Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08274


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Full Text
|nn de 1846.
n DIARIO puhllca-se tpdos os das ctue
o foroin de guarda : o prero da assigna-
mra he de 4>b56 rs. por quarld paootarfirm-
. L. Os annunclos dos assignantes sao in-
fidos a razio de 20 ris por liaba, 40 rs.
*:., tvoo differente, cas repelicoes pela mc-
\. A,- OiQte nao forein assignanlcs pagao
I 80 rs. por Hnlia. c 160 emlypo differente.
PHASES DA LA NO MtZ DE MAIO.
recente a 3 as 9 hor. e 31 Hito, da man.
,Jia chela a 11 as 3 hor. e 46 mln. da man.
LCoute a 17 11 h. e G min da Urd.
La nova a 25 a 2 hor. e 24 mln. da man.
Quarta feira 15
PARTIDAS DOS CORREI0S.
Golanna, e Fai ah yba, Segd." e Sextas fe ras.
filo Grande do Norte, cheganas quartas
fciraso nielo da, eparte asmesmas ho-
ras as quintasfeiras.
Cabo, Scrinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no l.", 11 c 21 de cada inez.
Carntulas c Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas (Viras.
Olinda todo* os das.
PRKAMAR DE HOJE.
Prneira as 6 h. e 54 minutos da uianhaa.
Segunda as 7 h. e 18 minutos da -Urde.
de Maio.
Anno XXII N. 107.
DAS DA SEMANA.
11 Segunda S. Sezino, aud. do 1. dos orf.
c do J. do C. da 2. v., do I. M. da2. v.
12 Terca S. Nerca, aud. do J. do clv. da
1. v. e do J. de paz do 2. dlst. de t.
13 Quarta S.Pedro Regalado, aud. do J. do
c.da 2.* v.i edo J. de paz do2."di9t. de t.
14 Quinta 5. Gil, aud. do J. dos orph.e do
J. M. da 1 v.
15 Sexta S. Iildoro, aud. do J. do clv. da 1.
v., c do 1. de paz do 1, dist. de t.
16 Sabbado S. tibaldo, aud. do J. do civ.
da 1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
17 Domingo S. Aquilino.
CAMBIOS NO DA 12 DE MAIO.
Camb. sobro Londres 26 /, d. p. 1/a 60 d.
Pars 350 ris por franco.
a Lisboa 105 p. c. pr. pormev.
Desc. de let. de boas firmas 1 '/, p. / '""
OnreOncas hespanholas 31/500 a 32JO00
. MocdadetWOvel. I deoWOuov. 16 100 a 16J600
. de4Jfl00 '.VO00 a 9/100
Prua PUc6ei .... 1/960 a l/>70
. Pesos Coluimiarcs 1/970 a 1/WHI
Ditos Mexicanos 1/940 a 1/W
Prata Miuda. 1/720 a 1/780
Acedes da C." do Beberibe de 50/000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFFJCIAL.
Governo da provincia.
EXPEOIESTE DO DIA. 6 DO CORRBSTB.
OflJcioAo presidente da relelo, declirindo-te sci-
ente de haver S. S. nnmeido o deiembargador Manoel
Redrigoei Villares para substituir o detembargador
Joaqun Teitoirt Polxoto de Abroo Lima no lugar de
vogal da junta de jostica.
DitoAo deiemborgodur jais relator d junta de Jus-
tina, transmiUindo, nio do ser definitivamente julga-
Vj, o prnoelio do soldado do oorpo de arlilbaria de
nrineira linha, estacionado no Rio-Grande-do-Norto,
JoiedoCarrao.
IjiinAo juis de direito do crinie da comarca do uro-
ja, declarando, que os iiipplonte dos jtiiiet munioipiei
de' termos reunidos nao poden nornesr promotores in-
terinos ; e que estes ltimos fuucciunarios pblicos nio
devem deixar do residir nn cobeca da contaros, que
per lencera.
DitoAo comroistario-pogidar, aoouitndo rcrooua
de urna copio do avito imperial do 1. de abril ultimo,
que trata do alugnel i hospital regimental.
DitoAo chere do polica interino, tgnifltindn, que,
oiu occatilo upportnua, resolrr-io-lia aoeroa da cunt-
ir urcln de una oadoia na comarca de Naiareth, sobre a
neerssidade ds qual representoa o sen antecessor em
uflleio do 47 do mes ultimo.
DitoAo delegado do termo do Po-d'Allio, orde-
nando, que a D. Joanna Franciioa do Mello Reg faca
entrega das chaves da casa, de sna propriedade, que tem
sido quarlel do desiaoameuto policial doqiulla oomar-
ca, e que ella nio quer, que continuo a t-lo no proco
de 8,000 rs. monsaes ; o determinando, que alugue on-
tra c>a, onde so aquortelle o messao destacamento.
OlUoiou-so reipeito ao inspootor da IhesourarU das
rendas proviuoiaes.
DitoAo engenheiro om chafo da* obras publica,
ordenando, do conformidado cooi sua infonuaclo de 21
do ates prximo findo, qu, abatidos 610,236 rs. da ira-
lancia, por que forio arrematadas as obras da segun-
da parta do 8. Unco da estrada do Pao-d'AUo, pela
ditfemiea do grossura, qne aprsenlo o respectivo om
pouraiiiviiiu, rcr.fbi !r;:r:;sri!?*?^!i'.? ?u **f!*!e!sd^*
obrsm.Parlcipou-au a tbesuurari das rcudas pruvin-
ciaes, e iuspe cao-fisoiil das obra publica.
Dito A ii mondado de Santa-Auna unta Madro-dc-
Deos, exigindo informadlo acerca do estado das alfaias,
vaios sagrados, o maU objratu que perlencerio a cx-
tiuota coigrcgacau do S. Filppe ferf, e agora pude,
por lioncn, ou qualquer oulro titulo, a intimidada do,
SS. Sacramento de S.-Jot do Reoifc, no requeriiuouto,'
que Ihe transmitte, inforinsdo pela thosouraria da f'i-
tenda.
DitoAo coinmandanto superior interino da guarda
nacional dos municipios de Olinds e Iguarassn, soion-
lificando-o do hnvvr approvado orna proposta do ofli-
cises para o respectivo segundo batalhSo.
ParlaraDeclarando mu elimo, n.i parte relativa
sos ulferes Jos Manocl dos Santos Vital e Jos Iguacio
Bento de Layla, a nroputta do quarto batalhio da guar-
da nacional do municipio do Meato, oujo coiumnudiiiite
representuu sobre a neoestidado dessa deelaraelo.
Psrticipou-se ao referido ooiuinandanie.
DitaReformando o alferes do primeiro batalhSo da
segunda legiio da guardo nacional dos municipio de
Olinda elguarat., Jote Leitiu du Sa Aruuso. Parlic-
pou-so ao cooiDisudante superior interino da referida
guarda nacional, do conformidado ooiu cuja repreicn-
l acig fui dada casa reforma.
FOLHETIM.
TEVERNO. (*)
PHANTASIA.
pon illmr. <6roia,c nni.
XII.
O JITX PODK DH AXFAIATE.
Dorio os nossos viajores a vulta das muralhas por fu-
ra da cidade, -c, quando chegrfto h hospedara do Leio-
Branoo, ndoenlraiSo por nina pequea porta, quo do-
va para o jardn, soutau onze horas no relogio da
proco. Un tropel de burgdeics e operarios se baria for-
iiiudo era frente da entrada principal da hospedara, e o
csialajaileiru pareca suitenlar animada discussio.
Queqnereni Vv.senhuria? respundeo elle asper-
giintss de Leoncio o Tevciiiiii, dando cun aporta na
cara dos curiosos; a gente da cidade assevera, que uin
grande cantor est alojado era minha casa, que lie, pelo
menea, o signar Rubini, que, para te subirn ir s ini-
porluiiacrs dos nuatos dilctlsnti, ooculta oseo iioine
es sua pretenca, e que en seo complico do teu incg-
nito. Unt queroui absiilnlamente, que elle se aprsenle
na varanda para receber as filicitacoe do publico, que
o ouvio oanlar, nio ha mois do meia hora, do lodo das
uiutullas ; outrus^icrcurrem toda a cidado, eulro em
' () Vid. imri> a.' 406.
Commando das Armas.
EXPBD1ENTE 00 DU 4 DO COMIENTE
OIHcioAo pratidento da protinei, par que bou-
veue de aatoritar ai lieencat, que, por lempo de tret
metes, a unta unitaria arbitrou para o curatuo do ct-
pitSo Francisco de Paula de Albuquerque Grilo, do
primeiro batalbSo de cagtdoret, cedele Jote Negreiro de
Almeida Sarioho, da cotnpanbii lixa de cavallaru, e
primeiro sargento, Beroardioo de Souta Magalble, do
segundo batalbio de arlilbaria pe.
DitoAo tnetroo, levando ao teu conhecimento o
parecer da junta sanitaria, que inspeccionou o capitio
do primeiro batalbio de etcadoret, Guilhormino Jo|
da Silva, e julgou-o no cato de retirar te provincia da
Babia, a fitn de mudar de tres, ecuidar do teu metlio-
dico tralamento, a Gm de que S. Etc. reolteiie como
acbane aceitado.
DitoAo meimo, pira que bouveise de propor, pa-
ra baila, ao governo imperial, ai pracaide linha abai-
EO mencionadas, para o que emita a S. Eio. 01 pare-
cer! da unta denude, que ai inspeccionou, e cooti-
derou incapazet do tertico.
Piimtim bnialhao di catador.
Msico Raymundo Antonio Correia.
CaboMtrianno Antonio da Silva.
SoldadosJos Alvet Cluves, Joto Ignacio de Moraei,
Francisco Antonio de Oliveira, Joio Francisco.
Segundo batalhSo de artilkaria p.
SoldadosJos Luii de Franca, Joto Duarte de Fariu
Quarto batalllo dt artilkaria a p.
Cabo-Jote Mara Percira de Santa Anna.
AnipeeadaJoio Manoel deCtrttlbo.
SoldsdotJos Filippe de Souu, Joaquim de Mi
lo, Bernardino Gomes Yiaooi, Manoel Leandro, Anto
nio Joaquim Dantas, Manoel Igoicio dot Sanios, Lau-
rindo Antonio Trajino, Jos Antonio doi Santo Bra-
ga, Francisco de Paula Franco.
Deposito.
Soldado=V'icento Ferreira l.imt.
DiloAo meimo, enviando-lbe urna requisicao do
irmimeotoecorreiamenecetiario para armar at pra-
C destacadas na ilha de Fumando ; e rogando a S.
F.xc., bouTeisedeauloriiaraiatitliCBodoiobjectoi pe-
diuus :om s c despacho
DiloAo meimo, enviando-lbe, para leu conheci-
mento, o mippa da (orea do segundo batalhSo de arli-
lbaria p, deittcada na provincia das Alagai, e urna
noli di forr;i, que compete a dual companhiti no teu
estallo completo, segundo o plano de 22 de mtio de
1815, e decreto di nieimi dati.
Not, a que le tlete o oflicio cima.
Capitiei 2
Primeiroi lenles 2
Segundoi tenentei 4
Primeirot Sargento! 2
Segundoi Sargentoi 4
Fumis 2
Ciliot-d'eiquadra 16
Anspectdts 16
Tambores A
Suldadoi 160
Totol 212
DiloAo general coiniiiondante du urinas da corte,
aecusando a recep^ao de dnus tiliuiot, com dala do 14
do feverciro ultimo, communicondo, cm mu, a viuda do
cirurgiao-nior do qtoartu batalhio de artilharia p, Jos
Fernainle Uubiiieiro, queja tica recolhido ao inclino
batalbio i e om outro, fatendu retuesta da guia do pri- por so acharom coinprehondidot nos etercicioa fiados,
todos os botiqun, porgunlando, a grandoa gritos, pelo
signor Rubini; em fin, n3u tei mait o que f.ita. Tenhu
tidn a honra de hospedar na niinlia cata alburnos votes
o tgnor Rubini, e sei muito beiu, que iqui nio est.
Este incidente deo Teverino|a ideia de nina focecil,
c ao inesmu lempo o dotejo detentar urna experiencia
obro Sabina.
Ora ouco, ditte ello ao ettalajadeiro, cu cauto tof-
frivelmento, c fui que, ha punco, exercia a minha vut
do lado do grande torre. Sou o marques de Muntetiuro.
Vm. nio me havin anda conhecido?
RecOnheci perfcitanicnto o V. illiiitristima tenhii-
ria, logo que te npcou do carruagoin, respundeo o etta-
lajadeiro, incnpai de confciiar, que to nao (embravo de
bover jamois visto a figura de Teverno ; te nio o s.iu-
dei por acu noiuc, fui por temor dotcobrir n incgnito,
que ai pettoas de qualidado tccni algunias veto a phan-
Usia do guardar ero viogem.
. Pois bem replicn o pretendido marque, perse-
vere na tua Ion va vil discrieo, ate que cu tenha deixo-
do a cidade, o cm recompensa, nunca mois ptssarci por
tua cata, tem parar para tumor algumo coma. Quero ler
a bandado de me divertir iiinooeuteinonle com ot ine-
loiiianut liabilantet da tua nobre cidade. Empresle-me
alguma ruupa ordinaria, aoceuda Inte na galera, e au-
iiuucie, que o artilla, cuja vot fui oovida, vai talitfa-
ter ot deiejm do benvolo publico.
