Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08243


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Full Text
Ann de 1846.
Sabbado 4
i 0 DIAltlO publca-se todos os dias que
nao forem de guarda : o pre{0 da assigna-
I tura he de 4000 rs. por quartet pigoi chan-
tado* O annuncios dos assignantei sao in-
I eridos a razio de 20 res por linha, 40 rs.
'em typo dillorentc, cas repetlces pela me-
tade. Os que nao forem assignantes pagao
80 rs. por linha, e 160 em typo differente.
PHASES DA LA NO MEZ DE ABRIL.
1 Crescente a 3 as S hor. e 51 mtn. da tard.
La chela a 11 as 3 hor. e 35 min da tard
I Mingoante a I8as h. e 4 min da tard.
La nova a 25 m 2 hor. e 28 min. da tard.
PARTIDAS DOSCORREIOS.
Golanna, e Parahyba, Segd." e Sextas feiras.
Rio Grande do "orle, chega as quartas
feiras ao nielo da, e parte nasmesmas ho-
ras as quintas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no I., II e2I de cada inez.
Garantios e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Plores a 13 e 28.
Victoria as quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira ai 11 h. e 42 minutos da manhaa.
Segunda ai 12 h. e 6 minutos da urde.
de Abril.
Anno XXII N. 76.
DAS DA SEMANA.
30 Segunda S. Domnino, atid. do I. dos
orf. e do i. do C. da 2. v., do M. da i
31 Terca S. Balbina, aud. do J. do civ.
da 1. v. e do J. de paz do 2. dist. le t.
1 "nuil Macario, Aud. do J. do civ. da
2,' v.. c do J. de paz do 2. dist. de i.
2 Quinta S. Theodozia, aud. do J. dos orpli.
edo J. M. da 1 v.
3 Sexta S. Ricardo, aud. do J. do civ. da
1. v., edo J. de paz do 1. dist. de t.
4 Sabbado S. liidoro, aud. do J. do civ.
da I. v., c do J. de paz do 1. dist. de t.
5 Domingo S. Iria.
CAMBIOS NO DIA 3 DE ARIL.
Caufb. sobre l.oii1res25'/, d. p. I^.a60d,
Piris 3">i> ris por franco.
i) Lisboa 10j p c. pr. p. ni.
Desc. delet. de boas Brillas I '/, p. / mea
O-iro-Oncas liospuibol is .l#,lill) a 31*200
. Moeda deBJMOOvel. HiSiO a \7t/ono
d6ff00nov. itirm a 16*.'! M
de 1*000 KftDi) a 9#l>0!)
Prafa-PatacOiM .... IJM0 a l.*">7n
. Pesos INilumnares l'.Ki1) a 1*1)81)
Ditos Mexicanos. la'WD a 11940
PrataMiuda l/fiii a 1/700
Acedes da V..' do lleberibe de 50,^O0uao par.

DIARIO DE PERIVAMBCG
PARTE 0FF3CIAL.
BISPADO DI- PERNAMBUCO.
D. Jododn Purifieaf&o Afa-quts Pirdigdo. eonegori-
ra/e dt Sanio yifo\linho, por grafi di Din i da
tanta S apostlica, bitpoje l'ernambuco. do cunc-
ko de S. M. I., *lc, ite.
A lodos o notsui diocesano! nde. pu e bencio em
lime de Jess Chrislo.
Nao be possivel, que o prelado delta diocese deixe de
manifestar o regoaijo, que em seu confio superabunda.
Sel ventura, que gorou, de prewneiir (na matriz da
oi-ViiU em reilidide. ms ou'rai desta eipiUlem es-
pirito) a ingente multiddo, que, para escalar M Santas
Musoes com a msior alinelo, tlTIuio nos templos, e
samare niemorivel procissio de penitencia, verificada
ni noute do dia 22 do corrente (enarco)
Quio idmirivel, e reeommendavel leja elle orlbodo-
10 proeedintento, muilo pirticuUrmenle na presente
poce, ninauem ignora : e nf emitliriamos unt de noi-
loi desarel, se deixaisemoi de confessar esta verdade,
oecasionsdora de extraordinario jubilo, bem oomodeve-
riamos luppntlir maior censura, se nio Iributissemos
o selo e fervoross piedade dos Rvms. Hisiiooirioi o de-
sido reconbecimento.
Dep lis de persuadidos da crenca, -que a grey per-
nsaibucsaa presta a doulrim, que profesas, resta, que
nos exorcamos urna de nosin mus sublimes allribuicdes,
exhortando os filhos da noli igreja a cordarem esta
migoifiea e manulhosa obra com a prstici das virtu-
des, que i Sants Misslo persuadi, odiando lineen meo -
te os vicios e pii.OeJ. que ella condemnou. >em eita
prslica, o exercicio dis Santas MiitOei, nio s nao ser
til, como noi oecasionsri a msior ruina espiritual. -
Que genero de excun poden o peccedor impeniten-
te allegar no tribunal, em que lem de sor julgado rec-
iimtmenle por Jt-sus Chrislo ceresdo de infinita glo-
ia e magestade. quindo, avisado de sus depravacio
lempo opporrtuno, nio sssinls sos remoraos de sus
mcienaa. nio ano.ua so caridoio .1 .> ;;.,^1,),.II..
leos, que nio quer a eterna rrprovacio dos que remio
seu precioso singue, e resist a* divinal inspira-
res, que s doulrins evsngelica subminislrs sos que as
si bem, e queiem sprecisr !
Como se justificaras osqoelle tribuml ol que Dio ou-
vem a prediei evsngelics, tilver por motivo de temerem
sua convenio Quilo perigoia, porm, Ibes pode ler
urna deliberaclo, que nos conslilue ni urgencis de la
mentar a procraslinacao em sus resipiscencia, equic
sua impenilencii final !
Raciocine cadi um como Ib'sproover : se toda vis c-n-
durecer o proprio corsclo pela falsa penuitio deque,
pin ser sslvo, nio he miiler s audiencia da pslavn,
com que Jess Cbrislo, por intermedio de seus minis-
tros, nntre e alimenta is nnssss almas, tema, nio se rea-
lile t seu respeito a oruiidivel seotenes do Salvador dos
homeni = Aqoelle, que nio ama a Deo, nio ouvesua
pilavrs. Proptirta ves non audiiu, guia ex Dea non
eilit=. Ev. Joan. c. 8.* v. 47. A'fulmioiclo desta
terriv'ele pavorosa sentenca jimeis nos pode ser indi-
ferente Os que piofisiio o cbritlianismo nio se po-
drir, dispensar de comparecer nos templos pan ouvuem
adivina palavrs. Esteomeio mus efficaz d'evidrd in-
sensibilidsde. que muitos demonslrio pin com si es-
clarecidas e luminosas verdades, que nos Torio manifes-
tsdas pelo momio Jess Cbrislo, sem que jmsissejs li
cito quellei, em quem o pejo e o pudor j neo exislem,
eeincujo corarlo impera a irreligiio. denomins-lti
(com a man escantilln ouiadi) imencfioi humanas I
Quintos habitantes do universo, pira usquses linda
Dio raiou o brilhsnte dao das verdades eilbolicu,
quereriiolor deltas perfeitoconbecimento pira n acre-
dilar e praticar, convencendo-se da violencia, que de-
ven (azer a li proprioi pan conquistar o reino, que
padece forca I
Nio nos engaamos no rsciocinio. que formamos so-
bre este objeclo, pois que lemos, com s mainr compla-
cencia, o grande progressoda religiio cstholica nos psi
es mais remotos, e entre os meamos protestantes euro-
peos,promovido, esuslentsdo este progresso pelo mui
activo lelo de varOes ipostolieos, euja bem reconbecid
piedide lem iltrshido pan i santa igreja muitoi pa-
gios, hoje perteneeolei io nico verdsdeiro aprisco, que
eonhece um s psstor.
Eis o portentoso resultado da ludicio di divina pala-
vra, lio necessaris ao ebr isleo, como o proprio slimen-
to I E como poder este corrigjr-se. carecendo das sau-
diveiadmoeitatdei, e pias illaitncSes, pelas quies a
divina misericio quer tocar o corceo!
No capitulo j citado v. 51 diz Jess Chrislo : =
Em verdade, em verdide vos digo : aquello, que guar-
dara Riinbi pslavrs. nio morrer elernamenle : A-
men. amen dico rois : liquil setmonttn mium terva-
veril, mor lem non guslubit in aHemum.
Sendo ella urna verdide eterna, apenas conlndita
pela incredulidide d'alguns judeos no icio, em que Je-
sus-Chrislo a proferio, e nio impugnada desde o exor-
dio ou origem da II irecente 'groja al hoje, jamis po-
demos deixsr de coofeinr, que nio perteocem a Dos
os que nio escullo sua doulrina. Notemos a toesote
exprenio de Jesus-Chriito, quando nos nsevers, que
nio morreremos eternamente, se gusrdsrmos sua ps-
lavrs ;.e lacilmente comprehenderemos como noi cons-
tituimos reos de morte eterna, se omittirmos o dever de
obedeeer esle preceito, cujs importancia devenios pon-
derar ittentaments, pira evitar os funestisiimos eleilos,
que no terrivel porvir podemos experimentir, atienta s
sagaz astucia, e envenenado ardil, com que o demonio
meridiano constantemente intenta Maquear nona fe,
Iludir nona espranos, e aniquilar a csridsde, que nos
c.r.riMiu flbos de Deus, e ouherdfliroa da sua gloria
com Jesus-Christo.
Reverendos sacerdotes, respeitsveis ministros do Al-
tissimo, se em todo o lempo devemos recommendsr-vos
o cumprimento de vossos deveres, exboi tsndo-vosa que
exemplifiqueis o povo ebristio com vosso regular pro-
cedimento. mui particularmente anhelamos cumprir es-
ta noin attribuicio no lempo prximo celebravio dos
myslerios mait augustos de nosia religiio, s sacralisii-
uis paixio, morte e rosurroicao do Jeius-Chrislo, a
quem devemos ter lempre preseote, psrs nos recordar-
mos ds responiabilidade, que opprime nossos debis
hombros.
Nos vos recommendsmos com maior solicitode, em
nome de Jesus-Christo, aquella piedade e devocio, que
deveis manifestar os celebrscio do incruento sacrificio,
convencidos deque, se neste seto da maior suhlimida-
de entre o ebrisliaoismo nao pstenleardes o convenien-
te respeito, e pis venerarn, quu o divino preceito vos
prescreve, tereii reos do coipo e singue de Jesus-Cbris
lo, o do escancalo, que occasionsrdes, como nos di, o
apostlo oscrevendo sos Connlhios.
Vos nio ignonii quio criminon sejs qualquer ac-
ccleraiao neste tremendo aclo. Temei esta falta pin a
evitardei. Sede solcitos na administradlo dos sacra-
mentos, ezercendo esto ministerio com a necessaria pie-
dade. scienles de que eiti muito cuncorrer pin os
agraciados obterem o bem espiritual, que almejio.
Altendei, e vede como administris o sacramento da
poniluncia. Nio vos constituais cmplices dos peccados
Ibeios. Do beneficio d'absolvicio, rectamente udmims-
trsds, pende a sanelo do penitente ; sus e vosis repro
vacio eterna, d'aquells, que abusivamente outorgardes
Na recitifio do officio divino applioai i maior alin-
elo, para que vossa oracio nio le vos impute a pecca-
do. /.'/orato rju fial in peccatum. Salm. 108, v. 7.
Neste lugar diz S Agoslinbn : = A oracio, que nio
heicompanhada doi requisitos necenatini pin ser it-
tenilida, nio s nio apaga o peccado, mas ella mesma
neste se converte. = Orarlo ouo; non fil per CVisium,
non lolum non poteil deleri peccatum, itdeliam ipsa
fil in peccatum Nio inutiliseis o fructo, que vossis
upplicas podem causar aquellos, a favor dos quaes as
enviis ao co, recordando-vos, que responderis por
osla inulilidide.
Guirdii nos vosios coitumes i conveniente iotegri-
dade, como vos foi rrcommendado por aquelle,' que vos
conlerio o formidavel sacerdocio, sendo-vos igualmente
recommendada neali oocasiio a imitacao da Isus-
Chrislo, que quotidisnsmenle depositis em vosias
ruaos; para que, celebrando o mysterio da morte do Re-
Jemptor, procuris mortificar vossss paixoes, e concu-
piscencias. Na mesma illocucao, proferida em nome da
santa igreja, se determim, que i vossa doulrina seja es-
piritual medicina para o povo de Dos ; que o suave
oheiro do vossas virtudes deleite a igreja do Cbrislo, pa-
ra que, pela predica e pelo exemplo, Ilustris o povo
chrislio. Pont, rom 1 part, fls. 38.
As Ilustres autoridades oivis e policiies, p t quem
S. IW, I. e C. exerce o poder temporal, nio estio sub-
jeilisso poder espiritual, no que dit respeito sos seus
empregos ; nio esli, porm, lentss desle nos casos,
em que devem subuiiisio ssnla igreja, de quem sao
filhos.
Allents esta verdsde, e sendo de nosss inleneio exer-
cer em toda a sus generslidade o ministerio, que nos
loi confiado, As mesmas Ilustres autoridades noi dirigi-
mos, exhortndoos, em nome da ssnla igreja, obser-
vancia dos preceilos de Dos, ds mesma santa igreja, e
das leis civis, certos de que o seu exemplo influe consi-
deravelmenle na conducta moral e civil, que os seus
wbd'ilos legaet dwem pnticar.
jNs Ibes roga~ti'ios em nome de Jesus-Christo, nosso
ronsliluinle, queirio ter sempreern vista sua responsa-
liilidade, perante o pavoroso tribunal, no qual um dia
ilevein ser examinadas as susl obras, e pretcrutidos os
leus ponimientos. L da sab. c. 0.v. i.
Como mais Ilustradas entre os domis cidsdios, que
carecem de esclareciinenlo, constrangdos as considere-
mos a exemplificar a sociedad chrislas com maior ener-
ga, tendo em vista as sentencas fulminadas pelo Espiri
to-.v,nio. = Os que governo soflrero rigorosissimo
juno.-= Juicium durimmum Ais, qui /iraiunt, fiel.
Id c. e v. 6.. = Os poderosos serio vehementemente
atormentados. = Pottniui potenter tormenta patien-
tur. = Id. o. V 7
O pislor temporal suppci io pastor eterno, se digne
gravar na mente e imprimir nos corneos de seus dio-
cesanos a doulrina ora eiposla. Produrir ella o resul-
tado equivalente a nossa eipedecio ?rAssim o permita
aquella Providencia, na quil confiamos.
Palacio da Soledado, 31 de maioo de 184G.
Joto, hispo diocesano.
conbeclmento e execuQao da referida resolacio perteocer,
queacumprao e faci cumprir tao intelrameole como
nella se contm. t) secretario desla provincia a faca im-
primir, publicar e correr.* Cldade d* Kecife de Pernam-
buco, aos de marco de 18(6. vigsimo quinto da inde-
pendencia e do imperio.
( L S. | Antonio Pinto Chickorro da Cama.
Carta de le, pela q'jil V. Etc man la execular a re-
solucao da assomblca legislativa provincial, que houve
por bem succionar, revogando dilTerenles leis provio-
ciies, na forma cima declarada.
Para V. Exc. ver.
iose Xavier Faustino Ramos a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia de
Pernambuco, aos 3o de marco de ts'iii.
Vicente Thotnaz Pires de b'igutiredo Camargo.
Registrada a f.WJ v. do llv.l."de registro das lois, que
serve nesta secretarla da provincia de Pernambuco, aos
13 de marco de 1846. Francisco Xavier e Silva.
