Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08287


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Full Text
Lnno de 1846.
Sexta feira 29
aaa
n DIARIO publica-se todo os das que
I ifl forem di Ruarda : o preco da assigna-
I i he de '/Buu por 1uartel pojwadian-
l'j di annuucios dos assignames sao in-
I idos a ra7o de 20 res por liaba, 40 rs.
I tvno differente, e as repelieses pela me-
sv' Os aue nao forem assignanles pagao
|w rs- Por liana, e 160 em typo differente.
PHASES DA LA NO MEZ DE MAIO.
I- .^.nie a 3 as 9 hor. e 31 mln. da man.
I? che H as 3 hor. e 46 mi, da man.
feoafe a 17 as 11 h. e 6 mln. da Urd.
te"gno 25 a, 2 hor. e 24 mln. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Golanna. eParahyba, Segd." e Sextas felras.
Rio Grande do Norte, cheganas quartas
felras ao meio dia, e parte nasmesmas ho-
ras as quintasfeiras.
Cabo, Serinhaein, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Maccy, no (.*, 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas felras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Prmeira as 8 h. e 30 minutos da manhaa.
Segunda as 8 h. e 54 minutos da tarde.
de Maio.
Anno XXII N. 120.
DAS DA SEMANA.
25 Segunda S. Urbano, aud. do J. dos orf.
1 edo J.doC da2. v., dr..'. M. da2. t.
26 Terca S. Filipe Nery, auil. do J. do civ.
da 1. v., e do J. de paz do 2. dist. de t.
27 Qnarta S. Ranulfo, and. do J. do c.
da 2.' v.. edoJ. de par. do-." dist. do t.
28 Quinta S. Prlamo, aud. do J. de orf., e
do J. M. da I. v.
29 Sexta S Mariyiio, aud. do J. do civ. da 1.
t., e do J. de paz do 1. dist. de t.
30 Sabbado S. Fciix, aud. do J. do civ.
da 1. v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
31 Domingo Pascboa do Espirito Santo.
CAMBIOS NO DIA 28 DE MAIO.
Camb. sobre Londres 20 '/i d. p. 1/a 60 d.
Pars 350 ris por franco.
Lisboa 105 p. c. pr. or mez.
Desc. de let. de boas firmas 1 / P- "A IH''2-
Ouro--Oiicas hesnanholas 31"iM(i a 32000
. Moeda de W40U re. 16*700 a 161*00
dcGMOOnov. Itil'tiOO a
de 41000 M......
Prt=Palaces .... 1/.00 a
Pesos Gnlumnares IstifRO a
Ditos Mexicanos 10".'."iH a
Prata Miuda. I7lo a
16*800
moa
h
70
0800
Acides da C." do Beberibc de 5JO0O ao par.
PERNAMBUCO
PARTE OFF.CIAL
Governo da provincia.
EXPEDIEKT* DO DIA 20 DO cokrkntb.
OfficioAo nipectorda iheeouraria di faienda, de-
terminando, faca abrir assentamento ao corneta enga-
ito pira o otavo batalhe da guarda naciooal deste
auimcipio. Jos do Paraiio Correie. Participou-ee ao
eommeodente superior de referida guarda nscionsl.
DitoAo director do arsenal de guerra, ordenando,
que, lis prmeira occssio opportun, leca transportar
,, o llio-Grande-do-N irte a biodert imperial e
drice, mindadas ah manufacturar para aquella pro-
,jncia,cu| despeja lera paga pela Ihesoursria dafa-
llenda __Participou-se ao Exm presidente do Rio-
Grande-do-Norte, em eoDiequeocia de cuja requilicio
le eipedio esta ordem.
Commando das Armas.
EXPEDIENTE 00 DIA 11 DO COR RENTE.
(Concluido )
OfllcioAovico presiden te da provincia do Hio-Gran-
de-do-Sul, remettendo-Ine, para deferir, comojulgaa
ie acertado, o requerimento do tenente Manuel Lucia-
no da Cmara Guaran, do primeiro batalbio de caca -
dores, aqu em servipo, pedindo titulo da eoniignaclo.
quedeiiou a iua mulher em Porto-Alegre, e que nao
peroeliro noa meses de outubro, novembro, e deiembrd
do inno p. p efim de poder haver o reipecticio paga-
Diento.
DitoAo coronel commisssrio-pagador, communi-
cindo-lbe, que oteneote reformado Manoel Jos* da Sil-
va Leite era devedor a ceixa de economas do2.a bata-
lbio de artilbaria a p da quantia de 30 n que por
empreitimo Ihe fora dada em 11 de junbo de 1844,
quando no tneimo batalhao servir, na qualidade de
addido; eponderando-lhe, que, altando este official
destacado em Fernando, o devendo leu procurador
neita capital, receberoi voncimentoi.a que tem direito,
logara aS.S. que, entendendo-ie com o mesmo pro-
curador, bouveiiede promover a iadothnisacio de tal
quantia, ou iodioar outro meio maii elllcaz, para le
chegarao deiejado lim.
DitoXo coronel commandanle do segundo bats-
Ihin de artilbaria a p, mandando recolbcr preio ao
seo respectivo quartel o camele lierculaoo Haciel da
Silva, que se aeba dettacadu no Poco da-Panella, a-
ienilo-o substituir por um toldado.
Dit'jAo mdimo, prevenindo-o, que, em julho vio-
douro, inspeccionara o batalbio doseu commando.
No mesmo sentido se ofiiciou ao tenente-coronel eom-
Bandaote do quarto batalbio de artilbaria i p, a ad
commaodante da companbia fu de cavallaria.
DituAo mearon, para que o fnrneeimenio d'ngoa mi
destacamento do Poco-da-Pnnella e cidade de Olinda
1<>,ir i'. mprclieiidid" no que so leni de faser para as de-
ntis pracae do baialhao.
DiluA o en n nil enmmandante do primeiro bala-
Iban de r.f (adores, cniumuiiicando-lho, que o Exm, pre-
sidente tem dado o sea nsicntimento a renuncia, que
fet o capillo Grilo, do bntnlliSo do seu rommnndo, do*
tret nieies de licenoa, que obtove, para se tratar, visto
ter de representar ao governo iu.perial, sobre ser iu-
mellianta licencs guinda no Hio-Grnnde-do-Sul.
\) lo An tenciiie-euronel coiuiniiidanle do quarto
balalliu de artilbaria p, enviando Ihe o requeriinen-
tu du cadete Jos Francisco de Moraes Vascoocellos ; e
FOtHETIM.
DOM GABRIEL. (*)
PHANTASIA MARTIMA.
por <&. De la LattDeUe-
ii.
Ns vrspera de Natal quin-rao todos osofllciaea da fra-
gata ir passar a noile em Ierra, porque, depuis da mioa
du gallo, o (nvernadur desia dar todas as autoridades
civia e niililarea urna elcellente consuada, seguida de
am grande baile, que se prolongara al a madrugada.
Dum Gabriel e seu amigo Fernando se eocarregrlo sa
doaerticu de bordo da Sanio-/V.
Pela tuaia-noiie, eoroecArlo lodos os sinos da eidade
a repicar, cada qual uielbor ; as ras, alravessadas por
aiilliares de an boles, pareciao abressdaa; a ubscuridade
era par isao mesmo niaia intensa na baha de Havaoa.
Oa Ir. r be fes da conjuracto comer va Tu-se a re.
Aa armas ealau na Lucha? pergantuu dom Ga-
briel ao ounlra-iiiealre Uripibollio.
Sun, aenhur capitto.
Poia enio, fase embarcar luda a nossa gento seni
barulha quantoa tt<> elle ao indoP
(.incenla ; nao pude lomar um de menoa, todos
"matadas, nisrinheiroa consuiumadua, eudiabradua da
prmeira sorte.
1*) Vida DUri* n.' 119.
diiendo-lhe, que devia ser entregue ao mesmo cadete o
capole, em meo estado, que apresectou, prooedendo-ae,
no ajuate de oontas, ao descont do seu valer, por ler
apenas o venciinento do menos de auno, sendo a sua du-
racan de seis.
DitoAo subdelegado do termo do Garanhuns, di-
tendn-lhe, en roapnsta ao seu oflloo do 2 desle mes,
que Antonio Jut da Silvera he desertor do segundo
batalbio de artilbaria a p, eque, nesta qualidade, o
devia reraetter preso para esta capital, a fin de ser jul-
gado ns turma da lei.
dem do da 12.
Illm.Sr. Vulto anda sobro a nuestao do paga-
mento dos singuis do casas para os offleiaes destaca-
do! nesta provincia, suscitada pelo lenente-oornnel
eomiiiandante d.. quarto batalbau de arlilharia a pe, en
aeiii'fllaio de 18 do mes prximo passado, sobre oqual
V. S. iiifiriii.iu a 24 du mesmo, e de novo foi ouvido o
referido tenente-ouronel, que se pronuncia pela mniiei-
ra constante do seu i.flicio de 9 do cerrante, que, cun
aquellas pecas odleiaes, agora a V. S. transmiti.
Pare poder entrar nesta questio, releva ealaboleoer
os principios, sobre que deve ser desenvolvids, e tirar
dallos a oonsequencis, que tem de servir de regra, ou
de nnrma no oaan, de que se trata.
O artign 36 das instrueces, que bnixran com o de-
creto de 10'de Janeiro de 1843. aboli de una maneira
mui positiva a praliea de se abonaren) graliliescflos a
Ululo de loguis de ca.as nos oflioiaes do exercito, a
delerminuu, que, nos casos em que os meamos oloiaes
liverem direito a aqiiirulamenlo, nao havendo aeoom-
modneoes suffleentea nos quarleis militares, deveraO
alugar-se, por cunta do ministerio da guerra, as catas,
que forem necessarias, pagando-se oa alugueis aos pro-
prietarios, e nunca nos oflioiaes. Sen duvida que n
dotitrina deste artigo derivou da ntpoaaibilidnde de fi-
xnr-ae um quanlitativ para alugueis du casa* ana ofli-
oiaes de exercito, as diffurenlns provincias do imperio,
onde ua valorea variao, segundo a populacao, e iiuie-
riaca precisos edifioncao, e nesla parle so identifico
rom a doutrins esubelecida na lei de 30 de novembro
de 1S30. acerca dos olnpea e lorragens, que anda aub-
sistem.nlo obslanle uaiarom or9adas em globo pelo mi-
nisterio da guerra, aaetapes o20rs., e a forrageni a
480 rs,; e todava teem suEridu allera(des.
llnin ve eslabeleoido o meio de rcalisar o pagamento
dos alugueis de casas, pelo artiga 36 ja citado? be V. S.
competeote, l por ti, para verificar este pagamenlo,
seoj iiicrvcnc?o d?f Butoridades superiores, pelo artign
I.'da niencionada initruccOei, que esta de accordo
comoaittgo7.do plano, que acompenbou o docreto
de 20 de abtil de 1844, dado a pagadonaa em viitude
do artigo 6 5. da lei de 21 de outubro de 18*3, e
ainda pelo artigo 16 das initruccoes dal niesmas paga-
duras de 14 du agoslo de 1844, que loda autorilao os
pagamentos eitabelecidoi oa legiilaeo militar, em or-
dena especiaei do ministerio da guerra, e dos presiden-
tes (circumicriptai i ditpoiicuei do decreto de 7 de
maio de 1842, n. 1S8), verificada a idenlidade da pe
oa, poito e exercicio, que Ibe der direito ao veocimen
to com tanto, que eileja aberto o exercicio, a que per-
tencer, ou bajan lundoi perteocentesaoexercicio lindo.
Segundo eite principio, que descansa na legislacao
em vigor, resulta, que lobro os alugueis de casas ja-
mis devem baver tabellas, que prefiem os eus valo-
res : e tinto isto be verdsdo, que, baveodo urna dis-
posico reguladora desle valorea para os diflereotes
postoi ( poitariai de 22 de maio, e 22 de outubro de
1824), ciducarAd com ai sobroditai ioitruccdei de 10
de Janeiro de 1843. Nio asendo o artigo 56 siestas ins-
iruccdei deiignapao das, quaoliaa por que devem ser a-
| OVUTIB' bX> "t
casas alugada, devem aer pagas pela repartirlo a cargo
de V. S., segundo os precos correntes, que sio varia-
reis, e nunca por precos lisos; niio s porque eita pra -
tica pode ser lesiva doi proptietarios, tniii anda por
aer contraria a legislarlo.
