Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08286


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Full Text
mino de 1846.
Quinta feira 28
O MAMO publlca-se todos 05 das que
ino tote de guarda : o preco da assigna-
liiiri he de 400 rs. por quarlcl pagos adian-
IJ-dos Os aununclos dos assignantes sao in-
I',r(|os a raxao de 20 lis por lioha, 40 rs.
I' lVpo difirante, eas repcllcdes pela ine-
liide" Os que nSo fo'rem assignantes pagao
IbU rs- por linlia, e 160 em typo differeate.
P1IASES DA LA NO MEZ DE MAIO.
/rscente a 3 as 9 hor. e 31 mln. da man.
l'uacb-iaa 11 as3 hor. e 46 mi, da man
Jingoanie a 17 s II h. eO inin. da tard.
La nova a 25 as 2 hor. e 24 inin. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, e Parahyba, Sgd." e Sextas felras.
Rio Grande do Norte, ebega as quartas
frirasan meio dia, eparte nasmesmas ho-
ras as qiiintasfciras.
Cal>o, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no I., 11 e 21 de cada mei.
Garanluins e Uonito a 10 e 24.
Boa-Vista c Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas felras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE 1IOJK.
Primeira as 7 b. c42 minutos da manha.
Segunda as 8 h. e 6 minutos da tarde.
f:

de TVfaio.
Anno XXII IV. 119.
DAS DA SEMANA.
25 Segunda S. Urbano, aud. do I. dos orf.
i edo J.doO. da 2. v., doJ. M.dai. v.
2(i Terca S. Filipc Nery, aud. do J. do civ.
da 1. v.,c do J. de paz do 2. dist. de t.
27 Qnai'ta S. Ranulfo, aud. do J. do c.
da2.* v.. edo J. de paz do 2." dist. de t.
28 Quinta S. l'iiamn, aud. do I. de orf., i
do J. M. da I. v.
29 Sema S Martyrio, aud. do .f. do civ. da 1.
v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
30 Sabbado S. Flix, aud. do J. do civ.
da 1. v., c do ,1. de paz do 1. dist. de t.
31 Domingo Paschoa do Espirito Santo.
CAMBIOS NO D!A 27 DE MAIO.
Camb. sobre Londres 26 /, d. p, I/a 60 d.
Parle $M reis por franco.
Lisboa l'l.'i p. c. pr. por me*.
Desc. de let. de boas firmas I '/, I'- 7- mea.
9ro Oncaa heapanholas Blfiu a :Vis0 . MocdadeftylOOvcl. I670 a 16 ftOO
deGMOOnov. IfivWO a 16*800
4#0iH) ItfOOO a 8
Hile iiflinlni .... l/70 a it*i\M
IVsosCohiMinares Ij-iAI a 2*000
Dito* Mexicano* lMt) a 1H70
> Prala Miuda. 1..7G0 a 1/800
Acedes da C.1 do Hebcribe de 50/UOO ao par.
DIARIO DE PERKTAMBUGO.

PABTE OFF8CIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 18 DO COBRKltTE.
OdicioAo Exm. prndenlo do Rio-Grande-do-Nor-
Ite, solicitando a expedicio dems nrdoni, para que,
I cm a mxima possivel brevidade, seja o arsenal do ma-
Ifinlu desla prnvinni indemiiiiad tln que deipendeo
Irona cnnslrucfao da calraia, que ja fui posts a dispo-
|,ir'ii> ile S. Exo.Partii'ipou-se ao Inspector interino
Ido irienal de marinha.
Dito Ao inspeetor da thesimraria da fatends, ex-
Igindo informaclo acerca da possibilidade de tirar-se
I '- inota marcada para as deipciai do expediente da mo-
I" do consolad* quantia precisa para a imprciiao dos
[iiJlrT'<*o exporUoao.
i ],,(,,Ao eoinmaiidanle da illia do Fernando, acou-
[saiibo rcmess, pelo brigiin dinamarqus Fortuna, de
I$00 sacca de familia do mandioca, diversos uniros ub-
Ijectns, declarados 'as relacoes, que llie transmuta, o
dra,ele presos de jultica ; lecoinnieiid.'iii.lo. faca vol-
itar a escolia, que vai acumpanhando os mencionados
[presos; determinando, que remella os sentenciados,
I cuja degredo esteja rindo ; e prevcninilc-u, deque o
|pstio devo traier a maior carga de fredra possivel.
DitoAo baoharel Francisco Julo Carneiro da Cu-
|nli.i, declarando, qua S. mo. nao pode continuar no.cxer-
leieio do cargo de juitde orpliSos desta rldade porque,
[segundo as disposicoes d artigo 117 da lei da reforma
| judieinrin, de 3 de deiembto de 1841, combinada! com
os arligos Vi da mesma lei, o 36 do rcgulamentn do 31
I de Janeiro de 1842, nao deve lemelhinle exercicio.pro-
lungar-ae por niais de um qualriennio, e lia j quiltro
unos, que nociipa um tal cargo.
DitoAo engenheiro em ohefe das obras publicas,
icicntifioaudo-o de baver mandado por em arremta-
telo ai obras do ncabamento da segonda parte dn sexlo
Manco da estrada do Pao-d'Alho.
DEM do dia 19.
OdicioAo ministro plenipotenciario do Brasil em
Portugal, declarando haver recebido, os dous volme
dos ilneiiiiiriitoi liistoricus, relativos i esta provincia,
por S. Exo. mandados copiar na Torre do Tumbo, e cu-
ja remossa aeeuioii em oflioio de i de abril ultimo.
DitoA'i inspector da tlicsouraria da faieoda, esi-
gindo n sen parecer acerca de mu roquerimeuto de Joie
Feliciano Porlella.
DitoAo oommiiiaria-pagador, declarando, qua dei-
I xi de facultar a remeiia de 4:217,7C0 rs. para a illia de
Fernando, fim do com ella ir o respectivo ennimandan-
I le oeenrrendo s dcspciai do presidio ; porque, para qui-
nina tal rnmesia io eifeitue, lu preciso, que por cunta
Ido excrcioio futuro ie supprln as verbas, que, no cor-
rente, se arhio votnilm para taos dcipcins, o para ilto
se Hilo sea lia entorilada a tlivsouraria da faienda, se-
gundo iufiirma usen inspector.
Commando das Armas.
. EXPEDIENTE DO DIA 9 DO COHHENTK.
OfliciuAo presidente da provincia, enviamlo-lhc,
por copia, o orligo d'offici do brigadero comman-
danle da ilha de Fernando de Noronba, datado do 17 de
abril, no qual fasia iciilir a iicicssidado.-do le proecdo-
rcoi (pianto antes ao comerlos das furtincaces, afim
de se evitar, no futar, inaiorc dcipeas ; requisilaiido
a quanlin, em que elle esta oreados, o finiilinenlo a ma-
I deira e ferro preciso para a ooiutiuccSo do*30 reparoa
Onofrepara nionlar n arlilbaria.
DitoA nicsiuo, para quo bouvesie por beiu soliei-
lardoEim, uiimstro da guerra, o destino definitivo,
I que devein ter mo pracas do Hio-Grandc-do-Mortc,
que acloalnionlc se aeliao addidas ao quartu batalhau de
anilharia pe, aqu aperladas em agosto do 1845.
Dilo Ao inesino, enviando-Um a rcquiifio do ar-
| manirnto, cquipimcnto, uleiiiii o iiistrunientos bellicos,
de que lem precisan o |>rimeiro balalho do cacadore,
organisada segundo a tabella, afim de que S. Exc. se
I dignasse, por seu despacho, mandar sstisfaser seme-
|lliniitci objeetos.
HiloAu general presidente e commaiidanle dasar-
DOM GABRIEL.
PHANTASIA MARTIMA.
pon r. De la LanDcUc-
i.
Charaar-ie doni Gabriel Badajos y Serrano y Lopes;
lcr justos vinte cinco annos, oit palmos, dous bellos
""mi, arreganb militar realcado por ora roagnifteo bi-
l"de negro, emais pinto de lente na real armada de
M. cailiolica (a raiau de 50 pesos duros por mes, 0
1ue f'ria incontesta veliucute 600 peoa por anno, so no-
" llngaisem); ter ttulos c qoaiidades do credor da co-
,U. por tras anuos desse soberbo sold; dever, a final,
[ seii veiesessa qnantia ; e, por oulra parte, ser a flor dos
"vejlieiroa da Eslremadura, a perola dos marinheiroi
* esquadra, o rub dos acadmicos de todas ai Heipa-
*. aten contradicho o inais enamorado din nior-
', laucados pela lotle na cidado de Havana, ha par
mas da provincia da Bahis, signifioando-lbe, que nosta
guarnicto se tiiilio apreientado as tres pracas menoio-
nada no seu ofliciu de 4 desla mei.
DiloAo coronel onmroandante das forca da provin-
oia das Alsgns, pedindo-llie esclareoimenlos acere do
deitioo de tres pracsi, hje perlencenle ao primero
batalliao do caen do res, o que, oulr'ora sendo d deposi-
to da erle, e tendo marchado para o Ce.ir, llalli re-
grenrio para a referida provincia das AlagAas, segun-
do consta das guias, que torio remellida ealo enra-
mando.
DiloAo meimo, acensando a recepoSo do leu ofli-
ciu de 2 do crrenle, e os procesini verbaei originacs
e por copia, a que no mesmo se refere, os quaes ti ve-
rao convuiiienle direccan.
DiloAo commissario-pagador, procurando saber, so
poda ter lugar a permiisio exigida no nflleiu do tennn-
ic-ciToncl comniaudanto do quartu batalhio de arli-
lbaria 6 p, quo llio enviara, aceroa dui aluguoi de
casas para uflioiaea. ,
DitoAo mesmo, inlelligenciandu-o, para seu gn-
vrno, que, uoito dala, havia mandado deiligar da com-
panhia provisoria do guardas naoionaei em dcslara-
nienio o segundo lenlo addido, Joi Aniunio de A-
ranjo Pcrnambuoo, por j nao seren all precisos os
seosiervicos.Nestu sentido se expolio orden) no rn-
piSo nnmmaulaiiln da companbia provisoria do guar-
das naconnes em doslacameulo.
DiloAu coronel onmmandante do priniciro bala-
Ihflo dooacidorea, parlinipandu-lhe, quelinhn romol-
lulo ao subdelegado da fregueiia da Boa-Villa o leu of
ficio e mus parle, relaliva ao ferimentoe do toldad
Justino Pinlo, para que prncedeno cniun fosie do lei ;
devendo S. S., n entretanto, ni indar organiar, em
forma, un auto de villora dos ineimoi feriuienlos, qun
devia enviar iccretaria desle commando. OflQciuii
so ao lubdolegado da frrgueiis da Bua-Visln, no senl-
do expreisado no ofliciu cima.
iuksi DO DIA 11.
OfliciuAo presidente da provincia, enviando-llie,
para seren prsenles junta dejustica, e sentenciados
a final, os proressos erbses dos los Joaquim de Bar-
ros, Gabriel Pereira dos Aojos o Jofio Francisco Mar-
quoi ; elle soldado desertor d > depoiilo, e aquelloi do
segundo batalhio de arlilbaria p.
DiloAo mesmo, envan.lo he o procesio verbal
feto ao leo Filippe Jos de Sania-Ahna, soldado deser-
tor da companliia de artfices, ficando.com eiin reme-vi
eatiseita a delermioacso do seu oflicio de 27 da abril
prximo paisado, apeuso ao meimo proceiso.
DiloAo meimo, enviando Iba as relicOei nomi-
naei das prscn do primeiio batalbio de caradores, que
so enlreteem actualmente ra do servil o do mesmo ba-
talbio, para que te dignaste de as trantmillir ao Exm.
Sr. ministro da guerra, e podetse, tciento dcsta oceur-
rencis, providenciar, como foise de congruencia ao tr-
rico militar.
DitoAo meimo, informando tobre o concertos
do popo, ecoiinha contigua, do quarlel do Hospicio,
quo serve do materia aoi odiaos, docommistorio-paga-
dor, datado de 28 de abril, e do director do arieoal de
guerta, de 4 desle niez.
ilm. e Exm. Sr. Tenho prsenle a participa-
cao, quo V. Bis. me enderegou na dala de 17 de abril
prximo panado, dando-me silencia de baver, no dia
12 do referido mez.astumido o commando deisa ilha,
feito emposiar o lenle Manoel Boierra do Valle no
commando do destacamento, e dado outrai disposiedes,
que liverao por fim conbecer do estado do meimo dei-
tscamento, e das fortificacSes ; cujo resultado me en-
viou com o msppia da forca, do armamento, corroa-
me e equipamento, dosarligot bellicos, e relacao nomi-
nal dos emprogados mililaies esivisda ilbs.