Qual he a tua leiic.'ni? Ihe persuntou Leoncio,
em quiNjtt o eslalijadeiro oorria a ejecutar at luis ur-
dis, fatr crer, que l Rubini?
Elle o pode acudi Sabina com arrcbttamento.
Senhora, retpoudeo-lhe o avonlureiro, levando a
in elogio, nio tcnbo temelhaule pretendo, e quero dar
urna lieivf inba a ouvintet tufllcientemenle tolo, para
eohirein em 1*0 groateiro engao; e do mait, quero ter-
minar ea prateret do teo dia por orna comedia, que lal-
vex a divina. Todot ot uottut quirlot dio pira a gtle-
meiro cadete, Jol da Cotti Gordeiro, quo ainda nio
chegra oita provincia.
Dilo Vo coronel nommamlonte dot t.irnot da provin.
cia das Alsgdis, nommuucandu-lhe, que fAra recolbi-
do ao batalhio segundo de artilharia nesla capital, o ca-
bo Francitcn do Paulo, quo dtlli viera cum licenca, por
attim ter conveniente ao aervico.
Dito Ao teiiente-ooroncl eiiiumiiiidauto dn quarto
batalhio de artilharia a pe, diteudo-llie, que contiderat-
ae addido su meimo batalhio, ale quo tivetse destino,
o soldado Biilbino Paulo de Araujo, vino nio ter deser-
tor dcllo, Como presumir ter.
dem du di* o.
OllieioAo coronel ooimiiamlnilo do togiindo bata-
Ibio do artilharia p, exigiudu a guia d.i cahu Jote
(jomet Pimeiitel, a fim de ser enviada prniiduiioia.
DitoAo motmo, iiitelligenoinuilo-o, do que o mop-
po mental, iuoluiivo o do nici prximo postodi), toril
dado oiinformo u modelo cm ligur, ante da oliida do
bltalhlo para ut Alaga, dovendu nello oontor com a
l'orc, all destacada.
DitoAo coronel cummaudanta du primeiro batalhio
de cacadorct, enviaudo-llie, por impa, pora a tua n-
telligencia o governo, o ollieio, quo auabava de reoe-
bor da presidencia, onm retpeilu venciineiilot du to-
nciito Joio Gonclvei Neto, o alferes Antonio Mattoto de
Andrado Cmara.
Dito,\o capitio eomnuiidonto da coinponhio li vi de
cavallona, ileierniinaiidu, quo fotto pro, p ir lempo de
o ni ini't, faieiiiln lodo o torvicu iiuiuo toldado, o furriel
Joan Froncitu tlm Santos, i vista do coneollio, que
contra ullo o mandn proceder.
DitoAo detemLorgador Joaquim Teixoirn Peixuto
de Abr>> Lima, ncouiande a ruaepfio do teu ofliuio,
pelo qual ilova tciencio do to ochar no interino exorci-
cio das funoce do ebefe de polina; iigrodecendo a phro-
seolugia, em quo se ochava concebido u sou oilado of-
ficio, e tignificandu-lho, quo doria coulor com plena
relribuicao dos seut otfercciinenlot, c com o man ur-
dente desejo d'o coadjuvar, em ludo, quu ealiresse ao
seu alcauoc.
dem do dio. 6.
Ollieio Ao presidente do provincia, rogando-lho,
hniivcssc de mandar tatistator, pulo nrtunnl do guorra, o
pedido do un livro meilro para o quarto batalhio do
artilharia & p, por estarci j cheias ua follllt do exis-
tente.
Dito Ao mesmo, tigiiiHcando-lho, que, pora poner
dar cumprimonlo nu aviso da secretaria do estado do
negocios da guerra, de 24 do Janeiro ultimo, aquoS.
Bxo. aerfono, no seu ollieio do'12 de foveroiro, ruga-
va, liouvetie de tolicitor du Kvini. presidentes do Para-
hiba Rio-randc do-Norlo, qual a torca effectiva dat
coiupanhias provisoria do linha, quo ncllos perniauo-
cem, e indionr-lho a |iuca, em que devio foier teguir
paro toe provincial OS destacamento mencionado no
dilo aviso. Conclua, declarando, quo .netta guarnicio
nt'iibuiua coiupanhia provisoria do rxercito exilie,
lein da que so achaem destacamento, composlo du guar-
das iiaciiiuaei do ilirfercutci corpo dcato provincia.
Dito Ao meimo, cnviando-llio a nota do asaunta-
rnentoi do cabo-d'en|uadri, Joto Uomet l'i.....ntel, exi-
gida em sen ollieio do i do crrente.
DitoAo meimo, intelligonoiondo-o do quo o coro-
nel Francitco Julo Mortins estova prompto seguir pa-
ra a corlo, depois .lo dia 10, proporccionando-lho o com-
petente transporte.
DitoAo presidente do provincia do Rin-Grande-do-
Sul, onviaiidu-llie, paro acr deferido por S. Exe., onmo
Fiitendesse acertado, o roi|ueriiuciilo do tcneulo do 1.
batalhio do ci(ndoret, llanocl Lucianuo da Cmara
Giinran, no qual pedo un ilocuiiicnlo cumprovalivo de
voiicimentoi, que deixnti do perceber quando alfere,
50SH-W3iS3> -'
a fim do poder hover o respectivo pagamento.
DitoAo presideotedi provincia dai Alagoai, tnns-
mittiodo-lhs o requeriinento do alferes Jos Antonio
de Cimillo Dintn, addido ao primeiro batalhio da
cacadores, do quil pedia, que S. Etc., por teu despa-
cho,se dignisse mandar, que.pela theiouraria dt hien-
da, se Ihe pissassu cerlidao da guia, que o acotnpinhou
de Sergipe, qusndo pira all desticou, com duclirtcio,
se percebeo gralicicao como instructor da guardi ni-
cionil
DiioAo cotnmissario-pigidor, iotelligenciindo-o,
pin leu governo, que o Extn. preiidente di provincia,
sobro indicarlo da junta sanitaria, conceder tres mo-
zas de licenca, pira te tratar, to capitio do primeiro bi-
talbio de cavadores, Francisco de Paulo Albuquerque
Grilo, cuja licenca te mmd ju faier efleetiva esta data.
Nesle tontillo se ofuciou ao coronel entuman Jante do
primeiro batalhSo de cacadorei.
DitoAo mesmo, rogando-lbo, que,mandando exa-
minar as relacoet de mostra do eitiucto quarto eiqut-
iir.in de linha, bouvesie de informar, quo destino tovtj
o toldado Antonio Jos.
DitoAo coronel commandinte do segundo btta-
liiau de artilharia & p, pediudo-lbe novoi esciareci-
mentoi, acerc do toldado Jol Joaquim da Stlveira.
DitoAo mesmo, communicando-lho, que, tobre
parecer da junta de nde, o Exm. preiidente concede-
r tres me/es de liconc.t, para se tratar, ao primeiro
sargento, Bernardino de Souza Magalhaes ; a qual Ibe
devia ser contada de boje.
DitoAo capitio commandante da companhii lita
do cavalUtii. faiendo !hu iguil communicacao a rei-
peito da licenca de tret me/es concedida ao 1.' ca-
iloto Jos Nogreiro de Almeida Sirinho.
DitoAo coronel commandante do primeiro bata-
lhio de cavadores, intelligenciando o, de que o cipitio
Francisco de Paula Albuquerque Grilo so acha licen-
ciado por S. Exc., o Sr. preiidento di provincia, por
lempo do 3 meiei, e-contar de boje, pin tratar de tua
laude, conforme indicou a junta, que o inspeccionou.
DitoAo mesmo, pr':venindo-o, que, ni conlormi-
dado do aviso di repartivao da guerra, de 27 de junho
do anno pretrito, publicado na ordem do dia n. 57,
do li'i de outuhro ultimo, passir umi ir.ipeccSo no bi-
iaihu uuauu vuiiiuianuo.
DitoAo mesmo, pedindo'lbe miii explcita iofor-
macio tobre a pretenvio do cabo de eiquadra, Abra-
nao Joaquim llorges.
DitoAo coronel commandinte do teguodo bata-
lbio de arlilbaria a p, oiigindo urna reluci nominal
din individuos do mesmo batalhio, dettacidoi ni pro-
vincia das Alagat, que devem ri'gressar esta, por
excdciiMii a (oreado dual companbial no leu eilido
completo, segundo o espirito do avilo de'27 du jonci-
ro desto anno que por copia Ihe traotmiltii ; por
quinto aos cheles doi corpos competcm exclusivamente
tiei designaces.
Correspon rlencias.
rio, que fica tobro a praca. Cuntervc-to no sou, ul liando
pela obertura do porta, e vots Leoncio, nio mo descu-
bra, dundo mostrai do me conlieeer.
Quando ludo to nohou diipotto, como Teverno u
entenda, Sobina, cteoudido com Leoncio por trt da cor-
tina, vio apporeier, na galera Iluminada, um tiijuilu
miscrovcl, com ot cabellos desgrcuhndos, a barba erri-
501I0, os olhoi espantados, tropego, e mal venido. Al-
guna minuto Ihe forio preciso para oonhecer, aob es-
te ridiculo deafarco, o elegante Turcrino do Moutcrio-
ro: ludo eslava mudado, reputado, empobrecido 110 seu
are na soa pessoa. A jaquela do filhu mait muoo du es-
tolajadeiro corrava-lho o peilo, que pareci recolbdo
para dentro ; uiua 00190 curta e mullo aperlada Ihe alon-
gara as perno ; pcudiiu-lho at luios tem graca pelos
ladot prcguicoiot; uiu bontt, quo pareca ter sido apa-
ndado na roo, um petsimo viuliio pastadu a tiracol, um
grande burdiu de peregrino, ludo Iho davo o aspeotu de
um misoravel hisirido ambulante. Sabina quit rir-so,
nios opcrtou-se-lhe o uurocio, tem que podetse apre-
ciar o motivo ; c Leoncio, admirado desso desali a sua
indttcrifau, procurara descubrir, qual pedera aer a
audacioaa phantaaia do aeu cuitiplice.
Ao oapeelo desso triste pcrsuiiagem, mullidlo reu-
nido por baixo da galena, o que bavia cumecado a bater
palmas ua appancau, minio u de repente utgritotdu
admiracio em vaiat e attubios, amcacando inetter ai
portaa dentro, e eipancar o catalajadeiru del Leun-lii-
anto, pal ciisina-lo o nSu tuuiiiar uitius dot cus hen-
rod! eonoidadioa.
Um intfanletinho, graciosa publioo, disse Teve-
rno, depois de hover applactdo o rumor coin gestos
misturados de insolencia e humildades lende conipaixio
de um pobre artilla, que outou uproveilar a eircmni-
laucia, para niotlrar-vua a la tul qual habilidade. Se
elle nio conseguir divertir-vui, offereoer-ao-ha volun-
tario voita colora, c etteudera o costado I puuhadot
de diulieiro, com que o quiterdei acabranhar.
Srs. Redactores. Clama-so geralmeole, que os ne-
Ihoramentos materiaes, que se ciperavo do svtfma d
governo actual, anda nao apparecrio, epostoque imi-
to se prometa lodos os das, na realldade o quu ippa-
rece he o peso enorme de tributos, que todos os aonoa
e augmentio, augmentando coocorrectemente a divida
publica, o descrdito da moeda papel, a miseria getal,
etc., etc.,ele. Nio iovestigarei, leasqueixas siojustai,

Todo o publico he caprichoio o roovcl. O gttima-
nhoa do Teverno abraudario o son em ponco tompo ;
e, na falla do grande cantor, consentirlo lodo em ou-
viro miteravel taltimbaiico. Pedio ello uro objecto para
improvitor, e recitou algumot conlciut de pomplos
versos, com burlesca einphase ; depuia do quepot-tea
miar, ladrar, relinchar, controfaiendo o grito do ou-
lro muito animoct, a astobior vorio^es com msica
popular, o Militar a voi de pulcinellt, ludo cun mara-
vilhosa facilidado, o acumpaiihado, aumeamu lempo, do
urna toada montona o dacordouto du violao.
Quando ello acabou o publico, arremecou galera
una chuva de moedos du cobre, c deo-lhu urna ruda do
opplouso ironiooi, pedindo a grandet gritos o cantor
mora vilhoao. llova urna confusio de aunbioa, do rila-
da, e de pateada do todo o genero, quo uinguoui se ii-
tendia. Alguna dcengra9ado pediio a cabeca du etla-
lojadciro do Lciu-Brauco.
Ora bem I mena teiihore, dtto Teverino, forco-
10 ho satitfdto-loi, o grande cantor promelleu-me oon-
detcendor com a tua vontade, te eoDiinteguitlo dittra-
hi-loi dclle por alguna Mlanles. Eaii ganha a minha
aposta, e vou opresenlar-lhe us auai reipcituiat horau-
oogeut.
Dito itlo, Teverno rocollieo-e ao teu qaarto, e tor-
nou a sabir peneoslo e boro voalido teudo, por cautela,
mandado apagar no intorvollo ilguroa luios, do manei-
ra que so nio podesso v-lo distiuoUmenlo, ero pro-
.,r ..... -> :::e::u'j hOBIfl"). Prcludiuii nu violao cum
tule'nto raro, e cantn urna barcarullo ooni tal enuanlu,
que a mullidlo euthuaiaamada grilou bit cum farur.
