Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08335


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Full Text
Anuo de 1840.
Ter$a-feifa
O DAfl/Oputilio-ie lo'lo 05 dias qu nSo
orrm de guan*: o prero el ai'i^natura he de
4J11M ra. por guartel, pagos adianlados. O
nntinciot dos auigiiantei o inseridos a raijo
He Jo rus por linha, 10 ris e liaren-
te, e V*|H'lir6cs pela melade. OJM1" no fo-
re'm mi^nanls pago 0 rjs porltnha, e I0
em lypo'diBTutB._ ______
PHA8ESDALDA NO NEZ DEDEZEMBRO
l.u eheii liorn e lt-inniutoi rl tarde.
yinvoanlea l, 8 horase 55 min. da li
Lu nova a 11, u lO horas ti ma. da rrianh.
Oncele a 4, as horas e 10 min. da inanh.
PARTtDA DOS CORRF.IOS.
Goianna e Parahrl" Segundas e Sental reirs.
Hio GiJcide do Norte, chega as Qoarlai feiraa
no nicio da e parte as mesuras horas nal
Quinta Teira.
Cahn, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Oaloe
Macer5 no l., II o 21 dcada ran. ,
Gamnhinis e .Hoita a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a ti e 1".
Victoria nis Quintil leiras .
Olinda toiioi ot das.
PRBAMaR DE IIOJI?.
Primcira a J h itrninutoida larde.
Secunda a 3 t>. 18 minutos da manhia.
Decembro. Aiino XXII. # ^
DI AS DA SEMANA.
10 S) Segunda. S. Andr Apolllo
Terra. S. I".loi Aud. do J. do civ. da I. v. e
O I. dBBM d ?. di! de I.
luarla. S. Bal iana. No ha despacho.
i
S V
3 Quii*. S Sofonias. Aud. do J. deorphos,
do I municipal da I. vara. ....
? Sexta. S. Ilaihara. Aud. do J.do eiv. da !
r edo J. de pardo I. din. de t.
i Sabbado. S (Jeialdo. Aud. do J. do ci.
da I.moiJ do pal do I. dUt.e I. de t.
4 Domingo. S. Nicolj.
CAMIOS NO DA DE NOVEBO.
Camino sohrcLondreilS a J8'/,d.p.lf 0 <
Pairi 55 reil por franco.
. Tjihoa 100 /, de premio. r
Pese, de leiras de boas firmas I ViP- V*omeI-
OuroOnrai hespanholas.. I0>00 a Ofonu
. JUoedudrCJInOvel. ljl0 ie#0O
, de8j400nov. lO0C B 1100
de 4J000... /0O0 a lio"
Prata Patacoei.......... I|8f0 a /ooO
Peaoscolumoaics. IflOO a loou
, Ditos IUlcauos. llttO a l#40
Miada.......... 1#> *"
Accoe da Comp. do Heberibe de 50J000 apor a
DIARIO DE PERKfAMBUCO
PA*TE OFFICIAL.
Coiinnando das in.as.
qUARTEL-GENERAL NA C1DADE f)0 RECIl E, SI
DE NOVEMBRO DE 1816.
OHDRM DO DI* N. 138.
. O brigadeiro commandanto das arma faz publico,
que em cumplimento de onlem do govemo imperio!
regressa o quarto hiitalhin de arlilharia a pe para
provincia da Babia. O mesmo brigadeiro sen te sepa,
rar-se-de um hataHifio, quo, lia mais.de dous anuos,
tez o servico da guarniefio coma regularidade, que
Yaclerisa a tropa subordinada, dirigida por um
aimandante e offiriaes disciplinados e zeloaosdo
servido. 0 respeito esubordinacflo, que o Sr. teen-,
te-coronel coniinand ante, Jos Vicente de Amorim Bi-
zerra, ea sua olicialidadc sotilic tributar aos seus
superiores, anda mesmo (ora do servico, influir de-
viilo em os seus subordinados, e tanto aquolli
ido estes deix.H) iissaz peiiborado o sen general, que
i|iriiveila esta oceasiOo para Ihes dar os seus cor-
ileaes agradecmentos, e falet as sttns despedidas.
Antonio Cvrreia Sera.
QbARTEI^GENSIIAI. NA CIDADE DO RECII E, 30
DE NOVEMBRO DE 1846.
OKDEM no l>li H, 139.
A a de dezembro.vindouro, anniversario de S. M.
o Imperador, os cornos da guarda nacional e o corpo
de polica, designados pelo Kxm. Sr. presidente, bem
como os doexorcito, nertencentesi esta provincia,
lormar-sc-hao da Binoira^scguinfe. Sobre as ras,
da Oonceico e Pires, Icnilo.a direita collocada na
primada Boa-VisC, rcjirodiizirO a linha.
A's 10 horas da mannaa, o brigadeirocommandan-
le das armas passar revista aos meamos carpos, que
s,io organisados para o acto da grande parada em
i|iintro brigadas, e estas em linasdivjsoes : a primei-
ra licara sol eommando do Sr. coronel conima-
dantesuperior Erancisco Ja*iptboi'ercira,e a segun-
da ser commandada pelo Sr'. coronel Francisco Jos
Uamaceno Hozado. A primeira brigada, que compro-
hender o esquadrio de cavallaria, o pnmeiro, se-
Kiindo eterceiro batalhOes da guarda nacional, aera
(ommandada pelo respectivo ebeft di primeira le-
gilo, o Sr. Jos Peres Campello : os hatalhes da
niesma guarda ns. ie5formarfl a segunda brigada,
eoiumandada pelo Sr. Erancisco Joaquim l'ereira Lo-
bo, ebefe da sagundil leg3o : o sexto do Poco ila-l'a-
nella e primeiro deOlinda lormar a tercena bri-
gada sob o eommando do Sr. lencnte-coronel Joflo
Paulo Eerreira: e (inalmente o primeiro batalblo do
eacadores do exercito o corpo de polica c a com-
I.tibia lixa de cavallaria de linha comporaO a guara
luigada, quesera commaiulada pelo Sr. tenente-co-
roncl Antonio Gomes Leal. O parque de 4 huecas de
logo, servidas pela companhia de artfices e prucas
do segundo batalbo de artilharra a pe, ser imme-
iliatamenle commandado pelo Sr. capitilo Antonio
Dornellas (amara. Os Srs. commandantes das bri-
gadas nomearoos olliriaes, tue dneos forern para
i s emnregos de nmjores c ajudautes de campo.
Antonio Corroa Sema.
os
!.. J ...
artigo 39: e o autographo da mesma le, que subi
saticQao da presidencia, alim Je verificar, se a di
fb falsificad e adulterada com o adverbio maw;
indicar qual o autor dessa falsilicacSo, e quaes
meos coercitivos e preventivos, quedevem seren
pregados, para que os actos legislativos tiesta
sembla lenhao a precisa garanta, e nilo continu.
a ser desfigurados, ou falsificados, com grave preju
o dos iuteresses pblicos; veio aconhecer, que u
ma emonda oUerccida ao citado artigo 39, c que t
tilia por (im denegar muncipalidade da cidak>
Olinda o dircilo de cobrar aimpostp das balanzas
pesar assucar nos trapiches do Rerife, e foi, dep
de discutida e definitivamente auprovada com o res
peclivo projecto, e mais anda depois de approvad,
a redacto, apresenlada pela eommissfo manil'esla
mente falsificada eitcliertando-se-lhe o dverbi
de
de
epois
18*
da
-10
mat'i, o que se v com toda a evidencia, oue nfio li z
parle da emenda, neni eonseguintemente nbteve o
assenso da assembla : observou anda a commis-
Sflo, que cssa aildiegao, constiinle do aulograplio da
redacefio do projecto, be da ledra do ofiicial-maior
relaria, lliilino Jos Coi rea de Almeida. E com
quanto nilo llie seja possivel julgar de suas inten-
cOes, assegurando ter elleassm obrado com malig-
nidade, c com proposito deliberado do inverter o
sentido genuino daquella le em beneficio da pre-
tengfio da municpalidade de Olinda j todava, exis
lindo o facto, em sua essenca criminoso, e digm
da mais severo repulsa, deduzindo-se delle grave
prestnipcoes contra a fidelidade de seu cOBhoeldo
autor, c cumprindo, que esta assombla se ponha a
salvo de fados seinelliantes, que podem occasiouar
damnosincalculaveis; he acontmiss.lo de parecer,
que seja o dito ofiicial-maior destituido do lugar, que
oceupa, visto mo poder merecer a coufianen da as-
sembla em face do um faci tilo gravo e extraordi-
nario.
Paco da assembla provincial de Pernambuco,
Bt do novembro de 1846.Cunha Machado.Du ar-
te. .
OSr. Nunes Machado manda a mesa o seguintc re-
querimenlo :
Requeiro a urgencia do parecer, que se acaba ue
lr, c sobre que se pedio a palavra. -S. R.
Apoiado, entra em disrussflo.
OSr. llego Monteiro. Sr. presidente, gravo e im-
Sorlante, como he o ngoeii, deque se trata ; ton-
os commissflodc polica, a eujo conhccimento elle
foi commettido, demorado-so mudo em aprsenla!'
o parecer, sobre cuja discussao ora se pede urgencia;
achando-sc dadas para ordem do da muitas mate-
rias de transcendencia, que reclaman prompta deci-
s1o, e, que a passar essa urgencia, devem ser prete-
ridas ; nilo posso deixar de pronunciar-mc contra o
requerimento, em que um tal pedido se faz ; tanto
mais, quandoobservando, queesse parecer nfip es-
ta firmado pelos membros efTectivos da mesa, c que
PERNAMBUCO.
AoSKMBLK'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO'SE.VttOR SOUS TBilllli.
i .cinlinuado do uumeto antecedente.)
i.-se o seguinte parecer :
Acommissao ile policial, temi examinado es-
ciupulosamente, pordelibera;fio desia ssembld, o
registro da acta da sessao ordinaria de 1C de abril de
IMI, a redacefio da lei n. 90, de 5 de rujj
llhttO
MEMORIAS m UM MEDICO. (*j
pon aicraiiorc puma0.
PRIMEIRA PARTE.
fflPITULO XVII.
0 BABiO BE UrntHXT JBMi IWriM X.CBHIOAB.
UM CANTINEO DO rilTVBO.
" primeiro, q.-e se a|ierceiieo do desmaio da piiu-
1 '', foi, como dissemos, o bartto de Tavernev ; es-
lava elle a esjneila, mais cuidadoso do que iiiiigiieni,
'"que Se a passar entre ella e o feilicciro. Ilavia,
I"" lauto, ouvido o grito, que S. alteza soltara, e vis-
" balsamo sahir precipirado do caramanchel, c acu-
dir. ,
A primeira palavra da delpbina foro, para que llie
""istrassem agarrafa.; asegunda, para que mo fl-
'cssctn mal algum ao reiti< i lempo th
essa recommeiulacio fosso feibt >Jfcf iltppe de Taver-
M
* Vide Diario n. 269..
se achilo presentes, e que, leBdo-sido assignado a 20
docorrente, shoje, isto he Olio dias depois, he que
helrazido ao conhecimento da casa.meeonvcnco do
que nao se d una tilo palpitante neeessidade de o
tomar emconsiderac.no, como parece Inculcar o rc-
queriinento, que se discute. Mas, como a assembla,
em sua sabedoria, pode decidir em contrario desta
minhaopinifio, peco desde j a palavra, para fallar
sobre a materia, se por acaso for approvada a urgen-
cia prnposla. '
Submcltido o requerimento a vota?ao, he appro-
vado e em consequencia contina a discussao.