Tendo comideracio ao estado de nude em que te
acbio ai praca do dcilaeamenlo, e a falla, que ette ex-
perimenta de eipingarda e cor reame, dei ai precisas
ordena ao respectivo coronel commandanle doiegundo
batalbio de arlilbaria p, que as meirnai pracas per-
tencem, para faxer a conveniente remella de laes objec
cerlo, com osdiabos, algnma coma !..... He al pun-
co man que nado, a vista da racio, que ocommisiario
nos abona demonhaa e a nole. Mal, por todo o bra-
ito, patrimonio, movis e mmoves, bavidoi e por ba-
ver, ponuir smenle eilo bello rosto, e a espada de um
offlcial aventureiro, por mei hor que seja a tempera do
homem e da lamina, ai! forcoio lio convir, quo ni be
er lenhor do Per! No treia-me quem qiiiter, as ei-
peranoas ni sao bellos, qnando, ero resumo, nao lem
a gente um maraved de valor i offerecer i Klha iinioa
do illuilriisimo dom Antonio Barion, marquer de lai
Ermaduraa y Fumarote, grande do llcipanha, brigodei-
ro din reaea exoreiloi de S. roageslade, commendador
de suas ordem e governador o csptao-general da ilha de
Cnba e suas dependencias. He com effoilo verdado,
que o dilo senlior lio o pai mais brutal, e o maii carran-
cado barbajas, que a nuisa patria lein produsido. Mas
he ainda mais verdade, que son civil, galanteador, bem
feito dosninlia pessoa, e milito divertid ooni ai rapari-
gas, sobre ludo quando as amo. De que servira una
tola modestia ? De Panpelona a Cadix, da Trindado Hes-
njnhola ao Mxico Juainia, em vio procurara a minha
parelha. O.-a, pela minha alma, creio, que ella o sabe
Alm do quo, como eipliear por oulro modo as suaa ex-
pres.fies desla noile favor de aventureiroa, cursanoi e
piratas?..... Grave objeclo dado s minhas moditacAes,
o que me decide ajgar, o maii breve possivel, paradas
a dnbrar. .
Tal be o exordio e anioitra do um longo monologo,
qoeasimeimo diriga dom Gabriel Badajos y Serrano
toi, que seguem no brigue dinamirquez Fortuna, que
ost a largar. Dest'arle tatiifeita a principal necoiiida-
de do destacamento, fies em minha lembranca provi-
denciar, quanto ao augmento delle, na forma por V
Kxc. propoito ; e bem enim tobre a remessa de alguns
ofllciaes para os diflerenles commandns, quo indica ;
ponderando a V Exc, que, desla ves, nio so taes re-
quiii(Cei preenchida, por circumstanciai emergentes.
Ao conbecimenti) do Exm. preiidente da provincia
levei, por copia,o artigo d'officio de V. Exc, que res-
pondo, que (rata dn ruinas das fortificai-Ges, edepre
quei nio t o quantitativo.em que lorio orr;adot os con-
certos, por ti, no caso de haver coniigniiC,io para dei-
peai deita nalurera, ou solicitando-a do ministerio da
guerra; mis ainda o ferro e madeiras suflicientea para
a conslruccio de trinla reparos a Onofre, que team da
substituir os vrlhos e arruinados reparos putesca, afim
de poder a aitilharia. vantajtxainento montada, estar em
estado de tervico : cipero, stenlas as rasdes, que pro-
du'i, ver realisados riles doui pedidos.
Concordo com a opinodo V. Exc uo quo ai rui-
nas dos ediicios militares sioaohra do desleixo dos
commandantes (com eicep(io deum), o quaes teem
posposto scus inleiesse particulares ao cumprimentn
de leus devores!... l'elitmenle, agora, que o governo
imperial, allendendo bem para a policio da ilha, e van-
(agunt, que della se podem colher,' commelleo a V
Exea hoiiroM minio do administra-la, tenho (odia
teguranta de que esle inveterados abusos serio corla-
dos, e que os i.egocioi di ilha, civil e militarmente, tu-
mani a atlitude, que ronvm, o he para desejar, pon-
do V. S. em jogo os meio, queesse fim seu atila-
menloe reconhecida prohidade Ihe lugerirem.
Appiovo ai mudances, que V. Exc. julgou a propo-
ilo fazer entre as prica, que daqui lorio escoltan lo
o presos de juslifa, e algumat das que ji ahi pormane-
co, e destai mudanzas, assim como das alterai'Oes ha -
vidas no destscnmenlo, dei conhecimento ao respectivo
coronel commandanle do liotalho. Dos guarde a V.
Exc (,)uartel-geoeral no Recife, II de maio de 1846.
.1 ti ionio Comia Stra. Illin. o Exm. Sr. Fran-
cisco Sergio do Oliveira, brigadeiro commsndanle do
residi de Fernando de Noronba.
EXTEBIOR.
REPBLICA llIENTAL.
MONTEVIDEO, 18 BE ABRIL DE 1816.
Rrcelmosbtinlcm (olbas do Buenos-Ayrc at 14
do corrento. ,
A Cacito dosse dia annuncia em um longo e curio-
lissimo aitigo que o governo boliviano nomera o ge
neml Guilarte minitlro plenipotenciario junto ao go-
verno argentino por cujo motivo essa mesma Gaieta,
que diai aniel chamava Ilustre americano e homem
do vistas elevadas ao general llllivian a quem ante-
riormente insultara aecusa ile novo a venaltlidade de
ideiatemeiui daquelle preiidente, e queixa-te em
lingoagem deicomedidd.de que, em voz de castigar ao
Sr. Guilarte o nomeie minislio plenipotenciario
cocluindu por declarar, que Rotai nio ba do reco-
b-lo. O mais siogular aquillo. que so se v ondo
domina o svslema corruptor de Roas, he que D. Ma-
noel Rodrigues, encarroado de negocios do proprio
governo de Bolivia, te apieitou a declarar a Arana, se-
gundo diz a Caceta, que o seu governo fez mullo mal
om nomear plenipotenciario ao Sr. Guilarte, e que el-
le, encarregado de negocios escrever para llolivia
representando a inconv.mencia delta nomeacto-----
Facloi desta naturea aponai lio acrodilavois e revelio
a desmoraliaco profunda, que introdu/io Rosas as
relaces diplomticas conompendo os agentes.
( Commercio del Plata.)
( / do Commercio. )
y Lopes, a lahir do palacio deS. excellcncia, o gover-
nador de Havana.
Era, pouco mail ou menos, urna hora da manli.i.i: aa
earruageni c os volantei rolava com grande eatroiidu
pelas ruai, sllniniada lmente pelo ardiles de prclo
eicrnvos ; que ar.oropanhivSo seus scnhore caaa. Sa-
be-io, por que mntivoa o nono lenlo ia a pe oieni co-
mitiva ; e por sao havia elle, como prudente, doiem-
bainbado acipada, legundo o ooilume doi pees; o,
anida mais prudenlo, tomado o meio da ra, com olho
eouvidoi alcrla, lobrctudo quando linha do alravcnar
algumo encruiilhada. F.spesma vaporas oiioobriao as
enrollas, ala era nova, e a policio rauilo mal feila
bailantes rasei para rucdilar. Um ladreo mal informa-
do doi uios do real tbesouro podara esperar, quo as al-
gibeiras de um oftioal do marinha oontivesiein, io u,i.i
peras do ooro, no mellos honestu numero das de prala.
Dom Gabriel tinba a peilu nao expr om induitrioso
nooluroo a lio triste logro, quando le linha vino na
mponibilidade de arriscar um trino duru aojogo, na
partida du governador.. Eiaa cruel necenidade o havia
enllocado as fileiras dos infatigaveis: 'nao Iho havia es-
capado urna i danca havaneme, hcipanhola ou fnnee-
xa, iieiu um bolero, nem uiu fandango ncm quadrilha.
Dona Joannita, ao vft-lu anim lio mudado, diise-lho:
Dou-lhe os paraben, >enhor Badajos, de o seren
lio brilhanle ardor o mnilo folgo, quo haja abandona-
do o jogo.
Como poderla eu procurar outras emocOei, quan-
do tenbo a ventura degosar da sua iiiesiimavel presen-
PE^NAMBCO.
NOTICIA SCIENTIF1CA.
C0NSIDEHg5ES AllERCv D\ IIEM0PTT9IS. PELO CIRR-
OUO-HII DO 4." bxtalhaS de AIITILIIARIV A l' DE
PRIUKlItA I.IMIV, JOSli. nkHAHDBS L'HBl'/.EIRO.
( Continuacito do n. 1 l.)
Minen,; dii;ai,:a0; tki'.minh, v.
A marcha da hemnptyss nada tein de flxa e regular.
Sugeitos ha, que snlTrem peridicamente desta affeccio:
outros, por muitos das ou semanas, lanco, em pocas
varlaveis do da, scarros de sangue, mais ou menos
numerosos. Temos observado casos, em que ella, teodo
cnniecado por simples escirros, drsappareci*. para, de-
pois de alguns ineies, invadir de novo sua victima, ro-
deada de symptomas mais amnaradorrs
as inulhere, e mesmo nos homem, quando ella he
supplementaria. costuma a apparecer na poca, em quo
se estabelece o limo, que ella subslilue. Rmflm, revs-
lindo o carcter intermitente, tem ella te moitrado, e
sido curada pelo sulfilo de quina. Na revista medica
franceza, de sgosto de IS'il, vem um caso, em que s
heuioiit;.i, accemmottia todos os das, pelas duas ho-
ras da inanli.il, e que cedeo ao sulfato. Slorck e alguns
oulros observar ni casos idnticos.
Um ataque violooto de hemoptjisis de ordinario se re-
produt, mais ou hienos intensamente, com tntersallos
irregulares os docntes tossem mais ou menos, a dysp-
nea se faz sentir,/) pulso accelcra-te, e um sentimento
de ardor le faz notar na bifurcacio doi bronchioi ; mii
v-se, depois de alguns aer.essns, ir desapparecendo a
espeitoracio sangunea, e cun ella ene cortejo de symp-
tomas concomitantes. Quando, porcm, a hemnplyts
he mais ou menos intensa e lymptomatlca da tuberou-
lisacio, entio, ainda mesmo que ella desappareca, a
tosse permanece *), a pallidez da face augmenta, o
eminagrccimento deflnha o doente, a dyspnea, esse im-
poitante syaiptoma vai ganhando em Inlensidadu, me-
dida que a tuberculisa(io ganha em extensio ; entio a
tsica absnrve s a atlencio do medico.
Quando a bemoptysis lie pouco abundante, ou ainda
mesmo que seja mala abundante, mas que um oxame
atiento do organismo, e principalmente do orgao da he-
matoses, nio revela nenhunia alteraeio grave de qual-
quer dos ergios cuntidos as cavidades splanchnlcas :
em sumnia, quando ella substitue alguma heuiorrliaxia
habitual, ou he o resultado da diminuirn da pressio
atmospherica, entio, logo que cessa a causa, aniqula-
le o fncommodo. Os doentes, neste caso, nio apresen-
tan signa! algum de dellnhaiiientu ; o pulmio nio for-
nico, pelos dous meios exploradores ( percursio e escu-
llirn ), aignal algum do lesio grave ; a lieuioplysis dura
entio tanto lempo quanto he bailante, para que o orga-
nismo se desembarace daquella quanlidado de sangue,
que Ihe he nociva, e que be destinada a eliminar-se da
cc.niomi.i ; depois, os racarro.1 sanguinens, misturados
com muco dos bronchios,- vio dimlnuindo ; por (Ira,
desapparece.il, e a marcha ulterior dos pbenoincoos in-
dica urna simples bronchiles.
Teem-ie visto individuos, sem causaapreciavel, escar-
rarem de repente urna porcio consideravel de sangue,
e de repente tambem suspender-sea hemorrhagia, sem
tratamento algum, e ellcs ficarem isentos por toda a sua
vida. Outros teem urna idiosyncrssia por tal modo ex-
traordinaria, que, com a maior facilidade, escarrio san-
gue scinpru que degluten! certas substancias, ficando
logo depois livres della. Einfiui, nada mais excepcio-
nal do que a niaiclia da bronchorragia.
TIIATAMENTO.
A hemoptysil he leve ou grave ? He ella lupplemen-
'.axia ou syinptomalica ? En o que deve deiejar saber o
medico no rame do duento ; e, lendo adiado a causa,
que entreten) esta desorden), oppr-lho um tratamento
conveniente, judicioio e capaz de remove-la, afim de
que o orgao entre no livre exercicio de sua (unecio. As-
sim, na hcinopjsis leve, as evacuacoes sanguineai teem
sido recommendada desde os priineiros lempos da me-
(*| Muitas vezes, na hemoplytit eiienclal, deiappi-
rece a expuitorscio sangunea, e persiste a tosse, em
consequencia da bronchiles.
*""........"'r* 'gl
Jo mundo nao vulem um dua
cus aorriaos, divina Joanna; leeulivera em mou po-
der os galcoei do lleipanha, de boui grado os dera por
um olhar leu.
__ Houvo um lempo, reipondco Joannita, alliirlindo
i una preccdenlo cnivrrsacSo, houvo um lempo, era
que e* cavalhfirua ao no lmilavio a fallar degaleea
nos b.nles ; ubieo dar-lhes caca no alto do mar.
