Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08299


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Full Text
Lno de 1846.
Tere* feira 10
n n/^fl/0 puhlici-se lodoso das que dSo
1 m defiu.ru: Prec0 da aasignatur lie de
KlSi I'01' I""1"161' W" "dianlados. Os
r Lm dos assigoaules so inseridos razio
" MrfiJ |>r li0,, 40 ri5 e,n 'yP ! repet" pe" melade. Os que nao fo-
^.jsignants p-go 80 lis por liaba, e 160
dill'erente
iiypo
iases da loa no mez de junho.
rnte a 2 as 3 horas e 9 minutos da manhta.
""clieia a 8a 1 llora e 15 minutos da tardo.
"oaniea Illas 4 llorase 17 min. da manha.
r "" a 23 as 3 horas e 17 min. da Urd.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Goianna e Parahvl-a Segundas e Sextas feiras
Rio Grande do Norte, cliega as Quartas feiras
no meio dia, e parte lias nicsmas horas as
Quintas feir
afn, ^erinhi
Cafo, Serinbaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyo, no I.', II e II de cada raes.
Garanhuns o llnuito a 10 24.
Boa-Vista e Floros a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Ulinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 10 h. 6 minutos da manha .
Secunda as 10 li e 30 minutos da tarde.
de Junho.
Anno XXII N. 155.
das da semana.
lo Segunda S. Vito, aud. do J. dos orf.
e do J. do C. da 2. v. do J. M. da 2 v.
IU Terra S. Auieo, aud. do J. do civ. da I.
y., c do J. de uax do I. dist. de t
7 Quarta S. Therea, aud. do J. do civ. da
2. va'r, e do i. de paz do 2." dist. de t.
18 Quima lamantl). aud. do i. de orphaos, e
do I. municipal da I. vara.
19 Scita if>x< SS. Coraco de Jess, S, Julia-
na de Falconiert.
20 Sahlwdo S Silverio, aud. do i, do civel da
I .* Tara, e do J. de paz do I .* dist. de t.
21 Domingo S, Luiz Goozaga,
CAMHIOS NO DA 15 DE JDNIK).
Cambio sobre Londres 20 /, d. p. I# a 00 d.
ii ii l'aiii 350 tis |>or franco.
> Lisboa 105 "/o premio por niel.
Dse, de lelras de linas firmas I '/ p. %" met-
OuroOncas hespanholas.. 8l|500 a SfOOO
Modas de Ojtno re. I8JT00 a lf.li'0
n de6i*00nov. 16^200 a l|400
> >. de tftOO... /iHIO a "0n
Prata Patarucas.........iOao a l'980
a Pesos columnarca. 1|900 a 21000
ii Ditos Mexicanos, I960 a l|9*0
Miuda.......... I #7 80 a IjSOO
A croes da Comp. do Heheribe de 50JO0O aopar.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFFICIAL.
Governu da Provincia.
EIPEDIENTE DO Da. 4 D(l C1RRKNTE.
0 lile'o Ao unininiiiariii-pagador, declarando, que a
labrH" l,"r* Prev" ''"* nlugueit das cuaja, que, pa-
rt residencia dos nflioince de primeira linlia, forlo
|rrfMdda por cunta da fatenda, s deve igurar da da-
j. ,i.i sua appruvacio em dianle. Participuu-se ao
mandante das armas.
T(P_A" director do arsenal de guerra, signifinatido
Vjri'r nid" de re arrobas n empreatimu de plvora, que
>n,Iniciarifajn da ilha de Fernando fes o com mandan-
te el" lirigne-cacuna Leopoldina.
)iuiA inspector da tliesouraria das rendas provin-
oites, determinando, fuc abrir prac para a obra de 163
iirncu deempodramenlo, e 1'Jfi de carnada de barro so-
bre stimo lauco da estrada du Po-d'Alho. l'urlici-
inii-e ao engenheiro em ohefo das obras publicas.
DitoAo inspector interino do arsenal de maniilia,
dando-te por inteirado da inalallaco da respectiva con-
tadura.
DitoAo mosmo, icientifioando-o de bavor tolicila-
,].. du governo imperial autoritario para mandar indem-
niiir a repartilo a aeu cargo da quanlia de 1:491,111
ri., rojo pagamento S. rao pedio.
DitoAo mesmo, determinando, ponhaa dispniicio
du chufo de polica interino n recruta Pedro Barbota de
Freitas, que pola junta de sado fdra jolgado inoapat do
servico de marinlia.Rooomiuendou-te ao ohofe do po-
lioia interino, done oulro dealmo este reoruta.
DitoAo i-hefo do legilo da guarda nacional de Na-
taretli, declarando, prupnnha um oulro cidadlo para u
imito de alfrres da primeira companhia du rcspoctTii
|irimeirii batalhio, rejeiladn por Luii Tbeotoiiiu Ueterra
Jnior.
Cominando das rias.
TABELLA das cNtinevcias, guardas de hunra e sal-
vas, QUE SR DEVEM OBSERVAR NO EJERCITO. PRUVHA
DE 15 DEFEVERE1RO DE 1843.
Aoi principe! estranqrirot, commandante (ni ehefe do
exercito, piesidentes deprovincia nos seut gover-
nos, e/o.
19.A tropas em punida, cssguard. dpvurnS a-
presentar os armas, bandeiras postas lioritunlalnicnte,
eunlinrncias de crp.ida, e marcha batida pelos tambo-
res, cornetas, clarins e msicas, ele.
Ao$ coronis, o aoi o/fician da imperial ordem do
Crutiiro e da Rosa.
24.As guardas rliamariiS as armas, a us ofli.iu.-
faena emitinencia decapad; as scntinellus apreseniiu
si aunas.
. __,\, guardaa da pessoa do cummoiiilanto em chefi.'
l devoran chamal1 as armas c fater continencias ou-
toiidadcs, qiiem peTlerieerein camiiiieuoi. ignaes, un
valorea dna quo eoiiipi'lem ao rniiimaudanle em chrfc.
A- nicsmas guardas rh.niarii as uriiiim, o ns nHicinrs
larln rnnliiiencia de espada, s autoridades, a quera se
deten) aprrsenlar as armas lias mus guardas.
39.Igiues .honras cniliiiciicios, cunfrme as
que neln declaradas, alo debidas a todos os clliniaes de
ignaes graduaefiea adoa "lliiiiars do ctercito. e que
perlencao ao corpu d'armada naciiinal o imperial, aus
de artilliaria de uiarinha, da cxlincla seguiidu linha, or-
dnanos, guardo nacional, empregadoa civis, que livt-
rein graduuc6es militares, o aus do ijuulqner armadas
diferentes uar,es estrangeiras.
Regulamento n. 12, do 9 da morfe d 1838.
Arl. 1.O ooniniaiidanlcs superiores da guarda na-
eional serlo repuladus W curunois coinmandanles de
dni.jo, osrli.fes de legiauci.ruiicis cuiiiuiandantes
de hrigada <).
Decreto n.O 99, do 1.' de outubro de 1841.
Sendo conveniente eatabelecer regras certas, que fa-
ci ressar as duvidas, a que toem dado lugar inlclli-
gi liria do decielo n. 12, de 9 do marco do 183S, coiu
niiluiel prrjuisu da futeuda nacional : hei por bem de-
clarar, leudo ouvido o parecer du cuucelho supremo
uiililar, que us comiBaudanles superiores da guarda na
A LEA. (*)
por frentico ^oule'.
PBIMEIRO VOLUMK.
III,
r
AS OOHTIDZsVCIAa,
Mease dia, levira Julia o irraio para um camarim, que
Beava junto sala, e I lie pergunlra que duello era esse,
<]ue Amab bavia lido pela mauhaa ; nlu Ibe pareca cri-
vel, que te podis traballiar urna hora anlea de expr
vida; o da.qui se auioiltrlo mil queates acerca de
ab.
.' --
<*) Vid Di*r n. 131.
oionel, e os ebefes da legiio, quando empregadoa em
servico activo de primeira linha, a teean direito ao tol-
do do aeu posto, que he ZW a de coronel *^J i o, por
identidade de raslo aus majaros de legiio so omupeta toldo de mtjiir. E quanlo as gralieacSns, devendn es-
laa ser reguladas pela tabella de 28 de marco de 1825,
compele aot primeirut peroeber 90.000 ris niensaes,
quando comiiiandandu divislu, e 80,000 res oomraau-
iluudo brigada ; aua segumlnt 80,000 r. tendo ciiiuaian-
danles de brigada, e 30,000 ruis, te coininandarem car-
po, ele.......
EXPEDIENTE DO DIA 22 DO PAS8ADO.
Ollieio Ao pretidonte da provincia, enviando Me,
para ter presente a junta de juatica, oa procesaos verbaes
dos reos : tambor, Pedro Antonio, o soldados, Floren-
cio ile Souia, e Juaquim Jos de Sanl'Anna, todos do
|uarto batalhlo de artilliaria p.
DitoAo mesmo, oommniiicando-lho, para ter leva-
do au eonheoiinento do Etin. Sr. ministro di guerra,
que, em virtude do teu aviso de 7 de agotlo do onno p.
p., vai aer nomeado o concolhn de guerra, que tem de
julgar an sargento do priineiro batalhlo de cacadoros,
Thelesfero Goncalves do Uarros, pela culpa de havor ex-
traviado diversos artigo, porleiiceutes ao hospital mi-
litar da villa de Juguaran, onde estove empregado.
DitoAo mesmo, para que se digna.su de pedir es-
clarecimento aoerea do fardainento, que ao lora do fa-
icr para as pracat do primuiro batalhlu da rajadores,
pie por avian de 12 do feverciro te determinoii, que
fotso atul, eniquanlo que por ord-im do coininandaii-
te era ohefe du exeroitu du aul, expodida pelo rsped i -
vo ajudanle-general, do 6 de abril du onno pastado, te
maudou, que o batalhlo io fardaste de panno verde, a-
companhandu o Rgorino, que a S. Exo. unviava.
DitoAo curonol commandante do primeir.i bata-
lhlu de etcadorot, aiitnritaudu-o a dar por Iludo u enga-
jumcut.i do inuaico Manuel Francisco de Paula, em vista
das ratOcs ponderada no teu ollieio desta data.
Dito Ao lenente-oiiruiiel cuinmaiidaiilo dn qiiarlo
balalhlode artilliaria p, respondeiido u seu offieiu de
8dn crrente (maio), coin a copia do quo, sqbro a ma-
teria nella omitida, roeebra d commisiario-pagador
iatn he, sobre a muradla dut uiTlciaet, e pagamento dot
alUMMia das caiat.
DitoAo ooruiiel commandante do primeiro batalhlo
do cacaduret, niandandu reoolhcr n pritlo u aargentii
Theleafero Goncnlve do Barrul, vilto lerdo reapouder
a coucelho de guerra
DitoAo subdelegado da freguezia doa Afogadm,
iii.iiidaiido-lbe aprescnlar o cmela Francisco Jm, qoe
leacha preto, ficando attiro tali.feita a tua requintan.
IDEH DO DIA 23.
OIHcioAo presidente da pro icit, azendo remes
su do mappa deuionilrativo da fe "a delineada em A-
goa-Preta; cooi o que ficna iis a tus exig-'n
cia.
DiloAo meimo, remetiendo, para aer transmittida
a repsrlicio da guerra, o nvjppt est. tishcu dai enfer-
midades tratadas no boipitsl regimnlal delta provincia,
no primeiro trimestre do correlo anoo
DitoAo commandante da forta da provincia das
Alagai, aignilicando, que, em virtude de ordem do go-
verno imperial tendo de fcar all deslocada urna Tot-
eado segundo botalbio de aililbaria a 16, equivalente
a duai companbias no leu estado completo, e devendu,
portantd, regressar ai pravaa comanles da relaco, que
llie enviava por excederem o numero marcado, houvei-
se de dirsuat ordem, para que semelbante regreno e
rlll'rlUuSie.
DiloAo mejor Joaquim Caetano de SouzaCoiioiro,
remetiendo, na qualidade do premenle doconcelhode
guerra do sargentoTelesferoGoncalvea do Uarros,a por-
tara de nonieacio e mail papen concernmtei ao mes-
mo eoncelho para que proseguase em seus traba-
Iboi.
DitoAo coronel commandante do primeiro bata-
Ihdo de cacadores, di/endo, que o esclarecimenlo pe-
dido uo seu oflicio de 1* do coirente lobre o farda-
menlo, que lem de faie para ai pracaa do balalbiu sob
aeu conimindo, calata dependendo do goierno impe-
rial, a quem, por intermedio da preaidencia, havia aub-
jeitado eite negocio
Ihiode arlilhsria a p, significando, que, nao podendo
ji ler applicacao no batalhio de leu commando o livro-
meitre, que oi dado ao extinelo quarto enrpo de arti-
lliaria, o zeise recolher secretaria militar, subiii-
linilo, por este motivo, a requiico, que fizara para o
ornecimento do novo livro-meitra.
DitoAo meimo, prevenindo, que osdeitscamentos
do Puco-da-Panella e Ulinds iao ser rendidoi por
pravas do quarto batalhio de artilliaria a
PnrtariaNemeando o eoncelho de guerra, que tem
de julgar o sargento do primeiro batalhio de cir;ado-
rei Theleafero Goncalves de Barros, pela culpa de ha-
ver extraviado varioa artigoi do hospital militar da villa
de Joguario.
DitaNomeando o eoncelho de guerra, que lem de
julgar, pelo crime de deiergio, o toldado da compa-
nhia fiade cavallaria, Antonio Joaquim da Silva.
iium do di.v 25.
OllieioAo presidente da proviocia, informando o
requerimento do capitio do primeiro hatalho de caca
dores, 1". do P. A'Gnlo, que ao governo imperial pe-
de seii mezes do licenca para tratar de sua laude na
provincia do Rio Grande-do-Sul, non le o clima Ibe he
favoravel, e tem familia.
DiloAo mesmo, remetiendo os mappaa : numero
1, da forca effectiva de linha desta nuaroi^lo ; numero
2, dos movimentos por altai e halxas dos corpoi ; nu-
mero 3, estilstico criminal ; enumero 5, dos artigoi
bellicos, acompanbado do um nutro em addilamento,
comprehensivo doi artigos nio contemplado no mappa
modelo ; com o quo ftcava precncliido o disposto no ar
tigo B." do regulamento do 8 de maio de 18i3, em vir-
tude do qual bavia feito directa remola de iguaei map-
pas ao lllm. e Kim Sr. ministro eiecretano de estado
dos negocioi da guerra.
|)ito_Ao mesmo, transmillindo, para ter presento
junta do justica, o processo verbal leilo ao ro Severin"
Izidro, sol lido do segundo batalhio do artilliaria i p,
polo crime do baver entrado noute na fortaleza do
llrum, escallindo a DiloAo coronel commandanle do primeiro bala-
Ihio do ciQadoroi. exigindo o conreino de disciplina,
que so deveriu ter leilo ao toldado Lourcnco Antonio
Ferreira, para ser enviado ao general commandante dus
armas da provincia do Rio-Grande-do-Sul, quo o re-
(j'siiou para fozer ulgar all dito soldado em eoncelho
du guerra.
DEM DO DIA 26.
OfTicioAo coronel commandante do segundo bata-
IhiVi de artilliaria i p, communicando-lhc, para sua in-
telhgencia e governo, quo o cirurgiao-ajudanle do ha
iillio lobieu commando, Antonio Jos da l-'onieca
l.cisa. foi nomeado. por aviso da reparliclo da guerra
de 11 desta mez (maio), paro seivir no hospital militar
da provincia ds llallis.
PortaraMandando escusar do servieo, d ordem do
governo imperial, communicada em aviso da50 de a-
dril protimo passado, o particular aargenlo-njudanle do
quarto batalbao de artilhalia i p, FraneiKO Xavier de
Miranda, por ler finalisado n seu engajamento.
HilaMandando, | or igual ordem e n olivo, escusar
do iervic,o ao toldado do deposito, Manoel Crrela da
dem do da 27.
OfficoAo presidente da provincia, ponderando,
que o recruta Antonio Joi Rodrigues padeca de mo-
lestiai, que requeriio lugo o melhodiro Iralamenlo, es
tendo anda atsim duvidoso o seu restaboleciuienlo, co-
mo se deprehendia do parecer do lacullativo, nue o ini-
pecconou, alm de ler o rerrula maior de 35 annos i a
villa do que, S. Esc. resolveiie como achasse acertado.
Dilo___Ao mesmo, acerca do quanlilutuo para aio-
hrai, que se precio fazer no quarlel deilinado ao so
gundo batalhio de artilliaria i p, legundo o ornamen-
to do engenheiro Vaulhier.
DiloAo mesmo, parlicipando, que o toldado refor
mado Joio Benedicto de Ulivera seacha ntsla piovin-
cia, eque lena apresentado ao coinmissariopagador,
para Ihe abrir o necesiario assenlarnenlo, em vista dai
dia later o pagamento do solJj, a conlir da data da im-
perial reolucio, que o relormou.