OSr. Reg Monteiro : Sr. presidente, comquan-
to i casa mostr milito anciedade em julgar o parti-
cular, que nos oceupa; comquanto eu couheca a fra-
que/.a das minhas frgas, c as difiiculdades, com que
essa fraqueza me far luctar ; comquanto, por mino-
res que sejno os meus esforos, anda nflo lenha po-
dido vencer o acanhamento, que sinto, sempre que
tenbo do fallar ante pessoas tijo esclarecidas, como
as de que se cmpo esta assembla ; todava, como,
segundo j disse, estou compenetrado da gravidado
da materia, de que se trata, e muito desejo, que a ca-
la aa nao seja tachada de irreflcctida porhaver precipi-
ile ladamente votado sobre ella, eu me aventuro a lazer
algumaa reflexOes sobre o parecer em discussao.
i- Sr. presidente, quando, cm 1841 ou 1842, appare-
s- eco em um dos jornaes desta cidade urna correspon-
m dencla, eita, se me nao engaso, pelo nobre deputa-
i- do o Sr. Netto, emque se tratava do facto, por que
- he agora aecusado o oiricial-uiaior da secretaria des-
- la assembla, cila tomou-o cm coiisider8c,;"io, com
eotajequencia examinou a lei, quo se dizia viciada, e
a senielhante respeito profei io tima decisao. EnoU
s V. Bxc., que ontio se achavfio na casa, queassislirao
I a essa discussao os nobre depotados, que haviao in-
lervindo na factura dessa lei. Como, nois, reviyer
um prncesso lindo ? Como trazer segunda vez. a is-
cussfto um caso julgado, e julgado por aquellos, que
mais habilitados se achavo para devidamenle aqui-
lala-lo, pois erflo os mesmos, que havtlo votado, re-
digido, e confeccionado essa leii' Parece-me, em ver-
da.le, menos insto um semellinnle proeedinienlo; e
nfio posso deixar de o suppr dictado por urna dema-
siada susceptihilidade. c por bem pronunciado dese-
jo dedemitltir esse empregado ; desejo ja aqu ma-
nifestado em a sessfio extraordinaria deste anuo, e
re pe II ido pela casa, em vista das rasoes, que em de-
fesa do ofiicial-maior ionio nessa occasulo apre-
sentadas. ',-,.
i Sr. presidente, eu j ui victima de urna demissao
i injusla; e por isso, sabendo, por experiencia pro-
>ria, quanto he mao demidir, somentc por meras
suspeitas, um empregado, que, como o do que nos
oceupamos, tem mais de vinte annos de servico, som
que so o admilta a justificar-se dos crimes, de que lie
aceusado, sem que se Ihe permida aqullo, que, se-
gundo a lei natural, a ninguem se. deye negar, isto
he, a defesa, requeiro, que seja ouvido o olliciai-
raaior acerca da falta, que se Iho imputa.
O Sr. Luit Duarte: Qucr repetir as scenas da ses-
sao extraordinaria ?
O Orador: Nao quero repetir nada:quero, quese
faca jusca; quero, que se conceda ao ullicial-nwiior
aquillo, que a ninguem, anda que ceusado soja dos
maioresCrimea, negar sedeve. quero, alem disso,
que cop todo o cuidado se examine o autograplio
dessa lei, que se diz viciada ; que se adenda, que a
emenda, de que agora se faz cargo a esse emprega-
do, nao he a nica do sua ledra, que ah existo; que
seiioiidcrc, qi|C esse autographo, assim emendado,
fassignado pelos Srs. Meira, l.opesl.amae Aguiar;
so considere, que essas assignaturas silo mais
que sufllcicntes para salvar a responsabilidado do
individuo, que taes emendas escreveo, pois indicio,
que as escreveo por ordem desses Senhores, que nes-
sa poca formavfio urna das commissOes da casa.
Sr presidente, um Tacto (lestes nDodeve por lorma
algunia marcar o concedo, de que goza o olbeal-
maior, que, segundo observei, quando Uve ahorna
deo.eupar o cargo de-1." secretario, sempre desen-
volv muilo zelo, intelligencia e probidade.
Senhores, nessa mesma poca, em que ti ve occa-
sifio de poder observar de mais perto asqualidades
do empregado, de cuja deTesa me cncarreguei, notei,
que as rommissoes mandavfio (aur ludo na secreta-
ria c comquanto por diversas veaes houvcssc recla-
mado contra essa pratica, nunca pude acabar por
f.oncluindo, Sr..presidetile, mo posso deixar de
insistir, para que seja ouvido o ollicial-roaior, c nes-
te sentido vou mandar um requerimento a mesa.
He lido o seguinte requerimento :
.. Itequeiro, que seja ouvido o empregado argi-
do. llego Monteiro.
Apoiado, entra em discussSo, e nfio havendo quem
sobre elle peca a palavra, he submcltido votaefloe
rejeilado.
O Sr. l-igueiredo : l.evantei-mc para dizer, que
voto contra o parecer, e que subscrevo s rasoea a-
prcseniadaspelo nobre depulado, que fallou em ul-
timo lugar.
ney Iho seguia a pista como um lefio rairoso, quando
t voz. da delpbina o suspendeo.
Inlfio chegou-sc a ella por sua vez a dama d lio-
nof e a interrogou em allemflo; todava a todas as
queslfles res|itndia ella smente, que Balsamo em
nada llie havia fallado ao respeito; mas que, fatiga-
da provavelmente da longa viagem, eda trovoada da
vespera, havia sido accommellida deumaccesso de
febre nervosa.
Estas respostas forfio tradu/.idas ao cardeal, que es-
perava oxplicacOcs, mas sem ousar pedi-las.
Na corte, os homens contentfio-.se com meias res-
no'stas; adadelphina nfiosatisfez, mas lodos denlo
WOotraa de que satisfazla. Por consegumtc chegou-
se i ella Eilippc de Tavernev.
Para obedecer as ordens do V. A. rcaJ, disse el-
le, venbo, com grande pezar met, rceordar-lhe,
minhasenliora, quo a meia hora, que contava a-
qui passar, est decorrida, eque os carallos estao
P' Bem, senflor, disse ella com gesto encantador
de indolencia adoentada, mudei, porem, de parecer
acerca ua iir.l.a primeira resoluto. c.su>u tiesto
momento incapaz, departir....... creio, que, se dor-
ia He algumas horas,esse rcpousomereslabeleceria.
ObarSomudoudecOr. Andrefea olhou assuslada
P*1.' vPiiteza Rabe quanto a ponsadn he indigna de
sua pessoa, balbuciou o barfio de Tavernev.
Oh eu Ihe peco, respondeo a delphina em tom
de mulhor, que osla a desmaiar, ludo sera bom, com
lano que eu descanse.
Andreza desapparecco mmedialamenlc para Tazcr
preparar o seu quarto. NIo era este o maior, nom o
mais alfaiado lalvez, mas no quarto de urna donzella
OSr. Y Hiela Tatara: Sr. presidente, tendo de
votar em favor da conlusdo do parecer da commisaao
de polica, e que ora se discute, eu julgo do mou de-
ver declarar casa, que o faco, nfio por causa da
atenido domis, visto que, tendo tomado parte neasa.
quesillo, quando aqu se discutio o negocio das Pa-
loneas de pesar assucar, etc., eu disse, que om>i
nfio vinlia ao caso, ncm allcrava em cousa alguma o
sentidodale; mas por ouos principios...... isto
he, pelos mesmos motivos, que malovarao na sessao.
de marc,o a votar pela denussfio desso empregado.
Eu nfio posso ser inconseaucnle.
O Sr. I'cdro Caralcanti diz, que, se o orador, que o
preceden, tem otitros motivos, que nfio oda falsili-
caefio, para votar pela demissfio do ollicial-maior,
nfio deve approvar o parecer, porquo o fundameiitf,
que para essa demissfio ah se aprsenla he o da mi
sicacao, e elle est convencido, de que esta se nfio ,
deo : declara, que durante os annos, por que, na
qualidade de presidente, dirigi os Ira bal los da ca-
sa, sempre reconheceo no ollcial.maior muitozelo, -
milita actividado c muita cxactidfio, e quo por isso o
suppOo incapaz de conimeter a Taita, de que ore
se o acensa : comquanto estoja persuadido, que es-
se empregado lia de ser demitlido, porque se quer
dar a outro o seu lugar, entende, que o Tacto, de que
se trata, deve ser cuidadosamente examinado, visto
como he sabido, quo as commissOes de redacQfiose
julgfio antorisadas a formular e coordenar as emen-
das fllas sobre a perna, e as formulfio e coordenSo;
nota, que a circumstancia, lembrada pelo Sr. Reg
Monteiro, de haverem no autographo dessa le, que so
diz falsificada, ontras muitas emendas, alem da quo
traa o parecer, escripias pelo ofiicial-maior, o de
estar esse autographo assignado pelos deputados,
que compunhao a commissao de redacto, quando a
lei foi confeccionada, deixfio entrever, que essas e-
mendasTorfio ordenadas pela dita commissfio : Taz
algumas renexOes mais no mesmo sentido, em que
fallou o Sr. Rogo Monteiro, accrescentando a do so
nfio adiar o parecer assignado pelo presidente da
mesa; e conclue, votando contra o mencionado pare-
ccr
Sr. Reg Monteiro, depois de algumas rflexcs,
manda a mesa o seguinte requerimento -
Volle a illuslrc commissao da mesa, para julgar
conTorme entender.
O Sr. JVetlo : -Sr. presidente, entendo com a no-
bre commissao, queaquestfio, de que se trata, he
de grande importancia, masenlendo tambem, quo
por isto mesmo mo devemos dar um voto precipi-
tado, e arrisearmo-nos a manchar a reputaefio de
um empregado publico, para o resto do seus das,
sem muito conhecimento de causa. Declaro a V. Ese,
que, leudo defendido esse empregado na sessfio pas-
sada, com toda a energa, do que era capaz, nflo re-
cuarei boje diante da sua demissao, se porventura
se mostrar, que elle intcncionalmento praticou o fac-
i mencionado no parecer, se com effeito levo cm vista
alteraras decisOesda casa, obrando por si o nfio por
mandado da commissfio de redacQfio. Se assim for,
e nfio militar em favor do seu procedimento nenhu-
macircunistanciaalloiiuante, declaro, que entendo,
que ello mo deve licar na secretoria; mas, se obro*,..
por ordem superior, ou se dcrqualquer rasfio capaz
de desculpar o seu procedimento, na especio verten-
to, declaro tambem a V. Exc, que nfio besitarc em
votar contra o pareepr.
Desta sorte tenho feito urna especie de protesto,
ao menos pela parte, que me toca, contra a deca-
raefio de um menibro desla casa, quedisse, que sa-
be, que a casa est disposta a demidir esse individuo,
por querer dotnitt-lo, seja como for, o nao por esto
facto, smenle para dar o seu lugar a outro...
O Sr. Pedro Cavalcanli Foi o Sr. Villela Tavares,
que o disse. ,
OSr. Filela Tavaret: Eu nfio disse tal cousa...
O Sr. Pedro Cavalcanti.fo que disse, eu tiroi esta
consequencia.
O Sr. HMa Tacares: Pois onganou-se.
aristcrata, por mais pobre que seja, como Andreza
o era, ha sempre alguma cousa engracada, que ale-
gra a vista aoutra mulher.
Todos quizerfto entilo approximar-se da delpbina,
"mas esta, com melanclico son so, fezsignal com
a nulo, como se Ihe fallassem as frcas para fallar,
que desejava estar so. .
Todos so retiraron entilo pela segunda vez.
Mara-Anlonielta seguio com osolhos a cada um
de persi, aloque todosdcsapparcrerffo; eentfio, pen-
sativa, dcixou cahir o rosj.0 desbotado sobreaLel-
a m3o. .
;\fio serifio, porventura, bem borrivcis os presa-
ios, que a aeompanhavfio em Franca! Essa cmara,
nde repousara em Straburgo, a primeira, em que
i/.era pos nesse solo, em que devia ser rainha, e cu-
forr era de urna lapecaria, que representava a
norte dos iuioceiiles; essa trovoada, que na vespera
(errbra urna arvore junto sua carruagem, e essas
iredtccffes, emSin, feitas por um homem tfio extra-
jidinario, predic^es seguidas da mysteriosa appa-
gfio, cujo segredo pareca a delpbina decidida a nao
eveiar a pessoa aguma; todas estas circunstancias,
Tuina palavra, mo sorifio para amedronlar ainda
nesmo um peito varonil?
Ao pin de uns dez minutos, voltou Andreza. A sua
vollatinha porlim aiinunciar, que o quarto eslava
promplo, e por isso ninguem julgoo, que Ihe disses-
- respeito a protbc,fio da delpbina, c Andreza en-
nu no caramanchel.
Iieinorou-se cm pante a princeza, poralguns ins-
tantes, sem ousar rallar, tilo absorta pareca S- alte-
em profunda meditaQfio.
Emfim Maria-AntonietU levantou a cabeca, e fez,
i rindo, a Andreza um sigual com a mfio.
la
se
trou
za
SOI
B
r- Acamara de S. alteza est prompta, disse esta;
nos supplicamos-lhe smenlo.......
Nfio a deixou a delpbina acabar.
Muito obrigada.mademoisella, disseella. Peco-
Ihe, que chamo a condessa de Langershausen, o nos
sirva de guia.
Andreza obedecco. A vclha doma d honor correo
acodada. ,, ,,>.. ..
De-rao o braco, minha querida Brgida, disse a
delphina em allem.lo, porque, na verdade, nllo me
sinto com Torcas de andar so.
A condessa obedeceo. Andreza fez um movimento
para ajuda-la. '
Entende oallemfio, madomoisella? porguntou.
