Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08253


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Full Text
A mi de 1846.
Sabbado ia
0 DIAMO publlcn-se toda os da que
nao forem. fa guarda : o preco da assifi.ia-
tura he de 41000 rs. por qartel pago$ndian-
inrfni Os anniinr.los doS assigimues s.ioin-
ieridos a raaao de 20 rala por llnha.-Wr*.
em ivmidillcrrnte. o as repelicoes pela ma-
sada Os que nao forem assignintes pagno
80 rs. por liuha, c 160 em typo diSerenie.
PHASES DA LA NO MEZ DE ABRIL.
Cretcmte a 3 as 2hor. e 51 ral"- .d*.t"d-
r,uachela a II as 3 hor. e35 mln da tard.
Mingoante a 18 as 6 h. e 4 mln d rd- .
I ua nova a 25 as 2 hor. e 28 mln. da tard.
PARTIDAS DOS COBREIOS.
Golanna, e Parahjba, Scgd." e Sextas felra.
Rio Grande do >orte, chrga as quarlas
frirasaoineio dia, e parte as mesinas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, eriahaem. Rio Formnap, Porto Cal-
vo, Macey. no 1., He 21 de cada mes.
Ga'ranhuns r Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria nis quintas feiras.
Olinda todos os dial.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira as 10 h. e 54 minutos da nianhaa.
Segunda a* 11 h. e 18 minutos da tarde.
s
de Abril.
Anno XXII N. 86.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda ** 1." Oitava. fjs. Hermenc-
' elido. Agathonlca cQiiIntlllancj, nuil.
14 Torca 4 2." Oitava. Ss. Tlbuifio e Va-
leriano, inin.
15 Ouar.aS. Uazilca, aud. do I lo civ da
2.* v.. c do I. de pi* do 2. dist. do t.
10 Quinta *. Uurio, aud. do J.dos orpli.edo
J. M. da 1 v. "I, .. .
17 Sexta S Elias, aud. do J. dociv. da 1. v.,
e do J. de paz do 1. dUt de t.
18 Sabbado S. Oaldino, aud. do I. do elv.
da 1 ., e ilo J. 'le !>' do 1. dlst. de t.
19 Domingo da Paschoclla, S. Scrates
CAMBIOS NO DIA 17 DE ABRIL.
Can.b. sobre Londro* 20 Vi d- P; W-60 d"
. a ., Pu'i-i 3M) res por naneo.
.. Lisboa 105 p. c. pr. por mez.
IVsc. de let. de bo ii ii ni i* I 7, P- 7, '""I
O,iro--v>nvs Imninhola* 31 #1100 a 3UW 0
. Horda de BrlfM vel. I6#900 a 17*0 0
deSI400 nov. i(>?oo a 16 50U
de 4#l)00 8.80O a 0^'<10
Profc=Patacoe .... I/.V> a I#jl70
Pesos Columuarcs 1#>J70 a W"
Ditos M.-xiem.n \MO l.#40
Prala Minda 1<1>8U a 1/740
Acedes da C do Beberibe de 50/000 ao par
Tts ni! pniiT AiwnrTrn
l|j.ll sf^AfAJJ V Ifl W.
PAUTE OFFiCIAl.
Governo da provincia.
ESPEDIENTE BO D(a 8"do CORRENTE.
(Condutto)
PnrtsriaDemillindo, sob proposts do chefe de po-
lica, o subdelegado da IraecSo de Ipojaee. Joiquim
Alfonso Ferfeire, eos respectos supplenlei. Miguel
Alfonso Ferreira, e Thomi de Aquino Pinto ISandeiri.
DEM DO DIA ti.
OfftcinAo commandante das armas, declarando ler
eoncedido ao voluntario do 1." halalblo de eacadores,
Benjamiin Peres de Alhuquerque MarsnhSo, lieenca,
que, pera esludar, pedio en o rsquerimenlo, por S. El.
lavoravelmente informado a 9 d'esle m.
DitoAo meimo, determinando, mande aquartelsr
|229 pracasdol.* batalblo de capadores, quedas
Alagoas fierlo para esta provincia, e dar destino, depois
de fuer desembarcar, a onza caiifles. ao mesuro bala-
Ihio perlencenles, que a seu bordo trouieo trsmporte
Orienlt.
DiloAo eommissario-pagador, signifiesndo, que
toprocurador do eipiliodo 7." bilalho dn caradores,
em ervigo no Rio-Grsnde-do-Sul, Antonio Eduardo
da Cost, se nao deve abonar mais do que J3333, que
lio os doiit tercos do respectivo mido. Participou e
ao Esm. presidente do Itio Grande-do-Sul.
DitoAo commandante da ilha de Fernando, orde-
nando, faca dispensar dos trsbalbos, a qoa eilio con-
demnadoi, os sentenciados Thomai Ferreirs, Manoel
Jort Ferreira CotHio, Antonio Martina Pereira, e An
Ionio Pin o LubOa, que. segundo informa leu antecei-
or, nlo podem nellei continuar, seni perigo de vida
DitoAodoutor Philippe Nery Rodrigo de Carvalho,
declrrnlo, que, visto nlo poder o doulor Joaquim de
Aquino Fonaeca continuar a lubititui-lo no grande hos-
pital de caridad, pode aeceilar ooflerecimento, que Ibe
les o donlor Jo-e Joaquim de ooia, de ir gratuitamente
lupprir a tas falla.
EXTEAIOR:
I'ahi, 29 (l (tnemVTo rf IS'll..
BeeibesniM, peles j.rn.ie do Ri.i-cli-J.ineiro dn 1. de
ueveinbr, proteito dirigido pean ministro d<>a nego-
cins ratrangeirns do Br.iml ao enviado citranrdiniirio de
S. M. B ciinira o acto do |inrlaiiieniii, sanerimiado a 8
do (tu ,1,, correte anuo, que declara snbjeiii jn-
riadiecao doi Iribuiinet do nliuirantndo, nm dominioii da
Inglaterra, <> nvi"S brnsilrirns tuapelios il c riiipre-
garem n., ir.Hen. Aquello dnei.nieiito, datado a 21 de
uulubro de 1845. confirma, ponto por pun, em quan-
to ana t'.irion, ttiduS os porwennre, que publii amoa so-
bre ente iiegneio, segundo cu tratados e pepas diploma-
ticaa condecidas, no notan numero de 2 I de aelembru
panado. Podemos, pois, diapeniarmo-noi de reprodu-
li-ln; e apenaa no momento, em quo o nrgncioclieg
nina eoiii-luaao, jolgamoa dever referir ana nosaua lei-
turesos termoa delle,
Cominna precisamente, com AS metmai partirnbri-
dadea ilo deapni lio do niinialro brnaileiro, a origem e n
luarrloi druie negucio. IlAo de recordar-ao de que u Bra-
ail, ja ligado pelos antigua tratado cniu luido entro a
Inglaterra e Pnrlugal a reapeilu da repreaaao do truficii
do negroa, tinba appropnnilo a ai, pela cuitvcncu de
28 de novrnibro de 1826, lodal as diapoai^oos deaies ac-
ta, em rnjoa termos se aeliava subjeito en direito di
visita da Inglaterra e k jurudioea dos tribuna Biis>
Ina, ealabeleeidoa confnriiie aa eti|>ulacoe> deaaea tra-
tados i maa que, por nina claiiRiila do arto eparado dr
11 de aeteiubro de 1817, devia a exeeuvao dellca cea-
aar nn termo de 15 amina a datar do dia, em que a nbo-
licaogrral do eoiomercio doa eacravo'a hoiiveaau aido
promulgada pelo governo portugus. Hlo de recordar-
te tambeni, que o artigo 1. dn ditaOOMCufio de 1820
linli equiparado o trafico piralaria.
Paarko-ae os faeto. tara quaes os Iratadoa. O trafiei
('i abelulo eni lodoa os dmiiinioa do im|eri d" Braaii
pelo artigo !.> da convenci de 1826, da dota do su rn-
iificacao a 3 iinnus. O prato de 15 anuos ezpirava, jioia
na deonrso demarco deate nnno. e o Brasil nao dcixoii
de anroveitarse da olauaula de 1817.
Reniincu.u s tratadoa. A Inglaterra nlo pftdo oon-
leatar-lho ease direito mat poeleiideo, que o rlign 1.
da ounvencao de 1826, que eqiiipnrava o trafico a pira-
uria, nfio' poda aer comprehendido no numero da.
ditpnaicoea exliuctaa pela eipiracao a praz ; o conae-
gniniemenle fez paitar nina lei, quo anUrlia os Iribu-
iiaeadoalmiranladoajiilgarem e condemnarem oa novios
braaileirna,!|uefrem levados parante elles peln cruiei-
ros britaiiniuos, oom sqipeitea do a einpregarem no
tfafloo. He contra eatoaolo, qe se erguo ai jirolesto,
que tinliamos previsto, e que noa ohegun boje.
Oa arguinontot, em que te npoia o iniiit^r dos nogo-
coa eatrangeiroi do Brnsil. tl.i em grande parte aquel-
lea, que etpizemus no noaio numero dn 21 do selein-
l.ro. Alm disto, o ministro ruoatra dofaolo, que no
f,ii poreul|M do governo braiileiro, que nao se o-uoliiio,
em 1840 e 1842, entre o Brasil a a Inglaterra, (una nova
onvenoo destinada a aubi-lituir os antigua tratado.,
Elleanalyaa aspropostai feitat pela Inglaterra i pr.ip.ia_
las, que ni forau ouiraa, ao que parece, aenlo aa do f.
no.o tratad.i de 20 de deiembro ; e deelar. quo o B a-
iil v-se obrigodo a rejeila-lus sob pena de s.ibcre.
ver I completa ruina do euminercio licito doa en aub-
ilitoa. Einquanlo ao direito, moitra, qisn a Inglaterra
inin pde.sem violar o direito das gentes universal, e ifi
O texto dn mearan tratad d 1826, arrogara si una W
ritiltee.io qualquer sobre oa navio bra.ileir.it ; que
neuliuina delegcio a tal re|ieilo pode dedusir-se da
olaUsUla d tratado de 1826, que oquipara o .r..fie. pi-
raioria ; que esta equiparauao he pnraiiieiil ronveiii-i.i-
n.il ; o que finalmente a prosa de que o tratado de 1826
nS.i dava a Inglaterra anbre os navios brasileirol. que
exerrem o trafiou, ot direito., que perlmieem a todas at
uacOet anbre os piratas, be quo a Inglaterra oti|>ulava
iiaquella ciinvenflo um direito de visita u a juriadiuf-o
de comini0ea mixta, eslipulog-o coiiipleamenle iuu-
til, 10 a Inglaterra liveaao u direito omito maia an|ilo,
reaiiltanle do cutido, quo ell- quej dar a artigo l. do
tratado. Por ulti..... cslabeleoe niinialro braaileiro.
que, se a Inglaterra nlo lem o direito de trotar oom
pirata o nano braaileir.-a, que Ibe pareecrem siupei-
los do te darein ao trfico, ella n-u tere i4" p-moo u di
roito de vaita-los, emqoanto um novo tratado no lli'..
liver dado r at Ck>*ielui' |r::te-io.Jo c:"' '-:'.':;;'.' e-^f^r^
o orlo ilireitoa de independencia da naglo braaileira, e nlo re-
ciiiilieiciiilii, alii, nenliiiiiia daa auaa cnneii.ii!uciaa e-
nao cuino actut do forca o de violencia, de que pedir
satisfaca,
A queilio est, como se v, lio claramente ostenta-
da, q mi ti tu o tiiihamot predilo no nn-o artigo de 21 de
elembro,
O governo ingles est armado de nm bil de parlameo-
Ki, que o autorita, em virtudo d tratado de 1820,
tulnneller o navios brssilrirosans iribunucs do nlniran-
toilu pnrj tereni jiilgadua eom piralai, tul) pretexto d
trafico. O governo dn Bratil prolesta oontra e.le nli-
i|iie aiid.ii, t'ciin 6 tua auberania, e ao* priunipioa maia
uiiiverialmente renmiliecidua por ludas aa nncoet, o de-
clara, que toda o importancia dada em leu pmjeul a
acto do parlameutu aer por elle coniidcrada como un
aciode violencia, de que pedir contal.
O que far Inglaterra ? Dizumos no mez do teteni.
bro, que.se o Urntil protettaso com energia, a Inglater-
ra pfov.ivelinente nao ouan,i levar an cabo nina medi-
da, i|ue conipromelte o seguranca de todos as nacc
llojo cliegou cte protetto ,'e pur oulrs parte oxpirou
pruzo, alein do qual devora aer exequivel o acto d palW
parlamento. O que fina, pola, a Jiiglalerra ? Acaba de
reproduiir-te no seu aeio urna circunulaiieia toda ea-
peoal, que Ibe furnenc um pretexto honeste para rc-
tic ceiler, e etperanioi, que ie a|iroveitar delle. Eit-
.n|iii do quo ae trata :
(Jimicio lenibrar, que.lia alguna mezea, tinba um cru-
zeiro ingles tomado, na coaio d'Afroa, um navio bra-
sileire apporellindn, no sen entender, ;para o commcr-
cio dos eacrovo. Tendo sido mellida s bordo deate na-
vio tripnl'cl inglea, o havendu-ae o orozeim affaa-
tado, revollirlu-ao os marojos brasileiro, eaisaatiua-
rio a equipagem inglesa. Logo depoi,fui o navio braai-
leiro retomado por uns embarcaco inglesa, e oa pri-
.lonciros forjo ooiiduiidui Inglaterra o levados pe-
ronlcoatribuiiaea. L se defenderlo allegando, quo ti-
CLAUDIO STOCQ. (*)
por -fllmt. VIII.
