Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08293


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Full Text
^
lino'de 1846.
Sabbado 6
O W"" puWici-se lodo os das que nSo
[f ,m de guarde o preco daassignatura lie de
liooo r. |x>'* quartel, pagos adtantados. Os
I Luna"* doJ asignotes aio aterido a raio
I de !" rei' Por """' ,0 ri,s em lTP differen-
I., (ii repelire pela metade. O que nao fo-
l-in signante p>gs 80 ris por liaba, e 160
|em irpo dillerenle. .
pBASES da la no mez de jdnho.
j,jjun'ra I a3 horas 9 minutos da manilla.
irlieia a al bar* a IS minuta da tarde
I l,ui. elisia
lUipgoaol**
I La ora "
uto, i
6 a 4 liora e 17 ma. da manbia.
e 27 mi. da tarde.
PARTIDA DOS COR REOS.
Goianna e Paraliylia Segunda e Settas f'eiras.
Rio Grande do Norte, cliega na Quartas feira
ao meio dia e parte na meimai horas na
Quinta feira.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maccvo, no I.', II e 21 de cada mez.
Garanhun e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flore a 13 e 28.
Victoria na Quinta feira.
Olinda todo o dia.
PREAMAH. DE hrjJr?.
Prmeira as 2 h. e 64 minutos da tarde.
Segunda as 1 h. e 18 minutos da manha.
de Jim lio.
Anno XXII N. 120
das da semana,
. Segunda iff l.'oilava, S. Firmo, S. Fi-
^ linio.
2 Terca l* oitava, S. Marccllino, S. Eras-
te" nio,
' i Quarta S.Ovidio, ud. do J. do civ da 2.
vara, e do J. de pal do 2." din. de larde.
4 Quima S. Qulrino, aud. do J. de orpbEM o
do J. municrpal da I. vara.
6 Seda S. Marciano, aud. do I. docivel da i.*
vara, e do J ele paz do i." dist. de tarde.
0 Sabhado S Jioberlo aud do I. do civel da
I vara e do J. de pat do I. dill de Urde.
7 Domingo S. Roberto.
CAMHIO NO DIA i DE JDNHO.]
Cambio sobre Loiidrt 2" '/, d. p. I j a 00 d.
l'aiii JSU re por franco.
a >. Lisboa 105 /o premio por me.
Desc. delelraideb'is limi.is I '/,p. % 0o *"
Ouro Onca despalmlas.. l)l;>00 a SIfonn
Mo'cdas de JtaO vel. KlaTrtO a IB8O0
ii deRXOOuov. Ifi#lil0 a tufSOil
ii a de l#0M.. UtWOO a 0'70-
Prala Palace....... U07n a l90
Petos columnare. 1#*0 a "tona
Hilo* Mejicanos... I#0i0 a l#970
n Miuda........... itfto a l#8oo
Accc da Comp. do Beberibe de 40JQ00 ao par.
si
DIARIO DE FEMAMBUCO
|gg'aMJiiaMPB'i--t>tt-rjj
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DI*. 26 DO Pi.IIA.DO.
Officio. Ao cominandante da armas, acienlifioan-
I dii-u de haver expedid nnlem, para que ao al fere e-
[crtlario do quiniu bntnlbao ilecacadoret, Manoel Porfi-
Ifiri" de Castro Aranjo, so paguen os sidos, a que lem
Jircilo de uulubao do anno fiudo i marco ultimo.
| Ditos. Ao mesmo, aenoramendando aexeuuoio do
iie.iaea avisos, que mandlo dar baixa ao 2. sargento
o J." balalhCo doortilbaria pe, Antonio Milhiat C.ir-
li>ro Lelo. o ioldad.it do ineimo batalhlo, Jote Gon-
Ifilves da Trindade e Jotrj Francitoo do Jetu, e ao cabo
|do l." de cn^ndoret, Andr Xavier Viamia.
Dito. A" metiDo, inleirando-o do ter o Etm. Sr.
(Dinistro da guerra rcoommendado, que no estado effec-
Itito do mapp do 2. balalbao do artilharia up se in-
Icluao todas as sua pracaa, sera exeepcio das que esl-
|veretn eiu servigo de destacamento.
Dilo. Ao inetnio, detorniiiiando, que, era ournpri-
I meato d'ordem imperial, exija do bngadeiro Franoison
I Sergio d'Oliveira eaclarecimento, que, para ser de-
I ferulo o requerineulo, quo lhe transmute, en que Julo
Id Silveira Borge pede o pagamento do alugnel do uina
I casa, que na < alado de Gaxias arrndou ao referido bri-
Igadeiro, dii tercio nneessarioa a informacao, que vai
lineada niargem do mosmo requerimento.
Ditos. Ao niesmo e ao cummisssrio-pagador, in-
jteirsndo-os de ter S. M. o Imperador reaolvido, que a
IgratincaoiUj concedida pelo artigo 35 das inttrureua,
liiiie baxrio eom o decreto n.O 263, do 1. do Janeiro
I de 1813, t srjSo abonada nos ooraraandaiitos de deala-
Icimcntos, que coiistareiu de quarenta pracas, incluiive,
para mais.
Ditos. Aos niciinn, scienlificando-oi de ter S, M
[o Imperador concedido, que eootinuaste a servir nesla
provincia o tenento de iufantaria da terceira ciaste d
exernto, JoSoChrituitomo Pereira dos Santos.
Ditos. Aos luenuos, ntelligencinndo-oa de ter sido
[maullido servir na Babia, como engonlieiro, o tenento
Ido 4." balalbao de artilharia pe, Francisco Primo de
luuia Aguiar.
Dito. Ad |bi relator da junta Je jiitlif, tranimit-
iuiiu, i ir.i it ilehniiv.iiiii'iiiu julgado, o procesio do
toldado do 2. balalhlv de artilharia p, Soerino Isi-
dro da Silva.
Dilnt. Ao inspector da Ihesouraria da faienda,
interino do nnenal de raarinlia, e ao deeuibargador
chefe de polica iuterinu, icientiHcaudo-os d'uchnr-to o
Sr. E. Bolli encarregado do consulado da Suissa neala
provincia.
Oiio. Ao commisario-pngadur, inleiramlo-o de
ter o Exin, Sr. miiiitlro da guerra, solicitado do da fa-
ienda o augmento de 240,000 rs. j no crrente anuo fi-
iiinceirn, e por conta da rubrica recrutamenlo para a de
pagadoria militar.
Hilo, i Ao bacharel Bento Jote do Soma, dando-tc
]>ur inleirado de baver S. iuo. reassnmido o exeroiem
do emprego de pruoiutor publico da comarca do Bieju,
Dito. A' Francisco Ignacio de Paiva, dechirandu-
tc trienio de ti r S. me. tomado putso do cargo de dele-
gado do termo de Garanhans.
furlnriat. Nomoamln para supplcntcs do juii de
orphaot drsta cidade em Io lugar ao bacharel Luis Duar-
l" Perein, em 2. u bacharel Loiirencn Jui de Figuei-
rdu, cui o.o ao b.n barr Ant"iiio d'Atauiipfu Caltral,
eiu 4.0 ao bacharel Jut Rodrigue do Pasto, em o. ao
Lachaiel Jote Antonio de Figoeiredu, e em 6. le.
neiitr-coroiivl Folinianuo Joaquim dos Sanio. Tam-
ben) foro Humeado pera suppleulet da prmeira e se-
gunda vara municipal do tormo do Recite ; para o-
quella, em 1. lugar o bacharel Joto dos Alijos Vieira de
Anioriiii, rm 2.0 o cidadin Joaquim Luit de Moli Ca-
rioca, em 3." o teuento-coroiiel Joto Marhailo Freir
Pereira da Silva, un 4." o proprrtario Ju.o Uigiuo de
Miranda, etu 5." o prnpneiario Jo> dos Sanio Nunea
do Uliveira, c cm 0." o icneiite-ooroiiel Feliciano Joa-
quim dos Santos ; upara etta, eiul.'lugar o bacharel
Jote Haymiindii da Cottu Mcnctes, em 2.0 u bacharel
Jote Flix de Brillo Macdo, 'em 3 o cajiitao Antonio
Ferreira da Aununciacao, em 4.0 o bacharel Manuel Jo
Pereira, ciu S.O 0 tenentc-coronel Manuel Florencio Al-
ves do Muraos, e em 6.0 o major Antonio Franoiico de
Iloiira ; e partieipuu-te t> prcsiileule da n lacau, ao
uiprrior da Ihesouraria da faienda, i cmara munici-
pal do Recite, ao dousjunes de dreilo do orimo, e aot
Uunicipaet da prmeira e segunda vara.
Ditas. Nonieaiidu suppleiites du juii luUiiiopal e
d'orphiot do termo dn Olilida ; em 1.0 lugar a Phi-
lippe Manuel de Chritto Leal, em 2 a Jote lavares Go-
Die da Silva, em 3. ao teiicnto-coruiiei J,.ao Paulo Fer-
'eira, em 4.0 ao efrurgiao-inor Francisco Jos do Ama-
'al, eai 5.0 au ourunel Jote Joaqun de Almeida Gue-
de, em6.0 ao lenle Dioniio Gume do Reg.
riiero-se as parlicipajde do eslylo,
Coniaiando das Armas.
BXPBDIBsrlB DO DIA 15 DO PASaADO.
fficio Ao prndente da provincia, fiieDuVIhe
'eineiM doi nappai da o.' 1*5, da forv* do corpus
de liaba aguarda nacional em dMtaoamentO, peileo-
cenle ao uieit da abril prximo lindo, iodo annea ao
- n. 3 a respectiva relacio oooiinal da officialidade nel-
locooiida, afim de que S. Eie., bouiawa d dar a le-
joantei mappai convenieole direcco.
M)\0 meimo, eoviaodo-lba a ralajio nominal
individuo, que aueuUiio praoa no mea de abtil,
-do Ire Tolootarioa, e quatro recruUdoa.
DitoAo meimo, significando, em resposta ao leu
officio de 14, que preientemeote' nan n-guia para a ilh
de Fernando praca alguma do eiercito.
DitoAo general coiomanlante de ilha de Fernan-
do, significando-ibe, que presentemente, por falta de
comignagio para deipezal militares, nao podia ser at
tendida a requiticio do quantitativo preciso para os
reparos das fortiScaeA
DitoAo coronel comtnisiario-pagador, remetien-
do -lhe o msppa demonstra ti vo dai sal vas dadas na for-
tsleza do Bruin, no mez proiimo passado.
DitoAo coronel director do arsenal de guerra, re-
mettendo-lbe, ja julgado pela junta dJeju>tica, o pro-
ceno verbal do rio Filippe Jos de Sanl'-Aona, soldado
da compinbia de artfices.
DiloAo coronel commandante do primeiro bala-
lbao de cacadores, remettendo-lbe, |ulgados pela junta
de justica, os procesaos verbaes dos reos, pracas doba-
talbiodoseu commando, a saber: cabo-d'esquadra,
BaymunJo Vlenle dos Santos e soldados, Vicente
Ferreira, Manoel Goncslve de aouia, Nicolao Pereira,
Jacinto de Souia, Maoool da Cruz Hibeiro e Jos Pe-
reira do Roiario.
DitoAo coronel commandante do segundo batalhSo
de artilharia a p, remottendo-lhe os processos verbaes
dos reos soldados, Gabriel dos Anjus Peroira, Manoel
Ferreira do Nascimento, Jos Gonzaga e Joaquim de
Barros.
DitoAo commandanto do deposito, fazendo-lhe se
melhantetnenle ren.essa do proceiso verbal do reo, tol-
dado Joto Francisco Marques.
DitoAo coronel commandante do primeiro bala-
Iba i de caesdores, communicaodo-lbe, que ao juiz mu-
nicipal desta ciJade, Francisco Kodrigues Sete, bavia
leito retnessa das guias dos soldados Manoel (ionjalves
de Souia e Nicolao Pereira, sentenciados aos Irabalbos
das forliicacQes da ilba de Fernando, cujos presos sen-
tenciados deviao ficar a disposicao do relerido jun.
DitoAo juiz municipal, remettendo-lbe a guias
dos soldados do primeiro batalhio de cacadores, Manoel
Goncalves de Souxa e Nicolao Pereira. sentenciados aos
trabalhosdas fortificacOes da ilha de Fernandn, o pri-
meiro por vinte anuos, e o seguodo por dezaseis, a lim
de que S. S. dellei lizesse remessa para a ilba no bri -
gue dinamarquez Fortuna, que eslava a largar.
DitoAo chefe de polica, rogando-lbe a expedigio
desusa ordens, para que fosse translerido, da cadea pa-
ra o eu respectivo quartel, o soldado do quarto liata-
lliao de artilharia p, Joao Jos Francisco.
EXTERIOR.
REPBLICA ORIENTAL DO URUGUAY.
MINISTERIO DA GUERRA K MARIMBA.
Monttvidio, 16 de abril de 1816.
Chegou ao coobecimeoto do governo um successo,
que se diz ter occorrido bontem com o coronel Lezica ;
e como be preciso, que sejio elTectivas as garantios, que
te olTerecrio a todos os que nao attontarem contra a
llberdade, be de necessidade. que o general em chefe do
exercito informe o que de.i lugar a alarma, que produ-
tio este successo, para que o governo tome as medidas,
que julgar convenientes, afim de evitar, que os inlmigos
da ordem tenhao pretexto para derramar a desconflanca
oa alterar os factos.