Maria-Autonielta. '" :
Sim, miiilia sonhora, respondeo Andreza em al-
lcmfio, cat Tallo umpouco.
Admiravelmente! exclamou a delpbina com
alegra. Oh! como vai isto dcaccordo com os meus
trojectos.
IWo ousou Androza pergunlar a sua augusla hos-
peda, que projectos enlo esses, a pezar do desejo, em
quo ardia por sabe-los.
lneostou-sc a delphina ao braco da condessa, e
poz-sccm marcha com passos miudinhos.
Quando ella sahia do caramanchel, ouvio a voz do
cardeal, quediia:
Como, Mr. deStainville! o senhor pretende fal-
lar a S. A. real a despeilo da prohibidlo ?
Assim he preciso, respondeo com voz firme o
govemador, o eslou bem ccrlo, quo ella me ha de
perdoar.
Na verdade, senhor, nfiosei, sodevo.......
Dexe vir o nosso govemador, Mr. de Roban,
1
i
\
i


B
J
O Orador : Anda quando o parecer seja appro-
vado, no so poder dizer, que a maioria proceden
por motivos differentes dos Que esto consignados
nelle : alguem ola de defender, e se far carpo de
mostrar ao nobre deputado, que. esta completa-
mente engaado, Desejo, Sr. presidente, que se em-
pregue neste negocio toda a attencio possivel, e nos
no arrisquemos a tomar urna decisao precipitada,
isto he, quobascmosa nossa deliberaco em prin-
cipios tilo solidos, qnc ninguem possa compartir a
auspeita do nobre deputado : o para o conseguirme
pareceo conveniente tomarmos mais lempo para me-
ditar no negocio, o acompanharmos a commissfio
de pojiciano exame, que fez, dos documentos rela-
tivos questao. Foi neste sentido, que eu volei con-
tra a urgencia proposta pelo meu nobre amigo; mas,
como quer que esta passasse, e dous honrados mem-
bros da casa contesten! a legalidade dn parecer em
dscusso, me parece conveniente discutirmos esta
questlo incidente, antes de entraos na apreciadlo
do parecer.
Ef Lm membro da casa enlcndeo, talvez com algum
fomento de raso, que o parecer, que se discute, nlo
he da nobre rommisso de polica, por estar assigna-
do pormembros nlio efleclivosda dita commisso. A
nobre cnmmisso de polica, he pelo regiment en-
carregada de syndcar da conducta dos empregados
da secretaria, que estilo debaixo de sua immediata
inspecgo.e esta nspecco he, que nosd a entender,
que ninguem h mais habilitado para conhecer da
probidade emtellgencia dos empregados da casa ;
ojuizo, pois, dos membros permanentes da mesa ha
deservir muitonn quesillo, que temos encetado, e
deve concorrer para a deeisfo, que nos temos de to-
mar ; e por isto he, queeu voto pelo requerimento
do nobre deputado.
Batoii rerto, que, se o faci foi inlencionalmen-
te primeado pelo olllcial-maior, ncm V. Exc, nem o
Sr. f. secretario deixaro de propr a suademissilo :
e no caso contrano, n opnio, que ormarem, nos
livrara decoinmeller urna injustica, que vai inutili-
sar o empregado parao resto de seus dias, por quan-
to, se passar o parecer, com raado ou sem ella, eslou
que nenhum delegado do poder execulivo o despa-
chara para a provincia, c nenhum ministro da cora
Ihe confiara emprego geral.
Portento, voto pelo requerimento do nobre depu-
tado. r
O Sr Ptixoto deBrito: -Eu lenho de fazer urna de-
claracao, e be, que nao mecncarrego deste parecer,
nem do exame exigido; c por ter feito una igual de-
claradlo aosnobres 2. secrctaao c secretario sup-
plente he, que se enearregaro de dar o parecer, que
se discute.
O Sr. Atines Machado nota a desnceessdndc da dc-
clara(-lo do Sr. 1." secretario, visto como o parecer
esta assignado por quem o devia firmar, pois que
a penas se da a falta dos membros eflectivos de qual-
quer commisso, osque os snbstitucm silo os compe-
tentes para dar expediente a lodos os trabalhws, de
queessa commissiio estoja cncarregada, e o referido
parecer ro formulado, quando na casa so nilo achava
o mesmo Sr. 1.0secretario: notatambem, queoSr.
Nclio combalaesse parecer, quando foi elle.que cha-
mou a attencio da assembla para a falta, de que ah
se trata: diz, que, anda que ooficial-maior n,i0
liouyessc ffito a emenda de sen motu proprio, nem
ponsso deveria deixar de desmerecer daconfianca
da casa, porquanto, em caso algum, devia concorrer
para seren minificadas as decises da mesnia casa
observa, que, leudo havido esse escndalo da falsifi-
cado, cumprequedcllese d urna satisfacoao pu-
blico: e, como entende, que o nico meio de dar essa
satisfago he o lembrado na ultima parte do parecer
em dscusso, vota por elle.
(Continuar-te-ha
va da contra-rcvolucHo, que em algumas horas ani-
(|uilra a obra, <>m qucelles havioconsumido mui-
tosdias, e da qual julgavo dependente todo o sen
futuro, todaasortedasua patria.
Manoel Bernardino Montero, um dos mais expe-
rimentados clnicos desta cidade; homem, que por
diversas accOes manlfcstou os bellos sentimentos, de
que o dotara o autor da natureza; l'ernambucano,
verdaderamente amante de scu paiz; bom prenle;
fiel amigo; esposo desvelado; morreo, j nao existel
Accommetlido de urna foi tissima febro maligna,
elle, apezar do immenso cuidado, com que fra tra-
tado porquasi todos os seus companheiros d'arte.
um dos quaes, mais que nenhum dedicado, quasi
nunca o deixava, suecumbio depois de vinle tanto
dias deenfermidade durante os quaes desenvolveo
urna paciencia verdadeiramente christa, e deo exu-
berantes provas de que assimeomo linha sabido bem
viver, tambem saberia bem morrer.
Os seus restos mortaes estilo sepultados em a ma-
triz da Boa-Vista; e sobre o seu jazigo oais de um
desss entes desgranados, a quem elle com promptos
soccorros tantas vezes aligeirou os males, ir verter
uuia lagrima de saudade, nina lagrima dereconhe-
cimento.
0 vapor Imperador, que hontem largou deste porto
para o do Sul, levou a seU bordo, com destino a Ba-
bia, o4. batalhlo de artilheria a p, que por dous
annos perteneco guarnidlo desta provincia.
Da primeira das ordens do da do Exm. general
Scra, que hoje publicamos, consta a louvavel ma-
neira, porque esse batalho se portou, emquanto es-
teve entre nos.
Noda29do mez ltimamente lindo, em um dos
acongues da ribeira da Boa-Vista, Domingos do Nas-
cimento atirou una facada sobre o peito esquerdo
de um pardo, escravo de Antonio Pedro de Alcntara.
O infeliz pardo expirou poucos momentos depois
dereceberogolpe. Oassassino foi immediatamente
preso, e esta sendo processado.
Consulado.
RENDIMIiNTO DO 1>IA 30 DO PASSADO.
Ceral.............3:787,178
Provincial.............1:373,764
i: 160,942
RUDIMENTO NO MEZ DE NOVEMBRO DE 1846.
A saber i
Consulado de 7 por cento...........28:295,276
Dito de 1|2dito .......,......... 10,579
pAncoragcm para fra do imperio......2:894,624
Dito para dentro do dito............ 455,356
Sello fixo...................... 484,960
Dito de conhecimcntQS ............ 89,920
Dito de ttulos.................. 1,300
JoSo Manoel Rodrigues Valenca.
Jos Pedro do llego.
Manoel Francisco de Moura.
Joaquim Luz de Mello Carioca.
Francisco Antonioda Silva Cavaleanti.
Antonio Jos Comes do Correio.
Francisco Rbero Pires.
JoSo Pereira de Castro.
de Freitas Barbosa.
Bento Francisco de Fafia Tavares.
Joo llibero de Vasconcellos Pessoa.
Bento Jos Cardo/o.
Bernardino de Sena e Silva.
Anrelmo Jos Pinto de Sousa Jnior.
Major Joaquim Ignacio de Carvalho Jrtendonca.
Scmelo Corroa Cavaleanti Macambjra.
Caetano Jos da Silva.
Sza de cinco por cento............ 65,000 Francisco de Amorim Li
Emolumentos de certido...........
Hendimentos de diveriai provinciat.
Dizimo doassucar da provincia das Ala-
g*........s...............
Ditodo algodlo da Parahiba.........
Dito ditode dito do Rio-grande-do-Norte.
Depsitos existentes............. .
I!rudimento delta provincia
Dizimo do algodlo...............
Dito do assucar..................
Dito do caf....................
Dito do fumo...................
Taxa de 40 rs. por sacca de algodlo ....
Dita de J60 rs por caixa de assucar ....
Dita de 40 rs. por fecho de dito.......
Dita de 20 rs. por barrica e fecho de dito .
20,520
13JJ
30^810
/ 4,265
2 43,129
3:463,783
10,243,644
7,020
28,960
99,640
108,480
7,360
547,260
49:019,255
Correspondencii.
Sri. Itedactorei.Sendo um dos dotes, que mais en-
nobreccm urna alma bem formada, a beneficencia,
he so a graldo, que de longe pode acompanhar
aquella virlude. F. pois, movido por estes sentimen-
tos, mas privado, pela adversa fortuna, do outros
meios de o palentear, pela segunda vez recorro
aoprelopara apregoar arcoes generosas e caritati-
vas, platicadas para commigo e iniuha pobre familia
pelos meus hemfeitores. Eenlrc estes touho a honra
de contar o IIIm. Sr. Miguel Felicio da Silva, ques-
eaba de fazer-me um dos mais assignalados benefi-
cios, pela sua pericia, diligencia eassiduidade, sal-
vando das garras da morlc una minha filliu querida,
Angela Mara do Carino Itamos.que esteve gravemente
l'ns passageiros, que com 23 das de viagem che-
garo de Lisboa ao Maranho em o da 17 do passado
diziao, que o Minhn havia-se pronunciado contra
movimento, que restituir aoscabralislas os poslos
importantes, deque os havia privado o ministerio
lalmella, e que produzira a extempornea queda
Ueste ministerio: que o conde de Villa-Flor, que
com plenos poderes, o novo governo mandara pacifi-
car as provincias do Norte, lora, no Porto, assal-
tailo pelo povo, cujo furor mulo custou poupa-lo
e hcava preso em o castello da Foz : que nessa pro-
vincia se havia creado urna junta governativa, uue
eslava d.ngindo esta ultima revoluco: que em Co-
imbra reunia-se imiita gente para marchar contra a
capital de Portugal, ecoin asarmas na inflo obligar
o noy ministerio a depr o poder e que este, j a
pai c lodos csses pormenores, concentrara em San-
tarem una forra de 7,000 homens, que apreslava
para fozer baler os rebellados ; e cuidava deorgani-
sar alguna batalhfles. "'ga
Esta noticia, queoxtrahimos de urna carta, cuia
-!UnLn0SfaCUl^,Um llos ne8cantes desta praca,
nao nos parece balda de fundamento; pois que sem-
pre suppozemos.que osque schaviao'snblevadocon-
iiaosLabraes, no reecberao mudos e quedos a no-
dissea delpljina, mostrando-se fra docaramaichel
chegueMr. dcSlainville. ""mancnei,
Todos se inclinrilo ordem de Maria-Antonielta
enlerina de urna gastro-entero-cephalitis; e foi por
elle curada por meio dos anliphlogistcos e revulsi-
vos, durando o scu tratamenlo por maisde um mez,
sem retribucfloalgunia, atientas as minhas tristes
circunistanciasde imlgencia.
Iteceba, pois, o hbil generoso facultativo os vo-
tos de minha sincera gratdio, e tolero a sua modes-
tia este nico desafogo de meu coracilo agradecido.
Queirilo, Sis. Itedaclores, ter a bondade do dar cabi-
da no seu aprenavcl Diario a estas toscas linhas no
que muito tambem obrgara o seu, etc.
Manoel Flix liamoi.
Pernambuco, 30 de novembro de 186.
0 administrador,
Jodo Xavier Carneiro da Cunha.
Iloviiuenlo do Porto.
Navio entrado no dia 30 do panado.
Stonnngton ; 60 dias, galera americana Calumet, de
365 toneladas, capililo James T. Sknner, equipa-
gem 30, carga petrechos para a pesca; ao capililo.
Navio$ taido no mesmo dia.