DitoAo meimo, informando aeeroa do abono em
ris do lar lamento veno do pelo aargento Joaquim Gar-
ca dos Santis, pertencente ao deposito de ritcrutia, em
presenca das rasdes prolu'ida pelo comrnisiario-paga-
dor, om oIBoio, sobra o qual havia S. Exo. lancido o
reu despacho de 23 do correte (maio).
DitoAo mesmo, transmittiodo, para que foite de-
ferido como julgasse de juvlici, o requerimento doci-
ru^giio-sjudante do quarto bitalhio de artilliaria i p,
Dr. Policarpo Cetario de Barros, que pede Ire meiea
de licenca para ir a provincia da Babia.
Correspondencias.
DiloAo coronel commandante do iegundobala-|con)munjclC0ei officiaes, mediante as quacs le loo po-
__ Ah respondra-lbe o irmlo, illo lio oro hoiuem
famoto, tu nlu sabes..... Cumecou por aprejidis de un
pintor de decoracei; pintara marmrea agranites na
cacadas piitou depois a filetes. Anda nio linha dote
annot, quando tenlio, que vala tuaii do quo ito. Aca-
bado o dia, ia i eacula gratuita de detcnbo, e em pou-
oot metet apreodeo o que all te entina em Iret annoa ;
depoit foi para a academia, ternura noite, porquo era
precito ganhar o leu jornal, para ter com quo pagar u
modelo.
_ Elleenlio nio lem familia?
__ Slo morloi pai e niii, que o dcixrlo orphlo ao
oito annot i um pintor vidraceiro, que o rcculbco em
tua cata, Ibe emnou o ollieio por caridade.
Deverat! exclamou Julia, em lora triste o oom-
pattiro. Etudses, que fes grande p.-ugretioi na aca-
demia? Eniao Foi la, que aprende., a pintar?
Nio foi a couia atsiu to depretta i primen men-
la lenlou a lilhographia, e, quando aa aabau forte po-
se a trabalbar por la cnla..... Fea fruntaet de ch.mi-
nepuroincon.il -veis. Nesso lempo, nio alraocava elle
nunca, e nao janlsra todo us das, em fim assenlou a
rato.
Como diaea lu ? .
Digo, quo aaientoo a mo, '' K tornou-ie doa-
Omaia i lenlas, larai.m acrT.re inrmrnlo,
Qua icuicl amina, poilea nuUui .....
Grande be o prazer, que tente aquello, que, sendo
atrozmente ferido naquillo, que elle tem de mais precio-
so, a sua reputaco, se acha habilitado para confundir
o seu calumniador: he islo o que justamente aconteoa
commigo oeste momento. O redactore) do D. Noto,
querenrjo diminuir a impressio do julgamento da cvusa
entre S. Exc. o Sr. presidente da provincia e Joaquim
Bonifacio Perene, rosponsavel do peridico Carranca,
julgamento, que, sob a minha presidencia, tuve lugar,
na sessio do juiy do dia 27 do mei plisado, vomlt&rio
contra mim, no n. 118, ai mal muras calumnias, iluu-
rando-me como um vil instrumento, de que a opposicio
se servir para chegar ao leu desojado IIm, a absnlvicio
do reo. Nio me sorprendrio os redactores do I). Novo,
nio ; eu bem sabia, que mesmo no tribunal do jury ba-
via quem, com o inluito de cortejar a presidencia, de
quem estar n'uma dependencia immediata, se linha
encairegado da torpe missiode lotrlgar-meperaoteolta,
envenenando os meus actos all pratlcados, alias o
mais innocentes : por muilas vetes deolarel, alto e bom
som, que nioqueria, que me mordessem de furto, que
apresentassem pelas (olbas publicas os fados, de que
mo aecusavio, quo eu linha por seto duvlda pode-loa
refutar completamente; e tantas lorio as mlnhaa Instan-
cias, o quo bem provava a tranquillidade de ininlia
contciencla, que a final fl''in-me sompre a vontade,
pelo que nao posso deixar do I lies dar indultos sgradecl-
menlos, porque desl'arlo, longe de infamarem, concor-
rrio para que mais escoiinada apparecosse a niii.lia
conducta como magistrado, pela vez primeira posta em
duvida por aquellei mesincs, que, ha bem pouco lem-
po, iii-sin folha, onde hoja me acoutio, me chamirio
a perola entre o estreo.
I'ossurei. poli, a cumprlra minha palarra, fazendo a
onurneracio dot lacios, de que se me arge, 0 comba-
londo-us, um por um, corn documentos, cuja authenti-
cidade se nao podo contestar.
A primeira argulcio he que convoquei o jury muito
de proposito para o dia 18 do me; passado, dia marcado
para a tlticio de dous senadores, dia. em que, estando
lodos uccupudoi com as tiftttt, fcilmente se distrahi-
ridodojury eemque.. por conseguinlc, podia eu com-
por o tribunal a meu bel prazer.
Conlesso com toda a ingonuidade, de que sou capaz,
que, quando cunvuquel o jury para odia IU do mei pas-
sado, nao me occorreo, que esse era o dia, em que do-
via reunlr-se tambem o collegio eloitoral : com a deiig-
nacio desse dia, que era urna segunda-feira, nio tiva
em visla oulra cous mais do que principiar com a e-
mana os Irabalhos do tribunal, como costumio f.izer
quasi lodos o juitcs; maa esaa coincidencia fatal deixa-
ri de significar o pruposito, que nesse meu actu querem
enchergar os redactores do U. Novo, le seatlender : 1.a,
que, tendo a designarlo do da, para que ae convoca
urna sessio do jury, loita sempre soles do aorlelo dol
jurados, que teem de nella servir (arl. 325 o 32 do re-
gulamento n. 120, de 31 de Janeiro de 18*' nio podia
eu saber, que havlao de sahir sorleadat peitoas, quo
eraoeleitores, nicas legtimamente Impedidas de com-
parecer no predito dia 18 ; 2.", que, para supprlrem a
a eisas petsoas, que falliro com parlicipacio de esti-
rem oceupadaa naquelle dia no collegio eleiloral, quo
nio passrao de seis, nao Si nou.ear outras, por contar
com ellas no dia seguinte, como ludo te musir no do-
cumento n. 1, donde fica manifest, quebiomcqjit
aproveitar, para o Om, que tuppAem os redactores do
b. Novo, da oceupacio do dia, a qual mesmo nada in-
lluio para o caso, tanto asslm que nelle compare.rao
vinte e dous jurados I documento n. 1), numero quasi
tro;, fui trabalbar enllo a jornal com Len Noel, ega-
nhava cinco patacas por da; era o teu bom lempo
Cuino! poi agora?.....
Foi nono lempo, quo elle ajunloii um peculion-
nho, para poder estudar do dia a pintura su trabull.ava
em lilliograpbia lu, do noite ; quinte horas do Iraba-
Iho por dia; quaii que murro..... Kainda mais, quando
e lovantou da molestia, nio linha cinco reu de ton.
Foi precito rollar ao traballio do jornal. Bit) fim ooute-
guio fater dous pequeos qnadrot..... Forlo estes rece-
idos no muteo, roa ningueni doo fe dellei, u coinproii-
at um judeu Irinta mil ris cada um. Quolquer oulro,
eu por exemplo, fiotria desanimado pureni, tabet quo
man, aquillo lio um genio de ferro ; viva a jio e agua,
mas pinlou..... is'uina dat ultima expoiicfiei, levo um
artigo de um dut teu amigo, a quem havia lirada o
retrato gratis; tan prnduiu-lho alguna ..otros. Uoje,
etli ello iiileiraineiilo na carreira ; tambem por all cun-
teguiu ter ntetlre de dcienho era um cullogio de nie-
niiiai.
Ab! dille Julia, ouricta, em um collegio detne-
uinai!
Sim, sm, replicuu Carlos, tom f particular expresilo, que Julia putera no... pergunla, I trcenlo, mil re..,
e foi juilanicnte dah, que re.ultou o tou duello..... ceilar.
Siiu! ditto Julia, o pur urna dat sua. discipular....,
por alguma dessa rapariga.
Nio, nao, pela na. do una peiiuona.
- Por urna enlu.r.i?
Que nio valia o pena, nio obilanle ter bem bo-
nita..... -
Ah! dase Julia, entlo quo lonliora hooiiar
_ He muicr de um banquero, a qual qu.t tirar o
eu relratu na ausencia do marido, par. II. o aprescnlar
ntiua rolla. V.nha to.l.s ..manilla. ofUe..... tul um
mes e.l.va acabadu o retrato, que he ad.u.ravel; e en
trabulbei .... fundo.
Eei.tlu! este retrato?
_ Quando lava acabado, nio o quix man adama
pagar pelo precu .ju.tado... quil reg.te.r.....
bullo ella nio henea?
_ i'em n.aia c cen mil erntadua de renda..... nio
penset, que tlu ot pobret, quo reglelo, alo os ricoa;
ella quena dar smenle duicutos mil ris, om vet de
luatruecuto. A' isio diite-lho Victur:
A icnhora pagar-me-ha por ette retrato qua-
uu entlo far-me-ba o favor de o ao-

____




losl squelle, que houe no primeiro da da primeira
Sessio dnte anno, e muiti superi >r ao do primeiro dia
da ultima d anno inssad i documentos ns. 2 o 3 -.
A ogoidi ; he. qw. tendo te de fa:er a no-
mcaclo 'I < i r !,$ para supprirem o que f'llardo, o
Sr Manoel Coelho Cmlra que /i ia prep irado para
ajnnlar cerli 'jeme puchou por un lista, ese pz a ler
urna caria de nones, que pir mim fortn timad is fiel
mente, e, dep-iis de csgotaia e jurados e Ihet disse. que tambera pulan timbrar (li-
gue m e fuientdo queappireceo mais um Sr. jurado, que
nomeou quatro ou cinco dad/lus
E iuradoi, que se enc*rreitaia<> da n.meac i diqielles,
que deslio er chamados pa que deixir de comparecer ; e nio satisfeito ainda com
ess numero, em quanto se Tazilu as oome.cdes, eu, a
cada passn, convidase os dentis jurados, para que lo-
mastem tambem parle nellst, vislo como era esse um
direito. que periencia a lodos, o que nio obstant-, nao
apparecendo inais ninguem, que quiaesse nomear, for-
mo,, te Hita dos que deviso ser (hamados, a qual fui
approvada por t>d >s os jurados presentes: he isto o
que con'ta do documento n. I.
l.i/.-m mais os redactores do I), Soto, logo pm segui-
da dessa amuieln : note-se. que o promotor publico no
eslora presente, por se uchar no r.ollegio. na q'ialidadede
eleitor, como que querend > m -ulcar, que me aprovellci
de sua ausencia para arraujar ludo a meu talante. *
presenta do promotor publico tilo era precisa naquelle
da, visto que elle nao tinha de fajer accusacio alguma:
a-simj o Mavia declarado o aviso imperial de l de
noveu.bro de I83, dirigido ao presidente da provincia
de Santa-Callianna, um lulucio I duvida proposta pelo
jote de direito da comarca do Sul, da mesma proviacia ;
o d'ahla rao, porque, p idendo, em virlude do ait.
\li da le de 3 dede/embro de 1811, deixel de nomear
quem o substiluisse. Iiemais, se o promotor publico ti-
nha lolerMM ernasaislir, naqualle dia, a sesslo do ju-
ry, bem |. in ter a ella c mi parecido, sem prejuio do
direito de votar, poit que a sessio Toi convocada para
asm.te boraadl ri.aiil.ua, entretanto que os trabalhos
doeollfglo principiarlo perio do rneo-dia : eu estive
no jury, c ainda cheguei milito a lempo deouvir a ora-
Oiu do |llm. Sr. viiiario Francisco Prrrelri fiarrplo.
A Icrreira arguicao be. que fazendo eu a lista dos no-
meados, como qu'r que alguns rn- no serritsem. quan-
do dei a mesma lisia ao offolal dejuslica pu: umns cru
;cs n*l stus nornes ordenando, que csses atsim notados
nao fuutm nulificados.
Oh! como se filis verdade com tanto descaro O
documento n. I prova. que a lisia das pessoas lerobr-
da, rjepms da competentemente approvada pelos jura-
dos prsenles. Toi remeltirta, tein nota ou obs ivacao
alguma pola por mim, ao juli municipal da primeira
vara deslc termo, para este mandar laier as notificaces
necessanas, o que he confirmado pelo olllcial de justica
Sorra (rando. que certifica nao ter sido de mim, mas
do dito juii municipal, que elle recebeo a mesma lista,
e que Den fui eu, que nella pui essas falladas cruiesl
para que eslo ou aquelle jurado deixasse de ser notifi-
cado, sendo que, ao contrario, no dia seguinte, echan
do-se elle no tribunal, e di/endo-me, que tinha deiado
de notificar alguns Senhores, eu Ibe ordene! positiva-
mente, que fi.sse notificar a todos os que faltasio, o que
ellecumprir.do, pparecrio t.idoa no tribunal (docu-
mento n. 4.
o, segundo dizemos redactores do Diario-novo, nio foi
por mim despedido. O Sr. Luna alo eslava em. caso
idntico, porque todo o seu nome se achata na lista
dos qualifica los, ens cdula, que tinha aido extraala
da urna geia!; eso no edital impreiso do jaiz munici-
pal be. que eslava Lr.ii em lugar de Luna (documen-
to n I.), donde se ve, que havia apenas um erro de
imprrstiu bem fcil de acontecer, o que nio era bas-
tante pa despedir-se o mesmo jurado, como preten-
da o d utor promotor publico, culi etant i que se op
por a lahida do Sr. Cordeiro.
A ultima argalo he, que no dia do julgamento da
cauta de S. Exc., deixando-me pottuir dt umle-ror
pnico eom a pr estica dos tipectadofit, que affluido
'o de quarenta e oilo jurados, Dio exiitindo na orna as
cdalas dos seus nornes, eccrescendo a isto, que Joio
Francisco Bastos compareceo dopoii do numero com-
pleto, eJos Hygino de Miranda ter pedido dispensa
assim mesmo a reipeitode BraodioCordeiro s foi dis-
pensaJo, depois que o juii verificou, que na qualifica-
cio, e na cdula da urna eslava escripto o nome de Cer-
doso e nio Cordeiro, que ao depois se verificou pela
lista geni do delegado remettida a junta revisora, onde
(ambem estafa Carioso, e nio Coraeiro ; quanto ao oi
lavo, que o jurado Manoel da Fonseea de Araujo Luna
est quslificido eom este nome e na cdula igualmente,
a s na lista impresas dos jurados sorteados he que es-
lava Lima em lugar de Luna. O referido he verdade, e
piraoutirem ot debila e julgirem por >i do mtreei-1>Jou f. Recife, 3 de junbo de 18v6. O eicrivio do ju
rj, Jos Affonso Guties Alcanforado.
N. 2Eu ibais* assignsdo, em eumprimeolo a por-
tara lupra, certifico, que na primeira tessio ordinaria,
convocada pelo l)r. juii de direito interino da primei-
ravara docrime, Vicente Ferreira Comes, para odia 17
de marco deste anno, comparerrio no primeiro dia de
sessio vinte e nove jurados. O referido be verdade, e
dou Recife. 3 de junho de 1816. O eserivio do
jury, Jos Affomo Guedei Alcanforado.
N. 3Eu abaiio assigrfsdo. em cumprimenlo a por-
tara supra, certifico, que na sexta sessio ordinaria,
convocada pelo Dr. juiz de direilo da segunda varado
crirne, Manoel Mendea da Cunha Azevedo, para o dia 4
de dezembro do anno passado, comparerrio no pri-
meiro dia de, e dou l. Recife, 3 de junbo de I84G. O eserivio
do jury, Jos Alfonso Guedes Alcanforado.
N. 4Certifico : 1 *, que nio foi da mi do Sr. Dr.
juiz 'I direilo interino da segunda vara.Rigueira Costa,
que recebi a lista dos jurados, de que trata a portara
cima, mas aim da nio do Sr. Dr. juii municipal,
Francisco Rodrigues Selle ; 2., que nio foi o mesmo
Sr. Dr. Rigueira, que pozeru/es nos nornes de certos
|urados, e tim u Dr. Rodrigues Selle, dizendo-me, que
nao nolificasse a estes jurados, porqun elle mesmo os
avisara, em virtude do que deiiei de notifica-los; 3.",
que. no dia seguinte, pergunlando o Sr. Rigueira Coi-
la ao eserivio dos jurados, se tinbio sido notificados to-
do* os jurados, e estando eu presente, disse, que tinba
denado de notificar alguns, sem dar a rasio, entio o
Sr. Dr. Rigueira disse. que notificaste a todos. O re-
ferido be verdade. Recife, 3 de junbo de 1816. O of-
ficial e porleiro doi jurados, Francisco JuSo Honora-
to Serra- Grande.
