Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08269


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Full Text
\Ann de 1846.
Quinta feira 7
I O DIARIO publica-se todos os (lias que
n5o forcn Jo guarda: o proco da assigna-
tura he de 4000 rs. por quarlel pagos adian-
tados. Os annuncios dos assignantcs sao in-
seridos a i-.ijii de'2(1 ris por linba, 40 rs.
i cin typo differente, cas repeticiSes pela me-
I tadc. Os que nao forcn assignantcs pagao
I 80 rs. por linha, e 180 ein lypo difl'crente.
PHASES DA LA NO MEZ DE MAIO.
Crescente a 3 as !) or. e 31 min. da man.
I .na ebeia a 11 as 3 hor. e 46 min. da man
Mingoante a 17 as 11 h. e6 rain, da tard.
La nova a 25 as 2 hor. e 24 min. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Ooianna, e Parahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do Norte, chega as quartas
feiras ao ineio dia, cparte nasmesmas ho-
ras as quintasfeiras.
Cabo, Scrinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1., 11 e 21 de cada inez.
i; ir.inliiiiis e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos osdias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 2 h. e 6 minutos da tarde.
Segunda as 2 h. c 30 minutos da manhaa.
Maio.
Anno XXII N. 102.
das da semana.
4 Segunda 8. IMonica, aud. do .'.dosorf.
r do J. do C. da 2. v., do J. M. da2. v.
5 Terca S. Angelo, aud. do J. do elv. da
1. V. c do J. ir. paz do 2. dist. de t.
0 Quarta S. Joan Daniasccno, aud. do J.do
e. da 2.' v., rdo.I. de paz do 2.'dllt. d (.
7 (.ininta 8. H.ivio, aud. do J.dusoiph.edo
J. M. da 1 v.
8 Sexta S Heladio, aud. do J. do eiv. da 1.
v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
9 Sabbado S. Cornelo, aud. do J. do civ.
da 1. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
10 Domingo S. Antoiimo.
CAMBIOS NO DIA 6 DE MAIO.
Cainb. sobre Londres 28 Vj P- / 1>" d.
Pars 3j0 ruis por franco,
i) Lisboa 10") p. c. pr. por inci.
Desc. de let. de boas firmas I/, p."/. j
Pero Oneas hetMnholeB .IlTiim ,-, 92000
Moedadefi/400vel. lli- i ., r
(leOliiii.iov. 10/400 a 16 600
fc de 4^000 0/000 a !
l'rata Paiacflcs I ;< ,, : 970
> Pesos Columnai
> Ditos Mexicanos IW40 a i
Prata Miuda. :. :-j>-
Accors da C do Ucbcribe de ftO^UOO ao par.
DIARIO DE PERHTAMBUCO
PARTE OFFJCIAL
Governo cia provincia.
KXFEDIEltTI DO DA 30 DO PASSAD.
Offlcio Ao Exm. presidente da provincia do Rio-
Grsnde-do-Norte, olioitando as suat orden, para que
o arsenal de guerra deita provincia seja ioderanitado do
39,256 rs. cm que importrao urna bandeira de hiele
e o reiipooliva drica, que, a rcquiticio de S. Exo., tu ma-
nufacturarlo no meamo arsenal.
DitoAo juii relator da junta de juttlc, transmit-
anlo, pora screui dcfiuitivnmentu julgadot, o prneesso
do tambor do quarto balalhlo do artilharia p, Filippe
At Ferroira,e o do respectivo soldado, Manuel Carloa
"Cuarta.
DitoAo coniol ingles, declarando, que pude man-
dar desembarcar, na Cabanga, para faterem oxeroicio de
uios |uetaria, aa 60 pracaa da guarnicio do brigue de
guerra do S. M. B., de que trata em ollicio de hontem
(?9).
DitoAo jiiii municipal da primeira vara doata eida-
iv, significando, qoo as rates, por S. me. allegadas em
ollicio de 27 doste mes, ooncorreriio para attenuar a cul-
pa, que Ihe attribuia a pretidanoia, ao pronunciar o seu
juito acerca do caso ltimamente oooorrido entre o juiz
de direito da segunda vara deala comarca, eomnni-
cipal da aegunda delta cidade, so prevalcccaie a prin-
cipal deltas; o da qual dependein todas as oulras;
iito he, se, quando S. roo. reipondoo ao mencionado
juii do direilo o ollicio, em que llio dava parto de su a-
cliareiu exercicio, Ihe bou vente declarado, que so nao
inuumbia de trauamitlir etaa partiiipaeao ao aou coro-
panheiro i poia que, ueste caso, acient ello deata sua
rcaoluoio, ciimpria-lhe providenciar a ro.tpeito : maa,
que, nfio prevaleccndoella, por quanto tcrnclhantc de-
claraelo nfto fes S. me., como consta d.i aua roesnia res-
posta, que, por copia, llie transmiltc, baquciu todaa as
oulras, e subtiata a referida culpa.
DilotAo chefj de polioia, autoritando oa oontratoa,
pelos qnaet torio olugadst duascaaaa, una na comarca
do Kio-Formoan e oulra na do Bonito, pura aquartcla-
mcnio dos respectivoa deatacanientoa policiaea ; e dan-
do faculdade para, eia a primeira dellaa, mandar faier as
(.liras neceaaariaa, fitu de quo baja uiu lugar, om quu,
coro seguranca, ae puni rceolher os presos.Parlioi-
nnu-in ao inspector da tlieiouraria di rendas provin-
cias*.
PortaraNomeando subdelegado da fregnciia de S.
Podro Martyr do Olinda a Antonio Nonea do Mello.
l'artcipou-tc ao chere de polica, do coiiforuiidado coro
cuja propoata so fes esta nomcacio.
DitaAo inspector interino doaraenal do mariulia,
determinando, que ponha urna lancha a dispoaico do
presidente do eoncelho (eral de aolubridade, pora, coni
ella, vlfeotuor-ao a descarga do duat toneladas do gua-
no, que leem do ser desembarcadas de bordo du iimc
barca chilena.Officiou-ae ao inspector da alfaudega
para facilitar o desembarque do gimo, o participou-su
ao preaidente do eoncelho gcral do salubridade.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
SecgSo do ultramar.
(Continuacio do numero 98.)
Pssso agora a inlormar-vos dos negocios do ultra-
Imar; e nesta informacio coaiprehenderei a coota,
Ique, na confonuidade da carta de le de 2 de maio
|de 1843, devo dar as cortes, do uso, que o governo fez,
posteriormente dala da coota, que dei em 30 de se-
Jlembrode 1844, das faculdades, que naquella lei Ihe
I sao conleridss ; mas, antes de tratar do cada provincia
lem particular, pede a boa ordem, que falle de algumas
I medidas, que respeilio ao ser viro geral do ultramar.
Autillissima providencia, dada a favor da ssde pu-
Iblics pelo decreto do 14 de letembro de 1844, que es-
j labelecco um quadro de facultativos em cada provincia,
regulou o serviyo de saje, e creou escolas de ensioo
TEVERIJNO. (**)
PHANTASIA.
por Hmr. <&forfjr Sonl.
VIII.
A FB.ONTXIRA.
Entretanto, liavijo-te os cavallua um pouco modera-
do j o aubir una ladeira, u vigariu recobrou o uso dos
entidua. O precipiciu havia detapparecido, e a carrua-
geru aeguia uina valla estreiu, bem mal conservada, mas
I onde nina queda uSo pndia ler lio gravea conaequen-
Iciaa, como ao longo da rampa.
Ondeeatamos iujt agora p date o tanto hornero um
Ipouco alindado. Nada inait cunlicco dua lugarea ; a vis-
ita ho limitada du ludas as partes ; roas, tamo quanto me
l^'vtsn uiienlar, nao marchamos para o lado da minba
reja.
() Vide Diarit a' 101.
medico as espitaos das provincias maig coniideraveis,
recebeo um dos seus mais importiintes complementos
pelo decreto de 2 do abril de 1845. que regulou o en-
tino naquellat escolas. Confio, que desta providencia
bao de vir muitos beot a todas as provincias ultramari-
nas; porque, nao podendo esperar -se, que vio all esta-
belecer-se alumnos das escolas do reino, em numero
suflicienle para es necesidades de tao extensos territo-
rios, s restava proporcionar aos habitantes daquollas
provincias, quo se sentissem com inclinacao para a pro-
fitslo medica, os meios proprios para adquirirem a oe-
cessaria aptidao ; pois que a eiperi.e ncia tem demons-
trado, que do syslema de mandar vi r daquellas provin-
cias mancebos, psra se applicarem aos ettudos medico-
cirurgicos, se consegue pouco resultado, porque um
grande numero delles, pela difliculdade, quesempreba
na escolba, apparecem depois com pouca inclinacao pa-
ra aquellos estudos, e outros repug nao tornar ao seu
paiz natal, oode muitas vezes, depois de terem vivido
slguns annos na Europa, vio sollror tanto como os Eu-
ropeos e por isso o entiao daquelles, que voltio ao ul-
tramar com as habilitaces, que vinb So buscar, be tao
pouco, e para isto se conseguir se tem fui lo urna su in-
dia de despea tal, quo be ao mesmo tempo mais ulil, e
ummamente mais econmica, a ci'eacSo das escolas
provinciaes. No regulamento destas escolas se teve om
vista accommodar o cnsino s circunstancias daquelles
paizes, segundo o que ao concolbo de ede naval pare-
ceo mais acertado.
Has, seoservico de san lo be urna 'Jas mais imperio-
sas necessidades dos povos, em vio se creario escolas
para esse lim, se so nao abrisse ocaijiinbo pata cbcgsr
a (aes esludos. Todos sabem, que nada se pode luodar
com solidez e seguranza, sem um syslema de inslruccao
primaria, que comprebenda junlaraente o ensino das
materias, que sirvi para a educajao moral da infan-
cia. Com este fim foi expedido o decreto de 14 de agos-
to ultimo (documento 11.13). He verdade, que no esta-
do da India haviio estabelecidas algumas escolas, que
modernamente tinbao sido reguladas ; no mesmo estado
eslava Maceo ; n em cada urna das provincias de Mo-
cambique, Angola, S.-Thom e Principe tambem ha-
via algum professor ; e particularmente em Cabo-Ver-
de tinb j'i procurado augmontar o numero das es-
colas ; mas ludo tinba sido feito por medidas proviso-
rias, sem uoidade de concepcio, nio se tendo estable-
cido o numero necessario de escolas, nem prvido aos
meios de habilitar convenientemente os individuos, que
se quiessom appltcar ao ensino da niocidade. Kstas di-
versas considerat oes su tiverio, um attencio, as dispo-
sicoes daquelle decreto. Pula creacao iis escolas prin-
cipaes das provincias, quo juntamente liverio por lim
facilitar aos habitantes do ultramar a acquisicio de di-
versas nocoes utilissimas ao commercio ei industria,
se leve principalmente em vista estabelocer escolas, quu
nio s podessem servir de modelo aos diversos profusso-
res da provincia, mas tambem estes all podessem apren-
der a scieneia dos metbodos, e a arto de. dirigir a infan-
cia no caminho da moralidade, e do desenvolvimento
intcllectual. As provises deste decreto comecrao j,
.un parle, a ter execucio ; mas, paraque possao ser in-
leiramente executadas, ho anda indispensavel colligir
diversas informacoes e propostas dos governadores dss
provincias, para u que se expeoitp proniptamente as
orduns convenientes.
A propor(io, que for recebendo as resistas bui do
ir expepiodo as providencias especiaes adaptadas a cada
provincia. Entretanto, lenbo j mandado vir da Fran-
ca e da lielgica colleccoes dos livros mais acrodilados
naquelles paizes sobro metbodos, e educacio, assim
para uso dos profesores como dos proprios membros
dos concelhos inspectores, a lm de que, pelo conbeci-
mento do quo se reputa baver mais poifeito nestai ma-
terias possio os bomens, que naquellas Ierras apal-
pio as diffieuldades lcaos provedenciar, ou requerer
ai providencias, que realmente sejio mais uleis.
Soregu, inen padre I date Tevcrino; de vagar
se vai a Roma, e, aeguindo esta vereda, com sena ea-
lavaucos ho verdado, evitamos um loogo rodcio da
rampa.
So podermoa patear o riacho, objecin tranquilla-
mente Magdalena.
Quem filia de riacho? exclamou o marques. Es
lu, pequeo?
ou cu, repliouu a rapariga. Se as agoaa ettive-
rcui baixat atravctta-lo-lieinot ; te nio.....
Se nao, pattxremot pela punte.
I'uia ponte para peea, urna ponte do cacada p
Havemoa de pattar por ella; juro-n pur Mafuma!
I'nr iiiiiu nio aer aduvida,' date a negligente
igdslena.
,E eu juro por Chritto, que me hei de apear, c ter
o ultimo a pastar, ditae entro ai o vigariu.
O riacho nio pareca limito cheio, eTevcrino ia met-
ter iieiie a carruagem, quar.de Magdalena, q-jr, com
prndenle calma, ae havia inelinado para dimite, o tus-
pendeo vigorotamenle.
A agoa nao cali) clara, ditte ella ; algiima grande
avulanrlic de nev deve ter cahido, nio lia mais de duat
horas. O tenlinr nio paita.
Myladjr, quer fiar-so eiu niiiii ? diaae Tevcrino.
Paasaremut, ecu respondo pur itlo. Os quo teeiu mdo,
det^So.