Governo
A RAIJVHA MARGOT. (**)
por 2llantirr Dumna.
SEXTO VOLUME.
CAPITULO XV.
O BU HE MORTO : VIVA O BD.
Calherina e o duque d'Alencon, lividm de modo, e
Iriiiuilu de furor, rnlrarko alguna minutos depoia.
Como o Iiatia adivinbadu Hriirii|ue, Calderilla aabia to-
do, e iinl.i liav^a iliio. em pouoaa palavrai, Fnncisco.
Crriu riles alguna pasaos, e pararlo a espera.
Iliiirn|iie ealava en, p a cabeeeirn do leilu de Carlos.
O rei, ignorando o que acab.iva de pasear, deola-
ron-lhea a sua vuniadc,
Sriihora, diaae rile aua raii, io en tivesnc nm fi-
lbo, arriis Vos regente, na vuasa falla, aeria o rei de
Polonia, e, na falla desle, rui fim. nieu irmJo Franoiaco;
maa nio (eolio filliO, e drpnia de niim prrtrnoe o llirono
-a meu irmlo i duque d'Anjou, que cal anenle. E oo-
"'n qualquer dia vuA elle rrelamar eaae ihruno, ni
qnero que acbe ena aeu logar uro bomeni que pona, por
() Vid DUrit a.' 75.
drritos quaai guaei, dispuiar-lbe a srus, e que espo-
nlia, por i onarqiirni'iv, o reino a guerras de pretcmfen-
les. Eis a raalo por que nio vos eacolbu para regente,
nlior.i, porque leriea a decnlir-vns por mu tiln, eon-
Ira o oolro; o que aeria duloroau para o oora;Ao lo una
iiiJi, Eis a raao de nio nonienr a sneu irmio Franoiaco,
porque este poderia dizer a aeu irmio man velhu:
Vos linlieia iiin llirono, para que u deixaslea? > Nao,
eei'olho, permuto, um regente que pues* tomar a cora
eoioo um deposito, e que a guarde em auaa mos, c ni
ubre a cabrea. Esto regente, aalvai-u, arnlmra; aal-
vai-ii, toen riiiao ; cate n-genle he rei de Nevarr.
1'. coih um getto de manilo aobrano, saudou a llonri-
>|ue onir a mo.
Calberina e d'Alencon fizero um movimenlo, que
lano iinba de venia como de tremor nervoso.
Toiuai, Sr. regente, diaae Carloa au rri de Navar-
ra, eis-aqui o decreto, que, ale chrgada do re de Po-
lonia, vos d o coniniaoilu dua exercitus, aa chavea d
iheaouru, o direilo e poder real.
Calberina devoris Henrique coro oa olhoi; Frannia-
ro eatava lio Irrinolo que nial ae podia tualer; mas rata
(raqueta de um, e eaa tirmeta da nutra, em vet de iran-
quilliaarem ilenriqur, liie mutlravlu o prrigu imiui-
nenie, ameacador.
Niu drixon, porm, Hrnrique de faier nm violento
rsforco, e, sobrepujando lodos os soa len-orra, receben
da mo de Carina o decreto, e, ergueudu altivu a cabrea,
Hluu Calberina e Franciaco com um olhar, que quera
dizer:
Turaai sentido, sou vosso senbor.
Comprrheudeo Calberina rsao olhar.
Nio, uto, nunca, dase ella, nunca niinba rae
dobrar o oullu una ra,a itlrangeira; nunca um Bnur-
bon remar em Frauoa, em quauto huuver um Valois.
N. 149.
Antonio Pinto Chichorrodal.ama, presidente da provin-
cia de Pernambuco. Fago saber a todos os seus habi-
tantes, quea assembla legislativa provincial decrelou,
e cu sanecioneia resolucio seguinte:
Artigo nico. I'icao revogadas as leis provfoclars n.
140, de 7 de malo, n. 138, de 8 de abril, e o art. 0. da
le n. 139, de 6 de malo, todas do anno de I85.
Mando, portento, a todas ss aulorldadei, s quem o
(la provincia.
EXPEDIENTE DO 11!* 27 DO FASSADO.
(Concluido.)
OfficioAo cnsul de S. M. B., declarando, que i
vista do conledo no oflicio, que por copia Ihe transmit-
i, do subdelegado da Ireguezia de S -l'r.-Pedro-Gon -
calves, nada pude providenciar sobro oque represeutou
o vice cnsul de sua naca i ceres da prisio.do subdito
inglat, lleiuy Nash.
Dito A' cmara municipal de Iguarsss, ezigindo,
em consequencia de rosolucao da assembla legislativa
provincial, que informe 6obre o conledo no requeri-
menlo, que Ihe transmiti, d > arrematante do dizimo
de mmicas oaquelle municipio.
IDKM DO ni \ 28.
OfficioAo commsndante das armas, sci ntificando-
odeterS. M. o Imperador mandado reformar, com
todo o sold, Francisco Alves dos Santos, Joio Alves
de Muraos, o Joio de Vargas, soldados do quarto balu-
Ihio de artilhana u p.
DitoAo n.e-iiio, determinando, mando por dis-
posicio do engenhoiro em clu-to >Us obras publicas una
ordenanca de cavalleiia. Pailicipou so ao engenbeiro
em ebefe. ^
DitoAo presdenle da relat;is>, transmillindo o avi-
so imperial de 25 de Janeiro deste anno. que ao respec-
tivo desembargados Pedro Hoiln;ues Fernandos Cha-
ves, prorogou por seis meies a licenca, em cujo goio es-
lava.
DitoAo dftemhargador procurador da coros, fs-
zeinla e soberana nacional, remetiendo a informa(io,
quu Acerca da pretenrio do capillo Manoel Fernandes
da Cruz, pedio, se etigisse do director do arsenal do
guerra.
Dito Ao insperlor da thesounria da fazenda, orde-
nando, mande abrir assentamento ao corneta Vicente
Ferreira deSanl'Anna, que fra engajado para o pri-
ii.i iii halalhio da pninrira legiio da guarda nacional
do Limoeiro, o cuja filjario Ihe Iransmilte.
DiloA' timara municipal do Itrcile, recommen-
lando a etecucio da le provncial de 24 desle mez
(marco), cuja copia Ihe remelle.
Ditos Ao inspector da Ihesouran'a e ao juiz dos fei-
tos da faienda, scientificando-os de haver S. M. o Impe-
rador dominlo do omprogo do solicitador dos mesmot
feilos 1 Jos ftiheiro do Amaral.
Dito A'cmara municipal do Limoeiro, declaran-
do, que, por conta la quola olida para assuas despo-
sas diversas e evrnluaes, deve lornecer so couimandan-
te superior uterino da respectiva guarda nacional os
livros, que requlsilou, para as matriculas dos dilTereoles
corpos da mesma guarda nacional.
iMiiiIi i mi, niinba in.li, bradou Carloa, sentndo-
se un lelu,entra lencors enaangurntadoi, maisque min-
ea un-iloiibo -. Altendei bem, que aun rei ainda, nio por
ti i tu lempo, bem o ni; mas para dar urna ordrm nio
lio preciso muilo lempo; e anda menos para punir as-
aassinoa e vencriooa.
Pois brin I dai esas ordrm, ae o oosais. Eu vou
dar ai miniaa. Viude, Francisco, vinde.
E sabio rpidamente, amatando com aigo o duque
d'Alencon.
Nancey gritou Carina; Nanny, acud, vinde c I
eu o ordeno, cu o quero, prende! uunba mli, prendei
iii'ii irmlo, premlri.....
llin.-i golpada de amigue cortou a falla a Cerina no mo-
mento i ni que o capitl dai guardaa abri a porta, e o
rei cabio agouifnnle sobre o Iriln.
Nancey bavia anuiente nuvido o seu nome; as ordena
que o havilo aooiDpanliado, pronunciadas em voz me-
nos di.liin n, havito-se prrdidonoeapaco.
Guardai a pona, disse Ileurique, e nio deixeis en-
trar ningurm.
Nanrey fes a reverencia, e sabio.
llenrique vulveo os olbos para oso corpo inanimado,
q uo se ponera turnar por um cadver, se um liguiro so-
pro nio aguara a franja decicuma que Ihe bordava os
labim.
Olliou por muito tempo, e depnis disse entre si:
Eia ,i supremo naianto, coiivem reinar, oi viverP
Ao mesmo lempo ergueo-ae a tapecaria da alcova por
u" do Inio, appareceo una cara descurada, evibruu
urna vos no nielo do silencio de morte que reinara na
real cmara.
Vivei, dine cus voz.
Rene 1 exolamuu Henriqne.
Sim, 8r.
falsa a loa predcelo: nio seroi rei ?
Sr. mas nio be ainda chegada a
falla, preciso labor, se devo
Entio era
diaae lirnrjqiie.
S-lo-heis,
hora.
Como o sabes luP
crr-te. *
Esonta,
Eli escolo.
Ab,iiiai-vos.
Hrnrique inclinoti-sc por olma do corpo de Carlos.
Rene rurvon-se do aeu lado. S a largura do leilo os
aeparava, o esta dialancia rra nimia diminuida por este
duplo movimenlo.
Entre riles eslava deitado e aempre aom vos e sem ac-
olo o oorpo do rei moribundo.
Esculai, disse Rrn, puntado aqu pela ranha-
mii, paro perder-voa, antea quero aervir-roa, porque
i, iilin rontuncj no vnsso hurosnopo, eaervindo-vos a-
cho ao nieaiiin lempo, no que f*co, o intereaso do meu
corpo%eda minha alma.
Fo lanibem a ranharinli que te deo ordem pira
mo diseres so? pergunioii Henriqne duvidoso o in-
gustiado.
Ni", responden Rene; insanuvi um segredo.
E inclinon-ae anda niaia. Henriqne imitou-o, de
soite que aa duaa cabefas quaai se tooavio.
Eata conversar Jo de doua homens, curvados lobre o
oorpo do um rei moribundo, tnha alguma cousa de lio
lolcmne e trale, quu oa cabellos do supersticioso Flo-
rentino ae erricirlo, e que o rosto de Henriqne o cu-
bri ir abuudaiilra aljofares desune
Ouvi, coniinuon Rrn, ouvi um segredo quo cu
asri, s que vo-lo revelarei, ao me jnrardei, sobre este
moribundo, perdoir-rae a luorle de vossa mli,
I


/
'
DitoAo amanuense d'alfandega Goncalo Jos da
*-osia e S Jnior, louvando o asteio e habilidada, com
que organ.sou o resumo cslatistico do reodimeoto da-
q"Na repartido, dJaneiro de 1835 a dezembro d
l85;eagrad.-cendo a ollera, que de um (al reiam
2,
firera presidencia.
INTERIOR.
Corresp. do Jornal do Commercio.
A VIACEM DB SS. MU. II.
S.-Paulo, 2 demarco.
SS. MM, II. acompanhadoi deofllciaeie damas de
ilacata, percorrflrio hontemaelluinoa,8ei doi arcoi
aquartelamentoa O povo eorria etn barda aps aa
carrungeni para, em todoi oa pontoi, em que parasiem,
de novo gorar da presenta deaeua aolieraooa ; aa illu-
minices eslavaoem aeu eaplendor, nio aendo pertur-
badas por vento nem chura
lloje coube aa recolhidat de Santa Tbereza e da Lu,
ao mosteiro de S. liento e a ordem lerceira de S. Fran-
cisco a honra da visita de SS. MM
Noprimeirodestesrecolhimentot atiiitirio SS. MM.
a um7# tum acompaado pelaa recolhidaa, eem se-
guida percorrflrio o interior do edificio, a cuja entrada
lorio rrcebidoi pefts recolhidaa. vettidaa com oa hbitos
da ordem, em numero de 32. Ueataa, amelada pelo
menos nao conto ainda 30 annos de idade : ba mesmo
u.nas oilo ou de/ do 14a 20 annos, coradas erocbun-
chudas, sob cujaa negraa e indmitas peatanaa revolvem-
Se oaos vivos e bolicosos. SSo (ramente chamadas
freirs, mas so farem votoasimplea, podendo aabir e lo-
mar estado quando convcnba a suas familias ou a quero
asdomioe. Seu patrimonio he rico, e vivem oa abas-
tanca.
Dalli leguirio SS. MM. para o mosteiro de S. Benlo.
ja visto pelo Imperador, com olimdesfl-lo agora pela
Impertira, e por amboa viaitada aquella parte do edifi-
cio, a queterecolheo Amador Bueno da Ribeira. quan-
do resisti a violencia, com que o quirerao acclamar rei
d.sla capitana em lugar de D. Joio IV, restaurado ao-
bre o throno poiluguei. A historia desle colebre aconlo-
l cimento he mais que oiuito conhecida, para que della
laca eu larga mencio em urna carta. Para ajudar algu-
roa memoria mais Iraca, direi smente, com o autillo
de historiadores, que, chegando a esta cidade a noticia
debaversidoacclamado rei na villa capital de S. V-
anle o duque de Braganca o-m o nome de D Jlo IV.
por occasiio de sacudir a naci portuguesa o jugo
telhano, que sobre ella peiava bavia 60 annoe, proiec-
traoos llspanhesaqu residentes aubtrabir esta par
le do lirasil ao dominio de seu legitimo soberano. Nao
ousendo aconselhar abertamente aos Paulistas, que se
conservass.rn na obediencia da Heapanba, que tanto a-
norrecuo. lemhrarao-se de engoda-los com a vaa oa-
tenlacaode se consliluirem em reino separado, accla-
mando re paulists, oa esperance de em lempo mais ou
menos remolo reunirem-no as posaessSes. queentio ae
cbamavao Indias-Hespanholas, boje repblicas ao sul
do impeno; aponlrio como ornis digno da corda a
Amador Bueno da Ribeira, em cuja passoa concomio
as circunstancias de qualificada nobleza, e de muito
respeilo eautonciade, pelos einprego publicoa, que ba-
Vla occupado e ainda exercia, pela sua grande opulen-
cia, pela roda de amigse prenles, e pelas alliancas de
seusnovnfilhoae fillias, dus das quaeserSo casadas'com
doua irinloi fidalgos hespanhes. lslatio demais per-
suadidos, que, descendendo Amador Bueno de Barlbo
lomeo Bueoo da Kibeira, natural de Sevilba, se presta- I
ria a auas vistas. ConseguirSo com folladas illaquear aj
boa l de grande numero de Paulistas-; os quaes, ac-
clari ando seu rei a Amador Bueno, concorrrao i aua
casa cheios de altoroco o enthusiasmo a congratular-te
com elle.
Admirado Amador Bueno de tal proposicio, deteslou
o insulto dos que a proferirlo, e piocurou com rasdea
convencer aos amotinados da cegueira de aua indiscri-
cio e culpa ; vendo, por< m, que erao baldados seus es-
forcos, sabio furtivamente de sua caga com a espada na
mo para se defender, se necetsario fuste, e camiohou
apressado para o mosteiro de S. liento, onde inlenlava
relugiar-se. Adverlem os do concurso, que havia tbi-
do pela porta do quintal, e todot correm aps elle, gri-
tando : viva Amador Bueno noeso rei I o que elle ret-
pondeo multas veiea em alta voi : viva o r. D. Joio
IV, nono rei c senhor, pilo qual darii a vida.
Chegando ao mosteiro, entrou o lecbou rpidamente
ai portal. O povo, respailando o asylo, ptrou da par-
te do lora, insittindo todava na tua indiscreta preten-
do. esceo a portara o D. abbade, ucompanhado da
sua communidade, a qual foi eotretendo o povo, at
que viero ot eclesisticos mais respeitaveit e alguna
urna vet, disse Hvnrique, cun
J vo-lo promet
rosto ae entristecer.