A quarla erguicao he. que ditpemei a meu belprazer
oloun jurados que nocontinha que serrissem. lean-
do wscandulo a despedir a Antonio de I aria Hrandto
I ordetro que haria sido sor leado. porque na lista tstava
i nnliKo em lugar de I ordeiro ao paito que ndo des/ie-
01 a um uo de lu luna, estando na lisia com o nome
de Lima.
Ul Ju d .s. que desped, e a que se refire o I). oco
lorio osMs.Ji.io Francisco .stos e Jun Jlyxiiio de
-Miranda em um da, e Antonio de Farias BrunUo Cor-
deiro em nutro ; e vou dar a ra.aodo meu pmcedimen-
lo. lei.do comparecido, no terceiro ou quarlo da de
s ssao. )0 iuradoi, e nao havendo neccssiJadu senio de
48, que be o numero da lei, era de mislir, ques-his-
sem dous doi .llamados : bem se v, que nee pego-
rio eu linha lodo o arbitrio ; que poda faier Sabires
te, ou aquello, con o t.ern me parecesse; in/it enttetanlo
nao me reguloi s pelo arbitrio desiedi o Sr Joio
Francisco Keitoe,portel sido oque pela ve primeira li-
nha con parecido 00 liil.unal naquelle da. cujo nome
por iso anda nio havia a>do laucado na urna, o o Sr.
Ilymno de Miranda, porque anteriormente me hava pe-
dido dispensa de um, ou dous das, aligando 0 cupa-
oes na admmiilrecio do patrimonio dos orpbios.de
que be membio : ebi est a prova de ludo isto no do-
cumento n. I.
O Sr. Anlonio de Farias Brandio Cordeiro, que foi
lambe* despedido emoulro dia, bata reclamado, que
ouome, que conlinba a cdula extrahida da urna ge-
ral, e pelo qual elle era chamado lodos es das, difteria
do seu, poisque elle-era Cordeiro, e nio Carduzo; e
dep0,s de te proceder aos devidol Clames conheceo-se
que lano na lista da qualificacio, como naquelle re-
meltida pelo delegado a junta revisora, esteva Cardlo
e nio Cordeiro; pelo que entendendo, que o Sr. Cor-
deiro nao era o proprio, que havia sido tortea lo orde-
nei. para e.ilar nullidades nosproccssos.em que elle no-
desse entrar, que ,e rel.rasse (documento n. i.], lano
man quinto, tendo comparecido naquelle dia o'Sr Ve-
ris.imo Antonio do Mallos, que a principio linha dado
parle de doente, bavia na caa o numero do 49 jurados
lazendo-se por uso necessaria a sabida de un.
Vamos agora ao Sr. Luna, que e.lando no mesmo ca-
rnelo da deciido, no obtiante ter no tribunal urna
guarda de polica minka ditpciic/io, dirigi-mi di-
rectamente ao Exm. commandanlt dat armai, e, de-
pon dt ter tariat conferencias com o major di da,
mandei vir un;a /orea dt linha.
Nio f ii por cerlo pnico o terror, de que me deisei
poisuir : ao appioiirnar se a noule, fui por vaciai ve-
les avis .do, de que se pretenda assaltar o tribunal no
caso de quo a decisio do jury ftse absolutoria du reo;
o que ii5o era para despre/ar, atienta a agitado, que
obsrvete no povo, sendo que assim, como presidente
lelle, corria-me restricta obrigatio de tomar todas as
precauco's necessarii-s, afim de evitar, que taes boatos
sn realisjssem. Ora, a guarda de polica, que Se acha-
ta no tribunal, tinha desmerecido do minha confiania,
esdeque, contra as minbas expressas ordens, deiiou
ela manha, quo a porta da entrada da sala do jurv
fsse obstruido pelos espectadoret, que com escndalo
inaudito me dnatlendrio, quando por dual vezei Ibel
litimei, que ih relnassem para as galeras; faiendo-o
lmente, quando virio, que eu me dispunha a recor-
r r aos meios coactivos, para me faier obedecer. Sa-
benJo, pois, que o sr. capillo do I.* balalhio de ca-
radores. Manoel Jos E'pindola, so acluva rondando o
eJificio da alfandega, na qualidade de superior do dia,
man le- i chamar, e depois de Ibe l.aver eipotto o que
me constata, combinamos lobre as providencias, que
cumpla lomar; sendo urna dellas faier relorcar a guar
da da iill.in.lt>. i com a gente, de querelle pudesie dis-
. '".r nio s para maior seguranc da mesma, que ei-
lava toda rodea la de immenso povo, lenio lambem pa-
ra meu hiixiIio, no caso .e neres.idade; o ,|ue clic (iroo.p-
tan ente letou a efleito, s"nd i certo, que a ena provi-
dencia te deve inquestionavelmenle a boa ordem, que
rcinou dentro e lora do tribunal : e atsun, eproteito a
occaaiin, para dar, em nome da juslica, aesse digno nfD-
cial os agradecimeiiloa, que Ibe to devidot por lio ai
signalado 6ervico. Eis-aqui o que realmonte se psaiou;
sendo, purtanto, mais urna falsidade dizerern os redacto-
res do Oiario-nuto, quo eu me dirig directamente a
S. Exc. o Sr. gentral Seira, o Ibe requisilei urna fdr
fa de Imha, pois abi etta o documento n. o.. quedes-
ment isso completamente, te bem que confe-to, que
diS|ioto eslava a 11.e-I-, lo necessario lsse, tem re-1
qoeslio menos do que he. Ha verdade, qQ8 -
aado na materia, ehame, na primeira eorretp'orij0'"'
ao lermeoto limpies, e na aeguoda grave, 1.1, *
ment regular; mis, te assim o fli, foi gu,n. '''
pelas propras oruerei;5es dos Srs faeoliMivn. *'**
lendo aido o ferimento feito na noute de 29 de n' '"' I
bro, sojolgirio grite nn dia S de dezembro T+'l
depois. e perigoso no dia 7,isto he. 20 horaa HI
fallecer, quando. pela noute.quizeriofazer op,."1'!
ao que me oppux; eno no di 8, em que folleCeo*ti> J
cunhado. como falaameoteaiTirmlo oscorreipnnij "''
sendo nexactidio retoHante, que o Sr. Pinlo /""
insultar-me, fallando do teitamento.porque ent|0 l*1'' I
vera reapoata cabal e perfeila, o condigna do jnte^'
que agora f.rem os signatarios, lmenle pelo mf| **
imprensa. Tendo assim mostrado a futilidad.^ .
Jai >abI>>JhXu iiAiiaA niroi llHirtans i. i
madas contradicOes. pooco direi lambem aohr
.".
Nom urna, nem DOlra cnuta, di.c-l|le a dama
. o,o. lem nometda, fui um favo
fater.
r, que Iho qitii
Eate favor, minha tenbora, nao Ib'o ped
e, te II.e |,-ru tmenle qoalroceiilua mil
ene retrato, lio porque jinianienlo nio
meada.
rea
U'iiliu
por
nu-
Qucr duicni.it e quarcula ? perguniuu-llie a tal
aenbora.
" Qoalrocenloa, un nada.
Neate cato, podo guardar o teu retrato. Se pen-
r, que ll.e dato alguma couta, e .|..ii.-r obtor o pa-
eonieiilo, n.ande-iue citar, avaliar-te-ba cate l. la.
Ninguem a ha de ataliar, retpondeo Vctor. >
Eaodiier i.lo, inmou a faoa de pintura, corlo,,
figura em quatro, o, tollaudu-te para a dama, di*,
ae-lhe :
Agora, minha eenhora, nio me dte maia
nada.
noom!.,:,o"M! bradU Ju,i'' br0U bera' *
- Tu nunca vitle urna cara lio tola, eom.) a de.
r.u.l Vl fiUU"";rd"la- A,,! ***** umnobre
orgulbo, rej.licou Carlot.
ciar de incorrer em responsaildsde alguma, alienta
a esi epcional.dade do caso, de qu" se (ralava.
Parece-n.c ler assim pulvensado todas as calumnias,
que me imputouo l)iario noron. 118,a cujos redactores
desafio, para, voltando amateria suslenlarem.sesio ca-
pases, o que alia contra mim aventurarlo : julgue-ini
agora o publico, juluue me mesmo S Ele o Sr pre
sidenle, que lie um magistrado, e estou cerlo, eLeri.
cerlo, que, a vista de documcnioi lao irrccusiveis, to-
los me fara a justi.u, que merefn.
Jor Nicolao figueira Cotia.
DOCUMENTOS.
N. 1 Eu aba-xo rssignado, em cumprimenlo a por-
tara retro, certifico : quanto ao primeiro, que no dia
18 do me) passado, designado para a segunda reuniio
do jury deste termo, comparecera vinte e dous jura-
dos ; quanto ao segundo, que, em lugar dos que Mia-
rlo, rom excepcao dos que erio el.'ilore, por estaieni
orcupados no collegio ele.loral e leren. de comparecer,
se nomearao tinte jurados ; quanto ao terceiro, que
.los jurados pre-enles se encarregario da nomeacao dos
que devilo ser chaados para substiluirom os que fal-
larlo. Manoel Coelbo Cintra, Joaquim Jos de Al.reo
Juoioi, Dr. Manuel Duarte de Far.a o l.rigadeiro An-
tonio Rodrigues de A Imeid. e Candido En.il o Pereia
Lobo ; quafilo ao quarlo. que o [)r. juiz de direilo pre
sidenle do jury, por varial teses, adverlio aot jurados
presentes, ernquanlo So faz lo estas nomeages, que
esto direito era de tolos, e os convdala para lamben,
propflrem; quanto ao qunlo, que, feito a lisia dos pro-
poslos, folio seus iii.ii es luios pelo Dr. juiz de direito,
e approtadot por todos os jurados prsenles, cuja lisia
foi remettida, con ofTkio do Dr, juiz de direito, ao Dr.
juiz municipal da primeia vara. Fianciico Rodrigues
Selle, para oidenar as Dolilcacoes; quanto ao sexto, que
esta .lila lista nio levou observacaoou nota alguma fei-
la pelo Dr. juiz de direilo, e nem pasaou As suas mos ;
quanto ao stimo, que pelo Dr. juiz de direilo forio
despedidos da sessio os jurados Anlonio de Fara liran-
dio Cordeiro, Joio Francisco Bastos e Jos llyginio de
Miranda; o primeiro, por reclamar no acto da chamada
que o seu ultimo velaxo era Cordeiio o nio Cardoso; o
segundo e tercero;porque j eslava o numero conyle-
N. 5Respondo ao Sr. Dr. Jos Nicolao Rgueira
Cosa, que nio t nio requsilou de mim Torca de li-
nha no dia 27 do mez pastado, tendo presidente do ju
ry, como pode apreientar etta minha declarado sonde
Ihe conten,..; por quanto nenhuma considerado sobre-
pujar dte a Zdr Ih'a. Quartel de minba residencia, i
|de junbo de 1846. O general, Antonio Correa
que te estila, tein elle dito n.uilat rosea, vivirei
11 Miseria, |,..re.u euaoa piniarei a preao vil; ce
anno, ua mena nlrai.it val. 111 n qoalruoentoa mil
Sfra.
'n. Rtdar.laret. CJuando publique! as duis cor-
r spondencias, que se acbio em seu Diario, n.48 e 74,
de28defevere.ro e t de abril, etpere teo.pre una
resposta qualquer; mai nio a quesel no seu Diario
n. 01 de, 24 de abril Os illuttrcs facultativos, julgan-
do-te (orloi pelo conhecimento da tus profistio.m'argu-
em de coolrad.cet, que i exitem na exaltada ima-
ginado desle meimos, e pouco direi para demonitia-
lo. Os notareis nio detem estranbar o nio ler eu re-
conhecidosuagenerosdade. Tratado por elles como o
publico sabe, nio poda crr jamis, que ease senti-
menlo generoso entrasse 00 animo de taes peisona-
gens, e por iiso conlinuei a manif. star ao publico a
violencia, queme quenao e querem faier, c continua-
rei, eir.quanlojulgar conveniente etligmatisar urna con-
ducta lio eslranbavel, como a deisei Srs que, nio sa-
lisfeilos com o teu modo de contar servidos, me lando
injurias lio grosieiras, que, por minba dgnidade, as
de.prero, porquecada um di o que lem___Em oe-
ubuma das corresponderas aflirmei, que os Srs. Mer-
ques, Paiva e May tivessem telado i cabeceira do en-
fermo: ora, tftlrmando na primeira, que nenhum facul-
lalivo velara i cabeceira do enfermo, aoode esti, poit,
por mim desmentida essa asseverafio ? Apenas telena
segunda conespondencit, que os Sn. Marques, l'aiva
e May assisrSo ao enlerino na noute de 29 de novem-
bro.lcando con. o enfermo, nessa nuule, tmente o Sr.
Marques; iiuulu est-i, em que foi ferdo, e isto nio be
dltet que velasiem cfleclivamenle a cabeceira ; porm,
os meus sgressores.baldoi du raioet.eihauidoi de argu-
mentos convincentes, foijario essa pretendida contra-
dido, para ter se desla maneire podilo cantar o trium-
pho sobre mim : debalde, porm. te teem valido de
futilidades dota naturea, para atlenuarem a impreiiio.
que necesariamente tua eslranbavel conduela ba de a-
zer no publico desla cidade, quando, no seio do descan-
so, rellectiriobie ella! Quero mesmo suppr, que, nio
tenoanleoiolhos o diario do lratamen.0, ou (como
Ibe chamio 01 Srs. facultativos com muita graca e en-
genho) tnformacOet aos collegas, contaste urna visita
demenoaaoSr. doulor Sarment: Uto em nada altera
a exagerado do leu pedido, e nem o aprsenla neita
A gente t taleaquilly, eaa lagradatel para cita aeobora.
re, para 11 prximo annu vulerO oilucentot; dqui
a iret anooa, ver. i uque liei du exigir por cllca .....
Olha, Carlos, mu he, qoetochega i lorluna.
En gloria! ditte, entl.utia.roada, Julia, quenada
enniprcliendera deato audacio.o colelo de um hoaaoas
que, teguro de li uieaiuo, di adianlado ao aeu Miento
o preco, quo dove valer, o que dieto'no e.ode, i,orM
aeti cerlo que l lia de chegar.
E fui aem duvida com o marido dcsta dama, que
c larigou^ accrotcentou ella.
..,Na....... etl e1 atingularidade; he precito
d.xer-.e, que anle. de boaHeae, ... tala da pora, .0 f.,|-
ata detle aennlecimcnlo. No naeio d. converaacao.
lembrou-to un, ,eUu de d.xer que oo era terd.de
que o tuppo.lo reir.U nunca hat.a exi.lidu, e qo a
aatiduaa nana, da dama imliSoomrofim, que
Quchm? dit.e innocenlemenle Julia, nindn
quo l.arliit Itavia paradu do repeino.
^ue ....."iu ,l'' bem U,ier-lc ; ,ao Ion
111...... em auio.ua, era urna cuma m, 4u0 eflm
Mas enlSu o que eraP
Urna atueira inuilo lula, dista Cario, poit eu
ai bata-me aempre preau.le, quando ella l ealava.
Mat, esa km, que duii.ip.....
Coiiid! lu nio emende? Uiiiio mal dutiu mu-
Ihor ditilo, que crio enoontroi..... amoroau.
Julia abaixou ua olhoa, e fet-te termelha; Carl.,1
que reoonbeoia icr-to cnti>ltlu> em urna historia pUoJ
drcenle para urna doniella, enleudeo deiembaracar-e
ducndii-llie:
Bailo Volor epproximou-te, e deo um detmeoli-
du roroi.il n ctto tujeilu.
Julia a|i|ilieou denoto o ouvido.
Oitte-lbe netlet pruprioa terrena: Quaeiqeu
que teji aa quriat, que eu lenbn dona aonhora, nio
perniitre a uiiiguem, que a calumnie ; poda nu Bvar
tatufeita du aeu retrato, u recut,.r-e apaga-le........,
Mat quem di....r ouira eouaa, mente. > Dahi tegum-
*e rita, o depoit o duello com eato suieito, en-
tendet ?