Eu peco licenca para meapcir! exclamou o vi-
gario, ian?ando-se ao.etlribo. Seguiu-o a preta, eojo-
kcy, indeeito entre o pundonor o u temor du afugur-ae,
Outro ramo de inslrucjio publica rae tom merecido
muito particular cuidado ; fallo da instrucQio do clero.
Por decreto de 30 de Janeiro de 1843 foi nomoada
urna commissio para preparar os trabalhos necessarios
para se formaren com acert os seminarios ecclcciasti-
cos as dioceses ultramarinas. Diversas causas, e entra
ellas o fallecimento do Exm. D. Francisco de S. Luiz,
teem dado motivo a se nio acbar concluido semelhante
trabalbo : por outro lado n3o tcnbo podido ainda
obter os esclarecimentos convenientes a respeito do to-
tas as dioceses ; mas ninguem duvida, que he urgente
prover promplamentu devida educacio do clero no
ultramar, e al para este lim \ foro consignadas al-
gumas providencias na caria de lei de 25 de abril do
anno passado. Mas, como aquellas disposiroes nio s
fossem na mesma lei consideradas como provisorias, at
que so estabelecessoni seminarios no ultramar, mas se-
a (iinbem fura du duvida, que nunca por aquelle meio
se poderia obler o numero de sacerdotes necessarios pn
ra o servifo das parochias do territorio portuguez e
das diversas inissos me pareceo acortado offarcoor
pprovaco das corles urna proposta ( lettra O) pela
qual, passando om lei ficar o governo habilitado para
tr.proccdcodo ;i creacao dos diversos seminarios, i pro-
porcio que for obtendo as inlormaecs lcaos que
sao indisnensaveis para quo estabelecimenlos de tul
nalure/a o importancia so organisem de modo, quo se-
I io verdadeiramonto uleis igreja e ao estado.
A'creacao dos seminarios est libada tambem a das
escolas de instruc^o secundaria que deva haver as
provincias ultramarinas: cuja organisario duver no
cosariamente variar segundo as circumslancias.
Assiin, a economa, quo be indispensavel sustentar
em lodos os ramos do turvico como a d llicubliido de
uchar considcravel numoro do individuos digDOt, pelos
seus costumes e saber, do su Ibes confiar a educacio da
inocua le e que queiiio vivor no ultramar aconse-
Ibio ou antes eiigeni, que. quanto for possivel se
aproveitom ao mesmo tempo para o ensino dos ordenan-
dos o dos quo 6e defini a oulras corroiras, as aulas
daquellas disciplinas, quo devem ser estudadas por
uns e outros. Por este motivo, na proposta de le res-
pectiva aos semenarios, so cumprehi-iidom provises
para a ork-anisaco da inslruccao secundaria, na qual
instruccio me parece acertado, que te procure nlro-
iii ir onde seja possivol algumas noeCs de direi'o,
tispocialmontu o administrativo cujo ensino ninguem
duvida que seja til em toda a parto mas que mili-
to convorn ostabelocer as provincias ultramarinas
fim de que os seus habitantes possao adquirir apti-
dao para dignamente desempenharctn umitas (uncios
publicas, que nao podem deiuf de liles ser ooofildtf.
Os bispados do Angola e do S.-Thom, que, poreffei-
to das circumslancias, se conservavo anda suflrnga-
neos da igreja da liahia, no imperio do Brasil, lorio, a
instancias do Sua Magostado, passadus sufraguneus
da igreja patrian bal de Lisboa, pila bulla Qutr olitn
asumais ponlicifibn como o pediao igualmente o
bem dos fiis daquelles bispados o u dignidado da na-
ci portugueza.
Achio-se confirmados o arcebispo de Ga, e os bis-
f is de Cubo-Verde e Macio, e bieveTii,:nte se espera,
que o soja o bispo de Angola. Outros prolados ha, no-
meados para dioceses ultran.arinas do leal padroudo na
Asia, os quacs, por ora, nio (oem sido confirmados,
nio se adiando anda terminadas as ncgociacocs com a
corte de liorna sobre a revindicuco doi direilos da co-
ra portuguea ao mesmo padreado. Nio duvido, po-
iin, que bio do acabar com intoira satisfaciode Indos,
pois que a Santa-S nio pode deixer Jo tor em conside-
rinao os direitos sagrados da cora portuguea, nao so
justamente reconhocidos pela inosina Santa-S em gran-
de numero de bullas o oulios diplomas, mas quo tcem
inabalavcl fundamento nos sontimentos de religiao du
naci portugueza, e de seus augustos monarchas, que,
com grandes sacrificios du ti,lu o enormissimas dspo-
tas, niudiante os seus famosos docibrimentos, navega-
i'oi1,! e conquistas, abriraoo caminlio aos missionarios,
. .:
pui-ic (liante dos covallna, em ijuantu se loniava urna
deliberaco.
Siibioa, diste Leoncio cm tum du auloridadu,
apeio-se.
Eu nfio mu apeiu, retpondeo ella; lie a primeira
ve, que tinto o prater, que te pude adiar no perigo.
Quero ter e.la emucio.
. Nio o conaentirci, replicn Lconc", travando-
Ibc do braco com torea. He um acto do demencia.
Vott nfio lem direitos obro a iiiinba vida, Leon-
cio, alin de quo o marqui i responde por ello.
O marques lio um tolo bradou Leoncio, exaspe-
rado de ver subida paixo do lady G... rovelar-ac to
loucamentc.
O imir.iuez vollou-se, e iiluu Leoncio com olhot tein-
lillanlea.
Vott quer diier, quo somua auiboa loucoa, ditte
Sabina, procurando occullar o terror, que llie oautava
cala rixa. Cedo i aua tulicitudo, Leoncio; inar<|uei, o
tenlior lambem ao ha de apear. O jotey, que nada
como um peixe, pode anitcar-,e tu a pastar a car-
uagem
e ediflerio igrejas, o derao proteo cao e auxilio, ossim
aos pregadoros do evangelho, como aos individuos, quo
se reduziio i f,
Em vrtudo das lefs, que prohibem o traficj da escra-
tura, e igualmente na conformidade do tratado para a
sua repressio, celebrado com a Urao-Brotanha em 3 do
julho de 1812, tem-se uiantidn um ellectivo servico de
cruzeiro as duas costas, oriental o occidental, de frica :
modernamente fui augmentado o numero d'einbarcaco M
emprogadas naquolle servico, e par osta forma tomos
mostrado, que o governo portugus n^dea nenhuin
oulro na vonlado de por tormo a um commorcio lio cri-
minoso, o do oo|i eessaeio dependo a prosporidade das
riossas possessos africanas.
Tem-se j, por experiencia, rcoonliecido o acert, com
que, pelo decreto de I i do letembro do 1814, se conflou
a um tribunal especial, om Loauda, o julgamento ss
presas martimas, que nio sao da compelen :ia das com-
missSes mixtas luso-blitaoolcal, pela prnniptido, com
que se tooiii concluido as causas, quo llie loein sido sub-
jeitas ; condiciio da rnaior importancia, para quo as ou-
lras medidas de repressao sejio verdaderamente elTica-
ses. O inappa n. 13 mostra o numero de prezas, follas
desde o anno de 1837 at ao presoote. Cumpre-mo, nosta occasiio, dar solomne tostemunlio
de que os eslorcos do govorno tecm sido plenamente
coadjuvaaos polo servico du todos os oommundanles e
mais offlcltes empregsdos no servico do cruzeiro, e quo
entre ellos alguns su leoui pur tal forma distinguido,
quo se tcom tornado dignos da especial contomplacio do
Sua Mago-lado.
O commercio em (eral das diversas provincias tom
tido algum incremento, especialmente as relaedes de
Africa-Occidenlal com o reino sao actualmente maiores
do que nunca lorio. Este nconteciuKnto, devido, sem
duvida, a muitas MQSaS, enconlra as disposices do
decreto do S do.'unbo do 1814, de queja vos dei conla
Do fflaa relatarlo de 30 de silembro daquelle anno, pro-
vises proprius para ainda obter inaior augmento. Pola
minlia parto me nao esquejo de llie prestar todos aquel-
Ics.auxilios, que Ihe podem ser uleis. Ha SSiffl, que,
para fomentar o commercio do algodao, mandei vir dos
Estados-Unidos da America modelos das machinas mais
acreditadas para o dcscaro(ar, as quaes leom j sido ex-
perimentadas na cordoaria, c brevemente vuu remetler
algumas destas machinas para as diversas provincias,
onde se cuilivu maior quanlidadu de algodao. E cum-
prc-me nosle lugar infor.nur- vos, de que lenho diligon-
lemento cuidado un colligir a estsUstioa das alfandegas
das diversas provincias, alim du chegaruios a possuir
verdadeiro conliecimerito do commercio de cade una.
Ja existen) na secretaria, e em parlu teem sido publica-
dos, mappas respectivos s provincias do Cabo-Verde,
S.-lhome c Principe, oslados da India e Alacio. Espero,
que brevemente os receborei du Angola, e nao me des-
cuido de os exigir de Mocambique.
A pauta das alfandegas do reino echa-so hoje em vi-
gor uas llfaodegIS do estado da India, Cabo-Verde, S.-
Tliom o Principe, com niodilleaces arcommodadas is
circunstancias peculiares de cada provincia, na confor-
midadc da uulorisacao duda eos governadores ultrama-
rinos pela portara do l8de ubni do 1838. Na provin-
cia do Mocambique j boje deve tambem estar em vigor,
segundo os parlicipav'es feitas pelo respectivo governa-
dor geral ; e em Angola, onde, por diversas causas, se
tinba demorado, cinllo, que j o estari, ou que nio
havci nisso sena o a demora absolutamente fmpogsjvel
de vencer. Nao fallo de Maco, porque os negocios des-
la provincia exigom BonstderacOeS especiaes, em que
brovemenlu vou entrar, Cotntudo, so as modilicaces
follas no oslado da ludia oslo upprovadas polo gover-
no, j desde o anno do I810. A approvaco das du Ca-
bo-Verde, e de S.-i bunio e Printipe, cha-o ainda pen-
dento ; mas sobre ellas se lem uiaudado proceder ao
conveniente oxame, o se teorn exigido diversas informa-
coe.s. que so julgrao nocessarias.
A (i ni do evitar os embaracos, quo, tanto ao commer-
cio como a adminislracao publica, causa a falla de co-
ubocimonto evado dos pesos o medidas das diversas
provincias, e igualmente o das moodas cjrrenles, expe-
d as poliurias circulares de 27 e 28 do novembro do
Isi'i. exigindo, nio s es inlorraacoos convenientes a
sctnelbanl respeito, mas igualmente c Icccjs com-
pletas das diverjas mcdiJas o pesos, e das diversas moa*
i wanii i tnama-w
FaCo-te presente driles, dase Leoncio, afoga-ot,
tu quiserct. Mas dir-tc-hei duas patarras na uiitr.i nur-
geta, accroseeiitoi em vos baixiulia.
Nio me bu diiernada ; aiuanbfia, us duas horas da
larde, fallarei eu, reapundeoTeverioo, O tenlior lio o
agfessor, lenho o direito de etuulber a bora, Weixo-llie
a usoolba das armas. Entretanto, pele respaile e-
nbor mesmo, quu me apruteuluu a esla deesa, atcele
por iiii.ii uma estrella amasada, quu desoulpu a mus
groaseirus palanas.
Um duelo'' um duelo com vots' P.iia bem I teja,
retpondeo Leoncio, e aceresceulou em alta voz : So
nio brigaiuot, marques, depois de OOS boveriuot dito
laea finezas, lie parque ninguem podo aecuaar-noa do
pollrea, e para prova-lo, vamot pattar amboi o ria-
cho. -- EaUeP (jue linee tu ah? diste ello a Magdale-
na, i|uu lestes havia trepado na al mofada do cocheiro
junto ao inarquez.
Ora, esial para laiui nio lia perigo, dittoella, e
Ibc tu neoessaria para dirigi-lu*. A' direie, aetibor
uiariiuei, e depois esquerda, ande!
Wao foi sem profundo espanto, quo oa outros viajo-
Eu nado mellior que todut ot jokeyi, c quo todualrea, no ettegareiu ao alto da ponte, parrio, para verem
oa peixea do inundo, rcplinnu Tevcrino, nem vejo, por
que rasio a vida (leste rapaz aoja antes expuata do que a
niinb.i. Aa niiiilui upmiao, aenhorn, um homeiu vale
oulro, e j quo fui eu, que quiz arriscar a paatageru, a
uiiiii s perlcnco earregar oom aacuniequciiciai. Quett-
to v.ilein otaeus cavallua, Leoncio P accreteenlou ello
cun ares de jactanciosa opulencia.
effecluiir-se etsa patsageiu jirigusa. No meio d'agoa,
violencia da eorcentu siispcndeo a carruagera, quo ae
pea a boiar como una baripiinlia, arrestando oa caval-
lua para oa arcos agudos da pcqucn.i ponte.
Ceda crreme, o loque depois ditte Magdale-
na, framente alienta, como tete trata.se de uma cunta
bol,



2.

