Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08290


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Full Text

Anoii'de 1846.
Qiiarta feira 5
O DIJMO puhlici-a e todo ot di que nao
f m de eurda: preco da assigatura he de
lleno por quartel, pngoi adiautadot. Os
nuncios dos assignai ites io inseridos a lio
j "0 ris por linio. 40 ris em typo clifferen-
, e > repeticoes pe a metade. O que nio fo-
', asslunantes pac,.. 80 ris por linb, e 160
,, lVpodiffertnU._______________
PI1ASES DA LA NO MEZ. DE JUPiHO.
cenl a 2 a> hora e 9 minutos da manlia.
i cli'-i a al bor e 1 ininuto da larde
JjV iCas 4 horaje 17 miu. da manlia.
inova a 2S horas < 17 min. da larde.
PARTIDAS DOSCOBRFIOS.
Goianna e Praliyl>a Segundas e Sntas feiras
Rio Grande do Norte, cliega naa Cuartas feira
ao meio dia e parte uas mesmai horas as
Quintal feiras.
Cali, 'erinhaem, Ro Foimoso, Porto Calvo e
Marrvri, no l., M e 21 de cada mez.
Garanliuns e Hnulto a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos ot diu.
PREAMaR DE HOJE.
Priineira aos 30 minutos da tarde.
Secunda aos i>4 minutos n....i!;a.
Junho.
Anno XXII N. 123.
DAS DA SEMANA.
Segunda fS >jf< i.'oitava. S. Firmo S. F-
linto.
2 Terca ffl.' oilaya, S. Marcclliiio, S. Erai-
mo.
4 Mnaria S. Ovidio aud. do J. 1*0 civ da 2.
vara, e do J- de paz do 2. dist. de tanle.
4 Quinta S. Qulrinp, aud doJ. municipal da l.vara.
i) Sexta S. Marciano, aup*. do J. do civel da I
vara, e do J de paz do i .* dist. de tarde.
( Sabliado S Moberlo aud do I. do civel da
I vara do J. de paz do 1. dist de tarde.
1 Domingo 8. Huberto.
CAMBIOS NO DIA : DE JUNHO.
Cambio sobre Londres 26 u Paiia ISO ris por franco.
> Liilioa IOS /0 premio |>or mez.
DrtM. de letra de boas firmas I '/, p. /a ">
O uroOnras liespauliolas. ljaOO a J2|000
Mo'edasdeOJtno el. IfljTOO a iGfSOO
ii > de i4oi> nov. I6f6fl0 a IV|800
II de4i00.. .9/000 a rtflO
Prata Palaces........M a 14990
Pesos columnares. I |f980 a 2f000
ii Ditos Metinos... i#950 a i#970
Miuda........... 11760 a l|800
Acruet da Comp. do Beberibe de 6OJ000 ao)par.
DI ARIO DE PERM AMBUCO
EXTERIOR.
FBANCA.
DISCURSO DBMR. THIERS SOBRE OS DEPDTAD0S FUNCC10-
HARI09, PHONDRCIADO NA G AMARA DOS DBPCTaDOS A
17 DBIJARf.OPASADO.
(Continuacdo do n. 120.)
Eia .hias miieriai dos governo absolutni.; por rnai
nii.eravei.. quo-paulo aer o governoa litro!, rrto dei-
cen, jamis n tilo baixai ignominia!.
Miognveinoi livre tambem tocm ama rniaeriae.
A oriKem do pii der nioeel to elevada. Ai liioiija lio
emiregadni n'u ni eaphera inferior, ho neceitario obter
0, ntniHoiiueinbrn dai aiaeinbleiai deliberante!, II-
loneoariua vaidado, Mtiifazer ioui inlereate, o leui,
pi de ni! fatnili ; quand io teem ounquistedo mu
Totni, be tambem necensrio, que elle! u oonquetein
dmolitiirei. qiio o numeiio ; he neoeiiario proieguir
at ni mais iiifiniai regio! nene trabalhn de pretenCoe
deploravei, do manoira que libeadade, que tem por
fin ostender a eiphera dita partioipantei nii nognoios
publico!, ni" estende muilai vexes mail d que a our-
rupcSo, n lemelhanca deuei veneno!, que, derramados
na iana dii langue, levlo n m;:rle a toda a parte, onde
eite ln|iiido benfico devia levar a vida.
Urna ciiuin, porm, ha. que collooa eita eipeoie de
governo, oun mai enrrupedea puniteii, aoima de tudoi
o oiitroi: rcta-n<>, a ni representantes du pait, o
lenlinientn public, ajue podeuna invocar neita tribu-
ua, com ra.ln. oom vohomonoia. Eite aentimeiito pu-
bliae, qiiandu te manifest, qiiebra toda, n cadeia da
oorrupcin. o faz trinmpliaro imareuogoral, por nlguin
lempo lacrihVadi ao intereaiei partioulare. (Applau-
I6i prolonyaios) _
Km he a raio, por quo prefenre etnpre apeitr
dai nuti maiore miieriai o governo que te deoo-
min livre oda que muitsmes de livre nSo te-
nha mai que o oome.
Mn< aera iso urna raaio para Ibe consentir aeut de-
fcito naluraeiP Ser iwo urna raiao para Ibe n8o ap-
plicar remedio algum T N presenca do mal da corrup-
co mal de lodua o* lempos di todo! o goveroo .
bomrn ba, que, obsfinaodo-ie a nao vr tean o do
presente, s lurnn ra'umniadire do leu seculo e de
la patria e no! diem, por eiemplo A Franca he
hoje o miii corrompido de lodos ot paizes
lie um grande erro. Dio lemoa necenidade de dene-
grir nem o secuto nem i Franca. ( Jpprooaqio).
Rpconheco, que ao nono lempo falta elevacio;
porm tem mait hnnettidado domeslica, do que ot te-
eulot precedente. Os corapet nao lio elevadot; por-
que o repouto adoca ai alinat e oio aa eleva. Pelo
que respaila a lionettidade domettica, aieriedottuc
cettot, e urna longa pai trouerio-not cottumet mail ra
guiare e eu, que etludo a historia moderna nos leus
detalhe vejo todos os diat com urna viva tatitfaco,
que, ln 30 annos te permittio count. de quo hoju
nos envergonhariamot Noitot coraces lio menot ele-
vados, mas nnsiai moi ettio mais puras. Piiosou,
portanto, do voto daquelles que dencreditio o tempo
presente; porm nio participo igualmente da opiniio
dot politicot ebeios de satislacio de ti rnetmos. Gente
ha, que nio julga governo possivel senio sio talii-
feituiosintereisesprivadui ; que considera este meio
como necesiario ; que dil, que a corrupco he um ma
inevitavel que deua de ser um mal, e be quati um
bem te pode ser aproveitado em favor da cauta em
que est intereitada ; que todos o ouirot ario outro
tanto ; e que ot propriot centoret quererio ter. em
igual caso corruptores, ou corro'mpidoi; e finalmen-
te, que a corrupcao he urna dcstai neceisidadet com
que ninguem te (leve inquietar, mas tim, de que se de-
ve aproveitar. Esiet boment vejo-ot lio latitfeitot
de tuasdoutrinns que ebegio a reputar-te politicoi
profundoi I____( lltraltd ide geral).
Nio lerei nem da opiniao dos que pintio com oegras
DOM GABRIEL. ()
PHANTASIA MARTIMA.
por (5. He La lanoclle.
v.
Doui nieiei depiiii. un comboy de dote nvio mer-
cante de diverim lutei, eicolwdn por ni briguo-ei-
cuna, fui aignalado pel.n lelrgraphua de Havaun. Km
breve fui renonhecido o Caprichoio; a noticia fui levada
ao giivenindiT, que de um alto da rede, o toroou in-
mediatamente o eu grande uniformo.
Oouuiboy, por cautela, cuniertava-ie fura do alcance
daa bateras, o brigue-eacun rhamava bote a bordo.
Pe furoa, que te dealino, grndiimo ladrjo,
eiclimou dom Antonio Bariou, furcoio he oonfesr,
que he aer mii que iniolenle vir ffruntar-me te
qui!.....
() Vide Diario a.' 121.
cores o paii e o lempo nem da opiniio dot que te
conitituem apostolot dessa poltica via e oompltcente.
Entre ai duat opinioet, ba urna poltica verdadeira a
dot verdadeiros hmeos de estado a qual comiste
emsenliro mal, o corrigi-lo, logo que teja possive
quindoiiio de tido ao menos em parte.
Pela minba parte tonh j visto muita cous depois
quetomei parte na gerencia dot negocios publico!. To-
nbo tubido ao poder, e tenho-o deixado muitas veiet; e
lenho vtto a multido dotioteressados procurarom-me,
abondonarem-me votarem e de novo retirarem-se :
tudo sto me (em tornado paciente. ( Roi de appova-
fo )
Tudo itto me tem timado soffredor, indulgente....
Comtudo, apezar da indulgencia que a eiperiencia
traz comiigo aoda ha couiat quo me desgostio ,
que me indignio. Quando vejo boment de urna opi-
niio condecida sacriica-la por itto que grosteirameo-
te te chama um lugar ; quando ve|o os que recebem,
eos que dio, fazerem iito diante de nos, tabendo per-
feitamente, que nio ignoramos o segredo de tuat tran-
ssccSes ; quando observo indecencias tinto um des-
gotto ineiplicavel. ( Muito bem Muitobem )
Sinto a maior indignacJo, minba equidade natural
completamente se rrita quando vejo atltigos e bons
empregados que teem trabalhado toda a sua vida para
obter um accesto sacrificados ambicio de um depu-
tado desertor ; e considero commigo que be do nosso
dever, dever urgente, quando nio postamos tenio c r-
rigiretta parte d i mal de a corrigir comtudo potto
que diminuta teja.
Por mim. nio acreditara (er preenchidq o meu de
ver te descantaste tranquilamente na presen? de
taet abusos; e anda que a reforma nio mpedisse mais
que urna s prelenpi que um t dot escndalos ,
dos quaet tomos tettemunhat, eu nio duvidaria adop-
tar urna medida queti'esse um igual resultado.
Llestaa considerares geraes, patso, Sensores, ao exa -
me da proposta ; e comecirei por invocar em seu lavor
a autoridade dos eiemplos. Se eu qui/este folbear na
historia das repblicas antigs ou das repblicas
da idade media poderia faier urna longa eoume-
racio dos meios que forio empregados para evitar
as cabalas. Mas permti-me que eu apelle un
camente para um paii vizinbo um paiz, que ni
be, talviv, um modelo quanto t mlituicdet tocises,
mas que be cortamente um modelo completo quanlo
8 iostituicOes polticas fallo da Inglaterra.
Diiem sio ot ambiciosos descimientes, os espilos
inquietos, que tratio de crear difficuldades ao poder,
os quaet imaginario a reforma que hoje so sulnnett-
a vossa discussio. Ohserva o que se tem pissado ha
cento e cincoenta annoi al nos, em Inglaterra veris
os homens os mais Ilustres, os mail experientet o
mais honestos iotitlirem em proposta! temelhantet ,
em propostas nio inuteit mas triumpbantes e quo
terminarlo por entrar na legislaran ioglea.
Vos sabis ( peco desculp i cmara de faier urna di -
greisio histrica que me parece necessaria ; porque
os lacios anteriores sio indispensaveis para elucidares-
la queitio. ) (Fallai Fallai! j Vos tabeit que a
Inglaterra leve cento e cincoenta aonoi antes de nos,
as mesmat molugo s que nos ; urna asscmbla que
immolou um rei depois um bomem poderoso que
domiuou ella assembla depoit urna restauracio e
finalmente urna revolucio Bemelhante i de 1850, a
qual, em 1688, terminou as longas agitaedesda Ingla-
terra pela ascencio de urna nova dynastia de pr-
ximo parentesco com a dynastia proscripta. Guilber-
me de Hollanda, quo tinha dispossdo a filba de Jacques
II veio decupar o tbrono de Inglaterra ; e desde es
ta poca rnente he, que data o verdadeiro governo re-
presentativo na Grio-Rrelanha. Anda asiitn, Guilber-
me quiz ser o senhor, tambem elle : admiio-te disto?
[Fivaapprovafoem multas partee da sala. ) Gu-
Cnmpre dizer, quo io havia mandado cruzar em caca
do Cazirioaeio, que havia ido encontrado muilai vozi,
mai quo, ora por um, ora por oulr velhacnri, havia
lempra tumbado doi cruzadurei. O capitn Uertiizn
havia fallecido, em uoniequoncia do um acoeiio de ri-
va aguda.
Depiii de se haver deifeilo em prega gutlurte, dum
Antonio Barton teve de raiignar-o expedir a bordo
do brigoe-eidlTlia um boto, quo llie trouco o leguinte
ofllcio.
Illuitriiiimo lenbor dom Antonio Barzn, raarquei
de La Brmadura y Faniarole, grande do Heapanlia,
brigadoiro du ree exeroito de S. mageitade, com-
meiidador da aua orden, governidor o capilio-general
da ilha de Cuba sua dep-indenoia &. &" &'
O humiliiiimu lervo do V. excellcncia, dom da-
briel Badajoz y Serrano y Lupes, lenlo o ooinmandan-
le do Caprichoso, tem a dialinola honra de o prevenir,
que l esper a aua ordena par entrar no porto de
Uaven com dozo prczai fcitaa aoa ininiigoe de S. raa-
Keitade catholica.