Abitrahindo desia tabella, que foi por V.S.organia-
da, e approvada pela presidencia em 30 de marco deste
anno, colando, que os propietarios das casas, onde
morao, ou morrfio os ofliciaes anteada referida dala,
tem jux ao pagamento dos alugueis pelos precos, que
te acbavio entao estipulados entre elles e a panadorta,
que nao pode cahir em reiponiabilidade por tal paga-
mento, visto estar no leu direito, maa nunca aos que
ltimamente foro regulad.! pela tabella, que nao po-
de obrigar a contratos, ou ajustes anteriores a sua ap-
provacio, embora V S. seja da opima a, que essa ta-
bella pode ter efleito retroactivo, que eu contesto, por-
que se iria estribar na ma f, o que be, e nem pode il.-i
xar de ser, contrario ai intenedes do governo ; nao va-
l-ndo para o caso essas ordem do mesmo governo, que
tivero efTeito retroactivo, citadas por V. S. noseuol-
ficio, porque ellas nio sao applicaveii a materia ver-
lente.
Tendo manifestado, deit'arte, a V. S. o meu juio,
relativamente ao desvio daiexpreisdei genricas comi-
das nsi duposicCes vigentes, be coosequencia, que es-
tou resolvido aiustenta-lo ante o governo de S Ma-
gostada, no caso de V. S persiitir no empenho de que
prevaleci para entio o pregos ltimamente arbitra-
dos. Dos guarde a V. S. Quartel-geoeral na cidade do
Recife, 12 de maio de 1846. Antonio Correia Sera.
__Ilion. Sr. Joi de Brilo Ingles, coronel commissario-
pagador.
Dito Ao meimo, inlelligenciando-o, para o fin.
eonvenientei, que sobre representado desle comman-
do, o asientimenlo do Exm. presidente da provincia,
dado em ofllcio de 7 do corrente, lora, no da leguinte
(8), dilpensado do coutrato de celebrar misui no lorie
o Buraco, o reverendo padre Amaro Jos de Carra
Ibo, sendo nesse mesmo dia substituido pelo roverendo
capellio Bernardo Lucio Peixoto.
Dito__Ao capito commandanle do destacamento da
villa d'Agoa-Prela, diiendo Ihe, em respoila ao leu of-
ficiode2ideabril, que podia mandar um cadete, ou
mesmo um cabo eicrever o autos de inquiricio das les-
(emooba da prapas deierladas do mesmo destacamen-
to, viito ter impedimeolo o inferior, que all se acba.
Ha dex de maie, porem vamos li.
Havia dom Gabriel lido o cuidado do mandar rondar,
pela imite inleira, lodoa oa esealeres do navio; s fica-
rao a lancha, e a canoa do commandanle, mullo leve,
reservadas para os desertores. Fernando eqnarenta ma-
rinheiroa, armados dos pea cabeca, partirn naquella,
que deaalracou com toda a cautela, prulonguu-ae com oa
caea, uio ario motivo, e perdeo-ae depoie entre oa na-
viea mereanlea. Na canoa embarcaran dom Gabriel.
Brimbullio e oa des mais robualoa marinheiros. Um pn-
nbal cinla, urna pialla escondida na jaquela, um bor-
dan armado de lima chopa na punta, tal era o equip-
me nto da banda cscolbida. A Irngatn foi abandonada a
guarda de Deoa e sem escalerea, o elles reniro direiio
praia, onde sometieran ero um canal estreilo, entre
duaacasaa altas. O ligeiroesoalt-r, escondido fela mnis
profunda obacoridade, locara em trra; den* horneas
all hrrjo; no caao dodesgraa, tiiikau urdem de fu-
glr, e prevenir a tuda a presas os scua cantaradas dn
lancha.
Ora, Brimbollio, os dados esli laucados, dina o
lenle. *
Levam ai mocas a breoa I responda o saestre; es-
ta Ierra eaoalda-me os pes!
Nao fien va igreja distante ; oa marojos inlrnduiiru-
sa nella nps dora Gabriel, dialarcado em marinheim ;
e confundirau-ae com a mullidlo, aem perderem o olu-
cial de vista. *
Duna Joanna ocoupava uro lugar distincto nu oorpo
da igreja. cima das grades relavas) esn grupo dum An-
tunio BartiMi, seus ajudanlea de ordena, o commandanle
da Sant-F, os iflleiaes do porto, os da goarnicao, o
intendente culonial e as dignidades da cidade.
Porque porta aabir ella? a si mesmo pergunla-
va, aiicinao, dom Gabriel, em quanlo Bnmb..|li.i conli-
nii'ava rrsmungar baixubo contra as mecas e us na-
morados.
Duna Joanna orava com grando devocao; e por cerlo
qua oa divertidoa {iropeaiioa do ultimo baile beni looge
EXTERIOR.
FRANCA.
DISCURSO DE MR. TI11ERS SOBRE OS DEPDTADOS FUNCCIO-
KARIOS, PIIONINCIADO NA C4MA1UD0S DEPl'TADOS A
17 DE MARCO PASSADO.
Necesiito boje de toda a allencio da camera, e ac-
crescontarci, de toda a sua paciencia. A questao.aue te-
nhode (ralar peranle vos, be sobremeneira grave; qua-
rentaannos ha,que ella seria qualifiesda, na lingoagem
do lempo, como urna queitSn orgnica ; por isso deve
er tratada em loda a sua eitt-ntio, em toda a aua pro-
lunddado. Neceisito nao tmente da paciencia da c-
mara, mas da sua indulgencia, porque bei de tratar de
pessoas, e experimento sempre a maii viva repugnan-
cia, pensando, que ollendcre a sua susceptibilidade. Es-
pero, porm, que nao faltareia consideracao alguma,
que Ibes Cr devida; mas nem por isso me lera menos
permitlido diier o que devo i verdade.
Antes de entrar no objecto, deque ie trata, rum-
pre-me responder a urna objeccao, que considero como
insignificante, mas que, comtudo pode dar lugar a
um preconceito menos lisongeiru aos tneus honrados
amigos, e a mim. Peco a permissio de a refutar em
poucas palsvras.
Uuvistes diier ao preesdente orador, que o ministe-
rio do I.' de marco se tinha opposto a proposta, que se
discute.
Quinto a mim, em todas ai pocas, aem eiepcio,
tenho sido sempre um decidido partidista del la.
Em 1840 (e isto me basta para provar al que pon-
to pode ebegar a ignorancia e o esquecitnenlo dos lac-
ios', em 1840, foi a pmposta apresentada cmara.
Nio podia eu illudir-me solire a intencio, com qua
fui apresentada. e a manira desta assembla tambem le
nin enganou. Podia seguramente rejeila-la ; qual foi,
porm, o meu procedimento ......i circumstsncia ?
Depois de um vivo debate, fi-la tomar em considera -
co, em noine do Roverno, como presidente do conce-
bo. A proposta foi mandada a urna coinmissao; e en
que le passou no seio dessa comtnissio. (.f/ocimealos
dirmotOucBo (Juyio I )
Senbores, se nio ha tnten(o de me interromper.
(A'du nao fallai )
Depuit de ler sido lomada em consideracao, a pro-
posta fot mandada a urna commissao. Tralava-se dea
converter em projecto de lei naquelle mesmo anno; maa,
se Bssnn succedeste, seguir-se-hia a necessidade da dis-
oluciin Porm o gabinete havia sido formado sobre o
principio de nio dissolver a cmara, ao menos imroe-
diatamenle. Dirigi-me logo aos principaei membroi da
commiasio, fazondo-lbesconhecer, que o gabinete esla-
va resolvido a epresenlar urna lei na sesso seguinle; a
nesta intelligencia a commis>o nio apressou o relato-
no. A resolucio do gabinete era lio determinada, que
eu cheguei a cornmunica-la a muitos dos funccioohroe,
a qii'Mii a proposta >ii/ia respeito.
U gabinete eslava decidido a dar a sua demissio, le
nio podeise obter o consentimento da cotoa, e romo a
den por urna questio de poltica externa, nio teria
difllculdada em proceder do mesmo modo por urna
questio de poltica interna.
los os |,n ios. (Quantoa meus amigos e a mim, ja-
mis livemoi a menor duvida a respeilo da providencia
proposla.
Hespondendo assim a esie iaisidade vulgar, entro u
essenciel da queslio.
Quanto a mim, nunca pretend impdr do que nio
era; jamis me inculquei por um innovador; porque,
em geral, nio tenho grande disposico para ai refr-
mai. Teria lido innovador, ba cincoenla annoi, na
velba monarchia Irancexa, civilisada peloi coitumel,
mas barbara pelea leis ; se-lo-bia i o je nestai velhai
monarebiasda Europa, onde o direitoi da humanida-
de nem sio reconhecilos nem respeitados. ( Muito
btm muito htm ) Porm, nunca poderei ter par-
tidista de reformas numa sociedado, que cunta cincocota
annosderevolucio, ecujaileis teem sido totalmente
renovadas. Estou convencido de que nao carecemos de
iiittuiiofs novas, mas stn de bem nos servirmoi dai
que ja exilien. Nio sou, portento, m geral, parti-
dista das mu ladeas, que se pretendem fazer nal noiiaa
leis polticas; quando, pois, me decido por urna refor-
ma, he necessario que a julgue oe indispeniavel ne-
cessidade ; e quanlo maii observo o estado do pais,
uanto mais observo o estado do parlamento, quanlo
mais observo principalmente o estado da admioiilracio.
eslavio entio do ana memoria. Se alguma distraccSn te-
re, foi quando reparou, bem a aeu petar, que dum Ga-
briel nio viera a inissa com o aeu cnmmnndanto, dondo
loBL-liiio, que calara deaervfo a bordo. A'misan do
alio devia aeguir-se o cilicio; ella senlio lalvcs a au-
sencia do temerario lenlo; maa, compro diic-b>, es-
tes pcniament'is mundnins apenas perpasiarflo pelo es-
pirito da dontella o ainda asaini, aeiera se aecutuu
delles, no faier examo de conscienria.
Em fin foi-ao a mullido retirando vagarosa; dom
Antonio Barsun dirigin-se para a filh.i, ..fterecoo-lhe o
braco, eencaminhou-c comella para aporta lateral.
Una carrungem os espera) lora. Oa ollieiare ncom-
pnnhro-o npinboados, a sabida ia ficar nbalruida.
Unm Gabriel fes um aignal, ebrio camiiihn forca por
entre aa ugnluadas autoridades, e foi imitado pelos tena
ooropanbeirua. Scguin-se certa confuaSn. Aa dignida-
dea coluniaea iiidignavao-ae da insolencia doe mari-
nbeiroa, que ai acotuiellavSo, purem us mariubciroa
ganhsvlo terreno.
Ja o innrquei de Ina Krmnduraa apretentava a mi
filli, para a faier aubir para acarruagem, quando u fr-
vido lenle o cropurrou para Iria, ergueo Juntia noa
brafoa, o deilou a correr, gritando: .Natal!.. Eral
palavra de eenfca para reunio.
A que d'el-rei! a armas! soldados e paisanot,
acudi braroia furiuso dum Antonio Bariou. Os ufli-
ciaea descmbanhniio aa espadas, a guarda do guverna-
dor calou baiunelaa.
_ Natal! Natal I avanca biscainho! respondrio oa
marinheiros.
Brimbollio e seui oilo camaradaa cubran a retirada
do lente, o Inrrvel manejo das chupas punha em res-
peito a nmedrnntadn multidn, Dmia Juanita, fura de si,
intilmente luctava por se desembarazar dus bracos do
aeu roubadur, que em brevo a pos na entina, abi e lan-
Cou c......n tua gente, e puchoii au largu.
Tudo iato durou menos lempo duque be precito para
oonta-lo.
Mil elamare pnrliJn da praia, onde reiHava incxpli-
envel desordem. Em punco lempo, maia de eren areho-
tes alnmiarJu a eslreila roa, por ondo os marinheiros
baviSo procurado a fuga ; oa anidados hnvlo carregndo
as armas, mas Como atirar, ae e poda ferr a fillia do
governadur? Alm de (|uo, a caima filnva maia velos do
que unm actta, e niu larduti mullo, quo ao nio sumais
na sombra,
Ilutes! bolea! cura rem mllbeiroa dediaboa! ou
vos faeo enfnrrar ntodna neitc ineamo itiaiaule! Bulea!
iniilditos leo.....tos repeta eom cslrugidura vos o 1-
iii-nf-tino dom Antonio Barxon,
Oa oflloiaea de mariuba, na da Santa-Fi entre outroa
p .-runniJo otcnet, procurando bolea pur loda a parte ;
nins n lancha, > pialar, havia roubado una, afiindndu
niilrus, licitado oa remos ou mar i riles, lirado wl leines
quellct, e, gracns is preeancea de dum Gabriel, a fra-
gnla, a qnem em van ae Aserto os sigtiaea da nuile, niu
|ide iiinudar o luennr bnlelo Ierra.
Em quanlo o governadur e oa aeus ae vilo aastm pre-
aus na praia, reunia-ie a caima n lancha entre dwus
caicos abaiidouadui, lugar conveniiuiiado para a reu-
nio,
Deve-so faier juitica ao rmprehendedor lenle, que
O aeu plano havia sido hnbilmcnle combinado. O amor,
por excepcio ao adagio du fabuliila, nio excluio toda a
prudencia, bem que Brimbollio, aempro murmurando,
esliveate longe de parlilhar n eolia opiniio.