das proiinclaes. J se teem recebido as respostas de al-
gumas provincias. Dos pesos e medidas se tem forma-
do deposito no eslabeleclmenlo da eordoaria, nio s
para serem all guardados, mas tambero a flm de sefa-
xer o esludo comparativo com os posos o medidas do
reino, irabslho, que fui rocommcndado ao director des-
te estabelecimento. N3o devo omittir nesle lugar, quoj
j per esta l.irmu se conhoceo, que nao lia as ilhas de
S.-1'homce Principe medidas lgaos, ou ao menos go-
ralmente admittidas, c que cada um all faz uso do que
mais Ihe convm. He, sem duvida, necessario dotar
aquellas ilhas com um syslema legal de pesos a medi-
das. Comtudo, em ubjectos, que toco nos hbitos de
todos os individuos, cumprc proceder com muita ma-
drela : para haver plena inlirmaco ordenei, que fos-
sem remettidos alguns eiemplares dos pesos o medidas
usados por pessoas diversas, para, por esta forma, se
poder,16 onde fflr poillfel, julgar do que mais fcil-
mente posa ser acceito por aquellos povos ; mas, por
isso mesmo quo nao posso deixar de reconhecer as
grandes vanlaacns, que veem ao commcrclo, da igual-
dade das medidas, enlendo, que seria imprudente esta-
belerer legalmenle qualquor padrao, que nao devesse
ser definitivamente adoptado ; poi isso que nac con-
vm aos povos alteraces successivas, o que be o mais
acertado, que, at onde fr possivel, as medidas das
provincias ultramarinas lejo iguacs as do continente
do reina, cuja Igualdade a lui air.da nao lixou.
Tenho a satislafo de vos apresentar os orcamentos
da rtxeita e despera de todas es provincias ultramari-
nas. Brm eslitnra, que documentos de tal natureza se
arhassein fetos com inteira exaclidao, o viessem acom-
panliados de todos os osclareciuiciitus, que podessem
ilesejar-se ; mas um objeclo, que rio reino so com mili-
to lempo e Irabalho su tem podido regularisar, uo be
de estrunhar, quo muito mai tempo o maiores diligen-
cias necosiile para se conseguir do ultramar com u per-
I 1(11, que (lie ter: nao deixa, poroto, de por ellos, se
formar idea dos recursos do cada provincia, edosen-
i irgOl, que ern cada una pusao sobre a la en da publi-
ca. Este prospecto no be satisfactorio, porque eui qua-
sLtodas as provincias ha maior ou menor dficit; com -
liM i, pelos diversos melhoramontos, que se teern eflei-
tuado, especialmente na administracDu das allandegas,
este defici! be actualmente menor do quo la nos annos
..nlcriun-s : eouso conliar, que, continuando se a em-
pregar os de.vidus cuidados na adininhlracao da faten-
da, so consegui, cm alguna anuos, igualar a recoita
despeea indispensavel, o que, por ventura, podei rea-
lisar-se ja esto anno no estado a India, segundo algu-
nis informacoes modernamente rocebidas. Sobre o or-
eameolo de Maco devo anda fazer algumas ubserva-
(Oei especiaes. que adiante bao de ter lugar opportuno.
Depuis do que Bcabo de diier eru geral sobre o ultra-
mar, passo j a dizer alguma cousa subro cada urna das
provincias em particular.
Maco.
O quo cm geral vos tenho referido das provincias ul-
tramarinas devo entender se, com diversas limitar/Oes,
respectivamente a provincia il Maceo, a qual lie de to-
das as nossas possesscs do ultramar, a que nos uilimo-
lempos tem litio mais consideravel mudenca noseu uio
do do ser: reclamando, por isso, recentes providencias,
que leem modificado em grande paite o estado e condi-
c,ao daquella possesiiio.
Al oceunencias da guerra, que modernamente leve
a Inglaterra com a Cbina, derao um eitraordinario mo-
vimenlo ao coinrnercio desta piara; mas este estado nao
era por sua natureza de longa duracao o as coudice
da pz erlre j'j'jelle? *Jous povos, u'lie ou2cs c" abri-
rlo divorsos i di tos do imperio ao commercio dos Eu-
ropeos, eolloorio o nosso eslabeleceiiionto eui circuios
tancias, que pedio providencias novas pura nao vir a
decaliir inleiraiiiellle ; fiara aproveitar as raotagons,
que naturalmente I lio uflerece a bondade dos scus anco-
radouros, o a salubridadode seu clima; e para, do mo-
do possivel, restaurar a impottaiiria, que por quasi tres
leculos llie deo o singular privilegio de ser o porto, por
onde passatao as riquezas, que a China exportava, ou
impoitava da Europa, por commercio martimo.
flieste estado de cousas.ogovemador de Maco,o con-
celbeiro Adrin Accacio da Silveira Pinto, roconho-
cendo a necessidade de conlrabalanc'ar.por algurn modo,
as vantagens eiiepoionaes, i|uo o commercio do Mac:'
acabava de perder, e em quanlo oulras providencias nao
orao decretadas por Sua Magestado dirigio-so ao go-
verno chinez reclamando a concosso de varias lber
dados, e vantagens a bem do osUbelcciinenlo, e com-
mercio de Macan. Na conformidade do quo na sua ro-
;ir.'senl.:(,-o pedia, um mandarini do considemeo lui
maodadopelo alto commissario imperial quollaridaele,
para alli tratar dos assumptos, que fazio o objecto das
reelamaces ; o dopoisdo varias conferencias, e Jo re-
solvidos alguns dos artigos reclamados, fui o mosiiio
concetbeiro, entiu substituido no governo de Macao
pelo chela de diviso Pegado, encarregado de concluir
esta negocincao em Canlo, com o proprio alto com-
missario O resultado de-la missio, desemprnhada com
lelo e iotclligcncia, foi muito satisfatuno, pelas vanla-
gens, quo proporciono ao commercio de Macao. Alm
de se fxaiem, de um modo conforme com a dignnladc
nacional, os termos da correspondencia oflieial entre as
autoridades porluguezai e cbioezas, alcancou-se urna
a entallen, enrgicamente excitado!, o bMtanle
forlea felizmente, para nio hercio earrcgailna pela Unci-
r cjiTuieM ni, doiSo alguna tallo, perdero pe, ficario
a nado, turnaran n adiar p .ubru nina rucha, encnrru-
gt'irio, c, Icvanlaiido-sa ob a podrruaa nio do ovenlu-
reiro, gaobro, tem nenbum accidente detsgradaeel,
um lugar menoi pr- fundo, donde nlliiigirio l.ccilmcntc
o margcni, srm que um > arrciu te houvenIC quebra-
do, e sem que uaaeua cunduclorua te niulliatiem, ofrv
de algiiiiias respingadell.i.
J v, ariiliura, quo podia ter paaaado clisan Te-
vrriuo lady G... quo corra a felicita-lo pcln fio-
toril,
Nao date o vigario, todo abalado do perigo, qu
poda Correr teriao sido arrebaradoa, ae a carruagem
tiveae mais carregada. Eu, que nao auu magro, le-
Ina-bia expuato, expondo-me I mito ine-iiio; ittu era
bum elarn.
Montro todos na carruagem i ojokey loniou o as-
entu de Irs, u a paeaarinbcira licoo no do uoclieiro,
ao lado de Tevcrino, que pareca eonveraar uom ella lo-
do o reato do caiiiinbo, d'nii.a maiieira muito animada :
allavau, porm, baixu, iiicliuando-ic um para o oulro,
e- Sabina obacrvuii, .pie u amanto do Magdalena poda
muito bciD aer supplanlado ncala larde, te ella ao nao
acaulelasae.
No lenba niedo, que lito acunlcca, dase Magda-
lena, que linlil buaa ouca, c que, te dar luoslraa de
eacutar, nao liana perdido urna palana de Sabina.
hu uiu bei de ter a priuieira u mudar.
diminuico nos direiloi doancoragem, que 01 viole e
cinco navios do numero de Maceo oro obrigadoi a pe-
gar alfandega cbineza, redu/indo-os a 3 '/> mazes por
tonelada, 1 '/> m:"- menoi do que pigio os nivioi de
todas as naces nos portos da China, abertoi eo com-
mercio dolas. Os direitoi, que pagavlo o mercadores
chinas pelas lazendas < xportada ou importadas em Me-
ci, Torio regulados pela nova tarifa, estahelecida para
os cinco portos abertos ao commercio, ficando aboli-
das todaias despezas-addicionaes. As licenens, que at
eolio devio previamente obter aquellei, quo querio
idilicar, ou reedificar casal em Maco, forSoinleiramon-
lu abolidas, aiiim com ai deipozas, quo por eisai li-
rondas su pagavSo. Finalmeote, o commercio portu-
guez, com os cinco portos abertos di China, foi intei-
i..mente posto debaixo do ine-mo p, em que se acha
estabelecido o commercio inglez, pelo regulamentoi e
tarifa* respectivos Depnii de oltidas estai concess5ei,
e por novas diligencia! empreadas pelo governador de
Maco, o ebefe de diviso Pegado, pode finalmente ob-
ter-e, que o governo cbinez no pozosse embaraco al-
gurn livre concurrencia dos navios de todas ai naedes
ao porto de Maco, o bem assim, que todol os navioi
idoi de Portugal, li prefazerem enumero de vinte e
cinco, fizados para Maco, pagassem, como o deili ci-
dade, 3 mazes por tonelada, de ancoragem. Ne-
nliumas, porm, destas vantagens oran sufhxientei pira
compensar as que Maco bavia perdido, e por isso ogo
verno, laucando mao da nica medida, que, no enten-
der do todal ai pessoas conhecedorai dos interessesda-
quelle cstabelecimanto, era capaz do o levantar da sua
actual e successiva decadoncia, julgou urgente declarar
francos a toda as embarcacOes os portos da cidade de
Mucao ; medida, que tem por fin dar vida nova quel-
le estabelecimento, o ao mesnio tempo animar as suas
relaees com osoutros portos da monarchia, pela juila
allenco, que houve aos interesses do commercio na-
cional. O documento ( n. 1 i ) he a copia do decreto de
6 denovembro ultimo, pelo qual loi lomada aquolla
importante medida.
A extincrao de quasi todos os direitos de alfandega,
nicos direitos, que se cobravo em Maco, o quo ou-
tr'ora ebegavo para ai despezas publicas dequello cs-
tahelecimento e al davo um excedente, anda que
nlli namotitn j pioilu.i.'io muito pouco, pela abertura
dos porlos da China, poder temporariamente causar
alguns embar.icos; mas o novo governador nomcado
para aquella provincia levou timben, respeclivamento a
zonda publica as inslrucgoes, que pedio ai mudan-
cas ltimamente cfiecluadas em Maco. Cobrvao-se
all os direitos na alfandega por urna pauta, leita ern
virtudeda ordena, que, mandando vigorar nai provin-
cias ultramarinas a pauta das alfandegai do reiuo ti-
nhu juntamente autorisado as inodilicacoes, que as
circuinstancias especiaes do cada provincia le reconbe-
ceiietb nocessarias : ltimamente se liaviSo feito novas
inodilicacoes ; mas estes trabalhos achao-so boje inlei-
ran.ente inuteis pelas di-po-n oes do decreto de 20 di'
novembro ultimo, quecollocou o c nnmercio de Maco
em una (lusicao iuteiramcnle nova. Pelo que licadito,
era quasi escusado prevenir-vos, de que o oicamenlo
da receita e despeza publica, que com os das oulras pro-
vincias vos aprsenlo,respectivo de Maco,apenas ser-
ve para vos dar urna ideia do estado das cousas anterior
execuco do citado decreto, advortindo, por ni. que
no mesmo ornamento ja v- i incluida a despeza da tor-
c armada, na quantia a que licou reduztda pelo decre-
to de 13 do iioveinliru ultimo, que lile deo nova orga -
nisaeo, accominodada s cirrumstancias da provincia,
com a diminuicio do um terco da despeza anterior.
Solor t Txmor.
Antes de passar a oulras provincias devo fazer men-
co das nossas possessoes na Uceania as ilhas do Timoi
e Solor. A fofillidlde di Ierra especialmente da ilha de
Timor, be um dos maiores obstculos ao augmento da
industria dos habitantes daquella parle do erntoriu na-
cional; pois que espontneamente Ibes odereco a natu-
reza, um tibun Jancia, 01 n.eius de satisfazer s primei-
ras necessidades. Possuia, porm, esta ilba um ramo
Hpeoilliuimo de commercio, no sou precioso lamalo,
em troco do quul recebia os diversos productos de in-
dustria externa, do que su a mamente tem diminuido a procura do iandalo de Ti-
mo r
resultado, nao su o commercio daquella possessao sea-
cha quasi nuil i, maso rendimento das alfandegas tem
quasi desopparecido ; c as conlribuicoes, quo pagio os
reguos do paiz, tributarios e sutijeitos cora portu
guezu, sao uiMillii ionios, como sempre o foro, anda
icumdui ao producto das alfandegas, para occorrer
necessidades dosel neo.
He bem saludo, quo esta preciosa possessao tem sido
pouco lembrada em lodosos lempos: mas, alm do que
nelli temos, e em oulras ilhas viztnhai, ser o quo nos
resta dos nossos numerosos dominio! na Azia-lnsular,
podem-nos aindo ser mu uteis, ltenla a maravilhosa
lecundidade do seu terreno, a sua posicao geograpbica,
e a regular salubridade do clima. Eiigem-se, porm,
eitudos muito paulados ; e em to se procurara dar-
Ibes oova importoncia sera a eooperacao effica e in-
mediata da classe da oaijio, que mais directamente ba
de ulilisar de quintos melhoramentos alli se bajo de
fizer. Ao novo governador de Maceo le derao ioitruc-
cdei proprias para atteuder cuidadoiameoio ios nego-
cios de Timor e Solor, e ao meimo lempo le eipedi-
ro ordeni ao governador do eitado da Indio para ei-
tibelecer communicac;ao com aquellai ilhn, facilitando
aos negociantes do meimo eslado ai trauiaes5ei com
merciiei com Timor; e alm diilo, como medidii or-
genles e de coja ulilidade ae no podia duvidar, loi en-
carregado o major Duarte Leo Cabreira do ensecca-
mento de un pantiool vizinhos praca de Pilly, de
abrir, por oieio de eitrada e pootei de madeira, com-
municacSo com o boique de Cracole, e finalmente!
comtrucfio de urna embarcacio de dimenidei conie-
nientei para o lervico proprio daqaellai ilhas.