_ Ai minhai ordem I maroto! inlorrompeo ogo-
"."itai dote nretaa videra toda tre railhfle do pia-
trai.."uro quarto da. qu.es. na qualidade de gover-
nadur, ler V. grandeza direito, o a uulru quarto,
na qualidado de armador, oque fx justamente a roe-
* Que tl! murmurou dum Antonio Brion.
. Cunimuniro igu.lmenlo V. excellenoi, que, tre.
diaa dopoi da feaia de Natal, o too bumilu.imo aervo
Iherme quii o que querem todot ot principes: bem net-
co he quem disto se admira Bem Iraco quotu se Ibes
submette I ( Repetidos applaueoe.)
Guilherme empregou o meio, que estiva suadspo-
sicio servio-se nio i dos empregos retribuidos pelo
estado, mas tambem dos que erao retribuidos pela lis-
la civil. 0 oarlamento quiz evitar este abuso, o qua-
tro annos depois em 1692 apresentario-se na cma-
ra dos communs diversas propostas a este reipeito. A
cunara dos lord* quiz a principio resistir, mas final-
mente entendeo-so com a cmara dos communs, o de-
poit de diversai conferencias obteve-se o seguinte re-
sultado fati A oxelusiode todos os funcionarios, que
recebessem da coros qualquer ordenado, ou pensin ;
exclusio de todos os membros do parlamento, que con-
corressem percepcio doa impostos directos ou indirec-
tos &e. Guilherme nio quiz sanecionar o bil pro-
posto ea cmara dos communs, entrando no exame
dos motivos da rejoipio Ibe dirigi urna mensagem ,
na qual declarou traidoiesao tbrono o a naci lodos
aquelles, que tivetsom aconaelhido o rei a rejeitar o
bil. Mai Guilherme que era um principe avilado ,
Guilherme cedeo afinal e em 1700 quando se co-
nerou a ejecutar a le foi com tal rigor, que te ex-
cluirio todus os funcionarios. Comtudo. esta medida
pareceo demasiadamente absoluta.e em 1707, a oxelusao
foi smente applicada aot empregos creados desde 1750;
quanto aos anterioret apenat forio excluidos da reelei-
Co. Tal foi, em 19 annos, a marcha das ideits a seme-
Ih inte respe i lo.
Ciiinliidii, no lempo da rainha Auna, e do rei Jorge
I, anda so lurte multas propmlai ; e oumo muitaa das
penses da lista oivil nao piidiio loroiinhceida, bonve
quem prnpnzeiie uui juramento n inembro du pnrla-
iientu accuaadn do receberrm pemei occiiltanicnte
A prupoita era ultrajante. E anda auim, fui appmvada
ni cmara do* oiimninn, nio lendo rejoilada na cma-
ra doi lord icnao por urna fraca inaioria. Mem dalo
fvt-se propusta para excluir do parlamento a nova
naiegoliai do empregadn ; porque, ton do-so croado no-
vo im|iostii, tinliii igualmcnto sido creado niivui
emprecil! para a sua porcepci". Ma a quesllu f" 'ai
renlinl sob O luiiiriterin do Walpule. Este celebre ini-
uutru liuba governdo violo anuo, a li-ve lempo para
'Indar as itianciraa do dominar a pailaiuentu. Foi nta-
.ailo ll'iliun o a'niitra cmara pelo liuuien o mai il-
linlrcs, por lord Clio.terfifld, o por M. I'ulteney. P.-
diu-io a etoluilii do fiiuceioiiariot ciu m isa depon
,|.....eu numero fono limitado, u quo aindi cr mai
diflluil; por fin a nppaaiftu reuni toda as mai forca,
a fez urna prupoilt, que tenda a excluir os funoi-iona-
roi iiibalterno. A lucia fui longa e trabalhoaa, ma
Walpule foi vencido, o n oppoalcl victorio.a foapjM-
tar, em algiimae modlfioaeooi, o meslida, quo havia
uropnlla qaando iniuoria, foneeinariaa lubalternoi
forio axeluidoa da parlamento. Auita tarmioau -
gunda lucta. Iluuvt- urna lercuira, triut.i auno depoi,
iub nutro ntiniaterio do longa dnraofu, do lord Nurth.
Nea! poca luiha a influencia da cora augmentado em
demasa, e aos anligo meio de dominar o parlamento
u havia accrescentulo a nuvdadu de tntaroaaar nal
ounlratoi publico membru do parlamento. De nina
parle fei-e declarar ao parlamento que a influencia
deqoTa tinha augmentado, legmenuva muda, e dovl
ter diminuid, de outra pedio-ie a esclusa., din ra.....-
bro do parlameiil intcre.sados nos contrato. Ella
membros erao denominados os tratantce (contradir,.
M. Fox fui darlo aoenaa, qoeniu podaroii aupporUr. Um dia
'nina daa diaeuiaaaa loaoiMdat por e..a ooeatilo, o
miiiiileriii oomprou algn voto no intervnllo de una
loalio a outra, M. Ful,en plano parlamento, Icvanlou-
se o disu :
. A' roda do mim lia miieravc, que Irabirin o ion
juramento ; que fiijn dentro o meu amigo, o van a>-
aentar-aa outro aa iueu nimifua. A cena, que
egulo fui aapantoaa. Ponen lempo depoi cabio o mi-
niateriu de lord Morth, e, auccedrndo-lho o niiniteriu
receben por ma legitima esposa, no aucuradoaru da ilha
dos Pinbeiros, a sua amada filha daa Joanna do La Er-
madur, a qual une a sua a ininlia aupplioa, par
que V. grandeza Ihe relilua a sua boa aiuiudu.
Nio se sabe oque [lensou dom Antonio Barzn, ao
lr este parographo, mas por diversas veze pas.arao-
II.o pelo denle a palavra do corda, broa o cr-
nico. ,
> Todavi, ae V. cxcellenoia n5o quiter conceder a
toda a equipagem do Caprichoso a vida .alva, a. parlo
de prez eopoto leguinte, aaaber: 1.0 a dom
Gabriel Badajoz &o. o po.to do oapilao do trgala
(oque Ihe fari galgar de um aallu oa de 1. tencnlo, e
capitao-teneiile), o o oommando do Caprichoto, quo a
curoa comprar enm o eu direito venda da presas;
2.0 a dom Fernando o pasto de 1. tcnento (oque
Ibe far sallar o do 2.0) c o lugar de imraediato do refu-
ndo brigue-esouna ; 3. ao oontra-ino.lro Briuibol-
lio o grao effeclivo do mestre de numero de fragata;
nee oo oscu humilissiuiu servo ver-e-ha na nece-
idado do aproveitnr-ie do vento, quo aopra fresou,
para ir procurar a onlra parle o quo reclama da munifi-
cencia de V. grandea.
A bordo du Caprichoeo, no 1. de marco de 17.......
P. S. Talvel nio eja fra de propoaitu informar a
V. exnelleuoia do principae feilos e movinientos do
Copricnoaa, oeste iou cruzeiru. Alea de do nnoi
mrcame, que elle condut, tuclteo a pique ou que.mou
ir. br.gue. doguorra ingleze, o oau.ou a penla tola
doiim. fragata, que Ib. d.v. osf, ****%)
cooperen anteriormente para a victoria da ata-t,
Buckinghan, de que M. Fux fazia parte, foi elle, que
fex passar o bil ohamado do contractirs, o qual ex-
clua o membro do parlarannln iutereisndo nol cnu-
traln feitu com o rttndo. Tal foi a teroeira luota.
Em Roaai dia, quando Irlanda ae reuni a Ingla-
terra, furin applicada ao parlamento de Irlanda aa me-
didas, quo e linbi adoptadu para o parlamento de
EsCoatia o de Inglaterra, o docta manoira fiomi comple-
ta a legilcao. Doste modo, durante ot cento e ciuco-
enla anuo, que se passirau, a prupoita para a excluan
do ftincoiunarioi i.i m eeatar repmdutida, nio para
aer rojeitada, mas para er approvada n'uina d mil
parto esonciae.
Eit os precedentes. lSo sao estratagema de guerra,
como se pretendo inculcar, nem manejo da oppoaiclu.
lio una grande afio, quo riuii limitar no scu parla-
mento ot mi-1 ni de influencia, que considerara como il-
gitiuio.
tem m, que rae dirin, que u cxempln de Inglaterra
nao ho obligatorio para a Franca : obri^alnrio nao, mi
iioneliidcnte, sim, Sem iluvida, so em Inglaterra hou-
veo nina ceutralisafo f.-rto o niiiilo uiupregados, o
Mil Franca nao houvusso nem contralitaeiu, nem gran-
lo niinicro do emprcgadoi, coinprobciideria cutan, que
a medida, que foi julgada boa para a Inglaterra, nao
fumo apropriada Franca. Mai lie juitamenle o onntra-
i io. que lie verdade. Em Franca ha nina forte oenlrali-
MOio o muito euiprc;;.i I i, e ora Inglaterra nio ha oeu-
tretltacan, o O numero dna oiiiprcgadu ho limiladmi-
nio. Poderia aqui.se nao tomesso abusar de vossa at-
iendan, comparar os duus paizes, o uinslrar-voi, em
Franca, a necoasidado da dtela, czigindo da parle da
uacau a cnuuessaa de una autornla.lo mail forte no ieu
governo em Inglaterra ao contrario, ii'uma ilha, ao a-
brigo do lodo o perigo exterior, a iiaca.i diipemada du
cunceder ao aeu enverne a meima luium.i de auturi-
dade.
D'aqui reinita, que em Franca ha um governo, quo
faz ludo, por meio dos eiaprcgados de aun noineaco,
aaaalariadoa por elle, e queponlualnionle Iho obodeuem ;
oinqiianto em Inglaterra S, pela maior parlo, m gran-
de proprielariui, quo excrcom gratuitamente a lunc-
C'iei public.il, c que iibr.ln mail pela influencia do que
pela autoridade, N'nma palavra, pdc-o diter, quo n
lypo do governo ingles he municipal, emquanto quo o
ivpe do nonio he quaii militar.
" Soi quanlu esta qocalJo he entre nl debatida, appro-
faedunoia aentraliaaci, o impugnaudo-a outro. a
calo reapeit.i dire omenlr, quo a nalureza, mai pru-
videulo duque un, faz ni governo para ot paites, nu-
do ellei ci.irr noiuiituidos ; que o nosso governo, trani-
plantado a Inglaterra, aeria inutiliuente vezslurio, o
que o do Inglaterra, eilaholecido entre ni.ieria de nina
debilidadeilnpluravel. lio ncceiiario adoptar oagover-
ii,. ciiuiii elle lo, e tratar nicamente do enrrigir oa
sena aliono".
Em Inglaterra, onde ha UM diminuto numero defuuo-
cionariiu axaalarladut, fui neoeaaarla adaptar medidsi
contra o abuso, que dut empregos e poda faier no pat-
l.iiuento; e cm Frani;a, onde ba muito funecinnario at-
talariadoi, nio tari adoptado neiaaaple de Inglaterra I
nao era neroisnrio prevenir o abuso, que so possa fa-
ier do empregos Seria urna conlradiccio pueril.
ConheOO, que dealo argiiraciilii pnde-se tirar urna con-
cluaio contra niiiii, diiend.i, que, vial haverem mai
empregadoa ara Franca do que cm Inglaterra, he preci-
ar., qu Has lario parto do parlamento ; porquo elu do-
ro er formado a ma.jeui du pail.
Concedo, e, por eita oooaiilo, pcnnitli-nio, quootta-
bclega algn principio.
Sim, recoiibi-c i, "> o axigi, que he necesiario mait
ompregadoe m< |iarlamento do Franca da que na de In-
..itorri ; porm cm tu.lo ha limite. Admiti os funo-
cinnarios na cmara du. deputado, admiti om grande
numero, ma nio pelo motivo, que todul os das so a-
ponia .
Continuamente nos repetem, que os luncciooanoi
possuem maiscouhecimentos do que os oulros depu-
lados. .
Faco-lhet justica intein ; ninguem em lempo algum
os tem defeodido mais do que eu. Porm, por uso que
------------------------------ wraiaMiBBftM*aBBaBexir .-*

enlrou na baha do Kingston (Jamaica), e deitou fugo a
burdo do ludo o navio, que.lili ae aohavio ; depon
do que, arribou a Sao-Joo do Porto-Rico, cojo gover-
nador o acullico nimio bem, e coinmunicou S. ma.
getlado el-rei do lod a llespanbas ui reiultidui da
campanil. .
O omio negro afoguo o diabo do meu genro !
exclamuu em fin dora Amonio Barion, marque de Las
Er madura, y FaiD.mtes; mas he furioso, que cu po-
lilla a mi no meu niilbio e meio do piastra, o Ibe de.xe
Ora"' como ninguem foi enforcado. e a preienca d
duna joanna nobriguo-eaenna h.vi. .ingul.rinenlo con-
tribuid, primeiro a tornar a vid. agrad.vel, edepnt. .
facilitar o perdi do S. exeellenca ,, guvern.dor par.
lodo., .eguiu-.e, que o reeslro Brimbullio fez um. ex-
cepcin favor da.uull.er do .eu capillo, e dis.o, que
entre luda a crcalura. do eu srzo aquella tinha algum
iirestiinu. ,
Fernando, locado da ventura do son amigo, ebegou
a neniar anta ve cm o..r-.e, projecto quo nunca ro.-
Ii.ou, por coii.iderar, quo aaeiaucoe e alropelln de
familia 11*0 (loderu caiar-io bem com a tranquillidade
ile espirito, quo elige a paiiiu pela pesoa a Unir, o
visto quo niiiguem pode aervir a dous senhore.