Duna Juaiina, alerrada, niu havia nimia reoonhecido
u aeu audacioau adorador, que emenden dever deixar ao
cunlra-roealre o cuidado de a ruduiir ao ailencio. A
mannlha de seda da doniclla fui galantemente conver-
tida em innril.ii.n : era um pequeo mal por um grande
bem, e dom Gabriel bavia permitlido esaa violencia,
ipie por cerlo nao ora cavalleirosa. Domis, ia elle ao
Irme, e s abril a bocra, quando se tratuu da dar a ae-
iiIik ao seu cumplice Fernando, o eolio leve o cuidado
de cuulrataicr a vui. Depois, ntnbaa aa ciubarcacea vo-
grio de conaerva, o aventurciroa apalparao aa cioor-


1
anto mai) partidista sou da reforma actualmente pro-
posta;pori|uo a torte da administrado,em part'ovlar.be
a msi< depliiravel. Di/em-noi requenlemente que
pretendemos etact.' ni funcionarios; he possivel que
ato(|uemoi algunt qnecionarios Delta cmara ; mas
tambero igualmcntodelenilemos quarenta mil no pai/,
quarenta mil, que todoi os dial, sao sacrificado! ao re-
gimen Jo paise-droit. (Viva approvacdo em grande
parte da cmara.)
He por este ultimo motivo, que principalmente me
decido a defender a propoila do meu honrado amigo
M. de Remuiat. Uefendo-a como til, como urgente,
como devendo er realnada o maii ilepreis pisvel; e.
fique-ieenlendcndo, que nio lou 18 irreflectldo, que
venha propr, como chefe da opposicao, urna couu,
quesera obrig.do a rejeitar lepoil como chefe do go-
ver no. |_ Movimentoi d.teos. )
He impossitel, que enlre neila discussio, u que
liga em lodos 01 aeus pnnloi, como lenciono, sem me
snrvir da paavra rorru/>ido. I'ermitti-mo de a defi-
nir, e de a ornpregar, como convm, islo he, no aeu
verdadeiro sentido, como a tecm empregado os publi-
cistas, como a ereii empregsda em Monteiquieu.
Todos 01 governos leem suas miserias, sei-o multo
hnm, lodos, lano os governoi lirei como o absolu-
tos. Km todos, anmos condemnadoi a liiongear oie-
nh'ir, donde dimana o poder.
Na monarchia absoluta quando Luiz XIV aindn
joven, amata a gloria e a munificencia loi necessi-
rio lisongear *6ua inclmacto pira a guerra e o leu
capricho pela* conslrucces lumptuosas. Luiz XIV ,
elbo, lobo imperio de u-na mulher espirituosa e de-
vota fui necesiano lisonjerosla mulher, e nao ha
muilosdia, que acbei as olnas de Umiuet eite es-
pirito tullame urna carta, que me encheo de conlu-
sao; vi, que i-sIb grande hoinem fora obrigadia re-
correr influenciada Madama de Maintenon para
oblera publicaeaio de auaa obras que os censores
reaes. mimado do eipirito de Lelellur, prelendiao
impedir.
Depois .quando a realeza deiceo das mos de Luii
XIV para as de Lui/ XV um grande ministro, rin-
de ao menos pelas mlencSes, c que tinha minio saber ,
Mr. de Choiwul, era' obrigado tambem a lisogear
lima mulher. Por este sacrificio, obtinha ello a permis
sao deconsliuir a nns mannha e de reitaurar o
nosso .sercilo. E quando as aflnoes do monarcha de-
calmio de urna mullas elegante a lavor de urna cor-
te;atynic(deculpaime se pronuncio oeste lugar
nomei difamados pela historia, e talve indignos da
tribuna de um povolivrej, quando, digo eu o mo
nareba desceo de Madama de Pompi-dour a Madama
Uubarrv Mr. de Chuisseul repugnando a tanta bal-
sera eiclamou. que era de mait, e demitlio-se. Re-
liruu-ie para Chanteloup. e desgraciadamente relirou-
S rom elle o genio prolector da Franca: essa desgra-
ciada Polonia que. ha um seculo, reage contra o fer-
ro dteos opprei.aorei.foi enlo relalhada ; e Luil
XV. nosruarrepenjlimenlo imbcil o grande Frede-
riroennua alegra pervena, eiclamavn amboi : a .-e
Cboimal anda Inste ministro, a Polonia nfio teria
dividida I ( Profunda sexisnrdo. Estronduta appro-
t aco em lodoi o bancui da eamara.)
[Conlinuar-te-ha.)
NOTICIA l>TA IISTICA.
RENDS II* MUNICIPALIDAD!! DK l'AIIIS.
Parit be um reino ; o prefeito de Pars he um mo-
narcha ; o ornamento da rnunicipalnlade de Paris be
iriaior, que a da maior parte do rilados loberanoi da
Europa, sem que para islo s> ja necessario meller na
corita ai monarcbas hoo ODJpalbica de Lictbemleio e
de Kniphaiisen em Allemanba, ou as repubiiquelas de
Zug e de Ury em Suissa. A popularlo da cidade, de
baneiras a dentro, nao passa de 900 mil babilantea :
mai deites 900 mil habitante! nao ba um nico, por
o.,ns pobre que leja, que oSo pague pouco, ou nimio
l cmara municipal, porque todos comem, beliem, rei-
pirao e inorrtm; eem Paris nao he poisivel comer, be-
ber, respirar ou morrer sem pagar cmara municipal
alguma cousa. Espantaramos os leitores, que telvez
nao quizessem acreditar nos, se Ihes deiiomos conla
circumsl.ncieda das enormes lommai, queentrao todo
o annos no* cofres da municipalidade de Paris, prove-
nientes dedueilos sobre arligos.em apperencia OligOl
fica-iles. Todos acreditaras sem difficuldade, que os
dirrilos pagos nesle anno passado, pelo pene, que se
vendeo nos diferentes mercado! daquella capital, subi-
rio a 3IG.043 Ir., e que o que rendeo o dueito aobre
caga e ana ebegou a 818.943 fr.; mai queui ba de
acreditar, que i eindireitos sober ramalhetei de flores,
que levendrao, fez a cmara municipal 35 mi fr., e
em direltos sobre o nico ortigo ostras 167,612 fr. ?
A'vista disto, oinguem deve admirar-le, que, lmente
pelo que se cobra dos direitos sobre comesliveis, eo-
trem annualmeDte nos cofres da municipalidade de Pa-
ris par cima de 30 milhoei de fr.
O que fica dito he, pelo que se come, pelo que se be-
be, be pouco maii ou menoi a meima cous, ou anda
peior. (,)uhih se conten i com agoa pouco despende,
porque, por quaeiquer 75 Ir. por anno, tem qualquer
casa de barreirai a dentro mil litroi de agoa por dia ;
mai quem quier beber vinbo ou outra couia ba de
pagar caro aconfianca. Se o vinbo be do pai, ba de
p>gir 25 cenieiimoi por litro acamara municipal; se
be eitrangeiro, um franco e dez centesimos.
Oar, queie respira paga legundo a quantidade, em
que entra as ca tra por urna porta cochnira, paga 21 fr. por anno ; se
entra por urna janella do primeiro, segundo ou lerceiro
indar, paga 25 sidos; se entra polas janellai do quar-
to. e dahi para cima, paga lmente 12 sidos; ludo o
que he repartido irminmente enlre a municipalidade e
0 estado ; e le quem reipira se quier sentar em cadei-
ras, dormir em cama, ou comer em mesa, hade pagar
a cmara o direilo de posiuir todos estes trastes na pro-
porciodo valor, que (iverem.
Esla itleit de fazer pagar pelo ar, que se respira, nas-
ceoem Constanlinopla, e bem se ve, que bu coum da
1 urquia. Fui o imperador Anastacio quem publicou a
iiuncir le ul gisque pro hautlu airii pende-et : de -
poisagradnua lemhranca a diftVrentes na^ei civilia-
dai, ea Iranreza foi urna dai que primeiro a adoptou.
ftesulla de ludo quanto at aqu fica eipoilo, que
ludo quanto em Paris enlra no crpo da gente nio po-
lo entrar sem licenfa da cmara municipal e lem Ibe
pagar tributo ; mas o peior be, que lambem aquillo,
que sabe, se arha no mesmo caso. Podenamns fazer a
elle respeito revelaron curiosissimai ao leitor; mas ,
como finos explcanos lufficientemente lobreoobjecto,
quando falmoi dn clanes de Paris, supprimiremus
por agora eale episodio,le nao por nial soaole, ao menos
p r mal cheirante.
Assim, quemem Paris quizar comer, descomer, ba-
bor, respirar, cheirar ou ter traites, ha de pagar c-
mara municipal alguma cousa ; mas bem engaado ci-
ta quem imaginar, que, pira nao pagar cousa alguma,
baslar nao ter trastes, nao repirar, nao cheirar, nio
beber, nao descomer, niu comer. Assim podar ser
moutrai parle ; com o babitonto de Parn he outra
cousa. .Seso lernbrar de morrer para oio pagar, est
logrado:
Anula depoisde morto,
Debaixo do fri chao,
Ha de adiar leu rime esciipto
No livro da impolicio.
Ocaso he, que o direilo de transportar o mortoi de
sua caa para o cemilorio pertence cmara municipal,
que o arrenda a urna cornpinbia, chamada dai Pompas
1-untl.rei Esta companliia tem difTerentes coches, lan-
o para o acompanhado, como para os acompanhantei,
uns rnesquinhoi e mneraveis pira os pobres, outroi
maii ou menos chibantes para os ricos, ludo na pro-
porcio dodinbeiro, que Ibe pagarem ; e nio so Ibe
perlence o transporte do delunto ao cemitorio. mas
igualmente a armarlo da cata eda igreja.em que se Ihe
lazem os atiffragioi do coslume antes il o conduziiem a
poitrimcira morada. Enterrado o bomem, fica deicao-
sdo, e niu lornio a entender com elle leno d'ahi a
Iberias e no Hotel de Tille, oquellei, que teem aisiilido
a uns e outros, dizem, que a diUereoca nio be extraor-
dinaria.
(/. do Commercio.)
INTERIOR.____
Rio de Janeiro.
DISCURSO
pronunciado pelo doulor J. M. de Noronka Feital,
ao darse epultura o cadver do concelheiro dou-
lor Domxngoi Ribeiro dot Guimarei Penlo.
Senkoret! Quando um homem, por leus talentos
e virtudes, ebega a certa posicio, quando, por iuii no-
bre qualidades, se torna na sociedade, a que pertenco
um sol brilbante e reiplandecente, cujo refleto fu lu-
zir todos os demais membros, sua morle i.ao he um
acontecimento ordinario: o pezares nio devem ser
encerrados no limtalo numero doi seus amigoi e pa-
rentei. Se dado, porm, scieocia.elle a illuitrou por
seus trabalbos ou pelo entino, entio lu historia esta
libada aoi faatos da mesma iciencia, e tua perda he vi-
vamente sentida por todos os que a cultivio, e eitimio
eu engrandecimento. Os sabios junlio eolio ieui sen-
limentoi dr doi smigoi, e a lociedade, por um ou
maii membrot, di um leilemunbo publico de gratidio
ao tallecido, consagra urna lombranca ao morto e urna
lagrima sepultura ... Tal acontece boje, senhores,
no triitn momento em que nos ochamos!!.... Eii o
que acaba de ter lugar na funesta perda, que ora lodre
a faculiade e a corporacio medica do Rio-de-Janeiro,
e que noi mergulba em pranto e envolie em crep ..
Falleceoo Esm. bario de Iguarais, o concelheiro
doutor Domingos Ribeiro dos Guimarti Peiioto, ofli-
cial-rnor da caa imperial, primeiro medico da eamara,
cirurgiiu-mor do imperio, lente jubilado e fundador
da estola de medicina, leu anligu director rnestre doi
meitres, e membro de diveriai sociedades nacionaese
eilrangeirai !., Sua lembranca n8n te eivaecer lio
rpidamente, a perda de lio illuitre penonagem nio
e olvidara com presteza, o desapparecnnenlo de me-
dico lio celebre nio pastar deiapercebido em noisa
historia ; o o paiz nio se esqueceri daquelle, que o
bonrou ante o eslrangeiro, daquelle, que, oceupando
altos caraos, o lendo pratico de primeiro ordem, dei-
tou toda ellas vanlageni para voltar aoi bneos. Sim,
sen limes, o Enn. bario de fguaraii j era medico da
imperial cmara, lente da academia medico-cirurgica
e dioico de muita nomeada, quando foi esludir na Eu
ropa, e onde tomou o grao de doutor. All, s tendo
em villa o amor di patria e da icieocii, elle tomou por
Ibeie as plantas medicinaes do nosio paiz. Honra a
tanta dedicacio pelo eiludo, louvores a tanta abneg
co de si mesmo, bomenagem a tinta modestia e vir-
tude !....