A'do Solor, sonde nao exiitia um nico eitabeleei-
ment, ou autoridade portuguezi, e que por eiia rs-
sao quasi pareca o5o fazer parte dai poisesiei da co-
rda de Portugal, oi mandada de Timor em 18W, por
ordem do governo, urna expeditio com o fim de aise-
gurar o nono dominio, e de fuodar eitabelecimentoi
ooi reinos, ou diitriclos de Lsrsntuca e Sica, ao que
effectivamente se deo comeco, conitruindo-ie no pri-
meiro urna lortificar;ao, a qual, guarnecida de forc
sulliciente, nao s far reipeilar a bandeirs portugueis,
e manter em obediencia o respectivos res, alias sub-
missos e fiis, mas dar proteccio aos indicadoi eilabe-
lecimenloi. O rei de Lamac-anem, na ilha de Timor,
que, lia annos, pretender nao teconhecera autoridade
portugueza, veio de novo, e eipontaneamenle render-
Ihe obediencia; o que torna mais segura a prar;a de lia-
tugade, que aquello re he obrigado a defender, quao-
do atacada, com aiua gente de guerra, que sobe a doze
mil humos.
(Continuar-ae-Aa. )
P*NAMBjCO.
Cmara Municipal.
SESSAO KVIl;AntlIll.N \KI.\ AOS 25 DE ABRIL
DE 1846.
'residencia do Sr. liego e Albuqutrqut.
Prsenles o Sri. Hamos, Cirneiro Monteiro, Mello
Gavalcaoti, o Nery, faltando com causa os oulros Srs.,
abrio-se a lesso: sendo lida a acia da aotecedeole, be
approv.s.
U secretario leo um officio do presidente do conee-
Iho de salubiidade publica, em que pede urna relacao
de todas as parteiras, sangradore e dentistas deste mu-
nicipio eseus respectivos ttulos. Mindou-ie satisfa-
cer.
Oulro dojuiz de paz do legundo districto do S. I.ou-
rem.o, participando achsr-se doeole. Maodou-se of-
ficiar ao imuieJialo em votos para vir prestar jura-
mento.
Oulro do ofh'cial-maior da secretaria do governo,
lazendo al vezes de secretario, remetiendo, d'ordem da
presidencia, deeildes do governo geral.Mandou-se
archisar.
Oulro do deputado Antonio da Costa Reg Montei-
ro, participando, que, por ir tomar ssenlo na cma-
ra electiva, uo pude comparecer no da 17 de msio
ao collegio eieitoral. Mandou-se remoller dipluma
ao supplonte.
Oulro do fiscal do Recifo, representando contra o ei-
ladodarua da Sensalla-Nova, e pediodo providencias.
Mondou-ie roinelter ao vereador incumbido da di-
receo da companhia de ribeirinhos.
O Sr. doutor Nery apresentou o seguiotei ret|ue-
rmenlos:
ci 'feudo Luiz Jos Marques collocado na caa, que
esta cdicaudo na ra do Kangel, urna Irapeira sem
disposigo exigida pelas posturas municipaes, requeiro,
quo so proceda contra o mencionado Marque, na for-
ma da lei. Cmara municipal, 25 do abril do 1846.
I)r. A'ery da Fomeca.
" Tcndo Joo Manoel de Siqueira, sem liecncu da
cmara, feilo ada coebeira na casa da Camboa-do-
i limo, requeiro, que se proceda na forma da lei. C-
mara municipal, 25 do abril do 1846.Dr. Nery da
o seu prcyii tem cansei|uenlemcnto abatido; e eirfj I'vnseva. >.
Ueliberou a cmara,^ue, vjsto nao haverem lampado-
res, que ebegassem tf precos raioiven pelos cavallus,
carrocas e concertos, quo se acbio em praca, ticasie a
arrumataco para a sesio futura, sendo annunciada
com antecedencia.
Oulro sini. que fosse novamenle convidado para ir
tomar assenloo novo vereador Francisco Caroeiro Ma-
chado Ros, que anda nao preslou juramento.
Despachario-se as pelu,oes do Joio Manoel de Si-
queira, Viuva de Caetano da Silva Azavedo, Antonio
Valeolim doi Santos, Manoel Ferreira Ramos, Luii da
Cosa Leite, Luiz de Franca Muniz Tavare, Antonio
Copes Rarreiros, Joio Jos Barroso da Silva, Mara ds
Conceicao, Christovao Slarr & C Jos Ramos de 0-
liveirs, Jos Bento da Cunha Figueiredo, SebailUo
Lopes Guimares, Antonio Joi Pereirs, Jos Frsocia-
co Belm, e Fraociico Jos de Mello ; e letaotou-n
s sessao.
Eo, Joflo Jos Ferreira de guiar secretario
eserevi.
Reg Albuquerque, presideote. Ranm. Cmr-
tuiro Monteiro. Mello Cavalcanti. Dr. zVsry.
IARIO DE PERSAHBL'CO.
O psquete ioglez no sabio do porto do Rio-de-Ji.
oei.ro psrs o dests povincis e os mais do Norte, como
mil informsdoi, dissemoi em o oosio oumero iOO '
mis sim pars Inglaterra.
COMMERCIO.
Alfandega.
RENDiiinno oo da 6.................8:3la#67
Detearrego hoje 7.
BrigueAdtlaidemercadoriss.
BrigueMaria-Felizdem.
Consulado.
Rendimkhto do da 6.
Gersl............................ 2;18B}298
Provioeial.......................... 72#129
Diversas provincial...........,...... 286}3I5
_______________________________3:1937
Movioiento do Porto.
Naviot entrados no dia 6. i
Patigonii ; 27 das, barca ingleza John-Panter, ds
272 tonelsdas, cipitio Jobn Humphreyi, equipa-
gem 13, csrga guano; so espillo.
dem; 46 diss, brigue ingles Hurn, de 200 tonela-
das, cipitaujoho Cdworth, equipsgem 15, cirgs
guano ; i Jooes Patn & Companhia.
Rio-de-S. Franciico-do-Sul; 18 diss, brigue brasilei-
ro Ledo, de 170 toneladas, espitio Antonio Rodri-
gues da Silva, equipsgem 12, csrga srinbi; a G.
Agostinbo de Barros,
S.-Mstbes; 9 das, lumaca bmileira Comante-Ami-
zade, du 07 toneladas, capitio Manoel Duarte Mo-
re ira equipsgeni II, carga farinhi ; a G. A. ds
Barros.
Pstagooia ; 30 diss, eicoos inglezi 6'ommodor, de 104
toneladas, capitio Patrele Killia, equipsgem 10, car-
ga guaoo ; so capitio.
Bio-de-S -Francisco-do Sul; 21 dias, escuna bmilei-
ra an(ci- Cruz, de 167 toocladsi, capitao Candido
Frederico da Cuoha Bittaocourt, equipsgem 11, csr-
ga larioha ; a Joio Francisco ds Cruz
Rio-de-Jaoeiro ; 15 diss, brigue poituguez Terceira,
de 180 toneladas, capitio Casimiro Msria de Brilo,
equipagem 27, carga var. gneros, a Oliveira Irmaoi
& C. Passagoiroi-,Antonio ds Silva Reg, Brsiileiro;
Victoria Viceocia de Avillar com 4 filbos meoorsi,
Jos Francisco Avillar com sua seohoia e 1 liliu.
Seguem pira a Terceira na mesma embarcicio.
sr ; 20 diss, bares brsseirs Luisa, de SS tsae'.s-
dss, espitio Antonio Setenando Moreira de Andra-
de, equipsgem 18, carga farinha, eijao e arroz, por
conta do governo, para as provincial do Norte; a
Oaudino Agostinbo de Barros.
Navio taludo no meimo dia.
Aracaty; sumsca brssileira S.-Benedieto, espitio Joi-
quim Jos di Silveirs, carga larioha.
Tambern nao ser elle, jura-lo-bia pela miaba
ialac;ao eterna, exelncnoii alegremente o marquei por-
que tu s tao ba e lio aiuavcl rapariga, ciuo uo coni-
prelicndii, que algurn te POSSS jamis trabir !
Eis-nbi, cuino eale gentil aeiiburca, com os sen-
eonipriineniua, (arto andar n cabi-fa roda cala rapa-
riguinlia. Um d-llio o braco no paaaeiu, cuino faria
una bella dama; o nutro cliz-lbe, cjcie bu ainavel, o ella
l.e lio tula, noe nao percebe, que zumbo della.
Enlio foi voil, que Ihe deo o braco, Leoncio?
clianc abiiin cm tom inutejador.
Pi rque nio? Nio llic tomn a enhora laiobem o
braco, para alnizor? Logo que a roobraOS, para faie-
iiciaica eumpanlicira o no,j connivo, nodeviamos n
ntsaasaasBa
iiata-la cuino noaaa igual ? Purcpio noicensura oioubor
vignrio da prnliear a lei da fralernidadc ? lie mu do
prazerea iuiiuccHies e ruiuaneacoi da noc jumada.
Nan codo da; eo cocas rcciniioca, dine o rabujcn-
(O, He euuaa, que duru puuco, e sA jasous Ululas. O
.endure, mancebo de qiwlidade diverlem-cc mu iua-
lantc' com limplicidada deoutrem; o quando teea pa-
yo, nrui mai. di.to .elembriu. D-lbe. Magdalena uu-
lidos, iiiemc aenaorea, e n. vereuoa o uae llic tica, ae
o fidalgit, cjuc' Iba reonsari .....a recordaolu, un o velho
padre, que, depoi da hv-la reprolieudido, cumo ella
merece, a levara ao arrepeiidimeiitu, e a pora era pat
eora Deo-.
Eale bom vigario nio ollerra, diste lady Sabina,
Jirigindo-ao u Luuncio. Croio, amigo, que cata pobre
(Magdalena na cela aqu uo ciiuuiho da perdicao.
l'ur iiiiii ro.poiido eu, diaae Leoncio.
Ma nfio pelo niarquez?
Conl'eaao-lbe, que, por modo alguili, reipundu
pelc niarquea. uo bello, cluqucnto, apaixonado, todaa
aa mullirle Ihe icgradu, o ello agrada lodaa aa cnullic-
re. Nao he cala a sua upiniu, bnbinap
Euaeidiiso? Tnltez hieraemo bem em mandar
entrar o pcqueiia para a carruagem.
Tent mni, ob.eryoii o vigario, quanlo o cami-
iiliu ae turna inulto uino, breve escureceri, e, ao o ie-
nliiir maiquei tiver distraece, nio estaremo emaegu-
ranfia. l)euiua-lliu par eoiii|'anheira a preto em cambio
da pussarinlieira.
Nao rcapundo, que elle nio tenba laiilat dialrac-
ec" cuiu a prcta, como com u loura, replicou Leon-
cio. O mai seguro seria p-la defronto do aenhor vi-
gario I .
Eale parecer preTeleccu, e Magii-len entrn para o
inle iur da carruagem, am dar iiiottrat do mi humor,
ncui de verguntia, nem de peiar. Sua melancola, eatavu
cumplcluiucuto di-.i|iad,i, o reflexo do tul no poenle
dorraniava-llie lobrc aa faces auimada brilliantc lux de
juvenilidade e vida.
Veja, ciiiuci e.la pequea do foia te turnciu bella!
dia.e Leoncio em ingles a lady G..., o opro abrazador
deTevermo a tranatigurou.
Sabina qcnz gracejar no iuemu tumi porm mortal
Iriateza Ihe peaava no aerublanie o oame o Ihe aocen-
dia no coradlo tob forma de duaduin, u tudo quanlo
Leoncio Ihe dizia acerca dos favores de inulberea feito
Editaes.
O doutor Francisco Rodrigues Sette, juit municipal
da primiira tara do termo do Recife, por S. M. I. e
C, que Deo guarde, etc.
Fajo aaber, que pelo Dr. Joto Nicolao Rigueira Cot-
ia, juii do direiio interino da segunda vara dncritneua
enmarca do Recifo, roe fOra feila a partieipacio de lia-
ver nette termo convocado, para o dia 18 do crrente,
t nove liora da oanha, a segunda teeio ordinaria do
jury dotte auno, para o qual sabirin torteados ot qua-
reoi.i o uilo Senbore, que se segueiu :
Francitco Augusto da Cuita Guimarlei.
Mareellino Jote Lopes.
Manuel da Fomeca de Araojo Lima.
Jcciquiiii Jun de Abreo Jnior.
Joi Mara Sove.
Joi Francitou do Reg Rangel.
Luiironcn de Barro Marinbo.
Curonel Manoel Cavalcanti de Albuquerque e Mello.
Joaquim Teixeira Peixoto.
Jote Mara de Jezu M uni.
Manuel Coelho Cintra.
Joo do Rcgu Barro Falcan.
Ignaoio Marques da Coila Suare*.
no marquez, Ihe causara doloma vergonha. b.forcuo-
teella, porlonlu, em ae perauadir ai meare, quo nao
bavia .cutido, como Magdalena, o aopr airo'''" "
Teverino paiar-llco aobro a cabec, orno urna nuveui
de borrasca.
