Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08301


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Full Text
Auno de J846.
Quinta feira 18
O DIARIO poMiet-w todoj os dias que nao
fortm de guarda: o preco da assit*natur* lie de
4001 rs. por quartel, pag"' od'anlados. Os
aouuneios dos assiguaotos sao inseridos a razio
de 2" ris por linla, 40 ris en typo dilTeren-
ie e as repelices pela metade. Os que nao fo-
ri-in assignanles pagan 80 ris por linba, e 160
eiu lyp diTerenle.
PI1ASES DA LA NO MEZ DE JTJNHO.
Crescenle a 2-as 3 horas e 9 minutos da manila*.
l'u clieia a 9 a I hora e 15 minutos da tarde.
Mjugoautea 16 as 4 dorase 17 miu. da manha.
La nova a 23 as I horas e 27 ma. da tarde.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Goianna e Paralivl-a Segundas e Sestas feirai.
Rio Grande do Norte, chegajiai ((liarlas feiras
ao meio da e parle uas mesnias lioras oas
Quintas feiras.
Caho, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cilvo,e
Macer, no 1.a, 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Unidlo a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e J.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os dias.
PRP.AMAR DE HOJE.
Primeira os 30 minutos da tarde.
Segunda aos 64 minutos da manha.
de Jiinho.
Anuo XXII N. 154.
DAS da semana.
Segunda S._ Vito, aud. do J. dos or",
e do J. do C, da 2. v. do J. M da 2 v.
Terca S Auieo, aud. do J. do civ. da 1.
v., c do J. de paz do i. dist. de t.
Quera S. Therera, aml. do J. do civ. da
2. var.i, e do J. de paz do '." dist. de t.
Quinta Leoncio, aud. du J. du orphloi, u
do I. municipal da I. vara.
Sena >( na de Khlconieri.
Satinado S Silverio, aud. do J. do civel da
I." vara, e do J. de pat do i.' dist. de t.
Domiugo S. Luiz Gonzaga.
CAMI'IOS \0 DA 17 DE JUNIIO.
Camliio solire l.nn Irrs 26 '/, d. p tlf n 60 d.
i l'ati 360 luis por franco.
Lisboa lO % premio por
Dase, de IttTM de linas firmal I '/sP '
OumOncas despalilllas.. 'i.'"1 .i
a, Modas de 4j4W> tal, llfTM a
o de iliiii nov. Ili.g'sno a
, 'i da l|000i. :i..ii"ii i
Prata l'alaress. ..*\... lao-ii I
a Posee edluwiearea. liooo a
Diiim Maitaanas. a-i -.. a
u Mull.......... '|7l>0 a
Wl,1 ......... I|I"V
Acedes da Comp. do Itelithbe de 60*000
mi/
ai) mez.
111000
ii. III i
16^400
II Vil
IJ'JUil
IHM
l|*0
U800
aopar.
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
r
PARTE OFFIC1AL
Governo- da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIZ. 6 DO CORREDTI.
OlcioAo commmdanledii armas, recommendin-
do eiecu(io do imperial atiio de 26 de maio ultimo,
que manda, teja remedido para corte, ni ptimeirt oc-
CS|i5o opportuni. e com guia de paaiigem para o sn-
suodo regiment do ctvallara ligeira, o cidete Joiquim
Mara HaMareoba Rotado, que pertenceo a comp-
tala provisoria da provincia da Pirihibi, e boje est no
l,.rmeiro bataleio decapadorei.
DitoAo meiino, determinando, gdi comprimento
d'ordem imperial, que mande dar baixa Jos Fran-
cisco Pacheco, primeiro sargento do primeiro batalbao
decacadorede primeira linba.
Oito-Ao mesmo, dando-te por inleirado de hiverem-
ie reeolbido a esta eidade 55 praeas, que pertenoem aos
euiuoi de linbt, aqui era servido, eieacbato dastica-
dunii AlagM.
DitoAo coiiirnsstrio-pigidor, ordenando, em exe-
eocio de um aviso imperial, que ao tenente do estido-
nitior do eiercito, I.uiz Ettanitlio Rodrigues Chaves,
om trrico na Parabiba, continu a pagar o respectivo
toldo, emoexercicio futuro de 1846-1847. Partici-
pou-seao oommandanle dasiruns.
DitoAo director do monte pi geral doi servido-
re! de estado, accuiando remeta de duai lettras, saca-
dos por James Crabtree & Companhia contra Pbilippi
Irmaoi S Companhia da pragt do Rio-de-Janoiro, e a
favor do Ihesoureiro daquelle estabelecimento.Parti-
| cipou-se ao inspector da theiouraria de fazeodi, em
virtude de cuja requisico foi esta remesss foita.
DitoAo engenheiro em chafe dai obras publicas.
[autorissndo a demolilo do para-peito o muro, que te
eilifi'nu em o n vo caei, construido por Jos Ramos de
[ Oliveira ; e exigindo o orestnento da despeza i fazer
com o atierro, quejulgi necessario, pan que o mesmo
caes fique ao nivel das ras, que por detrs delle a.
Pollina Ordenando, que BriiCarneiro Lelo, c
aFrancisco Pereira de Arruda Cmara ir passem paten-
tes de tenenles-corooeii, e a Manuel Juho da Funsect
Piobo de mejor : o primeiro, para o quarto batalbao do
guarda nacional de Santo-Antio ; o segundo, para a
lerceiro da de Igusrass ; o terceiro, tambera para este.
Parlicipou-se ao commandante superior de Santo-
Antio, e ao de Olinda e Iguarass.
Com mando das A rias.
EXPEDIENTE D DI* 0 DO COMIENTE.
OflicioA<> presidente da provincia, rcuicltendo-lhe,
iiifiirinailn, o requerimentn do rJarim da compaiiliia liu
de ravallaria, quo pede ao governo imperial escusa du
servien, por le finalikao n lempo, quo devora servir.
DitoA" coronel commandanto das forjas da provin-
cia das Alag!, dando rccrbida as reloeocs d'nlteracnes
das praeas du segundo botolhio de arlilharia a po all
destacadas, peitoueenles au mes do niaio p. p.
DitoA<> coronel ciiniuiaudanto du segundo batalhio
de arlilliaria p,coniiiiunioando-llie, para os fins con-
venienlcs, quo o governo imperial, por aviso de 10 do
meipriiximo passadn, conredeo licenja, para ealudarem
no lyco dosla eidade, aus soldadva, Joao Uoptista Sera-
A LEA. (*)
por frentico oculte'.
PRIMEIRO VOLLME.
V.
EXPOSICAO BZ QVADROB
Entretanto, nio havia Vctor tornado a casa de mada-
ma Thnre desde dia, cm que oonrinira o sen retrato ;
cnniludo, no dia segninte, pcrgunlra a Clrlm, quae.
eran us coitames de sua familia, e ooovira enm toda a
atiencio, quand esto ingciiuamcnte Iba) contara a hon-
rada inipoilnm la de seu pai, a casta o indulgente virtu-
de de sua niai, e a candida o exaltada innocencia de Ju-
lia; com o que Vctor ao fecliara, depoii do dier en-
tre ii:
Nao nbusarei desse amor, i)5o causarei a discordia
nessa familia; algiimas vetea basta urna C90 duyid.isi
para perder a cirreira de mu bornean ; quanto rnas uina
aifao culpla ,
Havia-se-llie, na verdade, apresentado a idea do es-
posar Julia ; mai esse npirito, lodo einpregado cm si
proprt, e no deseju de clu-, ao sen fim, havia para
logo calculado todos o obaU uloi, que urna familia po-
de Iraier i livre existencia de uro artista. Amab quera
*r Ruma, Floren'ea, suas obras primas, a Afrii a, us
sius deaertos, e a ttta iiiagnihca vegelacao quera po-
der ir a tuda parte, para pur toda a parte cstudar, a far-
lar-se, a arle o a nalurea. A ventura domestica, oa en-
fico de Asfis Carvalbe, elnnoeencio Serfico de Assis
Corvalho, ambos do bsialhAo aob aeu onminaudo.
DitoAo coronel coinmissario-pagador, cumninnl-
nendo-lhe, quo nesla data ae mandou futer erfecliva, 11
batalbao primeiro de cacadores, a licenva de seis masca
com vencimontos, que obtuvo do governo imperial, por
avilo de 10 de fevereiru ultimo, o alfares Juaiiiiiiu Car-
dosn da Coila.
DitoAo coronel commandante do legondn batalhu
de arlilliaria n pe, mandando, que fliesse transferir, du
ferie do Buraco, ondoso acha preso, para o hospital re-
giroenlal, o cadelo Uerculano Maciel da Silva, alim do
ser irado.
DitoAo coronel ooinmandanlo do primeiro batolhao
de cacadores, ordenando, quo, al 8 luna da manhaa do
dia 0 do coi rente, mandaste apreseular ao subdelegado
da freguetia da Boa-Visti o soldado Jos de Mullo, 011
Jos Ferreira de Mello, conforme requisilava o memno
subdelegado.
DitoAo mesmo, para que uesta dala fixesso effecti-
vai ai licenca do alferea Joaqun Cardoso da Costa, e
cadete Antonio Cardoso da Culta.
DitoA teiiente-coronol comm unante do quarto
balailiio do arlilliaria pe. para que cnviissa, com bro-
tiilailo, 11 unta dos assrml.iinentDt di soldado Kiear lo
l'rudi.'iilo du Sonta, quo lioj pertenca au deposito da
corle.
DitoAo subdelegado da fregnetia da Bua-Viila, ili-
ii'iiilo-lhu, em resposla ao sen olllcio do liouloin (5) da-
tado, quo fioav 5o expedidas asrdeos no sentido, que
indicar.
IUEH DO Da. 8.
OflicioAo presidente da provinoia, informando n
rpqiieriinento du Dr. ciror|{iao-ajudante do quarto ba-
lalhao do arlilliaria a p, Pnlicarpo Cetario de Marros,
que ao governo imperial supplioa teii muios do licen
ca, para ir a provinoia da Baha,
Dito Ao mesmo, informando o rei|iieriiuanlo do
mesmo ciriirgiao-ajudante, que a S. M. o Imperador
supplici o posto de cirurgiao-uior para qualquer dos nur-
pos doexernito, ondo oxulir v*g*.
DitoAo genoral coinmandanlc das armas da corlo,
fdicudo-lhu remotsa dos asseiitainentol do l cardu Prudente, que requisitra em tou oflicio do 20
de inain ultimo.
DitoAo mesmo, participando, quo na barca do va-
por Pernam'mcaua seguan, a lor-lbe apresenlldol, os
suliladoi deserturea Aoaslauio Antonio, Pedro Jos o Jo-
s II vio nudo; o primeiro perleiiRCiitaau deposita, u se-
gundo ao iiuarto b.iiallijo de fuiileiros, o o lerceiro a
um bat.illiio provisorio de Minas.
DitoAo general presidente e commindante desar-
mas da provincia du Baha, communicando, que na bar-
ca l'crnambucana segua o soldado doseilor do piimei-
10 batalbao de arUbaria i p, Ualbino Paulo de Araujo,
cuja guia llie tnosmiltia.
DitoAo coronel commandante das (oreas da pro-
vincia das Alagflas, deprecando os processos verbaes, ja
julgados pela junta de justica, dos reos, soldados, Jos
Aleandre da Cruz, e Francisco Gomes Martina, afm
de terom is sentencas o devido offeito; porquaoto a guia,
que a estas duas praeas acompanhou, nSo fai meoco
desla circunstancia.
Dito Ao coronel commissario-pagador, scientifi-
cando-o, para seu governo, que o reverendo capellao
da loratela do lirum, Cbrislovio de Hollanda Caval-
canti, passara, nesta data, a servir no segundo batalbao
de artilbaria p, com os vencimeotos de capellao dos
corpos do exercilo, em virtude do aviso da 14 do moi
pretrito; e que havia, em consequoncia.nomeado o re-
verendo capellao do exercito, Fr. Jos da S. Jacinto
Mavignier, para oxercer temporariamente suas funceocs
na referida fortaleza. Cominunicou-seao lenle-cu-
ronel commandante da fortaleta do Bru, ao coronel
commandante do segundo batalhao do artilbaria a p, e
ao roverendo padre capellio Mavignier.
Correspondencia.
Sis. liedactoru. A gratulan e o respeito, quo devo
tributar ao ment, faiein com que, pela vez primeira,
me aproveitude sua bom conceituadi folha, para faier
chegar ao conbecimento do publico o que vou ex-
pender.
Tendo sido acrommettido do um violento ataque de
1 nll 1 ni ni H i 1 cerebral, vi-me re.lu/i lo 10 eslado dn per-
der a vida, um face do terrlvel desenvolvimenlo, quu em
poucos dias liimou a enfarmidade, Minba familia o os
meus amigos ja snllavin lagrimas por tntin, <|uando um
li iiiii-iii, a quom boje tributo a mais sincera gralidSo,
veio livrar a mmha casa de peraro'o luto : foi elle o Sr.
larullalito Francisco Jos Cyrillo Leal, cuja babili-
dade o incanavel lelo para com os seus doentes faz
lion ra a sua clatsa.
Em Sr. alm de me liaver tralaJo com um tino
pouco commuin, desjolirindo as causas da molestia, e
lazendo as convenientes applicacoes, tuJo com um cui-
dado digno dos 111 ai.11 es elogios, fui ti 1 assiduo em suas
visitas, ibomo meu assiitenle, que om todos osaccossos
da eolerinidaile sempre ttve a consolacao de o ver junto
a mim, adininistraml i-mo remedios, e consolando 1111-
nli 1 familia, como se fizesse parte della.
