Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08300


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Full Text
.uno de 1846.
i
Quart;i feira 17
O DIARIO puhlics-se lodo os das que nao
Iforrn de guaro: o preeo da asignatura lie de
liiiin" o. I""' quartcl, pagos adiaiitados. Os
I nuncios dos ..signantes sao inseridos a razio
lj" ;o -is por linlia 40 ris e-n typo differcn-
lie c repctices pela metadr. Os que nio fo-
!.,.; ssigna.itS piSo 80 leal por lina, c 160
|cm Ijpo duTartolll._____________
1 phases da la no mez de junho..
Ifrescnle a 2 as 3 hora* e 9 minutos da man'ia.
lluTclieia a 9 al hora l&aainulos da tarda.
Jtjlngoanlea I" as 4 llorase 17 oiin. da maohSa.
Lua"iiova 23 ai bora e 27 mo. da tarde.
PARTIDA DOS COBREIOS.
Goianua e Parahvi'a Segundas e Seitas eiras
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiraa
no mcio lia e parte uos inesmas horas as
Ouiota. feiras.
Cali, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maccj, no l., It 21 de cada mei.
Garanliuns e Houito a 10 e 21.
Boa-Vista e Plores a le 28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os das.
PREAM.ft DE HOJE.
Primeira as II h. e 42 mi utos da mnha.
Secunda as 12 h. e 0 min utos da tarde.
do .iiiilio.
Anuo XXII N. 155J
DI AS A SEMANA.
15 Segunda S. Vito, aud. da i. dos or'.
r do J. do C da I. V. do J M. da 2 v.
l Tere S Auico, aud do J. do cir. da I.
r., e do J. de pat do 2. dist. de t
17 Quarta 8. Therea, aud. du J. do civ. da
2. vara, e do J. de pat do !' dist. de t.
18 Quinta Leoncio, aud. do J. de orphos, e
do I. municipal da I. vara.
19 Sena if,s SS. Coraco de Jess, S, Julia-
na de r'.dcouieri.
20 Sablado S Silverlo, and. do J. do civel da
l." vara, e do J. de pa do 1.* dist. de t.
21 Domingo S. Lu: (sonzaga.
CVMIIOS M>OlA ir, DE JUJillO.
Camliio sobra Londres 21 '/, d. p. I* a 68 d.
u Paiis 350 reta por franco.
w l.iihoa 106 */g premio por oiei
IJr'c. de letras de Iwas firmas I '/i P- %no m"-
Oi.r.i Onras liripaut-olas llfaOOa 82^000
Moedas de J400 TL liijTiiu a |l
.o o tfeSftOOnov, 16/204 a itifliui
> n de l#600.. tfOM a D'fl.'i
Prata PaUfONS....... I.'IIM ijSSO
BCios eliminares l#8Dil a 2#"(I0
i) Ditos Me-canos. ll'JCO a 1/980
Min l.i___...... lTi.n a IJ800
A croes da Comp. do flelwribe de iOjOOO aopar.
DIARIO DE FERN AMBUGO
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEOIIKTB DO DU 5 DU C1RREKTB.
OfGcioAo rommandante das (mus, scientificando
ode haver S. M. o Imperador permitlido, que conti-
nen! estrjdir no lyco desta cid.de os soldados do se-
cundo batalbio de irlilbiria i p. Jlo liaptista Ser-
fico de Assis Carvallo, e Inoocencio Serfico de Aula
Cirvalbo.
DitoAo desembargador juiz relator da juota de
justics, trengmillindo, para Mr lubmettido a julgameo-
. final, o proeeaao do ipgundo sargento do primeiro
' iiilalbo de cavadora!, Teleslero Goncalve de Barro*.
DitoAo direclor do arsenal de guerra, auiorisao-
do-oa farer transportar para o Para, Maranhlo, Cairi o
AIsgAis a plvora, que para eilaa provincias]trouxe da
coila o brigue Pernio.
DiloAo inspector da theiouraria dai rertda pro-
vinciaei, instando pela remeisi da conta da reipecliva
divida activa.
HitoA<> mesmo, ordenando, faca abrir nova praca,
abatido! 20 a 30 por canto no proco da primeira arre-
matarlo, para aa obra* da eadeia da villa do Brejo.
Participou-ie ao engenbeiro etn ebefe da* obrai pu-
blica!.
DitoAo rncarregado da agencia da* barcal de va-
por, ordenando, faga transportar no vapor, que est a
chegar do Norte : para a corte, o deteriore* Anaitacio
Antonio, Pedro Joe e Jos Rayinundo ; para a Baha,
Balbino Paulo de Araujo, latnbem desertor. Partici-
pou-ie ao commandaute dai armai.
Cominaitdo das Armas.
EXPEDIENTE DO DA 27 DO PA.I8A.Di.
[Concluso )
OIicio-Ao presidente do concelho geral de talubrida-
de, fatendo-lbe remella de doui mappaa eitstisticos das
enfermidades tratada! no hospital regimental da provin-
cia, um perlencenle ao segundo semestre do anno lin-
do, e nutro ao primeiro trimeitre do corrente.
DiloAo coronel commandante do quarto batalhio
1 daarlilbaris a p, com momeando-Ihe, para la intel-
igencia, que por avilo da reparticlo dagudrra.de 1'2
destemez (maio), loi mandado lervir, orno eogenbeiro,
na provincia da Bahia o 1." lente do balalbftoiob leu
1 commando, Franciico Primo de Souia e Aguiar.
DitoAo deiembargador chefe de polica interino,
deolvendo, para ter destino, Jos Pereira da Concei-
cao, por oao ler desertor.
PARTE DOOFPICIAL SUPERIoB DO DA.
Sio LucasLagea Tendo-e reunido no da 27 do
corronte me na jurados no edificio da alfanriega, junto
o guarda, e di-inurando-ae o aeasiu stmaiadeS lioraa
da nniitp, e rnnoorreridn para aquelle ln(;r grande nu-
mero de povn, e ira grandes grupos, Jiilguei ueceasari
reiVtsear aquella guarda, para augiuentar-llie BM* dua
sentiucllas eni ciroinnferenria du i-dihrn, para rujo fin
inaiiilei marchar aeis anidado, o quc,in> fin dn pon-
te, junto ao aron da ConrcicSi, Kii-llies obstada n ps-
angrm por nina guarda da polica, que liulia ordi'in ex-
prraia para aquello fin, cuma ao depnia me die um
(iiboclegadii do indicia. Idilio, vendo a rt'Snln(;8o dn
nimnin sulidi'li'gadu e do pnvo, que u rodcava, hs pa-
rar ni aei mldado', que ai depon na levei a rrforejar a
dita guarda, quandii all cln-goii <> Esm. Sr. coiumao-
ilautedat armas, a quera tulla participado esto aconte-
cimnnlo. Tudas aa guardas forao rondada, o nio oc-
corro novidaile. Pornainbuco, 28 du maio do 1846.
Manoet Joii d'Eipindola, copilao.
GUARDA DESOUBASCA.
So guarda de rguroiica a que o montau na pra-
ca, e logare deguiirnicau, e nos acampaincntos, ou
A LEOA. (*)
por fre&enco ^>oulteJ.
PRIMEIRO VOLUME. '
IY.
A VIHOEM,
Em loJu o roe, qoo Viitor gnsiou em pioUr o relra-
tu de m.dama Tlior. nada e passnu ero apparericia.
que podeue assnstar moa n.i previdenle. Quando Julia
i i inipruvliada ofDiiu, un par faier coropanhia i
n, ou para ver u prugre.. da le, Vctor, de ordina-
rio, calara-ae ; ma quanlu madama Tliur urprende-
e adunia teiea na ollio. do pintor vidamente filo ero
Julia; todava no ullia.r do Vctor t bull va curiosa
adrniraeau do rlila. Elva cae humero lio potsoidu
da paixao da arle, que nao pererbia a perturbacau, que
causava, e, quando o ruato de Julia ae cubra de rubor,
quando o cor.ico Iba balia, quando a mi o Ihe abalav
O Vid* Dsori n. 132.
leja para defendereuia auaa obra fortificadas, ou pr
prntegerem qoaeiquer etlabelooimento d reparlicfie
publica. A guarda dn determinadas polo govornu ,
pelo gencrae emoliere, ou pelo oummandaole das
pracns. Rila teem ubrigacffo t;ore, em quanlo a.i
modo de faier aervioo, e devore partinularo relati-
vos a certa i-ousas ou peisna, que Ihe do isidir.iil.is
As guarda do praca esto nnina rexeluiivainonta de-
bixo da nrdeus do onmmaudante da moaina pr.nj.i,
o o ou icrvic he fisoalisado peina inajures, e ajudautes
de praca, ou ofllciaes de da, oronda, que nom ellos
servem. As guarda (oto debnixo das orden do olli-
oiae da prnc,desde que na parada o majur tuina umi-
ta dallas. (Regulamenlo de 1763, o Icgislaclo militar.)
dem do da 28.
Olcio Ao presidente da provincia, informando o
requerimentodo particular largenlo-ajudante do segun-
do batalhio de artllharia i p, Guilherme dos Santos
SazeaCsdet, queiupplica a S. M. o Imperador a gracs
de o promover alleret para qualquer dos corpos de in
antaria, ou cicadoret do exercito do Sul.
DitoAo vice-preiidente da provineja do Maianhao,
transmittinJo, pera ler deferido, como S. Ec. achassu
conveniente, o requerimento do toldado Justino Jos
Antonio, do primeiro batalbio de caradores, no qua
pede urna certidio doi leus asientameotoi. pelo stimo
batalbio da mesma arma, onde aisentou praca, o pelo
quinto de (uiileiroi. para onde ex passagem, at o seu
embarque para o Sul.
DitoAo coronel commandante do primeiro bata-
lbio de cavadores, envisodo-lhe, conforme requiilou.
urna copia da tabella do valor das pecas de fardamento,
que compele a cada prava em um bienio, confeccionada
pelo segundo batalbio de artllharia i p.
DitoAo mesmo, significando, em reipoita ao leu
oicio delta data, que devia fazer julgar em concelho
de guerra o soldado desertor, Celestino da Silva Cain-
poi, por iiio que se ausentou, e qualificou desercio.
dem do da 29.
fficio Ao preiidente da provincia, eoviando-lhe,
competentemente informado, o requerimento do major
da quarta cisne do exercito, Jote Gabriel de Moraes
Mayer, que ao governo imperial lupplica a concessio dn
lenca,a que teto direito, na forma do concelho ultrama-
rino, de 28 do marvo de 1792, mandado ubiervar pelo
decreto o. 181, de 23 de junho de 1811.
DitoAo meimo, pirlicipsndo, para o fius conve-
niente!, que o balalhdei, primeiro de cavadores, ase-
gundo de artilhsria i p, le acbio sem capell3e.
DitoAo general commandante das armas da corle,
commuoicndo-lhe, que fes sua apresentacio neila pro
vincia o primeiro cadete, Joi da Costa Cordairo, cuj
guiaS. Exe. enviara como leu officio de 14 de feve
reiro ultimo.
DiloAo coronel commandante das forjas da pro-
vincia dai Alagoai, aechando a recepcio doi leus tfli
cos de 7 e 22 do met prximo panado ; e significando,
que se recolhrio esta guarnicio as 5? pravas, de que
lalla no primeiro officio, e o cadete Jos da Coila Cur-
deiro, mencin do no segundo
[),to^Ao coronel coiiunsndanle do primeiro bata-
lhio de cavadores, dizendo-lhe, que os commandantes
de corpoi erio por lei complanle! para laier julgar em
concelho de guerr 01 seui desertores, e que neste sen-
tido devia mandar proceder contra u soldado Celeflino
da Silva Campoi.
DitoAo coronel commandante do legundo batalhio
deartilharia s p, msndando, que losse considerado
praca eflecliva do batalbio do leu commando o pri-
meiro cadete, Jos da Costa Cordeiro, que por aviso da
reparticio da guerra.de 11 do levereiro ultimo, fes pu-
ngen) do primeiro batalhio de fuiileiroi para um dos
corpoi delta guarnicio.
UiioAo tenenle-coronel commandante do quarlo
batalhio de artilbaria i p, remetiendo a guia do lolda
i esse ardenle olbar, Violor acl.ava-a mai bella, o aislo
ficav. ,
Dtirnte a longaa e aborrecida hora do postura, que
suffria madama Thur, procuruu ella conliecer o fundo
da alma deno mancebo, e interregou-o ubre a sua vi-
da. Cunton-lbo elle 1 ua lialoria, cuajo Cario a havia
referida Julia i cuntou-ll', ein acnl.ar-se. em em-
i.h..e, neropretencao; sem envergunhar-sc da ana mi-
.-ria, nciii vnglunar-ae du l-la vencido. Julia escu-
1..V.1 e, oumo Uasdeiuonia, uiav-o pelo que ello liara
sufrido, o engaava-sc. A indifforenca de Viclor palos
aeus propriu. padocimenlo nJ. procodia desse -n.mo
resignado, que, aulcro pra comaigo meanio, e con-
erin flesivel para cun o oulru era una ingular in-
.ensih.lidade. Eie bomem, a fallar a verdade, nunca
havia .ollndii pur ter pobre, im por nio or um grande
pintor, li> depratta como quiaera.