Fat.
r

^


2
'
elleitoem mais conheciruentos, be que devem ser cha-
mados so parlamento ? Nio vejo, que esta rasio leja
ufliciente. Sealluifis a conbecimenloi especiaos, con-
cordo ; ma> o fabricante e o lavrador lambem teem co-
nbecimenlosespeciaes, sen. 01 quaes nio podemos pas-
aar.
AlluJis a esses conbecimentot superiores, que hebi-
lilioosbomons a governar os estados? Na verdade, nao
coohoco espirito pollico mail eminente, que o de M
o mareebal "-ebsstiani, esei que be um funccionario
Maa M. Casmr Perier era funccionario ? M. Gui/ot,
por ter sido por um momento proletsor, he um func-
cionario ? M oduque de roglie, M. o ronde de Mole.
e todos os homens, que nesta cmara cierre... urna alta
influencia, M. Hanoi, INI. Beriyer, M Dufaure, M
liillanl, lio funrcionarios ? (Movimento em lentidoi di-
vtrioi.) Permitti, que explique o meu pensaniento.
igo, que, se fallis de luzei especiaos, iodos at loen
qui, e todas sio igualmente necesarias ; te fallis de
lu/es superiores, a maior parle dos homens, que leem
governadoopaii, nao cro funccionarios. Mas eu vou
dar a verdadeira rasio, a rasSo fundamental, segundo
pens, da admis-io dos funccionarios nesta cmara e
veris, i|ue estou longe de os querer excluir. A cmara
deve ser a rcpres-ntacio exuda da sociedad em todas as
fuas parles, a em suas verdadeiras proporcOes. He ne-
cessario, pola, que ella cmitenba todas as prosses, de
que a soriedade se compoe, e na rasio. quo cuntm ao
scu numero e importancia He igualmente necesserio
o agricultor, que conrorre primeira del produceoes, a
da leira; o fabricante, que ronrorro segunda das pro
dueces, h da in lustna ; o negociante, que troca todas
estas produri/i-a naturans ou industriis; o sabio, que
clarece os outros; o a.lvogado.quo os defendo na> suas
eontcstaces; tolos sio necessarios, para que a repre-
tentacio teja completa. K dimitidos o agricultor, o fa-
bricante, o negociante, o banqueiro. o sabio, o adtoga-
do, nao sera es, luida a nol.re profissio do magistrado,
que os julga, do merilimo, que os protege ao longo, do
militar, que os deende na frontoira !.. Nao, seria urna
efelutto, Dio t injusta, mais absurda. A r.prescnla-
Co nacional seria incompleta, seria falsa. ( Movi-
nenl)
Agora, dando um passo mais na analyse da represen-
taciu nacional, podernis consentir, que urna tcondi
(Soda sociedade, ou que orna protsso so enebesse o
parlamento, ou absolutamente odominasse ?
Se. poreiemplo, nao hoovesse aqui mais doquefa-
bricanies. e-tal., leceneis o rgimen o mais prohibitivo,
quesepossa imaginar. (Hiso) Se o parlamento fosse
exclusivamente composto do negociantes, haveria, pelo
contrario, um rgimen, que riporia a pro.luciao nacio-
nal, s.in proler(io, a todas as concurrencias eslran-ci-
ras. (llera dude.)
He n.cessario, portanto, quo ejflo aqui admitlidas
loda as prolinAet ; na justa proporro. e de maneira
que o parlamento nao seja dominado pelo espirito de
nenoume, O que eu digo de todas as profin-es (em
principal spplicarioOi luncrijuarios. (Humor no ren-
t'o.) Que! (v)uererivis, que os funccionarios uminassem
ela cameral (lnlerru,,cdo.) Parece-me, Senhor-s,
que elpoaho os v- rdadeiros elemenl .1, de .|Uo se com-
poe a rep.esentaiao nacional (iim um Fallai I )
querellis, que urna piofissSo su dominaste na cmara !
1 orem, r>fiu.,rr.., imagina
i urna moioria composla
quasi inleirameole de lunccionarios?
O honrado Mr. do /.a f rolle ..s di/ia hontcm, n'um
discurso l.a,tanto judicioso, e, no meu voto, cheio de
pinto : no dia, cu, que a maioria da maioria fr com-
pota de funccionarios, a tituaco se tornara bem do-
s.gradavel. Pois bem, Mr.de Lafardle engnou-se
quaodo disse : no dia em que a maioria da maioria for
composla de funccionarios: elle seria mais exacto, a-
distessc. que actualmente i e composta de lunccio'na-
nos. (/tumor no ernro. )
Allendci. Senhoies, nio vos exaltis, deixai-me ci-
peros fictos, (tianlos funocionaiios ba ln.je na cenia
'ai OSenhor relator apresenlou a estatifica, aoppo-
iico tamben', a apre.-entou ; e resulta dola, que temos
lSWunccionanus. [Ileclamacdei ) Altendei Conco-
do aus que ne iiiterroinpem onum.ro de 159 em lu
gar de 18-i, xduindo 11 pessoas ompregadas na casa
do rei e dos principes.
Air. Iletbtri (rtlatorj: Pero a palavra.
Mr. l'hie-s : Conccdere anda, que baloOem
lugorde 181, eicluimio osconcelbeiros destado em ser-
vico eslreord.najio. Declaro, pela nunha parte, que,
facto, que arancei, ha pouco, e que Mr. Lafarelle linha
ioexaclamanlesupposto no futuro, e te esie facto real-
mente nio soverilira boje, se desde j a maioria da
maioria no be composla de funccionarios?
Telvet me repliquen): se eu supponho, que esses 130
funccionarios sejo lodos oscravos dependentes do po-
der ? Nio sou lio destituido de justica, e de rasio para
avanzar tal. Quando ejo diante de mim ( posso citar
nomos, porquo nio hedosagradael o que vou dizer),
quando rejo um honrado membro M. Bonnefonds,
que, ba ISannos, he substituto, e que podia fcilmente
eatar mais adiantado, se o tivesse querido ; quando te-
jo disnte de mim velhos gennraes. cujas opinies co-
nheco, ba 25 annos, e que cerlamente nio efio parli-
di.las do poder, porque loem as dragonas de tenentes-
generaes, mas poique he da sua convKcio, de mim
bem conhecida, quando vejo uns e outros. sinlo por
enea o maior retpeilo, e nio duvido de sua indepen-
dencia. Mas estou aqui desde 1830. e quando vejo,
por eiemplo, funccionarios, que.em 1832 e 33, ouan-
do era preciso por um termo aos motins populares,
eiao ardentes opposicionistas, que nio temiio enfra-
quecer o poder enlio lio fraco, e quo de repeutese
teem tornado excllentes membrosda maioria, dedica-
dos a todos os ministerios, e talve d'aqui a pouco bons
realistas ( risos de approvacdo em mu las parte* da c-
mara), quondo os vejo.'que eriodaopposicao nos lempos
crticos, que nio temiio augmentar as dinlculdades,
tornarem-ae agora, que a ordem est estabelecida, a
autorida.le garantida e triumphante, lornarem-se per-
leitamenle pacficos e condescendentes, e no momento,
en. que se poda te i. receio contraditer o poder, dar le
uteis nonselhos. nio acharem tenu palavras deappro-
acao.....[fiio na etque-da.) Eu o declaro, Senho-
res, nio posso colloear na mesma linha esses membros
mmutaveis da maioria. que nos sustentar.) nos lem-
pos diffi.eis, e esses membros variaveis, que, looge de
kuslentarem enlAo o g.ivern >, ni tendiio senio a en-
fraquece-lo, c que no entrario na maioria srnio para
tomaren) parle na victoria da ordem, para cuja poste na-
da contribuiri... ( yira approvacdo em ouati todat ai
parle da cama>a )
L que se pretenda anda di/rr, que o governo nao
eserce influencia alguma sobre os deputados funcciona-
rios I-.ii vo-lo moslrarei, Senbores, pelos algarismoi.
I), lia inda agora, i|ue romos 225 contra 175; seos
funccionario'. nio estnossem dependentes do governo,
na > deveriio reparlir-se proporciunalmonte enlreaop
sicio e o governo? (Humor.)
Repito, se o poder nio escrcesse influencia real so-
bre os fnnecionarios, se as cousas se passassom lio jus-
tamente, como se inculca, .1 vera baver urna distribu-
i ao de funccionarios, proporcionada maioria o a mino-
ra ; a opposicio contara 81 funccionarios, o o minis-
terio 103. mas ba 40 contra H 4. (fec/amacOu )
< i. lu. pois, que a influencia do governo sobre os
funccionarios fica demonstroda, i. vista de um calculo
inquestionavel.
.Mas eu ougo direr aos amibos do poder O o-
vernu influe sobre os funccionarios? 'lento mclhor.
Queremos, que o poder lenba frca alguma ha de ter
hesio ao governo. EU aqui duas objeccSes, que se
repelen, todos os din ; patso a responder-Ibes.
O eleitor be livre, diietfl. Eis-aqui, Senhore, Om
/elo pela liberdade dos eleitores, quemuito me sensi-
bilisa. I Una}. Nio pretendo opprme a liberdade
reiultaote da le. Mas pretendis v, que por urna lei
nova nio tenhamos o direito de regular esta liberdade?
Direi nesse cato, que sustentis o suflragio universal
(Semacdo); porque, quando|tendes chamado 250,000
eleitores, tenJes-lhes dito: sois livre, podis escolber
em todas as clatses da sociedade vosso arbitrio ? Nada
disso. Determinaste), quespodiio sereleitos bomens
com 30 annos de idade, pagando 500 francos de con-
Iribuicio, e que deisem garantas do leu amor i or-
dem. Os eleitores vos os escolhesteis na classe dos bo-
mens, que apresentio tamhem garantas do seu amor a
ordem, na clasie, que paga 200 francos. Tendea sido
Pedro Francisco de Paula Cavalcanti.de Alboquer-
qu.............
Vigario Francisco Ferreira Berreto
Manoel Paulino de Govea Muniz Foijo
Vsconde de GoiaDoa.......
Bario de Itamarac......
Francisco Honorio Beierra de Meneres
Manoel Barbota da Silva ....
uirigiuua, proceJfidu aisim, pelu piiCip
,u>ta Jo A.
I'.m Franca nio ba aristocracia como em Inglaterra, I.
necessario suppri-la pelo concurso dos funccionarios.
Hecoiil.eM. a lorca do argumento ; mas sbeis de
que n.-.tur. ,,i heessa fiya ? Se nos lempos difficultosos
ella se augmentaste, para diminuir nos lempos tran
quillos, quando se pude contradizer o poder sem peri-
emquanlo ii parte do governo, lu lio solicitado par
a roncestio de lugares de concelheiro em serviro ex-
traordinario, como de lugares de concelheiros cm ter
vico ordinario (fuo )
Ha, pois, 184 lunccionarios; e haver verdadeira pro-
porcio entre 184 funccionarios e 459 deputadoi ? Sa-
bis muiio bem, que, nst votacoes importantes, as tai-
tas reduiem o numero a .00. Dos 184 lunccionanos,
quantot pertenrem A npponc,lo ? Sabis, que apenas
secontioO. (lieclamaiei no centro )
Depoit de baver aqui urna urna branca e urna urna
prela, nio nos podemos engaar uns aos outros. (Hno
movsmeiiroi dnerioi. ) E quando digo, que apenas
Ja 40 funccionarios da opponco cootra 144 ministe-
riaes, eipr-me-hia a ser m.mediatamente desmenti-
do, se dissetse urna cousa meta, la ; puis teinos duas
uinas para verificar a vota(ao. Nao ba mais que 40
funccionarios da opposir;ao, eu o repilo. Para cbegtr
ao numero de 400, que be o da. grandes votacoes di-
minu. ..
Mr. Heberi : (relator) Eos ausentes ?
Alr.'Jkieri : Cont os ausentes.....diminu
dos 144 lunccionarios da maor.a 14 ausentes restio
130 funccionarios minislenaes n'uma votacio de 400.
Agora vrja se, qual be a maioria do ministerio.
Nio pretendo aqui suscitar contestarles pue.is. Lem-
biai-vos do quo se passou na votnco da u.ensagem; ba
certos casos em ..*' o ......i^ i... t.do b8 votos de
maioria, e outros, principalmente quando te Iratava
da necujio da lei sobre o concelho de estado, em qui-
nao leve mais que 24 : trato da verdadeira votacio,
daquella, que significava a verdadeira maioria, porque
devia trazer a queda, ou a contervajio o ministerio,
daquella, a que te procedeo tobre a emenda relativa a
c-rrupiao Nene da o ministerio teve 42 votos, (/n-
lerrupco ) Nao quettionemut, concedo-lbe uina maio-
ria de .O.