Cunienlio ello cm repetir, o, quando tiudou, enoualou-
e balaustrada ero or de prleccio aritWoratiea. Ot
gritul de eiilliusiasino darlo lugar a um profunde ti-
leuoio.
Amigot, diue elle cutio coro lio differente acoeu-
to, quo nello le nio ochava nada da omphate do hu-
ir nio, coutenli em me deixar ouvir, beui que por miaba

lJI



nem mesmo emltirel conceUo meu, cora rcelo de er-
rar ; dlrel, entretanto, que, se o clamor em parle (Or
exacto, elle na disculpo a falta de reclamacoes, dirigi-
da!, em termos decentes e respaillos, aos poderes do
estado. Mu! grandes cousas lembrio, mas outras
multes, e du utilidad, esquecem, sem que se possa
censurar o esquecimcoto ou ausencia delnvencio.
Possuido detta verdade, o por amor dos habitantes da
provincia do Cear, o ds habitantes do interior dcsta,
o das provincias da Parahyba e Ulo-Grande-do-Norte,
proponho meditacio do poder loitislatlvo urn melhora-
monto material para toda a superdcle destas provincias,
onde se criSo gados, poreao. de ceito, a mais subjoita
s seccas. provenientes de falta de chufas na estacio
competente. Aluda viva* homens em 18)0, aono em
que fui habitar a provincia do Cear, e onde por lempos
fui empregado, que, conhecedores do paii antes da sec-
cade 1791, con t* vio, por si e seus ascendentes, que
aquella provincia soflrla da escaaset do alguna iovernos,
mas que essa escassc vinha con grande nlervalloa,
tltrlbulndo ellos esa nolavel secca a um influxo almos-
pherlco sobrenatural; mas que ltimamente as seccas se
repellio o so amiudavio cada vez mais, encjntrando-se
a causa j na abertura, derrubada e queimas dos cam-
pos, arvoredo e maltas, j na estsgnacio e esgotamonto
do pantanos e lagoss, no augmento e multiplic'cio das
criecSes de gados e pnpulioo, sem aproveitamenlo das
agoas do Invern. E he, som duvida, que estes motivos
concorrom cada vez mais para se amiudarem as seccas;
porgue he condicao sine ua, a abertura dos campos
para pustos em toda a fundaco do urna nova laionda
de gado, a derrubBda das arvores para a edifleacio das
casas, lovantamcnto de curraes, cercas, etc., a abertura
de vallados esargetas, nos alagados e lagas, para com-
modo e facilidade das pescaras, o corte e exlraccio da
casca das grandes arvores, para sabio e cortume de pel-
los, ele; ao passo que, discorrendo-se por todos esse
serios, ningucm ver um anglco, urna aroeira, um
po-d'arco, que o hometn tenha plantado ou mesmo
beneficiado. Ho, sem duvida, que a evaporacio, naos
gera as chavas, como que constitue o mais poderoso
conductor dellas ; ora, tornaodo-se enxuta a inmensa
superficie deuma, duasetres provincias, escalvadas c
rspnstas, pelo corto das mallas e arvoredo, pelo descc-
caincnto dos alagados, ao intenso ardor dos ralos sola-
res, aquelles espacos, que dantes provocavflo as chuvas,
hoje as afugentio.
O systema, pois, que a rasao indica dever abracar-se,
he aquelle, que mais deprossa possa restituir a essos es-
patos as quafidades, que perdoro pela ambicio, igno-
runcia ou incuria dos homens. Se se tralasso de urna
conveniencia individual, accidental, em que so pidesse
tempuiisar, e deixar ao oxeinplo o desengao, eu nio
viria Implorar o olTIclo do representante da naci ; mas
a conveniencia be geral para essas provincias victimas
doflagcllo, assim como para o imperio ioteiro : a con-
veniencia nio ho so de intoresses, lio dosontimentos ;
nio he so material, he grandemente moral. D.-duziria
quanlas idci.s so me accumulio para provar esta ulti-
ma proposicio: mas, como assim iria parar longo, sem
que produzssecspecieestranhaaoconceitodequem pre-
tundo mover, como com esse molo daria suspeitas de que
nao se querer cogitar na materia, vou por diante.
Mullos s3o os beneficios, que naturalmente so apre-
senlio com o levantamen'.o de acudes municipaes e par-
ticulares cm toda a exteosao dessas provincias, com a
abertura do pocos artesianos, aonde molhor convenha,
o planto de florestas ; e delles farei succmta resenta^
ao menos daquelles, que me occo'rreru. O primeiro,
mais vital, he abastecer de agoas um paiz mesquinho
dellas, onde nio ha um s rio perenne, e assim por aos
gados, junto ao pasto, a bebida abundante e boa Segun-
do, etabelccer conductores para as chuvas, por meio de
abundanloe constante evaporacio, o tornar desla sorle
mais regulares os invernos. Terceiro, multiplicar os es-
pacos hmidos, e conseqoenlemenle proporcionar urna
vegetacio constante, que fai abundar a herva u rama pa-
ra as criacSe dos quadrupedes. Guiarlo, preparar
grandes espacos para seren aproveitados em todo o ge-
nero de agricultura, e assim transformar um paiz mera-
mente criador de gados ern um paiz ao mesmo lempo
agricultor, guilo, mudar o carcter, temperamento e
costumes rudes do pastor pelo carador, temperamento
e costumes do agricultor, faiendo, que os traballms de
um eoutro oiricio nio deixom lempo ao ocio, que cor-
rompe a moral desses homens daros ; fazendo, que o
alimento puramento animal seja substituido, na maioi
parle, pelo alimento vegetal, no que o homem ganda a
lanos rospeitos, economisando tarnbem o consumo de
25do. d~ que aclualnic.ie ao aumenta). Sexto, exportar
umavultado producto de gneros, como o algodio, o
niel, a cera, a seda e outros muilos.
O que venho do enumerar he urna sombra apenas dos
beneficios, que resultio dos Bcudea, dos pocos artesia-
nos c do planto do aivoredos; porque, sobre o mais
que lodos, avulla a conveniencia do urna populacao
prohnYa. que morre fouie e i miseria, por nio se
compadcceremdella, e que em vinte annos duplicara
o que he actualmente, como concordars quantos livo-
rein reconhecido a fecundidado do seto naquelles ser-
loes, urna vei conseguido o meio de subsislencia. E
pon
clios de
aleja eoibplctemenie independenie doa canri-
ohoe de uro publico de aldeio, e de toda a -.necio de ,,.
bheo. v m.. hilio ioi celauma por baixo desta ianelfes
que me era Impustivel dormir, o me vi obrigado a tran-
sigir; para piini-l,,,, ,,ureni, ,1, ,Ua ind.eric, nao
canto mais, c te au tomarcm n dcliberaclo
rareni logu para suaa casas, previnu-oa do que
iiiiiidados pela, bombo do incendio, uno aa
poocos estados se encontrar um mulber, que tenha da-
do loi vinte e cinco flihos, e aprsenle dous tercos de
sua prole vivos e vigorosos ; mas municipio ha nesses
sertSes, em que se apresootar urna duila dessas mu-
Iheres, e anda robustas e cobertas com o vernli da sau-
de, que nem por Isso fot alterada.
Com os acudes nio se encurta o espato preciso para
as criaedes de gados ; por isso que elles concorrem pa-
ra augmentar, tres vezei ou mais, a quaetidadedo pas-
to, o desta sorte numero maior do faxendas se poder
fundar.
Telve parece extravagante a minha intocio, por
gigantesca ; nio o he, na verdade, conforme concebo
os meios de levar a effeito esta benfica revolucio : ella
sa torna a principio de pequeo peso aos cofres pbli-
cos, e muito depressa esse melhorameoto produzlri,
sem duvida, augmento as rendas do estado.
Legislando-so no sentido do melhoramenlo proposto,
dever leduiir-soo dizimo do Ralo e rniuncas a cinco
por cento, em vei de dez, em beneficio daquelle fazen-
deiro, que spresenlar um acude em sua fazenda, com
capacidaiie de conservar agoa bastante, por dous annos
consecutivos do secca rigorosa, abrangendo urna super-
ficie calculada, conforiodo-ae-lbo este abate por 15 ,
ou mais annos,conforme a maior capacidado do acude,
alm das qualidades exigidas : dever-so-hs conceder a
esteso privilegio de nio sorem seus filhos subjeitos ao
recrutamenlo ; assim como isentos por vinte annos de
pagar dizimo dos productos da Ierra. Estes privilegios
o conceisoes sio sulkienies para obter-se o resultado.
Aquelles proprietarios, porcm, de lazendas, na provin-
cia do Cear, que teem recebido dinbeiros do estado
para levantaracudes, niopodemser comprehendidos oes-
tes privlogios. Daquelles criadores. cujas lazendas nio
tenbao proporces para levantar acudes, se perceber o
dizimo, como actualmente, mas desto se incorporar
um terco aos rendiiuentos dos respectivos municipios,
sendo cada urna das cmaras obngada a levantar acu-
des nos leitos dos rioi, para elovar e reprezar as agoas,
quanlo poder convir : lindo e pago o fabrico desses a-
cudes, reverter o terco dodiznno ao omprego actual.
Odizimo, por tres annos da agricultura, ser arrecadado
pelas cmaras para a criacio de florestas de rhadeirai do
paii, o compra de sementes uleis, e nio cultivadas anda
nopaiz.para sorem repartidas convenientemente; e para
a compra do machinas e instrumentos ruraej, que pos-
sao ter emprego e applicato no municipio, e sirvi de
exeinplares, ou moldes. Como os acudes municipaes
segundo sua posigao ecapacidade, que deve ser o mais
ampio poiiivel, tenbio producios valiosos, abundancia
de peixe, vasantes, agoas de rega, etc., esses producios
devoras ser vendidos, e o rendimento empregado em
novos agude, na continuacio do leilo dos meamos rios,
al chegar-sj, ou as agoas da mar, ou aos municipios
collocados inleriormente. No caso, porm, da villa, ou
cidadeier fundada eiu territorio, que niocomprehenda
um rio, noin por isso deixar a cmara de construir
um acude coosideravel no lugar maisaccommodado ao
liin. Porque, lambom nao havendo providencias para a
criacio de mallas particulares, nio se preliencbemoscon-
dicoee do systema, o acontecer, que, em poucos annos,
os povos do interior nio tenliio madeiras para a cons-
Iruccio do casas, curies, cercas, etc. a le conferir
dislinctoes honorficas, e habilitar para empregos a-
quelles, que primarem no planto e conservacao das
madeiras mais uleis, como pao d'arco, arueira, cedro,
aogico, pao-Ierro, piqui, goncalo-alves, e outros se-
melhanlos: ostabolecendo, por meio de regulamontos,
as condices e recompensas: para que estas providen-
cias produzio o desojado effeilo, dever ser creada una
coiiiinissio, que inspeccione e avalie os meloramentos;
sondo eomposll do um engenheiio e seu ajudante, quo
discorr AraO pola respectiva provincia, aggregando-se-lbes
em cada municipio o juiz municipal, ou um dos sup-
plentes, escolba o nouicacao da cmara, um vareador,
e um louvado por paito da cmara: esta commissio ins-
peccionar o acude particular, ou plaotio de arvoredo,
augmentada por um louvado do proprietario, e, confor-
mo o quo acberom, lavraraS o correspondente auto, on-
de so contera a avaliacio do beneficio, que dove perce-
ber o proprietario na redcelo dodiiimo, e o lempo,
que devera durar esso beneficio; alm da minuciosa do -
elaracio das obras foitas, capacidado do acude, durarlo
das agoas, espayo reprezado, quanlidade de arvores, o
mas principaes qualidades, e todas as circunstancias
adequadas ao intorosse do proprietario e do estado. Es-
te aulo, registrado em livro competente na respectiva ca-
ntara, ser romellido ao presidente da provincia, que o
approvara, e som esia condcio nio produzir edeito.
Como muius villas e povoaces do interior solrem
penuria extrema de agoa polavel, tanto nsi seccas rigo-
rosas, como anda nos verSes dos annos regulares ; nes-
sjs villas, e piincipaluiente as quo estiverem a peque-
MiWI Lll
as distancias de serrii e terrenos elevados, se abrirs
porros artesianos i costa do estado, cujas agoas, alm de
ebaslccerem o consamo preciso srjio aproveilsdn e
dirigidas as demasias ao acude principal.
Com o andar dos lempos, pelo systema eibocado, se
pnder- obt'-r um meio fcil de condcelo e communi-
cafio por agoa de lodos os pontos habitados no interior,
urna vez que os acodes publicas ou represas nos rios.
tiverem ebegado aos lugares, ondeas mares mfluem.
Ninguem pode contestar a excellenoia da Ierra nos
sertSes, a prndigalidade e fecundidado, que Ibes sio pe-
culiares : levado aefleilo osjstema dos acudes, os ser-
loes prosperars e se povoarS como por encanto, e en-
lioem poucos annos elles compensars dcuplamente
os atancos, que o estado fizer, ea diminuido, que tem-
porariamente soflrer as rendas.
Este grande beneficio se pode obler em poueo lem-
po, eieui grande dispendio do estado, ao passo que es-
so pequeo dispendio vai garantir o futuro de urnas
poucas do provincias, que se definbio, e prometlem lor-
nar-se desertas em breve, se mais um aono de calami-
dades, como o que ltimamente acabou, tornar a vir,
como be de esperar.