Esprrou Vernica al quasi nnila porta dn I.ou-
re, que ulba |*ra Sio-erniano-rAuxerroia. O palaeiu,
deate lado, linlia o atpcclo de urna fortaleza ; a enliada
era aperlada, baixa e flanqueada de duaa turres redun-
da!; aacataluat d re Carloa o de aua mullmr Joanna
dn Bourbou cita vio sub o arco dopougo os novus
edificios, que levantara Frauciscn 1, ficavloalm de um
jardmi plantado de arvuredo, que os teptra va do priaiei-
ro reciuto.
(*) Vi'de DimrU n.' 85.
hlianiidnnaptiir,i*i inilovldamiiitn, o em cnntrnven-
,-1, das tratados F-iloa entro.i Braiil o a Inglatorn que
fopnr mu amo de vinleucia, que o san uavi-i liuha si-
do invadido por nm "fll'-ial Olr.p.hnl. inif!iz.i ; que
p.,r. oonsaqnenoia, lili-- "!' "' nn cito de lgitnni
def.-za ; o quo ni" bavilo podido livr.ir-Be, ionio pelo
mortedo injusto aggrosaor, de urna dotenjlu ounlraria
ao direito daa gentes,
Ete y.tcuia >&<> f"i adoptado pelos primeiroijnuos,
o os braailmroa Forlo o .iiilemiinl >* a inorto oomo pira-
tas); moa. pnr appollacilo. que foi iutcrputta para o 15
grandeajiiizof d'lnglaterro, forlo declarado innocen-
i'et e posto* em libordade por cata dupla eonaideraclu de
quo .. navio bra.ileiro Unlia ido lomado illogalmente,
iota lando eiorav.it a burdo, e que a lei municipal do
Brssil nlo contiderava o Iraliuu como aetn de piratona.
Bita decitlo doi gran.les juila* he um ficto con*ide-
ravel^ que di o msil completo desmentido doutrina.
em que se funda o acto do p irlamento, isnccionado a 8
destost panado. Com ensilo, convem lembrar, que
este bil toi approvido lob o lun lmanlo de que a In -
glaterra eilavs autnriinls pelo arligo 1.' do tratado de
21 do oovemhro de 1821} a considerar como pirata* o
navioi branleiroi supeiloi de se emptegarem no IrolUo
doieicravo, e relorimo-no as ptlavrsi doi miniiros
iogleies, que inouloavio. que esta iuterprelaco do tra-
alo era a doi jurnconiulun miis eminente! da Initla-
lerra Etts inlnrpretscao era conlrns ao bomsemo,
comoentlo omoslimos, e ll mais limplel nocoes do
direito dai guntes; mit a poltica encobro ludo entre os
nomo, vicinos, ella prevleceo neila occaiiio como
sempre, eiio//, que autoriiava os Iribumei doalmi-
raolado a julnar como piritas os navio* braiileiroi ius-
peitoi de se ilirem ao trafico do< aicravos, foi, nao ap-
plicado, orno diz o Journal dn Debils, mai volado.
Pon bem a recente drciiio dos grandes juno da In-
gl.Ierra deimente os ministro* inglezes, o parlamento,
e o Ai/I. Ella reconhece, que o Irstado de I86 nao au-
torqlrot tnbunaei ingletes a julgar o navios brilei-
ro*. o a condamna-loi como piratas ; ella eitubelece.
Wfue o trinco nlo he um acto de pirataria, segundo o
direito dss gentes e que ni i bsts. que ella lenha ii-
do declarado cont tal numa convenci iulern consl.
para sul.ieilaar raHUM doma nci ju'isdiccio doa
tribunais dum rilado eilrangeiro ; numa palana, ello"
da toda a rsao ao protesto do governo braiileiro, que
noi chegou Moje, contra a lei ingleza, e contra o gover-
no ingle.
E, em queclrcumilsnei, notemo-lo bem. acablo o
grandes juizei de Inglaterra do se pronunciar asiim con-
tri a doutrina, que o parlamento e o governo brtlao-
nicoquerem lazer valer contra o llranl ? Numa occa-
ulo, em .|ue um navio brasileiro, tomado o perieguido
como iiirala, nos pretendidos torin.u dn tralauo do 1826.
e em conformidade das diipnsicSe* dn ultimo Ai//, ti
nha levado a reiistencia at i moilo do ofRciil o da
equipagem ingleza, quo o tinhlo indoviJamente cap-
turado e delido. Eta eslrepilosa proclsmiclo do di-
reito de legilima d.-fesa a prol doi navios estrangeiros.
espoiloi as veacdes da marinba ngle/.a, deve d r que
peniar Inglaterra, e podo servir de moderador a eiia
guerra surda e comante, quo ella faz. em plena paz. a
todas al marinhal du mundo. Ella deve, em lodo o ca-
lo, induzr a Inglaterra a lomar em seria considera-
rlo o protesto, quo o ministro dos negocios eilrangei-
ros do Hranl acaba de dirigtr-lbe ; porque, em fim, a
odiosa inlerpretaclo quo ella deo i convenci de
1820, nlo (em somonte conlra si o bom sonso, a dou-
trina e o mtereiie debidas as potencias niarilimii, o
proteUos enrgicos daquella, cuja nacionalidodo quer
violar ; ella lem contra si os proprios uii"i da Ingla-
terra, que, pela considrravel maioria de onze conlra
dous, rejeillro adoulrina do pulimento. Itepetimo-
lo. esl* circumitaocta fornece I Inglslerrs um pretex-
to honesto de parar na odiosa correira, em que entrou;
pois que nlo pode proseguir ni eiecuclo dum 4///con-
tri o qual deveriln prote.tir todas is nacfles martimas.
seni ie eipflr i ver os leui proprioi juizes negrem-lhe
ipplieivio. Timbem nlo pirticipiremos. de modo si-
guen, di idmiricio, com que o Conreo/ dn Utbats at-
Duai teiiliiiellai, em frente urna di ouln, vclulo
nessa porta, io lado pa qual havia um corpo de guarda,
onde etlavlo os arebeiros do rei. Havia grande saulli*
dao noa arredores do pseo : militares, fidalgos, mullie-
rea coberlat de veot, e ucoinpanoadas de una chusma
ile pagent e iacaiot, ilo o vinillo do couliiiuu. Podiio
ter eolio cinco luirs da larde.
De repente aorau tambores; os archeiros entraran
m forma, e a mullida cerruu-ae porta de S|n- lano-rAuxerroii. Oconclo de Vernica palpiluu cuiu
iulencia.
Qocrn vii pissir por iqui, roinha eiiairadar per-
gunbiu ella I una pobre mullier, que, pan ver uiaii
vontade, le havia trepido em um mnle do nndraa.
lie a bella raiulia ajara, retpondeo um e.iuuanie
nm eiithuaia.ino, eia. que"1 l'ov" ClseaM a r.iolia
ranea, porque, 01 tua viuvez, Ira o lulo ue.ia candida
cor, como he coslume enlre .a rainlio. de Franc.
A niiiba I a rumba de FruiJ..! repeli Vcrnnioa.
E eom a tua pnelo n'uma mln, o puchando Roberto
lom.outn, procurou abrir canutillo por entre os ir-
ibeiros. ,
O curio eipaco, que separan a pMa do L.iuvre de
Sio-Germauo-l'Auxcrroit, t"l n'n"' malanle juneadode
ramea e fulhli. "US pajeas pataarl adame na car-
reira, depon avencou v.garoaa salaba Mana Stuari.
eucosiada ao8r. do Bingue, *eu escudciro-ar; quairo
tesis, que o governo in;!iv io apressou a oxecular a
irtnlenca proferida pelos grandes juilas. Aquello goier-
ni nlo se ipresiou, ao nosso mudo de ver, senio ai-
proveilir se da Mu occiduo.que llie era oflerecida, pa-
ra se tirar du-n grande omharaci. Em quanto ao seu
lirelendidn respnito pola uslica, serilo c rtmenlo pre-
cisos nuiros icio*, que nao o Ai// de 8 de agoilo o lodas
as iuas conseiiuenotas, pan nos induzirem a admira-lo.
__________[Prm, )
Miscellani'.
genlis-h.imens carregtvao um pnllio, quo a cubra; ella
en argida daa damaa e oflicines de aua oata.
Mara trajava um vealido do teda branca, coja nian-
gaa, liberta lieapanliolo, crin arregocailoa por licoa de
penda.; tena cabellos, do nm louro cinieiitu, erlo
seguros pur umi redo de fio do prato; os anneit, em
que ellei estavio fritadoi, deixova deaeoberlu o moit
bello col, que tem carrejado aoii>a. Ot olbos, izurs
como o co, boho urna exproaalu indizivel de melan-
cola, e, linda quaudo a bocel se torna, ficavlu trtlea
e peuaaliv.il.
Tal era alaria Sluart am detanove onnna, antea daa
tuaa tallat e desgracia, quaudo, nina de Froncuco |l,
ia eo. breve deixar eaaa ella Franco, oudo ella reinara
por um momento.
O povo, rujo amor e peiaret a argollo, te apinhoava
na aua pastagem, logo que ello o mairava fura do Lou-
vre, e a taudava eom tua acclaiuacoe.
aculo.r de Birague, di-se ella ao leu escudeiru-
mor, esta aft'^icau du bom povo de Hara me parte o co-
ro ci....... Ai de mim! e hei de aer obrigada deixar lio
bello pan, e lio ba grille I
E I ettat palavraa deaviuu o ollioi, aa auaa lungaa
pe.imaa Ibe auspendrlo ai lagrima, preale a etna-
par-M.
Nesie momento Vernica hivia oonaeguidu romper a
liuha dos iroheirot, e, pr uui nioviuicuio aocelendu.
QUEDRA-MARI' FLOCTATI.
O empenho. com que a fleiiila Iraz os seus laitores
ao corrento de lodas s deseoberlas e navidades impor.
Untes .lo mundo, assini que as jul^s exactas, pela au-
loridada dos melhores jornaesoslrangetroi.de que a sus
redaeco so auxilia (o cae aqu prevenir os loilore de
to, le alguma noticia nnporlinto encontrarem algum*
vet noulros jofnaes, que nlo lenha encontrado aioJa
as columnas da fevista, bu porque essa noticia caraca
talvezdo grao de voracidide ou crdito, que muit.i te-
nho a peito em tudo que refiro): esse emponho. dizis,
me faz hoje dar conhocimenlo de urna descoberta til,
que bem merece ier sprovottida por quem e onda con-
viero o.tula parle he doi dominios portugueses d'i-
|um e d'alm-mar.
Usava-se at agora, para proteger os portos de mar
la violencia dos venios e furia* das vagn. construir
barreirai de tachados arlificiaes, Levanlavlo se pan
rstofin. com grandsimo cusi e d. sprsi. enormes
naisai de pedra, montes d'alvenaiia, que final nlo
enrrespondio ao dispendioso .'esvelo, com que erlo
leitos. Mi a desprza n|n crs o leu uniro inconvenien-
te : esse nm h.'s de pedra quebrlo a ari;io da*cor-
rentn, e dao origem a considetaveis depoitbis de -
rea, seixos e lodo, que niuilss vezos ohslruein a en-
trada das barras. Alm disso a grandeza forma a
dirocc,8ode tsei inolhus, complicio anda as difTicul-
dades.
Estes inronaaniantes forao causa di invonclo dos
aiiora-moras, cujoeoiatb fe?. Di*co*l*i ra, em pimo mar, dmnle do poito de Brighton. Com
osle fyitema sao dosnecessarias as conUrurces sub-ma-
rinitis os molbel, e todas as edificacSe de pedra e col.
quehra-maies compde le de iimplei apparelhoa de
madeirai collocados sobre caicoi fluctuanles, solida-
menta amjrradoi. He urna eipecie de dique de ini-
deira. retinlenle c movel. Este dique he formado da
intuas ercoes, ptsai urnas as outrai, o cujo numero
vana conforme exlenilo, que se quer proteger.
Cada scelo forma urna conttrurcio soMa de pepas
de peo de figura paralleliptpede e em grade, a mon-
tada sobre urna quilha, que le deita ao mar como um
navio. O cumplimento ordinario be de 112 palmos,
a largura .le 40. e a altura de 58, sobrenadando lli
palmos e niergulhando32. Esta profundidtde |ulgou-
sn uIVicnle, porque as malores lenii.esladea nao des-
ce nunca e mais prolunda gita(3u de na/nu Me-
diterrneo e cuitas da Mancha, como leem provado as
experiencias scientilicas.
Estas seccoi s bem neguril com cadeias, anconi e a-
marris de po, to oollocida em lohi, ou mrlhor
anda em .icalao, de modo que mutuamente se ap-
poiem. A taga, quevem de longe balendooi grsde, nio
encentra urna resistencia solida e merlo, como a dos
muros de pedra, mas urna resistencia Hexivel, inces-
tante, que domo, mas nio quebra, que fatiga o estoico
seni o slrontar, e que, depoil do embalo, ganbl de no-
vo o seu equilibrio. A vaga, que estilla com furia da
encontr ao obstculo continuo de um inolhe, que O
mina sem cessar, e que o destroo mullas vetes, passa
atrases da grade doble de po, que Ibo cede alguma
couia, mas quo a demora, que i divide, que a brin-
da e alisa A.sirn, o mar encape Iludo e temeroso ao
longe, passando como por um crivo, entra quicio na
bacia guardada pelo quobra-mares, e forma ah um co-
mo tanque espelhado e tranquillo.