Por ordem especial do governo levo isio ao conhecl-
mento de V. Exc, offeiecendo-lbe a expressio, etc.
Jo A. Costa.
Eim, Sr. general em chele, D. Fructuoso Rivera.
O GENERAL EM CHEFE DO EXERCITO EM OPERAC5ES AO
SR. MINISTRO DA GDERRA.
Quartel-general, Linha, 23 de abril de 1846.
O general em chefe, abaixo assignado, ao aecusar a
recepcSo do officio de V. Exc, com data de 16 do cor-
rete, em que Ibe pede informaedes sobre o occorrido a
respeito de um coronel Lxica, da Republica-Argenlina,
so pode dlter ao Sr. ministro, para conheclmento do go-
verno, que, entre as diderentes medidas, que foi oecea-
sario tomar, para restabelccer a tranqulllidadeda capi-
tal e a ordem no eieicilo, foi urna a de Intimar ao rele-
rido Lxica, que se separasse do contacto do exurcifo,
donde bavia sido expedido e amaldicoado, como alguna
outros mals, mu los das antea, facto, de que o governo
e todo o publico teve conhecimento. E como lem existi-
do, e existir eternamente, uro odio implacavel contra
os mercenario! que vierao collocar-se oa allitude, em que
se encootrava a patria dos Orieotaes, eu nio quiseapo-
lo, por sua imprudencia, s furias dupovo, que ultrajou,
oem do exercito, que o aborrece ; e coustando-me, que
oa soldados, e mallos cidadios, o querlao assaasloar, nio
Di pouco, Exm. Sr. ministro, em manda-lo acompa-
uhar por um ajudaota de campo, para que se embar-
caste no molbe, e poiesse a coberlo sua existencia, que
eatava ameacada.
Quanto ao mals, Exm. Sr., guando o governo me
bonrou com o commando em chefe de seos exercitos,
oto me coarctou, porque nio podia eoarclar-ine, at at-
tribuicoes, qoe me competem. Portaoto, eu maodel sa-
bir do exercito a um iodlviduo, que foi prejudicial* or-
dem do mesmo, pelo qual respondo,
Sado, etc.
MINISTERIO DA GUERRA E HARINHA.
Montevideo, -J3 de Abril de 1843.
O ex-coror eis Cesar Das e D. Francisco Tajes dirigi-
rlo urna represeotacio ao governo, manifestando, que,
ao ser-lbei commoolcado por V. Exc o decreto do go-
Fructuoio Rivera.
verno, qoe Ihei dava balxa do exercito, Ibes foi Intima-
da a ordem de se ausentaren! do palx no peremptorio
praio de seis das ; que, vencido este praxo, Torio inti-
mados pelo estado-maior general para lirarem o seu
passaporle e embarcaron! inmediatamente. Lamentio
os peticionarios, que, tendo fleado redutldos, no IIm de
tresapnos de si nidrios, necessidade de procurarem
seu sustento diario, sejio obrigads a abaodunar suas
familias, que Acarad em completo desamparo, e ellos na
obrigacio de mendigaren! em paii estranho sua tubis-
tencia ; concluindo com o podido, de que seja revogada
aquella ordom.
S. Exc. o presidente da repblica, depnis d conside-
rar o exposto naquella represen! icao, ordenou ao abai-
xo assignado, que dissesse ao Sr. general :
(Jue, sendo' os principios do governo adoptar os
Melos possiveis para esireitar a unlio de todos, e para
que todos presten) os servicos, que sejio possiveis, a
repblica, nio pode negar o que pedein os supplican-
tes, e que coosequeotemente lhe. ac V. Etc. saber,
por meio do estado-maior general, o erro, em qu i in-
correo, e que as suas pessoss estio ao abrigo das leis.
Ao deixar cumprida a ordem de S. Etc., o Sr. presi-
ente da repblica, sodo s V. Exc.
Jote A. Costa.
Exm. Sr. general em chelo, 1). Fructuoao Hivere.
O GENERAL EM CHEPE AO SR. MINISTRO DA GKRRA.
Exm. Sr. ministro. 0 officio de V. Esc, da data
(fe boje, e a representarlo, que dirlgirio ao governo os
Srs. D. Cesar Das e I'.ij <, roe collocio no caso de ex-
plicar ao governo as rasdas, que live, para ordenar-
ihes, que se separassetn do exercito, onde teem sido e
sio prejudieiaes. Quando o govorno ma honrou com a
rolssio de organisar o exercito e de restabelecer a trao-
quiflidade da capital, nio .ne coarctou nenhuma medi-
da, quo eu, como general em chiTedo eio'cito, nodesse
tomar, para conseguir o objecto, que o governo tinha
em vista ao conflar-me o alto destino, em que ma oollo-
cou. Assim f "i, qiie, obrando na rbita de minhas at-
tiibuicoej, como general em chele, nio laltei, e nio fal-
tarei, ao que me compete, nem consentirel, que sejio
coarctadas esses attrlbuifSes.
Os Srs D. Cesar Dias, Tajes e Leiica, ha poucos dias,
foro a podra de escndalo, o motivo da agilacio do po-
ro e da indignafio do exercito, que os expellio e perse-
inilo de morle, como sabe ogovemo, o como nao pode
nccultar-se ao povo e aos illustres estrangeiros, que nos
observio. Como poderia, pois, o general em chele do
exercito consent/ na permanencia do obstculo, que se
oppunha i subordii.aco do exercito e ao restabelecir
ment da tranquillidade da capital? O governo sabe,
como sabe o abaixo assignado. e pode provar com do-
cumentos, que, em pocas nio mui distantes, I) Cesar
Dias foi um dos muilos eorypheos, que ultrajrao a au-
toridade nacional, e a causa de toda a insubordinacio
do exercito, que collocou o governo em lio diftlcil po-
sicao.
D. Cesar Das, Tajes e alguna mais nio teem sido
nesla trra, digna de outros respeilos, senao uns Indig-
nos instrumentos das vistas ambiciosas ealtaneires do
desenfreado Melcbior Pacheco, a quem nio lendo bas-
tado Insultar grosseiramenle ao governo, no seu celebre
officio dedemisio, leve a audacia deolTendei brutal-
mente ao virtuoso cidadio, que preside os destinos da
repblica, por meio de urna carta, que corre impressa.
Exm. Sr. minlstio, cheio de lubor o digo, esses ho-
mens oITerecr;.o-ae al para matar a punha'adas aos
ministros de estado da icpubea, e peipetiiio por
mais de um fea, atlentados, que levrio a repblica i
borda do abysmo, o que deo motivo, pala que o gover-
no determioasse a commissio do Sr. coronel Fossolo
iunlo da mioha pessoa, pi-ra instrulr-me dosconOictos,
em que a repblica se encontrara, e da falla de accao,
em que se achava o governo, dev.do luJo a urna duna
de avenlureiros e liou.ens estranbos aos verdadeiros in-
leresses da repblica, sem antecdanles e tem oulros di-
reilosalm da audacia de uns, da incauta f de oulros,
e do temor, que tinhio tidus de ser pieta do lyranno
dos porteuhos.
Allegio Cesar e os outros, que servirlo na delenss
da capital ; e poder ser islo um direito para cautar-
Ibe males immensos, que a repblica lamenta ? Nao,
Exm. Sr., nao o comprehendo eu assim: um hornero
pode fazer um bem coro um, laiendo um mal com cem;
o primeiro ser glorioso, mas os demais serio de mal-
dicio e de responsabilidadc. Nesse caao estio os que
tlverio a audacia de querer sorpreoder o governo. Em
todo o direito nio deve uuvi-los, e sim despreza-los, se-
par'a-los, como membros corruptos da sociedade, e in-
dignos de merecer della a menor consideraran.
Ao fechar este ofncio, ponhome no caso de diier o
governo, que, se oa Srs. Cesar Das, Tajes e l.etica nio
aahireui do solo da repblica, no lempo de 24 horas,
darei eu por coocluida a roioha roissio, e o governo pode
j nomear o chefe, que deve lubttilulr-me ; poiseu nio
me considero com forca bstanle para eonler a iodig-
oacio do exercito, mesmo do povo, contra os adve-
nes, que molivio esta nimba respusta.
Dos guarde, etc. Fructuoso Rivera.
(DoJ. do Commerciu.)
PERNAMBUCO.
Tribunal do Jury.
SESSAO EM 27 DE .VA 10 DE 1846.
PRESIDENCIA DOSR. RIGDEIHACOSTA.
A'i 11 horas da manha, feta a chamada e verifioan-
do-se estar presente numero legal de Srs. jurados,
OSr. Prndente declarou aberla a sesilo, e que ia
proceder-te ao sorleio do conceibo, que linha de julgar
o procesto, em que era
i
Autor
Oconcelbeiro Antonio Pinlo Chiclnrro da Gama.
Reo
Joaquim Bonilacio Pereira, editor retponttvel do pe-
ridico denominado o Carranca.
Crimi.
Aboso de liberdade de impronia, commettido non.*
60 do peridico Carranca, em o artigo, que comeca=:
O Sr. bngadeiio Sergio, etc. =e acaba=Nio ba do tai
lerro=.
Feilo o sorteamento, tendo osadvogados da aecuta-
?o, e da delesa recutado o numero, que a lei Ibes con-
cede, preslrio os Srs. jurado" sorteados o juramento
docoslume, eoSr.pr sidente fes ao leo o teguinte
/nlsr'ooalorio.
O Sr. Presidente: Qual he o seu verdadeiro no-
me.
Reo : Joaquim Bonifacio Pereira.
U Sr. Prndenle : l)ig-me : o Sr. ha o autor
respontavel do peridico Carranca, e de todos os arti-
go, qun nelle se imprimem ?
/f<;o : Sim, Senhor.
OSr. Presidente : Este perioJico he distribuido
por mais de 15 pesioas ?
fleo : Sim, Senhor.
Tendo assim findtdo o interrogatorio, e sendo dis-
pensado o depoimento das tistemunhas, que a aecuta-
iii tinba aposentado, para provar a aecusacio, o Sr.
juiz conceden a palavra ao advogado da accusiclo, o Sr.
I)r. Joaquim Vilella, que se expressou nos teguintet
termos :
Senhore jurados, o reo acba-se incurso no grao m-
ximo do artigo 231, combinado com os artigos 2a!) e
230 do rodigo criminal. Diz o artigo 229:Julgar se-
lla crime de calumnia o attribuir falsamente alguem
um fado, quo a lei tenba qualificado criminoso, e em
luelenbalugara acco popular ou procedimenlo ofli-
cialda juatica.Dixo artigo 230: Seo crimede calum-
nia lor commettido, por meio de pspeis impressos, ele.,
que se distribuirem por mais de tapesioas, etc. = pe-
nas=. Diz oaitigo_23l:Se a calumnia for contra
qualquer depositario ou ogente da auloiidade publica,
em nso du seu officio- penas de prisao por seis a dez-
oilo mezas, e de mulla cprrespondenle melado do
lempo.
Ora, o reo imputou /alsamentt ao autor, na qualida-
de do presidente da provincia, e conseguinlemente em
raso do seu officio, fado, que a lei lem classificado
ciiminosos, e em que lem lugar a arjio popular, oo
procedimenlo official d |us(ca e to por meio de pa-
pis impresso, que se dulribuirio por mais de quinte
petioas: logo commelteo o come de calumnia, pre-
visto no arligo 231, e deve t firer a pena no grao m-
ximo, por se ai liar revestido o mesmo crime das cir-
cumstoncias aggravanles dos j$ \, !>.*, 7.'e8. do ar-
tigo l do mesmo cdigo. Paisarei a Ifir, seguodo
manda a lei, o libello accutatoiio (lio).
Agora principiare por desenvolver a aecusacio, islo
be, p'or provar, que1 o reo, com effeito, imputou ao au-
tor ct fados, que o libello menciona. Primeramente,
diz o libello, que ti leo atlnbuio falsamente ao autor,
na qualidade de presidente da provincia, o facto de dei-
xar de mandar para a Iba de Femando o commtodsnie
(iara rila nomeado, desobedecen lo assim a urna ordem
do gotcioo imperial : eit o que diz o arligo aecutado
(lio).
Daqui te v, que o reo, no arligo aecutado, affjrmoo,
que o Sr. bngadeiro Sergio em vio te caosava por to-
licilar da presidencia, que o mandaste para Fernando ;
porque a presidencia tinba a Instos de um avilo, que
ibe servia de pretexta para nio mandar oSr. brigadei-
io para Fernando, e jamis o mandara ; porque a tut
pretenca naquella ilba era inoportuna : e o que he is-
lo, senao affirmar, que a presidencia nio queria man-
dar o Sr. Sergio par. Fernando, tem motivo justificati-
vo ? Vertlade be, qu o artigo falla em um aviso, em
queso lundava a presidencia : mas etse aviso, segundo
elle, nada a desculpa, e a verdadeira rasio, porque a
presidencia demorara o Sr. Sergio, era por ter atua
presenra uupporluna na ilba.
Oro, que, oiii i Inundo ao aulor o facto de nao mandar
de prepsito, o tom rata jutnficilivn, o Sr. Sergio pa-
ra Fernando, o reo iiupulou-lhe o rima previsto no
arligo 154 do cdigo criminal, fcil bode muslrar.