Se para agradar-lhc, basta ser corsario, prometi
s-lo omnenos de ni lo das, ou perder rueu nomo, re-
plieou dom Gabriel, retorcend o Injoilc
Joanna aoliou urna gargalliadi:
Caramba! disse ella, pela raridade do fado, da
hom grado o desafiara cu a sao, leuhor mata-mouroi.
E eu aeccitra o desafio, lo cerlo como lio a se-
nhora a rainha do baile, e a mail digna do ter ado-
rada.
Tumo .colido, que o nJu on^o, interrompeo Jo-
anua, abaixandoa vos; eupporiio, quo euoautoriio
lana audacia.
Nada receie, alma da minha vida, reploou dom
Gabriel com calor; tniiiar-me-liiao cuino louco, por
uuiar fallar assim filhado marquei do Las Ermaduraa,
u nao su engallaran ; quo louco son de amor, doudo de
pedraa f S na soiihura pens, t vivo da ciperanca dea
vdr. De noite, bordo da fragata, he a sunhora, que di-
rijo todoi os nieiis pensanientos, lodoa os meui votos,
lodus os nieui suspiros. Tenho feito emirii louvor maia
do cincuenta sonetos, que Ib'os nio offero(o, porque
5.
a**


*

dlrina. A uarla do braco, de preferencia do lado, em
que a dor se fai sentir, lem ido frequentemer.te pre-
cnnisada. Oulros pratlcos oprcgoao a phlebiitomia no
pcuno mais vanlajisa. O que Dol parece mois rasoa-
vel he, que, quando su quier atftir lasamente a veia,
afiro de prndutir urna deplexio constderavel em pouco
lempo, deje-se rseolbef a veas do braco, o quando,
por roeio lirlla, sn quier chamar as regras ao seu or-
gia especial, devc-se-a pratirar no p, Quanto sua
abundancia e frcquencia, lem isso sido otjMlO de r.m-
de controversia entre os praticos. Hm querem, que te
sanure frrqucntemcnte, e que se lre poOCO sannue de
cada vei : oulros c insideri i 11 phlebntnmia, neste caso,
como intil, e, fea vetes, perignsa, peles condices des-
lavoraveis, em que fe achio Reralmcnte os doentes.
Mas, ronsclenclosamentel'alUndo, estamos intimamente
persuadidos de que, nos dientes lories a plethoricos,
perda de sangue, diminuindo os accidentes, he nocessa-
ria e lodl*pen*el.
Finalmente, os adstrlngen'es. emolientes, re igeran-
tcs, tnicos ; os purgativos o laxativos, os narcticos,
o revulsivos externos, etc. nao teem sido poupados pe-
los pratlCOI, para debellar a licmnptysls.
II i", as substancias adstringentes mais acreditadas
contra a hemoptisis sao : a ratania, o tannino, e una
substancia vegetal, novamente introduzida Da materia
medica, e essencialmente adstringente,- chamada mo-
no.'ia, a qunl tem sido administrada, cin extracto, da
malina seguidle :
U. Extracto de monos U.... j p s L
i miserea do rosas......)
di / pillulas para tomar duas, de duas em duas
limas, duranto o dia.
Itrcenfcmente tem-so empregado O laninno, o lem
snrtido bun nal bemoplysis rebeldes. A dose he a se-
guinto :
R, Tanlnno puro......... urna oitava.
(nmma arbica....... urna enea.
Xarope simples........ q. > Misture pa-
r.i i ij. 1 s. O doenle devu tomar quatro por
da, de tres em tres horas.
NSo he mister procrastinar esta medicBCio alm de
'i o" dias ; mas o observador, apreciando as circums-
tuncias, coiil'nuar se o caso u exigir,
l'ara a bemoplysis leve :
lt. Extracto do opio....... meia oitava.
Conserva di rosas...... meia onca F. S.
A. 'Ji pllulai, par.i tomar una todas as lar-
des. Todas as munhaas uin maniluvio syna-
pisado. Dicta ladea.
I'ara a hemoptisis rebelde o inquietante :
R. Acido lartrico cristalisado meia oilava.
Oleo secrliuruin de liman quinte graos.
Assucar............... duas oncas.
Agua................. libra e meia. Pa-
ra tomar por graudes copos.
So a Iossb fr multo lorie, pnde-se prescrever o se-
guinte :
R. Halos de ratania........ quatro oilavas.
Faca-se fervor, durante 20 minutos, em libra
e meia d'ogoa ; passe-e, e adulcore-se com
Xarope d gumma...... q. s.
So o sugeito he vigoroso :
R. Acido sulfrico......... urna oitava.
Mucilagem dogomm. arab. duas oncas.
Xarope de allhea........ duase meia miras.
Agoa commum......... duas lib. Mis-
ture para beber por grandes copos lima san-
gra de 10 a 12 oncas, se o medico julgar
Conteniente, sjudati o tratan-culo interno.
Dula absoluta.
As propredades, o uso quotidiano, que se la/ di -las
substancias, ealguns lucceitoi, que parecein assai evi-
denles. bem denionslro a sua elficacla.
O ah i ni, com assucar e gomina arbica, tem sido
lambem empregudo com algum successo.
O opio entre os narcticos he o mais acreditado, e
lem servido como meio hemosttico como calmante,
indi-ranlu da lotle, levando sui loOueDCia sobre a res-
plraclo, tornando-a mais lacil, c por isso diminuindo
as causas excitantes da hemorrhagia pulmonar. A al-
l, ra tambem gora de virtud, s particulares.
Ot vomitivos, e entie elles o trtaro stibiado, leem
producido mullo bom esultado na molestia em ques-
lao. Mol o acbavu mesmo como o inclhor meio as be-
mnplysis. que elle cbamava biliosas. O l)r. Chapmann
tratava um doenle de bemoplysis, o Viudo um vomito,
necasionado pela digitalis, l.-./er parar a hemorrhagia,
usou dcsta medicaran, substituinuo a digilalis pelo tr-
taro com multo successo.
Nao nos lembramos do nomo de um medico dance:,
que, sendo cncairegado de um doenle, em quem se ro-
produiia a bemoplysis lodos os meics com multa regu-
laridade, causou-se inuiilmmle, sondando todos os
meios, que a arle Ibe lurneceo, e finalmente a hemor-
rhagia, que nada tlnba podido, decidan, l'.uer parar,
que tinha causado un cmmagreclmcnto enorme, fol
complelamenle deb liada pela accao do trtaro.
Este medicamento tem sido dado na dose seguintc :
R. Am simi-lonrb branco. Ajunte trtaro sti-
biado, qualro oilavas.Misture, para to-
mar lies ou quatro vetes, com intervallo de
um quarlo de hora.
Els o Iratamento, que tem sido empregedo para ani-
quilar a hemqplvsis. Os pratlcos o teem multo modifi-
cado, e substituido por out:o nio meooi potentes, con-
forme os casos ; mas, geralmente fallando, he rara a
hemoptysis, qua lomba destes meios. O medico verda-
deiro pratico, nio despretando nunca um came minu-
cioso e profundo no orgio respirador, sabara, apre-
ciando 89 circumstaoclas, empregar aquelle, quo me-
Ihor convier.
m .i-------
Publica^oes a pedido.
DISCURSO
pronunciado pelo doulor J. Sigaud, aodir-se sepul-
tura o cadver do eoneelheiro doulor Domingos
Htbeiro do$ GuimarOei Peixolo bario de Igua-
rais.
No meio dos festejos pblicos abre-fe o tmulo para
recobor os mortaes despojos de um eiladio benem-
rito, de um extremoso pa de familia brasileiro, de
um dos mais puros ezelosnt servidores da monarchie,
do lluilrado uVio, nio pela sua idado, mas pelos tra-
ballios clnicos, dos actuaes facultativos da corte. NI-
eceo q eoneelheiro, doulor em medicina, Domingos Ri-
beiro dos Guimaraes Peixolo, bario de Iguarais, na
tural do Pcroamhuco, olcial-mor da imporial casa,
medico da imperial cmara, ex-cirurgo-mor do im-
perio, lente jubilado da faculJade de medicina do Rio-
de Jai eiro memoro correspondente da real acade
na de medicina de Pars e de varias sociedades scien-
tificas da Europa. Falleceo este pratico, que tanto se
assemelhava com o celebre Rordeu, pela viva lensibi-
lidade do carcter, pelo mor profundo da sua arle,
pela l nos agentes llierapeuticna e pelo estudo pre-
dilecto da pliysiologia, quaqdo urna dilatada vida p<-
recia-lhe ser garantida, em rasao da lores do sua cons-
tituicAo pliysica o da regularidade de scus coslumes,
quando se esperava, que ello vvense para o sustento de
sua inconsolavel familia I Um pensamenlo nico atra-
vessou a sua exislencia, a religio do dever, a qual
oxaltava a sua alma e fundava todas as suas acrOei; foi
ella, quo cedo Ibe fe preferir a tormentosa e inlrucli-
ler.i earreira do clnico ao descanso, ivre de necessi-
dades pungentes, que se enconlra no claustro; foi olla,
que Um fez seguir a direccao de um Ilustre crurg'io,
em vez de prostrar-s- aos ps de facultativos ento
poderosos ; foi a sua chamma quo o animou duiante
os vnte o cinco annos de magisterio que 1 lie fez su-
perar as ililli uldadcs do ensino nascenle, as peripe-
cias polticas da poca e as incesssntcs dcceuces da
clnica obsttrica. Na dado de quasi 56 annos, pros-
Irado pelo trabalbo, con-umnlj pelos eslorcos de urna
imaginacao melanclica e devoradra, elle exprou
depois de urna enfermidadc dolorosa. deixando a sua
viuva o a seis fillios a nica heranca de suas virtudes,
gerafao medica de seu paiz um eiemplo-modelo de
zelo desinlercssado o de le profissional ; e quando ap-
proxin.ou-sc o lalal momento da separeefio, elle, as
pelavras de odeos, que dirigi ao seu amigo e patricio
o I'.xm. conde d Iraja, orou pela conservacao da im-
perial familia, que elle vio nascer primeiro, qual a-
dorava e servia rom o zelo, quo a religiSo do dever so
inspira aos boinem amigos sinceros e verdadeiros da
monarcba.
li'ro diario, mas que, por nm tboio, ou deipret-v da
lei, deito de pagar a compatente taia, e nSo por i, <>-
rancia, porquo muitos delles laem sido avisadoi por = ta
mesa para a satisfaierem. Tendo-e posto em execu-
Cao nesta provincia aquelle alvar de 1809. nunca leve
efleito o determinado no !. cima citado, tanto ii-
sim.que V.S.. por officio de 19 de marco de 18J7, que
existe nesta mesa, dirigido ao empregado. que enlSo
so achava enesrregado daquella arrecadaco, participa,
qua em virtude da ordem do tribunal do theaouro, ha-
via ofRciado a todos os directore da estabelecimenlor,
corporales, irmandades. confraraa, etc.. para satis-
lazerem aquellas dspoir;oe do dito ; mas, nio obs-
tante, eonlinuou o mesmo abuio. como tei ve das recei-
las que se aeguiro daquella data em diante. hsla
mesa nio pode so por si evitar aemelbante fraude Teita
laienda, epor sao peco a V. S., para que naja de
dars providencias, que julgar necewariai para evitar a
continuadlo de emelhante aboio do qual resulta
grande diflerenr;a na arrecadaco dosdireitos da lazenda,
lornando-se, alm disso, um exemplo mo na execuco
da lei. Lembrarei a V. S. que um dos meioi, que
a experiencia me tem mostrado, para evitar em parte
a continuado daquelle abuso, he nomearem-ie dous
empregados para examinarem. seo* livros de '-
labelecimentos se achio ou nSo sellados, procedendo-
se contra aquellas, que 080 teem cumprido com o que
a lei exige, o que ella determina; e lalo a exemplo do
queja se praticou, a respailo das sizas do benide raz,
edeoscravos.comosquedeiiarSodepagarnaeooformi-
dade da lei de 3 de junho de 1809. Todava, V. !>.
melhor decidir. Dos guarde a V. S. Recebedona,
18demaio de 18iti. lllm. Sr. JoSo Goncalves da
Silva, inspector da thesouraiia da fazonda Oescri-
vo, 'Estatuido Pereira d Oliveira, servindo no im-
pedimento do administrador.
lllm. Sr. T endo V. S. deliberado, por despacho
de 35 dedrzembrop, p., que desnarhantea d'al
lainlega .lesle cidade pagassem o respectivo imposto do
auno coi rento conforme as disposicdes do artigo 27 da
lei do orcamanlo em exercicio quo lave eecuf;5o
nesta meta em 17 de oulubro de f 8i5 assim se pro-
ceden, levando-so em con'.a dos meamos despachantes o
que bavilo pago de mais no primero trimestre, confor-
me o I, mmenlo ja feilo segundo o rcgulamenlo de 21
de oulubro de. 1843; mas, npparecendo impressa no
Diario de l'eruambuco n. lOli una declararlo do Kxm.
ministio da U/.enda, dirigida a recebedoria, no exped
ente do dia 18 de marco do corronle anuo, em quede-
clara, que a execurao do artigo 27 da dita lei citada
se deve contar do segundo quarlel do anno linancciro
correnlo em diante, queira \ S. declarar, se por esta
mesa as-im se duvo tambem proceder, e, no caso de
iiflirmaliva.ilar as providencias neccssarias.alim de ser a
I '/cinla indeninisiida do excesso, quo para menos houve
na ariecadaiao do primeiro trimestre. Deo9 guarde a
V. S. Recebedoria de rendas internas geracs, 8 de
maiodo 1840.Ulm.Sr. JoSo Goncalve da Silva, ins-
pector da tbesouraria de farenda. 0 escrivio, A'iu-
nulo l'ereirade Uilteira,servindo no impedimento do
administrador.
lllm. Sr.Determina o alvar de 17 de junho de
1809, no 1 ", e o regulamento de 26 de abril de
1841, no artigo 21, quo todos os livros diario, mes-
tro qu rasao devem | a.ar a laxa respectiva do sello: as-
sim nao (em acontecido, pordeixarem os negociantes,
os logistas e outros, que de laes livros se servem, de
pagar o sello, a que sao obrigados, resultando disso
grande prejuizo fazeuda. Todos sabemos, que nio b
um so estabelecimento, que, pelo menos, niolenba um
nada vfllein ; nina h lainliem nina cancmicla, que lia de
pcrniillir, Ibe nprrsenle ; nao, Joaiinil t
Sabe o aenbor cavallieiro, iniirniiiniii doniella
aasusladn, que, te meu pai uiiuiiii, correr perigo a
sil a tilla ?