Toem-so leito ilgum calculo! curiosos psn conbe-
prccipituii-io sus pea da rainbo, apretenlando-lbe Ro-
berto, quo liuha a patiflo na mo.
Iluiive um momento de sorpresi e do deinrdem; Ma-
ri* Stnarl parou, e u eicudciro-mr gritou ioi ar-
clieiroi;
Tirrm doqui cita mullier, villiot! ella toma o oa-
minbn o S. moge.lade.....
Sciilioro, pelo amor do eot, dille Vernica, at-
ienda a etle menino! ello pede a V, magestide pur leu
...... Robera, d, di i pelleta!
O menino eslendeu iiisliiiclvamente o papel, e Mora
Sluart u toniuu, e eniregou-o ao etctideiru-mr, diseu-
do-llio:
Examine iilo, pira me diier ituanhia, ao aahir da
mina.
Amauhaa! cxclamou Vernica; oh 1 icnliora, c
e jl ("te larde 1
> ni a nm io a rainbl, que nlhat* tri.lmenle pira
Roberto, e din* a Sr. de Birague:
Como he t..ruinan etle menino i como un mil ha
felii! Ab que ae eu tiveate um delphim oomo elle, ae-
rio ranilla do Franca Ruga a l)eoi por uiim, meu bello
menino I
E patiou alm, io acabar eitn pilavrai, e entrou no
Luovre.
Veronira volton ao Graud-Chalelel; procurou fallir
anida urna vez Joiu Loro.ulloo; undeipedirio-a bru-
1


e r i forfi, que o quebra-mare lem residir; mu
eile. estando sempre amarrado o' liquamenle a forc
total, teja ella qual for, fice n-duiida proporcioml-
menle ao aogulo de rriiileneia.
(ftvista universal Lisboneme )
Varieclade.
Seb'e a mtckanira Sua historia, seus progreitot e
sua influencia na prosperidade dat nacdes.
(Continua(lo do numero antecedente.)
Deaoii da morle deGalilo flirerrio muitoi illui-
tre mtthematcos, entre ellei o grande Descartes,
Hughens apeifeicoou 01 relogio!, inventando urna mo-
la espiral para regular ot que foisem de mostrador. Nao
le labe positivamente quem foi o que prime ideia do mostrador. O primeiro, que te vio. fui em In-
g'aterra, e era urna eipecie de relogio pequeo, com-
posto da dous volantes eom duai palhetas, que ae en-
ciinvao alternativamente no dente* de un! roda de
encontr. Sio estas todas ai psrtei,de que te cooipunha,
legundo diiem.o primeiro relogio de mostrador, queie
vio, e be diflicil conceber, como poderia formar-se com
tres peca urna machina propria para dividir o lempo.
0 ingle llook conslruio outro relogio de mostrador,
portn tio admiravel como o anterior, porque nem
un nem outro tindo peoi nem molas para Ibe dar mo-
v nenio, nem cidria ou corda para Ih'o commuoicar.
A mecbanica ia progredindo cada vez inaii, e conti
ouamrnte estiva recebendo novot augmento!. Newton
a tornou mail recommendavel pelo uso, que fot dalla,
para explicar os motiment >s uos eorpos celeilei. Pa-
ra levar ao cabo o seu projecto comejou por eitabelecer
ol, s Iris do movimento.
1 Cada corpo persevera em seu estado de repouso
ou ile movimento em linha recta, menos que o nao
oliriguea mudar de estado alguma potencia estranba.
2.a A mudenca de movimento he sempre proporcio
nol a (orea motril, ese faz em linha recta, segundo a
que imprime esta forca.
5 A cada arca.i se oppSe urna rearcao igual.
A Newton seguirlo se outros sabioi; e entre elles
se aventajarlo, Mr. de la Hire e Mr. Amautons Para
partir de um ponto certo e exacto, e graduar as forcis
dai potencial, tratarlo de averiguar, qual era a forca
do< homens, e qual a doi civilloi, A su investigarlo
Ibes il.oo segumte resultado : 1.a Que a toreado ho-
mem se redux so a 27 librai pira impellir boriionlal-
mente com o bracos, e para puchar a corda andando:
2.a (uo a torca do bomem, quando exercida pelo peso
de teu corpo, ip computa em MO libran : 3.* Que a
forca de um cavado pira puxar horisontalrneole so re-
dui de ule h mrns ; isto be, a 175 libras.
Cada um desle inerhanicos contriliuio lamben) em
particular para a perfeicio da sriencia.de que tratamos.
La Hite busrou o modo de applicar a Ibeoria da me-
chanira ai artes, e para isso compot urna obra, que sa-
bio luz no fim do seculo XVII com o titulo de-Trai-
l dt Ai meekanique, ou I'un explique lout en qui esl
le plus nteessairt a la pralique deatlt, etc. Amau-
tons mrdiava un projecto melhor, que era lubjeilar
ai friccei dos corpos ao calculo. Julgou com raso,
quesem um cor.becimenlo, por mui geni que fosse,
das resistencia, nue o corpus rxperimer.tlo, resvalando
uns sobre os outroi, nio era posaivel avadar oclUito d
urna machina.
No lempo de Amautons havia sim rrccbnisls, Isrr,-
bem celebre, chimidu Doreili. Ancioso de gloria, e
deseando distinguir-ie por algum feito celebre, pro
poi-se larer urna deicoberla que merecesso a alinelo
do todo o mundo, e Ibe proporcionaste a elle das de
gloria. Para este fim Iralou de eonbecer, pelas leii di
mecbanira, o meios. que o bomem e os animaes leem
de moveros seas membroi pela celo dos mnsculoi.
A anathomia ensina, que o corpo de um animal esta
construido com taei propon5ei, que le veem nelle
diflerenles opplicices das potencias: umal vexei le
sustem pira mover os Miembros; outris obelo como de
concert, e succedem-se algumii vetes urna a outre
para mudar de dirercio, do que resulta urna machina
maravilboia. quo llirelli quir conbecer. Conseguio
por fim o leu oljeclo, e compoi urna obra intitulada
Drmotu animulium, em que minifeslav mui cla-
ramente, que o bomem pode faxrr couial extraordi-
narias com o indumento de teus membros, se souber
aproveilar-se driles.
Entr todas a queslei econmicas, que se leem ven-
tilado, com dilculdade baveri urna, que tenba toflrido
maisdiscussio, ora pro, ora contra, do que a mcha-
me. A mecbanica tem prejudicado consideravelmente
a riqueza, era a concluslo, que de seus longos comnien-
tarios deduziio os impugnadme* da sciencia ; e a me
cbinica lem traiido grandes vantagens ii nacoes, que
teem cultivido, eeil-iquiade seus defensores. Teem-
e posto em acco argumentos de muilo peio por am-
bos os partidos; teem-se eiforcado os arra.oados, e, sem
se enlenderem nem concordaren) ei intagonistas da
doutrina noi teem deixado urna grande luz, um manan-
cl perenne de conhecimentoi, e lio depurada a ver-
dade, que qualquur, queiem estar prevenido nem por
nem contri, entre na queilio, conhece primeira vista,
talmente : coniervou-so ella porta al a noile ; cutan
i> guarda-cliavci, que Ihe baria aconselhado, aprcien-
taate a petif lo, vejo ler com ella, e disse>lh :
Volle para Srnlii, minha chara, Julo Coruiille
para II aera condolido amanilla. So ello obliver a sua
graca, Vi, o aeberti.
Acrrdiiou-o ella, e parti no dia scguinle ao primeiro
arrebol da aurora.
II o i tu lempo fii precian i velhi-eao menino para ven-
rerem ene longo catuinho. En fin, no segundo da, au
anuilecer, rhegiriu a Senlii. Durante a viagem liavia
Vernica visto paaiar muila gente a cavallo, muilu va-
junte a linbio deixado alrai maa debalde hara ella
procurado conlieoer Julo Coruaille e a ma esculca.
Ao chegar i porta de Meaux, parou para dar pana-
gem a duu liumnii cavallo: um Iraiia na garupa
um grande aacco de panno, e diae a aenlioella da punte
levadiza:
- Amanhia demanhla daremoa pnblieamenle una
musir, par* terrrur o aalular exemplo de lodoa de
cada um de peni. He a rulenca dva aenburea do parla-
uientu.
Verouica eitremeren.
Amostra deque? diaie ella ontre ti mcu Deo
Uo reo | urna ounatgu publiual.....
Pauuu a ponteleradica, leu, Ihediterem nada, caira-j
quiesarraioados to os errneos, e qusl doutrina
accommoda maii com o boro sent e al eom t mesroa
experiencia.
He vergonboso (diiem os que ulgSo as macbioii
prejudiciiei riqueza das nacdei) ver a que poni de
abJHCcio e de miseria ebega o trabalhador por lilla de
Iribalho, ainda na sociedade mail adiantida. A sorte
do lelvagem, que morre por falta de alimento, be menos
cruel, porque luecumbe a uma necessidide, de que nao
considera autor outro bomem. Porm, quando o ope-
rario he despedido de uma fabrica sem ter outro moti-
vo que ler-se inventado uma machina, com a qual sa
economas o seu trabalho. e fica exposta mendicida-
de e nu Jet uma numerosa lamilia.que delle dependa,
esteinlelit trabalhador exasperase, desmoraliia-ie ni
ociosidade. e aecusa os homens a as lais da sua lituacio
desesperada.
As machinas (proseguem) sio uns Irabalhadores, que
obrlo inceiunlemenle de dia e do noile; que eslo
rnpre ooedieniei para execuiar ai iereias inaii pesadas;
que nao canto: quenada comem nem bebem; como
be possivel, que o operario-homem sustente concurren-
cia com o operario machina? OelTeito neceisario da
invenci das machinas ha diminuir q pedido do traba-
lho, e desterrar das oflicinas os operarios, para os con-
verter em mendigos, nio lendo estes outro patrimonio
que o seu trabalho.
A descoberta de uma machina fajuntio) smenle
num caso se pude considerar til ; quando o pedido
para o consumo permanente exceda ios meios de pro-
dcelo, l'rlo contrario, quindo a prodcelo ho bai-
lante para o consumo existente, a descoberta tere uma
cilimidade, privar! dos muios de existir os artistas,
substituidos pela machina inventada.
Ealea argumentos, qiielnnlna apparrncins teem do so-
lidos, ii.ii) teem,rom ludn,tuda arxsclidiu,que a primei-
ra vial parece: ato antes arniimenlua de ournctJes phi-
lantmpicm e genermoa; porru que, nio obataule iiso,
ou nu.i tem prufundadu o prinri|iioa ecunumico-poli-
tiem, ou que leem illudidn aa idciaa. Os econoiinata,
que ae uppffcm meclianica, atnelo-a anb pretexto dr
quese aiiginenllo consideravrlmenle na productos, di-
iiiiiiuindu-ie o Loiiaiimn, Porin eata lailu carece de
fiimlamenlii : io u cuiinuino estiveite leuipre um rallo
lirerta com a prodiieflu, a ma duilrina seria muilo
lioa ; purio esta regra ulu he lita : nem sempre o con-
mino determina primitivamente a prudurci, e s ve-
tea a eciioniiiia ou-prrtrelo nenia prnviica a sua ei|mr-
i-c.i.i. Aleiii dn que, eomu niuil bem ds o Sr. Flo-
res Estrada uua srua eleiuenlus do erununiiu poltica ;
ir,|irnvciiiIii-kc pedido il roiiaunio prriiianeiile, se de-
veste ulhnr cunto prrjudirial .i niveocao do uiua iii.uln-
i.i, piiri|iic,diniiiiuiiid o Iruballiu bracl,deisa sem ein-
prrgii urna parle doa uperurina anteriormente iirciipn-
dm, pnr igual rasau dovcriaiuui di'iiippmvur a uiaiur ac-
tividad!', deliris e conliociii.ciitii dua artistas. O reaul-
ladu delta miur dertrea, aclividade e cniilicciiiirn .,
be que um iiiuiieru iiienur de IrulMlhndure obliTiii.niiHi
lempo drlcruiioadu, maiur (|iiiiiiinlalu de pruductus, r
pur cuiiseguinle, que u pedido e diminu,
i ia. A queallu, puis, Berrea du im-lliorniiirntu c nivrn-
Vo daa iiuieliiost, no fiindu, nao he nutra aculo k que.
llo Irerca da manir mu lli;i-nci oaititidado do tra-
balliadurri. O priiicipnn, que reiultem nm, no idru-
lifiamrma o que resulveiu oulra. su he cuiitenirute I
sociedade a illuitr.ula deatrein du trabalhadur, para que,
com i|{ul ou iiieuur Iraballio, pusa pruvrade inniui
|uaiiiidade du prudiiclu, pur neceaaidade lia de aer van-
-|o... Mor ijjiinl reaultau cur> u aUXllO d iai iiluai
e iiialruinrutua.
Insislindo o impugnadores das micbioas no seu
emprnbo de la/er ver, por toda a pirte, inconvenientes,
que produzoieu usj, e prejuizos.que recebe a riqueza
publica, einpenliio-se em provar, que se duninue o
pedido do trabalbo, e daqui deduzeui um lem numero
de consecuencias pouco lundadaa em buns principios
econmicos, tis-aqui o grande arguuieulo, que lazeui.-
por meio das machinas se consegue, que um numero
menor de operarios produza uma quinlidade determi-
nada de artigos de riqueza, logo, dinunue o pedido de
trabalbo. Este raciocinio seria exacto, se o elleilo das
machinas cstivene circurnscriplo a supprir o trabalho
do bomem, augmentando o etlurco das potencias; po-
rui nio lio esle so o seus elidios : iltn do ja indi-
cado abraoge os segutoles : dimmue o preco doiirli-
gos elaborados, fit que MJio maiore ai encomeudis,
e renov mail ripidimeole o capital, contribumdo mu
poderosamente para a circulacto da riquezi, que he a
funle de vida e de prosperidade das oi(6rs.