Ja ouvutei, senhore, voz eloqueote e tonora, que,
sabida d'enlre os mdicos labios e reipeilaieis, feze-
choar em noiioi concOei dolor, i lentimento, e pigou
o devido tributo deadmiracio e respeito ao celebre
profesior, que tanto bonrou a medicina, e que foi leu
lio bello ornamento !... Pouco me cabe a mim, fraco
que sou e nada que posto : discpulo reconbecido, eu
venbo tributar a meu meitre urna lagrima de gratidio;
venbo dar eipamio a dr, que me oprime, render bo-
menagem ao genio, uliifaier meu coracio: moco me-
dico, eu raobo patai a livids ds siocidade para com
a velbice reipeitavel e scienlifica veobo depr nosio
pranto ante aquello, cujos conselhoi e licei Imitnos
atim de serem diiponsidos do leivlco os emoreiu
caman. lotetrada, mandou-se archivar. *
Outro do mesnoEsm. 8r., communlcando
ditamento ao odelo de 9 do crrante, que a mi't
va do Espirito Santo lerla celebrada no da 18 i'0"-
cumprldo. *"*'ifi(
Outro do secretario do colleglo eleltoral deila ca
remetiendo o Hvro das setas e dous macos cora r
las. Inlelrada. *'
Ootro do secretario da provincia, remetiendo
eiemplare das colleccas das lels provioeiaes i
rente son. Mandou-se archivar. e*
Outro do presideote do onoelbo gersl de salubru
publica, representando contra o dobre e rep|nn>,
sinos. Mandou-se ouvlr sos Osctes, e ordeooi *
restricta observancia das posturas a este reipeito
Despschirio-se as peifcdes de Aosoleto Jote d ti
doea, Uernardioo Prrelra Ramos, D. Mari* Cni
Xavier de Brlto, Tberesa Goncalves de Jesui Aa^,,
Francisco Antonio de Ollvelra, Franoltco das Ca, '
Innocencio da Cooba Golanna, Jos Feroandet g'1"1
Manoel Fraoclsco de Almeida, Antonio de Ollre'*
Andrade, Marcellioo Jos Lopes e roajor Fraoclsco j'
de Mello, e levantnu-se a sesiio. "
E eu, Joo Joti Feneira de Aguiar, secretarlo a-
erevl. Reg Albuquerque, presidente. CanJ
Moneiro. Ramos. Barro*. Mello CataH^!
Dr. Nery da Fonieca.
Cawlc,,,
2. SESSO ORDINARIA AOS 95 DE MAin
DE 1846. ,W
PRESIDENCIA DO SU. RUCO ALDUQUEKQUB.
Presentes os Srs. Ramos, Carnelro Montelro, ( W.
ry, Mello Cavalcanti e Barros, faltando com'caus,
outros Srs., abrio-se a sessao, e ful lida eapprOTt_,,
acta da antecedente. '
O secretarlo drelarou nio baver espediente,
Compareceo Manoel Antonio Ferreir Gumei, tuu.
too juramento, em qualldadi de soppleote do fliesU
Ireguezia do Recle.
Nio ba vendo petlcei despachar, lev solao^ti i
lio. i
Eu. JoUoJoii Firreira de /^or.seerelsrioi,,,,,.
vi. llego Albuquerque, prndente. Millo Cata/.
con. Carneiro Montar o. R amos grioi
Dr. Very da t'omeca.
COMMERCIO.
Alfandega.
Bbndimehto do du 28...............Il:785Oi|
Deicarreydo hvje 29.
BrigueZebulonbacalbio.
Ilr i gueS. Domi'agoi mercadoriit.
lirigue cenabacalbuo.
BrigueiTm otamercadoriss.
Barca americanaBrasileiraideo),
BrigueCumoer/and-farinbs, bilicbinhi ebirrini
abatidas.
lirigue l'tlit-Unidomercidorin.
------, .........n.i.i i-iiii-iiin iuiii eiigienraoi ii,.,n,.:.',:, uk c-.i__ i.-
un. mno, em que o pern lora do lerreoo. que oceupou Xio n le'mhr. .P", C"
nocaiodenao ser roprio, oquecustac.ro). ,e do Po d.. ra. 7 \, ""TV .T
luoei. roiiio as rarai quilidades, que embellecerlo
sua alma grande e generosa, minorar nona dr, coma
certeza de que a par do Alliisimo gota da paz eterna e
do premio doi justos! iise.
Consulado.
Bendihkhto do du 28.
^*er'...........................
P'omeial..........................
Divenai provincial..................
I:74iil5l
910/863
4
2:652)004
vas Ha piallas, e dirigirlo-ee, aempre rm silencio, para
o Capnchoio, cuja spparcnci* j auflleieiiieiiienle co-
nb'ceo.....mat mujo reapeUe novasexplicaces >e tur-
nio nareaaariaa.
Nio era o Caprichoio navio do guerra ; iraiia mon-
le mu rodillo de bronte de 34, o pela, desporiinbolai
daalcaixa se moalravtii umaa det canilladas fundida., de
menor calibre; de di,lamia cm dialaneia, |lia ei
proa, e al nos eeilos de gavia, se o.ieniava bum Home-
ro de Uacaniartes e morleirm ludo lio bruuidu e relu-
sinlr, que tana (oslo (4-lS,
Tiiiub-m nao era i> Caprichoio un navio menanle;
niciile ralava cm argoma, releles com ni nrgnciiiii-
le. de mal M,.....rain de llavann; bavia aporUdoeosn
sobi-ibHa rarregaeOra de negro., qiir.dinlo, nao devitu
HT-lbr euatado muio r.r. Aflirraava-w, que S. etoeU
Irnria d-m Amonio B.n.....c Hiareaaava palernalinen-
lr ii. iipira\n ile.arr.iiiuaiel r.peruladi r, cuja eoin-
pageni ae i. lopunba de ajurenla br.griroa, mal encara-
di. Um inl I, rlmii, He mu...... fBM,a na colonia
anda que omito bem receido coi caaa do guternador!
era quem o coiuiu.iiidava.
O' da lancha braduu com eslroiidoaa vtn um bo-
tneiii, i|iir .cilio.irou ao purlal, ou, pura ditc-lu de uiua
tea, o rapitio Berluni.
Ronda anpvrior! reipundeo mililarniente Fernan-
do, priiliiiigandu-ae eoM o brigiie-eacun, illuminado d
p|ia
(
us ossos transportadoi a um grande deposito, onde ficio
esperando, que in novisiimo di*
Tuba mirum tpurgeni lonum
Per *epulch>a regtonum
Cogal omnei ame ihronum.
Como ai renda da cmara de Parii sao pagas por vi-
voi e por morios, nao admira, que a sua masa seja lio
grande, e que quem as administra teja um potentado.
De fado, o ronde de Hambuteau, que be o actual pre
feito, a minios respeilos excede em magoificencia o
proprio L. I'ilippe. As Tulhenai lio urna verdadeira
choupana > vista do palacio da cmara municipal ( Ho-
tel de Ville), em que reside o conde de Kambuteau; a
tropa, de que este diipe, itto be a guarda municipal,
tanto de inlantaria como de cavallana, be mil veiei
mais brilbante, maii bem paga, miii bern lardada do
que o melhor regiment de liaba de todo o exercito
francez. Quinto aos bailes ecoocertoi dauosoasTu
(J. do Commercio.)
Ihes por cobro o faie-l. ir para as macas. Ma. nao du-
na elle tido lempu de tomar trr fumicaa, quuudo o eu
bordo foi de repente invadido pelos desertores daSonio-
F, v elle prasoaluieote se vio a braco ooin quatro vi-
gornos marinbeiios, onjoi nofimenlaa crio dirigidos
pilo il uiaiuo Fernando.
Capitn Beiiussi, drixeiiiii-nos dunoleras, fign-me
este favor, disin pon.admente n guarda-inariuha f ve'
esla pislula ? se ae fiser valinlio. quebrar-IUc-bei a ca-
brea.
Apanliado no layo, ero que tanta veie. Hiera cabir os
sru. camarada-, o negrein. pirata fui amarrado rom ar-
le, eovmurdocadu e drpoailado na lancba. Intil be an-
ereaOTUIar, que o. narinheirnS da trgala uto bsviau
denado aoa dubrigue lempo de rurrera rniat. Seus
argnmeniva, lio.....pica eonte os de Fernando, hevilo
lid., o mesmo sncee.so. Nestei enlnnieiiles, por orden,
drdoiii Gabriel, duna J,.auna, ijue enlao se debulbava
PM lagrimas, bavia .ido encerrada na cmara du cnpi-
lao ; eni tii;., quando mai da melada dos negrrirua fo-
i.. rranjadoa, alado, de pea e maos. o Udo du capi-
iao llrriuui, o lente, tirando a capa de uiannb.iro,
.l.u.ii. bnlli.r o atu uniformo e so dirigi aua outros
neila le mo.:
Uarmheree do Caprichoio, ni somos mai forte
e ma.. numeroso.; o prime,,., de >u, que inanife.lar
menor de.coiileiHamenlo, lera lanjado ao mar natal una
balaao. pe Sedo, porlauto, prudentea e maana com
PEBNAMBUCO.
Cmara Municipal.
!. SESSAO ORDINARIA AOS 83 DE UAIO
DE 1816.
PRESIDENCIA DO SB. REG ALBOQUEBQE.
Preientes o Sn. Carneiro Monteiro, Mello Cavalcan-
ti, Ramos, Reg Barrse Nery, tallando com participa-
cao os outroi Srs., abrlo-ie a sesiio, e foi approvada a
acta da antecedente.
U secretario leo um odelo do Exm. presidente da
proviocia, commuoicaodo ter espedido ordem ao com-
i and unte superior da guarda oaciooal deite municipio,
donada 1 vaaante, leiu
I
""'aamnamenienasnam
reino. Suapendrio o ferro,
argarao o panno, e, com brando terral, navegaran para
a barra.
I'.ni quanto ettai operaedee e exceulavio, oreacia a
dcaordein na cidade, onde locavao a rebate, a gu-irmclo
eslava em arma, i> guvernador linda em fin bolea a
aua ordena, os i 11 i mea do Ierra e mar se mulliplioa-
vio, a. forlaleaa punbao-ae em defentiva, e alguna li-
ma do peta deaiguaea relurubavio em urna e outra
praia.
Maldita dontella | niurniiirava Briinbollio. Se nio
te.se ella oinguem dava pelo negocio, ciaramos agora
o largo, e, ao amaubecer do dia, quem quieaae que
tlt.se alias do ni)-.
Nio me fallo demulbere! repela, dogmtico,
Fernando Hiballusa.
!lo\iijueuto do Porto.
Navio* mirado* no dia 29.
LisbOa; 34 dial, escuna portuguesa Felit-Unido, di
93 toneladas, capitio Jote Francisco Meodes, eqoi-
pagem 9 carga viubo e mais gneros ; a Tbonm
de Aquioo Fonseca.
lioslon; 16 din, eicuna americana Locheil, de 115 to-
neladas, capillo John J. Rojnos, equipegem ti, car-
ga firinha e mais geoeros do paiz ; a Henry Foritir
& Compinhia.
Malaga por Bscelona, 60 dias, e do ultimo porto 34,
brigue-escuoa beipanbol Modeste, de 83 lonelidu,
capitio Piuble Pl, equipigem 9, carga vinbo e miii
generoi ; a Jlo Pinto de Lemos.
Terra Nova ; 35 dial, brigue ioglez Camilla, di 197
toneladas, capitio George Hart, equipigem 13, Mi-
ga bacslbo ; a J. Crabtree & Compinbia.
dem ; 30 dias, bsres ingiera Norvel, de 245 loiieli-
das, eapitao ThomasKiik, equipigem 15, cargib-
calbo; a Jimet Crabtree & Compinhia.
i proa, porque oa negreiroa fralejavio o Natal, e._
beb.. edaneavlo, eurravao, e rilo a. g.rgalbada. leordeiro. Em cKu
mjirii vir.i v .* una Cillifu
aoequ.da a oircuiualancia, acerca do apreamenlo de al. /grande. No i
gun.trnhe.nt,., .q.........es aniorior, bavido lo-l ra-|,.-ben cu
mallo os negro., e i|Nttdu o, .,;,, /largar '
., 1^27"ilT-0 """ r,,|",,la "" Krd.-mrih.., / 1 Be. fallad
O d,L,,.'.'. i"*f ,"r,,U-8 deil" "egligenlemenie. /gente para a manobra.