EbIiC a senhor! replicn doiu Gabriel, que,
quando n gmic lem reaolvide fatr-ae corsario, sumo*
ila Colera de todo* ii goternadorea d mundo, sejo
cllea drr vetea |;rnii(ifa dt- llciqiuiiia, e vate veiea roaii
Mvrroano (jne S. excellenria o ('iihor dom tarwii?
ColllOp [ni;; iililoii Joannila.
IS' ii. I'.i/i.i a M-iilmia, anda lia punco, U elegi de
avenlurriroa e curaarin? ni" f.dluvn com emhuaiaaauo,
nao lia anula nina llora, ibn> irmiioM (la Coila? nao sim-
|iiron a diaeri Ab! que, se u> (aatelbanoa de hoja foa-
" "i i;ime i>l"i rada, loniariao deaforra, e, por eua \cz,
liiiipario o mar a eipenaaa iloa ininiigoal Nao luru
pcrdiJs, jiiro-llic, taca palavras,
Scriametne? di*c a dnnicll can loca otejador,
To ferio, Juamia, como lie serio o ania-la coui
'"da a paitan.
Oran,! o iciilmr ullrapaaia lodoa o limites cata
noitaj teoiiiilina, nu oacccilo niaia cnnio par.
Mil perddei n.e pifo, acnhorita, proacguiu o le-
nenlf desriiib.iiafinlo-, nao lome catea ares do agaalaiU,
Din que ine fai perder bula. Quando a (cultora frante
ruca tnbi'nllHi, aluda > 11 n- |,onco ija, nao lia extrava-
gancia, ,|iic cu nao faii...... u(a ,|UC oaeohur gover-
liador n.e jioolia coi ulliad.n, cooiu una lliclaill la !
On-nliur becuiH Heno ainipro o meituo, replico) <
a mnii'i din .i doiltflla, ergdcndo para o lente ua gran-
desollio negro; graceja, quando devia ealar confuso
e nrrcpendiiln.
Km a I ni a ci onsricnria, se nio ediveramoa ladea-
do de lana gente, lancra-nic a .-en p, iuiplnrira,
de jin llio, aten perdi, levando ana iabio eata linda
man, que nSo nina rclirar-mc, porque noa toca ete tu
avant deu*. E por ininlia le, (pie ctlimira ainda mai
e.ra altitnde, do que ota, com a qual luinmn lie agora
contentar-iue.
Itao lio de inai cnle-se! queoinaudn!
m Quando cu lor capitn coraario, cr asenhora, en
o espero, snenoi cruel com oeosi ccravo.
^ T.ilve, dnive imprudente a donzella, aquemncii-
gragada pantomima de duin Galirii I deaarmava, aperar
lie lodoa us cu eil'nrcn para Ibe inipr certu come-
diiuento.
Talvet! lome nota da repotn ; d'aqui nl o nm
da semana puderi ser til recurdar-lb'a.
Vniulil basta de mentirada I
Milito lieui! die levianamcnle dom Gabriel; na
(iui.i do gallo, dia de Natal, ver, seeu minio.
Ab! eit decidido cnlao, que be na noile de Natal,
que o cnbor paisa a capitn cor.ariu!
Are la lie perniiltido a V. lirada p-lo em duvida,
mas cnlao.....
Kntio, que aconteoer? fai favor de m'o diier.
Qoein viververi! rcapnnileo gravemente dom
Gabriel, condniindu-a ao aeu logar.
Ilcpuia, como os rico liabitanle, os dignilarioa co-
COMMERCIO.
Alfandega.
Kimiimkn to do di a 27..............,. 6:917,>o'
Deiearregdo hojt 28.
BrigueEmmamercadoria.
ItrigueS.-AJomiARoii lem.
Ilrigue Cumberland idem.
Barca americana/iraa/Asirafarinh.
1MP0RTACA0.
Cr/il/r?/'i,fi4'Y/)>brigue-eicuna americano, vindo
de Philadnlphia entrado no correte mez consigna-
do a Matbeus Auatin & Companhia manileslou o e-
guinle :
60 caixss pimenla 163 barra banha de porco, 300
barrilinhosbolachinha 1024 barricas farinba de tri-
go 409 dita vasiaie abatidas; a Matheu Austin &
Companhia.
Consulado.
lll.MHMKNTO DO DIA 27.
Gcral............................ 2:490j388
Provincial.......................... 874662
Diversas provincia.................. 6622y
3:491 f 979
.11 o vi ment do Porto.
pelo guarda Jlo Manoel Ribeiro de Couto, no deip,_
cho por factura de B. Lasserre di C. ; sendo a arremi-
tacio subjeita a direitor. Alfandega 27 de Mii0
de 1846.
Miguel ytrehanjo Monteiro d* Andrade.
- O lllm. Sr. rector da theionraria de fatendi
manda laier publico que a arrematado do iervt0 d
capataiia da alfandega fica trantlerid para o di la
de junho prximo futuro; acceitando-sa unicarrent,
landos dos pretendentes que se mostrarem habilita.
dos justificando a idoneidade do seui fiadores coa
testemunba de abonaclo na forma da lei.
Secretaria da thesouraria de fatenda da Pernimbuea
26de maiodel8i6.
O official maior,
Ignacio do Sanios da Fonitc*.
eclaracoes.
O arsenal de guerra compra torno da bincidi
quem o tiver para vender, mande ao meimo araenal
tua propoita em carta fechada, at odia 29 do con
rente.
Directora do anana I de guerra, 26 de maio de 1846.
O eicripturario,
Francisco Serfico de Astit tarea/Ao,
COMPANHIA DE BEBER1BE.
Sio convidado o Sr. accionistas para e reuDiratn
em asemblca geral, no dia 28 (boje) do correle,pela
10 horas da manbia. no escriptorio da companhia,ifiro
dse tomarem contal a admDitracaoaetual.detereleU
a novaadministracio, de le approvar o orcamealo di
receila e despeza do semestre de julho a dezembro,
de e tomar outra qualquer medida i bem do intert.
le da associaco. Escriptorio da companhia doBa.
berlbe, 22 de maio de 1846.
O secretario
Tiento Jote Fernanda BarrStir'
= O caixa da companhia de Beberibe avisa ioi Sr.
accionista, que recebeo ordem da administrado pan
apiesentara relacio dos que e achio am atrito, ni
reuniogenl de 28 (boje) do correte. =Recife, 23 de
maio-de 1846 M. G. da Silva.
O foroecimentod'agoa i canoa, n bici junto i
ponte da Boa-Vista sera regulado a 1000 r. por ci-
noa grande, e a 640 r. cid urna da pequea.=Ei-
criptorio da companhia de Beberibe, 23 de miio di
1846. G Secretario, t. J. Fernanda Barros.
Pfavioi tntrados no dia 27.
Londres; 43 dial, brigue austraco Gerolomo, de 363
toneladas, capilio Deodato Vucoaicb, equipagem 12,
em lastro ; a N. O. Beber & C*
Liverpool; 70 dias, brigue siciliano Ignao, de 270
toneladas, capilio J. Itisso equipagem 12, carga
fazendas ; a I". Robiliard.
Terra-Nova ; 58 dias, brigue inulcz leena, de 180 to-
nelada, capilio Duncou M.* Lellan, equipagem 12,
carga baralbo ; a James Crablree di C *
dem; 36 dias, brigue ingle Zebulon, de 196 tone-
ladas, capilio James Thompson, equipagem 13, car-
ga tiacalh&o ; a Jamos Crablree & C
.\ (icios talados no mesmo dia.
Cabo de-Boa-Espcrinca ; barca Flora, capilio Wl-
liaiii Dutbei, carga assucar.
Kalmnuth ; paquete ingle Crane, commindante o l-
ente Levris.
Etlitaes.
Miguel Archanjo Monteiro de Andiade, oflicialda im-
perial ordem da foxa, cavalUio da de Chisto ,
inspector da alfandega de Fernambuco, etc.
I o; saber, que no da 28 (boje) do correnle se ha de
arrematar, em basta publica, ao meio-dia, na porta da
allandega urna caixa da marca C D conlendo cem
livros em branco no valor de lj r. impugnada
Theatro publico.
PENLTIMA REPRESF.NTACA
SABBADO. 30 DE MAIO.
Nesta noute Mr. Sutton pretende darum espectculo
luperior a todo o outro.
MGICA E VENTR1LOQUIO.
As familias, que ainda nio virio o trabalhos di
Mr. Sutton, devem aproveitar esta opporlun occi-
liio, atienta s proxiinidade de ua viagem.
Primeira parte.
Consiitir de urna variedade de
1I.I.USKS MGICAS E l'HYSICAS,
de perfeita invencio, naa quies elle quebra'i, quema-
r e destruir urna grande porco de objeetoi perlen-
ceotes aos espectadores, e depois os tornira e restituir
aos seus peifeilos estados.
Segunda parte.
ghakdes scknas de ventbiloqdio,
imitando um dentista na oacasiio, em que fazaoperi-
cio de tirar um denle a um doenle; aulbomato, etc.
Terceira parle.
Ultima representicio das
AHIJLAS CUINEZAS MGICAS.
Teminandoo divertimento com a muito appliudiJi
leena do
GltANDE BALDE,
sendo esta a oitava admiracio do mundo.
Precot os do eostume.
Us blhetei vendem-ie no botiquim junto ao thsilro,
e, no dia, no escriptorio do mesmo.
Principiar is 8 boraa e meia em ponto.
PUBLICACAO LITTERAR1A.
HIkTOBIA DE PORTUGAL,
pelo ditlincio lilieralo Alexandre Neroniano de Cer-
ra IA o.
O tomo primeiro da historia de Portugal, conlendo,
alm de urna larga introdcelo, a historia poltica de
quasi uin leculo desde 1097 al 1185, libio i lu
em Lisboa em Janeiro proprio pautado, imprewo
em escolente papel com lypos noi os da oipreoia ni-
cional, e no frmalo de otavo grande france, wm
518 paginai e em breve aqu deve estar. Esla publi-j
cieo contina e breve appareceri o segundo tomo.
Prego do primeiro 1200rs. moeda portugueza.
Subscreve-se nai fojas de livro da viuva Cerdoso Ar-
res na ra da Cadeia-Velba ; do Sr. Figueiioa, w
loiiiaea e as daroatde llavana ao retirarlo cooi o ccre-
iiinninl do ciiitunae, o joven lente ae etquivou discre-
to, nao tem andar coiu amoroso olbar a encantadora
J.inniiii-i, que nao deo moatrai de o ver.
Concluida urna mullidlo de digrettOei, dom Gabriel,
que proieguia o tea caiiiinbo, brandindo a capada, con-
i lino ncate lermoa :
Cunario ou pirata, va feilo I o gente nio pode ler
enfurcada inai do que urna vea, e Juaimita merece bem,
que le I he corra o ruco.
Bem longe eslava ainda o problema de ler rcsolvido,
na a dclerininacao iuI.hj tomada ; fallara adiar os
meios de cu cucan. I'rcctira i ,i u leu'ii tu dr.eiubrulliar
nm cabo de utiranho projecloa, quando lobriguu na
nm: Ina mu individuo eieondido novio de umo porla-
cooboira, pouca diilancia do cao.
O' l.i! grilou dom Gabriel.
Ab be o K'ulior lenle, diiic com mo humor
mu lemelo, quo mlico no cinto um facalhio.
Que dialio t.111,1 tu abi, maldito volhaoo? pergun-
loo o ofljcial; porquo nao estavaa no eacaler i nimba
eapora ?
Esperava-o aqu do ineuiio raudo, met icncute;
eslava bem cerlo de que V. lenboria paseara poraqui
para ir para burdo.