No tobemos, quo o bngadeiro Sergio foi n nucido
enromandania de Fernando pelo governo itanerial ; o
que cm uoiiaeoueiici.1 ilesas nomoacio pretiden-
tiin.-ivi.odo ministrada guerra, em que lhe orde-
nnv, iniiidaite dar pat.agem so referido bogadoiro,
em um navio da armada nacional, para aquella i|ha ; por
c.iiiii|iicncia donar a presidencia do dar paageiu ao
Sr. Sergio para Femando, ero motivo justificativo, de
propotilo, e smenle pela ra.io de quo a sua presonca
so tornava inopporluna all, aen, por sem duvids, dei-
xar do cumprir, scndo-lhe p-isival, una ordem, on ro-
quit90 legal de oulro empregado, que lie jutlaiuenlo
o que considera crime o cilado arligo 154.
M j Seubore, o ba cout evidente lie, que a presi-
danei poda mandar para Fernando o Sr. Sergio,
e qu conieguinteiiiente, o deixou de cumprir a ordem
imperial, uto fui por estes mol vos, que oreo, no sea
arligo, Iba qoit atltibuir ; mas porque, na verdade, nio
lhe lo i pottivel dar-lheexeuucao. A presidencia eslava
com tfteiio fundada nette aviso, a qne se refere o reo
i ni son artigo ; mas elle, longo de ter um pretexto, cu-
ino allirmou o reo, apunha lealmenlo na iupotiibilida-
de do mandar o Sr. Sergio para Fernando. Esseavilo he
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circular n* 75, de 17 de outnbro de 4845, qne eu pai-
to lr.
Illm. o F.xm.Sr. N.i tendn lidn lilleralmento
rseeutado o decreto n. 316. de 2 de oiilnbr.. d 1813,
que otabrlrcc cice navace do imperio, Dar eo
i,..i Icr dad i a genuina inteligencia ao artigo 5." dn
mencionad., decreto, e sendo envida sobre cita mate-
ria a Mrclo do : houvc S. M. o Im|,-r...J,.i par brm mandar dcola-
rar, qne onavios, deque o ciniipein aa diversBs etla-
fes navaes, lendo incumbencia especiaos, e nao pu-
dendo Mr considerados como estacionados em pmvin
ci Ignin, nlo devcm ser distraliidcs para servico rs-
(raiilm aa auaa rninu.it..'s, tcnlo i|tinndo para imn
lioiiTi-r motivo urgentiselmti, e sseim u exigir a man-
lenca ja ordem e irsnquilliJade publica da provincia;
comprimi, que, ntaae nico o.', sijs requisitado pe-
lo presidente ao coniniandanio da Nitela naval o na-
vio, qno fur precito, roiiimunioaiidn-ie-lho 0 destino,
que vai ter, para que elle pussa dar no respectivo roni-
iiki lui ji n ii-,., competentes inairiii'coi'i, aa quaes muito
conten n bem do .. r\i, qno por toa lia ar-jtn ila-
daa : quena navios das Cltldll ol,i.oes n&u poden ser
t-mprrgadus no trrico do registro do porto, c quando
scouiece, (juo, por motivo imprevisto, aeja necetsa-
rio algiiui navio para cnilliaiitc flin, ou mesnio para
eilnciniiar, su parliripe cal secretara do estado, pa-
i dar as providencias, qno mcllinr julgar, ou faxen.lo
dealarar, ou desligar daralnciu algum navio, mi envi-
ando- daqui, ano linnver dmponivil -.01100111110 com-
muiiioo a V. txc. para n ana intclligcucia o exoincfin
prevenindn-odeq.icS. M. o Imperador lia por moho rc-
coninieiiilada a Bel c religiosa observam ia ,1,, quo dis-
poc O referido decreto. Dos guarde a V. Exc. Palacio
do Bio dc-J.ineiro, em 17 di- o 111ul.ro de IS'io. Anto-
nio Francisco de tanta llolland Catatonnti do Albii-
que.Sr. prcsidculc.la provincia .Ir Peraambuoo. Cum-
pra-se. Palacio de Pemambooo, 11 de nuvembru do
1845 Pinto Ckickorro. .
Ora, pcigoulo eu, Seiiliores, reservando eata circular
apenas o nico caso da tranquilizado publica o exigir
para que o presidente da provincia possa lancar mi alo
mu navio dn ciscan naval, poda o presidente da pro.
vincui rcqni.itar ao cu......mulante da rstacS do centro
mu navio para mandar n Si Sergio para Fernando, su
porque o avino, qu.....sndava ilar paiMgem ao Sr. Ser-
gio, dina, .|iic .1 iiet>e em um navio de armada naoio.
nl ? I'aiece-mc, .|ue ningiHin o pod.i sffirin.ir, um-
et que talle no oIIio, que, su ministre qniteete t'.i-
icr uina rxcepcfo terminante ditputieau da circular
cuja hele religiosa obierreitola sereeoinmenda de par-
te deS. M. 11 Imprr dor, mandarla positivamente dar
ptlMgfm i-iii .un navio ,1.. eslaClucentral. Vede, Seulin-
res que a circular lie lo restria, que determina, que,
mesmo nonato de qne a irauquillidadc publica ruja
que n presidente lamo mo de um uarlu da aliacn na-
val, o reqnjsite ao respectivo coiiimaudaule, par* que
ele dea. precisas instruec>s. lineara... nculiiim
tro navio d'amiadi naoonal estalla netla pono,
ce-iiie iniOMt..lavel, que na., poda a pr.-.i.lcncia man-
dar o Sr. Seigio pra Femando, o que enineg.iinleiucn-
te na., hvnte omitaiu do ana parta. Se, poit, deixuu
o autor de oumprir a ordeui imperial nln fui do .eu mo-
lu propnn, e .un p.,r iiiniiv..., .,uc plenamente ojo.
"'"';", ...... contrario Mliima o reo no artigo acen-
sado, quando, duendo, que a prcsidrncls imlia a ata.
'*"" "" "Mao, a que te apegara, di 1 entender,
que ele aviso nlo a Uoculpav, o aaiica, que ella nao
niandavt o br. S. rgio pira Femando, porque a ua pre-
sera all sena luopportnua logo : o reo imputan tul..
mente a., autor .. 01 mo do artigo 154. D11 mtis o arti-
go oscguiuiu [lo).
Ku-aqui o quecomlitue o segundo laclo mencioni-
do no liucllo, o legundo Cflme imputado laltainenle
ao autor. O reo dnl.ra no srlio aecuaado, que a ra-
tio, por que a presrota uo Sr Sergio era iu.porluoa
em Feroaado; a rasao, em urna palavrs, porque o u-
toi deit.va d< tumprir a ordnii legal du minsterio, era
ler retaceo com a caa de industria, comuicrcio na-
veaai-ao e arles, etlabelecida eu, Femando, debaiio U
firma de Maitias & C: logo temos, que a presidencia,
tegundu o attigo.deua.ade cumprira ordem imperial^
por mleresse pesioal leu; poique, como diz o ailigo
memo, nao bsvia de concorier, de unios lavadas, par
iIcmi anli-11,,1 urna neguciacao lo bem comevada; logo
temoi, que o reo imputou ao autor o crin.e previsto no
TtigoSWf6. Euoleio:
Serio julgadospre*aricadore 01 empregadoi p-
blicos, que, por alleirao, odio uu coDlemplaflo ou
para promoverem iotercsie ceiiual seu recularen,
e demoraren!'a adnunilracao da justica, que coubei
nusuas altribui.ocs, ou ai providencim do leu olTioio,
que Ibei loiem requendsi por parle, ou exigidas pbi
auloridade publica, ou determinadas por le.
aVBtanW
2
T
o li-
pa re-
Mas.Senborei.aiDda re i.Aoci/rio neilai ai imputaCOM
teitat pelo roao meu constituiente; nio.Senborei.o reo
parece, que quix aggravar a oflema feta ao autor;
quu amootoar .clos sobro fados, cnmei sobre dimes,
so com o fim de desconceitua-lo na opiniio publice!
i> artigo Ismbem se cullige, que o reo (loipulou ao
ulor commerciar dilectamente dentro do diilricto
ondeeierceaiiuaiunccaei, em eflettoi, que oioiao
producvSet de seui proprios bem. quaodo asieverou,
que elle liaba ftiuilat relacdei com a o.ll de industria,
commercio, navegado, ele. eitabelecida em Fernan-
do, debaixo da firma de Martins 4t,,, quB nao .
dava o Sr. Sergio Aquella ilba afim ne nao concorrer,
de naos lavada!, para deimaotellar-ie urna negoc.aco
tao bem comrctda. K com eneito.Senborei.duer-se.que
a presidencia liaba muilai rtUo.s com a cna de com -
mercio, etc., importa o meimo, jueduei-ie, que M-r-
lioi, commtndanlede Fernando, estiva sbi cun um
eisadecommercio. que negocian em lumma, e que
o presidente era inleressadu nene commercio, era, em
urna palvra, locio de Martins; e o que be uto, lento
diter que o autor commerciava directamente em
Fernando? Ora, nos libemos, que a ilba deFernsn-
do be um presidio militar, onde te arrecadio elleiloi
diciooici por conta da naci, e quem pode dutidir,
que qualquer commercio, que de taes objeetei le fi/es
le.ierit um commetcio illicilo, i vitta do artigo 146 do
cdigo crimioal ? E quando metano, Senhurei.nao foise
feilo dentro do diitticto, em que o autor exerce ai
unceSes doseu officio.
O reo linda imputou ao autor um outro crime, no
rtigo aecusado, quando affirmou, que o diobeiro da
naci pagara os elogios feitoi a um minitro, o 11 in-
directas alindas aoutro. Vostabeii muilo bem,Senhoret,
que na lei do orcamento nlo ht quota marcada para
elogiar, ou ceniunr ministros ; logo o dispendio do
urna quola qualquer pin esse fim seria sein duvida
contrtrio lei, e aquello emj regado,quu o au'oriitsie,
neceissriamente commetterit um erime : or, dn duti
umt; ou he o tutor meimo, que ni quslid.de de pre-
sidente da provincia mindava der aalguem o diobeiro
da naci, pira pigar-lhe 01 elogios eitot 1 um mini-
tro, e ai indirecta! dirigida! i outro, ou nio-era elle
meimo, eiim outroi empregidoi ieut tubordiotdoi;
no primeiro ctio, vinha o autor 1 commetler o crime
preiisto no irligo 142 docodico criminil, por exped
umtordem msnifeilimenle illegil: noiegundo.com-
melleria o crime cliificedo no artigo I ->9 4, por to-
lerar, que leus subordinados fizessem umt despezt ille
gal, pelo interese de serum ministro elogiado, e outro
censurado : logo temos, que o reo, em qualquer doi
caios, imputou io autor um crime publico. Ja ved*,
pois,Senburei,quc voi lenbjprovado,queo reoimputou
ao aulor os fados mencionidoi no libello, que eiset
fados consliluem crimei publico!, em que, a avista d
artigo 74 4 do cdigo do protesto criminal.cabe a ac-
co popular, ou procedimento oflicial da justica: pro-
vado, pois, e*la, que o reo calumniou o aulor, na qua-
lidade de presidenta di provincia. (Ira, que o irligo
aecusado se dislriliuio por maisde 15 peisois, consta
dos autos, e o reo o confeisou : logo provado eiti, que
o reo commett.eo o crime previsto nu srligo '131 do c-
digo criminal.O ro.Senhores.ouendeoo tutor naquilo,
que elle lem do mait cbsro, na tua probidade ; im-
i'utou-lliR prevaricis 'i, que nio podenio deixir de
manchar 1 su reputacio, se onem reiei : nio en,
poii.possivel, que o autor deixasse pisiirdeiapercebidt
mente lo grive iinpuUtS-s ; e eil a rasio, po rque.
usando dn recurso, que a lei concede todo cidadio,
It apreienla hoje,nesle tribunal, por seu procurador,
re Liman lo, que t espadt da iusliei reciia lolire 1
criminosa cabrea do calumniador, que lio atrozmen-
te o irfmiou, sem que entretanto b^ja em seu proce-
dimenlo o minimo deejo de perseguir. O autor, Se-
nliores,quando se rciolveu a chamar i responsabilidade
o autor, ou reiponsavel do artigo aecusa lo. nio libia
quem elle era; ignonva te era Joaquim Bonifacio, ou
oulro qualquer individuo;chamou a jui/.o o edilor, para
..presentar a lespon- lillnhiile ; e por.|U oise oreo O
responsavel, dirige contra elle a sua iccusscao, da mis-
ma sorle, que a dirigira contra outro qualquer,queap-
parccesie como responsivo!. Ja vedes,pois,Senbore,que
um lim nolre dirige o aulor, qual o de defender a tua
reputacio Pan conhecerdei, Senhures., a rasio, qu*
aisiile ao aulnrm prsenle acruiacS >,basta,que vo col-
loqueis na sua posico; figurai, Sanbores, um homem,
que, teodo nascidj de pais honrados, e recebido uina
educaco apurada; que, lendo servido i n*(io por lon-
gos annos, sen.pre com hunra e zelo, desde os primei-
ros lugares de nugisltalura at o de primeiro ministro
la cora gem que em toda essa publica e longa cor-
reir foise urna 10 vez la honra pota em duvida le
quer; que, lendo constantemente merecido a eslima e
considerado do seus cuncidadios, i ponto de ser eleito
oS VcZr U"|0 litu ii [<: uu O.ll nu pGr d III U.IOL.09,
I que nao lleve o berc ; que, leudo, em una palma,
alravessado lanas viciisitudes polticas sem nunca ha-
ver se maculado, ... id, pela primeira vei, sua repula
cao atastilliadi por um fulicuiario, a ponto du ter pol-
lo de prevaricodor : e decidi, se era posiivel, que se
deix.sie desensibilisar em extremo, e nio procunne
no recurio di lei um deiafogo sua magoa, una ta-
tisfs(io a lio grave oflensa. Eu icio, que qualquer de
>')s,i. 1 loci.lo.'ii. idenlieaicircumstanciBS.obra'ia da mes-
illa tutte, e he quaulo basta, para que meperiuada.que
voscompenetraieisda rsao,io..i queonutoraccusaoio:
Senhores.oautors exige dcvsjusticajellenioquer
meimo, que attendois a tua policio social, assim como
espera, que vosnio deixeii levar de quicsquer nutras
coniideracea; considrrai lmente, de um lado um ho-
mem oflendido em sua hunra, de oulro um calumnia-
dor, e julgoi legundo a vusa consciencia, lendo di
ante dos ulhos o juramento, que acabastes de prestar.