^;r&*.^ ;'- h A'ancha che,, do. humen., deque o. .prelado,.,
r uega a. tacaoai, aaraf bavtio julgado conveutenle deiembaracar-ie, foiabao-J
direilo de er imiuedlalaitienle icado ansias da Verga
demais, vos fatiei. o cor.o c...u Bertuui
luiu.go, nlo lia outra didereuca. Le.to ,'
dine Briinbollio, di.pondo a aua
I).un Gabriel calava minio ooenpado com a manobra,
para descer acamara, ondo a desventurada Joaiuula
nio rea.av. de lameniar-ie, anda aeiu entender nada do
que Ibe aconteca. A entrevista proiueliia ter delicada I
etigia auriedade, sangue f,iu, es.Lieiiiil,, lempo. Do
outra parle, o terral aealiuava. pr so., vei se le ouvir
a peca da fragata, pruva inlallivel deque o c......mu-
dante da Santa-Fi havia emtiiii couseguido pr-ae a
bordo. A p.',c.,'o toro ata-so critica.
Seria pena, que f.lhasae a euprea, que Un bem
uuiuerava, miirmurou o trnrnte.
- lauto mai. quautn niu pudemoa escapar do gan-
do, responde,. Brnibollio.
Como un. polvo na pona de urna linha, aeorea-
centoii o guarda-,uarinha.
DeilH matos lora 1 vamos, meu. menino. ] man-
tn don, Gabriel, e .o quereni bem a aua pella, naden,,
com osdiaboa,! nadem, crocodilos, leveiu-iue ido no-
mo tigres!
E uaili a pouco oorlava o mar lito pela loica doa
grandes reaos.
Fernando, ten perder lempo, fasia oarregir do bala
loa
meiraiba toda a ortilbaria do Caprichoio. O negreiro,
nomo vil, qne te Ibe. nlo fazia mal algum, preitraie.
ae de bum grado a Indo.
No enlamo illnininavn-.o pinico e pouco a. balerill
da fnrtalcia do Morro, pelo qual lie preuian paatar par
abir : viio-ae oa arlilheiro preparando aa peca i "
muralhaa da furlalea dla Punta, qne igualaienle d-
fende a entrada dn porto, i.mLeii, e gu.riiecilo de ial-
dadoa. A fragata Sinta-M osUva em movimeolo ; ai
deaerlore como que ouvilo o im do. tamborea locan-
do u puaiua ; e logo depuia largou ella o panno. Tetlol
na navio ligeiro. da clacio, uanbonbeira, eacunit,
patacbo, te punbio cm marcha. A. vote, do cninrn.a-
do iiiaritnio removi de tima e oolra eslremrdid.de d.
porto, e, o que era anda maia doloroso, a bull, caden-
ciada doa remos da flotilba do caca de minuto em mi-
nuto ae turnata maia di.linda, finbao o avenlureirai
1 bonibor.lo a forlaleta do Murro ; a eitiburdv, pela
proa e pala popa, inimigoi fluoliiaolea.
Oh roulhere, rapariga, manlilhas, niparlbo,
e aaiaa de mi agouro qnisera-voa a todaa anlregnaii
quinhentua mil diaboa. Rae femra, dainada! perdicii
lo lionirual geraclo maldita I repeta, a oada rema,
Briinbollio, que dava o exrmplu de puchar cora vijar,
e loma va parlo no nlo menos enrgicos gritos de Hu-
mar, dos remein.a. Qoebra remos, gente! dina elle, ar-
ranca i forcal puoba com mil iuilbde.de r.io. I n*a
durmaaqui! All vein urna eudiakrada canbonaira, oes
qder alr.vea.ar.ar-nos j.ela proa!
Fernando, com o oculo na mo, eisuiinava a bibii, *
lo.i por inl. rvallos iguaea ; era n aeu modo de avai-
Irar, que niu eaUva tranquillo. O grave guard.-m.r'"
nha eslava eapecialnienle encarregado da |oa de rodi-
Sio, que elle apona,, a uiaia prxima oaiilinneira.
otu Gabnel cumecava a recelar a perda da empr**'
(Cesti-tsiuajr-ae-aa.)


A'aroi lahiios no meimo o.
Haba brigue austraco Gerolano, ctpitfo D. Vaco-
yich carga a meima, que trouie.
Pirahib* ; escuna inglea Botphorue, eapilio Jame*
Fregarlbon, carga meima, que trouxe.
Deearacoes.
Lilla geral dat cariai enlradae, no conexo deila cida-
de, em lodo o met i /tvtrei'o de 1846:
(Conlinuacio do n. 112.)
Jos Alves Guimaries, Jote de Almeida Vasconcellos
Caaaleanli B., Jos Antonio de A/eiedo, Jos Anto-
nio de Figueiredo. Jos Antonio Fernandas Cuita,
GRANDE BALDE,
lendo esta aoitava admiracio do mando.
Precot oe do eoilumi.
O bilhetes vendem-se no boliquim junto ao theatro,
e, no da, no eicriptorio do mesmo.
Principiar i 8 borai e meia em ponto.
Avisos martimos.
= Para o liio-de-Jineiro a barca americana Bra-
ultira segu viagem no da 31 do crrante tem com-
modoi suficientes para aeit paasageiros : os pretenden-
tea dirijio-se aos consignatarios lleory Forster & Coni-
= Jo# Franciico da Silva declara ao respeilavel = Fazem-se chapeoa, toncados, armaco>s de ea-
puolico, que.porhaverootro de igual nome, seas- bello e vestidos da todas atqualidadel tudo do me-
ignara, de boje em diante, por Jos Francisco dos Ibor gosto e perfeicio e por preco commodo ; na ra
Mnlot a Silva, do S Amaro casa terrea n. 30.
Precisa-se alagar urna ama seres para casa de Jos da Triodade Grtala, tendo pedido demis-
pouca familia, que saiba coiinbar, enuboare engom- sao do logirde provedor da irmandade do Sr. Bom Je-
mar. Dirigir-se a ruadoRaogel n. 59, segundo an- sus dot Martyrios. da igreja nova desta eida Je do
"' Becife e nao Ihe tendo a mesa acceitado foi obriga-
I" t "C,""M 'ug^r ain tnolqae. que eja bam di- do a soltar aoeumprimeoto de seus deteres, como pro-
genie e fiel saiba comprar e lser o maia aervieo ador, e nesta qualidade e em nome da meama ir-
eKerno de una raa de pouea familia. Dirigir-se ra mandada, declara que lira aem vigor o termo que aa
do ttangel, n. 59, aegundo andar. I batia feito eipulsando da ir manda Je o Sr. irmio ei-
s-se a quem convier, principalmente aos Sra I prosador, Francisco Jos de Mello, por ter sido injusta
Jos Kelu Casaloaoti, Jos Franciseo di Cists 4 C
Jos Francisco da Olisaira, Jos Gomas da Aguiar,
Jos Goncalves Rodrigues, Jos JeuJe Freitaa, Jote
Jotquim Anton'o de Macado, Jos Joaquina Goncalsea,
Jos Joaquim Goncalves de Oliveira, JosJoaquicn Li-
ma Couto, Jos Joaquim Maia R. Jos Lourenpo de
Castro, Jos Luii de Brito, Jos Lucio Teiieira Ca-
ssleanti, Jos Martina da Castro, Jos Msria Cotim ,
Jos Marianno Candido. Jos Manoel de Freitaa, Jos
Piolo de Carvalho, Jos Pereira Lagos, Jos Raymun-
do do Ferias, Jos Ribeiro Pereira G. Juoior, Jos Ro-
drigues Selaaar Joa Silieira da Abreu Jos da Silva
Costa.
Loira Rahiana, Louranco Fernandos do Carino,Leo-
nor Pires de Almeida, Lopo Gil Fagundes Luil Ma-
noel Pereira Lui i More ira da Silva Porto, Lino da
Peobade Franca, LeanJm Ribeiro de Siqueira.
Mara de Jess. Mara Tbeodora Mara Zeferina,
Miguel Francisco do Monta, Marcellino Jos Aolunes,
Malbias Jos Gomas, Manoel Alves Cerdoso Manoel
Alvos da Costa Carvalho Manoel Aves da Silva Pin-
to Manoel de Araujo Lopes Manoel Aotonio de
Houra Teii'ira Manoel Antonio Ribeiro Manoel
Botelbode Arruda, Manoel Rento Teiieira Marques,
Manoel da Costa Torres, Manoel Corraia Flix, Manoel
Fernaodes da Silva Manoel Fraooisco Cesar, Manoel
Francisco Duarle Manoel Garca Manoel Gonsalves
Rodrigues Manoel Joaquim Botelbo Manoel Joa-
quim Novaos C Manoil Joaquim da Rocha Mano-
el Joaquim dos Santos, Manoal Jos Fernandas Ma-
noel Jos Cordeiro Manoel Jos de Jeius, Mmoel
Jo- Lopes dos Sintoa Manoel Jos da Silva Manoel
Jos Machado Manoel Jos Nunes Guimaries, Ma-
noel Jos Nunes de Madeiro Manoal Jos de Oliveira,
Manoel Jos Rodrigues, Manoel Jos da Silva Ma-
noel Lourenpo, Manoel Luit dos Reis, Manoel Luis
dos Santos, Maooel Moreira, Manoel Marlins de Car-
valho, Manoal de Masquita Teiieira, Maooel Perei-
ra de Figueiredo T., Manoel Pereira Lima Manoel
Panasco de Souzi Brito, Minie! de Qtieirs Monteiro,
Manoel Rodrigues da Cunba, Manuel Ramos dos San-
tos, Maooel dos Ssotos M irlins, Manoel da Silva Res,
Manoel da Silva Maia, Manoel da Silva Tasares, Ma-
noel de Soma Saotos, boticario.
Paulina Caetana Sures, Pulucena Roa dos Presa-
res, Pedro Alfonso Colbere, Peiioto de Albuquer-
qua, Pimentel Bellexa, Pedro Ernesto Rodrigues da
SU, Pampbilo Francisco Volateo, Pascoal Pereira
Millas.
Rumio Azevedo Frederico.
Silverio Antonio da Silva, Saverianno Pinto Se-
bsstiio Jos da Cuoha, Simio Barboza Cordeiro, Si-
mio Vieira Martina.
T.'iomat J. Gamelb.
Victorino Jos da Cuoha, Vicenta JosCorreia.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O foroecimento d'agoa is canoas, na bica junto a
ponte da Boa-Vista ser roguladoa 1000 rs. por ca-
noa grande, ea 640 rs. cada urna daa pequeas.=Es-
criptorio da companbia de Beberibe, 23 de maio de
1846. G Secretario, t. J. Fernanda Barros,
Goncalves Viann
= Para o Maranbio sai, com a tnaior brevidade
pogsivel, o briguo-escuna Laura: para carga, e paess-
geiroa lrata-se com o eapilio na Praca, ou com No-
vaes & Compmhia, na ra do Trapiche, n. 34.
= Para a Babia aai, com a maior brevidade posii-
vel, a lomeca naeional Sant'Anna; quem na mesma
quirer carregar, ou ir de passagem : dirija-aea Novaes
& Companbia, na ra do Trapiche, n. 34.
- Para o Cear aai com brevidade o patacho llelle-
za-do-Sul; recebe carga at 5 dejunbo: quem nelle
quizer carregar, pode tratar com Maooel Nunes de
Mello, ou com Jos Jo quim Carnairo, na ra da Crur,
n. 43.
Para o Rio-da-Janeiro seguir breve o patacho
Felicidade, por ji ter lastro ; podendo, porm, receber
carga a recreaos: quem pretender carregar, pode tratar
com Amorim Irmios, na ra da Cadeia, o. 45.
Para o Rio-de-Jineiro legue, com toda a bre-
vidade, o brigue braiileiro Soare ; par'a carga, paasa-
geiroa e ascravoa a Irete, dirijaOsoa Gaudiuo Agosti-
nbodo Barros na pracintiado Corpo Santo, n. 66.
Para o Havre a barca franceza Bas-
que, prximamente a chegar da Bihia ,
recebe alguraa carga c passageiros, para
o que tem excedentes commods: os
pretendentes dirijo-se aos consgnala
ros da inesma, B. L sserre & C, ra da
enzalla-Velha, n. r.38.
Vende-se o muito velei-
ro briguc-cscuna americano
Cumberland, de lote de 164 to-
neladas, forrado encavilhado
de cobre, e prompto a seguir
viagem a qualquer parte : os
pretendentes dirijo-se Ma-
Ihcus Austin & C., ra do
Trapiche, n. 36.
Le loes.
Theatro publico.
I
=Por despacho do doutor juu de orphios e ausen-
tes, pioceder-se-ba i leilio doa bens do fallecido padre
Jos Joaquim da Silva Guerreiro, constantes de mo-
vis e escravos, no dia 30 do correte mei de maio, as
10 horas, na ra da Cadeia de Santo Antonio n. 21.
Avrial Frrea fario leilio, em presenca do Sr. con-
fu da Franca', por intervencio do correlor Oliveira,
e por conta a risco de quem prrteocer, do cobre velbo
de forro, vellame, urna verga, dous mastros e um bo-
ta, etc., tudo da barca francesa Ennly, eapilio La-
combe, arribada a cato porto na sua recente viagem do
Val-Paraizo, com destino ao Havre i aebbado, 30 do
corrente, aa 10 boras da manbia, ooarmasem do Sr.