Ah bello proceder! muilo bollo* dittera Julia.
ndala, rejilicuuCarlut, pdecrer-me, he um
I boruem tito, que sabe dirigir 01 seos uegooiot, eilo
lua. Admire a simplieidsde doa taei laculini,n,
aisenlio nio poder existir conluio 00 predispoiicj'0j"
citada pelo Sr. doulor Sarment, s porque eiif j. .'
a su. conla por ultima, e nio foi o primeiro 1 t.K \
-enia-la para eoia dos oulros. Ors, ns teidadt, n,,
Sn. facultativos apresentio esta cireumilancii, fj*
urna prova em como tal conluio nio se deo ; mai .'
prova deiiss, bem longe de juttificar, provoca oriu
qualquer pessos, que eilejs ao facln desla polam,u.
como me persuado,que 01 Sra. signatarios queren,0,
bar do senso commum, deiso- Ihea eatat miserin, ||U
dasauas preveneflea, pelo smor de Dos. .. Qn(r.
dito pretenden) merecer bomens, que, so tr, pire(('
pretender ser parles e 10 mesmo lempo testen.,
obas ?! Eu tlirmo, que nem todoios facultativosf,J
rio presentes em todts conferencies, no enir-t ^*
que elles diiem o contrario ; mas serio ellrs acre.ij,.
dos s pelo simples ftelo de serem seis ? En pttoit
que Dio etlitestemos e.m Pernambuco, aonde feliznea-
(e tomos lodos conhecidot. Com efleito, he ludo osu
na corretpondencia desses Srs.; s tbeoris do novoa.
thodo de se pagarem doi lervicos piettadoi toi pobrn
pelo meio dae curas fetas aoa ricos, be lao eitraoidi-
naria, que 10 da extravtganle imaginacio de laesSrt,
pedera tpparocer ideia lio innocente para elles mnnw
ora, que boa occatiio para eu mostrar a esiei Sri.gn,
falta das iuis mesmas obrigtcdei! Se 01 teuitilgloIH
obrigio a curar 01 pobres de grata, se he uma das o-
brigai'ea. que teem de cumplir, com cujo inu r((e.
bem os ttulos, pelos quaes curio, como be que preleo-
dem Iludir o publico, dizeodo, que curio 01 potra
de grtca, como querendo motilar em publico um
candtde, que tio obrigados a laze-la por lei, toro
te prova com 01 seus meimos ttulos ?!! Porm 01 Sn,
lignalarioi nio querem, que sejlo obrigadoi 1 iiso; .1
que seja: maa desgiafadoi doa ricos; porque, ou hioJe
lser com que todos teji ricos, ou que nio baja pobre
que tenba molestis piolongada; do coolrario, quaodo,
chegar a tua ter pagio peloi dous ; pois, te 01 lieiSri,
levaren avante etta ideia, lerlo poucoi ot.bem dm-
eos jura recuperarem o que os (.obres deterem deiiH
mesmas eimolas, que os teii Sia. em nome dactiidni,
Ibes tiverem preatado. Ora, na terdade, se, por nom
iofelicidade, assistiise a essea Srs. o direito dubii-
rem conla correte com os ricos pelos serticos, qut ira
de, olirigacao fazer aos pobres, teriamos de ver ajuin-
doa todos os ricos detta provincia Meus Sis. pin
quebequeVmct ae Unci s mim com tanto arrojo!
Niotem, que. i fores do me injuriaren., escreu-m Je
tal torte, que desteredilio suai u.eamaa capacidideii1
Detprezo a parte de eicei.denles e nio ascendente!, pul-
que lodoa teem, que oa taei Srs. querem eilabelecir
entre nos nova legislarlo novot babitot e um noro
direito, nio querendo at quo teji legtimos berdei-
ros os collateraes Oh I pequpnbez inaudita! Mato
que se dte esperar de qurm qur que dar mait peso 1
malerialidi.de de suas ariOet, du que soque conten 1
sua propria ilignidadePPorlanto.nindevu lomarotempo
com esta ridiculapretencio doi ten Srs., que pretenden!
dnheiro a leu talante. Nunca pretend tornar odioio 1
nenhum dos S'S facultativos, e lmenle tustenlir 01
rneui direitos. Todos sabem aqu da minha vida, e co-
nbecem meus costumet. Quanto a negocios illieitt
ignora o que seja; maa,te neale mundo oa podem bater,
be aem duvida a faculdade, quu teem os Sis. lorreipoo-
denles, de poderem (querendo)matar impunemente, em
virtude de suas profissdes. Eu nio me quero compi-
rar com 01 correspondentes, que, tiatando-ie de urna
materia, querem envolver outras nteirsmente estri-
abas, e que nunca esiitiiio; dando assim uma prora de
bailesa.
Sra. Redactores, piro aqu, a fim de que o publico
nio te cante com a leilura de tio longo enripio; po-
rm eu vollarei, para dar alguns pormenores, o laior
mais salienle ao publico a conducta dos taet Su duli
queslio; da qual me ngo tenho ocuipad, ba maii lem-
po, porque fui (oreado a sabir para lora, e t com 1
minha ebegada he quo li a celebre resposl, que igoll
comeco a contestar.
Anlonio Gonca/xet Ferrtira.
CCMMERCIO
Alfandega.
Bbndiiibhto 00 du 13................6:OO7i80
Vctor; pudeiu cootulla-lo, quando ao tratar de haver-
se bem.
Carlus cunlinuou nette toro, explicando, a teu modo,
agrande arla de ao dar i.e.u mundo a importancia, U
admira e de.lu.ubra. Ma Julia au onvia mait o ir-
mao; oqueCarl,.iraduia por habilidade, porjueei-
lava no tegredo dat Ihouriaj de uu luetlre, Juli l.....a-
ta por desmicrettc, rgiilho, heroianiu, porquo t oua-
uli.iv.-i oa teut teoiinieiilut.
Eit-aqul a confidenoia, que madama Thor igaerara,
o qua bata dado naacimeiuo i iireocciii.aoao do auafi-
Uia pulo joven |>,olor.
Entretanto .pe .|gun, di ,1(lil(| deoorrid j,,
ara que I a d.u l oocupaMe, e.Ut. pronspl u latli,
ooj que .e havia de lirar rutr,lu Jo madama Tliore,
tona do .cu marido ; e islo porquo mait de uint
" h'T ""i U"ber> Jlw dadopretta tai
ir.bal ..dure. Ooiuait, jj,, om.que Amab detia vir,
ti a nio dorm.o ergueo-.o ...i, cedo; a mil achou-a
jugada ; mat Julia ettata ouiu o tenido, que xielhor
/
Ctntinuar-s**.)


Daeamgio koje 16.
[ BrigueEvrydiabaclbio.
Brigue ffilina mercadoriaK
B.rcZQ-deoi.
jtrigue Conctifo di-Manadem.
BrigueFis/idem.
Consulado.
Rerdimbnto do du 13.
Ger,l........................... 1:865j834
Provincial..."-...................... 676*474
Diarias provincias.................. il3"f685
2:655*993
Avisos martimos.
Moviiuenlo do Por lo.
IVavini tnlradoi no dia 15.
Bshia ; adas, brigue ingles Ms.ryAr.ri, de206 !o
ociadas capitio Willim Suelling, equipigem 12,
fin lastro o capitio.
Astil ; H dias, huir lirtiileiro Flor-do-feei/e, de 34
toneladas, capilao Jos Machado Malheiro Braga,
equipsgem 6, carga al ; a Luir. B. de Serqueira.
Aldhaga; 5 diaa, biale brasileiro Fert-Fogo, de 2N
toneladas, eapilo Rayrrundo Cardoio da Silva, equi-
pagem 8, carga farinba de mandioca ; ao caia a
bordo. _________
anoaan
B
Edilal.
O.doutor Joi Tkvmaz Nabuco d* Araujo Jnior,
Lfvdalgo caralltiro la tata imperial, eavalleiro da
"fjrdem de Ckritto, tjuiz di diriilodn segunda vara
do civel desla ridadi o nu Itrmo, por S. .'/. /.
Faz publieo, que, tendo cenado, pela sua mudanza
para o Atrrro-da-Hoa-Vista, ai rasoes, por que remole-
r as praees do leu juizo para a (ala dai auditncias,
drtd'ora ai meamai pravas lerS lugar a porta da casa
da su residencia, no Aterro da-Boa-Vista, o. 39.
Joi Thomaz Nabuco di Araujo Jnior.
Ueclaragoes.
O eicrivo da mesa de rendaa internas geraes ,
semndo interinamente de administrador, no impedi-
mento deste, faz saber a todoios tbrioureiroi e admi-
aiitradores du ordens, confrariaa, irmaodadea, que
o me/ de jiinho proiimo he o marcado por lei para
satisazerem a segunda decima do mo mora; e, que
lindo o dito prazo, serio ezecutados, conlorme o deter-
mina a lei.
Recebedoria 30 de maio de 1846. O etcrivac ,
Eitanilo l'ereira de Oliveira.
= O cscrivio e administrador interino da mesa de
rendaa internas proiinciaei avisa a todos os Srs pro-
pietarios de predios urbanos dos tres bairros desta ci-
dade, o da povoacio dos A Togados, que, no dia 3 do
| correte mez se prncipiario a contar os 30 dias pars
lo pagamento, a bocea do cofre, da respectiva decima do
[segundo semestre do correte snno nanceiro de 1843
a 1846; e que, lindo o referido prazo, esli incursos na
mulla de 3 por cenlo aobre o valor do seus dbitos.
Meta de rendas internas provinciaes, 5 de junlio de
1840. Joto Guedes Salguetro.
= Os Srs. socios do Gabinete I.Horario ato con-
1 vidados a reuoireoi-se, em o dra 17 do correte pela
6" boras da tarde em.essembla geral para nomea-
rem a nova direccio e tomaren! medidas vitaes acer-
ca do iiiusmo gabinete, sendo que a direccio, de eceor-
do com o socios que comparecerem ss tomar, no
caso de nio haver oumeio du socioa para fazer casa.
Companhia de Beberibc.
Os Srs. accionistas cujas entradas
se achao em atraso, liajao de a realisar
quanlo antes.
O caixa,
Manoel Goncalves da Silva.
PUBLICACES LITTERAR1AS.
JUBNAL DASBRLLiS ARTES.
Produccio em gravure, ou litbograpbia da todos os
quadrus dos nossos metlres, a par das producedes de
outias escolas, que se cimo nos f| osilerios pblicos,
ou as collccies particulares. Publicado por urna reu-
nan de Iliteratos artistas, presidida por J.B. de Al-
meida Garrelt. Duas estampas ricamente litbographa-
dasacompanbio cada numero, alm daa magnificas
grasuras, que aformoteio o texto. Ainda ezitlem elgu-
mai colleccesdo 1 ."so 5."numero*: os 6 e 7.espcrio-
se incessalilemente. Recebem-se aisignaluras para o
mrsmo jornal na ra Nova, loja n. lt, de Gurrra Sil-
va & Companbia. Puco 1,000 rs. cada numero, pagos
a racepvio dille.
= Para Lisboa sai, impreteriielmente no dia 2V do
correte, o brigue portuguez S.-Domingoi, eainda re-
cebo alguna carga, assim como paasageiros, pan os
quaes tem eieellentes commodos : os pretendentes d-
rijio-sea roa da Cruz, n. 64, primeiro andar, on ao
cap lo Manoel Goncalves Vianna.
Para a Bahia sahir esta
semana o hiate S. entonto Flor
do Rio: para carga -ou passagem,
trata-se com Jos de Oliveira
e 'ai com a rnaior promptidio possivel: na tratessa da
Concordia, n. 13, atrs do Carmo.
Concertio-ie as alampadas chamadas earcellai, com
machina, com toda a perfeicio e promptidio, o se res-
oonsibilisi pela falla do andamento.por preco com-
modo : natravessa da Concordia,n. 13,atrs do Carmo.
,~0.e,crif, dl bypolhecas.respondeodo ao Sr. Es-
piado do Otario, de 15 do correte, dizque nem elle,
nem nutro qualquer sera capaz do provar o que dise, e
que taliez irja elle do numero d'aquellrs, que mendio
aier as escripturas e alo pagio ; e pede-lbo, que
si'gneo seu oome, para responder Ihe man categ-
ricamente.
primeiro andar de um sobrado de dous ditos.
Alugio-se dous sobrados de um andar, acabados
de novo, e com muitos commodos: na ra da Pr
travessa do Cario; ; fssr rn meamos,
do Rangrl. n. 45.
aia,
ou na ra
" Oflerece-ie urna parda para amad* casa do ho-
rnera solteiro, a quatsabe fa.er todo o servvo : de-
i-ampOS, ra dO QueimadO, n. 4.^rontetlaicaiseurnbasda matru de Santo Antonio, no
=Pera a Babia pretende aahir breve o brigue escuna
Leopoldina, e para isso recebe csrga a frete : quem no
mesmo quizar earregar, pJe tratar na prega com o ca-
pio Antonio Peieif* Martin, do Sanio, c SS rus
da Cadeia, n. 45. casa de Amorim Irmios.
='Para o Astil sai. com toda hrevidade possivel,
o brigue Sociedad, forrado e encavilhado do cobre,
de primeira marcha : para carga a paasageiros trata-se
na ra do Vigario n. 6, ou com o capitio a bordo.
Para o Rio-de- Janeiro sai, com brevidada a es-
cuna Joven-Demetria ; recebe carga a frete eacra-
voe : quem pretender embarcar falle com Manoel
Ignacio de Oliveira na ra da Apollo, n. 18, oh com
o capillo a bordo.
-m Para o Rio-Grande-do-Sul sabir breve o bri-
gue Victoria ; pode receher esersvos a passageiros :
quem no mesmo quizer earregar ou ir de passagem ,
pode entender se, para cstea com o capitio, a para
aquelles com Amorirn Irmios rus da Cadeia, n. 45.
Venderse o minio velei-
ro brigue-cscuna americano
Cumberlandy de lote de 164 to-
neladas, forrado c encavilhado
de cobre, e prompto a seguir
viagem a qualquer parle : os
pretendentes dirijo-se lia-
theus Aiislin & C., ra do
Trapiche, n. 56.
Avisos diversos.
UISTuKl.i DO CONSULADO B IMPKHIO DE NAPOI.F.AO.
Cbegou o terceiro volume, a as eitampas correspon-
dentes. Versad portuguesa de Lisboa. Os Srs. aisig-
oanle queirio prucura-lo naa lojas dos Srs. Cardoso
Ayres, no Rectfe, rus da Cadeia, loja de livros ; a na
de Guerra Silva & Compaobia ra Nova, loja n.
U. Naa mesmas lojsa Cotiiiuio se a receber assigna-
luras para a mesina obra, at ao (m do correle inet
rnente.
REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE.
Chegirio oa nmeros 34 a 40 do quinto volme,
contendo variedades de artigos da summo inleiesse.
Continuio-se a receber sssignslurss para esta lio til,
quo oteressanle publicacio, facilitando as penoas.
quequirremasiignar, o faie-lo comecando do pri-
meiro voiun*', ou de qualquer doa subsequentes. Ue
vendo comecar a publicaran do sesto volume, em julbo
prozimo vindouro roga-se ia pessoaa, que quizerem
principiar a assi^nalura deste volume, de se dingirem
com a maior brevidada ra Nova loja D. 11, d*
Guerra Silva & Companbia.
CASETA DOS TBIBUNAE8,
eublicada em Lisboa sob os auspicios da associacio
s advocados. Cbegou o segundo trimestre do quinto
orno. Publicacio util, a por ventura iudispensavel aos
nonos>dogdoi.
= Oarrematante das rendas provinciaes do muni-
cipio de Serinhiem avisa ana habitantes da fraccio de
Ipojuca, boje incorporada ao municipio do Cabo, pela
le provincial de 1846 que continuo a ser pagas e
arrecadadas as ditas rendas provinciaes por elle arre
matante, dentro do prazo do contrato celebrado entre
elle arrematante e o thesouro provincial; cuo contrato
leve enrueco no dia !.? de outubro do 1815, e se finali-
sari no ultimo de setembro de 1848.
= Os abaiso assignados faiem scienle ao publico,
que leem estabelecido urna sociedada as suas lojas de
selleiro, sitas na ra Nova, ns. 6 e28, e narua da Ci-
dria do Recife, n. 49, em cuja sociedade sdmiltirao
como socio ao Sr. Antonio Joaquim Leite; fcando as
mesmas lojas com o mesmo estabelecimento, que tinbo
ata agora, dehaizo da direccio dos socios Silva & Lei-
te, os quaes ficao encarregadol de fazer todas as trans-
ad Oes da casa, deba i xo da firma de Braga Silva & Com-
panbia, desde o 1." do crrente em vanlo. Antonio
Ftneira da Cotta fraga. JoSo da Silva Braga.
= Manoel Rodrigues de Carvslbo embarca para o
Rio-Grande-do-Sul o seu escravo de oome Antonio,
afio Benguela.
= Preeiss-se de um trsbalbador para mareira, e
vender po a freguezia do casa : na padaria do Man-
guiubo, n 61
= Aluga-se um grande soleo na mulhor ra, com
muitos commodos, o pintado de novo : nu esquina do
Livramento, loja de 6 portas.