Aracaty; sumaca brasileira Carlota capil3o Jos
Goncalves Simas, carga varios gneros. Passagei-
ros Manoel Barbosa de Sousa, Antonio Manoel
Ferrcira Maia, Manoel llerculano da Cunha, Brasi-
leros, e 1 escravo.
Canal; escuna ingleza Caroline, capit.lo John Stan-
ley, carga assucar.
Macci, Haba e Rio-de-Janeirn ; vapor brasiloiro
Imperador, commandante o 1." tenente Joaquim
Salom Ramos. Leva a seu bordo: Jos Francis-
co de S. Roa-Ventura com sua familia, o 4.
batalhlo deartilharia, e os passageiros, queve-
rflo dos portos do Norle para os do Sul.
I*^R999
ma.
Augusto Frederico de Oliveira.
Luiz Ignacio Rbeiro Roma.
Jofio Francisco Pontes.
Joaquim Alfonso Ferreira.
Major Manoel do Nascimento da Costa Monteiro
Jos Victorino de Lomos.
Paulino de Alineida.
Jeronymo Cesar MarinhO Falc3o.
Coronel Joaquim Jos Luiz de Sousa.
Luiz Rodrigues Sette.
Dr. Jolo Floripes Das Barrete
Bruno Antonio do Serpa BrandSo.
Luiz Jos da Silva Cuimarflcs.
Francisco Bibeiro de Brito.
Os quaes hilo de servir durante a referida sessiio-
para o qu silo pelo presente edital Convidados : dC-
vendo comparecer, assim como os interessados, no
dia e hora designados, sob as penas da lei, se llta-
rem.
E para que chegue noticia de todos, mandei 'pa-
sar o presente, quesera publicado pela imprensa a
aflixado nos lugares mais pblicos deste termo. He-
cife, 26 de novembro do 1846. Eu, Jote Affonto Gu-
det Alcanforad*, cscrivilo, o escrivi.
(ertao Goncalwt da Si Ira.
^i^^^
Avisos martimos.
KlAS.
CCMMEirUK).
Alfatilc^a.
RE.NDIMENTO DO DIA 30 DO PASSADO. 7:944,513
nnscARHFr.AO noR 1."
(.alera -Stcord-Fish- mercadorias.
Bngiie-escuna Jotephina- idem.
ItENDIMENTO NO MEZ DE NOVEMBRO DE 1846.
Rendimenlo total....... ,,.. r-a
tuictkM ::;;;; "Sg
193;399,273
.196:205,382
51,099
Direilos de consumo .
Expediente de l|2 por cento dos gneros
nanonaes.........
Dito de 5 por cenio dos gneros com "car-
ta de guia.............
Armazem de mercadorias '...'..,''
Dita da plvora
....... 132,092
....... 429,926
Multas0 a0S 8!!S8nados> 1 2 Por'ceto '. '. 2:360,'884
Emolumentes "d 'cert'idOes". *. .'.'.". *'.'. ^wo
193:399,273
O escrivfo da alfandega,
Jacome Gerardo Maria Lumarhi de ello.
Muilobem! disse adelphina, nlos sem dar
mostras da menor emocHo, mas al sem que tZ lei-
tura parecesse insp.rar-lbe o menor interesse.
mente AmrezT V" desca,,sar:' "-'^""1" da-
y'ayfcrtg^la, mademoisella, disseaarchidti-
conio es-
I ~
ctS 1fc b8-^P-s=o'a delplS^
caria, que trazia oceulta no chapeo liGi.in, n
lomoji-a a delphina, e Mo o obreSSto
.s.;bAuorro,.ih;r barflo fc .ssrXi.ao, dQ
di^ob^eff".?'" mas Para osenhor,
fe'umacousa'quemci"' m C^ ^er^L
u-resse.
O sobres",;,,..
a ""m; mas nel .n"nna senhora, ho na verdade
"nvencionado rom'" V"JS V- a,leza> csla Sl
Vn ,U -.. ""HU0 COm n.eii i.n.11. .|..- ...'i :j:
vo de
ignai
0 de que a caria i.? u ,rn'il0 '-'l'oseul, c indicati-
, ~ A,! |,e vr,i ,hS para v- A. real,
b'' Uma crv z n a '"'a visto;
Zaa Car,a> i' ico as seguiules linhas :
" da. se efo'flchar0u"'0* '" Dubarry est decidi-
* ''".quea nSoaclie ""s"" ,drinlia- esperamos ain-
" nar por urna ve' m"S J nie' lna's se8uro t,e aca-
" 5" A rea| a senh. "\e" ^""presentiigfio, sera o de
" 0S A.'j^tJi df Ipl'inascapresenlar. Quan-
0"Wr propOrapn*', ,f m Versalncs. ninguem mais
Pr,caicl i ante enormidade.
jns passos
1 nada hou-
seeTla!''C|""'em oscavallo8> qe vamos partir, ds-
ennmr,nrieal,0lr0Ul0d0 a,lmira''o P" Stainville,
como para pedir-Uto explicaeflo desta sbita mu-
Impaciencias do senhor delphim, respondeoo
goyernador ao ouvdo do cardeal.
Com lal destreza havia sido inpingida a mentira,
que Mr. de Roban a lomou por urna indiscricilo, e
com isso secontenlou.
Andreza, como scu pai a havia habituado a respei-
tartodo o capricho detesta coroada, nao scadmi-
rou dessa coutradiccio de Mara-Antonelta; de sor-
te que esla, ao voltar-se para ejla, e nao Ihe vendo no
rosto mais do que aexpiessSo de ineffavel docura :
Obrigada, mademoisella, dseella, a sua hos-
pitalidadc deixa-ine cheia de emocOes.
Depois, dirigindo-se ao baro :
Saliera o senhor, disse ella, que, ao partir de
Vicnna, fiz voto de tornar venturoso o primeiro Fran-
cez, que enconlrasse,. ao tocar as fronleiras de
Franca. Este I'ranccz be seu li I lio....... Mas nlo se ha
dedizer, que fique nisso, e que mademoisella.......
Como se chama sua lilba, senhor bar&o?
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, oficial da im-
perial ordem da Hoia, cavalleiro da de Chritto, e ins-
pector da alfandega deila provincia, por la S. M
I., etc.
Faz saber, que no dial. c (hoje) de dezembro, ao
mcio-dia, e na porta da alfandega, se hilo de arre-
matar em hasta publica dous allinetes com diaman-
tes, no valor de 55,000 rs., impugnados pelo leitor
e conferente Joaquim Bernardo de Figueiredo, no
despacho por factura de Joflo Jos de Lima: sendo
dita arremaclo suhjeila ao pagamento dos direitos.
Alfandega, 30 do novembro de 1846.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
0\Dr.Gervaiio Goncalves da Silva, fui: municipal da
primeira vara do termo do ecife, e preparador doi
procenoi, que teem de er lubmetiidoi ao jury, por S
M. 1. e C que lieos guarde, etc.
Faco saber, que pelo Dr. Vicente Ferreira Gomes,
juiz de direito interino da segunda vara do crime
desta comarca, me lora feita a parlicipacilo de liaver
neste termo convocadu, para o dia 9 do mez prxi-
mo vindouro, pelas 9 horas da mandila, a sexta ses-
s5o ordinaria do jury dete auno, para a qual salii-
rfio sorteadas os 48 Sen ores, que se seguem :
Antonio Jos Duarle.
Manoel Clemente de Almeida Catando.
Manoel Correia Comes.
Coronel Jos de Brito Ingle/.
Jos llenrque Machado.
Manoel Joaquim AntunesCorreia.
Miguel Jos de Oveira.
Antonio Manoel de Muraos Mesquita Pimeiltel.
Vicente Jos Correia.
Joaquim Viegas.
Lucio Monteiro da Franca.
Antonio de Hollanda Cavaleanti.
Dr. Antonio PeregrinoMacicl Monteiro.
Antonio MunizTavares.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello.
Manoel da Silva Neves.
Para Lisboa sai com brevdade por ter a maior
parte da carga nrompta, o bem conhecido briguc
porluguez Josephina c Emilia, de que he capilio
Izidoro Ayres Je Souza : quem nelle qulzer carre-
gar, dirija-so ao mesmo capilflo, ou a Francisco
Seve ianiio Rabello & Filho-
Para oMaranhSo sai, em poucos dias o bri-
gue-escuna Jaura, de primeira marcha : para car-
ga e passageiros, para o que tem*.xeellcnles com-
modos trata-se com o capililo na pra?a ou com
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche n. 34.
Para o Havre sabe o briguc francez .4rmori-
que no dia 2 do corrente : a mala sera fechada as
3 horas da tarde em casa dos consignatarios, Didier
Colombiez &. Companhia na ra, da Cruz.
Para o Asss, com escala pelos portos dos
Touros Caicra o Petitinga segu, prefijamente
em o dia 6 do corrente o brigue Sagitario; recebe
carga c passageiros : a tratar no armazem ao lado
da cadeia, n. 23.
--Para o Maranliio sabe, com a maior brevdade
possivel, o lindo brigue-esi una Josephina,<\c primeira
marcha, por ter a maior parte de seu carregamento
engajada: para oresto e passageiros.aosquaes oflerece
excellentes commodos, trata-se com o capitio, Jos
Manoel Barbosa, ou com o consignatario Firmino
Jos Flix da Rosa.
--Para a Baha sabe o hiato nacional Hor-do-Reci-
fe, forrado e pregado de cobre : quem nelle quizer
carregar ou ir de passagem, drija-se a ra do Viga-
rio, armazem de cabos, n. 5.
Para Lisboa partir com a maior brovidade pos-
sivel o bem conhecido brigue porluguez Tanjo I,
forrado ecncavilhado de cobre, do quo he capitn
Manoel de Oliveira Faneco; tcm 2/3 de seu carrega-
mento promptos: para o resto e passageiros, parao
que tcm excellentes commodos, trata-se com o con-
signatario Firmino Jos Flix da Rosa, na ruado
Trapiche, n. 23, ou com o capitfl, na praqa.
I.cilocs.
carruagens,
Andreza
E que mademoisella Andreza ser esquecida
Oh I serenissima senhora, murmurou a don-
zella.
eriTn^ninS fa.zer della "ma dama d-honor;,-
K^"Po^mos dprovarde nossanobreza, n. heassim, senhor? Cont.nuoua delphina, voltando-se faze-la reconhecer por minha.
para laverney.
(h I minha senhora, exclamou o barflo, cujos
sonhos todos se realisavflo com essa palavra ; por es-
se lado nao temos nos cuidado, porque temos mais
nobreza, que riqueza.......todava....... tilo alta ven-
= O corretor Oliveira far leillo, por mandado do
respectivo juizo, ea requerimento dos credores do
fallido Antonio Joaquim da Silva Castro, das fazen-
das da luja deste e de outros, quo se vendern a di-
nheiro e a prazo : hoje, 1. de dezembro ,.s 10
da manhia, no seu armazem, na ra da CaJcia.
= Schaflieitln & Tobler faro leilflo, por inlerven-
Qilo do corretor Oliveira, de grande sortimento de
fazendas as mais propras do mercado: quinta-feira,
3 de dezembro, s 10 horas da manhia, no seu ar-
mazem, na ra da Cruz
Leillo de uma porco de caixas de passas.que faz
Jos Joaquim Dias Fernandes, no seu armazem, ra
do Azeite-de-Peixc, hoje, 1. de dezembro
Avisos diversos.
Alnga-ie nina casa com copiar a trapcia no lu-
. Senhor governador, ajude-mo neste empenho.
O governador approximou-se.
Eu deixo uma carruageo a Mr. deTaverney e
mademoisella Andreza, que vilo commigo para Pars.
me
ura.
Hc-lhe devida.......O irmilo defender el-rei no
exercito, a irmAa servir adelphina no paco, o pai
dar ao filho conselhos de lealdade i filha conse-
Ihos de vn tudc....... que dignos servidores te rei nel-
les, n.loacha? continuou Maria-Antonictta, dirgn-
do-se ao mancebo, que s fez ajoelhar-se, e a quem
a emocao fez expirar voz nos labios.
Mas------murmurou o baro, que foi o primei-
ro, que recobroua faculdadc de refleclir.
Sim, entendo, disse a delphina, o senhor tem
preparativos a fazer, nlo he isto ?
Sem duvida, minha senhora, respondeo Ta-
verney.
Convenho nisso, todava, nao podem esses pre-
parativos ser muito longos.
Lm triste sorriso, que passou pelos labios de An-
dreza e de Fllippe, eque nos do baro se mostrou
amargo, o suspendeo nesta explicaefio, que setor-
nava morlilcadora para os Taverneys.
Nao, sem duvida, accrescenlou a delphina, a
julgar pelo scu desejo de me agradarem. Alm de que,-
ora espere, posso deixar-lhes aqu urna das minhas
J, minha senhora, respondeo o bariodeStain-
vilje, ven ha ca, Mr. de Beausin.