Somos 400 presentes : o que he una maota de 50
volus ? 175 opposinooitlat, cootra 22o mii.itteiitei
Nesle 225 bi 130 funccionarios. Perguato agora, te o
go, entio eu seria do vosso voto. Mas hu perfcilainenl
o coolrano, que costuma 6ucceder.
Eiaminei no Almanack feal a cmara de 1832. Eu
a contiena perleitamenle. porquo nelia figurei como
deputado, e como minittio. Sabis nessa poca, qual
era a proporcao dos funccionarios na cmara ? Nao he-
via mais que 142 em lugar de 184, que exislem boje.
E sabis, qual era a propon o dos oppotiunislus e mi-
nitlenaes? 64 pertcnciao aos primeuos e 78 a..s se-
gundos; e actualmente, qu reina a tranquillulade, a
opposic,iocoula 40 contra 144. (Seniocdo po funda. )
Quanlo a mim, que sou partidista .lo poder forte ,
nao ach aproveitavel a lorca, que diminue nos lempos
difliceis, para augmentar na poca de prospeidade; nao
a considero frca propria para se contar com ella ; e
lembro-memu.lo bem, do que entao liavia cem veres
mais inconveniente na opposicio do funccionario, que
nosatacava aberlamente, do que frca na adbesao si-
lenciosa do funccionario, que nos apoiava. Nio posso,
portanto, admiltir csse argumento; porque a medida
proposta nos enlraquece em ve/ de nos fortalecer.
Se nos Ibes devenios a frca, peco deteulpa aos se-
nbores funccionarios be urna forca muilo voriavel,
pouco solida, porque representa antes ambicio do qu
verdadeira convirco, (4pprova(do na esquerda.) Pe-
la minha parle, julgo que laco tanto servico ao poder,
como i opposico, apoiando a proposta de Mr. Ke-
inusat.
Ainda se o mal nio cresresse, mas elle vai augmen-
tando lodos os das. Em 1852 nio havia mais que 142
funccion-rioi na cmara ; em 1842, antes de ter eleita
a cmara actual, bavia 167, e hoje ha 184, e depoit
do ultimo son... ( Inlirrupco no centro. ) Senbo-
res, se o numero de 184 he contestado, estou prompto
a discutir este ponto, quan.io se qu.zer ; mas be intil
interromper-me, poique nio bo ass ni, que hei de ve-
hlicar a toninia.
Digo, que o mal augmenta ; e obtervai o quo com
efl-'ito se tem passado no ultimo anno. Toem batido
vinte nomesces; o sabis quintos deputados teem rin-
do em virlude dellat ? Seis nomeayet, que nos trou-
x-rio deputados nao funccionaiios, e quatorze, que nos
Irouxero deputadot funccionarios. ( Muiimento pro-
longado. )
Dettas 14 nomesces, ba 3, que recabiio em depu-
tados, que deviio ser subjeilos a reelei(io ; ba 2 rela-
tiva! a individuos da cata do rei e dot principes, e 9 re-
lativat a funccionarios, que novssicr.ts ario introdu-
ridos na cmara. He endenle, que vai em considra-
te! augmento a tendencia dos ele.loret para o funccio-
narios, e reciprocamente.
IVrmilti-iue, que vos explique a cauta. ( Otipao I
Uuc4o )
Nesta questio, costuma-se a argumentar com ate
guinle propoiir;io, que parece plautivel: te os elei-
tores nomio funccionan.it, teem a liberdade ele o fa-
7,er, e nos queremos, que elle teji liares, poique so
mus partidistas da liberdade (Riso.) Alem disto, so os
eleitores nomuiao funccionarios, be sem duvida, porque
otiles acbAo urna expieuao mais mdadeira de sua ad-
abstracto, segundo o qual todo o borneo) deve ter cha-
mado a timar parte nos negocios do seu paiz? Nada
ditso; losles dirigidos pelo principio, que acabo de in-
dicar, o de procurar a melho' representaco possitel;
procurssles gaiantias de ordem; fzestes bem. Mas
quando haveis dado garantas de ordem, nao terei eu
direito de vos pedir garantas de independencia ? (.Yo
eiquerda he \erdadei! he verdade \) Quando baveit
engido girantiai d'ordem nio l dos eleitores. mas
dos elegivct, nio terei eu direito de vos pedir: na es-
rolba destes. os que forem independentet do governo ?
Cerlamente nao pensis nisso: sem o saber, sois parti-
distas do sufragio universal!]
Agora ajunlai,quo o paiz procura nos funccionarios a
representaco a mais eiacla de fuas opinies. Sabis,
como eu, o que te paisa a este respeito. Nio tomos pre-
cita, i de calumniar o paiz: he necettario pinta-lo como
elle he, com verdadeiras cores, O paiz nio tem, como
em Inglaterra, 150 annos de habito do governo repre-
sentativo; nioetta, como a Inglaterra,nesse termo me-
dio de adbesioe de assnlencia ao poder, que constilue
a verdadeira liberdade representativa. Em Inglaterra
nao observareis jamis essa etalt.a-o despartidos polti-
cos ao ponto de querer destruir ludo ; e depoit, por u-
iiii prompta reaeco, tomar a attitude a mais dcil ;
nio, elles esli sempre no mei-j termo, entre a levol-
la o a submistio. Em Franca, pelo contrario, o gover-
no representativo h< um facto novo. Almditto, o ca-
rcter da naciu he vito. Algumas vezes nada quer ou-
vir, e pretende destruir ludo; depoit rende-te, torna-
re pe Lilamente submissa.e obedeco a ludo, que te Ibe
manda. Sio os lempos de fcil governo.
Estamos n'um desses momentos, rio proseguirei so-
bre esse ponto, para me fazer comprebeoder. Actual-
mente, ouviieis repetir multas vezes : Fomos exces-
sivosem!830; mas estamos esclarecidos : as opinies
sio urna illusio ; he necettario cuidar dos interetset.
Dosgrscadamenle os eleitores dizem isto todos os dial,
ou, pelo menos, o fazem, tem o dizer: e quando vemos
os eleitores da opposico noniear um hoinem, alias
muilo honrado, nio por causa da sua opioiio politice,
mas por causa da sua posicio pessoal, afim de ter um
deputado, que Ibet assegure um caminbo de (erro ou
u-ii canal, e pira esse lim escolher um dislincto en-
genheiro, por cuja pestoa tenbo toda a consideravio,
mas que seguramente nio poder d.zer que foi eleilo
pelas suas opinies politices... (Mova,ento) quando
temos os eleitores procederem assiin lodos os das, nio
seremos convencidos. .. (Interrupcdo)
Teria pezar de direr alguma cousa, que possa oflender
M. Collignon; elle sabe, em que consideacio o tenbo ;
mas, em fim, nio posto crer, que leoba sido eleito por
suas opinies polticas.
Mr. Colii',non : Poco a permitso de diier u-
ii... palavra.
V. Tkiert: Sem dutida tendel direito a
isso.
M. Collignon : Peco a M. Thien, que acre-
dite, quo me mortifica profundamente ludo quantose
pos posico, e a diminuir a liberdade dot ele.lores que
me confiarlo o tru mandato
Ao cintro: Muito bem Muilo bem (Agi-
taedo prolonqada).
AI. Thien : Teria pezar de atacar M. Collig-
non no direito de aeus eleitores 'e no seu ; mas, te os
eleitores, que o non.carao, teem seus direitol, te M.
Collignoo tem direitos, lambem tenbo ot ...cus, eco-
mu membro desta cmara, tenbo o direito de julgar
os eleitores, como elles o teem de me julgar, e quao
do nio offendo ninguem, tenbo o direio de allegar um
facto, que tem urna grande significaco moral. (Aa
e>quirda, muilo bem I muiio bem I j ( augmentase
a ag lu u)
Muitm vozti (A'ordem.' i oidesn !)
M. Thien : Pejo deteulpa de insistir : mBn-
p
9
S
s
1
%
1
1
RESUMO DA VOTABA.. NO CLIECIO! DD KCIFE, OLIlIDt
icotaAMo', cnrtaitA, ANT0-AirrA8.cAa., r-iV
DO ALHO, LIM-IUXO, EHINhXem, l'.-FaH0|1,
NAIARETII. fIMBREI. BREJ, GARAKHUK, W,.'
CACA, FI-.REt E |.ERA-TALIIADA.
u'\r\ Vota..
Uarao o B..a-viati................. .
Viironde He (omina................' gg.
Bario de Ilamarar .
59?
raFnnceadePaoli Cavalcanii d'Alhnin.-,-,^ ^
SebuliS.) do Reg Barros.............
Antonio Pinlo Chinborro da Gama
Ernesto Ferrcir Franca..........
Fr.i.icinc. Ferreira Brrelo........
Manoel de Soma Teixeira........
Francisco Honorio Beierra de Meiiezot.
Manoel Paulino Gmiveia Munis Feij ,
Manoel Barbosa da Silva..........
Antonio Juaquiru de Mello.........
581
553
523
5J
501
444
411
397
175
lenbo um dos direilot da tiibuna. (sim un.) nio te-
nbo o direito de oflender n.nguem e jamis o fu a
nei.l.um dos mcus collegas ; mat todo 0 fado, que le
patsa a face do pau, pude ser aqui chamado i me
mora do paiz, e pelos seut orgios (Sm Muilo
bim )
Detlet fados concluo, qui o imperio dn opiniet
infelizmente cedeo so imperio dot intereitei. Os elei
lores, que cederlo i tbeoria, de que ai opiniet tio
urna illuso, e que s os ioleresses teem alguma cousa
do real, esses eleitores acbsrao sempre a seu lado os
funccionarios a solicitaren, sua oomeacio. Estes, com
efleito, ba 15 annos, destacadamente perceberio os
pengos, que cornio, quando estatio em rivalidade
com um bomom, que linha nos collegios eleitoraea,
ou na cmara, um tolo na sua mi; e procurao por-
se a coberto desse perigo por meio da deputacio. Te-
nbo tillo, nio.s como deputado, mas como ministro,
o funeciooanos solicitaren) a deputacio: e sabis
porque? porque sabem que por esse meio serio garanti-
dos ou da demissio, ou da pretericio.
(Continuar te-ha.)
PEHNAMBCO.
ELLEICAO DE DOUS SENADORES.
COLLEGI0 DE SERBA- TALUADA.
OsSn.
liarao da Boa-Villa........
Erneilo Ferreira Franca.......
."sebastiio do Bego Barros......
Antonio Pinto Cbioborro da Gama .
.tJauoel de Souza Teixeira......
Votos
. 19
. 19
. 15
. 13
. 11
PAGtDORU MILITAR.
lllm. e Exm. Sr. Em cumprfmento do despacho
respeitavel de V. Etc., de 87 desle mei, exarado ni j.
cluaa Informacio do inspector da theiouraria, cobrlojo
a do desembargador procurador da cora e tobermii
nacional, sobre a minha representaco de 23 de abril
ultimo, dignando-te V. Bxc. ordenar-me, que deten.
globasse a quettio sobre ot precot exceitlvoi dotilg.
gueft dat catat para os offlciaei dot corpoa dastacadoi
nettu provincia, objecto da citada minbt represen,!,,
lenbo a honra de dizer a V. Etc. que, tendo i legsii*.
Co, citada no comeco da minha referida representado
determinado, que aos offlcfaea mencionados la foioe!
cessem catts para seu al. jmenlo, nio havendo aqosr-
telamento nacional para e-te fim, nenhuma duvlda leve
esta pagadoria no pagamento dos eluguets dai casis
que os offlciaet, de aeu proprio cuidado e arbitrio, pro-
curar.), quaodo aqu chegirio ; mat, como nio po-
desse perder de vista a ecooomia da faienda oteioml
petando muito no meu escrpulo a disposlcio do art.
2."$ 20 dat inttruccet, que regem esta pagadoria, 4.
cerca da flscalnacio, a meu cargo, dai despean do mi-
nisterio da guerra, para por a coberto de tal arbitrio
a minha responsabilidade na execuco de todas ai dls-
posicoei da legislacio, e ordena de V. Bxc. a resuelto,
dirigi-me a V. Bxc., como devia, e V. Bxc. se dignou
dar-tne tuat ordeot, noi ortelos citados na minha lofor-
macio, Acerca de te obterem casas por meos preeo a
mais rasoavel.
Em consequencia, flt saber a todos os ofllciaei, por
differentes muios, que, em obseivaocla destas ordens,
eu nio pagara aluguels senio at um certo preco, que
declarel, em relacio, todava, das auas pateles; de-
clarando tambem, a abrigo de ordena Imperiaet, quiei
oa olliciaes, que poderiio aquartelar-so juntos.
Alguns delles, porm (poucoa, que deuo de oomearj,
a cujot proprietarioa das casal, que occopavio, e aot
procuradorea de outrot, tinh/ eu aliit feilo notoria,
oeita pagadoria, a mesma advertencia, com adcclara-
Cio, alm disso, quedalli em diente nio pagara mala
tal quantia por aluguel de casas, qual nena ocesso
entao Ibes dava em pagamento, relerindo-.ne, netse ac-
to, t anteriores advertencias, deixario, todava, nio 10
de procurar casas de menos preco, mas nio tralirio da
obter dos ditos proprietarios precos mais ratoaveii, nio
recorrrio a V. Etc., como eu Indicara, nem 01 mes-
moi proprietariot ou leus procuradores; e, confudo,
teem pretendido, que eu Ihet continuatse a pagar na
mesma rasio, ou pelo mesmo preco, at catas alugtdat
a seu arbitrio.