Agora n -i-i me demooslrur, que o crimo le acha reves-
tido das circunstancias iggravantes, que menciooei no
libello...; mai antes de passara islo, cun.pre me anda
expor algurnas cunsideracSes. de que me ia esquecendo.
Senhores, niu obstante sitch. mu claras ai impulacOes
leilas prlo reo ao sulor, todavia o aulor, que nio quera
perseguir ninguem, e ssim arted.,r de sobre si a uodos
de prevaricador, antes de dar 1 la quena, cbtmou 1
jui/ooro, para dar explicaiocs sobre oificloi imputa-
dos; rnai o reo, que so tmha por fim injuriar o lutur, nio
compareceo em juizu, deixuu correr o proceuo rove-
lia, e, negando-se asiim ssexplicocSespedidii, conlet-
iou todisas impulacSes, quedoartigj acusado te de-
duiem, e ficou iub|eito, na forma do arligo 40 do c-
digo criminal, i; penai da calumnia. Pi.tlo estado, o
quoc nvinba 10 aulor, senao proseguir na aecusarao,
chamar aoi tribumei aquello, que te nio btvia querido
explicar, para que calumnia granaste, e (Osle loma-
da como urna reslidide, e lancar mi de lodos ot rocos,
que 1 lei Ihe facultan p ra desaggravar a sua hunra ql-
fendida ? Cerlo, que Ihe nao eslava oulro recurso.
Ptisarci igort, Senbore, a provir ticircumitiociii
aggravantes. A primern be a do 4.' do arligo 16. iito
be, a de ser o delinquenle impedido por um motivo re-
vedo, ou Irivolo: Senhures, o autor nunca vio o reo.
A outra cirrumslsncia he a do 7.', islo be, a de
haver no oflendido 1 qualidido de tuperior dodelin-
quente: que o autor he superior do reo, ninguem po-
do duvidir ; o autor he o presidenta da provincia, be t
primeirt autoridtde della ; logo o reo be teu tubor-
dintdo.
A ultimt circumitancia be a da premeditacao: o fas-
to de haver o reo calumniado ao autor por meio da
imprenta o demonstre, pois be libido, que entre a re-
dicclo de um etcriplo e a sua diitribuicio nio podam
deiiar de mediar 24 horai, lempo necesiirio pira a
compoticio e impretslo.
Eii, pois, Senbore, demonstrado, que o reo cilum-
niou ao autor, com ai cireumttaneiai iggrivtntei men-
cionadas no libello,e que conseguintemente deve lofTrer
1 pena no mximo.
Espero, portsnto, a viitt do que voi tenho expendi-
do, a comlemnacio do reo, na forma pedida; com o que
cumprireit o voiso dever.
(Confinnar-n-Aa,)
90
Variedades.
feilo
este commercio sobre objecloi ntciootes, o aulor
niodeiiaru por uso de ter criminlo Oreo niodiz.que
eite commercio folie tobre efleilot produiidoi pelos
propr.01 bem do tutor, o parece me, que ninguem
ignora, que o aulor nio lem nett. prov.oc.t bem ip-
piteados i algum. prodcelo, com que
por' co""'
firmou
loi
eilo
nio lauta imano, que o reo ex.sl.sse;coosuguiiilemen(e
que motivo poda b.ver, pan que o reo calumniaise o
aulor Qualquer que ella eja, nio pode deiiar de ser
frivolo, uu reprov.do. A regunda be t do 5.' i.to
be. f.lta de respeito i idade do oflendido. quando eile
Or mus velho, Unto que puna sor pai do offensor. Ea
ti circumilsncn esta prov.dt. Dos autos consta, que o
AS mudam;as.
Ai mudanjude eisi, que ni nona Liiboa te uiao
pelo natal e S. Jlo, lio ttmbem urna certa modt
croio, que o orio itmpre maii, ou menoi em que
influem diverts circumstaneiii, segundo 11 pocas. A-
gort, porexemplo que domina o gosto de construir ci
ia que he realmente muilo bom gosto, tttim Deot
o fructifique e augmente a influencia, que preva-
lece ni moda, he de ir aiiislir pin casn novas.Al-
gumas estio apenas cometa lis j leem alugador, o nio
bt nenbumt, que, depoii detctbtda, teobi licido por
ilugir. Nio ht de certo melbor incentivo pira aedi-
ficacio.
Hi muita gente pira quem ti mudtncti be a peor
rotiss, que pode biver; mu, em compeniiclo, bt oulrt
lana, para quem isso be a couit maii igndtvel dn
mundo Para oivelhoi a mudanc be tampre incom-
uiodi, impertinente e bem escusada ; ptrt 01 donoi de
em be tempre dispendiosa, prejudicial e aborrecida ;
pan a mondado be divertid, esperancosi e quasi tem-
pre desojada ; apara muila gente urna necessidade.
Algumas semanas anteriores, ou posteriores mu-
dan..., mui diverm impressSes agito os pertonagent,
que figurio nellt. Nestt ra umt domelli meigt dei-
is um viiinho tmavel, cuja janollt do atguao era poito
querido de atiltia vigilante, que, apeztr di oltssici
cortina, espreitavt cohicoio 01 teui gentil movimen-
(01: ote nio be don?elli lera cozinbcirt diligente, que
cem vetei no dit lem cousts, que pendurar na tuja ro-
tula, e a quem o curioso espreilt at voltts, que distin-
gue a custo itravs dos raros, o meimo 10 frouxo di-
rn da taciturna candea,
N'outra rui urna joven formoiurt vii encontrtr na
meima varanda, ao seu lado, um morador elegante, que
a encara iio no primeiro dii, que t espen no legundo,
que Ihe lorri no tereciro, que Ihe moslrt um bilbete no
quarlo, que Ib'o entrega no quinto, e que do oitivo em
diante paisa os din di cannicula.e ts noutei do interno
encostado a incommoda divisio, que tepira a va-
rauda, em amorosos colloquios com a tua querida vi-
lioht.
Outra terrestre deidade, que monva n'um primeiro
indar, onde meia-noutu ( a hora fatdica dos poetai)
fallavt commodamenlo a myslerfoso quebrt-esquinai,
que Ihe rondavt 1 porta, I .i vai, n'uma tenivel muden-
ca, para um lerceiro, ou quaito andar, donde lem que
proclamar a toda a ra ni seus tegredoi amorosos, e no
lim do rnez, ameacidi d'um eifalfamento llciobrigtdi
a fugir do ir di ooule, e perde com a side a piciencii
e n amsnle.
Timhem as vezei, quando piredet-mein, n'um ler
ceiro indar, dous nsmoradosie enlrelem bocea da
noute em secreta convena be di mais ioiupporltvel
quigila mudir-ieum dellet parto l. andar, denan
do a estrella do leu l.orizonte de amor vertical tobre 1
cabeca, e que para miior desgnea, impertinente ta-
cada do segundo andar atrevida Ibe eclipsa.
As mudancas sio realmente um desaponltmenlo !
Um pnbre moco que comecan hontem a olhtr pan
umt furmo'urt, que vire muito locegada 1 urna mel-
la pasta boj., puntual mesmt hora, na esperance de
ver correspondido o cirinbo, com que a olhira na ves-
pera e quando, com um semiiorriio noi labios gra-
cioso!,illuoga 01 olhoi vidos ptrt 1 esperaocota jtnella,
enconlra urna pela vrlha, livsn.'lo 11 Vidrien, ou fi-
guri quejenda e ve 01 trastn do novo morador tubin-
doteicadt. Ilivia din, que ts casas eilirio alugada,
e o trille nem pelos escriptos- pode rtber que
incgnita belleza, que talver nunca mait lorne a ver
ia mudar de can, pira farejei-lheo raito.
Nio noi lembremoi, porm, nicamente doi negocios
amorosos, linda que estamos em idade de dilio tra-
annos- pois, por miis que Itcio calo ni piciencit,
podem produzir-noi mais nbugicet de velho beque
nioconieguemde nos : li cbgtremoi, e talvez en-
tioiojamoi menoiiniupporlaveii do que minios .
talve; mu, em quinto esse lempo nio chega, deiiem a
chacun ion a/faire.
Os inconvementei dai mudancas to ioumertveis e
de lodo o genero. A louci. que se quebr 01 (rules
que se desconcerlio, 11 miudezu, que t perdem nio
teem cont nem fim ; 01 incommodoi de denrrumar
para tornar a arrumar a ftdigt, ni pbrenitit 01 rt-
Ihot domsticos sio um nunct tcibtr. Anda que o
diladodu- quem curre por goilo nio etnn.comtudo
eu creio
Ai modaocii em fim serio muito bou plr|.
ceneiro, pira ai fibrieit de vdro, pira ai |0u i",r-
ca, pira o armador,'pira todoi quintos qui,.' "
mu, te quem te mud meJilisie bem primeiro Mk '
que pin ti be mo o muilo mo. Noiou pini!"'1
do laimr fairt j'ai ma tcotiomit a moi, pn iut^
hei de concluir, tem dar um eontelbo custt b "
mait de quitro vintem ninguem di por elle ,""-0'
parte dot que o lerem nada dirs : ningue at m"!'
tem neceuidide urgente ; anda ataim, deve oriol*'
ro calcular bem ca proei a praeilsot do pino
dar. He conielho do rapaz, mil he de amigo.'
(Rae. Univ. si.)
POLICA CORRECCIONAL DEPAR|$
5i'o dt 29 it outuoi.
Compirerflrio 00 banco correccionil de Pin', j
libn, marido e mulber, tecuiidoi do meaditirlea "'
t : ot doui te approzimio com pasaos rs*m|" '
9-se mutuameote, a mirindo-aa com o|aol ,01,
seibos,
vidiitmo
sustendo-i
ternecidoi.
Presidente ao maridoliareis mendigado ?
Accuiado, apontaodo para a mulber Sio, Stoh,
por cama della- '
O preiidente mulber E ti baveii endiisi.
ttmbem ? ,m
Accuiada, apontando para o miridoSir, loretaj.
delle.
O dous esposos olhio ie e eoiugio urna Itgrmi
AeouiadoBem liberis, Sr. prndente, que btit).
posiivel viver tinto tempo juntoi, sem que cidi tu
efflije, vendo tut mulber com Tome. Nio pude niittir,
este espectculo, o ped. A primeira vez a miab i(\\,
comeo, a tegunda Itncario-me a uoha.
Accuiada Um da vi a meu marido enfermo; fI,
preciso comprar urna tittoa, e nio btvia em eatavtsr
urna de cioco. Entao fui A galera (Jos pinonan, *
umt senbon caritativa, urna seohori mui linda, qi,
vende formosos abanicoi em urna lojt toda guarnecida
de ouro, me deo urna etmoli; comprei mal e niltis
e me ficou um toldo ptrt po.
Presidente ao aecusadoTendea officio ?
AccundoQue oflcio queris que lenba coa 80
annoi ?
AccundiEu c por mim.tralei de occupir-SMw
ilgumt couia ; pus-me a levar pi, porem eirga m
muito petada ; fomot pedir que fuer a urna fabrica da
alvaiade, onde se morre depresn, e nio noi quizerio.
Eolio me puz a eosiosr gallinhai, que vinbio coonr,
mi, pira vend-las sos Isvrtdores ; porm o senhorio
tebou o officio mui pouco, e nos poz nu meio di rus,
AccundoOh .' te nio fra por isso nio noi eneot.
trsriio fon de em, sempre temos tdo animo... totes
de ser lio velbot.
O tribuml coodemna toi dous em tres das de piulo,
e ordenou, que, cumprida a tenleoca, teji conduiidoi
i um asylo de mendicidado
[Peridico dot Pobnt no Porto.)
COMWIEHCIO.
Alfandega.
Rbhdimuito do du 5.................8:840l3
DttourrtfOo hojt 6.
Brigue / tven Lanmerced ur ias.
Ilngiinlanatio ferro.
IWPOBTACAO.
IGNAZ10, brigue ceeiliano, vindo de Liverpool
entrado no p. p. met, t cunsigneceo do Frederico e-
billiard, iii.inife.luu o seguinto :
12 cusas faxend.t d'algudio ; a Honry Gibson.