Era ea vida passada h-nrod, e todava n> desr-
mava a prevencoe do madama Thur, que cludou roe-
llior Aroab, pelo receiu do er injusta, o o acliou humem
de honra, de prubidade severa, 0010 lud. a virtude.
pela que.se uio fas o mal, roa. sem neuhuroo daquel-
!, pela que se fas o bont.
Madama Thur pensuu, que, cora aemelhante carc-
ter, e.se humem dev. er baUamcaU inveju.o; o, para
coi vencer-.e, i.rucuruu .aber o que pou.av. elle du.
unru.Ent.ndeu h.ver adi.in.i.do ju.t.m.n.e, qu.od.
ouuviulallar, oum prufundu de.preso, de.lgun du.
n.. roe..r;.m.i. populare.; roa leve do roud r do
upmUo quando elle tr.tuu, cumicuil.uai.saio c respe.-
: de Igue. uu.ru. Era ero Vctor um negoeno d.
go.10, un., paixlo deartiiU; adm.rava resfaian
do Jeiuino Antonio de Moraes, que scabsvs de chegar
da Bihia, onde esleve addido ao deposito.
Dit 1Ao capillo commandante do deponto, orde-
nando Ibe, que zpssr racolher i pagadona a impor-
tancia de fardamento em ris, que tirou, nos doui lti-
mos prels, para as pravas 10b seu commando; e que, lle-
vando ellas 1er abonadas de lardamento em gneros,
cumpria, que orgaoisasse o pedilo, e o remettesse para
ter efloito.
1HKM do di\ 30.
OfficioAo presidente da provincia, communiesndo,
que havia expedido ordem ao commandante da lorlale-
za do Brum, para receb-r as prisOes respeclivas os pre-
sos de justics, que, por motivo do arromliamento da cs-
deia desta cidade, fossem para all remelllos pelo de-
semli 1 rj.idor chele de polica interino; e lien, assim, p.i-
ra que fosse a guirni(;Ao convenienlemenle augmenta-
da : ponderando no enlrelsnto, que, oxislindo na forla-
lea 23 presos militare!, e um de justira, esen;lo ac
11I1 idus as pri-es. nao podis ler receliiJo tfio grinde
numero do criminosos.
DitoAo lenle coronel commandante da fortale-
za do lirum, prevenindo-o da remessa doi preso!, e das
ordem dada para seguranca doi mesmoi.
DiloAocommissario-pagador, mandando apresen-
lar, para os fin conveniente!, o loldado reformado, Jo-
io Kenedito de Oliveira.
DitoAo mesmo, lignificando, que, reconhecendo o
direilo, que S. S. tem, na qualidade de commisssrio-
pagador, pira exigir a ii.dernnisacio da importancia em
ris, do laidamente, lirado nos ltimos preti, ptrs s
pravas do exercito pertencenles ao deposito, neite lenli
do espedir ordem ao respectivo couunandante ; com o
que dava mail urna prova de quinto deiejava, escudado
na lei, e ordens do governo. marchar de accordo com S,
S. na fi nunciava no leu ofllciu deta dala, cujas pulida! exprs
Vdes agradeca.
DitoAo coronel commandante do legundo bata-
lbio de artllharia i p, diiendo-llie, que o batalhio do
seu commando ficava, al segunda ordem, exclusiva-
mente cncarregado de larer a guarnicio da loiUle du
Brum, cuj guarda dovia ser cummandada por officiul.
DEM DO DI \ 3 DO C"ltltENTK.
Officio Ao presidenta da provincia, requisilando a
expedivio de suas ordem, para que fossem receidos
na barca de vapor Pemambucana, que eslava prestes a
chegar do Norle, 01 soldados deserlore, Pedro Jos, A-
nastacio Antonio. Jos Rayinundo e Balbino Paulo de
Araujo.sendo transportados, esle para a provincia da
liahia, e .quelles para a capili.l do imperio.
DitoAo mesmo, iransuntlindu-lhe.inlorrnado.o re-
querimento do soldado Joo Uaptisla de Souza, do se-
gundo batalbio de artilbaria p, que ao governo im-
perial supplica escusa do servico, por 1er finalisado o
seu engiqsmenlo.
' Dito Ao general presidente e commandante das ar-
mas da provincia da Baha, aecusando 8preentco do
soldado do quarlo batalbio doarlilhana 4 p. Jesumu
Antonio de Moraei, mencionado 00 seu officio de 2o de
maio ultimo. ,
DiloAocommindanle geral do corpo de polica,
significando, que fOra receb.do. e Uvera desti.10. o lol-
pado deierlur, M.noel Severino da Silva ; equeS..
buuvesse de Ibe indicar o nomo do individuo, que o
aprebenoeo. a fin de se Ihe pesiar o allesludo, pe o
qual deve baver da pagadona a gral.ficicao estipulada
DitoAo dcwmbargador chefe de policil interino,
con.muoicando-lbe, em reipoita ao seu officio desli1 da-
ta, que licuva entregue do deierlor Manual Joso de San-
DitoAo coronel commandante do legundo bata-
lbio de artilbaria p, devolvendo-lbe.rubricadas.ai es
^^-^^1,i>M^M francamente o talento onde o va; porque aila
Muradsra Vctor a madama Tl.ore, porque me fut
d"? Hopor;|uoalguma cuu.a faluva i e.sa pod.ro.a
ma Tliore,
- !u"" f,lu' ,
unia.ii.acio; ah alo palpitara o oraflje, U..r.n.a tl-
,e, ? c lalves dc.ptri..e a niara. luminu.u, que
derrama na vida u olbar de un.a saibor, que .....
.Mil-'. i a I
Madama Tl.ore examinara, e.ncrava! Ai da pobre
mai! va, que filliu reculhia todas a. palavra. todo!
o. pemau.ei.lu. du artista, para u. ub.ervar em ..lene...,
o.hi, de.so juvenlu.le Ubonu.a, de.so amor d.. bello,
desae enlhu.iasmo pelo, grande m.-.lre, ja va Julia
orear um de.se ..lulo., i que a. mulfaere .e vutau e
que, ..u seua destrufos, Ihe. c.magio o curSio,
uando a verdade u. demorona com um snpro.
Vmie vese lenme madama Tliuro, quu aselbor fura,
uue Julia se enamurira de um afeases attoutu. seduoio-
rn. quo inareliin iucunlinenlo a vicluria. A pura vir-
tude du Julia se h..uver as.ustado do urna p.l.vra de
ainur, leu ca.lu urgulho .e resultara ..nte um olharau-
daeieaa, f"g" "> peolu de um .laque; ma aqu lu-
da poda faser-lhe modo; ella c.minb.va p.r. o ler-
inu d. uu rrpuu.o, oro .pproxiro.r-.o de fletar. Ma-
dama Thure me.iua niu pudeiia abrir u. ollio. .11. li-
IbSi nada tulia censurar so rtala. Euu humero era
pirfcilu, brilhule duru cuino duiuanle.
Eslava iii.daua Thoro rouilo trale j de.ejavsardente-
roento, que o eu rolralo o acabaise i procurava modo.
de ralbar curo o arl.il. pelo .cu vagar ; ma ouiuu a. cu-
ir vin preenc dotemelli.nl obrar
Eat.va madama Thure .na., bella o mu du que era
purera bella emoca, como havia .ido, como seu mando
cusas do argento Carneiro Lelo, o doi s->l Jidoi, Jeius,
e TrinJ.de.
DiloAo mesmo, ordenando, quefitesse seguir por
trra, fornecenJu ao official commandante o competen-
lo leosrsrlo, as pravas, rom que devia sor augmentado
1 destacamentida villa d'Agoa-Prott, tob o comman-
do do cii'i'. 11 Podro Ivo 1 devendo lael praxis levar
vencimentos al o lim do mez
DitoAo mesmo, transmiltindo, para 01 fin conve-
nientes, o aulo do inqunelo do t:slomunhas, s bre a
desercio do soldado. Joaqunn Manool, do batalbio sob
seu c miniando, destacado na provincia das Alago,
para que proced a renpeito na forma di imperial pro-
visto do lUde abril de 1843.
Dito A. iiiesm... di't.'lv.....In, para ter archivado, o
nroaaaau verbal du roe, laml.-.r .1.. liptall.Ao do son com-
mandi, Mano. I Pram iteo de Mello ; pol isso que, ten.
do sido depreen.l.. n rej're-so tlest. nrsaa, que eslava
destaosds na provincia rlaeAlegoae, .Km do o dar cum-
priineiii.i an determinado pela junta dejustiea, em .ei-
lude5de leterar/ro do 1844, ..respectivo eoeamaa.
liante das forc-il, por ullieni de de mslo ulliinu, par-
ticipa, que eslu tambor desrrlr.i do ponto do Kncatli-
nliu, a 8 de jmili.. do anuo patudo.
llil M DO ni.v 4
Officio Ao presidente da provincia, devolvendo,
competentemente informado, o requerimento do cirur-
giio llernar.lino Argemiro Soares, pedindo so governo
imperial o posto du cirurgiio ajudante do legundo ba-
(a lliao de artilbaria a p.
DiloAo roeiiiio informindo o requerimento do
primeiro cadete da compendia lila docavallaria da li-
nha desta provincia, Jos de Negreiroi de Almeida Sa-
rinbo, que, por bem de tua laude desde minio delio-
rada, supplica ao governo imperial passagem para a
companhia da mesma arma da provincia do S. Paulo, a
quej pprtenceo
Dilo Ao mesmo, significando, que, nioie acbando
en. seruco-le ca.op.nili-i o primeiro lente Francisco
da Costa llego Moni-i.o. que ora desles psrs s vills
do Agoa-Preta, ni8 tem direito ao vencimenlo de besla
para o transporte de sua hegagem, por ir este abono
do encontr uos xrtigos SO e ;M das inslruccoes anoexai
ao decreto de 10 de |aneiro de 1843.
DiloAo coronel rommandanle dai lurvas da pro-
vincia das Alagoas, dizundo, que ficava recebido o leu
ullieio Je '-'' do me prximo passado, e bem aisim o
aut'i de inquiricao du teslemunhai do loldado desertor
Josqoim Manoel;e deoulro nflicio de20,mencionando a
inda de diversas pravas do primeiro batalbiu de civ-
d. r.s, e segundo de sililbana a p.
|)itoA mesmo, participando, que o primeiro ca-
de!.- du sello batalhio di lacadore, Julio Cesar Pesioa
le Ssbois, tendo linalisndo a rieenea, denira de se-
guir i incorporar-se ao seu balalbau. por se acbar an-
da em iralainenlo, coiiibateudo as iiiflainmaidoi reiul-
liinies de febres inlermilenles, de que lora all acom-
iellido; e que, logo que melhorasse, o feria seguir.
DitoAo coronel commandanle du segundo batalhio
de arlilbar>a a p, sobre os vencimentos das pruva'i que
seguem para o destacamento de Ago-Prel, que de-
vem ser entregues ao oHiciul, que sconduzir, slim de
.cien, abonados nos devi.loi len.poi.
DiloAu coronel commandante do primeiro bals-
lliiu de caladores, pora que lizesse conitar ao lente
Manool Lurisno da Cmara Guaran, que a conaigna-
cio d> 23.000 r. rneniaei, que deixou a sus familia ns
villa do algrele no Ri Grande-do-Sul, leve princi-
pio no L* de Janeiro de 1815, e (o luspems no ulli-
inu do de/embro do mesmo snno, segundo le cerlo a
respectiva presdenos.
DEM DO DA 5.
OfficioAo preiidente da provincia, enviando, para
obter final lentenca da junta de juitifji, o procciio
admirara, que o pintor a houveise adivinhado em um
pa.aado, que na. linlia vialo. Expln ava-lheentlo e.le,
jo* baria 0II1.1.I0. par esai dis.r, para m.dama Tlior
alrnvosda imagen, da lili..., que, envclbeoendo um pou-
CO a reiftfei tan juraail a lio lmpida, da.ua Julia, e
renmcindo a. formas conservadas, la. bell.a da rali, lia-
vi. conseguido faier e..a ad0r.vrlc.be9a, quo induti.
Th..r a abracar, ..rgulho.o. a mulhvr, a Crin, apr-es
de joell.us anle ella, para a contemplar, e t Julia a es-
,|oee.r-c do olbar para a obra, pcn.aiido no autor.
A' viata .leste iriumpl... d- artista, feraasa ata ens-
inudccer. Ningiiem adrara ralio madama Thoro, ex-
ento Lil V1II0.1, quo detettav pr..f.ind.meiito a
Amab. O cumie do c.neiro h.vi. .ido anda roa.t pert-
sniOU du que a ternura da Hli, Algumaa vele, o.ubo. se
olluivau in.ic; cnipnhcndiio-.e, mas nao pudiiu ex-
plic.r-se; porque iciiburu d... do... querer., acensar
Julia, e Vclur era irrcpr.lien.ivel.