Mu, em 6m, quo faxiaa tu eiaa porta, Briio-
boTlio?
Nada, ubaolutaiuenle nada, meu Rdalgo.
Apollara, que eatavaa de akalea, ladria, para
drpenares algum honrado burgus. Que signiHoa
grande faca?
Penaa enlSo V. souhoria, que ha hurguete hun-1
rados nota trra ? diiie o marinheiro ; ae 01 ha eorn f-1
feilo, tanto peior para elle, Se devo diier n terdadn 1
V. lenboria, prorurava modos de nlcancar um puacanl
tabaco. 1 tar em llavana, nicu oIBcial, e nio ler u|
iniaeravcl charuto para fumar de ves em quando, I
para fater da ni nar nm santo do paraso. Anda icimil
pagaucm mmonle um mea por qualro, ou noi miadn-l
irm crutar l.i fra contra oa Inglesea, v feilo.
Camarade, diio o oflicial, que do repenta 10 abril'
dar, parece, que tena a conseienoia larga.
Podo er, que mo engao, niuu lencnto, ma criiii
quo o llieaouro, que nos nio paga, a deve ler uuu ljr,''
ainda. Juru-lhe, quo me ounlenlario com bem poaCl
coma, um moio duro, uin par do pecetai, un real, ""
ultimo caso. Nio he prohibido pedir eamota aquaoili'
pobre.
^ Sim replicou dom Gabriel, rindo-ae, pedir *
mola, de punhal na mo, a doaa boraa da noile!
' Seos rico teem o o lvido e o coracau lio duro. '
Brimbullio era nm vigorlo marinheiro, do t*'n '
Herclea, bromeado, pelludo, de cabellos prrtoiehir*
ba tirando a vermelli, ulhoa feroiea, pbyiunoii car-
rancuda no domis, exoellenle luarinheiro, e na p""
de grande iiifluenoin proa. Pana de argundo cul
raeilre a bordo da fragata Santa-Ve', da qual o I*"1'1'1 |
dom Gabriel era o qaarto oflicial.
"*\


crr-cada Indepeudeocia ; e doSr. Coulinho, na ra
d0 C"e8'_________________
Avisos martimos.
__ Pira Lisboa, aahir, com a possiv'l brevidade, o
brigue portugus S -Domingos, por ter parle da carga
Lrompla : quem quier carregar, ou ir de passegem,
oir o que tem boni commodos dirija-se a' ra da
Cruz, o. 5i. primeiro indar ou ao capillo Manoel
UoncalveaVianna.
Para o Maralo tai, com maior brevidade
LoSiivel. o brigue-eacuoi Laura: para Carga, e passa-
Lir.a t'rti-e com o eepilo na Praca, ou com No-
J *jel& Companbia, na ra do Trapiche, n. 34.
I s= Para a Babia ni, com a maior brevidade possi-
I ,i I qui/er carregar, ou ir de passagem : dirija-se a Notaea
\3iCompanbia, na rus do Trapiche, n. 3*.
I Para o Cear aahe eom brevidade o patacho Belle-
\ta-do-Sul; recebe carga al S dejunbo: quem nelle
I-uizer carregar, pode tratar com Manoel Nunes de
1 Mello, ou com Jos Joiquim Carneiro, na ra da Crui,
lo. '*3. ...
Para o Rio-de-Janeiro seguir brete o patacho
Ifi/icidai/e, por j ter'lastro; podeodo, porm, receber
Icirga e escravos: quem pretender earregar. pode tratar
con. Amorim Irmos, na ra da Cadea, n. 45.
ss Para o Rio-de-Janeiro segu, com toda a bre-
liid.de, o brgue brasileiro Soarsi; para carga, passa-
rairos e escravoa a Irete, dirija sea Gaudiuo Agosli-
Inbo Jo Barroa na pracinhado Corpo Santo, n. 66.
I = Para o Aai o brigue braaileiro Sagitario ae-
ue prefixameote em 31 do crrante mez e l rece-
be carga at o dia 29 : trata-se na ra da Moeda ar-
1 roaiem n. 11.
__ l'ara o Havre a barca franceza Bas-
[que, prximamente achegar da Baha,
I recebe alguma carga e pasaageiros, para
jo que tem excellentes commodos: os
pretendentes dirijao-se aos consignata
Los da inesma, B. Lasserre & C, ra da
|Seiuall-Velha, n. i38.
Vende-se o milito velei-
ro brigue-cscuna americano
\CumberUittdf de lote de 164 to-
neladas, forrado encavilhado
de cobre, e prompto a seguir
viagem a qualquer parle : os
pretendentes dirijo-se i Ala-
|theus Austin & C, ra do
Trapiche, n. 56.
= Cumpra-ie urna baroaca de 18 a 24 caias
sendo ora
dar.
n?. ra das Cruzes, n. 37, primeiro un-
Leilao.
~ p.oaCiv uG.Jr.CUU-
= \vriai Frres faro iei! ,
tul da Franca, por intervencio do corretor Oliveira,
e por conta e risco de quem perteocer, do cobre velbo
l de forro, vellame, urna verga, dous mestros e um bo-
te, etc., ludo da barca franceza Ennly, capitio La-
combe, arribada a este porto na sua recente viagem do
Val Paraizo, com destino ao Havre : aebliado, 30 do
correle, aa 10 horas da manhia, noarmaiem do Sr.
Mendoo(a, Forte-iIo-.Mallo.
Avisos diversos.
O CLAMOR PUBLICO.
On.95acha-ae a venda, na praca da Independen-
cia, livraria ni. 6 e 8.
= Pelo juizo dos feitos da fazenda, e na porta do
respectivo uit, se ha de arrematar, na tarde boje, 28
du crrente, por venda, um escravo avaliado por 360j
rs., peohorado por execucio da fazenda provincial, a
Josda *ilva Braga; um terreno penhorado a Ignacio
Antonio Borges. na ra da Praia de S.-Rita, dolado
de Leste,com 50 palmos de largo, e 80 de fundo, j at-
terrados, e por aterrar at a linba do caes, avaliado
em 1:100o rs,; e de renda annual um sitio no lugar
do Salgadinho, avaliado em 206J' rs. snnuaes, penho-
rado aos berdeiros de Miguel Fetreir de Mello.
Precisa-se de urna ama de leile iivre, moga, pari-
da de pouco tempo, sem ilho : a mulber, que esliver
neilas circunstancias, dirija-se para tratar, ruada
Uoilo por tres das casas do Bario da Boa-Vista, so-
brado novo de um andar.
= Aluga-se a casa lerrea, sita na ra do S.-Jos, o.
74: irata-se na ra do Vigario, n. 19.
K gustaras lu, conlinuou eale, de dar caja aoa
Ingleses'1
A' legleses ou a uulroa, que nao lenho prefbren-
ciai. Se fallo em Ingleie, lie porque estamos com ellea
em guerra.
Mna peinas tu. que acharina na fragata una qua-
renla r,i|.,,,;,",, do leu parecer?
Bjet.i-mo levantar o dedo para ter com cata mesma
noitc.
A nica re posta de dom Gabriel foi urna praga admi-
ravelmculc guttural.
Sim, acnliur Badajo, cnntinuoo Brimbollio, coro
uiua polavra, com um aignal farei, que me aiglo cen
doa maia robuatos da guamicau. Ah rae Deua! teo
liveiierooa echado um ulioial para comiiiand.r-nos, ba
aiuito lempo eauriamoa a bordejar l por fra con. a
fragata ouaem ella, por una, deagraca, noi oulro. nio
abemoa calcular aa milbaa e por ponto na carta. B co-
aaaiin be, temo paoiencia, rateu.u u erv.co de
lempo de pas, e eaperamoa.
Cada um dna dooa intcrlooutorea eitimaria iBiiilo po-
der Icr naa fcicfie do oulro roea era noitc cacura. i>-
bia dom Gabriel qnanto ll.o baalava, e oon.ervava-ae
" guarda; Brimbollio havia auiBoienteiuente avan-
Cado.
Se por leu meo destino, penaavaello, o trjenle
Bd.j..i vollar contra miin o que Ihc acabo de diier,
cu.iar-lhe-ha caro a sua ioditerieto 1
Urna otnadella faca foi o cosamentario dcata agrada
bem conhecido e celebre artista
Guilherme Frederico Walter, a pedido
de muitos de scus amigos, que j o tcem
visto trabalhar em quasi todas as pro-
vincias do Brasil, pretende dar breve um
espectculo em seu beneficio e espera
achar aquella proteceo e generosidade
que tanto carecterisao os Snrs. Pernam-
bucanos.
Peranto o juis da segunda vara do civel se hio de
arrematar as rendas de um sobrado do dous andares e
solio na ra da Penha, levado a praca por execucio de
Anna Joaquina Barbosa Lima, viuva de JosPereira
de Mendonja Lima, contra Baiilio Alves de Miranda
Varejo; coja arrematarlo tere lugar no dia 30 do
correle.
=Precisa-*e de um eaixeiro, que tonha pratiea de
venda, dando fiador a sua conduota : em Fra-de-
Portas, n. 135.
Alugs-re um sobrado de um andar, e loja, com
muito bons commodos no principio do Aterro-dos-
Alogados, defronte do viveiro do Muniz, n. 49 : a tra-
tar na'rua do Livramento loja de Antonio os Ao-
tunesGuimsrSes.
Constando aos legtimos berdeiros do engeoho
Aragoaba, na ribeira de Una, freguezia do mesmo no-
me, da comarca do Rio-Formoso que Jos Aotonio
Pdssoa e Mello inlitulando-se propietario dsquelle
engenho pretende vende-lo ; por isso laiem publico,
para evitsrem duvidss futuras, que o dito engenbo
Aragoaba com lodosos terrenos a elle a.pnezos, es
l subjeito a importantes questdes judiciaes, pela le-
seo enorme que soflrem os berdeiros do mesmo en-
genbo com o inventario e parlilhas a que se proce-
deo por fsllecimento da mi i dos berdeiros, D. Ca-
Iharina Mara de Jess ; por falta de inventario que
.inda se nio fez, por fallecimento do marido desla ,
Jos Antonio Pessoa e Mello ( avO do intruso de igual
nome) ; e infinitas outras rasdes fundamentadas em
direito : portento, os meamos berdeiros avisio a qual-
quer pessoa, a quem for oflerecido esse engenho, ou al-
gum dos terrenos a elle aonexos a venda que nio fa-
ci negocio, pelas rasdes expendidas em sustentado
das quaes pelo presente se protesta.
Precisa-se de duas pessoss que se encarreguem
de cobrar diversas dividas sendo urna para cobrancas
nesla cidadeeseus suburbios, eoutra para cbranos
do mallo : quem esliver nestss circunstancias dando
fiador idneo, que se resporissbilise por qualquer quan-
tia que baja de receber dirija-se s ra das Cruses .
deS. Antonio n.28 segundo andar, para tratar do
ajuste, de manhia at as 8 horas, e de tsrde de urna
as 3 horas.
Prcciss-se ssber.se existe nesta prses ou fra
dola Silvestre Feroandes natural de Portugal da
provincia deTiis-os-Montes, freguezis de Santa Chris-
tina deServos ; o mesmo Sr. queira comparecer, a ne-
gocio de seu inleresse na ra do Crespo, o 13.
Cozinha-se para fra com asseio; farem-se do-
ces d'ovos de todas as qualidades; enfeitio-se bandejas,
tanto dos ditos doces como de bolinhos; fasem-se os
bem conhecidos bolos de S. Joio com ricos ramos .
ou coras de alfinins, e pastis de nata ; e tudo o man
parleouec s msa de doces por preco commodo : na
esquina da ra das Cruzes defronte da praga da In-
dependencia, primeiro andar.
Quem annunciou precissr de 100* rs. para pa-
gar nesla ssfra ou pagar em assucar dirija-se a pra-
ca da Independencia livraria, ns. 0 e 8 que se dir
quem fat este negocio.
= Fazem-se chapeos, toncados armacSea de ca-
bello e vestidos de todas as qualidades tudo do me-
Ihor gostoe perfeicio e por piec.o commodo ; na rus
do S Amaro casa terrea n. 30.
Jos da Trindade Grvale, tendo pedido demis-
sio do lugsrde provedor da irmandede do Sr. Bom Je-
ss dos Martyrios da igreja nova desta cidaJe do
Recife e nio Ibe tendo a mesa acceitado foi abriga-
do a vollar ao cumprimento de seus deveres, como pro-
vedor, e nests qualidade e em nome da oiesma ir-
mandade, declara que tica sem vigor o termo que se
bavia feito expulsando da irmandade o Sr. irmio ex-
provedor, Francisco Jos de Mello, por Icr sido injusta
a decisio, que o expulsou e mesmo nio serem exactos
os motivos que a ella derio lugar. Consistorio, 25
de maio de 1846. Jote da Trindadt Grvala, pro-
vedor da irmandade.
Precisa-se de urna pessoa hbil, que teoba os
levidosconbecimentospara guarda-livrosde urna casa de
commercio brasileira; quem esliver nestss circums-
tancias anouncie. .