Emfim, nll ni de Dos, devo ao Sr. Loal o meu ros
1 libelen me n l>, e j 1 que nao acbo 11 in meio satisfactorio,
para patentear-lbe todo o meu recunbecimento, rece-
ba, ao inonus, este teslcmunbo de minba (ratidao ;
liquo o publico conbeceudo, que nipesso della sen-
cha reunida, nao so a qualidade do um habilifsimo la-
cultativo, como as virtudes de um excallanta amigo.
Rogo Ibes, Srs Redactores, hajao da dar publicidade
a estas poucas Itnbas do sou assignante
J. f. Vamrro.
l'ublicagiio a pedido.
() Vide a9tr# n. 133.
r autos de urna doce tinao, a leguranca de urna fortuna
adquirida, ludo iaso se Iho havia apresentado ; mas ludo
so tinli.i voado, ao lopro da a minean. Esse hoiueiM nio
lueriu ser felis, quera ser grande: esia era a sua ven-
tura, o por isso havia Ifio de promplo repellido o pen-
samento de urna alliauca honrosa, como a idea de urna
indigna leduccao.
y.....nio V11 tur toiunii eisa rciolucao, nao pemavn,
que la" adiinlado ettivesse o mal, anda que houvesso
dt'suoberlo o amer de Julia ; absulvia-so do passado, cm
quo iiAo lisera parle, e pruiuetlia aersenhor do futuro.
Com effeito, dilia elle comiigo, que poderia pedir-me
a maii prudente niSi, o pai mais ciuso de sua honra ?
NSo tornar a ver la filln, nio Ihe fazer chegar nina
palavrs, que poisa faier-lhe crer, que nse lerubro della.
Isio farei en.
Mas Amabj nio era senhor do aeu silenciu; ja mil
vosea levavao todos oa dias a sua leu,bi anca ao curaca
du Julia, e ello metano Ihe devia fallar, mais alto que
ningueai, neiae lingnageui soberana dai arles, que lio
ardenteineiiti'exalta a imagiiiaciu. E na verdade, ape-
nas se linla aberlo o tala da rxpolicio, o j su cilavao
alguna bellos retrato!, o, mais que tudos, urna Yirgcm
tuaravilhosa.
Madama I'horu se recordou cntlo do que Ihe dissera
Amab i priiicira vci, que viera a sua caa....... eleve
um preteiitinienlu da verdade; mas ella hovia turnado
a reolufiu do nada saber. Entretanto, Julia ae lornava
cada ve man triste, mais pensativa ; sua inii sonlia-a
ciar na silenciosa immobilidade da nuile; va, que se
dobrava coro esfurco iuocupacei, outr'ora lio tacis
11 sua vida solitaria; Julia padeca, niel calava-se. Som
duvida, A primeira queslio fela pur eisi vui de1 111I1.
que lo profundimenlo penetra no coracio dol Hlhoi,
que K.ffrem, primeira palavra, tero duvida, Julia fu-
ria ludo dilo, ludo confessado. Com que pruveito f
que cuuiuliclo podiidar madimaThore aiuafilhar-
Julia siio era amada. Pde-ie cumolar o coroVao de
uiaa feliotdade perdida ; mas nio ha quero o consol de
um tuuhu, de quo o despenar..; porque se obstina em
crer, que esse loubo ae loria realisado, 10 nio o liuu-
vessem feito fugir.
Acaba de chegar a esta provincia, vinda da eidade
da Sobral, urna desgracada Ismiiia, contend! cinco mo-
cas domellas, dous homens aleijados, dous pequeos, e
mais tres senhoras, ea che fe da familia, com idade de
sessenia e cinco annos. Esta numerosa familia, perse-
guida da fotne, que tem devorado aquella eidade e
san lor mais do quo se valossa para se poder ali-
mentar, procurou fugir das garras da murta, cami-
nbou at a barra Acarac onde esleva do/o dias ,
procurando quem, por humaiiidade, a mandaste con-
duzir para esla provincia, ou outra qualquer, conlanlo
que se salvasso da morte ; felizmente a ProviJencia
Divina, velando sobre esta familia fez abi encontrar o
patacho KmulacSo sendo desto capitao o caridoso
Sr. Antonio Gomes Pereira, que, com sua mulbcr, a
Illm." Sia. D. RIariar.ni se ofeieceo a conduzi-la
para esta provincia; durante trinla e dous dias do via-
gem, prestro a dila familia todo o valimento, quo se
poda encontrar cm duaspossoas, a quem Dos dotou
de coraedes caridoso* ; ebegrio a esta provincia no
iia 11 do corrento, o lo^o a chefa da familia cuidou de
vir para trra com uina de suas Albas o seu filbo, pro-
curandi proteccao, visto 0S0 ler aqu parantes, e
netn possoas conhecidis, a quam poJesse confiar sua
consternada familia; dirigirio-se ao l'-nn. Sr. presi-
dente da provncia,quedignou-so deotivila.n dar-lhe u-
ma estilla; vollando esta blltclisstma Sra. enin seus li-
Ihos, buscando socorros, alim do que poJesse tirar do
patacho a sua desconsolada familia, encontrou utn mo-
co, que, pnr'u'-lu baiili .da um lagrimas, perituntou-
Ibe qual o motivo do seu (iranio, ao qual uiantfeslou a
ilesgraca, a que se acbava re Ion la com sua familia.
Mas, grabas a Providencia, quo constantemente vela so-
bro esla virluota familia, este moco, que duein cba-
mar-se Antonio Lopes Pereira de Cartllho, rospon leo-
Ihe, que nSo se ifligilM tanto; que sua faiinlia nio ha-
via (car no campo; que, apivar di nio Iho poder fuer
beneficio, visto suas cirourosUooiu seretn tristes erj
casado, e qua morava na ra Imperial do Aterro, n'utna
casi terrea, para onde havia ir toda sua familia, at
|iie achso protecc,,!. : dahi ac.'tnpanbou a cita Sra.
atea burdo do dito patacho, dondu linba sabido,encon-
trou ah a afllictissim fjuiilii, qua etn pranlo o ro-
le iva. O Sr. Carvalbo, 11 "1 > encontrando o capilao a
bordo, dirige-se a Sra., D. Marianna, mulhor do dilo
capital, o muito Iba u.r.iln-u. como so os soccorros
prestaJos por esti digna S'a. e seu mindo fossain pres-
11 los a familia sua; busca consolar a familia, qua a roda
ila st I niieii'iv 1 -se. e promelto vollar miit tarde, para
11 fater conduiir a sua casa: I >go que sabio, dirigto-se
ao negociante Manoel Joaquim Ramos e Silva, o pin-
tou-lheo l Truel quadro da siluacio desla desgracada
familia: esto di^no negociante, compadocendo-se da mi-
seria, e rmis.tr iimnl 1 pelo que acabava de ouvir, entrega
a chavo do uina sua casa na ra da Alegra, para nella
morar graluiUmentoa dit.ifimtlia.ediz, que em soccor-
ro da mesilla faria o que podesie, como do laclo o tem
feito. u conlini a (azor: o Sr. Carvalbo, cheio de pra-
Zet pelo que acahava de ouvir, volta ao patacho a dar
mil parabens pelo protortor, que para ella tinba en-
contrado, mostrando ja a chava da dita caa, e aln de-
morou-se. daxandjo fieaf mais tarda, pira a tirar de
bordo o condun-la para casa de sua familia: o digno
etipilo deo a lancha e varios marinbeiros, para conduc-
(aoda familia e objectos perlencentes: o Sr. Carvalbo,
acompanbando-a, mandou encalhar a lancha na f'onta-
Velba, e d'ahi fez condu/ir para a dilacas na ra da A-
egria os objectos, quo nella vinbio: dabi voltario e
vieruo saltar todos no porto das Canon, na rui Nnvi,
condu'indo a dila familia para sua casa,na rualmperial,
onde fui por sua (m,na recehida coui prazer, cunio se
i -.em prenles seus; vollando depois para a dila casa na
ra da Alegria.onde boje inorio. USr.Manoel Joaquim,
ste carit ilivo pai de familia al o presento nao so tem
esqueoidod esla familia, que no dia 13 do correlo foi
soccorrida pelo mesnio Sr. iom uina sacca do farinba
e urna peci de chita; de cuja peca do chita consta e-la-
rea fazendo vestidos, para mudaremos que trazem 110
corpo.
He digno de coiiipaiao o niisero estado, a que se
acba reduzida esla familia, dormindo sobro o chao, e
nella sentando-so.
Rogamos aos dignos pais de familias e a i Ilustro isso-
lnslava todoi o diai Carlos com ana mi, paro ir
expolicio ; ella recusava, adiava, e todos na das a trit-
teto de Julia M lornava luais profunda. Km lim, Thore
nuil ir conlemplar-80 publicomenlo na sua iuiageiu ;
torc,so fui ceder.
Madama Tlior foi, poil, i esse espectculo, com viva
pprehenalo ; a periiilencia de Carloi a cunlirmava cm
suas suspeilas. Depois de Ibes haver tudu inuslrado,
coiidiiiin-aa, em fin, pora um quadro do sen meslte.
Thore snlloii um grito de sorpresa, quo fes vollar-ae
para ella uina mullidlo de curiuaus ; madama Thure
ficou inimovel, ao diier :
Me islo merino.
Ella nio so havia engaado.
Quanto a Julio, sendo madama Tlior, quo so Ihe cn-
costava ella levemente ao braco, t olhou-a anciiisa : Ju-
lia eslava paluda como um sudario.
Senles alguma cousa? Ihe dille vivamente, pro-
curando leva-la dalli.
Nio, responder Julia, rcsisliudo brandainente,
como que me abafavao.
Era o praier, quo Iho havia abalado o curaca,1.
Thore havia alravessado a mullidlo, exclamando :
Oh! que he tal qual!....... Ora, olha, luulber, c
lu, Julia, he.....
Como he linda diiia um dalli.
__ l.i,i faria crer cm Dos I ditia oulro.
E um l'ulga/ aprenda do pintor acerescentou :
Se a SS. Virgem nio mandar Amab ao paraso, le-
ra una ingralidio.
E oulru icrio responda :
Elleespreitou por alguma funda das pollas do cu 1,
e la lubrigou eila tobaran! bllela.
E um lerceiro einlamava :
Onde diabo acbou elle esla cabccaP
Esta cabete eitava ao po delln, paluda, do c.lhu bai-
xoi, confua, no deliria do urna alegra eslranha, de
una esperanza scr.l limite, i purquanlo, se Julia con-
icrvava duvida!, eslis linhio de.appareeidu. tila ouvia
fallar o amor de Vctor por eisai mil voiei euihuiuitai,
qnu obrrilo cm dericdur de 11 : nio seria a soa iiuageui,
que Ibu ella havia e,,libado em srgredo, qiieatlrahia
,---.,- ruma! de curiosos, e quu fana fallar ussas mil vo-
lea ? K liu perturbada, lo confusa so vio, que, leila,
ariuslrnu a wai, como se ouvira a vot do Amab.
Tlior priieuriiu-as, o foi obrgado a deixar a uiulii-
.l'io, para aoha-las,
Como lu nio reparnslo nn quadro de Amab? ex-
clallinll ello.
lio muito bollo, respondeo madama Thore.
Nio lio essa a queslo........ Mu vi.tu mais nada?
dissu Tlior, todo lidiado du praier.
Nada........ disso a molber, olfaclaudo olhar para
ontra lela.
Que! tu nao viste........ aparecen^!?
1 ol' 10 mi queiu ?
Ora com la tilba, minhi chora ; cun a nona
u,lia, madama Tbur......... com miada filha..........
minea nina, acerescentou elle, levantando a cabeca de
Julia.
Sun, alguma semellioiica ciun Julia, he verdade.
Mas he ella tuda intuir.......
_ (,HO........ nio........ disan madama Tbnr, ten-
anlo rir-so, aquillo uo lio Julia........ Julia, nio
chores,
Aa lagrimas suffoeavii a pobre menina. Ai I talvex
se havia ella engaitado, talfei nio era ella quem Viclor
quiten desenliar I A mal nio a reconheoia.
Violar liuia sabido ludo islo, 011 ao inenot ludo
qnanlo Carlos havia ciuupruliendido ; us calroodoiul
eiiibaimentos de seo pai, a sorpresa e .1 pe turbaran do
Julia, os reticencias da mil, o Vctor havia tidu a cxpli-
caco de ludo. Mas cssas uitormacca nio Ihe baviio
mudado a reaulucio, e ello nio quena mais tornar a ver
Julia : como havia dito coiusigo uieiuio ; esse amor tc-
lo-hia uicomiuodado. E, a despeilo de la reiulueio,
esto amor o iucumiuodava havia-lbe deixado um petar
no c.,1.,1,.1.1. Amab nao ll.o sacrificara a aiubic.Su, mas
esla pareuia-lbo mais dilUcil de satislaicr, do que at)
eolio Iho parecer.

*r


cia^So enmmercial, nSo doixem 10 desamparo olla in-
lelit familia, diina ile piedade, nio s pelo eilad i de
.-111 r i como lambem pelos charos objectos de cinco
mofl donzella;ai quaes, prendada* de virtu 1 > s e mili-
to militada*,e saliendo magnficamente bordar de tml s
ss qualidades, fizar flores, e lodas aa especio* de coi-
tura, assim como primeiras lettraa e grammatica por-
tugueza, ic nlTerecem entinar meninas.
Esta famili i, quotenJn dar prove de quanlo he obr-
gaila a pessoas doa Sn. Antonio Lope* Pereira de Car-
valhn e illa familia, e an Sr. Manoel Jnaquim Hemos p
Silva, aprovrits a occasiio, para chama-lo* prolectore
doa desvalido!.