Mend inca, Forte-do-Msllo.
Avisos diversos.
NULTIMA REPRESENTACAO
SABBADO, 30 DBM1IO.
Nesta noale Mr. Sutton pretende dar um espectculo
superior a todos os outros.
MGICA E VENTRILOQUIO.
As familiaa, que anda nao virio os trabalhos de
r. Sutton, devem aproveitar eita opporluna ecca-
"o, alienta a proiiinidade de sua viagem.
Primara parle.
Consistir de ama variedad de
ILLOSOgS MGICAS B PHTBICA8,
"' pereita invencio, na. quaes elle quebrar, queima-
'' destruir urna grande porco de objectos perlen-
centaa aos espectadores, e depois os lomar a restituir
sienapaieloa estados.
Segunda parle.
. GBAHOE8 SCBJSAS DB VENTRILOQUIO,
'"itaodo um denli.la na occaaiao, em que faz a opera-
do de tirar um dente a um doente; aathomato, etc.
Tereeira parle.
Ultima representarlo das'
ARCLAS CMINEZAS MACICAS.
(^Terminando o divariimenlo com a muito applaudida
Manido
-.
= Aluga-se o segundo andar de uma casa, na ra
do Trapiche, por preco commodo: a tratar na mes
cha ra n. 16.
O POSTILHAO.
O n. 6 far a distribu icio da mala hojeas 9 horas da
manbia, e acbar-se-ba a senda, na prava da Indepen-
dencia, iivraria ns. 6 e 8.
= J. M. Brandio C. B. comprou, por conta de Fir-
mino Lucas de Azevedo Sosres Gordo, o meio bilbete
n. 2760, da 1.* 4.a parte da 3.a nova lotera da malrii
da B. a-Vista.
= .Na ra d'Orlas sobrado de um andar, n. 14,
engomma-se muito bem roupa por preco muito coru-
modo.
=A loja de fazendaa da rus do Crespo, n. 10, que
at o presente gyrava sob a firma de Viuva Cunha Gui-
maries, passou a inleiro dominio doSr. Jos Joaquim
de Freitaa Guimtraes, a cargo de quem dea a solucio
do seu activo e pasiive: e por isio, dcide 30 de abril do
corrente anno.iclia-se eitiocta a referida firma de Viuv
Cunba Guimaries.
= Sabbado, 30 do corrente maio, he a ultima praca
de um sitio de terrea e arvoredos de Iructo, no lugar
do Arraial, por eieeu(3o, que pende no juno da se-
gunda vara do civel; quem quizer lancar no mesmo,
comparece, depoia da audiencia do Sr. doutor Nabuco,
oa sala da meima audiencia.
U Sr. Antonio Prieto queira diri-
gir-se ra do Queimado, n. 4-
Domingo ( 3o do corrente ), se-
gunda e terca-feira ha carne de carneiro,
a 160 ris a libra : no becco da Lingoeta,
acougoe do Domingos.
Precisa se alugar uma ama de lete que o te-
nba em abundancia aejs bem sadia de bons coitu-
mes a desimpedida. Dirigir-se a ra do Raogel ,
o. 59, arcando andar.
Aluga-se um grande solio com amitos com-
modos piolado de novo : i tratar oa esquina do Li-
trameoto, loja de 6 portas.
recebedores collectores e arrematantes dos mpostos
das tabernas, on vendas, e dss bebidas espirituosas
que a da ra da Gloria n. 42, desde 11 de maio dei-
iou de eiistir.
. ~" Pedro Antonio de Carvalho Bahianno conde
cido pelo Abicio rctira-ie para a provincia da Babia ,
sua provincia natal, levando em sua companbia sua
senbora e dous filhos.
-ai Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 15, da
ra de Apollo no porto das canoas, no Recife enm
uflicientei enmmodos para familia, muito arejado o
com coiinha (ora por preco mdico : a tratar no ter-
ceiro andar do mesmo sobrado.
" Oflerece-seumcaiieiro para loja de miudesas .
do que (em bastante pratica ou para outro qualquer
eslabelecimento ; quem de seu prestimo se quieruti-
lisar, dirija-se a roa do Quoimado n. 81.
= Advertese a certo sugeito de Fra-de-Portas ,
com cabeca grande e alma pequea que deiie de in-
quietar os engajados dos outros ; do contrario, usar-se-
ha dos meios competentes para reprimir somelbaole vi-
lea.
= O bilhete de n. 2670 da primeira quarta parle
da tereeira lotera a favor das obras da matrit da Boa-
Vista, pertenceao Sr. padre Antonio da Trindado An-
tanes Meira da Parahiba.
(uem annunciou querer uma pessoa habilitada
para guarda -liaros dirija-sea ra do Collegio o.
10, primeiro andar.
A Srnhora Joiepha Maria da Paiiio heja de man-
dar receber, na ra de S Rita-Nova n 91. uma oir-
a e uma encoir.menda rindas do entiendo Aran.
Hyputheca-se uma casa terrea no bairro da Boa-
Vista pula quantia de aOOff rs ; quem quizer faier
rale negocio, dirjase a ra ireila loja de Bernar-
dioo de Sena n. 5 confronte a travessa de S. Pe-
dro. Na meima precisa-se alugar urna esersva.
= Precisa-se de um pequeo portugus, para ir ser
eaii"iro distante desta praca 10 legoss; quem estiver
neslas circunstancias dirija-se a ra Nova, n. 12,
loja de Diogo Jos da Costa.
Na loja da ra do Queimado, n. 9 arrenda-se
o terceiro amiar do mesmo sobrado assim como a lo-
ja da casa n. 10 da meima rus.
Salisfazendo-se a pergunta feita pelo Sr. Jos
Carlos de Souia Lobo, no Diario de hontem respon-
ile-se-llii) que aliente, que a primeira inicial be I ,
e nio J, ; consequen temen lo au se entende com S.S
tal annuncio.
Precisa-se de uma ama para tratar de um ho-
mem solteiro ; na ra larga do Roiario botica de llur-
tbolomeo Francisco de Souia n. 36.
Manoel Jos Marlins, com armarom do carne
secca na ra da Praia fas aciente a todos os seus de-
sodores, que Francisco Antonio Pereira Braga dei
iou de ser seu caiseiro desd- o dia 27 do corrente; por
isso ninguem Ibo pague quantia alguma sob pena de
pagar duai vetes.
= A pessoa, que annunciou, no Diario n. 119,
precisar de uma pessos, que trnba os conbecimentos
necessarios psra guarda-litros de uma casa de com-
mercio brasileira, sendo que queira um moco que tem
quasi lodo o curso de preparatorios, e escreve o mais
eiacto posiivel, deiempenhandocom boa lellra, e muila
assiduidade na escriplurac,ao, dirija-sea ra dos Co-
piares n. 10.
arPrecisa-se de um caiieiro, que tenba pratiea de
venda, dando fiador a sua conducta : em Fra-de-
Portas, o. 135.
Aluga-re um sobrado de um andar, e loja, com
muito bonscommods, no principio do Alerro-dos-
Alogados, defronte do viveiro do Munit, n. 49 : a tra-
tar na ra do Livramento loja de Antonio /os Ao-
lunes Guimaries.
Constando aos legtimos herdeiros do engenbo
Aragoaba, na ribeira de Una, frrgueiia do mesmo no-
me da comarca do Rio-Formoso que Jos Antonio
Pnssoa e Mello, inlilulaodo-se proprietario daquelle
engenbo. pretende veode-lo ; porissolaiem publico,
para evitarem duvidas futuras que o dito engenbo
Aragoaba com todos os terrenos a elle anneos, es
la suLjeito a importantes questOes judiciaes pela lo-
lio enurme queollremos brrdeiros do mesmo en-
genbo com o inventario e pardillas a queseproce-
deo por fallecimento da mli dos herdeiros t. Ca-
Iharina Maria de Jess ; por falta de inventario, que
inda se nio fes, por fallecimento do marido desta ,
Jos Antonio Peisoa e Mello ( avo do intruso de i;u !
nome) ; e infinitas outras rasdes fundamentadas em
direito : porlanto, os mesmos herdeirosavisio a qual-
quer pessoa, a quem for oflerecido etse engenbo, ou al
gum dos terrenos a elle aoneos a venda que nio fa-
l'io negocio, pelas rasdes eipeodidas em sustentado
das quaes pelo pro-ente se protesta.
Precisa-se de duas pesioai que se encsrroguem
de cobrar diversas dividas sendo uma para cobranca
nesta cidade e seus suburbios, eoutra para cobrang.s
do mallo : quem esliver neslas circumitinciai, dando
fiador idneo, que le reipomabilise por qualquer quan-
tia que baja de receber dirija-se a ra das Cruies ,
deS. Antonio, n. 28 segundo andar para tratar do
junte de manbia al as 8 boras e de larde de uma
as 3 boras.
Coiinba-se para (ora com asseio; farem-se do-
ees d'ovos de todas as qualidades ; enfeiiio-se bandejas,
tanlo dos ditos doces como de boliobos ; fiiem-se os
bem conhecidos bolos de S. Joio com ricos ramos ,
ou coroas de alfinins, e pastis de nata ; e tudo o mais
perleocente a mesa de doces por preco commodo : oa
esquina da ruadas Cruies, defronte da prega da In-
dependencia, primeiro andar.
Quem annunciou precisar de lOOl rs. p
a decisio, que o espulsou e mesmo nio serem eiactos
os motivoi que a ella derio lugar. Consistorio, 2o
de maio de 1846. Jote da Trind.ide Grvala, pro-
vedor da irmandade.
Precisa-se de uma pessoa babil qne tenba os
devidos cnobscimentos para guarda-iivroade uuia[caiae
commercio brasileira; quem estiver neslss circuns-
tancias annuncie.
= Desappareceo, do quintal de uma casa da ra do
Nogueira, um tacho de cobre, na no'jle do dia 25 deste
mes; scppam-se ter sido furlsdo: a pessoa, a quem fr
olTer-cido, far o favor de o tomar, e participar a sou
dono, na ra do Nogueira, n. 1, que ae gratificar com
motade do leu valor
Na ra do Mundo-Novo, boje S. Francisco n.
66 recebem-se meninos de 8 a 12 annos, para apren-
derem a encadernar livros.
Precisa-se de dous ofliciars de fuoileiro, que se-
jioperfeitoie ictivos em dito officio ; na ra Nova,
oflicina de Manoel Antonio Alvares de lirito, n. 38.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte 'que
tem copiar com gradeide ferro na frente com eicel-
lentes commods ; tem coebeira e estribara ; oulro
dito na campia da Casa-Forte com casa nova e um
grande sitio com muitas accommodacuVs; o primeiro
ndar do sobrado amaiello da ra Augusta: a tratar
na ra do Amorim, n. 15.
Alugao-se 4 pretos bons para todo o servico ; na
ra Nova n. 52, primeiro andar.
si Nio tendo sido posiivel realisar-ie a arrrmatecio ,
na rja da Madre-de Uros do (arrodo Kecife daa
lazrndas e escravos penhorados pjr eircucio de Geor-
le Kenwortb & Companhia contra Couto Vianna Si
l'i'hi, por impedimentos justos, qneorcorrerio; ago-
a le faz certo ao publico que a dita arrematado ee
ara. no lugar ja dilo depoii do mrio-dia do dia 30
lo corrente inri do maio com astislenria do Sr. dou-
tor juii do civel da segunda vara e do esenvio Reg :
e alem das fazendas da loja. e dous eseravos, team da
arrematar se tambem o*grneros de rnolhadoi da taberna
penhorada ao dito Cuuto Vianna & Filbo, ludo no mes-
mo da: os licitantes, a quem convier dita arrematacio,
poderao concorrer.
He ebegado pelo ultimo vapor, vindo do Rio-do-
Janeiro o bem acreditado rap grosso, mrio-grosso ,
prince/a fino deGasse, o qual, por sua boa quali-
dade be apreciado pelos buns tomadores de rap e
para poderein avallar sua boa qualidade, declara-se a
lodos os seus freguezes que se acha a venda no Ater-
ro-da-Boa-Vista loja de miudezas de Tbomaz Pereira
de Mallos Estimas, n. 54. Na mesma se vendem miu-
de/as e ferrageos por preco muito commodo islo ha
nio por ohmio. A* inu valor.
Ua-ie dinlieiro a premio com penbores de ouro
eprala; e tambem se rebalem soldse ordenados: na
ra do Rangrl, n. 37.
Precisa se de uma ama para cozinher e engom-
mar; na ra estreita do Roiario sobrado o. 2, se-
gundo andar.
Casa da F,
Na rua estreita do Kozario, n. 6.