He um principio innegavel em economa poltica,
que o preco dos ubjecloi luba ou desea, conforme o
maior ou menor oflerecimenlo e encomend dos pro-
ductoi, segundo a maior ou menor produccSo, que baja,
e segundo o maior ou menor consumo. Se ha muilo
ollerecnienlo de productos, tomio-se oaluralmenle
mais baritos, e, birateando-ie, ha maior encomend,
porque se augmenlio os pedidos em risio da sua maior
haraleza. O consumidor do genero barato alcanca uma
economa em luai deipexai, e por conseguiole, se be
productor do outro ramo de industria, pode dar maior
lalilude i sua prodcelo, e, se nio o he, poder! aug-
mentar os seus gozos, dedicando o que poupa num a
satislacio do oulro ; e deste modo os operarios, que so-
brio num ramo de prodcelo, podem ter cabimento
noutro.
Quinto menos despetaa tiver que faxer o proprieta -
rio na prodcelo, tanto mais baratos devor dar os
producios de consumo ; e os consumidores, que com
menos cusi que aniel obtiverem maiaou melhores g-
neros que os que anteriormente obtinbio, se apressarso
a comprar os producto!, de que oeoessitom, at encon
trarem o meio de sstisfiier eom commodidade anuas
necessidides phytica, e at as ficticias, que he no que
cooiiite a verdadeira riqueza daa nagdai. Nio se pode
diter, que uma naeio tem ebegado a um alto grio de
prosperidade, porque os capitalistas tenhio accumuli-
do rnuita riqueza ; para iito be preciao, que a clisar
de consumidores, que be a mais abundante em todas
as naedes, tenba meios facis e promptoi de aatisfaxar
todas as suil necessidades.
Dizem tambem os impugnadores das mirbinn, que,
por sua invencio, tem (irado na miseria uma muldidio
de pperirioi, que teem sido despedido! das fabiica, pui
nio poderem competir com o emulo, que ai machinas
produzem ni elahorario dos productos. Este argumen-
to tem alguns visos de verdade, porm, nem por issan
he maisexscto e convincente, que oa anteriores. Em
primeiro lugar, nio be exacto, que os operarios liquem
repentinamente sem nrcupielo e expostoi i mendici-
dade pela lovencao de urna machina, que luhitilue o
trabalho, que elles anteriurmenle empregavio para
comeguir algum producto. A conitruecio de uma ma-
china he um negocio complicado, que requer muilo
lempo, muiloi conhecimenlos e muilo dinbeiro : nio
he um golpe, que nio le v ebegar, e que por conse-
guinle nio se pom repirir, be um fado, que se esl!
vendo muito lempo antes de que iconleea, e cujas con-
lequencin podem provir dos mesmos operarios, hul-
eando com lempo oulri .oceupacio, para quando fica-
rem desoert/pado, e que, ilm disto um goveroo sabio
e previdenle deve rrm dier.
Porm, ainda quando rom a iovencio de uma mi-
rhina fiessaem sem oceupacio rnuilos operarios, isto
nio seria miis do que momentneamente, e depoii
seria reparado com uiura.
Vejamos a i|ue i"bre esle particular dito acreditad
ecmiuniisla o Sr. Valle, no leu curto dn eonnumia pol-
tica : Contratando Say. dii, uiargumenina deSi-
Hiondi, pruva, que nem empro ai machina dnixlo nu
iiiarcin Os oprrariui, com dmn farlos, a aaher : num a
iiiurlmi.' ilc ti. ji.i e cenlo de -Ij;.ulo, f Colll 1 iiivrn-
Co da imj reuaa. No aiiuu do J775 l so uccupav&o em
Inglaterra na manufacturas dealgudio urnas 7,900 po-
ma ; pnrui, drpui que le inventaran ui Ihrarea, e que
te apci fcicHiirin iicccisivamuiite, fui tal o iiir.reiiirntu,
que Inninii rata industria, queem punco lempo le con-
tarlo 400,000 peasuai iicrupada, e buje emprega-ir
um non.ero miitiileravrl. EfTriin anlogo, linda que
nu ciphera nuil redolida, trun pr..dutnln em Pranoa.
de igual produela), Amigamente rr onttnio aluaii(r
um iiianusnripii, e particularmente o monja erio o
que sr urenpavin ueste Irahalli, do modo que a elle-,
ni iiieip.ilnii nif e de ve a en mor v.i c;;l o dn lauta obras
apreciareis da anliguidade, quo aeiuduvida, nnutro ca-
so, se leriiu perdidu du tndu ruin a iimpi^lu du brba-
ro. Daqui resullava, que a bibliolbrca crio lio inct-
quiuhas uaquello lempo, e que niu tiveasein coni| c*o en ni a que huju e onnbeceiu em tuda ai cidadea de
alguma cunaider-cSn, sendo,por assiiii diser, o c,r.nlu-
dor di eivilieaelo dna pnvus. Suppiinliamos, que liou-
saeulos vio adiantando progressvamente em coofae.
cimentos, porque be esta a lei da natureza : qUfre
deter o desenvolvimenlo do entendimeolo seria querer
Irinslo'nar a ordem, que o meimo Dos estabelec,0
Essa forca creadora, cujo germen tem o homem fn
si, nio pode estar em ncelo, son pena de redutj, 0
eoteodimeoto a limites mui cstreitos; e lio dilTicil (,
poder dizer ao entendimenlo, que ae desenrolle, qu,
ib lanca pelo nio eonbecido, alto ah, como deler
pensameato, e reduti-lo a formas materiaer.
Quando uma naci v, que oulra tem feito Uni|
brilbnte descoberta, por meio da qual consegue um
novo augmenso da la riqueza, entra a amalarlo (0|
paitos, em qua arde o amor patrio; combina te asa
desejo de dar gloria e illustraclo i sua patria com o ia-
terene parcial doa individuos ; e entio ae trabalba, i|e
que se descobre, e at que aquella descoberta prosJun
os efleitos appetieidos Sa algum ficio prejudicidoi, da
que servem alguns comparalivamente com uma naci?
Acaso, pea commodidade e vantagens eaignni, 0i0
de permanecer o* mais em inaccio, e sem procurar 01
meioa de (aier miii productivo! os teui capitn?
Pois eis-aqui o que precisamente acontece com u
machinas : ainda quando a sua invencio foise preju-
dicial a alguns operarios que sio alguna opirariot n,.
ra toda uma naci T O querer estar aflerradoi loito,.
luda _K
aJSvj2Pa,
vstte.lo muilo, 10 ,,l aay.ta .
icr.i, drpui que an inveiiluu a taiprrnia, ful niiur o
numero daspetinal, que achirlo nciup.n," lirsla ludus-
Iria, contamlii-ac boje milbe de peaau, i|ne etlo em-
pn gaitas na iniprenta. Muitu dos que aiilcriurineiilc
rrlu ci.pi.i;nae convcslriiii ui directure deimprenaa,
composilure, remore, impreiiorel; ucciipaodn, aloni
ditao, a iinprrnsu outroa na t'undiciu de letlraa, fabrico
de papel, etc.
Julgiinos, poii, que nio podem lar melhor de-
monstradas as vantagens, que a iovencio das machinas
lem liando para a proipcridade das naides.que as teem
admillido.
turnes antigoa despreando ludo o que he moJerog
por bom qua seja, presuppoe muilo atraiammto, mu!
ta pendantaria muito empenbo systemateo de sustea-
tar uma opiniio exoluiiva e, por ultimo, mui peuca
diicernimento, e menos criterio. Reipeilem se embori
as cousas antigs, que tragio vinlsgrm positivas ai ri-
(Sei; porm, coi.becida a maior utilidade das raodir-
nas devem deaapparecer aquellas comph lamenUj,
por mais Indiccionie*. que teji por maia vga, au
tenhio tido. A revolueSo de tdeiis e de lyilemas be .
uma cousa, a que ae nio pode resistir porque rapra-
icnla o adiintamentoi do seculo e das necessididM
que teem de ii progredindo para melbonmeotoi poai-
livos.
A iovencio dss machinas tem tambem contribuido
mui poderosamente para preaerever a eeeravidio. A
cisilisaco foi a que eslabeleceoo primeiro fundinun-
to para abolir eita condieio lio indigna na clasae dos
bomem ; porm ai macliinis, quese lorio intenliao
successivamente. ajuntrio a parta utilitaria bonita-
ria, que era a que proierevia a lervidio. O escruoi
applicavio-ie aos trahalboi mai penosos ss que alo
lerilo querido dedicar-ie bomem lures ; invenltrio-te
as marbinai suppnmio se com e \**,Q folia do bo-
mem, e nio bouve mais aquellos penosos irabslbot;
e por conseguinte oessou a nrcesstdade de que eiiitii-
sem homens lio degradados como oa animaos sobre
os quies os seus senhores linbio um dominio illunilido,
e a quem so comum leve mandado podiiofairr snoasat,
Concluiremos, transcreveodo um paragrapbodo ji
relerido Sr. Florea E trida noi seus Elementos de eco-
noma politice : = a De quintal n fleiei juilas di/,
se podem lazer na presente questio te legue que o
remitido dos progressos da mecbanica nio he utro
senio augmentar e aperfeicoir os productos da indus-
tria, diminuir o seu cusi proporcionar aos associi-
dos mais meios de existir mais facilidade de aecurnu-
lar capitaea e por conseguinte maior pedido de tra-
balbo. He, poii, um absurdo allribuir a indigenciadtt
rlatiea operaras concurrencia da machina operara, t
i Diana do Gortmo.)
veuu a cidade pelai ruai inaii eacurai. Au chegar i
caa, achuu a purt.i e janella arrumbada; tudu hara
ido pilhadu, laqueado, devastado; laas o cofrciinbu de
bano estar intacto nu teu lugar. Vernica fui euler-
ra-lo na odega; drpuit irancuu-ie, como pode, ucaia
casa, da qual, pur atiuu diter, a aa paredes reatarlo, a
percurreo, cliuraudu, eme lugares, onde u bavilo ei-
cuado todoi oannos demanda. O pobre Huberto i*
de uni ladu pura oulru coiu ar rspailladu, pruturav a
ua cama, a cadvirinha, onde ouaiusuava trniar-ae, u
riigeiibo de fiar dema mli, ci achuu driimcuata gen-
tallia bata feito em pedscua tudu, que ulu rualiara.
Eiu fim, pvt-ie chorar, diavndu:
Minha mli! miiihamli! nanloa rinina; e mcu
pai rata n'uina prialu enm uma crrente :o peTBttCQ!
iu. au chu ruau ninib caniuiba, lie ni nada duque
baria. Ab luiuli boa Vernica, vaiuo-uua daqui laut-
bciii eiiibura!
frocurou ella conioli-lo ; raaa tile chorara sempre,
chamando sua mli. A riba criada nio vuauu reeurrer
i caridadt de anua riimhua ; fui buscar un. poueu de
pnllia estribara, e mil. ao deituu com Huberto, de-
pon de baver repartido cun elle mu pedafu v pin com-
prado nucaiuiiiiiu eoiu u seu iilinno rintriii.
Ura noasu Seuhur, autei de adormecer, mcu
filbu, Ibo diaae olla reiigoada depoia de lanos diaa
Nio diremos por isso, que as machinas sio sempre
ulcis prosperidade das nac5ei: loda as cousas, que
rm sua crealo folio muilo bon.e que produtirSo mui
tions retullidoi, ou teem drgenerido do teu primitivo
instituto, ou se fazem inuleis ou prejudtciaea : eis-aqui
o que pode acontecer com ai machinas. A sua ioven-
cio e o seu uso lem Irazido e Irat grandes vantagens i
nacoes, proporcionando mail producto!, mail biratos
e melbore queos que antes se cooseguiio pelo traba-
lbo material do homem ; porm tambem esta abun-
dancia pode prejudicar muilo, se os productos exce-
derem mui coniideravelmenle o consumo, porque tam-
bem o niuilo singue afoga oque o tem. Nao consiste
eiclusivamenle a bondade das couiai ni sua abundan-
cia; mis si ni nos bons resultados deili mesma abun-
dancia, lendo eipor lacio os productos, ou excitando
de algum modo, essa mesma exportarlo. O interesse
productivo, isto be, o que se lem accumulado lem po-
der dar-lbe destino algum, be uma riqueza mora e
prejudicial prosperidade das nacoes.
A latn dai consideracoei ecooomico-politica que
sustentan ai vanligetii das machinas, ba outras de io-
tereste geral, que se nio podem perder de vala. O*
COMMEBCIO,
Alfandega.
Kkniiihknto do di a 17...............19:437*891
betcarrega koj 18.
Brigae/i ragoa Icatrio.
Barca Glenbenraifarinhi.
HrigueTorujo I mercadura!.
I'olacJosefina firiiiha
BrigeJuanetevinho e alpilti.
BrigueFortunailcalrio e carvio.
Consulado.
lENDtatKMTO DO DIA 17.
Geral...........................
Provioeial..........................
Diversas provincias................,
1:4423*7
49i*5l7
194a353
2:131*216
MoviiDeiKo du I'oi lo.
amargurados, dar-uui-ha inrlliore........ Pede-lhe por
la nuil, pnr leu pobre pai.