A populacio be a origem das riquezas de um estado,
e bem o experimentamos no preco, que nos custrio
esses colonos europeos arregimentados, vindos no rei-
nado do Sr. D. Pedro I. Muito mais do que os co-
lonos valemde cortos Braiileiroi, e, pondo de parle
outras considerarles, encarando por esta lado smente
a nossa perda recente na provincia do Cear, a quan-
tos milbSes subir a perda causada pela fome, e que
continua a soflrer-se com a peste, consequencia da fo-
me e da miseria naquella proviocia ? C)uanto se perde-
r para as rendas publicas no dizimo, ote, se ella ficsr
deserta ? CJuanto decahiremos no conceito do mundo
cailisado, se se disier, que se pardeo urna, ou duas
provincias, por mesquinbez deempregar alguna eapi-
laes? guanta responsabilidad pesar sobre aquellos,
quo, lendo o poder de remediar, nio o Hieren, por al-
guma consideraca'o ? Infinidade de considerarles oc-
correm anda; mas, como he bstanlo oque tenbo di-
to, para provar a nocessidada de providenciaa, u a efO-
cacia daa quelembro eseuo-me a dizer mais. A dig-
nidade da navio a utilidade pblica, e a humani-
dade implorio a assembla geral. para em sua sabedo-
ria decretar, como melhor conver. Estas ideiai, como
tributo humilde offerece assembla geral
O cidadlo,
peaioa do povo, faea
leve-o aos tribunaei
victoriosamente.
Ci oque Ibe fez aquella, .
: o meuamiKo a.defentJeri
Oueirio, Srs. Redactores, dar publicidide i
toscas linhas do seu constante leitor
ni,
J- P. M.
Srt. ftdaetorit. Vislo que em leu Diario de h
11 de msiode 1846, admitlirio a correspondSoeia'r
que se intitula- Um inimigo dot inlriganiu~-lp9t_-,
lio, qaeeulbe pergunte pelo seu Diario, mesmo
ra que eu e o publico fiquemos sabendo bem clara
lincta e terminantemente: se eu sou, ou nio, un de!
tres sacerdotes, a que o tal correspondente allmfe
sua infamante correspondencia, sob pena de asr lid ^
batido por todos por um vil detractor infame calnm"
niapor, nio respoodendo pelo mesmo Diarit pron
la e terminantemente a esta pergoott. Afora disto i
claro ao publico, que he esta a vez primaira, qe *
Brssil me dirijo a imprensa em negoeio, qQ6 *
com outrem. A seu lempo farei ver ao mesmo publico
a rasio desla minha declararlo.
Soa. Srs. Redactores, um seu, etc. O s>,i 7oj Alvti Ftrrtira Freir de Andrade.
Recife, 11 de maio de 1846.
COMIYIERCIO.
I:4l7f8
Alfandega.
Rbnihhbnto do da 13............
Detcarregdo hojt 13,
BrigueF/oraca vio.
PolacaErnestinamercadorias.
Brigue Veilaidem.
(alera Columbuila ixas.
HiateSanio-jnionio-Flor-th-iocliarplos f.
mo em foiba.
de o reli-
scrao in-
, quo mniidci vr
para c.ta hospedar,., e que c.Uo pre.lc. a fonco.onar
o prnnciro grito do revolta.
A mullida, a.su.lada, di.per.ou-.e n'um abrir c h-
el.ar d olio, persuadida, que |lnU impacientado al-
iiima alta penonagem, o, na .no humilde gratidio. ba-
nso paloma de longo, polas runi.
Mcia hora depojs, ludo eslavo cm ailencio neeldeje
c lodo o mundo deitado na hospedara do Leio-Ilranru'
excepto Sabina e Teverino, quo RmU conver.avao'
eaoostaaea a balaualrada da galera, co.nmentando e.t
i'liima aventura, o rindo-so com precaucaa), pelo re-
celo de dvsperlarein < seos oompanliciros de visgem.
Veja o que ho o prejuiso, dista o cgano. E.aa
nesois multidfio nem te iembra, que palenu e apnlaudiu
o mesmo lioiiicoi.
Pois devo oonfetsar-llie, marques, respondeo Sa-
lo, qiiocu lena .ido a primeira o tnganar-iue. .o .
enbor me nio houvraae prevenido.
De vera., .cultura? Dun-mo por feliz, por lito li.i-
* proporcionado alguna ta.taittea da diverlimento.
., U,CI' ,e Pu,,u 8radecer-lliu a intcncao. A sce-
inal ei,r,,,8",,. 'e. alegre, o todava fez-mc
o ladvfl''' tCm'"' P"n,?U COm "8 "'' r""
'< laoy ti... que ae esplioatae.
.LaTada".'!!," ""'t BOC0,P'*lndel dieae-llm ella coro
eub'3' ,JUe"e*e,U"u ''"'figurad., ai,obre
lldos? repliooo elle menos locado do comprimenlo do
|i.o Sabina dctia esperar, depon do que se havi. pa.ta-
Lin
~ tinao eu eslava muito te
o, com estes ruina ves-
do entre elles.
Nao digo isso, dit.e ella cm loo. menoa torno
nas, comu lodo a olegancia das tuo. uianeira. houvuste
de.appareoido, e toda a dignid.de dn sua pettoa civetae
dado lugar a nao .ei .juo de cjnico e vergoiilioao. aof-
tria en, por ve-lo a.im, o nio nodia persuadir-Ble, que
era vosse! H
E no cutanto era eu inetruo I.....
Nio, marques, era a pertnn.gem, que vott
quena repr,sentar, o c.ta per.oiiagem uni|. iila dc
vo..
Convonho, quo as minliaa inanoiras, ea minha
uiigo.gcn crio fingida. ; m.,, ein filu> ora ,em.,re
minlia figura, a vu., o espirito, o ooraco, o petar em
una pala na, o meu acr, que ae occult.vao .ob e.la.'a,,-
paiencia. linliu eu lluvia totalmente deaopp.reoido.o.
aeusollio.r l.lu lice.iranho!
O que eu nch eslr.uho be, que vot. te admire
da mulla esliipelacio. As moneirat e liuguageiu .tu
a exprot.au do espirito e do carcter, e o cute moral pa-
rece tramforiuar-ae, quaudo o cute exterior te de-
uuipc.
E es vestidos tcem tambera nitto grande parle,
itto Teverino com pliilotopliic. irona.
Os volido, diz lott? Nio ocreio.
Ora pco.e bem, tenbora, e vera, que ai
aupponha, que me apre.ciilo de novo com metquinlia
e pobre roupo do hilio do homo e.ial.j.deir....... ,.
piiiihamua nie.uo, queeu .eja eaae hlUo, que ho, creio
en, guarda uaiiipeatru ou de barreira.....
Ondequer voa. vir ler oura to? Auabe.
Bem I eu tuppoiiho, que, vuntervando mk$
figura, o meu coraco e o meu etpirilo, lava quae. Deot
oa fe, Ibe appaiocia pela primeira vez pobremente Ira-
jado, o pcriencend urna coudjio uiuuo humilde......
Filippe lUenna Callado da Fonteca,
Srt. Redactores Li o seu DiVirso o. 103, e nelle
deparei com urna correspondencia assigoada pelo ba-
c bsrel l'ernando AfTonso Mello, em qoe, nada produ-
lindo em sua defeza, s (rata de apreienlar aos olbot
do pulilicu, como prevaricador, o meu amigo, o Sr.
Jos Luiz da Silva GuimarJes, como se por esta ms-
meira (casia justificado das justas arguices, que pelo
ilil meu amigo llie lorio feitas e pelas quaes levou o
moncionsdo bacharel aos Iribunaes do paiz, para so-
bre elle recabir ssnecio pensl, ba muito reclamsda pela
opiniio publica, que pedia a punicio de um magistra-
do, que se desvairou do caminbo, que sempre deve tri-
llisr um depositario da autoridade publica.
Nio ootrarei, pois, Srs. Redactores, na discussio
dessss aecusacoes feitas contra o bacharel Fernando,
pelo Sr. Guimaries ; porque aquelle Sr. nio Iralou de
justificar-se das accusacSes, que por este Ibe (orio lej-
as em urna correspondencia, e impressa avulso, que
mandou deslribuir; mas sim direi smenle, que ludo
qusnto diz o juiz municipal do Rio-Formoso em tus
correspondencia be falso, como provsr meu amigo
com documentos aulhenlicos, devidamente eztrabidoi:
e por isso peco a suipeniio do juio publico, para bre-
vemenle o mesmo meu amigo juslificar-se, lanzando
lama i cara do calumniador.
O Sr. Guimaries lar ludo, quaoto tenlio dito, e
nio obrar como o bacharel Fernando, quo, pedindo,
por intermedio deum sou amigo, a suspensio do juizo
ao publico, para produzir sua defeza, sabio-se com
una miteravel correipondencia, recbeada do infamiss e
calumnias, sem nada dizer relativamente aos tpicos
da aecusacio.
O bacharel Fernando, Srs. Redactores, obra assim,
porque nio pode justific.r-ie, e espera com essas e
oulrasartimanbasser reconduzdo ao lugar, queoecu-
pa: quer anda mamar, conservando sempre suspenso o
juizo do pobre publico; mas isso nio pode ter lugar,
porque parece-me, que nio haver guindaste tio for-
te, que o conserve neisa policio por tsnto lempo.......
pobre publico !. ... Se o Sr. Guimaries, Srs. Redac-
tores, be o quo diz o bacharel F., eotto este, como
Geral....
Provincial........,
Diversas provincias
Consulado.
Bendimkhto oo da 13.
2:2411611
1:147*969
3:478#176
Moviniento do Porto.
Navios eakidoe no da 12.
Cajial ; barca noruegaense Kron-Pnnde-Oicar, en
lastro.
Falmoulh; paqueteinglez 5tci/,commandanleDonglii.
Araeaty; brigue oicuna brasileiro Uenriqueta, eapilio
Jos Joaquim Altes da Silva, carga diversos gneros.
Passageiros, Flix Monteiro de Catiro, com 1 escra-
vo, Joio Florentino de Albuquerque, Paulo de Son-
sa, ntonio Gourgel do Ainaral. Hrasileirot ; An-
tonio Ferreira Antero, Hespanbol; Domingos Tbeo-
felo Alves Ribeiro.
Edital.
A tua auppo.icio nSo Iciu p. iiooi vobect: nat
racat obscura quasi nunca te ach. o cundo do nobrez.
ogra;a, que o distingue.
Qua.i niiiicu, pode ser; mas, ernm, acba-aeal-
giiin.t voios. lia dona naloroet, que Dos pareco ler
concedido a mu ninguem, oomo para esoarneoer das
prelcncSes da aristocracia.
Ah etl o aeuhor nat idcioa de Looncio ; nio at
discuto, uta. o que po.so retponder-lhe he, que lae.
don. teoin rpida influoneia sobre aexi.lencia e cond-
cio daquelle, que ot potsue. Um ninguem, como vosa
diz, quaudo te sonle invenido providencialmente da in-
lelligeucia e do belleza, transforma .olivo o meio dota-
grada vel, cmque o capricho da aorle olancou; abre
para ti um caminho novo; a.pir. de oontinuo elegan-
cia d. vid, t uccupace. nobrea, aot gozos do e.pirito'
.os privilogot dn bollen, e em breve se colloca na pla-
na, quo pareca er-lhe dovida.
Ho bem verdade, que a itto aspira com toda, .a
forca, replico Tevurino, e bem verdade he lambem,
quo o coiiaeguu alguina vciet ; pureiu ho alud, ro.it'
verd.de, que a mais da. vetea u fru.irio oa .eu. ea-
forjot; porque aociodade o. nio protejo ; porque oa
prejuizo o repllelo ; porque ua tua muoid.de nu C00-
trabio o habito de Cuinjiraicr, c a ua primoira eduoa-
cio o fas voltar de continuo iodirJerenca, iuimiga da
lucia e da otcravidla.
" Ora, o que vott agora diz detlroe o teu primei-
ro raoiocinio. Oa vestidos cutio nada jiro vio, maitim
oa coitume, itto he, a lioguagom e ai maneira..
Joo Xavier Carneiro da Cunka. /dalgo cavelltiro
da casa imperial, cavalleiro da ordem de (Arillo, a
adminittrador da meea do consulado, por S. M.
o Imperador, que Deot guarde, ele.
Faz saber, que no da 17 do crranle, ao meio dia,
se ba de arrematar, na porta desta admiaistrscio, urna
caixa de relogio, um collar e urna firma, ludo cm
27 oilavas de ouro, do valor de 69,130 rs., e um me-
dalliio com diamantes, no valor de 60,000 n.; cujos
objectos forio apprebendidos pelo oomraandaate da se-
gunda barca de viga, ao caiseiro de Didier Columbier
&C, por os condusir para bordo do brigue francei
. tlte-Malfaide, sem despacho de baver pagojos respec-
tivos direitos; cuja arrematacio be livre de direito ao
arrematante.
Mesa do consulado de Peroambuoo. lSdemtiode
1846.
O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Cunka,
Declaracoes.