19 \ I1111eladas.de Ierro embarras e feixrs, 6 \ dilss
ililo em ercoe, 11 ditas dito em folhee; a Antonio Ve-
lentim ds Silva Barroca.
bU barra inantoiga, 1 fardo hiendas de lia; 1 Jataei
Ci.ek.iiolt C.
TI lardo e 4 caixai fazc11d.11 d'alcodis; a Deat
Yonle & C.
17 oaixai faxcnd.it d'algudio e liuho; a Juhntlua
Palor & C.
1 barrica loucs ; a John Stewarl.
5 toneladas e 10 quintaos du ferro em barras, 20 te-
Heladas do car vio; a C.Slar & C.
1 caixnclutai; a Kidgway Jameiaon & C.
3 brrioaa e 1 caita frrragena, 1 dita casias, 10 far-
dos o 2 uaix. fnendas d'algudiu; a oo Ki'iiirur-
II.7 & C.
LEFkN-LAN, brigue ingles, viudo de Glasgow,
entrado 110 p. p. mei, a (mutignacao de Adsin.uuHowio
d C luanilrituii o eguinie; .
300 cimpa de fugdct, 15 barricat tainptt pira osmoi-
mul, lOOpe.ot para b.ileiica, 0 barricat forr.gea; 1
Joliniluii & Nttli.
40 toneladas de rrvo do pedra, 4 barricas eervrja,
200 dilas lariiib.i do trigo; a ordciu.
1 cana l'arinlia demilbu, 1 dita connerrai, 1 dita
qui-ijos; a Willitm Reid.
3 barricas drogas, 1 dita cainn has pan pilultlj 1
Vean. Bravo & C.
1 barrica looc.i, 1 einbrullio faxendaa d'algodlo o lais,
1 dito ignora-se; a HidgWay Jarooisun & C.
2 fardos e 6 esixoa fax. iidaa o'algodo, 5 ditas chalet
din., 2 cmbrulln ignora-e; t Jol.o.lon Hlor > C.
77 tardo c 04 1 anas faMnd.a u'algoillo, 1 dita ti
fardo lenco dito, 13 c.ix. c 1 fardo laxeiidas do liuho,
4 eaixaa viulio bespanbol, 26 gigos luuea, 2 eailis pil-
ilos, G cn.brullius ignora-so, 2ii0 barricas ceneja, 400
harria plvora ; a Adomsun H.iw.e C.
f
Consulado.
IBendimento do du 5.
Oeral........
reo nio teta manque 26 mnoi ; entretanto que c
lorlem 40 ptrt 46tnnoi; eu nio Irouie s eerlidi
idtde do autor, por elle a nio ter; mis tpresen
8,6",18'.7'im,0K'.",'0"0,, POr00de C0D,la' 1
181b. 1817 e 1818 11 o aulorlinoue.nl... .1
o tu-
que quem se mudar, nndt que teja por
leu gosto nio pode estar muilo descansado.
Ha tal, que te muda por economa: poupa qua.ro I p,"'.:.,;........................
emeo ou ten na mudenca-, perde umtt pouen no que
e Ibe quebrou mioda fizer etteiai notat, tal-
vez pinturii, eoseu quarlo forndo de papel que
be circumitaocii obrigadi andt-lbe ludo por tuai do-
.ue em
tutor Itequenltva auln de
que es um rugo no eco
....dio delf0".'! mor,odo em ------Oh I Adam
.d.de do.utor. por elle nio ler; n... .presento eisesl5"1"11 !
Outro nio presume de = economtti = mis de = ho-
mem rerio= ; comtudo, t porque tppeleoeo ctni no-
vn, mudt-ie donde etlsvs bem, e gula ros de diobei-
ro pora decortr a nova hibitteio, poique atrs de um
vem outro appelile iem que Ihe pme pelt ideit, que
ludo aquiilo be nem miis nem menos ums eilrsva-
gancis.
..............
2:688*430
7,o7l
145#860
3:536*861
iluvnieuiu do i-ono.
A'atiio tniradot no da 5.
Liiboa ; 28 din, brigue portuguei Coneti^o-it-M-
rio, de 239 toneladas, ctpitio M.noel di Costa Na-
e, equiptgem 18, carga vmbu e mais ginaiot; a
1 bomiz de Aquino Pooseea.
Tem-Nova; 27 din, brigue inglez Emyditt, de 2Tt'"
looeledit, capilio Arcbbald Brvwn, equipagim 16,
urg bicalhio; a M. Cilmoot & Compaobia.


patagonia ; 38 diss, barea ingina Wtit, de 364 to-
aeladis capillo R. Bowi, equiusgem 19 carga
guano ; ao eapilio.
Navio sakidos no meimo dia.
Liverpool ; galera ingleta Columba, capilo Daniel
Oreen cargt auuear e algodio. Paiiageiroi, Sr.
Coibett, comaua seobora, 4 filhoa e 1 criada, Sr.
Kenwortby.L. Bruguire, A.Villeri, Vao Sorsten.T.
Nash.
Arciy ; brigue branleiro F$lit, capillo Aleundre
Joi Alvei. e""g* arinha.
dem; pataeno bratileiro Tru-*~Marco, eapilio An-
tonio Albino daSoota, earga varios gneros.
Porto; patacho porlURUer M aria tj Jga quina, capillo
Manoel da Coila Silva, eargs assucir. Panageiroi,
Joio Joi de Souia Brilo, Brssileiro; Mareia Ade-
Uit de Oliveire, Poilogaeza.

Ueclaragoes.
I
M Oescrivioe administrador iolerino da mosa de
rend* inlernai provinciaes avisa a tudoi o* Sn. pro-
pietarios de predioi arbanot doi tres biirroi deila ci-
dide, e da povosclo doi Afogadoi, que, no dia 3 do
correte met, le principiarlo a contar o 30 din para
o pigimenlo, i bocea do oofro, da respectiva decima do
ifgundo lemeilre do correnle inno fimneeiro de 1845
11846; que, lindo o referido praio, eitio incunoi na
muli de 3 pnr ceoto tobre o valor de leui debiloi.
Men de rendn inlernai provinciiel, 5 de junho de
1846. /oso Guedt* Salgueiro.
= Perinte a adminilucio geni doi estabelecimen-
(oi deearidide, te bio de arrematar aquem mail der,
e por teospo de Ire nnoi, eontados do 1.' de ju-
Jho prolimo futuro em diante, ai renda doi predios do
'vJrynonio doi meimoi eitabeleoimentoi, ibmo de-
lirados.
Bairro do lleci/e.
Buido Aieite-de-Peiie, n. 1 ; dili doi Burgoi, o.
2; dita do Encantamento, o. 3; dita do Amorim.o. 18;
dita di Modi, n. 31.
Bairro di Santo-Antonio.
Ra Direita, n. 4 ; dita do padre Floriino, o. 5, 9,
45 e 47; beceo da Cervalbs, n. 5; ra do Faguodei,
di. 32 e 34 ; dita de S -Jote. ni. 5, 7 e 17 ; dita alri
di dita, n 11 ;dita de Manoel-Coco, ni. 30,34,36 e 38;
dita dn Cinco-Pona*, ni. 70, 116 e 118 ; dita da Vi-
rielo, ni. 19 e 26; dita de Hortu, n. 29;dita de Siota-
Thereza, ni. 5 e 7; dita da Boda, ni. Se 9; dita do
Cillibouco, ni. 2e 18 ; travesa do Cillibouco, n. 8 ;
ra Nom, n. 48.
Bairro da Boa- Villa.
Ba da Gloria, n. 65; dita da Alegra, o.. 5; dita da
Cooceicio, n 8.
Ai peiion, que le propozerem a arrematar dilai ren-
ds. poderaS comparecer ni sala dn leudes da admiois-
tricio gersl, na ra doi Coelhoi, casa numero 4 no
dia 8 do torrente peta* horas da larde mum-
dn de seui fiadores; adferuaa-ieaquello* loipiliaos,
que nlo eitiierem em dia com o pagamento dis rei-
peclivsi rendas, que nlo podero de novo arremta-
las, sem latiifizerem seus dbitos.
Admioiilrscio geral dos eitsbelecimentos deearida-
de, l.*de junho de 1846. O escripturirio, F. A. 6a-
taleanli Coumiro.
= Peraote a meima adtnioistraelo, no dia e horas
scioia deiignidoi, le ba de arrematar por lempo de uro
iodo, contado do 1.' de julbo prximo uiuru, o iu-
car, que ie houver de aitrahir do luro das caixn, fechos
e birricn, que se inspectarem no relerido tempo : os
pretendentes deveraO comparecer munidos de leus fia-
dores.
Admioiitraclo geral dos eilibelecimentos decarida-
de, de junbo de 1846. O eicripturario, F. A. Ca-
valcanli Coumiro.
. Theatro publico.
IIOJK. 6 DE JUNHO.
O Sr. Walter, cedendo aos pedidos de alguns Senbo-
res, que o bonrlo com a sua estima e afilelo, tem re-
sollido offerecer ac respeitavel publico delta eidade
umi representlo de mgicas, jogos malabares, equi-
librios Indianos, epbtoiasmagoria, quesera aisira di-
vidida :
1.* PAUTE.
Linda e magnifica variedade de pasiageni pbysicas, e
metaniorphosei.
JOO DE PRATOS REDONDOS E TRAVESSOS ,
E BACAS DE LOligV,
que serio atlrados ao ar i urna extraordinaria altura, e
aparados pelo Sr: Walter, em a ponta de urna flecha de
dous palmos de oomprimento.
3.* PARTE.
O Sr. Walter, presentes em o scenario quaeiquer dos
espectadores, que o qulierem. Tari diversas llgelrezas
manuaea, bem como a de RESTITUIR A Ud GALLO ,
oua oulra gualquer ave A CAUKCA, quolbehouver
ido corlada por slgum detses espectadores.
3.' PARTE.
DANSAS CAMPESTRES,
por um senbor e urna seobors.
Sr. Walter deiempeobara marsvilhossmente o pa-
pel de
MARUJO BEBADO,
sobre peroa* de po de seis pe de altura.
4." PAHTE.
Dar flm ao espectculo umi bella
SCENA PHANTASMAGORICA
de viole e cinco lombrai difiranles, que augmentsrd
e decresceao gradualmente, sempre a compaco de m-
sica ; a que scabari com mostrar o Sr. Walter os di-
versos loiectoi, cootldS na mals clara o pura gota de
agoa potavel.
iV. B. Os mtervsllos serio preenchidos com mu bar-
monioiai e escolbidas pecas de msica, eiecutsdss por
urna orcbeitra. cuidadosa e caprichosamente combi-
nada. .
O* precos doabllbeles de esmerte serio os do cost-
me; es de platea, porm, variara a ''d =' M"
pelador**, que es oblerao pelo preco geral de >0UU'S.,
nos lugares, onde leem sido vendidos os do Sr. bulln.
O espectculo pna mo, qur pelo dos Chiooies, qur pelo de amitos '"
phabetoi, etc.OsSrs. snignantei podem mandar bus-
car o exemplires, que aiiignlrio, a raiio da 2 000 n.
cada um, na livraria da ra di Cruz do Recita, n. 56,
onde tambem se veode a misma obra, sssim como na
praca da Independencia, livraria, ns. 6 e 8.
A's pesiois, que compraren cryptogrepbia reve-
lapaalodia 6 do correte, obriga-ie o eieriptor a
explicar gratuitamente as difliculdidei. que nella posiio
encontrar,declarando ollas leus nomos oo lugar, em que
comprarem a obra.
Avisos martimos.
Para Liiboa sai, impreterivelmente no dia 13 do
correte, a eicuna portugueta Flix Umo: para car-
ga e piisageiroi trata-ie com o capillo Joi Francis-
co Meodei, na nracs do Commercio ou com o con-
signatario Thomat de Aquino Fonieca ni ra do Vi-
gario o. 19.
ase Para o Cear ni, com brevidsd, o patacho Bil-
lita-do-Sul, recebe carga at odia 10 do correnle;
quem nelle quizer carrejar, pode tntir com Manoel
Nuoeide Mello, ou cum Jos Joiquim Ciroeiro, na
ra da Crui, n. 43.
= Freta-ie para quilquer porto o biste ConceifUo-
Grande, fahricido de novo, e promplo a.receber carga,
de lote de 38 tonelada!. Tundeado no Forte-do-Matto:
a tallar na ra do Vigario, lo ja deeaboi de Luis Boigei
de Siqueira.
Venderse o muito velei-
ro brigue-cscuna americano
Cumberlaiul, de lote de 164 to-
neladas, forrado c encavilhado
de cobre e prompto a seguir
viagem a qualquer parte : os
pretendentes dirijo-se Ma
theiis Austin & G., ra do
Trapiche, n. 56.
Para o Rio-de-Janeiro seguir breve o patacho
Filieidade, por jl ler lastro ; podendo, porm, receber
carga e escravoi: quem pretender cirregar, pode tratar
com Amorim Irmioi, na ra da Cideis, n 45.
l'ara o Havre pretende sahir, at o
da 15 do correte mez, a barca franceza
Basquej recebe passageiros s mente, pa-
ra o que tem excelleutcs commodos : os
pretendentes dirijo-se a B. Lasserre &C,
consignatarios da mesma, na ra da Sen-
salla- Velha, n. i^8.
Leila.