Punlia, ledaria, madama Thoro a. .u. e.perauc. na
u.ceptiil.dado do amor. edm. entro ... queer. im-
i.o.s.vel, quo Julia .0 nio ..ffendesta n.l de... puli-
det ind.tr. reme, que um V.ctur .ub.t.tu.a a our.u.ida-
do do rlil, '"i" 'lue '" "" ,",e,u- Bt0 ,M"
ion mas dearr.dar a filh, deixou-. outir o mancebo
pealar e e.perauc. do futuro i o poder e a gloria
er jo .eoipro alvo de .ou. vuto; nunca o pemamento
de um dono affeelo, do um vulto do coracaV aejuotava
a. u. ideia. ambiciosa..... Apena, dava Vctor aa vi-
da, que iniaginava, um lug.r .0. pr.sere. O que M
chaina inundo nio er. para elle man do que um. arena,
uudo quuiia triaiBphar. Elle mundo, u procurara elle
por luda a parle, ua familia, 1101 iilce, uo tUoatro i aaaa


rerbnl do reo Telefero Goncalve de Barroi sar-
grnt> do primciro batalbiode cacadore.
DitaAo mesmo, accuiatido recibidos diversos ex-
cmplaret de lois e ilecisdes do governo, mencionados
oo m'ii uili 11 de 3 do correte.
DitoAo mesmo. communicindo Ibe, qao (cavan
recolhidas A osla ciliado 55 procas, que se achivio des
turadas rus Alagoni pertencentes ios corpos desta
guarnicio.
DitoAo mesmo, enviando copia do oficio que
neste momento recebfira do cumrnand.mtu do forte
l'o-Amarello, acerca de una embircaco estrangeira,
que naufragira ao norte do rio Doce.
DitoAo mnsrno informando o requerimento do
segunlo largenlo Antonio Joaquim do f'reitii. dote
gundo batalhio de ariilbana a p, nue. tendo finaliaa-
doo leu engajamento, pede ao governo imperial escu-
ta do servido.
DitoAo coronel cnmmissario-pagador, procurando
saber da sua npiniio, Acerca do abono cm ris, d'i lar -
damento as pracas destacadas na provincia dat Alagoas,
pertencentes ao segn lo batalhio de artilhariu a p,
como melbor veriado odicio a respeiio.cn Irrcra lo pelo
respectivo coronel commandante.
DitoAo coronel director do arsenal de guerra, di-
zemio em resposta ao seu odicio desta data, que ficaviio
eipedidas as ordens, para I lie serem apretonUdos os o|
ficies, que (lveme impr o concelho peremptorio do
furriel da conipanbia de artifieel, Manoel lii lish da
Silva.
DitoAo mesmo, para quo houvesse, por tus parte
de aatisla/er a requisicio feita pelo subdelegado da Ire-
guejia da lioa-Vista,no odicio, que por copia Ibe trsns-
mitiia.
JMiscellanea.
BA MISSAO DA AltTE E DO PAPKL DOS ARTISTAS.
trande:a damiss/lo do artista. O destino humano.
A felicidade. Das paixOes da alma.
A Franca apresi-nta todos os annos ao juizo do mun-
do o Irahalho dos leus ardst.s ; n realera abre As artes
do desenlio as vastat galenas dn Lnuvre. Mais de duas
mil obras sio produzdas aonualrnente por mil e du-
zenlosa mil equinbentos archllectos, pintores, eiculp-
tores e gravadores. Por espaco de doua meies nio cessa
o tallo deattrahiro povo A pora. O genio nacional
in-liH ae de actlvidedo, o enconlra a adlieso dai sym-
palhasgeraes. II*, porconsequencia, lugar para inves-
ligarnus esta fucundidade do artista e esta tolicitude do
publico, para perguntarmos ao primelro, em que fon-
tes bebe elle a insplracio, que o enthuslasma, e ao se-
gundo, que principio! esclaieiem a aua critica e senti-
menlo. Qual he. pois, a significacin destas obras?
ual he o teu objeclo ? Onde val dar ludo isto ? Como
he que nos orientaremos netta ruma de obras to diver-
sas? N'uma palavra, que vmosnos buscar nease sali?
Seguiremos nos odeputido em busca de um quadro
ou de urna estatua, que convenha A capella da sua pa-
rochla, ou exclusivamente preoecupado em cortejar a tal
arilsts lie familia eleitoial e protegido da municiptlida-
de? Terernos nos, 6 munelra do burguez honesto, de
escolher urna ettatuazlnha psra noss* hala de juntar, ou
alguma tela para o nosso camarim ? Finemos nos esta
pergonta vulgar : SerA o sali de S*) mais esplen-
dido que o de 1815 ? Interrogaremos lmente osta
multidAo de eipositores Acerca do mrito das roopagens
e das cores ? Nio de certo : para nos isto nio lie Las-
tanto. Outros que se ocrupem desso* intensses prji-
mos e estrello; a (.ciencia, que abraca no seu horizon-
te o deslino do homem, e ata luda a obra dos indivi
dos e das nacoes ao progresso gural das sociedades e
que medita sobro o trabalho circulado, seole urna ne-
cessldade, um dever de perguniar a si mesrna ; Que
he o que ha ah para a hunianidade ? Em que he que
lito conrorre para o complemento do alvo final, a que
nos tendemos, debaiio da mao da Providencia ? Em
que he que isto nos poe em communho coin a ordem
universal, com a vonladede Dos?
A rrspeito do salao de 1840 dirA alguem, a que
ven a bumanidade, os deslinos, a providencia, a ordem
un versal ? Iieiiemos estas vias palavras ambiciosas, e
tratemos das rousas reaes o sensatas, a
E como Pois urna necio, que se reputa a primeira
do mundo, pela actividade da ii.lelligencia e pela deli-
cadeza do goito, convida a classe dos artistas, isto he
a parle de si rnesma mais tensivel, mais apaixonada
ei| or o frurto do seu trabalho, nio quer que dien-
te desta solemne manifestacio do genio da Franca
nos remontemos As lontes superiores do sentir e do pon-
s"'Povos, conflai, pois, em vos mesmos; eo-
chei-vos de mais ambicio e nobre orgullio I E, quando
cliegar o momento de soa,r a fibra mais sonora de vossa
alma, nio vos esquecais de que esle cntico deve echoar
ato as extremidades do globo, e subir at o throno do
proprio Dos. E vos, orlistas. respeitai a vossa propria
obra, e considera! do alto a vossa missio, aBm de ne-
Itior rrierecerdes os respeitos do mundo. Nio temis
que alguem nos falle de cousas grandes ; nem descon-
fiis daque le, que procurio ligar os vossos trabalhos
as idcias altai e generosas ; mat, pelo contrario
un-
en, pnrlealguma prnrurava m.i. qM .pnlaoiot o po-
der; a rurtoM o vinha depoii, e de bem loo-e
Oe.grscada.ne.ile, uto qois madama Thoro persuadir-
se bn.ianle, que as i.pniSes, como a. ecce. do hu-
men!, toen mn .pecio lodo d.fferenio, ouafaraa o
pomo de vala, atoma .tu observados. Ella se havia col-
Ji.cad... pora ver ejulgar a Viciar, sobre o lerrei.o da
duviua e da raan. Jl clava no ponto ppu : o du
aninr e da ernica.
Entretanto, madama Tl.ore leria a final ra.io, (e >
mi id.iilo, que no compre referir, rilo hoveaea eniiHii i-
do Imda notar, tito > nio lamia mu n.ai rt,- Julia d.ix.-l,
aMIMir Irbaliiu dopmlur, Ooino que atpruoura
d..a. u ire v (jun. n,,(!.,.. A priineirna vcie ecolou : ewn(ina-
W a <'.'iivermto, $e ella ealatn oomecad; u silem n, ,|,,
nie.ii. Muda c.iiluiuva, te Viior .o pensavH n aeua pincela c na toa le. Ala-
diiui Ti,re jiiljjuu de.cobnr ileapeilo i-iii Julia, c
quii (l,ur araio seiiliiurrilu a f.iculddds do detcnviil-
vtr-e.
tai-vos aellei por um momonto cam benevolencia, e
pode ser, que l da altaras, a que ehegardes juntoi,
rjals, que be fcil descer outra vet At coutai praticai.
equealguns lacos ostreitoi alio a obra Individual t
supremas ideias do destino.
A arte, oxpresiio da aociedade. exprime, no tea mala
elevado desenvolvimento, as mal adiantadat tenden-
cias tociaet ; he como o precursor e o revelador. Ora.
para sabermos, se a arte preenche dignamente o ptpel
de Iniciador, se o artista se acha bem a frente, be ae-
nesserio sabermos, onde val ter i bumanidade, qual be
o deslino d especie. -
Oucamos o que dii a voz collecllva doi povoi: be
a voz de Deot. Consultemos o lentimento noi indivi-
duos, as nacdei, nal racai. E que he que vemot nos?
U homem, evitando o soffrlmento e procurando a le-
licidade ; o homem, aperfeicoando-se. para torr.ar-ae
iihoo uas eiicirjades celeste. Estudemoi a blttorla. E
que nos mo.tra o quadro da actualidade humana na
trra ? O homem, procurando, por mel do trabalho,
os meios de diminuir os incommodoi, que lofTre e de
augmentar oa teui gozos; o home.n, esfbrcando se pa-
ra penetrar as leii das harmonas eternas, aflm de ap-
proximar-se de Dos. (Juem foi. pois, que em lempo
algum JA protestou contra esta attraccio divina ? Cilar-
nos-hio, por ventura, esses doutore desvairados por
falsas interpretados dos testos sanios ? Ellos proteslio
cada dia pelos >eus actos contra as las proprias dou-
trinas. Invocars acaso os sublimes ejemplos dos mar-
tyres e a longa Paixio do Homem-Daos ? Mas Jeius
Cbristo e todos aquelles, quo hio loHVido, antes e
depois da vinda do Salvador, nio flzerio mais que cn-
slnar-nos o lacrificio pelo lempo do experimento, e
apressar, por sua dedicacio, o flm deste experimento.
E qual he a rasio do seu marlyrio senio a redempcao ?
i: que quizeiao ulles, a custa do proprio sangue derra-
mado em tormentos, seno o amor, a harmona e a fe-
licidade ?
Nio, nio be ao artista que se hio de impr dogmas
contrarios a esse attractlvo universal. E nem se Ihe fa-
r acreditar, que a i rru nio he mais que um lugar de
desterro, um valle de lagrimas, em que a especie, >n-
demneda A prlvaco e ao mal, deve para sempre envol-
ver-so nos andrajos de pobreza e de luto, e inclinar a
cabeca para o chao, n'uma attitude de humildade e de
baieza. O artista, arroubado pelo enlimento, que he
a inspiracin de lieos mesmo, incessantemente se ha es-
forzado para cobrlr de purpura a humaoidsdo, e cin-
gir-lhe a fronte real com a corda de ouro e de diaman-
tes ; todas as votes da Ierra e do co bradio nesse cora-
clofMOlbldo, que a felicidade be o destino, e que as
alegras supremas se encontro oo seio das supiemas
perfeicSes.
Concorrer para o comptomer.to do destino geral he
um dever para todo o homem. Assim, como he, que o
artista preeneber este dever? Primolramente veja-
mos oqueconstitue a felicidade na Ierra.
liesulla a felicidade da expansio livre de todas as fa-
cilidades empregadas no governo harmnico do domi-
nio terrestre ; est na iilisfacao calculada de tojos
os de.ejos, do todas as adeices, de todas as inspira-
cffM da alma, e, de mais a mais, n perfeita cumrnu-
nliao com Dos,a almasuprema.- Keciprocamenle pro-
vm o infortunio da inercia da compresso, e de ludo-
car os seoliinenloi e precisoes ; esti na m gestio Jo
globo, confiado aos nossos cuidados, no nio conbeci-
ii. i. i. de Dos.
Como as acuidades do homem siodivenas, lia lam-
bem diversas origens do felicidade. Ae lorcas acliva da
alma sio de Ires ordens.
O bornem eiperimonta necessidaile e altractivos len-
suaes ; lem aduic.-s do coracio, he dolado de facul
dudes inlcllecluaes, algumai dai quaes tem una acti-
vidado mu tensiva!, e que i pude por consequencia
arranjar no numero das pmxet; isto he, laculdadei, que
nos faz..in soffrer (pan), so nao sio salisleilal.
As paix3es distas tres oidens, no seu mait implo, e
rnais puro desenvolvimentn, e ao combinarem-te entre
si, pr du/em urna paixio de ordem tu,ierior, a manei-
ra dns tre do prisma, que dio o branco : be o espi-
rito religioso o,,, >u .s manilestasSes vanadas, he a ne
cessidade denos ajunlarmot com as unidades de urna
espbera mais elevada. Da-se boje a etta paixio o nome
mu geral de unittismo.
I'or oulro Udo, cada urna dat forctt da ilma, atsim
que tendea espocialisar-se, a isolar-se, produz edeilos
oppostos aos do aniteismo. tnaividuatttmo dmiogue
us caractere e as obras, e determina nos artista! o que
se chama o sou amaneirodo. Elle gera a paixio das M-
cenlricidadcs, dui caprichos, dos gustos do favor, e de
moda. He esse o dominio da pbantazia.
Aiimitte se perfeitamente, que ha no homem ten-
lidos o sentimentos (1), origem de bem, ou de mal, le-
gundo sio salisleilos, ou contrariadas. Todos concde-
lo solunlaria.nenle, que, para certal almas, dio-se
mspiravSe religiusat, causss, ou de induposico e de
sollnmento.ou,le alegra odeexlasis. Tamben se sa-
be, que mu.la gente acha prazer em pbanlaziai e excen-
tricidades.