Foi-lhe precito urna boa mcia hora para eipancar ctie
remorau, e recobrar a calma do teu orgolho. Coroecav,
em fim, a aenlir-ie Victoriui, o parecia-lho, que o en-
canto nio influa mai obro ella.
Teverino, pora distrahir o vigaria, quo, liioiigaanou-
te empre do eitur em eaminho paraa maildea,
iinrav.c um pouco do nio reoonheoer ot lugarc, i
encelado onm elle urna grave discutaio tobre materia
tbeologicai. Havia lidajo, na tua vida do aventura,
com tuda agente e lodaa at cuuass; vino de porto
guita pieladut, alguna frade inttruidu, e era deitet
espirita*, quo ouvem, comprehendem, e lerobrio-te,
ciu faier o menor esforco. Tinha de memoria eer
quaiilidadu de pedacos de citac6ea, de comreenutcO.
do ubjectciet, que ouvira discutir, lalve pondo prstos
na meta de alguna bons bebedores npotlolioot, ou -
endindo a pooira do etpsldare de algurn capitulo
theologo regular. Picara longo da inilruocao do bom
vig.iTio; ma, na ocraiilo, podia inoulnar-e i"1
mai furte em ditputas inetophyticat. Estafa o vigrl
uiaravilliado o etcandalitailn ao llicnuo lempo del
iiiittiir.i do subtilidadea e ignorancia, e o oigano, ">"*
babll nulo do que o Medico contra vontade de Moliere, .SI
iato que cttafa a brac;ut eom mai forte adraririOilf
contcguia effuoa-lo, illudiudo quotle poaitifaa. e
^ I


-9

Rodolfo Joo Barela de Almeida.
joi U'iiicalves Ferreira.
Claudino Peroira de Carvalho,
Manoel Aire Guaira Jnior.
Franeiaco Jal Anote*.
Antonio Flix dos Snto.
Antonio Polioarpo da Silva Pinto.
Joi Joaqun) Xavier Sobreira.
Dr. Luis do Carvalho Pao do Andrndc.
Lnii Jos Nunca de Castro.
Dr. Manuel Duarte de Faria.
Tenante Joo Arcenio Barboze.
Jos Vieira Brasil.
Jlo Aotooio de Figueiredo.
Alfere Joo Paulo de Soma.
Jos Joaquina de Sent Anua Frailo
Tenante Antonio Claudio de Miranda.
Ludgero Teiseira Lopes.
Mathiai Munis Tavares.
Tente Jos Ignacio de Medeiroa Kego Monietro.
Antonio de Faria BrandSo CaruOSJ.
Dr. Miguel Archanjo da Silva Coila.
Candido Emilio Pero ira Lobo.
Manoel Jos doi Sintos.
Zeferioo dot Santos.
Brigadeiro Antonio Rodriguei de Altneida.
Antonio Goncalvet de Moraet.
t.oronelJjoaguim Canuto de Figueiredo.
Verissimo Antonio de Mallos.
Aleandre Rodrigues doa Anjos.
Csetano elfino Monteiro de Carvalho.
Antonio Bernardo Rodrigue! Sette.
Feliciano Joaquim doi Santos.
Manoel Ignacio de Oliteira.
Jote Pacheco de Queiroga.
Osquae* bio de lervir durante a referida sessio; pa-
ra o que alo pelo presente edital convidados: deveo-
d. Comparecer, ataim como todos 01 interessados, no
j/ia e bors designados, aob ai penal da iei, ie laltarern.
Epara queobegue a noticia de todoi. mandei lavrar
o presente, qneaor publicado pela imprenta, e afilia-
do nos lugares mais pblicos dente termo.
Recile, de roaio de 1846. Eu, Joto Allomo
Cuides Alcanforado, escrivio o eserivi.
Francisco Rodrigues Sette.
Joo Xavier Carneiro da Cunha, fidalgo cavalleiro
da casa imperial, cavalleiro da ordemde Chriito, e
administrador da meta do coniulado, por S. M.
o Imperador, que Deo guarde, etc.
(i Fajo laber, que por esta administradlo te ha de ar-
rematar no dia 11 do correte mei, ao meio dia, urna
ciixi de estucar B, n. 23, do engenho Maranbio, ap-
prehandida por falsificaclo de tara: tendo dita arre-
matado feita na porta da mesma adminitraco, e li-
vre de detpezai ao arrematante.
Meta do coniulado de Pernambufco, 6 de maio de
1846.
O administrador,
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
Declaragoes.
= D'ordem do Sr. coronel commisaario-pagador
deita provincia, Jos de Brito Inglez, te fas publico, que
parante eita pagadoria se ba de vender ecn hasta publi-
ca, no dia 8 do corrente mei, urna porcao do madeira
arrui&sds d: ecchis da comnanisis !a decavallarii de
1.* Iinha, cuja madeira se acba no quartel da mesma
compaohia, onde pode ir v-la quein a pretender. Pa-
gadoria militar de Pernambuco, era 4 de maio de 1816.
O official da pagadoria, Joao Arcenio Barbota.
COMPANH1A DE BEBIRIBE.
A administracao da companhia de Bebiribe manda
avisar aot Sn. accionistas, que na proiima reuniao ge-
ral, que dte effectuar-te no corrente mei, apretenta-
r a relacao de todoa aquellet, cujas entrada se acha-
rem em atraso, para que a atsembla tome urna deli-
berarlo definitiva a lemelhante retpeilo:at entradas at
agora exigidas corresponJem a 70 por cento sobre o va-
lor dn apolicei.
Eicriptorio da companhia. em sessSo de 2 de maio de
1846.Oiecretario, B. J. Ftmandes Barro.
Avisos martimos.
= Para o Rio-Grande-do-Sul sshir, com presteza
o briguo nacional Seoro, por ter a maior parte da
carga prompta : quem quiser carregir, ou ir do patia-
gem, dirija se a ra da Cruz, o. 45, em casa de Natci-
meoto & Amorim.
Freta-se. para qualquer porto do Norte, ou Sul ,
a bem construida sumaca S. -Joo : quem pretender ,
ou quier carregar dirija-te ao arco de S. Antonio ,
n. ou ao meslre, a bordo.
= Para Liiboa sabir, com a possivel brevidade, o
brigue portuguez Josephina # Emilia, por ter a maior
parte do seu carregamento prompta : quem quier car-
tegar, ou ir de passagem, dirija-te a ra da Cruz, o.
45, em casa de Nascimeoto & Amorim.
t^gmSmmm^SmSSmmSaSa'samaam^mamm^mt
importunando- oom pergunUa pedantescaa] oucioaaa ;
de surte que o rebjenlo conaultava com ligo mesmu de
ba fe, te fallava com algum violento herege armado de
aubtleas, ou com algum faccioao ignorante, que Ibe
ria as barbea.
Do lempos ero lempos, ebegavao algumae phraaea de
sua disputa ees ouvidoi dos coiopanheiroe.
lito he urna hcreiia, urna hereiia condemiiada!
claroeva o vigario, que j nao dava silencio ae ala-
vanca, e difliouldadee do caininlio.
Bem o iei, aeuhor vigario, replicava Tevenno,
ios be preciso refuta-la. Como ofarVro.? Aposto,
que i.o sabe ?
Invocarei agreda, lenbor, a greca somonte I
laso seria evitar diOiculdade, e uin sabio theologo
aeiprea aa caee|iatoriaa. .
bcpiorialj eenhor! chama tn eecapalonei!
Neele ceao, airo, lenlior vigariu porque Vio. tero
por ai o cmieilio do Trento, e ero diaao ae leiubra !
Ooonoilio de Trento nada iiiterpretou alai rea-
I"ilo, aenlior! Vai-rae abi interpretar algiiroe decre-
'I, traiida pelos cabello, he o seu costme, bem u
"jo.
O nosso rebjenlo perece fre de ai, diaao Sabina
Leoncio; oicu amigo he realmente eebio? Posa-me
> uio ouvi-lo de principio a fim.
O marques sabe uro pouoo do tudo, respondeo Le-
oncio.
= Para o Ri(i-de-Janeiro sai. com a maior brevi-
dade possivel, o veleiro brigue-escuna Adilaide, capi-
15o Antonio Alves Martina: quem no meimo quiar
carregar carga e esersvos, ou ir de pasiagem. para o
quetem excelletites commodos dirija-se a Novjeai
Companhia. na ra do Trapiche, n. 34, ouaocapitao
na preca do Cotnoiercio.
- Para Cotinguiba sahe com brevidade a sumaca 5.-
Joaquim; qaem quizar carregar ou ir de paesagem,
dirija-se a JoSo Francisco da Crus, ra daSenzalla-
Velba. n. 134.
Para Liiboa sabir, com brevidade, a barca por-
tugueza Eiptcular/to, forrada e eocavilhada de cobre,
e de primeira marcha, recebe carga a 160 ri. por arro-
ba de anucar, e tero muitos e escolenles commodos pa-
ra passageiroi : os pretendentea dirijio-se aos con-
signatarios Olivetra Irmlos & Companhia, na ruada
Crur, n. 9, ou ao capitio Domingos Jos de Almeida.
Para o Rio-de-Janeiro sabir, breve a veleira
sumaca Oliveira. : quem na mesma quitar carregar,
ou embarcar escravos pode entender-se com Amorim
rmeos, na ra da Cadeia n. 45.
Leilao.
O corretor Oliveira far leilao da mobilia de um
negociante, retirado prximamente desta traca con -
sistindo em um rico piano cadeiraa e Iremos de Jaca-
randa metas, um magnifico leitode cupola quasi no-
vo com cortinados feito pelo melbor dos nossot ar-
tillas urna cadeira de rebuQo relogio de cima de me-
ta commoda lavatorios,, guarda-roupai, berco ,
marquezat, sophat, bancas para jugo cadeiras difi-
ranles e muitos outrot objectot inditpeniaveit pera
ornecimento do urna cata, inclusive variaa obras de
prata : boje, 7 do corrente, ai 10 horat da manhia,
ra de Apollo o. 16.
Avisos diversos.
aat Jos Soret de Azevedo, lente de lingoa franceza
no lyco, tem abarlo em sua caa, ra do Rangel, n. 59,
tegundo andar, um curto de rhetohic, e outro de
kograpuu B historia. As pessoat, que desejarem se-
guir urna ou outra desle disciplinas, podem dirigir-te
indicada retidencio, de manhaa at t 10 horas, e de
tarde a qualquer hora.
NOVO PERIDICO DE OPPOS1QAO.
Hoja, ai 3 borat da tarde, estar a venda na livraria
da prava da Independencia, e onde he mais de costume
o n. 1. do 'aguarsnta, peridico opposicionista : pre
90 80 rs.
O arrematante das aferi-
cOei desle municipio do Recife fas de novo scienle a
quem convicr*, que o praio, marcado para revisao dos
pesos medidas e bataneas linalisa-to no mes de
junho prximo futuro ; e por itso, quem tiver de rever,
baja de o lazar antes de te approiimar o dito prato ;
poit que nao be possivel deixarem-se todos para o fim ;
porque bayeta demora em serem detpachadot com a
brevidade que he de costume, na cata dat alerices,
na ra dat Larangeiras, n. 29, das 8 horas da manhaa
as S da tarde.
=Na venda da esquina da travetsa das Cruzet, que
volta para o quartel de polica, existe urna carta vinda
de Fernando para o Sr. ernarino de Sena Argimiro
Soaret.
Aluga-te urna cata terrea, sita na ra Nova ,
que vai para a Trempe com muitos commodos para
urna numerosa familia com ptimo quintal e cacim-
ba de boa agoa e limpa: a tratar no pateo da S. Cruz ,
sobrado n. 70.
Aluga-se um sobrad de um andtr com loja e
muito bons commodos no principio do Aterro-dos-
Afogadoi delronte do viveiro do Muniz n. 49 : a
tratar na ra do Livramento loja de Antonio Jos An-
lunes Guimariet.
= Aluga-se a loja da travessa do Rozario, n. 10 ,
defroote da igreja : a tratar na ra das Cruzes n. 11.
A quem coovier dar nesla cidade a quantia de
400,000 rs. para receher na cidade de Macei ; cuja
quantia j est em maode peisoa muito segura an-
nuncie para ser procurado ; adverte-se, que le far es
le negocio ainda que se d algum ganho a quem o
fizer e se for preciso, dar-te-ha fiador.
Na ra da Gloria cata terrea o. 25 ensinao-se
crias forras, ou eteravat, a coser, bordar de susto la -
varinto renda, doutrine christa e tudo o mait re-
lativo! vontade doi pretendentei, que a dita casa sepo-
derao dirigir a qualquer borado dia.
Jote Joaquim Maia Ramos, Portugus retira-
se para Lisboa.
Oflerece-ie para caixeiro de ra, um rapar por-
tuguez de idade de 19 annot, etereve bem e d fia-
dor a sua conducta : quem de teu proitimo se quier
utilisar, dirija-tea ra da Cruz, venda de Lourenvo
Jote des Nevet, n. 64, ou annuocie.
Quem precisar de um caixeiro do 19 annos,
Sement um pouco? Cre-lo-liie pele aua segun-
dado. Muitoe Italiano aeiim ele, he o ceractrr meri-
dional.
Ens carcter tem sena atlractivns, o eoue defei-
to; une lao pueria, que oiuo obrigadoe a nimbar del-
le, na nutro lio poderosos, que somos for^adoa anos
aubjoitnrron rile.