N. R. Toda* iipeMoai, que. compadencendo-so dea-
ta mileraiel familia, a ijurii u snecorrer, dirijSo-se eo
csciiptorio do Sr. Manuel Joequim Hamos e Silva, i
quem podero entregar as eatvolai, que para a mtsma
quiorem dar.
Miseellanoa.
Dt MISSid DA ART E 00 PVPEL D.S ARTISTAS.
II
fate de urna clasiificaca dat arla.
O eruditos e o* philnsopbos so dirigcm mais especi-
almenle as faculdades da intelligencia ; os poetas o ro-
mancistas faMao directamente aos senliinentos do cora-
c]o o* urlistas penetrio a alma humana pelo atlractivo
dos sentidos.
Comquanto as artes so dirijSo principalmente aos
sentidos, nem por isso merocem menos a importancia
superior, que a incii'dsile na > lia podido deixar de con-
ceder-Ibes. Por nina lei do contacto dos extremos, sao
01 gaudios dos sentidos, que nos levo mais vivamente
coi mundo* dcsconbeci los. O insenso o a msica, de-
liaixo das aboiiodds do urna cath ,!i-r. nos ti m-porian
eo fio mwmo de Dos. Kulro a* faculdades eflectivas,
lie o amor, que no* causa o mais vivo arioo celeste,
il i i'.ir.i ns vi'idadeiros amantes, instantes de puro i-sli-
III, i m que n alma se desprende da tula individual e
terrena, e se ennfund com Dos. listas associacoes hiu
lidfl detcoobecidlt ; este papel coniiderivel das piixes
sensitivas nao lia sido compri-hondido pela sciencia lo-
cera dos psychologo*.
Os espii ilus leviaum e supeifiriacs, quo ulgSo sem
entender e sem comprehender, bao repetido miiilas
vetes, que a dnulrina social tinlia por principio um
grusseiro materialismo, e quo a harmona serian rei-
nado exclusivo dos sentidos. Nao ha duvida, que o
tutor do '/ralada da Unidade Untvertal muito cuida-
do leve iii nao condernnar as paixei sensuaes. nem
negar-Ibes a imporlancia, que devem ler. ntreos
pbilosoplio* opiritulistas, houvo um, que loi o primei-
ro, que systeiiiaticaiiienlB eslaheleceo es peitoei como
elementen e*enciei da alma humana. Com elleito, se
a a'ma he o pnncipio activo do ente, podeiemos nos
cxcluir-lhe os sentidos? Nao tari das suos necessida-
des. e 10h o seu impulio directo, que nasce, c se desen-
volvetoda a ulna productora do boriiem agricultura,
mies induslriaes e liheraes, sciencias experimentis i'
Como I pms eeiisa e incessante aclividade pro-
vena dai f..rea sensuaes, leria pnr objeclo a satisfacen
das paixo'S sensuaes, eo6 6e|itidos nao lariao paite da
alma, do principio activo ? .
Um sahio moderno, separando-se desses velhos erros,
reconbree poli, una loicas sensuuc um elemento J
lima divina mas trata de Subordinar lile eleiiienlo
As paltes delta ordem, com elleilo, pOem mais par ti-
lularmenle o homern em relaySo com ai cousas mate
ries; corresponden! ao principio passivo. A sua aili-
vnlaile be especialmente restringida bo individuo ; sao
gentes empregados mi leivico do tu. .Podemo-nos so-
l r nol go/on dos sentidos Ai paltes do curasao, pelo
contrario, cujo desenvolvimenlo nos liga inmediata-
mente aos m>ssos seinelbanles, sao molas deunidade
oais poderosas, e devem tornar o lugar superior.
Os sentidos, como ja distemos do nascimcnlo, na
rsphera natural, agricultura e s arles agrcolas ; na
PIpMra inlelleclu I, assiienciai experuiieotaes. Em-
Imi, os sentidos geiao as arles industriaos o ai artes Ii
Lerees, oiigens de gozos man delicados, elementos do
accoido e do encanto as relates humanas. Nesta es-
pbera, pode-sedizer, que a obra sensual prendo-se s
iiienas afrciies. Como o tarto conlcm euisi, desl-
guma sorle, todos osoulros sentidos, < lia a arle an bi-
Irflural S a anhitcctura enltca as demais artes em seu>
bracos, lecollie-as no seo. U laclo, unido ao gosto e
VI.
a orriciNA.
No da reguintc, havia feta na oflicina de Viclor
Amab i aeabnva-se olegrcmcnle um pumpuio ahuero, o
luuieo reluvn abrilo, lia nilu din, e n iiiultido lian llu-
via cr-i-uilu de roaoar uinn lela, que rcprcacnlava u Vir-
gcni Mana, c eslavo oellncada em um din ngulo! di.
ii:iinie miau. Nao era mui do qpe nina limpies figura,
moa isso figuro era nina olrn prima de pintura a di
Junianiinlu. Uiarii.las ndinirntn-liio a i r, o de.o-
nlin, n modelado, (iiBHirt, a rmipngeiu j mullidlo
inariivilli.ua a exprenan, u bellota, ogmea. Ilavio nea-
a figura una alegra sama e trale au un sino lempo ;
omi divina c.pernnca alii roiuvu ulrove daa l'nrima.
Al.'ii,i .s>. aeiili.i, n'.iiiie inaii, Inda n iiingiiihi-cncia v
luda ador da ua miaalu, e uiu.tiava-sc cun i*.n oren-
Un aa v reiignuda. Cuino explicar aouii llianle cuu.u '
.'.ni u tentaremos ni; a pemil lera aegredua, que iiin-
i;ui ni pode Irodimr, ii i inccl lein iiij.lirini, ijiie a peo-
na nu poda interpretar,
I r.i pi i,, manilla ; os diicipnlua de Vctor, cutre u>
qUICI ero Carlm o mais eulliuaiaala, o....... rdante, al-
gn! iiiiiirjua, que a furliina au arredn, cuulovu o ri-
lo*, aa i.....nii(o da multidu. Um cilovo a pin me de
um graudu tidulgu ; filo a apreciarlo ne um i'uuiice-
dur i cnirii. o grito ingenuo de um iiicoiuu uqiiclle, ,.
gruiieiro cnlbuiioimo de um operario, ou a Ijiprova-
i;an tenivnciuia do um Lurgues : cada uro labia da la
ancdota, doieurlugiu, e iiidna i ej.eliin a Aiuab, i|Ue
elle acabava, em hm, de lomar a ilioutcira ludua u.
m un juvena rivae,, t que ui grandes uietlrri ICrito em
breve de ii adunilir em aiiaa hleirai.
fciile. ... uli! eia um liuinem ferie, porque rece-
l.ni i i in r, el,.j.io, ouvia-ui aem falaa iin.ilfilia, e
at-ni rniLri|jiir. Na vunlade, nina lOn.lna liana an-
nutiadu eiae Iriumpliu : uiu pialar de Iraca tlenlo ha-
via dito l
Sem duvida, be Lellu, poriy uiu be mais que urna
ufara.
i u. pulavra, calaepMavraa terriveii-, -Nio beoiaii
o olfato, produz a arle de eoiinha e a perfumarla ;
unido an ouvido e visla. d-noi a plstica e a msica.
A arch'loclurs fabrica officinas para urnas; para oulros
sonoros sales, aonde concorrem, e so evaporao as hor-
ninni ; c para aquellos, nichos, pedcstaei, piredes,
galorias, navese cupolas luminosas.
moimo principio, de que no; servimos para deter-
minar a sulnriliiiacSo das paitoes lensuaei em re
as i i! ni,ii, nos permiltira classifiear os sentidos, e por
consequencia a* arte, que Ibes correipondem.
O gosto o o olfato obrao particularmenle lobre o in
dmduo, sobre o corpo, e nos pOem em relac.'io com
as cousas mBleriaei, O oumlo envista alcancan mas
as cspherai espirituaes, obrin sobre a alma, pdem-no*
em relaco com os entes animado!. Uah a superior-
ilede da msica e da pintura sobre as artes, provenien-
te do olfato e do gosto. U sentido do tacto, o mais ge-
ral de lodos, d'.riuindo se ao mesmo lempo ao mate
ful e ao eapiliun!, ubi ando sobre o individuo e a col-
leclividado, oceupa por consequencia o lugar central f
superior. A architeclura he a primeira das artes, be a
suirainha. Muitus artistas hesitao em reconhrcer esta
realeza, porque comparSo o ofleito rtlativo das obra*
expostas no Louvie. Distingamos : o quadro he toda
a ohra da pintura ; o desenho da architeclura nao be
mais quooprojecto da sua obra. A architeclura s se
aprsenla no salosob urna forma abstracta. Pelos seus
desenlio, planos, distribuido s, elevac,es, dirige-se el-
la principalmente ao esludo rceclido, esphera ra-
cional. Sob esta lumia, teremos nos anula de examinar,
como he, quo o archileclo faz. a sua obra, o Irabalha
para a felicidaile da humanidade ; mas entilo lera a sua
arttt i i -- .i ...'in ule menos esplend r.
tjui/omos, em poucas pal.ivras, indicar o laco jerar-
rbico de lodas as altes, e e>taheloccr o principios de sa
psythol igii, com que a nossa critica se poder ejudar
a esclarecer. A analysc, que acabamos de esbocar, per
ni i II io nos deiligar as indust as humanas, as arles, com
que temos de nos oceupar. No alan, enconliamos a ar
i Iniei lun, a i'-ru 11 ii r,i, o desenlio, e no pruneiio lugar
a pintura. Vejamos, po, como he, que els arles, e
sobre ludo a ulliuia, podem conrorier para a doutnna
do destinu lelir.
i::
Avcordo du bello e do htm. A felicidade no luxo.
Os sentidos lendem a criar o bem estar universal,
as riquezas esplendidas ; todas as arles tcein um mes-
mo alvo, o ui./n por mel do luxo.
Dlstingolmoi duas especies de luxo, o luxo interno e
o luxo externo. As altes induslilaes obioo CJicenlrica-
menle sobre o corpo, e propurciunu a saude, os con-
foitos, o bem-eslar. As artes lietaes obrao eicentiica-
ri i por irradiaco, e produzom, se nos podemos ex-
primir assim, a saude da alma, i lo he. u bem e'slar ac-
tivo, | ,,u ,;,,i i,i, o enlhusiasino, quo so bebe na per-
ceptao das harmonas, na contemplaco da belleza.
le ni, puis, o luto externo, porexpresso suprema, a
belle/a. A belleza be o termo, a quo lendem as arles
liberaos.
lloveremos nos c illocar a ideia do bello n'uma com-
pleta independencia a rispcito da ideia doboui, e con-
cluir para a d lutnna da ailo pela arle '? Seria isso urna
vista simples, i-tu lie, que sO abraca um lado nico das
cousas, u composlo, seiupru superior ao simplismo,
den-nos a rasu da preeminencia dos sentidos do ouviiio
o da visla, das artes du msica o pintura, que ao mes-
mo lempo obiao sobre o corpo u a alma. Segundo o
iiicMini principio, o tacto e a aichitectura devem o pri-
meiro lusiar aua geueralidade. A ai tu preeocbur,
poli, lano rnelhor a sua missao, se ao ineaino lempo
(altar as paitos sensuaes, u lasao e ao senlimeulo
I,in pouco verdide he o ser pieciso desunir estas duas
nii i,..- mi lun e da bolleiu, que, em vnludo de una le
de haimonia, pioeslabolccida pelo ti.ande BCUOOBO,
pnde-se ui/ei, que quunlu mus loca o artista ao idcial
do bem, tanto Diall allinge a belleza, tal ho o accordo,
oujo principioeoiloava Plallo, quando dizia : U bello
he o esplendor du terdude. Dui.du se legue, que o artis-
ta, ao tilar o tollo, prega iiecossailamente o tioni. Em
Miiniii.1, tuda a queslo he sabor, s.; be ulll, que o ar-
tista teiiha coriscieiicia do lavo, que une intimamente o
bello e o bom. Llailtar-M-ba a um elleilo iinmediaio o
Kuio causado nos sentidos, ua loteiligeocia, i.ocoravao?
Ha phrasis ii.nsaxrddas no inundo dai altes, que au
responder por OOI. Goilo deslo quadro, porque faz de-
lirar, ii 1-,1/er minar In: Iranspuilar ao espado e ao
lempo, i.e ,ii i.i.-iioi a.eii. d ciihiciiin Tal ebra lil
desijar, esperar. Ueste uioo o gozo se couipe eso
multiplica. A aiie te eleva, pois, a medida que a sua
ai i,.i sobre a alma se calende e te prolonga, medida
que u artista ve la II.ais UO li.limo UU6 iiiiainea, e Oala
aaaamaan airia
"'i iv i i ai iiita
que urna figura, remavao de cunliuuu aoa oufidul du
Inuaipbadur, como um aoiu diacurdanle mi meio de-
ra I..nuil.na de applnuiiis.......... e o imacavel orgu-
lliu de \ leiur Uniendo ae ai li.iv.i, que elle entru n
dilia :
Ab que ene honicm teni raao, au bo maii du
que urna figura ; elle o dille, e purinniu iao se dir : e
i.iu asienta muitu Lem a inv.j.i, puraque ella nao dt)
indiiu eaae juno ; he preeuu esperar anda um pa-
un, puraquu u vuljju me eliuuie grande pintor j pula
bem | laucum n. de una lelo de trulla paliuui, inelui-
rei Helia ii'lli mil humen, euiuu Deoaiuaa, uu alguna
cuiiiu litloiuiii, e altea Die cliaoiarad um grande pialar,
Asslili o I ii ii.