De ordem do Sr. corooel commlssarfo pagador mi-
litar se fas publico, que, tendo adiado a venda da mi-
delra ai raleada da coxia da compaobia de cavallarla da
primeira linha, em consequencia de nio terem appare-
cldo licitantei arrematacio da mesma ; aohando-sa
Na sua bocea he uro raoiociniu generoso e de.intere.ia-
do; mas na da peraonagem, que vosso, oinda ha pune,
te diverta em represuutor, teriio vas e inslenlos pre-
tencSes. A philanlhropia o desgarra; o ente moral nio
pode deapegar-ae attim do ente exterior. Onde a lin-
googem he ridicula, ot costumes gro..eiroi,a desorden
habitual, o ar incivil, e o ofDoio ignobil, pode vosi
descubrir graude corceo, animo grande.
He poaaivel, tenhora; peraisto era cr-la, apewr
do teu deidem pela inieria.
fliu me calumnie. H. urna miaeria, que Ultimo a
retpeito : he a do enfermo, a do ignorante, do fraco, de
todo, ettet cntet, que ai deagracat do tua raoa lancio
ineioa-mortoa phyaica ou inoraliuenlo no grande oornba-
te da vida, (audo, do oorpo ou deeipirilo aniel de 10
podercm deaonvolver, eme. desgracados lio pnr corto
victimas do aeasu, a urji devemoi lainenla-loi e looonr-
r-los ; ni i aquelle, que poda e nio quit, be culpado,
o nem injutt.uienle a looedade o repelle a abandona,
Vetiidoa, linguagem, e maueirat, ludo itto fai
parlo do. costmuea da vid.; be tu. exprsalo, o a con-
dicio du hoiueni pobre e obacuro ha a ouuaa m.it tigni-
hcotiva para o vulgar; lio, purat.im dixer, o. cottume
eiteriorea, e o unto moral nio tein menos valor ae.
olbot de Ucoa.
Nio emendo nada dessas di.tincces, marquej.'j
Sej. a.iim! dii.e Teverino com orna ini.lurt do al-
tivas a de bond.de. Fr. precito sor Daot para ler no
r.oracio deita creatura, e tabor, te entio ella nio aoh.
em ti inclina eontulac^ei, que o mundo ignara, te en-
tre a suprema bandado e ella ae nin estaboleoeo um
oommercio mais puro e mai. suave do que todat ai lyni-
palhiaa humana, e aiprwtecciet sociaoi. Figuro-me,
que ot don. da Dae. tervem tempre de alguna oou.a, e
que os ullimot da Ierra nio orlo oa ultimo, no ua rei-
no. Algn* o diite em outro lempo... Mas vejo, quo
me etlou tornando pregador, e que murpo ot direito.
do not.o bom vig.rio. Devp contenUr-me do Ihe htver
mo.trido, que ci repraientar a comedia. Sempre me
diiierio, queeu havi. niieidp cmico,, e todava tenho
um crtelo tincoro, que sempro me r'railrou i IomJ'_-
prudencia. ~J
{Centittuar-t+Aa.)


.^_____
&
aotorlsado pelo Eim. Sr. presidente ( a cojo conheci-
menlo levara o exposlo j para fater o abate, que for ra-
soavnl, ao valor, em que os peritos avallarlo a medel-
ra, a cojo excesso se attribue a falta de licitantes; no
dia 14 deste aiei se proceder do novo citada venda,
em hasta publica, com o referido abate, ante esta paga-
doria. Pagadoria militar de Pernambuco, em II de
malo de 1846. O odela' da pagadoria
Joio Arsenio Barboza.
=0 eterivio da me de rendas ioteroae geraes, ser-
vindo de administrador no impedimento deste, az sa-
ber a todos os devedores dos imposto de lojas, escra-
vos, segea e earrinbos, e barcos do interior, que, se nao
aitisliserem o que devem al o lim do correte mei, se-
rio seos nomes e dbitos remedidos para juizo a fim
de seren judicialmente etecutadoi.
Hecife, 8 de maio de 1846.
Eitannlo Pirtirad* Oliveira,
No impedimento do administrador.
= O abaiio assignado, eocarrogado do consulado de
de 5. M. Sarda em Pernambuco em virtude do avi-
so recebido do eooaul geral de S. M. Sarda, no Rio-de-
Jaoeiro partieipa aoi eonsignatarios e cepilles de na-
vios sardos oesta praca, que, quando ditos navios se des-
tinem para os portos do,estado oriental, bajo de apre-
sentar os seusmanifostosaoagenle daquella repblica, oe
falta do que, esto subjeitos a pagar urna multa quan-
do li chegarem. Pernambuco, 7 de maio de 1846.
O encarregado do consulado sardo,
7 ornas Fortttr.
COMPANHIA DE BEBIRIBE.
A administrocio da companhia de Bebiribe manda
visar aos Sre. accionistas, que os proiima reunito ge-
ral, que deve effeoluar-se no corrento mez, apresenta-
ly^f a relaciode todos aquelles, cujas entradas seacba-
' rem em atraso, para que a assembla tome urna deli-
bcrico definitiva a semelhsnte respeilo: ss entradas al
agora exigidas corresponden) a 70 por cento sobre o va-
lor das a plices.
Escriptorio da companhia, em sessio de 2 de maio de
1846. O secretario, B. J. Fernanda Ilatrvi.
Theatro publico.
NOVO E EXTRAORDINARIO ESPECTCULO
PELO 88JCH0R GBOBGB 8UTT0N, CBLBBRB MGICO
E TENTBILOQOO INGLBZ.
Uojt, 13 do correnle, tira lugar a primeira
representaran.
O Sr. Sutlon trouie de Londres um rico gsbinete de
instrumentos pbysicos, mgicos e mecnicos, ludo no-
vo oeste paii : a eaia do theatro aer toda ornada com
o seu gabinete.
Sr. Sutlon deia de mencionar aqu aediflerente
pasiagena, que tem a ciecutar, e s siro afiance ao res-
peitavel publico desta cepita!, que ser completamente
sstisfeito : constando o divertimenlo de tres parles:
A 1.' parte constar de Huidos mgicas.
Ai.' de grandes e extraordinarias aceas de venlri-
loquio.
A 3.* de extraordinarias ligeireas de moi.
O Sr. Ciuilberme Frederico Walter ajodari em tudo
ao Sr. Sutlon no seu trabalbo.
Prtcot dt eniradai.
Camarotes da ordem nobre......ojOOO
Ditos da primeira ordem.......4#000
Torrinbas........... 2*000
Platea superior..........2a000
Geial. ............1,000
Principiar as 8 '/ horas am ponto. Os bilhetes ven
dem-ie no butiquim junto ao theatro, e, no dia, no es-
criptorio do mesmo.
lancha e bote: parase examinar a bordo, fundead
defronte do caes de palacio, e para se ajusfar com Amo-
rim Irmios, amada Cadeia, n. 45.
Para o Maranhio o bem conbecido brigue na-
cional filante, forrado e pregado de cobre, subir no
ilia 26 do crrante, por (er de sabir com a cargs, que
(ver; recebe assucar a 160 rs. por arroba, e os mis
ftetes a porporclo : queni nelle quixer carregar, ou ir
de passsgem, pera o que oflerece excellentea cuminodos,
dirja-se a Francisco Severiano Rebello & Filho, ou na
ra da Cadeia-Velba, n. 12, a fallar com o capillo Cus-
todio Caetaoo.
Para a ilha Terceirae S. -Miguel sabe, imprete-
rivelmente no dia 15 do correte, o bergaotim portu-
goez Terceira, capillo Casimiro Mara de Brito ; re-
cebe carga e passageiioa, par* os quaes tem excedentes
commodos: os preteodentea dirijlo-se aos coosigoa-
lariosOiiveirs Irmio: ft Compsnhis ss ra da Ccux
o. 9, ou ao referido capillo.
Para Lisboa sahe, com a maior brevidade possi-
vel a mui lioda e veleira escuna portuguesa Milhei-
ro-Pritneiro, de primeira marcha forrada e encavi
Ibada de cobre; recebe carga e pasaageiroa, para oa
quaes tem os melbores commodos potsiveis : oa pre-
tendentes dirijlo-se aos consignatarios Oliveira Irmios
& Companhia na ra da Cruz n. 9, ou ao capillo
Joio Ribeiro Palha.
= Compra-se oa freta-se para Moiior urna
barcaca : qaem a tiver e quizer lazer esle negocio, ap-
pareca, oestes tres das na ra do Vigtrio sobrado
n. 23, primeiro andar.
Leudes.
Richard Royle &. C. farlo leillo por inlerven-
cio do corretor Oliveira de um eaplendido sortimen-
to de faseodaa igglezas prximamente impoitadaa:
quinta-feira, 15 do correte, as 10 horas da maobia,
ao seu armazem roa da Alfandega-Velha.
=P'raiile o Sr.( doutor juiz do civel da segunda va-
ra, se hlo de arrematar, em leillo publico, ae fazendes
da luja da ra da Madre-de-Dos, peoboradas por
execuclo de George Kenbortby e C. contra Couto
Vianoa & Filbo, e juntamente dous escravos, penho-
rados aos meamos; cujo loilio lera lugar boje 13 do
correnle, depois do meio-dia, na porta da mesma loja;
os licuantes deverO comparecer no dia e hora indi-
cados.
Traocelios de quslquer mdelo
aderecos, pulceiras, brincos, &c.
feito possivel e por preco mdico.
saa OiTereee.se urna Porlugueza para ama de
casa que sabe engommar, coser e governar urna casa ;
quera da seu presumo se quizer utilisar dirija-se ao
Corredor-do-Bispo n. 6.
anneis, fitas, flores,
ludo o mais bem
urna
Os (redores de Joaquim Goncalves
Casco sfio convidados a comnarecerem
hoge, i3 do
correnle
parecerem
na sala das
por preco
Avisos diversos.
na
PBLICAgAO LITTERARIA.
OS MYSTEBI08 DA INQUISICA
Acaba de cheger do Bio-de-Janeiro o restante dos
nmeros deala importante publicacio, que oalisou no
ouuiero 73; os Srs. essignantes podem mandar rece
ber na praca da Independencia, livraria, os. 6 e 8.
lvisos martimos.
- Ha um oavio de lote de 200 toneladas, que se
propde ir para a costa da frica, Denguela e Angola;
tem melado do carregamenlo prompta: a quem con-
vier carregar a oulra melada, aioda por conta de diver-
sos carregadores, pode dirigir-se delroote ao Trapicbe-
Noio, n. 10, terceiro andar, que acbar com quem tra-
tar.
= Para Lisboa partir, impreterivelmenle no dia 24
do correnle, o conhecido brigue portuguex Tai u jo I,
forrado o eneavilhado de cobre, e de primeira marcha,
de qoe be capillo Manoel de Olivere Faneco; recebe
ainda alguma carga a frete, e para passsgeiros oflerece
encllenles commodos. Os preleodentes Iralem com I'ir-
mino Jos Flix da Rota & Irmio, na ra do Vigario,
o. 23, ou com 0 capillo, na praca.
=Para o Porto partir com rouita brevidade, o pa-
tacho portuguez Maria $ Joaquina, forrado de cobre,
de muito boa marcha, de que he capillo Manoel da
Costa e Silva; lem a maior parle do carregameoto
prompta, podeodo aioda receber a frete cerca de 200
barricas; aasim como oflerece muitos bons commodos
para passageiros: os preleodeotes dirijlo-se a Firmioo
Jos Feliz da Rosa & Irmio, na ra do Vigario, o.
23, ou o capillo, oa praca.
=Para o Rio-de-Janeiro sahe em poueoa diaa o bri-
gue-escuoa nacional Adelaide, capillo Antooio Alves
Marina: quem oo mesmo quixer carregar ou ir de pas-
'gen.dirija-ae ao capillo, na praca, ou a Noraes & C,
ra do Trapiche, o. 34.
=; Para o Rio-Grande e Porto-Alegre teneiona
aabir, na prsenle semana, o brigue Ucceano: o que se
'ai certo a quem tiver escravos para no mesmo embar-
car.
= Para o Rio-de-Janeiro aegue breve o brigne
Albant, por ler suUicieote lastro ; pode, porm, rece-
ber alguma earga, escravos e paaaageiros : quem qui-
"r carregar, pode communicar com o capillo, ou com
Amorim Irmios, oa roa da Csdaia, o. 45.
Ea'a Macei aegoe oa preaenle semana nio
havendo inconvenientes, o patacho Ftlit-UniHo ; po-
de receber alguma earga ; quem pretender, pode en-
tender ao com Amorim hmios, na ra da Cadeia ,
* Vende-so o patacho Felicidad* de eoostruccio
brasileira, forrado de cobre, de 136 toneladas promp-
lo a carregar, coa todos os seas pertenec, ama boa
O POSTILHAO.
O n. 2 acbar-se-ba a venda, as 3 horas da larde,
praca da Independencia, livraria na. 6 e 8.
Joaquim Jos Fidalgo retira-so para Portugal.
=Toma-se, para UTia casa de pouca familia, urna
mulher de idade ayancada, e que abone sua oapacida-
de, para gmente botar sentido a casa; pelo que se d o
sustento, e, conforme o seu procedimeoto, se gratifica-
r: quem pretender, procure atrs da matrii da Boa-
Vista, n. 22, que ae dir quem quer.
=A restilacao da ra de Santa-Rita, n. 85, echa-
se sempre aortida de espiritos de superior qualidadee
a precos commodos.