Me., charo Leoncio, diaae Sabina, que oompre-
hendoo o epigranima, diefercado aob o tom do molenoo-
lia, do bou amigo, deviaar, he quaudo muito reperer,
nlo he, por cerlo, eubmetter-ae. Pormilla-iuo, que Iho
falle do aeu amigo, como de um cairanho, e que llie di-
ga, que hu e eelalua de barro coro veias de ouro.
Pode ter, replioou elle i mas o ouro hu oousa to
preciosa e tentadora, que inuitee veice o procuran ete
na lama.
Ease termo fai tremer.
Suppoohe, que diaao barro, e..,bor..a da fr-gilida-
de ; nao faca, porent, disto epplicacBoelgnroe ao carec-
ter do marques, tetude-o voee nicema, Sabina ; he o
maia importante objeclo do obiervacee, quo Iho poda
offerecer, o nao o fu sera deaigniu. Mae oao ao dcixo ot-
fuacar, se quer ver claro. Confeeao-lbe, que en raesmo,
tendo perdido do viata este amigo, ha mullo terap, e
aabendo quenlo eeo movis estei poderosas organiaa-
eflos, por essim diier, nao o conllevo mais. Neccssito
elamina-lo de novo, e s posso responder por ello ele
oerto ponto. Fique advertida e tomo aa suas oautelas.
que tem muita pratioa de venda praferindo-so para
fiira da provincia dirija-te a ra Nova n. SO.
= O abaixo assignado fax sciente. que, no dia 5 do
corrente deitou detar caixeiro do Sr. Antonio Fer-
reia Lima, na venda da ra Nova n. 65.
Antonio Jos da Silva Eiras.
=Quem qoizer comprar um compendio de philoio-
pbia por Gerus, dirija-te a ra larga do Rozario, n.
40, segundo andar.
- D-te dinhairo a premio lohre penhores de ouro
o prata, hvpothecat ou boas firmas na ra estreita
do Rosario, n. 30, segundo andar.
Preciit-te de um hornera para trabalhar em pe-
dera : na ra Nova, n. 47.
- Oflerece-se urna mulber para ser ama do urna casa
de homeni lolleiro ou de pouca familia: na ra da
Roda, n. 29.
= Roga-te, por obsequio, aot moradores de um te-
gundo andar da ra da Cruz no Recife hajio de nlo
incommodsr tatito aot seut viiiohoicm ot seos conti-
nuados toques de cornetas e outrot instrumentos ,
principalmente Tora de horat; pois que nos domin-
gos e diat tantot, de da, team muito tempo para fa-
zerem teuteniaioi, e detta maneira deixSo dormir des
cansados 09 seut atormentado! vizinhos : iito Ibet pede
Um, que tem sempre dores de cabera.
= Roga-se encarecidamente aos irmos da irman-
dadedo Divino Espirito Santo, que tenhao capas em seu
poder bsjio de aa vir entregar ao thatoureiro na ra
da Queimado, n.7, ou ao Sr Lima, na ra das
Cruzet; a fim de se mandaren) limpar para servirem na
procissio.
= AlugSo-se na Boa-Vista ra da Gloria por
prego em cunta as seguintes casas : ns. 16, 104, 106,
83 e 85 : a tratar na mesma ra sobrado de dous ao
dares n. 87 ou no Recife ra da !\ladre-de-Deos,
confronte a igreja no segundo andar n. 26, das 6
at 8 borat da manhaa e das 3 as 5 da tarde.
N3o tendo havido prava, 00 dia 30 do p. p. moz ,
avita-se, por isso a todos os concurrentei, que qui-
zercm que a arramatavao da casa na ra Uireita ,
porexecuvio do doutor Joao Ferreira da Silva, como
tutor dos menores, filos de Antonio Jos Pinto, con-
tra o meimo ha de ter lugar boje, aa 4 horas da tar-
de na porta do jais de orphiot.
Trapassa-se a padaria da ra da Gloria muito
propria para qualquer principiante por ser em conla
o aluguel; assiui como por ser das approvadas pela c-
mara e poslurrs: quem a pretender, dirija-te atrs da
matriz da lioa- Vista o. 22.
J. 15. da Fonseca Jnior comprou para o Sor.
Manoel Gon(alves Nina, do Maranbo o bilbele n.
1182 da primeira parte da trceira lotera da matriz da
lloa-Visla e por ordem do mesmo por conta de
quem perteocer os bi I beles os. 1179, 21)04 2999,
da mesma lotera ; cujos bilhetes ficoem poder doan-
uuncanle.
Aluga-te um silio na estrada de S Amaro para
Uelm passando a ponto o primeiro portao do lado
direito com boa casa que tom commodos para 3 fa-
milias batanles arvoredos de fruclo pasto para 8
vaccas de leite baixa para ctpim viveirot, o Ierra
para plantar: a tratar no mesmo sitio.
Precisa se de urna ama tecca para urna casa de
pouca familia ; na ra Direita loja n. 61.
Previsa-ao do 100,000 ra. n premio dando-so pi-
iihorcs de ouro ou prata, qnerubrlo o principal o o
fireiiiio : q'inin quizer dar, dirijn-ae 11 na Imperial, n.
03, onde ae dia quem precisa ou aniiiuicie.
****A*** ****************
4 Joaquim Lopes de Barros Ca- t>
I bral, pialor senographico e retra- J
4 tista, faz scienle ao publico, que tira t>
retratos a creao por 12loo, ditos J>
^ coloridos a 20.S000, miniaturas de ^
3o.sooo, 40?000> Sosooo e Gosooo, ?
J e a oleo a 3os'ooo, 40s00 Gosoo, 5'
% Sos(mmi, loos'ooo. Are.*, conforme os ?>
5 tamaitos das tellas: e contina a J
4 leccionar o desenlio e pintura a oleo, t>
e encarrega-se de fa/er os tlesenlios J
4 de quaesquer edificio 011 proprieda- *
^ de dcbaixo de lodas as regras de ar- <
4 chitectura e de melbor gosto; assitn ^
'? como os planos e boa distribuidlo ?
Z (los ditos: quem do seu ptestimo se J;'
.'> quizer utilisar^ procure-o na rita *
t d'Apollo, i). 20, primeiro andar, das i
9 as 2 da manbaa.
? ?????^????(??????'?'eV *-??$.
Joao Joaquim Rebello retira-so para Lisboa e
deixa por seu bastante procurador o Sr. Policarpo Jos
Layn.
__ Que significan estas ultiroaa patarras? Julga-ine
vosi ero perigo de eutbiaiaauo?
Voaa nieaiua bem aabo, que acabou do correr es-
te porigu, ele querer etraveisar o rio com riacu de ana
vida, para provnr-lhe a 111.1 confianja e lubroiitio.
Nao se sirva du palavraa improprias o ott'unsivas.
Nio su dira, que voatd eal denpeituao?
N.'in vio, quo era culera p
Voaa falla como uin cioso, na verdade.
A nniizado tem arua ciumea como o amor. Foi vos-
e qnem ni'o diaae eita inauhan.
Pois boro aejai iato orna o anima a amisade, dil-
le Sebioa, cedeudo eo irreeistivel moviiiieulo de lou-
reira.
Eslava ella assostada do haver quasi amado a Tevori-
uo, e eo eeforcere por crear um proaervativo eatimulan-
do a problematiua aKci(ao de Leoncio. Conaeguio-o de
maia. Leoncio pegou-lho da mi, o a aqueceo naa ana,
al que ella a rctirou quentc. Magdalena pareca ador-
mecida, tnae despertuu acate woviuionlo, e lady G.....
aenlio-ae confusa do olhar admirado da passarinheira.
Fci-lho una caricia, para arredar luda a hustilidado du
pensamento desaa menina ; nio foi, porciu, do muito
boa vontade, e pareceo-llie, quu Magdalona aorria-ao
com man malicia, do que a terio julgado capes.
O' meo Oeoe! onde oslamos nos? exclainou o vi-
gario de repente, ulhando em derredor ds ai.
Estamos em Sao-Jerouynio, respondeo Tove-
rioo.
George Sutton, chegado
esta cidade em a barca Co-
lumbusy declara, que dentro
em pouco dar aos seus habi-
tantes bellos e interessantcs
espectculos de mgica, e ven-
triloquio.
_ Cedem-se 30 aeces da companhia de Bebiribe ,
pela tua entrada at o pretente ; na ra larga do Rota-
rio indo para 01 quarteit loja n. 22.
= Valentn) Jos Correia retra-ie para o Porto a
tratar de sua laude na barca Eipilo-Santo.
OSr. Tbeopbilo Jote Lemot baja de, no preso de
3 dies, ir rematar o penhor que tem na ra do Rao-
I n. 37 ; do conlraro tera vendido.
= Procisa-te alugar para o aemeo de casa uin
eteravo ; quem o tiver, dirija-te ao Aterro-da-Boa-
Vitta n. 36.
l)5o-s 600c n. a premio com bypotbeca em urna
cata; quem quizer, annuncie.
= Angela Custodia Rufina do Sacramento com
aula de meninas na povoacao do Monteiro mudou-se
para o lugar de Parnemeirm defonte do sitio de Joa-
quim Jos Je Amorim aonde offerece o teu presumo
aot Srs. pas de lamilla, que quierem confir tuai me-
ninas ao leu cuidado o desvelo : ensina primeirae le-
tras grammatica portuguesa aritbmetica dootrina
christia, coser, matear, (azer avarntoe bordar ; assim
como toma pensionistas e meninos de pouca idade. Sg
= .Iii.i Pinto de Lemot Jnior e sut tenbora reti-
rio-te nara Lisboa.
Francisco Manoel Baptista subdito porluguet,
retira-se para Lisboa.
Ainda est para alugar o armazem da cata n. 18,
no Recife, por precocommodo e est lodo ladrilla-
do de pedra: a fallar no segundo andar da moima casa.
padre mestre D. Francisco do CnracKo de
.Mara Cerdoso o Castro subdito de S. M. Fidelisti-
ma retira-se para Lisboa no brigue portugus Tri-
umphante levando em sua companhia um criado pra-
to, forro, de nome Firmino de Faria e Castro.
Tendo-se acabado a sociedade que existia nel-
la prava onm a firma Bolli & Chavannet aa a
m 'sma casa passa a gyrar de boje em dianle debai-
xo da firma Kduardo Bolli o qual tica encarre-
gado da liquidacAo do activo e passivo da eitiocla fir-
ma, seni alterarn elgiima aos lacos de estima e emi-
zede, ora existente entre os dousaocioa.
aan Aluna-seo quartn andar, com totio e cozinba
da ruada Crui, nn Itecifo n. 40 : a tratar no pri-
meiro andar da mesma casa.
abaio assignado avisa, pnr meio deste annun-
cio, ao Illm. Sr. Berilo Jos Alves Vianne, morador em
Campia-Grande, queseachio em mi do annuoci-
ante duas lettras vencidas, tendo indossadas pelo Sr. leu
mano, Antonio Alves Vianna, tendo cada urna lettra
do valor don. 1:335j35 : e como o abaixo assignado
tenha escrito immensas cartas, tanto ao acceitanle.como
ao iodostante, fm quo nenhum dos mencionados te-
nha respondido ao annuncianto, por isso recorra, por
este meio, aos ditos Srs a fim de que Ibe maodem, ou
venhSo paiarquanto antes. Recife, 2 de meio de 1846.
Jos I has da Silva.
Os abaixo assignados participio, pelo presente, ao
publico que, (codo acabado hontem amigavelmen-
te a sociodade que exislia nesla cidade com a firma
NascimentoSchaeller & Companhia, por te que-
rer retirar para a Europa por motivot do molettiii, o
Sr. E. SchaelTer, a mesma casa passa a gyrar, de boje
em diante, debaixo da firma de Nascimento & Amorim,
que (cao encarregados da liquidaco da extincta firma,
e ohrigados a pagar todo o passivo bem como a re-
ceber o activo. = Recile, primeiro de maio de 1846.
Manoel do Nascimento Pereira E. Schacf/er.
Antonio Marques de Amorim.
Precisa-so alugar una ou duas canoai de con-
duziragoa om bom estado ; quero as tiver, dirija-te
a ra das Larangeiras casa da aferivio n. 29.
= Perdrao se duas apolices do Ihesooro do 01.
20 e i\ do quantia de i00i rs. cada urna recebidst
na thesouraria desta provincia e unidat ai meimii
dousconhecimenloi, sendo um da quantia de 0r rs.
o outro de -tOj rs. dadas em pagamento ditas apoli-
:es a Jos Antonio de Oliveira a quem pertencom.
__l'cranle o Sr. Dr. mi' de orphios, a Viuva Seve &
Filhos oflerecem, para serem arrematadas em basta pu-
blica, hoje, 7 do corrente, as i horas da tarde, em cata
da residencia do mesmo defronte da matriz da Boa-
Vista, para pagamento de seus credoret, qualro parteino
ngenho Aran, sito na nbeira de Una loreiro ao
marque/: do Recifo avaliadaiem 13:t)00j n. Ot ere-
dores, ou qualquer pcssua, a quem convier ditas partes,
deverSO comparecer nos dias e horas indicados, cortos
de que (oda e qualquer despeza sei feita por conta do
arrematante: e para que chegue ao conhecimenlo de
(odos, publica-se o prsenle.