I no meio du acu triuiiipho, i para elle incompleto,
jaAuab ioiagiuaia o quadru, quu devia vingu-lo de
una pulvra.
hi.liilanlu, nu meio dui mil prupusilua, quo cerni
na i lliein.1 da piular, pvrguiitaa-ie a Violar, aeeua
ailmiiuvel cleova.. halla sui.idu Ou MU gema, us.un ar-
mada oa ana bellea e do MU peiisomeiiiu, un ae elle
havia dudo a vida e a luiniuilulidado u nina belleza
iva.
A'iieorespundia Vctor, iorrindo-io com lubleu.
lie um sejjredo.
Mauucra, |iuiom, para Carla! uiai n meilre havia
peduiu diicricdu au diaoipulu, e oalecra daqaeilet, para
queiu u n.e.lie he u deui; e unido miiia que o dcot......
o .undule e u Lpuilulu du ana raligilo,
hatavu bo (jalar daa parabeai, e dai narrojooi de to-
da a eipeeia atina da gloria do joven gramle humeiu,
quandu Ihe eiitregirtu um BWOu decarlia. Aimiiur
paite cuuiiulia nuu.pnu,eiil.i, elle ai leu rapidan.enie,
paaluu Iguiuaaa. pviuaa pre.euier, diindu-se ... para-
beai du ler lano, aailgui depull abri uiua, que u ad
mu un niri ilisiuinle.
Uu itliiiu, a c.pacnuta vasia, e lile la alira-li au
Bata, paiuwoa, que tuaaaalgaiaa deeta uiy.nfiea^oei
i-.Uipidas, que paislu pela bt.lunt do corlo, nliulaa,
quandu, ao machuca-la, .enliu alguiua cuuaa, que i uta-
va uaaUubraa da tapa. Ilu.guu-a, c achou demru um
auior-'perreiiu c eiu iiiyuutu, que, acui duvida, deviao
ao longe o correr da existencia, & medida que, de algu-
ma aorle, penetra elle o destino do Individuo.
Parar a arte no Individuo ? He evidente, qae ella
lera tanto msfs poder e randera, quinto mal abracar
os sentlmentoi do grande numero, a vida dos poros e
das rafas.
Podemos, pols, concluir pela propoticSo seguate:
A arle deie, por sua ar(3o constante, llgar-se ao des-
tino humano. O bello, ob|ecto da arte, be tanto mal
perfeito, quanto rnelhor reflecte o ideial do bem.
Concede-se voluntariamente eita le de accordo, quan-
do se trata das obras da architeclura. Cada um tente e
contem, que a perfelco do monumento depende da tua
apropiiacSo ao alvo proposto, que ha o pouso da eipe-
cie humana as condlces mais lavoraveis as tuai pre-
cisos, gostose trabalhos. A bellen da cathedral golhi-
ca concorda perfeltameote com a sua utilidade debalxo
das abobadas immensas, sonoras e luminosas, em que
lodas as arles teem o seu lugar, a Igreja chrlstia aco-
Iho fraternalmente os fien, que o templo grego, pelas
mrsmas nrcessidades da sua forma architectural, con-
servaba l ao longe e lobre o llmiar. a Todo liso he
muito bom ; mu, dir alguem, como he, que se pre-
tende achar, que o meu quadro se prende ao destino ?
Nao, nos nao pretendemos, que a vossa obra eiteja as
condlces da cathedral chrlstia. Oh I talve tenhamoi
de lancar em rosto ao maior numero a pobreza e o vasio
do pensamento, que o anima. Diremos lmente, quo
tndoi os grandes artistas bao poderosamente exprimido
o progresso dos ib minas, e guiado n mundo peloi cami-
nhos do destino. Nellei, em outros lemos, o bello be
lauto mais perfeito, quanto tnulhor redeca e cnsiua a
verdade humana e divina.
J vimos, que o destino humano he a felicidade, e
que um dos elementos da felicidade he o luxo. Se os
artistas querem preencheresta misso devem glorificar o
luxo. K entao, us inestres, esses, que lodos nos admi-
ramos, es-e-, cuja memoria he'o objeclo do nosso culto,
acaso preenchuto este dever para com a humanidade ?
lie certo, os ltapbaeis, os Leonardos, os Corregios,
os Ticlanos, os Cuidos, o Albanos, 01 Miguel Angelos,
os Georitioncs. os Veronesos, o Tintoretoi, os Muril-
|os, os Valasquei, os Canalettos, os Kubens, 01 Van
Dychs, os Pussins e os Claudios Lorrenos, lodos preen-
11 i'-.i i poderosamente a sua misso. E em nusso lem-
po tambem encontramos. Ii is esta misso. David,
Uros, l.aw/encit, Ingres, Gencoult, Delacrox, Robarlo,
marrchal Deramps, Scheler, Papely, Vernet Delaro-
che, Marilhal. J. Dupr, Corot, Trancis. Aligny, Win-
terhllter, P. lluct, ulanger, Courl. AITanso Ddreux,
Barn, DubulTo, l.epaule. os grandei eos pequeos,
os sublimes e os vulgares. Cilamos alguns nomes de
gloria equivoca, porque esses devem precisamente a
sua |i n uiaii lado ao amor o ostentacao de luxo, que
Ihes distingue as obras.
O luxo noeil lmenle aas roupagens esplendidas,
as pedrarias e dures prudigalisada; est tambem na
elegancia e delicadeza do vestido e acceisorioi; est na
iielle/.i e riqueza das formas. A este respeilo Rapbael,
Leonardo eu prjprio Ingres, sao pintores sensuaes,
sacerdotes do luxo. Nelles, a Ormeza e a pleniludo doi
contornos, assim como n'outros a frescura dai caroa-
cos, I lieni sentir e admirar o luxo interno mesmo, a
saude do corpo. Iteagindo contra o ascetismo, expres-
so na obra dos artistas da media idade, Kaphael, es-
se grande reformador, veio esciever em las telas,
com a autoridade do genio, o novo dogma, u da reale-
za terrestre. Essa riqueza do corpo, celebrada polos
mestres do XV | seculo, Rubons a levou a um ponto de
luxunanc.,1 excessiva. Ao ver essas mulheres corpulen-
tas e sanguneas, a gente se esqueco multas vezes do
pensameolo e do sentir, e o espectador sensual se dei-
laria voluntariamente arrastrar pelos transportes des.a
Kermesse, cuja orgia se slenla as paredes do nosso
velho muiiVi, extrema expresso mu material do mes-
tre II i luengo.
U luto nioesl rnenle na Torca das formas luma-
nas, no esplendor dos cslofus e dos accessoiios ; eit
as imagous poderosas dos animaes unidos aobomein,
nena historia das rafas roaes de cavallos, trocada pelo
crcio do um Ceiicaull ; esl nos monumentos, que um
Voroneso construio com magnideencia em tomo das
assemblas humanas ; oas cidadis activas e elegantes,
que o pincel de Canalelo tunda no meio dai ondas aiuei
du Ailniilieu ; una campoi groiniio.nl, urdenado! pelo
msriii. U luxo est na. fabrica! Taltal o animadas, na.
oampnn Fecunda!, na. lapada, uobrememo diilnbui-
las, un. I'rcicoi e riiuiilim lerradus, nal j mliu. magi-
oas, em quu a phanlaiia du ariieta nm pcrmille paiiear.
l-..i na moimo ar, que genio do pintar aquece, pun.
hca, c embalsama ; na luz, que elle taz irradiar vivifican-
te sobro o linniein, i.... pura o Uo e.plendida, que a
geiilu ae pon a miliar com ai fre.curm do Klein, no.
Iiizeiro. ilua eipherai elernni o honiiuniai du atiunaphe-
la, que se reulimra aqni ueile luuudu, ne.la idue de
miro, a quo vn. devela levar a humanidade, artillas,
que mil inipiradoi e revalidare! permanente!. Aiiir
cantando u luxo, o pndereii gUrifioar eeminar.
-_______________________(Jr COMMERCIO.
Alfandega.
Bbkdiiibuto do du 17................8:tr79#93o
Deicarregdo hofe 18,
Brigue farkillbacalho.
BarcaZilia mercadorias.
BrigueConcifOo-di-Mariadem.
Brigue f'i/ dem.
Consulado.
Rendimento do du 17.
(jeral. ,,, *
Provineial,......................
Diversas provincial..............*...
1:715108
*62i027
72il6g
2:249,220
Movimento do Porto.
A'aeoi inrrador no dia 17.
Mir-Pacifico, lendo libido de New-Bedford, he 311^
mezei; galera americana Deitemone, de 295 tone-
ladas, capillo Micbael Baker, equipigem 35, urg
zeile de peiie ; io cipitio.
PiUgonia ; 33 din, brigue inglet Rlaidtr, de 2i8
tooelidil, cipitio Richard Bord Pringla, erjuipi.
pigem ii, carga guano; a Johnitoo Paler&Com-
pinhii. Conduz 1 eipitio, e5 minnheiroi da un
navio, que naulragou na Costa.
Cinvelii ; 7 dias, hiite bruileiro Ptniamento-Filiil0
de 38 loneladai. capillo Manoel Alve Comino Bi-
bi, equipsgem7, carga faiinba ao capillo. Piki-
geiro, Anselmo Bodngues Msebidode Paila.
Liverpool ; 41 diai birc inglezi Thomai-Atillon,
de 257 tonelidii, cipitio Kobcrt Bruce, equipi-
gem 15, carg fitendii; i Russel Mellon &Com-
pmbii.
Patagania ; 40 dial, birc ingleta Slerling, de364
tonolida, cipitio Bobert Biekertr, equipignat 15,
cirg guio ; lo capillo.
dem ; 28 dial, brigue inglez Qutbtc-Packit, de 196
lonelidn, capillo Kobert Haddor, equipagen 10,
carga guano ; ao capillo.
Edital.
O doutor Jote Thomai Nabuco dt Araujo Jnior,
/dalgo cava lleno Ua cata imperial, cavallriro da
ordem de Chritlo, t juiz dt dirtiloda segunda vatt
do eivel desla tidadt o ttu termo, por S. M. I.
Faz publico, que, tendo cenado, pela sua mudioc
pan o A ler ro-ila-ltoa- Vista. n rasos, por que remove-
r as pracn do seu juizo para a sala das audiencias,
desd'ori ii meimn pricsi terao lugar i port di casa
di sua residencia, no Alerro-da-Boa-Vista, o. 39.
Jote Thomat Nabuco dt Araujo Jnior,
Det-laracoes.
Iizer-liio: Nao me ulvide. "A' quem havia olle pru-
meltidu urna leuibranfa, que tao iiiudeitainenla le Un-
reclmala? Lembruu-ie du que havia dito a Julia ; uau
liaba pur ventura a aua amencia deiabmado ? Tor-
nnu-te trale, lugo pezaruao, depoil de.uoiilenle ; rai-
gouacapa, egoardau ai Horca ua algibeira. Pobre Ju-
lia Sun, com cttciiii, ene amor o iiicommodava, p-lu
de mo humor, e fui c.to lalvez quem o leruu a faier o
que, em quulqiier oulra circmu.lancia, llie huuvera pur
oertu paieeidu uui aanalioo graoejo, le nio urna ma
acola.
Abri Viclor a ultima carta, leo-a primoiramente, e
depoil cxaunimu a asignatura o a letlra; lorimu-a
anda o lr, o exulaninii de repente, iuterroinpeiido o
furi.iin i-iilliu.ia.iuu de mu deaiei pairadurc do nfliui-
ua.qiiegauhao bella, colleccoe.iinhai decbocoi, do de-
aenhoi, o (ilguuias vetea pequenua quaroa, gritar do
i'uiiiiiiuo :
- Tu e. ii ni liuuieiii de talento......... illa he adura-
vel..........la prualra ludo........ uedro, Sauoliu e Mui-
linli, hi-..ii enlerradii Viclor inlerrmupeu, pon, o p.ira.ita (elle jA tinha al-
guna na aua cnmiliva), duendo :
Tenlio mu. rioionai du que Vmi. pernio, nieua
aenhuie., u ei.-uqui um uonviie para hura elugarde-
iei iniu.idu., do um genero particular.
Todoi i chegarao I roda do Vctor, que leu oa ro
alia o bilhule aiguiuto :
= O Illin. Sr. inapecloi do irseoai de marinlia
manda fuer publica, que, no dia 20 do correle, con-
traan a pintura di cisa di conlidoria do mesmo trie-
nal com aquella pessoa, que por menos fur aerea-
do os prelendentes a presentar ai suis proposlis at
ai 11 horai desse dia depoil de verem i can e la
Ibes declarar quil a piulara que oelli lem de le la
ter.
N'eiie mesmo dia e al a indicidi bora contrati-
ro igualmente o lllm. Sr. inspector, por vil de pro-
postas a com pra de urna bala de papel almajo ; 6 du-
ziis de pennn de ico ; dilai de lapis fnn para lor-
necimenlo do alcnoxarilido.
Secretirii da inipeccio do arsenal de marinbi di
Persatnbuco, 17 de junbo de 1846.
O secretario,
Alexandrc Rodrigue-, do A*]0$.
AVISO IMPORTANTE aos collect pos.
O administrador da mesa da recebedoria de reodu
ge riel inlernii avin ios collectadoi dos biirroi do Re-
cite, Smtu-Antonio, Boa-Viita, e A logados, que ei-
mon.if.uk.
Urna molher, a quem iui cerlidio de baptiimo
du, que lio nafa, a quem mil vetci diiem, que he
bella, a quem o aeu curelo di, que na bu lula. c|-
la niulhcr qner vr o autor da Virgtm lacrimosa. Su
Ine uo faz niedo una odmiiuflo de lian, apparcua
em nona ai del hura., ra Juubert....