Vou pedir-lbe, que me leve para li, inlerrompeo
Roberto, e a voit tamben), ba Vernica, cen meo pai
a minha mai: i un Den ola a gente bem..... Jleu Oeua !
tsei-nu morrer a todo!
E curo, eita macan nol labios adormeceo ; e Vero-
nica, vencida pela fadiga, cabio tambem cin profundo
BUIIIIIO.
l)epertiiu ella com u dia alto. Fatia bom lempo, um
rajo de aol pendras airar da mal techada janella, n,.
prac.i uuria-ie graudo tumulto. Verunica rrgueu-ae;
aua primeira ideii fui, que ounduiitu Julu Curuaillea,
e loiuou-ae de murtal agona, &tt u ni uto huureese
agraciado, era clirgada a hura do mpplioio.
aaa nao, nio dina Vcrumua emre si, u o Ira-
rilo anta a rala de eu para luala-lul
Lau(ou-ie para a janella, oespreitou. A mullidlo en-
cina a praca r ae apinlioava, cusu clamore aurdui, em
torno de mu poste levantado eiu frenle da porta princi-
pal da luatrii; unta cabrea eutauguentada ah eslava
amarrada a cima de uua grande cartas.
A val lio idilio fraqurjareui-lho al pernas, erguro aa
mlua ao ceo, e fiouu pur alguna luumenlua muda di
aorprria u du horror ; depuia, pallida, lora do ,i, cha-
iuou a t loganca de Deoe. Aua aeua grito dcipcrtou u
luoniavo.
.Vatios entrados ao dia 17.
Costa da Patagonia ; 35 diis, galera ingle/a Wilmt,
de 687 toneladas, capillo Thornai llamlin, equipa-
gem 33 cirga guano ; a Jobntlon Paler & Compi-
nhia. Segu para Falmoulh para receber urdios.
Babia ; 5 diai, bngue de guerra ingle (instan, com-
mandanle Alrxandre Montgnmery.
S.-Cilbarini ; 2S ilias, escuna brasileira Juu-Pe*t-
teca, de 112 toneladas, cipitao Justo Mana Sulla*
Roberto, Ihe dase ella, arratando-o para a jan elt
la, vea auol aquella oabece?
Huberto laucn olbos para o lado, que ella Ihe in-
dica va. e recnon hnrrnriaadi).
He a de teu pai, pmscguiu Vernica, e fui Clau-
dio Slorq iiiii-iu all a pul. ... Tu hai de vir a aer gran-
de, Robera; hai de um dia poder manejar a eapada ;....
rutlo leiubia-to da praca da inatrit, deaae poste de
Claudio Siunq.
menino baria deicuradu, lovou a mi fronte, a
rabio por ierra aeiu anuido.
Eiu quinto Verunica o aoceorria, ourio gritar puf
baixo da. janella .
Ouri, ouri todoa! isto he a eentenca doi tenhore
do parlamento ; a vuudeiuuicio de Joto Croail|r, de-
capitado na praca do mercado du Par ; O onrpn quei-
niadu, a cabrea eapotta publioameule na cidade de Se""
lia, que ello eacandaliira cun a sua hereaia, a lude ol
eul ben couriicadoi. Ouri, ouri a ienten(a!
No mesmu dia Vernica e o menino forio procurar
um a.ylo na florala de Cun>|>iegna, em eaaa du pobre
lenhador, ond j! Perin Barbuda ae baria refugiado.
(CaiUsssaar sa *)


che. equipagem 9, carga farioha ; i MtDoel Igna-
cio do O'iveira.- ..... ,
Rio-Grando-do-Sul; 27 di, patacho brai.le.ro FeU-
cidad$, de 183 looeladai. cpito Antonio Jos Al-
ves, equipauem 11 & Companhia
Paligimia; 45 diaa. brRoe ingle Uep: de 21 i tone-
lada!, capillo John Turnar, equipagem 16, carga
guano ; ao capitio.
dem 29 diaa, barca ingiera fferippina, de 258 to-
ueladaa, capillo William Badqua, equipagem IB,
carga guano ; ao eapitlo.
Rio-Grande-do-Sul ; 19 diaa, brigue braiik-iro fie-
Urina, Ue 181 tonelada!, capitio liento Jos de Al-
meida. equipagem 16. carga carne ; a Amorim ir-
mioa & Companhia.
Mar-Pacifico, lendo aabido de New-Badford, ha 28 ma-
tea, galera americana legada, de 550 toneladas, ca-
nil Hf??r* **-, 'nuipaiem 30. carga azette da
peix'e ; ao capillo
Navio* tahidoi no mamo da.
jS.-Mathaua; umaea braaileira 5.- VigutlVenturo$o,
em latir. Paeiageiro portuguet. Manuel Jos do Ma
galbiei Baato. e 14 eecravoe a entregar.
[ l'orloi do Norle. en commisso do governo, barca bra-
aileira Birmna, capillo Nircio Ji deSaot'Anna.
carga a meaina, que trouie. >
A visos diversos.
Declaragoes.
vm O Ulan. Sr. inapector interino do araenal de ma-
rinha manda novamenle faier publico que, na con-
formidade daaordeoa do Eam. Sr. preaidente da pro-
vincia ltimamente recebidea, Tretar um navio mer-
;cante de 150 a 200 toneladaa, para o fim, jl annuncie
->, deeondurir a lba de Fernando 800 aacca de fari-
' nha de mandioca e diverso outrot ohjectos que ae
remetiera aquella ilba e tratar, na rolla, toda a por-
fo pedra decalcar/ que poder .reeeber e o pro -
os e demail pessoas, que d'alli Itouverem de regrosar :
devendo oa pnrteodentes aprasenlar ai suai proposlas
nesta secretarle em cartea fechadas no da 18 (bo-
je) do correte pelas 10 horas da manbia.
Secretaria da petelo do arsenal de marinha de
Pernambueo, 11 de abril Alexandre fodrigull dos Anjol.
0 lllm. Sr. inspector interino do arsenal de ma-
rinha. era virtude d'ordein do Exm. Sr. presidente,
tem de contratara compra de um carregameotode fari-
nha para a provincia-do Ceara, e aisim o respectivo
transporte em naiio, que tenba para iiso ae devidas
proporedee, e em consecuencia manda declarar, que
para urna a entra cousa receberl naite secretaria as
respectivas propostas, apreseotadaa at o dia 18 (boje)
do correte, as 10 lloras da mantisa.
Secretaria da inspeccio do arseoal de marinha de
Peroaoibuco, 16 de abril de 1846.
O secretario,
Aitxandrt Rudrtguei doi Anjot.
= 0 Illm.Sr. inspector interino do arsenal de marinha
manda laier publico, que comprara, do dia 18 (hoje)do
corrente, 40 a 50 pecas de cabo de liohq de primoira
qualidade, de I '/a 4 '/ pollegadas: devendo os pre-
tendes presentar neata secretaria, at usse dir, aa auas
proposlaa em carias fechadas.
Secretaria da inspec(lo do arsenal de marinha de Per-
nambueo, 15 deabril de 1846.
' O eecretario ,
Altxundre Rodrigue* doi Anjoi,
O arsenal de guerra compra 200 vasiouraa da
timb; quem aa tuer para vender mande ao meamo
arsenal sua proposta em carta fechada al o dia 18
(boje) do corrente.
Directora do arsenal de guerra. 15de abril do 18i6.
Oescripturario,
Franciico Serfico da Ans Canalho.
= O 1 batalhlo de catadores de linba prreisa con-
tratar o fornecimento de caf, po, aasucar, carne sec-
ta, feijlo, farinba, loucmbo e arroz : quem taea gene-
ros quier fornerer, poder apreaentir suas propollas na
secretaria do batalhlo, (ra das Agoai-Verdei, casa n.
86), no da 20 do corrente, pelas 10 horas da manbia.
Candido Francisco i Sant'Anna,
Allerea agente.
Avisos martimos.
= Para o Ais e Mocor o hule lioa-Vxagem pro
jtende sabir al o dia 20 do correle, por ter ji par-
te da carga piooipta : quem nelle quier carrrgar, ou
ir de peasagem, dmja-se a toja de ferragens junto ao ar-
co da Concedi, n. 63.
== O patacho nacional Fictoria-Felit tahe para a
Babia, no dia 22 do corrente, impreterivelmente:
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passageni ,
dirija-te a Novaes & Companhia na ra do Trapiche,
' o. 34.
= Para Lisboa sai, impreterivelmente no dia 8 de
niaio vindouro, o bergaotim portuguez J'riumphanli,
cipilau Paulo Antonio da Ho. lia; recebe carga e passa-
genos, pera o quaea tem etcellentes commodos: os pre-
lendeolef dnjio-Se aos consignstarios liveira Irruios
Companhia na ra da Cius, n. 9 ou ao referido
| pillo.
Freta-ae, para qoalqutr porto da F.uropa, pre-
ferindo-se llamburgo a barca portuguesa E-pecu-
I'"f'e.de pnmeira marcha, lorrada e encavilbsda de cu-
tir: quem pretender, dinja-se aos consignatarios, Ol
'ira limaos & Companhia, oa ra da Gru, n. 9.
Para Lisboa sabir com toda a brevidade possi-
"I por ter parle do carregamenlo prompia o bri-
gue portuguez Juiepkina-Emilia, capillo Iiidio Ay-
'es de Sous : quem no meamo quier carregar ou ir
de pasaagean dirija-aea Nascimeoto SchaeiTer & C. ,
n' rus da Cruz n. 45 oa ao dito capitio.
> Para a Babia segu com brevidade o brigue-barca
'""'.'o. por ter parle do seu carregameiilo; podere-
, eber qualquer porcio de carga, asaim como tem bons
comrnodos para paaugeiros: os preteodentes podem Ira-
I lr com Amorim Irmios, ra da Cadeia, o. 45.
Letiao.
Leilio publico, a bordo do brigue Strtorio de
huma porcio de cama averiada pelas 8 horas do da 22
corrale oa preieoca do Sr. doutor juia do civel da
guada vira.
Roga-se ao Sr. chele de polica, baja de publi-
car, pelo prelo, a cbapa do partido praieiro para a elei-
580 dos dous aenadorea por esta provincia a fim de se
desvanecer a crenca queae vai eitabeleeendo de qu
o mesmo partido tem excluido dalla ao aeu mais ao
ligo e genuino correligionario, oSr. Antonio Joaquim
de Mello. O amigo de um dot interinado!.
= Roga-se ao Sr. Antonio Soarea Ferreira dos San-
ios queira apparecer em casa do padre Primo oa ra
do Burgoi, i negocio deseu interesse.
O NAZARENO N. 15,
estar a venda, ao meio dia em ponto, na praca da In-
dependencia, livraria ni. 6 o 8, e na caa da Fe", ra
estreita do Rosario.
'ra a coirespuneiii;!'prt:cu!:r i- t''s ', oolici
muito intercalantes do Rio-da-Prata e urna circular
sol re a eleigio dos senadores vinda do Rio-de Janei
ro, e refletSea a etaa circular : est digno de ser lido
pelos Peroambucanoa a por todoa qoantot presio a
justica.
Jos Monteiro de Aguiar vai i Europa.
Precsa-e Je um botn encadeina-
ilor, a quem se dar traba!lio elfecliva*
mente : nesta lypographia.
Aluga-se um moleque para toJo o
servico : na ra larga do Hozario, no se-
gundo andar do sobrado n. 3o.
Preciaa-te de um bom cozioheiro ; a bordo do
patacho Victoria- Feiiz.
Fabrica de chapeos de sol ,
ma do l'asscio-l'ulilico, n, 5.
Jlo Loubet lem a honra de participar ao respeita-
vel publieo. que acaba de recebar de Franca, pelos lti-
mos navios fraoeetea um bello torlimento do ulkmo
gosto sendo : chapeos de sol para homem e senhora ,
de aeda lisa lavrada e furta-cres com cabos e ca
(Oes muito ricos ; sedas de todas aa eflres e qualida-
dos panninhua entrenzados e lisos ; ludo para cobrir
chapeoadesol ; chapeos de sol, de paooinho de todas
as cores, psra homem com cabos e casides ricos :
tambero concerta os mesmos, tanto de homem como
do senhora ; poil tem ludo quaoto be necessario para
os ditoa e prumelte multa brevidade para azer qual-
quer concert : tudo por preco commodo.
'= Quem precisar de urna mulher para ama de urna
casa de bomem solteiro ou de puuca lamida dirja-
se a ra da Roda, n. 29.
= Ofl^rece-ae um aacerdote para dizer missa nesta
cdade al duas legoas de distancia : na praca da In-
dependencia livraria ns. 6 e 8
= Deseja-se saber, aonde mor so os filhos e herdei-
ros do finado Ignacio A Imeida >arrnbo ; e lambemos
herdeiros dos engenhoa Mundo-Novo e a Arsnba da-
Pedra a negocio tendente mis mesmos engenhos.
Deseja-se falUr ao Sr. Umbellmo Quedes de Mel-
lo: por isio, queira declarar a sua morada para ser pro-
curado ou dirija-ae a ra do CJuein.ado loja n 2
- Quem annuociou lar urna carta para a senhora I)
Mara Joaquina de AlbUC[uerque dinja-se auescrivla
Ferreira de Carvalbo na ra das Trincbeiras, o. 36,
que se Ihe diri onde existe a mesma tonbora.
I'rccisa-se alugar urna prela para o servico in-
terno e externo de urna cata ; na travesa da Concor-
dia, n. II.
= O Sr. Custodio Jos Maria que leve ou lom
loja de sapateiro oa ra de Agoaa-Verdea mande re-
eeber urna carta na ra da Cruz, n. 37, segundo an-
dar.