Manoel Ferreira Lima e Jos Feroaades Lima re -
tirio-separa fra do imperio; quemsejulgar seu ere
dor, aprsenle tuas conlas para serem conferidas e pa-
- Oabaixo assignado, como tutor de Joaquim de
Souza Cirnes, fax scieole, que nio paga conlas ou d-
bitos, que faca ou lenba feito o mesmo Cirnes, por
ser de menor idade: e para que se nio chamem a igno-
rancia, ac'o o presente aonuocio.
Claudio ubcux.
O NAZARENO N. 20
esli a venda boje as duas Loras da larde em ponto,
na praca da Independencia, loja de livros ns. 6 e 8, e
ra estreita do Roiario, casa da F, n. 6.
Recomenda-se a leilura deste numero do Nazareno,
que deve servir de guia a muila gente incauta, o que
trez artigue, que devem desengaar aos que nio al
tendem a dign idade da provincia, esecunao a do-
minaclo actual.
D. Isabel da Silva Miranda embarca para os por-
tos do Sul a sua escrava Mariana, de naci Cosa,
com urna cria de 11 mezo, de nome Lourenco, filbo da
dito.
= A pessoa, que annunciou querer comprar ama
loalha de cambraia delinho dirija-se a praca da Boa-
Vista venda da esquina que volla para o boceo do
Veras, n. 15, que se dir quem lem.
Lotera da matriz (la Boa-Vista.
Anlonio da Silva Guarni, Ihesoureiro desta lotera,
lem marcado o dia 14 do correnle para o infallivel an-
damento das rodas da 1.a parle da 3.a nova lotera,
como ha j declarado. Este aclo ser effeituado no con-
aistorioda fgreja da ConceicSodos militares, as 8 horas da
maobia do dito dia; e juiga conveniente declarar, que
tanto desta, como das demais loteras,de quo be tbesou-
nao vender bilhetes no dia do andamento das
sessSes da associac^o commercial, pelas
11 horas do dia afim de deliberarem o
que fr a bem de seus nteresses.
Preciss-sedeum homem que saiba trabalbar
emum sitio: na ra dotjueimado n. 30.
Precisa-se de urna ama para o serrico interior
de urna cus ; na Soledade, sobrado n. 22.
= Aluga-seoteroeiroandar do sobrado, por cima
da botica da ra do Queimado, pintado caiado e con-
certado de oovo com boos coommodos
favoravel : a tral-r em dita botica.
Precisase alugar um moleque ou prelo que
teja coxinheiro ; na ra Nova n. 15.
Roga-seanSr. Manoel Anacalo de Souza de
presente morador no engenho dos Pinto do Sr. Gru,
que baja de dirigir-so a ruadas Larangeiras, casa das
uferiedes, a negocio, que nio ignora.
= Dio-se JOO.f rs. a premio cun bputbeca em
urna casa nesta praca ; quom precisar, annuncie.
asa Dio-se 400j rs. a juros a dous por cenlo ao mez,
sobre penhores de ouro ou prata : no Aterro-da-Boa-
Vista loja de miudetas n. 58.
Na roa de Agoas-Verdos, o. 15 se diz quem di
diobeiro a premio mesmo em pequesas quaotias.
Charles Roope retirase com sua familia para In-
glaterra.
Alaga-so o terceiro sndar do sobrado o. 9, da
ra do Queimado : a tratar oa loja do mesmo (obrado.
Oflarace-se urna ama para o sorvico de urna casa
de homem solleiro : quem de seu presumo se quier
utilisar dirija-se a ra do Burgos casa de duas por-
tas e urna jaoelle, n, 9.
Precisa-se de urna ama idosa para o eervico de
urna casa de pouca familia que cozinbe e engomme ;
na ra da Lingota, n. 5, eundo andar.
A mesa regedora da irmandade do
Divino Espirito Santo convida a todos
os irmos di mesma irmandade para
comparecerem no consistorio no dia 17
do corrente, pelas 8 horas da manhaa,
para o lim de se cleger a nova mesa.
Necessita-se de um homem, que
saiba tratar de sitio : a fallar na ra Nova,
casa n. G\.
=Jolo Maria Marques, subdito portugus, retira-
se para Poitugal.
D. Jesuina Maria Ribeiro, residente no Rio-de-
Jaoeiro, deseja saber se na(a cidade. ou provincia,
existe seu filbo Francisco Das de Castro Jnior, de
idade de 25 ennos, saludo daquella corle, ha 6 para 7
annos, sem so saber com certeza qual fui seu destino:
por isso, roga-so ao mesmo Sr., ou a quem dille sou-
ber, lenba a bondade de dirigir-se ra da Cruz, n.58,
ou a ra da Cadeia de Sanio Antonio, n. 18.
Precisa-so saber, se nesta cidade, ou provincia, exis
le o Sr. Joio Jacintbo Muniz Bilancourl, natural da
ilha de S. -Miguel arebipelago dos Acores, dominio
de Portugal, casado com D Helena Ricarda Alves Ca
bral, vindos para esta cidade em 1827, pouco mais ou
menos: roga-seao mesmo Sr., ou a quem dello sou-
ber, dirija-se a ra da Cruz, o. 38, ou a da Cadeia,
O Sr. F. P. R. B. queira vir pagar os 20j n. ,
que ficou restando a Gamillo de Leles da Fooseca ;
pois, se elle Iba devesse, j o Sr. liona viudo cobrar.
= P. C. von Sohsten, subdito hollaodex, i fazer
urna viagem a Europa.
Precisa-ee de dous a tres rapases para aprende-
rem a encadernadores ; na prava da Ind 'pendencia, li-
vraria, ns. 608.
- OHerece-se um moco portuguex, do 18 a 20
annos para caixeiro do venda tanto para a praca
como para ir pers fre ou meimo para caixeiro de
engenho por ler de tudo bastante pralica ; quem de
seu prestimo se quizer utilisar, dirija-se ao Aterro-da-
Boa-Vista n. 42.
= Aluga-se urna podara na ra Imperial com os
prineipaes utensilios e commodidades a tees estabeleci-
meoloa: a casa tem commodos para morar familia :
iiataf 111 ra Direita n. 82.
Alguma pessoa moradora na cidade de Olinda ,
que seja hbil, e te queira incumbir de urnas cobraaca
na mesma cidade, fazendo-se-lhe boa conveniencia ,
dirija se ao Recife atrs do Corpo Santo o. 68.
OHerece-se um eslrsngeiro de idade para feilor
de sitio do que he muito entendido, sabe podar par-
reiras cuidar de flores e he perfeito hortelio por
ter sido sua profisiio ; quem o pretender dira-se a
ra do Sol n. 17 ou a ra do Aragio, ao criado do
Sr.Vautier que diri quem be.
Aluga-se a loja do sobrado da ruada Trinchei-
ras, com commodos para familia o sasventia de agoa
de cacimba; a tratar na roa da Cadeia do Recile.n. 25.
Casa da F,
Na ra estreita do Hozario, n. 6.
Ocautelista da casa cima mudou o seu estabeleci-
mento para a casa n. 6, oa mesma ra, quasi confron-
te a igreja do Hozario, e ahi contina a pagar o resto
ds cautelaa premiadas da lotera de S. Pedro Martyr ,
todos os das uteis, da 8 horas da manhia as 6 da tar-
de. No mesmo eslabelecimento acbio-sea venda as cau-
telas da bem acreditada lotera da matriz da Boa-Vis-
ta, para cujas rodas est annuociado o andamento para
o dia 14 do correnle mei: tambem vendem-se bilhetes,
e meios ditos; o preco das cautelas he o do cosame.
Atcrro-da-lBoa-Yisfa, n. 5.
Pommateau culileiro e amolador de todo oa fer-
ros que pertencem a cutilaria, previne ao sea fre-
gueses, que, alm do ferro de sua arle tambem fa-
brica-se na tua officioa qualquer obla de ac com to-
da a perfeicio, como sejio esporas e freios de lodos os
feitios lodos os instrumentos de cirurgia e de dentis-
ta concertos de espingardas, fazendo pecas novas ,
sendo precisas. Ouarta feira etabbado de cada (ema-
na sio os dias destinados para amolar (oda a qualida-
de de ferros cortantes.
No mesmo eslabelecimento tambem se alugio espin-
garda de caca, pagando o aluguel de cada dia.
Tambem ha para vender un pucaros de urna musa
composta de ingredientes inlalliveia contra a lerrugem.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio botica n. 10 e no Aterro-da-
Boa-Vista loja n. 48, tirio-se passaportes para dentro o
forado imperio,assimcomo despacbio-teeteravos:tudo
com brevidade.
ELIXIR ANTI-CHLOROTICO
PARA AS FLORES BRANCAS,
Falta di menstruaedo, irreaulariimdet e mait molestia
das icnhoras
O elixir anti-ebloroticodo doutor Alian cara ra-
dicalmente e em muito pouco lempo, as molestias
cima mencionadas mesmo ss mais antigs ; restaura
as forcas das pessoas debilitadas abre ouppetitee d
urna edr rosada a aquellas, que sao naturalmente pal-
lid is e sendo o seu sabor agradavel, ea doie dimi-
nuta as pessoas ss mais fastidiosas podem toma-lo
san repugnancia.
Vende-se somonte no Rio-de-Janeiro por Gou-
thire Roan & Palmer, pharmacia ra dos Ourives,
n. 81 preco ta rs.ovidro ouBOf rs. a duzia.
em Sanio Anlonio, n. 18.
O arre m a la nte das aferi
coes dest- municipio do Recife faz de novo scienlo
Compras.
quem convirr, que o praro, marcado para revisio dos
pesos medidas e balances linalisa-se no mex de
junbo prximo futuro ; e por so, quem tiver de rever,
baja de o la/er antes de so approxioiar o dito praio ;
poi que nio be possivel desarem-so todos para o fim ;
porque baveri demora em serem despacbadoa com a
brevidade que be de costume na casa das afericoes
roda, o tmenle al a vepera,paraevitar,'quealgueme|na ra da Larangeiras o. 29, das 8 horas da manhia
guarde para preveoir-se de lilbetes na occasiao me-1 a 5 da larde.
mo do andamento; o retante deste acha-se a ven-I Aluga-se o segundo sndar da casada ra do Cre-
da noalugares j annunoiado.
Oulio im, previne o mesmo Ihesoureiro que os
premio da lotera, que elle administrar serio pa-
go iofallivelmenle no dia immedialo ao, em que te ti-
ver ultimado a exlracclo.
S. P. Johniton F. W. Nash faiem publico .
que dissolvrio amgavelmeote, em 30 de abril p. p. .
a sociedade quegyrava oesta praca sob a firma de
Johnston & Nash : ficaodo a cargo da nova firma de
----------_ ._----_ww -w Pi-' wi*at *-.-*.*, iiviuivvvv uvuiivv vt*> uainvuitl f, Ill-Ol
Samuel Power Johosloo & C. a liquidacio de lodas asi abano assignado obrigado a liquidado da mesma.
transaegoes pendentes oom a referida extiocta firma de
Johnston 4 .Nash.
= Alugio-se as casas seguinles : os primeiro e ter-
eeiroe andares dos sobrados ns. 4 o 6 no Aterro-da-
Boa-Vitta ; o tegundo aodar do tobrsdo n. 24, na ra
da Aurora com quintal, cacimba e estribara para 2
carelios; a casa terrea com commodos para grande
familia na ra do Seve, o. 2 outra dita oa ra do
Sebo, n. 54, por 8000 rs. ; oulra na ra da Soledade,
n. 37 por 6000 r. meonet; quem a pretender di-
rija-se ao escriptorio de Francisco Anlonio de Oliveira i
Filho, na ra da Aurora o. 26.
33 Marianno Fraociteo de Sales Csmara subdito
portuguez, retia-ie para Portugal,
po n. 8 : a tratar na loja da mesma casa.
j= O abaixo assignado declara ao commercio e ao
publico em geral, que, huyendo conlrahido urna so-
ciedad em urna loja de fazeodas na ra da Cadeia,
n. 33, com seu cunbado Joaquim Goncalves Cselo,
sobre a firma social de Ferreira & Casco, da qual era
o abaixo assignado gerente, dita sociedade se acba ex-
tiocta, em raaio de baver chamado o credore o dito
seu ocio, pelo seus debito em particular ; finando o
Antonio Goncalve Ftrrtira.
ib No dia 14 do correnle mez, as quatro horas ds
tarde, e na porta do doutor juiz do* feito da fazenda,
se ha de arrematar um escravo, penhorado a Jos da
Silva Braga, e avaliado em tresento e ciocoeota mil
ris; pagamento do que o mesmo se acha a dever por
decimas.
Alugio-se os seguodo, terceiro e quarlo anda-
res da caa n. 41, da ra da Cadeia do Bacifo.com
eufloientea commodos para grande familia : a (ralar na
loja da mesma casa.
= Precisa-se alugar urna presa para veoder faieo-
das com urna mulher : quem a tiver dirija-se ao pa-
leo do Hospital do Paraso o. 18.
= Comprio-se 2 escravos, um pedreiro e outro car-
pios para urna encommenda do Rio Grande-do-Sul;
na ra do Collegio armazem n. 19.
ss Compra-se urna eora de ouro pequea sem
idilio; quom tise, annuncie.
- Compro-se, para fra da provincia, escravo da
amlios os sexo de 13 a 20 anno ; teodo de bonita
figuras, pagio-ie bem : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio, sobrado de um andar, de vareada de pao n. 20.