NSo ao traa inai naa do caiuiulio, que V. exccllcncia nos fat tomar ; que
valle lio eale i* onde vai dar oata eitrede ? onde diabo nos
trouco o irnhor, cmhni P
lia nao ni noaaoa viajorea chegado aocirao de una
ladeira longa e penosa, o no voltarem u rochedo, por
meio do qnal, baria maia de uina hora, caminhavlo, vi-
rio dcdobrar-ae eetie pea, 11'uma doalumbradora pro-
fndela, um valle immeuao. Do labolciro, cin que ao e-
chavio, crguiio-o ata uceo gigantoacoa, alranliledoa
roobedoe, coreado do nevo ; era a naluresa erida, ex-
traordinaria, horrivelmente romntica : raaa ante cllea,
a eatrada, ingreme raupe, deacia, por mil voltaa pille-
reaoei, paraaabaixaaplanioieado om terreno frtil, ri-
1111I10 o ricamente colorido.
Qoe ha de mais bello do que aeraelhante espectaoulo,
ao por do Sel, quaudo, etravoa do anguloao qoadro da
oalurea alpestre, ee JaMOobra o esplendor de fecundaa
torras oa verdvjanlca flaneo de collinaa intermediariee,
que na fachoa do occidente faiein brilhar, eaaes abya-
111,k do verdura, deaenroladoa no espafo, oe rioe e ua le-
gua abratadoa, aemcadoe no vallo quadro, como eape-
Ihoa ardentea, e alein einde aa tonal iiuledaa, quo, tera
cunfiindir-ao, ao roiaturio, o arrocheadoe horitunlee, o
o co lublimede Inte transparencia?!
(CWinwr-ee-*.)
i.
1

--



-- Arrends-se o enftenho Roi-Espeisng na fre-
guesa da Cabo : a tratar na ra do Queiaiado, n. 19.
Aluga-se una casa terrea na ra do Padre Fio-
liano q>je laz < squina para o becco do Surigado, coro
duas salas, 9 qoartoi, cotiobi Cora, cacimba moiaira ,
e nao teni quintal: a tratar na mi 'a Cideia do Rc-
cife n. 25.
- Na iravcsa do Veros sbralo n. lo precisa-
se de um eitor para um sitio pcrtodesti praca.
^= Aluga-se um molequo de 15 a lG aonos por
prcfo comino Jo para casa de pasto com a condkio
de trabalhar na coz.inhi do iiuo ji- le;u alguoia prali-
ca : a tratar oa ra da S. Amaro n. 10
Theodul.) Msril de-Janeiro do brigue-escuna brasilero Jldtlaide.
Precisase de um eitor, quo saiba tratar de
hurla pomar, e enchertos: no Aterro-Ja-Roa-Vis-
ta n. 43.
=-- Aluga se urna casa torrea na ra da Conccicio
da Boa-Vista rom bastante cooimodos e um pri-
meiro aedar na ra larga do Itozano: a tratar no Ater-
ro da-Boa-Vista n i.!
Roga-se ao Sr. Antonio Cesar de Mallos o aor
de se dirigir a ra Nova n. 'j(j.
= Francisca Joaquina do Macedo tem do faier ver
ao respeitave! publico que at a presento ocoasio nao
liste letlra algu-na asiigna.la por ella i nem tnenoa
doocao corn suo firma, e nem por orden dola; poisajpes-
soa algurna pedio que tal o lizes : o pira lito
constar, oto t no lempo prosanto, como no preteri-
do o 'ai scienlo o qnando luja he falso.
Joao Pinto do Lomos Jnior embarca para o
Rio-de-Janeiro a sua esclava crioula de nomo Co-
Jbermini.
Apessoa, que oHeroce ">00j ri. a premio, com
Dipolbeei em predio querendo misma liypolhcca diri|a-so ao paloo ao Careno, n.
18. ngaodo andar.
Nodia 8 docorrcnlo pelad horas da tarde, no
largo do Carmo, na porladoJaiido civeldi primeira
vi.rj teni de ser arrematado um cs-r.vn por el cu-
fio dodoutor Jos Bernardo Galrl i Alcanforado coo-
tra Antonio Jos Pinto eacrivio Bago.
Alaga .-o o se -.-ni, iio andar o sotando cas n. 11,
ada ra da Cad'ia do Rccifu.
Na ra do Kangel sobrado o. fl, (rao se pas-
II portel pura dentro o lora do imperio, o dusp.icliao-
M escrava., ludo coma maior presteza e comraodida-
de pussivel.
= Precisa-so alugar um primeiro o segundo andar
de urna casa, sendo: na ra da Cadcia do Becife,
ra do Vigerio, da Cruz, e Madro do-Ui'os oa ra do
Vigario n. 2:, ou annaneie.
ELIXIR ANTICBLOROIICO
PAIl\ AS FI.OI1KS BRAH0A8,
halla di menstruaedo irreguiaridadei c mais molestia
das snnhoras.
O elixir aati-eblorolieodo doulor Alian cura ra-
dicjlinent oern ::iuito pouco lempo, as molestias
cima mencionadas mesmo as mais antig-is restaura
as forcos das prssoas debilitadas abre o;ippetile o d
urna cor rosada a aquellas quo siio naturalmento pal-
lidas ; o sendo o seu sabor Bgradavel o a dose dimi-
nuta as pessoas asmis fastidiosas podein tmalo
seni repugnancia.
Vende-so loieole no Itio-do-Janeiro por (ou-
thiro Romo & Peloar, pbarmacia, ra dos (Jumes,
. 1 prego ta rs. o viro ou OOf rs. a duiia,
Aluga -so urna escrava que corintia solJWvel e
faz as compras na ra ; quem a quizer, dirija-ce a ra
do Alecrim n. I.
= Precisa-so de um eitor para (rutar do um quin-
tal grande, que saiba plantar arvoiedos o tratar de par-
reirs : na ra larga do Rozario, n. 24, primeiro an-
dar.
Jk
prela ; ambos de meia ida.le e bastante robustos >
sem vicios nem achaques ; a prela cozinha e lava, bem :
no paleo da Matriz n. 4, segando anpar.
= Venda-se um.moleque. de 10 annos, propriopa-
ra pagem; urna canoa grande, aberta, prnpria para car-
rogar lijlo e aterros por mdico prego pela reti-
rada do dono : oa rus da Senzalla-Vclba n. 110.
=a Vende-se um globo de vidro por proco com-
modo ; um oculo do ver ao longo : na ra larga do Ro-
zario loja de miudezaa n. 35.
endom-se garrafo>s com capacidade de levar
c ida um 7 caadas, pelo diminuto preco de 2500 rs.;
na Roa-Vista ra Formosa venda n. 3.
Vende-se o depos'.to de padaria e refioagio da ra
larga do Rozario, n. 25 : a tratar do mesmo deposito.
'=3 Vendem-se saccas com milho novo ditas de lari-
nha de mandioca muito boa, chegada ltimamente
do Rio-de-Janeiro : no caes da Alfandoga n. 1, ar-
matem de Joaquim Goncalves Vieira Guimaries.
- Vendem-se "> oscravos sendo : 3 escravas ; com
h.-.biliilades; um mulatinho do 17 annos, ptimo
para pagem ; um dito, de 22 annos, carniceiro o ca-
noeiro : na ra das Cruzos n. 22, segundo andar.
Vende-so urna casa na ra da Lapa, no llecifo, n.
7; a tratar no pateo do Hospital, n 12.
= indcm-so du.,a canoas de carreira leitas de
auiarello urna meia niierta e a outra de um s pao ;
Ol Fia-dn-Portas, ra do Pilar n. 157.
= Vende-so um sitio na Capungj com casa de po
draecal ; urna casa terrea sita na ra da Gloria na
Boa-Vista: na ra do Cabuya loj; do miudezas,
n. 1 C.
= ende-so urna preta do Angola. muilo moca de
boa figura, o com olgumas habilidades; no largo do
Carmo, venda n. I,
Ganibreoes, a l^GOO rs.
Na esquina da ra do Colleijio loja do Passo, ven-
dem-so corles de calcas com 3 covados e meio de gain-
breOes, o cinco pataca : esta blenda he tecida a laa e
algodao imitando as casimiras trncelas, modernas,
doquadroic Ihjtrai: a sua qualidaie torna-se aisaz
recommendlvel para uso diario por scrcm cores es-
curas, propriesda eslncao presente terem muita con-
sislencia o nao deibobrem : dar-so-hao amostras a
qualquer cala que as pretenda ver duiando o com-
etente ponlior.
= \endem-so3 moloques, do 16 a 18 annos;
bonita figura muito bom csrrairo e canoeiro ; no
Atorro-da-Boa-Vists loja de babas n 65.
3* ATTENCAO'. QUE HE BARATO I srj
Vendem-se, e alugSo-se as melhoros bichas de
Hamburgo por preco commodo ; assim como de Lis-
boa a 12,000 rs. o cento e alugso-se a 240 rs. ca-
da urna; as boas navalbas da ac de Mi lio as mais
superiores, que se teem conhecido; estas navalhas'levio a
vantagen a oslas chamadas navalbas de acoda China;
assim como boas lancetas feitas pelo meibor o mais
hbil autor, que se tem conhecido : na ra da Cruz ,
no Recife n. 43.
= Vendem-se 5 escravos sondo: um molequo de
najio do muita bonita ligara de 17 annos ; duas
pardas urna cose, cozinha, engomma, e faz renda, de
idade de 22 annos e a outra de 17 annos, de boni-
ta figura; duas pratss boascozinheins e eogommadei-
ras : no pateo da matriz deS. Antonio n. 4, segando
andar.
Compras.
Cornprao-su 0 pos do fructu-po ; quem tiver,
unnuocie.
Compre-se urna venda bom afregue/ada e que
seja situada em ra de bastante pillageo de matulos ;
na ra do S. Rita n. 85.
= Compra-so ouro sem feitio ; na ra do Rangel ,
n. 37.
Cornprao-sc, para ra da provincia tscrav.-a de
ambos os sexos ,*de 15 a 20 anuos; sendo de bonitas
figuras, pago-so bem : na ru.< da Cadcia deS. Anto-
nio, sobrado do um andar deaVaranda de pao D. 20.
= Compro-se 2 escravos. um pedreiro c outro car-
pina pan urna encommi nds do Rio Gninuc-do-Sul;
na ra do Collcgio ai niazeni n. 19.
Compra-so em bom uso um Horacio Tilo
J-ivio, o diccionario da labala; na ra da Praia, n 4,'i
primeiro andar.
Compra-se um diccionario latino
na praca la lndepentiencia, n. (J e S.
Comprase um casal do pombos do Hamburgo,
sendo pelo menos um todo branco ; na ra do Ouei'
mado, n. 7.
= Comprlo-M, para fra da provincia oscravos
de ambos os sexos de 14 a 20 annos; e lombem se
compra um esciavo de naci de bonita ligura ate
15 annos e que seja perito < Ificial do calafate 'par
urna cnconimenda ; pago se bem ; na ra das Cru-
xei n. 22, segundo andar.
Vendas.
= Vendem-se sacras para altar; na praca da Inde-
pendencia livraria os. t e 8.
a'pechincha;
Veode-se urna rica (oalba do bonito lavarinto; na
ra Velha, o. 101.
=Venaem-se tornos de livros em branco, para ca-
sas de commcrcio vindos ltimamente de Liverpool;
na ra da Crus, n. 13, primeiro andar casa de
Lidguay Janieison & Comnaohia
-aatj.ia. *?- r^* i^ga aasara ss^t
VI i ,,"eedMembarVado,e lerreno proprio Itia 18 annos perle.ta mucama ,12 ,
r Par.;,v^c.o^d^'r.uc,o ",rrapa'8 p,a- ,m re,,da; ^. ""^rbe; Sr/
esUd. p.u odo.nnn, ^' '"'" "' '"- com sigamos prcndf, ; urna oegrioha e ama ffij
"odirrioPTuS.P.3 V-0P""',r0 P0r,80 do,a-Inha. um mulatinho bom pagem ; todo?"', d, 12
ro,D.28.* OUn"u,dL""n>o, loj.de I.laei- annos : na ra larga do Razano, 0.24,^0,0
=Vende-M um pralo m.riohe.ro de naci umt\d"- Vende-.o um p.cto crioulo de 23 .nno., de
escravos de naci mocos, ,'J ne^rinbas, do 14 a 18 an-
nos ; dous pardos, de 18 a 24 annos ; urna parda mo-
ce com urna liiha de 7 annos : na ra Direita n. 3,
defronte do becco de 5, Pedro.
= Vende se um escravo proprio para todo o ser-
vido : na ra da Cruz, no Recito n. 26.
\ ende-su una casa terrea no becco da Camboa-
do-Carn o n 7 ; na ra estreita do Rozario n. 1 ,
segundo indar.
= Vende-se cera de Lisboa, do superior qualidado ,
em v las de urna al 12 em libra a preco commodo ;
na rua da Madre-de-Deos armazcm, n. 2(i, delron-
le di greji.
\ ende-S" una escrava perfeita cozinlieira e en-
gommadeiri propria para qualqucr casa do familia,
no s pola pratica, que tem, do airanjo de casa, como
por ser muito pssciada ; na ruada Aurora, n. 40.
= Vene-se um prelo de 22 a 24 annos, bom
canoeiro e Irabalhador do p; uuia cama ; 12cadeiras,
2 meas (: conduili ; ludo em bom estad ; e lanibem
se IrospasiSo 15 apolices da companbia da Bebiribe;
ludo se vende, porque o dono se retira para fiira da pro-
vincia : na rua Nova venda n. 65.