O leilio de livroi, aonunciado para boje, 6 do cor-
rente fica transferido pira outro dia que se aonun-
ciir.
Avisos diversos.
enn-
o
PUBLICACA L1TTERARIA.
A CaTPTOCAfHA HVILADA.
Este importante e curiosa obra tem por fim
nir, niosaeicrever de um modo obscuro, eo
Vio-bem a decifiar ai eseriptur.ifeilii.qurpelo lyilema
de J Cesar.quer pelo de lord Bicon.qur pelo deScolt,
qur pelo do conde Grofeld, qur pelo dos divisores,
qur pelo do Ulegrapho, qur pelo do parallelogram-
Para cir, se poder srrc-astsr o etVRtntd (Wrn
perguntaa a administrado geral doa eilabeleoiuieutua
de caridade.
!. Se o furo aer feito oora n verrutnii o cannna,
que a aaieiubla provincial determinou, uu eom ai di-
que usau ui acluaei orreiuatantei.
2 So ni arrematante! ilotciu extrahir dun libras
d'aiauvar doa furua, como marca o rrgulamrniu da luc-
ia d<> consulado, ou o que podereni e quierem.
3.* He, entrando una autundade praieira como aociu
naarreinalaciu, poder impedir quo ae nao ollio parn
o iau<:ar, que ae extrai.
&.* Se o adiuinialrador da nsea do cunsulado, ou o
nuifcreule puderci rrnmvrr u guarda, ou bel pra-
xer r'.ncrciu o que pruinniemenle ac tu.
5.* Finaluienle, se poder|6 <> gricullorc enego-
oianles quelxar-ie do proveaau do furo, ijunndu for vale
feito de iii.iiicha a deixaa 6ea| aa eaixai f.-ulioi,
O iiiimijo da trn/ienncias.
O LIDADOR.
Preciis-ie de urna ama forra ou captiva que
tenba bom leite ; na roa Direita, o. 10.
FredericoGreweniti, lubdilo meckleoburguex,
relira-se para o Rio-de-Janeiro.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 3 do
largo do Terco por preco commodo : a tratar os prs-
ca da Independencia luja n. 3.
Di-ie diabeiro a premio com peohores, meimo
em pequen quintiai; o ra do Ringel, n. 11.
Ni bolics da rui do Queimado o. 15, iluga-ie
olerceiro andar por cima da oieima pintado, caia-
ao e concertado de pouco.
Cjuem annunciou querer comprar duai pedris de
filtrar agoa undo inda queira dirija-se a ra da
Hrais, n. 32. No mesmoarmaiem vendem-s* 4 pipss'Cormo.
- Precisa se de um csiieiro para venda, que d fia-
dor a sua cooducti: no paleo da Santa (Juz, n. 2.
oio.faiem-ie.pelo melhorgoitodsmoda e a preco com-
modo, veitidos de leobora gravitas pira borne ns, e
lodis ii qualidadei de costuras, coro breiidade e isieio:
can, n. 30V
Faiem-se colxSo elsticos eom todi a.perfeicio e
promptidio, concerlto-se os velboi e f*i-ie tam-
b"m qualquer guarnido, ou furaciode issentos, como
cadeirai, io'Ii, mirquem, de balanco ou de qualquer
modo ou feitio que icja'.timbein tefai qualquer cortina-
do, como de cama, illa ou armacio decamarim, em-
linituilo quinto for concernente a lapeeirii, por preco
commodo: na truena da Concordia, o. 13, atrado
proprm pira agoada de nasio.
Precisa-sede umou doiaprrndizei de chirutei-
ro ; em Fra-de-Polis, ra do Pilar, o. 94.
O Sr. Luizde Oliveira Lima ten. una carta na
ra da Crui n. 60. primeiro andar.
Boje, das 9 horn em diante e amsnbia ( do-
mingo) bavera carno do carneiro muilo gordi, < mui-
to em conti na ra larga do Rozario acougue novo,
n. 38.
Boje, 6 do corrente pelo juizo do civel di se-
gunda vira por evaculo de Jos de Olivoiri contri
Joio Jicinlho de Medeiros, so ha de irremilar o eicra
vo Joio de nielo Angola por se achirem findoa o
diisda lei ; quem nelle qui/.er linear, pode dirig r-se
a can da reiidencu do maimoSr. iuii do civil.
Offerece-ie um moco portugus para criido de
ilgums em ; o qual tem pritica de coiinba a excep-
cio de minas : quem de leu prestimo te quier ulili-
nr dinji-iea ruado Collegio, venda o, 21, ou ao-
nuncie por eita lolha.
Precia-se de um csiieiro, de 12* 16 snnos,
que tenbi pratica de venda : narusdaCrui, no Re-
cite n. 66.
l'ranciico Antonio Perein Brsgs, nJo Ibe sendo
possivel dir reiposta ao annunciode Manoel Joi Mar-
tini, inserido nelle Diario de '29 e 30 de inno por
incoinmodo de molestia o lar por me o de urna
correspondencia aonde o publico icreditari o dolo do
dito Martina pata rom o annunciinte Braga, e en-
tio le espressir e meimo limpira urna nodoa que
cada vea man Iba ifTiige, al se eipressir, como o mei-
mo Mirtini be merecedor.. .
Jos Xavier Fiuslloo Ramos mudou a sua resi-
dencia da ra Nova par. a do Aragio do bairro da
Boa-Vista, n. 27.
No liecca do Gampello cas* da esquina, por ci-
ma da venda, primeiro andar lava-se e engomma-se
roupa, com perfecto e por preco commodo.
Pergunla-se aos tigiai do reniilro se loi perio-
lisadi a le que p5e sob mi vigilancia ai csrtai nao
sella,las e enviada! particularmente ? Se bi alguma
el que os autoriie a ler asentas remetlidis abeitas?
I', finalmente, ie est nuiou alvedrio o impr n multas.
O eurioio io/fridjr.
Desejs-ie nber onde exilie o Sr. joaquim Pe-
reira natural da Ircguoia de S. "ebaililo de Pedrei-
ra da eidade de Lisboa filho de Antonio de Jess ,
e de Genoveva de til; o qual suppe-se existir nesta
provincia.
Vicente Jos Corris despedio o seu csiieiro, Ri-
cardo Jos de Freitas Ribeiro.
Perdeo-se, ni noute de -4 do corrente na rui
da Cideia do Recife deide o Herco Largo ateo Cor-
eita oo Aracaly ,
, e a quizer resti-
tuir, leve a ra da'Madre-de-Deos, n. 9, que te gra-
tifican.
A luga-se urna cais t rrea, sita no bairro da Boa-
Vista na ra da Alegra, com 5 quartoi, sala for-
rada, corredor independente coiinha lora, quintal
cacimDi aiha-ie csiida e pintada de novo, pelo di-
minuto preco de 11,000 rs. roennei : a tratar na ra
da S. Cruz, n. 38.
VISTA
Concertio-ien alampadas chamadacarcellas.com
machina, com toda a peileirio e promDlido, e por
precos commodos .* na travesa da Concordia, n. 13,
itrai do Cirmo,
A livraria da esquina do Collegio
reeebeo pelo .4rmori'f, eotre outus obris de direito
publicadas i-Louoii.u.-.ta em Frsnc, alguos exempla-
rei da leguinte, muito importante sos julgidore e sd-
vogados :
Tratado theorico e pralico dsi provsi em direito ci-
vil e em direito criminil, por M. E. Bonnier, pro-
fessor na faculJade de direito de Pars, e advogsdo no
tribunal real-im-1 vol. 8.', de mande 700 piginas.
Neata obra o autor relere-se aos cdigos ds! di-
versn niedes, inclume o do Brinl, faiendo um juizo
comparativo delles em miteris do provas.
Precia-ie de urna peisoa, que lej iliinpidi, pira
eeocarregar da cobranca de dual leltril de 800,000
n., ni comirc de Gariubun: na ra da Caden, loja
n, S, de Cunha & Amorim.
Preciis-ie de um moco portugus, que seja eapas,
.l fiador a sua conducta, e mbi reunir asnear ; DI
ra da Caden, loja, n. 50.
frYsincisco de Assis Gar-
rido c Silva rctira-se para
Lisboa.
Joaquim Lopes de Barros Ca- *
bral, pintor senograpliico e retra-
tista, faz sciente ao publico, que tira j
retratos a creo por i?s'oo, ditos
coloridos a 20.S000, miniaturas de
3os'ooo, 4'uot 5osooo e 6oooo,
po S:n!o urns csiis de tartaruga
de Inzer rsp ; quem a liver adiado
e a oleo a 3osooo, 4<>s'ooo, 60000,
So'ooo, ioo'000 fC, conforme os
tamanlios das tellas: e contina a
lecciotiar o desenlio e pintura a oleo,
e encarrega-se de fazer os desenhos
de quaesquer edificios ou propr eda-
des dehaixo de todas as regras de ar-
chitectura e de melhor gosto-, assim
como os planos e boa distribuic/ao
dos ditos: quem do seu prestimo se
quizer utilisar, procure-o na ra
d'Apollo, n. ao, primeiro andar, das
o horas da maiihaa s a da tarde.
O n. 113 cha-ie a venda ns praga di Independen-
cia livraria) os. 6 e 8.
Alugs-ie urna ama de leite sem Gibo: na rus
larga do Rozario, o. -id.
Pel juizo da segunda vara, escrivio Ssnlos.se ha
de arrematar urna casa Ierres, sita na rus do caei do
Machado, n. 8, penbonda a Joio de Souza Lima e
ua mulber, por eiecuflo de Casimiro Antonio de
Mello: boje, 6 de junbo, he prim-ira praca.
= Hoje. 6 do correte, pelojui/o da segunda vira,
finda a audiencia, le bio de irrematir diversai faien-
dai, constintei do eicripto em mi do porteiro, para
pagamento do respectivo eiequente : he a ultima
praja.
Acba-se juila e contratada a compra da caa ter-
rea o. 44, lila na ra de Motcolorob, oa povoacio
doi Afogadoi:quem teacbar com direito a ella an-
euncie no prazo de tres das.
O NAZARENO N. 22
esta 1 venda na praca da Independencia, loj de livros,
ni. 6 e 8, ai 2 horas di tarde, e ns ra eitreita do Ro-
zsrio, casa da F, n.6: (ra irtigoi sobre s actualidad,
e cuja leilura coovm aos dominadores do dia neata
eidade.
Preciaa-ie alugsr orna eierava, que sirva psrs
andar carregindo um liboleiro de fizendn, pagmdo-se
o aluguel por mer, ou i voolade de leu senbor; oa rus
do Cieipo, esquina que vira pare adaCsdeia, loja o.
4, se dir quem precita.
Boga-se aquelles irmaosda irman-
dade do Divioo Espirito Santo que
tiverem em seu poder capas e brandos,
se sirvSo mandar entregar urnas e outros
ao respectivo ibesoureiro, na ra do
Queimado, n. 7.-
A'IF.RRO DA BOA
N. 5.
POMMATEAU, CUTILEIRO,
tem a honra de participar ios seui bonndos fregue-
ses, que aciba de mceber de Franca pelo nasio Ar-
mo'igue, um dos mail bellos, ricos e escolbido* sorli-
menloi de cutelaria, nunca vistos at i^ora nesta cspi-
tal de Pernambuco. um lindissimo faqueiro do ul
timo gosto, com ai seguintes pecas: 18 talhere, com
cabos de prata fina 18 facas com cabos e folhas de
prala pira lobremesa 18 fscil de cabo! d* pra-
ta, folbaideaeo, para sobreineis, um par de Irin-
xadorde cibos do pnls umi coiher de prala para
ervir a peixe, um tenaz para servir o assuesr em pedra;
onvosortimento de navalbas de barbear do melhor ico,
garantidas pelo seu sulor, o qual obteve urna meda-
Iba d'ouro na ultima exposico de industria em Paris;
pustomoes de 3 e 4 lolbaa par* cavallos, freioi, epo-
rai e chicote! do ultimo goslo; lesoum psrs jardinei-
rol, dilil fins par* bordir, de lodos_01 lmannos,
tambem psrs slfaistes, dilss curvss o direilii para ei-
rurgis, eslojos de todoi 01 feros necesnrioi para ci-
rurgii o para deoliilss; sesrifieadores para ventosas;
caivetes de urna a oito folbas do melhor tosi; eno-
jos para limpar denles, slicalinhos e lunas psra toi-
lette. Concert tods a qualidade de obras do ac, con-
tina a amolar duas vetes por semses, s quartss o aos
nbbidoi.
Eipera, que o futuro dar! a conhecer losirs. seus
Iregueiesa diflerenc, queexiate entre sus cutelaris'
es de qualquer outro, que tenba viodo al o di* de aoje
a esta capital
Tendo o meu eitravo Luiz echado, no lugar deno-
micado Ponte-Velba, trea colheroi de piala, e que-
reodo eu restitu las, declaro, que quem for dono uei-
ppsrecs o Rui-Velba, o. 39, que, depois de ter
dado 01 ligmes verdideiroi Ibe terio entregue!, pre-
cedendo 11 cliusulai necessiriis para nimba nio res-
pooiibilidade. Joii Eustaquio Vnira.
Aluga-se um litio ni eitrsda de Joio de Barros,
bsstante grande, com boa cita de pedra e cii, tod
pintada de novo, com bastiles commodos para umi
rindo familia, muilos arvoredos de fructoi, epor pr-
ca commodo: na ra Direita, n. 3.