Compra-se, na ra do Crespo, n.
6o, urna negrinha de i3 a i/i annos, que
tenba principio de costura agradando,
paga-se bem ; tambem se compra um
mulatinho da mesma idade, que sirva pa-
ra pagem,
Comprio-se os nmeros do peridico Eitrella ,
aqu j ha tempos redigido nosquaes te ache inserido
o fabrico do carvio animal polo novo systema do De-
rosne ; na ra larga do Roiario n. 18.
Comprase urna lancha urna carfeira de via-
gem e um oculo de ver ao longo tudo bom ; oa ra
Direita refinaclo n. 22.
Comprio-se 2 pareado brinco, sendo ouro de
lei ; oa ra estreita do Rosario veoda 1
Vendas.
=Vendem-se semeotes de boi talica de todas as qus-
idades muilo novas, chegadas ltimamente do Por-
to ; oa iua tstreita do Rozario venda o. 8.
Vende-se o muito novo e conhe-
cido vinbo champagne, chegado ltima-
mente, pelo brigue francei Heliopolis:
em casa de Avnal Irmos, ra da Cruz,
n. ao.
Champagne da marca C & C, tin-
da no uitimo navio de Franca : vende-se
em porces e a retalho, em casa de Me.
^-Culmout & C a



" -
^~
mm

^
Boa-Vista, Tho-
Manoel Franciico
Vende-se na rua da Cruz,
n. 6o, e no armazem de Fernando
Jos Bragnez, cera em velas, vin-
\,,\ da ltimamente do Rio de Janei-
[i ro, de urna das melhores lubricas,
H e he ptimo sortimento por ser de
ISA 3 at iG em libra e por preco
H iiiis barato do que em outra qual-
KB quer parte.
Veniiem-ts casimiras de algodio de listras o
quadros faienda muito encorpada pelo barato pre-
co de 440 e 500 rs. ocoedo ; algodio meiclado fa-
zenda muito (orle propria para roupai do escravos ,
e mesmo para trabalbadores pelo mdico preco de
180 ri. o corado ; marte eiul muito largo, a 240
rs.; canta-chitas do lislrai do cores fias, a 400 ra. a
vira, e a 2000 n o corle ; o outrai umitas fazenda
por barato preco : na rua do Crespo n. 14 toja de
Jos Francisco Das.
=Vende-se, ou aluga-se a padaria do Corredor-do-
l n. 8, prompta de uui ludo a trabalbar; a fal-
lar junto a uiesnia, n.G.
-Vendem-se duas tianquinbas de angico muito
bonitas ; urna cama de condur para casado : em F-
ra-de-Porlas confronto ao hospital do marinba ,
n. 147.
= Vende so a loja de louca da rua Nova, n. 42 a
dinheiro, ou a pra.o com boa firmas : a tratar na
inesrca loja.
= Vende-se um casal de porcos do mullo o mais
manso possivel ; na rua do Mogucira n. 27.
Vende-so uma boa escrava moga da Costa com
principios de engommar; vende-se por ella nao que-
rer estar dentro de casa e liui querer vender na rua;
uincavallo ruco bom carregador e est carnudo:
na truvessa do Veras, na ISoa-Vista, sobrado n. 15.
la rua Direita, n. 9,
ha saccas com superior farinha por preco mais com -
modo quem em outra qualquer parte ; assim como
ago'arduito do reino a 800 rs. ; dita de un/. a 040
rs. ; cgenelire, a 720rs.
= Km Fra-de-Portai, rua doPiUr, n. 85, segun-
do andar, vende-se uma negrinba de Angola de 12
annos de idado teni defeito, ou vicio algum e mui
piopria para ser criada ao geito de quem a quizer pos-
sir.
Vende-se um sobrado novo de um andar e gren-
dosolSo em chios propiio? e om boa rua, por pre-
go commodo ; na la estreita do Itozario botica ,
ii. 10.
Vendem-se pennas do escrever muito boas, a
3200 rs. o milheiro a dinheiro ; na rua da Cadeia ,
loja de ferraeens du Joo Jos de Carvalbo Moraes.
= Vende-se um moinho grande de moer caf, um
torrador uma balanza grande com 0 arrobas de pesos,
2 tiixos grandes, de arroba cada um ; ludo junto, ou
separado e com pouco uso por preco commodo : no
Aterro-da-Uoa-Vista, n.21.
Vende-se ou alu^a-se uma reiniiio com lo-
dos osscus utensilios promptos a trabalbar a dinhoi-
ro, ou a prazo com boa firma ; na Soledade, venda
n. 20.
Vende-se a dinheiro ou a praio, ou troco;so
por escravos um sitio no lugar da Piranga freguuzia
dos Afogados com 3 moradas de casas cnzinbu lora,
sen/alia estribara rom um vivi-iro, diflerentes pe
de fructeiras: na rua das Larangeiras B. 29 casadas
aferkdes a tratar com o arrematante.
Vende-so por melade do leu valor a dinhei-
ro, ou a praio, o mesmo so troca por predios nesta pra-
(, a lii'in conbecida laienda Alaga-das-AnUs,
muito perto da villa de S. Antio com cata de viveuda,
coiinha fura estribara an 6 tavallos, curraos para
gado armazens para depsitos, engenbo de desca-
ro(ar algodao casa de farinha seniulla para protos,
dous acudes de boa agoa 3 quartos de legoa pouco
mais ou menos de (erra muito propria para se plautar ,
por ser muito boa ; tambom be superior para criar e
tem inultos- foreiros, que pagio tatnbem se vcn.lc
com alguns escravos, ou sem elles: a tratar na rua das
Larangeiras casa das afericocs, o. 29 a lallar enm o
arrematante das mesmas afericOes.
Vendem-se 30 barrilinhos de mel muito bem
acondicionados, contendo cada um de 5 a 6 caadas;
na rua de S. Rita lestilacio, n. 85.
Vende-se uma preta de nsco muito sadia
coiinha. engomma liso e lava de sabio o varrolla ; na
tmeo -Ponas caa de pintor deManoel Pires For-
reira.
Vende-so urna prots moca, perfeita coiinbeira ,
cngommadi ira e costuren a propria para qualquer ca-
la de familia pela pratica. que tem do arranjo Je casa,
poii eitevesempre recolhida e nao tem vicios nem
achaques : ni rua da Aurora n. 36.
Na rua das Larangeiras n. 18, casa de Claudio
Dubeux se vendo superior salitre refinado, o inelhor
que tem vido a eala praca; assim como superior un -
lofre por preco commodo.
= Vendo-se o livro Piloto instruido ou compen-
dio theorico-pratico de pilotagem ; uma prozodia da
stima edicio por prego commodo : na livraiia da
rua do Crespo, n. 11.
Vende-se uma redo de pescar, nova ; na ruadas
Larangeiras n. 4.
= \cndr-se um canario de imperio muito dota-
dor e bonito e varioi paitaros ; em Fra-de-Por-
tn confronte ao hospital de marinba n. 147.
Vondem-ioduas necrinbas de 15 anooi d
bonitas figurai; 3 esuravas de naci mocas, bnai co-
ziobeirai e engomtnadeirai; 3 molequei.de 16 an-
nos ; 2 escravos de 20 annos ; um pardo de 16 an-
nos ; todos por proco commodo : na rua Direita, n. 3,
pefreoU de becco de S. Pedro.
BAPE'NOVO LISBOA.
Elle excallente rape que le tem acreditado por (i
mesmo por ter um aimi igual ao verdadeiro de Lia-
boa ; ella a venda em porcfle, na rua da Cadeia-Ve-
Iba armazem n. 12 ; ea retilbo na mesilla rua, lojai
Moura Victorino & Guimariei;
maz Pereira de Mallos Estima e
Rodrigues.
= Vendem-ie 8 eicravoi pegas bom para o tra-
balbo de campo e da praca ; doui dito boni carreiroi;
2molequei peen, de l8anooi; umpreto.de 40 an-
uos, por 250'ra. ptimo para um litio ube tra-
tar de laceas o tirar leite, 2 escrava mocil: na rua
doCreipo, o. 10. primeiro andar.
= Vende-se uma escrava de bonita figura, lava mui-
to bem de sabio e varrella coiinha o diario de uma
casa e cose cbio por preco commodo : na rua Augui-
ta, n. 3.
= Defronte do trapiche novo n. 10, ha, para le
venderem, duas camas do ferro, ai maii rieai e moder-
nas que teem apparecido neste mercado ; uma dai
quaei tem cortinados mui ricos, e de um subiime goiio.
Vende-ie arroz branco o vermelho; na rua da
Praia n. 46.
= Vende-6e uma venda em muito bom local no Re-
cite na rua da Cruz por detrs do Corpo Santo ,
n. 62 sondo um dos melbore armazem, que alli ha,
a dinheiro ou a prazo o com os fundoi, que con-
vier ao comprador ; esta venda vende-io porque aeu
dono pretende fazer urna viagem para tratar do la
laude : a tratar na meima venda.
= Vendem-se 2 pretal de bonilai figuras de 24a
28 annos, muito sadias e propriai para todo o ser-
vico : na rua da Cadeia do Itecife loja de Jofio da
Cunha Msgalhes.
= vendem-se, a 2880 rs. lacca giandei de fa-
rdos, chegadas prximamente; assim como se faz aba-
tmenlo a quem comprar GO que ha de resto para se
liquidar a veoda das uiesmas : a tratar com Manoel
Antonio da Silva Molla ou com Francisco Dial I'er-
reira no seu armazem do caei di Alfandoga aonde
se acbo as mesmas saccas.
Vendem-sesepaldes, sapalos para bomem so-
nhora, meninos e meninas, obra fela nesta praca; sola,
couros do bezerro o de cabra linhai bicos trancos ,
ramos do flores, touca, o bonetes: na rua Nova loja
n.58.
= Vende-se, na bem acreditada olaria do becco das
Barreiras muito boa te I lia e bom lijlo de ladrilho ,
i- oulros mais inaluriaei, por preco commodo.
Vende-so muito superior cba bysson de primei-
ra qualidadu ; na rua do Crespo loja n. 11, de Anto
nio Luiz Jos Santos & Com.panhia,
-- Vendem-se duas pretas urna de meia idade, pro-
pria para uma casa de lamilla e a outra mais moca,
para taboleiro ou enxada : atrs da matriz de S. An-
tonio, n. 26.
Vende-ie oleo de linliaca em botijas de 3 a 4
galos a 240 rs. a libra e em potcoes por menos
alguma cousa ; farelo, a 1280 rs. a arroba : no rma-
telo de Francisco Das Ferreira no caes da Alfandega,
ou a lallar com Finnino J.F. da Rosa & Irmao na
rua do Vigario, n. 23.
as Vendem-se chapeos de sol para 6enhora a 1800
ra. ; fitas de diversas qualidades ; bicoi largos e estrei-
los ; rendas sortidas ; bengalas de caima du India ; le-
souras finas a lOOrs. ; papel douiado e |.raleado ;
um completo loitimento de estampai finas e ordinarias,
mais barato que em outra qualquer parte ; luvas de se-
da o mais rico possivel ; ditas, a 160, e 240 n. ; ditai
compridas a 1000 rs. ; agulhai francezai, em caixa
a 320 rs. ; pentos de inarlim de alisar l-OO rs.
ditos de tartaruga para marrafa a 1200 rs. ; beld*
do setim e velludo a polka a 400 rs. a abotuadura ;
ditos dourados, do melhor gosto possivel ; o outras
muitas miudezas : na rua do Cabug, loja de miude
zas de Francisco Juaquim Uuarte, n. 1 C.
\ ende se um prelo de nac,8o du bonita figura ,
muito possanie para qualquer servico ; he gsnhador e
carregador de palanquim : tris da matriz da Boa-Vis-
ta ,11.22.
Vende-se urna escrava do gento do Angola ,
com uma ciia mulalinba du um anno ; a escrava. le.r
2' a 22 annos engomma la* vairella ensaboa, faz
todo o sei vico de urna casa, e he quilandeira : em F-
ra-de-Portas n. 7.
Veodoin-sesemcntes de bortalica, chegadas pr-
ximamente de Lisboa por menos do que em outra
qualquer parte ; na rua da Cruz, n. 62.
= Vende-se uma casa terrea por muito commo-
do preco sita no becco do Quiaho n. 6 : a tratar
oji mesma casa.
=Vende-se cal virgem em barricas, chegadas pro
ximamente por pre(0 commodo; na rua da Moeda,
.'lll.u em n. 15.
Vendem-se ricos cortes de seda branca lavrada ,
bicoi do blondo de todas ai larguras; guarnicoes de
(lores para vellidos ; luvas de pellica, cuitas e compri-
das para lenhora ; liadas mantas do seda do muito
bom gosto; tedas escocezas, a 1280 ri. ocovado ; cha-
les de teda; chapeos protos para homem ; ditos do pa-
Iha para lenhora ; calcado de toda as qualidadei pa-
ra homem e sen hora; e outras muitas fazoodas de gosto,
por preco commodo : na rua Nova n. 8, e na esquina
da rua do Cahug, n. 11, loja de Amaral & Pinheiro.