=3 Vendc-se a venda do Manguinho da calcada al-
ta com poucos lundos bem acreditada o fregueza-
da para a trra ; estando sortija, faz 16 a 20ff rs. dia-
rios ; lem commodoi para morar familip cozinha lo-
ra, estribara, cacimba, e ho sita na casa do Fxm. baro
do Itainarac : a tratar nu mesina venda.
Vendo-so por preco muito commodo, um cav.il-
lodo bouita figura, earregador; no Aterro-da-L'oa-
\ isla n. 36.'
\ i nib'-se Iuiiio muito bom a 5500 rs. cada um
ri lo e querendo de 0 rolos para cima vendo-so poi
menos alguma cousa ; pois he fiara fechar uuia conla
de venda : na (iraca do Corpo Sauto, n. 4.
i'csoiirus de cutelaria
muito superiores para alfaiato e para cortar vestidos;
na ru.i larga do liozuno, n. 24.
Veodem-ie pennai de esereter muito boas, a
3200 rs. o milheiro auinheiro ; na ruu da Cadeia ,
loja de ferragens de Joo JosodoCtrvalho Moraes.
Vcne-se umtcircno alabado con
nina porcSo j aleado e etn eslado de se
edificar, silo no lugar de Fra de Portas,
ao lado da greja do Pilar, em direitura
marpequea: quem o pretender dirja-
se ao mesmo lugar, casa de Antonio Jos
Pires, (jue alii podero tratar com Jacin-
LhoJosede Medeiros, que tatubem mora
na dita casa,
= Vende-se una nrgrinba de 5 annos, do boni-
no h'gura ; na rua da Cruz, no Recile n. 43.
Vende-se assoalho de louro o costado de ama-
relio ; um bote ingiez com 4 remos e velas ; um guar-
da-louca un guarda-roup ; urna correla de ouro
pararelogio: na rua da Matriz da Roa-\ isla n. 33
segundo andar.
= Vende-se um terreno na rua do Sebo da Boa-Vis-
ta com 40 palmos de frente e 150 de fundo na
rua do Rangel, o. CO.
Vendem se 6 escravos pecas para o trabalbo de
campo e da praca ; um dito bom oflicial de carpioae
carreiro ; um mulatinho de lt hunos, bom pagem ;
duas escravas couj boas habilidades ; urna uioleca de
15 anuos, boa para ser educada por ser recolhida :
na rua do Crespo, n. i, primeiro andar.
= Vende-se um escravo, de 24 annos, muito ro-
forcado e de bonita ligura peife.to canei,o, bom tra-
i
Vende se a mui galante e deli- ^
cada flor perpetua, vinda da )t)
Europa, propria para enfeites de Q*
cabeca de senhoras servindo ella sj
tamlicm para ornamento de salas, '
em setis devidos vasos : na rua da !
Cadva loja n. n, de Guedes & jm
,. 31ello. 1
\ riiUe-T urna mulata, de Itannoi, de muilo bo-
nita figura, um negro pega de 20 annos, proprio para
todo o servido, e urna negra, de 20 a 21 annos, boa en -
gommadoira, lavadeira, rendeira o cozinhoira : na rua
da Cadcia do bairro de S. -Antonio, n. 25.
=Vendem-se dous pretos de boas figuras um pro-
prio para todo o servico e o outro ptimo canoeiro ,
e pescador de rede ; urna negrioha de 11 annos, com
principio de costura : na rua larga do Rozario, venda
da esquina n 39.
\ ende-se urna escrava moca de bonita figura ,
sem vicios nem achaques engomma bem e cozinba ; a
vista ds comprador se dir o motivo da venda: na rua
do Crespo n 4, loja da esquina quo vira para a
cadeia.
- Vendem-se varios escravos de 13 a 20 annos,
com habilidades e de bonitas figuras : oirs da ma-
triz do S. Antonio n. 16, primeiro andar
BATATAS.
Vendem-se nosarmazeos de Bacelar o de Guima-
raes defronte da escadinha da allandega a ti40 rs.
cada t.'igo de boa qualidado.
i=\ ende-se vinagre tinto a 45,000 rs.a pipa ; di-
to branco a 35,000 rs. dita : na rua Imperial n. 7.
Livriihos das .Santas Missocs.
Vende-se, por quitro vinlens, o livri-
nho das Santas Missoes, com o regula-
nrulo para ser sanio feito pelo reve-
rendo padre prcieilo da Penlia : na praca
da Independencia, livraria ns. G e8.
--- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
lita: na fabrica da rua Imperial,
n. 7; rua Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterrona-
ioa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na rua do
Trapiche, armazem de molhados
doi\icolle.
No escriptorio de Lenoir Pu-
get & C.\ na rua da Cruz, ven-
dc-se familia SSSF de marca
verdadeira, chamada llamo,
em pequeas c grandes por-
ces, a vontade dos comprado-
res.
Deposito de farinha.
No caes do Collegio armazem do porta larga ha
farinha do mandioca de b, RJatheus o S. Cathari-
na proximamenlo chegada a este porto; o se vende
pela medida velha, por preco mais favoravel do que em
outra qualquer parte e sendo em grandes poredes ,
mais lavoravel ser, por liaverem duas embarcacoes a
venda : quem pretender dinj-se ao mesmo arma-
zem quesera bem servido.
= Vendem-se mcendas de ferro para eogenbosde
assucar, para vapor ugoa e bestas de diversos tama-
nhos por preco commodo ; e igualmente taitas de
fero coado e batido do todos os tamanbos : na pra-
Sa do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Umpaohia ou na rua de Apollo armazem, n. 6.
- Vendem-so 40 covados de muito boa sarja preta
portugueza, a 2,' rs. p covado ; larnbem se vende
pelo mesmo preco em corles ; o diccionario de Alona
da quera ed.cao por preco commodo : na rua da
Cadeia do Recite loja de Jos Gomes Leal.
= Vendem-se ricos corles de vestidos de fazeoda in-
diana imitando .da. o mais superior, qae tem appa-
.oc.do, tanto pelos bonitos padroes, cores lizas e de mui-
U durarlo, tomo pelo diminuto preco de 3* rs. e.da
corte; neos chales de seda em ponto grande, fazeoda
mu.to; delicada; dito, mais pequeos larnbem de boa
qualidado a8'rs.; cassa chitas, padroes modernos, a 3*.
ii e 4s500 rs. cada corte; casimiras de muito boa qua-
lidade, e pelo preco de 900 rs. o covado; ditas elsticas
e de duas larguras, a. mais superiores, que teem viodo
a este mercado ; alpaca a 800 rs. o covado, e muito su-
perior a 1*600 rs. ; um sorlimanto aasoiado de mantas
de seda, pelo prego de 10# a 12a rs.; meias de seda de
cores para hornera a 1*600 rs. o par ; ricos cortes de
collcles de velludo de cores, de 6 a 8 rs. cada corte
dilos de seda a tjf o 4a rs.; fuslo de muito bonitos pa-
i-
droes a 800 rs. o covado; pannos para cima da mu
2ji rs. cada um; meias pretas curtas de algodao imitjt'
do 8fida, a 320 rs. o par ; bonitos e moderoos.cortes d
cassa-princoia, por 4j500 rs. o corte;ctlcinhas de m
para meninos, a800.ra. o par ; um sortimento com'1
pelo de lazendaa para caigas, o de outras muitaa qu
iidsdcs de fszendas, que se venders muilo em cunl
na rua do Crespo, loja nova n. 12, de Jos Joaquim d
Silva Mais.
Vende-se verde francez em p J,
i.', a.*, e 3.a qualidade, por preco coo,.
modo, em barricas de 5 arrobas e u,ea.
na rua da Cruz, armazem, n. 48.
Vende-se sag de boa qualidade
por preco commodo: na rua da Cruz ar'
mazem, n. 1$.
= Vende-se um prelo de nacSo, boa ligara emD
to possaote para qualquer servico he bom carreudor
de palanquim e ganbador; atrs da matriz da R
Visla n. 22. **"
Vende-se verde francez em p, da primeira u.
gunda e terceira qualidades, por prego commodo '
rua da Cruz, n. 48. '
= Vende-se a botica da rua da Cruijno Recile/n. 60
com trente para a sacrista do Corpo Santo*; ni* Lo'
tica alm de eslar em um bom local etti bem arrao-
jadadeum ludo, e est no caso de servir para nDa[.
quer principiante porque tem poucos fundos: qaeia
a pretender dirija-se a mesma a lim do ver ai gr-0.
des commodidades, tanto para armuenar aadrogai
como a maneira, por que est ludo com todas as prono-!
(oes alm de que, para maior commodidade e aiseio
tem urna cacimba no centro : a tratar na rua da Ci!
deia n. 40.
Champagne da marca C & C, via-,
da no ultimo navio de Franca : veode-se
em poredes e a retalho, em casa de Me.
Calmont & C*
Vende-se a quinta parte da casa da ra do Quei-
mado, n. 8, de 5 andares, pelo diminuto preco di
avaliego do juizo ; na rua da Aurora n. 86, segun-
do andar, das 7 as 9 horas da manbia, odas 3 ti di
tarde.
Precos moderados !
Vendem-se, na loja de Guimaries SeraGm & Cobm.
nhia na esquina da rua do Collegio, com frente pin
o arco de S. Antonio as seguintes fazendas: cbitii
(raocezas, com quatro palmos e meio de largara, >
300 rs. o covado; ditas dos mesmos padrSes mashurk'ii,
pelo roferido prego cima : aquellas sao de urna s cor!
teem desenlio- agradareis, e sio mui proprias para ves!
tidos de meninas, ou para robe de chambres de seobo-
ra ; e estas sio de padroes inteiramente novos: tinto
urnas como outras sio de tintas fnissimas o os seus
pannos teem a consistencia do linbo : chitas ingieras de
soffrivel qualidade a meia pataca o covado ; e a peta
por 6000 rs. ; riscadinbos largos e tecidos, a 180 rs.;
nscadiobos largos de chadrez a 240 rs.; ditos (arcos-
a 320 rs. ; luvasde seda sem dedos, pretal e de coren
proprias para senbora a 240 rs. o bar ; panno de lio
oho da ilba, com urna largura solrivel, a 800 rs. o
vara ; pannos fios de cores, a 4800 n. o cosido; dil;
prelo, prova de limio da fabrica do bem acreditad;
AbrahamRoth deManehester a 9000 rs. o covado,
sedas de chadrez proprias para vestidos, a 1440rs. ,
princeza preta com 7 palmos de largura a 1280 rs.;
franklio com a mesma largura, a 1280 rs. ; caisss con
chadrez de crei. proprias para cortinados, a 400 rt
a vara ; dita adamascada larga com ramos de cores,
a 480 rs a vara ; cambraia lisa azulada a 400 rs. i
vira ; papel de machina a 2800 n. a resma; sarja
preta bespaohola ; setim prelo de Macao; sarji de cor-
dio levantado propria para abas de sobre-casacas a
casacas por ser a que se usa oa Europa ; cortes de ca-
simira franeera elstica para caigas ; tafets deci-
res e prelo ; chales de seda chegados ltimamente de
Franga ; mantas para senbora de setim e escoceni,
das mais ny>deroas; longos de seda para bomem e li-
li hura ; meias brancas de algodao ioglezas dep-
lente ; ditas de fio da Escocia abertss ; ditas de sedi
preta e branca; chapeos de sol para bomem e senhoni;
meias curtas, de lindo do Porto ; damasco de algodaoe
lia ; bretanba de linbo fino ; esguiio de puro liobo;
volantos ; gales; espiguilhas; e outras muitas fazen-
das, conforme o iodiesdo oa epjgraphe desle annuncio.
= Vende-se um ptimo carrioho de duas rodas, por
prego commodo ; na rua do Aragio. cocheira, o. 17.
Escravos Fgidos.
= Conlinuio a estar fgidos, desde o dia 21 di
abril de bordo do brigue Mentor os oscravos ms-
rioheiros de oomes: Jos de nacao Cabio repre-
senta 50 annos estatura baia e barbado ; Msnoel,
de oago Coogo repreienta 20 annos, baixo, esem
barba : aquello foi escravo do casal do coronel Beoto
Jos da Costa e foi seductor do segundo e por isso
deve saber de todos os lugares da provincia : roga-se,
por isso, a todas as autoridades policiaes e eapilaei de
campo a sua apprebensio cerlos de que quem os le-
var a bordo do dito brigue ou a Amorim Irmios. ns
rua da Cadeia n. 45, ser gratificado generosamente.
Fugio, o mez atrasado, do armazem de farias,
no caes do Collegio um pardo', de 15 a 16 aooos. cr
macilenta, corpo fino, beicos grossos, sobreocelbes ar-
rogada de nome benedicto ; levou algas e misa
de meado azul1: quem o pegar, leve ao mesmo arma-
lera que ser generosamente gratificado.
= Roga-se as autoridades policiaes, capities de
campo, oa outra qualquer pessoa particular, de appre-
hendi um escravo, de nome Eslevo, crioulo, que
desappareceo no dia 23 do mez passado levando um
bilbole para procurar senhor, nesta cidade : ha bati-
te lito bem prelo ropresente ter 26 a 28 annoi;
tem um dente de menos do lado superior um tslbo ns
magia do rosto ; levou camisa de algodfio da larra
calcas do mesmo entrancido chapeo de pilbi : qus
o pegar, leve a rua da Praia n. 32 qae sera recom-
pensado.
PERM. } 1UTVP. TE M. F K PARIA- 1846


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