= A pessoa, que acbou um livrinbo com varios pa-
pis de importancia, na noute de 12 do correle mez,
baja de levar na ra da Cadeia de S.-Antomo, o. 14,
sobrado defronte do tbeatru, no pxrmeixo andar, que
ser bem recompensado.
i) abis* sietjade) rngn a pessoa, que lem em en
poder a escrnvn crioula, de nome Cnrolinu, i.l.ulo de 24
anuos, baixa, lijintiintc el.eia du rorpo, fuln da cor, ou-
bellos um imito eniiadns, bailante rea da cara, pajee
iuSu pequeas, luvou mil vestido de elisia rouz.i.e aaliio
no dia 13 do frrenle 10 lluras dn imite, o como ju
m' sabe ella anude esiale, por issilTuga-an a rain praaini,
| ue baja do a virtraier mi run Uireila n.3, se nio ajuar,
que n persiga coui o rigor du lei.
Joti da Ftns'ca Silva.
O abnixo ansigiiadn' (Mane Peujiiriiu), morudnr lias
('iiien-l'i-ni.ii n. a, tas publico a ludas a paeeute, que
(iverciu pepliorra eiiiseu pudor, notti o lempo Iraladn ja
vencido, oa vftu rvagator, do cmitrariu pnaan n vend-
los para seu pagamento, vialo que a iiiaigmfic.'iicia d
valor dua dilua penliores lito merece usar doa nicins
judieinea : e para se nao charuureni a igiioraneia, faz o
presente iinniieio
Mauoll Jonquim Finio MachadoGuimarei
- Aluga-se utus casa com um pequeo sitio cer-
cado, ecom cacimba d'agoa de beber, muito perto da
praca; a qual tern commodos para grande familia, est
calada e pintada de novo, a tem boa estribarla: queiti
a pretender, dirija se a esta Typografie.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado amarillo
da ra Augusta assim como duas pequeas casiobas
oa traveaaa do Moolriro : a tratar no Recife ra do
Aaiorim, n. 16.
= l'ilulss universaes do doulor Mouion.--Recommen-
da-ie ao publico esta medicina somposla lio s-
menles de vegetis, e bervas medicinaos, que, nio con-
tando a mais pequea partcula de mcrcuri.es, eoulras
multas nocivas a natreza humana, eaendo por esla ra-
sio peifeilameote innoo ote e adequada i mais tenra
dade, e a mais dbil constituicio, milbarea de curas
lem feilo. O doulor Mousoo esli seguso do patroci-
nio do publico, pelo bom resultado, que dellss tem li-
rado. Achio-seaveoJanaruadaCadeia. n. 46.
- Fazem-se quaesquer cortinados.qur sejlo velos ou
modernos, ou de qualquer qualidade que sejio; e tam-
bera todas as lureedes de seges, cadeiras, solas, eadeiras
d* balaceo, a o.uliaa ermeyOes de carnario.) ( ou teolu-
re); en fia), todo qaaoto he coBceroente a (apetjafit,
A rootmissi'i administrativa rnarcou o da de boje,
pelaa 6 horas da tarde para rereber asprospostss de con-
vidados para a prrlida de '27 deste mez ; e adverte,
que, passado o dia marcado nio admiUira proposta
alguma.
Arrenda-se o sitio e casa de sobrado da Calcita,
no lugar da Soledade com bastantes commodos a ar-
ranjns para qualquer lunilla numerosa : a tratar na
ra de Moras, n. 140.
Aluga-se urna prela para ama de leite, muito
sadia com muito o abundante leite parida ha 3
nezai, e nio lem cria ; na ra do Jardim n. 45.
= Oflerece-se urna ama para o serir;i> interior de
urna casa do pouca familia, ou do homem solteiro : na
ra da Gloria, n. 29.
Precisa-so alugar urna ama, escrava, ou livre, pa-
ra o servfeo interno e eileino de urna casa : na ra
Direita o. 2, primeiro andar.
Manoel Leja da Veiga embarca para os portol do
Sl o seu esrravo Jos, de n.i mo Cacante.
O juir de direitnda segunda vara do civel mu-
dou sua residencia para o Alerro-da-lloa- Vista, n. 39,
seund andar.
=r Arrrnla-se urna casa terrea abirracada no lu-
Kuar do Manguinbo por preco commodo : a tratar na
ra de llortai o. 110.
Sorvetrs, na loja do Rourgard, de boje em dian-
te de iiun' ,"i.i.
io-se 500.000 a juros sobre penhores de ouro,
ou pr 11 toda quantia junta ou em pnrcOes de
50,000 rs. para cima, como melhor convior ; no pa-
teo da S. Cruz pjdaria n. 8, se diri quem da.
= O cartorio das bypothuras se ach.i estabolecido
delronle da matriz da Boa-Vista, casa amarella n.
88, terceiro andar.
= No di 17 do correle mez, depois de (inda a au-
diencia do jun do civel da segunda vara tem de veri-
ficar-la, na ra da Madre-do Daoi do bnirro do Recita,
a ariomataeio das faiendas da loja gneros da Infer-
na e dous escrasos penliorados n Couto Viarna & Fi-
Ibo por eiecucio de George Kenworlb & Compi-
uhia : os licitantes podem comparecer no lugar cima
indicado.
- No dia 10 do correle reeolbco-se urna Irave
no armaiem da ra da Concordia n. 4 que appare-
ceo no rio ; quem for seu dono, Ibo sera entiegue,
pagando as despezss.
= Aluga-se um segundo andar de urna cusa na ra
do Trapiche, por preco commodo : trata-se na casa n.
16, da mesma ra.
= Precisa-se de um menino portuguez do 10 a 12
annos, que saiba lr, para venda ; na ra Formosa.
n. 1.
=z Precisa-se de urna ama para casa do muito pouca
familia que engomnio e compre na ra, dando eo-
nhecimcnlo de sua pessoa : no puteo de S. Pedro ,
n. 22.
= l)-se dinhriro a premio rom penbores, mesmo
em pequeas porci: na ra do Uangel, n. 11.
Aluga-se, por preco commodo, o arnmcm da
casan. 10 da ra Vigario, e o segundo andar da
casa n. 1, do becro do GarBpellO : a Iratur na ra da
Cadeia-\ ela casa da viuva Seta & Filhos.
= Vei ser arrematado em praca publica pelo pu-
so da segunda vara lindos os das da lei um terieno
na Capunga, avaliado ern 550,800 rs., com 171 palmos
de (renle e fundo at a estrada i o escnpto acha-su na
mao do portriro. _
Aluga-se urna casa na ra das Trincheiras, rom
solio, quintal grande, cacimba e portio para a Cambua
do Carino: a tratar na prava da Independencia, livrana,
ns. 6 o 8.
I'iecisa-se alugar urna escrava ou pessoa forra .
para o tervico de co/inha ; na ra da Cruz no Hrci-
fe, n. 43.
m Kuiebio Rafael Rabello, subdito portuguez, re-
tira-se para Lisboa.
Casa da F,
Na rua estrella Jo Hozarlo, n. 0.
O caulelisla da caaa cima laz ver aos amantes doJ0|o
das loteras que esla marcado o dia 26 do com nle
mez para o andamento das rodas da lotera da matriz
da Boa-Visla tujos bbeles achio-so a venda a as
rodas corrern infallivelmente no dia cima, (quem ,
ou nio bilbetei. As cautelas tambero interestio pelo
seu diminuto prevo de 600 e 1000 rs. que chega pa-
ra lodos os que goslio deste jogo.
Dio-se 200,000 rs. a juroi sobre penhores de
ouro ou pr escrava, que esteja livreedeseiubaracado; tambemse dio
em pequeas quaoliaa : ns cidade de (Huida eos
(Jualro-Canlos venda da esquina que sobe para a
ladeira da Ribeira.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 17 da
rua do (^ueimado : a tratar na loja da mesuia casa.
= Ollerece-su um moco portugus para dispenseiro,
ou corinheiro de alguma casa ; quem de seu preitimo
10quiei utiliiir, anuuncie.
Lotera da matriz da Boa-Vista/
As rodas desta loteria andio inlallivelmenle no dia
20 do correte mez emhora fiquem alguns bilheles
por vender : a o respectivo thesouroro esrera que
romate terceiro annuncio, deteoganados os amadores
desla ogo de que a loteria nio dein do correr oo
referido dia concorrio a comprar o testo dos bilbe-
tel queezistenos lugares ja declarados.
Arrenda-so urna propriedsdo com casa de vitenda, t
para esersvos, casa de frinha,e distante desla pravaduas
legoas e meia. d>m bastantes vargens de maca pe" para to-
da plantacio, boas mallas, que se comente derrubar-
se parte dellas, tendo madeirasdeferiar.com pasto fei-
lo para 30 a40animaes, tendo rio corretitr; da-se
tamhom para levantar engrnbo, que lem proporcors, a
di d'agoa, tendo baalanles modeiras feitas no mallo para
tal obra : quem Iheconvr, procure na rua da Auro-
ra, n. 22, todos os dias, ou na rua do Queimado, loja
n.4.
Cjuem precisar de urna incSifi psrs csasr me-
ninas a ler, escrever, contar a coser de qualquer quali-
da.le e mesrro a esclavas, dirija-sa a rua nova da S.
Amaro no quarto pertenrenle a can n. 20. No nies-
niii quarto cos-se o a acaseia-se.
Dio se 400.000 rs. a juros de 2 por cenlo ao
mes, sobre penliores do ouro ou prata ou alguma
hvpotheca ; em Fiira-de-Portas rua do Pilar, n.
137. Na rnesnia casa ven ie-se ou aluga se urna ca-
ii0a que condu< 8 pessoas.
ATERRO DA BOA-VISTA
N. 5.
POMM ATEAlJ, CUTILEIRO,
lem a honra de participar aos seus honrados tregua-
re, que acaba de recebar de Franca pelo navio Ar-
mar igut, um dos mais belloi, ricos e escolbidoi lorli-
rnenlos de cutelaria, nunca vistos al aflora nesta capi-
tal de Pernambuco, um lindsimo faqueiro do ul-
timo gosto, com ai siguiles pecal! 18 talberes, com
cabos de prata fina 18 facas com cabos e tullas do
prata para sobremesa 18 lacas de cabos d- pra-
ta, t ilhas de aeo para sobremesa, um par de Irin-
vadoresde cabos ile prata urna rolher do prata para
servir a paite, um tenaz para servir o assucar em pedra;
novo sortimento de navalhas de barbear do mellior ac,
Raranlidas pelo seu autor o qml obtuvo urna meda-
Iha d'ouro na ultima ai policio do industria em Parii;
pustomoes de 3 o 4 lollias para cavallos, treios, espo-
ras e chicles do ultimo goslo; tesouras para jardinei-
rns, ditas finas para bordar, do lodos os lamanho.
tambem para allaiatea, ditas curvas direita* para ci-
rurgia, estojos de todos os ferros necessarios para ci-
rura e para dentistas; scanficidores para ventosas;
caivetes de un I oito fulhas do melhor ^osto; eslo-
jiis |iara limpir denles alicalinbos e limas para toi-
lette. Concerla toda a quabdade de obras de ac, con-
lins a amolar duas veies por semana, s quartas e aos
sabhados.
Kspera, que o futuro dar a conhecer aosbirs. irus
(reguezeia dillerenca, que oliste enlie a sua cutelaria
e a de qualquer outro.quo lenha vindo at o da de bo|e
a esta capital.
__ Aluga-ieo terceiro andar e solio da caa da Ira*
vessa do Queimado n. 1 culr'ora boceo do Peize-
Frilo, com bonita vista por preco commodo : a tra-
tar com Joaquim CohIIio Cintra, na rua do Hos-
picio n. 15 "U na venda junto a mesma casa.
Aluga-se urna boa luja na rua da Cadeia, o. 40,
em que estovo oSr. Cascio e ja lem armecio para
lazendas, em que o alugador nio tem a faier despei-
ia: trata-se na mesma loja, ou na rua do Apollo,. 18.
Compras.
Comprase, para tora da provincia um escravo
bomofli.ialdealfaale que saiba tambem cortar per-
leramente toda e qualquer obra de seu oflicio : na rua
da" Cruz, n 4. casado Nseimenlo & Amorirn.
Comprad se um Dioleque otilsheiro e outro
ofh'cial de sapateiro que sejiode bonilis figuras; pa-
Kio so bem, urna vez que agradem : na rua da Con-
cordia, lado direilo passando a pontiiioba segunda
casa terrea.
__ Compra- gura : na rua da Cruz B 45. casa do Nascimenlo&
Amorirn.
Compra se urna clarinela do befa, e um methodo
para a mesma em born uso ; oa rua de S. Francisco ,
palacete noto.
= Coinpra-ieiim cordiu deouro de lei, grosso ,
que lenba 30 oitatasdo peto ; o um fino de 6 oita-
vas pouco mais eumenos; um caslical de prata de
lei ; um bntao de abertura de bom goslo para ho-
mem : na rua do Collegio, armajem n 19.
Cumpra-se n p- uneiro lom da Historia Sagrada,
por Bernardioo Frene; quem tiver, annunce.
= Compra-se um canio grande que lenba lido
de padaria ou refinacio com 3 ou 4 roparlimenlos;
na rua estrella do Ito/ario, venda n 8.
Compra-se o quarto volume do Panorama pu-
blicado em 1840 ; na rua do Caldeireiro airas dos
Martirios, sobradinbo n. 4.
Vendas.
--- Vende-se panno couro, pa-
ra botins, vindo agora de Lisboa,
a 5^000 rs. a jarda: na rua do
Queimado, n. 27.
CHAMPAGNE MARCA C & C.
Ha urna factura nova deste ce-
lebre vinho, ebegada no brigue
francez Zilia: acha-se venda
noarma/.em de M.e Calmont &
C.a, praca do Corpo Santo.
Vendase um bom porta licor ptimo para al-
guma sociedade por ter urna bonita caia enverosa-
da, e com molaa, em que sustenta o mesmo porta-licor,
por preco o mais commodo possivel; na rua de Hortai,
casa (enea n. 02,
wr+*


Jk
I
I


Veodem-te as terrai da Sorra-Aguda, ribeiri
do Ass. avalladas por 300) n. ; he sertio coberto ,
muito bom de criar galo e de ludo que se plantar ;
um temo de pesos de arroba at urna libra ; e um bra-
co de halanca : as Cinco-Pontai, n. 65, a fallar com
Manod Felii Alies da Cruz.
Vendcm-se 3 escravos, sendo : umi preta de
i.0 anuos ; urna dita, de 15 annos ; um moleque de
17aonos; todos do navio de bonitas (guras e sem
vicios nern acbaquca; as pretas colindan de todas as
qualidades, e sio peritas fngoniniadeiras : na ra da
Concordia, passando a ponlt/ioba a direita segun-
da casa terrea.
= Vendem-se saccas de larinha fina e groiia ; ditas
de arroz branco evermelho ; ditas de dito com casca ;
ditas com milho : na ruada Cadeia do Itecife aruia-
xem n. 8.
Yenda-a una nreta de bonita figura cozinhei-
ra, coso chio u eriiabui perfeitamenle ; na ra do Cres-
po, n. 17.
Vende-se um fardemento completo em bom es-
tado para (inicial da guarda nacional por prego com
nodo : na ra dos Cruzei, n. 40.
= Vende-se ou hyputheca se um escravo do naci,
rol uslo o sem vicios noin achaques por 200 ri. ; na
ra do Livramenlo, n. 36.
Na ra d Cadeia do Recite, n. 40, ha sempre um
grande lortimento dos meihores vinhos do Porto, Ma-
dera Sherry Claret ago'anlente de Franca da
melhor que lein vindo a este mercado, e igualmente uns
porcio dedoieila Koropa da melhor qualidade pos-
Mu-I ; luii se vende a prreos rasoa\eis.
- Vende se agoa do Prata a 15 ra. o caneco
qii ni i oiii|.nir inais de um em rasao do troco : jun-
to ao t'ern.
y venda nova de tres portas ilcfronto do bec-
co do Trem vende-se mantuiga ingleza de segunda
qualidade, a (0O rs. a libra ; dita mais inferior a 240
rs. ; o lenlndeiro vinho muscate! ; e outros gneros
di' venda por prego commodo pura liquidar a di-
liheirn a vista.
- \ Ciulini-se os spgiiiiilcs romances,
de Paull daKoek cujasIraducifles recentes, de 4 olo-
iii' em bom purluvuet arabio de. ch gar a llvraria da
du esquiua do CoHegio por preco com modo ." An-
d' oSibiyano; llarbeiro de Parili o lligode; on-
7ella de Itellenllo ; Kte Senhor ; luii.i Anua ;a l.ei-
tena ; M gd.ilriia ; Vninho U.iymundo ; a Mull r ;
Itobineiu e Felina ; Senlior Duponl ; Familia Gg;
Se ni grvala ; Georgeta ; liomein da Nnturrza ; llo-
meui dos tres cali oes ; o Gil Bral da revulucao pur
I'icurd; a Kananeira, por Souli ; Adelina e Mauricio,
por \ ni ni ; Amigo do castillo por Monnier ; Eme-
ranee, pur Ancelot ; o Astatsino ou a torre e a capolla;
Callos llar i more ou o eice.so do ciuine ; culos da
velha ou lente maravilhosa romance original portu
guez em 4 voluntes. A seguinle obra mil'tar : En-
sato sobre os principios geraes deestrategia, e de gran-
de tctica para os alumnos da escola do ejercito, por
F. J. Barrwircs, 1 vol. 1838.
- Vende-se urna canoa para abrir, com G5 pal-
mos de cornprimenlo ; urna dita, que carrega 1(>> rs
d'agoa bem construida o de bou madeiras ; 40 travs
de louro de 32 a 35 palmos do comprido : na ra da
Praia, serrara de Silva Cardial.