= Deseja se saber, ae exislem nesta provincia o
Sra. Beroardino Antonio da Coala e Severo Antoniu
da Coala tubos do Sr. Fraocisco de Paula da Costa ,
do Maranblo a fim de se Ihes dar nulicias que mul-
to inten slo aos mesmos, ou a quem delles suuboi: di-
rijio se a J. B. da Fonseca Jnior na ra d.i Cruz ,
n. 37, Segundo aodar
= Um rapaz brasileiro casado, com uio de ensi
nar se oflerece para dar licdei de primeiras letlraae
graromatica porluguea, em casal particulares ; quem
de seu preilimo se quizer utilisar dirija-se a ra da
Gloria n. 48.
= Manoel da Silva Passo subdito portuguez, re-
lira-se para a Europa.
- Precia-to de um eaixeiro portuguez de idede
de 16 armes, pouco mais ou menos para tomar con
la de urna venda e que d fiador a sua conducta ; na
praca da Boa-Vista n. 7.
Dl-se dinlieiro a premio lobre penhores deouro
e prata e bypolbecas em casaa terreas ; oa ra estrei-
ta do Rosario n. 30 segundo andar.
= Manoel Jos de Magalbaes Basto retira-se para o
Rio-deJaneiro, a tratar de seu oegocio, e deixa por
seu procurador a seu irmio, Fraocisco Jos de Maga-
Ihles Basto.
= Achou-se urna pequea obra de ouro na ponte
da Boa-Vista ; quem for seu dono, dinja-so a ra No-
va loja n. 58, que, dando os signaos cellos e pagau-
dooaonuncio, Ihe ser entregue.
Furlrio na noute de 14 para 15 do corrente ,
do quintal da caaa n 42, oa ra de Agoas-Verdes,
dous grandes tacboa de robre sendoomsior capaz de
levar dous bsldes d'sgoa e o outro menor : rogase
a quem souber onde existem taes objeclos ou a quem
forein os mesmos olTerecidoa por compra os appre-
benda e participe em a dita caa que ser recom-
pensado.
Arrenda -se o engeobo Limoeirinbo da fregue-
zia da Eacada ; erreuda-ae com 40 bois 50 e lanos
animaea de roda 5 ou 6 escravos ; lambetn vende se
a safra que esta criando : tratar na ra do t^uei-
mado loja n. 6
= Joaquim Ferreira dos Santos retira-ae para o
Porto.
= Precisa-se arrendar urna rasa com grande quin-
tal, ouailio, at a Soledade qur arja polo Corre-
dor-do Biapo, qur pela Irempe ; na ra da toncei
fio da Boa-V isla. n. 8.
Dio-sea juros 50l al 1001 rs. com penboraa,
ou byuolheca; na ra da Cooceco da Boa-Vista ,
o.8.
ai Francisco Moreira Diaa embarca para o Rio a
sua prela i'hereta.
- Deseja-se ssber onde he a aasislencia do Sr. Fran-
cisco de Paula Tararos Coulinho ltimamente che-
gado do Aracaly na sumaca Fclicidute.
_a= Bernardino Moreira Duarle declara, que quem
ae julgar seu crodor aprsenle auas coolas oestes 8
da*.
= OuVreco-se um rapaz portugus de 20 annos,
para parlara ou venda do que tem bstanle prati-
ca : quem de aeu prestimo se quizer utilsar. dinja-se
a ra do Caldeireiro n. 60.
= Manoel liento Machado embarca para o Porto, a
entregar a seu genro Lmo Ferreira da Silva, oa dous
eacravoa de norne Urbano Angola e Domiogos ,
erioulo.
= O abano aseignado como proeursdor bastante
de aeu sogro. o sr. Franciaco da Silva lem aulorisa-
aoaoSr. Antonio da Costa Riboiro e Mello para co-
brar as dividaa da lo|a do dito seu sogro e por isio po-
darlo osdevrdores referida loja satis'azer atj ..
Ihe levarad em eonta os recibos paasados pelo dito Ri-
heiro. ,/odo Kepomuceno /arroto.
= Aluga-ie o primeiro andar do sobrado da roa
Nova o. 5 com commodus para bastele fjimlia :
a tratar na loja do mesmo sobrado.
Joio Luix Diaa 'favores subdito portugus ,
ratira-se para o Par.
1= l'recisa-so de um moco portugus, do 12 a 16
annos de idsde, e que tenba alguma ortica de vender
lazendas lora da colad : na ra d Crespo, n. 4, loja
de Joaquim da Silva Castro. Na mesma loja precisa-se
do um homem chegado ba pouco, para eilor deeo-
genho.
== O abaixo anignado fat sciente aorespeitavel pu-
blico, que, tendo se manufacturado em sua loja diver-
sos objeclos para o arsenal do guerra, autrisou ao seu
eaixeiro Vicente Jo.- da Costa para reeeber a importan-
cia desles gneros, e este recebeo da tbesouraria geral
um vale da quantia dell6srs., passado em seu oome:
.corno o dito Vicente deixasse de ser seu eaixeiro,e nio
Ihe tenba querido entregar o dito vale, pretextando o
ler-se deaencaminhado roga o mesmo abaixo assigna-
lo ao Sr. inspector da thesourara geral, que nio pa-
gue sem sua ordem o referido vale, e com o que previne,
que ninguem faca trnsatelo 'goma, visto que elle Ihe
perteoce, pois declara serem os olijectos de sua loja.
Amonto h'erteira da Cotia Braga.
Lotera de S. Pedro llartyr
de Olinda.
As rodas desla lotera andSo inl'-iUivel-
mente no dia a5 do presente mez seia
qual fr o numero dos bilhetes, que h-
quem por vemler. O resto destes aclta-se
as lojns de cambio dosSrs. Vieiru, e Ma-
noel Gomes, no bairro do Becite, e no
re Sanio Antonio, as lujas dos Srs. Me
nezes, e Gusmo. c as boticas dos >rs.
Libagas, e Joo Moreira ; na vespera do
andamento das rodas smente se ven
leio ditos bilhetes na botica do Sr.
Moreira Marques.
= OfleTeee-se um moco portuguez, de 18 annoi .
para caiieiro de quaiquer arrumacio do que tem pra
lica ; quem do aeu prestimo se quizer ulil'aar, dirja-
se a ra estreila do Hozario n. 8, ou annuncre.
= J.'S Antonio da Cunha, subdito portuguez, reti-
ra-ae para fura do imperio, levando em sua companhia
sua tia, Lui A fabrica de sabio da ra Imperial do Aterro
principiou a Irabalhar no dia 14, e du dia 13 em Jianle
poder furnecer sabao aos freguezes, de qualidade au-
perior ao que vem de fra e por preco s-mpre inte-
rior ao dos arrria/ens de deposito deste genero.
=s Domingos Jos Marques solicitador da primei-
rae segunda instancia, e lamliem do foro ecclesisslico,
mudou a sua residenciada ruadas Tnni-heiras para a
ra do Queimado, n. 14, segundo andar ; as pessoas.
que se quizerem utilsar de seu preslirno, relativamente
aseuemprego, devorad procura lo ateas 9 horas da
manhia e a larde das 4 em diento que prometie so-
ieilar o mais commodo que lor possivel e com acti-
vidade.
A peisoa, a quem perlencerem urnas sseens que
dizem ser de arroz e feijlo, vindts em uina barcaca de
l'orlo-Calvo, a qual as deixou para ao tirar, e, a pedido
do mitin se tomarlo dirija se a ra da Crut, ven -
n. 46. que, dando ostignaes certos, e pagando o Irele
e derpeiss, serlo entregues.
ociedadc Thealral fclpoiiie-
nense.
O thesoureiro avisa aos Srs socios que os bilbetrs
para a recita de ti je, 18 do corrente, se distribuern na
ra Ja Cruz n. 43 ; e o mesmo fu sciente aos mes-
mos socios que cobrar! duaa mensalulades.
O srrematante do imposto de 20 por cenlo so-
bre o consumo das agoas ardentes de prodcelo braai-
leira avisa aos Sil. que ainda nio pagarlo dito con-
sumo, venbio fa>o-lo nosdiastB, 19 e 20 do cor-
rente na ra Direila n. 80 lindos os quses se
proceder na lrma da le conlra os que deixarem de
pegar
= O ubaixo assignado faz sciente ao respeitavel pu-
blico que Antonio Jos Ribeiro Jnior deiiou de
ser seu eaixeiro deade esta data: em consequencia do
que, avisa aquellas pessoas, com quem o mesmo tenba
coolrahido algum debito, para que compareced na ra
deS. Rila n. 91 a fim de ser pago dentro do pra-
zo de 4 diaa, depois do qual se nio responiabilisa. =
Recre, 16 de abril de 1846.
Joaquim Antonio de Santiago /tita.
- Quem precisar de urna ama com bastante leite .
e bom para eriar dirila se a ra riaa Cruzcs s. 22 ,
segundo andar.
= Odoutur Pedrada Albahide Lobo Moscoso, me-
dico mudou a aua residencia para a ra Nova n. 7 ,
segundo andar, delronle do oiUo da matriz de S. An-
tonio ; as pessoas, que precisaren) da seu prestimo .
podem o procurar nesia casa a qualquer hora do dia.ou
a noute e contina a curar gratuitamente as pessoas
pobres.
a Furtirlo da oaia do abaiio assignado urna ataca
de diamantes miudos. obra enliga ; quem della tiver
noliria ou lenha comprado ou empenhado tenba a
hondade de levar na ra da Concordia, casa terrea,
junto pequea casa do doutor Uaplista que tudo se
pagar! muito generosamente.
Joo Germano de Paula.
= Fa?em-se tolthOes elsticos, com loda a peileirio,
e concerlio-se velhos: laz-se e concerta-se qual-
quer guarnido de sege cortinados de qualquer rVitio,
tanto de sala como de cama armacOes de cirnrrim ,
e em fim tudo quanto for concernenle a tapetara por
preco commodo: na traveesa da Concordia, n. 13, e n.
6. alrls da lorre do Carmo por a ra da Concordia.,
= Perderlo-ae duas plices do thesouro de ns.
20 e 21 de quantia de 00' rs. cada urna receidas
na thesourara desta provincia a unijas as mesmas
dousronheeimenlos. sondo um da quantia de 60f re.
. nijip., Au iO rea Hirt'id um ik.Mmpnl.} -Ji!: apOtt**
es n Jos \ntonio de Oliveira a quem pertencern.
SOCIEDADE HARMONICO-TIIEATRAL.
A commisslo administrativa convida, pela segunda
ver, aos Sis socios em izeral para reuniio da sociedad*,
na lrma dosarligos4 e4l dos estatutos, amanbia, 10
do arrete, pelae 10 horas da maohaa, no sallo do
theatrn d'Apollo.
Penl io-se, desde a ra doi Quarteii at a ra dos
AQouguinbos, dous corddes de ouro com urna medalha;
a pessoa, que achou. querendo restituir, dirija-se ao
Atern-.la Boa-Vista, loja n. 4t, que ser generosa-
mente ratificada.
Precisa-se de um Portugus para feitor de um si-
tio perto da praca. que entenda de plantar/Sea; quem
"Stiver nestas circumstancias, annuocio, ou dirija-se a
ra do Queimado n 30.
Manoel Lopes de Araujo retira se para fra do
imperio.
';
Compras.
- Compra-se uma porra o de guano ; quem li ver ,
annuntie.
= Compra-seo tratado de Eleclricidade por Bec-
querel, de I8'U, ou o de Arago com tanto que seja
em bom uso ; qu> ni livor annuncie.
= Compra-se urna barcaca que lenha bom neo-
lamento; no principio do Aterro-dos-Afogados, n. 31.
= Cornprio-se quarllos e bestas sendo novos ,
ainda mesmo sendo magros ; no principio do Alerro-
dos-Afogados, n, 31.
= C impra-se uma escrava de afio, moca, da bo-
nita figura que saiha cozinhar engurruir o coser ;
na rus da Madre-de-l)eos n. 9.
- Comprao-se, para lora da provincia escravns de
ambos os sexos, de 14 a 20 annos com habilidades,
ou sem ellas; sendo de bonitas figuras, psgao-ie bem :
na ra das Cru/ei, n. 22, segundo andar.
== Compra-se uma venda que tenba pnucos fun-
dos lendo em bom lugar tanto para a trra como
para o Mallo ; quem ti ver, annuncie.
= Compra-ie um pardo ou prelo mogo, de bo-
nita figura que tenha hoin comporlamanto e leja
peif-ito official de sapateiro ; oa ra Lrga do Rotarlo ,
n. 20.
= Comprio-se doussollins ingieres com lodos os
seus pertences, em mero uso ; na ra larga du Hozario,
a. 0.
- Comprio-se quadrilbas da polka arranjadas
para violAo ; na ra Nova n. 5.
Comprase un molecote de naci ladio e sea
vicios o de bonita figura ; oa ra Nova, loja fran-
eera n. 8.
Vendas.
Vende-io um bonito moleque de 16 annoa, de
lodo o ser vico e bom psra pagem um dito official
de marcenerro ; urna prela moga co/mbeira e en-
gommadeira que le dar a contento ; uma dita de 20
annos propria para qualquer servico ; uma negri-
nha e urna mulatioha de 12 annos, muito bonitas;
dous prelos mogos e de boas figural; na ra larga do
Rozario, n 24.
= tendern-s* 3 moleques mogos isdios e livres
de vicios ; na ra da Cadeia-Velha n. 30.