Quinto s paixSes da etphen intellectuil, cu jos no-
mes caractcritlicos e originaei, dadot por um grande
homem do notso seculo, ji o artistas conhecem, e ahi
os applicio As obrai d'arte. He tob a induencia de taei
ptixSet, que, disntedeum quadro, secostuma dizer:
Meu Dos como he montono e fro I... Tons agu-
dos, nada de contrastes icientidcoi; nio ba variedade,
nem enlevo, nem harmona. .. Ora, eis-aqui urna pin-
tura, que nio ba deleilsvel I Todo o trabalho de
pintura, consorcio e contraste de tona, opposicio e si-
melrii dos grupos e dn massss, variedade necesiaria
nis crei. os movimenloi e ai roupagens, orden e exe-
cucio, toda i obra de pintura repouta oa applicacio dai
eii do aeeordo, do dnaceordo e da variedad, na coor-
denacio dos elementos do quadro, legando SI exigen-
cias dai ires paixea iuieeciuaei.
Todas ai leii do mecanismo social ( digama-lo de
passagem ) derivio desta origen Iripliee, em que os ar-
tistas procurio o principios da ordem para as sua obras.
Ha un.lado as leu da eriario. Oque o artista dil do
quadro do sou collega, desgraciadamente todos nos po.
demos dize-lo da lociedide, em que vivemos : Eil
urna sociedade, que quasi nio deleita Ha'esta dide-
renca, que ai persomgeni do mi quadro sio imagen
insensiveis, dai quaes pode o observador afastar o o-
Ibos, no entinto que ni mesmos sooios as figurai de-
testavelrnente grupidis ni m mecnica civilillda ,
em que estamos opprimidos, vexados e maltratados.
Toda a actividade humana procede, pois, da alma, e
toda a felicidade i ro>rn da livre expanlio dai faculda-
des, e do leu emprego til e harmnico. Assim, ba
lanas ordens de faculdadei, quintil origens diversas de
actividade, coosequentemeote de felicidade.
____________________________[Conlinuar-si-ka.)
ra as praess do seo juizo para a isla dn ,U(i:.n .
desd'ora ai mesmas pricas terlo lugar A porta i'
di sua residencia, no Aterro da-Boa-Vista, n 3!1CM|
Jos Thomat S'abuco de /fraujn j%'.
Ueclaragoes.
COMIVIECIO.
Alfandega.
ItKMiiaiKNTo oo du 16................:60jj813
Deicarrtgdo huj 17.
Brigue Ra'ktllbacalho
Barca'/.\l\a merca Jorins.
Ilrigue Conceifo-de-Mariaideo.
BrigueFulidem.
Consulado.
Rendimknto do du 16.
(ie"l........ .................... 1:895*882
Provincial.......................... 382*612
Diversa provincial.................. 105*199
= A administracio geral dos eiUbeleciment0l7*~
ridade contrata o foroeci nenio dos vivares abniu V*"
clarados, para o semestre de julho dexembro d I
rente anno; cujo fornecimento ser dividido nel. i0**/
seguinte : r"rorn,
1 Pi de trigo com quatro onciseids om i, I
cha do tamanho, que lor deaignado.
2 Carne verde de segunda quilidade.
O o r.* i K _' a
o. anuua un uaiuu vumi saoto que Seil fin
luear refinado, lecco e alvo, dilo por retinar, n'. V"
franoeza, de primeira qualidade, oh da india,' da t**'**
di rorte, toucinbo de Sintos, de priaMirs'qB1|J1U1n"
caf em grio, ateite de carrapato, lenba de mingu '
achii regulire, arros braneo. de segunda quatidad
gallinbas ou ospdei, vinagre tinto de Liiboa.de p,.J'
ra quilidode, massas ( aletria ou macirro), iieiteT
ce, de primeira qualidade, sabio prelo, de prim.ir
qualidade. '
Os pretenden tes de vero compsreeer, no dia 22 de
corrente, na isla das sessSes da rneimi adminiiirci0
pelas 4 horas da tarde, munido de luis prnpoi|M n|!
quaes designsriS us nomei dos seus fiadores.
Administracio geral dos estabeleeimentos decarirfa.
de, 13 dejunho de 1846. O escriturario,
Francisco Antonio Cavaleanti Couunro
= Os Srs. socios do Gabinete Luterano lio coi.
vidados a reunirem-se boje 17 do correnls, ufo
6 borssda tarde em assembla geral para nomsi.
rem a nova direcelo e lomirem medidas vitaei setr.
es do mesmo gabinete, sendo que a direecio, da icw,;-.
do com o socios que compsreeerem as tomar no
caso de nio hiver numero de socios para liierciu.
CoiDpanhia de Beberibe.
Os Sr. accionistas cujas entradas
se achao em atraso haj3o de as realisar
quanto antes.
O caixa,
Manoel Goncalves da Silva,
2:583*723
(l; Costo, olfato, uuvido, vista, tacto, sn.nado,
mor, lamilismo, ambicio.
oorp. bordado, que f.sia,eaeanon-lne das loa, ac,n
que ella d.ae por i|M crgueo u albos ,u ceo, perdeo
o .ent.na.oto do que bavil delirado no .enlimento d.,
que .orina, e ,,, Ingrima Ibe burbulbou no. .,11,.,.
.llovjmeiito do Porto.
Natos entrados no dia 16
Lima; 6o dios, barca sarda Maria-Luigia, de 283 to-
nelada, capilio Giulio Fe/connla, equipagem 23,
carga lia, salitre e mais gneros; a Lo Bretn Scbramm
& Componhia.
Rio de-Janeiro ; 20 din, pitscho brasileiro S.-Joi-
meneano, de 152 toneladas, capillo Jos Anto-
nio Matosiinho, equipagem 10, carga farinha, por
conla do governo a Gaudino Agostinbo de Barros.
Segu para o Cear.
Vavio a/iido no mesmo dia.
CearA; patacho brasileiro Billeia-do-Sul, capilio Ma-
noel Goncalves, carga farinha e man generoi. Pn-
sageiros, Jos Lourenpo deCailro, corn sua familia
e7osrravos, doulor Pedro Pereira da Silva Guima-
ries. Braileiroi; Manoel Mues de Mello, Frincn-
co Jos Carneiro, Portuguetes.
NOTICIAS MARTIMAS.
A barca hrasileira jmtlia loi tomada em meiados de
marco, no canal de Mocambique, pelo brigue de guer-
ra ingles Mut ne.
A barca portugueza Uniao, da praca de Lisboi, nau-
ragou. uo dia 28 de Janeiro, na barra de Tamatave, o
morreiio 50 pesioas da tripolacio, salvando-ie ape-
na 5.
0 brigue de guerra portugus Tejo, em viagem pa-
ra Mocambique srnbou ao cabo da Doa-Esppranca ,
no dia 21 de marco, com o mailro grande rendido.
(Jornal do Commereo.)
Edital.
O doulor Jos Thumai Nabuco de Aiaujo Jnior,
/dalgo eavalleiro da casa imperial, eavalleiro da
ordem de Christo, e jutz de dxreito da segunda vara
do cicel desta cidade a seu termo, por S. M. I.
I-az publico, que, tendo cenado, pela sua mudanc
para o Aterro-da-oa-Vista, as raides, por que retnot-
Nm,u.....n",e-1 Vicl"- """ Pr ella, ficou immvvel!
mon','!,"" Un'" nfUM "".'Ciu, mur-
OU! cu devra quebrar a pnlheia.
IJ..a. palavras de.periari,. Ju|10, qua r.lre.ueeeo.
Oh ooaserve-ie aislai, ihedi..e Vioiur, apnro-
imai.do-.e, con.erve-.e as.nn, q,. ,.,, a .;,
Al., proseguio rila, con. u, <.H,U .rdent.-s deenlb
""""I........Viu. aoubce]....... ,, llau oo.o d.-
Itl-lll o.
Kolio qe?....... di.ao Julia, toda trmula.
ao .o agaiiar eommigu ?
PsiraMMaitor-aje*...... que fes o lei.Lor?
Beu,! dis.e Vut.,r, CiUcnpU.do-. Clu ulls
"II o-, onde o pauau do ani.lt. linca um fogo qoni t.
!::.::;: zz"u.....-i*!*>
Que! dia>e Julia.
ene, ba tendo narrante; tenbo-n aqu..... dcver-lbe-
hri n ii.inlia gloria.
Nio era ialo amor, mai era ei.lhusiaamo, enthuiiaamo
taojnvenil.tio rdante, lao ei.ltado, que a pobre me-
nina, que churava, eacutou asidamente, e julgau nelle
oiivir voi, que, lia tanto lempo, e.perava. Louca e
obediente, ergueo para u ceo o. ulho., que linba .bai-
lado, ao ouvir a. palavra. de Victor, e trmula, abala-
da, deisui.-ae i.lhar; era qiiautii elle lanyava em um
papel o. pri.neiroi linean.ei.iui deaaa puilura Uo lian-
ple, de.se ro.to lio mar.vilbo.o eai.iiu.du..... Depuii,
conlinuoo vivamente o seu trabalho, logo que ouviu
madama Thoro approxinur>ae, e Violor llie dase baixi-
nlin e.la. palavras:
Nio o diga a lu ini, que me prohibira de levar
cala leiubr.i.fa da .ua peona.
E etcoBdau aiuito dapreisa o deseulio uamroado.
Ab! como te ella acl.uu aoanl.ada e vergoi.hoaa em
;J"*"l*.^UM,,uJ,2,"'",,,ta' que oo..fi.alo l.av.a foif.! con. que fa-
mlidade havia acoeilado a que io oceultava as palavras
de Vctor (porque el I., acredita va lar bavido urna decia-
raeio); que poi.liur do cu amor Ihe havia deisado tu-
Tliealro publico da cidade
do Recife.
HOJE, 17 DB JIINUO.
Demaiiadamente grato ao obsequioso acolhlmsalo
que recebeo dos mu ^dignos habitantes desta captsl,
Sr. Walter nSj pode negar-se aos diversos pedidos, qua
Ihe Ote rio, para que.tornasse a Irabalhar, e por Isso vai
dar eita repreientacSo, que serla toda dlITereole da pri-
meira, se os pedidos, para que de novo se spreienUm
no scenario, nio lossem acompanhados de rogativas sil.
de que repetase algumaa das auas iceoas, que ms'fsi-
gradirio a6 publico, bem como aa
PASSAGENS PHVSICAS B METAMORPH05E3,
que, comtudo, serio variadas, e eseitarS anda oais o
rito do que da outra ves ; os
JOGOS DE PRATOS E BACAS DB LOUQA,
com os quaes danssr, e far outros mullos movimeo-
tos eequilibrios dificultosos, sempre compaco de ma-
les ; e as
LIGB1REZAS MANIJA ES,
que tio applaudidas fuiio, a que lamben serio va-
riadas.
Apresentar tambem iliderentes
PASSAGENS MGICAS,
das quaes o maior numero nunca foi visto nesta cidada.
Daosar depois, em coropanhia de seu joven discipo-
o, ambos sobre pernas de pao de seis ps de altura, um
lindo
SOLO INGLEZ.
Depois disto, o Sr. Walter, com a bsblldsde. que ji
Ibe be conhecida, e com a mesrna destreza, com que se
lem portado em diversos tbealros da Europa, onde leve
distincta honra de contar no numero de seus especu-
ladores a testa coiSida do pas, em cuja capital traba-
Ibava, e mesmo em quail todos os do Brasil, eiecutari
o papel de
M MARUJ0 DEFENDENDO A SA BANDBIRA,
com o que Andar o espectculo
A orchestra tocar trea ouverturas da melbor escolas.
Principiar s horas do costume.
Os precos dos bibeles de platea e camarotes sio os
T'.l"''"-'"'" '"""'"'-1hsnd-U ; ate boje ao ll.e luana iu 0 ro0i ,gor|> ||M.
luuiloobr.g.do! muito obn-
nma obra pruna, accreioeotua.
la. J-uu.o .. .... Z..... Cl" """ "oui.llia-jli.i.de-U; ate l.oje .o II.
Jt., I1 u"r.UK.r. UU "-'ualdeacubr. o al.ua.... Oh!
ae.e.p.r.cio, que abalo .o mesmo tamro o oar.cio colgado !..... Vm. deo-me
mar! quanto ae .eolia culpada a infelia. Oh! que mil
veiei un. iofelii le julgiri ella, m aoubera, que Victor
contara ea.a aubraiaato do uaaa alma afilila por uan
complacencia de rapariga va.doaa.
io da seguate, Violorchegou larde; eslava fatiga*
*'......... Pui-o framente ao trabalho; mal, lugo
|ue e achou a .. com Julia, reiuimarao-.e-lbu oa
ulboi.
Oh I disae-llie elle, Irabalbei, e espero, qae desta
vai oouieguire.
Julia nio di.se nada.
Oh l leuhora leria rauila bondade, raplicuu ella,
ae me permitti.ae v-la anda, ooruu a vi hui.tom.
De quo Ihe lerviria iaao ? di.au Julia, deixando o
aen bordado.
Duque? dase Viotor a contempla-la......... oral
dever-lhe-he a minba glora......'.. j minli. vida........,
aun, en o aiuto......... e jamaia u eaquererei........