Vende-se a armacao da*loja da rua do Hozarlo,
indo pelo pateo do Collegio, primeira loja n. 18; a qual
serve para qualquer estabeleciuienlo bem como o de
miudozas pois a dita armac&o he feita a moderna : e
dfio-se as cbave lem luva, por preco muito commodo :
a tratar na intima loja.
= Veode-se um moleque peca que cozinba bem o
diario de uma casa ; na rua do Hospicio o. 4, al as
8 horas da manbaa.
Ycnde-se um mulalinbo de 12 a 14 annos de
bonita figura ; na rua do Collegio, o. 16.
= Yendem-so pancllase chaleiras de ferio sol por-
celana: na rua Nova n. 16 loja delorrageus, de
Jos Luiz Pereira.
= Vende-se um diccionario de Moraes; na rua
Nova, n. 16.
\ ende-se o botiquim da rua dai Cruies o. 33,
(.o leu dono retir.r-se para Portugal.
Vende-io o engenbo Conceicao na povoacao de
Bebiribe ; tambem te arrenda e ollerccem-ie vanla-
geni ao comprador: fritar na rua de S. Goncalo ,
n. 2, com Mavocl Eliei a Moura.
= Veode-se uma boa preta quilandeira e lavadeira,
cozinba o diario de urna casa com uma cria de 2 an-
noi, bem nutrida ou lem ella; na rua larga do Ro
boniti figura muito bom carreiro e cinoeiro ; no
Aterro-da-Boa-Vista loja de hahu, n 55.
itS* ATTENCAO', que HE BARATO [ Vendem-se, e alogio-ie ai melbore bichas de
Himburgo por preco commodo ; assim como de Lis-
boa a 12,000 n. o cento e alugao-ie a 240 rs. ca-
da uma; as hoai navalhas de ac de Millo ai maia
luperiores, que se teem conhecido; eitai navalhas levao a
vantagem a estas chamadas navalhas de acoda China;
asiim como boas lancetas, feitai pelo melhor e mais
hibil autor, que te tem conhecido : ni rua da Cruz ,
no Recife n. 43.
Tesituras de entelara
muito tuperiore, para alfaiitee pira cortir vestidos;
na rua larga do Rozarlo, n. 24.
Ganibredes, a ljfOO rs.
Na eiquina da rua do Collegio loja do Palio, ven-
dem-ie cortei de calen com 3 covadoi e oieio de gam-
breOei, a cinco patacas: eita fazenda be tecida a lia e*
Igodao imitando as casimirn franceas modero,,
de quadroi o Futras: a ius quahdade torna-se aisaz
recommeodavel para uio diario por lerem cre es-
curai, propriai da eiticao presente terem muita con-
sistencia o nao desbotarem : dar-ie-hio amoilrai a
qualquer cna que ai pretenda ver, deixaodo o com-
petente penbor.
Livrinhos das Santas Hfisses.
Vende-se, por quitro vintens, o livri-
nho das Santas MissSes, com o regula-
inento para ser santo feito pelo reve-
rendo padre preleito da l'enha : na pra?a
da Independencia liviaria ns. 6 e.
Estevo Gasse.
Acha-se a venda no deposito o. 38 da rua da Crus ,
no Becife o bem conhecido e apreciado rap prince-
sa groiso e meio-grosso da fabrica de Estevio Gane, do
Uio-do-Janeiro chegado recootemente no brigue-ei-
cuna Adtlaide cnlrado no correte mez: o dignoi
amadore encontraras o lorlimeolo a medida de seui
deieos.
dos Su. Vaz & liorgei, Abrcu Jos Carloi Joio dajzario no primeiro andar do lobrado que volta para
Cunha Magalbaes; ruado Creipo Antonio Domin- la rua do Cabuga so dir quem vende.
gos Ferreira; rua doi Cjuarteii, Victorino de Castro' Vendo-se um preto crioulo, de 23 anuos, de
Nesta loja vende-se panno lino a 2500, 3000 ..
^3500 e 4000 rs. ; merino muito fino, a 3200*
"?Irs. ; pecas de madapolo. a 3000, 3200,3500,.
P4000, 4400. 4800 e 5000 rs. ; urja de seda pa-G
'*ra forro a 610 n. ; cortes de cassa pintada ,*
fa2500rs. ; luva de seda para senbora, a 520f}
rs.; meias para meninas a 160 n. ; casi mi ras <*
f muito encorpidn allOOri. ; chapeos de sol,4
1 640 rs. ; ditos para cibeca a 320 rs. ; ch-g
gtas a 140, 160,180, 200 e 240 re., coberto-ga
3*!rei heipanhes ; fazenda para habito de tercei-jK
arrodo S. Francisco; e outras muitas fazendas de|?
boa qualidade por prego muito barato.
= Na botica da rua do Kangel vendem-ie 01 re-
medios seguintei, dos quaesa experiencia tem confir-
mado os melboresedeitos : dentilico que tem a pro-
prieJailc du limpar 01 dentei cariados, o restituir-Ibes
a 1 i't esmaltada em muito poucos dial; o uso do di-
to remedio fortifica as gengivas e lira o mi cheiro da
bocea proveniente nio s da carie, como do trtaro,
que so une ao pescoco destes ergios ; o remedio be
designada pelos nmeros 1.* e 2.": orebata purgativa,
mui til ai crianca e as pesioas de toda e qualquer ida-
de ; be composta de substancias vcgetaei nio conlm
mercurio, ero droga alguma que possa prejudicar :
remedio para curar calos em poucos das; dito para
curar dores veneras antigs, e que teem resistido ao
tratamento geralmenle applicado ; dito para provocar
a menilruac,io e accelerar a ac(io do tero noi partoi
naturaei, em quo nio se precisa das manobra! scien-
tilicas da arte ; dito para resolver tumores lyrophaticoi,
vulgo glndulas; dito para curar bobas e cravos sec-
eos, o mais eflicaz que se condece at aqu; dito oxi-
mel de ferro muito til as chlorozes vulgirmeote
chamadas frialdades ; pos anli-bilioioi de Manoel Lo-
pes; caps.la; de gelatina contendo balumo de cu-
pahiba ; ditas de oleo de recinoi purificado; ditai de
cubebll em p fino ; ditas de assaletida ; ditas com pos
purgantes; ditas de ruibarbo da China ; ditas de sul-
phito de quinino de 1 e 2 graoi cada captla ; alga-
leas, velinba elsticas; pilulasde sal de cabacinbo ;
agoa das Calda!, ebegada prximamente; remedios que
cura a frialdade dentro de 40 das, mesmo estando Jo-
chado ; macella nova, a 240 n. a libra ; pilulis es-
pecificas para curar ai gonorrbeai cbronicis quando
a leiio nio passa da ureta; igualmente um xarope
anti-bernorragico applicado nos casos, em que le
deita sangue pela bocea : o preco de lodoi eitei reme-
dios he mui ra/oavel e o boui resultados da sua ap-
plicacio be que devem fotersua apologa.
mim
Esta muita superior marca de viobo champagne,
muito conhecid* na Europa e nos Eitadoi-Unidoi da
America, acaba de ehegar a este mercado e vende-se
na rua da Cruz n 20 cna de Avrial Irmlot.
=r Vendem-se moendas de ferro para engenhos de
asiucar, para vapor agoa e beitai de divenos tima-
nhos por preco commodo ; e igualmente taitas de
ferro eoadoe batido de todos 01 taminhos : na pra-
ca do Coipo Santo n. 11, em cata de Me. Cilmont &
Cempanhia ou na ma de Apollo armazem, n. 6.
-*- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve>
llia: na fabrica da rua Imperial,
n. 7; rua Direita, n. 53, venda'
de M. Miranda; no Aterroda-
Boa-Visa, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na rua do
Trapiche, armazem de molhados
do jNicolle.
No escriplorio de Lenoir Pu-
get & C.\ na rua da Cruz, ven-
de-se farinba 8SSF de marca
vcrdadeiia, chamada Kaiuo,
em pequeas e grandes por-
coes, a vontade dos comprado-
res.
Vende-ie vinagre tinto a 45,000 n.a pipa ; di-
to branco a 35,000 n. dita: na rua Imperial, n, 7.
Vende-se uma correte nova com 6 palnoi
aoneles com diamantes 2 parea da briacoi com dia-
mantea 3 pires de argolas, 2 cordOea, um trancelim ,
um collar e mais obris de ouro, por preco commodo;
na rua de S. Francisco sobrado novo ao pe di
mai.
= Vendem-se isceai com milbo dai Alagoai, por
barato preco ; na rua do Creipo n. 15.
Deposito de farinha.
No ces do Collegio irmizem de porta larga Li /
farinha de mandioc de S. Matheui, e S. Cilhiri-
na prximamente ebegada a eile porto; e se vend
pela medida velba, por prer;o maii lavoravel do qua em
outra qualquer parte e tendo em grandei porcoei,
roaii favoravol ser, por liaverem duai eoiharcicdeii
venda : quem pretender diriji.-ie ao mesmo irmi-
zem queieri bem servido.
=Vende-se um ptimo cirrinho de duas rodas, por
preco commodo ; na rua do Arngio, cocheira, n. 17.
Escravos Fgidos.
= Cootiooio a estar fgidos, deide o dii 21 di
abril de bordo do briguo Mentor 01 oicravoi mi-
rinheiros denomes: Jos, de naci Gablo, repr-
senla 30 annos estatura baixa e barbado ; Minocl,
de nigao Congo repreienta 20 innoi, biixo, o tem
barba : aquello foi eicravo do casal do coronel liento
Joi da Costa e foi leduetor do tegundo e por isio
deve saber de todos os lugare da provincia : rogi-ie,
por isso, a todas ai autoridades policiiei, e capitie de
campo a tua apprebemio cerloide que quem 01 le-
var a bordo do dito brigue ou a Amorim Irmioi, ni
rua da Cadeia, n. 45, lera gratificado generosamente.
Fugio, o mez atraiado, do armazem de farinha,
no caei do Collegio um pudo, de 15 a 16 inoos, eflr
macilenta, corpo fino, beicos grnum> gobrancalba eii-
regada, de nome Benedicto ; levou calcas e cintila
de riscado azul : quem o pegar, leve lo mesmo irma-
zem que lera generosamente gratificado.
Fugio, no dia 6 do correte miio, o preto Jlo,
de Angola de idade de 40 a 50 aonoi, estatura re-
gular reforcado do corpo, pea alguma cousa groiioi;
cabellos e barba alguma cousa brincos, bem lidioo,
levou camin e calcas deaigodiozinho, chapeo de bael
preta.de pastor; levou mais urnas ctlca brincas de tria)
de listrai: eite preto foi do Reverendo padre Filippe,
boje reilor do seminario de linda o ha pouco veiodo
Kio-Grande-do-Norle preso por andar fgido ; teosJo
estado (3 mezes na cadeia da cidede do Natal ; elle coa-
turna pelear em jangadas no alto e poristo poda M
iotroduzir a trabalbar como forro em alguma jangada,
ou barcaca : roga-se a peisoa que o pegar ou dil-
le tiver noticias de dirigir-ie a rua Nova vend n. 3,
ou a rua Imperial fabrica de np n. 167 que m
gratificara.
Fugio, .10 dia 5 do correte do engeoho Cipo-
eiraa, freguesia deSeriobiem um eieravo pudo, da
nome Sebutio reprsenlo 18 aunos de idade astJ
barb baixoegrosse, pernal carnuda, pi muito
laigoi 01 dedoi grandes tortos pira dentro cira lir-
ga e curia bocea muito grande ; lem as costis cica-
trizal de relhadas e na perna eiquerda, do lado di lo-
ra, uma cova de feida; coma, que em um desle din
entrar nesta praca: quem o pegar, leve a Manoel Con-
calves da Silva na rua da Cadeia do Recife, ou
iou dono, proprietario do dito engeoho cima mencio-
nado.
= Fugio, no dia 7 para 8 do correte um eterno
de naci de nome Joio altura e eorpo regulares,
em denles o beico inferior cabido ; lem o corpo to-
do cicatrizado de marcas de bobn pes incbadoie sa-
peros de cravos que leve ; levou camisa de algodio-
zinho, e calcas de ganga izul: quemo pegar, leieao
Alerro-doa-Afogadoa, n. 31 que ler recompemido.
Detappareceo, no domingo, 10 do correte a
preto de nome Antonio, de naci Mocimbique,
aioda moco escravo de Jos Joaquina Pereira ; I""
doui furos na orelha direita de altura regular, ot-
eo do eorpo muito vivo ; levou coro ligo toda a rou-
pa que tinba : roga-ie as autoridades policiiea ou
outra qualquer peuoa que o appreheodio e coodu-
zio a rua do Cabugi n. 16, que serio recompeew
dai.
= Fugirio, 00 dia primeiro de maio do 1846, o
engenbo l'almeira freguezia de Sioto Aotio, 01 -
cravos seguintei : um de nome Jos pudo claro,
do 40 annoj, bem barbado esbelloi ruivos, per
tinas, de boa estatua grono do corpo dentei
madoi: um moleque de 20 annos, crioulo bem pa*
recido cr natural, espigado do corpo pernis "
nis dentei limados : ha toda a certeza qoeie diri-
girlo eitei doui eicravoi para o Aracaty : quenaios *
gir, leve 10 mesmo engeoho Palmeia ou no neei e<
aicriptoiipde Caetano Pereia Goocalve di Cunt'
na rua da Cruz.
PEBN.
MATTP.
DE M. F DE KAB1A
i46


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