= \ endi iii-se 8 cscrevos mocos ptimos para o tra-
balbo de campo oda praca ; 2 nioleques de 14 a 16
annos ; 2 mulalinhos bons para pagvni, de 12 a 1G
annos ; 6 mental mocas, boas para lodo o servido ;
- ricgi inliiis dolannos, ntuilo lindas para seren
educadas duns pardas de 20 annos boas para o
servico de urna casa : na ra do ClMpO, o. 10, primei
ro andar.
= Vendo-so urna vacca turina sem cria a qual d
diariamente 2 a 3 .arralas de leile ; na estribarla da
ra da Florentina,
- Vende-se una greza o meia duna do limas de
ac fundido surtidas autor >chmite as maiores
teem 7 pollegadas, e as mais pequeas trem 5 ; na
travessa da Concordia, n. 13, alias do Carino.
Ci^itts&^iiiftiK^i^G^:';
&
DEG PORTAS HJ2
*>
*>
Ni-sIb toja das boas perhinchai conlinuio-
se a vender os lindos corles de cassa de cures ,
a 2600 e 3000 rs. ; ditos de chita os mais
bonitos r uliiies e de pannos muito finos a
2800 e 3200rs. ; um grande sorlimenlo de ma-
dapolo.a2600.29<0.3j. 3200, 3500. .1800, }M
4j. 4500, 4800 e 5s. e muito lino, afiOOO rs.; %
um bello sorlimenlo de chitas a 110, 100 o
180 rs. e muito finas, de cores fitas a 200
rs. ; panno preto muito fino ; corles de colle-
le do gorgurio e de velludo de cures, os mais
bonitos ; e outras minias laiendas como se-
jiio : casimira!, borlina, prioceza e Iranklin.
V
s
>'as lojas da ra Nova ns. 6 c 28 e na ra da
Cadeia do Brctla n. 49 perlencenles a Krngn Sil-
va i\ M-llins de todas as qualidades ; silhdVs para mnnlaria de
tt-nhor* luios; (abocadas rolicas; silbas ingle/as de
pllenle; ditas chatas, de couro de lustro branco; tal-
lin> e cananas ; barretina* ; espadas de tudas as quali
nu'ie. ; couro de lustro branco para correames de fu
zileiros e guarda nacional de cavallsria ; dito paraca
nli oes de botas do criados; dito preto superior parB
calcado ; colctioes de todst as qualidades; e todas ai
mais lazrndas peitencentei a oflicinas de selleiro col-
choeirq, e uniforme! militares: aonde tambern le IV
zem e concerlio-ie diloi objectqi com maior perfoi-
glo e prego commodo.
= Vendem-se casaei de rolai bamburguexii, por
preco commodo ; na ra Augusta n. 54.
= Vendem-se bons sorveles de fructai; no boti-
Luim ao p do theatro das 4 horas e meia da larde
em diante.
= \ endem-se varios cacrevos ebegadoa prxima-
mente do Ancatj teodo entre ellei, um perito coii-
nheiro ; pennai de eme ; cera de carnauba ; sola :
bezerro ; couros de cabra ; caiias.de tartaruga, lu-
do por preco commodo : na ra da Crux armexem ,
n. 61.
__Vende-se um moinho grande para moer caf;
um torrador ; urna batanea grande, com 6 arrobas de
pesos ; 2 laitos, de arroba cada {um ; tudo junto ou
separado, por preco commodo: no Aterro-de-Uoa-
Vista, n. 21.
- Vende-se urna casa terrea sita na ra do Fogo,
n 50 a qual so acha hypothecada a Senhora I), Coni-
i n'.ii Jarinlha da Motta: e coKioahypotheca de qual-
quer ohjecto nio prohibe a venda e s sim prevenir
o comprador por issodeclara-se aos prelendentes : na
ra Augusta sobrado de um andar e solio n. 29 ,
afronte do sobrado do subdelegado de S. Jos'.
Vendem-se i excedentes pianos for-
tes, sendo uii horizontal, e o ouro per-
pendicular obras de muito bom goslo ,
chegadns de Inglaterra no ultimo navio :
em casa de Adainson Howie & Compa-
nbia, ra da Alfandega-Velha n. 4a >
aonde se continuaoa vender os maisdeli-
ciosos vinhos, Claret, Burgundy e Cham-
pagne tudo por preco commodo.
Vend^m-se ricos cortes de fazenda
da rainha Victoria de padres os mais
modernos chegados a este mercado, de
(ores tixas, prova de liinao pelo barato
preco de 45oo rs. o corte ; na ra do
(ropo, loja n. i4 de Jos Francisco
Das
as Jos I.ourenco da Silva Jnior vende o seu sitio
com boa rasa de vivenda, boa agoa do beber, muilas
arvores de fruclo do varias qualidades, muito perto da
praca, por ser pouc adianle da igreja da Senhora da
Soledade, conlronte o sobrado, em que morou o El ID.
presid. lite da rclagao : quom o pretender, dirija-se a
entender-so com o mesmo. Declara, que a dita proprie-
dnde est livre e desombarscada de toda e qualquer tra-
ficancia.
Vendem-se ricos corles
de cassa piulada, pelo mdi-
co prcp de iOO, ttOO, 400,
5000 e 5800 rs. com 6 va-
ras emeia cada corte; ricos
cortes de chitas pretas o me-
lhor, que al o presente tem
apparecido ueste mercado, a
5000 rs ; hrim fino de puro
liuho, e ricos padrocs, a 3 700
rs. a vara ; cha hysson supe-
rior, a S400 rs. a libra ; e o-
Iras militas fazendas por preco
mais commodo do quecm ou-
Ira qualquer parte: na ra
da Cadeia do l&ccie, n. i>0, lo-
ja de Cunha Se Amorim
V finir m- urna nogrinha muito bonita de 14
a 15 annoi proprta para qualquer servico, com
principios de prendas o srm vicio nlgum ; na ra
larga do Rolarlo, n. 24. primeiro andar.
\ ende se urna 11 ma muito boa do bano com
7 cliaves toda apparelbada de prata ; na ra de S.
Amaro n. 8.
= Vende-se urna parda do meia idade, cozinha o
diario de urna casa cose chao o lava bem de varrella e
saliiiu e lambcrn rnlentle do planlacoes por preco
commodo ; na ra da Cadeia-Vtlha n. 17.
V endeoi-se 3 cscrevos sendo: 1 preto crioulo ;
urna parda ; una negrinba de lOannoi : na ra da
Cadeia cara de Joo Jos de Carvalho Motees.
Vende se vinagre tinto, a 4o,000 rs. a pipa ; di-
to branco, a 3.',0O rs. dita : na ra Imperial, n. 7.
lifOSITODEFARINHA.
No armazem de porla larga do caes do Collegio ,
ha farinha de mandioca hovamenle ebegada de S. Ma-
theus e S. Catbarina a retalbo, ou em grandes por-
taos por preco commodo pela medida velba; e tam-
bern arroz pilado o caf.
=Vendem-se 2 anneloes, 1 cruz, 1 Irontim, 1 alinete
depeilo ludo de ouro de lei, com riquissimos bnlbsnti's
de bom goslo ; 1 currenlo 1 cordio, 1 par de brin-
cos com 4 diamantes, un. annel com pedra victorina ;
tudo tambern de ouro de lei o se vende sem feitio ,
a 5520 rs. a oilava ; urna salva de prata de lei para
um copo qusi nova tambern se vende sem feitio:
na ra estreila do Uozario o. 30, segundo andar.
- Vendem-se 2 negnnhas de nacSo, de bonit.is figu-
rsa ; na ra da Concordia, lado direito passando a
pontezinlia na segunda casa.
*- Vcnde-se superior fogo
da China, em caixas de 40 cartas,
por prec;o commodo: na ra da
Cadeia de S. Antonio, n. 25.
Vende-se urna c;.bra (bicho) com urna cria e
da :> medidas de leite; na ra da Cadeia do Kecile ,
n. 25, se dir quem vende.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhosde
assucar, para vapor ugoa e bestai de divenoi tama-
olios por preco commodo ; e igualmente tixai de
ferro coado e batido de todoi os lmannos : na pra-
ta do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmonl &
Companbia ou naiua de Apollo armazem, n. 6.
Vende-ie o olbio e novena de S. Jlo Baptiita ,
520 rs. ; na prava da Independencia Imana
ni. 6 e 8.
Vendem-se as obras completas de Luiz de Ca-
moei a tnelbor edicto, que tem apparecido al boje ,
por preco commodo ; di linaria di rui do Collegio,
ou ni loja da uva Cardoio Ayre, rui di Cedeii do
Recife.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ye-
llia: na fabrica da ra Imperial,
b*. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
l'rederieo Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do Wicolle.
Fardos em saccas muito
grandes, chegadas uitimamen
te : nos arma/cus de Guima
riles e do Bacelar, defronte da
cscadinha da alfandega.
lluito barato!
No Aterro-da-Boa-Vista, loja
de fazendas, n. io,
vende-se panno preto muito fino chamado limisle ,
fabricado em Portugal pelo barato preco em alten-
ciio a tua qualidade de 6500 n o covado ; dito mais
ordinario, a 2800 r. ; ricos eolios dn padres claros
e escuros para calca, fazenda, que no desmerece a
300 n. o covado; brini de lislrss oscuras, com padres
de muito gosto e do qualidde muito forte a 400
n. ; ditodealgodode quadroi fazenda soflrivel a
240 rs. o covado ; hrim branca de linho puro pti-
mo para ericas a 1200 rs. i vara ; dito de algodSo ,
a320rs. ; algodao americano, de listrai para eicra-
vos, a 220 rs. o covado; pecas de brelanha de rolo com
10 varas a 1600 ts. ; riscados franceies, do 4 palmos
de largura, muito unos proprios para vestidos de se-
nhora por seren do lindos padres a 280 n. o co-
vado ; ditos de quadrtnhos miudoi com a meima lar-
gura a 240 rs. ; cambraia lisa, muito fina, com vara
do largura a 5000 rs. a peca ; ditas de munulina la-
vrada a 5000 n (codo cada pega 10 varas; mada
tolao, a 2800, 3200, 3800, 4000, 4200, 5200 e 6000
i., estes ullimos sao iguaes em finura ao panninbo ;
pegas de cassa lisa com 17 varas e meia, a 5000 n.,
e a 500 rs. a vara; ditas de cordnzinhu lislrai e
quadros muito superiores com 10 varas e meii a
5000 n. ; chitas escuras que nao desbotio i 120
rs. o covado ; ditas claras e escuras de diversos padres,
a 140, 160,180, 200, 240 e 280 n. ; ditas em cortes,
a'2600 u 3000 ; chapeos de sol, de paonioho a 900
rs. e outros mais linos a 2200,rs.
Vende-se, na ra da Cruz, n. 6o,
cera em velas, vinda do Rio de Janeiro,
de urna das meihores fabricas ; he ptimo
sortimento por ser de 3 al i6em libra ,
e por preco mais barato do que em ou-
Ira qualquer parle.
= Vendem-se ricos corles de vestidos para senhora,
de fazenda victoria imitando seda o man superior,
que tem apparecido tanto pelos bonitoi gestos co-
ros lias, c de muita duracio, como pelo diminnto pre-
co de 4000 n. cada corle ; rica mantas de teda pan
senhora chegadas pela ultimo navio de Franca, o mais
superior, quo ha nesta prafa ; chale; de seda, gran-
des e pequeos, do bom gosto, e por prego commodo ;
ssim como um novo sortimento de cortes de vestidos de
diflerenles qualidades cores Cues e goitoi muito mo-
dernos por preco mais barato do que em outra qual-
quer parte; um novo sortimento do corles de casimiras
para calvas, fazenda a mais rica, que tem apparecido,
em guslo e qualidade por muito barato prego ; novos
cortes de colletes tanto de velludo e setim como de
gorguro e seda tudo por preco muito em cunta; bons
fustes para cllelo a 800 rs. o covado ; urna nova
fazenda para roupa de escravos por ser do cor escura
e de muiU durigao pelo diminuto prego de 180 n. o
covado ; assim como outras muilas fazendas de diffe-
rentei qualidades quo serio patentes aos comprado-
res e se veoder por prego muito commodo : na ra
do Crespo loja nova n. 12, de Jos Joaquim di Silva
Mala.
= Vende-se um ptimo carrinho deduas rodas por
pr^go commodo ; na ra do Aragao ,cocbeira,n. 17.
Vendem-se os mais as-
seiades cortes de cassas pinta-
das, com 7 varas cada corte,
pelo barato preco de 5^000
rcis: na ra do Crespo, loja
o. 12, de Jos Joaquim da
Silva Uaia.
Vende-se farinha de tri-
go SSSF da marca verdadei-
ra, chamada Ramo, em pe*
quenas e grandes porces, a
vontade dos compradores : no
escriptorio de Kalkmami &
Itosenmuiid, ra da Cruz,
n. 10.
= Vendem-ie meiai birricas com fincha gallego ;
m rus do Trepicbe-Novo, n. 18.
= Ni bolici di rui do Bingel vendem-se os re-
medios segumloi dos qusea eiperiencia tem coohr-
mado o uielhore efleitoi : dentilico que tem pro-
priedade de limpar 01 dentei ciriadoi, e restituir- Ibes
cor esmaltada em muito poucos dias ; o uso do di-
to remedio fortifica as gengivase tira o mo ebeiro da
bocea proveniente nao s da carie, como do trtaro,
que se une ao pescugo desles orgioi ; o remedio he
designidopelosouiuerosl.'ea.0: orcbsii purgativa ,
mui til ti crimen e is pesiois de toda e qualquer : de ; he composti de substancial vegetaei nio conu
mercurio nem droga alguma que possi prejudici '
remedio pira cunr ciloi, em poucos dias; dito /:
curar dore venorai intign e que teem reiitd0
tratimento geralmente applicido ; dito pira piovJ"
a menslruagSo e accelenr i aegio do tero nos p,"
naturaes, em que nio le precita du manobras uj,01
tilicas di irte ; dito para resolver tumores lymphnico'
valgo glndulas ; dito pin cunr bbit e eravos le"'
eos, o mais eflicaz que se conhece ale aqu; dito o'
mel de ierro muito til as chloroies vulgarmeou
cbamada frialdades ; pi anli-bilioiot de Manotl U
pe; capsola: de gelatina contando baliamo de a,
pahibi ; ditatde oleo de recioot purificado; d,u,/
cubebis em p fino ; ditat de isuletid ; ditas com p0'
purgsnles ; ditas de ruibarbo di Chini ; ditas v'_
phato dequininode 1 e 2 (raoi eidi captle; iuj
i..-. kalml>>* Inciii... nliiLa ilri sal He mh.-i-i
'"'"I .*..- --- r --..viuUQ
agoa das Caldas, ebegada proximimente; remedios m
curi friildide dentro de 40 dias, mesmo estando L
ehado ; macolla nova, a 240 rs. i libn ; pi|u| M
pecificas para curar as gonrrbeai chronicsi, qU,n(j*
a leiio nio pana da ureti; iguilmente um iir0p,
anli-bernorragico ipplicido noi casos, em que i,
deiti singue pel bocea : o prego de todot esle reme.
dios he mui rnoivel e ot bom resultados da lu sp.
plicaglo be que devem faier tua apologa.
Champagne da marca C Se C, fin.
do no ultimo navio de Franca, vende-se
em poredes e a retalho, em casa de Me,
Calmonl & C. '/I
AZEITE de CARRAPATO. /1
Vende-se todo o anuo, cm
grandes poredes e s caadas,
c tambern purificado, proprio
para uso de candieiros desala:
no deposito da ra da enzal-
la-Velba n. 110.
Vendem-ie pianos fortes de Broidwood & Soni,
01 primeiroi tutore de Londres, ulti mmenle cbegi-
doi e do mait apurado gosto ; sdverte-ie que i
uoici agencia nesta cidade dos celebres fsbricaniei
cima mencionadoi, he a casa de Me. Calmonl 4 C. ;i
pe/ardo que const. terem apparecido iostrumentoi cem
aquella firma falsifican!.