Kecusei-nie a isso para os que persistiio em seus pro-
psitos, alias sobrepensados, estando bem esclarecidos
a tal respeito ; e, obtendo depoit a approvacio de V.
Exc. do systema, que eu linha adoptado, o reduii a
urna tabella, para mais simplicidade e regra con.mura
das quantias de taet aluguels, que flt conhecer, temet-
tendo-a ao Etm. commandante dat armat, e conttnuel
na inteligencia de pagar a estea (como a todot) por
aquellas quaotias, todava as uiesmas, que eu J Ibet
tloha feilo saber anlerioimente, que admiita comora-
toaveit, em virtude dos citadoa ollicios de V. Etc., e
com tanta mais firmeza, quanta he a minha conviciode
conciliar 01 eOeilot destes ollicios com a scalitacioe
execufio das ordens para aquartelaoienlos.
Exigem, entretanto, 01 cllhiaes em questio, que se
Ihet pague o lempo anterior publicacio da UbtUa
pelot piceos, que elles ajustiio sem auloriacdo, por-
que allegio elles, que a tabella nao pode ter ell-ilu re-
troactivo ; mas nisto, Etm. Sr., se i Ilude a questio ver-
dadeira, que tem a ter: Se a pagadoria, a quero
compete fisceiisar as despezas do ministerio da guerra,
be obrigada a pagar-lhes as casas pelot preces, que el-
les querem, depoit de Ihet ter feto saber effl lempo,
que, oa conformidade dot ollicios do V. Exc, e por bem
da faienda, Dio poda adimtllr, da data daquellaa mi-
nhas advertencias em diante, catat por tal preco, e itto
repetida vetea, do que estavo inteiradot.
Ora, itto nio he exigir cun.primelo retroactivo da
tabella, he, aim, exigir o cumprioienlo de urna declara-
Co. que impoita urna ordem superior, da qual fui de-
duzida, conhecida por adveitenctas repetidas, cuja no-
loriedade ou publicacio era, e be, em laet catus, bai-
lante para obrigar, e de conformidade oom a qual foi
depoit feta t tabella. Nio recuso pagar-ibes ; mas en-
tendo fase-lo pelo preco, que eu Ibes fez saber e cons-
tar, quatru metes antes, como mais rasoavel, e contra
o qual, se acaso te julgatio coa diieito, deveriio ler,
em lio largo espaco, representado a V. Etc.
Fica, poit, coobecido, que a pagadoria nada contn-
tou com 01 proprietariot ou seut procuradores, nem
alugou casas, nem admittio os precot dot aluguels en
questao, e, ao contrario, efTectivaroeate luz saber o que
levo expendido. V. Exc, poim, maodar o que for
servido.
Deot guarde a V. Exc. Pagadoria militar de Pernam-
buco, em 39 de malo de lisie. niui j Exm Sr. coa-
ceibeiro Aolouio Pinto Cbicborro da Gama, presidente
da provioeia. yoia" de Briio Ingle*, coronel e com-
oiiasano pagador.
31 i se el lauca.
Almaiiach genealgico de 1846, publicado em Le-
pig, pmva, que lo.l*. as familia, aoberanai da Europa
o rouipAeiii nn.ialmei.lo de C83 membrui, aaber;
356 liomcut e 327 mulherei.
Entre ut soberanos da Europa lia 20 (inniuo o papa),
que niu team hliio, vaies; 5, que eo.ic... oom mu-
Iheres de differonte erenoa religiosa ; 3, que protesta
,,..Jtn



,|lo differente do da mnioria da seus eubditoe ; 4, qoe
ii na iinirn do ma rafa ; c 6, qiio ato oriundna de OU-
' pnitra que nao ttqiiellee, ciu i|iie reinlu: ai eatoa
clin lia <>u vi o, Ja Snecia o Noruega, da Blgica, sil*
Grrri. .
i, f,niiili.ia rctnnnter, que leen mnia roeiuuroa varos
i i aa lina principes e ondee Ir L'ppi't 1ue cuntan
jg. a il'Auairi, que tero 27 a de Ltchlcn.leinL 25;
,'d. Wurleroberg
ara, H.
19; a da Proasitt, 14;
CQMMERCIQ_____
Alfandega.
Rg.vninBT0 oo Dit 3.................2:422*431
' Deir.nrregdo koj 3.
picona Atch'$~ farinlia.
Brinue Zibn!c*~ !.nlh*o,
SumacaS-'U'a-Crsridem.
IlrigueFeliz- Un -ao mercadorias.
Brigue I even -undem.
BrigueIgnazio carvio.
.llmin.culo do Porto.
Navtoi entradoi no da 2.
|Terra-Nova ; 30 dial, brigue ingles Ann-Johnson, do
198 tonelada, capilio James M.'Neill, equipagem
12. carga beeelrtso; James Crablree & Companhia.
IPirabiba ; 5 das, biale brasileiro Eipadart, i* 27
toneladas, capillo Joaquim Jos dos Santo, equipa
geni 3, carga lonha ; a Joio Pinlo de Lomos J-
nior. Conduz i escravos entregar.
ObiirvaoaO.
Eocilbou no da l., nos baimi do Rio-Doce, o bri-
gue ingle Eliza-Ann, indo de New-Por!, com ear-
tao de pedra, com deitioo para o Rio-Grande-do-
Sul._____________________________________________
Dedaraeoes.
= "erante a administrarlo geral doi eilabelecimen-
(oi e por lempo de (re annot, contadoi do I.' de ju-
Ibo prolimo futuro em diante, aa rendaa doi predios do
patrimonio doa meamos estatelecimentos, abano de-
clarados.
I!airro do feei/t.
Roa do Azeite-de-Peixe, n. 1 ; dita dos Burgos, n.
?; dita do Encantamento, o. 3; dila do Amorim, o. 18;
dita da Moda, n. 31.
Bairro di Santo-.intonio.
Ra Direila, n. 4 ; dila do padre Floriano, na. 5,9,
45 o 47; I coco da Carvalba, n. 5; ra do Kaguodea,
ui. 32 e 34 ; dita de S -Jote na. 5, 7 e 17 ; dita atra
da dita, n 11; dita do Manoel Coco, na. 30,31,56 e 38;
itadaaCinco-Pontaa, ni. 70, 116 e 118 ; dita da Vi-
aclo, ni. 19 e 26; dita de Hortaa, o. 29;dita de Saota-
bereza, na. 5 e 7; dita da Roda, na. Se 9; dita do
alUhouco, oa. 2e 18 ; travesa do Calla buuco, n. 8 ;
us Nova, n. 48.
Bairro da Boa- Villa.
-, Ra da Gloria, n. 65; dita da Alegra, n. 5; dita da
Coocetcio, n 5.
Ai p"sioai, que le propozerem a arrematar ditas ren-
das, poder&O comparecer na aala dai esioes da adminis-
Irscao geral, na ra dos Coelhoi, casa n. 4, noa diai 3
_ (hoje) e 8 do corrente, pelaa 4 boraa da larde, muni-
das de seua lid dores; advertindo-ie quellei inquilinoa,
quo nao ealiverem emdiacom o pagamento das res-
pectivas rendas que nao poderaS de novo arremta-
las, sem aatisfazerem seus dbitos.
Administrarlo geral dos eslabelecimentoi de carida
de, 1. de junlio de 1846. O eicriplurario, F. A. La-
talcanti Couliiiro.
Peraote a mesma admnistracao, nos dial e boras
icima designadoa, so ha de arrematar por lempo de un>
snno, contado do 1.' de ulbo proiimo futuro, o essu-
car, que se bouver de aitrabir do (uro das caima, fechos
e barricas, que se inspectarem no telendo lempo: os
prelendentei devcraO comparecer munidos de sem lia-
dotes.
Administracio geral dos estsbelecimeolos de carida-
de, 1. de juobo oe 1846 O escriturario, F. A. Ca-
valcanh Couueiro.
Oabaiio aiiignado, cbancejler encarregado do
consulado de Portugal mala provincia, faz publico, por
ordem doseu governo, para conbecitnenlo do commer-
cio e navegacio o teguinte :
Extracto do decreto de 26 de novembro di 1845.
que entrar em algum ponto deite reino, ou dai ilbn
adjacentes, he obrigado :
j I. A car, em ponto apparante do aeu navio, uma
bondeira amerella, quando assim Ihe or ordenado, e a
conserva-la ijada, ate que seja admillido a livre pratica;
2. A impedir (oda a commuoicacao com o aeu na-
vio, deale com a Ierra, em quaolo nao Mr admillido
livre pratica;
j 3. A conlormar-se com o regulamenlos lanita-
rioi, e a subjeitsr-se ai ordena, que Ibe lorem dadaa
pelas autoridades sanitarias do porto ,
4 A tundear no lugar, que Ibe for determinado
para qua/enlena ; e a atravessar o aeu navio, ou meamo
a fundear para visita, quanJoo lempo o esigir, e assim
Ihe fr ordenado nos termos dos regulamenlos;
a. A comparecer, logo que aasim Ibe lr eligido
pelo guarda-mr da laude do porto, na caa da eilacao
da sade, servindo-se, para oseu transporte,doseu p'o-
prio escaler, lancha, calraia ou barco, e arvoraodo uel-
le, em ponto apparente, uma flmula, ou galbardele a-
oiarello, que face conbecer o aeu estado de auipeicio, e
impedir toda a commuoicacio ;
6. A apresentar s autoridades sanitarias todos os
papis de bordo; a responder aos interrogalorioa, que
Iba lorem leitoi, prestando previamente juramento de
diser a verdade, e de referir lodos os lacios, que Uve-
rern chegado ao aeu conbecimento, e de dar todoi o es-
clarecimentos, que ettiverem so seu alcance, e que poi-
>io interwaar a sade publica.
Arl. 138. Todo o navio, qualquer que aeja a aua
nacionalidade, procedencia, e deslino, que aportar a al-
gum doiportoi desle reino, e leus dominios, be Abri-
gado a presentar carta de laude, da qual conate nio
o o estado sanitario doa lugares, donde procede, mas
1 da fui tripolacao, e o numero dos pauageiroi oo mo-
mento da partida, salvos os casos de frca msior, noa
termos desle decreto.
Art 139. Aa cartaa de ladesSo facultativas para os
navios, que sahirem dos portoa de Portugal e ilboa ad-
jacentes, e serio, nenes porlos, expedidaa pelo facul-
tativo, que para iaio tiver delegacio do coocelho de
a*de no porto, donde o navio sabir. Nos porlos estran-
eadoBaVi- geiroi poderaS aer expedidas sos navios, que se desti-
naren aos portoa de Portugal e seus dominio!, psloi
agentes consulares portugueiel.
Asearlas de so le, quo lorem espedidas ooiporlos
eslrangeiros pelas autoridades do paiz, lerio visadas pe-
lo sgente corsular portuguer, que nelles residir.
Art. 140 Osnsvios procedentes do portos eslrangei-
ros onde nao bouver agente consular porluguez. sao
obrigados a traier carta de aade, eipedida pelas auto-
ridades do paiz, e a faze-la eiwr peloi agentes eooiu-
lares portugueses nos porlos, com os quaei commun-
earem, le ahi o bouver.
Art. 141. O navio, que ae demorar maia de oito
dias.depoisde expedida ou vnada a sus carta de sade,
ou soja no porto da partida, ou no da eicala, ou arriba-
da, onde commuoicar, he obrigado a relormar a carta,
ou o visto.
Art. 142 As cartea de aade com rasuras, entreli-
nbsa, ou quaeaquer oulras alleracOea aemelbantea, sio
reputadas cartas auspellas, e subjeitio o nsvio a quaren-
lena correapondenle. e o capito a processo.
Art. 143. He prohibido a todo o capito, meitre, ou
n< malandante de navio l
1. Largar de si s caria doiade, que tiver rece
bido no porto da partida, emquaolo nio tiver chegado
ao do leu deitino ;
J 1 Reeeber e ler a bordo outra carta de sade a-
lm daquella, que Ibe foi expedida no porto da par-
tida ;
3. Reeeber a bordo marinheiro, que parees doen-
te de molestia contagiosa ou epidmica, daa que sio
subjeitaaa quarenlena ;
4. Reeeber a bordo roopas, vritidos, ou faiendas,
sem ler verificado a iua procedencia, e reconhecido, que
nio servirio a peisuaa atacadas da molestia contagiosa,
nem procedem de lugar inleclado.
Art. 144. Todo o capilio, mestre, ou commandante
de navio be obrigado a tomar nota, no jornal do bordo,
de lodaa as molestiss e mortei, que se manifestaren! o:
occorrercm durante a viagem, aasim como doa lympto-
mas, que observar nos doentei.
nico. No caso de baver facultativo a bordo, a
elle loca mais particularmente eata obrigacao, pelo que
reipeila ai molestias.
Art. 145. Oscspit'ei, ou commandsntes de todas as
embsrcacea, sao obrigadoa a fazer mencao, no jornal de
bordo, da eiecuciodas providencias estabelecidaa neale
decreto para aaaegurar a sua sade, dai communica-
c6ei, que. tiierem no mar,o de todue quaesquer oc-
currencias, que poni intereiiar directa ou.inderecta-
menlea aade publica.