=Aluga te um lobndo de doui sn lires e sollo do
largo do Panizo : na rui larga do Roiario, lobrado
de 3 andares, o. 30, segundo andar.
Ni ra de Santo Amaro do bairro de Sioto Aoto-
4
?
4
4
4
4
4
4
i
Precisa-se alugir umi eierava par o seriico de
urna casi de pouca familia que iiibi comprar, oozi-
nhar nsabor e engommir ; dando-se-lhe o susten-
to e lOj rs. mensaei : ni Soledade, indo pel Trom-
pe lado esquerdo o. 42, cssa junto das do Sr. Her-
culaoo.
= Hecebem-ie eicravos em commiisio nio se le-
vando nada por comedoriis e s 3 por eenlo de com-
missio, para o que se offerecem todas ss seguraocM pa-
ra os escravos, na ra Nova n. 21 primeiro andar.
__ C-bio, ou tirlrio d* algibeira de um* pessoa ,
aa noute do primeiro do orrente na igreja do Car-
ino um* carler* conlendo 120i M. ero cdulas,
e alguns apontamentos e lembrsnc^s em dueos pa-
pis : quem chou querendo restitui-l* diriji-se
o piteo do Carmo, n. i I segundo sndir, que le Ibe
dar metade do valor de alviearas.
- Precia-se de umi ama para can de borneen sol-
teiro: na ra do Vigano, n. 25, primeiro andar
= Dio-se 500,f n. a premio sobre penbore de ou-
ro ou prala ou todi quintil, ou em pequiosi por-
fes como eonvier: no pleo d* S. Crui, pidona
n. 8, se dirs.
__ Da-se dinheirof. juroi com penbore de ouro e
prata meimo em pequenai quantias ; Umbem le re-
hatem aoldoi e ordenados : oa ra do Kaogel n. 37.
__ Precise-sede urna *m (orr* que leona bom
leite ; pagase bem : na ra da Crus 00 Recife o.
18 segundo andsr.
() aliano as-ignado locio e eaii do contrato
do impoilo de 2500 n. em cid* cibica de gado vac-
cum que for consumido no municipio di cidde do
Recife uiando di ficuldado que Ibe concede o rt.
i da lei provincial de 2 de maio de 1838, fax publi-
co por meiodeste annuncio, pan coohecimento di-
quelle a quem competir 1 sui eiecucio, que toda a
carne dai rezei que forem moilai nol mtidouroi p-
blicos desle municipio e forem eondusidss psra 01
scougues casss particulares ou embirque devera ir
scomninhidadeumiguiaimpreiii. que leri pesiada
pelo administrador do contrito, que existir no roitl-
douro reipeclivo a qual l valer* no dn de sus d.t* ,
e ai carnes que forem scbsdis lem a compelente guia,
qur oa condcelo para o acougue!, q
mol
contr
Sr
1
.o. lerio spprehendidss por qualquer ernpregedo do
lontrito ou pei-o. do povo levada. presenC. do
,r duelorjuii de direito do crime msis proiisno,
..,. proceder na frm determinada no irt.
,ulimenlode23deietembro de 1833. O
8 do re-
---------.------_ meimo le
praticari com ai reiei ia. que forero para 01 ranchos
las embsrcicaei e com a carne daquellai, que bou-
erem sido mortn clsndestinaroente fra dos maladou-
,os publico!; e depoii que loretn julgidu boa sp-
(irehensio, o apprehensor pagar o imposto estiheleci-
1I0 e ficiri com cirne ou re ipprehendidi. Re-
cife de Pernambuco, 1. de junho de 1846. aa* Manoel
Atve Guerra.





sirRS


...... .

;1
Quem perdeo ni sala do jury a 29 do mei
fiado utn botio de ouro da peito de camisa dirja-
se a ra do Queimado n. 6, primeiro aodir que ,
dando os iigoaei, Ibe teri entregue.
Lotera da matriz da Boa-Vista.
As roda, desta lotera andSo inlallivelmente do da
20 do correte me* ombora iquem alcuns bilhele
por tender: e o respectivo lhesourero~e comale terceiro annuncio, desengaados os amadores
deste |ogo de que a lotera nao deia de correr no
referido dn eoneorrio a comprar o resto dos billie-
tea que eiiite nos lugares ja declarados.
. Piecisa-se de urna porcio de leite de peito espre-
mido para urna pessoa beber diariamente, e as horas,
3ue se convenciooar ; quem Ibe coovier, dinja-se atrs
a matriz da Boa-Vista, n. 22, se Ibe dir quem pre-
cisa.
O abaiio assignado actual administrador do
vinculo doeogenbo >. Andi da freguezia de Muribe-
ca, fai publico para conbecimeoto de todo., que a
terr. denominadas Mongongaa sio perlencentc.
ao mesmoengenho, e que por is.o nao podcm ser ven-
didas O abaiao assignado protesta contra qualquer
venda que seja feita acercadas referidas terral, que,
com os ttulos bem claros do.vinculo revendiera de
qualquer comprador.
Antonio da Albuqucrque.
Precisa-sede urna ama que tenba bom e bas-
tante leite ese ja desimpedida ; na ra das Cruies ,
n. 22, segundo andar.
Aotuno Pereira Veiga Portugue/ por acbr
outro de igual nomo de boje em diante so assignar
Antonio Pereira Vienna.
Anda est por alugar e aluga-se por preco
commodo o armazem da caa n. 18 da ra da Crui,
no Kecife : a tratar no segundo andar da mesma casa."
Precisa-se de urna ama para casa de muito pouca
familia, que engomme e compre na roa, dando co-
nhecimenlo de sua pesioa : no patea de S. Pedro
n. 22.
Precisa-se fallar com o Sr. Ribas irmo do fal-
lecido Joo Kibas : na ra da Aurora n. 44 ou an-
nuncie.
Ha para alugar um bom servente ; na ra da
PraiadeS. Rila n. 3.
= Aluga-se urna caa de 2 andares, no Aterro-da-
Boa-.Vnlaj.qu oi do fallecido senador Jos Ignacio
Borges ; tem inultos commodos : a tratar no mesmo
lugar no primeiro andar da casa de Bernardo Jos
Carneiro .Monteiro.
ss Arrenda-seu sitio Jacar um pouco adianto da
Crui-de Almas com muito boa cata bastantes ar-
votedus, capimern abundancia ,e esellentes bailas:
quem o pretender dinja-se a ra do (ueimado n.
18 loja, que loi do Sr. Jos Pedro do liego.
Aluga-se um bom sitio na travessa da Crui-de
Almas, com ba casa de vivcuda bastantes arvore-
dos. liana de capim e boa agoa : a tratar com F'raa-
cisco C rnoiro da Silva na ra de S. Goncalo, n. 4.
Aluga-ieum segundo andar com grande s.lo,
na ra do Amorim n. 48 no bairro do Hecife, por
preco muilocoaimodo : a tratar na ra de S. Rita
n. 89.
Na ra do Foro,, n 41. cosem-se camin, cal-
Cas e juquel-s pera lujas por (reco muito meis com-
modo do que em outra qualquer parte.
Pedro Nolasco liaplisla relira-se para os porlos
do Sul.
Vende-se muito bom vinbo de Lisboa, puro e sem
go'erdente oem eoofeiclo alguna em barra de 5 em
pipa ebegad ltimamente pelo brigue S. Domingoi ;
trelos, a 1280 rs. a arroba: o primeiro na ra d Vi-
gario n. 23, e o segando genero oo caes da Alfsnde-
ga armazem de Francisco Das Ferreira, esquina, que
rolla para a alfandega.
Vendo-se urna canoa de amarello vinbatico com
50 palmos de eomprimento propria para coostrucelo
de barcaca, por ler mais de palmo de grossuti dos em
colamentos ; na ra de S. Amaro, n. 8.
= Vendem-se dous guarda-roupas um armario,
um mesa de jantar, urna cama de lacarand, e oulrss
obraa perlenceotes a marceneiro. ludo novo e bem fei-
to; na rus da Aurora, o. 36.
-- Vendem-ae charutos de regala, muito boni e
tambem das mais qualidadei por preco eommodo :
no armazem de Joaquim Goocalve Vera Guimaraes,
no caes da Alfandega a 1.
= Vende-se urna escrara de 30 a 55 annos boa
lavadeira coiinbera e propria para lodo o servico ,
oa ra da Viracio n. 1.
= Coolinua-se a vender agoa do Prala a 20 r. o
caneco assim como do Monteiro ; esta agoa, quando
bu passada para o deposito, hecoada e por issoae tor-
na muitolimpa : no lim do llecco-Largo, tanque jun-
to as tanas.
=Vendem-so escraroa mocos de bonitas figuras ,
e alRuns cum habilidades ; 3 pretas pecas : na ra No-
va, n. 91, primeiro andar.
= Vende-se una casa terrea sita na ra Direila
desta cidade n. 38 ; na ra da Cadeia do Recife, es-
criptorio de Amorim & Irmao.
Veodem-se 2 eacravas urna de nacao Angola,
coiinbera, eojoiiimadeira e capaz de se Ibe entre-
gar todo o arranjo de urna casa e a outra be crioula ,
boa lavadeira de varrelle ; ambas de ptima conducta :
na ra ettreila do liuzario n. 31 primoiro andar.
- Vende-se una eterava moca em estado de gra-
videi j de 6' meses, e serve para o mallo, por ter vio-
do de la um pagamento : a fallar com Jos Joaquim da
Costa.
- Vende-se a casa terrea n. 9, da traveisa do Sara-
patolI; na ra das Cruiei loja n 32 das 9 horas da
manna em diante.
ss Vendem-se meias barricas com farinba gallego
na ra do Trapiche-Novo, n. 18.
Vende-se urna escrava de naci Benguola de 22
annos ; na ra do Pilar em Fra-de-Portas o. 85,
segando andar.
= Vendem-se as obras principaes du droit de la as-
ture et dci gens, parj. J. Uurlamaque, 5 v. 10.000
rs. ; e a obra de droit de la uature et des gens. par l\l
e pro/esseur de Felice, 2 v. 4000 rs. ; o Piloto ins-
10 rs. : na ra do Creapo, hvraria, n. 11.
ou vicio, propria para mucama de algoma menina,
que ande na escola : na ra larga do Roiario o. 24 ,
primeiro andar.
Vndese vinagre tinto, a 45,000 rs. a pipa ; di-
to braoco, a 35,000 rs. dita : ra ra Imperial, o'. 7.
Vende-se farlnha de tri-
go SSSF da marca Vcrdadei-
ra, chamada Ramo, em pe*
quenas e grandes porcoes, a
volitado dos compradores : no
antea. k* t\
tes tamsnhos.sed.s escocers,! 1280rs. oeovadf
brancas pira vestidos de noivados, Lisos de ir
de todas as larguras, guaroifOes de- flores pir, y
dos, luvas de pellica brancas e de compara enh"6'
lindos corles de caca para vestido, borzeguns *"
scniora e homem, spalos de lustro para s i**
ditos para homem, chapeos pretos francezei Pa!!71'
mem, ditos
Iras muit.s
na esquina d
Pinheiro.
Compras.
HUIUU .
_ I =Vende.se um escravo de naeo' Angola moco'j'na
un !rSEdo Ko/ario, utica de Barlholomeo Francisco
dfl Sou/a. so dir a raso.por que se vende.
j= \ endem-se 4 escravas mocas, com boas habili
dades urna be recibida cuse, engomma ecozinba ;
urna dita de 40 annos por 250,000 rs boa ven-
dedera ; urna mulatinba de 12 annos ; 4 escravos
buns para o trabalbo do campo ; um molque peca ,
de 19 annos ; um mulalinho, de l annos. bom pa-
gara e be de boa conducta ; um dilo de 12 annos :
na ra du Crespo n. 10, primeiro andar.
Vende-se um sobrado de um andar com bona
maodoi o com .,,, ,,. Da ra de Apollo o,
a tratar na ra da Senialla-Noia venda de Jos
Jl
- Compra-se um preto, que seja perito coziobeiro,
que seja moco e de bonita figura ; pega-se bem : na
rui da Crui, no Recife n. 51, a tratar com Joio Vas
de Oliveira.
= Compra-se urna escrava preta ou parda com
cria, ou sem ella quetenhabom e bastante leite
na ra das Cruzes, n. 22. segundo andar.
= Compilo se, para fra da provincia escravos de
ambos os seros, de 14 a 20 annos com habilidades ,
ou sem ellas; sendo de bomias figuras, pago-se bem :
narua dasCruzes, n 22. segundo andar.
= Gompro-se gias vivas e lemivivas as primei-
ras a 40 rs. e as secundas a 20 re, ; na S. Cruz pa-
daria de urna fO porta se dir quem compra.
Compra-se um casal de porquinhos de .Maceo; na
ra das Cruiea n. 37, primeiro andar.
- Compra-se, para fra da provincia um escravo
bomoflkialdealfaiete quesaiba tambem cortar per
leitameole toda e qualquer obra de aeu oflicio : na ra
de Cruz n 45, casa de Nescimonto & Amorim.
Comprio-se duas vaccas que eslejo com crias
e lejao boas leileiras ; na ra do Vigario. n. 23.
Vendas.