O cautelista da casa cima faz ver ao respeilavel pa-
ilico, que as rodas da loteria da matriz da Boa-\ista
teem de correr inlallivrlmcnte hoje 29 do corrente
mes ; e por i-.so convida a todos o amantes deste jogo
a se prevrnirem do bilhetes, ou de cautelas, para tereco
parte as sorIrsdesla lotrria, e poderem com maisaa-
tisfacio passar a lesta do Espirito Santo. Aa cautelas
vendem-se al as 8 huras da manbia do mencionado
ilia 20.
Precisa-se de uma ama para casa de muito pouca
familia que engomme e compre na rua dando co-
nhecunenlo de sua pessoa : no paleo de S. Pedro ,
n. 22.
Aluga-se uma escolenle casa nobre, muito com-
moda com grande solio, proiima ao collegioS. An-
tonio n. 14 : a tratar na rua Nosa o. 52, primei-
ro andar.
DENTISTA.
M. S. Mawson cirurgo dentista, participa aos
Srs. seus amigos e ao respeilavel publico desta cida-
de que chegou deMareiii, i que se acba ns cont-
iiii.ic.ui do eirrricio do sua arle na qual far lodos os
aforeos para agradar a lod s os Srs. que at agora
Ihe teem oceupado. Reside na rua Nova o. 2, segun-
do andar.
ra pa-
gar nesta safra ou pagar em assucar dirija se a pra-
fa da Independencia Iivraria, ni. (i e 8 que sa dir
quena fas esta negocio.
Agencia de passaportes.
Na roa do Collegio botica o. 10, e noAlerroda-
Roa-Visla loja n. 48, tiro-se passaporles para dentro a
fra do imperio, assim como despacbio-seescravos: tudf
com brevidade.
TJNGCF.NTO DETERSIVO
DO 1)11. AIX> >
tnembro da toeiedadi real dt medicina a da acade-
mia real de en urga de Franca, etc.
Composto inteiramente Je.ubslancisi vegetaes a ani-
maos as mais unctuosas, que produi a nalureza este
ungento be recommendedo para toda a qualidade da
chagas ulceras e fenJas como : formigueiros, alpor-
eai etc. ; alliviandu deide a primeira applicac,io e
curando,em mu pouco lempo,as maia ioveleradaa e an-
tigs. A maneira de usa-lo he mu simples, evai acom-
panbado das direrc,des bem applicadaa.
Vende-se no Rio de- Janeiro lmenle, por Goothi-
re Roan & Palmer pb- miara rua doa Ourises ,
n. 81 em lataa de 2, 7 e 12,000 is., conforme a ta-
maoho.
-rr


A


O Sr. Josquim Goncslves da Silva queira ennun-
eiir por esti folha a sua morada para te Ihe eutregsr
urna carta de importancia.
__ Aluga-se o segundo aidar do obrado n. 46 da
roa da Trmcheiras: a tratar no primeiro andar do
mesmo sobrado.
George Sutton o seu filho retirlo-so pat a 01 por-
tosdoSul.
Compras.
na ra Nova
= Na praca do Commercio d. 16 compra-so ,
para urna encommenda do Kio-de-Janeii o un pa-
pageio bonito, e que aeja pereito (al'iador; assim
como um bom checheo, que sejados verdi deiros, e can-
tador ; pagio-se bem,
Compra-so urna cabra ( bicho; bo a de leite ; na
ra do Hospicio, n. 32.
Compro-se espsdsg&es veihos
laja de hienda*, n. 35.
Comprio-seoscravosde 12 a 2 annos; na ra
Direila, n. 3.
= Compro-sepsde larengeiras de embigo do
eorberlo ; quem luer, annuncie.
Comprio-ae para lora di provincia 2 escravos,
aendo um o(Ti:il de pedreiro preto e 01050 e ou-
Iro rom principio! de mannh'iro; na ra da Crui
n 4o, em casa d Nascimen t S Ainoriin.
Compra-s urna cadeira de rebuco ; na ra das
Trinchan as n iti, primeiro andar.

7N E pJA
Ven ti as.
__ Vende-seo romancea Uainha Margotpor
Alelan ir Dumas tradundo em portuguei : na pra-
ca da Independencia, livran, na. 6 e 8.
- Vende-se una li-chadura de broca, muito segura;
na ra iitreita do Horario veoda n. 1.
=Vend>'-ie uinviolio de muito boaa voiea por
preco muito commodo ; na ra da Conceigao. n. 46.
-Vende se um bonito escravo de 22 annos per-
feilo carrero. bom trabilll'dor de machado o louce
um bonito muleque de l6annos 6 escrava! mocas,
com prendas eiem ella de 14 a 22 anoos : na ra
larga do Horario n. 24, primeiro andar.
=s Km caaa de Fernando d i Lucca na ra do Tra-
piche, n. 34 acaba-sede re eber o sen,uiote: amei-
xas. cereja, paisas miuda! de Corinlho con-ervas
como (rucias, pecrgoa, moran os, framtioises.groieilles
ditas em lalat de diversa* qua lidades, pomo paledo Lio
vre, perdrii, arlicbots. &c., pepinos em vinagre, as li-
bra, areilonai Ue Sevilh, la uvisses em banha aalame
de Bolonha; estes nbjectos >S > chegados ltimamente no
bri:ue francs Armoriqm : superior cha hysson e
gumpowdre dito pret (sau chon) : vinhos da seijuin-
tes cualidades : -cb-rry, Malaga, Madeira P01 to ,
Ilhcno, Itordeaux, HJl, Ba rsac Cognac de superior
quali lade licores de di versar qualidades aieile doce
superfino, charutos regala dos melhores fabricantes,
e outros nbjectos : tudo por preco commodo em por-
fi e a relalho.
Vendem-se charutos finos vindos da liabia pelo
ultimo vapor, por prego commodo ; na ra do Trapi-
che ,0.84.
Vende se um escravo de nagio moco possantc
e sem achaques ; na ra do Aragao, n. 12.
A OS PAS DE FAMILIA.
Vendem-se os seguinles 11 % ros latinos em bom es-
tado e por muito commodo prego: Selecta; Fedio;
Cornelio; Virgilio ; Salustio ; Tito Livio : Dicciona-
rio de Constancio seguido de um outro de fbulas;
burro de Saluitio ; e o Guarda-hvros moderno : na
praca da Independencia, luja de encadernador, n. 12.
Vende-se cal virgem e dita para caiar ; no ar-
mazem de Antonio Annea na elfandega ou a tratar
com Poiicarpo Jos Layn na ra da Cadeia-Velba ,
n. ti, primeiro andar.
= Vendem -se ) escravos, sendo: 2 pretos bem ro-
bustos por commodo prego ; 2 pretas, boas cozinhei-
ras, ; 2 pardas com habilidades ; um pardo, de 18 an-
unnos ; 2 negrinbas urna de 15 %nnos e a oulra de
12 annos. atnbaicosem bem : no palto da Malrii, o.
4, segundo andar.
=k Vendem-se, por preco commodo os volomes I.
2 3. e o do Panorama ; e o Castillo de Grasville : na
ra larga do Ko/ano, n. 24.
= VenJe-se urna escrava crioula de 15 a 16 an-
nos sem \ icios nem chiques ; na ra das Cinco-
Pontai, casa pinta ia de verde n. 124.
Vendem-se 4 escravos sendo : urna de narao
Angola, de 16 annos, de bonita figura, engomoia ,
coznba e lava de sabio ; urna dita de naci Costa, de
24 annos ptima quilandeira ; um mulalinh de
17 annos ptimo para pagem ; um dito de 22 an-
nos ptimo canoeiro e csrniceiio : na ra das Cru-
zas, n. 22, segundo andar.
. = Vende-se um moinho grande de moer caf ; um
torrador ; urna balaoca grande com 6 arrobns de
peto ; dou taiios de arrotia cada cada um ; tudo jun-
io, ou separado por preco commodo : no Atteuo-aa-
lioa-Vita n. 21,
Vende-se um escrsvo moco, de naci Angola,
sem vicios nem achaques, muito prnprio para qualquer
servido ; na praga da Boa-Vista botica n. 6.
Na luja n. b'J, da ra da Cadeis do lenle ven-
dem-ie 44 varas delagedo, vindo da liba do S. Miguel,
o qual he muito bom por ser pedra muito dura e as-
pera : a tratar com Jos Das da Silva.
= Vende-te urna preta de nacao de bonita finu-
ra propria para todo o Irabalbode urna cata, do que
tem bastante babilidade saliendo lavar e ensaboar per-
leramente sem deleito algum ; na ra da Concor-
dia pastando a pontetinba a direila, na segunda
caaa terrea das 8 as i huas da manbia, e das 3 as 6
da larde.
Nendern se chapeos de castor branco talve os
mais superiores, que ba nesla praga, pelo mdico pre-
{odetOOrt. cada um ; assim cono lencos de cam-
nala de liobo o mait rico possivel e multo proprios
para ooivas : na ra do Crespo luja nova n. 12, de
Jos Joaquim da Silva Uaia.
= Vendem-se moendas de ferro para engenbosde
astucar, para vapor agoa e beatas de diversos tama-
uhoa por preco couimodo ; e igualmente taitas de
ferro coado e balido de lodos os tamaitos : na pra-
ga do Corpo Santo n. 11, em caaa de Me. Cslmool &
Conpaoba ou ni ra de Apollo armazem, n. 6.
Grande sortimento de casaca e sorire-eaiacas de pan-
no e merino, ricos cortes de colletes de velludo lavrado,
e de gorjirio e nutras militas fazendat de boa qua-
lidade e costo.
Vende-se o romane completo do
Judeo Errante. As palavras de um ren-
te e qnadios Histricos de Portugual :
na ra da Senzalla-Velha armazem
n. 10G.
= Vendem-te meias barricas com farinha gallego ;
na ma do Trapiche Novo, n. 18
Deposito de rap fino princeza im-
perial do Brasil, manufacturado em S. F-
lix dd Cachoeira, no largo da praca do
Corpo Santo, n. 17; e vende-se as Io-
tas dos Srs. Vaz & Bnrges, ra da Cadeia;
Fortunato P. da F. Bastos, praca da In-
dependencia; Antonio Domingues, ra do
Crespo ; Francisco Joaquim Dnarte, ra
do dbug ; e Joaquim Jos Lody, ra
do Hozano Larga.
=Vendem-se ricos corles de vestido para senhora ,
de laienda indianna imitando seda o mais superior,
que tem apparecido tanto pelos bonitos goslos cores
litas e do inulta duracao como pelo diminuto preco
de 3000 rs. cada corte ; ditos de leienda victoria.de
mu lindos gostos e de superior qualidade pelo ba-
rato prego de 4000 rs. cada corte; ricos cbalcade eeda,
tanto grandes como msis pequeos por muito com-
modo preco ; ricas mantas de seda para senhora, as
mais modernas queso usio na Europa, pelo barato
preco de 10 a 12 000 ra. cada urna ; notos cortos de
cassa-cbilas para vestidos de senhora de corea lisas ,
e do ricos padroes, pelo diminuto preto de 3, 4 e 5000
rs. cada corte de vestido ; cambraias muito finas, com
lislrat de diversas f'es para vestidos de senhora, pe-
lo barato preco de 4500 rt. cada vetido ; canmirat pa-
ra calces pelo barato preco de UOU rs. cada covado ;
ditas elsticas e de duas larguras, as mais superiores ,
que teem vindo a este mercado por preco muito com-
modu ; alpaca preta, a 800 rs. cada covado; dita muito
lina, a 1600 rs. o covado; ricos corles de colletes, tanto
de velludo como de selim e gorgurao de muito lin-
dos goslos por preco muilo em conla ; assim como bo-
nitos fustoes para colletes a 800 rs. cada covado ;
meial de seda de peso, para senhora; ditas prelaa para
homem a 2000 rs. cada per ; ditas de cores a IGOO
rs. o par; ditas pretas de alodio, imitando a seda,
a 320 rs. cada par ; latenda escura para roupa de pre-
tos muito forle e barata ; bros de linho hrancos e
de cores para calcas; assim como um grande sortimen-
to de cambraias o fianjas para colimados de camas e
janellas; e outras moital laiendas por proco commodo;
bem como um rico mantelete para senhora ebegado
ltimamente de Franca por proco commodo : na ra
do Cospo, n. 12, loja nova de Jos Joaquim da Sil-
va Ma.
Colins de linho, a 2^400 rs.
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guiaia-
raes Saralim & Companbia, vendem-6e corles com i. va-
ras e meia de cotinsde linho para calcaa pelo mdi-
co preco de 2100 rs. : esta fazenda be de linho, e igual
aos bnns trancados mas difiere no goslo por seren
mais modernos os desenhos, que tio esculos, de listra e
quadros, o por isto he mui propria da presente esUcio :
dar-se-hin amostras recebeqdo-se a compleme se-
guranza.
=\ ende-se um preto erioulo babil para todo o ser-
vico ; urna preta de naci, lava, engomoia e cozinba ;
na ra da Cadeia deS. Antonio n. 19.