Um mancebo de vinle o qualro a vinte e cinco
annos,passo firme, c olhos vivos o intelligcntes sa-
hio daslleiras da escolta, e avancou com o chapeo
na inlo. ,
O senhor-ha de acompanhar urna carruagem,
que aqui fica a Mr. de Taverney, disse o governador.
Faca, que ella em breve nos alcance, disse a
delphina; autoriso-o a dobrar os cavallos, se ff
preciso.
O baro e os filhos desfizerilo-se em agradeci-
mentos.
Creio, que esla repentina partida no Ihe d
grande pena, que diz, senhor baro? peiguatoua
delphina.
Nos estamossordens de V. A. real, respondeo
o baro.
Adeos! adeos! disse a delphina com um sorri-
so. As carruagens, meus senhoies!....... Mr. Kilippe,
acavaJIo!
Filippe beijou a mo ao pai, abracou a irmfia,
esallou na sella.
lm quarto de hora depois, via-se smente na ave-
nida deTaverney um mancebo, que, assenlado no
frado da porta, pallido e triste segua com olhos ro-
bcosos as ultimas nuvens de p> que, na estrada,
ao looge levanlavo osles dos rpidos cavallos.


we
**/1de,s1;-Anna cnni <,0"s PorWos e jardim ao lado a
qflal potle servir para duas familias irndo a mesma 4
Rala 7quartos, coiyiha, rocheira e estribara com
terreno plantado de capim para inri cavallo alean algumas arvores de fructo : os prelendentcs dirljao-
ae a praca da Boa-Vista botica n. 6, ou a esta tvpo-
graphia que se dir quem oluga.
LOTERA
da matriz da cidade da Vic-
toria.
No dia i ido correte mez andao infal-
livelmente as rodas desta lotcria, no con-
sistorio da groja da Conceico dos Milita-
res, c os respectivos bilhetes vender-se-
hosmente at o da anterior. Espera,
portanto, othsotireiro, que os andadores
deste jogo concorrao completar a extrac-
cao dos bilbele, que reslSo, llcando assim
habilitados a passar urna festa feliz.
Antonio da Silva Gusmao.
Na praga da Boa-Visla, sobrado n. 13, preci-
sa-sede urna mullicr, quo entenda de cozinlia.e
de um rapaz para criado.
'
Precisa-sede urna ama, que tenha bstanle
Icito para acabar urna enaguo; paga-se por sema-
na oilo patacas : na ra dascruzes, n. 2, segundo
andar.
-- Aluga-se, por mdico prego, o segundo andar
e sotSo do sobrado n. 20, atrs do theatro; a tratar
na rua da Cadeia do Recife 'n. 52.
Jos Piros dos Reis, por haver outro de igual
nomo, se assignar por Jos Rodrigues Pires da
Rosa.
-7 Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, cem
copiar e gradara de terrona frente, cochera, es-
tribara, e com muilos ocmmodos; varias casas,
por prego commodo tanto na campia e ru a da
Casa-Forte, como na estrada do Pogo; o prirr.eiro
andar do sobrado amareilo da ra Augusta; a loj
Jos Soares Pinto Corroa faz publico e princi-
palmente a todas as pessoas, que tcem negocios con!
oannunciante que mudou-se da Soledade para a
ra de S.-Rta casa n. 85.
Oabaixo assignado faz publico aos propieta-
rios das barcagas, quo conduzcm saceos rom assu-
car por qsta praga que aquellas barcagas que
desca regaren) nos trapiches da alfnndega velba do
pnmeiro de dezembro em vante pagarn de des-
carga para saceo 0 rs. de cada un, a tambem os
Si, recebedores pagarO 60 rs. de cada um no acto
da entregados mesmossaceos, pelo trabalbo de os
separar e evitar com istoalguns extravos, queja
tcem appareeido fieando desta forma o abaixo as-
signado responsavcl pelos que all descarregarcm :
tambem se excederem a dous das de deposito nos
v '-, t9 ?"* para Venda ; ""i" l018,nna, "'' tra- dito trapiches pagarO mais 100 rs. de cada um .le
Precisa-sede urna ama que tenha bom leite ,
preferindo-se escrava : na ra Direita n. 81.
I)a-se dinlieiro a premio com penliores, mes-
mo em pequenas qiiantias : na ra do Rangel, n. 11.
--------------- -- --------------- ::- T
Compras.
Antonia Francisca de Albuquerque vuva do
Manncl Bernardno Monteiro, faz sciente que ella
se nflo responsabllsa pelos endosses deletlras, ou
tlangas, que dito seu marido tenha fcito por alguem,
vessa do Monteiro; o segundo andar do sobrado do
paleo do I.ivramonto ; os tereeiro o quarlo a ndares
de sobrado da ruado A mor m, n. 15: a tratar no
pnmeiro andar do mesmo sobradb.
-- 0 Sr. Joaquim Pinto de Mello queira a ra da Florentina n. 1*, a negocio do seu intc-
resse.
AndacstSo parasealugar as casas terreas de
ns. 25, 27, 29 e 31 sitas na na Real, prxima ao
Mauguinho, com quintaes murados, cacimbas,
muilos com modos para familia, e serventa para
a camboa : a fallar com Manoel Percira Teixeira,
morador prximo quelle lugar.
Aluga-se o sobrado do dous andares da ra do
Aragil prximo a botica, com muilos commo-
dos para erando familia quintal com serventa
ou qualquer outra alguma ordem que o dilo tina-
do seu marido tenha dado para algtim supprimento
de gneros, ou dinheiro protestando desde ja nao
papir nada. Recife, 30 de novembro de 18*6.
I--JOAQUIM DA SILVA LOPES pede s autoridades poli-
ciarse capkaei decampo a captura de um ricravo de
nomeJos, de naco Rebolo, estatura regular; falla
to bem que parece ser ci otilo ; representa ter 35
anuos; tem o p esquerdo milito grosso, e na peina
una frula. Este escravofol de Manuel Henrlques da
fcilva, da cidade de Oolanna, e fol embargado por divi-
para a ra do Tambi grande cocheira o estribara :
da nesta praca, e arrematado em praca publica pelo juiz
da srguudavara. Quein delle der noticia, dirla-se
ra da Cadela Velha n. 29.
= O abaixo assignado, vendo noi Diarioi um remedio
para bobas e rravos seceos, cujo remedio he cousa ex-
traordinaria, c tendo engenho, ha milicos anuos, e leu-
do perdido diversos esclavos, e desde o nununcio des-
te remedio, tendo salvado todos, e por fin sua senlio-
ra, que padeca esta molestia a ponto de j nao se poder
ralear, e com este remedio ficou pcrfeitameule sa, e
t.niibcn mu Oihodcidade de 20 anuos: e como vio este
remedio pioduzir estes e'eitos, por isso fai este anntin-
clo para beneficio dos Sis. de engenho, tendo visto ne-
gros aleijados e peidrrein a vida, por causa desta moles-
tia. Faz este annuucio para beneficio da huinanidade.
Antonio Corrtia Pnioa di Mello.
Prccisa-se de urna ama de leite para criar urna
menina : quem cstiver tiestas circumstancias, di-
rija-seao Aterro-da-Boa-Visla, casa da esquina da
ra da Aurora .segundoandar quo se paga gene-
rosamente. .
Aluga-se metade do primeiro andar do sobra-
do da ra do Rangel, r. 11 propro para pequea
familia ; tambem su aluga lodo.
Oabaixo assignado faz publico, que, ha das,
perdeo um papel escripto por urna leltra muito pa-
recdacom a sua em oqualse assignou abaixo da
eseripluracao :e reeeeiando, que alguem o ache e
possa nelle escrever algum debito contra o abaixo
assignado, fazo presente annuncio declarando,
que nada deve a pessoa alguma e que antes militas
llie devem como he publico e notorio ; e por islo,
appaiecendo qualquer documento a tal respeito, he
nullo c de nenliiim vigor, e o abaixo assignado pro-
testa contra quem o ,aptescotar. Miguel Archanjo
lopet da Ponscca.
Roga-se ao Sr., que trata e tem tratado de
infamar um sobrado na ra Direita desde o bec-
co do Serigado at o beceo de Jos Lourengo que
se deixe disso ; porque, se nao, se avisar o habi-
tante, que anda innocente.
wr ATTENCAO ^
Os fesleiros de N. S. da Con-
ccicaoda Ponte pedem aos mo-
radores da ra da Cadeia al ao
beceo do Cacimba, quehajo de
li'mpar as suas test idas, no dia 7
do correnle vespera da mesma
festa ; assim como no dia da fes-
ta ter as suas janellas com col-
chas e decentemente ornadas,
para tornaren) mais brilhante a
mesma festa.
a tratar na botica immediata, ou com seu proprie-
ta rio, Manoel Percira Teixeira, morador prximo
aoManguinho.
Quem precisar de um fornero dirija-se a ra
largado Rozario ao p doquartel de polica, n. 19.
Quem precisar de um destilador de agoagoar-
denle, e que est acostumado a trabalhar segundo o
systema moderno, annuncie.
-- Oabaixo assignado declara pelo presente an-
nuncio, que fez venda do casco o' sumaca bra-
uleira Sania- Maria-lloa-Sorle aos Sis. Joaquim Jos
e Joito da Trindade : e por isso, que nada mais tem
como mesmo casco. Recife, 28 de novembro de
1846. Por orocuragao de Joaquim Teixeira Lete
f telorino Teixeira Leite.
Perder3o-se, desde a ra Velha 'entrando pelo
hecco do Quiabo at a ponte da Roa-Vista, uns co-
rees do brago, com riquififes : quem os achar e
quizer restituir, ou delles der noticia, dirija-se a
ra Nova n.32, quesera recompensado.
Jos Soares de Azevedo, professor de lingoa
franceza no lyceo tem aberto em sua casa, ra do
Rangel, n. 59, segundo andar, um curso de HHF.-
TORICA e outro de CE0CRAP1IIA. As pessoas, que
desejarem esludar urna ou outra destas disciplinas ,
podem dirgir-se indicada residencia a qualquer
hora, excepto em das santos ou feriados.
No Aterro-da-Boa-Visla loja de
Manoel Joaquim.Vcnapcio de Souza, fa-
zem-secasacas e sobre-casacas de superior
panno, merino e alpaca; assim como
todas as mais obras com a maior brevi-
dade, perfeic3o e preco commodo.
-- Thomaz Das Soulo embarca para o Rio-de-Ja-
neiro o seu escravo cabra de nome Pedro.
Pede-se ao Sr. Silvano Thomaz de Souza Ma-
galhcs, que, no caso de mo saber a moradia das
pessoas, que assignr.to e paga rao para o seu com-
pendio de geometra linear e plana tenha a bon-
dade de designar o lugar, onde os assignanles devem
receber o dito compendio.
Na ruado Ja'rdim n. 32, cosem-se los de linho
e seda perfectamente sem apparecera costura, por
prego commodo; etambem" se tinge de differntes
cores, bem como mantas^thales, &c.
Anlonio Jos-Veira faz publico, para conheci-
mento de quein convier, qu pessoa aIguma nao po-
de contratar negocio algum sejaellede que gene-
ro for com a casa sita "no Abreu-de-L'na do pro-
priedade do Sr Jos Pedro de Mello, visto achar-se
este debitado com o annunciante : c todo aquelle,
que o contrario lizer, correr o risco; pois quc
para isso, o annunciante passa judicialmente a exe-
cutar aquelle Mello.
arraazenagem.--Recife 27de novembro de I8K.
Jo$i Francitco Ribeiro da Silva.
Precisa-sede dous (aviadores ; em casa do doura-
aor, ou fabricante de candielro de caz na ra No-
va n. 52.
OfTerece-se urna pessoa hbil para caixeiro de
rua : qiiem precisar, annuncie ou dirija-se a ra
da S.-Rta, n. 57, que se dir quem he.
Aluga-se um pelo por tempo, prego c servigo,
que se tratar na rua Nova, loja, n. 58.
Prerisa-se de urna ama de leite : na rua larga
do Rozario n. 16, primeiro andar.
Aluga-se tima casa terrea na Soledade, propria
para passar a festa,por ser fresca, e o aluguer barato:
a tratar na rua Direita, venda, n. 23.
= Comprao-se escravos de 16 a 20 anuos de idade,
sadios, sem vicios, com odelos e sem elles: ua rua 1)1-
ri-ita, sobrado, u. 29.
Compra-se um almofariz de bronze que te-
nha de peso arroba c meia para mais : no Attero-da-
Itoa-Vista, loja da esquina do beceo n. i0.