Ella fe-lhe a vontade, e, quando aeulrtu tropel,
diaae-lhe ello :
Obi Vin. fui era extremo boa para conmigo.......
jamaii, nio, jamis o eiqueoere.......
Enliu Julia Atou-u, o, .em examinar de quo proso-
dia a tratela, qua e confunda con. a eaperanca, qua,
ha dou. da., havia concebido, meiga, Ihe dia.e :
Vm. nio o eiqueeer, nio be aaaiui ?
Neasa occa.iao, pela primeira vei, te lembrou Viotor,
o, procurando um tri.iiupl.o da gloria, uio leria oblido
oulro; examinou melbor a Julia, e oooheoeo, que arl
amado: uranio lhebrilhuu noa ulboi, e logo como
que concentro., om ai momo um nova eaperanca. Ju-
lio o tinlia valo, e bavia dilo entre ai: cumpreliendeo-
rue, foi felh, e aina-me.
Ai I que o nlliar de Violor nio quaria disar iaao ; si-
se horaem acaba va de diser com ligo:
Ella rapariga me ama,........ Que na podar uto
rendorr lloi do refleotir no cato.
Nei.e da acabuu elle o retratro de madama Thor.
^ \> 9n % \% m&w~9w^9 /


que na noticia para a patsada reprcsentaeio lorio de-
clarados.
S. II. H'sta apenas um diminuto numero debilhe-
td da camarotes, que se achio a venda no atcriptorlo
d thatrn. .
Avisos martimos.
__ Para o Havre a barca franeeza Ziha, capilio
Renou segu al odia 6 dejulbo : quem quier ir
da p.ssegem. pode entender-se cora os consignatarios,
Lenoif Puget 4 C.
. Para Genova aegue, era poucos das, a poleos sar-
da Gie'uppi** i de primeira marcha lorrada de eo
bre novo; p l reoeber anda 500 eaixas de assu
car, a um (rete rasoavel: trata se, paroslo m com
os consignatarios, Lenoir Puget di C.
= Para Lisboa sai, impreterivelmente no dia 24 do
correla, O brigue portuguei S -Domingb$, eainda re-
cebe alguma carga, esim como pas quaes tem eieellontes commodos : os preteodentes di-
rijio-aea ra da Crui, n. 54, primeiro andar, ou ao
capillo Manoel Goncalves Viaaoa.
Para a Baha sahir esta
semana o hit te S.-Anton'w-Flor-
do-Rio: para carga ou passagem,
trata-se com Jos de Oliveira
Campos, ra do Queimado, n. 4.
=Pra a Rabia pretende sabir breve o brigue eacuna
leopoldina, e para seo "recebo carga a frele : quem no
piesmn quier earregar, ple tratar na praca com o ca-
pitio AntooioPereira Martina dos Santos, ou na ra
da Gadeia, n. 45, casa de Amonm Irmios.
= Para o Astil sai, com toda a brevidade possivel,
o brigue Sociedad, forrado e encavilbado do cobre,
de primeira marcha : para carga e passageiros trata-te
na ra do Vigario n. 5, ou com o capitio a bordo.
Para o Rlo-de-Janeiro sai, com brevidsde a es-
cuna ,7oM*-0wfW vos: quem pretender embsrcar falle com Manoel
Ignacio de Oliveira na ra de Apollo, o. 18, ou com
o [capitio a bordo.
-m Para o Rio-Grando-do-Sul sahiri breve o bri-
gue Victoria; pode receber escravos e passageiros :
quem no mosmo quier earregar ou ir de passagem ,
pude entenJer se, para estes com o capitio, e para
aquellas com Amorim Irmios, rus daCadeia, n. 45.
Avisos diversos.
= Precisa-se de urna ama para caaa de pouca I
milia queengomme e compre na ra dando conhe-
ciaieoto de sua pesaos : no pateo de S. Pedro, n. 2-2
O Sr. major Jos Gabriel de Mo-
raes Mayer tem uma carta de circums-
tancia na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 5o.
Precisa-se de uma mulher para ama de uma casa
de pouca familia para o servico interno sendo ja de
idade e que teja de bons coitumes ; na ra larga do
Ko'/trio n. 3*2.
i=Perdro se, no da 16 do eorrente, duas patentee
da guarda nacional ; quem as achou queira fazer o
favor de entregar na ra das Crures cartorio do et
crivio Jos Justino que ser generosamente recom-
pensado
= Ruga-te a possoa, que acbou uma earteira com
perlo de 600 rs. em cdulas que se perdeo em casa
do abaiio sssignedo no Poco-da-Panella sabbado
patsado a noute, que faca o obsequio de mandar bo-
tar a dita earteira com os papis que eslsvio dentro
(e que a elle nao serve de valor nenhum ), por baiio da
porta do armazem o. 44 na ra do Trapiche.
Jado Dottilt) .
= NoengenhoPaulisla.de Joaquim Cavalcanti de
Albuquerque existe um eseravo que diz andar pro-
curando teohor e que he do Sr. Joio Marioho quem
for seu dono, dirqa-so ao dito engenbo a entenderse
com oannnnciaole que niose respoosabilisa pela fu-
ga do dito esersvo.
= Precisa se de um eapellio para celebrar a missa
dat 10 horat, na matriz de S. Fr. Pedro Goncalves ,
no Recife que be dita nos domingos e dias santos ,
por 2000 rt. cada uma ; os pretendeotes dirijio-se
a ra da Aurora n. 4.
Huje, 17 do eorrente arremata-te, pela segun-
da vara do civel a parda Maria com uma cria de um
aono e oa motis designsdos em anteriores annun-
cios cujoescri. tu existe em mi do respectivo por-
teiro.
Roga-se, por favor, ao Sr. Mella-Vista da ra
da Praia baja de nio tratar os seus patricios lio msl,
como os costuma tratar na ausencia por marotos,
Diaroliiibot e marolflct; quando elle be o maior mi-
rlo e adulador que ha na ra da Praia : ao depois ,
ao depoit, ao depois, Sr. Melle Vista.
O berrador.
= Perderio-se uns boldes de ouro lavrados, para pu
nbo de camisa, como nome de Jos Joaquim da Silva
Maia pala paite de dentro dos meamos botes; quem
os athou e oa quixer restituir, dirija-ae a ra do
Crespo n, 12, que sera recompensado.
Aloga-io, nacidade de Olinda ra do Ampa-
ro um eobrado rectificado de novo com ibuIo bons
commodos, tendo pr-daria com lodosos porteases, pro-
priupara qualquar familia que se queira estabelecer
no meimo negocio ou tem a dita pedera : quem o
quiterver, dirija-te a ra larga do Rozaro n. 24,
primeiro eoder, que te daraS todas aa inforonacOes.
OSr. SeraGm Jos Corris de Silero uma carta
na prafa da Independencia, linaria nt.6e 8.
= Na ra Nova loja n. 58 se dir quem di a
premio at dous contos de res, mesmo em pequeots
qusnliss sobre penhores de ouro prata ou bypo-
Ibecas em casas terreas.
O arrematante dae reodaa provineiaes do muni-
cipio do Serinbiem avisa aos habitantes da (rcelo de
Ipojuca, boje incorporada ao municipio do Cabo, pela
le provincial de 1846. que continoo a aer pagase
arrradades as ditas rendas provineiaes por elle arre-
matante, dentro do prazo do contrato celebrado entre
elle arrematante e o tbetouro provincial; cujo contrajo
'.tese cometo no dia I. de outubro do 1845, e so Boali-
ra no ultimo de Miembro de 1848.
Precita-te de umeaixeiro de 14 a 16 annos,
que Icnba pratica de venda, e que d fiador a sua con-
ducta ; no Aterro-da-Boa-Vista venda n. 54.
Os ahaixo aitigoadot faiem trenlo ao publico,
<|ue teem eatabelecido uma sociedda as suas lojas de
selleiro, sitas na ra Nova, na. 5 e 28, e na ra da Ca-
deia do Recife, n. 49, em cuja eoeiedede admittirio
como aocio ao Sr. Antonio Joaquim Leite; ficafldn aa
mesmaa lojaa com o metmoettabelecimento. que linhio
al agora, debaixo da direccio doa a ci Silva & I.ei-
le, os quaea (icio enearregados de fazer todas as trans-
acedet da eaea, debaixo da firma de Braga Silva Se Com-
panhia, desde o 1.a do eorrente em vanle. Antonio
Ftrriira da Cotia Rraaa. Joto da Silva fraga.
= Manual "ungusi do Carvslbo entunica pora o
Rio-Grande-do-Sul o seu eteravo de nome Antonio,
naci Benguela.
= Aluga-.e um grande solio na melhor rus, com
muitoa commodos, e pintado de novo : na esquina do
Livramento, loja de 6 portas.
O abaixo aetignario ruga a |ieaaoa, qne tem em een
poder a eacrava crioula, ele nome Carolina, i.ladn do 24
iiiiu, baixa, baatanle oheia il>i nnrp, ful da cor, ca-
bello um tanto estirados, bastante, fe i a do enra. pe o
uatia pequea, letn um venlidn de chita muM.e aaliio
mi dia 13 do-eorrente aa 10 liorna da imite, o Oumn ja
n aune ella anude unale, por sen roga-ae a eala peno.
quo baja do a virlraier un ra Direita n.3, ae nu quer,
|ua ao a peraiga oom o rigor Ha tai.
Joii da Fonstea Silva.
- OSr. almioi.trador dos lampedet baja do botar
axeite suffiojente que ature as horas marcadas quo
tratou, quando arrematou ; poia antes da 8 horas da
noule jt te aehio apagados, e attiin nio he que se
ganhao dioheiro da naci de bobea aniaos.
Um ctdaddo, que lambem paga tributo.
O HOTEL FRANCISCO
tem sor veto sabbado 20 de junbo, as 11 horas do
dia e de tarde.
Rabatem-se ordenados e ttulos da theiouraria
provincial ; na ra das Trincbeiras, n. 50.
=Alugio-se 2 titios um na campia e outro na
ruada Cata-Forte ambos com boas accommodecoes;
assim como os lerceiro e quarto andares do sobrado da
rus do Amorim no Recife n. 15 : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo sobrado.
= Aluge-se o primeiro andar do sobrado amarell
da ra Augusta assim como duas pequeas caiiohas
na traveasa do Monteiro : a tratar no Recife ra do
Amorim, n. 15.
=D. Candida Joaquina Velloso de Azevedo tem jus-
to e contratado enm o Sr. Joio Fernandes da Silva
Reioou comprar-le a sua casa terrea, sita na ra do
Fogo desta cidade, n. 50: se hs pessoa, quo > julgue
com direito a dita casa, a excepcio da Sra. D. Cons
tantina Jacinta da Motta, que se esta certa de sua hy -
polbeca, queira annunciar por este Diario, no prazo de
Iresdias; passados os quaes, nio ser admittida rccle-
maeio alguma.
Na ra Nova, loja francera n. 23. esquina da Ira-
vessa do Carmo. acaba-te do receber um grande torli-
mento doa seguintes objectos: bicos de bloo I, dentelle
preto, bicode seda branca, linditsimaa flores de todas
as qualidade, as muito boss luvas de pellica.tanto para
teobora como para bomem, loquea, sedas para chapeos
creps de todas as cores, perfumaras muito linas, al-
jolaret, chapeos de sol de peniobo e do aeda para lodo
preco.
Quem precisar de uma ama de leite, dirija-te ao
becco do Padre.
Hoje, 17 do correle, pela segunda vara do civel,
tem de ser a ultima praca de diversas faxendas, cons-
tantes do escripto em mi do porteiio, para pagamen-
to do respectivo exequenle.
__Hoje, 17 do eorrente, pelo juizo da secunda vara.
eterivio Santos, be a primeira praca da casa n. 8 da
ra do Caes-do-Maobado, penburada a oio de Suuza
Linaesua mulber, por exeeucio de Casimiro Antonio
de Mello, seu bstanle procurador.
__ O proprielario do eogenbo Forno-da-Cal na
cidade de Olinda, fax publico, que Icrrou os catallos da
rods de seu engenho com o ferro seguinte ^ na pa
direita e em cima da anca esquerda, e ~j(~decla
, que elle nio vende nem troca eavallo algum que
tenba seu Ierro ; por isso. onde qur que ellesappa-
recio devem ser considerados fui lados e remellidos
ara dito engenho que se pagar generosamente ; as-
sim como declara, que ullimenieite Ibc lorio lurtados
dous cavallos um alario com ettrella na testa em
rio, e oulro capado, castanbo escuro amacacaao ;
e toda a pettoa que foracbada com eavallo a elle per-
lencente, fica obrigada a pagar-lheos dias do uo-
Iructo. a 300 rs. por da.
__ Precisa-se de um boro lorneirc ; no pateo do
Carmo venda do Campos.
__O cirurgiio-mr Jos Fernandes Umbuzciro mora
na ra do Roiario da Boa-Viata, n. 53 eonde pode
ser procurado para as funcedes da sua arte. Tambera
d consultes graluitas aos pobres em sua casa, das 7 aa
9 horas da menbie.
Pilulasuniversaes do doutor Mouson.Recommen-
da-te ao publico etta medicine, compoala tio t-
menles de vegetaes e bervss oiedicioaes, que, nio con
tendo a mait pequea partcula de mereuriaea, eoulrea
muilas nocivas a nalurexa humana, e sendo por esta rs-
sio perfeitameote ionoemte e sdequada i maistenra
idade, e a mait dbil constituicio, milhare de curas
tem lilo. O doutor Mouson est seguro do pslroci-
nio do publico, pelo bom resultado, que dellas tem ti-
ldo. Acbio-sea venda na ruada Cadeia, o. 46.