Prometlettcs, inaa nio juraetce, date Rene faien-
do um.....> um -uto para tra.
Juro-o, dase Henrique, ealeudendo a raio direila
aobre a cobeca do rei.
Beru Sr., dase precipitadamente o Florentino,
o re do Polonia eatii a cliegar.
No, diaae Henrque, o oorreio foi interceptado
por cl-rei Carloa.
Kl-rei interceptou a um corrco na ealrada de
Cliteou-Tliicrry J nma a raiiiha-niii, em aua previden-
cia, havia enviado Irea, por caininhu ditcrenle.
Oh! ile/; rifado de uni, diaae Henrique.
Esta mnnbaa chegou un mensageiro de Varaovia.
O rei parta logo alra delle, aera que iiingueni penaaaae
emeeoppr a iso, porquo em Varaovia ignurava-ae
anda a inoieatiii do cl-rei. Ealo correm precede algu-
nmi hora aumente a Henrique d'Anjou.
Uli aoeutreaao ao ineuoa uito diaa diaae Hen-
rique.
Sini, mas uto tendea nem ojio horaa. Ouvialea o
ealrcpilo daa armat que sepreparavio?
Sim.
Poia erao preparadaa em votaa inlenclo. Marlar-
voa-liin ineaoio na cmara deel-rei.
El-rei ainda oto cata morto.
Rene pot ollioa fitoa era Carloa.
Era dea minuto o ealar. Tendea, portanto, dea
Biinutoa a viver, talve menoa.
Que bai do cuta,. dMT?
tugir, aem perder uin minuto, aem perder um ee-
gnndo.
Maa por onde? Semeelleaeaparao na ante-eaua-
in, matar-ine-bao quanda eu aahir.
ujeilos principaes, que no tomro parte no motim,
oaquaet mandara chamar Amador Bueno. Reunidos
todos, rallarlo aos amotinados, convencendo-os, afinal,
de que o reino partencia cata de Braganca, que delle
estara de potse pacifica deede o da da morte do oardeal
rei D. Henrique, te a violencia doa monarchat de Iles-
panha no bouvrra soffoesdo o seu direito.
Um momento depoia. lodos unisonos acclamrio so-
lemnemente D. Joio IV rei de Portugal, Brasil, etc.
Este acto de acrisolada Gdelidade voleo a Amador
Buepo e a seus descendentes e eollateraet aa maiores
contderacSes doa reis de Portugal, a gloria, de que
ainda boje se ufanio seus mais remotos prenles.
Aquello asylo oa fidelidade contra a revolla, aquelle
sitio onde te deo o primeiro o nico espectculo de tan-
ta abnegado das grandeaa humanas, quelle lanctua-
rio da honra e do dever mais sagrado, que mais que
nenhum outro devra ser scatado para memoria de lio
glorioso acto paulistano, est boje convertido em. ...
(e poderei dir lo tem revoltar ot mais nobres eenti-
menlos do coraclo leal e patritico ? ) em cavallari-
cas II!... O relinchar dos ginetes responde all aos ma-
nes de Amador Bueno da Ribeira, quando viiitio o
theatro de sua gloria !!!... ReoordacSes gloriosas sio
drogas, que entre nsnloleem valor, fidelidades daquel -
lo quilate sio antigualbas proprias do lempo de A-
mador Bueno Venga la plata, que tomos morialei.
be a divisa de nosso secuto !
Dalli me part com o corado ralado de dr para a-
companhar a corle em sua visita i ordem lerceira de S.
Francisco. De todos os templos detta cidade, onde nio
ba poucot.he esleo que mais me agrada, pela boa dispo-
nga0 dos seus altares, e mait que ludo pela harmona,
que entre ti guarda tua decorado. A combinado de
ouro e branco, com que esta elle adornado, he, a meus
olhoi, preferivel a todat estas amalgamas de cores, com
que se arreiio inultas denostas igrejas. Conserva ain-
da algunt quadrot antigos de primorosa pintura, ou-
tros lorio estragados pelo pincel, que ltimamente o
retocou Parece-me digno de reparo o quadro, que re-
presenta a S. Francisco espirando. Da bocea do unto
abe urna couta auim a modo do sol com seut raiot
maiores e menoret : quii talve o materialista oa rua-
lerialio, que o piotou, fater a todos os olhos seotivel a
grandeta de alma do tanto !
A' tarde ebegou a vez das chamadas freirs da Lu.
Com Tt-Ueum e termio reeebrio ellts os augustos
visitantes ; depoit do que, com ai peisoas, que os acom-
panhio, visitario o interior do convento. Brm que,
como as de Santa Thereza, nio lacio ellas voto perpe-
tuo, sio todava lio rgidas observsdoras de sua or-
dem, que vivem, como seofizestem. Sem patrimonio
fundado, tua existencia depende da caridade publica;
tal he, porm, o cooceilo.que geralmeote so faz.de sutt
virtudet, que nunca Ihes (allao oa necetiiriot meiot de
subsistencia Occatiei, ba em que anoilecem com ib-
oluta falla de vivere para o teguinte da ; mal, logo
que amaohece, enconliio a portara o generot, de que
carecem,corno te Ih'os fornecra a Providencia,que vela
sobre a virtude. Diz-se, que ot roceirot, que vem i
capital vender leus gneros, e por alli passio, deizo a
portara parle delles, como tributo de sua derogan por
aquellas, a cujas oaioes devein o bom preco, que no
mercado aleando pelos gneros, que vendem. Vititando
o leleilurio, vi em cJ lugar urna ceslioha com far-
nba grotaa, coberla com guardanapo de algodio, ti
(ella e pralo de lout-a branca, colber e garlo de cbilrd;
porta de tuat enfermariaa, pende, eni forma de cor-
tina, grot-o tecido de algodio, e he tbido, que nio
alleraoesta si'i'plicidade, anda quando o pussio fater
las que para all se recolbem. O edificio etl lora da
cidade, lie espacoso, bem arejado o extremamente at
teiado, com grande irea no centro o chcara murada,
onde cultivio llores, horttlica e fructot; e todava ai
recolhidaa lornio-ae pallidase doeuliasem pouco lem-
po. Altn da capellinha do cemilerio, tem duas ou
tres casas do orado com altar. Alli aprendem urnas
com as outrai a pintar, dourar, laier e encarnar ima
geni e mitras prendat, de que ie uliliiflo em proveito de
sua igreja e casa.ou dequem Ibet laz enconunenda,pe-
las quaet nio receben* paga. A igreja e o conveno
nio por ellas pintados a douradot com admiravel habili-
dade. Imperador lh%t mandou dar 2:000* rs. ea
Impertiriz 1:000*. Actualmente exislem 3t.
"par errados conceilos icrea deste objecto, que o pu-
blico tenba conbeoimento, nio somante desse contrato.
como das resolucSes da presidencia, que me concede
rio prorogacoei, e das rasSes.em que ellas te funda rio,
dignem-se Vmcs. dar publicidade no teu eilitnavel jor-
nal aos documento!, que inclusos remello, e que ja To-
rio presentes a tnesma attambla provincial, a requiti-
cio de tresds sous membros, a fim de fundamenta-
rom aquelle parecer.
Pedindo-lhes este favor, Srt. Redactores, permittio-
me ainda notar: 1.*, que oetse parecer se nio mosir
serem prejudiciiet i provincia, ou concebidas de um
modo inepto, as condicSet do contrato, que me redro:
2., que, apetar de le achar assignado por Irea magis-
trados (um jui/. municipal, umjuii de direito, e um
detembirgtdor), nenhum fundamento jurdico apr-
sente o tnetmo parecer, por se nio terem dtdo no ne-
gocio em quettio aa cireamitancias, que autorisio a
rescisio dos contratos : 3.*, que f por intigne mi f
poderia o governo provincial exigir, que eu apresen
ttsse a estalistica dentro dot (rea primeirot annos do
contrato, quando parto de dous e meio forio por mim
despendidos em commissoei fra da provincia, nio in-
cluido o tempo, em que estivo occupado nella como
publicas, e expedir ss tnaii ordem praeisai pSri,
ganisaeio da eitatistiea. f~
E para que todo tempo conste o referido eontrit
assentou-se latrer dous termos, em que sssignri0'
mesmo presidente da provincia, e o bscbarel conl
tan te. ""
Palacio do governo de Pernambuco, 27 da feereir
de 1841. Astignados. Francisco do Reoo Barro, '
Jertnymo Marliniano Figutira d$ Mello.
pnoanOAc5<(9.
O presidente da provincia, attendendo ao que |oa
presentou o baebarel formado Jerooymo Martiaj.
Figueira de Mello, declarando, que, em eootequeoc'0
de ter sido nomeedo presidenle da provincia do ,\|lr
ohio, e dever partir para alli com toda a brevidde D!"
Ibe era potaivel apretentar dentro do praio mareado
ettatiatioa civil e poltica desle provnola, de coja Qr
nistdo ae ach enoarregado por contrato lormado
27 de fevereiro de 16il, a padindo afinal, que u
coocedetae a proroga^io do mencionado prazo por |gm
po de um anno ; ha por bem conceder- Iba a proron"
lio pedida. Palacio de Pernambuco, 7 de Janeiro i
mS. BarodaBoa-Vnt*. '
lllm. Sr. Attendendo ao que V. S. poneiou-
chefe de p lieia : e 4 \ finalmente, que, sendo legal a I me em teu officio de 20 do correnle, acerca da lili, t
1.* prorogaco, queme foi concedida pelo Sr. bario jesclarecimenlos, sem os quaes nao pode concluir a et-
tatitea civil e poltica deeta provincia, da qual m adn
enoarregado, teoho por portara detta dita prorogado
por maii dout annos o prazo, en* que V. S. a dei ,.
presentar. O que Ibeeommunico para aua iotelligeoeii
e em resposta ao aeu dito officio. Deo guarde a V s'
Palacio de Pernambuco 21 de levereiro de 18 ,5 _
Thomat Xavier Garca de Almiida. Illm. Sr. J. y
Figueira de Mello enoarregado da eststislica denla
provincia.
IUSOES DA SEGUNDA PKOIIOQ ACA5.
Extracto do rtlatorio da prndetela a aiiemtlt* ari.
tincial em 1845.
Ainda nio forio apreaentadoi os Irabalhos de parta '
civil e poltica da estalistica da provincia, da que ai
echa enoarregado o baebarel Jeionymo Marliniano Fi-
gueira de Mello. As continuadas oceupacoea desta m.
pregado o teem inhibido de cumprir o seu contrato den-
tro do tempo mareado, por eujo motivo, pelooutr*
de Ae n&o kaverem eido eubminieiradoe ot ic/areci-
mentoe por elle pedidoe, ae Ibe conceden maii dous 0-
noa de prorogacio. O governo nao tem eettado de lur-
oecer taet esolaieeimenlos, i proporcio que Ibe vio seo-
do mandados anda que incompletos e defectivos to-
mo cottumio ter, e duvida mesmo que dentro do
prazo ltimamente concedido posss esss parte da esti-
lstica ser levada ao ponto, que ae pretende.
da Boa-Vuta, porque enlio ainda nio exiitia a lei
provincial n. 110, de 29 de abril de 1843, i que o
parecer te refere para lundara tua argumentaeio, legal
be igualmente a 2.', que me foi dada pelo Sr. Tbo-
maz Xavier, por nio ter esta lei applicavel i quettio ;
porquanlo o que diz o artigo 43 citado pelot Sra. da
commiisio? Que o presidente nio faca innovado al
guma noque ttvenubmetlido i approvacio da assem-
bla legislativa provincial(1) Ora, o meu contrato
nuuca foi, nem devia ter tubmeltido i approiado le-
gislativa, bem que o (osse ao teu conhecimento, como
sio todos os objectos de publica administrado; e tanto
nio esli dependente desss epprovacio, que oa Sra. da
commiisio se nio attrevrio a propdr a desapprova-
do do contrato, e comrqettrio ao poder judiciario a
respectiva rescisio. A villa deltas e de oulraa connde-
racSot, quo poderia eecieiceniar, o que reita done pa-
recer 7 Nada.
Sou, Srs. redactores, ele. ele.
Jeronymo Martinianno Figueira de Mello.
8, C. l.doabiil de 1846.
Coirespondencia.
Sre. Hedaciorei. Como a aisernbla legislativa pro-
vincial, na tessio de 24 do pastado marco, tivetie ap-
provado o parecer da tua commiisio de jnttica civil e
criminal, exigindo da presidencia, que emjuizo com-
petente se trataste de rescindir o contrato, pelo qual
me obriguei a confeccionar a etlaliiiica civil e poltica
desta provincia, e me parece conveniente, a fim de des-
COKTRATO.
O presidente de provincia, a fim de levar i effeito
quanto antet a organilteio da eitttiica da meima pro-
vincia, tem contratado.com o baebarel formado Jerony-
mo Marliniano Figueira de Mello, o teguinte:
Artigo 1. U baebarel J. M. Figueira de Mello or-
ganiar e apretentiri dentro de tret annot, contados
da data desle, a estatitca civil e poltica da provincia, ae-
gundo o programma, que i este vai junto, assignado
lo oflicial-maior interino.
Arl. 2.* O relerido baebarel pereeber a quantia de
qualro conloa de res, marcada pela lei provincial n.
87 da 6 de maio de 1840, no cito de satislsier cabal-
mente o mencionado programma. Se, porm. odesem-
penho desle lar incompleto, pereeheri somante urna
parta delta quantia, que, em tal hypothese, sera marca-
da UBO de qualro vbttvoa, i,o,,.dos ooua pato pra-
aidente da provincia, e dout pelo bacbtrel contratante,
podendo este tubmelter a sua decisio ao instituto hist-
rico e geographico do Rio-de-Janeiro.
Arl. 3. *() relerido baebarel leri, na forma das leis, a
propriedade da obra, que epresenttr ; mas a primeira
impressao aera feita por conta dos cofres provinciaes, e
1 s exemplares, que della ae tiraren*, perlenccrio i pro-
vincia, menos a decima parte, que ser entregue ao au-
tor da iiiesina obra. as duss edicoes seguintes, em
que te accresceoiarem novoa deteovolvitnentoi e indaga
coes, obiervar-ie-ba a regra oppoeta.
Art, 4. Para ftxer face t daipezn de eteriptoracio
e confeccio de mappaa, recebar o referido baebarel,
mmediatamente, a quantia de um cont doris, que
restituir com os juros respectivos de 6 porcento ao an-
no, quando por ventura a obra nio forjulgada digna,
nem da lotalidade, nem de urna parte do premio mar-
Arl 5.* Para ae ministraren* ao relerido baebarel os
documentos, ooticiaa e inlorma(des,por ellesoliciladae,
o goveino da provincia Ibe franquear at reparlic,es
Fublicagau a pedido.
(lj Eie o artigo da le. (ualquer tuloritavio, con-
cedida ao governo por eite ou peltt lea entorioret do
orcamenlo, cesura, (indo o anno financeiro, ae nio
for novameole declarada em vigor, nio podendo o go
veino alterar qualquer ditpotido. ou orginnado, que
baja feilo, depoit de tubioelle-la a approvacio desta
assembla.
Eicutai: en arrisco ludo por va, nio o eaquecaia
nunca.
No lenhaa duvida.
Si'K'ii-me por eala panagem aecreta j oonduiir-
vcu-hei al u porlio. Depoia, para dar-voi lempo, irei
diter raiiha-nii, que vadeaieis; julgir que dea-
cobriaiea eala paaaagem, e que della voa aproveiUalea
parafugir; vinde, vamoi.