Compra-se o Diario de Pernambuco do dia 20 do
julhodetst: na praga da Independencia, vra-
ria ns. (i e K.
Compran vaceas de boas qualidados na rua
dos Pescadores n. 22.
Vendas.
va.
IVecisa-se alugar urna preta escos-
que saiba engoinmar e layar, serdo
para urna casa estrangeira d pouck fa-
milia ; paga-se bem, do caso (que ^"ser-
vico da preta agrade: quem a tiver* di-
rija-se a rua da Cruz, no ecife, n. 48,
primeiro andar, ou ao armazem do mes-
mo sobrado.
Braz Florentino Ilenriques de Sou-
sa, esludante do segundo anno do curso
jurdico, prop5e-sea dar licoesde pbilo-
sopbia, francez rbetorica e geograpbia
quelles Srs. que se quizerem 'habili-
tar para os exames destes preparatorios
cm marco : os que de seu prestimo se
quizerem utilisar, podem drigir-se a casa
da sua residencia na rua do Qucimado, n.
4, primeiro andar.
Quem^recisar de um sacerdote para dizer as
missas de rosta, nao sendo para muito longe, dirja-
se a rua do Mundo-Novo, n. 23.
No da 17 do passado novembro, cntregou-.se um
barril de manteiga ingleza a um pelo na noria da
airandega: <; como o nao entregasse aonde di-va, ro-
ga-se o favor de, no caso de o ter entregado, por en-
gao, em alguma venda, partieipa-lo na rua do Col-
legio, venda, n. 25, de que muilo agradecido se Ihc
ttcara.
Superior farelo.
Fardo de Trieste, em bar-
ricas de 5 arrobas ; o qnal se
recominenda como o inais nutritivo de quintos aqu se
importao e por isso o mais proprio para mellior en-
gordar os cavallos : vende-se no primeiro armaiem do
raes da Alfandega indo dn arco ou em casa de J. S.
Tasso Jnior.
n

S
i
Os abaixo assgnadosscicntifieo ao commer-
co desla praga que tcem eonlrabido urna socioda-
deem commandte comoSr. Antonio Joaquim Vi-
dal, na loja da rua da Cadeia, 0.56: e pura an-
damento da qual deixrac fundos suflJcientcs, li-
candod'ora em diante gyrando o dito eslabeleci-
lienlo soba firma smenle do socio responsavcl o
dtloSr. Antonio Joaquim Vidal c os annunciantes
desonerados de qualquer outra rcspoitsabilidadc,
mais que a dos fnndos.com queenlrro como socio
commanditarios. Recife, 26 de novembro de 1816
. Maquila & Huir.
-na-seaquanlia dc500/rs. a juros de um e incio
por rento ao mcz. com hypolheca em casa tena, ouro
ou prata : m rua de Santa-'flicreza, casa n. 22, se dir
queiiidu (Hlaquanlia.
THEATRO DE APOLLO
LIMA,
Na rua JVop, //. 2, primeiro
andar,
tem para vender dragonas, ban-
das c fiadores para olTiciaes su-
periores e subalternos da guarda
nacional ,- mantas e coldres guar-
"jl{ necidos de galo de ouro; chapeos
JJ2J armados ; espadas de ac e metal
cji do principe; ditas com copos dott-
Sj rados ; estrellas para abas de far-
das ; gal oes de ouro lino para
calcas, bonetes e divisa de todas as
patentes; botfies de metal para
sobre-casacas militares ; ditos pa-
ra artilbaria as. i e/i ; luvas de
camnrea branca ; umarreio com- \n
pletodos mais modernos, para ca- j-
valln de ohcial da guarda naci- (ti
nal ; o que tudo se vende por pre- JJl

fin
i
i
rpi
(|j co cpmmodo.

S. H.-T.
Esse mancebo "era Cilberto.
liiitrctanto, o barito a sos com Andrezanflo havia
recuperado a palavra.
Oespectaculo, que offefecia a sua sala, era extra-
ordinario.
Andreza, com as mitos postas, rellectia nesse tro-
pel de sliccessos estranhos, inesperados, inauditos,
que acabavSo de passar-lhe de repente pela vida tfio
tranquilla, e julgava sonhar.
0 banto arrancava os cabellos brancos dos sobr'o-
llins, e amarrotavn os bofes da camisa.
Nicolina, encostada a porta, fita va seusamos.
la llrie, de bragos cabidos c bocea aberta, olhava
para Nicotina.
Foi o barito o primeiro a despertar.
Malvado grilou ello a I .a Ilriu, licas all como
urna estatua, e esse gentilhomem espera la fra ?
I.a Drie deo um sallo ao lado, trocou as peinas e
$ahio (atabaleando,
"alli a um instante tornou a apparecer.
Senlior, disse elle, o gentlhomom est acola.
Que faz elle ?
~ Ua a comer ao seu cavallo as pimpnellas.
Deixa-ol. Ea carruagemi'
A carruagem est na alameda.
I'romp
Com quatro cavallos. Oh! senlior' aue bonilos
antmaes! estao cometido as romeiras do algrete.
Os cavallos d'el-rei tcem direito do comer o que
4uercm. A proposito, eo feiticeiro?
O feiticeiro, senlior, desappareceo.
Edeixou a mesa guarnecida? dsse o barSo;
"o he crivel. lia de voltar.ou mandar alguem poi si.
Creio, que n3o, disse U Brie. (iilberlo vio-o
partir com a sutearroca.
IUit de Apollo, ns. 28e 5o.
Troca-se, por casa terreas e tambem vende-se a
dinheiro por fuco rasoavcl, como convier aosprelen-
dentes um grande terreno quedeilao fundo para a
mar ; o qual est estacado e aterrado e tem um ar-
mazem edificado dos nmeros cima declarados, e lie
de esquina : o seu bom local merece toda a preferen-
cia para quem quier levantar um elegante predio e
ollerece vantagrin a quein saiba apreciar a boa locali-
dade do dito terreuo : a tratar rain Joo Estevcs da
Silva.
= Precisa-se de um caixeiro, que tenha pratica
de venda : na rua Direita de Fra-de-Portas passan-
do a intendencia, n. 135.
Gilberto vio-o sahir com a sua carroga repeli
o barSo pensativo.
Sim, senlior.
Esse mandrio de Cilberto tudo v. Va i arru-
mar o baln.
Est arrumado, meu senhor.
Como arrumado.
Sim, senhor; logo que eu ouvi a ordem da se-
nhora delphina, enlrej para o quarlo do senlior, e
melli todo o falo no bahu.
Es bem intromellido, patife !
Mas eu quiz preveniros desejos do senhor.
Tolcirito Ora vamos, ajada a minlia fillia.
Obrigada, meu pai, tenho Nicotina.
Obarilo poz-sede novo a reflectir.
Mas, grandissimo veihco, disse elle a La Brie,
he una cousa jmpossivel!
Que cousa, senhor?
E na qual nao pensaste, porque tu cm nada
pensas.
Diga, meu senhor.
He, que S. A. real tenha partido sem deixar al-
guma cousa a ''.. do Reausre, ou que o feiticeiro te-
nha desapparecido sera dizer palavra a Gilberto.
Neste instante ouvio-se como um assobio no pateo.
Senhor, disse URrie.
Que ha ?
Chaman ahi-
Quem?
Esse. senhor.
O gentilhomem ?
Sim, senhor, e all est tambem Gilberto, quo
passeia como quem tem alguma cousa a dizer.
- Eulao, vai ver isso, animal.
Em consequencia da repentina molestia do prin-
cipal representante do drama, que tinha dehoje su-
bir scena tica transferida a abertura do theatro
para odia, que novamente forannunciado o quea
commissao administrativa faz publico, para conheci-
menlo dos Srs. socios e convidados.
Oflerecc-se urna mulhcr para ama de urna casa
oe homcm solteiro ou de pouca familia para o
servigo de portas dentro, e queda fiador a sua con-
duela : quem de seu prestimo se quizer utilisar, di-
rija-se a ruada Roda n. H.
Precisa-se de dous contos de ris a premio com
garanta: quem quizer dar, annuncie.
Precisa-se de um trabalhador do massera o
que tenha alguma freguezia do vender pao : promel-
le-se bom ordenado : no hecco das Barrcras n. 4.
Jos Antonio da Rocha e S retira-sc para Por-
tugal.
La Brie obedeceo com a sua promptidito acoslu-
mada.
Mou pai, disse Andreza, chegando-se ao bar3o,
euentendo o que o est atormentando. 0 pai sabe
que eu tenho uns ti i tita luizes, e este relogo guarne^
cido de diamantes, quo a rainlia alaria Lecsinska deo
a mmha mai.
Sim, minlia filha, sim, est bem, disse o banto;
mas guarda, guarda, has de precisar um vestido rico
para a tua apresentaeflo.... Por emquanto toea-me
procurar recursos. Silencio, ahi vem La Brie.
Senhor, bradott este, ao entrar com urna carta
na rno, e algumas moedas de duro na outra ; meu
senhor, aqu esta o que a delphina deixou para mira,
dez luizes dez luizes, senhor !
E essa carta, maroto ?
Ah a carta lio para o senhor; he do feiticeiro.
Do feiliceiro ; e quem t'a entregou?
Gilberto.
Nao te diza eu, bruto? da c; d-m'a de-
pressa.
E arrancou a caria das m3os de La Brie, abrio-a
precipitadamente e leo para si :
Senhor barSo. Logo que tao augustas m3os to-
carao essa baixella em sua casa, ella Ihc pertence
guarde-a como urna reliquia, e letnbre-se algu-
mas vezes do seu rcconhecido hospede
Jos B*lsko.
i>a rua do Crespo loja nova,
ii. l!, dejse Joaquim
da Silva II.i>.i,
vende-se um restante dos bem acreditados cortes de in-
dianas para vestidos de senhora, pelo barato preco de
2/K00 rs cada um ; corles da fasenda victoria, a 3/(KKI rs.
cada um; ricas cambraias com lislras de seda, aojOOO rs."
cada corte; ditos de (joslo chines, a lUOO rs. cada un
corle; cassas chitas para vestidos, a 8/8000 e o^TiOO cada
corte ; cambraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a MMO rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; lucias linas para meninos,
de dillercntes tamanlios; e nutras muitas fazendas, que
tudo se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas e baratas lautcrnas com casticaet de linissima
casquinha, c que se vendein por 0, tO e 12 mil ris cada
par.
Na fabiica de sabio da tua Impe-
rial n. 116, vende-se sabao amareilo
epieto, muito superior e muito secco ,
pelos piceos abaixo mencionados e tam-
bem no armazem do Sr Jos' Rodrigues
Pendra na rua da Cadeia do Recife.
Sab2o amareilo encaixado, a libra a io5
Dito dito a granel, a ,* ioo
Dito preto encoixado. a ioo
Dito dilo a granel,a.....g5
Sendo partidas de mais de 5o caixas,
abate-se alguma cousa no preco, e man-
da-s levar aonde for mais commodo ao
comprador.
La Brie, grilou o banto, depois de reflectir um
momento.
Senhor!
Nao ha um bom ourives cm Bar-Ie-Duc ?
Ol! sim, senhor, aquelle, que soldou o copo
de prata de mademoisella Andreza.
Esl bem. Andreza, pite do parto o copo, em
qucS. A. real blico, o manda arrumar na carrua-
gem o resto da baixella. E tu, biltre, vai servir es-
se gentilhomem, quantovinho bom anda aqui bou-
ver.
- I.'ma garrafa, scnhor,disseLaBrio com profun-
da melancola.
He quanlo basta.
La Brie sabio.
Vamos, Andreza, conlinuou o banto, pegando
na* mitos da doncella, ten animo, minha nina. Va-
mos para a corte ; ha la muilos ttulos vagos, muilas
abbadias a dar, immensos regimentos sem coronel,
grande numero de Ierras era alqueive. Acorte he um
bello paiz, bem allumiado pelo sol. POe-te sempro
dolado, que elle allumiar, minha filha, faz gosto
ver-te. Anda, meu anjo, anda l.
Andreza apresentou a fronte ao banto, e retirou-se.
Nicotina a seguio.
O' l, monstro La Brie, grilou Tavernov, ao sa-
hir tambem da sala, cuida bem do senlior cavalleiro,
o uves?
Sim, senhor, respondeo La Rrie do dentro do
um.quarto.
Eu vou arranjar os meus papis, continuoa o>
baraorao subir para o seu quarto. Daqui a urna ho-
ra havemos estar fra deste chiqueiro, ouviste, An-
dreza : Sahirei em tim de Taverney, e peto bom ca-
nutillo. Que hornera de bem he o tal feiticeiro! Na
verdade, estoti-me tornando supersticioso como o
diabo.--Entao, despacha-te miseravel La Brie.