= Whitton Eveni, natural dos E-lados-Unidos ,
retira-se para a liahia.
san Vende-so um cavallo de bonita figura, carrega-
dor por preyo commodo ; no Aterro-da-Boa-Vista,
n. 36.
Vende fe orna porcio de ncca vniaa de algodio ,
propriai para se encherem de farinha de mandioca : na
ra da Cadeia-Velha, armatem de estucar n. 12.
Vendem-se livrinhos das .Santas Misidesj, com O
aecrescirno da palavra de Dos; na ra Augusta, o. 22.
Vendem-ae duas meses glandes, uma carleira
pequea uma escada de mo tudo bastante usado ,
3 fiteirna proprios para miudezaa e varios nbjectos,
que tudo se dai muito em conta por o dooo querer-
se retirar ; na ra de S Bita, n. 90.
= Vendem-se lindas easse-chilaa de eflres fxaa,
pelo muito barato preco de 2200 rs o corte de 'Oco-
vadna ; assim como oulras muilas fazendas por bara-
to preco : oa ra do Creapo loja o. 8, de Campos a
Maia.
Vendem-se 2 moleques pecea de 18 a 20 an-
nos ; 2 ditos de 10 a 12 annos ; 2 pardos um de 16
annos, e o outro de 20 este bom oflinial de sapateiro ,
e ambos bons pagens ; 4 escravos bons para o trahalbo
decampo; 4 escravas mocas com boas habilidades;
uma negrmlia, de 12 annos, muito linda ; uma parda,
recolbida. de 18 annos boa mucama, e com boal ha-
bilidades ; um prela velba por 140/ n. : oa ra do
Crespo n. 0. p.-ir.s;ro andar.
= Vende-ie urna prela crioula de 20 e tantos an-
cos ; oa praia do Caldeireiro armaiem de lijlos ,
o. 6.
Vendem-se as ohraa completas de Gilbral, Bj
rs. ; bilhetes da barca para banbo, a 100 rs ; garrafas
da tiota francesa, a 320 rs. ; o tratado da religiio, por
1000 rs. ; rap novo da Cacboeira ; livros fraoeezes
v
e portugueses, muito biralos : na livraria da ra do
= Precisa-se de um rspai portuguez para vender I Creipo n. 11.
pi junto com um preto: ns ra da Guia, padanaj =Vende-ie um ptimo csrrioho de dun rodas por
n. 68. 'preco commodo ; na ra do Aragio, cocheira, o. 17.


fp
^
A
Vende-ie um (orrador em bom uio ; na ra da
Sjnz.illa-N iva, rcfinacio D. 4. .
= Vendem-se doua mulatinhot, do 1G a 18 annoi;
dous niulequei, de 13 a t8annaa; dous escravos opli-
IIH..S [im.-i t'.Jo o servico ; 6 esclavas, lendo dua> boas
coiinheiras ; urna parda com bonita figura cozinha
cose : na ra Diieita, o. 3 defronte do becco de S.
Pedro.
Vende-se a botica da na ila Crut no Recie ,
o. 60 com frente par a iacn...a do Corpo Santo.
Desnecessario be faier elogios a boa localidade, e nem
aacommodidadei, qua em ai lem : a artnapio nio po-
de hit de rnelhor gofio e alm dii dracada a guaroigio doa vaaos nio pode ser mais ele-
gante ; o lugar he inulto freaeo e em loman lem lu-
do o maii moderno : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cita o. 40. .
= Veodem-ie lamentes de horlaca da todaa aa
qualidadea, cbegadaa ullimamentode Lilbo. ; na ra
daCrui. no Recile t bolina n. GO.
=Cnntinua-se a tender o auperior doce de Braca ,
na venda de Joio Jacintho More ira, na ra daa Cruiea.
Vende-te um Monto da Costa de multo bonita
figura alto, boa groaaura e desembarazado em ludo ,
que se Ibe manda fazer ; o n olivo de le vend r eite
escravo he ter de retirar-ie a petioa que o vende : na
ra da Crui, no Recife, n. 60, ou na ra da Cadeia ,
n.-0.
= Vende-ie um moinho grande de moer caf, um
toirador, uma balines grande com 6 arrobm de pe-
tos dous tachos de arroba cada um ludo com pouco
uso e por prego commodo ; no Alerro-do-Boa-Vista ,
D. 21.
Vendem-se os seguintei livros em (raneo? : gram-
Bialica por Sevne ; Voltaire ; LaPontaine; Telema-
quo ; Penses de Leihnetz ; diccionario claesico, em
portugum ; e utios mais livros, todos em bom esta-
do : na ra da Cruz, n. 44.
= Vende-so um mulatinho de perfeita figura de
18 annos muilo proprio psra um bom pagem ou pa-
ra algum officio por ser muito lindo; uma prelado
nagao de-idade de 17 annos, de bonita figura pro-
pria para casa e he muito amorosa para criancas sa-
be lavar e faier o mais tervico de uma casa : na ra de
Apollo no Kecife n. 32, segundo andar.
= Vendem-so um escravo e uma escrava mocos e
de bonitas figuras sem vicios nom achaque, repre-
senlao o primeiro 20 aonos, ea segunda 16 tendo
esta principio de costura, engornma, ensaboa o lava de
varrella ; na ra doCJueimado n. 19, segundo an-
dar dasG as 9 horas da maohia e das duas ai 4 da
tarde.
Casa da F,
Na rua estreita do Rozario, n. 43.
Na casa cima contnuao-ie a vender as cautelas da
lotera de &, Pedro Mirlyr de Olindi cujas rodas an-
dirO nodia 2a do crrente.fi<|ue o numero, que licor,
de lilbetos por se vender. Na mesma casa vendem-se
bilhrtes e meios ditos da mesma lotera.
= Vndese por preco commodo a dinheiro, ou
a prazo um sobrado de 2 andares e solio na traves-
tida Madre e-Oeos, n. 7 em chaos livres ; lambem
se recebem lettrat, aendo de boas firmas: a tratar na rua
da Cruz n. 50.
es Vendem-se as Sania Missdes com acrese inso da
palavra de lieos em fulfact > | enesderoados a 80
rs. cada um ; no paleo do Terco, venda n. 7.
= Vendein so luvas para senbora a 240 rs. ; das
para homem a 320 rs ; meias pretas de seda a 1500
rs.; suspensorios a 200 e 400 rs ; tisouras linas a
160 rs.; franjas de algodio a 240 rs. a vara; bicoi
e rendas do diversas larguras ; chapeos de sol pars se-
nbora a 1800 rs.; linha de carretol a 310 rs. a du-
na ; abotuaduras de setim, a polka a 800 rs. ; ditas
deduraque, a 280 rt.; ditas de velludo, a 320 rs.;
lamamos pequeos a 160, 200 e 240 rs. ; papel al
maro a 2800 rs. ; dito de peso a 5100 rs.; pennas
de pato das melbores possiveis a 8500 rs o milbei-
ro : na rua do Cabuga loja de miudezas de Fran-
cisco Joaquiu Uuarte. Na mesma vende-te um preto
proprio para Irabalbar de enchada.
AO PfJULICO.
Naslojasdo bom barateiro, de Guerra Silva Si Com-
panbia, na rua Nova, ns. 6 e 11 acha-se a venda n se-
guinle : um completo aorlimento iie lia e teda de to-
das as cures para bordar ; (alagare* de todas as largu-
ras e desenhos em papel tendo tamtiem desenos j.i
principiados em talagarca para facilitar a sua conclu
sio |ielas meninas que comecio aprender, com o
quaes, indepeodente de uieslra, pudem aprender a fa-
zer o ponto e a executar todos us desenhot; agulhas
proprias para este mesmo bordado ; ditas superiores
para todas as costuras ; um sortimenlo completo de
papel de todas as cores e qualidades para lorro barras e
guarnirles de salas, e, entre elle, duas sals completas,
douradas e a telludadas; instrumentos de todas as qua-
lidades psra msica militar; e lambem rabeefies ra-
iceas, violdes flautas eclarinelss de todat at quali-
dades e varios precot; ricoi etpelbot com molduras
douradat do dilleruntes lmannos; candieiros da to-
dos as formas para talas tojas, e esludantes ; lindas
tedit escocezas para vestidos a 120O e 1400 rs. o co-
vado; fitas lavradas de todas as larguras a 120, 160,
200 210 320 400 e 480 rs. a vara ; ricas lao-
zinhat para vestidos a 320 rs. o cotado ; tpalos de
marroquim para meninas de 10 a 12 annos, a 500 rs
o par ; damasco verde a 1280 rs. o covado ; bor-
zeguinspara senbora a IGOOrs. o par ; o ainda ha
um resto de tpalos de setim a 320 rs. o par ; e ou
tros muitos objectot de gotlo, cbegtdot prusimtmente.
Vende-te uan cata larrea na rua de S. Bom Je-
ss das Crioulss o. 3 ; na rua de Horlai, sobrado
o. 48.
Vcndo-sc um piano bsmburguez com bott vo-
zes, e em meio uso pelo barato prego de 80* it.
na rua do Crespo n. i 2.
Batatas
superiores em qualidade vendem-se no armazem do
Bacelar, delronle da escadinha da Alfandega a if
re. cada gigo.
Na prica do Commercio, n. 6, veodem-ie saccas
de superior larintu da (erra por preco commodo.
Vende te um cobocnho, de 11 annos, proprio
para aprender qualquer oloio ; na praga do Comuitr-
eio, a. 6,
= Vendem-te penoas de eiorever muito bou *
3200 rs. o milbeiro a dinheiro nt rua da Cadeit da
liecifo loja de Joio Jos de Carvalbo Moraes.
\ende-se um almofarii com seu pillo, ou min
d gral asaerailo das duas bandat; ama corneta de 3
pildVt, muito boa com leu competente methodo ;
urna espingarda de espoleta do dous tiros, muito bos:
na travesa d* Concordia n. 13.
= Vendem-se moendas de ferro para engenbosde
assucar, para vapor ogoaebestas de diversos tama-
itos por preco commodo; e igualmente taixas de
ferro cnadoe batido de todot os tamanhos : na pra-
ga do Corpo Santo n. 11, em casa do Me. Calmont &
Companhia ou na rua de Apollo armazem, n. 6.
s*Vende-te vinagre tinto a 46.000 rt.a pipa ; di-
to branco a 35,000 rs. dita : na rut Imperial n. 74
Vende-te potassa americana, ltimamente ehe-
gada em barrit grandes e pequeos; lencos pretos,
de teda da India ; setim preto de Maeio ; velas de es-
pefmscclc de 4 5*6 em libra cera m??e!!,_' \ s!-
godio grosso para saceos ; ludo por preco commodo :
em cata de Malheut Austins & Companhia na rua da
Alfandega-Velba n. 36.
<- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
llia: na fabrica da rua Imperial,
n. 7; rua Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterroda-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na rua do
Trapiche, armazem de molhados
do icolle.
en Vendem-se 2o escravos, ebegadot prximamen-
te do Araealy com algumas habilidades, sendo: 12
pretos de 18 a 20 annos; 3 moloques de II a 13
annos; 2 pardos, de 20 a 24 annos ; 3 pretss, de 20
annos, cosem, corinhio e lavo ; 2 oegrinbas de 11
alanoos; 2 mulatinhas, de 11 a 12 annos; uma
parda de 18 annos, cose engornma e cozinha ; lo-
dos de bonitas figuras por prego commodo : na rua
da Cruz, armazem n. 51, i tratar com Jos Francis-
co da Silva.
Treise tendo de retirsr-se. fsz venda de seu si-
lio em S. Amaro com duas casas de pedra e cal, uma
grande com solio com commodos para grande lami-
da uma estribara casa para gado, furno, boa agoa
de beber 5 viveiros de peixe muilos pi dearvore-
dos de (rucio pasto para ter annualmeole 6 a 8 vac-
casde leite baixa para capim ; e vender* lambem
uma caa terrea lila na rua larga do Rozario : estes
predios sio de terrenos proprios : os pretendentet di-
rijio-se a fallar com o mesmo proprietario no mesmo
lio, em S. Amaro na estrada quo vai para ISe-
lm onde lem urna tablela.
Preparos para bordar.
Vendem-ie tedas frouxas francezss, de todas as cu-
res, em meladas chatas e de fios desembaracados; lia
branca e de cores lambem em meladas; igulbal de bor -
dar talagarca de varias grossuras ; estampas de varins
deienhoi para modelo para quem se qui/or applioar ;
suspensorios e chinelas de talagarga ; bilaioscom prin-
cipios de bordados e varias outras pecas j> bordadas,
proprias para quadros ou cobertas de lamboretes; um
aorlimento de luvat, meias, calvados de todas as quali-
dades para bomem, senbora e criancas cordasde tri-
pa bordos papel pautado para msica fliutas, vio
loes, rabeess, clarioelas methodos para os ditos ins-
trumentos ; e outrat mais farendas que costuma ter
as lojss franceas : na rua Nova n. 0, loja de Domonl.
Vende-se uma prela perfeita engommsdeira ,
costuroira e propria de lodo o mais tervigo de uma ca-
ta muito mor;a sem vichis riem achaques ; uma
parda, de 16 annos, de muito linda figura ; um mo-
eque, de 14 annos ; uma negrinhs da mesma idade;
um preto peca de 20 annos pouco mais ou menos ,
proprio de todo o sernco : na rua da Cadeia de S. An-
tonio n. 25.
= Vende se uma escrava de bonita figura cose, la-
va n comba hem ; 7 esersvos, bons para qualquer ser-
vico ; 5 moloques, de 10 a 16 annos e alguns pti-
mos era pagent: na rua da Cruz, n. 3.