Art. 202. Todo o individuo, que communicar de um
navio para a trra anteada viiita de laude, ainda que
elle venha a ler logo admillido livre pratica, ser pu-
nido com a multa de ot a 200 rs., sem prejuizo das
peoai miii grave, em que pona incorrer como infrac-
tor da quarenlena ; e se a communicacio fr da Ierra
para o navio, pagari smente metade da mulla, Picara
ubjeitoa lorie do oavio.
1. Gilis penas sio applicaveis aos individuos, que
reetberem, com conbecimento de faci, quaesquer pes-
soaa, ou cousas, procedentes de navio, que nio lenba
sido visitado.
2. Excepluio-se das penas desle artigoi os pil-
los, e o guardas da alfaodega, que, noi termos das res-
pectivas instrucc.8ii, enlrarem para bordo por motivos
de servico, e que fcio subjeitos a seguir a sorte do na-
vio, at que elle seja admillido a livre pralica.
5. Se o navio vier aaoffrer quarenlena, o traos-
greasor loflrera no Laiareto igual quarenlena, e no liin
deila aera remellido.debaiio de prisio.ao juii competen-
te, para Ibe ser imposta a pena, em que tiver incorrido.
4.0 periodo, que medeia entro a ebegada do na-
vio a barree a aua admiasio i livre pratica, be equipa-
rado i quarenlena, para Ihe seren applicaveis ai diposi-
ics dos artigos antecedentes.
Art. 205. Os cepilles, mealres, ou commandentes
de navio, que apreaentarem rarla de sade com rasurai,
enlrelinhas, ou quaesquer oulras alteracoea semelhen-
tes, que possio induzr suspeita de Ulsihcacio, serio
processados como presumidos autores della, e puoidos
com aa penas, que Ibes couborem como falsificadores de
documentos pblicos.
Art. 206. Os individuos, que, por omisiio ou ne-
gligencia, expoaerem a sade publica, ou mfringindo,
ou deixando inlringir as d>posic5es legislativas, ou re-
glamentares, e ss providencias, que a poderiio preser-
var, serio punidos com a mulla de 20j rs.
1. Nos termos deite artigo sio comprebendidoso.
mestrea, ou commjndantes de navios mercantes, que
nio Irouxerem certa de laude, ou a trouxerein irregu-
lar, anda que o navio nio venba a loflrer quarenlena;
mas a multa sera smenle de 10 rs. se o navio lr ad-
millido livre pratica ; oe 15 rs., le Ihe lr imposta
quarenlena de obiervacio; e de 20 rs., le a quareute-
na fr de rigor.
2. Quando o meitre, ou commandante do navio
poderjuaiifioar.com prova aelisfacloria, parante a esla-
cao de aade reapectiva, que a irregularidade da carta
procedeo de accidente, ou occurrencia imprevista, o
loflreri pena algoma.
Cooiule'do de Portugal em Pernambuco, aoa Itfde
mno de 1846. MioutUoi Alvu, chancellar encar-
regado do consulado.
Ajudado, pois, de aljtuns amigos, penetrados das
mesmas ideias, possuidos dos meamos sentimentos e
guiados pel-s mesmas aspiraces, que? nos, vimos
hoie encher essa lacuna, fundando nesta cidade utiiii
publicarflo mensal, cujo titulo assaz indica o alvo a
que tendemos.
Convencido da inani-no da poltica acanliada o
rancorasa dos partidos, e tambem de que so no estudo
das questes sociaes he que (levemos procurar as
condices do nosso desenvolv monto ; vendo, pela
experiencia dos factos consunvados,qu;1o grave erro
commettemos todos os das ao copiar servilmente a
Europa, em vez deprocurarmos o processo, com que
devemos applicar ao nosso paiz os dados das scien-
cias sociaes, queremos lanzar, no meio da incohe-
rencia actual, segundo o permttirem as nossas Tor-
cas, alguns principios exactos, e germens de um fu-
turo generoso.
Porlanlo, l'hilosophia, Economa social, Sciencias,
Artes, l.itteratura, ludo encontrara lugar as paginas
da noss* revistn
Esperamos, pois, que os homens de intclligencia e
do boa vontade acolhao com prazer esla tentativa, e
prestem ao nosso trabalho o seu concurso e benvo-
lo apoio. A. P. de Figueiredo.
O I'rogrgsso apparocer no primerode cada mez;
c principiara no 1.a de Julho prximo n'uma liroxu-
ra in 8." francez, contendo 3 paginas em ntida irn-
press.lo. O preco da assignatura he de 3^000 res
por 6 nmeros, pagos adiantados. Subscreve-se no
Recife, na loja doSr. Cardozo Ayres; em Santo An-
tonio, livraria da praca da Independencia n. 6 e 8.,
c na Boa-Vista, em a botica do Sr. Morcra.
Alm de uma revista poltica, Iliteraria e scienti-
fica, em cada n., publicara o Progresso, nos tres
primeiros, os artigos snguintes-
lAposQotle principios.
Certeza humana.
Estado do Mundo em 1816.
Meios de communicacAo.
I'roccssos lgicos do espirito humano.
Agentes improductivos.
0 Brasil em 1846.
t.ini'st "ni do rio da Prata,
Colonisaclo.
Estado actual das ideias philosophicas.
Reformadores sociaes modernos.
Estado da agricultura na provincia de Pernambuco.
geires e escravoi frele, dirijaO te a Gaudioo Agosti-
nbodo srroi na pracinbado Corpo Santo, n. 66.
= I'ara o Aracaly legue viagem, al 6 do cor-
renlo o biale nacional Neriida de primoira mar-
cha, por ter oseu carregamentoquasi prompto : quem
quirer carregor on ir de passagem para o quelem
excellentes eotiiinodos dirija-se a ra da Cadeia do
Recife. n. 36.
Para o Itio-de-Janeiro seguir* breve o patacho
Felicidade, por ja ter lastro ; podendo, porm, reeeber
carga eescravoi: quem pretender earregar. |de tratar
com Amorim Ir? aos, na ra da Cadeia, n. 45.
Leilao.
- Ricardo Royle (t C. ferio leilio por interven-
ciodo correlor Oliveira, de crsnJe varietlade de faxeo-
das ingieras ai nuil propriai desle mercado pira
realnatao do contal : quiota-feire, 4 d corrente as
10 horas da manbia, no leu armazem ra da Alian-
dega-Velha.
Avisos diversos.
Thealro publico.
HOJE. 3 0B JUNHO.
Ein consecuencia de ler sido rnuilo ebuvosa a noule
de boolem, que o Sr. Sulton bavia destinado, een-
nunciado para o seu beneficio, relolveo Iransferi-lo pa-
ra boje ; assegurando-lhe, que. por esta ultima vez, que pa-
rante elle lem de Irabalhar, caforcar-se-ha por conti-
nuar a nnrecer-lbe a svmpalhia e proteevio, que al
aqu Ihe teein sido liberalisadai.
ivisos manlinios.
PUBLICACAO LITTERARlA.
o PR< caesso.
REVISTA SOCIAL, LITTEBARIA E CIENTFICA.
A' vista do movimento intellectual, que se ha ma>-
nifesUdo em alguns pontos do imperio, e que, deo
lugar a recente crcacao de vanos jwnaea litlerariob
e^cientficos em MaranhSo e na Baha, sena sobre-
maneira vegonhoso, que Pernambuco se conservasse
ainda impassivel por mais lempo.
Comefeito, entre essa ruma de per odeos que as
rpidas variacues da atmosphera PO'lJ h"0,^
em ondas sobre as nossas cabecas, ******'&
que,estranho s paixes pessoaes e a* omofwado
da, possa servir de asylo ao livre pensamenlo c as
considerasoes serenas da pbilosophia e da sciencia.
__ Pra Lisboa sai, imprelerivelmente no da 13 do
corrente, a escuna porluguea Feliz linxia: para car-
ga e passageiros tratase rom o capilo Jos Francis-
co Mendea na praca do Commerrio .ou com ocon-
ngnatario TboiDU de Aquino b'onseca na rus do Vi-
gario n. 19. ,
Para Santos iai muilo breve, o bngua brasi-
leiro Mmeroa ; pode reeeber alguma carga e passa
geiroi: quem pretender, Irate com Manoel Ignacio de
Uliveira na ra de Apollo d. 18.
- Pata Sanla-Catharira aai muilo, breve o pa
tacho Temerario ; recebo carsa por Irele mudo eom-
modo : quem prlender enlenda-se com o capitn
Pratea, a bordo oucom Manuel Ignacio de Oliveira ,
na ra do Apollo n. 18.
Frela-se para o porloi do Sul ou Norle a br-
cecaS. -Benedicto, de 40 caixai. e mesmo carrega a
frete ; assitn como ae laz negocio per uma morada de
casa : os pretendenleadirijao-se a ra da Cadeia do
Recile o. 54. .....
= Para Lisboa sahir, com a posstv.l brevidade, o
brigue portuguer S -Ihmingot, por ter parte da carga
prompta: quem quier earregar, ou ir do passegein.
para o que lem boni commodos dirija-ie a ra da
Cruz. o. 54, primeiro andar, ou ao capilio, Manoel
Goncalvea Vianna
= Para Genova sabe, inlalhvelmenle no da 9 do
crrenle, a barca sarda Bella-Emtlicla; lem excellenles
commodos para passageiros : quem quier ir de passa
geni dinja-ieaos consignatarios Lenoir Pugel&C
- Para o Cear sai o ni brevidade o patacho Relie
ia-do-Sut; recube caiga at 5 do torrente: quem nelle
quizer earregar, pode Iralar com Manoel Nunea de
Mello, ou com Jos Jo.quim Carneiro, oa rus da Crur,
n. 43. i .
Vendse o nimio vclei-
ro brigue-cscuna americano
Cumberlund, de lote de 164 to-
neladas, forrado e enea vil hado
de cobre e. prompto a seguir
viagem a qualquer parte: os
pretendentes dirijo-sc lia
theus Austin & C, na do
Trapiche, n. 56.
=r Para o Rio-de-Jaoeiro segu, com toda a bre-
vidade, o brigue braaileiro oare para caras, ptsia-
0 CLAMOR PUBLICO.
O n. 96 acbar-se-ha a venda, ao meio-dia, na praca
da Independencia, liraria ns. 6 e 8.
A pessea, que achou um chapeo deaol novo, de
gados, e o quier restituir, queira dirigir se ao quar-
ledo quartobatalhiode artilharia, no Hospicio, que se
Ibe agrad cera, e at ae gratificar, querendo.
A olicitid de cuca (erii.it;,"!!), que O
padre Letnose Silva dirige na ruadeS.
Francisco, anligamente Mundo-Novo, n.
(>6, primeiro andar, acha-se provida de
lodo o necessaiio para desempenhar qual-
quer encadernacao que se exigir, com
a perfeico e goslo j conhecidos do pu-
bllCO, e a um preco com modo.
Perdeo-S", desdo o arco do Rom-Jesus al a ra
da C. deis do Recife, uma carteira de algiheira, con-
tendo alguns papis do impoitanca, entre files um
valede50 000 rs passado pelo Sr. Joio Carlos do
Lentos, e gsranlido polo Sr. Manoel l.ourenco de
Mallos, pede so a quetii a tiver echado, o obsequio de
a restituir na ra do Qut'itnado, o. 30, que, alem do
sa recompensar, se lito liear lummamente grato ; ad-
erlindo-so, que os mesmos Srs., ja esli preveni-
dos a respeitodo pagamento do vate.
No dia 2 do corrente mex, na fesla de Noasa So-
nbora do Carato, um muleque errancou. da abertura
de um menino, uinalfinelede ouro, com um diamante
no meio: roga-so a quem este lor oflerecido, de o
levar >o Aterro-daUoa Vala, n. 40, qno sea recom-
pensado.'
Precisa-ie de uma ame de leite forra ou captiva :
na ra l-rga do Roxario, n. 46, 1 'andar.
O ctrurgiio-mr Jos Fcrnandea Umbuzeiro mora
na ra do Ivoiario da Itoa-Vtsla, n. 51 aonde poda
ser procurado para as funr^oes da aua arte. Tambem
di consullas gratuitas aoi pobres em sua casa, dsa 7 as
9 horas da manb3a.
:= Aluga s o segundo andar de uma can na ra
do Trapiche por ptecocommodu : a tratar na ntes-
Mij ra, n. 16.
Iloje, 3 de junbo pelo jui/o da aegunda vara,
se bao de arrematar dtversaa fazendaa constanlea do
enripio em mi do porletro para pagamento do rei-
perttto eiequenle : 01 licilanle ccuupare(io por ser
a ultima pr.ua visto nao se ler esla efleiluatio oo dia
30 do tu. to p. p.
Aluga-se a loja da ra da Cadeia do Recife em
que o..itiui .i Sr Cascan : trata ae na mesma casa, ou
ti,i ra de Apollo, n. 18,
Precisa-se de um padre para capellio de unten-
.ei lio distante dests praca 7 legoas : na ra do < J u b i -
ruado, Fja do lerragens, n. 4.
Perdeo-se um annel pequeo, de menina com
um diamante no meio e uma esmeralda verde do cada
lado, desde a Uoa-Vista al a ra larga do Roiario ,
o. 39.
s: Na ra do Cotovello, o. 7 preciia-ie da uma
ama de leite.
a Na ra Formoaa n. I, precisa-se de unte cria-
da para o servieo interno de uma caaa.
