
collete le todas as qualidades; lirios de li-
nho, do crese branco; casimiras para cal-
cas ; esguoes finos ; bretanha de. linho,
muito lina ; lencos de selim preto e de co-
res para grvala ; eoutras nimias fazen-
?! das de bom goslo ; na rua do Queimado ,
SjB nos qatro-cantos, loja nova, na casa ama-
pM relia, n. 29.
loja
Na na da Cadeia Velha,
n. 29, de J. O. Elsler ,
vendein-seo* seguintes vinhos engarrafados, de su-
perior qualidade : \iolio do Poiio .muito vellio ; dito
da Madeira ; liucrllas ; Carcavellos ; Sherrv ; lUidoo ,
bordraux ; Cherry-cordial ; Teneriffe ; Champanha ;
marca comrta ; e tambem superior grnat>ra hollande-
za; ago'ardcnle de Franca-; velas de composico ; cha
preto.
Vende-se farello muito bom e novo, em Me-
cas de 3 arrobas : no armazem do Rcelar defron-
te da escadinha, e na rua da Cruz, 11. 52.
Casa da F,
na rua estreita do llozario, n. 6.
Nestcestabelecimcnto achio-se a venda as cau-
telas da lotera da matriz da eidado da Victoria
cujas rodas andflo no dia 42 de dezembro. A ellas
os presos silo os do costme.
Vende-se urna casa terrea no sitio, que ica na
travessa doMonteiro, e quo serve para passara festa,
por ser muito fresca; e juntamente alguns terrenos
junto ao rio Capibaribc, e com 150 palrfios de fundo :
quem pretender, dirija-se ao mesmo sitio.
Vendem-se 35 escravos de ambos os sexos, en-
tre elles bonitos moleques de 12 a 15 anuos, 2 ire-
grinhas, de 10 annos, 2 mulatos, sendo 1 proprio pa-
ra pagem, de idadede 16 annos, eo outrode13; ludo
por preco commodo : na rua da Cruz, armazem, n.
51.
Vcndcm-se saccas com superior colla, fabrica-
da no Rio-Crande-do-Siil, por preco barato ; barris
do varios tamanhns, de vinhn do Porto, Figueira
Lisboa : na rua da Moeda armazem n. 7.
-
Vende-se um diccionario de Moraes da quarta
edicto), anda em muito bom uso; um excellente
oculo de alcance dos melhores, que se teem des-
coberto ; urna espada com roca com muila boa fo-
llia ; una pluma para ofllcial a cavallo 011 oflical
superior : na rua do Crespo, loja de miudezas
n. 11.
Vende-se urna commoda nova de amarello
e duas camas tambem de amarello, por preco com-
modo ; na rua Dircita n. 17.
O rstante da louca e vidros da loja de louca da
rua da Cadeia do Recife mudftu-so para a ruado
Rangel, n. 11, aonde se contina a vender por todo
o prego ; assim como duas carleiras ; cnrdOcs de
ouro ; brincos ; anneloes; anneis ; mcilalhas ; e
outras muts obras de bom gosto.
Venden!se bichas <; 1 andes deliam
burgo, rbegadas nltimatnenle; e lam-
ben] se alugao, por preco commodo ; no
Atcrro-du-Boa-Visla prinieira venda ,
ao p da ponte, n. 2.
Va loja da esquina
confronta ao arco de S.-
Vntoio, 11. > ,
do Cuimnres Serafim & Companhia vendem-se
cambraias largas, de padroes os mais modernos, que
teem vmlo a este mercado, pelo diminuto proco de
320 rs. o covado; cortes de chal lino, muito mo-
derno pelo barato prego de 3200 rs. o corte ; alm
destaa fa/eodus, ha um completo sortimento, e tudo
Se vende por preco muito commodo.
Na rua da Cadeia Velha, loja
11. 29, defronle do Bccco* *
Largo,
vende-se um giande sorlimenlo de pel-
Iticia de sed.i lian e mais utensilios para
chapeos bem tomo: chapeos de paptlo,
a 800 rs. e de massa, a is'Joo rs. ;
chapeos de palhinha de 1 jo a fi'io rs. ;
bonetes de (lila a<8ois.
1 olassa.
VeTide-se a bem conhecitla e
superior polassa da Kussa, ulli-
mamente che^ada a esle porto, e
igualmente vinho da Madeira, en-
garriado, o mellior (|ue se lem
conhecido: na rua do Vigario, ar-
mazem 11. 4,de Ifoite&lluloulac.