Viclor parou. A anignalura da carta era : Ltona de
Cambure.
O numero? grilrao todoa.
Baila o que ja aabum, dine Amab mu oumpre
oonfenir, que lia singulares niulbere na ra Joubcrl.
Val lu? pcrguntariii-llie.
Nio por certo he urna boa fortuna, que cedol
quem quier.
Dei vuxei a reclamarlo,
Entre enai uci, a maii imtenlo, nuil obilinirli
fui a de Cario l,-(jo quo elle le npreientou como euK-
euri-eiiie, tudoi Iho i edrao. Carlita era o re du cari-
catural do oflinina, dizilo ilelli", em ,ligaran de pin-
tor : Que era capaz de fater do Talleyrand eu mde-
lo, tal era osen audacuiu aangue-friu ua ctecuc
do leui graeejn..
Violar aiirnu-llie deidcnhuio a oarla, reconimendin-
dii-llie r u ili- n i .i.
Iluin, dine Carloi. Creiu eaeuiida a reconnnea-
ila\-u, i.ao dove lar algiima fidalga velha, ou alguna
baroncta naiada na loura Gcrniauia. Seja o que fr, t"
icinalj que leja divertida.
l.in niiiuiimu depmi, Vielor, relindo em umi lili,
que fieava junio nlliein.i, olbuva em lileiiciu para o a-
iiinr perleilo e o myutotii, ongenhuioi inenaageiroi da
loan caito e nuil ardeute amar, e entre ii dizia, cuo
luda a tretela de um huiueiu doiguitoio :
He penal
Ere ene o verdadeiro seuiiuieiilu do aua alma ; dahi
pui-.o a peniar, edeitnu-io abaurver por urna profun-
dn preoeciipaciu. Seria ii amor, que uelle dciperltva,
lentiria elle, euiliiu, agilar-ie-lhe nu coraclo eaia oe-
eei.idade de viver em oulreiu, que cmplela a rida liU-
.1 mana ? ou aniel proieguia lmente um pcniaaientu, qui
aeihava do ae Ihe upreienlar? Teria deaeoberlo, que o
per.everanloaiuor do Julia pedera ajuila-lo, mu de
que o luppunha ao prineipiu, na iui gloria o na ina for-
tuna r Como qur que fui.e, Vieior, ao rollar ao icio
do. leus amigo, eonacrvou-le di.lraliido e quaii iriltl
MU meio des alegra, ,,uo te luocediMi ua aua uflieiua.
Quandu eheguu a Hulla, apreieutuu-e em tutea de ma-
dama Tliur, eioube, que luda a familia clava no lh-
atru ; deixuii o aeu biihele de risita, e dine eo reii-
rar-.e :
Ante aniu.
(CiaZiaiiar-w-aa.)


tSo sdatar o imposto do hinco Un de escratos, e-
net ectrrinhos, bolei eeinoai, Urrenoi da msrinha,
dcima de mi mora, para que vcnhSo pagar al o
lim do correle mez o que esto a dever ; pena de le
prncedar a ezecutivo contra 01 omino!.
Recife, 17 de junho de 1846.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuqutrgut.
=0 collector da cidade de Olinda avisa aoi Sri. pro-
prietarioi de predioa urbanoa da referida eidade (com-
prebendendo o limites anouuciadoi por tetes), que,
do dia 5 do correle mee, prineipiio-ie acontaros 30
din para o pagamento a bocea do cofre, nlos da res-
pectiva dcima do segundo semestre de 1845 a 1846,
como dos mais impostos i sea cargo ; e que, Gndo o
referido prazo, eitio incurios na mal la de 3 por cento
sobre o valor da seas dbitos.
Collecloria de Olinda, 3 de jnnho de 1846.
O colleclor,
Franciscanas Ckagai Salgueiro.
Goropahia de Beber i be.
Os Srs. accionistas cujas entradas
se acho em atraso, hajSo de as realisar
quanto antes.
0 caixa,
Manoel Goncalves da Silva.
Avisos marilinios.
Para Liaboa sai, no dia 23 do prximo julbo im-
preteritelmenle. o bem conbecido brigue portuguez
Comiedo -de-Mana: para carga e pasiageiros, para
que tem os rrHhor.'s e asieiados commodos, trati-se
com o capillo Maooel da Costa Neves, ou com o con-
/^neteiioThomat de Aquioo Fonseca, os roa do Vi-
gaiio, n. 19.
= Para a Babia sai ohiale Flor-do-Recifi, pregado
e forrado de cobre : quem nella qaizer carregar ou ir
de passagem, dirija-te a ra do Vigario, armazn ,
n. o.
__ Psra o Havre a barca franeeza Zilia, capillo
Renouf segu al o dia 6 de julbo : quem quizar ir
de passagem, pode onlender-se com os consignatarios,
Lenoir Pugct 4 C. -
- Para Genova segu, em poneos das, a polaca lar
da Gwuppina de primira marcha forrada de co
bre novo; pJe receber ainda 500 aaccoa de estu-
car a um frele ratostel: trata se, para esto im com
oiconsignatariot, Lenoir Puget di C.
= Para Lisboa sai, impreteriielmente no dia 24 do
correte, o brigue por tugue S -Domingo, e a inda re
cebe alguma carga, atsim como pis quaes tem escellentes commodos : os preti'ndenlrs di-
mao-sea ra da Cruz. n. 54, primeiro andar, ou ao
capillo Manoel Goncalves Vianna.
Para a Baha sahir esta
semana o hiatfi S.-Antonio* Flor-
do-Rio: para carga ou passagem
trata-se com Jos de Oliveira
[Campos, ra do Queimado, n. 4.
=Para a Babia preteode sabir breve o brigue-escuna
I Leopoldina, e para isso recabo carga a frete : quem no
mesmo quier carregar, pode tratar na preja com o ca-
pillo A ntooio Pereira Martins dos Santos, ou na ra
da Cadeis, n. 45, cala de Amorim Irmloi.
= Para o As- tai, com toda a brevidade posaivel,
o briguo Sociedade, forrado e encavilhado do cobre,
de primira marcha : para carga e paisageiroi trata-ae
na ra do Vigario n. 5, ou com o capillo a bordo.
__ Para o Rio-de-Janeiro sai, com brevidade a es-
cuna Joven-Demetria ; recebe carga a frete e escra-
tos : quem pretender embarcar falle com Manoel
Ignacio de Oliveira na ra de Apollo, n. 18, ou com
o capillo a bordo.
-m Psra o Rio-Grsnde-do-Sul sabir breve o bri-
gue Victoria ; pode receber escravoa e passageiroi :
quem no mesmo quier carregar ou ir de passagem ,
pode entender se, para esles com o capillo, e para
aquellas com Amorim Irmios, ra da Cadeia, n. 45.
Precisa-seelugaruma barcaca, de 12 a 20 cai-
tas, por anno, ou por semeitie ; a qual deve estar
prompta a navegar que da mesma lrma ae envega-
ra que he para navegar deste porto al a Parahiba :
quem a tiver, dirija-se a ra larga do Roiario n. 17.
Avisos diversos.
A CARRANCA.
O n. 81 acba-se a venda, na praca da Independencia,
linaria ns. 6 e 8.
= Davide Alves d Sacramento Silva denoudese
aisignar pelo nome aeima. fieando assigoando-se pelo
de Davide Alvea Fslcio Taques.
= Josquim Candido de Moraea offerece-ae para ei-
lor de qualquer engenbo, e tem boa conducta: por isso.
qualquer sei.hor de engenbo. que precisar, procure oo
lugar da I'edra-Mole, adianle de Apipucos.
= Manoel Innocencio Pereira Candoso faz ver aos
eus protectores, que Ihe acceitilo bilhetes para o leu
beneficio,para odia 11 docorrenle, que nio pode wr por
cauaa do ador Antonio Lopea Rib-iro cahir doente; e
fica transiendo para algum dallos das, o qual aera an-
njnciado por eata mesma folba.
O abaiie assignado. achando-te perfeiiemenle
rasUbelecido de sua aade. agradece muslo a todos o.
Srs., que concorriio pera o seu Irslamen.o. e muslo
mais agradece aosSra. Jos de S Lopes Fernandea. e
Manoel Jos da Silva Bellomonte; o primeiro, por se dar
so Irabalbo da eoadjoveeio das eamolaspara o meu ire-
lameoto, e o segundo por me lerem aua eata. ter meu
cirurgilo e tratar-me gratuitamente: e para teileoiu-
nbaralodot oquaolo Ihe sou grato, me oflereco aos
eut lervicos, como um fiel criado.
/mordalo Jote Marques.
m A arrematado da. aiendas ds loja. taberna e ei-
cravos penboiados a Couto V.anna & Falto, por eze-
cuciodeGeocge Keoworlbv Compenbse. que t.nbe
de se, leita, o. ra da Madre de-Dos, boato quera
reto, como se bavia .nounciado. fiwu lraosier.de, por
orden, do juiz do civel da segunda vara, para ,.
horas do dia. naquelle meimo lugar, onde ot l.cit.ntea
podem comparecer. i..
esFazem-M bolo, de S.lolo.enleiUdot com ptlm.i.
rimot, flores e o mesmo Santo todo dealfisios; bMi-
ehoa para cha, bandejaa enfeitadas conforme o goato de
seu dono: tambero se fatem doces seecoi e de caldea,
caslanbas confeitadas,doces de ovos, podint, tortas, tre-
medeiraa, plo-de-l, e ludo quanto he de sbremela :
di rus Direita, n. 33, ao p de dout sobrados de ve-
randas douradai.
=0 Es/olado responde ao Sr. escrivlo das bypolhe-
eta, que elle olo he doa que nio paglo, antea he doi
que paglo de mais; e que, se S. S. quer aaber o sea
nome, publique o seu regiment e essa liita dos que
Ihe nio paglo, poia o annuooiante esta convencido,
que, se essas pessoas nio teem salisfeilo, he talve pelas
eiceasivas exigencias, e com ellas provark o que S. S
deieja; e se o anuunciante quietse tratar do passado
nio Ihe pedia o regiment; porem, elle s quer preve-
nir o presente e futuro, para nio ser obrigado a ajus-
far com terceiroi nai escadas.
O Esfolado.
Havendo desapparecidn d'entre os papis do abai-
to assignado ama leltra de quilrocenlos muris, que
foi sacada a 24 de maio do anno de 1844 pelo mesmo
abaizo assignado, e acceita pelo coronel Joaquim Ca-
valcanti de Albuquerque, a qual lettra se achava ven-
cida desde 2i de junbo do anno prozimo panado; por
isso, o mesmo abaiio assignado declara, que ninguem
negocie dita leltra, por isso que o acceitante j i so ocha
prevenido, tornando-so por conseguinto invalida qual-
quer negociarlo e reapeito.
Jeto Lint Catalcanti de Albuquerque.
-O abaizo assignado pede ao Sr. que com elle a-
justou um eicravo, no dia 16 do corrente, e ficou de
ir ver oulro, que se acba preao na cadeia, e vollsr de
larde, para Ihn pasear o papel, e o nio fez, baja de de-
clarar por esta folha, se os quer; pois, do contrario,
paisa a vender a oulra pessoa.
Jo&o Jos de Carvalko Moraes.
- No dia 30 de maio prozimo panado, nerdeo-ie
na cidade de Olinda o seguinle: um par de brincos de
ouro com ramagens, e sobre cada um doi ditos, dous
diamantes; urna mcdalha tambem de ouro, cortadi,
com um diamante; duas tollas de cordio fino com cin-
co oitavas; um annel de pedra, grande; euma caiii-
nha quadrada de prata Apeisoa, que tiver echado di-
tas pecas ou que dellas tiver noticia, querendo-as en-
tregar, ter a bondade de dirigir-se a casa n. 8, ao p
de S. Podro Martyr, na meima cidade, quo sera gene-
rosamente gratificada.
=Joo Baplista Navarro, tendo de retirar-se para
a Franca, a tratar de ma sade, e nio podando pessoal-
menle despedir-ie dos leus amigoa, em rallo de auaa
molestias, pede aos mesmos, que Ihe desculpem esta fal-
la, (libado motivo epontado acceilando a despedida,
que faz por meio deale.
No botiquim da ra dai Cru/es dlo-se sotara*, ai-
mocos, e leas por preco commodo, juntamentecabi-
dellae mi de vacca, aoe dias tantos e domingos.
O NAZARENO N. 25.
as duas boras em ponto, ae achara a venda na praca da
Independencia loja de livroa, ns. 6 e 8 e na ra es-
treita do Rozario casa da F n 0. Tiaz artigoi so-
bre a eleicio de senadores, e outros, a cuja le tu-
ra ae convida os imparciaes.
Tendo o Sr. Theophilo Jos de Le moa empenba-
doum penhorpor 125,000 n. de principal eien-
do o (rato por 3 mezus, ja se passarao 12 mezes : e co-
mo o penhor nio chega para os juros e principal, por
isso ie faz o preaenle annuocio para que baja de ir
tirar, no prezo de 3 dias ou Iraapassar o dito penhor
para oulra mo vislo que a pessoa, em poder de quem
eiiste o dilo penhor retira-se breve para fia da
provincia e protesta nio se responsabilizar pelo dilo
ponbor pastado o prazo cima : na ra Direila n. 69
Precisa-ie ainda de um bom foroeiro ; na pa-
daria da ra doCaldeireiro.
D-ae pi de vendagem e paga-se bem ; na
padaria da ra do Caldeireiro.