Henrique abanou-ao para Carloa, e beijou-o na
fronte.
Adcoa, meu irmo, dase elle, nio me eiquecerei
do que o leu ultimo den-jo foi f.ier-me re. Morre em
pat. Km nomo de noiaoa iruiioi le perdn o aaiigue der-
ramado.
Sentido! sentido! dase Ro; elle volla a li; fugi
miles que elle lorne a abrir 01 olbm, fugi.
Ama, mnrmurou Carloa, aiua I
Henrique Ioniou da cabeoeira do Carloa a capada,
di II1 em dianle intil, do rei murle, mi-ileo u deurel
que n noiiieava regento no icio, beijou a derradeira vci.
u fronte de Carloa, rudeuu o leito, e ianeou-ae na paa-| urna janell*.
agem pela abena da lapecaria, que ae fecbou apa
elle.
e aero cora......... Meu Deo | eaquecei oa crimes do
rei, para a allendordea aua aoffrimrntoa do homen*......
Me leo, aqu ealou na vuaaa pretenda.
E Carloa, que, a proporcio que prouunciava ealaa pa-
lavraa, le havia erguido cada vet maia, cora para ir ao
encontr da vo que u chamara, Carloa, depoia daqnel-
laa palavraa, aollou um auapiro, e cabio irnraovel e fro
noa bracos da ama.
Ql'ESTAO MONSTRO RELATIVA A 900 C0MT0S DE
HIS, MOEDA POBTUGOEZA.
Supremo tribunal de juitica. Nos aulotciveis indos
da relado do Porto, em teguoda reviata, 001 quiei
lio recorrenlea Lino Silveira, Manoel Joquim Pimao-
la & Companbia, recorrido o conde do Farrobo, si
proferio o accordio seguinte :
Aecordio os do conceibo no supremo tribunal dejos-
tica, em icccOes reunidas, ele. Oue, tindo expreisu ao
artigo z:* da lei de 19 ile aeiemoro uo 1040, que o
supremo tribunal de juitifa |ulge definlitamentetobti
termoa, e formalidades do proceaso, e procedendo esta
diaposcio da lei, ou o tribunal pronuncie sobre a >i-
lidade, ou nullidade dos relendos termos, o que pede
dsr-se, nio s quaodo o mesmo tribunal aooo'/aoi
termos do pioeesso, e ot manda reformar ; msi lam-
bem quando declara nullot oa accordios das relai-oeif
que tobre 01 meimos termoi juigrio de um modo con-
trario A lei, nio competindo, em tal cato, it relicoet,
para onde o proeesso be remetlido, tomar diversa de-
cilio ; de contrario leguir-ie-hii, que nos juramen-
tos dat reUeei, sobre termos e lormalidades do proees-
so, te attribuiria o carcter de definitivo!, que a lei ie
l'.l dedezembrode 1843, no artigo 2.*, tmenle allri-
buio t decisoee 00 supremo tribunsl de juitica ; a at-
tendendo a que o accordio doaupremo tribunal Je jui-
tica venou todo lobie leroioi, e lormalidades do pro-
cesto, e a tua decilio eomprebende a validado da inti-
mado de I. 239 v., que loi feita no da 2de ndiem-
bro, e em comequencia a rxtemporaneidade doi em-
hirgoi de f. 242, que forio recebidot, tendo j paisa-
doem julgado o accordio de I. 236 : attendendo aqu
as circumstanciai da meema intimado indevidamentt
forio qualificadaa como fados, de que a relacio smeo-
le podo-te conbeeer, competindo ao supremo tribunsl
de juitica julgar definitivamente tobre ot leru 01, e lor-
malidades do proeesso, e cooiequentemente das cir-
cunstancial, que influem na sua validado, ou nulli-
dade: attendendo a que a relado do Porto, fundando-
Em quanto ae ialo paaaava, eoatoldadoa, com ordem
de Cathorina, ae dirigiiu para o paaaageai eoiibccida de
l.id..a, pela qual Henrique devia lahir, cate, guiado pelo
Florentino, segua corredor acrelo, ganbava o pur-
iao. aallava 110 oavallu que o capera vi, e deilava a redea
tolla para o lugar, onde aabia encontrar de Mouy.
Do repente, ao tropel do galope do cavado aobre o ao-
noro pavimento, 10 vollrau alguuiaa aenliiiellat ri-
lando :
Fugo! fugio!
Quem fugiu ? bradon a rainha-mii, ohegando-ae
Ama, gritou o rei, ama I
A boa niulher veio ter coiu elle.
Entto que teios meu Carlinhoa ? diaae ella.
Ama, diaae o rei com aa palpebraa abertaa e oa o-
lboa dilatado pela lerrivel immobilidadeda morle, aqu
paaaou-ie alguma cu usa em quanto eu dorma : vi una
grande la; vi a Deua, noa.o Sr.; vi a Jeam Chritlo noa-
o Redemplor, e a aua Mi aantiaaima a virgen* Mara.
hile rio, aupplinio por suiui o Seiihur ludo-poderoao
n.e perdoa........ Ello me chama........ meu Den > meu
Deoa! reoebei-me miseriourdiuao....... Meu Oeoa! ea-
quecei que eu era rei, porque veuho i va aeu aceptru
-- O rei Henrique, o rei de Navarra, reapondrio aa
aentinellaa.
Fogo! diaso Calberiiia, faclo-lha fogo.
Aa aentinellaa apuniru aaarmaa para Henrique, mas
eale ia j mus longo.
tllefoge, exolamou Catherua, logo, eata ven-
odo.
Elle foge, murmuro o duque d'Alenooii, logo, cu
o 11 rei.
Maa, 110 me,o instante, e quando Franciaoo o sua
rali eetaviu ainda i janell, aeulio-ae tropel de carillo.
na ponte levaiiica, e um mancebu, precedido de 011111-
uido d'ariuaa, o de grande rumor, entro 110 paleo, a
ludo o galope, ovni o ebape aa mo, bridando ; Fran-
fo/aegnido de qualro geiitia-boinena, como ello, co-
bertna de tuor e poeira.
Meu fillio, exolamou Calherina, eilendendo-lbeal
brafoa pela j.mella.
Muihaiuai! reipondeo o mancebo, aaltindodo
cavado.
Me innio d'Anjou exelamou com eipanlo Frm-
ciato, retirando o oorpo da janella.
He muito lardo? perguniuu Henrique d'Anjou a
toa mu.
Nio, pelo contrario, he tempo, e, ie Dem le coa-
duiiaae pela mi, nio teiiaa chrgad maja a propoailo;
v euuvo.
Com rffeilo, M. do Nancey, capillo daaguardat, clio-
gava a varauda da cmara do rei.
Todo oa ollioa ae volverlo para elle.
O eapilio quebrou urna vafiuha eiu doua pedacos, o
'oiu elles naa uiue, e 01 brafoa eaiendidua, gritou tret
veies:
F.l-rei Carloa IX he nsorlo! el-rei Carlos IX ba
orto el-rei Carloa IX he mor!
E deixou cahir va doua pedacot da varinha.
Viva el-rei Henrique 111 I gritou rniiu Calherina,
bentrndo-ae run piedoau reovnhecinieulo, Viva el-rei
Henrique 111!
Todaa aa vosea repetirlo eaae grito, excepto a da du-
que Franciaoo.
Ah que ella eacarneceo de mim, disse elle, en-
terrando aa unhaa no peilo.
Venc! exelamou Calherina, eaae odioso Bear ai
nio remara.
rus DA rinua MAacoT.
l

5
, doi artigo 3.' eS.' da lei de 19 dedeiembro d
1843 pira o effeito decunsidarar-ae autoruada a co
nhecerdanovo. a decidir o objacto, que o .uprem
tribunal acebava de ulger definitivamente, nio o r/
ama fal" applicafio da doutrioa doa citado erligos
inai, com exceno de juridicc,io, violou directamente!
litteral diapoiicSo do artig 2." da meama le, deixando
de Ibe dar a devida execuclo, como ae ordenou oo ao
bredilo accordlo do aupremo trit anal a f. 347, oo ex
primindo luaa palavrat outra ideia, enlo que a rala
r|o appliaaaaa a lei pura e mplemente no aenl.do
da deciiio do aupremo tribunal da Utica. Por esle
(un lmento conreJem reviita, annullaodo O acoordio
de f. 513 da relelo do Porto, a mandio remoller oa
tolos meama relacao, para que. por juiea dilTerentei
dos que o lurlo no ecoordo anoullado. aa d eiecucio
a lei Lisboa, 12 de deiembro de 1 813. Dr. Ma-
galbiet. Dr. Camello. Vellos Caldeira. veocdo
Carioio. Rtbeiro Saraiva.-Cabral. Otoo, ven-
cido. Abren, vencido.
Kts conlorme. O aeeretario, Jote .Varia da Silvei-
ra Estrella.
COMMEACIO
Alfandega.
Bkndimbtto o mi 3.................6:38 la 145
Ducarrejad boje 4.
Brigue Yucatn (arinba, bolacbioba e barrieaa aba-
tidae.
Patacbo Vicloria-Felttmeroadoriaa.
Brc*Golde*-Floectcarvloe ferro.
CaleraStevrd-Fitkcorito, hito a maobinimo.
Patacho/Vor/rtt*carvlo.
Brigue /r>atr|K mereadoriai.
Briguo Triumpkante dem.
Consulado.
ENDIMNTO DO DU 3.
| Gf-ral............................ 4:161*650
I Provincial.......................... 1:36-2*0x8
Direraaa provincias.................. 30*888
5:534*586
Moviiiienlo do Porto.
.Vatio entrado no da 3.
I Liverpool; 51 diaa, brigue inglez Lrioule, de 281 to-
nrladae, capilio Georga Priogla equipagem 13 ,
carga carvio da pedra ; a Jubnsion Pater & C
IVavioi tahtdoi no mamo dia.
Liverpool ; eicuna ingleza Koyat Sovertign capillo
Fr*ocia Cadell, carga guano.
Ass; brigue braiileiro Feliz-Destino, capillo Jos do
Santo Cjuireima, em laatro.
Montevideo, com eieala pela Babia a Bio-de-Janeiro ;
polaea tarda N.-S.-do-la-Guarda capilio Joio
Bapliita Cootigliero, carga a metma, que liouxede
Genova.
Montevideo ; brigue inglez Crioult, capilio Georga
Pringle, carga a meime, que Irouxe de Liverpool.
Edilal.
=.- O Illrii. Sr. inspector da thesourana daa reoda
provineiaea manda (atar publico, que, em cumprimen-
to daordem do Eim. Sr. prndente da provincia, de 9
do corrente, irlo praca no dia 15 de abril proiimo fu-
turo, para lerem arrematadaa a quem por menoa fizer.
a obra da cadeia daeidade de boianoa, oreada na
quantia de 9:484*070 r.; a quae deveradier execu-
tada ob aa clausula aipeeiaea abaixo Iranacripta.
O licitante,devidamente habilitado, compareci na
tala daleude da mama tbesoururu noiodicado dia.ao
meiadia.
Secretaria da ibesouraria da renda provineiae de
Pernamhuco 13 da merco de 1846. O secretario,
mis da Coita Porlocaretro.
OBBAS DAS CADEIAS.
CIDRIA HA CIDADB l>E GUIANHA.
Clausulas etpeciaee d'arrematado,
1.a A obra par o acabamento da cadeia daeidade
de Goianna serio feita pela (rmas, aob a condicdV, e
do inoilo indieado no oicameoto a ritco,approvado,eni
8 de novembro de 1845, pelo Exm. Sr. prndente da
provincia, e pelo preco total de nove cont qualro can-
to a oilenta e qualro mil e setenta ra., que be o im-
porte do eitado urcamento con o augmento de 20 p. c.
IU. 9:484*070
1" A obra principiarle no prazo de dou meze, e
GoJario no de quima meze, ambo contado em con-
formidade do artigo 10.' do regulamenlo da ariema-
tscoes.
3.' O pagamento do importe da erramataclo far-se-
ba do modo indicado no artigo I5." do retpeclivo re-
gulamaoto, teodo de um anno o prazo da reiponsabi-
lidade.
4.* Par ludo o mai, que nio esla determinado pe-
l presente clausulas, seguir-se ha inleiramente o que
diipe o citado regulamenlo da arremalecCet de 11 de
julliode 1843.
Repariigio da obra puLlica 28 de levereiro de
184:1,__ angenbeiro em ebefe, Vautkitr,
presidente da provincia, a planta do lugar da Ca-
punga.
= O rsenal de guerra precita comprar oitocentas
sacea de laaba de mandioca, para terem remettide a
Iba de Femando : quem a mencionada larinli tiver
para vender, mande ao intimo a moslra e propotta em
Carta fechada declarando o preco da farinba a do
uceo, que a c-onUm, iito at odia 6 do corrente mer.
Directora do arsenal de guerra. 2 da abril do 1816.
O escriplurario,
Franeiteo Serfico de Aesis Carvalbo.
= O arsenal de guerra precisa comprar dutentot
meiot de ol, na libra da fio deaapateiro, e sestela
pele de cabra: a pesio, que lie genero tiver par
vender, mande tuti amostra a propona, em erta
lechada, ao memo arsenal, al o dia 5 do eorrante mea.
Directora do araeoal de guerra, 2 de abril de 1846.
O escriplurario,
francisco Serfico de Assit Carvalbo.
=0 trienal de guerra precita comprar difirante
medicamentos para a ilha de Fernando: o Sr. phar-
maceutico, que lee medicsmento se propoier a ven-
der, comparece no meamo rsenal al odia 6 do cor-
rente, para, a vista da relelo do metmo, offerecer o
ultimo preco, por que o pode vender.
"Directora do arteoal de guerra, 2 de abril de 1816
O escriplurario ,
Francisco Serfico de Assis Carvalbo.
Leiles.
CMPANIMA DEBEBIRIBE.
Ociixa dicompanbia de Bebiribe, tendo de prettar
contal a adminijlriclo, roga os Sr. accionista em
atraio, bajo de res.'itar as entrida da ultima prestacio
de 6 p. c, al o dia 8 de abril proiimo futuro
O caixa, U. G. da Silva.
THEATRO PUBLICO.
Aos annos de S. M. /., hojef4 de abril
A nova sociedada dramtica inttalleda no tbaatro pu-
blico, nln tendo ainda nreenebido o numero di so-
cios para a installacio da socieaade Espectadora, va a-
nda laxar a ultima peca sacra da preaente quareima,
com o rico drama intitulado
O JUGADOR DOS OLIIOS
OU
O rudo prodigioto da devocio do Carmo.
Hoje. 4 de abril,
em epplauto aot felues anno de
S. M. F. ti Senkora D. Mara da Gloria.
Representando se um elogio dramtico dedicado i
meama Augusta Senbon, cantando-te o hymiio patri-
tico dos emigrados portugueiea.
E porque a tooiedade representante lem em ai o
elemento! para tamben) apreienlar divertimentos de
dinta, teri lugar o I.* espectculo da tociedade Espec-
tadora, com a grande pega
A FILII.Y DO HYSTKalO
ou
O bach eo sapateiro de Damaeco.
A qual he de grande eapecticnlo, com vistoso e
lindo grupo de dinia, execuUdo por joven de am-
bos o esos : oa pietendeote dirijlo-ie o Sr. Korges
Meadas, e ao Sr. Paivi no boliquiai junto ao tbealro.
PUPL1CACAO LITTERAR1A.
HISTORIA DE PORTDGAL.
Pelo distinelo etenptor Alexandre H ereulano de Car
valko.