Vcndem-se6 Talemacosem franceza 1300 rs ;
oculos para todas as idades ; ditos cenu cabos para
theatro; luvas brancas a 1000 rs. o par; bico pre-
to e blanco {suspensorios a polka; e mais cousas
baratas para fechar contas; assim corri urna mula-
I inha muilo linda com principios de costura, ebe-
gadado Aracaty, ha 3dias : na rua largado Rozario,
loja de mindezas n. .15.
Vende-se um quartao de cangalha : na padaria
do Manguind, n.5t.
Spalos, a ll'iOrs. o par.
Na esquina da rua do Cabug junio a botica ,
vendem-se sapatos de marroquim Irancczes de to-
das u cores muito bous, chegados polo ultimo na-
vio de Franca.
Vcndc-se urna preta do gento de Angola de
18a20 anuos, de muito boa ligura : na rua larga
do Rozario a fallar com Jo3o Manocl Rodrigues Va-
lonca,
-- Vendem-se 1 garrotes grandes, proprios para
carro : na rua da Cruz, armazem n. 5, se dir
quem vende.
Vende-se a posse de um terreno nos Afogados,
em muito bom lugar, com cento c tantos palmos de
frente c bastantes fundos : na rua estreita do Roza-
rio, n. 19.
Vende-se um preto denaco, bastante alto,
proprio para parelha de cadeirinha robusto elia-
ra todo o servigo : na rua da Cadeia-Velha, loja de
ferragens, n. 59.
Marmelada
superior em qualidade e muito nova cm caixinhas,
vende-se por p'reco commodo no armazem de Gui-
marfles, confronte a escadinha da alfandega.
CHEGEM, FRECUEZKS I
Na rua Nova, n. 8 defronte da Camboa-do-Car-
mo loja de Amara!, se encontrar tim novo sorti-
mento de sapa tos senhora a 1120 rs. o par ; estes sapatos forlo des-
pachados no dia 29 do mez passado, e he a mclhor
fazenda que se encontra no mercado : ricas raac-
tasdesedado melhor gosto, qu teem appareci-
do; luvas de pellica para homein senhoras e me-
ninas; sapatos de lustro e bnrzeguius para senho-
ra ; chapeos de palhinha, para meninas ; lindos Je-
ques com plumas ; chapeos de sol furla-cres, para
homoin crepde todas as cores; lindos corte de
cambraia para vestidos ; luvas de seda sem dedos,
crtase comprdas, para senhora; tire preto para
fumo ; chapeo de sol, para senhora ; chales de seda,
de lindos gostos bicosde blonde ; ricas fitas do ae-
tim lavradas; eoutras militas fazendas de gosto,
que se vendern por menos preco, que em outra
qualquer parle.
Na rua do Crespo loja nova
n. 112, de Jos Joaquina
da Silva Haya ,
veiidcin-ie supcrlore cobertores de algodto proprloj
para escravos a l/OOO rs. cada um ; una fazenda de
li 11 lio escuro Umbein para ronpa de escravos 011 sac-
eos de assucar por ser de multa duiacao, por barato
fteco.
Vende-se, na ilha de S.-Miguel, na villa de
Alagoas freguezia da S.-Cruz, urna heranca : na
rua das Cruzes, n. 30.
Vende-se urna mulatinha, de20 annos, que
lava, engommae cose tudo com perfeicfio: na rua
larga do Rozario, n. 35, primeiro andar.
Vende-se urna preta de nnqto), do 17 anuos,
de muit bonita figura que lava desabito e varrel-
la c cozinha odiariode urna casa : na rua da Ale-
gra n. 9.
Vendem-se duas negrinhas, de 14 annos, re-
colhidas; urna dita, de 20 annos que cozinha e
lava ; urna dita, de 22 annos com as mesmas ha-
bilidades; um pardo, de 18 annos; um ptimo
moleque, de 14annos; tresescravos do servigo de
camp : na rua Direila, n. 3.
Isa loja da esquina confronte ao arco de S.-An-
tonio n.5, deGuimarilesSerafim & Companhia,
vendem-se chales grandes de cadarzo, ingindo 13a e
seda padrOes muito modernos, pelo barato prcen
de 2400 rs. cada um ; lencos de cambraia eslampa-
dos a 140rs. cadaum; brim francez escuro, en-
corpado^e de puro linho, a 720 rs. a vara.