- Faxem-se qusetquer cortinados,qur teji velbot ou
modernos, ou de quslquer qualidade que teji; e lam-
bem todas as uracoes de seges, cadeires, soles, cadeirst
de balanco, e oulrat armaedes de camarim ( ou 'entu-
re); em fim, ludo quaoto be eoncernente a tapecaria ,
se fax com a maior promptidio possivel: na traveasa da
Concordia, o. 13, atrs do Carmo.
=Concertio-se ai alampadas chamadas carcellsi.eom
machina, com toda a perfeicio e promptidio, e se res-
ponsibilits pela falta do andamento.por preco com-
modo : oa travesa da Coocordia.n. 13,atra do Carmo.
_ Arrenda-se o litio a casa de sobrado da Cscala ,
no lugar da Soledade com beetaotee commodos e ar-
renjoa para qualquer familia numerosa : a tratar na
ra de Hortas o. 140.
Aluga-se uma prela para ama de leite, muito
sadia, com muito e abundante lette panda na 3
mezo, nio tom eria ; ni rus do Jardn n. 45.
= Oflerece-se urna ama para o servico interior de
uma caa de pouca familia, ou do bomem solteiro : na
ra da Gloria, n. 29.
O jui/ de direito da segunda vara do cive.1 mu-
dou u residencia para o Atorro-da- lloa-Viita, n. 39,
eegundn andar.
= Arremia-te uma caaa terrea abarracada.no lu-
guar do Manguinho por pre(o commodo : a tratar na
ra de Hortas n. HO.
Sorvetea, na loja do Bourgard, de hoje em dien-
to de manbia.
Dio te 500.000 a juros sobre penhore de ouro.
ou prata luda quanlia junta ou mn porches de
50,000 r. para cima, como ini-lhor contier ; no pa-
leo ds S. C.iu padaria n o, te dir quem da.
= Hoje, 17 do correnta mez, depois de linda a au-
diencia do juix do civel da segunda vira lemdeteri-
licar-te, na ra da Madre-de-Ueos do bairro do Recite,
a arrematadlo das faxendas da I >ji gneros da taber-
na e dous escravos penborados n Couto Viaena & Fi-
Iho por exeeucio de George Knnvrorth & Compa-
nhia : os licitantes podem comparecer no lugar cima
indicado.
Aluga-se, por preco commodo o armaiern da
eaaa n. lU.da ra Vigario, e o segando andar da
easa n. 1, do becro do i^ampello : a tratar na ra da
Cadeia-\ elba cesa da vitiva Seie & Filhos.
Casa da F,
Na ra estrella do Hozarlo, n. 6.
O caulelista da caaa cima laz veraos amantes dojogo
das loteras que esta marcado o dia 26 do crrenle
nez para o andamento dal rodas da lotera da matriz
da Boa-Vista, cujos bil helet achio -s a venda e a>
rodas correrao infallivelmenle no dia cima, (quem ,
ou nao bilbeles. As cautelas lambem interesiio pelo
seu diminuto preco de 500 e 1000 rs. que abega pa-
ra todos os que gottio dette jogo.
Dio-to 200,000 xa. a juros tobie penhore de
ouro ou praia., ou mesmo sobre aluum eteravo ou
amata, que esteja livreedesenibaracadii; tambemse dio
em pequeas i|uanlias: na cidade de Ulinda not
ladeira da Itibeira.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado o. 17 da
ra do (Jueiiiiado : a tratar na loja da mvsraa casa.
= Olleroce-se um moco porluguex para dispenseiro,
ou co/inheiro de alguma casa ; quem de seu prestuno
equixer utilissr, annunce.
O abaixo asfignado tocio e caixa do contrito
do imposto de 2500 n. orneada cabeca de gado vac-
uno, que for consumido no municipio da cidade do
lieeifo usando da faculdade que llio concede o art.
i-I da loi provincial de a de mao de 1838, fax publi-
co por meiodeste annuncio, para conbecimento da-
quello a quem cumpelir a tua exeeucio, que toda a
carne das rezes, que forom modas nos ir.ataduuros pu-
lilicot deste municipio e forom conduxidas para os
i<,ougues casas pailiculares ou nmbarque deter ir
acompanhada de urna guia unpressa quo ser pausada
pelo administrador doconlralo, que oxislir no mata-
douro respectivo a qual s velera no dia de sua dala ;
o as carnes que furein achadas sera a competente guia,
qur oa conduccio para os Remugues quiir nos met-
ii.o. serio apprehendidss por qualquer einpregadn do
oOolratO ou petoa do povo e lotada presenca do
Si iluiitorjuK de direitO do (rime mais inmuno .
para proceder na furnia determinada no art. 8 du re-
gulamenlo de 13 desatembro de 1833. O meimo te
praticeri com as retal vivas, que forera para os rancho*
das t'inbarca\0-s o com a carne ilaquellas, que hou-
verem si lo rrortat clandestinamente fra doa rhaladou-
ros pblicos ; e depoit que lorein julgedas .ba ap-
prehentio, o apprehensor pagar o imposto eatabeleci-
do e firar com a caroe ou re apprchendida lie-
dle de Pernaubuco, 1." de junhode 1846. = Manoel
Alve Guerra.
ATERRO DA BOA-VISTA
N. 5.
PO.M.MATEAU.GUTU.EIRO,
tem a bnnra de participar SOS leus honrados fregue-
que acaba de receber de Franca pelo navio Ar-
mo'iiiue. ura dos mait bellos, ricos e escolbidos torli-
rnenlos de cuidara, nunca litlM at 8(;ora nesla capi-
tal de Pernamhuco. ura lindusimo faqueiro do ul-
timo gosto. com as seguinte pecas: 18 talberes. com
cabos do prata fina 18 laca com cabos e olhas de
.rata para sobremesa 18 lacat de cabos de pra-
ta, folbasdeaio, para sobremesa, um par de Irin-
xadores de cebo Jo praia urna colher de prata para
tervir a pene, um tenaz para servir o assucar em pedra;
novo sorlimenlo de navalhas de barbear do melhor ajo.
aaranlidas pelo seu autor, o qoal obtove uma meda-
Iba d'ouro na ultima axposicio de induttna em Pars;
pustomoes de 3 e 4 lolhaa para cavallos. freos. espo-
ras e chicotes do ultimo gotlo; tesouras para |ardinei-
roa ditas linas para bordar, de todos os tamenbot,
tambera para allaiales. ditas curvas o direita para ci-
rurgie, clojos de lodos os ferros necetsarios para ci-
rurgiae para dentistas; scsr.ficadore para ventosas;
caivetes de uma a oilo olhas do melbor tost; esto-
jo para limpar dente alicalinbos e limas para toi-
lette. Concert toda a qualidade de obras de ac, con-
tina a amolar duas veres por semana, s quartaa e ao
tabbados.
Espera, que o futuro dar a conhecer aos&rs. seut
(regueies a diflerenca, que exilie enlte a sua cutelaria
ea de qualquer outro.que tenha vindo at odia de ho|e
a esta capital.
Lotera da matriz da Boa-Vista.
As rodas desla loteria andio iolallivelmente no dia
2C do correte mei embora fiquem aljjuns bilhetes
por vender : e o respectivo thetoureiro espera que
com esto lerceiro annunoio, deteoganados os amadores
deate jogo de que a loteria nio deixa de correr no
referido dia concorrlo a comprar o icsto dos bilhe-
tes que existe nos lugares ja declarados.
Agencia de passaportes.
Na roa do Collegio botica n. 10, e no Alerro-da-
Boa-Viata loja n. 48, tirio-se passaportes para dentro e
fra do imperio, assim eomo despachlo-se escravos: ludo
com brevidade _
io-se 400.000 rs. a juros de 2 por cont ao
'mes, sobre penhores do ouro, ou praU oa alguma
livpothoca ; em Fra-de-Portas, ra do Pilar, n.
137. Na meima caa von le-ie ou aluga-se uma ca-
noa quernmlU' 8 pnaioa.
O abaixo assignado faz publico, que, ao un
iilioccr do dia :> iiu correte, Ihe fugira nm seu es-
nravn do nomo Joaquim, sendo i'sto mulato, de es-
tatura regular, bastante corpulento o espadaiulo,
cor clara ealatoada, cabellos pegados ao casco, seni
harlia, apelar do representar ler 25 annos de idade,
pea grandes, bastante grossos e mal feitoa, iimi-
i.ir.Hi dos de Gallego, falla mansa, e ainda mais
quando, com medo, tem de responder a alguent,
que pela htimildailc parece, querer chorar: levou
vestido cale,a de i iscado a/ul de listras miuilas, ca-
misa de algod.lo americano, jaqueta do mesmo pan-
no, porm azul, chapeo decouro cortido ilos do ser-
tattejo, e, por furto, urna calca branca, uma camisa
de algodlo americano e uma rede, roupa osla delle;
e do abaixo assignado duas camisas de madapol.lo
lino, e at engommadas, um anellao de ouro com
diamante, quo ludo se verifJcou por exame-feito de-
pois da fgida do mesmo, leudo por vicio fumar
cachimbo, oisto amiudo; cujooacimvo havia com-
prado o abaixo aasignado, ;< :to do abril docortetito
anuo, a Jos PrancisCO da Silva, morador tiesta pra-
ea, por remesas que delle, e de ootros, llio Qzera
seu mano do Aracaty, de nomo Francisco da Silva
t'.assico ; c por informacOea do vendedor, com quem
se ioi o abaixo assignado entender no dia da fuga,
soabe ser o dito mulato natural doaertfio. do lugar
denominado Darreguda, e depois mudado para o
lugar denominado Serra deLuz (ornes, onde pre-
sentemente mora o senhor, que foi delle, de nomo
Antonio Vieira, lavrador este de Conoalo Jos do
Mello, lambem morador no mencionado logar Ser-
ra de Ltiiz Comes. Este oscravo foi visio hontem,
dia da fuga, na casa de rancho do Sr. Itulino domes
da Ponseca, situada na ra da Gonceirjllo do bairro
ila Boa-Viata, procurando combov de sertanejoa
que estivessem a partir para o Assu, Ico e l'ianeo ;
por isso, o abaixo assignado quer merecer o favor do
k todo o comboyeiro, que elle aqui procure, n3o s
destes, como il'oulros quaesquOT serios para com
elle seguir, talvez neulcando-se forro, ou mesmo
que espere por ditos comboyos fbra, de oagarraroio
eoeotregarem a autordade policial do lugar, ondo
qur que elleseja por veniiir.i agarrado; rogando-se
ao mesmo lempo aos donos dos ditos comboyos do
prevenirern aos seus conductores, com toda a ro-
commendaeflo, do urna ve* o dito mulato com al*
guem se enlendendo, de, sem dolencia o agarra-
rom'; eO mesmo implora o abaixo assignado com
instancia a todas as autoriades desta capital de
Pernaubuco, e Bas comarcas, termos, povoagoea
ovillas, emosmo sd'outrasprovincias, onde por
ventura tenha da apparecer o mencionado mulato
assim como a todos os capitSes e mestres do embar-
cacOes, com particnlaridada as da navegac,lo de ca-
botagem, da carreira dos sertoes, o do outras quaes-
quer provincias do imperio, o maior escrpulo no
recebimento de passageiros, ou mosmo de escravos
a [rete, aOm de que nao sejSo Iludidos eo mesmo
favor se implora aos capilAcsde campo e pessoas
particulares, concorrendo o abaixo assignado com
todas as despezas. Sendo a captura pela polica, o
por outra qualquer pessoa, sedara uma gratifleacOo
vantajosa, podendo, urna vez capturado, leva-lo
casa do Sr. Antonio Joaquim de Mello Pacheco, na
ra i'.streita do Uo/ario u. h, onde presentemente s
acha o proprio dono, que delle loman.lo eonla, im-
I mediatamente receliera a pessoaqueo levar a im-
| portancia das despozas e gratiilcacfla olTerecida ; o
I sendo (|tte a csse lempo ja nSo se ache nesla praca 0
abaixo assignado, o puderiO conduzir ao engenbo
Ubaquinha, em Serinnflem, ondeoacharai); e a nlo
coiiviraoapielieinleiloialli o levar, o poder entro-
jar ao diloSr. Antonio Joaquim de Mello Pacheco,
que aulorisado entilo licara para ludo salisfazer.
Pernaubuco, 5 de junhode I8i
Joio l'ram-ii.ii) Sanios de Siqucira
Quem precisar de uma mestra para ensinar me-
ninas a ler escrever, contar e toser de qualquer quali-
dade e mosmo a esciavsa, dirija-se a ra nova de S.
Amaro no quarto perlencente a cate n. 20. No inee-
rao quarlo cose-se e a acasea-se.
Aluga-se uma boa lo|a na ra da Cadeia, n. 40,
em que eateve o Sr. Catcio o j tem armacio para
laz'ndat, em que o alugador nio tem a larcr despe-
zaa; lrla-se na mesma loja, ou na ra do Apollo,n. 18.