O tomo primeiro da historia de Portugal, contando,
alm de urna larga introdcelo a biitoria poltica de
quaii um leculo detde 1097 al 1185, bio a luz
em Liiboa em Janeiro p. p. impreaao em bom papel,
com ypus novo da imprenta nacional e no lormato
da oitavo grande Irancet com 518 pagina ; e conti-
nua a sua publieaclo.
Prego 1200 r. moeda portugueza.
Subcreve-e na lujas de livrot da Senhora Viuva
Cardoso Avrest Filho oa ruada Cadeia-Velba e
do Sr. Figueiroa na praca da Independencia.
Avisos martimos.
Der lar ages.
<=0 lllm. Sr. inapeclor interino do araeoal de me-
rinho manda (azer publico, que, em cumpnaientode
ordem do Eim Sr. preeidenle, frettrl um navio mar-
ea le com a neoeuaria proporefl.'. a fm deconduzr
ilh da Fernando oiloceoUa cca de farinba de
men.iioea, a dverto outro objecto, que ae remeilem
pr aqulla preadiu.e tratar, na volta. toda a pedra de
ealear, que poder receber, a o preio, e demais pe
o, que d'alli bouterem de regrear : devendo o
pretendenlet apresenlar U a proposlas nesla ecre-
lari, em carto fechada, no da 6 do crranle mai,
pelss 10 hora da manbia.
Secretaria da inapectlo do arteoal da marmba de
Pamaoiboco, 2 de abril de 1846.
O ncreta.no,
Alexandre Rodriouu dos Aojo.
A cmara monieipal daeidade do Reefe declara
a quem couvier, que js foi approvada pelo Eim. Sr,
b Para o Anea ty atumiea Fthcidade, meslre Jos de
Freilai, esta a labir muito breve, por trr a maiur parte
da carga prompla: quem na metma quizer carregar, ou
ir de paitegem trate com dito mettre ou com eu
proprietatio, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
=0 pdicbo nacional Concet^do, de que be meslre
Antonio Jos de Laura Ado, sabe com a maior brevi-
dade para o Maranhio com eacala pelo Ass, por ter
o teu c*rregamento prompto: quem quizer carregar
a Iguana oiiudexat ou r de patiegem, trata com os
consignatario Firmino Jus Flix da Roa &lrmio,na
ra do Vigario, o. 23.
nefara o Ilio-de Janeiro legue, impreterivelmenle
no dia 4 do correle abril, o patacbo .-Jae-ameri-
cano: para o reto de teu cirregamento, paiaageiroi e
(scravoi a Irele, Irita-se com Gaudioo Agotlinbo de
Barro, praciob do Corpo-Santo. n. 66.
= Para Lisboa segu com brevidade o berganlim
porluguaz Tnumphante, capilio Paulo Antonio da
Kocba: quem no metmo qui/er carregar ou ir de pii-
iigem, para o que tem eicellenlet commodot, dirja-
te lo consignatarios liveira Irmaui &C, oa ruada
Crui, n. 9, ou aorelenao capillo.
= Kspera-se do Rio-de-Janeiro at o meiado
do correnta, o berganlim portugus Terceira ; pou-
ca demora pode ter neste porto ; recebe cirga e pat-
sageiros para aa libas ierceira a S. Miguel: quem no
metmo quizer carregar ou ir de patiagam, para o que
lem muilo bona eommodoi, dirija-la aos consignata-
rio (iliveira Irmios C., o ra da Crux, o. 9.
Para o Rio-de-Janeiro.com brevidade,por ter parte
da carga tratada, eta a sabir a polaea Novo-Jiylo-da-
Vil lude; para carga, ou escravo a Irele, trata te com
Joio Fraooiaco da Crux, oa ra da Seoxalla-Velba ,
o. 134.
= Para a Babia segu, com toda a brevidade, a su
mac6aa<->s : quem na metma quitar crregr ,
eoteoda-te com o comignitarioa Amorim Irmio.
aa Para o Araealy seguir com brevidade o brigue-
rscun Henrtaueta : quem oelle quitar carregar, ou ir
depauagem, e podar! entender na ra do Viga no,
n. 23,pimeiroandar, ou com o metre do meemo, Joa-
quim Perera.
-?Joaquim da Silva Lope fax leilio de um por-
Cio dfcaixat com pstlax ao ce* da Alfandega, no
dia quarta feira 8 do corrente, pelas 10 horas da
manbia.
= 0 corrector Oliveira fari leilio, leguoda-feira 6
do corrente, ni 11 horas da manbia, na caaa de llrander
a BranduA C., ra da Crm, a. 63, em pretenca du
cnsul da Hollanda, e por cunta de quem perlencer.
de urna caixa com guillas de costura a para vela, va-
riada.
Avisos diversos
l'rocissao das Chagas,
A mesa da irmaodade do Sr. Bom Jess das Chtgit
pelo preteote convida i lo los os leus irmio pira que
compareci aa2 bori)a lude de domingo de Ha-
mos, 5 do corrente a fm de acompanhirem a pro-
custo do meamo Senhor, que tem de correr as seguin-
te ras: ahir em frente da igreja Crutes, Cadeia,
ponte do Recito em direilura at j ra da Crut ao
entrar na Linguete Corpo Santo, Vigario. Cudornii,
ao entrar na da Moeda, Madre -do-Deot Cadeia, S.
Antonio, Collegio, (ueimado, Livramenlo, Direita at
o Terco Aguas-Verdes becco de S. Pedro, pateo
do Carmo Flore Nova Triocbeiras estreita do
Itotario, Queimedo Cruzesao entrar na igreja. Por
isto rog te aoi Srt. arrematantes dos lampedes para
lira-Ios, a ios inoradoret das ditai ras isseiarem ai suat
portal pira niais atseio e brilhintismo do mesmo
acto.
O ESQUELETO.
O o. 10 aeba-te a venda, na praca da Independen-
cia, livrarii m. 6 e 8.
A CARRANCA.
O n. 73 achir-ie-ba a venda a 2 hora da tarde, na
praca da Independencia, livraria n. 6e8.
Fox Brother fnzem publico, que, tendo sacado,
em 16 de marco prximo pssssdo, da ietr da quan-
tia de um conlo cento e um mil qualro ceios e leu re
(rs. 1:10l.f406) cada urna, ao praros urna datis, e
outra de nove mezes precitos, as dita leltra forio per-
didas, ou deteocaminbadat do escriptorio dos accei-
tanlet Kirmino Jos Flix da Rora & Irmio, onde ai
haviio deixado para o aceeile : a como ettes tacados
Ibetacceilatiem outra do meamo teor e data em lugar
d'aquell* ; por itto lirio a piimeiras de nenhum va-
lor, quem aa acbaou, ou aonegaou a d'ella queira fa-
xer qualquer transaccio.
=Juio Keller & C participio ao publico e particu-
larmente ao commercio, que, lendo o socio I Ch. riel -
lar Rodorf de retirar-te par Europa por alguns me-
ze, deix por eus bastantes procuradores, munidos de
lodosos poderes, oa sua usencia, aos Srs.Gustavo I.uu
& G. II. Pascbe, cujo Srs.dirigirlio lodosos negocinsda
nosa cssa commercial, e respondern por (odas as nos-
sis transiecfiei, como que e pretente eslivessemo.
= O aujeilo da cidade da Parahiba, que, por sua
carta de 7 de fevereiro ultimo, promelteo ao teu cro-
dor de l'ernambuco fazer-lbe algum pagamento at o
lim daquelle mez, por conla de eu muilo anligo e nio
pequeo debito, baja de, ainda que tarde, cumprir e proineu, com a maior brevidde ; aoconuanu, vera
em Ceguida por este nieaino jornal seu nome por exten-
so, com aquella anal)", que merece a origem de se-
melhante debito.
=Precia-e de um criado para o ervico de homem
solleiro: prefere se portuguet : quem Ihe convier este
arranjo, dirija-te ru Nova, cata, n. 44, no primei-
ro andar.
x=Aluga-e o lerceiro andar da casa n. 23 da ra
do Vigario, aendo a petsoa de probidade : esto andar he
muito fresco, e bola de urna tus a oulra, e por isso mui-
to conimodu.
O Sr. doulor Tbom Fernanda Madeira de Cas-
tro lem urna caria na ra deSaola Rita, n. 85.
= Alugio-se, aquemder liador, as lnja> dosabrado da
ruaUreita, n. 120: no primeiro andtr do mesmo o-
biado.
Lotera de S. Pedro Ltfartyr
de Oliiula.
Por existirem anda bilhetes por vender,
enjo valor sobe a quantia le 8:y40^000
ris, Ueixrao as rodas da lotera de ter
andamento no dia primeiro do corrente,
para esse lim marcado, mas o mesmo
andamento ser realisado impielerivel-
mente no dia 23 deste mez, Ma qual r
o numero de bilhetes que iquem os
quaes continuo a veuder-se nos lugares
i annunciados.
A CON">TlTUigAO PHYSICA.
O que be que chamamos coosliluicio ?
Belativamente ao corpo humano, be o que conslt-
lue sua forma: ossos, msculo, carlilagen, ervo,
&c. ;osngue, por contenencia, deve ter o constituti-
vo, que conslilue e suttenli todu ai ptrte do corpo
humano. Ocoraciobeo primeiro muteulo que se
6rm oqua!, pelo poder, que recebe do seu genito-
re ( o angue ) edifica o corpo inteiro ; por tanto de-
vemocrer, que, egundo o estado puro ou corrupto
do angue, delle depende a boa, ou m saude ; lanca
fra a corrupcio para vo tornare em um corpD novo ;
esla be a lingoagem da esenptura aanta que, espiri-
tuilmenle pplicada. be verdadeira ; ma como podara
uto ter alguma appliccio enio conlirmdo pela
propril experiencia prticda no corpo da materia? O
principio, obre o qul ela pbre te funda, he lio fir-
me a claro como lio a leis que regem a mudancaa do
lempo e o curto d'--: tro.
U constante cuidado que devemo baver em con-
aervar o estomago a intettinoi limpot de toda a aecu-
mulacio impura e viciada he a condicio 10b a qual
Dos te dignou conceder-noi a nuda ; davemoa, poi,
utar doi medicamento! que go/io dem propriedade;
uto be, daquallai medicameolot, cuja ae^io se dirige
especialmente a purifictc,io do tingue e limpexa do es-
lamago.
AS PILULAS VEGETA ES UN I VERSA ES DO D-
TOR8RANDRETH.
leem a faculdide de curar toda a qualdade de molet-
tia por mai anliga, que ella teja: tanto que peloi
innumeraveis elogio que hio recebido parece se-
ren o remedio nal',- si d homem ; porque nicamen-
te removom os ruaos humores, que causio a enfermida-
det, deiando aquelles, que meramente sustentan a
vida e a saude do corpo.
OI5SERVACOES.
Tollosos geutu te acbio mtinidos de um diploma
de gravura.eonlendo a representaba i da fabrica do dou-
lor Brandrelh tila na villa de Sing-Sing em cujo
diploma so patenlio exactas copias dos novns li-ttrei-
roi, que modernamente se pem sobre as caiiinhat ,
com ot quaes se pretendo dar o
GOLPE MORTAL AOS FALSIFICADORES.
Eui cada um dos leltreiros-existe urna assigoalura ru-
bricada do doulor Brandrelh euja rubrica se acha em
tres parles da c ixinha ; urna no lampo, outra no ldj
e oulra no fundo e>, quanJo cuidadosamente exami-
nado o nome de lieojamim Brandrelh encontrar-te-
lia em varias parles dos letlreiros ; portsnto roga-se
as pessoas que pretenderen) comprar ai verdadeirai
I"lulas vegetseg examinen) u certificados dos agen-
tes, assim como as caiiinhas. Na botica de Vicente Jn-
s de Biito tus da Cadeia-Velba n. 36, te achio
venda as nicas seidadeiras e os prelendentol po-
derad all esaminar attiinrinsamenle o sobredito di-
ploma pelo qual foi constituido nico agente nesla
provincia.
O arrematante das afericoes dos
pesos, medidas e balancas do municipio
do llecife principia a rever no i. de
abril do corrente anno, na casa de sua
residencia ra das Larangeiras n. ag,
das 7 horas da manhaa al as 5 da tarde.
= o armaren) de Uraguri, ao \t do arco da Concel-
cao, vendein-se saccas de fardo novo ao mdico preco
de 2#5(H ra,
O Sr. Antonio Prieto dirija-se
ra do Queimado n. 4 a negocio dp seu
interesse.
Hrecisa-se de ofliciaes de alfaiate,
tanto de obra grande, como de obra pe-
quena : na ra Nova, n. 6o.
= Precisase de um destilador para um engenho ;
na ra da Crut, n. 11.
= Prerin-se de urna ama. que (enha bom le i lo ; oa
ra larp.a do Ruiario, n. 30, aegundo andar.
OITerece-ie una mullier para ama de cita de pou-
ca familia ou de liomem solleiro ; quem de seu prel-
timo se quizer utilisar dirija-se a ru.i de Hurla ,
n. 28.
= O abaixo assignado agradece generosamente a
lodus aquelles que sobtcreviio por teu pedido a
subsistencia di Manuel Joaquim Piolo, visto r falle-
cido no da 51 do p. p. marco.
Jote Franeiteo de Teiree.
= A mesa regadora da irmandade do SS. Sacra-
mento da fiegueiia de S. Antonio convida aot irmioi .
qun quirerem companhar as prucis5es dos Enfermos,
e ResurreieAn para que compareci na igreja m.tri'.
o insis cedo, que for possivel urna vei que leem el-
las do sabir inMIivelmente as 7 horas da inanhia : e
por essa rasao o primeiro loque sera aso boras. Roga
igualmente as pessoas que teern de concorrer cora
us anjos, o obsequio du os apres>ntarem aa nutr/ a hora
supramencionada.
*= F. Coulun retira-M para fra do imperio.
= Co/inba-se para humem ulleiro, com muilo
asseio ; enrarregando se de mandar levar em suat ca-
sas: na ra das Larangeiras n 15. Na metma easa
precisa-i* de urna ama queaiba engummar, lavar,
colindar o comprar.
Precita se de um feilor hbil que d conheci-
n.entn de sua capacidad para um engenho perlo del*
la praca ; na ra du Amorim n. 55.
Aluglo-se e vendeni-so bichas muilo boas, por
pre^o corrmodo; no pateo da S. Crur loja de bar-
beiro D. 53.
Alugiuse as casas seguintes: o sobrado de um
andar solio, lujas, quintil e cacimba por 300 r.
annuaes ; ou'ro dito lamben) de um andar soliu na
ra do Sol, n 23; o egundo andar do sobrado n. 24 ,
da ra da Aurora com quintal, cacimba e estribara
para dous cavallos; os primoin e lerceiro andares do io-
brado n. 6 ; o lerceiro andar do sobrado n. 4, do Ater-
ro-da-Bua-\ isla ; duas grandes casas terreas com
quintal, cacimba o mais commodot psra grande fami-
lia na ra Formosa n. 7, e na ra do Seve, o. 5 ;
oulra dita com iguaet commodot para grande familia ,
na ra da Soledede, n. 35 por li!j rt. mensiet; 2
catas lerreai, pequems na ra do Sebo n. 64 e
na da Solcdade o. 37 por 6 e 8000 rs. meniaes :
quem as pretender, dirija-so ao escriptorio de Fiancii*
co Antonio de Oliveira & Filbo, oa ra da Aurora,
a. 26.
= Manoel do Reg Barroi liarreto, Bratileiro re-
lira-se para a Europa.
- 'Arrendio-se dual grandesolaria em S.-Anns ,
com barro denlro para loda a obra com grande exleo-
slo de terreno para plantadles incluindo urna casa
com commodos para grande familia e quintal com
bastantea ps de larangeiras cafs e boa cacimba a
duas casas man pequea! ; o prelendentei dirijio-ta
a S. Jus do Manguinbo sitio de portio de ferro, de-
fronte da igreja.