Veodem-se varios escravos, com bahilidade. a sem
ellas sendo pretos, parda e negrotaa ; atraa da
matriz de S. Antonio n. 16. primeiro andar.
Vende-se um rico apparclbo para cbb por pre-
co muilo em conta, por nao so precisar delle ; e anda
nio foi servido : atraa da uiatrii de S. Antonio, o. 16,
primeiro andar.
Lotera do Rio-de-Janciro.
= Vendem-se bilbetes, meios, qusrtos e oitsvos ; na
ra da Cadeia luja de cambio n 58 de Manuel
Gomes.
= Vendem-se 35 escravos de ambos os setos de 8
a 2o annos, com algumes habilidades, c'uegados pro-
simamente do Aracaiy, por precos commodos ; na ra
da Ciu/ armazem, n. 51 a tratar com Jote Fran-
cisco da Silva.
Vende-se urna escrava cabra, de 20 anoos, sadia,
sem vicios nem achaques iq tm a para mucama co-
se, fas latannto, burda de marca engomme econoba
aollrivelnienle ; ao comprador se diri o motivo da veo-
oa : no Mooteiro, dclionle do oilio da repella de S.
Pantaleio.
=Vende-se orna parda, boa coiinbeira engom
ma e cose sollrivelmenle muito propria para ama de
casa, tahe fazer doces, podins relina astucar, e o
mais que se faz mister para urna cssa : lia venda na es-
quina da ra de Hullas que tira para o pateo do
Carmo.
Vendem-se charutos muito superiores, ebegados
da Babia como teji : regalos, regala fama-va ,
principe e cabecudo ; um violio ; tudo mais em conta
do que em outra qualquer parte ; um diccionario da
lingo inglea por Vieira ; um Pope em 4 lomos ;
um Salustto ; urna fbula ; urna philosophia por G-
rusoz: na ra do (^ueoiado, loja n. 24.
= Vende-se urna preta de Angola boa coiinbeira,
engommadtiia e laude sabio sem vicio.' nem achi-
ques e sadia ; vende-se por precisio : na roa da Flo-
rentina, n. 3.
__Veode-se mermelada superior em latai de 3 a
5 libras cada urna; na ra da Prata n. 24-
= Vende-se urna preta, de 13 a 14 annos; um mo-
leque de 17 a 18 annos ambos de booitaa figuras ;
na ra do Collegio venda n. 12.
j= Vende-se agoa do Prata em Olioda a 30 rs.o
caneco; eitar a venda no Veradouro, ai 6 bom da
machia.
aaa Na venda nova de 3 portal, defronte do neceo do
Trem* vende-se farinha de araruU; chocolate de Lii-
boa 320 rs. a libra ; panas boas, a 200 n. a libra .
cha, da 2000 rs. ate 880 rs. a libra ; eevada nova, a
120 rs. ; e todos os mais gneros de venda por bara-
to preco a dmbeiro a vista ; porque le quer liqsjtdar.
Na mesnia venda eiistem 20,000 rs. para serem entre-
gues a Senhora Josephi Thomazia de Ohveira viudos
do Kio-Formoso.
Vende-se um escrsvo de Angola de 30 annos,
escellente canoeiro, padairo eaerrador, das 3 artes,
he perleilo canoeiro ; na ra larga do Roiario n. 18.
Na mesma casa precisa-ie alugar urna bareaca de 16 a
20 caias, prompta pare navegar al a Parahiba ,
em conducio de lenha.
Vndese urna escrava de bonita figura, enRom-
ma e cotinba ptimamente ; no Aterro-da-Boi-Visti,
loja de miudezas, o. 64.
Vende-se um piano hamburguei em meio uso,
e com boas vozes, pelo barato preco de 80,000 n. ; na
ra do Crespo, n. 12.
Vendse um preto erioulo de 23 annos d
bonita figura muilo bom earreiro e canoeiro
Aierro-da-Boa-Viste loja de babus o 55.
Vende-se, por melada do seu valor a diohei-
ro, ou a praio, e mesmo se Irooa por predios nesla pra-
ca a bem conbecida faieoda Alagda-daa-Antai ,
muilo perlo da villa de S, Aolio com casa de viveuds,
coznba fra estribara para 6 ravallos, currsea para
gado armatens para depsitos, engenbo de desca-
roear algodio casa de farinha aenzalla para pretos,
dous acudes de boa agoa 3 quartos de legos pouco
mais ou menos de trra muito propria para ae plantar ,
por ser muito boa ; tambem be superior psra criar, e
tem muitos oreiros, que pagio ; tambem se vende
com alguna escravos ou sem elles: a tratar na rus das
Larangeiras casa das aferices, n. 29 s lallar com o
arremtenle das mesmsa afencOea.
Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ye-
llia: na fabrica ca ra Imperial,
D. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. iMirand; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
l'rederico Chaves; e na ria do
Trapiche, armazem de molhados
doWicolle.
BAPE'NOVO LISBOA.
Este excelleole rap que se tem acreditado por li
mesmo por ter um aima igual ao verdadero de Lis-
boa esta a venda em porrOes, na ra da Cadeia-Ve-
Iba armazem n. 12 ; e a retalbo na metma ra, lujas
dos Srs. Vax & ISorges, Abreu Jos Carlos Joio da
CunhaMagalbiea; ruado Crespo, Antonio omin-
Kos Ferreira ; ra dos (uarteis Victorino de Castro
Moura Victorino di Guimariei; Boa-Vista, Tho-
maz Pereira de Mallos Estima e Maooel Francisco
Rodrigues.
3
^*r-rrT>"." -- :i.-:rr~
W GR ANDE"
-sa>r ^"t ir.
Vendem-se lindissimss apellas de flores de Israrjji,
llores de diflerentes gostos, propriaa para casamento;.
Aterro-cla-Boa-Vsta,lojan. 14
Vendem-se pannos finos pretos, a 4 e o4 ri.-
merin de duas larguras, a 1100 rs.; prineeis supe-
rior, afJOOrs. oeovsdo; bros trancadoa delittrii,
quadros a 320, 4001 480 rs. o covado; aigodfa
trancados, da liatras asaos, muito fortes psrs esersvof,
a 220 rs. ; gangas azues trancadas 160 rs. o con!
do ; chitas e riscados finos a 160 rs. o envido ; brisa
branco de listrai muito eneorpido, a 240 n. o cora-
do ; cortes de tarlatanas modernas a 3200 r.; djtg,
de canas modernas, que nio deshotio, s 3000 rs.; chi-
tas pretas de eflr a a 180 220 ra. o covado ; brini
de linbo muilo superior, a 800. 1000, 1200 e 1600
rs. ; dito trancado de slgodio. pardo a 400 rs. s ra-
ra ; bieos largor de linho, a 160 rs. a vara; cambraiu
lisas s 320,400, 480, 640 e 1000 rs. ; cassa Iti.,,
400. 480 e 640 rs. a vari; panninbo cor de ross a aiul,
de duas larguras, s320 rs. oenvado; madipoloe i
2800,3000,3800. 4000. 4400 e 5400 rs. s peci-,
elefante muito fino a 6000 rs. ; chitas de eoberli, do
melbor gotto, s 280 rs. o covado ; lencos branoa da
cana a 240, 260 e 320 ra ; e outras muirsluanda
por mais barato preco do que em outra qualquer parte,
Livraria da ra da Cruz, no
llecifc, n. 56.
Guis medies dss mlis de familia ou a infiiiit
considerada ni sua bygiene, suss molestia! e tratndo-
los precedid de contiderscOes hygienicas sobra
ettadu da prenbez; seguida de um formulario medical,
e terminada com urna refutacSo lgica da homaMpiiaii
por J. B. A. Imbert, cavallejro da ordem de Chrislo,
doutor em medicina, enligo cirurgiao ajudante-mr di
marinba imperial Trancis ,&c .autor do Manual do
Faiendeiro.
Outro sim snnuncis-se tambem ao publico, quj
cbegro novameoledo Rio-de-Jaoejro alguns eiea-
plares completos da interessante novella o CONDE DE
MNTE-CIIRISTO em 10 voluntes, a qual se ach
a venda na dita livraria.
s= Vende-se urna parda de 18 a 20 annos, lem
vicios nem achaques, por preco commodo ; na ra di
Florentina, n. C.
Yende-se na ra da Cruz,
n. 6o, e no armazem de Fernando
Jos Braguez, cera em velas, vin-
da ltimamente do Mi de Janei-
ro, de urna das melhores labricas,
| e he ptimo sortimento por ser de j
w 3 at iG em libra, e por preco i
y mais barato do que em outra qual- |
M quer parte. ____|
Vende-se vmsgre tinto a 46,000 rs.a pipi ; dl-
to.branco a 35.000 rs. dils : ns rus Imperial n. 7.'
= Vende-se um ptimo carrinho de duas rodas, por
preco commodo ; na ra do Arogio, cocheiri, n. 17.
Vendem-se 2 lindaa cabrinbas, de 12 snnoi,
pouco mata ou menos; um preto peca de 20 nnos ,
proprio pira todo o lervico; um dito de 26 a 30 an -
nos ; urna linda cahrinha de 10 annos, propria para
oservicodacasa ; urna preta, de 20 aonoa, boa en
gommadeira rendeira e coiinbeira ; urna dita boa li-
videira e todo o mais irrviro de urna casa ; lodos sem
vicios nem achaques : na ra da Cadeia de S. Antonio,
25.
Yende-se CERA EM VE-
fe LAS do Hio de Janeiio, sorti-
($> ment completo de velas de
Suma libra al 16 em libra, cai-
xas sortidas vontade do coni-
P piador, e pelo mdico preco de
S1 l'aooris cada libra : no armazem
de A lves Vianna ra da Sen-
tznlla-Velha, n. no. i&
Vendem-se bicbn cbegidis ltimamente de
Hambu'go ; e tambem te alugio ; assim como de
Luboa, por preco commodo : na ra do Vigirio ,
o U. '
=Veodem-ie ilguoi pertences de padaria como
aejio : urna masseira paa folhas psra bolachinha ,
vilhadeiras braco de balaoca com conchas um ler-
no de pesos d urna arroba al urna libra, um braco
grande com 8 anobas em pesos urna porls de ferro.
Escravos Fgidos.
para forno grande tudo em bom estado ; no Aterro- u J
ds-Bos-V isla, loja do sobrado n. 22. ern. j na typ. de m. f. de *AWA ll"
Fugio, no dia s6 do corrente maio,
um negro por nome Manoel, de nado
Mocabique ( mas nao tem signaes di
nacao ) conhecido no matto por Manui
noj representa ter de a5 a 3o annos, al-
tura regular, corpo um tanto cheio, cor
ula, cara um tanto larga, com ialta de
um dente do lado direito tem una
grande costura no peito do p esquerdo,
de que tem p e perna grossa, e ambos
os ps tortos para dentro, que, quando
anda, parece aleijado ; levou vestido cal-
ca de ganga amarella, mas j desbotada,
que parece branca, camisa de algodo
trancado e com um grande remend
as costas, e chapeo de couroj velJw-
Supp5e-se ter" caminhado para as banda
do Cabo por ter ahi conhecimentus. e
ter sido escravo do Sr. Jos fiaiil de
Freitas Peixoto, senhor do engenbo Bo-
ranhm boje morador em fclaranhuns.
Roga-se s autoridades policiaes, cani-
panhas ou qualquer pessoa, que o prea*
do n faco prender e levar ao seu
nhor Domingos da Silva Campos, as-
ma das Ciuzes, n. 4o? que serao gene-
rosamente recompensados.
= t'ugio, no dii 17 do corrente de bordo do brt-
gue-escum Ntro, o escrsvo mirinheiro de do
Jos dentelo Angola; levou vestido de algodio ubi
enlraneado chapeo forrado de al..trio ; estatura bu-
xa grosso do corpo representa 30 e tantos onnoj
tem o olbo esquerdo vasado: recommenda-so a '
captura a todaa as autoridades e espilles de campo>
cerlos de que quem o levar s bordo ao dito osito ,
s Amonm Irmius ra da Cadeia n. 45 ser* 8
rosamente recompensado.
Fugio, na manbia de 19 do correte mato,
escravo Cbristovio de naci Beoguela ,"ur*/ul
maior do regular ; perece ter 35 annos de dede ;
lisa sem bsrba, olbos fumacadoi, nsrir e botes' j
gulire urna dai pVitnis um pouco mais grosss 0,
outra ps baitlotei grossos, chatos e cioieatasi
vou cimisa de mudapolio dual eslas, sendo u
braoca e outra de algodio de Itstrss: este escrsvo |^
foi do Sr. major Eslevio morador em iWTL
depois em Beberibe : quem o pegar, lave na Bos-
ra dos Coelhos n. 3 ,' ou na ra de S. Goacalo ,
4, que uri bem recompenssdo.


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