_ Troca-H um lindo e sadio cabrinha, crioulo do
idade de 10 anno por uma negrinha prelerindo-te
de naci : a quem convier esie negocio dirija-te a
travesa do Veras, na Boa-Vista, sobrado n. 13.
=r Medames Pey et Julico teem a honra de prevenir
os enboras desta cidade, que chegou do Paria um sor-
lunento do modal s mais novas, como sejio chapeos
do renda palha aberta escomilha palba de arrox ,
sedat, toucados do ditas, loucas, flores, &o. &o. Ellas
espeao merecer confianr,a e frrgueiias de todas as so-
nboras, que as quixereui honrar, na ra do Aterro-
da-Boa -Vista, o. 6, primeiro andar, casa do Sr. 0-
liveira.
Compras.
CompraS se um moleque coiinheiro e outro
olTicial de sapaleiro que sejio de bonitas figuras; pt-
gao-se bem, uma vex que agradem : na ra da Con-
cordia, lado direito pesiando a pontixioba segunda
caaa terrea.
Compra-ie um preto moco sadioe de boa li-
gura: oa ra da Cruz o 45. casa do Nascimenlo*
m Compra-so o primeiro tomo da Historia Sagrada,
por Bernardino Freir; quem liver, annuoeie_
- Compiio-se, eftect.vamenle, escravos de ambos
os sexo. de lia 25 snnoi agradando, psgao-sa
bem : na ru. larga do Rox.r.o, o. M, pnmeiro an-
d"_ Compra-seum moleque de 10 a 12aonoi, Mm
.cheque, nem vicios na ru. da Cadeia do 8. Antonio,
' Compra-ie uma colleccio de modelos para prin-
cipiante, no desenbo ; um m.rco de duas ou qua-
iro libra. I n. ru. da C.dei.-Velba lo,, n. 26.
Vendas.
_ Vndese um bom porta licor ptimo par al-
guma sncie.de.le por ler uma bonita caixa enveroiu-
da, e com mofat, em que suelela o meimo porta-licor,
por preco o man commodo possivel; oa ra do Hortas,
casa terrea o. 62.


A

CHAMPAGNE MARGA C 8c C.
"*Ha urna factura nova desle ce
lebre vinho, cliega-Ja no brigue
francez Zilia: aclia-se venda
do arnia/.em de iM.c Calmonl &
C.", praya do Corpo Sanio.
= Vendcm se 01 mu'lo superiores e mais modernos
l.iir/.vuins gaspeadot franceies pura hutuim ; .di-
tos para senhora ; 01 muito acreditados tipaldei de
brzerro de Nuiles du Susr ; dito do 3 solas ; urnsor-
ii:: i'i.lu completo de calcados inglcici, pura o n.yerno ;
tpalos de cordivio de Lisboa, pura senhora a 800
rs. ; diloi de lustro, para meninas de H a l annoi,
a 800 rs. ; chiquitos a 120 rs. ; e oulras muitnt
qualidades do calcado nnr iireco rom modo : na ra da
Cadeia do llecife, n. 35.
= \ fiidcm-sr charutos regala de primeira e segun-
da qualidade, fama-va principo, cabi'cudo thcga-
dos ltimamente da Haba : na ra larga do (lozano,
fljrica = Vende-te una pruta moca, propria pora qual-
quer servido por 350 rs. ; un prelo de 20 annos ;
un lindo mnleque, de I i a 1 (i anuos oDloi ll du mar-
crneiru ; duas mulatinlms de \> minos minio bo-
nitas proprias pura mucama! de elguina menina : na
ra 1'i.M do Rosario n. i, pnmeiro andar.
Vende-te um jo;o do breviarios impresso nm
1815 ; na praca da Independencia livraria. ns. 6 e 8.
= Vonde-te, ou troca-se urna preta crioula de
18 annos de bonita figura por um omlequo da mes
ma idade ; na ra do ( ollegiu, venda n. 12.
Vendem so travet de 40 palmos de rouiprimen-
tj poilss, janellus (amibos e gradea tanto do lou-
teem 7 pollegadss, e t% mus pequeas teemo; na
travessa da Concordia, n. 13, atis do Carmo.
Pili/
ro como de muidlo ; na ra da Praia alias ila Iti
beira ns. 9 e 11.
\ endem-sii 2 eteravos, muito robustos, aend
Uiiuflicial de carpina ;'iof ; couros miulos ; In-zer-
ros ; um relogio ile ouro patente : na ra da Cruz ,
no llccife ii. 2. venda de Luiz Jos de >a Araujo.
Vende-te familia d.i Ierra milito superior, o al-
qui'ire pela medida do bureo, a 3200 rs. lOffl sama, e
com lacea a .1520 rs. ; n.. rus do Cldeireiro, n. SO.
Vende se um armaco do loja. propru para qual-
quer eslabelecimenlo ; na ra dat Cruzcs n. 11.
= Vendem-se na loja de ferragens da ra da Ca-
deia dKi'cifu n. 4i cordas de tripa para viol5o e
rabeca chegailas prximamente do melbor autor ;
ditas para piano ; cartas de traques da India, multo
novos a 160 rs. ; assim com toda a qualidade de
terrajen* e miudezat, por preco comrnodo.
Vendi-rn-se 3 cssat pequeas titat no. Coelhos ,
na ra do Jasmirn que rendem urn por rento ao me/,
com bons coiniiiodiis por ter 2 salas ; 2 quartot co
zinlia quintal e cacimba, cada urna Coilas a moder-
na e ai-abadas ha 2 annos liires e desembarazadas,
por serum lejtal pelo tendedor, em rbos proprios ; na
ra da Concordia Sobrado de um andar n. 5.
Vende-se um piano de muito boas vozes e de lor-
tc conslrurco ; una cadeira du arruar anda nova e
forrada de seda ; macacos para arrumar or. as ; fine-
rado para cobrir (eneros : na ra do Ainorim n. 15.
= Vcndem se doOl pardos muros, s-ndo um bom
carreiroe o outro ptimo pagem } 4 preloi ptimos
para o campo ; 2 negrinhas, de 12 a 16 annos; 1 par-
da ; 4 pretal moc.s com varios liabiliuadei : ua ra
Direita, n. 3.
* \ ende-te um espelho de qualidade grande ,
para sala, por piejo cuminodo ; na ra du Aragao ,
D. 1
Vcmlemse duaa estolas bordadas,
tuna liranca e otitra encarnada, proprias
para vigario : na loja de miudezas, na
i na do Crespo, n. 11.
Yende-se um jogo de bancas e
nina cama de casados, por multo barato
preco: nu ra do Itngel, n. 3.
Vende-se sag de boa qualidade,
e por preco comrnodo : na ra da Cruz,
armazem n. 4&.
Vendem-se ricos cortes de fazenda
da rainba Victoria de padres os mais
modernos ebegados a este mercado, de
(ies lixas, prova de limao pelo barato
preco de 4>oo rs. o corte ; na i na do
Crespo lujan. 14 de Jos Francisco
Dias
= Vendem-se varios escravos chegados prxima-
mente do Araialy tendo entre elles um perito cozi-
nheiro ; pennas de erna ; cera do carnauba ; tol
bezerroi ; couioi de cabra ; caitas de tartaruga lu-
do por preco comrnodo : na ra da Cruz aruiazem ,
n. 61,
Vende-se una casa terrea lita na ra do Fogo,
n. SO a qual te acba byiolliecada a Senhora D. Cons-
tantina Jacinlha da Molla: e torio ahvpollieca de qual-
quer objecto nao prohibe a venda e su sim prevenir
o comprador por usodeclara-li aos pietendenlrt : na
ru Augusta sobrado de um andar e solio n. 29
defionle do sobrado do subdelegado de S. Jos..
= Vendeni-te bunt sorvelet de Iruclti; no boti-
buim ao p do tbeatro dat 4 borai o meia da laide
em dianle.
Nai lujas da ra Nova ni. 5 c 28 e na ra d_
Cadeia do Brcife n. 49 perlenceoles a Hraga Sil
va t Companhia te acba um completo torlimento de
lellmt de toda ai qualidade ; tilhoei para montara de
tenbora ; lrot; cabecada rolicat; silbat ingina de
ptenle ; ditat cbatat, de couro de luttro branco ; tal-
lins e cananat ; barretinas ; espada! de todat at quali-
dadei; couro de luttro branco para cuntame de fu-
nleiroie guarda nacional de cavallaria ; dito para ca-
nbei de botas de criidoi; dito preto tuperior para
calcado ; colchSes de todn ai qualidade; e toda M
oais faiendat perlencenle aioflicinas de telleiro col-
choeiro, e uniforme! militares: aonde tambem te fa-
em e concerlio-se dilot objectoi com a maior perfei-
cio e preco com modo.
- Vende-te urna greza e meia duna de lunas de
ac fundido, lortidn autor cbmite, ai maiore
Esta minia superior Baroi de vinlio champagne ,
mullo conbecida na Europa o nos K> lados- (nulos da
America, acaba de ebegar a esto mercado e Vende-te
nu ra da Cruz n. 20 casa de Avrial Irmaos.
= Vende-so urna vacca turina seru cria a qual da
diariamente 2a 3 garrafas de loile na estribara da
ra da Florentina.
- Veude-se urna canoa para abrir, com Co pal-
mos do enmprimento ; urna dita, que carrega lOj rs
d'agoa bein construida e de boas madeiras; 40 travs
da louro de 32 a 35 palmos do comprido : na ra da
l'raia, serrara de Silva Cardial.
= Vendem-se 8 escravos mocos ptimos para otra-
bnlbo decampo e da [naca; 2 moleques de H a 16
annos 2 mulatinhos bons para pagens, de 12 a 16
annos ; G escravas mocas boas pura lodo o servido ;
2 ricgi inb.is de 12 annos, muito linda
tuperior que ba nesta (roca ; chele? de seda ,. gran-
des e pequeo! lo bom goslo, e por preco commodo ;
assim como um novotortimento de cortes de vestidoide
diflorenles qualidades cores flase gostoi muito mo-
dernos por preco maii barato do que em outra qual-
'j'ier parte; um novo sortimento de corles de casimiras
para calcas farenda a mais rica, que ter apparecido,
em gosto e qualidado por muito barato prcro ; novos
cortet de colletct tanto da velludo e tetim corno de
gorgurioe teda ludo por preco muito em conta; bom
fuslSra pora collele a 800 ri. o corado ; urna nova
fazenda para roupa de eacravos por ser de cor escura
e de minia duracio pelo diminuto preco de 180 n. o
ovado; assim como outras muilai fazenda de difje-
rentet qualidades que seiio patrntet aos comprado-
r-i o te venders por preco muito comrnodo : na ra
do Crespo loja nova n. 12, de Jos Joaquim da Silva
Maia.
*-- Vende-se
vnrioi'O r\ o r ,-/-
para seren
edueadaa ; dual pardas de 20 annos boas para o
servico de urna casa : na ra do Ciespo, n. 10, primei
ro andar.
Vendem-se os segujntos romances
do Paulu deKoek. cujastraducii'S recentes, de 4 volu-
ntes em bom porlu^uez acabudu cli gar livraria da
da esquiua do Col'egio por prero commodo.- An-
d', iiS.Ii v.iini ; llarhoiru do I'aris; o Bigode; Uon-
/ella de lielle>illo ; K.le Senhor ; IrmSt Anua ; a l.ei-
leira ; Magdalena ; Viiinho Kaymundu ; a Mulh'-r ;
Itobino >u e Felina ; Senhor Dupiint ; Familia lni:n;
Seiii grvala ; Georgota ; llomem da Natureza ; lio -
rnem dos Ir* calcitas ; o Gil Bras da.revolucSo por
l'u.r I; a Hananeira, por Souli ; Adelina o Mauriiio,
|ior Voiart Amigo do cast. lio por Monnier; Eme-
ranee, por Aneelol ; o Assassiim ou a torree a capaila;
Carioi Oarimore ou o etcesio do eiume; culos da
velha ou lente maravilhosa romance original portu-
gus em 4 voluntes. A seguidle obra unl'tar : l.n-
suio sobre os principios geraes de estrategia, e de gran-
de tctica para os alumnos da escola do eiercito, por
F. J Barreiroi, 1 vol. 1838.
=: Vende-se ou liypolhcci-se um escravo do ntcSo,
robusto tem vicios wnn achaques por 2004 n. ; na
ra do Ligamento, n. 36.
Na ra da Cadeia do Recife, n. 40, ha sempre um
grande snrtimenlo dos melhores vinhos do Porto, Ms-
ile-ra Sherry Clarot ago'ardente du Franca da
melhor que (em vindo a esle mercado, e igualmente uni9
porcia de doce da E iropa da inelhor qunlidade pos-
sivel ; ludo se vende a precos rasoaveis.
= Vende-se ag'a di Prata a 15 rs. o caneco a
quem comprar mais de um em raso do troco : jun-
to 80 trem.
Na venda nuva de tres portas defronto do bec-
co do Trem vonde-te manluiga ingleza de tegunda
qualidade, a 000 rs. a libra ; dita mais inferior a 2-10
rs. ; o verdadeiro vinho mutoitel ; o outros gneros
de venda por preco coinuiodo pira liquidar a di-
nheirn a vista.