Precii-ie de urna ama para todo o servieo de
urna casada pequen familia : n ra do Caldeireiro ,
o. 74.
= Eu abaixo assignado declaro toda pessoa.
que leem penhore em meu poder, que, no prazo de 8
dia da dala deste, os venhio tirar, do conlrano aerio
vendidos para pagamento do mesmo; visto o abaixo as-
signado ter de se retirar par. fr. da profiuia, para
tratar de u i'la. ml
Joio Buptranle.
= Joio Antonio Coelho, barbeiro nogrador e den-
titt, fu icienle todos o eu muito digno fregueie
e a todo, que do teu prestimo precitarem para tangrial,
tirar dente. cbumba-lo com toda a perfeicao e limpar
e todo mi tervico pirlencente i lu arle, que se a-,
cha com loja na ra estrella do Rotarlo, defronte da
ra dai Larahgeira, n. 19; e ni metma cala vendem le
alugio-ie muilo boas e muilo grandeibicbat cbegadal
ltimamente de Hamburgo, e mandao-ie applicir, para
mai commodidade, ao pretendenlet.
i%?MM&W&&i8


...
!-. -

AO PUBLICO.
Jos Ribeiro Simn, encidemsdor, qne tete loja
ni prici da Independencia, Mti agora na roa do Quei-
nudo lojao.43 contigua a etqnina do boceo da
Congregaro olferece-ae aoi leu* constsnles fregue-
ses e asmis pessoa, que 10 quiorem utiliiar de
seu prctimo para izrTr toda o qualquer encaderna-
clo, tanto do Rosto franuez, como ingle e aporlaguea:
advertindo que por miior que teja o litro e por
irais deplrate! o estado, em que esteja, eieeotari con
polider brevidade ; poisque para islo esta preveni-
do 1 faz tambem tolas ai qualidaJes de pastas car-
i e trincares e carteirai; igualmente tem alguna lirroi
pira tender por barato preso o trooa por outroi,
que Iheeonvenha.
Roga-*e 10 moridordo sello do (obrado di ra
do Ringel, que haj de o despejar quinto intea pois
que a vizinhmca j nlo pode solfrer tantos incommodos
a toda a hora da noute esusados por aua mulher
mesmo tintos escndalos ; do contrarise lira despe-
jar judicialmente. Um ioi mcommadaioi,
= l)eseji-aa fallar cos oSr. Joio Cbriiostotno, que
tem armaiem de carne 01 rui di Praii e, ni falta,
com leu eunbado natural da ilhi de S. Miguel ,
negocio de aeu intereise ; na ra da Sensslla-Nova
esquina do Becco-Largo n. 42, segundo andar.
= A tiuta do fallecido Joaquim Jos de Oliveira
contida de noto aoi Srs. credores do asa casal, para
egunda-feira, 6 do corrente pelai 11 horas da ma-
nhSa ie reunirem na casa desua residencia a fim de
deliherarem melbor meio de seu embolso para o
que Ibes ser apreientadoo bilingo do mesmo casal :
yisto nao se terem reunido seita-feira, 3.
3= Fazem se eolebes elsticos com todia perfeicio,
concerUo-se 01 telhoi, e qualquer guarnicio do aege;
fitim-se tambem eortinadoa de qualquer fetio, tanto de
ali como de cimi, armaedesde camarn, en fim, lu-
do quinto for concernite I tapeearia por preco com-
modo : na treteisa da Concordia n. 13.
= O Sr. Jos Benlo da Coita qaeira ir, ou mandar
a tntessi da Concordia n 13.
= Aluga-aeum sobrado da um andar n. 30, noto,
em l'ora-de Portas pegado a oapella do N. S. do
Pillar : a tratar eom Joaquim da Silta Lopes.
Aluga se urna casa terrea bstanle grande na
ruideS. Rita, com solio porteo, 7 quirtos quin-
til e cacimba : a tratar na serrana da ra da Praia da
mesmi ro.
- A pessoa a quem Ihe faltar urna preta de nacJo.que
nlo dii quem leja seu senbor, queira procura-la no r-
nuzem n. 66,atrs do Corpo Santo,que se Ihedir onde
eiiste, e, dando os signaes eertot.'lbe ser entregue:
outro sim nao ae 'e;ponsabilisa pela fuga que a mes-
ma possa fuer ; porque no se a tem com segranos.
= Precisa-sede um bom forniro ; na ra Impe-
rial n. 43, defronte do titeiro do Muniz.
Quem anounciou querer comprar um habito de
terceiro fraociicino em bom estado dirija-se ao pi-
teo do Carmo, tend de Nirciso Jos da Costa; que tam-
bem vende eitamenha nota 1 quem a quizer comprar.
= Anna Caetmi Ribeira doa Santoa faz sciento ao
respeitavel publico, e a quem contier, que como Riba ,
e porconseguinteherdeira, de leu fallecido pai Anto
' -BO Mauricio tuin p&clu tu tio ^xa au Ja ,..,
deiiou no Arraial; e que por isso nenhuma trinsic-
nunciinte tej outidi.
O abano aisignido, nio sendo isguim, que mor-
re de esreta responde a Jlo Ribeiro da Cunln, com
0 seu primeiro annuncio da 20 de marco. = Leopol-
do Cato de Mello e Guararema.
Hoje, 4 do corrente, parante o Sr. doulor juiz
do cite] da segunda tara, ter lugar a arreeiatacio de
urna escrava boa latadeira e quitindeira, por 350 n.,
a requerimento de seu tenbor.
Alugs-se um preto cozinheiro para caa de um
liomcru soltuiro ; na ra da Crut, n. 7, aegundo an-
dar.
- Precisa-ledo um homem capar. que d fiador
1 sua conducta eque entend do oegocio da tend-,
pira se Ihe entregar urna por balanco dentro dosta
prari, e nio biter dutid em dar-se-lbe intereise
na ra doRangel n, 64
= Precisase de um criado capaz que laiba tratar!
ra 7 da marco de 1831; na ra do Livramenlo n.
33, primeiro andar.
T

Vendas.
= Vende-se urna parda moca da SO a anos; ama
preta de 15 annoi ; um bonito moleque de 14 an
nos: ni ra da Calis, n. 18.
Veode-ae para lora da protincia ama preta de
Itiionos, pouco msiiou menos, lidia, coxinhi, cose,
lata e engomma propria para qualquer caa da fami-
lia ; na roa daCadeia-Velha n. 30.
=Vndem-*e 23 escritos, ando 10 pretoi eriou-
los, 8 pretal, 3 pardal, duu mulatinbei ; todos de
bonilla figuras: no largo do Corpo Santo 0. 33
tratar com Antooio Rodrigues Lima.
=Vende-t* urna cama da amirello moderna eom
pouco uso por prego maito barato por ae tir oe-
ceuidade; na ra da Trompo, amando o sitio de
Ignacio Nunes Corroa, casa immediata, n. 6.
" Vendam-ae oa muito superiores viohoi da Mi-
deira, Figueira, Lisboa, Sherrv, Porto muito telho a
principalmente o muito escolente liret e ago'ardonte
de Franca, por precos mu rasoaveit em reanlo a qut-
lidade; na ra da Cidea do Recile, o. 46.
= Vendum-se duas negrinbaa urna de 13, a ou-
(rade II annos, ambaaja eosam bime (azem o miis
sertico de umi oiii ; doui mulatinhoi da 11 annos :
00 pateo di matriz de S. Antonio, sobrado n. 4.
Vendem-ie aemenlas de todas ai qualididei de
horlilici chegudia ltimamente' da Lisboa \ um es-
crito de booila figura, proprio para lodo o teriigo
teode-se por seu dono pretender relirir-se e por isso
seu prejo ba de aer commodo : na ra da Crin, botica,
0.6O.
Vende-se um pardo de dada de 18 innos, ofli-
cial depedreiro, e be carreiro ; 3 ditos da 12 I 16 in-
nos ptimos pira todo o aertico ; 2 uolequo*, da 18
annos ; um escrito de naci ; 4 escrito* motos to-
dos do sertico de campo 1 na ra Direta. a. 3.
= Vende-se um mulatiobo de 16 a 16 annos, de
indi figura e ptimo pagem ; urna mulatinlia, de
idide de 14 annoa com principios da habilidades:
atrada matriz da S. Autonio, n. 16.
=Veode*ie um preto perfeito calafate ; doos dilos
eanoeiroa ; urna preta, que taba coziohir a latar : oa
ra da Cadeia-Velha armazem n. 12.
Vende-se um burro da Horacio, 11., em 4,*; sa
?a do Corpo Santo, n. 11, em caa de He. Cal moni &
Companbia ou oa ra de Apello armazem, n. 6.
MiVende-ie vinagre tinto a 45,000 ra.a pipa ; di-
to branco a 35,000 rs. dita: na rui Imperial o. 7
*>. Vende-se poUisa americana, ltimamente che-
gada em barril grandea o pequeo*; lengoe preto*,
de seda da India ; selim preto de Maceo ; velas de es-
permscete do 4, 5 e6 em libra ; cera ama relia ; il-
godlo grosso para liceos ; tudo por prego commodo :
em can de Mitheus Auatini & Companbia na ra da
Alfandega-Velha a. 36.
Contina a testar venda o sitio
dos A togados, que foi do finado Joaquim
Ignacio Corma de Brito : quem o pre-
tender dirija-se ra Direita, cwa de
um andar, 11. 56.
Vende-se, na ra da Cruz, n.
60, armaiem de Fernando Jos
Braguez, ra da C'adeia do Re-
cite, cera em velaa, recehida
ltimamente de tima das tn el llo-
res fabricas do Itio de Janeiro,
e he de ptimo sortimento, por
ser de.tre at i 6 em libra e por
preco mais barato, do que em ou-
tra qualquer parte.
-II- laftitf 1.-K-. .-.::
vw |uo an-
ode* do mesmo Iradurida em portuguei ao p da
letlri com o (esto ao lado 3 t. : na luririi da es-
quina do Collegio.
Lotera do Rio de Janeiro.
Vende-ie o restante dos b'lhete* a cautela* : na ra
da Cedria toja de cambio o. 38.
= Vendem-te rica* minias de seda preta muito
proprii* pira 11 lenbom que eslo de luto pelo ba-
rato preco de 7000 rs. cidi umi: na loja nota da ra
do Crespo o. 12, de Jos Joaquim da Silta Miia.
=Vendem-ie 3 moleque* pegu de 16 annoi, um
be ptimo cozinheiro : um dito de 10 annoi; 3 mu-
litinhoi, de 14 a 20 annos ; urna parda de 20 in-
nos ; urna dita de 22 annoi; urna preta de bonita fi-
sura emoca : .uma iniiiatinh. Ha ii anno., po. p...
to commodo : atra da malrii de 8. Antonio, n. 16 ,
Vende-se, ou arrenda-se, por muito
commodo preco, com algum dinheiro
vista, e o resto em pagamentos annuaes
e muito favoraveis urna boa propiedade
em Apipucos, com todas as vantagens, que
se procurSo ; a saber: urna grande casa de
vivenda, e murada, senzalla para negros,
estribara, &c, e urna venda com todos os
utensilios necessarios, e que d muito in-
teresse; tres grandes baizas para capim ,
e parte j plantado tudo margem do
rio Capibaribe com porto de embarque ,
e desembarque : urna grande otaria, toda
de pilares com barro pertoe suliciente
-= Vende-se firioba pela medida telba a retilho,
ou eaiiccida, por preco commodo; no armaiem de
porta larga no can do Collegio sonde ba iicca de
filiaba do Rio-de-Janeiro de superior quilidide ,
milbo a Icijio ir.ulalinbo.
^,=Vende-ie azeite doce fino, em garra loe* de 28
garralas; dito de coco, aa caaadaa: na ra da Sen-
aills-Velba deposito da azeite de carrapalo, a. 110.
= Vende-se urna psdaria em muito boa lugar de
negocio, prompti de todoa oa preparoe e utensilios
quaai notoi, eom commodoi ni metmi para moradia ,
a diobejro ou a erizo ; ni ru< ala Guia 0.7.
Vendem-ie 25 ascratos, sendo 9 pretoi com I -
gumas habilidades, sendo um carpida, a alearreiroa,
de idade de 18 a 20 annoa; 4 moleque*, da 11 a 14
annos; 4 pardos lindo um principio de carpina e
outro bist.nte lito ; 3 mul.tmh.i, de idide de 11
14 annoi; 3 preta*, que cuiinhe, litio e coaem Cbio,
de idide de 18 a 24 annoi ; duai pardas, que connho,
lati, engommio e ooiem da idade de 18 annoa ; to-
do* cfaegado* u I lima me o te do Aracaty ; cera de car-
nauba beierros, sola, couroa de cabra a peona* da
ema : na ra da Cruz armazem, n. 61.
= Vende-te ou permuia-ae per um litio ferio di
prica urna eicillentu caa terrea coas commodoi
pira urna grande familia, faite a moderna e bem
construida ; no principio da ra Imperial, n. 9.
Vende se larinba de aramia, nova; na ra do
Cullegio botica de Cvprianno Luit da Paz, o. 6.
S. Amaro \. conj. pouco* fundo*, por preco eommoi,.
a tratar na ruesme tenda. :
= Vendetn-W meiu sicei* com boa (arinhi di |frt
feiu ni Moribrca ; na ra do Collegio, Ipj de ff
de Menezes Jnior. "
Vende-ie urna parda* moca, sadia sera tici,,
nem achaques cose, engomma e lava da i,bl0.
ra da Aorora c*a do coronel Joaquim Jos Lu/im'
Sooza. '
I^a roa Direita, n. 9,
ha" constintemente luperior igo'ardenle de aa
reino, genebn e licor ludo de boa qualidida s no'
preco niaii commodo que em oulra qualquer parieT'
Vende-se superior feijaip..moiatinho
aos. alqoeires, medida velha, e por m,j
bat-ato preeto do qut em outra qusWer
parte : na ra da Vraia, armazens tis. 6o
e 53.
~s= Vendem-se estallo* de estribara muito bem-
na rus di Conceic io da Boa Vista n. 60. '
= Vendem-se pente de mirrifi ; papel da pato
pregos americanos n. 4; Cadeira* americana*; eabci
de Manilha; tinta e peonas: na rus do Tripiche-Noro
8.
aa Vende-* obra Pinbeiro de testamento*.m
litraria da esquina do Collegio.
Vende-** ama easa sita di fui da Gloria, 4,34
de boa perspectiva contando 2 salsa, 3 quarlos col
zinhs lora, cacimba propria, quintal morado,'*,
sabida pira a eampins, oa troc*-ae por nutra no bair-
rodaS. Antonio, ou maamono d* Boa-Vista; D|
primeiro sendo mi principies ra*, e do seguas
as ras do Aragio, Velha e S. Croa; adverte-at'
queexcedeodo 00 valor, promslte-ae Tallar: na ras
Velha. n. 115. "
- Vende-se um* padsris muito a fregnazsda,tC
S. Amaro, junto a ponte : atratar na tnetma pasara.
as Vende-se um oculo de ter ao longe, proprio pi-
ra tigvjm. por preco commodo : na ra taiga do Ron-
rio,n. 35, loja do Lody.
stefende-se ama morada de esta terrea, ni rui do Ro-
nrio, 10 p do quarlel de polica, entre o sobrado di
tiota Corrb, o sobrado dos orpbios do Collegio di
Olindi : a (rilar na dita caa n. 30.