OLIVRO DE TODOS
o v-
Manual da sattt,
' ontendo
fodos os eselarecinieiitos tbeoricos e pralicos nccesia-
ros para poder preparar e cinpregar, sem o soccorro do
professor, os remedios, p te preservar c curar-se promp-
taineute, com pouco dispendio, da mor parte das moles-
lias curaveis, e conseguir um allivio qu.isi equivalente
sade, as molestias incuraveis.
Seguido
deiim tratamenlo especilico contra a coqueluche, e de
legras hygienicas para prevenir as molestias
pelo doutor O. de Ploesquellca.
Preco 4#'000 rs em brochura.
O suppleuiento, imlispensavcl a quem tem a obra, d-
sc gratuitamente aos compradores. Oditq supplenien-
to trat asiTs dillereiites receitas pora a coniposifao da
agoa sedativa; este precioso remedio, que tamaita repu-
tarn j tem ganho, e que deve existir em todas as casas
para remediar promptaiueutc aos accidentes e iiicom-
inoilos repentinos.
Vende-se na praca da Independencia, livrarla ns. 6 e 8.
Cartas francezas de jogar
para voltarete as inelbores, /|iie ha no mercado; penr
tes de tartaruga para marrafas pelo diminuto pre-
co de 640 rs. : na rua larga do Rozario n. 24.
Kap-Gassc.
O encarrrgado da agencia do Rap-Gasse nesta pro-
vincia tem a honra de participar aos seus fregueses,
que se ai ha venda no deposito da rua da i.ru/. no Re-
cife, n. 38 urna das ineihores fornadas], que aqui teem
viudo do Rio-de-Janeiro do mullo apreciado rap
gotso e mrln-grosso fabricado rom as melhores qua-
lidades de fumo da Virginia, cujo aromariralisa com
o 111 lis superior rap princesa de Lisboa.
Kova publicarlo porlugueza
de i'atis, 1 <># cxemplar, cm '2 \ o lomes
de mais de mil paginas, com muitas es-
tampas ricas encadci iiiuao elegante (J*
Historia completa tle Napoleo, cxlia-
hida dos melhores autores e especialmente das obras
de Mr. Tliirrs pe^o doiitorCaetano Lopes de Moiira ,
ciriirgian-mr da legiao porlugnesa -ao servi(0 do lu
perador Napoleo.
Folhinlias.
Vendem-se folliiuhas de porta, algibeita e padre;
na praca da Independencia.livraria, ns. Ce 8. '
Aos amadores da boa (Jiain
panha.
A inda exislcm alguns gij;o.s do aiipe-
riorvinlio Cliornpnnha deSillety, na rua
da Cinz, no Uecie n. 36. As pessoas,
que se quizerem prevenir de bom vinho
para irsta, devem procura-lo qtianto
antes.
Vendem-se dous pretos, um idoso e outro
moco, ambos do servico de campo; urna mulati-
nha, de 13 annos de bonita lisura 1 um dos pretos
he official do carpina : na rua da GonceQflO da Boa-
Vista armazem do Rufino.
Vende-so uto pardo de 28 ji .12 anuos bom
pagem, sadio, sefn vicios, e bastante humilde: na
rua Imperial, n. 9.
FOLHIMIAS PARA 1847.
Na-livraria da rua da Cruz do barro do Recife ,
vc.ndem-sc folhmhas do algibera e deporta, pe-
lo preco do costume.
Vende-se um cavallo novo, rardo, de boni-
ta figura audares de baixo a meio : as Cinco-l'ou
tas n. 71.
Na fabrica de sabSo da rua Impe-
rial, n. 116, vende-se sabao amarello
epteto, muilo superior e muilo seceo ,
pelos precos aboixo mencionados e lam-
bem no armazem do Sr Jos Hodrigues
l'ereira na rua da Cadeia do liecile
SabSo amarello encaixado, a libra a 101
Dito dito a granel, a 100
Dito prelo encaixado, a .... 100
Dito dito a granel,3 ; qS
Sendo partidas de mais de 5o caixas,
abate-se alguma cousa no preco, e man-
da-se levar aonde for mais commodo ao
comprador.