Veiidem-l 3 escravos sendo : urna preta de
0 annos; una dila, de I 3 annos ; um moleque de
17 annos; todos de naci de bonitas liguras e lem
vicios iiem aehaqu'S; as prolas cozmliSo de todas as
qualidades, e lio peritai engoniroadvirai: na roa da
Concordia, passando a p ntezinua a dlreita irguo-
da casa lerrea.
:= Vendem-se taccas de larinlia fina e grosta ; ditas
de arroi branco e vermelho ; ditas de dito com casca ;
ditas com m 11 lio : na ruada Cadeia do Itecife aruu-
zetn n. 8.
\ende-se urna preta de bonita figura cozinhe-
ra, cose chao e ensuboa pe feitamenle ; na ra do Cres-
po, n. 17.
Vende-se um fardamenlo completo em bom es-
tado pira ofliiial da guarda nacional por pre^o com-
modo ; na ra das Cruzcs, n. 40
- Vende-se larinlia de Iri-
nacional, a 400 rs. a caada ve-
llia: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
tle A!. Mir.mda; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do iNicolle.
Farelos em saccas muito
grandes, chegadas ltimamen-
te: nos armazens de Canfina
raes e do Bacelar, dclronte da
da Cunha Soare Guimariea n. 15, muas de.
brtia com listrai e lindoi bordadoi, pelo diminns."'**
co de o e 3500 n. QutoP'-
Vende-te muito tuperior vinho de Champ,
eCltrelo, engarralado .chegadoi ultirrujmBnte "''
Armorique ; em casa de Frederico Robilliard
Trapicbe-Novo, aonde le continuo a vender oi'k-
tet generoi : plvora cm barril F, lf, HF; po(
to ; er colla tuperior cha bysion ; papel je '""
ohina azul e branco ; ixcellente vinho de Cuera '
cateo e engarrafado ; ago'rdanle de Franca- car
branca e preta ; panno de tlgodo grono, proprio"''
ra macear aducir ; e um variado sortimento da r.!"
ragem
Vende-ie urna preta de 50 annoi, <]e
figun boa cozinheira, eteellente rendeira, eM ,l,
tem vicioi nem achiquei ; na ra da Crur, n. D0'
ella ii. 58.
Vendo-to a (abrieade laier papello dii, ..
Cinco-Pontai n. 33 por preeo commodo or
dono retirar-ie pira lora da pra{a ; tambem veDile-u"
ou arrenda-ie um pequeo litio na povoacio doi |'
gados, com bastantes pt de eoqueiroi, e muitoi>r
voredoi de difierentei Iructas : a tratir pi nieimi (i
brica das 9 horas ao meio-dia,
lonii
Escravos Fgidos.
escadinlia da alandega.
fogo
Vci)de-se superior
da China, cm caixas de 40 cartas,
por preco commodo: na ra da
Cadeia de S. Antonio, n. 25.
= Vendem-te nioendat de ferro para eogenhot de
assucar, pera vapor ogoa e bestai de divenoi tama-
nhus, por preco commodo; e igualmente taixai de
fero coado e batido de (odoi 01 tamanhoi : na pra-
va do Corpo Santo d. 11, em casa de Me. Calmonl &
l.ompanhia ou na ra de Apollo armazem, o. 6.
- Vende-se o o(Ti;iO e novena de S. Joio Itaplista ,
a 520 rt. ; na praca da Independencia, livraria,
ni. (i e 8.
=- Vendem-te as obras completai de Luiz de Ca
moes a melhuredicSo, que tem apparecido al boje ,
por preco commodo ; na livraria da ra do Collegio ,
uu na lu|a da viuva Cardozo Ayres ra da Cadeia do
liecifu.
DEPOSITO DE FARINIIA.
No armazem de porta larga do caei do Collegio ,
ha farinha de mandioca novamente ebegada de S. Ma
Iheus e S. Calbarina a retelho, ou em grandei por-
efles, por prec> commodo pela medida velha; e tam-
bem arroz pilado o caf.
- Vendem-se 2 negrinhai do naci, de bonitas figu-
ras ; na ra da Concordia, lado direito passando a
pontezinha na segunda casa
= Jos Lourenco da Silva Jnior vende o teu litio
com boa casa de vivenda. boa egoa de beber, muitat
arvores de fruclo de variat qualidades, muito perto da
praca, por ser pouco adiante da igreja da Senhora da
Soledadc, conlronte o tobrado, em que morou o Eim.
presidente da relecao : quom o pretender, dirija-iea
entender-te com o mesmo. Declara, que a dita proprie-
dade est livre e desembarazada de toda e qualquer tra-
fica ncia.
Vende-se urna flauta muilo boa de bano com
7 clavel, toda eppaielbada de prata ; na ra de S.
Amaro n. 8.
Vendem-te 3 eseravoi tendo : 1 prelo crioulo ;
urna parda ; urna negiinha de 10 annoi : na ra da
Cadeia casa de Joio Jos de Caivalbo Moraei.
Vende se vinagre tinto, a 45,000 rs. a pipa ; di-
to branco, a 35,000 n. dita : na ra Imperial, n. 7.
Vendem-ie pianos fortes de Broadwood &Som,
ot primeiros autores de Londres ltimamente ebega-
dos e do maia apurado gosto ; adverle-se que
nica agencia nesta cidade dos celebres fabricante!
cima mencionados, be a casa de Me. Calmonl & C. ; a
pezardeque const. terem apparecido inslrumenloi com
aquella tirina Msificaua.
= Vende-ie potatsa da Rusta ebegada ltima-
mente por preco muilo commodo ; em cata de Me.
Calmonl & C. na praca do Corpo Santo n. 11.
Vendem-te 2 cordOei 2 cruzcs, 1 alnele 2
frontim com diimantei, urna moeda encatloada 1
annelao, um cordio grotto com 58 oilava, 1 fivel pa-
ra cinto 1 cortvio.ludodeourosem (eitio um irico
alhoele de diamantes por 30,000 n. ; no largo do
Carmo, venda n. 1.
Vende-ie leite puro a 10 n. a medida todoi
os diai at 7 boiasda tnanbia ; na porta da venda de
de Joio Jacuilbu Moreira na ra dat Cruzei
Casimiro Garoier relojoeiro, na ra Nova ,
acaba de receber pelo navio Zi/io um sortimento de
bijouteriai do ultimo gosto ; adereces de timbantes ,
esmeralda!, &c. &c. blincoi, allinetes com camafeuii
correntctde todat ai qualidadet para relogioi; relogioi
deouroe prtta paleles inglezes e tuittoi; anneis
com bnlbanle ; lonetas de ouro ; caita para rap ; e
um grande sortimento de oculoi para toda ai vitra'i ;
adverle-se eo. iieguezei, que se dar ludo mais em
conla postivel.
Koupocs, a .'300 rs.
Vendem-ie cortei com 3 covadoi e meio desta ei
cellento faienda por ter muito encorpada e de mul-
la duracio pelo mdico prec.o de 1300 n. ; catimirai
de lia, com 3 covidoi e meio o corte a 1400 n. ;
coies de Imbo de superior qualidade, a 1700 ri.
corle do moito bonitoi padroei : na ra do Collegio
loja o. 1.
go SSSF da marca verdadei-
ra, chamada Itamo, cm pe-
quenas e grandes porces, a
vontade dos compradores : no
escriptorio de Kalkmann &
laoseiimund, ra da Cruz,
n. 10.
= Vendem-te meiat barricas com farinba gallego;
na ra do Trapiche Novo, n. 18.
= Vende-se um ptimo rarrinbo de dual rodal, por
prt-co commodo ; a ra do Arago cocbeira.n. 17.
Vendem-se os mais as-
seiados cortes de cassas pinta-
das, com 7 varas cada corle,
pelo ha ralo preco de 5000
ris: na ra do Crespo, loja
II. VI, de Jos Joaquim da
Silva llaia.
Venue-se, na ra da Cruz, n. 6o,
cera em velas, vinda do Rio de Janeiro,
de tiiua das nielhoies fabricas ; be ptimo
sortimento por ser de 3 at iGem libra ,
e por preco mais birato do que em ou-
tra qualquer parte.
Vendem-te ricoi cortet de vestidoi para lenhora,
de lazenda victoria imitando -eda o mais superior,
que lem apparecido tanto pelos booitot gotlot c-
e'd,,Annnd.e "T dur;f4-.Cmo ^ di"nnio'pr.-| = Vendem-,e cae. de rola, b.mburgu.ra, porl
o de 4000 ...cada corte; nca. m.nla. de .ed. p.r. preco commodo ; na ru. Augusta n. 34 P
lenhora, chegadas pela ullimo navio de Franca, o miiir Vendem ..n.w r... i- j -I uiJ
"""u,,,| =venaein-ie, amado Creipo, loja de Antonio |PBM., } kajyp. pe h. rk u fama- ^:i\
= Fugio, do sitio do Sr. Dubourcq urna pru
de nome Fortuna de navio Mozambique pertencM.'
te ao Sr. Vicente Thomax dos Ssnloija qual temot
lignaei seguinies: de bonita figura de idade ds
annoi, bem filiante o beico tuperior turado ;U
un calombinboi de carne desde a ponta do nirix iti t
testa modo de sua naci : quem a pegar, leve lorjjlg
sitio ou no principio do Aterro-dos-Aogtdos, o.31,
Fugirio, no dia 29 de maio pistado 2 etcn-
vos um de nome Antonio cabra de 20 e Isnloi
annoi, alto,secco do corpo, barbado, de bonita (ju-
ra; levou camisa e ceroulai de algodaonnho cbipto
e aqueta de couro com urna maca de couro da oie-
ha : o oulro, de nomo Filippe crioulo, esl.tur. ln.
a olboi alguma couia vermnlhoi ; Isvou camisa da
midapolio ceroulai de brim; quando fui{io, cocbeii.
va de um p por causa de urna eslrepida : o quiei
fugirio no caminho do Pedrai-de-Fogo para eslipn.
ca para onde vinbio remellidoi pelo senhor dos met-
inos Rufino da Molla Souza Bastos, a entregar, con
urna carta, a Bernardino Gomei de Carvalbo': qormot
pegar leve ao dito Rufino em o lugar de Pedrii-di-
Fogo ou nntli praca a Bernardino Gomes da Cir-
valbo na loja da eiquina do arco de S. Antonio que
vira para a cadeia que ter recompensado.
Fugio, do engenho Bom-Fim da fregueiii di
N. S. da Etcada no domingo, 5 de maio p. p., um
preto de navio Cosa de 25 a 30 annoi de non
Ignacio ; quando anda carrega sobre urna perna que
nial te divulga; be bastante atrapalhado no fallar ; la
visto no Aterro-dot-Afogadoi, cerregondo areia : quta
o pegar, leve ao dito engenho ou no largo do Cirno,
venda n. 1, quesera generosamente recompensado.
Fugirio, no dia 10 do correte da villa do Li-
mociro ot eicravot leguintet ^ Jote de naci Ao-
uifl de estatura bana bem barbado r*pr?nl>
40 e tintos annos de idade : Antonia, crioula mulber
do dito Jos, de 35 annoi corpo um tanto caaio,
altura regular e bem preta ; Francisco fjlho dos di-
toi com anno e meio de idade olhot grindei, per-
nal arqueada, en.bigo grmde ; letarioum cavallope-
drez bem etquipador, com cangalbi eeissoiei: ro-
ga-teai auloridadei policiaes e capiliei de can>po I
bajio de os appiehender, e leva-lot a dita villa, em cm
de Manoel Ramos da Silva Moreira, ou netla placa,
em cata de Manuel Pereira l.emot no paleo do l'i-1
raizo, que recompensara generoiimente.
Fugio, no dia 9 do correte, un preto de nome |
Guilberme, de naci Mozambique de 25 a 26 innoi,
ilto, tecco do corpo, com urna lerida em cada peral,
ot pt inchidoi, marcho por citar doeote : quemo I
pegar leve a teu ienbor, Francisco Tavaret Correii,
que sei gratificado.
Desappareceo, em 7 do correnteju-
nlio um cilio linlio forro, de nome|
Trajano, com idade de 10 a 11 annos, o
qual tinba vindo, ha quatro p>sra cinco
mezes, do Hio Grande do Norte, alugado
por seu av Luciano, a Malinas Jos Al-
ves de Araujo. Koga-se a qualquer pesada
que o vir, ou delle tiver noticia, de o par-
ticipar na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 9, dclronte da refinaco, que se re-
compensar ; advertindo-se, que o cab-
clinho he cheio do corpo, barrigudo, e
tem olhos grandes, e foi vestido de calca
camisa azul e chapeo de palba ja'
usado.
De bordo do Patacho Conceico
fugio, em a5 de marco do correntc anno,
o mulato claro de nome t'bristovo, es-
cravo de Boaventura Jos Rodrigues,
da praca do Maranhao o qual tem por
signacs : estatura baixa, cheio do corpo,
cabello annelado, tem as nadegas alguni
signaes de castigo, de idade de .Vi a 35
annos, he ollicialde alfaiate ; e consta estar
trubalhaiido, pelo uilicio, para a parte Ja
Boa-Vista, tambem he marinheiro de go
verno, cose panno, e he cozinheiro:
quem delle tiver noticia ou apprehcmler,
queira dar ou leva-lo ra da Moeda.
no bairro do Recife, defronte da casa
n. 9, que ser generosamente recompen-
sado.


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