Venda-ie, ou iluga-se urna rafinecie esa) lo.
do* os seus pertenece; a qual tem muiti fregueiii; as
Soledade n. 20
= Venderfl-ae daa* tandea ae* ef regustadas, imi
no paleo da S Cruz, e a outra na eneruiilbidi da Ha-
lem : a tratar Do primeiro sitio do Corredor-do-Bapo.
= Vendem-te es aguiniet escritos: doui pelos ,
de 22 annoi, pouco mu i* ou menea ; fmolequas, de
16 a 18 annos, todo* proprro* do tersico de cas* a cam-
po ; um moleque per kilo offirjialee aipiUiro de idi-
de de 18 a 20 annoa ; 2 ditos da 12 a 14 anuos; 2 mu-
atiohoi, de 14 annoa ; urna preta peifuita eagomnit-
deira coitarein ; duas ditas lavadairis propriii do
servico de caa ; urna nagnoba de 14 naos ; umi
mulaliohade 14a if annos; todo* tem vicios era
achoque*, e de mui liada* figura* : na ra da Cadiii
de 8. Antonio, o, 2*V
I ac Vesidem-se noes eorte* de fatenda indiana, inri-
n. o cehlo ; na ra
delibr; no Aterro da-Boa-Visla, n. 36.
= Manoel Francisco Botelho subdito portuguez,
retira-te pira a ilba de S. Miguel : e te alguem jul-
gi-te seu credor aprsente tui conta no esparjo de
oito dias que aera paga na ra do Queimado loja
de ferrageni, n. 31. ,
- Ignacio liento de Lojolli continua no procurato-
rio de causal para o que se acha competentemente ha-
bilitado a fallar na* audiencias, nlo s aa primeira ,
senio na segunde instancia.
Alugio-ie os aegundo e terceiro andares da cata
n. 10 oa ra do Tnpiche-Noto : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo sobrado,
decivallos, cirrinbo, e que te propooha a icompanbar I para traballiar ; lima grande planlacao de
cafezeiros, que j produzem, e com muitos
arvoredos de i'ructo. Tambem se vende,
por ser de grande vantagem para a mesma
propriedade, urna parie no direito de he-
ran^a de Apipucos. Adverte-se que em
todo o caso pref'ere-se a venda, e entao se
far todo o negocio. Os pretendentes di-
rijao-se ao dilo lugar a tratar com Joa-
quim do Reg Barros Pessoa.
= Vende-*e tola, couros miado* beierros calzas
de tartaruga leilaano Aracaiy ; na roa da Lroz, n. 26
flnBaVaaQBttSB&aiaasa
Vende-se sarja larga bespanlio-
la, da mais superior qualidade, que
tem apparecido; los de linho pe-
los muito finos, assitn Como ou-
tras mu i tas fazendas modernas; lu-
do por precos, que muito agrado
aos compradores: na pracinha do
Livramenlo, hoje ra do Queima-
do, loja nova, n. 40, por baixo do
sobrado de tres andares, que tem
duas lojas.
Compras.
= Comprio se escritos de ambo* o* sezos para en-
Senbo com officios, ou sem elles sendo de bonitas
gura*, anda que teji ticioso* de idade de 7 a 26
annos ; na ra Nota obrado de um andar, n. 63,
por cima da botica do Sr. Pinto.
Co*npra-se o tratsdo de Eleclrecidade por Bee-
querel de 1834 ou ode Arago com tanld*que te-
ja em bom estado ; quem tiver, annuneie.
Compra-te umi commeodi para oBcial da Rota,
nota Ou em bom uso ; quem titer, annuneie.
Compra-te, por lodo prego, a Quoitdianna o
111 de teita-feira 7 de marco de 1834 ; na pre-
ga di Independencia litnria, ni. 6 e 8.
= Coiiipn-te umi escnvi do gento de Angola,
;t ij.uo Je 25 aaooa e que mba cozinbir litar
engommir; na ra da Praia de S. Rita terrera
n. 21.
Compri-se um carrinho de 4 roda*, que aeja
forte e tenha boa* mola* ; na ra Mota, botica do
Sr. Pinto.
* Coihpra-se um moleqo* que *ej* ado e nio
eiceda de 10 a 11 annoa; atrado Corpo Sinto n.
08, te dir qnem pretende
= Vende-so urna armacio pequea propria p
qualquer negocio principalmente para tanda por
ji ter niito sertido a heem muito bom lugar : a tra-
tar na meima, na ra ettreiU do Rozarlo, n. 6.
Vende-se alpaca preta de boa qualidade muito
propria para lobre-cmcis; na roa Nota, n. 12.
= Vendem-te moeodn de ferro para aogansiaa de
iiiuoir, para vapor agote beata* de diversos timi-
n. 15.
=Vendem-te bichas, a 6000
do Bozario, n. 1.
=Vendem-*e iiccis eom feijio molilinho de bo
qualidade por preco.commodo ; oa ra da Praia, ar-
mazens na. 30 e 66
= Vendem-se smenle* de borlaliea de toda* as
qualidade*, muito nova* por preco anaii commodo
do que em ootra qualquer h*rle j na ra estrella do
Itotario, tanda n. 8.
=Vendem-ie 3 obras de Virgilio, 1., 2. e3 lomos,
em bom uso ; um aovo metbodo idem ; am* rtezi-
ob idem ; um Salustio idem ; o me*mo autor cooa-
Iruldo em portuguez; urna Selecta e um diccionario
latino ; tudo por preco muito commodo ; adverndo-
te que o diccionario tem ilgumn folhat faltas : na ra
larga do Bozario n. 22.
== Veode-ae um guarda-touca ae amarello noto e
de bom gosto ; urna corrente de ouro para relogio ;
um bate americano gfiude e bem construido ; tudo
por preco commodo : na rui da matriz da Boi-Vista ,
d. 33, segundo aadar.
Vende-te Cdigo citil por J. A. Rogroo 4000
rs. ; Elementos de historia geral pelo abbade Millot,
11 t., 6UO0 rt. ; obrn completa* da Caadillac, 23 V.
eocadernadoa e em bom catado por 12,000 n. ; Hai-
oeccii 3 i., 4O00 n. ; Medicina domestica propria
pira qualquer petaos curar, 10 t., por 8000 rs : na
rus do Lrupo n. 11.
Vende-te feijio prese muito bem a 10.000 rt.
o alqueire, pela medida talba; anna branco, a 11,600
rs. : na ma estrenado Rosario, venda que ira para
o pateo do Carmo.
sa Aiada reatao para ae eadaraan alguna maatele-
te* de grs da aple* guarnecido* da Iraoja de re-
ros e mantas dito ; corles de vestidos de aada lurte-
coree oom liitras eapicotit ao comprido, o que ha
de melbor emgoite e faiend* ; adereooa di ouro; tren-
cillos dito ; canas de ouro a praia : na ra Nota, so-
brado n. 14, a fallar eom Affonso & Hirtia.
= Vande-ae eom tantagera pira o comprador,
urna grande propriedade contando terreno para edi-
ficar 3j propriedade* eom grandn quotee* no cen-
tro den* cidad com ama fabrica de olaria, eom por-
to para embarque, podende ser acomrtiodado ao melhor
eiUbeltfcimeolo de serrana oa outro qualquer, com
um ptimo foroo, feito pelo mais moderno metbodo ,
que cotinha com a melada da liaba, que eirgim o* ou-
tro*; o que ludo aa tende pira (gamanto, o eom al-
guma eapera lateratal ao comprador : para tar a ira-
lar dinjio-eea ra da Florentina, a. 16.
:; iim atajea do Jwiaibo ameilro Vicente ,
no bc de Abreu n. 1, Jos Cielano Martina dos
Santoa tende um bilbar, que tem desirmido em
bom uto doiautigot eom ledo* o* teus
. --------------, ,------- -, o---------------------------v aa-vaaa vaina-
Lompra-se, por todo o preco, o n. IH do ei-lnho, por preco commodo; e igualmente taitas da --
tinelo per.od.co CW/dionm. Pidtdijna, de aesl. fei-fierro co.do e batido de todo, os nannos: na pr.V| = Vende-s. una tenda n ro. do Bom-Gosto e.
partenee* ,
e que tem 14 palmoa de comprimilo: a UaUr na roes-
mi cata.
= Venda-** um almoUri de Ierro eomopilao.de
duu boceas; urna ommU de 3 pistn muito boa ,
oom o seu competente atalbodo; ama eapingarde de ei-
f oleta de dou* tiros, muilo boa : oa tratetsa da Con-
cordia, n. 15.
'pando seda o mais superior ; que tem appirecido;
unto peios bonios padret como pelu cores fiai a
pela multa duraeao aeu diminuto preco he 5000 n.
cada corla ; mantas de teda para unheri a* mar* su-
periores que teem apperecid, tanto pelo bem gos-
to como pala boa qualidade mu prego he da 3000 a
I2# rs. cada urna ; sarjada leda preta para ntidos,
a 1440 re. o covido; dita bespanhola, larga, muilo si-
perior a 8600 ra.; meias de seda preU par* homem ,
a 2000 re. o par ; diU* de algodfo, pretas, imitando ,
teda, a 320 rs. o par ; meias de linbo para boma i
muito final, a 600 ra. o par ; luva* preta* tem dado*,
a* mai* luperiore* que ba a 1000 rs. o par; casimi-
ra* muito encorpadas a 900 ra. 0 ovado ; ditaa tai-
ticas muito superiores, ede duea Urgurai, i 4200
ri. o cotido ; ctisi-chitis muito finia a 3000 rs. o
corto; ditst mait superiores a 4000 rs ; chiles ds
seda do mait rico gosto, que teem tindo ; cambriiii;
pirisienses; cbitat francezai, largas a estreitas psrs ves-
tidos; cb*le*de li* muilo bo* Uzenda a 3800 rs.;
brim de linbo eom listris me* proprio pin boaea
de oflcio a 280 r*. ; aisim como um bom torlimea-
o de fazenda: para calcas ; e entra muitit fazendii,
por prego muito em conta : na ra do Creipo luja no-
ta o. 12 de Jos Joaquim da Silva Maia.
-- Venderse vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
Iba: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Miranda; no Aterro-da-
Boa-Vista, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra o
Trapiche, armazem de molhdos
do Nicoile.
=Em em de Fernando de Lneea na roa de Trapi-
che, n. 34, acaba-sede recebar o seguinte : mai',
eetej**, passas miudaedeCerintho: eonserv, coraofmf
tss, pesegoi, moringa*, eerejn, et. ; legumet ea> la-
Use outra*, eomo pepino* em vinagra, ajeitons '
' superior cha atssoa ,e gumpowdre. dilo pr*'
hraa
(louchon), tinbo dis seguintesquilidadei: Sherrvi.^'
liga, Uadera, do Porto, do Raeoo, Bordiui, Hssl-
Bertac, Cognac, lieoro* de ditera** qualidad*. '-
te doce superfino, charuto* regala e de Maolbi dos
melbor** Ubneante* ouUot o!,j. ctoa; ludo por pf*!0
acommodado, em porfi e a retalbo. I
'".11.-.- :<> nr^ai^^aaavaBaaBaBBBneitn
tutoretJohn bVoaowod o Filba, de Londrat, P0'
preco maia barato do que at agora a um forte pi
dea meemoe autores, muito em coata d *'
Calvont te Companbia na praga do Corpo Santo.
= Yendem-ie 21 pipit tutee, proprise pin aaeee-
-*e da ago'ardento : no armantrn .t II.cellar, i"""
rern-ae de ago arden te j oo armasen do Haeallar,
lo a escadioha di alfandega.
PERN. j NA TYP. DE U, F DB F*.ltl
A -.84

mt


CORRESPONDENCIAS.
Srs. Kedaclores : O prometttdo he devido : dzia
minha av, que Dos haja. Prometti na minha corres-
pondencia anterior, que breve voltaria, ese o mo
cumpri rigorosamente, deo a isso lugar os meus tra-
ballios agrcolas em que vivo sempro oecupado, c
nlo falla de materia; porque, lieos louvado, o
Sr. Francisco Bernardo, ou Chico do Di'ibti de breos,
c Cn'iipanhia, da panno para mangas em abundan-
cia ; mas nao tenlio remeilio senio largar tildo e es-
penlic ir alguns momentos com esta entidade que
,'inno foi, e agora particularmente se torna celebre
pelos seus despotismos c violencias.
Nlo tratarei mais doroulio de gallinlias, tapiocas,
ananazes, bacalhaos milhos, e at papa de crian-
cinhas! feito por tropa da polica desse individuo;
nao me oceurarei mesmo com a invaso fcita por
essa gente em casa de cidaduos pacficos, insultan-
do suas familias o cometiendo infinitos desaforos
com a fu rea publica : temos cousas novas, novos des-
potismos e arbitrariedades, temos a seguranca
individual menosprezada por aquelles, a quemeum-
pre respeital-la temos cidadlos laucados em enr-
ccres privados, ou, paramelhor dizer, em charcos in-
mundos, temos linalmente todas as garantas sus-
pensas nesta miseravel trra ,, que me deo o
ser, equemelem alimentado at esta idade para
presenciar o reinado da estupidez, do despotismo,
da brutalidade, de todos os vicios emlim! K, na ver-
dade, Srs. Redactores, se nao fraa firme conviccSo,
em que estnu de que o imperio do vicio he ephe-
meco, cquea virtudesempre triimpha, se n8o f-
a certeza que tenho, de ver ainda punidos com a
espadada justca, nullilicados por urna vez os tyran-
netes que nos oppriinein cu invocara a morte !
A morte me livraria emlim de presenciar tantas nul-
lidades gobernantes, e tilo desavergonhados tratan-
tes massacrandoa hiimandade.
OSr. Francisco Bernardo de breos entendeo la
de s para si, que com o exercicio de teceiro sup-
plente de subdelegado, tinha as nttribuicoos de un
pacha turco, ou que governava alguna das provin-
cias ottomauas; c por cousoquencia poderia obrar
o que llie parecesse e Ihe viesse ao Oestunto ; sem
se lembrar, que est n'uina trra americana, no
imperio do brasil, que lie regido por urna constitiii-
$lo e cdigos liberaes, postoque innomine c por
estas alturas. Ja liz ver o publico a perseguidlo
desenvolvida por esse homem contra os habitantes
das Ierras do engenho Cursahy; como foriio tumul-
tuariamente suas casas invadidas o vasculhadas pe-
la policia ; isto para prender em massa iodos quoii-
tus se encontrassem ; mas, nlo ficando com isso sa-
tisfeito, econhecendo, que com taes assaltos pou-
co aproveilava tratou de armar emboscadas c
guernlhas aos moradores, nos dias do sabbailo ,
quando estes vilo a feira venderos seus gneros e
comprar o preciso para as suas familias; e assim o
liv. rollucaudo duas emboscadas perto da feira de
Nazareth, as quaes agarrn um pobre homem de
noine Francisco Ferreira meu vizinho, que pos-
sue por toda a sua fortuna una nuilher, oito filhos
menores, emeiaduzia de cordas de embira que
fabrica na semana para comoseu producto comprar
opilo para essa famili : teve-o preso, nao sei que
lempo, e soltou-o quando quiz. Outros tois Cah-
r;lo as guerrilhas; mas, por mais espertos pdenlo
fugir as unhas do mtlhajre ; e com que risco rom
o de vida ; porque sobre elles forilo disparadas armas
defogo, que felizmente mo fizerilo o seueffeito; e
com o prejuizo de ludo quanto levrilo, dinheiro e
ceneros que tudo pcrderSo e deixrlo s harpa*.
que tal! Quo bom metliodo de pnlirir.r Oulra
mais. O engenho Cursahy dista da feira de Pao d'A-
llio urna legoa, o por conseguinte um terco da de
Nazareth, donde esta arredado tres leguas c por
isso os seus habitamos procurSo por mais perto
a primeira !