Esla i ser hy, Ihecada a escrava Bernarda, do
Sr. >ebastio Antonio do llego : quem i ella liver al-
gum dircito, baja de o declarar, no prazo de 3 dial.
-= Na noule desabl.aoo para domingo, 31 de maio
p. |'., furlirao aa casa de Jos Antonio Basto, na la
.la Cadeia do Kecile, aa seguittes obras de prata :
1 cafeteira de prala lavrada, modelo de Lisboi.
I bule de cit dito dito de dils.
I assucareiro dito dito dito dedita.
1 manleigueira dito dito dito de dila.
1 letleira dilo dito dito de dila.
I tigella dito itilo dito de dita.
I duzia de facas de cabo dito dito dilo de dita.
I dila de garfos de cabo dito dito dito do dita.
I dita de colberea dito lisa, fetto de Pernambuco.
I tlila dito de ropa dito dito Je dito.
I colher de aisuear dito dito de dilo.
1 copo liso dito dilo de dito.
I palliteiro dito dito de dito.
i casli;aes dito letrados, de Lisboa (moderno!.)
1 cafeteira dito, marca A. M. C. >.
1 aiiucareiro dito i
1 tigella dito Feitio de Lisboa.
I leiteira dito }
i casticaes dilo lavradoi de Lisboa.
1 bandeija grande dilo moderna de dilo.
2 casticaes lisos de dito antigos.
I colher grande dito de tirar atipa.
1 eapivilador com sua aalva da prata\
1 duzia de acaa eom cabo, o dita 'Com
1 dita degarfoa com ditos de dita M.
1 assucareiro de dila j
Roga-ie, porlanlo, a qualquer pessoa, a quem toda
ou algumasdedilas obras forero oflerecidas, baja de ai
apprebender ou aviisr ao annunciante ou a polica, a-
(oi de se darem aa providencias: e se quem as tiiou as
quitar restituir, pode manda-las entregsr na casa do
amunciante, que nio so promette guardar segredo,
como gratificar com 200,000 rs.: e a mesma gratifica-
ci se oflereco a quem descubrir o roulro.
a marca
CS.
A.
.


I
H
A
Manoel Jos Marlint, com armazem de carne
secea na ra da Praia faz iciente a lodos os leui de-
vedores, que Francisco Antonio Pereira Braga dei-
xou de ser aeu caixeiro desde o dia 27 do passsdo por
isso ninguem Ibo pague quantia alguma 10b pena de
pagar duas vete*: eicvptuando as dos Srs Antonio Mo-
reira da Cunba, Francisao Machado, Antonio Joaquim ,
Csmbadinho Joao da Cunba Joaquim Francisco,
Mauricio (.I iuiIiiio canoeiro Joio Ferreira Ka-
bello Manoel Jos Braga ; as quaes se Ibe deo om
Mgtnsnto.
A pessoa que quizer lomar conla de roupa pa-
ra lavar de varrella para una casa de familia dirja-
se a ra da Cadeia do Itecife n. 20.
= Do-se 51)0,000 rs. a juros sobre penhorr.-s de ou-
ro ou prata : na ra do Queimado, n. 71,
Aluga-se mensalmente un preto para tirar,
junto com oulro, agoa em canoas o Inzer oulro qual-
quer servico; ila-se-lhe noel Antonio da Silva Molla na ra de Apollo, n.
34, tanque d'agos.
I'enleo-se oa manbia do dia 31 de maio passa-
po urna caraira com 19,000 rs. em cdulas, sendo :
uma de 10 una de 5 eduas de 2000 rs ; bem como
alguns recibos e outros papis de importancia ; roga-se
a pessoa que a lenba acbao se quizer rnstitui-la, de
leva la a ruada Praia n. 45. a Manoel Juvencio de
Saboia quesoeiige a carteira com os mencionados
papis, dando o dinbt'iro pelo acbado i< ficar mul-
lo agradecido.
Precisa-se de urna ama para casa de muilo pouca
familia que engoinmc e compre na ra dando co-
nhecimpnti) de sua pessoa : no pateo de S. Pedro
n. 22.
O novo propietario da barca de banhostem a hon-
ra de fazer siicnle ao respeitavulpublico, que novamente
se .olio reparada a rnaior parte dos hanbeiros da dita
barca ; podend os c rar com sua prolecco lar (oda a conanca Unto na
solidei e segurante, com que te acbao arranjados, como
no assein, que, a cusa dos maiores sacrificios, o dito
proprielario pretende conservar. O precjo do cada ba-
nhn be 100 rs.: o, nao levando toallia, ser o pre;o do-
brado. .
= U-se dinheiro a premio com penhores de ouro .
ine-M ii em pequeas quanlias ; na ra do Bangel ,
n. II
Procion-se aber i|ucm ao os correspondentes dos
Srs. (i 111 i -1. I; r 11.11 j tv Palmer.
A ai rematacn das fa/endas hiberna e escra-
voi penliorados por eiucuco de Geoge Kenworth 4 C.
conlr Couto Vianna & Filho nn se pode vorilicar
no di i .II 1- maio p. p. como se havia annunciado,
por motivo de impedimento do juiz ; e ficou dita ar-
rernalacao transferida para boje, 3 do corrente de-
pois da audiencia : os licitantes podem compa-
recer oo dia e hora indicado, no lugar j annun-
ciado.
Manoel Jos de Figueiredo faz toiente ao respei-
tavcl publico que ja de muito lempo se assigna
Man. el Joaquim da Silva Figueirodo por haver oulro
do igual nome,
Precisa-se fallar ao Sr. Francisco Antonio de
Carvalbo que tevo uma venda na ra da Alfand^ga-
Wlba ou na da >enzalla e morou na ra do V'ga-
no a negocio doseu interesse.
Precisa-se du um fetor para um sitio perlo des-
la preca que seja casado e com pouca familia : na ra
Nova, n. 52, terceiro andar.
No silio de Joio Carroll, precisa-se de um bo-
meiii para failor e que enteoda de encherlar laran-
geiras : quern estiver neslas circumslancias dirija-(e
ao rnesrno aitio no Manguinbo.
=* Ouernannunciou querer um guarda-livros di-
rija-se a ra da Matriz da Boa-Vista n. 33, segundo
andar.
Precisa-se de uma ama que lenha bom leite :
na prata da Boa-Vista, esquina, que volta para o
Hospicio, por cima a botica segundo andar.
MAZEN EXOJ-4
R17ANV51
fifi'.i ii
Compras.
- Compra-se um preto, que seja perito cozinheiro,
que seja moco t de boila figura ; paga-se bem : n
ra da Cruz, no Hecife n. 51, a tratar com Joio Vaz
de Oliveira.
as Comprio-se diarios velbos, a 2360 rs. a arro-
ba : na ruada Scntalla-Vell>a o. 96.
= Compra-se um piano ja usado quetenba boas
vores e seja bem construido ; quern liver, annuncie.
- Compra se um elliin inglez em bom uso, com
seus competentes arreiot; no segundo andar do so-
brado n 16. - Cump'o-se, para lora da provincia estraves d
13 a 20 anuos; sendo de bonitas figuras, pagao-se
bem : na ra da Cadeia de S. Anlonio sobrado de
um andar de varanda de pao, n. 20.
- Compra-se a historia de Inglaterra e Tompson,
em ingle ; na ra estreila do Rozario n 3.
- Comprio-se duas pedrat de filtrar fgoa sendo
boas; na ra da Moeda defronte da casa n. 9.
Vendas.
Grande sortimento de casacas e sobre-casacas de pan-
no e merino, rico corles de cnlleles de velludo lavrado,
e de gorgurio e outrai muitas fazendas de boa qua-
lidade e gusto.
- Vende-se farinha da Ierra e de S. Gatharina ,
de muito superior qualidade por menos proco do que
em outra qualquer parte as pnrc5es que quirerem
os compradores ; na ra do Caldeireiro armazem ,
n. 80.
sssa Vendem-se 9 escravos, sendo: 2 prelos, bem ro-
bustos por commndo preco ; 2 pretas, boas cozirhei-
ras, ; 2 pardas com habilidades; um pardo, de 18 an-
unnos ; 2 negrinbas uma do 15 annns e a outra de
12 annos, ambas cosem bem : no pateo da Matriz, n.
4, segundo andar.
= Vende-se uma preta de nario de bonita figu-
ra propria para todo o trabalbode uma casa do que
lem bstanle hahilidade saliendo lavar e enssboar per-
leilamenlo tem defeito algum ; na ra da Concor-
dia passando a ponlezinba a direita na segunda
rasa terrea das8 as 10 hoias da rnanhu, e das 3 as 6
da larde.
Vendem-se chapeos de castor I.raneo talvez os
mais superiores que ha nesla praQa, pelo mdico pre-
(o de 6000 rs. cada um ; essim como lencos de cam-
braia de Iinlio o mais rico posiivel o muito proprios
para noivas : na ra do Crespo loja nova n. 12, de
Jos Joaquim da Silva Maia.
= Vendem-se fuendas de ferro para engenhns de
assucar, para vapor ngoa e beatas de diversos tama-
oliiis por preco routmodo ; e igualmente taitas de
ferro coado e batido de todos os tamanhos : na pra-
ca do Corpo Sanio n. 11, em casa de Me. Calmont&
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
= Vendem-se meias barricas com farinha gallego ;
na ra do Trapiche-Novo, n. 18,
=\'ende-se um obrado de dous andares, com bons
commodos, e lo bonita vista sito na ra da Senzi.Ha-
Nova n. 18 : a tratar na ra da Senzalla venda de
Jos Pereira, que dar as informarles necessariassobres
dita vend.
Vende-se um sobrado de um andar, com bons
commodos e com cacimba na ra de Apollo n.
31 : a tratar na ra da Senzalla-Nota venda de Jos
Pereira, que daraas informaedes necessarias sobro a dila
venda.
Fardos em saccas muilo
grandes, chegadas ltimamen-
te : nos armazens de Guinia
raes e do Bacelar, defrotlte da
escadjnita da alfandega.
Presuntos
op-
Vende-se um relogio de ouro com um Irante-
lioi obra superior; una caita de prata : no Aterro-
da-Boa-\ isla, loja de louca, n. 1, se dir quern vendo.
Vende-se um escravo crioulo de 20 Minos
poucomaisou menos, aadio, proprio para lodo ser-
vicn, por ter vindu do Rio-Graode-do-Norle; na ra
da Cadeia do liecife n. 43.
= \ende-se un rnoleque, deidadede 6 annos da
btnita figure ; e 200 muios de sola : na ra da Cruz ,
ao Recite n. 43.
Ycndem-sc i diccionarios geogra-
phicos do Brasil no vos, por melade do
preco da assignutura ou 6400 rs. cada
obra ; quem quizer annuncie.
= Vendem-se I2cadeir*a, 1 sopha, 1 jogode ban-
cas 1 mesa de meio de sala, ludo de Jacaranda, 2 pa
res de lanlernas decasquioha com pequeo uso ; na
ra da Aurora n. 50.
Vende-se uma estante emidracada, e om guard-
ronla ; ambas as pecas notas: na ra da Praia da
5. Hita, o. 43.
de 5e6 libras cada um do superior qualidade; no
armazem do Guimares, defronte da escadinha da al-
landega.
Vendem-se 2 canoas de conduccao, abertas, sen-
do uma mais pequea de que a outra ; a mais pequea
serve dar conduccao ae capim, pois pega em 500 lij-
los de Uceara grossa e he n.uilu levo de cora e
a outra pega em 800 a 900 lijlos de alvenana grossa;
uma canoa de tarreira de um so pio que pude con-
duzr de 6 a 8 pessoes muito bem leila : na ra da
Concordia, n. I .'>.
= Vendem-se 30 acones da companhia do Beberi
he pela sua entrada ; na ra da Concordia n. 15.
ac Vendem-se 34 saccas propries para farinha por
preco commodo ; na ra da Praia, a>mazem n 2.
= Vendem-se duas duiias e mea de fono de luuro ,
muilo secco, pois se acha serrado ha perlo do dous
annos; duas uzas decoslaneiras de assoalho de ema-
rello ordinario; tres tahuas de costado de vinhalico,
de largura de tres palmos; uma duza de costadinho
ordinario ; ludo por preco commodo para fechar con
tas: na ra da Concordia n. 15.
v endem-se 4 escravas mocas com boas habili
dades orna be reolbida cosn, engomma ecozinha ;
urna dila, de 40 annos, por 250.000 rs. boa ven-
dedeira ; uma rnulalioba de 12 annos; 4 escravos
bons para o trabalbo do campo ; um rnoleque peca ,
de 19 annos ; um mulatinbo, de 16 annos bom pa-|
geni, o he de boa conducta ; um dito de 12 annos :
na ra do Crespo n. 10, pnmeiro andar.
= Vende-se um sitio na Capunga com alguna er-
vortdos de Iructo casa de vivenda cacimba de boa
agoa e em bom lugar; na ra Direita n. 16
lira quem vende.
Vendem-se, e alugao-se biebaa hamburguezas ,
de muito superior qualidade por mais baralo preco
do que em outra qualquer parte ; na ra do Trapiche,
n 30.