Faiem-ie boloa deS. Jlo com ricas capellas
dealfinim, por preco muito commodo; aa peisoas ,
que quiterem dirijio-se ao sobrado da esquina da ra
dasCruzes por delrss da praca d: Independencia a
fazerem suas encommendae com antecedencia para
se faiereni ascspelles de alfiuim.
= Precisa-ie de um horneo que tenha alguma
intelligencia e que saiba bem ler e escrever, para cai-
aeiro de um deposito de pi e bolacha e o maii que
se Ihe olerecer; cujo deposito ja eati bstanle afie-
gue/ado : quem estiver neatas cirrumatanciaa dando
fiador a sua conducta dirija-so a ra larga do Roia-
,n. 17.
__ Hjpotbeca-se um sobrado por um cont de ris
a um e meio por tent eotregaodo-ie o lobrado ao
bypotbecario, para tirar o dmbeiro dos juros e o
qiie creicerdoi juros para ir abateodo-se no princi
pal ; cu|0 dinbeiro be para pagar urna bypotbcca e
umaezecuclo, que no meimu eziste : a tratar na ra
da Roda n. 50.
asa Alugio-se os S andares e solio da propnedade da
ra do Trapiche, n. 44, e passa-seo arrendamento com
seguranca : a tratar na ruado Queimado n. 1 com
I eizeira Bastos & C ...
OSr. Joaquim Jos Dial Pereira queira ir, ou
mandar re;eberuma carta na ruadoCreipo n. 14,
segundo andar.
Manoel Martina de Araujo Castro retira-se pira a
corle do Rso-de-Janeiro : quem tiver conlas com o
meimo pode aprsenla-las al o dia 20 do correute ,
que indo legaes serio psgae immedialamenle
__ Precia-ie de um liabalhador para maiseira e
tender pi ai freguenas da casa ; atrs da malrii da
Boa-Visla, n. 22.
si Francisco Domsogues Silva Arau|o fai icieole ao
reipeilavel publico, que, deide odia 17 do enfrente ,
deizou de ser caizeiro do Sr. Vicente Cardlo Ayres.
Alug*~H ,e(!onu'0 andar do sobrado n. 44, io
na ra atrs da matriz da Boa-Vista com tollo lava-
do e com ca meimos arranjoi do lobrado ; a fallar na
rua'do Mondego o. 27.com o capillo de artilhana,
Jlo do Reg Barros Fslcio.
Aluga-ie o segundo andar do sobrado da ruada
Penha o 29 com commodos e muito fresco por
10,000 rs. memaei : a Ualar na meam. ra. venda por
b.iao do sobrado do coronel Josqu.m Bernardo de Fi-
gueiredo.
= O oomero 2928 da primira quarta parte da ter-
ceira nova loteri. da m.tri. d. Bo-^iU. Pte0 >
padre Antonio Jote Gorxiei de Br.to da tilla do Cabo.
.. ___i___..., nroin mra o nico de ca-
ta que teja Ge! e diligente ; no Aterro-da-Boa-Vis-
1t, n, 36.
SOCIEDADE HARMONICO-THEATRAL.
Acommissio adminiatrativa reune-se boje (18) ,
pelas 5 horas da tarde para approvacio dos convida-
dos para a partida de 29 do correte : os Srs. tocios
amgnantea queirioapreientar suai propostal.
Precia-se de urna ama para caaa de pones fa-
milia queengomme e compre na ra dando conhe-
eiaieolo de sua pessoa : no pateo de S. Pedro, n. 22.
Prccisa-se de urna mulher para ama de urna can
de pouca familia para o ler.ico interno sendo j de
idade e que aeja de bons costuuies ; na ra larga do
Rozario n. 32.
=- llosa-sea pessoa, que achou urna carteira com
perto de 500j rs. em cedulai, que m perdeo em caa
doabaiio assignado no Poco-da-Panella ubbado
panado a noule, que faca o obsequio de mandar bo-
tar a dita carteira com os papis, que estatu dentro
(e que a elle nao serve de valor nenhum ), por baizo da
porta do armazem n. 44 na ra do Trapiche.
Joilo Domley.
Precisa -le de um capellio para celebrara mista
dai 10 horai, na matriz de S. Fr. Pedro Goncalves ,
no Recife que ha dita nos domingos e dias sanios ,
por 2000 ra. cada urna ; os pretendontea dirijio-se
a ruada Aurora n. 4.
Roga-ie, por favor, ao Sr. Melle-Vista da r
da Praia baja de nao tratar os seus patricios (ao mal,
como oscostuma tratar, na ausencia, por marotos
marolinhos e marolocs, quando elle he o maior n-
rolo e adulador qu ao depoii, ao depon Sr. Melle-Vista.
O Observador.
= Perdrio-se uns botdei de ouro lavrados, para pu
nho de camisa, como nome de Jos Joaquim da Silva
Maia pela paila de dentro dos meamos botOes ; quem
o achou e os quizar restituir, dirija-so a ra do
Crespo n. 12. que ser! recompensado.
Aluga-so, na cidade de Olinda ra do'Ampa-
ro um sobrado rectificado do novo com muito bons
commodos, tendo ppdaria com loHos os perb'ncei, pro-
prio para qualquer familia que se queira ostabelecer
no mesmo negocio ou sem a dita padaria : quem o
qui/.er ter dirija-se a ra larga do lio/ano, n. 21,
primeiro andar quo se darao todas as informaedes.
OSr. Seralim Jos Correiade S tem una caria
na prava da Independencia, lvraria ns. 6 e 8.
= Na ra Nova loja n. 58 se dir quem d a
promio at dous conloa de ris, meimo em pequeas
quanliai sobre penbores de ouro prata ou bypo-
thecaa ein caas terreas.
= Oarrematantu das rendas provinciael do muni-
cipio de Serinbiiem avila aos habitantes da frarcio de
Ipojuca, hoje incorporada ao municipio do ("alio, pela
lu protincial de 1816 que continuio a sor P'gai e
arrecadada ss ditas rendas pr.vinciacs por elle arre-
matante, dentro do prazj do contrato celebrado enlre
elle arrematante e o Ihesouro provincial; cujo contrato
tete eooieco no da !. de oulubro do 1815, e se linali-
ir. no ultimo da setumbro de 1848.
Precisa-se de um caizeiro do 11 a 16 snnos ,
que tenha pratica de venda, o que d fiador a sua con-
duela ; no Aterro-da-lloa-Visla venda n. 54.
Osahaiio assignados azom sciente ao publico,
ue team cilabelecido urna sociodade as las Injas de
selleiro, sitas na ra Nova. ns. 5 o 28, e na ra da Ca-
deia do Recife, n. 49, em cuja aociedado admiltirao
como 60cio ao Sr. Antonio Joaquim I.eile; fieando aa
mesmas lujas com o mesmo estabelccimenlo, que linbao
al agora, debaizo da direcco dos socios Silva & Lej-
o, os quiei Picio cncarregadoi de fm todas ai lians-
accdei da casa, dcliaizo da firma de liraga Silva & Com-
pinina, desde o 1." do corrente em vanlo. Antonio
f'erreira da Costa fraga. Joo da Silva Braga.
= Manoel llodriguei de Carvalbo embarca para 0
Rio-Giande-do-Sul o leu escravo donme Antonio,
nacao Bcnguela.
= Alu(a-se um grande solio na melhor ra, com
mullos commodos, e pintado denoto: na esquina do
Liviamcnto, loja de 6 portas.
Dcsnppaieceo, em 7 do corrente ju-
cuuTlinliO fono de nome
idade de 10 a 11 annos,
qualro para cinco
o
grlo, e oatro capado ceitenho eicoro amacacado ;
e toda a pessoa que foracbada com cavsllo a elle per-
tencenla fica obrigida a pagar-lbo os dias do uso-
(rucio, a 500 n. por dia.
- Fazem-se quaeiquer cortinado!,qur sejio velbos ou
modernoi, ou de qualquer qualidade que sejio: e-tsm-
bem lo las as furacoei de leges, cadeiras, solas,' cadeiraa
de balanco, e outras armaroes decamarim ( ou lenlu-
re); em lim, lado quanti< he concerneote a tapecaria ,
ae faz com a maior promptidin posiitel: na Iratesss da
Concordia, n. 15, atrado Carmo.
=Concer(io-se ai alampadas chimadas eareellai, com
machina, com lods a perfeieio e promptidio, o i res-
noniabiliss pela falla do andamento,por prec,o com-
modo : na Irateisa da Concordia,n. 13,atri do Carmo.
Arrcnda-ie o aillo e casa de sobrado da Cscala,
no lugar da Soledade com baitantei commodoi e sr-
ranjos para qualquer familia numerosa : a tratar na
ua de liorlas, n. 140.
AluRa-se urna prcta para ama de leita muito
sadia com muilo e abundante leite parida ha 3
mezes, e nio tem cria ; na ra do Jardim n. 45.
= Oflerece-se urna ama para o servico interior do
urna casa da pouca familia, ou do homem solleiro : na
ra da Gloria, n. 29.
O jui/ de direitoda segunda tara do civel mu-
dou sua residencia para o Aterro-da-lloa- Villa, n. 39,
segundo andar.
= Arren.la-ie urna caa terrea abarracada no la-
uer dii Manguinho por preco commodo : a tratar na
ra de liorlas n. 110.
Sorvetei, na loja do Bourgard, de hoje em dian-
te de ni ni i i
Aluna-se, por preco commodo, o armarem da
casa 11. IG.da ra Vigario a o legando andar da
rasa n. 1, do becco do '.ampollo : a tratar na ra d s
Cadeia-Velba casa da viuta Seve & Filhos.
Casa da F,
Na ra estreita do Rozario, n. G.
O cjutelisla da casa cima laz t'ram amantes di jogo
Ij loteras queesl-i marcado o dia 2( do corrente
nc2 para o andame.ilo das rodas da loteria da matriz
da Boa-Visla rujos buhles achio-so a tenda e as
rodas correra inl'jllivelmenle no ilia cima, fiquem ,
ou nao billielos. As cautelas tamliem interesslo pelo
seu diminuto preco de 5011 e 1000 rs. que ebega pa-
ra todos os quo gllao deste ogo.
Lotera da matriz da Boa-Vista.
As rolas dosta loteria andio inlallivelmente no dia
2G do corrento mez emhora fiquem alguna bilhetes
ur tender : o o respectivo thesoureiro espera que
om esto terceiro annuncio, desengaados 01 amadores
Jesto joizo do que a lotera nio deiza de correr no
referido dia concorrio a comprar o sesto dos bilhe-
tes que existe) nos lugares ja declarados.
Alugs-se urna boa loga na ra da Cadeia, n. 40,
em que esleve o Sr. Cselo, o j lem armario para
laz'ndas em que o alugador nio tem a laier despie-
zas: lili -1- na mesma luja, ou na ra do Apollo,n. 18.
= Medames l'oy el Julieo teem a honra de prevenir
os senboras dosta cidade, que ehegou de Piril um aor-
tiiiienlo do modas tiS mais novas, como lejio chapeos
de renda paiba aberla escomilha palba de arroz ,
sedas, toucados da ditas, loucas, flores, &c. Scc Ellaa
esperio merecer confianza e fregueriai de lodaiasse-
rilioras, que as quiicreiu honrar, na ruado Alerro-
da-Boa -Visla, d. 6, primeiro andar, caa do Sr. 0-
liveira.
- Arrenda-so urna propriedade com caa de vivenda, e
para escravos.casa de I mola,c distante de.la prac.aduas
legons e mcia, combastanle vargens de mar;ap para to-
da plantacao, boas mullas, que seconsente derrubar-
M parle dellas, lendo madeiras de ferrar, com paito (ci-
to para 30 a 40 animaes, tendo rio correle; da-10
tambem para levantar engenbo, que lem proporcSes, o
d'agoa, lendo bastantes madeirai feilai no mallo para
tal obra : quem Iheconvirr, procure na ra da Auro-
ra, n. 22, lodoi os dial, uu na ra do Queimado, loja
n. 4.
nho 11 m
Traja no, com
qual tinlia viudo, ha
mezes, do Rio Grande do Norte, alogad
por seu av Luciano, a Matbias Jos Al-
ves de Araujo. Hoga-sc a qualquer petsoa
que o vir, ou dille livor noticia, de o par-
ticipar na na da Cadeia do Recife, loja
n 9. defronte da relinacao, que se re-
compensar i adverlindo-se, que o cafad-
clinho he cheio do corpo barrigudo,
Compras.
= Precita-sealugtrumpretoparaoMMico deca-
tem ollios grandes, e foi vestido de calca
e camisa azul e chapeo de pallia j
usado
O HOTEL FIIANCISCO
tem toneto, sabbado 20 de junho, asi I horai do
da e de tarde.
=Alugio-se 2 sitios um na campia e outro ns
ruada Casa-Forte ambos com boas accommodacoes;
amni como os terceiro o quarto andares do lobrado da
ra do Amorim oo Recle n. 15 : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo sobrado.
= D. Candida Joaquina Vellozo do Azevedo lem jul-
io e contratado cm o Sr. Joao lernandei da Silva
Reinou comprar-lhe a aua caa terrea, lita na ra do
Fogodeila cidade, n. 50: le ha pessoa, quo te julgue
comdireilo o dita caa, a ezcepelo da Sra D. Cons-
lanlina Jacinta da Molls, que se esta cerla de sua by-
polbeca, queira annunciar por este Ihatio, no prazo de
Irai dias; pasiadoi os quaei, nao sori admillida recla-
macio alguma.