Na roa do Crespo loja nova,
11. 13, de Jos Joaquini
da Silva Haya,
vende-se um restante do bem acreditados cortes de In-
dianas para vestidos de senhora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um; cortes da faienda victoria, a .VIiOO rs,
cada um; ricas cambraias com lislras de seda, ab^OflQ rs.
cada corte; ditos de gosto chines, a 54000 rs. rada mn
corte ; cassas chitas para vestidos, a 218000 e 3/500 cada
corle ; cambraias de quadros de ciares escuras, para ves-
tidos, a 34500 rs. cada corte; calcinitas pra meninas de
escola a 400 rs. cada um par; metal linas para meninos,
de difl'erentes tamaitos; eoutras muitas faiendas, que
tildo se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas e baratas lanternas com easUCaes de Hnluinia
caiquiiba, c que se vendem por 9, lOe 12 mil rcis cada
par.
Superior fardo.
Fardo de Trieste, ni bar-
ricas de ."> arrobas ; o qtraj se
recommenda como o lijis nutritivo de quantos aqui se
Importo e por isso o mais proprio para melhor en-
gordaros Cavallo* : vende-se no primeiro armatem do
caes da Airaudega indo do arco ou cm casa de J. J.
Tasso Jnior.
Vendem-se dous escravOs' de bonitas figuras por
pregos commodos: quem osr'pretender, dirija-se 11
rua do Mundo-Novo, n. 23, que achara com quem
tratar.
Pechinchas na loja
Na esquina do Livranrento, loja do nicho, vendem-
se pegas de alcodilozinho largo com 18 varas a 1,800
rs., carnizas -de mea a 1,000 rs., chapeos de sold
panninho imitando seda, a2,000 rs.;e recebem-so ce-
dulas encarnadas de 20,000 rs. sem descont.
Na rua do Queimado loja de enciidernaco ,
n. 43, juntoaobeceo da Congregando se vendem as
sflguintes ob>as:'T)ecadas de Barros,SH v.,por25/rs.;
diccionario.de agricultura de Hossier, traduzidn por
F. Soares Franco 5 v., 10,000 re.; -historia chrono-
logica dos sucessos mais notaveis desde a poca
franceza 8 v., 10,000 rs.
Vende-se lila de ovelha ,'c cera de carnauba,
por prego commodo ; na rua da t'raia de S.-Rita,
n. 43.
Vende-se urna venda com pequeos fundos, 011
sem elles, no becco do Carioca : na rua larga do Ro-
zarlo, n. 29.
IVo AteiTO-da-Ioa-
vista, loja n. 1-4,
vendem-se lengos de seda para homem e senhora,
a 640 e 1000 rs.; chitas finas, a 140 rs. o covado.
Vende-se um carro de quatro rodas, com os
setis competentes arreios : no largo da praga da Boa-
Vista corheira, n. 30.
Vendem-se presuntos c queijos iuglezcs ; latas
com biscoutiuhos finos e marmelada ; todo muilu
novo : na rua da Cruz, no Recife venda n. ti6.
= Vende-se, ou permuta-seporum sitio pertoda
praca, urna excellente casa terrea: a Halar m
principio da rua Imperial, n. 9.
Sal de Lisboa fino e alvo a 1600 rs. o alquei-
re velno, e sendo porgflo dar-se-ha por .menos : ni
rua da Praia armazem n. 18.
CHAPEOS DE MASSA A POLKA,
A 2400 e 2500 RES.
Vendem-sc ditos chapeos, no cscriptorio da rua
Direta,sobrado 11. 29.
Vende se, na 1 na da Cruz, n. Ge,
cera em velas do iio de-Janeiro, de 3 a 10
em libra, cm caixas pequeas, e por prt'<.'"
mais commodo do <|ue em 0utra.qua19.1u'1'
parte.
Vende-se um negro e urna negra mogos c ae
bonitas flguras, proprios para todo servico de casa''
decampo ; assim como um mulatinho de bonita -
gura, proprio para pagem : na rua da Cadeia de San-
to-Antonio, 11.25. '
Vciide-sesal do Ass bengrosso e.claro: a bui-
do do hrigtio l'aquete-dt- l'ernambueo^O a tratar coi"
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
-Vende-se tima rica mpbilia
da, duascommodas, euiuariqussim.1 cama rrance-
za de dito com seus cortinados, lanternas,.cannici-
ro francez, toiicador, etc. etc., todo muito novo,
sem o sem o mais pequeo defeito : na rua da Auro-
ra, n. 24, segundo anda*>
PEBti. r a ttt oe ir. f. de faiiia.184^


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