= Vende-ie polassa di Rusiii cbegadi ullimi-
mente por prego muito commodo ; em casa de Me,
Calmonl & C. ni praca do Corpo Santo n. 11.
Vendem-se 2 coides 2 cruses 1 ilfinela i
froDtiot com diamantes, urna moeda encaitoadi, 1
anoelio, um cordio grosio com 38 oitava, 1 fivel pi-
ra cinto 1 porigio, ludo de eouro sem feitio, um rico
alfioete de diamantei, por 30,000 rs. ; no largo de
Carmo, vend n. 1.'
Vene-ie leile puro 40 rs. medid todos
os dias ai 7 horas di minbia ; na porta da vend
de Joio Jacnilho Moreira na ra das Cruzei.
Vende-ie urna venda com poucot lundos di mi
de S. Rita 0.7: tratar na meima venda.
Escravos Fgidos.
jaiai Fugio, do litio do Sr. Ilubourcq una prel,
de nome Fortuna de necio Mogambique perleocen-
te ao Sr. Vicente Thomaz doi Santos; a qual tem ot
lignaei leguinles : de bonita figura de idade de IB
annos bem tallante o beico superior lurado ; tem
un caiombinbot de carne deide a pona do niris at i
testa modo de sua naci : quem a pegar, leve aodito
sitio ou no principio do Aterro-doi-Afogados,n. 31.
Fugiiio, no dia 29 de maio pastado 2 eicn- |
voi um de nome Antonio, cabra, de 20 e linios >
annoi, alio, socio do corpo, barbado, de bonita ligu- i
ra ; levou camia e ceroulai de algodionnho chapeo
e jaquela de couro com urna maca de couro de ove- I
Iha : o ouiro, de nomo Filippe crioulo, estatura Lli-
sa olboi alguma coma vermelhot; levou camii' di
madapollo ceroulai de bnm; quapdo fugio, cocbeii-
va de um pe por causa de urna estrepada : os quaes
fugirio no caminho do Pedm-de-Fogo para eilip'i"
ga pan onde vinbto remettidoi peloienbor doi mes-
moi Bufino di Molla Souzi Bittoi, a entregar com
urna caria a Bcrnirdioo Gomei de Carvalho : quem os
pegar leve ao dilo Rufino em o lugar de Pedrii-de-
Fogo ou neila praca a Bernardino Gomei de Car-
valho na loja da esquine do arco de S. Antonio qui
vira para a cadeia que lera recompentedo.
Fugio, do engenbo Bom-Fim da freguezii it
N. S. da Eicada no domingo, 5 de majo p. p.. am
preto de nagio Cosa de 25 i 30 innot de nome
Ignacio ; quando anda cirreg sobre urna pema que
mal se divulga; he bastante itrapalbado oo fallar ; It
visto oo Aterro-doi-Afogadoi, earregandoarea : quea
o pegar, leve ao dito engenho ou no largo do Carmo,
vendan. 1, que ser generosamente recompensado.
= Fugirio, no dia 10 do correte da villa do Li-
moeiro ot etcravoi seguintet; Jos de nielo A-
gola de estatura baixa bem barbado representi
40 e tintos annos de idsde : Antonia, erioula mulber
do dito Jos de 35 innos corpo um Unto cbeio,
Hur regular e bem preta ; Francisco filho doi di-
tos com inno e meiode idide olbos grsndes pei-
nn arqueadas, eo.bigo grsnde ; levario um cavallo pe-
drez bem esquipador,. com cangilba e eastoiet: re-
g-te ai autoridadei policiaet e capit&ei de campo
bijio de os appreheoder, e leva-Ios i dita villa, em es*1
de Manool llamos di Silva Moreiri ou nesta priC >
em caa de Hanoel Pereiri Lemot no piteo do Fi*
raizo, que recompenssn generosamente.
Fugio, no da 9 do correle, um preto de nome
Guilberme, de necio Mogambique de 25 a 26 aoool i
alto, lecco do corpo, com umi leridi em cada peral
os pos incitados smirello por estar doeote : queut o
pegir, leve seu senhor, Fnociico Tiviies Corris,
que sei gritificado.
^J
PERN. } XKTXPi DE M* F DE FARl*, 1^4^
J


fj Srs. Redactores.-Rnf;o-\\\es n inserido, no seu Dia-
rio, da ordem do chefe de polica da Parahyba, com
a qtial se prevaleceo o subdelegado supplente, Joflo
de Sa Cavalcante, para cercar e varcjaro meu cnge-
nliocensas de vivendas, ecommetter os actos, que
om minha representacita ao governo, e em resposla a
denuncia dada pelo pai do mesmo Joita de S Ca-
valcante, vSo expendidos em dita minha represen-
tacao, que igualmente fario o favor de publicar, para
que o publico fique inteirado de quanto he capaz o
tai subdelegado, digno lilho de Estevflo Cavalcanto,
o mesmo, que be j bem conliecido por suas proezas
lucrativas e acinoras, e agora mus deve ser por
a sua rara habilidade poltica, sendo na Parahyba
rasgado ou federalista, no Tab Judas ou diabo", e
em Pernambuco Cavalcante ou Baronista. Apro-
veito a occasiilo para agradecer ao Sr. Hollando Ca-
valcante o bem que tem feito a esta provincia, no-
meando-o vice-presidente, condecorando-o e re-
commendando-o a todos os presidentes, e tambem
ao Sr. Felizardo, que o tem coadjuvado na persegui-
5S0 que soffro, e iodos que nflo sitado povoassassino;
querendo assim mostrar-lhe nfio s a sua gratidiio
pelos favores que delle recebeo, quando, receioso
polo acontecimento dos tiros contra o ex-presidente
l)r. Pedro Chaves, rctirou-se para Pernambuco, on-
de, vera ett fama, foi seu mendigo, como
tambem fazerjusaos votos do pequeo collcgio da
Taquara.
Manoel Florentino Carneiro da Cunha.
Illm. Senhor. Constando-me, por pessoas fide-
dignas, que no engenho Abiai se achilo homiziados
uns poucos de criminosos de morte e alguns deserto-
res, Ihe ordeno, que, informando-se dacerteza da ex-
istencia ilc-si's criminosos e desertores, caso venha
a descobrir, que realmente ahi existem, e reunindo
a forca da guarda nacional porineiode requisiclo,
v no referido engenho e prenda a todos os crimi-
nosos e desertores que encontrar, devendo para isso
pedir auxilio ao subdelegado de Alhandra, se pre-
ciso fr, a quem nesta dala ordeno que se preste as
suas requisices, recommondando-lhe toda pruden-
cia e x.elo nesta diligencia, esperando, que Vmc. a
desempenhe puntualmente. Dos guarde a Vmc.
Secretaria da policia da Parahyba, 28 de Janeiro de
1816. ,'Hquel Joaquim Ayres do Nascimento. Sr.
.subdelegado do districto da Taquara, &c.
Illm. e Exm. Senhor. Tendo Estcvita Caval-
canle de Albuquerque, morador na freguezia da
Taquara, denunciado V. Exc., que em trras de
meu engenho Abiai estavSo homiziados Manoel
Caetano, Feliciano Torres, Jos Gan, e Jos Antonio
Muricoca, criminosos do morte, segundo elle, cum-
prc-iuc, em minha natural defeza, mostrar a impro
cedencia da aecusaefio do dar eu asylo criminosos
em minhas trras. Que ntafoi ointeresse pelo so-
cego publico, com cuja capa se cobre o denunciante,
quem o dirigi em sua falsa e calumniosa denuncia,
e que elle, na sua nova qualidade de delator, nflo fez
mais do que seguir os impulsos de sua raiva contra
mim, be uina verdade que todos sabein, e de
queV. Exc. talvez j esteja convencido. He outra
verdade reconhecida por todos, que o denunciante
nlo pode fazer carga a alguem de hnmi7iar em suas
erras criminosos, salvo se tem em seu favor algum
privilegio; c que eu, comparado com o denuncian-
te, nada tenho receiar da npiniilo publica: meus
principios me aparliio inleiramente daquelles, que,
nio ronhecendo scus verdadeiros interesses, julgflo,
3uedevem cerrar-se de facinorosos e instrumentos
esuasvingancasepaixocs, para sefazerem temidos,
e ennseguirem avalentona os scus intentos. O pri-
meiro denunciado, Manoel Caetano, estava ultima-
mente morando em trras do dito engenho, o era um
dos meus trabalhadores livres; casado, com filhos,
e nfio sabendo eu de faci criminoso por elle prati-
cado, nfio duvidei em dar-lhe inorada, e adinilti-lo
ao servico de minha fazenda. Antes de vir para ella,
tinha Manoel Caetano morado no engenho Camucm,
de que he rendeiro Francisco Cavalcante, sobrinho e
amigo do denunciante, sendo o motivo da mudanca
do denunciado nao querer executar a ui'dein que te-
ve para assassinar Joflo Domingues Coitinho, vic-
tima da perseguicita do denunciante; ordem, que,
segundo consta de um interrogatorio feito pelo ac-
tual Dr. chefe de policia, Ihe foi dada pelo denun-
ciante, e aquello. Francisco Cavalcante, que tambem
he subdelegado supplente da mencionada freguezia.
Isto, unido ao desojo de me injuriarem e apresen-
tarem como um homem mo ao publico, e a V. Exc,
fez certamente descobrir em Manoel Caelano crimes
nunca antes fallados, e tanto mais verifico este meu
juizo, quanto acabo de ver documentos authenticos,
que evidenciao nfio ter Manuel Caelano commeliido
crime algum no lernio de Guarabira, ou Indepen-
dencia, onde, diz o denunciante, Ihe consta tere He
feito duas morles. Se, porm, he verdadeira nesla
parte a denuncia, ese pelo simples Tacto de estar o
denunciado morando em minhas ierras me cabe
alguma imputacfln, muiio niaior imputado deve
caber ao subdelegado supplente, dito Francisco
Cavalcante, queprimeiro o acolheoe empregou em
seu servico. Jos Antonio Muricoca, segundo de-
nunciado, que tambem he cas.ulo, e com lilhos, mo-
ra em trras de meu engenho desde sua infancia;
he um miseravel preto, incapaz de offender pes-
soa alguma, e que, se he mo. he s para si. Na mor-
te de Manoel Athanazio, a que se refere a denuncia,
succedida em ditas trras do Abiai, nflo leve elle
parte alguma, como consta do respectivo process.%
a que se proceden ex-oflioio, em que legalmente
foi sustentarte decisio do subdelegado pelo com-
petente jull municipal, que entilo era o cidndita
Francisco Xavier do Abreu, e cujo despacho passou
em julgado. Quanto aos outros dous denunciados,
Feliciano Torres e Jos Cah, nunca morrfta em
Ierras de meu engenho; o primeiro mora va em tr-
ras da villa do Conde, das quaes, sendo-me aforadas,
o despejei ha mais de anuo, estando elle actualmente
morando na povnac.ta de Pitimb, 11 vista c face das
autoridadeseagentes roliciaes do lugar; o segundo
mora desde muito em ditas trras da villa do Conde
em distancia de mais de urna legoa do meu engenho.
Consta-mj que aquelle matara dentro do sua pro-
pria casa, que entilo era na Taquara, ha vinle ou
mais anuos, a um individuo, que constantemente o
ia offender no mais melindroso de sua familia, e a
quem elle humildemente pedir muilas vezes nflo
voltasso 1 sua casa, e que este Jos Cah, tambem
matara a um ladrfio e assassino, que pela segunda
vez o acoommeltia em sua casa, onde leve lugar a
morte, para o assassinar e roubar, succedendo isto
na povoacfio de Ponta de Coqueiros, e em tempo,
em que eu morava na prac.a de Pernambuco donde
sahi muilos annos depois. Esscs dous homens se
teem conservado publicamente na freguezia, sem
que o denunciante, e scus amigos e parentes, que
exorcero em outros lempos empregos e influen-
cia, como actualmente, os perseguissem e procea-


2
sassem. E porque o denunciante s agora, c qnan-
do laes crimes me parece estarera prescriplos, he
que os denuncia? He porque, Exm. Sr., s agora
he que se offerece occasi3o para o denunciante per-
segur-me, e exercer contra miro um acto de vin-
ganca baixa e vil, nSo tendo o menor escrpulo de
associar minha perseguigao individuos, cora quem
nao se importa, e que seriSo punidos de outro mo-
do, se por ventura incorressetn as iras do Sr. do Tab:
desgracadamentc existem homens to selvagens,
que sacriic3o innocentes e pessoas indifferentes,
com tanto que se vinguem daquelles que votrfloao
seu odio. j nao vimos nos desfeixarem-se baca-
martes contra a primeira autoridade de urna pro-
vincia, no meio de cidados respeitaveis? No sei,
se os indigitados criminosos nfio cessSo de ir a po-
voacao de Pitimb, he provayel que ah apparec3o
para se proverem do necessario, e venderem o pro-
ducto de seu trabalho, como fazem os que morflo
as proximidades de urna povoac3o; sei, porm,
3ue ellos n.loinspirSo o menor terror aos habitantes
a freguezia, e menos ao denunciante, homem po-
deroso, e que tem sua disposicSo meios de castigar
promplamenlo os da classe dos denunciados, quando
suspeitar que Ihe querem fazer o mais leve desacato.
Ese os chamados criminosos silo tacsquaes os des-
creve o denunciante, secllesnaocess3o, comoalirma
o mesmo denunciante, de ir a povoac.no de Pitimb,
onde apparecem com escndalo da lei e do publico,
e levSo o terror todos os espiritos, porque nin-
guem sabeseelles procuran urna nova victima, que
queirao sacrificar sua ferocidade; porque, pergun-
to eu, o (litio, os prenles e amigos do denunciante,
que exercein os cargos policiaes da freguezia nao
os prcndr3o, nem ao menos os processarao ? Da-
3ni. Exm. Scnhor, se conclue evidentemente de
uas urna, ou que he falsa a denuncia, e que ella
nao teve outro lim senao esperar-se da secretaria
da policia urna ordem para ir-so ao meu engenho
com grande apparato de torca, ou que os actuaes em-
pregados policiaes da Taquara commettem prevari-
cares, abusos e omissoes escandalosas. Ambas
estas propositos sao verdadeiras, eeu passo nar-
rar os Tactos, em que me apoio para assim o dizer,
conGando, que V. Exc. me prestar a sua benig-
na attencao. Obtida a ordem desejada para o cerco
do mcu engenho, entrou inmediatamente no oxor-
cicio de subdelegado o supplente JoSodcSCavalcan-
te, lilho do denunciante, e foi seu primeiro acto a
execucilo daquella ordem, obtida sobrepticiamentc.
Ijeixando considerado de V. Exc. avahar a mora-
lidade do denunciante e de seu lilho, meus inimigos
capitaes, um dirigindo urna falsa denuncia e outro
executando a ordem dada sob essa denuncia, e a-
presentando-se como ollicial de justica, ou belli-
uim, direi a V. Exc, que, chegando elle lilho do
enunciante, a frente de urna apparatosa forca, no meu
engenho meia noito, e quando eu, seguro em mi-
nha consciencia, achava-me agasalhado com minha
familia, mandou picar os arreiosdos animaes, que
estavao trabalhando no engenho, fazendo-o para
desde aquella hora at seis da manhaa, quando dig-
nou-seconsentirna rontinuacaodo trabalho; invadiu
a minha casa de vi venda, sem ordem legal,c elle mes-
mo, como bclliguim, a correu, apprehendendo dous
clavinotes de minha propriedade, c tudo fazia, dizia
elle, de ordem do chefe. de policia; vendo-se, porin,
na necessidade de restituir-me estes clavinotes,
quando eu Ihe apresentei a ordem que tinha do mes-
mo chefe nara usar Hp armas, e confessar por este
modo a sua mentira, quanto a correr a minha casa,
e apprehender as armas de minha propriedade por
ordem do chefe de policia: correo tambem todos os
quarlos do engenho e casa do purgar, levando dous
clavinotes tambem de minha propriedade, que esta
v2o em um quarto em poder do meu caixeiro efe!"
tor, c n3o teve pejo de participar falsamente 'ao dil
chefe de policia, que os havia tomado a facinorosos
falsidade, que depois reconheceu: prendeo o dji
meu caixeiro, que, sendo remettido para cidade rn"
immediatamenle solt, por se terverificadoafalsiad
da argido contra elle foi la pelo subdelegado ou
denunciante: prendeo igualmente a muitos oulrn
nfelizes homens pacficos, e casados, sera que i
vessom outros crimes, senSo o do serem mcus trabal
Ihadores, e conduzio todos estes presos, amarrados"
e arrochados de maneira, que no da seguinle esta-
vao com os bracos denegridos, e inchados; em vez
de os mandar para a villa de Alhandra, que dista duas
legoas do meu engenho^ levou-os em triumpho pe-
las povoaces de Pitimb, Taquara e Bocea da Miu"
tazando urna digressSoda cito s nove legoas ai I
referida villa, e dando-os em espectculo aos de sua
parcialidade, metteo-os no seu infernal tronco no
Tab, onde, nao tendo pretexto para remetter a todos
prosos para esta cidade, usou de sua alta clemencia
a favor de alguns, a quem soltou. Eis, Exm. Senhor
a maneira atroz, e desptica, por que procedeu
subdelegado supplente Jo3o de S Cavalcante ni
diligencia mandada fazer, em consequencia da ca-
lumniosa denuncia de seu pai, que pode emlim sa-
tisfazer os seus mesquinhos desejos, e por em exe-
cucao as ameacas, que desde muito fez, de cercar o
meu engenho, com o que tem conseguido apartar
dcllc muitos trabalhadores, prejudicando assim 03
meus inleresses, e fazendo-me todo o mal que pode e
tudo faz, porque, embebedado com a sua actual gran-
deza, nao cuida na sua pequea pessoa, nem se lem-
bradeque he homem, e que de repente pode ser
precipitado no p, de que foi tirado. Ao mesmo
tempo que deshumanamente persegue, e tortura a
homens innocentes e pacficos, elle nSo promove
a pimiento dos verdadeiros criminosos, antes os tem
ao redor de si, o sob sua protecg3o. Digne-se V.