__ O proprielario do engenbo rorno-da-s-sl na
cidade de Olinda, fez publico, que ferrou 01 cavalloi da
roda de leu engenbo como ferro seguinle W na pi
direita e em cima da anca esquerda, e^JTj^decla
ra que elle nao vende nem troca cavsllo algum que
lenba leu Ierro ; por isio, onde qur que ellas appa-
recio devem ser comiderados urtados e rcmettidoi
para ditoengeoho que se pagar* generoiamente ; as-
lim como declare, que ullimameele Ihe folio urtados
dous cavallos, um slstio com estrella na testa em
_Compra-ae urna porta oom inn emamo, ou grada
,ar,i iiniii ramarinha interna: neala typograpbia.
__ Comprad se um molequo coiinboiro e outro
oflicial de sapaleiro que sejio da bonitas figuras; pa-
Kio-se bem, urna vez que agradem : na ra da Con-
cordia, lado direito passando a ponlezioba aegunda
casa terrea.
__ Compra-se o primeiro lomo da Historia Sagrada,
por llernardmo Freiro; quem tiver, annuncie.
- Comprio-se, efleclivamenle, eicravos do ambos
ossezos, da 12 a 25 annos, agradando pagio-se
lem: na ra larga do Rozario, n. 21, primeiro andar.
Compra-ie um molcque de 10 a 12 annos, sem
achaques nem vicio!; na ra da Cadeia de S. Antonio,
n. 17.
- Compra-se urna collecrio de modelos para prin-
cipiantes no desenlio ; e um marco de duas ou qua-
tro libras : na ra da Cadeia-Velba loja n. 21!.
Vendas.
Vende-ieum bom porta-licor ptimo para al-
guma sociedade por ter urna bonita cala enternua-
da, e com molas, em quo sustenta o mesmo porta-licor,
por preco o mais commodo possivel; na ra de Mortal,
cala terrea n. 62. _.
Vende-se urna legoa de Ierra em quadro em Pi-
rangy, termo de Sonnhlem com boai madeiras do
conitrucrio ; lai-te lodo o negocio : oa ra Augusta ,
calaao p do sobrado cinzonto.
- tende-seum ptimo carrinho de duas rodas,
por preco commodo ; na ra do Arsglo cochera ,
n. 17. .
__Vende-ieuma prela quecoiioba, engomma o
faz lodo o mais lervieo do urna caa ; na ra do Colle-
gio, n. l.iegundo andar.
- Vendo-so a labiica de lazer papelio na ra das
Cinco-Ponlai n. 33 por preco commodo por leu
dono relirar-10 para lora da prega ; tambem teode-ie,
ou arrenda-ie un) pequeo litio na potoacio dos Afo-
gadoi, com bastantea pea de coqueiros e muitos ar-
voredos de difl-rentes Iructas : a tratar na mesma fa-
brica das 9 horss ao meio-dis.


[.t
= Vende-se urna porfo de tebo muilo bom ; na
ra do Rsngel. n. 40.
Conlinu3o-so a vendor chapeos fino de caitor ;
na ra do Trepicbe-Novo, n. 5, caa de Joio Stewart.
Vende-te un armario grande doui balcoet, e
urna carleira ; na ra da Cruz, n. 63.
=Vt'mie-se um escravo de na?ao de bonita ligu-
ra ; na ra Nova, n. 1<3.
Vendem-secbarutoi de boa qualidade por pra-
vo commodo .-ni cu has de 225, cbegadoi ullimamcn-
ti' da IIjIim ; na ra do Trapiche, n. 31, argundo
andar.
Vendem-se ai RefleiOes do estado de (naneas do
Brasil, e a subslituicao Jo trahalho dos eicravos por
trabalbo livre no Brasil por llenrique Vollo'O de Ol-
vi'ira 2 olbelot, a 600 rt. cada um ; na roa do
Trapiche, n. 31, segundo andar.
Vende-ae una preta de bonita figura propria
para todo o tervico, por preco commodo; em Fra-de-
Portai, n. 83.
=Vende-te gomma de carnauba e peooaa de ema ;
na ra da Cadeia do llecife n. 34.
=Vendem-se as obras completas de Luii de CamSe,
cni 5 volumel a meii nra e ntida edicio que tem
i,ppartcido pelo mais motlico preio que bo possi-
vel ; na ra da Cadeia do llrcile loja da viuva Car-
dlo Ayres; e as livrarias da i spnna da ra do Colle-
gui. o pateo do dito, n. 2 ; na praca da Independencia,
ni. Ge 8; no Aloiro-da-Boa-\ isla, luja n. 11.
Vendo su a Tli' ologia do l'adre Monto nova en-
cadernaco ; na praja da Independencia l.ir .i .i ,
ns 0 e 8.
Vende-ieCERA EM VELAS do Rio-de-Janei-
ro sorlimerito de I a Itirin libra ; na ra da Sen-
tella-Velbi, n. 110.
Vende-se o superior vinho da Madeira, em quar-
tolas de 2 e i em pipa ; na ra do Vigario armazem
n. 4. de Rotte & Bidoulac.
= Vende-se, ou troca-ae por urna esrrova um ter-
reno com alicerecs para duas moradas do casas, no Ater-
ro-dos Afolados, com 3( palmos de trente o lo de
lunJo ; na ra Nova O. 21,
V ende-se a venda da ra do Collegio, n. 21, com
900 a 1:000a de ris do fundo a diubeiro ou a prazo:
a tratar na mesma venda. Na inesma precisa se de um
Porluguez com preferencia das ilhas para trabalbar
e administrar 4 a (i escravos distante detta piara (>
legoaa.
Vende-se um prelo de nafo, de 40 annos, pou-
co n - ou menos ; urna preta, de 10 annus tambem
de mu Ao de bonitas figuras ; o preto bo seirador: na
ra da Cruz, defronte da cacimba, venda de Manool
de Su Araujo.
Vendem-se 44 varas dn lagedo preto ; um mole-
quu de 14 annos, com principios de sapateiro : na
ra da Cadeia do Itccife luja o. 59 a fallar com
Jos Di j da Silva.
= Vende-ae urna porco de esrravos, que a vista dos
compradores se dirafi as habilidades, e vorao as figuras;
urna preta parida de me/es : na ra Nova, n. 21 ,
|.rimen o andar.
= Vende-so urna venda em muito bom lugar com
poucoa fundos muito boa para ae principiar a di-
nheiro ou a prazo com boa firma ; um ulradinho de
2 andares, sito na ra do Burgos n. 3 que rende
mentalmente -22} rs. por 2:'>00ji rs. melado a vista
QieJade a prazo rom boai firmas ; urna parle de urna
casa terrea ,' na ra da Seniallu-Velba que rende
ii enslmente \ rs. por S00) rs.
iini venda n. 17.
Ventlc-.se gello ; no litigue ameri-
cano, que se acha fundeado cm lenle da
cscaditiha da alhuidfg.i, onde se adiar o
lile do mesmo brizne, para conduzir
rara liordo os compradores.
Vende-se urna rebeca de muito boas voret, com
scu arco proinpto em muito bom uso : na la de S.
Francisco anligamonte .Mundo-Novo n. 06.
- Vende se superior mar-me-
lada : na ra da Frua, armazem
n. 2.
Vcnde-se superior fogo
da China, em eaixas de 40 carias,
por prego commodo: na ra da
Cadeia de S. Antonio, n. 25.
= Vendem-se nxendas de ferro para eogenhos de
assucar, para vapor ugoa e bostas de diversos lama-
nbos por preco commodo ; e igualmente lanas de
eiro coado e batido de todos os tamanhoa : na pra-
ca do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calinoot &
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
= Vende-se ou hypotbeca-se um escravodc naci,
robusto e sem vicios ncm achaques por 2(101 n. na
ra do Livramento, n. 36.
Na ra da Cadeia do Recife, n. 46, ha sempre um
grande tortimenlo dos melbori-s vinhos do Porto, Ma-
deira Sherry Clare! ago'ardente do Franca da
melbor que tem virolo a este mercado, e igualmente urna
porcio de doce da Europa da melbor qualidade pos-
tivel ; tudo se vende a preros rasoaveis.
\endo-teagoa do Prata a 15 rs. o caneco
quem comprar oais de um em raso do troco : jun-
to ao Irem.
Na venda nova do tres porlas defronto do bec-
codoTrem, vende-se manteiga ingleza de segunda
qualidade, a 600 ri. a libra ; dita aiaia inferior a 240
ri. ; o verdadeiro vinbo mutcatel ; e uniros gneros
de venda por preco commodo pira liquidar a di-
ubeiro a vista.
Vendem-se 3 escravoa sendo : urna preta de
.0 annos; urna dita, de 15 annos ; u:n moleque de
17 annos; lodos de afio de bonitas figuras e sem
vicios o em achaques ; as pretal cozinbio de todas aa
qualidade, e sao peritas engooimadeire : na ra da
Concordia, pillando a pontezinba a direila aegun-
da caaa terrea.
= Vendem-se saccas de farinha fina e grossa ; ditas
dearroi branco e vermelbo ; dilaide dito com casca ;
ditas com milbo : na ruada Cadeia do Recife arma-
zeui o. 8.
= Veodem-te meias barricas com farioha gallego ;
na ra do Trapiche-Novo, n. 8. B
Vende-ie orna preta de bonita figura coziohei-
ra, cote cbio e ensaboa perfeitamente ; na roa do Cres-
po, n. 17.
Vende-se um fardamento completo em bom es-
tado para oflicial da guarda nacional, por preco com-
modo ; na ra das t'.rures, n. 40.
Vende-se farinha de tri-
go SSSF da marca verdadei-
ra, chamada llamo, cm pe*
quenas e grandes porces, a
vontade dos compradores : no
escriplorio de Kalkmann &
Itoscnmund, ra da Cruz,
n. 10.
= Vender.i' rico corle de vestidos para senbora.
de fazenda victoria imitando seda ornis superior,
que tem apparecido tanto pelos bonitos gostos co-
res fizas, c de muita durarao, como pelo dimionto pre-
co de 4000 rs. cada corlo ; ricas mantas de seda para
senbora chegadas pela ultimo navio de Franca, o mais
superior, que ha nesta praca ; chale; de seda, gran-
des e pequeos, da bom gosto, e por preco commodo ;
assim como um novo sortimento de cortes de veslidosde
diflerenles qualidades cores lisas e gostos muito mo-
dernos por preco mais barato do que em outra qual-
quer parte; um novo sortimento de corles de casimiras
para calcas fazunda a mais rica, que lern apparecido,
em goslo e qualidado por muito barato preco ; novos
cortes de colletcs tonto d velludo e selini como de
gorgurao e seda tudo por preco muito em conla; bous
fusles para collete a 800 rs. o covado ; urna nova
fazenda para roupa do escravos por ser do cor escura
e de muita durando pelo diminuto preco do 180 rs. o
covado; assim como outras muitas fazendas de dife-
rentes quaiidades que sorao pal ntcs aos comprado-
res o se tenders por preco muito commodo : na ra
do Crespo loja nova n. 12, de Jos Joaquim da Silva
Maia.
-< Vendem-se os mais as-
seados corles de cassas pinta-
das, com 7 varas cada corle,
pelo barato preco de 5,^0OO
res: na ra do Crespo, loja
n. I'i. de Jos Joaquim da
Silva Maia.
Vende-se, na ra da Cruz, n. Go,
cera em velas, vinda do Rio de Janeiro,
de urna das melliorcs fabricas ; he ptimo
sortimento por ser de 3 at iGem libra ,
e por preco mais lualo do que em ou-
vinagre branco
rs. a caada ve^
da ra Imperial,
tra qualquer parle.
Vende-se
nacional, a 400
Iba: na fabrica
n. 7; ra Direila, n. 53, venda
... ra do Amo-,je \j Miranda; llo Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Krederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do iNicolle.
Fardos em saccas muilo
grandes, chegadas ltimamen-
te : nos armazens de tiuina
raes e dollacelar, odenle da
cscadinDa da alandcga.
- \ ende-se urna groza e meia duna do limas de
ac fundido, sorlidas autor Sebmite as maiores
leem 7 pullegades, e as mais pequeas teeo Ii; na
rave&sa da Concordia, n. 1J, al, u do (amo,
=.Vendini-se 8 escravos mocos ptimos para o tra-
balo de campo e da praca ; 2 moleques de 14 a 16
2 mulalinbos boos para pagens, de 12 a lli
6 tscravas mocas boas para lodo o servido ;
niuito lindas para sereui
20 annos boas para o
na ra do Crespo, n. 10, priinei-
educados ; duas pardas de
annos
annos
2 negiinbas de 12 ann
i
servo o do urna casa
ro andar.
as lejas da ra Nova ni. B e 28 e na ra da
Cadeia do Recife n. 49 perlencentes a Hrags Sil-
va iCompanhia se acba um completo s. runenlo de
sellins do todas as quaiidades; silboes para montana de
senbora; loros ; catecades rolicas; silbas inglezss de
patente; ditas chatas, de couro de lustro branco; tal-
lins e cananas ; barretinas; espadas de todas as quaii-
dades ; couro de lustro branco para correiames de fu-
rileiios o guarda nacional de cavallaria ; dito para ca-
nbOes de botas do criados; dito preto superior para
calvado; colclioes de todas as quaiidades; e (odas M
mais laiendas perlencentes as ofliemas de selleiro col-
cboeiro, e unilormcs militares: aonde tambem s fa-
rem e concerto-se ditos objectos com a maior perfei-
i ao e preco commodo.
Vende-se sag de boa qualidade,
e por preco commodo: na ra da Cruz,
armazem n. ,jS.