Aluga-se por commodo preco um sitio na es-
trada do Arraial com bastantes aivoredos de fructo ,
urna bos bsixa e excedente casa de campo ; tambem
se vende sendo convenha : a tratar na ra do Quei-
mado, o. 53.
..IrefleiS-i, depoia da qual, o patrio e o ofcial ein-
barcrio noeaoaler.
A Sonta-F eatava ancorada muito ao largo; para la
chegar, era precia. paaaar por entre urna mullidfio de
navio rocrcantca, negreiroa o novio de pequeo porte,
.obre o qiiore o lente deisava vaguear cubicoaas o-
.0. Sobretodo esaminava ello coiu particulor inveja
um comprido brigre-eacuna, tundeado a parto. Co-
prichoio, tal era o eu noinc, tinha a proa csguia como
m l.unhal, o cinlado ao luroe d'agoa, a inatreac> au-
* < a _-l 1. _.l i.rala n .li>:in J t'll-
daoio.amente cabida a r, a borda prela, a alcana en-
rueda. Tinha nio sei que analoga com un. reptil ou
n.e do rapia ; diiaereia um dragio,. mu railhatre ou
,Kuia do ruar. A ardenta da mar de endiente, que se
||ie parta pelo coalado, perroiltia admirar-ll.e a Uue
daa forma.
_ Bonito casoo! murmurou Brimbollio.
Tem o panno envergado ? pcrgunlou baixinho o
""Irl..!., aenhor oapiiOo, reapondeo com affeolacio o
"T.lr^^o, ao o-vir dar-lho .... titu.o
,ndo Ribellua*. gu.rda-u.ar.nl... q prccncl... a.
fuincSea de nuiilo oOie.al na anla-rt.
Tnh. Fernando v.nte e lo ." completo. No
de faser fortuna, oo.no U.loa J^'fftJ^S
com aa dragona, de almirante; ao depon, ja lhe afaga-
= Aluga-se urna casa na ra da Aurora emS-A-
maro, com 2 salas, 6 qusrtos e solio, cozinhs fra
quartos para pretos, estribara para 2 cavalloa, quintal
murado com 100 palmos de Irente, 360 de fundo, todo
plantado de romeirss. goiabeiras, larangeiras, eoqueiros
emai. algumasarvores de difiranles qualidades: tra-
ta-se na ra Nova, o. 3, com Antonio Ferreira Lima.
= Desappareceo, do quintal do urna cosa da ra do
Nogucira, um lacho de cobre, na no'jto do dia 25 deste
mes; suppoem-se ter sido futtado: a pessoa, a quem lr
oflTerecido, lar o favor de o tomar, e participar a seu
dono, na ra do Nogueira, n. 1, que se gratificar com
metade do seu valor
Fuitario da loja de Garnier, ourives do Ater-
ro da Boa-Vista, o. 21, urna caixa de ouro, de relogio,
sem os movimientos, sendo a caixa toda lavrada, e de
sabonete: no meio acha-sn esculpido um homem e
urna mulher, o do oulro lado tem ramalhetesdo duros:
e oulro relogio de sabonete, de prata, com todas as ma-
rhinaa, faltando srr.ente a grande agulha. Pede-se
encarecidamente a qualquer pessoa, a quem ditos rolo
gios frem offerecidos, quo queira levar a dila loja,
que se prometi recompensa e se guardar segredo.
a ra do Mundo-Novo, boje S. Francisco n
66 recebetn-se meninos de 8 a 12 annos, para apren-
derem a encadernar livros.
Precisa-se de dous officiaes de funileiro, quo se-
jio perfeitos e activos em dito officio ; na ra Nova
olicina de Manoel Antonio Alvares de lirilo, n. 58
Aluga-se um sitio na rus ds Casa-Forte, que
tem copiar com gradea de ferro na frente com excel-
lentes commodos ; tem cocheira e estribarla ; oulro
dito na campia da Casa-Furto com casa nova e um
grande sitio com muitas accommodaces; o primeiro
andar do sobrado amaiello da ra Augusta: a tratar
na ra do Amorim, n. 15.
Alugio-se 4 pretos bons para todo o servico ; na
ra Nova n. 52, primeiro andar.
Tendo-se na sexta-feira, 22 do correte, manda-
do um barril de maoleiga. a entregar na padaria do Sr.
Manoel Ferreira dos Santos & Companbia no Ater-
ro-da-Boa-Vista ; o preto, por engao o levou em
outra parte : roga-se a qualquer Sr. dono de venda ,
ou mesmo padaria que o tenlia recebido, por engao,
queira annunciar, ou msnda-lo entregar na mesma
padaria doSr. Manoel Ferreira dos Santos & Com-
panbia.
Nio tendo sido possivel realisar-sea arrematerio ,
na roa da Madre-de-tlcos do I airro do Itecife da
lazendas e escravos peohorados por execuciode Geor-
ko Kenworth & Companbia contra Couto Vianna &
Fi'ho por impedimentos justos, qneorcorrerio; ago-
ra se faz certo ao publico que a dita arrematarlo se
tar no lugar ja dito depois do moio-dia do dia 30
docorrente mezdemaio com as?istencia do Sr. dou-
tor juis do civel da segunda vara e do escrivio Reg :
e almdasfazendas da loja. e dous eseravos, teein de
arrematar se tambeinosgeneros de molhadosda taberna
penhorada ao dito Cuuto Vianna & Filbo, tudo no mes-
mo dia: os licitantes, a quem convier dita arremslacio
poderio concorrer,
Os administradores da casa do fi-
nado Jo5o Mari a Seve faiem sciente ao
publico, que o engenbo Serra-(ronde,
silo na comarca de Sanio Anlo, de que
he proprietrio Manuel dos l'razeres Mel-
lo, se acha hypotbecado 4_inejma casa,
e por conseguinte nuUo qualquer con-
trato, que se bouver de l'azer, sem ap-
provacao dos administradores.
CAMBIO DO VIEIRA.
Acha-se patente a lista da loteria concedida a bene-
ficio da fabrica de vidros do Bio-de-Janeiro assim
como os bilhetes a beneficio ..a estrada de Mage : a el-
los j pois nesta casa foi veDdido alm de varios pre-
mios o n. 3101, quo tirou 10:000,000 rs. ; a elles.
He ebegado pelo ultimo vapor, vindo do Ilio-de-
Janeiro o bem acreditado rap grosso, meio-grosso ,
n prince/a fino deGasse, o qual, por sua boa quali-
dade be apreciado peloa bons tomadores de rap e
para poderem avaliar sua boa qualidade, declara-.e a
lodos os seus freguezes que se arha a venda no Atcr-
ro-da-Boa-Vista loja de miudezas de Tbomsz Pereua
de Mallos Estimas, n. 54. Na mesma so vendern miu-
de/as e ferrageos por preco niuilo commodo isto he
oio por menos de seu valor.
i-sedioheiro a premio com penhores de ouro
e prata; e tambem se rebatem soldse ordenados: na
ra do Rangel, n. 37.
Precisa so do urna ama para cozinhar e engom-
mar; na ra estreita do Rozsrio sobrado n. 2, se-
gundo andar.
= Aluga-se urna casa na ra Bella com salas .
3 qusrtos, cozinha fra quintal e cacimba ; a tratar
na ra do Collegio n. 16, segundo andar.
Precisase de um bom amassador, para o que se
dar, ordenado como merecer: na padaria de urna so
porla na praca da S. Cruz.
= A mesa regedora da irmandade do Divino fcs-
pirito Santo fas sciente ao respeitavel publico desta ci-
dade, que, na larde do dia 31 do correte, tem de
apreseotar a vista do fiis a procissio de seu Divino Pa-
droeiro com aquella pompa, que he devida a um
acto, que, pela primeira ver, vai recordar mais viva-
mente a prodigiosa descida do mesmo Divino Espirito
sobre os apostlos no cenculo. Scientifica-se igualmen-
te, que, tendo a procissio de passar pelas ras da Ca-
dea ponte Cadeia do Recile largo do Corpo San-
to Vigario a vollar para a do Encantamento ao
sabir para a da Cadeia, ponte, Collegio largo do dito,
principio da ra estreita do Rotario dita larga Ca-
bugi, Nova ponte, Aterro-da-Bo.-Visla vollar na
praca pela mesma direccio at entrar na ra dai
Flores, Csmboa-do-Carmo largo do dito, a en-
trar no becco para o largo de S. Pedro be eco do mes-
. largo do Livramento ra do dito ; Cjueimado ,
Cruzes; roga-se aos morsdores das mencionadas ras,
quetenhaoas suas testadas limpas, e capazes de fa-
cultar o Iivre transito da mesma procissio : e se assim
o nio fizerem nio tereO que censursr se ella tomar
outm destino.
Precisa-se de um caixeiro que tenba 12 a 14
annos, preleriodo-se aos mais prximos chegados das
libas psra um deposito de gneros seceos da trra ;
na ra Direita, n. 18.
Aluga se um sobrado de dous andares no largo
do Paraizo : a tratar na ra larga do Rozario n. 30,
segundo andar.
OSr. Jos Rodrigues do Porto tem ums csrta,
vinda no vapor do Sul na ra larga do Itozario, n. 29.
A. e E. de Mornev engenbeiros civia avisio
aos Srs. de engenho e ao publiio que leem muda-
do sua residencia para o Manguinho onde pi.dem ser
procurados, ou pessoalmente, ou por carta. Aproveitio-
se desla ocrasiio para prevenirem aos Sis. proprietarioa,
que pretendem ulilisar-se do seu presumo para a ssfra
vindoura, de nio ileisarem at o tempode comecar aco-
Ibeila da safra de Ihes communicar, eslando elles nesso
lempo tio orcupados. que so torna impossivel prestarem
a devida atteiuio a todas as obras, que se Ibesofferecem.
Lotera ta matriz da Boa-Vista.
As roda, desla loteria andio imprelerielmonle ama-
nhia, 29 do correle, no lugar ja annunciado, eo res-
tante dos respectivos bilhetes vender-sc-ha tio smeote
hoje
Casa da F,
Na ra estreita do Kozario, n. 0.
O caulelista da casa cima faz ver ao respeitsvcl pu-
blico, que ss rodas da loteria da matriz da Boa-Vista
leem de correr inlalliveln enle amanhia, 29 do correte
mez ; e por i.so convida a lodos os amante, diste jotto
a se prevenirem de bilhetes, ou de cautiles, paia Irreal
parle as sortes desta lotera, e poderem o m mais aa-
tisfaiio passar a lesta do Espirito Santo. Os bilhetes
vendem-se smenle at hoje. e as cautelas vendem-se
at as 8 horss da manhia do mencionado da 29.
__ Furtario, no dia 23 do crranle mer, da venda
da ra da Seozalla-Velha, n. 50 urna caisa de prata
para rap, dourada por dentro a por Ivii eslando j
rnrarf nn.ranlns tendo no lampo urna chapa para se
abrir firma ; roga-se a quem for eflorecida de a to-
mar, e lovar na dita venda que ser recompeosedo.
Precisa-se de urna ama para casa do muito pouca
familia que engoinme e compre na rus dando co-
nhecimento de sua pessoa : no paleo de S. Pedro ,
n. 22.
Aluga-se orna excellente casa oobre, muito eom-
moda coingrando solio, prxima ao collegio S. An-
tonio n. 14 : a tratar na ra Nova n. 52, primei-
ro andar.
= Alugio-se ss casas seguinles : o primeiro e ter-
ceiro andares com solio dos sobrados ns. 4 e 6 no
Aterro-da- Boa-Vista ; o segundo andar do sobrado n.
24, na ra da Aurora com quintal cacimba e estri-
bara pata dous catallos; o segundo andar do sobrado
20 na ra do Horario ; a casa terrea n. 2. na ra
doSeie, com commodos para grande familia ; duas
ditas pequeas, na ra do Sebo o. 62 o Soledade,
n. 57, a primeira por 8000 mensaes o a segunda, pr
OOOrs. : quom as pretender, dirija-se ao eaciiptoro
do Francisco Antonio de Oliveira & Filho na ruada
Aurora n. 26.
DENTISTA.
M. S. Mawson cirurgio dentista, participa aoa
Srs. seus amigos e ao respeilavel publico desta cida-
de que chegou de Macei, i que se acha na cont-
nuaio do exerccio de sua arte na qual far todos oa
eslorcos para agradar a lod sos Srs. que at agora
Ibe teem oceupado. Reside na ra Nova o. 2, segun-
do andar.
vi ambicioo posto do oap.uo de fragata, o nu Km de
Mil anii" nio auibinion.iva mai nada, occupva-e, na
horaa vaga, cni pescar linlia
re, iiiio linuvesso pusmulu por todo.
":1 sr
ilesanava
era necei.sno, como m
desencanto, d"
olic'o. No domis, era borneo, mais fri do que o g
|,> do temperamento nervoao-bilioso, quo
feiro aiuarella ; magro c .ecoo, nunna o ria ; .na lien,
por is.o menos dedicado do corpo o bou ao man ale-
ra do lodos oa de.miolndo., isto be, dom Gabriel
Badajos.