Do que se lembrou o Sr. Francisco Bernarda!
requisita polica de Pao d'Alho a prisSo era massa
de todos os moradores do engenho Cursahy, qu
all fossem feirar; e os taes policas, que tudo serlo,
( menos sanios) at desta vez sorvir.io do cabos de es-
cuadra comecflo a prender tudo, que so cncon-
Irassc ou morassoem Cursahy; o aqu se desen-
volveo um agarra-agarro em cima de dezenas do
cdadaos todos pas de familia, que se virti obri-
gadosa abandonaren! os seus effeitos, as suas cargas,
seus eavallos tudo finalmente, parase salvaren) ;
finando sempre quatro presos, o lavrador o nego-
ciante (uilherme Goncalves Pinto viuvo com fi-
Ihos, e outros tres casados c carregados de filhos: 6
que fara depois, Srs. Redactores, o tal Francisco
Bernardo ? Arcrescentando ao arbitrio o insul-
to, ao despotismo o escarneo, a afilelo ao afilelo, os
faz passar algemados no meio de numerosa escolta ,
depois (lo passadas mais de 24 horas na cadeia d
Pao d'Alho, pola estrada e em frente do engenho
Cursahy, pelos ollios de suas desoladas familias,
echegados no engenho breos, ah silo pelo pachasito
mandados encerraren! um quarto da casa de purgar,
que serve de curra I a animaos, mide a chuva entra
de todos os lados, cheio de nojentas mmundices
e vermes, onde a lama quasi chega ao joelho, e ah
os faz passar a nnite algemados!! e ja hojo fazem
auatro dias, e anda 09 pacientes cxislcm na ca-
ca. Ah I brbaro despota! tyranno! alma peque-
nina e debido, que niesqunha e baixa vinganca
idiaste !! ho propria de tua alma.
Pcrnambucanos, patricios meus! na Turqua se fa-
rmaisP NSo, nlo, cortamente niio. E quaes s3o
oscrimes destes infelizes cdados para assim se-
rem massacrados ? Muraren) no engenho Cursahy !
E permita Dos que fique isto aqui s, que fique
sem prisoes, algumas noitcs passadas em charcos
immundos, c nlo sei quantos dias mais na cadeia;
periTiitta Dos que por cima disto tudo lhe nlo sueco-
da oque ha poucoaconteceoao desgracado Antonio
Joaquim :e por fallar neste nome quero referir ao
publico mais esta gentileza que me contrflo do
tyrannete do breos e seus asseclas. Antonio Joa-
quim homem branco, ha pouco mudado para o lu-
gar Huraco perto do engenho breos, havendo :::-
corrido no desagrado de um tal Antonio, nao sei de
que, d'Agna-Verdc, inspector de quarteirilo, foi preso
por duas vezes por ordem ou do inspector, ou do sub-
delegado pachasito, e rcmeltido para a villa, onde
ambas as vezes foi sollo por mo so lhe adiar crime.
Supponho que, zangado o tal Antonio com isso, orde-
nou a Antonio Joaquim que inmediatamente se
HdasS, o gsar.de elle diriga casa a cum-
pri r o firman, v-sc agarrado por (Uns espoletas,
vulgarmentoappellidados Chico Calumbi.c l.uiz Can-
galhero que o cspancario liorrivelmenle fazen-
do-lhe entre outros, um rorniidavel lascilo na cabe*
ca e quebrando-lhe um braqo c ueste estado foi
preso c remettido para o Sr. Francisco Bernardo,
que anda em cima o mandou metter no tronco e no
diaseguiitecoiiduzir para a cadeia! Em que paz,
ainda semi-barharo, Pernaintiucanos! apparecem
fados (lestes,sem que logo e logo mo scjlo pu-
nidos! Entre nos suecedem-se coninuadamcnte, e
nada de providencias : e como hilo do estas appare-
cersea propria polica os seus agentes, que teem o
rigoroso deverde prevenil-los, ou punil-os, silo quem
os pralicilo! Em oulros paizes silo os bandidos os
reos de polica, que assi m obrtio; entro ns.emPer-
nambuco na comarca de Nazareth, sio as autori-
dades policiacs as que commettem estes allentados.
Talvez alguem me responda:Recorrei Ici, recor-
rei s autoridades indiciaras, temos a mponsa-
hilidadc dos empregados pblicos, &c- Qual le I
quaes autoridades! qual a responsabilidade hoje das
autoridades policiaes! qual o magistrado, que ac-
tualmente ter bastante firmeza e coragem para res-
ponsabilisar um agente de policia, depois do que,
na bem pouco, succedeo com o juiz de direito do Li-
moeiro! Qual o magistrado, que, atrevendo-se a pro-
cessar um policia, n8o seja tambem processado,
1


- 2
*-? ^ -
e veja na precisSo de habitar as maltas para nSo ser
engaolado! _
Eque cITeito pode produzr a pronuncia de um
acento policial hoje ? 1 A comarca do Limoeiro que
responda. Onde iremos parar com semejantes des-
potismos Quousque amlem! Sr. cliele de poJiCia!
Oh: Sr. Dr. autono Aflbn>o!.. veja os scus agentes de
polica de Na/are th o que estilo platicando! Acuda-
nos,., acuda nos por caridade Olbe para o proctfi
dinientodo terceiro supplent do subdelegado de
Tracunhem, Francisco Bernardo Cavalcanle, e vanos
agenlesseus! Estamos sendo governados como um
povo conquistado veja, que em plena paz e>l
moscona as garantas de I'acto suspensas. Somos
presos e algemados sem culpa formad, sem enmes,
sem indicios (lestes ; somos medidos no tronco como
escravos ; faz-se-nospassar nuiles aigemado, ea-
tojladosem immundces: somos espantado, e nos-
sos membro fracturados; nossas casas silo iiivucli-
dassemformalidailealguma legal, nossas familias
insultadas; errebata-se-nos o parro alimento, que
em cas* temos para nossos lilhinhos ; estamos na co-
marca com um engenho sitiado, donde os habitan-
tes nSo podem sabir nem para comprar o preciso
paraa bocea. Providencias! Sr. ebefe de polica!
Providencias !'.!... Francisco bernardo Cavbante,
csrus irmaos sflo incapazes de ser autoridades
pojiciaes osseus precedentes sao terriveis : sflo lio-
mensparaserempoliriudos e 1180 para policiarem.
Francisco Bernardo Cavalcante be bomem colrico
e odioso quasi analphahelo, tnm falta de senso
commum odiado por numerosissimas nesooas ,
e.......ilireiemoutra occasiao. Segundos artigo
86e27 do regula ment n. 120 de 31 de Janeiro
eartigos 4 e 7 do regulamento n. 128 de 2 de feve-
reiro de 1842 nio pode ser autoridade de polica.
I.i vre-nos de semelbante bomem Sr. chefe de poli-
ca!.. JNo districlo e.xislem mutos correligionarios
deV.S. capazes de excrcer esse lugar. He mesmo
um desarpara o seu partido na comarca de Nazareth
oempregar entidades semelbantes, que nemhuma
garanta offerecein sociedade. Um individuo tal
nao devo continuar a exercer lugar de polica nem
de cousa alguma, a nao se querer una qeral cxpln-
Silo, que se deve recciar, acontinuarcm senielhantcs
desatinos.
Opovosoffreatcccrlonontojeopovohpoopprimi-
do: sobre niim, e os da minha posicao recahem a tola-
lidada dos males ; a nossa paciencia pode esgotar-se.
O povo do mallo desronhecc certas entidades
prcdomin.il.i .-,
Upa i
3 \n cim mas logo que
l/lt;dUIII|M"ll^i^| w~v....... 1 ; _; :----~ -~n~- -1-----
esta lie espesinbada pelos mesmos, a quem mais
cumpre acata-la, e logo que o povo sofTre as snas
consequencias, murmura, e o murmurio do povo
assemelha-se ao rugido do tigre. Nada de abusar da
Jiossa paciencia : j conhecemos, ou mais ou menos,
os nossos diretos. Providencias, Sr. chefe de poli-
ca l'rovidencias....
Tenho sido extenso, Srs. Redactores mas nSo
houveoutro remedio, e anda nifl fica o melhor, que
linlia a dizer do Sr. Francisco Bernardo scus ir-
mai'S e mais alguem; como espero, porm re-pos-
ta desse bomem mo delle directamente porque
fcuino j di.se, be quas analpliabeto e incapaz de
jgarduas palavras, mas de outrem por elle, para
onlao guardare! a descarga; porque estou disposto,
sejflo quaes furem as consequencias a 'lar publici-
dade aos scus feitos ab iniliu, para que o tornem co-
nhecidona provincia, o avallado como merece; e
sssiinnSo me despego de Vm."', rogando-llies, en-
tretanto, o obsequio de nscrirem em sen mu con-
cailuado jornal estas fracas liabas, que muilolhes
agradecer o seu c. Jos Flix Pereira.
Srs. Btaclores Sempre e ra lodo o lempo o appel-
lo para o publico foi o recurro do hnmem de bein
oppriiiilo innocentemente; pela prinieii-.-i ve me
vejo na licorosa necessidade de recorrer a Imprenta,
aprsenmelo ao publico o fact, que 110 dia 21 do
iiir* p |>. leve lugar Contra a ininlia pessoa e garan-
lias riisiiiui iniiacs. Trudo sabido de minha casa
s 12 horas do referido dia para curar de meus m
omcstkos, transitara por defroute da casado cidadao
Luio Jos de Castro e Aoaujo, morador nesla villa, quan-
a mi 111 se appioximro dous esbirros da polica, e de-
MH, KA Tfr. DI M. r, DI rABIA. IMS.
V
pois de me catarein cuidadosamente lodo eorpo leni
que ciicontrassciu armas, ou objrctos, ijue prctextas-
siuia minha prisao, ordenrao-mc, que ou lirnsse o
nuil chapeo para ser tainlu-m casravilhado, e porque
l.'ii aeiuelhante mandado, nfio obstante, pi r-
iifitI. que o lizesseni, para loco 111c deraoa voz de piisio
a oulriii do fcilur do rngrnho Goii.ina, um qui,luiit Ma-
nuel Itezcrra.qiie por bastarda Iciu o | pellido de Ca-
raliante, que, para yergniiha desla cumaica, exerce
nrllaocargo de subdi legado da fregueiia do Hio-I cuino-
so, e soniquete lhi-.se a menor lousideracao minha
qualidado 4c em pregado publico m sia comarca, onde
raerco os cargo1, de li~c.il da fregui zia, rscrivo do jui-
zo de pai.e partidor do fulzo, airaslraiau-me imniedia-
tamrnie paru 9 iMBrciiro jaartel de polica uo meio
dr urna escull, acunado pelos vestidos, como se eu
fi'i.i reo de giaves ciinus ; ehrgado aquella prisao me
foi mais ordenado, que me in.ollirsse ao calabouco
cornos ciiuiinosos, onde preparado eslava um par de
alginias p ira com elle se ine arrochar us pulsos de
meus bracos, como pialieiro eoin o cidadao Pedro
(alisto de Albui|iierque que nesaa misma occasio
lanibein foi preso, bomem oitugenailo. manso e pa-
rilieo, culo ciimeainda boje lie dCaconbi ido, com ma-
nifistalnfracc.io du art. 149 do regulamenion. 120, le
.'II de Janeiro de 1842, que estojao em lugar separado sem coininunicavo
com os pronunciados e criminosos os prc.-os ,
(ine aluda nao esliverem pronunciado; e cena-
mente levariio a clleilo ese acto de perversidade
e inaudito despotismo, se no fosse. o minha repugnan-
cia a essa ordein. a pedidos de alguna amigos, que a
ineu favor inploirfio. Pasjadas 21 horas, sem que me
fosse apreseutid.i a ola de minha culpa, como manda
a le. irqiieri pela priuielra. segunda r lercelra vez ao
tal subdelegado, a cuja ordrm me nehava preso, para
qui- me insudaste paliar por ceiiidno, qual a nota de
minha culpa, liem como a ordem, em virtud o da qual se
baria ordenado a minha plisan visto que nao fui
preso em flagrante delicio a cojos requeriinenlos se
negou essa autoridade despachar, passando a esconder-
se, como se esconden no intciior da casa do um corto
Calle', curandeiro bem conh'cido nesla villa por sou
genio atialiiliaii", e de quem osse subdelegado como
as domis autoridades policlaos sao meros instrumen-
tos. A' vista de soinelhanlc ro)uilsa recorri ao doulor
mi/, do rrinie depta comarca, endcrecando-lhe Uinre-
Suerimenlo de habtai corput, que, sendo deferido, man-
ando ao sargento Joo de llol'an la, na qualidadede de-
tentor, me conducase sua presen;a, laiubem se oc-
cultou n referida casa de C tol, para nao obdecer a
iutim.icodessa ordem ; vendo, purm, osle iniscran-l,
a que cbmao subdelegado, que o doulor juiz de direito
no podia deixar do deferir a minha peticao, inandou-
me relachar da prisao, em que me aehava, por issoque
ella au podia ser justificada por pretexto alg..... rosol-
veo-sen ceder de sua caprichosa vouuvde, e, dlrigmdo-se
?o roinretivo quartol, alli me ord.uou voc.iliiiente, que
sahisse da prisao; noqUc b aanclssda nordtsrr, que
so o fazia por ordem do inesino doutor jmz de uireuo,
a quem o negocio de mil.lia soltura se aehava all'eolu,
passon a maltratar-iiie de palanas, e a ordenaraguar-
da, que me arranoassem para fura daquclla prisao, ac-
rre.ccntanilo( note-se briu ) que aquella casa (oquar.
tel ) nao era de paisanos ; e cuino 11:10 qnltesse soll'rer
mais esse ultrage e violencia de semelbante pacha,
tratet logo de ausenlar-iiie da dita prisao, accoltandoa
ordem de soltura, que acabava de se me dar, depols de
liaver all peruianoi ido por mais de 28 lloras, sem que
huuvesse eouiiiiettido o menor crime. Kis, Srs. He-
dactnrrs, sem a menor discrepancia di voidade, a narra-
dlo das \iulem ias cornmellida contra niiin, por um ini-
seravel enlesriii prestigio, sem forca moral, por uuienle,
cuja conducta e di/, manchada pela lenta tira de assassi-
nato do coronel Vianua, da comarca de Goiauua, c de. .
. e que em i>aga de acolliiniento, que rucontrou da
parte do habitantes desta comarca, os quer iiaiard
mesina nianelra, que irata os escravos de Goicaua, onde
serv- de fi itur Kis o piooi dimento de una auloridadc
constituida por humen, que seapregno defensores dos
foros c Uberdade dos eidados! Onde so vioem parle
alguma do mundo enrrer-se pela polica em pleno da
a cinadio honestos, c 1 nprogados pblicos/ l-omo
poder en. na qualidade de fiscal desla comarca, xeicej-
as attribui{ors pollclaes, que me ooiiferoarl 41 da
posturas respectiva*, se me vejo assim coacto pola po-
lica desla, e sem me expi a sor con ido e preso tantas
reo, quaiitas sabir de minha casa para lora ? Itogo-
llios, por lauto Srs. Rodadores o favor de publica
rom rm seu estlinavel jornal este aconteciinriilo para
que o publico possa oonhecer a boa gente a quem bo-
je esta confiada a polica da nossa trra, que nunca illu-
dir a este eiue be atiento venerador de Vin."1
Joo Antonio Corta estivo.
4200


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