Contina a estar venda o sitio
dos Afogados, que foi do finado Joaquim
Ignacio Corma de Unto : quem o pre-
tender dirija-se rua Direita, casa de
utn andar, n. 56.
= Vende-te farinha de S. Matheui, e da trra en-
ttcctds, ou pela medida velha j milho novo; faijio
mulatinho ; ludo por preco commodo : no armazem
de porta larga no caea do Collegio.
Vende-se, na rua da Cruz, n.
(Jo, armazem de Fernando Jos
Braguez, rua da Cadeia do Ke-
cife, cera em velas, receida
ltimamente de uma das tnelho-
res fabricas do "Uio de Janeiro,
e he de ptimo aorlimento, por
ser de tres ate 16 em libra e por
preco mais barato, do que em ou-
tra qualquer parte.
J", em grandes porc3es, e lambem da-se de venda-
Kem : no paleo da Ribeira loja do sobrado n. 15. Na
neima loja vende-so Carvio, lenha e gomma.
I>"o cscriplorio de Lenoir Pu-
gel & C.a, na rua da Cruz, ven-
de-se farinha SSSF de marca
verdadeira, chamada llamo,
em pequeas e grandes por-
coes, a vontade dos comprado-
res.
Potes para a pobreza
pelo barato preco de meia pataca, e dous
tustes cada um: vende-se no caes da
Alfandega, junto a escadinha.
\endem-se latas com superiores
^ bolachinlias de gomma de araruta,
? simples, e com gosto de laranja, e
K ervadoce, muito excellentes para
<< prsenles; pelo preco de 2s'4ooris, #
para se fechar conta de venda: no
<) armazem de Bacellar, no caes da AI-
\ fandega, defronte da escadinha.
3
Vende-se, por barato preco um pequeo sitio,
em Ierra propria com casa de viveoda coqueiros ,
bacilo a porta muito Iretco e muilo perlo da prai,a ,
por ser no Remedio ao lado da Patsagem : nt rua de
Agoat-Verdet, n 21.
Vendem-se redes de dormir, do ulti-
mo gosto, de cores, fo dobrado, obra
superior, feitas no MaranhSo : na rua do
Crespo, canto da rua da Cadeia, loja do
Sr. Francisco Gomes.
Vende-te mel de furo por preco muito comtuo-
\ ende se um trancelim um cordlo orna moe-
dadeouroencasloada um coracao, um cordo groa-
so com 38 oitavas, ludo sem feitio ; no largo do Car-
ino venda n. 1.
neis 500.
Cartas francezas, para voltarete, muito
superiores: na rua Nova, n. i5.
= Vende-se uma casa terrea sita em Fra-de-Por-
tas defronte do Pilar, com bastantes commodos, quin-
tal murado : oa rua do Collegio n 16.
= Vende-ie superior eslda dn tmales, as libras e a
rctalho ; na rua da Cadeia do liecifo n. 15, loja do
BourgarJ.
=Vendem-ie varios escravos, teodo moloques ne-
grotas, pardos, parate pretos lodos de bonitas (i
guras; atri da matriz deS. Antonio o. 10, primei-
ro andar.
=Vende-se uma pn la de Angola de boa figura ,
tem vicios muito moga lava, ensaboa, cozinha e sa-
be andar com meninos e vender na rua; no largo do
Carino, venda n. 1.
= Vende-se louca vidrada de todos ot ttmsobot.
como teji : cscsrolas, pspeiros, panellat, alguidaret,
servidores, vasos para flores, boides psra manleiga, por
prego eommouo ; na rua da Madre-de-Deos n. 9. e
na rua do Encantamento arma/em ao p da cacimba.
= Vende se uma escrava de naci, de 24 annos, de
bonita lisura ptima quitandeira ; um mulatinho .
de 17 anoos ptimo para pagem e com principios
de carpma ; um cabra de '22 annos de ptima fi-
gura bom carniceiro e canoeiro ; um escravo de na-
vio de "0 crine cun offlci de serrador : na rua
das Cruzas n. 22. segundo andar.
Vende-te um bote ioglez com 4 remot ; um
guarda-louca; um guarda -roupa ; urna corrate de ou
ro para relogio ; ludo novo e por preco commodo : n
ruada Matriz o. 33, segundo andar.
a Vende-se uma cssa terrea na rua da Coneeicln
da Boa Vista n. 43 ; na rua da Matriz do meimo
bairro n 35, primeiro andar.
= Vende-se uma prela moga de bonita figura ,
vinda do Ass ; na rua Nova o. 55. cuja entrada
be pela rua das Flores defronte do etcrivlo Francis-
co Joaquim.
; DE 6 PORTAS HJ2 fr
*5*Tv>sta Inja vende-sepsnno ;fino a 2500, 3000 ,^f
f3500 e 4000 ; sarja bespanbola muito superior,^
a 2100 rs. ; merino muito fino a 3200 rs. ;{
f pecas de mtdapolio a 3000 3500 4000 ,j
4600, 5000 a 5500 rs. ; luvas de seda pira se-J
wnhora, a 320 rs.; meias prelas para meninas a
P160 rs.; faienda para habito de lerceiro de S.\
^Francisco; e oulras muitss fszendas de boa qua-
ylidade por commodo prego.
tea _
=Em casa de Fernando de Lucca na rua do Trapi-
che, n. 34, acaba-se de receher o teguinte : tmeizat.
cer< jai, patsss miudasdeCorinlbo'.conservti, comofruc-
tas, peiegoi, morangot, cerejas, etc.; legumes em Is-
las e oulrat, como pepioot em vinagre, ateitonai t
libras superior cha byiion e gumpowdre, dito preto
(soucbon). vinbo dss leguintesqualidides: Sherrys. Ma-
laga, Madeira, do Porto, do Rbeno, Bordeauz, Haul-
Berssc, Cognac, licores de diversss qualidades. atei-
te doce superfino, charutos regala e de Mtnilha doi
melhore fabricantes e oulros uhj< ctos; ludo por prego
acommodsdo, em porgio a a relalho.
l'recos moderados !
Vendem-se, os loja da Guimariet Serafim di Compa-
nhia oa esquina da rua do Collegio, com frente para
o arco de S. Antonio, as seguintes laten das : chitas
(ranelas ram nuatrn mtlmna a irwun A* Uraara
, r_... _. ... _.0^,H .
300 rs. o covsdo; dilas dos mesmos padres masburksi.
pelo referido preco cima : iquellas sio de urna s cor,
teem desenhot agradaveii, e lio mui propriat pan ves-
tidos de meninas, oa para roba de chambres de senbo-
ra ; e estas lio de pidrSea inteiramente novoi: tanto
urnas como oulrat sio de Untas finiuiniai e ot teus
psnnos teem a contiilf ocia do linbo : chitas inglesas de
soffrivel qualidade a meia pataca u covado ; e a pega
por 6000 rs. ; risoadinbot largos e trcidos i 180 rt. ;
riicadiohoi largos dt cbadre, a 240 n.; ditos tarcos,
a 320 r. ; luvas de teda sem dedoivprelai o de cdre
propriai para senbora a 240 rs. o par ; pannn d, |]
nho da ilha com uma largura aoflrivel. a 800 n.
vara ; pannoi finoi da cOres, a 4800 rs. o covado ; dj|
preto, prova de limSo da lubrica do hem eeredits.j
Abrabam Roth deManchester 9000 n. o covado"
sedas de chadrez propriai para vestidos, a 14t0ra
princeza preta com 7 palmos de largura a 1280 ri
franklincom a mesma largura, a 1280 rs. ; caisaa com
chadrez de cre, proprias pira cortinados, a 400 rt
a vsrs ; dita idamascada larga com ramos de c6rM
a 480 rs a vira ; eambraia lisa azulada a 400 rs. i
vara ; papel de machina a 2800 rs. a resma; nr,
3reta neipmhola ; letim preto de Mico; urja de eor-
So levantado propria para abas de iobra-caia.cn
casacas por ser a que se uta oa Europa ; corles deca.
simirs franceza elstica para calgai ; tafttis dacrj.
rete preto; chsle de seda ebegados ullimamanta de
Fringa ; manas pita senbora de setim e escocem
das mais modernas ; loncos do seda para honimn ..[
nhors ; melai hraness de algodio Inglezai, deri|!
tent; ditas do fio da Escocia, abertss ; ditas de ,e(jj
preta e branca; chapeos de sol pira homem e senhoris>
meias curias, de lindo do Porto ; dsmuco de ilgodio
lia ; bretanba de linho fino ; esguilo de paro linbo
volantes ; gilSes ; espiguilbas; e oulrss muitai ,Ilril
das, conforme o indicado na epygraphe dcste snouocio
Vendem-se quatro escravos de bol
ni tas figuras, de 18 a ao annoa, chegados
ltimamente do Cear : na rua do Oes.
po, n. ii.
Vendem-se 7 eicravot tendo : 1 preto i Qla
pardo, amboi de bonitas figaris tem vicios nnr,
achoques ; duai pretil uma ile 15 anoos e a out?
de 10, i primeiri cote hem e laz lavarinlo e asetun-
da cose chio ; 2 mulatinhas de 11 a 12 annos, Um-
bem cosem ; umeabrinba de 12 annos, bom esperta
e sadio : oo pateo da matriz de S. Antonio obrado
AOS ARTISTAS.
Collecglo de receitat tegredos particulares, at-
cetsarioi para o tinlureiro o para a maior parla dos
artistas, e manufactureiros, ofDcios e oulros dilferanle
objectoi, por Joio Baptisla Lucio, 6v grossos 0i-
lavo portuguez, com additamento, 1845. Veja-sa sobre
o merec ment e utilidado desls obra a fevula U. L-
bmrmn, que dando nolicia della, qualilica-a de/itrs
precioso/ara ai anei. Vende-te.oa livrarii daeiquiai
do Collegio.
Escravos fgidos
Fugio, no da 10 de oulubro do anno pinado
(1845.1. o preto crioulo, de nomo Izidnro de 21 an-
nos de idade, retnelo, secco do corpo,, esta tura re-
gular (alia fina oflicial de alfaiate andava calcado
e muito bem vestido; era lambem o bulieiro do Sr. bi-
rlo de llamaraca residente no Recife de quem lora
escravo, eo vendeo a seu atnal teobor, Alves Viaoai,
morador na rua da Sentada-Velha n. 110 ; o qoil
offerece 100l rt. de gratificacio a quem Ibe descobrir
o reeriihieacravo.
Fugio, na noute do dia 15 do correte de bor-
do do brigue nacional Serlorto ancorado na priitdo
Collegio um preto de nome Antonio, ello gorda,
ulbos pequeos bem retnelo ; levou camisa da 'l-
eselo caigas de brim brinco, barrete encarnado,
uma pequea trouzinha com tut roupa e 60 patiroei
que roubnu de um marojo de bordo ; etle escravo coi-
turna a lugir e a embreigir-se : roga-se aa autoridades
policiaes ou qualquer capilio de campo, que o
prgar, de o levar a bordo do dito brigue ou aoounciir
por etti f I ha.
A senhora viuva Cimba Guimaraes
pede s Ilustres autoridades policiaes i
mitra qualquer pessoa, queapprebendo
o seu escravo Luiz de naco Cabund,
alto, de bonita figura, com ponta de bar-
ba, e olhos grandes, avermelhados no
centro bem preto e ladino : quem do
mesmo der nolicia ou o trouxer loja
da mesma senhora, sita na rua do Cres-
po, ser generosamente recompensado.
Tendo deiapparecido, no dia 13 de oulubro di
1815, a escrava Escolstica, que representa 24 sdom
de idide d altura regular ebeia do corpo ; quin-
de falla parece ter a bocea ebeia ; costuma Irazcr o ca-
bello penteado e andar se sacudindo ; tendo levado
lia de lila e panno prelo e mais alguns vestidos i*
cinta ; e como baja noticias, que ella se acba em un
sitio na Ponte-de-TJcha servindu a um Ingbt, coto
lorri: portioto pede-te i pessoa, aonde ella te cbir,
ou mesmo qualquer oulra que della lenha noticia ,
de dirigir-se ao largo do Collegio, loja de chapeos,
n. 6.
ss Fugio, nodia 14do mez passado, do armiieti
de porla larga, do caea do Collegio um eteravo pu-
do de 15 innoi pouco man ou menoa tecro d
corpo cor amirellada ; levou cagate csiniss de ru-
cado azul : quem o pegar, leve ao dilo armaseo 'lM
lera generosamente ratificado.
= Fugio, no dia 5 de agotto do anno p. p D""
preta de nome Marcellina de 35 a 40 annos, alta,
magreirona do corpo ps bastant i grandei, cirs
comprida, os buracos doi brincos grandes, <>*' '
do corpo nio muilo prela; quando beb" '"fnJ ,0
muilo regrnla : quem a pegar, leve a rui li'M ^
zario n. 24, primeiro andar, que tera bem teconv
pensado.
Fugio, no dii 12 do correte uma ntgriobtdc
nome Marti di Cooceicio de estatura ordinaria, <'
redonda olhos pequeos falla fina representa 1*
15 annoa de naein AngnU ; l Om Hnua dedos ">
umi das mos queimidot, que ainda os Int tmbruli**
dos em psnnos; levou vellido de chita azul de Ii'"3'
brincas panno da Cotia com mttamet: quem a pe-
gar, leve a roa dos Cjolrtef 'boj* larga do Ron"
o. 18, ou oa roa de S. Francisco n. 33, que ie'
nerossmenle recompensado.
PEBN. } NATYP. DE M, F DE FABIA
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