Vende-se vinagre tinto, a 45,000 rs. a pipa ; di-
to branco, a 35,000 rs. dila : na ra Imperial, o. 7.
a Vende-se um ptimo earrinbo de duas rodas por
prego commodo ; na ra do Aragab cocheira, n. 17.
Vendem-se bichas ehegadas ltimamente de
Hamburgo ; e lambem se alugio ; assim como de
Lisboa por preco commodo : na ru do Vigario
n 11,
Vende-sa um piano hamburgus, em meio uso
e com boas vozes. pelo barato preco de 80,000 rs. na
ra do Crespo, n. 12.
Vende-se um preto crioulo de 23 annos de
bonita figura muito bom csrroiro e canoeiro ; no
Aterro-da-Boa-Vista loja de bahus n. 55.
=Vende.se, ou arrenda se um sitio de trras com
algumas maltas grande var/ea com pasto para 20
Taoca, muilo boa trra para lavoura rio na frente
em Beberihe por detrs da povoacao do mesmo no-
me ; tem casas para pretos: na ra da Aurora, n. 44.
= Na botica da ra do Bangol vendem-se 01 re-
medios seguintes dos quaesa experiencia tem confir-
mado os melbores efTeitos : den tilico que tem a pro-
prindade de limpar os denles cariados, o restituir-Ibes
a or esmaltada em muito poucos dias ; o uso do di-
to remedio fortifica as gengivas o lira o mo chairo da
bocea, proveniente nao t da carie, como do trtaro,
que se une ao pescoc destes orgios ; o remedio be
designado pelos nmeros 1.02.": orcbala purgativa,
mui til aa criancas e as pessoas de toda e qualquer ida-
de ; be composta de substancias vegetaes nio contm
mercurio nem droga alguma que possa prejudioar :
remedio para curar calos, em poucos dias; dito para
curar dores veneras antigs, e que teero resistido ao
tratamento geralmente spplicado ; dito para provocar
a rfienslruac,ao e accelerar a acco do tero nos partos
nafuraes, em quo nio se precisa das manobras scien-
tificasda arte ; dilo para resolver tumores lympbattcos,
vulgo glndula;; dito para curar bubas e crsvos ar-
eos, o mais efiicaz que se coohece at aqui; dito oii-
mi'l de ferro muito til as cblorozes vulgarmente
chamadas frialdades ; pos anti-biliosos de Manoel Lo-
pes ; capsula: do gelatina contendo balsamo de cu-
pabiba ; ditas de oleo do recinos purificado; ditas de
cubebas em p fino ; ditas de assaletida ; ditas com pos
purgantes; ditas de ruibarbo da China ; ditas de sul-
phato dequininodo 1 e 2 graos cada capsula ; alga-
leas, velinbas elsticas; pilulasde sal de cabacinbo ;
agoa das Caldas, chegada prximamente; remedios que
cura a rialdade dentro de 40 dias, mesmo estando in-
cbado ; macolla nova, a 240 rs. a libra ; [ululas es-
pecificas para curar as gonorrheas chronicas quando
a lesao n8o passa da ureta ; igualmente um xarope
anli-bernorragico applicado nos calos, em que se
deita sangue pela bocea : o preco de todos estes reme-
dios be mui ra/oavel e os bous resultados da sua
plicacio be que devem fazersua apologa.
Aterro-da-Boa-Vista, lojan. 14
Vendem-se pannos finos prelos, a 4f e 6400 rs.;
merino de duas larguras, a 1100 rs.; princesa supe-
rior, n 900 rs. ocovado; brins trancados de listras e
quadros, a 320. 400 e 480 rs. o corado; algodoes
trancados, de listras azues, multo fortes para escravos,
a 220 rs. ; gangas azues trancadas a 160 rs. o ciiv.i-
do; chitas e riscados finos a 160 rs. o covado ; brim
branco de listras muito encorpado, a 240 rs. o cova-
do ; cortes de larlalaoas modernas a 3200 rs.; ditos
de cassas modernas, que nao desbotao, a 3000 rs. ; chi-
tas pretas de cor fixa a!80220rs. o covado ; brins
de linho muito superior, a 800, 1000, 1200 e 1600
ra. ; dito trancado do algodo, pardo a 400 rs. a va-
ra ; bicos largos de linbo, a 160 rs. a vara; cambraias
lisss a 320,400, 480, 640 e 1000 rs. ; cassa lisa a
=Vende-se urna parda de 20 annos grvida de
6 a 7 mezes ; lambem se laz troca por uma preta ou
rnoleque : na ra Nova n. 16.
Vende-se um violio por preco commodo; coei-
ros bordados e por bordar em casimiras inglezas; veos
grandes, bordados em linho, para envolvimento de
algum corpo, por preco commodo ; a obra do Judeo
Errante 10 v.,edico de Lisboa ; o tratado completo
decosmographia e topograpliia histrica phvsica ; Ce
sedo Giraldes : na ra do Crespo livraria n. 11. Na
mesma preeisa-se de uma ama que saiha coser e en-
gommar, para casa de pequea familia.
400. 480 o 640 rs. a vara; panninho cor de rosa e azul,
de duas larguras, a 320 rs. o covado ; madapolcs a
2800, 3000,3800, 4000. 4100 e 6400 rs. a peca ;
elefante muito fino a 6000 rs. ; chitas de coberta, do
melbor gosto, a 280 rs. o covado ; lencos brancus de
cassa a 240, 260 e 320 rs ; e outras muitas fazendas
por mais barato preco do que em outra qualquer
parte.
--- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
llia: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no
Boa-Vista, fabrica de
l'rederico Chaves; e
rsP "
I rapiche, armazem de molhados
JoJNicolle.
rs.
rs.e a 3000 rs. a arroba ; cevadinba, a 246',,
suntos oovos a 480 rs.; lingoicsa a 400 rs P-"'|
a 320 rs. ; aieite deearrapato a 1600 rs .' I,PV0,'|
dito doce a 3620 rs. a a garrafa a 480 r. -a-, A
e a garrafa a 400 rs
coco a 2880 rs. a caoada
ra Nova, venda n. 66.
Vendm-se 2 pianos do ultimo gosto coro i
lo boas vozes. por preco commodo; no Aterro"11"
Boa-Vista, n. 5, primeiro andar.
l GRANDE ;;
ISOHTIM 7 DEFAZENIASt
Alerro-da-
licores de
na ra do
sfttW6&ra&:.1
Vendem-se lindissimas repellas de floras de laran!
flores d diferentes gostos, proprias para casamente,
Cotins de linho, a 2^400 rs.
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guim I
res Serafim 4 Companbia, vendem-se cortes cora'
rss e meia de cotins de linbo para calcas, pP|0 ^.'
co preco de 2400 rs. : esta faseoda he de linbo, e tos!
aos brins trancados maa difiere no gosto, por ser
mais modernos os desenbos, que sao asemos, de lisiu
quadros, epor isso he mui propria da prsenle eslaclo"
dar-se-hoamostras, recebendo-se a competente
gurance. "* |
=Vendem-se rico.chiles e mantas de sedado ultimo\
gosto, veos pretos de superior qualidade, e diferen-
tes tamanhos,sedas escocezas.a 1280. ecovdo,sa,i
brancas psra vestidos de noivados, bicos do blond
de todas as larguras, guaruiedes de flores para vestj.
dos, luvas de pellica brancas e de cores para senboras
lindos corles de caca para veslido, burzeguins pin'
senhora o homem, sapatos de lustro para senbors
ditos para homem, chapeos pretos franceses para ho!
mem, ditos de palha para meninas e senboras, Bou-
Iras muitas fazendas de gosto : na ra Nova, n. 8, e
na esquina da ra do Cabug, n 11, de Amari
Pinheiro.
=Na loja de encademaco da praja da Indepen-
ca, o. 12, oxistern venda os seguintes livros e fo-
Ihetos :-cartas de J. A. de Macedo : (32) oa Jezuilii
easLettras, Tripas-viraras, Mana daa Construccei
Rases Eternas, o Pao da Cruz, Elogio do Summ
Ponlificie Pi VII, e mais outros escriptos do mesmo
Macedo, fazendo tudo um s volume. OsFrades fulgi-
dos no tribunal da RasSo.Jornal encyclopedico,2. vol.,
Seminario de nstruccio e recreio 2 vol., Epstola de
Manoel Mandes Fogaca. Acedes de Antio Broeg,
Exorcismos contra peridicos, Reforma aoeordfiodt
peste. A senhora Hara. Epecedio na morta de M. M,
B. de liacage A Materialeirs. O Oa poema. A Coa-
versa da Lealdadecooi a logratido. A volta de Astro
dnms por Macedo Sermo de aeco de amr,. n.1,
paz geral (rarissimo), dilo das Dores de Nona Senho-
ra. Carlas amorosas Arrependimeoto premiado. U
porque de todas as cousas Le tlreiros celebres de Lis-
boa. A Contemplacio da nalureza, poema por J.A.de
Macedo, rarissimo.
=Vendem-se dous lindos cabrinhas, deidadede 12
annos, pouco mais ou menos; uma negra boa engom-
madeira e coiinheira, de 20 a 24 annos; uma ditaboi
lavkdeira. e um negro peca de 20 annos, lodos lera
vicios nem achaques; na ra da Cadeia do bairroda
Santo Antonio, n. 26.
I
Escravos Fgidos
Nesta bem acreditada loja dobom barateiro, 2
| vende-se panno pralo, a 3600 rs., e muilo fil gP
no, prova delimao, a 7 rs.; pecas de mada- *5
polio a 2700, 5200, 4000, 4600 e 5000 ra., j
e muito superior, a 6000 rs. ; chitas, a 160 sS
e 180 rs., e escaras, cures fizas a 200 rs. ; OH
cortes de cassa pintada de muito bonitos na' 3
droes e cures fizas a 2500 e 3000 rs. ; cortes j
de chila de pannos muilo linos e cures lizas a 2800e3200rs. : alm destas. ha outrasmuitas *
farendas de muilo boas qualidades, comosejio M
riscados, chitas francesas chapeos de sol, da 5
seda cobertores hespanbes edc.
Na ra do Crespo, loja n, 8, de Campos* Ma
ha um novo sortimento de cassa-ebitas muito mo-
dernal de crss fisss, pelo muito barato preco d
2200 e 2500 rs. cada corte ; assim como outras mui-
tas fazendas, que se vendero por meaos do queam
outra qualquer parte.
Vende-se a historia universal em portugus 10
v., por 10 rs. ; diccionario de Fonsecs de poilu-
guez para latim ; no Aterro-da-Boa-Vista n. 44.
=*- Vende-se uma porglo de cera de carnauba em
arroba e a retalbo ; passas muilo novas a 240 rs. a
libra ; ameixas, a 320 rs. ; amendoas, a 320 ra
ditas coberlas a 560 rs. ; letrie, macerrio e talhirim'
a 240rs.; eevada a 100 .; tapioca fina, a 120
= Fugio. no dia 17 do corrente de bordo do bri-
gue-escuna ero o escravo marinheiro de nome
Jos de naci Angola; levou vestido de algodo azul
enlrancado chapeo forrado de alcatrio ; estatura oi-
grosso do corpo representa 30 e tantos annos;
temo olbo esquerdo rasado: recommenda-se a sus
captura a todas as autoridades o cepilles de esmpo,
cerlos de que quem o levar a bordo do dito navio ou
a Amorim Irmaos ra da Cadeia n. 4, lera gene-
rosamente recompensado.
Fugio, no dia 31 de maio uma preta de no-
me Celestina, crioula.de idade de 30 annos, poueo
mais ou menos, c6r fula, baisa, cheia do corpo con
falta de um denle na frente cara redoods ; tem umi
cicatriz no queiao ; levou varios vestidos, branco.de
chita e de riscado azul: roga-se aos espilles de campo,
aa autoridades policiaca e aa pessoas particulares, a
apprehendo e levem a ra Augusta, a Francisco Xarie
Cavalcanli de Albuquerque.
= Fugio, no da 2 de maio p. p. um rnoleque,
de nome Joaquim de naci Cabio representa ter
15 annos, pouco mais oa menos, secco do. corpo ,
meio corcovado ; quando anda cocheia pouco de um
p ; tem grande marcas de becbigas pelas costas aji-
lando a marcee de relbo; o qual venda doce de gois-
ba em uma bandeja pequea de manbia e a tarde
velaa de carnauba ; levou camisa de algodlo da terrs.
de mangas curtas e calcas do meeoio azul: quem o pa-
gar, leve a ra Augusta casa tarrea sem numero, qti
ser recompensado.
-- Desappareceo oo dia 30 de p. p. um preto
de nome Joio, de naci Congo de estatura regular,
representa ter 25 annos pouco mais on menos flta-
me um dente na frente do lado superior ; bastale liso
e bem feito do corpo ; oceupa-se em gaohar na ra, oo
na alfandega ; levou calcas de algodao trancado azul,
no vas com botoes de osso e bolso de relogio camisa
da algodio trancado da listras azues e brancas, bonete
ingles, dos qneusio os pretos da alfandega: roga-se
as autoridades policiaes que delle tiverem noticia, o
queirio mandar agarrar e entregar na ra do Livra-
mento, lojan. 12.
PBBN. } NATTP. DE M. Ft DE FABU 1846


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