Estive procurando as escuras, meu senhor. Nao
havia mais urna vela no castello.
Parece, que era lempo, disse o bar3o.
{Continuar-*-ha)



'


A.
= Vende-se a'bordo do brlgue fonerifao-Caborlo sa
do Ass do boa qualidade : trala-se abordo com o capl-
tao.ou coni Ainorlm Irinaos, ra da Cadeia n. 4i.
= Vriidein-se modulas dr ferro para cngenhos do as-
sucnr, para vapor, agua e bostas, do diversos tainanhos,
por proco Moimodo t igualmente laixas de forro coado
c lialidu, do todos os tamanhos : na praca do t'orpo-San-
to, n. li, oni casa de Me. Caliiiout u Companhia, ou na
ruado Apollo, ariiiazom, n. 6.
= Vondo-so potassa branca do superior ijualidade,
iiii bal ris poquonos ; oui casa do Matbeus Austln cV
Comp .inlii.i. na mi da Alfandcga-Vrlha, n. 3(.
<= O corretor Oliveira tem para vender cobro cin fo-
llia e prego dr dito para forros de navios : us preten-
dentcs dirijo-se ao mesmo, ou aos Senhorcs Mosquita
ti Dutra.
= Yendeni-se 7 prrtas com habilidades, de l a 25 an-
nos de idade; I moleque de 18 anuos de elegante figura
o do mu boa conducta; 1 pardo lioin carreiro, de 20 ali-
os e bou) robusto; i piolo de inoia idade, por barato
reco ; 1 mulata do 15 anuos, do bonita figura : no pa-
luda tnalri7.de S.-Antonio, sobrado n. 4.
CARNAUBA.
No amaten) de fniinlia do caes do Collegio conti-
nia-se a vender cora de carnauba, a rclalbo, de mul-
to superior qualidade
= Vende-se un lindo moleque de 14 annos, potieo
raliou monos ; beni como duas pretas, boas para todo
0 mi vico, sem vicio} e por proco ooinmodo ; o un casal
de eseravos, proprio para todo o serviro e por proco
eommodo : na ra do Crespo, n. 12, a fallar coin Jos
J K|iiim da Silva Maya.
= Vndem-*e as mafs modernas caigas de tartaruga,
de riquissinio goslo, eom cbapa de ouro; superior ra-
p de Lisboa muito fresco : na ra larga do Rozaiio ,
n.24.
= Vonde-se cal virgom fm nieias barricas c.hega-
da proximaiiieiiio, por pceo couunodo; na ra da
Moeda armazem n. 19. '.'i
]Va rua do Crespo, lo ja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vonde-sc briin Je puro linbo de qWdros c listrasde
ores e que sao muito proprios para areittv_J?rlo ba-
ratissimo proco de 72(1 rs. cada vara ; ricos cortos de
casimiras clsticas para calcas a 0/ c 8>000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 8(10 e i ilion rs. o covado ; pannos
linos, prcto e decores, por barato proco; cortos de col-
lele do velludo setim o gorguro ; ludo por preco ba-
rato ; assiiu cuino un ricosorlinienlo de loncos de seda
1 ii i grvalas muito proprios para a festa.
Vende-se potassa branca, (Ja
mais recem-ehegada por modi*
co preco : em casa deL. G. Fer-
reira & Companhia.
Na rua do Crespo loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vrndoni-se ricos cliapeos de seda lindamente rnfeita-
dos para senhora clicgadns iiltiinanienle de Franca,
pelo diminuto preco de 12^(100 rs. cada un ; mantas do
grande tom a 6/000 rs, cada una as quaes se tnrnao
reeoiiimendaveis para as seuhoras que cosluinao ir
passar a festa.
Na rua da Cadeia Velha, loja
11. 29, de ,1. O. Elster ,
vriidom-seos soguintos vinlios engarrafados, de su-
peiior qualidade : viudo do Pono milito vellii. ; dito
daMadeira ; Ducellas; Caicavellos ; Slierir ; Hheino ,
Dordoaux ; Clierry-rordial ; Tener i fie ; Champanha ;
marca cometa ; c tambeui superior geuobra hnllandc-
7.a ; ago'ardente de Franca ; velas de composlco ; cli
prcto.
Vende-sc farcllomuilo lioin c novo em sac-
ras de 3 arrobas : no armazem do Bacelar defron-
teda escadinha, e na rua da Cruz, n. 52.
Casa da F,
na rua e.streila do Hozar4* n. 6.
Nestc cstabclccimenlo ach*o-sc a venda as cau-
tela! da lotera da matriz da cidaric da Victoria,
cujas rodas ndito no da 12 de dezembro. A ellas
dsoreeoe aflo o do cosiume.
Vendc-sc urna preta, de 18 annos, de bonita
figura, queco/inlia lava he muito habilidosa,
e sabe Iratar de meninos ; nflo lem vicios nem acha-
ques: na rua do Rangel, n. 36, primeiro andar.
Vende-se nina casa terrea no sitio, que lica na
trnvessa doMonleiro, e que serve para passar a festa,
por ser muito fresca; e juntamente alguns terrenos
junto ao rio Capiharbc, e com 150 palmos de rumio :
qiieni pretender, diriia-se ao mesmo sitio.
Vende-se palha le carnauba dictada proxim-
menle do Ass, em porgilo ou arelalho, por preco
eommodo: na ruada Praia, armazem, u. 34.
Vendem-se 35 eseravos de ambos os sexos, en-
tre elles bonitos moleques de 12 a 15 anuos, 2 ne-
gros de 70 annos, 2 mulatos, sendo um proprio pa-
ra pugem,de idade de 16 annos, co outrode13; ludo
por precio eommodo: na rua da Cruz, armazem, n.
51.
-- Vende-se um negro c urna negra mogos c de
bonitas figuras, proprios para todo servido de casa e
decampo ; assirh como um mulalinho de bonita l-
gura, proprio para pagom : na rua da Cadeia de San-
to-Antonio, n. 25.
Conlina-se a vender barato raleado para lio-
mena, senhoras c meninos, de cobro, marroquime
de lustro, obra bem feila ; na rua Nova, loja, u. 58.
Vende-se sal do Ass bem grosso c claro: a bor-
do do briguc l'aquele-de-l'ernambuco, ou a tratar com
Leopoldo Jos da Costa Aran jo.
Vende-se urna ricanrobilia de sala, de Jacaran-
da, duas commodas, e urna riquissima cama france-
7a de dito com scus cortinados, lanternas, candiei-
ro francs, toucador, etc. etc., tdo muito novo, c
sern o sem o mais pequeo deleito na rua da Auro-
ra, n. 24, segundo andar.
Vende-se, na rua da Cruz, n. 6o,
rera em velas do Kiode Janeiro, de 3 a 16
em libra, em caixas pequea*, e por preco
mais eommodo do que em oulra qualquer
parte.
Vende-se urna cadeira de arruar, forrada de
seda; macacos para arrumar carga ; encerados para
cobrir gneros s na rua do Amonio n. 15,
Vende-se sement de alface muito nova, tan-
to branca como preta : na venda da esquina do Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 88.
Vende-se um carro de quatro rodas, com os
seus competentes arreios : no largo da praga da Jloa-
Visla, cocheira, n.30.
Vendem-se presuntos e qneijosiuglezes; latas
com biscoutinhos finos e mermelada; tudo muito
novo : na rua da Cruz, no Recife venda n. 6i5.
Na rua da Cadeia loja do Jos Mara Seve ,
vendem-se ricos chales e lencos de seda, de cores e
pretos; superiores mantas do seda da Italia; lengos
ileseda, para algibeira ; ditos tle, cores e prelOs, pata
grvala; chapeos de sol, de seda e panninho, com
asteas de lia lea : tudo recentemente rhogado : fe
otilras muitas fazendas, por prego eommodo.
i\o Aterro-da-Roa-
visla, lujan. 14,
vendem-se lencos de seda para bomem e senhora,
a o lo e 1000 rs.; chitas finas, a 140 rs. o covado.
Fazenda da ultima
moda.
Na rua Nova, n. 12, conlinuo-
se a vender lindos corles da in-
napreciavel fazenda de seda, cha-
mada birege, de b nitos gostos,
c muo propria para a estarn
prsenle; mantas escocezas, mui-
to ricas ; luvas e meias de seda;
cortes de chita, de muito lindos
padroes, a 3200 rs. superior fa<
zenda, com 14 covadose de c-
resfixas cassas; casimiras els-
ticas ; cortes de collele ; balzo-
rina tle la, a 300 rs. o covado ,
muito recommendavel pelos lin-
dos gostos ; lanziuha de listras,
a 220 rs. o covado ; chita fran-
ceza, a 280 rs. o covado; e mi-
tras muitas fazendas por preco
eommodo.
Vendem-se dous eseravos aptos para todo o
servieo: na rua da Moeda armazem n. 7.
Vendem-se as inslituicOes de medicina forense,
por Jos Ferreira Borges 3000 rs.; Memorias his-
tricas do Hio-de-Janeiro, 9 v. novos, por 8000 rs. :
na livraria da rua do Crespo n. 11.
Vendem-se sapalOea de bezerro, de sola c vira,
pelo eommodo prego de 1440 rs. o par; dilos supe-
riores, bem trabalhadns,a 1760 rs.: no Alerro-da-j
Itoa-Visla, loja de ferragens, n. .46.
= Vende-se, ou permuta-se por um sitio perlo da i
praga urna excellente casa lerrea : a Iratar no
principio da rua Imperial, n. 9.
Vendem-se superiores charutos, ltimamente
ebegados da Babia de todas as qualidades, bem
como: regala, nonplusultra cigarrilha, rabecu-
dos, estrella, &c. ; dilos fritos no paiz, por bous
meslres ; tlotis relogios, sabonetes de pia'.a, sendo i
um derles de patente muilo bous reguladores, c pon
isso proprios para martimos: na fabrica da rua Di-1
reita defronte da laavessa da Penha.
CHAPEOS DE MASSA A l'OI.KA,
A 2400 e 2500 RES.'
Vendem-se ditos chapeos no escriptorio da rua
Direita sobrado n. 29.
Vende-se a venda da rua das Agoas-Verdes ,
n. 15, ea venda da Camboa-do-Carmo n. 3 : to-
das vendem-se por seu dono retirar-se para tratar
desuasade : na Camboa-do-Carmo n. 3.
Vendem-se suecas eom superior colla, fabrica-
da no llio-Crandc-do-Sul, por prego barato ; barris
do varios, tamanhos de vinho do Porto, l'igueira e
Lisboa : na rua da Moeda armazem n. 7.
Sal de Lisboa lino e alvo a 1600 rs. o alquei-
re velho e sendo poreflo dar-se-ba por menos : na
rua da Praia armazem n. 18.
Vende-se, una espingarda de cagar, por prp-
go eommodo : na rua da Praia, n. 18.
Vende-sc um pretobem procedido, trabalhador
de enxada por 350,000 rs.; 3 canoas de enrreira a
saber: duas alierlas novas pintadas a oleo, de car-
regar familia e urna pequea de um s pao : na
ja cstreila do Bo/ario botica, n. 10.
VTndem-se4 lindos moleques, de 14 a 18 ali-
os; 2 ditos de 7a 11 anuos; 1 pardo ptimo para
pagem de 17annos; um prcto bom canociro de
30 anuos; 2 pretas com algunas habilidades, sen-
ido urna de nagilo, com una cria mulatinha, de 2
annos, com todas as habilidades; tima parda, de
25 anuos, com algumas habilidades : naruadoCol-
legio n. 3, segundo andar.
Pcchinchas na loja
do nicho !!!
Na esquina doLivramento, loja do nicho, ven-
dem se cortes de cassa pintada, a 2000 rs.; chapeos
de sol, de panninho imitando seda a 2000rs. ;
camisas de mcia a 1000 rs.; e recebem-se cdulas
encarnadas de 20,000 rs. aem descont.
Verle-se um moleque de 8 an-
nos, iniiilu huidlo, esetn defeito algtim.-
em Fra-de-1'ortas rua dos Guaiara-
pes, n. /19.
Alerta freguezs !