Ten. tu mdo de .er enforeado ? porguntou-llie
cito abruptamente.
_ Fm para me dirigiros tio asnatica pergnnla, que
me tuesto ca subir a esta l.ora ?
Mi be a luinb pergnnla tio a.natiua, como pa-
rece ; respunda-iae clogoriciuucnte.
Poia bem nio I diaao o guarda-marmha. Qui
roai.P ,
__ He que cu lenho un projeelo, onde tu figura, na
.rfmeira linha, e que podo ievar direito forca.
k' Ah!
Trata-ae da nada roenoa do que de inaubnrdinar
unta parte da guarnicio, apo.aarmu-noa do brigoc-ea-
cuna, que acola vos, irinos con. elle fazer um corso
antes do tudo, roubar a Alba do governadnr, dona Juan-
uita de laa Ern.aduras, do quem estou tuncamente ena-
morado.
Com cffeito he exquisito, disae Fernando.
Qucre lu dar-ine um adjutoriu ?
' Para o brigoe-escuna, sim; para a rapar.guila,|
nao! quo diabo fariamus nos dalla a bordo? Nio me fal-
le de niull.ere, gusto maia do peitea, que si. mudo..
__ Mas ao te eu digo quo estou enamorado .
rauta peior!
_ E combine! todo e.te negocio para con.egu.r a
eonqui.ta de Joann.ta !
Fernando eneolheo n hombro!.
lo qnerdiser, quo me abandonsar
mm Tu me insulta. .
Entao, con.cnle.cm tudo?
Com o. dlabos, as.ia. lie prcei.o I
-Tu o. .....amigo em igual e.clamou dom Ga-
briel fio alegre, que quil da.-lbo um abraOS.
0 oulro repelll-o le..,. Qua-do un. Ue.p.nhol ha
ftcgiuat.ro, sobrepuja um IMIandcs. ____
1 Ten. tu un. charuto? perguntou o guarda-ma-
rinha.
_ Ne.u um !
I N^va.: jS promp.am.nle dom Gabriel ;
ora espera, convcrao.oa um pW- do. no.sn. prepa-
rativos.
Para que 7
Engracada perguulal
plano.
_ Fa-lo tu ; daraa.ordena, e eu etecutarei.
Dito lo, Fernando foi deilar-ae, e durmi o aoaa-
no do justo; dom Gabriel nio pode pregar olhoa.
Que diabo I he preciso osa
*
(CasUsanser-se-aii)


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F"
Ai
"^ w
F
A
Ni ra do Fopo n. 41, cosem-se camiiis, cai-
gas i; jaijiici i |i.,t.i ln|,is, por preco muito oais coai-
modo do que cm nutra quaiquer parle.
Prccisa-sc alujar urna preta para co'inhar e com-
prar na ra; no largo do Torro boliqun parede e
meia a venda de Marine! pequenino.
O Sr. joaquim (joncalves da Silva queira annun
ciar por esl.i folba a sua murada para se Ihe ciilregar
urna caria de impoitancia.
Na ra lo Pil.ir em Fra-de-Portas n. 29 ,
precisa-se de uina ma de leitn para lomar conta de
nrn menino.
A meta regadora da irmandade do Divino Espi-
rito Svnto tem a cienlificar ao respeiUvel publico, que
a procissio do mesmo S. Espirito em lugar de voltar
para o largo do Corpo Sanio lera de seguir pela ra
da Cruz a vollar no boceo da I.ingola ra do Tra-
piche &c.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 46 da
ra das Trini-boiras : a Iralar no primeiro andar do
mi'smo sobrado.
= O Sr. curioso, quecnstuma lirsr as esmolas da
caixinlia do S S. Sacramento de Bchoribe boja de
no continuar a tirar; pois tum so visto a noute este
curioso tirando; so nao ennneniiar-ao sera publica-
do u seu Dome, Peum morador do lugar.
George Sultonoseu lilbo rctiro-so para os por-
tosdoSul.
Compras.
- Comprio-so, para fra da provincia escravos de
ambos iissetni de ll> a 20 annos ; sendo de bonitas
figuras, pagao-60 bem : na ruii da Cadeia de S. Anto-
nio, sobrailo de uin andar de varanda de pao n. '20
Compra-i un,.i cabra ( bi<:bu^ boa do leite ; na
ra do Hospicio, n 32.
= Na praca do Cu rime ci n. 16, compra so ,
para uina encommonda do Ido-ilo-Janoiro urn pa-
pagaio bonito, o quo seja perfeito hilador ; u-sim
como um bom checheo, que sejados verdadoiros, o can-
'tador ; pago-so bem.
ComprSo-se para lora da provincia 2 oscravos,
sondo um oflioial do pedreiro prelo o mogo t' ou-
tio rom principios de marinbt'iro ; na ra da Cruz,
n 45, em casa da Nssriinenl & Ainorim,
Cnmpra-se urna cadeira lo rebuio ; na ra das
Tiinclieiras n 16, primeiro andar.
Vendas.
Vendo-so o romancea Rainha Margo! por
Alcxan Ir Dumas Ir. iluvnlu em poiluguei : na pra-
ca da Independencia, livraiia, 01, 0 c 8.
Vende se uin escravo mnen, de naci Angola ,
seni vicios ruin achaques, milito pruprio pura quaiquer
servii;o ; na praga da Boa-Vista botica n. 6.
Vndese una casa terrea na ra da Lapa no
Recife em chioi proprios, por prego commodo ; no
paleo do HopiUl, n. 12.
= Vndese um moinho grande de moer caf ; um
torrador ; urna halan va grande com 6 arrobos de
peso; dou taiios de arroba cada cada um ; ludo jun-
to, ou separado por preco commodo : no Atierro na
Boa-Vitla n. '21
Na loja n. 59, da ra da Cadeia do Recife ven-
drni-ie 44 varas dolagedo, vindoda JI fia de S. Miguel,
o qual he muilo bom por ser pedra muito dura o as-
pera : a Iralar com Jos Das da Silva.
= Vendo se uina preta de narao de bonita fiiu
ra propria pura lodo o trabulhode urna casa, do que
tem bastante hubilidadc saliendo lav.ir c ensaboar per-
Inl.ni i-nt. tem defeitn algurn ; na ra da Concor-
dia passindoa uinleiinha a direita na segunda
casa lerna, das 8as iO lunas da niaiibaa, e das 3 as 6
da larde.
Vendse urna prota mov com habilidades ; na
ra da Lapa n. 3
Vcnde-se o romance completo do
Judeo Errante, As pnlavrasde um ren-
te e quadros histricos de Porlugual :
na na da Senzalla-Velba urniazem
n. 106.
Deposito de rap fino princeza im-
perial do Brasil, manufacturado em S. F-
lix da ( aclioeiio, no largo da praca do
Corpo Santo, n. "17, e vende-senas lo-
jas dos Sr. Vftz& Borges, ra da Cadeia;
Fortunato P. da F. Bastos, praca da ln
dependencia; Antonio Domingues, ra do
Crespo ; Francisco Joaqun* loaite, roa
do Cabug 5 e Jn&qum Jos Lody, ra
do Rozara Larga.
=Y'endcm-se ricos cortes de vestido para senliora ,
de faiend indianna imitando seda o mais superior,
que tem apparecido tunto pelos bonitos gostos core
litase ilc muila durafo como pelo diminuto prcco
le 3000 rs. cada corle ; ditos de farenda victoria de
mui lindos gostos o de superior qualidade pelo ba-
rato prefo de 4000 rs. cada corle; ricos cbalea de seda,
lano grandes como ni sis pequeos por muito com-
ino ti o prcco ; ricus montas do seda para senh< ra, as
mais modernts, queso usio na Europa, pelo barato
preco do 10 a 12 000 rs. cada urna ; novos corles de
cassa-chites para vestidos de senhora de cores lias ,
e de ricos padres, pelo diminuto preco de 3, 4 5000
rs. cada corto de vestido ; cambraias muito finas, com
lislras de diversas cores para vestidos desenhora, pe-
lo barato prego de 4500 rs. cada vestido ; casimiras pa-
ra caifas pelo barato preco de 900 rs. cada covado ;
ditas elsticas e de duas larguras, as mais superiores
oiie teern vindo a pule marcado por prern muito com-
modo; ulpaea preta, a 800 rs. cada covau'o; dita muito
lias, a 1600ls. o covado; ricos cortes de rolletes, lano
lo velludo como de setim o gorgurau de muito lin-
dos gustos por preco muito em tonta ; assim como bo-
nitos (usiOs para eolletrs a 800 rs. cada covado ;
meias de seda de peso, para senhora; ditas pretts para
liomcni a 00O rs. cada par ; ditas decore! a ItOO
rs. oj>ar; ditas pretas de algodio, imitando a seda
de cores para calcas ; assim como um grande sortimen-
to de cambraias o franjas para cortinados de camas, o
janellas; e outras minias duendas por prcco commodo;
bem como um rico mantelete para senliora ebegado
ltimamente de Franca por prcco commodo : na ra
do Crespo, n. 12, loja nova de Jos Joaquim da Sil-
va M na.
Coln de liiilio, a 2*^400 rs.
Na loja da esquina da ra do Collegio de Guima-
ries Saratirn & Companbia, vendem-se cortes com i va-
ras e meta da cotins de linho para calvas pelo mdi-
co preco de 2400 n. : esta faienda he de linho, e igual
aos brins trancados mas difiere no gusto por serem
mais modernos os desenbos, que sao esculos, de lislra e
quadros, epor isso he mui propria da presente estocio :
riar-sehSo amostras recebendo-so a competente se-
guranza.
= Vcndcm-se moendas de ierro para engenbosde
assucar, para vapor agoa o bestas de diversos tama-
itos por preco commodo; e igualmente taitas de
ferro coado o batido de todos os tamanhos : na pra-
va do Corpo Sanio n. 11, cm casa de Me. Calmont &
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
- Vendcm-se chapeos de castor branco taires os
mais superiores, que ha nesta praga, pelo mdico pre-
go de GODO rs. cada um ; assim como lencos de cain-
bi .Hii de linho o mais rico possivel e muilo proprios
para noivas : na ra do Crespo loja nova n. 12, de
Jos Joaquim da Silva Maia.
- Vendse, a dinhoiro, ou a pra/o, urna exci len-
le casa terrea toda do pedra e cal em um dos melho-
res lugares da ra do Amparo em Olinda com gran-
des rom modos, e sem sor preciso concert algum po
estar em perfeito estado : em Fra-de-Portas ma dos
(uaiarapes, n. 49, defronlo do sobrado, quo tem venda.
ss V'ende-se urna preta de nac.'io Angola, de 20 an-
uos do bonita figura he recolhida sabe bem en
gommar coser pouco e he perita em os arranjos de
urna casa ; ao comprador se dir o motivo da venda:
na ra larga do Kozario indo para os quintis n. 21,
segundo andar.
Vende-se um boi manso proprio para carioca ;
na ra Direita. n. 18.
=Vende-se um preto crioulo hbil para lodo o ser-
vico ; urna preta do naci, lava, engomma e coiinha ,
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19.
- \ i'iiilein se 20 apolices da companbia de Belieribe,
polas suas entradas ; na ruadoRangel botica, n. 64,
- Vendem-se duas espingardas de ilous canos tron-
chados urna de espoleta e oulra do fu'il ; na ra do
Hlenmelo ( n. 31.
Vendem-se varios escravos, com habilidades e sem
ellas sendo prclos, pardas o negrotas : atrs da
matriz de S. Antonio, n. 16. primeiro andar.
Vende-se um rico apparelho para chi por pro-
co muilo em conta, por nio so precisar doli ; c anda
nio foi servido : atrs da matriz de S. Antonio, n. 10,
primeiro andar.
Vende-se um eicravo muilo bom serrador e
ptimo para o seivico do campo, muito em conta,
por se ter grande precisio ; na ra da Matriz da Boa-
Vista n. 26.
= Vndese urna porfi do madeira quo loi de
urna barcaca ; una banda de canoa 2 embonos de
sedro proprios para obra : na ra da Cadeia do lie-
cifo, luja n. .''i.
Lotera do Ru>-dc-Janeiro.
=-Vendem-se lo Hieles, meios, quarlos e oituvos; na
ra da Cadeia loja de cambio n. 58 de Mantel
Gomes.
-- Vende-se salitre refina-
do a 240 ris a libra, c a lO
cm barrfs: na ra do Cabug,
botica de Joao llorcira Mar-
ques.
Venderse farinha de tri-
go SSSF da marca verdad ei-
r, chamada Hamo, em pe-
queas e grandes porces, a
vontade dos compradores: no
escriptorio de Kalkmann &
Itosciimund, na da Cruz,
n. 10.
Vcndcni-so 35 escravos de ambos os sexos de 8
a -> ancos com algumes habilidades, chegados pr-
ximamente do Aracaly, por pm os couunodos ; na ra
da Ciu armazem, n. 51 a Iralar com Jos Fran-
cisco da Silva.
\ eode-se urna porcao de caibros e duas portas
de ripas por barato preco ; na ra da Gloria, n. o9,
entrando pelo porlao.
esa VenJe-se um palanquim usedo ; na ruado Col-
legio n. 15.