Ex. ouvir urna pequea parto dos factos compro-
batorios desta assercao, e ao mesmo tempo dos mos
costumes do denunciante. O dito Francisco t aval-
cante, subdelegado supplente, he criminoso epreces-
sado por tentativas de morle na cidade de Goianna,
commettidas as pessoas de Antonio Alves Vianna, e
na do tenente Bibiano, as qunes tentativas verifica-
rao-se: no primeiro com um tiro de que ficou grave-
mente ferido, e no segundo com tres, ou quatro tiros,
deque resultou ficarestendidono chao por morto, at-
tentados que forao mandados executar por seu tio,
o denunciante. Estev3o Cavalcante, como he publi-
ciino, em junho ou julho do anuo prximo pasta-
do, dizendo-se-lho que tinha ido ao seu engenho Na-
noel Cela no, (este que denunciou o assassinatode
Jo3o Domingues Coitinho, e que o nflo quiz praticar,
porcujo molivo tambem se acha preso) ajunlou urna
tropa de escravos seus, e de Antonio Comes Pessoa,
seu amigo e vizinho, e forao cercar a casa onde
se dizia estar o dito Manoel Caetano, o qual se au
adiando, o. sim o pardo casado e pacifico Andr da
Silva, que ahi tinha ido seu negocio, e que, sendo
poi guillado, responder ser morador no mcu enge-
nho, gritou o mesmo Francisco Cavalcante que Ihe
fizessem fogo; o que foi executado pelo pardo Fran-
cisco, oscravo de Antonio Gomes Pessoa, que, dispa-
rando-lhc um clavinole, o ferio gravemente em um
braco, e lado do ventre.e ainda assim esta innocen-
te vctima foi arrastrada, e presa a presencia do sub-
delegado, prente amigo, para apoiar t3o crimino-
so procedimento, como de facto succedeu, e tudo
lirn impune; devendo notar-se, que para este alten-
tado nao houve ordem de autoridade. Antonio
Comes Pessoa, amigo e prente do subdelegado em


3
ejercicio,era novorobro passado mandou cinco es-estavaemexercici*oupplente,uinguarda-oosU8do
cravoaseus pvoac3ode Pilimh, armados de cia- denunciante EsbevSo Cavalcante, de nomo Mor3o,
vinotes, pistolas, ccete e peas, para darem urna criminoso de muiUs mortes, matou junto ao enge-
surra na parda Francisca (por alcuuho Chica-mole) nho do denunciante aopreto Francisco, tambem cri-
nlo crime de ter relacOos com o escravo do mesmo minoso de mortes, e ambos homiziados no engenho
Pessoa, o qua effeclivamoiito pozer3o em pratica, do denunciante, c para fingir, que eu, ou outros ti-
dando na pobre mulher ate licar estendida no chao libamos sido os autores daquelle acoutecimonto,
pormorU, laucando sanguo pela bocea e nariz; e noto mandou por piquetes pelas estradas, junto ao enge-
V. Exc. que ao passo que esses sicarios, oscravos nho do denunciante com ordem, por elle dada, de
do mencionado Pessoa, praticvao uo meto de urna faaer fogo qualqucr pessoa quenuo dissesse logo o
povoacAo, pelas oitoou nove horas do dia, este atroz nome, sendo pergunlado ; o porque fosse ter um
delicio, era ato por todo presenciado, sem haver dos piquetes um negro do denunciante, chamado
qiieni se animassea di/.er urna palavra, que obstasse, Antonio Sertanejo, que andava fgido e por isso
por ser ato mandado fazer por o amigo e prente do quizesse evadir-se, o tal Moro fez-lhefogo, que o
subdelegado em cxercicio, sendo, para maior escan- deitou morto inmediatamente. Jes Bonifacio, cabra
dalo, tambem passivamente observado esse atroz criminoso o ladrao, andava publicamente na povoa-
t..w..in nln insniH'tor dimesma novoarilo. Franoierr p^a i4q niiimhi'i nuppieiiw! wr wra""nw niiciMiii u uaia- uuu seu sounciiio, e Amonio uomos i'essoa, unu-
llif.;eemin a maior notabili.ladedaquella povoa- riava e provocava a todo instante o mesmo Coilt-
cao, e para o que a nica hbil lacao que tem he ter nho, que, cauteloso, evitara todo pretexto, o occasiilo.
sido criado do denunciante Estevao Cavalcante. O de ser assassinado por aquello malvado, qe ousava
mesmo Antonio Comen Pessoa ha pouco mandou at azer-lhe emboscada no seu proprio quintal, e
dar urna surra na preta Torra Mara Ferro; porque tanto era a sanha de taes monstros contra esse digno
essa, passando pela estrada junta a seu engenho, e^idadSo, que, sabendo estar elle nesta cidade, tratan-
elle chamaiulo-a, o u3o sendo obedecido prompta-dode um inventario, aqu mesmo mandarlo os seua
mente, maudou por seus sicarios e escraves dar-lhe, sicarios, quo o esperrao na porta de minha casa,
urna grande surra de chicote. O mesmo Pessoa, pon-1 onde elle eslava hospedado, e de cujos punhaes fe-
do os pescadores fog a urna lagoa, junta a seu cn-jlizmentescapou, como disto muito bem sabem o
genbo, mandou os seus escravos e sicarios armados'negociante Victorino l'ereira Maia, o inspector d'al-
todos, para esbordoarera a quem la eocontrassem, o fandega Jos Lucas de Souza Rangel, o cirurgiac-mr
que effeclivamenle succedeu as pessoas de dous'Joo Jos Ignacio Pogges, o major do corpo de poli-
homens forasteiros, quo all tinhflo ido comprar pei- cia, e outros. 0 mesmo denunciante Estevao Caval-
se, por seren os nicos que se achavSo naquella oc- ] cante, o anno passado, mandou um seu sicario, o aa-
rasiio : esse mesmo l'cssoa j muito anteriormente, sassiuo Jos Vicente, o qual tem somprc estado de-
mandou um seu mestre de assucar, chamado liento! baixo de sua proteccao e agasalho, pelas quatro ou
Pacheco, e mais tres Indios seus trabalhadores, as-
sassinarum sujeito de Pernambuco, que, como pro-
curador, tinha viudo cobrar do mesmo Pessoa tre-
zenlos, ou quatrocentos pataedes; e porque o dito
mestre Pacheco nao quiz por em pratica dito assassi-
nato, c fez por anleposta pessoa avisar a victima, que
immediatamedto fugio, este Pessoa, sabendo disto,
quiz vingar-se no mesmo mestre Pacheco, que
retirou-se para o meu engenho, alim de nao ser vic-
tima, c dahi para a sua casa; o que ludo he publica-
mente sabido.
Na povoac3o de Pilimb um vadio, cujo nome nflo
sci.foiacasa de Joaquim Polia, allm de tirar una
mulher que este tiiiha em sua companhia, e que em
nada pertencia ao dito aggressor;desparou um tiro
na m3o do mesmo Joaquim Polia, que Ihc comeo os
dedos, e o pz alejado, e hoje vive pedindo esmolas;
devendo dizer a V. Esc, que, tendo algumas pes-
soas do povo prendido a esse aggressor em flagrante,
as mesmas autoridades o soltarSo, e ficou impune.
Na povoac3o da Taquara um outro sujoito, cujo no-
me tambem nao sei, mas que he publico, foi cruel-
mente esbordoado, fcando com um braco quebrado ;
as mesmas autoridades se empenhr3o para
que isto ficasse impune: emfim muitos outros
se hilo succedido, cuja enumerarlo seria um nSo
acabar, e que da mesma maneira ficnlo impunes, e
porissoaqui lindarei, dizendo a V. Ex., que todos
esses altentados e impunices s3o filhos dos que
temapresentado com maior escndalo o denuncian-
te Kstcvilo Cavalcante, sobre quem deve pesara feal-
dade de todos esses delictos; porquanlo he elle o
irinii'ini, e que sempre ha dado os mais tristes
ejemplos na pobre e infeliz Taquara, e para o que
referir! algn* dos mais modernos, deixando os
mais antigos, por sercm j de todos conhecidos.
Nos ltimos lempos, em que fui subdelegado, e que
cinco horas da tarde, pelo meio da povoacfloda Ta-
quara, armado de clavinote, faca de punta e urna
poia de quatro ou seisgrossuras alm das communs,
para flagellar o assassinar ao pardo o miseravel B-
feros Jos Francisco Bordes; o qual, estando debruca-
do na porta, e vendo o horroroso e hediondo assas-
sino Jos\ Vicente, cujo lim, ou mandato Ihc era j
annunciado, trmulo e convulso, entra para urna
alcova de sua casa, ao lempo em que n assassino en-
tra pela porta dentro, levando de rojo e atirando
ao chao a mulher da pobre victima, que lacrimosa
Ihe supplicava perdao ; ao que n3o altendendo furio-
so o encarnizado algoz, suppondo, que a victima se
tivesse evadido para o quintal, corre apressado
esse lugar, e em quanln se demora em procura-loy-
deo lugar que elle victima, animado pela propria
mulher, sahisse pela porta de diante, e ganhasse os
matos, indo ter ao engcuho Tabatinga, distante
meia legoa, pelas nove horas da noitc, onde lancou-
se aos psda mulher do Antonio Gomes Pessoa, quo
muito custo pode alcanzar do Sr. do Tab o per-
dao da pena de mortc, por elle decretada. Eis, Exm.
Senhor, o homcm, que, dando todos esses horrorosos
cxcmplos, tem o descaro de dizer a V. Ex., quo se
interessa polo socego publico, e teme homens,
como a Jos Call que nunca offendeo pes-
soa alguma, e que so como por um lance da Provi-
dencia pode matar a Miguel de tal, ladrao, e assassi-
no de muitas mortes, como he geralmente sabido
na cidade de Coianna, donde este veio para o enge-
nho do denunciante, protegido por elle, eseu sobri-
nho Francisco Cavalcante, assim como outros mui-
tos, quo sempre morro ao abrigo do denunciante,
porque delles precisava para mandar perpetrar os
attentados, que sao publicissimos, e que dcixo de
mencionar, para n5o fatigar mais.a attcncSo do V.
Ex. He esse o mesmo hornera, que, unido a seu so-


4
brinho, Francisco Cavalcante, e seu amigo Antonio
Gomes Pessoa, que ha mais de un anno tentando
contra a existencia de JoSo Domingues Coitmho, e
o nao podendo conseguir pelas cautelas, que este
tem tomado, o manda preso para a cadea deslaci
dade com urna parte falsissima dada por seu flllio,
subdelegado em ejercicio, de tentativa de morte por
um caso tflo publicissimo, qoenem podena ser consi-
derado como simples ameaca, e que essa, se a honre,
foi de outro lado, que veio ter com o mesmo <.oiti-
nho, provocal-o, e insultal-o, a vista de tcstemunhas
fidedignas, como he puMicissimo, e por csse modo
iaz essa victima da perversidade e odio do denun-
ciante ha mais de um mez na cadea desta cidade,
sem achar abrigo, nem justica aos seus sodrimentos,
embora queseja isto ludo geralmente reconnecido ;
zombando assm o denunciante e seu filho subdele-
gado supplente do que de mais sagrado hayer pode
na sociedade. Mencionarei ainda urna falsidade do
subdelegado, fillio do denunciante, quando em seu
oflicio considera desertores ao meu caixeiro Serafim
Rodrigues, e feitor Manoel Joaquim; aqual falsidade
foi aqui plenamente reconhecida perante as autori-
dades, e apenas se suppz ser desertor Casimiro de
tal, por terchegado ha poucosdiasnomeu engenho,
oceultando esse facto, e pedindo servico para tra-
balhar, na qualidado de retirado, como outros mul-
los, que diariamente aflluem, em consequencia da
secca, que assola o paiz : outro tanto nao se poder
dizer do subdelegado e seu pai, o denunciante Este-
vSo Cavalcante for3o vistos e conhecidos pelo so-
bredito Serafim, que foi soldado muitos annos, e
todos conheceo, quatro desertores no engenho do
denunciante de nomes Marcellino, Verissimo, Fabri-
cio, e Jos Benicio, estes quatro conhecidos pelo
dito Serafim, e um Lourencode tal, que foi recruta-
do no meu engenho por consent ment meu, e l se
acha homiziado; sendo j sabido e publico, que lo-
go depois que la eslevo o dito Serafim, clles mand-
rflo esses desertores para o engenho Tapirema, no
districto de Coianna, recelando nSo fossem pelo
mesmo Serafim denunciados. Mas, Exm. Senhor, no
meio de todas estas atrocidades ainda surge um
horroroso facto, que cobre quantos hei expendido, e
que o nflo referirei, para n3o molestar a paciencia e
attsncSo de V. Ex., j por vezes aqui evocada, con -
tentando-rao somonte em dizer a V. Ex. queemdias
do mez de agosto do anno passado a povoac3o de
Pitimb foi testemunha da mais negra o hedionda
conducta do denunciante e seus comparsas, quando
ahi aportou urna embarcacHo, cuja derrota eraoutra-
facto este, que, cobrindo de horror a todo o BrasileU
ro, que preza a honra e probidade, mnslra ao mes-
mo lempo de quanto he succeptivel o carcter do de-
nunciante e seus comparsas; carga, e aleas ve|M
da embarcado, ludo furtou-se, e ludo aconteceo
porque o denunciante com o sou exemplo abri
a porta a taes crimes. A vista, pois, do expendido, 0
das muitascircumstancias, que deixo de palomear
nesta iiiinha representaeflo, fica clara e nteiramen-
te provada a cruel perseguido, que me ha feilo 0
denunciante, e que agora mais ainda deve rodrobrar
enchendo-so por isto mesmo de novos rancores
desejos de vinganca, lendo em si o poder, e delle
abusando, como Iho apraz, afim de prejudicar mn
em todos os sentidos e at pelo lado de interess*
era minha agricultura; pois, desde que o denuncian.
te e os seus assumirflo ao poder, fazem. conslanles
ameacas todos os homens forros, de cujos serviros
preciso em meu engenho, tanto que a maior parte
dos que tinha prestando-nie servicos, e que lodo
me deviao quantias, que ou Ihes havia adiantado, re.
tirrao-se com medo de sercm presos, cuja ameaca
lem sido constante, at que alinal verificou-se, e es-
ses que ltimamente teem viudo para o meu engenho,
e que fonlo presos, e depois sollos, como (lea dito,
forfio amoscados com todo aftlnco e poder pelo de-
nunciante o seu filho, deque, se nao se retirassem do
meu engenho, haviao de ser presos segunda vez,
e entilo naoseriao mais sollos; oque foi ludo pre-
sente ao Dr chefe de polica pelos mesmos homens,
que todos mandei vr a presenca do mesmo Dr. chefe
de polica, e isto mesmo manifestaran. E n mais he
ainda, Exm Senhor, que com a maior razpnepruden-
cia vejo-me Coreado a deixar a provincia e minha
fazenda, urna vez que continu a estar ella debaixo
do poder e mandato destas autoridades, que.tendo
sempre abusado do poder, que lhes foi confiado para
a manutenerlo da ordem e socego publico, he essai
Iprovavcl, que d'ora omdiante com pretexto que a
maldade fcilmente engendra, e com os nieios que
teem a sua disi>osic3o, tentem contra a minha exis-
tencia, e de minha familia, a nflo achar eu, como es-
pero, recursos ua justiga e imparcialidade de V. Ex.
a quem peco providencias, que me garant3o, e pro-
tejao.
Parahyba de abril de 1846.
Manoel Florentino Carneiro da Cunha.
Wi namburo na Typographia de M, F. de Paria. 1818.


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