Na rua do Collegio n.9, loja do anligo bara-
teiro, contina-se a vender barato botOes de ma-
dre-de-perola a 480 rs. a grosa ; bico cstreito a
40 rs. avara; meias de meninas e meninos, a 240
ra. o par; pellesde marroquim, a 1280 rs.; ditas
de couro de lustro, a 1600 rs.; torcidas de candiei-
ro, de lodos os tamanhos, a 100 rs. a duzia; caixas
e carteiras deagulhas francesas, de fundo doura-
do, a 280 rs.; botes tarados, de mclal braneo
preto a 300 rs. a grosa ; medidas de marroquim ,
paraalfaiate, a 560 rs. cada una ; luvas de algodao
braneo c de cores para homem e senhora a 320
rs. o par ; ditas de pellica, para homem e senhora,
a800rs. o par; carteiras.de algibeira a 160 rs. ca-
da urna ; pegasde lita de 13a para debrtim de sapa-
tos de todas as cores, a 160 rs. ; bico de linbo do
Porto, a 100 rs. a vara ; bengalas decanna da India,
do dilferentes qualidades a 1920 rs.; bonetes de
palha para o fresco, a 100 rs. cada urna ; carapu-
gasde algodao, de todas ascoros, a lflo rs. cada
urna; chapeos de sol,- de panninho al200rs. cada
Um j bonetes de panno para homem e meninos, a
480rs ; lengosdesoda de todas as cores, a 1280
rs.; litas de seda e setim de todas as qualidades;
ditas lavradas; rctroz de todas as cores, a 120 rs. a
oitava; botos de duraque eseda para casaca a.200
rs. a duzia; luvas de ramurga, para eavallaria; h-
cos u*c todas as qualidades ; ricas tesouras finas para
unha o de mitras qualidades e de todos os tamanhos;
caivetes finos para penna; e outras muitss fazen-
das, para acabar.
-- Vende-se a venda da ruada Madrc-de-Deos,
n. 22 com poucos fundos e bem afreguezada, tan-
to para a praca como para o matto : a tratar na mes-I
ma venda.
Vende-se um preto, de .30 annos, canoeiro e
jiescador, sem vicios nem achaques, por preco
eommodo : no Aterro-da-Boa-Vista fabrica de li-
cores n. 26.
Vende-se urna eserava crioula, de 22 annos ,
de bonita figura que cose chao, coziriha laya de
sab3o, e tem principios de engommar; urna dita de
nagOo, de 40 annos, que cozinha, lava e vende na
rua por 250,000 rs.; um escravo de nago de 24
annos, de todo o servigo de campo : na rua das Cru-
zes, n. 22, segundo andar,
OLIVRO DE TODOS
00
Manual daiadt,
'nntrndo
todos os r.sclarrriineutos throrlcos e pratico nepesta-
rios para poder preparar eeinprrgar, tpin o soccorro do
professor, os remedios, e se preservare curar-se proinp-
tainente, com punco dispendio, da mor parte das moles-
tias curavcli, e conseguir um allivio quasl equivalente
sadc, as molestias incuravrii.
Seguido
I< niii ir.'ii.iiiiPiito especifico contra a coqueluche, e de
regias bygirnicas para prevenir as molestias ;
pelo dutor G. de Ploesqurllec.
Preco fOO rs Pin brochara.
O siippleinrntn, indispensavel aquem tem a obra, dar-
se gratuitamente aos compradores. Odito supplemen-
te trai as tres dillerentes receitas para a cnmposc.ao da
agoa sedativa; este precioso remedio, queiainanha repu-
tacao j lem ganho, e que deve existir em todas as casas
para remediar prouiptainente aos apcidentcs e ncom-
mndns repentinos.
Vendc-sc na praca do Independencia, livraria ns. 6e 8.
Vende-se vinho tinlo cornmum, em
qnartolas, pelo haralissimo .preco de 4
s. cada urna : na rua da Cruz. li. ao.
NO ATF.nnO-DA-BOA-VISTA I.OJA N. 3, DE JOAO
CHAROON,
acabao de chegar, pelos ltimos navios vindos de
I-'ranca ricos e muito tinos chapeos de palha, para se-
nhora e lueninas ; llores linas para chapeos e vestidos;
muito boas fitas de setim Usase lavradas; ricos cha-
les e mamas de seda para senhora multo finos ; cam-
braias de llnlio fraileras sem mistura nenhuma de
algodao; ditas de algodao, muitn finas c transparentes;
bonitos cortes de vestidos de cambraia de listras de co-
res : cassas finas lisas c de cores ; bonitos lencos de se-
da setim c cassa, para homem e senhora; luvas e
meias de seda e linho ; bous supensorios de borracha;
muito ricas bengalas; chicotes de muito boin gosto ,
para cavallos ; chapeos de sol, de seda e de panno.de
boa qualidade, para homem c senhora; uui novo e
bom mu lmenlo de perfumaras linas ; calca.lo para
senhora ; oculos de grao ; chapeos de seda para se-
nhora ; bonitas bijouterias chapeadas de ouro ; baleias
pan 1 -sp.u lilbos ; dedaes de ayo ; caixlnhas deporcel-
lana domada para saboc para guardar escovas; ricos
apparclhos para cha ; c outias mais fazendas de lojas
fiancezas.
= Vendem-se barricas e meias dita* com familia gal-
lega muito superior; barricas e meias ditas com cal
virgem de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
le. Iiailm as para porta de armaerm ; peneira de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Uaiuburgo ;
tudo por prrc.o couunodo : na rua do Vigario arma-
zem 11. 9. '
-- Vendem-se becerros franceies, de Nantes, de
superior qualidade os melhores que teeni viudo a
este mercado por atacado ou mesmo em duzias a
voutade dos compradores por mais barato preco do
que em uutra qualquer parle : na rua da Cruz, n 20.
Carlas francezas de .jogar
para voltaritc as melhores, /|uc ha no mercado; pen-
tes de tartaruga para iiiarrafas pelo diminuto pre-
co de 640 rs. : na rua larga do Rozarlo 11 24.
A livraria da esquina do Collegio acaba de re-
ceber de Lisboa alguris exemplares da seguinte no-
va e inleressanloabra :
o rasior iilelissimo ou defcsa
da religiaocatliolica:
ieiiicn a dnnii ina ni.ii, siia sobre a independencia^ da
aiitnridadc.da igreja necessidade da divina missao e
jurisdiccao legitima para esercer seus actos, e o ma-
nancial donde estas emanao sobre a alta dignidade do
sacerdocio deveres dos subditos dospais de familia ,
autoridades e imperantes provado tudo de um modo
irreluctavel com factos histricos innegaveis, autorida-
des sagradas, e rasdrs as mais poderosas e comprelieii-
siveis at dosillitteratos : 1 v. de mais de 400 paginas
em formato de oitavo franeei : vende-se por J/400 rs. ,
preco correspondente ao de Lisboa 1/iOOrs.
Vende-se um bem construido sobrado de 2 an-
dares e mirante, emboa rua; duas casas terreas,
com hons commodos e tambem se trociio por uro
sitio nos suburbios desla cidade : na rua de Agoas-
Verdes n. 46.
Vende-se a casa terrea 11. 20 no beceo do Veras,
a sabir da praca da Boa-Vista e para a rua Velha, por
eommodo prego : na rua do Queimado loja de fer-
ragens do Sr. Cordeiro, se dir quem vende.
SAO FRITAS NO CKARA.
Na rua da Cadeia do Recife loja de miudezas ,
n. 37 ha para vender duas exccllentcs redes, fei-
las no Cear delinhaderorir, por barato prego.
Vende:se um cavallo alazilo, frente aberta ,
gordo, muito bom andador de passo at esqui par 1
cmoiimla .aonde S.-Pedro-N'ovo ns. 6 e 7 a
qualquer hora do dia.
. Vende-se um palanquim em bem uso, por
prego muito eommodo : na rua do Rangel, n. 52.
Vende-se um escravo, de 20 anuos, proprio
par*campo; um bonito moleque, de 12 annos,
proprio para pagem de algum menino ; urna preta,
de 16 a 18 anuos, com prendas, que se faro ver
ao comprador: na rua larga do Rozario, n. 24, pi-
meiro andar voltando para os quarleis.
- Vende-sc, ou troca-se por tima eserava cozi-
nheira um preto bom pescador e canoeiro sem
vicios-nem achaques : na rua da Aurora, n. 20,
segundo andar. pern
Vendem-se*, por prego mais barato do
quoemoutra parte, lan/.inhas linas, os
mais ricos pailres^#que teem apparecido
epelo barato preconlo 320 rs. o covado ;
cassas de novos padrfies e cores fixas a
2500 e 3000 rs. o corte ; riscailinhos franre-
zes, finos para vestidos a ?00, 20 e 21o
rs. o covado ; lengos de seda da India a
1440 rs.; mantas de seda, as mais ricas que
I teem apparecido; corles de cambraia de
bom.goslu; ricos chales de seda; cortes de
oolleto de todas as qualidades; brins de li-
nbo, de crese braneo; casimiras para cal-
cas ; esguioes finos ; bretanba de linho,
muito (ina ; lengos de setim preto e de co-
res para gravata ; e outras muias fazen-
das de bom goslo : na rua do Queimado ,
nos quatro-cantos, loja nova, na casa ama-
relia n. 29.
NaruadoCabug loja de miudezas, n. i,
vendem-se pilulas purgativas1, antibiliosas e anti-
dartrosas; cujas pilulas teem produzido elTeitos
maravilhosos a varias pessoas, qoe dellas teem
usado era differerHes enfermidades cada caixfnha
tem 25 pilulas, aeompanhadarom um folhelo quo
declara assuas virtudes cmaneirasde usar.
Vende-se um diccionario de Moraes da quarU
edigo, ainda em muito bom uso; um encllente
oculo de alcance dos mo'hores, que se teem des-
coberto ; urna espada com roca com muita boa fo-
llia; tima pluma paVa. ollicial a cavallo, ou ofllcial
superior: na rua d\Crespn, loja de miudezas,
n. 11. v
Vende-se urna commoda. nova de amarello ,
e duas camas tambem de amarello, por prego.eom-
modo : na rua Direita n. 17.
| O restante da louga e vidros da loja de louga da
rua da Cadeia do Recife, mudou-se para a ruado
Rangel, n. 11, aonde se contina a vendor por todo
o prego; assim como duas carteiras; conloes de
ouro; brincos; anneloes; anneis; medalhas; e
outras muitas obras de bom gosto.
Vendem-se bichas grandes deHam-
hurgo chegdas ullimaiiienle ; e lam-
hem se'alugao, por preco eommodo ; no
Alrro-da-Boa-Yista primeira venda ,
ao p da ponlc, n. 1.
Va loja da esquina
confronte ao arco de S.-
Anlonio, 11. 5 ,
de Cu i maraes Seralim & Companhia vendem-se
camhraias largas, de padrOes os mais modernos que
teem vindo a este mercado, pelo diminuto prego de
320 rs. o covado; cortes de chali fino, muito mo-
derno pelo barato prego do 3200 rs. o corle ; altw
destas fazendas, ha um completo sortimento, e tudo
se vende por prego muito eommodo.
Na rua da Cadeia Vclha, loja
11. 29, defronte do Bccco-
Largo,
vende-se um grande sorlimenlo de pel-
lada de seda inu e mais utensilios pira
chapeos bem como: chpeos de paprlo,
a 800 rs. e de mansa, a is'2i><> rs. ;
chapeos de palhinha de 130 a G\o rs. ;
bonetes de dita a 48o rs.
Polassa.
Vende-se a bem conhecida e
superior potassa da Russia, ulli-
mamente chegada a este porto, e
igualmente vinho da iMadeira, en-
garrafado, o mellior que se lem
conhecido : na rua do Vigario, ar-
mazem n. 4,deKoite&idoulac.
Potassa da Itussia,
verdadeira e m>va, em barris pe-
queos, por preco muito eommo-
do: na rua da Cruz, n. 10, casa
de Kalkmann & Rosenmund.
Na rua do Crespo loja nova
n. l, de Jos Joaquim
da Silva AI aya ,
vendem-se superiores cobertores de algodao, proprio
para eseravos a l>000 rs. cada um ; urna faienda de
linho escuro tambem para roupa de eseravos ou sac-
eos de assucar por ser de multa' duiacao, .por barato
preco.
s= Vendem-se, recentemente chegados quri.ro lon-
driuo ; presuntos ingleies ; conservas ; cerveja bran-
ca-; tudo da mellior i|iialidade vernii copal, proprio
para fabricantes c pintuiesdc tanos na rua do Tra-
|iiehe, 11. 44.
Eseravos Fgidos.
Fugio no dia 23 do passado, unja eserava,
do noine Mara, de nagilo Angola, de 18 aonos,
pouco mais ou menos ; levou urna porg.lo d roupa;
he haixa do corpo ; tem urna pequea cicatriz em
umbrago, rosto redondo narir. cinto ofpo's pe-
queos, cabellos grandes, muilo ladina : quem a
pegar, levearua da Cruz, no llecife, n.: 26, que se
gratificara generosamente.
. : HA TTP. DE M. F. DE FAMA.-1846.


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