Vende-se urna escrava cabra, de SOannos, sadia,
sem vicios nrm achaques, ptima pera mucama co-
se, fas lavarinlo, horda de marca engomma ocozinba
solfritelircnle ; ao comprador se dir o motivo da ven-
da : noMouteiro, deftonle dooilao da i apella de S.
l'antaleao.
\ cni!e--e urna parda, boa coiinkeira engom-
ma e cose follineliiieiiie muilo propria ptra ama de
casa, sabe fozer doces, podins, relina assucar e o
mais que se faz misler para urna casa : na venda na es-
quirla da ra de Horlas, que vira para o piteo do
t armo.
Vende-se marmelada superior em Istai do 3
5 libras cada urna ; na ra da Praia n. 24.
r= Vcnde-se orna preta, do 13 a 14 annos; um mo-
leque de 17 a 18 annoa ambos de bonitas figuras ;
na ra do Collegio tonda o. 12.
-= Vende-se agoa do Prata em Olioda a 30 rs. o
caneco; principia acatar a venda no Varadouro, boje,
J8 as 6 boras da manbSa.
= Na venda nova de 3 portas, defronlo do beec do
Trein, vende-se farinba deararuta; chocolate de Lia-
boa a 320 rs. a libra ; passas boas, a 200 rs. a libra ;
che, de 2000 rs. at 880 rs. a libra ; cevada nova a
120 rs. ; e lodos o mais gneros de venda por bara-
to preco a dinheiro a vista ; porque se quer liquidar.
Na mesma venda eiistem 20,000 rs. para serem entre-
gues a Senliora Josepba Thomazia de Oliveira vindos
do Rio-Formoso.
Vende-so um eicravo de Angola de 30 annos,
eicellente canoeiro padeiro aserrador das 3 arte's,
be perfeito canoeiro ; na ra Urga do ltozario o. 18.
Na mesma casa precisa-so alugar urna barcaca de 16 a
20 caitas, prompta pare navegar al a Parahiba
em conducho de lenhs.
Vende-se urna escrava de bonita figura eogom
ma e coiinhs ptimamente ; no Aterro-da-Boa-Vista,
loja de miudezas, n. 54.
Vende-se um piano hamburguez cm mcio uso,
e com boas vozes, pelo barato preco de 80,000 rs. ; na
ra do Crespo, n. 12.
Vende-se um preto crioulo de 23 annoi d
bonita figura muito bom cirreiro e canoeiro ; no
Aterro-da-Boa-Vista loja de bahus n 55,
Vende-se, por metade do seu valor a dinhei-
ro, ou a prazo, e mesmo se troca por predios nesta pra-
V'a a bem conbecida fazenda Alagda-das Antas ,
muito perto da villa de S. Anlo Com casa de vivenda,
cozinha fra estribaria para 6 mallos, curraos para
gado rmateos para depsitos, engenho de desca-
nsar algodSo casa de farinha senzalla para pretos,
dous acudes do boa agoa 3 quartos de legoa pouco
mais ou menos de trra muito propria para se plantar ,
por ser muito boa; tsmbom be superior para criar e
tem muitos foreiros, qua pagio ; lambetn se vende
com alguna escravos, ou sem ellcs: a Iralar na ra das
Larangciras casa das afencdei, n. 29 a lallar com o
arrematante das mesinas afericOes.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
na fabrica da ra Imperial,
lia
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
l'rederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molliados
do iNicolle.
RAPE'NOVO LISBOA.
Kste eicellente rap que se (em acreditado por si
mesmo por ter um aroma igual ao voidadeiro de Lis-
boa est a venda em porcoes, na ra da Cadeia-Ve-
Iha armazem n. 12 ; ea retalbo na mesma ra, loja*
dos Sis. Vaz & Borges, Abrou Jos Carlos, Joao da
Cunha Magalbaes; ruado Crespo, Antonio Domin-
gos I emol! ; ra dos Quarleis Victorino de Castro
Moura \ iclorino GuimarSes ; Boa-Vista, Tilo-
ma/ l'ereira de Mullos Lsliuia e Manoel Francisco
Rodrigues.
ri. ; dito trancado de algodSo, pardo a 400 rs
ra ; bicos largos de linho, a 160 rs. a vara; camhr.i!"
lisas, a 320,400,480, 640 e 1000 rs. ; ^ "
400,480 o 640 ra. a vara; panninbo cor de rosa e ai,*
de duas larguras, a 320 r. o covado ; madapolfioi
2800, 3000.3800, 4000. 4400 e 5400 rs. a pJ !
elefante muito fino a 6000 rs. ; chitas de cobert
melbor gosto, a 280 rs. o eOvado ; lencos branca 5
cassa a 240, 260 e 320 rs. ; e outras muitat fazenda'
por mais barato preco do que em outra quaiquer p,r|'
Livraria da ra da Cruz, nn
Recife, u. SO.
Guia medica das mais de familia oo a intW
considerada na sua hygiene, suas molestias a tratae"
toa precedida de consideracSes hvgienicas iobr
estado da pranhei; seguida de um formulario medid"
a terminada coro urna refotscio lgica da bomojopt,j'
por J. B. A. Inibert cavalleiro da ordem de Christo"
doutor em medicina, anligo eirorgo ajudanle-mord'
marinha imperial francea ,&c autor do Manual
Faiondeiro.
Outro sin annuncia-se tambem ao publico,
rhegro novamente do Rio-de-Janeiro alguna eL
piares com pelos da interesante novella o CONDE IIF
MONTE-CHRISTO em 10 volumea, a qualsascbi
a venda na dita livraria.
= Vende-se urna parda de 18 a 20 annos, ngj
vicios nem achaques, por preco commodo; oarm di
Florentina, n. 6.
Vendem-se bichas ebegadas ltimamente da
Hambu'go ; o tambem se alugio; assim com d
Lisboa, por preco commodo i na rus do Vigirio
n. 11. '
Champagne da marca C & C, v/n.
do no ultimo navio de Franca vende-se
cm porcoes e a retalho, em casa de Me.
Calmon't & C.
=Vendem-so alguna perlences de pidaria, como
sejo : urna masseira pea, folbas para bolacbinhi
vilbadeiras braco de batanea com conchas um lar-
no de pesos de urna arroba at urna libra, um braco
grande com 8 arrobas em pesos, urna porta de ferro
para forno grande tudo em bom estado ; no Aterro-
da-Boa-Vista loja do sobrado o. 22.
ata
Escravos Fgidos.
Vende-se na ra da Cruz,
p n. (o, e no armazem de Fernando I
g Jos JJragiiez, cera em velas, vin- 1$
^ da ltimamente do Rio de Janei- M
i ro, de urna das melliores labricas, gm
s^j e lie ptimo sortimento por ser de fe
^ 3 at iG em libra, e por preco fc
i^ mais barato do que em outra qual- j
i quer parte. (^
^\ende-se vinagre tinto a 45,000 is.a pipa ; di-
to;branco a 35,000 rs. dita : na ra Imperial n. 7.
= Vendc-ae um ptimo carrinho de duas rodas por
preco commodo ; na ra do ArogSo, coiheira, n. 17.
Vendem-se 2 lindss cabrinbas, de 12 annos,
pouco mais ou menos; um preto peca de 20 annos,
proprio para todo o servico ; um dito de 25 a 30 an
nos; urna linda cahrinba de 16 annos, propria para
o servico da casa ; urna preta, de 80 annos, boa en-
gommadeira rendeira e coiinheira ; urna dita boa la-
vadeira e todo o mais servico de urna casa ; todos sem
vicios nem achaques: na ra da Cadeia de S Antonio,
n. 26.
- VenJem-se muilo bonscavallos desella; na ra
da Conceicaoda Boa-Vista, n. 60.
Vendem-se charutos muito superiores, ebegados
da Babia como-sejao : regalos, regalia fama-roa ,
principe ecabecudo; um violo ; ludo mais em conta
do que em oulra quaiquer parto ; um diccionario da
lingoa inglea por Vieira ; um Pope em 4 tomos ;
um Saluslio ; urna tabula; urna philosopbia por G-
rusc : na ra do CJueimado loja n. 24.
= Vende-se urna preta de Angola, boa coiinheira,
-- ..0, ...,.,,i,,u un ,.. ngonimad- ira e lavade sabio, sem vicios nem acba-
a 0 rs. cada par ; lazenda escura para roupa de pre-lques o sadia ; vende-se por [rteisao : na ra da Fio
tos ,.muito forte a barata ; brinsde linho, brancos ejren'.ina, n. 3.
i Vende-se CERA EM VE- $
LAS do Rio de Janeiro, sorti- ja
> ment completo de velas de $
| urna libra at 16 em libra, cai- 4B
| xas sortidas vontade do com- *5
| prador, e pelo mdico preco dv *S
, ^'aooris cada libra : no armazem 1
g| de Alves Yianna ra da Scn g
azalia-Velba, n. i 10. ,
Aterro-da-ltoa- Vista, lojan. 14
Vendem-se pannos finos pretos, a 4f e 5400 rs.;-
merino de duas larguras a 1100 rs.; princeis supe-
rior v a 900 rs. o covado ; brioa trancado* de lislras e
quadros, a 320, 400 e 480 ra. o covado.; algodoes
trancados, de lislras unes, muilo folies para escravos ,
a 220 is. ; gangas azuea trancadas a 160 rs. o cova-
do ; chitas e riscados finos a 160 ss. o covado ; brim
branco de lislras muilo encorpado, a 240 rs. o cova-
do ; corles de tarlataoas modernas, a 3200 rs.; ditos
do eassas modernas, que nlo desbotao, a 3000 rs.; chi-
tas pretas de cor fita a 180 e 220 rs. o covado ; brios
de linho muito superior, a 800, 1000,1200 e 1600
Fugio, no da 26 do correte maio,
um negro por nome Manoel, de naiio
ttocbique, ( mas nao tem signaes da
narao ) conbecido no matto por Manui-
no, representa ter de a5 a 3o annos, al-
tura regular, corpo um tanto ebeio, cor
fula, cara nm tanto larga, com falta de
um dente do lado direito tem una
grande costura no peito do p esquerdo,
de que tem p e perna grossa, e ambos
os ps tortos para dentro, que quando
anda parece aleijadn : levou vetido cal-
ca de ganga araarella, mas j desbotada ,
que parece branca, camisa de algodo
trancado e com um grande remend
as costas e chapeo de couro j vellio.
Snppue-.se ter caminhado para as bandas
do Cabo por ter ahi conhecimentos, e
ter sido escravo do Sr. Jos Bazilio de
Freitas Peixoto, r>cnhor do engenho Eo-
ranhem hoje morador em Garanhuns.
Roga-se s autoridades policiaca, cam-
panhas ou quaiquer pessoa, que o pren-
dao ou faco prender e levar ao eu se-
nhor Domingos da Silva Campos, 01
ra das Cruzes, n. 4o? que serao gene-
rosamente recompensados,
= ('agio, no da 17 do corren le de bordo do br'i-
gue-escuna ero o escravo marinhoiro de nome
Jos de naci Angola; levou vestido de algodo nul
eolraocado chapeo forrado de alcatrio ; estatura bai-
xa grosso do corpo representa 30 e tantos annos;
tem o olho esquerdo vasado: recommends-se a sui
captura a todas as autoridades e capules de campo,
cerlos de que quem o levar a bordo do dilo navio, qu
a Amorim Irmaos ra da Cadeia n. 45, ser! gene-
rosamente recompensado.
2C Fugio da cidade de Macei do poder do Sor.
doutor Jos Corroa da Silva Titira, urna preta crioula,
de nome (uiteria que representa 24 annos, de boni-
ta figura estatura mediana ; he natural das partead*
Una e loi comprada nesta praca Joaquim Francis-
co dos Santos; quem a pegar, leve a ra Nova, n. la,
loja de iogo Jos da Costa, que recompensar gess-
sosamente.
i Fugio, na manbia de 19 do correte msio, o
escravo Cbristoiio de naci Benguela altura p>"
maior do regular ; parece ter 35 annos de idade ; can
lisa, sem barba, olhos fumacados oarii e bocea re-
gulares urna das peinas um pouco mais grossiqu"
outra ps bstanles grossos chaloso cimento*; le-
vou camisa de madapolio, duas calcas, sendo um'
branca, e oulra de algodio de listrae: este esc evo/'
foidoSr. mejor EsUvio morador em Apipueoe,'
depoi* em lloberibe : quem o pegar, leve na Boe-VifWi
roa dol Coelhoe, o. 3 ou na ra de S. Goncelo
4, que ser bem recompeneado.
Fugio, no .lia 1 de margo, um escravo de'
me Paulo, de afio Angola, estatura regular, d '
annoa ponco maisou menos falla bastante slrs>-
aada ; tem um dos Dragos eocolhido e com ums eel'
tria ; levou camisa de madapolio caigas de cor e "
pao de palha : quem o pegar, leve a ra de H'us'
o. 14, que ser gratificado.
PERN. J MA TCTP. DE M. F, DEFARlA
- l846l


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