= >endem-se varios escravos, ebegados prxima-
mente do Aracatv tendo entre elles um perito coii-
nbc.ro ; pennaa de ema ; cera de carnauba ; sola ;
bezerros ; couros de cabra ; caitas de tartaruga lu-
do por preyo commodo : na ra da Crui, armazem .
n. Til. '
Vende-ie um espelho de qualidade grande ,
prasela, por preto commodo ; na ra do Aragio ,
Vendem-se os seguintes romances
de Paulo de Kork, cujastraduccoVs recentes, de 4 vola-
mes em bom portugus acaModo chegar 4 livraria da
da esquina do Collegio por preco commodo An-
dre, oSabnyann; [iarbeiro de I'afis; o Bigode; Don-
cella de Bollevillo ; EsteSenhor; Irmaa Anna ; a l.ei-
teira ; Magdalena ; Viiinbo Rarmundo; a Mulher ;
Robineau e Felina ; Senhor Dupont; Familia Gg;
Sem grvala ; Georgeta ; Homem da Nattirezt; Ho-
mem dos tres calcdet ; o Gil Braz da revoluxio por
Picard; Rananeira, por Soulie ; Adelina e Mauricio,
por Voiart; Amigo do easlello por Monnier; Eme-
ranee, por Ancelot; o Assassino ou i (orre e capella;
Carlos Darimore ou o eieeiso do ciume; Oculos da
velba ou lente maravilbosa romanee original porla-
guez em 4 volumes. A seguinte obra mil'tsr : En-
sata sobre os principios geraes deestrategia, e de gran-
de tctica para os alumnos da escola do eiercito, por
F. J. Barreiros, 1 vol., 1838.
CHAMPAGNE MARCA C & C.
Ha urna factura nova deste ce-
lebre vinho, chegada no brigue
francez Zilia: acha-se venda
no armazem de M.c Calmont &
C.a, praca do Corpo Santo.
= Vendem-se os muito superiores e mais modernos
liorzeguins gsspeados francezes pa.ra bomem ; di-
tos para senbora ; os muito acreditados sapates de
bezerro de Nantes do Susr; ditos de 3 solas ; um sor-
timento completo de calcados ingletes, para o invern ;
sipatos de cordavio de Lisboa, pare senbora 800
rs. ; ditos de lustro, para meninas de 8 a 10 annos,
a 800 rs. ; chiquitos a 120 rs. ; e outras muitas
qualiladesde calcado por pre;ocommodo : ns roa da
Cadeia do Recife, n. 35.
=Vendem-se charutos regala de primeira o aegon-
da qualidade, fama -u>a principo, cabecudo, ebega-
dos ltimamente da liahia : na ra larga do Rozario ,
fabrica de charutos, n. 32.
= Vende-se urna preta moca, propria para qual-
quer servico por 350j rs. ; um preto de 20 annos ;
um lindo moleque, de II a 10 annos, oflicial de mar-
ceneiro ; duas mulatinbas de 12 annos, muito bo-
nitas proprias para mucamas de alguma menina : na
ra larga do Rozarlo n. 24, prirneiro andar.
= Vende-se um jogo de breviarios impressos em
1815 ; na praca da Independencia livraria, ns. e 8
= Vende-se, ou troca-se urna preta crioula de
8 annos de bonita figura por um moleque da mes-
ma idade ; na ra do Collegio, venda n. 12.
Vendem-se 2 escravos, muito robustos, tendo
um oflicial de carpina ; sola ; couros miudos ; bezer-
ros ; um relogio de ouro patento : na ra da Cruz ,
no Recife n. 26, venda de Luiz Jos de Sa Araujo.
Vendc-se farinha da (erra muito superior, o al-
ueire pela medida dojbarco, a 3200 rs., sem lacea, e
com sacca a 3520 rs. ; ni ra do Caldeireiro, n. 80.
Vndese una arinaco de loja, propria para qual-
uer eslabelecimento ; na ra das Cruzea o. 11.
= Vendem-se na loja de ferragens da ra da Ca-
deia do Recife n. 44 cordas do tripa para violio e
rabeca chegadas prximamente do melbor autor ;
ditas para piano ; cartas de traques da india minio
novos a 100 rs. ; assim como toda a qualidade de
ferragens e miudezas, por preco commodo.
Vendem-se 3 casas pequeas sitas nos Coelhoa ,
na ra do Josmim que rendem um por cenlo ao mei,
com boos commodos por ler 2 salas 2 quarlos co -
/inha quintal e cacimba, cada urna feilas a moder-
na e acabadas ba 2 annos livres e desembarcadas,
por serem feitas pelo vendedor, em chaos proprios ; na
ra da Concordia sobrado de um andar n. 5.
Vende-se um piano de muito boas voies e de for-
te construccao ; urna cadeira de arruar anda nova e
forrada do seda ; macacos para arrumar cargas ; ence-
rados para cobrir (eneros : na ra do Amorim n. 16.
=Vendem-se dous pardos mocos, sendo um boro
carreiro e o outro ptimo pagom ; 4 pretos, ptimos
para o campo ; 2 uegriobas, de 12 a 16 annos; 1 par-
da ; 4 pretaa mocas com varias habilidades: na ra
Direila, o. 3.
DEPOSITO DE FARINHA.
No armazem de porta larga, do caes do Collegio,
ba laiinlia do mandioca oovamente ebegada de S. Ma-
tbeus e S. Catbarioa a retalbo, ou em grandes por-
coei por preso commodo pela medida velba; e tam-
bem arrot pilado o caf.
-\ endem-se 2 negriubss de naca, de bonitas figu-
ras ; na ra da Concordia, lado direito pastando a
4o
um grande sortimento de ooulot para todas ai vist
adverte-se os froguezes, que se dar ludo miii 'Jj
conla possivel.
Itonpcs, a 1^500 rs.
Vendem-se cortes com 3 novados e me i o detta
cellenlo arenda poraer moito eneorpada din,-"
la duracio pelo mdico prer;o de 1300 rt. ; eeijmirM
de lia, com 3 covadoa e meio o oorte a 1400 rt
cotoet de linbo de s'-perior qualidtde a 1700 rt '
oorte de muilo booilot padrees : na mi do Coll#,
lojan. 1. '
Vende-ae muilo auperior vinho de Cbamtaga,
e Clarete engarrafado, ebegadea ltimamente pelo
Armorique ; em cata de Frederico Robilliarl ru 4,
Trapiche-Novo, aonde te coolinuio a vender oa'anuia
le generot : plvora em barril F, 1?, HF; pat
to ; er ; colla luperior ; cha bjtton ; papel da au!
china, aiul e branco ; eicellente vinbo de Gberez ,J
cateo e engarrafado ; ago'ardente de Franct; ctr'.;.
branca e preta ; panao de algodio {reato, |loir0
ra ensacesr aiiucar ; e um variado sortiufWto de f
rageoi.
Vcnde-se salitre refina-
do a 240 ris a libra 'a 220
em barris: na ra do Cabug,
botica de Joo More ira Mar-
ques.
Vende-te urna machioa de vapor, da forca de 4
cavallot ; urna terrera vertical; urna dita pan fner
tijolot ; um engenbo pira beitaa ; a viita do compri-
dor ae lari qualquer oegocio : no Aterro-da-Boa-Vista,
n. 3, prirneiro andar.
Vendem-se casis-chitas de muito modernos sir),
droei e de cret (iiai, pelo muito barato preco i,
2500 rt. o corle ditot de littraa a 3000 ra. coa 7
varaa ; ditos de cambraia de littraa de corea a 3200
rs. com 6 vrate meia ; cotini escuros, de pora Ii-
nbo muilo proprios para calcas a 1600 rt. o corla -
e oulm muitaa fazendat: na ra do Crespo o, 18 '
loja de Cempoi & Maia.
Em casa de Fernando de Lucea, na rui do 'l'n-
piche n. 34, acaba-ie de receber o seguate : amai-
na cerejat, pastal miudaa de Corinlbo cootirtti,
como fructas pecegos, morangos framlioiset, gro.
teilles ditas em lataa de divenaa quaiidades, vomp-
te de Livre peidru. arli chots 'etc., pepinos a ce-
bollas em conterva de vinagre, ai librai, ereitoait di
Sevilbt, tiuvisses em banha lalame de BoUnha; es-
le objectot sio chegados ltimamente no brigue fran-
cez Armorique : superior cba liysson e gunpowdre ,
dito preto ( Moucbtn) vinhos das teguitet quaiida-
des : Cherry Malaga, Madeira, Porto, Rheno, Bor-
deaui, Haut Birtae Cognac de superior qualidade,
agoa mineral licores de diverta quaiidades, ajeie
doce luperfino cbarutot regala e oulrot objectot,
que, como tudo o mi ii te vendem esn porcaoe a reta-
lbo por preco commodo.
Vende-se urna preta de 30 annot, de loniti
figura boa coiinheira, etcellente rendeirt, cote cbio,
tem viciot nem achaquet; na ra da Crut, ao Re*
oifa u. 38.
scravos Fgidos.
Vende-se um jogo de bancas e
urna cania de casados, por muilo baralo
preco: na ra do rAangel, n. 3.
pontezinba na segunda cita.
Vende-te urna flauta muito bol, de bano com
7 chaves, toda appaielbada de prata ; na tua de S.
Amaro n.8.
Vendem-se 3 eteravos tendo : 1 prelo crioulo ;
urna parda ; urna negrinba de 10 annot: na ra da
Cadei cata de Joao Jo6de Carvalho Moraet.
Vndete vinagre linio, a 45,000 rs. a pipa ; di-
to branco, a 35,000 n. dita : na ra Imperial, n. 7.
Vendem-te piaooa fortes de Broadwood & Sooa,
01 primeiroiauloretde Londret, ltimamente chega-
doa e do mait apurado goslo ; adterle-te que a
nica agencia nesla cidade dos celebres fabricantes
cima mencionados, be a casa de Me. Calmont & C.; a
pezar de que const 1 terem apparecido instrumentos com
aquella firma falsificaua.
= Vende-se polassa da Russia ebegada ultima-
mente por preco muilocommodo ; em casa de Me.
Calmont & C. na praca do Corpo Santo n. 11.
Vendem-se 2 cordei 2 cruiet, 1 alfineto 3
froiilms com diamantes, una moeda encaitoada 1
aonelio, um cordio grosto com 58 oilavat, 1 livela pa-
ra cinto 1 corceo, tudo de ouro tem feitio um rico
alfinete de diamantes, por 30,000 n. ; no largo do
Carino, veoda n. 1.
Vende-te leite puro a 40 n. a medida lodot
01 das ai 7 horas da manbia ; na porta da venda de
de Joao1 Jeciniho Moreira na ra daa Cruzea.
Catimiro darnier, relojoeiro, na ra Nova ,
acaba de receber pelo navio Zi/io um lortimento de
bijouteriaa do ultimo goslo; adereza de brilhantet,
etuieraldat, &c. &o. ; briqcot, allinetet com camafeut,
correnlet de todis ai quaiidades para relogio; relogios
deouroeprtta patentes ingieres e juntos ; anneis
cooi brilhaniea; loQetu de ourp; caixaa par rap ; e
b= Fugirio, nodia 10 do correte da villa do Li-
moeiro os escravos leguiotet; Jote, de naci An-
gola de ettatura baixa bem barbado repretenti
40 e tantos annos de idade : Antonia, crioula mulber
do dito Jos de 33 annos, corpo um Unto cheio,
altura regular e bem preta ; Francisco (lito dos di-
tos com anno e meio de idade olhot grtndei, per-
nal nrqueadat, en.bigo grande ; levarlo um cavadope-
drez bem etquipador, com cangalha e cassoici: ro-
gi-te ai autondadea policiaei e capitSet de ctmpo,
bajo de os apprehender, e leva-Ios a dita villa, em ctlt
de Manoel Ramoi da Silva Moreira ou nesla prifi,
em cata de Manuel Pereira I.ciot no pateo do Pa-
nizo, que recompensan generosamente.
Uetappireceo 00 dii 15 do correle da oltrit
de Manoel Antonio de Jess, junto a ponteiiaba do
Remedio um eterno de Angola de 50 aonoi, bai-
lante barbado toma bailante tabaco maneta do bra*
co direito ; levou camine eeroulat de algodio; cbt-
ma-ae Antonio Joaquim : ette eteravo foi de Joio Isi-
doro Alves da Fonteci: recomaienda-ie a todn 11 tu-
toridades policiaes e pettoai particulares, por quem pol-
la 1er encontrado de o mandarem pegar e leva-lo 1
diti oliria ou na ra dos CJuarleis, padaria n. 18 ,
que se recompensar.
Fugio, no dia 9 do correte, um preto de nomo
Guilherme, de naci Mocambique de 25 a 26 annot,
alto, lecco do corpo, com urna ftida em cada perol
01 pi inchadoi, amarello por estar doente : quemo
pegar leve 1 seu tenbor, Francisco Tavaies Correit,
que ser gratificado.
De bordo do Patacho ConceicBo
fugio, em iS de marco do correntc anno,
mulato claro de nome Christovao, es-
cravo de Jioaventura Jos Rodrigues,
da praca do Maranhao o qual tem por
signaes : estatura baixa, ebeio do corpo,
cabello annelado, tem as nadegas algn*
signaes de castigo, de idade de 34 a 35
unos, he plcialde alaiale e consta estar
trabalbando, pelo ollicio, para a parte da
Boa-Vista, tambem he marinheiro de go
verno, cose panno e he coiinheiro:
quem delle tiver noticia ou apprebender,
queii-a dar ou leva-lo ra da Moeda,
no bairro do Recife, defronte da cas
n. 9, que ser generosamente recompen-
sado.
PERIi. } NAjTYP. DE H> Ft DE FABIA -.846


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