\eodem-ia superiores cortes ^e^cTitTTde
corda, e hstra. avelludadas, pelo barato p,ec0 de
2500 e 3, rs. ; d.t.a, 2, rs. e a vara a 400 rs 7 .1-
godio escuro, muito enco.pado propr.o para e.cra-
vo. e mesmo par. tr.b.lh.dore., a 180 rs. ; c.sin,,,,
de algodio pelo diminuto pretode 500 rs o covado
eoutraamuitas f.zenda. na ra do Crespo, 0 u'
loja tie Jos Franc seo ias. '
-Vende-se um guarda-louca, umguarda-roupa n,r,
senbora um bote inglez com 4 remos e velas ,udo
novo por preto commodo, na ra da Matr.i da Boa-
Vista o. 83, segundo andar.
=. Vendem-ae 3 oeghnbas, tendo urna principio
de coatura e t, toda a qualidade de renda : oulr,
menor sem habilidades ; e outra que sabe engom-
mar, eosabosr e cozinhar propria para o arranio de
urna caaa : na ra larga do Rozario, venda n. 25 Na
meeuia se vendem queijos muito oovos de boa masa e
Irescoa.
Fereira, que dar as informaees necessarias sobre a dita
venda.
= Vende-se urna prela de naci de bonita figu-
ra propria para lodo o liabalbode urna casa, do que
leu. bastante babilidade sabendo lavar e ensaboar per-
leilamenlo sem deleito algum ; na ra da Concor-
dia passandoa pooleiinha a direita oa segunda
casa terrea das8as 10 botas da manbaa, e das 3 as 6
da tarde.
= Vendem-se moendas de ferro para engenbos de
aaaucar, para vapor agoa e bestas de diversos tama-
iibus por precu commodo; e igualmente lanas de
leiro eoadoe batido do todos os tamanbos : na pra-
Ca do Corpo Sanio n. 11, em casa de Me. Calmont &
Uimpanbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
Vende-se un. tobrado de dous andares. cori. bns
commoilos e ue bonita vista sito na ra da Sen, lla-
Nova n. 18 : a tratar na ra da Senzalla venda de
Jos Pereira, quedar as inlormacoes necessariassobrea
dita veoda.
Farelos em saccas muito
grandes, chegadas ultimamen-
te : nos armazens de tima
raes e do Bacelar, telronte da
escadinha da alfandega.
Vendem-se 7 escravos. sendo 4 machos e 3 fe-
meas : na ra da Cadeia do Recife n. 21 loja de
Luii Antonio Siqueira.
Vendem-se varios escravos com habilidades, che-
gados pro.imam.nle do Arad, p0r p,eto commodo :
na ra da Cruz, armazem, o. 51.
ExctlUnte eitabeltcimtnto para quim principia por
depender de potteot fundos, livrt de currupedo e
deixar para mais de 50 por canto de lucro.
Vende-se a fabrica de faier papello, da ra das Cin-
co-Ponas n. 33 por preco commodo a Jinheiro ,
ou a prazocom boas firmas, ou com outra qualquer
seguranca; tambem so vende urna marqueta decondur;
duassabiaes, sendo urna da malta e outra da praia;
um casal de rolas hamburguesas, de boa prodcelo ,
comas competentes gaiolas ; ludo se vende, por seu
dono relirar-se para fra da praja : a tratar na mesma
fabrica das 9 horas ao melo-dia.
l\a ra Direita, n. 9,
ba saccas com superior farinba de S. Maibeus e a da
Ierra por preco rnuito commodo.
Vendem-se 4 escravos sendo : urna prela de 16
annos de bonita figura eogomma, eozinba e lava ;
urna dita, de 24 annos de naci Costa ptima qui-
taodeira ; um mulalinho de 17 annos, ptimo para
pagem ; um dito, de 22 annos, carnieeiro ecanoeiro:
narua dasCruzes, n. 22, segundo andar.
= Vende-se urna molecca de Angola que sabe
coinhar e lavar ; no fim da rus da Aurora d. 4.
= Vende-se, ou Iroca-se por telbas, ou lijlos de
alvenaria um relogio de ouro horizontal muito
bom regulador; na ra nova de S. Amaro casi nova,
em que mora o Mesquita.
- Vende-se urna preta de nielo da Costi de 18
annos de boniti figura engomma e eozinba o dia-
rio de urna casa, e be muito diligente; outra dita de
nielo Benguela de 20 annos de booiU figura en-
gomma ecozinba o diario de urna caa e be boa qui-
tanoeira e muito diligente : narua do Cildeireiro
pordetnidosMarljrios, n. 66.
DEPOSITO DE FARINHA.
No armazem de porta larga, do caes do Collegio
ha rartnha de mandioca novamente chegada de S Ma-
ibeus e S. Calharina a retalbo, ou em grandea'por-
ees. por prer;o c.mmodo pela medida velha; e tam-
bem arroz pilado o caf.
= Vende-se o mappageographico, histrico e mer-
cantil contando os limites ezteoslo, povoscao Ro-
veroo soberanos divisoes, e,pi,,Mi pnncipaee cida-
des ordeos militaros universidades religifies eier-
cito. marinha, &c de todos os estados da Europa o
dos Estados-Unidos da America, &e. por Gir.ldes,
pelo preto de 4000.: na pr.r. da Ifldmendw,,,
luana ni. Ce8. '
^iTV! T e,a"0Mb" d 28 annos, eom
algumas habilidades, por 300,000 rs. ; 0 motivo di
venda se d.i .comprador: na esquina da Penba, ven-
da por b.izo do sobrado do coronel Joaquim Bernardo
- Vende-se um ptimo carrinho de dual rodas. or
preCo commodo ; na rui do Araglo coche.ra, n. 17.
Vendem se superiores vinhos en-
garrafados de clarete, e burgundy, em
camnhas de duz.a, as rftais dliciosas que
se podem encontrar no mercado ; assim
como champagne tambem desuperior qua
lidade ludo por preco commodo : en.
casa de Adamson llowie, ra da Al-
(andega-Yelha, n. 4a.
Vende-se marmelada su-
perior na : ra da Praia, n.
24.
-: Vendem-se os mais as-
seados cortes de cassas pinta-
das, com 7 varas cada corle,
pelo barato preco de yooo
ris: na ra do Crespo, loja
. 12, de Jos Joaquim da
Silva llaia.
Vende-se, na ra da Cruz, n. 6o,
a em velas, vinda do Rio de Janeiro,
de palha para menmai e senhoras .
azepdn de gusto : na roa Nov ,
lirui do C.bog, n. U, de An,lri,''
nneiro. ,r,|li
= Vendem-se dous lindos cabrinhas, de idideA, I
_^ ^wj,. v. ,0 ., annos, pouco mais.ou meaos; urna negra boi .n
escriptorio de Kalkmann &,m,deiri eoiaheire, de 20 a 24 annos; 0m,di-
?,.-. j t *> I lavadeira, e um negro pe?a de 20 annos. tnrt "
ItOSeiimUnd, ra da CrUZ,liciosnem achaques. n. ru. da Cdei. o "
II. fO# jSsnto Aotonio, o. 25. ,<,(
Colins de linlio, a 2^400 rs.
Na loja di esquini di rui do Collegio J^^H
rica Scr.iim & Ccrr.psiis, reodem-ie Cortes etii
ra e meta de eolioi de linho pin oalca pe|0 .',',"
co pre?o de 2400 n. : eita fazenda he de linho,, 2.,
sos brins trancados, mal difiere no gosto po'r u,
miis modernos os desenhos, que so esculos, de lij"
quidroi, epor iiio he muiproprii di presente ertick!
dir-ie hlo imostru recebendo-ie a compelenleu
guranci. *" i
Defronte da ra da xa.
dre de Dos, loja n. SO, na
esquina, de Cunha & Amo,*
rim, vendem-se lindos cres
de cassas de cores, pelos ba^
tos precos de 2,$400, 2^6O0'e
2^800 ris cotins frartcezes]
padroes escuros e bastante
encorpados, a 480 o coyado,
cha hisson superior a 2^400a
libra, rap de Lisboa, do mais
novo, dito novo Lisboa, Meu-
ron,Gasse e americano; *s-
sim como outras mu i las fa-
zendas por piceos mais com-
modos, que em outras partes.
Uebrard,eom botiqaimfnoeez, na ra Non,
i. o tem a honra de avisar que, pelo ultimo ni-
o, cbegou-lbe de Franca um bello sortimento de con-
servas ructaa cunsenijs dentro de ago'ardente a
*rope. vioho de Bordeaux em quartolas e garra-
las, 5. Julien, lousillou em caias licor superfino,
cognac muito velbo verdadeiro maraschino da Zara,
absmtho kercb de Suisia azeite fino de S. Plaguol,
goa de.flor de laranja ulame, muito neto : oa mu-
me casa ba um deposito de chocolate do Maranhio: lo-
as se vende por preco eommodo.
Neita bem acreditada loja do bom baraleiro ,
vende-ie panno preto. a 3500 rs., e rr.uito fi-
no, prov de limio, a 7 rs. ; pecas de rilada-
polSo a 2700, 3200, 4000, 4500 e 5000 rs. .
e muito superior, a 6000 n. ; chitas, i 160
e 180 rs., e escuras, cdre fim a 200 n. ;
eortei de cusa pintada', de muito bonitos pa-
droes e cores fin. a 2500 e 3000 rs.; eortei
de cbiti de paonos muito finos e cOre lhn,
2800e3200n. : ilm desle, ha outras muitas
farendasde muito bou qualidadei, comosejgo
nscadoi, chitas franceas cbipeo de oi de
leda, cobertores hespanbes e&c. '
mmm
- Venua-sefiode ticum, proprio n.r. rede. 4.nVd.ta.iVe^
cirii ; na ra do Amorim, venda n. 0. na ru. da. Cru. !. a P"a ,od"'O :
poscaria ; na ra do Amorim, venda n. 9.
Veodo-se, por um cont de rii, umi caa ter-
rea conitroid a moderna sil. no bairro da Boa-V.,-
a ,11? VUC"" d' C0DCer, lum e t"" rend oito
mrt ru BI.M.M rua d, s Cr(JI t o ^
cavilo. n,TeU'"""eb,n, de "Pr d 'orea de 4
ullos; um. serrana ,.,,,,. -, d (
fioloi um engenbo pira berta. ; ,,. do^co-.pr.
30 annos co.e co.mha e lava, pur prevo commodo ; 0r,In,enl Por < de 3 at i6em libra,
n. ru. d. Cruz, ,*,*. n. 51. e por preco mats barato do que em ou-
tra qualquer parle.
Vende-se vinagre branco
nacional a 400 rs. a caada ve.
Hia: na fabrica da rua Imperial,
n. 7; rua Direita, n. 53, venda
de M.Miranda; no Aterro-da-
oa-Vista, fabrica de licores de
*redenco Chaves; e na rua do
trapiche, armazem de molhados
do JXicolle.
/y
na rua da Cruz afmazem, n. 51.
Vendem-se, ou troceo se por escravos 3 casas ter-
reas pequeas, com bons commodos, sitas oa rua do
Jasm.m que rendem um por cento 10 met, urna na
roa dos Primea grande con. non.commodos ; to-
l,".'.0T "t"* n'odern. I re. e de.embsr.cada. por seren, lula, pelo vende-
dor : na travessa da Concordia n. 5.
- Vende-se urna preta, de 13 annos co.e C02-
" e fas renda de bonita figura ; m pre,0 [ de f
na ru. da. Cruies, loja o. U.
- Veode-ie urna carroca e um boi para a mesma
=Vende-seummolequede bonita figura, de 16 a
18 annos, .emponl.de barba oflki.lde m.rceei
ro; urna preta noca l.v.deir. proprii *': h^.-'9 ". P" crioulo de 23 mno., 8,
.^oueempo; urna p.rda,de ,6 $8 "auno. .^ ^T-'^T, ^d^ n' 5^"
It- I V An/4n.4 _-. 1 i
bales e mantas de sedado ultimo
superior qualidide, e difleren
Esta muda superior marca de vioho champagne ,
muito eonbecida na Europa e nos Estidos-nidos di
America, acaba de ebegar a este mercado e vende-se
na rua da Cruz o. 20 casa de Avrial Irmos.
Vende-se salitre refina-
do a 240 ris a libra e a VIO
em barris: na rua do Cabug.
botica de Joao XI ore ira Mar-
ques,
_____________ ____________________________ ___________________________________________________________
Escravos Fgidos.
dor .e lar. qualquer ogoc,o no Aterr d.K fV."" ?'"'9 "C "WpU """ *"*' 16 8 ., Z Tu "U, b
- 3, primeiro andar. Al.r,o.d.-Bo.-V,,u,llroc.-se por urna mofee. do 12. M anno., que u|A---Bo.-Vu |,
i), bomu um. -tuliliob. muilo boniu, m ll&\%?*i?l
Fugio.dosiliodo Sr. Dubourcq, urna prela,
de nome Fortuna de n.cSo MoCmhiqUe parlanM-
leaobr. V.eente homai doi Santoi;. nuil tem o
aignae. seguintei: de bonita figura de idade de 18
,| f" 'sll,n,e- Deifo uperior turado ; tasa
un clombinhoi de cerne desde pot. do naris ato
lesla modode.ua naci : quem a peg.r. leve .o dilo
ilio oo oo principio do Aterro-do.-Afogadoi, o. 31.
Me-
a*tSMAj(t\TJt. DE
M.
UE FAhla.


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